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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

terça-feira, 28 de junho de 2022

RITUALÍSTICA NA SESSÃO ADMINISTRATIVA?

(republicação)

Em 18/09/2017 o Respeitável Irmão Alberto Sobrinho, Loja Liberdade e União, 1158, REAA, GOB-GO, Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, solicita informações:

RITUALÍSTICA PARA SESSÃO ADMINISTRATIVA?

Mano Pedro, fui consultado por meu Venerável Mestre sobre a ritualística de uma Sessão Administrativa no REAA e após consulta no Grande Oriente Brasil-Goiás, nada encontrei, a não ser que reunião Administrativa deve ser feita fora de Loja, reunindo a Diretoria da Loja para tomada de decisão sobre determinado assunto e diante do deferimento é levado para Sessão e votada.

Considerando que está previsto no RGF, no Art. 108, como seria a Ritualística de uma sessão administrativa, considerando tratar-se de uma Sessão Ordinária.

Que assuntos tratar numa sessão administrativa, em Loja aberta?

Pesquisei o Vade-mécum maçônico e nada encontrei.

Art. 108. As sessões das Lojas serão ordinárias, magnas ou extraordinárias. 
São sessões ordinárias as: I – regulares; II – de instruções; III – administrativas; IV – de finanças; V – de filiações e regularizações de Maçons; VI – de eleições da administração e de membro do Ministério Público; VII – de eleições dos deputados federais e estaduais e de seus suplentes;

CONSIDERAÇÕES:

Não existe ritualística movida pela liturgia maçônica para uma sessão administrativa. 

Esse tipo de sessão é geralmente efetivado para tratar de assuntos que demandam bastante discussão e debates ocupando tempo considerável, o que não seria muito propício em uma sessão ritualística movida pela liturgia. 

Justamente para não se usar práticas ritualísticas, que em debates e discussões se tornam improdutivas, é que “não existe ritualística” nesse tipo de reunião.

Para se realizar uma sessão administrativa, a mesma deve ser convocada pelo Venerável com antecedência prévia conforme o que dispõem os Diplomas Legais e dela participam todos os Irmãos de direito e não só a Diretoria da Loja – uma sessão administrativa não é privativa apenas para os amigos do rei.

É uma reunião maçônica exclusiva para maçons e que tem a característica de não ser movida pela liturgia do Rito, entretanto ela possui o desiderato de discutir previamente um assunto maçônico, agilizando-o para que posteriormente seja levado já pronto o seu resultado até a Ordem do Dia de uma sessão ordinária regular.

Uma sessão administrativa pode ser realizada ocupando o Templo (Loja), ou outro espaço propício para a execução de “trabalhos cobertos”, porém sem abertura ritualística inerente à liturgia do Rito.

Mesmo sem ritual específico, uma sessão administrativa deve ser conduzida ordeiramente pelo Venerável Mestre. Durante a abertura dos trabalhos administrativos o Venerável comunica a finalidade da reunião conforme a convocação previamente fixada em edital. 

Uma sessão administrativa desenvolve os seus trabalhos unicamente sobre o assunto designado no seu edital de convocação. Encerrados os debates e as discussões, o Secretário lavra uma ata que será aprovada nesse mesmo dia da sessão. 

Sua abertura, desenvolvimento e encerramento se dão atendendo o mínimo de formalidades e protocolos, devendo tudo ser assistido pelo representante do Ministério Público Maçônico que ao final dará o seu parecer sobre se o resultado alcançado deverá, ou não, ser levado para votação na Ordem do Dia da próxima sessão ordinária regular da Loja. 

Mesmo em sessão administrativa, a coleta de benemerência deve ser efetuada conforme os ritos que a possuem, no entanto sem as ritualísticas previstas nos respectivos rituais. Também o Chanceler colherá as assinaturas dos presentes no livro de presenças.

É procedente ainda comentar que como houve convocação prévia para a sessão administrativa, na Ordem do Dia da próxima sessão ordinária regular da Loja, apenas votarão (sobre o assunto discutido administrativamente e sem mais discussão), aqueles que estiveram presentes na reunião administrativa.

O título “sessão administrativa”, no meu modesto entender, deveria ser trocado por “reunião administrativa sem formalidades ritualísticas”. Penso que com esse título, nenhuma dúvida mais existiria sobre a existência, ou não, de ritualística maçônica nessa ocasião.

Concluindo, se a questão é de tornar ágil cada procedimento de uma reunião administrativa, não faz sentido algum se falar em ritualística para sessões com essa característica.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
http://pedro-juk.blogspot.com.br
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

DEÍSMO E TEÍSMO

Autor: Antônio Carlos Rios

Tenho encontrado em alguns trabalhos maçônicos o uso dos termos “Deísmo e Teísmo”. Estes termos ainda são para alguns Irmãos pouco conhecido. Como também de difícil entendimento. Para que possamos Ter um melhor conhecimento e entendimento sobre estes dois termos, realizei um trabalho de pesquisa que aqui apresento.

