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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

BATER À PORTA - INGRESSO DO PRÉSTITO

Em 01/06/2026 o Respeitável Irmão Carlos Alberto de Souza Santos, Loja Harmonia e Concórdia, 4418, REAA, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, Capital, apresenta a seguinte pergunta:

BATER À PORTA

Meu irmão, os irmãos da Loja gostariam de saber porque a batida na porta dada pelo Mestre de Cerimônias segundo o novo ritual é dada com o punho da mão direita.

Segundo os costumes das lojas, elas utilizavam um artifício de madeira ou ferro preso a porta.

Grato desde já pelo seu esclarecimento.

CONSIDERAÇÕES:

Mesmo que algumas Lojas pelo Brasil se utilizem de objetos apropriados para executar bateria na porta do templo, a exemplo de uma aldrava ou algum outro instrumento percursor pendurado, vale ressaltar que esses dispositivos não são mencionados na decoração do Templo, porém são perfeitamente tolerados

Nos rituais do REAA/GOB vigentes, edição 2024, no ingresso do préstito para a abertura dos trabalhos consta que o M∴ de CCer∴, pelo lado externo, deve bater à porta com o punho direito cerrado. Assim, se nessa oportunidade alguma Loja tiver algum dispositivo para bater à porta - como uma aldrava (argola), por exemplo - é perfeitamente possível o uso desse objeto.

Em síntese, é previsto o uso do punho direito cerrado para dar as pancadas na porta, todavia não existe óbice para o uso de algum outro aparelho com essa finalidade.

T∴ F∴ A∴
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A FRAUDE DE LÉO TAXIL: A MENTIRA QUE AINDA ALIMENTA AS TEORIAS ANTI-MAÇONARIA

Em 1885, o escritor francês Gabriel Jogand-Pagès, conhecido por seu pseudônimo Léo Taxil, iniciou uma das operações de desinformação mais bem sucedidas e duradouras contra a maçonaria. Taxil tinha sido anteriormente um polemista anticlerical, mas converteu-se publicamente ao catolicismo e começou a publicar uma série de livros que afirmavam revelar os segredos mais obscuros das logias maçônicas: cultos satânicos, sacrifícios rituais e conspirações globais dirigidas a partir das altas esferas do chamado "maçonismo de Palladium".

O ponto alto da decepção veio com a criação de "Diana Vaughan", uma suposta ex-maçona convertida que relatava em primeira pessoa suas experiências dentro destes rituais luciferinos. Diana Vaughan não existia: era uma personagem literária construída por Taxil para dar voz e credibilidade às suas invenções. A Igreja Católica, já confrontada com a maçonaria desde a condenação de 1738, recebeu o material com entusiasmo, e os relatos circularam amplamente em círculos católicos europeus como prova de uma conspiração satânica internacional.

Em 19 de abril de 1897, numa reunião pública em Paris perante uma audiência que incluía católicos antimassônicos, Taxil confessou que tudo era uma fraude. Diana Vaughan nunca existiu, o Palladium nunca existiu, e os doze anos de "revelações" tinham sido pura invenção literária para ridicularizar tanto a Igreja como a Maçonaria simultaneamente.

O notável não é a decepção em si, mas a sua sobrevivência. Apesar da confissão pública e documentada, os relatos de Taxil continuaram a ser citados como fonte "histórica" em literatura antimassônica durante todo o século XX, e hoje reaparecem sem atribuição nas redes sociais e teorias da conspiração sobre supostos cultos satânicos maçônicos. É um caso manual sobre como uma ficção bem construída, uma vez liberada, pode sobreviver indefinidamente à sua própria desmentida. (@HDLV-GLC)

Fonte: Facebook_Maestros Masones

ÂNGULO DO COMPASSO NA MAÇONARIA

Um leitor enviou um interessante questionamento:

“Qual o ângulo em que deve ser aberto o Compasso e por quê?”

Postado por Kennyo Ismail

O repasse é do Ir∴ Abtino Berlanda Cosyta

Antes de tratar do tema especificamente, devemos nos lembrar que os símbolos não são fórmulas fixas, variando de formas e significados conforme o tempo e as culturas e, no caso maçônico, também conforme os “achismos” dos ritualistas e autores. Por esse motivo, pode-se encontrar significados e explicações diferentes para um determinado símbolo maçônico conforme variações de país, obediência, rito, época, etc.

