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terça-feira, 13 de outubro de 2026

MAÇONS DA HISTÓRIA

Por Luciano J. A. Urpia

Domingos Alves Branco Muniz Barreto foi um militar e naturalista autodidata luso-brasileiro, nascido em Salvador por volta de 1748, que se destacou no período de transição da Colônia para o Império. Ingressou no Exército em 1773, chegando a Tenente-General em 1830, e viajou extensamente pela América Portuguesa, acumulando observações sobre a natureza e o contexto político da época. Foi sócio correspondente da Academia Real de Ciências de Lisboa e notabilizou-se pelo seu trabalho na Comarca dos Ilhéus, onde negociou com indígenas sublevados e produziu importantes documentos, como o "Plano sobre a Civilização dos Índios".
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Autodidata em Filosofia Natural, Muniz Barreto lia autores como Pison, Buffon e Lineu, mas criticava as metodologias hegemônicas europeias. Nos seus estudos botânicos, valorizou os saberes indígenas sobre as plantas, incorporando termos locais e adaptando as práticas científicas à realidade colonial, embora mantendo a deslegitimação desses conhecimentos perante os padrões acadêmicos. Faleceu no Rio de Janeiro em 1831, deixando uma produção singular que reflete a interseção entre o mundo militar, o saber indígena e a ciência ilustrada.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

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