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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sexta-feira, 25 de julho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

RETARDATÁRIO - ENTRADA SEM FORMALIDADE

Em 27/12/2024 o Respeitável Irmão Raphael Cardoso Prado, Loja Joaquim Rodrigues D’Abreu, 1931, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a dúvida seguinte:

ENTRADA SEM FORMALIDADE

Sobre uma das últimas postagens no seu blog, "CONDUÇÃO DE IRMÃO ATRASADO", gostaria de tirar uma dúvida.

É possível que o Venerável Mestre permita a entrada sem formalidades de um Ir atrasado (do quadro ou conhecido)?

Caso afirmativo, qual o procedimento correto? Entrar, fazer a marcha e a saudação às luzes? Fazer somente a saudação? Entrar direto para o seu lugar?

CONSIDERAÇÕES:

Entende-se que toda a entrada em Loja aberta deve ser formal.

A possibilidade de um Venerável Mestre receber retardatário sem formalidade é contribuir para a manutenção de um costume reprovável (chegar atrasado).

Chegar atrasado para os trabalhos de uma Loja, além de atrapalhar o andamento da sessão, ainda desrespeita os IIr que se apresentaram pontualmente.

Admite-se o atraso como algo esporádico e não costumeiro. À vista disso, quem eventualmente chegar atrasado deve ingressar formalmente, isto é, pela Marcha do Grau e saudação às Luzes. 

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ÍSIS E O SIMBOLISMO MAÇÔNICO: O VÉU DA SABEDORIA OCULTA

Luiz Sergio Castro

Da Redação

A figura da deusa Ísis ocupa um lugar simbólico de notável profundidade nos ensinamentos da Maçonaria, sendo evocada como expressão do mistério, da sabedoria oculta e do princípio feminino universal. Como guardiã dos segredos da vida, da morte e da regeneração, Ísis representa, para os maçons, a incessante busca pela Luz — a Verdade que jaz por trás do véu da ilusão.


Segundo Plutarco, em sua obra Sobre Ísis e Osíris, havia uma inscrição em uma estátua da deusa no templo de Sais, no Egito, que dizia:

“Eu sou tudo o que foi, é e será, e meu véu nenhum mortal ainda levantou.”

Essa máxima é frequentemente citada nas lojas maçônicas como símbolo da Verdade Suprema, ainda não revelada ao profano. O véu de Ísis torna-se, assim, um poderoso arquétipo do que está oculto ao olhar superficial, desafiando o iniciado a buscar o que está além das aparências e a trilhar o caminho da sabedoria interior.

Essa representação velada da deusa também foi dramaticamente encenada durante o Festival do Ser Supremo, em 1794, durante a Revolução Francesa. Conforme relata Gérard de Nerval, Robespierre ateou fogo a uma estátua velada de Ísis, numa tentativa de simbolizar a vitória da razão sobre o misticismo. Contudo, para os maçons, o véu de Ísis jamais deve ser violentamente arrancado — ele deve ser suavemente erguido pela compreensão, pela iniciação e pela transformação interior.

O mito de Ísis e Osíris, central na tradição egípcia, também ressoa com força nos graus filosóficos da Maçonaria. A jornada de Ísis para recolher os fragmentos de seu amado Osíris, espalhados pelo mundo, ecoa a tarefa do iniciado maçom: reunir os pedaços da verdade, dispersos no caos do mundo profano, e reconstruir o templo interior.

A associação entre Ísis e a alquimia reforça ainda mais sua relevância simbólica. Em antigos textos esotéricos, como o manuscrito Ísis, a Profetisa, para seu filho Hórus, ela aparece como mestre alquímica, revelando fórmulas e segredos ocultos a seu filho. Essa cena, claramente iniciática, representa a passagem do conhecimento oculto de mestre a discípulo — um processo fundamental nos ensinamentos maçônicos.

Na simbologia ritual das lojas, Ísis também é vinculada à Natureza, à fertilidade e à regeneração. Assim como ela devolve a vida a Osíris e concebe Hórus, o iniciado é convidado a renascer em um novo plano de consciência. Ísis é, portanto, a Grande Mãe, a Matéria Prima, o princípio gerador da vida e da sabedoria.

Portanto, Ísis, com seu véu, sua dor e sua magia, continua viva nos templos maçônicos. Ela representa o eterno feminino, o mistério sagrado e a promessa de que, ao final da jornada, aquele que tiver olhos para ver poderá levantar o véu — e contemplar a Luz.

Fonte: https://omalhete.blogspot.com

quinta-feira, 24 de julho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

LUGARES ELEVADOS NA LOJA

Em 26.12.2024 o Respeitável Irmão Hilton, Loja Estrela Ituiutabana, 1336, REAA, GOB MINAS, Oriente de Ituiutaba, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

LUGARES ELEVADOS

O piso da mesa do Tesoureiro, Chanceler, Orador e Secretário é elevado, um degrau? É correto elevar o piso da fila de cadeiras dos aprendizes e companheiros?

