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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 16 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

RITOS E TEMPLOS MAÇÔNICOS

Em 02.11.2025 o Respeitável Irmão Cláudio Jr., Loja Padre Azevedo, REAA, GOB-PB, Oriente de João Pessoa, Estado da Paraíba, solicita esclarecimentos.

TEMPLO MAÇÔNICO

Por favor, é possível uma loja do REAA funcionar ad infinitum em um templo, ativo, do Rito Adonhiramita?

Se positivo, é necessário autorização do Grão Mestrado? Quais as adaptações devem ser feitas quando as lojas do REAA se reunirem nesse templo, que por ser ativo do Rito Adonhiramita, não podem receber outras modificações que não a localização dos vigilantes?

CONSIDERAÇÕES:

Vamos ser práticos. Sim, um templo maçônico pode perfeitamente abrigar trabalhos individuais por rito. No entanto é preciso se levar em conta que cada rito possui suas particularidades ritualísticas, tais como a sua disposição mobiliária, topográfica e de decoração, tudo previsto em ritual vigente.

Sendo assim, cada rito deve ter seu espaço específico de trabalho conforme prescreve a liturgia contida no seu ritual, dentre os eles, exatamente seguir o que menciona a respectiva “Planta do Templo”.

Nessas condições, não há como um determinado rito trabalhe em um ambiente decorado e disposto de outro rito. É preciso antes adaptá-lo nos conformes do rito, caso contrário haverá descumprimento do ritual.

Não devem existir os tais "jeitinhos" e para isso segue-se impreterivelmente o que estiver indicado no ritual em vigência.

À vista disso, antes que uma Loja, de um determinado rito, ocupe um Templo para realizar os seus trabalhos, é preciso antes atentar para a viabilidade de adaptação.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SESSÃO PÚBLICA - PROCEDIMENTOS

Em 01/11/2025 o Respeitável Irmão Marcos Boim de Freitas, Loja Obreiros da Paz, REAA, GOB MINAS, Oriente de Piraúba, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos. joaomboim@gmail.com

SESSÃO PÚBLICA

Nossa loja faz aniversário e o Venerável Mestre está querendo fazer uma sessão com a presença de profanos, infelizmente não temos o costume de fazer isso, aí surgiram algumas dúvidas:

1 - Qual é a melhor forma pra fazer a abertura da loja ritualisticamente, SEM A PRESENÇA DE PROFANOS, dando entrada aos mesmos após a abertura ou pode fazer a ABERTURA COM OS PROFANOS ? Porque?

2 -No caso da ABERTURA COM OS PROFANOS, deve ser lido algum trecho da Bíblia? Se tiver qual seria o recomendado? E porquê?

3 - Se a loja for aberta com os profanos dentro do templo, o esquadro e compasso são colocados no Livro da Lei? Porque?

4 - É recomendado a circulação do tronco de beneficência ou ele não deve circular, e porquê? Caso tenha a circulação do tronco, seu produto deve ser anunciado e entregue a uma cunhada para que ela faça a beneficência que achar conveniente, ou o recomendado seria entregar pra uma cunhada sem o anúncio? Porque?

5 - O encerramento dos trabalhos deve ser da mesma forma, ou seja, se abriu seguindo a ritualística fecha do mesmo jeito, se abriu com os profanos dentro do templo fecha assim também!

Meu irmão, me desculpe os porquês, mas a dúvida não é só minha.

CONSIDERAÇÕES:

Devido ao grande número de sessões públicas realizadas pelas Lojas com a finalidade de se comemorar aniversários, datas cívicas, entregas de condecorações, homenagens, etc., não há como se elaborar um ritual para cada uma dessas finalidades. O custo seria demasiadamente dispendioso e certamente não atenderia cem por cento do asseio das Lojas. Sempre apareceria um novo motivo para a execução de uma sessão pública desse tipo.

Em vez disso, o GOB "sugere" que as Lojas usem como modelo o ritual de Homenagem ao Dia das Mães que se encontra no volume “Rituais Especiais” (Eventos Irrestritos), edição 2017 em vigência no GOB.

