Páginas

PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

terça-feira, 13 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

LUZES LITÚRGICAS E LIVRO DE PRESENÇAS

Em 03.06.2026 o Respeitável Irmão Ricardo Paim Cândido dos Santos, Loja Templários do Piratini, 4395, REAA, GOB-RS, Oriente de Imbé, Estado do Rio Grande do Sul, pede esclarecimentos. ricopaim_adv@yahoo.com.br

ACENDIMENTO DAS LUZES LITÚRGICAS

Caro Ir∴ no dia de hoje precisamos dirimir duas dúvidas, em relação a questões administrativa, e ritualística.

1 - Como se procede efetivamente o acendimento das velas, nos altares do V∴M∴, 1º Vig∴ e 2º Vig∴, em sessões de Apr∴, Comp∴ e em Câmara do Meio. No caso de nosso templo não usamos velas físicas, são lâmpadas eletrônicas.

Na Sessão de Apr∴, quantas lâmpadas são acesas em cada altar? E na Sessão de Comp∴? Idem e na Câmara do Meio.

2 - Na assinatura do Livro de Presenças dos Obreiros do quadro, a última assinatura para fechamento deve ser a do V∴ M∴, ou são assinaturas aleatórias? E, no caso é obrigatório o fechamento da página para não ser feita mais assinaturas?

CONSIDERAÇÕES:

1 – Luzes Litúrgicas – Primeiro é bom que se diga que nesse caso "altar" é apenas aquele ocupado pelo Venerável Mestre. Os VVig∴ não ocupam altares, porém "mesas" - vide no ritual correspondente do GOB. Ainda nesse contexto, vale também a pena mencionar que sobre o altar, ocupado pelo Ven∴ Mestre, bem como sobre cada uma das mesas ocupadas pelos VVig∴, há um candelabro com três braços, nos quais ficam as Luzes litúrgicas. 

Assim, consta nos respectivos rituais do REAA/GOB que no grau de Apr∴acendem-se três luzes (a do centro de cada candelabro), no de Comp∴ cinco luzes (as três do candelabro do Ven∴ e uma - a do centro - de cada candelabro dos VVig∴). Finalmente, no grau de Mestre Maçom acendem-se as nove Luzes (as três de cada candelabro).

É oportuno mencionar que todas essas orientações estão claramente descritas nos rituais vigentes do REAA, título: Disposição e Decoração do Templo. 

Não obstante essa informação, também é possível se encontrar no ritual orientações, escritas em azul, que acompanham as práticas ritualísticas, mormente as relativas a abertura e encerramento dos trabalhos.

De modo operacional, os rituais são bem claros quando mencionam que se as Luzes litúrgicas forem lâmpadas elétricas, cada titular as acenderá; caso elas sejam velas, então cabe ao Mestre de Cerimônias realizar essa missão. 

Quanto ao acendimento em si, o mesmo se dá por uma simples ação de se acender uma luz, isto é, sem nenhuma cerimônia especial que possa ser amparada por atos de veneração, inclinação com o corpo e meneios com a cabeça – conforme o ritual, nada disso existe.

Reitera-se: no REAA não existe nenhum cerimonial próprio para acendimento das Luze litúrgicas. Durante o ato de acendimento dessas Luzes é suficiente que o titular se comporte de maneira mais natural possível.

Caso as Luzes litúrgicas sejam velas no lugar de lâmpadas elétricas, cabe ao M∴CCer∴ trazer consigo a chama de uma vela auxiliar para acender as demais. Logo que todas as Luzes forem acesas nos candelabros, o titular apaga imediatamente a chama da vela secundária, nomeadamente porque ela não possui nenhum valor iniciático. O uso dessa vela auxiliar não tem nenhum significado especial, senão o de facilitar o acendimento. É oportuno mencionar que essa vela auxiliar não deve ficar acesa sobre o Alt∴ dos PPerf∴. Conforme o ritual, sobre esse Alt∴ não existe nenhuma vela acesa e nem outro objeto qualquer.

Durante o encerramento trabalhos, quando as Luzes litúrgicas serão apagadas, também não existe nenhum cerimonial especial.

A bem da verdade, as Luzes litúrgicas não possuem nenhum sentido sacro religioso. Esotericamente elas simbolizam a luz do saber e do esclarecimento. Notadamente, simbolizam a evolução do Iniciado, ao tempo em que, quanto maior for o seu esclarecimento, maior será o número de Luzes acesas nos candelabros. Nesse contexto, a Luz remete à sabedoria humana e a escuridão à ignorância.

Por fim, é imperativo que o ritual seja lido atentamente na sua íntegra, pois a maioria das respostas para essas questões nele se encontram.

2 – Livro de Presenças – É sempre o Ven∴ Mestre o último a assinar o Livro de Presença da sua Loja. Conforme especifica o RGF, Art.º 116, XVI – Compete ao Venerável encerrar o livro de presença da loja. Desta maneira, de acordo com o que especifica o Diploma Legal, é ele mesmo o último a assinar. Depois do ne varietur do Ven∴, recomenda-se que todas as demais linhas em branco da respectiva folha sejam inutilizadas.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS DA HISTÓRIA

Por Luciano J. A. Urpia

Domingos Alves Branco Muniz Barreto foi um militar e naturalista autodidata luso-brasileiro, nascido em Salvador por volta de 1748, que se destacou no período de transição da Colônia para o Império. Ingressou no Exército em 1773, chegando a Tenente-General em 1830, e viajou extensamente pela América Portuguesa, acumulando observações sobre a natureza e o contexto político da época. Foi sócio correspondente da Academia Real de Ciências de Lisboa e notabilizou-se pelo seu trabalho na Comarca dos Ilhéus, onde negociou com indígenas sublevados e produziu importantes documentos, como o "Plano sobre a Civilização dos Índios".
.
Autodidata em Filosofia Natural, Muniz Barreto lia autores como Pison, Buffon e Lineu, mas criticava as metodologias hegemônicas europeias. Nos seus estudos botânicos, valorizou os saberes indígenas sobre as plantas, incorporando termos locais e adaptando as práticas científicas à realidade colonial, embora mantendo a deslegitimação desses conhecimentos perante os padrões acadêmicos. Faleceu no Rio de Janeiro em 1831, deixando uma produção singular que reflete a interseção entre o mundo militar, o saber indígena e a ciência ilustrada.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

A FORÇA POLÍTICA DO GOB

A FORÇA POLÍTICA DO G∴O∴B∴ 
Maury Luiz de Melo - M∴M∴
A∴R∴L∴S∴ Victor Kothe 3.281

1. Há sempre dúvida quando mencionamos a população Maçônica do G∴O∴B∴, ou seja: quantos somos? A divulgação da Prestação de Contas de 31 de dezembro de 2007 do G∴O∴B∴, em seu Boletim Especial que circula neste mês de março, traz informações precisas a respeito do tema.

2. Somos 63.842 Obreiros integrando os 26 Estados e o Distrito Federal. Há 2.400 Lojas participantes.

3. No Estado de São Paulo há 672 Lojas e 19.203 Obreiros. São Paulo representa 30,08% dos IIr∴ e 28% das Lojas. São Paulo tem 15.457 Mestr∴Maç∴, do total de 52.002 do G∴O∴B∴.

4. Dos 19.203 IIr∴ de São Paulo, 1.165 são do Rito Adonhiramita (6,07%); 498 são do Rito Brasileiro (2,65%); 15.676 são do Rito Escocês (81,62%) ; 1.409 São do Rito Moderno (7,34%) ; 64 São do Rito Schröder (0,33%) ; e 391 são do Rito York (2,04%).