CONSIDERAÇÕES:

Conforme consta no Ritual em vigência do REAA do GOB, edição 2024, as mesas do Orador, do Secretário, do Chanceler e do Tesoureiro não ficam sobre nenhuma elevação. O mesmo ocorre com o lugar dos Aprendizes e dos Companheiros, os quais ficam no mesmo nível dos demais assentos nas colunas.

Conforme especifica o ritual, o acesso do Ocidente para o Oriente se faz por apenas "um" degrau; o acesso para o sólio por "três degraus"; à cátedra do 1º Vigilante por "dois degraus"; à cátedra do 2º Vigilante por "um degrau".

O Oriente fica um degrau acima do Ocidente. As mesas do Orador e do Secretário descansam sobre o mesmo nível do Oriente. As mesas do Tesoureiro e do Chanceler descansam sobre o mesmo nível do Ocidente. Os assentos dos Aprendizes e dos Companheiros descansam sobre o mesmo nível do Ocidente. Apenas os Vigilantes é que têm suas cátedras elevadas em relação ao piso ocidental.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

250 ANOS DA MAÇONARIA PRINCE HALL


No Dia da Memória (26 de maio), a Venerável Grande Loja Prince Hall de Massachusetts celebrou um marco histórico: os 250 anos da elevação de Prince Hall e outros 14 homens negros livres à condição de maçons em Boston. A cerimônia incluiu uma procissão até o Cemitério Copp’s Hill, liderada pelo Grão-Mestre Justin A. Petty, onde um monumento homenageia a trajetória do grupo.

Fundada em 1775, a Loja Africana nº 459 surgiu após Prince Hall e seus irmãos serem iniciados por uma Loja militar britânica, já que as Lojas locais não os aceitavam. Com uma carta patente da Inglaterra em 1784, o movimento cresceu, tornando-se uma força nacional na luta pela abolição, educação e direitos civis. Na década de 1960, a Ordem atingiu seu auge, com 310 mil membros em 5.100 Lojas.

Ao longo dos séculos, a Maçonaria Prince Hall transformou-se em um pilar das comunidades negras, abrigando escolas, profissionais e movimentos pelos direitos civis. Hoje, é reconhecida em quase todos os EUA, consolidando-se como a mais antiga e influente organização fraternal negra do país.

Por Christopher Hodapp

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

CATOLICISMO E MAÇONARIA

Ir∴ Sérgio Quirino Guimarães ARLS Presidente Roosevelt 025 Belo Horizonte - Minas Gerais quirino@roosevelt.org.br

No sul do estado de Minas Gerais, entre muitas coisas boas, quatro se destacam: a boa terra; a boa gente; a ARLS Fraternidade Cleuton Cândido Landre; o Pacto Maçônico do Sul de Minas que é o nome que se dá a união de mais de 80 lojas das três Potências Mineiras, que se dispõem a trabalhar em conjunto. Esta união já resultou em muitos progressos para a sociedade e para nossa Ordem. O mais recente, foi o III Encontro Maçônico do Sul de Minas, cujo tema “Maçonaria e Religião, encontros e desencontros”, promoveu um intercambio fantástico. Eu fiquei responsável por tratar do Catolicismo e Maçonaria, logicamente em uma lauda apresentarei apenas o resumo do resumo, mas o conteúdo integral de todas as palestras está disponibilizado no belíssimo trabalho do Irmão Feitosa (edição número 51 da Revista Arte Real = www.entreirmaos.net ). 

Tive a preocupação de não vincular Maçonaria e Catolicismo. Maçonaria não é uma religião, mas é um caminho que pode resultar na religação da Criatura ao Criador. 

Nossos trabalhos visam o aprimoramento moral, ético e cidadã do homem, naturalmente comportamentos baseados nestes princípios elevam a condição espiritual do ser humano. A diferença está que as religiões pregam “o bom comportamento” para alcançarmos uma condição existencial melhor pós-morte. 

Todos os trabalhos maçônicos calçados “no bom comportamento” visam à melhoria da condição existencial individual e coletiva em vida. Apesar de encontramos uma surpreendente similaridade nas liturgias, não podemos equiparar Catolicismo e Maçonaria, ambas são ramos do conhecimento humano que apesar de terem algumas metodologias iguais, tem propósitos diferentes. 

Acreditamos que a primeira inquietude que poderemos causar é contar ao Irmão que não podemos confundir Catolicismo com Cristianismo. O Cristão é o seguidor das regras e valores ensinados por Jesus, o Cristo, já, o Católico é o discípulo de um conjunto de fé, princípios morais e éticos, teologia, ritos e doutrinas, que são administradas por líderes religiosos. 

A palavra Catolicismo é de origem grega e na linguagem atual, sua melhor definição será “Universal”, em sentido contrário a “local/regional” A Igreja Católica Romana tem vinte e quatro Ritos Autônomos, basicamente, criados tendo como origem seis tradições litúrgicas e, alguns, só podem ser praticados em determinados idiomas (línguas litúrgicas). 

