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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 17 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SAGRAÇÃO (CONSAGRAÇÃO, INAUGURAÇÃO) DE TEMPLO

Em 08/06/2026 o Respeitável Irmão Bruno Henrique Fernandes, Loja Umbral das Vertentes, 2600, REAA, GOB MINAS, Oriente de Tiradentes, Estado de Minas Gerais, pede orientações.

SAGRAÇÃO DE TEMPLO

O Venerável Mestre da Loja me incumbiu de entrar em contato com o Eminente Irmão, enquanto Secretário Geral de Orientação Ritualística, para dirimir questões referentes à Sagração do Templo.

Estamos terminando a construção de nosso Templo, iniciada já há alguns anos, visando sua Sagração para uso pleno. Neste processo, surgiram dúvidas sobre quais são os itens que são indispensáveis ao Templo para que ele possa ser sagrado.

Existe alguma orientação, algum checklist, sobre quais itens são indispensáveis? Estamos seguindo as orientações constantes no Ritual, mas algumas dúvidas surgem entre os Irmãos, como por exemplo a necessidade das cortinas pretas para a Câmara do Meio como item necessário para a autorização de Sagração do Templo; as Colunas Solsticiais no Átrio, as mesas em formato quadrado (as que temos hoje são triangulares, doadas por outra Loja); etc.

Se o Eminente Irmão puder nos orientar oficialmente quanto a isso, quais são esses requisitos obrigatórios, ficaremos imensamente gratos!

CONSIDERAÇÕES:

No tocante à Sagração de Templo, que nada mais é do que a sua inauguração (consagração), especialmente o de Aprendiz, por ser o grau em que ocorre a sua inauguração, o mesmo deve estar em conformidade com o rito adotado pela Loja e integralmente decorado conforme os parâmetros do simbolismo previsto pelo ritual. Nesse particular, é imperativo consultar os títulos "1.3 Disposição e Decoração do Templo" e "1.3.1 Planta do Templo", no ritual de Aprendiz/REAA, edição 2024, do GOB.

Por se tratar de uma sagração, o mesmo que conferir dignidade ao espaço, entende-se que não existem "alguns itens indispensáveis", já que todos eles são imprescindíveis, mormente no Templo de Aprendiz, cujo roteiro de inauguração deve ser seguido de acordo com o ritual vigente de Sagração de Templo inserido in Rituais Especiais (Sessões Exclusivas), GOB, 2016. Esse ritual ordena toda a liturgia da cerimônia de inauguração conforme os ritos praticados no GOB.

Assim, para que o Grande Oriente forneça autorização para o ato formal de sagração, naturalmente se faz necessário que o templo esteja de fato concluído, e não "meio concluído", a despeito de que não está prevista na legislação do GOB nenhuma "meia inauguração".

Sob o ponto de vista da ritualística maçônica, a sagração, ou consagração do templo é tão importante que nem mesmo os Grão-Mestres e seus respectivos Adjuntos podem nele ingressar sem que antes tenha sido inaugurado. É o que consta no Ritual de Sagração Templo, página 80.

À vista disso, é certo que o templo para ser inaugurado tem que ter requisitos para isso, ou seja, deve estar completamente concluído e decorado.

Em relação ao templo e os trabalhos nos graus de Companheiro e Mestre Maçom, comumente os mesmos ocorrem, com as devidas adaptações, no mesmo espaço ocupado pela Loja de Aprendiz. Entende-se que estando inaugurado o templo de acordo com o previsto no Ritual, o espaço então recebeu dignidade para abrigar os trabalhos litúrgicos dos três graus do simbolismo, Aprendiz, Companheiro e Mestre.

Para concluir, é bom que se diga que a inauguração de um templo maçônico não possui nenhum com caráter religioso, a despeito de que a Maçonaria por si só não é uma religião. O ato de sagração confere dignidade ao espaço (templo) que irá receber, dali em diante, os trabalhos maçônicos regulares de uma Loja.



T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

JOÃO PINHEIRO CHAGAS


João Pinheiro Chagas, mais conhecido por João Chagas (Rio de Janeiro, Brasil, 1 de setembro de 1863 - 28 de maio de 1925, Lisboa, Portugal) foi um jornalista, escritor, diplomata e político luso-brasileiro.

Era filho de emigrantes portugueses de convicções liberais que haviam se refugiado no Brasil. Ainda criança, regressou para Lisboa, onde iniciou os seus estudos. Aos 16 anos, fixou-se na cidade do Porto, onde começou sua carreira de escritor. Por vezes, escrevia sob o pseudónimo de João Rimanso ou Ivan.

Começou a sua carreira jornalística em 1883 no prestigiado jornal “O Primeiro de Janeiro”. Fundou o jornal “A República Portuguesa” em 1892, com críticas ao regime e a monarquia portuguesa. Devido aos seus artigos políticos, como o famoso texto “Basta”, foi preso e degredado para Angola, de onde conseguiu fugir para Paris.

Retornou para Portugal após a Implantação da República (1910). Entre mais de 15 livros publicados, destacam-se obras de literatura memorialista, panfletos políticos e crônicas. incluindo “Diário de um Condenado Político”(1894); De Bond: Alguns Aspectos da Civilização Brasileira (1897)

Foi iniciado na Maçonaria em 1896 na Loja Maçônica “Luís de Camões” N° 195 (Grande Oriente Lusitano Unido - GOLU) em Lisboa, Portugal, com o nome simbólico de Armand Carrel.

Fonte: Coluna Cultural Maçônica

PERSEGUIÇÕES, CONSPIRAÇÕES E ACUSAÇÕES

Falar sobre os "inimigos" da Maçonaria é mergulhar em séculos de história, teorias da conspiração e conflitos institucionais. Desde a sua transição de guildas de pedreiros para a Maçonaria Especulativa no século XVIII, a Ordem tem enfrentado oposição de diversos setores da sociedade.

Abaixo, detalho quem são esses grupos e os motivos históricos por trás desses embates:

1. A Igreja Católica (Oposição Religiosa)
Historicamente, o maior e mais persistente crítico da Maçonaria tem sido a Igreja Católica. A tensão começou formalmente em 1738, quando o Papa Clemente XII emitiu a bula In Eminenti, proibindo os católicos de se tornarem maçons sob pena de excomunhão.

