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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 24 de dezembro de 2011

GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO

Grande Arquiteto do Universo, etimologicamente se refere ao principal Criador de tudo que existe, principalmente do mundo material (demiurgo) independente de uma crença ou religião específica.

Conceito cristão

O conceito de Deus como o Grande Arquiteto do Universo tem sido empregado muitas vezes no cristianismo. Ilustrações de Deus como o arquiteto do universo podem ser encontradas em Bíblias desde a Idade Média e regularmente empregadas pelos apologistas e professores cristãos.

Teólogos cristãos como Tomás de Aquino sustentam que existe um Grande Arquiteto do Universo, a Primeira Causa, e que este é Deus. Os comentadores de Aquino, como Stephen Richards [2] têm apontado que a afirmação de que o Grande Arquiteto do Universo é o Deus cristão não é evidente, com base na "teologia natural" somente, mas requer adicionalmente de um "salto de fé" baseado na revelação da "Bíblia".

João Calvino, em seu Instituto da Religião Cristã(publicado em 1536), chama repetidamente o Deus cristão de "O Arquiteto do Universo", também se referindo aos seus trabalhos como "Arquitetura de Universo", e em seu comentário sobre Salmo 19 refere-se à Deus como o "Grande Arquiteto" ou "Arquiteto do Universo".

Conceito maçônico

O conceito do 'Grande Arquiteto do Universo' está além de qualquer credo religioso, respeitando toda a sua pluraridade. A crença num ser supremo é ponto indiscutível, para que se possa ser iniciado na maçonaria, uma realidade filosófica mas não um ponto doutrinal.Como é uma escola de filosofia, moral e bons costumes, e não sendo uma religião, a maçonaria não pretende concorrer com outras religiões. Permite aos seus iniciados a crença em qualquer uma das religiões existentes, exigindo apenas a crença num ser superior, criador de tudo e de todos, que o candidato já acreditasse antes mesmo de considerar a possibilidade de vir a ser um maçom.

Assim, 'Grande Arquiteto do Universo' ou 'G.A.D.U.' é uma designação maçônica para uma força superior, criadora de tudo o que existe. Com esta abordagem, não se faz referência a uma ou outra religião ou crença, permitindo que maçons muçulmanos, católicos, budistas, espíritas e outros, por exemplo, se reúnam numa mesma loja maçônica.

Para um maçom de origem muçulmana se referiria a Alah, para outro de católica, seria Jave, de qualquer forma significaria Deus. Assim as reuniões em loja podem congregar irmãos de diversas crenças, sem invadir ou questionar seus conteúdos. A atividade da Maçonaria em relação ao Grande Arquiteto do Universo - G.·.A.·.D.·.U.·., envolve estudos filosóficos e não proselitismo.

Conceito hermético

O Grande Arquiteto também pode ser uma metáfora aludindo à potencialidade divina de cada indivíduo. "(Deus) ... Esse poder invisível que todos sabemos existir, mas entendida por muitos nomes diferentes, tais como Deus, o Espírito, o Ser Supremo, a Inteligência, Mente, Energia, Natureza e assim por diante." Na Tradição Hermética, cada pessoa tem o potencial de tornar-se Deus, esta idéia ou conceito de Deus é percebido como interno e não externo. O Grande Arquiteto é também uma alusão ao universo criado observador. Nós criamos nossa própria realidade, por isso nós é o arquiteto. Outra forma seria a de dizer que a mente é o construtor.

Conceito do ponto de vista da gnosis

O conceito de Grande Arquiteto do Universo ocorre no gnosticismo. O Demiurgo é o Grande Arquiteto do Universo, o Deus do Antigo Testamento, em oposição a Cristo e Sophia mensageiros da Gnose do Verdadeiro Deus. Ebionits como

Notzrim, por exemplo, o Rabba Pira, é a fonte de origem, e, recipiente de todas as coisas, que é preenchido pelo Rabba Mana, o Grande Espírito, do qual emana a primeira vida. A primeira vida reza para a companhia e filhos, após o que a segunda vida, o Ultra Mkayyema ou mundo que constitui Æon, o Arquiteto do Universo, vem a ser. A partir desse Arquiteto vem uma série de æons, que erguem o universo sob a comando da gnosis, o conhecimento personificado de vida

Bibliografia
  • Max Heindel Maçonaria e Catolicismo
  • Jules Boucher A Simbólica Maçónica
  • Oswald Wirth O simbolismo hermético na sua relação com a Franco-Maçonaria
  • Rizzardo da Camino Rito Escocês Antigo e Aceito Loja de Perfeição (Graus 1.º ao 33.º), Madras Editora Ltda, 1999, 2.ª Edição - ISBN 85-85505-65-6
Fonte: JBNews - Informativo nº 271 - 26.05.2011

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

OS TRÊS TOQUES

Ir∴Valdemar Sansão M∴M∴
São Paulo - SP

Batei e Vos abrirá

Batendo às portas do Temp∴ do saber elas vos serão abertas; pois, todas as portas se abrem ao chamado imperativo da vontade e do desejo de aprender, que são as chaves mestras que abrirão todas as portas cerradas ao vosso passo.

Batendo aos corações de vossos Ir∴, com o toque sincero de vossa bondade eles vos abrirão o peito para compartilharem das vossas dores e alegrias, vossos problemas aflitivos e vossas esperanças.

Batendo com o chamado mágico do saber, na porta da vida, esta vos será aberta. Jamais vos esquecendo dos juramentos prestados nas câmaras em que estivestes, nossos corações vos darão a prova de fraternidade universal, peculiar em nós, verdadeiros maçons.

Pedi e Vos dará

Pedi a resposta ao enigma que vos atormenta e o significado do símbolo que vos confunde, pois, a afã de compreendê-los conduzir-vos-á adiante, um passo mais em cada dia.

Pedi – ao mestre a chave do segredo que guarda secretamente, pois, se o discípulo está pronto para recebê-los, o M∴ também o está para orientá-lo e fazê-lo participar dos seus conhecimentos à medida que se façam dignos deles.

Pedi – sempre a tarefa mais penosa, o trabalho mais árduo, o labor mais perigoo, e desenvolvereis uma vontade mais poderosa e uma fortaleza ainda maior, conforme ouvistes dos IIr∴ Ven∴ e Ord∴ durante a Inic∴.

Buscai e Encontrareis

Buscando em vossos corações, encontrareis a palavra que afague uma esperança, o gênio doce que alivie vossas penas, e o amor sincero que arranque radicalmente os espinhos cravados em vossos corações.

Buscando em vossa mente encontrareis a solução do problema, a inteligência analítica que desentranha um teorema; a finalidade que dignifica, transformando o animal humano em um ser pensante que raciocina e analisa, que dirige e ama.

Buscando em vossa consciência, encontrareis a norma de vossa conduta, o farol rutilante que ilumina a estrada da vossa vida, a bússola que guia firmemente a vossa direção pelo mar tortuoso de vossas paixões. Em vosso espírito encontrareis o sentido oculto das causas, a verdade escondida do símbolo, e a harmonia rítmica da vida.

Assim, caríssimos Irmãos:

Batei e Vos abrirá – Pedi e Vos dará – Buscando Encontrareis.

Fontes de Consultas:

- Bíblia Sagrada;
- Trabalho do Ir.’. Jayme Janeiro Rodrigues.

Fonte: JBNews - Informativo nº 268 - 23.05.2011

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

REGRAS RITUALÍSTICAS - 05

REGRAS RITUALÍSTICAS
SIMBOLISMO MAÇÔNICO (2a PARTE)
ir∴ Valdemar Sansão 

Vale lembrar que quaisquer alterações litúrgicas ou ritualísticas devem ser feitas somente através das obediências e não pelas lojas como se percebe comumente.

Regras - as regras falam por si mesmas. Não foram estabelecidas para provar a obediência, mas por serem necessárias ao nosso bem. Não devemos observá-las apenas pelo fato de nos serem impostas, foram-nos ordenadas porque são justas. 

A maçonaria é uma instituição que transmite a sua doutrina através, principalmente, de símbolos, alegorias, emblemas, parábolas e máximas; todo este vasto volume de informações dadas ao iniciado necessita de uma correta interpretação no sentido de explicação, de comentário, para que possa ser bem captado, principalmente em relação aos símbolos, que admitem interpretações diversas conforme o ângulo da análise, se exotérica ou esotérica. 

Importante, também, é a correta interpretação das práticas litúrgicas e ritualísticas, para que não haja a deturpação das mensagens doutrinárias e simbólicas nelas contidas. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

MISTÉRIOS DO PRIMEIRO GRAU

MISTÉRIOS DO PRIMEIRO GRAU
(Desconheço o autor)

"É com o coração que se vê corretamente; o essencial é invisível aos olhos." (Antoine de Saint-Exupéry, O pequeno príncipe).

O trabalho do Aprendiz é lavrar sua pedra bruta, usando o maço e o cinzel, para esquadrá-la e livrá-la das asperezas e elementos supérfluos com o fim de conseguir que se encaixe nas outras pedras, para compor as paredes do edifício da Fraternidade. Este é um trabalho que não envolve somente o aspecto esotérico, envolve principalmente o aspecto prático. 