Nesse sentido, as Lojas que assim optarem devem adaptar este ritual para a finalidade desejada.

Vale ressaltar que essa é apenas uma sugestão da Secretaria Geral de Orientação Ritualística, podendo, se a Loja preferir, abrir os trabalhos em Grau de Aprendiz com as devidas formalidades ritualísticas, entrando os convidados não maçons apenas na Ordem do Dia.

A seguir, as respostas às questões apresentadas:

1 - Obviamente que não se faz abertura ritualística na presença de profanos. Os convidados não iniciados devem aguardar na sala dos pp pp. 

Assim, depois de abertos os trabalhos, ritualisticamente, o VenMestre comunica a dispensa dos sinais, toques e palavras e dá ingresso aos profanos - os do gênero feminino sentam-se na Coluna do Sul e os de gênero masculino na Coluna do Norte. 

Procede-se então com as cerimônias previstas. Concluídas as mesmas, os convidados se retiram para o encerramento ritualístico dos trabalhos. 

ATENÇÃO: como nas sessões magnas públicas há entrada e saída formal do Pavilhão Nacional, é recomendável que os convidados não maçons assistam ao ingresso e saída da Bandeira. Nessa condição, seguir irrestritamente o Decreto 1476/2016 que dispõe sobre o cerimonial da Bandeira.

2 - Não se faz abertura ritualística com a presença de convidados não maçons. Assim, sem as suas presenças, primeiro abrem-se os trabalhos ritualisticamente no 1º Grau, para só depois se dar ingresso aos convidados não iniciados. 

Como a Loja foi aberta ritualisticamente, é inadmissível a presença de não iniciados no Oriente. Aos profanos convidados reservam-se lugares no Ocidente da Loja, nunca o Oriente.

3 - Como foi dito, a Loja não pode ser aberta ritualisticamente com a presença de não iniciados. Eles entram depois da abertura e saem antes do encerramento ritualístico. As LLuz EEmbl da Maçonaria permanecem dispostas como estão, mesmo depois de terem ingressado os profanos. 

É imprescindível que o Ven Mestre, antes de dar ingresso aos visitantes não maçons, recomende à Loja que os sinais, toques e palavras ficarão abolidos enquanto presentes convidados profanos.

4 - Sob nenhuma hipótese pode circular o Tronco de Beneficência com a presença de não iniciados. A sua circulação somente se dará após terem se retirado todos os convidados não maçons. Quando se diz, "não iniciados", incluem-se também as "Cunhadas".

5 - O encerramento dos trabalhos será ritualístico e dar-se-á depois que todos os convidados não maçons já tenham se retirado.

Antes da retirada dos convidados não maçons, por primeiro sai formalmente o Pavilhão Nacional. 

Com o Templo devidamente coberto, os trabalhos retomam força e vigor ritualístico; faz-se circular o Tronco de Beneficência (que deve ser conferido ainda na sessão) e finalmente ocorre o encerramento dos trabalhos de acordo com o previsto no ritual. Os convidados não maçons aguardam o encerramento dos trabalhos na sala dos pp pp.

Eram estas as considerações possíveis.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

TEMPLO MAÇÔNICO DE TENERIFE

Por Luciano J. A. Urpia

O Governo espanhol iniciou o processo para declarar o Templo Maçônico de Santa Cruz de Tenerife como um lugar de memória democrática, um ato que visa reparar a distorção histórica e a repressão sofrida durante o Franquismo. O Diário Oficial do Estado (BOE) registrou o decreto que reconhece o edifício, inaugurado em 1920 para a Loja Añaza e outrora o maior centro maçônico de Espanha. Nas primeiras horas do golpe de 1936, paramilitares franquistas invadiram o Templo, apreenderam arquivos e, posteriormente, usaram-no para uma campanha de propaganda, chegando a afixar um aviso que convidava a população a visitá-lo para "alertar sobre os supostos objetivos obscuros da Maçonaria". O texto oficial lamenta que estas ações tenham difundido na cidade crenças falsas e infundadas, como a de que no local se realizavam "sacrifícios de crianças e rituais de bruxaria".

