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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sexta-feira, 31 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

BANDEIRA NACIONAL

Em 09.05.2026 o Respeitável Irmão Américo Mégda, Loja Estrela do Rio Claro, 496, REAA, GOB-SP, Oriente de Rio Claro, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos.

BANDEIRA NACIONAL

Gostaria de tirar uma dúvida a respeito da saudação ao pavilhão nacional.

Na saída, o Porta-Bandeira fica no Oriente enquanto a Guarda fica (ocidente) montada abaixo da escada.

Andei vendo alguns vídeos e me surgiu a dúvida, uma vez que cada um faz de um jeito.

No momento que um irmão se dirige à Bandeira para saudá-la, a Guarda de Honra deve abater a espada? Caso sim, isso ocorre tanto em sessões magnas quanto públicas?

Não achei nenhuma orientação a respeito.

A bandeira pode ficar dentro do templo após a saudação e execução do hino?

CONSIDERAÇÕES:

Primeiramente é preciso que sejam esclarecidos alguns pontos, senão vejamos:

É notório que desde de maio de 2016 está em vigência no GOB o Decreto 1476/2016, o qual dispõe sobre o Cerimonial para Bandeira Nacional no GOB. Assim, se bem observada a Arte, nele o Irmão certamente irá encontrar as respostas que precisa.

Também, consta no RGF, em seu Artigo 108, que todas as sessões públicas, são magnas portanto, nelas é obrigatória a entrada e saída formal do Pavilhão Nacional, conforme o Decreto mencionado no parágrafo logo acima.

Dito isso, a questão não é de que "de cada um faz do seu jeito", senão de desrespeito a ritual vigente e Decreto 1476/2016. A questão é de que o Orador deveria fiscalizar o cumprimento da Lei, não permitindo o seu descumprimento.

Vale ressaltar que todos os procedimentos ritualísticos para o cerimonial da Bandeira Nacional estão previstos nos instrumentos legais. Basta seguir o que neles está escrito.

Especialmente sobre a Guarda de Honra e a saudação à Bandeira, a guarda abate (apresenta) espadas durante a saudação feita pelo Orador. Concluída a mesma, volta-se com as espadas em ombro-arma para o canto da primeira e última estrofes do Hino à Bandeira, conforme oriente o Decreto 1476.

Finalmente, sob nenhuma hipótese nas sessões magnas (também as públicas) o Pavilhão Nacional volta a ser colocado no seu pedestal dentro do Templo depois da saudação e canto do Hino à Bandeira. Como menciona o Decreto que regula todos esses procedimentos, obrigatoriamente o Pavilhão é conduzido para fora do templo.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONARIA E INCLUSÃO

Brian Robin

A verdadeira força da Maçonaria não está na perfeição, mas na superação. Conor Moorman, que convive com tetraplegia desde a infância, é a prova viva disso. Ao completar 18 anos, ele bateu à porta da fraternidade ciente dos desafios, mas determinado a fazer parte de algo maior. 13 anos depois, não apenas venceu essas barreiras como se tornou um líder atuante, servindo em comitês e sendo eleito Venerável Mestre por quatro mandatos consecutivos. Sua trajetória inspira outros maçons com deficiência, mostrando que as qualificações internas prevalecem sobre as limitações físicas.

Historicamente, a Maçonaria exige que os candidatos estivessem em "sã consciência e pleno gozo de suas faculdades mentais", o que excluía muitas pessoas com deficiência. Foi após a Primeira Guerra Mundial, com o retorno de irmãos mutilados, que a fraternidade começou a revisar seus conceitos. Um grão-mestre de Rhode Island declarou em 1918 que as qualidades mentais e emocionais deveriam ser primárias, enquanto as físicas seriam secundárias, um princípio que abriu as portas para uma nova compreensão de inclusão.

Conor Moorman foi iniciado em 2011 na Loja Atascadero nº 493. Ele atuou como presidente do Comitê de Caridade de sua Loja e foi membro do Comitê de Construção. Quando sua Loja-Mãe fez uma fusão com a Loja "Thaddeus Sherman nº 196" em 2021, Moorman foi eleito o primeiro Venerável-Mestre da nova Loja.

