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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 12 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PISO DO OCIDENTE DO TEMPLO

Em 25.10.2025 o Respeitável Irmão Jader de Lima Viana, Loja União e Justiça, 4232, REAA, GOB MINAS, Oriente de Coronel Fabriciano, Estado de Minas Gerais, apresenta a pergunta seguinte:

PISO DO TEMPLO

Estamos um pouco confusos para fazer o PISO do TEMPLO.

No GOB MINAS há um entendimento diferente do mostrado no Ritual de Grau 1. No nosso entendimento devemos seguir o que consta no Ritual, ou seja, não existe ORLA DENTEADA, e o Mosaico é feito só no OCIDENTE.

Se há alguma instrução diferente, favor me ORIENTAR.

CONSIDERAÇÕES:

Antes, vale mencionar que no GOB nenhum Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal tem poder para modificar o ritual, portanto não pode existir entendimento "diferente" do que estiver previsto no ritual vigente do REAA.

Assim, não há nenhum entendimento diferenciado para o Pavimento Mosaico, cujo qual, conforme o ritual de Aprendiz, página 22, recobre todo o Ocidente do Templo. 

Formado por diversos quadrados iguais, bancos e pretos, no REAA o PavMos aparece assentado de modo oblíquo (diagonal) em todo o chão ocidental da Loja. 

Sob o aspecto ritualístico, a disposição oblíqua do Pav também serve para orientar e regular, no simbolismo do REAA, os ppas de cada gr (Marcha do Grau).

Em face à disposição oblíqua do Pav Mos, o acabamento das suas extremidades (junto às paredes e limites previstos) por si só já formam um elemento com aparência denteada, não obstante nada impedir que a Orla Dentseja fisicamente construída como acabamento dos limites do Pav.

De certa forma, a Orla Dent não precisa estar literalmente construída nos limites do piso do pavimento ocidental, a despeito de que a Orla Dent já se faz presente em torno do Painel do Grau, como fosse uma moldura marchetada. 

Por conta de que o agrupamento de símbolos no Painel representa, em última análise a Loja formada, essa moldura dentada, ou denteada, chamada de Orla ou Borla Dent, tem a função de "cercar; contornar; unir" a Loja, tal como fosse uma cerca alegórica ou uma Cad de União.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

QUARTO DE HORA DE ESTUDO - EQUIPAMENTO AUDIOVISUAL

Em 24/10/2024 o Respeitável Irmão Emilio A. Trautwein, Loja Breno Trautwein, REAA, GOP (COMAB), Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a questão seguinte:

QUARTO DE HORA DE ESTUDOS

Gostaria de sanar uma questão quanto ao 1/4 de hora de Estudos do REAA.

Na realização das instruções durante 1/4 de Hora de estudos é permitido a utilização de apoio áudio/visual como data/show, TVs entre outros multi meios que auxiliam e melhor contextualizam as informações durante a instrução? Ou tal utilização é proibida, e onde encontramos regra ou norma que traga está proibição?

CONSIDERAÇÕES:

Eu, particularmente, desconheço qualquer regra que impeça a utilização de equipamentos audiovisuais durante o tempo de instrução, no caso disso ser necessário.

No entanto, por uma questão de prudência, é bom consultar o ritual em vigência para se certificar se nele não existe nada em contrário, ou mesmo perscrutar a Legislação atualizada da vossa Obediência, sobre esse assunto.

No mais, entendo que a Maçonaria é progressista e acompanha a evolução da Ciência e das Artes, desde que não sejam feridos os Landmarks, bem como as nossas tradições, usos e costumes.

Por fim, constatada a inexistência de qualquer óbice, com prudência é perfeitamente exequível a utilização de elementos sonoros e audiovisuais que ajudem a melhorar a compreensão das instruções.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

RENÉ GUÉNON

Por Luciano J. A. Urpia

RENÉ JEAN-MARIE-JOSEPH GUÉNON (Blois, França, 1886 - Cairo, 1951). Intelectual francês que marcou profundamente o pensamento esotérico e tradicionalista. Considerado um dos fundadores da "Escola Perenialista", ele buscava a essência de uma "filosofia perene", uma verdade universal e atemporal. Seus estudos cruzaram as fronteiras da simbologia, das religiões comparadas e das tradições iniciáticas, explorando o sufismo, o hinduísmo e outras filosofias orientais.

Após uma juventude em Paris onde se aproximou de círculos ocultistas, Guénon adotou o sufismo e, mais tarde, mudou-se para o Egito, onde viveu até sua morte em 1951. Suas críticas à modernidade e defesa dos valores tradicionais o tornaram uma referência para o tradicionalismo contemporâneo.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

CÂMARA DO MEIO

Ir∴ Marco Antônio Nunes – Florianópolis – SC 
ARLS “Fraternidade Catarinense” nº 9 – GOSC martoni.nunes@gmail.com

Não importa onde estejamos sempre estaremos no centro do mundo que nos cerca, no tempo e no espaço.

Na Loja, costumamos dizer que o Mestre trabalha em Câmara do Meio, mais com o desejo de situar os mestres numa sessão de terceiro grau do que localizá-los geograficamente.

Mergulhando superficialmente no mar da pesquisa, encontram-se alguns indícios de que a Câmara do Meio não foi necessariamente trazida dos templos de Salomão, como muitos acreditam.

