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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

terça-feira, 3 de novembro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

MESTRE DE BANQUETE

Em 24.06.2026 o Respeitável Irmão Davi Hackbart Covalesky, Loja Estrela do Sul, 84, REAA, GOB-RS, Oriente de Bagé, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a questão seguinte:

MESTRE DE BANQUETE

Mais uma vez venho buscar orientações sobre uma questão que, a bem da verdade, até a última Sessão de minha Loja, ainda não havia me ocorrido. No caso de um Mestre de Banquetes (e, talvez, juntamente com seus auxiliares), que esteja fora do Templo confeccionando o Ágape à espera dos Irmãos que estão trabalhando ritualisticamente no templo... Desde que a Loja esteja trabalhando no Grau em que se encontram estes Irmãos eles habitualmente assinam o nosso Livro de Presenças (isso seria até uma primeira dúvida); No caso de, por exemplo, uma Elevação ou Exaltação em que Aprendizes estejam auxiliando na confecção do Ágape, daí eles não assinam o livro.

De qualquer forma, em algum momento há a circulação do Tronco de Beneficências e me ocorreu perguntar se: 

1. o responsável pela coleta vai ao encontro daqueles Irmãos?

2. em que momento do giro ritualístico isso ocorre?

Habitualmente não realizamos esta coleta, mas resolvi perguntar para o caso de aprender mais sobre o assunto e, talvez, corrigir algo que esteja errado.

CONSIDERAÇÕES:

De fato, eu desconheço qualquer procedimento nesse sentido. 

Como os demais, o cargo de M∴ de Banq∴ tem o seu lugar reservado dentro do templo, o que indica que ele literalmente deve estar presente nos trabalhos da sua Loja. Tanto isso é verdade que no título Planta do Templo, páginas 22 e 23 do Ritual de Aprendiz, REAA/GOB, o M∴ de Banq∴ senta-se na Coluna do Sul, ao lado do Arq∴. 

No meu ponto de vista, entendo que o titular do cargo de M∴ de Banq∴não tem o direito de assinar o livro de presenças sem que esteja participando dos trabalhos ritualísticos dentro da Loja, pois se assim fosse, isso provavelmente estaria previsto no ritual. 

Convém sublinhar que a função desse oficial, nomeado pelo Venerável Mestre, é organizar as atividades no salão de ágapes, delegando a serviçais profanos que preparem as refeições. Sendo assim, não tem cabimento que o M∴ de Banq∴, por dever de ofício, fique de fora dos trabalhos litúrgicos e mesmo assim assine o livro de presenças. Afinal, ele como obreiro da sua Loja tem que participar das sessões previstas, caso contrário ele não teria assento destinado previsto no ritual.

Caso a parte, com regras ritualísticas exclusivas, seria o Ritual de Loja de Mesa (Banquete Ritualístico).

Por fim, de modo geral é certo que só assinam o livro de presenças os IIr∴ que efetivamente estiverem participando de uma sessão maçônica em Loja.

Na questão do Tr∴ de Benef∴, somente participam da coleta ritualística os Irmãos que na prática estiverem dentro do templo trabalhando em Loja coberta - a sua circulação e coleta não prevê nenhuma atividade fora do ambiente das CCol∴ e do Oriente.

Quanto ao caso de abono de falta para Irmãos que estiverem preparando o jantar que será servido após o encerramento dos trabalhos no salão de ágapes, desconheço qualquer coisa nesse sentido. No dia da sessão, entendo que se a ocasião exigir, a Loja deve contratar serviçais para esse ofício e não dispensar IIr∴ da sessão para atuarem no preparo de refeições, e ainda abonar suas faltas.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ORDENS PARAMAÇÔNICAS

O INÍCIO DA MAÇONARIA ESPECULATIVA

Essa é uma observação histórica fascinante e muito precisa. De fato, no início do século XVIII, a relação entre a Grande Loja de Londres (fundada em 1717) e os maçons na França era de cooperação, curiosidade e mútua admiração. A Maçonaria foi, inclusive, uma das grandes "exportações" culturais britânicas para o continente.

Aqui está um panorama histórico desse período de amizade e o ponto de ruptura que moldou a geopolítica fraternal por séculos.

O Início: O Entusiasmo e a Filiação Inglesa 

Nos primeiros anos (c. 1725–1730), não havia uma "Maçonaria Francesa" independente. O que existia eram lojas em Paris fundadas por nobres britânicos e jacobitas exilados.

* Reconhecimento: A Grande Loja de Londres via a expansão na França como uma validação de seus ideais iluministas.

* A "Anglomania": Na década de 1730, a elite francesa estava fascinada pelas instituições inglesas (parlamentarismo, ciência e a própria Maçonaria). Ser maçom em Paris era, em grande parte, adotar um estilo de vida britânico.