* O motivo: A Igreja via o sigilo da Ordem com desconfiança e criticava o naturalismo maçônico (a ideia de que a moralidade pode existir sem a revelação divina) e o incentivo à liberdade de pensamento, que poderia desafiar o dogma religioso.

* Hoje: Embora o diálogo tenha avançado, a posição oficial do Vaticano permanece de que os princípios maçônicos são irreconciliáveis com a fé cristã.

2. Regimes Totalitários (Oposição Política)
Para ditadores e governos autoritários, a Maçonaria sempre foi vista como uma ameaça. Isso ocorre porque a Ordem prega valores como Liberdade, Igualdade e Fraternidade, além de exigir lealdade a princípios éticos que podem entrar em conflito com a obediência cega ao Estado.

* Nazismo: Hitler perseguiu e enviou milhares de maçons para campos de concentração, rotulando-os como aliados dos judeus na "conspiração judaico-maçônica".

* Comunismo: Em regimes como o de Stalin ou na Revolução Cubana inicial, a Maçonaria foi proibida por ser considerada uma "instituição burguesa" e elitista.

* Fascismo: Mussolini também baniu a Ordem na Itália, vendo nela um estado dentro do Estado que ele não podia controlar.

3. Teóricos da Conspiração (Oposição Ideológica)
Este é talvez o "inimigo" mais barulhento na era da informação. Muitas pessoas e grupos na internet alimentam mitos sobre a Maçonaria, associando-a a planos de dominação mundial ou rituais obscuros.

* O Mito dos Illuminati: Frequentemente, a Maçonaria é confundida ou ligada aos Illuminati da Baviera (uma sociedade secreta que existiu brevemente no século XVIII), alimentando a ideia de uma "Nova Ordem Mundial".

* Antimaçonaria Popular: Movimentos que surgiram no século XIX (como o Partido Antimaçônico nos EUA) baseavam-se no medo do segredo e no suposto favoritismo político entre os membros.

4. Fundamentalismos Religiosos
Além do catolicismo, algumas vertentes radicais do protestantismo e do islamismo também se opõem à Ordem. O argumento geralmente é que a Maçonaria seria uma "religião concorrente" ou que o conceito de G.A.D.U. (Grande Arquiteto do Universo) é uma forma de idolatria ou paganismo.

Por que a Maçonaria atrai tantos "inimigos"?
A resistência à Maçonaria geralmente se resume a três pilares:

* O Segredo: O que é desconhecido gera medo e desconfiança.
* A Influência: O fato de muitos líderes históricos (como George Washington, Dom Pedro I e Benjamin Franklin) terem sido maçons alimenta a ideia de um poder oculto.
* A Liberdade de Pensamento: Instituições que exigem controle total sobre o pensamento individual tendem a ver a Maçonaria como uma força subversiva.

> Nota: Para a própria Maçonaria, muitos desses "inimigos" são vistos apenas como pessoas que não compreendem a natureza filosófica e filantrópica da Ordem, que foca no aperfeiçoamento moral do indivíduo.

Fonte: Facebook_Federação Maçônica de São Paulo

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

GESTUAL DE APROVAÇÃO II

Em 07/06/2026 o Respeitável Irmão Paulo César Fiuza Lima, Loja Evolução e Cultura, 4321, REAA, GOB-SC, Oriente de Florianópolis, Santa Catarina, solicita comentário para o que segue:

GESTUAL

Gostaria de suas considerações sobre uma situação que tem me intrigado há muito tempo:

É extremamente comum que um Irmão ao ter seu nome citado, fazer o Sinal de aprovação, o que considero um erro.

Fora de contexto, penso que o uso desse Sinal para se auto aprovar, lembra mais uma saudação nazism∴.

CONSIDERAÇÕES:

Antes de entrar na questão propriamente dita, entendo que embora de uso consagrado, o termo "sinal", em Maçonaria, é mais apropriado quando se tratar de ssin∴ do Grau, Penal e de Ordem, assim como outros relacionados à prática iniciática maçônica, mormente aquelas que guardam segredo e discrição.

  Agora, quando se tratar de gestual para aprovação, ou de movimentos com o corpo e com a(s) mão(s) para chamar atenção, utilizados inclusive pelo mundo profano, o mais correto seria defini-lo como "gesto". Nesse sentido, em vez de se dizer "sinal de aprovação", o ideal seria dizer "gesto ou gestual de aprovação". Notadamente, um gesto pode ser feito em se estando sentado, o que não é o caso dos ssin∴ ppen∴ e de Ord∴ que somente são executados por quem estiver em pé e parado.

No que diz respeito a um Ir∴ citado, ou elogiado durante os trabalhos, se utilizar do gesto de aprovação para agradecimento, a meu ver seria uma atitude imprópria, especialmente porque soaria como alguém estivesse aprovando um elogio para si – uma manifestação em causa própria. Caso o citado ou elogiado queria na oportunidade acusar a menção feita do seu nome, o mais apropriado, discreto e de boa educação, é que ele, sentado, faça um leve e discreto gesto com a cabeça, inclinando-a levemente para a frente.

Por fim, nessas circunstâncias não há o porquê de se fazer qualquer comparação com o nazism∴, algo extremamente abominável que nada tem a ver com práticas maçônicas.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇOM MILITANTE?

O NASCIMENTO DA MAÇONARIA OPERATIVA

Irmão Gilson Adolfo Schönell, Mestre Instalado
Loja “Luz do Ocidente” no 3015
Chapecó, Santa Catarina

Numa época em que dominava a sacralização do mundo, cada ofício, além de suas técnicas, possuía ritos próprios ao seu desempenho, o que fazia de cada artífice um artista e iniciado.

O ofício fazia parte de um plano sagrado e dava pleno sentido à determinação bíblica “Ganharás o seu pão com o suor de seu rosto”. Cada ofício tinha a sua iniciação própria, algo que permitia a cada pessoa receber uma influência espiritual, que fizesse do ofício não só um prolongamento obrigatório da mão, mas, também, uma projeção do ser, no sentido de uma realização espiritual. O ofício, necessário à sobrevivência material, era, também, necessário à transcendência do ser.

Mesmo nos tempos primitivos, se o ofício sacralizado já pertencia ao domínio do esoterismo, a Iniciação, embora transmitisse uma influência espiritual, não concedia a todos uma realização espiritual total. Todos eram iniciados; a maior parte permanecia como tal, muito poucos eram eleitos.

