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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 30 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

GRAFIA CORRETA DE B.'.

Em 26.11.2025 o Respeitável Irmão Álvaro Nunes Ferraz, Loja Luzes de Chapada Diamantina, 3.206, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ituaçu, Estado da Bahia, apresenta a seguinte questão:

PALAVRA SAGRADA

Poderia nos tirar uma dúvida sobre qual realmente é a palavra Sagrada do Primeiro Grau, Aprendiz Maçom do Rito Escocês Antigo e Aceito, pois temos irmãos que falam (...)oo(...) e outros (...)oa(...).

Na Bíblia está (...)oa(...). A palavra significa "com força" ou "em força".

Poderia esclarecer e orientar a forma correta.

CONSIDERAÇÕES:

Não obstante eu já tenha escrito bastante a esse respeito, revela-se que as duas formas são aceitas no GOB. Isso ocorre porque é comum na Maçonaria brasileira o uso de duas versões bíblicas, a da Septuaginta (Dos Setenta) e a da Vulgata (latina).

Na versão “Dos Setenta” essa palavra é encontrada conforme a grafia original em hebraico, ou seja, “(...)OA(...)”, enquanto que na versão latina, a da “Vulgata”, o tradutor, S. Jerônimo, cometeu um equívoco escrevendo“(...)OO(...)”. Essa forma tornou-se uma corruptela do original acabou se consagrando nos ritos que usam a Bíblia latina.

No entanto, como as duas versões bíblicas acabariam consagradas entre os ritos, ambas as palavras acabaram sendo aceitas.

Sob o ponto de vista linguístico, a palavra “(...)OA(...)”, é a escrita correta, a despeito de que nos vocábulos hebraicos não existem vogais dobradas.

Melhores informações sobre, sugiro pesquisas no Blog do Pedro Juk, em http://pedro-juk.blogspot.com.br

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BATERIA E VOTAÇÃO - REAA

Em 26.11.2025 o Respeitável Irmão Valcir Viana Martins, Loja Gênesis, 3089, REAA, GOB-RS. Oriente de Cachoeirinha, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

BATERIA E VOTAÇÃO

Preciso recorrer as suas orientações ritualísticas, como:

1) página ,93, ritual do grau 3... "O Cobr∴ Int∴ - Com a espada em ombro arma [...], ao retorno, baterá com o punho da espada na porta”.

*Está batida é uma única pancada?

2) Quando em visita a outra loja, se na ordem do dia, o Ven∴ Mestre dessa loja colocar algum assunto em votação dos seus Irmãos, Eu e outros visitantes "devemos participar dessa votação"?

Ou somente os membros da loja?

CONSIDERAÇÕES:

 
 
1 – O deve dar a Bateria do Grau, tal como ocorreria se o Cobridor Externo estivesse presente no átrio. A propósito, essa batida única não existe.

2 – Irmão visitante não deve se envolver em votação na Loja que ele estiver visitando. Assuntos da Loja visitada são próprios dela e apenas participam de discussão e votação os Irmãos do seu quadro. No caso de votações nominais, recomenda-se ao visitante que ele se abstenha. No REAA, quem for se abater, deve se colocar à Ordem.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PREPAREMOS HOMENS PARA A MAÇONARIA E NÃO MAÇONARIA PARA HOMENS!

Ir∴ Valdemar Sansão

A Maçonaria não discrimina qualquer pessoa, por causa de sua opção religiosa. Nossa Ordem sabe que assim o fazendo ela se torna uma instituição de regeneração da alma humana, independentemente do credo religioso, de raças, de condições sociais de seus integrantes, numa grande confraternização em todo o mundo.

Quando alguém é proposto para Iniciação, nossa Sublime Instituição exige que a vida, passada e presente do candidato seja levantada com zelo e cuidado, procurando descobrir se o identifica no mundo profano, pela sua autoridade moral, pela sua dignidade, pela sua decência, correcção, decoro, pontualidade nos seus compromissos, pelo seu respeito à própria família e à família de outrem, pela sua humildade e coragem, que lhe dão personalidade marcante, estado de consciência que o tornará um autêntico obreiro da paz, do amor, da solidariedade.

A Maçonaria sempre teve a estimulá-la, os objectivos e causas humanitárias, nobres e sensibilizadoras. No Brasil lutou inicialmente pela nossa Independência. Proclamada esta, voltou- se para a sua consolidação. Mais tarde passou a lutar pela abolição da escravatura elaborando praticamente, todas as Leis que pavimentaram o “13 de Maio”, com a Proibição do Tráfico, a Lei do Ventre Livre, a Lei dos Sexagenários, todas elas elaboradas e votadas sob suas influências.

Voltou-se mais tarde para a proclamação da República, tendo sido os dois primeiros ministérios, o de Deodoro e o de Floriano Peixoto formados inteiramente por Irmãos Maçons.

