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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 15 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

COMPOSIÇÃO DA LOJA COM SETE MESTRES - REAA

Em 17.09.2025 o Respeitável Irmão José de Arimatéa Melo Cunha, Loja Fraternidade Campomaiorense, 1605, REAA, GOB-PI, Oriente de Campo Maior, Estado do Piauí, apresenta a seguinte questão:

COMPOSIÇÃO DA LOJA

Conforme o previsto no Art. 96 do RGF:

“XXII – realizar Sessões com, no mínimo, 7 Mestres Maçons".

Em uma sessão do REAA, onde estão presentes somente o número mínimo de Mestres para ocorrer, que são os 07, sabemos que são obrigatórios os cargos de 1) Venerável, 2) 1º Vig, 3) 2º Vig, 4) Orador, 5) Secretário, 6) Cobridor e 7) Mestre de Cerimônias.

01 Questionamento:

Desta formatação, quem leva a palavra, fazendo o papel dos Diáconos, bem como quem irá trabalhar como Chanceler e Tesoureiro?

Imagino que o Chanceler, que somente atesta o número regular de obreiros, possa ser substituído pelo Mestre de Cerimônias, que atesta os paramentos e insígnias de cada um na sessão. Já o Tesoureiro, talvez possa ser substituído, pelo Orador ou secretário, para a conferência do tronco.

02 Questionamento:

No caso do Secretário trabalhar como 1º Diácono, será “permitido” que seu altar fique vago excepcionalmente neste caso, assim como ficarão vagos os altares do Chanceler e do Tesoureiro?

CONSIDERAÇÕES:

Conforme especifica o Ritual de Aprendiz vigente do REAA, edição 2024, página 214, título "Com 7 Mestres", uma Loja trabalhando com número mínimo previsto de Mestres Maçons deverá ser composta da seguinte forma: Venerável Mestre, 1º e 2º Vigilantes, Orador, Secretário, Cobridor Interno e Mestre de Cerimônias. Para a liturgia da transmissão da Palavra Sagrada, os cargos de 2º e 1º Diáconos, momentaneamente serão exercidos pelo Mestre de Cerimônias e pelo Secretário, respectivamente.

Não obstante não constar no ritual o preenchimento dos cargos de Tesoureiro e Chanceler, deverão acumular esses cargos o Orador e o Secretário, respectivamente.

No tocante aos lugares vazios, primeiro é bom que se diga que salvo os Altares do Venerável (Altar Mor), dos Juramentos (extensão do Altar Mor) e dos Perfumes, os demais são tratados apenas como "mesas".

À vista disso, enquanto o Secretário estiver momentaneamente exercendo o ofício do 1º Diácono na transmissão da Palavra, o seu lugar, pelas circunstâncias ficará vazio. O mesmo ocorre com os lugares do Tesoureiro e do Chanceler, já que as suas atribuições estarão sendo acumuladas pelo Orador e Secretário, respectivamente.

Por fim, é oportuno salientar que sob nenhuma hipótese Aprendizes e Companheiros podem ocupar cargos em Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ENDEREÇO DO CANDIDATO E O SINAL E A PORTA ABERTA

Em 16.09.2025 o Respeitável Irmão Aristensir Gil Portela, Loja Equidade e Justiça, 2336, REAA, GOB/GODF, Oriente de Brasília, Distrito Federal, solicita os seguintes esclarecimentos:

ENDEREÇO E PORTA FECHADA

Diz no Ritual de Aprendiz do REAA, 2024:

“Ven∴ Mestre - E a(s) sua(s) residência(s) atual(is)?

1º Exp∴ - Reside(m) no Oriente(s) de: (cidade)

Ven∴ Mestre - E a(s) sua(s) residência(s) atual(is)?

1º Exp. Reside(m) no Oriente(s) de: (cidade)”.

Pergunto: Quando deste diálogo entre o Ven∴ e 1º Exp∴ o Experto deve dizer o endereço por inteiro da residencial ou somente dizer o Oriente onde o candidato reside?

Gostaria também que o Poderoso Irmão pudesse me tirar esta outra dúvida:

Já estando a Loja aberta, e quando da entrada e retirada do Pavilhão Nacional, é comum vermos o Ven∴ Mestre pedir para se desfazer o Sinal de Ordem, enquanto a porta estiver aberta. Em uma de minhas visitas, constatei que esse procedimento não foi adotado. Quando do término da sessão, perguntei ao Venerável da Loja sobre essa prática, ele me disse que no novo Ritual/2024 o Átrio faz parte do Tempo, como não encontrei nada a respeito, sobre o tema, faço a seguinte consulta: Deve se desfazer o Sinal ou Não?

