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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 9 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SUBSTITUINDO O VENERÁVEL MESTRE ANTES DO ENCERRAMENTO

Em 05.05.2026 o Respeitável Irmão Rondineli Araújo, Loja Acácia Formosa de Santa Cruz, 4483, REAA, GOB-ES, Oriente de Serra, Estado do Espírito Santo, enumera as perguntas seguintes:

SUBSTITUINDO O VENERÁVEL

Gostaria de sanar umas dúvidas considerando:

Sabemos que em sessões ordinárias o substituto direto do Venerável é o Primeiro Vigilante, o Segundo Vigilante assume o cargo de primeiro Vigilante e o 2º Experto assume a função de segundo Vigilante, logo:

1 - Se a sessão começar e o Venerável Mestre precisar ausentar-se com urgência antes do término da sessão, o primeiro vigilante assume os trabalhos ou qualquer M∴ I∴, pergunto porque fui questionado e disse que independentemente da situação quem assume é o sucessor direto por direito, ou seja, o Primeiro Vigilante, não importando se no início ou quase final da sessão (friso, sessão ordinária), está correto?

2 - Se sim, caso aconteça do Venerável precisar ausentar-se durante o andamento da sessão, ainda assim o 2º Vigilante vai para a mesa do Primeiro Vigilante e O 2º Experto assume como Segundo Vigilante?

3 - Caso seja sessão Magna, quem assume o lugar do Venerável é o Mestre Instalado mais recente, o Venerável Imediato, correto?

4 - Caso aconteça o M∴ I∴ mais recente estar por exemplo no cargo de Orador, ele permanece na função e outro M∴ I∴ assume como Venerável Mestre?

5 - Ou este deverá assumir como Venerável Mestre e outro irmão assumirá a Oratória?

6 - Caso não esteja presente o Ex Venerável Mestre mais recente, a função de Venerável Mestre deverá ser assumida por outro M∴ I∴, deverá ser observado sempre o mais recente Ex Venerável ou critério de CIM, ou não tem regra?

CONSIDERAÇÕES:

Entendo que seja impossível se prever todas as situações que possam advir na execução dinâmica da ritualística maçônica. Escrevê-las, uma a uma, certamente acarretaria em um caderno ritualístico volumoso, desconfortável e economicamente dispendioso.

Assim, o mais viável é que naturalmente os dirigentes da Loja, se utilizando do bom senso administrativo, estejam sempre aptos para resolver questões que, pelas circunstâncias, nem sempre se apresentam escritas nos rituais e manuais.

À vista disso, em relação às suas questões, entende-se o seguinte: 

1. Em uma sessão ordinária do REAA, se por motivos alheios houver uma eventual retirada do Ven∴ Mestre antes do encerramento dos trabalhos, quem deve assumir a direção da sessão é o seu substituto legal, nesse caso, é o 1º Vig∴. Em razão disso, o 2º Vig∴ é quem preenche a primeira vigilância e o 2º Exp∴ a segunda vigilância. Segue-se exatamente o que prevê o ritual vigente em uma sessão ordinária.

2. Já respondido no item nº 1 acima.

3. Caso o ocorrido se dê em uma sessão magna do REAA, quem assume o lugar do Ven∴ Mestre que se retira é o ex-Venerável Mestre (M∴ I∴) mais recente da Loja. Nesse caso, o mais recente é o que foi sucedido pelo Ven∴Mestre atual (de ofício).

4. Na hipótese de estar o ex-Venerável Mestre (M∴ I∴) mais recente da Loja exercendo um cargo, como o de Orador, por exemplo, o mais razoável para o andamento e fluidez dos trabalhos é que ele permaneça no cargo que está exercendo, assumindo o cargo de Ven∴ Mestre outro M∴ I∴, preferencialmente o penúltimo que tenha ocupado o veneralato da Oficina.