A iniciação se fazia por meio de ritos. Exprimia-se por meio de símbolos. A iniciação, em suas formas, meios e objetivos, nas diferentes aplicações das técnicas peculiares a cada ofício, pela SABEDORIA que preside à elaboração lógica da Obra, pela FORÇA que possibilita sua realização, e pela BELEZA que proporciona o Amor, o Conhecimento, ajudava o artífice a se despojar do homem velho, para se tornar num novo homem, criador de objetivos e forjador de um novo mundo, finalmente harmonioso.

Assim, se construíram pelo mundo afora igrejas, catedrais, monumentos, mansões opulentas ou casas humildes. A pedra escolhida, bem viva nas mãos do artífice qualificado para desbastá-la, integrada na construção pelos Companheiros Iniciados, sob a direção de um Mestre de Obra, no plano divino, constituía uma e mesma coisa, com a construção de cada edifício. Vagando pelos caminhos, pelas aldeias e vilas, os Companheiros, homens livres, sábios conhecedores do material, exercitados no seu uso, formavam pequenos grupos itinerantes.

A FRANCO-MAÇONARIA TINHA NASCIDO.

Por meio dela, por seus membros Iniciados, os Franco-Maçons, a Europa Ocidental católica iria cobrir-se com catedrais, templos de um Deus único. Assim, os Franco-Maçons criaram os fechos de abóbadas das igrejas, “oculum” do qual descia a luz divina. Quando os franco-maçons deixaram de construir as catedrais, continuaram a levantar monumentos civis ou religiosos.

Quando suspenderam sua ação construtiva, nasceu a FRANCO-MAÇONARIA ESPECULATIVA.

(Fonte: livro A Franco-Maçonaria Simbólica e Iniciática, de Jean Palou).
Postado pelo Irmão Gilson Adolfo Schönell no Grupo arterealsc@yahoogrupos.com.br)

https://martinlutherking63.mvu.com.br/

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

LUGAR DO APRENDIZ RECÉM-INICIADO NO REAA

Em 05.06.2026 o Respeitável Irmão Lucas Mateus de Sousa Pontes, Loja Fraternidade Parnaibana, 840, REAA, GOB-PI, Oriente de Parnaíba, Estado do Piauí, pede esclarecimentos para o que segue:

LUGAR DO NEÓFITO

Estou eu aqui novamente para tirar mais uma dúvida com você, sempre na busca de executar uma ritualística perfeita.

Na última iniciação que tivemos surgiu a dúvida de em qual extremidade o aprendiz mais novo (neófito) deveria permanecer sentado: Alguns irmãos afirmaram que na extremidade do banco mais próxima do irmão tesoureiro, outros afirmaram que deveria ser na outra extremidade, aquela mais próxima do irmão primeiro vigilante. Afinal de contas, onde ele deve se posicionar?

CONSIDERAÇÕES

Entendo que é só seguir na íntegra o que prescreve o ritual vigente de Aprendiz Maçom, REAA/GOB, 2024. Se assim observado, não há o porquê de alguns Irmãos ficarem a achar uma coisa e outros acharem outra. Saindo do achismo, basta obedecer ao ritual instituído por Decreto do Grão-Mestre Geral do GOB.

É notório que o ritual vigorante é para ser seguido, mormente pelo que menciona o seu título 1.2 - Interpretação deste Ritual, página 13 (Ritual de Aprendiz REAA).

Assim sendo, vamos às conferências da questão.

Na página 169 do Ritual de Aprendiz, REAA/GOB, consta, em parte do seu trecho, a seguinte passagem:

"VEN∴ - [...] e depois fazei-o(s) sentar(em)-se no topo da Col∴ do Norte, destinada aos AApr∴, próximo à Coluna Zodiacal de Áries e do 1º Vig∴ (os grifos são meus)".

Ainda, nesse mesmo ritual, página 212:

"CCol∴ ZZod∴ - [...]; no dia da sua Iniciação, (os grifos são meus) o novo Apr∴ocupa lugar no topo do Norte, o mais próximo da Col∴ Zod∴ de Áries, perto do 1º Vig∴ (os grifos são meus), que é o início da caminhada, do Oc∴ para o Or∴ (os grifos são meus)".

Seguindo nesse mesmo ritual, página 213:

"Topos das CCol∴ do Norte e do Sul - Correspondem às paredes Norte e Sul do Templo (os grifos são meus), entre a balaustrada e a parede ocidental”

É razoável se observar que o trecho acima explica onde se situam, no templo, os “topos” das colunas do Norte e do Sul – é só conferir.

Nesse mesmo ritual, páginas 22, 24 e 25, ainda constam os seguintes subtítulos e orientações:

1.3.1 Planta do Templo; 1.3.3 As Doze Colunas do Zodíaco; 1.3.4 Correspondência Simbólica do Zodíaco.

Em se investigando no ritual o conteúdo destes títulos, é possível ainda se vislumbrar, no croqui da Planta do Templo, onde se localizam precisamente as 12 Colunas Zodiacais, mormente a Col∴ relativa a Áries, o lugar do 1º Vig∴ e onde ficam os topos das CCol∴ do Norte e do Sul.

Nesse cenário, a proximidade da Col∴ de Áries com o lugar do 1º Vig∴ indica o lugar em que o Aprendiz recém-iniciado deve se sentar no dia da cerimônia da sua Iniciação.

Diante destes comentários e das evidências ritualísticas apresentadas, não há o porquê de IIr∴ ficarem discutindo se o novo Aprendiz se senta aqui ou acolá. Ora, está bem claro no ritual que no dia da iniciação ele deve ocupar lugar no topo do Norte, a noroeste do templo, em Áries (primavera), próximo ao 1º Vig∴. Iniciaticamente, no marco inicial da sua jornada, ainda distante do Oriente o Aprendiz irá paulatinamente percorrer todo o topo do Norte em busca de um lugar mais iluminado – significa o trajeto da evolução.

Lamentavelmente, por muitos anos os rituais do REAA no Brasil, nesse particular ensinaram errado ao colocarem o Aprendiz recém-iniciado próximo à balaustrada. Certamente isso aconteceu por mera cópia de práticas de outros ritos e a total falta de conhecimento sobre a alegoria das CCol∴ Zodiacais no REAA.

