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PERGUNTAS & RESPOSTAS
O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br
domingo, 1 de março de 2026
TEMPO DE ESTUDOS E AUMENTO DE SALÁRIO
Em 07/10/2025 o Respeitável Irmão Hiram Andreazza de Freitas, Loja Regente Feijó III, 1456, GOB-SP, Oriente de Itu, Estado de São Paulo, apresenta o que segue:
TEMPO DE ESTUDOS
Surgiu uma dúvida em minha loja. Sobre as instruções após a iniciação, elevação e exaltação. No meu entender, não deveriam ser consideradas como Tempo de Estudos, teríamos a instrução na ordem do dia e depois abertura do Tempo de Estudos, e assim o Irmão apresentaria a peça de arquitetura. Qual seria a sua interpretação sobre esse assunto.
CONSIDERAÇÕES:
Se o Irmão estiver se reportando às instruções que constam nos rituais, as mesmas são sempre apresentadas no Tempo de Estudos. Neste período, também são apresentadas peças de arquitetura e outros elementos inerentes às instruções para o aperfeiçoamento do Iniciado.
Observe-se, no entanto, que matérias pertinentes a aumento de salário (colações de grau), como o questionário elaborado pela Loja e respectiva sabatina, devem seguir os trâmites especificados nos artigos competentes do RGF.
O Tempo de Estudos existe para que nele sejam apresentadas as instruções, já o exame final de avaliação, onde haverá transformação de Loja e votação nominal, deve ocorrer na Ordem do Dia.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
ESTANDO EM PÉ - CONDUTAS RITUALÍSTICAS DO REAA
Em 07/10/2025 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta as seguintes questões:
ESTANDO EM PÉ
1⁰) na última sessão, um irmão questionou sobre as posições dos irmãos Orador e Secretário estarem à Ordem, na conferência das peças pelo Venerável. Na página 59 do ritual 2024, não menciona que fiquem à ordem. Quis saber se a postura havia mudado.
2⁰) no REAA, podemos colocar a Loja em recreação, para se discutir algum assunto?
3⁰) no encerramento da sessão, o Venerável usando o ritual para ler, ele pode ficar em pé, sem estar à Ordem? Já que está com seu instrumento de trabalho.
CONSIDERAÇÕES:
1 - Isso é tão elementar que não precisa estar escrito no ritual. É amplamente conhecido que em Loja aberta do REAA, quem estiver em pé, deve se colocar à Ord∴, ou seja, em pé, corpo ereto, pés em esquadria, compondo o Sin∴ de Ord∴ do grau. Sinceramente, penso ser inacreditável que ainda há IIr∴ do REAA que desconhecem essa regra.
À vista disso, obviamente que os IIr∴ Orad∴ e o Secr∴, ficam à Ord∴ nessa ocasião. Sempre foi assim, e nada mudou. À propósito, é bom lembrar que ninguém fica à Ord∴ sentado.
2 – Conforme menciona o ritual vigente do REAA no GOB, não está previsto se colocar a Lojaem recreação, ou em família, durante os trabalhos. O que está previsto é no Tempo de Estudos, se a ocasião demandar, o Ven∴ Mestre pode ocasionalmente dispensar o giro na palavra para melhor fluidez durante os debates, se alguma instrução demandar. Concluídos os debates no Tempo de Estudos, imediatamente é restabelecido o giro da palavra. Isso não pode ser confundido com colocar a Loja em recreação, ou em família.
Discussões que mereçam votação ocorrem na Ordem do Dia. Conforme o ritual, nesse período também não está prevista a colocação da Loja em recreação para debates. Assim, recomenda-se, se o assunto for polêmico e requerer longos debates, que o Ven∴ Mestre marque, na forma regimental, uma sessão administrativa e transfira para ela o debate, trazendo, posteriormente, as conclusões para serem votadas na Ordem do Dia de uma sessão ordinária regular. Vale ressaltar que em uma sessão administrativa os debates são isentos de giro ritualístico da palavra, embora ordeiros. Por tudo isso, reitera-se: não há período de recreação previsto no ritual.
3 - Se na ocasião, o Ven∴ Mestre estiver em pé e com as mãos ocupadas, por certo ele estará impedido de compor e fazer o sinal, no entanto, mesmo assim deverá se manter em pé, corpo ereto e os pés em esquadria. Seria o caso se ele estivesse segurando o ritual para efetuar alguma leitura.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
BREVIÁRIO MAÇÔNICO
CONSTITUIÇÕES
São as leis maiores de todo agrupamento organizado, essenciais para que haja ordem no caos.
Cada potência maçônica isolada, seja uma grande loja ou grandes orientes, deve possuir a sua constituição.
A constituição em si não é tão importante como a sua instituição; para constituí-la é necessário convergir a vontade do povo maçônico, sendo assim, a expressão máxima de como aquela obediência pode subsistir legitimamente.
Uma constituição é um instrumento genérico que contém as linhas-mestras de uma instituição, pois visa disciplinar quase que permanentemente as regras de comportamento.
Quanto mais antiga uma constituição, mais sábia ela resultará.
Não existe propriamente, hoje em dia, uma constituição abrangente e uniforme, e por esse motivo, a espinha dorsal maçônica ainda são as constituições de Anderson de 1717 e 1723.
Todo maçom deve possuir um exemplar dessas constituições básicas, para compará-las com as constituições de sua própria obediência.
Os princípios que essas constituições observam são fruto de um longo e judicioso trabalho que resultou, embora não sejam perfeito, possui suficiente credibilidade para subsistir até hoje.
O maçom deve ser fiel às leis de sua ordem.
Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 102.