Hoje, a Maçonaria é Universal e os Maçons devem voltar suas preocupações para o Homem de todas as pragas. Não se limita a resolver, apenas, problemas de seus Irmãos de Loja ou de sua comunidade, mas colabora intensamente para a construção de um mundo melhor. E isto acontecerá quando tivermos Fé na grandeza de nossa missão. Quando partirmos à prática de uma Maçonaria mais abrangente, completa, onde a Fraternidade for praticada dentro e fora do Templo, onde o Irmão for tanto ou mais valorizado que o amigo profano.

Sabemos que a Maçonaria não é Instituição de Caridade. Ela praticará a Beneficência enquanto houver necessidade, mas, sua missão, pela garantia da Liberdade e da Igualdade, é dar aos homens condições decentes de vida. Assim, amanhã, quando o mundo for mais justo, a Maçonaria não perderá sua razão de ser, por não ter mais beneficência a praticar.

A Iniciação só é possível na vontade e na determinação de cada um em nascer para o mundo da verdade, da tolerância, da sabedoria, da fraternidade e do amor. A Iniciação é um redireccionamento de nosso espírito na caminhada que nos poderá tornar mais merecedores das bênçãos e da luz do Grande Arquitecto do Universo.

Quando somos Iniciados Maçons, nossa Ordem sonda nossa alma, nosso carácter, nosso coração e nossa inteligência, procurando saber se somos realmente livres. Livres de preconceitos, da preguiça de trabalhar ou de procurar a verdade. A Maçonaria não nos impõe sua verdade. Ao contrário, concita- nos a investigá-la, pois, sabiamente, nossa Instituição entende que cada um de nós procura a sua verdade pessoal.

Julga-se membro de uma corrente espiritual desejosa de fazer a todos felizes. Nesse sentido começa a observar objectivos definidos, sonhos a serem concretizados, alvos a serem atingidos, para justificar a razão de suas reuniões, basta constatar mais de perto a multidão de desamparados que agoniza, miseráveis sem sorte, sem teto, doentes e esquecidos que tropeçam e caem, gemem de dor sem a escora de alguém; o morador de rua na vastidão da noite que recebe por leito o chão de cimento frio da calçada de ninguém. Mais adiante, fila de doentes em torturante espera, implorando socorro pelo mal que os atormenta, recolhendo somente a dor que os dilacera. E os dependentes do álcool e das drogas que nem sabem explicar o mal que os consome. E nas veredas da vida, aquela multidão sem fé, sem apoio, sem nome, que em penúria implora um trocado para matar a fome. Se confiar em Deus, caríssimo Irmão, trabalhe, sirva, jamais censure o que padece.

Somos todos convidados a auxiliar quanto podemos. A conduta recomendada que apraz ao Grande Arquitecto do Universo é a caridade cheia de amor que procura o infeliz, que o reergue sem humilhá-lo. O verdadeiro Maçon se reconhece por suas obras. O valor social do homem se mede pelo grau de utilidade que ele representa na sociedade. Procuremos as oportunidades de acção que nos propiciem o prazer de auxiliar a alguém, de ajudar uma boa causa.

Consideremos todas as criaturas como irmãs. Partilhemos o sofrimento de nossos semelhantes, respeitando-lhes sempre a maneira de vida e o modo de ser. Veja que é fácil verificar que existem na nossa Ordem, inúmeras oportunidades de servir, de trabalhar.

Todos os que agem com amor, que sabem respeitar seus semelhantes e que se compadecem de seus sofrimentos, merecem o reconhecimento da Maçonaria. São verdadeiros filhos do Grande Arquitecto do Universo que vieram atestar a suprema bondade do Criador.

O verdadeiro objectivo da Maçonaria é a busca da Verdade, quer no sentido filosófico, quer no sentido religioso. Para o Maçom, a investigação da Verdade é contínua, é algo que começa com a sua entrada em Loja como Aprendiz, mas não acaba quando atingiu os Graus mais elevados.

A essência doutrinária maçónica é apoiada na razão. A razão é a “liberdade do pensamento” que elabora o conhecimento, após momentos de meditação. A Maçonaria, que é filosoficamente eclética, usa a razão com equilíbrio, aliando-a ao significado esotérico dos símbolos. O símbolo quer dizer o que conduz. É uma forma sábia de transmitir ensinamentos, levando o indivíduo ao esforço de entendê-lo por si mesmo. Por isso, sabemos que quem traz ganha; quem vem apenas buscar, perde. Se trabalharmos, merecemos um salário. (Sendo os maçons obreiros alegóricos da construção do Templo da Verdade, da Ciência e da Razão, o salário é pago por meio de novos conhecimentos que visam o aperfeiçoamento gradual do Maçom, não se tratando, pois, de salário material, mas de sua instrução iniciática). Não é por acaso que os Maçons são chamados de Obreiros.