Assis Carvalho, no seu livro “O Mestre Maçom”– 2ª Edição – 1994 –, menciona a confusão que se faz entre Câmara do Meio, que é a sessão de Mestres Maçons, com o Centro da Loja, o corredor existente entre as colunas do Sul e do Norte, e leva-nos a uma viagem mais longa para descobrir as verdadeiras origens. Essa viagem tem início na época do primeiro Templo de Salomão, segundo os textos de Reis, Crônicas e Ezequiel; a Câmara do Meio e a Escada em Caracol formariam um mesmo conjunto e como tal seriam consideradas pelos simbolistas como sendo um símbolo do segundo grau, tendo sido separadas, posteriormente, pelos ritualistas ingleses, colocando a escada no grau de companheiro e a Câmara do Meio no terceiro Grau.

Jules Boucher, na sua obra “A Simbólica Maçônica”, repete o que é mencionado na obra anterior citada sobre a confusão que se formou com relação à leitura dos textos bíblicos onde as palavras que dariam sentido de “câmara” seriam, na realidade, entendidas por “andar”, tudo isso na tentativa de descrever-se o verdadeiro significado de “Câmara do Meio” e suas verdadeiras origens. A palavra hebraica “Tichoanah”, traduzida como “Meio”, teria, na realidade, o sentido de “o mais baixo”, formando, dessa forma, idéias diferentes dos planos em que se situavam as câmaras dos palácios descritos nas obras. Acrescente-se à confusão o fato de que não houve apenas um Templo de Salomão, mas três. As descrições feitas das câmaras e das entradas do Palácio confundem-se, em certos aspectos, a qual dos palácios. Se o primeiro, construído no ano 586 a.C., o segundo, 70 anos após a destruição do primeiro, ou se ao terceiro templo, construído 550 anos após o segundo.

Para não entrar nessa barafunda histórica e no mérito do verdadeiro significado do que seja Câmara do Meio, prefiro ater-me ao assunto de uma forma menos polêmica e dentro dos meus limites de compreensão, já que o tema enseja uma pesquisa mais detalhada, exigindo um garimpo mais minucioso nos compêndios históricos e no que pensam os diversos estudiosos das nossas bases Maçônicas.

A Loja de Câmara do Meio ou do Terceiro Grau é assim chamada por constituir-se na evolução da vida Maçônica. Iniciado na Câmara de Reflexões, o Maçom experimenta, entre as colunas que sustentam o seu mundo, o despertar para uma nova vida. É sua infância, onde irá crescer e aprender a conhecer o seu novo mundo.

Muitos de nós achamos que o nascimento é muito menos traumático do que a morte. Só que esquecemos importantes detalhes que fogem das nossas percepções ávidas por resultados imediatistas e concretos como um muro diante dos nossos olhos. A morte é simplesmente uma transição instantânea, independentemente das suas causas, e é somente percebida por quem reconhece o fenômeno como um prolongamento da própria existência. Ao passo que o nascimento é uma preparação que tem seu início muito antes da concepção biológica e vem acompanhada por toda uma gama de incertezas e angústias pela expectativa do desconhecimento do futuro. Preparação essa ditada pelo livre arbítrio do querer enfrentar uma nova jornada onde esse mesmo livre arbítrio pode nos trair e nos jogar a novas e infindáveis experimentações vivenciais. É a venda que impede o iniciado à vida maçônica de enxergar e poder perceber os seus limites.

Já ouvi alguém dizer que ser Maçom é um dom que vem da hereditariedade genética e espiritual do que somos. É um dos condicionamentos propostos para o início da nova missão que escolhemos para cumprir rumo a evolutiva jornada do aperfeiçoamento.

Como Aprendiz da vida não temos a percepção do significado e para onde irá a pedra bruta que começamos a lapidar. Temos noções de que aquela pedra fará parte de algo maior e, dependendo do nosso grau evolutivo, poderemos imaginar que aquela pedra irá compor uma parede e essa parede poderá ser tanto de um grandioso templo, quanto de um simples muro ou de uma lúgubre e escura masmorra. Da qualidade do trabalho desenvolvido resultará a destinação da peça trabalhada.

O empenho em aprender, em ser alguém melhor do que a nossa realidade, nossa ânsia de evoluir nos colocará num plano em que poderemos visualizar, com melhor compreensão, o verdadeiro significado da nossa existência. Teremos a certeza de que o plano em que nos encontramos é o primeiro de uma série enorme de degraus que deveremos galgar e que a pedra que deixou de ser bruta em nossas mãos necessita de alguns retoques para ter o destino final na obra. Essa compreensão da nova realidade é o fim da infância maçônica e o início da juventude onde passaremos a viver na câmara de dentro, iluminados por uma nova estrela, após as colunas, participantes mais íntimos das aspirações maçônicas.

No grau de Companheiro passamos a ter melhor compreensão de tudo o que vivenciamos na Câmara de Reflexões, planejando melhor o futuro e direcionando as aspirações para objetivos mais nobres.

Há quem afirme que o tempo não existe. Que o passado, o presente e o futuro se confundem num mesmo plano temporal que a nossa compreensão não alcança com facilidade, programados que estamos para cumprir o ritmo dos segundos, das horas, dos dias e das noites. Nesse caso, vivemos em função do tempo que passa, sempre na expectativa do que irá acontecer e muitas vezes não nos preparando corretamente para isso.