A ESTABILIDADE DO HOMEM LIVRE
Meus amados Irmãos, se desejamos ser estáveis, é preciso antes compreender que a estabilidade não nasce do que nos acontece, mas do modo como escolhemos julgar o que nos acontece.
A essência do bem não está nas coisas externas, nem nos cargos, nem nos aplausos, nem mesmo nas dificuldades.
O bem, assim como o mal, reside em um tipo específico de escolha racional.
As coisas exteriores, meus Irmãos, são apenas matéria-prima.
Elas não carregam em si valor moral algum.
É o nosso julgamento que lhes dá forma.
Quando julgamos corretamente, a escolha se torna boa.
Quando julgamos de forma distorcida, a escolha se torna má, ainda que o objeto seja o mesmo.
Por isso, o homem verdadeiramente livre não se maravilha com o que é material.
Ele não se deixa conduzir pelo brilho das aparências, nem pelo peso das circunstâncias.
Ele aprende a filtrar o mundo externo pelo crivo da razão.
Os antigos estoicos chamaram esse estado de constância, tranquilidade e firmeza interior.
Não como fuga do mundo, mas como domínio de si no meio do mundo.
Essa estabilidade não é fruto da sorte.
Não nasce do isolamento, nem do silêncio imposto, nem da ausência de desafios.
Ela nasce da capacidade de ordenar interiormente o que é caótico exteriormente.
A razão é a ferramenta que nos foi dada para isso.
Ela toma os acontecimentos confusos, inesperados e muitas vezes duros da vida e os transforma em ensinamento, medida e direção.
Contudo, se abandonamos a razão, nossos julgamentos se deformam.
E quando o julgamento se deforma, tudo o que se segue se desorganiza:
— nossas palavras,
— nossas atitudes,
— nossos relacionamentos,
— e, por fim, nosso próprio Templo Interior.
O homem que não governa seus juízos não se mantém firme no caos.
Ele reage.
Ele oscila.
Ele se perde.
Por isso, se desejamos equilíbrio, clareza e estabilidade, devemos trabalhar onde sempre trabalhamos: em nós mesmos.
Não tentando controlar o mundo, mas aperfeiçoando o olhar com que o observamos.
Não eliminando o externo, mas disciplinando o interno.
Assim como lapidamos a pedra bruta, devemos lapidar nossos julgamentos.
Pois quem aprende a julgar corretamente, aprende também a escolher corretamente.
E quem escolhe corretamente, constrói dentro de si um Templo que não se abala com o ruído do mundo.
Que cada Irmão reflita.
Que cada Irmão observe seus próprios juízos.
E que cada Irmão se lembre:
A estabilidade não é ausência de tempestade,é firmeza no meio dela.
Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro
sábado, 28 de fevereiro de 2026
BALANDRAU EM SESSÕES CONJUNTAS
Em 06/10/2025 o Respeitável Irmão Marcos Amorim, Loja Misótis, 4838, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta as seguintes questões:
BALANDRAU
Venho mais uma vez solicitar auxílio ao Irmão, visto que algumas dúvidas foram levantadas em sessão pelos os irmãos da Loja, sobre o uso do balandrau pelo Venerável Mestre, sendo elas:
1. O Venerável Mestre pode trajar balandrau, ao invés de traje maçônico, em sessões conjuntas ordinárias?
2. Sendo possível trajar balandrau em sessões ordinárias conjuntas, é recomendado fazê-lo?
3. O uso do balandrau dispensa o uso dos punhos?
4. O Venerável Mestre, em sessões conjuntas, sejam elas ordinárias ou magnas, deve presidir a sessão com os demais VVen∴ MM∴ ou pode trabalhar, ocupando cargos?
Mais uma vez, agradeço antecipadamente pela ajuda e atenção dispensados.
CONSIDERAÇÕES:
Inicialmente eu gostaria de salientar que sessões maçônicas em que as Lojas trabalham em conjunto, é preciso antes terem sido incorporadas.Nesse contexto, vale ressaltar que incorporação de Lojas somente é permitido se as mesmas forem da mesma Obediência, no nosso caso do GOB, e trabalhem no mesmo rito (vide o Ritual de Aprendiz do REAA vigente, GOB, 2024, página 74, título 2.8 - Recepção de Lojas).
Assim, Lojas que não forem da mesma Obediência, e do mesmo Rito, serão recebidas como Lojas Visitantes e não podem dividir, entre elas, os trabalhos.
Isso esclarecido, seguem as respostas solicitadas, não só para sessões ordinárias conjuntas, mas também para uma simples sessão ordinária.
Valos lá:
1 – Sim, o Venerável Mestre também pode usar balandrau negro. Não há discriminação para o seu uso no REAA, desde que seja em sessões ordinárias. Atenção: o balandrau deve estar em conformidade com as orientações previstas na página 33 do Ritual de Aprendiz do REAA em vigência no GOB
2 - Sendo legalmente admitida a utilização desta vestimenta (em sessões ordinárias de ritos que o admitem), fica a critério do usuário optar pelo uso do traje, que pode ser o balandrau negro, ou terno preto, ou azul marinho.
3 – Nas sessões ordinárias, o Venerável Mestre optando pelo uso balandrau, deverá estar paramentado como Venerável Mestre, ou seja, vestindo o respectivo avental, colar/joia, punhos e chapéu negro e desabado.
4 - Em Lojas incorporadas trabalhando em conjunto, não há duplicidade de cargos. Em comum acordo, as Lojas incorporadas combinam a ocupação dos cargos. Em nenhum caso haverá um mesmo cargo ocupado por dois titulares. As Lojas incorporadas deverão ser do mesmo rito, porquanto seguem o mesmo ritual.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
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