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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 21 de maio de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PELICANO - ALEGORIA MAÇÔNICA

Em 15.05.2026 o Respeitável Irmão Igor França, Loja Osvaldo Rodrigues Simões, 2044, REAA, GOB-MS, Oriente de Rio Brilhante, Estado do Mato Grosso do Sul, pede esclarecimento.

PELICANO

Antes de tudo, parabéns pelo Blog e obrigado por se dedicar a estudar e passar seus conhecimentos.

Gostaria de, se possível, explicar o significado e origem histórica do pelicano que fica na frente do Templo.

CONSIDERAÇÕES:

O pelicano é uma ave símbolo dos graus capitulares, no caso do REAA, mais especificamente no 18º dos graus ditos superiores.

Historicamente isso tem início na França do século XIX, quando o Grande Oriente da França, ao acolher o simbolismo do REAA sob sua égide (1804), instituiu aquilo que ficou sendo conhecido com as Lojas Capitulares do REAA.

Na verdade, o Grande Oriente da França irrestritamente tomava para si a tutela dos 18 primeiros graus do REAA, dos quais o Príncipe Rosa Cruz era o ápice. Nessa condição, o II Supremo Conselho do REAA (o da França) ficava apenas os graus de Kadosh e Consistório (essa é uma longa história).

Assim, no sistema capitular do REAA elaborado pelo Grande Oriente da França, o presidente do Capítulo, o Athersata, era também o Venerável Mestre das Lojas simbólicas.

É daí que vem o Oriente elevado e separado do Ocidente, e a extensão do Altar dos Juramentos, a despeito de que no sistema capitular o Oriente era ocupado apenas por Irmãos colados no Grau 18 (chamava-se Santuário Rosa Cruz). O simbolismo era até então praticado apenas no Ocidente.

Esse sistema floresceu por toda a Maçonaria latina, chegando até o Grande Oriente do Brasil, onde por muito tempo nele existiram as Lojas Capitulares do REAA (vide a História do GOB).

Mais tarde, com a extinção das Lojas Capitulares, o II Supremo Conselho do REAA, o da França, retomava a tutela de todos os graus acima do Grau de Mestre Maçom, ficando os três primeiros graus do simbolismo, como naturalmente já era, sob o governo do Grande Oriente.

Vale ressaltar que com o final do sistema capitular, o Oriente permaneceu separado, mas agora ocupado pelo simbolismo. Servindo o Oriente como o final da jornada iniciática, esse espaço passou a ser lugar restrito aos Mestres Maçons e aos Mestres Instalados.

À vista disso, muitas Lojas que tinham sido capitulares acabariam mantendo em seus templos alguns elementos decorativos capitulares, dos quais a figura do pelicano alimentando seus filhos, um símbolo distintivo das Lojas Capitulares de então.

Graças a isso é que ainda se vê, ainda em muitas Lojas antigas pelo Brasil, a figura do pelicano em destaque. Como um elemento identitário, significa que aquela Loja pertenceu, um dia, ao extinto sistema capitular.

Reitera-se, Lojas Capitulares são elementos do passado e não existem mais regularmente, até porque é sabido que o simbolismo é dirigido por uma Potência Simbólica, enquanto que os graus superiores são governados pelos Altos Corpos do Supremo Conselho.

Características lendárias - Como figura distintiva do Capítulo, o pelicano, em primeira análise, representa a proteção, a dedicação e o amor incondicional, onde é dito que a mãe pelicano, para alimentar seus filhos, não hesita em ferir o seu próprio peito para sustentar a sua prole. Obviamente que isso é apenas uma lenda, pois na realidade não é a mãe pelicano que bica seu próprio peito no intuito de retirar seu sangue. O que de fato ocorre é que a ave mãe, ao regurgitar os alimentos (peixes) que havia colhido para a sua ninhada, ao expelir os víveres, acaba também expelindo um pouco do sangue das suas presas. Esse sangue, comumente ao sujar o bico e o peito da ave mãe, dá a impressão de que ela fere a si própria para proporcionar alimentação aos seus filhos.

Assim, esse conjunto distintivo virou uma importante alegoria capitular, mas não é comum aos graus do simbolismo maçônico.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

LOJA ST.GEORGE'S


Templo Maçônico da Loja St. George's No. 6, Schenectady, New York. data desconhecida.

Fonte: Livingston Masonic Library | @nymasoniclibrary

REFLEXÕES PESSOAIS

Ir∴ Luiz Felipe Brito Tavares,
Loja Luz do Planalto nr. 76 São Bento do Sul – SC

Caros Irmãos vos apresento uma reflexão pessoal que não tem peso de verdade, mas de elucubração. Fiquem à vontade em rejeitá-la se ferir vossa lógica.

Qual nossa essência?

Seríamos matéria apenas ou nossa verdadeira essência é transcendente? Se considerarmos o ser como matéria sujeita às leis da física, podemos aguardar um destino entrópico ou de desestruturação consecutiva.

Deixaríamos, portanto de existir de forma definitiva ao expirar do último suspiro vital.

Se, no entanto considerarmos nosso ser portador de uma essência transcendente, com certeza escaparia à indiferença do caos entrópico.

A ciência por tratar do mundo físico não busca por elementos que fujam ao seu âmbito de ação. Portanto não podemos nela nos apoiar de forma direta para corroborar a existência do espírito.

Porém se a ciência não busca por evidências transcendentes, tão pouco possui autoridade para negá-las de forma definitiva.

Como então e porque pensarmos nesta possibilidade, a da sobrevivência da consciência após a morte do corpo físico, se a nenhuma evidencia palpável tenhamos acesso?

Mas o que é palpável? Aquilo que pode ser sentido?

E a fé não é percebida de forma clara em nosso ino?

Sem dúvida a resposta se baseia na fé que em cada um habita e que é o portal a nos permitir não apenas acessar esta possibilidade, mas como também vivenciá-la em nós mesmos como realidade.

Porém a fé é abstrata, como também o espírito. Sendo a fé uma quintessência poderíamos então dizer que nada prova? Ou seja, que é uma ilusão meramente decorrente de uma neuroquímica cerebral extremamente complexa?