No caso do ângulo de abertura do Compasso, você encontrará por aí várias opções, cada uma com sua respectiva teoria e seus defensores:

O compasso aberto em 45° nos três graus simbólicos;

O compasso aberto em 60° nos três graus simbólicos;

O compasso aberto em 72° nos três graus simbólicos.

O compasso aberto em 30° no Ap, em 45° no Comp, e em 60° no Mestre;

O compasso aberto em 30° no Ap, em 60° no Comp, e em 90° no Mestre;

Veja que os ângulos variam entre 30° e 90°. Será que há algum motivo oculto para isso? Nenhum, além do fato que em menos de 30° ou mais de 90° o desenho do Compasso com o Esquadro fica um tanto quanto desarmônico!

Você poderá encontrar vários diferentes significados para o(s) ângulo(s) do Compasso. Segue os mais comuns:

Teoria dos “30°, 45°, 60°”: representa o alcance do conhecimento humano. O Maçom aumenta seu intelecto conforme o grau, mas nunca ultrapassa 1/6 (60° em 360°), que seria o “limite humano”. - Em resumo, chamam o Aprendiz de retardado mental;

Teoria dos “30°, 60°, 90°”: representa a relação do espírito com a matéria, em que o Aprendiz começa com o Compasso mais fechado, mostrando que a matéria está prevalecendo, e o Compasso vai se abrindo a cada grau, mas chegando ao máximo no ângulo da matéria (esquadro), de 90°. - Será que se abrir mais do que 90°, o maçom morre?!?;

Teoria dos "72°": representa o ângulo interno das pontas do Pentagrama, símbolo presente na Estrela Flamígera e desvendado por Pitágoras. - Mas o Esquadro e o Compasso não têm juntos 06 pontas?.

Das teorias do Compasso com ângulo fixo nos três graus, a teoria de 60° é a mais forte, presente na maioria dos rituais e gravuras atuais. Essa teoria se reforça nas seguintes questões:

É comum relacionar o símbolo do Esquadro e Compasso com o do Exagrama (estrela de seis pontas), ou melhor, a Estrela de Davi, que é um símbolo muitas vezes relacionado ao GADU e ao Templo de Salomão. As 06 pontas do exagrama possuem o ângulo interno de 60°.

O triângulo perfeito, que seria o símbolo maior da Maçonaria, com 3 lados iguais, é composto por 3 ângulos internos de 60°.

Considerando o Esquadro como símbolo da retidão e o Compasso como símbolo da perfeição, o Esquadro forma o triângulo-retângulo, 90° (retidão), e o Compasso em 60° forma o triângulo-perfeito (perfeição).

Porém, apesar de mais coerente e comum, a teoria do ângulo de 60° não é a correta. Aliás, nenhuma pode ser considerada como a verdadeira, a original.

Infelizmente, vê-se na Maçonaria uma tendência em adicionar à nossa simbologia significados extras, ocultos, inexistentes. O Compasso é apenas mais um típico exemplo disso. Uma breve análise de gravuras maçônicas de Esquadro e Compasso do século XVIII e XIX, quando do nascimento das primeiras Obediências e Ritos, é o bastante para comprovar que não havia uma conformidade no ângulo de abertura do Compasso. O símbolo era sempre composto de um Compasso aberto e um Esquadro, mas pouco importando o ângulo do compasso que, conforme as gravuras, era sempre inexato: 32°, 44°, 56°, 64°, etc.

Enfim, essa preocupação “numerológica” é coisa bem mais recente, apenas outro "enxerto" em nossos rituais.

Fonte: JBNews - Informativo nº 319 - 13 de Julho de 2011

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

CARGO DE ARQUITETO NA LOJA

Em 01/06/2026 o Respeitável Irmão Renato Curti, Loja Trabalho, Ciência e Virtude, REAA, GOB-PR, Oriente de Apucarana, Estado do Paraná, apresenta o que segue:

ARQUITETO

Já tive a grata alegria de por várias vezes ter sido avaliado por sua sabedoria e absorvido seus ensinamentos nos muitos ERAC(s) dos quais participei.

Me dirijo ao Irmão para que possa por gentileza me passar mais um conhecimento.

Atualmente sou Arquiteto de minha Oficina. Recentemente fui duramente criticado na Sessão por um Irmão bem mais antigo do que eu na Loja, fato esse que me deixou bem aborrecido, pois bastava que ele me ensinasse que eu aprenderia.