5. A média de Obreiros nas Lojas do G∴O∴B∴ é de 26,6 IIr∴ por Loja. A média de IIr∴ por Loja de São Paulo é de 28 IIr∴. A média de IIr∴ por Loja de Goiás é de 33 IIr∴; de Minas Gerais é de 28 IIr∴; do Rio de Janeiro é de 26 IIr∴; de Santa Catarina é de 24 IIr∴. Essas médias são dos cinco Estados que têm mais de 100 Lojas instaladas.

6. São Paulo tem 2.444 Aprendizes; 1.302 Companheiros; 11.573 Mestres; e 3.884 Mestres Instalados, totalizando 19.203 IIr∴.

7. A Força Política do G∴O∴B∴, representada por 52.003 MMestr∴ MMaç∴, está assentada em cinco Estados que possuem mais de 100 Lojas : a) São Paulo com 15.457 MMestr∴ e 29,72% ; b) Goiás com 3.766 MMestr∴ e 7,24% ; c) Minas Gerais com 6.705 MMestr∴ e 12,59% ; d) Rio de Janeiro com 5.329 MMestr∴ e 10,25% ; e) Santa Catarina com 2.271 MMestr∴ e 4,37% . Totalizando 33.528 dos 52.002 MMestr∴ do G∴O∴B∴, ou seja : 66,5% dos mestra∴ do Brasil.

8. Com pressuposto nos dados que integram a Prestação de Contas de 31 de dezembro de 2.007 do G∴O∴B∴, o presente estudo resta incompleto, para fins de apuração da Força Política do G∴O∴B∴, em relação ao Poder Legislativo Federal Maçônico.

9. É que o Boletim do G∴O∴B∴ não publica os Estados da Federação que mantêm Deputados na Assembléia Legislativa Federal Maçônica, como também quais as Lojas que não têm representação Federal .

10. A Mais Alta Corte Eleitoral Maçônica, fez publicar uma 'Súmula', pela qual a Loja que não eleger seu Deputado Federal em sua obrigatória Oficina Eleitoral , não poderá mais faze-lo para a legislatura a viger. Instalada a Oficina Eleitoral, nos prazos e na forma da Lei; e, havendo omissão quanto a eleição do Deputado Federal para representar a Loja na Assembléia Federal Maçônica, haverá a perda desse direito para a Loja omissa. Aplicou-se a legislação eleitoral civil, ou seja , se o Partido Político não inscreve e elege deputado, só poderá faze-lo na próxima legislatura.

11.Resta ainda um mapeamento das Lojas que, elegendo seu Deputado, não vier a tomar regular posse. Ou seja, sugere-se que seja levado a apreciação do órgão competente da Assembléia Federal Legislativa, a divulgação no Boletim do G∴O∴B∴, da Planilha da Composição dos integrantes da Assembléia Federal, nos moldes do Anexo I do Boletim G∴O∴B∴, apresentado pela Grande Secretaria Geral da Guarda dos Selos.

São Paulo, 12 (quarta) de março de 2008

(*) Texto enviado pelo Ser∴ Irmão José Robson Gouveia Freire, M∴I∴, Gr∴ 33º, Grande Orador Adjunto do Sob∴ Supremo Conclave do Brasil, Delegado Litúrgico do Rito Brasileiro no Distrito Federal e Membro Ativo da A∴R∴L∴S∴ Pioneiros de Brasília nº 2288 – Federada ao G∴O∴B∴ e Jurisdicionada ao G∴O∴D∴F∴   - Rito Brasileiro.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

ILUMINAÇÃO ESPECIAL - BANDEIRA NACIONAL


Em 03.06.2026 o Respeitável Irmão Antônio Luiz Judice Lopes Barbosa, Loja Fraternidade Campista, 011, REAA, GOB-RJ, Oriente de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

ILUMINAÇÃO

Bom dia meu grande irmão, gostaria de sua ajuda na planta da Loja no local adequado sempre deve constar uma bandeira Nacional, existe a possibilidade de colocarmos um facho de luz para deixa lá mais destacada? Ou isso é contra nossa ritualística?

CONSIDERAÇÕES:

Por ser algo que não consta no ritual vigente, não é apropriado. Não sendo apropriado, não deve existir.

Certamente que se por acaso essa iluminação especial para a Bandeira viesse a ser inserida no ritual, logo suscitariam questões como a de quando se deveria acender e apagar essa luz? Haveria para ela algum cerimonial? Também não tardariam as impróprias perguntas sobre o significado iniciático desse ato e onde ficaria essa fonte de luz. Quem a acenderia? Também logo iriam questionar sobre o porquê de as outras bandeiras não possuírem iluminação. Em resumo, isso só traria mais complicações para a já sofrida liturgia maçônica, inclusive gerando discussões vazias e desnecessárias.

Sendo assim, o melhor mesmo é não inventar. Vamos apenas seguir aquilo que consta no ritual.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONARIA NA ESPANHA

Por Luciano J. A. Urpia

Sabia que as primeiras Lojas maçônicas na província de Alicante (hoje a belíssima cidade portuária) foram fundadas em 1870? As Lojas "Illicit Illecense" e "Fraternidade", ambas parte do Grande Oriente da Espanha, marcaram o início da atividade maçônica na região.

Por volta do século XIX, Alicante contava com 1.420 maçons em 29 Lojas simbólicas sob os auspícios do Grande Oriente da Espanha, do Grande Oriente Nacional da Espanha e do Grande Oriente Espanhol.

Os maçons tiveram um impacto positivo no desenvolvimento urbano de Alicante. Eles aplicaram princípios higienistas no projeto do bairro Benalúa, um distrito planejado com baixa densidade populacional, amplos espaços verdes e infraestrutura sanitária moderna. Também promoveram campanhas de vacinação gratuitas para ajudar os mais necessitados e prevenir a propagação de doenças. Possuíam publicações próprias, como "La Humanidad" e "El Alicantino Masón". Graças aos estreitos laços entre o movimento republicano de Alicante e a Maçonaria durante este período, a imprensa os apoiou.

Fonte: Instagram_Arquivos da Maçonaria

O QUE VINDES FAZER AQUI?

Repasse: Abtino Berlanda Costa (Campos-RJ)

O que vindes fazer aqui? – Quando ouvimos a pergunta QUE VINDES AQUI FAZER? - respondamos com orgulho e humildade: “Vencer minhas paixões, submeter minha vontade e fazer novos progressos na Maçonaria”.

Venho me despojar do absolutismo, da prepotência, do egoísmo, pois quero sumeter minha vontade para o bem da humanidade; quero continuar sendo fiel aos meus ideais e ao que a Maçonaria me ensina. Quero evoluir. Procuro laços de união entre Irmãos, quero aprender com eles, dar de mim, receber suas críticas para minha evolução.

Auxílio aos neófitos - Para auxiliar os neófitos das Lojas da GLESP que trabalham no Rito Escocês Antigo e Aceito (maioria) a entenderem com menos dificuldades alguns ensinamentos maçônicos contidos no universo do 1° Grau, compilamos algumas interpretações simbólicas que lhes permitem elevar seus olhos do chão, na busca do aprendizado das primeiras Instruções do Ritual do Aprendiz. A Maçonaria não é somente o que está explicito em Rituais. Existem as entrelinhas e o estudo constante de sua filosofia e principalmente da doutrina, recomendável aos Irmãos “recém-nascidos para a Ordem”. Existem, pois, partes instrutivas inseparavelmente ligadas ao verdadeiro Ritual Maçônico, e para serem compreendidas devem ser estudas em conjunto.