Se assim o for então deveríamos abdicar da fé? Ou dar a ela um papel sem importância?

Se desta forma procedermos, teremos que da mesma forma reconsiderar muitos outros elementos que consideramos relevantes em nossas vidas. Que consideramos possuidores de sentido.

Por exemplo, os mais nobres sentimentos seriam somenos reflexos químicos.

O amor sublime dos pais pelos filhos seria apenas reverberação aberrante e sem lugar definido no espaço real.

Os pensamentos mais profundos apenas um volume determinado de bits de informação.

A própria consciência um mero estado cerebral.

Tudo o que creditamos real em essência, deixaria de sê-lo.

O poder de valorar a existência; o sorrir infantil; o agradecer pela esperança que renasce a cada dia em nosso imo; o compartilhar pleno do amor, o próprio amor; o suspirar pela bela natureza...

Tudo isto perderia o significado essencial. Perderia a razão de ser. Elementos não materiais, ou abstratos sem sentido real.

Valores aberrantes não programados pelas leis da natureza.

Por não poderem ser quantificados ou qualificados em suas relações de proporção seriam desmerecidos.

Então seria isto?

Se não podemos transformar em uma equação, não podemos validar! Toda a teia social baseada em valores abstratos deixaria de ser significativa.

Somos então apenas um caminho evolutivo, e todo cabedal de sentimentos nobres nada mais são do que elementos permitidos pela probabilidade, com fins à continuidade da espécie?

O que importa no fim é apenas o garantir da transmissão de genes?

Um paradoxo pensar que esta capacidade magnânima de reconhecer e sentir as galáxias, o universo e as próprias leis da física como elementos preciosos que são, seria de fato um mero mecanismo oriundo da probabilidade evolutiva com fins exclusivos à sobrevivência.

Um efeito colateral da evolução sem espaço de fato a ocupar.

Porém se não existe um espaço de fato a ser ocupado como algo pode existir?

Tudo que existe em essência tem que necessariamente ocupar um espaço. Até as possibilidades só existirão se houver matriz que as sustentem.

Se consideramos que nossos sentimentos, nossas reflexões profundas, e nossa consciência são muito mais que um mero efeito colateral, então temos também que admitir que possa existir um espaço, mesmo que transcendente, para ocuparem.

Um nicho transcendente indica um sentido imanente. Planejamento existente, mas não percebido por olhos pouco experientes.

Conhecemos de fato os espaços existentes em nosso universo e além dele?

Talvez então a fé não seja mera flutuação aleatória, ou melhor, talvez a fé não seja um padrão aberrante; ou mesmo um eco a ser desconsiderado.

Talvez seja um portal previsto em leis ainda não conhecidas que nos permitam de fato e de forma real acessar planos inacessíveis aos experimentos físicos atuais.

Não é difícil hoje para qualquer aluno de segundo grau acessar informações sobre teorias físicas modernas, referentes a muitos universos possíveis além do nosso.

Tais teorias aventam que cada universo seria uma pequena bolha flutuando no que é chamado de grande massa.

Também a informação de que nosso próprio universo possa ter mais do que as quatro dimensões conhecidas está à disposição.

A de que a matéria luminosa que conhecemos ocupa menos que cinco por cento de tudo que existe no universo...

De que a matéria que conhecemos é feita de elementos menores e menores e menores até que sejam considerados apenas vibrações, ou seja, padrões de energia.

Não é difícil então para uma mente criativa imaginar um espaço que acomode de forma real a consciência e toda a profundidade que possuímos. Não apenas que albergue, mas que sustente.

Porém procuremos preservar-nos no mesmo caminho lógico.

Todo movimento demanda espaço. Movimentos de relação, vibrações... Tudo demanda espaço para ocorrer.

Movimentos atendem a gradientes, no sentido do equilíbrio. Seguem o sentido das leis.

Como poderíamos, no entanto classificar os fenômenos da mente?

Como qualificar o movimento de sucessão das palavras e dos sentimentos?

Não atenderiam eles também a gradientes? Não estão sujeitos a regras lógicas e de sentido? Não seguem um caminho determinado e com conseqüências determinadas?

Poderia de fato tudo isto ser apenas uma aberração? Ou a natureza de fato reserva um espaço real para sua existência?

Nenhuma complexidade evolui sem que espaços lhes permitam a ordenação.

Que espaço permitiria a ordenação dos pensamentos e o permutar dos sentimentos?

Pensamentos e sentimentos que refletem a natureza, possuindo liames de familiaridade com o que está ao entorno, de tal forma que pode influir diretamente nesta mesma natureza.

A energia se transmuta e determina movimentos físicos.

Energia presente em sentimentos e pensamentos profundos a modificar o ambiente físico. A ocupar espaços.

Creio com sinceridade do coração que existe um espaço acolhedor para nossa consciência no universo, seja nosso universo conhecido ou outro concomitante.

Porém minha lógica aponta na mesma direção. A possibilidade de um espaço real a preservar nossa consciência encontra ressonância na potencia de nossa humanidade.

Humanidade que busca burilar a pedra bruta em polida, que busca a harmonia e o equilíbrio dos sentimentos e pensamentos. Humanidade que busca conscientemente um sentido imanente.

Justamente tal busca consciente que levou o homem a todas as suas descobertas científicas e a todas suas indagações.

Indagações sobre o sentido por de trás de tudo.

O que antes entendíamos como realidade está sendo sacudido pelo avanço científico.

Porém algo que é difícil para ser entendido pela ciência é a inteireza de uma unidade complexa.

Por exemplo, uma célula viva seria apenas um amontoado de unidades moleculares? Um saco químico, ou algo a mais?

Algo que adquire um centro de coerência responsável pela resposta sinérgica e sincronizada daquela célula aos estímulos que a rodeia. A célula funciona como uma inteireza. Porém onde se localiza este centro comum? Este eixo principal que a tudo mantém em coerência?

SE tentarmos dissecar uma célula buscando seu centro de unidade, iremos chegar a um sem número de fragmentos sem chegar ao cerne.

Seria como dissecar um símbolo transformando em sinais e perdendo sua essência.

Porém onde se localizaria tal essência, se nossa lógica apontar para sua existência?