5. O ideal é manter como explicado no item 4 acima, todavia nada impede que sejam feitas todas as substituições, saindo o M∴ I∴ recente do cargo que estiver ocupando para assumir o de Ven∴ Mestre. Nesse caso será preciso também preencher o cago que ficou vago pelas constâncias.

6. No caso da ordem sequencial dos ex-Veneráveis Mestres, o mais recente é sempre aquele que deixou por último o veneralato da Loja, e assim é contado sucessivamente – mais recente o último (antes do titular), depois o penúltimo, o antepenúltimo, etc.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O DIABO

Diabo é um misterioso "ser"; o fanatismo impõe a crença de que é um ser palpável, inimigo de Deus.

No entanto, significa: o caluniador e opositor, semeador de discórdias. Encontramos, com riqueza de detalhes, essa figura mítica nas Sagradas Escrituras com diversos nomes, a saber: Satanás, Belial, Demônio, Belzebu, Lúcifer, Leviatã, príncipe do Abismo e das trevas.

Diabo seria o gênio do mal, o desobediente, o tentador, aquele que semeia dúvidas. Maçonicamente, não é considerado.

Na realidade, o diabo é criação humana e ele se manifesta por meio dos pensamentos que originam atos nocivos.

Não é necessário com eles uma maldade; basta deixar de exercer a caridade, de amar o próximo, de amparar o irmão para que essa parte negativa exsurja, provocando o mal.

A falta do cumprimento de um dever constituirá, sem dúvida, uma ação diabólica.

A parte humana do ser é propensa à prática da maldade, da frieza e do egoísmo; a parte divina, porém, deve sufocar esse instinto que tanto prejudica a nós próprios e aos demais.

O maçom crê no Grande Arquiteto do Universo, que constrói o que é prefeito, justo e bom; logo, em seu coração não há lugar para o cometimento de maldades.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 125.

CLIENTELISMOS NA MAÇONARIA

Muito se fala do clientelismo na Maçonaria.

Não compete à Maçonaria enquanto instituição fraternal e universal, arranjar empregos aos seus membros. Ela não é uma agência de empregos! Nem isso faz sequer parte das suas obrigações sociais.

Quem busca arranjar emprego, não deve sequer entrar na Maçonaria. Ela não funciona como agência de emprego para ninguém. Apenas vai perder seu tempo e o tempo dos demais.

O que poderá acontecer eventualmente (suponho eu), é que na rede de contactos de um maçom, e porque da Maçonaria fazem parte integrante vários empresários, profissionais liberais entre outros…, seja natural que fora portas do Templo e nas suas relações pessoais, os maçons troquem contactos e ideias entre eles. Mas o que fazem fora do templo, à Maçonaria não diz respeito directamente como instituição, apenas poderá dizer respeito a título institucional, se o que se passar entre maçons for desrespeitoso, que ofenda as regras/mandamentos da Maçonaria ou que ponha a sua imagem em causa perante o público em geral.

Se algum maçom arranjar trabalho a um irmão seu, deve ser exclusivamente pela sua competência e conhecimentos (sabedoria) em relação ao cargo/função no qual é contratado. Até porque uma má contratação/ erro de casting pode custar caro à sua empresa.

Quando se acusa a Maçonaria de clientelismo, a maior parte das vezes os seus detractores esquecem-se do que são “relações de amizade”. Passo a explicar. 

Se um qualquer empresário tiver um amigo a necessitar de trabalho por este se encontrar desempregado, e se estiver ao seu alcance, normalmente tentará arranjar um trabalho ao seu amigo, que o possa sustentar e que mitigue o seu “sofrimento”. É usual isso acontecer e numa sociedade como a portuguesa, a esse chico espertismo, é habitual o pessoal até fechar os olhos e inclusive a maioria das vezes até achar por bem que isso aconteça. 