O trabalho na Maçonaria exige maior dedicação e comprometimento de todos os que assumiram responsabilidades, impondo renúncias que muitas vezes sacrificam o convívio familiar e outras relações sociais. No entanto, é uma grande oportunidade de trabalho, crescimento espiritual e pessoal, pois, à medida que lidamos com as dificuldades que o trabalho maçónico exige, vamos estabelecendo relacionamentos cada vez mais fraternos, desenvolvendo habilidades e atitudes que nos tornam pessoas melhores e mais felizes. Não podemos deixar de levar em consideração que o cumprimento de um dever, cria a possibilidade de níveis mais altos de integração, dos quais somos os maiores beneficiados.

A Loja é simbolizada por uma Colmeia, sendo o Avental Maçónico, do labor, pois lembra que um Maçon deve ter sempre uma vida activa e laboriosa. O Maçon assíduo aos seus trabalhos é digno de receber o Salário Maçónico, como um direito a quem se faz jus. Porém, a máxima franciscana do que é dando que se recebe deve servir de norma para o maçom.

O Candidato deve ser persuadido com razões, argumentos e fatos que a Maçonaria o levará a conquistar a paz interior, para adquirir confiança em si próprio, para beneficiar sua família ante as vibrações de Paz e de Amor. Ele nunca se atreverá a usar nossa Instituição para ludibriar a quem quer que seja ou para tirar proveito pessoal imerecido de qualquer coisa. Deve ser cientificado de que somos uma grande família e que a convivência harmoniosa entre membros da Irmandade tem um papel importante na formação do Maçom.

Prestamos um juramento de modo livre, sem coação, de combatermos a ignorância, os erros, a injustiça e de glorificarmos o amor, a justiça, o direito e a verdade.

Procuremos conhecer a nossa Doutrina. Pratiquemo-la e estaremos servindo a Deus, ao homem, descortinando a Verdade e construindo a Justiça.

Respeitemos as diferenças individuais. Convençamo-nos da impossibilidade da uniformidade, mas busquemos a Unidade. Dos menores serviços comunitários aos grandes movimentos nacionais e mundiais, sempre visando o bem-estar comum, juntos estaremos em perfeito sincronismo, acreditando nos nossos ideais maiores.

Preparados interiormente provaremos que fomos, somos e seremos a força da paz e da harmonia. Na escuridão nasce a esperança de uma nova Luz na luta pelo Conhecimento, pela Solidariedade que devem ser a constante preocupação dos “homens livres e de bons costumes”.

Fonte: JBNews - Informativo nº 303 - 27 de junho de 2011

domingo, 29 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SOLICITAÇÃO DA PALAVRA DE PASSE

Em 24.11.2025 o Respeitável Irmão Dyogener do Valle Mildenberger, Loja Gralha Azul, 2514, REAA, GOB-PR, Oriente de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

PALAVRA DE PASSE

Há algumas semanas, em uma loja que visitei, participei de uma sessão de Grau 3 em que o Mestre de Cerimônias, no átrio, durante o procedimento de entrada dos irmãos, solicitou, cordialmente, a todos os irmãos, um a um (inclusive do Venerável Mestre), a Palavra de Passe de Mestre (o rito era REAA/GOB).

Em outra oportunidade ocorreu o mesmo procedimento, mas em uma sessão de Companheiro, onde foi solicitada a palavra de passe do grau.

Gostaria que o irmão comentasse esta prática. Ela é possível dentro da ritualística do REAA/
GOB?

CONSIDERAÇÕES:

A Palavra de Passe somente é solicitada a Irmãos desconhecidos que pretendem participar dos trabalhos.

Assim, se durante os trabalhos algum Irmão atrasado pedir ingresso, não sendo ele conhecido do quadro, ser-lhe-á também solicitada a Palavra de Passe.

Já, o procedimento relatado na questão acima, não está previsto – nem mesmo consta no ritual.

Se alguém se apresentar para assistir os trabalhos, antes da formação do préstito, ou da entrada após a Ordem do Dia, e for um Irmão desconhecido, ele, ao ser examinado (telhamento) em lugar apropriado, o examinador poderá lhe pedir a Palavra de Passe, no caso, se for do 2º ou do 3º grau.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

INGRESSO FORMAL DA BANDEIRA NACIONAL

Em 24.11.2025 o Respeitável Irmão Valter Severino Gama, Loja Simbólica Canaã, 2.270, GOB-MS, Oriente de Paranaíba, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a seguinte pergunta:

INGRESSO FORMAL DA BANDEIRA

Caríssimo Irmão Juk, tenho dúvidas sobre dois procedimentos que acontecem em minha Loja e ainda não consegui esclarecê-los nas pesquisas que fiz. Pergunto: Se a Bandeira Nacional já se encontrar hasteada no local destinada a Ela no Templo por que retirá-la quando há Sessões Magnas e depois reintroduzi-la? Esta retirada é obrigatória?

Minha outra dúvida é a seguinte: se um irmão é e está regular na Loja e no dia da transmissão da palavra semestral ele faltar a Sessão, o Venerável Mestre pode repassá-la ao Irmão faltoso posteriormente? Se pode qual o procedimento?

