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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 21 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

DÚVIDAS NO REAA

(republicação)
O Respeitável Irmão José Pereira de Souza Filho, Primeiro Vigilante da Loja Liberdade e Glória, 4.033, REAA, GOB, Oriente de Glória, Estado da Bahia, apresenta as questões seguintes: pereirasf@hotmail.com

Conforme nos falamos por telefone seguem algumas duvidas para serem esclarecidas:

1. Aclamação HUZZÉ sua origem seu significado e a sua pronuncia (Brasil).

2. Saudação no Ocidente quando o Mestre de Cerimônias cruza do norte ao Sul (orador e secretário) ele faz saudação ao Venerável Mestre?

3. Quando o Venerável convida o Orador e o Secretário a conferir a bolsa de proposta eles ficam a Ordem até o final ou não precisa.

4. Palavra sagrada é (BOAZ)?

5. Quanto as Instruções... Aprendiz Segundo Vigilante? Instrução de Companheiro Primeiro Vigilante? Por que esse cruzamento?

6. No pavimento de mosaico entre o Segundo Vigilante e o Primeiro Vigilante ele para e faz saudação ao Venerável Mestre?

7. Os Irmãos ao circularem em Loja eles andam com as mãos livres ou andam com a mão como se estivesse em sinal de obediência?

CONSIDERAÇÕES:

1. A origem da expressão advém dos antigos cultos solares - base da grande maioria das religiões. Essa saudação está diretamente relacionada ao misticismo da volta do Sol do hemisfério Sul para o Norte no solstício de inverno (21 de dezembro). Sob esse prisma a observação humana tendo o Sol como uma espécie de divindade saudava esse movimento aparente (Natalis Invicti Solis) como o renascimento da Luz em direção ao Norte. Essa é a mesma conotação dada pelo Mitraísmo Persa no Igne Natura Renovatur Integra – O Sol Renova Toda a Natureza. Nesse mesmo costume os árabes saudavam a volta do Sol com um ramo florido de acácia (flor amarela) exclamando Huzza! Huzza! Huzza! – provável corruptela de “acácia”, planta esta que sempre esteve presente nos livros relacionados às consagrações religiosas. Maomé, com o advento do Islamismo, viria proibir essa prática.

Ainda, a título de ilustração, os ingleses em corruptela de Huzzé viriam adotar uma saudação, não ao Sol, mas como aclamação de contentamento - o conhecido “ip-hurra”.

Em Maçonaria no tocante à sua vertente francesa, o Rito Escocês Antigo e Aceito, filho espiritual da França, possui no seu arcabouço doutrinário (aperfeiçoamento do Homem) uma relação direta com a alegoria das Leis da Natureza. Nesse conceito essa saudação, ou aclamação está relacionada diretamente à volta do Sol no significado diário do Canteiro (Loja) aludindo à escuridão da antemanhã – quanto mais escura é a madrugada, mais próximo está o raiar de um novo dia. A aclamação possui o sentido de contentamento pelo progresso adquirido no aprimoramento moral, ético e intelectual.

A relação doutrinária do Rito em questão está implícita na senda iniciática simbolizada pela alegoria das Colunas Zodiacais e os Ciclos Naturais – primavera, verão, outono e inverno (infância, juventude, maturidade e morte).

Pronúncia no Brasil – “uzé”. 

Pela questão da razão e despido de qualquer conceito ocultista esse é um breve relato sobre conhecida aclamação no Rito Escocês Antigo e Aceito.

2. Acredito que como o Irmão se refere ao Orador e o Secretário faz alusão ao “Oriente”. No Oriente não existe qualquer circulação, senão a regra que nele se ingressa pelo lado nordeste e dele se sai pelo lado sudeste. Para se ingressar no Oriente o obreiro em deslocamento obrigatoriamente o faz partindo da Coluna do Norte. Em retirada o obreiro saindo se desloca pela Coluna do Sul. Conforme explícito no Ritual a saudação em Loja (aberta) é feita somente ao Venerável Mestre quando se ingressar ou sair do Oriente, ou às Luzes da Loja (Venerável, Primeiro e Segundo Vigilantes) após a Macha do Grau. A saudação é feita pelo Sinal de acordo com o Grau de trabalho da Loja. O obreiro em circulação empunhando (segurando) um objeto de trabalho fará apenas uma parada rápida e formal (sem inclinação do corpo ou maneios com a cabeça).

3. Cumprindo a regra no Rito que em Loja aberta todo o obreiro que estiver em pé e parado se posiciona à Ordem – corpo ereto, pés em esquadria unidos pelos calcanhares, compondo o Sinal do Grau. Assim as duas Dignidades convidadas ficam à Ordem.

4. Muitos já escreveram a respeito da diferença de escrita da palavra. Alguns trabalhos dignos de apreciação e outros repletos de opiniões pessoais sem qualquer contribuição para o tema. A diferença da escrita se apresenta de acordo com as duas principais versões bíblicas – a Septuaginta (Dos Setenta) e a Vulgata.

Septuaginta - Versão dos "Setenta" ou "Alexandrina" é provavelmente a principal versão grega por sua antiguidade e autoridade. Sua redação deu-se a partir da Bíblia hebraica no período de 275 - 100 a. C., sendo usada pelos judeus de língua grega ao invés do texto hebreu.

O nome "Setenta" se deve ao fato de que a tradição judaica atribui sua tradução a 70 sábios judeus helenistas, enquanto que "Alexandrina" por ter sido feita em Alexandria. Em relação à questão, particularmente nessa versão bíblica a palavra tem a grafia de BOAZ.

Vulgata - No sentido em curso, Vulgata é a tradução para o latim da Bíblia, escrita entre fins do século IV início do século V, por São Jerônimo por determinação do Papa Dâmaso I, que foi usada pela Igreja Cristã. Nos seus primeiros séculos, a Igreja serviu-se, sobretudo da língua grega, passando após a tradução latina denominada Vulgata a consolidar-se, sobretudo a partir da edição da Bíblia de 1532. No tocante à questão, nessa versão a palavra é rotulada como BOOZ.

Ainda não menos importante citar é que por ocasião da Reforma Protestante que quebraria o monopólio latino da língua, está à tradução da Bíblia por Martinho Lutero para a língua alemã. Nessa tradução, no que concerne particularmente ao termo, encontra-se a palavra BOAZ.

Na concepção protestante inglesa de tradução bíblica o termo BOOZ é desconhecido, senão identificado como BOAZ.

