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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

ORLA DENTEADA III

Em 20.09.2025 o Respeitável Irmão Mario Inácio Giehl, Loja Progresso da Humanidade, 39, REAA, GORGS, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

ORLA DENTADA.

Agradeço antecipadamente o retorno. Quando se trata deste Símbolo, ele sempre é ornado com Triângulos invertido das cores branco e preto? ou tem, algum rito com cores azuis. E, no caso do REAA, só está no Ocidente? É isso?

Outra dúvida, só o REAA, trabalha em Templos, com o Ocidente separado do Oriente, numa elevação com 4 degraus e depois mais 3 degraus para o Trono 

CONSIDERAÇÕES:

Em relação à Orla Denteada (Dentada), há alguns rituais do Rito Adonhiramita, por exemplo, que trazem os triângulos da orla que contorna o Pavimento Mosaico na cor azul e branca. Outros rituais, no entanto, deste mesmo rito, trazem-nos em preto e branco.

Em se tratando do REAA, a Orla Denteada pode aparecer em torno do Pavimento no Ocidente da Loja, sempre com triângulos pretos e brancos. Lembra-se que no REAA os quadrados brancos e pretos que constituem o Pavimento Mosaico aparecem dispostos na forma oblíqua, enquanto que nos demais ritos o Pavimento geralmente se apresenta como um tabuleiro de xadrez.

É bom que se diga que não há, no REAA, a obrigatoriedade de se construir literalmente a Orla Dentada em torno do Pavimento Mosaico (piso ocidental da Loja), isto porque ela, a Orla, já se encontra representada no Painel do Grau, a qual aparece como uma moldura contornando os símbolos que formam o quadro. Na verdade, como um dos símbolos da Loja de Aprendiz e Companheiro, a Orla Denteada literalmente fica no Painel, o que já é suficiente para a sua compreensão.

No REAA, o Oriente é separado do Ocidente por uma balaustrada aberta no centro, e fica apenas um degrau acima do nível do piso ocidental. O sólio fica no Oriente, porém a três degraus acima do piso oriental.

Ainda é importante mencionar que na topografia de uma Loja do REAA existem sete degraus, a saber: 1 degrau para o Oriente; 3 degraus para o sólio; 2degraus para a cátedra do 1º Vigilante e 1 degrau para a cátedra do 2º Vigilante. A soma deles perfaz o número de 7 degraus. Dentre outros, esses degraus aludem ás Sete Artes e Ciências Liberais da Idade Média.

Não obstante a cor dos triângulos que venham formar a Orla Denteada, azuis ou pretos, o seu significado é o de uma cadeia que contorna os limites simbólicos da Oficina onde, unidos por laços de solidariedade, os maçons trabalham incessantemente em prol da humanidade.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

DIÁCONOS NO REAA

Em 21/09/2025 o Respeitável Irmão Valcir Vianna Martins, Loja Gênesis, 3089, REAA, GOB-RS, Oriente de Cachoeirinha, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão.

DIÁCONOS

No ritual, pág. 26, a fala do 2º Diácono "para ser o executor e transmissor de suas ordens...”. Ele está se referindo às ordens do 1º Vig, ou do Ven∴ Mestre?

CONSIDERAÇÕES:

Antes é bom que se diga que no Ritual de Aprendiz do REAA em vigência do GOB essa fala, relativa ao 2º Diácono, não aparece na página 26.

Dito isso, a dialética de abertura que envolve os Diáconos é apenas ilustrativa e tem o fito de preservar um antigo costume oriundo dos nossos ancestrais operativos, onde os mensageiros (oficiais de chão) atuavam nos imensos canteiros medievais que abrigavam uma grande construção – de uma catedral, por exemplo.

Por conta disso, remeto o Irmão à leitura no Ritual de Aprendiz do REAA em vigência (2024), nele atentar para a observação que consta na página 49, bem como o que consta no final da página 204. Observe-se que de maneira prática os Diáconos atuam apenas como mensageiros na liturgia da transmissão da palavra e nada mais.

Ao finalizar, reitera-se: a dialética de abertura que envolve os Diáconos é apenas um artifício figurado para conservar um antigo costume, mas que na prática ele de fato não existe.

T∴ F∴ A∴
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

GUERRA ANGLO-AMERICANA

A Guerra de 1812, ou a Guerra Anglo-Americana foi a guerra entre os Estados Unidos e o Reino Unido e suas colônias, incluindo o Canadá Superior (Ontário), o Canadá Inferior (Quebec), Nova Escócia, Bermuda e a ilha da Terra Nova.

Durante esta guerra, o navio britânico "Shannon" capturou a fragata americana "Chesapeake". O tenente da Marinha Britânica, Lord Provo Wallis, com cerca de 22 anos de idade, embarcou na fragata para fazer prisioneiros e oficialmente capturar o navio inimigo. Quando chegou ao convés, encontrou um oficial americano ajoelhado sobre o corpo ferido de um agonizante artilheiro, segurando a sua mão.

Wallis ficou surpreso, em primeiro momento, por um oficial se preocupar tanto com a morte de um marinheiro comum, tal era a atitude da marinha britânica naquela época, e terminou descobrindo que ambos os americanos eram maçons.

Quando ele foi informado de que os dois eram irmãos maçons, Lord Wallis, que também era iniciado, ajoelhou-se com o oficial americano e segurou a mão do atirador até ele morrer.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

PRAZO DE VALIDADE MAÇÔNICO

Repasse do Ir∴ Carlos Augusto G. Pereira da Silva.
Ex V∴M∴ Loja Obreiros de São João no. 42, Porto Alegre – RS.

PS: Ousaria acrescentar ao brilhante texto acima:

Triste mesmo não é ter o prazo de validade maçônico vencido e sim constatar isto e permanecer “EM LOJA” como Obreiros insinceros, indiferentes, indisciplinados e/ou inúteis. (Pág. 227 do Ritual de Aprendiz-Maçom (Rito Brasileiro) – Edição 2009.

