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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 9 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SUBSTITUTO LEGAL NO ESCRUTÍNIO SECRETO

Em 23/04/2026 o Respeitável Irmão Rondineli A. Ferreira de Araújo, Loja Acácia Formosa de Santa Cruz, 4483, REAA, GOB-ES, Oriente de Serra, Estado do Espírito Santo, apresenta a seguinte questão:

SUBSTITUTO LEGAL

Por gentileza, na ausência do Venerável Mestre, o 1° Vigilante pode proceder com o Escrutínio Secreto? Haja visto não ser sessão Magna e não ter uso daespada.

CONSIDERAÇÕES P/REAA/GOB:

 

Consta no Ritual de Aprendiz do REAA vigente, pág. 213, que o 1º Vigilante, nas sessões ordinárias, é o substituto do Venerável Mestre. Também consta no RGF, Art. 120, I – "substituir o Venerável Mestre de acordo com o Estatuto ou o Ritual (o grifo é meu)".

À vista disso, é perfeitamente exequível que no REAA o 1º Vigilante, atuando como substituto legal do Venerável Mestre, presida os trabalhos durante a realização de um Escrutínio Secreto.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

POLICIAIS BRITÂNICOS E A FILIAÇÃO MAÇÔNICA

A Justiça britânica validou, nesta terça-feira (17.02.26), a decisão da Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard) de obrigar seus agentes a declararem publicamente se são ou foram membros de organizações maçônicas. O juiz Chamberlain, do Tribunal Superior, rejeitou o recurso apresentado por entidades representativas dos maçons e por dois policiais que buscavam anular a medida, considerando a ação judicial como "não razoavelmente defensável". A nova política, implementada em dezembro, exige que policiais e funcionários divulguem qualquer filiação a grupos hierárquicos confidenciais que imponham apoio mútuo entre seus membros, visando eliminar riscos de parcialidade real ou percebida no desempenho das funções policiais.

Em sua decisão de 17 páginas, o magistrado enfatizou que a exigência não é discriminatória nem estigmatizante, e que seu objetivo duplo, assegurar o desempenho adequado das funções e manter a confiança pública na corporação, é legítimo e proporcional. O juiz destacou que deixar a decisão de revelar a filiação a critério individual de cada agente não alcançaria o propósito de fortalecer a credibilidade institucional. A Scotland Yard comemorou o veredito, com o Comandante Simon Messinger afirmando que a política foi criada em resposta a preocupações da sociedade sobre possíveis conflitos de lealdade, garantindo que vítimas e denunciantes sintam-se seguros de que as investigações não serão comprometidas.

Adrian Marsh, representante da GLUI, manteve a posição de que a medida é discriminatória e não contribuirá para a segurança de Londres. Durante o julgamento, a advogada Claire Darwin KC, representante dos maçons, argumentou que a decisão equivalia a criar uma "lista negra" baseada em "teorias da conspiração antigas e estereótipos preconceituosos". Em contrapartida, a defesa da Polícia Metropolitana rebateu as acusações, classificando a alegação de lista negra como "manifestamente falsa" e reiterando que os funcionários permanecem livres para ser maçons. Cerca de 400 agentes já declararam sua filiação desde a implementação da nova regra.

Fonte:  Facebook_The Guardian

PROPÓSITOS DA PRIMEIRA GRANDE LOJA DE LONDRES

Ir∴ Ailton Branco - ex-V.M GLMERGS – Semear Colégio de Estudos do Rito Schröder - Oficina de Restauração do REAA - 19/04/2011
AÇÃO MAÇÔNICA INTERNACIONAL - AMI

Por que surgiu a primeira Grande Loja de Londres? Quais os interesses não revelados que detonaram iniciativa tão marcante? Nos anos que antecederam esse "landmark" na história da maçonaria mundial, a confraria na Inglaterra mostrava duas realidades distintas: os maçons católicos, que faziam suas reuniões em locais cedidos pela Igreja e os maçons não católicos que se reuniam em locais públicos, como tavernas e hospedarias. As Lojas que reuniam maçons cristãos obedeciam à ritualística simples organizada para as recepções aos candidatos e para as trocas de grau. Eram lideradas pela pujante Loja de York. As lojas constituídas por maçons judeus, muçulmanos e budistas e que se reuniam em tavernas, eram informais. As reuniões, em ágapes, se destinavam às trocas de idéias variadas e às relações sociais.

A concorrência entre os dois segmentos da maçonaria britânica era acirrada, até com episódios de violência contra o patrimônio. Historiadores não comprometidos com a versão oficial revelam a campanha sistemática de maçons filiados à Grande Loja de Londres contra documentos de qualquer espécie que informassem algo sobre a existência das Lojas católicas mais antigas.

A Grã-Bretanha, desde o Ato de Supremacia proclamado por Henrique VIII, em 1534, para romper com Roma e estabelecer a Reforma religiosa, viu-se dividida entre catolicismo e protestantismo. Esse último ainda contribuiu com o puritanismo; movimento de confissão calvinista que rejeitava tanto a Igreja Romana como a Igreja Anglicana. Em 1649, a Revolução Puritana, sob a liderança de Oliver Cromwell, saiu-se vencedora contra a Monarquia. Protagonizou a prisão e decapitação do Rei Carlos I e proclamou a República na Grã-Bretanha. Com a morte de Cromwell, abriu-se um período de crise, que conduziu à restauração dos Stuart, em 1660. Quando Jaime II pretendeu restabelecer o catolicismo, desprezando os interesses da maioria protestante, eclodiu a Revolução Gloriosa, em 1688. O Stuart foi facilmente vencido, refugiando-se na França de Luís XIV. A partir de 1714, reinaram os Hannover, alemães, protestantes, pouco interessados na gestão do país e que, por isso, favoreceram e reforçaram a importância dos "Whigs", adeptos de uma Monarquia limitada pelo Parlamento.

Os intelectuais e cientistas da Royal Society, dentre eles vários maçons, eram contra a influência da Igreja porque essa pregava a idéia do criacionismo para explicar o surgimento do mundo. A Igreja apoiava sua posição nas teses dos filósofos antigos, nas Sagradas Escrituras e na autoridade de fé e de santidade dos padres.

Os integrantes da Royal Society adotaram o lema: Nullius in Verba, para mostrar que acreditam na verdade dos fatos, obtida através da experiência científica e não ditada pela palavra de alguma autoridade. Combatiam também a Escolástica, que era uma linha dentro da filosofia medieval com elementos notadamente cristãos. A Escolástica surgiu da necessidade de responder às exigências de fé, ensinada pela Igreja, acrescentando ao universo do pensamento grego os temas: Providência e Revelação Divina e Criação a partir do nada.

O ambiente político estava favorável para os maçons não cristãos prestigiarem sua atividade, substituindo as finalidades mundanas das suas reuniões nas tavernas por encontros com formalidades específicas para uma sociedade que pretendia parecer cultural e filantrópica.

A esse respeito escreve John J. Robinson, em "Nascidos do Sangue - Os Segredos Perdidos da Maçonaria": "Enquanto a Maçonaria continental estava ocupada em tecer mais e mais padrões complexos de rituais, a Maçonaria britânica original de três graus enfrentava seus próprios problemas. Como todo o conhecimento de qualquer propósito anterior desaparecera, a Maçonaria emergiu como uma sociedade glutona e beberrona, com, talvez, uma sombria ênfase exagerada na última. Todos os Maçons ingleses provavelmente lamentavam que seu Irmão moralista, William Hogarth, houvesse imortalizado o estado da Maçonaria londrina do século XVIII em sua pintura intitulada A Noite, que retrata um Mestre Maçom bêbado como um gambá sendo carregado para casa pelo Guarda da Loja, ambos com as insígnias maçônicas."

Era preciso encontrar uma solução para esse comportamento. Os maçons ligados à Royal Society, liderados por John Theophilus Desaguliers, filósofo, assistente e divulgador de Isaac Newton, idealizaram fundar uma associação de Lojas para planejar e organizar melhor o desempenho da maçonaria não atrelada aos eventos da Igreja. Reuniram quatro Lojas de tavernas e criaram a Grande Loja de Londres, em 1717.

A história da fundação da primeira Grande Loja no mundo mostra uma dupla motivação para o evento: combater as Lojas que conservaram a influência dos temas católicos na sua ritualística e ajudar a expandir o sionismo entre as elites. A emigração de judeus sefarditas (de origem espanhola e portuguesa) e asquenazes (de origem alemã e polonesa), sobretudo oriundos da Holanda e da Alemanha para a Grã-Bretanha, ganhou intensidade na segunda metade do século XVII. A Grã-Bretanha proporcionou à sua minoria judia condições próximas do ideal para cultivar seus rituais religiosos. A regularização social dos judeus teve lugar em geral sem obstáculos, ao longo de um período prolongado. Oliver Cromwell deu permissão para o culto público a um pequeno grupo de sefarditas, em 1656, e a licença manteve-se após a restauração da monarquia em 1660.

A geografia e a história colocaram a Grã-Bretanha de certo modo fora da Europa continental e a experiência judaica ali, por sua vez, foi algo especial. Os judeus foram admitidos tardiamente, mas, quando o foram, desfrutaram das liberdades básicas durante um tempo mais prolongado que em qualquer outro país europeu. A composição heterogênea da sociedade britânica produziu crescente liberdade de culto. Embora a vigência da Declaração de Direitos (1689) que, entre outras regulamentações, restringiu a liberdade religiosa ao culto protestante, os preconceitos contra grupos religiosos minoritários foram tênues.

Apesar de ser uma das comunidades menos importantes e menores na Grã-Bretanha, os judeus aproveitaram a generosa tolerância reinante e destacaram-se na política, no comércio, nas artes e nas ciências, enfim, em todos os aspectos da vida nacional inglesa. A posição dominante da Grã-Bretanha no mundo dotou os líderes judeus de um papel preponderante internacional, como no desenvolvimento inicial do sionismo.

E a maçonaria fez parte do processo sendo um dos meios de difusão do sionismo. Os primeiros rituais surgidos da existência da Grande Loja de Londres elegeram o Templo de Jerusalém construído por Salomão, o símbolo da obra perfeita. Serviu de referência na analogia com o trabalho da maçonaria de aprimoramento do caráter humano. O texto do ritual reproduziu passagens bíblicas dos hebreus nas explanações aos maçons. A resistência ao retorno do catolicismo na maçonaria e a divulgação do sionismo conjugaram-se numa corrente que sufocou as Lojas cristãs remanescentes. A influência dos judeus maçons com posições de destaque na marinha, no comércio de armas e no mercado de negócios bancários levou o poderio político e institucional da maçonaria inglesa para além fronteiras da Grã-Bretanha. A estratégia de fazer constar que a Grande Loja de Londres inaugurou uma nova maçonaria, a especulativa, em substituição à operativa, deu certo. O mundo maçônico acreditou. A eliminação dos documentos relativos às atividades anteriores a 1717 deu veracidade à tese. A maçonaria britânica tornou-se forte e respeitada. Os maçons ingleses mantiveram-se suficientemente poderosos para ditarem ao mundo, cem anos mais tarde, as oito regras para a regularidade das Lojas e dos maçons no universo.

Fonte: JBNews - Informativo nº 313 - 07 de Julho de 2011

quarta-feira, 8 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SIGNOS DO ZODÍACO - A COR DAS COLUNAS

Em 22/04/2026 o Respeitável Irmão Jorge Gonçalves, Loja 7 de Setembro, 01, REAA, GLMES (CMSB), Oriente de Aracaju, Estado de Sergipe, solicita orientações.

SIGNOS DO ZODÍACO

Meu irmão Pedro Juk, há muito acompanho seu blog, sempre procurando estudar e compreender melhor a maçonaria e principalmente o REAA que pratico na Loja onde sou filiado.

Estamos reformando o templo e surgiu uma dúvida: alguns irmãos entendem que os signos tem uma cor obrigatória em referência aos elementos terra, água, ar e fogo, contudo não encontro nenhuma informação, texto ou algo que fundamente isto.

Poderia nos ajudar?

CONSIDERAÇÕES:

Embora alguns autores da vertente mística de Maçonaria ainda insistam em apontar matizes específicos para os elementos alquímicos Terra, Ar, Água e Fogo e os emblemas zodiacais, na verdade, quando se trata do REAA não existe nenhuma regra ou recomendação oficial nesse sentido.

É oportuno lembrar que no REAA primitivamente não existiam colunas zodiacais distribuídas pelas paredes do templo. Inicialmente as constelações do Zodíaco apareciam representadas apenas na base da abóbada decorada, seis ao Norte e seis ao Sul. Eram parte dos primórdios da decoração estelar do teto.

Mais tarde, com a evolução dos rituais a partir do final do século XIX, foram então criadas as colunas zodiacais. Uma a uma, formadas por elementos colunares seccionados longitudinalmente, passaram a aparecer encravadas nas paredes Norte e Sul do templo. Cada qual projetando uma das constelações do Zodíaco que costumeiramente ficava na base da abóbada.

Assim, essas colunas passaram a indicar o caminho do iniciado pelos topos do Norte e do Sul. Na verdade simbolicamente marcam a revolução anual do Sol e a vida e morte da Natureza.

Sem uma ordem de arquitetura oficialmente definida, essas meias-colunas verticais caneladas têm, cada qual um capitel com respectivo o seu símbolo zodiacal.

No tocante às cores dessas colunas, primitivamente nunca houve qualquer orientação do rito sobre isso. Provavelmente, sob a égide de crenças particulares é que mais tarde alguns autores começariam a propagar suas opiniões “achando” cores específicas para esses elementos alegóricos.

A bem da verdade, no REAA essa alegoria zodiacal, que se serve de perambulações (viagens) associadas aos elementos alquímicos da Natureza, foram herdados do Rito Moderno, ou Francês, mormente quando essas práticas ritualísticas foram extintas dos seus rituais na ocasião em que houve a grande reforma no rito “sete graus” operada pelo Grande Oriente da França.

Graças as características iniciáticas do REAA, esses elementos zodiacais, retirados do Rito Moderno, logo acabariam consagrados no escocesismo como importantes elementos doutrinários e identitários do seu simbolismo.

Por fim, ainda no tocante à cor que deve prevalecer nas colunas e capitéis zodiacais, o que se tem visto com frequência é uma composição de branco e dourado, e até na cor bronze, todavia essa não é uma orientação oficial, senão um critério de escolha. O simbolismo iniciático autêntico não prevê cor específica para essas colunas e seus adereços.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 19

A BATERIA

1º - Em linguagem maçônica, bateria significa aplauso; os aplausos são feitos pelo bater das mãos; os que empunham malhetes aplaudem batendo-os no tampo do trono.
2º - A bateria pode ser Simples ou Tríplice; modalidades: a) bateria do grau; b) incessante; c) em caso de luto
3º - A bateria é feita ao abrirem-se os trabalhos e no encerramento; a forma compassada do bater das mãos cria um ambiente favorável percebido pelos presentes.
4º - A bateria do grau pode ser usada pelo venerável para interromper uma discussão áspera e inconveniente.
5º - O ponto principal da bateria é o som específico que emite e envolve a todos os presentes. Saibamos aplaudir com amor.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

TRATAMENTO POR IRMÃO

A maior dignidade que existe na Maçonaria é o de ser verdadeiro Irmão (Tomás de Aquino)

Os Membros da Maçonaria, unidos pelo Amor Fraternal, qualquer que seja o seu grau, tratam-se por “Irmão”.

A origem do cordial tratamento de “Irmão” indica que esse tratamento foi adoptado e nunca mais olvidado pelos maçons, desde os tempos de Abraão, o velho patriarca bíblico.

Reza a história que Abraão estava, com a sua mulher Sara no Egipto, a ensinar os sete ciências liberais (a gramática, a lógica e dialéctica, a matemática, a geometria a astronomia e a música) e entre os seus discípulos encontrava-se Euclides.

Euclides, personagem inteligente, naturalmente tornou-se mestre e estabeleceu as seguintes regras de conduta para os discípulos: os Membros devem ser fiéis ao rei e ao país de origem; amarem-se uns aos outros; serem leais e dedicados mutuamente; sugeriu ainda que os seus alunos adoptassem o nome de Irmãos ou Companheiros.

Aprovando esse costume da escola de Euclides, a Maçonaria resolveu sugeri-lo aos seus iniciados, passando a ser uma norma obrigatória nos diversos Corpos da Ordem.

O Poema Regius, que data do ano de 1390, aconselha os operários a tratarem-se por “Irmãos”. Por isso o tratamento de Irmão dado por um maçom a um outro, significa reconhecimento fraternal, como pertencente à mesma família.

Os maçons são Irmãos por terem recebido a mesma Iniciação, os mesmos modos de reconhecimento e foram instruídos no mesmo sistema de moralidade.

Além da amizade fraternal que deve uni-los, os maçons consideram-se Irmãos por serem, simbolicamente, filhos da mesma mãe, a Mãe-Terra, representada pela deusa egípcia Ísis, viúva de Osíris, o Sol, e a mãe de Hórus.

Assim os maçons são, também, simbolicamente, Irmãos de Hórus e autodenominam-se Filhos da Viúva.

Durante a Iniciação quando o recipiendário recebe a Luz, os Irmãos, mais antigos, juram protegê-lo sempre que for necessário. A partir daquele momento, todos o tratam e consideram Irmão.

O verdadeiro Irmão é aquele que interroga a sua consciência sobre seus próprios actos. Pergunta a si mesmo se não violou a lei da justiça, do amor e da caridade na sua maior pureza e quando não tiver uma simples palavra que auxilie, não deve abrir a boca, porque se falar deve esforçar-se para que suas palavras sejam melhores que o seu silêncio.

O verdadeiro Irmão não tem ódio, não tem rancor, nem desejo de vingança. Compreendendo, não condena, perdoa e supera as ofensas, pois admite que com a mesma sábia compreensão que deixou de desaprovar, assim poderá ser tratado numa sua hipotética dificuldade.

O verdadeiro Irmão sabe praticar o Bem sem ostentação, mas não sem utilidade.

Um Maçon só quando se encontra revestido da virtude é que pode dizer: “Os Meus Irmãos como tal me reconhecem” – frase mais ouvida e citada dentro e fora das Lojas.

Curioso, no entanto, é que ao sermos reconhecidos como Irmãos, o outro abre o sorriso e os braços, como se fosse um velho conhecido. Esse é um sentimento de irmandade, é muitas vezes, mais forte que entre Irmãos de sangue.

O Grande Arquitecto do Universo, que é DEUS, escuta as nossas preces e mostra-nos o caminho que a Ele conduz. Continua a proporcionar-nos a dádiva da aproximação de estimados Irmãos que constantemente nos socorrem nas nossas dificuldades.

As Lojas Maçónicas devem ser portos seguros, proporcionar um ambiente de luz, de paz e harmonia, pois é extraordinário reunir no seu seio, católicos, evangélicos, espíritas, maometanos, israelitas, budistas e a todos poder afirmar: ”aqui as vossas disputas não encontrarão eco”.

Meus Amados Irmãos, se porventura e in extremis algum Irmão se esquecer de nós, nunca o devemos abandonar, pois o elo de fraternal que nos une, jamais poderá sucumbir.

Fonte: freemason.pt

terça-feira, 7 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

LUZES LITÚRGICAS ACESAS - REAA

Em 21/04/2026 o Respeitável Irmão Édson Honório, Loja Estrela do Monte, 4647, REAA, GOB MINAS, Oriente de Monte Carmelo, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte pergunta:

LUZES LITÚRGICAS

Agradecido mais uma vez, meu irmão. A verdadeira dúvida era no caso de uma Sessão Magna de Iniciação, onde um irmão visitante, quis me questionar porque não estavam acesas as três luzes litúrgicas de meu altar, como Venerável que sou.

CONSIDERAÇÕES:

Antes, vale ressaltar que Irmão visitante não deveria estar questionando atividades ritualísticas previstas no ritual da Loja que ele está visitando. Além de ter sido deselegante, ao que parece ele não entende é nada de REAA.

Nesse sentido, é elementar que se a sessão era Magna de Iniciação, portanto em Grau de Aprendiz Maçom, obviamente que as luzes litúrgicas deveriam estar acesas conforme o Grau, ou seja, uma junto ao Venerável Mestre e uma junto a cada um dos respectivos Vigilantes. É elementar se saber que em Loja de Aprendiz somente acendem-se três das nove luzes litúrgicas – uma no Oriente, uma no Ocidente e outra no Sul.

À vista disso é de se perguntar: será que esse Irmão visitante não sabia disso? Pelo que parece, não.

NOTA – Luzes litúrgicas: no REAA correspondem ao número de luzes que são acesas nos três candelabros de três braços que ficam, respectivamente, juntos ao Ven∴ Mestre e os VVig∴.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

VENCER O MEDO DE VIVER SEM PROPÓSITO

O verdadeiro Mestre não vence a morte; vence o medo de viver sem propósito.

O esquife lembra que toda existência terrena é transitória.

O crânio recorda que títulos, riquezas e vaidades desaparecem com o tempo.

A pá simboliza o encerramento de um ciclo, mas também o preparo para um novo renascimento.

E a acácia permanece como o eterno emblema da esperança, da pureza dos princípios e da imortalidade daquilo que realmente importa: o caráter.

No Grau de Mestre Maçom, a maior lição não é sobre o fim da vida, mas sobre a transformação do homem. É compreender que o verdadeiro legado não está naquilo que acumulamos, mas naquilo que edificamos em nós mesmos e deixamos como exemplo aos que virão.

Ser Mestre é morrer para as imperfeições e renascer para uma vida guiada pela verdade, pela justiça e pela fraternidade.

“Que cada dia seja uma oportunidade de lapidar a Pedra Bruta da própria alma.”

Fonte: Sagrada Maçonaria

segunda-feira, 6 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

INGRESSO DE RETARDATÁRIO - LOJA DE MESTRE

Em 22.04.2026 o Respeitável Irmão Alderedo Dias Alves, Loja Atalaia de Brasília, 1574, REAA, GODF (GOB), Oriente de Brasília, Distrito Federal, pede esclarecimentos.

INGRESSO DE RETARDATÁRIO

Quais os procedimentos de um Obreiro que chega atrasado para participar de sessão do Gr.3, com relação às batidas na porta ou toque a campainha?

COMENTÁRIO:

Partindo do pressuposto de que não esteja presente o Cobr∴ Externo e que um retardatário, antes de ingressar, ainda não sabe o grau que a Loja está trabalhando, convencionou-se que um Ir∴ atrasado, pedindo ingresso, deve sempre dar, pelo lado externo da porta, a bateria universal, que é a de Aprendiz Maçom.

Assim, sem a presença do Cobr∴ Ext∴ no átrio, o retardatário, ao ser atendido pelo Cobr∴ Int∴ será informado em que grau a Loja está aberta.

Estando a mesma aberta no 3º Grau, e lhe for exigido o ingresso com formalidade, o Ir∴ atrasado, conduzido pelo seu guia, ingressa na Loja e para à Ord∴ entre colunas, próximo à porta. A seguir executa a marcha completa do 3º Grau, saúda as Luzes da Loja e, se for o caso, se submete aos demais procedimentos de praxe.

Vale ressaltar que sendo o retardatário um Ir∴ desconhecido, antes do seu ingresso ele deverá ser minuciosamente examinado pelo 2º Exp∴.

Vale ressaltar que no caso de retardatários não existem réplicas com aumento de baterias, pancada de alarme, dentre outras “batucadas”. Em qualquer situação, o pedido de ingresso é feito sempre pela bateria de Aprendiz. Cabe à Loja, ao verificar quem bate, tomar as providências para receber ou negar o ingresso. De tudo, o ideal é não chegar atrasado.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ANNIE BESANT


Annie Wood Besant (Londres, Inglaterra, 1 de outubro de 1847 - 30 de setembro de 1933, Adyar, Madras, Índia) foi uma escritora, jornalista, filósofa, teósofa e oradora inglesa.

Ativista, feminista, militante e defensora da igualdade de gênero e defensora dos direitos humanos. Autora de uma vasta obra literária. Foi processada em 1877 por escrever sobre meios naturais de controle de natalidade. Posteriormente, ela se envolveu com ações sindicais, incluindo a manifestação de Londres contra o desemprego, em 1887 - 'Domingo Sangrento'. Membro da "Sociedade Teosófica" viajou para a Índia onde é m 1898, ajudou a fundar a "Banaras Hindu University".

Foi iniciada na Maçonaria em 14 de janeiro de 1902, La loge "Les Libres Penseurs" em Paris, França, onde recebeu os três primeiros graus. Como foi a primeira mulher a ser iniciada nessa condição, sua polêmica iniciação, ganhou as manchetes nos círculos maçônicos, trazendo forte oposição e cisões, que resultaram na consolidação da "Ordre Maçonnique Mixte International - Le Droit Humain.

Fonte: Facebook_Coluna Cultural Maçônica

DIFERENÇAS ENTRE O RITO YORK E RITUAL EMULAÇÃO

Ir∴ Fabio Mendes Paulino
ARLS “MA’AT – Verdade, Justiça e Retidão”, n.º 3669

Permitam-me compartilhar com vocês alguns pontos que diferem Rito de Ritual, para auxiliar na melhor com-preensão do vocábulo “Ritual de Emulação” que o que realmente trabalhamos em nossa Loja, ao contrário do que dizem alguns “Rito de York” ou “Rito de Emulação”.

Muitos Irmãos confundem ou pensam que o Ritual Emulação é um Rito.

E que esse rito é o Rito de York. Acon-tece que não é. Eis que, na verdade, não se trata de um Rito, mas sim de um Ritual pelo qual é demonstrado e expressado por meio de dramatizações ritualísticas.

Na Grande Loja Unida da Inglaterra (UGLE) o vocábulo “Rito” não existe. Ou seja, é inominado. Os ingleses não consideram um rito, eles consideram rituais (Emulation, Bristol, Stability, Taylor’s, Logic, West End, etc…). Todos os diversos Rituais Ingleses pouco diferem-se uns dos outros, uma palavrinha aqui, outra palavrinha lá. Mas a Loja usada por todos são iguais, isto não há diferença.

É plenamente entendível, pois, o que eles praticam é a Maçonaria, na sua mais pura origem, pois, como é cediço, o Ritual Emulação serviu de base para praticamente todos os demais Ritos existentes no mundo (Foi a base prin-cipal do Rito Brasileiro). Para se ter uma idéia, a União das duas Grandes Lojas Inglesas deu-se em 1813, mas antes disso, em 1797 já era fundado o Rito de York (Thomas Webb), e antes disso por volta de 1717 já haviam reuniões nos Trabalhos de Emulação, ou seja, a forma pura de Maçonaria. Este Ritual era praticado pelas Lojas sob a Égide da Grande Loja de Londres, chamada perojativamente de “Loja dos Modernos”. No entanto, era a mais antiga que a “Loja dos Antigos”.

Só por curiosidade, os mais antigos Rituais originais do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA), amplamente di-fundido no Brasil, são de 1804, de origem francesa, e não têm nada a ver com o que se pratica no Brasil e em ou-tras partes do mundo.

O que é Rito?

O vocábulo “Rito”, como um substantivo masculino, é derivado do latim – ritus. Designa o Cerimonial próprio de um culto, determinado pela autoridade competente; seu significado clássico é: “Uma prática, um costume a-provado; ou conjunto de normas e práticas que se faz com regularidade” (Ir. Sérgio Cavalcante – Rito York).

Rito vem a ser uma coletânea de rituais, onde o verdadeiro Rito de York é constituído por quatro corpos devida-mente distintos uns dos outros, mas de forma hierárquica, a saber: Graus Simbólicos, Graus Capitulares, Graus Crípticos e Ordens de Cavalaria.

Da mesma forma o Rito Escocês Antigo e Aceito, onde se tem os graus simbólicos e mais 30 graus acima, numa hierarquia própria do Rito.

No Ritual Emulação isso não existe. Ou seja, há apenas os rituais dos graus simbólicos, e as Ordens Superiores são ordens totalmente independentes, e não há obrigação de iniciar esta evolução. Depois do grau de Mestre o Irmão escolhe como vai se aperfeiçoar. São 17 “corpos”, por assim dizer, e no Brasil ainda temos somente 5. Mas não há hierarquia. Existem duas escadas e o Irmão escolhe por qual vai começar subir. Ou faz primeiro o “Arco Real” ou o “Mestre da Marca”.

Tanto são independentes de Rito que são abertas a qualquer outro Irmão de um Rito qualquer, desde que já tenha sido Elevado (Exaltado) a Mestre.

Então, apesar de erroneamente chamarem nossos trabalhos de “Rito de York” hoje sabemos que não é, mas sim Ritual Emulação. O verdadeiro Rito de York está sedimentado no norte e nordeste do Brasil, e os Irmãos de lá não gostam nada desta confusão, pois eles praticam o verdadeiro Rito de York, de origem norte-americana, fun-dado pelo Irmão Thomas Smith Webb, em 1797.

O que é um Ritual?

Ritual, como um adjetivo, derivado do latim (ritualis), designa o que é relativo a Ritos. Como substantivo mas-culino, designa o livro que contém a ordem e a forma de uma determinada Cerimônia, e das dramatizações e re-presentações ritualísticas, ou seja, é um conjunto de regras e/ou normas estabelecidas para a liturgia das cerimô-nias maçônicas. Sempre existiram os rituais, inicialmente através das tradições e de forma oral, posteriormente, com o passar dos anos por escrito, mas isto não tirou a tradição inglesa de nas reuniões da Loja praticar o Ritual de forma decorada. Pode-se concluir claramente, sem qualquer dúvida, que ritual é totalmente diferente de Rito.

O que é Rito de York?

Para se entender a definição de que é “Rito York” e a sua origem, é necessário voltarmos um pouco no passado. O Rito York é baseado nos antigos rituais remanescentes da Antiga Maçonaria que era praticada no começo do século XVIII (Loja dos Antigos).

Referidos Rituais eram praticados pelos Maçons da “Grande Loja dos Antigos”, fundada no ano de 1751 por Maçons irlandeses, que haviam sido impedidos de entrar na Grande Loja de Londres (Loja dos Modernos – Emu-lation Working), fundada no ano de 1717.

Thomas Smith Webb, é considerado como se fosse o organizador e fundador do Rito York, ou seja, o “pai” do Rito . Ele nasceu em 30 de outubro de 1771, em Boston.

Foi iniciado na Loja do Sol Nascente, em Keene, New Hampshire, aos 19 anos. No ano de 1797, ele pesquisou, catalogou, organizou e codificou todos os rituais antigos e fez um conjunto de 13(treze) rituais, de forma con-densada, em um monitor e denominou-os de “Rito York” , em homenagem a cidade de York , pois em suas pes-quisas foi tida como berço da Maçonaria no mundo, ou seja, a cidade onde se tem os registros mais antigos de reuniões maçônicas.

Ritual Emulação

O Ritual Emulação foi aprovado oficialmente pela Grande Loja Unida da Inglaterra (UGLE) em 1813, e foi cria-do um Comitê curador do Ritual, chamado de Emulation Lodge of Improvement for Master Masons (Loja Emu-lação para Aperfeiçoamento de Mestres Maçons). Este Comitê é o responsável pela edição e publicação do Ritu-al de Emulação, com plena autorização da UGLE, respeitando os princípios gerais impostos pela mesma.

Por isso o Ritual de Emulação é como se fosse um monitor que contém o conjunto de práticas consagradas pelo uso e costume, e que assim se devem de forma invariável em momentos determinados. Ou seja, é o cerimonial propriamente dito.

Na Inglaterra, compete às Lojas a regulamentação das formas de ritual, reservando-se, a UGLE, o direito de in-tervir em qualquer Loja Inglesa que adote formas ou modificações estranhas a prática do ritual conforme ensina-do desde 1813, ou algo que venha a se opor aos princípios gerais estabelecidos. Pois, segundo o Art. 155 do Li-vro das Constituição da Grande Loja Unida da Inglaterra, esta liberdade é concedida, mas também limitada.

Em tradução livre: “155. Os membros presentes de qualquer Loja, devidamente reunida, têm o direito inalienável para regular os seus próprios procedimentos, desde que eles estejam de acordo com as leis gerais e regulamentos do Ofício (ou da Ordem); contudo, um protesto (reclamação, denúncia) contra qualquer resolução ou procedi-mento que seja contrário às leis e aos costumes do Ofício e com a finalidade de reclamar ou atrair uma autorida-de maçônica maior, pode ser feito, e tal protesto será anotado no Livro de Atas, se o Irmão que faz o protesto as- sim solicitar.

Assim, existem na Inglaterra, diversas formas de rituais, conforme já foi citado, pois a Grande Loja não legisla sobre a forma de ritual adotado por suas Lojas, mas sim sobre os princípios gerais da Ordem, e nenhum ritual pode ser contrário a isso.

Fonte: JBNews - Informativo nº 312 - 06 de Julho de 2011

domingo, 5 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CÂMARA DO MEIO VII - LOJA DE MESTRE MAÇOM

Em 21/04/2026 o Respeitável Irmão Édson Honório, Loja Estrela do Monte, 4647, REAA, GOB MINAS, Oriente de Monte Carmelo, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte pergunta:

CÂMARA DO MEIO

Se não for abusar da vossa boa vontade e tomar seu tempo, poderíeis sintetizar rapidamente, em que circunstâncias (tipo de sessão) são acesas as 3 luzes litúrgicas (ou velas) nos altares das Luzes da Loja? Ou seja, quando o Venerável deve acender as três luzes de seu altar? E os Vigilantes?

CONSIDERAÇÕES:

De início, vale ressaltar que das Luzes da Loja, o único que ocupa um altar é o Respeitab∴ Mestre, enquanto que os VVenerab∴ Vigilantes ocupam mesas. Da mesma forma, também os VVen∴ IIr∴ Orador, o Secretário, o Chanceler e o Tesoureiro ocupam mesas.

No que se refere ao acendimento de todas as luzes litúrgicas dos candelabros, elas serão acesas no momento em que a Loja de Mestre Maçom for aberta (vide ritual respectivo).

Toda essa liturgia, especialmente a de quando devem ser acesas e apagadas as luzes litúrgicas, encontra-se no Ritual de Mestre Maçom do REAA, GOB, em vigência (2024), dele perscrutar as sessões ordinárias e as magnas de Exaltação.

NOTA 1 – Câmara do Meio é o mesmo que uma Loja aberta no 3º Grau (Loja de Mestre Maçom). Esse nome tem origem na lenda da construção do Templo de Jerusalém.

NOTA 2 – Luzes litúrgicas correspondem àquelas que são acesas nos candelabros de três braços que ficam, respectivamente, em cima do altar ocupado pelo Respeitab∴ Mestre e das mesas ocupadas pelos VVen∴ IIr∴Vigilantes.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

DEGRAU

Degrau é um elemento para subir ou descer de um plano; diz-se para os que galgam posições que subiram um ou mais degraus na vida.

Degrau é sinônimo de "geração", ou seja, de "grau", que significa uma posição superior ou inferior; tanto se pode subir em graus como descer.

Maçonicamente, os degraus são elementos que fazem parte da decoração da Loja; do Ocidente para o Oriente, existem quatro degraus, formando uma "escada de sete degraus", que possui simbolismo esotérico.

Os quatro primeiros degraus representam força, trabalho, ciência e virtude; os últimos três: pureza, luz e verdade.

Alguns autores dão o significado aos sete degraus como símbolos do comportamento do maçom: lealdade, coragem, paciência, tolerância, prudência, amor e silêncio.

Erroneamente, diz-se que cada degrau da escada de Jacó representa a ascenção dos graus de um rito.

O maçom deve ter em mente, ao transpor os degraus de sua Loja, que, se ascende, fatalmente deverá descer.

Deve, portanto, ser prudente quando receber honraria ou encargos, pois é muito difícil alguém manter-se sempre em posição de destaque.

A subida sempre é lenta e difícil; a descida é rápida e imprevista. O maçom deve lembrar-se sempre disso.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 120.

COMO SE FORMA UM MAÇOM?

 

A questão que foi colocada é simples!

Como é que uma loja deve formar um I∴ para que seja um excelente Maçom no futuro?

A simplicidade da pergunta, denota alguma ingenuidade, mas obriga a uma resposta nada fácil. Certamente outros estudiosos da nossa sublime instituição, encontrariam aqui matéria para uma grande dissertação filosófica.

