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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 1 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PORTADOR DE QUITTE-PLACET - FILIAÇÃO E REGULARIZAÇÃO

Em 09/05/2026 o Respeitável Irmão Luciano Cruz, Loja Luzes de Iguabinha, 3073, REAA, GOB-RJ, Oriente de Araruama, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão.

QUITTE-PLACET

Estando um irmão com kit place, pode frequentar tranquilamente sessões de lojas que desejar? Mais uma vez agradeço o sapiente irmão.

COMENTÁRIO:

Absolutamente não! Um Irmão, portador de Quitte-Placet, mesmo que dentro de prazo legal vigente (180 dias), não pode frequentar Lojas no Grande Oriente do Brasil, sem antes ter solicitado a uma Loja da Federação a sua "Filiação". Assim, somente depois de concluído o processo de Filiação, o agora Irmão filiado poderá voltar a frequentar regularmente Lojas do GOB.

É equivocada a ideia de que Quitte-Placet dentro da validade dá o direito ao seu portador de frequentar Lojas. Com o Quitte dentro do prazo o portador pode dirigir seu pedido diretamente a uma Loja, o que é um processo bastante breve.

Já, se o caso for Quitte-Placet vencido (fora do prazo de validade), o portador do mesmo somente pode voltar a frequentar uma Loja (GOB), depois de ter todo o processo de "Regularização" concluído. Esse processo é bem mais complexo, portanto, mais demorado – envolve, inclusive, Irmãos de outras Obediências.

Resumindo, um Quitte-Placet com prazo de validade não dá o direito do seu portador frequentar Lojas do GOB. Para tal, primeiro é preciso que tenha o processo de "Filiação" concluído.

Para melhores detalhes sobre essa matéria, sugere-se consultar o Regulamento Geral da Federação.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

JOHN PEMBERTON

EFEITO FLYNN REVERSO NA MAÇONARIA

Kennyo Ismail

O mundo está ficando menos inteligente. E isso não é uma afirmação vazia: nos últimos anos, dezenas de estudos realizados nos mais diferentes países têm mostrado que, após décadas de crescimento contínuo na inteligência média da população (o chamado Efeito Flynn), os resultados começaram a despencar.

O Efeito Flynn, ou seja, o aumento contínuo da inteligência média, era explicado pela melhoria no consumo de nutrientes, mais investimentos em educação e crescente estímulo nos ambientes sociais. E não coincidentemente, o aumento da inteligência média sempre esteve diretamente relacionado com o aumento do hábito de leitura.

Já essa reversão no Efeito Flynn, ou seja, o emburrecimento geral, seria consequência de mudanças nos hábitos, com crianças, adolescentes e adultos a cada dia com mais horas diárias frente a uma tela (televisão, celular, computador, tablet), consumindo informação audiovisual em vez de leitura.

E por que a leitura estaria relacionada com a inteligência? Quando se lê, exige-se um esforço cognitivo maior para se compreender e imaginar do que o consumo audiovisual, que praticamente não exige esforço algum. É por isso que, para alguns, ler “dá sono”, mas maratonar uma série na TV, não. Ainda, a leitura gera um aumento de vocabulário, que também está diretamente relacionado à inteligência. Nós, humanos, somos seres sociais, com uma existência baseada em relações interpessoais, partindo da família, até a sociedade em geral. E toda interação é quase em sua totalidade feita por meio das palavras. Assim, quanto mais palavras você sabe, mais coisas (e mais complexas) aprende e compreende, e melhor se comunica. Com isso, tem-se uma evolução das ideias, teorias e, consequentemente, das ciências.

Se esse ritmo de queda na inteligência média continuar, acredita-se que a próxima geração de adultos ficará na média considerada “baixa inteligência” e que chamamos popularmente de “lesados”. No caso do Brasil, que tem em torno de 30% da população analfabeta funcional e enfrenta gradativa redução nos investimentos em educação, as consequências poderão ser desastrosas e permanentes. Ainda mais, considerando a quantidade de livrarias que fecham suas portas todos os anos, o aumento absurdo no preço do papel e, se não bastasse, esforços governamentais para tributar livros, que eram isentos no Brasil desde a década de 40.

