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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

EMENDAS NA ATA (BALAÚSTRE)

Em 16/05/2026 o Respeitável Irmão Derick Machado, Loja Mestre Rivadavia Siqueira Lima, 2906, REAA, GOB-MS, sem mencionar o Oriente, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a seguinte pergunta:

EMENDAS

Em nossa última sessão, houve uma emenda na ata da sessão anterior. A dúvida aconteceu quando: No ritual o V∴ M∴ fala: Os IIr que aprovam a ata, salvo a emenda façam o sinal de costume.

No meu entendimento, os Irmãos que aprovam a ata “salvo a emenda” estão aprovando o texto original da ata, mas sem concordar com a emenda apresentada.

Em seguida o V∴ M∴ fala: Os IIr que aprovam a emenda, façam o sinal.

Também entendi que, nessa segunda votação, deveriam se manifestar apenas os Irmãos que concordam com a alteração proposta pela emenda. Assim, minha interpretação foi a seguinte: Primeiro, vota-se a aprovação da ata sem a emenda. Depois, vota-se separadamente a emenda proposta. O Mestre de Cerimônias faz a contagem dos votos em cada caso, e a maioria decide se a ata será mantida como estava ou se será alterada conforme a emenda.

Como ficamos bastante confusos durante a sessão, gostaria de saber se o Irmão poderia nos esclarecer qual é o procedimento correto nesse caso. Desde já, agradeço pela atenção e orientação.

CONSIDERAÇÕES:

No meu modo de entender, existindo emendas sobre a redação da ata que acabou de ser lida, para que a mesma não tenha que ser redigida inteira novamente, o Venerável Mestre põe em votação primeiramente a ata sem as emendas. As emendas, se porventura existirem, serão logo a seguir colocadas em votação. Existindo duas ou mais emendas, cada uma por sua vez será apreciada e votada na forma de costume. Sendo aprovada(s), ela(s) será(ão) consignada(s) na ata que imediatamente acabou de ser aprovada.

Na questão do resultado da(s) votação(s), o Mestre de Cerimônias, ao contar os votos, não declara a sua aprovação, apenas informa ao Venerável Mestre a quantidade de votos a favor, contrários e abstenções. Quem obrigatoriamente deve proferir o resultado é o Venerável Mestre (RGF, Art.º 116, VIII).

Nesse contexto, vale ressaltar que não é ofício do Mestre de Cerimônias fazer a contagem de votos. Por si só o Venerável mesmo faz a contagem. Caso haja necessidade de auxílio, ele interpela o Mestre de Cerimônias para o auxiliar nesse mister.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 24

FATALIDADE

1º - Diz-se fatal a conseqüência de um ato; fatal sinônimo de conclusão, de terminal e de encerramento. (Acontecimento funesto)
2º - A filosofia maçônica não aceita a fatalidade, porque basta o ato da iniciação para transformar o destino de um homem.
3º - Às vezes, uma só palavra de incentivo reanima o maçom e, pleno de esperança, ele foge de uma fatalidade que acreditava impossível de vencer.
4º - O desespero, esse sim, é um dos caminhos mais seguros para descambar numa fatalidade.
5º - O culto do amor ao próximo resulta na elevação da alma; a glorificação a Deus conduz à realização dos ideais.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

A CADEIA DE UNIÃO: ALÉM DO SÍMBOLO, UMA REALIDADE CONSTRUTIVA

por M:M:.KaeL

Meus irmãos:

A Cadeia da União é um símbolo muito fascinante que nos leva a uma pergunta:

O que tecemos nesse instante?

Será apenas um belo símbolo da irmandade, um ornamento conclusivo, ou será talvez a manifestação mais tangível de uma realidade invisível que constitui a verdadeira base da nossa Ordem?

A cadeia é, acima de tudo, um símbolo poderoso e antigo. Ela envolve as estruturas da cabana, unifica os lados do pavimento de mozaico. No ritual, a forma é circular e habilidosa, seguindo o caminho do sol, aquela força psíquica que consideramos antes. Mas um símbolo, como Oswald Wirth nos ensina, não é um fim em si. É uma chave. E a chave serve para abrir, para acessar uma realidade mais profunda. Hoje, gostaria de virar essa chave com você, para explorar o que a porta desliza em nossas vidas.

