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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

A ALAVANCA

A ALAVANCA
Ir∴ Sidnei Rodrigues de Lima 

É um dos instrumentos do Companheiro, alusiva à Perseverança e Força Moral. Segundo Mme. A. Gedalge, "Simboliza a força irresistível da vontade, secunda pela inteligência e pela bondade... Mas a régua deve sempre acompanhar a alavanca, pois toda ação, não submissa ao dever, à equidade, seria prejudicial".

A Alavanca é formada essencialmente pela linha reta, assim como a Régua, sendo que a Régua esta ligada ao Espírito e a Alavanca à Matéria.

Ela está ligada ao Conhecimento, que só se torna "iniciático" quando aquele que o possui é, ele próprio, iniciável, isto é capaz de "compreender".

A Alavanca transforma-se então na Força fecunda ... Essa força só deve exteriorizar quando controlada pela Régua, o Nível e a Perpendicular.

Na mesma obra encontramos um quadro sinótico das viagens e ali se verifica que a Alavanca somente é levada na terceira viagem da Elevação nos ritos Escocês e Francês. No rito dos Direitos Humanos (Maçonaria Mista ou Feminina) a alavanca não aparece em nenhuma viagem.

Em outro sinótico à Alavanca é atribuído o significado de Poder da Vontade. 

Lembramos que existem três modalidades de alavanca, de acordo com a posição do Ponto de Apoio, considerando-se: a Força, a Resistência e o Ponto de Apoio.

De forma figurativa, vamos representar a Força como sendo o Maçom, que possui o Poder da Vontade. O Ponto de Apoio como sendo a sua tese, o seu ponto de vista ou ainda o argumento que sustenta a sua posição em relação a determinado fato ou ato.

E a resistência seria então a vontade contrária, o obstáculo, a barreira, ou o adversário ou contrário.

domingo, 12 de agosto de 2018

PÍLULAS MAÇÔNICAS

PÍLULAS MAÇÔNICAS Nº 09 - NOSSA TRÍPLICE ACLAMAÇÃO HUZZÉ

Mestre Castellani deixa bem claro em seu “Consultório Maçônico” que o “tríplice Huzzé” trata-se de uma aclamação (aplaudir, aprovar ou saudar alguém com alegria) e não uma exclamação (bradar, gritar, vociferar). Apesar de origem controversa, é muito provável que derive do vocábulo árabe Uzza, que é uma aclamação a um ente divino e um dos nomes de um dos deuses deles.

É usado no Rito Escocês Antigo e Aceito, substituindo a palavra inglesa Huzza (mas cuja pronuncia é “huzzé”) cujo significado é uma aclamação de saudação ao Rei (Viva o Rei!). É a mesma aclamação, com outra palavra, usada pelos franceses – Vivat – também para saudar o Rei.

Como o Rito Escocês teve sua origem na França, é possível que tenha sido introduzida no rito nessa época, obviamente usando o vocábulo inglês. Aliás, na língua inglesa existe o verbo to huzza, que significa aclamar.

Para o historiador francês maçônico Albert Lantoine, essa palavra é sinônimo de Hurrah!, extremamente conhecida no mundo todo.

No famoso dicionário “Michaellis” temos que:

huzza – interjeição (de alegria), viva, hurra – v. gritar “hurra!”, aclamar.

Em suma, é uma aclamação de alegria e corresponde ao “Vivat” dos latinos.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Jiri Pragman


Fonte: hiram.be

UM VÔO PARA LIBERDADE

UM VÔO PARA LIBERDADE

Desde remotos tempos, em todas as mitologias e religiões, as aves, em suma, conotam a liberdade. Em nossa SubI∴lnst∴ não é diferente. A liberdade é uma premissa inata cujo próprio homem se encarregou de miná-la, por sua própria conta e risco. Não por acaso, mas por herança e ignorância.

Mesmo após a transição do Eon de Piscis para Aquarius, ainda trazemos em nosso código genético, muitas seqüelas de uma raça que nitidamente se encontra prestes a sucumbir.