Uma contratação, deve ser sempre bem ponderada, seja de um maçom, de um amigo ou outra pessoa qualquer. Porque o risco a correr é enorme. E se for a contratação de um maçom, esse risco ainda será maior, pois a carga negativa indevidamente associada à Maçonaria estará sempre com uma sombra presente nessa contratação. 

E se porventura essa contratação for acertada, exalta-se a pessoa (e não o maçom); mas, se essa contratação se demonstrar errada, nesse caso, o que ressaltará é o facto de o contratado ser maçom e não o facto de se ter revelado como impróprio para a função contratada.

Então porquê, se os intervenientes nesse caso forem maçons a crítica persistirá?

Se os contratados forem profanos, tudo bem. Mas se forem maçons cai o carmo e a trindade.

Pois, mas isso é o que não se deve passar. Ou se é íntegro para tudo ou então de nada vale ser faccioso e criticar apenas o que interessa criticar na Maçonaria.

Sintetizando, se alguém se quiser fazer parte dos mistérios da Arte Real, mas apenas com o intuito de arranjar trabalho, então o melhor a fazer é se dirigir a uma agência de emprego. Tanto poupa tempo e dinheiro a ele próprio bem como à Ordem Maçónica.

Fonte:pedradeburil.blogspot.com

sábado, 8 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

AUSÊNCIA DURANTE A VOTAÇÃO

Em 14/05/2026 o Respeitável Irmão Wellington da Cruz Mano, Loja Valdez Pereira, 4077, REAA, GOB-PA, Oriente de Paragominas, Estado do Pará, solicita esclarecimentos para o que segue:

AUSÊNCIA TEMPORÁRIA

A dúvida que tenho talvez esteja até mais no campo da legislação do que propriamente do ritualístico, porque às vezes vemos situações em que o ritual não trata expressamente, a legislação também não é tão objetiva, e na prática acaba acontecendo de formas diferentes. Vou tentar ser bem pontual para delimitar melhor a questão.

Por exemplo: em uma votação para isentar um irmão do pagamento das mensalidades, votação acerca de título honorífico ou qualquer outro assunto diretamente relacionado a determinado irmão. Esse irmão que está sendo objeto da votação deveria permanecer em Loja ou se retirar temporariamente?

Pergunto porque, em determinadas ocasiões, acabam ocorrendo debates durante a apreciação do tema, o que pode gerar algum desconforto ao irmão envolvido e o Irmão que irá ou queria expor alguma questão.

No seu entendimento, quando estiver sendo votado assunto que diga respeito diretamente ao irmão, o mais adequado seria que ele cobrisse o tempo e se retirasse momentaneamente, ou poderia permanecer normalmente em Loja?

Desde já, agradeço pela atenção e pelo esclarecimento.

CONSIDERAÇÕES:

De fato, esse não é assunto merecedor de estar nos rituais iniciáticos. Casos como esse são administrativos e devem ser resolvidos, sempre com bom senso, pelo Venerável Mestre.

De qualquer forma, segue minha opinião a respeito, lembrando que uma opinião é apenas um ponto de vista, ou um julgamento pessoal, portanto não é uma reposta laudatória nem oficial.

Deste modo, conforme o mencionado na questão, no tocante à votação e a presença de um Irmão interessado, ou partícipe de uma situação, penso que ele, como um elemento circunstancial parte, ou motivo do debate, não deveria se fazer presente na ocasião.

Em um caso desses, a sabedoria do Venerável Mestre tem que prevalecer. Agindo dentro dos padrões éticos, com sensatez e prudência, ele deve convidar o protagonista a se retirar temporariamente dos trabalhos, até que seja chamado novamente. É o que eu faria.

Ao finalizar, é oportuno mencionar que o Irmão que é convidado a se retirar não é o que deve “cobrir o templo”, especialmente porque quem tem o ofício de cobrir o templo é o Cobridor. Nesse sentido, o Irmão que se retira, definitiva ou temporariamente, é que tem para si o templo coberto. Esse é o entendimento certo.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

WILLIAM PRESTON

UM GRANDE INIMIGO DA MAÇONARIA E DA HUMANIDADE.!!!