* Liderança: Os primeiros Grão-Mestres na França foram nobres britânicos, como o Duque de Wharton e Lord Derwentwater.

O Surgimento das Tensões

O conflito não nasceu de uma briga pessoal, mas de divergências culturais e administrativas que cresceram à medida que a Maçonaria se tornava profundamente francesa.

1. A Estrutura de Poder
A Grande Loja de Londres operava sob uma lógica de centralização em torno das Constituições de Anderson. Já os franceses começaram a criar seus próprios sistemas de "Altos Graus" (como o Rito Escocês), que os ingleses viam com ceticismo e como uma complicação desnecessária da simplicidade original de três graus.

2. O Fator Político e Religioso
Enquanto a maçonaria inglesa era estritamente leal à Casa de Hanover (protestante), as lojas francesas eram frequentadas pela nobreza católica e, por vezes, envolvidas em intrigas dinásticas que incomodavam Londres.

3. A Ruptura Definitiva (1877)
Embora as tensões tenham existido por 150 anos, o "divórcio" oficial ocorreu no século XIX. O ponto central foi a questão do "Grande Arquiteto do Universo":

* França (Grande Oriente): Em um movimento influenciado pelo positivismo e pelo laicismo francês, o Grande Oriente de França removeu a obrigatoriedade da crença em Deus de seus estatutos para permitir a entrada de ateus e agnósticos.
* Inglaterra (UGLE): A Grande Loja Unida da Inglaterra considerou isso uma violação dos "Landmarks" (leis fundamentais) e rompeu relações, declarando o Grande Oriente "irregular".

Conclusão: Dois Caminhos Distintos

O conflito, visto de forma imparcial, é o reflexo de duas culturas nacionais:
* O modelo inglês: Conservador, teísta e focado na preservação da tradição e da moralidade cívica.
* O modelo francês: Liberal, adogmático e historicamente mais envolvido em debates sociais e filosóficos.

O que começou como uma amizade entre cavalheiros que admiravam o Iluminismo acabou se dividindo sobre a definição do que é, fundamentalmente, a liberdade de consciência.

Fonte: Academia Maçônica Mundial

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

LOJA DE MESA - LUGAR DA BANDEIRA

Em 24.06.2026 o Respeitável Irmão Enio Sampaio, Loja Acácia de Balneário, 3798, REAA, GOB-SC, Oriente de Balneário Camboriú, Estado de Santa Catarina, solicita esclarecimentos. eng.eniosampaio@gmail.com

LOJA DE MESA

Meu irmão, novamente recorro ao conhecimento irmão para dirimir uma dúvida gerada pela sobreposição de conhecimentos de gerações de maçons. Minha questão é relativa à entrada, saudação e saída do Pavilhão Nacional em uma sessão de Loja de Mesa. Alguns maçons mais experimentados afirmam que o ingresso do Pavilhão Nacional deve ser feito, com guarda de honra, seguindo o respectivo cerimonial. De acordo com o Livreto Rituais Especiais, do GOB, de 2014, o Pavilhão Nacional é disposto em local de destaque antes do início dos trabalhos, sem qualquer formalidade.

Para dirimir essa dúvida e poder fazer como deve ser feito, pergunto ao irmão: o Pavilhão Nacional, em uma Loja de Mesa, é colocado de forma prévia ou segue o cerimonial de entrada similar a uma sessão magna? Mais uma vez, agradeço ao irmão por dividir conosco sua experiência e sabedoria.

CONSIDERAÇÕES:

No Grande Oriente do Brasil, o ingresso formal em Loja da Bandeira Nacional, de acordo com o Decreto 1476/2026, ocorre apenas nas sessões magnas.

Desse modo, o Regulamento Geral da Federação em seu Capítulo X - Das Sessões e da Ordem dos Trabalhos, Art. 108, menciona que as sessões das Lojas serão ordinárias, magnas ou extraordinárias conforme o rito que praticam. Menciona ainda o § 1º, VIII, deste Artigo que são sessões ordinárias, dentre outras, a de Banquete Ritualístico (Loja de Mesa).

Sendo assim, em uma sessão ordinária aberta em Loja de Mesa a Bandeira Nacional deverá estar hasteada antes da abertura dos trabalhos em lugar determinado pelo ritual vigente no GOB - inserido em Rituais Especiais, 2016, Sessões Exclusivas.

Assim em Loja de Banquete Ritualístico não há entrada formal do Pavilhão Nacional.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.brper

VISCONDE LEVERHULME


William Hesketh Lever - 1.º Visconde Leverhulme (Bolton, Inglaterra, 19 de setembro de 1851 - 7 de maio de 1925, Hampstead, Londres, Inglaterra) foi um mecenas, industrial, filantropo e político inglês.