O sofrimento característico e intimo dos descendentes desta Era de Peixes ainda é muito evidente e intenso. Justamente por Peixes, na astrologia, ser regido por Netuno. Netuno o planeta da transcendência para o plano espiritual, pelo sofrimento e despertando compaixão. Tem como elemento a água (sanguíneo) e portanto é úmido e como todos os Signos com elemento água (Câncer, Escorpião e Peixes) são cármicos.

sábado, 11 de agosto de 2018

FRASES ILUSTRADAS


UM SOMATÓRIO DE EQUÍVOCOS

UM SOMATÓRIO DE EQUÍVOCOS

A Maçonaria tem sido objeto e vítima da nutrida e anônima categoria de ACHÓLOGOSe PALPITÓLOGOS. Todos eles, incapazes de varar os véus dos Arcanos e dos Mistérios Iniciáticos, investem sobre o que (aparentemente), está mais à mão: os Rituais e os procedimentos litúrgico-ritualísticos, onde, justamente, se encontram os segredos da Instituição.

Tenho, em minhas palestras, afirmado que os Rituais podem ser mexidos infinitamente, desde que: os "mexedores" entendam profundamente da magia cerimonial e da criptográfica linguagem simbólica. O que eu estou querendo dizer é isso: os nossos "segredos" não estão nos S∴, T∴ e P∴, nem nossos hierofantes seriam tão simplórios os S∴, T∴ e P∴ são meramente "segredos" administrativos que qualquer maçonólogo que se preze os conhece à exaustão. Duvido, inclusive, que eles ignorem a P∴ Sem∴. Não é aqui que estão os verdadeiros mistérios.

Nem são os perjuros e os maçonólogos, os predadores da nossa Ordem; são, principalmente, os invencionistas e os palpiteiros. Pois, recentemente, tomei conhecimento de algumas "pérolas" de tal tipo de criatividade: o GONGUEIRO (isto mesmo: o "gongueiro", um cargo muito misterioso pelo qual os Trabalhos são abertos após as batidas... do GONGO). Outra Loja adota o estranho hábito de trabalhar com... os Aventais virados (do avesso) no Grau de M∴ M∴. Não me perguntem por que. Outra Loja, diríamos, "mais grosseira e brutal", nas Cerimônias de Iniciação, utiliza CORRENTES, agrilhoando a genitália do Neófito. Nem posso imaginar com que intenção.

Obviamente que não nominarei tão "sensíveis" Irmãos. Visitando uma Oficina, vi um espetáculo até bem interessante numa Iniciação: um efeito de fumaça como se faz em alguns espetáculos (com gelo seco), que foi proibido pelo G∴M∴ mais tarde.

Ora, se lermos José Castellani veremos citadas grandes diferenças de procedimentos Ritualísticos por este Brasil afora. Não apenas entre Obediências e Ritos mas... de Loja para Loja. Isso decorre da Liberdade e da Soberania praticada entre nossas GG∴LL∴ (26 ou 27) e nossos GG∴ OO∴ independentes. Na Argentina, no Uruguai e no Chile, as Grandes Lojas são centralizadas nas suas capitais de onde administram suas jurisdições dentro do princípio de que a Maçonaria é UMA ORDEM, não uma desordem.

É aqui que denunciamos a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (COMAB), por não assumir plenamente suas funções, desprezando estas letalidades e se preocupando com o que não lhe diz respeito: a POLÍTICA. Em outras palavras: "Deixa de fazer as lições de casa" para se envolver em assuntos estranhos à Maçonaria. O que, além de controvertido, é fator de desarmonia. E o delírio da CMSB e da COMAB chega ao ponto de induzir e publicar, ao final de suas Assembléias Gerais Ordinárias, aqueles desmoralizados MANIFESTOS que são solenemente ignorados pelas autoridades. Mas os tais Manifestos, se eles são, por um lado, INOPERANTES, por outro, ocasionam um dano real: o de dar aos nossos AA∴ MM∴ e CC∴ MM∴ a ilusória impressão de que a Maçonaria "está atenta e cumprindo o seu papel". Na verdade ela está, indevidamente, se intrometendo nas atribuições e específica obrigação dos seus CONSTRUTORES SOCIAIS que como LIVRES-PENSADORES se envolverão nos problemas sociais, ambientais, econômicos, políticos, etc., de suas comunidades. 

É muito difícil discernir?

Até quando meu Deus?!

Ir∴ Darley Worm
Or∴ de Porto Alegre - RS

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

TOLERÂNCIA NÃO COMBINA COM CONIVÊNCIA

TOLERÂNCIA NÃO COMBINA COM CONIVÊNCIA 

Uma das palavras mais ouvidas e lidas no mundo maçônico é a tolerância. O maçom é um Ser livre, ou seja, livre pensador, livre caminhante e de bons costumes, que significa ético, buscador de uma moral mais espiritualizada. No convívio em loja, nos deparamos com situações incongruentes com os ideais da Arte Real e, muitas vezes, nos calamos por conformismo, passividade, "politiquice", ou ainda nos escudamos na tolerância erroneamente compreendida. 

