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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

POSTURA E GRAVATA

Em 14/06/2026 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, pede esclarecimentos.

 POSTURA E GRAVATA

Boa tarde, meu poderoso irmão, estou precisando tirar umas dúvidas a respeito:

1 - Quando o Venerável Mestre diz:

Em pé meus irmãos: a posição é perfilados ou com as mãos à frente uma sobre a outra?

2 - Existe no REAA a proibição de se colocar algo na gravata? Ela deve estar sem nenhuma alegoria, mesmo sendo do GOB.

CONSIDERAÇÕES:

1 – Perfilado é a postura corporal utilizada no cerimonial oficial utilizado para a Bandeira Nacional, conforme Decreto 1476/2026 do GOB. 

Nesse caso, fica-se em pé, corpo ereto e braços estendidos e caídos ao longo do corpo. 

Já, "em pé, meus Irmãos" (sem se estar à Ordem), durante os trabalhos em Loja, é postura consagrada em que se coloca as mãos cruzadas sobre o avental, ou às costas. 

Mesmo sem ter qualquer formalidade iniciática, essa postura serve como padronização, portanto é o aconselhável.

2 - O Ritual do REAA alude gravata preta, lisa, modelo tradicional. No entanto, entende-se que nada impede o uso de um pin ou de um prendedor de gravata, ou mesmo algum símbolo maçônico discreto bordado.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A FOTO FAKE

Por Luciano J. A. Urpia

É triste ver que, hoje em dia, muitos maçons, especialmente no Brasil, parecem ter perdido completamente o interesse por checar a verdade por trás das histórias que compartilham. Em vez de buscar fontes confiáveis, muitos repetem informações sem qualquer cuidado, como se a tradição dispensasse o pensamento crítico. E pior: há quem espalhe notícias falsas sem nem perceber que está ajudando a divulgar mentiras. Num tempo em que a desinformação corre solta, essa falta de rigor histórico e ético não só enfraquece a Maçonaria, como a desconecta de seus próprios princípios de sabedoria e busca pela verdade.

Apesar de ser notório que Abraham Lincoln não era maçom, há quem insista neste assunto. Observe o trecho abaixo, escrito em 2021 (Palavras de um Grão-Mestre Estadual | GOB) e que até hoje consta no site oficial deste Grande Oriente).

"[...] Meus irmãos: como disse nosso ilustre Irmão Abraham Lincoln (16º Presidente dos Estados Unidos): A mais sublime de todas as instituições é a Maçonaria, porque prega a luta pela fraternidade, que cultiva com devotamento; porque pratica a tolerância, porque deseja a humanidade integrada em uma só família, cujos seres estejam unidos pelo amor, dominados pelo desejo de contribuir para o bem do próximo. É uma honra para mim, ser maçom."

Para saber mais da história desta foto, adquira o livro "Mitos e Fatos Maçônicos" (Link em nossa Bio)

Fonte: Facebook_Curiosidades da Naçonaria

O ESCRITOR MAÇOM

Ir∴ Valdemar Sansão – (São Paulo)

Quem caminha descalço não deve semear espinhos.(G. Herbert)

(Em memória ao saudoso Irmão Professor RAIMUNDO RODRIGUES)

O mundo já conheceu diversos escritores maçônicos que fizeram história, ensinando e deixando obras maravilhosas que são lidas e relidas com o passar dos anos. Nicola Aslan, saudoso e eminente maçom, historiador e escritor dos mais ilustres, que sempre se dedicou à Cultura Maçônica publicou em 1956, o “Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria”, obra maçônica séria e que revela um dos maiores escritores que o Brasil já produziu. Em seguida, surgiu outro escritor de nomeada: Theobaldo Varoli Filho, com o seu “Curso de Maçonaria Simbólica”, vols. I e II.

Num crescendo admirável, foram surgindo historiadores e memorialistas notáveis, escritores competentes e dedicados: Mário Name, José Castellani, Xico Trolha, Octacílio Schuler Sobrinho, Raimundo Rodrigues, para citar os primeiros que nos vêm de pronto à lembrança. Revistas, Jornais e Boletins foram surgindo pelo País afora, difundindo a cultura maçônica.

Vale lembrar que há 40 anos (abril de 1971), o idealismo do nosso inesquecível Xico Trolha teve a idéia de lançar um meio de comunicação entre os Irmãos: a Revista “A TROLHA”, trabalho perseverante de disseminação da riqueza cultural maçônica em nosso país.

Mas, jamais poderemos deixar de mencionar o Prof. RAIMUNDO RODRIGUES que se dedicando inteiramente ao serviço da Maçonaria, publicou muitos livros, centenas de artigos, fundou Lojas Simbólicas, Academias Maçônicas de Letras e nos blindou com vasto e confiável material de pesquisa e estudo sério e valioso sobre Maçonaria simbólica e filosófica, para nosso aprimoramento nas tarefas maçônicas onde aprendemos a interpretar o trabalho prático que a Maçonaria nos faculta com explicações de inestimável valor, de forma a nos orientar para a maneira mais adequada a quantos se dispuserem a aprender, servir e trabalhar.

Combateu com veemência “invencionices”, “suposições”, “achismos” criados pela imaginação de quem não tem coragem de estudar.

E nós, agora sem sua presença física, mas de posse desse tesouro de valor inestimável, que ele nos deixou, possamos atender a um pedido seu feito a todos nós maçons, para que defendêssemos a Maçonaria com todas as nossas energias e possibilidades, não com o uso da força, ou de argumentos e palavras rebuscadas pronunciadas da boca para fora, tentando passar por conhecedores da Maçonaria, mas sim, com o exemplo de bom maçom que já entendeu que o bom Obreiro não se faz de aparências exteriores, e sim, com procedimento que justifique nossa condição de Maçons verdadeiros, com benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas.

A história das últimas três décadas da Maçonaria do Brasil fecha uma página no dia 3/10/ 2010, quando RAIMUNDO RODRIGUES recebeu a sagração final que o transformou em espírito de luz e não estaria completa se deixássemos para as próximas gerações uma homenagem a esse grande Maçom que partiu sem nunca visar honrarias, aplausos ou recompensas futuras e que hoje no Oriente Eterno, onde não há maldade, não há dores, acompanha nossas obras e abençoa nossas ações. Por isso fundamos uma Loja Maçônica reverenciando a memória de quem realmente merece. Temos agora, desde 21 de abril de 2011, a Augusta e Respeitável Loja Prof. Raimundo Rodrigues, nº.726 (GLESP). Estamos todos de parabéns. Diante de tal obra, nossas esperanças se renovam e se agigantam. Nossa Oficina, Colméia de trabalho e fraternidade, de fé e de amor, tendo alcançado um porto seguro, hoje comemoramos olhando para o futuro, sem o passado perder de vista na herança que dele recebemos e que frutifica e se renova a cada dia. Devemos agir com a razão e deixar o emocional de lado, pois, quando agimos emocionalmente, acabamos escrevendo coisas que poderemos vir a nos arrepender no futuro, porque, por mais longe que o intelecto alcance, nunca irá tão longe como o coração.