Tudo ocorreu porque a Loja recebeu o material de um Irmão que foi para o Oriente Eterno e segundo o Irmão que chamou minha atenção, seria função do Arquiteto a de receber, catalogar e guardar o respectivo material. Fiquei surpreso, estarrecido e constrangido diante de meus Irmãos, porque eu realmente não sabia que era "dever" do Arquiteto tal obrigação. Depois no Ágape houve opinião em contrário de outros Irmãos que entenderam ser missão do Bibliotecário, e eu também entendia assim. O problema nisso tudo é que após a "acusação", fiquei bastante envergonhado e, confesso, fui para casa pensando seriamente em não voltar mais.

Isto posto, solicito ao prezado Irmão que por favor me dê a luz sobre esse assunto e se possível indique um material para que eu possa fazer um trabalho a respeito e assim, ajudar algum Irmão que tenha a mesma dúvida, contribuindo para que ele no futuro não venha a passar pelo mesmo constrangimento que passei.

Certo de sua compreensão, agradeço antecipadamente.

CONSIDERAÇÕES

O cargo de Arquiteto (em alguns ritos também o Decorador) faz parte do grupo de Oficiais nomeados e empossados pelo Venerável Mestre logo que ele assume o veneralato.

Nesse contexto, o ofício do Arquiteto é o de ajudar a preparar e organizar a Loja para as sessões que serão realizadas. De certo modo, o Arquiteto é o responsável pela organização dos muitos objetos e instrumentos, móveis e imóveis que pertencem à Oficina, geralmente utilizados na liturgia maçônica. Por exemplo, fica sob a sua guarda, em uma espécie de almoxarifado, o arsenal de ferramentas simbólicas, objetos, toalhas, cortinas, estofos, moveis e outros elementos necessários.

No tocante ao acervo da Loja, alguns bens materiais como os deixados por Irmãos que partiram para o Oriente eterno, também ficam sob a responsabilidade do Arquiteto (colares, aventais, espadas, joias distintivas, etc.).

Outros bens deixados por IIr∴, tais como livros com dedicatória, fotografias, documentos, diplomas e certificados, a praxe é de fiquem sob a tutela do Bibliotecário, no entanto, na falta dele, o Arquiteto pode receber esse acervo para guarda-lo.

De certa forma, o destino específico dessa herança é mais uma questão de organização a ser definida pela Loja, podendo ser guardada na sua biblioteca, em um escrínio ou em um nicho apropriado para essa finalidade.

As Lojas que possuem um efetivo pequeno de membros, assas atividades comumente ficam a cargo do M∴ de CCer∴ e, em alguns casos, também do Secr∴.

Para concluir, só se tem a lamentar é que justamente um Ir∴ com “bastante tempo de Ordem” atue de modo tão indelicado com outro Ir∴. A boa educação nos ensina a não chamar atenção de ninguém em público. Afinal, os IIr∴ mais experientes têm o dever de ensinar aos que carecem de instrução, fazendo com educação, humildade e zelo. É lamentável que ainda existam Irmãos "antigos" que se comportam dessa forma.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 27

A CALÚNIA

1º - A calúnia consiste em atribuir a alguém fato definido como crime, atingindo a honra alheia; na maioria das vezes tem raízes na falsidade.
2º - Constitui no Brasil um crime previsto no Código Penal.
3º - Os regulamentos maçônicos são rígidos a respeito do caluniador.
4º - O maçom deve pensar várias vezes antes de, num ímpeto nervoso, chamar alguém de criminoso.
5º - Quem cultiva o amor fraterno jamais cometerá a leviandade de caluniar o seu próprio irmão.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

MAÇONARIA É DE ESQUERDA OU DE DIREITA?

Essa pergunta parece simples, mas parte de uma premissa equivocada.

A Maçonaria não nasceu para defender um partido, uma ideologia ou um projeto de poder. Seu propósito é formar homens moral e intelectualmente melhores para contribuir para uma sociedade melhor. Por isso, reúne pessoas de diferentes posições políticas, desde que compartilhem princípios como liberdade de consciência, tolerância e fraternidade.

A imagem de que a Maçonaria é “de direita” ou “de esquerda” depende muito mais do contexto histórico do que da própria instituição. Em alguns países, ela é vista como conservadora porque a maioria de seus membros possui esse perfil. Em outros, foi identificada com movimentos liberais por defender a liberdade de consciência e resistir a regimes autoritários. Durante a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, a Maçonaria foi perseguida pelo regime nazista. Lojas foram fechadas, seus bens confiscados e milhares de maçons foram presos e assassinados por defenderem princípios incompatíveis com o totalitarismo.