Ainda adolescente, se juntou ao ramo de comércio atacadista de alimentos de seu pai em Bolton. Após um breve aprendizado, ele expandiu com sucesso e começou a fabricar sabão e sabonete, construindo um império comercial substancial com marcas mundialmente conhecidas, como “Lux e Lifebuoy”. Em 1886, com seu irmão, James, fundou a Lever Brothers, que foi uma das primeiras empresas a fabricar sabão a partir de óleos vegetais, e que hoje faz parte da multinacional britânica “Unilever”.

Admirador de artistas e das artes, começou a colecionar obras de arte em 1893. Em homenagem a sua falecida esposa, fundou em 1922, em Port Sunlight a “Lady Lever Art Gallery” que tem no acervo, uma das melhores coleções de belas artes e artes decorativas do Reino Unido. Possui a melhor coleção de porcelana Wedgwood Jasperware do mundo e sua coleção de pinturas pré-rafaelitas é internacionalmente reconhecida.

A galeria abriga o segundo maior museu de insígnias maçônicas do mundo. Este museu localizado em uma grande sala no porão da Galeria.

Foi iniciado na Maçonaria em 4 de junho de 1902, quando se tornou o primeiro iniciado de uma loja que levava seu próprio nome, “William Hesketh Lever Lodge” N° 2916, Port Sunlight, Merseyside, Inglaterra.

Tornou-se venerável mestre em 1907. Foi membro fundador da segunda Loja em Port Sunlight – a Loja Leverhulme, que recebeu sua carta patente em 3 de maio de 1922. A paixão do Visconde Leverhulme pela Maçonaria foi duradoura, abrangente e notável.

Fonte: Instagram_Maçonaria e Artes

UTOPIA

Ir∴ Marco Antônio Nunes
M∴M∴ da ARLS “Fraternidade Catarinense” nº 9 – GOSC

Há dias, uma palavra vinha se sobrepondo aos meus pensamentos, intrometendo-se em frequentes divagações.

Até que vi e ouvi, pela televisão, um famoso sociólogo estrangeiro sendo entrevistado num desses programas culturais, tão raros hoje em dia. Não lhes poderei dar mais detalhes sobre o sociólogo e nem qual o programa e muito menos qual o canal. Foi numa dessas costumeiras passadas de controle remoto a esmo pelos canais, na esperança de encontrar um que estivesse transmitindo um pouco de cultura.

Falava ele sobre as diversas utopias que a humanidade criou para satisfazer a sua curiosidade e pela necessidade de entender os mistérios que sempre a desafiaram.

Vai daí, comecei a desenvolver um raciocínio sobre as utopias que nos cercam, especialmente das tantas que se nos acompanham vida a fora, entre as quais uma delas, a principal, é a própria existência do homem.

O primeiro homem, antes de experimentar o fruto, não tinha utopias, não criava desejos inalcançáveis, pois tudo que havia no paraíso supria suas necessidades e vontades sem nenhum esforço. Bastava andar a esmo pelo Éden e tudo estava ao alcance de suas mãos. A saciedade das vontades, que não eram muitas, era satisfeita quase que instantaneamente. Até que...

... desejou uma companhia para a sua solidão. Criou-se neste instante a primeira utopia humana. O Criador, atendendo à ansiedade e à formação do livre-arbítrio humano, transformou uma simples costela na companheira desejada. Talvez não fosse bem aquilo que Adão (vamos chamá-lo assim) desejava, mas só o fato de ter alguém para ouvi-lo compensava.

Errado!

Passou mais a ouvir daí em diante, já que sua companheira desenvolveu a fala com mais eficiência. Nasce aí a paciência e a tolerância. Duas utopias novinhas em folha, especialmente a segunda, muito comentada e pregada nas nossas lojas, cuja aplicabilidade, sabemos, não é lá muito fácil.

A utopia de contar com uma companhia que lhe completasse o vazio da solidão, até hoje é questionada, e não se tem nenhum indício de que a ciência vá conseguir elaborar uma atenuante, a não ser os antidepressivos tão em evidência e engolidos com avidez em larga escala.

O homem vem experimentando de tudo, inclusive criando novas utopias para satisfazer as que já fazem parte da sua eterna procura e só o que consegue é acumular mais e mais angústias.

