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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 24 de novembro de 2024

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O SELO DE SALOMÃO

O Selo de Salomão è constituído de uma estrela de seis pontas, o "senário", que simboliza o homem com seus braços abertos, sendo a sexta ponta o membro viril.

O selo é o hexagrama formado por dois triângulos invertidos. Esse selo denomina-se também "Estrela de Salomão".

Os Cristãos veem no Selo a dupla personalidade de Jesus, a divina e a humana.

A estrela flamígera de cinco pontas corresponde ao microcosmo humano; a estrela de seis pontas representa o macrocosmo, ou seja, o mundo.

O Selo de Salomão, para a Maçonaria, vale como a construção do templo; é o hexagrama sagrado, porque simboliza, outrossim, a edificação do Templo Interior.

Entre tantos polígonos, os dois, o pentagrama e o hexagrama são expressões relevantes no simbolismo maçônico.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 375.

O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO

Ir∴ Eduardo Neves, M∴M∴

Sempre que se fala em maçonaria, um termo é recorrente: O Grande Arquiteto do Universo, ou G.A.D.U. (a forma abreviada mais comum). Em quase todas as obras maçônicas e também na maioria das citações ou reportagens, há referências a esta expressão. Mas o que muitos leigos se perguntam sempre é: o que, ou quem é, exatamente, este Grande Arquiteto? Qual o real significado desta denominação?

Respondendo objetivamente, e de maneira simplificada, afirmamos: o G.A.D.U. é a maneira pela qual os maçons se referem a Deus. E a razão é simples: sendo a maçonaria uma instituição que teve origem histórica nas corporações de construtores medievais – que eram formadas por arquitetos, engenheiros, artesãos, pedreiros e outros profissionais ligados à área da construção civil e militar – e, ainda nos nossos dias, valer-se de instrumentos daqueles ofícios como ícones simbólicos (o compasso e o esquadro, por exemplo), nada mais natural que denomine o projetista ou construtor de tudo o que existe como O Grande Arquiteto do Universo. Denominações adicionais para o Criador como O Grande Arquiteto dos Mundos ou O Grande Geômetra são encontradas em alguns livros maçônicos, todas com o mesmo significado.

Ampliando o escopo deste artigo, consideramos importante esclarecer brevemente o conceito de Deus na maçonaria. A imagem eternizada por Michelangelo na Capela Sistina – a de um ancião de cabelos brancos, adotada como representação costumeira de Deus por grande parcela da civilização ocidental – ainda que enquanto obra de arte seja belíssima, não é suficiente para a compreensão da onipotência, onipresença e onisciência divinas. Em verdade, ousaríamos dizer que é, de fato, inapropriada. Ora, qualquer que seja o ser, se este for limitado por uma forma, não pode ter tais características. Portanto, seguindo este raciocínio, concluímos que a imagem de Deus como um velho senhor sentado em um trono de nuvens é apenas o retrato humanizado do pensamento de uma época, não devendo ser levado em conta para uma reflexão mais aprofundada. Deus é o amor infinito, a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, é aquele que não tem começo nem fim, e não pode ser conhecido através dos esforços intelectuais de uma mente humana que, por mais avançada ou capaz que seja, está sujeita a limitações. Deus, portanto, é uma força que não pode ser analisada ou mensurada, só podendo ser sentida e contemplada através de suas manifestações. Esta força é o que os maçons chamam de Grande Arquiteto, gerador do universo, do homem e da vida em todas as suas formas.

Um movimento anti-maçônico, fundado nos Estados Unidos no século XX e formado quase majoritariamente por fundamentalistas religiosos, tem distorcido continuamente o conceito do Grande Arquiteto do Universo. Este movimento, que já conta com ramificações no Brasil, afirma erroneamente que o G.A.D.U. não passa de um deus maçônico‟, ou ainda uma divindade que representaria uma suposta união sincrética de ídolos antigos. Os mais radicais acreditam ainda que o G.A.D.U. seria uma representação do diabo. Conforme já explicado, nada mais longe da realidade. Aliás, para ser maçom, o postulante tem de, necessariamente, crer na existência de um ser supremo. Todos os trabalhos maçônicos são dedicados à glória de Deus, e os templos maçônicos conservam abertos em seus rituais o chamado Livro da Lei, que nada mais é que o livro sagrado da religião dos países onde funcionam as lojas maçônicas. No Brasil é a Bíblia que pode ser vista na quase totalidade dos templos, e ao redor do planeta, o livro sagrado muda conforme o caso: para os hebreus, o Talmude ou o Antigo Testamento; para os muçulmanos, o Alcorão; para os adeptos do bramanismo, os Vedas; para os masdeístas ou seguidores de Zaratustra, ou Zoroastro, o Zenda-Avesta etc. O Livro da Lei possui esse nome por conter o código de moral e ética que devemos seguir em nossas vidas. Este nome evita ainda qualquer tipo de sectarismo. A única exigência que se faz é que o volume deve conter, de fato, as sagradas escrituras de uma religião conhecida, e fazer referência ao Ser Supremo, Deus.

É importante colocar que a crença no Grande Arquiteto do Universo é encarada na maçonaria como uma realidade filosófica, e não de modo dogmático. A maçonaria, portanto, não é uma religião, mas abriga em suas fileiras homens de todas as religiões – por reconhecer a importância de cada uma delas, respeitando o conceito íntimo que cada um tem de Deus. Mas a maneira pela qual cada maçom professa a sua crença neste ser supremo é assunto de foro íntimo. Assim, em um templo maçônico poderão ser vistos, lado a lado, católicos, budistas, espíritas e assim por diante, pois a tolerância e o respeito mútuo fazem que praticantes dos mais diferentes cultos estejam unidos em prol da lapidação espiritual, da construção de um mundo justo e da busca pelo bem de toda a humanidade.

Termino este artigo citando o escritor Dan Brown, em carta endereçada aos maçons americanos na época do lançamento de seu livro O Símbolo Perdido, cuja trama envolve a maçonaria: “Em um mundo onde os homens batalham a propósito de qual definição de Deus é a mais acertada, não acho palavras para expressar adequadamente o profundo respeito e admiração que sinto por uma organização na qual homens de crenças diferentes são capazes de „partilhar o pão juntos‟ num laço de fraternidade, amizade e camaradagem”.

Que o Grande Arquiteto nos ilumine e guarde.

