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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 14 de maio de 2026

FRASES ILUSTRADAS

 

SAÍDA TEMPORÁRIA III

Em 09.03.2026 o Respeitável Irmão Carlos Roberto de Oliveira, Loja Fraternidade Carmelitana, 2185, REAA, GOB MINAS, Oriente de Carmo do Rio Claro, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte pergunta:

SAÍDA TEMPORÁRIA

Os irmãos da Coluna do Norte quando vão se ausentar temporariamente do Templo têm que fazer o giro pela Coluna do Sul ou podem sair diretamente pela Coluna do Norte?

CONSIDERAÇÕES:

No REAA a regra é de que em Loja aberta se ingresse no Templo sempre pelo eixo (equador), derivando-se para o Norte, e dele se saia sempre pelo eixo (equador), derivando-se para o Sul.

Assim, em Loja aberta, numa retirada temporária, por questões de padronização ritualística, o retirante deve se deslocar em direção à porta passando pela Coluna do Sul. 

Não deve, até a sua passagem definitiva pela porta, ultrapassar o eixo (neutro) para o Norte.

Por se tratar de uma ausência temporária, o retirante, ao sair, não precisa saudar às Luzes.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

TEMPLO MAÇÔNICO DE DETROIT


Com pompa e milhares de espectadores, o imponente Templo Maçônico de Detroit, projetado por George Mason e inaugurado em 1926, abrigava teatros, salões de baile e uma piscina. Durante um século, foi palco de importantes eventos culturais, mas enfrentou dificuldades financeiras até ser resgatado em 2013 pelo músico Jack White, que quitou os impostos atrasados e, em gratidão, teve seu nome dado a um de seus teatros.

Fotografia cedida pela Biblioteca Walter P. Reuther, Arquivos do Trabalho e Assuntos Urbanos, Universidade Estadual de Wayne (The Detroit News) 1926.

TUDO QUE É SÓLIDO SE DESMANCHA NO AR...

Davys Sleman de Negreiros
B∴L∴S∴Loja Thêmis & Ágora nr. 20 – Rolim Moura/RO GLOMARON

Embora muitas outras ciências diferentes da Sociologia se ocupem de aspectos sociais do homem, nenhuma delas tem o fato da convivência e das relações interhumanas como tema central de estudo, por esse fato, a acreditamos ser interessante utilizarmos os conceitos e instrumentais sociológicos para analisarmos e compreendermos o processo da Iniciação Maçônica.

Conquanto cada uma das outras ciências toquem nos aspectos sociais da vida do homem, nenhuma delas tem como tema próprio e específico o fato social como tal. Pelo contrário a Sociologia é a única ciência que quer estudar o fato social especificamente, o fato da convivência, das atividades e relações interhumanas.

"Como sociólogos, estamos interessados nas relações sociais, não porque tais relações sejam econômicas, ou políticas, ou religiosas, mas sim porque são ao mesmo tempo sociais. Se duas pessoas se encontram no mercado, não são por isso meramente dois “homens econômicos”, mas sim dois seres humanos, e entram em relações que não são meramente econômicas. A vida do homem é multilateral." (MACIVER, 1950:05)

Efetivamente, a vida do homem tem dimensões e várias funções: religiosa, moral, jurídica, política, econômica, artística, etc. Pois bem, todas essas dimensões ou funções ocorrem e se desenvolvem na existência social do homem, isto é, do homem enquanto tem relações com seus próximos. Os homens mantêm relações uns com os outros. Assim ocorre, porque são essencialmente sociáveis, seja dito de passagem, não só pelos motivos que já Aristóteles expusera, "o homem por si só, é uma animal social", mas também por razões muito mais profundas: a sociabilidade é um componente essencial da vida humana, a tal ponto que esta seria impossível e mesmo inconcebível sem sua componente social.

Desse modo, o estudo sociológico deparará em seu caminho, fatores e fatos psíquicos, com crenças religiosas, com fenômenos políticos, com processos econômicos, com estruturas jurídicas..., e nada disso poderá ser abstraído e deixado inteiramente de lado. Porém o estudo sociológico não se interessa pelo psicológico enquanto psicológico, nem pelo religioso enquanto religioso, nem pelo político enquanto político, nem econômico enquanto econômico, nem pelo jurídico enquanto jurídico..., e sim se interessa por esses aspectos somente na medida em que a consideração dessas atividades e obras culturais possa lançar alguma luz sobre os fatos, relações e processos sociais, enquanto tais, e na medida em que a índole desses conteúdos culturais influa sobre a estrutura das relações e sobre os caracteres dos processos sociais.

Apesar de ser a compreensão dos fatos sociais um elemento essencial e indispensável do estudo da Sociologia, este mesmo estudo não se esgota nela. Requer, além da compreensão, que procedamos também à explicação, porque os fatos humanos, conquanto tenham sentido, não são puros sentidos abstratos, mas sim realidades concretas, no espaço e no tempo, realidades essas que possuem um sentido. Porque o Rito de Iniciação Maçônico e as variadas Instruções nos respectivos graus têm um sentido, é necessário que tentemos compreendê-las.

Mas, porque são realidades produzidas por causas e geradoras de efeitos, é necessário que, além disso, tratemos de explicá-las quanto a seu processo causal, ou seja, cumpre que indaguemos de suas causas e de seus efeitos individuais e coletivos.

I - MODOS COLETIVOS DE CONDUTA: OS RITOS

Um dos componentes fundamentais dos grupos e das sociedades humanas é o processo ritual. Os ritos e as cerimônias (significa qualquer procedimento estabelecido para dar dignidade e solenidade a um ato social, e ressaltar desse modo, sua importância ou transcendência) permeiam todo o grupamento social, desde as sociedades primitivas até as modernas sociedades pós-industriais. Os sociólogos contemporâneos afirmam que temos um comportamento ritual quando amamos e fuzilamos, quando nascemos e morremos, quando noivamos ou casamos, quando ordenamos e oramos. Os rituais revelam os valores mais profundos do comportamento humano e o estudo dos ritos torna-se estrategicamente a chave para compreender-se a constituição essencial das sociedades humanas.

Estudam-se hoje os ritos como um fenômeno social que possui um espaço independente, isto é, como um objeto dotado de uma autonomia relativa em termos de outros domínios do mundo social, e não mais como um dado secundário, uma espécie de apêndice ou agente específico e nobre dos atos classificados como mágicos pelos estudiosos.

Assim, designa-se rito a uma série de atos dispostos em procedimentos rítmico, dirigidos ao mesmo fim e repetidos sem variação de umas formas instituídas em certas ocasiões. Podem existir ritos individuais relacionados com atividades rotineiras da vida cotidiana, como por exemplo na ordem dos atos de vestir-se, pentear os cabelos ou na arrumação de um aposento, etc. Mas a maior parte dos ritos são sociais – e são estes os que aqui daremos o nosso foco -, os quais têm como sentido e objeto dar uma solenidade especial ao cumprimento de modos coletivos de vida, solenidade essa que infunda respeito e suscite emoções comuns nos membros do grupo reunidos. Existem ritos religiosos que, além de seu caráter sacro, contribuem para infundir devoção, reverência, sentimento de dependência, correntes emocionais de fusão com a comunidade dos fiéis, etc. Existem ritos políticos ou meramente sociais – como os praticados em certas reuniões de confraternidades – agrícolas, mercantis – principalmente em sociedades primitivas ou antigas, etc.