Deísmo

Em seu Grande Dicionário de Maçonaria e Simbologia, Nicola Aslan nos explica:

“Deísmo – Tem esse termo dois usos comuns. Para alguns, Deus não tem uma relação imediata com o mundo, razão pela qual é inútil pedir-lhe ação através de súplicas. Essa concepção não possui qualquer valor filosófico, e aqui consta apenas como ilustração. Outra concepção afirma a existência de Deus, autor da natureza, não, porém, proveniente, sem atributos morais, e que não é merecedor de um culto especial, nem se manifestou ao homem pela revelação.”

O que Alec Mellor, em seu Dicionário da Franco-­Maçonaria e dos Franco­-Maçons, nos apresenta sobre o tema Deísmo:

“Num primeiro sentido, esse termo designa a crença em Deus, mas num segundo, totalmente diferente, um sistema metafísico próprio, nascido na Inglaterra no século XVII, ilustrado por Shaftesbury, Toland, Chubb e, sobretudo, Bolingbroke, o qual opunha a ‘religião natural’ à religião revelada e mais especialmente ao cristianismo.”

O Ilustre Irmão Roberto Malfatti, em seu trabalho intitulado A Maçonaria é Teísta ou Deísta, diz:

“O deísmo é um sistema filosófico-­religiosa ou espécie de religião natural. Não nega a existência de Deus; entretanto Deus só pode ser alcançado por argumentos puramente racionais. A intervenção de Deus no mundo também é desnecessária, negando, por conseguinte, a sua Providencia. Por isto, também lhe repugna o milagre, bem como toda a intervenção sobrenatural.”
Teísmo

Nicola Aslan nos explica:

“Teísmo – Doutrina filosófica que afirma a existência de um Deus pessoal, o qual, depois de criar o mundo, exerce sobre ele constante ação providencial.”

O Ilustre Irmão Roberto Malfatti nos diz:

“O teísmo é a crença em Deus e na imortalidade da alma. É uma doutrina filosófico-­religiosa que afirma a existência de um Deus pessoal que age pela sua providencia no mundo. Historicamente, remonta aos gregos. Em seu conceito, são determinantes a existência e a causalidade divinas. É a base fundamental das grandes religiões monoteístas.”

Frederico Guilherme Costa, em sua obra Manual do Rito Moderno – Grau de Aprendiz:

“Os ritos teístas, ditos irracionalistas não escapam do racionalismo, pois utilizam a razão, o discurso lógico, para demonstrar a racionalidade ou o ‘absurdo’ (sic) do nosso adogmatismo.”

Dizem ainda os autores das obras aqui citadas sobre o tema pesquisado:

Nicola Aslan:

“A diferença fundamental existente entre deísmo e o teísmo é que, para o primeiro, Deus ou confunde-­se com a natureza, como na panteísmo, com o qual se identifica, ou exclui­-se e separa-­se dela como no dualismo diacrítico, sem interferência de qualquer espécie junto a esta ou enfim, è um ser neutro, como o it is da Teosofia, enquanto no teísmo Deus é pessoa.”

Alec Mellor:

“A Franco-­Maçonaria regular é não somente deísta, mas teísta, o que significa que o Deus que ela reconhece, invoca e para o qual reza na Loja é o Deus criador ou, caso se prefira, um Deus pessoal e não uma entidade vaga, tal como concebem os sistemas metafísicos como o imanentismo ou o panteísmo. Nenhum equivoco poderia subsistir a esse respeito..”

Roberto Malfatti:

“A Grande Loja Unida da Inglaterra rompeu com o Grande Oriente da França, por Ter ele eliminado de seus Rituais a expressão Grande Arquiteto do Universo (G∴A∴D∴U∴), sendo, portanto deísta, dando assim liberdade sem paralelo para qualquer influencia religiosa.”

Frederico Guilherme Costa:

“O Rito Moderno nasceu para respeitar o Homem em seus valores essenciais, seja ele um teísta, um deísta, ou um atento espectador. Tinha e tem como meta o aperfeiçoamento da humanidade, cultiva a Fraternidade através da Liberdade e da Igualdade.”

Comentários

A meu ver, os praticantes do R∴E∴A∴A∴ são considerados teístas. Já os modernistas, praticantes do Rito Moderno, são considerados deístas. No meu caso em particular em virtude do meio em que fui criado, o cristianismo, me considero teísta. Mas não posso deixar de expressar minha admiração pelo Rito Moderno. Anos atrás, eu e alguns Obreiros, entre eles os Irmãos: Aparecido, Jeová, Peres, Luciano, Antônio Fernandes e Deusmar, resolvemos juntos, fundar uma nova Loja. O Irmão Aparecido ficou encarregado de pesquisar e nos apresentar o rito que esta nova Loja adotaria. O rito escolhido pelo nosso Irmão foi o Moderno. Lembro como se fosse hoje, repudiei veemente e num primeiro momento fui radicalmente contra. Como poderíamos trabalhar com um rito que tinha abolido a fórmula, a invocação, ao Grande Arquiteto do Universo? Como poderíamos trabalhar com um rito que aboliu o Livro da Lei, ou seja, a Bíblia? Até então considerávamos o Livro da Lei, somente a Bíblia. Sabe aquele ditado profano: desta água eu não beberei? O que aconteceu comigo e com os Irmãos que também não concordavam com a ideia, bebemos aquela água.