CONSIDERAÇÕES:

Conforme previsto no Decreto 1476/2016 que dispõe sobre o cerimonial para a Bandeira Nacional, em todas as sessões maçônicas das Lojas do Grande Oriente do Brasil é obrigatória a presença da Bandeira do Brasil.

À vista disso, conforme o Decreto mencionado e todos os rituais vigentes no GOB, a presença é da Bandeira é obrigatória nos trabalhos da Loja, sendo que nas sessões magnas haverá entrada e retirada formal para ela.

Tal procedimento ocorre porque a Bandeira Nacional é a mais alta autoridade presente na Loja, inclusive ela está acima do Grão-Mestre.

Como nas sessões magnas, segundo o RGF, as autoridades ingressam e se retiram com formalidades, a Bandeira Nacional, como a mais alta autoridade, é a última a entrar e a primeira a sair.

Historicamente, o culto ao Pavilhão Nacional foi instituído nos Templos Maçônicos do GOB em 17 de junho de 1920. Em 2 de abril de 1959 foi sancionado o Decreto 1834 que regulamenta o culto ao Pavilhão Nacional nas solenidades maçônicas.

Vale ressaltar que nas sessões ordinárias não há ingresso e retirada formal para a Bandeira. Nessas sessões, a Bandeira deverá ser hasteada, sem formalidade no Oriente da Loja antes do início dos trabalhos. Após o encerramento a Bandeira poderá ser retirada, sem formalidade.

Nesse sentido, costumeiramente a maioria das Lojas mantém a Bandeira hasteada no Oriente, sem retirá-la depois do encerramento. Diferente disso, nas sessões magnas a Bandeira deve ingressar e sair nos momentos previstos pelo ritual.

Quanto à palavra semestral, no caso do REAA ela somente pode ser transmitida aos Irmãos regulares do quadro em Cadeia de União (como consta no ritual). Logo, no caso de um Irmão faltoso no dia da transmissão, ele a receberá quando estiver presente, porém em Cadeia de União formada. 

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

A CORAGEM

A coragem deriva do vocábulo "coração", significando a disposição anímica para enfrentar o perigo.

O ato de coragem surge diante de um perigo e é um impulso que vem de súbito, sem prévia preparação.

Durante a Iniciação maçônica, são feitas frequentes menções a respeito da coragem que o candidato deve manter para vencer os obstáculos.

Trata-se, sem dúvida, de uma virtude.

Na Maçonaria, a coragem é posta a prova do candidato que enfrenta um perigo invisível. É necessário, por outro lado, revertir-se de coragem para resistir, demonstrando uma coragem consciente.

Para tudo a coragem deve ser exercitada, não apenas para os fatos graves, más até para retirar da mente pensamentos que não convêm.

A coragem é uma reação que parte do coração, como impulso espontâneo, viril e decidido.

O ato que a provoca decorre de princípios os mais salutares, e por esse motivo é que o maçom é considerado virtuoso e corajoso.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 106.

O ESPAÇO DE MANOBRA: A ARTE DE VENCER NO LIMITE

Respeitáveis Irmãos,

Na lida simbólica que travamos em nossas vidas e oficinas, compartilho convosco uma reflexão inspirada nas palavras do Sábio Sêneca:

"Aprende a pensar em meio às dificuldades, tempos difíceis podem ser suavizados, grandes apertos distendidos e fardos pesados tornados mais leves para aqueles que podem aplicar a pressão correta."

Vivemos dias em que os desafios nos testam de forma constante, no lar, no templo, no trabalho, no íntimo de nossa alma. Quantas vezes, cercados pelas sombras da dúvida e pelos limites do possível, sentimos que não há mais saída?

E no entanto… há.

Há sempre mais margem de manobra do que supomos.

Há sempre um centímetro de chão onde firmar os pés.

Um último recurso a ser explorado.

Um símbolo a ser redescoberto.

Recordemos de momentos em nossas vidas profanas em que tudo parecia perdido, mas com uma dose de esforço, alguma inspiração súbita, ou mesmo fé silenciosa em nós mesmos, conseguimos virar o jogo, conquistar a prova, encontrar a Luz onde só víamos trevas.

Essa é a centelha que não deve jamais se apagar no coração de um Maçom.

É justamente nos tempos difíceis que a forja do espírito se aquece.

Não nos moldamos na calmaria, mas no atrito.

É na adversidade que lapidamos a Pedra Bruta com maior precisão.

Não é assim no Rito?

Não é assim nos trabalhos do Templo?

Não é isso que aprendemos ao empunhar o malho e o cinzel simbólicos?

O derrotismo, Irmãos, é uma armadilha para os incautos.

A rendição sem combate é indignidade.

A derrota só se consuma quando o espírito já desistiu, e isso, em nós, não pode acontecer.

Marco Aurélio, Imperador e Filósofo, nos deixou uma lição preciosa:
"Se for humanamente possível, você pode fazê-lo".

E nós, Maçons, somos antes de tudo Homens em Caminho, seres humanos buscando se tornar melhores, mais fortes, mais sábios, não para vencer os outros, mas para vencer a si mesmos.

