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terça-feira, 18 de setembro de 2018

A ORIGEM DAS LOJAS UNIVERSITÁRIAS

A ORIGEM DAS LOJAS UNIVERSITÁRIAS
(Desconheço o autor)

Há muito existem Lojas Universitárias na Grã-Bretanha, Irlanda, nos Estados Unidos, no Canadá e na Austrália.

A primeira Loja Universitária foi a University Lodge constituída em Londres no dia 14 de dezembro de 1730, sob o número 74, por iniciativa dos maçons da Loja Nº 63 que se reunia na taverna "Urso e Arado" e tinha esse nome. Dessa loja universitária participavam Desaguliers, e estudantes das Universidades de Oxford e Cambridge.

A segunda surgiu em 1763. A "Westminster and Keystone Lodge" fundada em 1722 se tornou universitária em 1855. Em 1873 ela passou a reunir os estudantes de Cambridge além dos de Oxford.

Nos Estados Unidos existem entre outras as lojas "Havard" e "Boston University".

Algumas lojas são ligadas a universidades, muitas funcionam na própria universidade e outras são independentes. Existem aquelas que só admitem alunos ou ex-alunos de uma determinada universidade e outras que são abertas, admitem estudantes e não estudantes, muitas vezes professores.

Outra característica é que algumas dessas lojas têm apenas seis sessões ordinárias ao longo do ano. Algumas preferem iniciar os estudantes nos primeiros anos do curso para que sejam mestres quando se formarem. Algumas dessas lojas tem mais de 200 membros. 

A Maçonaria sempre reconheceu a necessidade de ter jovens universitários entre seus membros como uma forma de preparar lideranças para a sociedade. 

Até aqui este texto foi baseado no artigo Lojas Universitárias, publicado na revista A Ordem Maçônica, Ano III, Nº 13 de janeiro a março de 1976, da autoria de João Nery Guimarães, com dados colhidos no livro University Masonic Lodges de Douglas Knoop, editado na Inglaterra em 1945.

No Brasil a primeira foi a Loja Universitária de Bragança e num período mais recente a Loja Fraternidade Acadêmica Piratininga e a Loja Caminho das Virtudes, todas no Estado de São Paulo e também a Loja Maçônica Universitária de Florianópolis.

Desde 1999 foram constituídas mais de 23 Lojas Fraternidades Acadêmicas no Estado de São Paulo.

Temos notícias de que outros Estados tem procurado instalar Lojas para jovens. Esse é um movimento de renovação da Maçonaria que vai se desenvolvendo e que deve ser apoiado.

Algumas opiniões divergem sobre a renovação nas Lojas de jovens. Alguns são de opinião de que tão logo a Loja tenha o número de mestres suficiente, os fundadores devem iniciar o afastamento para que o ambiente jovem seja preservado e assim mantida a sua atratividade.

Outra opinião é de que esses mesmos jovens, depois de alguns anos à frente dos trabalhos da Loja de jovens, devem deixar espaço para os que vêm se desenvolvendo e podem participar das Lojas "envelhecidas", fortalecendo as Lojas mais antigas.

Mais outra opinião, mais conservadora, daqueles que acreditam na necessidade de participação de mestres mais antigos das Lojas de jovens para preservar as tradições e se manterem como guardiões dos valores da Ordem. 

Também há opiniões divergentes se deveriam ser admitidos apenas universitários ou jovens em geral, em defesa da universalidade da Ordem e contestando uma visão elitista da exclusividade de acadêmicos.

As idéias podem divergir sobre esses detalhes, mas todos concordam sobre a importância de criarmos e apoiarmos as Lojas de jovens.

Quem tem participado dessas Lojas tem se surpreendido com a capacidade de identificação dos jovens com os valores maçônicos e com a competência na produção de trabalhos.

Por último, também observamos a fácil adaptação dos jovens ao Rito Moderno, pela sua simplicidade ritualística e seus princípios ajustados à formação científica e humanística da vida universitária.

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