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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 12 de abril de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PARAMENTOS DE ALTOS CORPOS

Em 22/12/2025 o Respeitável Irmão José Bento, Loja Ordem e Progresso, 133, REAA, GOMG (COMAB), Oriente de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

PARAMENTOS

Eu queria saber se podemos usar os paramentos dos Graus Filosóficos em sessões públicas realizadas por uma loja Simbólica.

Uns reunião festiva, dia das mães, por exemplo.

Eu sei que não reuniões econômicas ou magnas (iniciação, elevação e exaltação) não é permitido os paramentos de graus superiores. Mas sendo uma sessão festiva, não vejo razão para proibir o uso dos Paramentos dos Graus Filosóficos.

CONSIDERAÇÕES

Inicialmente, sugiro que o Irmão consulte minuciosamente a legislação da sua Obediência. Veja se há algo nesse sentido que possa lhe orientar.

No meu ponto de vista, entendo que se foi uma Loja simbólica que promoveu a sessão pública (com a presença de não maços), essa sessão é correlata ao simbolismo, portanto segue as regras do simbolismo, ou seja, nela admitem-se apenas os paramentos do simbolismo.

Vale ressaltar que graus acima do 3º devem obediência à uma Corporação de Altos Graus, a qual não pode interferir no Franco-maçônico básico universal, que é o simbolismo, e que se submete apenas às leis e regulamentos de uma Obediência Simbólica.

É o que eu entendo.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

GRÃO-MESTRE USANDO A PALAVRA

Em 22/12/2025 o Respeitável Irmão José Bento de Oliveira, Loja Ordem e Progresso, 133, REAA, GOMG (COMAB), Oriente de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

GRÃO-MESTRE

Tira-me uma dúvida: O Grão-Mestre quando em visita a uma Loja, ao fazer uso da palavra ele fica de pé e ordem e cumprimenta as luzes da loja, bem como as autoridades, como os demais irmãos?

Obrigado pela costumeira atenção.

CONSIDERAÇÕES:

No caso da fala do Grão-Mestre, se ele preferir, pode usar da palavra sentado, todavia sabe-se que geralmente ele prefere falar em pé, portanto deve ficar à Ordem.

Nessa condição, o Venerável Mestre, depois da manifestação protocolar inicial do Grão-Mestre, deve dispensá-lo da composição do sinal.

Assim, o Grão-Mestre, ao usar da palavra, estando ainda à Ordem se dirige primeiramente à Loja como costumeiramente se faz, isto é, se dirige por primeiro às Luzes, depois, genericamente, às autoridades presentes e finalmente aos demais IIr∴. Logo depois desta manifestação inicial, o Ven∴ Mestre dispensa-o do sinal.

Esse tem sido o procedimento mais comum e prático adotado quando o Grão-Mestre faz uso da palavra.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

A CRENÇA

A crença reflete uma convicção em alguma coisa esotérica, mística ou religiosa. Sendo uma ação empírica, ela é produto de fé.

Maçonicamente, constitui um dogma; a Maçonaria exige do candidato e, posteriormente, de seu adepto que tenham crença em Deus, como base fundamental de sua convicção maçônico- filosófica.

A liturgia é composta de efeitos místicos traduzidos em sinais, palavras e posturas. Tudo tem uma razão de ser nessa liturgia, e o maçom a aceita como se fora um culto.

Entre si, os maçons cultivam o amor fraterno como se fosse uma crença; trata-se de uma postura mística, uma vez que sem o afeto, o respeito e a amizade, nenhum corpo maçônico poderia sobreviver.

Essa amizade revertida em amor produz seus frutos, que são a tolerância, a compreensão, o afeto e s sinceridade, entre outros.

Não é a Instituição que institui o amor fraterno, más é cada maçom individualmente que propugna por esse comportamento.

Um aperto de mão caloroso, um abraço afetuoso, palavras gentis, compreensão, o aceitar conselhos, o aconselhar, enfim, o comportamento essencialmente familiar faz do maçom um ser humano seleto.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 109.

O TRABALHO

Meditava sobre a relevância do "trabalho" quando fui chocado com a definição trazida pelo Dicionário Etimológico: "A palavra trabalho vem do latim tripalium, termo formado pela junção dos elementos tri, que significa "três", e palum, que quer dizer "madeira".