Meus Gentis Irmãos,

Prazo de validade é para mostrar e dizer a todos que aquilo que está proposto, se passar daquele tempo, já era. Perde o valor. Perde a utilidade.

Só tem valor, quando ainda é útil. Quando ainda possui qualidade. Passou do ponto, do tempo, fica inadequado.

E é o que estamos vendo hoje.

Esgotou-se o prazo, o tempo. Já era essa de falar do passado, do Deus vingativo, de Velho testamento, de falar aquilo que não se faz, de se achar dono daquilo que é de todos. Perderam o prazo de validade esses temas entre outros.

Hoje o que vale é ter olhos para frente, o que, aliás, é a função deles, olhar para frente e onde eles exatamente estão conforme a natureza - na frente. Mas, os maçons insistem em olhar o retrovisor.

O que tem valor é o maçom, e consideramos o ritual o mais importante.

O que tem validade é o maçom, e nós achamos o que vale é a hierarquia sem exemplo.

O que tem validade é o maçom disciplinado, e nós achando que obediência é mais importante.

O que tem validade é o maçom civilizado, e nós achando que saberes ultrapassados são relevantes.

A Maçonaria foi feita para o maçom! Não esqueçamos.

Meus Gentis Irmãos, o valor do maçom está sempre na relação direta de seu aprendizado, em qualquer grau. Quem acha que já sabe tudo, está na hora de ser trocado, quem acha que já amadureceu deve ser trocado, parou de aprender, estagnou. Perdeu a validade.

Quem acha que o número a mais na lapela é mais importante do que o conhecimento, perdeu a validade, deve ser trocado, brecou a aprendizagem. Quem acha que conhece, mas não compartilha conhecimento, não conhece. Seu prazo de validade expirou.

Quem sabe e não denuncia, é conivente. Portanto, sua validade de confiança expirou também, deve ser trocado pela ética.

Os temas e saberes ultrapassados ministrados de hoje em dia são importantes para historiadores, para recomposição da história, mas para que possamos realizar o futuro é preciso aprender a aprender. Esse é o novo prazo de validade maçônica.

Aprender a aprender e criar novos conceitos. Aliás, típica função do mestre. E ele que, nesta jornada de maestria, precisa se libertar e buscar a autonomia, ensinamento deixado pelos irmãos da era do iluminismo.

Já que subordinação é coisa para omisso, e subalterno. É contra a proposta maçônica tal comportamento. É incoerência.

Isso em Maçonaria se chama atraso, anacronismo, paternalismo que leva ao autoritarismo das idéias e tranca o desenvolvimento do Ser, por achar que o mérito do saber e da autonomia não têm valor.

Maçom que se preze, não pode tolerar isso. E não tolerar aqui, é não aceitar que a incultura tome conta.

A Maçonaria hoje e os maçons de hoje estão com medo do futuro e por isso agarrados ao passado que não fizeram, e a Maçonaria achando-se merecedora do mérito de algo que não pegou como o exemplo. A ação Maçônica. Ação de irmãos do passado que agiram em prol do tornar feliz a humanidade. Por isso, são lembrados, ate porque não há Maçonaria sem maçons.

E nós hoje o que fizemos?

Se a Maçonaria hoje fosse tirada do planeta, a sociedade lamentaria?

Aceitamos fotos nos jornais paramentados, mas criticamos aqueles que em comum acordo para o agir, realmente fazem. Achando que continuar a falar é mais importante do que fazer. Na visão da sociedade para estes o prazo de validade venceu. Troca-se, pega-se outro, outra proposta.

Nosso prazo venceu? Que acham disso, meus Gentis Irmãos?

Quando comemoramos o dia do Maçom, dia 20 de agosto, só falamos do passado, sem nenhuma proposta de futuro.

Ficamos indignados com os políticos. Mas, não fizemos uma campanha pública para que esses que ai estão não recebam os votos nas próximas eleições e assim esclarecermos o povo. Mostrando quem e quem na política - e assim melhorarmos a política. Seria interessante ou não? Não é assunto maçônico? Pensemos nisso.

Só a indignação sem atos é retórica e com prazo de validade vencido.

Tipo o Senador Suplicy que votou a favor na comissão que inocentou os corruptos e fez marketing na tribuna dizendo o contrário. Não é sustentável, não tem responsabilidade social, seu sentimento não está de acordo com o que fala, com o que faz. Seu prazo de validade venceu. E se assim fizermos também, o nosso prazo venceu.

Criticamos as benemerências, os Troncos de Solidariedades Sociais, mas nos orgulhamos das fotos nos jornais, paramentados em lugar inadequado, adoramos os diplomas, etc. E isso de algo que não aparece para a sociedade, os feitos. Falamos mas não vemos o que foi feito, muito raro talvez possamos ver. Ou então não sabemos nos comunicar. Aliás, isso e um grave problema maçônico. Mas, para quem sabe fazer não se dá ouvido, por isso que o prazo vence e os erros se tornam repetitivos.

Como a Maçonaria esta fazendo coisas que a sociedade não sabe!

Só que as coisas e a situação da sociedade não mudam, não é mesmo? Pioram?

Meus Gentis Irmãos, nosso prazo de validade está vencido ou vencendo?

Estejamos atentos para que não passemos para o futuro, para a nova geração, como uma geração de maçons que mais falou do que fez, mais criticou do que deu exemplo. Será muito ruim se daqui a dez anos, nas comemorações do dia do maçom, se continue a lembrar daqueles antigos e esqueçam de nós, não por esquecimento de datas, mas por não termos feitos consideráveis e relevantes para a sociedade de hoje.

Renovemos o nosso prazo de validade agindo mais e falando menos. 