A Cadeia dos Mestres:

Cada cadeia é tão forte quanto o seu elo mais fraco. Esta verdade da forja é uma lei espiritual do ferro. Antes de nos unirmos, devemos ser dignos da união. O que é um elo em nossa metáfora? É o indivíduo, o irmão, a pedra que foi cortada. Não é perfeita, mas trabalhada. A integridade pessoal é o primeiro mandamento. Uma cadeia demanda, portanto, uma autoconstrução anterior. Ela demanda que sejamos cubos, capazes de se encaixar e sustentar.

Mas a magia da cadeia não está no sumo de links soltos. Está no seu união. Quando as mãos são unidas, um circuito é fechado. Os antigos alquimistas falavam de um "vaso fechado", onde o grande trabalho foi realizado. Nosso círculo é esse vaso. Nesse momento, algo acontece que transcende o físico. A tradição esotérica, e autores como Jules Boucher, falam sobre o Egregore: um poderoso e coletivo poder, um campo de energia espiritual gerado pela concentração e unidade de um grupo.

A Cadeia da União é o ritual de ativando o nosso Egregore.

A energia, como se diz, circula. A mão direita, ativa, dá; a mão esquerda, receptiva, recebe. É um fluxo contínuo. Nesse instante, as alegrias se multiplicam e os fardos são divididos. Não é apenas poesia. É a experiência tangível que todo veterano maçônico conhece: a força de serenidade, de clareza e de apoio mútuo que emana de todo o mundo e reflete-se em cada parte. A corrente não é mais um símbolo de algo; torna-se o veículo de algo. É o canal através do qual o Fogo que nos unifica flui, maior do que a soma de nossas individualidades.

E aqui, irmãos, chegamos ao coração da questão. Se esta corrente só existisse dentro dessas paredes, seria um belo jogo, mas um pouco mais. A sua prova de fogo está no mundo profano. Como ela se materializa no ato silencioso. No mão estendida no fraternal aviso, discreto e sem testemunhas. No tolerante que sustenta o que se desliza, que corrige o que se desliza com o fraternal aviso, e que celebra o progresso do outro como se fosse o seu próprio. Em um mundo que exalta o individualismo feroz, manter esta corrente é um ato de resistência espiritual. É construir, link por link, uma verdadeira fraternidade, não declarativa.

Portanto, irmãos, quando novamente tomarmos as nossas mãos no final deste mandato, não o façamos por rotina. Sentimo o peso e a leveza desse gesto. Sentimo o pressão da mão que nos acarreta: é o testemunho físico de um voto moral. Ao formar a corrente, não terminamos uma tarefa; ativamos o princípio que torna possível qualquer trabalho futuro: a União.

A Corrente da União não termina quando deixamos as mãos. Ela se torna invisível, mas não é quebrada. Ela acompanha-nos, envolve-nos, e nos liga em distância. Ela é uma responsabilidade moral. Ela nos obriga a ser responsáveis um pelo outro. Nesse sentido, cada um de nós é, ao mesmo tempo, um guardião de um link e um guardião de um link.

Vamos cultivar, então, a nossa solididade individual, para sermos laços dignos de confiança. Vamos confiar na circulação daquela força superior que surge da nossa união consciente. E, acima de tudo, vamos viver no mundo como homens amarrados por um propósito sublime: construir, juntos, um Templo Humano cujas bases não são de pedra, mas de lealdade inquebrantável e de apoio mútuo.

Que esta corrente, agora simbólica, em breve vivida, nos lembre que a verdadeira força não está no grito individual, mas na silêncio unânime de um círculo de homens livres, unidos por um ideal comum.

Para a Glória do Grande Arquiteto do Universo.

Fonte: Facebook_Soy Mason

terça-feira, 11 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SE COLOCA À ORDEM ENQUANTO ESPERA

Em 16.05.2026 o Respeitável Irmão Francisco Carlos Tancler, Loja Templários da Paz, 3969, REAA, GOB-SP, Oriente de Botucatu, Estado de São Paulo, formula a pergunta seguinte:

AGUARDA À ORDEM

Estimado Ir∴ Pedro, nossa enciclopédia ritualística, que nos honra muito. Solicito um esclarecimento: Toda vez que o Mestre de Cerimônias, levar qualquer coisa: Ata, Livro de Presença, etc. Assim que o Venerável Mestre estiver assinado, o Mestre de Cerimônia deverá estar a Ordem? Isso porque ele está em pé no Oriente? Agradeço ao irmão antecipadamente. E um forte TFA∴

CONSIDERAÇÕES:

Nesse contexto, antes vale a pena ressaltar que no REAA existe a regra de que quem estiver em pé e parado em Loja aberta, obrigatoriamente deve se colocar à Ord∴ (corpo ereto, pp∴ uun∴ pelos cc∴ formando uma esq∴, compondo o Sin∴de Ord∴).

