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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

LIONS ROTARY

Ir∴ João Ivo Girardi
Loja Obreiros de Salomão nr. 39 (Blumenau)


ROTARY CLUB:

1. Fundado em 1905 em Chicago por Paul Harris, Franco-Maçom. A antimaçonaria militante atacou essa vasta associação mundial, usando como argumento essa origem para afirmar que ela não passava de um disfarce da Maçonaria. A mesma acusação foi formulada contra o Lion’s International. Pode- se observar que, numa alocução aos membros dos Rotary Clubs da Itália, a 20 de março de 1965, Sua Santidade, o papa Paulo VI concedeu a estes a bênção apostólica.


2. É o Rotary Clube uma sociedade secreta? Entre a metade do século XIX e os primeiros anos do século XX vários grupos de ajuda humanitária surgiram em todo o mundo. Em torno deles, a polêmica: seriam clubes de serviço ou sociedades secretas? São muitas as opiniões a esse respeito. Elks (1868), Rotary (1905), Kiwanis (1915) e Lions (1917) entraram em evidência. Foram os precursores de uma nova modalidade de clube, onde ao invés de lazer prega-se a ajuda humanitária. Os membros se reúnem semanalmente com o objetivo de unir esforços e recursos financeiros a fim de financiar projetos de ajuda a pessoas carentes e comunidades necessitadas. No entanto, para alguns pesquisadores a ajuda humanitária seria apenas uma fachada para esconder sua verdadeira identidade. Entre os clubes de serviço, o Rotary é o que mais se destacou e em cuja organização está a maioria dos maçons de nosso país. Apesar de negar qualquer relação com a Maçonaria, existem evidências que comprovam seu envolvimento. Na verdade, o Rotary é apenas mais um dos muitos braços da Maçonaria.


O Que é o Rotary? Segundo nos informa o site oficial da organização, o Rotary é uma rede mundial de voluntários dedicados à prestação de serviço social. Fundada pelo maçom Paul Harris, em 23/2/1905, em Chicago, EUA, a instituição tem como lema dar tudo de si sem pensar em si. Suas metas são melhorar a qualidade de vida da humanidade reduzindo disparidades mundiais em áreas como saúde, educação, agricultura, saneamento, recursos hídricos e pequenos negócios, assim como promover a paz e a harmonia entre os homens. Não sectários e apolíticos, os Rotary Clubes são abertas a todas as raças, culturas e credos, e estão espalhados por diversas partes do Brasil e do mundo. Homens, mulheres, jovens e adolescentes integram os diversos programas da ONG. Para os jovens de 14 a 18 anos, o Interact. Para os universitários formados entre 18 e 30 anos, o Rotoract. Após os 30 anos, o cidadão pode ser membro efetivo do Rotary.

Como tudo começou: Nascido em Racine, Wisconsin (EUA), no dia 19/5/1868, Paul Percy Harris foi o segundo dos seis filhos de Gerg N. Harris e Cornélia Bryan Harris. Aos três anos de idade foi morar em Wallingford, Vermont, com seus avôs paternos, que o criaram. Casou-se com Jean Thompson (1881-1963), mas não tiveram filhos. Formou-se em Direito pela universidade de Iowa e obteve o título honorário da universidade de Vermont. Paul Harris trabalhou como repórter de um jornal, foi professor de economia, ator e caubói. Em 1896 decidiu advogar em Chicago. Certa noite, durante uma caminhada após jantar na casa de outro advogado, Paul Harris, depois de ser apresentado a alguns amigos do seu colega que eram proprietários de casas comerciais naquele bairro residencial de Chicago se lembrou da vida na cidade de New England onde cresceu.

Esse episódio inspirou Harris a organizar um clube, sem restrições políticas ou religiosas, para que executivos e profissionais liberais tivessem a oportunidade de desfrutar de companheirismo e estabelecer novas amizades. Membros do Rotary Club reunidos em Nova Yorque, 1927, para a eleição do novo presidente internacional da ordem, Henry A. Dorsey. Juntamente com Silvester Shile, comerciante de carvão, Gustavus Loehn, engenheiro de minas e Hiram Shorey, alfaiate, Harris formou o primeiro clube. O clube recebeu o nome de Rotary devido ao fato de que seus membros se reuniam em rodízio nos respectivos locais de trabalho. No terceiro ano do clube, Harris assumiu a presidência e decidiu que a ideia do Rotary deveria ser expandida para outras cidades e países. Em 1912, após a formação de clubes no Canadá e Inglaterra, a organização passou a se chamar Associação Internacional dos Rotary Clubes. Com o passar do tempo, abriram-se filiais na Europa, América do Sul, África e Ásia. Em 27 de janeiro de 1947, por ocasião da morte o Presidente Emérito do Rotary Internacional, Paul Harris, havia cerca de 6.000, Rotary clubes pelo mundo todo.

Uma entidade filantrópica? Usando a mesma estratégia da Maçonaria e de outras sociedades secretas, o Rotary Clube afirma ser apenas uma entidade filantrópica, não sectária e apolítica. Entretanto, sabemos que isso não é verdade. Além de algumas semelhanças com a Maçonaria, os rotarianos estão profundamente envolvidos com a política. A maioria dos rotarianos são políticos e muitos deles estão envolvidos na administração de várias cidades e estados do Brasil. Provas documentais: A relação entre o Rotary Clube e a Maçonaria é algo incontestável. Prova disso é que Lojas maçônicas amplamente divulgam na Internet destacam ambos os fundados do Rotary e Lions, Paul Harris e Melvin Jones, como maçons. Maçons famosos fundaram entidades que prestam serviços a humanidade, como Os Escoteiros, por Robert Power; o Rotary, por Paul Harris; o Lions, por Melvin Jones; o grupo de jovens de DeMolay, por Frank Sherman Lan. É praticamente impossível desassociar a imagem do Rotary da Maçonaria, até porque existem muitas evidências entre uma e outra sociedade. As características comuns a essas organizações como a composição, do seu quadro de membros efetivos e o método de ingresso dos novos sócios, isto é, previamente selecionados por uma comissão eletiva, são evidências que demonstram a ligação entre as sociedades. Algumas lojas maçônicas são compostas, exclusivamente, por rotarianos. Um dos casos é da loja Rotaria número 4195 de Londres, cujas correspondências destacavam carimbos da ONG e os típicos compassos com a letra G em evidência, símbolo internacional do Rito Escocês. Entre os anos de 1928 e 29 houve uma campanha internacional contra o Rotary liderado pelo jornal La Civilla, de Roma, que destacava que o código de ética do Rotary apregoava princípios semelhantes ao da Maçonaria, e que os ensinamentos filosóficos e morais tinham cunho religioso.