O interessante é no início, a Igreja foi organizada e dirigida por três Patriarcas, (de Roma, de Alexandria e de Antioquia), mais adiante se criou a Pentarquia, ou seja, a Igreja Católica foi administrada por cinco Patriarcas (de Roma, de Constantinopla, de Alexandria, de Antioquia e de Jerusalém). 

Houve na Igreja Católica, adequação da estrutura dos princípios e instruções às características culturais do ambiente a que ela estava inserida. 

Na Maçonaria há, também, essa realidade cultural. É muito comum, por exemplo, o Rito Schröder ser praticado em alemão em países de língua diferente. Se lhe parece complicado, lembre-se que, em nossa Sublime Ordem, há muita confusão entre Rito e Ritualística, derivações de Ritos (RER, REAA), Ritos que, em si, não são Ritos (Rito de York, Rito Azul), Ritos Regionais (Rito Mexicano, Rito Brasileiro). 

Também não há como negar que a Maçonaria, como ciência, utiliza-se de símbolos católicos, isso graças à própria formatação da Maçonaria, como instituição, no século XVIII, era explícito a influência cristã nos documentos de estruturação da Grande Loja da Inglaterra, e não precisamos retroceder aos séculos passados, o Rito Sueco exige que seus membros sejam cristãos. 

Entre os aspectos “comuns” peço a atenção dos Irmãos da presença dos Diáconos: No Catolicismo a diaconia quer dizer SERVIÇO, então o Diácono é ordenado para SERVIR, servem o povo de Deus na diaconia da liturgia, da palavra e da caridade, o diácono tem função própria: servir o altar

Na Maçonaria a diaconia quer dizer SERVIÇO, então o Diácono é oficializado para SERVIR. A função do diácono é voltada para o serviço à Loja. É-nos ensinado que cabe aos diáconos velar pelo respeito e disciplina para que os trabalhos se executem com ordem e perfeição. Na ritualística maçônica, os diáconos tem a função primaz de servir aos que ocupam os altares e simbologicamente “tem o dom da palavra”. Atentem para a similaridade: O Catolicismo trabalha para que tenhamos a disposição da alma para pratica do Bem (Virtude) e alerta que devemos combater tudo que avilta o homem, levando-o ao pecado (Vício). Os trabalhos aspiram conduzir o homem ao Paraíso e a formula básica é não pecar.

E como não pecar?

Pelos princípios católicos o pecado está em:

a) ignorar as TRÊS coisas necessárias à salvação do homem;
b) não respeitar os CINCO Mandamentos da Igreja;
c) incorrer num dos SETE Pecados Capitais e mais;
d) não obedecer aos DEZ Mandamentos de Moisés.

Antes de encerrar este artigo, penso que deixei em algo vago e que certamente algum Irmão pensou: “- Afinal o que serão as TRÊS coisas necessárias à salvação?”

Eu respondo que intenção deste artigo é despertar em você a vontade de saber um pouco mais sobre o assunto, fazer uma Prancha de Arquitetura e quando ela estiver pronta, levar para sua Loja enriquecendo nosso Quarto de Hora de Estudos. Lembrem-se que todos nós, independente do Grau ou do Cargo, somos responsáveis pela qualidade das Sessões Maçônicas. Mas vou deixar um “Fio de Meada”.

São Tomás de Aquino escreveu que as três coisas necessárias à salvação do homem são:

a) a ciência do que há de CRER
b) a ciência do que há de DESEJAR
c) a ciência do que há de OPERAR

Vou propor um exercício simples. Retire dessas três opções as palavras que se repetem:

a) CRER
b)DESEJAR
c) OPERAR

Inverta a ordem.

a) OPERAR
b) DESEJAR
c) CRER

Acompanhe meu raciocínio e reflita:

a) O que é OPERAR se não uma ação, um verbo, produzir um efeito, ou seja, a FORÇA.

b) O que é DESEJAR se não uma vontade, a motivação, ou seja, a BELEZA.

c) O que é CRER se não o confiança, o sentimento embasado na experiência, ou seja, a SABEDORIA.

Grato pela atenção

Fonte: JBNews - Informativo nº 276 - 31.05.2011

quarta-feira, 23 de julho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

BANDEIRA DO MUNICÍPIO NA LOJA

Em 26.12.2024 o Respeitável Irmão Waldir Duarte, Loja Minas Livre Esperança, 606, REAA, GOB MINAS, Oriente de Jacutinga, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

BANDEIRA DO MUNICÍPIO

Recebemos nossos Novos Rituais e já dei uma olhada geral nele.

Me chamou atenção o fato de não ter sido mencionado o uso da Bandeira Municipal Pag. 17. Também, na Planta do Templo, pag. 22., ela não aparece.

No SOR, podemos ver no Item 5 PAVILHÃO NACIONAL b IV. Por sua vez, e do mesmo ponto de Vista, à Direita da Bandeira da Unidade da Federação, vai a Bandeira do Município de onde se situa a Loja.

CONSIDERAÇÕES:

No tocante à Bandeira do Município, ela não aparece no novo ritual em vigência, ficando opcional a Loja utilizá-la ou não.