Não que tenha sido fácil para Moorman, que usa cadeira de rodas e fala através de um aparelho, mas com muito carisma ele disse: "Não consigo imaginar o quão difícil foi para mim receber os graus", diz ele. "Gostaria de ter estado na sala quando discutiram como me conceder o Terceiro Grau. Eles têm sorte de eu ser um bom motorista, porque me guiar pela sala de olhos vendados em uma cadeira de rodas grande seria difícil se eu não fosse."

Apesar da mobilidade limitada, Moorman se tornou um dos ritualistas mais proeminentes do Estado. Em 2022 e 2023, ele ganhou o Prêmio de Ritual Maçônico da Califórnia e conquistou o prêmio máximo da divisão diversas outras vezes.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

quinta-feira, 30 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

DISPENSA DE FORMALIDADE - INGRESSO DE ATRASADO

Em 07/05/2026 o Respeitável Irmão Tacachi Iquejiri, Loja Luz de Outubro, 2081, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a seguinte questão:

DISPENSA DE FORMALIDADE

Reporto à sabedoria do Irmão para esclarecer se é aceitável o V∴ M∴, no REAA, dispensar a formalidade no ingresso de IIr∴ retardatários, quando a Loja já estiver aberta.

Essa pergunta se fundamenta no fato de se verificar com frequência essa tomada de decisão do V∴ M∴.

Obrigado pela atenção.

CONSIDERAÇÕES:

Entende-se que todo ingresso em Loja aberta deve ser formal, sobretudo para aqueles que chegam atrasados por atrapalharem o andamento dos trabalhos.

Diante disso, um Irmão retardatário deve ingressar pela marcha do Grau e saudar as Luzes na forma de costume, cabendo apenas, se for um Irmão conhecido, ser dispensado o questionário de reconhecimento.

O Venerável Mestre, em respeito àqueles que chegaram no horário, não deveria dispensar as formalidades, evitando assim contribuir com a indisciplina de se chegar atrasado – tolerância não deve ser confundida com indulgência.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O MAÇOM QUE FUNDOU BLUMENAU

Por Luciano J. A. Urpia

Em meados do século XIX, o governo brasileiro intensificou a propaganda na Europa para atrair imigrantes e povoar o sul do país. Foi nesse contexto que o químico alemão Hermann Bruno Otto Blumenau desembarcou no Brasil em 1846, não como colono, mas como agente da Sociedade de Proteção aos Emigrados Alemães, com a missão de avaliar as condições das colônias já existentes no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Durante oito meses no Rio de Janeiro, estudou a legislação e os processos de imigração, até que em 1847 seguiu para Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) e de lá para a colônia de São Pedro de Alcântara, primeira núcleo alemão em Santa Catarina. Foi quando ouviu falar pela primeira vez do Vale do Itajaí, uma região de mata virgem que despertou seu interesse.

Dois anos depois, em 1850, Blumenau retornou ao Vale do Itajaí decidido a criar seu próprio projeto de colonização. Escolheu às margens do rio Itajaí-Açu uma área de terras devolutas e, com autorização do governo provincial, deu início à colônia que levaria seu nome. Ele participou ativamente da organização do núcleo, demarcando lotes, construindo as primeiras moradias e estabelecendo regras claras para os colonos que começaram a chegar da Alemanha. A notícia de terras férteis e administração séria se espalhou rapidamente, atraindo dezenas de famílias germânicas nos primeiros anos.

Em poucas décadas, a colônia se consolidou como um dos mais bem-sucedidos núcleos de imigração alemã no Brasil, impulsionando a economia regional com agricultura, comércio e, mais tarde, a indústria têxtil. Blumenau transformou-se em cidade e se tornou um símbolo da presença germânica no sul do país.
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Hermann Bruno Otto Blumenau foi iniciado na Maçonaria em 1845, na Loja "Carlz zur Gekroenten Saeule", em Brunsviga, Alemanha. Ao voltar à sua "Colônia", fundou em 24.6.1870 a Loja "Zur Friednspalmer" (À Palmeira da Paz), sob jurisdição da Gr.: Loj.: de Hamburgo. Em 4.4.1974 os maçons de Blumenau fundaram a Loja "Hermann Blumenau", sob a jurisdição do GOB, Cadastro nº 1.896.

...ENTRANDO NA MAÇONARIA

e. figueiredo (*)

(Vale a pena abrir mão da “qualidade” em nome da “quantidade” ?)