Se nossa lógica ignorar que existe tal possibilidade, a do complexo adquirir valor de unidade coerente então de fato nada faz sentido no universo. Tudo seria um grande paradoxo sem fim. Um universo que permite tantos patamares sucessivos e interligados de complexidade, sendo que cada um destes patamares depende do patamar anterior e serve ao seguinte, favorecendo que em cada patamar ocorra o emergir da inteireza unitária e coerente como fundamento a toda evolução de complexidade.

Então se nossa lógica não permitir que aceitemos a realidade da inteireza, não restaria nenhum sentido presente.

Já que prefiro não descartar o sentido imanente, então acredito haver um espaço que acolha e sustente tais inteirezas, ou se preferir tal coerência.

Da mesma forma que acolhe inteirezas como aquela dos átomos, das moléculas, das células e dos organismos multicelulares, então também acredito que possa acolher a inteireza coerente de uma consciência.

Um espaço existente e não devassado que coexiste com os espaços que percebemos, onde a fé também possua existência e razão de ser.

A fé é tão abstrata como tudo ao nosso redor, mas é muito mais real do que imaginamos.

Possui sua própria coerência, e que por mais incrível que possa parecer pode ter origem nas mesmas leis estudadas atualmente pela física.

Fonte: JBNews - Informativo nº 315 - 09 de Julho de 2011

quarta-feira, 20 de maio de 2026

FRASES ILUSTRADAS

ELABORAÇÃO DE ATA MAÇÔNICA

Em 17/03/2026 o Respeitável Irmão André Abreu, Loja Esperança de Nictheroy, 3, GOB-RJ, Estado do Rio de Janeiro, faz a seguinte pergunta:

ELABORAÇÃO DA ATA

Ainda em relação a ata, existe um "modelo" a ser seguido? Eu me refiro ao seguinte: o que é obrigatório constar em uma ata? Cabeçalho com data, endereço, o nome da loja, irmãos presentes na sessão e após, o desenrolar normal da sessão: leitura e aprovação da ata, expediente, saco de Propostas, ordem do dia, etc. Porém há algum outro item que e mandatório? A alternância da palavra entre as colunas e obrigatório constar? A palavra está na coluna do sul, a palavra está na coluna do norte.

Eu gosto de visitar outras oficinas, e também já peguei outros modelos de ata que elas usam. O
modelo que nossa loja usa não permite espaço entre os parágrafos, afim de que não se possa acrescentar uma informação falsa. Isso procede?

Você teria um modelo mais ou menos específico que eu possa adotar?

CONSIDERAÇÕES

A elaboração das atas das sessões de uma Loja maçônica é de responsabilidade do Secretário. Cada Oficina a elabora conforme o seu histórico de tradição e costume. Assim, o GOB, visando respeitar a identidade de cada uma de suas Lojas, não fornece modelos e nem dita cláusulas para as respectivas redações.

Obviamente que a ata ao ser elaborada deve conter, de modo claro, suscinto e objetivo, os registros principais daquilo que ocorreu em uma determinada sessão maçônica.

Em linhas gerais, a ata de uma reunião maçônica é um documento que registra, de forma clara, objetiva e sequencial, as discussões, deliberações e decisões tomadas numa reunião em Loja aberta.

Redigida de modo prático, no mínimo a sua composição deve trazer o nome da Loja, a qualificação da sessão, data, local, nº de participantes, pauta, ações definidas nos diversos períodos da sessão, seus responsáveis e assinaturas.

A ata serve como instrumento de registro formal e legal da Loja. Também conhecida como “balaústre”, ela guarda e sustenta a história das atividades, e da vida da Oficina.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 12

O PERDÃO

1º - Perdoar é esquecer a agressão. Não concordo com essa colocação. Eu não sofro de amnésia! Perdoar é antes de mais nada: a Não valorização da ofensa ou agressão.
2º - Perdoar, na maçonaria substitui-se essa virtude pela tolerância, é um estado de compreensão elevada, superioridade expressa pelos nobres sentimentos daquele que a possui.
3º - Não se confunda tolerância ou perdão com covardia, ao contrário, é necessário muita coragem para enfrentar o agressor com armas tão frágeis e diferentes.
4º - As posturas maçônicas disciplinam esse controle e por esse motivo torna-se viável para o maçom a prática da tolerância.
5º - O impulso de perdoar revela um caráter bem formado. Bem-aventurado o tolerante porque ele semeia a Paz.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

SER OU ESTAR MAÇOM

Por Ir∴ João Lages Neto – MI*

Atualmente podemos afirmar que “Ser ou Estar alguma coisa” está se tornando uma expressão bastante difundida, que é utilizada para identificar se uma pessoa assumiu ou não seu posicionamento correto com respeito a qualquer organização da qual participa, como por exemplo – quando se desempenha um cargo público ou legislativo, tal qual o de “Estar Ministro”, “Estar Venerável”; entre outros exemplos, sendo inclusive utilizado com personagens hilários em programas humorísticos.

Certamente, todos nós, temos uma convicção que ao adentrarmos na Maçonaria estamos no inserindo em uma organização com acesso diferenciado, temos também a consciência de que o processo de Iniciação não nos é fácil e obviamente não é sentido e absorvido de forma equânime por todos que o vivenciam. Aliás, entendo que o processo de iniciação de forma qualitativa, em nossa vida, pode demorar períodos diferentes em cada um per si, conforme o enxergar o mesmo em nosso interior.

Absorvendo este conceito e aplicando-o no seio de nossa Fraternidade percebemos que todos nós “Estamos Maçons” ao procedermos nossa Iniciação. Estamos Maçons ao frequentarmos a Loja e pagarmos as suas mensalidades e taxas. Estamos Maçons quando participamos de uma atividade organizada pela loja, uma atividade filantrópica, uma palestra, uma visita a outra Loja, ou até mesmo Estamos Maçons quando meditamos sobre o nosso papel e partimos em busca da meditação interior em busca da verdade que nos trouxe neste caminho.

Mas o que é Ser Maçom? O verbo SER não poderia ser considerado sinônimo do verbo ESTAR. A caracterização mais expressiva é de que estar é um verbo que indica um certo estado, portanto, há como que embutido em seu conteúdo uma certa passividade, enquanto o verbo ser é ativo, representa ativação.