Fonte: JBNews - Informativo nº 253 - 08.05.2011

sábado, 23 de novembro de 2024

FRASES ILUSTRADAS

VIGILANTE FORA DO SEU LUGAR NA LOJA

Em 12/03/2024 o Respeitável Irmão André Roque. Loja Barão do Rio Branco, 03, GOIPE (COMAB), REAA, Oriente de Arcoverde, Estado de Pernambuco, apresenta a dúvida seguinte:

VIGILANTE FORA DO LUGAR

Gostaria de um esclarecimento seu quanto a dúvida que se segue:

Estando a Loja aberta, um dos Vigilantes precisa ministrar uma instrução prática que precisa sair de sua mesa. É necessário que outro Mestre Maçom ocupe o seu lugar ou pode ficar vago até que ele conclua a sua instrução?

CONSIDERAÇÕES:

Nesta condição, não há necessidade de preenchimento do cargo por outro Irmão. Observe-se que o Vigilante não se ausentou dos trabalhos, pois ele continua dentro da Loja aberta exercendo um dos seus ofícios – o de ministrar uma instrução, por exemplo.

Somente se o Vigilante se retirasse do Templo definitivamente, ou mesmo saísse por um tempo determinado e a Loja continuasse ainda aberta é que seria necessária a sua substituição.

É oportuno lembrar que devemos evitar os excessos de preciosismo na ritualística maçônica. É mito se imaginar que um Vigilante não pode deixar seu lugar sem que seja substituído, durante os trabalhos.

Caso precise cumprir seu dever de ofício, um Vigilante pode perfeitamente se ausentar do seu lugar sem que antes precise ser substituído.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS

Abd al-Kader nasceu em Mascara, Líbano, em 1808, e se destacou como líder dos árabes argelinos durante a luta contra a ocupação francesa na Argélia. Após enfrentar derrotas e assinar tratados, ele foi vencido pelos franceses, exilando-se na França até 1852. Durante esse tempo, ganhou reconhecimento por salvar cristãos durante o Conflito do Líbano de 1860.

Embora tenha se tornado maçon em 1864, Abd al-Kader se afastou da Maçonaria devido a desentendimentos com sua postura anti-religiosa. Ele passou seus últimos anos em Damasco, onde faleceu em 1883. Seus restos mortais foram transferidos para a Argélia em 1966. Abd al-Kader é lembrado como um herói nacional na Argélia por sua resistência contra a ocupação francesa.

Na imagem, uma de suas insígnias Maçônicas, feita de esmalte, metal e seda.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

MAÇONS DA LOGIA E MAÇONS DE VERDADE



Já o dissemos aqui mais de uma vez, mas para alguns recalcitrates anteriores e outros bem-vindos e recém-chegados vamos repetir mais uma vez:

Há Maçons da Loja e Maçons de verdade.

Maçom da loja

- Vem quando pode à sua loja, cheirando a perfume, recém barbeado, vestindo o fato preto rigorosamente novo, seus sapatinhos de couro e sua insígnia na lapela, que junto com seu grande e deslumbrador anel dourado com o compasso e o esquadrão vão gritando para o mundo que lá vai um maçom!.

- Aparece em todas as fotos, e está em todas as Logias Abertas (Tenidas Brancas) e participa de todos quantos eventos p ùblicos organiza sua loja, posicionando-se nas primeiras fileiras para ser bem visto depois nas fotos.

- Quando o templo entra, não se desprende dos metais, pois são seus e teme que algum Irmão os tire ou os peça emprestado sem permissão.

- No templo, está mais atento à sua imagem, e à queda perfeita do avental e da banda, do que ao ritual e às obrigações do seu cargo sejam quais forem.

- Uma vez fora do Templo, esquece-se de suas virtudes maçônicas, que não chegou a compreender totalmente, e é o mesmo profano que sempre foi, preocupado com causas e remoções mundanas que nada têm a ver com a construção maçônica.

Maçom de verdade

- Visite todas as Ténidas da Sociedade, mas reflete fotos ou popularidade ou atos públicos onde possa ser identificado como Maçom.

- Quando entra no Templo, assume uma posição de recolha, tendo deixado todos os metais fora dele, trabalhando dentro dele e para o bem comum de sua Ordem e sua Loja em particular, ajudando a celebração da Liturgia, embora às vezes se esqueça de colocar as luvas a tempo, ou tenha o avental torcido ou pendure-o na barriga.

- Quando sai do templo, é um exemplo de cidadania, solidariedade e bom comportamento, o que vulgarmente se entende por "homem bom". Seus costumes são irrepreensíveis e em mais de um causa admiração sem preteder, então, às vezes alguém pergunta a que se deve, e este responde não sem algum orgulho "Sou Maçom, membro de um grupo de homens e mulheres livres, saudáveis e de bons costumes". Pedreiro em tempo total.

Fonte: Facebook_Esquadro & Compasso

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

FRASES ILUSTRADAS

O SUBSTITUTO DO VENERÁVEL MESTRE NO REAA

Em 11/03/2024 o Respeitável Irmão Abel Ribeiro de Macedo Junior, Loja União Planaltinense, 3854, REAA, GODF (GOB), Oriente de Planaltina, Distrito Federal, apresenta a dúvida seguinte:

O SUBSTITUTO DO VENERÁVEL

Me restou recentemente uma dúvida quanto à substituição natural do Venerável Mestre.

Em uma conversa pós sessão foi levantada a situação de que na ausência do Venerável Mestre e também do 1º Vig∴ quem seria o seu substituto e se neste caso o Venerável Mestre teria a discricionariedade de indicar um Mestre Instalado do quadro da Loja para o substituir ou este deveria obedecer a sequência hierárquica e que o 2º Vig∴ deveria ser o sucessor natural.

CONSIDERAÇÕES:

Nas atribuições dos Vigilantes que constam no RGF (Artigos 120, I e 121, I), em momento algum aparece o 2º Vigilante como o outro substituto do Venerável Mestre.

O Diploma Legal menciona que nos ritos que admitem - é o caso do REAA - o substituto do Venerável Mestre, nas sessões ordinárias, é o 1º Vigilante, e que o substituto do 1º Vigilante é o 2º Vigilante. Portanto, não estando presente o Venerável e o 1º Vigilante, quem assume o 1º malhete é o Mestre Instalado mais recente da Loja, nunca o 2º Vigilante.