Que essa reflexão sirva como lembrete:

Quando tudo parecer sem saída, olhe melhor.

Quando todos disserem que é impossível, busque no íntimo a resposta.

E quando o Fardo pesar demais, lembre-se:

Não se trata de fugir da dificuldade, mas de aplicar a pressão correta.

Há sempre uma saída...

Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro

sábado, 28 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CIRCULAÇÃO PELO OCIDENTE DA LOJA

Em 18.11.2025 o Respeitável Irmão José Luiz R. Vaz, Loja Igualdade Santista, 2164, REAA, GOB-SP, Oriente de Santos, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte pergunta:

CIRCULAÇÃO

Gostaria de seu comentário quanto a uma pergunta de um irmão quanto a circulação.

A dúvida é, na Cerimônia de Iniciação, por exemplo, o candidato que está entre colunas é levado até diante da mesa do Ir∴ 1⁰ Vig∴ para a Oração, e finda ele retorna para entre Colunas sem fazer a circulação ritualística, então a dúvida é, se por exemplo, numa Sessão Ordinária o Venerável Mestre, por algum motivo, solicitar ao 2⁰ Diácono que fique entre colunas, este pode levantar e ir direto para entre colunas sem fazer a circulação, e depois retornar ao seu lugar ou terá que faze-la para isso?

CONSIDERAÇÕES:

Levando-se em conta de que só existe circulação dextrogira no Ocidente, ao se passar de uma para outra coluna, no caso da vossa questão, o 2º Diácono irá do seu lugar (Norte) diretamente para entre colunas.

Como ele não irá ultrapassar o eixo em direção ao Sul, pois se colocará sobre a linha do equador do templo, ele não precisa fazer o giro pelo Sul.

De retorno ao seu lugar, ocorre a mesma coisa, o 2º Diácono sairá de entre colunas indo diretamente (sem circular) ao seu lugar.

Afinal, o gol somente é assinalado se a bola ultrapassar totalmente a linha divisória da meta.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MALHETE E PARAMENTOS DO VENERAVEL MESTRE

Em 23/11/2025 o Respeitável Irmão Ricardo Paim Cândido dos Santos, Loja Templários do Piratini, 4395, REAA, GOB-RS, Oriente de Imbé, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

MALHETE E PARAMENTOS

Bom dia, caro e fraterno Ir∴ Pedro Juk. Como sempre, o contato com sua pessoa nos remete a necessidades de instrução e orientação acerca de alguns uso e hábitos que passam despercebidos, mas acredito serem inadequados, até porque contaminam os Aprendizes, Companheiros até mesmo os MM∴ MM∴. Nessa toada, os questionamentos são os seguintes:

Encerrada a sessão e a ritualística, ao tirar aquelas famosas FOTOS antes da saída, o V∴ M∴ pode usar o Chapéu e portar também o Malhete? Isso para fotos após a sessão terminada. Não quando da entrada, aí sim o uso do chapéu é praxe, mas sem malhete.

Ainda, é obrigatório o M∴ M∴ fazer uso da Medalha de M∴ M∴ ou a identificação é especialmente o Avental. Agradeço a especial atenção e tenha um ótimo domingo junto aos seus.

CONSIDERAÇÕES:

No tocante às fotos tiradas após o encerramento dos trabalhos, acredito que não existem óbices, pois a Loja já se encontra fechada. Especialmente no uso do malhete, é comum vermos em galerias de quadros, VVen∴ Mestres pousando para fotos com o malhete sobre o lado esquerdo do peito.

É bom que se diga que o malhete pousado no peito, comumente visto por aí, não é sinal maçônico, já que não se faz sinal com o objeto de trabalho (usar o objeto para fazer o sinal).

O malhete sobre o lado esquerdo do peito é apenas um gesto formal consagrado, e não um sinal propriamente dito.

À vista disso, nada impede que depois de encerrados os trabalhos o Venerável Mestre pouse para foto usando chapéu negro sobre a cabeça e munido do seu malhete.

Quanto à medalha, ela ainda existe e é um adereço de lapela para o M∴ M∴, no entanto, em nenhuma hipótese, a medalha substitui o Avental. Como um adereço, essa condecoração de Mestre não é de uso obrigatório, mas o avental, a faixa e a joia são imprescindíveis, inclusive a cobertura sobre a cabeça nas sessões em Câmara do Meio (Loja de Mestre).