A matéria na qual o Aprendiz trabalha é, portanto, sua própria matéria, pois assim como o pintor se expressa com o emprego das cores; o músico com os sons; o Aprendiz se expressa por meio de si mesmo.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

PÉ DIREITO OU PÉ ESQUERDO

Ir∴ Sergio Quirino Guimarães

Saudações estimado Irmão, você saberia responder se é com o PÉ DIREITO ou com o PÉ ESQUERDO? A pergunta é clássica, recorrente e sempre mal formulada: Entramos nos Templos com o pé direito ou com o pé esquerdo? A resposta está no 18º Landmark, entramos com os dois pés! E se a pergunta fosse: - Transpomos a soleira da porta do Templo, primeiramente com o pé direito ou com o pé esquerdo?

Pareceria coisa simples e muitos de imediato já responderam mentalmente, mas o interessante está na explicação que muitos dão ao ato. Já ouvi que é com o pé esquerdo, pois é o lado do coração, sendo este poderoso músculo a fonte emanadora de belos sentimentos. Quando ouvi isto pensei em propor que a Coluna do Sul fosse transferida para a esquerda de quem entra no Templo, já que ela é a própria beleza em si mesma. Desisti, pois pela perspectiva do Oriente as posições já estariam certas. 

Também tentaram me ensinar que devido aos Hemisférios Cerebrais que atuam de forma cruzada sobre o corpo, devemos usar o pé direito, pois estaremos ativando o lado esquerdo do cérebro que controla as atividades científicas e de linguagem. Acredito sinceramente nas muitas qualidades dos antigos ritualistas, mas acreditar que eles tinham conhecimento neurolinguístico é demais! Mas afinal qual é a resposta?

Você não vai encontrar nestas linhas a solução da questão, simplesmente porque a resposta está no seu Ritual do Grau de Aprendiz, editado com as instruções DO SEU RITO, dentro das normas e procedimento DE SUA POTÊNCIA e ainda levando em conta os usos e costumes DE SEU ORIENTE. Por que isso? Em alguns Ritos não há menção do ato; algumas Potências criaram regras para que os Irmãos adentrem ao Templo e ainda temos Lojas que iniciam seus trabalhos já com todos os Obreiros dentro da Oficina. Mas se nada constar e mesmo assim você insistir em ter uma atitude consciente dessa “transposição” do profano (fora do Templo) para o sagrado (dentro do Templo) eu SUGIRO que lembra o espírito, os pés posicionados como o símbolo da retidão e avançamos o pé ........... (veja no seu ritual) e nessa posição que os Irmãos se manifestam prontos para servir, aprender e ensinar.

Boa noite a todos, já está tarde e eu devo ir agora a um Baile de Debutantes, adoro dançar Valsa. Este gênero musical (valsa do alemão Walzer) é de compasso binário (eu não gosto do número 2), mas para facilitar a leitura ela é escrita em compasso ternário (eu gosto do número 3) * * *. Na coreografia o homem começa sempre com o pé esquerdo, dá um passo para frente, traz o pé direito junto ao esquerdo, SEM BATÊ-LOS e mais um passo e outro passo no salão sempre a girar (walzer) no sentido horário.

De acordo com o PROMAÇOM cujo programa visa à integração das Lojas Maçônicas, segue em anexo, o quadro com as atividades das Lojas que se reúnem na avenida Brasil 478 e, de algumas situadas fora do Palácio Maçônico.

Dedico este artigo aos queridos Irmãos da Loja Maçônica Nova Esperança - 26, do Oriente de Nova Esperança, jurisdicionada ao Grande Oriente do Paraná, que está comemorando cinquenta anos de fundação. Entre as comemorações teremos no dia 13/04 uma palestra com o competentíssimo Irmão Hercule Spoladore. Na pessoa do Ir∴ Jorge Antonio Salem parabenizo todos os Irmãos.

Fonte: JBNews - Informativo nº 219 - 04.04.2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

ORIGEM DA MAÇONARIA

Palestra:
Ir∴ Vicente Sarubbi

1 - introdução — introduzindo o pensamento sobre a origem da Maçonaria, hoje é forçoso reconhecer que não podemos mais apresentá-la de forma simplória, como alias é feito por muitos autores que desconhecem os métodos históricos e científicos nos trabalhos deste gênero. Assim buscamos resumir o pensamento de autores sérios que tem credibilidade nacional e internacional, para dar um enfoque contemporâneo à tão interessante estudo problemático e interesse de todos os maçons.

Os estudos sobre a origem e os fundamentos da Maçonaria deixaram de pertencer exclusivamente aos maçons e tem sido apresentado em forma de monografia em faculdades e universidades nas disciplinas de história, política e sociologia, sobretudo pela grande participação da Maçonaria no pensamento universal e nos ideais liberais com a famosa trilogia: Liberdade, Igualdade e Fraternidade, ideais esses incorporados hoje nos Direitos Fundamentais de todos os Estados modernos.

2 - Falar sobre a origem da maçonaria, é falar sobre a sua história, seria um empreendimento difícil e um conhecimento quase enciclopédico, em mais de 30 anos de reflexão e pesquisa, percorrendo os caminhos dos autores maçônicos.

3 - A história como ciência e os níveis de conhecimento e suas abstrações:
3.1 - Conhecimento comum — fundamenta-se nos cinco sentidos
3.2 - Conhecimento científico — objetivo, racional, metódico e técnico
3.3 - Conhecimento filosófico — obtido pela razão natural
3.4 - Conhecimento metafísico — revelado a razão por Deus, dogmático, fé.
4 - Proponho 5 fontes de estudos ou Escolas de Pensamento Maçônico:
4.1 - Escola autêntica — metade do séc. XIX, conhecimento crítico a cerca de documentos, atas e monumentos — não leva em conta a tradição velada.
4.2  - Escola histórica filosófica — séc. XIX, con. crítico de lições de história e filosofia, investigadas com critérios científicos inclusive das tradições veladas.
4.3 - Escola antropológica cultural — séc. XIX, con. crítico, pesq. de antrop. cultural, utiliza critério científico para investigar a tradição maçônica e de sociedades a fins.
4.4 - Escola mística - maçônica mística — parte de estados de consciência estática, meditativa, busca a união com Deus através da meditação e da contemplação.
4.5 - Escola ocultista ou sacramental — eficácia do cerimonial maçônico — lado oculto do ritual, prática de treinamento a vontade, a natureza física, emocional e mental, busca a união ativa com Deus, num esforço coletivo, invocando Seres Superiores, cuja senda conduz a Deus.

5 - André Chédel denomina de “Pré - Maçonaria~~ — “tudo que nos vem do remoto passado, até a chamada Maçonaria Operativa” (apud Vanildo de Senna. Fundamentos jurídicos da maçonaria especulativa, Ed. Maçônica, Rio de Janeiro, RJ, 1981. P. 7.


6 - Nicola Aslan, na realidade histórica da Maçonaria comporta apenas dois períodos:
6.1 - Maçonaria Operativa — trata da história dos operários medievais, construtores das igrejas, palácios, abadias, catedrais, e que se estende por toda a Idade Média e a Renascença, termina em 1717, com a criação da Grande Loja de Londres.
6.2 - Período - Maçonaria Especulativa, de 1717 até nossos dias — em seu aspecto atual de associação civil, iniciativa, moral filosófica e humanitária.

7 - Minha classificação em 3 períodos históricos:
7.1 - 1º Período — Pré-Maçonaria — da antigüidade até a Maçonaria Operativa.
7.2 - 2º Período — Maçonaria Operativa - Idade Média e Renascença até 1717.
7.3 - - 3º Período de 1.717 até nossos dias.

8 - Alguns autores falam de um período lendário anterior ao 10 Período, que não é admitido pelos historiadores contemporâneos e podem ser classificados em duas classes:

8.1 - 1a classe lendas de fundo histórico —inventadas para afirmar a milenar existência da Ordem —suposta história de arquitetura, geometria e edificações, destinados maçons operativos. 

8.2 - 2a classe - histórias lendárias dos operativos que ligaram as origens da Maçonaria nas iniciações de povos primitivos e ambigüidade clássica - greco - romana. *Caráter iniciático. 

8.3 - Confusão históricas —as sociedades iniciáticas existem desde os primórdios da sociedade humana, e alguns autores confundem recepção, admissão e iniciação real (sociedades primitivas), com a iniciação simbólica maçônica - que ao lado das lojas profissionais, sempre existiram as confrarias - que permitiram a das pessoas estranhas à profissão - chamados Maçons Aceitos, que para alguns autores datam de 1.600 para outros durante o século XVIII. 

8.4 - Organizações ancestrais da Maçonaria — Em várias épocas, entretanto, várias antigas organizações foram apontadas como ancestrais da Maçonaria, incluindo as seguintes, por ordem de crescentes plausibilidades; 
1) os druidas; 
2) os Culdees;
3) os Rosa-cruzes; 
4) os essênios; 
5) os antigos Mistérios do Egito e da Grécia (ver Elêusis); 
6) os arquitetos viajantes trabalhando sob proteção de uma Bula Papal; 
7) os Mestres Comacinos; 
8) os Steínmetzen alemães; 
9) os Companheirismos franceses

9. - Origem da Ordem — como a conhecemos hoje — é quase certa a sua origem entre os maçons operativos da Inglaterra.