Assim, em se tratando do REAA, o 2º Vigilante substitui o 1º Vigilante faltante, o Ex- Venerável mais recente preenche o cargo de Venerável e a vaga do 2º Vigilante será preenchida pelo 2º Experto, conforme especifica o Ritual de Aprendiz do REAA, 2024 em vigência.

Na minha opinião, eu penso que faltando duas das três Luzes eleitas para dirigir a Loja, a Oficina nem mesmo deveria ser aberta, porém isto é apenas uma opinião e não uma regra.

Por oportuno, vale também lembrar que no REAA, em sessões magnas de Iniciação, Elevação ou Exaltação, faltando o Venerável Mestre e não sendo o 1º Vigilante um Mestre Instalado, quem dirige os trabalhos é o M∴ I∴ mais recente, da Loja (RGF. Art. 43, I e IV).

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

INQUIRIÇÃO, DESAFIO DE LIBERDADE

JPSetúbal

A Maçonaria é, por definição, um conjunto de homens “livres e de bons costumes”, que se consideram como tal e se reconhecem como tal, perseguindo os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

São conceitos que serviram uma revolução em 1789 em França, mas que são tão antigos quanto o próprio homem. Nem sempre cumpridos... raramente cumpridos… mas existentes !

A condição de Maçon diz que somos “livres e de bons costumes”, ou que nos reconhecemos conjuntamente como Homens “livres e de bons costumes”. Deixo os “bons costumes” de lado, por agora, e foco-me em “ser livre”, e pode-se ser livre dentro das grades de uma prisão e sentir-se acorrentado no cimo de uma montanha com o horizonte por limite.

O “infinito” é um conceito teórico que os matemáticos arranjaram para trabalharem com o Universo que, sendo material, não tem “folha de cálculo” ou “plano de contas” que o suporte. Sem princípio nem fim.

E é por aqui que entendo a liberdade dos Maçons.

Ser livre é a capacidade de olhar e ver o Universo de uma só olhada, é abarcar a globalidade universal de uma só vez, é construir a folha de cálculo onde cabe o Universo. Isso é ser livre !

O Universo não é vermelho ou verde, não é claro ou escuro, não é aqui ou ali.

O Universo é o vermelho e o verde, é o claro e o escuro, é o aqui e o ali.

Ser livre é poder ver numa visão única o vermelho e o verde, o fogo e a água, Israel e a Palestina.

Ser livre é poder olhar e sentir todas as cores, todas as “sem fronteiras”, o Sol e a Lua.

É isso que é ser livre e é isso que deve ser um Maçon. Somos Maçons porque somos livres… porque nos reconhecemos uns aos outros como Homens livres. E por isso, e se não houver mais razões, só por isso, temos de ter… somos obrigados a ter no mesmo olhar todas as cores, todas as fronteiras (todas as sem fronteiras prefiro eu). Porque o Universo não tem fronteiras, não tem princípio nem fim, não tem muros nem limites. Tal qual a Maçonaria !

A Liberdade é um desafio. E pode não ser simples. Sejamos livres. Sejamos livres sempre. Aqui e lá fora. Em Loja e no Mundo. Sejamos livres quando em Loja cumprimos os rituais. Sejamos livres quando na nossa profissão damos duro. Sejamos livres quando vivemos a nossa vida, sós, ou acompanhados. Sejamos livres quando executamos as nossas tarefas, os nossos encargos, mesmo que pouco agradáveis.

E sejamos livres, completamente livres, quando incumbidos da tarefa de apreciar um candidato a Maçon. A Inquirição, é assim que se chama, só tem que saber se “Aquele” é também um Homem livre, ou se é capaz de o vir a ser. Só isso interessa. Se usa mais o vermelho ou o verde… se fala mais árabe ou hebraico… se vota mais azul ou laranja… mas o que é que isso interessa se ele for capaz de com um olhar apenas abarcar o vermelho e o verde, o azul e o laranja, Israel e a Palestina, o Arco-Iris inteiro, o Universo todo ?

Para que queremos nós saber se é coxo ou marreco se de facto for um Homem Livre ?

Se os candidatos são coxos ou marrecos, altos ou magros, pretos ou brancos… isso interessa para quê ? e a quem ?

Há uns anos, na R:.L:.M:.Affonso Domingues, discorremos sobre o tema e acabamos concluindo que a Inquirição serve para perceber se “Aquele” com quem estamos a conversar pode ser convidado, de bom grado, para nossa casa. É essa a conclusão que há a tirar e é a conclusão que o Maçon inquiridor tem a passar, em relatório, aos Irmãos na Loja. Porque o que estamos a fazer numa Inquirição é exatamente isso, e apenas isso, tentar saber se aquele profano pode ser bem vindo a nossa casa.

Tudo o resto é acessório e muito pouco interessante.

Aos meus Irmãos peço que sejam Livres, de Liberdade plena, capazes de abarcar o Universo todo com um só olhar.

No Universo não há parcelas, nem partidos, nem clubes, nem fronteiras.

Sejam livres ou então… libertem-se.

E se na Inquirição concluírem que não convidam o Candidato para vossa casa só porque é marreco… meus irmãos peçam o atestado de quite porque estão no sítio errado.

Não são nem livres, nem de bons costumes.

Fonte: http://a-partir-pedra.blogspot.com.br

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

FRASES ILUSTRADAS

REFORMA E CONSAGRAÇÃO DE TEMPLO

Em 10/03/2024 o Respeitável Irmão Carlos Fernandes dos Santos, Loja Acácia, 0177, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

REFORMA E CONSAGRAÇÃO

Nossa Loja foi fundada em 07 de março de 1868 e, completamos 156 anos neste mês. Ocorre que recentemente identificamos uma infestação de cupins nos tablados no interior do Templo. Nos planejamos para realizar uma manutenção no último recesso maçônico. Ao fazer a aplicação dos produtos para descupinizar os espaços do Templo, foi constatado a necessidade de substituição de alguns caibros e réguas de tábuas corridas que foram danificados pelos cupins. Também foi constatado a necessidade de substituição das fiações de energia elétrica, pois, as coberturas dos fios ainda eram de pano e conduítes de metal, compatível com a idade da Loja, 156 anos e, alguns curtos circuito, já haviam ocorrido, desarmando os disjuntores que ficavam em outro andar. No Planejamento de manutenção programamos substituir os quatro ares condicionados de janela, mas funcionando apenas três, por modelos mais econômicos do tipo Split-Inverter, pois, passamos a funcionar com mais duas Lojas Coirmãs utilizando as nossas instalações. Bem, a questão é que os serviços realizados foram de manutenção visando melhorias das condições de segurança, conforto e economia. Perguntamos ao Eminente Secretário Geral de Orientação Ritualística - "Será necessário fazer nova CONSAGRAÇÃO do espaço para podermos realizar Sessões Magnas e só assim os nossos Grão-Mestres poderão participar das Sessões? Pelo fato de fazer essa manutenção necessária, "O Sagrado foi violado"? "O espaço utilizado a 156 anos perdeu sua dignidade"?

