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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 24 de maio de 2026

FRASES ILUSTRADAS

BALANDRAU - 5

Em 19.03.2026 o Respeitável Irmão Raphael Prado, Loja Joaquim Rodrigues D’Abreu, 1921, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, faz a seguinte pergunta:

BALANDRAU

Minha dúvida é sobre o uso do balandrau quando em visita às Lojas.

Aprendemos que, ao visitar uma Loja, devemos sempre ir de terno, não sendo permitido o uso do balandrau. No entanto, não encontrei nada escrito a respeito. Na página 33 do nosso ritual, diz que seu uso é admitido e não faz restrição a IIr∴ do Quadro. Em alguns textos seus publicados no blog, o Ir∴ dá a entender que seria permitido o uso do balandrau em visitas, desde que o rito da Loja visitada o permita e que se trate de sessões ordinárias. Seria esse o entendimento correto?

CONSIDERAÇÕES:

De fato, não existe nada nos regulamentos do GOB que obrigue um Irmão visitante, que seja praticante do REAA, a se apresentar trajado com terno ao visitar uma Loja desse mesmo rito, trabalhando em sessão ordinária.

Menciona o ritual do REAA/GOB em vigência que em uma sessão ordinária admite-se o uso de balandrau. Por conta disso, um Ir∴ visitante pode sim se apresentar usando balandrau negro e talar.

Isso não ocorre se a sessão for magna, onde aí sim o terno, preto ou azul marinho, acompanhado de camisa branca, gravata lisa, sapatos e meias pretas, é obrigatório.

No tocante ao uso do balandrau, o mesmo deve ser negro e talar (até os tornozelos), com mangas compridas e fechado até o colarinho, sem nenhuma inscrição. Impreterivelmente deve se usando com calça preta (ou azul-marinho), sapatos e meias pretas, não sendo admitido o uso de tênis ou similares.

Ao finalizar, vale ressaltar que essas observações são pertinentes ao REAA, não se aplicando, portanto, a ritos que não admitem o uso de balandrau. O Ir∴visitante deve estar atento a isso.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

DEBHIR

Essa palavra é referida no Primeiro Livro dos reis e pode traduzir-se como "lugar muito santo", que passou em latim como Sanctum Sanctorum.

Em uma Loja Maçônica Simbólica, o Oriente denomina-se de Sanctum Sanctorum, ou seja: "Santo dos Santos".

No Grau 4 da Maçonaria Filosófica, as exéquias de Hiram Abiff realizam-se no Sanctus Sanctorum, ou Debhir.

Como as Lojas são um pálido reflexo do Grande Templo de Salomão, o seu "Santo dos santos" é modesto e não tem a sacralidade que o nome indica; é denominado assim porque no Oriente, onde se encontra o trono do Venerável Mestre, sobre o dossel encontra-se o "triângulo sagrado"; trata-se de um pequeno triângulo de cristal tendo em seu centro a palavra hebraica iod, que significa Deus.

Representaria a presença divina na Loja, pálida e simbolicamente.

No templo interior, que todo maçom possui, existe esse "Santo dos santos", que deve ser venerado.

Embora se trate de um assunto por demais esotérica, todo maçom tem o dever de conhecer esse seu inferior; do conhecimento resultará uma grandiosa benesse.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 114.

PAINEL DA LOJA E O SEU SIMBOLISMO

 Por Adrien Choeur

Quais símbolos estão representados no painel da loja e qual é o significado deles? Como interpretar o Painel da loja de 1º grau do REAA?

Colocado no centro da loja, o painel da loja marca a abertura de um novo espaço e tempo.

O Irmão Experto é responsável por desenhar ou desenrolar o painel da loja[1] no início de cada reunião, em um momento solene que corresponde à sacralização do templo.

O painel da loja de aprendizes tem a intenção de ser a imagem do mundo. É um foco dos símbolos do grau, uma verdadeira loja em miniatura cuja interpretação nem sempre é fácil.

Vamos entrar no simbolismo do painel da loja de primeiro grau.

A ordem do traçado do painel da loja

O quadro da loja pode ser desenrolado (tapete de loja) ou traçado à mão, por exemplo, com giz. Nesse último caso, será necessário respeitar uma certa ordem nos símbolos a serem exibidos.

A ordem do gráfico corresponde à ordem em que os seguintes símbolos, que formam o painel da loja, são apresentados.

O Olho Luminoso e Delta

Colocado entre o sol e a lua no quadro da loja, também encontramos o olho luminoso e o Delta no centro do Oriente, acima do Venerável Mestre, o que o torna um ponto central da loja. Os três lados do Delta remetem ao frontão do Templo e ao número 3, que contém todo o universo. A base do triângulo é a linha do horizonte a partir da qual os outros dois lados se elevam, formando um vértice que parece tocar o céu e o sagrado. O Delta, deslumbrante com luz, é um símbolo de equilíbrio e conclusão do edifício.

O olho representado no centro do Delta não é um órgão físico, não possui cílios nem sobrancelhas; é mais parecido com o terceiro olho do deus Shiva, que olha para a eternidade; é o olho da consciência, ou olho que tudo vê. É tanto a forma como nos vemos quanto a maneira como o Grande Arquiteto do Universo vê sua criação. Ele é nossa intuição, esse ponto furtivo de passagem, essa porta estreita entre nosso mundo aqui abaixo e o mundo além.

O Sol e a Lua no quadro da loja

No Oriente, acima do assento da VM, a Lua e o Sol emolduram o luminoso Delta, iluminando a loja.

À direita do Delta, o Sol governa o dia enquanto a Lua, à esquerda do Delta, preside sobre a noite. O Sol aparece no Oriente, governa o tempo sagrado de manter sua trajetória de Leste a Oeste. O Sol é um princípio ativo e masculino,símbolo da inteligência, do conhecimento que o maçom busca.

A Lua, o princípio feminino e passivo, recebe a luz do Sol, simboliza a imaginação. A Lua é a intermediária entre o brilho do Sol e a escuridão, entre a consciência, o espírito e o mundo inconsciente da noite. Os aprendizes permanecem no norte sob a influência da lua, que é a região menos iluminada, porque possuem apenas conhecimentos maçônicos elementares e não estão em condições de suportar muita luz.