Aos escritores maçons, ele ensinou que a fonte de escrita deve ser segura, com bases concretas e com um linguajar que abranja a maioria. Que nossa palavra seja sempre o que vai a nossa alma. Palavra amorosa, leve, fraterna e compreensiva, para que seja um instrumento de amor , que soma, pacifica, que confia e conforta nunca dissemina a discórdia. Pois, no fundo, o papel do Maçom é manter e formar o homem de bem.

Entretanto, toda cautela não é demais! Todos sabem que desde o início de nossa Ordem, em nossa marcha incessante à luz, enfrentamos muitas dificuldades e, porque não dizê-lo, muitos inimigos. Cada escritor, na sua categoria, deve doar o melhor de si, e quando houver a necessidade da crítica, que a faça não como uma agressão, mas sim, pura e simplesmente uma atitude em defesa da moralidade e do interesse público, com a intenção de construir um mundo melhor, criando idéias para um melhoramento naquilo que se predispôs a comentar ou criticar. Não devemos criticar apenas pelo hábito, mas que seja por um ideal e não por vaidade.

Mas não é exatamente isso o que ocorre. Poucos são os IIr.’. que sabem fazer da palavra e de seus escritos um uso correto. Possuímos um poder construtivo ou destrutivo sobre o nosso ser, o nosso caráter, a nossa vida e as nossas relações; o que dissermos ou escrevermos de “positivo” detém um poder construtivo, e de negativo, destrutivo. O seu uso indevido, às vezes, fogem ao bom senso. É necessário que sejamos práticos e objetivos no manejo da palavra e da “pena”, procurando dizer ou escrever exata e adequadamente o que pensamos. O Maçom tem o direito de manifestação, seja por via oral ou escrita, mas deve expressar sempre a verdade.

Não devemos nos envaidecer quando nosso trabalho for reconhecido. Devemos estudar ainda mais, pois é nosso dever ter um maior entendimento sobre a doutrina, caso contrário, não teremos condições de concluir nossa tarefa. Nosso aperfeiçoamento moral, intelectual e espiritual, depende mais das críticas que dos elogios que recebemos. Quando ouvimos uma crítica, agradeçamos duas vezes mais que a um elogio. Rudyard Kipling, maçom, dizia que o verdadeiro Homem é aquele que consegue ser indiferente às críticas e aos louvores, estes dois grandes impostores.

Toda a palavra, escrita ou falada, pode levantar o astral de uma pessoa, como pode levá-la literalmente ao fundo do poço.

Comunicar é uma arte tanto quanto educar também o é. Os comunicadores maçons possuem a responsabilidade de representar, através da mídia, não uma doutrina nem dogma, o que permite a todos compartilhar uma concepção do mundo onde “a tolerância é dever primário que a Ordem impõe a seus adeptos”.

Jornais, revistas, programas radiofônicos e televisivos, portais, enfim, toda e qualquer mídia maçônica deve possuir o sentido sagrado do compromisso com a verdade, do compromisso com a Ordem, constantes de sua Constituição, Regulamentos, dos seus Estatutos, Regimentos, Normas, Procedimentos e a renovação moral do homem de bem, do compromisso com a educação do ser humano e da sociedade.

Assim, o comunicador maçom, na finalidade educativa da comunicação, deve:

1. Antes de transmitir uma mensagem aos outros deve tentar vivenciá-la.

2. Fazer apreciação razoável dos fatos, e das consequências que deles decorrem.

3. Ter como objetivo sempre chegar à verdade para não alterar preceitos fundamentais.

4. Acolher todas as observações sobre o assunto.

5. Discutir os assuntos sem se desviar da ética.

6. Estudar a Maçonaria e fazer da Sublime Instituição sua base no mundo da informação.

7. Fazer abstração das próprias idéias, procurando expor o pensamento da Maçonaria.

O desânimo aniquila só o entusiasmo constrói. Lembrando que estudar Maçonaria é como um tratamento homeopata: deve ser feito diariamente e de forma paulatina. Não é em uma leitura somente que iremos compreender a mensagem trazida. È necessário tempo, dedicação, desejo de se melhorar para que nossos exemplos não conflitem com as nossas palavras.

O Maçom só é mesmo “Maçom” se conhecer Maçonaria; em sua história, sua Simbologia, sua Filosofia, sua Ritualística e sua Liturgia, tendo uma visão consciente do passado, do presente e do futuro. E o Maçom só saberá sobre esses itens se ler muito.

Que o Grande Arquiteto do Universo nos ajude a manter os corações alegres e unidos hoje e sempre no firme propósito de amar e servir cada vez mais e melhor, e nos conceda força para sermos portadores da mensagem de uma Maçonaria transformadora, espiritualizada, presente e em defesa da família, da sociedade e da humanidade.

Fonte: JBNews - Informativo nº 322 - 16 de Julho de 2011

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

LOJA AINDA FECHADA - PROCEDIMENTOS

Em 12/06/2026 o Respeitável Irmão Enio Sampaio, Loja Acácia de Balneário, 3798, REAA, GOB-SC, Oriente de Balneário Camboriú, Estado de Santa Catarina, solicita esclarecimentos:

 LOJA AINDA FECHADA

Gostaria de pedir a sua ajuda para esclarecer duas dúvidas pontuais de ritualística que frequentemente geram divergências em Loja. Como já presenciei diferentes execuções dessas práticas e reconheço o seu vasto conhecimento no assunto, recorro às suas luzes para saber a forma correta de proceder:

1ª Dúvida: Durante a transmissão da Palavra, quando os trabalhos ainda não foram abertos (Loja fechada), o 1º Diácono deve fazer a saudação ao Venerável Mestre ao cruzar a linha do Oriente (para subir e descer), ou esse trânsito deve ser feito de forma direta e sem reverências?

2ª Dúvida: No momento da transmissão da Palavra entre os Irmãos, a postura deve ser estática (falando sempre no mesmo ouvido) ou deve haver alternância de lados a cada letra/sílaba? Fui instruído de que o ato é estático, mas vejo algumas Lojas do nosso Rito alternando os ouvidos como se fosse um tríplice abraço. Qual é a execução correta?

Certo de que poderei contar com o seu conhecimento para dirimir essas questões, agradeço desde já pela atenção.

Tenho certeza de poder contar com a luz do conhecimento do irmão e de antemão agradeço.