Com todo respeito peço ao Eminente Irmão que nos envie as suas Considerações.

CONSIDERAÇÕES:

Pelo seu relato, o Templo passou por uma reforma necessária de manutenção, onde conservou-se a sua característica construtiva original.

Este procedimento não fez com que o espaço de trabalho (a sala da Loja) perdesse a sua dignidade, ao ponto de ter que se realizar uma nova consagração (dar dignidade). Entende-se que este é um espaço que já passou por uma cerimônia de consagração.

À vista disso, a minha opinião é de que não seja necessária realizar outra sagração.

Ao concluir, entendo que somente se o edifício tivesse sido completamente demolido, para depois ter sido reconstruído, é que uma nova consagração seria necessária.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

CURIOSIDADES


Tudo não passa de uma lenda. Depois que o Rei Felipe, o Belo, da França, convenceu o Papa Clemente V a excomungar os Templários, estes foram perseguidos e exterminados.

O Rei Roberto I da Escócia, que já havia sido excomungado (junto com toda a Escócia), não se importou com as ameaças do papa de excomungar qualquer país que desse abrigo a Templários fugitivos, e estes, entendendo então que a Escócia era um bom lugar para fugir, começaram a migrar.

É ai que a LENDA DOS TEMPLÁRIOS E DOS MAÇONS se cruzam. O autor John Robinson, em seu livro "Born in Blood" afirmou que esses Templários que se escondiam na Escócia, foram, na verdade, criadores da Maçonaria Especulativa. Além dele, Chevalier de Ramsay, no século XVIII, na França, popular escritor, foi um defensor dessa teoria.

O raciocínio de Robinson era de que, como estavam fugidos e se escondendo dos católicos fiéis capazes de traí-los, criaram senhas secretas e métodos de reconhecimento. Os Templários usavam um "cinto" de pele de carneiro em torno de suas cinturas como um símbolo de castidade e isso talvez tenha se transformado nos aventais que os maçons usam durante as reuniões.

Como os Templários eram uma ordem francesa que falava francês em suas atividades diárias, Robinson atribuiu possíveis origens francesas para muitas das palavras em comum associadas à Maçonaria.

A maioria dos historiadores maçônicos ou não, desconsidera a teoria de Robinson, e até mesmo a atual ordem de maçons Cavaleiros Templários não reivindica uma ligação direta com os cavaleiros originais. No entanto Robinson levantou umas questões interessantes e algumas coincidências sem respostas.

Contribuição: Christopher Hodapp, (33º, Past Master, Cavaleiro Templário).

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

NAPOLEÃO, MAÇOM

Ir∴ Nicola Aslan

A pertença do Imperador Napoleão I aos quadros da Maçonaria francesa é um tema que todo historiador da Maçonaria em França traz sempre à tona. Uns dizem que sim, outros dizem que não e outros enfim, mais cautelosos, ficam entre o sim e o não.

Apesar de todas as provas acumuladas geralmente forjadas para agradar a bajulice dos cortejadores da época do Grande Corso - mas baseado em fontes das mais recentes e fidedignas, nós não acreditamos que Napoleão tenha sido Maçom. Aproveitou-se isto sim, da Ordem em benefício de sua tão desmedida ambição, como de sua absurda egolatria.

Entre os escritores que nestes últimos anos trataram do assunto. Jean Palou (La Franc-Maçonnerie - Payot, Paris, 1964, pp. 217-240) escreveu um capítulo intitulado "A Maçonaria sob o Império", parte do qual sob o título "Napoleão Maçom", mereceu uma tradução do pranteado Ir. Hans Bachl, apresentada em junho de 1979 no Boletim " A TROLHA", de Jandaia do Sul-Pr).

O autor citado reconhece que as fontes que veiculam supostas provas de que Napoleão foi Maçom não são lá muito sólidas e, segundo as suas próprias palavras "chegam ao delírio". Temos o livro de Jean Palou sobre a nossa mesa. No entanto, Palou dá a sua atenção a outras tão fracas, como, por exemplo, a um medalhão visto numa Loja, por cima do trono do Venerável. "Um medalhão rodeado de uma coroa no meio do qual estava escrito" "Ao Augusto Lowdon Napoleão" (II) o que não permite nenhuma dúvida sobre a qualidade maçônica do Imperador, visto que em termos de Maçonaria, um LOWTON só pode ser filho de um Maçom". Nem lhe passou pela idéia que podia ser mais uma marca da generalizada bajulação da época. Outras provas que apresenta têm o mesmo valor, e no entanto ele deixa de concluir" "Sem dúvida para nós, Napoleão I pertenceu realmente à Ordem Maçônica".

Na verdade, foi durante o reinado de Napoleão I que a Maçonaria conheceu o seu apogeu. A quase totalidade da Corte da administração e das altas patentes do Exército a ela pertenceu, mas isto deixou de ser suas razões de ser, que veremos posteriormente, e não deixou de ser o período mais triste da Maçonaria francesa. Sobre ela, Bonaparte, que não tinha jeito para Maçom, fez pesar a mais rígida ditadura.

O Ir∴ André Bouton (Les Frannes-Maçons Manceaux et la Révolution Française (Edição do Autor - Le Mans, 1958) retrata esta Maçonaria dizendo:

"Napoleão esforça-se para ligar a Maçonaria ao carro de sua fortuna, afogando as lojas nas ondas de seus companheiros de armas, de seus funcionários, de seus admiradores. Tornam-se assim uma espécie de clubes bonapartista onde funcionários e oficiais se encontram para ouvir cantar as loas do herói de Brumário.

