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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

LUGAR DO APRENDIZ RECÉM-INICIADO NO REAA

Em 05.06.2026 o Respeitável Irmão Lucas Mateus de Sousa Pontes, Loja Fraternidade Parnaibana, 840, REAA, GOB-PI, Oriente de Parnaíba, Estado do Piauí, pede esclarecimentos para o que segue:

LUGAR DO NEÓFITO

Estou eu aqui novamente para tirar mais uma dúvida com você, sempre na busca de executar uma ritualística perfeita.

Na última iniciação que tivemos surgiu a dúvida de em qual extremidade o aprendiz mais novo (neófito) deveria permanecer sentado: Alguns irmãos afirmaram que na extremidade do banco mais próxima do irmão tesoureiro, outros afirmaram que deveria ser na outra extremidade, aquela mais próxima do irmão primeiro vigilante. Afinal de contas, onde ele deve se posicionar?

CONSIDERAÇÕES

Entendo que é só seguir na íntegra o que prescreve o ritual vigente de Aprendiz Maçom, REAA/GOB, 2024. Se assim observado, não há o porquê de alguns Irmãos ficarem a achar uma coisa e outros acharem outra. Saindo do achismo, basta obedecer ao ritual instituído por Decreto do Grão-Mestre Geral do GOB.

É notório que o ritual vigorante é para ser seguido, mormente pelo que menciona o seu título 1.2 - Interpretação deste Ritual, página 13 (Ritual de Aprendiz REAA).

Assim sendo, vamos às conferências da questão.

Na página 169 do Ritual de Aprendiz, REAA/GOB, consta, em parte do seu trecho, a seguinte passagem:

"VEN∴ - [...] e depois fazei-o(s) sentar(em)-se no topo da Col∴ do Norte, destinada aos AApr∴, próximo à Coluna Zodiacal de Áries e do 1º Vig∴ (os grifos são meus)".

Ainda, nesse mesmo ritual, página 212:

"CCol∴ ZZod∴ - [...]; no dia da sua Iniciação, (os grifos são meus) o novo Apr∴ocupa lugar no topo do Norte, o mais próximo da Col∴ Zod∴ de Áries, perto do 1º Vig∴ (os grifos são meus), que é o início da caminhada, do Oc∴ para o Or∴ (os grifos são meus)".

Seguindo nesse mesmo ritual, página 213:

"Topos das CCol∴ do Norte e do Sul - Correspondem às paredes Norte e Sul do Templo (os grifos são meus), entre a balaustrada e a parede ocidental”

É razoável se observar que o trecho acima explica onde se situam, no templo, os “topos” das colunas do Norte e do Sul – é só conferir.

Nesse mesmo ritual, páginas 22, 24 e 25, ainda constam os seguintes subtítulos e orientações:

1.3.1 Planta do Templo; 1.3.3 As Doze Colunas do Zodíaco; 1.3.4 Correspondência Simbólica do Zodíaco.

Em se investigando no ritual o conteúdo destes títulos, é possível ainda se vislumbrar, no croqui da Planta do Templo, onde se localizam precisamente as 12 Colunas Zodiacais, mormente a Col∴ relativa a Áries, o lugar do 1º Vig∴ e onde ficam os topos das CCol∴ do Norte e do Sul.

Nesse cenário, a proximidade da Col∴ de Áries com o lugar do 1º Vig∴ indica o lugar em que o Aprendiz recém-iniciado deve se sentar no dia da cerimônia da sua Iniciação.

Diante destes comentários e das evidências ritualísticas apresentadas, não há o porquê de IIr∴ ficarem discutindo se o novo Aprendiz se senta aqui ou acolá. Ora, está bem claro no ritual que no dia da iniciação ele deve ocupar lugar no topo do Norte, a noroeste do templo, em Áries (primavera), próximo ao 1º Vig∴. Iniciaticamente, no marco inicial da sua jornada, ainda distante do Oriente o Aprendiz irá paulatinamente percorrer todo o topo do Norte em busca de um lugar mais iluminado – significa o trajeto da evolução.

Lamentavelmente, por muitos anos os rituais do REAA no Brasil, nesse particular ensinaram errado ao colocarem o Aprendiz recém-iniciado próximo à balaustrada. Certamente isso aconteceu por mera cópia de práticas de outros ritos e a total falta de conhecimento sobre a alegoria das CCol∴ Zodiacais no REAA.

Atendendo à liturgia original do REAA, o Aprendiz inicia sua jornada na constelação de Áries (início da primavera ao Norte) a noroeste do templo e vai paulatinamente passando, uma a uma, pelas seis primeiras CCol∴, até alcançar à Col∴ relativa à constelação de Virgem - a última do Norte, próxima à balaustrada do Oriente.

Assim, como Áries marca o início, a Col∴ relativa à Virgem baliza o final da senda no 1º Grau. Teoricamente essa última Col∴, ao Norte, é onde se senta o Aprendiz veterano que, por já estar no final do verão, encontra-se às vias de atravessar do Norte para o Sul, onde será elevado ao 2º Grau.

Esotericamente, esse movimento representa os ciclos pelo qual deve passar todo o iniciado no 1º Grau no REAA – seguindo as Leis da Natureza, ele vai desde a primavera até o final do verão. Em última análise, é o Iniciado acompanhando a revolução anual do Sol – vida e morte da Natureza.

Nessa conjuntura, se faz cogente compreender que todo esse teatro iniciático maçônico, que envolve aos ciclos da Natureza e a marcha anual do Sol, relacionam-se ao hemisfério Norte da Terra (região onde nasceu a Maçonaria).

Nesse cenário, ainda vale a pena mais uma abordagem sobre o conceito de topo das CCol∴ do Norte e do Sul no templo.

Nesse caso, a palavra "topo" significa o lugar mais afastado do Equador (eixo do templo). É bom que se diga que no REAA o templo maçônico representa uma faixa retangular de terras situada sobre o Equador, cuja largura vai de Norte a Sul e o seu comprimento de Leste a Oeste. O Pavimento Mosaico é o solo terrestre e a abóbada decorada a cobertura. As CCol∴ B∴ e J∴ marcam a passagem, pelo templo, dos trópicos de Câncer ao Norte e Capricórnio ao Sul.

No que trata dos “topos” do Norte e do Sul, a melhor referência para localizá-los é se colocar em pé, de frente para o Norte, no centro do Ocidente sobre o eixo (Equador). Assim, o observador verá toda a parede Norte à sua frente. A essa parede, que fica entre a balaustrada (nordeste) e o canto com a parede ocidental (noroeste), dá-se o nome de "topo da Coluna do Norte" (a base é o Equador e o topo o Norte). É nessa parede que ficam as seis primeiras CCol∴Zodiacais, sendo as três primeiras correspondentes às constelações de Áries, Touro e Gêmeos, relativas aos meses da primavera, e as outras três, correspondentes à Câncer, Leão e Virgem, relativas aos meses que compõem o verão.

No teatro iniciático do REAA, a alegoria concernente às estações da primavera e do verão, esotericamente se comparam à infância e adolescência do Iniciado.

Essa mesma alegoria se aplica ao topo da Col∴ do Sul, porém no sentido inverso do que ocorre no Norte. Agora é o Companheiro Maçom (juventude), um operário mais experiente, que se senta no topo da Col∴ do Sul, junto à constelação de Libra, de onde ele irá prosseguir pela segunda etapa da sua vida iniciática.

Partindo do outono, o Comp∴ Maçom segue, desde a balaustrada, a sudeste do templo, em direção ao inverno que se aproxima. Vislumbra-se a morte e o renascimento da Natureza – Para os iniciados, é o alcance da maturidade - o grau de Mestre Maçom.

