ESTUDOS
"ACHAR MENOS - PROCURAR MAIS"
Páginas
PERGUNTAS & RESPOSTAS
O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br
quarta-feira, 13 de maio de 2026
CICLOS INICIÁTICOS DO APRENDIZ - REAA
Em 08.03.2026 o Aprendiz, Irmão Ramon Pesurno Nogueira, Loja Regente Feijó II, REAA, GOB-RJ, Oriente de Três Rios, Estado do Rio de Janeiro, solicita esclarecimentos:
CICLOS INICIÁTICOS
Considerando que a senda do Aprendiz pela Coluna do Norte mapeia uma evolução interior contínua - partindo do despertar e da iniciação em Áries, passando pelo trabalho na pedra bruta em Touro, a compreensão da dualidade em Gêmeos, o silêncio e a gestação em Câncer, a força moral em Leão, até atingir a purificação e a ordem em Virgem, que o prepara para o Companheirismo —, pergunto: existe alguma obrigatoriedade ritualística de que o Aprendiz ocupe fisicamente os assentos correspondentes a cada uma dessas colunas zodiacais conforme avança nesses estágios? Ou esse caminhar pelas constelações do Norte é vivenciado de forma estritamente alegórica e moral, sem a necessidade de transição física nos bancos da Loja?
CONSIDERAÇÕES:
Trata-se de um apólogo solar baseado nos Cultos Solares da Antiguidade (Cultos Agrários). Sob a óptica desse misticismo, essa alegoria solar tem a finalidade de equiparar, simbolicamente, o transcorrer da vida do Iniciado com a revolução anual do Sol - um movimento aparente que resulta, em última análise, no teatro da vida, morte e renascimento da Natureza.Especificamente, no que tange à sua pergunta, no templo os ciclos iniciáticos são simbólicos, portanto não há necessidade de que o Iniciado tenha que literalmente ocupar, de tempos em tempos, cada uma das colunas distribuídas pela parede Norte do templo (topo do Norte).
Simbolicamente, a idade do Aprendiz corresponde aos ciclos da primavera e do verão (hemisfério Norte). Esse tempo de passagem equivale às fases de vida da infância e da adolescência, as quais se encerram às portas da juventude, época em que o Aprendiz Maçom é elevado ao grau de Companheiro – ele atravessa o eixo do templo, passando do Norte para o Sul (vai do Nível à Perpendicular).
No computo geral dessa fábula iniciática, cada uma das etapas percorridas é apenas emblemática, ainda que a verdadeira mudança deve ocorrer no interior do Iniciado.
Não obstante a observação rigorosa de que na cerimônia de Iniciação obrigatoriamente o Aprendiz recém-iniciado seja colocado no topo do Norte, junto à coluna representativa de Áries (ponto de partida), a seguir, no decorrer do seu tempo de estada no setentrião, não necessidade de que o Aprendiz percorra fisicamente cada uma das seis Colunas fixadas no topo do Norte. É o suficiente que nas sessões seguintes ele permaneça em qualquer lugar, desde que ocupando o banco dos Aprendizes, adjacente à parede Norte.
Assim, na Iniciação, conforme especifica o ritual, o Neófito, depois de ter sido consagrado e reconhecido como Aprendiz Maçom, e ter assinado o livro de presenças, é conduzido até Áries, próximo do 1º Vig∴, para dali iniciar a sua jornada.
A título de ilustração, é bom que se diga que no misticismo solar aplicado na Maçonaria, Áries, a 21 de março corresponde ao início da primavera no Norte. Nesse caso, a referência Norte é porque a Maçonaria floresceu acima da linha do Equador.
Finalizando, é o bastante que o início da senda iniciática seja aplicada no dia da Iniciação, no mais, a simbologia das Colunas Zodiacais já é suficiente para explicar essa trajetória. Isso quer dizer que o ritual não determina que o Aprendiz tenha que literalmente ocupar cada uma das seis colunas no Norte. Isso está intrínseco na alegoria.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
MINUTO MAÇÔNICO - 11
QUE TIPO DE PEDRA SOU NA CONSTRUÇÃO?
1º - Pedra bruta é o símbolo do aprendiz maçom como o é de todo homem. Diz-se quando um homem é rústico, ignorante e mal educado que não passa de uma pedra bruta.
2º - Na maçonaria a pedra bruta é aquela que terá que ser desbastada, suas arestas devidamente eliminadas afim de que possa ser polida e usada na grande construção.
3º - Queiramos ou não, freqüentemente temos a necessidade de retirar de nós alguma aresta que permaneceu oculta. A procura, a busca pelo aprimoramento é uma obrigação do maçom consciente.
4º - Vivemos em perigo constante, já como pedra polida seremos chamados para servir de alicerce, ou ornamento da grande construção, e não raro, constatamos ainda algumas arestas.
5º - Irmãos, mantenhamo-nos alertas para que todos nos vejam como pedra burilada, interna e externamente.
Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br
1º - Pedra bruta é o símbolo do aprendiz maçom como o é de todo homem. Diz-se quando um homem é rústico, ignorante e mal educado que não passa de uma pedra bruta.
