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PERGUNTAS & RESPOSTAS
quarta-feira, 21 de outubro de 2026
LOJA AINDA FECHADA - PROCEDIMENTOS
LOJA AINDA FECHADA
Gostaria de pedir a sua ajuda para esclarecer duas dúvidas pontuais de ritualística que frequentemente geram divergências em Loja. Como já presenciei diferentes execuções dessas práticas e reconheço o seu vasto conhecimento no assunto, recorro às suas luzes para saber a forma correta de proceder:
2ª Dúvida: No momento da transmissão da Palavra entre os Irmãos, a postura deve ser estática (falando sempre no mesmo ouvido) ou deve haver alternância de lados a cada letra/sílaba? Fui instruído de que o ato é estático, mas vejo algumas Lojas do nosso Rito alternando os ouvidos como se fosse um tríplice abraço. Qual é a execução correta?
Certo de que poderei contar com o seu conhecimento para dirimir essas questões, agradeço desde já pela atenção.
Tenho certeza de poder contar com a luz do conhecimento do irmão e de antemão agradeço.
CONSIDERAÇÕES:
1 – No decorrer do andamento ritualístico pertinente à transmissão da Pal∴Sagr∴ entre as Luzes e os Diáconos para a abertura dos trabalhos, (a Loja ainda está em processo de abertura), quando da entrada e saída do Oriente não se presta nenhuma saudação pelo sinal e nem se faz parada formal. Nessa ocasião, os Oficiais que por dever de ofício precisarem transitar pela Loja atendem somente à circulação horária, como menciona o ritual.
Saudação pelo sin∴ e parada formal somente ocorrem depois que a Loja estiver, na forma ritualística, definitivamente aberta.
2 – Em Loja de Aprendiz, durante a transmissão da Pal∴ Sagr∴ entre as Luzes e os Diáconos, quem a transmite sempre a dá inteira e soletrada, uma a uma, as quatro letras da Pal∴ no ouvido direito do receptor, não havendo sua repetição por inteiro ao final. Assim, sem meneios com a cabeça ou troca de ouvidos, o transmissor a transmite, letra por letra, de uma só vez no ouvido direito do receptor.
MINUTO MAÇÔNICO - 30
VENERÁVEL MESTRE
terça-feira, 20 de outubro de 2026
LETRA "IÔD" OU "G" NO RETÁBULO DO ORIENTE
IÔD OU G
Escrevo na qualidade de membro da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Fraternidade Parnaibana 840, Cruz da Perfeição Maçônica, no Oriente de Parnaíba, para submeter à superior apreciação deste Egrégio órgão uma dúvida de natureza ritualística que há décadas repousa silenciosamente sobre o Oriente deste Templo.
Acima do Trono do Venerável Mestre, em posição central e de destaque, há mais de cinquenta anos figura a seguinte inscrição: “IOD ou G”
A dúvida que ora se submete à apreciação fraterna é de natureza ao mesmo tempo gramatical e ritualística: estaria correta a inscrição tal como se encontra, ou deveria constar apenas uma das duas expressões — IOD ou G — sem a conjunção disjuntiva que as une?
Deixo deliberadamente de adentrar os significados ritualísticos de cada uma das expressões, por entender que a questão ora submetida é de forma, não de conteúdo doutrinário.
Solicito, pois o seu posicionamento sobre se a inscrição IOD ou G, tal como grafada, está em conformidade com o rito praticado no GOB, ou se, para fins de eventual reforma da planta ritualística do Templo, seria recomendável a adoção de forma diversa.
Além disso solicito-o referencial legal e/ou normativo do GOB sobre a orientação que você outrora fez a respeito da ordem do título distintivo na nomenclatura de nossa Augusta Loja. Isso para que eu possa ter maior respaldo ao solicitar a mudança à diretoria da loja.
Pelo pronunciamento que vier, desde já antecipa os agradecimentos fraternais.
CONSIDERAÇÕES:
Essa inscrição "IÔD ou G" não está presente no ritual em vigência do REAA no GOB, aliás, nem mesmo isso constava nos rituais anteriores, já revogados.
Partindo dessa premissa, o correto é, na medida do possível, retirar essa dupla inscrição do Retábulo do Oriente, a qual, reforço, nem mesmo se encontra previsto nas orientações pertinentes ao título "Disposição e Decoração do Templo", no ritual vigente.
Em se tratando da letra "G", como um símbolo maçônico do REAA, a mesma não aparece no interior do Delta no Retábulo do Oriente, porém essa letra (maiúscula) é encontrado no interior da Estr∴ Flamej∴, alegoria visível pendente do teto sobre o lugar do 2º Vigilante, no meridiano do Meio-dia.
Explica-se: a letra "G" não aparece no interior do Delta porquê de fato ela não simboliza o nome de "DEUS", ou "O Grande Arquiteto do Universo". Como um símbolo relacionado ao “CRIADOR”, verdadeiramente é letra hebraica IÔD (ritos teístas), ou o Olho Onividente (ritos deístas).
