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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 31 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

NOÇÕES DE REALISMO FANTÁSTICO APLICADAS À MAÇONARIA

Autor: Ir∴ Hercule Spoladore
Loja de Pesquisas Maçônicas Brasil LONDRINA - PR

O Homem atual, parcialmente desperto do seu sono mental de milhares de anos, está um pouco mais liberado, mas ainda está preso aos grilhões de preconceitos, lendas, falsos mitos, crendices que foram programados no seu subconsciente há muitas gerações que ele as vem assimilando através de seu DNA. Ele começa lentamente a vislumbrar através de sua memória genética a experiência e a vivência de seus antepassados de milhões de anos, mas ainda está mal programado a respeito do Universo e de seu papel na natureza. A Terra tem sua idade estimada em cinco bilhões de anos.

O Homem quer saber a qualquer custo de onde veio e qual é o mistério da vida. E por isso ele especula muito. Foi criado aqui neste planeta a partir de um tronco comum com os primatas ou é oriundo de outros planetas, ou de habitantes de outros mundos mais evoluídos, que fizeram experiências genéticas a partir dos primatas existentes na Terra?

No momento atual há uma ansiedade uma verdadeira febre de procura das suas prováveis origens.

A razão principal desta tendência é porque a Ciência está tornando o Homem mais liberado de falsas morais, falsos deuses e crenças descabidas e assim ele está se programando para a grande e fantástica aventura cósmica. É claro que conhecendo o passado ignoto, será mais fácil antecipar o futuro maravilhoso que o espera.

Cada ser humano tem em sua mente uma verdadeira procissão de fantasmas mentais, no meio da qual caminha uma realidade desconhecida para ele.

Carl Jung em seu livro “O Homem e seus símbolos” penetrando ainda mais nas entranhas de mente humana refere que existem aspectos subconscientes na nossa percepção da realidade. Quando nossos sentidos reagem a fenômenos reais, as sensações auditivas e visuais são de certa maneira transpostas da esfera da realidade para o subconsciente e uma vez ai programados, se tornam psíquicos cuja natureza extrema é desconhecida, pois a mente não pode conhecer sua própria substância.

O status intelectual e moral atual no qual o Homem está inserido foi modelado pela Ciência no campo físico e por pensadores e filósofos no campo mental. O homem atual não é igual aos seus antepassados. Outros paradigmas estão sendo introduzidos. Tudo mudou.

Sabe-se que a civilização moderna foi construída sem o conhecimento de sua verdadeira estrutura intima. Embora idealizada pelo Homem ela não está de forma alguma bem ajustada à sua própria medida. O Homem não conhece o seu EU duplo.

O conhecimento interior é aquele que emana do seu próprio íntimo de sua forma intuitiva e natural, não seguindo raciocínios, conceitos teorias, ou qualquer outro processo mental. São os caminhos do autoconhecimento.

Muito embora a maioria dos maçons não saiba, mas este é o verdadeiro ponto crucial da Iniciação, apesar deste fato não ser propriedade da Ordem. Todas as outras entidades iniciáticas seguem este mesmo percurso.

Este conhecimento interior não deve ser confundido com o conhecimento comum adquirido através de livros didáticos, de aulas escolares, manuais etc.

O mundo desenvolveu-se ao acaso por iniciativa de homens-gênios a maioria por descobertas acidentais, amoldados à forma de ser de seus pensamentos, sem seguir uma metodização ou esquema racional.

Repentinamente houve um tremendo salto na Ciência. O Homem aceitou a desafio. Mas os homens de Ciência não tomam conhecimento para onde estão chegando ou para onde pretendem ir. São conduzidos pelo acaso. Cada cientista é um homem à parte guiado pelas próprias descobertas. As descobertas acontecem sem pevisão do que possam causar.

O Homem ainda está meio aturdido, meio tonto e parvo com tanta realidade, a qual chega às raias do fantástico.

No momento, o Homem quer aprender alguma coisa sobre civilizações extintas e entrar ao mesmo tempo entrar em contato com outros seres inteligentes do Universo. Explora como pode o cosmo, dentro de sua tecnologia ainda impotente em busca de outros mundos, pesquisa o próprio planeta em busca de novas verdades que possibilitem encontrar suas raízes. A atual ansiedade em pesquisar sobre a origem e desaparecimento dos dinossauros, nada mais é que a própria procura de si mesmo.

A Ciência, dentro do paradigma cartesiano e newtoniano é muito rígida e materialista. Admite uma experiência como fato comprovado após sua repetição centenas e milhares de vezes de maneira experimental e lógica, seguindo o esquema cientifico que ela considera como correto. Separou o homem de sua alma.

O que não consegue explicar, simplesmente abandona, põe de quarentena, não publica, nega simplesmente como no caso a teoria do caos, dos sistemas não lineares, e da mente humana, apenas para citar alguns exemplos.

E ainda assim muitos segredos em poder da Ciência que poderiam precipitar a evolução da humanidade foram mantidos secretos durantes milênios em favor de grupos, religiosos ou mesmo científicos, com receio de que a revelação pudesse causar catástrofes e o mundo fosse engolido por se inteirar destes conhecimentos. Mas em realidade este é um artifício, uma mentira, pois na verdade os segredos são mantidos seguros por interesses de grupos econômicos, científicos ou religiosos.

Um dos exemplos mais recentes é o mistério que o meio cientifico e teológico e outros exegetas estão fazendo com os manuscritos de Qunran - Mar Morto, descobertos em 1947, trazendo-os ainda escondidos. Resolveram agora recentemente libera-los para alguns estudiosos devidamente credenciados.

Sabe-se que foram introduzidas na Bíblia mais de trinta mil alterações. Ora, aqueles manuscritos escritos por essênios com seus textos ainda virgens de alterações por mais de dois mil anos, poderiam alterar o rumo das religiões, e poderia até mudar o rumo da própria civilização cristã.

Todavia, a Ciência que o homem conhece e a usa mal, pautada toda ela no paradigma newtoniano-cartesiano sofreu um impacto, ou seja, um pulo para o futuro, quando o conhecido se deparou com o desconhecido. Foi quando o antigo paradigma não mais explicou e nem pode prever resultados deste choque de interpretações e definições.

Foi quando a Física Quântica apareceu. Os cientistas entraram em contato com outra realidade. A Física quântica apresentou um aspecto da realidade fantástica que até parece ficção cientifica, pois as partículas estudadas podem estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo, ora sendo partículas físicas, ora ondas energéticas.

A Física Quântica é de probabilidades, pois nunca se saberá com certeza como uma coisa especifica vai acabar. Não se sabe o resultado.

A Física clássica é reducionista, pois parte da probabilidade de que só se conhecendo as partes de um todo, poderá se conhecer este todo.

A nova concepção a respeito do Universo é holística, pois o enquadra como um todo unificado, cujos segmentos ou partes se interconectam e se influenciam uma às outras, ou seja, mutuamente. Não separa o fenômeno do todo para estudá-lo.

Segundo Stuart Hamreroff existe dois tipos de leis governando o Universo. Um é explicado pela lei do movimento de Newton. Todavia o outro indo para a escala a nível do átomo uma série de leis quânticas assume o controle das ações.

Para complicar ainda mais o paradigma materialista surgiu um elemento até então considerado pela Física como um produto conseqüente da matéria, a mente humana, a qual seria apenas uma conseqüência da evolução e que após o cérebro morrer esta conseqüência desapareceria. Os novos estudos sobre a mente humana não se enquadram no paradigma cartesiano/newtoniano. É o palpar do impalpável. É a nova ciência do invisível.

Sabe-se hoje através das Neurociências e em especial dos estudos modernos da Parapsicologia Cientifica que a mente humana comanda tudo e ela não é um subproduto da matéria. Segundo a Parapsicologia ela se compõe do Consciente e do Subconsciente. O Consciente está diante da atenção. Ele pensa, analisa, compara raciocina, julga decide e compreende, isto é, ele desenvolve a capacidade racional do homem. O Subconsciente é a parte da mente que executa tudo o que acontece com o ser humano. É comparado a um robô, porque depois de programado ele age mecânica automática e autonomamente. Ele não discute se está certo ou errado. Simplesmente age, executando a programação que lhe foi imposta. Suas reações automáticas movem o corpo, movem o coração, ou seja, as emoções os sentimentos e movem a realidade. O Subconsciente uma vez programado e executará programa. Ele possui a capacidade de criar a realidade do ser humano. Ele precisa ser dominado pelo Consciente.

Outro fato fantástico a respeito do cérebro humano onde está situada a mente humana é a sua capacidade e sua complexidade anatômica e seu funcionamento. Números incríveis são mencionados.

Por exemplo: o cérebro é mil vezes mais rápido que qualquer computador mais rápido do mundo. O cérebro tem tantos neurônios quanto as estrela da Via Láctea, ou seja, mais ou menos cem milhões. O córtex cerebral tem cerca de sessenta trilhões de sinapses (conexão entre dois neurônios vizinhos). Um pedaço de cérebro do tamanho de um grão de areia tem cem mil neurônios e um bilhão de sinapses. O cérebro está sempre ligado, nunca desliga durante toda a vida. O cérebro se reestrutura continuadamente por toda a vida.

Fatos fantásticos. Parece imaginação, parece ficção, mas é a realidade fantástica que se exibe diante dos olhos dos humanos.