2º - Na maçonaria a pedra bruta é aquela que terá que ser desbastada, suas arestas devidamente eliminadas afim de que possa ser polida e usada na grande construção.
3º - Queiramos ou não, freqüentemente temos a necessidade de retirar de nós alguma aresta que permaneceu oculta. A procura, a busca pelo aprimoramento é uma obrigação do maçom consciente.
4º - Vivemos em perigo constante, já como pedra polida seremos chamados para servir de alicerce, ou ornamento da grande construção, e não raro, constatamos ainda algumas arestas.
5º - Irmãos, mantenhamo-nos alertas para que todos nos vejam como pedra burilada, interna e externamente.
Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br
O TEMPO DE COMPANHEIRO

O tempo de Companheiro é um tempo difícil. O obreiro já não é um Aprendiz rodeado, apoiado, apetece até dizer mimado, por todos os Mestres da Loja. Alcançado o seu aumento de salário, afinal o prémio que obtém é apenas uma mudança do seu lugar na Loja, um pouco de cor no seu avental e… uma sensação de menor apoio.
Após uma Cerimónia de Passagem que é um verdadeiro anti-clímax em relação à sua recordação do que experimentou quando foi iniciado, depara-se com um par de símbolos novos, metem-lhe uns regulamentos e um ritual e catecismo na mão e… parece que se desinteressaram dele, ele que se oriente…
Não é assim, embora pareça que seja assim. E é assim que deve ser.
A Iniciação foi o nascimento para a vida maçónica. O tempo de Aprendiz é a sua infância, em que se é guiado, educado, amparado, mimado. O tempo de Companheiro, esse, é o da adolescência. Já não se admite ser tratado como criança – como Aprendiz – pois já se cresceu – já se evoluiu – mas… sente-se a falta do apoio que se recebia em criança. Já não se quer, mas ainda afinal se tem a nostalgia do apoio do tempo de Aprendiz. O Companheiro, tal como o adolescente, sofre a sua crise de crescimento. É o preço que tem a pagar pelo seu trajeto em direção à idade adulta maçónica, em que será reconhecido como Mestre.
No entanto, só aparentemente o Companheiro é deixado só. Os Mestres permanecem atentos a ele e, de entre eles, em especial o Primeiro Vigilante, responsável pelos Companheiros. Simplesmente já não tomam a iniciativa de sugerir caminhos, orientar trabalhos, avançar explicações, dar opiniões. Porque o Companheiro já não é Aprendiz, tal como o adolescente já não é criança. O tempo é de aprendizagem por si próprio, de exploração segundo os seus interesses. E só se houver grande desorientação no caminho se deve intervir. Tal como em relação ao adolescente é contraproducente pretender-se guiá-lo, impor-lhe caminhos, pois ele ou não aceitará o que considerará indesejável intromissão ou tornar-se-á dependente de uma superproteção que muito dificultará a sua vida adulta, também os Mestres não devem abafar o Companheiro com recomendações, intromissões, solicitudes a destempo. O tempo é de o deixar explorar, ele próprio, o que tiver a explorar. Se errar, aprenderá com o erro. Mas, no final, crescerá até à responsável maturidade da Mestria. É o que se pretende.
No início é – sabemo-lo bem! – confuso. Mas afinal as ferramentas foram fornecidas ao Companheiro logo no primeiro dia, tal como o guia de trabalho lhe foi apresentado. O Companheiro só tem de perceber isso, pegar nas ferramentas e seguir o trilho que, desde o início, lhe foi mostrado. Só não foi levado, empurrado, carregado, até ao seu início. Afinal, já não é criança…
A prancha de proficiência culmina o percurso do Companheiro. Mostra que ele entendeu o que escolheu entender, que trabalhou no que optou por trabalhar. A idade adulta está ao virar da esquina. O que implica virar essa esquina já é outra história…
Fonte: https://www.freemason.pt
terça-feira, 12 de maio de 2026
DISPOSIÇÃO NA CADEIA DE UNIÃO
Em 08.03.2026 o Respeitável Irmão Américo Megda, Loja Estrela do Rio Claro, 496, REAA, GOB-SP, Oriente de Rio Claro, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:
CADEIA DE UNIÃO
Ontem fazendo minhas pesquisas para participar da sessão da palavra semestral, me deparei com duas informações distintas.
Em seu Blog, em FEV/2026 (https://pedro-juk.blogspot.com/search?q=cadeia) você diz que na formação, ao lado do Venerável deve estar o Primeiro e Segundo Vigilante, já no Ritual verifiquei que não consta desta maneira, uma vez que os Vigilantes ficam ao lado do Mestre de Cerimônias e o Orador e Secretário é que ficam ao lado do Venerável.
Gostaria de saber qual interpretação é a correta, e se existe uma explicação.
CONSIDERAÇÕES:
Geralmente quem define essas posições são os próprios rituais.
Dessa forma, na edição do Ritual de 2024 do REAA no GOB, optou-se por se colocar o Orador e o Secretário ao lado direito e esquerdo do Venerável Mestre, e os respectivos Vigilantes ao lado esquerdo e direito do Mestre do Cerimônias.