As consequências da redução na inteligência média já podem ser vistas por aí. Entre elas, alguns pesquisadores apontam o crescimento do “viés de confirmação”: quando pessoas somente acreditam naquilo que está de acordo com suas crenças e opiniões, rejeitando todos os fatos e argumentos racionais contrários. Isso leva à simplificação de questões complexas, polarização de temas originalmente multifacetados, proliferação de fake-news e de teorias conspiratórias, dentre outros males.

Sem inteligência, também não há senso crítico, que é a capacidade de analisar questões racionalmente, sem aceitar de modo automático as informações ou opiniões de terceiros. E sem senso crítico, não há a tão mencionada busca da verdade; bem como o combate à ignorância, à intolerância e ao fanatismo; ambos objetivos da Maçonaria.

Um indício claro da falta de senso crítico num ambiente maçônico é a adoção e repetição de termos prontos, mesmo quando fogem da normalidade. Por exemplo: “Eu estou Venerável Mestre da Loja XYZ”. Quem fala assim, “eu estou gerente da empresa tal”? O normal é “eu sou gerente da empresa tal”. É assim que adultos falam! Como tantos irmãos podem cair no argumento infantil de que isso parece ruim? O verbo “ser”, conjugado no presente, indica apresentação em determinada posição ou condição atual (que é o caso de um VM). Já o verbo “estar”, quando empregado assim, presume permanência breve e passageira: “estou na rua e logo chegarei em casa”. Não se aplica a um cargo que se ocupa por um ano ou mais!

Outro exemplo é a condenação daqueles que dizem “ontem fui para reunião da minha loja”, pelo argumento, mais uma vez infantil, de que o termo “minha” é negativo, pois passa a ideia de que você é ou quer ser o dono da loja. Conforme o dicionário, “minha” também se refere a uma pessoa que pertence ou faz parte de algo. Ou seja, que não é dono, mas membro, como em uma Loja.

E como não mencionar o famoso e, ao mesmo tempo, falacioso termo “sou um eterno aprendiz”? Por que não mudamos então os nomes dos três graus simbólicos para Aprendiz I, Aprendiz II e Aprendiz III? Aprendiz é aquele que é novato em um ofício. Quando você tem mais de dez anos de Ordem, foi Venerável Mestre (“foi”, não “esteve”) e fala que é “um eterno aprendiz”, está apenas dizendo que é um falso modesto, que fere em seu discurso o sistema hierárquico educacional das antigas corporações de ofício, tão bem preservado na Maçonaria, apenas para parecer humilde.

E ainda há a clássica: “a Maçonaria é perfeita”. Então por que todo ano tem mudança na legislação maçônica e em algum ritual??? A Maçonaria não está em constante melhoria? Como uma instituição criada pelos homens pode ser perfeita? Se assim for, todas as instituições não são tão perfeitas quanto a Maçonaria? E para piorar, dessa nasceu aquela “mulher não entra na Maçonaria porque já é perfeita”. Tudo conversa pra boi dormir.

Agora, exerça seu viés de confirmação e faça interpretações tendenciosas para defender a manutenção do uso desses termos, tão esdrúxulos à luz do menor senso crítico. Assim, apenas reforçará ainda mais esta teoria do Efeito Flynn Reverso na Maçonaria.

Fonte: https://www.noesquadro.com.br

sexta-feira, 31 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

BANDEIRA NACIONAL

Em 09.05.2026 o Respeitável Irmão Américo Mégda, Loja Estrela do Rio Claro, 496, REAA, GOB-SP, Oriente de Rio Claro, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos.

BANDEIRA NACIONAL

Gostaria de tirar uma dúvida a respeito da saudação ao pavilhão nacional.