Diante destes conhecimentos atuais o Homem ficou mais ainda perdido com esta nova realidade. O maçom como homem está inserido nesta realidade fantástica.

A atual civilização é recente. Sabe-se mais ou menos que ela data de cinco mil anos atrás.

Mesmo sem ter havido os tais fins de mundo ou por água ou por fogo como pregam os falsos profetas, muitos povos nasceram, cresceram tiveram o seu apogeu e desapareceram. Esta parece ser uma constante, um ciclo pelo qual todos passam todos os povos. Ninguém acreditava que o império romano caísse e desaparecesse.

A civilização atual está no caminho do apogeu cientifico e o Homem se preparando para a grande aventura cósmica, mas ele ainda não evoluiu como ser inteligente a ponto de vencer suas paixões, suas vaidades e sua ganância de poder temporal. É claro que o Homem tem ótimas qualidades, mas ainda mata, ainda existem traições e ainda existem guerras, mentiras, hipocrisia, inveja, ganância de poder.

Como todas as civilizações a atual parece ser uma conspiração contra si própria. Grande número de pequenos tiranos, "chefêtes", verdadeiras pequenas divindades, cujo poder somente é possível por causa de um consentimento passivo e acomodado de não por em dúvida que este poder não deva existir que ele é falso e isso desvia o olhar do Homem do verdadeiro aspecto da realidade, ou seja, de seu aspecto mais puro. Ressalte-se que muito destes tipos são grão-mestres, veneráveis, chefes de estado, papas, juizes chefes de escritório e políticos principalmente. Mas o maçom comum também pode estar neste labirinto.

Esta conspiração leva o Homem a renunciar voluntariamente que no mundo habitado por ele, exista um outro Homem dentro do si o outro EU. Este conceito a Maçonaria tenta colocar na cabeça do maçom. Nem todos têm a condição de assimilá-lo. É preciso ler, estudar e raciocinar e sentir.

O Homem para se tornar liberto, terá que sair a força deste labirinto, e escapar do jugo dos conspiradores.

A única forma será um redimensionamento de todos os valores conhecidos. Novas programações mentais deverão introduzidas na mente humana. Se não houver esta reciclagem, o Homem será eternamente vítima desta farsa.

A própria Maçonaria não está ajustada para o maçom atual, pois ela foi moldada para o Homem emergente das primeiras décadas da era industrial e, ainda está sendo usado o mesmo modelo idealizado para a aquela época. As modificações não foram felizes Modificaram tudo mas, permaneceu o mesmo modelo. Felizmente não foi destruída a essência da doutrina maçônica. Talvez por causa da Iniciação e da ritualística maçônica que apesar de alterada de todas as formas conservou a essência da lenda Hirâmica.

Mas, a Ordem perdeu-se. Desapareceu o seu verdadeiro encanto mágico que havia no início. O maçom atual entra no templo sem respeitar os símbolos que “enxerga”, sem, no entanto, senti-los. O poder político que a Maçonaria poderia ter foi fragmentado pelas ditas denominações potências cada qual se diz ser a verdadeira, a regular insinuando veladamente sempre que as demais são perjuras ou irregulares.

A Maçonaria atual por falhas de sua estruturação escondeu de seus adeptos sua verdadeira finalidade, seus principais princípios e também lado místico que deveria ser mostrado em sua pureza.

Todos querem exibir seus luxuosos aventais e ostentar seus graus. Quanto mais elevado o grau, maior importância o maçom se dá, sem ter o mínimo o conhecimento básico necessário. Existe a tática da acomodação. Eles vêm buscar graus e pagam por isso e assim comparecem, dando a impressão que são numerosos e fortes. Existem, poucos pensadores infelizmente. Onde estão os filósofos e os sábios da Ordem?

A maioria das lojas age de forma autofágica do ponto de vista do poder de liderança e político em relação aos seus líderes. Cria-os, e depois os destroem, os engole.

Quanto à maioria dos adeptos, estes são acomodados e guiados por falsos condutores.

Quase ninguém usa seu espaço durante uma sessão, para explodir seu pensamento democrático diante de um fato que precisa ser denunciado. As instruções e os ensinamentos são insuficientes.

Há um verdadeiro pacto de silêncio. Todos se calam e esperam acontecer.

Os poucos maçons que poderiam ser os arautos de um pensamento livre, são execrados, denegridos e esquecidos. Adormecem. Ficam calados.

Há qualquer coisa de errado na Ordem. O maçom terá que parar para pensar. Sua visão está embaçada. Ele precisa ver a realidade tal qual ela é.

Para se chegar a este desiderato, o maçom terá que empregar uma maneira diferente para utilizar os conhecimentos que tem ao seu dispor, rever princípios universais da Ordem, rever as interpretações simbólicas e históricas, os procedimentos ritualísticos e principalmente procurar entender o conceito mais profundo do que vem a ser a Iniciação, tentando estabelecer novas ordens de valores entre as várias áreas do saber maçônico, vendo os fatos como eles são em realidade e não com os olhos que se limitam apenas às hierarquias tradicionais. Diante dessa nova forma reciclagem, o maçom terá que entender a mudança de paradigmas pelas quais está passando a atual civilização e se inserir nelas

Se o maçom proceder assim, finalmente perceberá a realidade e ao mesmo tempo, o fantástico.

O realismo fantástico para seus simpatizantes não é uma agressão às leis da natureza, mas sim as suas verdadeiras manifestações. É o aparecimento do palpável impossível.

É o verdadeiro contato com a realidade sem as falsificações impostas pelos antigos e modernos preconceitos, e pelas más e erradas programações milenares, étnicas, familiares e individuais etc.

É a revelação da obra divina através de suas leis da Harmonia, Evolução e Vibração vistas de um modo direto sem o filtro do sono intelectual que ainda domina o Homem, através de costumes ultrapassados, tabus sociais, conformismos, sofismas, superstições; falsos mitos, crendices etc.

Segundo Teilhard de Chardin” Em escala cósmica nos ensina a Física Moderna só o fantástico tema probabilidade de ser real”

Haldane diz: "A realidade não é apenas mais fantástica do que acreditamos, é muito mais fantástica do que tudo quando podemos imaginar”.

Afirmam os autores que o verdadeiro realismo moderno faça parte o fantástico nas áreas cósmicas, pesquisas de culturas extintas, sociologia que estudam o Homem em si, especialmente a mente humana composta de seu consciente e subconsciente e o relacionamento do Homem com o Universo.

A Maçonaria é um sistema moral, filosófico e político-social que investe tudo principalmente no maçom, procurando melhora-lo espiritualmente, preparando-o para ser um líder e construtor social, antevendo uma sociedade humana de paz, igualdade, justiça social, onde a verdade pura seja transparente e verdadeira e que ele possa saber mais sobre o seu futuro.

Está claro que a Ordem terá que refazer toda a sua forma de ser, e executar seus verdadeiros princípios ora destorcidos, criar novas formas de ação do pensamento, preparando-se assim para o grande empreendimento cósmico que o porvir reserva para Ela.

REFERÊNCIAS

ARNTZ, William, CHASSE, Betsy, VICENTE, Mark Quem somos nós - Ed. Presitígio Editorial Rio de Janeiro, 2007

CARREL, Aléxis O Homem, esse desconhecido - Editora Educação Nacional Porto (?)

CHARDIN, Teilhard O Fenômeno Humano - Editora Herder São Paulo, 1970

PAUWELS Louis, BERGIER, Jacques O Despertar dos Mágicos - Ed.Difusão Européia do Livro São Paulo, 1968

GRISA, Pedro A, Liberte seu Poder Extra - Edipappi – 14ª edição Florianópolis, SC, 2007

Fonte: JBNews - Informativo nº 321 - 15 de Julho de 2011

COWAN - GOTEIRA

O repasse é do Ir∴ Laurindo Gutierrez Loja Regeneração 3ª  Or∴ Londrina-PR

“COWAN” é uma palavra desconhecida para uma boa parte da população maçônica, principalmente da nossa região. “Goteira”, porém, muda um pouco de figura, sendo um termo nosso conhecido e o personagem considerado perigoso entre os Maçons.

Na Inglaterra também tem o significado de Goteira e de Profano; porém o termo Covan não figurou na maçonaria Inglesa até ser introduzido como que oficialmente, pelo Escocês Dr. James Anderson, em seu segundo “Livro das Constituições”, em 1738 (quando da sua reforma).

Se derivado do Grego o termo Cowan significa “CÃO” – devido aos curiosos e asquerosos hábitos daquele animal. Queriam eles dizer que cães e porcos estão sempre associados à sujeira.

Um dicionário de linguagem francesa, de Jeiniesom, diz que Cowan é derivado da palavra francesa “COION” (um companheiro covarde) um (miserável covarde), sendo para alguns escritores um disparate, esta colocação. As pesquisas dos Irmãos Assis Carvalho e Xico Trolha, apontam como “Covan”, um maçom que construía “muro seco” – isto é, muros ou paredes sem o uso de cimento ou argamassa. Entendemos que os Maçons da época queriam dizer que aqueles homens (os Covans) não tinham o principal elemento cultural para ligar, convenientemente (com argamassa = atributos), as pedras preparadas com o uso do “Maço” e do “Cinzel”, (ferramentas usadas pelos “Canteiros ou fazedores de cantos em pedras da época); então, construíam, amontoando e aprumando simplesmente as pedras preparadas”.