A utopia de que um ser superior está a guiar seus passos, fiscalizando seus deslizes éticos e morais é a que mais se fixou e ficou enraizada na sua concepção existencial. Porém, somente crer neste ser superior não foi o bastante. Foi preciso criar outras utopias para chegar até Ele, criando as religiões, os dogmas, as orações, os rituais, as oferendas - muito comuns em épocas passadas sob a forma de sacrifícios de animais e até de vidas humanas -, como se fossem "moedas" de troca por um milagre salvador que dissipasse as doenças, as catástrofes, as secas, por boas colheitas, ou de um aperto qualquer. Ainda hoje o homem as pratica de diversas formas mais ou menos civilizadas, no mundo ocidental, sob a forma de dízimos enriquecedores de religiões e abnegados sacerdotes e sacerdotisas que, em nome de Deus, sacrificam-se em estafantes viagens internacionais levando em suas bagagens os dízimos transformados em dólares com “objetivos carismáticos” na compra de mansões e outras futilidades para satisfazer as utópicas esperanças dos seus fiéis, que ficam aguardando fervorosamente pelos apregoados milagres. Muitos até que conseguem, tal é o poder da fé.

Fazer o que! Afinal, o homem necessita de utopias para manter a esperança acesa, mesmo que lá do fundo do seu senso de racionalidade algo lhe inspire de que jamais conseguirá desvendar os mistérios da realização plena e a de alcançar a utópica perfeição.

Isso tudo porque o Criador, no momento de escolher os genes que formariam a humanidade, separou o da perfeição para Si, liberando o da esperança para dar sentido à Sua obra.

O homem, por si só, passou a ser um "ser" utópico. Até hoje, não descobriu de onde veio e muito menos para onde vai, devido ao fato de desconhecer a fórmula de desvendar os meandros da sua própria consciência e, por consequência, o seu destino.

Os mais ilustres pensadores não conseguem vislumbrar um epílogo definitivo à longa trajetória da humanidade no que se refere às suas origens, mas qualquer um pode antever o que lhe espera por manter acesa a sua eterna e utópica procura, sem dar o devido valor ao paraíso que lhe foi dado.

Enquanto isso, na Maçonaria, a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade formam a tríade que todo o Maçom batalha para se inserir e praticar. Não são caminhos nem metas. Constituem a própria essência da vida maçónica.

O Maçom que diz que precisa andar muito para alcançar essa tríade fundamental, além de utópico, está criando a utopia de um caminho e de uma meta que redundantemente não existem, já que, para entrar na Maçonaria, ele ja teria que ter essas qualidades, pelo menos de forma latente, e, uma vez Maçom, trabalhar para aperfeiçoá-las.

Quem é totalmente livre? Quem se considera igual? Quem pratica a fraternidade?

Todos nós, no coletivo. Poucos no individual. Raros no espiritual. O que estaria faltando?

Um novo projeto do Grande Arquiteto para o paraíso e deixar Adão se virar sozinho com todas as suas costelas.

Fonte: JBNews - Informativo nº 323 - 17 de Julho de 2011

domingo, 1 de novembro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

MUDANÇA DE GRAU - ASPECTOS LEGAIS

Em 21/06/2026 o Respeitável Irmão José Luís Turra, Loja Obreiros Ocultos, 1984, REAA, GOB-MS, Oriente de Nova Andradina, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a seguinte questão.

MUDANÇA DE GRAU

Abrimos a sessão grau Aprendiz, cobrimos o os Aprendizes para transformar em Comp∴ onde discutimos e aprovamos a elevação dos IIr∴ AApr∴ voltamos ao grau de Aprendiz. Quando oficialmente é comunicado a aprovação da elevação para os aprendizes? Na mesma sessão? Ou quando tivermos a data da elevação.

Questionei, o Ven∴ Mestre comunicou a eles na Pal. Bem da Ord. Eu fiz elevação na época que estava Ven∴ Mestre, não me lembro como fiz.

CONSIDERAÇÕES:

Vale ressaltar que o processo para aumento de salário de um Ir∴ deve obedecer rigorosamente ao que prevê o RGF, Artigo 35 e parágrafos e incisos seguintes.

Conforme menciona o diploma legal, antes é preciso que a Comissão de Admissão e Graus da Loja tenha se reunido e analisado a peça de arquitetura que fora solicitada ao Aprendiz visando seu aumento de grau. Somente após isso é que haverá sabatina em Grau 1, cujo questionário será preparado pela Loja sob a administração do Vigilante responsável pelas instruções.

Assim, na mesma sessão em que ocorrerá a sabatina - na Ordem do Dia porque dela resultará votação - depois de ter sido essa etapa concluída, o templo será coberto ao(s) IIr∴(s) Aprendiz(es) e a Loja transformada em Grau 2, oportunidade em que haverá deliberação sobre o aumento de salário.

Concluída a votação e apurado o resultado, a Loja voltará a trabalhar no 1º Grau, quando então será(ão) readmitido(s) o(s) Aprendiz(es), ocasião em que será comunicado o resultado do processo. 

Costumeiramente, também é informada na ocasião a data da Elevação, a qual se dará em outra sessão em trabalhos magnos.