Distribuido em vários países, o jornal defendia a ideia que o clube era demasiadamente amigo dos maçons e perigosamente inclinado ao erro de tratar todas as religiões de igual valor.

A Loja Maçônica Paul Harris: Em São Paulo funciona desde 1981 a Loja Maçônica Paul Harris, em uma referência ao fundador do Rotary. Organizada por Maurice Alfred Sommer, a sociedade se diz ser herdeira dos ensinos de Paul Harris.

Vejamos o que diz:

A história da loja maçônica Paul Harris começa com o Rotary, já que Paul Harris, seu fundador, era maçom, conforme consta nos arquivos, e por isso existem muitos pontos em comum entre o Rotary e a Maçonaria, como o combate ao egoísmo, o respeito à igualdade absoluta de direitos e a todas as crenças religiosas e que cada um seja feliz com sua crença. No ano de 1981, o irmão Maurice Alfrede Sommer, na época membro do Rotary de Sumaré (SP), sabedor que o fundador do Rotary fora maçom, convocou alguns rotarianos para prestarem uma homenagem póstuma a Paul Harris, outorgando-lhe o patronato da loja que pretendia fundar. Em uma reunião realizada no restaurante Don Ciccilo, na Água Branca, com a presença de cinco rotarianos (Maurice Sommer, João Forte, Gilberto Leite, Justino de Matos, Victor Kothe) e mais dois iniciados (Romão Gomes e José Gouveia), expôs suas ideias. Aos 29 de junho de 1981, após um trabalho incansável do irmão Maurice, reunindo quinze irmãos, consegui instalar a loja, que é subordinada ao Grande Oriente de São Paulo e federada ao Grande Oriente do Brasil, sendo o Venerável da fundação o irmão José Caparroz Sallas. A primeira reunião foi realizada no templo da Unificação, sito na Av. Fagundes Filho, 671, Oriente de São Paulo, sob a presidência do venerável Sallas.

O estandarte da loja é descrito obedecendo aos seguintes princípios: a) em veículo azul claro; b) no centro a engrenagem do Rotary em suas cores originais, substituindo-se os raios pelo esquadro e o compasso na cor dourada contendo no centro a letra G em vermelho; c) abaixo da engrenagem colocar-se-á o nome Paul Harris e abaixo do nome a data de fundação. Dos 15 irmãos que fundaram a Loja Maçônica Paul Harris, sete eram rotarianos e outros três foram admitidos no Rotary Clube de Sumaré.

A Maçonaria caminha com o Rotary, em busca de Fraternidade, Respeito e Tolerância.

A liberdade de ação e a igualdade de direitos, não poderiam, por isto, deixar de orientar a conduta de seus membros na luta por ideais elevados. Traçando este paralelo, a Ordem Maçônica palude a existência do Rotary, que chegamos a apelidar de Maçonaria Branca, já que acreditamos que Paul Harris tenha se baseado na Maçonaria para elaborar o manual de procedimentos rotários, e isto facilmente poderá ser comparador por qualquer rotariano observando uma sessão branca maçônica. (Loja Maçônica Obreiros de Irajá, RJ). 

3. Rotarianos famosos: Albert Sabin; Ron Hubbard, George W. Bush; General Douglas MacArthur; Walt Disney; Soleiman Frangieh, Konosuke Matsushita, Ernest Medina, My Lai, Principe Bernardo de Lippe-Biesterfeld, Neville Chamberlain (Primeiro Ministro, Reino Unido), Hassan II de Marrocos, Rainier III de Mônaco; Nelson Pereira dos Santos, Charles Lindbergh, Bill Gates, etc. (V. Antimaçonaria, Clube de Serviços, Lions).

LIONS CLUB INTERNATIONAL:


Lions Clubs International é a maior organização internacional de clubes de serviço do mundo, voltada para serviços humanitários, fundada por Melvin Jones. Seus membros, denominados como Companheiro Leão são associados aos Lions Clubes espalhados pelo mundo. São aproximadamente 1,4 milhão de homens e mulheres realizando exames de vista e de saúde, construindo parques, apoiando hospitais oftalmológicos, concedendo bolsas de estudo, auxiliando jovens, distribuindo cestas básicas, dando apoio a entidades filantrópicas, fornecendo ajuda em momentos de catástrofes e muito mais.

Lions Clubs International foi fundada nos Estados Unidos da América em 1917 por Melvin Jones e se tornou internacional em 1920, quando foi fundado um Lions Club no Canadá. Sob a égide de Lions Clubs Internacional e Lions Clubes locais, são organizados os LEO Clubes: organizações de serviço voltadas à juventude, nos moldes do Leonismo.

Visão da Associação Internacional de Lions Clubes:
Ser o líder global em serviços comunitários e humanitários.

Propósitos da Associação Internacional de Lions Clubes:
Para atender sua missão, foram definidos os seguintes Propósitos do Lions
1) Organizar, fundar e supervisionar clubes de serviços a serem chamados de Lions Clubes.
2) Coordenar as atividades e uniformizar a administração de Lions clubes.
3)Criar e fomentar um espírito de compreensão entre os povos da Terra.
4) Incentivar os princípios do bom governo e da boa cidadania.
5) Interessar-se ativamente, pelo bem-estar cívico, cultural, social e moral da comunidade.
6) Unir os clubes pelos laços de amizade, bom companheirismo e compreensão mútua.
7) Promover um fórum para a livre discussão de todos os assuntos de interesse público, excetuando-se, entretanto, o partidarismo político e o sectarismo religioso, que não serão debatidos pelos associados no clube.
8) Incentivar as pessoas bem intencionadas a servir a suas comunidades sem benefício financeiro, estimular a eficiência e promover elevados padrões éticos no comércio, na indústria, nas profissões, nos serviços públicos e nos empreendimentos particulares. Código de Ética dos Leões:

O Lions possui um código de ética:
1) Demonstrar fé nos méritos da minha profissão esforçando-me para conseguir honrosa reputação mercê da excelência dos meus serviços.
2) Lutar pelo êxito e pleitear toda remuneração ou lucro que, equitativa e justamente mereça, recusando, porém, aqueles que possam acarretar diminuição de minha dignidade, devido à vantagem injusta ou ação duvidosa.
3 Lembrar que, para ser bem sucedido nos negócios ou empreendimentos, não é necessário destruir os dos outros. Ser leal com os clientes e sincero consigo mesmo.
4) Decidir contra mim mesmo no caso de dúvida quanto ao direito e a ética de meus atos perante meu próximo.
5) Praticar a amizade como um fim e não como um meio. Sustentar que a verdadeira amizade não é o resultado de favores mutuamente prestados, dado que não requer retribuição, pois recebe benefícios com o mesmo espírito desinteressado com que os dá.
6) Ter sempre presente meus deveres de cidadão para com a minha localidade, meu Estado e meu País, sendo-lhes constantemente leal em pensamento, palavras e obras, dedicando-lhes, desinteressadamente, meu tempo, meu trabalho e meus recursos.
7) Ajudar ao próximo, consolando o aflito, fortalecendo o débil e socorrendo o necessitado.
8) Ser comedido na crítica e generoso no elogio, construir e não destruir.