A hipocrisia se revela, pois nenhuma pedra mal esculpida consegue esconder suas rachaduras por muito tempo. Há aqueles que invocam a virtude sem praticá-la, proclamam a justiça sem segui-la e fazem discursos solenes enquanto suas ações contradizem cada palavra.

Eles carregam a linguagem da moralidade como se fosse uma joia emprestada, usando-a apenas quando convém aos seus interesses. Não são governados por princípios, mas por cálculos; Eles não conhecem a lealdade, mas a conveniência. Mudam de rumo como cata-ventos, esquecendo que o verdadeiro trabalhador permanece fiel ao seu trabalho, mesmo quando o vento é adverso.

Hipocrisia não é ignorância: é uma escolha consciente. É a renúncia ao trabalho interior, o abandono do polimento da pedra bruta, a covardia de quem tem medo de se olhar à luz da oficina. Quem finge foge de si mesmo.

Mas nenhuma máscara resiste à passagem do tempo ou à ação constante da verdade. A Luz, paciente e justa, acaba revelando o que estava escondido. E quando o véu cai, apenas aquilo que foi construído com retidão, silêncio e coerência permanece de pé.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

DECORAÇÃO DA CÂMARA DO MEIO - REAA

Em 12/05/2026 o Respeitável Irmão José Gentil Filho, Loja Independência e Luz, 0301, REAA, GOB-RJ, Oriente de Barra Mansa, Estado do Rio de Janeiro, pede explicações para o que segue:

DECORAÇÃO

As llágr∴ de pr∴ na Sessão de Mestre Maçom são semeadas em grupos de 3, 5 e 7, conforme cristalinamente veiculado nas orientações para decoração do Templo. A pergunta é: elas são colocadas na posição vertical, três, cinco e sete? Pergunto porque já vi em posições bem diferentes. Particularmente, penso que é na posição vertical, pois a representação é de llágr∴ caindo.

Outro ponto: O retábulo, também cristalinamente veiculado, cita que fica da mesma forma como nos graus de Aprendiz e Companheiro. A pergunta é: inclui o dossel, ou o dossel deverá ser preto?

CONSIDERAÇÕES:

As llágr∴ pprat∴, adereços espalhados pelas cortinas sobre as paredes do Templo na C∴ do M∴, são geralmente representadas em grupos formados por conjuntos de três, cinco e sete llágr∴ espalhadas, de cima para baixo, como se estivessem escorrendo ou pingando naturalmente.

De modo velado, essa alegoria retrata llágr∴ derramadas causadas pela dor da perda do M∴ H∴ A∴, então assas∴ por t∴ mm∴ CComp∴, ao meio-dia, quando a construção do Templo já se aproximava do seu final. As llágr∴ simbolizam na lenda do 3º Grau, a dor e a consternação.

No que concerne à cor do dossel em Loja de Mestre Maçom, o mesmo permanece sendo encarnado (vermelho) com galões dourados, tal como se apresenta nas Lojas de Aprendiz e Companheiro. Não há necessidade de se mudar a cor do dossel, de vermelho para preto, em Loja do 3º Grau.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O QUE É A MAÇONARIA?


FÉRIAS MAÇÔNICAS

Por Luciano J. A. Urpia

"As "Férias Maçônicas" são uma invenção brasileira do final do século 20 e têm sido estendidas ao longo do tempo, principalmente para aqueles que consideram o trabalho maçônico desgastante. No Grande Oriente do Brasil, esse período de férias dura 30 dias, indo de 20 de dezembro a 20 de janeiro. No entanto, nem sempre foi assim.

Antigamente, as Lojas Maçônicas não interrompiam seus trabalhos nem mesmo durante o Natal ou a passagem de ano. Existem registros de iniciações e decisões importantes ocorrendo durante o período que agora é considerado de férias.