Outro aspecto para ser considerado é que o termo BOOZ é desconhecido no vernáculo hebraico, senão a palavra BOAZ.

Sob esse prisma a palavra correta deveria ser BOAZ, já que BOOZ é considerada uma corruptela da palavra apropriada adquirida por equivoco de São Jerônimo por ocasião da tradução para a Vulgata.

Em linhas gerais a conservação dessa corruptela deu-se pela Igreja Católica alegando respeito ao tradutor bíblico (São Jerônimo) e resolveu manter a tradição da Vulgata.

Em termos de Maçonaria é facilmente compreensível o uso dessa palavra dependendo da sua vertente. No Craft inglês e, por conseguinte no Americano, dentre outros costumes anglo-saxônicos, a dita é tida como BOAZ, enquanto que na vertente latina (francesa) da qual pertence o REAA, não na sua totalidade, porém na sua grande maioria, o termo é compreendido como BOOZ, provavelmente influenciado pela Vulgata (latina por excelência).

A Maçonaria brasileira – filha espiritual da França – acabaria nos ritos de origem francesa por adquirir o costume de uso da corruptela (BOOZ) tornando-se um elemento consuetudinário, sobretudo no Rito Escocês Antigo e Aceito.

Dadas essas considerações, devido ao caráter de segredo do Grau imposto à palavra no Rito Escocês na sua forma de transmitir, não existe oficialmente uma orientação para o uso da palavra BOAZ ou da corruptela BOOZ no Grande Oriente do Brasil, senão o costume consuetudinário do modo errado de escrever ou pronunciar a dita palavra sagrada.

Penso que a Maçonaria como investigadora da Verdade e dela fazendo parte o Grande Oriente do Brasil, urge a necessidade de revisão sobre esses conceitos amparados por tradições superadas. Se a palavra correta é BOAZ, que sentido teria o uso de uma corruptela?

Enquanto permanece o equívoco, sugiro que as Lojas pelo menos ministrem uma instrução esclarecendo os fatos sobre o assunto, ao mesmo que tempo remeto o Irmão a consultar uma excelente Peça de Arquitetura intitulada “Discussões Bíblicas – BOOZ ou BOAZ” do respeitável Irmão Willian Almeida de Carvalho (encontrada na Internet) que em minha opinião fecha o assunto, além de dar subsídios para pesquisa sobre o tema.

Apenas para esclarecer - as duas formas escritas se referem ao nome do mesmo personagem bíblico tomado pela Maçonaria como Palavra Sagrada conforme o Rito e o Grau simbólico.

5. Quem instrui os Aprendizes e Companheiros. Em síntese, pelo aspecto tradicional, no passado operativo, quando não existiam ritos, era o 2° Vigilante que recebia o candidato, instruía-o nos procedimentos e o encaminhava para o 1° Vigilante para que esse procedesse a uma oração em favor do iniciando. Posteriormente o Mestre da Loja trazia o Livro da Lei e, auxiliado pelo 2° Vigilante, fazia com que o candidato se ajoelhasse para prestar a obrigação, receber a Luz, assim como as vestimentas de ofício que consistiam em um avental de pele e um par de luvas para trabalhar no desbaste da pedra. Terminado o juramento, o 2° Vigilante instruía o Aprendiz recém-iniciado nas antigas obrigações do ofício (Old Charges).

Guardando essa tradição, o Rito Escocês Antigo e Aceito revive essas reminiscências conservando o 2° Vigilante na instrução dos Aprendizes e do 1° na dos Companheiros, mantendo tradicionalmente o 2° Vigilante na Coluna do Sul e o 1° na Coluna do Norte, fato que não implica em qualquer desordem já que quem dirige à Loja, portanto todos os Obreiros presentes é o Venerável Mestre, auxiliado pelos Vigilantes. É falsa a obrigatoriedade de que o obreiro precise tomar assento na respectiva Coluna do Vigilante para ser por ele instruído, daí no Rito Escocês Antigo e Aceito o 2° Vigilante do meridiano do Meio-Dia, ou Sul instrui os Aprendizes que se localizam no topo da Coluna do Norte e o 1° Vigilante do Ocidente, na Coluna do Norte instrui os Companheiros que ocupam o topo da Coluna do Sul.

6. Se o Irmão estiver se referindo ao deslocamento no Ocidente a regra de circulação é a seguinte: quem se desloca da Coluna do Norte para o Sul passa obrigatoriamente entre o Painel da Loja e a entrada do Oriente. Da Coluna do Sul para a do Norte passa entre o Painel da Loja e a porta do Templo. No mesmo hemisfério, assim como no Oriente, não existe circulação. O que divide as duas Colunas (do Norte e do Sul) é o eixo imaginário (equador da Loja) que parte da porção mediana da porta até o limite do Oriente (em direção ao Delta).

O termo “entre Colunas” se refere a esses dois espaços, cujos topos são as paredes – setentrional e meridional (lugar dos Aprendizes e Companheiros respectivamente). As Colunas B e J são vestibulares e ficam no átrio (vestíbulo). Estas são os elementos demarcatórios dos trópicos de Câncer, ao Norte e Capricórnio ao Sul. O obreiro que estiver “entre Colunas” estará sobre o eixo do Templo entre as Colunas do Norte e do Sul, não entre as Colunas B e J.

Retomando a circulação, ingressa-se no Templo em Loja aberta pela Coluna do Norte e dele se sai pela Coluna do Sul. A mesma regra é aplicada àquele que em deslocamento ingressa e sai do Oriente. Ratificando: no Oriente não existe circulação.

Não existe saudação nem ao Venerável e nem ao Delta quando se cruza o equador do Templo (eixo). Saudação ao Venerável só existe quando da entrada e saída do Oriente ou às Luzes da Loja na entrada formal (Marcha do Grau) – ver o que exara o Ritual de Aprendiz REAA em vigência.

Ainda: o Pavimento Mosaico é o piso em branco e preto disposto de modo oblíquo (regula os passos do grau) em todo o Ocidente da Loja (ver o Ritual em vigência). Não está previsto no Rito Escocês o tapete ou retângulo quadriculado em forma de “xadrez” no centro do Ocidente.

7. Primeiro: não existe no Rito Escocês o “sinal de obediência”. Segundo: Salvo a Marcha do Grau, ninguém anda compondo o Sinal. Enfim: anda-se normalmente com as mãos livres, salvo Oficiais que por dever de ofício tenham que conduzir os respectivos objetos de trabalho na forma de costume quando o ritual previr - geralmente o Mestre de Cerimônias (bastão e bolsa) e o Hospitaleiro (bolsa).