Diz-se ainda que o termo Covan foi extraído de um documento maçônico, em 1730, portanto, antes da Reforma da Constituição de Anderson em 1738, quando Samuel Prichard introduziu a referida palavra num diálogo existente no seu livro “MASONRY DISSECTED”:

P. – Onde se assenta o Aprendiz?       

R. – No Norte.

P. – Qual a sua ocupação?

R. – Afastar os “COVANS” (curiosos) e bisbilhoteiros.

P. – Se um bisbilhoteiro for apanhado, como deve ser castigado?

R. –Deve ser colocado sob o beiral da casa até que as Goteiras da chuva, a escorrer pelos seus ombros, saiam pelos sapatos.

Como podemos ver, em 1930, duas palavras conhecidas nossas nos dias de hoje aparecem no referido livro Inglês.

Levantou-se ainda que a Ata N° 0, da Loja Mãe do Mundo “KILWINNING”, de 1707, antes ainda de 1730, registrou que nenhum Maçom deve empregar um “Cowan” (Maçom sem a Palavra), para trabalhar. Isto significa que naquela época quem não tinha uma certa palavra, convencional, não podia trabalhar para os maçons regulares ou junto com eles. Assim como nos nossos dias não podemos ter ingresso às Lojas sem a P. ´. Sem.´., sabendo, inclusive, como transmiti-la;

A palavra Cowan aparece freqüentemente nos textos Escoceses, significando: espião, abelhudo, bisbilhoteiro etc., embora seu significado na Maçonaria não era só isso, podendo dar significação a um Pedreiro que, após trabalhar determinado tempo e ao final, não conseguisse renovar o seu contrato, mesmo que trabalhasse sete anos, este Aprendiz de Pedreiro, somente por este tempo de serviço, poderia não entrar para a “Fraternidade” (grupo organizado de homens do Maço, Maçons), passando a ser considerado um Cowan (bisbilhoteiro), um estranho, um Goteira nos assuntos de Maçonaria.

Seria o mesmo, nos dias de hoje, que um Aprendiz ou Companheiro, ao final do seu Interstício não conseguisse, por algum motivo, ser Elevado ou Exaltado, sendo desligado do Quadro e não tendo mais acesso aos trabalhos e ainda mais, sua aproximação sendo considerada a partir daí, um ato de curiosidade.

Como dissemos, o termo COWAN entrou oficialmente para a Maçonaria em 1738, significando profano, embora se saiba que esta designação, fora da Maçonaria signifique uma pessoa estranha às coisas religiosas, um ignorante às coisas sagradas, etc.

O nosso Irmão Assis Carvalho informa, inclusive, que o cargo de Cobridor Externo (Tyler em inglês), originou-se devido a presença do Covan (Goteira), que se aproximava para observar os trabalhos da Loja e ouvir o que os Maçons falavam ou faziam.

Quando um Cowan (Goteira) se aproximava da Loja ou de um grupo de Maçons, eles diziam: CHOVE, GOTEIRA; se era uma mulher que se aproximava, diziam: NEVA, ESTÁ NEVANDO. E imediatamente todos paravam de falar, pelo menos em assuntos da Maçonaria.

O termo Goteira ou (Cowan em outro idioma) nos chama a atenção até mesmo na C.´. de Ref.´.: “Se a curiosidade aqui te conduz, retira-te”. O curioso sempre foi mal visto pelos Maçons..

No passado, na Maçonaria Operativa, o tratamento dado aos Cowans (Goteiras) era o seguinte: quando se pegava alguém espionando os trabalhos da Loja, que na verdade funcionavam em tavernas (tabernas), aplicavam-lhe uma tremenda surra e o colocavam embaixo das goteiras da chuva para molhar-se todo. Se fosse tempo seco, davam-lhe um bom banho, isto depois de uma boa surra.

Finalmente, depois de contarmos todos o milagres pesquisados no Livro “Símbolos Maçônicos” dos Irmãos Assis Carvalho e Xico Trolha, vamos contar (conforme entendemos), a origem do termo ora estudado, o nosso famoso “Goteira”.

Consta nos velhos escritos ingleses que, durante as reuniões de Pedreiros alguns curiosos subiam nos telhados das tavernas (tabernas), penduravam-se nas calhas ou nos beirais, deitavam-se nos telhados e com as cabeças penduradas como se fossem goteiras da chuva, tentavam ouvir e ver o que falavam ou faziam os Maçons durante as reuniões.

Quando eram pegos, acontecia tudo aquilo que dissemos anteriormente. Apanhavam e eram colocados sob a goteira da chuva já que gostavam de assim se comportarem.

Daí a menção dos escritores de que a presença de um irmão armado de espada fora dos Templos (Cobridor Externo) originou-se da necessidade dos Maçons se protegerem dos “Goteiras” daquela época.

O escritor se posiciona em mais de uma vez em sua pesquisa, quanto a necessidade de termos uma única Pal∴  Sem.´. entre as Potências, desde que regulares.

Do livro : “Símbolos Maçônicos”dos IIr.´. Assis Carvalho & Xico Trolha.

Fonte: JBNews - Informativo nº 321 - 15 de Julho de 2011

PADRINHO, VOCÊ TAMBÉM É RESPONSÁVEL

Naur Soares de Araújo M∴M∴ Obreiro da ARLS. Independência N°119
Or∴ São Paulo


O maçom que propõe um candidato à iniciação transforma-se em Padrinho desse candidato que, logo após iniciado, assume a condição de seu mestre. É bom saber que para a apresentação de um candidato por meio de uma proposta colocada na bolsa das premiações ou bolsa de propostas e informações, o proponente deve possuir o grau de mestre Maçom. A decisão de apresentar um candidato deve ser bem avaliada e estudada e ter do candidato pleno conhecimento de seu viver, pois a iniciação fará com que esse candidato passe a fazer parte da nossa família, a família Maçônica. A responsabilidade do proponente é moral, sua leviandade poderá pôr em risco todo o grupo, não só a loja, mas como também a própria ordem.

Para o bem geral de todos, você, proponente, deve avaliar bem o seu Candidato e imagina-lo, olhando do Ocidente, como seu Venerável Mestre, Venerável de sua Loja, dirigindo os trabalhos e tomando decisões, e imaginar se ele tem condições reais para isso. Por outro lado, as sindicâncias feitas devem ser rigorosas e só submetidas à aprovação quando realmente o sindicato o resultar plenamente apto para ingressar no grupo. Não ficando o proponente aborrecido, chateado ou melindrado, caso seu

Candidato não seja aprovado na Sindicância. Às vezes é melhor a loja explicar a um Irmão sobre as reais condições de um Candidato, do que este trazer problemas sérios com insatisfação para todo o Grupo.

Todo discípulo tem seu mestre; o padrinho passa a ser o mestre “particular” do neófito e esse, por sua vez, deverá seguir os seus ensinamentos até que atinja o mestrado e possa propor profanos e assim tomar o lugar de quem lhe foi mestre, numa cadeia sucessiva e ordeira. Dessa forma, o quadro da loja amplia-se e constitui o núcleo da ordem com solidez. O afilhado Maçom deve empenhar-se ao máximo para que seu mestre o oriente, deve ser ativo e colocar sempre as suas dúvidas para que sejam esclarecidas e resolvidas. É também condição exigida para que um profano ingresse na maçonaria por intermédio da iniciação. Não basta o candidato ser politicamente livre, não basta ter um comportamento moral comum, a Maçonaria proclama que a sua filosofia tem base na tradição, nos usos e nos costumes. Portanto, costumes não é mero comportamento ou moral de conduta, mas sim um universo de práticas do bem que conduzem o ser humano a uma vida espiritual e moral bem definida, no qual o candidato deve comparecer à iniciação com uma disposição quase inata de amar a seu futuro irmão como a si próprio.

Isso exige um comportamento para com seu próprio corpo, para com sua própria alma e para com seu espírito. Ser livre e de bons costumes constitui uma exigência de muito maior profundidade do que parece a primeira vista. Seria muito cômodo aceitar um candidato que politicamente é livre, pois não há escravidão no mundo, ou que, penalmente, não se encontre preso, cumprindo alguma pena.

A liberdade exigida é ampla, sem compromissos que inibam o cumprimento das obrigações maçônicas, sem restrições mentais. Todo Maçom, mesmo antigo na ordem, tem o dever de se manter livre e de bons costumes, aprendizes, companheiros, padrinhos, afilhados, mestres, mestres instalados, Grão-Mestre, enfim, todo maçom tem essa responsabilidade. E o padrinho deve passar ao afilhado toda segurança, perseverança e fé, para que o mesmo consiga desbastar a sua pedra bruta para o aperfeiçoamento humano, e erguer em seu íntimo o seu templo para a morada do Grande Arquiteto do Universo.

Lembre-se sempre de imaginar o seu Candidato dirigindo sua Loja, que você com tanto carinho e dedicação a mantém, e não vai querer de forma nenhuma que ela seja mal dirigida ou mal administrada.

