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sábado, 24 de dezembro de 2011

GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO

Grande Arquiteto do Universo, etimologicamente se refere ao principal Criador de tudo que existe, principalmente do mundo material (demiurgo) independente de uma crença ou religião específica.

Conceito cristão

O conceito de Deus como o Grande Arquiteto do Universo tem sido empregado muitas vezes no cristianismo. Ilustrações de Deus como o arquiteto do universo podem ser encontradas em Bíblias desde a Idade Média e regularmente empregadas pelos apologistas e professores cristãos.

Teólogos cristãos como Tomás de Aquino sustentam que existe um Grande Arquiteto do Universo, a Primeira Causa, e que este é Deus. Os comentadores de Aquino, como Stephen Richards [2] têm apontado que a afirmação de que o Grande Arquiteto do Universo é o Deus cristão não é evidente, com base na "teologia natural" somente, mas requer adicionalmente de um "salto de fé" baseado na revelação da "Bíblia".

João Calvino, em seu Instituto da Religião Cristã(publicado em 1536), chama repetidamente o Deus cristão de "O Arquiteto do Universo", também se referindo aos seus trabalhos como "Arquitetura de Universo", e em seu comentário sobre Salmo 19 refere-se à Deus como o "Grande Arquiteto" ou "Arquiteto do Universo".

Conceito maçônico

O conceito do 'Grande Arquiteto do Universo' está além de qualquer credo religioso, respeitando toda a sua pluraridade. A crença num ser supremo é ponto indiscutível, para que se possa ser iniciado na maçonaria, uma realidade filosófica mas não um ponto doutrinal.Como é uma escola de filosofia, moral e bons costumes, e não sendo uma religião, a maçonaria não pretende concorrer com outras religiões. Permite aos seus iniciados a crença em qualquer uma das religiões existentes, exigindo apenas a crença num ser superior, criador de tudo e de todos, que o candidato já acreditasse antes mesmo de considerar a possibilidade de vir a ser um maçom.

Assim, 'Grande Arquiteto do Universo' ou 'G.A.D.U.' é uma designação maçônica para uma força superior, criadora de tudo o que existe. Com esta abordagem, não se faz referência a uma ou outra religião ou crença, permitindo que maçons muçulmanos, católicos, budistas, espíritas e outros, por exemplo, se reúnam numa mesma loja maçônica.

Para um maçom de origem muçulmana se referiria a Alah, para outro de católica, seria Jave, de qualquer forma significaria Deus. Assim as reuniões em loja podem congregar irmãos de diversas crenças, sem invadir ou questionar seus conteúdos. A atividade da Maçonaria em relação ao Grande Arquiteto do Universo - G.·.A.·.D.·.U.·., envolve estudos filosóficos e não proselitismo.

Conceito hermético

O Grande Arquiteto também pode ser uma metáfora aludindo à potencialidade divina de cada indivíduo. "(Deus) ... Esse poder invisível que todos sabemos existir, mas entendida por muitos nomes diferentes, tais como Deus, o Espírito, o Ser Supremo, a Inteligência, Mente, Energia, Natureza e assim por diante." Na Tradição Hermética, cada pessoa tem o potencial de tornar-se Deus, esta idéia ou conceito de Deus é percebido como interno e não externo. O Grande Arquiteto é também uma alusão ao universo criado observador. Nós criamos nossa própria realidade, por isso nós é o arquiteto. Outra forma seria a de dizer que a mente é o construtor.

Conceito do ponto de vista da gnosis

O conceito de Grande Arquiteto do Universo ocorre no gnosticismo. O Demiurgo é o Grande Arquiteto do Universo, o Deus do Antigo Testamento, em oposição a Cristo e Sophia mensageiros da Gnose do Verdadeiro Deus. Ebionits como

Notzrim, por exemplo, o Rabba Pira, é a fonte de origem, e, recipiente de todas as coisas, que é preenchido pelo Rabba Mana, o Grande Espírito, do qual emana a primeira vida. A primeira vida reza para a companhia e filhos, após o que a segunda vida, o Ultra Mkayyema ou mundo que constitui Æon, o Arquiteto do Universo, vem a ser. A partir desse Arquiteto vem uma série de æons, que erguem o universo sob a comando da gnosis, o conhecimento personificado de vida

Bibliografia
  • Max Heindel Maçonaria e Catolicismo
  • Jules Boucher A Simbólica Maçónica
  • Oswald Wirth O simbolismo hermético na sua relação com a Franco-Maçonaria
  • Rizzardo da Camino Rito Escocês Antigo e Aceito Loja de Perfeição (Graus 1.º ao 33.º), Madras Editora Ltda, 1999, 2.ª Edição - ISBN 85-85505-65-6
Fonte: JBNews - Informativo nº 271 - 26.05.2011

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

OS TRÊS TOQUES

Ir∴Valdemar Sansão M∴M∴
São Paulo - SP

Batei e Vos abrirá

Batendo às portas do Temp∴ do saber elas vos serão abertas; pois, todas as portas se abrem ao chamado imperativo da vontade e do desejo de aprender, que são as chaves mestras que abrirão todas as portas cerradas ao vosso passo.

Batendo aos corações de vossos Ir∴, com o toque sincero de vossa bondade eles vos abrirão o peito para compartilharem das vossas dores e alegrias, vossos problemas aflitivos e vossas esperanças.

Batendo com o chamado mágico do saber, na porta da vida, esta vos será aberta. Jamais vos esquecendo dos juramentos prestados nas câmaras em que estivestes, nossos corações vos darão a prova de fraternidade universal, peculiar em nós, verdadeiros maçons.

Pedi e Vos dará

Pedi a resposta ao enigma que vos atormenta e o significado do símbolo que vos confunde, pois, a afã de compreendê-los conduzir-vos-á adiante, um passo mais em cada dia.

Pedi – ao mestre a chave do segredo que guarda secretamente, pois, se o discípulo está pronto para recebê-los, o M∴ também o está para orientá-lo e fazê-lo participar dos seus conhecimentos à medida que se façam dignos deles.

Pedi – sempre a tarefa mais penosa, o trabalho mais árduo, o labor mais perigoo, e desenvolvereis uma vontade mais poderosa e uma fortaleza ainda maior, conforme ouvistes dos IIr∴ Ven∴ e Ord∴ durante a Inic∴.

Buscai e Encontrareis

Buscando em vossos corações, encontrareis a palavra que afague uma esperança, o gênio doce que alivie vossas penas, e o amor sincero que arranque radicalmente os espinhos cravados em vossos corações.

Buscando em vossa mente encontrareis a solução do problema, a inteligência analítica que desentranha um teorema; a finalidade que dignifica, transformando o animal humano em um ser pensante que raciocina e analisa, que dirige e ama.

Buscando em vossa consciência, encontrareis a norma de vossa conduta, o farol rutilante que ilumina a estrada da vossa vida, a bússola que guia firmemente a vossa direção pelo mar tortuoso de vossas paixões. Em vosso espírito encontrareis o sentido oculto das causas, a verdade escondida do símbolo, e a harmonia rítmica da vida.

Assim, caríssimos Irmãos:

Batei e Vos abrirá – Pedi e Vos dará – Buscando Encontrareis.