Aprenda a aprender.

Participe de grupos de estudos. 

Seja pró-ativo.

Iniciação - Elevação – Exaltação.

Assim é possível começar a renovar o prazo de validade maçônica e ter uma vida útil maçonicamente falando para tornar feliz a humanidade como construtor social bem maior.

Já que o senta e levanta das sessões como ouvi esses dias, só nos tem levado a uma coisa: a evasão.

O meu prazo não venceu e só vencerá quando o G∴A∴D∴U∴ me chamar para outras obras em outros orientes. Por isso, estou compartilhando conhecimento, em grupos de estudos e de internet e fazendo encontros periódicos para despertar o maçom para o seu prazo de validade ser o maior possível.

E o seu prazo de validade maçônico, meu Gentil Irmão, como está?

Pare de observar, comece a fazer. É sempre melhor fazer para ensinar depois do que ensinar sempre sem nunca fazer.

Conclusão: Apenas lamentamos não sermos os idealizadores da mensagem, se assim o fosse escreveríamos muito, muito mais, a começar pelas cúpulas da Ordem que apenas copulam!

“Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso.” (Bertolt Brecht)

Fonte: JBNews - Informativo nº 298 - 22.06.2011

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

TEMPO DE APERFEIÇOAMENTO DO APRENDIZ

Em 19/09/2025 o Respeitável Irmão Alex Gailey, Loja Renascer de Cotia, REAA, GOB-SP, Oriente de Cotia, Estado de São Paulo, faz a pergunta seguinte:

TEMPO DE APRENDIZ

Fiz a leitura do RGF do GOB na questão referente ao tempo que o aprendiz deveria completar sua preparação para aumento de salário.

Está bem descrito o prazo de um ano.

A dúvida: este prazo deve ser considerado para Lojas que mantém sessões semanais e também quinzenais de forma igual?

CONSIDERAÇÕES:


Não obstante esta questão ser própria para o legislador maçônico responder, eu, na minha modesta opinião, penso que é de um ano a partir da data da iniciação, sem se levar em conta o número de sessões que a Loja realiza durante o mês, respeitadas as demais exigências previstas no RGF.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MONTE MORIÁ OU MONTE LÍBANO - LENDA HIRÂMICA

Em 19.09.2025 o Respeitável Irmão Dyogner Mildemberger, Loja Gralha Azul, 2514, REAA, GOB-PR, Oriente de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, presenta a seguinte questão:

MONTE MORIÁ OU MONTE LÍBANO

Estou estudando rituais do grau 3 do REAA e notei variações entre o do GOB e o da GLP com relação ao nome do local onde o c∴ do mestre HA foi enterrado pelos tr∴ maus c∴. No ritual do GOB consta Monte Líbano e no da GLP, Monte Moriah. Poderia comentar sobre essa diferença e se é mais apropriado adotar um ou outro no contexto da Lenda?

CONSIDERAÇÕES:

Monte Moriá é uma elevação (colina) localizada na cidade Jerusalém, capital de Israel. É um lugar sagrado para as três principais religiões monoteístas conhecidas. Segundo a Bíblia, foi o local escolhido pelo Rei Davi para construir o Templo que seria depois edificado pelo Rei Salomão.

Monte Líbano está localizado no país denominado Líbano. É uma região formada por uma imponente cadeia de montanhas paralela ao Mar Mediterrâneo no sentido Norte ao Sul, com aproximadamente 160 km de extensão. Com picos nevados e pedras calcárias brilhantes, a região é famosa pelos seus cedros majestosos (cedro do Líbano), um importante recurso natural e rota comercial na Antiguidade.

No tocante à Lenda Hirâmica e a Maçonaria, a mesma foi escrita e contada em várias versões e de conformidade com os ritos maçônicos, embora de mesmo objetivo. No GOB, a versão dessa lenda, em linhas gerais, menciona que o cad∴de H∴ A∴ foi sep∴ fora dos muros de Jerusalém, razão pela qual nesse acontecimento é citada uma montanha de nome Monte Líbano.

Nesse contexto lendário, o Primeiro Templo teria sido construído pelo Rei Salomão na cidade de Jerusalém. Na Lenda, o personagem H∴ A∴ é vitimado no Templo (em Jerusalém) ao m∴ d∴ por t∴ mm∴ cc∴ quando a obra já ia em fase adiantada de construção. H∴ teve seu c∴ sep∴ em uma montanha (Monte Líbano) fora dos muros da cidade de Jerusalém.

No tocante a Lenda contada na G∴ L∴ P∴, não sei exatamente como ela é narrada. No caso, seria preciso verificar se nesta narrativa existe alguma coisa que afirme ter sido H∴ A∴ sep∴ fora ou dentro dos muros de Jerusalém.

Penso que o mais condizente seria pelo lado externo dos muros da cidade, visto que os malfeitores, conforme a narrativa, precisaram esconder os rr∴ mm∴, e isso faria melhor sentido se fosse feito em um lugar distante de onde ocorrera o crime.

Diante desses comentários, é importante ressaltar que esse acontecimento não passa de uma lenda, portanto, como lenda não possui nenhum compromisso com a história. Mesmo que a narrativa da lenda encontre algumas variações na sua descrição, o seu objetivo é o mesmo em todos os ritos, ou seja, é uma alegoria destinada aos ensinamentos de sociabilidade, moral e ética.

Por fim, H∴ A∴ é um personagem fictício, onde na conjuntura iniciática ele representa a morte do Sol pelos três meses de inverno. H∴ A∴ é a personificação do Sol que deixa a T∴ v∴ no inverno e retorna para fecunda-la na primavera que se avizinha – cultos solares da Antiguidade e a alegoria da Natureza.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 134 - Discussão Política e Religiosa

As discussões políticas e religiosas já tinham sido proibidas, anteriormente, dentro das lojas pelos estatutos de Anderson. Essas discussões são também proibidas na Maçonaria contemporânea com o mesmo rigor.

