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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

A QUEM O 2º VIGILANTE ANUNCIA

Em 01/10/2025 o Respeitável Irmão Jeferson Balzan, Loja Pedro Michael Struthos, REAA, GOB-RO, Oriente de Guajará Mirim, Estado de Rondônia, solicita esclarecimento sobre:

A QUEM ANUNCIA

Bom dia meu querido irmão Pedro, estou com dúvidas neste novo ritual.

Na página 215 está escrito, conforme imagem destacada, a quem o Cobridor Interno anuncia, quando a Loja já está aberta, anuncia para o Segundo Vigilante, a dúvida é: o Segundo Vigilante anuncia direto para o Venerável Mestre ou anuncia para o Primeiro Vigilante e o mesmo anuncia para o Venerável Mestre?

Essa é minha dúvida.

CONSIDERAÇÕES:


Na condição de estar a Loja definitivamente aberta, em um eventual pedido de ingresso por um retardatário, o Cobr∴ Int∴ anuncia ao 2º Vig∴, o qual, atendendo ao giro da palavra (Sul, Norte e Oriente), anuncia ao 1º Vig∴, que, por sua vez, finalmente anuncia ao Venerável Mestre.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

USO DO CHAPÉU NO GRAU 02

Em 28/09/2025 o Respeitável Irmão Ricardo Paim Cândido dos Santos, Loja Templários de Piratini, 4395, REAA, GOB-RS, Oriente de Imbé, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

CHAPÉU

Caro e fraterno Ir∴ Pedro Juk, inicialmente me penitencio por provocá-lo por diversas vezes, quando na realidade aos M∴ M∴ a necessidade é apenas estudar o Ritual do REAA, como é nosso caso. Entretanto, a despeito de alguns estudos, talvez fracos diante da necessidade e ainda ontem nos deparamos com uma situação, salvo melhor juízo, inusitada. Em uma Sessão Magna de Elevação, o V∴ M∴ a partir do entendimento de que os paramentos do M∴ M∴ inclui o uso do Chapéu Desabado determinou que os IIr∴ 1º e 2º VVig∴ fizessem uso do chapéu, assim como ao Ir∴ Orador, sendo que este não é parte das Luzes, não devendo fazer uso do chapéu desabado. Reconheço, s.m.j. ficou uma Sessão estranha, pelo, talvez, uso indevido de chapéu, porque se regra geral se faz uso, todos os M∴ M∴, do quadro da Loja, com exceção dos visitantes que forem de outros Ritos. Então, caro Ir.´. Pedro Juk, em uma Sessão Magna de Elevação, todos os M∴ M∴ utilizam o chapéu desabado, ou somente o V∴ M∴?

Tenha um ótimo final de semana junto aos seus. Prometo não o incomodar pelo menos neste ano. Ainda, aproveitando a oportunidade, seria uma satisfação e honra, recebê-lo em nossa oficina para muitos esclarecimentos. Aliás, nesse sentido, até podemos organizar com mais Lojas, ou pelo menos a do Litoral Norte do RS para podermos ter uma visita plena e satisfatória, haja vista seu deslocamento do PR ao RS.

CONSIDERAÇÕES:

Lamentavelmente o Venerável Mestre está desrespeitando o ritual ao inventar procedimentos que nele não constam. Nesse sentido, o Orador deveria ter interpelado o Venerável Mestre no sentido de se seguir apenas o que estiver previsto no ritual vigente. Aliás, esse Venerável Mestre precisa ler com mais atenção o ritual que ele está seguindo na condução dos trabalhos.

Chapéu, preto e de aba mole, é uma cobertura para ser usada apenas pelo Venerável Mestre quando se tratar de Lojas de Aprendiz e de Companheiro do REAA, enquanto que em Loja de Mestre Maçom, todos devem usá-lo. Trocando em miúdos, não está escrito em lugar nenhum que no Grau 02, além do Venerável Mestre, outros Mestres também devam usar o chapéu. Consta sim que no grau de Companheiro, tal como no de Aprendiz, somente o Venerável Mestre se cobre.

Ora, tudo isso está bem claro nos rituais vigentes do REAA, os quais devem ser seguidos exatamente como estão. Vale lembrar que o ritual é instituído por Decreto do Grão-Mestre Geral. Desrespeitá-lo, inserido práticas que dele não constem, é cometer delito maçônico, e como tal assim será tratado.

O Orador da Loja, eleito como guardião da Lei, não deve permitir essa afronta ao ritual, seja lá por parte de quem for.

O mais lamentável disso tudo é se ver o Venerável Mestre da Loja, que prometeu na sua Instalação seguir os regulamentos do GOB e preservar incólume os rituais, praticar esse desatino.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

CHARGES

EXAMINE SEU PRIVILÉGIO E O OLHAR COMPASSIVO DO INICIADO

VV.'.MM.'., Digníssimos Vigilantes e Respeitáveis Irmãos:

Que a Paz reine em nossos corações e a Luz habite em nossas consciências.

