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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 22 de fevereiro de 2026

DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM

(republicação)

UPGRADE: 22 de fevereiro é ou não o Dia Internacional do Maçom?
Por Kennyo Ismail

Nos últimos dias e em especial no dia 22 de fevereiro, imagens e textos comemorando o suposto Dia Internacional do Maçom têm circulado pelas redes sociais. Os textos falam que as Grandes Lojas dos EUA e de outros países, reunidos na Conferência dos Grão-Mestres da América do Norte de 1994, aprovaram a escolha da data em homenagem ao nascimento de George Washington.

Apesar da afirmação, não se viu qualquer Grande Loja dos EUA postando algo em comemoração à data. Não se viu nem mesmo um respeitável irmão gringo mencionando isso em qualquer rede social.

O que se viu foi alguns norte-americanos, inclusive maçons, comemorando o aniversário de George Washington, mas não o suposto Dia Internacional do Maçom. O que também pesou contra a afirmação foi o fato de que há nos EUA, mais precisamente em Alexandria, na Virgínia, o George Washington Masonic National Memorial, mantido, principalmente, pelas Grandes Lojas norte-americanas, e que tem por objetivo justamente exaltar a imagem maçônica de George Washington. Especificamente no dia 22 de fevereiro, o Memorial estava com entrada franca em homenagem ao aniversário de George Washington. Mas não fizeram qualquer menção a Dia Internacional do Maçom.

Além disso, uma pesquisa não encontrou qualquer menção à comemoração da data por qualquer Obediência membro da Conferência dos Grão-Mestres da América do Norte, o que leva a crer que não existe o tal Dia Internacional do Maçom.

Entretanto, recentemente recebemos a informação de que a Grande Loja Legal de Portugal, em 2016, celebrou o “Dia do Maçom” como sendo o dia 20 de fevereiro. A comunicação, que diverge da data celebrada no Brasil em 2 dias, não faz menção ao caráter internacional da data ou mesmo de quando e como surgiu sua adoção. Mas, em compromisso com o princípio maçônico de busca da verdade, cabe aqui esta atualização, na esperança de que novas informações acerca do assunto surjam.

Fonte: https://www.noesquadro.com.br

FRASES ILUSTRADAS

LUGAR DO RECÉM-INICIADO - NO REAA

Em 27/09/2025 o Respeitável Irmão Álvaro Mattos da Costa Filho, Loja Fé e Perseverança, 426, REAA, GOB-SP, Oriente de Jaboticabal, Estado de São Paulo, faz a seguinte pergunta:

LUGAR DO RECÉM-INICIADO

Segundo o nosso Ritual de Aprendiz, os recém iniciados devem sentar-se no topo da Coluna do Norte próximo ao Primeiro Vigilante.

Eles devem sentar-se ali até completarem o interstício para serem elevados ou somente no dia da iniciação?

Conto mais uma vez com sua orientação.

CONSIDERAÇÕES:

Como praticamos um rito solar, como é o caso do REAA, o Iniciado, no dia da sua iniciação, senta-se próximo à Coluna Zodiacal que representa a constelação de Áries (perto do 1º Vig∴).

Na maioria das vezes essa representação iniciática ocorre apenas no dia da iniciação, podendo, nas demais sessões que virão, o Iniciado ir ocupando indistintamente o banco reservados aos AApr∴ junto à parede Norte - isso é plausível e aceitável.

No entanto, também é possível que durante o seu tempo de aperfeiçoamento (é o mais correto), a Loja opte pela gradativa aproximação do Iniciado da grade do Or∴, seguindo assim cada um dos dois ciclos naturais representados pelas colunas encravadas na parede Norte – senda iniciática do Apr∴.

À vista de tudo isso, a coluna representativa de Áries marca o início da jornada iniciática do Apr∴, o qual, simbolicamente partindo da primavera (Áries), irá alcançar o final do seu ciclo no verão (Virgem).

No REAA a primavera e o verão simulam o caminho iniciático do 1º Grau. Isso explica o porquê da existência de seis Colunas Zodiacais na parede Norte do Templo. As outras seis, que ficam ao Sul, não fazem parte da jornada desse grau.

Para concluir, vale observar que a revolução anual da Natureza, base dessa alegoria solar, tem, na Maçonaria, como referência, o hemisfério Norte da Terra, onde a primavera começa no dia 21 de março.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ENTRADA DO CORTEJO (INGRESSO NO TEMPLO)

Em 27/09/2025 o Respeitável Irmão Sílvio de Freitas Neto, Loja Humanidade e Fraternidade de Rondônia, REAA, GOB-RO, Oriente de Ji-Paraná, Estado de Rondônia, apresenta a seguinte questão:

ENTRADA DO CORTEJO

Venho mais uma vez pedir sua orientação, surgiu essa dúvida em nossa loja;

Entrada do cortejo estamos cumprindo o que está no Ritual pagina 44, sendo

Aprendiz, Companheiros, Mestre, Oficiais, Dignidades, 1º e 2º Vigilantes, Mestres Instalados, Autoridades e por último Venerável Mestre.

Surgiu essa dúvida que o Tesoureiro e Chanceler conforme consta no Ritual esses dois compõem Administração da Loja, nesse caso, na entrada do cortejo eles entram junto com os Oficiais ou com as Dignidades. o Senhor com sua Sabedoria pode nos orientar a forma correta.

CONSIDERAÇÕES:

No caso, ambos ingressam junto aos demais oficiais da Loja.