No topo da Col∴ do Sul localizam-se as outras seis CCol∴ Zodiacais, as três primeiras, a partir da balaustrada (sudeste), correspondem ao ciclo natural do outono (Libra, Escorpião, Sagitário) e as outras três, ao inverno (Capricórnio, Aquário e Peixes). No caso, a constelação de Peixes é a última das CCol∴ ao Sul. Fica a sudoeste no canto com a parede ocidental.

Voltando à jornada do Apr∴, sob o aspecto prático e seguindo a ordem natural dos fatos, o recém-iniciado, logo que é consagrado Apr∴ Maçom, ocupa lugar junto à Col∴ Zodiacal de Áries (ponto de partida). Daí em diante, ele irá seguir a jornada indicada pelas constelações do Zodíaco até alcançar a última Col∴, correspondente à Virgem, que fica próxima à balaustrada a nordeste (final da jornada do iniciado no 1º Grau).

Vale a pena mais uma vez lembrar que todos os ciclos naturais (estações do ano), bem como as referências astronômicas aqui mencionadas, relacionam-se à observação do hemisfério Norte da Terra – meia-esfera em que nasceu a Maçonaria, em particular o REAA.

Outro aspecto importante relacionado ao REAA, é que ele é um rito solar que usa como comparativo para a evolução do Iniciado a revolução anual do Sol, base de todos os cultos solares das antigas civilizações. Em linhas gerais, a simbólica morte e renascimento da Natureza é que dá sustentação à alegoria iniciática construída pela Maçonaria. É imperativo que o maçom estude para compreendê-la.

Ao finalizar, é oportuno orientar a sua Loja no sentido da formação do seu título distintivo. No caso, deve-se acompanhar o seguinte ordenamento de padronização: por primeiro escreve-se "Augusta e Respeitável Loja Simbólica", em seguida o nome da Loja, acompanhado do número cadastral no GOB. Por fim, a sua condecoração (título de recompensa mais alta). No caso da sua Loja assim ficaria: "Aug∴ e Resp∴ Loj∴ Simb∴ Fraternidade Parnaibana, nº 840, Cruz da Perfeição Maçônica".

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A MAÇONARIA VENEZUELANA

A Maçonaria venezuelana consolidou-se institucionalmente após a Guerra de Independência, a partir de 1823, quando Lojas em Barcelona, Cumaná e Valencia solicitaram cartas patentes aos Estados Unidos. No entanto, sua unidade foi abalada por crises políticas internas e por um decreto de proscrição de sociedades secretas assinado por Simón Bolívar em 1828. A reorganização ocorreu especialmente após a Revolução de 1853, com a promulgação de uma nova Constituição Maçônica em 1856, que estabeleceu o Grande Oriente Nacional como a suprema autoridade regular no território venezuelano.

A estrutura organizacional era complexa e hierárquica, dividida em três ordens principais: a Ordem Simbólica (que reunia as lojas com os três primeiros graus), a Ordem Perfeita (dos graus capitulares 4º ao 30º) e a Ordem Filosófica (graus 31º ao 33º). A Constituição de 1856 também definiu requisitos de admissão, como a crença em um Ser Supremo, alfabetização e uma profissão honrada, além de centralizar a coordenação das atividades, que antes estava fragmentada desde a derrogação da constituição anterior de 1847.

Documentos históricos, como os da Loja "Esperança nº 37" de Caracas, revelam um crescimento significativo na segunda metade do século XIX. Em 1867, por exemplo, havia 28 Lojas registradas, totalizando cerca de 1.923 membros, com uma média de 68 maçons por Loja. Este desenvolvimento ocorreu em meio a divisões internas, como o cisma de 1851 que gerou duas correntes (uma ligada ao Grande Oriente/Grande Loja e outra ao Supremo Conselho), e reflete a influência da Maçonaria na vida política e social da Venezuela da época.

Sob o regime de Maduro, a Maçonaria venezuelana enfrentou perseguição direta, marcada pela morte extrajudicial de membros como Oscar Pérez, desaparecimentos forçados e intimidação. Enquanto a Maçonaria internacional condenava as violações, a liderança da Grande Loja da Venezuela, com autoridades alinhadas ao governo, absteve-se de criticar e até instruiu a cooperação com os órgãos de segurança do Estado. A instituição foi forçada ao silêncio e à clandestinidade operacional, com vários maçons precisando buscar asilo político no exterior para sobreviver.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

COWAN - GOTEIRA

O repasse é do Ir∴ Laurindo Gutierrez Loja Regeneração 3ª  Or∴ Londrina-PR

“COWAN” é uma palavra desconhecida para uma boa parte da população maçônica, principalmente da nossa região. “Goteira”, porém, muda um pouco de figura, sendo um termo nosso conhecido e o personagem considerado perigoso entre os Maçons.

Na Inglaterra também tem o significado de Goteira e de Profano; porém o termo Covan não figurou na maçonaria Inglesa até ser introduzido como que oficialmente, pelo Escocês Dr. James Anderson, em seu segundo “Livro das Constituições”, em 1738 (quando da sua reforma).

Se derivado do Grego o termo Cowan significa “CÃO” – devido aos curiosos e asquerosos hábitos daquele animal. Queriam eles dizer que cães e porcos estão sempre associados à sujeira.

Um dicionário de linguagem francesa, de Jeiniesom, diz que Cowan é derivado da palavra francesa “COION” (um companheiro covarde) um (miserável covarde), sendo para alguns escritores um disparate, esta colocação. As pesquisas dos Irmãos Assis Carvalho e Xico Trolha, apontam como “Covan”, um maçom que construía “muro seco” – isto é, muros ou paredes sem o uso de cimento ou argamassa. Entendemos que os Maçons da época queriam dizer que aqueles homens (os Covans) não tinham o principal elemento cultural para ligar, convenientemente (com argamassa = atributos), as pedras preparadas com o uso do “Maço” e do “Cinzel”, (ferramentas usadas pelos “Canteiros ou fazedores de cantos em pedras da época); então, construíam, amontoando e aprumando simplesmente as pedras preparadas”.

Diz-se ainda que o termo Covan foi extraído de um documento maçônico, em 1730, portanto, antes da Reforma da Constituição de Anderson em 1738, quando Samuel Prichard introduziu a referida palavra num diálogo existente no seu livro “MASONRY DISSECTED”:

P. – Onde se assenta o Aprendiz?       

R. – No Norte.

P. – Qual a sua ocupação?

R. – Afastar os “COVANS” (curiosos) e bisbilhoteiros.

P. – Se um bisbilhoteiro for apanhado, como deve ser castigado?

R. –Deve ser colocado sob o beiral da casa até que as Goteiras da chuva, a escorrer pelos seus ombros, saiam pelos sapatos.

Como podemos ver, em 1930, duas palavras conhecidas nossas nos dias de hoje aparecem no referido livro Inglês.

Levantou-se ainda que a Ata N° 0, da Loja Mãe do Mundo “KILWINNING”, de 1707, antes ainda de 1730, registrou que nenhum Maçom deve empregar um “Cowan” (Maçom sem a Palavra), para trabalhar. Isto significa que naquela época quem não tinha uma certa palavra, convencional, não podia trabalhar para os maçons regulares ou junto com eles. Assim como nos nossos dias não podemos ter ingresso às Lojas sem a P. ´. Sem.´., sabendo, inclusive, como transmiti-la;

A palavra Cowan aparece freqüentemente nos textos Escoceses, significando: espião, abelhudo, bisbilhoteiro etc., embora seu significado na Maçonaria não era só isso, podendo dar significação a um Pedreiro que, após trabalhar determinado tempo e ao final, não conseguisse renovar o seu contrato, mesmo que trabalhasse sete anos, este Aprendiz de Pedreiro, somente por este tempo de serviço, poderia não entrar para a “Fraternidade” (grupo organizado de homens do Maço, Maçons), passando a ser considerado um Cowan (bisbilhoteiro), um estranho, um Goteira nos assuntos de Maçonaria.