Reconhecendo nossa própria mortalidade e pequenez, somos capazes de tolerar a falta de cultura do irmão por entendermos que em nosso país o acesso aos livros é privilégio de poucos, porém, não devemos nos abster de estimula-lo a leitura (dando textos, emprestando livros, orientando em pesquisa, etc.)

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

PROCURA-SE UM VENERÁVEL

PROCURA-SE UM VENERÁVEL (*)

Não precisa ser perfeito, mas que não seja medíocre. Não precisa ser Grau 33; basta ser Mestre Maçom, precisa gostar de aprender e ter imensa vocação para ensinar, principalmente por seus exemplos. Não precisa ser eloqüente tribuno, mas deve falar, calar e agir certo nos momentos certos. Precisa saber sorrir e não ter pejo de chorar pela infelicidade e dor alheia. Deve conhecer e reconhecer suas limitações e fazer de tudo para superá-las.

Procura-se um Venerável, com disposição indomável para combater, sem tréguas, o vício, a corrupção, o crime, o lucro fácil e suas próprias ambições pessoais. Que seja sempre encontrado ao lado dos enfermos, fracos e famintos de pão e justiça. Que respeite seu próximo independente de cor, posição social, credo ou idealismo político. Que respeite e preserve a natureza e os animais.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

A LETRA "G"

A LETRA "G"
(Desconheço o autor)

No centro da Estrela Flamejante, vê-se a LETRA G.

A unanimidade dos autores em dizer que a Letra G é, sem contestação, um mistério, um enigma maçônico, suscitou interpretações e comentários sem fim, judiciosos, às vezes, e fantasiosos na maioria dos casos.

Uns pretendem ver na Letra G uma deformação de letra C, umas com o mesmo valor fonético. Para estes, é de grafia relativamente recente a letra G.

A hipótese, entretanto, não “explica” a Letra G.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

O GRANDE ERRO HISTÓRICO

O GRANDE ERRO HISTÓRICO
RITO DE YORK XRITUAL DE EMULAÇÃO

No Brasil, por força do Tratado de 21 de dezembro de 1912, entre o Grande Oriente do Brasil (GOB) e a Grande Loja Unida da Inglaterra (GLUI), foi criado o Grande Capítulo do Rito de York* (segundo a redação em língua portuguesa) quando na realidade, em língua inglesa, tratava-se do Grande Conselho da Arte Maçônica no Brasil, cuja tradução mais apropriada seria: Grande Conselho da Maçonaria Simbólica no Brasil.

Os Irmãos ingleses, entre si, NUNCA usaram as errôneas expressões “Capítulo” e “Rito de York”. Para eles (os ingleses) era “Grand Conseil the Craft Masonry in Brazil”, que, em português, quer dizer “Grande Conselho do Ofício Maçônico no Brasil”, mas com o sentido de “Grande Conselho da Maçonaria Simbólica no Brasil”. No brasão emblemático não havia a mínima referência ao suposto “Rito de York”. Na parte superior estavam as iniciais G.C.C.M. e na parte inferior estava o nome Brazil(com “z”).

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

PORQUE MORREM AS LOJAS?

PORQUE MORREM AS LOJAS?
Jose R. Mira, MI
(copilado do CCCPM)
· Traduzido da Revista Masónica de Chile, Ano XXVlll, nºs 1 e 2 — 1951. 

Os corpos Maçônicos morrem pela observância/inobservância de quaisquer das ações e atitudes seguintes:

01. Por não se freqüentar os seus trabalhos;
02. Pela falta de energia do Venerável;
03. Pela falta de atividade do Secretário;
04. Pela falta de empenho do Tesoureiro;
05. Por não se chegar nunca na hora do início dos trabalhos;
06. Por não se querer aceitar cargos;
07. Por se estar sempre disposto a criticar e nunca disposto a fazer;
08. Por procurar-se encontrar sempre algum defeito nos trabalhos da Oficina;
09. Por desgostar-se em não ser indicado para integrar alguma Comissão;
10. Por não se desempenhar seu trabalho;
11. Por não se emitir opinião franca e leal sobre os assuntos consultados, e criticar, depois, a alternativa seguida;
12. Por pensar e exteriorizar opinião que desabone oficiais e dignidades;
13. Por ser intempestivo, arrogante, vaidoso ao ponto de não reconhecer seus próprios erros;
14. Por fazer-se uso da palavra para agredir e tratar assuntos políticos e religiosos, proibidos em Loja;
15. Por acreditar-se perfeito, infalível e superior;
16. Por aspirar-se a todos os direitos e não se cumprir com os deveres;
17. Por não se praticar na vida profana a conduta que devemos ter com os Irmãos;
18. Por não se respeitar as opiniões nem os direitos maçônicos e profanos, civis, econômicos e sociais, de todos os Irmãos;
19. Por acreditar-se que o nossos Irmãos tem obrigações e nós, somente direitos;
20. Por semear-se ressentimentos entre os membros;
21. Por exaltar-se a vaidade de um Irmão às custas de outro;
22. Por discutir-se sem ilustrar;
23. Por trabalhar-se sempre para si próprio;
24. Por fazer-se monótonas as reuniões;
25. Por negar-se sistematicamente todo esforço em prol da Oficina;
26. Por falta de disciplina;
27. Por converter-se a Loja. numa sala de conversa após abertos os trabalhos;
28. Por fazermos eco de aversões contra um irmão em vez de defendê-lo;
29. Por converter em sementeira de rivalidades e ódios o que deveria ser um sulco compacto de fraternidade e de perene harmonia;
30. Por dizer-se, hipocritamente, em Loja "O Q:. Ir:. fulano de tal" e dizer, maldosamente na rua "o sem vergonha fulano de tal";
31. Por ser intransigente em tudo, até para pagar as mensalidades;
32. Por desejar-se ser sempre Venerável ou quando menos Vigilantes e nunca Secretário, Tesoureiro ou Guarda Externo.
33. Por apatia e falta de lealdade aos juramentos

domingo, 5 de agosto de 2018

PÍLULAS MAÇÔNICAS

PÍLULAS MAÇÔNICAS Nº 08 -  APRENDIZ

A palavra tem origem no tempo dos Maçons Operativos. Os Maçons da Idade Média formavam um grupo seleto e era a mais alta classe de artesãos naquele tempo. Isso requeria boa saúde, personalidade de moral impecável, alta inteligência, para ser um excelente Maçom Operativo, permitido trabalhar nas grandes casas de Deus, as magnificentes Catedrais, que era o seu trabalho.

Os operativos eram orgulhosos de suas habilidades, de sua reputação e da rigorosidade de suas leis.

Para se tornar um Maçom, um jovem era escolhido para servir por aproximadamente sete anos no aprendizado, antes de ser permitido fazer e submeter aos seus superiores, sua “Peça de Mestre” e ser admitido como um “Companheiro” da Ordem.

Antes dele começar o aprendizado, ele passava por uma prova, num curto período de tempo, onde deveria mostrar ser possuidor das qualificações necessárias de habilidade, decência e probidade. Somente depois disso é que ele era “registrado” como Aprendiz. É por isso que na Maçonaria inglesa e americana, ainda se encontra, na maneira de escrever, esse fato: “Entered Apprentice”.

Originalmente um Aprendiz não era considerado como membro da Ordem, mesmo após ter sido registrado no livro da Loja. Somente após ter passado seu aprendizado e ter sido aceito como “Companheiro” é que ele se tornava um legítimo membro da Ordem Maçônica. Esse comportamento foi aos poucos se modificando e após 1717, Aprendizes iniciados numa Loja faziam parte do conjunto constituinte da Ordem.

O Ritual nos ensina que o Aprendiz é o símbolo da juventude, o Companheiro é o símbolo da maturidade e o Mestre o da velhice. Provavelmente esse conceito é derivado do fato que, de modo geral, discípulos, iniciantes, são jovens; os experimentados são homens já formados na idade; e os criteriosos e informados, formam o grupo mais idoso.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Jiri Pragman


Arnaud estava vagando em Lisboa. Na rua do Grémio Lusitano, n. 25, a poucos passos da Igreja de São Roque, ele encontrou uma placa marcando a entrada de um museu maçônico que pode ser visitado de segunda à sexta-feira a partir das 14h30. É o Museu Maçônico Português do Grande Oriente Lusitano. (tradução livre)

Fonte: hiram.be

O RITO BRASILEIRO, ASPECTOS HISTÓRICOS DO RITO

O RITO BRASILEIRO, ASPECTOS HISTÓRICOS DO RITO
João Carlos Borges Kuzze, 33°*
ARLS União e Prosperidade nº 3.316

O surgimento do Rito Brasileiro ocorreu em Pernambuco, em 1878, criado por Firmo Xavier. Além da condição de irregularidade, continha preceitos negativos, dentre eles a admissão só de brasileiros natos. O Rito não prosperou.