Ficou opcional porque existe um conflito entre o Decreto 1476/2016 do GOB e a Lei Federal 5700. Pelo Decreto do GOB, a Bandeira Municipal fica à direita da Bandeira Estadual, que por sua vez fica à direita do Pavilhão Nacional. Pela Lei 5700 a Bandeira Municipal fica imediatamente à esquerda do Pavilhão Nacional, enquanto que a do Estado fica a sua direita.

Face a este paradoxo, optou-se por não se colocar a Bandeira do Município no ritual. Assim, a opção de utilizá-la, ou não, fica por conta da Loja, seguindo o Decreto do GOB (à direita da Bandeira Estadual) ou a Lei 5700 (à esquerda do Pavilhão Nacional).

Quanto ao SOR/REAA, o mesmo estava regulado para o Ritual de 2009, o qual foi revogado e retirado da página oficial do GOB. Agora valem apenas os rituais do REAA de 2024. Um novo SOR está sendo preparado para atender os rituais vigentes.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 104 - Misticismo

O conjunto de atos e disposições, tendo por finalidade a obtenção da comunhão com o Ser Supremo (na Maçonaria conhecido como G.'.A.'.D.'.U.'.) regulador e criador de tudo que no mundo existe, é denominado de MISTICISMO.

Na procura dessa união intima com a Divindade, Absoluta e Onipotente, é montado um sistema complexo especulativo de atos e padrões baseados principalmente nas religiões antigas e nas Ordens Iniciáticas de cunho religioso, que ocuparam espaço nas diversas civilizações antigas.

Desse modo está intimamente ligado com Metafísica, com a Religião (Teologia), com a Mitologia e até mesmo com a Astrologia.

A Maçonaria possui seu lado místico, praticado em seus ritos e rituais, apesar de não ser uma religião e nem uma Ordem Mística.

Não deve ser confundida com Esoterismo ou com Exoterismo (vide Pílula Maçônica nº 44) cujas definições estão abaixo:

- ESOTÉRICO:

1) diz-se do ensinamento que, em escolas filosóficas da antiguidade grega, era reservado aos discípulos completamente instruídos.
2) todo ensinamento ensinado a circulo restrito e fechado de ouvintes.
3) diz-se de ensinamento ligado ao ocultismo.
4) compreensível apenas por poucos; obscuro; hermético.

- EXOTÉRICO:

diz-se do ensinamento que, em escolas filosóficas da antiguidade grega, era transmitido ao publico sem restrição, dado o interesse generalizado que suscitava e a forma acessível em que podia ser exposto, por se tratar de ensinamento dialético, provável, verossímil.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

PERSISTÊNCIA OU DESISTÊNCIA: QUAL É A ATITUDE MAIS SÁBIA?

Tim Harford (Financial Times, 09/11/22) escreveu bom artigo sobre por qual razão muitas vezes o melhor é simplesmente desistir. Serve para minha reflexão: devo ou não me aposentar?

“Sou uma lutadora, não uma desistente”, disse Liz Truss, ex-primeira-ministra do Reino Unido, um dia antes de desistir. Ela estava ecoando palavras proferidas há mais de 20 anos pelo parlamentar Peter Mandelson, embora Mandelson tenha mostrado o bom senso de expressá-las depois de ter vencido uma luta política, e não perdido uma.

É uma questão intrigante, no entanto. Ser um “lutador” não é inteiramente um elogio. Em certas circunstâncias, é uma qualidade premiada, mas não é uma palavra que eu usaria no meu currículo ou, mais particularmente, no meu perfil no Tinder.

Já quanto ao termo “desistente”, no entanto, não há grandes dúvidas. Trata-se, inequivocamente, de um insulto. É estranho, porque além de termos brigas demais no mundo, a frequência de desistências está longe de ser a ideal. Somos teimosos demais, apegando-nos a uma ideia, um trabalho ou um parceiro romântico, mesmo quando fica claro que cometemos um erro.

Há poucas ilustrações melhores disso do que a atual popularidade viral dos casos de “desistência discreta”, ou “quiet quitting”, quando jovens trabalhadores esgotados se recusam a trabalhar além das horas contratadas ou a assumir responsabilidades além das descritas em seus cargos. É um termo mais poético do que “fazer corpo mole”, como nós da Geração X teríamos chamado 25 anos atrás exatamente o mesmo comportamento. É também uma reação perfeitamente compreensível quando se está sobrecarregado e mal pago. No entanto, se você está sobrecarregado e mal pago, uma reação melhor na maioria dos casos não seria desistir discretamente, mas simplesmente desistir.

Não quero dizer isso como menosprezo à Geração Z. Lembro-me de, aos meus 20 e tantos anos, sentir-me totalmente infeliz em um emprego, e também me lembro do grau de pressão social para que aguentasse por mais alguns anos de forma a não deixar buracos em meu currículo. Um CV esburacado tem seus custos, é claro.