De posse da literatura maçônica modernista, encontrada, começamos a estudar e como resultado passamos a Ter um maior entendimento e compreensão sobre este rito chamado Moderno. Nos períodos de estudos e pesquisas que realizamos durante os anos de 2003 e 2004, culminarão com a fundação da Loja do Rito Moderno em 21/03/2004, até então era a única oficina do rito atuando dentro dos princípios e regras estabelecidas pela maçonaria universal no nosso estado de Mato Grosso do Sul. Já tínhamos inclusive o entendimento que o Livro da Lei não era só a Bíblia. O Rito Moderno adota como Livro da Lei a Constituição de Anderson de 1723.

Quanto ao nome da Loja, várias sugestões surgiram, entre elas “Obreiros da Luz”, e por unanimidade de votos, este foi o nome escolhido. Vejam só meus Irmãos, colocamos um nome teísta em uma Loja do Rito Moderno. Por falta de conhecimento? Acredito que não. É que realmente nós somos teístas. Na Augusta e Respeitável Loja Simbólica Obreiros da Luz n° 18, no período de sua fundação até fevereiro de 2006, mês e ano que nos desligamos da Loja e da Potência, nós iniciamos, elevamos e exaltamos vários Irmãos. Vale ressaltar que houve em todos nós, sem dúvida alguma, um grande amadurecimento, não só maçônico como também profano, com o estudo e a prática do Rito Moderno. A sua simplicidade, a maneira de receber o postulante à iniciação maçônica, e, entre outras particularidades, me fizeram admirar este Rito chamado Moderno ou Francês.

Se o objetivo deste rito é o nosso aperfeiçoamento, tenho certeza que conosco o objetivo foi alcançado. Para ser ter uma melhor compreensão de minha admiração por este rito, transcrevo o que disse o Soberano Grande Comendador Mário Behring, fundador das Grandes Lojas Brasileiras, no Boletim do Grande Oriente do Brasil do ano de 1902, pagina 826, sobre a doutrina deste rito:

“O progresso atual não permite que a Maçonaria cerre as portas de seus Templos ao Descrente, e o Rito Moderno, que é a expressão mais adiantada da Maçonaria de hoje, fez dar a instituição um passo gigantesco, abrigando no seu seio a profanos, Que Outros Ritos Repelem.”

Como disse o Irmão Frederico Guilherme Costa:

“O Rito Moderno nasceu para respeitar o Homem em seus valores essenciais, seja ele um teísta, um deísta, ou um atento espectador”.

Por isso meus Irmãos leitores, não cometam o mesmo erro que cometi, antes de repudiar este rito procurem conhecê-lo. Para isso recomendo aos Irmãos que procuram o seu aperfeiçoamento, que conheçam um pouco do Rito Moderno, e sugiro a leitura das seguintes obras literárias:

  • Rito Moderno A Verdade Revelada – Frederico G. Costa & José Castellani – Editora Maçônica A Trolha Ltda.;
  • Manual do Rito Moderno – Grau de Aprendiz. – Frederico G. Costa & José Castellani;
  • A Maçonaria Moderna – José Castellani – A Gazeta Maçônica;
  • Fundamentos do Rito Moderno – Trabalho elaborado por J.Francisco Simas – Centenária Loja 14 de Julho de São Paulo do Rito Moderno;
  • Rito Moderno – Liberdade Absoluta de Consciência – José Carlos de Araújo Almeida Filho Trabalho elaborado para a Loja de Pesquisas Maçônicas Quatuor Coronati do Brasil n.° 2671;
  • Instruções ao Aprendiz do Rito Moderno – Elaboração e pesquisa: Alexandre Magno Camargo – Revisão e sugestões: Antônio Onías Neto – A\R\L\S\ Philantropia e Liberdade n.º 3557 – Rito Moderno;
  • Manual de Dinâmica Ritualística para as Lojas do Rito Moderno – Grande Oriente do Brasil – Grande Secretário­ Geral de Orientação Ritualística: Álvaro Gomes dos Santos Grande Secretário Geral de Orientação Ritualística Adjunto para o Rito Moderno: Antonio Onías Neto.
Lembrando que o Rito Moderno trabalha pela Liberdade Absoluta de Consciência, tendo abolido a invocação, a expressão, a formula “À Gloria do Grande Arquiteto do Universo”, mas não a crença no Grande Arquiteto do Universo.

A formula usada pelos modernistas é “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, sendo que estas palavras fazem parte da Aclamação do Rito Moderno.