No que diz respeito ao REAA, no interior do Delta Radiante vai apenas um símbolo, o qual pode ser o Olho Onividente ou a letra IÔD – mas apenas um desses símbolos, nunca os dois juntos.
Esse critério se aplica ao REAA porque ele historicamente foi construído sob influência de duas das principais vertentes de Maçonaria, a francesa (latina com feições deístas) e a inglesa (anglo-saxônica com feições teístas). Nesse contexto, o Olho Onividente é um símbolo deísta, enquanto que IÔD, um símbolo teísta.
Em relação a Letra "G" na Maçonaria, ela simboliza a Geometria, sendo a quinta das Sete Ciências e Artes Liberais e é tema de estudo do Companheiro Maçom.
Também é verdade que, em alguns ritos maçônicos, a letra “G” pode agregar mais significados, todavia, sob nenhuma hipótese “G” pode ser confundido com a inicial de "Grande Arquiteto do Universo". Muito menos ainda se associar “G” à letra hebraica IÔD, inicial do tetragrama correspondente ao nome inefável de "DEUS".
É bom que se diga que tudo isso é abordado nos rituais do REAA de Aprendiz e Companheiro.
Possivelmente, foi pela lei do menor esforço que por muito tempo alguns equivocados tratadistas se arvoraram em afirmar que a letra “G” era o mesmo que IÔD. Foi graças a esse engano que letra G, inicial de Geometria, acabou sendo erradamente entendida como a letra inicial de GOD, o mesmo que Deus nas línguas anglo-saxônicas. Ora, não se aperceberam os incautos que se assim fosse então como isso ficaria nos idiomas latinos? Teríamos por acaso que substituir a letra G pela letra D, que é a inicial de DEUS?
Também vale reafirmar que no genuíno REAA a letra "G" (maiúscula) não aparece no interior do Delta Radiante, o triângulo equilátero que de modo conciliatório simboliza o “CRIADOR”, mas é encontrado no interior da Estr∴Flamej∴, um símbolo hominal, pitagórico, que fica pendente da abóbada na banda Sul do templo sobre o meridiano do Meio-dia. De caráter hominal, a Estr∴com a letra G significa a ciência da Geometria aplicada na construção de um novo Homem.
Por fim, no que diz respeito à construção do título distintivo da sua Loja, a questão é de ordem. Entende-se que primeiramente vão os adjetivos que a qualificam, depois vem o seu nome seguido do número de ordem cadastral; por último vem o título de recompensa mais alto da Loja. Foi assim que aprendi com os saudosos Irmãos José Castellani, Xico Trolha e Theobaldo Varolli Filho.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
NÃO BASTA VESTIR AVENTAL
segunda-feira, 19 de outubro de 2026
BALANDRAU PARA APRENDIZES E COMPANHEIROS
Em 12/06/206 o Respeitável Irmão Aluízio Cerdeira, Loja Autora do Amazonas, 2445, REAA, GOB-AM, Oriente de Parintins, Estado do Amazonas, pede esclarecimento para o que segue:
BALANDRAU
O uso do balandrau no REAA é permitido aos Aprendizes e Companheiros em sessões Ordinária, exceto em sessões magnas? Apenas pra tirar a minha dúvida, embora acredito que seja permitido.
CONSIDERAÇÕES:

· "Os Maçons, presentes às Sessões Ordinárias e, obrigatoriamente nas Magnas, estarão trajados de acordo conforme o Rito: terno preto ou azul-marinho escuro, sapatos, cito e meias na cor preta, camisa branca, gravata (preta, lisa sem ornamentos, modelo tradicional), podendo portar [...]".
Ainda nessa mesma página, no parágrafo seguinte consta:
· "Nas Sessões Ordinárias (os grifos são meus), admite-se o uso do balandrau preto, com gola fechada, comprimento até o tornozelo (os grifos são meus) e mangas compridas, sem qualquer símbolo ou insígnias estampadas, desde que usado com calça, meias e sapatos pretos, não sendo permitido o uso de tênis ou de outros calçados similares (os grifos são meus)".
Conforme se pode ver nos textos acima retirados do Ritual, todos os maçons - AApr∴, CComp∴ e MMestr∴ - presentes às sessões ordinárias podem vestir balandrau, desde que obedeçam aos requisitos de vestuário acima descritos.
Vale a pena lembrar que o uso de balandrau como vestuário nas sessões ordinárias é somente para ritos que o admitem, portanto, um maçom do REAA, seja ele um Apr∴, Comp∴ ou Mestr∴, quando em visita a outra Loja precisa ficar atento a esse particular, mormente porque existem ritos que não admitem o uso de balandrau. Há ritos que em qualquer sessão, seja ela ordinária ou magna, somente admitem o uso de terno.
T.F.A.PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br





