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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 28 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

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SEGUNDO VIGILANTE OCUPANDO O TRONO?

Em 15.04.2026 o Respeitável Irmão Fernando Sousa, Loja Acácia Caxiense, 1640, REAA, GOB-MA, Oriente de Caxias, Estado do Maranhão, pede esclarecimento sobre:

SEGUNDO VIGILANTE

Mais uma vez solicito seus bons préstimos para esclarecimento de dúvida que surgiu dentro de Loja.

Sabemos que, quando o Venerável Mestre está ausente, seu substituto LEGAL é o Primeiro Vigilante (mesmo este não sendo MI). Sabemos também que, o substituto do Primeiro Vigilante é o irmão Segundo Vigilante, sendo este substituído pelo Segundo Experto. Tudo isto é pacificado no RGF.

A dúvida que surgiu é a seguinte: Na ausência simultânea do Venerável Mestre e do Primeiro Vigilante, quem assume os trabalhos em Sessão Ordinária? Na MINHA OPINIÃO, seguindo o que preconiza o RGF, seria o Mestre Instalado mais recente da Loja.

Porém, o Venerável Mestre de nossa Oficina afirma que o Segundo Vigilante pode assumir o Trono e que faz essa afirmação porque consultou instância superior na nossa Obediência Estadual (não sei exatamente quem ele consultou).

Pergunto: Qual o correto?

O Segundo Vigilante pode ou não assumir os trabalhos Ordinários na ausência simultânea do Venerável Mestre e do Primeiro Vigilante?

Certo mais uma vez de sua atenção, agradeço. TFA

CONSIDERAÇÕES:

No caso do REAA, o Ven∴ Mestre da sua Loja está redondamente equivocado, pois conforme prevê o RGF, Art. 121 - Compete ao 2º Vig∴:

I – Substituir o Primeiro Vigilante de acordo com o Estatuto ou o Ritual (...).

Como se pode ver, no diploma legal não está escrito que o 2º Vig∴também é substituto do Ven∴ Mestre.

Nesse caso, quem deu essa informação ao Ven∴ Mestre, deu de maneira errada.

Consequentemente, na ausência do Ven∴ Mestre e do 1º Vig∴, quem deve dirigir os trabalhos é o Mestre Instalado mais recente da Loja. Por conseguinte, o 2º Vig∴ substitui o 1º Vig∴ e o 2º Exp∴ assume o lugar vago deixado pelo 2º Vig∴. Atendendo ao que prevê o RGF, de maneira nenhuma o 2º Vig∴ preenche o cargo de Ven∴ Mestre.

O ritual vigente do REAA também não prevê que o 2º Vig∴ assume o lugar do Ven∴ Mestre. Nesse sentido, o Ven∴ Mestre não pode alterar o que estiver escrito no RGF, assim como no ritual vigente.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O DEFUMADOR

No livro de Êxodo, capítulo 30:34 a 38, encontramos a fórmula de um "defumafor": porções de igual peso de estoraque (benjoim), craveiro, gálbano e incenso puro.

Ao final, porém, vem a advertência: "Porém o incenso que fareis, segundo a composição deste, não o fareis para vós mesmos; santo será o Senhor. Quem fizer tal como este para o cheirar, será eliminado do seu povo".

Trata-se de uma severa advertência.

Hoje em dia, usam-se defumadores nas cerimônias maçônicas, sem qualquer precaução e seleção.

É hábito, também, as pessoas queimarem seus defumadores nos lares, sem a mínima ideia sobre sua conveniência ou não.

É de se recomendar a esses usuários toda cautela, pois nem sempre o que cheira bem é saudável. As substâncias referidas nas sagradas escrituras mereceriam acurado estudo; ressalta-se que algumas versões da Bíblia referem outras substâncias, como o cinamono (canela).

De qualquer forma, o maçom deve estar atento sobre o defumador de sua preferência, usando-o como critério e sabedoria.

O que se aspira do defumador é seu fumo, que penetra nos pulmões, podendo até causar mal- estar e conduzir ao vício; veja-se, por exemplo, a aspiração da papoula seca, que se transforma em alucinógeno.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 119.

VAMOS MUDAR!

Adroaldo Lamaison

Há sempre mais gente para comer o bolo do que gente para fazer o bolo. E às vezes aqueles que só comem bolo reclamam do gosto, mas continuam comendo e não ajudando. Sempre há mais gente para almoçar e menos gente para lavar a louça. Mais gente para assistir e reclamar do espetáculo do que gente para montar a sala, carregar as cadeiras, varrer, limpar, organizar etc.

Se hoje há sombra e fruto é porque alguém plantou uma árvore e o ato de plantar implica um ato de fé, acreditar que vai nascer, que vai crescer e que vai dar frutos. Alguém precisar cavar a terra, plantar, enfim dá trabalho. Hoje temos a sombra. Mas há sempre mais gente para sentar e usufruir da sombra e dos frutos do que gente para plantar. Precisamos de gente para plantar, gente para ajudar a fazer a bolo, gente para lavar a louça e para montar o espetáculo. Veja bem: SE VOCÊ QUER PARTICIPAR DOS RESULTADOS, ENTÃO AJUDE A PENSAR, AJUDE A MELHORAR AS COISAS ai na sua empresa, no seu setor, no seu bairro, na sua família.