Mas eu confesso que fiquei atrapalhado! Assim surgiu-me uma ideia. Tudo começa no princípio, e o princípio é a escolha, quando abordamos alguém para ser futuramente nosso I∴, que critérios usamos?

Sabemos que a maçonaria lapida o carácter, mas não a personalidade humana, pois esta é imutável. Assim a matéria prima, o futuro I∴ tem que ser muito bem escolhido, muito bem investigado, muito bem inquirido, e o seu escrutínio deve ser realmente sem favorecimentos.

Não deverá ser só porque é meu chefe, meu colega, muito influente ou outras segundas escolhas que não a mais importante, que segundo eu deverá ser: Se tem bom Carácter se é livre e de bons costumes. Nem todos os que lidam diariamente connosco deverão servir para ser nossos irmãos, digo eu!

E se fizermos realmente esta pergunta, antes de indicarmos alguém para ser iniciado, com Certeza estaremos a construir o futuro da Maçonaria que é dependente da formação de bons maçons.

Não se forma bom carácter de quem não tem personalidade e coração sensível ao Bem, de quem não é livre e de bons costumes. Assim mais uma vez reforço que o futuro para se ser um bom Maçom começa pelas escolhas.

Quem realmente pode ser digno de ser nosso I∴ e não haver interesses pessoais ou até mais escusos, como se vê em muitas lojas, que só almejam impor vaidades aos seus membros, como forma cabal e néscia de demonstração de poder, de uma enfermidade que chega  às raias do ridículo das vaidades pessoais e até mesmo de um grupo de pseudomaçons.

Agora se fizermos uma boa escolha resposta fica mais fácil de ser esplanada. O verdadeiro I∴ já nasce Maçom, já o demonstrou nas sua atitudes no mundo profano, no seu relacionamento profissional, na família, enfim! Na sua vida. Este sim, está pronto para ser lapidado. Uma pedra bruta que o maço e o cinzel, irão tornar numa escultura de beleza impar, capaz de sentir o verdadeiro amor fraternal.

A verdadeira maçonaria é esculpida no interior da subjectividade, legando a cada um o ónus de se inscrever no livro de presenças da grande Loja do Oriente Eterno.

Não se pode confundir o reconhecimento de direito com o reconhecimento de facto.

Ter carteira e estar em dia com a loja, é condição para ser reconhecido como regular. Mas ser honrado e praticar os ensinamentos maçónicos e vivenciar a verdadeira essência maçónica, é ofício a ser burilado e aplanado pelo mestre interior, e pelos vigilantes da própria consciência e da vida.

O Maçom precisa de ser um construtor de templos à virtude, pois assim são os ditames da fraternidade.

A loja é a escola da sua formação.

Para esse mister, a ela os maçons comparecem com assiduidade, para, com os seus irmãos se instruírem reciprocamente nas práticas da virtude.

O Maçom mesmo esculpindo-se, adapta-se ao espaço que lhe foi reservado no levantamento do edifício social, construindo o seu templo interior.

Mas precisa estar advertido de que na construção do templo, de permeio, no material, encontram-se vários obstáculos, entre eles, a ignorância, os preconceitos, a perfídia e o erro.

Escuso-me aqui de enumerar o significado de cada obstáculo, pois são bem conhecidos por todos nós.

Aqui volto ao início das nossas ponderações: “A Nossa Escolha” quem serão os nossos futuros irmãos? Será sempre Ratificadora, daquilo que almejamos para a nossa ordem”.

Podemos pressupor que todos os verdadeiros maçons têm o domínio sobre o saber necessário para se comportar de forma digna em todos os momentos.

Outro paradigma importante.

A maçonaria é uma escola de formação de líderes e lideranças.

Liderar é influenciar positivamente as pessoas para que elas atinjam resultados que atendam as necessidades tanto individuais quanto colectivas, e ainda, responsabilizar-se pelo desenvolvimento de novos líderes.

Para que tal aconteça, devemos desenvolver entre outras, a capacidade de perseverança, é esta qualidade que nos permite levar por diante o nosso objectivo, com firmeza na construção mais apreciada. Concluo que o Maçom é livre e de bons costumes e sensível ao bem e que, pelos seus ensinamentos da maçonaria busca o seu engrandecimento como ser humano actuante e culto, combatendo a ignorância. A ignorância é o vício que mais aproxima o homem do irracional.

Assim sendo e por ser Maçom, deve conduzir-se com absoluta isenção e a máxima honestidade de propósitos, coerentes com os princípios maçónicos, e para ser um obreiro útil a serviço da nossa ordem e da humanidade.

Não se aprende tudo de uma só vez. O saber é o acumular de experiências e de conhecimentos a que se vai tendo acesso. E esta experiencia continuada e construtiva da maçonaria exerce-se em loja, nos trabalhos e no convívio social, conduzindo o homem aos caminhos da justiça e da tolerância.

Não nos esqueçamos como começamos esta dissertação: O mais importante é a matéria-prima, nas nossas escolhas está o futuro da Ordem. O verdadeiro Maçom já nasce, a iniciação é apenas a formalização de qualidade de direito, pois de fato ele já o é desde o seu nascimento.

Gil Vicente (27.02.2020)

Fonte: freemason.pt

sábado, 4 de julho de 2026