Finalizando, reitera-se: rigorosamente o processo para aumento de salário deve seguir o que prevê o RGF em seu Artigo 35.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

ELIMINAÇÃO

A eliminação é um ato de banimento definitivo da Ordem Maçônica, após um julgamento previsto pelos códigos e constituição maçônicos.

Antes da eliminação geral e definitiva, o maçom deverá ser excluído do quadro de sua Loja; após o Grão-Mestre homologará o ato e fará a comunicação ao “mundo maçônico” sobre aquela eliminação.

Esotericamente, porém, nenhum maçom poderá ser eliminado, porque a Iniciação é ato in aeternum; sendo a Iniciação um “novo nascimento”, é obvio que ninguém poderá ter esse nascimento eliminado!

O maçom que incorre em falta, grave ou não, deve ser julgado, mas a sentença jamais chegará à eliminação, que simboliza a “morte maçônica”, o que é ato impossível.

O maçom, como Iniciado, passa a ser “parte” espiritual dos outros maçons. Como eliminar, então, parte de si mesmo porque essa parte pecou?

O bom pastor deixa as 99 ovelhas em segurança no aprisco e sai em noite tempestuosa enfrentando riscos em busca da centésima ovelha perdida; encontra-a e carinhosamente a leva ao aprisco, onde as outras 99, aflitas, rejubilam-se pelo retorno daquela que acreditavam morta.

Jamais devemos, levianamente, julgar um irmão; é preciso que a falta tenha sido na realidade grave; nesse caso é de se recomendar a autoeliminação, quando então o maçom faltoso adormecerá para, algum dia, retornar ao aprisco.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 133.

REINTEGRAÇÃO DO COMPANHEIRO (II)

Por muito que se precise que o trabalho de um maçon é essencialmente individual, não podemos esquecer que o que diferencia o método maçónico das demais formas de aquisição de conhecimentos, progressão e aperfeiçoamento é que esse trabalho individual se processa integrado num grupo heterogéneo, interagindo reciprocamente cada um dos indivíduos com o grupo. A reorientação do trabalho do maçon que ascende ao grau de Companheiro deve, pois, ser auxiliada pelo grupo, pela Loja e, especificamente, pelos Mestres da Loja. Três aspectos essenciais devem ser tidos em conta.

Em primeiro lugar, importa ter presente que, para que o Companheiro possa harmoniosamente dedicar-se ao específico trabalho do seu grau há que lhe proporcionar condições para tal. Ou seja, há que prever, calendarizar e levar a cabo sessões rituais especificamente destinadas ao trabalho do segundo grau, há que propiciar o efectivo funcionamento da Oficina de Companheiros. Nessas sessões, para além da abertura e encerramento dos trabalhos da Oficina segundo o ritual de Companheiro, devem ser apresentadas e debatidas pranchas respeitantes aos temas do grau, isto é, respeitantes ao Homem, às Artes e Ciências. As possibilidades e a variedade são obviamente imensas. Permite-se e propicia-se, assim, que o trabalho e o estudo dos assuntos respeitantes ao grau sejam colectivamente assegurados e não apenas individual e solitariamente cometidos ao Companheiro.

Neste aspecto, muito há a fazer e a aperfeiçoar no funcionamento, pelo menos, da Loja em que me integro, a Loja Mestre Affonso Domingues – mas suspeito que também na generalidade das Lojas. Criou-se o hábito de trabalhar preferencialmente, quase exclusivamente, no primeiro grau, só se constituindo a Loja nos graus superiores quando imprescindível e na medida do indispensável. Acaba-se por se cair na tentação de só se trabalhar nos graus superiores para conferir graus, baseando-se o trabalho da Loja no primeiro grau, considerando-se que assim se não excluem obreiros (Aprendizes, quanto a sessões de segundo grau; Aprendizes e Companheiros, quanto aos trabalhos do 3.º grau) dos trabalhos e se reforçam os laços de solidariedade entre todos. Embora compreenda a pureza da intenção, penso que é nocivo que assim se proceda. O trabalho maçónico pressupõe evolução. Não é por acaso que se concebeu que os trabalhos maçónicos decorrem em três graus. Em cada um destes, há objectivos a atingir, conhecimentos específicos a obter, trabalho próprio a realizar. Privilegiar – ainda que com a melhor das intenções – um grau em detrimento dos restantes equivale a empobrecer desnecessariamente a riqueza do trabalho comum de uma Loja. Abrir a Loja no grau de Companheiro apenas para passar Aprendizes a Companheiros e para a apresentação da prancha que é exigida ao Companheiro para que possa ascender a Mestre – por vezes, uma prancha que, em bom rigor, não respeita ao objecto do que devem ser os estudos do Companheiro, mas afinal uma simples prancha bis de Aprendiz, apenas com a diferença de respeitar a um dos poucos símbolos privativos do grau de Companheiro – não é a melhor forma de trabalhar o grau de Companheiro.

