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PERGUNTAS & RESPOSTAS
O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br
domingo, 26 de julho de 2026
QUESTIONÁRIO - AUMENTO DE SALÁRIO
Em 05/05/2026 o Respeitável Irmão Antônio Luiz de Souza, Loja Alferes Tiradentes, 1680, REAA, GOB-ES, Oriente de Vila Velha, Estado do Espírito Santo, pede esclarecimento para o que segue:
QUESTIONÁRIO
Levantou-se a dúvida sobre o artigo 35 § 1º do RGF:
“Será exigido, no mínimo, que o Aprendiz elabore um trabalho escrito, a ser devidamente analisado pela Comissão de Admissão e Graus. A Loja fará também um questionário sobre os conhecimentos adquiridos pelo Aprendiz e permitirá que se façam arguições orais. Concluído o exame, o Aprendiz cobrirá o Templo e a Loja passará ao Grau de Companheiro. O Venerável Mestre abrirá a discussão sobre o exame prestado. Em seguida colocará em votação o pedido de colação ao Grau de Companheiro o qual será decidido pela manifestação da maioria dos Irmãos do Quadro presentes à sessão”.
Foram realizadas perguntas do ritual ao irmão Aprendiz (1,2 e 3) instruções. Um Mestre Instalado se insurgiu, disse que teria que fazer as perguntas do questionário que a Loja criou. Esse questionário que fala o RGF, a Loja deve montar um questionário? Ou as perguntas devem ser realizadas dentro do ritual? Grato pela atenção, meu irmão.
CONSIDERAÇÕES:
O artigo menciona um "questionário", mas não indica de onde as perguntas devem ser tiradas, ou como elaboradas. Obviamente, que o mais racional é uma preparação baseada nas instruções de Aprendiz que constam no ritual, não obstante isso não ser uma regra. A Loja, com o Vigilante instrutor, devem elaborar o questionário da forma que melhor lhe aprouver.
Muitas Lojas criam, através da sua Comissão de Admissão e Graus, instrumentos para instrução, dos quais questionários para essas ocasiões.
De tudo isso, o critério de elaborar de um questionário para aumento de salário é exclusivamente da Loja, desde que ele a matéria se destine à verificação da qualidade de conhecimento daquele que pleiteia um aumento de salário.
NOTA – O questionário para aumento de salário deve atender as Instruções previstas no Ritual, podendo, no entanto, a juízo da Oficina, ser mesclado com outras questões apropriadas para o conhecimento de um candidato pertencente a uma Loja do GOB.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
BREVIÁRIO MAÇÔNICO
Sob o dossel às costas do Venerável Mestre, quando em seu trono, vemos o Delta Luminoso, polígono geométrico que lembra a Santíssima Trindade e traz à consciência toda gama tridimensional simbólica da tríade.
O delta é iluminado, seja pela incidência de um foco de luz, seja porque há uma luz dentro de si, luminosidade que chama a atenção e empresta características divinas.
Com o seu "olho", inserido em seu centro, sentimos "uma presença" dominadora. Essa presença Vigilante deve nos acompanhar em tudo. mesmo fora do templo.
Como símbolo, é a homenagem que o homem faz a Deus, atraindo seu presença.
O Delta Luminoso é um objeto, mas ao mesmo Tempo uma invocação, uma vez que, permanecemos na escuridão, ao abrirem-se os trabalhos da Loja, lhe é dada luz.
Devemos manter na memória esse símbolo, conscientes de que fazemos parte desse divindade; seria uma religação constante com o poder maior.
Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 121.
SECRETÁRIO DA LOJA DE UM PONTO DE VISTA INICIÁTICO
José Amâncio de Lima
A espada, utilizada na maçonaria desde tempos antigos e remotos, permanece com a sua simbologia própria e inalterável. Símbolo da defesa impiedosa, da destruição, da manutenção e recuperação da própria dignidade apesar da sua essência, com absoluta energia, o símbolo da justiça. Símbolo, muitas vezes desperto da virilidade e como símbolo fálico, à excepção de raras personalidades históricas, guarda para si e para quem a possui, o poder de posse, da vitória, da justiça. Entretanto, na reflexão da sua própria simbologia e significado, é de se questionar quanto à sua existência e manutenção em ritos e cerimónias onde o amor, a paz e a harmonia enaltecem sobremaneira os três objectivos, quais sejam, a liberdade, a igualdade e a fraternidade. E para a sustentabilidade destas prerrogativas, prefaciamos trabalhos com a anunciação dos propósitos de cavar masmorras ao vício, edificando templos à virtude. E, concluímos com altos brados, desejando a todos, paz, harmonia e concórdia, ou, em cadeia louvamos a nossa união, ao som de Mozart.
Na revolução francesa, foi dado o brado, liberté, égalité ou mort, com a espada em movimentos e silvos breves e agudos, como instrumento de defesa desta prerrogativa. Desembainhar uma espada significava uma acção destrutiva, ou seja, a pena de morte declarada aos inimigos deste ideal. Embainhá-la significava o alerta, a vigilância a espera de um ataque iminente. Entretanto, na maçonaria, a liberdade, a igualdade e a fraternidade não sustentam paradigmas dogmáticos de lutas ou (Publicado em freemason.pt) de revoltas, mas sim fundamentos filosóficos de comportamento social.
Seja para o neófito, seja no início de uma sessão, encontramos o guarda do templo armado com uma espada, em posição de defesa significando que o templo está protegido após a verificação armada, interior e exteriormente. Sequer embainhadas estão, mas à mão dispostas à acção, ao pronto estabelecimento da ordem e da defesa quando julgado necessário. “Ninguém que ama o seu país pode auxiliar o seu progresso se ousar negligenciar o menor dos seus compatriotas” (Gandhi). Louvores ao acto heróico, volúvel e académico, apenas, todavia, pergunto: o poder de destruir o mal para preservação do bem e da justiça dependem do uso da força quando o perdão é próprio ao homem?