Tripalium era o nome de um instrumento de tortura constituído de três estacas de madeira bastante afiadas e que era comum em tempos remotos na região europeia. Ou seja, originalmente, ao que parece, trabalho é uma forma de tortura ou castigo.

Contrariando a crença arraigada na sociedade, de geração para geração, de que trabalho é algo penoso, árduo, quase um castigo: "Ganharás o pão com o suor do teu rosto" (Genesis 3:19), trabalho, nada tem de atroz, sendo, tão somente, um conjunto de atividades realizadas, e o esforço feito por indivíduos, com o objetivo de atingir uma meta.

É a força realizadora de sonhos.

É o combustível que impulsiona o desenvolvimento das habilidades que, diuturnamente aferidas e aperfeiçoadas, culminam com inovações em todos os campos do viver humano.

Por fim, o trabalho faz com que o homem aprenda a melhor conviver com seus pares, respeitando as diferenças e suplantando o egocentrismo, não apenas na sociedade à qual se integra, mas, sim, e principalmente, em si mesmo, "pois o Reino de Deus já está dentro de vós." (Lucas 17:21).

Neste toar, ratifica Myrian Mourão, Diretora e líder educadora na empresa Myrian Mourão Desenvolvimento Profissional: "As relações humanas com o trabalho mudarão quando exorcizarmos as crenças passadas de geração em geração, quando o conceito de AMAR o que faz não for apenas mais uma estratégia ou modismo de livros de administração para tornar as pessoas mais produtivas, incentivadas com palestras, treinamentos motivacionais ou teorias ocas" (fonte: administradores. com. br / artigos / ).

A palavra servir em hebraico é avodah, que encerra o sentido de trabalho laborioso. A clássica resposta judaica é que tefilá é isto: um trabalho para despertar o amor oculto dentro do coração até ser atingido um estado de união íntima com o divino. Um elemento chave do seu relacionamento com o Criador é "servir a Ele de todo o coração". (Por Tzvi Freeman. Fonte: pt . chabad . org /).

O Alcorão Sagrado, na Surata 6, "AL MÁIDA" (A MESA SERVIDA), Versículo 132, nos diz: "Para todos haverá graus concordantes com o que houverem feito." Portanto, a importância de cada um está ligada a sua atividade.

A sociedade tem escalas conforme a atividade de cada um, esclarece o Profeta Mohammad (S.A.W): "Não me digas quem é o teu pai ou a tua mãe, mas me digas que trabalhos tu realizastes."

O trabalho é a identidade do homem, cujos méritos o leva ao progresso e à evolução, como preceitua a Surata 24, "ANNUR" (A LUZ), Versículo 38: "Para que Allah os recompense melhor pelo que tiveram feito, acrescentando-lhes de Sua graça." E acrescenta a Surata 37, Versículo 61: "Que trabalhem por isso, os que aspiram lográ-lo!" (fonte: Fundação Amigos do Slam).

Avicena (Abū ʿAlī al-Ḥusayn ibn ʿAbd Allāh ibn Sīnā), polímata persa, 980 d.c., Pai da Medicina, relata que o trabalho se divide em dois atos: primeiro – O fato de que posso realizá-lo; segundo – Em (prol de) que ou quem eu o realizei. (Fonte: Wikipédia).

Cumprindo seu mister, Albert Pike (Moral & Dogma), nos instrui:"Que nenhum companheiro imagine que o trabalho dos humildes e sem influência não vale o feito. Não há limite legal para as possíveis influências de uma boa ação ou uma palavra sábia ou um esforço generoso.

Nada é muito pequeno. Quem está aberto para a penetração profunda da natureza sabe disso. Embora, na verdade, nenhuma satisfação absoluta poderá ser concedida à filosofia, mais em circunscrever a causa do que em limitar o efeito, o homem de pensamento e de contemplação cai em êxtases insondáveis, tendo em vista todas as decomposições de forças resultantes na unidade.

Todos trabalham para todos."

William Preston (Illustrations of Masonry), define Maçonaria como: "um sistema regular de moralidade, concebido em uma tensão de interessantes alegorias, que desdobra suas belezas ao requerente sincero e trabalhador".

A Maçonaria é uma oportunidade de trabalho voluntário, tendo nos maçons seus voluntários. Ser um voluntário é estudar o ritual, não apenas executando-o da melhor forma possível, mas principalmente o compreendendo. É participar ativamente das reuniões, contribuindo com suas idéias e opiniões.