Mas, se você é um jovem formado, o mesmo vale para passar dois anos de sua vida em um trabalho que você odeia, enquanto acumula habilidades, experiência e contatos em um setor que deseja deixar. A maioria das pessoas me alertou para os custos de desistir; apenas os mais sensatos me alertaram sobre os custos de não desistir.

Toda desistência abre espaços para que se tente algo novo. Tudo para o que você diz “não” é uma oportunidade para dizer “sim” em outra frente.

Em seu novo livro, “Quit” (desista, em inglês), Annie Duke argumenta que, quando avaliamos se devemos ou não desistir de algo, nossos preconceitos cognitivos pesam na balança a favor da persistência. E o valor da persistência é superestimado.

Trata-se de algo óbvio para um bom jogador de pôquer — e Duke costumava ser uma jogadora de pôquer muito boa. “A desistência ideal pode ser a habilidade mais importante que diferencia os grandes jogadores dos amadores”, escreve, acrescentando que, sem a opção de desistir de uma mão, o pôquer não seria um jogo de habilidade. Jogadores experientes abandonam cerca de 80% de suas mãos na popular variante “Texas Hold’em”. “Compare isso a um amador, que vai ficar com suas cartas iniciais mais da metade do tempo.”

Quais são esses preconceitos cognitivos capazes de nos levar a persistir quando deveríamos parar?

Um deles é o efeito do “custo incorrido”, no qual vemos os custos passados como uma razão para manter determinado rumo. Se você está em seu shopping center de luxo favorito, mas não consegue encontrar nada a seu gosto, o tempo e o dinheiro gastos para chegar até lá deveriam ser irrelevantes. Mas não são. Exercemos pressão sobre nós mesmos para justificar o transtorno que já tivemos, mesmo que isso signifique mais desperdício. A mesma tendência se aplica desde relacionamentos até megaprojetos multibilionários. Em vez de reduzir nossas perdas, jogamos “dinheiro bom” em cima de dinheiro ruim.

(A falácia do custo incorrido é notícia velha para economistas, mas foi preciso o Prêmio Nobel Richard Thaler apontar que, se era comum o suficiente para ter um nome, também era comum o suficiente para ser considerada como parte da natureza humana.)

“viés do status quo” também tende a nos levar a perseverar quando devemos parar. Destacado em um estudo de 1988 pelos economistas William Samuelson e Richard Zeckhauser, o viés do status quo é a tendência a reafirmar decisões anteriores e a aferrar-se a manter o rumo em que estamos, em vez de fazer uma escolha ativa para fazer algo diferente.

Duke sente-se frustrada com a forma como retratamos essas escolhas de status quo. “Não estou pronto para tomar uma decisão”, dizemos. Duke, acertadamente, observa que não tomar uma decisão é, por si só, uma decisão.

Há alguns anos, Steve Levitt, coautor de “Freakonomics”, criou um site no qual as pessoas que se encontram diante de decisões difíceis podiam registrar seus dilemas, jogar uma moeda para ajudá-las a escolher e depois voltar para dizer o que fizeram e como se sentiram a respeito. Frequentemente, essas decisões eram de alta importância, como deixar um emprego ou terminar um relacionamento.

Levitt concluiu que as pessoas decidindo a favor de grande mudança (ou seja, os desistentes) ficaram significativamente mais felizes seis meses depois do que aqueles que decidiram contra a mudança (ou seja, os lutadores). A conclusão: se você chegou ao ponto em que está disposto a jogar uma moeda para ajudá-lo a decidir se deve desistir, você já deveria ter desistido há algum tempo.

“Sou um desistente, não um lutador.” Não é um grande lema político. Mas, como regra geral para a vida, já vi piores.

Fonte: https://bibliot3ca.com

terça-feira, 22 de julho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

HUZZÉ! HUZZÉ! HUZZÉ!

Em 18.12.2024 o Respeitável Irmão José Antônio Wengerkiewicz, Loja União III, Luz e Trabalho, 664, REAA, GOB-SC, Oriente de Porto União, Estado de Santa Catarina, apresenta a pergunta seguinte:

HUZZÉ!

Por gentileza tire minha dúvida, a pronúncia correta da palavra Huzzé é "Uzé" ou "Russé", como já ouvi em Lojas.

CONSIDERAÇÕES:

A pronúncia se inicia com a letra "U", ou seja, escreve-se Huzzé, e se pronuncia "Uzé" (com "u").

O resto não passa de invenção. Huzzé é uma saudação dirigida à volta do Sol, misticismo do solstício de inverno no hemisfério Norte. 

Quando o Sol alcançava a sua maior declinação em direção ao Sul, era costume os árabes saudarem a volta do Sol no solstício de inverno, noite mais longa do ano na região setentrional da Terra. Agitando um ramo florido de acácia, davam boas-vindas ao Sol que acabara de iniciar o seu retorno, do Sul para o Norte. As flores amarelas de acácia simbolizavam pequenos "sóis".

Os árabes, principalmente os Drusos, na noite mais longa do ano acendiam fogueiras para aguardar o nascer do Sol e aclamá-lo pela sua volta aparente. Nessa oportunidade bradavam, como boas vindas, a palavra Uza!