O rito contribui para delimitar com mais precisão e rigor o grupo e o círculo social, fundindo emocionalmente aos seus membros, e, os diferenciando de outras pessoas não membros, que costumam permanecer frias ante os atos que, ao contrário, suscitam fortes emoções nos participantes; como também, os ritos são meios poderosos para manter vivo o sentimento de pertença a um grupo, para conservar a adesão aos seus modos coletivos, para unir mais estreitamente os seus membros, e para afirmar e reforçar sua significação e sua estrutura, que podem era verificadas pela existência das insígnias, dos trajes cerimoniais, das solenidades, que mantém a distância entre os dirigentes e o público, e a hierarquia, que é a base da organização do grupo. (ORTEGA & GASSET, 1959; LIENHARDT, 1974; VAN GENNEP, 1978; CASSIRER, 1986; ULLMANN, 1991; ELIADE, 1993)

Explicitando a complexidade dos ritos, dentre os quais vamos enfatizar os chamados ritos de passagem, que nada mais são que celebrações em que se coloca em relevo a mudança de um estado para outro (por exemplo a passagem de profano em neófito). Podemos dizer ainda, serem ritos em que se destaca a transição de alguém da sociedade profana para uma sociedade sagrada. "Procuram assegurar a transição para o ignoto, o novum" (CASSIER, 1986:64). Por outro lado, antologicamente os ritos de passagem podem ser vistos sob três grandes subdivisões: ritos de separação, ritos de margem e ritos de agregação. Segundo Van Gennep (1978:31) "essas três categorias secundárias não são igualmente desenvolvidas em uma mesma população nem em um mesmo conjunto cerimonial".

Os ritos de separação, referindo-se às cerimônias funerais e à separação dos noivos de sua casa paterna, quando contraem matrimônio; fala-se em ritos de agregação quando trata do casamento. Utilizam-se os termos ritos de margem, ao enfocar os ritos respeitantes, diretamente, à iniciação como tal, em que o indivíduo ou os indivíduos são colocados, temporariamente, à margem do grupo, para receber instruções especiais, dentro duma sistemática tradicional. Se, por conseguinte, o esquema completo dos ritos de passagem admite em teoria ritos preliminares (separação), liminares (margem), e pós-liminares (agregação), na prática estamos longe de encontrar a equivalência dos três grupos, quer no que diz respeito à importância deles quer no grau de elaboração que apresentam. Além disso, em certos casos, o esquema se desdobra, o que acontece quando a margem é bastante desenvolvida para constituir uma etapa autônoma. Assim é que o noivado constitui realmente um período de margem entre a adolescência e o casamento.

Mas, a passagem da adolescência ao noivado comporta uma série especial de ritos de separação, de margem e de agregação à margem. A passagem do noivado ao casamento supõe uma série de ritos de separação da margem, de margem e de agregação ao casamento. Esta mistura é também verificada no conjunto constituído pelos ritos de gravidez, do parto e do nascimento. Embora procuramos agrupar todos esses ritos com a maior clareza possível facilitando a análise do ponto de vista didático, tratando-os como atividades, não se pode chegar nestas matérias a uma classificação tão rígida.

II - SÍMBOLOS E UNIDADE COLETIVA

A adequação da conduta aos modos coletivos e o reconhecimento da autoridade não chegaria a vingar, os ritos e as cerimônias careceriam de sentido, se não fosse pelo fato de que o homem social possui a capacidade de criar e usar símbolos.

"Todo comportamento humano consiste no uso de símbolos, ou depende disto. Comportamento humano é comportamento simbólico, e, comportamento simbólico é comportamento humano. O símbolo é o universo da humanidade." (WILLEMS, 1962:234)

Alguns sociólogos observam que diferentemente do animal, o homem não vive num mundo de fatos crus e somente ao compasso de suas necessidades e desejos imediatos, mas, além disso, e principalmente, vive num mundo de símbolos. A linguagem, a religião, a arte, a política, os grupos sociais, constituem parte desse mundo simbólico, formam os diversos fios que tecem a rede simbólica. O homem não se enfrenta com a realidade de um modo imediato e direto; não a costuma ver face a face. Envolve-se a si mesmo em formas lingüísticas, em imagens artísticas, em símbolos, de tal modo que vê as coisas por meio da interposição dessa trama de símbolos. Um símbolo, diz Titiev (1972), é a representação externa de um sentido ou de um valor, que, por associação, transmite uma idéia ou estimula um sentimento, ou ambas as coisas ao mesmo tempo. A unidade do grupo, como também, os seus valores culturais, costumam expressar-se simbolicamente. Assim, por exemplo, na nação, por meio da bandeira, do escudo, do hino nacional...

O símbolo, como já foi comentado, é alguma coisa cujo o valor ou significado é atribuído pelas pessoas que o usam. Dizemos "coisa" porque um símbolo pode assumir qualquer forma física; pode ter a forma de um objeto material, uma cor, um som, um cheiro, o movimento de um objeto, um gosto. É importante frisar, que o significado ou valor de um símbolo não deriva nunca, nem é determinado pelas propriedades intrínsecas de sua forma física: a cor apropriada para o luto pode ser amarelo, verde ou outra qualquer; a púrpura não é necessariamente a cor da realeza; entre os governantes Manchu da China, por exemplo, era o amarelo. O significado dos símbolos é derivado e determinado pelos organismos que os usam; sentidos são atribuídos pelos seres humanos a formas físicas que então se tornam símbolos.

Estas considerações nos levam a definir do seguinte modo o nível da realidade social que estamos discutindo: os símbolos sociais são signos (isto é, substitutos conscientes ou presenças intencionalmente introduzidas e invocadas para indicar ausências) que não exprimem senão parcialmente os conteúdos significados e que servem de mediadores entre os conteúdos de um lado, e os agentes coletivos e individuais que os formulam e para os quais estão dirigidos, de outro, consistindo a mediação em impelir, para uma participação mútua, os agentes aos conteúdos e os conteúdos aos agentes.

Apresentado esta parte mais conceitual primeiramente, trataremos agora de aplicar tais instrumentos ao Rito de Iniciação e aos aspectos provenientes da primeira Instrução.

III - COMPREENDENDO O RITO DE INICIAÇÃO PELA ÓTICA SOCIOLÓGICA

A par daqueles conceitos anteriormente discutidos, concluímos que todo o processo da Cerimônia de Iniciação, pelo qual recentemente passamos, é, assim, um rito de passagem do mundo profano ao mundo sagrado. Afinal, pelas leituras que temos realizado, pelas discussões e bate-papos com os IIr∴ mais iluminados, uma vez ocorrida a iniciação, nós AApr∴ vamos passar por todo um processo de nos evadirmos pouco a pouco de um mundo essencialmente profano e iremos ingressar numa área um pouco mais sagrada, buscando dia-a-dia alcançar o grau de Companheiro, para finalmente atingirmos a chamada plenitude maçônica. "A senda em busca de apaziguar esta ânsia do sagrado prossegue nos altos graus e por que não dizer só termina com a morte". (ADOUM, 1987:79). Todo este período, que vai da iniciação até a morte terrena, pode ser chamado de um rito de margem ou de liminaridade, pois o processo de aprendizagem e maturação só encontrará o seu final, para efeito de análise, na morte terrena. Dentro desse período de margem de longo prazo, participaremos se assim o G∴A∴D∴U∴ nos iluminar, dos mais diversos ritos de passagem, ou seja, de um grau para o outro.

Nesse momento peço a permissão para me dirigir na primeira pessoa, como forma de demonstrar o sentimento vivenciado. Relembrando a minha preparação como neófito: Meu padrinho foi me buscar em casa com o seu carro, eu estava de terno, sapatos, meias e gravata preta, além da camisa branca como ele me havia solicitado, percorremos alguns quilômetros, quando de repente ele parou ao lado de uma frondosa árvore. Perguntei-lhe. Houve algum problema? Respondeu-me.