Ser Maçom é um estado de espírito que deve caracterizar o membro presente a toda situação em que pode ajudar e cooperar para que o mundo se torne de alguma forma melhor. Ser Maçom é compreender que por mais poderosas que sejam as forças externas elas devem ser dominadas pela energia que tem sede em sua própria personalidade.

Ser Maçom é ter consciência que sua presença discreta pode dar apoio a novos projetos úteis à comunidade e constituir-se num valoroso pilar de sustentação de valores mais nobres do indivíduo.

Ser Maçom é ser o eterno estudante que busca o ensinamento diário, tirando de cada situação uma lição, e aplica com êxito os princípios estudados. Desenvolve em toda oportunidade de sua intuição, sua força de vontade, sua capacidade de ouvir e entender os outros.

O Ser Maçom nos tornar um Livre Pensador.

Temos que considerar que o Ser Maçom deve, como livre pensador, questionar o porquê de determinados acontecimentos entendendo e vivenciando no nosso aprendizado que palmilhamos lentamente, com passos firmes para não tropeçar nos erros e vícios do passado, mesmo que em momentos saiamos da trajetória para poder compreender o mundo com uma visão holística de suas nuances.

O Maçom que se limita a ler ou estudar as instruções dos graus ou a literatura disponível e não procura aplicar em sua vida diária os conceitos que lhe são transmitidos, na busca do desbaste da Pedra Bruta, e em erigir o Templo Interno, perde excelentes oportunidades de ampliar seus conhecimentos e de verificar como o saber do aprendizado da Arte Real pode ser útil para o seu bem-estar na busca de seu retorno ao Cósmico.

O Ser Maçom é aquele estado em que sem abandonar os hábitos de disciplina racional, a mente busca uma abrangência do universo, o conhecimento intrínseco dos fenômenos que estão ocorrendo, procurando desenvolver a sensibilidade e a compreensão das razões de estudo. O Maçom que desenvolveu sua mente para estar atenta e acompanhar a evolução dos fatos, sabe como conhecer as sutilezas que envolvem suas origens, é como um oleiro que dá formas sutis ao barro bruto, enquanto o Maçom modela sua própria consciência num confronto com sua própria personalidade.

Vivemos juntos e cruzamos com diferentes seres humanos que pensam e agem de maneira diversa da nossa. Isto nos propicia excelentes oportunidades de nos adaptarmos a estas personalidades e, sobretudo, de aprimorarmos as formas de inter-relacionamento. A sabedoria do bem viver é despertada quando nos conscientizamos dessas diferenças e procuramos compreender o indivíduo através de suas particularidades. Ser Maçom é despertar este sentido de compreensão do indivíduo e estar preparado para assisti-lo nos momentos de dificuldades.

O exemplo de uma atitude mental moderada, sincera e cooperativa caracteriza muito o Ser Maçom. E todos notam, que sob muitos aspectos, o Ser Maçom diferencia-se como indivíduo entre todos os outros. No aprendizado inicial aprendemos que além dos SS∴ TT∴ e PP∴ o Maçom deve ser reconhecido pelos atos e posturas dentro da sociedade e no meio onde vive, traduzindo de maneira diuturna o nosso aprendizado e a filosofia dos postulados da Arte Real. Sentimos que temos que desempenhar um papel mais complexo na sociedade e dar uma contribuição positiva para que ela se torne superior.

Ser Maçom implica em algumas renúncias, mas a compensação que advém deste estado de espírito especial é muito agradável. Sentimo-nos como se fôssemos os autores da novela e não apenas os personagens passivos, criados por eles. Temos uma participação presente e atuante, embora que, aparentemente o Maçom apresente-se um tanto reservado. Já se disse que nos colocamos muito mais em evidência, quando nos mantemos como observadores e damos a colaboração somente quando é solicitada pelos outros, do que aqueles que procuram apresentar-se como os donos da festa.

Considerem sobretudo, que encontramos muitas pessoas evoluídas e que podem ser consideradas possuídas de elevado espírito Maçom. Têm uma expressiva vivência das coisas do mundo e utilizam grande sabedoria em suas decisões, mesmo se nunca se tornaram Maçons.

Nós estamos Maçom ao entrarmos na Ordem e Somos Maçom quando o espírito dela entrar em nós. A diferença é muito grande, mas facilmente perceptível.

Vamos reconhecer que a Maçonaria, tem uma diferença gritante de outras instituições sociais, ela não é um Clube Social, uma associação recreativa, um partido político, um clube de degustação, ou confraria de vinhos, cerveja entre outros, a Maçonaria é, antes de tudo uma Ordem INICIÁTICA.

Irmãos unam-nos na trilha que leva ao Templo ideal e tomemos o cuidado para não Estarmos Maçons, para não trilharmos a Maçonaria simplesmente cumprindo Rituais, envergando a mera condição de um “Profano de Avental”.

Desejo que todos avaliem como é bom SER MAÇOM!

*Ir∴ João Lages Neto – MI
ARLS Fraternidade Absoluta Nº 31
Oriente de Ilha de Santa Maria – Vitória – ES
GLMEES – Grande Loja Maçônica do Espírito Santo

Fonte: https://bibliot3ca.com/2026/05/03/ser-ou-estar-macom/

terça-feira, 19 de maio de 2026

FRASES ILUTRADAS

PROCEDIMENTOS RITUALÍSTICOS - RITUAL DO REAA/GOB

Em 14/03/2026 o Respeitável Irmão Alexander Brito Viana, Loja Obreiros de Macaé, 2075, REAA, GOB-RJ, Oriente de Macaé, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

PROCEDIMENTOS RITUALÍSTICOS

Desculpe-me em insistir nesses assuntos, é que estamos passando para a Loja (no tempo de Estudos) os esclarecimentos que foram adicionados em nossos rituais e foram levantadas dúvidas que venho humildemente solicitar a sua ajuda para tais esclarecimentos.