As Pedras no Quadro da Loja

Presentes no painel da loja, as pedras são a matéria-prima do pedreiro, sua materia prima. Mais do que um bloco a ser cortado, elas representam as pedras que virão, as pedras ocultas, assim como as futuras chaves de abobada.

A pedra bruta oferece uma abundância de possibilidades. O Aprendiz trabalha para desfazer a pedra bruta para despojá-la de sua aspereza e trazê-la mais perto de uma forma em relação ao seu destino.

A pedra bruta simboliza o próprio profano, que está destinado a se polir e se transformar sob o efeito da abertura da consciência. Cortar pedra, polir, esculpir, montá-la, tem sido por milênios os gestos essenciais dos construtores, assim como seu segredo, transmitido de geração em geração.

A pedra cúbica exigirá que os maçons prestem atenção o tempo todo, para executar melhor a tarefa e ter sucesso na inserção.

O homem do desejo, áspero e desprovido de todas as suas arestas, descobrirá por meio da razão e do trabalho os benefícios do discernimento indispensáveis ao seu progresso e equilíbrio.

Nota: não mencionaremos aqui a prancha de traçar, representada no quadro da loja na forma de um retângulo no qual aparecem duas grades do alfabeto maçônico. É nessa prancha de traço que os mestres elaboram seus planos.

O Volume da Lei Sagrada, o compasso e o esquadro

O Volume da Lei Sagrada, o compasso e o esquadro formam as “três grandes luzes” da Maçonaria. Eles representam tradição, mas também aliança.

O compasso cria círculos a partir do ponto, abraçando assim o princípio da criação. O esquadro inscreve o princípio no material, o entrelaçamento das duas ferramentas indicando as etapas e as diferentes naturezas da realização.

As três grandes luzes traduzem assim o material espiritualizado, o espiritual físico, e assim nos dão um ponto de acesso para entender o mundo.

O malho e o cinzel, a régua das 24 divisões

O malho representa a energia que prepara o movimento. O malho é força, realização. É uma vontade ativa.

O cinzel canaliza, condensa, ordena o poder transbordante do malho. Ele remove a aspereza da pedra, de modo que ela reflita a beleza interior que está firmemente inscrita e selada na natureza humana.

A régua de 24 divisões confere medida e retidão à construção. Do projeto à conclusão, ela garante em cada etapa, em cada detalhe e a cada hora, o progresso, a perfeição da obra e, assim, tornar cada pedra uma obra-prima universal.

As três janelas representadas no painel da loja

A Loja está em comunicação com o mundo exterior através de três janelas. Sua função simbólica é a difusão da luz dentro do templo maçônico, de acordo com o caminho aparente do Sol. Assim, podem indicar as três horas principais do tempo maçônico: aquela em que os trabalhadores começam a trabalhar, a hora em que executam o trabalho e a hora que saem.

A Janela para o Oriente ilumina o Venerável Mestre. Assim como o sol nasce no Leste para abrir a carreira do dia, a VM dará origem a um novo dia de trabalho para os irmãos na Loja.

A Janela para o Sul traz calor, força e sabedoria. O sol está em seu ponto mais alto e permite que a janela colocada ao sul cumpra sua verdadeira função: iluminar a mente. O sol então brilha com toda sua força no Templo e tudo deveria ser visível. É a hora mais propícia para a descoberta do nosso ser, é a hora em que a luz nos força a despertar, a refletir e, consequentemente, evoca criação e revelação. Assim, ao começar o meio-dia, a grande luz do dia afasta a sombra e a reduz ao mínimo, apresentando as coisas como elas são em sua realidade mais visível e objetiva.

A Janela para o Oeste permite que você alerte a VM do fim do dia para que ele possa fechar os trabalhos. Dessa forma, ela nos convida a descansar e a esperar pelo nascimento de um novo dia. Esse aparente declínio da luz também lembra a morte simbólica e regeneração. Assim, tendo passado no teste da sabedoria e da verdade, essa luz do sol poente iluminando a baía ocidental testemunha tudo o que merece ser preservado.

Quanto à grade que obstrui as três janelas, ela não está lá para proteger os Aprendizes das fraquezas e vícios do mundo profano, enquanto deixa entrar a Luz (o divino) e o ar (vida)?

Na parte inferior do painel da loja: o pavimento em mosaico

Amplamente representado na pintura da loja, o pavimento em mosaico é o pavimento do templo, às vezes reduzido às dimensões de uma pintura da loja, mas simbolicamente estendendo-se por toda a superfície da loja, composto alternadamente por azulejos brancos e pretos, em número igual, estendendo as duas colunas, lembrando a dualidade da vida (bem e mal, luz e escuridão, corpo e espírito, vida e morte), da força e fraqueza da nossa diversidade, assim como do nosso questionamento eterno.

Um lugar de passagem, mas também de encontro que nos permite alcançar a egrégora, o pavimento de mosaico evoca o símbolo taoista do yin e yang, que nos convida a ir além da dualidade para encontrar unidade através da trindade.

A linha de prumo e a Abobada Estrelada

A linha de prumo adorna o colar do segundo vigilante, sua verticalidade entre céu e terra simboliza a retidão, a certeza, virtudes que o segundo vigilante deve demonstrar ao acompanhar os aprendizes sob sua responsabilidade para acompanhá-los em sua busca pelo caminho.

Descendo da abóbada estrelada no meio do pavimento de mosaico, teoricamente na interseção do branco e do preto, ela nos força a baixar os olhos, um sinal de humildade e nos convida à introspecção, a olhar para dentro de nós mesmos e questionar o que são o bem e o mal.

Do pavimento de mosaico à abóbada estrelada, a linha de prumo então nos faz olhar para cima, nos guia em direção ao espiritual, nos incentiva a nos esforçar em nossa busca pelo perfeito. Ele nos faz passar da humildade indispensável para a busca iniciática de esperança em um novo homem.