10. - Desaparecimento das lojas operativas na Inglaterra:
10.1- Reconstrução de Londres, após o grande incêndio de 1.666; 10.2-"A reforma que pôs termo aos grandes edifícios católicos”; 10.3 - À Renascença que destronou o estilo gótico; 10.4 - Sobreviveu a "Fraternidade dos Maçons Aceitos” — ligados as confrarias —tratavam dos socorros e festividades.

11. - Surgimento da Maçonaria Especulativa:

11.1 - Maçonaria Especulativa ou Moderna tem sua origem na Maçonaria Operativa, tendo como data oficial de sua fundação o dia 24/07/1717.

11.2 - Surgiu como uma associação civil, para a “Reforma da Conduta" um "sistema de moralidade”, filosófica, iniciática e humanitária.

11.3 - Denominação Especulativa — Afinal, devemos esclarecer que a decadência e a conseqüente extinção da Maçonaria Operativa, transformada em Maçonaria Especulativa pelos Maçons aceitos, deveu-se: - primeiro, à Reforma, que pôs termo à construção dos grandes edifícios religiosos católicos; segundo, à Renascença, que destronou o estilo gótico; terceiro, ao Grande Incêndio de Londres, de 1666, que fez perder à Companhia dos Maçons os seus privilégios medievais e permitiu aos estrangeiros o emprego da reconstrução da grande metrópole. Sobreviveu apenas a "Fraternidade dos Maçons Aceitos que se achava ligada à Confraria e que tratava apenas da parte social, festividades e socorros”.

11.4 - O termo Especulativo - significado —“De modo geral Especulativo sempre significa teoria, contemplação, quando, porém, o termo é utilizado em matéria de moral, de filosofia, de doutrinas esotéricas ou de princípios, significa Maçonaria”.

12. - Para Morivalde Calvet «a Maçonaria moderna é filha do liberalismo cultural, político e religioso do século XVIII, com seu lema fundamental: Liberdade Igualdade e Fraternidade”.

13. - Termino este modesto trabalho, percorrendo os caminhos dos autores maçônicos, transcrevendo Vanildo de Senna: “Convém assinalar, por oportuno, que a Maçonaria Moderna, ou Especulativa, surgiu como uma “sociedade” para reforma da “conduta”, como um “Sistema de Moralidade”, obtendo o maior sucesso e teve como data oficial de sua fundação o dia 24 de junho de 1717. Atendeu aos imperativos do momento histórico e local, quer político, religioso, moral, filosófico, social ou espiritual, aspectos estes devidamente analisados pelo eminente historiador, escritor maçônico e nosso brilhante Confrade Morivalde Calvet Fagundes, no seu trabalho: „é a Maçonaria filosofia espiritualista, moral social ou metafísica?”i

14. - Bibliografia:
  1. Senna, Vanildo de. Fundamentos jurídicos da Maçonaria Especulativa. Ed. Maçônica, Rio de Janeiro, 1981.
  2. Aslan, Nicola. Grande Dicionário Enciclopédico de simbolismo e Maçonaria, 4 vol.
  3.  Leadbeter, W. Pequena Hist. da Maçonaria. Ed. Pensamento. SP.
  4. Fagundes, Morivalde Calvet. A Maçonaria e as Forças Secretas da Revolução. Ed. Maçônica. RJ.
  5.  Figueiredo, Joaquim Gervásio. Dicionário de Maçonaria. Ed. Pensamentos.
  6. Fagundes, Morivalde Calvet. Lições da História da Maçonaria.
  7. O Estudo de Maçonaria nas Universidades. (As duas obras supras são teses apresentadas no lº Congresso Maçônico Internacional de História e Geografia — Rio de Janeiro, Brasil, 1981

Fonte: JBNews - Informativo nº 318 - 12 de Julho de 2011

SOIS MAÇOM?

Ir∴ Francisco Geraldo Fernandes de Almeida 
Colaboração Ir∴ Deusdeth de Menezes Costa (Rio Branco)

Lembrava daquela forte dor no peito. Como viera eu parar aqui? O ambiente me era familiar. Já estivera aqui, mas quando?

Caminhava sem rumo.

Pessoas desconhecidas passavam por mim, contudo, não tinha coragem de abordá-las.

Mas espere! Que grupo seria aquele reunido e de terno preto?

Lógico! Não estariam indo e vindo de um enterro; hoje em dia não é tão comum pessoas irem a velório com roupa preta. É claro! São irmãos!

Aproximei-me do grupo. Ao me verem interromperam a conversa. Discretamente executei o sinal de Aprendiz, obtendo resposta.

A alegria tomou conta de mim. Estava entre amigos. Identifiquei-me.

Perguntei ansioso o que estava acontecendo comigo.

Responderam-me com muito cuidado e fraternalmente que havia desencarnado.

Não tinha mais dúvidas. Estava no Oriente Eterno. Fiquei assustado.

E a minha família, meus amigos, todos, como estavam?

- Estão bem, não se preocupe. No seu devido tempo você os verá, responderam.

Ainda assustado indaguei sobre o motivo de suas vestes.

- Estamos nos encaminhando ao nosso Templo Maçônico, foi a resposta.

- Templo Maçônico? Vocês tem um?

- Sim claro, por que não?

Senti-me mais à vontade, afinal, sou um grande inspetor geral e com certeza receberei as honras devidas a meu grau.

Pedi para acompanhá-los, no que fui atendido.

Ao fim de pequena caminhada divisei o Templo. Confesso que fiquei abismado, sua imponência era enorme. As Colunas do Pórtico eram majestosas, nunca vira nada igual. Imaginei como deveria ser seu interior e como me sentiria tomando parte nos trabalhos.

Caminhos em silêncio. Ao chegar no salão de entrada verifiquei grupos de irmãos conversando animadamente, porém, em tom respeitoso.

O que parecia o líder do grupo que me acompanhava chamou um irmão que estava adiante:

- Irmão Experto! Acompanhai o irmão recém chegado e com ele aguarde.

Não entendi bem. Afinal, tendo mostrado meus documentos, esperava, no mínimo, uma recepção mais Calorosa.

Talvez estejam preparando uma surpresa à minha entrada. Para um irmão Grau 33, não ;poderia se esperar nada diferente.

Verifiquei que os irmãos formavam o cortejo para entrada no Templo.

À distância, não pude ouvir o que diziam, no entanto, uma luminosidade esplendorosa cercou a todos.

Adentraram silenciosamente no Templo. Comigo ficou o Irmão Experto.

De tanta emoção não conseguia dizer nada. O tempo passou...não pude medir quanto.

A porta do Templo se entreabriu e o Irmão Mestre de Cerimônias encaminhando-se a mim comunicou que seria recebido. Ajeitei o paletó, estufei o peito, verifiquei se minhas comendas não estavam desleixadas e caminhei com ele.

Tremia um pouco, mas quem não o faria em tal circunstância? Respirei fundo e adentrei ritualisticamente no Templo.

Estranho...esperava encontrar luxuosidade esplendorosa, muito ouro e riqueza. Verifiquei, rapidamente, no entanto, uma simplicidade muito grande. Uma luz brilhante, vinda não se sabe de onde,iluminava o ambiente.

Cumprimentei o Venerável Mestre e os Vigilantes na forma usual.

Ninguém se levantou à minha entrada. Mantinham-se calados e respeitosos.

Não sabia o que fazer...aguardava ordens...e elas vieram na voz firme do Venerável Mestre:

- Sois Maçom?

Reconhecendo a necessidade do telhamento em tais circunstâncias, aceitei respondê-lo.

Estufei o peito, estiquei o corpo e respondi:

- MM∴II∴C∴T∴M∴RR∴

Aguardei, seguro, a pergunta seguinte. Em seu lugar o Venerável Mestre dirigindo-se aos presentes perguntou:

- Os Irmãos aqui presentes o reconhecem como Maçom?

Assustei-me. O que era isso? Por que tal pergunta? O silêncio foi total. Dirigindo-se a mim, o Venerável emendou:

- Meu caro irmão visitante, os irmãos aqui presentes não o reconhecem como Maçom.

- Como não? Disse eu. Não vêem as minhas insígnias? Não verificaram os meus documentos?

- Sim, caro Irmão, retrucou solenemente o Venerável Mestre, Contudo não basta ter ingressado na Ordem, ter diplomas ou insígnias. Para ser um Maçom é preciso, antes de tudo, ter construído o “seu Templo”.

E verificamos que tal não ocorreu com o Irmão. Observamos, ainda, que apesar de ter tido todas as oportunidades de estudo e de ter galgado ao maior dos graus, não absorveu seus ensinamentos. Sua passagem pela Arte Real foi efêmera.

Não pude agüentar mais. Retruquei:

- Como efêmera? Vocês que tudo sabem não observaram minhas atitudes fraternas? Fui interrompido.

- Irmão, vejamos então sua defesa...

Automaticamente desenhou-se na parede algo parecido com uma tela imensa de televisão e na imagem reconheci-me junto a um grupo de irmãos tecendo comentários desairosos contra a administração de minha loja. Era verdade. Envergonhei-me, Tentei justificar, mas não encontrava argumentos. Lembrei-me então, de minhas ações beneficentes.

Indaguei-os sobre tal.

E mudando a imagem como se trocassem de canal, vi-me colocando a mão vazia no tronco de beneficência. Era fato e, costumeiramente, o fazia por achar que o óbulo não seria bem usado.