Bibliografia

Rito Moderno. A Verdade Revelada. Frederico G. Costa & José Castellani. Editora Maçônica A Trolha Ltda. 2° Edição. 1997.

MELLOR, Alec. Dicionário da Franco­-Maçonaria e dos Franco­Maçons. Tradução Sociedade das Ciências Antigas. Martins Fontes Editora Ltda. 1.989.

Manual do Rito Moderno – Grau de Aprendiz. Frederico G. Costa & José Castellani. A Gazeta Maçônica.1991.

ASLAN, Nicola. Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia.

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

segunda-feira, 27 de junho de 2022

SAÍDA DO TEMPLO REAA - GOB

(republicação)

Em 05/12/2017 o Respeitável Irmão Marcelo Gass, Loja Tríplice Aliança, 3277, REAA, GOB-PR, Oriente de Toledo, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

SAÍDA DO TEMPLO

Preciso mais uma vez de sua ajuda no que diz respeito à saída dos Irmãos do Templo. Nosso Venerável Mestre, em algumas ocasiões na saída dos Irmãos do Templo, principalmente quando há visitantes, não faz de forma ritualística, e sim a saída em família.

Nosso Ritual diz que a saída é feita em ordem inversa a da entrada.
Minha pergunta é: Quando pode sair em família? Ou não pode?

CONSIDERAÇÕES:

No rigor da lei, o ritual especifica a saída na ordem inversa a da entrada, o que se dá no intuito de disciplinar a retirada dos Irmãos do Templo após o encerramento dos trabalhos. 

Obviamente que essa ordenação inversa se refere à ordem de ingresso que fora estabelecida para a abertura dos trabalhos.

Na realidade esses procedimentos foram inseridos nos rituais apenas com o desígnio de disciplinar, não existindo neles nenhuma atitude iniciática, até porque esse não é costume universal na Maçonaria, pois em muitos ritos e países os Irmãos já aguardam a abertura dentro da Sala da Loja (Templo) e a retirada é feita sem nenhuma ordem de precedência.

No caso do REAA⸫ e em particular no GOB, é recomendável que se use a precedência do menor para o maior para o ingresso e na retirada que se use a ordem inversa, isto é, do maior para o menor.

Assim, o termo “saída em família” é inexistente nesse caso. 

Para não complicar e sem querer se utilizar excessivamente do preciosismo, já que vivemos numa Maçonaria peripatética (exagerada) do “está escrito”, sugiro apenas obedecer ao que prevê o ritual – na ordem inversa da entrada.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

A CABALA E SUAS ORIGENS

Ir∴ Roberto Antunes da Silva – Porto Velho - RO

Não é nosso objetivo nesta peça de arquitetura explicar a cabala, e muito menos preocupar-se com os aspectos mágicos e invocatórios da mesma.

Infelizmente, a história judaica não é conhecida pelo leitor comum, a menos que ele seja, especificamente, um estudioso da bíblia, e do aramaico ou hebraico antigo, não o moderno.

No entanto, é preciso notar que, até a época de Esdra, o escriba (458 a. c), a Torá (livro de moisés) ou Pentateuco, como os gregos a eles se referiam sintetizava as escritas dos hebreus. é preciso lembrar que os hebreus, naquela época, eram um povo em fuga, dirigido por uma rígida teocracia.

Alguns estudiosos afirmam que a Cabala e o Talmude evoluíram mais ou menos paralelamente. Seja como for (origem antiga ou recente), isto não depreciará seu valor para nós.

Tebas, 1860, encontraram um papiro em consonância perfeita com o pensamento cabalístico da criação. Os cabalistas costumavam descrever a criação como resultado de certas emanações ou “fluxos eferentes” (“flowings forth”) da divindade. Havia 10 dessas emanações ou sephiroth. Seus nomes eram, Coroa, Sabedoria, Compreensão, Misericórdia, Fortaleza, Beleza, Vitória, Glória, Estabilidade, e Reino.

Fala o deus Rá:

“Eu estava só, pois, nada havia sido produzido; eu não tinha emitido de mim mesmo nem Shu nem Tefnut. eu me desdobrei... emiti de mim mesmo os deuses Shu e Tefnut e, de um, tornei-me três: eles emanaram de mim e passaram a existir na terra... Shu e Tefnut geraram Seb e Nut, e Nut gerou Osíris, Horus, Set, Isis e Nephthys, em um só nascimento.”

Na época da destruição do segundo templo, consta que um certo Shim-on ben Yohai (Simeão ben Iochai) deu instrução a seus discípulos sobe a tradição. Estas mesmas instruções, segundo declara, podem também ser encontradas no velho testamento hebraico (especialmente na versão grega).

Pode se atribuir a Elias Ashmole (1617 a 1692) a feição atual do rito escocês, tal como o utilizamos hoje. Como egiptólogo, astrólogo e alquimista, e dotado de uma vastíssima cultura geral e hermética, sua preocupação foi deixar um arquétipo que contivesse todos os elementos da tradição maçônica da época, tanto operativa como especulativa, que englobava cabala, alquimia e astrologia.