Com o advento do islamismo, Maomé proibiu esta saudação ao Sol. Os ingleses, senhores da região por muito tempo, acabariam levando, do Oriente Médio, esse costume para a Inglaterra, o qual por lá adquiriu a corruptela de “Hip Hurra!", como saudação de alegria e contentamento. 

Na França, a Loja Mão Escocesa, criada em 1804 para gerenciar o primeiro ritual simbólico do REAA, dentre outros costumes, também contribuiu com esta saudação solar, a qual se consagrou como Huzzé! (pronuncia Uzé!).

Nesse contexto, vale ressaltar que os três primeiros graus do REAA possuem conotação solar, a despeito de que a sua constituição iniciática se baseia nos ciclos da Natureza, onde o Sol é um dos seus principais elementos. Isto é perfeitamente percebido na decoração astronômica da abóbada do Templo, assim como na dialética de abertura e encerramento dos trabalhos que consta nos rituais.

Com isso, infelizmente a aclamação Huzzé não tardou a ser temperada por inventores e ocultistas que deram outros significados para esta velha saudação solsticial haurida dos cultos solares da antiguidade. Místicos e ocultistas criaram toda a sorte de invencionice, das quais, uma delas é a tal pronúncia distorcida “rrruzé”, para contemplar a ideia de que esta pronúncia vem da região epigástrica de quem a pronuncia. Não passa de mais uma destas bobagens.

Nos graus de Aprendiz e de Companheiro do REAA, sob o aspecto iniciático, esta saudação ao Sol aparece na abertura dos trabalhos para aclamar a plenitude da Luz, ao Meio-Dia; no encerramento, para afirmar que o Sol novamente voltará ao amanhecer, pois quanto mais escura é a madrugada, mais perto está o raiar de um novo dia. No 3º Grau não há saudação porque a Terra ficou viúva pela morte do Sol (Hiran) no Inverno. Um novo ciclo está prestes a recomeçar.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

LEONEL RICHIE


Lionel Richie (na direita) nasceu no Alabama, em1949). Cantor, compositor e produtor musical, mais conhecido por suas baladas de amor suave e emotivas dos anos 1970 e 1980. Um músico altamente versátil, ele foi capaz de executar e habilmente misturar vários estilos musicais, mais notavelmente soul, blues e country.

Ele foi Iniciado na Maçonaria em 2008, na Loja "Lewis Adams nº 67" (Prince Hall Grand Lodge of Alabama), Tuskegee, Alababama, EUA, aos 59 anos de idade. Em 23 de outubro de 2017, foi investido no 33º Grau. Na imagem, ele aparece ao lado do Grão-Mestre Corey Hawkins da Grande Loja do Alabama.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

TIPOS DE MAÇOM

Olhando o mundo profano sem nenhuma dificuldade podemos encontrar os mais diferentes tipos de homens em qualquer instituição ou confraria. Por uma razão muito simples - os homens não são iguais- cada indivíduo tem a sua personalidade.

Se o Ir.: observar bem em sua Loja vai evidenciar inúmeros tipos de maçons caracterizados pelo seu comportamento em relação a Ordem. Observe os IIr.: em suas LLj.: , em seus trab.:, em suas off.:, na sala dos passos pp.:, no ágape, das iniciações até as instalações dos VV.:MM.: , certamente irá encontrar os mais variados tipos de maçons. Circula pela internet uma lista de 12 tipos de maçons, com certa dose de humor do autor (desconheço) que classifica e descreve os tipos de maçons. Dê uma olhada e veja em qual o Ir.: se enquadra.

SUPERMAÇOM - Este é o que conhecemos, geralmente, como um figurão. Como sempre, amável e educado. Na vida profana ocupa posições de relevo; talvez por isso não tenha tempo nem se sinta obrigado a freqüentar nossos trabalhos. A Tesouraria quase sempre está em dificuldades com ele; entretanto, sempre tem seus defensores devido à posição de destaque que ocupa no mundo profano.

MAÇOM SATÉLITE - Também não é amigo da freqüência, mas é prestimoso, amável, contribui sempre e generosamente quando solicitado. Não emite opiniões, não vive a vida da Loja, não procura criar casos. Embora prime pela ausência, as Diretorias nunca estão dispostas a enquadrá-lo porque no fim das contas é um bom sujeito, sempre disposto a colaborar, sempre pronto a ajudar um Irmão.

MAÇOM ENCOSTO - Também conhecido como irmão coitado, é carinhoso, chegado, gosta de se fazer de vítima, para ter apoio ou conseguir favores, que às vezes nem necessitaria realmente, aluga a Loja, mas na hora em que se precisa do retorno, ainda não retornou.

MAÇOM "NÃO SEI POR QUE" - "Não sei por que ele ainda é maçom; nem você, e talvez nem ele saiba". Não comparece; não colabora; dá trabalho ao Tesoureiro; critica o que se faz e o que deixou de ser feito; ninguém sabe por que ele entrou e como conseguiu galgar os diversos graus; porque ali permanece e porque demoram em eliminá-lo.