Simbólico ou não, verifica-se a manifestação do propósito inalterável da predisposição à luta armada, tendo-se a impiedosa demonstração de que, a agressão física é um pressuposto indelével de permanente estado de alerta, em oposição ao místico significado simbólico de uma filosofia existencial. Filosofia esta, desenvolvida numa cerimónia, onde a virtude, uma arte que deve ser cultivada com a palavra, com o amor, o que justifica, jamais ser necessário metaforizar um procedimento para a perfeita aceitação e compreensão de um comportamento, onde desafio armado com potencial à defesa, parece satisfazer uma necessidade oculta. E isto leva-nos a crer que estamos cultivando conceitos antagónicos, com padrões distorcidos pela própria definição, onde o simbolismo de um objecto, cujo valor intrínseco ao seu significado, nos leva a contradições evidentes.
A justiça tem como símbolo a espada, não como arma, mas como fiel de uma balança, manifestação da verdade, única e imparcial. A maçonaria tem a espada como símbolo da defesa armada. Uma contradição aos princípios de uma filosofia que tem como vector direccionado à pesquisa da verdade. E a verdade não se conquista com a força, afinal a verdade não é património de ninguém, é uma revelação da essência da natureza humana, o amor. A verdade pertence a um dos vértices de um triângulo com o amor e Deus. Conheça um deles e os outros lhe serão revelados.
Paradoxal comportamento, onde gesto e palavra se contradizem, manifestando-se em linha de colisão permanente, pois desde quando honra e dignidade se defende com arma? E a palavra, onde fica? Os grandes heróis e conquistadores, em toda história da humanidade, mantêm a sua plenitude através das armas enaltecendo o refrão, se queres a paz, arma-te. Mas sempre nos reportamos à arte de falar e nos enchemos de honras citando Sócrates, Buda, Jesus, entre tantos outros, dos quais os legados ainda hoje nos suprem à resistência das nossas amarguras e decepções. Apenas a palavra, a não violência.
Entretanto os princípios levam-nos a entender que, se queres a paz, ama teu próximo como a ti mesmo, porém, com a espada, arma própria à execução, à morte com requintes de crueldade. Ela está associada ao próprio juramento penalizando o perjuro cortando a sua cabeça, dilacerando o seu peito, arrancando as suas vísceras. E assim, ela está associada à lei dos contrários, dos opostos, da divisão, seja da unidade ou da pluralidade. Admitamos, pois, a sua integridade pela propriedade física de atrair a energia cósmica, transferindo-a para o seu portador que se potencializa como transmissor das suas virtudes.
A essencialidade e a existencialidade da instituição se contradizendo nos seus próprios conceitos. Se extraído este comportamento da nossa história, as necessidades ao confronto eram necessárias à preservação de princípios ou segredos, inerentes ao sucesso material de uma actividade, quando lojas de pedreiros se reuniam para discutir o andamento das suas construções de templos. Hoje, bem o sabemos, procuramos construir também templos, mas templos de comportamento social. Comportamento estruturado na moral e na preservação da dignidade. Preservamos o conceito de que a instituição nada mais é que um ideário de comportamento estruturado na ética e na moral. Não obstante, permanecemos inflexíveis quanto à associação de virilidade com o porte e manuseio de uma arma.
Conservemos a espada, sim, não como arma e o seu simbolismo pretendido à defesa ou ataque. Conservemos o seu simbolismo próprio à preservação da rectidão, da lealdade, e, com o poder da palavra, da honra e da dignidade.
É também por demais estranhos ser alheio ao entendimento quando um Maçom, em sociedade, em permanente transformação evolutiva de conhecimento, globalizando conceitos e comportamentos, permanece irredutível quanto aos conceitos que persistem em situar-se no altar dos arquétipos emancipadores, onde fé e crença se dissociam na sua plenitude. Resiste a qualquer inovação, ou renovação ou mesmo ao renascimento de comportamentos precisos, não apenas toleráveis, mas amplamente divulgados quanto à sua plena necessidade de permanência construtiva em parceria com a própria evolução.
Os ritos, mesmo que estabelecidas excepções, necessárias e evidentes, persistem, pela força dos próprios ritualistas, quanto à permanência de símbolos como a espada, apesar da evidente constatação do seu uso supérfluo, arrogante, prepotente e agressivo, pois muito bem sabem que as evangelizações dos conceitos básicos são apenas toleráveis a circunstâncias.
Existem ritos, que mesmo após transformações diversas, utilizam a espada para verificar se o templo está protegido, mesmo que simbolicamente. Mas há também ritos, que o próprio corpo de obreiros, antes da sessão, após a solicitação para entrar no templo, são recebidos por um irmão, um guardião, não com a espada em riste, mas em posição de defesa, em direcção aos próprios irmãos. Mas o que significa tudo isto? Que simbologia é esta que transforma a palavra, símbolo áureo da dignidade e da honra, em ameaça de defesa e luta armada?
Mais agravante, a cessão da luz ao neófito. Os irmãos que o recebem dão-lhe a luz ameaçando-o com espadas a ele dirigidas. Por que não com as mãos estendidas em sinal de chamamento ao caminho da luz, da verdade, da harmonia, da concórdia e da virtude? Mas não, é com a espada a ele dirigida, símbolo da defesa de um ideal, de uma casta, de uma sociedade, de uma instituição que o seja, mas sempre com o instinto de guerra, de luta armada, subjugando o suposto pretendente inimigo.
Julgo ser algo a considerar, haja vista o paradoxal sentido desta simbologia, ou mesmo de um cerimonial onde as leis morais rezam e direccionam o comportamento ideal. E isto não acontece com uma arma, com uma espada, faz-se, isso sim, exclusivamente com a palavra, pois caso contrário, trata-se de uma suposta prerrogativa do direito de subjugar-se o ser pelo ter.
Talvez uma ideia a ser amadurecido, um novo modelo necessário à simbologia autêntica e suficientemente abrangente quanto às nossas necessidades de defesas, afinal sentimo-nos, por acaso, aliviados quando protegidos por um guarda portador de uma espada? Evidente que não. Temos necessidade de um pacto com todos. Um pacto de fortalecimento dos nossos ideais estruturados num princípio único: a filosofia do amor e da verdade como paradigmas do comportamento ideal.
Ora, tenhamos um mínimo de sinceridade: a maçonaria não tem como função ou finalidade determinante da sua existência, o que proclamamos de caridade. A beneficência maçónica, por mais justa e perfeita que possa parecer, até pode traduzir a nossa sensibilidade social. Entretanto sabemos que não se trata, fundamentalmente de usufruir os ensinamentos de Francisco de Assis, na forma de caridade social, pois o mesmo Francisco, na sua totalidade como homem justo e perfeito, essencialmente completo, tratava das causas das necessidades sociais apenas com a palavra.