T.F.A.
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.282 Florianópolis (SC) – quinta-feira, 6 de março de 2014

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

A DEFESA

O defensor é um cargo transitório, nomeado quando surge a necessidade de processar algum irmão faltoso.

O defensor pode ser indicado pelo irmão processado ou pelo Venerável Mestre; existem Lojas que procedem a eleição do cargo.

A defesa é um direito sagrado do maçom.

Para iniciar-se um processo, os indícios devem ser claros e sólidos; não bastam suspeições ou equívocos.

Quando em uma Loja surgir a necessidade de processar um dos membros de seu quadro, nunca se deve esquecer que se trata de alguém que foi Iniciado!

A tolerância é a melhor das defesas, pois faz parte do processo fraternal; esgotada a tolerância e todos os meios para que o faltoso se redima, em caso extremo, haverá o processo.

Nem sempre uma decisão judicial profana tem reflexos na Loja Maçônica, em especial se o processo profano julgar o réu justificado ou se a ação for extinta.

A Loja só deve processar o maçom que cometeu um delito maçônico, jamais profano. Têm ocorrido graves injustiças nas Lojas quando o interesse de afastar um irmão é escuso. Todo cuidado é pouco, pois devem prevalecer a verdade e o amor fraternal.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 116

O MESTRE E A LUTA CONTRA A VAIDADE

Mario Vasconcelos

O segredo da sabedoria, do poder e do conhecimento é a humildade (Ernest Hemingway)

Tomo a liberdade de partir do pensamento do Grande Ernest Hemingway para suscitar as reflexões que se seguem:

Muitas vezes esquecemo-nos que as nossas diferenças de graus são “simbólicas” e cometemos o grave equívoco de não discernirmos o que se trata de simbologia do grau com outros conhecimentos e temas que deveriam ser fraternalmente debatidos entre quaisquer Maçons, independente do seu grau simbólico ou filosófico.

Certamente que a nossa Ordem é uma Escola para a Vida e, numa instituição voltada para o aperfeiçoamento moral do homem (e, consequentemente, da humanidade) faz-se necessária uma estrutura onde o mais experiente orienta o caminho do mais novo na Ordem. Isto é ponto pacífico. Sem dúvida alguma a estrutura hierárquica de cargos e graus “simbólicos” merecem o nosso mais profundo respeito e reverência pois, em tese, trazem consigo a vivência e, em muitos casos, um vasto conhecimento desenvolvido com a prática na Arte Real e, aos amantes da leitura, com muito estudo e pesquisa.

Mas, meus queridos Irmãos, volume de conhecimento está longe de se traduzir automaticamente em sabedoria, verdadeira “Pedra Filosofal” que torna o caminho humano mais suave. Insira milhões de dados num supercomputador e depois coloque-o frente a situações que exijam compaixão, resiliência, intuição, tolerância ou interpretações das nossas normas que exijam algo diverso da meramente literal (sem entrar no mérito das imperfeições existentes na nossa legislação). Certamente que nos decepcionaríamos com o resultado.

Alguns vão contra-argumentar acenando com a Inteligência Artificial e a Aprendizagem da Máquina, e tantas outras áreas correlatas do conhecimento que emergem com força colossal nos nossos dias. Não duvidamos que este dia possa chegar. Mas penso não ter tempo de vida suficiente para ver a ciência substituindo a sensibilidade humana por algoritmos inteligentes. Estamos falando de seres humanos, da relação entre um Mestre Experiente e um Aprendiz, via de regra, atordoado com o oceano de informações disponíveis à sua frente.

A nossa Ordem é muito sabia ao testar a nossa vaidade com títulos, cargos, jóias, paramentos e graus. Sábio também é aquele Irmão que resiste a estas tentações e se vigia para nunca esquecer da imaculada brancura e beleza do nosso primeiro avental.

Na formação do Aprendiz, futuro Companheiro, futuro Mestre, futuro Venerável e assim por diante, precisamos ter a humildade de compreendermos que a edificação do conhecimento se faz de forma horizontal, lado a lado, olho no olho e não com o olhar superior de quem se dirige a um Irmão de grau “simbolicamente” inferior como se olhasse um súbdito ou um subalterno dentro de um quartel. Infelizmente Irmãos falam de hierarquia (factor extremamente necessário na nossa ordem), mas sem compreenderem o momento correcto em que ela se faz necessária. São nestes momentos onde a sabedoria verdadeira se faz presente e mostra os seus doces frutos.

O Modelo vertical e unidireccional de “transmissão” Professor-Aluno já deu provas da sua obsolescência. O verdadeiro educador cresce junto com o seu educando, pois o processo de qualquer aprendizagem é uma troca de saberes. Uma verdadeira “construção” onde o Mestre cerra fileiras com o seu Aprendiz, demonstrando a humildade necessária aos grandes homens.

Exceptuando-se, obviamente, os temas resguardados pelo sigilo dos graus simbólicos, a generosidade no compartilhar das informações deve ser uma constante. Como Mestre sinto a necessidade gritante de compartilhar o pouco conhecimento que julgar útil ao meu Irmão. Não importa se este conhecimento foi obtido à custa de muitas e muitas horas de pesquisa, estudo, leituras e buscas. Se não pudermos compartilhar conhecimento útil com os nossos Irmãos, se não pudermos tornar a vida deles um pouco melhor, de que terão me servido tantas leituras?

Os nossos neófitos, meus Irmãos, felizmente, tem sido recebidos nas nossas fileiras cada vez mais preparados. Iniciados com vivência e formação profana muitas vezes superior às do seu Iniciador! Mentes que não se conformam mais com respostas dogmáticas ou do tipo “Você vai saber quando chegar a hora!”,muitas vezes usadas como subterfúgio para a ignorância de quem é questionado.

É muito melhor e mais digno dizer: “Meu Irmão, eu não sei, mas vou pesquisar e esforçar-me para encontrar a resposta”.

Sejamos mais humildes de verdade, meus Irmãos! Aprendamos a usar o Nível sobre as nossas cabeças! Lembremo-nos do que somos feitos! Ossos! Quebradiços e destinados ao pó da igualdade!