Colocados no plano da inexistência do tempo, nós somos aprendizes, somos companheiros e também somos mestres. Temos o sentimento de tudo conhecer e o nosso EU cósmico passa a sintonizar o plano universal e a dialogar com as esferas mais altas à medida que galgamos os degraus da imensa escada erguida à nossa frente. Como Companheiros, no segundo grau, começamos a ter essa percepção e, preparados convenientemente para enfrentar a vida, passamos ao esperado grau de mestre onde iremos experimentar, na prática e na realidade da existência, aquele sonho tão acalentado na nossa infância e juventude maçônica.

Na maturidade dos sentimentos, onde as ilusões, os sonhos, as aspirações e as incertezas dão lugar à realidade da vida transcendental é que os conhecimentos até então armazenados no cérebro transferem-se para o coração. O instinto e a inteligência que sempre nos animaram a agir, passam a ter a participação ativa da razão. Como Mestres, passamos a fazer parte de um outro plano, dentro de um imenso círculo, onde somos o ponto do centro, para onde tudo converge e de onde vislumbramos a vastidão do infinito. Esse ponto onde nos situamos é, a meu ver, a Câmara do Meio.

Todo esse trajeto percorrido não nos deixa no destino. Continuamos e continuaremos eternamente nessa Câmara do Meio, sendo o ponto central de um mundo em transformação. Estamos sempre a ser exigidos e impedidos ao total repouso, pois a realidade não permite o prolongamento dos nossos sonhos.

Valorizemos, pois, a oportunidade que tivemos, e que nos foi permitida, de virmos com essa missão de trabalhar para um mundo justo e perfeito para todos. De não ficarmos eternamente como um ponto isolado no meio de um círculo, como se o mundo somente a nós pertencesse.

Devemos compartilhar a nossa experiência e faze-la útil a uma sociedade cada vez mais carente de valores éticos e morais. Revitalizemos a força maçônica que existe em cada um de nós resgatando os valores perdidos pela letárgica acomodação como se estivéssemos brincando de Maçonaria, limitando-nos a enaltecer os feitos que nossos Irmãos realizaram no passado, impondo a força das decisões deliberadas em loja que, mesmo juradas de nada revelar, materializou-se em ações concretas no mundo profano.

Vamos trazer para a Câmara do Meio os nossos Irmãos políticos que ocupam cargos eletivos e cobrar deles a sua postura de Maçons perante o compromisso assumido para com a sociedade. Vamos lembrá-los de que os juramentos um dia feitos entre colunas, também valem para a sua postura como profanos e a sua responsabilidade, pelo fato de serem Maçons, é muito mais relevante do que um político que não teve o privilégio de ter recebido a luz e provado do conteúdo da segunda taça.

Vamos nos unir para recolocar o nosso Brasil numa imensa CÂMARA DO MEIO.

Fonte: JBNews - Informativo nº 301 - 25 de Junho de 2011

quarta-feira, 11 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SUDESTE DO TEMPLO E SINAL DE OUTRO RITO

Em 23/10/2025 o Respeitável Irmão Orestes Lemos da Silva, Loja Vale do Peruípe, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Nova Viçosa, Estado da Bahia, apresenta as questões seguintes:

SUDESTE E SINAL DE OUTRO RITO

Estou preparando um estudo para nossos AApr∴ e surgiu uma dúvida.

Na pag. 15 do novo ritual REAA especifica que o cabo da espada Flamígera, deverá estar voltada para o sudeste.

Está correto? Sempre vi estar para o Sul.

Se for sudeste ela deverá estar na diagonal confere?

Mais uma pergunta.

Ontem numa reunião Rito Brasileiro, um irmão delegado do Rito sendo consultado pelo Ven∴ Mestre da LOJA, sobre como deve ser o sinal feito pelos irmãos em visitam a outro rito, se o sinal de Comp∴ deve ser o do Rito Brasileiro ou do rito da LOJA, que no exemplo somente se faz a g∴, o outro braço deverá ficar arreado. Surgiu está pergunta porque assim orientei numa sessão de elevação que alguns IRMÃOS não estavam realizando o sinal de ordem conforme a loja visitada.

CONSIDERAÇÕES:

Sobre a primeira questão (de quem do Oriente olha para o Ocidente), convenciona-se que todo o lado esquerdo do quadrante oriental (o do Secretário) denomina-se Sudeste, enquanto que o lado direito (o do Orador) de Nordeste.

Por conta disso, a Esp∴ Flamej∴, que descansa sobre o Altar em um escrínio, ou sobre uma almofada vermelha, terá o seu cabo voltado para o lado correspondente ao Sudeste. Não existe nada de iniciático, ou esotérico, nessa questão, senão a de que o cabo da Esp∴, para facilitar o seu manuseio, fique voltado para lado em que o Porta-Espada ocupa lugar em Loja.

Sobre a questão do Ir∴ visitante, é simples. Caso ele não conheça o sinal do rito da Loja visitada, ele faz o sinal do seu rito. Simples assim.

O que um visitante não pode é interferir na execução da ritualística da Loja anfitriã, ao ponto de altera-la com práticas de outro rito. Por exemplo, usar balandrau se o rito da Loja visitada só admite o uso de terno; circular pelo templo de modo diferenciado do que está sendo executado pela ritualística; um visitante, usando a palavra, concitar seus acompanhantes a ficarem em pé, sem autorização do Vig∴; etc.