Para esse caso, essa acomodação se justifica porque na Loja as Dignidades do Orador e o Secretário ocupam o lado oriental do templo, e os Vigilantes o lado ocidente. Basicamente essa foi a razão da escolha dessa distribuição.
É bom que se dia que oficialmente esses são procedimentos ritualísticos praticados no GOB, assim, irrestritamente segue-se o previsto nos Rituais em vigência no GOB, mesmo que até possam ser encontradas outras informações, não oficiais, como é o caso do Blog do Pedro Juk que abrange de modo amplo os rituais praticados pelas três Obediências regulares no Brasil.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
O SINAL DA CRUZ - O CREDO EM AÇÃO
Meus irmãos:
Há gestos tão antigos, tão enraizados na tradição humana, que muitos os fazem sem sequer perceber o peso de sua herança espiritual. Um desses gestos é o Sinal da Cruz.
À primeira vista, parece apenas uma invocação breve. Mas na verdade, é uma síntese de fé, um escudo contra as trevas e uma proclamação silenciosa de pertencimento a Cristo.
A Igreja primitiva já o conhecia. Tertuliano, no século II, escreveu que “a cada passo e movimento… a cada entrada e saída… marcamos nossas testas com o Sinal da Cruz”. Era, portanto, mais do que um hábito, era um modo de viver.
Para os Padres da Igreja, a Cruz não era lembrada apenas em altares, mas trazida para dentro da vida diária. São Cirilo de Jerusalém recomendava: “Seja a cruz o nosso selo… sobre a testa e em tudo”.
Esse selo não era superstição, mas afirmação de poder espiritual. Orígenes a chamou de “o sinal da vitória contra os espíritos malignos”. São João Crisóstomo declarou: “O Sinal da Cruz é uma muralha forte”.
E São Basílio Magno foi ainda mais longe: ensinava que o Sinal da Cruz não era invenção humana, mas uma tradição não escrita que vinha dos próprios Apóstolos.
Vejamos, então, o que este gesto realmente contém:
Quando unimos três dedos no Oriente, recordamos a Santíssima Trindade.
Quando estendemos cinco dedos no Ocidente, lembramos as cinco chagas do Cristo.
Ao tocar a fronte, o peito e os ombros, não apenas nos abençoamos, mas trazemos à carne um credo invisível: “Eu creio no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Eu pertenço a Cristo”.
O Sinal da Cruz é, portanto, teologia em movimento.
É oração que se desenha no corpo.
É escudo contra as trevas e muralha contra o medo.
É também uma chave silenciosa: quando o fazemos com consciência, declaramos ao mundo espiritual que estamos sob a bandeira do Crucificado.
E o mais belo: este gesto nos conecta com dois milênios de cristãos que o fizeram antes de nós, mártires, monges, santos e simples fiéis.
Assim, meus irmãos, da próxima vez que traçarmos a Cruz, que não seja um movimento automático. Que seja um ato consciente, um grito silencioso da alma, um selo de fé que nos une ao Cristo e nos fortalece contra toda escuridão.
Pois no simples traçar de mão repousa uma tradição de luz, de força e de vitória.
Que assim seja.
Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro
segunda-feira, 11 de maio de 2026
COLAR DE M. I. OCUPANDO CARGO
Em 07/03/2026 o Respeitável Irmão Vinicius Tiengo Marono, Loja Fraternidade Acadêmica de Praia Grande, 3367, REAA, GOB-SP, Oriente de Praia Grande, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos.
COLAR DE M∴ I∴
O motivo do meu contato é pra tirar uma dúvida ritualística. Num primeiro momento, eu entrei em contato com a secretaria de ritualística do GOB-SP, mas como a resposta deles foi que você entende ser o procedimento correto, eu gostaria de entender a justificativa certinha. Vou colocar aqui em baixo minhas perguntas e as respostas que obtive:
1) Com a nova edição dos rituais, ficou definido que MI ocupando cargo deve usar o colar do cargo por cima do colar de MI (ritual de MM, pág. 29). Se a insígnia distintiva de MI é o avental (pág. 22 do ritual de MM), por que temos essa necessidade? Inclusive, ao sobrepor os colares, os ramos de acácia do colar de MI ficarão "escondidos". *Resposta: Usar os dois colares é uma definição da equipe de ritualística do GOB, encabeçada pelo Secretário Geral Ir∴Pedro Juk, que entende isso ser o correto quando um Ir∴ é MI ou autoridade maçônica (que também possui colar específico de sua função)*.
2) No caso de MI ocupar o cargo de Cobridor, ele deverá utilizar a faixa de MM, o colar de MI e o colar de cobridor sobrepondo tudo?
*Resposta: Segundo definição da Secr∴ Geral de Ritualística (GOB) um MI ao ocupar o cargo de Cobridor ou Experto deve utilizar o colar de MI, a faixa de Mestre e o colar com a joia do cargo (deve usar os 3 - primeiro a faixa de mestre depois o colar de MI e por cima o colar com a joia do cargo), porém, se desejar o MI pode abrir mão do colar de MI e utilizar apenas a faixa de Mestre e o colar com joia do cargo. Lembrando que a faixa de Mestre tem a finalidade de servir para suportar a espada, quando esta não está em uso. Infelizmente os fabricantes das faixas não colocam a argola que serviria para colocar a espada, mas, mesmo assim ela deve ser usada*.