O nível

O nível de fio, a joia do primeiro Vigilante representado no painel do aprendiz, é um instrumento antigo dos construtores. É composto por uma ponte triangular de madeira, no topo da qual está fixada uma linha de prumo. Ele usa a atração da terra na linha de prumo, ou escala, para apreciar sua superfície. A meio caminho da barra transversal baixa da ponte está gravada uma linha que serve como marcador e que dá a verdadeira horizontal a partir da vertical. Essa marca essencial, que indica o local por onde o fio da balança passa quando o nível está em uma superfície horizontal, os antigos construtores a chamavam de linha de fé.

No entanto, o que é digno de fé é o que é confiável e, portanto, seguro. É um símbolo de grande fidelidade ao nosso ideal, no irmão que, medindo sua interioridade para estimar a estabilidade de seu centro de gravidade e a correção de suas ações, faz de tudo para amortecer os movimentos da linha de prumo para permanecer no eixo de uma linha estimável de conduta.

Colunas B e J, as romãs, a Porta do Templo e os três degraus

A porta do Templo organiza o espaço e marca a fronteira entre dois mundos simbólicos, o profano e o sagrado. Como o vau de um rio, sinal de passagem entre duas margens, a porta permite rasgar o véu que separa o exterior (pesado e grosso, carregado de metais) do interior (mais sutil onde brilha a luz do iniciado).

Para atravessar a porta, é preciso se elevar e subir três degraus que dão acesso ao Templo.

Ainda a oeste, colocadas de cada lado, duas colunas ornamentais, herdeiras da construção do Templo de Salomão, definem o conjunto arquitetônico no qual o maçom está inscrito.

Ambas são sobrepostas por romãs com múltiplas sementes que se espalham generosamente quando maduras; eles simbolizam fertilidade e Fraternidade.

À esquerda, no lado norte, a coluna Boaz (não sei ler nem escrever, só sei soletrar). É aquela em que o aprendiz recebe seu salário; Esse nome significaria “em vigor”. À direita, no lado sul, coluna J (Jakin).

A união das duas representa equilíbrio e o lintel invisível que as conecta, parte da abóbada estrelada, já expressa a harmonia e universalidade dos símbolos.

A corda de nós

O “cordão” abrange vários símbolos, cada um dos quais pode ter vários significados:

A corda de nós delimita o espaço sagrado e só está aberta para o ocidente “para que possamos concluir fora o trabalho iniciado neste templo”.

Os laços de amor representam todos os maçons “entrelaçados” na superfície da terra e até o infinito, conectados por uma cadeia de união. Na ciência heráldica, elas são sinal de viuvez. Agora, os maçons são de fato filhos da viúva.

Os tufos de franjas  na ponta de cada extremidade da corda. Eles são compostos por inúmeros fios, como os maçons que extraem da Mãe Terra a energia que precisarão para continuar seu trabalho.

O apagamento do painel desenhado no chão da loja

Para preservar a lógica, o apagamento segue a ordem inversa adotada para o traçado. Apagam-se na ordem:

Está fechada a loja de Aprendizes Maçons.

Nota

[1] Nos casos em que a loja emprega um tapete contendo o painel da loja. São raras as lojas que empregam esse recurso. A maior parte delas tem um quadro pintado, bordado ou impresso que é colocado em local visível no início dos trabalhos.

Fonte: https://bibliot3ca.com

sábado, 23 de maio de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PALAVRA SOLETRADA DO APRENDIZ

Em 18/03/2026 o Respeitável Irmão Vicente Miranda Neto, Loja Igualdade Santista, 2164, REAA, GOB-SP, Oriente de Santos, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

PALAVRA SOLETRADA

Uma dúvida a respeito da Palavra Sagrada no REAA. Percebo interpretações distintas sobre o tema e gostaria de suas considerações.

No Ritual do GOB - REAA - existe a descrição em azul: (Pelo lado Norte do Alt∴, o 1º Diác∴ sobe os degraus do Trono e se coloca em pé e à direita do Ven∴Mestre; este, coberto, volta-se para o 1º Diác∴ e, sussurrando, dá-lhe no ouvido dir∴, soletrada e por inteira, a Pal∴ Sagr∴; o 1º Diác∴ então se dirige ao 1º Vig∴ e, pela sua direita, transmite-lhe a Pal∴ Sagr∴ do mesmo modo que a recebeu, voltando em seguida ao seu lugar; o 2º Diác∴ se coloca à direita do 1º Vig∴ e dele recebe a Pal∴ Sagr∴, levando-a, em seguida, da mesma forma, ao 2º Vig∴ e voltando, depois, ao seu lugar).

“Obs. – Por não se tratar de um telhamento, nessa ocasião não há troca de letras entre os interlocutores; a Pal∴ é simplesmente sussur∴ letra por letra de uma só vez por quem a comunica”.

Percebo algumas lojas apenas SOLETRANDO e algumas lojas SOLETRANDO FALANDO A PALAVRA. Qual a sua interpretação?

CONSIDERAÇÕES:

Na oportunidade em que há no REAA a transmissão da palavra de Aprendiz protagonizada pelos Diáconos e as Luzes da Loja, ao final dessa transmissão, feita letra por letra por quem a transmite, não existe qualquer repetição da palavra inteira. A palavra é apenas soletrada. Reitera-se: a palavra é dada pelo transmissor de uma só vez, sussurrada, letra por letra, e é só.

Esse procedimento não pode ser confundido com telhamento, já que essa transmissão revela uma alegoria operativa que particularmente ocorre entre Mestres Maçons da
Loja.

Assim, o trecho "e por inteira", significa que o transmissor no grau de Aprendiz dá as quatro letras, seguidas, uma a uma, que compõem a palavra, não existindo, nesse grau, qualquer repetição ao final.