Em segundo lugar, devem os Mestres dar o exemplo, elaborando e apresentando pranchas efectivamente do grau de Companheiro, sobre o Homem, as Artes ou as Ciências. Não quer isto dizer que o simbolismo não tenha também lugar no grau de Companheiro. Claro que tem. Mas não tem aqui a essencialidade que reveste no primeiro grau. Aprendida e apreendida a forma de trabalhar com os símbolos, o maçon deve voltar-se para o Mundo e estudar-se a si próprio e às suas realizações nos campos do Saber e da Beleza, à luz da sua própria evolução, não concentrar-se num qualquer simbólico-metafísico plano exterior à realidade. Tese-antítese-síntese, síntese como nova tese- nova antítese-nova síntese. Assim evolui em todos os campos o Homem. Se persiste e insiste apenas num único aspecto, numa única linha, num preciso ponto, por muito meritório que seja, não evolui, involui. Devem, pois, os Mestres dar o exemplo, mostrar, o tipo de trabalho que se deve fazer no grau. Para que os Companheiros melhor o compreendam e possam tentar e, muitas vezes, conseguir, fazer melhor…

Em terceiro lugar, deve a Loja ter sempre presente que cada homem é um homem, cada caso um caso, cada situação uma situação. Não há cartilhas, não há manuais. O que se coloca aos Companheiros são linhas orientadoras, mapas que são postos à sua disposição. A forma como cada Companheiro vai percorrer (ou evitar; ou saltar; ou transgredir; ou esticar; ou aperfeiçoar; ou…) essas linhas é com ele. A maneira como vai olhar e utilizar (ou ignorar; ou refazer; ou…) os mapas é também com ele. A viagem é dele. O grupo só lhe propicia os meios para que a faça. E não há viagens certas, nem destinos errados. O que vale também por dizer que, apesar de eu defender que um Companheiro deve estudar o Homem, as Artes e as Ciências, se ele preferir continuar a concentrar-se exclusivamente no simbolismo, estudando apenas e só os símbolos do grau… tenho de respeitar e aceitar isso e reconhecer o mérito dessa opção. Não será a minha, não será a que eu penso a melhor… mas não existe nenhum decreto do Grande Arquitecto que estipule que eu estou certo e o outro errado; como nada garante que o que é certo para mim não convenha ao outro e que o que a mim me parece inconveniente não seja o adequado para o meu Irmão… Em suma, indicar, não dirigir, orientar, não abafar, propiciar, não obrigar. Ou seja, executar o que é a Maçonaria: um grupo ao serviço do indivíduo e beneficiando do que este lhe traz; não o indivíduo ao serviço, subjugado e dependente do grupo. Porque, acima de tudo, um maçon é um homem livre – e de bons costumes…

Fonte: https://www.freemason.pt

sábado, 31 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SÃO JOÃO II - PATRONOS DA MAÇONARIA

Em 20.06.2026 o Irmão Companheiro Maçom, Alan Medeiros, Loja União e Fraternidade do Eusébio, 4769, REAA, GOB-CE, Oriente de Eusébio, Estado do Ceará, apresenta a seguinte questão:

SÃO JOÃO

Considerando que a tradição maçônica teve sua origem e desenvolvimento no Hemisfério Norte, surge uma questão relevante quanto à interpretação do simbolismo solsticial no Hemisfério Sul. Como conciliar o fato de que, enquanto o mês de junho corresponde ao solstício de verão no Hemisfério Norte, representa o solstício de inverno no Hemisfério Sul? De que forma a Maçonaria adapta esse simbolismo às diferentes realidades geográficas, preservando a essência de seus ensinamentos e tradições?

CONSIDERAÇÕES:

Como a Maçonaria é simbólica, e a imensa maioria dos seus ritos nasceram no Hemisfério Norte, independentemente de onde se localizem as suas Lojas, a referência é sempre a da meia-esfera Norte da Terra.

Em termos de Maçonaria, uma tradição haurida dos tempos operativos da Ordem e influências temperadas pela Igreja de Roma, as Lojas comumente comemoram, a 24 de junho, o dia de João, o Batista, período relativo à plenitude da Luz (solstício de verão ao Norte). No misticismo religioso cristão, refere-se àquele que anunciou a vinda da Luz.

Oposto ao verão, no período solsticial de inverno ao Norte, João, o Evangelista é comemorado em 27 de dezembro. No misticismo religioso cristão, refere-se àquele que pregou a Luz.