Poderia tirar essas minhas dúvidas, por favor?
RESPOSTAS:
Dito isso, vamos aos esclarecimentos.
Mestre Instalado ocupando cargo - É apenas uma questão de lógica, pois no ritual vigente de Mestre Maçom estão indicadas quais são as alfaias de um Ex-Venerável Mestre (Mestre Instalado) do REAA. No tocante a isso, o ritual preconiza que as alfaias são o Avental e o Colar com a respectiva Joia Distintiva – Conforme o RGF, no GOB o M∴ I∴ é uma autoridade da Faixa 1).
Desse modo, não há o porquê do M∴ I∴ não usar os seus paramentos completos durante o exercício de algum cargo em Loja. Basta que ele siga o que prevê o ritual em vigência, mormente naquilo que diz respeito aos paramentos de um Mestre Maçom Instalado.
Enfatize-se que um M∴ I∴, ao exercer um cargo em Loja, não perde o seu título honorífico. Ele continua a ser um M∴ I∴ e usa os seus paramentos completos.
À vista de tudo isso, paramentado naturalmente como M∴ I∴, o titular veste também, por cima do seu colar de M∴ I∴, o colar com a joia distintiva do cargo que ele estiver ocupando na Loja. Nesse sentido, vale ressaltar que não existe absolutamente nada de anormal em se vestir um colar sobre o outro quando se estiver no exercício de um cargo em Loja.
Faixa de Mestre Maçom - Caso o cargo ocupado pelo M∴ I∴ for o de Cobridor ou de Experto, para acondicionar a sua espada ele pode usar, por debaixo do colar e a joia distintiva do cargo, também a faixa de Mestre, já que nela existe um dispositivo anelar para essa finalidade. Mas, se o caso for de excesso de paramentos, o titular não se sentindo confortável pode optar pelo não uso da faixa de Mestre, fazendo-se valer de outro dispositivo para essa finalidade, que geralmente fica atrás do espaldar da cadeira.
Finalizando, é também importante mencionar que o Mestre Maçom, mesmo sem cargo, possui a sua joia distintiva. O mesmo ocorre com o M∴ I∴, ou qualquer outra autoridade investida. Todos possuem sua joia distintiva. Da mesma forma, os cargos em Loja (LLuz∴, DDig∴ e OOfic∴) também possuem suas respectivas joias. Para esse mister não existe precedência de uma joia sobre a outra, pois além dos seus valores simbólicos, significativos e iniciáticos ocultos, a joia também indica um cargo de ofício, um posto ou uma distinção.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
TEMPLO MAÇÔNICO MEMORIAL
Em 1955, a Grande Loja da Califórnia encomendou três frascos em prata e ouro, gravados com as palavras "Milho", "Óleo" e "Vinho", para a cerimônia de inauguração do Templo Maçônico Memorial em São Francisco. Na tradição maçônica da Califórnia, estes três elementos são símbolos de abundância, conforto e cura, representando os salários pagos aos construtores do Templo do Rei Salomão e sendo utilizados em rituais de consagração, onde o milho é derramado em nome da caridade, o vinho em nome da esperança e o óleo em nome da fé. Embora os frascos históricos tenham sido usados para transportar os ingredientes, o derramamento cerimonial foi feito com jarros próprios.
Na imagem da época, Oficiais da Grande Loja na cerimônia de consagração do Templo Memorial Maçônico em São Francisco, 26 de outubro de 1955.
Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria
OS INIMIGOS DA LUZ
Ir∴ Paulo Moura, de Teresina
Dizem que o poeta alemão J. W. von Goethe, no leito de morte, reuniu o que lhe restavam de forças para pronunciar suas últimas palavras, que ficariam para a posteridade: "Luz, quero luz!" Perdoem-me a imprecisão histórica quando escrevo "dizem" mas de imprecisões a História está repleta, malgrado o esforço de homens sérios e comprometidos com a honestidade dos fatos.
Também em Maçonaria as imprecisões históricas avultam e não é tarefa fácil
separar o joio do trigo. Entretanto, cabe ao Maçom a compreensão e o entendimento da Ordem a qual pertence, tornando-se um eterno buscador da Verdade. A Verdade é, filosoficamente, contestável, mas nem por isso desprovida de existência real. Buscar a Verdade é um impulso instintivo do Homem e mesmo que não a busque conscientemente, será guiado por forças da sua mente inconsciente – que Jung chamou de "tendências instintivas" – que se manifestará nos sonhos como fantasias reveladas através de imagens simbólicas. É imperioso sair do mundo das sombras - tão bem simbolizado por Platão no "Mito da caverna" – e ir ao encontro da Luz.
Assim nos encontrávamos na Cam∴ de Ref∴ Imersos na escuridão, batíamos profanamente à porta do Templo consagrado ao G∴A∴D∴U∴, na esperança de sermos admitidos nos AAug∴ MMist∴ Buscávamos a Luz.