Não, a partir de agora irá comigo com os olhos vendados e deitado no banco traseiro, sem questionar realizei o que foi me pedido. Durante todo o trajeto, ouvi dele a seguinte explicação: a sua iniciação está começando aqui nesse momento, um Maçom deverá sempre confiar em seu Irmão, e deverá ser sempre um bom guia não só dos seus Irmãos, mas, também, de todos os homens na face da terra.

Hoje, com os olhos vendados, você passará simbolicamente por todas as provas que os nossos antepassados passaram, irá sentir o ranger dos dentes, a violência do trovão, a força de um mar revolto, o calor do fogo e o tilintar do ferro. Será convidado a tomar uma taça de um doce vinho que poderá se transformar em amargo veneno se perjuro estiver cometendo. Tudo isto fará parte das viagens simbólicas que você realizará num local apropriado. Irá subir escadas, atravessará por estreitos túneis, saltará de um monte, mas não se preocupe você estará sempre amparado por aqueles que te escolheram como Ir.'.. O Ir.'. Terrível te guiará durante todo esse período, portanto, confie nele, assim como confia em mim, afinal, dessa data em diante, esse deverá ser o procedimento que deverá nortear toda a tua existência.

Eu nada podia ver, porém, sentia cada momento como se uma imensa luz estivesse a me iluminar, sentia o seu calor, e com os olhos do espírito comecei enxergar, da minha infância até hoje, como um filme repassei cada momento, esta imensa luz colocava tudo em uma balança, confesso, o lado dos vícios ficou muito mais pesado do que os da virtude, compreendi então porque G∴A∴D∴U∴ ali me havia colocado e me dado essa oportunidade.

De repente o carro foi diminuindo a velocidade e parou, eu ouvi o barulho de abertura de um portão, parecia de ferro, algo pesado, observando o meu semblante de apreensão e interrogativo, o meu Padrinho falou: estamos chegando... te entregarei a comissão encarregada da sua iniciação que depois de recolhido os seus metais (relógio, pulseira, aliança, anel, dinheiro) te entregarão de volta a mim para que eu então, te entregue ao Ir∴ Terrível, e a partir desse momento, nem mesmo eu você identificará entre os que estarão a sua volta, porém, volto a frisar, você estará protegido pelos IIr.'. aqui presentes e por todos os Irmãos em todos os Continentes Conhecidos e Desconhecidos.

Antes de me entregar ao Ir∴ Terrível definitivamente, o meu Padrinho fez as últimas considerações: esperamos que você venha compreender o significado de tudo por que irá passar, se você perder um só momento, se desviar a tua atenção mental, se estes momentos não penetrarem no teu espírito como ferro em brasa penetra na carne, cuja cicatriz se perpetua por toda a eternidade, jamais será um iniciado, e tão somente um Maçom. Até porque, hoje, você matará o homem velho e nascerá como um homem novo, cujo objetivo maior será sempre o de LEVANTAR TT∴ À VIRTUDE E CAVAR PROFUNDAS E ESCURAS MASMORRAS AO VÍCIO.

Denota-se já até esse momento de prepação um rito de separação:

1 - Os olhos vendados querem exprimir o estado de cegueira em que nos encontramos ainda como candidatos à Nossa Ordem. Este estado significa e simboliza as trevas, onde ainda como Profanos, nos encontramos porque ainda não recebemos a luz, ou melhor, materialmente significa a privação da vista, mas, espiritualmente, alude à cegueira que estamos enquanto iniciados e a necessidade que teremos de um guia que nos oriente em direção à Luz. "(...) Luz esta que nos guiará na estrada da vida maçônica, nos caminhos da virtude..." (CASTELLANI, 1985:174), como também, a venda dos olhos simboliza a morte de um órgão vital e estratégico que deverá renascer em um novo estágio de consciência compatível com um recinto mais sacralizado, ou seja, é a condução ao conhecimento por uma iluminação interna, afinal, acredita-se que dentro da noite das nossas consciências, há uma centelha que nos basta atiçar para transformá-la em Luz esplêndida, onde a via intuitiva parece primordial para partirmos nesta marcha ascensional em direção à Luz. Assim, a venda que ao mesmo tempo nos priva de nossa visão física, nos reduz, alegoricamente, ao estado de natureza, no nosso primórdio primitivo;

2 - Fomos separados dos nossos metais, talvez simbolizando o despojamento de nossas riquezas do mundo profano, ou como o nos foi explicado naquele dia, que procedendo assim era como praticássemos o abandono voluntário de toda e qualquer paixão, de tudo quanto há de fictício e vão, no mundo profano; recordo também que nos explicaram que ali estávamos para conquistar a Liberdade e que o homem, que aspira ser livre, deve aprender a se desprender das coisas fúteis e a reduzir as suas necessidades ao mínimo necessário; e acrescentaram que o despojamento de nossos metais representava, alegoricamente, o esquecimento das riquezas e dos preconceitos da sociedade profana. "Agora despojados de vossos metais, é como se estivésseis em estado de necessidade integral". (VASSAL, 2005:23);

3 - Continuaram a nos despir. Nos tiraram o lado esquerdo de nossa camisa, deixando descoberto o peito e o braço esquerdo, depois pediram que descalçássemos o pé esquerdo, e, finalmente nos arregaçaram a perna direita de nossa calça, deixando a descoberto nosso joelho direito - "nem nu, nem vestido", alegoricamente simbolizando o desnudamento das vestes profanas, pedindo humildemente o ingresso no sagrado. Vejamos e relembremos, estávamos com o coração a descoberto o que evidenciava que não fazíamos qualquer restrição egoísta e oferecíamos nosso próprio coração à nossa Ordem. O joelho direito descoberto destinava-se a nos colocar em contato com o solo sagrado, quando ajoelhamos diante dos altares. O pé esquerdo descalço é uma tradição do Oriente e da África, onde as pessoas se descalçam, antes de pisarem num solo considerado sagrado. "Na realidade, assim posto, quando o candidato se ajoelha, colocando o joelho direito em terra, a sua perna esquerda, posta em esquadria, o pé descalço funciona como o pólo oposto".  (VASSAL, 2005:27) Outrossim, como em outras culturas, o joelho direito descoberto é a alegoria do sentimento de humildade, no ato de genuflexão e no esforço de pesquisa da Verdade. Assim, todos os nossos atos de adoração, além de se revestirem numa maior sinceridade, de se prestarem a imantação, por sua postura, tem como significado expressarem um profundo respeito pelo solo sagrado, que se palmilha.

A Câmara de Reflexões, o Testamento, enfim, a Prova da Terra foram, mais uma vez, o exercício para a morte do homem profano para um renascimento mais consciente em outra esfera do sagrado. Simbolicamente esta descida aos infernos ou pelo menos às profundezas da terra, como nos antigos mistérios greco- orientais, das remotas iniciações, do fundo dos milênios, pode ser considerado um rito de separação para uma longa viagem.

Assim preparados, fomos entregues ao Ir∴Exp∴ Ele nos bateu, levemente, no ombro e disse: - "Sou o vosso guia; tende confiança em mim e nada receeis". E nos deu várias voltas pelo edifício, até que perceberam que já havíamos perdido o sentido de orientação. Então, fomos introduzidos, cada um individualmente, na Câmara de Reflexões. O Ir∴ Exp∴, dando à sua voz uma inflexão um pouco fúnebre, disse: - "Profano, deixo-vos entregue às vossas reflexões. Não estareis sozinho. Deus, que tudo vê, será testemunha da vossa sinceridade". E tirou a nossa venda. Lembro-me que me causou uma má impressão aquele lugar, um quarto fechado, uma espécie de caverna pintada de preto, sem janelas e ilustrada por símbolos de morte. Tendo como base o conhecimento de outras culturas que se utilizam em seus processos iniciáticos de objetos alegóricos, após alguns momentos sozinho naquele local, passei a compreendê-los e identificar os objetivos da sua existência. Por essa descrição consegui compreender a mensagem iniciática "SOMOS PÓ E AO PÓ REVERTEREMOS", ela explica a idéia da caverna e o sentido essencial da iniciação, ou melhor, aquela Câmara, impenetrável à luz do dia, cercada de emblemas fúnebres, vem representar alegoricamente o seio da Terra, ao qual baixamos.