Lions Clubes no Mundo:

A organização tornou-se internacional em 12 de março de 1920, quando foi fundado o primeiro Lions Clube no Canadá, em Windsor, Ontário. Ao longo dos anos, espalhou-se pelo mundo, tornando-se a maior organização de clubes de serviço do mundo.

O Lions no Brasil:

Data de fundação: 1952 No Brasil o Lions está subdividido em quatro Distritos Múltiplos: LA, LB, LC e LD. Cada um dos Distritos Múltiplos por sua vez está dividido em Distritos.

Abaixo dos Distritos, estão as Regiões Leonísticas e/ou Divisões Leonísticas e, finalmente, os Lions Clubes. Cada Lions Clube é uma sociedade civil sem fins econômicos, de duração indeterminada, filiada à Associação Internacional de Lions Clubes, conforme estabelecem seus estatutos. Uma forma de encontrar os Lions Clubes no Brasil pode ser encontrada Domínio do Lions no Brasil

Lema: O lema da associação é Nós Servimos. Adotado em 1954.

Slogan: Liberdade, Igualdade, Ordem, Nacionalismo, Serviço. Ele foi adotado na Convenção Internacional de 1919. 

As Cores do Leonismo:


O roxo e o amarelo-ouro foram escolhidos quando a associação foi fundada em 1917. O roxo representa lealdade ao país natal, aos amigos, a si mesmo e à integridade da mente e da alma. É a cor da coragem, energia e dedicação a uma causa. O amarelo-ouro simboliza sinceridade de propósito, imparcialidade de julgamento, simplicidade de vida e generosidade espiritual e compromisso para com a humanidade. Muitas vezes o azul escuro é usado em lugar do roxo. 

Emblema Oficial: O atual emblema do Lions foi adotado na convenção de 1919. Hoje, Leões de todas as partes do mundo são facilmente reconhecidos ao usarem este emblema. O emblema consiste de um L dourado num círculo roxo ou azul.

Em torno deste círculo roxo há uma área circular dourada com o perfil de dois leões, de costas para o centro. A palavra Lions e International aparecem no topo e na parte inferior. Os leões estão olhando para um passado glorioso e com confiança para o futuro.


Melvin Jones: (1879-1961) foi o fundador do Lions Clubs International. Era filho de um capitão do Exército dos Estados Unidos da América que comandou um grupo de escoteiros. Mais tarde, seu pai foi transferido e a família mudou-se para o leste do país. Aos 20 anos de idade, Melvin Jones mudou-se para Chicago, Illinois, onde se associou a uma companhia de seguros e, em 1913, fundou sua própria agência.

Como membro do Círculo de Negócios de Chicago, um grupo de empresários que se reunia na hora do almoço, Melvin Jones foi logo eleito secretário. Este era um dos muitos grupos da época que se dedicava totalmente a promover os interesses financeiros de seus membros.

Devido ao seu apelo limitado, estes grupos estavam destinados a desaparecer. Melvin Jones, contudo, tinha outros planos.

Que tal se os homens, ele perguntou, que têm sucesso devido à sua energia, inteligência e ambição, usassem seus talentos para melhorar suas comunidades?

Em 1914, como secretário do Círculo de Negócios de Chicago, manteve contatos com vários clubes independentes e associações de clubes dos Estados Unidos da América, interessando-os na unificação para formar uma associação de clubes de serviço. Entretanto, somente a 7 de julho de 1917, e depois de numerosa correspondência, é que conseguiu reunir os delegados dos clubes, na Sala Leste do Hotel La Salle de Chicago, a fim de preparar os fundamentos para a formação da Associação, a qual começou a existir alguns meses após, na Convenção reunida em Dallas, estado do Texas, de 8 a 10 de outubro de 1917.

Nessa Convenção, Melvin Jones foi eleito Secretário. Foi estipulado que os clubes não teriam caráter social e que os seus sócios não poderiam promover seus interesses comerciais. Eventualmente, Melvin Jones abandonou sua agência de seguros e se dedicou totalmente ao Lions na sede internacional em Chicago. Foi sob sua liderança dinâmica que os Lions clubes conseguiram o prestígio necessário para atrair homens com mentalidade cívica.

Em julho de 1950, a Diretoria Internacional concedeu-lhe à Melvin Jones o título de Secretário-Geral Perpétuo e em julho de 1958 o de Secretário-Geral e Fundador do Leonismo. O fundador da associação também foi reconhecido como líder por outras entidades. Uma das maiores honras para Melvin Jones foi em 1945 quando ele representou Lions Clubs International como consultor na Conferência das Nações Unidas sobre Organização Internacional em São Francisco, Califórnia quando foi criada a Organização das Nações Unidas (ONU).

Melvin Jones, o homem cujo lema pessoal Você não pode ir muito longe enquanto não começar a fazer algo pelo próximo, se tornou o princípio condutor de pessoas com espírito de serviço humanitário em todas as partes do mundo. Uma frase célebre de Melvin Jones: Os sonhos são as simples idéias de ontem que se tornaram nos importantes milagres de hoje. O sonho de Melvin Jones tornou-se realidade e hoje, no Brasil, a presença do Movimento Leonístico atinge mais de meio século de relevantes serviços prestados à comunidade brasileira, nos diversos segmentos da sociedade: saúde, educação, bem-estar social, civismo, cidadania. Faleceu em 1 de junho de 1961 com 82 anos de idade. O dia de seu nascimento (13/01/1879) é consagrado no Leonismo Internacional como O Dia da Memória, momento de reverenciarmos mais uma vez o fundador de tão meritória obra.

Maçonaria: Logo: Em quase 100 anos de utilização, o logo do Lions mudou e evoluiu, mas sempre manteve a mesma idéia: Nós Servimos. 1916: O primeiro logo revela os laços iniciais com a Maçonaria: Um círculo com letra L em seu interior, sob o Esquadro e o Compasso. 1918: Neste logo, o leão mordendo uma clava (club em inglês) faz um trocadilho com referência a Lions Club. 1920: Esta versão com o monograma L e os Leões em direções opostas foi a base do logo atual. Loja Maçônica: No Brasil existe a Augusta e Respeitável Loja Simbólica Melvin Jones nº 3733, no Oriente de Campinas/Grande Oriente de São Paulo/GOB. (V. Clube de Serviços, Rotary).