Ajudar a pensar é ver as coisas como sua. Sim. Sentir-se dono. Como podemos melhorar o atendimento, como podemos diminuir os custos, como podemos aumentar a produtividade. Sentir-se dono e pensar. Trazer idéia, sugestões e comprometer-se para que essas idéias funcionem. Há pessoas que infelizmente só usam os braços, a voz e os dedos dentro da empresa. Mas não usam a mente, não usam a inteligência. Aqueles que só usam os braços logo logo serão substituídos por uma máquina. Logo irão inventar uma máquina que fará o trabalho dele. Mas aquele que pensa o trabalho, aquele que traz idéias para melhorar, aquele colaborador que está comprometido e empenhado para ajudar a trazer os resultados para sua empresa, a esse, máquina nenhuma irá substituí-lo. Esse cresce, aprende, desenvolve-se. Aprender é um processo de elaboração e acontece de dentro para fora, ou seja, com aquelas pessoas que pensam, que testam e aplicam aquilo que pensam e por isso aprendem. É preciso envolvimento, comprometimento, PENSAR-SENTIR E AGIR. Há muita gente sentada na arquibancada da vida vendo as coisas acontecerem, reclamando das coisas que não acontecem e querendo participar das coisas, mas não entram em campo para jogar, não pensam e não ajudam o time a ganhar.

VOCÊ MEU PREZADO AMIGO, que tipo de pessoa é. Ajuda? Colabora? Pensa? Dá o melhor de si? Ajuda a fazer o bolo ou é daquelas pessoas que senta na mesa e fica esperando alguém lhe servir uma fatia? Construa, acrescente. Você é capaz.

Fonte: https://jamilkauss24.blogspot.com

sábado, 27 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

QUADRO OU PAINEL DA LOJA?

Em 15.04.2026 o Respeitável Irmão Issa Miguel Jr., Loja Duque de Caxias, 13, REAA, GLMDF (CMSB), Oriente de Brasília, Distrito Federal, pede explicação para o que segue:

QUADRO OU PAINEL

Espero que esteja bem, alguns anos atrás trocamos alguns e-mails.

Volto agora para uma dúvida que me surgiu ao ler o livro A Simbólica Maçônica de Jules Boucher, ela detalha bem os graus maçônicos e usa sempre os quadros da Loja de cada grau. Hoje nos nossos rituais do REAA, no caso aqui em Brasília na GLMDF, as instruções são voltadas para o painel da Loja.

Gostaria de saber, se possível, porque hoje é mais usado o painel e não mais o quadro. E qual a diferença entre o quadro e o painel se é que existe.

CONSIDERAÇÕES:

Quadro ou painel? Em linhas gerais, se tratando de Maçonaria, ambos os substantivos denotam a mesma coisa.

Nessa circunstância, alguns autores preferem dar o nome de “Quadro da Loja”, outros, no entanto, de “Painel da Loja”.

 Na verdade, o painel, ou quadro, sintetiza a Loja com os símbolos que a compõem em um determinado grau. O conteúdo desse mobiliário pode trazer símbolos interpretados individualmente, ou em conjunto para demonstrar uma alegoria.

O uso do termo Painel da Loja ou Quadro da Loja é mais comum na vertente francesa de Maçonaria, enquanto que na vertente na inglesa são as Tábuas de Delinear (Tracing Boards). Se referem à prancheta ou tábua de traçado.

Independentemente dos nomes utilizados pelas respectivas vertentes maçônicas, a função desses conjugados de símbolos e alegorias é a mesma, isto é, sintetizam a doutrina de cada grau.

Vale também a pena lembrar que o Painel, ou Quadro, não é um simples elemento de decoração da Loja, ou de referência para circulação, a despeito de que o seu conteúdo resume, com minúcias, a formação da Loja.

Historicamente, nos tempos primitivos da Maçonaria dos Aceitos, os elementos simbólicos que compunham esses painéis eram riscados, com giz ou carvão, no chão dos recintos alugados para os trabalhos maçônicos (Lojas), geralmente nas estalagens, tabernas e cervejarias, principalmente na Inglaterra. Mais tarde esses elementos evoluíram para tapetes confeccionados com desenhos dos símbolos, se transformando, finalmente, em painéis ou quadros, tais como hoje os conhecemos na Moderna Maçonaria.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PADRE JULIÁN AGÜERO

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CLIENTELISMO NA MAÇONARIA

Nuno Raimundo

Muito se fala do clientelismo na Maçonaria.

Não compete à Maçonaria enquanto instituição fraternal e universal, arranjar empregos aos seus membros. Ela não é uma agência de empregos! Nem isso faz sequer parte das suas obrigações sociais.

Quem busca arranjar emprego, não deve sequer entrar na Maçonaria. Ela não funciona como agência de emprego para ninguém. Apenas vai perder seu tempo e o tempo dos demais.