Na realidade, ali somos mantidos, simbolicamente como sepultados, afinal qualquer iniciação é uma morte, seguida de um renascimento, ou, tudo ali não passa de um convite para nos induzir a meditar sobre os transcendentes problemas da vida e da morte. Assim sendo, na Câmara existia: uma mesinha, um tamborete, uma vela que pouco iluminava, naquela escuridão total de túmulo, um crânio (símbolo da morte e do renascimento para a vida espiritual, ou seja, normalmente também se utiliza desse objeto no intuito de nos advertir que devemos nos despojar de nossa personalidade, afim de prepará-la para o renascimento que normalmente se ambiciona), um galo (representando o despertador da esperança e o anunciador da ressurreição, ou em outras palavras, é ele que anuncia todos os dias com o seu canto o aparecer do dia, a luz), acima dele uma frase num papel "Vigilância e Perseverança" (somente trabalho contínuo e a paciente perseverança nos levará a alcançar a Iniciação), uma ampulheta, uma foice, um caixão, (vem nos lembrar que a obra do tempo domina e sobrepuja as formas transitórias), gravadas em branco algumas frases agressivas, acredito que destinadas a nos provocarem impacto e bem a minha frente uma sigla que após passar todo esse processo, admito que fiquei curioso e fui buscar a sua explicação: V.I.T.R.I.O.L., "Visitas o interior da terra, retificando, encontrarás a pedra oculta", já que a alegoria fundamental da iniciação é a morte, preliminar de uma nova vida, que originará o renascimento iniciático, V.I.T.R.I.O.L., pode ser assim analisado: que devemos descer às profundezas do nosso eu interior e, retificar o nosso ponto de vista, no silêncio e na meditação, afinal, até porque somente dentro de cada um de nós, encontraremos a sabedoria.

Após um determinado tempo, o Ir∴ Terrível, encapuzado, voltou ao nosso encontro, ingressou em nosso túmulo e disse: - Profano, a Associação de que desejas fazer parte, pede para respondas às perguntas que te apresento. As tuas respostas não nos ofenderão, mas delas dependerá a nossa aceitação ou a nossa rejeição? E nos entregou o impresso de nosso Testamento, mas não era qualquer documento, era um testamento filosófico, do qual acredito seremos executores testamentários, haja vista que aquele testamento não era para a morte, mas um testamento para a nova vida a que nos propomos.

Ainda faltavam outras três provas (do ar, água, fogo, ressaltamos que a da terra ocorreu na Câmara das Reflexões), realizadas já no interior do templo e novamente vendados, que podem ser interpretadas como ritos de aprofundamento de passagem, de purificação crescente. Podem ser analisadas como ritos de margem neste vestibular espiritual para uma esfera mais sagrada. Neste processo de alquimia mental e espiritual estaria se matando, homeopaticamente, o profano para o renascer, simbolicamente doloroso e ao mesmo tempo glorioso, do Apr∴

E aqui nos socorremos de Mircea Eliade (1993:12) quando diz que:

"(...) a maior parte das provas iniciáticas implicam de maneira mais ou menos transparente, uma morte ritual se seguiria uma ressurreição ou novo nascimento. O momento central de toda iniciação vem representado pela cerimônia que simboliza a morte do neófito e sua volta ao mundo dos vivos. Mas o que volta à vida é um homem novo, assumindo um modo de ser distinto. A morte iniciática significa ao mesmo tempo o fim da infância, da ignorância e da condição profana. "

O batismo de sangue significa o começo de um ritual de agregação, algo que na Igreja Católica se chama de Comunhão dos Santos, isto é, qualquer iniciante depois de purificado pelas provas começa a participar, a ser agregado simbolicamente à comunhão de todos os Maçons.

O juramento teria algo do rito de margem, pois o iniciante, já agora menos poluído pelo mundo profano e mais ciente do sagrado, passa a ter então os pré- requisitos mínimos para um juramento mais consciente.

O nascimento pode ser analisado como o nascer biológico do novo ser, um rito de agregação ao mundo da Luz e da comunidade dos IIr∴, que, em seguida, é batizado pelo ritual de iniciação propriamente dito. Nasce-se e imediatamente se é iniciado, sem perda de tempo, em suma, um rito sumário de agregação, a culminância do processo iniciático. A passagem dos segredos de reconhecimento pode ser entendida como um reforço do ritual de agregação, um modo e um processo de comunicação rápido e instantâneo para melhor agregar a comunidade dos eleitos.

E por último, mas não menos importante e como tal não poderíamos deixar de lembrar, o banquete, que não fazendo parte direta da cerimônia do templo, insere- se num contexto de um ritual de re-agregação. Aqui, já se está de volta ao mundo profano, mas como alguém que circulou pela esfera do sagrado e volta ao mundo profano aureolado pela sacralidade. É como uma espiral; deu-se um giro de 360º, mas num outro nível, outro em outro patamar; está-se no mundo profano mas como um ser consagrado.

IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por fim, tendo como ponto de partida os conhecimentos advindos da nossa formação de Cientista Social e esperando ter conseguido contribuir humildemente com os IIr∴ com as nossas reflexões, compreendemos que em todas as escolas Herméticas há um processo de Iniciação, caracterizado exotericamente através de uma Cerimônia de Iniciação. Este procedimento, longe de ser entendido como um importante processo iniciático, é um ato muito significativo, cujo valor está oculto sob a verdadeira aparência de um véu exterior. Por isso, avaliamos que para descortinarmos o aspecto esotérico, é preciso que nos afastemos dos conceitos profanos, muitas vezes contaminados pela dicotomia maniqueísta do bem e do mal, herança de dogmas religiosos e de falsas construções ideológicas, que somente desse modo, poderemos vir a entender o simbolismo desse "desbastar a pedra bruta", como uma forma de amoldar o espírito, desvencilhando-se dos defeitos e paixões. Nesse prisma, é de se lembrar que a busca do justo e perfeito é a caminhada na direção da construção moral e essa construção inicia-se pelo lapidar de uma pedra... que somos cada um de nós.

Referências Bibliográficas:
ADOUM, Jorge. “Grau de aprendiz e os seus mistérios”, São Paulo:Editora Pensamento, 1987.
CASSIRER, Ernst. “Linguagem e Mito”, São Paulo: Perspectiva, 1986.
CASTELLANI, José. “Liturgia e Ritualística do Grau de Aprendiz Maçom (em todos os ritos)”, São Paulo: A Gazeta Maçônica, 1985.
DURKHEIM, Émile. “As Regas do Método Sociológico”, Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1992.
ELIADE, Mircea. “Tratado de historia de las religiones”, Madrid: Ed. Cristiandad, 1993.
GENNEP, Arnold Van. “Ritos de Passagem”, Petrópolis-Rio de Janeiro: Vozes, 1978.
LINHARDT, Godfrey. “Antropologia Social”, Rio de Janeiro: Zahar, 1974.
MACIVER, R. M. “Society: An Introductory Analysis”, New York: Rinehart, 1950.
ORTEGA & GASSET, José. “El hombre y la gente (Obras Inéditas), Revista de Ocidente, Madrid, 1959.
TITIEV, Mischa. “Introdução à Antropologia Social”, Lisboa: Fundação Gulbenkian, 1972.
ULLMANN, Reinholdo Aloysio. Antropologia: O homem e cultura”, Petrópolis- Rio de Janeiro: Vozes, 1991.
VASSAL, Pierre-Gérard. “Curso Completo de Maçonaria: História geral da iniciação”, São Paulo: Madras, 2005.
WILLEMS. Emílio. “Antropologia Social”, São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1962.