Renovação da marca Lions
Da "The Lion Brasil Sudeste"

O Lions Internacional está iniciando um processo de renovação de sua marca. É claro que o que importa é o que o Lions faz, mas a renovação vai nos ajudar a

falar do que fazemos de maneira mais moderna e adequada ao nosso segundo século de crescimento.
Locais consultados a respeito da renovação da marca Lions

Em Porto Rico, o Lions organiza anualmente uma expedição médica de barco até a República Dominicana, para oferecer tratamento a 10.000 pessoas. Em Nova Iorque, o Lions paga a hipoteca de uma família de nove pessoas que perdeu o pai num acidente. Na Etiópia, o Lions colabora com o Carter Center para eliminar o tracoma, que causa cegueira. Na Cidade do Cabo, África do Sul, o Lions faz parceria com um supermercado para alimentar 60.000 pessoas por dia.

Apesar dos Leões serem conhecidos em todo o mundo, as notícias sobre nossas realizações não são divulgadas. Por que? Em parte porque o Lions investe muito pouco dinheiro em relações públicas e propaganda. Na realidade, outras organizações de serviço gastam de 25 a 80 vezes mais que o Lions com publicidade. Resultado: uma reputação forte que não é bem divulgada nem compreendida.

Com o auxílio de consultores especializados em Terceiro Setor, as lideranças leonísticas decidiram reverter essa tendência através de um grande esforço para renovação da Marca Lions. "Durante 90 anos deixamos nossas ações falarem por si", diz Peter Lynch, diretor executivo. "Agora, nesta era de comunicação, os Leões terão que falar mais e mais diretamente para o público. Cabe a nós definir quem somos”.

Fonte: JBNews - Informativo nº 316 - 10 de Julho de 2011

domingo, 2 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

OFICINA ELEITORAL

Em 09/05/2026 o Respeitável Irmão Maurício Américo, Loja Monumento do Ipiranga, 3771, GOB-SP, REAA, Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a seguinte questão.

SESSÃO ELEITORAL

Uma dúvida: uma Loja maçônica pode ter duas sessões na mesma noite ou no mesmo dia?

Ex: teremos eleições no mês de maio, diante disso, podemos fazer uma sessão eleitoral com abertura as18.00h e enceramento as 19.00h (somente para Mestres) e depois, as 20h iniciarmos uma sessão ordinária no grau 1?

Desde já agradeço sempre pelas informações e pelo carinho.

CONSIDERAÇÕES:

Salvo melhor juízo, entendo que para responder essa questão seria mais recomendável que o Orador da sua Loja fizesse consulta à justiça eleitoral maçônica sobre se existe algum óbice nesse sentido.

Não oficialmente, eu não vejo nenhum óbice, desde que as duas sessões sejam distintas, isto é, a Oficina Eleitoral deve ser aberta e concluída, com todos se retirando do templo, para só assim se abrir outra sessão conforme liturgia expressos no ritual.

Sem excessos de preciosismo, seriam duas sessões distintas em horários diferentes, uma de oficina eleitoral e outra, se for o caso, de Loja em trabalhos ordinários.

Ao concluir, reitero: esta é só a minha opinião.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

DIMENSÃO

Dimensão é medida; diz-se que a dimensão de uma Loja é composta de três partes: altura, comprimento e largura.

Diz-se, também, dimensão, os estados de consciência ou as hierarquias celestiais.

Os três estados de consciência: consciência, subconsciência e hiperconsciência aplicam-se à sala dos passos perdidos, o átrio e o templo.

Na sala dos passos perdidos, permanece o efeito do profano, uma vez que o maçom ingressa no edifício onde está instalado o templo e mantém diálogos profanos, cumprimentos, assuntos interrompidos da semana passada, enfim, o dia a dia comum.

Lentamente, prepara-se o ingresso no átrio, que é o subconsciente; tudo o que é profano permanece na sala dos passos perdidos; há momentos de meditação preparatórios para a entrada do templo.

Uma vez preparado, o maçom ingressa no meio fraternal, onde se reúne com seu povo para a glória do Grande Arquiteto do Universo.

Todo ser humano é dimensionado, basta a conscientização disso de modo que seu comportamento deve ser medido e pesado.

O maçom não pode atuar levianamente, mas saber que o templo é o lugar santificado onde, por prêmio (Iniciação) lhe foi permitido ingressar.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 126.

SISTEMA FEDERATIVO DO GOB

SISTEMA FEDERATIVO DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL É MODELO ÚNICO NA MAÇONARIA MUNDIAL

O  Grande Oriente do Brasil possui uma das mais sólidas e organizadas estruturas institucionais da Maçonaria contemporânea. Seu sistema federativo, construído ao longo de décadas, é considerado único no Brasil e no mundo pela sua amplitude territorial, capacidade de integração administrativa e unidade institucional.

Atualmente, o GOB é composto por 27 unidades federativas, sendo 26 Grandes Orientes Estaduais e um Grande Oriente Distrital no Distrito Federal, formando uma estrutura nacional integrada que garante presença em todo o território brasileiro.

Esse modelo federativo representa uma das maiores forças do Grande Oriente do Brasil, permitindo que cada Estado possua sua administração própria, respeitando suas particularidades regionais, mas mantendo plena harmonia com os princípios, normas e diretrizes da Potência nacional.

A estrutura federativa do GOB consolidou um modelo de união institucional que alia autonomia administrativa estadual à unidade nacional, preservando a identidade histórica da instituição e fortalecendo sua capacidade de atuação em todo o país.

Não existe atualmente na Maçonaria brasileira ou mundial uma organização com características equivalentes ao sistema federativo do Grande Oriente do Brasil. A dimensão territorial, a integração entre os entes federados e a organização administrativa nacional tornam o modelo gobiano singular dentro da Maçonaria universal.

Outro ponto fundamental deste sistema é que existe apenas uma unidade federativa vinculada ao Grande Oriente do Brasil em cada Estado da Federação e uma no Distrito Federal. Esse princípio preserva a estabilidade institucional, evita conflitos de representação e mantém a harmonia administrativa e maçônica dentro da estrutura federativa do GOB. Como defensores da tradição, das leis e da fraternidade entre os irmãos, permaneceremos sempre vigilantes na preservação dessa premissa, mantendo firme o compromisso histórico e institucional de um só GOB, unido e integrado com todos os irmãos pertencentes ao Grande Oriente do Brasil em cada unidade da Federação.