O que poderá acontecer eventualmente (suponho eu), é que na rede de contactos de um maçom, e porque da Maçonaria fazem parte integrante vários empresários, profissionais liberais entre outros…, seja natural que fora portas do Templo e nas suas relações pessoais, os maçons troquem contactos e ideias entre eles. Mas o que fazem fora do templo, à Maçonaria não diz respeito directamente como instituição, apenas poderá dizer respeito a título institucional, se o que se passar entre maçons for desrespeitoso, que ofenda as regras/mandamentos da Maçonaria ou que ponha a sua imagem em causa perante o público em geral.

Se algum maçom arranjar trabalho a um irmão seu, deve ser exclusivamente pela sua competência e conhecimentos (sabedoria) em relação ao cargo/função no qual é contratado. Até porque uma má contratação/ erro de casting pode custar caro à sua empresa.

Quando se acusa a Maçonaria de clientelismo, a maior parte das vezes os seus detractores esquecem-se do que são “relações de amizade”. Passo a explicar. 

Se um qualquer empresário tiver um amigo a necessitar de trabalho por este se encontrar desempregado, e se estiver ao seu alcance, normalmente tentará arranjar um trabalho ao seu amigo, que o possa sustentar e que mitigue o seu “sofrimento”. É usual isso acontecer e numa sociedade como a portuguesa, a esse chico espertismo, é habitual o pessoal até fechar os olhos e inclusive a maioria das vezes até achar por bem que isso aconteça. 

Uma contratação, deve ser sempre bem ponderada, seja de um maçom, de um amigo ou outra pessoa qualquer. Porque o risco a correr é enorme. E se for a contratação de um maçom, esse risco ainda será maior, pois a carga negativa indevidamente associada à Maçonaria estará sempre com uma sombra presente nessa contratação. 

E se porventura essa contratação for acertada, exalta-se a pessoa (e não o maçom); mas, se essa contratação se demonstrar errada, nesse caso, o que ressaltará é o facto de o contratado ser maçom e não o facto de se ter revelado como impróprio para a função contratada.

Então porquê, se os intervenientes nesse caso forem maçons a crítica persistirá?

Se os contratados forem profanos, tudo bem. Mas se forem maçons cai o carmo e a trindade.

Pois, mas isso é o que não se deve passar. Ou se é íntegro para tudo ou então de nada vale ser faccioso e criticar apenas o que interessa criticar na Maçonaria.

Sintetizando, se alguém se quiser fazer parte dos mistérios da Arte Real, mas apenas com o intuito de arranjar trabalho, então o melhor a fazer é se dirigir a uma agência de emprego. Tanto poupa tempo e dinheiro a ele próprio bem como à Ordem Maçónica.

Fonte: https://pedra-de-buril.blogspot.com

sexta-feira, 26 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PARAMENTOS DE SUBSTITUTOS E USO DO CHAPÉU PELO VENERÁVEL

Em 14.04.2026 o Respeitável Irmão Cesar Augusto Carvalho Salim Junior, Loja Lauro Sodré IV, 1612, REAA, GOB-RJ, Oriente de Itaocara, Estado do Rio de Janeiro, apresenta as dúvidas seguintes:

PARAMENTOS E CHAPÉU

Saúde e paz, meu poderoso irmão Pedro. Apesar dos nossos rituais serem muito claros nas instruções, ficam algumas pequenas dúvidas que gostaria de compartilhar e contar com a sabedoria do irmão.

1 - Sabemos e está muito claro, que o substituto do Venerável Mestre é o primeiro Vigilante e o 2° Vigilante substituto do 1°, tendo o 2° Experto substituindo o 2° Vigilante. Quando o 2° Vigilante estiver em substituição ao 1°, ele usará a joia do 1° Vigilante apenas ou os paramentos completos (Colar, avental e punho). O 2° Experto substituindo o 2° Vigilante, da mesma forma usará a joia do cargo ou os paramentos completos (Avental, colar e punho).

2 - Na entrada do cortejo, o Venerável Mestre deve usar o chapéu negro e desabado (consta no ritual). Essa entrada é opcional ou ele deve seguir o ritual conforme está escrito?

CONSIDERAÇÕES:

1 - O 1º Vigilante, quando em substituição ao Venerável Mestre, se apresenta paramentado com o avental e os punhos de 1º Vigilante, porém usa o colar e a joia de Venerável Mestre; o 2º Vigilante, quando em substituição ao 1º Vigilante, se apresenta paramentado com o avental e os punhos de 2º Vigilante, todavia usando o colar e joia do 1º Vigilante; por sua vez, o 2º Experto, quando substituindo o 2º Vigilante, se apresenta paramentado como Mestre Maçom (ou MI∴, se for o caso), contudo usando o colar e a joia de 2º Vigilante.

2 - Se o ritual determina que o Venerável Mestre ingresse para a abertura dos trabalhos já coberto, é assim que se deve proceder - o Ritual é claro quando determina que o Venerável Mestre ingresse já coberto.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O PROGRESSO DA ALMA E O PRINCÍPIO ORIENTADOR

@androsbaruc

VV∴MM∴, Digníssimos Vigilantes e amados Ilr∴

Num mundo em que a pressa é exaltada como virtude, onde os títulos são confundidos com sabedoria e o ruído das opiniões tenta abafar o sussurro da consciência, é necessário que paremos e perguntemos:

A que serviço minha alma está dedicada?