Nunca se esquive do aprendizado, não tenha vergonha de perguntar, indagar, questionar. Pesquise, leia. Nunca se permita estacionar na escalada do conhecimento.

Realmente, todos nós, por mais que sejamos dedicados aos estudos, sentimos essa grande necessidade de aprimoramento, acontecendo em todos os campos, tanto profissional, como social, filosófico e esotérico para que se possa acompanhar o progresso da humanidade, evitando ficar para trás, ultrapassado, pois tudo progride em velocidade vertiginosa.

Observem caríssimos Irmãos, que quem se atreve a transferir conhecimentos maçônicos deve proporcionar aos estudiosos os meios mais simples e mais efetivos. Portanto, enquanto estivermos aqui, trocaremos experiências, pois, há sempre algo para aprendermos juntos e muito possívelmente, alguém para aprender conosco também.

Não se pode é ignorar e permitir tantas fantasias, invencionices, distorções e tantos modismos, tantos “chutes” que são dados a esmo e incorporados no dia-a-dia e tidos como autênticos. O fato de todos estarem de acordo a respeito de alguma coisa não transforma o falso em verdadeiro. A verdade só pode florescer através da pesquisa e do estudo que é obrigação de todo Maçom interessado com a Ordem e com a Humanidade.

Comentaremos, assim, resumidamente, os pontos onde achamos que devem ser bem esclarecidos para evitar, maiores hesitações e indecisões. Mas, lembremo-nos que, para o Maçom, não é importante decorar as Instruções dos Rituais, o que realmente vale é vivenciá-las; que simbolísmo é a utilização dos Símbolos, na busca de uma verdade.

Obediência – O título mais correto para uma federação de Lojas, sob a direção de um Grão-mestre é OBEDIÊNCIA, pois o termo significa que as Lojas que a compõem são subordinadas a ela e que devem Obediência às suas leis e normas. O título mais usado, principalmente nos países latinos, é Potência, o qual, todavia, não é o mais adequado, envolvendo algo de pretensioso. Quando se fala no sistema de Lojas subordinadas a um Grão-mestrado, fala-se em sistema obediencial e não “potencial”, o que demonstra qual é o termo mais correto (embora Potência não seja errado; só é mais inadequado).

Publicações maçônicas – As publicações maçônicas – livros, plaquetas, artigos – são isentas de qualquer autorização do Grão-mestrado, desde que não envolvam a Obediência Maçônica, a não ser em abordagens históricas, doutrinárias e da estrutura administrativa, já que certas referências, principalmente de ordem política, podem comprometer o conceito externo da Obediência. Também não são permitidas – aí, em nome da ética e da moral maçônicas – publicações ofensivas a Maçons, Lojas e Obediências e nem publicações anônimas.

Profano – Em linguagem maçônica, profano é aquele que não foi Iniciado na Maçonaria, ou não Iniciado nos conhecimentos da Instituição. Não tem nada de pejorativo, como muitos julgam, mostrando, somente, um fato, que em nada desabona o indivíduo indicado.

Religião – A maioria dos Ritos Maçônicos exige, de seus Iniciados, a crença num ente supremo, o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus. Além disso, existem, em Loja, Símbolos que lembram a divindade, como o Delta Radiante e os textos do Livro Sagrado (Bíblia, Torá, Corão, etc.). Todavia, a Maçonaria não é, de maneira alguma, uma religião, como muitos profanos pensam e afirmam, embora surjam no desenvolvimento de sua doutrina, preocupações metafísicas e de cunho místico. Corroborando esta assertiva, os Templos Maçônicos estão abertos a homens de qualquer religião, não havendo qualquer discriminação, desde que eles sejam homens de consciência livre e de reputação ilibada.

Reconhecimento – A maneira correta de reconhecer um Maçom, é através dos Toques, Sinais e Palavras, que representam as senhas de reconhecimento. A pergunta correta que se faz, antes de passar a esse exame, é: Sois Maçom? pois há uma resposta específica, que só um verdadeiro Iniciado pode dar. A tão divulgada e usada “tudo justo”? não é meio de reconhecer outro Maçom, devendo ser evitada.

Tratamento respeitoso – em princípio o Aprendiz estranha o tratamento na terceira pessoa (vós) (linguagem da Bíblia); se somos todos Irmãos o mais apropriado não seria a intimidade da segunda pessoa, o “tu” amigo e fraterno? Mais tarde percebe que sempre é usado esse tratamento respeitoso como norma porque o Maçom jamais está só, daí a justificativa para um tratamento no plural, que abrange mais de uma pessoa. Triste o homem só.

O Maçom não conta apenas com o seu grupo particular da Loja, mas da Fraternidade Universal, de todos os Maçons existentes no mundo.

Ser assim defendido exige, contudo, uma correspondência, não só através de uma igual responsabilidade, mas, sobretudo da observação dos compromissos assumidos que devem ser escrupulosamente observados.

Postura - designa a colocação, a posição do corpo, o modo de ter a cabeça, o tronco e os Membros; o porte, o aspecto físico, a pose, a atitude. Fundamentais, no terreno da postura do Maçom em Loja, são os seguintes postulados:

1. Sempre que estiver em pé e parado, o Obreiro ficará à ordem;

2. Ao andar, normalmente, o fará sem sinal; a exceção é apenas a marcha do Grau;

3. Sentado, o Obreiro não poderá adotar uma postura relaxada, devendo manter o tronco ereto;

4. Estando em pé e com permissão – do Venerável – para desfazer o Sinal, também não poderá manter postura relaxada, o ideal é manter as mãos cruzadas sobre o Avental, ou às costas;

5. Na prática maçônica não existem mesuras, curvaturas, ou reverências; as saudações são feitas através dos Sinais apropriados;

6. O Obreiro que estiver sentado, não fará nenhum Sinal.

Liberdade - Até do grande público é conhecida a trilogia maçônica “Liberdade – Igualdade – Fraternidade”, que sintetiza a sua doutrina. A Liberdade, todavia, é infinitamente mais importante do que as demais metas maçônicas, porque sem ela as outras não podem subsistir. Sem Liberdade, a vida é carga pesada, é nau à deriva, sem rota e sem destino.

Igualdade – A igualdade é um dos magnos princípios maçônicos, já que a Maçonaria considera iguais todos os homens, independentemente de raça, cor, nacionalidade e credo religioso.

Fraternidade – A Maçonaria é uma fraternidade, uma associação fraternal, onde existe a união e a convivência como a de Irmãos. Assim o principal dever de um Maçom, em relação aos seus Irmãos de Maçonaria, é a amizade, o afeto, a união, o carinho, ou seja, tudo aquilo que a verdadeira fraternidade exige. O mesmo dever se aplica em relação a toda a humanidade, pois o amor ao próximo é um dos basilares preceitos maçônicos.

Beneficência - Em Maçonaria, muitos Ritos possuem o chamado Tronco de Beneficência ou de Solidariedade, para o recolhimento, durante as Sessões Maçônicas, da contribuição dos Maçons, para as obras assistenciais da Oficina; note-se que todos os Ritos têm esse recolhimento, mas o nome de Tronco de Beneficência, ou de Solidariedade, não é estendido a todos eles. (em muitos o Venerável Mestre diz, simplesmente: “Lembremo-nos dos pobres”, para comunicar que vai ser feita a coleta de contribuições)

Aclamação – Significa clamar, aplaudir, ou aprovar, por meio de brados, proclamar, saudar. A aclamação deve ser feita aos brados e não pouco mais do que murmurada, como muitos fazem. Huzzé, Huzzé, Huzzé! é a aclamação de alegria entre os Maçons do R.E.A.A. (a aclamação não deve ser confundida com exclamação).