CONSIDERAÇÕES:

Na questão da informação dada pelo Experto no exercício do seu ofício, basta que ele, naquele instante, mencione somente a cidade onde reside o Candidato. Não há necessidade de informar detalhadamente o endereço, pois esta é apenas uma passagem ritualística pro forma, lembrando que a Loja possui o dossiê com todas essas informações sobre o Candidato, não obstante tenha ele já passado pelas sindicâncias regulamentares e tenha sido escrutinado e aprovado, inclusive com Placet expedido pela Obediência autorizando a sua iniciação. Por conta disso, é dispensável todo esse excesso de preciosismo.

No que diz respeito estar a porta fechada para composição do sinal, me parece ser também outro excesso de preciosismo. Veja, estando a porta momentaneamente aberta para atender a uma breve passagem litúrgica prevista no ritual, não quer dizer que não se possa compor ou fazer o sinal nesta ocasião. Trata-se apenas de um procedimento de curta duração, sendo que a porta será fechada imediatamente logo a seguir. No mais, seria ainda preciso muito exercício de imaginação para se supor que goteiras pudessem aparecer no átrio para bisbilhotar os trabalhos.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

A CONSAGRAÇÃO*

O vocábulo significa tornar sagrado um templo, isto é, habilitá-lo para receber os adeptos com a finalidade de honrar e cultuar uma divindade.

A Maçonaria consagra os seus templos usando um ritual apropriado através de tocante cerimônia; o uso da consagração é relativamente moderno, pois as constituições de 1717 e 1723 nada referem a respeito.

A consagração, porém, não é ato exclusivo que respeite a um templo, pois todo "novo maçom", logo após a sua Iniciação é consagrado pelo Venerável Mestre, que coloca a lâmina de sua espada sobre sua cabeça e pronuncia a fórmula consecratória com o malhete na lâmina por três vezes.

Na época cavalheiresca, os cavaleiros eram consagrados, também, com a espada, batendo a lâmina nos ombros difere da cerimônia maçônica, pois, na realidade, quem consagra não é a espada, mas sim as “vibrações” que os golpes do malhete produzem e que penetram na parte íntima do neófito.

Todo maçom deve recordar, sempre, que além de iniciado foi consagrado para sua maçônica missão.

* Sagrado significa "selecionado".

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino,- 6ª. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 98


A ARTE DE CONDUZIR UMA LOJA: DA SEMENTE AO FRUTO

Por @androsbaruc

I. O Venerável como Jardineiro Espiritual
Aquele que assume o Malhete da Loja, assume também uma missão: ser jardineiro das almas que ali germinam. Não é apenas um administrador, mas um arquétipo vivo do Mestre que conduz, corrige, ensina, inspira e sobretudo serve.

Um Venerável Mestre não deve reinar, mas orientar. Deve ser a coluna invisível que sustenta e organiza, sem autoritarismo, mas com firmeza, sensibilidade e clareza de propósito.

II. O Recrutamento: Sementes Selecionadas com Sabedoria
Recrutar não é buscar quantidade, mas qualidade.
A entrada de um novo membro deve ser tão solene quanto um novo elo numa corrente sagrada.
O que observar em um candidato:
Sede de conhecimento real (e não apenas curiosidade).
Conduta moral elevada e constante.
Espírito de serviço.
Ausência de vaidades desmedidas ou pretensões sociais.
A sindicância deve ser mais que um formulário.
Deve ser um verdadeiro rito preliminar, no qual os sindicantes se envolvem profundamente, observando traços de humildade, estabilidade emocional, capacidade de silêncio e retidão moral. A pressa nesse processo pode corromper a cadeia iniciática desde o primeiro elo.

III. A Iniciação: A Verdadeira Lapidação
A cerimônia de Iniciação não pode ser apenas ritualística, ela precisa ser vivencial, emocional e simbólica.
O neófito precisa ser tocado na alma, não apenas instruído na mente. A descida às trevas, o renascimento à luz, o impacto dos símbolos e o eco das palavras devem marcá-lo para sempre.
Mas a lapidação começa no dia seguinte à Iniciação.
É aí que o verdadeiro trabalho começa: o despertar do Aprendiz. Ele deve ser conduzido com paciência, sem sobrecarga, mas com constância.
Sugere-se:
Instruções regulares, breves, simbólicas e com espaço para dúvidas.
Rituais bem realizados (sem correria ou superficialidade).
Um padrinho atuante, que seja amigo e guia.