Na saída, o Porta-Bandeira fica no Oriente enquanto a Guarda fica (ocidente) montada abaixo da escada.

Andei vendo alguns vídeos e me surgiu a dúvida, uma vez que cada um faz de um jeito.

No momento que um irmão se dirige à Bandeira para saudá-la, a Guarda de Honra deve abater a espada? Caso sim, isso ocorre tanto em sessões magnas quanto públicas?

Não achei nenhuma orientação a respeito.

A bandeira pode ficar dentro do templo após a saudação e execução do hino?

CONSIDERAÇÕES:

Primeiramente é preciso que sejam esclarecidos alguns pontos, senão vejamos:

É notório que desde de maio de 2016 está em vigência no GOB o Decreto 1476/2016, o qual dispõe sobre o Cerimonial para Bandeira Nacional no GOB. Assim, se bem observada a Arte, nele o Irmão certamente irá encontrar as respostas que precisa.

Também, consta no RGF, em seu Artigo 108, que todas as sessões públicas, são magnas portanto, nelas é obrigatória a entrada e saída formal do Pavilhão Nacional, conforme o Decreto mencionado no parágrafo logo acima.

Dito isso, a questão não é de que "de cada um faz do seu jeito", senão de desrespeito a ritual vigente e Decreto 1476/2016. A questão é de que o Orador deveria fiscalizar o cumprimento da Lei, não permitindo o seu descumprimento.

Vale ressaltar que todos os procedimentos ritualísticos para o cerimonial da Bandeira Nacional estão previstos nos instrumentos legais. Basta seguir o que neles está escrito.

Especialmente sobre a Guarda de Honra e a saudação à Bandeira, a guarda abate (apresenta) espadas durante a saudação feita pelo Orador. Concluída a mesma, volta-se com as espadas em ombro-arma para o canto da primeira e última estrofes do Hino à Bandeira, conforme oriente o Decreto 1476.

Finalmente, sob nenhuma hipótese nas sessões magnas (também as públicas) o Pavilhão Nacional volta a ser colocado no seu pedestal dentro do Templo depois da saudação e canto do Hino à Bandeira. Como menciona o Decreto que regula todos esses procedimentos, obrigatoriamente o Pavilhão é conduzido para fora do templo.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONARIA E INCLUSÃO

Brian Robin

A verdadeira força da Maçonaria não está na perfeição, mas na superação. Conor Moorman, que convive com tetraplegia desde a infância, é a prova viva disso. Ao completar 18 anos, ele bateu à porta da fraternidade ciente dos desafios, mas determinado a fazer parte de algo maior. 13 anos depois, não apenas venceu essas barreiras como se tornou um líder atuante, servindo em comitês e sendo eleito Venerável Mestre por quatro mandatos consecutivos. Sua trajetória inspira outros maçons com deficiência, mostrando que as qualificações internas prevalecem sobre as limitações físicas.

Historicamente, a Maçonaria exige que os candidatos estivessem em "sã consciência e pleno gozo de suas faculdades mentais", o que excluía muitas pessoas com deficiência. Foi após a Primeira Guerra Mundial, com o retorno de irmãos mutilados, que a fraternidade começou a revisar seus conceitos. Um grão-mestre de Rhode Island declarou em 1918 que as qualidades mentais e emocionais deveriam ser primárias, enquanto as físicas seriam secundárias, um princípio que abriu as portas para uma nova compreensão de inclusão.

Conor Moorman foi iniciado em 2011 na Loja Atascadero nº 493. Ele atuou como presidente do Comitê de Caridade de sua Loja e foi membro do Comitê de Construção. Quando sua Loja-Mãe fez uma fusão com a Loja "Thaddeus Sherman nº 196" em 2021, Moorman foi eleito o primeiro Venerável-Mestre da nova Loja.