Chover – Em Maçonaria, quando se diz que está chovendo , isso significa que há, entre os Maçons, a presença de não Iniciados, de profanos e que, portanto, não se está a coberto. Os Maçons estão expostos à chuva (à goteira); isso serve como advertência de que, a partir daquele momento, é proibida a abordagem de assuntos maçônicos reservados aos Iniciados.

Prolixo – designa o que é muito excessivo, abundante; o que faz emprego inútil e fastidigioso de muitas palavras. Uma das ciências humanas de interesse no universo científico maçônico é a Retórica, que é arte de bem falar. Maçom deve falar pouco e bem, com a maior objetividade, pois o Obreiro prolixo demais, além de entendiar os demais, estende a Sessão além do necessário e tira-lhe o caráter educativo.

O laconismo é altamente desejável quando o Maçom fala em Loja, a não ser que seja para Instrução, ou palestra, já que o tempo da Sessão e o direito dos demais ao uso da palavra não podem ser prejudicados por longos e quase sempre estéreis pronunciamentos; estes, lamentavelmente, sempre ocorrem, na palavra final de Sessões Magnas, por parte daqueles que, aproveitando a plagtéia, insistem em abrir seu leque de penas, pavoneando-se. A Maçonaria é uma escola de humildade e não comporta tais arroubos; o Maçom, ao falar (salvo nos casos excepcionais já referidos), deve ser breve e objetivio, não se perdendo em longas ponderações.

Laudatório (Louvação) – Embora a Maçonaria seja uma escola de humildade, onde a vaidade não deveria ter lugar, é comum encontrar-se, nela, práticas laudatórias, que nem sempre premiam o melhor, mas, sim, os detentores temporários de poder, ou aqueles que podem produzir dividendos sociais, ou políticos (embora a Instituição seja perfeita, os homens são altamente imperfeitos, embora perfectíveis); comuns são os longos discursos laudatários, dispensáveis – porque trabalhar pela Maçonaria é um dever do Iniciado – e que denotam subserviência ou bajulação, ambas altamente nocivas.

Tolerância - designa a qualidade de tolerante; a indulgência, a condescendência; a boa disposição dos que ouvem com paciência, opiniões opostas às suas. A tolerância é largamente citada como uma virtude que deve ornar o caráter do Maçom, mas é, ao mesmo tempo, largamente usada, para encobrir a inércia, a inoperância e a falta de coragem de dirigentes de Lojas e de Corpos maçônicos, quando têm que punir algum relapso contumaz. Evidentemente, a tolerância é necessária, em muitos casos, mas, quando chega ao exagero de querer relevar os erros repetidos de faltosos reincidentes, ela se transforma em ingenuidade, ou, o que é pior, em conivência.

Concluindo - Diz-se que a Iniciação faz o Aprendiz; o Aprendiz constrói o Maçom; o Maçom reflete uma nova Filosofia de vida!

Aprendiz! Seja paciente com tudo o que ainda não esteja resolvido no seu coração. E procure tratar suas dúvidas como se estivessem em salas fechadas, livros escritos numa linguagem desconhecida. Não procure por respostas que ainda não poderiam lhe ser dada, porque você não seria capaz de vivê-las. Procure, sim, viver tudo. Viva os problemas agora e com certeza então, gradualmente, sem perceber, passo-a-passo, será levado em direção às respostas.

Fontes de Consultas:

- Dicionário Etimológico Maçônico – José Castellani Editora Maçônica “A Trolha”.

Fonte: JBNews - Informativo nº 320 - 14 de Julho de 2011

domingo, 20 de setembro de 2026

A MAÇONARIA E A REVOLUÇÃO FARROUPILHA

A Maçonaria esteve presente na Revolução Farroupilha. Mas isso não transforma a Guerra dos Farrapos em uma “revolução maçônica”.

Bento Gonçalves e outros importantes líderes farroupilhas tiveram vínculos com a Ordem. Lojas e círculos de sociabilidade também contribuíram para a circulação das ideias liberais que ganhavam força no Rio Grande do Sul do século XIX.

Há, porém, um fato que impede qualquer conclusão simplista: também havia maçons defendendo o Império. Enquanto alguns IIr.’. aderiram à causa farroupilha, outros combateram ao lado das forças imperiais.

A influência maçônica aparece com maior nitidez em episódios específicos. Um dos mais conhecidos é a fuga de Bento Gonçalves do Forte de São Marcelo, na Bahia, em 1837, cuja articulação contou, segundo registros históricos, com auxílio de integrantes da fraternidade.

A História, portanto, exige equilíbrio: a Maçonaria participou daquele ambiente político, difundiu ideias e estabeleceu importantes redes de relacionamento. Mas afirmar que comandou ou determinou a Revolução vai além do que as evidências permitem sustentar.

E talvez esteja justamente aí a parte mais interessante dessa história: reconhecer a influência sem transformá-la em mito. Na sua interpretação, a participação maçônica na Revolução Farroupilha foi relevante ou acabou sendo superestimada ao longo do tempo?

Fonte: Facebook_Fraternidade Universal

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

INSTRUÇÃO DE APRENDIZ-MAÇOM

Eduardo Silva Mineiro, A∴M∴ ARLS Acácia Castelense, nº 4
Castelo do Piauí - Piauí - Brasil

Nos trabalhos anteriores demos ênfase aos IInstr∴ de Trab∴ do Apr∴ Maç∴ e seus significados material e simbólico para o Maç∴, neste trabalho referente a 3ª Intr∴ daremos continuidade ao nosso Trab∴ descrevendo a Origem, os Ornamentos, os Paramentos e as Jóias de nossa Subli∴ Ord∴.

A Maçonaria tem origem nas antigas fraternidades iniciáticas, das quais recebeu a tradição de guardar intacta, os seus ensinamentos, para poder transmiti-los aos seus Iniciados, ocultando a verdade do mundo profano em Símbolos, só as revelando àqueles que ingressam em seus TTempl∴.

Como Apr∴ Maç∴ compreendi que o alicerce da filosofia simbólica de moral maçônica e aperfeiçoamento humano, compreende o trab∴ de desbastar a Pedr∴ Brut∴, me dispor dos defeitos e paixões do mundo profano, para melhor adequar-me à construção moral da humanidade, que é a verdadeira obra da Maçonaria, quando alcançar o objetivo de polir a Pedr∴ Brut∴ transformando-a em Pedr∴ Pol∴, poderei descansar o Maç∴ e o Cinz∴, para utilizar outros utensílios, subindo a escada da hierarquia maçônica, daí o motivo do estudo das instr∴ que no grau de Apr∴ totalizam seis.

A forma do Templ∴ é a de um quadrilongo; seu comprimento é do Or∴ ao Oc∴; sua largura, do Nort∴ ao S∴; sua profundidade, da superfície da terra; e sua altura, da Terra ao Céu, orientando-se do Or∴ ao Oc∴ (Leste a Oeste), como os lugares dos cultos divinos e Templ∴ antigos, porque vieram do Or∴ para o Oc∴, assim como o sol faz sua trajetória, a origem das civilizações e ciências, as leis que nos regem, etc. Simbolizando a universalidade de nossa instituição e mostrando que a caridade do Maç∴ não tem limites, a não ser os ditados pela prudência.