Assim contribuiremos verdadeiramente para que os nossos Aprendizes tenham exemplos de virtudes calcadas na maior delas: a Humildade Verdadeira! Alicerce sólido para se erigir a Grande Obra.

Finalizando e agradecendo a fraternal atenção dos Irmãos, deixo uma frase atribuída ao Mestre Nazareno, que, com o devido respeito e deferência a todas as orientações religiosas, traz, para os nossos corações e mentes, o calor de uma serena reflexão.

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”  (Jesus, o Cristo)

Fonte: Fremason.pt

sábado, 20 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CHAMADA DOS PRESENTES

CHAMADA DOS PRESENTES
(republicação)

O Respeitável Irmão Tarcísio Rodrigues Alcântara, Loja Estrela de Araçuaí, REAA, GOB-MG, Oriente de Araçuaí, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte: 
tarcisioalcantara@yahoo.com.br

Gostaria de mais uma vez contar com a sua inestimável ajuda para esclarecer a seguinte situação: Visitando certa Loja do GOB que trabalha no REAA, o Chanceler, na hora da circulação do Saco de Propostas e Informações fez as chamadas dos Irmãos que assinaram o livro de presença. Já visitei várias Lojas e nunca tinha visto tal procedimento. Indaguei ao Irmão Orador qual era o motivo daquele procedimento, mas o mesmo não soube me explicar. Tenho buscado uma justificativa para tal fato, no entanto até a presente data não consegui. Por acaso o Irmão poderia desvendar tal mistério ou me indicar onde eu poderia saciar minha curiosidade?

CONSIDERAÇÕES:

Lamento desapontá-lo. Não existe resposta para tal simplesmente porque isso é mera invenção e não está previsto nos rituais do Grande Oriente do Brasil. O que me surpreende é que o Orador, além de não responder a razão dessa prática inexistente, como Guarda da Lei ainda fica conivente com essa bazófia. À bem da verdade não existe mistério algum, senão pura invencionice e desrespeito ao ritual.

T.F.A.
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.280 Florianópolis (SC) – terça-feira, 4 de março de 2014.

GARIBALDI


Giuseppe Garibaldi como Grão-Mestre do Grande Oriente da Itália, em 1864.

Em março de 1862, tornou-se Soberano Grande Comendante do Rito Escocês Antigo e Aceito do Grande Oriente de Palermo e, após a unificação dos orientes italianos, foi nomeado Grão-Mestre do Grande Oriente da Itália em 1864, recebendo em 1872 o título de Grão-Mestre Honorário "Ad Vitam".

Fonte: Facebook_Arquivos da Maçonaria

OS 30 SEGREDOS DO SUCESSO DOS HOMENS LIVRES E DE BONS COSTUMES

​Para a Federação Maçônica de São Paulo:

​O sucesso, para o Maçom, não se mede apenas por bens materiais, mas pela excelência na construção do seu Templo Interior e pelo impacto positivo na sociedade. Um Homem Livre é aquele que domina a si mesmo e trabalha incansavelmente pelo progresso humano.

​Conheça os 30 pilares que guiam o Maçom na busca constante por se tornar uma "Pedra Polida" digna:

Pilares Fundamentais (Virtudes Cardeais e Teologais)

1-Fé Racional: Acreditar na sua capacidade de aprimoramento e no G.A.D.U., mantendo uma visão otimista e construtiva.

2-​Esperança Ativa: Não apenas esperar por um futuro melhor, mas trabalhar ativamente para concretizá-lo.

3-​Caridade (Solidariedade): Praticar a benevolência e a ajuda desinteressada ao próximo, estendendo a mão sem esperar retorno.

4-Prudência (Discernimento): Pensar antes de agir e falar, usando a razão para tomar decisões justas e equilibradas.

5-​Temperança (Moderação): Manter o equilíbrio em todas as paixões e hábitos, evitando excessos que prejudiquem a saúde e a moral.

6-Justiça (Equidade): Dar a cada um o que lhe é devido, agindo com imparcialidade e retidão em todas as situações.

7-​Fortaleza (Coragem Moral): Ter a firmeza de caráter para enfrentar os desafios e defender o que é correto, mesmo diante da adversidade.

8-​ Ferramentas do Ofício (Aprimoramento Pessoal) Silêncio Fecundo: Aprender a ouvir e a refletir, entendendo que o silêncio é a base da sabedoria.

9-​Trabalho Diligente: Dedicar-se com afinco às suas obrigações, encarando o trabalho como um meio de autoaperfeiçoamento.

10-​Estudo Contínuo: Jamais parar de aprender, buscando a Luz do conhecimento em todas as áreas.

11-​Autoconhecimento: Explorar o próprio interior, identificando virtudes e defeitos para aprimorar o caráter.

12-​Uso da Razão: Pautar todas as ações na lógica e no bom senso, afastando-se do fanatismo e da superstição.

13-​Assunção de Responsabilidade: Ser o único responsável por suas escolhas e seus resultados, sem culpar terceiros.

14-​Fidelidade à Palavra (Honra): Ter a sua palavra como o seu maior patrimônio, cumprindo todos os compromissos assumidos.

15-​Domínio das Paixões: Usar o Malhete e o Cinzel para aparar as arestas dos vícios e maus hábitos.
 Relações Fraternas (Impacto Social)

16-​Tolerância Ativa: Respeitar e acolher as diferenças de opinião, crença ou origem, promovendo a união na diversidade.

17-​Fraternidade Universal: Enxergar em cada ser humano um Irmão, independentemente de raça, credo ou condição social.

18-​Lealdade ao Dever: Ser fiel aos seus juramentos, à sua Pátria, à sua família e aos seus Irmãos.

19-​Respeito às Leis: Ser um cidadão exemplar, respeitando as normas do País e da Instituição.

20-​Defesa da Liberdade: Lutar pela liberdade de consciência, de expressão e de pensamento para todos os homens.

21-​Humildade: Reconhecer que é apenas um aprendiz na jornada da vida, aberto a receber e a compartilhar ensinamentos.

22-​Cortesia (Boas Maneiras): Tratar a todos com urbanidade e respeito, promovendo um ambiente harmonioso.

23-​Sigilo (Discrição): Saber guardar informações, entendendo o valor da confiança.

24-​Promover a Paz: Ser um agente de concórdia, resolvendo desavenças com diálogo e serenidade.

25-​Dignidade: Agir de forma ética e honrada, preservando o respeito próprio e o alheio.