CONSIDERAÇÕES:

1 – No decorrer do andamento ritualístico pertinente à transmissão da Pal∴Sagr∴ entre as Luzes e os Diáconos para a abertura dos trabalhos, (a Loja ainda está em processo de abertura), quando da entrada e saída do Oriente não se presta nenhuma saudação pelo sinal e nem se faz parada formal. Nessa ocasião, os Oficiais que por dever de ofício precisarem transitar pela Loja atendem somente à circulação horária, como menciona o ritual.

Saudação pelo sin∴ e parada formal somente ocorrem depois que a Loja estiver, na forma ritualística, definitivamente aberta.

2 – Em Loja de Aprendiz, durante a transmissão da Pal∴ Sagr∴ entre as Luzes e os Diáconos, quem a transmite sempre a dá inteira e soletrada, uma a uma, as quatro letras da Pal∴ no ouvido direito do receptor, não havendo sua repetição por inteiro ao final. Assim, sem meneios com a cabeça ou troca de ouvidos, o transmissor a transmite, letra por letra, de uma só vez no ouvido direito do receptor.

Ao finalizar, reitero que exaustivamente tenho alertado sobre esta transmissão da Pal∴ não se tratar de um telhamento (exame de um maçom). Tenho explicado que essa transmissão, que só ocorre entre as Luzes e os DDiác∴, é uma passagem ritualística com alto significado simbólico, comum à liturgia do REAA – ela relembra as aprumadas e nivelamentos nos canteiros operativos de outrora. Assim, por não ser de telhamento, como acontece no Cobr∴ do Grau, nessa ocasião não há troca de letras entre os protagonistas.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 30

ESTRELA

1º - Nas Lojas maçônicas aparecem diversas espécies de estrelas, cujo significado convém considerar, pois no templo nada existe por mera ornamentação.
2º - Estrela de cinco pontas ou pentágono. Colocada ao Oriente da Loja, na parede acima da cabeça do venerável chama-se Estrela do Oriente ou da Iniciação. Simboliza o homem perfeito.
3º - O homem é um quíntuplo ser: físico, emocional, mental, institucional e espiritual; quando todos esses elementos constitutivos de sua natureza estão perfeitamente desenvolvidos, ele se torna o homem perfeito.
4º - A Estrela de seis pontas ou hexágono. Chamada também de Estrela de Salomão, simboliza a unidade do Espírito e Matéria cósmica, Deus manifestado em seu Universo, o Macrocosmo.
5º - A Estrela de sete pontas ou heptágono. Seu heptágono tem sido tomado como representação do Mestre Maçom, que simbolicamente atingiu a perfeição humana.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

VENERÁVEL MESTRE

Rui Bandeira

Este blogue, como repetidamente tenho frisado, destina-se a ser lido por maçons e por não maçons. Os maçons estão habituados a usar termos ou expressões cujo significado lhes é familiar, mas que pode ser de difícil ou impossível entendimento para quem não for maçon. Sempre que me apercebecer que pode ser esse o caso, procurarei inserir um texto que torne claro, para todos, o significado de palavra ou expressão utilizada.

No texto publicado ontem, é referido, a dado passo, o "Venerável Mestre". Será esta a primeira expressão a ser esclarecida.

Venerável Mestre é a designação dada ao membro que exerce a função de direcção dos trabalhos de uma Loja maçónica.

Na Loja Mestre Affonso Domingues, o Venerável Mestre é eleito, usualmente em Julho, e toma posse após a pausa para férias, que decorre sempre durante todo o mês de Agosto. Logo, e ressalvada a ocorrência de situações que imponham uma alteração pontual (doença, por exemplo), o Venerável Mestre eleito em Julho toma posse no decorrer do mês de Setembro subsequente. Isto dá-lhe tempo para escolher e convidar os membros da Loja que, durante o seu mandato, irão exercer as várias tarefas necessárias ao funcionamento de uma Loja maçónica. Com efeito, à excepção da função de Tesoureiro - cujo titular é eleito, por regra em simultâneo com o Venerável Mestre - todas as demais funções são exercidas por elementos escolhidos pelo Veneável Mestre eleito. Pretende-se assim garantir o funcionamento de uma equipa que seja, tanto quanto possível, coesa e, portanto, eficaz no exercício das suas tarefas.

O mandato do Venerável Mestre (e também o do Tesoureiro) é de um ano, de Setembro a Setembro, podendo o Venerável Mestre ser reeleito apenas uma vez (o Tesoureiro pode ser reeleito sem qualquer limitação). Assegura-se, assim, que a Loja não fique dependente da direcção de um dos seus membros, por muito influente, eficaz ou consensual que seja.

Na Loja Mestre Affonso Domingues, a prática tem sido a de o membro eleito para Venerável Mestre exercer um só mandato. Privilegia-se assim a rotatividade e a aplicação do princípio de que todo o elemento admitido na Loja tem capacidade para a dirigir, pelo que, a seu tempo, o fará.

Com a eleição de um membro para Venerável Mestre, a Loja delega-lhe o poder de direcção da mesma, quer em temos administrativos, quer em termos de direcção de reuniões, quer em termos de execução das deliberações tomadas.

A confiança que a Loja deposita no membro que elegeu para exercer a função de Venerável Mestre inclui a delegação de poder para, sempre que, sobre qualquer assunto em debate, não se verifique a existência de uma posição consensual, ser o Venerável Mestre quem assume a decisão, a qual deve, porém, ser ponderada, prudente e tendo em atenção as posições expostas. Essa decisão poderá, assim, ser a de opção por uma das posições expressas (normalmente, quando o Venerável Mestre verifica ser essa a posição largamente maioritária, ainda que não consensual), a opção por uma das posições expressas, alterada ou complementada parcialmente por contributos provenientes das outras (procurando-se atingir a melhor solução racionalmente possível) ou uma solução intermédia entre duas ou mais das posições expressas (normalmente quando se não forma uma maioria clara, procurando-se atingir uma solução em que, ainda que não totalmente, todos, ou quase, os elementos da Loja, se possam rever).

Na sequência da discussão de qualquer assunto, em que todos os Mestres maçons têm a oportunidade de se pronunciar, a decisão anunciada pelo Venerável Mestre, decorrente do seu prudente juízo sobre a vontade da Loja, assume o carácter de deliberação da Loja, que é então, sem mais discussão, aceite e executada pelos seus membros.

Durante o período do seu mandato, os poderes delegados ao membro da Loja eleito Venerável Mestre são, assim, consideráveis e devem ser exercidos com a Sabedoria e a Prudência que a tradição atribui a Salomão. Costumam, assim, os maçons dizer que o Venerável Mestre da Loja toma assento na Cadeira de Salomão.