É se oferecer para ajudar nas diversas atividades em grupo, ou mesmo para realizar algumas atividades individuais dentro de suas competências, como ministrar uma palestra, criar um website, pintar uma parede ou trocar uma simples lâmpada.

É ter ciência de que, sendo um trabalho voluntário, você não depende dele para sua sobrevivência e sustento de sua família, devendo, portanto, ir para a Maçonaria e permanecer nela somente se estiver realmente interessado.

E cada vez que comparecer, faça valer à pena, porque apenas assistir e criticar não pode ser considerado trabalho voluntário… é necessário colaborar, esclarece Kennyo Ismail.

"O Maçom é o homem que aspira a perfeição; é aquele cujo guia é a ciência e cujo código é a atração universal: o amor." (Fonte: BOLETIM OFICIAL DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL. N.º 7, 14° Ano, Setembro de 1889, p. 132).

O trabalho do Maçom é cimentar o Amor, solidificando diuturnamente as colunas da Maçonaria Universal, pois como dizia Paulo, o Apóstolo, sem amor, nada se é. E nada se faz!

Texto: Bruno Bezerra de Macedo – MM Grande Loja Maçônica do Estado do Ceará - GLMECE

Fonte: Grupo Memórias e Reflexões Maçõnicas

sábado, 11 de abril de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CIRCULAÇÃO PELO ORIENTE

Em 22/12/2025 o Respeitável Irmão Wander Lourenço Luzia, Loja União de Ipatinga, 1567, REAA, GOB MINAS, Oriente de Ipatinga, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte pergunta:

CIRCULAÇÃO NO ORIENTE

Estou hoje como Mestre de Cerimônia pela a primeira vez e tenho uma dúvida e por isso estou buscando com você uma Orientação. A Respeito da circulação no Oriente, tem alguma norma ou lei que proíbe passar entre o altar onde fica o Venerável e o altar do livro da lei? Pois já perguntei a vários irmãos e só falam que não pode, mas não me mostram nenhum aparato legal pra essa norma. Já fui questionado por vários irmãos e não achei nada a respeito, pois no ritual fala que a circulação no Oriente é livre.

CONSIDERAÇÕES:

Como bem menciona o ritual, a circulação pelo Oriente é live, portanto, tanto faz, passar pela frente do Alt∴ dos JJur∴, ou pela sua retaguarda. De resto, diferente disso não passa de mera invencionice.

Normalmente, quando não se acha nenhuma bibliografia com justificativas plausíveis é porque simplesmente o fato não existe.

Em relação à entrada e saída do Oriente, em se tratando do REAA, existe somente uma regra para ser seguida, isto é, nele se ingressa pelo lado Nordeste (o mesmo do Orador) e dele se sai sempre pelo lado Sudeste (o mesmo do Secretário). Simplificando, toda a entrada no Oriente se faz vindo da Coluna do Norte e toda a saída é em direção à Coluna do Sul.

Ainda outra recomendação. O Venerável Mestre será sempre abordado pelo seu lado direito (seu ombro direito). A única exceção é na prova da Taça das Vicissitudes, a qual ocorre pela banda Sul do Altar, justamente para facilitar a retirada do candidato em direção à Coluna do Sul.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

COMPORTAMENTO RITUALÍSTICO - SAUDAÇÃO E PARADA FORMAL

Em 19.12.2025 o Respeitável Irmão Victor Peres Gomes Azevedo, Loja Obreiros da Itabapoana, REAA, GOB-ES, Oriente de Bom Jesus do Norte, Estado do Espírito Santo, pede esclarecimentos para o que segue:

COMPORTAMENTO RITUALÍSTICO

Meu Ir, peço, por gentileza, esclareça duas dúvidas pertinentes ao Ritual de Aprendiz do REAA. Em minha última sessão, durante o "Tempo de Estudos", foi falado sobre o "Comportamento Ritualístico", na página 204 e item "Saudação Maçônica". O que me gerou essas duas dúvidas:

Na página 43 (Da Circulação em Loja e Saudação), diz: "Sempre pelo Sin Pena saudação maçônica será feita somente ao Ven Mestre quando da entrada e saída do Or, e ao Ven Mestre e aos VVig quando da entrada formal ou da saída definitiva do Templo. O Obreiro segurando (empunhando) algum objeto de trabalho, quando da entrada e da saída do Or, não fará Sin, mas apenas uma parada rápida e formal, sem inclinação do corpo nem meneios com a cabeça. A saudação ao Ven Mestre será feita assim que for alcançado o Or; durante a saída do Or, a saudação será feita antes de descer".