Foi em 1914, por iniciativa de Lauro Sodré, então Grão Mestre do GOB, pelo decreto nº 500 (que pode ser considerado como uma espécie de certidão de nascimento do Rito) de 23 de dezembro de 1914, que ocorreu, de fato, a fundação do Rito. A falta de rituais e de uma Oficina-Chefe, entre outros problemas, não permitiram a consolidação do Rito.

Em dois outros momentos ocorreram tentativas frustradas para implantação efetiva do Rito, em 1921 em São Paulo e em 1940 na Guanabara.

Somente em 1968, quando Álvaro Palmeira, então Grão Mestre Geral do GOB, pelo decreto nº 2.080, é que ocorreu a implantação vitoriosa do Rito.

sábado, 4 de agosto de 2018

CHARGES


CARTA A UM VENERÁVEL

CARTA A UM VENERÁVEL
M.Cossão Neto

É com muito amor por todos os IIr∴ espalhados pela face da terra e é sobretudo pela sublime Ordem, é que venho com o devido respeito a todos os irmãos desta manter este contato direto com os Veneráveis Mestres que receberão o primeiro malhete, mas, querendo de uma vez atingir a todos os outros que se encontram nas mesmas circunstâncias, que também hão de merecer nosso apreço e nossas considerações, e que neste momento, também empunharão o primeiro malhete e tomarão assento no Trono de Salomão.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

A ESTRELA FLAMEJANTE

A ESTRELA FLAMEJANTE
Ir∴ José Angelo Camargo Figueiredo 

A Estrela Flamejante poderá ser de cinco pontas, pentagonal, ou de seis pontas, hexagonal.

A estrela-símbolo tem sua origem entre os sumerianos - na antiga Mesopotâmia - onde três estrelas, dispostas em triângulo, representavam a trindade divina: Shamash, Sin e Ichtar (Sol, Lua e Vênus). Entre os antigos hebreus, toda estrela pressupõe um anjo guardião; e segundo a concepção chinesa, cada ser humano possui uma estrela no céu.

A Estrela de Cinco Pontas, o tríplice triângulo cruzado é, originalmente, um símbolo da magia, o qual sempre aparece, em seus diversos ritos. Comum a todas as civilizações tradicionais, o desenho de uma estrela de cinco pontas - estrela dos magos - ou pentagrama, é a matriz do homem cósmico, o esquema simbólico do homem nas medidas do universo, braços e pernas esticados, do microcosmo humano. É a estrela flamejante dos herméticos, cujas cinco pontas correspondem à cabeça e aos quatro membros do Homem.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

AS PENEIRAS DE HIRAM

AS PENEIRAS DE HIRAM
(Desconheço o autor)

Meia noite em ponto. Mais uma jornada de trabalho terminada. Cansado de mais um dia de trabalho, Mestre Hiram recostou-se sob o frescor do Ébano para um merecido descanso.

Eis que, subindo em sua direção, aproximou-se um discípulo, relatando-lhe:

- Mestre Hiram... Vou lhe contar o que me disseram do segundo Mestre Construtor ...

Hiram, com sua infinita sabedoria responde:

- Calma meu Mestre, antes de contares algo que possa ter relevância, já fizestes passar a informação pelas Três Peneiras da Sabedoria?

- Peneiras da Sabedoria ??? Não me foram mostradas, respondeu o discípulo.

- Sim, respondeu Hiram. Só não te ensinei porque não era chagado o momento. Deves passar toda informação recebida primeiro pela peneira da VERDADE, e eu te pergunto:

- Tens certeza de que o que te contaram é realmente a verdade?

Meio sem jeito o discípulo respondeu:

- Bom, não tenho certeza realmente, só sei que me contaram.

Hiram continua. Então se não tens certeza, a informação vazou pelo furos da primeira peneira e repousa na segunda, que é a peneira da BONDADE. E eu te pergunto.

