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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 9 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PEÇAS DE ARQUITETURA - TEMPO DE APRESENTAÇÃO

Em 22/10/2025 o Irmão Companheiro Maçom Adelino Alexandre Lopes, Loja Amor e Justiça nº 7, REAA, GLMEMS (CMSB), Oriente de Coxim, Estado do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimento.

PEÇAS DE ARQUITETURA

Em loja, normalmente nos é pedido para apresentação de trabalhos. Seja referente às instruções que recebemos ou também sobre assuntos dos mais diversos para aperfeiçoamento e de nossa lapidação.

Fazemos a pesquisa de determinado assunto e, ao apresentar a peça, sempre nos impõem um tempo mínimo para apresentação. O que fica difícil, às vezes, de relatar de forma concisa, assuntos de relevante importância. Existe determinação para Obediência do Tempo de no máximo 15 minutos para esse tipo de uso da palavra no período de instrução ou estudo?

CONSIDERAÇÃO

O que normalmente ocorre é que as Obediências, em seus respectivos rituais, determinam a duração do tempo ocupado pelo Tempo de Estudos na sessão.

A maioria dos rituais que conhecemos geralmente mencionam o tempo de 15 minutos para esse período.

A título de ilustração, no caso do Grande Oriente do Brasil, entendeu-se a necessidade de um tempo mais dilatado para esse período, dada a importância dos estudos no aperfeiçoamento do maçom. Assim, elevou-se de 15 para 30 minutos a duração do Tempo de Estudos nas sessões ordinárias (econômicas).

Muitas Obediências, como é o caso do GOB, preveem nos seus regulamentos, além do Tempo de Estudos, Sessões de Instrução, em que os trabalhos são dedicados exclusivamente às instruções maçônicas. Nesse caso, onde a Loja é aberta apenas para instruções, o tempo não é limitado, portanto é ideal para apresentação e debates de Peças de Arquitetura que requerem uma porção maior de tempo.

Por conta desses comentários, sugiro ao Irmão que consulte sobre essas possibilidades na sua Seren∴ Grande Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PERÍODO DE RECREAÇÃO

Em 18.10.2025 o Respeitável Irmão André Roque, Loja Barão do Rio Branco, 03, GOIPE (COMAB), REAA, sem mencionar o Oriente, Estado de Pernambuco, apresenta a seguinte questão:

RECREAÇÃO

Gostaria da opinião do Ilustre Irmão ao seguinte questionamento:

Quando o Venerável Mestre coloca a Loja em recreação e todos os presentes saem da sala de reunião o que deve ser feito com o Livro da Lei? Ele deve ser fechado e reaberto quando do retorno dos obreiros, ou o Livro da

Lei deve permanecer aberto?

CONSIDERAÇÕES:

Antes de mais nada é bom que se diga que Lojas em recreação, em descanso, suspensão temporária, etc., não são fazem parte dos trabalhos do REAA.

Originalmente, suspensão dos trabalhos por um determinado período de tempo é prática corriqueira nas Lojas do CRAFT inglês, por aqui mais conhecido como Rito de York.

Inclusive, para o Rito de York há uma ritualística própria para a suspensão e retorno aos trabalhos, onde a atividade litúrgica envolve o 2º Vigilante, que é quem ritualisticamente dispensa e chama os Irmãos de volta para o trabalho.

Em face a isso é que no Rito de York, o Esq∴ e o Comp∴, dispostos sobre o L∴SS∴ EE∴ aberto, ficam arrumados sobre a página da direita de quem o olha para o L∴. Isso ocorre porque quando a Loja estiver em descanso ou recreação (isto é previsto no CRAFT), o L∴ SS∴ EE∴ é cuidadosamente fechado, mantendo-se o Esq∴ e o Comp∴ arrumados dentro dele.

Assim, quando de retorno aos trabalhos suspensos temporariamente, o L∴ SS∴EE∴ é aberto novamente, ficando assim mantidos, como estavam, os instrumentos emblemáticos no seu interior.

Como no REAA não existem esses procedimentos, seus rituais autênticos simplesmente não as mencionam – por não existirem no ritual, não devem ser praticados.