1 - Em questão as batidas na porta dadas pelo Irmão que chega atrasado nas Sessões (e-mail acima que eu mesmo enviei), foi esclarecido que não haviam orientações oficiais a respeito do atraso e que o aumento das baterias foi uma criação dita verbalmente, portanto a oficialização das batidas foi retirada de onde?

2 - Em seu Blog há o esclarecimento de que quando um vigilante vai pedir a palavra ele dá um golpe de malhete solicitando a palavra e o Venerável Mestre da outro golpe de malhete concedendo a mesma. Como também não há orientação oficial (nos rituais) a respeito ficamos em dúvida de onde vieram essas informações.

3 - Mesmo caso de quando um Irmão pede a palavra na Palavra a Bem da Ordem, faz-se dando uma batida com a mão direita sobre a mão esquerda (na maioria das Lojas) mas já vi Irmão batendo palma para pedir a palavra, outros batendo várias vezes com a mão direita sobre a esquerda. Como não há nenhuma orientação oficial qual é a forma correta?

Desde já abrigado pelos esclarecimentos.

CONSIDERAÇÕES:

1 - Se até então não havia nada publicado oficialmente a esse respeito, a Secretaria Geral de Orientação optou pela forma que agora se encontra na página 210 do Ritual de Aprendiz vigente do REAA, item 4.4 - Comportamento Ritualístico. Autores como José Castellani e Francisco de Assis Carvalho já mencionavam a não existência do replicar desses aumentos de bateria na porta do templo. Com base nisso, o novo ritual ousou trazer uma norma para esse procedimento. Desse modo, se antes não tinha nada a respeito, agora passa a ter no ritual vigente, portanto, é algo para ser seguido.

2 - Como não constava no ritual, no Blog respondi a maneira consagrada que muitos autores, tal como os citados acima, recomendavam. O meu Blog não é o ritual, todavia, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística, quando consultada a esse respeito, tem orientado que os Vigilantes usem o malhete para pedir a palavra ao Venerável Mestre.

3 - Pedir a palavra batendo com a palma da mão direita aberta sobre o dorso da mão esquerda fechada tem sido a maneira mais utilizada pela ritualística maçônica. Por conta disso, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística assim orienta por entender ser esse um procedimento costumeiro.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

REFLEXÕES

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RITUALÍSTICA: DISCIPLINA, EQUILÍBRIO E FORMAÇÃO MAÇÔNICA

A ritualística dentro de loja, bem aplicada e trabalhada com perfeição, serenidade e responsabilidade, é um agente transformador do maçom. Um dos maiores agentes de transformação dentro da Maçonaria é a aplicação da ritualística com rigor, amor e alegria em loja; sua capacidade de transformar o ser humano nem sempre é plenamente compreendida pelos iniciados.

Importante destacar que, quando você se prepara para produzir uma sessão com ritualística bem executada, trabalha diversos pontos de equilíbrio dentro de si, como foco, dedicação, motivação, liderança, servidão e confiança. O foco é essencial para que possamos cumprir todos os objetivos da simbologia do ritual, bem como a forma de se expressar, conduzir e transmitir as instruções dentro do templo. Sem dedicação ao estudo dos movimentos e à prática constante, não há como realizar uma sessão capaz de engajar e envolver o irmão.

Quando, porém, os movimentos, as falas e toda a simbologia ritualística são executados com responsabilidade, você naturalmente motiva seu irmão a agir da mesma forma, tornando-se exemplo e exercendo liderança dentro da oficina — o que também o fortalece a desempenhar esse papel fora da loja.

A condução dos irmãos e o exercício dos cargos com respeito e amor fortalecem o espírito de servir ao próximo. Ao se preparar para exercer um papel com perfeição e serenidade — sendo esse papel fundamental na forma como o maçom enxerga a Maçonaria — não apenas aprendemos a servir, mas adquirimos a confiança necessária para dar continuidade à nossa evolução pessoal.

A ritualística é parte essencial da formação do maçom, pois sua aplicação verdadeira representa um ponto elevado na maneira como o maçom percebe a própria loja. É importante compreender que a preparação para executar com precisão os movimentos, as falas e a aplicação dos conceitos e símbolos do ritual é elemento central dessa formação.

Dedicar-se a cumprir rigorosamente os princípios do ritual é dever do maçom. Precisamos que nossos irmãos compreendam isso dessa forma e tratem a ritualística com a devida responsabilidade, estudando e praticando constantemente, para que possam oferecer o melhor de si dentro da loja e, assim, servir com respeito e amor ao próximo.

Vejo com satisfação a preocupação e o empenho dos nossos Secretários Gerais e Estaduais de Ritualística na correta aplicação do ritual. Sou um incentivador do trabalho desses irmãos e deixo aqui minha gratidão a toda a equipe, em nome do Eminente irmão Pedro Juk, Secretário Geral de Ritualística do GOB, grande aplicador dessa doutrina.

Que possamos manter vivas nossas tradições e o respeito pelos rituais aplicados em loja e no capítulo.
Fraternalmente,

Arlindo Batista Chapeta
-Secretário-Geral de Comunicação do GOB
-Pró-Primeiro Grande Principal do Supremo Grande Capítulo dos Maçons do Sagrado Arco Real do Brasil - GOB

Obs: Imagem ilustrativa criada por IA de avental branco, demonstrando pureza na condução da ordem. Não reflete que companheiro ou aprendiz atua como diácono, Mestre ou Diretor de Cerimônias.

Fonte: Facebook_Grande Oriente do Brasil

segunda-feira, 18 de maio de 2026

FRASES ILUSTRADAS

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LEITURA DA ATA - PERÍODO INDICADO

Em 12/03/2026 o Respeitável Irmão André Abreu, Loja Esperança de Nictheroy, 3, GOB-RJ, Estado do Rio de Janeiro, faz a seguinte pergunta:

LEITURA DA ATA

Já nos falamos via WhatsApp há algum tempo. Recentemente surgiu em loja uma dúvida: a ata deve ser lida e aprovada na mesma sessão? Eu me refiro a ata do mesmo dia. E, sendo assim, deve ser lida antes do Orador, encerrar a sessão, afim de que ele dê sua conclusão a respeito da sessão?