Essa proibição se concretizou em 1723 na Constituição de Anderson, onde, no Capítulo referente a “Deus e Religião” ficou estabelecido que as opiniões religiosas seriam particulares e a Ordem (Craft) teria a Religião que todos os homens concordam.

Isto, obviamente, era baseado na política dessa nova Grande Loja (fusão de 04 Lojas, ocorrida em 1717, em Londres) para evitar discussões religiosas e políticas, sendo estas os principais motivos de discórdia e destruição da harmonia na época.

Devemos observar que os maçons já tinham conhecimento, naqueles tempos, dos perigos apresentados nas discussões sobre religião e política. A Grande Loja foi formada, em Londres, logo após a rebelião abortiva de James Stuart, o “Antigo Pretendente” (filho de James II). Opiniões políticas e religiosas eram conduzidas de modo duro e amargo, e a desunião entre os Whigs (Hanoverianos) e os Toris (Stuarts) era muito profunda. O primeiro grupo era, na maioria, Protestantes e o segundo grupo, Católicos Romanos.

Uma introdução de qualquer tendência na Política e/ou Religião na Francomaçonaria, naquele estágio, poderia ser desastrosa.

Além disso, a guilda de pedreiros tinha como princípio fundamental a Fraternidade – acima das divisões humanas, tendências políticas, filosóficas ou religiosas. Se optassem por uma das definições teológicas já existentes na época, estariam filiando a Maçonaria à instituição que emitira aquele conceito, e desse modo, afastariam todos aqueles que pensassem de maneira diferente; se propusessem uma nova concepção, estariam dando à Ordem os contornos de uma nova religião, e assim afastariam também os sinceros adeptos de todas as outras (Eleutério N. Conceição).

Os trabalhos no Tempo de Estudo, ou as Conferências, devem evitar esse assunto com cuidado e, por essa razão, o Venerável Mestre reserva-se o direito de proibi-las, se o assunto anunciado, sobre o qual deve estar informado, lhe parecer indesejável.

Até fora da Loja, essas discussões são proibidas, e admite-se que perguntar a um irmão quais são as suas opiniões políticas seja uma indiscrição. Aparentemente, nas Obediências irregulares, essa regra é violada de maneira permanente, e pode-se até dizer que as conferências “anti-religiosas’ constituem o essencial dos programas de certas lojas em que o velho anticlericalismo está longe de estar morto. (Alec Mellor – Dic. da Franco Maçonaria – pag. 105).

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

VOCÊ TEM ESCUTATÓRIA?

Texto de Thais Trajano
Post de Marcio Ribeiro Bento

Você tem escutatória?

Você consegue ouvir sem interferir?

Consegue ouvir e se distanciar com suas emoções para não criar/imaginar, precipitar com suas conclusões egoícas?

Tem momentos que as pessoas querem apenas serem ouvidas, não estão pedindo ingerências, opiniões a respeito.

Saber ouvir no silêncio

Mesmo que você considere ruídos precipitados e inacabados.

Ao nos distanciar é que conseguimos nos aproximar.

Maravilhoso é o silêncio para aquele que sabe escutar.

Somos humanos, somos sujeitos a falhas; não somos superior a ninguém mesmo que consideremos.

Conhecimento, formação, a única diferença é que tivermos oportunidade de fazer uma faculdade, mas isso não nos torna melhor que o outro.

Mas eu conquistei a minha oportunidade!?

Certo, mas isso não te torna melhor que o outro.

Rubens Alves define bem o que é oratória (falar) e escutatória, que na definição dele está, a escutatória é o silêncio interior, a empatia, ouvir sem julgar.

Observe, na rua, nos consultórios, filas de banco, nos parques, até mesmo em um balcão de bar, as pessoas querem falar, querem se expressar e, se, atentar vamos notar que no fundo de todo burburinho elas querem falar é de si, de seus sonhos, de suas dores e desamores.

Então, agora que conhecemos, vamos colocar em prática doravante o conhecimento sabedoria da nossa formação na Faculdade da vida, a ESCUTATÓRIA ?

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

CIRCULAÇÃO HORÁRIA PELA MESMA COLUNA

Em 19/09/2025 o Respeitável Irmão Angelo Kondlatsch, Loja Fé e Trabalho, 635, REAA, GOB-PR, Oriente de Rio Negro, Estado do Paraná, solicita esclarecimentos para o seguinte:

CIRCULAÇÃO

Boa tarde, Eminente Irmão. O atual Ritual menciona que não há circulação horária na mesma Coluna.

Desta forma, o Mestre de Cerimônias, ao terminar de acender a vela na mesa do 2º Vigilante, pode retornar diretamente para seu lugar, sem precisar dar a volta no Painel da Loja, pois está na mesma Coluna, certo?

O mesmo acontece com o Irmão Hospitaleiro, que após coletar o óbolo do Tesoureiro (ultimo Mestre na coluna do Norte na sequência do giro do Tronco), e se não houver presente nenhum Companheiro, não precisa dar a volta pelo painel da loja, pois nada tem a coletar neste momento na Coluna do Sul, para entrar novamente na coluna do Norte e passar pelos Aprendizes. Ou seja, após o Tesoureiro, pode se deslocar até os Aprendizes mantendo-se na Coluna do Norte, sem precisar dar a volta pelo Painel da Loja. Está correta essa análise?

O Ritual afirma que não há circulação horária na mesma coluna. Quem continua a fazer, ou seja, dá a volta ao mundo para voltar ao mesmo lugar, podemos dizer que está errado perante o Ritual?

CONSIDERAÇÕES:

 Perfeito, o Irmão está correto nas suas colocações.
 