Fontes de Consultas:

- Bíblia Sagrada;
- Trabalho do Ir.’. Jayme Janeiro Rodrigues.

Fonte: JBNews - Informativo nº 268 - 23.05.2011

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

REGRAS RITUALÍSTICAS - 05

REGRAS RITUALÍSTICAS
SIMBOLISMO MAÇÔNICO (2a PARTE)
ir∴ Valdemar Sansão 

Vale lembrar que quaisquer alterações litúrgicas ou ritualísticas devem ser feitas somente através das obediências e não pelas lojas como se percebe comumente.

Regras - as regras falam por si mesmas. Não foram estabelecidas para provar a obediência, mas por serem necessárias ao nosso bem. Não devemos observá-las apenas pelo fato de nos serem impostas, foram-nos ordenadas porque são justas. 

A maçonaria é uma instituição que transmite a sua doutrina através, principalmente, de símbolos, alegorias, emblemas, parábolas e máximas; todo este vasto volume de informações dadas ao iniciado necessita de uma correta interpretação no sentido de explicação, de comentário, para que possa ser bem captado, principalmente em relação aos símbolos, que admitem interpretações diversas conforme o ângulo da análise, se exotérica ou esotérica. 

Importante, também, é a correta interpretação das práticas litúrgicas e ritualísticas, para que não haja a deturpação das mensagens doutrinárias e simbólicas nelas contidas. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

MISTÉRIOS DO PRIMEIRO GRAU

MISTÉRIOS DO PRIMEIRO GRAU
(Desconheço o autor)

"É com o coração que se vê corretamente; o essencial é invisível aos olhos." (Antoine de Saint-Exupéry, O pequeno príncipe).

O trabalho do Aprendiz é lavrar sua pedra bruta, usando o maço e o cinzel, para esquadrá-la e livrá-la das asperezas e elementos supérfluos com o fim de conseguir que se encaixe nas outras pedras, para compor as paredes do edifício da Fraternidade. Este é um trabalho que não envolve somente o aspecto esotérico, envolve principalmente o aspecto prático. 

A matéria na qual o Aprendiz trabalha é, portanto, sua própria matéria, pois assim como o pintor se expressa com o emprego das cores; o músico com os sons; o Aprendiz se expressa por meio de si mesmo.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

PÉ DIREITO OU PÉ ESQUERDO

Ir∴ Sergio Quirino Guimarães

Saudações estimado Irmão, você saberia responder se é com o PÉ DIREITO ou com o PÉ ESQUERDO? A pergunta é clássica, recorrente e sempre mal formulada: Entramos nos Templos com o pé direito ou com o pé esquerdo? A resposta está no 18º Landmark, entramos com os dois pés! E se a pergunta fosse: - Transpomos a soleira da porta do Templo, primeiramente com o pé direito ou com o pé esquerdo?

Pareceria coisa simples e muitos de imediato já responderam mentalmente, mas o interessante está na explicação que muitos dão ao ato. Já ouvi que é com o pé esquerdo, pois é o lado do coração, sendo este poderoso músculo a fonte emanadora de belos sentimentos. Quando ouvi isto pensei em propor que a Coluna do Sul fosse transferida para a esquerda de quem entra no Templo, já que ela é a própria beleza em si mesma. Desisti, pois pela perspectiva do Oriente as posições já estariam certas. 

Também tentaram me ensinar que devido aos Hemisférios Cerebrais que atuam de forma cruzada sobre o corpo, devemos usar o pé direito, pois estaremos ativando o lado esquerdo do cérebro que controla as atividades científicas e de linguagem. Acredito sinceramente nas muitas qualidades dos antigos ritualistas, mas acreditar que eles tinham conhecimento neurolinguístico é demais! Mas afinal qual é a resposta?

Você não vai encontrar nestas linhas a solução da questão, simplesmente porque a resposta está no seu Ritual do Grau de Aprendiz, editado com as instruções DO SEU RITO, dentro das normas e procedimento DE SUA POTÊNCIA e ainda levando em conta os usos e costumes DE SEU ORIENTE. Por que isso? Em alguns Ritos não há menção do ato; algumas Potências criaram regras para que os Irmãos adentrem ao Templo e ainda temos Lojas que iniciam seus trabalhos já com todos os Obreiros dentro da Oficina. Mas se nada constar e mesmo assim você insistir em ter uma atitude consciente dessa “transposição” do profano (fora do Templo) para o sagrado (dentro do Templo) eu SUGIRO que lembra o espírito, os pés posicionados como o símbolo da retidão e avançamos o pé ........... (veja no seu ritual) e nessa posição que os Irmãos se manifestam prontos para servir, aprender e ensinar.

Boa noite a todos, já está tarde e eu devo ir agora a um Baile de Debutantes, adoro dançar Valsa. Este gênero musical (valsa do alemão Walzer) é de compasso binário (eu não gosto do número 2), mas para facilitar a leitura ela é escrita em compasso ternário (eu gosto do número 3) * * *. Na coreografia o homem começa sempre com o pé esquerdo, dá um passo para frente, traz o pé direito junto ao esquerdo, SEM BATÊ-LOS e mais um passo e outro passo no salão sempre a girar (walzer) no sentido horário.

De acordo com o PROMAÇOM cujo programa visa à integração das Lojas Maçônicas, segue em anexo, o quadro com as atividades das Lojas que se reúnem na avenida Brasil 478 e, de algumas situadas fora do Palácio Maçônico.

Dedico este artigo aos queridos Irmãos da Loja Maçônica Nova Esperança - 26, do Oriente de Nova Esperança, jurisdicionada ao Grande Oriente do Paraná, que está comemorando cinquenta anos de fundação. Entre as comemorações teremos no dia 13/04 uma palestra com o competentíssimo Irmão Hercule Spoladore. Na pessoa do Ir∴ Jorge Antonio Salem parabenizo todos os Irmãos.

Fonte: JBNews - Informativo nº 219 - 04.04.2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

CIMENTO MÍSTICO

E. Figueiredo
Obreiro da ARLS Pentalpha Paulista - 208, São Paulo - SP - Brasil. Pertence ao CERAT - Clube Epistolar Real Arco do Templo e Integra o GEIA – Grupo de Estudos Iniciáticos Athenas

Não sabeis vós que sois templo de Deus, e que o espírito de Deus mora em vós? (I Cor 3:16)

As Lojas Maçônicas são a insígnia viva de comunhão em que o Homem vive uma experiência interior ímpar alimentada por símbolos. Por meio do simbolismo, a Sublime Ordem apresenta-se como uma das vias de pesquisa do conhecimento, vias essas que não se opõem à nenhuma religião ou fé religiosa. A arte de construir o Templo é o escopo maior dos Maçons, utilizando-se dos símbolos, considerando que a Maçonaria, no seus primórdios, era uma categoria de corporação operária consagrada à construção de edifícios e catedrais.