Fonte: JBNews - Informativo nº 321 - 15 de Julho de 2011

quinta-feira, 14 de julho de 2011

INSTRUÇÃO DE APRENDIZ-MAÇOM

Eduardo Silva Mineiro, A∴M∴ ARLS Acácia Castelense, nº 4
Castelo do Piauí - Piauí - Brasil

Nos trabalhos anteriores demos ênfase aos IInstr∴ de Trab∴ do Apr∴ Maç∴ e seus significados material e simbólico para o Maç∴, neste trabalho referente a 3ª Intr∴ daremos continuidade ao nosso Trab∴ descrevendo a Origem, os Ornamentos, os Paramentos e as Jóias de nossa Subli∴ Ord∴.

A Maçonaria tem origem nas antigas fraternidades iniciáticas, das quais recebeu a tradição de guardar intacta, os seus ensinamentos, para poder transmiti-los aos seus Iniciados, ocultando a verdade do mundo profano em Símbolos, só as revelando àqueles que ingressam em seus TTempl∴.

Como Apr∴ Maç∴ compreendi que o alicerce da filosofia simbólica de moral maçônica e aperfeiçoamento humano, compreende o trab∴ de desbastar a Pedr∴ Brut∴, me dispor dos defeitos e paixões do mundo profano, para melhor adequar-me à construção moral da humanidade, que é a verdadeira obra da Maçonaria, quando alcançar o objetivo de polir a Pedr∴ Brut∴ transformando-a em Pedr∴ Pol∴, poderei descansar o Maç∴ e o Cinz∴, para utilizar outros utensílios, subindo a escada da hierarquia maçônica, daí o motivo do estudo das instr∴ que no grau de Apr∴ totalizam seis.

A forma do Templ∴ é a de um quadrilongo; seu comprimento é do Or∴ ao Oc∴; sua largura, do Nort∴ ao S∴; sua profundidade, da superfície da terra; e sua altura, da Terra ao Céu, orientando-se do Or∴ ao Oc∴ (Leste a Oeste), como os lugares dos cultos divinos e Templ∴ antigos, porque vieram do Or∴ para o Oc∴, assim como o sol faz sua trajetória, a origem das civilizações e ciências, as leis que nos regem, etc. Simbolizando a universalidade de nossa instituição e mostrando que a caridade do Maç∴ não tem limites, a não ser os ditados pela prudência.

Sustentam nossa Loj∴ três CCol∴, denominadas SABEDORIA, FORÇA e BELEZA, baseadas nas edificações do Templ∴ do Rei Salomão, um dos primeiros locais de Culto Divino que se tem conhecimento, erguido sob os auspícios de HIRAM-ABI, rei de Tiro, profundo conhecedor da tríade: SABEDORIA, FORÇA e BELEZA, sendo esse Templ∴ fundado com base no Tabernáculo, erguido por Moisés, para receber a Arca da Aliança e as Tábuas da Lei. As colunas denominadas: Jônica, representando a Sabedoria; Dórica, significando a Força e a Coríntia, simbolizando a Beleza, são os sustentáculos de toda Loj∴ Maç∴.

Todo Maç∴ deve ter essas qualidades Sabedoria, que orienta, Força, que executa e Beleza, que embeleza as ações, para que possa realizar com exatidão os seus trabalhos de fraternidade, caridade para com a sociedade.

O teto das LLoj∴ MMaç∴ representam a Abóbada Celeste, de cores variadas, o caminho que o Maç∴ deve percorrer para alcançar o Infinito, ou seja o Céu é denominado Esc∴ Jac∴, nome esse preservados pelas tradições maçônicas. A Esc∴ Jac∴ repousa, no Painel, dito alegórico, sobre o Livro das Sagradas Escrituras, tendo três, ou sete degraus, sobre os quais repousam os símbolos das três virtudes teologais: a Cruz, simbolizando a Fé, a Âncora, simbolizando a Esperança e o Cálice, ou Graal, simbolizando a Caridade. No topo da Esc∴ Jac∴encontra-se a Estr∴ Flam∴ representando a principal luz da Loj∴, o sol, a Glória do Criador, para simbolizar a mais importante das virtudes que um Maç∴ venha a adquirir que é a Caridade.

O Piso ou Pav∴ Mos∴ formado de quadrados brancos e pretos nos mostra que em tudo reside a mais perfeita harmonia, não devendo o Maç∴ fazer restrições de raça, religião, cultura, etc, pregando que a humanidade deve viver em harmonia fraternal.

A Orl∴ Dent∴, simboliza o amor, reforça a importância da fraternidade no seio da Loj∴ com os Maç∴ reunidos, cujo ensinamento e moral aprendem, para espalhá-los pelo mundo.

Os paramentos da Loj∴ são constituídos pelo Livr∴ L∴, Comp∴ e Esq∴: O Livr∴ L∴ representa o Código de Moral, a fé e a filosofia que todos nós deve respeitar e seguir. O Comp∴ e Esq∴, que só se mostram unidos em Loj∴, representam a medida justa que deve presidir todas as nossas ações, as quais não podem se afastar da justiça nem da retidão, que regem todos os atos de um verdadeiro Maç∴. As pontas do Comp∴ ocultas sob o Esq∴, significam que o Apr∴ ainda não está apto a trabalhar com este instrumento, sendo que o Comp∴ representa o Espírito e o Esq∴ representa a Matéria, o Apr∴ deve primeiro dominar a Matéria para que possa trabalhar a parte espiritual.

As Jóias da Loj∴ são três móveis e três fixas. As móveis são o Esq∴, o Nív∴ e o Prum∴ são moveis porque representam o Ven∴ e os VVig∴, que são eleitos a cada dois anos.

As fixas são a Pranch∴ Loj∴, a Pedr∴ Brut∴ e a Pedr∴ Pol∴. A Prach∴ Loj∴ serve para que o Mestr∴ trace os ensinamentos que serão passados aos AApr∴ para prosseguirem com seus aperfeiçoamentos. A Pedr∴ Brut∴ é o principal instrumento de trabalho do Apr∴ que irá poli-la até que o Mestr∴ Loj∴ julgue necessário, cabendo ao Apr.'. retirar desse processo às qualidades necessárias para que possa se postar de maneira civilizada. A Pedr∴ Pol∴ representa a sabedoria do homem no decorrer das experiências adquiridas. São fixas porque ficam imóveis em Loj∴ abertas a compreensão de todos os MMaç∴.

Para que o Maç∴ possa atingir o topo da Esc∴ Jac∴, é necessário desbastar as asperezas de seu eu, representadas pela ambição, orgulho, egoísmo e demais paixões que torturam os que habitam o mundo profano. As Loj∴ Maç∴ ostentam em seu altar os paramentos: Livr∴L∴, Comp∴ e Esq∴ que suporta a Esc∴ Jac∴, cujo cimo toca o Céu, o Maç∴ que prosseguir o seu caminho dentro desse círculo, cuja ornamentação representam a sabedoria de Moisés e do rei Salomão, jamais poderá errar.

Portanto, as características que regem a vida de um bom Maç∴ são: Virtude, Honra e Bondade, embora em desuso na sociedade, devem, sempre, ser encontradas no coração dos verdadeiros MMaç∴, assim manda os ensinamentos baseados na Sabedoria do G∴A∴D∴U∴ , que nos comportemos.

Fonte: JBNews - Informativo nº 320 - 14 de Julho de 2011

PERDOEM-NOS

Ir∴ Naur Soares de Araújo Obreiro da ARLS Independência n° 119 
Or∴ São Paulo Baseado na crônica do Ir∴ Valdemar Sansão

Feliz daquele que pode todas as noites adormecer dizendo: nada tenho contra o meu próximo. Considero sagrada e merecedora de respeito todas as crenças. Na verdade, as pessoas com religiosidade conseguem viver mais, porque uma de suas características é perdoar. Não importa qual seja a religião.

A Maçonaria nos ensina que o perdão é estado de ânimo em que se encontra alguém ao ser perdoado. O pecado, na Religião, é um agravo de Deus, e o perdão consiste em não se considerar Deus agravado.

Estar com a mente sã e sem mágoas é uma ótima receita de prevenção.

Perdoar é um bálsamo para o espírito e para a saúde. Cultivar ressentimentos tende a se tornar um processo mórbido, pois fixa as pessoas num determinado ponto do tempo ou da vida, que limita horizontes e fecha possibilidades.

Perdoar significa, sob alguns aspectos, encerrar uma história marcada pela dor e libertar-se para que a vida possa seguir por caminhos mais promissores. Remoer o que já aconteceu e viver em função disso atravanca a mente e as possibilidades de ser feliz.

Na oportunidade, não podemos esquecer as lições de nossa própria história e de pedir ao Grande Arquiteto do Universo que nos perdoe e nos absolva pelas ofensas que lhe fizemos. Todos brigam, pai com filho, mãe com pai, irmão com irmão, mas quando descobrem que o perdão tem gosto de infinito ou gosto de céu, tudo é retornar à paz.