Essa não é uma pergunta comum. Não é uma pergunta feita por qualquer um, mas sim por aqueles que decidiram lapidar a pedra bruta da alma com coragem e verdade. Essa é uma pergunta feita por Iniciados, por homens que ousaram entrar no Templo Interior.

Quando Marco Aurélio, imperador e filósofo, questionou que tipo de alma o seu humano tinha, se a de uma criança, de um tirano ou de um animal selvagem, ele está nos convidando ao mesmo trabalho que a Maçonaria propõe: o autoconhecimento, o refinamento moral e a fidelidade ao Princípio Orientador.

Mas o que é esse Princípio?

É o nosso GADU manifestado na consciência.
É aquele núcleo íntimo, onde habita a Verdade. Não é a voz da conveniência, nem o impulso da vaidade, é o farol da razão pura, da justiça reta, da compaixão desinteressada.

A Maçonaria não é um clube, nem um teatro, muito menos um ornamento para o ego.

Ela é, por natureza, um sistema iniciático que visa o progresso da alma humana.

É por isso que nos perguntamos:

Tenho vivido conforme os valores que afirmo defender?

Minha vida reflete o que proclamo em Loja?

Meus irmãos me reconheceriam como Mestre se não houvesse avental nem título?

O verdadeiro Mestre Maçom é aquele cuja alma é regida pelo Princípio Orientador.

Ele não precisa gritar. Sua presença ensina.

Ele não busca aplausos. Sua obra é anônima.

Ele não se justifica. Sua consciência o absolve.

Meus Irmãos, eu peço com humildade:

Que não se iludam em achar que o progresso da alma se mede em graus filosóficos, mas em graus de consciência.

Cada atitude justa é um degrau.

Cada renúncia ao ego é um avanço.

Cada silêncio diante da vaidade é um triunfo.

Por isso, mesmo que as respostas às perguntas nos causem desconforto, não devemos temer.

O desconforto é um sinal de que a alma ainda pulsa, de que o Templo Interior não foi abandonado.

Que não sejamos feras domesticadas por conveniências.

Que não sejamos crianças espirituais buscando brinquedos simbólicos.

Sejamos homens despertos, almas em ascensão, obreiros da Luz.

Lembremo-nos:

"A lâmpada do corpo é o olho; se teus olhos forem bons, todo o teu corpo será cheio de luz."

E se nossos olhos são bons, é porque a alma se guiou pela Luz do Princípio.

Conclusão

Portanto, a cada dia, a cada abertura de trabalhos, a cada silêncio ritual, perguntemo-nos novamente:

“A que serviço minha alma está dedicada?”

Pois a resposta a essa pergunta é a chave que nos revela se estamos nos tornando reis-filósofos ou servos de nós mesmos.

E lembremo-nos:

O tempo não faz mestres.

A retificação da alma, sim.

Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro

quinta-feira, 25 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

EXPOSIÇÃO DO PAINEL - FIRULAS INAPROPRIADAS

Em 13/04/2026 o Respeitável Irmão Lucio Costa Caldas, Loja Joaquim Rodrigues D’Abreu, 1921, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte pergunta:

PAINEL

No início dos trabalhos existe a necessidade do Mestre de Cerimônias suspender o Painel do Grau e mostrar a todos da Loja? Lembro que uma vez o Irmão comentou não ter necessidade. Gostaria de confirmar.

CONSIDERAÇÕES:

Já derramei rios de tinta explicando que não existe a prática de o M∴ de CCer∴, ao abrir o Painel, antes ergue-lo no intuito de mostrá-lo aos quatro cantos da Loja.

Tenho dito que isso não passa de mais uma invencionice criada, provavelmente, por mentes imaginosas. Ora, nem mesmo o ritual prevê qualquer prática nesse sentido, e assim sendo essa é uma inserção indevida e proibida.

Seguindo o que orienta o ritual, o M∴ de CCer∴ expõe naturalmente o painel no dispositivo apropriado, sem elevá-lo no intuito de o mostrar à assembleia – é só desvirá-lo na forma de costume, nada mais.

Fica difícil se manter uma uniformidade ritualística quando Irmãos e Lojas insistem em desrespeitar o ritual, tudo com a conivência do Venerável Mestre e do Guarda da Lei.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BISPO NA INAUGURAÇÃO DE UMA LOJA MAÇÔNICA

Por Luciano J. A. Urpia

Em um gesto que já está a gerar reações no mundo católico, o Papa Leão XIV nomeou nodia 21 de fevereiro de 2026, Dom Francesco Antonio Soddu, como novo Arcebispo Metropolitano de Sassari, na Sardenha, Itália. A decisão, publicada no boletim da Santa Sé, chama a atenção pelo perfil do prelado: até então bispo de Terni-Narni-Amelia, Dom Soddu esteve no centro de uma controvérsia em setembro de 2022 ao participar da inauguração de uma Loja Maçônica em sua diocese.