Por não ter o que argumentar me calei e lágrimas de remorso brotaram-me nos olhos, iniciei a retirar-me cabisbaixo e estanquei ao ouvir a voz autoritária e ao mesmo tempo fraterna do Venerável.

- Meu Irmão, reconhecemos suas falhas quando pó orbe terrestre e na Maçonaria, contudo, reconhecemos, também, que o irmão foi iniciado em nossos augustos mistérios. Prometemos em suas iniciações protegê-lo e o faremos.

O Irmão terá a oportunidade de consertar seus erros, afinal, todos nós aqui presentes já os cometemos um dia.

Descanse neste plano o tempo necessário e, ao voltar à matéria para novas experiências, nós o encaminharemos novamente para a ordem Maçônica.

Sua nova caminhada com certeza será mais promissora e útil.

Saí decepcionado, mas estranhamente aliviado.

Aquelas Palavras parecem ter me tirado um grande peso. Com certeza ali eu desbastara um pedaço de minha pedra bruta.

Acordei, sobressaltado e suando. Meu coração disparado.

Levantei-me assustado com certa alegria no peito. Havia sonhado! Dirigi-me ao guarda-roupa. Meu terno ali estava.

Instintivamente retirei do paletó as medalhas e insígnias e as guardei em uma caixa, para nunca mais usar.

Ainda emocionado e com os olhos molhados de lágrimas dirigi-me à minha mesa e com as mãos trêmulas e cheio de uma alegria enlevante, indescritível, retirei o Ritual de Aprendiz-Maçom e decidi começar tudo de novo.

Devemos fazer de tudo, meus irmãos, para que esse pesadelo não se transforme em realidade na outra dimensão!!!

Fonte: JBNews - Informativo nº 318 - 12 de Julho de 2011

O SIMBOLISMO DO AVENTAL DE VENERÁVEL MESTRE E SUA JÓIA


Ir∴ Almir Veríssimo – MM ARLS Arautos do Progresso nr. 30 de Recife PE



O uso do avental deve ser revestido, por cima da roupa. Entretanto, há, Maçons, em certas Lojas e Obediências, que entram em Loja sem se revestirem do Avental, considerando-o como acessório facultativo e os colares e faixas como indispensáveis. Na França, as Lojas acrescentam nas pranchas de convocação o lembrete: “Favor munir-se do Avental”. O Próprio Ragon (1781-1862) queixava-se desta falta, externando em seu “Ritual de Aprendiz Maçom” as seguintes reflexões:

“Existem Lojas em que Oficiais e mesmo os Veneráveis acreditam que usando o colar podem deixar de vestir o Avental do seu grau. É um erro e uma falta: o Avental, símbolo do Trabalho, é mais necessário que o colar e a faixa; é ele o verdadeiro “ traje” maçônico, os colares e as faixas são adornos. Nas sessões de determinados altos graus não é mais usado o Avental, visto considerar-se o trabalho já terminado; mas nas sessões simbólicas, onde o trabalho começa, o Avental é indispensável.”

A primeira referência histórica que se tem sobre o uso dos Taus Invertidos, que os ingleses chamam “Níveis”, é um mandado da Grande Loja Unida da Inglaterra, datando de 1814, em que se descreve de que maneira deviam ser colocados os “Níveis” sobre o avental..

O nível é o emblema da igualdade e seu simbolismo tem como corolário noções de medida, de imparcialidade e de tolerância. “Os Maçons - escreveu Willian Preston - reúnem-se sob o Esquadro e separam-se sob o Nível “.

Na obra “A Vida Oculta da Maçonaria” de Leadbeater, diz:

“A Jóia do V M é o esquadro.... e tem o mesmo significado do malhete, seu instrumento do governo. É profundíssimo o simbolismo do malhete, e para explaná-lo convém lembrar ser ele, provavelmente, o mais antigo símbolo do mundo....

“Do lábaro ou acha se deriva o malhete do V M., que o empunha porque sua humilde maneira é ele o representante da deidade. O Malhete é insígnia de governo, e o V M o empunha hoje em dia do mesmo modo que o empunhou o primeiro Faraó. Está um tanto modificada sua forma, que costumava ser de um martelo de pedreiro....

“No Egito a dupla acha era também a insígnia de Arouris, os primeiros nomes dados ao nascente HORUS, a quem chamavam Chefe do Martelo, porque se costumava desenhar esta insígnia em forma de martelo....

O martelo, o malhete e, portanto, o Tau que o simboliza, são símbolos de mando, de poder. Esotericamente, o Tau grego simboliza o equilíbrio resultante do ativo e do passivo. Referindo-se aos os Taus Invertidos, que adornam o avental do Mestre Instalado, explicamos que:

Esta figura chamada Tau tem outro significado muito importante, pois a linha vertical significa o elemento masculino e a horizontal a linha feminina, na Deidade, mostrando assim que Deus se manifesta como Mãe e como Pai......

O Tau no antigo Egito era o equivalente ao símbolo da Cruz: significava a crucificação da Vida Divina no mundo da manifestação. Era também o emblema da natureza andrógina da Divindade, Simbolizando Deus como Pai e Mãe.

Na verdade, os Taus Invertidos encerram um simbolismo vastíssimo. Assim, por exemplo, como o Tau Invertido, que simboliza a ligação estabelecida entre o mundo da matéria e o Invisível, o Venerável torna-se o instrumento que faz a ligação entre todos os elementos que constituem a sua Loja, que ele guia com a Luz da sua experiência e sua sabedoria, para que ela possa alcançar, através dos trabalhos que ela realiza. O desenvolvimento espiritual dos seus obreiros pelo estudo, pelo sacrifício pessoal, pelo domínio das paixões, visando a fraternidade universal. O Tau Invertido poderia simbolizar também o trabalho criador que o Venerável deveria desenvolver em sua Oficina para justificar a sua investidura e a existência da Loja.

Blibliografia:
Estudos Maçônicos Sobre Simbolismo, 2ª Edição Nicola Aslan

Fonte: JBNews - Informativo nº 318 - 12 de Julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O IRMÃO

Ir∴ José Aparecido dos Santos

O que é Maçonaria e o porque do chamado irmão, quando se recebe a luz em sua iniciação de profano para neófito e se depara com várias espadas apontadas para sua face e corpo completo, e ouve a voz do venerável mestre pedindo para que estes abaixem suas espadas e de agora em diante não mais profano e sim maçom, de hoje em diante somos todos irmãos universal, sua esposa, filhos, de hoje em diante são cunhadas, sobrinhos ou sobrinhas.

E no decorrer que se recebe ou se faz visitas em Oficinas, para o crescimento espiritual, fazendo a egrégora maçônica entre irmãos da mesma Oficina e também de outras, se vê como é grande e espetacular viver e harmonia e fraternidade. Ao receber ou ser recebido na sala dos passos perdidos e tendo o verdadeiro aperto de mão, o abraço fraternal, é onde se vê a felicidade de ter se tornado Maçom, mas não sendo somente desta forma e tendo alguns que esquecem da fraternidade, irmandade, que somos todos iguais e fazem colocações que este ou aquele irmão, só faz visitas para estar presente no ágape fraternal, se fartando de comidas e bebidas....

E sendo sabido que somente os Irmãos sangue possuem características comuns que conduzem ao afeto sólido e desinteressado, cultivando o amor familiar.

Inexiste tratamento mais afetuoso que o de “irmão”, maçonicamente, já no Poema Regius, do ano de 1390, o mais antigo que se conhece recomenda o tratamento de “caro irmão” entre os maçons.

Fisiologicamente, os Irmãos provindos dos mesmos pais são denominados de “germanos”, que em latim significa “do mesmo germe”.

Na Maçonaria não há esse aspecto; porém, a Fraternidade (frater em latim) harmoniza os seres por meio da parte espiritual; diz-se que os maçons são Irmãos porque provêm da mesma Iniciação; morrem na Câmara das Reflexões para renascerem produzidos ou procriados por meio do germe filosófico que transforma integralmente a criatura, refletindo-se no comportamento posterior.

A essência da Fraternidade é o amor; os maçons dedicam muito amor uns para com os outros; é essa prática que funde o sangue para que haja no grupo uma só criatura.

O bem querer, a tolerância e a Fraternidade dentro da Loja transformam o homem em criatura dócil, espontânea e fiel, apta a desempenhar a cidadania no mundo profano.

A rigor, o amor fraternal deveria estender-se a toda humanidade; no entanto, ainda não estamos preparados para isso.

A essência do ser Maçom, estar em Maçonaria, é simples e direto, nos lembrando da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, como também nos lembrando do “Salmo 133”.

“Salmo 133”:  

Oh! Quão bom e quão suave é que os Irmãos vivam em União. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.

Desta forma, não adianta estarmos presentes em todas as Sessões de nossa ou em outras Oficinas, ler, ouvir e não praticar o que é ser


Maçom, não é somente saber se postar dentro das Lojas e sim ter a Maçonaria dentro de cada um e o Templo é uma vida constante dentro e fora, viver amar o ser Maçom, somente desta forma que não mais vai existir esta ou aquela Potência e sim nos identificarmos com as Romãs encimando as colunas, entreabertas, aparecendo suas sementes, simbolizando a União dos maçons e representados por suas sementes unidas em blocos e ter mente como Salomão o fez a Jeová, pedindo ao GADU, somente a sabedoria e com isto vem a prudência, tolerância, paz e o perdão.