Estamos vivendo num mundo onde tudo está acontecendo com rapidez jamais vista. Invenções utilizando tecnologia avançada permitem realizarmos varias coisas (nosso trabalho, nossas tarefas cotidianas) em tempo restrito e com qualidade. As expressões, que as empresas passaram a utilizar há alguns anos, principalmente as multinacionais, “qualidade total”, “controle de qualidade“, e outras, acabaram tendo aplicação não só no campo profissional, mas, também, abrangendo diferentes áreas de atuação.

Essa tecnologia, que vem transformando o nosso planeta Terra, chegou também à Sublime Ordem. Assim é que “qualidade total” e “controle de qualidade” passassem a ser termos empregados pelos seus integrantes. E não poderia ser diferente, pois os Maçons convivem com os avanços tecnológicos nos locais de trabalho, cuja experiência, indubitavelmente, é transportada para o interior dos Templos.

Há aqueles, os quais interpretam como uma profanação à tradição Maçônica, que não vêem isso com bons olhos, entretanto, não poderão negar o lado positivo, que é a consciência de que as coisas na Arte Real merecem ser preparadas e cuidadas com carinho, seriedade e não de qualquer maneira, além de acompanhar a evolução que a Humanidade assiste. A Maçonaria precisa, também, de pessoas de “qualidade” que expressem sua condição de livre e de bons costumes, cumpridores de suas obrigações junto à família e à sociedade, com um testemunho coerente de vida.

A despeito da Ordem se ver na necessidade de servir, com maior atenção possível, prestando assistência às pessoas, devemos ter o cuidado de não pensar que a Maçonaria é simples empresa de prestação de serviços, como muitos assim a interpretam. A Maçonaria, como reza em sua declaração de princípios, tem por objetivo lutar contra a ignorância sob todas as formas; é uma escola mútua cujo programa se resume em: obedecer às leis do seu país, viver segundo a honra, praticar a justiça, amar o seu semelhante, trabalhar sem descanso para a felicidade da Humanidade e prosseguir a sua emancipação progressiva e pacífica. A Maçonaria não é como um produto qualquer, que pode ser comprado ou consumido; ela é formada por pessoas que se esforçam, a cada dia, para fazer cumprir esses princípios, sob os quais fizeram juramento. E é por isso que, nem sempre a “qualidade“ atende às exigências de quem a vê de fora.

Muitos Maçons crêem que é necessário restringir a quantidade de Obreiros em nome da qualidade. Como em qualquer comunidade, seus integrantes têm formas diferentes de ver a situação, o que tem provocado divergências quanto à interpretação dos conceitos da Ordem. Nos debates, discussões e palestras, que as Lojas promovem, têm aparecido as expressões “qualidade total” e “controle de qualidade” como menção para que seja mais acurada a escolha do candidato. Saber aproveitar-se da tecnologia é ter coragem de buscar novos métodos para o bem da Ordem e do seu aperfeiçoamento.

A preocupação tem razão de ser, pois a escolha de um candidato para adentrar à Ordem, poder-se-ia dizer, é tão importante como respirar para viver. São os escolhidos que dão continuidade à Instituição.

A amizade, a posição social, o modo de vida, o parentesco e o relacionamento profissional são algumas das condições que devem ser consideradas, porém, não imperativas na admissão de um novo membro. Um amigo ou um parente por mais íntimo que seja, pode merecer toda consideração como tal, todavia, não ser digno de que depositem nele a confiança necessária para ser candidato a Maçom. Deve-se entender, entretanto, que por melhor que seja estabelecido um procedimento de escolha, com “qualidade total” e “controle de qualidade”, sempre estaremos vulneráveis, e, com possibilidade de receber quem se desviou desse critério. É aí que deve entrar a catequese por aqueles que são considerados “enquadrados” para fazer o Obreiro, que não se identifica com os princípios, a ter melhor participação e desempenho e captar em profundidade as regras da Maçonaria.