Não que tenha sido fácil para Moorman, que usa cadeira de rodas e fala através de um aparelho, mas com muito carisma ele disse: "Não consigo imaginar o quão difícil foi para mim receber os graus", diz ele. "Gostaria de ter estado na sala quando discutiram como me conceder o Terceiro Grau. Eles têm sorte de eu ser um bom motorista, porque me guiar pela sala de olhos vendados em uma cadeira de rodas grande seria difícil se eu não fosse."

Apesar da mobilidade limitada, Moorman se tornou um dos ritualistas mais proeminentes do Estado. Em 2022 e 2023, ele ganhou o Prêmio de Ritual Maçônico da Califórnia e conquistou o prêmio máximo da divisão diversas outras vezes.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

quinta-feira, 30 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

DISPENSA DE FORMALIDADE - INGRESSO DE ATRASADO

Em 07/05/2026 o Respeitável Irmão Tacachi Iquejiri, Loja Luz de Outubro, 2081, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a seguinte questão:

DISPENSA DE FORMALIDADE

Reporto à sabedoria do Irmão para esclarecer se é aceitável o V∴ M∴, no REAA, dispensar a formalidade no ingresso de IIr∴ retardatários, quando a Loja já estiver aberta.

Essa pergunta se fundamenta no fato de se verificar com frequência essa tomada de decisão do V∴ M∴.

Obrigado pela atenção.

CONSIDERAÇÕES:

Entende-se que todo ingresso em Loja aberta deve ser formal, sobretudo para aqueles que chegam atrasados por atrapalharem o andamento dos trabalhos.

Diante disso, um Irmão retardatário deve ingressar pela marcha do Grau e saudar as Luzes na forma de costume, cabendo apenas, se for um Irmão conhecido, ser dispensado o questionário de reconhecimento.

O Venerável Mestre, em respeito àqueles que chegaram no horário, não deveria dispensar as formalidades, evitando assim contribuir com a indisciplina de se chegar atrasado – tolerância não deve ser confundida com indulgência.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O MAÇOM QUE FUNDOU BLUMENAU

Por Luciano J. A. Urpia

Em meados do século XIX, o governo brasileiro intensificou a propaganda na Europa para atrair imigrantes e povoar o sul do país. Foi nesse contexto que o químico alemão Hermann Bruno Otto Blumenau desembarcou no Brasil em 1846, não como colono, mas como agente da Sociedade de Proteção aos Emigrados Alemães, com a missão de avaliar as condições das colônias já existentes no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Durante oito meses no Rio de Janeiro, estudou a legislação e os processos de imigração, até que em 1847 seguiu para Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) e de lá para a colônia de São Pedro de Alcântara, primeira núcleo alemão em Santa Catarina. Foi quando ouviu falar pela primeira vez do Vale do Itajaí, uma região de mata virgem que despertou seu interesse.

Dois anos depois, em 1850, Blumenau retornou ao Vale do Itajaí decidido a criar seu próprio projeto de colonização. Escolheu às margens do rio Itajaí-Açu uma área de terras devolutas e, com autorização do governo provincial, deu início à colônia que levaria seu nome. Ele participou ativamente da organização do núcleo, demarcando lotes, construindo as primeiras moradias e estabelecendo regras claras para os colonos que começaram a chegar da Alemanha. A notícia de terras férteis e administração séria se espalhou rapidamente, atraindo dezenas de famílias germânicas nos primeiros anos.

Em poucas décadas, a colônia se consolidou como um dos mais bem-sucedidos núcleos de imigração alemã no Brasil, impulsionando a economia regional com agricultura, comércio e, mais tarde, a indústria têxtil. Blumenau transformou-se em cidade e se tornou um símbolo da presença germânica no sul do país.
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Hermann Bruno Otto Blumenau foi iniciado na Maçonaria em 1845, na Loja "Carlz zur Gekroenten Saeule", em Brunsviga, Alemanha. Ao voltar à sua "Colônia", fundou em 24.6.1870 a Loja "Zur Friednspalmer" (À Palmeira da Paz), sob jurisdição da Gr.: Loj.: de Hamburgo. Em 4.4.1974 os maçons de Blumenau fundaram a Loja "Hermann Blumenau", sob a jurisdição do GOB, Cadastro nº 1.896.