Uma curiosidade a respeito do tamanho do Esq∴ e o Comp∴ que vão sobre o L∴da L∴. No Rito de York, esses objetos emblemáticos são menores em tamanho do que os usados em outros ritos. Isso se dá exatamente para que ambos caibam sobre a página direita do Livro aberto, podendo este, na recreação, ser fechado e reaberto sem prejuízo de desarrumar a ordem dos instrumentos

Diferente do REAA, por exemplo, onde o Esq∴ e o Comp∴ ocupam as duas páginas do Livro aberto, a da direita e a da esquerda, o que reforça a não existência desta atividade no escocesismo.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
http://pedro-juk.blogspot.com.br
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

LOJA MAÇÔNICA SOLOMON Nº 1


A Loja Maçônica Solomon nº 1, a mais antiga em funcionamento contínuo no Hemisfério Ocidental, decidiu vender a sua sede histórica (foto), o edifício do Cotton Exchange, em Savannah, Geórgia (EUA). O emblemático prédio, construído em 1886 e ocupado pela Loja desde 1976, está no mercado por 10 milhões de dólares, devido ao insustentável fardo financeiro que a sua manutenção representa, agravado pela diminuição de membros e por incidentes como um acidente que danificou a sua fachada em 2008.

A venda deste marco arquitetônico, situado na principal área histórica e turística da cidade, significa a perda de um símbolo público e visível da Maçonaria na comunidade. A decisão, embora pragmaticamente necessária, é vista com pesar, pois afasta a Fraternidade do centro cívico e renuncia a uma herança física que os seus antepassados construíram com sacrifício para afirmar a sua presença no tecido social.

Fonte: Christopher Hodapp (freemasonsfordummies.blogspot.com)

MAÇONARIA & FÉ

Ir∴ Kennyo Ismail M∴M∴

A Maçonaria tem como princípio a crença num Ser Supremo, ao qual denominamos “Grande Arquiteto do Universo”. Mas qual seria esse Deus da Maçonaria, o GADU? Afinal de contas, existem tantos deuses, com tantos diferentes nomes e tantas diferentes qualidades! Qual seria o verdadeiro?

Se a Maçonaria aceita e possui membros de qualquer religião, qual o Deus presente no Altar Maçônico?

Ou se trata de um Deus específico, o Deus da Maçonaria, e todos ali estão renegando seus próprios deuses?

Seria então a Maçonaria uma religião? Isso seria um prato cheio para os fanáticos de plantão!

Quando vários maçons estão presentes diante do Altar de um Templo Maçônico, onde se vê o Livro Sagrado de uma ou mais religiões, além do Esquadro e do Compasso, eles realizam uma breve oração.

Ali estão católicos, protestantes, muçulmanos, espíritas, budistas, judeus, etc. Eles estão um do lado do outro, como irmãos. E ali, diante do Altar da Maçonaria, só há duas opções de entendimento ao Irmão: ou eu estou orando para o Deus verdadeiro, e aqueles irmãos que professam outras crenças estão orando para falsos deuses; ou nós estamos todos orando para o mesmo Deus, o Criador do Universo, visto de forma diferente conforme as peculiaridades da religião e crença de cada um.

É evidente que o entendimento do verdadeiro maçom é a segunda opção. Ora, se você chama o maçom que está ao seu lado de “Irmão”, isso significa que você acredita que ambos nasceram do mesmo Pai, foram feitos pelo mesmo Criador, independente da fé professada.

O GADU pode ser chamado de vários nomes e títulos, conforme culturas, épocas, povos, religiões: Deus, Pai Celestial, Mestre Maior, Senhor do Universo, Alá, Jeová, Adonai, Zeus, Senhor, El Shadday, Oxalá, Brahma, Rá, etc. Até mesmo nos sistemas politeístas, sempre houve e há um Ser Supremo, mais antigo, criador dos demais.

Da mesma forma, o GADU pode ser visto de diversas formas, também conforme as mesmas variáveis: Vingativo, Clemente, Misericordioso, Justo, Soberano, Sustentador, Providenciador, Organizador, Verdadeiro, Benevolente, etc.