​Ação e Progresso

26-​Visão de Futuro: Ter clareza sobre os objetivos a serem alcançados, tanto pessoais quanto coletivos.

27-​Perseverança: Manter-se firme nos propósitos, superando os obstáculos com resiliência.

28-​Inovação Construtiva: Buscar métodos aprimorados para a realização do bem e do progresso social.
29 - ​Manutenção do Foco: Concentrar a energia no que é essencial para o desenvolvimento moral e social.

30 - ​Legado: Trabalhar não apenas para si, mas para deixar um mundo e uma sociedade melhores para as gerações futuras.

Fonte: Facebook_Federação Maçônica de São Paulo

sexta-feira, 19 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PASSAR A PALAVRA COM ANUÊNCIA DO ORADOR

Em 11/04/2026 o Respeitável Irmão Joyter Cesar Costa, Loja Acácia da Canastra, 3217, REAA, GOB MINAS, Oriente de São Roque de Minas, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos.

PASSAR A PALAVRA

Meu irmão, surgiu uma dúvida, sobre um fato acontecido em nossa loja nesta semana:

Na ordem do dia, o Venerável Mestre estava deliberando sobre uma possível data de uma sessão magna. Visando colher a sugestão dos irmãos, o Venerável "passou a palavra nas colunas para manifestação dos irmãos". Desse modo os irmãos se manifestaram (não era votação, e sim colheita de sugestões ou manifestações sobre a possível data). Após a palavra percorrer as colunas, o Orador manifestou dizendo que o Venerável Mestre fez errado, que deveria ter pedido autorização ao Orador para passar a palavra nas colunas antes, ao invés de fazê-lo diretamente.

A dúvida é: para colocar em votação, precisa de autorização do Orador correto? Mas apenas para passar a palavra nas colunas para manifestação dos irmãos, também é necessária a permissão do Orador?

CONSIDERAÇÕES:

Necessariamente, passar a palavra nas colunas para algum debate ou colher sugestões não carece de autorização do Orador. O Venerável Mestre tem esse direito, na medida em que o assunto seja de interesse da Loja e da Maçonaria em geral.

O Orador somente deve interferir se o assunto, posto em debate, for contra aos parâmetros que regem uma sessão maçônica. Nesse caso, de imediato o Guarda da Lei alerta o Venerável Mestre para providências, sem esperar que o assunto chegue a ser discutido.

O que de fato, impreterivelmente carece de manifestação do Orador, são as votações nominais. Nesse sentido, obrigatoriamente, antes de colocar um assunto em votação, o Venerável Mestre tem que consultar o Orador sobre a legalidade do ato, o qual então0 objetivamente, se posiciona pelo sim ou pelo não da votação.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A BOA VIDA ESTÁ EM QUALQUER LUGAR

Venerável Mestre, Luzes da Loja, Valorosos Irmãos:

Vivemos tempos em que muitos buscam a plenitude nas promessas distantes, nos retiros de luxo, nas viagens ao “lugar certo”. Iludem-se acreditando que a paz interior, a virtude e a iluminação só podem ser encontradas em terras longínquas, em condições ideais, quando tudo está perfeito ao redor.
Mas a verdade, Irmãos... é outra.

“Neste momento não estás numa viagem, mas andando sem rumo, sendo impelido de um lugar a outro, ainda que o que buscas — viver bem, possa ser encontrado em todos os lugares.”

A Boa Vida não é um endereço. Não é um código postal.

Não é um oriente geográfico, mas sim um oriente interior.

O homem desperto faz do caos seu templo.

O Iniciado verdadeiro não pede silêncio externo, ele cultiva o silêncio dentro de si.

O Maçom pleno não precisa de condições ideais, ele é a condição.

Que desculpas temos dado para postergar nossa elevação?

Por que ainda esperamos o “momento certo” para estudar, para se aprimorar, para fazer o Bem?

Esperamos um novo cargo, uma nova casa, um novo ano, uma nova Loja, e o tempo vai passando, sem que percebamos que a Oficina é aqui, e o tempo é agora.

Assim como o escritor da narrativa estóica que buscava inspiração em mansões pelo mundo e jamais a encontrava, também nós nos enganamos ao acreditar que a realização espiritual virá de fora. O que nos prende é a ausência de firmeza interior, e não a falta de conforto externo.

*Podemos fazer nosso trabalho onde estivermos. Podemos meditar no ruído. Podemos lapidar nossa pedra no deserto.

*O bom Maçom constrói sua Loja no coração e carrega seu Templo consigo.

Portanto, Irmãos, despertem!

Não deixemos que o luxo da procrastinação nos roube a simplicidade da prática.

Ergam-se como colunas vivas e mostrem que a Verdade, a Justiça e a Luz não estão presas a um lugar, mas fluem onde houver um espírito vigilante e disposto.

Seja no Fórum barulhento de Roma ou no tumulto das cidades modernas...

Seja em meio a pedras brutas ou entre Irmãos em silêncio...

Ali também podemos viver bem.

Que o próximo passo seja dado agora.

Que cada um de nós diga: “Certo! Posso trabalhar dessa maneira também.”

Assim é falado, que assim seja vivido.

Andros 

Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro

quinta-feira, 18 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PROPOSTAS E INFORMAÇÕES

Em 10/04/2026 o Respeitável Irmão José Domingos Gonçalves Moreira da Silva, Loja Inconfidência e Liberdade, 2370, REAA, GOB MINAS, Oriente de São Gonçalo do Sapucaí, Estado de Minas Gerais, solicita o seguinte esclarecimento.

PROPOSTAS E INFORMAÇÕES

Fui questionado por um Companheiro sobre a colocação de prancha no Saco de Proposta e informações.

Seguimos o REAA e lhe informaram em sua antiga loja, do Rito Brasileiro, que somente Mestre poderiam colocar pranchas.

Acredito não ter impedimentos no nosso Rito, por isso peço um esclarecimento do irmão.

CONSIDERAÇÃO:

 Inicialmente vale mencionar que a questão envolve o REAA e não o Rito Brasileiro. Assim sendo, nos rituais vigentes do REAA no GOB (2024), nada consta sobre apenas Mestres Maçons poderem depositar na bolsa (saco) de PProp∴ e IInf∴.
 
Ora, para tal basta observar o trajeto e a abordagem efetuada pelo Mestre de Cerimônias durante a coleta, oportunidade em que ele aborda a todos os presentes, dos quais os Aprendizes e Companheiros.