Ao longo de sua história, o Grande Oriente do Brasil construiu uma estrutura baseada na união, no respeito federativo e na preservação de sua identidade nacional, consolidando-se como a maior e mais tradicional Potência Maçônica da América Latina e uma das maiores organizações maçônicas do mundo

Arlindo B Chapeta
Secretário Geral de Comunicação do GOB
Grande Oriente do Brasil Sempre à frente, o GOB e você !

Fonte:Facebook do Grande Oriente do Brasil

sábado, 1 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PORTADOR DE QUITTE-PLACET - FILIAÇÃO E REGULARIZAÇÃO

Em 09/05/2026 o Respeitável Irmão Luciano Cruz, Loja Luzes de Iguabinha, 3073, REAA, GOB-RJ, Oriente de Araruama, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão.

QUITTE-PLACET

Estando um irmão com kit place, pode frequentar tranquilamente sessões de lojas que desejar? Mais uma vez agradeço o sapiente irmão.

COMENTÁRIO:

Absolutamente não! Um Irmão, portador de Quitte-Placet, mesmo que dentro de prazo legal vigente (180 dias), não pode frequentar Lojas no Grande Oriente do Brasil, sem antes ter solicitado a uma Loja da Federação a sua "Filiação". Assim, somente depois de concluído o processo de Filiação, o agora Irmão filiado poderá voltar a frequentar regularmente Lojas do GOB.

É equivocada a ideia de que Quitte-Placet dentro da validade dá o direito ao seu portador de frequentar Lojas. Com o Quitte dentro do prazo o portador pode dirigir seu pedido diretamente a uma Loja, o que é um processo bastante breve.

Já, se o caso for Quitte-Placet vencido (fora do prazo de validade), o portador do mesmo somente pode voltar a frequentar uma Loja (GOB), depois de ter todo o processo de "Regularização" concluído. Esse processo é bem mais complexo, portanto, mais demorado – envolve, inclusive, Irmãos de outras Obediências.

Resumindo, um Quitte-Placet com prazo de validade não dá o direito do seu portador frequentar Lojas do GOB. Para tal, primeiro é preciso que tenha o processo de "Filiação" concluído.

Para melhores detalhes sobre essa matéria, sugere-se consultar o Regulamento Geral da Federação.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

JOHN PEMBERTON

EFEITO FLYNN REVERSO NA MAÇONARIA

Kennyo Ismail

O mundo está ficando menos inteligente. E isso não é uma afirmação vazia: nos últimos anos, dezenas de estudos realizados nos mais diferentes países têm mostrado que, após décadas de crescimento contínuo na inteligência média da população (o chamado Efeito Flynn), os resultados começaram a despencar.

O Efeito Flynn, ou seja, o aumento contínuo da inteligência média, era explicado pela melhoria no consumo de nutrientes, mais investimentos em educação e crescente estímulo nos ambientes sociais. E não coincidentemente, o aumento da inteligência média sempre esteve diretamente relacionado com o aumento do hábito de leitura.

Já essa reversão no Efeito Flynn, ou seja, o emburrecimento geral, seria consequência de mudanças nos hábitos, com crianças, adolescentes e adultos a cada dia com mais horas diárias frente a uma tela (televisão, celular, computador, tablet), consumindo informação audiovisual em vez de leitura.

E por que a leitura estaria relacionada com a inteligência? Quando se lê, exige-se um esforço cognitivo maior para se compreender e imaginar do que o consumo audiovisual, que praticamente não exige esforço algum. É por isso que, para alguns, ler “dá sono”, mas maratonar uma série na TV, não. Ainda, a leitura gera um aumento de vocabulário, que também está diretamente relacionado à inteligência. Nós, humanos, somos seres sociais, com uma existência baseada em relações interpessoais, partindo da família, até a sociedade em geral. E toda interação é quase em sua totalidade feita por meio das palavras. Assim, quanto mais palavras você sabe, mais coisas (e mais complexas) aprende e compreende, e melhor se comunica. Com isso, tem-se uma evolução das ideias, teorias e, consequentemente, das ciências.

Se esse ritmo de queda na inteligência média continuar, acredita-se que a próxima geração de adultos ficará na média considerada “baixa inteligência” e que chamamos popularmente de “lesados”. No caso do Brasil, que tem em torno de 30% da população analfabeta funcional e enfrenta gradativa redução nos investimentos em educação, as consequências poderão ser desastrosas e permanentes. Ainda mais, considerando a quantidade de livrarias que fecham suas portas todos os anos, o aumento absurdo no preço do papel e, se não bastasse, esforços governamentais para tributar livros, que eram isentos no Brasil desde a década de 40.

As consequências da redução na inteligência média já podem ser vistas por aí. Entre elas, alguns pesquisadores apontam o crescimento do “viés de confirmação”: quando pessoas somente acreditam naquilo que está de acordo com suas crenças e opiniões, rejeitando todos os fatos e argumentos racionais contrários. Isso leva à simplificação de questões complexas, polarização de temas originalmente multifacetados, proliferação de fake-news e de teorias conspiratórias, dentre outros males.

Sem inteligência, também não há senso crítico, que é a capacidade de analisar questões racionalmente, sem aceitar de modo automático as informações ou opiniões de terceiros. E sem senso crítico, não há a tão mencionada busca da verdade; bem como o combate à ignorância, à intolerância e ao fanatismo; ambos objetivos da Maçonaria.

Um indício claro da falta de senso crítico num ambiente maçônico é a adoção e repetição de termos prontos, mesmo quando fogem da normalidade. Por exemplo: “Eu estou Venerável Mestre da Loja XYZ”. Quem fala assim, “eu estou gerente da empresa tal”? O normal é “eu sou gerente da empresa tal”. É assim que adultos falam! Como tantos irmãos podem cair no argumento infantil de que isso parece ruim? O verbo “ser”, conjugado no presente, indica apresentação em determinada posição ou condição atual (que é o caso de um VM). Já o verbo “estar”, quando empregado assim, presume permanência breve e passageira: “estou na rua e logo chegarei em casa”. Não se aplica a um cargo que se ocupa por um ano ou mais!

Outro exemplo é a condenação daqueles que dizem “ontem fui para reunião da minha loja”, pelo argumento, mais uma vez infantil, de que o termo “minha” é negativo, pois passa a ideia de que você é ou quer ser o dono da loja. Conforme o dicionário, “minha” também se refere a uma pessoa que pertence ou faz parte de algo. Ou seja, que não é dono, mas membro, como em uma Loja.