Seria o mesmo, nos dias de hoje, que um Aprendiz ou Companheiro, ao final do seu Interstício não conseguisse, por algum motivo, ser Elevado ou Exaltado, sendo desligado do Quadro e não tendo mais acesso aos trabalhos e ainda mais, sua aproximação sendo considerada a partir daí, um ato de curiosidade.

Como dissemos, o termo COWAN entrou oficialmente para a Maçonaria em 1738, significando profano, embora se saiba que esta designação, fora da Maçonaria signifique uma pessoa estranha às coisas religiosas, um ignorante às coisas sagradas, etc.

O nosso Irmão Assis Carvalho informa, inclusive, que o cargo de Cobridor Externo (Tyler em inglês), originou-se devido a presença do Covan (Goteira), que se aproximava para observar os trabalhos da Loja e ouvir o que os Maçons falavam ou faziam.

Quando um Cowan (Goteira) se aproximava da Loja ou de um grupo de Maçons, eles diziam: CHOVE, GOTEIRA; se era uma mulher que se aproximava, diziam: NEVA, ESTÁ NEVANDO. E imediatamente todos paravam de falar, pelo menos em assuntos da Maçonaria.

O termo Goteira ou (Cowan em outro idioma) nos chama a atenção até mesmo na C.´. de Ref.´.: “Se a curiosidade aqui te conduz, retira-te”. O curioso sempre foi mal visto pelos Maçons..

No passado, na Maçonaria Operativa, o tratamento dado aos Cowans (Goteiras) era o seguinte: quando se pegava alguém espionando os trabalhos da Loja, que na verdade funcionavam em tavernas (tabernas), aplicavam-lhe uma tremenda surra e o colocavam embaixo das goteiras da chuva para molhar-se todo. Se fosse tempo seco, davam-lhe um bom banho, isto depois de uma boa surra.

Finalmente, depois de contarmos todos o milagres pesquisados no Livro “Símbolos Maçônicos” dos Irmãos Assis Carvalho e Xico Trolha, vamos contar (conforme entendemos), a origem do termo ora estudado, o nosso famoso “Goteira”.

Consta nos velhos escritos ingleses que, durante as reuniões de Pedreiros alguns curiosos subiam nos telhados das tavernas (tabernas), penduravam-se nas calhas ou nos beirais, deitavam-se nos telhados e com as cabeças penduradas como se fossem goteiras da chuva, tentavam ouvir e ver o que falavam ou faziam os Maçons durante as reuniões.

Quando eram pegos, acontecia tudo aquilo que dissemos anteriormente. Apanhavam e eram colocados sob a goteira da chuva já que gostavam de assim se comportarem.

Daí a menção dos escritores de que a presença de um irmão armado de espada fora dos Templos (Cobridor Externo) originou-se da necessidade dos Maçons se protegerem dos “Goteiras” daquela época.

O escritor se posiciona em mais de uma vez em sua pesquisa, quanto a necessidade de termos uma única Pal∴  Sem.´. entre as Potências, desde que regulares.

Do livro : “Símbolos Maçônicos”dos IIr.´. Assis Carvalho & Xico Trolha.

Fonte: JBNews - Informativo nº 321 - 15 de Julho de 2011

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

A COR DAS COLUNAS ZODIACAIS

Em 04.06.2026 o Respeitável Irmão que se identifica com Gabriel, Loja Bárbara de Alencar, 4794, REAA, GOB-CE, Oriente de Fortaleza, Estado do Ceará, pede esclarecimentos para o que segue:

COR DAS COLUNAS

Boa noite, meu irmão, venho mais uma vez recorrer a vossa sapiência numa questão que me causou dúvida. Estamos de mudança para um templo próprio, e nessa fase de reformas surgem algumas dúvidas, na página 22 do ritual de Aprendiz as Colunas Zodiacais estão marcadas em vermelho, seriam essas marcações indicações de que a coluna deve ter a cor vermelha ou apenas é para reforço da posição. Me perdoe caso seja uma dúvida tola, mas procuramos fazer a reforma da maneira mais correta possível. De antemão, agradeço a atenção do irmão.

CONSIDERAÇÕES:

No que diz respeito à cor das Colunas Zodiacais, para elas não existe nada de específico nesse sentido. Geralmente essas colunas aparecem nos templos do REAA pintadas de branco ou na cor de bronze – esta não é uma regra.

No caso, por não existir uma norma, orienta-se que essas colunas possuam aparência discreta. Nesse contexto, sugere-se que os símbolos das constelações zodiacais que aparecem nos respectivos capitéis, sejam de uma cor que realce a sua aparência.

No que diz respeito às colunas e a cor vermelha que aparece no ritual, a mesma serve somente para realça-las no croqui esquemático, portanto isso não quer dizer que as Colunas Zodiacais devam ser pintadas de vermelho.

Por fim, ainda vale ressaltar que as Colunas Zodiacais ficam rigorosamente encravadas nas paredes Norte e Sul do templo, tal como se delas estivessem brotando. É importante mencionar que sob nenhuma conjectura essas colunas avançam no Oriente. Equidistantes, elas ficam agrupadas, seis ao Norte e seis ao Sul, entre a balaustrada e os cantos noroeste e sudoeste da parede ocidental.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 28

BELEZA

1º - Sabedoria, força e beleza constitui a saudação feita na correspondência maçônica, usando-se-a abreviada S.'.F.'.B.'..
2º - É o nome da coluna do sul e vem representada no sentido arquitetônico pela ordem coríntia.
3º - Essa coluna é considerada "feminina" tendo como representação a estátua de Minerva. O feminismo, aqui, diz respeito apenas ao dualismo, no sentido de oposição à força, que simboliza a coluna do norte.
4º - É evidente que envolve a beleza do caráter do maçom, a educação, a civilidade, a delicadeza com que os irmãos devem tratar-se mutuamente.
5º - Maçom, sois um templo. Toda construção envolve a beleza de seu projeto, de suas linhas e de sua conclusão. As coisas belas são apreciadas por todos, em especial pelo Maçom.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

LANDMARKS

Todos os Maçons regulares se obrigam a respeitar e cumprir fielmente as seguintes doze regras maçónicas, ou Landmarks:

1. A Maçonaria é uma fraternidade iniciática que tem por fundamento tradicional a fé em Deus, Grande Arquitecto do Universo.

2. A Maçonaria refere-se aos “Antigos Deveres” e aos “Landmarks” da Fraternidade, especialmente quanto ao absoluto respeito das tradições específicas da Ordem, essenciais à regularidade da Jurisdição.

3. A Maçonaria é uma ordem, à qual não podem pertencer senão homens livres e de bons costumes, que se comprometem a pôr em prática um ideal de paz.

4. A Maçonaria visa ainda, pelo aperfeiçoamento moral dos seus membros, o da humanidade inteira.

5. A Maçonaria impõe a todos os seus membros a prática exacta e escrupulosa dos ritos e do simbolismo, meios de acesso ao conhecimento pelas vias espirituais e iniciáticas que lhe são próprias.