MAÇOM "PASTOR" - É aquele que se acha a última reencarnação Crística, quando começa a falar não pára mais, deveria fundar uma seita e não pertencer a Maçonaria, não aceita contradições, "conhece tudo", "sabe tudo" ou já "viveu isso", quer que os irmãos pensem que existem duas maçonarias, antes e depois de sua iniciação, fala pelos cotovelos e não diz nada, poderia ser chamado de Maçom Enche Saco!

MAÇOM ORIENTAL PÉ NO SACO - São aqueles que pertencem a orientações religiosas islâmicas. Estão sempre criticando os costumes dos outros irmãos. Querem ser os sabe tudo. Querem que o seu livro sagrado alcorão estejam em cima com o livro da Lei; sendo que eles são os únicos daquela religião; costumam incomodar até serem chutados para porta fora da Loja.

MAÇOM DA SEGUNDA-FEIRA - Também poderia ser chamado de Maçom Standart. Comparece pontualmente a todas as reuniões. Maçonaria para ele se resume nisso: fica em seu lugar, não quer encargos, comissões, enfim não quer trabalhar. Não apresenta proposta; não entra em debates, discussões; nunca apresenta trabalho de cunho maçônico. Participa das votações porque é obrigado. O único serviço que presta à Loja é ser pontual com a tesouraria e dar boa referência às reuniões.

MAÇOM SIFRÃO - Também conhecido como Maçom Comercial, é aquele que está na Maçonaria apenas para vender o seu peixe, os irmãos não passam de clientes, comparece pontualmente a tesouraria para mostrar que está bem, não conhece nada de maçonaria, não lê nada, não faz nada que não venha a lhe render alguma medalha cunhada.

MAÇOM BUFÃO - É aquele que não leva ninguém a sério, muito menos a Maçonaria, é alegre, de conhecimento profundo, só piadas, seria um excelente irmão se tivéssemos apenas de ágapes.

MAÇOM COMUM - É aquele Maçom que comparece, ajuda, estuda, realiza na vida profana e familiar, esta sempre a disposição quando solicitado, não se envolve em confusões, nem as cria, é o verdadeiro obreiro, um ótimo espelho para os outros.

MAÇOM DONO DA BOLA - Geralmente ex-venerável forçado, MI, não consegue deixar o cargo e não larga do pé do atual Venerável Mestre, e quando possível faz questão de dizer que na gestão dele era assim ou assado, melhor que ele para dirigir a Loja, ninguém, acha-se dono da Loja, não admite que se faça nada sem sua autorização ou consulta, e se isso acontece, fica contra o projeto, irmãos de verdade para ele, somente aqueles que o apóiam.

MAÇOM DEDICADO - Finalmente o Maçom com "M" maiúsculo, sem subtítulos. Comparece às reuniões, vive os problemas da Loja, procura trabalho. Não rejeita encargos nem tarefas, aponta erros, aplaude êxitos. Assume responsabilidade sem segundas intenções. Não procura impor suas opiniões. Muitas vezes se aborrece, se desilude, mas, na próxima sessão, lá está de novo incansável. É o "que carrega a Loja nas costas". Procura estudar os rituais, o simbolismo, a filosofia maçônica. Não vive a exaltar seus feitos para chamar atenção, nem a criticar os outros. O que seria da Loja, da Maçonaria se não existissem essa consciência?

Fonte: https://focoartereal.blogspot.com/2011/07/tipos-de-macom.html

segunda-feira, 21 de julho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

VERIFICAÇÃO NA ABERTURA DOS TRABALHOS

Em 16.12.2024 o Respeitável Irmão Marcelo Barboza, Loja Aloísio Batista dos Santos, REAA, GOB MINAS, Oriente de Betim, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

VERIFICAÇÃO PELO 1º VIG

Em atenção ao ritual 2024, consta que o 1º Vig fará a verificação se todos são maçons de seu altar. Nesse sentido, os maçons ficarão à Ordem voltados para o centro da Loja? Pois o correto não será voltado para o Ocidente para evitar que algum intruso copie o movimento? Assim, considerando o ritual 2024, na verificação os irmãos ficaram voltados para o centro da Loja ou para o Ocidente?

CONSIDERAÇÕES:

É consagrado no REAA que em Loja de Aprendiz o 1º Vigilante, para cumprir o seu segundo dever de obrigação, o faça solicitando que todos, nas Colunas, fiquem à Ord. Assim, do seu lugar ele verifica se todos, pelo sinal que fazem, são maçons. Os Irmãos das Colunas, para que o 1º Vigilante possa verificar coletivamente o Sinal, ficam à Ordem, cada qual conforme a disposição do seu assento.

No 1º Grau, os Vigilantes não percorrem as Colunas e nem os obreiros voltam-se para o Or∴ pois eles não serão examinados individualmente. 

Já no 2º e 3º Grau, por uma questão de prudência, salvo os IIr que estiverem ocupando cargos, que não serão examinados, o exame será individual nas CColdo Norte e do Sul, oportunidade em que os Irmãos se voltam para o Oriente.

