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quinta-feira, 9 de abril de 2026

O INFAME FALSIFICADOR

Por Luciano J. A. Urpia

Antoine Firmin Abraham tornou-se uma figura infame nos círculos maçônicos de Paris no início do século XIX. Apesar da escassez de informações biográficas a seu respeito, ele ganhou notoriedade por fabricar e vender diplomas maçônicos falsos, além de comerciar graus superiores de forma ilegítima, atividades das quais obteve lucros significativos por um tempo. Essa rede de falsificações e comércio ilegal de altos graus rendeu-lhe uma fortuna considerável, até que suas ações foram expostas.

Sua produção intelectual inclui a obra "L'Art du Tuileur "(1804) e o periódico "Le Miroir de la Vérité "(1800-1808), que, apesar da origem duvidosa do autor, reúnem detalhes históricos relevantes sobre a Maçonaria francesa da época. O periódico, publicado em três volumes, é particularmente rico em dados históricos sobre a Ordem na França. No entanto, em 1811, o Supremo Conselho da França emitiu uma circular oficial declarando nulos todos os seus documentos e o denunciando publicamente como um impostor. Esta circular, intitulada "Circulaire du Conseil Suprême du 33e degré", foi um documento de dezesseis páginas que explicitamente desmascarou Abraham como um fraude, invalidando todas as suas cartas régias e diplomas.

Assim, Abraham deixou um duplo legado: o de um charlatão que explorou a credulidade de muitos irmãos e, paradoxalmente, o de um editor cujas publicações, embora fruto de fraude, preservaram informações úteis para os estudiosos da história da Maçonaria.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

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