Os que já fazem parte da Maçonaria não podem se fechar em grupos, julgando-se os melhores, e, muito menos, manifestarem com ambigüidade deliberada – a exemplo de mensagem diplomática – quando há necessidade constante de se optar pela integridade da Ordem. Devem, sim, estar abertos para acolher todos os que foram chamados a participar da Sublime Ordem, cada um a seu modo, independentemente se foi uma boa ou má escolha. Após a admissão deve ser acompanhado com atenção, responsabilidade e carinho, assistência está suplementada com farta literatura Maçônica, para que tenha conhecimento exato da entidade em que ingressou. É necessário ensinar a desbastar a pedra bruta com poucas ou muitas pessoas, através de Maçons que já têm boa caminhada, orientando como manusear, corretamente, o maço e o cinzel. Os mestres estão incumbidos de fazer surgir, no espírito do neófito, alguma chama que permita abrir novos horizontes. É a missão que cabe aos mestres executar, isto é, ensinar-lhe o sentido de ação. Além do mais, o fato de pôr de lado uma obrigação presumida, não dá direito a nenhum mestre Maçom de abandonar, indefinidamente, uma obrigação inerente. Não deixa de ser uma forma de se tentar corrigir uma possível escolha errônea. Por analogia, seria podar a árvore para que dê bons frutos. Assim encarada, a Maçonaria nunca será considerada uma simples agremiação ou mera espécie de clube social, mas como uma das vias da sabedoria universal e uma verdadeira escola de iniciação.

Apregoar, como fazem alguns Maçons, de que a porta de entrada da Maçonaria deva ser estreitíssima, e, a de saída, a maior possível, é uma forma simplista de tentar resolver o problema. A busca, de se encontrar o homem de real valor moral e intelectual, nem sempre é conseguida, porém, claro está, a preocupação na seleção deve prevalecer sem ser negligenciada, sob o risco de surgirem problemas, motivados por má escolha, quem sabe, insolúveis.

O importante é ter em mente: Se o Obreiro entrou na Maçonaria, cabe a nós fazermos com que a Maçonaria entre nele....


(*) E. Figueiredo - pertence ao CERAT - Clube Epistolar Real Arco do Templo / Integra o GEIA – Grupo de Estudos Iniciáticos Athenas / Membro da Confraternidade Mesa 22, e é
Obreiro da ARLS Verdadeiros Irmãos – 669 (GLESP)

Fonte: JBNews - Informativo nº 316 - 10 de Julho de 2011

quarta-feira, 29 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

DECRETO 1476/2016 - BANDEIRA NACIONAL

Em 07/05/2026 o Respeitável Irmão Cesar Augusto Carvalho Salim Junior, Loja Lauro Sodré IV, 1612, REAA, GOB-RJ, Oriente de Itaocara, Estado do Rio de Janeiro, formula a seguinte pergunta:

DECRETO 1476/2016

Recorro a vossa sabedoria, para sanar uma dúvida referente ao decreto 1.476 que dispõe sobre o cerimonial para a Bandeira Nacional. O Art. 6°, "por ocasião da saudação à Bandeira observa-se os seguintes procedimentos: "(ali ele explica todo procedimento). No item V, letra "a", no caso do REAA, "seguram a espada pelo punho, mão firme, braço estendido em diagonal, para direita do corpo, ângulo de 45° ponta da espada voltada para o solo e após o término da saudação todos voltam à posição de à Ordem". O Art.º 8°, fala de quando é entoado a primeira e última estrofe do Hino à Bandeira. Fica minha dúvida... A guarda de honra (mencionada no Art. 6° item II), volta quando a ombro arma? Após a leitura da saudação "Bandeira do Brasil./ que acabas de assistir..." ou volta a ombro arma após entoar o Hino à Bandeira? Desde já, agradeço a atenção poderoso irmão. TFA.

CONSIDERAÇÕES:


Durante a saudação ao Pavilhão Nacional, feita pelo Orador antes do encerramento dos trabalhos, a Guarda de Honra abate espadas. Concluída a mesma, a Guarda volta a posição de espadas em ombro-arma.

Para o canto da 1ª e última estrofes do Hino à Bandeira, a Guarda de Honra se mantém com as espadas em ombro-arma.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 22

ORDEM MAÇÔNICA

1º - O vocábulo deriva do latim: Ordo, Ordinis, significando "disposição", "regra", "disciplina".
2º - A maçonaria recebeu o nome de "ordem dos maçons" e, mais tarde, "ordem maçônica", também denominada de arte real.
3º - A ordem maçônica significa uma maçonaria organizada, em todos os sentidos.
4º - Na maçonaria, tudo é "ordenado", ou seja, disposto e previsto, mercê de sua longa trajetória histórica.
5º - Dentro de uma ordem, portanto, o maçom deve acompanhar o que é organizado, previsto e estabelecido, submisso, tolerante e paciente.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

ORAÇÃO AOS MAÇONS

SIGNORE E GRANDE ARQUITETO. CI UMILIANO AI TUOI PIEDI.