6. A Maçonaria impõe a todos os seus membros o respeito das opiniões e crenças de cada um. Ela proíbe-lhes no seu seio toda a discussão ou controvérsia, política ou religiosa. Ela é ainda um centro permanente de união fraterna, onde reinam a tolerante e frutuosa harmonia entre os homens, que sem ela seriam estranhos uns aos outros.

7. Os Maçons tomam as suas obrigações sobre um volume da Lei Sagrada, a fim de dar ao juramento prestado por eles o carácter solene e sagrado indispensável à sua perenidade.

8. Os Maçons juntam-se, fora do mundo profano, nas Lojas onde estão sempre expostas as três grandes luzes da Ordem: um volume da Lei Sagrada, um esquadro, e um compasso, para aí trabalhar segundo o rito, com zelo e assiduidade e conforme os princípios e regras prescritas pela Constituição e os Regulamentos Gerais de Obediência.

9. Os Maçons só devem admitir nas suas lojas homens maiores de idade, de perfeita reputação, gente de honra, leais e discretos, dignos em todos os níveis de serem bons irmãos e aptos a reconhecer os limites do domínio do homem e o infinito poder do Eterno.

10. Os Maçons cultivam nas suas Lojas o amor da Pátria, a submissão às leis e o respeito pelas autoridades constituídas. Consideram o trabalho como o dever primordial do ser humano e honram-no sob todas as formas.

11. Os Maçons contribuem pelo exemplo activo do seu comportamento são, viril e digno, para irradiar da Ordem no respeito do segredo maçónico.

12. Os Maçons devem-se mutuamente, ajuda e protecção fraternal, mesmo no fim da sua vida. Praticam a arte de conservar em todas as circunstâncias a calma e o equilíbrio indispensáveis a um perfeito controle de si próprio.

Fonte: freemason.pt

terça-feira, 13 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

LUZES LITÚRGICAS E LIVRO DE PRESENÇAS

Em 03.06.2026 o Respeitável Irmão Ricardo Paim Cândido dos Santos, Loja Templários do Piratini, 4395, REAA, GOB-RS, Oriente de Imbé, Estado do Rio Grande do Sul, pede esclarecimentos. ricopaim_adv@yahoo.com.br

ACENDIMENTO DAS LUZES LITÚRGICAS

Caro Ir∴ no dia de hoje precisamos dirimir duas dúvidas, em relação a questões administrativa, e ritualística.

1 - Como se procede efetivamente o acendimento das velas, nos altares do V∴M∴, 1º Vig∴ e 2º Vig∴, em sessões de Apr∴, Comp∴ e em Câmara do Meio. No caso de nosso templo não usamos velas físicas, são lâmpadas eletrônicas.

Na Sessão de Apr∴, quantas lâmpadas são acesas em cada altar? E na Sessão de Comp∴? Idem e na Câmara do Meio.

2 - Na assinatura do Livro de Presenças dos Obreiros do quadro, a última assinatura para fechamento deve ser a do V∴ M∴, ou são assinaturas aleatórias? E, no caso é obrigatório o fechamento da página para não ser feita mais assinaturas?

CONSIDERAÇÕES:

1 – Luzes Litúrgicas – Primeiro é bom que se diga que nesse caso "altar" é apenas aquele ocupado pelo Venerável Mestre. Os VVig∴ não ocupam altares, porém "mesas" - vide no ritual correspondente do GOB. Ainda nesse contexto, vale também a pena mencionar que sobre o altar, ocupado pelo Ven∴ Mestre, bem como sobre cada uma das mesas ocupadas pelos VVig∴, há um candelabro com três braços, nos quais ficam as Luzes litúrgicas. 

Assim, consta nos respectivos rituais do REAA/GOB que no grau de Apr∴acendem-se três luzes (a do centro de cada candelabro), no de Comp∴ cinco luzes (as três do candelabro do Ven∴ e uma - a do centro - de cada candelabro dos VVig∴). Finalmente, no grau de Mestre Maçom acendem-se as nove Luzes (as três de cada candelabro).

É oportuno mencionar que todas essas orientações estão claramente descritas nos rituais vigentes do REAA, título: Disposição e Decoração do Templo. 

Não obstante essa informação, também é possível se encontrar no ritual orientações, escritas em azul, que acompanham as práticas ritualísticas, mormente as relativas a abertura e encerramento dos trabalhos.

De modo operacional, os rituais são bem claros quando mencionam que se as Luzes litúrgicas forem lâmpadas elétricas, cada titular as acenderá; caso elas sejam velas, então cabe ao Mestre de Cerimônias realizar essa missão. 

Quanto ao acendimento em si, o mesmo se dá por uma simples ação de se acender uma luz, isto é, sem nenhuma cerimônia especial que possa ser amparada por atos de veneração, inclinação com o corpo e meneios com a cabeça – conforme o ritual, nada disso existe.

Reitera-se: no REAA não existe nenhum cerimonial próprio para acendimento das Luze litúrgicas. Durante o ato de acendimento dessas Luzes é suficiente que o titular se comporte de maneira mais natural possível.

Caso as Luzes litúrgicas sejam velas no lugar de lâmpadas elétricas, cabe ao M∴CCer∴ trazer consigo a chama de uma vela auxiliar para acender as demais. Logo que todas as Luzes forem acesas nos candelabros, o titular apaga imediatamente a chama da vela secundária, nomeadamente porque ela não possui nenhum valor iniciático. O uso dessa vela auxiliar não tem nenhum significado especial, senão o de facilitar o acendimento. É oportuno mencionar que essa vela auxiliar não deve ficar acesa sobre o Alt∴ dos PPerf∴. Conforme o ritual, sobre esse Alt∴ não existe nenhuma vela acesa e nem outro objeto qualquer.

Durante o encerramento trabalhos, quando as Luzes litúrgicas serão apagadas, também não existe nenhum cerimonial especial.

A bem da verdade, as Luzes litúrgicas não possuem nenhum sentido sacro religioso. Esotericamente elas simbolizam a luz do saber e do esclarecimento. Notadamente, simbolizam a evolução do Iniciado, ao tempo em que, quanto maior for o seu esclarecimento, maior será o número de Luzes acesas nos candelabros. Nesse contexto, a Luz remete à sabedoria humana e a escuridão à ignorância.

Por fim, é imperativo que o ritual seja lido atentamente na sua íntegra, pois a maioria das respostas para essas questões nele se encontram.

2 – Livro de Presenças – É sempre o Ven∴ Mestre o último a assinar o Livro de Presença da sua Loja. Conforme especifica o RGF, Art.º 116, XVI – Compete ao Venerável encerrar o livro de presença da loja. Desta maneira, de acordo com o que especifica o Diploma Legal, é ele mesmo o último a assinar. Depois do ne varietur do Ven∴, recomenda-se que todas as demais linhas em branco da respectiva folha sejam inutilizadas.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS DA HISTÓRIA

Por Luciano J. A. Urpia

Domingos Alves Branco Muniz Barreto foi um militar e naturalista autodidata luso-brasileiro, nascido em Salvador por volta de 1748, que se destacou no período de transição da Colônia para o Império. Ingressou no Exército em 1773, chegando a Tenente-General em 1830, e viajou extensamente pela América Portuguesa, acumulando observações sobre a natureza e o contexto político da época. Foi sócio correspondente da Academia Real de Ciências de Lisboa e notabilizou-se pelo seu trabalho na Comarca dos Ilhéus, onde negociou com indígenas sublevados e produziu importantes documentos, como o "Plano sobre a Civilização dos Índios".
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Autodidata em Filosofia Natural, Muniz Barreto lia autores como Pison, Buffon e Lineu, mas criticava as metodologias hegemônicas europeias. Nos seus estudos botânicos, valorizou os saberes indígenas sobre as plantas, incorporando termos locais e adaptando as práticas científicas à realidade colonial, embora mantendo a deslegitimação desses conhecimentos perante os padrões acadêmicos. Faleceu no Rio de Janeiro em 1831, deixando uma produção singular que reflete a interseção entre o mundo militar, o saber indígena e a ciência ilustrada.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

A FORÇA POLÍTICA DO GOB

A FORÇA POLÍTICA DO G∴O∴B∴ 
Maury Luiz de Melo - M∴M∴
A∴R∴L∴S∴ Victor Kothe 3.281

1. Há sempre dúvida quando mencionamos a população Maçônica do G∴O∴B∴, ou seja: quantos somos? A divulgação da Prestação de Contas de 31 de dezembro de 2007 do G∴O∴B∴, em seu Boletim Especial que circula neste mês de março, traz informações precisas a respeito do tema.