Este reconhecimento sublinha que a repressão franquista se estendeu muito além da perseguição política tradicional, atingindo tudo o que fosse considerado fora dos padrões católicos e do regime. "As pessoas tendem a limitar a repressão de Franco à esquerda ou ao nacionalismo, mas ela afetou tudo o que não era exclusivamente católico", afirma o historiador Gutmaro Gómez Bravo, da Universidade Complutense de Madrid. Para o especialista, a Lei contra a Maçonaria e o Comunismo foi a "espinha dorsal" de uma repressão que teve uma "peculiaridade clara" em Espanha. Após a invasão, o templo foi transformado em quartel-general da Falange até 1939, servindo depois como armazém e farmácia militar, antes de décadas de abandono.

O protocolo para classificar o edifício foi assinado pelo ministro da Política Territorial e da Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, em colaboração com a câmara municipal de Santa Cruz de Tenerife. O emblemático edifício de estilo neoegípcio, com suas colunas em forma de palmeira e esfinges na entrada, deverá receber em breve uma placa que oficializa o seu novo estatuto de lugar de memória histórica.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

OLHOS DE INICIADOS

Ir∴ Juarez de Oliveira Castro

MI da ARLS Alferes Tiradentes nr. 20 – GLSC juacastro607@hotmail.com

A preocupação é uma idéia antecipada que se tem sobre algum fato que poderá acontecer. E, nós maçons, estamos sempre preocupados com os atos promovidos por alguns maçons em divulgar assuntos relacionados com a Maçonaria.

Para espanto de alguns maçons, foram divulgados na televisão, em pouco tempo, temas relacionados com a Maçonaria e passado ao público, relatando alguns procedimentos ocorridos em meio maçônico, porque ali se deve guardar segredo, ou melhor, não se propagar o que fazemos dentro do Templo, que são momentos especiais que nos energizamos e construímos uma fraternidade forte e constante entre homens de bem e, como se diz entre nós, “livres e de bons costumes”.

Ora, quando se é iniciado, isto significando que fomos colocados como “Pedra Bruta” e tentamos dia a dia nos tornar uma "Pedra Lapidada‟ para ser incluído na construção do Templo Interior para servir como pedra de construção para uma humanidade mais justa e feliz.

A partir da iniciação tudo que se fala de Maçonaria nós a passamos a vê-la com “olhos de Iniciados”. E aí é que reside a preocupação do verdadeiro Maçom. E a inquietação proveniente dessa idéia cresce constantemente.

Um ato simples como apresentação de um símbolo maçônico, já temos a idéia fixa e inquietante de que estão abrindo a Maçonaria para aqueles que não tiveram o privilégio de estudar a fundo os simbolismos maçônicos.

Se percorrermos a história, vamos observar que durante séculos e séculos escreveram sobre Maçonaria, com descrições de muitos atos maçônicos, nem por isso, houve qualquer problema a respeito do vazamento sigiloso de nossa Ordem. Basta citar o caso de Leo Taxil que chegou a ser iniciado em uma Loja para em seguida escrever um livro deturpando todo o simbolismo maçônico. Com o tempo foi desmascarado e esquecido. Coisa que ele fez também com a Igreja Católica. Tinha como escopo de ganhar dinheiro e fama. Deu-se mau no final.

Na realidade qualquer um que entrou para a Instituição foi levado por uma quantidade de curiosidade. Embora na “Câmara de Reflexão” esteja em letras garrafais: “Se a curiosidade aqui te conduz, retira-te”, isto não é nenhum problema se verdadeiramente estamos com um pouco de curiosidade, que é salutar, e sim, se o estamos ali somente por curiosidade. Está mais que provado de que esses não permanecerão, porque a curiosidade tem limite. Imaginemos os que não foram iniciados.

Essa preocupação é muito saudável porque nos levará a medidas de precaução para com a Ordem. Não a ponto de ser radical e querer de imediato tornar perjúrio todo àquele que descumpriu o seu juramento de guardar sigilo. Há de se analisar profundamente as consequências desse ato do descumprimento e de suas ações.

