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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 19 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

VIGILANTE PEDINDO A PALAVRA II - REAA

Em 06/11/2025 o Respeitável Irmão Álvaro Mattos da Costa Filho, Loja Fé e Perseverança, 426, REAA, GOB-SP, Oriente de Jaboticabal, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:

VIGILANTE PEDINDO A PALAVRA

Mais uma vez conto com seus esclarecimentos.

A palavra estando nas colunas, Norte ou Sul, após todos os irmãos falarem, os Vigilantes ao fazerem uso da mesma, solicitam ao Venerável Mestre autorização, se sim, como devem proceder?

CONSIDERAÇÕES:

Um Vigilante pede a palavra ao Ven∴ Mestre dando um golpe de malhete. Para autorizá-lo, o Ven∴ também dá um golpe de malhete.

Quando se tratar da Pal∴ a B∴ da O∴ em G∴ e do Q∴ em Part∴, o Vig∴não precisaria pedir a palavra, a despeito de que a mesma já se encontra na sua coluna.

Ocorre, entretanto, que ficava vago, ou pelo menos parecia ficar, que o Vig∴ por sua conta começasse a fazer uso da palavra. Assim, optou-se por ele dar um golpe de malhete avisando que ele vai fazer uso da palavra naquele instante. Por sua vez, acusando o aviso do Vig∴, o Ven∴ também dá um golpe de malhete.

É por isso que costumeiramente o Vig∴, mesmo com a palavra na sua coluna, para usar da mesma, dá um golpe de malhete, obtendo a imediata réplica do Ven∴ Mestre.

Por convenção, um Vig∴ só faz uso da palavra depois que reinar completo silêncio na sua coluna, o que quer dizer que ele fala sempre por último.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O MAÇOM QUE FOI BEATIFICADO

Por Luciano J. A. Urpia

Em 21 de janeiro de 1794, quatorze sacerdotes católicos, a maioria idosos, doentes ou com dificuldades de locomoção, foram guilhotinados na cidade de Laval (França) durante o Reinado do Terror da Revolução Francesa. A execução ocorreu porque eles se recusaram sistematicamente a prestar os juramentos de fidelidade à República exigidos pela lei, sendo acusados de conspiração secreta e de alimentar a "guerra na Vendéia". Dentre os 14 sacerdotes, estava o padre Jean-Marie Gallot, membro ativo da Loja Maçônica "L'Union" em Laval.

O processo que levou à beatificação desses padres começou no século XIX, com a exumação de seus corpos em 9 de agosto de 1816 e uma investigação canônica ordenada em 15 de abril de 1839 para apurar as circunstâncias das mortes. Finalmente, em 19 de junho de 1955, o Papa Pio XII beatificou oficialmente os catorze sacerdotes, juntamente com um padre e quatro freiras também executados em 1794.

Os 14 Mártires de Laval:

Jean-Baptiste Turpin du Cormier, 64 anos.
Jacques André, 50 anos.
André Duliou, 66 anos.
Louis Gastineau, 66 anos.
François Migoret-Lamberdières , 65 anos.
Julien Moulé, 77 anos.
Auguste-Emmanuel Philippot, 77 anos.
Pierre Thomas , 75 anos.
Jean-Marie Gallot, subcantor da Santíssima Trindade e capelão das freiras beneditinas , 46 anos.
Joseph Pellé, 74 anos.
Jean-Baptiste Triquerie, 57 anos.
René-Louis Ambroise, 74 anos.
Julien-François Morin de La Girardière , 61 anos.
Francis Duschesne , 58 anos.

Fonte: Facebook_Instituto Maçônico

AS MULHERES PODEM SER MAÇONS?

Ir∴ Ademar Valsechi
MI da ARLS Templários da Nova Era, 91 (GLSC) valsechibr@yahoo.com.br

1. Homens e mulheres são iguais ou são diferentes?

O genoma de um homem é praticamente igual ao de uma mulher. A única diferença, entre 46 novelos cheios de DNA chamados Cromossomos, está naqueles que definem o sexo. A mulher apresenta dois cromossomos do tipo X e o homem apenas um X e um outro menor do tipo Y. Tudo começa na fecundação. O óvulo é sempre portador de um cromossomo X e o espermatozóide pode ser portador de um cromossomo X ou de um Y. Se o espermatozóide que penetrou o óvulo tiver o cromossomo X, o embrião terá XX = Feminino. Se tiver cromossomo Y, o embrião será XY = Masculino. A partir deste momento, homens e mulheres serão totalmente diferentes, orgânica e psiquicamente.

2. Como aparecem às diferenças entre homens e mulheres?

Até 6 a 8 semanas de gestação, o embrião já transformado em feto é assexuado. Neste período, os genes existentes nos cromossomos XX ou XY iniciam seu trabalho estimulando a formação de hormônios. Se possuir o cromossomo Y desencadeará a produção de hormônios Androgênios tipo Testosterona, que vai induzir a formação de genitais masculinos e impregnar o cérebro em formação de características psíquicas tipicamente masculinas. Se o feto tiver os cromossomos XX, haverá a inibição da testosterona, sendo liberados hormônios Estrógenos tipo Progesterona, que vai induzir a formação de genitais femininos e impregnar o cérebro com características psíquicas femininas.

