
ESTUDOS
"ACHAR MENOS - PROCURAR MAIS"
Páginas
PERGUNTAS & RESPOSTAS
domingo, 5 de julho de 2026
CÂMARA DO MEIO VII - LOJA DE MESTRE MAÇOM
BREVIÁRIO MAÇÔNICO
COMO SE FORMA UM MAÇOM?
A questão que foi colocada é simples!
Como é que uma loja deve formar um I∴ para que seja um excelente Maçom no futuro?
A simplicidade da pergunta, denota alguma ingenuidade, mas obriga a uma resposta nada fácil. Certamente outros estudiosos da nossa sublime instituição, encontrariam aqui matéria para uma grande dissertação filosófica.
Mas eu confesso que fiquei atrapalhado! Assim surgiu-me uma ideia. Tudo começa no princípio, e o princípio é a escolha, quando abordamos alguém para ser futuramente nosso I∴, que critérios usamos?
Sabemos que a maçonaria lapida o carácter, mas não a personalidade humana, pois esta é imutável. Assim a matéria prima, o futuro I∴ tem que ser muito bem escolhido, muito bem investigado, muito bem inquirido, e o seu escrutínio deve ser realmente sem favorecimentos.
Não deverá ser só porque é meu chefe, meu colega, muito influente ou outras segundas escolhas que não a mais importante, que segundo eu deverá ser: Se tem bom Carácter se é livre e de bons costumes. Nem todos os que lidam diariamente connosco deverão servir para ser nossos irmãos, digo eu!
E se fizermos realmente esta pergunta, antes de indicarmos alguém para ser iniciado, com Certeza estaremos a construir o futuro da Maçonaria que é dependente da formação de bons maçons.
Não se forma bom carácter de quem não tem personalidade e coração sensível ao Bem, de quem não é livre e de bons costumes. Assim mais uma vez reforço que o futuro para se ser um bom Maçom começa pelas escolhas.
Quem realmente pode ser digno de ser nosso I∴ e não haver interesses pessoais ou até mais escusos, como se vê em muitas lojas, que só almejam impor vaidades aos seus membros, como forma cabal e néscia de demonstração de poder, de uma enfermidade que chega às raias do ridículo das vaidades pessoais e até mesmo de um grupo de pseudomaçons.
Agora se fizermos uma boa escolha resposta fica mais fácil de ser esplanada. O verdadeiro I∴ já nasce Maçom, já o demonstrou nas sua atitudes no mundo profano, no seu relacionamento profissional, na família, enfim! Na sua vida. Este sim, está pronto para ser lapidado. Uma pedra bruta que o maço e o cinzel, irão tornar numa escultura de beleza impar, capaz de sentir o verdadeiro amor fraternal.
A verdadeira maçonaria é esculpida no interior da subjectividade, legando a cada um o ónus de se inscrever no livro de presenças da grande Loja do Oriente Eterno.
Não se pode confundir o reconhecimento de direito com o reconhecimento de facto.
Ter carteira e estar em dia com a loja, é condição para ser reconhecido como regular. Mas ser honrado e praticar os ensinamentos maçónicos e vivenciar a verdadeira essência maçónica, é ofício a ser burilado e aplanado pelo mestre interior, e pelos vigilantes da própria consciência e da vida.
O Maçom precisa de ser um construtor de templos à virtude, pois assim são os ditames da fraternidade.
A loja é a escola da sua formação.
Para esse mister, a ela os maçons comparecem com assiduidade, para, com os seus irmãos se instruírem reciprocamente nas práticas da virtude.
O Maçom mesmo esculpindo-se, adapta-se ao espaço que lhe foi reservado no levantamento do edifício social, construindo o seu templo interior.
Mas precisa estar advertido de que na construção do templo, de permeio, no material, encontram-se vários obstáculos, entre eles, a ignorância, os preconceitos, a perfídia e o erro.
Escuso-me aqui de enumerar o significado de cada obstáculo, pois são bem conhecidos por todos nós.
Aqui volto ao início das nossas ponderações: “A Nossa Escolha” quem serão os nossos futuros irmãos? Será sempre Ratificadora, daquilo que almejamos para a nossa ordem”.
Podemos pressupor que todos os verdadeiros maçons têm o domínio sobre o saber necessário para se comportar de forma digna em todos os momentos.
Outro paradigma importante.
A maçonaria é uma escola de formação de líderes e lideranças.
Liderar é influenciar positivamente as pessoas para que elas atinjam resultados que atendam as necessidades tanto individuais quanto colectivas, e ainda, responsabilizar-se pelo desenvolvimento de novos líderes.
