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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sexta-feira, 24 de julho de 2020

LOJA DE MESA - DE TERNO OU BALANDRAU?

Em 03/03/2020 o Respeitável Irmão Carlos Edilson Ferreira, Loja União e Trabalho IV, 2.254, REAA, GOB-SP, Oriente de Paulínia, Estado de São Paulo, apresenta o que segue:

LOJA DE MESA - TRAJE

No Art. 108 do RGF, consta que o Banquete Ritualístico se trata de uma Sessão Ordinária.

Sendo assim, seria permitido o uso do balandrau ao invés do terno, uma vez que o terno deve ser, obrigatoriamente, usado em Sessões Magnas (Art. 110)?

Essa dúvida surgiu, tendo em vista que em diversas publicações deste evento vimos os Irmãos usando o terno.

Na nossa Loja, até então, também usamos o terno. Porém, alguns Irmãos questionaram em função do referido artigo do RGF.

CONSIDERAÇÕES:

Obviamente que se a sessão consta no RGF como ordinária, então é perfeitamente aceitável o uso do balandrau nessa ocasião.

Infelizmente ainda existem aqueles que dão mais valor ao molho do que à carne. Antes é preciso entender que o que não pode faltar mesmo como vestuário são os paramentos maçônicos, sobretudo o Avental que é o verdadeiro e indispensável traje do maçom.

Desafortunadamente ainda existem ritos e rituais da Moderna Maçonaria que asseveram o inquestionável uso do terno preto que, diga-se de passagem, nem mesmo terno é, mas um parelho (par; roupa de homem – calças e paletó). 

Fazer o a quê? Está no ritual; cumpra-se.

No caso específico do REAA, que admite nas sessões ordinárias o uso do balandrau, desde que negro e talar, então não há o que discutir. Nas Lojas de Mesa nesse rito é permitido o uso do balandrau. Isso é uma questão fechada!

Ainda, inerente ao assunto banquete, dois aspectos eu gostaria de comentar: o primeiro é que a expressão "Banquete Ritualístico" é inapropriado, pois o correto seria, por existir ritualística própria, Loja de Mesa, destacando, inclusive, nela a presença das TTr∴ GGr∴ LLuz∴ EEmbl∴ (L∴ da L∴, Esq∴ e Comp∴). O segundo aspecto é o de que as Lojas de Mesa sempre foram tradicionais na Maçonaria durante os períodos solsticiais e trazem um profundo significado simbólico haurido daqueles que formavam as Guildas de Construtores nos séculos XII e XIII - nossos ancestrais.

Posteriormente, já como Ofícios-Francos (Franco-Maçonaria) as Lojas passariam a se reuniriam nas tabernas e hospedarias, mas sempre preservaram o costume de se reunir em Loja de Mesa, principalmente nas datas solsticiais para comemorar os personagens de João, o Batista e de João, o Evangelista (as Loja de São João) – vide o símbolo "o círculo e as paralelas tangenciais".

A despeito disso, muito mais importante do que se preocupar com o uso ou não do terno, é antes conhecer as origens, costumes e tradições que envolvem a Loja de Mesa na Maçonaria, por conseguinte, compreender a razão dela existir.

Concluindo, fica um último alerta, não confundir essas Lojas de Mesa com reuniões comensais (copos d'água, ágapes fraternais), comuns entre os maçons, já sem paramentos, e que se dão no salão de ágapes logo após o encerramento dos trabalhos da Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

ALFORRIA DE ESCRAVOS

ALFORRIA DE ESCRAVOS
Junior Hamilton - Facebook

Existe farta documentação atestando que a Primeira Loja Maçônica brasileira que pagou pela alforria de escravos com recursos próprios foi a "Benemérita Loja Perseverança" (Boletim do Grande Oriente do Brasil Outubro de 1919 pág 1078).

Em 18 de Novembro de 1867, por iniciativa do ex Ven∴ Bousquet a Loja “Perseverança” assinou uma resolução a favor das filhas de escravos, com menos de 4 anos, tornando-se neste momento a primeira instituição do Paraná a lutar oficialmente pela libertação dos escravos.

“Nos consta ser a primeira Loja Maçônica no Brasil, a fazer este ato oficial para libertação de escravos, 20 anos antes da "Lei Aurea", assinada pela Princesa Isabel*.
Posteriormente, em 07 de agosto de 1869, a Loja Peseverança III, de Sorocaba-SP, adotou atitude semelhante proposto por Ubaldino do Amaral”.



Ref: Sampaio Hamilton "Entre o Compasso e o Esquadro: Gênese das Lojas Maçônicas no Paraná entre 1830 e 1930" pág 28.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

SUBSTITUTO DO VENERÁVEL

SUBSTITUTO DO VENERÁVEL
(republicação)

Em 19/10/2015 o Respeitável Irmão Rodrigo Coletti, Loja Verdade e Justiça, 3.263, REAA, GOB-PR, Oriente de Campo Mourão, Estado do Paraná, solicita o seguinte esclarecimento. colettiecintra@colettiecintra.com.br 

Caro irmão Pedro, cumprimentando-o mais uma vez e quiçá abusando de seus conhecimentos gostaríamos de sanar uma dúvida. Em uma reunião em nossa Loja Simbólica surgiu a seguinte indagação: Na falta do Venerável Mestre, quem é o seu substituto imediato? Um irmão decano afirmou ser o 1º Experto, o que causou estranheza para alguns. Aguardamos sua valorosa opinião.

CONSIDERAÇÕES:

Tradicionalmente o substituto imediato do Venerável Mestre de modo precário é o Primeiro Vigilante. O termo “precário” aqui significa o mesmo que “eventual”, já que o impedimento definitivo de um Venerável, por ser cargo eletivo, sua substituição carece de procedimentos conforme aqueles emanados dos Diplomas Legais da Obediência – por exemplo, até uma nova eleição.

No caso da ausência precária, nas Sessões Magnas de Iniciação, Elevação e Exaltação, o substituto do Venerável será o Mestre Instalado mais recente da Loja, isso na hipótese de que o Primeiro Vigilante não possua ainda o título distintivo de Mestre Instalado. Atenção: Mestre Instalado não é Grau, senão uma distinção honorífica.

Quanto ao substituto imediato do Primeiro Vigilante de modo precário é o Segundo Vigilante que, por sua vez, nessa situação, ou pela sua própria ausência, será substituído pelo Segundo Experto e não pelo Primeiro como mencionado na questão.

Cabe lembrar que mesmo para os Vigilantes, em se tratando de ausência definitiva, eles também se adequam às Leis da Obediência tal como o caso do Venerável (cargos eletivos).

T.F.A.
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com

Fonte: JB News – Informativo nr. 2.091– Florianópolis(SC), quinta-feira, 23 de junho de 2016

CHARGES


quarta-feira, 22 de julho de 2020

LÂMINA DO ESQUADRO

LÂMINA DO ESQUADRO
(republicação)

Em 16/10/2015 através do Respeitável Irmão e amigo Hercule Spoladore, me foi enviada a questão seguinte vinda por parte do Irmão Lenilson Rosa Miranda, Hospitaleiro da Loja Vale do Ivaí, 53, Grande Loja do Paraná, REAA, Oriente de Paranavaí, Estado do Paraná. hercule_spolad@sercomtel.com.br
briquetesecologicos@hotmail.com advocaciamiranda7337@gmail.com

Tenho recebido vários trabalhos postados pelo irmão, através do irmão Domingos Nilo da Cesp. Me surgiu divergências sobre a Lâmina do Esquadro. Uns dizem que ela deve estar para o norte, outros dizem que ela deve estar para sul. O irmão tem algum trabalho neste sentido, ou com certeza qual o lado correto.

CONSIDERAÇÕES:

Acredito que o Irmão está se referindo ao ramo do Esquadro que é um dos componentes das Três Grandes Luzes da Maçonaria.

Infelizmente os “inventores de plantão” ainda não se aperceberam dos elementos contraditórios quando mencionam aspectos inexistentes na Maçonaria.

É o caso desse Esquadro. Ora, esse instrumento como Luz Emblemática (que vai unido ao Compasso sobre o Livro da Lei) não é “operativo”, portanto não possui lâmina, cabo, ramos desiguais ou outras qualificações.

Como uma das Três Grandes Luzes ele simplesmente possui ramos iguais e sem qualquer graduação, já que o que mais significa nessa alegoria é a esquadria.