O primeiro ato da Criação Divina, o "Fiat Lux", mostra-nos que a Luz precede a existência do mundo das formas; é a origem comum a todas as coisas. Não podemos deixar de fazer a relação entre o texto do Gênesis: 1, 1-3 com a revolucionária Teoria Geral da Relatividade, enunciada pelo gênio Albert Einstein, em 1905: E=M.C² (energia é igual a massa vezes velocidade da luz ao quadrado). Grosso modo, seria o mesmo que dizer que matéria é energia coagulada. Afinal, tanto a Religião quanto a Ciência chegaram à conclusão de que tudo é Luz.
Simbolicamente, a Luz representa o conhecimento; a revelação dos mistérios das Leis Divinas; a sabedoria imanente; a libertação das amarras da ignorância pela compreensão de quem somos, de onde viemos e para onde vamos.
Na cerimônia de Iniciação, pede-se a Luz para o neófito e a Luz lhe é dada. A partir de então, o neófito passa à condição de Iniciado e cabe-lhe envidar todos os esforços para se melhorar. A jornada começa com o desbaste das arestas morais, num esforço para vencer suas paixões inferiores, lapidando-se paciente e diuturnamente com o concurso da vontade firme e da inteligência, representados pelo cinzel e pelo maço. Nesse esforço, cumpre-lhe trabalhar sem descanso para livrar-se das suas imperfeições. É uma tarefa individual, porém, não prescinde da colaboração dos IIr∴ que o ajudam com lições, conselhos e orientações lastreados em suas experiências e vivências maçônicas. Essa ajuda faz parte do processo de aprendizagem, concretizando um dos nossos mais sublimes preceitos: a Fraternidade.
Tudo que devemos aprender, e fazer, encontra-se no Ritual de Aprendiz, dizem- nos os Mestres mais experientes. É verdade. Está tudo no Ritual e basta uma reflexão profunda com o sincero interesse em adquirir instrução. Tomemos um exemplo:
O Ven.˙. M.˙. pergunta ao Ir∴ 1° Vig.˙. , na abertura ritualística:
" -Para que nos reunimos aqui, Ir v 1° Vig.˙.?
- Para combater o despotismo, a ignorância, os preconceitos e os erros. Para glorificar a Verdade e a Justiça; para promover o bem-estar da Pátria e da Humanidade, levantando templos à Virtude e cavando masmorras ao vício". Vamos refletir sobre cada frase.
Combater o despotismo – Pela definição do Dicionário Houaiss, despotismo é "o poder isolado, arbitrário e absoluto de um déspota". O déspota, ainda na definição do Houaiss significa "que ou quem age tiranicamente, embora não detenha o poder absoluto". O despotismo deve ser combatido onde quer que este se encontre: dentro ou fora do Templo.
A ignorância – é a causa de vários males que afligem a Humanidade. Ignorância é viver imerso em sombras, desconhecendo as Leis Morais que governam a todos, favorecendo a harmonia geral. O estudo sério e metódico é uma das formas mais eficazes de combatê-la. Erra demasiadamente o Maçom que não é dado ao estudo, à pesquisa e à inquirição da Verdade. A Maçonaria não revela seus segredos àqueles que cultivam, com zelo, a preguiça mental e abdicam do sagrado direito de pensar por si próprios.
Os preconceitos e os erros – Imaginemos os preconceitos e os erros como filhos diletos da Ignorância, donde retiram o seu alimento e o sustento para crescerem fortes. Desde que se combata a Ignorância, exterminando-a, condenam-se os preconceitos e os erros a morrerem de inanição.
Glorificar a Verdade e a Justiça – Ao compreender a Verdade e a Justiça como atributos Divinos, torna-se dever do Maçom glorificá-las, nunca esquecendo de aplicá-las no convívio com os seus semelhantes. Quem combate a ignorância com as luzes da Sabedoria conhece a Verdade; quem conhece a Verdade é Justo. Tal é a perfeição do ensinamento.
Promover o bem-estar da Pátria e da Humanidade – Todo conhecimento adquirido só tem sentido, se compartilhado. Age maçonicamente quem é consciente de seu papel como cidadão brasileiro e como cidadão do mundo, fazendo todo esforço para melhorar a existência, contribuindo para a Obra da Luz.
Levantando templos à Virtude – É trabalho de construção. Nós, Maçons, somos construtores sociais e a nossa obra maior consiste na edificação das virtudes em nós mesmos.
Cavando masmorras ao vício – Ao mesmo tempo que erigimos nosso Templo Interior, para a glória do G∴A∴D∴U∴, suplantamos os vícios de que somos portadores, dominando-os e torturando-os até a extinção.
Eis o porque de nos reunirmos em Loja aberta.
Quem agir com despotismo querendo impor a sua vontade, cerceando a liberdade e as iniciativas benfazejas dos IIrm∴...
Quem desejar manter-se e manter os IIrm∴ na ignorância, descuidando ou desmerecendo as iniciativas que promovam o estudo e a prática da Sagrada Maçonaria...
Quem, por misoneísmo, rechaçar as ações inovadoras e as ideias progressistas apenas para manter uma tradição obsoleta ou o status quo...
Quem esquecer que a Verdade e a Justiça são atributos do G∴A∴D∴U∴ e delas fizer pouco caso, disseminando a mentira e promovendo injustiças...
Quem não se comprometer com o bem-estar de seus IIrm∴, da sua família, da sua cidade, do seu país e do mundo...
Quem persistir nos vícios e desregramentos morais e tornar-se um estorvo no caminho dos IIrm∴ que buscam melhorar-se, envolvendo-o em intrigas, calúnias e difamações, atacando-os em suas ausências e maquinando para vê-los cair...
Quem assim proceder, a despeito de ser Iniciado, não é Maçom. É um simulacro de homem; é um espectro danado que nos espreita.
É mais um inimigo da Luz.
Fonte: JBNews - Informativo nº 307 - 30 de Junho de 2011
domingo, 10 de maio de 2026
VERIFICAÇÃO PELOS VIGILANTES - LOJA DE COMPANHEIRO
Em 06.03.2026 o Respeitável Irmão Fernando Sousa, Loja Acácia Caxiense, 1640, REAA, GOB-MA, Oriente de Caxias, Estado do Maranhão, pede esclarecimentos para o que segue:
VERIFICAÇÃO PELOS VIGILANTES
Muitas vezes, mesmo sem ter Companheiros Maçons presentes à Sessão, nossa Oficina costuma realizar Sessões nesse Grau para que os Mestres relembrem instruções, o que acho muito salutar. Numa sessão de Companheiro, sabemos que os Vigilantes percorrem suas colunas para verificar se todos os presentes são Companheiros Maçons. Também sabemos que, os que ocupam cargos, não serão verificados por estes.
Pergunto: Caso não haja Companheiros na referida Sessão, qual procedimento deve ser adotado pelos Vigilantes?
Mesmo assim, devem percorrer suas colunas, ou já podem anunciar diretamente de suas mesas que TODOS são Companheiros Maçons?
Certo de um retorno, deixo aqui o meu Tríplice e Fraternal Abraço.
PONDERAÇÕES:
Para que se evitem procedimentos inexistentes, ou algo parecido, na hipótese de abertura de uma Loja de Companheiro, sem estarem presentes Companheiros Maçons, a liturgia de abertura segue exatamente como está no ritual.
Nesse caso, cada Vigilante, mesmo não havendo ninguém para ser examinado, percorre a sua Coluna, voltando em seguida ao seu lugar quando informa que todos são CComp∴ Maçons.
Vale lembrar que se nas Colunas estiverem presentes Mestres Maçons sem cargo, o Vigilante procede naturalmente o exame, tomando dele o Sin∴, o Toq∴ e a Pal∴ Sagr∴ do 2º Grau.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
BREVIÁRIO MAÇÔNICO
O CULTO
Culto significa adoração, homenagem, veneração à divindade; é o ato de "cultivar", ou seja, o cuidado para com os que se iniciam em algum trabalho, como, por exemplo, na agricultura; é um cuidado, um estudo, uma tarefa.
O culto tem sido usado mais para expressar uma religiosidade, sendo a tendência do ser humano para com o "mistério", para com o "incognoscível".
A Maçonaria presta culto ao Grande Arquiteto do Universo, bem como à ciência e à filosofia, sem esquecer o culto à pátria, às virtudes, à beleza, enfim, ao que merece respeito e veneração.
A essência maçônica, porém, no que diz respeito ao culto, vai em direção a Deus.
Como reflexo, retorno e consequência, esse culto vai em direção a todos os Irmãos de Ordem, resumindo-o em uma frase; culto ao amor fraternal.
O culto exige um atenção especial; momentos de dedicação em que a mente preocupa-se exclusivamente com o ato.
Como o maçom crê na existência de um templo interior, o melhor culto a Deus será o da interioridade do maçom.
As nossas preces devem ser dirigidas não para o "alto" nem para a frente, mas para "dentro". Deus não está lá, mas aqui.
Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 112.
O HOMEM DO AMANHÃ
A Ordem pede passagem, mas parece que alguns candidatos pedem apenas tempo.
É decepcionante observar aqueles que batem à porta do Templo, ocupam o tempo precioso de Mestres dedicados e enchem a boca para falar de compromisso, mas, na hora da ação, revelam sua verdadeira identidade: a do Homem do Amanhã.
A Maçonaria é feita de presença, suor e atitude. É um compromisso assumido com a verdade e com a própria evolução. No entanto, o "Homem do Amanhã" tem sempre uma desculpa pronta, um imprevisto de última hora e uma disposição incrível... para depois.
O perfil do procrastinador da virtude:
* Palavras de ouro, atitudes de barro: Promete mundos e fundos na entrevista, mas some na primeira convocação.
* O mestre da desculpa: Sempre está "quase" pronto, mas o "amanhã" dele nunca chega.
* Falta de brio: Esquece que honrar a palavra é o primeiro degrau da nossa escada.
Não adianta querer vestir o avental se o espírito não está disposto a sair do sofá. A Maçonaria não é um fã-clube ou um título para se ostentar no peito; é trabalho! Quem só tem atitude para o "amanhã", na verdade, não serve para o hoje.