CONSIDERAÇÕES:

Não houve nenhuma alteração na ordem dos trabalhos ritualísticos previstos no ritual. 

No caso da leitura e aprovação da ata, a mesma continua sendo lida e aprovada na sessão seguinte àquela que gerou a redação da ata.

É assim que consta no ritual vigente do REAA no GOB. 

Nele continua existindo período específico para a leitura e aprovação da ata produzida na sessão anterior.

Nas sessões ordinárias normais não há leitura da ata ao final dos trabalhos. Isso fica para a próxima sessão.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

GARCIA LORCA


Um relatório inédito da Polícia de Granada, datado de 9 de julho de 1965, veio à tona e confirma oficialmente as circunstâncias do assassinato do poeta Federico García Lorca. O documento, de tom burocrático e frio, atribui a execução sumária do poeta, em agosto de 1936, a uma tríade de acusações: ser "socialista, maçom e praticante de homossexualidades". O texto é explícito ao afirmar que Lorca era membro da Loja Alhambra de Granada, onde adotara o nome simbólico de "Homero".

O relatório detalha os momentos finais do poeta, descrevendo como ele foi preso "com grande pompa" na casa dos irmãos Rosales e depois conduzido aos arredores de Víznar, perto da Fonte Grande. Lá, "após confessar", foi fuzilado junto com outro detento. A suposta confissão, conforme análise histórica, muito provavelmente refere-se à admissão de sua condição de maçom e de suas ideias, as quais nunca negou em vida.

O documento conclui com uma informação que há décadas intriga investigadores: a indicação do local de sepultamento. Afirma que Lorca foi enterrado "muito perto da superfície", em uma ravina a cerca de dois quilômetros da fonte, em um local descrito como "muito difícil de localizar". O relatório não apenas certifica a morte do poeta, mas também valida, ainda que de forma perversa, sua vida como iniciado maçom, vítima da intolerância que sua Ordem sempre combateu.

Fonte: Facebook_Masonica

PEDRAS POLIDAS, MAS SEMPRE BRUTAS?

Ir∴ Marco Antônio Nunes – Florianópolis – SC
ARLS “Fraternidade Catarinense” nº 9 – GOSC Contato: martoni.nunes@gmail.com

Quando Aprendiz, por ocasião das primeiras instruções, fixei-me muito no significado da Pedra, muito representativa dentre as inúmeras simbologias que nos são passadas no início da nossa jornada maçônica. Tanto assim, que idealizei este diálogo entre um Aprendiz e um Mestre versando justamente sobre as infindáveis divagações e interpretações que a nossa imaginação pode nos levar sobre um símbolo tão significativo como é a Pedra:

Mestre, por que somos comparados a pedras?

Comparados não seria o termo adequado. Ingressastes na Ordem recentemente e não tens ainda a noção do que representam as pedras na Maçonaria e os demais símbolos, que não são poucos. Tudo é uma questão de associação de pensamentos filosóficos, dentro de um contexto simbólico. Se formos nos comparar a pedras, como fazes alusão na tua pergunta, poderíamos partir para uma série de infindáveis digressões e todas elas chegariam a significados admissí-veis, caso partilharmos o mesmo ponto de vista. Ao contrário, diver-gindo em qualquer aspecto, já não teríamos uma comparação plausí-vel e partiríamos para novas digressões até encontrarmos outro ponto de convergência.

Mas se não somos comparados, por que então alguns mestres falam que nós, aprendizes, somos pedras brutas que devem ser lapidadas?

É uma forma de utilizar a simbologia, muito forte na Maçonaria, notadamente nos graus simbólicos. Quando galgares os demais graus, irás entender melhor e chegarás a conclusões próprias que melhor forem do teu entendimento e te adaptarás à tua forma de pensar e de interpretar todas as questões simbólicas. Quanto à comparação aprendiz/pedra bruta, estaria mal formulada, tendo em vista que a comparação não é propriamente feita com a pessoa do aprendiz, mas com a condição de neófito na sua nova dimensão de conhecimento e aprendizado, para o qual foi iniciado.

Sua formação maçónica começou justamente na iniciação, onde foram transmitidas inúmeras informações. Se tivesses prestado atenção em tudo quanto aconteceu e te foi dito, perceberias que toda a tua futura vida maçónica foi ali reproduzida. Só que as informações foram tantas, quase todas elas direcionadas somente para o teu sentido auditivo, já que teus demais sentidos estavam todos concentrados na expectativa e na aflição da nova experiência que, aos poucos, tua memória irá trabalhar esse mundo novo que foi descortinado e que, à medida que fores tomando ciência e absorvendo esses ensinamentos, irás perceber que as lascas impuras da ignorância irão dar lugar à polidez do conhecimento já latente nas tuas experiências pessoais e de outras vidas.

Insinuas que a gente nasce sábio e necessita de estímulo para aflorar essa sabedoria?

Grande parte de nós, sim. A crosta que envolve a polidez da nossa pedra pode ser mais ou menos espessa, dependendo da planificação da missão engendrada com nossos mentores antes de assumirmos a nova jornada. Assim como a polidez interna, ainda não perfeita, que pode receber novos acabamentos, após o desbaste da crosta que a envolve.

Então é essa a comparação com a pedra que nos é feita? Tuas palavras me fazem pensar diferente. Não tinha pensado na profundi-dade da simbologia da pedra. Nossos defeitos são as impurezas brutas das lascas que absorvemos com a maneira de agir, de pensar, das nossas ansiedades e paixões..

Vejo que já estás progredindo e entendendo o sentido desta analogia.

Seguindo este raciocínio, poderíamos acrescentar muitas outras comparações!

Como exemplo?

Existem pedras, ou rochas, que são polidas por fora, mas comple-tamente irregulares por dentro! Levando-nos a pensar que existem pessoas polidas na aparência, mas desprovidas de bons sentimentos e de boas intenções. Ou seja, completamente incultas espiritualmente.