 I. Privilégio Invisível: O que não percebemos, mas carregamos
Em nossa caminhada iniciática, somos lembrados de que todos iniciamos pela mesma porta estreita. No entanto, esquecemos que cada um de nós veio de um ponto diferente do caminho profano. Alguns foram preparados pelo destino com famílias estruturadas, educação formal, exemplos éticos; outros, contudo, vieram feridos, sem referências e marcados por realidades adversas.

Devemos ter um alerta: "Corpos frágeis requerem mais cuidados". Da mesma forma, almas que não foram nutridas com valores superiores exigem mais paciência, atenção e formação. O privilégio aqui não se refere apenas ao material, mas ao simbólico e espiritual.

II. Formação Espiritual: Nem todos estão prontos ao mesmo tempo
A Maçonaria é uma escola iniciática e espiritual. É nosso dever entender que cada irmão está em um estágio de consciência diferente. Como o jardineiro que não exige que todas as flores desabrochem ao mesmo tempo, devemos reconhecer que a formação da alma exige tempo, cuidado e, principalmente, empatia.

A filosofia mostra no texto, o "cuidado da alma". E isso é Maçonaria em sua essência: transformar o ser pela paciência, pelo exemplo e pela instrução contínua.

III. O Dever do Iniciado: Compreender antes de julgar
No silêncio do Templo, muitas vezes ecoa um julgamento silencioso: "Por que ele ainda não aprendeu?" ou "Por que não age corretamente?"

Mas o Iniciado verdadeiro sabe que julgar é um instinto do ego, enquanto compreender é uma virtude da alma desperta. O privilégio de ter sido orientado, instruído, amado ou inspirado deve nos conduzir à humildade, não à arrogância.

Ser tolerante não é ser permissivo; é compreender a raiz do erro antes de aplicar o cinzel da correção. É erguer o irmão com o compasso da empatia e guiá-lo com a régua do exemplo.

IV. Trabalhar com o que se tem
Há Irmãos que chegam à Ordem com luzes já acesas. Outros ainda tateiam no escuro. Mas todos carregam uma centelha. O Iniciado deve ser aquele que, reconhecendo seus privilégios e oportunidades, transforma isso em ferramenta de serviço ao coletivo, e não em trono de julgamento.

CONCLUSÃO: O privilégio é oportunidade de servir
A reflexão que se impõe não é sobre o quanto sou melhor, mas o quanto posso ser mais útil por ter recebido mais.

A verdadeira iniciação se revela quando passamos a ver no erro do outro uma oportunidade de ensinamento, não de condenação.

Se a Maçonaria é escola, somos todos aprendizes — e os mais sábios devem ser os mais pacientes.

Se temos o privilégio da consciência, que ela nos sirva para acender a tocha daqueles que ainda caminham nas sombras.

Fonte: Facebook_Átrio do saber

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PARAMENTOS - MESTRE INSTALADO COMO VIGILANTE

Em 28/09/2025 o Respeitável Irmão Marcelo Medeiros, Loja Acácia Candidomotense, REAA, GOB-SP, Oriente de Cândido Mota, Estado de São Paulo, solicita o seguinte esclarecimento.

PARAMENTO DOS VIGILANTES

Parabéns, meu Irmão Pedro, pelo brilhante trabalho que você desenvolve à frente da Secretaria de Ritualística do GOB.

Tenho uma dúvida referente ao REAA: o Ritual orienta que os Mestres Instalados utilizem seus paramentos, trazendo o colar do cargo por cima do de MI. Gostaria de confirmar se essa regra também se aplica quando o Mestre Instalado exerce o cargo de Vigilante, já que nesse caso o paramento do cargo é completo. Nessa situação, o Mestre Instalado deve utilizar apenas a joia de MI ou todo o paramento de MI e a joia de Vigilante?

CONSIDERAÇÕES:

 Pois é, inventaram esse paramento diferenciado para Vig∴ no REAA só para complicar os procedimentos. Infelizmente esse é um fato, e não é tão simples assim, aboli-lo de uma hora para outra.

Como os paramentos diferenciados para Vig∴ continuam presentes no ritual vigente, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística entende que um M∴ Inst∴, exercendo o cargo de Vig∴, deveria apresenta-se paramentado com as alfaias de Vig∴. No entanto, também é preciso se levar em conta que o M∴ Inst∴, o qual por extensão também é um Ex-venerável, como tal possui paramentos próprios regulamentados, inclusive previstos no próprio ritual.

Assim, à vista dessas contradições (legalizadas), entende-se que se o M∴ Inst∴atuando como Vig∴ estiver paramentado como M∴ Inst∴, já que pelas circunstâncias isso também é possível, ele deve vestir, sobre o seu colar, também o colar com a joia distintiva do cargo de Vig∴, não obstante ele ter sido eleito como uma das Luzes da Loja, mas que nem por isso deixa de ser um M∴Inst∴ por ser uma autoridade da faixa 1, prevista no RGF).

Resumindo, um Ex-venerável é um M∴ Inst∴ ad aeternum, mas que pode ser eleito para o cargo de Vig∴ da Loja por tempo definido pela legislação.

Sendo assim, parece que pelas circunstâncias qualquer uma das duas possibilidades são plausíveis, mormente diante da criação – contraditória - de paramentos diferenciados para o REAA.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br