A regra iniciática é de que o Aprendiz, grau relativo à infância, ainda não sabe ler nem falar. Por conta disso, ele somente dá, seguidas, uma a uma, as quatro letras que formam essa palavra.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

JOSEPH FORT NEWTON


Joseph Fort Newton (1880–1950) foi um ministro protestante americano, mais tarde ordenado padre na Igreja Episcopal, e um dos mais proeminentes autores da literatura maçônica do século XX. Iniciado maçom em 1902, destacou-se por sua ativa participação em diversas lojas e cargos maçônicos, como Grande Capelão da Grande Loja de Iowa e Grande Prelado dos Cavaleiros Templários. Sua obra mais célebre, The Builders (1914), é considerada um clássico da história da Maçonaria. Além dela, publicou diversos outros livros, como The Men's House (1923) e sua autobiografia River of Years (1944), consolidando seu legado como pensador espiritual e defensor da filosofia maçônica.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

2º GRAU DA MAÇONARIA: O PARCEIRO (REAA

O segundo grau, conhecido como Companheiro, é o próximo grande passo na Maçonaria Simbólica. Uma vez que o Aprendiz purificou o seu interior e dominou as suas paixões, o Companheiro foca-se no desenvolvimento do intelecto e no estudo do universo. 

Aqui eu explico suas principais características:

O Cultivo da Inteligência: Se a primeira graduação for focada na moralidade, a segunda foca-se na ciência e no conhecimento. O maçom é convidado a estudar as artes liberais e as ciências (especialmente a Geometria) para compreender as leis da natureza e do universo.
 
A Estrela Flamigera e a Letra "G": Seu símbolo principal é uma estrela flamejante de cinco pontas com a letra "G" no centro. Esta letra representa Geometria, Geração, Gênio e "Grande Geometra do Universo". A estrela simboliza o fogo intelectual que ilumina a mente humana.

A Pedra Cúbica: Diferente do Aprendiz que lida com a pedra bruta, o Companheiro trabalha na pedra cúbica. Esta representa um caráter já educado, equilibrado e perfeitamente esculpido, pronto para se encaixar na construção do templo da humanidade.

As Ferramentas de Medição: Você é presenteado com novas ferramentas alegóricas, como o esquadrão, o nível e o prumo. Estas representam a retidão das ações, a igualdade entre os seres humanos e a verticalidade ou retidão moral em todas as suas decisões.
 
A Voz e a Ação: Diferente do Aprendiz, cujo dever é o silêncio absoluto, o Companheiro já pode falar na logia sob certas condições. Passa de uma atitude passiva de absorção para uma fase ativa, onde aplica o que aprendeu através do trabalho constante e do esforço físico e intelectual.

Em resumo, o segundo grau é um apelo à ação intelectual e ao trabalho incansável. Ensina-nos que as boas intenções devem ser complementadas com educação, ciência e esforço para serem verdadeiramente úteis à sociedade.

Fonte: Facebook_La Caja de Los Porqués

sexta-feira, 22 de maio de 2026

FRASES ILUSTRADAS

AUSENTE E SEU SUBSTITUTO

Em 18/03/2026 o Respeitável Irmão Rodrigo Paim, Loja Sesquicentenário, 1915, REAA, GOB-RJ, Oriente de Angra dos Reis, Estado do Rio de Janeiro, formula a pergunta seguinte:

AUSENTE

Meu irmão, perdoe importunar, na medida do possível gostaria de tirar uma dúvida contigo sobre ritualística. O ponto basicamente é o mesmo, mas em situações diferentes:

1) Quando da circulação em Loja, seja do Tronco ou o Saco de Propostas, quando não há AApr∴ e CComp∴ é permitido que quem estiver circulando suprima as passagens pelas respectivas colunas?

2) Na transformação de Loja para o Gr∴ 2 (ser para o Gr∴ 3 também) quando não há AApr∴ é
permitido que o V∴ M∴ pule a fala sobre o M∴ CCer∴ fazer cobrir o templo os IIr∴ AApr∴ (CComp∴ no caso se for para Gr∴ 3)?

Essas dúvidas surgiram em nossa loja, uns entendendo que é preciso seguir o ritual independente dessa condição, outros achando que não faz sentido. Como não há essa previsão em regra, gostaria muito de um aconselhamento seu, caso possível. Desde já agradeço meu grande irmão!

CONSIDERAÇÕES:

1 - Durante a circulação das bolsas (Propostas e Informações ou Tronco), não havendo de quem efetuar a coleta, por uma questão de lógica, é dispensável o deslocamento do titular para a coluna. 

Esse é um caso que não pode ser tomado como alteração do ritual, pois seria inadequado se dirigir a alguém que não esteja presente.

2 - É basicamente mesmo caso da questão nº 1, pois se não há quem precise se retirar (ter o templo coberto), não faz sentido Venerável mandar cobrir o templo para aquele(s) que não esteja(m) presente(s). 

Pela obviedade da situação, isso também não pode ser tratado como alteração do ritual.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONARIA: CAMINHO DE APERFEIÇOAMENTO

Estelio Guimarães Cavalcante 

O Maçom sabe, que os iniciantes na Maçonaria, ou seja, os “aprendizes calouros” não nascem prontos, então precisamos prepará-los, pois sabemos mais que eles, afinal somos “aprendizes veteranos”!

Além do que, sabemos também, que a Maçonaria é um caminho de aperfeiçoamento e aprendizado contínuo, focado no desenvolvimento pessoal e moral dos seus membros. Os candidatos são admitidos para aprender e evoluir, e em casos de necessidades específicas, também aplicar conhecimentos pré-existentes.

Ou seja, a Maçonaria é uma instituição filosófica que se dedica ao aprimoramento dos seus membros. Ao contrário de outras organizações, ela não se destina a quem já possui todo o saber, mas sim a quem busca o crescimento pessoal.

A entrada na Maçonaria é o início de uma jornada de contínuos aprendizados e descobertas. O conhecimento e os rituais são revelados gradualmente aos obreiros, que são guiados no seu desenvolvimento.

E uma coisa que temos, ou melhor, que “devemos” entender, é que Sublime Ordem Maçônica, tem como dentre os seus principais objetivos, o constante aperfeiçoamento (foco) dos seus membros. Assim, é natural que um indivíduo não entre já "sabendo tudo", mas sim com a intenção de aprender e se tornar uma pessoa melhor.

Em resumo, meus amados irmãos, a Maçonaria não foi, não é, e acredito que jamais será, um Lugar para "Especialistas". Pois não há pré-requisito de que um candidato já tenha um conhecimento exaustivo sobre tudo o que a Maçonaria pode oferecer. Até porque o processo, é justamente para o candidato "descobrir" tudo o que envolve a organização.