Dito isso:

1 - Quais são os objetos de trabalho que comumente são transportados em Loja?

2 - Ao entrar no Or, portando um desses objetos de trabalho, não deverá ser realizado nenhum tipo de reverência ao Ven Mestre?

Esses questionamentos me foram passados em forma de trabalho, para ser apresentado logo na primeira sessão do próximo ano maçom. Poderia fazê-lo apenas baseado no Ritual, pois deixa muito claro o que deve ou não ser feito, porém, gostaria de ter do Ir um esclarecimento que provavelmente eu não conseguiria alcançar. Desde já, meu muito obrigado!

CONSIDERAÇÕES:

1 - Qualquer objeto que esteja sendo conduzindo pela mão, ou mãos, podendo ser um bastão, uma espada, uma bolsa ou saco, um livro de atas, um livro de presenças, um papel com uma mensagem, uma peça de arquitetura, enfim tudo aquilo que estiver ocupando as mãos do titular durante circulação em Loja.

2 - É notório que saudações em Loja são feitas sempre pelo Sinal Penal do Grau, ou seja, saúda-se executando-se a pena simbólica pela forma de costume. Também é notório que não se usa o instrumento de trabalho, ou outro objeto qualquer, para com ele se compor e executar o sinal. Isso quer dizer que não se faz sinal com um objeto ou um instrumento de trabalho. Por exemplo, um Mestre de Cerimônias não faria sinal passando o bastão, ou a bolsa de propostas na sua região gut; também um Cobridor não passaria uma espada na sua garg; do mesmo modo, o Hospitaleiro não passaria a bolsa de beneficência na região da garg, etc. Essa regra serve os sinais dos três graus.

Por causa disso é que se diz que não se faz sinal com o objeto de trabalho. Nessa condição faz-se então uma parada formal (corpo ereto e os pés em esquadria) em vez de fazer o sin.

Como é dito que saudação é impreterivelmente feita pelo Sin Pen, estando o titular com as mãos ocupadas, a parada formal não é saudação, mas uma parada em reverência.

Na execução de uma parada formal, não se faz inclinação com o corpo e nem meneios com a cabeça. Nessa ocasião o protagonista simplesmente pára momentaneamente ficando com o corpo ereto e os pés em esquadria, trazendo na(s) mão(s) um objeto.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SANTANA, O CANTADOR


SANTANNA, O CANTADOR é um dos grandes representantes da música nordestina. Nascido em Juazeiro do Norte, Ceará, em 1960, ele traz no sangue a paixão pela Arte, sendo descendente de uma família de artistas. Sua carreira despontou em 2002, quando o CD "Xote Pé de Serra" conquistou o público, com mais de 100 mil cópias vendidas. Com sua voz marcante e a valorização das raízes culturais, Santanna tornou-se um símbolo das festas juninas.

Sua trajetória foi marcada por encontros especiais, como o com Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, de quem foi amigo e parceiro em apresentações. Desde 1992, quando se tornou cantor profissional, Santanna segue difundindo o forró para além do Nordeste. Hoje, ele é celebrado como um dos músicos mais respeitados do gênero.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

A PALAVRA COMO FERRAMENTA DE CONSTRUÇÃO OU DESTRUIÇÃO.

A palavra é uma das ferramentas mais poderosas que o ser humano recebeu. Invisível, mas decisivo; sutil, mas profundo. Com ela se constrói o templo interior ou se rompem seus alicerces. Portanto, tanto na vida profana como no caminho iniciático, a palavra deve ser usada com consciência, retidão e propósito.

Numa visão maçônica, a palavra é um símbolo de luz. É instrumento de ensino, transmissão de valores e união fraterna. Bem utilizado, orienta, instrui e fortalece; mal utilizado, confunde, fere e divide. Assim como o maçom trabalha para polir a pedra bruta, ele também deve aprender a polir a sua linguagem, eliminando as arestas da raiva, do orgulho e das mentiras.