E como não mencionar o famoso e, ao mesmo tempo, falacioso termo “sou um eterno aprendiz”? Por que não mudamos então os nomes dos três graus simbólicos para Aprendiz I, Aprendiz II e Aprendiz III? Aprendiz é aquele que é novato em um ofício. Quando você tem mais de dez anos de Ordem, foi Venerável Mestre (“foi”, não “esteve”) e fala que é “um eterno aprendiz”, está apenas dizendo que é um falso modesto, que fere em seu discurso o sistema hierárquico educacional das antigas corporações de ofício, tão bem preservado na Maçonaria, apenas para parecer humilde.

E ainda há a clássica: “a Maçonaria é perfeita”. Então por que todo ano tem mudança na legislação maçônica e em algum ritual??? A Maçonaria não está em constante melhoria? Como uma instituição criada pelos homens pode ser perfeita? Se assim for, todas as instituições não são tão perfeitas quanto a Maçonaria? E para piorar, dessa nasceu aquela “mulher não entra na Maçonaria porque já é perfeita”. Tudo conversa pra boi dormir.

Agora, exerça seu viés de confirmação e faça interpretações tendenciosas para defender a manutenção do uso desses termos, tão esdrúxulos à luz do menor senso crítico. Assim, apenas reforçará ainda mais esta teoria do Efeito Flynn Reverso na Maçonaria.

Fonte: https://www.noesquadro.com.br

sexta-feira, 31 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

BANDEIRA NACIONAL

Em 09.05.2026 o Respeitável Irmão Américo Mégda, Loja Estrela do Rio Claro, 496, REAA, GOB-SP, Oriente de Rio Claro, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos.

BANDEIRA NACIONAL

Gostaria de tirar uma dúvida a respeito da saudação ao pavilhão nacional.

Na saída, o Porta-Bandeira fica no Oriente enquanto a Guarda fica (ocidente) montada abaixo da escada.

Andei vendo alguns vídeos e me surgiu a dúvida, uma vez que cada um faz de um jeito.

No momento que um irmão se dirige à Bandeira para saudá-la, a Guarda de Honra deve abater a espada? Caso sim, isso ocorre tanto em sessões magnas quanto públicas?

Não achei nenhuma orientação a respeito.

A bandeira pode ficar dentro do templo após a saudação e execução do hino?

CONSIDERAÇÕES:

Primeiramente é preciso que sejam esclarecidos alguns pontos, senão vejamos:

É notório que desde de maio de 2016 está em vigência no GOB o Decreto 1476/2016, o qual dispõe sobre o Cerimonial para Bandeira Nacional no GOB. Assim, se bem observada a Arte, nele o Irmão certamente irá encontrar as respostas que precisa.

Também, consta no RGF, em seu Artigo 108, que todas as sessões públicas, são magnas portanto, nelas é obrigatória a entrada e saída formal do Pavilhão Nacional, conforme o Decreto mencionado no parágrafo logo acima.

Dito isso, a questão não é de que "de cada um faz do seu jeito", senão de desrespeito a ritual vigente e Decreto 1476/2016. A questão é de que o Orador deveria fiscalizar o cumprimento da Lei, não permitindo o seu descumprimento.

Vale ressaltar que todos os procedimentos ritualísticos para o cerimonial da Bandeira Nacional estão previstos nos instrumentos legais. Basta seguir o que neles está escrito.

Especialmente sobre a Guarda de Honra e a saudação à Bandeira, a guarda abate (apresenta) espadas durante a saudação feita pelo Orador. Concluída a mesma, volta-se com as espadas em ombro-arma para o canto da primeira e última estrofes do Hino à Bandeira, conforme oriente o Decreto 1476.

Finalmente, sob nenhuma hipótese nas sessões magnas (também as públicas) o Pavilhão Nacional volta a ser colocado no seu pedestal dentro do Templo depois da saudação e canto do Hino à Bandeira. Como menciona o Decreto que regula todos esses procedimentos, obrigatoriamente o Pavilhão é conduzido para fora do templo.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONARIA E INCLUSÃO

Brian Robin

A verdadeira força da Maçonaria não está na perfeição, mas na superação. Conor Moorman, que convive com tetraplegia desde a infância, é a prova viva disso. Ao completar 18 anos, ele bateu à porta da fraternidade ciente dos desafios, mas determinado a fazer parte de algo maior. 13 anos depois, não apenas venceu essas barreiras como se tornou um líder atuante, servindo em comitês e sendo eleito Venerável Mestre por quatro mandatos consecutivos. Sua trajetória inspira outros maçons com deficiência, mostrando que as qualificações internas prevalecem sobre as limitações físicas.

Historicamente, a Maçonaria exige que os candidatos estivessem em "sã consciência e pleno gozo de suas faculdades mentais", o que excluía muitas pessoas com deficiência. Foi após a Primeira Guerra Mundial, com o retorno de irmãos mutilados, que a fraternidade começou a revisar seus conceitos. Um grão-mestre de Rhode Island declarou em 1918 que as qualidades mentais e emocionais deveriam ser primárias, enquanto as físicas seriam secundárias, um princípio que abriu as portas para uma nova compreensão de inclusão.

Conor Moorman foi iniciado em 2011 na Loja Atascadero nº 493. Ele atuou como presidente do Comitê de Caridade de sua Loja e foi membro do Comitê de Construção. Quando sua Loja-Mãe fez uma fusão com a Loja "Thaddeus Sherman nº 196" em 2021, Moorman foi eleito o primeiro Venerável-Mestre da nova Loja.

Não que tenha sido fácil para Moorman, que usa cadeira de rodas e fala através de um aparelho, mas com muito carisma ele disse: "Não consigo imaginar o quão difícil foi para mim receber os graus", diz ele. "Gostaria de ter estado na sala quando discutiram como me conceder o Terceiro Grau. Eles têm sorte de eu ser um bom motorista, porque me guiar pela sala de olhos vendados em uma cadeira de rodas grande seria difícil se eu não fosse."

Apesar da mobilidade limitada, Moorman se tornou um dos ritualistas mais proeminentes do Estado. Em 2022 e 2023, ele ganhou o Prêmio de Ritual Maçônico da Califórnia e conquistou o prêmio máximo da divisão diversas outras vezes.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

quinta-feira, 30 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

DISPENSA DE FORMALIDADE - INGRESSO DE ATRASADO

Em 07/05/2026 o Respeitável Irmão Tacachi Iquejiri, Loja Luz de Outubro, 2081, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a seguinte questão:

DISPENSA DE FORMALIDADE

Reporto à sabedoria do Irmão para esclarecer se é aceitável o V∴ M∴, no REAA, dispensar a formalidade no ingresso de IIr∴ retardatários, quando a Loja já estiver aberta.