2. Somos 63.842 Obreiros integrando os 26 Estados e o Distrito Federal. Há 2.400 Lojas participantes.

3. No Estado de São Paulo há 672 Lojas e 19.203 Obreiros. São Paulo representa 30,08% dos IIr∴ e 28% das Lojas. São Paulo tem 15.457 Mestr∴Maç∴, do total de 52.002 do G∴O∴B∴.

4. Dos 19.203 IIr∴ de São Paulo, 1.165 são do Rito Adonhiramita (6,07%); 498 são do Rito Brasileiro (2,65%); 15.676 são do Rito Escocês (81,62%) ; 1.409 São do Rito Moderno (7,34%) ; 64 São do Rito Schröder (0,33%) ; e 391 são do Rito York (2,04%).

5. A média de Obreiros nas Lojas do G∴O∴B∴ é de 26,6 IIr∴ por Loja. A média de IIr∴ por Loja de São Paulo é de 28 IIr∴. A média de IIr∴ por Loja de Goiás é de 33 IIr∴; de Minas Gerais é de 28 IIr∴; do Rio de Janeiro é de 26 IIr∴; de Santa Catarina é de 24 IIr∴. Essas médias são dos cinco Estados que têm mais de 100 Lojas instaladas.

6. São Paulo tem 2.444 Aprendizes; 1.302 Companheiros; 11.573 Mestres; e 3.884 Mestres Instalados, totalizando 19.203 IIr∴.

7. A Força Política do G∴O∴B∴, representada por 52.003 MMestr∴ MMaç∴, está assentada em cinco Estados que possuem mais de 100 Lojas : a) São Paulo com 15.457 MMestr∴ e 29,72% ; b) Goiás com 3.766 MMestr∴ e 7,24% ; c) Minas Gerais com 6.705 MMestr∴ e 12,59% ; d) Rio de Janeiro com 5.329 MMestr∴ e 10,25% ; e) Santa Catarina com 2.271 MMestr∴ e 4,37% . Totalizando 33.528 dos 52.002 MMestr∴ do G∴O∴B∴, ou seja : 66,5% dos mestra∴ do Brasil.

8. Com pressuposto nos dados que integram a Prestação de Contas de 31 de dezembro de 2.007 do G∴O∴B∴, o presente estudo resta incompleto, para fins de apuração da Força Política do G∴O∴B∴, em relação ao Poder Legislativo Federal Maçônico.

9. É que o Boletim do G∴O∴B∴ não publica os Estados da Federação que mantêm Deputados na Assembléia Legislativa Federal Maçônica, como também quais as Lojas que não têm representação Federal .

10. A Mais Alta Corte Eleitoral Maçônica, fez publicar uma 'Súmula', pela qual a Loja que não eleger seu Deputado Federal em sua obrigatória Oficina Eleitoral , não poderá mais faze-lo para a legislatura a viger. Instalada a Oficina Eleitoral, nos prazos e na forma da Lei; e, havendo omissão quanto a eleição do Deputado Federal para representar a Loja na Assembléia Federal Maçônica, haverá a perda desse direito para a Loja omissa. Aplicou-se a legislação eleitoral civil, ou seja , se o Partido Político não inscreve e elege deputado, só poderá faze-lo na próxima legislatura.

11.Resta ainda um mapeamento das Lojas que, elegendo seu Deputado, não vier a tomar regular posse. Ou seja, sugere-se que seja levado a apreciação do órgão competente da Assembléia Federal Legislativa, a divulgação no Boletim do G∴O∴B∴, da Planilha da Composição dos integrantes da Assembléia Federal, nos moldes do Anexo I do Boletim G∴O∴B∴, apresentado pela Grande Secretaria Geral da Guarda dos Selos.

São Paulo, 12 (quarta) de março de 2008

(*) Texto enviado pelo Ser∴ Irmão José Robson Gouveia Freire, M∴I∴, Gr∴ 33º, Grande Orador Adjunto do Sob∴ Supremo Conclave do Brasil, Delegado Litúrgico do Rito Brasileiro no Distrito Federal e Membro Ativo da A∴R∴L∴S∴ Pioneiros de Brasília nº 2288 – Federada ao G∴O∴B∴ e Jurisdicionada ao G∴O∴D∴F∴   - Rito Brasileiro.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

ILUMINAÇÃO ESPECIAL - BANDEIRA NACIONAL


Em 03.06.2026 o Respeitável Irmão Antônio Luiz Judice Lopes Barbosa, Loja Fraternidade Campista, 011, REAA, GOB-RJ, Oriente de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

ILUMINAÇÃO

Bom dia meu grande irmão, gostaria de sua ajuda na planta da Loja no local adequado sempre deve constar uma bandeira Nacional, existe a possibilidade de colocarmos um facho de luz para deixa lá mais destacada? Ou isso é contra nossa ritualística?

CONSIDERAÇÕES:

Por ser algo que não consta no ritual vigente, não é apropriado. Não sendo apropriado, não deve existir.

Certamente que se por acaso essa iluminação especial para a Bandeira viesse a ser inserida no ritual, logo suscitariam questões como a de quando se deveria acender e apagar essa luz? Haveria para ela algum cerimonial? Também não tardariam as impróprias perguntas sobre o significado iniciático desse ato e onde ficaria essa fonte de luz. Quem a acenderia? Também logo iriam questionar sobre o porquê de as outras bandeiras não possuírem iluminação. Em resumo, isso só traria mais complicações para a já sofrida liturgia maçônica, inclusive gerando discussões vazias e desnecessárias.

Sendo assim, o melhor mesmo é não inventar. Vamos apenas seguir aquilo que consta no ritual.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONARIA NA ESPANHA

Por Luciano J. A. Urpia

Sabia que as primeiras Lojas maçônicas na província de Alicante (hoje a belíssima cidade portuária) foram fundadas em 1870? As Lojas "Illicit Illecense" e "Fraternidade", ambas parte do Grande Oriente da Espanha, marcaram o início da atividade maçônica na região.

Por volta do século XIX, Alicante contava com 1.420 maçons em 29 Lojas simbólicas sob os auspícios do Grande Oriente da Espanha, do Grande Oriente Nacional da Espanha e do Grande Oriente Espanhol.

Os maçons tiveram um impacto positivo no desenvolvimento urbano de Alicante. Eles aplicaram princípios higienistas no projeto do bairro Benalúa, um distrito planejado com baixa densidade populacional, amplos espaços verdes e infraestrutura sanitária moderna. Também promoveram campanhas de vacinação gratuitas para ajudar os mais necessitados e prevenir a propagação de doenças. Possuíam publicações próprias, como "La Humanidad" e "El Alicantino Masón". Graças aos estreitos laços entre o movimento republicano de Alicante e a Maçonaria durante este período, a imprensa os apoiou.