Temos que ter em mente, que sempre deveríamos retornar e nos fecharmos dentro da Câmara de Reflexões, como no dia que demos inicio ao nosso aprendizado e nos tornarmos não somente “Irmãos” e também sermos “Amigos” e termos a Maçonaria dentro de nós e não fora de nosso viver, com isto, seriamos uma única família Maçônica Universal e sem ver jóias, cargos e vida Profana.

Pensemos mais em “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” e vendo sempre o lado positivo do outro e não o lado negativo, este quem o faz é nós mesmos, o que pensamos se reflete e muito.

Fonte: JBNews - Informativo nº 318 - 12 de Julho de 2011

O QUE SABEMOS ANTES DE 1822 SOBRE A HISTÓRIA DA MAÇONARIA BRASILEIRA?


Ir∴ Sérgio Quirino Guimarães 
ARLS Presidente Roosevelt 025 
Belo Horizonte - Minas Gerais

HISTÓRIA DA MAÇONARIA BRASILEIRA ?

Tenho notado um grande vácuo histórico na Maçonaria Brasileira. Passamos para os Irmãos a impressão que nossa história começa no vigésimo oitavo dia do mês de Sivan do Anno Lucis de cinco mil, oitocentos e vinte e dois (17/06/1822) com a criação do Grande Oriente Brasiliano, cuja primeira diretoria foi composta pelos Irmãos José Bonifácio de Andrada e Silva, Joaquim Gonçalves Ledo e João Mendes Viana. Mas a questão é que estes Irmãos pertenciam há Lojas que estavam vinculadas a alguma Potência. Conhecemos bem os fatos que ocorreram depois da criação do GOB: Iniciação, Elevação, Exaltação e Posse de Dom Pedro I como Grão-Mestre, briga entre o grupo de Ledo e dos Andradas, fechamento do GOB e et coetera

Mas e antes desta data? Qual é nossa história? Onde estão os documentos que mostram a gênese da Maçonaria em território brasileiro? 

Em minhas pesquisas encontrei o obvio. Nossos laços estão fortemente entrelaçado com a Maçonaria Portuguesa. Uma maçonaria que começou por volta do ano de 1727, quando foi fundada por comerciantes ingleses uma Loja em Lisboa e muito sugestivo foi a alcunha que a Loja recebeu por parte da Igreja Católica: Loja dos Hereges Mercadores. 

Mas se tratando de nome, a segunda Loja fundada (1733) nos inflama o espírito. Seu título constitutivo era: “Casa Real dos Pedreiros Livres da Lusitânia” em cujo quadro de obreiros constavam três frades dominicanos. 

Nesta mesma Loja tivemos um grande “Maçom Operativo”, foi o Irmão Carlos Mardel que além de militar foi um dos principais arquitetos que projetaram uma nova cidade, pois Lisboa havia sido destruída (85%) pela catástrofe de 1755 (terremotos, tsunamis e incêndios). 

A terceira Loja (fundada em 1741) foi um exemplo claro da frase do Irmão Chanceler no REAA; o Venerável Mestre e alguns Irmãos eram protestantes, mas a maioria dos Obreiros era católica, e veja que estamos tratando de uma época em que a Inquisição se faria presente e cruel. Nesta mesma Oficina conviviam harmoniosamente portugueses, ingleses, franceses, suíços, italianos. 

Não seria natural supor que os brasileiros que vinham para a Metrópole estudar tomassem conhecimento dos ideais maçônicos e fossem iniciados em nossos Augustos Mistérios? 

Na verdade não é uma suposição, mas sim uma realidade histórica que devemos resgatar! Alguns Past Grão Mestres lusitanos tiveram sua vida de alguma forma ligada ao Brasil; O Irmão Fernando Romão da Costa de Ataíde foi Grão Mestre entre 1809 e 1814 e era filho do Governador do Grão Pará e Maranhão. O Irmão Bernardino Luís Machado Guimarães, nasceu no Rio de Janeiro em 1851, foi Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido, de 1895 a 1899. Foi também o primeiro Embaixador Português no Brasil e duas vezes Presidente da República em Portugal. O Irmão Sebastião de Magalhães Lima, também nasceu no Rio de Janeiro, foi Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano por 27 anos e, como “Livre Pensador”, condenava abertamente regime ditatorial implantado em Portugal. 

Cito o GOL - Grande Oriente Lusitano - fundado em 1802, por acreditar que lá esteja “a coberto” um grande tesouro cultural. 

Em 1935 o governo de Salazar proibiu a Maçonaria em Portugal, mas em 1974, após a Revolução dos Cravos, o Palácio do GOL foi restaurado e hoje abriga além da administração e Templos, a Biblioteca do Grêmio Lusitano e o Museu Maçônico Português. Oxalá permita-me o GADU que, o mais breve possível, eu atravesse os mares e vá matar minha sede nestes mananciais de cultura. Assim, simbolicamente irei plagiar Pero Vaz de Caminha: “Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.”

Fonte: JBNews - Informativo nº 317 - 11 de Julho de 2011

HUZZÉ


Ir∴ Manoel Júnior
Loja Verdadeiros Amigos - São Paulo/Sp, Brasil

A palavra HUZZÉ tem origem hebraica, embora em árabe seja pronunciada “HUZZA”, para os antigos árabes „HUZZA” era o nome dado a uma espécie de acácia consagrada ao sol, como símbolo da imortalidade, e sua tradução significa força e vigor, palavras simbólicas que fazem parte da tríplice saudação feita na Cadeia de União: Saúde, Força e Vigor. Na Inglaterra a aclamação “HUZZÉ” tem a pronúncia UZEI, tomada do verbo TO HUZZA (aclamação) como sentido “viva o rei”.Significados:

No pequeno Vademecum Maçônico do Ir.´. Ech Lemos: “Houzé” – Grito de alegria dos maçons do rito escocês.

No dicionário de maçonaria do Ir.´. Joaquim Gervasio de Figueiredo: Houzé – Grito de aclamação do maçom escocês.

No dicionário maçônico do Ir.´. Rizzardo da Camino, Huzzé é apresentado como uma corruptela de HUZZA, que seria a expressão de alegria e louvor usada pelos maçons ingleses traduzida por “viva”.

Biblicamente, HUZZÉ era o nome de uma personagem.

Pronúncia: Deve-se pronunciar “HUZZÉ”, dando ênfase ao som da letra “H”, a qual exige um sopro mais forte, e “ZZÉ” como afirmação, como que solfejando um Dó bem longo e terminando em Fá, tendo a sensação de estar passando do escuro da noite para o alaranjado da manhã, da dúvida para a certeza, da angústia para serenidade.Em maçonaria, HUZZÉ é uma exclamação, e como tal, deve ser clamada com um sopro forte, quase gritado, em dois sons, para que possa ser respeitada a harmonia musical do vocábulo, a fim de que se conserve todo efeito esotérico desta saudação ao GADU.´., significando que Deus é sabedoria, força e beleza. HUZZÉ, HUZZÉ, HUZZÉ, ou seja, salve o GADU.´. , salve o GADU.´. , salve o GADU.´.O valor do HUZZE está no som, a energia provocada elimina as vibrações negativas. Quando em Loja, surgirem discussões ásperas e o V.´.M.´. receiar-se que o ambiente possa ser „perturbado” suspenderá os trabalhos, e comandará a expressão HUZZÉ, de forma tríplice, reiniciando os trabalhos, o ambiente será outro, ameno e harmônico.Dentro de Loja, o V.´.M.´. comanda no início dos trabalhos a exclamação HUZZÉ, que deve ser pronunciada em uníssono. Essa exclamação prepara o ambiente espiritual, afastando os resquícios de vibrações negativas trazidas para dentro do templo pelos IIr.´.Ao término dos trabalhos é exclamado para “aliviar” as tensões surgidas. Toda liturgia maçônica compreende os aspectos místicos, físicos e psíquicos.

O HUZZÉ que provoca a expulsão do ar impuro, substituído pelo “Prana” que se forma no Templo, harmoniza o ambiente numa escala única, num nível salutar, capacitando o maçom para receber em seu interior os benefícios da Loja.Quando um maçom é solicitado a exclamação o HUZZÉ que o faça conscientemente para obter, assim, os resultados mágicos dessa manifestação física de seu organismo, portanto deve ser aprendida e ensinada, para que possas ser exercitada com Sabedoria Força e Beleza.

Bibliografia:
"Simbolismo Do Primeiro Grau" – Rizzardo Da Camino Bíblia Sagrada – Livros 2 – Samuel, Cap. 06"
Dicionário Maçônico" - Rizzardo Da Camino"
Dicionário Da Maçonaria" – Joaquim Gervásio De Figueiredo

Fonte: JBNews - Informativo nº 317 - 11 de Julho de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

LIONS ROTARY


Ir∴ João Ivo Girardi
Loja Obreiros de Salomão nr. 39 (Blumenau)


ROTARY CLUB:

1. Fundado em 1905 em Chicago por Paul Harris, Franco-Maçom. A antimaçonaria militante atacou essa vasta associação mundial, usando como argumento essa origem para afirmar que ela não passava de um disfarce da Maçonaria. A mesma acusação foi formulada contra o Lion’s International. Pode- se observar que, numa alocução aos membros dos Rotary Clubs da Itália, a 20 de março de 1965, Sua Santidade, o papa Paulo VI concedeu a estes a bênção apostólica.


