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PERGUNTAS & RESPOSTAS
segunda-feira, 30 de março de 2026
GRAFIA CORRETA DE B.'.
Em 26.11.2025 o Respeitável Irmão Álvaro Nunes Ferraz, Loja Luzes de Chapada Diamantina, 3.206, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ituaçu, Estado da Bahia, apresenta a seguinte questão:
PALAVRA SAGRADA
Poderia nos tirar uma dúvida sobre qual realmente é a palavra Sagrada do Primeiro Grau, Aprendiz Maçom do Rito Escocês Antigo e Aceito, pois temos irmãos que falam (...)oo(...) e outros (...)oa(...).
Na Bíblia está (...)oa(...). A palavra significa "com força" ou "em força".
Poderia esclarecer e orientar a forma correta.
CONSIDERAÇÕES:
Não obstante eu já tenha escrito bastante a esse respeito, revela-se que as duas formas são aceitas no GOB. Isso ocorre porque é comum na Maçonaria brasileira o uso de duas versões bíblicas, a da Septuaginta (Dos Setenta) e a da Vulgata (latina).
Na versão “Dos Setenta” essa palavra é encontrada conforme a grafia original em hebraico, ou seja, “(...)OA(...)”, enquanto que na versão latina, a da “Vulgata”, o tradutor, S. Jerônimo, cometeu um equívoco escrevendo“(...)OO(...)”. Essa forma tornou-se uma corruptela do original acabou se consagrando nos ritos que usam a Bíblia latina.
No entanto, como as duas versões bíblicas acabariam consagradas entre os ritos, ambas as palavras acabaram sendo aceitas.
Sob o ponto de vista linguístico, a palavra “(...)OA(...)”, é a escrita correta, a despeito de que nos vocábulos hebraicos não existem vogais dobradas.
Melhores informações sobre, sugiro pesquisas no Blog do Pedro Juk, em http://pedro-juk.blogspot.com.br
BATERIA E VOTAÇÃO - REAA
PREPAREMOS HOMENS PARA A MAÇONARIA E NÃO MAÇONARIA PARA HOMENS!
domingo, 29 de março de 2026
SOLICITAÇÃO DA PALAVRA DE PASSE
INGRESSO FORMAL DA BANDEIRA NACIONAL
INGRESSO FORMAL DA BANDEIRA
Caríssimo Irmão Juk, tenho dúvidas sobre dois procedimentos que acontecem em minha Loja e ainda não consegui esclarecê-los nas pesquisas que fiz. Pergunto: Se a Bandeira Nacional já se encontrar hasteada no local destinada a Ela no Templo por que retirá-la quando há Sessões Magnas e depois reintroduzi-la? Esta retirada é obrigatória?
Minha outra dúvida é a seguinte: se um irmão é e está regular na Loja e no dia da transmissão da palavra semestral ele faltar a Sessão, o Venerável Mestre pode repassá-la ao Irmão faltoso posteriormente? Se pode qual o procedimento?
CONSIDERAÇÕES:
Conforme previsto no Decreto 1476/2016 que dispõe sobre o cerimonial para a Bandeira Nacional, em todas as sessões maçônicas das Lojas do Grande Oriente do Brasil é obrigatória a presença da Bandeira do Brasil.
À vista disso, conforme o Decreto mencionado e todos os rituais vigentes no GOB, a presença é da Bandeira é obrigatória nos trabalhos da Loja, sendo que nas sessões magnas haverá entrada e retirada formal para ela.
Tal procedimento ocorre porque a Bandeira Nacional é a mais alta autoridade presente na Loja, inclusive ela está acima do Grão-Mestre.

Historicamente, o culto ao Pavilhão Nacional foi instituído nos Templos Maçônicos do GOB em 17 de junho de 1920. Em 2 de abril de 1959 foi sancionado o Decreto 1834 que regulamenta o culto ao Pavilhão Nacional nas solenidades maçônicas.
Vale ressaltar que nas sessões ordinárias não há ingresso e retirada formal para a Bandeira. Nessas sessões, a Bandeira deverá ser hasteada, sem formalidade no Oriente da Loja antes do início dos trabalhos. Após o encerramento a Bandeira poderá ser retirada, sem formalidade.
Nesse sentido, costumeiramente a maioria das Lojas mantém a Bandeira hasteada no Oriente, sem retirá-la depois do encerramento. Diferente disso, nas sessões magnas a Bandeira deve ingressar e sair nos momentos previstos pelo ritual.
Quanto à palavra semestral, no caso do REAA ela somente pode ser transmitida aos Irmãos regulares do quadro em Cadeia de União (como consta no ritual). Logo, no caso de um Irmão faltoso no dia da transmissão, ele a receberá quando estiver presente, porém em Cadeia de União formada.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
BREVIÁRIO MAÇÔNICO
A coragem deriva do vocábulo "coração", significando a disposição anímica para enfrentar o perigo.
O ato de coragem surge diante de um perigo e é um impulso que vem de súbito, sem prévia preparação.
Durante a Iniciação maçônica, são feitas frequentes menções a respeito da coragem que o candidato deve manter para vencer os obstáculos.
Trata-se, sem dúvida, de uma virtude.
Na Maçonaria, a coragem é posta a prova do candidato que enfrenta um perigo invisível. É necessário, por outro lado, revertir-se de coragem para resistir, demonstrando uma coragem consciente.
Para tudo a coragem deve ser exercitada, não apenas para os fatos graves, más até para retirar da mente pensamentos que não convêm.
A coragem é uma reação que parte do coração, como impulso espontâneo, viril e decidido.
O ato que a provoca decorre de princípios os mais salutares, e por esse motivo é que o maçom é considerado virtuoso e corajoso.
Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 106.
O ESPAÇO DE MANOBRA: A ARTE DE VENCER NO LIMITE
sábado, 28 de março de 2026
CIRCULAÇÃO PELO OCIDENTE DA LOJA
Levando-se em conta de que só existe circulação dextrogira no Ocidente, ao se passar de uma para outra coluna, no caso da vossa questão, o 2º Diácono irá do seu lugar (Norte) diretamente para entre colunas.MALHETE E PARAMENTOS DO VENERAVEL MESTRE
No tocante às fotos tiradas após o encerramento dos trabalhos, acredito que não existem óbices, pois a Loja já se encontra fechada. Especialmente no uso do malhete, é comum vermos em galerias de quadros, VVen∴ Mestres pousando para fotos com o malhete sobre o lado esquerdo do peito.GOETHE
SE NÃO PUDER FALAR COM FRATERNIDADE, MANTENHA O SILÊNCIO
1. O Silêncio como virtude e como prova de caráter
No mundo profano, a palavra frequentemente se torna instrumento de vaidade, de disputa e de entretenimento. Multiplicam-se comentários, suspeitas, “meias verdades” e narrativas que se agigantam à medida que circulam. Porém, ao adentrarmos o Templo, não trazemos apenas o corpo: trazemos hábitos, inclinações e modos de agir que precisam ser retificados à luz da Arte.
Se a Maçonaria nos propõe um caminho distinto, é justamente porque a Loja não deve ser extensão das práticas profanas, mas oficina de disciplina moral, onde se aperfeiçoa o homem para que, no mundo exterior, ele seja presença de equilíbrio e de concórdia.
Nesse sentido, o silêncio não é ausência: é governo. É a capacidade de refrear o impulso, de evitar o juízo precipitado, de impedir que a língua se transforme em lâmina. É, portanto, virtude de alta exigência — e, por isso mesmo, profundamente iniciática.
2. A palavra que constrói e a palavra que divide
Se não podemos falar bem de um Irmão, com honra e verdade, não nos cabe “compensar” com insinuações, nem sustentar conversas de bastidores, nem vestir a maledicência com o manto de um suposto “zelo” pela Ordem. Na prática, aquilo que se diz pelas costas raramente é correção fraterna; quase sempre é ruído, ressentimento ou vaidade.
A correção fraterna, quando necessária, possui natureza distinta: é discreta, direta, responsável e útil. Visa ao bem do Irmão e à harmonia da Oficina; não busca plateia, não circula em rodas, não se converte em espetáculo. Já a maledicência é difusa, corrosiva e estéril. Em vez de fortalecer, enfraquece; em vez de edificar, desagrega.
A Maçonaria ensina Caridade — e Caridade não significa ignorar a realidade, mas não ampliar o mal, não criar escândalo onde não há, não converter fragilidades humanas em instrumento de desunião.
3. Coerência moral: a obrigação assumida livremente
Há um aspecto que merece atenção. Na vida social e profissional, muitos se mostram rigorosos no cumprimento de normas: apresentam-se conforme o traje exigido, cumprem horários, obedecem protocolos, zelam pela reputação, temendo as consequências da negligência.
Entretanto, quando se trata da honra maçônica, por vezes surge uma triste inversão: relativiza-se o dever, flexibiliza-se o compromisso, tolera-se a incoerência. Convém recordar, com sobriedade, que somos nós que buscamos a Ordem. Não fomos compelidos. Pedimos admissão de livre vontade. Fomos advertidos, antes da entrada, quanto às obrigações que assumiríamos. Sendo assim, a fidelidade ao compromisso deve ser natural, não ocasional.
Não se exige perfeição — pois a Maçonaria não opera milagres. Mas é razoável esperar diligência, constância e esforço sincero para viver aquilo que se aprende no Templo. E uma das provas mais evidentes desse esforço está no modo como tratamos o nome e a honra do nosso Irmão.
4. O duplo discurso como ruptura do espírito fraternal
Entre os comportamentos mais nocivos à fraternidade, destaca-se o duplo discurso: aquele que se apresenta cordial na presença do Irmão, mas o diminui na ausência; que sustenta gestos de amizade no salão e distribui suspeitas no corredor; que invoca “zelo” enquanto promove divisão.
Esse comportamento fere diretamente a harmonia da Oficina. Porque a Loja se sustenta não apenas por ritual e forma, mas por confiança e retidão. E a confiança não sobrevive quando a palavra perde o compromisso com a verdade e com a caridade.
Por isso, este ensinamento permanece atual e indispensável:
- Se pudermos falar bem, falemos com justiça e verdade.
- Se não pudermos falar bem, calemos com dignidade e prudência.
5. Conclusão: que o escândalo fique aos portais do Templo
Meus Irmãos, se desejamos uma Maçonaria forte, precisamos de Oficinas em que a harmonia não seja apenas um termo do ritual, mas uma prática constante: verdade com prudência; fraternidade com responsabilidade; e silêncio quando o silêncio é dever.
Que deixemos o escândalo do lado de fora — aos portais do Templo. Aqui dentro, não há lugar para o fomentador de intrigas, para o mensageiro do “disse-me disse”, para a língua que não edifica.
Ou cultivamos uma língua de boa fama, capaz de reconhecer virtudes e preservar a dignidade do Irmão; ou, na ausência disso, adotamos o silêncio honroso, que protege a harmonia e revela domínio de si.
Que o Grande Arquiteto do Universo nos conceda firmeza para vigiar a palavra, humildade para corrigir nossos impulsos e sabedoria para escolher o silêncio sempre que ele for a expressão mais elevada da honra.
Assim seja.
Nota
Este é uma adaptação do texto Silence, Or A Tongue Of Good Report, publicado originalmente nas The Freemason’s Chronicle, em 17 de março de 1877.
Fonte: The Square Magazine
*A tradução e adaptação do exto original foram realizadas com o auxilio de IA.
sexta-feira, 27 de março de 2026
TEMPO DE ESTUDOS - REAA
MESTRE INSTALADO NÃO É GRAU
No meu entendimento isso é altamente ilegal. Em lugar nenhum está legalmente previsto que reuniões exclusivas com Mestres Instalados tomam decisões em uma Loja. No mínimo o Orador, que é o Guarda da Lei, deveria interceder para que essa afronta à Lei não fosse cometida. Assim também o Venerável Mestre, que não pode ser conivente com absurdos como esse.