Perfeita a tua visão! Poderíamos avançar nessa linha comparativa e admitir o contrário, ou seja, muitos possuímos a polidez interna encoberta por uma camada de imperfeições. Um exemplo de pedra ou rocha que se encaixa nessa nossa comparação é a ágata, uma pedra semipreciosa completamente disforme e sem atrativo externo, mas no seu interior encerra uma beleza translúcida impressionante, dando-nos a exata dimensão da períeição com que a natureza, no seu infinito capricho, trabalha os seus elementos de forma harmónica. Lembremo-nos, também, do diamante que sai da mina completamente impuro e sem o esplendor da beleza que é realçada com a sua lapidação, alcançando valores incalculáveis.

Não gostei da comparação do diamante!

Por que?

-Diamante serve somente para ostentar o seu valor, a sua beleza, o seu brilho e ornamentar outros tipos de jóias. Haveria pessoas com essas características?

E como! Não existem, por acaso, aqueles que vivem somente de aparências? Esplendorosos por fora e completamente translúcidos e transparentes no seu interior. Por outro lado, seguindo o nOSSO raciocínio, temos as pessoas autênticas que realmente são aquilo que aparentam e foram preparadas com esmerada educação, valorizando a sua pureza de espírito, caracterizando o diamante verdadeiro que, quanto mais perfeita a sua lapidação, maior o seu valor; nesse caso, infelizmente, cada vez mais raros entre nós.

E os falsos diamantes? Esses existem em todos os lugares, em todas as estratificações sociais. Por serem falsos, não se consegue agregar valor nem com a mais perfeita lapidação.

Mestre. Uma pergunta que me ocorre neste momento. Sendo a Maçonaria composta de homens justos e perfeitos, caracterizando os diamantes verdadeiros, existiriam entre eles os “falsos diamantes”? Poderíamos comparar a Maçonaria a uma joalheria que contivesse so-mente pedras preciosas e verdadeiras?

Meu aprendiz, meu aprendiz! Tens pela frente muito a entender e aprender sobre os homens e, em consequência, sobre os maçons. Por enquanto, pense na Maçonaria como uma imensa pedreira de onde são extraídos blocos de rochas, que se transformam em pedras disformes e brutas com o uso dos instrumentos que aprenderás a manejar. Com o uso desses instrumentos, aprenderás a técnica do desbaste das imperfeições mais brutas das pedras para, posteriormente e em etapas sequentes, serem encaixadas numa grande obra. Essa interminável obra a que todos os Maçons se dedicam a erigir, mas que jamais será tida como concluída.

Daí, a conclusão a que se chega é a de que justos temos condições de ser, à medida que entendamos o real significado de justiça e a prática das nossas ações em direção a ela. Mas perfeitos...

Talvez encontremos essa joalheria que fazes menção lá no Oriente Eterno, para onde são encaminhadas somente as pedras já prontas e devidamente lapidadas, qual o nosso diamante verdadeiro. Quanto aos refugos, ou seja, aquelas pedras ainda com muitas imperfeições, essas, sim, devem ir para uma outra pedreira e passar novamente por todos os processos de lapidação e acabamento até chegar ao controle de qualidade do Grande Geólogo do Universo, que deverá aquilatar a qualidade da pedra.

Mestre. Obrigado por este ensinamento da pedra. Chego à conclusão de que não passamos de meros cascalhos perdidos e soltos no mundo, agregando os elementos da natureza até sermos descobertos e trabalhados para fazermos parte de uma grande obra.

É, meu aprendiz! E o reino mineral é o primeiro deles. Dá para perceber o quanto ainda somos primatas e o quanto ainda temos que evoluir. E há quem se julgue perfeito!

Fonte: JBNews - Informativo nº 315 - 09 de Julho de 2011

domingo, 17 de maio de 2026

FRASES ILUSTRADAS

POSTURA DA COMISSÃO E DA GUARDA DE HONRA

Em 11/06/2026 o Respeitável Irmão Maurício Américo, Loja Monumento ao Ipiranga, 3771, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, pede esclarecimento para o que segue:

POSTURA

Dúvida: os IIr∴ da guarda de honra e da comissão de recepção devem ficar com os pés em esquadria ou apenas perfilados?

Surgiu está dúvida. Fico no aguardo.

CONSIDERAÇÕES:


Em que pese nessa ocasião não seja obrigatório os pp∴ ficarem uu∴ pelos cc∴ formando uma esq∴, mesmo assim é uma postura recomendável.

É recomendável pelo aspecto de se manter uniformidade coletiva no procedimento. Mas como o Decreto 1476/2016 menciona apenas que todos fiquem "perfilados", não há como obrigar, senão "recomendar".

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

A CULTURA

O vocábulo deriva de "culto", mas no sentido de enriquecimento da mente, pelo estudo e pelas práticas escolares e universitárias.

O homem culto sobressai dos demais e conquista o respeito dos seus semelhantes.

O oposto da cultura é a ignorância.

A Maçonaria, no intuito de aperfeiçoar os seus adeptos, tem na cultura a base de sua organização.

Para o ingresso na Ordem Maçônica não é exigido título universitário, bastando que o candidato prove ser alfabetizado.

Contudo, o estudo, quer Iniciado na infância, quer na maturidade, leva a pessoa a adquirir uma habilitação para que seu trabalho encontre melhor remuneração.

A cultura, porém, pode estabelecer-se numa mera instrução; boas leituras, interesse pelas artes, diálogo bem constituído, tudo pode conduzir o maçom ao respeito dos seus Irmãos.

O nivelamento da "classe" deve ser sempre por cima e jamais por baixo.

Para a compreensão da Maçonaria, o maçom deve adquirir sua biblioteca especializada e ler muito, pois somente assim poderá compreender a filosofia maçônica.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 113.

COMPANHEIRO MAÇOM

O grau de Companheiro Maçom é o segundo grau da (Maçonaria Simbólica) ou Maçonaria Azul. Em inglês ele é chamado (Fellow of the Craft), este é um legado dos Antigos Maçons Operativos.

Na época das Guildas Antigas, um Mestre empregava um aprendiz, geralmente desde muito jovem, praticamente na adolescência e muitas vezes familiar aos membros da Guilda, ao final de sete anos era submetido a um rigoroso exame onde apresentava sua obra-prima, se fosse aprovado se formava como profissional do ofício, onde se tornava sócio, recebia sinais, toques e palavras para ser reconhecido como tal entre seus pares, podendo contratar trabalhos por conta própria e supervisionar outros trabalhadores. Ele foi registrado na guilda como FELLOW.