"Ora, apesar de tudo quanto se tem dito, Napoleão jamais foi Maçom, a sua iniciação em Malta, depois da tomada desta cidade, não passa de lenda. O Maçom da família é o seu irmão José, iniciado coletivamente em Marselha, a 8 de junho de 1793, na Loja LA PARFAITE UNION com os outros membros da missão Salicetti quando ela se dirigiu a Toulon.

"Em 1804, Napoleão faz de Sua Majestade o rei de Nápoles, o Ir. José Bonaparte, Grão-Mestre do Grande Oriente e Sua Alteza o Príncipe Arquichanceler Cambacerés, membro da LOJA ANTIGA E DA REUNIÃO DOS ELEITOS, ao Or. de Montpellier, o Grão-Mestre Adjunto; o Duque de Choiseul-Praslin, o Grande Conservadro. Fouché, seu chefe de polícia, membro da Loja Sophie-Madeleine, reine de Saéde ao Or. de Arras e dos CITOVENS RÉUNIS ao Or. de Melun, assim como vários generais são designados para os outros cargos.

"Mas Napoleão não se satisfaz de ter posto a mão sobre a administração central da Maçonaria para vigiar o que se passa oficialmente nas lojas, encarrega Fouché de fazer circular nas Oficinas, quando lá não há alcaguetes assalariados, tiras, para conhecer o que se poderia tentar dissimular ao poder central.

"A prosperidade das Lojas é devida à proteção visível do poder. Concebe-se que Irmãos partidários do regime imperial, que só têm por objetivo, ao entrar para a Maçonaria aumentar suas possibilidades de promoção, vão desaparecer com os reveses de Napoleão; concebe-se também que os louvores demasiadamente repetidos do imperador acabarão tornando-se monôtonos e fastidiosos."

É assim que o Imperador Napoleão contribuiu decisivamente para o soerguimento da Maçonaria Francesa...

Mas o clima encontrado pela Maçonaria naquela época, era dos mais favoráveis, graças a Cambacerés, sendo os trabalhos maçônicos protegidos se tivermos em vista a carta que, em 19 de novembro de 1802, o Prefeito do Var escreve ao Sub-Prefeito de Toulon. Segundo J. A. Faucher e A. Ricker (Histoire de la Franc-Maçonneirie en France - Nouvelles Éditions Latines - Paris, 1967) a carta é a seguinte:

"Consultaste-me, cidadão Sub-Prefeito, por vossa carta de 12 Messidor, sobre a questão de saber se deveis tolerar as Lojas dos Maçons. Pela minha resposta de 19 do mesmo, mês, mandava-vos dizer que não conhecia nenhuma que proibisse uma Sociedade cujo o objeto não era de ocupar-se de discussões políticas ou religiosas, mas que essas reuniões como qualquer outra, estavam submetidas à ação da polícia, quer dizer que o Maire (presidente da câmara municipal) deve estar prevenido do lugar onde se reúnem, posto que é de seu dever velar pela polícia exterior. Poderieis ter deduzido daí que uma associação de cidadãos honestos e compostos em grande parte de funcionários públicos, não deve ser submetida a regras mais leves. Estou persuadido que a Sociedade de que acaba de formar-se jamais terá questões com a polícia e, se acreditais que a minha aprovação seja absolutamente necessária, dou-a de todo o meu coração. Saudo-vos".

E os mesmos autores escrevem em outro lugar:

"O nome de Napoleão Bonaparte acha-se então (1801) em todos os lábios. Não é Maçom, já o dissemos, mas seu pai, seus irmãos, seus sobrinhos, seus amigos, mais próximos, em suma todos os que o cercam são iniciados e ele próprio é geralmente considerado como um Maçom sem avental...

Mas observa Alec Mellor (Dictionnaire de la Franc-Maçonnerie et des Franc-Maçons);

"O Imperador, se tivesse proibido a Maçonaria, teria feito dela uma VERDADEIRA sociedade secreta. Assim, preferiu subjulga-la passando-lhe no pescoço uma corrente dourada, tanto quanto fizera com a Igreja por meio da Concordata e da Universidade pela abominável lei de 10 de maio de 1806. "Confiada a Cambacerés, a Maçonaria foi, durante quase dez anos, apenas um instrumento de reinado, o qual acumulava todas as direções e manejava todas as alavancas de comando."

Mas, na mesma obra, Alec Mellor considera a pertença de Napoleão à Maçonaria como um enigma da história declarando:

"Alguns pensaram que fora iniciado na ilha de Malta, quando da expedição do Egito (1798). Ora está demonstrado que só permaneceu seis dias em Malta, onde, com toda certeza, alimentara outras preocupações. Por outra, nenhum vestígio da existência de uma Loja em Malta no decorrer do período indicado pôde ser encontrado.

"Invocaram igualmente as MEMÓRIAS HISTÓRICAS DA IMPERATRIZ JOSEFINA, ela mesma membro da Loja de adoção " L"IMÉRIALE DES FRANCS-CHEVALIERS", onde se diz que Bonaparte teria siso admitido em 1795 na sociedade paramaçônica dos "Francs-Juges", no decorrer de uma misteriosa iniciação na floresta de Fontainebleau, e onde é dito igualmente que foi vista em Loja na Itália em 1796, enfim que em 1798 ou 1799 teria recebido a iniciação "filadélfica" no Egito, aos pés das Pirâmides.

"As Memórias em questão datam infelizmente de 1829, e, circunstâncias agravantes, são apócrefas. Seu autor foi Mile Lenormand, famosa cartomante consultada por Josefine. Teria ela recolhido confidênciais da Imperatriz? O fato é indemonstrável.

"O comportamento pessoal do Imperador, que tolerou durante todo o seu reinado que as Lojas o qualificassem de "Muito Ilustre Irmão" poderia advogar em favor de sua pertença mas os poucos ditos citados em que fala da Ordem são pejorativos, até mesmo sarcásticos. Dão a pensar que tinha autorizado as Lojas somente para anexar a si mesmo uma força, da mesma forma que tinha passado no pescoço da Igreja a corda dourada da Concordata.

"A despeito da autoridade de um historiador como R. F. Gould, o problema não aparece todavia resolvido no estado atual dos nossos conhecimentos e um pronunciamento releva apenas ao fácil jogo das conjeturas."