Atendendo à liturgia original do REAA, o Aprendiz inicia sua jornada na constelação de Áries (início da primavera ao Norte) a noroeste do templo e vai paulatinamente passando, uma a uma, pelas seis primeiras CCol∴, até alcançar à Col∴ relativa à constelação de Virgem - a última do Norte, próxima à balaustrada do Oriente.

Assim, como Áries marca o início, a Col∴ relativa à Virgem baliza o final da senda no 1º Grau. Teoricamente essa última Col∴, ao Norte, é onde se senta o Aprendiz veterano que, por já estar no final do verão, encontra-se às vias de atravessar do Norte para o Sul, onde será elevado ao 2º Grau.

Esotericamente, esse movimento representa os ciclos pelo qual deve passar todo o iniciado no 1º Grau no REAA – seguindo as Leis da Natureza, ele vai desde a primavera até o final do verão. Em última análise, é o Iniciado acompanhando a revolução anual do Sol – vida e morte da Natureza.

Nessa conjuntura, se faz cogente compreender que todo esse teatro iniciático maçônico, que envolve aos ciclos da Natureza e a marcha anual do Sol, relacionam-se ao hemisfério Norte da Terra (região onde nasceu a Maçonaria).

Nesse cenário, ainda vale a pena mais uma abordagem sobre o conceito de topo das CCol∴ do Norte e do Sul no templo.

Nesse caso, a palavra "topo" significa o lugar mais afastado do Equador (eixo do templo). É bom que se diga que no REAA o templo maçônico representa uma faixa retangular de terras situada sobre o Equador, cuja largura vai de Norte a Sul e o seu comprimento de Leste a Oeste. O Pavimento Mosaico é o solo terrestre e a abóbada decorada a cobertura. As CCol∴ B∴ e J∴ marcam a passagem, pelo templo, dos trópicos de Câncer ao Norte e Capricórnio ao Sul.

No que trata dos “topos” do Norte e do Sul, a melhor referência para localizá-los é se colocar em pé, de frente para o Norte, no centro do Ocidente sobre o eixo (Equador). Assim, o observador verá toda a parede Norte à sua frente. A essa parede, que fica entre a balaustrada (nordeste) e o canto com a parede ocidental (noroeste), dá-se o nome de "topo da Coluna do Norte" (a base é o Equador e o topo o Norte). É nessa parede que ficam as seis primeiras CCol∴Zodiacais, sendo as três primeiras correspondentes às constelações de Áries, Touro e Gêmeos, relativas aos meses da primavera, e as outras três, correspondentes à Câncer, Leão e Virgem, relativas aos meses que compõem o verão.

No teatro iniciático do REAA, a alegoria concernente às estações da primavera e do verão, esotericamente se comparam à infância e adolescência do Iniciado.

Essa mesma alegoria se aplica ao topo da Col∴ do Sul, porém no sentido inverso do que ocorre no Norte. Agora é o Companheiro Maçom (juventude), um operário mais experiente, que se senta no topo da Col∴ do Sul, junto à constelação de Libra, de onde ele irá prosseguir pela segunda etapa da sua vida iniciática.

Partindo do outono, o Comp∴ Maçom segue, desde a balaustrada, a sudeste do templo, em direção ao inverno que se aproxima. Vislumbra-se a morte e o renascimento da Natureza – Para os iniciados, é o alcance da maturidade - o grau de Mestre Maçom.

No topo da Col∴ do Sul localizam-se as outras seis CCol∴ Zodiacais, as três primeiras, a partir da balaustrada (sudeste), correspondem ao ciclo natural do outono (Libra, Escorpião, Sagitário) e as outras três, ao inverno (Capricórnio, Aquário e Peixes). No caso, a constelação de Peixes é a última das CCol∴ ao Sul. Fica a sudoeste no canto com a parede ocidental.

Voltando à jornada do Apr∴, sob o aspecto prático e seguindo a ordem natural dos fatos, o recém-iniciado, logo que é consagrado Apr∴ Maçom, ocupa lugar junto à Col∴ Zodiacal de Áries (ponto de partida). Daí em diante, ele irá seguir a jornada indicada pelas constelações do Zodíaco até alcançar a última Col∴, correspondente à Virgem, que fica próxima à balaustrada a nordeste (final da jornada do iniciado no 1º Grau).

Vale a pena mais uma vez lembrar que todos os ciclos naturais (estações do ano), bem como as referências astronômicas aqui mencionadas, relacionam-se à observação do hemisfério Norte da Terra – meia-esfera em que nasceu a Maçonaria, em particular o REAA.

Outro aspecto importante relacionado ao REAA, é que ele é um rito solar que usa como comparativo para a evolução do Iniciado a revolução anual do Sol, base de todos os cultos solares das antigas civilizações. Em linhas gerais, a simbólica morte e renascimento da Natureza é que dá sustentação à alegoria iniciática construída pela Maçonaria. É imperativo que o maçom estude para compreendê-la.

Ao finalizar, é oportuno orientar a sua Loja no sentido da formação do seu título distintivo. No caso, deve-se acompanhar o seguinte ordenamento de padronização: por primeiro escreve-se "Augusta e Respeitável Loja Simbólica", em seguida o nome da Loja, acompanhado do número cadastral no GOB. Por fim, a sua condecoração (título de recompensa mais alta). No caso da sua Loja assim ficaria: "Aug∴ e Resp∴ Loj∴ Simb∴ Fraternidade Parnaibana, nº 840, Cruz da Perfeição Maçônica".

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A MAÇONARIA VENEZUELANA

A Maçonaria venezuelana consolidou-se institucionalmente após a Guerra de Independência, a partir de 1823, quando Lojas em Barcelona, Cumaná e Valencia solicitaram cartas patentes aos Estados Unidos. No entanto, sua unidade foi abalada por crises políticas internas e por um decreto de proscrição de sociedades secretas assinado por Simón Bolívar em 1828. A reorganização ocorreu especialmente após a Revolução de 1853, com a promulgação de uma nova Constituição Maçônica em 1856, que estabeleceu o Grande Oriente Nacional como a suprema autoridade regular no território venezuelano.