A partir do momento que alguém se torna Maçom, há de se conscientizar que haverá um caminho longo a percorrer. Pode-se dizer que é um caminho sem fim. Ao longo dessa caminhada há bons e maus momentos. Os bons deverão ser aproveitados como incentivo, e, os maus não poderão ser motivo de esmorecimento e desistência da viagem iniciada. A linguagem, sempre empregada nas Lojas Maçônicas, diz que o Aprendiz Maçom é uma pedra bruta que deve talhar-se a si mesmo para se tornar uma pedra cúbica. É o início da sua jornada Maçônica.

O nutrimento elementar para a viagem é conhecido do Maçom desde a primeira instrução recebida: A régua de 24 polegadas, o maço e o cinzel. Com o progresso, o Maçom vai recebendo outros objetos, tais como o nível, o prumo, o esquadro, o compasso, a corda, o malhete e outros. Os utensílios de trabalho, obviamente, são simbólicos. Todos os símbolos abrem as portas sob condição de não nos atermos apenas às definições morais. E é com o manuseio dessas ferramentas que se começa a tomar consciência do valor iniciático da Maçonaria. O espírito Maçônico ensina, aos seus adeptos, um comportamento original que não se encontra em nenhum outro grupo de homens. Se isso não for absorvido, não será um bom Maçom.

O Maçom recebe, juntamente com os apetrechos, os ensinamentos necessários para começar a burilar a pedra bruta, cujo trabalho, entretanto, não termina ao torná-la cúbica: falta, ainda, a construção do Templo, que só será possível graças ao manejo dos instrumentos de trabalho e o cumprimento dos ensinamentos recebidos, adicionados à virtude, sabedoria, força, prudência, glória e beleza. Os elementos morais que devem ser o ornamento dos Maçons em sua viagem, cujo rumo não é ao desconhecido. Entenda-se, pois, que a caminhada não se restringe, apenas em portar as ferramentas, mas, principalmente, em aprender a preparar o cimento místico para trabalhar no plano superior.

O cimento místico é a argamassa, que bem misturada, fará com que os Mestres não percam o amor pela escola, deixando de ensinar; evitará a avidez pelo poder de mando, tão comum entre os homens; propiciará que o Aprendiz se torne um perfeito Mestre, para cumprir com o seu dever de Maçom, se a argamassa não deteriorar....

A Iniciação Maçônica se completa quando o Maçom galgou, sucessivamente, os degraus de Aprendiz, Companheiro e Mestre.

Durante as passagens desses graus a formação do Maçom irá tornando-o hábil, com a trolha, para amassar com coragem e perseverança o cimento místico que servirá para a edificação do Templo do Grande Arquiteto do Universo. É quando estará apto para voltar ao mundo profano, esclarecido pelos deveres de Maçom, e pregar para o bem da Humanidade. Estará consciente de que a Maçonaria é a única instituição competente para levar o Homem ao domínio da paz, da ordem e da felicidade. Ele aprendeu que no seio da Sublime Ordem não existem desejos nem interesse pessoais a satisfazer, e que a ambição se delimita às necessidades da Fraternidade. Que a vaidade não pode regurgitar e que a lei fundamental, como regra absoluta, é a extinção dos maus desejos que afligem a Humanidade. Enfim, que a Maçonaria é a associação mais propícia à obtenção do aperfeiçoamento social e moral do Homem.

Só o verdadeiro Maçom poderá sentir e compreender que o Templo do Grande Arquiteto do Universo é o interior de cada um de nós, o Templo humano. O Templo espiritual, que é edificado no coração e mente do Maçom para recolhimento do Bem, do Amor Fraternal, da Beneficência e da Concórdia.

Referências Bibliográficas 
  • Boucher, Jules – A Simbólica Maçônica
  • Jacq, Christian – A Franco-Maçonaria – História e Iniciação 
  • Santos, Sebastião Dodel – Dicionário Ilustrado de Maçonaria 
  • Tourret, Fernand – Chaves da Franco-Maçonaria
  • Manual de Aprendiz Maçom - GLESP
Fonte: JBNews - Informativo nº 310 - 04 de Julho de 2011

REFLEXÃO PESSOAL

Ir∴ Luiz Felipe Brito Tavares, médico e escritor, é Obreiro da Loja Luz do Planalto nr. 76 de
São Bento do Sul (GLSC)

Caros Irmãos vos apresento uma reflexão pessoal que não tem peso de verdade, mas de elucubração. Fiquem à vontade em rejeitá-la se ferir vossa lógica.

Qual nossa essência?

Seríamos matéria apenas ou nossa verdadeira essência é transcendente? Se considerarmos o ser como matéria sujeita às leis da física, podemos aguardar um destino entrópico ou de desestruturação consecutiva. Deixaríamos, portanto de existir de forma definitiva ao expirar do último suspiro vital.

Se, no entanto considerarmos nosso ser portador de uma essência transcendente, com certeza escaparia à indiferença do caos entrópico.

A ciência por tratar do mundo físico não busca por elementos que fujam ao seu âmbito de ação. Portanto não podemos nela nos apoiar de forma direta para corroborar a existência do espírito.

Porém se a ciência não busca por evidências transcendentes, tão pouco possui autoridade para negá-las de forma definitiva.

Como então e porque pensarmos nesta possibilidade, a da sobrevivência da consciência após a morte do corpo físico, se a nenhuma evidencia palpável tenhamos acesso?

Mas o que é palpável? Aquilo que pode ser sentido?

E a fé não é percebida de forma clara em nosso intimo?

Sem dúvida a resposta se baseia na fé que em cada um habita e que é o portal a nos permitir não apenas acessar esta possibilidade, mas como também vivenciá-la em nós mesmos como realidade.

Porém a fé é abstrata, como também o espírito. Sendo a fé uma quintessência poderíamos então dizer que nada prova? Ou seja, que é uma ilusão meramente decorrente de uma neuroquímica cerebral extremamente complexa?

Se assim o for então deveríamos abdicar da fé? Ou dar a ela um papel sem importância?

Se desta forma procedermos, teremos que da mesma forma reconsiderar muitos outros elementos que consideramos relevantes em nossas vidas. Que consideramos possuidores de sentido.

Por exemplo, os mais nobres sentimentos seriam somenos reflexos químicos.

O amor sublime dos pais pelos filhos seria apenas reverberação aberrante e sem lugar definido no espaço real.

Os pensamentos mais profundos apenas um volume determinado de bits de informação.

A própria consciência um mero estado cerebral.

Tudo o que creditamos real em essência, deixaria de sê-lo.

O poder de valorar a existência; o sorrir infantil; o agradecer pela esperança que renasce a cada dia em nosso imo; o compartilhar pleno do amor, o próprio amor; o suspirar pela bela natureza...

Tudo isto perderia o significado essencial. Perderia a razão de ser. Elementos não materiais, ou abstratos sem sentido real.

Valores aberrantes não programados pelas leis da natureza.

Por não poderem ser quantificados ou qualificados em suas relações de proporção seriam desmerecidos.

Então seria isto?

Se não podemos transformar em uma equação, não podemos validar! Toda a teia social baseada em valores abstratos deixaria de ser significativa.

Somos então apenas um caminho evolutivo, e todo cabedal de sentimentos nobres nada mais são do que elementos permitidos pela probabilidade, com fins à continuidade da espécie?

O que importa no fim é apenas o garantir da transmissão de genes?