A palavra constrói quando nasce do respeito, da verdade e do desejo sincero de elevar o ser humano. Constrói quando corrige com prudência, quando orienta sem impor e quando une em vez de separar. Mas destrói quando é pronunciado sem reflexão, quando responde ao ego ou quando se torna instrumento de discórdia.

Nem todo ensino requer voz. O silêncio consciente também é uma palavra sábia. Saber ouvir, refletir e calar-se no tempo é parte essencial da disciplina moral, tanto para o maçom como para qualquer pessoa comprometida com o seu crescimento interior.

Que cada palavra que pronunciamos seja como uma pedra bem esculpida, colocada com equilíbrio e justiça no trabalho da nossa vida, para que o resultado seja harmonia, fraternidade e bem comum.

Fonte: Facebook_Atrio do Saber

sexta-feira, 10 de abril de 2026

FRASES ILUSTRADAS

LOJA DE MESA III

Em 18.12.2025 o Respeitável Irmão Sérgio Elói Giordani, Loja Tiradentes, 4232, REAA, GOB-PR, Oriente de Marechal Cândido Rondon, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

LOJA DE MESA

Gostaria de um esclarecimento, do Nobre Ir, sobre a liberação de Banquete Ritualístico, BANQUETE, com as Cunhadas. 

Ato que tenho percebido ocorrerem por diversas Lojas - Sendo que, pelo conhecimento que tenho, esse Ritual, não é de iniciativa do GOB, ou seja, sendo assim, ilegal. Finalmente gostaria de uma orientação sua sobre esses eventos.

CONSIDERAÇÕES

O Ritual de Loja de Mesa, equivocadamente chamado de Banquete Ritualístico, existente no GOB, deve ser impreterivelmente seguido como se encontra editado. Esse ritual encontra-se inserido in Rituais Especiais, Sessões Exclusivas, edição 2016. É o que está em vigência no GOB.

Assim, não existe nenhum outro ritual em vigência que trate de cerimônia de Loja de Mesa, muito menos algum oficial com a presença das Cunhadas.

Consta no RGF, Art. 108, § 1º, VIII que a Sessão de Banquete Ritualístico (Loja de Mesa) ocorre em sessão ordinária, portanto são trabalhos em Loja aberta, nesse caso, exclusiva para maçons.

O que o Irmão relata em sua questão parece ser algo completamente irregular. Cabe ao Venerável Mestre e ao Orador não permitir a ocorrência de Loja de Mesa, usando ritual não aprovado no GOB, e muito menos com a presença das cunhadas.

Vale lembrar que sessões ordinárias, das quais uma Loja de Mesa, são exclusivas para iniciados.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ESTRELAS - COMISSÃO DE RECEPÇÃO

Em 14/12/2025 o Respeitável Irmão Sandro Oliveira Keep, Loja Universo, 4819, sem mencionar o Rito, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a seguinte pergunta:

ESTRELAS

O que é a estrela da Comissão de Recepção nos termos do Decreto n. 1.476, de 17 de maio de 2016:

Art. 4º O ingresso da Bandeira Nacional no Templo obedecerá aos procedimentos a seguir:

I – Pelas Lojas do Rito Adonhiramita e do Rito Escocês Antigo e Aceito:

a) constitui-se uma Comissão de Recepção composta por treze Mestres Maçons, armados de espadas e munidos de estrelas;

CONSIDERAÇÕES:

Nesse contexto, as estrelas, que não são as do firmamento, são velas acesas, ou luzes, conduzidas por maçons que compõem as comissões constituídas para receber autoridades maçônicas, geralmente nas sessões magnas.

Individualmente, a estrela corresponde a um bastão com aproximadamente 1,20m de comprimento, o qual traz, no seu topo, um dispositivo luminoso, comumente uma vela acesa ou mesmo uma pequena lâmpada elétrica alimentada por pilhas.

Primitivamente, com caráter iminentemente prático, essas luzes eram tocheiros acesos para iluminar o caminho dos maçons que chegavam para os trabalhos nas Lojas durante a noite.

A Moderna Maçonaria, visando manter essa tradição, conservou as estrelas (primitivos tocheiros), porém com significado especulativo, tal como o das comissões formadas para receber autoridades. Alguns autores também defendem que o simbolismo dessas estrelas corresponde às luzes que emanam dessas autoridades.