A prática de estender as férias maçônicas começou no final do século 20, quando o Edifício-Sede do Grande Oriente de São Paulo necessitou de reparos após sua inauguração. O Grão-Mestre da época estendeu as férias para permitir as manutenções necessárias.

No entanto, essa tradição de férias maçônicas foi estendida ainda mais, chegando a outras Obediências maçônicas. Alguns justificam isso como uma forma de dar férias aos funcionários, enquanto outros alegam que é para aproveitar as férias escolares e viajar com a família. No entanto, muitos maçons gostariam de continuar frequentando os trabalhos maçônicos durante esse período, mas são impedidos pela imposição daqueles que consideram suas próprias conveniências.

Essa prática de férias maçônicas tem sido controversa e levanta questões sobre a verdadeira natureza do trabalho maçônico e seu compromisso com o desenvolvimento pessoal e filosófico."

* Resumo do artigo de José Castellani, intitulado "As Incríveis Férias Maçônicas", escrito em 2004.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

JANTAR DENTRO DO TEMPLO

Em 11/05/2026 o Respeitável Irmão que se identifica apenas pelo nome de Thiago, Loja Cataratas do Iguaçu, 2970, REAA, GOB-PR, Oriente de Foz do Iguaçu, Estado do Paraná, solicita esclarecimentos.

JANTAR NO TEMPLO

Me surgiu uma dúvida, e eu gostaria de saber a opinião do Irmão a respeito do assunto.

Existe alguma proibição de se fazer um jantar sem nenhum cunho ritualístico, com os familiares dos irmãos (cunhadas e sobrinhos), dentro de um Templo?

Haja vista que muitas cunhadas e sobrinhos nunca adentraram a um Templo, por não haverem Sessões Brancas, por exemplo, se não existisse nenhum impedimento quanto a isso, acho que seria muito legal para os familiares jantarem dentro do Templo, sem nenhuma liturgia, nem própria nem inventada, apenas a mesas dispostas dentro do Templo.

Ainda sobre a pergunta, reitero que não se trata de uma Loja de Mesa com as cunhadas e familiares, ouvi falar que estão praticando adaptações aos rituais por aí, e isso está perfeitamente claro para mim que é vedado.

A dúvida é somente se é permitido, ou se não é proibido, o uso do templo para um Jantar ou Almoço simples com os familiares dentro do Templo, sem nenhum tipo de passagem ritualística.

Não encontrei nenhum impeditivo legal em rituais e documentos legais.

O que o poderoso irmão tem a dizer sobre o assunto?

CONSIDERAÇÕES:

Primeiramente é bom ressaltar que não existem sessões intituladas "brancas", mas existem sessões “públicas” com a presença de não iniciados (profanos).

O uso da expressão "sessão branca" deve ser evitado no sentido de não permitir que os inimigos da Maçonaria a usem como parâmetro para construir narrativas de que se existem sessões brancas, então também devem existir "sessões negras". Aliás, essa expressão "sessão branca" já caiu em desuso faz muito tempo.

Em relação a realização de outros jantares dentro do Templo, pode-se dizer que é algo altamente inapropriado, mormente porque o Templo Maçônico não foi consagrado (conferido dignidade ao espaço) para esse propósito.

É bom que se diga que nem mesmo é recomendável que uma Loja de Mesa, que faz parte da tradição, usos e costumes da Maçonaria, deva ser aberta (realizada) dentro do Templo (sala da Loja), senão em lugar separado, apropriado e coberto, geralmente conhecido como como Salão de Ágapes.

Muito menos dentro do Templo devem existir reuniões festivas ou de jantares de confraternização, principalmente por serem atividades naturalmente regadas com bebidas alcoólicas. A título de ilustração, mediante verificação que não houve sua revogação, o Decreto 48, de 9 de agosto de 1988, assinado pelo então Grão-Mestre Geral Jair Assis Ribeiro, proíbe o uso de bebidas alcoólicas dentro do Templo.