Na altura, o evento foi noticiado pelo Grande Oriente da Itália e gerou críticas severas de setores ultracatólicos italianos e franceses. Em resposta às polêmicas, o bispo defendeu-se afirmando esperar que "iniciativas como esta possam fomentar o diálogo e o confronto entre diferentes realidades, combatendo o preconceito". A sua postura ecumênica e aberta ao diálogo interinstitucional parecia, na época, contrastar com a tradicional oposição da Igreja à Maçonaria.

Agora, longe de ser punido ou silenciado, Dom Soddu vê o seu ministério ser elevado a uma arquidiocese metropolitana. A promoção levanta naturalmente a questão: estará o novo Papa, Leão XIV, a enviar um sinal claro de abertura e diálogo, valorizando bispos com perfil progressista e dispostos ao confronto fraterno com diferentes realidades da sociedade?

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

FILTRO DA LOJA

Ir Valdemar Sansão – M∴M∴

“A quem muito se deu, dele muito se exigirá; e a quem muito se entregar, muito se lhe pedirá”

Um templo maçônico é construído, unindo-se tijolo a tijolo com a argamassa reparada pelo pedreiro, que assim levanta suas paredes e verifica a sua perfeição com o auxílio do Prumo e do Nível, tornando a aparência rude em lisa com a Trolha, utilizada para estender o reboco e cobrir todas as irregularidades, para anunciar que está tudo correto, proclamando: tudo está justo e perfeito, fazendo parecer o edifício como formado por umúnico bloco e por isso, a Trolha pode ser considerada como um emblema de tolerância e indulgência com que todo Maçom deve dissimular as faltas e defeitos de seus Irmãos.

Porém é o mestre quem diz que sua obra está perfeita. Dentro deste templo construímos uma Loja. Uma Loja é construída com a energia dos Irmãos, ela encerra todas as virtudes dos seus membros, mas também todos os seus vícios. Se permitirmos que as virtudes prevaleçam, ela se enche de brilho e reflete em seus criadores a aura de felicidade, de paz, de harmonia, de satisfação, de bem estar físico e espiritual.

Vício é o hábito mau, oposto à virtude, que é o hábito bom. Vício é tudo quanto se opõe à natureza humana e que é contrário à ordem da razão; um hábito profundamente arraigado, que determina no indivíduo um desejo quase doentio de alguma coisa, que é ou pode ser nocivo. É tudo o que é defeituoso, o que se desvia do bom caminho. Sendo coisas extremas, os vícios estão em oposição não só com a virtude, senão também entre si; as virtudes, pelo contrário, concordam sempre entre si.

Quando permitirmos que os vícios, os erros, o egoísmo, o individualismo, dominem, isso nos devolve a sensação de opressão, angústia, desânimo, desilusão.

Mas quem é o filtro que se coloca diante de nossos defeitos de modo a não permitir que eles se amplifiquem dentro do templo e transformem a Loja?

Quem é que amplia nossas qualidades, tornando os trabalhos justos e perfeitos?

Quem é que com suas críticas ajuda Loja a crescer?

Quem é que com seus elogios nos enche de orgulho, mas nos alerta que nas Lojas Maçônicas, os ótimos são apenas bons?

Quem é que diante de nossas divergências nos lembra que os motivos que nos unem são maiores do que aqueles que nos separam?

É o Venerável Mestre, este Irmão que no decorrer de sua administração, deve saber filtrar as queixas, saber amplificar as qualidades; que se cala como um sábio para evitar desavenças, fala como profeta aos que sabem ouvi-lo.

Juiz por Instalação... Salomão por mérito, manifestação de respeito, fidelidade, subordinação e digno de reverência.

O peso que exerce o Venerável Mestre na administração da Loja, é decisivo. Ele é o que suas ações exemplificam.

Em Maçonaria, como em qualquer outra instituição humana, são comuns as homenagens a Maçons que se distinguem por seus méritos; essas homenagens, todavia, devem ser prestadas com parcimônia e recebidas com humildade; a parcimônia, para que elas não se transformem em moeda vil, em balcão de comendas; a humildade, para que o homenageado tenha em mente que o dever está acima das galas momentâneas.

O que se espera do dirigente:

O Venerável Mestre não é apenas um condutor de reuniões. (Se bem que de cada reunião deva nascer o encaminhamento para a solução dos problemas propostos. Se uma reunião for estéril e o seu resultado ineficaz, estarão comprometidas e desacreditadas as reuniões seguintes). Sem sombra de dúvidas, podemos afirmar que o Veneralato éuma investidura que impõe ao Maçom importantes e sérias responsabilidades, cuja incumbência deve ser efetuada com galhardia, zelo e satisfação, ainda que sejam as tarefas difíceis e a jornada árdua. É, pois, um sacerdócio e uma magistratura à altura do Rei Salomão.