Historicamente os Joões, como patronos da Maçonaria, remontam ao período das organizações de profissionais construtores de catedrais e igrejas da Idade Média, aproximadamente a partir dos séculos X, XI e XII. Esses pedreiros, operários da Franco-maçonaria, profissionais contratados e protegidos pela Igreja, dela acabariam sofrendo forte influência religiosa. Como marca disso, mais tarde as Lojas ficariam, principalmente na França, rotuladas como as Lojas de São João.

Mesmo não sendo a Maçonaria uma religião, esse alcance religioso misturado aos períodos solsticiais - propícios para a construção onde se alcançava o auge do trabalho - acabaria no futuro, pós período operativo da Ordem, em um dos elementos doutrinários para a Maçonaria dos Aceitos, ou Especulativa, atualmente conhecida como Moderna Maçonaria.

Graças a isso, a Moderna Maçonaria, simbólica por natureza, tanto no hemisfério Sul como no Norte, genericamente comemora o solstício de verão a 21 de junho e o de inverno a 21 de dezembro – alegoria da plenitude e da volta Luz, mormente o REAA que possuí característica de um rito solar.

Infelizmente, ainda uma boa parte dos nossos Irmãos não entende isso, sobretudo por não compreenderem que a base doutrinária da imensa maioria dos ritos maçônicos foi formada observando a mecânica celeste do Norte. Trocando em miúdos, como se trata de simbolismo maçônico, a referência da revolução anual do Sol é sempre relacionada ao ponto de vista de quem estiver observando parado acima da linha do Equador. 

Assim, na Moderna Maçonaria universal a plenitude da Luz, correspondente a João - o Batista, será sempre no verão (em junho no Norte) e a do inverno (prevalência das sombras – inverno no Norte), correspondente João - o Evangelista.

No contexto místico religioso quer dizer que João – o Batista, que anunciou a vinda Luz (Jesus como a Luz do Mundo) é comemorado no verão (plenitude da Luz), enquanto que João – o Evangelista, que pregou a Luz do Mundo (em meio à escuridão) é comemorado em pleno inverno, no auge da prevalência das trevas. É inegável dizer que essa alegoria tem similitude com os Cultos Solares da Antiguidade.


T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.brper

PAUL RICH


Paul Rich, nascido Simon Rickelman (Londres, Inglaterra, 20 de agosto de 1921 – 23 de fevereiro de 2000, Londres Inglaterra) foi um músico, cantor, guitarrista e editor musical inglês.

Filho de imigrantes russos, de família humilde, sua mãe tinha grande paixão pela música, apesar dos recursos limitados, os irmãos mais velhos, Boris e Joe, receberam aulas de música clássica e se tornaram músicos clássicos profissionais. Paul estava inicialmente destinado a seguir os passos do pai como alfaiate, mas possuía uma bela voz e o desejo de ser artista. Estudou guitarra com Ivor Mairants e tocou nas bandas de Harry Leader, Eddie Carroll, Ronnie Munro e Oscar Rabin antes de finalmente se juntar a Lou Preager. Nessa época, ele cantava com a mesma frequência que tocava guitarra e contribuiu com os vocais em mais de cinquenta gravações.

Um dos discos que ele gravou foi “Cruising Down the River”, - 1946. A valsa foi escrita por duas senhoras idosas, Nellie Tollerton e Eily Beadell, como parte de um concurso “Escreva uma música e ganhe £1000”, patrocinado pela BBC. Paul foi contratado para cantar a música vencedora, que se tornou a segunda partitura mais vendida da história do país (perdendo apenas para “ Doing the Lambeth Walk “).

Como editor musical trabalhou 54 anos no mercado da música, no gerenciamento de grandes catálogos musicais no Reino Unido e nos Estados Unidos. Ganhou grande prestígio como vice-presidente e gerente geral da lendária “Carlin Music”. Com o talento raro de descobrir jovens compositores, antecipar grandes sucessos e conectar a canção perfeita ao cantor ideal. O “Paul Rich Award for Musical Composition” (Prêmio Paul Rich de Composição Musical) é uma honraria estudantil concedida pela prestigiada “BRIT School”em Londres, instituída em sua memória

Foi iniciado na Maçonaria em janeiro de 1960, na Chelsea Lodge N° 3098, (UGLE - United Grand Lodge of England) em Londres, Inglaterra. Foi eleito Venerável Mestre em duas ocasiões – em 1979 e 1999.

Fonte: Coluna Cultural Maçônica

QUANDO UMA LOJA MORRE, ELA NÃO MORRE DE REPENTE

Uma Loja Maçônica não se quebra em um dia.

Ela começa a ruir quando os Irmãos deixam de se importar.

Quando a vaidade ocupa o lugar da fraternidade.
Quando os cargos valem mais que o trabalho.
Quando os iniciados são esquecidos.
Quando os antigos se calam por comodismo.
Quando os obreiros somem e depois reclamam da escuridão.