A expressão "Venerável Mestre" decorre da adaptação da expressão inglesa "Worshipful Master". São expressões que se utilizam desde o século XVIII e que, embora nos dias de hoje, tenham uma aparência pomposa e deslocada do uso actual da língua, continuam a ser comummente utilizadas pelos maçons, sempre rigorosos na aplicação da Tradição e dos bons ensinamentos dos que nos precederam. Também noutas ocasiões, todos utilizam expressões que cairam em desuso no dia a dia: quem não dirigiu já a sua correspondência a um "Exmo. Senhor"?

Fonte: https://a-partir-pedra.blogspot.com

terça-feira, 20 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

LETRA "IÔD" OU "G" NO RETÁBULO DO ORIENTE

Em 12/06/2026 o Respeitável Irmão Lucas Mateus de Souza Pontes, Loja Fraternidade Parnaibana, 840, REAA, GOB-PI, Oriente de Parnaíba, Estado do Piauí

IÔD OU G

Escrevo na qualidade de membro da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Fraternidade Parnaibana 840, Cruz da Perfeição Maçônica, no Oriente de Parnaíba, para submeter à superior apreciação deste Egrégio órgão uma dúvida de natureza ritualística que há décadas repousa silenciosamente sobre o Oriente deste Templo.

Acima do Trono do Venerável Mestre, em posição central e de destaque, há mais de cinquenta anos figura a seguinte inscrição: “IOD ou G”

A dúvida que ora se submete à apreciação fraterna é de natureza ao mesmo tempo gramatical e ritualística: estaria correta a inscrição tal como se encontra, ou deveria constar apenas uma das duas expressões — IOD ou G — sem a conjunção disjuntiva que as une?

O questionamento surge porque o ritual, ao citar o nome do Grande Arquiteto do Universo, registra a fórmula "IOD ou G", admitindo ambas as formas. Ocorre que, do ponto de vista estritamente gramatical, a inscrição permanente num templo deveria optar por uma delas, reservando-se o "ou" para o contexto oral ou textual em que se expõem alternativas. A conjunção disjuntiva fixada em suporte permanente pode ensejar leitura ambígua sobre qual seria, de fato, a designação adotada pela Loja.

Deixo deliberadamente de adentrar os significados ritualísticos de cada uma das expressões, por entender que a questão ora submetida é de forma, não de conteúdo doutrinário.

Solicito, pois o seu posicionamento sobre se a inscrição IOD ou G, tal como grafada, está em conformidade com o rito praticado no GOB, ou se, para fins de eventual reforma da planta ritualística do Templo, seria recomendável a adoção de forma diversa.

Além disso solicito-o referencial legal e/ou normativo do GOB sobre a orientação que você outrora fez a respeito da ordem do título distintivo na nomenclatura de nossa Augusta Loja. Isso para que eu possa ter maior respaldo ao solicitar a mudança à diretoria da loja.

Pelo pronunciamento que vier, desde já antecipa os agradecimentos fraternais.

CONSIDERAÇÕES:

Essa inscrição "IÔD ou G" não está presente no ritual em vigência do REAA no GOB, aliás, nem mesmo isso constava nos rituais anteriores, já revogados.

Partindo dessa premissa, o correto é, na medida do possível, retirar essa dupla inscrição do Retábulo do Oriente, a qual, reforço, nem mesmo se encontra previsto nas orientações pertinentes ao título "Disposição e Decoração do Templo", no ritual vigente.

Em se tratando da letra "G", como um símbolo maçônico do REAA, a mesma não aparece no interior do Delta no Retábulo do Oriente, porém essa letra (maiúscula) é encontrado no interior da Estr∴ Flamej∴, alegoria visível pendente do teto sobre o lugar do 2º Vigilante, no meridiano do Meio-dia. 

Explica-se: a letra "G" não aparece no interior do Delta porquê de fato ela não simboliza o nome de "DEUS", ou "O Grande Arquiteto do Universo". Como um símbolo relacionado ao “CRIADOR”, verdadeiramente é letra hebraica IÔD (ritos teístas), ou o Olho Onividente (ritos deístas).

No que diz respeito ao REAA, no interior do Delta Radiante vai apenas um símbolo, o qual pode ser o Olho Onividente ou a letra IÔD – mas apenas um desses símbolos, nunca os dois juntos.

Esse critério se aplica ao REAA porque ele historicamente foi construído sob influência de duas das principais vertentes de Maçonaria, a francesa (latina com feições deístas) e a inglesa (anglo-saxônica com feições teístas). Nesse contexto, o Olho Onividente é um símbolo deísta, enquanto que IÔD, um símbolo teísta.

Em relação a Letra "G" na Maçonaria, ela simboliza a Geometria, sendo a quinta das Sete Ciências e Artes Liberais e é tema de estudo do Companheiro Maçom. 

Também é verdade que, em alguns ritos maçônicos, a letra “G” pode agregar mais significados, todavia, sob nenhuma hipótese “G” pode ser confundido com a inicial de "Grande Arquiteto do Universo". Muito menos ainda se associar “G” à letra hebraica IÔD, inicial do tetragrama correspondente ao nome inefável de "DEUS".

É bom que se diga que tudo isso é abordado nos rituais do REAA de Aprendiz e Companheiro.

Possivelmente, foi pela lei do menor esforço que por muito tempo alguns equivocados tratadistas se arvoraram em afirmar que a letra “G” era o mesmo que IÔD. Foi graças a esse engano que letra G, inicial de Geometria, acabou sendo erradamente entendida como a letra inicial de GOD, o mesmo que Deus nas línguas anglo-saxônicas. Ora, não se aperceberam os incautos que se assim fosse então como isso ficaria nos idiomas latinos? Teríamos por acaso que substituir a letra G pela letra D, que é a inicial de DEUS?

Também vale reafirmar que no genuíno REAA a letra "G" (maiúscula) não aparece no interior do Delta Radiante, o triângulo equilátero que de modo conciliatório simboliza o “CRIADOR”, mas é encontrado no interior da Estr∴Flamej∴, um símbolo hominal, pitagórico, que fica pendente da abóbada na banda Sul do templo sobre o meridiano do Meio-dia. De caráter hominal, a Estr∴com a letra G significa a ciência da Geometria aplicada na construção de um novo Homem.

Por fim, no que diz respeito à construção do título distintivo da sua Loja, a questão é de ordem. Entende-se que primeiramente vão os adjetivos que a qualificam, depois vem o seu nome seguido do número de ordem cadastral; por último vem o título de recompensa mais alto da Loja. Foi assim que aprendi com os saudosos Irmãos José Castellani, Xico Trolha e Theobaldo Varolli Filho. 

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

NÃO BASTA VESTIR AVENTAL

O Templo não é passarela, e o avental não é fantasia. Cruzar as colunas de um Templo Maçônico exige mais do que o pagamento de taxas ou o uso de paramentos luxuosos; exige a morte do ego. Infelizmente, vemos hoje figuras que se rastejam pelos corredores em busca de bajulação, homens que vestem a pele de cordeiro, mas cujas almas estão infladas pela soberba de quem se sente superior ao Irmão ao lado. 