2. É o Rotary Clube uma sociedade secreta? Entre a metade do século XIX e os primeiros anos do século XX vários grupos de ajuda humanitária surgiram em todo o mundo. Em torno deles, a polêmica: seriam clubes de serviço ou sociedades secretas? São muitas as opiniões a esse respeito. Elks (1868), Rotary (1905), Kiwanis (1915) e Lions (1917) entraram em evidência. Foram os precursores de uma nova modalidade de clube, onde ao invés de lazer prega-se a ajuda humanitária. Os membros se reúnem semanalmente com o objetivo de unir esforços e recursos financeiros a fim de financiar projetos de ajuda a pessoas carentes e comunidades necessitadas. No entanto, para alguns pesquisadores a ajuda humanitária seria apenas uma fachada para esconder sua verdadeira identidade. Entre os clubes de serviço, o Rotary é o que mais se destacou e em cuja organização está a maioria dos maçons de nosso país. Apesar de negar qualquer relação com a Maçonaria, existem evidências que comprovam seu envolvimento. Na verdade, o Rotary é apenas mais um dos muitos braços da Maçonaria.


O Que é o Rotary? Segundo nos informa o site oficial da organização, o Rotary é uma rede mundial de voluntários dedicados à prestação de serviço social. Fundada pelo maçom Paul Harris, em 23/2/1905, em Chicago, EUA, a instituição tem como lema dar tudo de si sem pensar em si. Suas metas são melhorar a qualidade de vida da humanidade reduzindo disparidades mundiais em áreas como saúde, educação, agricultura, saneamento, recursos hídricos e pequenos negócios, assim como promover a paz e a harmonia entre os homens. Não sectários e apolíticos, os Rotary Clubes são abertas a todas as raças, culturas e credos, e estão espalhados por diversas partes do Brasil e do mundo. Homens, mulheres, jovens e adolescentes integram os diversos programas da ONG. Para os jovens de 14 a 18 anos, o Interact. Para os universitários formados entre 18 e 30 anos, o Rotoract. Após os 30 anos, o cidadão pode ser membro efetivo do Rotary.

Como tudo começou: Nascido em Racine, Wisconsin (EUA), no dia 19/5/1868, Paul Percy Harris foi o segundo dos seis filhos de Gerg N. Harris e Cornélia Bryan Harris. Aos três anos de idade foi morar em Wallingford, Vermont, com seus avôs paternos, que o criaram. Casou-se com Jean Thompson (1881-1963), mas não tiveram filhos. Formou-se em Direito pela universidade de Iowa e obteve o título honorário da universidade de Vermont. Paul Harris trabalhou como repórter de um jornal, foi professor de economia, ator e caubói. Em 1896 decidiu advogar em Chicago. Certa noite, durante uma caminhada após jantar na casa de outro advogado, Paul Harris, depois de ser apresentado a alguns amigos do seu colega que eram proprietários de casas comerciais naquele bairro residencial de Chicago se lembrou da vida na cidade de New England onde cresceu.

Esse episódio inspirou Harris a organizar um clube, sem restrições políticas ou religiosas, para que executivos e profissionais liberais tivessem a oportunidade de desfrutar de companheirismo e estabelecer novas amizades. Membros do Rotary Club reunidos em Nova Yorque, 1927, para a eleição do novo presidente internacional da ordem, Henry A. Dorsey. Juntamente com Silvester Shile, comerciante de carvão, Gustavus Loehn, engenheiro de minas e Hiram Shorey, alfaiate, Harris formou o primeiro clube. O clube recebeu o nome de Rotary devido ao fato de que seus membros se reuniam em rodízio nos respectivos locais de trabalho. No terceiro ano do clube, Harris assumiu a presidência e decidiu que a ideia do Rotary deveria ser expandida para outras cidades e países. Em 1912, após a formação de clubes no Canadá e Inglaterra, a organização passou a se chamar Associação Internacional dos Rotary Clubes. Com o passar do tempo, abriram-se filiais na Europa, América do Sul, África e Ásia. Em 27 de janeiro de 1947, por ocasião da morte o Presidente Emérito do Rotary Internacional, Paul Harris, havia cerca de 6.000, Rotary clubes pelo mundo todo.

Uma entidade filantrópica? Usando a mesma estratégia da Maçonaria e de outras sociedades secretas, o Rotary Clube afirma ser apenas uma entidade filantrópica, não sectária e apolítica. Entretanto, sabemos que isso não é verdade. Além de algumas semelhanças com a Maçonaria, os rotarianos estão profundamente envolvidos com a política. A maioria dos rotarianos são políticos e muitos deles estão envolvidos na administração de várias cidades e estados do Brasil. Provas documentais: A relação entre o Rotary Clube e a Maçonaria é algo incontestável. Prova disso é que Lojas maçônicas amplamente divulgam na Internet destacam ambos os fundados do Rotary e Lions, Paul Harris e Melvin Jones, como maçons. Maçons famosos fundaram entidades que prestam serviços a humanidade, como Os Escoteiros, por Robert Power; o Rotary, por Paul Harris; o Lions, por Melvin Jones; o grupo de jovens de DeMolay, por Frank Sherman Lan. É praticamente impossível desassociar a imagem do Rotary da Maçonaria, até porque existem muitas evidências entre uma e outra sociedade. As características comuns a essas organizações como a composição, do seu quadro de membros efetivos e o método de ingresso dos novos sócios, isto é, previamente selecionados por uma comissão eletiva, são evidências que demonstram a ligação entre as sociedades. Algumas lojas maçônicas são compostas, exclusivamente, por rotarianos. Um dos casos é da loja Rotaria número 4195 de Londres, cujas correspondências destacavam carimbos da ONG e os típicos compassos com a letra G em evidência, símbolo internacional do Rito Escocês. Entre os anos de 1928 e 29 houve uma campanha internacional contra o Rotary liderado pelo jornal La Civilla, de Roma, que destacava que o código de ética do Rotary apregoava princípios semelhantes ao da Maçonaria, e que os ensinamentos filosóficos e morais tinham cunho religioso.

Distribuido em vários países, o jornal defendia a ideia que o clube era demasiadamente amigo dos maçons e perigosamente inclinado ao erro de tratar todas as religiões de igual valor.

A Loja Maçônica Paul Harris: Em São Paulo funciona desde 1981 a Loja Maçônica Paul Harris, em uma referência ao fundador do Rotary. Organizada por Maurice Alfred Sommer, a sociedade se diz ser herdeira dos ensinos de Paul Harris.

Vejamos o que diz:

A história da loja maçônica Paul Harris começa com o Rotary, já que Paul Harris, seu fundador, era maçom, conforme consta nos arquivos, e por isso existem muitos pontos em comum entre o Rotary e a Maçonaria, como o combate ao egoísmo, o respeito à igualdade absoluta de direitos e a todas as crenças religiosas e que cada um seja feliz com sua crença. No ano de 1981, o irmão Maurice Alfrede Sommer, na época membro do Rotary de Sumaré (SP), sabedor que o fundador do Rotary fora maçom, convocou alguns rotarianos para prestarem uma homenagem póstuma a Paul Harris, outorgando-lhe o patronato da loja que pretendia fundar. Em uma reunião realizada no restaurante Don Ciccilo, na Água Branca, com a presença de cinco rotarianos (Maurice Sommer, João Forte, Gilberto Leite, Justino de Matos, Victor Kothe) e mais dois iniciados (Romão Gomes e José Gouveia), expôs suas ideias. Aos 29 de junho de 1981, após um trabalho incansável do irmão Maurice, reunindo quinze irmãos, consegui instalar a loja, que é subordinada ao Grande Oriente de São Paulo e federada ao Grande Oriente do Brasil, sendo o Venerável da fundação o irmão José Caparroz Sallas. A primeira reunião foi realizada no templo da Unificação, sito na Av. Fagundes Filho, 671, Oriente de São Paulo, sob a presidência do venerável Sallas.

O estandarte da loja é descrito obedecendo aos seguintes princípios: a) em veículo azul claro; b) no centro a engrenagem do Rotary em suas cores originais, substituindo-se os raios pelo esquadro e o compasso na cor dourada contendo no centro a letra G em vermelho; c) abaixo da engrenagem colocar-se-á o nome Paul Harris e abaixo do nome a data de fundação. Dos 15 irmãos que fundaram a Loja Maçônica Paul Harris, sete eram rotarianos e outros três foram admitidos no Rotary Clube de Sumaré.

A Maçonaria caminha com o Rotary, em busca de Fraternidade, Respeito e Tolerância.

A liberdade de ação e a igualdade de direitos, não poderiam, por isto, deixar de orientar a conduta de seus membros na luta por ideais elevados. Traçando este paralelo, a Ordem Maçônica palude a existência do Rotary, que chegamos a apelidar de Maçonaria Branca, já que acreditamos que Paul Harris tenha se baseado na Maçonaria para elaborar o manual de procedimentos rotários, e isto facilmente poderá ser comparador por qualquer rotariano observando uma sessão branca maçônica. (Loja Maçônica Obreiros de Irajá, RJ). 