Na Maçonaria usamos um termo chamado de “goteira”, quando queremos nos referir a um tipo de “spoiler humano”. Que é aquele tipo que lê de tudo e acha que sabe de tudo sobre Maçonaria, menos do que realmente acontece nela, até porque não se trata de um Maçom de fato. Em inglês, "spoiler" significa "estragar" ou melhor falando, um "estraga-prazeres"!

Portanto trate de ignorá-los, pois tudo o que querem, é a sua atenção, que é preciosa demais para você perdê-la, com insignificantes pessoas.

Fazer o bem, faz bem!

O bem vai, o bem vem!

Bom dia, meus Grandes Manos!

P.S: E não esqueçam: Um Maçom só é reconhecido como tal, pelos seus irmãos, e pela sociedade em geral, pelas ações que pratica, ou seja, pela prática Maçônica, e por nada mais!

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

quinta-feira, 21 de maio de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PELICANO - ALEGORIA MAÇÔNICA

Em 15.05.2026 o Respeitável Irmão Igor França, Loja Osvaldo Rodrigues Simões, 2044, REAA, GOB-MS, Oriente de Rio Brilhante, Estado do Mato Grosso do Sul, pede esclarecimento.

PELICANO

Antes de tudo, parabéns pelo Blog e obrigado por se dedicar a estudar e passar seus conhecimentos.

Gostaria de, se possível, explicar o significado e origem histórica do pelicano que fica na frente do Templo.

CONSIDERAÇÕES:

O pelicano é uma ave símbolo dos graus capitulares, no caso do REAA, mais especificamente no 18º dos graus ditos superiores.

Historicamente isso tem início na França do século XIX, quando o Grande Oriente da França, ao acolher o simbolismo do REAA sob sua égide (1804), instituiu aquilo que ficou sendo conhecido com as Lojas Capitulares do REAA.

Na verdade, o Grande Oriente da França irrestritamente tomava para si a tutela dos 18 primeiros graus do REAA, dos quais o Príncipe Rosa Cruz era o ápice. Nessa condição, o II Supremo Conselho do REAA (o da França) ficava apenas os graus de Kadosh e Consistório (essa é uma longa história).

Assim, no sistema capitular do REAA elaborado pelo Grande Oriente da França, o presidente do Capítulo, o Athersata, era também o Venerável Mestre das Lojas simbólicas.

É daí que vem o Oriente elevado e separado do Ocidente, e a extensão do Altar dos Juramentos, a despeito de que no sistema capitular o Oriente era ocupado apenas por Irmãos colados no Grau 18 (chamava-se Santuário Rosa Cruz). O simbolismo era até então praticado apenas no Ocidente.

Esse sistema floresceu por toda a Maçonaria latina, chegando até o Grande Oriente do Brasil, onde por muito tempo nele existiram as Lojas Capitulares do REAA (vide a História do GOB).

Mais tarde, com a extinção das Lojas Capitulares, o II Supremo Conselho do REAA, o da França, retomava a tutela de todos os graus acima do Grau de Mestre Maçom, ficando os três primeiros graus do simbolismo, como naturalmente já era, sob o governo do Grande Oriente.

Vale ressaltar que com o final do sistema capitular, o Oriente permaneceu separado, mas agora ocupado pelo simbolismo. Servindo o Oriente como o final da jornada iniciática, esse espaço passou a ser lugar restrito aos Mestres Maçons e aos Mestres Instalados.

À vista disso, muitas Lojas que tinham sido capitulares acabariam mantendo em seus templos alguns elementos decorativos capitulares, dos quais a figura do pelicano alimentando seus filhos, um símbolo distintivo das Lojas Capitulares de então.

Graças a isso é que ainda se vê, ainda em muitas Lojas antigas pelo Brasil, a figura do pelicano em destaque. Como um elemento identitário, significa que aquela Loja pertenceu, um dia, ao extinto sistema capitular.

Reitera-se, Lojas Capitulares são elementos do passado e não existem mais regularmente, até porque é sabido que o simbolismo é dirigido por uma Potência Simbólica, enquanto que os graus superiores são governados pelos Altos Corpos do Supremo Conselho.

Características lendárias - Como figura distintiva do Capítulo, o pelicano, em primeira análise, representa a proteção, a dedicação e o amor incondicional, onde é dito que a mãe pelicano, para alimentar seus filhos, não hesita em ferir o seu próprio peito para sustentar a sua prole. Obviamente que isso é apenas uma lenda, pois na realidade não é a mãe pelicano que bica seu próprio peito no intuito de retirar seu sangue. O que de fato ocorre é que a ave mãe, ao regurgitar os alimentos (peixes) que havia colhido para a sua ninhada, ao expelir os víveres, acaba também expelindo um pouco do sangue das suas presas. Esse sangue, comumente ao sujar o bico e o peito da ave mãe, dá a impressão de que ela fere a si própria para proporcionar alimentação aos seus filhos.

Assim, esse conjunto distintivo virou uma importante alegoria capitular, mas não é comum aos graus do simbolismo maçônico.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

LOJA ST.GEORGE'S


Templo Maçônico da Loja St. George's No. 6, Schenectady, New York. data desconhecida.

Fonte: Livingston Masonic Library | @nymasoniclibrary

REFLEXÕES PESSOAIS

Ir∴ Luiz Felipe Brito Tavares,
Loja Luz do Planalto nr. 76 São Bento do Sul – SC

Caros Irmãos vos apresento uma reflexão pessoal que não tem peso de verdade, mas de elucubração. Fiquem à vontade em rejeitá-la se ferir vossa lógica.

Qual nossa essência?

Seríamos matéria apenas ou nossa verdadeira essência é transcendente? Se considerarmos o ser como matéria sujeita às leis da física, podemos aguardar um destino entrópico ou de desestruturação consecutiva.

Deixaríamos, portanto de existir de forma definitiva ao expirar do último suspiro vital.

Se, no entanto considerarmos nosso ser portador de uma essência transcendente, com certeza escaparia à indiferença do caos entrópico.

A ciência por tratar do mundo físico não busca por elementos que fujam ao seu âmbito de ação. Portanto não podemos nela nos apoiar de forma direta para corroborar a existência do espírito.

