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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 25 de abril de 2026

FRASES ILUSTRADAS

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PRODUTO DO TRONCO - DESTINO

Em 03/02/2026 o Respeitável Irmão, Cédio Pereira Lima Jr., Loja Deus, União e Trabalho, GOB MINAS, sem mencionar o Rito, Oriente de Montes Claros, Oriente de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

PRODUTO DO TRONCO

Respeitável Irmão Pedro Juk, tendo em vista um debate recentemente ocorrido em minha Oficina, gostaria de contar com suas luzes para esclarecer o seguinte ponto:

Considerando as finalidades tradicionais do Tronco de Beneficência no âmbito da Maçonaria, bem como a necessidade de estrita observância das normas que regem a Ordem, existe, na Constituição do Grande Oriente do Brasil, no Regulamento Geral da Federação ou no Estatuto-Padrão das Lojas, algum impedimento, vedação expressa ou limitação normativa para a destinação de recursos do Tronco de Beneficência a pessoas necessitadas que não integrem formalmente a Ordem Maçônica? Em especial, questiona-se se tais diplomas normativos:

a) restringem a aplicação dos recursos exclusivamente a Irmãos, cunhadas, sobrinhos ou dependentes;

b) admitem, ainda que de forma excepcional ou condicionada, a destinação a pessoas externas à Ordem, em ações de caráter humanitário ou social;

c) ou deixam a matéria ao critério soberano da Loja, mediante deliberação regular e prestação de contas.

O esclarecimento contribuirá para assegurar que eventuais ações de beneficência estejam plenamente alinhadas com a legalidade maçônica e com os princípios que regem o Grande Oriente do Brasil.

CONSIDERAÇÕES:
Antes de mais nada, devo lembrar que essa não é matéria de liturgia e ritualística, porém é de administração da Loja. À vista disso, segue a minha ponderação:

Por certo que toda a Loja sabe que o produto oriundo da coleta de um Tronco de Beneficência deve ser aplicado nas obras sociais e de caridade da Loja. Evidentemente que é a Loja quem define o melhor destino possível desse numerário. Assim, essa matéria é privativamente discutida pela Loja.

De modo prático, a Loja, com franca liberdade, decide por votação, em Sessão de Finanças, o destino dos metais auferidos, fazendo sempre caridade com justiça.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

LOJA SIMBÓLICA HOMENAGEADA POR ALTOS CORPOS

Em 02/02/2026 o Poderoso Irmão Roberto Jorge Pereira da Silva, Secretário Estadual de Orientação Ritualística do GODF, GOB, Oriente de Brasília, Distrito Federal, apresenta o seguinte:

LOJA HOMENAGEADA

Boa tarde Eminente Irmão Pedro Juk,

Mais uma vez recorro à sua sabedoria para me ajudar a responder uma consulta que me foi feita pela Loja 20 de Setembro do GOB - Oriente do Distrito Federal.

O Soberano Grande Comendador, e sua administração, do Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito, Mãe dos Graus Filosóficos Escoceses do Brasil, estarão no Oriente do Distrito Federal (Brasília) realizando no dia 25/04/2026 cerimônia de Elevação ao Grau 33 dos Irmãos subordinados à Delegacia Litúrgica 24.1 deste Supremo Conselho.

Ocorre que o Supremo Conselho concedeu uma medalha para a referida Loja como reconhecimento pela sua contribuição ao Santo Império, com a participação de seus obreiros nos Altos Corpos do Rito, apoiando a composição das Diretorias dos Altos Corpos, ministrando instruções, bem como fortalecendo com obreiros em cada Corpo. Sendo assim, a Loja deseja realizar uma Sessão Magna Pública em homenagem à comitiva do Santo Império.

A consulta especifica os seguintes itens:

1. É possível a presença do Estandarte do Supremo Conselho nesta Sessão?

2. Os presidentes de Corpos, que pertencem ao Quadro da Loja, podem trajar seus paramentos, medalhas e comendas dos Altos Corpos?

3. Os componentes da Delegacia Litúrgica, que sejam da Loja, podem trajar seus paramentos de Grandes Inspetores Gerais, bem como medalhas e comendas dos Altos Corpos?

4. Os Irmãos que pertencem ao quadro da Loja, que frequentam os Altos Corpos, podem portar suas medalhas do respectivo Corpo a que pertencem, bem como as suas comendas?

5. Os Irmãos que pertencem ao quadro da Loja, que sejam Grandes Inspetores Gerais, podem trajar seus paramentos do Grau, bem como suas comendas?

Com relação ao item 1, presença do Estandarte do Supremo Conselho, não identifiquei tanto no Ritual do Grau de Aprendiz como no Tratado Maçônico de Rerratificação de Reconhecimento, de Amizade e de Aliança, proibição de sua presença em Sessão simbólica, no entanto o Ritual de Aprendiz se refere tão somente à presença do Pavilhão Nacional, Bandeira do Estado da Federação ou do Distrito Federal, Bandeira do GOB, Bandeira do Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal  e o Estandarte da Loja em todas as Sessões da Loja. Por inferência, entendo que não cabe a presença do Estandarte do Supremo Conselho ou ele pode ficar posicionado logo após o Estandarte da Loja?