Arquétipo da loja

No divagar pelo hermetismo da maçonaria, deparamos com Jules Boucher, quando diz: “os dez oficiais da loja, Venerável, 1º Vig∴, 2º Vig∴, Orador, Secretário, Experto, Mestre de Cerimônias, Tesoureiro, Hospitaleiro e o Cobridor, situam-se perfeitamente na Árvore Sephirótica e não sephirotal como se usa correntemente, ou seja, na Cabala.

Equivalência planetária dos cargos e correlações antropológicas

O esquema da Árvore Sephirótica nos mostra como se entende essa equivalência de cargos e planetas, que coloca o sol como centro do nosso sistema, irradiando luz e calor para todos os pontos do universo. O sol (Tiphereth) é o Mestre de Cerimônias, portador do fogo sagrado, a luz central, e que circula por todo o templo levando luz e informações aos obreiros.

Ao cargo do Venerável Mestre corresponde Plutão (Kether, a coroa), o planeta mais distante do nosso sistema, e ao qual se atribui, nos ensinamentos astrológicos, o poder organizador, e a fonte de todas as energias, a começar pela do átomo. Assim o venerável pode ser visto como aquele que recebe as energias sutis do universo, organiza-as e canaliza-as para dentro da oficina.

O zodíaco (ou Urano, se preferirmos completar o moderno conhecimento dos planetas trans-saturninos, e não visíveis sem telescópio) – Chokmah – é a memória da natureza, registrando no éter todos os acontecimentos do mundo através do principio de vibração – correspondente ao secretário, cuja tarefa é anotar as ocorrências de cada sessão da loja.

Saturno (Binah), a quem se atribui o tempo, a cronologia, e também a experiência e a sabedoria advindas com a velhice, está relacionada com o Orador da loja, sempre e obrigatoriamente um irmão com reconhecida experiência e suficiente idade maçônica, a fim de desempenhar o papel de consultor, conselheiro e responsável pela ordem nos trabalhos. Ele coordena o tempo e a duração da sessão e da palavra dos obreiros – incluindo a do venerável.

No pilar central, entre o orador e o secretário, está o Altar dos Perfumes, que corresponde a Netuno, planeta dos mistérios, do conhecimento secreto, da intuição, das substâncias desconhecidas, especialmente em nossa loja como é de costume, coloca-se uma cadeira com a alfaia do mestre arquiteto “in memória” dos obreiros da arte real que já passaram para o oriente eterno. Na cabala, é Daath, uma sephira secreta, e por isso, em geral, não é representada.

O Tesoureiro é Marte, Geburah, o planeta da força, da energia física, da coragem, está relacionado ao trabalho, cujo resultado é o salário do obreiro, de onde a sua ligação com as receitas da loja.

Do lado oposto está Júpiter – Chesed – que responde pela justiça e pelas relações exteriores de um país – é o chanceler, cuja responsabilidade e selar com seu timbre (ou cahncela) os acordos da loja, assim como as presenças.

Terminando a coluna (ou pilar) do rigor, está o 1º Vig∴, que corresponde a Mercúrio, Hod, na mitologia grega, é o mensageiro entre os deuses e os mortais; na simbologia astrológica, é o intermediário de todas as ações humanas, relacionando-se com a escrita, as comunicações, a mente, a inteligência e o aprendizado em geral. Reporta-se à palavra perdida, e o poder do verbo, que é tarefa do aprendiz descobrir e desenvolver em seu tempo de estudos. Simbolicamente o aprendiz não fala, por isso deve exatamente aprender a faculdade da comunicação, um dom do planeta mercúrio. No sentido hermético, é a primeira matéria-prima dos alquimistas, ou melhor, o objeto da sua primeira busca.

O pilar da misericórdia termina com a esfera de Vênus (Netzah) – o 2º Vig∴ é o planeta da beleza, do amor, das artes; corresponde aos sentimentos de fraternidade, solidariedade e união entre os homens.

O pilar central (do equilíbrio), que começa com o venerável, passa pelo mestre de cerimônias (cujo assento fica num dos lados, a fim de não bloquear a passagem nas colunas), continua com a esfera de Yesod, a Lua, satélite da terra, e corresponde ao guarda interno da loja. Governa as emoções, os instintos e desejos humanos, que tantas vezes nos escravizam e contra os quais devemos estar sempre em guarda. Este pilar termina com o Cobridor, Malkuth – a terra, o mundo físico, a existência material.

Os cargos de diáconos, hospitaleiros, expertos, bibliotecário, etc. – correspondem a satélites planetários, cuja atuação é complementar e símile à natureza dos astros ao redor dos quais eles giram.