Façamos, pois da espada, não uma arma, mesmo que de forma simbólica, mas sim, transformemos em algoritmo próprio ao despertar de uma nova ordem. E sem eufemismos à ritualística, consideremos a espada, não portadora, mas esculturada ou depositada em nicho próprio, como símbolo da inteligência e da conduta, tal qual arquétipo do saber, pois a sua utilização de forma correcta ou não, demonstra a preocupação através de erros e acertos da nossa exclusiva responsabilidade.
Por esta razão creio que a transformação da espada objecto, em espada palavra, seria a definitiva aglutinação dos conceitos gerais de liberdade, de fraternidade, de igualdade. Seríamos os cavaleiros da verdade, armados não com espada, mas com o verbo. Seríamos os construtores do grande templo, o templo da sabedoria, pois sabemos todos, que o princípio que nos rege, fundamenta-se no testemunho da sabedoria quando nos conscientizamos, de que o nosso objectivo está na prática do amor ao próximo, isto é, ama teu próximo como a ti mesmo.
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele: e nada do que foi feito, foi feito sem ele. Nela estava à vida, e a vida era a luz dos homens: e a luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a compreenderam”. (Jô 1, 1-5).
NA MAÇONARIA – A espada é um acessório muito usado nas cerimónias maçónicas, geralmente como símbolo do poder e autoridade, e emblema dissipador das trevas da ignorância. É usada como jóia do Primeiro Esperto, Cobridor (Interno e Externo).
Temos também, a ESPADA FLAMEJANTE (Flamígera) – A que tem a lâmina ondulada, qual língua de fogo serpentino. É usada pelo Venerável Mestre como símbolo do poder criador do GADU. Ao seu triplo tinir com os golpes do malhete (símbolo da autoridade, de que o Venerável Mestre se acha investido pela constituição maçónica), é o recipiendário iniciado e admitido nas fileiras da Ordem. Em alguns países latinos é também usada pelo cobridor que assim guarda o Templo.
Etimologia de espada
Espada [do grego Spáthe, pelo latim Spatha]Armas brancas, formadas de uma lâmina comprida e pontiaguda, de um ou dois gumes.
Muito utilizado pelos Militares
Aumentativo: espadão, espadagão. Diminutivo: espadim
Fonte: https://www.freemason.pt
sábado, 25 de julho de 2026
ORDEM DE ABORDAGEM - CIRCULAÇÃO DAS BOLSAS
Em 04/05/2026 o Respeitável Irmão Eduardo Squef, Loja Lealdade, 229, Leste do Paraguai, REAA, Grande Loja Simbólica do Centenário do Paraguai, Oriente de Encarnación-Itapua, República do Paraguai, solicita esclarecimentos para o que segue:
ORDEM DE ABORDAGEM
Minha pergunta é sobre a ordem do trajeto do saco de caridade feito com cerimônias. Minha Loja pratica a REAA na República do Paraguai. Você me ajudaria muito indicando a ordem ritualística da rota (V∴ M∴, 1º Vig∴, 2º Vig∴, Orad∴, Secr∴, etc., nessa ordem). De agora em diante, muito obrigado e envio um Abraço Fraternal Triplo!
CONSIDERAÇÕES P/REAA
A bolsa de Solidariedade (Tronco de Beneficência), assim como a de Propostas e Informações, em qualquer situação segue a seguinte ordem de abordagem: Ven∴ Mestre, 1º e 2º VVig∴; Orador, Secretário e Cobridor Interno; após esses seis primeiros cargos, faz-se a coleta dos demais que ocupam o Or∴, começando pelas Autoridades, depois os Mestres Instalados e finalmente os que ocupam cargos no Oriente. Concluída a abordagem e coleta no Or∴, o titular faz a coleta de todos os Mestres Maçons que ocupam a Coluna do Sul e em seguida dos que ocupam a Coluna do Norte; terminada a coleta dos Mestres, o titular procede com a coleta dos Companheiros (ao Sul) e dos Aprendizes (ao Norte). Ao finalizar o trajeto, próprio titular, auxiliado pelo Cobr∴ Int∴, deposita o seu óbolo ou proposta na bolsa. Finalmente se coloca novamente entre CCol∴ enquanto aguarda ordens do Ven∴ Mestre.
Durante a coleta dos Mestres Maçons no Oc∴ (Colunas do Sul e do Norte), os ocupantes de cargos não possuem prioridade no momento da abordagem, sendo os mesmos indistintamente abordados junto com os demais MM∴ MM∴.
Finalizando, não importando a Autoridade que estiver presente, no REAA os titulares dos cargos de Ven∴ Mestre, VVig∴, Orad∴, Secr∴ e Cobr∴ Int∴ são sempre os primeiros a serem abordados na coleta. As Luzes da Loja são sempre as três primeiras porque são os detentores dos malhetes.
T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
ALEXANDER FLEMING
Sir Alexander Fleming nasceu em East Ayrshire, Escócia, em 6 de agosto de 1881 e é mais conhecido por ter descoberto a Penicilina, que ainda é usada para tratar infecções bacterianas hoje. Mudou-se para Londres aos 13 anos e, mais tarde, formou-se com distinção em Medicina (1906) e iniciou pesquisas na Faculdade de Medicina do Hospital St. Mary, na Universidade de Londres, sob a orientação de Sir Almroth Wright, um pioneiro na terapia com vacinas.
Pequena Cronologia:
1881 - Nasceu na Escócia.
1909 – Iniciado na Sancta Maria Lodge No. 2682 (Londres) aos 27 anos.
1911 – Filliou-se à Loja "London Scottish Rifles nº. 2310" (Londres).
1922 – Primeiro Vigilante na Sancta Maria Lodge No. 2682
1924 – Venerável-Mestre da Sancta Maria Lodge.
1925 – Filiou-se à Loja "Misericordia nº 3288" (Londres).
1934 – Condecorado com o London Grand Rank (honraria maçônica da GLUI).
1935 – Eleito venerável-Mestre da Loja "Misericordia nº 3288".
1942 – Nomeado Grande Diácono Sênior pela GLUI.
1944 – Recebeu o título de "Sir" do Rei George VI por contribuições à Ciência.