Não é porque se mostrou na televisão uma variedade de carros e seus mecanismos que depois da apresentação chegue-se a fabricar um carro. Somente aqueles que aprenderam nos bancos da faculdade engenharia e se aprofundaram na criação do carro que terão a capacidade de construí- lo. Ou então, ao pegarmos um resultado de exame médico sabermos decifrar tudo sem o auxílio de profissional da medicina. Decifra-se muita coisa, mas o essencial somente o médico o saberá e o dirá, porque ele foi iniciado na medicina e conhece a sua essência. Para os não iniciados na medicina, falta-lhe o olho que discerna e compreende.

Assim é com a Maçonaria. São necessários estudos e mais estudos para começar a viver Maçonaria. E alguns dados recheados de dramatização e testemunhos de maçons sobre fatos históricos atribuídos à Maçonaria, sem comprovação, não vão modificá-la em nada. Creio que, às vezes, pode até fazer com que as pessoas comecem a pensar sobre o assunto e se interessar para conhecê-la melhor.

E, no final, ver que a Maçonaria tem em seu seio homens bons, “livres e de bons costumes” e que estão na Instituição para tornarem-se melhores.A dedicação ardente dos maçons leva naturalmente a essa preocupação, mas devemos lembrar que a ESSÊNCIA da Maçonaria, essa jamais será revelada aos não iniciados.

Fonte: JBNews - Informativo nº 301 - 25 de Junho de 2011

domingo, 15 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CIRCULAÇÃO E SAUDAÇÃO 2

Em 31/10/2025 o Respeitável Irmão Adriano Volpe Ribeiro, Loja Luz e Liberdade da Amazônia, 2693, REAA, GOB-MT, Oriente de Alta Floresta, Estado do Mato Grosso, apresenta as questões seguintes:

CIRCULAÇÃO E SAUDAÇÃO

a) O Mestre de Cerimônias precisa fazer o círculo completo, se precisar ir exemplo no segundo vigilante e voltar na sua cadeira?

b) Antes da abertura do Livro da Lei na entrada e saída do Oriente, é necessário fazer a parada ou pode seguir sem parar?

CONSIDERAÇÕES:

a) Quando se tratar de andar na mesma Coluna, não há circulação. Desse modo, o M de CCer, para se deslocar até o 2º Vig o faz diretamente. Ao voltar, procede da mesma maneira, sem a necessidade de giro algum, a despeito de que não se dá volta ao mundo para parar no mesmo lugar. Está escrito na página 43 do ritual de Aprendiz do REAA vigente: "Andando na mesma Coluna, não há circulação horária".

b) Como a Loja ainda não está definitivamente aberta, mas em processo de abertura, obedece-se apenas a circulação horária. Nesta ocasião não há saudação pelo sinal ao Ven Mestre e nem parada formal. No caso, somente há circulação por uma questão de padronização. Assim, reitera-se, não exista saudação e nem parada formal antes de a Loja ser declarada ritualisticamente aberta pelo Ven Mestre.

Observação: O único momento em que há composição de sinal com a Loja ainda em processo de abertura é na verificação do(s) V(V)ig para a certificação de que todos, de fato, são maçons nas ccol.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ORADOR E SECRETÁRIO NA CONFERÊNCIA DA BOLSA

Em 30.10.2025 o Respeitável Irmão Cór-Jesus Gonçalves do Carmo Júnior, Loja Estrela Betinense, 2120, REAA, GOB MINAS, Oriente de Betim, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte:

ORADOR E SECRETÁRIO

Estudando o novo ritual e participando de seminários online apresentados pelo GOB MINAS, em uma das exposições foi reportado que no momento da verificação das colunas gravadas produzidas no Saco de Proposta e Informações, Orador e Secretário não precisam permanecer à ordem. Essa afirmativa está correta?

O próprio ritual orienta que o Maçom em loja aberta estando de pé deve estar à ordem. Poderia me esclarecer essa dúvida?