...ENTRANDO NA MAÇONARIA

e. figueiredo (*)

(Vale a pena abrir mão da “qualidade” em nome da “quantidade” ?)

Estamos vivendo num mundo onde tudo está acontecendo com rapidez jamais vista. Invenções utilizando tecnologia avançada permitem realizarmos varias coisas (nosso trabalho, nossas tarefas cotidianas) em tempo restrito e com qualidade. As expressões, que as empresas passaram a utilizar há alguns anos, principalmente as multinacionais, “qualidade total”, “controle de qualidade“, e outras, acabaram tendo aplicação não só no campo profissional, mas, também, abrangendo diferentes áreas de atuação.

Essa tecnologia, que vem transformando o nosso planeta Terra, chegou também à Sublime Ordem. Assim é que “qualidade total” e “controle de qualidade” passassem a ser termos empregados pelos seus integrantes. E não poderia ser diferente, pois os Maçons convivem com os avanços tecnológicos nos locais de trabalho, cuja experiência, indubitavelmente, é transportada para o interior dos Templos.

Há aqueles, os quais interpretam como uma profanação à tradição Maçônica, que não vêem isso com bons olhos, entretanto, não poderão negar o lado positivo, que é a consciência de que as coisas na Arte Real merecem ser preparadas e cuidadas com carinho, seriedade e não de qualquer maneira, além de acompanhar a evolução que a Humanidade assiste. A Maçonaria precisa, também, de pessoas de “qualidade” que expressem sua condição de livre e de bons costumes, cumpridores de suas obrigações junto à família e à sociedade, com um testemunho coerente de vida.

A despeito da Ordem se ver na necessidade de servir, com maior atenção possível, prestando assistência às pessoas, devemos ter o cuidado de não pensar que a Maçonaria é simples empresa de prestação de serviços, como muitos assim a interpretam. A Maçonaria, como reza em sua declaração de princípios, tem por objetivo lutar contra a ignorância sob todas as formas; é uma escola mútua cujo programa se resume em: obedecer às leis do seu país, viver segundo a honra, praticar a justiça, amar o seu semelhante, trabalhar sem descanso para a felicidade da Humanidade e prosseguir a sua emancipação progressiva e pacífica. A Maçonaria não é como um produto qualquer, que pode ser comprado ou consumido; ela é formada por pessoas que se esforçam, a cada dia, para fazer cumprir esses princípios, sob os quais fizeram juramento. E é por isso que, nem sempre a “qualidade“ atende às exigências de quem a vê de fora.

Muitos Maçons crêem que é necessário restringir a quantidade de Obreiros em nome da qualidade. Como em qualquer comunidade, seus integrantes têm formas diferentes de ver a situação, o que tem provocado divergências quanto à interpretação dos conceitos da Ordem. Nos debates, discussões e palestras, que as Lojas promovem, têm aparecido as expressões “qualidade total” e “controle de qualidade” como menção para que seja mais acurada a escolha do candidato. Saber aproveitar-se da tecnologia é ter coragem de buscar novos métodos para o bem da Ordem e do seu aperfeiçoamento.

A preocupação tem razão de ser, pois a escolha de um candidato para adentrar à Ordem, poder-se-ia dizer, é tão importante como respirar para viver. São os escolhidos que dão continuidade à Instituição.