1945 – Premiado com o Nobel de Medicina.
1948 – Nomeado Grão-Primeiro-Vigilante da Grande Loja Unida da Inglaterra.
1955 – Oriente Eterno (73 anos). Infarto fulminante.
Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria
O VERDADEIRO SEGREDO MAÇÔNICO
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O verdadeiro Segredo Maçónico...
É um segredo de vida
E não de ritual
E do que se lhe relaciona.
Os Graus Maçónicos comunicam àqueles que os recebem,
Sabendo como recebê-los,
Um certo espírito,
Uma certa aceleração da vida
Do entendimento
E da intuição,
Que actua como uma espécie
De chave mágica dos próprios símbolos,
E dos símbolos
E rituais não maçónicos,
E da própria vida.
É um espírito,
Um sopro posto na Alma,
E, por conseguinte,
Pela sua natureza,
Incomunicável
Fernando Pessoa
Rui Bandeira
Fonte: http://a-partir-pedra.blogspot.com.brsexta-feira, 24 de julho de 2026
ONDE FICA O TOPO DAS COLUNAS DO NORTE E DO SUL?
Em 03.05.2026 o Respeitável Irmão Lincoln Renault Costa, Loja União Mutuense 17 de Maio, 1064, REAA, GOB MINAS, Oriente de Mutum, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:
TOPO DA COLUNA
Por essa consulto-lhe sobre onde é o verdadeiro lugar de um Aprendiz em Loja.
Onde tenho conhecimento é no topo da Coluna do norte "mais próximo ao primeiro Vigilante".
Porém, não quero citar quem, mas dois IIr∴ que exercem cargos expressivos na diretoria, dissertaram sobre um Aprendiz que tem tempo hábil de se elevar, e, em qual rebati que em nossas leis temos tempo mínimo, mas não máximo, e que o tempo Maçônico não é o mesmo que o profano.
Fui questionado e ainda nas falas desses IIr∴, disseram que os Aprendizes só ficam no topo da Coluna do norte por um mínimo período, a cada trabalho apresentado, eles têm que migrar sentido a mesa do tesoureiro.
Peço-vos que me oriente sobre esse procedimento, pois o que encontrei no ritual foi que o lugar do Aprendiz é no Topo da Coluna do Norte.
Entendimento esse que sei havendo mais de um Aprendiz, esses ocuparão as cadeiras sentido 1º Aprendiz ao Tesoureiro indistintamente.
Como nos foi ministrado, deixou a entender que existe Aprendiz e meio e ou meio Companheiro.
Portanto conto com a dissertativa do competente Ir∴, para Sanar essa dúvida.
CONSIDERAÇÕES:
Inicialmente, vale ressaltar que o "topo" da Coluna do Norte é toda a parede Norte situada entre a balaustrada e o canto com a parede ocidental (noroeste).
Da mesma forma, também é o "topo" da Coluna do Sul toda a parede Sul compreendida entre a balaustrada e o canto com a parede ocidental (sudoeste).
Topo significa o lugar mais alto, mais distante. Assim, em se tratando de um templo maçônico, é o lugar mais distante do equador (eixo). Alguém que no centro do Ocidente estiver em pé e parado sobre o eixo, de frente para o Norte, verá à sua frente toda a parede setentrional, a qual é chamada no REAA de o topo da Col∴ do Norte. Nessa parede é que estão distribuídas, de modo equidistante, as seis primeiras Colunas Zodiacais.
Em relação ao topo do Sul, alguém no centro do Ocidente, parado sobre o eixo e olhando para o Sul, verá toda à sua frente toda a parede meridional, a qual é chamada no REAA de o topo da Coluna do Sul. Nessa parede é que se encontram, equidistantes umas das outras, as outras seis Colunas Zodiacais.
Nesse sentido, todo o espaço à esquerda de quem ingressa no templo, entre eixo e a parede Norte, e entre a balaustrada (nordeste) e a parede ocidental (sudoeste), é chamado de Coluna do Norte. Da mesma forma, para todo o espaço à direita de quem ingressa, entre eixo e a parede Sul, e entre a balaustrada (sudeste) e a parede ocidental (sudoeste), é chamado de Coluna do Sul.
A título de esclarecimento, corresponde a base de cada uma dessas Colunas (do Norte e do Sul) o eixo do templo (equador), enquanto que os seus respectivos topos (alturas) são as paredes Norte e Sul.
Referente ao significado das CCol∴ Zodiacais, em primeira instância elas marcam, agrupadas de três em três, as quatro estações do ano. Correspondem às seis primeiras CCol∴ a primavera e o verão e as outras seis o outono e o inverno
Sob a óptica iniciática, sabe-se que no REAA os Aprendizes se sentam junto ao topo da Col∴ do Norte, mais distante do equador e os Companheiros no topo da Col∴ do Sul, ao meio-dia. Nesse contexto a jornada iniciática do Aprendiz é marcada pelos dois primeiros ciclos naturais, entre a primavera na constelação de Áries e o verão na de Virgem. Esotericamente, isso significa a fase inicial do crescimento e aprimoramento do Iniciado, purificado pelos elementos.
Graças a isso e que no REAA o Aprendiz, apenas no dia da sua Iniciação, é colocado próximo da Col∴ Zod∴ de Áries (vide ritual), constelação que assinala o início da primavera no Hemisfério Norte (21 de março). Assim, simbolicamente o Aprendiz segue gradativamente sua senda iniciática pelo topo da Col∴ do Norte até alcançar o verão, próximo à balaustrada, oportunidade em que estará às portas da juventude, pronto para sair do Norte, cruzar o eixo e ingressar no Sul, onde será elevado ao grau de Companheiro Maçom.
Reitera-se: nessa alegoria iniciática, o Aprendiz, simulando o ponto de partida da sua jornada, no dia da sua Iniciação é obrigatoriamente colocado próximo ao 1º Vigilante, em Áries (primavera). A partir daí entende-se que ele irá paulatinamente percorrer todo o seu caminho pelo topo do Norte.
Como a questão é simbólica, é obrigatório que o Aprendiz, apenas no dia da sua Iniciação, sente-se junto a Áries. Já nas sessões seguintes ele pode ocupar qualquer lugar, desde que permaneça junto à parede Norte do templo.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
VIVÊNCIA DO AMOR FRATERNO

Vivência do Amor Fraterno
O calor humano que une os Maçons
Adaptado de Autor Desconhecido
A Maçonaria recebe novos membros por intermédio da iniciação, o que a diferencia de outras associações de pessoas.