Logo, como então ele estaria coletando só dos Mestres se a bolsa também é oferecida aos Aprendizes e Companheiros?

No que diz respeito ao REAA, infelizmente foi dada uma informação errada ao Companheiro. Vale o que estiver o ritual vigente do rito, pois cada um segue a sua liturgia.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O QUE É A ORDEM DEMOLAY?

Por Luciano J. A. Urpia

A Ordem DeMolay é a maior organização juvenil do mundo, de fins filosóficos, filantrópicos, e sem fins lucrativos, fundada em 18 de março de 1919 em Kansas City, Missouri, EUA, pelo maçom Frank Sherman Land (1890-1959). Tem como objetivo formar jovens de 12 a 21 anos de idade, melhores cidadãos e líderes através do desenvolvimento e fortalecimento da personalidade e enfatizando virtudes indispensáveis para a boa conduta social. Ao contrário do que muitos pensam, não é uma instituição Maçônica Juvenil, mas, unificada e dirigida por Maçons.

É baseado no espírito de fidelidade, liderança, responsabilidade e busca de um ideal que a Ordem DeMolay trabalha os valores e virtudes de seus membros, na busca de um mundo mais digno e justo para todos, sem distinções. A Ordem Possui em seu fundamento 7 princípios essenciais, chamamos de Virtudes Cardeais de um DeMolay: Amor Filial, Reverência pelas Coisas Sagradas, Cortesia, Companheirismo, Fidelidade, Pureza e Patriotismo.

O patrono da Ordem Demolay, Jacques DeMolay, foi expedicionário das Cruzadas, no século XIV. Foi queimado no poste por não trair seus irmãos e seguidores. Do seu exemplo, a Ordem DeMolay aprendeu a lição e importância da honestidade, da lealdade e do amor fraterno.

Foi estabelecida no Brasil em 16 de agosto de 1980 pelo maçom Alberto Mansur e difere em certos pontos da tradicional americana.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

REFLEXÃO PESSOAL

Ir∴ Luiz Felipe Brito Tavares, médico e escritor, é Obreiro da Loja Luz do Planalto nr. 76 de
São Bento do Sul (GLSC)

Caros Irmãos vos apresento uma reflexão pessoal que não tem peso de verdade, mas de elucubração. Fiquem à vontade em rejeitá-la se ferir vossa lógica.

Qual nossa essência?

Seríamos matéria apenas ou nossa verdadeira essência é transcendente? Se considerarmos o ser como matéria sujeita às leis da física, podemos aguardar um destino entrópico ou de desestruturação consecutiva. Deixaríamos, portanto de existir de forma definitiva ao expirar do último suspiro vital.

Se, no entanto considerarmos nosso ser portador de uma essência transcendente, com certeza escaparia à indiferença do caos entrópico.

A ciência por tratar do mundo físico não busca por elementos que fujam ao seu âmbito de ação. Portanto não podemos nela nos apoiar de forma direta para corroborar a existência do espírito.

Porém se a ciência não busca por evidências transcendentes, tão pouco possui autoridade para negá-las de forma definitiva.

Como então e porque pensarmos nesta possibilidade, a da sobrevivência da consciência após a morte do corpo físico, se a nenhuma evidencia palpável tenhamos acesso?

Mas o que é palpável? Aquilo que pode ser sentido?

E a fé não é percebida de forma clara em nosso intimo?

Sem dúvida a resposta se baseia na fé que em cada um habita e que é o portal a nos permitir não apenas acessar esta possibilidade, mas como também vivenciá-la em nós mesmos como realidade.

Porém a fé é abstrata, como também o espírito. Sendo a fé uma quintessência poderíamos então dizer que nada prova? Ou seja, que é uma ilusão meramente decorrente de uma neuroquímica cerebral extremamente complexa?

Se assim o for então deveríamos abdicar da fé? Ou dar a ela um papel sem importância?

Se desta forma procedermos, teremos que da mesma forma reconsiderar muitos outros elementos que consideramos relevantes em nossas vidas. Que consideramos possuidores de sentido.

Por exemplo, os mais nobres sentimentos seriam somenos reflexos químicos.

O amor sublime dos pais pelos filhos seria apenas reverberação aberrante e sem lugar definido no espaço real.

Os pensamentos mais profundos apenas um volume determinado de bits de informação.

A própria consciência um mero estado cerebral.

Tudo o que creditamos real em essência, deixaria de sê-lo.

O poder de valorar a existência; o sorrir infantil; o agradecer pela esperança que renasce a cada dia em nosso imo; o compartilhar pleno do amor, o próprio amor; o suspirar pela bela natureza...

Tudo isto perderia o significado essencial. Perderia a razão de ser. Elementos não materiais, ou abstratos sem sentido real.

Valores aberrantes não programados pelas leis da natureza.

Por não poderem ser quantificados ou qualificados em suas relações de proporção seriam desmerecidos.

Então seria isto?

Se não podemos transformar em uma equação, não podemos validar! Toda a teia social baseada em valores abstratos deixaria de ser significativa.

Somos então apenas um caminho evolutivo, e todo cabedal de sentimentos nobres nada mais são do que elementos permitidos pela probabilidade, com fins à continuidade da espécie?

O que importa no fim é apenas o garantir da transmissão de genes?

Um paradoxo pensar que esta capacidade magnânima de reconhecer e sentir as galáxias, o universo e as próprias leis da física como elementos preciosos que são, seria de fato um mero mecanismo oriundo da probabilidade evolutiva com fins exclusivos à sobrevivência.

Um efeito colateral da evolução sem espaço de fato a ocupar.

Porém se não existe um espaço de fato a ser ocupado como algo pode existir?

Tudo que existe em essência tem que necessariamente ocupar um espaço. Até as possibilidades só existirão se houver matriz que as sustentem.

Se consideramos que nossos sentimentos, nossas reflexões profundas, e nossa consciência são muito mais que um mero efeito colateral, então temos também que admitir que possa existir um espaço, mesmo que transcendente, para ocuparem.

Um nicho transcendente indica um sentido imanente. Planejamento existente, mas não percebido por olhos pouco experientes.

Conhecemos de fato os espaços existentes em nosso universo e além dele?

Talvez então a fé não seja mera flutuação aleatória, ou melhor, talvez a fé não seja um padrão aberrante; ou mesmo um eco a ser desconsiderado.

Talvez seja um portal previsto em leis ainda não conhecidas que nos permitam de fato e de forma real acessar planos inacessíveis aos experimentos físicos atuais.