Em " L"ART ROYAL - essai sur I"Histoire de la Franc-Maçonnerie" o profano G. Huard nos informa sobre as opiniões pejorativas de Napoleão a respeito dos Maçons de sua época, citando o diário de O"Meara, cirurgião da marinha inglesa, servindo a bordo do BELEROFONTE quando Napoleão lá se refugiou. Tendo-se ligado ao Imperador vencido, O"Meara foi autorizado pelo almirante inglês acompanhá-lo a Santa Helena. Tornando-se seu confidente, o cirurgião recolheu notas, que publicou em Londres sob o título de " NAPOLEÃO DO EXÍLIO", em 1822, nelas dizia:

"Fiz-lhe algumas perguntas sobre os Maçons, pedindo-lhe para que dissesse o que pensava deles. - São imbecis que se reúnem para prazeres da mesa e para executar algumas tolices ridículas. Não obstante, disse ele, fazem algumas boas ações. Ajudaram na Revolução, e ainda recentemente, a diminuir o poder do papa e a influência do clero. Quando aos sentimentos de um povo são contra o governo todas as sociedades tendem a prejudicá-lo.

"Perguntei-lhe se os Maçons do continente tinham alguma ligação com os Iluminados - Não, respondeu ele, estes formam uma sociedade completamente diferente, e que, na Alemanha, é de natureza muito perigosa.

"Desejei saber se não tinha encorajado os Maçons? - Um pouco, disse ele, posto que combatiam o papa...

Quando da discussão do Código penal, Napoleão, não quis subtrair a Maçonaria ao direito comum das associações. E em plena sessão do Conselho de Estado, Napoleão declarou:

"Enquanto a Maçonaria só estiver protegida, ela não pode ser temida; se ao contrário, ela for autorizada, ela se tornaria demasiadamente poderosa e poderá ser perigosa. Tal como está, ela depende de mim, e eu não quero depender dela"

Isto prova que até os considerados grandes homens na história podem dizer tolices. A razão é que eles pensam somente em conquistas a fim de se projetar e engrandecer à custa dos outros. Não sendo este o espírito da imensa maioria dos Maçons, parecem imbecis a tais megalômanos.

Não obstante, segundo J. A. Faucher e A. Ricker, em sua obra, o Irmão Roettiers de Montaleauque, sob o título de Grande Venerável, exercia o cargo de Grão-Mestre do Grande Oriente de França, escrevia ao marechal Massena, pedindo "vossos bons ofícios com o fim de determinar Bonaparte a aceitar o lugar de Grão-Mestre da Ordem da Maçonaria em França..."Napoleão recusou, mas indicou um certo número de homens que gozavam de sua confiança. Isto era uma ordem.

Dizem os mesmos autores, que, em 1810, contavam-se na França 878 Lojas das quais 65 eram militares e a Maçonaria tomara-se o sustentáculo fiel e dedicado do poder, o lugar de encontro dos notáveis e dos membros da boa sociedade...

Por sua vez, o conhecido e ferrenho inimigo da Maçonaria, J. Marques, declara sobre Napoleão:

"Foi ele iniciado? Falou-se de documentos maçônicos mencionando o Ir. Bonaparte, falou-se de uma iniciação numa Loja militar de Matal quando se dirigia para o Egito.

Nenhuma prova de sua filiação à maçonaria foi alguma vez apresentada e é preciso ver narrativas elogiosas de sua iniciação o desejo da Maçonaria de acabaria em um nome que foi ilustre; G. Martin não temerá escrever que "Napoleão, maçom, é uma lenda...entre quantidade de outras.

Fonte: JBNews - Informativo nº 253 - 08.05.2011

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

FRASES ILUSTRADAS

PEDIR A PALAVRA E O SILÊNCIO INICIÁTICO - REAA

Em 07.03.2024 o Respeitável Irmão Fernando Sombra Basílio, Loja Fraternidade e Harmonia, 3655, REAA, GOB-AP, Oriente de Macapá, Estado do Amapá, apresenta a dúvida seguinte:

PEDIR A PALAVRA E SILÊNCIO INICIÁTICO

Tenho dúvidas, pois fui questionado em minha loja por 2 obreiros que são MM e MI que eu estou errado, ou não completamente correto em minha fala.

1) Aprendiz e Companheiro podem pedir a palavra em sessão ordinária? Eles podem também se manifestar em grupo do whats da nossa Loja? Já que grupo de whats creio eu que não é nada oficial do GOB.

2) Eu, sendo Orador, qual é o meu papel, minha obrigação em loja? Informar algumas alterações no RGF ou Leis ou algo mais?

Não tenho senha do GOB pra ficar acompanhando, ou quando tiver algo parecido o Secretário vai me informar.

CONSIDERAÇÕES:

Em relação as suas questões, no REAA, Aprendizes e Companheiros podem falar em Loja aberta, desde que obviamente abordem assuntos pertinentes aos seus graus e de interesse da Loja.

Ressalte-se que este silêncio é iniciático, portanto não deve ser generalizado, pois se assim fosse, nem Aprendizes e nem Companheiros poderiam se expressar dentro de Loja. Nem mesmo poderiam apresentar as suas Peças de Arquitetura e nem responder às sabatinas e questionamentos verbais. Aliás, nem mesmo, diante de necessidade fisiológica, poderiam pedir para ir à toilette.

À vista disso, no REAA Aprendizes e Companheiros pedem a palavra ao Vigilante da sua Coluna, obviamente para falar sobre aquilo que os seus graus permitem.

Vale mencionar que há ritos, diferentes do REAA, que adotam, ipisis litteris, o silêncio para Aprendizes e Companheiros, mas esta é uma questão particular de cada rito, o que não é o caso do escocesismo.

Quanto a Aprendizes e Companheiros participarem de grupos de WhatsApp, me reservo a não vou tecer nenhum comentário a respeito, pois este não é assunto inerente à liturgia praticada dentro de Loja.

Quanto às obrigações do Orador, experimente verificar no RGF quais são as atribuições do Guarda da Lei.