Ainda, nesse mesmo sentido, quem estiver em pé e parado, tendo às mãos algum instrumento de trabalho, ou outro objeto qualquer, não fica à Ord∴, porém se mantém à rigor, ou seja, sem o Sin∴ de Ord∴, mas mantém o corpo ereto e os pp∴ em esq∴. A razão de não fazer o Sin∴ de Ord∴ tendo às mãos algum objeto, é porque os ssin∴ de Ord∴ e PPen∴ são sempre feitos com a mão e nunca com o objeto de trabalho. Isso quer dizer que não se usa o objeto para com ele se compor e fazer o sin∴.

No caso da questão acima, em que do M∴ de CCer∴ leva o livro ata, ou de presenças, para o Ven∴ Mestre assinar, ele, enquanto aguarda a assinatura do Ven∴, fica à Ord∴. Ato seguido, para recolher o livro, desfaz o Sin∴, toma-o às mãos e prossegue na sua missão.

É oportuno observar que o titular, ao aguardar em pé e parado a assinatura, por estar com as mãos desocupadas, imediatamente se coloca à Ord∴.

A título de ilustração, situação idêntica ocorre quando os IIr∴ Orad∴ e o Secr∴são convidados pelo Ven∴ Mestre a assistir à verificação da bolsa de PProp∴ e IInf∴. Para atender essa liturgia, ambos se aproximam do Alt∴ para assistirem a conferência. Nessa ocasião, os convidados, próximos ao altar assistem à verificação à Ord∴.

Finalmente, a questão de se colocar em pé e à Ord∴ não está restrita a um determinado lugar na Loja, todavia em qualquer lugar, ao Oriente ou Ocidente, se a Loja estiver ritualisticamente aberta.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

FREDERICK HOPKINS


Por Luciano J. A. Urpia
Sir Frederick Gowland Hopkins nasceu em Eastbourne, Sussex, em 1861. Formou-se em medicina e, em 1898, foi convidado para integrar o Laboratório Fisiológico em Cambridge, onde começou a explorar a química da fisiologia, numa época em que a bioquímica ainda não era reconhecida como ciência independente. Tornou-se o primeiro professor de bioquímica da Universidade de Cambridge em 1914 e dedicou sua carreira a desvendar os processos metabólicos das células.

Hopkins ficou mundialmente conhecido por demonstrar, em 1912, que dietas compostas apenas por proteínas, carboidratos, gorduras e minerais não sustentavam o crescimento animal, o que o levou a propor a existência dos "fatores alimentares acessórios", mais tarde chamados de vitaminas. Por essa descoberta, recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1929. Também descobriu o aminoácido triptofano (1901) e a glutationa (1921). Foi presidente da Royal Society (1930-1935), recebeu a Medalha Copley (1926) e foi condecorado com a Ordem do Mérito em 1935. Faleceu em Cambridge em 1947.

Fonte: Instagram_Curiosidades da Maçonaria

REFLEXÃO FRATERNA

“Primeiro, aprenda o significado do que você diz e depois fale.”

Na Maçonaria a palavra é compromisso e responsabilidade.

Não se pronuncia levianamente, nem se usa sem consciência, porque cada palavra deixa a sua marca no Templo e nos Irmãos.

O verdadeiro trabalho começa no silêncio:

Ouvir, estudar, refletir e compreender.

Só então a palavra adquire valor, força e significado.

Falar sem conhecimento é apressar o trabalho.

Ficar calado para aprender é polir a pedra.

Que nossas palavras sejam sempre expressão de estudo, respeito e verdade; e que o silêncio, quando necessário, continue a nos ensinar.

VAMOS LEMBRAR QUE:

A língua é o pior flagelo do corpo, pois sem empunhar nenhuma arma pode derrubar colunas, apagar luzes e quebrar a harmonia da Oficina e também golpeia sem deixar marcas visíveis, mas deixa feridas profundas no espírito.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

ACLAMAÇÃO HUZ.'.! HUZ.'.! HUZ.'.! NO GRAU DE COMPANHEIRO

Em 16.05.2026 o Respeitável Irmão Rubens Sanches Hernandes. Loja Verdade e Justiça, 3263, REAA, GOB -PR, Oriente de Campo Mourão, Estado do Paraná, solicita o seguinte esclarecimento.