Não é difícil hoje para qualquer aluno de segundo grau acessar informações sobre teorias físicas modernas, referentes a muitos universos possíveis além do nosso.

Tais teorias aventam que cada universo seria uma pequena bolha flutuando no que é chamado de grande massa.

Também a informação de que nosso próprio universo possa ter mais do que as quatro dimensões conhecidas está à disposição.

A de que a matéria luminosa que conhecemos ocupa menos que cinco por cento de tudo que existe no universo...

De que a matéria que conhecemos é feita de elementos menores e menores e menores até que sejam considerados apenas vibrações, ou seja, padrões de energia.

Não é difícil então para uma mente criativa imaginar um espaço que acomode de forma real a consciência e toda a profundidade que possuímos. Não apenas que albergue, mas que sustente.

Porém procuremos preservar-nos no mesmo caminho lógico.

Todo movimento demanda espaço. Movimentos de relação, vibrações... Tudo demanda espaço para ocorrer.

Movimentos atendem a gradientes, no sentido do equilíbrio. Seguem o sentido das leis.

Como poderíamos, no entanto classificar os fenômenos da mente?

Como qualificar o movimento de sucessão das palavras e dos sentimentos?

Não atenderiam eles também a gradientes? Não estão sujeitos a regras lógicas e de sentido? Não seguem um caminho determinado e com conseqüências determinadas?

Poderia de fato tudo isto ser apenas uma aberração? Ou a natureza de fato reserva um espaço real para sua existência?

Nenhuma complexidade evolui sem que espaços lhes permitam a ordenação.

Que espaço permitiria a ordenação dos pensamentos e o permutar dos sentimentos?

Pensamentos e sentimentos que refletem a natureza, possuindo liames de familiaridade com o que está ao entorno, de tal forma que pode influir diretamente nesta mesma natureza.

A energia se transmuta e determina movimentos físicos.

Energia presente em sentimentos e pensamentos profundos a modificar o ambiente físico. A ocupar espaços.

Creio com sinceridade do coração que existe um espaço acolhedor para nossa consciência no universo, seja nosso universo conhecido ou outro concomitante.

Porém minha lógica aponta na mesma direção. A possibilidade de um espaço real a preservar nossa consciência encontra ressonância na potencia de nossa humanidade.

Humanidade que busca burilar a pedra bruta em polida, que busca a harmonia e o equilíbrio dos sentimentos e pensamentos. Humanidade que busca conscientemente um sentido imanente.

Justamente tal busca consciente que levou o homem a todas as suas descobertas científicas e a todas suas indagações.

Indagações sobre o sentido por de trás de tudo.

O que antes entendíamos como realidade está sendo sacudido pelo avanço científico.

Porém algo que é difícil para ser entendido pela ciência é a inteireza de uma unidade complexa.

Por exemplo, uma célula viva seria apenas um amontoado de unidades moleculares? Um saco químico, ou algo a mais?

Algo que adquire um centro de coerência responsável pela resposta sinérgica e sincronizada daquela célula aos estímulos que a rodeia. A célula funciona como uma inteireza. Porém onde se localiza este centro comum? Este eixo principal que a tudo mantém em coerência?

SE tentarmos dissecar uma célula buscando seu centro de unidade, iremos chegar a um sem número de fragmentos sem chegar ao cerne.

Seria como dissecar um símbolo transformando em sinais e perdendo sua essência.

Porém onde se localizaria tal essência, se nossa lógica apontar para sua existência?

Se nossa lógica ignorar que existe tal possibilidade, a do complexo adquirir valor de unidade coerente então de fato nada faz sentido no universo. Tudo seria um grande paradoxo sem fim. Um universo que permite tantos patamares sucessivos e interligados de complexidade, sendo que cada um destes patamares depende do patamar anterior e serve ao seguinte, favorecendo que em cada patamar ocorra o emergir da inteireza unitária e coerente como fundamento a toda evolução de complexidade.

Então se nossa lógica não permitir que aceitemos a realidade da inteireza, não restaria nenhum sentido presente.

Já que prefiro não descartar o sentido imanente, então acredito haver um espaço que acolha e sustente tais inteirezas, ou se preferir tal coerência.

Da mesma forma que acolhe inteirezas como aquela dos átomos, das moléculas, das células e dos organismos multicelulares, então também acredito que possa acolher a inteireza coerente de uma consciência.

Um espaço existente e não devassado que coexiste com os espaços que percebemos, onde a fé também possua existência e razão de ser.

A fé é tão abstrata como tudo ao nosso redor, mas é muito mais real do que imaginamos.

Possui sua própria coerência, e que por mais incrível que possa parecer pode ter origem nas mesmas leis estudadas atualmente pela física.

Fonte: JBNews - Informativo nº 310 - 04 de Julho de 2011

quarta-feira, 17 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

INCENSAÇÃO DE TEMPLO

Em 10/04/2026 o Respeitável Irmão Fabrício Faria, Loja Caridade e Esperança, 2620, REAA, GOB-ES, Oriente de Serra, Estado do Espírito Santo, faz a seguinte pergunta:

INCENSAÇÃO

Gostaria de saber qual a justificativa ritualística que não se faz a incensação dos Templos no REAA.

CONSIDERAÇÕES:

Seria o mesmo que também perguntar: Com que justificativa alguns rituais do passado traziam essa prática anacrônica enxertada na sua liturgia?

Respondendo objetivamente, a justificativa é porque no verdadeiro REAA não existe a prática de incensar o Templo. No contexto iniciático desse rito, essa prática não faz sentido, mesmo que infelizmente ela tenha sido enxertada em alguns rituais retrógrados.

Não se está aqui afirmando que não existe a prática de se incensar o Templo na Maçonaria. Sim ela existe, mas em outro rito, não no REAA.

Por conta disso é que os rituais de 2024 do REAA, baseados na autenticidade, notadamente por não encontrar nos últimos trinta anos essa prática em rituais do GOB/REAA, mantiveram-se fieis à tradição, sem adicionar essa ritualística indevida no simbolismo do rito em questão.