Agora, quando se tratar de ssin∴ de ord∴ e ppen∴ (muito parecidos entre os ritos), o visitante pode perfeitamente fazê-lo tal como ele está acostumado no seu rito – isso não altera o andamento ritualístico.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

INSTRUMENTOS DE TRABALHO DE APRENDIZ NO REAA

Em 23/10/2025 o Respeitável Irmão João Marcos Boim de Freitas, Loja Obreiros da Paz, 3850, REAA, GOB MINAS, Oriente de Piraúba, Estado de Minas Gerais, apresenta as seguintes questões:

INSTRUMENTO DE TRABALHO

1- Um irmão Apr fez um trabalho pra aumento de salário com o título de "OS TRÊS INSTRUMENTOS DE TRABALHO DO APRENDIZ", terminada a sessão um Irmão do quadro foi procurado por outro irmão que estava na sessão, esse irmão é de outra loja de outro oriente que lhe disse que no GOB o Apr só tem dois instrumentos de trabalho, procede ?

2- Quando da abertura dos trabalhos e o Venerável Mestre pede para o 1º Vigfazer a verificação se todos são AApr, todos em ambas colunas ficam de P e O. Como devemos proceder, ficar de P e a O voltados para o centro da loja ou voltados para o Oriente?

CONSIDERAÇÕES:

Quanto à questão 1, não se trata de "no GOB" o Aprendiz possuir apenas o Maço e o Cinzel como seus instrumentos de trabalho. É fato consumado que no REAA original o Apr possui apenas dois objetos de trabalho: o Maço e o Cinzel. 

No REAA, o Aprendiz não usa a Régua graduada como objeto de trabalho. A Régua, com 24 PPol, é ferramenta de trabalho utilizada pelo Comp Maçom. A Régua é comum ao Apr no Rito de York, mas nunca do REAA. 

Lamentavelmente, ainda existem rituais anacrônicos do REAA pelo Brasil que persistem com o erro de incluir a Régua como objeto do 1º Grau. Como dito, no Rito de York isso faria sentido, no entanto no REAA, nunca. 

Infelizmente, ainda existem no Brasil alguns rituais que misturam símbolos do Rito de York com os do REAA. Esses rituais equivocadamente trazem a Tábua de Delinear inglesa enxertada e camuflada como mais um painel, um tal de painel alegórico. É um festival de horrores, pois em muitos casos há distinção de símbolos entre ritos de raízes diferentes. Em nome dessas lastimáveis acomodações é que acabou aparecendo, em alguns casos, o Aprdo REAA (vertente francesa) utilizando, erradamente, uma Régua, a qual é genuinamente usada no Rito de York (vertente anglo-saxônica).

Outro fato lamentável é o de se ver um Apr praticante do REAA, no GOB, redigindo uma Peça de Arquitetura para o seu aumento de salário baseada em bibliografia contrária ao
ritual vigente. 

Nesse contexto, sabe-se perfeitamente que a bibliografia deve estar de acordo com o rito e o ritual vigentes na Obediência. No caso do GOB, no seu ritual do REAA do Grau 1, em nenhum momento é mencionada à Régua com 24 PPol. Inclusive, na página 10 desse mesmo ritual encontra-se a clássica alegoria de Apr, na qual aparecem apenas o Maço e o Cinzel como instrumentos de trabalho. Ainda, na página seguinte (11), apresenta-se o Painel do Grau de Apr(o que vai no centro do Oc) com o relicário de símbolos do 1º Grau - nele também não aparece nenhuma Régua. Ainda mais, nesse mesmo ritual encontram-se as Instruções oficiais do 1º Grau, e nelas também não há qualquer alusão à Régua. 

No entanto, basta se observar o ritual do 2º Grau do REAA e se verá a Régua com 24 PPol aparece na alegoria do Comp Maçom. A mesma Régua pode ser vista no respectivo Painel da Loja do 2º Grau. E assim por diante.

Para concluir esta questão número 1, penso que mais lamentável ainda é se ver a falta de atenção de um Vig instrutor que não orientou o Apr, deixando-o pesquisar, sem qualquer orientação, em elementos estranhos ao contido no ritual.

Quanto à questão número 2, em Loja de Aprendiz, o 1º Vig verifica do seu lugar se todos nas Colunas são maçons. Assim, todos os presentes nas Colunas ficam em pé e à Ordem, naturalmente, ou seja, cada um em pé conforme a disposição do seu assento. 

Conforme consta no ritual vigente, não há necessidade de que todos nas Colunas se voltem para o Or, quando se tratar de Loja de Apr. 

Qualquer orientação contrária, certamente ela estaria prevista no ritual, o que não é o caso. 

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO (2)

VOCÊ PRETENDE IR A LOJA HOJE?

1º - Sua participação será sempre mais positiva quando seus pensamentos forem mais altruísticos.

2º - Participação positiva será daquele que com poucas palavras consegue contribuir muito para as grandes realizações.

3º - Ao falar passe pelo crivo das "peneiras", seja sempre objetivo e verdadeiro o seu propósito. Peneira: 1ª - Verdade; 2ª - Bondade; 3ª - A Altruística

4º - As vezes um irmão precisa ser escutado, dê oportunidade a ele para manifestar-se.