Honre o tempo de quem se dispôs a te ensinar. Se o seu compromisso é apenas verbal, guarde suas palavras e deixe o lugar para quem realmente quer lapidar a pedra!
Fonte: Facebook_Federação Maçônica de São Paulo
sábado, 9 de maio de 2026
ORIENTE DO TEMPLO - REAA
Em 06/03/2026 o Respeitável Irmão Francisco Pereira da Rocha Neto, Loja Osmil Serrano Cintra, 2396, REAA, GOB-SP, Oriente de Franca, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:
ORIENTE
É terminantemente proibido ao Apr∴ subir ao Oriente até mesmo para instruções? Exemplo: orientar ao Aprendiz a circulação do tronco de beneficência? Acompanhado de um Mestre.
CONSIDERAÇÕES:
Em Maçonaria Simbólica é preciso antes se ter em mente que a escalada iniciática do maçom - no caso a vida iniciática do maçom - está diretamente relacionada às regiões físicas do Templo, ou seja, o Ocidente, com as Colunas do Norte e do Sul para os Aprendizes e Companheiros e por fim ao Mestre Maçom, que pode ocupar indiscriminadamente qualquer uma das regiões da Loja.Nesse contexto, vale a pena mencionar que o Templo Maçônico, mormente do REAA, é uma representação estilizada do Mundo em que vivemos. Simbolicamente, compreende uma faixa sobre a superfície equatorial da Terra, orientada no seu cumprimento de Leste para o Oeste, e na sua largura, do Norte para o Sul. A abóbada celeste corresponde ao firmamento e o Pav∴ Mos∴ o solo terrestre.
A ocupação iniciática desse espaço relaciona-se às etapas de aperfeiçoamento que constituem o simbolismo maçônico.
Em especial ao Mestre Maçom e o Oriente, há uma peculiaridade inerente ao seu ingresso nesse espaço, já que essa passagem somente pode ser encontrada por aqueles que, em busca da plenitude maçônica, com perseverança passam pela cerimônia de Exaltação ao 3º Grau - a chave da Grande Iniciação.
Essa é uma regra basilar do REAA. Nessa separação territorial e mística do templo, o Ocidente, subdividido em Norte e Sul, corresponde a vida material (terrena) do Iniciado, enquanto que o Oriente satisfaz a sua vida espiritual (post-mortem). No contexto geral do simbolismo iniciático essas etapas (ciclos) não podem ser postergadas, sob pena de se subverter as Leis da Natureza, sutilmente representadas pela decoração de vários elementos que compõem a Loja.
Para o cumprimento da jornada iniciática do REAA, o Aprendiz (início) deve ocupar apenas o topo da Coluna do Norte (simbolicamente o lado mais escuro), onde paulatinamente ele vai aprendendo e percorrendo cada uma das seis primeiras Colunas Zodiacais. Concluídas essas etapas, o Aprendiz passa pela Elevação, tempo em que ele deixa o topo do Norte - agora como Companheiro Maçom - e atravessa para o topo da Coluna do Sul (simbolicamente mais iluminado).
Ao finalizar o tempo de Companheiro (juventude), o iniciado finalmente ingressa na maturidade da vida, oportunidade em que ele, ao representar o fim da vida material, passa pela cerimônia de Exaltação e se credencia a ingressar no Oriente para conhecer a Arv∴ da Vid∴, agora como Mestre Maçom.
Em face a essa alegoria iniciática é que no REAA existem as Colunas Zodiacais, distribuídas pelas paredes Norte e Sul do Templo. Elas são as balizas que indicam o caminho a ser percorrido pelo Iniciado. A primeira etapa, ao Norte como Aprendiz (infância/adolescência), a segunda ao Sul como Companheiro (juventude) e finalmente a terceira, como Mestre Maçom, ao ter alcançado a derradeira jornada terrena, morrendo no Ocidente e renascendo em seguida no Oriente (o lugar da Luz). Em última análise, menciona o Mestre, purificado e evoluído, que acabou também se tornando Luz.
Assim, em face a esse teatro iniciático/solar é que em nenhuma situação o Aprendiz e o Companheiro, ainda reclusos à materialidade do Ocidente, podem ingressar no Oriente, que é o lugar da Luz. Antes é preciso ter percorrido toda a senda iniciática.
Desafortunadamente, no REAA, por questões históricas, a harmonia desse belíssimo teatro iniciático acabaria enfrentando um paradoxo - que até hoje se sustenta - por conta de acomodações ritualísticas proporcionadas pelo Grande Oriente da França e a criação das suas Lojas Capitulares.
Foi nessa ocasião (1804) que no primeiro ritual para o simbolismo do REAA houve a separação física, em desnível e por uma balaustrada, do Oriente e do Ocidente da Loja. Por conta disso, criava-se o Oriente separado e elevado, oportunidade em que era também criado o Alt∴ dos JJur∴, como uma pequena mesa como extensão do Alt∴ ocupado pelo Ven∴ Mestre (antes as obrigações eram tomadas sobre a mesa do Venerável).