“Alguns homens”, escreveu Moisés Maimonides, “lutam pela riqueza; outros gostariam de ser fortes e sadios; outros, ainda, almejam fama e gloria. Mas os sábios aplicam seu coração à sabedoria, a fim de que, sabendo, possam compreender o propósito de sua vida e conduzir o seu destino, antes que advenham as trevas”.

Fonte: JBNews - Informativo nº 0177 - 20 de fevereiro de 2011

domingo, 26 de junho de 2022

TOCHEIROS NO CENTRO DO OCIDENTE (EM TORNO DO PAINEL)

Em 22.11.2021 o Respeitável Irmão Rafael Gomes da Silva, Loja Júlio de Mesquita Filho, 4.382, Rito de York, GOB-DF, Oriente de Brasília, Distrito Federal, apresenta o que segue:

CASTIÇAIS NO REAA

Gostaria de saber o porquê o Ritual do REAA praticado no Grande Oriente do Brasil não possui no centro do templo os 3 castiçais de altura elevada com o painel do grau no centro do templo, tendo apenas o painel do grau. Seria a falta dos castiçais fruto das reformas de Murat que ainda são existentes em nossos rituais?

CONSIDERAÇÕES:

Não existem tocheiros no centro do Ocidente simplesmente porque eles não fazem parte do mobiliário do escocesismo simbólico.

No REAA as Luzes da Loja (Venerável Mestre e Vigilantes) têm diante de si, sobre o Altar (o Venerável) e sobre as mesas (os Vigilantes) um candelabro que comporta no máximo três luzes cada um (conhecido como candelabro de três braços). Na liturgia do rito, essas luzes são acesas em número conforme o grau simbólico de trabalho da Loja.

Essas luzes, conhecidas como litúrgicas, simplesmente simbolizam o estágio de aprimoramento em que se encontra o iniciado. Isto é, quanto mais luzes acesas nos candelabros, maior é o grau de esclarecimento do Iniciado, ou seja, maior é o seu grau
simbólico.

Vale mencionar que não existe nenhum cerimonial especial para o acendimento dessas luzes. Elas, além de indicar o estágio de aperfeiçoamento em que se encontra o maçom, também identificam os titulares dirigentes da Loja (detentores dos malhetes), conhecidos como as Luzes da Loja.

Assim, originalmente no REAA, ao centro do Ocidente, sobre o eixo do Templo fica o Painel do Grau, sem nenhuma luz acesa ao seu redor.

Essa disposição de luzes com três tocheiros é prática de outro rito, portanto não devemos fazer da ritualística maçônica um emaranhado sincrético. Os tocheiros, por exemplo, no Rito de York ficam geralmente ao lado do Venerável Mestre e dos Vigilantes. Já no Schröder ocupam três cantos do tapete.

É oportuno lembrar que no autêntico REAA também não possui luzes acesas (tocheiros ou candelabros) no, ou sobre o, Altar dos Juramentos. Este fica no Oriente e é uma extensão do Altar ocupado pelo Venerável Mestre. Traz sobre ele somente as Três Grandes Luzes Emblemáticas que são o Livro da Lei, o Esquadro e o Compasso e não literalmente velas ou lâmpadas acesas.

Infelizmente o que não faltam são rituais enxertados com práticas de outros ritos, o que tem trazido interpretações dúbias e equivocadas. É bom lembrar que a disposição do mobiliário e dos elementos simbólicos obedecem veladamente a uma mensagem iniciática proposta pelo arcabouço doutrinário de cada rito. Alterá-la é ferir os propósitos de aprimoramento.

A propósito, em que pese o REAA ser filho espiritual da França, as reformas de Amiable e Murat nada tem a ver com ele, mas com o Rito Moderno ou Francês.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A MAÇONARIA E OS QUATRO ELEMENTOS

Roberto Aguilar M. S. Silva
Membro Vitalício da Academia Maçônica de Letras
de Mato Grosso do Sul, Brasil

Os Quatro Elementos são: Água, Terra, Fogo e Ar. São objetos de referência em várias obras de expressão literária, plástica e filosófica.

A origem da teoria dos quatro elementos, ao menos no ocidente, está na Grécia, entre os filósofos pré-socráticos. Entre eles, a origem da matéria era atribuída a um elemento diferente: ora o fogo, ora a água.

No entanto, é provável que essa discussão tenha vindo do oriente, onde encontramos, na China, a Teoria dos Cinco Elementos.(1)

Estes são, na verdade, elementos sutis, ou melhor estados de mutação da matéria-energia.

Os escritos dos filósofos da Renascença, porém, levam a supor que o ocidente também via os elementos como forças sutis que se manifestariam através de transformações recíprocas.

É o que se depreende do texto enciclopédico de Cornelius Agrippa, De occulta philosophia. Esta forma de ver os elementos justifica a ligação entre astrologia e alquimia, que ocorria naquela época. Também na Índia se vê a aplicação deste conceito de elementos que entram em partes equilibradas na composição da matéria, quando a medicina aiurvédica tenta equilibrar os três humores: vento, fogo e terra.