Com relação ao item 2, presidentes de Corpos do Supremo Conselho utilizarem na Sessão seus paramentos, medalhas e comendas, o Ritual de Aprendiz, tópico 1.5 - Dos Títulos, Joias e Trajes afirma "Os Maçons, presentes às Sessões Ordinárias e, obrigatoriamente, às Magnas, estarão trajados de acordo com o Rito: terno...podendo portar somente suas insígnias e condecorações relativas aos graus simbólicos." e o Regulamento Geral da Federação, em seu Art. 110, afirma "Os Maçons presentes às sessões magnas estarão trajados de acordo com o seu Rito, com gravata..., podendo portar somente suas insígnias e condecorações relativas aos graus simbólicos." (grifo meu) No parágrafo 2º é descrito: "As autoridades civis, militares e eclesiásticas somente poderão se fazer representar, por pessoa credenciada, nas sessões

magnas que admitam a presença de não maçons.", o que não valida o uso consultado. No entanto, o Tratado Maçônico de Rerratificação de Reconhecimento, de Amizade e Aliança, Art. 21, diz "Nas sessões ordinárias ou magnas realizadas por Corpo Simbólico, podem portar os paramentos do Corpo Filosófico dos respectivos cargos, desde que sejam compostos com o imprescindível Avental, o Soberano Grande Comendador, o Soberano Lugar-Tenente Comendador e o Delegado do Supremo Conselho...", o que invalida o uso de paramentos, medalhas e comendas do Supremo Conselho por outros que não estes (itens 3, 4 e 5), está correto este entendimento?

O Art. 9º do Tratado Maçônico de Rerratificação de Reconhecimento, de Amizade e Aliança diz "Um Irmão visitante, no caso de representar o Supremo Conselho ou Alto Corpo da Obediência Litúrgica, gozará das honras e prerrogativas do protocolo, inerentes ao seu próprio grau e qualidade e nunca as prerrogativas da autoridade representada." É certo que o artigo fundamenta-se na questão do representante não ter as prerrogativas do representado, mas não indica, então, que os membros do Santo Império, como representantes deste, podem trajar seus paramentos, medalhas e comendas (itens 2)?

Com tudo isso, podemos entender, baseados no Tratado, que podem trajar paramentos, medalhas e comendas do Supremo Conselho somente os Irmãos a seguir listados?

a) Soberano  Grande Comendador;

b) Soberano Lugar-Tenente Comendador;

c) Delegado do Supremo Conselho (Delegado Litúrgico);

d) Membros da Administração do Supremo Conselho; e

d) Presidentes de Corpos (independente se pertencem ou não ao quadro da Loja).

Desculpa a minha confusão, mas seria isto?

Grato mais uma vez meu querido e Eminente Irmão Pedro Juk.

Um carinhoso e fraternal abraço.

Roberto Jorge Pereira da Silva

Secretário de Orientação Ritualística do GOB-DF.

COMENTÁRIOS:

Antes de tudo, devo salientar que eu não posso criar regras ritualísticas para o simbolismo, salvo seguir e orientar regras e práticas previstas nos nossos rituais simbólicos vigentes, assim como na legislação maçônica pertinente do Grande Oriente do Brasil.

Nesse sentido, se a Loja que será aberta ritualisticamente é simbólica, então segue-se o previsto para o simbolismo. 

Durante os trabalhos, o Estandarte que estará arvorado no lugar previsto deve ser o da Loja simbólica que estiver trabalhando. Nos rituais do GOB, os Estandartes arvorados correspondem à Loja simbólica que se encontra aberta. Assim, o Estandarte do Supremo Conselho pertence aos Altos Corpos, não cabendo a sua presença na decoração de Lojas do simbolismo.

No que diz respeito aos paramentos, o evento se dará em Loja simbólica. Por conta disso eles deverão ser rigorosamente os do simbolismo. A exceção é para os integrantes de Altos Corpos mencionados no ritual, que podem usar seus paramentos de Graus Filosóficos quando em visita a Lojas simbólicas do REAA no GOB – Atenção: apenas essas Autoridade de Altos Corpos, enquanto que os demais devem vestir os paramentos do simbolismo.

Por fim, reitera-se: não obstante a Loja esteja sendo homenageada por Altos Corpos, os trabalhos dessa Loja estarão abertos no simbolismo. Nesse caso, seguem-se as regras do simbolismo. É o que eu entendo e oriento.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

NAPOLÉON COSTE

CONSTRUÇÃO INTERIOR

A verdadeira obra do ser humano não está nas pedras erguidas, nem nos monumentos que desafiam o tempo, mas sim na edificação silenciosa e constante de sua própria alma. Construir-se interiormente é compreender que cada pensamento cultivado, cada palavra proferida e cada gesto praticado são como tijolos que sustentam o templo íntimo de nosso ser.

Essa construção não se faz de um dia para o outro, mas sim através da paciência, da disciplina e da busca constante por autoconhecimento. É no silêncio interior que encontramos a argamassa do equilíbrio, e na prática das virtudes descobrimos os alicerces sólidos que nos sustentam diante das adversidades.

O verdadeiro mestre construtor é aquele que aprende a lapidar suas imperfeições, transformando-as em degraus que o conduzem a um estado mais elevado de consciência. A humildade se torna a chave que abre as portas da sabedoria, enquanto a coragem nos guia pela senda da superação.

Assim, cada ser humano é chamado a erguer dentro de si um templo vivo, iluminado pela chama da verdade e sustentado pelas colunas da fé, da esperança e do amor. Quando essa obra interior floresce, não apenas o indivíduo se engrandece, mas também toda a humanidade é beneficiada com a luz que dele emana.

Fonte: Facebook_Federação Maçônica de São Paulo

sexta-feira, 24 de abril de 2026

FRASES ILUSTRADAS

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SUSPENSÃO DOS TRABALHOS - PROCEDIMENTO NÃO PREVISTO NO RITUAL

Em 01/02/2026 um Respeitável Irmão de uma Loja praticante do REAA, GOB-MT, Estado do Mato Grosso, solicita esclarecimentos.