A Maçonaria não comporta donos. Quem entra na Ordem para colecionar títulos ou para se sentir um "magnata" entre os pares, na verdade, nunca saiu do mundo profano. É um erro grotesco acreditar que o status financeiro ou a proximidade com "burgueses e ingleses" confere qualquer autoridade moral. Aquele que se vende, que endeusa o poder financeiro e ignora a dor do povo e da nação, é um traidor dos nossos princípios milenares.
 
O Cinzel e o Caráter 

A lapidação da Pedra Bruta não é um conceito poético; é um trabalho árduo e constante.

* Reconheça seu semelhante: Se você não consegue enxergar humanidade no seu Irmão, o seu avental é apenas um pedaço de pano sem valor. 

* Abandone a soberba: A verdadeira hierarquia maçônica é a do exemplo, não a da conta bancária. 

* Sirva à Nação: O maçom que se cala diante da opressão para proteger interesses de "elites" está inferiorizando a força do povo e desonrando a nossa história. 

Basta de Maçons de conveniência. Basta de "irmãos" que buscam royalties de influência enquanto a sociedade clama por justiça. Nossa força não reside em banquetes ou em tapinhas nas costas de poderosos, mas no aço temperado do nosso lema: LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE. 

Se você não está pronto para ser igual, se não tem coragem para lutar pela liberdade do seu povo e se não pratica a fraternidade com o mais humilde dos Aprendizes, você não é um Maçom. Você é apenas um profano com um diploma na mão. 

Fonte: Federação Maçônica de São Paulo

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

BALANDRAU PARA APRENDIZES E COMPANHEIROS

Em 12/06/206 o Respeitável Irmão Aluízio Cerdeira, Loja Autora do Amazonas, 2445, REAA, GOB-AM, Oriente de Parintins, Estado do Amazonas, pede esclarecimento para o que segue:

BALANDRAU

O uso do balandrau no REAA é permitido aos Aprendizes e Companheiros em sessões Ordinária, exceto em sessões magnas? Apenas pra tirar a minha dúvida, embora acredito que seja permitido.

CONSIDERAÇÕES:

É como consta no Ritual de Aprendiz, REAA, 2024 vigente no GOB, página 33, primeiro parágrafo:

·         "Os Maçons, presentes às Sessões Ordinárias e, obrigatoriamente nas Magnas, estarão trajados de acordo conforme o Rito: terno preto ou azul-marinho escuro, sapatos, cito e meias na cor preta, camisa branca, gravata (preta, lisa sem ornamentos, modelo tradicional), podendo portar [...]".

Ainda nessa mesma página, no parágrafo seguinte consta:

·         "Nas Sessões Ordinárias (os grifos são meus), admite-se o uso do balandrau preto, com gola fechada, comprimento até o tornozelo (os grifos são meus) e mangas compridas, sem qualquer símbolo ou insígnias estampadas, desde que usado com calça, meias e sapatos pretos, não sendo permitido o uso de tênis ou de outros calçados similares (os grifos são meus)".

Conforme se pode ver nos textos acima retirados do Ritual, todos os maçons - AApr∴, CComp∴ e MMestr∴ - presentes às sessões ordinárias podem vestir balandrau, desde que obedeçam aos requisitos de vestuário acima descritos. 

Vale a pena lembrar que o uso de balandrau como vestuário nas sessões ordinárias é somente para ritos que o admitem, portanto, um maçom do REAA, seja ele um Apr∴, Comp∴ ou Mestr∴, quando em visita a outra Loja precisa ficar atento a esse particular, mormente porque existem ritos que não admitem o uso de balandrau. Há ritos que em qualquer sessão, seja ela ordinária ou magna, somente admitem o uso de terno.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PATRIAM RECUPERARE

Por Luciano J. A. Urpia

O "Patriam Recuperare" (não confundir com o "Movimento Patriam Recuperare") foi um grupo de resistência maçônica que atuou clandestinamente na França ocupada entre março de 1943 e a Libertação em 1944. Ele surgiu da reorganização do Comité d'Action Maçonnique (Comitê de Ação Maçônica), formado inicialmente em janeiro de 1941 para garantir a sobrevivência da Maçonaria, que havia sido dissolvida pelo regime de Vichy. O grupo estabeleceu uma ligação formal com o Conselho Nacional da Resistência (CNR) em 1943.

Em outubro de 1944, para manter seu reconhecimento pelo CNR, o grupo "Patriam Recuperare" constituiu um "Comitê Diretivo". Este comitê, na prática, era uma evolução do antigo Comitê de Ação Maçônica, agora com uma estrutura formal, presidida por Louis Lapicque. Foi esse comitê que garantiu ao grupo uma vaga na Assembleia Consultiva Provisória, consolidando seu status como organização oficial da Resistência.

Após a Libertação, em abril de 1945, o comitê fundou uma associação chamada "Patriam Recuperare". Nesse processo, o Comitê de Ação Maçônica fundiu-se definitivamente ao "Patriam Recuperare", que passou a representar, perante as autoridades, toda a rede de resistência maçônica (incluindo grupos anteriores como a LEF, o Círculo e a Liga). A associação foi criada para manter os laços fraternos entre os ex-combatentes e buscar o reconhecimento oficial do movimento como parte da Resistência Interna Francesa.

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Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

NOÇÕES DE REALISMO FANTÁSTICO APLICADAS À MAÇONARIA

Autor: Ir∴ Hercule Spoladore
Loja de Pesquisas Maçônicas Brasil LONDRINA - PR

O Homem atual, parcialmente desperto do seu sono mental de milhares de anos, está um pouco mais liberado, mas ainda está preso aos grilhões de preconceitos, lendas, falsos mitos, crendices que foram programados no seu subconsciente há muitas gerações que ele as vem assimilando através de seu DNA. Ele começa lentamente a vislumbrar através de sua memória genética a experiência e a vivência de seus antepassados de milhões de anos, mas ainda está mal programado a respeito do Universo e de seu papel na natureza. A Terra tem sua idade estimada em cinco bilhões de anos.

O Homem quer saber a qualquer custo de onde veio e qual é o mistério da vida. E por isso ele especula muito. Foi criado aqui neste planeta a partir de um tronco comum com os primatas ou é oriundo de outros planetas, ou de habitantes de outros mundos mais evoluídos, que fizeram experiências genéticas a partir dos primatas existentes na Terra?

No momento atual há uma ansiedade uma verdadeira febre de procura das suas prováveis origens.

A razão principal desta tendência é porque a Ciência está tornando o Homem mais liberado de falsas morais, falsos deuses e crenças descabidas e assim ele está se programando para a grande e fantástica aventura cósmica. É claro que conhecendo o passado ignoto, será mais fácil antecipar o futuro maravilhoso que o espera.

