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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 4 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

APLICAÇAO DA RITUALÍSTICA PREVISTA NO RITUAL

Em 20/04/2026 o Respeitável Irmão Fábio Martins, Loja Vale do Pirapetinga, 4284, REAA, GOB MINAS, Oriente de Bom Sucesso, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos;

APLICAÇÃO DA RITUALÍSTICA

Bom dia Eminente Ir Pedro Juk, como vai?

Atendendo sua orientação pelo WhatsApp, encaminho minha dúvida por e-mail.

Gostaria de sua orientação para apresentar em Loja sobre:

1) A importância do cumprimento da Ritualística nas Sessões Maçônicas nos dias de hoje, até que ponto que adaptações e inovações não geram comprometimento da tradição ritualística, qual o cuidado que devemos ter para não agir por "achismos" na execução dos trabalhos em Loja ritualisticamente?

2) Outra questão que queria sua orientação, é sobre o registro de imagens (foto, gravação, etc.) em Loja. Adotamos em nossa Loja, conforme o Juramento que fazemos na Iniciação, de não realizar esses registros com a Loja aberta, e sim após o encerramento dos trabalhos, para o sigilo do que ali é praticado. Semana passada fui alertado por um Ir que no Facebook do GOB há imagens com a Loja aberta, inclusive gostaria que o Ir me informasse se essas imagens correspondem realmente a sessão aberta ou não. Estou abordando o caso se tratando de sessão reservada a Maçons, não em sessão pública. 

Existem variações nessa questão de cada GOB Estadual? O que é permitido e o que é proibido conforme a ritualística?

CONSIDERAÇÕES:

1 - Seria redundante se dizer que o Ritual vigente deve ser aplicado na sua íntegra. Em síntese, a ritualística deve ser aplicada como estiver prevista no ritual vigente, nada mais e nada menos, a não ser que exista alguma orientação, a parte, da Secretaria Geral de Orientação Ritualística, homologada por Ato ou Decreto do Grão-Mestre Geral.

Nesse sentido, o próprio Ritual menciona no item 1.2 - Interpretação deste Ritual - dele parte do seu segundo parágrafo, onde está escrito o seguinte:

"(...) em qualquer Sessão, é proibida (o grifo é meu) a inclusão de cerimônias, palavras, expressões, atos, procedimentos ou permissões que aqui não constem ou estejam, assim como é vedada a exclusão (o grifo é meu) de cerimônias, palavras, expressões, atos, procedimentos ou permissões que aqui constem ou estejam previstos, sendo que a transgressão dessas advertências configura ilícito maçônicos severo, que, como tal, será tratado (o grifo e meu)".

Assim sendo, o ritual é para ser seguido, ipsis litteris, não havendo qualquer tolerância para com práticas que dele não constem, mesmo que acompanhadas de alegadas desculpas que invocam tradições, usos e costumes da Loja – não está no ritual, não se faz.

Apenas o Grão-Mestre Geral, que é o guardião dos rituais do GOB, é quem pode alterar, mediante Ato ou Decreto seu, o ritual - absolutamente ninguém mais, nem mesmo algum Grão-Mestre Estadual.

2 – Eu entendo que em Loja aberta não deve haver registros fotográficos, sobretudo em se invocando o landmark do sigilo. Não compete a mim, como Secretário Geral, fiscalizar ou tecer comentários sobre eventuais descumprimentos dessa regra. Compete sim às autoridades legalmente constituídas coibir procedimentos equivocados. 

Afinal, em todas as sessões do GOB previstas, independente do rito que está sendo praticado, há sempre um representante do Ministério Maçônico presente (Guarda da Lei). Notadamente, o Guarda da Lei deve fazer cumprir a Lei.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ARCANGELO GHISLERI


Arcangelo Ghisleri (Persico Dosimo, Itália, 5 de setembro de 1855 – 19 de agosto de 1938, Bergamo, Itália) foi um geógrafo, escritor, desenhista, filósofo, jornalista, professor e político italiano.