Sob o aspecto ritualístico, como os componentes das comissões de recepção geralmente trazem a espada segura pela mão direita, para formar a abobada de aço, então os bastões com estrelas devem ser obrigatoriamente empunhados pela mão esquerda, de cada um dos titulares.

Esses artefatos (estrelas) ficam comumente guardados nas dependências do templo em um suporte próprio, sendo distribuídos, acesos, nos momentos previstos.

Ainda, sob o caráter iniciático que envolve a Luz (iluminação), as comissões de recepção, dispostas ao Norte e ao Sul, são sempre formadas por número ímpar de elementos, ficando o número maior de componentes ao lado Norte, a despeito de que essa é a parte menos iluminada do Templo. De certo modo, essa interpretação remonta aos tempos em que o caminho era de fato iluminado para os que se apresentavam à noite para os trabalhos.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A MAÇONARIA E SEU PAPEL NA CIRCULAÇÃO DO CONHECIMENTO

Maçonaria e seu papel na circulação de conhecimentos científicos e filosóficos no século XIX.
A maçonaria do século XIX não foi apenas um espaço de conspiração política ou de fraternidade ritual; tornou-se um verdadeiro laboratório de ideias, um canal secreto e eficaz para a difusão de conhecimentos que em outros domínios estavam censurados ou restritos.

As logias discutiam as teorias de Newton e Laplace, analisavam os escritos de Rousseau e Voltaire e compartilharam traduções clandestinas de obras que questionavam a ordem estabelecida. Lá, sob o abrigo de símbolos e juramentos, se tecia uma rede de intelectuais que ligava Paris a Madrid, Havana ao México, e que permitia que correntes ilustradas e revolucionárias circulassem com surpreendente rapidez.

A maçonaria funcionava como uma tipografia invisível: multiplicando as ideias, protegendo-as da perseguição e entregando-as àqueles que estavam dispostos a transformar a sociedade. Este papel como "ponte do conhecimento" revela uma faceta pouco explorada da Ordem: mais do que um círculo fechado, foi um motor silencioso de modernidade, ciência e filosofia, cuja pegada ainda pulsa na cultura contemporânea.

Fonte: Facebook_Maestros Masones

quinta-feira, 9 de abril de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CIRCULAÇÃO PELAS COLUNAS DO NORTE E DO SUL - REAA

Em 10/12/2025 o Respeitável Irmão Christian Dantas, Loja Manoel Reginaldo da Rocha, 2439, REAA, GOB-RN, sem mencionar o Oriente, Estado do Rio Grande do Norte, faz a seguinte pergunta.

CIRCULAÇÃO PELAS COLUNAS

Meu irmão, boa noite com relação a circulação nas colunas, de acordo com Ritual e o SOR, não existe circulação nas colunas, nesse caso se o Mestre de Cerimônias por ventura ir até a mesa do 2 Vig∴ na coluna do Sul , para retornar ao seu lugar se faz necessário realizar o giro completo no caso ir para Norte depois voltar para Sul em seu lugar ou ele pode normalmente retornar ao seu lugar sem circulação. Desde já agradeço.

CONSIDERAÇÕES:

Na verdade, nunca existiu circulação horária se o caso for o de perambular pela mesma Coluna (isso nem mesmo consta nos rituais anteriores).

No caso do REAA, existe uma regra quando se tratar de passar de uma para outra Coluna. Nesse caso, quem for passar do Norte para o Sul, cruza o equador do templo entre a retaguarda do Painel e o Oriente, enquanto que indo do Sul para o Norte, passa por entre a porta e a frente do Painel.

Esse percurso tem uma conotação horária, o que significa que quem estiver circulando de uma para outra Coluna, o faz com o ombro direito voltado para o centro, cujo ponto de referência central é o Painel da Loja. Em tese, esse deslocamento simula o giro dos ponteiros do relógio durante a marcha diária aparente do Sol.

Já, andando pela mesma Coluna, não há necessidade de se cruzar o equador do templo, pois não é necessário se dar a volta ao mundo para chegar no mesmo lugar.

Especificamente, no caso exemplificado na sua questão, o trânsito ocorre na mesma Coluna, ou seja, na Coluna do Sul. Assim, o M∴ CCer∴ anda diretamente do seu lugar até o 2º Vig∴ e, ao retornar, dali segue diretamente ao seu lugar. Tudo isso ocorreu na mesma Coluna (Sul), sem a necessidade de se deslocar até o Norte para novamente voltar ao Sul.