Cada ser humano tem em sua mente uma verdadeira procissão de fantasmas mentais, no meio da qual caminha uma realidade desconhecida para ele.

Carl Jung em seu livro “O Homem e seus símbolos” penetrando ainda mais nas entranhas de mente humana refere que existem aspectos subconscientes na nossa percepção da realidade. Quando nossos sentidos reagem a fenômenos reais, as sensações auditivas e visuais são de certa maneira transpostas da esfera da realidade para o subconsciente e uma vez ai programados, se tornam psíquicos cuja natureza extrema é desconhecida, pois a mente não pode conhecer sua própria substância.

O status intelectual e moral atual no qual o Homem está inserido foi modelado pela Ciência no campo físico e por pensadores e filósofos no campo mental. O homem atual não é igual aos seus antepassados. Outros paradigmas estão sendo introduzidos. Tudo mudou.

Sabe-se que a civilização moderna foi construída sem o conhecimento de sua verdadeira estrutura intima. Embora idealizada pelo Homem ela não está de forma alguma bem ajustada à sua própria medida. O Homem não conhece o seu EU duplo.

O conhecimento interior é aquele que emana do seu próprio íntimo de sua forma intuitiva e natural, não seguindo raciocínios, conceitos teorias, ou qualquer outro processo mental. São os caminhos do autoconhecimento.

Muito embora a maioria dos maçons não saiba, mas este é o verdadeiro ponto crucial da Iniciação, apesar deste fato não ser propriedade da Ordem. Todas as outras entidades iniciáticas seguem este mesmo percurso.

Este conhecimento interior não deve ser confundido com o conhecimento comum adquirido através de livros didáticos, de aulas escolares, manuais etc.

O mundo desenvolveu-se ao acaso por iniciativa de homens-gênios a maioria por descobertas acidentais, amoldados à forma de ser de seus pensamentos, sem seguir uma metodização ou esquema racional.

Repentinamente houve um tremendo salto na Ciência. O Homem aceitou a desafio. Mas os homens de Ciência não tomam conhecimento para onde estão chegando ou para onde pretendem ir. São conduzidos pelo acaso. Cada cientista é um homem à parte guiado pelas próprias descobertas. As descobertas acontecem sem pevisão do que possam causar.

O Homem ainda está meio aturdido, meio tonto e parvo com tanta realidade, a qual chega às raias do fantástico.

No momento, o Homem quer aprender alguma coisa sobre civilizações extintas e entrar ao mesmo tempo entrar em contato com outros seres inteligentes do Universo. Explora como pode o cosmo, dentro de sua tecnologia ainda impotente em busca de outros mundos, pesquisa o próprio planeta em busca de novas verdades que possibilitem encontrar suas raízes. A atual ansiedade em pesquisar sobre a origem e desaparecimento dos dinossauros, nada mais é que a própria procura de si mesmo.

A Ciência, dentro do paradigma cartesiano e newtoniano é muito rígida e materialista. Admite uma experiência como fato comprovado após sua repetição centenas e milhares de vezes de maneira experimental e lógica, seguindo o esquema cientifico que ela considera como correto. Separou o homem de sua alma.

O que não consegue explicar, simplesmente abandona, põe de quarentena, não publica, nega simplesmente como no caso a teoria do caos, dos sistemas não lineares, e da mente humana, apenas para citar alguns exemplos.

E ainda assim muitos segredos em poder da Ciência que poderiam precipitar a evolução da humanidade foram mantidos secretos durantes milênios em favor de grupos, religiosos ou mesmo científicos, com receio de que a revelação pudesse causar catástrofes e o mundo fosse engolido por se inteirar destes conhecimentos. Mas em realidade este é um artifício, uma mentira, pois na verdade os segredos são mantidos seguros por interesses de grupos econômicos, científicos ou religiosos.

Um dos exemplos mais recentes é o mistério que o meio cientifico e teológico e outros exegetas estão fazendo com os manuscritos de Qunran - Mar Morto, descobertos em 1947, trazendo-os ainda escondidos. Resolveram agora recentemente libera-los para alguns estudiosos devidamente credenciados.

Sabe-se que foram introduzidas na Bíblia mais de trinta mil alterações. Ora, aqueles manuscritos escritos por essênios com seus textos ainda virgens de alterações por mais de dois mil anos, poderiam alterar o rumo das religiões, e poderia até mudar o rumo da própria civilização cristã.

Todavia, a Ciência que o homem conhece e a usa mal, pautada toda ela no paradigma newtoniano-cartesiano sofreu um impacto, ou seja, um pulo para o futuro, quando o conhecido se deparou com o desconhecido. Foi quando o antigo paradigma não mais explicou e nem pode prever resultados deste choque de interpretações e definições.

Foi quando a Física Quântica apareceu. Os cientistas entraram em contato com outra realidade. A Física quântica apresentou um aspecto da realidade fantástica que até parece ficção cientifica, pois as partículas estudadas podem estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo, ora sendo partículas físicas, ora ondas energéticas.

A Física Quântica é de probabilidades, pois nunca se saberá com certeza como uma coisa especifica vai acabar. Não se sabe o resultado.

A Física clássica é reducionista, pois parte da probabilidade de que só se conhecendo as partes de um todo, poderá se conhecer este todo.

A nova concepção a respeito do Universo é holística, pois o enquadra como um todo unificado, cujos segmentos ou partes se interconectam e se influenciam uma às outras, ou seja, mutuamente. Não separa o fenômeno do todo para estudá-lo.

Segundo Stuart Hamreroff existe dois tipos de leis governando o Universo. Um é explicado pela lei do movimento de Newton. Todavia o outro indo para a escala a nível do átomo uma série de leis quânticas assume o controle das ações.

Para complicar ainda mais o paradigma materialista surgiu um elemento até então considerado pela Física como um produto conseqüente da matéria, a mente humana, a qual seria apenas uma conseqüência da evolução e que após o cérebro morrer esta conseqüência desapareceria. Os novos estudos sobre a mente humana não se enquadram no paradigma cartesiano/newtoniano. É o palpar do impalpável. É a nova ciência do invisível.

Sabe-se hoje através das Neurociências e em especial dos estudos modernos da Parapsicologia Cientifica que a mente humana comanda tudo e ela não é um subproduto da matéria. Segundo a Parapsicologia ela se compõe do Consciente e do Subconsciente. O Consciente está diante da atenção. Ele pensa, analisa, compara raciocina, julga decide e compreende, isto é, ele desenvolve a capacidade racional do homem. O Subconsciente é a parte da mente que executa tudo o que acontece com o ser humano. É comparado a um robô, porque depois de programado ele age mecânica automática e autonomamente. Ele não discute se está certo ou errado. Simplesmente age, executando a programação que lhe foi imposta. Suas reações automáticas movem o corpo, movem o coração, ou seja, as emoções os sentimentos e movem a realidade. O Subconsciente uma vez programado e executará programa. Ele possui a capacidade de criar a realidade do ser humano. Ele precisa ser dominado pelo Consciente.