Fonte: Instagram_Arquivos da Maçonaria

O QUE VINDES FAZER AQUI?

Repasse: Abtino Berlanda Costa (Campos-RJ)

O que vindes fazer aqui? – Quando ouvimos a pergunta QUE VINDES AQUI FAZER? - respondamos com orgulho e humildade: “Vencer minhas paixões, submeter minha vontade e fazer novos progressos na Maçonaria”.

Venho me despojar do absolutismo, da prepotência, do egoísmo, pois quero sumeter minha vontade para o bem da humanidade; quero continuar sendo fiel aos meus ideais e ao que a Maçonaria me ensina. Quero evoluir. Procuro laços de união entre Irmãos, quero aprender com eles, dar de mim, receber suas críticas para minha evolução.

Auxílio aos neófitos - Para auxiliar os neófitos das Lojas da GLESP que trabalham no Rito Escocês Antigo e Aceito (maioria) a entenderem com menos dificuldades alguns ensinamentos maçônicos contidos no universo do 1° Grau, compilamos algumas interpretações simbólicas que lhes permitem elevar seus olhos do chão, na busca do aprendizado das primeiras Instruções do Ritual do Aprendiz. A Maçonaria não é somente o que está explicito em Rituais. Existem as entrelinhas e o estudo constante de sua filosofia e principalmente da doutrina, recomendável aos Irmãos “recém-nascidos para a Ordem”. Existem, pois, partes instrutivas inseparavelmente ligadas ao verdadeiro Ritual Maçônico, e para serem compreendidas devem ser estudas em conjunto.

Nunca se esquive do aprendizado, não tenha vergonha de perguntar, indagar, questionar. Pesquise, leia. Nunca se permita estacionar na escalada do conhecimento.

Realmente, todos nós, por mais que sejamos dedicados aos estudos, sentimos essa grande necessidade de aprimoramento, acontecendo em todos os campos, tanto profissional, como social, filosófico e esotérico para que se possa acompanhar o progresso da humanidade, evitando ficar para trás, ultrapassado, pois tudo progride em velocidade vertiginosa.

Observem caríssimos Irmãos, que quem se atreve a transferir conhecimentos maçônicos deve proporcionar aos estudiosos os meios mais simples e mais efetivos. Portanto, enquanto estivermos aqui, trocaremos experiências, pois, há sempre algo para aprendermos juntos e muito possívelmente, alguém para aprender conosco também.

Não se pode é ignorar e permitir tantas fantasias, invencionices, distorções e tantos modismos, tantos “chutes” que são dados a esmo e incorporados no dia-a-dia e tidos como autênticos. O fato de todos estarem de acordo a respeito de alguma coisa não transforma o falso em verdadeiro. A verdade só pode florescer através da pesquisa e do estudo que é obrigação de todo Maçom interessado com a Ordem e com a Humanidade.

Comentaremos, assim, resumidamente, os pontos onde achamos que devem ser bem esclarecidos para evitar, maiores hesitações e indecisões. Mas, lembremo-nos que, para o Maçom, não é importante decorar as Instruções dos Rituais, o que realmente vale é vivenciá-las; que simbolísmo é a utilização dos Símbolos, na busca de uma verdade.

Obediência – O título mais correto para uma federação de Lojas, sob a direção de um Grão-mestre é OBEDIÊNCIA, pois o termo significa que as Lojas que a compõem são subordinadas a ela e que devem Obediência às suas leis e normas. O título mais usado, principalmente nos países latinos, é Potência, o qual, todavia, não é o mais adequado, envolvendo algo de pretensioso. Quando se fala no sistema de Lojas subordinadas a um Grão-mestrado, fala-se em sistema obediencial e não “potencial”, o que demonstra qual é o termo mais correto (embora Potência não seja errado; só é mais inadequado).

Publicações maçônicas – As publicações maçônicas – livros, plaquetas, artigos – são isentas de qualquer autorização do Grão-mestrado, desde que não envolvam a Obediência Maçônica, a não ser em abordagens históricas, doutrinárias e da estrutura administrativa, já que certas referências, principalmente de ordem política, podem comprometer o conceito externo da Obediência. Também não são permitidas – aí, em nome da ética e da moral maçônicas – publicações ofensivas a Maçons, Lojas e Obediências e nem publicações anônimas.

Profano – Em linguagem maçônica, profano é aquele que não foi Iniciado na Maçonaria, ou não Iniciado nos conhecimentos da Instituição. Não tem nada de pejorativo, como muitos julgam, mostrando, somente, um fato, que em nada desabona o indivíduo indicado.

Religião – A maioria dos Ritos Maçônicos exige, de seus Iniciados, a crença num ente supremo, o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus. Além disso, existem, em Loja, Símbolos que lembram a divindade, como o Delta Radiante e os textos do Livro Sagrado (Bíblia, Torá, Corão, etc.). Todavia, a Maçonaria não é, de maneira alguma, uma religião, como muitos profanos pensam e afirmam, embora surjam no desenvolvimento de sua doutrina, preocupações metafísicas e de cunho místico. Corroborando esta assertiva, os Templos Maçônicos estão abertos a homens de qualquer religião, não havendo qualquer discriminação, desde que eles sejam homens de consciência livre e de reputação ilibada.

Reconhecimento – A maneira correta de reconhecer um Maçom, é através dos Toques, Sinais e Palavras, que representam as senhas de reconhecimento. A pergunta correta que se faz, antes de passar a esse exame, é: Sois Maçom? pois há uma resposta específica, que só um verdadeiro Iniciado pode dar. A tão divulgada e usada “tudo justo”? não é meio de reconhecer outro Maçom, devendo ser evitada.

Tratamento respeitoso – em princípio o Aprendiz estranha o tratamento na terceira pessoa (vós) (linguagem da Bíblia); se somos todos Irmãos o mais apropriado não seria a intimidade da segunda pessoa, o “tu” amigo e fraterno? Mais tarde percebe que sempre é usado esse tratamento respeitoso como norma porque o Maçom jamais está só, daí a justificativa para um tratamento no plural, que abrange mais de uma pessoa. Triste o homem só.

O Maçom não conta apenas com o seu grupo particular da Loja, mas da Fraternidade Universal, de todos os Maçons existentes no mundo.

Ser assim defendido exige, contudo, uma correspondência, não só através de uma igual responsabilidade, mas, sobretudo da observação dos compromissos assumidos que devem ser escrupulosamente observados.

Postura - designa a colocação, a posição do corpo, o modo de ter a cabeça, o tronco e os Membros; o porte, o aspecto físico, a pose, a atitude. Fundamentais, no terreno da postura do Maçom em Loja, são os seguintes postulados:

1. Sempre que estiver em pé e parado, o Obreiro ficará à ordem;

2. Ao andar, normalmente, o fará sem sinal; a exceção é apenas a marcha do Grau;

3. Sentado, o Obreiro não poderá adotar uma postura relaxada, devendo manter o tronco ereto;

4. Estando em pé e com permissão – do Venerável – para desfazer o Sinal, também não poderá manter postura relaxada, o ideal é manter as mãos cruzadas sobre o Avental, ou às costas;

5. Na prática maçônica não existem mesuras, curvaturas, ou reverências; as saudações são feitas através dos Sinais apropriados;

6. O Obreiro que estiver sentado, não fará nenhum Sinal.

Liberdade - Até do grande público é conhecida a trilogia maçônica “Liberdade – Igualdade – Fraternidade”, que sintetiza a sua doutrina. A Liberdade, todavia, é infinitamente mais importante do que as demais metas maçônicas, porque sem ela as outras não podem subsistir. Sem Liberdade, a vida é carga pesada, é nau à deriva, sem rota e sem destino.