Essa é uma regra centenária do rito, o resto não passa de invencionice.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmil.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

TAÇA DAS VICISSITUDES I

Em 09/12/2025 o Respeitável Irmão Flávio August Batistela, Loja Solidariedade e Firmeza, 3052, REAA, GOB-SP, Oriente de Dracena, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos para o que segue:

TAÇA DAS VICISSITUDES

Por favor, explique para nós o significado e os motivos pela qual a Taça Sagrada agora se chama Taça das Vicissitudes.

CONSIDERAÇÕES:

Porque não existe nenhuma relação religiosa para essa taça, e sobre ela não pesa nenhuma santidade para que seja chamada de sagrada. No mais, a Maçonaria não é uma religião.

Na realidade, a prova da taça é uma alegoria que revela mudança de algo que se sucede - do semblante sereno do Candidato, ao provar das doçuras da vida, à brusca mudança de expressão por repúdio e surpresa ao perceber a transformação da doçura para o amargor.

Em Maçonaria, o sentido dessa prova é o de demonstrar que houve transformação, ou mudança. Alerta o recipiendário sobre às inconstâncias e reviravoltas da vida (tribulações); são as alternâncias e os maus momentos; são as provações temporárias que devem ser enfrentadas com resignação para o fortalecimento do Homem. 

Segundo o vernáculo, Vicissitudes: (do latim vicissitudine) é a mudança das coisas que se sucedem; alternativa. Significa modificação, transformação, alteração; instabilidade ou volubilidade das coisas.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O INFAME FALSIFICADOR

Por Luciano J. A. Urpia

Antoine Firmin Abraham tornou-se uma figura infame nos círculos maçônicos de Paris no início do século XIX. Apesar da escassez de informações biográficas a seu respeito, ele ganhou notoriedade por fabricar e vender diplomas maçônicos falsos, além de comerciar graus superiores de forma ilegítima, atividades das quais obteve lucros significativos por um tempo. Essa rede de falsificações e comércio ilegal de altos graus rendeu-lhe uma fortuna considerável, até que suas ações foram expostas.

Sua produção intelectual inclui a obra "L'Art du Tuileur "(1804) e o periódico "Le Miroir de la Vérité "(1800-1808), que, apesar da origem duvidosa do autor, reúnem detalhes históricos relevantes sobre a Maçonaria francesa da época. O periódico, publicado em três volumes, é particularmente rico em dados históricos sobre a Ordem na França. No entanto, em 1811, o Supremo Conselho da França emitiu uma circular oficial declarando nulos todos os seus documentos e o denunciando publicamente como um impostor. Esta circular, intitulada "Circulaire du Conseil Suprême du 33e degré", foi um documento de dezesseis páginas que explicitamente desmascarou Abraham como um fraude, invalidando todas as suas cartas régias e diplomas.

Assim, Abraham deixou um duplo legado: o de um charlatão que explorou a credulidade de muitos irmãos e, paradoxalmente, o de um editor cujas publicações, embora fruto de fraude, preservaram informações úteis para os estudiosos da história da Maçonaria.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

PROFANO OU NEÓFITO?

Ir∴ José Aparecido dos Santos
ARLS Frederico Chalbaud Biscaia – Rito Francês 
ARLS Justiça – Rito REAA – Oriente de Maringá

Em uma breve análise sobre a vida profana e a iniciação na maçonaria, cheguei a uma conclusão;

Inicio da Vida Profana: Iniciamos com uma corrida (viagem) de milhões e um somente tem a Graça de Deus de ter um local único, escuro, sem nenhum visão da vida futura e dentro do ventre materno por nove meses e tendo toda afeição e alegria daqueles que querem a sua presença entre eles.

Quando ganhamos a luz, não enxergamos e sim só vemos luz por alguns dias, sem poder decifrar o que virá no futuro, não falamos e sim tentamos balbuciar algumas palavras e sem definições, não caminhamos por vários meses e sim somos levados e carregado por aqueles que devotam amor por nós e a confiança é total naquele que nos carrega por todos os lados.