Lembremo-nos que todo o Maçom possui um compromisso com o futuro da Ordem e deve ter facilitado os meios de participar das atividades da Loja. Cada um a seu nível, dentro de suas condições e capacidade, mas é tarefa do Venerável orientar, coordenar e comandar ( = mandar com ), cabendo-lhe a execução e o esforço em procurar todos os recursos para:
1. Buscar a satisfação dos IIr∴, de suas atividades ritualísticas, filosóficas e sociais;
2. Manter e melhorar o desempenho da Oficina, funcionando de modo pleno, inteiramente voltada para cumprimento do programa estabelecido pela Constituição e Regulamento Geral;
3. Procurar sempre fazer mais e melhor, capacitando a Oficina para:
- que haja vida, trabalho, ação e comunhão de idéias com seus Irmãos;
- manter os Irmãos unidos e integrados para que se completem e complementem as partes, ouvindo todos e procurando concordância de idéias, de opiniões, num trabalho conjunto, harmonioso e produtivo de todos os Irmãos.

4. Estimular a participação, o raciocínio e a reflexão de todos os Obreiros, inclusive dos Companheiros e Aprendizes, nas tarefas que executam. Dando-lhes objetivos e solicitando-lhes o auxílio, ganhando com isso benefícios de toda ordem. Todos os Irmãos devem pensar, questionar, raciocinar e procurar os meios de otimização das atividades. É privilégio do Venerável elogiá-los por isso, ou cobrar-lhes atuação e maior empenho.

Diversos são os caminhos para se fazer alguma coisa:

Em que pareça o sistema gerencial da Loja Maçônica ser um conjunto de elementos, materiais ou ideais, nitidamente participativos, entre os quais se possa encontrar ou definir alguma relação, os Obreiros de uma maneira geral reagem à participação. Daí, os atributos e qualificações que o Venerável Mestre deve ser naturalmente dotado para vencer o primeiro obstáculo de sua administração, que é a incapacidade natural que o homem tem para conseguir e obter compreensão, cooperação e auxílio dos outros.

Sempre existirão diferentes formas de se compreender e solucionar um problema ou melhorar alguma coisa. É preciso buscar a solução que satisfaça aos objetivos fixados, às necessidades do momento e a opinião sensata dos Mestres e da maioria dos envolvidos. Cooperar, trabalhando para que todos sejam beneficiados; com o cuidado para não enveredar pelo caminho do individualismo – valorizando as qualidades peculiares – suas e também dos ouros, lembrando porém, que não é ele, por “estar” Venerável Mestre, o valor mais elevado, mas sim, que juntos os atributos e conhecimentos que habilitam alguém a desempenhar essa honrosa função, adquirem mais forças.

Ao Venerável Mestre cabe continuar servindo, direcionando a ação e fomentando a cooperação entre todos, porque seu papel é interpretar os fatos e tomar as decisões mais eficazes. Com seu exemplo, outros, em igualdade de condições farão o mesmo. Assim teremos melhores dirigentes, e conseqüentemente, uma Maçonaria mais em concordância com seus fundamentos originais.

Rogamos, humildemente, a bênção divina para que um dia, em isso acontecendo, daremos como alcançado, o nosso intento.

Permita Senhor do Universo, a realização dos sonhos que acalentamos!

Fonte: JBNews - Informativo nº  311 - 05 de Julho de 2011

quarta-feira, 24 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

EXALTAÇÃO - PASSAGEM RITUALÍSTICA

Em 13/04/2026 o Respeitável Irmão Lucio Costa Caldas, Loja Joaquim Rodrigues D’Abreu, 1921, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte pergunta:

EXALTAÇÃO

Participei de uma sessão magna de Exaltação e fiz uma observação sem comentários devido ser visitante. Gostaria de confirmar se estou certo.

Na preparação do cen∴ da sep∴ (pag. 106 e 107) o Mestre mais recente da Loja tem o r∴ c∴ com um p∴ br∴ limpo, com mm∴ em v∴ simulando s∴. Em um segundo momento (pag. 131 e 132) quando o Companheiro recebe uma p∴ de m∴ na t∴ ele apenas (entre outras coisas) é coberto dos pp∴ até os oombr∴ com o p∴ m∴ negro. O r∴ não é cob∴. Estou correto?

CONSIDERAÇÕES:

De fato, o Irmão está absolutamente certo.

O p∴ m∴ com s∴ é uma simulação que ocorre apenas no momento da exposição da tragédia, oportunidade em que é apresentado ao Comp∴ Maçom os rrest∴mm∴ de H∴ A∴.

Já, quando do g∴ de m∴ desferido na t∴ pelo Resp∴ Mestre, durante a exposição e simulação da Lenda, o r∴ do protagonista, est∴ na sep∴, não é mais coberto.

Em síntese, o p∴ que simula mm∴ de s∴ somente aparece na cena uma vez durante a cerimônia, ou seja, somente na exposição ao Comp∴ do horrível cr∴perpetrado (pp 106 e 107).

A propósito, o ritual expõe com clareza essa passagem ritualística. Se estão fazendo diferente é porque estão inventando e desrespeitando o ritual vigente.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 17

O QUE NÃO DEVO ESQUECER!