Fonte: JBNews - Informativo nº 307 - 30 de Junho de 2011

quarta-feira, 13 de maio de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CICLOS INICIÁTICOS DO APRENDIZ - REAA

Em 08.03.2026 o Aprendiz, Irmão Ramon Pesurno Nogueira, Loja Regente Feijó II, REAA, GOB-RJ, Oriente de Três Rios, Estado do Rio de Janeiro, solicita esclarecimentos:

CICLOS INICIÁTICOS

Considerando que a senda do Aprendiz pela Coluna do Norte mapeia uma evolução interior contínua - partindo do despertar e da iniciação em Áries, passando pelo trabalho na pedra bruta em Touro, a compreensão da dualidade em Gêmeos, o silêncio e a gestação em Câncer, a força moral em Leão, até atingir a purificação e a ordem em Virgem, que o prepara para o Companheirismo —, pergunto: existe alguma obrigatoriedade ritualística de que o Aprendiz ocupe fisicamente os assentos correspondentes a cada uma dessas colunas zodiacais conforme avança nesses estágios? Ou esse caminhar pelas constelações do Norte é vivenciado de forma estritamente alegórica e moral, sem a necessidade de transição física nos bancos da Loja?

CONSIDERAÇÕES:

Trata-se de um apólogo solar baseado nos Cultos Solares da Antiguidade (Cultos Agrários). Sob a óptica desse misticismo, essa alegoria solar tem a finalidade de equiparar, simbolicamente, o transcorrer da vida do Iniciado com a revolução anual do Sol - um movimento aparente que resulta, em última análise, no teatro da vida, morte e renascimento da Natureza.

Especificamente, no que tange à sua pergunta, no templo os ciclos iniciáticos são simbólicos, portanto não há necessidade de que o Iniciado tenha que literalmente ocupar, de tempos em tempos, cada uma das colunas distribuídas pela parede Norte do templo (topo do Norte).

Simbolicamente, a idade do Aprendiz corresponde aos ciclos da primavera e do verão (hemisfério Norte). Esse tempo de passagem equivale às fases de vida da infância e da adolescência, as quais se encerram às portas da juventude, época em que o Aprendiz Maçom é elevado ao grau de Companheiro – ele atravessa o eixo do templo, passando do Norte para o Sul (vai do Nível à Perpendicular).

No computo geral dessa fábula iniciática, cada uma das etapas percorridas é apenas emblemática, ainda que a verdadeira mudança deve ocorrer no interior do Iniciado.

Não obstante a observação rigorosa de que na cerimônia de Iniciação obrigatoriamente o Aprendiz recém-iniciado seja colocado no topo do Norte, junto à coluna representativa de Áries (ponto de partida), a seguir, no decorrer do seu tempo de estada no setentrião, não necessidade de que o Aprendiz percorra fisicamente cada uma das seis Colunas fixadas no topo do Norte. É o suficiente que nas sessões seguintes ele permaneça em qualquer lugar, desde que ocupando o banco dos Aprendizes, adjacente à parede Norte.

Assim, na Iniciação, conforme especifica o ritual, o Neófito, depois de ter sido consagrado e reconhecido como Aprendiz Maçom, e ter assinado o livro de presenças, é conduzido até Áries, próximo do 1º Vig∴, para dali iniciar a sua jornada.

A título de ilustração, é bom que se diga que no misticismo solar aplicado na Maçonaria, Áries, a 21 de março corresponde ao início da primavera no Norte. Nesse caso, a referência Norte é porque a Maçonaria floresceu acima da linha do Equador.

Finalizando, é o bastante que o início da senda iniciática seja aplicada no dia da Iniciação, no mais, a simbologia das Colunas Zodiacais já é suficiente para explicar essa trajetória. Isso quer dizer que o ritual não determina que o Aprendiz tenha que literalmente ocupar cada uma das seis colunas no Norte. Isso está intrínseco na alegoria.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 11

QUE TIPO DE PEDRA SOU NA CONSTRUÇÃO?

1º - Pedra bruta é o símbolo do aprendiz maçom como o é de todo homem. Diz-se quando um homem é rústico, ignorante e mal educado que não passa de uma pedra bruta.
2º - Na maçonaria a pedra bruta é aquela que terá que ser desbastada, suas arestas devidamente eliminadas afim de que possa ser polida e usada na grande construção.
3º - Queiramos ou não, freqüentemente temos a necessidade de retirar de nós alguma aresta que permaneceu oculta. A procura, a busca pelo aprimoramento é uma obrigação do maçom consciente.
4º - Vivemos em perigo constante, já como pedra polida seremos chamados para servir de alicerce, ou ornamento da grande construção, e não raro, constatamos ainda algumas arestas.
5º - Irmãos, mantenhamo-nos alertas para que todos nos vejam como pedra burilada, interna e externamente.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

O TEMPO DE COMPANHEIRO

O tempo de Companheiro é um tempo difícil. O obreiro já não é um Aprendiz rodeado, apoiado, apetece até dizer mimado, por todos os Mestres da Loja. Alcançado o seu aumento de salário, afinal o prémio que obtém é apenas uma mudança do seu lugar na Loja, um pouco de cor no seu avental e… uma sensação de menor apoio.

Após uma Cerimónia de Passagem que é um verdadeiro anti-clímax em relação à sua recordação do que experimentou quando foi iniciado, depara-se com um par de símbolos novos, metem-lhe uns regulamentos e um ritual e catecismo na mão e… parece que se desinteressaram dele, ele que se oriente…

Não é assim, embora pareça que seja assim. E é assim que deve ser.

A Iniciação foi o nascimento para a vida maçónica. O tempo de Aprendiz é a sua infância, em que se é guiado, educado, amparado, mimado. O tempo de Companheiro, esse, é o da adolescência. Já não se admite ser tratado como criança – como Aprendiz – pois já se cresceu – já se evoluiu – mas… sente-se a falta do apoio que se recebia em criança. Já não se quer, mas ainda afinal se tem a nostalgia do apoio do tempo de Aprendiz. O Companheiro, tal como o adolescente, sofre a sua crise de crescimento. É o preço que tem a pagar pelo seu trajeto em direção à idade adulta maçónica, em que será reconhecido como Mestre.

No entanto, só aparentemente o Companheiro é deixado só. Os Mestres permanecem atentos a ele e, de entre eles, em especial o Primeiro Vigilante, responsável pelos Companheiros. Simplesmente já não tomam a iniciativa de sugerir caminhos, orientar trabalhos, avançar explicações, dar opiniões. Porque o Companheiro já não é Aprendiz, tal como o adolescente já não é criança. O tempo é de aprendizagem por si próprio, de exploração segundo os seus interesses. E só se houver grande desorientação no caminho se deve intervir. Tal como em relação ao adolescente é contraproducente pretender-se guiá-lo, impor-lhe caminhos, pois ele ou não aceitará o que considerará indesejável intromissão ou tornar-se-á dependente de uma superproteção que muito dificultará a sua vida adulta, também os Mestres não devem abafar o Companheiro com recomendações, intromissões, solicitudes a destempo. O tempo é de o deixar explorar, ele próprio, o que tiver a explorar. Se errar, aprenderá com o erro. Mas, no final, crescerá até à responsável maturidade da Mestria. É o que se pretende.