SUSPENSÃO DOS TRABALHOS

Pode o Ven∴ Mestre, durante uma sessão ordinária regular de A∴ M∴, suspender os trabalhos na Ordem do Dia, transformando-a em uma “Sessão Aberta ou Branca”, para dar entrada a profanos para ser tratado de assuntos livres e depois de encerrado essa discussão, retirar os convidados e retomar a ritualística?

Se possível, me parece essa pratica contrariar as orientações ritualísticas de que todas as sessões de então obrigatoriamente serem desenvolvidas conforme nossos rituais, não permitindo inserções, alterações ou exclusão de qualquer palavra.

No aguardo dos vossos esclarecimentos desde já apresento meu fraterno cumprimento.

CONSIDERAÇÕES:

Absolutamente, isso não poderia ter ocorrido! Ora, praticar o que não está previsto no ritual é uma afronta ao Decreto do Grão-Mestre Geral que instituiu o ritual. Nesse sentido, o Orador, que é eleito como Guarda da Lei, deveria ter intercedido em favor do cumprimento da legislação. Afinal, isso está bem claro no Ritual de Aprendiz do REAA vigente no GOB, segundo parágrafo, página 13:

“Salvo orientações que incidam sobre este ritual emanadas da Secretaria-Geral de Orientação Ritualística por Ato ou Decreto do Grão-Mestre Geral, nos trabalhos litúrgicos, em qualquer Sessão, é proibida a inclusão de cerimônias, palavras, expressões, atos, procedimentos ou permissões que aqui não constem ou não estejam previstos, assim como é vedada a exclusão de cerimônias, palavras, expressões, atos, procedimentos ou permissões que aqui constem ou estejam previstos, sendo que a transgressão dessas advertências configura ilícito maçônico severo, que, como tal, será tratado”.

Infelizmente, alguns Veneráveis Mestres "acham" que podem tudo, mas estão inteiramente enganados. Aliás, esse Venerável Mestre deveria lembrar do compromisso que ele prestou no dia da sua Instalação, dos quais um deles é o de respeitar os rituais vigentes.

De fato, é lamentável que coisas como essa aconteçam. Afinal, se houvesse necessidade de atender alguma demanda, desde que o tema fosse de interesse da Loja, o Venerável Mestre antes deveria ter convocado uma Sessão Administrativa para essa finalidade, e não atravessar o ritual inserindo práticas que dele não constam, principalmente o de receber não iniciados nessa ocasião.

É mesmo de fato deplorável que o Orador seja conivente com ilícitos maçônicos.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

QUITTE-PLACET - VALIDADE

Em 31/01/2026 o Irmão Fabiano Feitosa, portador de Quitte-Placet, GOB-PI, sem mencionar o Oriente, Estado do Piauí, solicita esclarecimentos para o que segue: 

QUITTE-PLACET

Pedi no ano passado o meu Quitte Placet. Quero sua opinião sobre o real entendimento.

A partir do momento que é expedito o documento não posso frequentar nenhuma oficina, ou somente depois que acaba a validade de 6 meses, esse assunto tem uma interpretação firmada ou está a critério do Venerável da Oficina.

Um TFA.

CONSIDERAÇÕES:

Salvo melhor juízo, no meu entendimento, o Irmão que é portador de Quitte-Placet expedido pelo GOB dentro do prazo de validade (seis meses), para participar dos trabalhos de uma Loja precisa antes pedir sua "Filiação" e depois passar pela Cerimônia de Filiação prevista no ritual.

É falso o entendimento de que com o Placet dentro do prazo de validade, seu portador pode ingressar nos trabalhos de uma Loja. Para frequentar os trabalhos é preciso primeiro se filiar a uma Loja do GOB, nela recolher os metais de praxe, ser um membro ativo da Loja, para somente depois passar a frequenta-la.

No caso em que o Quitte-Placet estiver vencido, para voltar aos trabalhos o seu portador precisa antes pedir a sua Regularização. Então, depois de regularizado conforme a legislação, e ter passado pela Cerimônia de Regularização, o maçom será considerado regular, podendo assim frequentar novamente os trabalhos.

O processo de Filiação (Quitte-Placet dentro da validade) é simples, enquanto que o processo de Regularização (Quitte-Placet vencido) é mais complexo.

Em nenhum momento o andamento desse processo fica a critério do Venerável Mestre da Loja. Tudo deve estar em conformidade com a Legislação do GOB. O Guarda da Lei deve acompanhar todo o desenvolvimento do processo. 

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O MESTRE DISPONÍVEL

Se há uma palavra que resume a essência de um Mestre Maçom perante sua Loja, esta palavra é “Disponível”.

Disponível para aprender, mesmo depois de já ter ensinado.

Disponível para servir, mesmo depois de já ter governado.

Disponível para ouvir, mesmo quando acredita que já sabe a resposta.

Disponível para estar presente, não apenas de corpo, mas de coração e espírito.

Pois o verdadeiro Mestre não é o que acumula títulos, mas o que se torna instrumento vivo da harmonia.

Disponibilidade não é apenas presença física; é uma postura interior.

É estar aberto ao trabalho coletivo, ao esforço partilhado, à construção conjunta.

É saber que na Loja não há donos nem estrelas, mas sim Irmãos, todos iguais, todos construtores, todos peregrinos da mesma Luz.

Um Mestre verdadeiramente disponível entende que ocupar um cargo não é exercer poder, mas praticar serviço.

Entende que preparar uma prancha não é exibir erudição, mas oferecer alimento à alma coletiva.

Entende que a sua voz não deve calar a dos outros, mas unir-se a elas no coro harmonioso da sabedoria compartilhada.

Ser disponível é compreender que a Loja se fortalece quando cada um contribui com sua parcela de esforço, seja ela grande ou pequena.