A amizade, a posição social, o modo de vida, o parentesco e o relacionamento profissional são algumas das condições que devem ser consideradas, porém, não imperativas na admissão de um novo membro. Um amigo ou um parente por mais íntimo que seja, pode merecer toda consideração como tal, todavia, não ser digno de que depositem nele a confiança necessária para ser candidato a Maçom. Deve-se entender, entretanto, que por melhor que seja estabelecido um procedimento de escolha, com “qualidade total” e “controle de qualidade”, sempre estaremos vulneráveis, e, com possibilidade de receber quem se desviou desse critério. É aí que deve entrar a catequese por aqueles que são considerados “enquadrados” para fazer o Obreiro, que não se identifica com os princípios, a ter melhor participação e desempenho e captar em profundidade as regras da Maçonaria.

Os que já fazem parte da Maçonaria não podem se fechar em grupos, julgando-se os melhores, e, muito menos, manifestarem com ambigüidade deliberada – a exemplo de mensagem diplomática – quando há necessidade constante de se optar pela integridade da Ordem. Devem, sim, estar abertos para acolher todos os que foram chamados a participar da Sublime Ordem, cada um a seu modo, independentemente se foi uma boa ou má escolha. Após a admissão deve ser acompanhado com atenção, responsabilidade e carinho, assistência está suplementada com farta literatura Maçônica, para que tenha conhecimento exato da entidade em que ingressou. É necessário ensinar a desbastar a pedra bruta com poucas ou muitas pessoas, através de Maçons que já têm boa caminhada, orientando como manusear, corretamente, o maço e o cinzel. Os mestres estão incumbidos de fazer surgir, no espírito do neófito, alguma chama que permita abrir novos horizontes. É a missão que cabe aos mestres executar, isto é, ensinar-lhe o sentido de ação. Além do mais, o fato de pôr de lado uma obrigação presumida, não dá direito a nenhum mestre Maçom de abandonar, indefinidamente, uma obrigação inerente. Não deixa de ser uma forma de se tentar corrigir uma possível escolha errônea. Por analogia, seria podar a árvore para que dê bons frutos. Assim encarada, a Maçonaria nunca será considerada uma simples agremiação ou mera espécie de clube social, mas como uma das vias da sabedoria universal e uma verdadeira escola de iniciação.

Apregoar, como fazem alguns Maçons, de que a porta de entrada da Maçonaria deva ser estreitíssima, e, a de saída, a maior possível, é uma forma simplista de tentar resolver o problema. A busca, de se encontrar o homem de real valor moral e intelectual, nem sempre é conseguida, porém, claro está, a preocupação na seleção deve prevalecer sem ser negligenciada, sob o risco de surgirem problemas, motivados por má escolha, quem sabe, insolúveis.

O importante é ter em mente: Se o Obreiro entrou na Maçonaria, cabe a nós fazermos com que a Maçonaria entre nele....


(*) E. Figueiredo - pertence ao CERAT - Clube Epistolar Real Arco do Templo / Integra o GEIA – Grupo de Estudos Iniciáticos Athenas / Membro da Confraternidade Mesa 22, e é
Obreiro da ARLS Verdadeiros Irmãos – 669 (GLESP)

Fonte: JBNews - Informativo nº 316 - 10 de Julho de 2011

quarta-feira, 29 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

DECRETO 1476/2016 - BANDEIRA NACIONAL

Em 07/05/2026 o Respeitável Irmão Cesar Augusto Carvalho Salim Junior, Loja Lauro Sodré IV, 1612, REAA, GOB-RJ, Oriente de Itaocara, Estado do Rio de Janeiro, formula a seguinte pergunta:

DECRETO 1476/2016

Recorro a vossa sabedoria, para sanar uma dúvida referente ao decreto 1.476 que dispõe sobre o cerimonial para a Bandeira Nacional. O Art. 6°, "por ocasião da saudação à Bandeira observa-se os seguintes procedimentos: "(ali ele explica todo procedimento). No item V, letra "a", no caso do REAA, "seguram a espada pelo punho, mão firme, braço estendido em diagonal, para direita do corpo, ângulo de 45° ponta da espada voltada para o solo e após o término da saudação todos voltam à posição de à Ordem". O Art.º 8°, fala de quando é entoado a primeira e última estrofe do Hino à Bandeira. Fica minha dúvida... A guarda de honra (mencionada no Art. 6° item II), volta quando a ombro arma? Após a leitura da saudação "Bandeira do Brasil./ que acabas de assistir..." ou volta a ombro arma após entoar o Hino à Bandeira? Desde já, agradeço a atenção poderoso irmão. TFA.