Sustentam nossa Loj∴ três CCol∴, denominadas SABEDORIA, FORÇA e BELEZA, baseadas nas edificações do Templ∴ do Rei Salomão, um dos primeiros locais de Culto Divino que se tem conhecimento, erguido sob os auspícios de HIRAM-ABI, rei de Tiro, profundo conhecedor da tríade: SABEDORIA, FORÇA e BELEZA, sendo esse Templ∴ fundado com base no Tabernáculo, erguido por Moisés, para receber a Arca da Aliança e as Tábuas da Lei. As colunas denominadas: Jônica, representando a Sabedoria; Dórica, significando a Força e a Coríntia, simbolizando a Beleza, são os sustentáculos de toda Loj∴ Maç∴.

Todo Maç∴ deve ter essas qualidades Sabedoria, que orienta, Força, que executa e Beleza, que embeleza as ações, para que possa realizar com exatidão os seus trabalhos de fraternidade, caridade para com a sociedade.

O teto das LLoj∴ MMaç∴ representam a Abóbada Celeste, de cores variadas, o caminho que o Maç∴ deve percorrer para alcançar o Infinito, ou seja o Céu é denominado Esc∴ Jac∴, nome esse preservados pelas tradições maçônicas. A Esc∴ Jac∴ repousa, no Painel, dito alegórico, sobre o Livro das Sagradas Escrituras, tendo três, ou sete degraus, sobre os quais repousam os símbolos das três virtudes teologais: a Cruz, simbolizando a Fé, a Âncora, simbolizando a Esperança e o Cálice, ou Graal, simbolizando a Caridade. No topo da Esc∴ Jac∴encontra-se a Estr∴ Flam∴ representando a principal luz da Loj∴, o sol, a Glória do Criador, para simbolizar a mais importante das virtudes que um Maç∴ venha a adquirir que é a Caridade.

O Piso ou Pav∴ Mos∴ formado de quadrados brancos e pretos nos mostra que em tudo reside a mais perfeita harmonia, não devendo o Maç∴ fazer restrições de raça, religião, cultura, etc, pregando que a humanidade deve viver em harmonia fraternal.

A Orl∴ Dent∴, simboliza o amor, reforça a importância da fraternidade no seio da Loj∴ com os Maç∴ reunidos, cujo ensinamento e moral aprendem, para espalhá-los pelo mundo.

Os paramentos da Loj∴ são constituídos pelo Livr∴ L∴, Comp∴ e Esq∴: O Livr∴ L∴ representa o Código de Moral, a fé e a filosofia que todos nós deve respeitar e seguir. O Comp∴ e Esq∴, que só se mostram unidos em Loj∴, representam a medida justa que deve presidir todas as nossas ações, as quais não podem se afastar da justiça nem da retidão, que regem todos os atos de um verdadeiro Maç∴. As pontas do Comp∴ ocultas sob o Esq∴, significam que o Apr∴ ainda não está apto a trabalhar com este instrumento, sendo que o Comp∴ representa o Espírito e o Esq∴ representa a Matéria, o Apr∴ deve primeiro dominar a Matéria para que possa trabalhar a parte espiritual.

As Jóias da Loj∴ são três móveis e três fixas. As móveis são o Esq∴, o Nív∴ e o Prum∴ são moveis porque representam o Ven∴ e os VVig∴, que são eleitos a cada dois anos.

As fixas são a Pranch∴ Loj∴, a Pedr∴ Brut∴ e a Pedr∴ Pol∴. A Prach∴ Loj∴ serve para que o Mestr∴ trace os ensinamentos que serão passados aos AApr∴ para prosseguirem com seus aperfeiçoamentos. A Pedr∴ Brut∴ é o principal instrumento de trabalho do Apr∴ que irá poli-la até que o Mestr∴ Loj∴ julgue necessário, cabendo ao Apr.'. retirar desse processo às qualidades necessárias para que possa se postar de maneira civilizada. A Pedr∴ Pol∴ representa a sabedoria do homem no decorrer das experiências adquiridas. São fixas porque ficam imóveis em Loj∴ abertas a compreensão de todos os MMaç∴.

Para que o Maç∴ possa atingir o topo da Esc∴ Jac∴, é necessário desbastar as asperezas de seu eu, representadas pela ambição, orgulho, egoísmo e demais paixões que torturam os que habitam o mundo profano. As Loj∴ Maç∴ ostentam em seu altar os paramentos: Livr∴L∴, Comp∴ e Esq∴ que suporta a Esc∴ Jac∴, cujo cimo toca o Céu, o Maç∴ que prosseguir o seu caminho dentro desse círculo, cuja ornamentação representam a sabedoria de Moisés e do rei Salomão, jamais poderá errar.

Portanto, as características que regem a vida de um bom Maç∴ são: Virtude, Honra e Bondade, embora em desuso na sociedade, devem, sempre, ser encontradas no coração dos verdadeiros MMaç∴, assim manda os ensinamentos baseados na Sabedoria do G∴A∴D∴U∴ , que nos comportemos.

Fonte: JBNews - Informativo nº 320 - 14 de Julho de 2011

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

MINUTO MAÇÔNICO - 29

ENIGMA

1º - Questão proposta em termos obscuros, ambíguos, para ser interpretada ou adivinhada por alguém.
2º - Passam-se os séculos e ninguém define sobre aquela gigantesca estátua (monumento) que tem corpo de leão e a cabeça de mulher.
3º - Na maçonaria inúmeros enigmas de difícil interpretação, muitos dos quais exigem uma grande dose de fé do maçom, dado a dificuldade de encontrar um adequado esclarecimento.
4º - Os maçons têm enigmas que passam despercebidos por muitos: a vidência, o toque, aperto de mão, as marchas, palavras, etc... é necessária muita meditação e estudo para desvendá-los.
5º - Todavia resta o mais importante de todos! O maior de todos os enigmas: o próprio homem, que apesar de todas as buscas continua como uma grande incógnita.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

EDUCAÇÃO MAÇÔNICA

Sérgio Quirino Guimarães

Devemos entender que, também sob a perspectiva maçônica, a educação é um direito fundamental. No nosso caso, de todos os iniciados. O sentido é desenvolver e potencializar a capacidade intelectual do Maçom como indivíduo para melhor cumprir seu papel social. No ambiente maçônico, a aprendizagem se desenvolve na associação da transferência formal e informal da Luz.

Sim! Da Luz, pois não há treva maior que a ignorância. O combate à tirania, aos erros e à ignorância se dá, primeiro, pela educação.

A frase de Nelson Mandela: "A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo", vai bem ao encontro de nossa missão de tornar feliz a humanidade.

A educação não se limita a instrução ou transmissão de conhecimento. Ela compreende o desenvolvimento pleno da autonomia, do senso crítico, do aprimorando de habilidades e competências, desenvolvendo no iniciado o principio da CULTURA CIDADÃ.

Conhecimento verdadeiro se adquire por meio da vivência permanente e da interação social. Não há formalidades de local, horário ou currículo. O aprendizado ocorre quando o Mestre, como tal, é reconhecido.

Além do eterno aprendizado, todo Maçom deve estar consciente de que existe uma intencionalidade educativa no seio da Maçonaria, mesmo que não resulte em graus ou tulos.

Ampliar a consciência a par da reflexão sobre as alegorias e símbolos e mantermos nossos sentidos como sábios conselheiros internos, nos fazem senhor de nós mesmos.

A isso chamamos plenitude do domínio do espírito sobre a matéria.

O conteúdo da educação maçônica é composto pela teoria transmitida nos rituais, instruções, palestras, intercâmbios e reflexões. Mas, sua consolidação no Maçom, como Obreiro, se realiza a partir da conduta pessoal nos processos quotidianos da vida, junto à família, no trabalho, nos grupos sociais que ele está inserido, enfim, nas experiências materiais do espírito.