No início é – sabemo-lo bem! – confuso. Mas afinal as ferramentas foram fornecidas ao Companheiro logo no primeiro dia, tal como o guia de trabalho lhe foi apresentado. O Companheiro só tem de perceber isso, pegar nas ferramentas e seguir o trilho que, desde o início, lhe foi mostrado. Só não foi levado, empurrado, carregado, até ao seu início. Afinal, já não é criança…

A prancha de proficiência culmina o percurso do Companheiro. Mostra que ele entendeu o que escolheu entender, que trabalhou no que optou por trabalhar. A idade adulta está ao virar da esquina. O que implica virar essa esquina já é outra história…

Fonte: https://www.freemason.pt

terça-feira, 12 de maio de 2026

FRASES ILUSTRADAS

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DISPOSIÇÃO NA CADEIA DE UNIÃO

Em 08.03.2026 o Respeitável Irmão Américo Megda, Loja Estrela do Rio Claro, 496, REAA, GOB-SP, Oriente de Rio Claro, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:

CADEIA DE UNIÃO

Ontem fazendo minhas pesquisas para participar da sessão da palavra semestral, me deparei com duas informações distintas.

Em seu Blog, em FEV/2026 (https://pedro-juk.blogspot.com/search?q=cadeia) você diz que na formação, ao lado do Venerável deve estar o Primeiro e Segundo Vigilante, já no Ritual verifiquei que não consta desta maneira, uma vez que os Vigilantes ficam ao lado do Mestre de Cerimônias e o Orador e Secretário é que ficam ao lado do Venerável.

Gostaria de saber qual interpretação é a correta, e se existe uma explicação.

CONSIDERAÇÕES:

Não se trata especificamente de interpretação. Na verdade, não existe uma regra rígida sobre a disposição dos cargos que ficam imediatamente posicionados ao lado do Venerável Mestre e do Mestre de Cerimônias na formação circular da Cadeia de União.

Geralmente quem define essas posições são os próprios rituais.

Dessa forma, na edição do Ritual de 2024 do REAA no GOB, optou-se por se colocar o Orador e o Secretário ao lado direito e esquerdo do Venerável Mestre, e os respectivos Vigilantes ao lado esquerdo e direito do Mestre do Cerimônias.

Para esse caso, essa acomodação se justifica porque na Loja as Dignidades do Orador e o Secretário ocupam o lado oriental do templo, e os Vigilantes o lado ocidente. Basicamente essa foi a razão da escolha dessa distribuição.

É bom que se dia que oficialmente esses são procedimentos ritualísticos praticados no GOB, assim, irrestritamente segue-se o previsto nos Rituais em vigência no GOB, mesmo que até possam ser encontradas outras informações, não oficiais, como é o caso do Blog do Pedro Juk que abrange de modo amplo os rituais praticados pelas três Obediências regulares no Brasil.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O SINAL DA CRUZ - O CREDO EM AÇÃO

Meus irmãos:

Há gestos tão antigos, tão enraizados na tradição humana, que muitos os fazem sem sequer perceber o peso de sua herança espiritual. Um desses gestos é o Sinal da Cruz.

À primeira vista, parece apenas uma invocação breve. Mas na verdade, é uma síntese de fé, um escudo contra as trevas e uma proclamação silenciosa de pertencimento a Cristo.

A Igreja primitiva já o conhecia. Tertuliano, no século II, escreveu que “a cada passo e movimento… a cada entrada e saída… marcamos nossas testas com o Sinal da Cruz”. Era, portanto, mais do que um hábito, era um modo de viver.

Para os Padres da Igreja, a Cruz não era lembrada apenas em altares, mas trazida para dentro da vida diária. São Cirilo de Jerusalém recomendava: “Seja a cruz o nosso selo… sobre a testa e em tudo”.

Esse selo não era superstição, mas afirmação de poder espiritual. Orígenes a chamou de “o sinal da vitória contra os espíritos malignos”. São João Crisóstomo declarou: “O Sinal da Cruz é uma muralha forte”.

E São Basílio Magno foi ainda mais longe: ensinava que o Sinal da Cruz não era invenção humana, mas uma tradição não escrita que vinha dos próprios Apóstolos.

Vejamos, então, o que este gesto realmente contém:

Quando unimos três dedos no Oriente, recordamos a Santíssima Trindade.

Quando estendemos cinco dedos no Ocidente, lembramos as cinco chagas do Cristo.

Ao tocar a fronte, o peito e os ombros, não apenas nos abençoamos, mas trazemos à carne um credo invisível: “Eu creio no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Eu pertenço a Cristo”.

O Sinal da Cruz é, portanto, teologia em movimento.

É oração que se desenha no corpo.

É escudo contra as trevas e muralha contra o medo.

É também uma chave silenciosa: quando o fazemos com consciência, declaramos ao mundo espiritual que estamos sob a bandeira do Crucificado.

E o mais belo: este gesto nos conecta com dois milênios de cristãos que o fizeram antes de nós, mártires, monges, santos e simples fiéis.

Assim, meus irmãos, da próxima vez que traçarmos a Cruz, que não seja um movimento automático. Que seja um ato consciente, um grito silencioso da alma, um selo de fé que nos une ao Cristo e nos fortalece contra toda escuridão.

Pois no simples traçar de mão repousa uma tradição de luz, de força e de vitória.

Que assim seja.

Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro

segunda-feira, 11 de maio de 2026

FRASES ILUSTRADAS

COLAR DE M. I. OCUPANDO CARGO

Em 07/03/2026 o Respeitável Irmão Vinicius Tiengo Marono, Loja Fraternidade Acadêmica de Praia Grande, 3367, REAA, GOB-SP, Oriente de Praia Grande, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos.

COLAR DE M∴ I∴

O motivo do meu contato é pra tirar uma dúvida ritualística. Num primeiro momento, eu entrei em contato com a secretaria de ritualística do GOB-SP, mas como a resposta deles foi que você entende ser o procedimento correto, eu gostaria de entender a justificativa certinha. Vou colocar aqui em baixo minhas perguntas e as respostas que obtive:

1) Com a nova edição dos rituais, ficou definido que MI ocupando cargo deve usar o colar do cargo por cima do colar de MI (ritual de MM, pág. 29). Se a insígnia distintiva de MI é o avental (pág. 22 do ritual de MM), por que temos essa necessidade? Inclusive, ao sobrepor os colares, os ramos de acácia do colar de MI ficarão "escondidos". *Resposta: Usar os dois colares é uma definição da equipe de ritualística do GOB, encabeçada pelo Secretário Geral Ir∴Pedro Juk, que entende isso ser o correto quando um Ir∴ é MI ou autoridade maçônica (que também possui colar específico de sua função)*.

2) No caso de MI ocupar o cargo de Cobridor, ele deverá utilizar a faixa de MM, o colar de MI e o colar de cobridor sobrepondo tudo?

*Resposta: Segundo definição da Secr∴ Geral de Ritualística (GOB) um MI ao ocupar o cargo de Cobridor ou Experto deve utilizar o colar de MI, a faixa de Mestre e o colar com a joia do cargo (deve usar os 3 - primeiro a faixa de mestre depois o colar de MI e por cima o colar com a joia do cargo), porém, se desejar o MI pode abrir mão do colar de MI e utilizar apenas a faixa de Mestre e o colar com joia do cargo. Lembrando que a faixa de Mestre tem a finalidade de servir para suportar a espada, quando esta não está em uso. Infelizmente os fabricantes das faixas não colocam a argola que serviria para colocar a espada, mas, mesmo assim ela deve ser usada*.

Poderia tirar essas minhas dúvidas, por favor?