CONSIDERAÇÕES:


Durante a saudação ao Pavilhão Nacional, feita pelo Orador antes do encerramento dos trabalhos, a Guarda de Honra abate espadas. Concluída a mesma, a Guarda volta a posição de espadas em ombro-arma.

Para o canto da 1ª e última estrofes do Hino à Bandeira, a Guarda de Honra se mantém com as espadas em ombro-arma.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 22

ORDEM MAÇÔNICA

1º - O vocábulo deriva do latim: Ordo, Ordinis, significando "disposição", "regra", "disciplina".
2º - A maçonaria recebeu o nome de "ordem dos maçons" e, mais tarde, "ordem maçônica", também denominada de arte real.
3º - A ordem maçônica significa uma maçonaria organizada, em todos os sentidos.
4º - Na maçonaria, tudo é "ordenado", ou seja, disposto e previsto, mercê de sua longa trajetória histórica.
5º - Dentro de uma ordem, portanto, o maçom deve acompanhar o que é organizado, previsto e estabelecido, submisso, tolerante e paciente.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

ORAÇÃO AOS MAÇONS

SIGNORE E GRANDE ARQUITETO. CI UMILIANO AI TUOI PIEDI.

Senhor e Grande Arquiteto do Universo, nós humilhamos a teus pés invocamos o teu perdão pela heresia que, no decorrer dos séculos, nos impediu de reconhecer em nossos irmãos maçons os teus fiés prediletos. Temos lutado contra a liberdade de pensamentos, pois não tínhamos compreendido que o primeiro dever de uma religião, como justamente afirmou o "Concílio" consiste em reconhecer o direito de crer em Deus. Temos também, perseguido todos os que pertencendo a mesma Igreja havia aberto o caminho a verdade, filiando-se às "Lojas" com sereno desprezo às injúrias e ameaças.

Acreditamos louca e cegamente que em sinal da cruz pudesse ser superior a três pontinhos, posto em pirâmides. De tudo nos arrependemos amargamente, Senhor, e te imploramos de nos fazer ter, juntamente com teu perdão, também um compasso que sem dúvida alguma sobre os nossos altares de compensado, estaria bem melhor que os velhos crucifixos. "AMÉM".

(Escrita por S.S. o Papa João XXIII)

NOTA DO TRADUTOR:

Esta tradução foi literalmente transcrita de a "Tribuna Italiana", de 8/10/1966, deixando aos leitores a sua devida interpretação.

Fonte: https://conhecendomaconaria.blogspot.com

terça-feira, 28 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

O CHAPÉU E O VENERÁVEL MESTRE VISITANTE - REAA

Em 07/05/2026 o Respeitável Irmão Gustavo Ribeiro Pereira, Loja Filhos de Hiram IV, 3027, GOB-RS, REAA, Oriente de Marcelino Ramos, Estado do Rio Grande do Sul, pede esclarecimentos.

CHAPÉU E O VISITANTE

Mais uma vez entro em contato com o irmão para tirar dúvidas. Acerca do paramento do V∴ M∴ em exercício ao visitar outra Oficina, consultando os posts do blog verifiquei que deve ser completo, avental, colar e punhos de V∴ M∴. A dúvida é em relação ao chapéu após os novos rituais. Independente da sessão a ser visitada, o V∴ M ∴ em visita a outra loja usa sempre o chapéu?

CONSIDERAÇÕES:

Nesse sentido existem alguns pormenores que precisam ser levados em consideração.

No caso de um Venerável Mestre do REAA visitando uma Loja que pratica outro rito, é recomendável que ele não use o chapéu para não ferir a ritualística da Loja que ele estiver visitando.

