Ir∴ Luiz Felipe Brito Tavares
Loja Luz do Planalto nr. 76 (GLSC) São Bento do Sul – SC
O que permite que a complexidade de uma única peça substitua a função de inúmeras peças?
A complexidade permite que uma estrutura mantenha um infindo número de elementos, que não obstante mantenham sua essência, passam a permutar energia com todas as outras peças pertencentes ao conjunto. Tal troca ocorre nas bordas preservando o centro de cada elemento, mas criando um elemento complexo, mas integro com um centro próprio que congrega um vetor resultante de todas as forças presentes.
Observemos a evolução da televisão.
No começo um sem número de válvulas em um elemento grande e pesado, com nitidez e resolução limitadas.
Depois o surgimento dos transistores, que em si agregaram a função de muitas válvulas, tornando a TV menor e mais eficiente. Espaços ocupados de forma mais eficiente, dando uma nitidez e resolução maiores. Seguindo em evolução surgiram os chips e os microchips, congregando ainda mais eficiência e complexidade em elementos ainda mais enxutos. A televisão então deu um salto em nitidez e resolução.
Em breve teremos computadores quânticos, baseados em estruturas atômicas. Imaginem a realidade da imagem decorrente!
Afinal não vivemos em um mundo onde a realidade é definida pelas interações quânticas subjacentes?
Perplexidades a parte podemos perceber que as propriedades dos elementos que compõem as complexidades parecem ser transmitidas a um centro comum pertencente ao elemento continente.
Vários movimentos em sincronia e em sinergia criando um movimento denso.
Um único grupo de átomos, constituintes em teoria de um computador quântico, podem se em sincronia e sinergia adequados, substituir uma multidão de moléculas constituintes de uma televisão primitiva.
Existe aí um elemento que transcende a ordem e a complexidade.
Um eixo comum que tem a capacidade de agregar propriedades de tal forma que torne um elemento portador de múltiplas potencialidades.
Vejamos que as propriedades presentes em uma multidão de válvulas enormes e pesadas pode ser substituída por poucos átomos, desde que em interação quântica, gerando um elemento estável e totipotente.
Não se trata apenas de aproximar peças e dizer que a árvore só é totipotente porque possui toas as peças.
É algo a mais.
Diz respeito à sincronia e diz respeito à sinergia.
Diz respeito ao transformas vários eixos em um eixo calibroso de possibilidades.
Podemos dizer que existe um átomo que responde como um elemento e não apenas como um saco de partículas atômicas; que existe uma célula que responde como ser vivente e não como um amontoado de moléculas. E assim em diante até chegarmos ao homem, que tem uma consciência unitária, que é muito mais que a soma possível de todos os infindáveis neurônios que constituem nosso cérebro.
Especulam alguns que nosso cérebro age a nível quântico para formatar o espaço a ser ocupado pela consciência.
Um espaço denso de possibilidades que albergue tal calibre.
Não é a toa que formamos imagens em nossa mente com qualidade ainda inigualável.
Nossa consciência nos faz sentir e pensar como unidade. Não somos apenas uma multidão de partes separadas. Temos um centro, um eixo central que agrega todas as propriedades nos permitindo uma diversidade potencial quase sem fim.
Onde nas quatro dimensões poderia se localizar tal espaço acolhedor de tamanha potencia concentrada?
De certo talvez existam muitas realidades concomitantes em nosso universo.
Um centro físico é compreensível, mas um centro agregador e unificador, preservando propriedades que transcendem a estrutura molecular que lhes originou, se torna uma realidade difícil de ser concebida e passa naturalmente despercebida.
Mediante tal elucubração um homem de ciência faria suas compreensíveis e cabíveis críticas já que trabalha com aquilo que pode testar e predizer.
Suponho em fantasia criatividade que em nosso universo os espaços possuem muitas densidades diferentes, mas concomitantes.
Espaços que podem albergar nossa consciência preservando sua existência não obstante a morte do corpo físico.
Espaços chamados comumente de transcendentes sem o serem de fato. Espaços imanentes que dobrados ou desdobrados se apresentam de formas diversas, e comportando também de formas diversas diferentes calibres de sentido.
Poderia haver um espaço “transcendente” que albergue em ponto inextensível todas as possibilidades existentes?
Seria inextensível, mas absoluto, ou sem fim.
Quanto maior a sinergia e a sincronia, menor a necessidade de extensão.
No final somente sinergia e sincronia e tudo presente.
Este espaço é tão denso em sentido que gera um efeito gradiente em todos os outros matizes de espaço potencialmente existentes.
Fazendo mesmo, em nosso universo com seta direcionada a entropia, emergir a ordem e a complexidade. E naturalmente algo a mais. Nossa vontade mantém abertos os espaços de nossa consciência.
Que vontade, no entanto manteria aberto tal espaço pontual e ao mesmo tempo absoluto?
Quatro letras? Pessoalmente creio que sim.
Gostaria de dizer com certeza da ciência que possuímos uma simetria com o espaço absoluto que nos imanta. Simetria com um expandir de possibilidades.
Porém me resta apenas o instrumento intuitivo a me dar tal convicção.
Deixo os irmãos à vontade para questionarem a força da lógica empregada por este seu fantasioso irmão, e que possam chegar às suas próprias conclusões, se isto for possível.
Fonte: JBNews - Informativo nº 331 - 25 de Julho de 2011
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