No sentido de as nossas cunhadas conhecerem o Templo, elas podem perfeitamente conhece-lo, por exemplo, em uma Sessão em Homenagem ao Dia das Mães, trabalho que inclusive está prevista nos Rituais Especiais do GOB.

Ainda, a título de esclarecimento, vale mencionar o que prevê o Ritual de Banquete Ritualístico (Loja de Mesa) vigente no GOB, in Rituais Especiais (Sessões Exclusivas), 2016, de a página 115:

“Os Banquetes Maçônicos devem realizar-se, preferencialmente, nos edifícios maçônicos em locais apropriados (o grifo é meu); entretanto, podem ter lugar em outro qualquer edifício, contanto que tudo se disponha de modo que de fora do recinto nada se possa ver ou ouvir [...]”.

Notadamente, o ritual vigente menciona “locais apropriados” e não a sala da Loja, onde se realizam os trabalhos iniciáticos, ordinários ou magnos. Para “locais apropriados”, entende-se o salão de ágapes da Loja.

Assim, se nem o ritual menciona a realização de uma Loja de Mesa dentro do Templo, muito menos ainda seria plausível a realização de jantares de confraternização dentro da Loja no espaço consagrado para os trabalhos ritualístico maçônicos.

Ao concluir, fica o alerta de que não são permitidas alterações nos rituais vigentes no GOB. Qualquer atitude ou procedimento nesse sentido é considerada prática de delito maçônico e como tal será tratado.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

CORTEJO FÚNEBRE MAÇÔNICO


Por Luciano J. A. Urpia
Cortejo fúnebre maçônico para o primeiro-ministro da Colúmbia Britânica (Canadá), Harlan Brewster (que pertencia à Loja nº 2). Ele foi o 18º premier da província (1916-1918), instituiu o voto feminino e a Lei Seca, e faleceu aos 47 anos por pneumonia dupla (1º de março de 1918).

Fonte_Instagram_Arquivos da Maçonaria

HUZZÉ

Ir∴ Manoel Júnior
Loja Verdadeiros Amigos - São Paulo/Sp, Brasil

A palavra HUZZÉ tem origem hebraica, embora em árabe seja pronunciada “HUZZA”, para os antigos árabes „HUZZA” era o nome dado a uma espécie de acácia consagrada ao sol, como símbolo da imortalidade, e sua tradução significa força e vigor, palavras simbólicas que fazem parte da tríplice saudação feita na Cadeia de União: Saúde, Força e Vigor. Na Inglaterra a aclamação “HUZZÉ” tem a pronúncia UZEI, tomada do verbo TO HUZZA (aclamação) como sentido “viva o rei”.Significados:

No pequeno Vademecum Maçônico do Ir.´. Ech Lemos: “Houzé” – Grito de alegria dos maçons do rito escocês.

No dicionário de maçonaria do Ir.´. Joaquim Gervasio de Figueiredo: Houzé – Grito de aclamação do maçom escocês.

No dicionário maçônico do Ir.´. Rizzardo da Camino, Huzzé é apresentado como uma corruptela de HUZZA, que seria a expressão de alegria e louvor usada pelos maçons ingleses traduzida por “viva”.

Biblicamente, HUZZÉ era o nome de uma personagem.