É aceitar que todos têm seu tempo de conduzir e seu tempo de seguir, seu tempo de carregar e seu tempo de repousar.

É viver, em plenitude, a lição maior: que dar e receber são duas faces do mesmo trabalho espiritual.

Quando todos estamos disponíveis, a Loja floresce.

Quando a Loja floresce, cada Irmão cresce.

E assim, num ciclo virtuoso, o indivíduo e o coletivo se elevam juntos, caminhando de mãos dadas na senda da Luz.

Meus Irmãos, que esta seja nossa lembrança:

Estar disponível não é sacrifício, é privilégio.

Pois quem se doa à Loja, recebe dela em dobro: recebe fraternidade, recebe conhecimento, recebe o polimento necessário para se tornar melhor.

Ser Mestre Maçom, afinal, é isto:

Estar sempre disponível, para servir, para aprender, para amar, para construir.

E é tão simples, tão grandioso e tão profundo ser Maçom…

Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro

quinta-feira, 23 de abril de 2026

FRASES ILUSTRADAS

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ABSTENÇÃO NA APROVAÇÃO DA ATA I


Em 31/01/2026 o Respeitável Irmão Luciano Macedo, Loja Acácia Balsense, 2351, REAA, GOB-MA, Oriente de Balsas, Estado do Maranhão, solicita esclarecimentos.

ABSTENÇÃO NA APROVAÇÃO DA ATA

Recebemos algumas orientações sobre as manifestações após a leitura da ata o que gerou divergências nas opiniões. Pelo ritual, na página 55, após a leitura da ata não tendo manifestações para emendas a ata é aprovada. Em caso de alguma observação, a emenda passa em votação e nesse caso, irmãos faltantes se abstêm ficando a ordem.

A nossa dúvida é que recebemos a orientação que todos que estiverem ausentes na reunião anterior, devem ficar à ordem na aprovação da ata.

Então, gostaríamos muito da sua ajuda.

Qual a orientação? Ficar à ordem após a leitura da ata quando a palavra estiver nas colunas? Ficar a ordem só na aprovação? Ou ficar a ordem somente na emende, caso exista?

CONSIDERAÇÕES:

Vamos lá.

Caso não haja discussão, reinando silêncio nas Colunas e no Oriente, o Venerável Mestre dá diretamente a ata como aprovada, sem a necessidade de colocá-la em votação.

Nesse caso, se estiverem presentes visitantes, assim como Irmãos do Quadro, mas que não estiveram presentes na sessão que gerou a Ata, como os demais todos permanecem sentados (como estão, não ficam à Ordem). Observe-se que o Venerável Mestre, pelo silêncio reinante, entende que a ata está aprovada.

Já, na hipótese de ter existido discussão e dela resultaram emendas, estando presentes visitantes e Irmãos do Quadro que não estiveram na sessão que gerou a ata, esses IIr∴ não participam da discussão, permanecendo todos sentados e calados. Na sequência, quando o Venerável Mestre colocar a emenda resultante da discussão em votação, os visitantes e os Irmãos faltantes na sessão anterior devem se abster, ou seja, nesse momento ficam à Ordem durante a votação).

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O MALHETE DO IMPERADOR DOM PEDRO I

Gustavo Barroso

O malhete maçônico do Imperador Dom Pedro I, fabricado em bronze dourado, apresenta as iniciais: “P. 1º.” gravadas em relevo. Dentro de uma Loja Maçónica, representa a autoridade. Acervo do Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro.
Um aspecto pouco conhecido de Dom Pedro I foi sua ligação com a Maçonaria, na qual adotava o nome simbólico de “Guatimozim”, Dom Pedro foi grão mestre da maçonaria e autor do Hino da Maçonaria no Brasil

A História de Dom Pedro I na Maçonaria começa no dia 02 de junho de 1822, na fundação do 'Apostolado da Nobre Ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz', o príncipe regente recebeu o título de Arconte-Rei, conforme proposto por José Bonifácio.

No dia 22 de junho, assumiu a chefia da 'loja'. O Grande Oriente, chamou-o no dia 13 de julho do mesmo ano. E, no dia 16 de Julho foi eleito Mestre, conforme proposta de Gonçalves Ledo. Empossou-se como Grão-Mestre na mesma noite após o "grito do Ipiranga".

Aliás Quando D. Pedro I empunhou a espada e gritou o lema “Independência ou Morte”, que vem dos dizeres Maçônicos: "União e Liberdade , Independência ou Morte" realizava em público o que já havia sido resolvido nos subterrâneos. A Independência política já havia sido proclamada na Maçonaria, na sessão de 20 de agosto de 1822.

Diziam os do "Apostolado" que era influenciado pelo maçom José Bonifácio que defendia um governo aos moldes da Monarquia Maçônica Inglesa (A Azul): “Nós queremos a independência sob a forma de Regime Monárquico, enquanto o Grande Oriente do Brasil - influenciado pelo maçom Gonçalves Lêdo que defendia um governo aos moldes da República Maçônica Francesa (A Vermelha) - conspira para implantar a República”.

A 13 de Maio de 1822 a Maçonaria conferiu-lhe o título de defensor Perpétuo do Brasil. Pouco depois, no dia 2 de Agosto, era o príncipe recebido sob a "abóbada de aço" no Grande Oriente do Brasil, sob o pseudônimo maçônico de Guatimozim (Este nome foi escolhido em lembrança do último imperador azteca, vencido e supliciado por Cortez, mas considerado símbolo do estoicismo)

Ainda em 1822 José Bonifácio acusou o Grão Oriente de conspirar contra a Monarquia, e de articular um plano para matar Dom Pedro I e implantar uma República Brasileira.