Outro fato fantástico a respeito do cérebro humano onde está situada a mente humana é a sua capacidade e sua complexidade anatômica e seu funcionamento. Números incríveis são mencionados.

Por exemplo: o cérebro é mil vezes mais rápido que qualquer computador mais rápido do mundo. O cérebro tem tantos neurônios quanto as estrela da Via Láctea, ou seja, mais ou menos cem milhões. O córtex cerebral tem cerca de sessenta trilhões de sinapses (conexão entre dois neurônios vizinhos). Um pedaço de cérebro do tamanho de um grão de areia tem cem mil neurônios e um bilhão de sinapses. O cérebro está sempre ligado, nunca desliga durante toda a vida. O cérebro se reestrutura continuadamente por toda a vida.

Fatos fantásticos. Parece imaginação, parece ficção, mas é a realidade fantástica que se exibe diante dos olhos dos humanos.

Diante destes conhecimentos atuais o Homem ficou mais ainda perdido com esta nova realidade. O maçom como homem está inserido nesta realidade fantástica.

A atual civilização é recente. Sabe-se mais ou menos que ela data de cinco mil anos atrás.

Mesmo sem ter havido os tais fins de mundo ou por água ou por fogo como pregam os falsos profetas, muitos povos nasceram, cresceram tiveram o seu apogeu e desapareceram. Esta parece ser uma constante, um ciclo pelo qual todos passam todos os povos. Ninguém acreditava que o império romano caísse e desaparecesse.

A civilização atual está no caminho do apogeu cientifico e o Homem se preparando para a grande aventura cósmica, mas ele ainda não evoluiu como ser inteligente a ponto de vencer suas paixões, suas vaidades e sua ganância de poder temporal. É claro que o Homem tem ótimas qualidades, mas ainda mata, ainda existem traições e ainda existem guerras, mentiras, hipocrisia, inveja, ganância de poder.

Como todas as civilizações a atual parece ser uma conspiração contra si própria. Grande número de pequenos tiranos, "chefêtes", verdadeiras pequenas divindades, cujo poder somente é possível por causa de um consentimento passivo e acomodado de não por em dúvida que este poder não deva existir que ele é falso e isso desvia o olhar do Homem do verdadeiro aspecto da realidade, ou seja, de seu aspecto mais puro. Ressalte-se que muito destes tipos são grão-mestres, veneráveis, chefes de estado, papas, juizes chefes de escritório e políticos principalmente. Mas o maçom comum também pode estar neste labirinto.

Esta conspiração leva o Homem a renunciar voluntariamente que no mundo habitado por ele, exista um outro Homem dentro do si o outro EU. Este conceito a Maçonaria tenta colocar na cabeça do maçom. Nem todos têm a condição de assimilá-lo. É preciso ler, estudar e raciocinar e sentir.

O Homem para se tornar liberto, terá que sair a força deste labirinto, e escapar do jugo dos conspiradores.

A única forma será um redimensionamento de todos os valores conhecidos. Novas programações mentais deverão introduzidas na mente humana. Se não houver esta reciclagem, o Homem será eternamente vítima desta farsa.

A própria Maçonaria não está ajustada para o maçom atual, pois ela foi moldada para o Homem emergente das primeiras décadas da era industrial e, ainda está sendo usado o mesmo modelo idealizado para a aquela época. As modificações não foram felizes Modificaram tudo mas, permaneceu o mesmo modelo. Felizmente não foi destruída a essência da doutrina maçônica. Talvez por causa da Iniciação e da ritualística maçônica que apesar de alterada de todas as formas conservou a essência da lenda Hirâmica.

Mas, a Ordem perdeu-se. Desapareceu o seu verdadeiro encanto mágico que havia no início. O maçom atual entra no templo sem respeitar os símbolos que “enxerga”, sem, no entanto, senti-los. O poder político que a Maçonaria poderia ter foi fragmentado pelas ditas denominações potências cada qual se diz ser a verdadeira, a regular insinuando veladamente sempre que as demais são perjuras ou irregulares.

A Maçonaria atual por falhas de sua estruturação escondeu de seus adeptos sua verdadeira finalidade, seus principais princípios e também lado místico que deveria ser mostrado em sua pureza.

Todos querem exibir seus luxuosos aventais e ostentar seus graus. Quanto mais elevado o grau, maior importância o maçom se dá, sem ter o mínimo o conhecimento básico necessário. Existe a tática da acomodação. Eles vêm buscar graus e pagam por isso e assim comparecem, dando a impressão que são numerosos e fortes. Existem, poucos pensadores infelizmente. Onde estão os filósofos e os sábios da Ordem?

A maioria das lojas age de forma autofágica do ponto de vista do poder de liderança e político em relação aos seus líderes. Cria-os, e depois os destroem, os engole.

Quanto à maioria dos adeptos, estes são acomodados e guiados por falsos condutores.

Quase ninguém usa seu espaço durante uma sessão, para explodir seu pensamento democrático diante de um fato que precisa ser denunciado. As instruções e os ensinamentos são insuficientes.

Há um verdadeiro pacto de silêncio. Todos se calam e esperam acontecer.

Os poucos maçons que poderiam ser os arautos de um pensamento livre, são execrados, denegridos e esquecidos. Adormecem. Ficam calados.

Há qualquer coisa de errado na Ordem. O maçom terá que parar para pensar. Sua visão está embaçada. Ele precisa ver a realidade tal qual ela é.

Para se chegar a este desiderato, o maçom terá que empregar uma maneira diferente para utilizar os conhecimentos que tem ao seu dispor, rever princípios universais da Ordem, rever as interpretações simbólicas e históricas, os procedimentos ritualísticos e principalmente procurar entender o conceito mais profundo do que vem a ser a Iniciação, tentando estabelecer novas ordens de valores entre as várias áreas do saber maçônico, vendo os fatos como eles são em realidade e não com os olhos que se limitam apenas às hierarquias tradicionais. Diante dessa nova forma reciclagem, o maçom terá que entender a mudança de paradigmas pelas quais está passando a atual civilização e se inserir nelas

Se o maçom proceder assim, finalmente perceberá a realidade e ao mesmo tempo, o fantástico.

O realismo fantástico para seus simpatizantes não é uma agressão às leis da natureza, mas sim as suas verdadeiras manifestações. É o aparecimento do palpável impossível.

É o verdadeiro contato com a realidade sem as falsificações impostas pelos antigos e modernos preconceitos, e pelas más e erradas programações milenares, étnicas, familiares e individuais etc.