Um paradoxo pensar que esta capacidade magnânima de reconhecer e sentir as galáxias, o universo e as próprias leis da física como elementos preciosos que são, seria de fato um mero mecanismo oriundo da probabilidade evolutiva com fins exclusivos à sobrevivência.

Um efeito colateral da evolução sem espaço de fato a ocupar.

Porém se não existe um espaço de fato a ser ocupado como algo pode existir?

Tudo que existe em essência tem que necessariamente ocupar um espaço. Até as possibilidades só existirão se houver matriz que as sustentem.

Se consideramos que nossos sentimentos, nossas reflexões profundas, e nossa consciência são muito mais que um mero efeito colateral, então temos também que admitir que possa existir um espaço, mesmo que transcendente, para ocuparem.

Um nicho transcendente indica um sentido imanente. Planejamento existente, mas não percebido por olhos pouco experientes.

Conhecemos de fato os espaços existentes em nosso universo e além dele?

Talvez então a fé não seja mera flutuação aleatória, ou melhor, talvez a fé não seja um padrão aberrante; ou mesmo um eco a ser desconsiderado.

Talvez seja um portal previsto em leis ainda não conhecidas que nos permitam de fato e de forma real acessar planos inacessíveis aos experimentos físicos atuais.

Não é difícil hoje para qualquer aluno de segundo grau acessar informações sobre teorias físicas modernas, referentes a muitos universos possíveis além do nosso.

Tais teorias aventam que cada universo seria uma pequena bolha flutuando no que é chamado de grande massa.

Também a informação de que nosso próprio universo possa ter mais do que as quatro dimensões conhecidas está à disposição.

A de que a matéria luminosa que conhecemos ocupa menos que cinco por cento de tudo que existe no universo...

De que a matéria que conhecemos é feita de elementos menores e menores e menores até que sejam considerados apenas vibrações, ou seja, padrões de energia.

Não é difícil então para uma mente criativa imaginar um espaço que acomode de forma real a consciência e toda a profundidade que possuímos. Não apenas que albergue, mas que sustente.

Porém procuremos preservar-nos no mesmo caminho lógico.

Todo movimento demanda espaço. Movimentos de relação, vibrações... Tudo demanda espaço para ocorrer.

Movimentos atendem a gradientes, no sentido do equilíbrio. Seguem o sentido das leis.

Como poderíamos, no entanto classificar os fenômenos da mente?

Como qualificar o movimento de sucessão das palavras e dos sentimentos?

Não atenderiam eles também a gradientes? Não estão sujeitos a regras lógicas e de sentido? Não seguem um caminho determinado e com conseqüências determinadas?

Poderia de fato tudo isto ser apenas uma aberração? Ou a natureza de fato reserva um espaço real para sua existência?

Nenhuma complexidade evolui sem que espaços lhes permitam a ordenação.

Que espaço permitiria a ordenação dos pensamentos e o permutar dos sentimentos?

Pensamentos e sentimentos que refletem a natureza, possuindo liames de familiaridade com o que está ao entorno, de tal forma que pode influir diretamente nesta mesma natureza.

A energia se transmuta e determina movimentos físicos.

Energia presente em sentimentos e pensamentos profundos a modificar o ambiente físico. A ocupar espaços.

Creio com sinceridade do coração que existe um espaço acolhedor para nossa consciência no universo, seja nosso universo conhecido ou outro concomitante.

Porém minha lógica aponta na mesma direção. A possibilidade de um espaço real a preservar nossa consciência encontra ressonância na potencia de nossa humanidade.

Humanidade que busca burilar a pedra bruta em polida, que busca a harmonia e o equilíbrio dos sentimentos e pensamentos. Humanidade que busca conscientemente um sentido imanente.

Justamente tal busca consciente que levou o homem a todas as suas descobertas científicas e a todas suas indagações.

Indagações sobre o sentido por de trás de tudo.

O que antes entendíamos como realidade está sendo sacudido pelo avanço científico.

Porém algo que é difícil para ser entendido pela ciência é a inteireza de uma unidade complexa.

Por exemplo, uma célula viva seria apenas um amontoado de unidades moleculares? Um saco químico, ou algo a mais?

Algo que adquire um centro de coerência responsável pela resposta sinérgica e sincronizada daquela célula aos estímulos que a rodeia. A célula funciona como uma inteireza. Porém onde se localiza este centro comum? Este eixo principal que a tudo mantém em coerência?

SE tentarmos dissecar uma célula buscando seu centro de unidade, iremos chegar a um sem número de fragmentos sem chegar ao cerne.

Seria como dissecar um símbolo transformando em sinais e perdendo sua essência.

Porém onde se localizaria tal essência, se nossa lógica apontar para sua existência?

Se nossa lógica ignorar que existe tal possibilidade, a do complexo adquirir valor de unidade coerente então de fato nada faz sentido no universo. Tudo seria um grande paradoxo sem fim. Um universo que permite tantos patamares sucessivos e interligados de complexidade, sendo que cada um destes patamares depende do patamar anterior e serve ao seguinte, favorecendo que em cada patamar ocorra o emergir da inteireza unitária e coerente como fundamento a toda evolução de complexidade.

Então se nossa lógica não permitir que aceitemos a realidade da inteireza, não restaria nenhum sentido presente.

Já que prefiro não descartar o sentido imanente, então acredito haver um espaço que acolha e sustente tais inteirezas, ou se preferir tal coerência.

Da mesma forma que acolhe inteirezas como aquela dos átomos, das moléculas, das células e dos organismos multicelulares, então também acredito que possa acolher a inteireza coerente de uma consciência.

Um espaço existente e não devassado que coexiste com os espaços que percebemos, onde a fé também possua existência e razão de ser.

A fé é tão abstrata como tudo ao nosso redor, mas é muito mais real do que imaginamos.

Possui sua própria coerência, e que por mais incrível que possa parecer pode ter origem nas mesmas leis estudadas atualmente pela física.

Fonte: JBNews - Informativo nº 310 - 04 de Julho de 2011

SÍMBOLOS DO PODER

Ir∴ Sérgio Quirino Guimarães 
ARLS Presidente Roosevelt 025

Saudações estimado Irmão, retornando de Araxá – MG, reflito sobre o real significado dos SÍMBOLOS DO PODER

Sábado passado presenciei a Instalação do Capítulo de Cavaleiros Templários da Luz N. 58 de Maçons do Real Arco e posse de sua Diretoria, é muito interessante observarmos a aplicação de elementos/símbolos do mundo comum em nossos trabalhos. Principalmente porque acabamos descobrindo a beleza moral e ética em objetos que outrora só observamos com a visão material. Um Capítulo de Maçons do Real Arco é administrado por três Irmãos cujos títulos ritualísticos são de uma pompa que podem causar estranheza aos Irmãos menos avisados. 

O Presidente é tratado como SUMO SACERDOTE; o equivalente ao Primeiro Vigilante é o REI e o Segundo Vigilante é o ESCRIBA. Lendo estas palavras e formando as imagens mentais, invariavelmente pensamos em aspectos de luxo, poder e vaidade. Coisas que não condizem com os valores maçônicos, mas é no contraditório que vem a grande lição!