Senhor e Grande Arquiteto do Universo, nós humilhamos a teus pés invocamos o teu perdão pela heresia que, no decorrer dos séculos, nos impediu de reconhecer em nossos irmãos maçons os teus fiés prediletos. Temos lutado contra a liberdade de pensamentos, pois não tínhamos compreendido que o primeiro dever de uma religião, como justamente afirmou o "Concílio" consiste em reconhecer o direito de crer em Deus. Temos também, perseguido todos os que pertencendo a mesma Igreja havia aberto o caminho a verdade, filiando-se às "Lojas" com sereno desprezo às injúrias e ameaças.

Acreditamos louca e cegamente que em sinal da cruz pudesse ser superior a três pontinhos, posto em pirâmides. De tudo nos arrependemos amargamente, Senhor, e te imploramos de nos fazer ter, juntamente com teu perdão, também um compasso que sem dúvida alguma sobre os nossos altares de compensado, estaria bem melhor que os velhos crucifixos. "AMÉM".

(Escrita por S.S. o Papa João XXIII)

NOTA DO TRADUTOR:

Esta tradução foi literalmente transcrita de a "Tribuna Italiana", de 8/10/1966, deixando aos leitores a sua devida interpretação.

Fonte: https://conhecendomaconaria.blogspot.com

terça-feira, 28 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

O CHAPÉU E O VENERÁVEL MESTRE VISITANTE - REAA

Em 07/05/2026 o Respeitável Irmão Gustavo Ribeiro Pereira, Loja Filhos de Hiram IV, 3027, GOB-RS, REAA, Oriente de Marcelino Ramos, Estado do Rio Grande do Sul, pede esclarecimentos.

CHAPÉU E O VISITANTE

Mais uma vez entro em contato com o irmão para tirar dúvidas. Acerca do paramento do V∴ M∴ em exercício ao visitar outra Oficina, consultando os posts do blog verifiquei que deve ser completo, avental, colar e punhos de V∴ M∴. A dúvida é em relação ao chapéu após os novos rituais. Independente da sessão a ser visitada, o V∴ M ∴ em visita a outra loja usa sempre o chapéu?

CONSIDERAÇÕES:

Nesse sentido existem alguns pormenores que precisam ser levados em consideração.

No caso de um Venerável Mestre do REAA visitando uma Loja que pratica outro rito, é recomendável que ele não use o chapéu para não ferir a ritualística da Loja que ele estiver visitando.

Ainda, se o caso for de visitar a uma Loja do REAA que esteja trabalhando no Grau 01 ou 02, o Venerável visitante também não deve usar chapéu, a despeito de que o ritual vigente é bem claro ao mencionar que em Loja de Aprendiz e Companheiro somente o Venerável Mestre (dirigente dos trabalhos) é quem se cobre. Nesse sentido, o Venerável visitante não deve usar o chapéu.

Entretanto, se os trabalhos estiverem ocorrendo em Loja de Mestre Maçom, onde no REAA todos os Mestres se cobrem, aí é perfeitamente admissível que também o Venerável visitante use cobertura.

É oportuno lembrar que a cobertura no REAA se trata de um chapéu negro desabado (com abas moles), cujo modelo pode ser encontrado no respectivo ritual do 3º Grau/GOB, página 35

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PRIMO NÃO É IRMÃO

 

SOBRE DISCRIÇÃO, VAIDADE E FIDELIDADE AO JURAMENTO

Meus Irmãos, novamente eu peço permissão para compartilhar uma inquietação que carrego no espírito e que, por zelo à Ordem e respeito aos nossos juramentos, não pode permanecer em silêncio.

Percebo que, de alguns anos para cá, muitas Ordens que outrora se diziam secretas ou discretas, passaram a buscar visibilidade excessiva.

Não uma visibilidade pedagógica ou edificante, mas uma exposição que parece ter outro objetivo: arrebanhar neófitos, atrair curiosos, prometer vantagens futuras, despertar interesses que não são iniciáticos, mas utilitários.

Isso, meus Irmãos, é lamentável.

Vemos hoje fotografias do interior dos templos sendo divulgadas.

Vemos alfaias expostas como troféus.

Vemos membros sendo exibidos como símbolos de status.