É a revelação da obra divina através de suas leis da Harmonia, Evolução e Vibração vistas de um modo direto sem o filtro do sono intelectual que ainda domina o Homem, através de costumes ultrapassados, tabus sociais, conformismos, sofismas, superstições; falsos mitos, crendices etc.

Segundo Teilhard de Chardin” Em escala cósmica nos ensina a Física Moderna só o fantástico tema probabilidade de ser real”

Haldane diz: "A realidade não é apenas mais fantástica do que acreditamos, é muito mais fantástica do que tudo quando podemos imaginar”.

Afirmam os autores que o verdadeiro realismo moderno faça parte o fantástico nas áreas cósmicas, pesquisas de culturas extintas, sociologia que estudam o Homem em si, especialmente a mente humana composta de seu consciente e subconsciente e o relacionamento do Homem com o Universo.

A Maçonaria é um sistema moral, filosófico e político-social que investe tudo principalmente no maçom, procurando melhora-lo espiritualmente, preparando-o para ser um líder e construtor social, antevendo uma sociedade humana de paz, igualdade, justiça social, onde a verdade pura seja transparente e verdadeira e que ele possa saber mais sobre o seu futuro.

Está claro que a Ordem terá que refazer toda a sua forma de ser, e executar seus verdadeiros princípios ora destorcidos, criar novas formas de ação do pensamento, preparando-se assim para o grande empreendimento cósmico que o porvir reserva para Ela.

REFERÊNCIAS

ARNTZ, William, CHASSE, Betsy, VICENTE, Mark Quem somos nós - Ed. Presitígio Editorial Rio de Janeiro, 2007

CARREL, Aléxis O Homem, esse desconhecido - Editora Educação Nacional Porto (?)

CHARDIN, Teilhard O Fenômeno Humano - Editora Herder São Paulo, 1970

PAUWELS Louis, BERGIER, Jacques O Despertar dos Mágicos - Ed.Difusão Européia do Livro São Paulo, 1968

GRISA, Pedro A, Liberte seu Poder Extra - Edipappi – 14ª edição Florianópolis, SC, 2007

Fonte: JBNews - Informativo nº 321 - 15 de Julho de 2011

domingo, 18 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

INCORPORAÇÃO DE LOJAS II - SESSÃO CONJUNTA

Em 10/06/2026 o Respeitável Irmão Dirceu Iglesias Cabral Filho, Loja Acácia Altoense, REAA, GOB-PI, Oriente de Altos, Estado do Piauí, pede esclarecimentos para o que segue:

INCORPORAÇÃO DE LOJAS

Conforme nosso ritual, páginas 74/75 quando duas Lojas se reúnem para fazerem sessões, as formas são de sessões conjuntas ou uma como visitante (página 75). Quando sessões conjuntas a loja anfitriã recebe a loja incorporada (página 74) e fazem distribuições dos cargos.No tocante essa primeira situação está correta?

Existe algum cargo específico para cada loja?

No caso de incorporação existe alguma ritualística própria para tal sessão?

Como seria o desdobramento da sessão:

Por exemplo:

Leitura da Ata: seriam feitas as leituras das atas das duas Lojas?

As atas seriam elaboradas em separado ou a loja anfitriã faz a ata e manda uma cópia para a
Loja incorporada?

Saco de propostas e informações seria feita a coleta das duas Lojas?

A Ordem do Dia poderia ser suprida?

Tronco de Beneficência o resultado da arrecadação poderia ficar com uma Loja ou dividido para as duas?

O livro de presença a Loja incorporada poderia levar o seu para registro?

No momento seriam essas as nossas dúvidas.

EXPLICAÇÕES:

Inicialmente, é bom que se diga que uma Loja visitante, quando não incorporada à Loja visitada, continua como uma Loja visitante e não atua nos trabalhos dividindo cargos. É recebida e apenas assiste aos trabalhos.

No GOB, quando duas ou mais Lojas dividirem os trabalhos em uma sessão, intercalando cargos entre elas, significa que essas Lojas foram incorporadas para atuarem em uma sessão conjunta.

Nesse particular, é bom que se diga que para serem incorporadas e trabalharem em sessão conjunta, as Lojas tem que pertencer ao Grande Oriente do Brasil e praticarem o "mesmo rito".

No que se refere a questão acima, não existe ritualística própria ou diferenciada para a incorporação de Lojas. Nesse caso, os trabalhos incorporados em sessão conjunta seguem o ritual vigente de Aprendiz, Companheiro ou Mestre - todos do mesmo rito.

Seguem as ponderações:

1 - No que diz respeito aos cargos ocupados, as Lojas que compõem a incorporação em sessão conjunta combinam entre si a distribuição dos cargos, sem que haja duplicidade, ou seja, apenas um titular atuará ocupando cada cargo. Em se tratando do dirigente dos trabalhos, o mais comum é que o Venerável Mestre da Loja que recebe a(s) outra(s) em incorporação permaneça como detentor do primeiro malhete.

2 - Leitura da Ata – Em Loja Incorporada o Secretário redige apenas uma ata. Naturalmente que na sua redação haverá informação de que os trabalhos daquela sessão transcorreram incorporados, informando, inclusive, o nome das Lojas que fizeram parte da incorporação. Assim, é recomendável que ao final, antes do encerramento dos trabalhos, a ata produzida (sucinta e objetiva) seja aprovada na mesma sessão pelas Lojas que trabalharam incorporadas. Tantas vias, quanto o número de Lojas incorporadas, serão fornecidas, a cada uma das participantes.

3 - Saco de Propostas e Informações – Em Loja Incorporada, trabalhando em sessão conjunta, havendo ccol∴ ggrav∴, as mesmas serão normalmente decifradas pelo Venerável Mestre. Eventuais ccol∴ ggrav∴ colhidas que não digam respeito aos trabalhos incorporados ficarão sob malhete para posteriormente serem encaminhadas às Lojas interessadas. É de boa geometria que durante o giro não seja colhida nenhuma col∴ ggrav∴ que não seja de interesse da incorporação. Em relação ao giro ritualístico, independentemente de colher ou não alguma col∴ grav∴, a abordagem dar-se-á normalmente conforme especifica o ritual.

4 - Tronco de Beneficência - Em Loja Incorporada, as componentes da incorporação devem antes combinar entre si o destino do produto da coleta. À vista disso, a bolsa circulará normalmente apenas uma vez e terá a sua conferência conforme o previsto no ritual.

5 - Livro de Presenças – Em Loja Incorporada, recomenda-se que cada uma das Lojas tenha na ocasião, em mãos do Chanceler que irá atuar como titular, o seu livro de presenças. Para que se produzam efeitos legais, é recomendável que todos os Irmãos participantes da incorporação assinem, indistintamente, todos os livros das Lojas participantes da sessão conjunta.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br