O dever do maçom, porém, não é escolher um lado da disputa política, mas compreender a política com profundidade. Se o objetivo da Ordem é contribuir para tornar a humanidade mais feliz, é impossível fazer isso sem entender como as sociedades se organizam.

Talvez o problema esteja nos próprios rótulos. As Forças Armadas, por exemplo, costumam ser associadas à direita por valorizarem hierarquia, disciplina e tradição. Mas também são uma instituição estatal voltada ao interesse coletivo, na qual a missão está acima do indivíduo, a identidade pessoal é subordinada à farda e a coesão do grupo é um valor fundamental. A Igreja enfrenta dilema semelhante: preserva valores tradicionais, mas também organiza comunidades baseadas no dever para com o próximo e na responsabilidade coletiva. Então, afinal, essas instituições são de direita ou de esquerda?

Talvez pensar como um homem livre comece quando deixamos de repetir rótulos e passamos a compreender os conceitos. A realidade quase sempre é mais complexa do que as categorias que usamos para descrevê-la.

Fonte: instagram_Desbastando

terça-feira, 1 de setembro de 2026

INSTRUÇÕES NO RITUAL

Em 29/05/2026 o Respeitável Irmão Enio Sampaio, Loja Acácia de Balneário, 3798, REAA, GOB -SC, Oriente de Balneário de Camboriú, Estado de Santa Catarina, pede comentários para o que segue:

INSTRUÇÕES

Boa noite, meu estimado Irmão. Espero que esta mensagem o encontre bem. Venho solicitar as suas luzes para dirimir uma questão levantada em nossa Loja. Busco o seu conselho por reconhecer a sabedoria, a firmeza e a segurança de suas orientações.

Em nossa Oficina, de acordo com o Regimento Interno, cabe aos Aprendizes a apresentação de cinco Peças de Arquitetura durante o interstício, além das visitações e demais requisitos legais. Para enriquecer a formação, temos pautado a distribuição dos temas mesclando o Simbolismo, o funcionamento dos Cargos em Loja e a nossa Legislação (RGF, Regimento Interno e o funcionamento do GOB). Temos o rigoroso cuidado de manter tudo restrito aos limites do Grau 1.

Para ilustrar, uma distribuição típica seria: 1ª Peça: A Palavra Sagrada; 2ª Peça: O Painel do Grau de Aprendiz; 3ª Peça: A Corda de 81 Nós; 4ª Peça: O cargo de Hospitaleiro; 5ª Peça: O Regimento Interno da Loja.

Ocorre que alguns Irmãos objetaram a essa dinâmica, defendendo que os temas deveriam ser estritamente sobre o Simbolismo do Grau. No meu entendimento, como há volume suficiente de trabalhos, essa diversificação é a melhor forma de instruir os Aprendizes, permitindo que eles compreendam o universo administrativo e legal em que adentraram de forma mais completa. Além disso, o fato de serem apresentados temas relativos a nossa legislação ajuda os irmãos a relembrarem partes importantes que por vezes são esquecidas - ou ignoradas.

Meu pensamento está incorreto, meu Irmão? Devemos realmente restringir a pauta de estudos da Coluna do Norte apenas ao Simbolismo puro?

Tenho certeza do pronto atendimento de sempre e desde já agradeço!

CONSIDERAÇÕES:

Antes, gostaria de relatar que os rituais primitivos não traziam o período dedicado às instruções. Por um bom tempo os rituais especulativos (dos aceitos) tratavam apenas da liturgia e da ritualística das sessões econômicas (ordinárias) e magnas.

 A instrução propriamente dita, na maioria dos casos, restringia-se ao Cobridor do Grau. Outras instruções, tidas como “catecismos”, eram organizadas pela Loja e ministradas à parte.

Por conta disso, era comum se entender que o ritual não era lugar para Instruções, tal como a forma que hoje conhecemos. Os catecismos geralmente apareciam separados do ritual.

No entanto, especialmente na Maçonaria brasileira, preparar instruções não foi algo muito criterioso seguido por boa parte das Lojas, as quais, além de pouco ensinar, ainda facilitavam o ingresso de contradições e achismos. Em síntese, não existiam instruções bem elaboradas, mas sim a propagação de enxertos que mais ajudavam a desfigurar o rito do que propriamente aprimorar conhecimentos.