Vemos disputas veladas, ou nem tão veladas assim, para saber qual Potência aparece mais, qual Ordem parece maior, mais “ativa”, mais “moderna”.

Pergunto, com sincera preocupação:

Para quê tudo isso?

Para quem?

E a que custo?

Nossos antigos Patriarcas não agiam assim.

Eles eram discretos ao ponto de parecerem invisíveis.

Trabalhavam em silêncio.

E justamente por isso, foram temidos, respeitados e estudados ao longo dos séculos.

O Mistério não se impunha pelo espetáculo, mas pela profundidade.

Hoje, ao contrário, vejo mistérios sendo colocados em vitrines.

Vejo símbolos sendo banalizados.

Vejo o interior dos templos tratado como cenário.

E preciso perguntar, como Irmão entre Irmãos:

Que tipo de polimento estamos fazendo em nossa pedra bruta quando buscamos aplauso em vez de aperfeiçoamento?

A vaidade, meus Irmãos, é uma ferramenta perigosa.

Ela se disfarça de zelo, de divulgação, de “atualização dos tempos”.

Mas, quando não vigiada, corrói a essência iniciática.

Não juramos para sermos vistos.

Não juramos para competir.

Não juramos para expor o que nos foi confiado em silêncio.

Juramos guardar.

Juramos respeitar.

Juramos trabalhar sobre nós mesmos, e não sobre a imagem que os outros fazem de nós.

Por isso, deixo este alerta fraterno, não como acusação, mas como chamado à consciência:

Tenhamos cuidado.

O que se perde na ânsia por visibilidade raramente se recupera depois.

Que cada Irmão reflita, em seu íntimo, se suas ações honram o juramento que fez.

Que cada Oficina se pergunte se está formando Iniciados… ou apenas atraindo espectadores.

Que voltemos, sempre que necessário, ao silêncio fecundo.

À discrição que protege.

À humildade que constrói.

Pois a verdadeira evolução não se fotografa.

Ela se vive.

Assim falo, assim advirto, assim confio aos meus Irmãos.

Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro

segunda-feira, 27 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

VENERÁVEL MESTRE PERAMBULANDO PELA LOJA

Em 05.05.2026 o Respeitável Irmão Rodrigo Cesar Abu Bakr, Loja 21 de Março, REAA, GOB-SP, Oriente de Várzea Paulista, Estado de São Paulo, faz a seguinte pergunta:

VENERÁVEL MESTRE

Minha dúvida é a do nosso Venerável Mestre. Durante a sessão de iniciação, na leitura que o Venerável tem de fazer, ele poderá executar circulando em Loja ou deve se postar da cadeira dele no Oriente? Talvez pergunta se prende ao fato de o Venerável querer dar mais dinamismo e integração com os irmãos presentes.

Agradeço mais uma vez pela atenção!

CONSIDERAÇÕES:

Está mais do que na hora de pararmos com essas invencionices. Ora, no andamento da cerimônia de Iniciação, o único momento previsto em que o Venerável Mestre sai do seu lugar é quando ele procede a sagração (consagração) do candidato.

Fora essa oportunidade, todas as suas falas ocorrem com ele no seu lugar em Loja, que é o trono, sob o dossel, e não "perambulando" pela Loja.

O Venerável Mestre não pode fazer isso, sob pena de estar desrespeitando o que menciona o ritual em vigência.

É bom que se diga que o ritual vigente deve ser seguido como está elaborado e ponto final. Lembra-se que a magnitude da cerimônia, por si só, já é dinâmica e carrega costumes e tradições, portanto não há necessidade de o Venerável Mestre inventar procedimentos para acrescentar dinamismo e integração.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

UM CHAMADO AO RENASCIMENTO


Um movimento emergente lança um manifesto ousado pela criação de uma Grande Loja dedicada ao Rito Padrão da Escócia (RPE). Introduzido na França em 1986, este rito, enraizado na mais pura tradição escocesa, vê sua identidade ameaçada pela fragmentação e adaptações arbitrárias. Com o slogan "Reunindo o que está disperso", a iniciativa busca restaurar a voz soberana do RPE e uma estrutura que preserve sua herança.

Diante de desvios ritualísticos e da diluição em múltiplas obediências, os autores defendem uma Grande Loja independente e fiel à tradição. Seus objetivos são claros: restaurar a pureza do rito, garantir a autonomia das lojas dentro dos Landmarks e oferecer uma governança colegiada e transparente, livre de debates políticos ou religiosos.