Porém se a ciência não busca por evidências transcendentes, tão pouco possui autoridade para negá-las de forma definitiva.

Como então e porque pensarmos nesta possibilidade, a da sobrevivência da consciência após a morte do corpo físico, se a nenhuma evidencia palpável tenhamos acesso?

Mas o que é palpável? Aquilo que pode ser sentido?

E a fé não é percebida de forma clara em nosso ino?

Sem dúvida a resposta se baseia na fé que em cada um habita e que é o portal a nos permitir não apenas acessar esta possibilidade, mas como também vivenciá-la em nós mesmos como realidade.

Porém a fé é abstrata, como também o espírito. Sendo a fé uma quintessência poderíamos então dizer que nada prova? Ou seja, que é uma ilusão meramente decorrente de uma neuroquímica cerebral extremamente complexa?

Se assim o for então deveríamos abdicar da fé? Ou dar a ela um papel sem importância?

Se desta forma procedermos, teremos que da mesma forma reconsiderar muitos outros elementos que consideramos relevantes em nossas vidas. Que consideramos possuidores de sentido.

Por exemplo, os mais nobres sentimentos seriam somenos reflexos químicos.

O amor sublime dos pais pelos filhos seria apenas reverberação aberrante e sem lugar definido no espaço real.

Os pensamentos mais profundos apenas um volume determinado de bits de informação.

A própria consciência um mero estado cerebral.

Tudo o que creditamos real em essência, deixaria de sê-lo.

O poder de valorar a existência; o sorrir infantil; o agradecer pela esperança que renasce a cada dia em nosso imo; o compartilhar pleno do amor, o próprio amor; o suspirar pela bela natureza...

Tudo isto perderia o significado essencial. Perderia a razão de ser. Elementos não materiais, ou abstratos sem sentido real.

Valores aberrantes não programados pelas leis da natureza.

Por não poderem ser quantificados ou qualificados em suas relações de proporção seriam desmerecidos.

Então seria isto?

Se não podemos transformar em uma equação, não podemos validar! Toda a teia social baseada em valores abstratos deixaria de ser significativa.

Somos então apenas um caminho evolutivo, e todo cabedal de sentimentos nobres nada mais são do que elementos permitidos pela probabilidade, com fins à continuidade da espécie?

O que importa no fim é apenas o garantir da transmissão de genes?

Um paradoxo pensar que esta capacidade magnânima de reconhecer e sentir as galáxias, o universo e as próprias leis da física como elementos preciosos que são, seria de fato um mero mecanismo oriundo da probabilidade evolutiva com fins exclusivos à sobrevivência.

Um efeito colateral da evolução sem espaço de fato a ocupar.

Porém se não existe um espaço de fato a ser ocupado como algo pode existir?

Tudo que existe em essência tem que necessariamente ocupar um espaço. Até as possibilidades só existirão se houver matriz que as sustentem.

Se consideramos que nossos sentimentos, nossas reflexões profundas, e nossa consciência são muito mais que um mero efeito colateral, então temos também que admitir que possa existir um espaço, mesmo que transcendente, para ocuparem.

Um nicho transcendente indica um sentido imanente. Planejamento existente, mas não percebido por olhos pouco experientes.

Conhecemos de fato os espaços existentes em nosso universo e além dele?

Talvez então a fé não seja mera flutuação aleatória, ou melhor, talvez a fé não seja um padrão aberrante; ou mesmo um eco a ser desconsiderado.

Talvez seja um portal previsto em leis ainda não conhecidas que nos permitam de fato e de forma real acessar planos inacessíveis aos experimentos físicos atuais.

Não é difícil hoje para qualquer aluno de segundo grau acessar informações sobre teorias físicas modernas, referentes a muitos universos possíveis além do nosso.

Tais teorias aventam que cada universo seria uma pequena bolha flutuando no que é chamado de grande massa.

Também a informação de que nosso próprio universo possa ter mais do que as quatro dimensões conhecidas está à disposição.

A de que a matéria luminosa que conhecemos ocupa menos que cinco por cento de tudo que existe no universo...

De que a matéria que conhecemos é feita de elementos menores e menores e menores até que sejam considerados apenas vibrações, ou seja, padrões de energia.

Não é difícil então para uma mente criativa imaginar um espaço que acomode de forma real a consciência e toda a profundidade que possuímos. Não apenas que albergue, mas que sustente.

Porém procuremos preservar-nos no mesmo caminho lógico.

Todo movimento demanda espaço. Movimentos de relação, vibrações... Tudo demanda espaço para ocorrer.

Movimentos atendem a gradientes, no sentido do equilíbrio. Seguem o sentido das leis.

Como poderíamos, no entanto classificar os fenômenos da mente?

Como qualificar o movimento de sucessão das palavras e dos sentimentos?

Não atenderiam eles também a gradientes? Não estão sujeitos a regras lógicas e de sentido? Não seguem um caminho determinado e com conseqüências determinadas?

Poderia de fato tudo isto ser apenas uma aberração? Ou a natureza de fato reserva um espaço real para sua existência?

Nenhuma complexidade evolui sem que espaços lhes permitam a ordenação.

Que espaço permitiria a ordenação dos pensamentos e o permutar dos sentimentos?

Pensamentos e sentimentos que refletem a natureza, possuindo liames de familiaridade com o que está ao entorno, de tal forma que pode influir diretamente nesta mesma natureza.

A energia se transmuta e determina movimentos físicos.

Energia presente em sentimentos e pensamentos profundos a modificar o ambiente físico. A ocupar espaços.

Creio com sinceridade do coração que existe um espaço acolhedor para nossa consciência no universo, seja nosso universo conhecido ou outro concomitante.

Porém minha lógica aponta na mesma direção. A possibilidade de um espaço real a preservar nossa consciência encontra ressonância na potencia de nossa humanidade.

Humanidade que busca burilar a pedra bruta em polida, que busca a harmonia e o equilíbrio dos sentimentos e pensamentos. Humanidade que busca conscientemente um sentido imanente.

Justamente tal busca consciente que levou o homem a todas as suas descobertas científicas e a todas suas indagações.

Indagações sobre o sentido por de trás de tudo.

