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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

terça-feira, 1 de setembro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

INSTRUÇÕES NO RITUAL


Em 29/05/2026 o Respeitável Irmão Enio Sampaio, Loja Acácia de Balneário, 3798, REAA, GOB -SC, Oriente de Balneário de Camboriú, Estado de Santa Catarina, pede comentários para o que segue:

INSTRUÇÕES

Boa noite, meu estimado Irmão. Espero que esta mensagem o encontre bem. Venho solicitar as suas luzes para dirimir uma questão levantada em nossa Loja. Busco o seu conselho por reconhecer a sabedoria, a firmeza e a segurança de suas orientações.

Em nossa Oficina, de acordo com o Regimento Interno, cabe aos Aprendizes a apresentação de cinco Peças de Arquitetura durante o interstício, além das visitações e demais requisitos legais. Para enriquecer a formação, temos pautado a distribuição dos temas mesclando o Simbolismo, o funcionamento dos Cargos em Loja e a nossa Legislação (RGF, Regimento Interno e o funcionamento do GOB). Temos o rigoroso cuidado de manter tudo restrito aos limites do Grau 1.

Para ilustrar, uma distribuição típica seria: 1ª Peça: A Palavra Sagrada; 2ª Peça: O Painel do Grau de Aprendiz; 3ª Peça: A Corda de 81 Nós; 4ª Peça: O cargo de Hospitaleiro; 5ª Peça: O Regimento Interno da Loja.

Ocorre que alguns Irmãos objetaram a essa dinâmica, defendendo que os temas deveriam ser estritamente sobre o Simbolismo do Grau. No meu entendimento, como há volume suficiente de trabalhos, essa diversificação é a melhor forma de instruir os Aprendizes, permitindo que eles compreendam o universo administrativo e legal em que adentraram de forma mais completa. Além disso, o fato de serem apresentados temas relativos a nossa legislação ajuda os irmãos a relembrarem partes importantes que por vezes são esquecidas - ou ignoradas.

Meu pensamento está incorreto, meu Irmão? Devemos realmente restringir a pauta de estudos da Coluna do Norte apenas ao Simbolismo puro?

Tenho certeza do pronto atendimento de sempre e desde já agradeço!

CONSIDERAÇÕES:

Antes, gostaria de relatar que os rituais primitivos não traziam o período dedicado às instruções. Por um bom tempo os rituais especulativos (dos aceitos) tratavam apenas da liturgia e da ritualística das sessões econômicas (ordinárias) e magnas.

 A instrução propriamente dita, na maioria dos casos, restringia-se ao Cobridor do Grau. Outras instruções, tidas como “catecismos”, eram organizadas pela Loja e ministradas à parte.

Por conta disso, era comum se entender que o ritual não era lugar para Instruções, tal como a forma que hoje conhecemos. Os catecismos geralmente apareciam separados do ritual.

No entanto, especialmente na Maçonaria brasileira, preparar instruções não foi algo muito criterioso seguido por boa parte das Lojas, as quais, além de pouco ensinar, ainda facilitavam o ingresso de contradições e achismos. Em síntese, não existiam instruções bem elaboradas, mas sim a propagação de enxertos que mais ajudavam a desfigurar o rito do que propriamente aprimorar conhecimentos.

Como em terra de cego quem tem um olho é rei, os anacronismos e as fantasias, bem como as crendices particulares e toda a sorte de absurdos, foi se espalhando feito erva daninha.

Para pôr um fim a tudo isso, foi então criado um período específico, dentro do ritual destinado às instruções organizadas. Esse período ficou conhecido como “Tempo de Estudos”, ou “Quarto de Hora de Estudos”.

NOTA - Nos Rituais do REAA vigentes no GOB, edição 2024, houve por bem se elevar de 15 para 30 minutos o tempo disponível para o período de estudos.

À vista disso, começaram a aparecer instruções mais elaboradas e organizadas. Com elas oficialmente inseridas nos rituais, às Lojas passaram a servir ensinamentos mais palatáveis, sendo obrigadas seguir a sequência prevista pelo ritual.

Ainda nesse assunto, vale ressaltar que atualmente as instruções que constam nos rituais vigentes são obrigatórias para cada grau, não obstante ser recomendável que além das instruções oficiais, também sejam organizadas, pelos Vigilantes instrutores, ensinamentos complementares. Sem dúvida isso tem sido saudável para a educação maçônica.

No tocante às matérias para instrução, desde que elas sejam de interesse da Ordem Maçônica e não avancem sobre assuntos privativos de outros graus, as mesmas podem versar sobre história, filosofia, arte, organização e legislação maçônica. Enfim, tudo o que estiver ao alcance de cada grau.

A respeito das instruções ficarem apenas no campo do simbolismo, isso não é verdade, pois, como já foi mencionado, além das instruções oficiais que constam no ritual, outros temas complementares também podem ser abordados. Recomenda-se, inclusive, que desde o 1º Grau o Orador, argumente instruções para a assembleia (Loja) sobre legislação maçônica; o Tesoureiro, sobre assuntos de finanças; o Chanceler, sobre os registros e guarda dos selos e assim por diante.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

OS NÃO INICIADOS CURIOSOS

Hoje em dia, com o tribunal da internet aberto 24 horas, qualquer curioso que explora dois palmos abaixo da superfície da teoria maçônica já se sente no pleno direito de mentir, vestir uma capa imaginária e fingir ser maçom. 

O profano iludido acha que ser maçom se resume a decorar 5 letrinhas em abreviações, lançar em comentários de redes sociais e sair interrogando o próximo: "Qual sua potência? Qual o nome da sua Loja?". Fazem isso como se fosse um crachá de clube, esquecendo (ou melhor, desconhecendo) o mais absoluto e básico dos nossos princípios: a discrição. 

Entendam de uma vez por todas: para ser maçom, exige-se infinitamente mais do que prepotência e vaidade. Muitos usam o nome de um Oriente ou outro para sustentar uma fantasia digital, mas acabam fazendo papel de tolos. No mundo real, o Mestre bate o olho e já sabe. Ele percebe imediatamente que ali não há um Irmão, mas apenas um homem frustrado que não aceita a própria condição e precisa mentir sobre algo que nunca teve a honra, o mérito ou a oportunidade de ser. 

Vamos parar de passar vergonha na internet? Parem de fingir ser Mestre Maçom ou iniciado.

O iniciado é única e exclusivamente aquele que passou pela cerimônia e que hoje senta no banco dos Aprendizes. Aquele que fica catando PDF, lendo rituais vazados e acumulando livros na internet não é um iniciado. Na verdade, ao agir com essa afobação e arrogância de "sabe-tudo", você está apenas cavando um abismo e se afastando cada vez mais da chance de um dia ser convidado. Quer fazer parte? Saia do Google. Busque um Mestre de sua confiança no mundo real, prove seu valor como homem e demonstre sua vontade genuína. 

Agora, o recado para os de dentro.

Esse puxão de orelha não é só para o profano vaidoso. O recado também vai direto para muitos que são iniciados, mas que abrem a internet para espalhar prepotência, ofensas, xingamentos e chiliques em discussões rasas, manchando a imagem da Ordem.

Se você é Mestre e ainda se rebaixa a esse tipo de comportamento infantil e arrogante nas redes, você precisa urgentemente de um choque de realidade. Volte lá no Grau 1. Pegue o seu Maç:. e o Cin:., levante a ab:. do seu Av:. e retorne imediatamente ao trabalho exaustivo na P.B:..
Você ostenta o título, mas pelo visto, esqueceu completamente o básico da lapidação moral. 

Fonte: Facebook_Federação Maçônica de São Paulo