Perdoe-nos por termos ingressado na Ordem, possuir Diplomas e insígnias para sermos Maçons e termos tido todas as oportunidades para construir o “Nosso Templo” e tal fato não ocorreu. E, apesar das oportunidades de estudos e termos galgado os mais altos graus, não absorvemos os seus ensinamentos;

Perdoe-nos por termos feito comentários desairosos, promovendo a discórdia entre irmãos e contra administração de nossa Loja, tendo sido indiferentes e buscando apenas distração, ironizando aquilo que não pudemos conceber;

Por termos costumeiramente colocado a mão vazia no tronco da beneficência, por achar que o óbolo não seria bem usado, faltando assim, aos princípios da Caridade de nossa Instituição, esquecendo-nos que existem irmãos e tantos seres humanos necessitando de amparo material que podemos dar;

Pelas reuniões inócuas, resultando apenas num convívio social sem outros compromissos, se não um encontro entre amigos, como se fosse clubes recreativos, não produzindo frutos qual é nosso papel de construtores de uma sociedade sem discrepâncias sociais;

Pela vaidade e pela falta de saldar nossos compromissos com a tesouraria e de assiduidade às reuniões, só aparecendo na Loja em dias de festa;

Por considerarmos sagradas somente nossas próprias crenças desprezando a santida credo alheio; (sic)

Por deixarmos nosso idealismo descambar em fanatismo;

Por agirmos com insensibilidade aos sentimentos dos outros, fazendo o que não gostaríamos que fizessem conosco;

Por esquecermos as lições da nossa própria história e a dor que sentíamos quando outros nos ridicularizavam, desacreditando naquilo em que acreditávamos, porque não alcançamos aquilo que nossos próprios merecimentos negam;

Por não termos despido de nós as roupagens da vaidade, da soberba, da arrogância, da presunção e da prepotência, como também da inveja, da ira, do rancor, da mágoa, do ódio e do ressentimento, que nos envenenam, matando-nos devagar, tornando-nos verdadeiros suicidas;

Pela falta de coragem de olharmos bem para dentro de nós, como juízes severos e justos, para vermos claros os nossos defeitos e então podermos eliminá-los por meio do exercício de boas qualidades que abriram para nós as portas da Maçonaria; Por não termos desempenhado com seriedade as tarefas que na realidade nos competem e com as quais estamos como necessários, ajudando este mundo a ficar melhor;

Por não procurarmos o nosso próprio aperfeiçoamento e assim melhor servir a Maçonaria como realmente ela de nós espera;

Por termos mostrado descontentamento por não serem nossas idéias aceitas, ou de algum modo não nos terem notado;

Por não termos visitado e nem assistido os nossos irmãos e seus familiares necessitados nas suas tribulações, nos seus lares, nos hospitais e até mesmo na sua passagem para o oriente eterno;

Perdoe-nos, por não havermos perdoado do íntimo do nosso coração como gostaríamos de sermos perdoados pelo nosso irmão;

Por não termos feito o bem que podíamos e assim violamos o mandamento de nosso Livro da Lei - “amarás o próximo como a ti mesmo”;

Por colocar pedras no caminho e nos omitirmos no apoio do empenho do irmão que tem interesse por reconciliação, empregando a crítica negativa onde poderíamos tê-la usado na reconstrução ou reconciliação;

Por termos a consciência de que a sociedade em que vivemos está longe do desejável e mantermo-nos passivos e acomodados, nada fazendo para construção de uma humanidade mais justa e feliz;

Por aceitarmos esses falsos administradores de nosso País e achar que tudo está perfeito, e por nos tornarmos passivos e concordatários com tudo o que está se passando, como se nada estivesse acontecendo;

Por imaginarmos que precisamos dos órgãos físicos depois de mortos, recusando-nos a doá-los em compromisso para que alguém viva;

Por irmãos profanos do mundo inteiro, pelas graves ofensas que lhes fizeram alguns maçons;

Por nos esquecermos de perdoar, não sete, mas setenta vezes sete, àqueles que nos ofenderam; Pois até o direito de errar é sagrado, desde que o indivíduo assuma as conseqüências do que foi praticado. Por isso sempre que oramos o Pai Nosso, pedimos a Deus que perdoe a nossos ofensores como perdoamos a quem nos tem ofendido.

Por isso, ó Grande Arquiteto do Universo, Deus de misericórdia, perdoe-nos por ainda não conhecermos as bênçãos do Perdão, pois como dizia São Francisco de Assis, é perdoando que se é perdoado. Portanto, meus irmãos, perdoem sempre e terás muito mais vida e felicidade.

Fonte: JBNews - Informativo nº 320 - 14 de Julho de 2011

O QUE VINDES FAZER AQUI?

Repasse: Abtino Berlanda Costa (Campos-RJ)

O que vindes fazer aqui? – Quando ouvimos a pergunta QUE VINDES AQUI FAZER? - respondamos com orgulho e humildade: “Vencer minhas paixões, submeter minha vontade e fazer novos progressos na Maçonaria”.

Venho me despojar do absolutismo, da prepotência, do egoísmo, pois quero sumeter minha vontade para o bem da humanidade; quero continuar sendo fiel aos meus ideais e ao que a Maçonaria me ensina. Quero evoluir. Procuro laços de união entre Irmãos, quero aprender com eles, dar de mim, receber suas críticas para minha evolução.

Auxílio aos neófitos - Para auxiliar os neófitos das Lojas da GLESP que trabalham no Rito Escocês Antigo e Aceito (maioria) a entenderem com menos dificuldades alguns ensinamentos maçônicos contidos no universo do 1° Grau, compilamos algumas interpretações simbólicas que lhes permitem elevar seus olhos do chão, na busca do aprendizado das primeiras Instruções do Ritual do Aprendiz. A Maçonaria não é somente o que está explicito em Rituais. Existem as entrelinhas e o estudo constante de sua filosofia e principalmente da doutrina, recomendável aos Irmãos “recém-nascidos para a Ordem”. Existem, pois, partes instrutivas inseparavelmente ligadas ao verdadeiro Ritual Maçônico, e para serem compreendidas devem ser estudas em conjunto.

Nunca se esquive do aprendizado, não tenha vergonha de perguntar, indagar, questionar. Pesquise, leia. Nunca se permita estacionar na escalada do conhecimento.

Realmente, todos nós, por mais que sejamos dedicados aos estudos, sentimos essa grande necessidade de aprimoramento, acontecendo em todos os campos, tanto profissional, como social, filosófico e esotérico para que se possa acompanhar o progresso da humanidade, evitando ficar para trás, ultrapassado, pois tudo progride em velocidade vertiginosa.

Observem caríssimos Irmãos, que quem se atreve a transferir conhecimentos maçônicos deve proporcionar aos estudiosos os meios mais simples e mais efetivos. Portanto, enquanto estivermos aqui, trocaremos experiências, pois, há sempre algo para aprendermos juntos e muito possívelmente, alguém para aprender conosco também.

Não se pode é ignorar e permitir tantas fantasias, invencionices, distorções e tantos modismos, tantos “chutes” que são dados a esmo e incorporados no dia-a-dia e tidos como autênticos. O fato de todos estarem de acordo a respeito de alguma coisa não transforma o falso em verdadeiro. A verdade só pode florescer através da pesquisa e do estudo que é obrigação de todo Maçom interessado com a Ordem e com a Humanidade.

Comentaremos, assim, resumidamente, os pontos onde achamos que devem ser bem esclarecidos para evitar, maiores hesitações e indecisões. Mas, lembremo-nos que, para o Maçom, não é importante decorar as Instruções dos Rituais, o que realmente vale é vivenciá-las; que simbolísmo é a utilização dos Símbolos, na busca de uma verdade.

Obediência – O título mais correto para uma federação de Lojas, sob a direção de um Grão-mestre é OBEDIÊNCIA, pois o termo significa que as Lojas que a compõem são subordinadas a ela e que devem Obediência às suas leis e normas. O título mais usado, principalmente nos países latinos, é Potência, o qual, todavia, não é o mais adequado, envolvendo algo de pretensioso. Quando se fala no sistema de Lojas subordinadas a um Grão-mestrado, fala-se em sistema obediencial e não “potencial”, o que demonstra qual é o termo mais correto (embora Potência não seja errado; só é mais inadequado).

Publicações maçônicas – As publicações maçônicas – livros, plaquetas, artigos – são isentas de qualquer autorização do Grão-mestrado, desde que não envolvam a Obediência Maçônica, a não ser em abordagens históricas, doutrinárias e da estrutura administrativa, já que certas referências, principalmente de ordem política, podem comprometer o conceito externo da Obediência. Também não são permitidas – aí, em nome da ética e da moral maçônicas – publicações ofensivas a Maçons, Lojas e Obediências e nem publicações anônimas.

Profano – Em linguagem maçônica, profano é aquele que não foi Iniciado na Maçonaria, ou não Iniciado nos conhecimentos da Instituição. Não tem nada de pejorativo, como muitos julgam, mostrando, somente, um fato, que em nada desabona o indivíduo indicado.

Religião – A maioria dos Ritos Maçônicos exige, de seus Iniciados, a crença num ente supremo, o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus. Além disso, existem, em Loja, Símbolos que lembram a divindade, como o Delta Radiante e os textos do Livro Sagrado (Bíblia, Torá, Corão, etc.). Todavia, a Maçonaria não é, de maneira alguma, uma religião, como muitos profanos pensam e afirmam, embora surjam no desenvolvimento de sua doutrina, preocupações metafísicas e de cunho místico. Corroborando esta assertiva, os Templos Maçônicos estão abertos a homens de qualquer religião, não havendo qualquer discriminação, desde que eles sejam homens de consciência livre e de reputação ilibada.

Reconhecimento – A maneira correta de reconhecer um Maçom, é através dos Toques, Sinais e Palavras, que representam as senhas de reconhecimento. A pergunta correta que se faz, antes de passar a esse exame, é: Sois Maçom? pois há uma resposta específica, que só um verdadeiro Iniciado pode dar. A tão divulgada e usada “tudo justo”? não é meio de reconhecer outro Maçom, devendo ser evitada.