ACLAMAÇÃO NO 2º GRAU

No grau de Aprendiz, são 3 pancadas na porta, 3 luzes acesas, o malhete soa por três vezes, a bateria por três vezes e a aclamação, também por três vezes.

No grau de Mestre, são (...) pancadas na porta, (...) luzes acesas, o malhete soa por (...) vezes, a bateria por (...) vezes e a aclamação não existe.

Já no grau de Companheiro, são (...) pancadas na porta, (...) luzes acesas, o malhete soa por (...) vezes, a bateria por (...) vezes e a aclamação, por (...) vezes.

Minha dúvida e indagação é: Neste grau, a aclamação não deveria ser também em número igual às baterias do Companheiro?

Grato pela resposta. Fraternos abraços.

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente vale ressaltar que a tríplice aclamação Huz∴, Huz∴, Huz∴, é uma saudação dirigia ao Sol. Alegoria haurida dos Árabes, especialmente dos Drusos, que prestavam essa saudação munidos de um ramo florido de acácia nas alvoradas de solstício de inverno no Hemisfério Norte. Essa mística comemoração era para saudar à volta do Sol Vitorioso.

 Na Maçonaria, o REAA, um rito solar por excelência, essa tradição é preservada nos graus de Aprendiz e Companheiro. Essa aclamação não existe no grau de Mestre Maçom porque a narrativa da Lenda do 3º Grau se refere ao inverno e a morte simbólica do Sol – os cultos solares da Antiguidade.

Nesse caso, a questão da tríplice aclamação Huz∴ não se relacionada ao número místico correspondente ao de cada Grau, tal como ocorre com a idade simbólica, as viagens e as baterias. Assim, independentemente do grau em que existe essa aclamação, ela é sempre pronunciada por três vezes seguidas, exatamente como está descrito nos rituais de Apr∴ e Comp∴, tanto na abertura como no encerramento dos trabalhos.

A título de esclarecimento, a aclamação Huz∴, Huz∴, Huz∴, é uma das contribuições da Loja Geral Escocesa, criada na França em 1804 para gerenciar a elaboração do projeto do primeiro ritual para o simbolismo do REAA.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

OS ONZE CAVALEIROS DE CHARLESTON


Em maio de 1801, na esquina das ruas Church e Broad, em Charleston, Carolina do Sul, onze homens reuniram-se discretamente na antiga taverna de Mr. Shepherd e fundaram o Supremo Conselho, Conselho Mãe do Rito Escocês. Charleston era então um próspero porto cosmopolita, conhecido por sua promessa de liberdade religiosa, ainda que limitada, e por uma intensa atividade maçônica que já durava mais de sessenta anos. A cidade abrigava Lojas de língua inglesa e francesa, entre elas a Loja La Candeur, formada por refugiados da revolução haitiana.

Os dois principais protagonistas foram o coronel John Mitchell, veterano da Guerra da Independência e amigo de George Washington, e o dr. Frederick Dalcho, médico e futuro padre episcopal. Em 25 de maio de 1801, Mitchell conferiu a Dalcho o 33.º grau, e em 31 de maio abriram oficialmente o Supremo Conselho. Até agosto de 1802, o grupo foi ampliado para onze membros, vindos de diferentes nações (Irlanda, Inglaterra, França, Boêmia, Polônia), religiões (judeus sefarditas, cristãos) e ofícios (médicos, comerciantes, impressor, açougueiro, líder religioso).

Em dezembro de 1802, publicaram a "Circular aos Dois Hemisférios" (Manifesto de 1802), provavelmente redigida por Dalcho, que proclamava ao mundo maçônico a criação do Supremo Conselho e trazia as inscrições "Deus et mon droit" e "Ordo ab chao". Apesar de resistências iniciais, a Grande Loja da Escócia acusou o documento de "respirar o espírito dos Illuminati", o reconhecimento veio com o tempo. Incêndios e a Guerra Civil destruíram quase todos os arquivos originais, mas o legado dos onze cavalheiros de Charleston perdura há mais de 225 anos, transmitido de geração em geração. Como se diz em hebraico: L'dor v'dor, de geração em geração.