Vivenciando uma linguagem repetitiva nos atlas geográficos, resolveu se empenhar na criação de algo inovador para mapas ilustrativos. Após publicar “Piccolo Manuale di Geografia Storica” (Bérgamo, 1889), empreendeu uma tarefa inédita, a criação de uma narrativa que desse a devida importância à evolução histórica e geográfica da Itália. A gráfica “Fratelli Cattaneo”, de Bérgamo, interessou-se pelo projeto e, graças ao sucesso das iniciativas editoriais de Ghisleri, tornou-se o Istituto Italiano di Arti Grafiche (Instituto Italiano de Artes Gráficas) e consolidou-se no setor cartográfico. Ele também produziu inúmeros mapas do continente africano.

Foi Iniciado na Maçonaria em 21 de dezembro de 1879 na Loggia “La Ragione” em Milão, Itália. ele foi também um dos fundadores em 1906 da “Loggia Pontida”, em Bérgamo.

Fote:COLUNA CULTURAL MAÇÔNICA

MOZART E A MÚSICA FÚNEBRE MAÇÔNICA

A relação entre Mozart e Maçonaria é uma sinfonia de espiritualidade, arte e filosofia que se entrelaça nos últimos anos de sua vida. Iniciado na loja vienense "Zur Wohltätigkeit" em 1784, Wolfgang Amadeus Mozart não foi um membro passivo: participou ativamente nos rituais, compôs música para cerimônias maçônicas e absorveu os ideais de fraternidade, sabedoria e perfeição moral que permeavam o pensamento ilustrado da época. Seu vínculo com a Maçonaria não foi decorativo, mas profundamente vivencial, e se reflete em obras que ainda hoje ressoam com solenidade e mistério.

Uma das peças mais icônicas desta ligação é a Maurerische Trauermusik (Música Fúnebre Maçônica), composta em 1785 para homenagear dois irmãos maçons falecidos. Esta obra, escrita em dó menor, afasta-se do virtuosismo brilhante que caracteriza muitas das suas composições e entra numa atmosfera de recolha, gravidade e contemplação. Acordes lentos, dissonâncias contidas e orquestração austera evocam não só o luto, mas também a ideia de trânsito espiritual, de passagem para a luz. É uma música que não busca entreter, mas elevar a alma.

Além desta obra, o simbolismo maçônico permeia outras composições de Mozart, especialmente a flauta mágica, uma ópera que pode ser lida como uma alegoria inicática. Nela, o protagonista Tamino passa por provas que lembram os graus maçônicos, guiado pela sabedoria de Sarastro, líder de um templo solar. Os temas de luz e escuridão, conhecimento e superstição, liberdade e obediência se entrelaçam em uma narrativa que reflete os valores da Maçonaria especulativa. A música, neste contexto, torna-se um veículo de ensino, um ritual sonoro que acompanha o despertar do espírito.

Mozart compreendia a música como uma linguagem capaz de expressar o inefável, e em suas composições maçônicas essa linguagem se torna ainda mais profunda. Cada nota parece carregada de intenção, cada pausa sugere uma reflexão. Nas suas partituras, o esquadrão e o compasso não estão desenhados, mas sentem-se: na estrutura, na harmonia, na proporção. É como se o templo maçônico fosse construído não com pedra, mas com som.

Esta dimensão da sua obra foi redescoberta por estudiosos e músicos que vêem em Mozart não só o génio clássico, mas o iniciado que quis transmitir, através da sua arte, uma visão do mundo mais justa, mais sábia, mais luminosa. Seu legado maçônico não está em tratados ou discursos, mas na vibração de suas notas, no silêncio que as rodeia, na emoção que despertam. É um legado que continua vivo, como um ritual que nunca acaba.

Fonte: Facebook_Maestros Masones

sexta-feira, 3 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

Uploaded Image

REASSUNÇÃO DE VENERÁVEL MESTRE

Em 27/06/2026 o Respeitável Irmão Maurício Américo Alves, Loja Monumento do Ipiranga, 3771, REAA, GOB -SP, Oriente de São Paulo, Capital, formula a seguinte pergunta.

REASSUNÇÃO

Preciso de um esclarecimento. No meu entendimento, assim como na Instalação, também na Reassunção o M∴ de CCer∴ tem que ser um Mestre Instalado, até porque, o Ritual a ser usado com as falas do M∴ de CCer∴ e i seu trabalho no auxílio ao Presidenta da Comissão Instaladora, está dentro do Ritual de Mestre Instalado.

Acontece que, algumas Lojas estão colocando na sessão de Reassunção um Irmão Mestre (não instalado) para ocupar o trabalho de cerimônias, alegando que trabalham no máximo em
Grau de Mestre.

Desta forma, preciso que o Irmão esclareça se está correto, porque, se a moda pegar, já viu...

Obs. – caso eu esteja errado, peço desculpas, mas não consigo compreender tal situação.

CONSIDERAÇÕES:


Como na Reassunção de Venerável Mestre não há abertura do Conselho de Mestre Instalados, de fato basta que apenas os três membros da Comissão de Reassunção, designados pelo Grande Oriente, sejam Mestres Instalados.

Diferente da Instalação, onde há abertura do Conselho de Mestres Instalados, na Reassunção, onde o eleito já é um Mestre Instalado, o Orador, o Secretário, o M∴de CCer∴ e o Cobridor Interno não precisam deter o título honorífico de Mestre Instalado, bastando para tal que sejam Mestres Maçons.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A MAÇONARIA NÃO DEVERIA EXISTIR


Dia desses fui acompanhar a sindicância de um menino de 14 anos, pretendente a ser iniciado na Ordem DeMolay no Capítulo do qual faço parte. Estávamos em um grupo de 4 pessoas para esta sindicância. Além de mim, iam meu filho e mais dois DeMolays.

Chegamos na casa do menino e a sindicância começou como começam todas as sindicâncias, os DeMolays explicando ao candidato o que é a Ordem, como ela se iniciou, seus preceitos, as virtudes que são cultuadas, etc, etc...

Na minha posição de Tio eu só escutava as explicações, acompanhava as perguntas curiosas e as respostas bem fundamentadas.

Porém, eu percebia que o candidato ficava incomodado com as respostas e acabava questionando com mais ênfase determinados pontos até que ele perguntou: “- Ok, vocês me explicaram que a Ordem DeMolay prega o respeito a Pai e Mãe, quer que sejamos cidadãos patriotas, tolera e respeita todas as religiões e etc, mas eu não preciso ser DeMolay para fazer isso, pois isso é que meus pais têm me ensinado desde pequeno. Então, por que eu precisaria ser iniciado na Ordem para continuar fazendo o que eu já faço?”

Se não fosse a seriedade do momento teria sido engraçado, pois tanto meu filho quanto os outros dois DeMolays ficaram com aquela cara de “putz, é verdade, eu não tinha pensado nisso. E agora, o que eu respondo?”. Aí todo mundo olhou para mim, esperando uma ajuda na resposta e eu fui obrigado a dizer algo.

Mas eu acho que eles não esperavam a resposta que eu dei. Disse assim: “- Sabe, eu já me fiz essa pergunta algumas vezes e só pude concluir uma coisa: A Maçonaria não deveria existir, assim como a Ordem DeMolay também não deveria existir”. Nossa!!! a cara de pânico dos meninos era hilária. No mínimo eles pensaram “Este cara ficou doido. A gente vem tentar trazer mais um membro para nossa Ordem e ele diz que ela deveria acabar? Ele deve ter ficado maluco”. Aí eu tive de continuar a explicar minha “teoria”:

“- Na verdade as pessoas não deveriam precisar ser lembradas a todo momento que elas devem ter respeito pelo seu país, sua família ou ao próximo. Aliás deveria ser a coisa mais normal do mundo nós nos reunirmos para arrecadar fundos para ajudar um orfanato. Aliás, mas aliás mesmo, se o mundo fosse diferente, nem deveriam existir orfanatos, pois não deveriam existir crianças abandonadas pelos pais.

Nós deveríamos sair à rua e não deveria ser normal querermos brigar com o motorista de outro carro por causa de uma vaga para estacionar. Ninguém deveria desconfiar da honestidade de outra pessoa, porque a desonestidade não deveria existir.

Eu não deveria colocar portões na minha casa e me fechar dentro de uma gaiola para evitar ser assaltado, porque a violência não deveria existir. Ninguém deveria temer sair de casa com a camisa do seu time de futebol preferido, com medo de ser espancado até a morte por uma meia dúzia de imbecis que usam uma camisa de outro time.

Mas, infelizmente, este mundo que acabei de comentar não existe e somos expostos diariamente a tantas influências negativas que temos de procurar uma forma de nos unirmos a pessoas que ainda cultuam algum tipo de preceitos e valores morais e que pensem como nós.

E para isso que existe a Maçonaria e a Ordem DeMolay, por exemplo. Lá somos lembrados a continuar usando tudo de bom que aprendemos com nossos pais e nos são “relembrados” alguns outros valores que acabamos esquecendo com a correria da vida. No dia que o ser humano aprender a respeitar ao próximo eu proponho o fim da Maçonaria e de todas as Ordens semelhantes. Enquanto isso seria um prazer ter você conosco.” Hoje este candidato não é mais candidato, pois foi iniciado DeMolay logo depois.

Mas o que mais me deixou feliz foi escutar esta minha teoria repetida por um dos meninos que estavam participando daquela sindicância para outro candidato à Ordem DeMolay, dias depois. Ou seja, até que esta teoria não é tão maluca assim, pois mais alguém concorda com ela.

Esta história foi narrada por um Irmão Maçom desconhecido, mas ela deve ser muita divulgada entre nós...

Fonte: https://focoartereal.blogspot.com

quinta-feira, 2 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

RITUAIS DE FILIAÇÃO, REGULARIZAÇAO, E ADMISSÃO DE MEMBRO HONORÁRIO

Em 19.04.2026 o Respeitável Irmão João Gabriel de Alencastro Martins, Loja Bárbara de Alencar, 4794, REAA, GOB-CE, Oriente de Fortaleza, Estado do Ceará, formula a seguinte pergunta:

RITUAL/FILIAÇÃO/REGULARIZAÇÃO/MEMBRO HONORÁRIO.

Tenho dúvida com relação ao cerimonial de Filiação/Regularização/Membro honorário, pois nas pg. 88 e 89; 92 e 93; 96 e 97 do ritual de aprendiz ed. 2024 pede para os irmãos ficarem a ordem por duas vezes seguidas sem que antes eles se sentem, apenas que a guarda de honra retorne ao lugar.

Observando o ritual de 2009 (que já está revogado) vejo que tal coisa não acontece. Minha dúvida é: como proceder com tais cerimoniais? Seria um erro de edição que futuramente será corrigido? Existe algo no SOR que trate sobre?

CONSIDERAÇÕES:


De fato, ocorreu mesmo foi um erro de digitação. Assim, no Ritual de Aprendiz do REAA, 2024/GOB, elimine-se a frase "em pé e à Ordem" das páginas 88, 92 e 96, permanecendo apenas as das páginas 89, 93 e 97.

No que diz respeito ao SOR – Sistema de Orientação Ritualística/GOB, ele não existe mais para o REAA, mormente porque o mesmo era para o ritual do REAA de 2009, o qual já se encontra revogado, valendo apenas o ritual de 2024.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONARIA NO CHILE


Baile organizado pelas Lojas Maçônicas anglo-saxônicas de Valparaíso, Chile (c.1900)
Por Luciano J. A. Urpia | Criador da Página

PROFANO OU NEÓFITO?

Ir∴ José Aparecido dos Santos
ARLS Frederico Chalbaud Biscaia – Rito Francês – Oriente de Maringá ARLS Justiça – Rito REAA – Oriente de Maringá

Em uma breve análise sobre a vida profana e a iniciação na maçonaria, cheguei a uma conclusão;

Inicio da Vida Profana: Iniciamos com uma corrida (viagem) de milhões e um somente tem a Graça de Deus de ter um local único, escuro, sem nenhum visão da vida futura e dentro do ventre materno por nove meses e tendo toda afeição e alegria daqueles que querem a sua presença entre eles.

Quando ganhamos a luz, não enxergamos e sim só vemos luz por alguns dias, sem poder decifrar o que virá no futuro, não falamos e sim tentamos balbuciar algumas palavras e sem definições, não caminhamos por vários meses e sim somos levados e carregado por aqueles que devotam amor por nós e a confiança é total naquele que nos carrega por todos os lados.

Não conhecemos e nem temos conhecimento deste ser Supremo (Deus), somos um pequeno pagão por um determinado tempo, até recebermos a luz divina de nosso Pai Maior, do nosso batizado e nos é colocado pela ação divina, ótimos mestres em nossos ensinamentos de vida profana, sendo os nossos pais, avós, que só tendem a nos dar o ensinamento de vida, nos levando a verdade absoluta, nos apresentando ao Ser Supremo (Deus), nos dando o que é bondade, benevolência, atitudes de moral humana, educação e etc.

Iniciamos a vida profana com valorosos mestres e com verdadeiros ensinamentos de vida correta, integra, tendo o crescimento pessoal, moral, intelectual e sempre pelos mestres da vida que nos conduzem para a plenitude do mundo, estes nunca nos deixam, são eternos mestres para com nós.

Inicio da Vida Maçônica: Somos escolhidos no meio de milhões de profanos, e ao sermos iniciados, ficamos de olhos vendados, sem poder ver nada por algumas horas, voltamos ao nosso interior mental, como também voltamos ao interior da terra, representando o ventre materno, depois de algumas horas, com diversas viagens que fazemos pelo interior do Templo e sempre com um mestre que nos dá todo apoio e acreditamos na segurança deste que nos leva.

Depois de muitas idas e vindas (viagens), recebemos a luz, por alguns minutos, temos a visão conturbada e sem reconhecer as pessoas que nos aguardam com alegria, amor, dedicação e nos vendo como um novo irmão que vai iniciar os seus passos e engatinhando na vida maçônica.

Da mesma forma que somos levados pelos nossos pais, avós, na vida profana, também temos excelentes mestres que tendem a nos levar para o aprendizado da maçonaria, aprendendo os passos da vida ereta e doutrinada na verdade, humildade, ser um homem integro em todos os momentos e locais.

No grau de Aprendiz, temos os nossos passos idênticos de uma criança, e nos é ensinado como fazer, como se portar dentro de um Templo e nos sendo ensinado, como devemos nos portar dentro do Templo e como devemos estar paramentados, em seguida partimos para o grau de Companheiro, já podendo mudar os passos, mas tendo que ter os mestres sempre nos apoiando e aprimorando o lado do ser humano e maçom, para que este no futuro próximo, possa dar o ensinamento ao grau de Aprendiz.

Quando temos o grau de Mestre, este sendo o ápice do Grau Simbólico, já tendo o discernimento do que deve fazer na vida maçônica e profana, para não dar maus exemplos aos que estão iniciando na Maçonaria, este pode e tem o domínio de ir para o Oriente e retornar para o Ocidente, já tem o seu lado espiritual e mental eficaz e tendo que ensinar o Aprendiz e Companheiro.

Em todo momento de vida maçônica, temos que ter em mente, que somos homens livres, de bons costumes, podendo errar, não dando continuidade nos mesmos erros, sem sermos soberbos, temos que ter a humildade, integridade, postura pessoal, crença e devoção em Deus não somente para sociedade maçônica, mas continuar na sociedade profana, que nos vê, como homens com diferencial.

E nós é colocado que somos todos iguais, nenhum irmão é melhor que o outro, mesmo que este tenha um grau elevado de cultura e financeira, somos todos iguais não somente dentro dos Templos, mas no dia à dia de nossa vida maçônica e profana, desta forma, não devemos ser soberbos.

Desde aprendiz, companheiro, mestre e do grau 4 ao 33, todos nós estamos em franco estudo maçônico e um tem que dar um pouco de si para ensinar o outro irmão, o que é ser maçom, qual o grau do significado da vida maçônica, sendo através dos estudos, vivência entre todos nós e praticando o nosso ensinamento: “LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE”, devemos sim, retornar a Câmara de Reflexões, para um exame de consciência e alertar-se de que, na realidade, e Maçom.

O diferencial do Homem Maçom, que tem que ter em mente, que todos nós somos iguais e temos que fazer para o outro o que desejamos para nós e nossos familiares, não somos somente irmão de maçonaria, mas temos que ser “AMIGOS e IRMÃOS”!! Ou “IRMÃOS e AMIGOS”?? Se não nos sentirmos como verdadeiros “AMIGOS E IRMÃOS”, qual o motivo de desejarmos em nos tornarmos “MAÇOM”!!??

Fonte: JBNews - Informativo nº 312 - 06 de Julho de 2011

quarta-feira, 1 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

FAÇA-SE A LUZ!

Em 19.04.2026 o Respeitável Irmão Marcos Amorim, Loja Miosótis, 4838, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a dúvida seguinte:

FAÇA-SE A LUZ!

Venho mais uma vez solicitar auxílio ao Irmão, desta vez sobre as falas nas páginas 159 e 160 do Ritual de Aprendiz, nas quais temos a fala do Venerável e dos Vigilantes no momento do “Faça-se a Luz”.

A Dúvida é: quem fala as duas últimas frases? A primeira frase, "FAÇA-SE A LUZ!" parece ser dita pelo V∴ M∴, mas as frases seguintes devem ser ditas pelo 1º Vig∴ e 2º VVig∴, respectivamente? Mais uma vez, agradeço antecipadamente pela ajuda e cordialidade.

RESPOSTA:

Todas as falas relativas a essa passagem ritualística são proferidas apenas pelo Venerável Mestre. 

Conforme está previsto no Ritual, no sublime momento do “Faça-se a Luz”, a cada exclamação pronunciada pelo Venerável Mestre, seguida de um golpe de malhete, os Irmãos 1º e 2º Vigilantes seguem-no também percutindo igualmente os seus malhetes.

As três exclamações são ditas pelo Venerável Mestre, enquanto que os golpes sequenciais a cada exclamação são dados pelo Venerável e os respectivos Vigilantes.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 18

A BALANÇA

1º - Balança corresponde a libra em latim; signo do zodíaco, é formado por oito estrelas. O símbolo da libra é uma balança com dois pratos, mantendo o fiel no centro.
2º - Originou-se pela igualdade do equinócio de outono, quando os dias e as noites apresentam a mesma duração.
3º - Maçonicamente, o zodíaco nada tem a ver com a astrologia; apenas são símbolos hauridos das constelações existentes no cosmo.
4º - Os nascido sob esse signo destacam-se na sociedade pelo bom senso de suas atitudes e pela tranqüilidade no desempenho de seu trabalho.
5º - Todo o maçom deve espelhar-se nesse símbolo que lhe propicia equilíbrio, igualdade, temperança e justiça.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

LANDMARKS DEVEM SER IMUTÁVEIS?

Irmão Marcelo Artilheiro

Qual o papel do maçom frente os princípios, costumes, tradições e normas manifestamente injustas, anacrônicas, desproporcionais e ou lesivas aos direitos humanos e aos próprios ideais da Ordem?

Os Landmarks existem como criação necessária aos limites da liberdade e a segurança, itens estes indispensáveis na Ordem Maçônica, assim as dificuldades que se opõem à sua ruptura se explicam pela mesmíssima razão.

Porém, não se pode questionar que numa Instituição e numa Sociedade de homens livres e progressistas a Justiça tem de estar acima da segurança, da imutabilidade e dos limites temporais, isto porque sem Justiça não pode existir Maçonaria.

Para aqueles que defendem a inspiração dos Landmarks na nomenclatura do Velho Testamento, como amplamente defendido, tais fundamentos encontram-se em: Provérbios, 22 e 23/ 28 e 10: “Não removas os antigos limites que teus pais fizeram” e “não removas os antigos limites nem entre nos campos dos órfãos”. Deuteronômios, 19,14: “não tomarás nem mudarás os limites do teu próximo que os antigos estabeleceram na tua propriedade”. Contudo, impõe-se a reflexão que estando Jesus caminhando com seus discípulos num sábado, e estando eles com fome, começaram a colher espigas. Os fariseus lhe perguntaram: "Olha, por que fazem eles no sábado o que não é lícito?" (era proibido trabalhar no sábado), Jesus após justificar o ato, acrescentou: "O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; assim o Filho do Homem é senhor até do sábado." (Marcos 2:23-28). Em outras palavras, os Landmarks foram feitos para a Maçonaria e Homens, e não os homens e a Maçonaria para os Landmarks.

A realidade maçônica e social são dinâmicas. Mudam-se os valores e alteram-se os conceitos de liberdade, de homem, de igualdade, de justiça e etc. Assim é possível vislumbrar que alguns Landmarks da forma com tradicionalmente interpretados não mais refletem a noção de justiça, igualdade, fraternidade e liberdade.

Não existem limites e verdades eternas como razões ou conceitos desvinculados de um tempo, de um contexto social, econômico, político e científico. Os limites e as verdades são dinâmicos, são frutos de um processo dinâmico, influenciados constantemente pela ciência, cultura e valores, assim não se pode separar a instituição, a filosofia e pensamentos de seu contexto histórico, político, científico, religioso, econômico e etc.

A rigor, não se trata de relativizar ou abandonar todos os Landmarks, mas de rever os limites de alguns Landmarks, realizar uma nova leitura, a análise sob um nova dimensão, para deles excluir as interpretações incompatíveis e anacrônicas com a ciência, modernidade, justiça, verdade e dignidade da pessoa humana.

Não podem existir limites ilimitados e verdades inverídicas ainda que sob o pretexto de se prestigiar os antigos costumes, obrigações, usos e tradições.

Faz-se necessário considerar que a subjetividade da ideia da imutabilidade dos Landmarks se contrapõe a própria Maçonaria, ao espírito inconformista da própria Ordem e dos Irmãos, que não se satisfizeram no passado e não se satisfazem hoje com o aquilo que entendem como irrazoável, injusto, anacrônico e ilegítimo.

Os pilares da Maçonaria não são os Landmarks, mas sim a Dignidade do homem em sua mais ampla dimensão. Portanto, a liberdade e justiça devem ser os valores supremos de uma Instituição que se diz fraterna, progressista, igualitária, libertária, científica, pacifista e que busca a verdade e não a manutenção da "verdade".

Os Landmarks não devem tutelar a teratologia de uma tradição, costume ou uso gravemente injusto, irracional e incompatível com a moderna sociedade. Penso que não foi esta a intenção de seus autores (aqui, deve-se se questionar: quem os legitimou para construir tais verdades absolutas?) e criarem um mecanismo de blindagem para o pensamento humano e consequentemente restringir direitos, dentre eles, notadamente, o direito de pensar.

Entender que os Landmarks devem imperar de forma absoluta em razão dos antigos costumes, usos, obrigações e tradições é criar um dogma, dispondo-os acima do bem, do mal, da justiça, da injustiça, da dignidade do homem e da própria Maçonaria, o que se mostra ilógico.

A realidade maçônica aponta que a relativização dos Landmarks ainda que por vias atípicas já está presente na vida dos homens livres e de bons costumes, ainda que com outro nome, de modo expresso ou implícito e sob a chancela informal da própria Ordem.

A vida em uma sociedade democrática, justa, fraternal e científica e numa Instituição Maçônica requer o equilíbrio entre direitos e liberdades. Portanto, balancear a estabilidade/imutabilidade e a realidade, não se trata de mera ponderação de valores, princípios ou costumes, mas sim a fixação do alcance da verdade, da justiça e da instrumentalidade dos Landmark em busca da Justiça e dos elevados propósitos da Ordem, propósitos este superiores aos próprios Landmarks.

Cabe neste momento lembrar Heráclito: “Nada é permanente, exceto a mudança”.

Fonte: https://artilheiro7.wixsite.com

terça-feira, 30 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

A G.'. DE M.'. M.'.

Em 18.04.2026 o Respeitável Irmão Marquinho Pinheiro, Loja Moacyr Alves de Santana, 4002, REAA, GOB MINAS, Oriente de Divinópolis, Estado de Minas Gerais, pede esclarecimento.

G∴ DE M∴

Gostaria que você pudesse me dar instruções sobre a G∴ de Mestre quando feita no levantamento do Irmão na sessão de Exaltação e também quando a G∴é feita no toque de M∴, quando é realizado os 5 PP∴ de PP∴.

A dúvida é se a G∴ é feita na m∴ ou no p∴?

CONSIDERAÇÕES:

Em que pese, pelo caráter sigiloso do tema, e dos puristas de plantão, vou tentar explicar superficialmente essa questão, esperando que os meus comentários sejam suficientes para esclarecer a dúvida.

 A G∴ de M∴ é feita sempre no pul∴ de cada uma das mm∴ dd∴ dadas entre dois MM∴ MM∴, tanto no Toq∴ pelos C∴ PP∴ PP∴, bem como durante o instante em que o cand∴ é erguido da s∴ na cena do M∴ revivido. Os ppul∴ pertinentes ao ato são sempre os correspondentes às mm∴ dd∴ dos protagonistas.

Vale ressaltar que no 3º Grau só existe uma única forma de se fazer a G∴, a qual é classificada como quinto dos C∴ PP∴ PP∴, sendo conhecida como a G∴ da Frat∴. O ritual vigente de M∴ M∴ de 2024/REAA traz várias explicações no curso do seu texto. A título de ilustração, segue um anexo no e-mail com a foto da G∴sendo feita entre dois MM∴ MM∴.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O QUE É UMA GOTEIRA DENTRO DA MAÇONARIA?

Dentro da Maçonaria, existe um termo pouco mencionado, mas muito conhecido pelos irmãos mais experientes: a goteira.

A goteira é aquele indivíduo que tenta se infiltrar na Ordem sem ser iniciado, que busca vantagens, informações ou reconhecimento sem ter passado pelos rituais, compromissos e responsabilidades que cada maçom carrega.

É o sujeito que circula entre irmãos, tenta se aproximar de lojas, se comporta como maçom e, muitas vezes, até usa símbolos que não tem o direito de portar.

Em outras palavras: Uma goteira é alguém que tenta obter os privilégios da Maçonaria sem carregar o trabalho, o estudo, a honra e o caráter necessários para pertencer a ela.

Por isso, a presença de uma goteira é vista como um risco para a Ordem:

- viola a confiança distorce princípios alimenta falsos discursos
- fragiliza a ética
- mancha a imagem da Instituição

A Maçonaria é construída sobre verdade, honra e retidão. Não existe espaço para máscara, para aparência ou para falsidade.

Fonte: Facebook_Design Maçônico

segunda-feira, 29 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

MARCHA DO 2º GRAU - OLHANDO PARA A ESTRELA

Em 17/04/2026 o Respeitável Irmão Rodrigo Cesar Abu Bakr, Loja 21 de Março, REAA, GOB-SP, Oriente de Várzea Paulista, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

MARCHA DO 2º GRAU

A dúvida é simples, após o terceiro p∴, a partir da posição de Apr∴, ao mudar o sinal para o sinal de Comp∴, ele executa o p∴ lat∴. O Ir∴ deve ou não olhar para a Estrela Flamej∴, e depois avançar o p∴ esq∴ olhando de volta para o Oriente? É do REEA essa prática? Agradeço sua atenção mais uma vez e desejo saúde e paz!

CONSIDERAÇÕES:

Em momento algum no ritual do 2º Grau do REAA/GOB, em vigência, está escrito que durante a execução da Marcha o Comp∴ Maçom é preciso manter o olhar dirigido para a Estrela Flamejante (esse é o nome certo da Estrela).

Assim, por isso não constar no ritual, simplesmente não deve ser feito. Durante a execução dos os ppas∴ de Comp∴ o protagonista se mantém olhando naturalmente para a frente.

O ato de visualizar a Estrela Flamejante em um determinado momento é uma passagem ritualística que ocorre durante cerimônia de Elevação, mas isso nada tem a ver com a Marcha do 2º Grau. É preciso antes seguir o ritual, sem inventar práticas inexistentes.

Para finalizar, convém observar que a Marcha do 2º Grau é sempre formada, primeiro pelos pp∴ de AApr∴, dados imediatamente antes dos de Comp∴. A totalidade desses pp∴ corresponde à idade que o Comp∴ Maçom precisa ter para poder v∴ a E∴ F∴.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br