A estrutura organizacional era complexa e hierárquica, dividida em três ordens principais: a Ordem Simbólica (que reunia as lojas com os três primeiros graus), a Ordem Perfeita (dos graus capitulares 4º ao 30º) e a Ordem Filosófica (graus 31º ao 33º). A Constituição de 1856 também definiu requisitos de admissão, como a crença em um Ser Supremo, alfabetização e uma profissão honrada, além de centralizar a coordenação das atividades, que antes estava fragmentada desde a derrogação da constituição anterior de 1847.

Documentos históricos, como os da Loja "Esperança nº 37" de Caracas, revelam um crescimento significativo na segunda metade do século XIX. Em 1867, por exemplo, havia 28 Lojas registradas, totalizando cerca de 1.923 membros, com uma média de 68 maçons por Loja. Este desenvolvimento ocorreu em meio a divisões internas, como o cisma de 1851 que gerou duas correntes (uma ligada ao Grande Oriente/Grande Loja e outra ao Supremo Conselho), e reflete a influência da Maçonaria na vida política e social da Venezuela da época.

Sob o regime de Maduro, a Maçonaria venezuelana enfrentou perseguição direta, marcada pela morte extrajudicial de membros como Oscar Pérez, desaparecimentos forçados e intimidação. Enquanto a Maçonaria internacional condenava as violações, a liderança da Grande Loja da Venezuela, com autoridades alinhadas ao governo, absteve-se de criticar e até instruiu a cooperação com os órgãos de segurança do Estado. A instituição foi forçada ao silêncio e à clandestinidade operacional, com vários maçons precisando buscar asilo político no exterior para sobreviver.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

COWAN - GOTEIRA

O repasse é do Ir∴ Laurindo Gutierrez Loja Regeneração 3ª  Or∴ Londrina-PR

“COWAN” é uma palavra desconhecida para uma boa parte da população maçônica, principalmente da nossa região. “Goteira”, porém, muda um pouco de figura, sendo um termo nosso conhecido e o personagem considerado perigoso entre os Maçons.

Na Inglaterra também tem o significado de Goteira e de Profano; porém o termo Covan não figurou na maçonaria Inglesa até ser introduzido como que oficialmente, pelo Escocês Dr. James Anderson, em seu segundo “Livro das Constituições”, em 1738 (quando da sua reforma).

Se derivado do Grego o termo Cowan significa “CÃO” – devido aos curiosos e asquerosos hábitos daquele animal. Queriam eles dizer que cães e porcos estão sempre associados à sujeira.

Um dicionário de linguagem francesa, de Jeiniesom, diz que Cowan é derivado da palavra francesa “COION” (um companheiro covarde) um (miserável covarde), sendo para alguns escritores um disparate, esta colocação. As pesquisas dos Irmãos Assis Carvalho e Xico Trolha, apontam como “Covan”, um maçom que construía “muro seco” – isto é, muros ou paredes sem o uso de cimento ou argamassa. Entendemos que os Maçons da época queriam dizer que aqueles homens (os Covans) não tinham o principal elemento cultural para ligar, convenientemente (com argamassa = atributos), as pedras preparadas com o uso do “Maço” e do “Cinzel”, (ferramentas usadas pelos “Canteiros ou fazedores de cantos em pedras da época); então, construíam, amontoando e aprumando simplesmente as pedras preparadas”.

Diz-se ainda que o termo Covan foi extraído de um documento maçônico, em 1730, portanto, antes da Reforma da Constituição de Anderson em 1738, quando Samuel Prichard introduziu a referida palavra num diálogo existente no seu livro “MASONRY DISSECTED”:

P. – Onde se assenta o Aprendiz?       

R. – No Norte.

P. – Qual a sua ocupação?

R. – Afastar os “COVANS” (curiosos) e bisbilhoteiros.

P. – Se um bisbilhoteiro for apanhado, como deve ser castigado?

R. –Deve ser colocado sob o beiral da casa até que as Goteiras da chuva, a escorrer pelos seus ombros, saiam pelos sapatos.

Como podemos ver, em 1930, duas palavras conhecidas nossas nos dias de hoje aparecem no referido livro Inglês.

Levantou-se ainda que a Ata N° 0, da Loja Mãe do Mundo “KILWINNING”, de 1707, antes ainda de 1730, registrou que nenhum Maçom deve empregar um “Cowan” (Maçom sem a Palavra), para trabalhar. Isto significa que naquela época quem não tinha uma certa palavra, convencional, não podia trabalhar para os maçons regulares ou junto com eles. Assim como nos nossos dias não podemos ter ingresso às Lojas sem a P. ´. Sem.´., sabendo, inclusive, como transmiti-la;

A palavra Cowan aparece freqüentemente nos textos Escoceses, significando: espião, abelhudo, bisbilhoteiro etc., embora seu significado na Maçonaria não era só isso, podendo dar significação a um Pedreiro que, após trabalhar determinado tempo e ao final, não conseguisse renovar o seu contrato, mesmo que trabalhasse sete anos, este Aprendiz de Pedreiro, somente por este tempo de serviço, poderia não entrar para a “Fraternidade” (grupo organizado de homens do Maço, Maçons), passando a ser considerado um Cowan (bisbilhoteiro), um estranho, um Goteira nos assuntos de Maçonaria.

Seria o mesmo, nos dias de hoje, que um Aprendiz ou Companheiro, ao final do seu Interstício não conseguisse, por algum motivo, ser Elevado ou Exaltado, sendo desligado do Quadro e não tendo mais acesso aos trabalhos e ainda mais, sua aproximação sendo considerada a partir daí, um ato de curiosidade.

Como dissemos, o termo COWAN entrou oficialmente para a Maçonaria em 1738, significando profano, embora se saiba que esta designação, fora da Maçonaria signifique uma pessoa estranha às coisas religiosas, um ignorante às coisas sagradas, etc.

O nosso Irmão Assis Carvalho informa, inclusive, que o cargo de Cobridor Externo (Tyler em inglês), originou-se devido a presença do Covan (Goteira), que se aproximava para observar os trabalhos da Loja e ouvir o que os Maçons falavam ou faziam.

Quando um Cowan (Goteira) se aproximava da Loja ou de um grupo de Maçons, eles diziam: CHOVE, GOTEIRA; se era uma mulher que se aproximava, diziam: NEVA, ESTÁ NEVANDO. E imediatamente todos paravam de falar, pelo menos em assuntos da Maçonaria.