Por Rui Samarcos Lora, In: masonica.com.br

Fonte: Facebook_Curiosidades de Maçonaria

O QUE SABEMOS ANTES DE 1822 SOBRE A HISTÓRIA DA MAÇONARIA BRASILEIRA?

Ir∴ Sérgio Quirino Guimarães 
ARLS Presidente Roosevelt 025 
Belo Horizonte - Minas Gerais

HISTÓRIA DA MAÇONARIA BRASILEIRA ?

Tenho notado um grande vácuo histórico na Maçonaria Brasileira. Passamos para os Irmãos a impressão que nossa história começa no vigésimo oitavo dia do mês de Sivan do Anno Lucis de cinco mil, oitocentos e vinte e dois (17/06/1822) com a criação do Grande Oriente Brasiliano, cuja primeira diretoria foi composta pelos Irmãos José Bonifácio de Andrada e Silva, Joaquim Gonçalves Ledo e João Mendes Viana. Mas a questão é que estes Irmãos pertenciam há Lojas que estavam vinculadas a alguma Potência. Conhecemos bem os fatos que ocorreram depois da criação do GOB: Iniciação, Elevação, Exaltação e Posse de Dom Pedro I como Grão-Mestre, briga entre o grupo de Ledo e dos Andradas, fechamento do GOB e et coetera

Mas e antes desta data? Qual é nossa história? Onde estão os documentos que mostram a gênese da Maçonaria em território brasileiro? 

Em minhas pesquisas encontrei o obvio. Nossos laços estão fortemente entrelaçado com a Maçonaria Portuguesa. Uma maçonaria que começou por volta do ano de 1727, quando foi fundada por comerciantes ingleses uma Loja em Lisboa e muito sugestivo foi a alcunha que a Loja recebeu por parte da Igreja Católica: Loja dos Hereges Mercadores. 

Mas se tratando de nome, a segunda Loja fundada (1733) nos inflama o espírito. Seu título constitutivo era: “Casa Real dos Pedreiros Livres da Lusitânia” em cujo quadro de obreiros constavam três frades dominicanos. 

Nesta mesma Loja tivemos um grande “Maçom Operativo”, foi o Irmão Carlos Mardel que além de militar foi um dos principais arquitetos que projetaram uma nova cidade, pois Lisboa havia sido destruída (85%) pela catástrofe de 1755 (terremotos, tsunamis e incêndios). 

A terceira Loja (fundada em 1741) foi um exemplo claro da frase do Irmão Chanceler no REAA; o Venerável Mestre e alguns Irmãos eram protestantes, mas a maioria dos Obreiros era católica, e veja que estamos tratando de uma época em que a Inquisição se faria presente e cruel. Nesta mesma Oficina conviviam harmoniosamente portugueses, ingleses, franceses, suíços, italianos. 

Não seria natural supor que os brasileiros que vinham para a Metrópole estudar tomassem conhecimento dos ideais maçônicos e fossem iniciados em nossos Augustos Mistérios? 

Na verdade não é uma suposição, mas sim uma realidade histórica que devemos resgatar! Alguns Past Grão Mestres lusitanos tiveram sua vida de alguma forma ligada ao Brasil; O Irmão Fernando Romão da Costa de Ataíde foi Grão Mestre entre 1809 e 1814 e era filho do Governador do Grão Pará e Maranhão. O Irmão Bernardino Luís Machado Guimarães, nasceu no Rio de Janeiro em 1851, foi Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido, de 1895 a 1899. Foi também o primeiro Embaixador Português no Brasil e duas vezes Presidente da República em Portugal. O Irmão Sebastião de Magalhães Lima, também nasceu no Rio de Janeiro, foi Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano por 27 anos e, como “Livre Pensador”, condenava abertamente regime ditatorial implantado em Portugal. 

Cito o GOL - Grande Oriente Lusitano - fundado em 1802, por acreditar que lá esteja “a coberto” um grande tesouro cultural. 

Em 1935 o governo de Salazar proibiu a Maçonaria em Portugal, mas em 1974, após a Revolução dos Cravos, o Palácio do GOL foi restaurado e hoje abriga além da administração e Templos, a Biblioteca do Grêmio Lusitano e o Museu Maçônico Português. Oxalá permita-me o GADU que, o mais breve possível, eu atravesse os mares e vá matar minha sede nestes mananciais de cultura. Assim, simbolicamente irei plagiar Pero Vaz de Caminha: “Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.”