Sendo assim, destaco que todo o obreiro regular pertencente ao GOB tem acesso à página oficial do GOB na Internet. Com o GOB CARD e a Pal∴Semestral para acessá-la, nela é possível buscar informações legais, tais como o GOB LEX, o GOB LEGIS, o RGF, a CONSTITUIÇÃO, etc.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 71 - Fênix e Ouroboros

O elemento mitológico “Fênix” e o símbolo esotérico “Ouroboros”

O “mito”, em geral, é uma narração que descreve e retrata em linguagem simbólica a origem dos elementos e postulados básicos de uma cultura. É um fenômeno cultural complexo e que pode ser encarado de vários pontos de vista. Como os mitos se referem a um tempo e lugar extraordinários, bem como a deuses e processos sobrenaturais, têm sido considerados com aspectos de religião.

A Maçonaria, entre outros, refere-se com freqüência, a um mito e a um símbolo, que descreveremos a seguir:

Fênix” – ave lendária na região da Arábia, era consumida pelo fogo a cada período de tempo, e a mesma Fênix, nova e jovem, surgia de suas próprias cinzas. Deste modo, quando sentia próximo o seu fim, ela juntava em seu ninho, madeira bem seca e palha, que exposto aos raios solares se incendiava e, juntamente com a ave, ardia em chamas. Confiante e a espera da própria ressurreição, pois o fogo que a consumia não lograva matá-la, surgia do resíduo da combustão de seus ossos, uma larva, cujo crescimento ocasionava o aparecimento, novamente, da própria Fênix. Assim, a Fênix é o símbolo da imortalidade de nossa alma e da materialidade de nossos corpos. Fixa a idéia de que o “corpo” se reduz a cinzas, enquanto que a “alma” é eterna.

Há quem vê nesse mito, o caráter cíclico dos acontecimentos, mas existe um símbolo esotérico, mais apropriado para essa interpretação, que é o que descrevo a seguir:

Esoterismo”, vocábulo arcaico grego, referia-se aos ensinamentos reservados, normalmente obras de grandes filósofos, sobre a origem do mundo, nossa origem e nosso fim, transformando-se em verdadeiros tratados, dados a pessoas preparadas, ou em preparação, com condições de absorve-los, conhecidos como “adeptos” ou “iniciados”. É o oposto de “Exoterismo”, que referia-se ao conhecimento comum, transmitido ao público, em geral.

Ouroboros” – importantíssimo símbolo esotérico, de origem muito antiga, representada pela serpente que morde a própria cauda, nos dá a entender o caráter cíclico de todas as coisas. Significando que, como afirmava Ir.'. Castellani, “todo começo contém em si o fim e todo fim contém em si o começo”. É o símbolo do tempo e a continuidade da vida.

Os “ciclos” se completam, e conforme os ocultistas, os retornos promovem a renovação perpétua. Deste modo, como nos dizia o Ir.'. Varoli Filho “É possível que tudo o que existe já tenha existido”. O “Eclesiastes” já proclamou que não há nada de novo sob o sol. Escavações arqueológicas, descobertas de áreas semelhantes a campos de aviação, mapas antigos como os do almirante turco Piri Reis, revelando verdades surpreendentes, nos faz crer, que um ciclo semelhante ao nosso tempo atual, nos precedeu. O Universo está em expansão. Tudo nos leva a crer (não existe confirmação, só hipótese) que após ela, o Universo irá se contrair. E depois? Provavelmente, novo “Big Bang” e nova expansão!

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

GRANDE LOJA "ILEGAL" OU "ILEGÍTIMA"?

Por J. Filardo M⸫ I ⸫

“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.”
(Joseph Goebbels)

Meu Grão-Mestre “in pectore”, o Ir⸫ Lauro Fabiano, puxou minha orelha e disse que “castellanei” em meu último post, quando chamei a Grande Loja de Londres de 1717 uma “Grande Loja ilegal”. Fora que tenho que considerar sua autoridade adicional como historiador que é, além de toda a sua vivência de Maçonaria.

Ele chamou minha atenção para a distinção entre “ilegal” e “ilegítimo”, o que foi um belo puxão de orelhas, vez que sou advogado. Shame on me!

Por isso, sinto-me obrigado a explicar minha posição.

Acabo de traduzir a obra publicada em 1872, ANTIGAS GRANDES LOJAS DE YORK E DE LONDRES – UMA REVISÃO DA MAÇONARIA NA INGLATERRA 1567 A 1813, do Ir⸫ Leon Hyneman, uma defesa apaixonada da “antiga Loja da cidade de York” a autoridade maçônica legítima em 1717, em que ele expõe minuciosamente os fatos ocorridos durante o século XVIII na Inglaterra, conhecido popularmente como a “polêmica entre maçons Antigos e Modernos”.

A meu ver, diante da narrativa de Hyneman, existe fundamento para se considerar que a Grande Loja de Londres e Westminster de 1717 era uma Grande Loja ilegítima (para não melindrar os puristas) vez que lhe falta origem em um corpo maçônico mais antigo que a tivesse “patrocinado” ou, na terminologia moderna “reconhecido” no universo maçônico.

Essa grande loja até pode ser considerada “legal” vez que foi autorizada pelo rei da Inglaterra, interessado em controlar as lojas maçônicas do reino, naquele momento fortemente infiltrada por jacobitas partidários do retorno do legítimo rei, James III ao trono que lhe fora usurpado por ocasião da Revolução Gloriosa em 1698.

Mas, mesmo sendo “legal”, ela era “ilegítima” porque usurpava a autoridade maçônica da “antiga Loja da cidade de York” que era a autoridade maçônica da época (não existia a figura da Grande Loja), inventando uma grande loja que se arrogava o direito de “fazer” maçons no sul da Inglaterra enquanto, ao mesmo tempo, alterava “landmarks” importantes entre os maçons. Essa ilegitimidade gerou as condições para a fundação da Grand Lodge of the Most Ancient and Honourable Fraternity of Free and Accepted Masons em 1751. Somente em 1813 a GL de Londres de 1717 recuperaria sua legitimidade (deixaria de ser “espúria”), ao se unir à Grande Loja dos Antigos para constituir a atual UGLE – United Grande Lodge of England que nos próximos 200 anos repetiria a sua versão dos fatos e divulgaria uma “história oficial” em que aparece como inventora da maçonaria especulativa (outra mentira).

A GL de Londres renuncia então ao conceito revolucionário que a informava em 1717, contido no Artigo Primeiro das Constituições de Anderson de 1723 para adotar os princípios defendidos pelos Maçons Antigos, quais sejam a presença obrigatória do Livro da Lei em loja e a crença obrigatória em deus.