Os homens deram nomes ao GADU conforme suas línguas e culturas. Eles apontaram qualidades ao GADU conforme as histórias de seus povos e a pregação de seus profetas. O único ponto comum em todas as religiões é esse: a existência de um Ser Supremo, Criador do Universo. Se as diferenças na fé sempre foram combustíveis para preconceitos, tirania, atritos e guerras, então apenas o comum pode servir para unir os homens como irmãos.

Maçonaria é isso: ciente da dualidade das forças e respeitando as diferenças, investe no que há de igual nos homens de bem em busca da felicidade da humanidade.

Fonte: JBNews - Informativo nº 299 - 23.06.2011

domingo, 8 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

COR DAS JOIAS DISTINTIVAS - REAA

Em 20.10.2025 o Respeitável Irmão Felipe Aguiar, Loja Prudente de Moraes II, REAA, GOB-SP, Oriente de Piracicaba, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos.

COR DAS JOIAS

Boa tarde, meu irmão, tenho mais uma dúvida que gerou no bate papo com o Edu. Nossas joias atuais são na cor prata e o Edu me disse que agora tem que ser dourada.

Essas dúvidas surgiram para a gente deixar nossa loja além de mais bonita adequada ao novo ritual.

CONSIDERAÇÕES


Ressalte-se que a questão não é de "agora tem que ser dourada". No REAA a cor das joias distintivas dos cargos sempre foi dourada, inclusive o ritual de 2009, que foi revogado, já trazia a cor dourada para as joias.

À vista disso, o ritual de 2024 seguiu a cor tradicional para as joias distintivas no REAA - dourada. Nada mudou, apenas seguiu-se o que é tradicional.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

COLUNAS DO TEMPLO - REAA

Em 20/10/2025 o Respeitável Irmão Felipe Águia, Loja Prudente de Moraes II, 2231, REAA, GOB-SP, Oriente de Piracicaba, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

COLUNAS DO TEMPLO

Me desculpa o incomodo. Em um bate papo com nosso Sapientíssimo Eduval Morales Fogaça, surgiram duas dúvidas. Vamos a elas. Ao ler e reler nosso novo ritual de Aprendiz, na página 21 fala sobre as colunas vestibulares no átrio sendo elas no estilo Babilônico. A primeira dúvida é a seguinte, na nossa loja as colunas são no estilo dórica, temos que fazer algum tipo de alteração para ficar enquadrada com o nosso Ritual? Não conheço esse estilo, se acaso puder orientar/encaminhar alguma foto/imagem das colunas eu agradeço.

Outra dúvida, na página 15, na mesa do Venerável Mestre, deverá ter um esquadro com ramos desiguais, logo na página 17, o esquadro é com ramos iguais. Afinal é assim mesmo? O qual temos que seguir

CONSIDERAÇÕES

As Colunas solsticiais do pórtico do Templo, conhecidas como Colunas Vestibulares, porque ficam no átrio junto a porta, são babilônicas, visto que quando da construção do primeiro Templo de Jerusalém, ainda não existiam as ordens gregas de arquitetura, Jônica, Dórica e Coríntia. Naqueles tempos primitivos, o aspecto construtivo das colunas babilônicas era de caráter mais encorpado e desproporcional, e muitas vezes com aparência fálica.

Quanto à mudança nos templos para atender às características construtivas de aparência babilônica das Colunas Vestibulares, não existe urgência na atenção desse requisito, reservando-se essa providência mais para os templos novos que vem sendo construídos a partir de 2024, ou àqueles que passarem por alguma reforma significativa.

O que deve ser atendido sim, o mais breve possível, são os templos do REAA que ainda possuem essas Colunas interiorizadas. Nesse caso, elas devem ser recolocadas pelo lado de fora, junto à porta, no átrio, como previsto no ritual vigente - B∴ à esquerda de quem entra, e J∴ à esquerda.

Relativamente ao Esq∴, existem duas situações diferenciadas sobre esse objeto no ritual. Na verdade, são dois EEsq∴ distintos. Há um Esq∴ com cabo e ramos desiguais, o qual pertence ao Ven∴ Mestre (sua joia distintiva), e outro com ramos iguais, sem graduação (sem cabo), o qual é o Esq∴ emblemático que vai colocado unido ao Comp∴ sobre o Livro da Lei.