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

GOETHE


JOHANN WOLFGANG VON GOETHE ( Frankfurt am Main, 1749 - Weimar, 1832). Autor e estadista alemão, além de polímata, que fez contribuições significativas à ciência natural. Ele é uma das figuras mais importantes da literatura alemã, do iluminismo alemão e do Romantismo europeu no final do século XVIII e início do XIX. Juntamente com Friedrich Schiller, liderou o movimento literário Sturm und Drang e, mais tarde, o Classicismo de Weimar. (Por Luciano J. A. Urpia)

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

SE NÃO PUDER FALAR COM FRATERNIDADE, MANTENHA O SILÊNCIO

A Maçonaria, enquanto escola de aperfeiçoamento, nos educa para o uso responsável da palavra. Sabemos que a linguagem pode levantar colunas ou derrubar pilares; pode aproximar ou dividir; pode curar ou ferir. Por isso, desde os primeiros ensinamentos, somos conduzidos a uma regra simples e elevada: falar bem de um Irmão, na sua presença e na sua ausência. E, se tal não for possível com justiça, verdade e retidão, a orientação é igualmente clara: calarmo-nos.

1. O Silêncio como virtude e como prova de caráter

No mundo profano, a palavra frequentemente se torna instrumento de vaidade, de disputa e de entretenimento. Multiplicam-se comentários, suspeitas, “meias verdades” e narrativas que se agigantam à medida que circulam. Porém, ao adentrarmos o Templo, não trazemos apenas o corpo: trazemos hábitos, inclinações e modos de agir que precisam ser retificados à luz da Arte.

Se a Maçonaria nos propõe um caminho distinto, é justamente porque a Loja não deve ser extensão das práticas profanas, mas oficina de disciplina moral, onde se aperfeiçoa o homem para que, no mundo exterior, ele seja presença de equilíbrio e de concórdia.

Nesse sentido, o silêncio não é ausência: é governo. É a capacidade de refrear o impulso, de evitar o juízo precipitado, de impedir que a língua se transforme em lâmina. É, portanto, virtude de alta exigência — e, por isso mesmo, profundamente iniciática.

2. A palavra que constrói e a palavra que divide

Se não podemos falar bem de um Irmão, com honra e verdade, não nos cabe “compensar” com insinuações, nem sustentar conversas de bastidores, nem vestir a maledicência com o manto de um suposto “zelo” pela Ordem. Na prática, aquilo que se diz pelas costas raramente é correção fraterna; quase sempre é ruído, ressentimento ou vaidade.

A correção fraterna, quando necessária, possui natureza distinta: é discreta, direta, responsável e útil. Visa ao bem do Irmão e à harmonia da Oficina; não busca plateia, não circula em rodas, não se converte em espetáculo. Já a maledicência é difusa, corrosiva e estéril. Em vez de fortalecer, enfraquece; em vez de edificar, desagrega.

A Maçonaria ensina Caridade — e Caridade não significa ignorar a realidade, mas não ampliar o mal, não criar escândalo onde não há, não converter fragilidades humanas em instrumento de desunião.

3. Coerência moral: a obrigação assumida livremente

Há um aspecto que merece atenção. Na vida social e profissional, muitos se mostram rigorosos no cumprimento de normas: apresentam-se conforme o traje exigido, cumprem horários, obedecem protocolos, zelam pela reputação, temendo as consequências da negligência.

Entretanto, quando se trata da honra maçônica, por vezes surge uma triste inversão: relativiza-se o dever, flexibiliza-se o compromisso, tolera-se a incoerência. Convém recordar, com sobriedade, que somos nós que buscamos a Ordem. Não fomos compelidos. Pedimos admissão de livre vontade. Fomos advertidos, antes da entrada, quanto às obrigações que assumiríamos. Sendo assim, a fidelidade ao compromisso deve ser natural, não ocasional.

Não se exige perfeição — pois a Maçonaria não opera milagres. Mas é razoável esperar diligência, constância e esforço sincero para viver aquilo que se aprende no Templo. E uma das provas mais evidentes desse esforço está no modo como tratamos o nome e a honra do nosso Irmão.

4. O duplo discurso como ruptura do espírito fraternal

Entre os comportamentos mais nocivos à fraternidade, destaca-se o duplo discurso: aquele que se apresenta cordial na presença do Irmão, mas o diminui na ausência; que sustenta gestos de amizade no salão e distribui suspeitas no corredor; que invoca “zelo” enquanto promove divisão.

Esse comportamento fere diretamente a harmonia da Oficina. Porque a Loja se sustenta não apenas por ritual e forma, mas por confiança e retidão. E a confiança não sobrevive quando a palavra perde o compromisso com a verdade e com a caridade.

Por isso, este ensinamento permanece atual e indispensável:

  • Se pudermos falar bem, falemos com justiça e verdade.
  • Se não pudermos falar bem, calemos com dignidade e prudência.

5. Conclusão: que o escândalo fique aos portais do Templo

Meus Irmãos, se desejamos uma Maçonaria forte, precisamos de Oficinas em que a harmonia não seja apenas um termo do ritual, mas uma prática constante: verdade com prudência; fraternidade com responsabilidade; e silêncio quando o silêncio é dever.

Que deixemos o escândalo do lado de fora — aos portais do Templo. Aqui dentro, não há lugar para o fomentador de intrigas, para o mensageiro do “disse-me disse”, para a língua que não edifica.