IV. A Elevação e Exaltação: Degraus ou Decoração?
Muitos sobem degraus. Poucos evoluem.
Elevar ou Exaltar sem preparo é como dar a um aprendiz a chave de um cofre que ele não sabe abrir.
Portanto:
Para a Elevação:
Certifique-se de que o Aprendiz aprendeu a calar, observar e trabalhar.
Questione-o simbolicamente: que pedras ele lapidou? Que paixões venceu?
Trabalhos escritos ou orais curtos são bons termômetros.
Para a Exaltação:
O Companheiro deve demonstrar que sabe usar as ferramentas do conhecimento.
Deve compreender o símbolo e vivê-lo no cotidiano.
É necessário envolvimento com a Loja: presença, participação, sugestões.
A formação do Mestre deve ser simbólica, ritualística e operativa: ele não pode ser apenas alguém que "tem um grau", mas alguém que representa a Maçonaria onde pisa.

V. A Loja como Obra Viva
Uma Loja deve ter um Plano, mas também um Espírito.
Planejamento administrativo é importante, sim mas, não deve jamais abafar o sopro iniciático.
Sugestões administrativas:
Reuniões bem planejadas, mas abertas à sugestões.
Relatórios e indicadores, mas também momentos de silêncio e meditação.
Instruções que não sejam monólogos, mas provocações ao pensar simbólico.
Rituais completos e respeitados, sem pressa nem "atajos".
O Venerável deve manter vivo o fogo do altar e a vibração do Templo. A Loja precisa ser escola, templo e oficina ao mesmo tempo.

VI. A Instrução Permanente: Mestrado Qualificado
O Mestre não é um título, é uma função de alma.
Para qualificá-lo, é preciso oferecer:
* Instruções filosóficas, espirituais e operativas.
* Leituras guiadas com espaço para debate.
* Vivências (retiros, estudos simbólicos fora do templo, visitas a outras Lojas).
Envolvimento social e filantrópico para exercitar o Amor Fraternal no mundo profano.
Uma Loja que forma Mestres qualificados forma colunas vivas para sustentar o Templo da Humanidade.

Conclusão: Da Pedra Bruta ao Obelisco Luminoso
Ser Venerável Mestre é lapidar homens, talhar destinos, construir pontes entre o visível e o invisível.
A missão não é fácil mas, é sublime.
Formar Aprendizes que aprendem, Companheiros que buscam e Mestres que servem, essa é a obra.
Não apenas recrutar, mas renascer com eles.
Que aquele que empunhar o Malhete jamais o use como martelo de vaidade, mas como instrumento de equilíbrio.
Que seu olhar não busque multidões, mas homens despertos.
E que a Loja que ele dirige, seja um Templo no plano visível e um Farol nos mundos invisíveis.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

sábado, 14 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

ATIVIDADE DOS EXPERTOS

Em 16/09/2025 o Poderoso Irmão Pedro Bueno, Secretário Estadual do GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a seguinte questão.

ATIVIDADE DOS EXPERTOS

Quando da visita de um Irmão desconhecido aos membros de uma Loja e já com a sessão em andamento, em consulta a vosso blog verifiquei que a orientação passada é de que a devida verificação da regularidade desse visitante deva feita pelo Ir∴ 2º Exp∴. Essa informação, também, encontra-se de forma clara no Ritual de Aprendiz - pág. 36, quando o Ven∴ solicita a ele (2º Exp∴) que se dirija à Sala dos Passos Perdidos para verificar se há visitantes. Até aqui tudo claro, porém, ao lermos o Ritual de Instalação - pág. 112 quando é dada posse ao 1º Exp∴ é dito: (...) sua função é verificar se todos os que pretendem entrar no Templo, sem serem da Loja, são IIr∴ regulares. Diante dessa divergência tenho recebido algumas consultas solicitando esclarecimentos sobre qual é o procedimento correto a ser adotado. Quem deve fazer a verificação? Peço vossa orientação para poder orientar de forma correta os IIr∴ de nosso Oriente.

CONSIDERAÇÕES:

De início, devo salientar que prevalece o que está previsto no Ritual 2024 do REAA vigente no GOB.

Infelizmente o Ritual de Instalação, talvez pelas circunstâncias da sua criação, ainda traz muitos paradoxos em relação aos rituais do simbolismo dos ritos praticados no GOB.

Adianto que vem aí novos rituais de Instalação, agora separados individualmente por rito. Este processo já está em fase de diagramação e ajustes para impressão.

Assim, os novos rituais de Instalação virão corrigidos, acabando com muitas "discrepâncias", tais como essa mencionada na sua questão.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br