Naquele psicodrama, é exigido do recipiendário o juramento de que tudo fará para defender o seu irmão na ocorrência de infortúnios. É algo bem diferente do irmão de sangue, adquirido de forma compulsiva. O irmão Maçom é resultado de escolha consciente e racional, donde as amizades desenvolvidas na convivência serem unidas com o cimento do amor fraterno.
Um sábio, quando inquirido sobre a sua interpretação do significado de fraternidade, usou da seguinte parábola:
Encontrava-me nas proximidades de uma colina coberta de neve e observava dois garotos que se divertiam com um pequeno trenó.
Quando os dois meninos chegavam ao fundo da encosta, depois de terem escorregado, o rapaz mais velho colocava o mais novo às costas e subia pelo declive puxando o trenó por uma corda.
O garoto mais velho chegava ao topo ofegante, debaixo da carga elevada para o seu tamanho.
E isto repetiu-se várias vezes, até que resolvi inquirir:
— Mas não é uma carga muito pesada, esta que levas morro acima?
O garoto mais velho respondeu sorrindo:
— De forma alguma! Esta carga é leve! Pois ele é meu irmão!
Para o sábio, esta foi a definição exacta de Fraternidade.
Para ele, o amor fraterno exige espírito elevado, consta até de sacrifícios, mas não o considera como tal, e sim algo natural, a carga é transportada com alegria e sem reclamação.
Este sábio foi o presidente norte-americano Abraham Lincoln.
Na escolha do candidato a ser iniciado na Maçonaria, procura-se entender o perfil emocional do proposto na sua capacidade para desenvolver Vivência no Amor Fraterno.
Na investigação antes da iniciação os inquiridores devem certificar-se se o candidato:Vive em harmonia no lar.
- Tem boa reputação na sociedade.
- Se relaciona bem com colegas de trabalho.
- É capaz de se adaptar ao meio social.
- Tem bom convívio social.
Significa que todo aquele que for considerado apto, aprovado e iniciado, tem o amor fraterno como característica de carácter e personalidade. Já vem com a capacidade de superar eventuais dificuldades de relacionamento interpessoal. E para melhorar, esta qualidade distintiva fundamental é depois sacramentada por solene juramento!
A consequência é o aquecimento do amor fraterno entre os irmãos da loja.
Na iniciação o recipiendário recebe um avental branco, considerado o seu ornamento máximo, representa o trabalho, e é-lhe dito que deve mantê-lo imaculado, limpo.
Não se trata de sujidade literal, já que esta pode até ocorrer para o diligente e activo obreiro. Mancha que sai com água, basta lavar e está limpa. O paramento do zeloso Maçom deve ficar isento de qualquer nódoa moral ou comportamental – essa é difícil limpar porque exige mudança do Maçom e o uso da “água” do amor fraterno para a lavar.
Nenhum iniciado deveria usar o seu avental e entrar numa Loja, se lá estivesse irmão que odiasse. Isso suja o avental de forma indelével além de afectar as energias cósmicas que envolvem a todos durante a sessão. Deve-se considerar a dificuldade de resolver um problema de relacionamento interpessoal como se fosse o escalar de uma encosta íngreme e coberta de neve, com aquele irmão às costas.
Não é fácil!
Mesmo ofegante, e debaixo de carga tão grande, deve-se fazê-lo sorrindo. A razão deve suplantar a emoção, considerando que isto já faz parte do iniciado. Se inquirido sobre o peso da carga, este irmão deve exclamar:
– De forma alguma! Esta carga é leve! Pois ele é meu irmão!
Egoísmo e indiferença são sintomas de falta de amor. O contrário de amor não é o ódio, é a indiferença!
Quando existem situações de disputa ou mágoa, é importante que os envolvidos resolvam as querelas fora das paredes do templo, e só então coloquem os seus aventais e entrem.
Ao superarem as suas diferenças, a bênção do Grande Arquitecto do Universo, a divindade dentro do iniciado, proporcionar-lhes-á o aglutinante místico do amor fraterno que cimentará de forma brilhante as duas pedras que ambos representam na grande edificação da humanidade.
Isto é vivência real do amor fraterno, o aglutinante místico que mantém unidos os irmãos numa Loja. Num agrupamento assim constituído é certa a presença do Grande Arquitecto do Universo.
Poderá haver bem maior que um amor fraternal bem vivido?
O Grande Arquitecto do Universo certamente só se manifesta onde existem pessoas que se tratam como irmãos espirituais e onde cada um nutre profundo amor fraterno pelo outro.
Todo o irmão que passar por uma situação onde eventualmente ocorre disputa ou ofensa, deve colocar aquele que considera ser o seu ofensor às costas e carregá-lo ao alto do seu coração.
E, se inquirido acerca do peso, deve exclamar:
– De forma alguma! Esta carga é leve! Pois ele é meu irmão.
Fonte: freemason.pt
quinta-feira, 23 de julho de 2026
MOMENTO EM QUE INGRESSA O PAVILHÃO NACIONAL
Em 13.07.2026 o Eminente Irmão Wilson Aguiar Filho, Secretário Geral Adjunto de Orientação Ritualística para o Rito Moderno, GOB, Oriente de Brasília, Distrito Federal, pede informações para o que segue:
PAVILHÃO NACIONAL
Solicita orientação sobre o momento em que há o ingresso formal do Pavilhão Nacional, conforme o Decreto 1476/2016, nas sessões magnas realizadas pelas Lojas do Grande Oriente
do Brasil:
CONSIDERAÇÕES
Conforme o previsto no Decreto 1476/2016 de 17/05/2016, nas sessões magnas a Bandeira Nacional ingressará no Templo com formalidades.
Assim:
1. O ingresso formal da Bandeira, consagrado pelas Lojas, dar-se-á imediatamente após terem ingressado as Autoridade e Portadores de Título de Recompensa com direito ao Protocolo de Recepção (Artigos 219 e 220 do RGF).
2. Como no GOB a mais alta Autoridade presente em uma sessão é a Bandeira Nacional, ela será, entre as Autoridades, a última a ingressar na sessão e a primeira a se retirar.