Não conhecemos e nem temos conhecimento deste ser Supremo (Deus), somos um pequeno pagão por um determinado tempo, até recebermos a luz divina de nosso Pai Maior, do nosso batizado e nos é colocado pela ação divina, ótimos mestres em nossos ensinamentos de vida profana, sendo os nossos pais, avós, que só tendem a nos dar o ensinamento de vida, nos levando a verdade absoluta, nos apresentando ao Ser Supremo (Deus), nos dando o que é bondade, benevolência, atitudes de moral humana, educação e etc.

Iniciamos a vida profana com valorosos mestres e com verdadeiros ensinamentos de vida correta, integra, tendo o crescimento pessoal, moral, intelectual e sempre pelos mestres da vida que nos conduzem para a plenitude do mundo, estes nunca nos deixam, são eternos mestres para com nós.

Inicio da Vida Maçônica: Somos escolhidos no meio de milhões de profanos, e ao sermos iniciados, ficamos de olhos vendados, sem poder ver nada por algumas horas, voltamos ao nosso interior mental, como também voltamos ao interior da terra, representando o ventre materno, depois de algumas horas, com diversas viagens que fazemos pelo interior do Templo e sempre com um mestre que nos dá todo apoio e acreditamos na segurança deste que nos leva.

Depois de muitas idas e vindas (viagens), recebemos a luz, por alguns minutos, temos a visão conturbada e sem reconhecer as pessoas que nos aguardam com alegria, amor, dedicação e nos vendo como um novo irmão que vai iniciar os seus passos e engatinhando na vida maçônica.

Da mesma forma que somos levados pelos nossos pais, avós, na vida profana, também temos excelentes mestres que tendem a nos levar para o aprendizado da maçonaria, aprendendo os passos da vida ereta e doutrinada na verdade, humildade, ser um homem integro em todos os momentos e locais.

No grau de Aprendiz, temos os nossos passos idênticos de uma criança, e nos é ensinado como fazer, como se portar dentro de um Templo e nos sendo ensinado, como devemos nos portar dentro do Templo e como devemos estar paramentados, em seguida partimos para o grau de Companheiro, já podendo mudar os passos, mas tendo que ter os mestres sempre nos apoiando e aprimorando o lado do ser humano e maçom, para que este no futuro próximo, possa dar o ensinamento ao grau de Aprendiz.

Quando temos o grau de Mestre, este sendo o ápice do Grau Simbólico, já tendo o discernimento do que deve fazer na vida maçônica e profana, para não dar maus exemplos aos que estão iniciando na Maçonaria, este pode e tem o domínio de ir para o Oriente e retornar para o Ocidente, já tem o seu lado espiritual e mental eficaz e tendo que ensinar o Aprendiz e Companheiro.

Em todo momento de vida maçônica, temos que ter em mente, que somos homens livres, de bons costumes, podendo errar, não dando continuidade nos mesmos erros, sem sermos soberbos, temos que ter a humildade, integridade, postura pessoal, crença e devoção em Deus não somente para sociedade maçônica, mas continuar na sociedade profana, que nos vê, como homens com diferencial.

É colocado que somos todos iguais, nenhum irmão é melhor que o outro, mesmo que este tenha um grau elevado de cultura e financeira, somos todos iguais não somente dentro dos Templos, mas no dia à dia de nossa vida maçônica e profana, desta forma, não devemos ser soberbos.

Desde aprendiz, companheiro, mestre e do grau 4 ao 33, todos nós estamos em franco estudo maçônico e um tem que dar um pouco de si para ensinar o outro irmão, o que é ser maçom, qual o grau do significado da vida maçônica, sendo através dos estudos, vivência entre todos nós e praticando o nosso ensinamento: “LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNINADADE”, devemos sim, retornar a Câmara de Reflexões, para um exame de consciência e alertar-se de que, na realidade, e Maçom.O diferencial do Homem Maçom, que tem que ter em mente, que todos nós somos iguais e temos que fazer para o outro o que desejamos para nós e nossos familiares, não somos somente irmão de maçonaria, mas temos que ser “AMIGOS e IRMÃOS”!! Ou “IRMÃOS e AMIGOS”?? Se não nos sentirmos como verdadeiros “AMIGOS E IRMÃOS”, qual o motivo de desejarmos em nos tornarmos “MAÇOM”!!??

Fonte: JBNews - Informativo nº 0304 - 28 de junho de 2011

quarta-feira, 8 de abril de 2026