Fonte: JBNews - Informativo nº 317 - 11 de Julho de 2011

domingo, 9 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SUBSTITUINDO O VENERÁVEL MESTRE ANTES DO ENCERRAMENTO

Em 05.05.2026 o Respeitável Irmão Rondineli Araújo, Loja Acácia Formosa de Santa Cruz, 4483, REAA, GOB-ES, Oriente de Serra, Estado do Espírito Santo, enumera as perguntas seguintes:

SUBSTITUINDO O VENERÁVEL

Gostaria de sanar umas dúvidas considerando:

Sabemos que em sessões ordinárias o substituto direto do Venerável é o Primeiro Vigilante, o Segundo Vigilante assume o cargo de primeiro Vigilante e o 2º Experto assume a função de segundo Vigilante, logo:

1 - Se a sessão começar e o Venerável Mestre precisar ausentar-se com urgência antes do término da sessão, o primeiro vigilante assume os trabalhos ou qualquer M∴ I∴, pergunto porque fui questionado e disse que independentemente da situação quem assume é o sucessor direto por direito, ou seja, o Primeiro Vigilante, não importando se no início ou quase final da sessão (friso, sessão ordinária), está correto?

2 - Se sim, caso aconteça do Venerável precisar ausentar-se durante o andamento da sessão, ainda assim o 2º Vigilante vai para a mesa do Primeiro Vigilante e O 2º Experto assume como Segundo Vigilante?

3 - Caso seja sessão Magna, quem assume o lugar do Venerável é o Mestre Instalado mais recente, o Venerável Imediato, correto?

4 - Caso aconteça o M∴ I∴ mais recente estar por exemplo no cargo de Orador, ele permanece na função e outro M∴ I∴ assume como Venerável Mestre?

5 - Ou este deverá assumir como Venerável Mestre e outro irmão assumirá a Oratória?

6 - Caso não esteja presente o Ex Venerável Mestre mais recente, a função de Venerável Mestre deverá ser assumida por outro M∴ I∴, deverá ser observado sempre o mais recente Ex Venerável ou critério de CIM, ou não tem regra?

CONSIDERAÇÕES:

Entendo que seja impossível se prever todas as situações que possam advir na execução dinâmica da ritualística maçônica. Escrevê-las, uma a uma, certamente acarretaria em um caderno ritualístico volumoso, desconfortável e economicamente dispendioso.

Assim, o mais viável é que naturalmente os dirigentes da Loja, se utilizando do bom senso administrativo, estejam sempre aptos para resolver questões que, pelas circunstâncias, nem sempre se apresentam escritas nos rituais e manuais.

À vista disso, em relação às suas questões, entende-se o seguinte: 

1. Em uma sessão ordinária do REAA, se por motivos alheios houver uma eventual retirada do Ven∴ Mestre antes do encerramento dos trabalhos, quem deve assumir a direção da sessão é o seu substituto legal, nesse caso, é o 1º Vig∴. Em razão disso, o 2º Vig∴ é quem preenche a primeira vigilância e o 2º Exp∴ a segunda vigilância. Segue-se exatamente o que prevê o ritual vigente em uma sessão ordinária.

2. Já respondido no item nº 1 acima.

3. Caso o ocorrido se dê em uma sessão magna do REAA, quem assume o lugar do Ven∴ Mestre que se retira é o ex-Venerável Mestre (M∴ I∴) mais recente da Loja. Nesse caso, o mais recente é o que foi sucedido pelo Ven∴Mestre atual (de ofício).

4. Na hipótese de estar o ex-Venerável Mestre (M∴ I∴) mais recente da Loja exercendo um cargo, como o de Orador, por exemplo, o mais razoável para o andamento e fluidez dos trabalhos é que ele permaneça no cargo que está exercendo, assumindo o cargo de Ven∴ Mestre outro M∴ I∴, preferencialmente o penúltimo que tenha ocupado o veneralato da Oficina.

5. O ideal é manter como explicado no item 4 acima, todavia nada impede que sejam feitas todas as substituições, saindo o M∴ I∴ recente do cargo que estiver ocupando para assumir o de Ven∴ Mestre. Nesse caso será preciso também preencher o cago que ficou vago pelas constâncias.