CONSIDERAÇÕES:


No REAA a regra é de que em se estando em pé, em Loja aberta, fica-se à Ordem.

Portanto, no caso da conferência da Bolsa de Propostas e Informações, o Orador e o Secretário se aproximam e ficam à Ordem.

Como comentado na própria questão, o próprio ritual vigente expressa a orientação de que em Loja aberta, quem estiver em pé e parado, fica à Ordem. Ora, então fazer o contrário, por quê?

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

CONTEMPLAÇÃO

O vocábulo sugere a caminhada em direção de um templo; trata-se de uma postura estática que precede o ingresso pela meditação ao mundo espiritual.

É o instante em que o maçom, na formação da Cadeia de União, dispõe-se a penetrar no mundo ignoto, mas atraente da mente, buscando penetrar na mente do irmão que lhe está ao lado para uma fusão, e assim desaparecer a individualidade, para que os elos formem a cadeia.

Os hindus empregam, para o início contemplativo, o mantra, que é o pronunciamento de determinada palavra, cujo som conduz à meditação.

A meditação é o ato de interiorização; a contemplação é o ato de exteriorização; o maçom "contempla" os símbolos, envolvendo-os com o seu olhar, para depois buscar "adentrar" nos mesmos com a finalidade de absorver uma mensagem.

A contemplação é a antessala da meditação.

A visão participa ativamente; após a contemplação, dentro da Cadeia de União de todos os semblantes que a formam, o maçom xerra as pálpebras, mantendo na mente as imagens que são gravadas e conduzidas para o templo interior.

A formação da Cadeia de União exige conhecimento e adestramento. O maçom deve buscar, sempre, a informação respectiva.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 104.

O MAÇOM É COVARDE?

M.M Paulo Moraes

Na senda iniciática da Maçonaria, a coragem não é o ímpeto cego, mas a firmeza serena daquele que decide lapidar a própria pedra bruta. É a virtude que sustenta o Irmão quando a luz ainda é tênue e o caminho exige mais caráter do que conforto.

Ser corajoso, à luz dos ensinamentos maçônicos, é entrar no Templo interior sem máscaras, reconhecer imperfeições e assumir o compromisso de transformá-las em virtudes. É enfrentar o silêncio da própria consciência e permitir que o malho da verdade e o cinzel da razão moldem um homem melhor.

A coragem também se manifesta na retidão. Assim como o esquadro orienta nossas ações, o maçom corajoso age conforme os princípios, mesmo quando isso exige renúncia, incompreensão ou sacrifício. Ele não se curva às paixões desordenadas nem se deixa conduzir pelo medo, pois sabe que a verdadeira liberdade nasce da disciplina moral.

Na construção do edifício social, a coragem é o cimento invisível que une as pedras. É ela que inspira o serviço desinteressado, a defesa da justiça, da tolerância e da fraternidade. O maçom corajoso não busca aplausos; trabalha em silêncio, consciente de que cada gesto reto ecoa no Grande Livro da Vida.

Por fim, a coragem maçônica é perseverança. É continuar a obra mesmo quando o mundo parece ruir, confiando no Grande Arquiteto do Universo e na força do trabalho honesto. Pois aquele que domina a si mesmo, enfrenta a própria sombra e permanece fiel aos seus princípios, já venceu a maior de todas as batalhas.

Fonte: Facebook_Instituto Maçônico

sábado, 14 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

O LUGAR DO PAINEL DO GRAU NO REAA

Em 29.10.2025 o Respeitável Irmão Nelson Luiz Bruch, Loja Venâncio Aires, REAA, GORGS (COMAB), Oriente de Venâncio Aires, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

PAINEL DO GRAU

Ao saudá-lo fraternalmente, gostaria de contar com o seu conhecimento e esclarecer uma dúvida que surgiu ontem à noite em nossa Loja no Oriente de Venâncio Aires/RS trazida através de uma instrução a que tivemos acesso e proferida/apresentada por um Ir pertencente aos quadros da Grandes Lojas.