A alegoria do cinzel como instrumento adequado para dar forma à pedra bruta ou ao iniciado, retirando suas arestas e lhe capacitando para ser útil à construção, encontra atualmente sua similaridade na caneta.

Sendo a caneta a ferramenta adequada ao estudo, com ela vamos lavrando condutas, alertas para as imperfeições ou vícios de comportamento e grafamos a lisura e o polimento das virtudes.

"Educar não é ensinar a dar respostas, educar é ensinar a pensar." Esta frase de Rubens Alves nos facilita a compreender porque trabalhamos Maçonaria de forma Especulativa.

Bem-vindos, amados Irmãos, à realidade virtual que nos cerca. Traçada a analogia da caneta com o cinzel, compreendemos ser a tecnologia a nova Prancha de Delinear.

A EDUCAÇÃO É A LUZ DO MEIO-DIA QUE APLACA AS SOMBRAS DA BARBÁRIE.

Fonte: Revista Libertas nº 24

terça-feira, 15 de setembro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

A MADAME NEGRA

Por Luciano J. A. Urpia

Em 1848, os maçons de Toulouse (França) encomendaram uma estátua da Liberdade, inaugurada pouco antes da abolição da escravatura. Representando a República como um escravo liberto, essa imponente figura de 1,20m e 90kg sofreu décadas de indignidades: foi alvejada, enterrada durante a Segunda Guerra Mundial e esquecida num canto, coberta de teias de aranha. Até que, nos anos 1970, foi resgatada por um museu comunitário de ex-resistentes e deportados.

A "Marianne Negra", como é conhecida, é um verdadeiro enigma histórico. Um buraco no peito, talvez de um tiro ou do roubo de uma joia, permanece sem explicação definitiva. Restaurada e estudada por entusiastas, ela revelou-se um símbolo potente: usa o barrete frígio dos escravos libertos e o peplo (vestimenta) das mulheres livres de Atenas, além de esconder iconografia maçônica e referências à Antiguidade em seus detalhes.

Hoje, ocupando um lugar de destaque no Museu Departamental da Resistência e da Deportação de Toulouse, ela é celebrada como a primeira Marianne Negra da França. Sua trajetória, da perseguição pelo regime de Vichy à redescoberta como “combatente da resistência” material, transformou-a num testemunho silencioso, porém imponente, das lutas pela liberdade, da repressão e da resiliência da memória.

Na imagem, o busto original da Liberdade que está em exposição no Museu Departamental da Resistência e da Deportação em Toulouse.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

ARTHUR MORELAND


Arthur Moreland (Ardwick, Inglaterra, 12 de outubro de 1867 – 4 de agosto de 1951 Groombridge, Inglaterra ) foi um desenhista, caricaturista, cartunista e ilustrador inglês.

Por volta de 1892, começou a trabalhar no departamento de publicidade do jornal londrino “The Star”. Autodidata e por brincadeira, fez a caricatura do diretor executivo do jornal, que em vez de demitir, o transferiu para o departamento de arte. Durante a Primeira Guerra Mundial, deixou de desenhar charges e tornou-se um artista freelancer, e ilustrou livros para diversos autores e editoras. É lembrado hoje, por seu estilo e suas representações humorísticas da vida britânica daquela época.

Foi iniciado na Maçonaria em 1908 na “Gallery Lodge” Nº 1928* (United Grand Lodge of England) em Londres, Inglaterra.

A ‘Gallery Lodge’, recebeu o esse nome por abrigar originalmente jornalistas da Galeria de Imprensa do Parlamento (Câmara dos Comuns).

Fonte: Coluna Cultural Maçônica

JUSTO E PERFEITO

“A ponte entre o humano e o divino: - o justo e perfeito.” 

“...há um encontro entre o divino e o humano. Assim como em A 
criação de Adão, os dedos dos homens tocam os dedos de Deus...”

Durante a abertura ritualística da sessão em grau de aprendiz, o 1º Diácono sobe os degraus do trono, pelo norte, com passos normais e coloca-se em frente ao Venerável Mestre, fazendo a saudação. O Venerável Mestre dá-lhe, ao ouvido direito, a Palavra Sagrada, letra por letra. O 1º Diácono dirige-se ao 1º Vigilante, transmite-lhe a Palavra Sagrada da forma que recebeu e volta ao seu lugar. O 1º Vigilante a envia ao 2º Vigilante, do mesmo modo, por intermédio do 2º Diácono, que volta a seguir ao seu lugar. Então, o 2º Vigilante, após um golpe de malhete, assegura: tudo está justo e perfeito na Coluna do meio-dia, Irmão 1º Vigilante, ao tempo em que este último, também acionando o malhete, registra: tudo está justo e perfeito em ambas as Colunas, Venerável Mestre.

Imagine-se que, neste passo da Sessão, o Venerável Mestre, após ouvir a assertiva de que tudo está justo e perfeito em ambas as colunas, indagasse ao Irmão 1º Vigilante: por que, meu Irmão ? A partir dessa hipotética pergunta – por que justo e perfeito ? – passamos à elaboração deste trabalho, como se fosse uma resposta a tal indagação.

Segundo o Pod:. Irm:. José Castellani, em seu Dicionário de Termos Maçônicos, trata-se de “um termo originariamente usado, entre Maçons, para significar que tudo está em ordem e correndo bem, que não há problemas. Posteriormente, registra o Autor que tal prática se tornou usual, a expressão passou a ser utilizada para o reconhecimento entre Maçons: um diz, casualmente, durante uma conversa, ‘tudo justo’; se o interlocutor for Maçom, afirmará que está ‘tudo justo e perfeito’, podendo acrescentar, como muitos fazem, ‘em amb:. as ccol:.’.

E prossegue o Autor, em sua obra referida, afirmando “que a expressão tem origem nas associações de artesãos construtores, hoje englobadas sob o título de Maçonaria de Ofício, ou Maçonaria Operativa, para distingui-la da Maçonaria dos Aceitos, associação maçônica, sem laços profissionais de união”.

“Desde remotos tempos, os construtores sempre verificaram a exatidão das construções com o prumo, ou Perpendicular, e com o Nível, proclamando, ao constatar essa exatidão, que “tudo está justo e perfeito”. É por isso que, no Rito Escocês Antigo e Aceito, que tem a transmissão da Palavra Sagrada, com o Prumo (instrumento do 2º Vigilante) e com o Nível (instrumento do 1º Vigilante), declaram, ao Venerável Mestre, o chefe da construção, que tudo está justo e perfeito em ambas as colunas.”

Vê-se, pois, que a expressão ‘tudo está justo e perfeito’ veio de épocas pretéritas, originária da chamada Maçonaria de Ofício, possuindo à época a finalidade de atestar a exatidão da obra, após verificações empreendidas com o Prumo e o Nível, instrumentos de ambos os Vigilantes, respectivamente, em informação que era transmitida ao Venerável Mestre, Chefe da obra.

Transformando-se a Maçonaria, de Operativa em Especulativa, por não mais agregar apenas construtores de profissão, mas construtores no sentido simbólico, do templo moral e social da humanidade, segundo o atual conceito da Instituição, é intuitivo que a expressão teria deixado de possuir aquele significado, uma vez que não mais estamos construindo edifícios ou catedrais. O nível hoje é símbolo da igualdade e, juntamente com o prumo, formam uma esquadria.