1º - A Maçonaria combate: a ignorância de todas os modos e formas que se apresentam.
2º - Devo cultivar o hábito da leitura para enriquecer em conhecimento, ajudar de forma consciente todos aqueles que estão a minha volta.
3º - Estar atento e lembrar sempre a meus irmãos que um maçom tem que ter uma apresentação moral, cívica, social e familiar, sem falhas ou deslize de qualquer espécie.
4º - Não esquecer: as palavras comovem, mas os exemplos arrastam! Tenho, como maçom que sou, servir sempre de exemplo, em qualquer meio que estiver.
5º - Lutar pelo princípio da equidade, dando a cada um o que for justo, de acordo com sua capacidade, obras e méritos.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

ESPECULAÇÕES A RESPEITO DO FUTURO DA MAÇONARIA

Hercule Spoladore
Uma visão futurista de como poderão ocorrer as Iniciações
Londrina, 29/09/2.000 

Se nós nos projetarmos para daqui há cem anos, através da especulação da imaginação, utilizando os conhecimentos que temos no presente com relação a evolução da ciência do avanço do pensamento humano quando houveram profundas alterações de valores éticos e morais, dos costumes, reavaliações de princípios, enfim de todo o maravilhoso progresso alcançado nos últimos dois séculos, muitas perguntas nos vêm à mente.

Haverão igrejas? Sobreviverão tantas denominações religiosas quanto as temos no presente? Haverá a necessidade de templos? Qual será a moderna concepção do GADU? A Maçonaria sobreviverá se não mudar e se não se adaptar? As mulheres farão parte da Maçonaria Tradicional? Quando? Haverão guerras? Haverão doenças? E a mente humana como se comportará? Haverá mais Amor, mais Perdão, mais Tolerância nos corações do Homens?

Se a civilização nos últimos cem anos, à mercê do avanço tecnológico incrível e fantástico, das invenções que mudaram a história da humanidade, e através de uma maior liberdade de expressão e do pensamento, teve um progresso chegando a atual posição, houve pelo menos uma pálida coerência, entre a ciência e a humanidade com a civilização ainda aceitando os princípios cartesianos que valoriza o racionalismo e o dualismo metafísico. Não estuda um fenômeno como um todo, estuda-o simplesmente em si, em separado.

Entretanto com a advento da Informática, Internet, Realidade Virtual e outras tantas invenções maravilhosas que estão aparecendo a cada dia, o futuro parece que escapou de vez das previsões dos homens, porque pelo cartesianismo eles não conseguem mais explicar os fatos.

Se analisarmos a revolução que o mundo digital em rede mundial, está provocando, não se tem condições de explicar o que acontecerá daqui há dez anos o que dirá daqui há cem anos? Já existe um grupo de cientistas que fazem parte de um movimento chamado Terceira Cultura( The Third Culture) que se dedica a refletir sobre a sociedade do futuro. Deveria ter um grupo de Maçons fazendo a mesma coisa com relação à Ordem. Como será o nosso porvir?

Parece que atualmente depois da moderna concepção da Teoria da Relatividade e da Física Quântica, a qual já está tendo seus princípios, por analogia, aplicados a outros segmentos da humanidade e não tão somente à Física subatômica ou corpuscular, nos traz no momento maior confusão. Estes princípios são aplicados a fenômenos não visíveis, e onde se coloca tudo como sendo um todo, como uma rede onde o Homem faz parte desta malha. Uma das características dos princípios da mecânica quântica é que temos que primeiro esperar acontecer o fenômeno para depois explica-lo. É muito importante a maneira como o observador vê e sente o fenômeno. Parece que a realidade virtual se enquadra nesta semelhança.

Como será a parceria de um Maçom com a Informática já que ele acostumado a aceitar ensinamentos que há mais de um século não sofreram uma atualização adequada, e agora sem que ele queira ou não, terá à sua disposição um volume inimaginável de informações que receberá, e o que fazer com elas? Esta situação nunca foi cogitada ou imaginada no passado. E ainda considerando-se que a maioria dos maçons do momento atual não estão muito interessados na Informática?

Como serão as Iniciações neste futuro que já está entre nós?

Sabemos que já existem recintos cibernéticos onde o indivíduo é introduzido, podendo mover-se livremente sem capacete ou mesmo luvas, usando apenas óculos polarizados num angulo de 360 graus com vários projetores colocados em vários locais. Ele terá uma experiência tridimensional totalmente virtual frente ao programa que está sendo conectado. No caso digamos que seria uma programação de uma Iniciação. Os maçons atuais já pensaram nisso?. Ressalte-se que a cada dia surgem mais novidades no mundo digital e que ainda descobertas mais incríveis e espantosas estão por vir.

Imaginem a integração com os elementos da natureza, com os mundos e com o infinito. O neófito viverá uma experiência tão grande que se identificará com tudo isso. A sua aproximação com Deus, ou uma Força Criadora será muito maior.

Teremos Templos ou Centros Cibernéticos de Iniciações? A aproximação com o Uno não será muito maior e mais rápida ? Será que o tempo para se chegar mais perto Iniciação real ou virtual (?) será mais breve? Será que a Iniciação virtual não se tornará muito mais real que a Iniciação que hoje temos como tal? A Iniciação virtual não será quase que instantânea? Ficam estas indagações no mente de cada um.