Igualdade – A igualdade é um dos magnos princípios maçônicos, já que a Maçonaria considera iguais todos os homens, independentemente de raça, cor, nacionalidade e credo religioso.

Fraternidade – A Maçonaria é uma fraternidade, uma associação fraternal, onde existe a união e a convivência como a de Irmãos. Assim o principal dever de um Maçom, em relação aos seus Irmãos de Maçonaria, é a amizade, o afeto, a união, o carinho, ou seja, tudo aquilo que a verdadeira fraternidade exige. O mesmo dever se aplica em relação a toda a humanidade, pois o amor ao próximo é um dos basilares preceitos maçônicos.

Beneficência - Em Maçonaria, muitos Ritos possuem o chamado Tronco de Beneficência ou de Solidariedade, para o recolhimento, durante as Sessões Maçônicas, da contribuição dos Maçons, para as obras assistenciais da Oficina; note-se que todos os Ritos têm esse recolhimento, mas o nome de Tronco de Beneficência, ou de Solidariedade, não é estendido a todos eles. (em muitos o Venerável Mestre diz, simplesmente: “Lembremo-nos dos pobres”, para comunicar que vai ser feita a coleta de contribuições)

Aclamação – Significa clamar, aplaudir, ou aprovar, por meio de brados, proclamar, saudar. A aclamação deve ser feita aos brados e não pouco mais do que murmurada, como muitos fazem. Huzzé, Huzzé, Huzzé! é a aclamação de alegria entre os Maçons do R.E.A.A. (a aclamação não deve ser confundida com exclamação).

Chover – Em Maçonaria, quando se diz que está chovendo , isso significa que há, entre os Maçons, a presença de não Iniciados, de profanos e que, portanto, não se está a coberto. Os Maçons estão expostos à chuva (à goteira); isso serve como advertência de que, a partir daquele momento, é proibida a abordagem de assuntos maçônicos reservados aos Iniciados.

Prolixo – designa o que é muito excessivo, abundante; o que faz emprego inútil e fastidigioso de muitas palavras. Uma das ciências humanas de interesse no universo científico maçônico é a Retórica, que é arte de bem falar. Maçom deve falar pouco e bem, com a maior objetividade, pois o Obreiro prolixo demais, além de entendiar os demais, estende a Sessão além do necessário e tira-lhe o caráter educativo.

O laconismo é altamente desejável quando o Maçom fala em Loja, a não ser que seja para Instrução, ou palestra, já que o tempo da Sessão e o direito dos demais ao uso da palavra não podem ser prejudicados por longos e quase sempre estéreis pronunciamentos; estes, lamentavelmente, sempre ocorrem, na palavra final de Sessões Magnas, por parte daqueles que, aproveitando a plagtéia, insistem em abrir seu leque de penas, pavoneando-se. A Maçonaria é uma escola de humildade e não comporta tais arroubos; o Maçom, ao falar (salvo nos casos excepcionais já referidos), deve ser breve e objetivio, não se perdendo em longas ponderações.

Laudatório (Louvação) – Embora a Maçonaria seja uma escola de humildade, onde a vaidade não deveria ter lugar, é comum encontrar-se, nela, práticas laudatórias, que nem sempre premiam o melhor, mas, sim, os detentores temporários de poder, ou aqueles que podem produzir dividendos sociais, ou políticos (embora a Instituição seja perfeita, os homens são altamente imperfeitos, embora perfectíveis); comuns são os longos discursos laudatários, dispensáveis – porque trabalhar pela Maçonaria é um dever do Iniciado – e que denotam subserviência ou bajulação, ambas altamente nocivas.

Tolerância - designa a qualidade de tolerante; a indulgência, a condescendência; a boa disposição dos que ouvem com paciência, opiniões opostas às suas. A tolerância é largamente citada como uma virtude que deve ornar o caráter do Maçom, mas é, ao mesmo tempo, largamente usada, para encobrir a inércia, a inoperância e a falta de coragem de dirigentes de Lojas e de Corpos maçônicos, quando têm que punir algum relapso contumaz. Evidentemente, a tolerância é necessária, em muitos casos, mas, quando chega ao exagero de querer relevar os erros repetidos de faltosos reincidentes, ela se transforma em ingenuidade, ou, o que é pior, em conivência.

Concluindo - Diz-se que a Iniciação faz o Aprendiz; o Aprendiz constrói o Maçom; o Maçom reflete uma nova Filosofia de vida!

Aprendiz! Seja paciente com tudo o que ainda não esteja resolvido no seu coração. E procure tratar suas dúvidas como se estivessem em salas fechadas, livros escritos numa linguagem desconhecida. Não procure por respostas que ainda não poderiam lhe ser dada, porque você não seria capaz de vivê-las. Procure, sim, viver tudo. Viva os problemas agora e com certeza então, gradualmente, sem perceber, passo-a-passo, será levado em direção às respostas.

Fontes de Consultas:

- Dicionário Etimológico Maçônico – José Castellani Editora Maçônica “A Trolha”.

Fonte: JBNews - Informativo nº 320 - 14 de Julho de 2011

domingo, 20 de setembro de 2026

A MAÇONARIA E A REVOLUÇÃO FARROUPILHA

A Maçonaria esteve presente na Revolução Farroupilha. Mas isso não transforma a Guerra dos Farrapos em uma “revolução maçônica”.

Bento Gonçalves e outros importantes líderes farroupilhas tiveram vínculos com a Ordem. Lojas e círculos de sociabilidade também contribuíram para a circulação das ideias liberais que ganhavam força no Rio Grande do Sul do século XIX.

Há, porém, um fato que impede qualquer conclusão simplista: também havia maçons defendendo o Império. Enquanto alguns IIr.’. aderiram à causa farroupilha, outros combateram ao lado das forças imperiais.

A influência maçônica aparece com maior nitidez em episódios específicos. Um dos mais conhecidos é a fuga de Bento Gonçalves do Forte de São Marcelo, na Bahia, em 1837, cuja articulação contou, segundo registros históricos, com auxílio de integrantes da fraternidade.

A História, portanto, exige equilíbrio: a Maçonaria participou daquele ambiente político, difundiu ideias e estabeleceu importantes redes de relacionamento. Mas afirmar que comandou ou determinou a Revolução vai além do que as evidências permitem sustentar.

E talvez esteja justamente aí a parte mais interessante dessa história: reconhecer a influência sem transformá-la em mito. Na sua interpretação, a participação maçônica na Revolução Farroupilha foi relevante ou acabou sendo superestimada ao longo do tempo?

Fonte: Facebook_Fraternidade Universal

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

INSTRUÇÃO DE APRENDIZ-MAÇOM

Eduardo Silva Mineiro, A∴M∴ ARLS Acácia Castelense, nº 4
Castelo do Piauí - Piauí - Brasil

Nos trabalhos anteriores demos ênfase aos IInstr∴ de Trab∴ do Apr∴ Maç∴ e seus significados material e simbólico para o Maç∴, neste trabalho referente a 3ª Intr∴ daremos continuidade ao nosso Trab∴ descrevendo a Origem, os Ornamentos, os Paramentos e as Jóias de nossa Subli∴ Ord∴.