Recorrendo-se à língua portuguesa, quase nada há de interessante, onde o vocábulo ‘justo’ significa ‘conforme à justiça, à equidade, à razão; ou ainda, imparcial, íntegro ou exato e preciso. De qualquer forma, ‘justo’ é um adjetivo e como tal pode ser usado, por exemplo, para se dizer ‘homem justo’, nunca se dirá, em português, tudo justo, como também não se diria ‘tudo virtuoso’. Já o ‘perfeito’ exprime um tempo de verbo, passado, e é também um adjetivo a indicar a reunião “de todas as qualidades concebíveis, ou a superação do mais alto grau numa escala de valores”. Igualmente soa estranho dizer-se “está tudo perfeito”, uma vez que também é adjetivo, servindo para modificar um substantivo, como ‘objeto perfeito’, ‘jóia perfeita’, ‘obra de arte perfeita’, no sentido de que nestes não se observa nenhum defeito. Certo é, todavia, que a expressão “tudo justo e perfeito”, por estas razões, aparenta não estar correta segundo a língua portuguesa, faltando-lhe um ou dois substantivos como, v.g., ‘aquele homem justo construiu uma obra perfeita’.

Na linguagem jurídica, a expressão ‘justo’, que ‘é derivada do latim ‘justus’, entende-se o que é conforme o direito e a justiça. É o que é legítimo, próprio, adequado, eqüitativo.” Já o ‘perfeito’, ‘do latim perfectus , é empregado na terminologia jurídica, precisamente no sentido literal ou de origem: quer exprimir o que está concluído, segundo as regras legais, para que produza os efeitos desejados’, é utilizado na expressão ‘ato jurídico perfeito e acabado’.

Abandonando tais conceitos, poucos esclarecedores para os nossos objetivos maçônicos, surge-nos a perspectiva de partir para a análise do tema, por intermédio de conceitos filosóficos de ‘justiça’ e ‘perfeição’, em busca oblíqua das bases da nossa expressão ‘justo e perfeito’.

Nesta área, tem-se que ARISTÓTELES, ‘a partir da concepção realística, finalista e teleológica do mundo, vê a justiça como uma virtude. Ele é o filósofo que levou a análise do conceito de justiça mais longe, até hoje, tendo influenciado todo o pensamento ocidental sobre esse tema’. O filósofo, fundador da ética como ciência, em meio à crise ética grega, examina a justiça como uma excelência moral fundamental, a maior das virtudes, na Ética a Nicômaco, Livro V, partindo do comportamento justo e do injusto, proclama a justiça distributiva e corretiva, dentre outras distinções e conceitos.

ARISTÓTELES (384-322 aC), relembrando, nasceu em Estagira, cidade macedônica de população grega. Discípulo de PLATÃO (497-347 aC) na Academia, em Atenas, foi, depois, mestre de Alexandre da Macedônia. Retornando a Atenas, em 335 aC, fundou o Liceu.

Como novo centro filosófico, o Liceu foi o marco da independência doutrinal de Aristóteles, frente aos ensinamentos de Platão. Embora não totalmente opositor de seu mestre – cuja filosofia se acha impregnada por um idealismo ético intransigente – posto que muitos dos elementos característicos do platonismo são encontrados no pensamento do estagirita, Aristóteles preferiu o caminho do ‘realismo de um moderado termo médio e um espírito analítico apegado aos fatos – divergência que se tornou lugar comum entre os estudiosos do pensamento dos referidos filósofos.

O primeiro conceito filosófico de justiça foi produzido pelos pitagóricos. Esse conceito, embora não expresse a verdade integral, dá ênfase à igualdade, ou seja, justiça é, antes de tudo, igualdade, quer dizer, equivalência entre termos contrapostos. É, também, reciprocidade, posto que ‘pode se assemelhar ao número quadrado, isto é, ao igual multiplicado pelo igual, eis que ela devolve o mesmo pelo mesmo. 

Na “Ética a Nicômano”, Aristóteles, para formular a teoria da justiça, não parece se afastar da idéia tradicional de que ela é uma virtude ética por excelência, tal como vista por Platão, e procura os diversos sentidos possíveis da palavra, notadamente legitimidade (significando sintonia com as leis) e igualdade.

Deve-se observar, que de modo diverso do visto na “República’ de Platão, a justiça de Aristóteles é exposta tendo em conta uma distinção entre justiça completa e justiça particular. A primeira consistiria da virtude perfeita, voltada para proveito do próximo. A justiça particular, por seu turno, tem uma acepção mais restrita, que considera o princípio da igualdade, de sorte que a que se defina “como justo o que é conforme à igualdade, sendo o injusto a desigualdade; cada um recebe o que lhe é devido.

As virtudes são classificadas em virtudes dianoéticas ou intelectuais e virtudes éticas ou morais. Nesse contexto, a justiça se enquadra entre as virtudes éticas. E, como valor ético, a justiça é virtude essencialmente social, que se realiza na comunidade.

A questão que inicia o problema da justiça, em “Ética a Nicômano”, é a investigação a respeito de que espécie de ações se ocupam, precisamente, a justiça e a injustiça; em que sentido a justiça é a observância de um meio-termo: e quais são os extremos entre os quais o justo é um meio termo.

Nessa busca, a justiça é retratada como ‘a disposição da alma graças à qual as pessoas se dispõem a fazer o que é justo, a agir justamente e a desejar o que é justo. Injustiça, então, é a disposição da alma graças à qual elas agem injustamente e desejam o que é injusto.

O preceito geral de comedimento, tendo-se a justiça como modo de tratar os homens, traduz-se pela ‘idéia de que a conduta reta consiste em não enxergar para um demais ou para um demenos, em manter, portanto, o doirado meio-termo. Na sua análise da ética, Aristóteles, valendo-se do método matemático-geométrico, logra, cientificamente, determinar as virtudes a perquirir o que seja moralmente bom. Tem-se, então, que a virtude se situa entre dois extremos, ou dois vícios, um por excesso e outro por defeito. Conseqüentemente, exemplificando-se, ‘a virtude da coragem é o meio termo entre o defeito da covardia (um por demenos de ânimo) e o defeito da temeridade (um por demais de ânimo). Daí a famosa teoria de mesotes, que na prática, para explicar a virtude da justiça, pressupõe-se que conduta reta é o meio-termo entre o agir injustamente e o ser tratado injustamente. A ética dessa teoria, no entanto, apenas aparenta resolver o problema, como observa Kelsen, posto que se limita a ‘confirmar que é bom o que, segundo a ordem social existente, é bom’, mantendo-se a ordem social estabelecida, deixando sem resposta o que é injustiça.

A justiça é uma virtude que induz a que se dê a cada um o que é seu, seja pela autoridade (justiça distributiva), seja nas relações privadas (justiça comutativa). Nisso repousa a sua dimensão particular.

A primeira classe de justiça é a distributiva. Ela é explicada, na Ética a Nicômano, como a justiça que se aplica na repartição das honras e dos bens, e tem em vista que cada um dos associados receba, de tais honras e bens, uma porção adequada a seu mérito.

Aristóteles, reafirmando o princípio da igualdade, enfatiza que, se as pessoas não são iguais não poderão ter coisas iguais. A justiça distributiva, consiste, assim, de uma relação não proporcional, a qual o filósofo, artificialmente, assevera tratar-se de uma proporção geométrica. 

Já no tocante ao vocábulo perfeição, curiosas ponderações vêm de Platão, na obra ‘O Banquete’, ele põe-nos perante uma conversa entre um companheiro de Apolodoro e o filósofo. Apolodoro ouvira anteriormente a Aristodemo uma narrativa em que relatava um convívio no qual este último estivera presente e que decorrera em casa de Ágaton por ocasião das celebrações de vitória da tragédia deste e sua conseqüente ‘coroação’. Propondo-se satisfazer a curiosidade do companheiro de Aristodemo relativamente ao convívio, relata-lhe o que o próprio Aristodemo dissera ter visto e ouvido. Entre outros tinham participado nesse festim Ágaton, Sócrates, Alcibíades e ainda Aristófanes..