O termo Goteira ou (Cowan em outro idioma) nos chama a atenção até mesmo na C.´. de Ref.´.: “Se a curiosidade aqui te conduz, retira-te”. O curioso sempre foi mal visto pelos Maçons..

No passado, na Maçonaria Operativa, o tratamento dado aos Cowans (Goteiras) era o seguinte: quando se pegava alguém espionando os trabalhos da Loja, que na verdade funcionavam em tavernas (tabernas), aplicavam-lhe uma tremenda surra e o colocavam embaixo das goteiras da chuva para molhar-se todo. Se fosse tempo seco, davam-lhe um bom banho, isto depois de uma boa surra.

Finalmente, depois de contarmos todos o milagres pesquisados no Livro “Símbolos Maçônicos” dos Irmãos Assis Carvalho e Xico Trolha, vamos contar (conforme entendemos), a origem do termo ora estudado, o nosso famoso “Goteira”.

Consta nos velhos escritos ingleses que, durante as reuniões de Pedreiros alguns curiosos subiam nos telhados das tavernas (tabernas), penduravam-se nas calhas ou nos beirais, deitavam-se nos telhados e com as cabeças penduradas como se fossem goteiras da chuva, tentavam ouvir e ver o que falavam ou faziam os Maçons durante as reuniões.

Quando eram pegos, acontecia tudo aquilo que dissemos anteriormente. Apanhavam e eram colocados sob a goteira da chuva já que gostavam de assim se comportarem.

Daí a menção dos escritores de que a presença de um irmão armado de espada fora dos Templos (Cobridor Externo) originou-se da necessidade dos Maçons se protegerem dos “Goteiras” daquela época.

O escritor se posiciona em mais de uma vez em sua pesquisa, quanto a necessidade de termos uma única Pal∴  Sem.´. entre as Potências, desde que regulares.

Do livro : “Símbolos Maçônicos”dos IIr.´. Assis Carvalho & Xico Trolha.

Fonte: JBNews - Informativo nº 321 - 15 de Julho de 2011

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

A COR DAS COLUNAS ZODIACAIS

Em 04.06.2026 o Respeitável Irmão que se identifica com Gabriel, Loja Bárbara de Alencar, 4794, REAA, GOB-CE, Oriente de Fortaleza, Estado do Ceará, pede esclarecimentos para o que segue:

COR DAS COLUNAS

Boa noite, meu irmão, venho mais uma vez recorrer a vossa sapiência numa questão que me causou dúvida. Estamos de mudança para um templo próprio, e nessa fase de reformas surgem algumas dúvidas, na página 22 do ritual de Aprendiz as Colunas Zodiacais estão marcadas em vermelho, seriam essas marcações indicações de que a coluna deve ter a cor vermelha ou apenas é para reforço da posição. Me perdoe caso seja uma dúvida tola, mas procuramos fazer a reforma da maneira mais correta possível. De antemão, agradeço a atenção do irmão.

CONSIDERAÇÕES:

No que diz respeito à cor das Colunas Zodiacais, para elas não existe nada de específico nesse sentido. Geralmente essas colunas aparecem nos templos do REAA pintadas de branco ou na cor de bronze – esta não é uma regra.

No caso, por não existir uma norma, orienta-se que essas colunas possuam aparência discreta. Nesse contexto, sugere-se que os símbolos das constelações zodiacais que aparecem nos respectivos capitéis, sejam de uma cor que realce a sua aparência.

No que diz respeito às colunas e a cor vermelha que aparece no ritual, a mesma serve somente para realça-las no croqui esquemático, portanto isso não quer dizer que as Colunas Zodiacais devam ser pintadas de vermelho.

Por fim, ainda vale ressaltar que as Colunas Zodiacais ficam rigorosamente encravadas nas paredes Norte e Sul do templo, tal como se delas estivessem brotando. É importante mencionar que sob nenhuma conjectura essas colunas avançam no Oriente. Equidistantes, elas ficam agrupadas, seis ao Norte e seis ao Sul, entre a balaustrada e os cantos noroeste e sudoeste da parede ocidental.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 28

BELEZA

1º - Sabedoria, força e beleza constitui a saudação feita na correspondência maçônica, usando-se-a abreviada S.'.F.'.B.'..
2º - É o nome da coluna do sul e vem representada no sentido arquitetônico pela ordem coríntia.
3º - Essa coluna é considerada "feminina" tendo como representação a estátua de Minerva. O feminismo, aqui, diz respeito apenas ao dualismo, no sentido de oposição à força, que simboliza a coluna do norte.
4º - É evidente que envolve a beleza do caráter do maçom, a educação, a civilidade, a delicadeza com que os irmãos devem tratar-se mutuamente.
5º - Maçom, sois um templo. Toda construção envolve a beleza de seu projeto, de suas linhas e de sua conclusão. As coisas belas são apreciadas por todos, em especial pelo Maçom.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

LANDMARKS

Todos os Maçons regulares se obrigam a respeitar e cumprir fielmente as seguintes doze regras maçónicas, ou Landmarks:

1. A Maçonaria é uma fraternidade iniciática que tem por fundamento tradicional a fé em Deus, Grande Arquitecto do Universo.

2. A Maçonaria refere-se aos “Antigos Deveres” e aos “Landmarks” da Fraternidade, especialmente quanto ao absoluto respeito das tradições específicas da Ordem, essenciais à regularidade da Jurisdição.

3. A Maçonaria é uma ordem, à qual não podem pertencer senão homens livres e de bons costumes, que se comprometem a pôr em prática um ideal de paz.

4. A Maçonaria visa ainda, pelo aperfeiçoamento moral dos seus membros, o da humanidade inteira.

5. A Maçonaria impõe a todos os seus membros a prática exacta e escrupulosa dos ritos e do simbolismo, meios de acesso ao conhecimento pelas vias espirituais e iniciáticas que lhe são próprias.

6. A Maçonaria impõe a todos os seus membros o respeito das opiniões e crenças de cada um. Ela proíbe-lhes no seu seio toda a discussão ou controvérsia, política ou religiosa. Ela é ainda um centro permanente de união fraterna, onde reinam a tolerante e frutuosa harmonia entre os homens, que sem ela seriam estranhos uns aos outros.