3. Quando se tratar de sessões ordinárias, sem formalidades a Bandeira do Brasil já deverá estar hasteada dentro do Templo.
3.1. Nas sessões ordinárias, o Mestre de Cerimônias, ou outro Ir∴ pré determinado pelo Rito, deve providenciar, sem formalidades, a sua colocação no lugar definido pelo ritual, antes do ingresso dos IIr∴ para a abertura dos trabalhos;
3.2. É imprescindível que o ingresso formal da Bandeira do Brasil nas sessões magnas (Decreto 1476/2016) ocorra somente depois da abertura ritualística dos trabalhos (em Loja aberta). Se o ritual não determinar o momento específico para o ingresso formal da Bandeira, a mesma ingressará junto com as Autoridades e Portadores de Título de Recompensa com direito ao Protocolo de Recepção previsto no RGF. Nesse caso, a Bandeira é a última a entrar.
4. Nas sessões magnas a Bandeira do Brasil deve ser retirada formalmente antes do encerramento dos trabalhos (Decreto 1476/2016). Quanto à sua retirada, a mesma deve ocorrer antes do encerramento no momento em que se retirarem as Autoridades – em retirada a Bandeira é a primeira a sair.
5. A liturgia completa, por Rito, do ingresso e retirada do Pavilhão Nacional encontra-se no Decreto 1476/2016.
6. É imprescindível que essas orientações sejam seguidas e cumpridas pelas Lojas da Federação
T.F.A.
PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística
GOB – Poder Central – Ato 41.743/2023
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
JEAN-BAPTIST DEBRET
Jean-Baptiste Debret ou “De Bret” (Paris, França, 18 de abril de 1768 - 28 de junho de 1768, Paris, França) foi um pintor, decorador, desenhista, cenógrafo e professor francês.
Famoso por seu realismo e esmero pictórico, veio ao Brasil em 1816 com a Missão Artística Francesa para o Rio de Janeiro, e durante 15 anos retratou o país no início do século XIX, revelando o dia a dia do povo e da monarquia portuguesa, mostrando seu cotidiano, as exuberâncias da natureza, a escravidão, a miscigenação entre raças, a vida urbana e rural no Brasil. De volta à França publicou o livro ‘Voyage Pittoresque et Historique au Brésil’ (Viagem Pitoresca e História do Brasil) em 3 volumes, que foram publicados respectivamente nos anos de 1834, 1835 e 1839.
Seria Debret iniciado na Maçonaria?
Kurt Prober, em seu “Catálogo dos Selos De Maçons Brasileiros de 1984”, afirma que sim, era Maçom e fazia parte da “Loja Bouclier D’Honneur”, no Rio de Janeiro. Informação corroborada pelo escritor maçom Hercule Spoladore, segundo o qual, o nome de Jean Baptiste-Debret, está na ata de fundação da Bouclier D’Honneur, de 20 de maio de 1822, que tinha 15 irmãos artistas e intelectuais estrangeiros como fundadores, considerada a primeira loja a trabalhar sob o Rito Escocês Antigo e Aceito em solo brasileiro. Entretanto não conseguimos em nossas pesquisas encontrar a data de iniciação e a Loja de origem do biografado.
Fonte: COLUNA CULTURAL MAÇÔNICA
EGOISMO
Marco Antonio Perottoni
M∴I∴ Loja Cônego Antonio das Mercês
Loja Francisco Xavier ferreira de Pesquisas Maçônicas
IGUALDADE, LIBERDADE, FRATERNIDADE, TOLERÂNCIA e UNIÃO
Há vários anos vimos sofrendo com a situação econômica de nosso país, numa guerra surda que nos leva a lutar pelo pão nosso de cada dia, quase que de uma forma brutal para vencermos a concorrência de nosso próximo.
Devemos parar para pensar sobre esta situação. Será que esta guerra pela sobrevivência não tem alterado o caráter e os procedimentos do ser humano, ou, será que não posso estar me aproveitando da realidade para expor uma personalidade que tenho mantido no meu interior.
Nesta luta de cada um por si e o resto que se dane, me sobressalta uma pergunta: COMO SOMOS?
Não serei um EGOÍSTA, ou seja, não tenho um amor excessivo ao meu próprio bem, sem consideração aos interesses alheios, implicando, este comportamento, na subordinação do interesse de outrem ao meu próprio interesse. Não estarei agindo com o que chamamos de exclusivismo, que faz o indivíduo referir tudo a si próprio, e é próprio de quem trata somente de seus próprios interesses?
Ou serei aquele que refere tudo ao próprio eu, tomando a si como centro de todo o interesse, um personalista, ou seja, um EGOCÊNTRICO?
Não seria talvez um EGÓLATRA, aquele que tem culto de si mesmo. Sentimento excessivo da própria personalidade.
Poderia ainda ser enquadrado como um INDIVIDUALISTA, comportamento próprio de quem tem existência individual, com sentimentos e condutas egoístas e egocêntricas.
Sem dúvidas vivemos muito num mundo de EU, EU e EU.
Por que não sermos um conjunto ou grupo de pessoas que se aplicam a uma tarefa ou trabalho, uma verdadeira equipe?
Por que não sermos companheiros e camaradas, nos unido em busca de um objetivo comum, para o desenvolvimento individual e do grupo e, principal e fundamentalmente, do bem comum?
Por que não sermos um?
Não podemos nos esquecer que devemos unir esforços para buscar benefícios para toda a comunidade envolvida, e não pensar somente em mim e eventualmente, quando precisar de ajuda, do grupo a que pertenço.
Contra esta situação temos antídotos extremamente valiosos, e que encontramos disponíveis nas instruções de Aprendiz e que são preceitos que devem ser do conhecimento, respeitados e, principalmente, aplicados nos seus sentidos mais amplos por todos os maçons.
São cinco palavras que aprendemos a respeitar e aplicar em nossa vida e fundamentais para todo o ser humano, que são IGUALDADE, LIBERDADE, FRATERNIDADE, TOLERÂNCIA e UNIÃO.
IGUALDADE - um igual é o que tem a mesma grandeza, a mesma condição ou categoria. Em maçonaria, IGUALDADE não é o nivelamento total do homem, pois o homem deve impor-se pelos seus valores e méritos próprios, mas IGUALDADE é um postulado que busca igualar a todos os maçons sob um único título, o de IRMÃOS, e de não fazer distinção, ou discriminação, em virtude de sexo, raça, religião, nível cultural, cores partidárias, se mais ou menos favorecidos materialmente ou pelos cargos que ocupam.