Ainda, se o caso for de visitar a uma Loja do REAA que esteja trabalhando no Grau 01 ou 02, o Venerável visitante também não deve usar chapéu, a despeito de que o ritual vigente é bem claro ao mencionar que em Loja de Aprendiz e Companheiro somente o Venerável Mestre (dirigente dos trabalhos) é quem se cobre. Nesse sentido, o Venerável visitante não deve usar o chapéu.

Entretanto, se os trabalhos estiverem ocorrendo em Loja de Mestre Maçom, onde no REAA todos os Mestres se cobrem, aí é perfeitamente admissível que também o Venerável visitante use cobertura.

É oportuno lembrar que a cobertura no REAA se trata de um chapéu negro desabado (com abas moles), cujo modelo pode ser encontrado no respectivo ritual do 3º Grau/GOB, página 35

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PRIMO NÃO É IRMÃO

 

SOBRE DISCRIÇÃO, VAIDADE E FIDELIDADE AO JURAMENTO

Meus Irmãos, novamente eu peço permissão para compartilhar uma inquietação que carrego no espírito e que, por zelo à Ordem e respeito aos nossos juramentos, não pode permanecer em silêncio.

Percebo que, de alguns anos para cá, muitas Ordens que outrora se diziam secretas ou discretas, passaram a buscar visibilidade excessiva.

Não uma visibilidade pedagógica ou edificante, mas uma exposição que parece ter outro objetivo: arrebanhar neófitos, atrair curiosos, prometer vantagens futuras, despertar interesses que não são iniciáticos, mas utilitários.

Isso, meus Irmãos, é lamentável.

Vemos hoje fotografias do interior dos templos sendo divulgadas.

Vemos alfaias expostas como troféus.

Vemos membros sendo exibidos como símbolos de status.

Vemos disputas veladas, ou nem tão veladas assim, para saber qual Potência aparece mais, qual Ordem parece maior, mais “ativa”, mais “moderna”.

Pergunto, com sincera preocupação:

Para quê tudo isso?

Para quem?

E a que custo?

Nossos antigos Patriarcas não agiam assim.

Eles eram discretos ao ponto de parecerem invisíveis.

Trabalhavam em silêncio.

E justamente por isso, foram temidos, respeitados e estudados ao longo dos séculos.

O Mistério não se impunha pelo espetáculo, mas pela profundidade.

Hoje, ao contrário, vejo mistérios sendo colocados em vitrines.

Vejo símbolos sendo banalizados.

Vejo o interior dos templos tratado como cenário.

E preciso perguntar, como Irmão entre Irmãos:

Que tipo de polimento estamos fazendo em nossa pedra bruta quando buscamos aplauso em vez de aperfeiçoamento?

A vaidade, meus Irmãos, é uma ferramenta perigosa.

Ela se disfarça de zelo, de divulgação, de “atualização dos tempos”.

Mas, quando não vigiada, corrói a essência iniciática.

Não juramos para sermos vistos.

Não juramos para competir.

Não juramos para expor o que nos foi confiado em silêncio.

Juramos guardar.

Juramos respeitar.

Juramos trabalhar sobre nós mesmos, e não sobre a imagem que os outros fazem de nós.

Por isso, deixo este alerta fraterno, não como acusação, mas como chamado à consciência:

Tenhamos cuidado.

O que se perde na ânsia por visibilidade raramente se recupera depois.

Que cada Irmão reflita, em seu íntimo, se suas ações honram o juramento que fez.

Que cada Oficina se pergunte se está formando Iniciados… ou apenas atraindo espectadores.

Que voltemos, sempre que necessário, ao silêncio fecundo.

À discrição que protege.

À humildade que constrói.

Pois a verdadeira evolução não se fotografa.

Ela se vive.

Assim falo, assim advirto, assim confio aos meus Irmãos.

Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro

segunda-feira, 27 de julho de 2026