Essa capitulação da Grande loja de 1717 diante da Grande Loja dos Antigos teve como consequência, por exemplo, a proscrição do Grande Oriente de França que defendia e preservava o conceito revolucionário dos Modernos de 1717, no quadro atual de “reconhecimentos” entre potências maçônicas.

Seus comentários, meu Grão Mestre…

Fonte: https://bibliot3ca.com

terça-feira, 19 de novembro de 2024

A BANDEIRA DO BRASIL

A BANDEIRA DO BRASIL

Um pouco da história da nossa Bandeira

Quando surgiu: 

A Bandeira do Brasil foi adotada pelo decreto nº 4 de 19 de novembro de 1889. Este decreto foi preparado por Benjamin Constant, membro do Governo Provisório.

Quem foram os responsáveis pela sua criação: 

A idéia da nova Bandeira do Brasil deve-se ao professor Raimundo Teixeira Mendes, presidente do Apostolado Positivista do Brasil. Com ele colaboraram o Dr. Miguel Lemos e o professor Manuel Pereira Reis, catedrático de astronomia da Escola Politécnica. O desenho foi executado pelo pintor Décio Vilares. 

As cores: 

As cores verde e amarelo estão associadas à casa real de Bragança, da qual fazia parte o imperador D. Pedro I, e à casa real dos Habsburg, à qual pertencia a imperatriz D. Leopoldina 

Círculo interno azul: 

Corresponde a uma imagem da esfera celeste, inclinada segundo a latitude da cidade do Rio de Janeiro às 12 horas siderais (8 horas e 30 minutos) do dia 15 de novembro de 1889. 

As estrelas: 

Cada estrela representa um estado da federação. 

Todas as estrelas têm 5 pontas. 

As estrelas não têm o mesmo tamanho; elas aparecem em 5 (cinco) dimensões: de primeira, segunda, terceira, quarta e quinta grandezas. Estas dimensões não correspondem diretamente às magnitudes astronômicas mas estão relacionadas com elas. Quanto maior a magnitude da estrela maior é o seu tamanho na Bandeira. 

A faixa branca: 

Embora alguns digam que esta faixa representa a eclíptica, ou o equador celeste ou o zodíaco, na verdade a faixa branca da nossa bandeira é apenas um lugar para a inscrição do lema "Ordem e Progresso". Ela não tem qualquer relação com definições astronômicas. 

O lema "Ordem e Progresso": 

É atribuído ao filósofo positivista francês Augusto Comte, que tinha vários seguidores no Brasil, entre eles o professor Teixeira Mendes. 

Quando foi modificada: 

Foi modificada pela Lei no 5443 (Anexo no 1) de 28 de maio de 1968 
Foi modificada pela Lei no 8421 de 11 de maio de 1992 

FRASES ILUSTRADAS

DECORAIS E ABRILHANTAIS

(republicação)
Respeitável Irmão Alan Zydowicz, Loja União em 33, REAA, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná apresenta a seguinte questão: 
alanzy@terra.com.br

Parabenizo as suas considerações no Consultório da Revista Trolha bem como os trabalhos como Grande Secretário de Orientação Ritualística. A minha dúvida é a correlação, significado ou simbolismo contida na frase no Ritual do R.E.E.A.: “(...) Irmãos que abrilhantais (ou decorais) a coluna do Norte (Sul), eu vos anuncio, da parte do Venerável Mestre (...)".

CONSIDERAÇÕES:

No caso do Primeiro Vigilante e a locução “(...) decorais a Coluna do Norte” existem dois aspectos para serem considerados: Primeiro, DECORAR, como verbo transitivo direto que menciona o ato de guarnecer com adorno, ornamentar, realçar, avivar, etc. 

Nesse sentido o significado está diretamente ligado à Meia-Noite que em linhas gerais representa de forma figurada a maturidade e a aproximação do fim da vida. 

A Obra, nessa definição, é o elemento construído ao longo da vida que, se bem aplicada e bem produzida decora a passagem do Homem pela efêmera vida terrena. Em síntese é a moldura do quadro da vida. 

No segundo aspecto e de caráter exteriorizado seria do verbo “decorar” com transitivo direto e indireto que exprime dentre outros o caráter de “honrar, enobrecer”. Assim o significado está diretamente ligado àqueles que se posicionam na Coluna do Norte, cujo intuito é também o de honrar e enobrecer aquele espaço de trabalho, ou seja: os que horam e enobrecem Setentrião. 

No caso do Segundo Vigilante e a locução “(...) abrilhantais a Coluna do Sul”, ABRILHANTAR concerne ao Meio-Dia e a ação da Luz que abrilhanta a elevação da Obra. 

Nesse sentido o Meio-Dia, ou Sul está representado pelo quadrante por onde a Luz se desloca, ou a passagem do Sol (ponto de vista do Hemisfério Norte). 

No próprio Painel da Loja, há que se notar a existência de três janelas – uma no Oriente, uma no Sul e a outra no Ocidente. Isso implica a marcha da Luz. Daí, nessa relação não existir janela na banda Norte. 

Por assim ser o verbo “abrilhantar” tido como verbo transitivo direto menciona dar brilho, ou luz viva para alguma coisa. Também tornar brilhante, luzente e reluzente. Isso implica que o Obreiro da Luz ao trabalho, tornando-o brilhante, reluzente. 

Esse trabalho é a obra elevada, ou a Obra da Vida. ABRILHANTAR, ainda como verbo transitivo direto, implica em dar brilho, realçar, etc. Também completa a explicação se tomado como verbo pronominal que exara a tornar-se brilhante, reluzente, adquirir maior brilho, maior realce; realçar-se. 

Assim o verbo “abrilhantar” sugere uma ligação direta, em termos de Maçonaria, com os ocupantes da Coluna do Sul, donde o Segundo Vigilante observa a passagem no Sol no meridiano do Meio-Dia, tendo sobre si, no caso do Rito Escocês Antigo e Aceito a Estrela Flamejante, apresentada como a Estrela Hominal (objeto de estudo do Companheiro) que recebe a luz e abrilhanta, posto que ela, a Estrela, representa o Homem e a sua Obra (letra G=geometria) na fase intermediária da vida – entre a infância e a maturidade.

T.F.A. 
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com 
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.192 – Florianópolis(SC) – sábado, 07 de dezembro de 2013