O Esq∴ que está relacionado ao Ven∴ Mestre, com cabo, é simbolicamente o Esq∴ operativo que era manuseado pelo titular do canteiro de obras nos tempos da Maçonaria de Ofício, enquanto que o outro, o de ramos iguais e sem graduação, é de conotação esotérica e encerra grandes verdades ao Iniciado, portanto não é operativo e tem sido um símbolo modelar, fazendo parte das TTr∴ GGr∴ LLuz∴ EEbl∴ da Maçonaria.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

CONSTRUÇÃO DO TEMPLO DE SALOMÃO

Essa expressão é usada de modo simbólico e diz respeito ao trajeto que o Aprendiz deve percorrer até conseguir colocar-se diante do Altar, para contemplar a Deus.

É a construção interior do grande templo espiritual, individual e coletivo, ao mesmo Tempo.

Diz-se, também, quando uma Loja resolve constituir ser templo material, onde, como oficina, desenvolverá seu trabalho.

A construção do templo interior individual deve iniciar-se com a seleção das pedras de alicerces, ou seja, escolher as pedras brutas que se prestarem ao esquadrejamento, para depois desbastar-lhes as arestas.

Ao construírem-se os alicerces, devem ser empregados os instrumentos próprios da construção, e isso com conhecimento.

Se o Aprendiz não souber usar o Nível e o Prumo, as paredes que pretende erigir cairão e o trabalho terá sido em vão.

O templo interior coletivo será a soma dos Templos individuais, onde serão convidados os Irmãos para, em coro, primeiramente louvar ao Senhor, e depois cultivar o amor fraterno.

Na Cadeia de União unem-se como elos os Templos individuais no interior. O trabalho na oficina maçônica será global e coletivo.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 103.

ORAÇÃO DOS MAÇONS

Me ajude a dizer a verdade diante dos fortes.

E não diga mentiras pelos aplausos dos fracos.

Se você me der fortuna, não tire minha felicidade.

Se você me der forças, não me tire a razão.

Se você me der sucesso, não tire minha humildade.

Se você me der humildade, não tire minha dignidade.

Ajude-me a ver com gentileza o outro lado da medalha.

Não me deixe incriminar os outros irmãos por eles não praticar uma autentica maçonaria.

Ensina-me a respeitar meus irmãos como a mim mesmo.

Para me examinar e me julgar como os outros fariam.

Não me deixe enganar com orgulho soberbo se eu triunfar.

Nem em desespero louco, se o fracasso bater na minha porta.

Faça-me ver que o fracasso pode ser a pré-sala do triunfo.

Ensina-me que perdoar; é o maior dos fortes e que a vingança, inveja e rancor é a reação do pobre de espírito.

Se tirares a minha força, deixa-me manter a esperança.

Se você tirar meu sucesso hoje, me ajude a superar o fracasso.

Se eu faltasse pessoas, me dê coragem de pedir desculpas.

E se alguém me faltar, me dê forças para perdoar.

Permita-me acreditar nos meus irmãos e que os sentimentos deles são puros.

Que os nossos princípios prendam a autenticidade maçônica e que você nos devolva ao caminho da fraternidade.

Grande Arquiteto do Universo, se eu esquecer de você, Por favor, não se esqueça de mim.

Fonte: Facebook_Soy Mason

sábado, 7 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

BATERIA DO GRAU NA PORTA

Em 18.10.2025 o Respeitável Irmão Edson Novoa, Loja Cavaleiros da Távola Redonda, 4064, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, solicita esclarecimentos para o que segue:

BATERIA DO GRAU

No ritual, do REEA, quando da abertura dos trabalhos, a verificação da cobertura do Templo pelo Cobridor, no ritual diz que quando existe o cobridor externo, ambos cobridores dão a batida do grau, na porta. Em seguida, quando só tem o cobridor interno, o mesmo sai para verificar e no retorno da com a espada, a batida na porta.

No meu entendimento, no segundo caso, a batida com a espada, seria a batida do grau, pois se refere a mesma batida.

