Marius Lepage, discípulo de Oswald Wirth, concebeu um plano audacioso para reformar a Maçonaria francesa após a Segunda Guerra Mundial. Sua proposta, delineada em uma carta a Camille Savoire, consistia na criação de uma sociedade secreta operando dentro das estruturas maçônicas existentes. Esta "super-Maçonaria" funcionaria como uma elite espiritual infiltrada, trabalhando de forma completamente clandestina para redirecionar o curso das obediências regulares.
O projeto de Lepage era marcado por um caráter profundamente hermético e seletivo. Ele acreditava que era necessário "formar uma sociedade 'secreta' que se infiltre na outra e a administre da melhor maneira possível, ou seja, inteiramente clandestinamente". Esta organização seria composta por um número restrito de membros, onde "não há necessidade de serem numerosos, desde que sejam confiáveis", recrutados com base em seu valor e discrição comprovados, sob a liderança de um único dirigente dotado de plenos poderes.
A estratégia de infiltração era central para seu plano. Os membros desta sociedade secreta teriam "a possibilidade, eu diria quase o convite, de se juntarem a uma Obediência exotérmica, mas sob a condição de que entrem apenas com a intenção muito específica de infiltrá-la". O objetivo final era que, "depois de alguns anos, seremos capazes de conduzir as outras Obediências por caminhos diferentes daqueles pelos quais os falsos pastores as levaram". O Rito Retificado foi sugerido por Lepage como a base ritualística ideal para este empreendimento, desde que mantido em segredo absoluto quanto aos seus "objetivos ocultos e membros". Felizmente, este projeto extraordinário nunca foi concretizado.
Na imagem de 1954, Marius Lepage (à Esquerda) acolheu na Loja o Padre Kowalevsky, da Igreja Ortodoxa Russa, que mais tarde seria consagrado bispo (Monsenhor Jean) da Igreja Católica Ortodoxa Francesa (ECOF).
Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria
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