1 - O M∴ de CCer∴, ao concluir o acendimento da luz litúrgica no candelabro sobre a mesa do 2º Vig∴, por estar no Sul, dali mesmo retorna diretamente ao seu lugar, sem a necessidade de passar primeiro pelo Norte para voltar ao Sul.

2 – Durante a coleta, não estando presente nenhum Companheiro, mediante à situação apresentada na questão, o Hospitaleiro, depois de ter feito a coleta do último Mestre do Norte (Tesoureiro), não precisa passar pelo Sul para voltar novamente ao Norte. Nessa condição, o titular passa a fazer diretamente a coleta dos Aprendizes.

3 - Sim, quem estiver fazendo circulação horária ao transitar pela mesma coluna estará desrespeitando o ritual, a despeito de que nele está bem claro não existir giro horário na mesma coluna. 

No sentido figurado, seria o mesmo que dar a volta ao mundo para parar no mesmo lugar (hemisfério).

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

USO DA PALAVRA - PRÁTICA RITUALÍSTICA

Em 18.09.2025 o Respeitável Irmão José Branco Sobrinho, Lojas Hermes, 3608 e Estrela Polar, 4619, REAA e Rito Moderno, respectivamente, GOB-RS, Oriente de Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta o que segue:

USO DA PALAVRA

É um prazer e privilégio contatar com o irmão, Grande Secretário de Orientação Ritualística do GOB e um baluarte do REAA, onde faço a seguinte pergunta, que acabou tornando-se dúvida entre irmãos das citadas lojas:

Quando da Pal a Bem da Ord, o irmão, em pé, no sinal do grau e antes de começar a falar fará a obrigatória saudação às Luzes, às autoridades maçônicas (se presentes) e aos demais irmãos, conforme preconizam os rituais do GOB (Ven M, IIr 1° e 2° VVig, AAut com assento no Or, IIr MM...).

A questão é a seguinte:

1) A cada saudação, o irmão que pediu a palavra (já com o sinal armado), desfaz esse sinal,
após saudar o Ven M; faz o sinal para saudar os IIr VVig e desfaz, e, assim por diante, ou:

2) Ele faz o sinal e se mantém neste após fazer todas as saudações devidas?

Nossas Lojas faziam como descrito em 2), até a visita do Secr Adj de Or Ritdo Rito Moderno, do GOB/RS à Loja Estrela Polar e explicar que o correto é o que consta em 1).

Diante disso, gostaria de vosso esclarecimento que será sempre oportuno às nossas lojas gobianas.

 CONSIDERAÇÕES:

A princípio, as Lojas que trabalham no REAA obrigatoriamente seguem o ritual vigente do REAA, as Lojas que trabalham no Rito Moderno seguem o que estiver previsto no ritual vigente do Rito Moderno. Isso é ponto pacífico.

No mais, é legalmente proibida qualquer interferência na liturgia e ritualística de um, em outro rito. Cada rito tem o seu próprio ritual vigente por Decreto do Grão-Mestre Geral.

Assim, no caso do REAA, aquele que for usar da palavra deve antes se dirigir protocolarmente à Loja (isto não é saudação). No caso, depois de ter sido autorizado, o usuário da palavra fica em pé com o Sin de Ord do grau composto e, sem desfazê-lo, cita por primeiro o cargo de Ven Mestre, depois dos IIr 1º e 2º Vigilantes, em seguida, genericamente (sem nominá-las uma a uma) as Autoridades presentes, os Mestres do Sul, do Norte, os Aprendizes e os Companheiros. 

Nessa ocasião não se faz sinal individualmente a cada cargo citado. O usuário da palavra deve manter o Sin de Ord composto até o encerramento da sua fala, quando então deverá desfazer o Sin e imediatamente se sentar.

Quanto aos procedimentos para o Rito Moderno, imagino que essa Autoridade estadual - mencionada na sua questão – esteja equivocada, no entanto, por prudência sugiro consulta ao Secretário Geral Adjunto para o Rito Moderno do GOB, cujo contato lhe enviarei no privado.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O ORGULHO DO MAÇOM... O CÂNCER DA MAÇONARIA

Nos Templos Maçônicos, onde a humildade deveria ser a um dos pilares da jornada iniciática, um inimigo sutil e silencioso insiste em aparecer: o orgulho. Essa força, muitas vezes invisível, pode corroer a essência da Fraternidade, transformando um espaço de luz em palco de vaidades e disputas veladas.

Falar sobre orgulho dentro de uma Loja Maçônica pode parecer estranho, mas é necessário. O orgulho é como uma miragem: sedutor, ilusório, e perigoso. Ele se alimenta do medo de não ser visto, de não ser reconhecido, de não se sentir especial. Mas a verdadeira iniciação ensina justamente o contrário: o valor do silêncio, da escuta, da transformação interior. O maçom não precisa provar nada a ninguém — ele apenas precisa ser fiel a si mesmo e à sua jornada.

O orgulho, muitas vezes, se disfarça. Pode vir camuflado de falsa modéstia, de excesso de conhecimento, ou até de um certo "espiritualismo performático", onde títulos e rituais viram exibição de ego. Quando isso acontece, a Loja deixa de ser um templo de construção interior e vira um teatro de competição.

Mas há uma saída. A própria tradição maçônica nos ensina o caminho da transmutação. Assim como o alquimista transforma o chumbo em ouro, podemos transformar o orgulho em humildade. Não se trata de eliminar o ego, mas de colocá-lo a serviço da obra. O orgulho pode ser matéria-prima — desde que a alma saiba lapidá-lo.

O orgulho alheio só nos fere porque toca o nosso próprio. Por isso, cada vez que ele nos incomodar, é sinal de que ainda temos trabalho a fazer dentro de nós. E esse é o verdadeiro chamado do maçom: voltar-se para dentro, sem comparações, sem máscaras, sem buscar aplausos. A pedra bruta só se torna cúbica com esforço, dor e verdade.