3. Como são os casos intermediários

Se o feto XY receber apenas uma dose pequena de testosterona, vai ser suficiente para formar órgãos sexuais masculinos, mas não o bastante para impregnar o cérebro de características masculinas. A progesterona que existe normalmente em pequenas quantidades, vai poder atuar no cérebro dando características femininas com todo o desdobramento mental e psíquico posterior. Formará um indivíduo masculino com alma feminina. Se o feto XX além de progesterona também receber uma dose de testosterona, os órgãos sexuais femininos serão formados, mas o cérebro receberá influências masculinas. Formar-se-á um indivíduo feminino com alma masculina. Deduzimos que a homossexualidade, que existe em todo reino animal, não se trata de escolha pessoal, mas um fato natural.

4. Como homens e mulheres se revelam diferentes?

A testosterona é o hormônio da força física, da virilidade, da audácia. Desde a pré-história foi essencial para a sobrevivência do indivíduo e da espécie, tornando o homem ágil, agressivo e guerreiro. Mais altos mais fortes e mais rudes que as mulheres, desenvolveram a visão espacial em profundidade para atacar e a audição aguçada para se defender. Foram talhados para a caça de alimentos carnívoros e defesa da prole e da tribo.

A progesterona é o hormônio da fecundidade, da delicadeza e da ternura. Mais frágil fisicamente, a mulher foi talhada para a gestação e guarda da prole. Cuidando das crianças, pouco se afastavam das cavernas, apenas o suficiente para apanhar sementes e frutos. Desenvolveram o campo visual mais abrangente e audição treinada para ruídos familiares.

Os seres humanos atuais ainda guardam certas características pré- históricas. Por exemplo, os homens, num restaurante, preferem sentar-se de costas para a parede e os casados gostam de dormir no lado da cama mais perto da porta, pois era assim nas cavernas para melhor defender a entrada de ataques de predadores. As mulheres continuam dominando perfeitamente suas cavernas. Conseguem com a maior facilidade achar um determinado par de meias dentro do guarda roupas ou o pote de margarina na geladeira, o que é muito complicado paras um homem. Será acordada ao menor ruído de uma criança, enquanto o homem continua dormindo. Estes papéis se invertem se o ruído for um de galho quebrando.

As maneiras de pensar e agir são tão diversos, que homens e mulheres parecem vir de planetas diferentes.

5. O papel da mulher na sociedade.

Os agrupamentos humanos foram se tornando gradativamente mais complexos. Foram sendo criadas normas de convivência. Coma a força bruta dominante dos homens, a sociedade foi se tornando patriarcal, o que se acentuou com a posição das religiões que relegaram a mulher a um plano secundário.

A mulher só teve seus direitos definidos e respeitados no século XX, quando se verificou a grande revolução feminina. Como toda revolução, houve exageros iniciais.

Em alguns países, porém, o quadro ainda é semelhante há milênios. Acredito que o século XXI será o período de equilíbrio em que a mulher achará o seu papel com harmonia, sendo mãe e companheira, atuando em praticamente todos os setores e profissões antes exclusivos dos homens.

6. Ritos solares ou solsticiais

São os ritos maçônicos. Possuem grandes influencias das cerimônias pagãs pré-cristãs em que o sol era personificado como elemento fertilizador. A passagem do solstício de inverno era intensamente festejada, marcando vitória da luz sobre as trevas, já que até aquele momento os dias estavam se reduzindo e as noites aumentando. A partir dai os dias ficam maiores e as noites vão encolhendo, aumentando a incidência de luz solar, trazendo em seu bojo mais luz e calor, estimulando a fertilidade entre os seres vivos (animais e vegetais). Os personagens principais sempre eram da "Trindade da Vida": Masculino - elemento ativo, (Pai); Feminino - elemento passivo (Mãe) e filhos (elementos neutralizadores), com a notação sexual nitidamente perceptível. Os ritos maçônicos também foram influenciados pelas antigas sociedades secretas: Hermes Trimegisto, Mitra, Zaratrusta, Platão, Judaísmo e outros mais recentes: Templários, Rosa-Cruz, Iluminista, etc.

“Em uma iniciação maçônica neófito „nasce” na maçonaria concebido por intermédio de uma loja, que será sempre sua "Loja Mãe" (Elemento feminino), indicado (fecundado) por um mestre (Elemento Masculino), cuja sessão de iniciação é conduzida por elemento fertilizador (Sol) apresentado pelo Venerável Mestre.

Na sessão de exaltação, o mestre (masculino) é morto deixando viúva a Loja (feminino). Por isso os irmãos de terceiro grau são chamados "Filhos da Viúva".

Os aprendizes e companheiros, tais como na infância e na adolescência, não estão sexualmente amadurecidos para fecundar a loja. Por isso não podem indicar novos candidatos.

No renascimento do Mestre, os candidatos ao grau 3 amadurecem e a partir daí podem indicar novos candidatos. Deduz-se que mestres que não indicam candidatos são "inférteis".

7. Ritos lunares

Ao contrario de ritos solares, não estão vinculados aos solstícios e a sexualidade, colocanda à mulher no seu devido lugar como elemento feminino. Reverenciam a figura materna: A Divina Mãe, A Mãe Universal, a Mãe Natureza, a Mãe Terra, O Sagrado Feminino. Existem belíssimos exemplos nas profetizas da antiga Grécia e nas sacerdotisas pré-cristãs de Avalon. As Deusas da Lua e da Terra no mundo antigo tinham muitas vezes a tez escura para representar o principio feminino em contraposição ao masculino (solar) - dualismo comum nas antigas civilizações do Mediterrâneo. Muitas deusas eram negras: Inanna, Isis, Cibele, Ártemis, etc.