O Esquadro com cabo e ramos desiguais, destes um graduado, é outro instrumento. É aquele que representa a joia distintiva do Venerável Mestre. Este, por reviver o Mestre Operativo da Loja, tem consigo como joia representativa o Esquadro operativo que vai apenso ao respectivo colar, ou seja, aquele usado literalmente como instrumento de trabalho no canteiro – com cabo e graduação.

Assim, em se tratando do Esquadro como Luz Emblemática (de ramos iguais), não existe lado obrigatório para qual deva apontar eventualmente um dos seus ramos; mesmo em situação representativa na Loja de Companheiro, já que os mencionados ramos são iguais e a sua função não é aquela ficar apontando para a banda dos Aprendizes na Loja (Norte).

A mesma regra também se aplica para as hastes do Compasso que, em ocasião entrelaçada no Altar, tem levado alguns “luminares”, que procuram pelo em ovo, acham que a ponta liberta deve ficar voltada para o Sul. Ledo engano: do mesmo modo que o Esquadro, o Compasso não serve para orientar o lugar dos Companheiros em Loja.

Desse modo, para qualquer um dos objetos que compõem as Luzes Emblemáticas, tanto faz o lado para que possam eventualmente apontar os respectivos ramos ou as respectivas hastes se entrelaçados, consolidando ainda mais que na verdadeira tradição simbólica da Maçonaria, esse Esquadro não tem cabo, lâmina, graduação ou partes de tamanhos diferentes. Sem abusar da prolixidade, esse rigorosamente possui ramos iguais, nele não existindo, ou pelo menos não deveria existir, volto a repetir, nem cabo nem lâmina (sic).

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.090– Florianópolis(SC), quarta-feira, 22 de junho de 2016

MINUTO MAÇÔNICO

O SOL

1º - Em todas as religiões, desde a mais alta antigüidade, o sol foi um símbolo constante da Divindade. 

2º - Fonte de vida e de toda a ordem do nosso sistema solar, o sol é como a presença indireta da Divindade junto aos homens e, por isto, foi cultuado em todas as religiões. 

3º - O Sol é considerado a fonte de luz e o emblema da inspiração, da revelação, do conhecimento e do poder. 

4º - O Sol é o coração do sistema planetário. Representa as energias positivas, regentes do Cosmo, é o elemento masculino. Os indivíduos dominados pelo influxo solar são os grandes líderes da Humanidade”. 

5º - Para o Maçom, o Sol representa a luz intelectual da qual está em constante procura e também a autoridade soberana e a Verdade Divina.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

IRMÃO MOZART: DEPOIS DE UM QUARTO DE MILÊNIO

IRMÃO MOZART: DEPOIS DE UM QUARTO DE MILÊNIO

Nota: Este documento foi encomendado pelo Sacro capítulo do Arco Real, São João e São Pedro, quando foi lido pelo autor durante uma sessão ordinária. É uma revisão crítica da relação do H∴ Mozart com a Franco-Maçonaria, e inclui esclarecimentos sobre os mitos que se têm originado sobre sua vida. Estes incluem o mito do que foi assassinado pelos maçons, a tempestade que despencou quando morreu, seu sepulcro sem marca, e um comentário sobre o conteúdo maçônico de sua ópera A Flauta Mágica. 

A Política e a Maçonaria na Áustria de Mozart

Em 1784 a grande Loja da Áustria tinha 66 Lojas. Oito delas estavam em Viena. Esta Grande Loja havia sido constituída graças aos esforços de nada menos que o Arcebispo Católico Romano de Breslau, o Conde Schaffgotsh. Isso apesar do fato de que a Igreja Romana através de Papa Clemente XII havia condenado a Ordem em 1738. O fato real é que vários países católicos se recusaram a aplicar o édito que ordenava estas condenações. As razões foram diversas.

Uma das mais evidentes é o fato que pessoas que ostentavam os mais altos cargos nesses países, como os reis e príncipes coroados entre outros, pertenciam à Ordem. Estas pessoas em altos cargos pensaram que seria melhor unirem-se eles mesmos à Ordem e assim mantê-la na legalidade. Ao fazê-lo, estariam numa melhor posição para manter controlados aos seus membros. Vale a pena considerar que a Maçonaria era fruto da Ilustração e de suas ideologias, entre elas a Fraternidade, a Igualdade e a Liberdade, e por princípio, de monarquia constitucional. O regicídio estava ainda muito longe de acontecer. Em Áustria mesma, a Imperatriz Maria Teresa, instigada por seus confessores, era muito contrária à Ordem, porém, embora muito influente no destino da política austríaca, nunca o foi suficientemente para lograr que seu esposo, ou mesmo seu filho depois, ordenassem as condenações da Igreja. O melhor que ela pode alcançar foi limitar o número de Lojas no ano 1781. Uma história breve citada pelo Conde de Newcomb, Grau 33 da Loja Oásis de Hiram de Minnesota conta: "A Imperatriz Maria Teresa havia sido uma das opositoras da Maçonaria e, em 1743, havia ordenado fechar uma Loja vienense, forçando seu esposo e Venerável Mestre, Francisco I, a escapar por uma escada secreta”. 

Outro fator que deve ser considerado é o fato que várias Ordens haviam sido criadas durante o Século XVIII como resultado da Ilustração. Entre estas se contam: a Franco-Maçonaria, a Estrita Observância, os Illuminati e os Rosascruzes. Outras Ordens haviam sido constituídas por reformadores com estilo próprio, como Cagliostro, que se inclinou em direção à Maçonaria Egípcia, colocando mais para trás no tempo os origens da Franco-Maçonaria, como os Ritos de Memphis e Misraim. Estes dois Ritos foram combinados faz algumas décadas, precisamente em 1959, sob o nome de Rito de Memphis e Misraim. 

Eu gostaria de observar que se alguém tivesse que localizar as mais antigas origens operativas sobre as quais pode estar baseado o simbolismo maçônico, teria que referir-se aos templos de Tarxien, Malta, com 6.000 anos de antiguidade. Ali o iniciado encontrará simbolismos e paralelismos inconfundíveis. O ar mesmo está engravidado de simbología maçônica. 

Devo comentar neste ponto a situação em que a Maçonaria se encontrava nessa época, a de Mozart, citando as notas de um documento da Telarc International Corporation.

“A insistência da Maçonaria de cercar de segredos seus trabalhos internos operou contra ela, já que o código de silêncio permitiu que seitas florescessem dentro da Ordem e ao mesmo tempo permitiu que oficiais governamentais imaginassem excessos maçônicos muito maiores que os que em realidade aconteciam. Ao final, o Imperador sentiu que não tinha mais alternativa que a de ilegalizar à Maçonaria. 

Provavelmente a mais virulenta seita antimonárquica da Maçonaria era a dos Illuminati, fundada na Bavária pelo professor universitário Adam Weishaupt em 1776. Weishaupt ingressou na Franco-Maçonaria e rapidamente se aliou aos Illuminati. O propósito inicial da seita era combater o mal e defender as boas causas, porém rapidamente evoluiu em direção a sentimentos anticlericais e antimonárquicos. Os Illuminati operaram só durante uma década e provavelmente nunca tiveram mais de 2.000 membros, porém atemorizaram à realeza, que começou a suspeitar de toda Maçonaria. 

As cabeças coroadas tinham boas razões para ligar as Lojas maçônicas com as atividades revolucionárias. Muitos dos líderes da revolta das colônias americanas contra o Rei Britânico em 1776 eram maçons, incluindo a George Washington, Benjamin Franklin e Thomas Jefferson. Em França os Maçons estiveram por trás de golpe em favor de um governo republicano que levou à Revolução Francesa (que incidentalmente foi muito mais longe que o que aqueles inteligentes aristocratas haviam previsto e que tornou à maioria deles suas vítimas). O Imperador Austríaco escutou os rumores de sublevação em primeira mão por sua irmã, a Rainha Francesa Maria Antonieta.

Os intentos austríacos para controlas aos maçons incluíram o decreto de 1781 de Joseph II que proibia a qualquer Ordem o submeter-se a autoridades estrangeiras. Isso levou a romper os laços com a grande Loja de Inglaterra e a criar um próprio corpo administrativo austríaco, a grande Loja de Áustria. Em 1785 outro édito imperial centralizou as Lojas de país e limitou sua autonomia. A proliferação de Lojas locais se reduz (só três ficaram em Viena), e os membros de cada uma delas foram limitados a 180. Informes regulares das reuniões das lojas e da assistência social que prestavam tinham que ser enviados à Polícia Imperial.