Naquela época a condição de aprendiz, companheiro e mestre não significava graus, mas sim condições ou status dentro da irmandade, além disso, o nome de MESTRE referia-se apenas ao responsável pelos trabalhos onde trabalhavam muitos companheiros que tinham o status mais elevado dentro da guilda e tinham todos os direitos.

Este grau exalta atualmente a dignidade e o valor do indivíduo diante das adversidades da vida mundana, podemos dizer que o homem é o instrumento supremo do G.'.A.'.D.'.U.'. e como tal a sua função é construir o Templo Moral, mas não como faziam os antigos pedreiros que construíam e trabalhavam com pedras, mas sim um Templo da virtude, um Templo espiritual, onde ele pudesse expressar a sua individualidade e o seu génio.

O Apóstolo São Pedro disse o seguinte...

(Vós sois pedras vivas que Deus usa para construir um templo espiritual.” (1Pedro,2;5), Também encontramos as palavras do Apóstolo São Paulo neste comentário (“Vocês não sabem que são o templo de Deus e que o espírito de Deus habita em vocês. Paulo,1Cor.3:16)

Esses comentários bíblicos são mais que adequados, pois um dos objetivos do Maçom é construir um templo à virtude para que o Eterno O G.A.D.U. de todo o Universo. Entenda-o como um Templo (Toda a Humanidade).

Por outro lado, o companheiro maçom deve colocar todo o seu esforço para avançar no caminho, obviamente, o seu crescimento se dará pela sua força de vontade, interesse e diligência no seu trabalho. A loja, por outro lado, deve incentivar o desenvolvimento do indivíduo rumo à sua própria realização, uma vez que deve dedicar seus esforços ao estudo e à meditação constantes.

(Estudar é aprofundar-se nas matérias ensinadas na licenciatura. Nunca seria a simples leitura litúrgica da qual não se pode extrair muito sem uma interpretação adequada da mesma)

Alegoricamente, gosto sempre de dizer que este estado de Companheiro pertence à assimilação da Luz, sendo o de Aprendiz o descoberto, o Companheiro do Ofício, já é o trabalhador qualificado e um homem viril, disposto a aceitar as responsabilidades que a vida traz consigo, sabendo que quanto mais aprender através da busca constante pelo conhecimento e pela verdade, maiores serão suas conquistas na vida.

Enquanto o Aprendiz trabalha com a borda do Avental levantada, o companheiro veste seu avental cuja queda está abaixada, inserida dentro dele, podendo expressar de forma simbólica que a consciência começou a despertar em meio aos vícios, representados pelo quadrado, os elementos que compõem a matéria, ou seja, que o Candidato passa a dominar parcialmente seus instintos e desejos materiais.

A palavra companheiro remonta ao latim vulgar compania, que por sua vez vem de cumpanis, uma combinação da preposição cum, que significa “com”, e do substantivo panis, que significa “pão”.

Portanto, a tradução literal de companheiro é “aquele que parte o pão” ou “aquele que partilha o pão”.

Este termo tem um significado profundo e humano, pois implica uma relação de camaradagem e fraternidade. Historicamente, tem sido associado a situações em que as pessoas se reuniam para compartilhar alimentos, simbolizando um vínculo que vai além da simples companhia física.

A primeira aparição documentada do termo em espanhol encontra-se nas (Glosas Silenses), anotações feitas por monges no século XI. Desde então, a palavra evoluiu e foi usada em vários contextos, incluindo o seu uso na Idade Média para se referir a guildas e corporações de trabalhadores, onde “camaradas” eram aqueles que trabalhavam juntos num comércio.

As ferramentas do grau são: no Rito da Emulação, são o quadrado. o nível e o fio de prumo. No Rito Escocês Antigo e Aceito, o cinzel, o martelo, a régua, o esquadro e o compasso. Estas variantes de um Rito para outro não são importantes, pois para distribuir as ferramentas entre os três graus, os ritualistas não seguiram uma ordem específica e estrita.

A praça é a segunda das três grandes luzes que iluminam a pousada. A primeira é a Lei Sagrada (a Bíblia) e a terceira é a bússola. O quadrado simboliza a retidão e a moralidade, por isso seus braços são rígidos (daí a expressão: viva de acordo com o quadrado). (Viver retamente de acordo com a Lei Moral).

Numerosos túmulos de arquitetos da Idade Média são representados pelo esquadro e pelo compasso (associados), mas com um significado puramente operacional ou talvez (nem tanto), pois é um fato comprovado que as ferramentas eram veneradas pelos antigos como símbolos morais desde os tempos antigos, (recomendo a história dos antigos patronos da Maçonaria Operativa, (Os Quatro Santos Coroados). Fora da Maçonaria, esses símbolos são encontrados em outras culturas, como na filosofia chinesa, com o mesmo significado moral.

O nível simboliza a igualdade, pois todos devemos tratar-nos igualmente, com base no respeito e na tolerância. Por outro lado, o fio de prumo simboliza a vertical hierárquica, a lei divina e a gravidade, é a essência de Deus que desce do alto, a quem devemos reconhecimento, amor e respeito, e é inseparável do nível, o equivalente ao fato de sermos todos filhos Dele, o que nos torna todos irmãos e que diante do Eterno não há diferenças de raças ou crenças religiosas, pois ELE dá tratamento igual a todos os Seus filhos, porque Ele derruba a igualdade e a justiça através do fio de prumo em linha reta caminho, isto é, do alto, do Criador ou Grande Arquiteto do Universo, que nos torna todos iguais em sua presença, ensinando-nos o equilíbrio que devemos manter em todos os tipos de situações, pois é normal encontrarmos o bem e o mal em nossas vidas, mas o trabalho essencial do companheiro maçom é não se perder entre os vícios que entorpecem a alma e encontrar o caminho reto que o fará ascender à maestria.

O Companheiro deve tornar-se um exemplo vivo para os aprendizes, auxiliá-los no seu trabalho e respeitar o seu Venerável Mestre.

Fonte: Facebook_Instituto Maçônico