3. Rotarianos famosos: Albert Sabin; Ron Hubbard, George W. Bush; General Douglas MacArthur; Walt Disney; Soleiman Frangieh, Konosuke Matsushita, Ernest Medina, My Lai, Principe Bernardo de Lippe-Biesterfeld, Neville Chamberlain (Primeiro Ministro, Reino Unido), Hassan II de Marrocos, Rainier III de Mônaco; Nelson Pereira dos Santos, Charles Lindbergh, Bill Gates, etc. (V. Antimaçonaria, Clube de Serviços, Lions).

LIONS CLUB INTERNATIONAL:


Lions Clubs International é a maior organização internacional de clubes de serviço do mundo, voltada para serviços humanitários, fundada por Melvin Jones. Seus membros, denominados como Companheiro Leão são associados aos Lions Clubes espalhados pelo mundo. São aproximadamente 1,4 milhão de homens e mulheres realizando exames de vista e de saúde, construindo parques, apoiando hospitais oftalmológicos, concedendo bolsas de estudo, auxiliando jovens, distribuindo cestas básicas, dando apoio a entidades filantrópicas, fornecendo ajuda em momentos de catástrofes e muito mais.

Lions Clubs International foi fundada nos Estados Unidos da América em 1917 por Melvin Jones e se tornou internacional em 1920, quando foi fundado um Lions Club no Canadá. Sob a égide de Lions Clubs Internacional e Lions Clubes locais, são organizados os LEO Clubes: organizações de serviço voltadas à juventude, nos moldes do Leonismo.

Visão da Associação Internacional de Lions Clubes:
Ser o líder global em serviços comunitários e humanitários.

Propósitos da Associação Internacional de Lions Clubes:
Para atender sua missão, foram definidos os seguintes Propósitos do Lions
1) Organizar, fundar e supervisionar clubes de serviços a serem chamados de Lions Clubes.
2) Coordenar as atividades e uniformizar a administração de Lions clubes.
3)Criar e fomentar um espírito de compreensão entre os povos da Terra.
4) Incentivar os princípios do bom governo e da boa cidadania.
5) Interessar-se ativamente, pelo bem-estar cívico, cultural, social e moral da comunidade.
6) Unir os clubes pelos laços de amizade, bom companheirismo e compreensão mútua.
7) Promover um fórum para a livre discussão de todos os assuntos de interesse público, excetuando-se, entretanto, o partidarismo político e o sectarismo religioso, que não serão debatidos pelos associados no clube.
8) Incentivar as pessoas bem intencionadas a servir a suas comunidades sem benefício financeiro, estimular a eficiência e promover elevados padrões éticos no comércio, na indústria, nas profissões, nos serviços públicos e nos empreendimentos particulares. Código de Ética dos Leões:

O Lions possui um código de ética:
1) Demonstrar fé nos méritos da minha profissão esforçando-me para conseguir honrosa reputação mercê da excelência dos meus serviços.
2) Lutar pelo êxito e pleitear toda remuneração ou lucro que, equitativa e justamente mereça, recusando, porém, aqueles que possam acarretar diminuição de minha dignidade, devido à vantagem injusta ou ação duvidosa.
3 Lembrar que, para ser bem sucedido nos negócios ou empreendimentos, não é necessário destruir os dos outros. Ser leal com os clientes e sincero consigo mesmo.
4) Decidir contra mim mesmo no caso de dúvida quanto ao direito e a ética de meus atos perante meu próximo.
5) Praticar a amizade como um fim e não como um meio. Sustentar que a verdadeira amizade não é o resultado de favores mutuamente prestados, dado que não requer retribuição, pois recebe benefícios com o mesmo espírito desinteressado com que os dá.
6) Ter sempre presente meus deveres de cidadão para com a minha localidade, meu Estado e meu País, sendo-lhes constantemente leal em pensamento, palavras e obras, dedicando-lhes, desinteressadamente, meu tempo, meu trabalho e meus recursos.
7) Ajudar ao próximo, consolando o aflito, fortalecendo o débil e socorrendo o necessitado.
8) Ser comedido na crítica e generoso no elogio, construir e não destruir.

Lions Clubes no Mundo:

A organização tornou-se internacional em 12 de março de 1920, quando foi fundado o primeiro Lions Clube no Canadá, em Windsor, Ontário. Ao longo dos anos, espalhou-se pelo mundo, tornando-se a maior organização de clubes de serviço do mundo.

O Lions no Brasil:

Data de fundação: 1952 No Brasil o Lions está subdividido em quatro Distritos Múltiplos: LA, LB, LC e LD. Cada um dos Distritos Múltiplos por sua vez está dividido em Distritos.

Abaixo dos Distritos, estão as Regiões Leonísticas e/ou Divisões Leonísticas e, finalmente, os Lions Clubes. Cada Lions Clube é uma sociedade civil sem fins econômicos, de duração indeterminada, filiada à Associação Internacional de Lions Clubes, conforme estabelecem seus estatutos. Uma forma de encontrar os Lions Clubes no Brasil pode ser encontrada Domínio do Lions no Brasil

Lema: O lema da associação é Nós Servimos. Adotado em 1954.

Slogan: Liberdade, Igualdade, Ordem, Nacionalismo, Serviço. Ele foi adotado na Convenção Internacional de 1919. 

As Cores do Leonismo:


O roxo e o amarelo-ouro foram escolhidos quando a associação foi fundada em 1917. O roxo representa lealdade ao país natal, aos amigos, a si mesmo e à integridade da mente e da alma. É a cor da coragem, energia e dedicação a uma causa. O amarelo-ouro simboliza sinceridade de propósito, imparcialidade de julgamento, simplicidade de vida e generosidade espiritual e compromisso para com a humanidade. Muitas vezes o azul escuro é usado em lugar do roxo. 

Emblema Oficial: O atual emblema do Lions foi adotado na convenção de 1919. Hoje, Leões de todas as partes do mundo são facilmente reconhecidos ao usarem este emblema. O emblema consiste de um L dourado num círculo roxo ou azul.

Em torno deste círculo roxo há uma área circular dourada com o perfil de dois leões, de costas para o centro. A palavra Lions e International aparecem no topo e na parte inferior. Os leões estão olhando para um passado glorioso e com confiança para o futuro.


Melvin Jones: (1879-1961) foi o fundador do Lions Clubs International. Era filho de um capitão do Exército dos Estados Unidos da América que comandou um grupo de escoteiros. Mais tarde, seu pai foi transferido e a família mudou-se para o leste do país. Aos 20 anos de idade, Melvin Jones mudou-se para Chicago, Illinois, onde se associou a uma companhia de seguros e, em 1913, fundou sua própria agência.

Como membro do Círculo de Negócios de Chicago, um grupo de empresários que se reunia na hora do almoço, Melvin Jones foi logo eleito secretário. Este era um dos muitos grupos da época que se dedicava totalmente a promover os interesses financeiros de seus membros.

Devido ao seu apelo limitado, estes grupos estavam destinados a desaparecer. Melvin Jones, contudo, tinha outros planos.

Que tal se os homens, ele perguntou, que têm sucesso devido à sua energia, inteligência e ambição, usassem seus talentos para melhorar suas comunidades?

Em 1914, como secretário do Círculo de Negócios de Chicago, manteve contatos com vários clubes independentes e associações de clubes dos Estados Unidos da América, interessando-os na unificação para formar uma associação de clubes de serviço. Entretanto, somente a 7 de julho de 1917, e depois de numerosa correspondência, é que conseguiu reunir os delegados dos clubes, na Sala Leste do Hotel La Salle de Chicago, a fim de preparar os fundamentos para a formação da Associação, a qual começou a existir alguns meses após, na Convenção reunida em Dallas, estado do Texas, de 8 a 10 de outubro de 1917.

Nessa Convenção, Melvin Jones foi eleito Secretário. Foi estipulado que os clubes não teriam caráter social e que os seus sócios não poderiam promover seus interesses comerciais. Eventualmente, Melvin Jones abandonou sua agência de seguros e se dedicou totalmente ao Lions na sede internacional em Chicago. Foi sob sua liderança dinâmica que os Lions clubes conseguiram o prestígio necessário para atrair homens com mentalidade cívica.

Em julho de 1950, a Diretoria Internacional concedeu-lhe à Melvin Jones o título de Secretário-Geral Perpétuo e em julho de 1958 o de Secretário-Geral e Fundador do Leonismo. O fundador da associação também foi reconhecido como líder por outras entidades. Uma das maiores honras para Melvin Jones foi em 1945 quando ele representou Lions Clubs International como consultor na Conferência das Nações Unidas sobre Organização Internacional em São Francisco, Califórnia quando foi criada a Organização das Nações Unidas (ONU).

Melvin Jones, o homem cujo lema pessoal Você não pode ir muito longe enquanto não começar a fazer algo pelo próximo, se tornou o princípio condutor de pessoas com espírito de serviço humanitário em todas as partes do mundo. Uma frase célebre de Melvin Jones: Os sonhos são as simples idéias de ontem que se tornaram nos importantes milagres de hoje. O sonho de Melvin Jones tornou-se realidade e hoje, no Brasil, a presença do Movimento Leonístico atinge mais de meio século de relevantes serviços prestados à comunidade brasileira, nos diversos segmentos da sociedade: saúde, educação, bem-estar social, civismo, cidadania. Faleceu em 1 de junho de 1961 com 82 anos de idade. O dia de seu nascimento (13/01/1879) é consagrado no Leonismo Internacional como O Dia da Memória, momento de reverenciarmos mais uma vez o fundador de tão meritória obra.