Em 1790 Joseph II morreu e foi substituído por seu irmão Leopoldo II. Com a Revolução Francesa em pleno auge, o governo de Áustria estava demasiadamente alarmado sobre sentimentos antimonárquicos no país e especialmente nas Colunas Maçônicas. Nesse mesmo ano, uma Loja dos Illuminati foi descoberta em Praga e os nomes de altos oficiais foram mencionados nos informes da Polícia secreta ao Imperador. Como Landon anota, a "Áustria rapidamente se estava convertendo num Estado policial". 

Mozart e os Franco-maçons. 

Chegando por fim ao H.·. Mozart: ele viveu plenamente estes acontecimentos. Este autor considera que é fútil trazer aqui a biografia de Mozart, já que existe uma multidão de trabalhos sobre o tema. De qualquer maneira, alguns aspectos de sua vida devem ser aclarados. Estes se referem à sua vida como maçom. Esteve envolvido com a Franco-maçonaria desde muito pouca idade. Basta dizer que sua segunda ópera, Bastien und Bastienne, que está baseada no trabalho de Rosseau "Le Devin du Village" de 1752, foi composta e executada nos jardins da vila vienense do Dr. Anton Mesmer, o inventor do "mesmerismo" ou hipnotismo em 1768. O Dr. Mesmer era um proeminente Franco-maçom. 

Mozart se relacionou com eminentes francos-maçons desde muito cedo, porém sua real participação na Ordem começou quando tinha 16 anos e compôs dois trabalhos Maçônicos: o primeiro, uma canção maçônica chamada "O Holy Band", o segundo dois coros para uma peça chamada "Thamos", por Tobias Philip Gebler, outro destacado Irmão. Teve muitos protetores e amigos que eram Maçons, porém a culminação destas relações chegou quando foi iniciado na Loja "Beneficência" de Viena em 14 de dezembro de 1784. Tinha 28 anos de idade. Menos de um mês depois, a 7 de janeiro de 1785, foi passado a Companheiro em outra Loja: "A Verdadeira Amizade" e um dia depois foi exaltado a Mestre na mesma Loja. 

Depois disso, depois de compor outras peças maçônicas, animou a amigos músicos a unirem-se à Ordem. Isso mostra também que Mozart foi um Maçom muito ativo. Um destes novos maçons foi seu pai, Leopoldo, iniciado na Loja Beneficência em abril e Franz Joseph Haydn, na "Verdadeira Amizade", um pouco antes, em fevereiro. 

Mozart demonstrou também ser um inovador na época em que se aproximava a crise da Franco-Maçonaria. Havia começado a advogar pela inclusão de mulheres na Ordem, o que se reflete em sua ópera “A Flauta Mágica”, na qual tanto o herói como a heroína são iniciados juntos; mesmo assim Mozart só foi responsável pela música e não pelo libreto. 

MITOS E LENDAS

Cabe agora mencionar a morte de H.·. Mozart por duas razões. Primeiro, se discutirá a causa de sua morte e as implicações de francos-maçons com sua partida. John Stone ao escrever no "Mozart Compendium" enumera onze enfermidades graves que arruinaram a curta vida de nosso Irmão. A primeira, em 1762, foi a febre escarlatina. Mozart tinha só 4 anos. Ao ano seguinte sofreu dois ataques de febre reumática. Sofria acessos de tosse que quase o sufocavam, febre tifóide, hepatite, e vários ataques de febre reumática entre outras enfermidades. Parece que a enfermidade que acabou com sua vida começou a finais de agosto de 1791. Provavelmente se lhe agudizou devido a cansaço nervoso. Mozart confiou à sua esposa que talvez havia sido envenenado. Sofria de lumbagos e sentia que a debilidade se apoderava de todo seu corpo. Este dor e debilidade o haviam afetado desde maio ou junho. A 20 de novembro caiu de cama. Sua enfermidade fatal foi diagnosticada e certificada em seu óbito como febre militar. Esta enfermidade, também conhecida como enfermidade de sudoração, se caracteriza por uma grande inchação generalizada e uma alta taxa de mortalidade. Era tanto seu inchaço, que sua cunhada Sophie Haibel teve que coser-lhe uma camisa de noite que se podia pôr de frente, já que ele não podia virar-se. Esta Sophie Haibel teve um importante papel na morte de Mozart, e não só porque ele espirou em seus braços à uma da madrugada enquanto ela lhe secava o suor da fronte com um lenço empapado em água e vinagre. Outras enfermidades possíveis podem ser diagnosticadas a partir dos sintomas registrados, como a síndrome de Henocxh-schoenlein e febre reumática. O que também é certo é que em Viena se apresentou por essa época uma epidemia de cólera. 

Quando alguém considera o número de enfermidades que podem ajustar-se aos sintomas que Mozart aparentava, não sobre outra opção que descartar e considerar um mito o rumor de que Mozart foi envenenado, ou por Salieri ou pelos maçons. É natural para alguém que sofre de problemas nos rins comparar seu estado com o envenenamento. É natural que Mozart o haja pensado assim e que expressasse o que sentia. E ele mesmo deu origem à lenda de seu envenenamento. A primeira fonte desta lenda data de 1928, se originou em Munique e foi ressuscitada com grande veemência em 1936. Havia um artigo de Matilde Ludendorff com o título "Mozarts Leben und gewaltsamer Tod ("A Vida de Mozart e sua Morte Violenta”). O trabalho assegura que Mozart, assim como Lutero, Lessing, Schiller e muitos outros, havia sido assassinado por haver invadido den Tempel Salomos, das heisst die Judenherrschaft (O Templo de Salomão, o centro do Império Judeu). As implicações dos judeus na Franco-Maçonaria e o assassinato de tantos Gigantes Alemães faz alguém pensar na credibilidade que tal tese teria na Alemanha Nazista, ainda assim foi revivida por Kuess-scheichelbaur em 1959.

Por dois séculos têm havido rumores e especulações no sentido do que Mozart foi assassinado pelos maçons por revelar segredos, porém isso parece improvável por várias razões. Seu colaborador e irmão maçom, Schikaneder, que foi quem escreveu o libreto da Flauta Mágica e seria então o único responsável por qualquer revelação de segredo maçônicos, se existiu alguma, sobreviveu a Mozart por duas décadas. A proximidade pessoal de Mozart com líderes maçônicos de alto categoria está bem documentada em suas cartas e é improvável que ele houvesse desafiado as estruturas da Ordem ou que não estivesse seguro sobre o que poderia dizer-se em público e o que não podia ser revelado. Schikaneder havia sido enxotado da Ordem devido à vida que levava que desprestigiava à Maçonaria. Por que este homem não foi assassinado pelos maçons? Por que teria que haver sido Mozart o que ficasse com as culpas?

Ao iniciado, será óbvio que muito poucos dos assim chamados segredos, se acaso há algum, se revelam no libreto da ópera. Estes são a recorrência de número 3 (golpes, luzes, etc.), e a reticência e o segredo impostos pela mordaça nos lábios de Papageno. De fato a obrigação de guardar os segredos maçônicos não é só bem conhecida pelos inimigos da maçonaria como também pelos não maçons, senão que é também a razão básica para os ataques contra a Ordem. Outros também consideram o desvanecimento da principal personagem Tamino como uma alusão à Cerimônia de Exaltação. Em realidade, o libreto se ajusta em grande parte ao trabalho literário "Sethos" de Abbe Ferrasson, que estava muito em moda entre os maçons, já que pretendia ser um relato histórico sobre os rito de Isis e Osíris, traduzido de um antigo papiro egípcio. No século XIX se provou que era um engano. 

Voltando à participação de Sophie Haibel nos últimos dias de Mozart, Chailley anota que ela esteve buscando insistentemente alguns padres católicos para que assistissem a Mozart em seu leito de morte. O fato de que ela houvesse procurado a muitos significa que muitos se recusaram a atendê-la. De outra maneira, por que solicitar a tantos? Nunca estaremos seguros se algum deles acedeu. O que sim é certo é que os restos de Mozart receberam os últimos ritos em frente à Capela do Crucifixo dentro da Catedral de St. Stephen em Viena às três da tarde, e foram depois enterrados numa sepulcro sem identificação no adro de St. Marx num subúrbio de Viena. E que não houve nenhuma agitação na noite de sua morte. Os boletins de clima reportaram bom tempo essa noite (Chailley, 1971). O mito difundido e a lenda produzida foram usados para satanizar ao H.·. Mozart, querendo dizer que ele morreu em meio de trovões e centelhas causados pelos cães que haviam vindo arrastar sua alma aos Infernos. Tudo se encaixa. 