Esses humores formaram a base da medicina de Hipócrates.

(1) Para os gregos que seguiam a tradição pitagórica e aristotélica, o "quinto elemento" era chamado de "quinta-essência" ou quintessência, o elemento "perfeito" e que existiria no plano cósmico ou não-terrestre, formador da lua, do sol, do céu e das estrelas. Geralmente é correspondido com a idéia do Éter, que representa a negação lógica do vácuo. A teoria da quinta essência foi adotada pelos Escolásticos da Igreja Católica. Na linha mais exotérica há autores ainda que consideram o quinto elemento como o relâmpago, sendo relacionado com a vida; outros consideram o metal ou o aço e outros dizem que existem apenas 4 elementos. Há ainda aqueles que dizem que o quinto elemento é o Gelo, que é considerado por eles diferente da Água.

A astrologia e os Quatro Elementos

A astrologia, quando usada para estudar aspectos médicos das doenças, investigava se a pessoa era do tipo sangüíneo (ar), fleumático (água), colérico (fogo) ou bilioso (terra, também chamado nervoso). A cada um desses biotipos corresponde, de acordo com a medicina antroposófica, o seguinte órgão:

• colérico: coração
• fleumático: fígado
• sangüíneo: rins
• bilioso: pulmões

Para a astrologia os quatro elementos (Terra, Ar, Água e Fogo) são divididos em dois grupos. O Fogo e o Ar são considerados ativos e a Água e a Terra passivos. Essa divisão se assemelha aos dois grupos da filosofia chinesa: yin representa Água e Terra e yang o Fogo e o Ar.

Os signos da Água e da Terra são mais introspectivos, cautelosos e ponderados. Já os signos do Fogo e do Ar não têm tantas reservas e se expressam socialmente com menor precaução.

Os elementos também foram divididos nas qualidades quente, seco, úmido e frio, a incorporação de uma teoria grega muito antiga, que posteriormente deu origem aos quatro temperamentos da medicina antiga: colérico (quente e seco), sanguíneo (quente e úmido), melancólico (frio e seco) e fleumático (frio e úmido).

Quente e Frio dizem respeito à quantidade de energia: alta ou baixa, respectivamente.

Seco e Úmido falam da capacidade, talento ou interesse maior ou menor em criar ou desfazer conexões.

O Elemento Fogo
Qualidades: Quente e Seca
Energia alta, rápida e grande talento para desfazer conexões.

Não há quem não saiba o quanto o Fogo é de extrema necessidade para o homem. Aquece seu alimento, sua casa e oferece conforto. Porém é também um elemento perigoso se estiver fora do nosso controle, podendo causar danos irreparáveis. Em outras palavras, o elemento Fogo na astrologia representa a força do espírito. É o desejo da vida, a vontade de ser. Para os signos de Áries, Leão e Sagitário isto significa pressa, impaciência, ação individual, esperança, confiança em si próprio, paixões, desejo de vencer e honestidade. Os signos de Ar abanam as chamas do Fogo, fornecendo-lhes novas idéias, o que torna esses dois elementos compatíveis.

O Elemento Terra
Qualidades: Fria e Seca
Energia concentrada, lenta e grande talento para desfazer conexões.

Touro, Virgem e Capricórnio compõem o elemento Terra. São signos providos de muita paciência e auto-disciplina, capazes de alcançar seus ideais com muita persistência. Esses signos tendem a confiar mais no raciocínio prático do que nas inspirações. Os signos deste elemento podem ser bastante cautelosos e convencionais, fazendo-os duvidar das pessoas com mente ágil. Suas principais características são: aplicação, concentração mental, esforço e espírito conservador. Acima de tudo, esses signos devem se preocupar mais em observar o mundo invisível, o mundo que não possui a forma concreta da Terra.

O Elemento Ar
Qualidades: Quente e Úmida

Energia alta, rápida e grande talento para estabelecer conexões.
Todos os seres terrestres estão conectados, pois todos respiramos o mesmo ar. Isso faz com que esse elemento se torne coletivo. Pessoas com o signo de Gêmeos, Libra e Aquário compõem o elemento da mente, geralmente se adaptam com facilidade e são muito curiosos. Enquanto os signos de Fogo desejam algo, os de Ar idealizam as coisas imateriais. Possuem uma maneira impulsiva de agir, sentimentos artísticos, preferência pelas mudanças objetivas e tendem à distração. Esse indivíduo pode caminhar na neblina, sem saber como aplicar suas energias, ou pode ter sua mente tão clara como o ar antártico.

O Elemento Água
Qualidades: Fria e Úmida
Energia concentrada, lenta e grande talento para estabelecer conexões.