Em 02 de novembro de 1822, José Bonifácio determinou uma devassa contra os maçons, acusados de conspirar “contra o governo estabelecido, espalhando contra ele as mais atrozes calúnias, fomentando enfim a anarquia, e a guerra civil”

O Imperador passa então a apoiar Bonifácio, e inicia-se, então, o período de perseguição aos maçons partidários de Gonçalves Ledo. O Cônego Januário Barbosa foi preso, além de numerosos outros maçons, e mesmo Gonçalves Ledo foi obrigado a fugir para Niterói, para posteriormente buscar asilo em Buenos Aires.

Com a vitória dos partidários de José Bonifácio, os membros do Apostolado (Nobre Ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz) passaram a dominar a Assembléia Constituinte, instalada em 3 de maio de 1823. O Grande Oriente fechava, de fato, as portas, pouco mais de quatro meses após ter sido criado. O segundo Grão-Mestre, d. Pedro, ocupou o cargo de 4 de outubro de 1822 a 25 de outubro de 1822.

Porém logo depois, devido a conflitos com a criação da Constituição do Império, José Bonifácio e seus seguidores foram presos e desterrados para a França.

Em Junho de 1823 Dom Pedro foi, pessoalmente, à sede do Apostolado (que estava reunido àquele momento), acompanhado de força militar, para fechar aquela sociedade sob a alegação de que seus membros estariam tramando contra a sua vida.

Com uma Carta de Lei de 20 de Outubro de 1823 Dom Pedro revogou e cassou o Alvará joanino de 1818; pela mesma lei, porém, tornaram a ser proibidas as sociedades secretas, sob pena de morte ou de exílio.

Após a proclamação da Independência do Brasil em 1822, a maçonaria brasileira, que a foi protagonista nesse processo, estava longe de ser uma entidade unificada.

José Bonifácio, Grão Mestre do Grande Oriente Brasílico, e líder da Maçonaria Azul ou conservadora, pensava em independência do Brasil com o estabelecimento de uma Monarquia ligada a Europa. Já Gonçalves Ledo, e o Cônego Januário da Cunha Barbosa, líderes dos Maçons Liberais, alimentavam o rompimento imediato com a Metrópole e a Proclamação de uma Republica.

No primeiro ano do Império do Brasil, Dom Pedro I acaba rompendo com essas duas facções por acreditar que seu poder de monarca estaria ameaçado por eles.

O Príncipe usara da maçonaria para ser Imperador e cuidava pagar-lhe os serviços com esta parca moeda. A maçonaria servira-se do Príncipe para ter um Imperador e um Império maçonizados à sua feição. Não perdoaria jamais a sua atitude, ferindo e dispersando os obreiros com o dourado malhete que lhe confiara. Pagaria, com juros altos, na melancólica madrugada da abdicação, a 7 de abril de 1831, a assinatura desta Carta de Lei. Depois, de novo nos braços da maçonaria, iria gloriosamente conquistar para sua filha, D. Maria II, o trono de Portugal, ocupado por seu tio D. Miguel I, o grande e intemerato inimigo dos pedreiros livres.

O Reinado de Dom Pedro I foi a última proibição que teve a maçonaria no Brasil. Somente um século e pico mais tarde, com a fôrça decorrente do estado de sítio, mais aparente do que real, no período que antecedeu imediatamente à implantação do Estado Novo, o General Newton Cavalcanti entendeu ingênuamente de fechá-la, como se baionetas e decretos ocasionais pudessem da noite para o dia encerrar as atividades duma instituição internacional, protéica e inspirada nas idéias cabalistas e maniquéias, tão velhas como a civilização. As maçonarias não se proibem, nem se fecham pela violência; porém se destroem pelo esclarecimento dos seus propósitos, a revelação dos seus segredos e a educação da mocidade, a fim de dar aos homens do futuro uma consciência cristã capaz de repelir as tentações das trevas fantasiadas de luz.

Fonte:A MAÇONARIA NO BRASIL. Por DR. BOAVENTURA KLOPPENBURG/ Independência ou Morte: um grito que saiu de dentro dos templos maçônicos – Elmo Machado Azevedo – Gazeta do Maçom – pág. 19. Edição Independência do Brasil Setembro 2010./As Quatro Coroas de D. Pedro I - Sérgio Corrêa da Costa/Segredos e Revelações da História do Brasil.

O PODER DO VERBO

Ir∴ Rudi Petri Gautério de Antoni 
A∴R∴L∴S∴ Guardiões do Templo Nº 225 • Rito Schröder

O Verbo é criador. O G∴A∴D∴U∴ criou o universo e os seres vivos por meio da vibração. Por isso que se diz que “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era o próprio Deus”

Se o Verbo é a origem, a consequência é a existência humana e sendo assim fica caracterizado que o verbo possui poder e reside em cada ser humano.

Deus, quando no processo de criação do universo, usou o poder do Verbo (vibração) para materializar a sua vontade. Dessa forma, os homens também podem usar o poder que emana do chakra da garganta (que é o chakra do poder e da manifestação), para contatar as esferas superiores.

O poder mágico do verbo ou palavra está presente principalmente naquilo que emitimos no dia a dia.

O poder da palavra falada é mágico, transformador e trasmutador de nossas vidas. Pelo fruto se reconhece a árvore é pelo modo que se usa a palavra no dia a dia que se reconhece um maçom.

No antigo Egito, não se falava aleatoriamente sobre catástrofes e doenças.

Especialmente em templos sagrados, que são verdadeiros geradores e canalizadores de energias poderosíssimas.

Para os Hierofantes Egípcios, falar não é somente pronunciar ideias. Verbalizar é irradiar toda a energia que temos potencializada em nosso interior. Por isso diziam que quando alguém verbaliza lembranças de desgraças, elas voltam poderosamente a quem as proferiu.