6. No caso da ordem sequencial dos ex-Veneráveis Mestres, o mais recente é sempre aquele que deixou por último o veneralato da Loja, e assim é contado sucessivamente – mais recente o último (antes do titular), depois o penúltimo, o antepenúltimo, etc.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O DIABO

Diabo é um misterioso "ser"; o fanatismo impõe a crença de que é um ser palpável, inimigo de Deus.

No entanto, significa: o caluniador e opositor, semeador de discórdias. Encontramos, com riqueza de detalhes, essa figura mítica nas Sagradas Escrituras com diversos nomes, a saber: Satanás, Belial, Demônio, Belzebu, Lúcifer, Leviatã, príncipe do Abismo e das trevas.

Diabo seria o gênio do mal, o desobediente, o tentador, aquele que semeia dúvidas. Maçonicamente, não é considerado.

Na realidade, o diabo é criação humana e ele se manifesta por meio dos pensamentos que originam atos nocivos.

Não é necessário com eles uma maldade; basta deixar de exercer a caridade, de amar o próximo, de amparar o irmão para que essa parte negativa exsurja, provocando o mal.

A falta do cumprimento de um dever constituirá, sem dúvida, uma ação diabólica.

A parte humana do ser é propensa à prática da maldade, da frieza e do egoísmo; a parte divina, porém, deve sufocar esse instinto que tanto prejudica a nós próprios e aos demais.

O maçom crê no Grande Arquiteto do Universo, que constrói o que é prefeito, justo e bom; logo, em seu coração não há lugar para o cometimento de maldades.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 125.

CLIENTELISMOS NA MAÇONARIA

Muito se fala do clientelismo na Maçonaria.

Não compete à Maçonaria enquanto instituição fraternal e universal, arranjar empregos aos seus membros. Ela não é uma agência de empregos! Nem isso faz sequer parte das suas obrigações sociais.

Quem busca arranjar emprego, não deve sequer entrar na Maçonaria. Ela não funciona como agência de emprego para ninguém. Apenas vai perder seu tempo e o tempo dos demais.

O que poderá acontecer eventualmente (suponho eu), é que na rede de contactos de um maçom, e porque da Maçonaria fazem parte integrante vários empresários, profissionais liberais entre outros…, seja natural que fora portas do Templo e nas suas relações pessoais, os maçons troquem contactos e ideias entre eles. Mas o que fazem fora do templo, à Maçonaria não diz respeito directamente como instituição, apenas poderá dizer respeito a título institucional, se o que se passar entre maçons for desrespeitoso, que ofenda as regras/mandamentos da Maçonaria ou que ponha a sua imagem em causa perante o público em geral.

Se algum maçom arranjar trabalho a um irmão seu, deve ser exclusivamente pela sua competência e conhecimentos (sabedoria) em relação ao cargo/função no qual é contratado. Até porque uma má contratação/ erro de casting pode custar caro à sua empresa.

Quando se acusa a Maçonaria de clientelismo, a maior parte das vezes os seus detractores esquecem-se do que são “relações de amizade”. Passo a explicar. 

Se um qualquer empresário tiver um amigo a necessitar de trabalho por este se encontrar desempregado, e se estiver ao seu alcance, normalmente tentará arranjar um trabalho ao seu amigo, que o possa sustentar e que mitigue o seu “sofrimento”. É usual isso acontecer e numa sociedade como a portuguesa, a esse chico espertismo, é habitual o pessoal até fechar os olhos e inclusive a maioria das vezes até achar por bem que isso aconteça. 

Uma contratação, deve ser sempre bem ponderada, seja de um maçom, de um amigo ou outra pessoa qualquer. Porque o risco a correr é enorme. E se for a contratação de um maçom, esse risco ainda será maior, pois a carga negativa indevidamente associada à Maçonaria estará sempre com uma sombra presente nessa contratação. 

E se porventura essa contratação for acertada, exalta-se a pessoa (e não o maçom); mas, se essa contratação se demonstrar errada, nesse caso, o que ressaltará é o facto de o contratado ser maçom e não o facto de se ter revelado como impróprio para a função contratada.

Então porquê, se os intervenientes nesse caso forem maçons a crítica persistirá?

Se os contratados forem profanos, tudo bem. Mas se forem maçons cai o carmo e a trindade.

Pois, mas isso é o que não se deve passar. Ou se é íntegro para tudo ou então de nada vale ser faccioso e criticar apenas o que interessa criticar na Maçonaria.