Ou cultivamos uma língua de boa fama, capaz de reconhecer virtudes e preservar a dignidade do Irmão; ou, na ausência disso, adotamos o silêncio honroso, que protege a harmonia e revela domínio de si.

Que o Grande Arquiteto do Universo nos conceda firmeza para vigiar a palavra, humildade para corrigir nossos impulsos e sabedoria para escolher o silêncio sempre que ele for a expressão mais elevada da honra.

Assim seja.

Nota

Este é uma adaptação do texto Silence, Or A Tongue Of Good Report, publicado originalmente nas The Freemason’s Chronicle, em 17 de março de 1877.

Fonte: The Square Magazine

*A tradução e adaptação do exto original foram realizadas com o auxilio de IA.

Fonte: https://opontodentrodocirculo.wordpress.com

sexta-feira, 27 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

TEMPO DE ESTUDOS - REAA

Em 18.11.2025 o Poderoso Irmão Roberto Jorge Pereira da Silva, Secretário Estadual de Orientação Ritualística do GODF, Oriente de Brasília, Distrito Federal, apresenta a seguinte questão:

TEMPO DE ESTUDOS P/REAA

Mais uma vez recorro à sua orientação. Um Irmão me fez um questionamento sobre o Tempo de Estudos, dizendo:

“Após a apresentação de uma peça arquitetônica, mesmo sendo de um assunto que a princípio não se apresente como assunto passível de debate, pode o Venerável abrir, nas colunas, para que os irmãos se manifestem?”

Em meu entendimento, sendo o Tempo de Estudos de exposição e debate de um assunto maçônico, é sempre aberto ao debate, seja qual for o Tempo de Estudos (peça arquitetônica, palestra, conferência), lembrando que o Ritual permite que o giro da palavra pode ser feito sem formalidades ritualísticas, retornando às formalidades ao ser concluída a apresentação. Também é importante que o Venerável Mestre controle o tempo da palavra para evitar novo Tempo de Estudos de algum outro Irmão.

Entendo também que no Rito Escocês Antigo e Aceito não há suspensão dos trabalhos com um golpe de malhete para que o Tempo de Estudos tenha matéria apresentada na informalidade, a não ser o giro da palavra como mencionado anteriormente. No entanto, é comum (por costume) esta prática. Alguma orientação neste sentido?

CONSIDERAÇÕES:

No caso do REAA entende-se que se o assunto apresentado no Tempo de Estudos merecer debate, o Venerável Mestre criteriosamente pode dispensar o giro da palavra, obviamente, mantendo a ordem e observando o tempo previsto no ritual (30 minutos).

Vale ressaltar que o critério de se suspender o giro da palavra é do Venerável, mas apenas o giro e não a total suspensão de todo o ordenamento da ritualística. Loja em família, por exemplo, não existe no ritual do REAA.

Assim, o que não estiver previsto no ritual simplesmente não se faz, sob a pena de se estar inserindo práticas que dele não fazem parte - o ritual vigente deve ser cumprido como está.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MESTRE INSTALADO NÃO É GRAU

Em 16.11.2025 o Respeitável Irmão Fábio Ivan do Nascimento, Loja 3º Milênio, 2760, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a seguinte questão:

MESTRES INSTALADOS

Em minha Loja corriqueiramente se cobre o Templo para os Mestres Maçons e são tomadas decisões para a Loja, decisões essas que muitas vezes os Mestres Maçons não tomam conhecimento, porém muitas vezes por não serem Mestres Instalados as Dignidades e os Vigilantes (luzes) não participam dessas decisões, reuniões, etc. Se baseando no RGF e/ou Ritual (somos do REAA), o templo poderia ser coberto para tão decisões? Ou o Mestre Maçom por ter a plenitude maçônica deveria participar? Claro excluindo a cerimônia de instalação. Desde

CONSIDERAÇÕES:

No meu entendimento isso é altamente ilegal. Em lugar nenhum está legalmente previsto que reuniões exclusivas com Mestres Instalados tomam decisões em uma Loja. No mínimo o Orador, que é o Guarda da Lei, deveria interceder para que essa afronta à Lei não fosse cometida. Assim também o Venerável Mestre, que não pode ser conivente com absurdos como esse.

As Lojas tomam decisões em sessões previstas, com os membros do seu quadro, e não apenas por Mestres Instalados. É bom lembrar que os debates e votações ocorrem na Ordem do Dia das sessões.

Ora, a categoria honorífica de Mestre Instalado não é grau iniciático, e só se reúne em conselho por Ato do Grande Oriente para instalar um novo Venerável Mestre eleito, ou para proceder a reassunção ao cargo de um Venerável Mestre reeleito.

Embora já exaustivamente explicado, Mestre Instalado é um título especial honorífico dado àquele que foi eleito Venerável Mestre. As suas atribuições estão claramente descritas nos Artigos 42, 43, 44 e 45 do RGF.

A propósito, nesses Artigos não estão previstos conselhos com a finalidade de tomar decisões exclusivas em uma Loja.