Isso ocorre por meio do verbo concentrado que mais cedo ou mais tarde gera reação (Lei da ação e reação) naquele que a direcionou.

No plano físico, sabemos que temos em nosso interior os mesmos elementos que existem na natureza (ar, fogo, água e terra), Quando pronunciamos uma palavra, uma frase, uma oração ou uma maldição, pelo principio da vibração fazemos vibrar primeiro em nosso interior um desses quatro elementos para em alguns milésimos de segundos após exteriorizar essa palavra.

O M∴M∴ Jorge Adoum afirma em seu livro, Do Mestre Eleito dos 9 “O homem fala como age, age como pensa e pensa como sente”.

Portanto, tudo o que falamos tem em sua essência um pouco do poder de nossa mente e de nossas emoções.

Podemos afirmar que uma única palavra pode salvar um país, uma única palavra pode destruir uma nação.

Por isso o mestre BUDA sempre falava a seus seguidores cuidarem das palavras. Ele dizia; “É extremamente fácil dizer a coisa errada. E extremamente difícil concertar o que falou, não é mesmo?”

As quatro transgressões da boca:
  • A Mentira
  • A Duplicidade
  • As Palavras ásperas
  • As Palavras vãs
A mentira é extremamente repreensível porque além de não condizer com os preceitos da Ordem é uma arma que contribui para a o fortalecimento da ilusão. Em que as pessoas que se prendem a mentiras ficam vivendo em um mundo fora do real um mundo de ilusões que não lhes deixa ver a verdadeira verdade.

O ensinamento iniciatico visa despertar a consciência e o aperfeiçoamento do iniciado por isso devemos repudiar a mentira.

A duplicidade é dizer uma coisa a uma pessoa e outra a outra pessoa. Falar algo, pensar outra coisa totalmente diferente. Com a duplicidade enganamos e prejudicamos emocionalmente a outra pessoa e a nos mesmos. As energias negativas da adulação e do embuste geram deformações na moral de quem as profere. Quem sorri e elogia e pelas costas pensa e fala o contrário, incorre em um erro grave para própria consciência. Seja verdadeiro no falar, sem ser áspero.

As palavras ásperas não são somente palavras vulgares e de baixo calão, mas principalmente aquelas que magoam alguém. Se nos auto-observarmos, poderemos conter esses tipos de palavras que às vezes inconscientemente jogamos ao vento.

Um texto tântrico afirma:

As pessoas nascem com um machado dentro da boca e com ele se cortam a proferir palavras ásperas. O resultado desse comportamento volta-se contra elas e assim, lhes é impossível conhecer a felicidade.

As palavras vãs podem ser palavras verdadeiras proferidas no momento errado. Palavras verdadeiras que causam sofrimento a outrem. Palavras verdadeiras sem começo nem fim, palavras verdadeiras que são desorganizadas ou apresentadas de forma insensata.

Podemos estudar o verbo sob a visão social, psicológica, mágica, moral ou espiritual.

Quando usamos a régua durante as 24 horas do dia e temos controle sobre as palavras que saem de nossa boca, sabemos nos controlar verbalmente, conhecemos, direcionamos e aplicamos a energia da palavra e não somente seus fonemas, nos tornaremos pedras polidas prontas para erguermos templos a virtude e masmorras ao vício.

“Palavras bem ditas tornam-se benditas, e, mal ditas tornam-se malditas”!

Bibliografia:
Apostila, Curso de Gnose, Esoterismo e Autoconhecimento (apostila retirada do site Gnosis on line, http://www.gnosisonline.org) – Livro, Do Mestre Eleito dos 9, Autor Jorge Adoum. Sites: (www.espirito.org.br), (http://somostodosum.ig.com.br) e (http://luzvital.blogspot.com).

Fonte: JBNews - Informativo nº 306 - 30 de Junho de 2011

quarta-feira, 22 de abril de 2026

FRASES ILUSTRADAS

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COLUNAS DO TEMPLO 4 - REAA

Em 28/01/2026 o Respeitável Irmão Antonio Nagib Barbosa, Loja Vigilância e Fraternidade de Inhumas, 1160, GOB-GO, REAA, Oriente de Inhumas, Estado de Goiás, apresenta a seguinte pergunta:

COLUNAS DO TEMPLO

Após realizarmos uma reforma em nossa Loja e, em atendimento às recomendações ritualísticas, procedemos à transferência das Colunas que anteriormente se encontravam no interior do Templo para a parte externa, posicionando-as do lado de fora da porta de entrada, conforme determina a legislação maçônica.

Diante disso, venho respeitosamente consultar se, mesmo com as Colunas devidamente posicionadas na parte externa do Templo, seria admissível a manutenção de duas colunas no interior do Templo apenas com finalidade ornamental, sem caráter ritualístico ou simbólico.

Desde já, agradeço a atenção dispensada.

CONSIDERAÇÕES:

Isso não é possível, pois fisicamente as Colunas são apenas duas e se localizam junto à porta no átrio do Templo, como está previsto no Ritual de Aprendiz, REAA, página 22, 1.3.1 – Planta do Templo.

À vista disso, colocar duas outras Colunas pelo lado de dentro, mesmo que para servir nas instruções, não está previsto. 

No mais, isso certamente causaria confusão e desrespeito ao ritual, pois estar-se-ia introduzindo elementos nele não mencionados. 

É o suficiente as Colunas Gêmeas que ficam no átrio, junto à porta.

Sugere-se que para instrução é perfeitamente viável usar como referência as Colunas B∴ e J∴ que aparecem nos Painéis das Lojas de Aprendiz e Companheiro do REAA (GOB).