Tratamento respeitoso – em princípio o Aprendiz estranha o tratamento na terceira pessoa (vós) (linguagem da Bíblia); se somos todos Irmãos o mais apropriado não seria a intimidade da segunda pessoa, o “tu” amigo e fraterno? Mais tarde percebe que sempre é usado esse tratamento respeitoso como norma porque o Maçom jamais está só, daí a justificativa para um tratamento no plural, que abrange mais de uma pessoa. Triste o homem só.

O Maçom não conta apenas com o seu grupo particular da Loja, mas da Fraternidade Universal, de todos os Maçons existentes no mundo.

Ser assim defendido exige, contudo, uma correspondência, não só através de uma igual responsabilidade, mas, sobretudo da observação dos compromissos assumidos que devem ser escrupulosamente observados.

Postura - designa a colocação, a posição do corpo, o modo de ter a cabeça, o tronco e os Membros; o porte, o aspecto físico, a pose, a atitude. Fundamentais, no terreno da postura do Maçom em Loja, são os seguintes postulados:

1. Sempre que estiver em pé e parado, o Obreiro ficará à ordem;

2. Ao andar, normalmente, o fará sem sinal; a exceção é apenas a marcha do Grau;

3. Sentado, o Obreiro não poderá adotar uma postura relaxada, devendo manter o tronco ereto;

4. Estando em pé e com permissão – do Venerável – para desfazer o Sinal, também não poderá manter postura relaxada, o ideal é manter as mãos cruzadas sobre o Avental, ou às costas;

5. Na prática maçônica não existem mesuras, curvaturas, ou reverências; as saudações são feitas através dos Sinais apropriados;

6. O Obreiro que estiver sentado, não fará nenhum Sinal.

Liberdade - Até do grande público é conhecida a trilogia maçônica “Liberdade – Igualdade – Fraternidade”, que sintetiza a sua doutrina. A Liberdade, todavia, é infinitamente mais importante do que as demais metas maçônicas, porque sem ela as outras não podem subsistir. Sem Liberdade, a vida é carga pesada, é nau à deriva, sem rota e sem destino.

Igualdade – A igualdade é um dos magnos princípios maçônicos, já que a Maçonaria considera iguais todos os homens, independentemente de raça, cor, nacionalidade e credo religioso.

Fraternidade – A Maçonaria é uma fraternidade, uma associação fraternal, onde existe a união e a convivência como a de Irmãos. Assim o principal dever de um Maçom, em relação aos seus Irmãos de Maçonaria, é a amizade, o afeto, a união, o carinho, ou seja, tudo aquilo que a verdadeira fraternidade exige. O mesmo dever se aplica em relação a toda a humanidade, pois o amor ao próximo é um dos basilares preceitos maçônicos.

Beneficência - Em Maçonaria, muitos Ritos possuem o chamado Tronco de Beneficência ou de Solidariedade, para o recolhimento, durante as Sessões Maçônicas, da contribuição dos Maçons, para as obras assistenciais da Oficina; note-se que todos os Ritos têm esse recolhimento, mas o nome de Tronco de Beneficência, ou de Solidariedade, não é estendido a todos eles. (em muitos o Venerável Mestre diz, simplesmente: “Lembremo-nos dos pobres”, para comunicar que vai ser feita a coleta de contribuições)

Aclamação – Significa clamar, aplaudir, ou aprovar, por meio de brados, proclamar, saudar. A aclamação deve ser feita aos brados e não pouco mais do que murmurada, como muitos fazem. Huzzé, Huzzé, Huzzé! é a aclamação de alegria entre os Maçons do R.E.A.A. (a aclamação não deve ser confundida com exclamação).

Chover – Em Maçonaria, quando se diz que está chovendo , isso significa que há, entre os Maçons, a presença de não Iniciados, de profanos e que, portanto, não se está a coberto. Os Maçons estão expostos à chuva (à goteira); isso serve como advertência de que, a partir daquele momento, é proibida a abordagem de assuntos maçônicos reservados aos Iniciados.

Prolixo – designa o que é muito excessivo, abundante; o que faz emprego inútil e fastidigioso de muitas palavras. Uma das ciências humanas de interesse no universo científico maçônico é a Retórica, que é arte de bem falar. Maçom deve falar pouco e bem, com a maior objetividade, pois o Obreiro prolixo demais, além de entendiar os demais, estende a Sessão além do necessário e tira-lhe o caráter educativo.

O laconismo é altamente desejável quando o Maçom fala em Loja, a não ser que seja para Instrução, ou palestra, já que o tempo da Sessão e o direito dos demais ao uso da palavra não podem ser prejudicados por longos e quase sempre estéreis pronunciamentos; estes, lamentavelmente, sempre ocorrem, na palavra final de Sessões Magnas, por parte daqueles que, aproveitando a plagtéia, insistem em abrir seu leque de penas, pavoneando-se. A Maçonaria é uma escola de humildade e não comporta tais arroubos; o Maçom, ao falar (salvo nos casos excepcionais já referidos), deve ser breve e objetivio, não se perdendo em longas ponderações.

Laudatório (Louvação) – Embora a Maçonaria seja uma escola de humildade, onde a vaidade não deveria ter lugar, é comum encontrar-se, nela, práticas laudatórias, que nem sempre premiam o melhor, mas, sim, os detentores temporários de poder, ou aqueles que podem produzir dividendos sociais, ou políticos (embora a Instituição seja perfeita, os homens são altamente imperfeitos, embora perfectíveis); comuns são os longos discursos laudatários, dispensáveis – porque trabalhar pela Maçonaria é um dever do Iniciado – e que denotam subserviência ou bajulação, ambas altamente nocivas.

Tolerância - designa a qualidade de tolerante; a indulgência, a condescendência; a boa disposição dos que ouvem com paciência, opiniões opostas às suas. A tolerância é largamente citada como uma virtude que deve ornar o caráter do Maçom, mas é, ao mesmo tempo, largamente usada, para encobrir a inércia, a inoperância e a falta de coragem de dirigentes de Lojas e de Corpos maçônicos, quando têm que punir algum relapso contumaz. Evidentemente, a tolerância é necessária, em muitos casos, mas, quando chega ao exagero de querer relevar os erros repetidos de faltosos reincidentes, ela se transforma em ingenuidade, ou, o que é pior, em conivência.

Concluindo - Diz-se que a Iniciação faz o Aprendiz; o Aprendiz constrói o Maçom; o Maçom reflete uma nova Filosofia de vida!

Aprendiz! Seja paciente com tudo o que ainda não esteja resolvido no seu coração. E procure tratar suas dúvidas como se estivessem em salas fechadas, livros escritos numa linguagem desconhecida. Não procure por respostas que ainda não poderiam lhe ser dada, porque você não seria capaz de vivê-las. Procure, sim, viver tudo. Viva os problemas agora e com certeza então, gradualmente, sem perceber, passo-a-passo, será levado em direção às respostas.

Fontes de Consultas:

- Dicionário Etimológico Maçônico – José Castellani Editora Maçônica “A Trolha”.

Fonte: JBNews - Informativo nº 320 - 14 de Julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ÂNGULO DO COMPASSO NA MAÇONARIA

Um leitor enviou um interessante questionamento:


“Qual o ângulo em que deve ser aberto o Compasso e por quê?”

Postado por Kennyo Ismail e disponível em: http://www.noesquadro.com.br/

O repasse é do Ir∴ Abtino Berlanda Cosyta

Antes de tratar do tema especificamente, devemos nos lembrar que os símbolos não são fórmulas fixas, variando de formas e significados conforme o tempo e as culturas e, no caso maçônico, também conforme os “achismos” dos ritualistas e autores. Por esse motivo, pode-se encontrar significados e explicações diferentes para um determinado símbolo maçônico conforme variações de país, obediência, rito, época, etc.

No caso do ângulo de abertura do Compasso, você encontrará por aí várias opções, cada uma com sua respectiva teoria e seus defensores:

O compasso aberto em 45° nos três graus simbólicos;

O compasso aberto em 60° nos três graus simbólicos;

O compasso aberto em 72° nos três graus simbólicos.

O compasso aberto em 30° no Ap, em 45° no Comp, e em 60° no Mestre;

O compasso aberto em 30° no Ap, em 60° no Comp, e em 90° no Mestre;

Veja que os ângulos variam entre 30° e 90°. Será que há algum motivo oculto para isso? Nenhum, além do fato que em menos de 30° ou mais de 90° o desenho do Compasso com o Esquadro fica um tanto quanto desarmônico!

Você poderá encontrar vários diferentes significados para o(s) ângulo(s) do Compasso. Segue os mais comuns:

Teoria dos “30°, 45°, 60°”: representa o alcance do conhecimento humano. O Maçom aumenta seu intelecto conforme o grau, mas nunca ultrapassa 1/6 (60° em 360°), que seria o “limite humano”. - Em resumo, chamam o Aprendiz de retardado mental;

Teoria dos “30°, 60°, 90°”: representa a relação do espírito com a matéria, em que o Aprendiz começa com o Compasso mais fechado, mostrando que a matéria está prevalecendo, e o Compasso vai se abrindo a cada grau, mas chegando ao máximo no ângulo da matéria (esquadro), de 90°. - Será que se abrir mais do que 90°, o maçom morre?!?;

Teoria dos "72°": representa o ângulo interno das pontas do Pentagrama, símbolo presente na Estrela Flamígera e desvendado por Pitágoras. - Mas o Esquadro e o Compasso não têm juntos 06 pontas?.