Pronúncia: Deve-se pronunciar “HUZZÉ”, dando ênfase ao som da letra “H”, a qual exige um sopro mais forte, e “ZZÉ” como afirmação, como que solfejando um Dó bem longo e terminando em Fá, tendo a sensação de estar passando do escuro da noite para o alaranjado da manhã, da dúvida para a certeza, da angústia para serenidade.Em maçonaria, HUZZÉ é uma exclamação, e como tal, deve ser clamada com um sopro forte, quase gritado, em dois sons, para que possa ser respeitada a harmonia musical do vocábulo, a fim de que se conserve todo efeito esotérico desta saudação ao GADU.´., significando que Deus é sabedoria, força e beleza. HUZZÉ, HUZZÉ, HUZZÉ, ou seja, salve o GADU.´. , salve o GADU.´. , salve o GADU.´.O valor do HUZZE está no som, a energia provocada elimina as vibrações negativas. Quando em Loja, surgirem discussões ásperas e o V.´.M.´. receiar-se que o ambiente possa ser „perturbado” suspenderá os trabalhos, e comandará a expressão HUZZÉ, de forma tríplice, reiniciando os trabalhos, o ambiente será outro, ameno e harmônico.Dentro de Loja, o V.´.M.´. comanda no início dos trabalhos a exclamação HUZZÉ, que deve ser pronunciada em uníssono. Essa exclamação prepara o ambiente espiritual, afastando os resquícios de vibrações negativas trazidas para dentro do templo pelos IIr.´.Ao término dos trabalhos é exclamado para “aliviar” as tensões surgidas. Toda liturgia maçônica compreende os aspectos místicos, físicos e psíquicos.

O HUZZÉ que provoca a expulsão do ar impuro, substituído pelo “Prana” que se forma no Templo, harmoniza o ambiente numa escala única, num nível salutar, capacitando o maçom para receber em seu interior os benefícios da Loja.Quando um maçom é solicitado a exclamação o HUZZÉ que o faça conscientemente para obter, assim, os resultados mágicos dessa manifestação física de seu organismo, portanto deve ser aprendida e ensinada, para que possas ser exercitada com Sabedoria Força e Beleza.

Bibliografia:
"Simbolismo Do Primeiro Grau" – Rizzardo Da Camino Bíblia Sagrada – Livros 2 – Samuel, Cap. 06"
Dicionário Maçônico" - Rizzardo Da Camino"
Dicionário Da Maçonaria" – Joaquim Gervásio De Figueiredo

Fonte: JBNews - Informativo nº 317 - 11 de Julho de 2011

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CHAPÉU NA TRANSFORMAÇÃO DE LOJA

Em 11/05/2026 o Respeitável Irmão Morel, Loja Justiça e Amor, 799, REAA, GOB-SP, Oriente de Bebedouro, Estado de São Paulo, solicita explicações.

CHAPÉU NA TRANSFORMAÇÃO

Hoje teremos Sessão Grau 2 no REAA, com a oportunidade de Transformação de Grau 3 para aprovação da Colação de Grau de irmãos Companheiros.

No Ato de Transformação para o Grau 3 há necessidade para uso do chapéu a todos os irmãos?

Obs.: sou Orador da Loja, e interpreto que o uso é obrigatório ao Venerável Mestre, o Ritual nesse momento não prevê o uso a todos os irmãos.

CONSIDERAÇÕES;


Como se trata apenas de uma transformação temporária para outro grau, com breve retorno aos trabalhos ao grau em que a Loja fora originalmente aberta, é suficiente que somente o Venerável Mestre continue usando o chapéu negro e desabado. Nesse caso, para os demais Irmãos fica dispensado o uso da cobertura.

Vale ressaltar que essas considerações são pertinentes aos trabalhos no Rito Escocês Antigo e Aceito – REAA.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 23

FIO

1º - Não convém permanecermos sempre no limite, ou estar por um fio, mas evitar esse posicionamento para a nossa própria segurança.
2º - O Fio que compõe o prumo, firmando a testa, para deixar livre e perpendicularmente a ponta é indispensável para o funcionamento do instrumento.
3º - O prumo é um instrumento de medida que funciona de modo perpendicular e de cima para baixo. Um dos seus símbolos nos lembra que o principal controle do homem é a sua mente.
4º - Estar a prumo significa estar em equilíbrio, ou seja, corretamente.
5º - O fio é maleável, delicado, sutil e frágil; sejamos todos, no prumo, o fio que o caracteriza para pautar nosso comportamento com fidelidade e verticalidade.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

O MESTRE MAÇOM CONSEGUE DIFERENCIAR O BOM CANDIDATO DO CANDIDATO CURIOSO

Este é um mergulho profundo na psicologia do "Profano Indiscreto" — aquele que confunde a entrada de um Templo com a recepção de um clube de vantagens. O texto abaixo explora esse choque entre a solenidade milenar e a superficialidade digital.