O que antes entendíamos como realidade está sendo sacudido pelo avanço científico.

Porém algo que é difícil para ser entendido pela ciência é a inteireza de uma unidade complexa.

Por exemplo, uma célula viva seria apenas um amontoado de unidades moleculares? Um saco químico, ou algo a mais?

Algo que adquire um centro de coerência responsável pela resposta sinérgica e sincronizada daquela célula aos estímulos que a rodeia. A célula funciona como uma inteireza. Porém onde se localiza este centro comum? Este eixo principal que a tudo mantém em coerência?

SE tentarmos dissecar uma célula buscando seu centro de unidade, iremos chegar a um sem número de fragmentos sem chegar ao cerne.

Seria como dissecar um símbolo transformando em sinais e perdendo sua essência.

Porém onde se localizaria tal essência, se nossa lógica apontar para sua existência?

Se nossa lógica ignorar que existe tal possibilidade, a do complexo adquirir valor de unidade coerente então de fato nada faz sentido no universo. Tudo seria um grande paradoxo sem fim. Um universo que permite tantos patamares sucessivos e interligados de complexidade, sendo que cada um destes patamares depende do patamar anterior e serve ao seguinte, favorecendo que em cada patamar ocorra o emergir da inteireza unitária e coerente como fundamento a toda evolução de complexidade.

Então se nossa lógica não permitir que aceitemos a realidade da inteireza, não restaria nenhum sentido presente.

Já que prefiro não descartar o sentido imanente, então acredito haver um espaço que acolha e sustente tais inteirezas, ou se preferir tal coerência.

Da mesma forma que acolhe inteirezas como aquela dos átomos, das moléculas, das células e dos organismos multicelulares, então também acredito que possa acolher a inteireza coerente de uma consciência.

Um espaço existente e não devassado que coexiste com os espaços que percebemos, onde a fé também possua existência e razão de ser.

A fé é tão abstrata como tudo ao nosso redor, mas é muito mais real do que imaginamos.

Possui sua própria coerência, e que por mais incrível que possa parecer pode ter origem nas mesmas leis estudadas atualmente pela física.

Fonte: JBNews - Informativo nº 315 - 09 de Julho de 2011

quarta-feira, 20 de maio de 2026

FRASES ILUSTRADAS

ELABORAÇÃO DE ATA MAÇÔNICA

Em 17/03/2026 o Respeitável Irmão André Abreu, Loja Esperança de Nictheroy, 3, GOB-RJ, Estado do Rio de Janeiro, faz a seguinte pergunta:

ELABORAÇÃO DA ATA

Ainda em relação a ata, existe um "modelo" a ser seguido? Eu me refiro ao seguinte: o que é obrigatório constar em uma ata? Cabeçalho com data, endereço, o nome da loja, irmãos presentes na sessão e após, o desenrolar normal da sessão: leitura e aprovação da ata, expediente, saco de Propostas, ordem do dia, etc. Porém há algum outro item que e mandatório? A alternância da palavra entre as colunas e obrigatório constar? A palavra está na coluna do sul, a palavra está na coluna do norte.

Eu gosto de visitar outras oficinas, e também já peguei outros modelos de ata que elas usam. O
modelo que nossa loja usa não permite espaço entre os parágrafos, afim de que não se possa acrescentar uma informação falsa. Isso procede?

Você teria um modelo mais ou menos específico que eu possa adotar?

CONSIDERAÇÕES

A elaboração das atas das sessões de uma Loja maçônica é de responsabilidade do Secretário. Cada Oficina a elabora conforme o seu histórico de tradição e costume. Assim, o GOB, visando respeitar a identidade de cada uma de suas Lojas, não fornece modelos e nem dita cláusulas para as respectivas redações.

Obviamente que a ata ao ser elaborada deve conter, de modo claro, suscinto e objetivo, os registros principais daquilo que ocorreu em uma determinada sessão maçônica.

Em linhas gerais, a ata de uma reunião maçônica é um documento que registra, de forma clara, objetiva e sequencial, as discussões, deliberações e decisões tomadas numa reunião em Loja aberta.

Redigida de modo prático, no mínimo a sua composição deve trazer o nome da Loja, a qualificação da sessão, data, local, nº de participantes, pauta, ações definidas nos diversos períodos da sessão, seus responsáveis e assinaturas.

A ata serve como instrumento de registro formal e legal da Loja. Também conhecida como “balaústre”, ela guarda e sustenta a história das atividades, e da vida da Oficina.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 12

O PERDÃO

1º - Perdoar é esquecer a agressão. Não concordo com essa colocação. Eu não sofro de amnésia! Perdoar é antes de mais nada: a Não valorização da ofensa ou agressão.
2º - Perdoar, na maçonaria substitui-se essa virtude pela tolerância, é um estado de compreensão elevada, superioridade expressa pelos nobres sentimentos daquele que a possui.
3º - Não se confunda tolerância ou perdão com covardia, ao contrário, é necessário muita coragem para enfrentar o agressor com armas tão frágeis e diferentes.
4º - As posturas maçônicas disciplinam esse controle e por esse motivo torna-se viável para o maçom a prática da tolerância.
5º - O impulso de perdoar revela um caráter bem formado. Bem-aventurado o tolerante porque ele semeia a Paz.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

SER OU ESTAR MAÇOM

Por Ir∴ João Lages Neto – MI*

Atualmente podemos afirmar que “Ser ou Estar alguma coisa” está se tornando uma expressão bastante difundida, que é utilizada para identificar se uma pessoa assumiu ou não seu posicionamento correto com respeito a qualquer organização da qual participa, como por exemplo – quando se desempenha um cargo público ou legislativo, tal qual o de “Estar Ministro”, “Estar Venerável”; entre outros exemplos, sendo inclusive utilizado com personagens hilários em programas humorísticos.

Certamente, todos nós, temos uma convicção que ao adentrarmos na Maçonaria estamos no inserindo em uma organização com acesso diferenciado, temos também a consciência de que o processo de Iniciação não nos é fácil e obviamente não é sentido e absorvido de forma equânime por todos que o vivenciam. Aliás, entendo que o processo de iniciação de forma qualitativa, em nossa vida, pode demorar períodos diferentes em cada um per si, conforme o enxergar o mesmo em nosso interior.