Sobre atitudes como a mencionada na questão acima, cabe denúncia ao Ministério Público se o Venerável insistir com esta ilegalidade.

Por fim, é oportuno lembrar que o Regimento Interno de uma Loja não pode se sobrepor ao que exara o Regulamento Geral da Federação.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MORRER PARA RENASCER

Por Jean-Jacques Zambrowski

A iniciação é, em sua essência, um começo. Derivada do latim initium, ela marca o início de um processo, seja secular ou espiritual. Em muitas culturas, como nas tribos africanas, os ritos de passagem simbolizam a transição da infância para a vida adulta, integrando os jovens à sociedade com novos direitos e deveres. No entanto, desde a antiguidade, a iniciação também assume um caráter sagrado, ligado a mistérios religiosos e à conexão com o divino. No Egito Antigo, por exemplo, os ciclos do Nilo inspiravam uma visão de morte e renascimento, refletida em rituais que buscavam a renovação espiritual.

Os Mistérios de Elêusis, na Grécia, exemplificam a profundidade da iniciação espiritual. Realizados em segredo, esses rituais envolviam simbologias de morte e ressurreição, onde o candidato "morria" para o mundo profano e renascia transformado. Essa tradição foi transmitida através dos séculos, influenciando sociedades como os Collegia Fabrorum romanos e, posteriormente, os construtores medievais de catedrais. A Maçonaria operativa herdou esses princípios, revelando conhecimentos sagrados apenas àqueles que se mostravam dignos. Com o tempo, as lojas maçônicas evoluíram para um modelo especulativo, incorporando membros além dos artesãos, mas mantendo o caráter iniciático e progressivo dos graus.

Na Maçonaria contemporânea, a iniciação permanece uma jornada de transformação interior. Cada grau representa uma etapa no caminho do autoconhecimento, onde o maçom reflete sobre suas ações, crenças e lugar no universo. Como afirmou Alain Pozarnik, a iniciação é "um conhecimento progressivo de si mesmo através da autoexperiência". Longe de ser uma prática retrógrada, ela oferece uma base sólida para enfrentar os desafios do mundo moderno, unindo tradição e busca por significado. Assim, o processo iniciático continua a inspirar homens e mulheres em sua busca por luz, verdade e perfeição.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

quinta-feira, 26 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

BATERIA NA PORTA DO TEMPLO

Em 14.11.2025 o Respeitável Irmão Valcir Viana Martins, Loja Gênesis, 3089, REAA, GOB-RS. Oriente de Cachoeirinha, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

ATRASADO BATENDO

Colocando seus conhecimentos aqui em minha Loja. Alguns Irmãos me questionaram de onde vinham estas orientações (Pancadas, na Porta do Templo), Eu relatei que busquei no seu conceituado Blog... Mas o questionamento continuou, pois alegavam que sempre tiveram a informação de que de um M∴ M∴ chegar atrasado e bater no grau de Apr∴, o Cobridor iria retribuir as mesmas pancadas o que daria a entender que não estaríamos trabalhando no grau I, e o retardatário seguiria com as baterias até chegar no grau 3 para saber que a Loja está trabalhando neste grau.

Poderia o Irmão me sustentar de argumentos para estes Irmãos? Pois gostariam eles de obter fundamentos pela minha orientação de apenas se bate no Grau I

CONSIDERAÇÕES:

É mesmo lamentável que Irmãos que aprenderam praticas erradas, não queiram se corrigir para praticar o que é certo. O interessante disso é que essa verdadeira "batucada" na porta do Templo, que ocorre por conta de atrasados, com aumentos de bateria, nunca esteve escrita nos rituais do GOB.

À vista disso, o Ritual de 2024 do REAA/GOB, Aprendiz Maçom, agora contempla, na sua página 210, três parágrafos sobre retardatários e a bateria na porta. Até então, nenhum ritual sequer mencionava procedimentos relativos ao atraso.

Desse modo, consta no Ritual de 2024 que nos atrasos, independente do Grau, a única bateria que é dada na porta é a de Aprendiz (universal), pois cabe ao Cobridor Interno, se não houver Cobridor Externo, verificar por primeiro se o retardatário tem, ou não, grau suficiente para ingressar.

Dessa forma, as orientações constantes da página 210, das Normas e
Comportamentos Ritualísticos do Ritual de Aprendiz, valem para os três Graus do REAA.

Esse equivocado aumento de bateria na porta do Templo é fruto de pura imaginação. Nunca isso esteve escrito em nenhum ritual dos últimos 25 anos no GOB.

Todavia, a forma oficializada de se proceder agora está escrita no Ritual, portanto é só o segui-lo, não obstante seja melhor ainda não chegar atrasado e assim não criar atrapalhos à fluidez dos trabalhos, bem como respeitar aqueles que se apresentaram pontualmente aos trabalhos.

Finalizado, vale lembrar que ritual em vigência é para ser respeitado e seguido, portanto, não há o porquê dessa discussão.

T.F.A.
PEDRO JUK
Secretário Geral de Or. Ritualística/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br