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 8

COMO ME APRESENTAR NO DIA DE LOJA?

1º - O Templo é o lugar onde tem a reunião dos irmãos imbuídos do desejo de evoluir e contribuir para a evolução dos demais.
2º - Valorizar a reunião, apresentar-se com sua melhor roupa, ou seja: despido de toda maldade, manter os pensamentos nobres e altruísticos, valorizando a cada irmão e cumprindo com todas as regras existentes.
3º - Traje limpo, com bom aspecto revela a personalidade de quem o usa, e influenciará diretamente no relacionamento entre os participantes daquela reunião. Tomemos cuidado pois!
4º - Aquele que é fiel no pouco será fiel no muito, aquele que infiel no pequeno será igualmente infiel no grande. Cuidado com os relapsos, eles não respeitam nem a si mesmo!
5º - Bom seria que todos fossem responsáveis, cabe a cada um de nós criticar construtivamente visando sempre o progresso do irmão imaturo cujo comportamento nos causa constrangimento.

http://www.cavaleirosdaluz18.com.br/utilidades/trabalhos

TUDO PODE SER UMA VANTAGEM

Meus Irmãos 

Diz o filósofo Marco Aurélio, em suas Meditações (8.35):
“A natureza das coisas racionais deu a cada pessoa seus poderes racionais, e da mesma forma ela nos dá esse poder, a natureza torna seu próprio objetivo qualquer obstáculo ou qualquer oposição, estabelece seu lugar na ordem destinada, e o coopta; assim também toda pessoa racional pode converter qualquer obstáculo em matéria-prima de seu objetivo.”

Essa máxima nos recorda de que a vida não se desenrola sem desafios. O que para alguns é uma pedra de tropeço, para outros pode ser transformado em degrau. O obstáculo não está apenas diante de nós: ele pode ser o material de que precisamos para construir nossa própria força.

Vejamos um exemplo do mundo profano. Muggsy Bogues, com apenas 1,60m, foi o jogador mais baixo da história da NBA. Para muitos, sua estatura era um limite intransponível, um fardo, uma sentença de fracasso. Contudo, Bogues transformou o que parecia ser sua maior fraqueza na sua maior força: sua agilidade, velocidade e capacidade de surpreender adversários o fizeram brilhar naquilo que diziam que jamais conseguiria.

Quantas vezes, meus Irmãos, nós mesmos não nos sentimos pequenos diante das tarefas da vida, ou limitados por circunstâncias que parecem maiores do que nossa estatura espiritual ou material?

A Maçonaria nos ensina que a Obra não se constrói apenas com blocos perfeitos, mas também com as pedras irregulares que precisamos lapidar. Assim também é conosco: cada dificuldade é matéria-prima para o crescimento do Iniciado.

O que o profano chama de fraqueza, nós podemos chamar de oportunidade de aprendizado. O que o mundo chama de derrota, nós podemos usar como laboratório de virtudes.

A questão que deixo hoje para vossa reflexão é esta:
 
Quais são os aspectos de vossa vida que tens considerado entraves, mas que poderiam ser usados como alavancas para a vossa evolução?

Que limitações, se aceitas e trabalhadas, podem se tornar vossas ferramentas mais poderosas?

Lembremo-nos: o verdadeiro maçom não foge da adversidade, mas a acolhe como parte da Grande Obra. Pois a Pedra Bruta se torna Pedra Cúbica justamente pela ação paciente e determinada sobre suas asperezas.

Assim, meus Irmãos, que possamos sair daqui com esse espírito: tudo pode ser uma vantagem. Depende apenas de como decidimos usar o que a Vida — e o G:.A:.D:.U:. — nos coloca diante.

Conclusão:

Que cada um de nós, ao olhar para seus limites, consiga ver neles não um peso, mas um degrau. Pois até mesmo o que parece um obstáculo, é, na verdade, uma parte indispensável da construção do nosso Templo interior.

Fonte; Facebook_Aprendiz de Cavalejro

terça-feira, 21 de abril de 2026

FRASES ILUSTRADAS

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ALFAIAS DIFERENCIADAS - AUTORIDADES MAÇÔNICAS

Em 28/01/2026 o Respeitável Irmão Hélio Lima, Loja União Palmeirense, 1454, REAA, GOB-AL, Oriente de Palmeira dos Índios, Estado de Alagoas, pede opinião sobre o assunto descrito abaixo.

ALFAIAS DE AUTORIDADES

Venho por meio desse, pedir-lhe alguns esclarecimentos sobre o seguinte assunto:

I – Da natureza simbólica da Loja

A Loja Simbólica é o espaço sagrado onde se realiza o trabalho iniciático. Seu governo ritualístico cabe exclusivamente: ao Venerável Mestre; aos Vigilantes;

aos Oficiais regularmente investidos.

A legislação do Grande Oriente do Brasil não atribui à Loja função legislativa. Seu papel é formar consciências, lapidar caracteres e preservar a Tradição.

Assim, qualquer distinção simbólica em Loja deve estar expressamente prevista no Ritual ou na Lei.

II – Do mandato de Deputado Estadual

O Deputado Estadual é eleito para representar a Loja junto à Poderosa Assembleia Legislativa Estadual, exercendo mandato de natureza estritamente legislativa.

A Constituição do GOB-AL e o Regulamento Geral da Federação não lhe conferem: autoridade ritualística; poder administrativo sobre a Loja; prerrogativas simbólicas locais.

Seu campo de atuação é o Parlamento maçônico, não o Templo.

III – Da Lei: tratamento não é paramentação o Regulamento Geral da Federação, em seu art. 219, assegura às autoridades maçônicas visitantes:

tratamento compatível com sua dignidade; ordem de precedência no Oriente.