- É alguma coisa que gostarias que dissessem de ti?

- De maneira alguma, Mestre Hiram ... Claro que não.

Então a tua estória acaba de passar pelos furos da segunda peneira e caiu nas cruzetas da terceira e última peneira, a da JUSTIÇA, e te faço a derradeira pergunta:

- Achas necessário passar adiante essa estória sobre teu irmão e companheiro?

- Realmente Mestre Hiram, pensando a luz da razão, não há necessidade.

- Então acaba de vazar pelo furos da terceira peneira, perdendo-se na areia. Não sobrou nada para contar.

- Entendi poderoso Mestre Hiram, doravante minhas palavras serão norteadas por estes ensinamentos.

- És agora um Mestre completo e terminaste teu aprendizado. Volta a teu povo e constrói teus templos a glória do Poderoso.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

A ÁRVORE DA VIDA E OS CARGOS SIMBÓLICOS EM LOJA

A ÁRVORE DA VIDA E OS CARGOS SIMBÓLICOS EM LOJA
Por Ulf Jermann Mondi

Os 10 cargos originais e fundamentais das Lojas Maçônicas são idênticos e homólogos às “Sephiroth” da Árvore da Vida, que são formas elementares da emanação divina, visado através de seus ocupantes quando atuarem em Loja, bem como para todos os demais presentes aos trabalhos, tomar mais perceptíveis as verdades que estão encobertas atrás dos véus da iluminação divina (Ain-Ain soph - Ain Soph Aur), e serem abençoados pelas forças astrais invocadas.

Uma perfeita compreensão pelo ocupante destes diversos cargos em Loja, com suas correspondentes “Sephiroth”, ajudará muito a seus titulares no desempenho perfeito de suas funções individuais e coletivas, contribuindo para o sucesso de uma Sessão Maçônica, com a obtenção das influências benéficas das forças astrais que invocamos em nossas reuniões, durante o desenrolar de nossa ritualística nas suas diversas etapas.

terça-feira, 31 de julho de 2018

A CIRCUNVOLUÇÃO EM LOJA

A CIRCUNVOLUÇÃO EM LOJA
(Desconheço o autor)

Antes de questionar como devemos circular em loja, temos que precisar bem os termos usados.

O movimento do ponteiro do relógio é sinistrorsum, ou seja, vai da esquerda para a direita. O sentido inverso é o dextrorsum, realiza-se da direita para a esquerda.

Para melhor esclarecer, diremos que o sentido dextrocêntrico se faz quando nos voltarmos tendo constantemente a direita voltada para o interior e a esquerda para o exterior do círculo, e o sinistrocêntrico quando nossa esquerda ficar voltada para o interior do círculo, e a direita para o exterior.

De um modo geral, a direita é considerada benéfica e a esquerda maléfica nas figurações estáticas, (entre os áugures romanos, o que “ficava á esquerda” era desfavorável e de “mau agouro”, daí veio o significado da palavra sinistro).

Com efeito, as circum-ambulações sinistrocêntricas estão ligadas, na maioria das vezes, a operações nefastas.

René Guenón chama estes movimentos de polar e solar. Em seus primórdios, a Maçonaria Operativa adotava a circulação polar ou sinistrógira (no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio), e de acordo com este ritual, o “Trono de Salomão” era colocado no Ocidente, e não no Oriente, a fim de permitir que seu ocupante “contemplasse o sol ao nascer”. Atualmente, a Maçonaria Especulativa adota em seus rituais a circulação solar ou dextrógira (sentido dos ponteiros do relógio). Em sânscrito, o sentido dextrocêntrico chama-se pradakschina, e que está e um uso, particularmente nas tradições hindus e tibetanas, enquanto que o sentido sinistrocêntrico encontra-se notadamente na tradição islâmica.

É interessante notar que o sentido das circum-ambulações corresponde igualmente á direção da escrita nas línguas sagradas dos respectivos povos.

A rotação real do sistema solar é sinistrocêntrica. Por conseqüência, como a Loja representa o Universo, e os Oficiais, os Planetas, parece lógico fazer com que estes circulem no sentido real. Mas neste caso entramos em choque com a tradição, que considera todo movimento sinistrocêntrico maléfico. De qualquer modo, é necessário e imprescindível que se adote um sentido “ritual” de circulação, e inadimissível que se faça indiferentemente num sentido ou no outro. No REAA, adotamos o sentido dextrocêntrico.