Assim, existem duas situações distintas, a do 1º Grau, quando o 1º Vigilante faz a verificação do seu lugar, e a dos Graus de Companheiro e Mestre, quando os Vigilantes percorrem cada qual a sua Coluna para proceder o exame.

Observe-se que no 1º Grau, conforme consta no Ritual de 2024, o 1º Vigilante se coloca em pé com o malhete repousado no lado esquerdo do seu peito. Justifica-se tal procedimento para que o examinador não mostre o Sinal àqueles que coletivamente serão examinados pelo Sinal.

Vale ressalta que no Oriente, em qualquer grau simbólico, não existe telhamento, portanto ali, durante o exame, todos permanecem sentados.

Ao encerrar este arrazoado é oportuno mencionar que os Vigilantes ocupam mesas, não altares.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

LIONEL RICHIE

A TOLERÂNCIA

Ir∴ Alcides Luiz de Siqueira
Membro da Loja Maçônica Asilo da Acácia 1248 Goiânia - GO

A nossa Sublime Ordem exige de seus Iniciados o cumprimento de sérios deveres e enormes sacrifícios.

A Maçonaria proclama em seus Princípios Gerais “que os homens são livres e iguais em direitos e que a tolerância constitui o principio cardeal nas relações humanas, para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um”.

A nossa Sublime Ordem proclama a TOLERÂNCIA entre os seus Iniciados.

O vocábulo TOLERAR não significa apenas ser indulgente, ser condescendente, ser transigente, ser permissivo, mas acima de tudo significa saber suportar.

No mundo atual, praticar a tolerância a cada dia exige muito de nós, pois a conturbação social e a pressão psicológica exercida sobre o homem, torna-o mais que nunca exigente, imprudente, agressivo e até inconseqüente. É nesse contexto, que tolerar assume importância fundamental entre os homens.

Se o profano sente-se desobrigado de praticar a tolerância, para o Maçom o mesmo não acontece: TOLERAR É UM DEVER. Este principio está intrinsecamente ligado a um dos fins supremos da Sublime Ordem: A FRATERNIDADE.

O Salmo 132 da Bíblia Sagrada é elogio da concórdia e união fraterna, quando diz: “Ó quão bom e quão suave é viverem os Irmãos em união! É como o perfume derramado na cabeça, que desce sobre a barba de Aarão, que desce sobre a orla de suas vestes. É como orvalho do Hermon, que desce sobre o Monte Sião, porque o Senhor derramou ali a sua bênção e vida para sempre”.

A cada dia, nós Maçons temos por obrigação exercitar a pratica da tolerância, o que facilita sobremaneira todo o relacionamento entre os Irmãos, ampliando o espírito fraterno que existe no seio de nossa entidade milenar.

A partir da Iniciação o Maçom é uma pessoa diferenciada, porque se lhe abrem as portas da verdadeira amizade. A Fraternidade que passa a viver entre os Irmãos é a exteriorização mais concreta da felicidade de ser Maçom.

A tolerância do Maçom não pode se limitar apenas ao relacionamento com o próximo. Há que ser também paciência no desenvolvimento das etapas, que permite o crescimento e o progresso individual em todos os aspectos.

Não é fácil ser Maçom. Se relacionar exige paciência e tolerância, fazer progresso na Maçonaria exige muito mais.

Ingressar na Maçonaria é um fato, fazer progressos na Ordem é outro. Manter-se motivado é fundamental para o crescimento interior do Obreiro, o que lhe dá um prazer imensurável de ser Maçom.

Não raro, Iniciados deixam a Instituição logo após o seu ingresso. A verdade é que esses Irmãos não buscam a LUZ, assim, não conseguem ver o seu brilho, tampouco descobre a sua direção. Para os que buscam o crescimento, o caminho é longo, contínuo e às vezes áspero, é preciso saber perseverar.

No seio da Sublime Ordem, é necessário querer progredir, tolerar, estudar, buscar a verdade para que haja a transformação do homem que renasceu para o mundo.

O homem profano perde-se nas solicitações mundanas. O consumismo, a falta de interiorização deixa-o esquecido de si mesmo. Sua convivência com os vícios, acaba por fazê-lo infeliz. Nessa alienação passa a buscar a felicidade fora de si mesmo, nas drogas, no fanatismo religioso e tudo o mais que foge a própria pessoa, numa fuga do seu mundo vazio. A Maçonaria é o oposto de tudo isso, daí a dificuldade de se buscar o crescimento no seu seio.

Acostumados que fomos à vida profana, às vezes perdidos na busca de objetivos vãos, encontramos dificuldades para alcançar a plenitude maçônica. É por isso que alguns desistem. Contudo, o estudo contínuo propicia o aperfeiçoamento, pois através dele há uma constante evolução de conhecimentos.

A Iniciação de novos valores fortalece cada vez mais a nossa Instituição, porque vem somar forças para a construção de sua grande obra, o bem da humanidade.

Fonte: JBNews - Informativo nº 275 - 30.05.2011

domingo, 20 de julho de 2025