Neste novo ciclo que se inicia nas Lojas, que cada um de nós possa refletir sobre isso. Que o fio de prumo nos alinhe com o essencial, e que a humildade seja a luz que guie nossos passos. Afinal, como bem disse um autor anônimo: “Os maçons se dividem entre os vaidosos, os orgulhosos... e os outros. Mas ainda não conheci os outros.”

Inspirado nas crônicas de Pierre d'Allergida: In: https://450.fm/

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

CESSAR A PROVA - TAÇA DAS VICISSITUDES

Em 19.09.2025 o Respeitável Irmão Gerson J. Peron, Loja Athena, 4249, REAA, GOB-RS, Oriente de Erechim, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte pergunta:

CESSAR A PROVA

Olá irmão tudo bem? estava passando o ritual grau 1 pag. 140, quem bate primeiro o malhete agora é o 1º Vig∴? Percebo que só nesse momento da taça do que muda?

Qual o sentido dessa mudança?

CONSIDERAÇÕES:

Na verdade, o que estava equivocado era o que constava anteriormente no ritual de 2009, hoje revogado. Já o novo ritual vigente (2024) corrigiu essa distorção.

Na prova da Taça das Vicissitudes, ou Taça Sagrada, a sequência das salvas com golpes de malhete não se trata de um encadeamento hierárquico que deva começar pelo Venerável Mestre.

Essa passagem ritualística, que ocorre mediante a expressão facial do Candidato depois de simbolicamente ter esgotado os restos dos amargores da vida, trata-se de um pedido (súplica) feito pelos IIr∴ 1º e 2º VVig∴ em favor do recipiendário ao Ven∴ Mestre, que interrompe a prova imediatamente.

A ação ritualística demonstra a rogação e o aceite, pelo que o Ven∴ Mestre, quando dá imediatamente um golpe de malhete e encerra a prova, ordenando que o Candidato seja retirado.

Assim, no novo ritual não há propriamente uma mudança, mas a correção de uma distorção que alterava substancialmente o sentido da prova. Ora, quem está no comando das ações é o Venerável Mestre, portanto não faria sentido ele pedir a interrupção para ele mesmo.

Finalmente, é necessária a total compreensão de cada período iniciático para que o andamento litúrgico faça sentido. Por serem questões veladas, o significado muitas vezes somente é encontrado nas entrelinhas.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ANÚNCIO DO PRODUTO AUFERIDO

Em 18.09.2025 o Respeitável Irmão Wanderson da Silva Prada, Loja Acácia Laranjeirense, REAA, GOB-PR, Oriente de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, solicita esclarecimento.

ANÚNCIO

Dias atrás, surgiu uma dúvida entre os Irmão sobre o anúncio do resultado do Tronco de Beneficência.

Pelo ritual, devo me dirigir apenas ao Venerável Mestre e informar o valor colhido. Todavia, quando o Venerável Mestre não aguarda o anuncia e dá continuidade aos trabalhos, passando para a palavra a bem da ordem em geral e do quadro em particular, devo apenas me dirigir a ele, quando o uso da palavra se restringir ao resultado do Tronco ou, independentemente de haver outros assuntos a tratar, sempre saúdo as três luzes e os demais irmãos?

CONSIDERAÇÕES:


No desenrolar da sessão, assim que seja possível informar o resultado da coleta, o Tes∴ deve pedir a palavra ao 1º Vigilante. Logo que receba a autorização, o Tes∴ imediatamente informa o montante auferido ao Ven∴ Mestre, sem a necessidade de também se dirigir protocolarmente aos demais Irmãos da Loja.

Ressalte-se que o titular ao informar o valor não está se dirigindo à Loja, mas apenas ao Ven∴ Mestre que, em momento oportuno informará oficialmente à Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

LÉON DENIS

Por Luciano J. A. Urpia

Léon Denis, nascido em 1846 na França, destacou-se desde cedo por uma notável sede de conhecimento. Apesar das responsabilidades familiares e de uma vida de trabalho, dedicou-se intensamente à sua própria formação intelectual, tornando-se um autodidata exemplar. Foi nesse período que, aos 18 anos, ele descobriu "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, obra que transformou suas perspectivas e deu um novo rumo à sua vida.

A partir desse encontro, Denis abraçou profundamente a Doutrina Espírita, emergindo como um dos seus mais influentes pensadores após Kardec. Ao lado de nomes como Gabriel Delanne, ele viajou pela Europa como um dedicado conferencista, defendendo com vigor a crença na sobrevivência da alma e suas consequências éticas. Sua abordagem filosófica e seu discurso eloquente, tanto escrito quanto falado, lhe renderam o título respeitoso de "Apóstolo do Espiritismo".

Léon Denis assumiu um papel crucial na consolidação e expansão do Movimento Espírita no início do século XX. Ele aprofundou os princípios morais da doutrina e dedicou toda a sua existência a essa causa, expressando a convicção de que o Espiritismo se tornaria a crença universal do futuro. Faleceu aos 81 anos de idade, vítima de pneumonia.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

PARA ONDE CAMINHA A NOSSA SOCIEDADE?

Ir∴ Luiz Felipe Brito Tavares, Médico e escritor na vida profana,
É AM da Loja Luz do Planalto nr. 76 São Bento do Sul – SC

Para onde caminha nossa sociedade?

A cada dia temos a impressão de que o respeito diminui, e que a leviandade ganha terreno.

Porém estamos no século 21 e nosso grau de conhecimento da existência tem aumentado dia a dia de forma vertiginosa.

Possuímos uma história rica cheia de exemplos e lições memoráveis de vida. Então porque tanto desequilíbrio graça em nosso orbe planetário?