O apelo é dirigido a todos os Irmãos e Irmãs comprometidos com uma prática autêntica. Os promotores convidam à participação nas primeiras assembleias para co-construir este renascimento. Contatos estão abertos através do site glrse.org. Esta é uma oportunidade histórica para redefinir o futuro do RPE perante os desafios modernos.


Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

IGUALDADE (II)

Ir∴ Anatoli Oliynik 
Loja “Laélia Purpurata” nº 3496 de Camboriú

O lema da Maçonaria moderna, constituído pelas expressões Liberdade, Igualdade e Fraternidade, não é novidade para os maçons.

Todos os maçons sabem que, após a Revolução Francesa em 1789, a Maçonaria retirou as duas primeiras expressões, Liberdade e Igualdade do lema da própria revolução, acrescentando a elas uma terceira: Fraternidade, retirada do lema da 2ª República (1848), que substituiu a “ou la Mort” daquela.

Estas expressões são pronunciadas pela maioria dos maçons até a exaustão, entretanto, nem todos sabem o significado de cada uma destas palavras.

Neste ensaio procuraremos precisar a real dimensão da palavra igualdade, a mais desejada pelos povos e a menos compreendida.

Segundo o dicionário Aurélio, o verbete igualdade, de origem latina [aequalitate], é um substantivo feminino significando:

1. Qualidade ou estado de igual; paridade.

2. Uniformidade, identidade.

3. Eqüidade, justiça.

Temos ainda, segundo o conceito da ética, a “Igualdade moral” com o seguinte significado:

“Relação entre os indivíduos em virtude da qual todos eles são portadores dos mesmos direitos fundamentais que provêm da humanidade e definem a dignidade da pessoa humana.”

Afinal, o que é Igualdade?

Os homens são iguais por sua origem, natureza e destino.

Nos povos antigos, inexistia a compreensão da igualdade entre os homens. Platão (429-347 a.C.) e Aristóteles (384-322 a.C. defenderam amplamente a instituição da escravatura, tida, à época, como normal. Aliás, no nosso país a escravatura foi considerada normal até por volta de 1850 quando foram iniciados os movimentos abolicionistas.

Na democracia ateniense, costumeiramente louvada entre nós, havia quatro escravos para cada homem livre. Em Roma, não era diferente, onde os escravos eram numerosos e postos a exercer muitas atividades.

Deve-se ao Cristianismo a mais antiga proclamação de igualdade substancial entre os homens: “criados por Deus, à sua imagem e semelhança, portadores da mesma essência e destinados ao mesmo fim, que é o próprio Deus, mediante o resgate advindo da Redenção”.

Essa igualdade confere aos homens uma dignidade ontológica, que lhes assegura o direito a igual tratamento no âmbito da ordem legal. Isso não significa que se deixe de atender aos princípios de justiça, pois, se é certo que é preciso tratar com igualdade os iguais, não é menos certo que se devem tratar com desigualdade os desiguais.

Nisto não vai nenhum atentado contra a dignidade humana, como pretendeu Marc Sangnier (1873-1950) ao defender uma igualdade absoluta que o levava até mesmo a insurgir-se contra a obediências – por entende-la contrária à “eminente dignidade da pessoa humana”- substituindo-a por uma “autoridade consentida”.

Estamos aqui diante de uma falsa dignidade humana, que acaba comprometendo a reta ordenação da sociedade. É o que vem acontecendo com determinados grupos de “Direitos Humanos” que se utilizam desta premissa, distorcendo completamente o conceito de tratar com desigualdade os desiguais.

O direito à igualdade, aliás, quando se defronta com o exercício de outros direitos fundamentais, acaba encontrando limitações que demonstram a insubsistência de seu caráter absoluto.

Quando a Revolução Francesa levantou a bandeira da “Liberté, Igualité, ou la Mort”, a igualdade irrompia com ímpeto radical, visando a extinção de todo e qualquer privilégio e hierarquia social. Na verdade, porém, o que se pretendia era menos a derrubada de um regime político do que a implantação de uma outra concepção do homem e da sociedade.

“Todos os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos”, diz o artigo 1º da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789. Mas não há igualdade entre uma criança e um adulto, entre um homem honesto e um homem desonesto etc. É justo, pois, que tenham tratamento desigual.