5º - Falar muito, quase sempre cansa aos ouvintes, e pouco se aproveita. Fale pouco para que todos possam absorver algo de importante e útil que tenhas a proferir.

Lembre-se,

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ

(saber - querer - ousar - calar)

Rui Tinoco de Figueiredo - MM
ARLS 8 DE DEZEMBRO - 2285
GOSP/GOB Guarulhos - S.Paulo

Fonte: https://www.cavaleirosdaluz18.com.br

HUMILDADE DIANTE DO CONHECIMENTO

O conhecimento é uma luz poderosa: ilumina caminhos, tira dúvidas e eleva a consciência. Porém, quando essa luz não é acompanhada de humildade, pode ofuscar a ponto de cegar.

Quem pensa que sabe tudo deixa de aprender. A verdadeira sabedoria não se manifesta no acúmulo de dados ou na eloquência das palavras, mas na capacidade de reconhecer os próprios limites. Quanto mais se avança no caminho do conhecimento, mais evidente se torna uma grande verdade: há sempre algo mais para descobrir.

Humildade não é ignorância ou fraqueza. É, pelo contrário, a virtude que nos permite ouvir, refletir e corrigir o rumo quando necessário. O humilde entende que cada pessoa, cada experiência e cada momento podem tornar-se professores silenciosos.

O conhecimento sem humildade tende ao orgulho; a humildade sem conhecimento estagna. Mas quando ambos caminham juntos, o ser humano cresce em equilíbrio. Aprenda sem impor, ensine sem arrogância e oriente sem procurar dominar.

No silêncio do estudo e da observação consciente do mundo, o buscador sincero descobre que a maior lição não é demonstrar o quanto sabe, mas o quanto está disposto a continuar aprendendo.

Porque só quem se curva diante da verdade pode subir com ela.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

terça-feira, 10 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

GUARDA EXTERNO - ATIVIDADES

Em 23/10/2025 o Respeitável Irmão Lucas De Sousa Francisco, Loja Águia de Haia, 2518, REAA. GOB-SP, Oriente de Limeira, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

GUARDA EXTERNO

Atualmente exerço o cargo de Mestre de Cerimônias e tenho uma dúvida referente às atribuições do cargo de Guarda Externo. Ontem, durante a sessão, houve alguns comentários sobre o tema. Já li suas postagens sobre a forma de atuação do Guarda, porém o nosso Deputado Federal, Irmão Celso Nogueira, orientou o Venerável dizendo que o Guarda Externo não precisa se retirar da sessão toda vez que, por exemplo, é necessário cobrir o tempo ou quando um Irmão das colunas precisa de cobertura externa.

Na nossa prática atual, eu, como Mestre de Cerimônias, faço a retirada do Irmão e o Guarda Externo o acompanha, retornando em seguida.

Gostaria de saber se essa orientação procede, pois no novo ritual não encontrei nenhuma menção específica sobre isso.

Você poderia, por gentileza, me ajudar com essa orientação para que eu possa também auxiliar o Venerável corretamente.

CONSIDERAÇÕES:

A bem da verdade, o Cobr∴ Ext∴ ou G∴ Ext∴ é um dos cargos mais tradicionais na Moderna Maçonaria. Na Maçonaria Anglo-saxônica (CRAFT), em muitas Lojas, o Guarda Ext∴ (Tiler) permanece o tempo todo próximo à porta pelo lado de fora. Sua função é de afastar não iniciados dos trabalhos maçônicos.

Também é do seu ofício examinar IIr∴ desconhecidos, verificando o grau e a possibilidade de se ingressar nos trabalhos da Loja. Na Inglaterra, em muitos casos, as Lojas até contratam um o G∴ Ext∴, o qual é geralmente um Past-Master remunerado pela função. Ele não ingressa nos trabalhos, mas literalmente guarda a porta do templo pelo seu exterior para afastar os "Cowans".

Na Maçonaria brasileira, no entanto, salvo raríssimas exceções, o Cobr∴ Ext∴tem sido apenas uma figura decorativa, pois quando o cargo é preenchido (outra raridade), ele guarda a porta exteriormente apenas na abertura dos trabalhos, sendo depois convidado a ingressar, como ocorre nas Lojas do GOB do REAA, e dali só se retira após o encerramento da sessão.

Assim o ritual não prevê absolutamente mais nenhuma outra atividade, além da abertura, para o Cobr∴ Ext∴, mormente quando o templo precisa ser coberto a algum Irmão.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
http://pedro-juk.blogspot.com.br
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

AGRADECIMENTOS E SAUDAÇÕES NO ENCERRAMENTO

Em 22/10/2025 o Respeitável Irmão Otto da Silva Lellis, Loja Luz e Caridade, 525, REAA, GOB MINAS, Oriente de Uberlândia, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

AGRADECIMENTOS E SAUDAÇÕES

Gostaria de um esclarecimento para um assunto que vem criando um certo desgaste dentro da Loja que eu sou filiado. O Ven Mestre ao final da sessão antes da palavra do Orador tem agradecido aos irmãos do quadro e visitantes pela presença na reunião e alguns irmãos estão descontentes, pois acham que isso é dever do Orador. Li uma postagem do senhor de 1/11/17, e fiquei em dúvida saudação é diferente de agradecimento? Completo ainda, o Ven Mestre não cita loja, é um agradecimento de forma geral.