Maçonaria: Logo: Em quase 100 anos de utilização, o logo do Lions mudou e evoluiu, mas sempre manteve a mesma idéia: Nós Servimos. 1916: O primeiro logo revela os laços iniciais com a Maçonaria: Um círculo com letra L em seu interior, sob o Esquadro e o Compasso. 1918: Neste logo, o leão mordendo uma clava (club em inglês) faz um trocadilho com referência a Lions Club. 1920: Esta versão com o monograma L e os Leões em direções opostas foi a base do logo atual. Loja Maçônica: No Brasil existe a Augusta e Respeitável Loja Simbólica Melvin Jones nº 3733, no Oriente de Campinas/Grande Oriente de São Paulo/GOB. (V. Clube de Serviços, Rotary).


Renovação da marca Lions
Da "The Lion Brasil Sudeste"

O Lions Internacional está iniciando um processo de renovação de sua marca. É claro que o que importa é o que o Lions faz, mas a renovação vai nos ajudar a

falar do que fazemos de maneira mais moderna e adequada ao nosso segundo século de crescimento.
Locais consultados a respeito da renovação da marca Lions

Em Porto Rico, o Lions organiza anualmente uma expedição médica de barco até a República Dominicana, para oferecer tratamento a 10.000 pessoas. Em Nova Iorque, o Lions paga a hipoteca de uma família de nove pessoas que perdeu o pai num acidente. Na Etiópia, o Lions colabora com o Carter Center para eliminar o tracoma, que causa cegueira. Na Cidade do Cabo, África do Sul, o Lions faz parceria com um supermercado para alimentar 60.000 pessoas por dia.

Apesar dos Leões serem conhecidos em todo o mundo, as notícias sobre nossas realizações não são divulgadas. Por que? Em parte porque o Lions investe muito pouco dinheiro em relações públicas e propaganda. Na realidade, outras organizações de serviço gastam de 25 a 80 vezes mais que o Lions com publicidade. Resultado: uma reputação forte que não é bem divulgada nem compreendida.

Com o auxílio de consultores especializados em Terceiro Setor, as lideranças leonísticas decidiram reverter essa tendência através de um grande esforço para renovação da Marca Lions. "Durante 90 anos deixamos nossas ações falarem por si", diz Peter Lynch, diretor executivo. "Agora, nesta era de comunicação, os Leões terão que falar mais e mais diretamente para o público. Cabe a nós definir quem somos”.

Fonte: JBNews - Informativo nº 316 - 10 de Julho de 2011

...ENTRANDO NA MAÇONARIA

e. figueiredo (*)

(Vale a pena abrir mão da “qualidade” em nome da “quantidade” ?)
Estamos vivendo num mundo onde tudo está acontecendo com rapidez jamais vista. Invenções utilizando tecnologia avançada permitem realizarmos varias coisas (nosso trabalho, nossas tarefas cotidianas) em tempo restrito e com qualidade. As expressões, que as empresas passaram a utilizar há alguns anos, principalmente as multinacionais, “qualidade total”, “controle de qualidade“, e outras, acabaram tendo aplicação não só no campo profissional, mas, também, abrangendo diferentes áreas de atuação.

Essa tecnologia, que vem transformando o nosso planeta Terra, chegou também à Sublime Ordem. Assim é que “qualidade total” e “controle de qualidade” passassem a ser termos empregados pelos seus integrantes. E não poderia ser diferente, pois os Maçons convivem com os avanços tecnológicos nos locais de trabalho, cuja experiência, indubitavelmente, é transportada para o interior dos Templos.

Há aqueles, os quais interpretam como uma profanação à tradição Maçônica, que não vêem isso com bons olhos, entretanto, não poderão negar o lado positivo, que é a consciência de que as coisas na Arte Real merecem ser preparadas e cuidadas com carinho, seriedade e não de qualquer maneira, além de acompanhar a evolução que a Humanidade assiste. A Maçonaria precisa, também, de pessoas de “qualidade” que expressem sua condição de livre e de bons costumes, cumpridores de suas obrigações junto à família e à sociedade, com um testemunho coerente de vida.

A despeito da Ordem se ver na necessidade de servir, com maior atenção possível, prestando assistência às pessoas, devemos ter o cuidado de não pensar que a Maçonaria é simples empresa de prestação de serviços, como muitos assim a interpretam. A Maçonaria, como reza em sua declaração de princípios, tem por objetivo lutar contra a ignorância sob todas as formas; é uma escola mútua cujo programa se resume em: obedecer às leis do seu país, viver segundo a honra, praticar a justiça, amar o seu semelhante, trabalhar sem descanso para a felicidade da Humanidade e prosseguir a sua emancipação progressiva e pacífica. A Maçonaria não é como um produto qualquer, que pode ser comprado ou consumido; ela é formada por pessoas que se esforçam, a cada dia, para fazer cumprir esses princípios, sob os quais fizeram juramento. E é por isso que, nem sempre a “qualidade“ atende às exigências de quem a vê de fora.

Muitos Maçons crêem que é necessário restringir a quantidade de Obreiros em nome da qualidade. Como em qualquer comunidade, seus integrantes têm formas diferentes de ver a situação, o que tem provocado divergências quanto à interpretação dos conceitos da Ordem. Nos debates, discussões e palestras, que as Lojas promovem, têm aparecido as expressões “qualidade total” e “controle de qualidade” como menção para que seja mais acurada a escolha do candidato. Saber aproveitar-se da tecnologia é ter coragem de buscar novos métodos para o bem da Ordem e do seu aperfeiçoamento.

A preocupação tem razão de ser, pois a escolha de um candidato para adentrar à Ordem, poder-se-ia dizer, é tão importante como respirar para viver. São os escolhidos que dão continuidade à Instituição.

A amizade, a posição social, o modo de vida, o parentesco e o relacionamento profissional são algumas das condições que devem ser consideradas, porém, não imperativas na admissão de um novo membro. Um amigo ou um parente por mais íntimo que seja, pode merecer toda consideração como tal, todavia, não ser digno de que depositem nele a confiança necessária para ser candidato a Maçom. Deve-se entender, entretanto, que por melhor que seja estabelecido um procedimento de escolha, com “qualidade total” e “controle de qualidade”, sempre estaremos vulneráveis, e, com possibilidade de receber quem se desviou desse critério. É aí que deve entrar a catequese por aqueles que são considerados “enquadrados” para fazer o Obreiro, que não se identifica com os princípios, a ter melhor participação e desempenho e captar em profundidade as regras da Maçonaria.

Os que já fazem parte da Maçonaria não podem se fechar em grupos, julgando-se os melhores, e, muito menos, manifestarem com ambigüidade deliberada – a exemplo de mensagem diplomática – quando há necessidade constante de se optar pela integridade da Ordem. Devem, sim, estar abertos para acolher todos os que foram chamados a participar da Sublime Ordem, cada um a seu modo, independentemente se foi uma boa ou má escolha. Após a admissão deve ser acompanhado com atenção, responsabilidade e carinho, assistência está suplementada com farta literatura Maçônica, para que tenha conhecimento exato da entidade em que ingressou. É necessário ensinar a desbastar a pedra bruta com poucas ou muitas pessoas, através de Maçons que já têm boa caminhada, orientando como manusear, corretamente, o maço e o cinzel. Os mestres estão incumbidos de fazer surgir, no espírito do neófito, alguma chama que permita abrir novos horizontes. É a missão que cabe aos mestres executar, isto é, ensinar-lhe o sentido de ação. Além do mais, o fato de pôr de lado uma obrigação presumida, não dá direito a nenhum mestre Maçom de abandonar, indefinidamente, uma obrigação inerente. Não deixa de ser uma forma de se tentar corrigir uma possível escolha errônea. Por analogia, seria podar a árvore para que dê bons frutos. Assim encarada, a Maçonaria nunca será considerada uma simples agremiação ou mera espécie de clube social, mas como uma das vias da sabedoria universal e uma verdadeira escola de iniciação.

Apregoar, como fazem alguns Maçons, de que a porta de entrada da Maçonaria deva ser estreitíssima, e, a de saída, a maior possível, é uma forma simplista de tentar resolver o problema. A busca, de se encontrar o homem de real valor moral e intelectual, nem sempre é conseguida, porém, claro está, a preocupação na seleção deve prevalecer sem ser negligenciada, sob o risco de surgirem problemas, motivados por má escolha, quem sabe, insolúveis.

O importante é ter em mente: Se o Obreiro entrou na Maçonaria, cabe a nós fazermos com que a Maçonaria entre nele....


(*) E. Figueiredo - pertence ao CERAT - Clube Epistolar Real Arco do Templo / Integra o GEIA – Grupo de Estudos Iniciáticos Athenas / Membro da Confraternidade Mesa 22, e é
Obreiro da ARLS Verdadeiros Irmãos – 669 (GLESP)

Fonte: JBNews - Informativo nº 316 - 10 de Julho de 2011