Sou mestre instalado da Loja Venâncio Aires, onde usamos o painel do grau colocado no centro da Loja (em um porta-painel) e com a sua face voltada para a entrada do templo (obviamente com a sua parte traseira virada para o Or).

Na instrução acima mencionada, o Ir autor afirma que o painel do grau deve ser colocado no centro da Loja, entre o Or e o Oc, de modo que sua frente esteja voltada para o Or.

Poderia me ajudar e esclarecer qual a posição correta do painel do grau?

CONSIDERAÇÕES:

Rigorosamente, como sempre foi no autêntico REAA, o Painel do Grau fica no centro do Ocidente sobre o eixo longitudinal do Templo (equador), voltado para a porta de entrada.

Por conseguinte, o Altar dos Juramentos fica no Oriente, logo à frente do Altar ocupado pelo Venerável Mestre. 

Vale ressaltar que no REAA original existe apenas um Painel do Grau, que fica no centro do Ocidente sobre o Pavimento Mosaico, voltado para a porta de entrada do templo.

Em que pese muitos rituais brasileiros, de um mesmo rito, divergirem entre si, meus comentários prendem-se à autenticidade do Rito.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

AUMENTO DE SALÁRIO - PROCESSO LEGAL

Em 29/10/2025 o Respeitável Irmão Valter S. Gama, Loja Canaã, 2270, REAA, GOB-MS, Oriente de Paranaíba, Estado do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos.

AUMENTO DE SALÁRIO

Em uma Sessão Ordinária onde será feito o Telhamento para elevação do Grau Aprendiz para Companheiro, há a necessidade de transformar o Loja do Grau de Aprendiz para Companheiro ou apenas pedir que o Irmão a ser elevado tenha o Templo coberto na hora da votação para ver se os demais Irmãos concordam com o aumento de salário. Minha dúvida é a seguinte: Por que transformar a Loja ao Grau de Companheiro se os Aprendizes só serão elevados em uma outra Sessão posterior.

CONSIDERAÇÕES:

Vale mencionar primeiramente que o exame para aumento de salário não se trata de telhamento, mas o de uma sabatina, onde o candidato responde verbalmente um questionário elaborado pela Loja.

Essa sabatina somente ocorrerá após ter o candidato elaborado uma Peça de Arquitetura para aumento de salário, devidamente apreciada pela Comissão de Admissão e Graus e obtendo parecer favorável.

Assim, o andamento desse processo segue rigorosamente o previsto no RGF, Art. 35.

Dessa forma, após ter sido aplicada a sabatina, a qual deverá ocorrer na Ordem do Dia, pois dela resultará votação, a Loja deverá ser transformada em Grau de Companheiro, oportunidade em que o candidato à Elevação deverá ter para si o Templo coberto, temporariamente.

Consumada a votação nominal em Loja do 2º Grau, a Loja então retorna aos trabalhos de Aprendiz e o candidato é reconduzido aos trabalhos, oportunidade em que lhe será comunicada a aprovação, ou não, do seu aumento de salário. Obtido o seu aumento de salário, é marcada a data da sua Elevação em sessão magna.

Saliente-se que tudo isso está previsto no Regulamento Geral da Federação do GOB.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

OSCAR WILDE

Por Luciano J. A. Urpia

O genial escritor Oscar Wilde teve uma curiosa e intensa relação com a Maçonaria durante seus anos de estudo em Oxford. Iniciado em 1875 na prestigiada Apollo University Lodge (Loja Universitária), Wilde envolveu-se com entusiasmo nas atividades da Ordem. Uma das curiosidades mais marcantes é o uniforme cerimonial da Loja (esse da foto), composto por calções até ao joelho, casaca, gravata branca, meias de seda e sapatos com fivela, que tanto agradava ao seu gosto extravagante por moda. Tanto que, anos depois, durante sua famosa turnê de palestras nos Estados Unidos em 1882, ele surpreendeu o público ao subir ao palco do "Chickering Hall" em New York usando esse mesmo traje maçônico (foto), que muitos confundiram com um traje de corte inglês.