Como a Instalação e Posse da Diretoria é feita em Sessão Pública não há problema em eu destacar alguns símbolos. O Sumo Sacerdote tem por insígnia uma Mitra para lembrá-lo da dignidade do posto de ocupa e da dependência dos desígnios de Deus e que a perfeição jamais será atingida por homem algum na face da Terra. O que é sagrado pertence somente ao Senhor. 

O Peitoral que decora o peito do Sumo Sacerdote, é igual ao usado pelos antigos de Israel, onde era gravado os nomes das Doze Tribos, ele simboliza que o Sumo Sacerdote deve gravar em seus espírito a responsabilidade para com as leis da nossa Instituição e para com o nome honrado do Capítulo e de seus membros. 

Do Rei é exigido conduta exemplar e absoluta assiduidade, ele é o sustentáculo do Sumo Sacerdote, a insígnia do Rei é um Nível adornado pela Coroa, indicando que mesmo nesta alta posição, ele esta no mesmo nível quanto às obrigações para com Deus, para com os vizinhos e para com todos nós. E que, como todos esta subordinado às mesmas leis da Instituição, cabendo ser piedoso, humano e justo, aproveitando cada oportunidade para fazer o bem. 

O cargo dá uma lição de humildade, enquanto a sociedade politicamente coloca o Rei acima dos súditos que lhe devem obediência, o Real Arco, subordina o Rei ao Sumo Sacerdote, ensinando que as obrigações para com Deus estão acima de todas as outras. A Coroa deve lembrá-lo que, mais do que mandar na vida dos homens, será muito mais gratificante, ao seu espírito generoso, reinar nos corações pelo amor e pela afeição. E também que, para atingir tal proeminência, deve sujeitar suas paixões e preconceitos ao domínio da razão e da tolerância. 

No Capítulo há uma linha sucessória natural e ao ser escolhido como Escriba, o Irmão deve compreender esta alta responsabilidade, como terceiro membro do Grande Conselho, deve aproveitar para observar e aprender, sabendo que, para frente sua caminhada terá cada vez mais responsabilidades e que foi escolhido justamente por ter capacidade de encará-las. Sua insígnia é um Prumo encimado por um Turbante; é um emblema de retidão e vigilância, pois caberá a ele observar para conservar a distância dois grandes inimigos da felicidade humana: o excesso e a intemperança. O Escriba deve caminhar de cabeça erguida, motivando os Companheiros ao empenho no trabalho e à moderação no lazer. 

A intenção deste pequeno artigo é despertar em você a vontade de saber um pouco mais sobre os ícones que estão ao nosso redor, observe a possibilidade de transcendência do material para espiritual e qual a verdadeira ou possível mensagem dos nossos símbolos. Lembrem-se que todos nós, independente do Grau ou do Cargo, somos responsáveis por agregar valor a Sublime Ordem. As fotos que tirei durante a atividade em Araxá, estão no site http://picasaweb.google.com/irquirino não enviei-lhes diretamente para não sobrecarregar sua caixa postal.

Fonte: JBNews - Informativo nº 310 - 04 de Julho de 2011

domingo, 3 de julho de 2011

LIBERALIDADE

Ir∴ João Ivo Girardi

1. Propensão para dar; generosidade: agir com liberalidade.


2. O homem que pratica a liberalidade é aquele que dá para as pessoas certas e não obtém riquezas das fontes erradas. E este se destaca por acima de tudo dar mais que receber. Pois é mais nobre fazer o bem, do que recebê-lo. Como o homem virtuoso busca o ato nobre, ele saberá o determinado momento e as determinadas condições para doar às pessoas certas. Não obstante, aquele que dá as pessoas erradas e sofre ao realizar as oferendas, não é liberal, e deve receber outro nome.

http://syberhost.com.br/radios/radio4/home/thumbs.php?w=200&imagem=images/noticias/110/O%20Desafio%20da%20Liberalidade.jpg

3. Para Reflexão: Quando eu participava de um grupo em uma casa espírita, todos os meses doavam alimentos para compor cestas básicas que eram distribuídas às famílias carentes da comunidade. A cada mês, um grupo se encarregava de trazer arroz, outro, feijão, e assim por diante, a fim de que se compusesse a cesta.

Em determinado mês, coube ao meu grupo trazer café. Nada poderia ser mais simples: um quilo de café, não importava a marca.

No entanto, a coordenadora nos alertou: Combinem entre vocês para trazerem apenas café em pó ou café solúvel. Porque as pessoas reclamam que receberam de um tipo e as outras de outro. Então, melhor que seja tudo igual. Por muito tempo, refleti sobre isso.

As famílias eram carentes, recebiam cestas de alimentos que com certeza supriam suas necessidades imediatas. Então por que reclamavam? Afinal, não pagavam nada!

Um dia, me caiu nas mãos um livro, intitulado Trapeiros de Emaús. Contava a história de uma comunidade iniciada por um padre, para pessoas que eram o que chamaríamos de Sem Teto.

Um trecho me chamou a atenção. O padre contava suas experiências em caridade. Quando menino, ele costumava acompanhar seu pai que todos os meses, doava um dia de seu tempo para atender pessoas carentes. O pai era médico, mas como já havia quem atendesse às pessoas nesse setor, ele se dedicava a cortar cabelos, profissão que também exercera. O menino percebia que embora seu pai executasse seu serviço de graça e com amor, as pessoas reclamavam muito.

Exigiam tal ou tal corte e às vezes quando iam embora, xingavam o pai porque não haviam gostado do corte. Mas o pai tinha uma paciência infinita, tentava atender ao que lhe pediam e jamais revidava as ofensas, chegando até mesmo a pedir desculpas, quando alguém não gostava do trabalho que ele realizara. Então, um dia, o menino perguntou ao pai por que ele agia assim. E por que as pessoas reclamavam de algo que recebiam de graça, que não teriam de outra forma.

Para essas pessoas, disse o pai, receber é muito difícil. Elas se sentem humilhadas porque recebem sem dar nada em troca. Por isso elas reclamam, é uma maneira de manterem a autoestima, de deixar claro que ainda conservam a própria dignidade. É preciso saber dar, disse o pai.

Dar de maneira que a pessoa que recebe não se sinta ferida em sua dignidade. Comecei também a refletir sobre essa frágil e necessária ponte entre as pessoas que se chama Dar e receber.

Quando ajudamos alguém em dificuldade, quando damos alguma coisa a alguém que a necessita, seja material ou imaterial, estamos teoricamente em posição de superioridade. Somos nós os doadores, isso nos faz bem e às vezes tendemos a não dar importância à maneira como essa ajuda é dada.

Por outro lado, quando somos nós a receber, ou nos sentimos diminuídos, ou recebemos como se aquilo nos fosse devido.

E quantas vezes fizemos dessa ponte uma via de mão única? Quantas vezes fomos apenas aquele que dá, aparentemente com generosidade, mas guardando lá no fundo nosso sentimento de superioridade sobre o outro, ou esperando sua eterna gratidão.

E recusamos orgulhosamente receber, porque não precisamos de nada, nem de ninguém, ou porque temos vergonha de mostrar nossa fragilidade, como se isso nos fizesse menores aos olhos dos outros.