CONSIDERAÇÕES:

Entende-se que nada impede o Venerável Mestre, nas suas considerações finais, de agradecer genericamente à Loja pela presença de todos. O que isso não pode é ser confundido com saudação aos visitantes, a qual compete exclusivamente ao Orador fazê-la.

A tarefa de saudar em nome da Loja os Irmãos Visitantes, conforme prevê o Ritual do REAA vigente, é do Orador (página 80 do Ritual de Aprendiz).

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

DEFENSORES DA LIBERDADE

Dentre as coisas mais notáveis praticadas pelo “ser humano”, defender a liberdade é incontestavelmente a mais enobrecedora, pois, é o ato de sustentar o direito fundamental de agir, de pensar e de se expressar - sem restrições indevidas do Estado ou terceiros que violando o princípio da proporcionalidade, ultrapassando o "estritamente necessário", ou seja, que ocorrem quando o limite entre a responsabilização posterior e a censura prévia é ultrapassado, vilipendiando direitos constitucionais (compasso).

Claramente, todos percebem que a liberdade de expressão não é absoluta, porém, qualquer restrição a ela deve ser excepcional, prevista em lei e justificada pela proteção de outros direitos constitucionais, como a honra e a imagem, por exemplo. Negar sistematicamente pedidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) ou impor sigilos indevidos (como os de 100 anos) para ocultar dados de interesse público, são viris atentados ao direito de conhecer, que é um dos mais basilares dos direitos do qual emerge o “Cidadão”.

O acesso à informação e a educação são, acima de tudo, ferramentas que capacitam o indivíduo a exercer sua cidadania plena, entender seus direitos e deveres, e participar ativamente da vida política e social, podendo proteger a liberdade de imprensa, de crença e econômica, o debate de ideias e a resistência contra a opressão, crucial para a democracia, sob a égide de sua autonomia individual, pois, um homem livre luta pela liberdade de todos a qualquer custo.

Nestes quase 526 anos pós-descoberta do Brasil, ainda não nos demos conta que a falta de conhecimento sobre direitos e deveres é um dos principais fatores que perpetuam a corrupção e a desigualdade. Fechamos os olhos ao fato de uma população informada é crucial para garantir a aplicação das leis. Ocorre que o conhecimento das leis e das garantias constitucionais protege o indivíduo contra abusos de poder e o capacita a exigir seus direitos, consolidando o "direito de ter direitos" (nível).

O direito a ter direito, notadamente, estabelece a dignidade da pessoa humana a partir do conhecimento vindo da educação ancorada no acesso livre à informação, pois, são motores para o desenvolvimento cultural, científico e humano. A educação e o conhecimento empoderam o homem, permitindo que ele saia de uma postura passiva e atue como agente de transformação social, fiscalizando o poder público e participando de decisões coletivas.

Foi esta inspiração para que augustos cidadãos desta República Federativa do Brasil elaborassem a mais cidadãs das constituições, a Constituição Brasileira de 1988, que eleva a educação ao status de direito fundamental social (art. 6º), essencial para a formação crítica e para a dignidade da pessoa humana. Curiosamente, a República Brasileira declarada provisória por Deodoro em 1889, permanecendo nesta provisoriedade até o Plebiscito de 1993, ato democrático realizado em 21 de abril que pôs fim a um retardo de 104 anos e consolido a república presidencialista no Brasil, com 66,28% dos votos. 

Vanguardista, Ulysses Guimarães – presidente da Assembleia Nacional Constituinte, da qual emergiu a Constituição Brasileira de 1988 – em seu discurso ‘ódio e nojo à ditadura’ preceituou: “cabe à educação capacitar os cidadãos a reconhecer e combater ameaças à democracia, para a possam defendê-la pois, a liberdade democrática, é inegociável e deve ser constantemente defendida contra a tirania e a Constituição de 1988 é o grande marco de sua defesa”. 

Além deste arguto construtor social (Ulysses), robusteceram as fileiras dos defensores da liberdade 68 ilustres maçons – 63 na Câmara dos Deputados Federais e 5 no Senado Federal – dentre os quais destaco o Jair Assis Ribeiro, pois, declarou ao Jornal “O País”, em sua edição de 5 de Novembro de 1995, que a participação maçônica no Congresso Nacional aportava inovações imprescindíveis ao texto constitucional, o que contentava ao Presidente Jose Sarney.

Embora a lista completa não seja pública, a Mesa da Assembleia Nacional Constituinte era composta por parlamentares maçons como Marcelo Cordeiro (1º Secretário), Mário Maia (2º Secretário), Arnaldo Faria de Sá (3º Secretário), Maurício Corrêa (constituinte e mais tarde Ministro do STF) e os suplentes Luis Soyer e Sotero Cunha são associados à maçonaria em registros biográficos e homenagens de lojas maçônicas. 

De fato, a mobilização dos maçons com intuito de aportar, não somente seus préstimos, mas, principalmente, seus valores à jovem constituição foi formidável. A XVI Assembleia da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) de 1987, presidida por Orpheu Paraventi Sobrinho, emitiu a "Carta de São Paulo", direcionada à Constituinte, defendendo pautas como a preservação dos recursos naturais, livre iniciativa com justiça social e o uso do solo. 