A sua participação maçônica, no entanto, foi breve e marcada pelo abandono. Após deixar Oxford, Wilde negligenciou o pagamento das mensalidades e foi expulso da "Churchill Lodge" em 1883, muito antes do escândalo que o levaria à prisão. Apesar do fim prosaico, o seu fascínio pela Ordem foi genuíno: chegou a gastar uma pequena fortuna em regalia (como um colar e um avental de seda para o grau de Rosa-Cruz) e escreveu a um amigo: "Tenho estado bastante interessado na Maçonaria ultimamente, acredito tremendamente nela". Oscar Wilde foi iniciado aos 19 anos de idade e faleceu aos 46 anos, vítima de meningite.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

INSTRUÇÃO SOBRE O PERIGO DO HÁBITO

Meus Irmãos, há um inimigo silencioso que habita todos os homens.

Ele não grita, não confronta e não exige esforço.
Justamente por isso, ele vence.
Esse inimigo se chama hábito.
Na maioria das coisas que fazemos, não agimos segundo o juízo correto, mas segundo o costume miserável de repetir o que sempre foi feito.
E quando o hábito substitui o pensamento, o homem deixa de ser construtor e passa a ser operador mecânico.
Perguntaram certa vez a um trabalhador:
— "Por que você fez dessa maneira?"
E ele respondeu:
— "Porque sempre fiz assim."
Essa resposta decepciona qualquer bom patrão e anima qualquer concorrente inteligente.
Porque ali não há razão.
Há apenas repetição.
O homem que age assim já não pensa.
Ele executa.
Ele funciona.
Ele opera em piloto automático.
E tudo que funciona sem consciência está pronto para falhar.
Meus Irmãos, devemos ser implacáveis com nossos próprios hábitos.
A mesma impiedade que um empreendedor teria com um funcionário acomodado, devemos ter conosco.
Não estamos aqui para agir por conforto.
Nem por prazer.
Nem por medo da dor.
Nem por apego à vida.
Nem por aversão à morte.
Estamos em treinamento.
E quem está em treinamento aprende a:
— não correr atrás do prazer,
— não fugir da dor,
— não se apegar ao receber mais do que ao doar,
— não agir sem saber por quê.
Estudamos filosofia e trabalhamos em nossos templos, precisamente para abandonar o comportamento maquinal.
Por isso, cada Irmão deve se perguntar com honestidade brutal:
O que eu faço apenas por rotina?
O que eu repito sem mais refletir?
Isso ainda é a melhor forma?
Ou é apenas a forma mais fácil?
Nada deve ser feito sem razão.
Nada deve ser mantido apenas porque "sempre foi assim".
O homem que não sabe o motivo de suas ações, não governa a si mesmo.
E quem não governa a si, jamais será livre.
Que cada Irmão saia daqui disposto a romper com seus próprios automatismos.
Pois só pensa quem escolhe conscientemente.
E só escolhe bem quem sabe por que age.

Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro

sexta-feira, 13 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

VERIFICAÇÃO PARA A ABERTURA DOS TRABALHOS

Em 26.10.2025 o Respeitável Irmão Francisco Tancler, Loja Templários da Paz, 3969, REAA, GOB-SP, Oriente de Botucatu, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos para o que segue:

 VERIFICAÇÃO

Meu sábio e poderoso Ir Pedro. Gostaria que me tirasse uma dúvida se possível:

Na sessão de Aprendiz Maçom, o 1º Vigilante verifica de sua mesa se todos os irmãos das colunas são maçons. Na sessão de Companheiro Maçom, os Vigilantes fazem de suas colunas. Pergunto: Todos os irmãos das colunas (Norte e Sul) ficam a Ordem? ou os Oficiais (Chanceler e Tesoureiro) no Ocidente não precisam levantar para a verificação? 

CONSIDERAÇÕES:

Vamos lá. Como consta no Ritual, em Loja de Aprendiz o 1º Vigilante, em pé faz a verificação do seu lugar, portanto, todos os ocupantes das Colunas do Norte e do Sul ficam  à Ordem, inclusive o 2º Vigilante. Reitera-se, todos no Ocidente ficam à Ordem.