Durante o convívio é proposto por Erixímico, em nome de Fedro, a execução de elogios ao Amor. Aceito por todos torna-se este o tema central do festim.

Proferido em seguida ao de Erixímaco, o discurso de Aristófanes faz-nos penetrar numa atmosfera de sonho e de idealidade onde a dynamis, ‘poder’, do amor se liberta de todas as suas implicações sociais ou cosmológicas, para encontrar na physis a sua origem remota e verdadeira. Exprime-se assim a definição de amor como ‘saudade de um antigo estado’, símbolo de PERFEIÇÃO, que os seres atuais, reduzidos a metades, em vão tentam recuperar.
Aristófanes começa o seu discurso dando a conhecer a natureza humana e as suas mutações. Pois a nossa antiga natureza não era tal como a de hoje e sim diversa, apresentando-nos desta forma o mito do Andrógino, símbolo da perfeição.

Este ser, um dos três gêneros da espécie humana, partilhava das características de ambos... macho e fêmea e encontra-se agora desaparecido. O Andrógino era dotado de uma forma ‘inteira e globular’, com membros e órgãos duplicados em relação a homens e mulheres. Os seres constituintes deste gênero caminhavam erectos e, se fosse esse o seu desejo, em dois sentidos. Caso quisessem correr a toda a brida ‘apoiados nos seus membros, que eram então oito, poderiam faze-lo velozmente em círculo”.

Também em relação à sua origem o Andrógino apresenta-se como ser perfeito, visto que ‘o macho foi inicialmente um rebento do Sol; a fêmea da Terra; e da Lua; a espécie que reunia as características dos outros dois, dado que também a Lua partilha da natureza do Sol e da Terra’.
Dotados ainda de uma terrível força e resistência e, além disso, de uma imensa ambição(...) começaram a conspirar contra os deuses’. A solução encontrada por Zeus foi a de dividi-los ao meio, retirando-lhes a sua antiga forma perfeita, o que levou a que ‘cada metade’, com saudades da sua própria metade não mais aspirasse do que a fundir-se num só ser”.

Aristófanes afirma então que ‘dessa época longínqua data, sem dúvida alguma, a implantação do amor entre os homens – o amor que restabelece o nosso estado original (PERFEITO) e procura fazer de dois um só, curando assim a natureza humana.

Aos amantes que encontram a metade da qual tinham sido separados é dada esperança através de uma especulação. O autor do elogio afirma que, por exemplo, Hefesto, ao observa-los tão unidos seria capaz de ‘fundi-los e solda-los numa só peça, de tal modo que passassem a ser um só’, solucionando desta forma o anseio provocado pela nossa antiga natureza constituída por um todo. Apresenta-se assim a ‘veneração’ dos deuses como auxílio em busca da forma uma e perfeita anteriormente tida.

Em seguida, há menção a um discurso pelo qual Platão faz a ponte entre o ser humano e o amor, enquanto desejo de algo ausente que, à partida, não permite completar o ser: “...ao falarmos do amor, não deixaste de concordar que era a privação do Bem e do Belo que o faziam desejar essas mesmas qualidades que lhe faltavam...” O Amor, enquanto operador de junção do que está separado, é ‘um gênio poderoso... intermediário entre o humano e o divino, cujas atribuições são ‘as de um intérprete e mensageiro dos homens junto dos deuses e dos deuses junto dos homens preenchendo por inteiro o espaço entre uns e outros, permitindo que o Todo se encontre unido consigo mesmo.

No final da argumentação conclui-se que, ‘em resumo: o amor é o desejo de possuir o Bem para sempre’ e que o ‘alvo do Amor não é de fato o Belo, mas Gerar e criar no Belo’. Ao homem que contempla ‘o Belo pelos meios que o tornam visível, será dado gerar, não já imagens de virtude, pois não é já a imagens que se apega, mas a virtude verdadeira’, o que faz com que, caso haja alguém de entre os homens que possa tornar-se imortal, esse alguém seja precisamente ele.

CONCLUSÕES

Na busca da assimilação da inteireza e significado de tais valores – justiça e perfeição – justo e perfeito, vê-se a necessidade de examina-los sob a ótica da filosofia, ‘para ampliar a compreensão da realidade’

Fiquemos com a ótica de Aristóteles quanto à justiça, como uma ‘excelência moral fundamental’, um fim social tal qual a igualdade, a liberdade e a fraternidade, esta última substituindo a alusão do filósofo à ‘democracia e o bem-estar’.

No que concerne à perfeição (e ao perfeito), autores de épocas distintas, discorrem sobre o amor, sobre o belo estético, e a idéia, perfeita em si mesma (Platão), dando azo ao sublime*: ‘faculdade originária de conceber pensamentos elevados, numa riqueza espiritual interior que ultrapassa os limites do usual, diretamente relacionada com o êxtase.’

Os filósofos ao prescrutar o sentido de tais expressões, sentem que elas, em seus significados mais elevados, muitas vezes escapam à compreensão humana e aí porque a menção e o paralelo com a justiça e a perfeição divinas e a busca de comparações em decorrência da dificuldade de se estabelecer conceitos precisos. 

Certamente que ao afirmarem, Vigilantes e Venerável Mestre, que tudo está ‘justo e perfeito’, não se referem ao justo da função jurisdicional e nem ao perfeito da obra arquitetônica – prumo e nível, mas sim a valores ainda mais elevados, como as virtudes dos códigos morais e éticos, o perdão, a lealdade, a fidelidade supremas e, bem assim, a perfeição que o Maçom busca e que dá à sua Instituição o título de Sublime Ordem, e isto no contexto das dimensões simbólicas do templo, que representa o próprio Universo.

No aprofundamento destes temas, observará o Irm:. uma verdadeira ponte entre valores do humano e do plano divino, como observou o filósofo Platão.

* do latim sublimis, composto de sub-limen: ‘o que está suspenso na arquitrave da porta’, o lintel entre duas colunas (OED), origem na arquitetura, o que está acima da cabeça do homem.

BIBLIOGRAFIA:

Trabalho O CONCEITO ARISTOTÉLICO DE JUSTIÇA – Evanna Soares – Doutoranda em Direito (UMSA); - colhido via internet.
Artigo O TEMPO DE VIEIRA: O ESPIRITUAL E O HUMANO NO V IMPÉRIO
Luis Filipe Silvério Lima – Apresentado no Simpósio Sujeito na História – PUC/SP
O CONCEITO DE ‘PERFEIÇÃO’: Platão, Edmund Burke e Jorge de Sena - 
Trabalho de Emanuel Morgado – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Estudos Alemães;
BREVE CONSIDERAÇÕES SOBRE A JUSTIÇA NO PENSAMENTO DE
ARISTÓTELES E KANT – Firly Nascimento Filho – Mestre em Direito – PUC/RIO;
O SUBLIME E O BELO – de Longino a Edmund Burke – Helena Barbas –
SERMÃO DO MANDATO (1643) – de Padre Antonio Vieira –
BOBBIO, Norberto et all. Dicionário de Política, p. 662
MONCADA, L. Cabral de . Filosofia do Direito e do Estado, p. 28
DE PLACIDO E SILVA – Vocabulário Jurídico – Editora Forense.
KELSEN, Hans. A Justiça e o Direito Natural.
CASTELLANI, JOSÉ – Dicionário de Termos Maçônicos –
Textos de 1 a 6 obtidos em Texto Fonte: Editoração Eletrônica – via internet.

Fonte: cidademaconica.blogspot.com/