O sagrado feminino difere do pressuposto presente na maioria das religiões, de primazia das deidades masculinas em que deus é representado por imagem masculina. Deus esta além dos gêneros. Deus não é homem nem mulher. Os maçons o definem como "Principio Criador".

A Divina mãe é caracterizada como "Sabedoria", também chamada "Sofia", que foi durante séculos a deusa dos filósofos pagãos. O termo "filosófico", usado originalmente por Pitágoras, significa "amante de Sofia", isto é, amante da sabedoria. Para os antigos, o principio masculino era a consciência indivisível. O principio feminino era a multiplicidade dos fenômenos, das experiências. Essa dualidade é essencial à vida. Sem isso, nada existe. A sabedoria é o estado da alma (principio feminino) quando ela é pura o bastante para reconhecer sua verdadeira natureza, para ser "A consciência” em tudo.

Os ritos lunares são enriquecidos pela narrativa de "Helena de Tróia", a visão da psique como entidade feminina de Platão e nos mistérios de Eleusis (com o mito de Demetér e Perséfone), no mito de Afrodite e na deusa pagã perdida das centúrias.

Paises do Oriente Próximo ao mediterrâneo Oriental associavam a mulher com justiça (Direito) e a medicina (poderes curativos). A deusa egípcia Isis era aparentemente vinculada a tais atributos. A escrita datada de 3200 a.C. na Suméria parece ter raízes mais antigas e possivelmente femininas. A deusa Nidaba é retratada como escriba do céu Sumério e inventora tanto das tábuas de argila quanto a arte escrita. Em Cnossos, o palácio mióico de Creta, os afrescos em calcário mostram ainda hoje, a história da deusa, de suas sacerdotisas e de seus rituais místicos.

8. As mulheres podem se tornar maçons?

Vimos anteriormente que os ritos maçônicos são do tipo solar em que o maçom se torna o elemento fecundador masculino. Mesmo sendo de forma simbólica, ficaria muito estranho, até uma aberração, a mulher assumir o papel do homem. Não aconselho, mesmo simbolicamente, androgenizar nossas queridas companheiras.

Os aprendizes maçons trabalham a pedra bruta de sua personalidade embrutecida pela rudez de milênios de lutas e guerras. Ele devera ser polido para se tornar um pouco mais tolerante, refinado e terno.

Portanto, contra-indicamos a admissão de mulheres na maçonaria dos ritos solares.

Mas, lembramos que a maçonaria abriu seus templos a jovens do sexo masculino (De Moley) e do sexo feminino (Filhas de Jó), com rituais próprios para suas faixas etárias e características sexuais, despertando nesses jovens o interesse para o estudo das sociedades secretas e estimulando a pesquisa de assuntos esotéricos. Os rapazes, mais tarde, podem se tornar maçons, mas como ficam as garotas?

A meu ver, as comissões de ritualística poderiam pesquisar rituais do tipo lunar, para que as senhoras possam exercitar seus estudos místicos, sob os auspícios de uma potencia maçônica reconhecida, evitando, assim, o inevitável e desagradável aparecimento de Lojas irregulares.

Bibliografia:
  • Gomes, Valdir - Mulher e Maçonaria, Porto Alegre, 2002.
  • Gray, John - Homens são de Marte, mulheres são de Vênus - Rio de Janeiro; Rocco, 1995. 
  • Pease, Allan - Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor? Rio de Janeiro; Sextante, 2000.
  • Burstein, Dan - Os segredos do código, Rio de Janeiro, Sextante, 2004.
Fonte: JBNews - Informativo nº 301 - 25 de Junho de 2011

quarta-feira, 18 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SOLICITANDO A PALAVRA NAS COLUNAS

Em 06.11/2025 o Respeitável Irmão Pedro Bolis Junior, Loja Barão de Ramalho, 1254, REAA, GOB-SP, Oriente de Pirassununga, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:

SOLICITANDO A PALAVRA

Tenho realizado muitas visitas às Lojas de minha região e observo que alguns procedimentos estão sendo realizados de maneiras diferentes o que provocou essa minha dúvida.

O que observei foi que nos vários momentos da sessão em que o Ven∴ Mestre passa a palavra nas colunas, através dos Vigilantes, em algumas Lojas (do GOB) quando da manifestação do interesse do irmão em fazer uso da palavra, solicita ao Vigilante e este bate o malhete em seguida o Ven∴ Mestre bate o malhete e autoriza o uso da palavra verbalmente ou somente batendo o malhete.

Entendo que se o Ven∴ Mestre disse que a palavra será concedida nas colunas pelos Vigilantes, estes podem autorizar sem pedir ao Ven∴ Mestre.

Qual sua orientação quanto a autorização do uso da palavra nas colunas.

CONSIDERAÇÕES:

Não está escrito em lugar nenhum nos rituais do REAA a existência dessa verdadeira "batucada" para se autorizar o uso da palavra nas colunas pelos VVig∴.

Apenas os VVig∴ é que ao pedirem a palavra ao Ven∴ Mestre, o fazem dando um golpe de malhete. O Ven∴ Mestre, para autorizar, responde da mesma forma.

Já nas colunas é consagrado o uso de se pedir a palavra ao respectivo Vigilante. Como a palavra já está posta na coluna, o Vigilante simplesmente autoriza dizendo: "Podeis falar, meu Irmão", ou algo nesse sentido. Nessa ocasião não existe golpe de malhete algum.

Como, por ordem do Ven∴ Mestre, os VVig∴ é que colocam e concedem a palavra em cada coluna, obviamente que o Ven∴ não precisa mais dar nenhum golpe de malhete.

Sendo assim, reitera-se: não existem esses golpes de malhete na concessão da palavra aos Irmãos das colunas.

Por fim, o lamentável de tudo isso tudo é que mesmo o ritual fornecendo uma liturgia fluente e objetiva, mesmo assim alguns insistem em complicá-la.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO (3)

CÓDIGO MAÇÔNICO 1 A 5 DE 10

1º - Deus é a Sabedoria eterna, onipotente e imutável; suprema inteligência e inextinguível amor. Deves adorá-lo, reverenciar e amar; praticando as virtudes, muito O honrarás.

2º - Tua religião consiste em fazer o bem, por ser um prazer para ti e não unicamente um dever. Constitui-te em amigo do homem sábio e obedece aos seus preceitos. Tua alma é imortal; nada farás que a desagrade.

3º - Combaterás, incessantemente, o vício. Não farás a outrem o que não quiseres que te façam. Deverás ser submisso à Fortuna e conservar vivo o fogo da Sabedoria.

4º - Honrarás a teus pais. Respeitarás e tributarás homenagens aos anciãos. Instruirás os jovens.

5º - Sustentarás tua mulher e filhos. Amarás tua Pátria e obedecerás
às suas leis.

Fonte: cavaleirosdaluz18.com.br

O ESQUADRO

Elevemos nossos pensamentos em direção ao Gr∴ Arq∴ do Un∴ e vamos observar nosso Esquadro.

A palavra "quadrado" tem origem etimológica no termo italiano "squadra", que significa "quadrado". Por sua vez, "squadra" vem do latim vulgar "exquadra", derivado de "quadrare" (quadrar, ajustar a um ângulo reto), e este de "quadrus" (quadrado), relacionado a "quattuor" (quatro, paraos quatro lados de um quadrado).

Este arquétipo divino onde a matéria se submete ao número e o caos se rende à lei. Em seus quatro lados perfeitos está encerrada não apenas a medida do mundo visível, mas o próprio segredo da harmonia universal. Como disse nosso ilustre irmão Albert Pike: "O Esquadro é o símbolo do que é certo, do que é preciso, da moralidade inflexível que deve guiar nossas ações".

Observe a sua forma: o quadrado não é a primeira figura que emerge do círculo infinito? Na sua estrutura estão os quatro pilares da existência: a Terra, que nos enraíza ao tangível; Água, que purifica e dissolve; o Fogo, que transforma e eleva; e Air, que inspira e conecta. Estes elementos não são apenas forças da natureza, mas espelhos das nossas próprias paixões. Dominá-los, meus irmãos, é a obra-prima do iniciado.

"Mensura, ordina, et dominaberis"
"Meça, ordene e você dominará"

Este antigo preceito latino nos ensina que o Esquadrão não é apenas uma ferramenta de construção, mas também uma chave para o governo interno. Cada ângulo reto é um teste, cada linha uma ordem: retidão no pensamento, equilíbrio na emoção, precisão na ação. O profano vive na loucura do oblíquo; O maçom, por outro lado, situa-se na vertical da vontade e estende-se na horizontal da fraternidade.

Que este ensinamento não seja um mero símbolo, mas uma **verdade vivida**. Pois assim como o Grande Geômetra traçou os confins do universo com compasso e esquadro, devemos delinear nosso caráter com a mesma exatidão. Somente aquele que governa a sua matéria submetendo o barro dos desejos ao fogo do espírito pode aspirar à pedra cúbica perfeita.

Fonte: Facebook_Atrio do Saber

terça-feira, 17 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CIRCULAÇÃO E A ESTRELA

Em 05/11/2025 o Respeitável Irmão André Soares, Loja Sol e Liberdade, 2897, REAA, GOB-SP, Oriente de Tupã, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos para o que segue:

CIRCULAÇÃO

Em uma das palestras proferidas pelo Irmão, foi mencionado que a circulação, em Loja, tanto do Saco de Propostas e Informações quanto do Tronco de Beneficência, seguiria o formato de uma estrela de cinco pontas, envolvendo o Ven∴, o 1º Vig∴, o 2º Vig∴, o Orad∴ e o Secr∴.

Estou preparando um trabalho sobre o tema da circulação em Loja, mas não encontrei nenhuma referência bibliográfica a respeito. O Irmão poderia, por gentileza, indicar uma fonte que trate desse assunto?

CONSIDERAÇÕES:

Não se trata de uma estrela com cinco pontas, mas com seis, já que a mesma se refere à abordagem sequencial dos seis primeiros cargos ocupados pelo Ven∴Mestre, 1º e 2º VVig∴, Orad∴, Secr∴ e Cobr∴ Interno. Esta é sequência de abordagem que consta no ritual vigente do REAA no GOB.

No REAA, para se abrir uma Loja, primeiro é preciso que estejam presentes no mínimo as três Luzes da Loja (dirigentes), o Orad∴ (Guarda da Lei), o Secr∴(registra os trabalhos), o Cobr∴ Interno (cuida da segurança dos trabalhos - Landmark do sigilo) e o M∴ de CCer∴ (cuida da fluidez dos trabalhos - beleza).

A questão da formação da estrela com seis pontas, na verdade não passa de mais uma invencionice, até porque que seria preciso muita imaginação para ligar esses cargos dispostos pelo templo e formar uma perfeita estrela hexagonal constituída por dois triângulos equiláteros sobrepostos (Selo de Davi). Só para ilustrar, um triângulo equilátero tem os três lados iguais e ângulos internos como 60 graus cada um.

Essa construção triangular apenas fez parte do imaginário anacrônico de alguns autores que imaginavam a formação de uma estrela hexagonal perfeita durante a perambulação, pela Loja, do M∴ de CCer∴ ou do Hospitaleiro.

No tocante a essa circulação, sem imaginação, a abordagem se dá simplesmente nos seis primeiros cargos imprescindíveis que, somados ao do M∴ de CCer∴ totaliza o número de sete Mestres maçons, que é o número mínimo de Mestres previstos para se abrir uma Loja (Art. 96, XXII do RGF).

Assim, reitera-se, a suposta estrela formada pela ligação desses cargos não passa de um artifício imaginoso que foi utilizado no passado. Não faz nenhum sentido na Moderna Maçonaria.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

VERIFICAÇÃO PELOS VIGILANTES

Em 05.11.2025 o Respeitável Irmão Maurício Américo, Loja Monumento ao Ipiranga, 3771, REAA, GOB -SP, Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a seguinte questão:

VERIFICAÇÃO

Surgiu uma dúvida na página 31 do ritual de companheiro (REAA).

"Os VVig (sem malhete) percorrem cada qual a sua Col∴ e tomam de cada um, o Sin∴, o Toq∴ e a Pal∴ Sagr∴ de Comp∴, menos dos IIr∴ que estiverem ocupando cargos”.

Dúvida: no momento de pegar a Palavra Sagrada, deve ser feita igual à do cobridor do grau na página 20? Ou dá-lhe as duas sílabas, como é no momento de passar a palavra sagrada para o Diácono (pág. 36).

Não sei se conseguir ser claro, fico no aguardo

CONSIDERAÇÕES:

O exame feito pelos Vigilantes na abertura da Loja no 2º Grau se trata de um telhamento simples, a despeito de que todos os presentes na Loja são Irmãos conhecidos, ou pelo menos já foram reconhecidos na Sala dos PP∴ PP∴ antes do ingresso no Templo. Essa verificação é mais de viés iniciático do que propriamente de reconhecimento.

Em assim sendo, estando o Vigilante frente a frente com o examinado, ambos primeiro se colocam à Ord∴ como Comp∴ e imediatamente desfazem o sinal pelo gesto penal; a seguir, ambos, de mãos direitas dadas, cada um por si e ao mesmo tempo, dão o Toque de Companheiro um no outro; ato seguido, o Vigilante, que é o examinador, crava a unha no lugar indicado pelo ritual e dá imediatamente, no ouv∴ dir∴ do examinado, a primeira sílaba da Pal∴ Sagr∴, dele recebendo, logo a seguir, a outra sílaba da Palavra. É só isso, lembrando que nessa ocasião não há nenhum interrogatório.

Vale ressaltar que é sempre o examinador (Vigilante) que dá a primeira síl∴ da pal∴ nessa oportunidade.

Para concluir, lembra-se que a verificação feita por cada um dos Vigilantes se inicia diretamente no 2º Grau.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

INSTRUÇÃO APENAS PARA OS VERDADEIROS HOMENS LIVRES

Meus Irmãos, há momentos na história em que o silêncio deixa de ser prudência e passa a ser conivência.

Não falamos aqui de partidos, ideologias ou preferências políticas.

Falamos de algo mais profundo e anterior a tudo isso: justiça.

Quando um homem, qualquer homem, é privado de garantias básicas, quando o devido processo é distorcido, quando a força substitui a imparcialidade, não é apenas um indivíduo que sofre.

É o próprio Estado de Direito que sangra.

A injustiça não precisa ser universal para ser grave.

Basta que seja aceita.

Meus Irmãos, a história não absolve os que "discordavam em silêncio".

Ela registra apenas dois grupos:
* Os que agiram
* Os que se omitiram.

O juramento que nos une não foi feito para tempos confortáveis.

Ele não serve apenas para cerimônias, símbolos ou discursos elevados.

Ele existe precisamente para os momentos em que calar é mais fácil do que agir.

Aquele que possui voz e não a usa, aquele que possui influência e não a exerce, aquele que possui meios e se refugia na neutralidade conveniente, já escolheu um lado, ainda que se recuse a admiti-lo.

Não nos enganemos, a omissão também é uma ação.

E ela produz consequências.

Nenhum Irmão deve acreditar que "isso não lhe diz respeito".

A injustiça tolerada hoje contra um é a norma aplicada amanhã contra todos.

Se há entre nós algum irmãos que pode agir, pela palavra, pelo cargo, pela influência, pela responsabilidade institucional,
que o faça.

Não pedimos temeridade.

Pedimos coragem responsável.

Não pedimos revolta.

Pedimos fidelidade ao juramento.

Aquele que escolhe se esconder quando a justiça é afrontada, não pode esperar ser reconhecido como justo.

E aquele que se cala por conveniência, não será lembrado como prudente, mas como ausente.

Que cada Irmão examine sua consciência.

E que aquele que puder fazer algo, faça.

Pois há momentos em que não agir, é negar tudo aquilo que afirmamos defender.

E nós não reconhecemos a omissão, como VIRTUDE.

Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro

segunda-feira, 16 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

RITOS E TEMPLOS MAÇÔNICOS

Em 02.11.2025 o Respeitável Irmão Cláudio Jr., Loja Padre Azevedo, REAA, GOB-PB, Oriente de João Pessoa, Estado da Paraíba, solicita esclarecimentos.

TEMPLO MAÇÔNICO

Por favor, é possível uma loja do REAA funcionar ad infinitum em um templo, ativo, do Rito Adonhiramita?

Se positivo, é necessário autorização do Grão Mestrado? Quais as adaptações devem ser feitas quando as lojas do REAA se reunirem nesse templo, que por ser ativo do Rito Adonhiramita, não podem receber outras modificações que não a localização dos vigilantes?

CONSIDERAÇÕES:

Vamos ser práticos. Sim, um templo maçônico pode perfeitamente abrigar trabalhos individuais por rito. No entanto é preciso se levar em conta que cada rito possui suas particularidades ritualísticas, tais como a sua disposição mobiliária, topográfica e de decoração, tudo previsto em ritual vigente.

Sendo assim, cada rito deve ter seu espaço específico de trabalho conforme prescreve a liturgia contida no seu ritual, dentre os eles, exatamente seguir o que menciona a respectiva “Planta do Templo”.

Nessas condições, não há como um determinado rito trabalhe em um ambiente decorado e disposto de outro rito. É preciso antes adaptá-lo nos conformes do rito, caso contrário haverá descumprimento do ritual.

Não devem existir os tais "jeitinhos" e para isso segue-se impreterivelmente o que estiver indicado no ritual em vigência.

À vista disso, antes que uma Loja, de um determinado rito, ocupe um Templo para realizar os seus trabalhos, é preciso antes atentar para a viabilidade de adaptação.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SESSÃO PÚBLICA - PROCEDIMENTOS

Em 01/11/2025 o Respeitável Irmão Marcos Boim de Freitas, Loja Obreiros da Paz, REAA, GOB MINAS, Oriente de Piraúba, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos. joaomboim@gmail.com

SESSÃO PÚBLICA

Nossa loja faz aniversário e o Venerável Mestre está querendo fazer uma sessão com a presença de profanos, infelizmente não temos o costume de fazer isso, aí surgiram algumas dúvidas:

1 - Qual é a melhor forma pra fazer a abertura da loja ritualisticamente, SEM A PRESENÇA DE PROFANOS, dando entrada aos mesmos após a abertura ou pode fazer a ABERTURA COM OS PROFANOS ? Porque?

2 -No caso da ABERTURA COM OS PROFANOS, deve ser lido algum trecho da Bíblia? Se tiver qual seria o recomendado? E porquê?

3 - Se a loja for aberta com os profanos dentro do templo, o esquadro e compasso são colocados no Livro da Lei? Porque?

4 - É recomendado a circulação do tronco de beneficência ou ele não deve circular, e porquê? Caso tenha a circulação do tronco, seu produto deve ser anunciado e entregue a uma cunhada para que ela faça a beneficência que achar conveniente, ou o recomendado seria entregar pra uma cunhada sem o anúncio? Porque?

5 - O encerramento dos trabalhos deve ser da mesma forma, ou seja, se abriu seguindo a ritualística fecha do mesmo jeito, se abriu com os profanos dentro do templo fecha assim também!

Meu irmão, me desculpe os porquês, mas a dúvida não é só minha.

CONSIDERAÇÕES:

Devido ao grande número de sessões públicas realizadas pelas Lojas com a finalidade de se comemorar aniversários, datas cívicas, entregas de condecorações, homenagens, etc., não há como se elaborar um ritual para cada uma dessas finalidades. O custo seria demasiadamente dispendioso e certamente não atenderia cem por cento do asseio das Lojas. Sempre apareceria um novo motivo para a execução de uma sessão pública desse tipo.

Em vez disso, o GOB "sugere" que as Lojas usem como modelo o ritual de Homenagem ao Dia das Mães que se encontra no volume “Rituais Especiais” (Eventos Irrestritos), edição 2017 em vigência no GOB.

Nesse sentido, as Lojas que assim optarem devem adaptar este ritual para a finalidade desejada.

Vale ressaltar que essa é apenas uma sugestão da Secretaria Geral de Orientação Ritualística, podendo, se a Loja preferir, abrir os trabalhos em Grau de Aprendiz com as devidas formalidades ritualísticas, entrando os convidados não maçons apenas na Ordem do Dia.

A seguir, as respostas às questões apresentadas:

1 - Obviamente que não se faz abertura ritualística na presença de profanos. Os convidados não iniciados devem aguardar na sala dos pp pp. 

Assim, depois de abertos os trabalhos, ritualisticamente, o VenMestre comunica a dispensa dos sinais, toques e palavras e dá ingresso aos profanos - os do gênero feminino sentam-se na Coluna do Sul e os de gênero masculino na Coluna do Norte. 

Procede-se então com as cerimônias previstas. Concluídas as mesmas, os convidados se retiram para o encerramento ritualístico dos trabalhos. 

ATENÇÃO: como nas sessões magnas públicas há entrada e saída formal do Pavilhão Nacional, é recomendável que os convidados não maçons assistam ao ingresso e saída da Bandeira. Nessa condição, seguir irrestritamente o Decreto 1476/2016 que dispõe sobre o cerimonial da Bandeira.

2 - Não se faz abertura ritualística com a presença de convidados não maçons. Assim, sem as suas presenças, primeiro abrem-se os trabalhos ritualisticamente no 1º Grau, para só depois se dar ingresso aos convidados não iniciados. 

Como a Loja foi aberta ritualisticamente, é inadmissível a presença de não iniciados no Oriente. Aos profanos convidados reservam-se lugares no Ocidente da Loja, nunca o Oriente.

3 - Como foi dito, a Loja não pode ser aberta ritualisticamente com a presença de não iniciados. Eles entram depois da abertura e saem antes do encerramento ritualístico. As LLuz EEmbl da Maçonaria permanecem dispostas como estão, mesmo depois de terem ingressado os profanos. 

É imprescindível que o Ven Mestre, antes de dar ingresso aos visitantes não maçons, recomende à Loja que os sinais, toques e palavras ficarão abolidos enquanto presentes convidados profanos.

4 - Sob nenhuma hipótese pode circular o Tronco de Beneficência com a presença de não iniciados. A sua circulação somente se dará após terem se retirado todos os convidados não maçons. Quando se diz, "não iniciados", incluem-se também as "Cunhadas".

5 - O encerramento dos trabalhos será ritualístico e dar-se-á depois que todos os convidados não maçons já tenham se retirado.

Antes da retirada dos convidados não maçons, por primeiro sai formalmente o Pavilhão Nacional. 

Com o Templo devidamente coberto, os trabalhos retomam força e vigor ritualístico; faz-se circular o Tronco de Beneficência (que deve ser conferido ainda na sessão) e finalmente ocorre o encerramento dos trabalhos de acordo com o previsto no ritual. Os convidados não maçons aguardam o encerramento dos trabalhos na sala dos pp pp.

Eram estas as considerações possíveis.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

TEMPLO MAÇÔNICO DE TENERIFE

Por Luciano J. A. Urpia

O Governo espanhol iniciou o processo para declarar o Templo Maçônico de Santa Cruz de Tenerife como um lugar de memória democrática, um ato que visa reparar a distorção histórica e a repressão sofrida durante o Franquismo. O Diário Oficial do Estado (BOE) registrou o decreto que reconhece o edifício, inaugurado em 1920 para a Loja Añaza e outrora o maior centro maçônico de Espanha. Nas primeiras horas do golpe de 1936, paramilitares franquistas invadiram o Templo, apreenderam arquivos e, posteriormente, usaram-no para uma campanha de propaganda, chegando a afixar um aviso que convidava a população a visitá-lo para "alertar sobre os supostos objetivos obscuros da Maçonaria". O texto oficial lamenta que estas ações tenham difundido na cidade crenças falsas e infundadas, como a de que no local se realizavam "sacrifícios de crianças e rituais de bruxaria".

Este reconhecimento sublinha que a repressão franquista se estendeu muito além da perseguição política tradicional, atingindo tudo o que fosse considerado fora dos padrões católicos e do regime. "As pessoas tendem a limitar a repressão de Franco à esquerda ou ao nacionalismo, mas ela afetou tudo o que não era exclusivamente católico", afirma o historiador Gutmaro Gómez Bravo, da Universidade Complutense de Madrid. Para o especialista, a Lei contra a Maçonaria e o Comunismo foi a "espinha dorsal" de uma repressão que teve uma "peculiaridade clara" em Espanha. Após a invasão, o templo foi transformado em quartel-general da Falange até 1939, servindo depois como armazém e farmácia militar, antes de décadas de abandono.

O protocolo para classificar o edifício foi assinado pelo ministro da Política Territorial e da Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, em colaboração com a câmara municipal de Santa Cruz de Tenerife. O emblemático edifício de estilo neoegípcio, com suas colunas em forma de palmeira e esfinges na entrada, deverá receber em breve uma placa que oficializa o seu novo estatuto de lugar de memória histórica.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

OLHOS DE INICIADOS

Ir∴ Juarez de Oliveira Castro

MI da ARLS Alferes Tiradentes nr. 20 – GLSC juacastro607@hotmail.com

A preocupação é uma idéia antecipada que se tem sobre algum fato que poderá acontecer. E, nós maçons, estamos sempre preocupados com os atos promovidos por alguns maçons em divulgar assuntos relacionados com a Maçonaria.

Para espanto de alguns maçons, foram divulgados na televisão, em pouco tempo, temas relacionados com a Maçonaria e passado ao público, relatando alguns procedimentos ocorridos em meio maçônico, porque ali se deve guardar segredo, ou melhor, não se propagar o que fazemos dentro do Templo, que são momentos especiais que nos energizamos e construímos uma fraternidade forte e constante entre homens de bem e, como se diz entre nós, “livres e de bons costumes”.

Ora, quando se é iniciado, isto significando que fomos colocados como “Pedra Bruta” e tentamos dia a dia nos tornar uma "Pedra Lapidada‟ para ser incluído na construção do Templo Interior para servir como pedra de construção para uma humanidade mais justa e feliz.

A partir da iniciação tudo que se fala de Maçonaria nós a passamos a vê-la com “olhos de Iniciados”. E aí é que reside a preocupação do verdadeiro Maçom. E a inquietação proveniente dessa idéia cresce constantemente.

Um ato simples como apresentação de um símbolo maçônico, já temos a idéia fixa e inquietante de que estão abrindo a Maçonaria para aqueles que não tiveram o privilégio de estudar a fundo os simbolismos maçônicos.

Se percorrermos a história, vamos observar que durante séculos e séculos escreveram sobre Maçonaria, com descrições de muitos atos maçônicos, nem por isso, houve qualquer problema a respeito do vazamento sigiloso de nossa Ordem. Basta citar o caso de Leo Taxil que chegou a ser iniciado em uma Loja para em seguida escrever um livro deturpando todo o simbolismo maçônico. Com o tempo foi desmascarado e esquecido. Coisa que ele fez também com a Igreja Católica. Tinha como escopo de ganhar dinheiro e fama. Deu-se mau no final.

Na realidade qualquer um que entrou para a Instituição foi levado por uma quantidade de curiosidade. Embora na “Câmara de Reflexão” esteja em letras garrafais: “Se a curiosidade aqui te conduz, retira-te”, isto não é nenhum problema se verdadeiramente estamos com um pouco de curiosidade, que é salutar, e sim, se o estamos ali somente por curiosidade. Está mais que provado de que esses não permanecerão, porque a curiosidade tem limite. Imaginemos os que não foram iniciados.

Essa preocupação é muito saudável porque nos levará a medidas de precaução para com a Ordem. Não a ponto de ser radical e querer de imediato tornar perjúrio todo àquele que descumpriu o seu juramento de guardar sigilo. Há de se analisar profundamente as consequências desse ato do descumprimento e de suas ações.

Não é porque se mostrou na televisão uma variedade de carros e seus mecanismos que depois da apresentação chegue-se a fabricar um carro. Somente aqueles que aprenderam nos bancos da faculdade engenharia e se aprofundaram na criação do carro que terão a capacidade de construí- lo. Ou então, ao pegarmos um resultado de exame médico sabermos decifrar tudo sem o auxílio de profissional da medicina. Decifra-se muita coisa, mas o essencial somente o médico o saberá e o dirá, porque ele foi iniciado na medicina e conhece a sua essência. Para os não iniciados na medicina, falta-lhe o olho que discerna e compreende.

Assim é com a Maçonaria. São necessários estudos e mais estudos para começar a viver Maçonaria. E alguns dados recheados de dramatização e testemunhos de maçons sobre fatos históricos atribuídos à Maçonaria, sem comprovação, não vão modificá-la em nada. Creio que, às vezes, pode até fazer com que as pessoas comecem a pensar sobre o assunto e se interessar para conhecê-la melhor.

E, no final, ver que a Maçonaria tem em seu seio homens bons, “livres e de bons costumes” e que estão na Instituição para tornarem-se melhores.A dedicação ardente dos maçons leva naturalmente a essa preocupação, mas devemos lembrar que a ESSÊNCIA da Maçonaria, essa jamais será revelada aos não iniciados.

Fonte: JBNews - Informativo nº 301 - 25 de Junho de 2011

domingo, 15 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CIRCULAÇÃO E SAUDAÇÃO 2

Em 31/10/2025 o Respeitável Irmão Adriano Volpe Ribeiro, Loja Luz e Liberdade da Amazônia, 2693, REAA, GOB-MT, Oriente de Alta Floresta, Estado do Mato Grosso, apresenta as questões seguintes:

CIRCULAÇÃO E SAUDAÇÃO

a) O Mestre de Cerimônias precisa fazer o círculo completo, se precisar ir exemplo no segundo vigilante e voltar na sua cadeira?

b) Antes da abertura do Livro da Lei na entrada e saída do Oriente, é necessário fazer a parada ou pode seguir sem parar?

CONSIDERAÇÕES:

a) Quando se tratar de andar na mesma Coluna, não há circulação. Desse modo, o M de CCer, para se deslocar até o 2º Vig o faz diretamente. Ao voltar, procede da mesma maneira, sem a necessidade de giro algum, a despeito de que não se dá volta ao mundo para parar no mesmo lugar. Está escrito na página 43 do ritual de Aprendiz do REAA vigente: "Andando na mesma Coluna, não há circulação horária".

b) Como a Loja ainda não está definitivamente aberta, mas em processo de abertura, obedece-se apenas a circulação horária. Nesta ocasião não há saudação pelo sinal ao Ven Mestre e nem parada formal. No caso, somente há circulação por uma questão de padronização. Assim, reitera-se, não exista saudação e nem parada formal antes de a Loja ser declarada ritualisticamente aberta pelo Ven Mestre.

Observação: O único momento em que há composição de sinal com a Loja ainda em processo de abertura é na verificação do(s) V(V)ig para a certificação de que todos, de fato, são maçons nas ccol.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ORADOR E SECRETÁRIO NA CONFERÊNCIA DA BOLSA

Em 30.10.2025 o Respeitável Irmão Cór-Jesus Gonçalves do Carmo Júnior, Loja Estrela Betinense, 2120, REAA, GOB MINAS, Oriente de Betim, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte:

ORADOR E SECRETÁRIO

Estudando o novo ritual e participando de seminários online apresentados pelo GOB MINAS, em uma das exposições foi reportado que no momento da verificação das colunas gravadas produzidas no Saco de Proposta e Informações, Orador e Secretário não precisam permanecer à ordem. Essa afirmativa está correta?

O próprio ritual orienta que o Maçom em loja aberta estando de pé deve estar à ordem. Poderia me esclarecer essa dúvida?

CONSIDERAÇÕES:


No REAA a regra é de que em se estando em pé, em Loja aberta, fica-se à Ordem.

Portanto, no caso da conferência da Bolsa de Propostas e Informações, o Orador e o Secretário se aproximam e ficam à Ordem.

Como comentado na própria questão, o próprio ritual vigente expressa a orientação de que em Loja aberta, quem estiver em pé e parado, fica à Ordem. Ora, então fazer o contrário, por quê?

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br