RESPOSTAS:

Inicialmente, é bom que se diga que as respostas emitidas pela Secretaria Estadual de Orientação Ritualística do GOB-SP estão perfeitamente consonantes com as manifestações da Secretaria Geral de Orientação Ritualísticas – Poder Central.

Dito isso, vamos aos esclarecimentos.

Mestre Instalado ocupando cargo - É apenas uma questão de lógica, pois no ritual vigente de Mestre Maçom estão indicadas quais são as alfaias de um Ex-Venerável Mestre (Mestre Instalado) do REAA. No tocante a isso, o ritual preconiza que as alfaias são o Avental e o Colar com a respectiva Joia Distintiva – Conforme o RGF, no GOB o M∴ I∴ é uma autoridade da Faixa 1).

Desse modo, não há o porquê do M∴ I∴ não usar os seus paramentos completos durante o exercício de algum cargo em Loja. Basta que ele siga o que prevê o ritual em vigência, mormente naquilo que diz respeito aos paramentos de um Mestre Maçom Instalado.
 Enfatize-se que um M∴ I∴, ao exercer um cargo em Loja, não perde o seu título honorífico. Ele continua a ser um M∴ I∴ e usa os seus paramentos completos.

À vista de tudo isso, paramentado naturalmente como M∴ I∴, o titular veste também, por cima do seu colar de M∴ I∴, o colar com a joia distintiva do cargo que ele estiver ocupando na Loja. Nesse sentido, vale ressaltar que não existe absolutamente nada de anormal em se vestir um colar sobre o outro quando se estiver no exercício de um cargo em Loja.

Faixa de Mestre Maçom - Caso o cargo ocupado pelo M∴ I∴ for o de Cobridor ou de Experto, para acondicionar a sua espada ele pode usar, por debaixo do colar e a joia distintiva do cargo, também a faixa de Mestre, já que nela existe um dispositivo anelar para essa finalidade. Mas, se o caso for de excesso de paramentos, o titular não se sentindo confortável pode optar pelo não uso da faixa de Mestre, fazendo-se valer de outro dispositivo para essa finalidade, que geralmente fica atrás do espaldar da cadeira.

Finalizando, é também importante mencionar que o Mestre Maçom, mesmo sem cargo, possui a sua joia distintiva. O mesmo ocorre com o M∴ I∴, ou qualquer outra autoridade investida. Todos possuem sua joia distintiva. Da mesma forma, os cargos em Loja (LLuz∴, DDig∴ e OOfic∴) também possuem suas respectivas joias. Para esse mister não existe precedência de uma joia sobre a outra, pois além dos seus valores simbólicos, significativos e iniciáticos ocultos, a joia também indica um cargo de ofício, um posto ou uma distinção.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

TEMPLO MAÇÔNICO MEMORIAL


Em 1955, a Grande Loja da Califórnia encomendou três frascos em prata e ouro, gravados com as palavras "Milho", "Óleo" e "Vinho", para a cerimônia de inauguração do Templo Maçônico Memorial em São Francisco. Na tradição maçônica da Califórnia, estes três elementos são símbolos de abundância, conforto e cura, representando os salários pagos aos construtores do Templo do Rei Salomão e sendo utilizados em rituais de consagração, onde o milho é derramado em nome da caridade, o vinho em nome da esperança e o óleo em nome da fé. Embora os frascos históricos tenham sido usados para transportar os ingredientes, o derramamento cerimonial foi feito com jarros próprios.

Na imagem da época, Oficiais da Grande Loja na cerimônia de consagração do Templo Memorial Maçônico em São Francisco, 26 de outubro de 1955.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

OS INIMIGOS DA LUZ

Ir∴ Paulo Moura, de Teresina

Dizem que o poeta alemão J. W. von Goethe, no leito de morte, reuniu o que lhe restavam de forças para pronunciar suas últimas palavras, que ficariam para a posteridade: "Luz, quero luz!" Perdoem-me a imprecisão histórica quando escrevo "dizem" mas de imprecisões a História está repleta, malgrado o esforço de homens sérios e comprometidos com a honestidade dos fatos.

Também em Maçonaria as imprecisões históricas avultam e não é tarefa fácil
separar o joio do trigo. Entretanto, cabe ao Maçom a compreensão e o entendimento da Ordem a qual pertence, tornando-se um eterno buscador da Verdade. A Verdade é, filosoficamente, contestável, mas nem por isso desprovida de existência real. Buscar a Verdade é um impulso instintivo do Homem e mesmo que não a busque conscientemente, será guiado por forças da sua mente inconsciente – que Jung chamou de "tendências instintivas" – que se manifestará nos sonhos como fantasias reveladas através de imagens simbólicas. É imperioso sair do mundo das sombras - tão bem simbolizado por Platão no "Mito da caverna" – e ir ao encontro da Luz.

Assim nos encontrávamos na Cam∴ de Ref∴ Imersos na escuridão, batíamos profanamente à porta do Templo consagrado ao G∴A∴D∴U∴, na esperança de sermos admitidos nos AAug∴ MMist∴ Buscávamos a Luz.

O primeiro ato da Criação Divina, o "Fiat Lux", mostra-nos que a Luz precede a existência do mundo das formas; é a origem comum a todas as coisas. Não podemos deixar de fazer a relação entre o texto do Gênesis: 1, 1-3 com a revolucionária Teoria Geral da Relatividade, enunciada pelo gênio Albert Einstein, em 1905: E=M.C² (energia é igual a massa vezes velocidade da luz ao quadrado). Grosso modo, seria o mesmo que dizer que matéria é energia coagulada. Afinal, tanto a Religião quanto a Ciência chegaram à conclusão de que tudo é Luz.

Simbolicamente, a Luz representa o conhecimento; a revelação dos mistérios das Leis Divinas; a sabedoria imanente; a libertação das amarras da ignorância pela compreensão de quem somos, de onde viemos e para onde vamos.

Na cerimônia de Iniciação, pede-se a Luz para o neófito e a Luz lhe é dada. A partir de então, o neófito passa à condição de Iniciado e cabe-lhe envidar todos os esforços para se melhorar. A jornada começa com o desbaste das arestas morais, num esforço para vencer suas paixões inferiores, lapidando-se paciente e diuturnamente com o concurso da vontade firme e da inteligência, representados pelo cinzel e pelo maço. Nesse esforço, cumpre-lhe trabalhar sem descanso para livrar-se das suas imperfeições. É uma tarefa individual, porém, não prescinde da colaboração dos IIr∴ que o ajudam com lições, conselhos e orientações lastreados em suas experiências e vivências maçônicas. Essa ajuda faz parte do processo de aprendizagem, concretizando um dos nossos mais sublimes preceitos: a Fraternidade.

Tudo que devemos aprender, e fazer, encontra-se no Ritual de Aprendiz, dizem- nos os Mestres mais experientes. É verdade. Está tudo no Ritual e basta uma reflexão profunda com o sincero interesse em adquirir instrução. Tomemos um exemplo:

O Ven.˙. M.˙. pergunta ao Ir∴ 1° Vig.˙. , na abertura ritualística:

" -Para que nos reunimos aqui, Ir      v 1° Vig.˙.?

- Para combater o despotismo, a ignorância, os preconceitos e os erros. Para glorificar a Verdade e a Justiça; para promover o bem-estar da Pátria e da Humanidade, levantando templos à Virtude e cavando masmorras ao vício". Vamos refletir sobre cada frase.

Combater o despotismo – Pela definição do Dicionário Houaiss, despotismo é "o poder isolado, arbitrário e absoluto de um déspota". O déspota, ainda na definição do Houaiss significa "que ou quem age tiranicamente, embora não detenha o poder absoluto". O despotismo deve ser combatido onde quer que este se encontre: dentro ou fora do Templo.