Este comportamento maçônico devemos manter sempre, com IRMÃOS ou com profanos.
LIBERDADE - tenho certeza que todos nós, de uma forma ou de outra, temos nosso conceito de LIBERDADE. Será que nesses nossos conceitos incluímos que LIBERDADE é situação ou estado do homem integrado na plenitude da dignidade humana; que LIBERDADE é o livre arbítrio; que LIBERDADE é a faculdade de exigir, e insistir, que se cumpram a leis e regulamentos vigentes; que LIBERDADE é poder expressar seus pensamentos e idéias?
Sabemos, também, que a LIBERDADE é o ideal de vida de todo o ser humano espiritualmente bem formado e, atentando contra esta LIBERDADE, estaremos despojando-o de seu maior patrimônio, e onde não há LIBERDADE de pensamento e de ação haverá, invariavelmente, a opressão da consciência do ser humano e suas conseqüências danosas.
FRATERNIDADE - como define Aurélio Buarque de Holanda (Dicionário Aurélio), FRATERNIDADE é irmandade, é união ou convivência como irmãos, harmonia, paz, concórdia, é, enfim, amor ao próximo.
A FRATERNIDADE nos recorda a convivência sem oposição de uma para como o outro, é, antes de mais nada, amor e respeito mútuo.
Ser FRATERNO é tratar o Irm∴ como igual e respeitar a sua liberdade de pensamento e de posicionamentos.
TOLERÂNCIA - ser TOLERANTE é ter a qualidade de quem admite e respeita a opinião, os pensamentos e as atitudes de seus semelhantes, não esqueçamos, seus IGUAIS, mesmo que estas opiniões ou pensamentos sejam contrários a seus posicionamentos.
Ser TOLERANTE é jamais sequer pensar: “ou concorda com meus pensamentos e minhas posições ou é contra mim”.
Ser TOLERANTE é se aberto ao diálogo, através do qual sempre se chegará, sem dúvidas, ao consenso geral.
Por fim temos a UNIÃO, que é unificação, é tornar um só pela ligação afetiva. UNIÃO é a nossa convivência como IIr∴, convivência esta que devemos lutar com unhas e dentes para mantê-la, sem fissuras.
Nossa UNIÃO é algo palpável, sensível a todos e é esta UNIÃO, que faz com que nossos trabalhos transcorram justos e perfeitos.
Assim coloco: o que é melhor para o nosso desenvolvimento e para o progresso humano: agir sob os postulados do EGOÍSMO, EGOCENTRISMO ou INDIVIDUALISMO, ou agirmos
como uma EQUIPE, agindo sob os postulados da IGUALDADE, LIBERDADE, FRATERNIDADE, TOLERÂNCIA e UNIÃO?
Pensemos sobre isto e o levemos estes conceitos e procedimentos para todos os atos por nós praticados além das portas de nosso Templo, nas nossas relações pessoais entre IIr∴ ou profanos e, por certo estaremos contribuindo para uma vida melhor, para cada um individualmente, nossas famílias e de todas as pessoas com as quais nos envolvemos.
Fonte: JBNews - Informativo nº 315 - 09 de Julho de 2011
quarta-feira, 22 de julho de 2026
VISITANTE - COMPORTAMENTO
Em 02.05.2026 o Eminente Irmão Mamede Abrão Netto, Grão Mestre Estadual do GOB-RR, Oriente de Boa Vista, Estado de Roraima, solicita esclarecimentos para o Rito Brasileiro no seguinte:
VISITANTE
Gostaria de sanar duas dúvidas se possível?
A primeira consiste no fato de que um Irmão que pertence a um Rito que, após as saudações, desfaz o Sinal, como o Schröder, se ele estiver visitando uma Loja diversa, como so REAA, ele segue o Rito dele e desfaz o Sinal após as saudações ou tem que aguardar a autorização do Ven∴ Mestre?
A segunda: o Terrível ou Sacrificador usa avental?
CONSIDERAÇÕES:
Um Irmão de um determinado rito visitando uma coirmã de outro rito, deve se adequar aos costumes da Loja visitada, isto é, não deve ferir a dinâmica da liturgia em andamento que a Loja anfitriã esteja executando. Trocando em miúdos, isso quer dizer que não é permitido inserir práticas ritualísticas de outro(s) rito(s) no ritual que estiver sendo executado. No caso de visita a uma Loja que pratica o REAA, o Ir∴ visitante pede a palavra e, sendo autorizado a falar, se posta conforme o que estiver previsto nos trabalhos que estão sendo executados, isto é, fica à Ord∴ e assim permanece até o final da sua fala, quando então deve desfazer o sinal e voltar a se sentar.
Por ocasião do uso da palavra, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística tem recomendado aos Veneráveis Mestres que eles sejam bastante criteriosos no quesito dispensa do sinal, não o dispensando corriqueiramente, senão em casos que de fato sejam merecedores essa atitude.
Por tudo, a ritualística deve ser mantida conforme o previsto no ritual. É bom que se diga que nada consta no sentido de se desfazer automaticamente o sinal enquanto se for usar a palavra. No REAA, estando a Loja aberta, quem estiver falando de pé e parado, obrigatoriamente deve falar à Ord∴.
É oportuno também lembrar que no REAA apenas quem estiver usando da palavra é que se coloca à Ord∴. No caso de um Ir∴ visitante de outro Rito que estiver fazendo uso da palavra, eventuais IIr∴ que o acompanham na visita devem permanecer sentados. Visitantes em grupo ficarem em pé enquanto um deles usa da palavra não é permitido nas Lojas que praticam o REAA. Esta não é uma prática de outro rito.
No que diz respeito aos IIr∴ Terrível e Sacrificador, não há joia e nem avental específico para esses cargos já que essa função é geralmente exercida, em passagens ritualísticas pontuais, pelos IIr∴ 1º e 2º Expertos. Assim, os IIr∴ EExp∴, com seus aventais e joias previstos, atuam temporariamente nessas funções.