O Despertar do Sonho Oco: O Diálogo entre o Prumo e a Inércia

O cenário é o vasto e impessoal mundo digital. De um lado, a paciência lapidada de um Mestre Maçom; do outro, a urgência vazia de alguém que busca um segredo que não está disposto a merecer.

O Equívoco da Infância

Quando o suposto candidato proclama: "Meu sonho é ser maçom desde criança", ele entrega sua primeira fraqueza. A Maçonaria não é um parque de diversões para fantasias infantis; é o trabalho árduo de homens feitos, de espíritos maduros que trocaram o brinquedo pelo cinzel. Quem busca a Ordem por um "sonho de criança" geralmente busca o lúdico, o mistério de capa e espada, ignorando que o verdadeiro mistério é o peso da responsabilidade sobre os próprios atos.

A Máscara dos "Amigos Invisíveis"

Ao ser questionado sobre sua real motivação, o candidato recorre à dissimulação: "Tenho amigos maçons que já me convidaram três vezes". Aqui, o Mestre silencia e observa o abismo.

* Se o convite fosse real, por que ele busca um estranho na internet?
* Se os amigos são reais, por que não viram nele o brilho necessário para o apadrinhamento?

O "convite" que esses candidatos imaginam é cercado de tapetes vermelhos e promessas de ascensão financeira. Eles não entendem que, na Maçonaria, ninguém é "convidado" para o privilégio sem antes ser testado no sacrifício. O convite que ele menciona, provavelmente, foi para uma Sessão Pública — o pátio, nunca o Sanctum. Ele confunde a cortesia de uma visita com a honra de uma iniciação.

O Choque com a Realidade de Pedra

A conversa atinge o ponto de ruptura quando o Mestre toca na ferida do egoísmo: o custo.

Não apenas o custo em metais — que mantém o teto sobre a cabeça e a caridade em movimento — mas o custo do tempo, da dedicação e da disciplina.

Quando o candidato questiona: "Quanto tenho que pagar?", ele revela sua mentalidade de consumidor. Ele quer comprar uma identidade, quer etiquetar sua alma com um esquadro e um compasso como quem compra uma grife. A resposta do Mestre é um aviso: A Maçonaria não é comércio. Não se barganha a luz. 

Se você procura uma "pesquisa de mercado" para ver onde é mais barato ser iniciado, você já foi reprovado pelo Grande Arquiteto antes mesmo de bater à porta.

O Veredito Final

A insistência do candidato em desmentir o Mestre, citando o "amigo que disse que não havia custos", é o último prego em seu caixão iniciático. Ele revela a face da mentira. Se o amigo fosse maçom, saberia que a gratuidade só existe na ignorância.

O diálogo termina não com uma porta aberta, mas com um espelho colocado à frente do curioso. O "sonho" do impostor se desintegra diante da primeira exigência de ação real.

O QUE PERCEBEMOS, AFINAL?

Percebemos que muitos batem à porta do Templo não porque desejam ser melhores, mas porque desejam parecer maiores.

Percebemos que a internet deu voz a uma legião de curiosos que confundem a facilidade do "clique" com a dificuldade da "lapidação". O que sobra, ao fim dessa conversa, é a imagem de um homem que queria as glórias de um Mestre, mas não tinha o caráter de um Aprendiz.

No final, percebemos que a Maçonaria continua seletiva, não por arrogância, mas por autodefesa: o Templo é feito de pedras vivas, e quem tem alma de areia não suporta o peso da estrutura.

Fonte: Federação Maçônica de S.Paulo