A ignorância – é a causa de vários males que afligem a Humanidade. Ignorância é viver imerso em sombras, desconhecendo as Leis Morais que governam a todos, favorecendo a harmonia geral. O estudo sério e metódico é uma das formas mais eficazes de combatê-la. Erra demasiadamente o Maçom que não é dado ao estudo, à pesquisa e à inquirição da Verdade. A Maçonaria não revela seus segredos àqueles que cultivam, com zelo, a preguiça mental e abdicam do sagrado direito de pensar por si próprios.

Os preconceitos e os erros – Imaginemos os preconceitos e os erros como filhos diletos da Ignorância, donde retiram o seu alimento e o sustento para crescerem fortes. Desde que se combata a Ignorância, exterminando-a, condenam-se os preconceitos e os erros a morrerem de inanição.

Glorificar a Verdade e a Justiça – Ao compreender a Verdade e a Justiça como atributos Divinos, torna-se dever do Maçom glorificá-las, nunca esquecendo de aplicá-las no convívio com os seus semelhantes. Quem combate a ignorância com as luzes da Sabedoria conhece a Verdade; quem conhece a Verdade é Justo. Tal é a perfeição do ensinamento.

Promover o bem-estar da Pátria e da Humanidade – Todo conhecimento adquirido só tem sentido, se compartilhado. Age maçonicamente quem é consciente de seu papel como cidadão brasileiro e como cidadão do mundo, fazendo todo esforço para melhorar a existência, contribuindo para a Obra da Luz.

Levantando templos à Virtude – É trabalho de construção. Nós, Maçons, somos construtores sociais e a nossa obra maior consiste na edificação das virtudes em nós mesmos.

Cavando masmorras ao vício – Ao mesmo tempo que erigimos nosso Templo Interior, para a glória do G∴A∴D∴U∴, suplantamos os vícios de que somos portadores, dominando-os e torturando-os até a extinção.

Eis o porque de nos reunirmos em Loja aberta.

Quem agir com despotismo querendo impor a sua vontade, cerceando a liberdade e as iniciativas benfazejas dos IIrm∴...

Quem desejar manter-se e manter os IIrm∴ na ignorância, descuidando ou desmerecendo as iniciativas que promovam o estudo e a prática da Sagrada Maçonaria...

Quem, por misoneísmo, rechaçar as ações inovadoras e as ideias progressistas apenas para manter uma tradição obsoleta ou o status quo...

Quem esquecer que a Verdade e a Justiça são atributos do G∴A∴D∴U∴ e delas fizer pouco caso, disseminando a mentira e promovendo injustiças...

Quem não se comprometer com o bem-estar de seus IIrm∴, da sua família, da sua cidade, do seu país e do mundo...

Quem persistir nos vícios e desregramentos morais e tornar-se um estorvo no caminho dos IIrm∴ que buscam melhorar-se, envolvendo-o em intrigas, calúnias e difamações, atacando-os em suas ausências e maquinando para vê-los cair...

Quem assim proceder, a despeito de ser Iniciado, não é Maçom. É um simulacro de homem; é um espectro danado que nos espreita.

É mais um inimigo da Luz.

Fonte: JBNews - Informativo nº 307 - 30 de Junho de 2011

domingo, 10 de maio de 2026

FRASES ILUSTRADAS

VERIFICAÇÃO PELOS VIGILANTES - LOJA DE COMPANHEIRO

Em 06.03.2026 o Respeitável Irmão Fernando Sousa, Loja Acácia Caxiense, 1640, REAA, GOB-MA, Oriente de Caxias, Estado do Maranhão, pede esclarecimentos para o que segue:

VERIFICAÇÃO PELOS VIGILANTES

Muitas vezes, mesmo sem ter Companheiros Maçons presentes à Sessão, nossa Oficina costuma realizar Sessões nesse Grau para que os Mestres relembrem instruções, o que acho muito salutar. Numa sessão de Companheiro, sabemos que os Vigilantes percorrem suas colunas para verificar se todos os presentes são Companheiros Maçons. Também sabemos que, os que ocupam cargos, não serão verificados por estes.

Pergunto: Caso não haja Companheiros na referida Sessão, qual procedimento deve ser adotado pelos Vigilantes?

Mesmo assim, devem percorrer suas colunas, ou já podem anunciar diretamente de suas mesas que TODOS são Companheiros Maçons?

Certo de um retorno, deixo aqui o meu Tríplice e Fraternal Abraço.

PONDERAÇÕES:

Para que se evitem procedimentos inexistentes, ou algo parecido, na hipótese de abertura de uma Loja de Companheiro, sem estarem presentes Companheiros Maçons, a liturgia de abertura segue exatamente como está no ritual. 

Nesse caso, cada Vigilante, mesmo não havendo ninguém para ser examinado, percorre a sua Coluna, voltando em seguida ao seu lugar quando informa que todos são CComp∴ Maçons.

Vale lembrar que se nas Colunas estiverem presentes Mestres Maçons sem cargo, o Vigilante procede naturalmente o exame, tomando dele o Sin∴, o Toq∴ e a Pal∴ Sagr∴ do 2º Grau.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O CULTO

Culto significa adoração, homenagem, veneração à divindade; é o ato de "cultivar", ou seja, o cuidado para com os que se iniciam em algum trabalho, como, por exemplo, na agricultura; é um cuidado, um estudo, uma tarefa.

O culto tem sido usado mais para expressar uma religiosidade, sendo a tendência do ser humano para com o "mistério", para com o "incognoscível".

A Maçonaria presta culto ao Grande Arquiteto do Universo, bem como à ciência e à filosofia, sem esquecer o culto à pátria, às virtudes, à beleza, enfim, ao que merece respeito e veneração.

A essência maçônica, porém, no que diz respeito ao culto, vai em direção a Deus.

Como reflexo, retorno e consequência, esse culto vai em direção a todos os Irmãos de Ordem, resumindo-o em uma frase; culto ao amor fraternal.

O culto exige um atenção especial; momentos de dedicação em que a mente preocupa-se exclusivamente com o ato.

Como o maçom crê na existência de um templo interior, o melhor culto a Deus será o da interioridade do maçom.

As nossas preces devem ser dirigidas não para o "alto" nem para a frente, mas para "dentro". Deus não está lá, mas aqui.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 112.

O HOMEM DO AMANHÃ

A Ordem pede passagem, mas parece que alguns candidatos pedem apenas tempo. 

É decepcionante observar aqueles que batem à porta do Templo, ocupam o tempo precioso de Mestres dedicados e enchem a boca para falar de compromisso, mas, na hora da ação, revelam sua verdadeira identidade: a do Homem do Amanhã. 

A Maçonaria é feita de presença, suor e atitude. É um compromisso assumido com a verdade e com a própria evolução. No entanto, o "Homem do Amanhã" tem sempre uma desculpa pronta, um imprevisto de última hora e uma disposição incrível... para depois. 

O perfil do procrastinador da virtude:
* Palavras de ouro, atitudes de barro: Promete mundos e fundos na entrevista, mas some na primeira convocação. 
* O mestre da desculpa: Sempre está "quase" pronto, mas o "amanhã" dele nunca chega.
* Falta de brio: Esquece que honrar a palavra é o primeiro degrau da nossa escada. 

Não adianta querer vestir o avental se o espírito não está disposto a sair do sofá. A Maçonaria não é um fã-clube ou um título para se ostentar no peito; é trabalho! Quem só tem atitude para o "amanhã", na verdade, não serve para o hoje. 

Honre o tempo de quem se dispôs a te ensinar. Se o seu compromisso é apenas verbal, guarde suas palavras e deixe o lugar para quem realmente quer lapidar a pedra! 

Fonte: Facebook_Federação Maçônica de São Paulo

sábado, 9 de maio de 2026