Assim como a Terra, o corpo humano é composto 70% de Água, o que nos leva a crer na importância vital deste elemento. Também é conhecida como solvente universal, ou seja, é capaz de dissolver mais substâncias que qualquer outro líquido conhecido por nós. Na astrologia, a Água pode ser simbolizada pela alma ou a emoção. Câncer, Escorpião e Peixes levam consigo as características deste elemento, o que significa sua sensibilidade e vulnerabilidade tão marcantes. Por isso, se não controlam suas reações emocionais acabam passando por freqüentes instabilidades interiores.

A Maçonaria e os Quatro Elementos

Conforme o Irmão Valdemar Sansão, o primeiro elemento é a Terra, o domínio subterrâneo onde se desenvolvem os germes e as sementes. Ela é representada pela Câmara de Reflexões onde está encerrado o Recipiendário.

A primeira viagem refere-se ao Ar, a segunda à Água, a terceira ao Fogo.

O simbolismo dessas três viagens: “A primeira viagem é o emblema da vida humana. O tumulto das paixões, o choque dos interesses diversos, a dificuldade dos empreendimentos, os obstáculos que os concorrentes interessados em nos prejudicar e sempre dispostos a nos desencorajar multiplicam sob nossos passos, tudo isso é figurado pela irregularidade do caminho que o Recipiendário percorreu e pelo ruído que se fez a seu redor”.

“Para desenvolver ao Recipiendário sua segurança, submetem-no à purificação pela Água. Trata-se de uma espécie de batismo filosófico, que lava de toda impureza... ao ruído ensurdecedor da primeira viagem seguiu-se um tinido de armas, emblema dos combates que o homem constantemente é forçado a travar”.

“Para contemplar a verdade que se esconde dentro dele mesmo, o Iniciado deve saltar um tríplice cinturão de fogo. É a prova do Fogo... O iniciado permanece no meio das chamas (paixões ambientes) sem ser queimado, mas ele se deixa penetrar pelo calor benfazejo que dele emana”.

Acrescentamos que, aos quatro elementos, costuma-se fazer corresponder os quatro períodos da vida humana: infância, adolescência, idade madura e velhice. Poderíamos ainda fazê-los corresponder aos quatro pontos cardeais, às quatro estações, às quatro idades do Mundo: idade do ouro, da prata, do bronze e do ferro, etc. Todas essas comparações são bastante banais e quase não ajudam para a compreensão dos símbolos.

Pode-se admitir – sem grandes dificuldades – que o homem se compõe não só de um corpo e de uma alma, mas de quatro partes distintas, às quais daremos seus nomes latinos: Spiritus, Animus, Mens, Corpus. A cada uma dessas partes faremos corresponder um dos elementos na seguinte ordem: Fogo, Água, Ar, Terra.

Referencias bibliográficas

PORTAL ANGELS. Os quatro elementos. <http://www.portalangels.com/astrologia4.htm> Acesso em 13.dezembro.2009.

SANSÃO, V. Bem-Vindo à Maçonaria. 3ª parte. As Três Viagens e os Quatro Elementos.

< http://www.masonic.com.br/trabalho/vs05.pdf> Acesso em 13.dezembro.2009.

WIKIPÉDIA. Quatro Elementos. http://pt.wikipedia.org/wiki/Quatro_elementosAcesso em 13.dezembro.2009.

Fonte: http://goeam.com.br

sábado, 25 de junho de 2022

VIGILANTE PEDINDO A PALAVRA - REAA

Em 19.11.2021 o Respeitável Irmão Marco Antonio dos Santos, Loja Oito de Dezembro, 2.317, REAA, GOB-SP, Oriente de Diadema, Estado de São Paulo, formula a seguinte questão:

VIGILANTE PEDINDO A PALAVRA

Como proceder para pedir a palavra sendo o Segundo Vigilante?

CONSIDERAÇÕES:

Tanto o 1º Vigilante como o 2º Vigilante, estando concedida a palavra na Coluna, o respectivo Vigilante, se dela quiser fazer uso, então a pede diretamente ao Venerável Mestre.

A regra é de que exceto o Venerável Mestre, ninguém mais pode usar da palavra sem obter permissão – vide, por exemplo, o que consta no ritual em vigência logo após o Venerável Mestre ter declarado a Loja aberta: “Desde agora a nenhum Irmão é permitido falar ou passar de uma para outra Coluna sem obter permissão (os grifos são meus) e nem...”

Assim, o modo mais consagrado para esse procedimento no REAA é o Vigilante aguardar até que reine silencio na sua Coluna para que ele, por último, então peça com um golpe de malhete, a palavra ao Venerável Mestre. Este, por sua vez, o autoriza dando também um golpe de malhete.

Toda essa prática ocorre entre as Luzes da Loja (Venerável e Vigilantes) estando elas sentadas.

No Ocidente, salvo se o ritual determinar ao contrário, os Vigilantes são os únicos que falam sentados. Contudo, se por deferência o Vigilante preferir falar em pé, deve então se colocar à Ordem, isto é, corpo ereto, pés em esquadria compondo o Sinal de Ordem (deixa o malhete sobre a mesa e faz o Sinal com a mão, ou mãos se for o caso).

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br