Essa pergunta se fundamenta no fato de se verificar com frequência essa tomada de decisão do V∴ M∴.

Obrigado pela atenção.

CONSIDERAÇÕES:

Entende-se que todo ingresso em Loja aberta deve ser formal, sobretudo para aqueles que chegam atrasados por atrapalharem o andamento dos trabalhos.

Diante disso, um Irmão retardatário deve ingressar pela marcha do Grau e saudar as Luzes na forma de costume, cabendo apenas, se for um Irmão conhecido, ser dispensado o questionário de reconhecimento.

O Venerável Mestre, em respeito àqueles que chegaram no horário, não deveria dispensar as formalidades, evitando assim contribuir com a indisciplina de se chegar atrasado – tolerância não deve ser confundida com indulgência.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O MAÇOM QUE FUNDOU BLUMENAU

Por Luciano J. A. Urpia

Em meados do século XIX, o governo brasileiro intensificou a propaganda na Europa para atrair imigrantes e povoar o sul do país. Foi nesse contexto que o químico alemão Hermann Bruno Otto Blumenau desembarcou no Brasil em 1846, não como colono, mas como agente da Sociedade de Proteção aos Emigrados Alemães, com a missão de avaliar as condições das colônias já existentes no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Durante oito meses no Rio de Janeiro, estudou a legislação e os processos de imigração, até que em 1847 seguiu para Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) e de lá para a colônia de São Pedro de Alcântara, primeira núcleo alemão em Santa Catarina. Foi quando ouviu falar pela primeira vez do Vale do Itajaí, uma região de mata virgem que despertou seu interesse.

Dois anos depois, em 1850, Blumenau retornou ao Vale do Itajaí decidido a criar seu próprio projeto de colonização. Escolheu às margens do rio Itajaí-Açu uma área de terras devolutas e, com autorização do governo provincial, deu início à colônia que levaria seu nome. Ele participou ativamente da organização do núcleo, demarcando lotes, construindo as primeiras moradias e estabelecendo regras claras para os colonos que começaram a chegar da Alemanha. A notícia de terras férteis e administração séria se espalhou rapidamente, atraindo dezenas de famílias germânicas nos primeiros anos.

Em poucas décadas, a colônia se consolidou como um dos mais bem-sucedidos núcleos de imigração alemã no Brasil, impulsionando a economia regional com agricultura, comércio e, mais tarde, a indústria têxtil. Blumenau transformou-se em cidade e se tornou um símbolo da presença germânica no sul do país.
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Hermann Bruno Otto Blumenau foi iniciado na Maçonaria em 1845, na Loja "Carlz zur Gekroenten Saeule", em Brunsviga, Alemanha. Ao voltar à sua "Colônia", fundou em 24.6.1870 a Loja "Zur Friednspalmer" (À Palmeira da Paz), sob jurisdição da Gr.: Loj.: de Hamburgo. Em 4.4.1974 os maçons de Blumenau fundaram a Loja "Hermann Blumenau", sob a jurisdição do GOB, Cadastro nº 1.896.

...ENTRANDO NA MAÇONARIA

e. figueiredo (*)

(Vale a pena abrir mão da “qualidade” em nome da “quantidade” ?)

Estamos vivendo num mundo onde tudo está acontecendo com rapidez jamais vista. Invenções utilizando tecnologia avançada permitem realizarmos varias coisas (nosso trabalho, nossas tarefas cotidianas) em tempo restrito e com qualidade. As expressões, que as empresas passaram a utilizar há alguns anos, principalmente as multinacionais, “qualidade total”, “controle de qualidade“, e outras, acabaram tendo aplicação não só no campo profissional, mas, também, abrangendo diferentes áreas de atuação.

Essa tecnologia, que vem transformando o nosso planeta Terra, chegou também à Sublime Ordem. Assim é que “qualidade total” e “controle de qualidade” passassem a ser termos empregados pelos seus integrantes. E não poderia ser diferente, pois os Maçons convivem com os avanços tecnológicos nos locais de trabalho, cuja experiência, indubitavelmente, é transportada para o interior dos Templos.

Há aqueles, os quais interpretam como uma profanação à tradição Maçônica, que não vêem isso com bons olhos, entretanto, não poderão negar o lado positivo, que é a consciência de que as coisas na Arte Real merecem ser preparadas e cuidadas com carinho, seriedade e não de qualquer maneira, além de acompanhar a evolução que a Humanidade assiste. A Maçonaria precisa, também, de pessoas de “qualidade” que expressem sua condição de livre e de bons costumes, cumpridores de suas obrigações junto à família e à sociedade, com um testemunho coerente de vida.

A despeito da Ordem se ver na necessidade de servir, com maior atenção possível, prestando assistência às pessoas, devemos ter o cuidado de não pensar que a Maçonaria é simples empresa de prestação de serviços, como muitos assim a interpretam. A Maçonaria, como reza em sua declaração de princípios, tem por objetivo lutar contra a ignorância sob todas as formas; é uma escola mútua cujo programa se resume em: obedecer às leis do seu país, viver segundo a honra, praticar a justiça, amar o seu semelhante, trabalhar sem descanso para a felicidade da Humanidade e prosseguir a sua emancipação progressiva e pacífica. A Maçonaria não é como um produto qualquer, que pode ser comprado ou consumido; ela é formada por pessoas que se esforçam, a cada dia, para fazer cumprir esses princípios, sob os quais fizeram juramento. E é por isso que, nem sempre a “qualidade“ atende às exigências de quem a vê de fora.

Muitos Maçons crêem que é necessário restringir a quantidade de Obreiros em nome da qualidade. Como em qualquer comunidade, seus integrantes têm formas diferentes de ver a situação, o que tem provocado divergências quanto à interpretação dos conceitos da Ordem. Nos debates, discussões e palestras, que as Lojas promovem, têm aparecido as expressões “qualidade total” e “controle de qualidade” como menção para que seja mais acurada a escolha do candidato. Saber aproveitar-se da tecnologia é ter coragem de buscar novos métodos para o bem da Ordem e do seu aperfeiçoamento.

A preocupação tem razão de ser, pois a escolha de um candidato para adentrar à Ordem, poder-se-ia dizer, é tão importante como respirar para viver. São os escolhidos que dão continuidade à Instituição.

A amizade, a posição social, o modo de vida, o parentesco e o relacionamento profissional são algumas das condições que devem ser consideradas, porém, não imperativas na admissão de um novo membro. Um amigo ou um parente por mais íntimo que seja, pode merecer toda consideração como tal, todavia, não ser digno de que depositem nele a confiança necessária para ser candidato a Maçom. Deve-se entender, entretanto, que por melhor que seja estabelecido um procedimento de escolha, com “qualidade total” e “controle de qualidade”, sempre estaremos vulneráveis, e, com possibilidade de receber quem se desviou desse critério. É aí que deve entrar a catequese por aqueles que são considerados “enquadrados” para fazer o Obreiro, que não se identifica com os princípios, a ter melhor participação e desempenho e captar em profundidade as regras da Maçonaria.