A Maçonaria tem origem nas antigas fraternidades iniciáticas, das quais recebeu a tradição de guardar intacta, os seus ensinamentos, para poder transmiti-los aos seus Iniciados, ocultando a verdade do mundo profano em Símbolos, só as revelando àqueles que ingressam em seus TTempl∴.

Como Apr∴ Maç∴ compreendi que o alicerce da filosofia simbólica de moral maçônica e aperfeiçoamento humano, compreende o trab∴ de desbastar a Pedr∴ Brut∴, me dispor dos defeitos e paixões do mundo profano, para melhor adequar-me à construção moral da humanidade, que é a verdadeira obra da Maçonaria, quando alcançar o objetivo de polir a Pedr∴ Brut∴ transformando-a em Pedr∴ Pol∴, poderei descansar o Maç∴ e o Cinz∴, para utilizar outros utensílios, subindo a escada da hierarquia maçônica, daí o motivo do estudo das instr∴ que no grau de Apr∴ totalizam seis.

A forma do Templ∴ é a de um quadrilongo; seu comprimento é do Or∴ ao Oc∴; sua largura, do Nort∴ ao S∴; sua profundidade, da superfície da terra; e sua altura, da Terra ao Céu, orientando-se do Or∴ ao Oc∴ (Leste a Oeste), como os lugares dos cultos divinos e Templ∴ antigos, porque vieram do Or∴ para o Oc∴, assim como o sol faz sua trajetória, a origem das civilizações e ciências, as leis que nos regem, etc. Simbolizando a universalidade de nossa instituição e mostrando que a caridade do Maç∴ não tem limites, a não ser os ditados pela prudência.

Sustentam nossa Loj∴ três CCol∴, denominadas SABEDORIA, FORÇA e BELEZA, baseadas nas edificações do Templ∴ do Rei Salomão, um dos primeiros locais de Culto Divino que se tem conhecimento, erguido sob os auspícios de HIRAM-ABI, rei de Tiro, profundo conhecedor da tríade: SABEDORIA, FORÇA e BELEZA, sendo esse Templ∴ fundado com base no Tabernáculo, erguido por Moisés, para receber a Arca da Aliança e as Tábuas da Lei. As colunas denominadas: Jônica, representando a Sabedoria; Dórica, significando a Força e a Coríntia, simbolizando a Beleza, são os sustentáculos de toda Loj∴ Maç∴.

Todo Maç∴ deve ter essas qualidades Sabedoria, que orienta, Força, que executa e Beleza, que embeleza as ações, para que possa realizar com exatidão os seus trabalhos de fraternidade, caridade para com a sociedade.

O teto das LLoj∴ MMaç∴ representam a Abóbada Celeste, de cores variadas, o caminho que o Maç∴ deve percorrer para alcançar o Infinito, ou seja o Céu é denominado Esc∴ Jac∴, nome esse preservados pelas tradições maçônicas. A Esc∴ Jac∴ repousa, no Painel, dito alegórico, sobre o Livro das Sagradas Escrituras, tendo três, ou sete degraus, sobre os quais repousam os símbolos das três virtudes teologais: a Cruz, simbolizando a Fé, a Âncora, simbolizando a Esperança e o Cálice, ou Graal, simbolizando a Caridade. No topo da Esc∴ Jac∴encontra-se a Estr∴ Flam∴ representando a principal luz da Loj∴, o sol, a Glória do Criador, para simbolizar a mais importante das virtudes que um Maç∴ venha a adquirir que é a Caridade.

O Piso ou Pav∴ Mos∴ formado de quadrados brancos e pretos nos mostra que em tudo reside a mais perfeita harmonia, não devendo o Maç∴ fazer restrições de raça, religião, cultura, etc, pregando que a humanidade deve viver em harmonia fraternal.

A Orl∴ Dent∴, simboliza o amor, reforça a importância da fraternidade no seio da Loj∴ com os Maç∴ reunidos, cujo ensinamento e moral aprendem, para espalhá-los pelo mundo.

Os paramentos da Loj∴ são constituídos pelo Livr∴ L∴, Comp∴ e Esq∴: O Livr∴ L∴ representa o Código de Moral, a fé e a filosofia que todos nós deve respeitar e seguir. O Comp∴ e Esq∴, que só se mostram unidos em Loj∴, representam a medida justa que deve presidir todas as nossas ações, as quais não podem se afastar da justiça nem da retidão, que regem todos os atos de um verdadeiro Maç∴. As pontas do Comp∴ ocultas sob o Esq∴, significam que o Apr∴ ainda não está apto a trabalhar com este instrumento, sendo que o Comp∴ representa o Espírito e o Esq∴ representa a Matéria, o Apr∴ deve primeiro dominar a Matéria para que possa trabalhar a parte espiritual.

As Jóias da Loj∴ são três móveis e três fixas. As móveis são o Esq∴, o Nív∴ e o Prum∴ são moveis porque representam o Ven∴ e os VVig∴, que são eleitos a cada dois anos.

As fixas são a Pranch∴ Loj∴, a Pedr∴ Brut∴ e a Pedr∴ Pol∴. A Prach∴ Loj∴ serve para que o Mestr∴ trace os ensinamentos que serão passados aos AApr∴ para prosseguirem com seus aperfeiçoamentos. A Pedr∴ Brut∴ é o principal instrumento de trabalho do Apr∴ que irá poli-la até que o Mestr∴ Loj∴ julgue necessário, cabendo ao Apr.'. retirar desse processo às qualidades necessárias para que possa se postar de maneira civilizada. A Pedr∴ Pol∴ representa a sabedoria do homem no decorrer das experiências adquiridas. São fixas porque ficam imóveis em Loj∴ abertas a compreensão de todos os MMaç∴.

Para que o Maç∴ possa atingir o topo da Esc∴ Jac∴, é necessário desbastar as asperezas de seu eu, representadas pela ambição, orgulho, egoísmo e demais paixões que torturam os que habitam o mundo profano. As Loj∴ Maç∴ ostentam em seu altar os paramentos: Livr∴L∴, Comp∴ e Esq∴ que suporta a Esc∴ Jac∴, cujo cimo toca o Céu, o Maç∴ que prosseguir o seu caminho dentro desse círculo, cuja ornamentação representam a sabedoria de Moisés e do rei Salomão, jamais poderá errar.

Portanto, as características que regem a vida de um bom Maç∴ são: Virtude, Honra e Bondade, embora em desuso na sociedade, devem, sempre, ser encontradas no coração dos verdadeiros MMaç∴, assim manda os ensinamentos baseados na Sabedoria do G∴A∴D∴U∴ , que nos comportemos.

Fonte: JBNews - Informativo nº 320 - 14 de Julho de 2011

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

MINUTO MAÇÔNICO - 29

ENIGMA

1º - Questão proposta em termos obscuros, ambíguos, para ser interpretada ou adivinhada por alguém.
2º - Passam-se os séculos e ninguém define sobre aquela gigantesca estátua (monumento) que tem corpo de leão e a cabeça de mulher.
3º - Na maçonaria inúmeros enigmas de difícil interpretação, muitos dos quais exigem uma grande dose de fé do maçom, dado a dificuldade de encontrar um adequado esclarecimento.
4º - Os maçons têm enigmas que passam despercebidos por muitos: a vidência, o toque, aperto de mão, as marchas, palavras, etc... é necessária muita meditação e estudo para desvendá-los.
5º - Todavia resta o mais importante de todos! O maior de todos os enigmas: o próprio homem, que apesar de todas as buscas continua como uma grande incógnita.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br