Como em terra de cego quem tem um olho é rei, os anacronismos e as fantasias, bem como as crendices particulares e toda a sorte de absurdos, foi se espalhando feito erva daninha.

Para pôr um fim a tudo isso, foi então criado um período específico, dentro do ritual destinado às instruções organizadas. Esse período ficou conhecido como “Tempo de Estudos”, ou “Quarto de Hora de Estudos”.

NOTA - Nos Rituais do REAA vigentes no GOB, edição 2024, houve por bem se elevar de 15 para 30 minutos o tempo disponível para o período de estudos.

À vista disso, começaram a aparecer instruções mais elaboradas e organizadas. Com elas oficialmente inseridas nos rituais, às Lojas passaram a servir ensinamentos mais palatáveis, sendo obrigadas seguir a sequência prevista pelo ritual.

Ainda nesse assunto, vale ressaltar que atualmente as instruções que constam nos rituais vigentes são obrigatórias para cada grau, não obstante ser recomendável que além das instruções oficiais, também sejam organizadas, pelos Vigilantes instrutores, ensinamentos complementares. Sem dúvida isso tem sido saudável para a educação maçônica.

No tocante às matérias para instrução, desde que elas sejam de interesse da Ordem Maçônica e não avancem sobre assuntos privativos de outros graus, as mesmas podem versar sobre história, filosofia, arte, organização e legislação maçônica. Enfim, tudo o que estiver ao alcance de cada grau.

A respeito das instruções ficarem apenas no campo do simbolismo, isso não é verdade, pois, como já foi mencionado, além das instruções oficiais que constam no ritual, outros temas complementares também podem ser abordados. Recomenda-se, inclusive, que desde o 1º Grau o Orador, argumente instruções para a assembleia (Loja) sobre legislação maçônica; o Tesoureiro, sobre assuntos de finanças; o Chanceler, sobre os registros e guarda dos selos e assim por diante.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

OS NÃO INICIADOS CURIOSOS

Hoje em dia, com o tribunal da internet aberto 24 horas, qualquer curioso que explora dois palmos abaixo da superfície da teoria maçônica já se sente no pleno direito de mentir, vestir uma capa imaginária e fingir ser maçom. 

O profano iludido acha que ser maçom se resume a decorar 5 letrinhas em abreviações, lançar em comentários de redes sociais e sair interrogando o próximo: "Qual sua potência? Qual o nome da sua Loja?". Fazem isso como se fosse um crachá de clube, esquecendo (ou melhor, desconhecendo) o mais absoluto e básico dos nossos princípios: a discrição. 

Entendam de uma vez por todas: para ser maçom, exige-se infinitamente mais do que prepotência e vaidade. Muitos usam o nome de um Oriente ou outro para sustentar uma fantasia digital, mas acabam fazendo papel de tolos. No mundo real, o Mestre bate o olho e já sabe. Ele percebe imediatamente que ali não há um Irmão, mas apenas um homem frustrado que não aceita a própria condição e precisa mentir sobre algo que nunca teve a honra, o mérito ou a oportunidade de ser. 

Vamos parar de passar vergonha na internet? Parem de fingir ser Mestre Maçom ou iniciado.

O iniciado é única e exclusivamente aquele que passou pela cerimônia e que hoje senta no banco dos Aprendizes. Aquele que fica catando PDF, lendo rituais vazados e acumulando livros na internet não é um iniciado. Na verdade, ao agir com essa afobação e arrogância de "sabe-tudo", você está apenas cavando um abismo e se afastando cada vez mais da chance de um dia ser convidado. Quer fazer parte? Saia do Google. Busque um Mestre de sua confiança no mundo real, prove seu valor como homem e demonstre sua vontade genuína. 

Agora, o recado para os de dentro.

Esse puxão de orelha não é só para o profano vaidoso. O recado também vai direto para muitos que são iniciados, mas que abrem a internet para espalhar prepotência, ofensas, xingamentos e chiliques em discussões rasas, manchando a imagem da Ordem.

Se você é Mestre e ainda se rebaixa a esse tipo de comportamento infantil e arrogante nas redes, você precisa urgentemente de um choque de realidade. Volte lá no Grau 1. Pegue o seu Maç:. e o Cin:., levante a ab:. do seu Av:. e retorne imediatamente ao trabalho exaustivo na P.B:..
Você ostenta o título, mas pelo visto, esqueceu completamente o básico da lapidação moral. 

Fonte: Facebook_Federação Maçônica de São Paulo