Uma Loja não acaba quando falta templo.
Acaba quando falta propósito.

Não é a parede rachada que destrói uma Oficina.
É o coração endurecido dos seus membros.

Não é a ausência de luxo.
É a ausência de presença.

Não é a falta de ritual.
É a falta de compromisso com aquilo que o ritual ensina.

A Maçonaria é eterna, mas cada Loja depende dos homens que a sustentam hoje.

A pergunta é dura, mas necessária:

O que você tem feito para sua Loja não se tornar apenas lembrança?

Comente com sinceridade.
Sua Loja está sendo construída ou apenas mantida de pé?

Fonte: Facebook_Bodes Unidos

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

BATIDAS NA PORTA - OFÍCIO DO COBRIDOR

Em 17/06/2026 o Respeitável Irmão Rodrigo Lima Carvalho, Loja Independência de Nova Friburgo, REAA, GOB-RJ, Oriente de Nova Friburgo, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

BATIDAS NA PORTA 

A nossa loja possui na porta do templo o dispositivo denominado aldrava que é utilizado para batida do grau pelo cobridor interno, tal procedimento pode ser usado? O ritual nas páginas 46/47 define que a batida deve ser com o punho da espada na porta do templo.

CONSIDERAÇÕES:

Para o período de verificação da cobertura do Templo o ritual menciona duas possibilidades, a depender da presença, ou não do Cobridor Ext∴ no átrio.

Na hipótese de estar presente o Cobr∴ Ext∴, é razoável que o Cobr∴ Int∴ não precise se armar para atender a ordem do 1º Vig∴, mormente porque ele apenas irá até a porta, sem abri-la, para se comunicar com o Cobr∴ Ext∴ (não sai do templo).

Por conta disso, nessa ocasião o Cobr∴ Int∴ não precisa se armar. Como ele não vai abrir a porta, então deve manter a sua espada no dispositivo da faixa de Mestre ou, se preferir, deixa-la em um outro suporte apropriado.

Observe-se que nessa oportunidade o Cobr∴ Int∴, para cumprir o seu dever de ofício, sem sair do templo dará pelo interior da porta, com a sua mão direita cerrada, a bateria convencionada. Nesse caso, existindo uma aldrava fixada na porta, o titular pode se utilizar dela para percutir as pancadas.

Por outro lado, não estando presente o Cobr∴ Ext∴ (o que ocorre com bastante frequência), o Cobr∴ Int∴ terá que se retirar para fazer a verificação pelo lado externo. Nesse caso, deve se munir da sua espada para proceder a verificação, retornando em seguida ao templo.

Ainda armado, logo que o Cobr∴ Int∴ retornar ao interior do templo, dará pelo interior da porta, com o punho da espada na mão direita, a relativa bateria.

Batendo com o punho da espada, certamente ele não deverá se servir da aldrava, se esta existir. Dará então as batidas diretamente na porta com o punho da espada.

Essa é a providência correta para os dois casos, com Cobr∴ Ext∴ no átrio e sem Cobr∴ Ext∴.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.brper

ENTRA CORDEIRO E SAI LOBO MAU

1717: O NASCIMENTO DA FREEMASONRY MODERNA

Em 24 de junho de 1717, no Dia de São João, quatro lodges em Londres — o Goose and Gridiron, The Crown, The Apple-Tree e The Rummer and Grapes — se reuniram em uma taverna para fundar a Grande Loja de Londres, a primeira estrutura organizacional formal da Freemasonry como a conhecemos hoje. 

Este episódio, documentado principalmente através das Constituições de Anderson de 1723, marca a transição da Freemasonry de lodges operativos para guildas medievais de maçons e construtores, para masonismo especulativo: uma fraternidade filosófica e moral que usava as ferramentas e a linguagem da construção como uma etologia metafórica.

O historiador David Stevenson apontou que esta transformação não surgiu do nada em 1717, mas tinha raízes anteriores na Escócia, onde lodges como a Loja de Edimburgo já admitiam membros não operacionais chamados "masones aceitos" desde o século XVII. O que aconteceu em Londres foi, em vez disso, a institucionalização e centralização de um processo que já estava em andamento.

A eleição de Anthony Sayer como o primeiro Grande Mestre e a publicação subsequente das Constituições de Anderson estabeleceu pela primeira vez uma norma escrita: regras de conduta, princípios de tolerância religiosa e uma narrativa fundamental que simbolizava a fraternidade com figuras bíblicas e arquitetônicas como o Templo de Salomão.

Este momento fundamental é crucial para entender por que a Freemasonry funciona como é: uma fraternidade organizada, hierárquica, com simbolismo construtivo e uma forte componente ritual, mas já completamente distante de qualquer masonismo real.

Fonte: Facebook_Maestros Masones