E quantas vezes fomos apenas aquele que tudo recebe, sem nada dar em troca, egoisticamente convencidos de nosso direito a isso.


A Lei é dar com liberalidade e receber com gratidão ensina São Paulo. Que cada um de nós consiga entender as lições de Dar e receber e agradeça a Deus as oportunidades de aprendê-las. (Texto de Tânia Vernet). (V. Caridade, Franqueza, Generosidade, Liberalismo).

(*)Verbete di Vade-Mecum Do Meio Dia à Meia-Noite

Fonte: JBNews - Informativo nº 309 - 03 de Julho de 2011

PARANORMALIDADE E MAÇONARIA III - CADEIA DE UNIÃO (I)

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Ir∴Hercule Spoladore
Loja de Pesquisas Maçônicas “Brasil”-Londrina-PR

Lembro-me muito bem. Em minha Loja-mãe, a Loja Regeneração 3ª de Londrina quando o velho maçom Koichi Assegawa, não havendo necessidade de frisar que era descendente de japoneses, iniciado lá pelos idos de 1947, já em idade provecta, quase cego, usando lupas para ler todo livro que lhe aparecesse pela frente, usando da palavra no período à bem da Ordem, todos os Irmãos presentes ouviam-no com uma atenção especial. O Irmão tinha boa voz, entonação perfeita, boa dicção e raramente traia o seu sotaque nipônico. Geralmente ultrapassava seu tempo, mas ninguém percebia.

Nem o venerável olhava para o relógio. Parecia um sábio oriental, nos trazendo mensagens de sabedoria, otimismo e calma.

Ele parecia ter tido acesso ao seu autoconhecimento, e nos dava a impressão de ser um iluminado. Suas palavras acalmavam a todos, trazia uma sensação boa, de meditação e de riqueza interior. Certas ocasiões ficava tão entusiasmado que parecia transfigurar-se. Ele nos transmitia uma empatía muito grande.

Ele era um espécime raro de maçom que ainda existe em algumas lojas e a maioria dos Irmãos não dão o devido valor a eles, às suas mensagens à sua experiência, às suas verdades, sem atinar para o fato de que o seu saber com o passar dos anos torna-se cada vez mais profundo.

Todavia, quando por qualquer razão o venerável anunciava que seria formada uma Cadeia de União, ele sempre tentava entrar na corrente. mas ao dar as mãos aos dois Irmãos entre os quais ele formaria um dos elos, uma espécie de “choque elétrico” o tirava abruptamente do círculo, tal qual uma corrente rejeitando um de seus elos.

Ai sentava-se uma das cadeiras do templo, supostamente prostrado, cansado apresentava suas escusas e permanecia quieto por alguns minutos, recuperando suas forças, segundo ele. Pelo menos era também esta impressão que passava aos Irmãos. Alguns que não sabiam, até se assustavam.

Ele se desculpava e explicava que era muito sensível e por esta razão acontecia aquele fenômeno.

Como sempre, mesmo que timidamente, já que estes assuntos são tabus havendo contra eles uma verdadeira conspiração do silêncio, alguns Irmãos conjeturavam após as sessões em que aconteciam estes fatos a dar suas próprias explicações.

Uns diziam que era pura ilusão ou alucinação e outros achavam que ele era um sensitivo e que as energias provenientes da Cadeia de União, desencadeavam neste Irmão um efeito semelhante a choque elétrico.

Sabemos que a Cadeia de União foi criada na Maçonaria com a única e exclusiva finalidade para a transmissão da Palavra Semestral.

Como costuma acontecer na Ordem, pelo menos no REAA, onde os enxertos, invenções, “achismos” acabam sendo incorporados ao costumes das lojas, outros usos para a Cadeia de União tais como: orações, invocações durante sua execução ritualística em favor de Irmãos ou parentes de Irmãos enfermos, a falecidos, sendo que ela é até formada em cemitérios ao redor do esquife quando um Irmão falecido está para baixar ao túmulo.

Também ela é feita quando há desavença entre dois Irmãos, quando todos nós sabemos que o melhor caminho seria um Conselho de Família, e nunca uma Cadeia de União. É que ela dá menos trabalho para o venerável.

Os Irmãos que trouxeram tal cerimônia para Maçonaria, tão somente para uma única finalidade, nunca poderiam imaginar, que hoje ela poderia ter tantos desdobramentos.

Porem, já que foi assim, poderíamos tentar uma explicação simples que a Parapsicologia Moderna e Independente nos oferece. Ora, uma Cadeia de União é feita em um templo, isto é num local, onde a rigor todos os Irmãos estão vibrando numa mesma freqüência mental, pelo menos teoricamente.

Quando a Cadeia está fechada, pelo fato dos Irmãos se darem a as mãos, eles passarão de um para outro, um fluxo de energia psíquica, formando uma verdadeira bateria de energia mental, ou seja, energia armazenada.

Está comprovado cientificamente que certos indivíduos com um tipo de potencial mental chamados de paranormais ou o nome que se queira dar, possa ter entre outros potenciais mentais o de curar enfermos. Entre os vários tipos de cura, há o da imposição das mãos. O paranormal toca a parte afetada, ou então com as mãos a uma certa distância, apontadas para o enfermo como que emanando uma energia estranha.

Esta energia chama-se energia psíquica. Ela tem vários nomes, mas a chamaremos de Energia PSI que é a mais usada pelos parapsicólogos. Ela é de origem extrasensorial e as mãos no caso serão os canais pelos quais fluirá a dita energia do emissor para o receptor. Mas quem tem este potencial não há necessidade da imposição das mãos. O potencial emana da mente.

Se tal situação ocorre e é já comprovada pela Ciência, muito embora muitos não aceitem, está mais que claro que ao se formar uma Cadeia de União, com os Irmãos usando as mãos, alguma energia em maior ou menor quantidade passará de um para o outro.

Uma Cadeia de União sendo uma corrente fechada de pessoas, não resta a menor dúvida que se formará uma bateria de energias psíquicas somadas.

Quando dirigida ou endereçada, ou canalizada para um fim determinado, o qual geralmente em favor de um Irmão enfermo, se este como receptor for também sensível ele saberá que em tal hora em tal dia, foi feita uma corrente, uma verdadeira oração cientifica em seu favor de bom augúrio, de boa saúde, de restabelecimento rápido.

Este princípio ocorre nas chamadas correntes de oração que grupos de adeptos das várias religiões, vêm praticando cada vez mais na atualidade para que enfermos se restabeleçam.

Poder-se-ia argumentar que estamos raciocinando que todos os Irmãos que fazem parte de uma Cadeia de União seriam paranormais.

Acontece que todos nós temos esta energia chamada de Energia OS latente. Ela é universal. Ela é exteriorizada espontaneamente por algumas pessoas. Mas todos os seres humanos têm esta energia mesmo que ela não seja exteriorizada.

Há Indivíduos que podem exteriorizá-la espontaneamente. São as pessoas que têm uma abertura maior entre o Consciente e o Subconsciente e podem causar fenômenos chamados parapsicológicos ou paranormais, preferimos este ultimo termo.

Esta energia PSI não depende do espaço-tempo e nem dos nossos sentidos.