Contudo, na minha Loja, alguns irmãos acham que é só uma pancada com a espada.

Você, como o expert no assunto, e criador do novo ritual, pode nos esclarecer esse ponto, por gentileza?

Te agradeço demais e aguardo o retorno.

CONSIDERAÇÕES:

Obviamente que o procedimento é o mesmo. Estando presente o Cobridor Externo, ou não, o Cobridor Interno sempre dará na porta, com o cabo da espada ou com o punho cerrado, as batidas do Grau em que a Loja estiver sendo aberta.

Assim, reitera-se, o procedimento nessa ocasião ocorre com a bateria do Grau, não existindo essa tal “pancada única”.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

NÚMERO DE CANDIDATOS - DECRETO 2172/2023 - GOB

Em 16.10.2025 o Respeitável Irmão Dourival Marcelo Candido Carneiro, Loja Bento Gonçalves, 3113, REAA, GOB-SP, Oriente de São Caetano do Sul, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

NÚMERO DE CANDIDATOS

Minha dúvida pairava sobre a Sessão de Exaltação, em relação à quantidade de CComp que poderão ser Exaltados numa mesma Sessão. Como nossa Loja reúne-se quinzenalmente, invariavelmente temos um calendário bem apertado. Na última Sessão em 14/10/2025 de Companheiro tivemos todos os 04, aprovados para Exaltação. A Administração da Loja tem por objetivo realizar UMA ÚNICA sessão de Exaltação para os 04 CComp e eu como estou ORADOR dessa Administração fiz a óbvia sugestão para que não ultrapassássemos a sugestão/recomendação do GOB em mais que 3 “Candidatos” (ver pág. 72 2º parágrafo Ritual de 2001 e Pág. 95 2º parágrafo Ritual de 2009 para a Cerimônia de Iniciação). E como obviamente o sentimento de zelo e cuidado com os CComp devem ser o mesmo que aplicamos aos candidatos a entrar na Ordem. Pensei e fiz essa sugestão à Loja. Porém fui estudar toda a Literatura pertinente. (RGF – Rituais – Decretos). Diferentemente da Sessão de Iniciação onde havia expresso a recomendação de um limite de 03 Candidatos à Iniciação por sessão, nas Sessões de Elevação e Exaltação não há qualquer menção sobre essa restrição ou recomendação de que seja no máximo 3 e nunca mais de 3. 

E quando do recebimento do novos Rituais 2024 me deparo com a “retirada” destes termos que apontei acima inclusive do Ritual Grau 1. 

Bom, na minha opinião estamos “deixando” aberto para que as lojas façam as cerimonias de Iniciação-Elevação-Exaltação de tantos quantos forem os “candidatos”. 1,2,3,4,5 etc. E isso ao meu ver prejudica a logística ritualística dessas sessões. Estamos abrindo mão da “solenidade do Ato” para obtermos “celeridade”, ou ainda a quantidade de IIr. Com isso na minha interpretação quem perde é a Maçonaria, haja visto que pouco se absorverá em termos ritualísticos para os candidatos. Teremos tempos difíceis no que diz respeito ao aprendizado maçônico. Sem mais, e compreenda isso como um desabafo de quem ama a Maçonaria e sua Ritualística.

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente vale ressaltar que rituais do REAA anteriores aos de 2024, foram revogados, portanto nada neles vale para os atuais rituais vigentes, de 2024.

Dito isto, os novos rituais simplesmente seguem a determinação do Decreto 2172 de 17/11/2023 do Grão-Mestre Geral, cuja súmula expressa que "autoriza a iniciação de mais de três candidatos (o grifo é meu), numa mesma sessão, em Lojas da Federação".

Não obstante referência à Iniciação de Candidatos, este mesmo Decreto menciona no seu Artigo 3º que "revogam-se todas as disposições em contrário nos rituais dos graus simbólicos dos Ritos (o grifo é meu) praticados no Grande Oriente do Brasil". Note que o Artigo menciona a revogação nos Rituais dos Graus Simbólicos, o que se subentende que são os de Aprendiz (Iniciação), Companheiro (Elevação) e Mestre (Exaltação).