De fato uma visão talvez precipitada nos induza a conclusões pessimistas e desanimadoras, mas de fato estaríamos, não obstante as conquistas tecnológicas, regredindo moralmente?

Uma corrente de espiritualistas afirma que nosso planeta nunca foi brindado com tanta luz como hoje.

Porém diante de tantas atrocidades como podem afiançar tal conclusão? Com uma frase simples podemos representar seus pensamentos:

“Quando estamos no escuro, não enxergamos a dimensão da desordem presente.”

Durante muitos séculos nossa sociedade vem apresentando acréscimos em seu cabedal cultural e científico, e paulatinamente vem, embora a passos muito lentos, amadurecendo. Não obstante, nunca em toda sua história vivenciou tamanho grau de liberdade como nos dias de hoje.

No passado a grande massa sempre foi cativa de senhores, e até pouco tempo, ainda se considerava aceitável a existência da escravidão.

Reinados, impérios, religiões, senhores feudais, ditaduras..., impediam que o ser humano pudesse agir com autenticidade e liberdade.

Naturalmente o estado de imaturidade do ser humano e sua necessidade de condução facilitaram tal situação de submissão.

Além disto, a falta de acesso à informação pela grande massa facilitava que permanecessem subjugados por senhores diversos.

Tais senhores se utilizavam do subterfúgio do medo, em diversos níveis, para manter a população sob aparente controle.

Porém a panorâmica tem mudado com o maior acesso da grande massa ao conhecimento.

A consciência hoje dos direitos é ampla em meio até aos mais carentes de recursos. As correntes têm se rompido.

Tal acesso levou e pressionou grande parte das sociedades modernas no sentido de uma maior liberdade de expressão.

Porém não seria de se esperar, com tanta informação circulante, que uma sociedade algo mais madura, comparativamente ao passado, e premiada com tamanha liberdade, valorasse a moral e primasse suas ações e condutas pelos bons costumes?

E não é justamente o contrário que se percebe?

Como então dar sentido a teoria de que estamos evoluindo e não regredindo?

No passado a humanidade criança sempre fora guiada por grupos dominantes, que de certa forma funcionavam como refreadores de suas atitudes mais destrutivas.

Como adolescente a sociedade adquiriu sim maior cabedal de informações, embora não tenha ainda validado pelas experiências tais conhecimentos, a ponto de transformá-los em virtude.

Não existem mais tantos tampões para controlar as paixões que tal sociedade ainda preserva. Da mesma forma que se torna difícil controlar adolescentes que buscam por seu lugar no mundo, mesmo sem atinar que lugar seja este.

Paixões vêm à tona sem pudor, sob a justificativa de liberdade. O adolescente confunde liberdade com ausência de ordem.

Muito conhecimento, pouco discernimento. Muito tamanho e pouca cabeça.

Diz um ditado que toda virtude um dia foi disciplina. Portanto não basta conheci mento para elevar uma pessoa a patamar superior. O conhecimento se adquire rápido e com certa facilidade, mas as aquisições morais, ou seja, as virtudes levam muito tempo e esforço dirigido da vontade para serem desenvolvidas.

Nossa sociedade possui muito conhecimento e poucas virtudes.

Por desconhecer a própria essência espiritual, se vê como matéria e de forma natural busca saciar os desejos mais primitivos e egoístas.

Difícil para um ser pouco afeito à reflexão sensibilizar-se com o abstrato e valorizá-lo.

É mais fácil para este ser atender a um desejo físico do que voluntariamente sacrificar- se por um semelhante.

Este ser sem tantas amarras sociais e religiosas, agora se vê livre para dar vazão ao que é de fato.

Como adolescente se aproveita da queda dos grandes dominadores e embriaga-se com a liberdade.

No passado a omissão deliberada de informação, e a conseqüente manipulação pelo medo impuseram necessidade de comportamentos sociais determinados, mas tudo que é imposto não é voluntariamente absorvido. Pode ser tolerado por falta de opções, porém não será aceito interiormente.

Tal logo as conjunturas opressoras mudem, logo a sociedade se liberta daquilo que considerava um incômodo peso.

A humanidade durante sua infância obedeceu mecanicamente e por medo. Não por aceitação consciente. Portanto sem evolução verdadeira.

Os próprios senhores da humanidade controlavam a massa simplesmente pelo poder e pela força. Sem autoridade moral autentica.

Não que inexistissem seres iluminados em todos os períodos da história humana, mas infelizmente foram poucos aqueles que puderam de fato apreender seus ensinamentos.

Hoje as máscaras estão caindo. Os túmulos estão sem seus tampos caiados. Para a maioria nunca existiu o certo e o errado em essência, mas o que lhes era ou não permitido fazer.

A luz chega ao quarto escuro e demonstra o que de fato existe ainda no coração e na mente do homem.

A humanidade sempre foi possuidora de tais tendências, de uma forma até mais intensa, não obstante represa, no passado.

Tal situação escondida no pretérito pelo véu das ditaduras, governamentais ou religiosas, hoje está sendo evidenciada, dando a impressão de um grande retrocesso que, embora aparente, de fato em essência não existe.

No passado existia o medo, imposto por diversos senhores, manipulando uma humanidade infante e ignorante.

Hoje na época das luzes a ignorância vem cedendo lugar e desmistificando os falsos senhores. A sociedade se arvora o direito a plena liberdade. Rejeita a falsa moral.

Sabemos que existe uma moral autentica e como dissemos, propagada e exemplificada por muitos beneméritos autênticos da humanidade.

Porém a grande massa pela falta de estatura moral não consegue enxergar tal autenticidade. Suas poucas conquistas nesta área não as capacitam a diferenciar o que é falso do que é verdadeiro.

Em nome de um impulso retido durante muitos séculos prefere rejeitar tudo que lhe imponha ordem a título de poder dar asas a todos seus caprichos sonhados.