Das teorias do Compasso com ângulo fixo nos três graus, a teoria de 60° é a mais forte, presente na maioria dos rituais e gravuras atuais. Essa teoria se reforça nas seguintes questões:

É comum relacionar o símbolo do Esquadro e Compasso com o do Exagrama (estrela de seis pontas), ou melhor, a Estrela de Davi, que é um símbolo muitas vezes relacionado ao GADU e ao Templo de Salomão. As 06 pontas do exagrama possuem o ângulo interno de 60°.

O triângulo perfeito, que seria o símbolo maior da Maçonaria, com 3 lados iguais, é composto por 3 ângulos internos de 60°.

Considerando o Esquadro como símbolo da retidão e o Compasso como símbolo da perfeição, o Esquadro forma o triângulo-retângulo, 90° (retidão), e o Compasso em 60° forma o triângulo-perfeito (perfeição).

Porém, apesar de mais coerente e comum, a teoria do ângulo de 60° não é a correta. Aliás, nenhuma pode ser considerada como a verdadeira, a original.

Infelizmente, vê-se na Maçonaria uma tendência em adicionar à nossa simbologia significados extras, ocultos, inexistentes. O Compasso é apenas mais um típico exemplo disso. Uma breve análise de gravuras maçônicas de Esquadro e Compasso do século XVIII e XIX, quando do nascimento das primeiras Obediências e Ritos, é o bastante para comprovar que não havia uma conformidade no ângulo de abertura do Compasso. O símbolo era sempre composto de um Compasso aberto e um Esquadro, mas pouco importando o ângulo do compasso que, conforme as gravuras, era sempre inexato: 32°, 44°, 56°, 64°, etc.

Enfim, essa preocupação “numerológica” é coisa bem mais recente, apenas outro "enxerto" em nossos rituais.

Fonte: JBNews - Informativo nº 319 - 13 de Julho de 2011

CONDUTA DO VERDADEIRO MAÇOM

Autor desconhecido – trabalho enviado pelo Ir∴ João Ferreira de Moraes Neto da A∴R∴L∴S∴ ACÁCIA IGUAPENSE - copiado e corrigido por: José Valentim Rodrigues - M∴I∴ da A∴R∴L∴S∴ ACÍLIO CÂNDIDO VENTURA – 3569 - Or∴ de Ilha Comprida – SP.


"Você possui apenas aquilo que não perderá com a morte; tudo o mais é ilusão". (Autor Anônimo)

Qual o estado de ânimo do maçom ao chegar a Loja?

1º - Cumprimentar seus irmãos com alegria e ser amável ao abraçar cada um, demonstrando a satisfação em participar daquela reunião.

2º - Se necessário, ajudar na preparação da loja e aproveitar a oportunidade para ensinar aos aprendizes os porquês de cada objetivo e seu significado.

3º - Procurar cumprir e estimular os Irmãos para que a reunião tenha início no horário previsto.

4º - Abandonar os problemas ditos "profanos" antes de entrar na sala dos passos perdidos.

5º - Tudo o que for realizar, faça com amor e gratidão, pois muitos desejariam estar participando e não podem.




Lembre-se: MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ (SABER-QUERER- OUSAR-CALAR)

Você pretende ir à Loja hoje?

1º - Sua participação será sempre mais positiva quando seus pensamentos forem mais altruísticos.

2º - Participação positiva será daquele que, com poucas palavras, conseguir contribuir muito para as grandes realizações.

3º - Ao falar, passe pelo crivo das "peneiras", seja sempre objetivo e verdadeiro em seu propósito. Peneiras: 1) Verdade 2) Bondade 3) Altruísmo.

4º - Às vezes um irmão precisa ser ouvido; dê oportunidade a ele para manifestar-se.

5º - Falar muito quase sempre cansa os ouvintes e pouco se aproveita. Fale pouco para que todos possam absorver algo de importante e útil que você tenha a proferir.

Entendendo meus irmãos.

1º - Eu não posso e não devo fazer julgamentos precipitados daqueles que comigo convivem.

2º - Estamos todos na escola da vida aprendendo a relacionar-nos uns com os outros, e o discernimento é diferente de pessoa para pessoa.

3º - Quanta diversidade existe nas formações individuais. Desejar que o meu Irmão pensa como eu é negar a sua própria liberdade.

4º - Temos a obrigação de orientar, ensinar, mas nunca impor pontos de vista pessoais inerentes ao nosso modo de ver, sentir e reagir.

5º - Não é por acaso que nos é sempre cobrada a tolerância. Devo aprender a ser tolerante primeiro comigo mesmo e, então, estende-la aos demais.

Dia de reunião! Você já sabe o que tem a fazer?

Iº - Hoje é dia de reunião, vou dar uma lida no meu ritual para não esquecer os detalhes!

2º - Mesmo que eu já saiba de cor o ritual não deve negligenciar seu cargo ou sua função em Loja.

3º - Se o irmão cometer alguma falha corrija: se possível, com discrição, sem fazer disso motivo de chacota e gozação.

4º - Quando a cerimônia é desenvolvida por todos de forma consciente e com amor, todo o ambiente reflete a atmosfera de paz e tranqüilidade entre todos.

5º - O ritual deve ser cumprido em todos os seus detalhes. Quando participado com boa vontade, tudo fica mais belo, sem falhas, sem erros, proporcionando um bem estar geral.

Como devo me apresentar em loja?

Iº - O templo é o lugar onde acontece a reunião dos Irmãos imbuídos do desejo de evoluir e contribuir para a evolução dos demais.

2º - Valorizar a reunião, apresentar-se com sua melhor roupa, ou seja: Despido de toda maldade, manter os pensamentos nobres e altruísticos, valorizando cada Irmão e cumprindo com todas as regras existentes.

3º - Traje limpo, com bom aspecto, revela a personalidade de quem o usa e influenciará diretamente no relacionamento entre os participantes daquela reunião. Tomemos cuidado, pois!

4º - Aquele que é fiel no pouco será fiel no muito, aquele que é infiel no pequeno será igualmente infiel no grande. Cuidado com os relapsos, eles não respeitam nem a si próprio!

5º - Bom seria que todos fossem responsáveis; cabe a cada um de nós criticar construtivamente, visando sempre ao progresso do Irmão imaturo cujo comportamento nos causa constrangimento.

Elegância.

1º - Como é gratificante constatarmos a elegância de um Irmão; verificar em seu comportamento a expressão de uma educação fina e irrepreensível.

2º - É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

3º - A elegância deve nos acompanhar desde o acordar até a hora de dormir; devemos manifestá-la sempre, nos mais simples relacionamentos, onde não existam fotógrafos nem câmeras de televisão.

4º - Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando para só depois mandar dizer se atende.

5º - Se os amigos, os Irmãos, não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la. Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe, não é frescura. É A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO. .

O Iniciado

1º - Quando vossos olhos se abriram para a verdadeira luz, uma infinidade de objetos, novos para o vosso entendimento, atraiu a vossa atenção.

2º - As diversas circunstâncias que rodearam a vossa recepção, as provas a que fostes submetidos, as viagens que vos fizeram efetuar e os adornos do templo em que vos encontraste tudo isso reunido deveria ter excitado a vossa curiosidade, e para satisfazê-la não há outro caminho senão o da busca do conhecimento e da verdade.

3º - A maçonaria, cuja origem se perde na noite dos tempos, teve sempre por especial escopo agremiar todos os homens de boa vontade que, convencidos da necessidade de render sincero culto à virtude, procuram os meios de propagar o que a doce e sã moral nos ensina.

4º - Como esses homens desejam trabalhar nessa obra meritória com toda tranqüilidade, calma e recolhimento, reúnem-se para isso nos Templos Maçônicos.

5º - Os verdadeiros Maçons trazem constantemente na sua memória não somente as formas gráficas dos símbolos maçônicos, como, e muito principalmente, as grandes verdades morais e científicas que os mesmos representam. Sejamos então todos verdadeiros.

Livre e de bons costumes.

1º - Para que um candidato seja admitido à iniciação, a maçonaria exige que ele seja "livre e de bons costumes".

2º “- Existindo os servos, durante a idade média, todas as corporações exigiam que o candidato a Aprendiz para qualquer ofício tivesse nascido livre”, visto que, como servo ou escravo, ele não era dono de si mesmo.

3º - De bons costumes por ter orientado sua vida para aquilo que é mais justo, mais elevado e perfeito.

4º - Essas duas condições tornam o homem qualificado para ser maçom e com reais possibilidades de desenvolver- se a fim de tornar-se um ser perfeito.

5º - Verdadeiro Maçom é: "Livre dos preconceitos e dos erros, dos vícios e das paixões que embrutecem o homem e fazem dele um escravo da fatalidade.

O que não devo esquecer.

1º - A maçonaria combate a ignorância, de todas as formas com que se apresenta.

2º - Devo cultivar o hábito da leitura para enriquecer em conhecimento, ajudar de forma consciente todos aqueles que estão a minha volta.

