Ir∴ Luiz Felipe Brito Tavares
AM da Loja Luz do Planalto nr. 76 (GLSC) São Bento do Sul – SC
Quando a mudança se faz ordem e quando a complexidade se faz unidade?
Tudo muda de fato, mas porque algumas mudanças obedecem a eixos específicos permitindo o surgir da ordem?
A ordem permite a complexidade, mas como tal complexidade ordenada se torna lócus para o surgir de uma entidade una?
O que permite a elementos constituintes do universo poderem sincronizar seus movimentos?
Partículas subatômicas são compostas pela interação dinâmica de partículas elementares chamadas de quarks.
Átomos são compostos pela dinâmica e harmônica interatividade das partículas subatômicas.
Os átomos interagem, permutando suas energias em composições chamadas de moléculas.
Moléculas que se encaixam são a base da vida orgânica.
Células se associam e interagem permitindo o surgir de organismos complexos.
Organismos complexos passam a serem constituídos por órgãos especializados.
Órgão cerebral altamente complexo permite o surgir da mente no ser humano.
Organismos complexos se estabelecem em comunidades formando desde colônias até em sociedades.
Poderíamos elucubrar e dizer que tais complexidades possuem um eixo em comum? Um eixo que lhes permite o compartilhar?
Tal eixo permite o equilíbrio dinâmico da estrutura. Permite a conservação de energia.
Mudanças caóticas não duram, pois não conservam energia.
Mudanças que seguem um ritmo comum preservam energia e tornam a complexidade possível.
O que torna comum?
Um princípio equivalente permitindo eixos de sincronia e sinergia?
Poderíamos pensar em uma compatibilidade inicial permitida pela simetria de condições geradoras. Porém e depois com o evoluir da complexidade em patamares que se distanciavam da simplicidade elementar do começo?
Podemos dizer que as forças se associam em vetores. Da mesma forma poderíamos dizer que os eixos de equilíbrio podem suportar níveis cada vez maiores de complexidade?
Não pretendemos aqui esgotar o assunto, porém já podemos pressupor um sentido presente.
Relativamente à segunda pergunta, o que permitiria a complexidade a formar uma estrutura com características finais de unidade?
Uma estrutura complexa reage como um todo ao meio que o cerca, como se dotada de um eixo central mantenedor da coesão.
Existem muitas unidades compostas por complexidades como já referido no início, mas o que permite que a coexistência de mudanças tome o aspecto de uma inteireza?
Todos os elementos da complexidade compartilham elementos, possuindo mesmo um centro identificável, mas com bordas que se misturam em comunidade, formando elos verdadeiros.
Vórtices múltiplos de movimento compartilhando suas energias. Vibrações sincrônicas criando um acorde estável.
Existe então no universo uma ligação entre todas as coisas? E elucubrando uma coerência subjacente?
Tentamos sempre dar um sentido ao ambiente que nos cerca para podermos interagir de forma eficiente e de modo a preservarmos não apenas nossa complexidade, mas nossa coerência.
Muitos dirão que nosso universo tende a entropia, mas mesmo dentro deste cenário aparentemente desolador, a complexidade emerge e evolui.
Hoje se concebe a possibilidade que a expansão de nosso universo leve tudo ao zero absoluto, ou seja, à ausência de movimento ou vibração.
Porém da mesma forma se conjectura que nosso universo é apenas uma pequena bolha flutuando em uma grande massa de bolhas que se formam a todo instante.
Diria eu em minha percepção limitada que nosso universo é apenas uma onda a percorrer uma superfície sem fim, uma onda dentre infinitas ondas. Ondas a formar um cortejo de infindos vórtices que surgem e desaparecem no dorso de sua esteira.
Ondas vêm e vão, descortinando as possibilidades latentes. Porém tais possibilidades surgiriam com as ondas ou seriam imanentes ao leito infinito que alberga as vagas?
Quantas camadas teria este oceano absoluto?
E tais prováveis camadas estariam também interligadas?
Um universo como o nosso que descortina o sentido e a coerência não atenderia a sentido e a coerência ainda maiores?
De fato o que vemos é apenas uma infinita parte do grande Iceberg.
Fonte: JBNews - Informativo nº 323 - 17 de Julho de 2011
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