Absorvendo este conceito e aplicando-o no seio de nossa Fraternidade percebemos que todos nós “Estamos Maçons” ao procedermos nossa Iniciação. Estamos Maçons ao frequentarmos a Loja e pagarmos as suas mensalidades e taxas. Estamos Maçons quando participamos de uma atividade organizada pela loja, uma atividade filantrópica, uma palestra, uma visita a outra Loja, ou até mesmo Estamos Maçons quando meditamos sobre o nosso papel e partimos em busca da meditação interior em busca da verdade que nos trouxe neste caminho.

Mas o que é Ser Maçom? O verbo SER não poderia ser considerado sinônimo do verbo ESTAR. A caracterização mais expressiva é de que estar é um verbo que indica um certo estado, portanto, há como que embutido em seu conteúdo uma certa passividade, enquanto o verbo ser é ativo, representa ativação.

Ser Maçom é um estado de espírito que deve caracterizar o membro presente a toda situação em que pode ajudar e cooperar para que o mundo se torne de alguma forma melhor. Ser Maçom é compreender que por mais poderosas que sejam as forças externas elas devem ser dominadas pela energia que tem sede em sua própria personalidade.

Ser Maçom é ter consciência que sua presença discreta pode dar apoio a novos projetos úteis à comunidade e constituir-se num valoroso pilar de sustentação de valores mais nobres do indivíduo.

Ser Maçom é ser o eterno estudante que busca o ensinamento diário, tirando de cada situação uma lição, e aplica com êxito os princípios estudados. Desenvolve em toda oportunidade de sua intuição, sua força de vontade, sua capacidade de ouvir e entender os outros.

O Ser Maçom nos tornar um Livre Pensador.

Temos que considerar que o Ser Maçom deve, como livre pensador, questionar o porquê de determinados acontecimentos entendendo e vivenciando no nosso aprendizado que palmilhamos lentamente, com passos firmes para não tropeçar nos erros e vícios do passado, mesmo que em momentos saiamos da trajetória para poder compreender o mundo com uma visão holística de suas nuances.

O Maçom que se limita a ler ou estudar as instruções dos graus ou a literatura disponível e não procura aplicar em sua vida diária os conceitos que lhe são transmitidos, na busca do desbaste da Pedra Bruta, e em erigir o Templo Interno, perde excelentes oportunidades de ampliar seus conhecimentos e de verificar como o saber do aprendizado da Arte Real pode ser útil para o seu bem-estar na busca de seu retorno ao Cósmico.

O Ser Maçom é aquele estado em que sem abandonar os hábitos de disciplina racional, a mente busca uma abrangência do universo, o conhecimento intrínseco dos fenômenos que estão ocorrendo, procurando desenvolver a sensibilidade e a compreensão das razões de estudo. O Maçom que desenvolveu sua mente para estar atenta e acompanhar a evolução dos fatos, sabe como conhecer as sutilezas que envolvem suas origens, é como um oleiro que dá formas sutis ao barro bruto, enquanto o Maçom modela sua própria consciência num confronto com sua própria personalidade.

Vivemos juntos e cruzamos com diferentes seres humanos que pensam e agem de maneira diversa da nossa. Isto nos propicia excelentes oportunidades de nos adaptarmos a estas personalidades e, sobretudo, de aprimorarmos as formas de inter-relacionamento. A sabedoria do bem viver é despertada quando nos conscientizamos dessas diferenças e procuramos compreender o indivíduo através de suas particularidades. Ser Maçom é despertar este sentido de compreensão do indivíduo e estar preparado para assisti-lo nos momentos de dificuldades.

O exemplo de uma atitude mental moderada, sincera e cooperativa caracteriza muito o Ser Maçom. E todos notam, que sob muitos aspectos, o Ser Maçom diferencia-se como indivíduo entre todos os outros. No aprendizado inicial aprendemos que além dos SS∴ TT∴ e PP∴ o Maçom deve ser reconhecido pelos atos e posturas dentro da sociedade e no meio onde vive, traduzindo de maneira diuturna o nosso aprendizado e a filosofia dos postulados da Arte Real. Sentimos que temos que desempenhar um papel mais complexo na sociedade e dar uma contribuição positiva para que ela se torne superior.

Ser Maçom implica em algumas renúncias, mas a compensação que advém deste estado de espírito especial é muito agradável. Sentimo-nos como se fôssemos os autores da novela e não apenas os personagens passivos, criados por eles. Temos uma participação presente e atuante, embora que, aparentemente o Maçom apresente-se um tanto reservado. Já se disse que nos colocamos muito mais em evidência, quando nos mantemos como observadores e damos a colaboração somente quando é solicitada pelos outros, do que aqueles que procuram apresentar-se como os donos da festa.

Considerem sobretudo, que encontramos muitas pessoas evoluídas e que podem ser consideradas possuídas de elevado espírito Maçom. Têm uma expressiva vivência das coisas do mundo e utilizam grande sabedoria em suas decisões, mesmo se nunca se tornaram Maçons.

Nós estamos Maçom ao entrarmos na Ordem e Somos Maçom quando o espírito dela entrar em nós. A diferença é muito grande, mas facilmente perceptível.

Vamos reconhecer que a Maçonaria, tem uma diferença gritante de outras instituições sociais, ela não é um Clube Social, uma associação recreativa, um partido político, um clube de degustação, ou confraria de vinhos, cerveja entre outros, a Maçonaria é, antes de tudo uma Ordem INICIÁTICA.

Irmãos unam-nos na trilha que leva ao Templo ideal e tomemos o cuidado para não Estarmos Maçons, para não trilharmos a Maçonaria simplesmente cumprindo Rituais, envergando a mera condição de um “Profano de Avental”.

Desejo que todos avaliem como é bom SER MAÇOM!

*Ir∴ João Lages Neto – MI
ARLS Fraternidade Absoluta Nº 31
Oriente de Ilha de Santa Maria – Vitória – ES
GLMEES – Grande Loja Maçônica do Espírito Santo

Fonte: https://bibliot3ca.com/2026/05/03/ser-ou-estar-macom/