Porém por que foi sepultado tão longe do centro de Viena? O que alguém pode pensar é que nos países católicos como Malta e Áustria, os excomungados da Igreja romana não podem ser sepultados em cemitério. No cemitério de Malta, chamado Maria Addolorata, existe uma área não consagrada onde tais pessoas eram enterradas. Esta área foi muito usada durante a guerra político-religiosa dos anos 60 do século XIX entre Dom Mintoff do Partido dos Trabalhadores e a Igreja Católica. (Mintofff tinha reputação de haver sido iniciado Maçom quando era estudante em Rhodes, no Reino Unido, porém isso não possui confirmação). Voltando ao solo não consagrado, essa era a área na qual os não arrependidos (publicamente, para satisfazer à Igreja) e os membros de Partido dos Trabalhadores Maltês eram enterrados. Em Malta essa área se conhece como "Il-mizbla", "lixo espiritual". Isso quer dizer, que se alguém é excomungado, a Igreja (que prega a caridade, o Perdão, e blá blá blá ao lânguido e subalterno) considera que os cadáveres destes não arrependidos só têm de servir como albergue do "lixo espiritual". Como isso afeta ao defunto não se pode saber, porém é um grave estigma social e uma desonra para os seus amigos sobreviventes, para que não tem indulgencia, sem importar que eles mesmos sejam bons católicos praticantes. Como observou o cardeal arcebispo das Filipinas, a igreja deve observar extremo cuidado ao tratar tais casos para não ferir a "inocentes". Devemos mencionar também que o Pai da Língua Maltesa, Mikiel Anton Vassalli, foi enterrado no "adro Braxia", um campo protestante nas arredores de Valletta, tanto porque ele havia traduzido ao Maltés a Bíblia Protestante quanto, e extra-oficialmente, porque era tido por Maçom. Disso também não se tem prova. Com respeito ao H.·. Mozart, o ser enterrado num sepulcro sem identificação (poderia não ser consagrado?) distante de rogos e rezas depois de haver sido abençoado numa igreja católica, pode haver sido uma solução negociada alcançada para preservar a identidade de seus parentes. 

Os Irmãos de sua Loja realizaram uma Sessão Fúnebre em sua honra e a Oração foi publicada. 

Notas bibliográficas:

AUTEXIER, P. A., Freemasonry em The Mozart Compendium (H. C. Robbins Landon ed.), London: Thames and Hudson, 1990
BLOM, ERIC, Mozart, em Grove's Dictionary of Music and Musicians (Blom, E., 5th ed. Vol. 5: 923-983), London: Macmillan, 1977
BLOM, ERIC (Ed.), Mozart's Letters, London: Penguin Books, 1956
CHAILLEY, JACQUES, the Magic Flute, Masonic Opera, tr. Weinstock, Herbert, Novo York: Alfred A. Knopf, 1971 (originally publish em French, 1968) 
CONDEE, NEWCOM, Bro Mozart and the Magic Flute. (Unpublished papeleta retrieved from the website of the Hiram's Oásis Lodge
DENT, EDWARD J., Mozart's Operas: A Critical Study, 2nd ed., London: OUP, 1960
MILNES, RODNEY, "Singspiel" and Symbolism', em John, Nicholas, ed., The Magic Flute, London: John Calder, 1980 
ROBBINS LANDON, H.C., Mozart and the Masons, London: Thames & Hudson, 1982
ROBBINS LANDON, H.C., Mozart: The Golden Years, London: Thames & Hudson, 1989
ROBBINS LANDON, H.C., Mozart's Last Year, London: Thames & Hudson, 1998
STONE, JOHN, Mozart's illnesses and death em The Mozart Compendium (H.C. Robbins Landon ed.), London: Thames and Hudson, 1990
STONE, JOHN, Mozart's Opinions and Outlook em The Mozart Compendium (H.C. Robbins Landon ed.), London: Thames and Hudson, 1990

by W.Bro. Frank Galea 
Lodge of St. John and St. Paul No 349 (EC), 
Malta Count Roger of Normandy Lodge, 
Sovereign Grand Lodge of Malta.
TR Alonso Berrío Cárdenas.
V.·.M.·.R.·.L.·.S.·. Armonía No. 39.
Or.·. Medellín.
Gran Logia de Colombia
Ir∴ JOÃO CARLOS DA SILVEIRA, MM
Pod∴ Grão-Mestre
Ir∴ FRANCISCO C.L. PUCCI, MM
Gr∴ Bibliotecário

terça-feira, 21 de julho de 2020

COBRIDOR MESTRE INSTALADO

Em 03/03/2020 questão que faz o Respeitável Irmão Ericson Simonetto, Loja Estrela da Harmonia, REAA, GOB-SC, Oriente de Criciúma, Estado de Santa Catarina.

COBRIDOR MESTRE INSTALADO

Tenho mais uma dúvida e se possível gostaria do esclarecimento do Sr. Em nossa Loja, tínhamos por hábito escolher um Mestre Maçom para o cargo de Cobridor Interno do REAA. Depois, recebemos a informação que assim que o Venerável Mestre, deixasse o cargo assumiria o cargo de Cobridor Interno. Em outra oportunidade voltou a ser Mestre sem a necessidade de ser instalado. Como está hoje, pode me orientar por gentileza.

CONSIDERAÇÕES:

A regra não é essa no REAA. Não há necessidade de que os cargos dos Cobridores somente devam ser ocupados por ex-Veneráveis (Mestre Maçom Instalado). A obrigatoriedade é sim de que o titular seja um Mestre Maçom, aliás, como qualquer cargo exercido em Loja é privativo de um Mestre Maçom – vide o Art. 229, § 1º do Regulamento Geral da Federação.

É verdade, entretanto, que existem costumes (workings), como o anglo-saxônico por exemplo, onde em alguns casos seja comum que Mestres experientes, inclusive que já tenham sido instalados, ocupem o cargo de Tyler, ou o Guarda-Externo. Esses oficiais, diferente do costume latino, não ingressam nos trabalhos, mas permanecem na parte externa desempenhando literalmente o trabalho de guardião. Em alguns casos eles são até mesmo pagos por esse trabalho e não são necessariamente maçons do quadro da Loja, porém Irmãos regulares e experientes que exercem o ofício de guardar a Loja e afastar os cowans que eventualmente possam se aproximar.

Já a Maçonaria de vertente latina, como é o caso do REAA (nascido na França), o costume se diferencia, onde os cargos de Cobridor Interno e Externo são exercidos por Mestres Maçons membros do quadro. 

Dando por concluído, reitera-se que os cargos são preenchidos por Mestres Maçons, contudo, sem a necessidade de que sejam instalados (ex-Veneráveis). Sob nenhuma hipótese Aprendizes e Companheiros assumem cargos e nem participam de comissões.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

DEBATIR O TENER INFORMACIÓN

DEBATIR O TENER INFORMACIÓN
José Bueno

En los tiempos en que vivimos, quien más o quien menos ha asumido como normal la posibilidad de debatir, que no de opinar, sobre cualquier asunto de actualidad.

Ante ello, la primera pregunta que se me ocurre es la capacidad individual para participar en todo tipo de debates. Creo que se puede considerar válida la premisa que para debatir previamente se debe tener información y formación suficiente para ello, en caso contrario uno debería estar en el lado de los que escuchan no en el lado de los que exponen.

¿Se cumple la premisa? Es cierto que el acceso a la información cada vez está más extendido, sin embargo, en los últimos años se ha tendido a trastocar el concepto, partiendo desde los medios de comunicación quienes han pasado de suministrar información para suministrar reportajes esencialmente visuales sin acompañamiento analítico de las imágenes; las causas y consecuencias no tienen capacidad en los treinta segundos o medias páginas de noticias. En este escenario tal vez se pueda considerar información lo que se nos provee, pero desde luego formación en absoluto que no lo es.

Se nos ha trasladado, lo cual en principio no es correcto ni incorrecto, el ejercicio de la formación a cada uno de nosotros como individuos, pero lo que no se nos ha enseñado es a buscar las fuentes para obtener la información o, lo que sí es pernicioso, a indicarnos que «sus fuentes de información son fiables» para que asumamos que lo que nos informan es lo correcto.

Me permito afirmar que el nivel de formación de los participes en debates muchas veces resulta insuficiente, si tomamos en cuenta que las mismas personas debaten sobre asuntos de índole totalmente distinta (desde física cuántica hasta las causas de la longevidad del caracol) con una gran «profundidad», por ello o bien su nivel de formación, y su correspondiente capacidad, es elevadísimó o, lo que sería más normal, es que las carencias formativas existan y se utilicen otras herramientas para cubrirlas.

Es en este punto donde incorporo la segunda pregunta ¿cómo se debate?

Los debates en concepto contemplan extensas fases de mesura (donde cada uno de los partícipes expone su punto de vista) y picos de pasión (donde la confrontación lingüística interviene, apoyada en el correspondiente incremento de decibelios). Sin embargo, con mayor frecuencia las proporciones entre los tiempos dedicados a la exposición y los dedicados a la confrontación se trasbocan y se suplantan, pareciéndose habitualmente a una discusión de calle más que a un debate. ¿Por qué? Si bien no tengo la respuesta, lo que sí es cierto es que la manera de conseguir que las razones de un miembro activo del debate avancen por encima de la razón que debe emerger del mismo va en relación directa más con el apasionamiento y la imposición que con el convencimiento de la argumentación, es como un circo romano: primero hay que vencer (aspecto éste que no debería ser fundamental en el debate) (los gladiadores vencían no porque tenían más formación, que podrían tenerla y triunfar igualmente, sino más herramientas y más libertad de acción, el león no tenía puesto casco y coraza y, además, lo ataban) y después, si cabe, convencer.

Pareciera que el partícipe debe obtener la victoria de su argumento con inmediatez, cuando si el debate es formativo la victoria se obtiene con el tiempo al percibir la extensión de su razón en el ámbito micro o macro de su entorno social y, si el debate es informativo, con el mero hecho de exponer los criterios se alcanza la victoria.

Por último, antes he mencionado las herramientas del debate actual; cada vez se expande más el virus de la desinformación o la mentira, el concepto del todo vale con tal de obtener el resultado se ha impuesto con contundencia y si para alcanzar que lo expuesto por alguien en particular se imponga se ha de recurrir a alterar la historia (la microhistoria llegado el caso, «ayer se dijo», o «alguien dijo» en lugar de «tal persona dijo» por ejemplo). Estos usos deslegitiman el debate en origen y hemos de ser intransigentes con el consentimiento de esas prácticas; con independencia del asunto y del foro, hemos de asumir que daña no solamente a quien se le «arremete» con prácticas no éticas sino que invade y degrada al conjunto de los asistentes.

Como punto y aparte me permito exponer que asumiendo que la gran mayoría no tenemos el privilegio de estar formados bien para debatir de los riesgos de un viaje a Marte bien para hacer un análisis de la realidad del medioevo europeo, lo prudente sería participar en los debates sobre aquellos asuntos donde el interés por aprender sobre lo tratado, debatiendo en los que tengamos capacidad de aportar, y escuchando cuando el desconocimiento aconseje el silencio. No seremos más importantes cuanto más digamos sino cuanto más sepamos y podamos transmitir.

Fonte: Revista La Acacia

segunda-feira, 20 de julho de 2020

ALTOS GRAUS DOS RITOS - SUPREMOS CONSELHOS

Em 26/02/2020 o Respeitável Irmão Hideraldo Torres, Loja Harmonia e Concórdia, 4.418, REAA, GOB-RJ, Oriente de Vila da Penha, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a dúvida seguinte:

SUPREMOS CONSELHOS DE RITOS

Estou estudando um pouco da história da maçonaria e me deparei com a questão dos supremos conselhos do grau 33. 

O irmão poderia discorrer mais sobre o assunto? 

Eles são só para o REAA? 

Mais uma vez parabenizo seu trabalho.


CONSIDERAÇÕES:

LANDMARKS

LANDMARKS
(Desconheço o autor)

Eis abaixo os famosos lndmarks maçônicos, os quais o maçom deve seguir à risca. Há outros, mas que só vão sendo conhecidos à medida que se avança de grau. O último landmark diz que os landmarks jamais poderão ser alterados, mesmo que, no futuro, haja o consenso de que alguma regra é inválida, porque os motivos de cada regra são ainda mais profundos e de razões muito mais escusas do que parecem ser. Por exemplo, um landmark diz que não pode entrar mulher na Maçonaria. Mesmo que todos os maçons atuais achem que isso é fruto do machismo do passado, não se pode mudar a regra, porque com certeza os motivos são bem mais que os aparentes.

1. A Maçonaria é uma fraternidade iniciática que tem por fundamento tradicional a fé em Deus, Grande Arquiteto do Universo.

2. A Maçonaria refere-se aos "Antigos Deveres" e aos"Landmarks" da Fraternidade, especialmente quanto ao absoluto respeito das tradições específicas da Ordem, essenciais à regularidade da Jurisdição.

3. A Maçonaria é uma ordem, à qual não podem pertencer senão homens livres e de bons costumes, que se comprometem a pôr em prática um ideal de paz.

4. A Maçonaria visa ainda, o aperfeiçoamento moral dos seus membros, bem como, de toda a humanidade.

5. A Maçonaria impõe a todos os seus membros a prática exata e escrupulosa dos ritos e do simbolismo, meios de acesso ao conhecimento pelas vias espirituais e iniciáticas que lhe são próprias.

6. A Maçonaria impõe a todos os seus membros o respeito das opiniões e crenças de cada um. Ela proíbe-lhes no seu seio toda a discussão ou controvérsia, política ou religiosa. Ela é ainda um centro permanente de união fraterna, onde reinam a tolerante e frutuosa harmonia entre os homens, que sem ela seriam estranhos uns aos outros.

7. Os Maçons tomam as suas obrigações sobre um volume da Lei Sagrada, a fim de dar ao juramento prestado por eles, o caráter solene e sagrado indispensável à sua perenidade.

8. Os Maçons juntam-se, fora do mundo profano, nas Lojas onde estão sempre expostas as três grandes luzes da Ordem: um volume da Lei Sagrada, um esquadro, e um compasso, para aí trabalhar segundo o rito, com zelo e assiduidade e conforme os princípios e regras prescritas pela Constituição e os Regulamentos Gerais de Obediência .

9. Os Maçons só devem admitir nas suas lojas homens maiores de idade, de ilibada reputação, gente de honra, leais e discretos, dignos em todos os níveis de serem bons irmãos, e aptos a reconhecer os limites do domínio do homem e o infinito poder do Eterno.

10. Os Maçons cultivam nas suas Lojas o amor da Pátria, a submissão às leis e o respeito pelas autoridades constituídas. Consideram o trabalho como o dever primordial do ser humano e honram-no sob todas as formas.

11. Os Maçons contribuem pelo exemplo ativo do seu comportamento são, viril e digno, para irradiar da Ordem no respeito do segredo maçônico.

12. Os Maçons devem-se mutuamente, ajuda e proteção fraternal, mesmo no fim da sua vida. Praticam a arte de conservar em todas as circunstâncias a calma e o equilíbrio, indispensáveis a um
perfeito controle de si próprio.

domingo, 19 de julho de 2020

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu
Philippe nos enviou esta foto:

Em Bordeaux, Cours le Rouzic.

Em um edifício do início do século XX, há uma roda cercada por 2 colunas onde as letras B e J. aparecem respectivamente.No centro da roda, a letra G. O todo é encimado por uma bússola e um quadrado.

Hoje permanece um pouco do Oriente…. 🙂

Philippe

Se você também estiver perto de sua casa ou viajando, perceber um edifício, um objeto ou uma decoração maçônica ou evocar alvenaria, não hesite em nos enviar fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" agradam bastante os leitores do blog. (tradução livre)

Fonte: Blog hiram.be

AUGUSTOS MISTÉRIOS

AUGUSTOS MISTÉRIOS
(republicação)

Em 15/10/2015 o Respeitável Irmão Antônio Raia, Loja General Abreu e Lima, 2.884, GOB-PE, REAA, Oriente de Recife, Estado do Pernambuco, solicita a seguinte informação. 
antonio_raia@hotmail.com

Temos na Loja GENERAL ABREU E LIMA, no 2.884, no Oriente do Recife, Aprendizes com vontade de aprender e, sempre questionando o por quê? Em um momento de ensinamento estávamos explicações e o Irmão Aprendiz perguntou: Porque Augustos Mistérios? Respondi alguma coisa que sabia, procurei nos livros que tenho e muito pouco encontrei. Como não gosto de deixar dúvidas, resolvi procurar Irmãos sábios que tenham mais conhecimentos.

CONSIDERAÇÕES:

O termo qualificado como adjetivo exprime o que é “respeitável e venerando”. Inclusive em se tratando do título distintivo de uma Loja Maçônica parece haver redundância, já que “augusta” é um sinônimo de “respeitável”. Entretanto o termo também designa aquilo que é “elevado, sublime, magnífico e majestoso”, termos esses que se coadunam perfeitamente com a designação que antecede o nome da Loja ao lado da qualificação de respeitável. Nesse caso, augusta é o mesmo que sublime, magnífica, etc. Exemplo do que poderia ser: Magnífica e Respeitável Loja Simbólica...

No que concerne aos “augustos mistérios”, o adjetivo augusto sugere também o mesmo que sublime, elevado, respeitável, venerando, magnífico, majestoso, qualificações essas que devem estar de acordo com aquilo que constitui o texto onde o menciona no seu todo. Já o substantivo mistério, dentre outros e, em particular à Maçonaria, designa um conhecimento aprofundado da arte ou da ciência maçônica que é inacessível aos não iniciados. Assim, o adjetivo augusto dá qualidade ao substantivo mistério – “sublime ciência maçônica revelada apenas aos iniciados”.

Ainda um exemplo da aplicação do adjetivo augusto, veja na composição do Hino à Bandeira Nacional de autoria de Olavo Bilac: “Salve, lindo pendão da esperança. / Salve, símbolo augusto da paz!”.

Não confundi-lo com o substantivo masculino augusto que também designa o título dado aos imperadores romanos.

T.F.A.
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com 
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.088– São Paulo (SP), segunda-feira, 20 de junho de 2016

PÍLULAS MAÇÔNICAS

A LETRA "G" DENTRO DO ESQUADRO E COMPASSO

Não há nenhuma razão específica para que não use a letra “G” no emblema formado pelo Esquadro e o Compasso, sobrepostos, e com a letra “G” entre eles.

Não há, é claro, nenhuma regra vinculativa sobre este assunto pois é uma questão de usos e costumes, comum a diversos países.

Essa formação é comum na Inglaterra, Escócia, Europa e nas Américas. Aparece muito pouco na Nova Zelândia e Austrália. Na maçonaria brasileira é extremamente comum e quase todos os Maçons usam, ou já usaram, “button” na lapela com o emblema descrito acima.

Os seguintes pontos descritos abaixo, são somente considerações:

a) Na Iniciação, a atenção do candidato é atraída, propositalmente, para as Três Grandes Luzes emblemáticas da Maçonaria: o Esquadro, o Compasso e o Livro da Lei. Os dois primeiros são instrumentos reais da Maçonaria Operativa, bem como possuindo atributos também na Maçonaria Especulativa.

b) Somente no Segundo Grau, de Companheiro, é que a letra “G” é mencionada e a sua importância, significado e valores são discutidos. Na verdade, a letra “G” começou a ser mencionada somente em 1730 (vide Pílula Maçônica nº 27). É surpreendente que somente depois de 1850, aproximadamente, que a letra “G” começou aparecer no meio do Compasso e do Esquadro entrelaçados, como se vê hoje em dia em distintivos de lapela ou emblemas. E é suposto que tenha sido originado por projeto de algum criativo joalheiro e não por ação de alguma autoridade Maçônica.

Por conseguinte, não é um símbolo “base”, como o Esquadro e o Compasso. Não teve uma aplicação na Maçonaria Operativa, como tem na Maçonaria Especulativa.

c) Sem querer diminuir da letra “G” a sua importância, seu significado e o grande valor como um símbolo, mas temos que ser realistas ao afirmar que a sua inclusão, entre o Esquadro e o Compasso é uma associação com pouca ou nenhuma base concreta.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

REFLEXÕES DE UM “MAÇONAUTA”

REFLEXÕES DE UM “MAÇONAUTA” 
Valdemar Sansão 

A comunicação evoluiu acompanhando o progresso da ciência e da tecnologia: o jornal, o telégrafo, telefone, rádio, televisão, fax, internet... 

a) INTRODUÇÃO 

A maior evolução eletrônica dos últimos anos foi sem dúvida a Internet. Ela diminui o tempo e as distâncias mundiais. Não podemos mais viver sem ela. Na verdade a informática tornou-se quase uma divindade. Sua importância hoje é imensurável, tão arraigada está em todos os planos da vida humana, por suas qualidades de eficaz meio de comunicação com rápido e longo alcance. 

A presença da Maçonaria na Internet, representa a expressão da sua abertura ao mundo profano (leia-se, aos não maçons) e mesmo uma forma adicional de incentivar o incremento daquela que é uma das características mais evidentes na Maçonaria, que é o seu universalismo, logo, a cooperação nacional e internacional. Por outro lado, permite um contacto estreito com a comunidade, onde a Maçonaria tem uma importante participação de caridade e benemerência, mas tem, também, o seu objetivo político, que é melhorar a vida dos homens por intermédio das idéias políticas. 

A Maçonaria sempre foi portadora de inovação no sentido humanista. Embora diferente e com particularidades próprias, tem acompanhado o progresso, principalmente o tecnológico. Seria excelente se conseguisse colocar suas idéias nas ruas, em prática, para que o povo absorvesse e escolhesse pessoas afinadas com suas idéias, prevalecendo os valores morais e funcionais que podem conduzir à felicidade o gênero humano. Bem utilizada a Internet é uma via inexcedível de possibilidades de divulgação da cultura maçônica que cada vez mais está atual e a suscitar adesões entre os homens de boa vontade, com vivência espiritual e que simultaneamente sejam respeitadores dos valores democráticos, das leis e das autoridades do nosso país. 

A Internet não é entidade ou organização única. É um conjunto livre de redes de computadores no mundo inteiro. Imagine uma teia de aranha envolvendo o globo, com fios de seda alcançando de um ponto a outro, num desempenho complexo. Cada ponto é uma rede de computadores onde é armazenado o conhecimento. A World Wide Web é a parte da Internet que a maioria das organizações e empresas está usando por causa de sua sofisticada capacidade gráfica. A quantidade de informações é impressionante. 

Uma das utilidades mais óbvias da Internet para a Maçonaria é a pesquisa. Estando on- line, os usuários podem comunicar-se e encontrar informações que nunca encontrariam de outro modo. 

b) IMPOSTORES VIRTUAIS 

Como tudo que o homem cria, carrega também seus defeitos, a Internet é utilizada por traficante de drogas, “pirata da informática”, pornografia, pedofilia e outros temas igualmente nefastos. 

Muitas vezes a Internet é considerada o último reduto em que reina a liberdade de expressão. Qualquer pessoa pode enviar qualquer mensagem, verdadeira ou não. O mesmo anonimato que conforta os “homens livres e de bons costumes”, pode encobrir aqueles que têm motivos inconfessáveis. É bom prestar atenção em quem está por trás das informações. Sua maior qualidade é, também, seu maior defeito: o amplo acesso permite que qualquer um publique nela o que bem entender e a privacidade proporcionada é um perigoso convite para que se dê vazão a curiosidades ou instintos antes reprimidos pela exposição social. Mas é claro que a culpa disso não 
é da Internet. O instrumento não pode ser culpado pelo mal uso que dele faz quem o utiliza. 

Lembre-se: um correspondente da Internet que se diz Maçom, pode não ser. Até mesmo um indivíduo cujos motivos sejam inocentes pode ter informações incorretas. 

Ao buscar informação sobre Maçonaria, preste atenção na fonte. Deve-se procurar informação em mais de uma fonte. Se encontrar alguma página destoante, desconfie. Informações responsáveis, de Instituições Maçônicas geralmente passam por revisão. 

Isso não significa que informações alternativas devam ser logo descartadas. Ao considerar a veracidade do que você lê, tenha em mente que pode ser material considerado espúrio, devido a facilidade com que se pode obter espaço na rede, para divulgar as idéias que se desejar. 

c) A INFORMAÇÃO SÉRIA E RESPONSÁVEL 

Sabiamente a censura, pura e simples, nunca foi suficiente a inibir continuas tentativas de burla. Neste caso, parece mais sensato combater a desinformação caluniosa e distorcida, com a informação séria e responsável. 

Inúmeros são os sites oficiais das Potências Maçônicas regulares e das Oficinas, bem como são os sites de Maçons responsáveis. 

Websites com sites maçônicos em São Paulo (Capital) 
- Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo (GLESP): www.glesp.com.br; 
- Ir.’. Kleber de Toledo Siqueira: www.salmo133.org; 
- muitos outros, facilmente localizados. 

São informações rápidas, fáceis e imediatas da sabedoria e da experiência acumuladas de muitos Maçons que buscam estreitar laços de amizade e fraternidade com outros obreiros da própria Obediência e das Potências co-irmãs. 

d) A ABERTURA AO MUNDO PROFANO 

Contam-se aos milhares as mensagens recebidas de toda a parte, de congratulações, de incentivo, de sugestões, de pedidos de esclarecimento, de oferecimento de colaboração, numa demonstração evidente de que a Maçonaria é bênção de sustentação dos que já a conhecem e de inúmeras criaturas, irmãos nossos (não Maçons), que estão à espera de uma informação correta, esclarecedora para suas almas sequiosas de conhecimento. 

Pessoas bem intencionadas pedem informações sobre os requisitos para Iniciação na Ordem. Os internautas maçons – “Maçonautas” cuidando da indispensável segurança de que devem ser revestidas muitas das informações maçônicas na grande rede mundial, devem indicar as fontes relacionadas, onde num “clique” poderão obter dados confiáveis. 

e) CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Não é necessário insistir demasiadamente no fato de que a Internet disponibiliza recursos tecnológicos que podem ser perfeitamente utilizados, (como em parte já são) pela nossa Sublime Instituição, em seu proveito, e em proveito de todos os Irmãos, sem abrir mão da ética que deve permear todas as ações do verdadeiro Maçom. 

Para acompanhar o processo tecnológico, é preciso que a Maçonaria utilize os meios de comunicação e processamento de informação condizentes com a atualidade que vivenciamos, não podendo desprezar a existência da Internet este importantíssimo meio de comunicação, eficiente e consideravelmente menos dispendioso de qualquer outros até hoje disponível. 

A questão é estamos atentos para acompanhar os tempos atuais sob pena de ficarmos defasados e obsoletos. Podemos dizer que tudo se resume na busca do ponto de equilíbrio, à determinação do compromisso justo e perfeito entre a liberdade de expressão e a responsabilidade com a Maçonaria e os seus Princípios, Postulados e Objetivos de Construtores Sociais. 

Cabe agora, então, mantermo-nos sintonizados com as mudanças que ocorrem na Sociedade cujos destinos desejamos influenciar. 

sábado, 18 de julho de 2020

TRANSMISSÃO DA PALAVRA

TRANSMISSÃO DA PALAVRA 
(republicação)

14/10/2015 o Respeitável Irmão Sérgio Rocha de Oliveira, Loja Estrela da Fronteira, 2.024, REAA, GOB, Oriente de Mundo Novo, Estado do Mato Grosso do Sul, solicita os seguintes esclarecimentos: sroliveira@fazenda.ms.gov.br

Estamos com dúvidas com relação à transmissão da Palavra Sagrada. Ao transmitir a Palavra o Diácono sobe o trono do Venerável pelo lado norte (ou seja, pela direita do Venerável). E quando o Diácono leva a palavra ao Primeiro Vigilante este sobre o altar pelo lado esquerdo do Vigilante. Este procedimento esta correto? Um irmão disse que deveríamos acessar o trono dos Vigilantes pelo lado direito destes. É o correto? Meu irmão nos dê uma orientação sobre a transmissão da palavra?

CONSIDERAÇÕES:

As Luzes da Loja são abordadas nessa oportunidade sempre pela sua direita (seu ombro direito). Nessa situação, assim que o mensageiro (Diácono) se postar à sua direita, o Venerável, ou qualquer um dos Vigilantes, vira-se para o Diácono, ficando os mesmos frente a frente (um de frente para o outro) – tanto no início como no encerramento.

Assim, não existe nenhum giro em volta da mesa ocupada pelo Vigilante na intenção de abordá-lo pelo seu lado esquerdo.

Aliás, penso que o momento seja oportuno para salientar que em algumas Lojas, por interpretação indiscutivelmente equivocada do texto ritualístico, insistem em colocar o Primeiro Diácono pela frente do Altar ocupado pelo Venerável para o ato da respectiva transmissão. Ledo engano, o Diácono sobe pelo Norte do Altar (direita do Venerável) e se detém. Imediatamente a seguir o Venerável se volta para ele – ficando ambos de frente (um para o outro) – para os devidos procedimentos necessários na transmissão da Palavra Sagrada. Isso se dá tanto no início como no encerramento da Sessão.

Resumindo, em qualquer ocasião, salvo na cerimônia da Taça Sagrada durante a Iniciação, o Venerável e os Vigilantes ocupando normalmente os seus lugares na Loja, são sempre abordados pelo seu lado direito (ombro direito).

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.085 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 17 de junho de 2016

AVENTAIS

Master Apron The Friesland Confidence Netherland 1780

A UTOPIA DO PODER NA MAÇONARIA

A UTOPIA DO PODER NA MAÇONARIA
Ir∴  Ricardo Martinez
O Maçom deve aceitar as distinções hierárquicas com humildade e assim, exercitar a virtude do bom viver e do amor fraternal”.

Uma "Ordem "para ser poderosa e útil, necessita possuir força moral bastante para impor-se, dando e exigindo dos seus membros direitos e deveres; e é o respeito zeloso da sua tradição o maior fator para criar essa força moral.

Sociedade que viola e habitua-se a modificar os seus princípios fundamentais, o direito de outorga, e o dever que exige, degenera-se gradualmente, torna-se decadente e perde a sua razão de ser.

Daí, a necessidade de conservação do seu passado, do interesse em torná-lo conhecido e amado a fim de inculcar o exemplo de veneração pela causa da instituição e, para assegurar os direitos e deveres de cada um, à imprescindibilidade de selecionar, estimular e classificar os mais dedicados associados a quem responsabiliza, distingue e se destina funções especiais.

A Maçonaria, pois, como instituição que necessita possuir força moral suficiente para poder cumprir a sua missão social e exigir dos seus membros o cumprimento de deveres e estudos evolutivos simbolicos, tem, por meio do respeito aos seus ritos, conservado a sua tradição e, pelos seus graus, classificado seus associados, ajustando-os a uma hierarquia ora filosofica, ora dirigente. Essa hierarquia, porém, não significa a superioridade individual exigindo a subordinação passiva.
Ela não é mais do que uma classificação, como fonte inspiradora da obediência natural e voluntária de indivíduos e agrupamentos a outros com funções e conhecimentos especiais, para que se aprofundem nos ensinamentos sistematizados e com as responsabilidades definidas.

Deste modo há, na Maçonaria, a hierarquia moral ou litúrgica e a administrativa ou de cargos. O Maçom investido de um grau adquire e assume compromissos não só para com a instituição como para com os Irmãos menos graduados.

Obrigado a conhecer os direitos e deveres, a sua responsabilidade maçônica aumenta, e o dever de guiar, aconselhar e ensinar os menos graduados, se impõe. E então, para ser ouvido, respeitado e seguido, preciso é que tenha certas prerrogativas, tanto teoricas e principalmente praticas.

A HUMILDADE – Podemos entender a humildade como reconhecimento da existência de uma potência superior a nós, a qual rege nossas vidas. Alguns chamam de Deus, outros de Alá, ou qualquer outro nome que queiram dar. Para os Maçons, Deus é o Grande Arquiteto do Universo (porque construiu o Universo e tudo o que ele contém).

"Todos os Maçons são absolutamente iguais dentro da Loja, sem distinção de prerrogativas profanas, de privilégios que a Sociedade confere. Esta igualdade não fere o princípio hierárquico maçônico porque os Irmãos postos em evidência o foram pelo voto dos obreiros; todos têm o direito de serem eleitos Veneráveis Mestres ou outros cargos; sempre chega a vez de todos, no rodízio recomendável."

PODER – Mais prejudicial que o orgulho é o que o poder inspira. Por poder entendemos aqui todo o domínio que um homem tem sobre outro, quer esse domínio seja extenso ou limitado.
O poder exerce uma fortíssima influência sobre aquele que o tem. É preciso que uma cabeça seja bem forte para não ser perturbada por ele. Dentro de cada homem dormita um tirano que só espera para despertar uma ocasião propícia. Ora, o tirano é o pior inimigo da autoridade, porque nos dá dela uma intolerável caricatura. Daí uma multidão de complicações sociais, de irritações e de ódios. Faz uma obra má, todo aquele que diz aos que estão na sua dependência: “faça isto porque é essa a minha vontade, ou melhor, porque é esse o meu desejo”. 

Em todos nós há qualquer coisa que nos incita a resistir ao poder pessoal, e essa qualquer coisa é muito respeitável. Porque, no fundo, somos iguais, e ninguém há que tenha o direito de exigir a nossa obediência por ele ser quem é, e nós sermos quem somos; neste caso as suas ordens aviltam-nos, e não é permitido que nos deixassem humilhar.

Infeliz daquele que cai, onde quer que seja nas mãos de um subalterno ébrio de autoridade. Pode se adornar de virtudes que não possuem, mas, sua consciência, na hora certa, saberá mostrar que são vazios e nocivos.

Esquece-se que o primeiro dever de quem quer que exerça o poder, é a humildade. A soberba não é a autoridade. Nós não somos a lei. A lei está acima de todas as cabeças. O que fazemos é interpretá-las, mas para fazer valer aos olhos dos outros, é preciso que primeiramente nos tenhamos submetido a ela. O mando e a obediência na sociedade não passam afinal da mesma virtude: a sujeição voluntária. A maior parte das vezes não somos obedecidos, porque não obedecemos primeiro.

O segredo do ascendente moral pertence aos que mandam com simplicidade, adoçando pelo espírito a dureza do fato. O seu poder não está na fortuna, nem na função, nem no título, nem nas faixas ou medalhas, mas unicamente nele mesmo. O que confere a um homem o direito de pedir a outro homem o sacrifício do seu tempo, de seu dinheiro, das suas paixões, e até da sua vida, é que não só ele mesmo está resolvido a esses sacrifícios, mas que já se antecipou a fazê-los interiormente.

Como se cumpririam melhor os deveres de cidadão, se o mais humilde e o mais altamente colocado aproximassem mãos e corações, permitindo que se entendam, estimem e amem. Eis o verdadeiro cimento que a Maçonaria adotou, como um símbolo de amor fraternal que liga os Maçons de todos os países do mundo, numa única e comum Fraternidade.

Créditos ao Ir∴ Valdemar Sansão – M∴ M∴ 

Fonte: Facebook

sexta-feira, 17 de julho de 2020

QUITE PLACET

QUITE PLACET
(republicação)

Em 14/10/2015 o Respeitável Irmão Marco Henry Cacciacarro, Loja Concórdia e Caridade, 3.790, REAA, GOSP-GOB, Oriente de Capão Bonito, Estado de São Paulo, solicita informações no que segue:cascb.convenios@gmail.com

PORTADOR DE QUITE PLACET

Estamos com uma dúvida sobre a regularidade de um Irmão. O Art. 31 da Constituição fala das classes de maçons, podendo os mesmos serem ativos e inativos. Nossa pergunta é: Um Irmão que acabou de sair de uma Loja há pouco mais de um mês e está de posse do seu Quite Placet, poderá frequentar outra Loja como visitante, em uma sessão de Iniciação? Mais uma vez agradeço sua estimável ajuda.

CONSIDERAÇÕES:

Um Irmão portador de Quite-Placet dentro da validade (180 dias da expedição) é considerado um Obreiro Regular, porém Inativo. Daí um Irmão Inativo é aquele que não está frequentando regularmente os trabalhos de uma Loja da Obediência. Nesse sentido, estando com o Quite-Placet dentro da validade, ele, antes de voltar a frequentar os trabalhos de uma Loja, pede antes nela a sua Filiação obedecendo aos trâmites legais.

No caso de Quite-Placet vencido, ele para voltar a frequentar os trabalhos, primeiro pede a sua Regularização dentro dos dispositivos legais.

Por assim ser, um Irmão Inativo, regular ou não, em qualquer situação, antes de voltar a frequentar os trabalhos, precisa primeiro estar filiado ou regularizado em uma Loja regular.

Assim, objetivamente respondendo a vossa questão, cumprindo os dispositivos legais, ele não pode, nem mesmo como visitante, ingressar nos trabalhos mencionados.

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.083 – Melbourne (Vic.) quarta-feira, 15 de junho de 2016

A ESCADA

ESCADA

Um símbolo de progresso progressivo de uma esfera inferior para uma superior, comum à Maçonaria e a muitos, se não todos, dos Mistérios Antigos. 

Em cada um, geralmente, como na Maçonaria, o número de etapas era sete.

ESCADA BRAHMANICA
A escada simbólica usada nos Mistérios de Brahma tem sete degraus, simbólicos dos sete mundos do universo indiano. O mais baixo é a Terra; o segundo, o mundo da coexistência; o terceiro, o céu; o quarto, o Mundo Médio, ou região intermediária entre os mundos inferior e superior; o quinto, o mundo dos nascimentos, no qual as almas nascem de novo; o sexto, a mansão dos bem-aventurados; e a sétima rodada, ou a parte superior, a Esfera da Verdade, a morada de Brahma, que é ele próprio um símbolo do sol.

ESCADA CABALÍSTICA
A escada dos cabalistas consiste nas dez Sephirot, ou Emanações, da Deidade. Os passos estão em uma série ascendente: Reino, Fundação, Esplendor, Firmeza, Beleza, Justiça, Misericórdia, Inteligência, Sabedoria e a Coroa. Essa escada forma uma exceção ao número usual de sete etapas ou rodadas.

ESCADA MITRIÁTICA
Nos Mistérios Persas de Mitras, há uma escada de sete rodadas, a passagem por eles simbolizando a abordagem da alma à perfeição. Essas rodadas são chamadas de portões e, em alusão a elas, o candidato é obrigado a passar por sete cavernas escuras e sinuosas, cujo processo é chamado de subida da escada da perfeição. Cada uma dessas cavernas é representativa de um mundo, ou de um estado de existência, através do qual a alma deve passar em seu progresso do primeiro para o último mundo, o Mundo da Verdade. Os sete passos são ainda simbolizados pelos sete planetas e os sete metais. Assim, começando no fundo, temos Saturno representado por chumbo, Vênus por cobre, Júpiter por estanho, Mercúrio por qiucksilver, Marte por ferro, Lua por prata e Sol por ouro; o todo sendo um símbolo do progresso sideral do sol através do universo.

ESCADA DE KADOSH
Essa escada, pertencente aos graus avançados da Maçonaria, consiste nos sete passos seguintes, começando no final: Justiça, Equidade, Bondade, Boa Fé, Trabalho, Paciência e Inteligência ou Sabedoria. Seus apoios são o amor a Deus e o amor ao próximo, e sua totalidade constitui um simbolismo do dever ou dever da Cavalaria e da Maçonaria, cuja realização é necessária para formar um Cavaleiro Perfeito e um Maçom Perfeito.

ESCADA, ROSICRUCIANO
Entre os símbolos dos Rosa-cruzes, há uma escada de sete degraus no globo terrestre, com uma Bíblia aberta, um quadrado e uma bússola no topo. Entre cada uma das etapas está uma das seguintes letras, começando do fundo: I. N. R. I. F. S. C., sendo as iniciais de Jesus, Nazarenus, Rex, Iudaeorum, Fides, Spes, Caritas. Estas palavras sugerem Jesus de Nazaré, rei dos judeus, fé, esperança, caridade. Mas um significado mais recôndito ou oculto às vezes é dado às quatro primeiras letras (INRI - Toda a Natureza é Renovada pelo Fogo).

ESCADA ESCANDINAVA
O Doutor Oliver refere a escada simbólica usada nos Mistérios Góticos ao Yggrasil, ou ashtree sagrado. Ele mantém a idéia de uma subida de uma esfera inferior para uma mais alta, que era comum a todos os sistemas de escadas místicas. Na sua raiz está o dragão da morte; no topo estão a águia e o falcão, os símbolos da vida.

ESCADA TEOLÓGICA
A escada simbólica dos mistérios maçônicos se refere à escada vista por Jacó em sua visão e consiste, como todas as escadas simbólicas, de sete rodadas, aludindo às quatro virtudes cardeais e três teológicas: temperança, fortaleza, prudência, justiça, fé. , Esperança e caridade

ESCADA, JACÓ 
Enquanto dormia uma noite na terra nua e uma pedra para o travesseiro, Jacó viu a visão de uma escada, cujo pé repousava na terra e cujo topo chegava ao céu. Os anjos subiam e desciam continuamente sobre ele, e prometeram a ele a bênção de uma posteridade numerosa e feliz. Essa escada, tão marcante na história do povo judeu, encontra seu análogo em todas as iniciações antigas. É certo que a escada como símbolo do progresso moral e intelectual existia quase universalmente na antiguidade, apresentando-se como uma sucessão de etapas, de portões, de graus ou de alguma outra forma modificada. O número de etapas variou; embora o favorito pareça ter sete anos, em referência, aparentemente, ao caráter místico quase em toda parte dado a esse número.

- Uma enciclopédia da maçonaria e suas ciências de Albert C. Mackey Md Hasan

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