Em Loja de Companheiro, conforme especifica o Ritual, todos nas Colunas ficam em pé (sem sinal) voltados para o Oriente.

No 2º Grau, os Vigilantes, cada qual pela sua Coluna, percorrem as mesmas e tomam, de cada um, o Sinal, o Toque e a Palavra Sagrada. 

Começam a verificação por aquele que estiver mais próximo da parede Ocidental, assim, quem estiver logo à frente não fica sabendo o que se passa na sua retaguarda). 

No 2º Grau, os Irmãos que estiverem ocupando cargo não serão examinados, porém, como os demais, também ficam em pé, sem sinal.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PROCEDIMENTOS PARA A BANDEIRA NACIONAL

Em 26.10.2025 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta a dúvida seguinte: 

PAVILHÃO NACIONAL

Durante a execução do Hino Nacional em sessão restrita a maçons, devemos estar com os braços estendidos ao longo do corpo ou à Ordem? 

Um irmão da área militar disse que devemos ficar perfilados e após o hino, no deslocamento da bandeira até o seu suporte podemos ficar à Ordem.

No decreto 1.476/2016 não específica esse detalhe para o REAA.

CONSIDERAÇÕES:

Conforme prevê o Art. 5º do Decreto 1476/2016, durante a execução do Hino Nacional fica-se em pé, ereto, braços estendidos ao longo do corpo, sem cobertura, não sendo admitida outra postura.

À vista disso, não há outra postura, portanto, segue-se irrestritamente o que menciona o Art. 5º do Decreto 1476/2016: “todos perfilados para o canto do Hino”.

No que diz respeito à postura dos demais Irmãos durante o deslocamento do dispositivo até o Oriente, o Art. 4º, inciso I, letra l, do Decreto 1476/2016 menciona que, sendo a sessão restrita a maçons, os Irmãos ficam à Ordem. Nesse caso, os Irmãos que não fazem parte da Comissão de Recepção e nem do dispositivo da Bandeira (P Band e G de Honra). 

Em caso contrário, se a sessão não for restrita a maçons, então fica-se em pé, com os braços estendidos ao longo do corpo.

Pelo exposto acima, ao que parece tudo está previsto no Decreto 1476, portanto o Irmão militar, citado na questão, está corretíssimo.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PORQUE E PARA QUE EVOLUIR?

Paulo Moraes V.M.

Na Maçonaria, subir degraus não é apenas um movimento físico, mas um ato simbólico de elevação interior. Cada degrau representa um esforço consciente, uma virtude lapidada e um vício superado. Assim como na construção do Templo Interior, a ascensão exige disciplina, humildade e perseverança.

O Aprendiz aprende que o primeiro degrau é o silêncio e a observação. Antes de subir, é preciso conhecer a si mesmo, dominar as paixões e compreender que a verdadeira força nasce do equilíbrio. 

O Companheiro, ao avançar, entende que o trabalho constante, o estudo e a fraternidade são os instrumentos que sustentam sua evolução. 

Já o Mestre sabe que cada degrau vencido amplia a responsabilidade: quanto mais se sobe, maior é o dever de iluminar o caminho dos que vêm atrás.

Os degraus simbolizam também o tempo, que não pode ser apressado. Cada passo deve ser firme, pois não há atalhos na busca pela Verdade. A pressa conduz ao desequilíbrio; a constância conduz à Luz. Assim, o maçom aprende que a evolução pessoal não está no destino final, mas no processo consciente da caminhada.

Subir os degraus é aceitar que o aperfeiçoamento é infinito. Mesmo ao alcançar novos patamares, o maçom compreende que sempre haverá novos desafios, novos aprendizados e novas elevações. A verdadeira iniciação ocorre quando se entende que o maior templo a ser construído é o próprio caráter, e que cada degrau vencido é uma vitória silenciosa sobre si mesmo.

Venha viver esse propósito!

Fonte: Facebook_Instituto Maçônico

quinta-feira, 12 de março de 2026