Muitos pesquisadores destes fenômenos sugerem que esta energia provem de algo alem de nosso conhecimento físico.

A Cadeia de União na Maçonaria criada tão somente para a transmissão da Palavra Semestral, os maçons descobriram outros usos, aliás, contestados por alguns irmãos, especialmente os Irmãos evangélicos.

Será que o “choque elétrico” que o Irmão Koichi Assegawa era apenas alucinação?

Fonte: JBNews - Informativo nº 309 - 03 de Julho de 2011

O APRENDIZ E O MESTRE - K ENTRE NÓS

Ir∴ Marco Antônio Nunes – Florianópolis – SC
M∴M∴ da ARLS “Fraternidade Catarinense” nº 9 – GOSC


Sem o que fazer, vagava o Mestre despreocupadamente por entre a obra e deparou-se com um aprendiz que, concentrado examinava uma pedra ainda não totalmente desbastada. Querendo mostrar sua força e autoridade, dirigiu-se ao obreiro:

- Aprendiz, sua pedra não está devidamente desbastada. Acaso pensas em dá-la como acabada?
- Mas, Mestre, essa pedra...
- Não negligencies nas tuas tarefas se almejas, um dia, chegar onde hoje eu estou. Não penses que o Mestrado é conseguido sem sacrifícios e pouco trabalho.
- Mas, Mestre, eu...
- Não me parece que os ensinamentos tenham sido bem assimilados. Veja o estado em que se encontra esta pedra. Toda disforme e cheia de imperfeições. Já imaginastes as conseqüências que acarretaria o seu assentamento na obra? Por cento que não irá se encaixar convenientemente e além disso, colocaria em risco o próprio andamento da construção.
- Mestre, eu gostaria de...
- ... não me interrompas enquanto falo. Um aprendiz deve saber comportar-se diante do Mestre. Não estou gostando do seu comportamento e nem do seu jeito desleixado de trabalhar. Olhe só este avental, todo sujo; estas ferramentas, em péssimo estado de conservação! Bem diferente do seu Mestre! Veja meus paramentos, imaculados, meus utensílios de trabalho perfeitamente conservados, como novos. Não lhe serve de lição ver tão gritante comparação? Acaso não lhe sirvo de exemplo? Mas vamos deixar de conversa! Trate de trabalhar que o tempo é curto. Como castigo, para deixares de ser tão negligente, deverás terminar o desbaste desta pedra, mesmo no seu período de descanso!
- Mas, Mestre, eu gostaria de explicar-lhe que...
- Não irei perder mais meu tempo com você! Trate de fazer o que determinei e fim de conversa!

Afastando-se, o Mestre sai satisfeito e orgulhoso por ter sido severo e de ter tido a oportunidade de praticar e ter demonstrado a sua autoridade, deixando o Aprendiz imerso em seus pensamentos.

- Puxa vida! Eu queria explicar ao Mestre que esta pedra está aqui desde quando ele era aprendiz, que na pressa e na preocupação de ser elevado e exaltado, não a desbastou convenientemente. Todas as minhas pedras foram aproveitadas na obra, razão pela qual meu avental está sujo e meus utensílios desgastados pelo uso. Além disso, estou no meu horário de descanso e aproveitava o tempo para concluir o desbaste desta pedra que aqui está desde a elevação do Mestre e a sua posterior exaltação, mas ele sequer deixou-me explicar. Deixa pra lá! O Mestre deve ter suas razões e deve estar muito preocupado com os seus afazeres por ser tão importante na obra. O melhor mesmo é eu terminar esta pedra e deixa-la pronta para o polimento, antes que chegue a meia- noite.

Assim são determinados “Mestres” que alcançam os mais elevados cargos e honrarias e não sabem ou esqueceram a mais elementar das virtudes: a humildade.

A questão aqui posta não é propriamente a ausência da humildade, mas a falta de critérios sérios e responsáveis para a escolha e seleção de profanos por parte de muitos “padrinhos” que só almejam satisfazer conveniências.

Aquele velho amigo e companheiro de farras, o colega de trabalho, o “doutor” ou empresário bem sucedido na vida e na profissão, que, muitas vezes e por coincidência é o chefe ou superior, geralmente são os candidatos mais potencializados ao apadrinhamento a um mal sucedido engajamento à Maçonaria.

Por essa razão, convivemos com um sem número de “mestres” perambulando pelas lojas à cata de um momento de glória, utilizando os irmãos como escadas visando o aplauso da platéia. E para eles, sempre haverá uma platéia, assim como sempre haverá quem sirva de escada.

Fonte: JBNews - Informativo nº 309 - 03 de Julho de 2011

sábado, 2 de julho de 2011

PAI, COMEÇA O COMEÇO!

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - "pai, começa o começo!. O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, "começar o começo" de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. Hoje, minhas "tangerinas" são outras. Preciso "descascar" as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.

Em cartas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis...

Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo pai quando lhe pedia para "começar o começo" era o que me dava a certeza de que conseguiria chegar até o último pedacinho da casca e saborear a fruta. O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vidas.

Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:

"Pai, começa o começo!". Ele não só "começará o começo", mas resolverá toda a situação para você.

Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente neste ano. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: "Pai, começa o começo!".

* Texto colhido da Internet e repassado pelo Ir∴ Valdemar Sansão - SP

Fonte: JBNews - Informativo nº  308 - 02 de Julho de 2011

AS PORTAS DO TEMPLO

Ir∴ Fernando G. N.Gueiros ARLS Sphinx Paulistana nr. 248
Garanhus - PE

Em dedicação a minha querida loja mãe Sphinx Paulistana no. 248 e a todos os seus membros, que muito me iluminaram, me iluminam e continuarão a iluminar-me Quando adentrei a maçonaria me fizeram caminhar por caminhos diversos e diversas Portas...!

Durante muito tempo sempre fiquei a procurar as três portas do templo comentadas e com citações, algumas pueris, outras fantasiosas em demasia, enfim, onde estão estas portas?

No caráter físico arquitetônico, a primeira que me lembro, foi quando me desvendaram os olhos no templo, em minha iniciação; e, então, fui levado por uma delas a me recompor com meus trajes “profanos” pelo irmão experto, que não sei se era muito esperto, pois este havia me deixado todo troncho (torto): meio descamisado, meia perna vestida e ainda por cima meio calçado, ou seja, um pé calçado outro não. Enfim, mais tarde compreendi. Todavia, as PORTAS, ninguém ainda me mostrou.

Procurei e tenho procurado sobre estas “famosas” três portas, que talvez por sua obviedade, sejam estas, simbolicamente simples ou completamente muito ricas a ponto de tecerem-se poucos comentários. Vejamos no Dicionário Ilustrado da Maçonaria de Sebastião Dodel dos Santos a pagina 170 e 171:

Porta – Em arquitetura, diz-se da peça de carpintaria que é colocada nas aberturas das paredes, ao nível do solo, com a finalidade de dar entrada ou saída.

Parece obviedade não! Mas, uma porta de incêndio no trecentésimo nono ou no primeiro andar não me parece ao nível do solo e é uma porta.

Portas (As três...) – No esoterismo maçônico significam a Sinceridade, a Coragem e a Esperança, virtudes necessárias à pesquisa da verdade.