Ainda que a Maçonaria nada faz por si própria no tocante à transformação do mundo, seus ensinamentos inculcados nas mentes habilidosas e perspicazes daqueles por ela educados tem o condão de mudar pensamentos, atitudes e modos de vida, além claro, de harmonizar os sentimentos, porém, cabe-lhes aceitar – ou não – esta benfazeja agencia a favor de si, pois, quando um homem decide se tornar melhor, suas ações se tornam exemplo, transformando o ambiente através de um novo comportamento.

Contemplar tão notáveis exemplos de abnegação e coragem a serviço de todos os brasileiros, alimenta nossa convicção de que a educação não somente constrói cidadãos conscienciosos, aos quais capacita a exercerem plenamente a liberdade e a democracia, como também, abre as portas para que os direitos cheguem a todos e que o poder jamais se concentre em poucas mãos. A liberdade é dulcíssimo fruto dos exemplos que adornam nosso viver.

A liberdade responsável é ensinada e herdada através do exemplo de outros, que demonstram como viver com autonomia sem prejudicar o próximo. Escolhas boas e conscientes e o agir com integridade (um bom exemplo pessoal) é o que permite ao indivíduo ser livre e sereno. Sócrates preceituou que o homem livre é aquele que domina a si mesmo, e o exemplo de autodomínio é o que liberta das paixões e da escravidão interna.

Irrefutavelmente, a liberdade é uma conquista humana intima que inspira a coletividade, desenvolvida através da elevação moral e da cultura, onde o exemplo de uma sociedade justa equilibra direitos e deveres. Sob essa ótica, ela é o resultado de uma conduta ética, onde a responsabilidade individual constrói um espaço coletivo de autonomia. E a maior de todas as autorresponsabilidades é o continuado compromissos de ser-se livre defensor da liberdade de todos.

Maranguape, Ceará, 25 de Janeiro de 2026

ACADEMIA INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS
Diretoria de Comunicação Social
Bruno Bezerra de Macedo

segunda-feira, 9 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PEÇAS DE ARQUITETURA - TEMPO DE APRESENTAÇÃO

Em 22/10/2025 o Irmão Companheiro Maçom Adelino Alexandre Lopes, Loja Amor e Justiça nº 7, REAA, GLMEMS (CMSB), Oriente de Coxim, Estado do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimento.

PEÇAS DE ARQUITETURA

Em loja, normalmente nos é pedido para apresentação de trabalhos. Seja referente às instruções que recebemos ou também sobre assuntos dos mais diversos para aperfeiçoamento e de nossa lapidação.

Fazemos a pesquisa de determinado assunto e, ao apresentar a peça, sempre nos impõem um tempo mínimo para apresentação. O que fica difícil, às vezes, de relatar de forma concisa, assuntos de relevante importância. Existe determinação para Obediência do Tempo de no máximo 15 minutos para esse tipo de uso da palavra no período de instrução ou estudo?

CONSIDERAÇÃO

O que normalmente ocorre é que as Obediências, em seus respectivos rituais, determinam a duração do tempo ocupado pelo Tempo de Estudos na sessão.

A maioria dos rituais que conhecemos geralmente mencionam o tempo de 15 minutos para esse período.

A título de ilustração, no caso do Grande Oriente do Brasil, entendeu-se a necessidade de um tempo mais dilatado para esse período, dada a importância dos estudos no aperfeiçoamento do maçom. Assim, elevou-se de 15 para 30 minutos a duração do Tempo de Estudos nas sessões ordinárias (econômicas).

Muitas Obediências, como é o caso do GOB, preveem nos seus regulamentos, além do Tempo de Estudos, Sessões de Instrução, em que os trabalhos são dedicados exclusivamente às instruções maçônicas. Nesse caso, onde a Loja é aberta apenas para instruções, o tempo não é limitado, portanto é ideal para apresentação e debates de Peças de Arquitetura que requerem uma porção maior de tempo.

Por conta desses comentários, sugiro ao Irmão que consulte sobre essas possibilidades na sua Seren∴ Grande Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PERÍODO DE RECREAÇÃO

Em 18.10.2025 o Respeitável Irmão André Roque, Loja Barão do Rio Branco, 03, GOIPE (COMAB), REAA, sem mencionar o Oriente, Estado de Pernambuco, apresenta a seguinte questão:

RECREAÇÃO

Gostaria da opinião do Ilustre Irmão ao seguinte questionamento:

Quando o Venerável Mestre coloca a Loja em recreação e todos os presentes saem da sala de reunião o que deve ser feito com o Livro da Lei? Ele deve ser fechado e reaberto quando do retorno dos obreiros, ou o Livro da

Lei deve permanecer aberto?

CONSIDERAÇÕES:

Antes de mais nada é bom que se diga que Lojas em recreação, em descanso, suspensão temporária, etc., não são fazem parte dos trabalhos do REAA.

Originalmente, suspensão dos trabalhos por um determinado período de tempo é prática corriqueira nas Lojas do CRAFT inglês, por aqui mais conhecido como Rito de York.

Inclusive, para o Rito de York há uma ritualística própria para a suspensão e retorno aos trabalhos, onde a atividade litúrgica envolve o 2º Vigilante, que é quem ritualisticamente dispensa e chama os Irmãos de volta para o trabalho.

Em face a isso é que no Rito de York, o Esq∴ e o Comp∴, dispostos sobre o L∴SS∴ EE∴ aberto, ficam arrumados sobre a página da direita de quem o olha para o L∴. Isso ocorre porque quando a Loja estiver em descanso ou recreação (isto é previsto no CRAFT), o L∴ SS∴ EE∴ é cuidadosamente fechado, mantendo-se o Esq∴ e o Comp∴ arrumados dentro dele.