7. Os Maçons tomam as suas obrigações sobre um volume da Lei Sagrada, a fim de dar ao juramento prestado por eles o carácter solene e sagrado indispensável à sua perenidade.

8. Os Maçons juntam-se, fora do mundo profano, nas Lojas onde estão sempre expostas as três grandes luzes da Ordem: um volume da Lei Sagrada, um esquadro, e um compasso, para aí trabalhar segundo o rito, com zelo e assiduidade e conforme os princípios e regras prescritas pela Constituição e os Regulamentos Gerais de Obediência.

9. Os Maçons só devem admitir nas suas lojas homens maiores de idade, de perfeita reputação, gente de honra, leais e discretos, dignos em todos os níveis de serem bons irmãos e aptos a reconhecer os limites do domínio do homem e o infinito poder do Eterno.

10. Os Maçons cultivam nas suas Lojas o amor da Pátria, a submissão às leis e o respeito pelas autoridades constituídas. Consideram o trabalho como o dever primordial do ser humano e honram-no sob todas as formas.

11. Os Maçons contribuem pelo exemplo activo do seu comportamento são, viril e digno, para irradiar da Ordem no respeito do segredo maçónico.

12. Os Maçons devem-se mutuamente, ajuda e protecção fraternal, mesmo no fim da sua vida. Praticam a arte de conservar em todas as circunstâncias a calma e o equilíbrio indispensáveis a um perfeito controle de si próprio.

Fonte: freemason.pt

terça-feira, 13 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

LUZES LITÚRGICAS E LIVRO DE PRESENÇAS

Em 03.06.2026 o Respeitável Irmão Ricardo Paim Cândido dos Santos, Loja Templários do Piratini, 4395, REAA, GOB-RS, Oriente de Imbé, Estado do Rio Grande do Sul, pede esclarecimentos. ricopaim_adv@yahoo.com.br

ACENDIMENTO DAS LUZES LITÚRGICAS

Caro Ir∴ no dia de hoje precisamos dirimir duas dúvidas, em relação a questões administrativa, e ritualística.

1 - Como se procede efetivamente o acendimento das velas, nos altares do V∴M∴, 1º Vig∴ e 2º Vig∴, em sessões de Apr∴, Comp∴ e em Câmara do Meio. No caso de nosso templo não usamos velas físicas, são lâmpadas eletrônicas.

Na Sessão de Apr∴, quantas lâmpadas são acesas em cada altar? E na Sessão de Comp∴? Idem e na Câmara do Meio.

2 - Na assinatura do Livro de Presenças dos Obreiros do quadro, a última assinatura para fechamento deve ser a do V∴ M∴, ou são assinaturas aleatórias? E, no caso é obrigatório o fechamento da página para não ser feita mais assinaturas?

CONSIDERAÇÕES:

1 – Luzes Litúrgicas – Primeiro é bom que se diga que nesse caso "altar" é apenas aquele ocupado pelo Venerável Mestre. Os VVig∴ não ocupam altares, porém "mesas" - vide no ritual correspondente do GOB. Ainda nesse contexto, vale também a pena mencionar que sobre o altar, ocupado pelo Ven∴ Mestre, bem como sobre cada uma das mesas ocupadas pelos VVig∴, há um candelabro com três braços, nos quais ficam as Luzes litúrgicas. 

Assim, consta nos respectivos rituais do REAA/GOB que no grau de Apr∴acendem-se três luzes (a do centro de cada candelabro), no de Comp∴ cinco luzes (as três do candelabro do Ven∴ e uma - a do centro - de cada candelabro dos VVig∴). Finalmente, no grau de Mestre Maçom acendem-se as nove Luzes (as três de cada candelabro).

É oportuno mencionar que todas essas orientações estão claramente descritas nos rituais vigentes do REAA, título: Disposição e Decoração do Templo. 

Não obstante essa informação, também é possível se encontrar no ritual orientações, escritas em azul, que acompanham as práticas ritualísticas, mormente as relativas a abertura e encerramento dos trabalhos.

De modo operacional, os rituais são bem claros quando mencionam que se as Luzes litúrgicas forem lâmpadas elétricas, cada titular as acenderá; caso elas sejam velas, então cabe ao Mestre de Cerimônias realizar essa missão. 

Quanto ao acendimento em si, o mesmo se dá por uma simples ação de se acender uma luz, isto é, sem nenhuma cerimônia especial que possa ser amparada por atos de veneração, inclinação com o corpo e meneios com a cabeça – conforme o ritual, nada disso existe.

Reitera-se: no REAA não existe nenhum cerimonial próprio para acendimento das Luze litúrgicas. Durante o ato de acendimento dessas Luzes é suficiente que o titular se comporte de maneira mais natural possível.

Caso as Luzes litúrgicas sejam velas no lugar de lâmpadas elétricas, cabe ao M∴CCer∴ trazer consigo a chama de uma vela auxiliar para acender as demais. Logo que todas as Luzes forem acesas nos candelabros, o titular apaga imediatamente a chama da vela secundária, nomeadamente porque ela não possui nenhum valor iniciático. O uso dessa vela auxiliar não tem nenhum significado especial, senão o de facilitar o acendimento. É oportuno mencionar que essa vela auxiliar não deve ficar acesa sobre o Alt∴ dos PPerf∴. Conforme o ritual, sobre esse Alt∴ não existe nenhuma vela acesa e nem outro objeto qualquer.

Durante o encerramento trabalhos, quando as Luzes litúrgicas serão apagadas, também não existe nenhum cerimonial especial.

A bem da verdade, as Luzes litúrgicas não possuem nenhum sentido sacro religioso. Esotericamente elas simbolizam a luz do saber e do esclarecimento. Notadamente, simbolizam a evolução do Iniciado, ao tempo em que, quanto maior for o seu esclarecimento, maior será o número de Luzes acesas nos candelabros. Nesse contexto, a Luz remete à sabedoria humana e a escuridão à ignorância.

Por fim, é imperativo que o ritual seja lido atentamente na sua íntegra, pois a maioria das respostas para essas questões nele se encontram.