Sem polemica ou polemizar, falta-me algo nesta dissertação.

Já ouvi, por diversas ocasiões, dissertações em loja, inclusive numa loja aqui em Garanhuns/PE., que esta porta era estreita e baixa e serviria para dar fuga aos irmãos (na época medieval) no caso da invasão pelos inimigos da maçonaria ao templo ou para punir os irmãos atrasados que por elas teriam que franquear.

Com todo respeito, data vênia, de todos amados irmãozinhos que assim se expressaram, acho porem, pueril e fantasiosa estas dissertações.

Ora, para servir à fuga, com muitos irmãos a fugirem por uma porta estreita e baixa, em desespero da fuga, é simplesmente uma loucura; ou, para “punir” os irmãos atrasados, bastaria simplesmente proceder a Entr∴ Ritualística, TTrolh∴ e colocá-los como Ccobr∴ do Templo. É pueril e fantasiosa como disse, as afirmações acima. Porem! As portas em geral, têm seu caráter não só em fundamentos meramente arquitetônicos, mais também, em fundamentos simbólicos e filosóficos.

Eram as portas da cidade, no oriente próximo, bíblico, que se faziam todas as grandes transações, julgamentos, atividades comerciais de natureza cerimoniosa ou não, encontramos muitas referencias em Gênesis, Reis, Crônicas, etc., são também metáforas para diversas citações, inclusive bíblicas.

De Jorge Adoun, Papus, Nicolas Aslan e tantos outros, encontro em o mestre Jules Boucher – A Simbólica Maçônica – um comentário, seu, em que estar reproduzido um texto do mestre Plantageneta: "A porta do templo é designada pelo nome de “PORTA DO OCIDENTE”, o que deve fazer-nos lembrar que é em seu limiar que o sol se põe, isto é, que a luz se extingue, fora dali, reinam, portanto, as trevas e, conseqüentemente, o mundo profano".

Ainda do mesmo autor: “Pensa-se sempre que o profano não pode entrar no templo a não ser passando por uma porta estreita e baixa que ele não poderia franquear sem se curvar”. E representaria um nascimento.

Comenta ainda Jules Boucher:

“Corroboro ao que diz, o mestre Plantageneta, pois na pratica certas lojas, há muito anos, renunciaram a esse método, mostrando assim a desfiguração da não utilização dum acessório de tanta riqueza simbólica, psicológica e filosófica, é esta luz, que nos difere do mundo profano”. (Grifos meus).

Certamente, eu imagino, imaginemos nós, passarmos por uma porta de dimensões (estreita e baixa) tão inusitadas e inesperadas, que o porá de joelhos. Esta sensação incorporar-se-á ao imaginário mental para as futuras viagens, preparando desde logo, o neófito, singularmente, à que a iniciação se proceda sob forte impactos, não para causar medos, mais tão somente os receios necessários que exponha sua refratariedade latente ou a sua curiosidade “intencional" de angariar benesses da ordem.

Por isso, eu acredito, que Jules Boucher, em seus comentários, enfatiza tanto o caráter psicológico agregado tanto ao simbolismo, quanto ao filosófico para todas as iniciações. Eu sempre vi com certa apreensão, o descaso com que se praticavam, e atualmente se pratica, as iniciações e como se processam as reuniões. Por isso sou radicalmente favorável a uma cobrança severa do cumprimento ritualístico, tanto quanto o simbólico.

Vejo ainda, com pesar, lojas abertas sem o menor cerimonial e sem o prévio trabalho pelo arquiteto do templo de incensá-lo, deixando-o rico em sua aura para os irmãos que ali se reunirão. É pouquíssimo ou quase nunca praticado. Na verdade ou atualidade o templo mais parece uma sala de reunião para o agrupamento de “irmãos” que farão alguns “atos de momices” (ao vulgo profano) e depois, apressados, irão tomar umas cervejas. Isto sim, esta pressa, isso é o que vulgariza e acaba a motivação. Pergunto, adentra-se a algum templo de quaisquer religiões ou seitas, com predisposição de sair-se logo?

É a arte Real do simbolismo, do filosofisismo e do ritualismo (luzes), que ao franquear aquela porta “inusitada" o neófito espera encontrar. Por excelência, o simbolismo será a chave mestra destas portas.

O simbolismo quer seja figurativo, alegórico, emblemático, religioso, matemático, etc., é somente pelo ser humano apreendido, expressado e interpretado, tanto quanto, na qualidade figurativa, personificativa, metafórica ou em parábolas.

Vejamos alguns símbolos como: a tartaruga, a pomba, o coelho, que representariam, respectivamente, a vagareza, a paz, e a rapidez, para citar apenas estes que são bastantes conhecidos e facilmente interpretados e identificados. Outros, porem, terão que ser ministrados. Para isso, temos nossos rituais, cheios de alegorias e simbolismos.

Talvez, por vergonha, talvez por relaxamento ou simples desconhecimentos os aprendizes recebem seus salários totalmente incapazes, e daí elevam-se para companheiros incapazes e por fim, completa-se em se exaltando em incapazes mestres, segmentando ou colocando para dentro da loja (templo) suas “virtudes” profanas, quais: presunção, vaidades, mesquinhez, futilidades, falsidades, invejas e egoísmos, ou seja, faltam-lhes As três Portas da Virtude. Tudo, muitas das vezes, calcado na batuta (malhete) de vigilantes e veneráveis vaidosos e ociosos. Virtudes como tolerância, combate à ignorância, a prática da justiça e o amor ao próximo, passam a margem.

Porquê? Porque as instruções são lidas e não aplicadas. Como aplicar à régua? O cinzel? O maço? Talvez fosse fácil na forma operativa: peguem a régua e risquem a pedra bruta. Peguem o cinzel e sobre os riscos coloque-o, ponham-se em seguida com o maço a baterem neste, cortando o riscado, cinzelando-o. Será isto?

Simbolicamente entenderíamos como: Vamos ser retos em todas nossas horas (alinhamento da Régua), tanto ativos como passivamente (o corpo do Cinzel), apurando, aprimorando com todo peso e forças (do Maço) as artes que me são expostas, assim, criando beleza interior e exteriorizando a serviço do próximo e da humanidade, torna-nos de pedras brutas a pedras desbastadas, polidas, cinzeladas para AS SABEDORIAS DO APERFEIÇOAMENTO MORAL E ESPIRITUAL.

Enfim, arquitetonicamente o templo deveria ter três portas, a saber: a porta principal (no Ocidente), a porta dos fundos (Oriente) e a porta dos Neófitos, estreita e baixa.

SIMBOLICAMENTE SÃO INCOMENSURÁVEIS

Para finalizar, 2 x 2 não são prova apenas da multiplicação, pois o resultado 4 é a mesma coisa que 2 + 2; a distinção esta no simbolismo matemático de (x) ou (+) que dá a virtude da ação. Portanto ajamos!

É desconsiderando nossas tradições, nossos rituais, nossos simbolismos que fazem ou favorecem a iniciação de meros curiosos e oportunistas, elevando a evasão dos verdadeiros irmãos maçônicos.

Fonte: JBNews - Informativo nº 308 - 02 de Julho de 2011