Graças a isso é que nos rituais do REAA vigentes, e de outros Ritos que virão, não consta mais a recomendação de no máximo três Candidatos para as respectivas cerimônias.

No entanto, o Decreto é bem claro no seu Artigo 2º, quando menciona o rigor ritualístico previsto no ritual. Isto quer dizer que exceto a teatralização da Lenda no 3º Grau, onde apenas um candidato participa da encenação, todos os demais procedimentos, nos três graus, não importando o número de Candidatos, devem ser rigorosamente cumpridos pelo Venerável Mestre. 

Assim, toda a liturgia e ritualística deve ser aplicada um a um dos Candidatos. Penso que este Artigo, especificamente, faz as Lojas repensarem antes de iniciar, elevar ou exaltar número excessivo de Candidatos. 

Observe que essas advertências constam no próprio ritual, onde todos, absolutamente todos, individualmente têm que passar pelas provas e passagens iniciáticas.

Assim, fomos obrigados a seguir o Decreto mencionado.

Ao finalizar, posso lhe garantir que sou partidário de no máximo três, todavia, como cumpridor da Lei que sou, obedeço ao Decreto do Grão-Mestre Geral.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ALEISTER CROWLEY

A figura de Aleister Crowley, é frequentemente associada à sua auto-proclamada autoridade em diversas tradições esotéricas. No entanto, sua relação com a Maçonaria regular foi marcada por uma busca constante e, no fim, frustrada, por legitimação dentro das Obediências estabelecidas. Crowley ansiava pelo reconhecimento formal destas instituições, vendo-o como um selo indispensável de prestígio e validade para os seus próprios projetos espirituais. Todas as suas tentativas seguiram um padrão claro: procurava credenciais maçônicas não por adesão genuína aos seus princípios, mas como ferramenta para consolidar a sua própria autoridade no meio ocultista.

Sua trajetória maçônica começou de forma irregular, com uma iniciação no México por um grupo não reconhecido, e prosseguiu sempre pelas margens das Obediências regulares. Recebeu os 33 Graus de um corpo maçônico igualmente irregular. As suas associações posteriores, seja com uma Loja vinculada à Grande Loja da França (considerada irregular pela Maçonaria inglesa) ou através da aquisição de graus honorários em ritos obscuros, nunca lhe conferiram o estatuto que procurava. O momento decisivo foi a sua última tentativa junto da Grande Loja Unida da Inglaterra, na década de 1910, onde os seus apelos foram categoricamente rejeitados. Esta porta fechada de forma definitiva marcou o fim do seu projeto de integração e levou-o a adotar uma postura abertamente crítica e hostil em relação à Maçonaria Regular, que ele passou a acusar de ser burocrática e fossilizada.

Crowley compreendia o peso simbólico da instituição, mas nunca aceitou as suas estruturas de autoridade, disciplina e reconhecimento mútuo. Por isso, a sua história neste campo é, acima de tudo, um testemunho das fronteiras bem definidas que a Maçonaria tradicional mantém contra interpretações heterodoxas e personalistas dos seus fundamentos. A verdade incontornável é que Aleister Crowley nunca foi reconhecido como maçom por qualquer Obediência regular da sua época, e o seu impacto na Ordem foi, no fim de contas, absolutamente nulo.

Por Luciano Urpia, In: Curiosidades da Maçonaria: Mitos e Fatos Maçônicos. Alicante, Reino de España, 2025

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

O SIMBOLISMO DO "PILAR QUEBRADO" EM MAÇONARIA

O pilar quebrado é um dos símbolos mais enigmáticos e comoventes dentro do imaginário maçônico. Sua presença em monumentos funerários e em certas representações rituais não é casual: evoca a ideia de uma obra inacabada, de uma vida truncada no seu processo de perfeição.

Na Maçonaria, o iniciado é concebido como um construtor espiritual que levanta, pedra sobre pedra, o templo interior de sua consciência. O pilar quebrado, então, representa a interrupção desse trabalho, lembrando que a existência humana é frágil e que nenhum projeto terrestre atinge a plenitude absoluta.