Tudo isso foi criado para separar, no mesmo ambiente, os trabalhos do simbolismo dos graus capitulares. Em linhas gerais, nas Lojas Capitulares do REAA só ingressavam no Oriente os Irmãos que eram detentores do Grau Rosa-Cruz. Nessa condição, o Atherzata (Governador do Capítulo) era também, e ao mesmo tempo, o Venerável Mestre da Loja simbólica - vide a história das Lojas Capitulares no Grande Oriente da França do século XIX.
Mais tarde, mesmo depois de terem sido completamente extintas as Lojas Capitulares do REAA no Grande Oriente da França, a separação física do Oriente elevado permaneceu universalmente no simbolismo. No geral, o consagrado espaço oriental acabaria ficando reservado aos Mestres Maçons como o final da jornada iniciática, ao Venerável Mestre como dirigente da Loja (o lugar da Luz) e aos Ex-Veneráveis (Mestres Maçons Instalados).
Foi graças a esse paradoxo, amplamente reconhecido, e para atender à liturgia do ritual do REAA, onde o Alt∴ dos JJur∴ fica no Oriente que, somente nas cerimônias de Iniciação e de Elevação, admite-se, no juramento e sagração de candidato, a presença de Aprendizes e Companheiros no Oriente.
Por conta de todos esses comentários é que no REAA Aprendizes e Companheiros somente podem ingressar no Oriente em Loja aberta nas esporádicas ocasiões previstas pelo ritual durante as cerimônias de Iniciação e Elevação, fora isso, nem mesmo se estiverem acompanhados de um Mestre. A questão crucial é iniciática e a de acomodação é histórica.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
JOSÉ MARTÍ
Tal como muitos cubanos do seu tempo — e hoje — José Martí, poeta e político cubano, deu seus primeiros passos na maçonaria em Espanha. Nascido em Havana num dia como hoje 28 de janeiro, mas de 1853, filho de pai valenciano e mãe canária, Martí entrou na maçonaria com apenas 18 anos. Entre fevereiro e julho de 1871 foi iniciado em Madrid, na loja Cavaleiros Cruzados No. 62, pertencente ao Grande Oriente Lusitano Unido onde se tornou seu secretário.
Sua trajetória maçônica estava ligada também às logias Harmonia No 52, na qual foi Palestrante e à loja Capitular Liberdade No 40 onde obteve o 18o ano na R.E.A. Dentro da Ordem adotou o nome simbólico de Anáhuac.
Hoje, no Museu Maçônico da Gran Logia de Cuba de A.L y A.M, estão preservadas peças valiosas que pertenciam a Martí, testemunhos materiais de sua ligação com a maçonaria.
Muitas foram suas reflexões sobre a maçonaria e seus valores morais; esta é uma delas:
«Operar irrepreensivelmente, aperfeiçoar o exercício da liberdade, preparar os cidadãos para a vida pública, ajudar a alcançar toda nobre ideia, estes, sem mais um, sem nada incógnito, sem nada oculto, são os mistérios da ordem maçônica».
Fonte: Samuel Sánchez Galvez. Martí cingiu o avental. Teste documentário de sua filiação maçônica. Biblioteca Nacional de Cuba, Edições Bachiller, 2007. 72pp.
sexta-feira, 8 de maio de 2026
ESTROFES DO HINO À BANDEIRA
Em 06.03.2026 o Respeitável Irmão Luis Gustavo Domingues Pereira, Loja Amandara – Guardiões da Amizade, 3737, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, solicita esclarecimentos.
ESTROFES DO HINO À BANDEIRA
Prezado e querido Ir∴ Pedro Juk. Estimo que esta mensagem vos encontre em paz e serenidade.
Gostaria de consultá-lo a respeito das estrofes a serem cantadas do Hino à Bandeira a serem cantadas para saída do Pavilhão Nacional.
O Decreto nº 1476/2016 do Grande Oriente do Brasil indica serem cantadas, em seu Art. 8º, determina serem cantadas as "primeira e última estrofes" do citado símbolo nacional.
Ocorre, todavia, uma frequente dúvida entre Irmãos.
Uma das interpretações sugere que se deva entender por estrofes os primeiro e últimos grupos de versos entremeados e seguidos do refrão:
(Salve lindo... / Recebe o afeto... / Sobre a imensa / Recebe o afeto...)
Outra entende que devem ser considerados como estrofes os primeiro e último grupos de versos, indistintamente se seriam estrofe ou refrão:
(Salve lindo / Recebe o Afeto...)
O Irmão poderia nos indicar qual seria a interpretação intencionada pela Potência?
CONSIDERAÇÕES:
É simples como está escrito no Decreto: primeira e última estrofes.
Assim, entoa-se a primeira estrofe (Salve lindo Pendão...) seguida do refrão (Recebe o afeto que se encerra...), logo após a última estrofe (Sobre a imensa Nação...) seguida do refrão (Recebe o afeto que se encerra...).
A título de esclarecimento, “Refrão”: Fórmula vocal ou instrumental, que se repete regularmente numa composição. “Estrofe”: Agrupamentos de versos em poemas ou músicas, organizados em seções separadas.
TFA
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
Assinar:
Postagens (Atom)