Para que tal aconteça, devemos desenvolver entre outras, a capacidade de perseverança, é esta qualidade que nos permite levar por diante o nosso objectivo, com firmeza na construção mais apreciada. Concluo que o Maçom é livre e de bons costumes e sensível ao bem e que, pelos seus ensinamentos da maçonaria busca o seu engrandecimento como ser humano actuante e culto, combatendo a ignorância. A ignorância é o vício que mais aproxima o homem do irracional.
Assim sendo e por ser Maçom, deve conduzir-se com absoluta isenção e a máxima honestidade de propósitos, coerentes com os princípios maçónicos, e para ser um obreiro útil a serviço da nossa ordem e da humanidade.
Não se aprende tudo de uma só vez. O saber é o acumular de experiências e de conhecimentos a que se vai tendo acesso. E esta experiencia continuada e construtiva da maçonaria exerce-se em loja, nos trabalhos e no convívio social, conduzindo o homem aos caminhos da justiça e da tolerância.
Não nos esqueçamos como começamos esta dissertação: O mais importante é a matéria-prima, nas nossas escolhas está o futuro da Ordem. O verdadeiro Maçom já nasce, a iniciação é apenas a formalização de qualidade de direito, pois de fato ele já o é desde o seu nascimento.
Gil Vicente (27.02.2020)
Fonte: freemason.pt
sábado, 4 de julho de 2026
APLICAÇAO DA RITUALÍSTICA PREVISTA NO RITUAL
APLICAÇÃO DA RITUALÍSTICA
Bom dia Eminente Ir Pedro Juk, como vai?
Gostaria de sua orientação para apresentar em Loja sobre:
1) A importância do cumprimento da Ritualística nas Sessões Maçônicas nos dias de hoje, até que ponto que adaptações e inovações não geram comprometimento da tradição ritualística, qual o cuidado que devemos ter para não agir por "achismos" na execução dos trabalhos em Loja ritualisticamente?
2) Outra questão que queria sua orientação, é sobre o registro de imagens (foto, gravação, etc.) em Loja. Adotamos em nossa Loja, conforme o Juramento que fazemos na Iniciação, de não realizar esses registros com a Loja aberta, e sim após o encerramento dos trabalhos, para o sigilo do que ali é praticado. Semana passada fui alertado por um Ir∴ que no Facebook do GOB há imagens com a Loja aberta, inclusive gostaria que o Ir me informasse se essas imagens correspondem realmente a sessão aberta ou não. Estou abordando o caso se tratando de sessão reservada a Maçons, não em sessão pública.
Existem variações nessa questão de cada GOB Estadual? O que é permitido e o que é proibido conforme a ritualística?
CONSIDERAÇÕES:

Nesse sentido, o próprio Ritual menciona no item 1.2 - Interpretação deste Ritual - dele parte do seu segundo parágrafo, onde está escrito o seguinte:
"(...) em qualquer Sessão, é proibida (o grifo é meu) a inclusão de cerimônias, palavras, expressões, atos, procedimentos ou permissões que aqui não constem ou estejam, assim como é vedada a exclusão (o grifo é meu) de cerimônias, palavras, expressões, atos, procedimentos ou permissões que aqui constem ou estejam previstos, sendo que a transgressão dessas advertências configura ilícito maçônicos severo, que, como tal, será tratado (o grifo e meu)".
Assim sendo, o ritual é para ser seguido, ipsis litteris, não havendo qualquer tolerância para com práticas que dele não constem, mesmo que acompanhadas de alegadas desculpas que invocam tradições, usos e costumes da Loja – não está no ritual, não se faz.
Apenas o Grão-Mestre Geral, que é o guardião dos rituais do GOB, é quem pode alterar, mediante Ato ou Decreto seu, o ritual - absolutamente ninguém mais, nem mesmo algum Grão-Mestre Estadual.
2 – Eu entendo que em Loja aberta não deve haver registros fotográficos, sobretudo em se invocando o landmark do sigilo. Não compete a mim, como Secretário Geral, fiscalizar ou tecer comentários sobre eventuais descumprimentos dessa regra. Compete sim às autoridades legalmente constituídas coibir procedimentos equivocados.
Afinal, em todas as sessões do GOB previstas, independente do rito que está sendo praticado, há sempre um representante do Ministério Maçônico presente (Guarda da Lei). Notadamente, o Guarda da Lei deve fazer cumprir a Lei.
T.F.A.PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br