Historicamente, este símbolo se popularizou nos séculos XVIII e XIX, especialmente em lápides e monumentos maçônicos, onde se erguia como um sinal de luto e memória. No entanto, além da sua função funerária, o pilar quebrado adquire um sentido filosófico: mostra que a obra do iniciado nunca se completa em vida, pois a perfeição pertence ao plano espiritual.

Assim, o símbolo não é apenas um lembrete da morte, mas também um convite para refletir sobre a continuidade da alma e a transcendência do esforço humano.

Na sua dimensão moral, o pilar quebrado ensina que cada irmão deixa uma marca na construção coletiva, mesmo que o seu trabalho tenha sido interrompido. É um apelo aos vivos para continuar a obra, honrando a memória daqueles que já não estão. Assim, o símbolo se torna uma ponte entre o visível e o invisível, entre o temporal e o eterno, reforçando a ideia de que a Maçonaria não é apenas um caminho de conhecimento, mas também uma tradição de memória e legado.

Fonte: Facebook_Maestros Masones

sexta-feira, 6 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PALAVRAS SAGRADAS - GRAUS 1 E 2

Em 15.10.2025 o Irmão Maylon Lucas Occhi, Loja Filho dos Pelicanos, 3886, REAA, GOB-PR, Oriente de Cianorte, Estado do Paraná, apresenta as questões seguintes:

PALAVRA SAGRADA

Saudações fraternas.

Entro em contato para solicitar gentilmente o esclarecimento de duas dúvidas que surgiram em nossa Loja, inclusive, uma delas já havia sido encaminhada pelo Ir Bruno Baldo ao Ir em 2020, ocasião em que o irmão nos respondeu gentilmente.

As dúvidas são as seguintes:

1 - Palavra Sagrada: Sabemos que a Palavra Sagrada é ...OA..., contudo, em várias Lojas observa-se o uso de ...OO.... Na nota que o Ir publicou à época, mencionava-se que essa questão seria corrigida no novo ritual, entretanto, ao analisarmos o ritual atual, verificamos que não há qualquer observação ou esclarecimento sobre o tema, assim, gostaríamos de saber como devemos proceder, especialmente diante do fato de que diversas Lojas ainda utilizam a forma ...OO...Z.

2 - Pronúncia da Coluna “J”: Outra dúvida refere-se à pronúncia da Coluna J. Sabemos que, em razão da origem francesa, a pronúncia correta seria ...cqu...; porém, na prática ritualística de muitas Lojas, utiliza-se J...n. Poderia o Ir nos orientar sobre qual forma é a mais adequada segundo o entendimento oficial?

Agradeço desde já pela atenção e pela disponibilidade em nos auxiliar no esclarecimento dessas questões.

CONSIDERAÇÕES:

Embora a Maçonaria brasileira seja filha espiritual da França, portanto constituída por ritos de origem francesa, também é inegável que ela adota ritos de origem anglo-saxônica. Por conta disso acabam sendo utilizadas duas versões bíblicas na sua liturgia, a da Vulgata (latina), traduzida do hebraico para o latim por S. Jerônimo, e a Septuaginta (dos Setenta), traduzida do hebraico para o grego para atender judeus helenistas.

No que diz respeito à Pal Sagr de Aprendiz do REAA, na versão da Bíblia latina a sua grafia aparece como “...OO...”, ou seja, com vogais dobradas, enquanto que na versão bíblica da Septuaginta ela é escrita como “...OA...”, isto é, sem vogais dobradas, como originalmente deve ser na língua hebraica.

Ressalte-se que na escrita hebraica não existem vogais dobradas, portanto “...OA...” é a sua grafia original. Essa versão bíblica (Septuaginta) é comumente adotada por ritos maçônicos de origem inglesa (anglo-saxônica). Também as Bíblias protestantes trazem a escrita tal como se encontra na versão Septuaginta (dos Setenta), “...OA...”.

Na Maçonaria brasileira os ritos maçônicos de origem latina seguem geralmente a versão bíblica da Vulgata, a qual adota a corruptela “...OO...”, com as vogais dobradas.

Graças a isso, e para que se evitem conflitos desnecessários, no Grande Oriente do Brasil ambas as palavras, “...OA...” ou “...OO...”, são aceitas.