A igualdade absoluta, além de resultar de uma concepção abstrata do homem, põe a perder a justa compreensão da verdadeira igualdade, que considera os homens iguais quanto ao ser (origem, natureza e destino), mas não pode ignorar a evidência de que, ao mesmo tempo, são desiguais quanto ao modo de ser (inteligência, cultura, talento, aptidão, competência, iniciativa, empenho etc.). Estas desigualdades pessoais se harmonizam com a natureza das coisas e conferem dinamismo à vida social, especialmente se esse dinamismo, aberto aos princípios de justiça, ganhar expansão no quadro de uma estrutura orgânica da sociedade.

Enquanto a igualdade pretendida pelo liberalismo acabou gerando desigualdades odiosas, que deram origem ao intervencionismo do Estado e conseqüentemente mutilação da liberdade, a igualdade da utopia socialista, onde tentou implantar-se, mas não conseguiu mais do que um nivelamento mecanicista, ao preço da liberdade e do direito, sob a égide de um burocratismo assoberbante, elitizado na nomenclatura. (1)

Isto posto, a igualdade, assim como a liberdade, é um ideal. Sendo um ideal, passa a ser um conceito abstrato, relativo e não absoluto, que pode ser interpretado de muitas maneiras.

Na Grécia antiga, por exemplo, a idéia de igualdade caracterizava a democracia. Entre nós é caracterizada como repartição e paridade.

O conceito de igualdade, na prática, é relativo ao menos a três variáveis que precisam ser consideradas todas as vezes que se introduz o discurso sobre o maior ou menor desejo de realização da idéia de igualdade:

a) os sujeitos entre os quais se trata de repartir os bens e os ônus;
b) os bens e os ônus a serem repartidos;
c) o critério com base no qual os repartir.

Em outras palavras, nenhum projeto de repartição pode deixar de responder a estas três perguntas:

a) igualdade entre quem?
b) em relação a que?
c) com base em quais critérios?

Combinando estas três variáveis pode-se obter uma variedade enorme de tipos de repartição, todos passíveis de serem chamados de igualitários apesar de serem muito diversos entre si. Os sujeitos podem ser: todos, muitos, poucos e até mesmo um só. Os bens a serem distribuídos podem ser direitos, vantagens ou facilidades econômicas, posições de poder. Os critérios podem ser a necessidade, o mérito, a capacidade, o esforço e outros mais; e no limite da ausência de qualquer critério poder-se-ia dizer: A mesma coisa para todos.

Na sociedade familiar, por exemplo, o critério prevalente na distribuição dos recursos é mais a necessidade do que o mérito, mas este não está excluído. Na escola, por sua vez, o mérito como critério deve ser exclusivo, porque a escola não pode deixar de ter uma finalidade seletiva, assim como os concursos para um emprego qualquer.

Por outro lado, a máxima “a cada um o seu” é, em si mesma, vazia e deve ser preenchida especificando-se não apenas a quais sujeitos está referida e qual o bem a ser distribuído, mas também qual é o critério, exclusivo ou prevalente, que, com relação àqueles sujeitos e àquele bem, deve ser aplicado.

Segundo a maior ou menor extensão dos sujeitos interessados, a maior ou menor quantidade e valor dos bens a distribuir, e com base no critério adotado para distribuir tais bens a um certo grupo de pessoas, podem ser distinguidas doutrinas mais ou menos igualitárias.

Partindo-se da dupla constatação, de um lado a diversidade dos homens e, de outro, a multiplicidade de modos com que se pode responder à pergunta: “igualdade em que?” poder-se-ia afirmar que não existem teorias completamente inigualitárias, pois todas propõem a igualdade em alguma coisa como meio que conduz a uma boa vida. O juízo e a mensuração da igualdade dependem da escolha da variável - riqueza, felicidade, renda, etc. - que conforme as circunstâncias é selecionada pelas diversas teorias. A igualdade baseada em uma variável obviamente não coincide com a igualdade baseada em outra.

Destas observações, pode-se concluir que é tão irrealista afirmar que todos os homens devem ser iguais quanto todos os homens devem ser desiguais. Realista é apenas afirmar que uma forma de igualdade é desejável.

Fonte: JBNews - Informativo nº 316 - 10 de Julho de 2011

domingo, 26 de julho de 2026