Lamentavelmente são levadas de roldão pela enxurrada tanto as hipocrisias morais, quanto os autênticos exemplos de virtudes.

Adolescentes inseguros desconfiam de tudo. Têm medo de retornar ao estado de escravidão. Uma sociedade que ainda não sabe o que realmente deseja, mas já sabe o que não quer mais. Não quer mais ser manipulada pela hipocrisia. Porém nem tudo é hipocrisia.

Tal sociedade adolescente e sedenta de liberdade descobrirá, porém que tudo tem um preço.

Não é por rejeitarem as leis morais rotulando-as como falsas, que estas de fato deixarão de existir. A liberdade egoísta não isentará conseqüências.

Tal sociedade não poderá mais transferir a responsabilidades de suas ações para o que consideravam como senhores repressores. A liberdade tem duas faces. Uma vez adquirida, não se poderá mais culpar outrem pelas próprias atitudes.

O adolescente pede liberdade, mas tem que aprender a arcar com as conseqüências dos próprios atos, aprendendo que existem leis morais autenticas que lhe sustentam a existência.

Pela falta de conhecimento das leis eternas e naturais que mantém a ordem, naturalmente irão colher espinhos pelas atitudes levianas.

Perdidos e sem mais ter a quem culpar obrigar-se-ão a rever suas atitudes. Perceberão que não apenas existe a hipocrisia daqueles que se utilizam do poder e da religião, mas que também existe a verdadeira virtude daqueles que já conhecem as leis de Deus. Perceberão por fim que existem leis morais autenticas a guiar o homem no sentido de sua felicidade. Passarão a respeitar a ordem e a harmonia, mas desta vez voluntariamente. Serão finalmente valorizados, pela grande massa, os grandes mestres da humanidade, que renascerão em importância.

Devemos como já iniciados na senda operativa servir como exemplos a remodelar uma sociedade ainda perdida e confusa. Uma sociedade adolescente que adquiriu conhecimento, mas que precisa transformá-las em fogo vivo.

A humanidade hoje enxerga melhor o quarto escuro e pode vislumbrar o que de fato existe em sua mente e coração.

Antes a humanidade infantil não podia nem identificar suas mazelas. Hoje já temos condição de reconhecê-las.

Portanto, meus irmãos longe de nos desalentarmos pela atual sociedade e seus desmandos, mais do que nunca devemos nos tornar exemplos, pois nosso futuro depende disto.

Se assim o procedermos, poderemos guiar nossa sociedade adolescente para um estado de maturidade, onde todos poderão considerar como mais importante o amor e o respeito pelo próximo em detrimento às paixões inebriantes de uma liberdade sem limites e egoísta.

Não podemos mais impor, pois não há espaço para tal. E mesmo se houvesse estancaríamos uma evolução autêntica.

Fonte: JBNews - Informativo nº 297 - 21.06.2011

COMPOSIÇÃO DA LOJA COM SETE MESTRES - REAA

Em 17.09.2025 o Respeitável Irmão José de Arimatéa Melo Cunha, Loja Fraternidade Campomaiorense, 1605, REAA, GOB-PI, Oriente de Campo Maior, Estado do Piauí, apresenta a seguinte questão:

COMPOSIÇÃO DA LOJA

Conforme o previsto no Art. 96 do RGF:

“XXII – realizar Sessões com, no mínimo, 7 Mestres Maçons".

Em uma sessão do REAA, onde estão presentes somente o número mínimo de Mestres para ocorrer, que são os 07, sabemos que são obrigatórios os cargos de 1) Venerável, 2) 1º Vig, 3) 2º Vig, 4) Orador, 5) Secretário, 6) Cobridor e 7) Mestre de Cerimônias.

01 Questionamento:

Desta formatação, quem leva a palavra, fazendo o papel dos Diáconos, bem como quem irá trabalhar como Chanceler e Tesoureiro?

Imagino que o Chanceler, que somente atesta o número regular de obreiros, possa ser substituído pelo Mestre de Cerimônias, que atesta os paramentos e insígnias de cada um na sessão. Já o Tesoureiro, talvez possa ser substituído, pelo Orador ou secretário, para a conferência do tronco.

02 Questionamento:

No caso do Secretário trabalhar como 1º Diácono, será “permitido” que seu altar fique vago excepcionalmente neste caso, assim como ficarão vagos os altares do Chanceler e do Tesoureiro?

CONSIDERAÇÕES:

Conforme especifica o Ritual de Aprendiz vigente do REAA, edição 2024, página 214, título "Com 7 Mestres", uma Loja trabalhando com número mínimo previsto de Mestres Maçons deverá ser composta da seguinte forma: Venerável Mestre, 1º e 2º Vigilantes, Orador, Secretário, Cobridor Interno e Mestre de Cerimônias. Para a liturgia da transmissão da Palavra Sagrada, os cargos de 2º e 1º Diáconos, momentaneamente serão exercidos pelo Mestre de Cerimônias e pelo Secretário, respectivamente.

Não obstante não constar no ritual o preenchimento dos cargos de Tesoureiro e Chanceler, deverão acumular esses cargos o Orador e o Secretário, respectivamente.

No tocante aos lugares vazios, primeiro é bom que se diga que salvo os Altares do Venerável (Altar Mor), dos Juramentos (extensão do Altar Mor) e dos Perfumes, os demais são tratados apenas como "mesas".

À vista disso, enquanto o Secretário estiver momentaneamente exercendo o ofício do 1º Diácono na transmissão da Palavra, o seu lugar, pelas circunstâncias ficará vazio. O mesmo ocorre com os lugares do Tesoureiro e do Chanceler, já que as suas atribuições estarão sendo acumuladas pelo Orador e Secretário, respectivamente.

Por fim, é oportuno salientar que sob nenhuma hipótese Aprendizes e Companheiros podem ocupar cargos em Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br