Em relação a palavra “...chi...”, ou “...ki...”, por ela ser de origem hebraica, nada tema ver com pronúncia francesa. Desse modo, sem excessos de preciosismo, segue-se sua pronuncia tal como ela estiver escrita, que tanto pode ser com “chi”, “ki”, ou “qui”.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SAÚDE, FORÇA E UNIÃO

Léo G. Santos ·

SAÚDE, FORÇA e UNIÃO: Um eco antigo que ainda nos chama...

Na Maçonaria há palavras que não se pronunciam... são sentidas.

Entre eles, Saúde, Força e União S∴ F∴ U∴ ressoa como um batimento cardíaco que atravessa séculos, símbolos e vontades.

Saúde não é apenas ausência de doença.

Na tradição maçônica é a harmonia do ser: o equilíbrio entre corpo, emoção e pensamento. Significa andar ereto por dentro, com clareza e propósito. Antigamente, esta saudação invocava proteção para o irmão que viajava de Loja em Loja, quando os caminhos eram incertos e a palavra era a única proteção.

A Força não fala de músculos, mas da vontade que sustenta o trabalho interior.

A Força Maçônica é o pilar invisível que permite a transformação da pedra bruta em pedra cúbica. Nas antigas guildas operacionais representava a solidez do construtor; Na Maçonaria é a energia que sustenta os juramentos, a constância que não é negociada.

A União é talvez a mais sutil das três.

União não significa pensar igual, mas vibrar juntos. É o vínculo silencioso que conecta irmãos de diferentes países, ritos e caminhos. Os antigos maçons invocavam-no para lembrar que nenhuma obra – nem um templo externo nem um templo interno – pode ser construída sozinha.

Ao longo dos séculos, S∴ F∴ U∴ tornou-se uma assinatura, uma despedida entre irmãos, uma lembrança íntima de um trabalho maior. Suas iniciais foram encontradas em manuscritos antigos, em cartas, nas margens de cadernos de oficina... sempre sugerindo que, além dos graus e ferramentas, o essencial é cultivar essas três virtudes como um triângulo perfeito.

Hoje continuamos a dizer Saúde, Força e União como quem abre uma porta que vai além do tempo.

Porque, no final das contas, estas palavras não são uma saudação.

Eles são um compromisso.

S∴ F∴ U∴
Tr∴ Fr∴ Abr∴

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

quinta-feira, 5 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

 

FAIXA DE MESTRE II

Em 12.10.2025 o Respeitável Irmão José Roberto da Conceição, Loja 03 de Maio, 1228, REAA, GOB-SP, Oriente de Martinópolis, Estado de São Paulo, faz a seguinte pergunta.

FAIXA DE MESTRE

Gostaria que o Irmão esclarecesse uma dúvida.

No Ritual de Aprendiz, ed. 2024, pág., 35, consta: "Os Mestres Maçons que ocupam cargo ficam dispensados de vestir a Faixa de Mestre, exceto aqueles que, por dever de ofício, usam uma espada como objeto de trabalho".

No Ritual de Mestre, ed. 2024, pág. 22, consta: "O Mestre Maçom que estiver exercendo cargo de Cobridor (Interno ou Externo) ou Experto traz, vestida sob o colar com a joia do cargo, também a Faixa de Mestre...".

A dúvida levantada por alguns Irmãos é que, em Loja de Aprendiz, não haveria necessidade de uso da Faixa de Mestre pelos Irmãos que estão nos cargos de Cobridor e Expertos, já que o Ritual de Aprendiz não especifica; embora eu entenda que, nesse caso, devemos levar em consideração, também, o contido no Ritual de Mestre.

CONSIDERAÇÕES:


A ideia é de que os Oficiais que têm a espada como seu objeto de trabalho, usem a faixa para acondiciona-la. Assim, os Cobridores e os Expertos usam a faixa de Mestre, tanto nos graus de Aprendiz e Companheiro, como no de Mestre. Vestem a faixa por baixo do colar com a joia distintiva do cargo.

Vale lembrar que a faixa traz nela preso um dispositivo anelar que serve para prender a espada. Isso evita que o titular empunhe a espada desnecessariamente.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br