Os que já fazem parte da Maçonaria não podem se fechar em grupos, julgando-se os melhores, e, muito menos, manifestarem com ambigüidade deliberada – a exemplo de mensagem diplomática – quando há necessidade constante de se optar pela integridade da Ordem. Devem, sim, estar abertos para acolher todos os que foram chamados a participar da Sublime Ordem, cada um a seu modo, independentemente se foi uma boa ou má escolha. Após a admissão deve ser acompanhado com atenção, responsabilidade e carinho, assistência está suplementada com farta literatura Maçônica, para que tenha conhecimento exato da entidade em que ingressou. É necessário ensinar a desbastar a pedra bruta com poucas ou muitas pessoas, através de Maçons que já têm boa caminhada, orientando como manusear, corretamente, o maço e o cinzel. Os mestres estão incumbidos de fazer surgir, no espírito do neófito, alguma chama que permita abrir novos horizontes. É a missão que cabe aos mestres executar, isto é, ensinar-lhe o sentido de ação. Além do mais, o fato de pôr de lado uma obrigação presumida, não dá direito a nenhum mestre Maçom de abandonar, indefinidamente, uma obrigação inerente. Não deixa de ser uma forma de se tentar corrigir uma possível escolha errônea. Por analogia, seria podar a árvore para que dê bons frutos. Assim encarada, a Maçonaria nunca será considerada uma simples agremiação ou mera espécie de clube social, mas como uma das vias da sabedoria universal e uma verdadeira escola de iniciação.

Apregoar, como fazem alguns Maçons, de que a porta de entrada da Maçonaria deva ser estreitíssima, e, a de saída, a maior possível, é uma forma simplista de tentar resolver o problema. A busca, de se encontrar o homem de real valor moral e intelectual, nem sempre é conseguida, porém, claro está, a preocupação na seleção deve prevalecer sem ser negligenciada, sob o risco de surgirem problemas, motivados por má escolha, quem sabe, insolúveis.

O importante é ter em mente: Se o Obreiro entrou na Maçonaria, cabe a nós fazermos com que a Maçonaria entre nele....


(*) E. Figueiredo - pertence ao CERAT - Clube Epistolar Real Arco do Templo / Integra o GEIA – Grupo de Estudos Iniciáticos Athenas / Membro da Confraternidade Mesa 22, e é
Obreiro da ARLS Verdadeiros Irmãos – 669 (GLESP)

Fonte: JBNews - Informativo nº 316 - 10 de Julho de 2011

quarta-feira, 29 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

DECRETO 1476/2016 - BANDEIRA NACIONAL

Em 07/05/2026 o Respeitável Irmão Cesar Augusto Carvalho Salim Junior, Loja Lauro Sodré IV, 1612, REAA, GOB-RJ, Oriente de Itaocara, Estado do Rio de Janeiro, formula a seguinte pergunta:

DECRETO 1476/2016

Recorro a vossa sabedoria, para sanar uma dúvida referente ao decreto 1.476 que dispõe sobre o cerimonial para a Bandeira Nacional. O Art. 6°, "por ocasião da saudação à Bandeira observa-se os seguintes procedimentos: "(ali ele explica todo procedimento). No item V, letra "a", no caso do REAA, "seguram a espada pelo punho, mão firme, braço estendido em diagonal, para direita do corpo, ângulo de 45° ponta da espada voltada para o solo e após o término da saudação todos voltam à posição de à Ordem". O Art.º 8°, fala de quando é entoado a primeira e última estrofe do Hino à Bandeira. Fica minha dúvida... A guarda de honra (mencionada no Art. 6° item II), volta quando a ombro arma? Após a leitura da saudação "Bandeira do Brasil./ que acabas de assistir..." ou volta a ombro arma após entoar o Hino à Bandeira? Desde já, agradeço a atenção poderoso irmão. TFA.

CONSIDERAÇÕES:


Durante a saudação ao Pavilhão Nacional, feita pelo Orador antes do encerramento dos trabalhos, a Guarda de Honra abate espadas. Concluída a mesma, a Guarda volta a posição de espadas em ombro-arma.

Para o canto da 1ª e última estrofes do Hino à Bandeira, a Guarda de Honra se mantém com as espadas em ombro-arma.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 22

ORDEM MAÇÔNICA

1º - O vocábulo deriva do latim: Ordo, Ordinis, significando "disposição", "regra", "disciplina".
2º - A maçonaria recebeu o nome de "ordem dos maçons" e, mais tarde, "ordem maçônica", também denominada de arte real.
3º - A ordem maçônica significa uma maçonaria organizada, em todos os sentidos.
4º - Na maçonaria, tudo é "ordenado", ou seja, disposto e previsto, mercê de sua longa trajetória histórica.
5º - Dentro de uma ordem, portanto, o maçom deve acompanhar o que é organizado, previsto e estabelecido, submisso, tolerante e paciente.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

ORAÇÃO AOS MAÇONS

SIGNORE E GRANDE ARQUITETO. CI UMILIANO AI TUOI PIEDI.

Senhor e Grande Arquiteto do Universo, nós humilhamos a teus pés invocamos o teu perdão pela heresia que, no decorrer dos séculos, nos impediu de reconhecer em nossos irmãos maçons os teus fiés prediletos. Temos lutado contra a liberdade de pensamentos, pois não tínhamos compreendido que o primeiro dever de uma religião, como justamente afirmou o "Concílio" consiste em reconhecer o direito de crer em Deus. Temos também, perseguido todos os que pertencendo a mesma Igreja havia aberto o caminho a verdade, filiando-se às "Lojas" com sereno desprezo às injúrias e ameaças.

Acreditamos louca e cegamente que em sinal da cruz pudesse ser superior a três pontinhos, posto em pirâmides. De tudo nos arrependemos amargamente, Senhor, e te imploramos de nos fazer ter, juntamente com teu perdão, também um compasso que sem dúvida alguma sobre os nossos altares de compensado, estaria bem melhor que os velhos crucifixos. "AMÉM".

(Escrita por S.S. o Papa João XXIII)

NOTA DO TRADUTOR:

Esta tradução foi literalmente transcrita de a "Tribuna Italiana", de 8/10/1966, deixando aos leitores a sua devida interpretação.

Fonte: https://conhecendomaconaria.blogspot.com