Sintetizando, se alguém se quiser fazer parte dos mistérios da Arte Real, mas apenas com o intuito de arranjar trabalho, então o melhor a fazer é se dirigir a uma agência de emprego. Tanto poupa tempo e dinheiro a ele próprio bem como à Ordem Maçónica.

Fonte:pedradeburil.blogspot.com

sábado, 8 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

AUSÊNCIA DURANTE A VOTAÇÃO

Em 14/05/2026 o Respeitável Irmão Wellington da Cruz Mano, Loja Valdez Pereira, 4077, REAA, GOB-PA, Oriente de Paragominas, Estado do Pará, solicita esclarecimentos para o que segue:

AUSÊNCIA TEMPORÁRIA

A dúvida que tenho talvez esteja até mais no campo da legislação do que propriamente do ritualístico, porque às vezes vemos situações em que o ritual não trata expressamente, a legislação também não é tão objetiva, e na prática acaba acontecendo de formas diferentes. Vou tentar ser bem pontual para delimitar melhor a questão.

Por exemplo: em uma votação para isentar um irmão do pagamento das mensalidades, votação acerca de título honorífico ou qualquer outro assunto diretamente relacionado a determinado irmão. Esse irmão que está sendo objeto da votação deveria permanecer em Loja ou se retirar temporariamente?

Pergunto porque, em determinadas ocasiões, acabam ocorrendo debates durante a apreciação do tema, o que pode gerar algum desconforto ao irmão envolvido e o Irmão que irá ou queria expor alguma questão.

No seu entendimento, quando estiver sendo votado assunto que diga respeito diretamente ao irmão, o mais adequado seria que ele cobrisse o tempo e se retirasse momentaneamente, ou poderia permanecer normalmente em Loja?

Desde já, agradeço pela atenção e pelo esclarecimento.

CONSIDERAÇÕES:

De fato, esse não é assunto merecedor de estar nos rituais iniciáticos. Casos como esse são administrativos e devem ser resolvidos, sempre com bom senso, pelo Venerável Mestre.

De qualquer forma, segue minha opinião a respeito, lembrando que uma opinião é apenas um ponto de vista, ou um julgamento pessoal, portanto não é uma reposta laudatória nem oficial.

Deste modo, conforme o mencionado na questão, no tocante à votação e a presença de um Irmão interessado, ou partícipe de uma situação, penso que ele, como um elemento circunstancial parte, ou motivo do debate, não deveria se fazer presente na ocasião.

Em um caso desses, a sabedoria do Venerável Mestre tem que prevalecer. Agindo dentro dos padrões éticos, com sensatez e prudência, ele deve convidar o protagonista a se retirar temporariamente dos trabalhos, até que seja chamado novamente. É o que eu faria.

Ao finalizar, é oportuno mencionar que o Irmão que é convidado a se retirar não é o que deve “cobrir o templo”, especialmente porque quem tem o ofício de cobrir o templo é o Cobridor. Nesse sentido, o Irmão que se retira, definitiva ou temporariamente, é que tem para si o templo coberto. Esse é o entendimento certo.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

WILLIAM PRESTON

UM GRANDE INIMIGO DA MAÇONARIA E DA HUMANIDADE.!!!

A hipocrisia se revela, pois nenhuma pedra mal esculpida consegue esconder suas rachaduras por muito tempo. Há aqueles que invocam a virtude sem praticá-la, proclamam a justiça sem segui-la e fazem discursos solenes enquanto suas ações contradizem cada palavra.

Eles carregam a linguagem da moralidade como se fosse uma joia emprestada, usando-a apenas quando convém aos seus interesses. Não são governados por princípios, mas por cálculos; Eles não conhecem a lealdade, mas a conveniência. Mudam de rumo como cata-ventos, esquecendo que o verdadeiro trabalhador permanece fiel ao seu trabalho, mesmo quando o vento é adverso.

Hipocrisia não é ignorância: é uma escolha consciente. É a renúncia ao trabalho interior, o abandono do polimento da pedra bruta, a covardia de quem tem medo de se olhar à luz da oficina. Quem finge foge de si mesmo.

Mas nenhuma máscara resiste à passagem do tempo ou à ação constante da verdade. A Luz, paciente e justa, acaba revelando o que estava escondido. E quando o véu cai, apenas aquilo que foi construído com retidão, silêncio e coerência permanece de pé.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber