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PERGUNTAS & RESPOSTAS
O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br
quinta-feira, 2 de julho de 2026
RITUAIS DE FILIAÇÃO, REGULARIZAÇAO, E ADMISSÃO DE MEMBRO HONORÁRIO
Em 19.04.2026 o Respeitável Irmão João Gabriel de Alencastro Martins, Loja Bárbara de Alencar, 4794, REAA, GOB-CE, Oriente de Fortaleza, Estado do Ceará, formula a seguinte pergunta:
RITUAL/FILIAÇÃO/REGULARIZAÇÃO/MEMBRO HONORÁRIO.
Tenho dúvida com relação ao cerimonial de Filiação/Regularização/Membro honorário, pois nas pg. 88 e 89; 92 e 93; 96 e 97 do ritual de aprendiz ed. 2024 pede para os irmãos ficarem a ordem por duas vezes seguidas sem que antes eles se sentem, apenas que a guarda de honra retorne ao lugar.
Observando o ritual de 2009 (que já está revogado) vejo que tal coisa não acontece. Minha dúvida é: como proceder com tais cerimoniais? Seria um erro de edição que futuramente será corrigido? Existe algo no SOR que trate sobre?
CONSIDERAÇÕES:
De fato, ocorreu mesmo foi um erro de digitação. Assim, no Ritual de Aprendiz do REAA, 2024/GOB, elimine-se a frase "em pé e à Ordem" das páginas 88, 92 e 96, permanecendo apenas as das páginas 89, 93 e 97.
No que diz respeito ao SOR – Sistema de Orientação Ritualística/GOB, ele não existe mais para o REAA, mormente porque o mesmo era para o ritual do REAA de 2009, o qual já se encontra revogado, valendo apenas o ritual de 2024.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
MAÇONARIA NO CHILE
Baile organizado pelas Lojas Maçônicas anglo-saxônicas de Valparaíso, Chile (c.1900)
Por Luciano J. A. Urpia | Criador da Página
PROFANO OU NEÓFITO?
Ir∴ José Aparecido dos Santos
ARLS Frederico Chalbaud Biscaia – Rito Francês – Oriente de Maringá ARLS Justiça – Rito REAA – Oriente de Maringá
Em uma breve análise sobre a vida profana e a iniciação na maçonaria, cheguei a uma conclusão;
Inicio da Vida Profana: Iniciamos com uma corrida (viagem) de milhões e um somente tem a Graça de Deus de ter um local único, escuro, sem nenhum visão da vida futura e dentro do ventre materno por nove meses e tendo toda afeição e alegria daqueles que querem a sua presença entre eles.
Quando ganhamos a luz, não enxergamos e sim só vemos luz por alguns dias, sem poder decifrar o que virá no futuro, não falamos e sim tentamos balbuciar algumas palavras e sem definições, não caminhamos por vários meses e sim somos levados e carregado por aqueles que devotam amor por nós e a confiança é total naquele que nos carrega por todos os lados.
Não conhecemos e nem temos conhecimento deste ser Supremo (Deus), somos um pequeno pagão por um determinado tempo, até recebermos a luz divina de nosso Pai Maior, do nosso batizado e nos é colocado pela ação divina, ótimos mestres em nossos ensinamentos de vida profana, sendo os nossos pais, avós, que só tendem a nos dar o ensinamento de vida, nos levando a verdade absoluta, nos apresentando ao Ser Supremo (Deus), nos dando o que é bondade, benevolência, atitudes de moral humana, educação e etc.
Iniciamos a vida profana com valorosos mestres e com verdadeiros ensinamentos de vida correta, integra, tendo o crescimento pessoal, moral, intelectual e sempre pelos mestres da vida que nos conduzem para a plenitude do mundo, estes nunca nos deixam, são eternos mestres para com nós.
Inicio da Vida Maçônica: Somos escolhidos no meio de milhões de profanos, e ao sermos iniciados, ficamos de olhos vendados, sem poder ver nada por algumas horas, voltamos ao nosso interior mental, como também voltamos ao interior da terra, representando o ventre materno, depois de algumas horas, com diversas viagens que fazemos pelo interior do Templo e sempre com um mestre que nos dá todo apoio e acreditamos na segurança deste que nos leva.
Depois de muitas idas e vindas (viagens), recebemos a luz, por alguns minutos, temos a visão conturbada e sem reconhecer as pessoas que nos aguardam com alegria, amor, dedicação e nos vendo como um novo irmão que vai iniciar os seus passos e engatinhando na vida maçônica.
Da mesma forma que somos levados pelos nossos pais, avós, na vida profana, também temos excelentes mestres que tendem a nos levar para o aprendizado da maçonaria, aprendendo os passos da vida ereta e doutrinada na verdade, humildade, ser um homem integro em todos os momentos e locais.
No grau de Aprendiz, temos os nossos passos idênticos de uma criança, e nos é ensinado como fazer, como se portar dentro de um Templo e nos sendo ensinado, como devemos nos portar dentro do Templo e como devemos estar paramentados, em seguida partimos para o grau de Companheiro, já podendo mudar os passos, mas tendo que ter os mestres sempre nos apoiando e aprimorando o lado do ser humano e maçom, para que este no futuro próximo, possa dar o ensinamento ao grau de Aprendiz.
Quando temos o grau de Mestre, este sendo o ápice do Grau Simbólico, já tendo o discernimento do que deve fazer na vida maçônica e profana, para não dar maus exemplos aos que estão iniciando na Maçonaria, este pode e tem o domínio de ir para o Oriente e retornar para o Ocidente, já tem o seu lado espiritual e mental eficaz e tendo que ensinar o Aprendiz e Companheiro.
Em todo momento de vida maçônica, temos que ter em mente, que somos homens livres, de bons costumes, podendo errar, não dando continuidade nos mesmos erros, sem sermos soberbos, temos que ter a humildade, integridade, postura pessoal, crença e devoção em Deus não somente para sociedade maçônica, mas continuar na sociedade profana, que nos vê, como homens com diferencial.
E nós é colocado que somos todos iguais, nenhum irmão é melhor que o outro, mesmo que este tenha um grau elevado de cultura e financeira, somos todos iguais não somente dentro dos Templos, mas no dia à dia de nossa vida maçônica e profana, desta forma, não devemos ser soberbos.
Desde aprendiz, companheiro, mestre e do grau 4 ao 33, todos nós estamos em franco estudo maçônico e um tem que dar um pouco de si para ensinar o outro irmão, o que é ser maçom, qual o grau do significado da vida maçônica, sendo através dos estudos, vivência entre todos nós e praticando o nosso ensinamento: “LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE”, devemos sim, retornar a Câmara de Reflexões, para um exame de consciência e alertar-se de que, na realidade, e Maçom.
O diferencial do Homem Maçom, que tem que ter em mente, que todos nós somos iguais e temos que fazer para o outro o que desejamos para nós e nossos familiares, não somos somente irmão de maçonaria, mas temos que ser “AMIGOS e IRMÃOS”!! Ou “IRMÃOS e AMIGOS”?? Se não nos sentirmos como verdadeiros “AMIGOS E IRMÃOS”, qual o motivo de desejarmos em nos tornarmos “MAÇOM”!!??
Fonte: JBNews - Informativo nº 312 - 06 de Julho de 2011
quarta-feira, 1 de julho de 2026
FAÇA-SE A LUZ!
Em 19.04.2026 o Respeitável Irmão Marcos Amorim, Loja Miosótis, 4838, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a dúvida seguinte:
FAÇA-SE A LUZ!
Venho mais uma vez solicitar auxílio ao Irmão, desta vez sobre as falas nas páginas 159 e 160 do Ritual de Aprendiz, nas quais temos a fala do Venerável e dos Vigilantes no momento do “Faça-se a Luz”.
A Dúvida é: quem fala as duas últimas frases? A primeira frase, "FAÇA-SE A LUZ!" parece ser dita pelo V∴ M∴, mas as frases seguintes devem ser ditas pelo 1º Vig∴ e 2º VVig∴, respectivamente? Mais uma vez, agradeço antecipadamente pela ajuda e cordialidade.
RESPOSTA:
Todas as falas relativas a essa passagem ritualística são proferidas apenas pelo Venerável Mestre.
Conforme está previsto no Ritual, no sublime momento do “Faça-se a Luz”, a cada exclamação pronunciada pelo Venerável Mestre, seguida de um golpe de malhete, os Irmãos 1º e 2º Vigilantes seguem-no também percutindo igualmente os seus malhetes.
As três exclamações são ditas pelo Venerável Mestre, enquanto que os golpes sequenciais a cada exclamação são dados pelo Venerável e os respectivos Vigilantes.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
MINUTO MAÇÔNICO - 18
A BALANÇA
1º - Balança corresponde a libra em latim; signo do zodíaco, é formado por oito estrelas. O símbolo da libra é uma balança com dois pratos, mantendo o fiel no centro.
2º - Originou-se pela igualdade do equinócio de outono, quando os dias e as noites apresentam a mesma duração.
3º - Maçonicamente, o zodíaco nada tem a ver com a astrologia; apenas são símbolos hauridos das constelações existentes no cosmo.
4º - Os nascido sob esse signo destacam-se na sociedade pelo bom senso de suas atitudes e pela tranqüilidade no desempenho de seu trabalho.
5º - Todo o maçom deve espelhar-se nesse símbolo que lhe propicia equilíbrio, igualdade, temperança e justiça.
Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br
LANDMARKS DEVEM SER IMUTÁVEIS?
Irmão Marcelo Artilheiro
Qual o papel do maçom frente os princípios, costumes, tradições e normas manifestamente injustas, anacrônicas, desproporcionais e ou lesivas aos direitos humanos e aos próprios ideais da Ordem?
Os Landmarks existem como criação necessária aos limites da liberdade e a segurança, itens estes indispensáveis na Ordem Maçônica, assim as dificuldades que se opõem à sua ruptura se explicam pela mesmíssima razão.
Porém, não se pode questionar que numa Instituição e numa Sociedade de homens livres e progressistas a Justiça tem de estar acima da segurança, da imutabilidade e dos limites temporais, isto porque sem Justiça não pode existir Maçonaria.
Para aqueles que defendem a inspiração dos Landmarks na nomenclatura do Velho Testamento, como amplamente defendido, tais fundamentos encontram-se em: Provérbios, 22 e 23/ 28 e 10: “Não removas os antigos limites que teus pais fizeram” e “não removas os antigos limites nem entre nos campos dos órfãos”. Deuteronômios, 19,14: “não tomarás nem mudarás os limites do teu próximo que os antigos estabeleceram na tua propriedade”. Contudo, impõe-se a reflexão que estando Jesus caminhando com seus discípulos num sábado, e estando eles com fome, começaram a colher espigas. Os fariseus lhe perguntaram: "Olha, por que fazem eles no sábado o que não é lícito?" (era proibido trabalhar no sábado), Jesus após justificar o ato, acrescentou: "O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; assim o Filho do Homem é senhor até do sábado." (Marcos 2:23-28). Em outras palavras, os Landmarks foram feitos para a Maçonaria e Homens, e não os homens e a Maçonaria para os Landmarks.
A realidade maçônica e social são dinâmicas. Mudam-se os valores e alteram-se os conceitos de liberdade, de homem, de igualdade, de justiça e etc. Assim é possível vislumbrar que alguns Landmarks da forma com tradicionalmente interpretados não mais refletem a noção de justiça, igualdade, fraternidade e liberdade.
Não existem limites e verdades eternas como razões ou conceitos desvinculados de um tempo, de um contexto social, econômico, político e científico. Os limites e as verdades são dinâmicos, são frutos de um processo dinâmico, influenciados constantemente pela ciência, cultura e valores, assim não se pode separar a instituição, a filosofia e pensamentos de seu contexto histórico, político, científico, religioso, econômico e etc.
A rigor, não se trata de relativizar ou abandonar todos os Landmarks, mas de rever os limites de alguns Landmarks, realizar uma nova leitura, a análise sob um nova dimensão, para deles excluir as interpretações incompatíveis e anacrônicas com a ciência, modernidade, justiça, verdade e dignidade da pessoa humana.
Não podem existir limites ilimitados e verdades inverídicas ainda que sob o pretexto de se prestigiar os antigos costumes, obrigações, usos e tradições.
Faz-se necessário considerar que a subjetividade da ideia da imutabilidade dos Landmarks se contrapõe a própria Maçonaria, ao espírito inconformista da própria Ordem e dos Irmãos, que não se satisfizeram no passado e não se satisfazem hoje com o aquilo que entendem como irrazoável, injusto, anacrônico e ilegítimo.
Os pilares da Maçonaria não são os Landmarks, mas sim a Dignidade do homem em sua mais ampla dimensão. Portanto, a liberdade e justiça devem ser os valores supremos de uma Instituição que se diz fraterna, progressista, igualitária, libertária, científica, pacifista e que busca a verdade e não a manutenção da "verdade".
Os Landmarks não devem tutelar a teratologia de uma tradição, costume ou uso gravemente injusto, irracional e incompatível com a moderna sociedade. Penso que não foi esta a intenção de seus autores (aqui, deve-se se questionar: quem os legitimou para construir tais verdades absolutas?) e criarem um mecanismo de blindagem para o pensamento humano e consequentemente restringir direitos, dentre eles, notadamente, o direito de pensar.
Entender que os Landmarks devem imperar de forma absoluta em razão dos antigos costumes, usos, obrigações e tradições é criar um dogma, dispondo-os acima do bem, do mal, da justiça, da injustiça, da dignidade do homem e da própria Maçonaria, o que se mostra ilógico.
A realidade maçônica aponta que a relativização dos Landmarks ainda que por vias atípicas já está presente na vida dos homens livres e de bons costumes, ainda que com outro nome, de modo expresso ou implícito e sob a chancela informal da própria Ordem.
A vida em uma sociedade democrática, justa, fraternal e científica e numa Instituição Maçônica requer o equilíbrio entre direitos e liberdades. Portanto, balancear a estabilidade/imutabilidade e a realidade, não se trata de mera ponderação de valores, princípios ou costumes, mas sim a fixação do alcance da verdade, da justiça e da instrumentalidade dos Landmark em busca da Justiça e dos elevados propósitos da Ordem, propósitos este superiores aos próprios Landmarks.
Cabe neste momento lembrar Heráclito: “Nada é permanente, exceto a mudança”.
Fonte: https://artilheiro7.wixsite.com
terça-feira, 30 de junho de 2026
A G.'. DE M.'. M.'.
Em 18.04.2026 o Respeitável Irmão Marquinho Pinheiro, Loja Moacyr Alves de Santana, 4002, REAA, GOB MINAS, Oriente de Divinópolis, Estado de Minas Gerais, pede esclarecimento.
G∴ DE M∴
Gostaria que você pudesse me dar instruções sobre a G∴ de Mestre quando feita no levantamento do Irmão na sessão de Exaltação e também quando a G∴é feita no toque de M∴, quando é realizado os 5 PP∴ de PP∴.
A dúvida é se a G∴ é feita na m∴ ou no p∴?
CONSIDERAÇÕES:
A G∴ de M∴ é feita sempre no pul∴ de cada uma das mm∴ dd∴ dadas entre dois MM∴ MM∴, tanto no Toq∴ pelos C∴ PP∴ PP∴, bem como durante o instante em que o cand∴ é erguido da s∴ na cena do M∴ revivido. Os ppul∴ pertinentes ao ato são sempre os correspondentes às mm∴ dd∴ dos protagonistas.
Vale ressaltar que no 3º Grau só existe uma única forma de se fazer a G∴, a qual é classificada como quinto dos C∴ PP∴ PP∴, sendo conhecida como a G∴ da Frat∴. O ritual vigente de M∴ M∴ de 2024/REAA traz várias explicações no curso do seu texto. A título de ilustração, segue um anexo no e-mail com a foto da G∴sendo feita entre dois MM∴ MM∴.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
O QUE É UMA GOTEIRA DENTRO DA MAÇONARIA?
Dentro da Maçonaria, existe um termo pouco mencionado, mas muito conhecido pelos irmãos mais experientes: a goteira.
A goteira é aquele indivíduo que tenta se infiltrar na Ordem sem ser iniciado, que busca vantagens, informações ou reconhecimento sem ter passado pelos rituais, compromissos e responsabilidades que cada maçom carrega.
É o sujeito que circula entre irmãos, tenta se aproximar de lojas, se comporta como maçom e, muitas vezes, até usa símbolos que não tem o direito de portar.
Em outras palavras: Uma goteira é alguém que tenta obter os privilégios da Maçonaria sem carregar o trabalho, o estudo, a honra e o caráter necessários para pertencer a ela.
Por isso, a presença de uma goteira é vista como um risco para a Ordem:
- viola a confiança distorce princípios alimenta falsos discursos
- fragiliza a ética
- mancha a imagem da Instituição
A Maçonaria é construída sobre verdade, honra e retidão. Não existe espaço para máscara, para aparência ou para falsidade.
Fonte: Facebook_Design Maçônico
segunda-feira, 29 de junho de 2026
MARCHA DO 2º GRAU - OLHANDO PARA A ESTRELA
Em 17/04/2026 o Respeitável Irmão Rodrigo Cesar Abu Bakr, Loja 21 de Março, REAA, GOB-SP, Oriente de Várzea Paulista, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:
MARCHA DO 2º GRAU
A dúvida é simples, após o terceiro p∴, a partir da posição de Apr∴, ao mudar o sinal para o sinal de Comp∴, ele executa o p∴ lat∴. O Ir∴ deve ou não olhar para a Estrela Flamej∴, e depois avançar o p∴ esq∴ olhando de volta para o Oriente? É do REEA essa prática? Agradeço sua atenção mais uma vez e desejo saúde e paz!
CONSIDERAÇÕES:
Em momento algum no ritual do 2º Grau do REAA/GOB, em vigência, está escrito que durante a execução da Marcha o Comp∴ Maçom é preciso manter o olhar dirigido para a Estrela Flamejante (esse é o nome certo da Estrela).Assim, por isso não constar no ritual, simplesmente não deve ser feito. Durante a execução dos os ppas∴ de Comp∴ o protagonista se mantém olhando naturalmente para a frente.
O ato de visualizar a Estrela Flamejante em um determinado momento é uma passagem ritualística que ocorre durante cerimônia de Elevação, mas isso nada tem a ver com a Marcha do 2º Grau. É preciso antes seguir o ritual, sem inventar práticas inexistentes.
Para finalizar, convém observar que a Marcha do 2º Grau é sempre formada, primeiro pelos pp∴ de AApr∴, dados imediatamente antes dos de Comp∴. A totalidade desses pp∴ corresponde à idade que o Comp∴ Maçom precisa ter para poder v∴ a E∴ F∴.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
PASTOR SALVO POR MAÇONS
Por Luciano J. A. Urpia
No final do século XIX, a cidade de Cataguases, em Minas Gerais, era predominantemente católica e vivia tempos de radicalismo religioso. Quando o pastor metodista Phelippe Revale de Carvalho chegou à cidade para pregar sua fé, enfrentou a fúria de católicos liderados por um padre intolerante, que viam na nova igreja uma ameaça. Inconformados, um grupo resolveu expulsar o pastor à força, arrastando-o em direção à estação ferroviária para embarcá-lo contra a sua vontade.
Foi então que um grupo de maçons, liderados pelo irmão José Schettine, interveio corajosamente. Eles arrebataram o pastor das mãos dos exaltados e o acolheram no templo da Loja Maçônica Cataguazense, onde permaneceu protegido até que os ânimos se acalmassem. Gesto de coragem e tolerância que marcou profundamente a história da cidade e da própria Loja.
Em sinal de gratidão, no dia 1º de julho de 1895, o pastor Phelippe presenteou a Loja com uma Bíblia, que até hoje é guardada com carinho e exibida apenas em ocasiões solenes. Cem anos depois, em 1995, o episódio foi relembrado, reafirmando os valores de respeito e liberdade religiosa que unem maçons e cristãos para além de qualquer dogma.
Extraído do livro: LASMAR, Jorge. A História do Grande Oriente de Minas Gerais e Outras Histórias. Mineas Gerais, Lithera Maciel, 2004.
Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria
PONDERAÇÕES SOBRE A MAÇONARIA NO BRASIL
Autor: Ir∴Hercule Spoladore*
Analisando alguns conceitos emitidos por estudiosos da Maçonaria brasileira através dos anos, nota-se que eles são controversos. Alguns deles devem ser citados e comentados.
Um autor refere que o modelo maçônico que foi legado pelos irmãos do passado já não se adapta à Maçonaria atual. Este modelo foi projetado para o homem recém egresso do início da era industrial. Está defasado e anacrônico. A Maçonaria atual não poderia estar inserida nestes moldes. Tem que ser modernizada.
Um gnóstico referiu que a Maçonaria atual tornou-se materialista, pois dentro de seus templos ainda existem símbolos poderosos e mágicos, mas os maçons não os respeitam como tais, pois já não conseguem vislumbrar os seus mais puros significados. Enxerga-os, mas não os sente. Foi por esta razão que a Maçonaria se fragmentou, se confundiu e se perdeu. Mas seu potencial apenas adormece, ele voltará ao seu antigo vigor na hora em que ela for chamada novamente a desempenhar seu verdadeiro papel na história da civilização.
Outra versão refere que o maior objetivo da Ordem e que acalentou gerações de irmãos do século XIX foi a Abolição dos Escravos e a Proclamação da República. Uma vez libertos os escravos e proclamada a República, a Maçonaria brasileira perdeu seu objetivo prioritário. Não foi criada desde então uma motivação cívica, política ou uma vocação social que seria a mais indicada. A Maçonaria brasileira fragmentou-se em várias potências, cada qual se autodenominando de soberana, verdadeira e única e se dizendo representante da opinião da população maçônica brasileira.
De fato, após ter sido proclamada a República, a Maçonaria do Brasil, pouco fez.
Inicialmente, resolveu competir com as religiões cristãs no campo da beneficência, e da filantropia, onde com exceção de lojas de umas poucas cidades, onde a Ordem faz um trabalho filantrópico social racional muito importante, mas as demais cidades do Brasil fazem uma filantropia amadora, sem planejamento, onerando sempre os seus obreiros.
É comum uma loja, às vezes doar cadeiras de rodas para um profano paraplégico e eliminar um irmão por falta de pagamento das mensalidades, sem saber ao certo o que este irmão está enfrentando em sua vida naquele momento.
Neste particular as lojas brasileiras fazem confusão com caridade profana e a caridade maçônica, sem saber que os irmãos de outrora da fase Operativa e mesmo da Maçonaria Moderna, faziam a caridade ao maçom necessitado, à família de maçons falecidos e jamais para os profanos.
Para profanos, não se deveria a rigor fazer caridade ou filantropia, se fossem seguidos os antigos costumes da Ordem. Entretanto, é o que ocorre no Brasil.
O correto é se no quadro de uma loja existem aqueles irmãos que são filantropos por natureza, por índole, e que queiram praticar caridade, que a façam às suas próprias expensas nunca envolvendo a loja em si.
Em realidade a Maçonaria deveria fazer caridade só para maçons e suas famílias. Esta é a regra tradicional, infelizmente não observada em nossos dias.
Do ponto de vista social, a Maçonaria brasileira no século XX trabalhou em prol do divórcio desde 1918, quando ainda era proibido pronunciar esta palavra.
Durante muito tempo a Maçonaria através de muitas das suas lojas manteve escolas primárias as expensas destas lojas, nos seus pátios junto ao templo. Mas o Estado chamou para si esta incumbência e as escolas foram desativadas. Hoje algumas lojas fazem a premiação para os melhores alunos de algumas escolas públicas. Isso é muito pouco em prol da educação.
Politicamente calou-se quando o ditador Getúlio Vargas fez do Brasil o que quis. Durante a Revolução de 1964 também ficou quieta. Manifestou-se em prol do Parlamentarismo, porém não era a opinião unânime de todas as potencias.
Quer dizer, o século XX foi perdido pelos maçons brasileiros do ponto de vista político, Vários presidentes da República foram maçons, mas em realidade não representando a Maçonaria e sim aos seus partidos políticos.
Mas não foi só do ponto de vista político que ela se perdeu. Também sob o ponto de vista social e educação e ainda piorou a qualidade de seus membros onde às vezes o critério de indicação deixa a desejar. Aumentou o número de lojas, de potências e consequentemente o número de adeptos. E daí? Foram bem escolhidos?
Entretanto ela foi, neste século passado, campeã de brigas internas, aparecimentos de novas potências por cisões e dissidências, processos na justiça profana, expulsões da Ordem etc. Verdadeira autofagia maçônica.
Há uma outra versão a mais acertada sobre a Maçonaria brasileira defendida por muitos irmãos pela qual não se pode exigir tanto dela, pois a sua função seria tão somente formar o Homem em si, como líder, como embrião, como uma célula dentro da sociedade. Esta é uma proposição correta. Formar bem o homem-maçom. Ela é uma escola de vida, preparando o adepto para ser um líder na comunidade profana.
À Maçonaria caberia tão somente mostrar corretamente aos seus adeptos os caminhos do seu autoaprimoramento, ensinando-os a serem verdadeiros construtores sociais para que atuem na comunidade como um núcleo em torno do qual estariam agregados os vários segmentos da sociedade.
Parece que este conceito é o mais acertado e mais apropriado para o tempo atual. Se a Maçonaria formar um líder seja ele um político, um homem público, empresário, chefe de escritório, ou em qualquer segmento da sociedade ele estará representando a Ordem de uma maneira velada, mas de maneira eficiente e proveitosa como um construtor de uma nova sociedade. A partir daí sua participação na comunidade passa a ser naturalmente político-social.
Mas como andam os problemas flagrantes da Ordem no Brasil?
É claro que estas ponderações não se aplicam a todos os maçons e lojas, pois existe boa uma parte da Maçonaria que não se enquadra neste raciocínio.
Analisando a realidade, e basta apenas querer enxergá-la, sem reservas, sem um véu encobrindo a visão, com coragem pelo que se pode observar no dia a dia, existem situações erradas na Ordem as quais apenas algumas serão abordadas de forma aleatória.
- Falta de conscientização do que vem a ser Maçonaria. As sessões econômicas duram às vezes até duas horas e o período de estudos ou de instrução dura de quinze a meia hora, isto quando algum irmão tem algum trabalho a apresentar. Falta cultura maçônica dentro das lojas. Sessões sem conteúdo, apenas burocráticas sem apresentação de trabalhos e debates.
- Com relação à instrução contínua, e isto não acontece, pois os aprendizes e companheiros perguntam muito, é lógico que queiram saber que queiram aprender geralmente quando fazem uma pergunta a um mestre que poderia ser perfeitamente respondida, a resposta freqüente é “Isso não posso responder” “Tenha paciência você chegará lá”. Esta resposta bloqueia a mente de um aprendiz ou companheiro de forma negativa. O que não se pode dizer a eles são apenas palavras, sinais, e certos símbolos inerentes aos graus 2 e 3. Mas a história, filosofia, doutrina e uma série de coisas referentes à Ordem são conceituais e devem ser transmitidas aos companheiros e aprendizes. Existem falhas severas desde o primeiro aprendizado. A grande maioria dos maçons cresce na Ordem do ponto de vista de graus e os galga sem conhecer o grau em que está colado.
- A pressa de muitos irmãos para que a sessão acabe logo, para poderem nos chamados “fundões” dos templos sorverem todo o tipo de bebidas disponíveis e ao mesmo tempo se alimentarem exageradamente e neste estado de empanturramento alimentar e sob os eflúvios etílicos tomarem as decisões importantes da loja, tais como quem será e quem não será o próximo venerável, alem de problemas importantes administrativos, qual será o cardápio da próxima semana, fazer bazófias com certos Irmãos que não concordam com eles, e nas “panelinhas” que se reúnem num canto para tramar o poder, enfim uma série de situações que todos sabem, mas fingem não ser nada com eles. Geralmente muitas lojas têm o seu “dono” e os demais Irmãos dizem amém. A democracia nem sempre impera no interior das lojas.
- Veneráveis fracos que não têm personalidade, dominados docilmente por verdadeiras “eminências pardas” dentro de sua própria diretoria. Às vezes são verdadeiros bonecos colocados no cargo para que o “dono da loja” possa continuar mandando nos bastidores. Um dirigente pelo sistema democrático nunca é o dono vitalício do cargo. Ele apenas está ocupando este cargo por um tempo para o qual foi eleito. Ele está. Ele não é.
- Carreirismo político maçônico com falsa liderança. Com freqüência irmãos entram na Ordem e almejam o poder e galgar altos cargos. Usam de toda artimanha para conseguir seus desideratos. Sempre se questiona o que é o tal poder temporal maçônico dentro da Ordem? O que significam os graus? Ignoram que o poder verdadeiro é saber vencer suas paixões é o autoconhecimento, é a vivência maçônica interior de cada maçom.
- Comportamento antiético e antimaçônico de alguns irmãos, os quais querem prevalecer sobre os demais, muitas das vezes querendo impor seus defeitos como regra para a loja seguir.
- Candidatos para serem iniciados não gabaritados para tal. Existem muitos maçons que indicam candidatos sem conhecê-los adequadamente. E às vezes não sabem discernir se aquele candidato apesar de um uma pessoa de caráter ilibado, tem perfil para ser maçom. Outras vezes, são indicados apenas por ser parente ou amigo do padrinho.
- Os poderes dentro de uma potência, estão em muitas agremiações, desencontrados e comumente Irmãos extrapolam seus direitos não respeitando às vezes o próprio grão-mestre que é a autoridade maior.
- As várias potências não se reconhecem entre si, mas utilizam os mesmos ritos, cada qual à sua maneira (Vide REEA no Brasil o qual é uma verdadeira “colcha de retalhos”).
- Desrespeito flagrante aos ritos minoritários. Não se respeita devidamente os ritos que têm um numero menor de lojas. Até as constituições são eivadas de artigos e parágrafos totalmente “escoceses”, ou seja, utilizando a forma de ser do R.EAA em detrimento aos outros ritos.
- A respeitável denominação Grande Arquiteto do Universo virou simplesmente “gadú” pronunciada atualmente de forma banal e sem respeito.
- Especialmente nas cidades de médio e grande porte, um templo de propriedade de uma loja é usado um dia semanalmente. Fica ocioso o resto da semana, quando naquele templo poderiam funcionar pelo menos mais sete lojas. Quando um grupo de irmãos, através de uma cisão, geralmente litigiosa por causa da luta pelo poder “enxameia” e funda uma nova loja, a primeira decisão é construir um novo templo. O dinheiro gasto numa nova construção para esse fim poderia ser usado na construção de lar de apoio, asilo, uma creche e doado para comunidade.
- Falta de patriotismo, com desconhecimento total da história maçônica do Brasil e da participação dos maçons nos maiores eventos pátrios.
- Corrida atrás de graus. Muitos maçons querem ser 33 o mais rapidamente sem conhecer os graus anteriores. A ganância de chegar ao grau 33 é muito grande.
- A grande maioria dos maçons não lê. Não estão atualizados. Não sabem ao certo o que é a Maçonaria.
- Cita-se de passagem, certos irmãos que não honram seus compromissos valendo-se da mal interpretada tolerância maçônica.
Poder-se-ia enumerar mais de cinqüenta itens facilmente. Entretanto é bom frisar que nem todas as lojas e nem todos os irmãos estão enquadrados neste panorama. Existem lojas tradicionais, bem administradas, bem instruídas, e existe uma parcela razoável de irmãos que são realmente maçons, e que são a esperança de uma Maçonaria melhor no futuro.
Estes flagelos foram mencionados mais em sentido de alerta, pois a Maçonaria tem que ser mudada quer no campo administrativo, histórico doutrinário e moral. Há que ter um replanejamento, um reciclamento urgente
É preciso ter a ousadia e a coragem de citar os males que assolam a Ordem no Brasil e a prudência de sugerir soluções que possam melhorá- la.
Entretanto prosseguindo, parece que tudo vai bem. Fala-se muito em tolerância, todo maçom é livre e de bons costumes. Ledo engano. A maioria dos irmãos não sabe por que está na Ordem e não sabe o que é tolerância. São maçons acomodados e coniventes. Mas, tolerância nunca foi conivência.
Uma boa parte dos maçons brasileiros acredita que tudo realmente vai bem. São aqueles irmãos simples, bem intencionados, almas limpas. Não distinguem a maldade, não a vêem dada a sua pouca capacidade de julgamento. Todos são bons para eles e todos são irmãos. Isto lhes basta. Toleram tudo.
Quando um irmão se diz justo e perfeito, porém não é nada disso, os outros justos e perfeitos fingem não saber do que se trata, pois aprenderam a ser fraternais e tolerantes. Ficam calados pela acomodação, e também pela mente embaçada pelo conformismo. E disso se aproveitam os falsos irmãos.
A Maçonaria era muito mais rigorosa no passado. Havia os conselhos de família, o júri em loja e aqueles que não merecessem a ser chamados de irmãos eram eliminados.
Esta análise tem muito de verdade. Se um irmão que sabe discernir o que é tolerável e o que é intolerável, o que é certo e o que é errado. tiver a coragem de denunciar, ele poderá ser considerado um vilão. Há na Maçonaria brasileira uma verdadeira conspiração do silêncio. É um complô da Maçonaria contra ela mesma.
Acredita-se que alem da falta de planejamento que é uma das causas, e também a falta de uma meta racional a ser atingida, um plano de conscientização cultural, e instrução inteligente resolveriam muita coisa. Falta instrução nas lojas. É o mesmo problema da alfabetização. Imaginem se o Brasil numa campanha total e heróica do governo resolvesse acabar com o analfabetismo. Mudaria totalmente a mente dos brasileiros.
Se na Maçonaria, tivéssemos três sessões mensais, onde alem se praticar uma ritualística correta houvesse palestras, conferências, debates, cursos, mesas redondas, simpósios etc. a respeito da filosofia, história da Ordem, ritualística, bem como de Política como ciência o preparo do maçom seria outro. Quanto às sessões administrativas, deveria haver oficialmente uma por mês. A Diretoria resolveria os problemas burocráticos em sessões paralelas, não ritualísticas.
Cada potência deveria manter encontros trimestrais de aprendizes companheiros e mestres para toda a jurisdição onde fossem apresentados trabalhos e fosse estudada a Instituição como um todo.
Os altos corpos de cada potência, especialmente nas simbólicas deveriam manter uma severa vigilância em cima dos responsáveis pela liturgia e ritualística especialmente com relação às alterações achismos, invenções “enxertos” etc. Não pode haver confusões de ritos e confusões dentro do mesmo rito.
Os responsáveis pelas alterações deveriam constitucionalmente ser controlados e os altos poderes da Obediência deveriam aprovar ou reprovar qualquer modificação após um estudo acurado, com razões históricas inclusive. Os grão-mestres não deveriam participar, pois em regra têm sido eles aqui no Brasil, os responsáveis por tantas mudanças, “achismos” e invenções especialmente ritualísticas. Esta seria uma das maneiras de se controlar tanta alteração que pulula na Maçonaria brasileira, especialmente no rito maior que é o REAA.
Como a unificação total da Maçonaria no Brasil é uma utopia, a união, entretanto não é, e ela já está sendo realizada. As principais potências da Maçonaria Tradicional, não se reconhecem, todavia em suas lojas-base está havendo uma intervisitação sistemática que vem a ser uma das maiores conquistas internas da Ordem no país. Este contato entre irmãos de potências diferentes está trazendo resultados muito importantes. Já não são mais irmãos bastardos e nem primos, agora já são irmãos. E em alguns estados há certa união entre os grão-mestres da várias potências. encontram-se em eventos maçônicos e em congressos realizados em regime de co-participação. Este sintoma é muito interessante. Deveria ser assim em todos os estados. Mas isto não tem o aval da direção geral destas potências, onde seus poderosos chefes têm medo de perder o poder.
Os grão-mestres das principais potências deveriam em todos os estados sentar-se em torno de uma mesa e decidirem problemas de ordem social e política, mas também problemas da Maçonaria como um todo.
Em se tratando de um mesmo rito que se usasse um único ritual o qual seria organizado por uma comissão de irmãos versados em história e ritualística pertencentes a estas potências.
Nos ritos que tem Palavra Semestral, que ela fosse apenas uma para todas as potências.
Correspondências deveriam ser trocadas e levadas a sério entre as potências a respeito de candidatos não desejáveis para serem maçons.
Em cidades em que haja diversas lojas de varias potências, deveria haver um conselho de veneráveis de todas as potências (já existe em várias cidades) uma organização para maçônica, com a chefia de mandato anual, em rodízio de cada potência para tratar de política (não partidária), problemas econômicos, sociais, de segurança que atingem a cidade e a região, filantropia, beneficência e defesa da própria Ordem, a qual é sempre atacada por elementos de algumas religiões ou de inimigos gratuitos. A Maçonaria está muito exposta. Seus flancos estão totalmente desguarnecidos. E ela nunca se defende.
Estas medidas são viáveis e fáceis de serem aplicadas. Bastaria tão somente os grão-mestres descerem um pouco do pedestal de sua autoridade e num gesto de humildade, abrir o seu coração à causa maçônica, e chegarem a um acordo fraternal, racional e transparente e que atendesse o interesse de todos.
O maçom brasileiro necessita com urgência de uma nova vocação, uma meta de um alcance maior, mesmo que pareça impossível, mesmo que seja um sonho, a médio ou até em longo prazo, mas que pudesse unir todos os maçons em torno do mesmo ideal.
O primeiro passo seria através dos mais brilhantes irmãos de cada potência, após estudarem todos os detalhes apresentarem um diagnóstico da Maçonaria brasileira.
Este diagnóstico terá que levar em conta o nosso passado, analisando com muito cuidado o presente e estabelecendo metas, e assim planejadas, estabelecer com segurança, o futuro.
O século XX pode-se considerar perdido, mas o XXI está apenas começando, muito embora já tenha transcorrido um décimo do século. Ainda há tempo de salva-lo, porque o verdadeiro maçom não perdeu o seu amor à Ordem.
Ele crê numa Maçonaria diferente, muito melhor que a atual, numa Maçonaria forte, coesa e representativa com um futuro brilhante desempenhando o seu papel social, e tendo seus membros como verdadeiros lideres da sociedade.
*Loja de Pesquisas Maçônicas Brasil-LONDRINA – PR – Brasil – Trabalho de Emulação
*Loja Regeneração 3ª – LONDRINA- PR – Brasil - Rito Escocês Antigo e Aceito
*Loja Demolay Nelson Dequech Junior – LONDRINA- PR Brasil – Rito de Schröder.
Fonte: JBNews - Informativo nº 311 - 05 de Julho de 2011
domingo, 28 de junho de 2026
SEGUNDO VIGILANTE OCUPANDO O TRONO?
Em 15.04.2026 o Respeitável Irmão Fernando Sousa, Loja Acácia Caxiense, 1640, REAA, GOB-MA, Oriente de Caxias, Estado do Maranhão, pede esclarecimento sobre:
SEGUNDO VIGILANTE
Mais uma vez solicito seus bons préstimos para esclarecimento de dúvida que surgiu dentro de Loja.
Sabemos que, quando o Venerável Mestre está ausente, seu substituto LEGAL é o Primeiro Vigilante (mesmo este não sendo MI). Sabemos também que, o substituto do Primeiro Vigilante é o irmão Segundo Vigilante, sendo este substituído pelo Segundo Experto. Tudo isto é pacificado no RGF.
A dúvida que surgiu é a seguinte: Na ausência simultânea do Venerável Mestre e do Primeiro Vigilante, quem assume os trabalhos em Sessão Ordinária? Na MINHA OPINIÃO, seguindo o que preconiza o RGF, seria o Mestre Instalado mais recente da Loja.