Dizem os enologistas que o vinho fabricado ritualisticamente pelos europeus, há milênios, com segredos de fabricação passados de pais para filhos, sendo conservado em tonéis especiais de madeira durante anos para ficar no ponto exato de ser ingerido, sofreu por parte das vinícolas americanas um avanço tecnológico extraordinário. Os americanos fabricam atualmente tonéis de alumínio adaptados pela tecnologia moderna, que conseguem envelhecer a bebida em poucas horas. Ressalte-se que a qualidade dos vinhos americanos é boa e aceitável. Imaginem um velho europeu fabricante de vinhos aceitando tal fato?. Ele jamais aceitará. É cultural para ele aquela forma de fabricar vinhos. No entanto o moderno processo de rápido envelhecimento existe e, é uma realidade que não se pode contestar.

Usamos esta analogia para tentar explicar como os maçons que insistem em não tomar conhecimento da Informática, ficarão para trás. Ela veio para ficar. Trouxe um avanço inesperado de vários séculos a frente, para a nossa atual civilização. Estamos perdidos no momento, pois ela está fora do nosso controle, pois não sabemos o que irá acontecer. Teremos que “pagar para ver”.

Já existem Lojas virtuais. A Inglaterra foi o primeiro país a fundar uma Loja virtual, a Internet Lodge nº 9659, em 29.0l.l998. Lembrem-se, também foi na Inglaterra em l884 que foi fundada a primeira Loja de Pesquisas, a “Quatuor Coronati Lodge” tão combatida no seu tempo, por causa da ousadia daqueles cientistas maçônicos em desfazer mitos, aberrações, invenções, erros, crendices etc. Os ingleses estarão errados?

Por outro lado, será que os Maçons internautas estão usando corretamente a Ética e a Moral que supostamente acreditamos tenham aprendido em suas Lojas-Mães?

Será que as Lojas virtuais serão totalmente virtuais, ou terão que ter um suporte não virtual? Serão híbridas?

Sonhando, imaginemos uma Iniciação daqui há cem anos, raciocinando dentro da nossa concepção atual, que ainda existirá Maçonaria como a imaginamos no momento. Acreditamos em princípio que a Ordem sobreviverá. Porque? Porque ela sempre foi um corredor iluminado de toda a essência filosófica de todos os tempos. Ela sempre soube selecionar o que houve de melhor de toda sabedoria da humana, enfim, sempre teve uma ala progressista muito grande, que fez com ela continuasse a existir não contando com os retrógrados que se dizem tradicionalistas e que não sabem muito bem o que é Tradição, porque justamente não entenderam a ESSÊNCIA da Ordem.

Bem, joguemos nossa mente no futuro. Ninguém nos poderá impedir de sonhar, de especular, pois ainda não aconteceram os fatos, e suponhamos que quinhentos candidatos que responderam a um anuncio na Internet resolvam ser maçons. Porque resolveram ser maçons? Ora, ainda deverá haver resquícios de religiões, e por certo, muitos homens Livres-Pensadores do futuro queiram pertencer a uma sociedade onde não haja o sentimento religioso como meio de desenvolvimento espiritual, mas sim a razão e o estudo para se chegar ao mesmo fim ou seja, ao GADU. Acreditamos que não haverá mais necessidade de sindicância, pois ao responder ao anuncio a Loja(?) ou Centro Cibernético Maçônico terá imediatamente o perfil do candidato cadastrado. Todo cidadão será um número. A aceitação ou não, será imediata.

Como imaginaríamos então esta Iniciação?. É claro que não será nos mesmos moldes hoje considerados tradicionais. Ela possivelmente demorará apenas alguns minutos. Vamos imaginar que os candidatos se dirijam para tal Centro em horário previamente marcado para serem iniciados. Talvez nesta época, nem existirá mais a palavra Iniciação. O termo poderá ser “O despertar maçônico da mente”(?), ou “Conhecimento Maçônico Milenar”(?) ou outro termo adequado para aquele tempo.

O candidato receberá um medicamento, uma pílula, uma psico droga a qual não causará qualquer tipo de efeito secundário, cuja ação medicamentosa terminará assim que o candidato vivencie o programa instalado. Este medicamento ajudará a causar uma expansão da mente, mais precisamente através das ondas “alpha”, seguidas das ondas “teta”. Dentro do recinto, onde tudo será virtual, a fantástica experiência impregnará de tal forma a mente do Iniciando que ele viverá uma integração total com a natureza e com o próprio GADU. Ele sentirá como se a natureza fosse ele próprio. Lá ele será fogo, será ar, será água será terra, será plasma, o quinto estado da meteria. E nessa aventura, nas profundezas da mente ele se sentirá uma partícula consciente do GADU. Andará por todo o Universo caminhará por entre e as estrelas, visitará galáxias distantes entrará no interior do átomo, se sentirá no âmago de uma folha verde, será uma formiga, uma bactéria, aprenderá com os Sábios e encontrará o Conhecimento. Tudo isso acontecerá dentro de poucos minutos. Ele será o dono, será o senhor da ESSÊNCIA da própria vida e da própria alma, criação inequívoca do GADU. Será o Maçom triunfante do futuro. Pena que eu não esteja lá. Nasci antes desse tempo, entretanto, sinto-me lá. Resta-me pois, apenas o tímido consolo, ainda que ousado, de sonhá-lo.

terça-feira, 23 de junho de 2026