2 – Livro de Presenças – É sempre o Ven∴ Mestre o último a assinar o Livro de Presença da sua Loja. Conforme especifica o RGF, Art.º 116, XVI – Compete ao Venerável encerrar o livro de presença da loja. Desta maneira, de acordo com o que especifica o Diploma Legal, é ele mesmo o último a assinar. Depois do ne varietur do Ven∴, recomenda-se que todas as demais linhas em branco da respectiva folha sejam inutilizadas.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS DA HISTÓRIA

Por Luciano J. A. Urpia

Domingos Alves Branco Muniz Barreto foi um militar e naturalista autodidata luso-brasileiro, nascido em Salvador por volta de 1748, que se destacou no período de transição da Colônia para o Império. Ingressou no Exército em 1773, chegando a Tenente-General em 1830, e viajou extensamente pela América Portuguesa, acumulando observações sobre a natureza e o contexto político da época. Foi sócio correspondente da Academia Real de Ciências de Lisboa e notabilizou-se pelo seu trabalho na Comarca dos Ilhéus, onde negociou com indígenas sublevados e produziu importantes documentos, como o "Plano sobre a Civilização dos Índios".
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Autodidata em Filosofia Natural, Muniz Barreto lia autores como Pison, Buffon e Lineu, mas criticava as metodologias hegemônicas europeias. Nos seus estudos botânicos, valorizou os saberes indígenas sobre as plantas, incorporando termos locais e adaptando as práticas científicas à realidade colonial, embora mantendo a deslegitimação desses conhecimentos perante os padrões acadêmicos. Faleceu no Rio de Janeiro em 1831, deixando uma produção singular que reflete a interseção entre o mundo militar, o saber indígena e a ciência ilustrada.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

A FORÇA POLÍTICA DO GOB

A FORÇA POLÍTICA DO G∴O∴B∴ 
Maury Luiz de Melo - M∴M∴
A∴R∴L∴S∴ Victor Kothe 3.281

1. Há sempre dúvida quando mencionamos a população Maçônica do G∴O∴B∴, ou seja: quantos somos? A divulgação da Prestação de Contas de 31 de dezembro de 2007 do G∴O∴B∴, em seu Boletim Especial que circula neste mês de março, traz informações precisas a respeito do tema.

2. Somos 63.842 Obreiros integrando os 26 Estados e o Distrito Federal. Há 2.400 Lojas participantes.

3. No Estado de São Paulo há 672 Lojas e 19.203 Obreiros. São Paulo representa 30,08% dos IIr∴ e 28% das Lojas. São Paulo tem 15.457 Mestr∴Maç∴, do total de 52.002 do G∴O∴B∴.

4. Dos 19.203 IIr∴ de São Paulo, 1.165 são do Rito Adonhiramita (6,07%); 498 são do Rito Brasileiro (2,65%); 15.676 são do Rito Escocês (81,62%) ; 1.409 São do Rito Moderno (7,34%) ; 64 São do Rito Schröder (0,33%) ; e 391 são do Rito York (2,04%).

5. A média de Obreiros nas Lojas do G∴O∴B∴ é de 26,6 IIr∴ por Loja. A média de IIr∴ por Loja de São Paulo é de 28 IIr∴. A média de IIr∴ por Loja de Goiás é de 33 IIr∴; de Minas Gerais é de 28 IIr∴; do Rio de Janeiro é de 26 IIr∴; de Santa Catarina é de 24 IIr∴. Essas médias são dos cinco Estados que têm mais de 100 Lojas instaladas.

6. São Paulo tem 2.444 Aprendizes; 1.302 Companheiros; 11.573 Mestres; e 3.884 Mestres Instalados, totalizando 19.203 IIr∴.

7. A Força Política do G∴O∴B∴, representada por 52.003 MMestr∴ MMaç∴, está assentada em cinco Estados que possuem mais de 100 Lojas : a) São Paulo com 15.457 MMestr∴ e 29,72% ; b) Goiás com 3.766 MMestr∴ e 7,24% ; c) Minas Gerais com 6.705 MMestr∴ e 12,59% ; d) Rio de Janeiro com 5.329 MMestr∴ e 10,25% ; e) Santa Catarina com 2.271 MMestr∴ e 4,37% . Totalizando 33.528 dos 52.002 MMestr∴ do G∴O∴B∴, ou seja : 66,5% dos mestra∴ do Brasil.

8. Com pressuposto nos dados que integram a Prestação de Contas de 31 de dezembro de 2.007 do G∴O∴B∴, o presente estudo resta incompleto, para fins de apuração da Força Política do G∴O∴B∴, em relação ao Poder Legislativo Federal Maçônico.

9. É que o Boletim do G∴O∴B∴ não publica os Estados da Federação que mantêm Deputados na Assembléia Legislativa Federal Maçônica, como também quais as Lojas que não têm representação Federal .

10. A Mais Alta Corte Eleitoral Maçônica, fez publicar uma 'Súmula', pela qual a Loja que não eleger seu Deputado Federal em sua obrigatória Oficina Eleitoral , não poderá mais faze-lo para a legislatura a viger. Instalada a Oficina Eleitoral, nos prazos e na forma da Lei; e, havendo omissão quanto a eleição do Deputado Federal para representar a Loja na Assembléia Federal Maçônica, haverá a perda desse direito para a Loja omissa. Aplicou-se a legislação eleitoral civil, ou seja , se o Partido Político não inscreve e elege deputado, só poderá faze-lo na próxima legislatura.

11.Resta ainda um mapeamento das Lojas que, elegendo seu Deputado, não vier a tomar regular posse. Ou seja, sugere-se que seja levado a apreciação do órgão competente da Assembléia Federal Legislativa, a divulgação no Boletim do G∴O∴B∴, da Planilha da Composição dos integrantes da Assembléia Federal, nos moldes do Anexo I do Boletim G∴O∴B∴, apresentado pela Grande Secretaria Geral da Guarda dos Selos.

São Paulo, 12 (quarta) de março de 2008

(*) Texto enviado pelo Ser∴ Irmão José Robson Gouveia Freire, M∴I∴, Gr∴ 33º, Grande Orador Adjunto do Sob∴ Supremo Conclave do Brasil, Delegado Litúrgico do Rito Brasileiro no Distrito Federal e Membro Ativo da A∴R∴L∴S∴ Pioneiros de Brasília nº 2288 – Federada ao G∴O∴B∴ e Jurisdicionada ao G∴O∴D∴F∴   - Rito Brasileiro.