Porém, o Venerável Mestre de nossa Oficina afirma que o Segundo Vigilante pode assumir o Trono e que faz essa afirmação porque consultou instância superior na nossa Obediência Estadual (não sei exatamente quem ele consultou).
Pergunto: Qual o correto?
O Segundo Vigilante pode ou não assumir os trabalhos Ordinários na ausência simultânea do Venerável Mestre e do Primeiro Vigilante?
Certo mais uma vez de sua atenção, agradeço. TFA
CONSIDERAÇÕES:
I – Substituir o Primeiro Vigilante de acordo com o Estatuto ou o Ritual (...).
Como se pode ver, no diploma legal não está escrito que o 2º Vig∴também é substituto do Ven∴ Mestre.
Nesse caso, quem deu essa informação ao Ven∴ Mestre, deu de maneira errada.
Consequentemente, na ausência do Ven∴ Mestre e do 1º Vig∴, quem deve dirigir os trabalhos é o Mestre Instalado mais recente da Loja. Por conseguinte, o 2º Vig∴ substitui o 1º Vig∴ e o 2º Exp∴ assume o lugar vago deixado pelo 2º Vig∴. Atendendo ao que prevê o RGF, de maneira nenhuma o 2º Vig∴ preenche o cargo de Ven∴ Mestre.
O ritual vigente do REAA também não prevê que o 2º Vig∴ assume o lugar do Ven∴ Mestre. Nesse sentido, o Ven∴ Mestre não pode alterar o que estiver escrito no RGF, assim como no ritual vigente.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
BREVIÁRIO MAÇÔNICO
O DEFUMADOR
No livro de Êxodo, capítulo 30:34 a 38, encontramos a fórmula de um "defumafor": porções de igual peso de estoraque (benjoim), craveiro, gálbano e incenso puro.
Ao final, porém, vem a advertência: "Porém o incenso que fareis, segundo a composição deste, não o fareis para vós mesmos; santo será o Senhor. Quem fizer tal como este para o cheirar, será eliminado do seu povo".
Trata-se de uma severa advertência.
Hoje em dia, usam-se defumadores nas cerimônias maçônicas, sem qualquer precaução e seleção.
É hábito, também, as pessoas queimarem seus defumadores nos lares, sem a mínima ideia sobre sua conveniência ou não.
É de se recomendar a esses usuários toda cautela, pois nem sempre o que cheira bem é saudável. As substâncias referidas nas sagradas escrituras mereceriam acurado estudo; ressalta-se que algumas versões da Bíblia referem outras substâncias, como o cinamono (canela).
De qualquer forma, o maçom deve estar atento sobre o defumador de sua preferência, usando-o como critério e sabedoria.
O que se aspira do defumador é seu fumo, que penetra nos pulmões, podendo até causar mal- estar e conduzir ao vício; veja-se, por exemplo, a aspiração da papoula seca, que se transforma em alucinógeno.
Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 119.
VAMOS MUDAR!
Há sempre mais gente para comer o bolo do que gente para fazer o bolo. E às vezes aqueles que só comem bolo reclamam do gosto, mas continuam comendo e não ajudando. Sempre há mais gente para almoçar e menos gente para lavar a louça. Mais gente para assistir e reclamar do espetáculo do que gente para montar a sala, carregar as cadeiras, varrer, limpar, organizar etc.
Se hoje há sombra e fruto é porque alguém plantou uma árvore e o ato de plantar implica um ato de fé, acreditar que vai nascer, que vai crescer e que vai dar frutos. Alguém precisar cavar a terra, plantar, enfim dá trabalho. Hoje temos a sombra. Mas há sempre mais gente para sentar e usufruir da sombra e dos frutos do que gente para plantar. Precisamos de gente para plantar, gente para ajudar a fazer a bolo, gente para lavar a louça e para montar o espetáculo. Veja bem: SE VOCÊ QUER PARTICIPAR DOS RESULTADOS, ENTÃO AJUDE A PENSAR, AJUDE A MELHORAR AS COISAS ai na sua empresa, no seu setor, no seu bairro, na sua família.
Ajudar a pensar é ver as coisas como sua. Sim. Sentir-se dono. Como podemos melhorar o atendimento, como podemos diminuir os custos, como podemos aumentar a produtividade. Sentir-se dono e pensar. Trazer idéia, sugestões e comprometer-se para que essas idéias funcionem. Há pessoas que infelizmente só usam os braços, a voz e os dedos dentro da empresa. Mas não usam a mente, não usam a inteligência. Aqueles que só usam os braços logo logo serão substituídos por uma máquina. Logo irão inventar uma máquina que fará o trabalho dele. Mas aquele que pensa o trabalho, aquele que traz idéias para melhorar, aquele colaborador que está comprometido e empenhado para ajudar a trazer os resultados para sua empresa, a esse, máquina nenhuma irá substituí-lo. Esse cresce, aprende, desenvolve-se. Aprender é um processo de elaboração e acontece de dentro para fora, ou seja, com aquelas pessoas que pensam, que testam e aplicam aquilo que pensam e por isso aprendem. É preciso envolvimento, comprometimento, PENSAR-SENTIR E AGIR. Há muita gente sentada na arquibancada da vida vendo as coisas acontecerem, reclamando das coisas que não acontecem e querendo participar das coisas, mas não entram em campo para jogar, não pensam e não ajudam o time a ganhar.
VOCÊ MEU PREZADO AMIGO, que tipo de pessoa é. Ajuda? Colabora? Pensa? Dá o melhor de si? Ajuda a fazer o bolo ou é daquelas pessoas que senta na mesa e fica esperando alguém lhe servir uma fatia? Construa, acrescente. Você é capaz.
Fonte: https://jamilkauss24.blogspot.com
sábado, 27 de junho de 2026
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