3º - Estar atento e lembrar sempre a meus irmãos que um maçom tem de ter uma apresentação moral, cívica, social e familiar sem falhas ou deslize de qualquer espécie.

4º - Não esquecer: as palavras comovem, mas os exemplos arrastam! Tenho, como Maçom que sou, de servir sempre de exemplo, em qualquer meio que estiver.

5º - Lutar pelo princípio da eqüidade, dando a cada um, o que for justo, de acordo com a sua capacidade, suas obras e seus méritos.

O tronco de beneficência.

1º - Possui várias denominações, como: Tronco de solidariedade, de Beneficência, dos Pobres, da Viúva, etc.

2º - A segunda bolsa é conduzida pelo Hospitaleiro, que também faz o giro, obedecendo à hierarquia funcional; oferece a bolsa aos Irmãos sem olhar para a mão que coloca o óbolo.

3º - Contribuir financeiramente para a beneficência é um dos deveres mais sérios de todo maçom, uma vez que, junto com o seu óbolo, lança os "fluidos espirituais" que o acompanham, dando afinal muito mais que os simples valores materiais.

4º - "Mais bem aventurado é o que dá, do que o que recebe", é um preceito bíblico que deve estar sempre em nossa mente.

5º - Quando colocamos o nosso óbolo, devemos visualizar o destinatário, enviando-lhe nosso carinho e votos de prosperidade.

Fonte: JBNews - Informativo nº 319 - 13 de Julho de 2011

MAÇONARIA, ASTROLOGIA E ASTROLOGIA: UM OLHAR APRENDIZ

Ir∴Aldo César do Nascimento Vecchini A∴R∴L∴S∴ Renovadora 68 - Barretos

A Maç∴ é uma associação íntima de homens escolhidos cuja doutrina tem por base o G∴A∴D∴U∴, que é Deus; por regra, a Lei Natural; por causa, a Verdade, a Liberdade e a Caridade; por frutos, a Virtude, a Sociabilidade e o Progresso; e por fim, a felicidade dos povos que incessantemente ela procura reunir sob sua bandeira de paz.

Onde trabalham os M∴M∴? Em uma Loja construída na forma de quadrilongo (três quadrados perfeitos) estendendo-se do Or∴ ao Oc∴, com largura do N∴ ao S∴. Sua altura é da Terra ao Céu, sendo sua profundidade, da superfície ao centro da Terra. É coberta por uma abóbada azul, semeada de estrelas e nuvens na qual circulam o Sol, a Lua e inúmeros outros astros, que se conservam em equilíbrio pela atração de uns sobre os outros.

No teto da Loja figuram: do lado do oriente, um pouco à frente do Trono do V∴, o Sol. Por cima do Altar do 1° Vig∴, a Lua e acima do Altar do 2° Vig∴, uma estrela de cinco pontas.

Sendo a Loja a imagem do universo, nela devem estar representados os esplendores que, na abóbada celeste, mais ferem a imaginação do Homem constituindo um desafio: compreender o princípio da Correspondência – entre as leis e os fenômenos nos diversos planos da Existência e da Vida – estabelecido entre o Micro e o Macrocosmo, onde tudo segue o seu destino (...) e o nosso corpo é apenas um reflexo das manifestações do Universo.

Como prova, estão os átomos, que reagem de uma única forma tanto no Micro como no Macrocosmo. As reações astrais são as mesmas de nosso corpo interior - mesmos átomos, mesmos movimentos.

O Princípio de Correspondência (assim no Céu como na Terra; assim na Terra como no Céu) habilita o Homem a raciocinar inteligentemente do Conhecido ao Desconhecido. “Todas as coisas estão em constante e ininterrupto movimento. Uma mudança na vibração causa uma mudança na manifestação.”

Qual é o símbolo da livre criação, do infinito e do universo? O círculo, visto não ter começo nem fim e resultar apenas de um ponto central (o homem), que o traça utilizando um instrumento (o compasso) cujo raio é o limite dos seus conhecimentos, da sua iniciativa e da sua ousadia.

Começo e Fim 

I
O que será que debaixo do sol Continua obscuro ou em caracol? 
Nas montanhas o frio, no mar o atol No céu a ilusão, na mira o paiol.

II
Nas mãos a ação ou a covardia 
Nos pés o andar ou a correria. No peito o espanto, na boca agonia 
No laço um abraço em perfeita harmonia.

III
O desejo ardente que inspira o pecado. 
A fome de vida ou bem renegado. 
O fruto da luta ou algo roubado
Um cheiro agridoce ou bem perfumado

IV
No átomo - a molécula já é divisível Aos amantes - o romance é o mal preferível
Na luta pela paz o momento é terrível, Mas querendo se faz o inexeqüível.

V
Que coisa mais linda o astro-rei no levante 
Trazendo consigo o interessante
Os olhos abertos a todo instante
Contempla o seu pôr na linha do horizonte!

PAC

O que é o levante? O leste ou oriente. É também o ponto da esfera celeste que é a interseção do primeiro vertical (zênite) com o horizonte real. Do oriente vem a luz; o Sol nasce no Or∴ para fazer sua carreira e iniciar o dia. Lá, o V∴M∴ tem assento para abrir a Loja, dirigi-la em seus trabalhos e esclarecer os OObr∴ com as luzes de sua Sabedoria, nos assuntos de nossa Sublime Instituição. O Sol na Maçonaria aparece no painel de Apr∴ no avental do M∴I∴ na jóia do Orad∴; no Or∴ da Loja à frente do Trono.

Os sete principais cargos na Loja estão diretamente relacionados com o Sol, a Lua e planetas esotéricos. O V∴M∴ está relacionado ao planeta Júpiter, visto que representa a Sabedoria. Júpiter rege a visão, a prosperidade, a misericórdia, a liturgia, o mestre e a felicidade.

O Orad∴ está relacionado com Mercúrio, o planeta que rege a expressão da verdade, pois é o enviado de Deus. Mercúrio tem asas nos pés e é o porta-voz, aquele que dá as boas-vindas e domina os escritos.

O cargo de Secr∴ relaciona-se com o planeta Saturno. É ele o responsável de gravar para a eternidade os fatos de forma fria e exata. Ele é o controlador rígido da ordem dos processos e cioso pela documentação dentro das normas.

O M∴CC∴ por sua vez está relacionado ao Sol. O Sol caminha diariamente pelo Céu, levando e trazendo a existência, a verdade e a justiça. É ele que anima a vida e que circula no oriente e no ocidente.

O Tes∴ recebe a simbologia da Lua em sua atividade. A Lua dispõe sobre os assuntos mundanos e materiais. Ela é o principal elemento de ligação com o mundo concreto, regendo toda a geração de uma nova vida ou o desenvolvimento de um corpo já existente. A Lua rege a família, a cidade, o lar e o corpo; portanto, rege o Templo.

De forma óbvia, o 1º  Vig∴ e o 2º Vig∴ são regidos respectivamente por Marte e Vênus, planetas da força e da beleza, simbologia das CCol∴, onde têm seus tronos. Marte rege o início, a coragem, o pioneirismo e o impulso. Vênus rege a harmonia, o prazer, a alegria e a beleza como reflexo da manifestação do G∴A∴D∴U∴.

Os signos no misticismo maçônico representam todo o caminho percorrido pelo Iniciado, desde a sua Iniciação até o cume de sua trajetória, no Grau de M∴M∴. No R∴E∴A∴A∴, essa representação é mostrada fisicamente, com os símbolos alusivos aos signos presentes no Templo Maçônico.

Uma das formas dessa representação é por intermédio das chamadas colunas zodiacais que são colunas da ordem jônica, tendo cada uma sobre seu capitel o pentaclo correspondente (pentaclo é a representação de cada signo com o planeta e o elemento que o caracterizam). As colunas são postadas longitudinalmente junto às paredes, sendo seis ao N∴ e seis ao S∴. A seqüência das colunas é de Áries a Peixes, iniciando-se com Áries ao Norte, próxima a parte Ocidental, e terminando com Peixes ao Sul, também próxima à parte Ocidental.

Os signos zodiacais relacionados com o Grau de Apr∴M∴ são Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem; relacionado com o Grau de Comp∴ está o signo de Libra; e os inerentes ao Grau de M∴M∴ são os signos de Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.

A simbologia para o grau de Apr∴ compreende signo, elemento e astro, a saber: Áries - Fogo - Marte: o ardor iniciático conduzindo à procura da Iniciação; Touro - Terra - Vênus: o Recipiendário (aquele que é solenemente recebido em uma agremiação), judiciosamente preparado, foi admitido às provas; Gêmeos - Ar - Mercúrio: o Neófito recebe a luz; Câncer - Água - Lua: o Iniciando instrui-se, assimilando os ensinamentos iniciáticos; Leão - Fogo - Sol: o Iniciando julga, por si próprio e com severidade, as idéias que puderem seduzi-lo; Virgem - Terra – Mercúrio: tendo feito sua escolha, o Iniciando reúne os materiais de construção para desbastá-los e talhá-los, segundo o seu destino.

Como sempre nos é ensinado, devemos associar as ferramentas de trabalho aos sentidos místicos e extrair delas o seu significado e a sua essência para que possamos transmutar este conhecimento e realizar a obra criadora da luz divina.

Fonte: JBNews - Informativo nº 319 - 13 de Julho de 2011