Nesse sentido, cabe salientar que no REAA o Tes e o Chanc, embora sejam cargos eletivos para a administração da Loja, aos olhos da autenticidade, eles não fazem parte das DDig da Loja. 

Esse desencontro tem ocorrido porque o RGF trata, de forma generalizada, os cargos de Chanc e Tes como DDig, o que não condiz com a autenticidade do REAA, até porque nos ritos de origem francesa, como é o caso do rito em questão, as DDig de uma Loja são apenas cinco, a saber: as três Luzes (Ven, Orad e Secr) mais o Orad e o Secr  três a governam, cinco a compõem e sete a completam.

Foi graças a isso que se estabeleceu uma contradição entre quem são as cinco DDig da Loja e os sete cargos eletivos para administrá-la.

À vista disso, segue-se o ritual em vigência.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

A CONSAGRAÇÃO*

O vocábulo significa tornar sagrado um templo, isto é, habilitá-lo para receber os adeptos com a finalidade de honrar e cultuar uma divindade.

A Maçonaria consagra os seus templos usando um ritual apropriado através de tocante cerimônia; o uso da consagração é relativamente moderno, pois as constituições de 1717 e 1723 nada referem a respeito.

A consagração, porém, não é ato exclusivo que respeite a um templo, pois todo "novo maçom", logo após a sua Iniciação é consagrado pelo Venerável Mestre, que coloca a lâmina de sua espada sobre sua cabeça e pronuncia a fórmula consecratória com o malhete na lâmina por três vezes.

Na época cavalheiresca, os cavaleiros eram consagrados, também, com a espada, batendo a lâmina nos ombros difere da cerimônia maçônica, pois, na realidade, quem consagra não é a espada, mas sim as “vibrações” que os golpes do malhete produzem e que penetram na parte íntima do neófito.

Todo maçom deve recordar, sempre, que além de iniciado foi consagrado para sua maçônica missão.

*Sagrado significa "selecionado".

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino,- 6ª. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 98

O VERDADEIRO GRAU E A ILUSÃO DA VAIDADE

VV∴ MM∴, Digníssimos Vigilantes, Respeitáveis Irmãos:

Antes de adentrar esta Sublime Ordem, quando ainda menino, meu imaginário sobre a Maçonaria era tecido por mitos, boatos e histórias sussurradas com medo ou admiração.

Dizia-se que os Maçons eram mágicos, poderosos, envoltos em mistérios, fazedores de pactos ocultos, homens que falavam com forças sobrenaturais. Chegavam a dizer que, para entrar, era preciso sacrificar o que mais se amava, beber sangue, vender a alma. E que o Grau 33 era o trono dos semideuses.

Cresci com essa ideia.

Contudo, ao trilhar meu próprio caminho, ao buscar por mim mesmo e não por vozes alheias, comecei a compreender o que realmente é a Maçonaria.

Entrei. Vi. Vivi.

E aprendi que o que nos eleva ao mágico e sobrenatural não é o número de graus, mas a profundidade da vivência de cada um deles. "Damos o que mais amamos" pois assim foi nos mandado (e a este mistério só um mestre do silêncio sabe entender), não só para entrar mas para evoluir lá dentro.Que não se trata de um caminho de privilégios ou posições hierárquicas, mas de retificação interior. De construção silenciosa.

Hoje, sei que os graus não definem quem é mais maçom ou mais digno. Sei que o maior dos Mestres pode estar oculto sob o avental de um Aprendiz atento.

Há quem acredite que subir graus é subir espiritualmente. Há quem creia que mais graus significam mais luz, mais poder, mais importância em Loja ou nas Potências.

Mas pergunto, Irmãos:

Se eu ler o Alcorão, a Torá, a Bíblia, o Bhagavad Gita, o Livro dos Espíritos, os fundamentos da Umbanda ou do Hermetismo… serei eu maior do que meu pai, que orava em silêncio e praticava a bondade sem diplomas?

Serei eu maior que meu Irmão de Loja, que talvez ainda esteja no grau 1, mas vive plenamente os princípios de fraternidade, justiça e humildade?

E então, lembro do arquétipo do profeta Elias.

Ungido, iluminado, elevado, ainda assim, com toda sua grandeza, declarou: "Não sou maior do que meus pais."

Irmãos, esse é o ensinamento: A verdadeira grandeza não se mede em graus, mas em virtudes.

Podemos e devemos estudar. Nossa Ordem é formada por buscadores da Verdade. E que cada um explore os céus conforme sua sede.

Mas jamais confundamos busca com vaidade, ou conhecimento com superioridade.

A Maçonaria ensina que não há entre nós títulos de nobreza espiritual, mas um chamado à retidão.

Se estudamos mais, que seja para servir mais.

Se subimos um grau, que seja para nos curvar mais humildemente diante do símbolo.

Pois aquele que se julga maior por conhecer mais… ainda nada compreendeu.

A busca é individual, sim.

Mas o Caminho é coletivo. E quem caminha na frente, ilumina com sua lanterna, não para brilhar sobre os outros, mas para guiá-los com amor e humildade.

Que nenhum Irmão se iluda:

A vaidade do conhecimento é mais perigosa que a ignorância.

Porque a ignorância sabe que precisa aprender.

Mas a vaidade… acredita que já chegou.

Que esta instrução não sirva como crítica, mas como um espelho.

E que cada um de nós possa se olhar, se lembrar de quando entrou na Ordem…

De quando tremia diante da Luz…

E de como, no silêncio, descobriu que o maior grau que existe…

É o de Homem de Bem.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

sábado, 21 de fevereiro de 2026