Cada rito maçônico tem que seguir a originalidade da sua proposta doutrinária, e não ficar copiando procedimentos comuns a outros ritos.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 16

O ESQUADRO - 16

1º - Caso não for usado, teremos uma construção torcida, desalinhada sem equilíbrio e pronta para desabar.
2º - Somente quem souber esquadrejar poderá transformar a pedra bruta em pedra angular e devidamente desbastada para ser utilizada na construção do templo.
3º - O esquadro cujo ângulo é reto nos ensina a retidão de nossas ações; o maçom em sua linguagem simbólica diz que pauta a sua vida dentro do esquadro.
4º - Estar em esquadria significa ou equivale a dizer estar algo ou alguém harmonizado com os deveres impostos pelas normas maçônicas.
5º - O símbolo do esquadro tem sua presença marcante em todos os graus da maçonaria, oferece a todos os maçons sapientíssimas lições em matéria de reta conduta e exato cumprimento do dever.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

A IDEIA DE LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA: UMA CONQUISTA HISTÓRICA DA MODERNIDADE

 Por Alexandre Jones

Liberdade de consciência refere-se ao direito fundamental de cada indivíduo de possuir os valores, princípios, opiniões, religiões ou crenças de sua escolha, sem restrições externas. Vai além da mera tolerância religiosa, pois abrange a liberdade de pensar, acreditar ou não acreditar, e de mudar de opinião.

Historicamente, essa ideia não é uma evidência atemporal, mas uma construção progressiva, nascida dos conflitos religiosos europeus, do Renascimento e do Iluminismo.

Tornou-se um pilar dos direitos humanos no século XVIII e continua sendo uma conquista frágil das democracias hoje.

Das origens antigas à ausência de lei (Antiguidade – Idade Média)

Na Antiguidade, religião era frequentemente confundida com o Estado. No Egito Faraônico, nos impérios Persa, Romano ou Chinês, o indivíduo não tinha direito à liberdade interior. A cidade ou o imperador impunham um culto público e convicções privadas não eram protegidas. Platão, em A República, chega a defender o controle religioso pelo rei-filósofo. Sócrates defende uma forma de liberdade interior, mas sem torná-la um direito político. Com o cristianismo tornando-se a religião oficial sob Teodósio I (final do século IV), a Igreja e os imperadores lutaram ativamente contra toda dissidência. Santo Agostinho até justifica a coerção contra hereges. Nenhuma sociedade reconhecia um “direito à liberdade de consciência” na época.

A Reforma e o nascimento do conceito (século XVI)

A faísca foi acendida com a Reforma Protestante. Martinho Lutero, em 1517 (95 teses) e depois na Dieta de Worms em 1521, recusou-se a retratar: ” Minha consciência é prisioneira das palavras de Deus. Não quero e não posso me retratar. Agir contra a própria consciência é sério; Não é seguro nem honesto. Pela primeira vez, a consciência individual passou a ter prioridade sobre a autoridade do papa ou de um concílio. A consciência torna-se “cativa da Palavra de Deus”, mas livre diante dos homens.

No entanto, os reformadores ainda não defendiam uma liberdade geral

Lutero, Calvino e outros permaneceram intolerantes com os “hereges”. Foi um dissidente como Sebastian Castellion que, após a execução de Miguel Serveto por Calvino em Genebra (1553), publicou De haereticis (1554) e defendeu a tolerância. Não se deve matar em nome da fé. A expressão “liberdade de consciência” apareceu em escritos alemães, ingleses, franceses e holandeses, em um contexto cristão.

Na França, as Guerras de Religião (1562-1598) mostraram a urgência de uma solução

O Édito de Nantes (1598), promulgado por Henrique IV, marcou um ponto de virada. Reconheceu a liberdade de culto e a consciência dos protestantes, superando divisões pela paz civil. Foi a primeira grande medida estatal de tolerância na Europa.

A Idade Clássica e o Iluminismo: Da Tolerância à Liberdade (Séculos XVII-XVIII)

No século XVII, filósofos aprofundaram a ideia. Pierre Bayle, em seu Dicionário Histórico e Crítico, defende a liberdade de consciência contra todas as restrições. John Locke, em sua Carta sobre a Tolerância (1689), argumenta que a fé é uma questão íntima e que o Estado não a deve impor. Na França, Montaigne (Ensaios) e especialmente Voltaire (Tratado sobre a Tolerância, 1763) estabeleceram a tolerância como uma virtude filosófica após o caso Calas.[1]

A Encyclopédie de Diderot e d’Alembert dedica um artigo à “liberdade de consciência”. Louis de Jaucourt insistia no direito de pensar livremente. A liberdade de consciência então desliza do culto público para o direito de acreditar (ou não acreditar) no que se deseja.

A Revolução Francesa: Inscrição em Lei (1789)

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789 consagrou definitivamente a ideia na França. O artigo 10 é claro: “Ninguém será perturbado por suas opiniões, mesmo religiosas, desde que sua manifestação não perturbe a ordem pública estabelecida por lei.”

Este é o primeiro reconhecimento constitucional da liberdade de consciência como um direito natural. A lei de 1905 sobre a separação entre Igreja e Estado na França a tornou um pilar do secularismo: “A República garante a liberdade de consciência. Garante o livre exercício das religiões. »

Universalização no século XX

Após os totalitarismos do século XX, a liberdade de consciência tornou-se um padrão internacional. O Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) afirma: “Todos têm direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; Esse direito implica a liberdade de mudar de religião ou crença… O Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (1966) e a Convenção Europeia dos Direitos Humanos (Artigo 9) também a protegem. Agora é inseparável da liberdade de pensamento e expressão.

Uma ideia ainda viva e ameaçada

Historicamente, a liberdade de consciência é uma conquista europeia resultante das Guerras de Religião e da crítica aos dogmas. Não nasceu de um vácuo, mas de uma rejeição da violência teológica e política. Hoje, permanece uma luta: diante do fundamentalismo, regimes autoritários ou pressões sociais, ela nos lembra que a dignidade humana passa pelo livre exercício da razão e da consciência.

Em resumo, o que era impensável na Idade Média tornou-se um direito inalienável. Como Dominique Avon  escreveu em seu livro Liberdade de Consciência. A história de uma noção e de um direito, é ao mesmo tempo uma possibilidade de acreditar, de mudar a crença ou de não ter nenhuma – um marcador essencial do humanismo moderno.

Essa ideia continua a moldar nossas sociedades

Ela nos convida a respeitar os outros em suas diferenças enquanto preserva a ordem pública. Uma conquista histórica que cabe a nós defender.

Notas

[1] https://www.conjur.com.br/2015-set-20/embargos-culturais-callas-processo-intolerancia-religiosa/

Fonte: https://bibliot3ca.com