NOTA - IIr∴ visitantes de outros ritos devem se apresentar trajados portando as alfaias do seu rito de origem. Não há necessidade de um Ir∴ visitante vestir-se de acordo com o rito da Loja que ele estiver visitando. O que se recomenda é o cuidado com o uso do balandrau, em se observando se o rito praticado pela Loja visitada o admite. O que o Ir∴ visitante não pode é interferir na dinâmica executiva do ritual que está sendo praticado pela Loja anfitriã, sem inserir práticas de modo a alterar o previsto no ritual que está sendo executado naquele momento.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
MINUTO MAÇÔNICO - 21
O ÓSCULO
1º - Em alguns ritos maçônicos, subsiste o ósculo da fraternidade, que é depositado pelo dirigente da cerimônia na fronte do neófito.
2º - A intenção do ósculo é "tocar" a mente, para apor-lhe o "selo místico". Beijar, maçonicamente, é "selar".
3º - O beijo fraterno entre os irmãos, aqui no Brasil proveio da Europa, onde os amigos saúdam-se através do ósculo; esse costume surgiu nos países árabes.
4º - Sendo os lábios uma parte muito sensível do corpo, cujo tato vem acentuado para a seleção dos alimentos, essa sensibilidade transforma-se em afeição.
5º - O calor do aperto das mãos, o abraço e o ósculo são expressões comuns, que não escandalizam, mas estreitam uma amizade.
Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br
ATITUDE DE APRENDIZ
Ao tornar-se adepto da Maçonaria, o Aprendiz Maçom passa a ser um Obreiro do Grande Arquiteto do Universo e deve dedicar-se ás tarefas que lhe compete. Como neófito, contudo, terá que aprender a trabalhar. O aprendizado, para qual usa-se o eufemismo de “Desbastando a Pedra Bruta”, vai ser ministrando-lhe de diferentes formas, a começar pelas instruções que constam do Ritual de Aprendiz maçom. Há que se considerar que a finalidade primordial da Maçonaria é a evolução da capacidade de se ilustrar dos seus membros.
Quando “Vê a Verdadeira Luz”, o Aprendiz Maçom não sabe nada, pois o método de trabalho maçônico é bem diferente daquele que conhece como profano. Como profano, procura-se apenas adquirir o máximo de conhecimentos, enquanto que na Maçonaria o objetivo maior das instruções é de aperfeiçoar o Homem, enriquecendo suas faculdades com a maior cultura possível, para ele, como Maçom, melhor poder agir.
Há quem pense que as idéias são resultado de sua própria inteligência, porém isso não é verdade. As idéias provêm, normalmente da experiência com os homens, animais e natureza num todo. Aquele que não tem o estudo, isto é, não aceita os ensinamentos de outras pessoas, não poderá formar qualquer idéia, por menor que seja. Os filhos aprendem com seus pais, os alunos com os professores, os jovens com os mais velhos, os aprendizes com os mestres, numa maneira natural, que é uma faculdade que o ser humano é provida. O aprendizado, aliado a experiência, faz gerar o cabedal do homem que o fará apto a pensar, dando-lhe condições para buscar a sabedoria.
Quando está realmente aberto para aprender algo, para receber maior conhecimento, descobre que o Universo é um gerador de saber ilimitado e aceitamos, sem constrangimentos, qualquer semelhante como nosso mestre. Identificamos de imediato aquela pessoa que consegue ter boas ideias, como alguém sempre disposto a aprender mais alguma coisa na vida.
Ao longo da história da Humanidade, aprendemos observando, experimentando, recebendo conselhos, críticas e recomendações de quem tem prática da vida, com os conhecimentos que nos rodeiam, que vão se acumulando em nossa mente e auxiliando a cada novo conhecimento. Desde a criação do mundo a natureza nos oferece a sabedoria e a experiência imprescindíveis ao homem. A flora, a fauna, a criança e mesmos as coisas inanimadas, são fonte de conhecimento, se com elas quisermos aprender.
Quando o Homem está munido de sentimento sincero, de sempre aprender com outras pessoas, observando todas as coisas, ele consegue obter uma sabedoria imensurável, pois estará se abastecendo de incontáveis informações que são matéria prima do conhecimento a do aprendizado. Aprender e conhecer são os melhores caminhos para a prosperidade. Querer aprender é um sentimento humilde que nem todos possuem.
Nesse aspecto, na Maçonaria, o aprendizado não é diferente. O neófito também tem que estar aberto para receber os ensinamentos. O Aprendiz Maçom, ao “Ver a Verdadeira Luz”, acabou de nascer, e como tal há necessidade de aperfeiçoamento para torna-lo apto para o trabalho na Sublime Ordem. Afortunado o neófito que compreende o privilégio de ser um aprendiz. A sua atitude de aprender valerá muito quando estiver “Desbastando a Pedra Bruta”.
(*) Baseado num trecho do livro “Caminhos da Vida”, de Konosuke Matsushita”
Fonte: https://focoartereal.blogspot.com
terça-feira, 21 de julho de 2026
OCUPAÇÃO DE CARGOS IV (CARGOS ELETIVOS)
Em 02/05/2026 o Respeitável Irmão Lúcio Costa Caldas, Loja Joaquim Rodrigues D’Abreu, 1921, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta as questões seguintes:
OCUPAÇÃO DE CARGOS
Gostaria de tirar duas dúvidas. O Deputado Estadual pode ocupar cargo em Loja (mais precisamente ORADOR)?
O Deputado Estadual sendo M∴ I∴ pode substituir o V∴ M∴ em uma Sessão Magna?
CONSIDERAÇÕES:
Como essas não são questões de liturgia e ritualística maçônica, mas de administração, dentro da legislação eleitoral maçônica, deixo aqui apenas a minha opinião. Por se tratar de opinião, não a tome como orientação oficial.Assim, no caso de um Deputado Estadual ocupando o cargo de Orador, penso que não seja apropriado, já que ambos os cargos, conforme a legislação, são eletivos. Por conta disso, me parece que existem óbices, levando-se em conta de que ninguém é eleito para ocupar dois cargos - vide a legislação onde são tratadas as inelegibilidades.
Na hipótese de um Deputado sendo Venerável Mestre, penso que seja o mesmo caso tratado logo acima.
OBS - As considerações acima se tratam de substituições ou preenchimentos precários de cargos, no entanto, mesmo assim, a meu ver são cargos elegíveis, portando não podem ser ocupados por Irmãos que já exercem eletivos.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
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