Assim, quando de retorno aos trabalhos suspensos temporariamente, o L∴ SS∴EE∴ é aberto novamente, ficando assim mantidos, como estavam, os instrumentos emblemáticos no seu interior.

Como no REAA não existem esses procedimentos, seus rituais autênticos simplesmente não as mencionam – por não existirem no ritual, não devem ser praticados.

Uma curiosidade a respeito do tamanho do Esq∴ e o Comp∴ que vão sobre o L∴da L∴. No Rito de York, esses objetos emblemáticos são menores em tamanho do que os usados em outros ritos. Isso se dá exatamente para que ambos caibam sobre a página direita do Livro aberto, podendo este, na recreação, ser fechado e reaberto sem prejuízo de desarrumar a ordem dos instrumentos

Diferente do REAA, por exemplo, onde o Esq∴ e o Comp∴ ocupam as duas páginas do Livro aberto, a da direita e a da esquerda, o que reforça a não existência desta atividade no escocesismo.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
http://pedro-juk.blogspot.com.br
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

LOJA MAÇÔNICA SOLOMON Nº 1


A Loja Maçônica Solomon nº 1, a mais antiga em funcionamento contínuo no Hemisfério Ocidental, decidiu vender a sua sede histórica (foto), o edifício do Cotton Exchange, em Savannah, Geórgia (EUA). O emblemático prédio, construído em 1886 e ocupado pela Loja desde 1976, está no mercado por 10 milhões de dólares, devido ao insustentável fardo financeiro que a sua manutenção representa, agravado pela diminuição de membros e por incidentes como um acidente que danificou a sua fachada em 2008.

A venda deste marco arquitetônico, situado na principal área histórica e turística da cidade, significa a perda de um símbolo público e visível da Maçonaria na comunidade. A decisão, embora pragmaticamente necessária, é vista com pesar, pois afasta a Fraternidade do centro cívico e renuncia a uma herança física que os seus antepassados construíram com sacrifício para afirmar a sua presença no tecido social.

Fonte: Christopher Hodapp (freemasonsfordummies.blogspot.com)

MAÇONARIA & FÉ

Ir∴ Kennyo Ismail M∴M∴

A Maçonaria tem como princípio a crença num Ser Supremo, ao qual denominamos “Grande Arquiteto do Universo”. Mas qual seria esse Deus da Maçonaria, o GADU? Afinal de contas, existem tantos deuses, com tantos diferentes nomes e tantas diferentes qualidades! Qual seria o verdadeiro?

Se a Maçonaria aceita e possui membros de qualquer religião, qual o Deus presente no Altar Maçônico?

Ou se trata de um Deus específico, o Deus da Maçonaria, e todos ali estão renegando seus próprios deuses?

Seria então a Maçonaria uma religião? Isso seria um prato cheio para os fanáticos de plantão!

Quando vários maçons estão presentes diante do Altar de um Templo Maçônico, onde se vê o Livro Sagrado de uma ou mais religiões, além do Esquadro e do Compasso, eles realizam uma breve oração.

Ali estão católicos, protestantes, muçulmanos, espíritas, budistas, judeus, etc. Eles estão um do lado do outro, como irmãos. E ali, diante do Altar da Maçonaria, só há duas opções de entendimento ao Irmão: ou eu estou orando para o Deus verdadeiro, e aqueles irmãos que professam outras crenças estão orando para falsos deuses; ou nós estamos todos orando para o mesmo Deus, o Criador do Universo, visto de forma diferente conforme as peculiaridades da religião e crença de cada um.

É evidente que o entendimento do verdadeiro maçom é a segunda opção. Ora, se você chama o maçom que está ao seu lado de “Irmão”, isso significa que você acredita que ambos nasceram do mesmo Pai, foram feitos pelo mesmo Criador, independente da fé professada.

O GADU pode ser chamado de vários nomes e títulos, conforme culturas, épocas, povos, religiões: Deus, Pai Celestial, Mestre Maior, Senhor do Universo, Alá, Jeová, Adonai, Zeus, Senhor, El Shadday, Oxalá, Brahma, Rá, etc. Até mesmo nos sistemas politeístas, sempre houve e há um Ser Supremo, mais antigo, criador dos demais.

Da mesma forma, o GADU pode ser visto de diversas formas, também conforme as mesmas variáveis: Vingativo, Clemente, Misericordioso, Justo, Soberano, Sustentador, Providenciador, Organizador, Verdadeiro, Benevolente, etc.

Os homens deram nomes ao GADU conforme suas línguas e culturas. Eles apontaram qualidades ao GADU conforme as histórias de seus povos e a pregação de seus profetas. O único ponto comum em todas as religiões é esse: a existência de um Ser Supremo, Criador do Universo. Se as diferenças na fé sempre foram combustíveis para preconceitos, tirania, atritos e guerras, então apenas o comum pode servir para unir os homens como irmãos.

Maçonaria é isso: ciente da dualidade das forças e respeitando as diferenças, investe no que há de igual nos homens de bem em busca da felicidade da humanidade.

Fonte: JBNews - Informativo nº 299 - 23.06.2011

domingo, 8 de março de 2026