Todavia, a Lei é silenciosa quanto ao uso de alfaias legislativas em Loja Simbólica. E em Direito Maçônico, o silêncio da Lei não autoriza — limita. Precedência é deferência; Paramentação é função.

IV – Do Decreto nº 2.169/2023 e o sentido das alfaias. O Decreto nº 2.169, de 4 de setembro de 2023, ao regulamentar a padronização e o uso dos paramentos das dignidades, estabelece um princípio claro e inequívoco: As alfaias identificam o exercício funcional do cargo. Logo, só podem ser usadas: no ambiente próprio do cargo; durante o exercício efetivo da função. A sessão de Loja Simbólica não é ambiente funcional do Poder Legislativo. Portanto, o uso das alfaias de Deputado nesse contexto carece de respaldo legal.

V – Do Ritual do REAA e a Egrégora

O Rito Escocês Antigo e Aceito ensina que a harmonia do Templo nasce da igualdade simbólica. Quando se introduzem distinções não ritualísticas: fragmenta-se a Egrégora; rompe-se o nivelamento;

desloca-se o foco do aperfeiçoamento moral para a exaltação de cargos. Em Loja, o Irmão não é Deputado, Conselheiro ou Juiz — é Maçom.

VI – Das consequências do uso indevido. Permitir o uso de alfaias legislativas em Loja Simbólica: cria hierarquias paralelas; fere o princípio da igualdade; abre precedentes perigosos; enfraquece a autoridade ritual legítima.

A Maçonaria não se sustenta em símbolos mal colocados, mas em símbolos bem compreendidos.

Conclusão

À luz da Constituição do GOB, do Regulamento Geral da Federação, da Constituição do GOB-AL, do Decreto nº 2.169/2023 e dos princípios do REAA, posso concluir que: 1 O Deputado Estadual é autoridade legislativa, não ritualística; 2 Suas alfaias são funcionais, não honoríficas; 3 Seu uso em Loja Simbólica não encontra amparo legal nem ritual; 4 A preservação da harmonia exige o respeito aos limites da função.

Então vestir o paramento certo no lugar certo, para que o Templo não se transforme em Parlamento, nem o Parlamento em palco de vaidades.

Dessa forma, o Ir∴ poderia me dizer: se estou correto em minhas afirmações ou estou equivocado?

CONSIDERAÇÕES:

Veja, é consagrado no GOB o uso de paramentos diferenciados destinados às autoridades. Esses paramentos se encontram regulamentados no RGF.

Sem excessos de preciosismo, é bom que se diga que assim tem sido natural que qualquer autoridade maçônica compareça para os trabalhos de uma Loja maçônica regular, paramentada como autoridade em que se acha investida, mormente os Deputados, estaduais ou federais, nas sessões ordinárias e magnas do simbolismo.

O uso de aventais diferenciados para distinguir autoridades não quebra a harmonia da Loja, até porque esses paramentos se acham previstos nas nossas tradições, usos e costume.

No mais, o termo “egrégora” não é instrumento ou elemento que possa ser usado, sob qualquer alegação nesse caso, pois esse é um elemento de crença pessoal e não coletiva, às vezes usado por alguns ritos que compõem a Sublime Instituição. Não é o caso do REAA.

Nesse sentido, vale ressaltar que a palavra “egrégora” nem mesmo consta oficialmente no nosso vernáculo.

Por fim, reitera-se que no REAA não se encontra, em nenhum lugar dos seus rituais de Aprendiz, Companheiro e Mestre, qualquer menção ao uso da palavra egrégora.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O MEDO E A AUTORIDADE

São forças silenciosas que, quando não dominadas, aprisionam a mente e paralisam a vontade. O medo surge como uma sombra que distorce a realidade, exagera perigos e cria correntes invisíveis que nos impedem de dar passos em direção ao crescimento. Ele sussurra dúvidas, levanta muralhas e coloca diante de nós fantasmas que só existem no íntimo da consciência. Já a autopiedade, por sua vez, é como um veneno lento que mina a dignidade interior. Alimenta-se da sensação de injustiça e fracasso, fazendo com que a pessoa veja a si mesma como vítima constante, incapaz de mudar ou lutar por novos caminhos.

O domínio do medo começa quando reconhecemos que ele é apenas um guardião da zona de conforto, tentando nos manter seguros, mas ao mesmo tempo afastando-nos das maiores conquistas. Enfrentá-lo não significa eliminar o temor, mas aprender a caminhar apesar dele, entendendo que a coragem não é ausência de medo, mas a decisão de seguir adiante mesmo sentindo-o. Assim, cada passo dado contra essa força nos torna mais livres e mais fortes.

A autopiedade, por outro lado, só pode ser superada quando se assume responsabilidade pela própria vida. Enquanto a mente se prende a lamentos, o coração deixa de enxergar as oportunidades. Libertar-se dela exige transformar o “por que comigo?” em “o que posso aprender com isso?”. Esse movimento interior rompe as amarras do vitimismo e abre espaço para a autossuperação, para a força que nasce da resiliência e para a construção de um futuro moldado pela ação, e não pela queixa.

O ser humano que domina o medo e vence a autopiedade torna-se senhor de si mesmo. Passa a enxergar a adversidade como parte natural da jornada, e não como sentença. Aprende que a vida não é feita para ser assistida de dentro da prisão da dúvida ou da lamentação, mas para ser vivida com ousadia, determinação e confiança. Pois a verdadeira liberdade não está fora, mas dentro de nós — no instante em que decidimos ser maiores que os obstáculos que tentam nos parar

Fonte: Facebook_Federação Maçônica de S.Paulo