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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 3 de maio de 2026

FRASES ILUSTRADAS

 


A SIGLA M. I. APÓS A ASSINATURA

Em 26.02.2026 o Respeitável Irmão Juvenal Pereira da Silva, Loja Valmir Tavares de Sales, 4832, REAA, GOB-PI, Oriente de Floriano, Estado do Piauí, solicita esclarecimentos.

A SIGLA M∴ I∴

Caro Irm. Pedro Juk, o assunto que quero falar já foi muito debatido nas lojas maçônicas de todo o Brasil, mas eu não estou ainda convencido de que tal assunto da maneira como ele vem sendo tratado. Bem Trata-se da assinatura no livro de presença antes do início de uma sessão maçônica, no tocante as letras M. I. Ou seja mestres instalado. Pois bem um irmão é indicado para a Veneralato de uma loja. É eleito, é instalado e é empossado e administra sua loja de acordo com o tempo necessário a ele determinado. Tudo bem, acontece que existe irmãos reclamando o espaço lá no livro tem na coluna GRAU. Ai eu lhe pergunto, não seria melhor nesse espaço que fosse colocado (TÍTULO/GRAU). Porque aí atenderia a todos. Gostaria de saber da vossa sugestão. Tendo em vista que um mestre instalado tem o título de mestre instalado.

CONSIDERAÇÕES:

De fato, esse é um assunto que, embora desnecessário, vira e mexe gerando discussões.

De pronto, vale ressaltar que Mestre Instalado não é grau, senão um título honorífico dado àquele que é eleito para o veneralato de uma Loja, ou eleito Grão-Mestre, assim como os seu Adjunto.

Sob óptica legal, o próprio RGF trata M∴ I∴ como um título honorífico, portanto, assim definido, ele não é um grau iniciático.

Documentalmente, a sigla M∴ I∴ consta do Decreto nº 2.085, vigente, datado de 11 de junho de 1968 e assinado pelo então Grão-Mestre Geral Álvaro Palmeira. A súmula desse Decreto menciona: "PERMITE AOS MESTRES USAR A SIGLA DE SUA DIGNIDADE MAÇÔNICA". Chama-se atenção para o Decreto que trata M∴I∴ por "sigla" e "dignidade maçônica", o que corrobora que Mestre Instalado não é Grau.

Como esse Decreto (ainda vigente) autoriza o uso da sigla M∴ I∴ após o respectivo nome, seu uso continua sendo largamente utilizado - isso é um fato.

À vista disso, a sua sugestão de incluir na coluna de identificação "TÍTULO/GRAU" é perfeitamente aceitável, podendo ser utilizada no livro de presenças da Loja, o que ajudaria a pôr fim em discussões que não levam a nada. Nesse sentido, a Loja pode sim adotar o termo "TÍTULO/GRAU" na respectiva coluna. Eu acrescentaria ainda a palavra "simbólico" logo após o Grau, a despeito de que em Lojas Simbólicas tratam-se apenas assuntos do simbolismo.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

A CRUZ

Em todos os povos, a cruz é símbolo de veneração, mesmo abstraindo-se o significado de sacrifício por ter sido usada para crucificar Jesus.

A cruz é formada por dois ângulos retos, encontrando-se os seus vértices, vem representando em várias formas, com um braço simples formado por meia linha horizontal sobre uma linha maior, vertical.

Os gregos a apresentam na forma de uma de suas letras do alfabeto, o tau, e tem o formato de um T maiúsculo; temos a cruz latina, a ansata, a suástica ou de Santo André, no formato de um X; cruz Radiada a patriarcal formada por duas barras transversais; a Perronée, cruz que assenta sobre degraus.

Existem as cruzes compostas, como o "Pirou", formado por um X superposto à letra P e a Rosa- Cruz, uma cruz cuja inserção central apresenta uma rosa.

Na Maçonaria, são aceitas como símbolos a cruz latina e a cruz patriarcal, essa como símbolo do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito.

Entre os cristãos, a cruz é usada como adorno, formada em ouro, de pequeno volume e trazida como colar, tanto por homens como por mulheres.

Os colares usados na Maçonaria são de uso interno na Loja e não como adorno individual no mundo profano.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 111.

MAÇONARIA NA GRÉCIA

Por Luciano J. A. Urpia

A Maçonaria na Grécia começou a se estruturar no final do século XVIII, com as primeiras lojas de língua grega surgindo por volta de 1780, influenciadas por organizações como os "Bons Exaltados" em Viena, que uniam cristãos dos Balcãs na luta pela libertação do jugo otomano. O grande marco, porém, ocorreu nas Ilhas Jônicas, sob domínio veneziano, onde o Conde Dionísio Roma emergiu como o verdadeiro fundador da Maçonaria grega. Em 1811, após obter reconhecimento do Grande Oriente da França, Roma estabeleceu a primeira administração unificada, dando à Maçonaria helênica um status institucional e permitindo seu desenvolvimento com identidade própria.

A Irmandade teve papel fundamental na preparação da Revolução Grega de 1821. Muitos líderes da independência eram maçons, como Theodoros Kolokotronis, Germanos de Patras e Ioannis Kapodistrias. A Loja "Bienfaisance et Philogénie Réunis" em Corfu tornou-se centro de atividade patriótica, enquanto maçons gregos no exterior fundaram lojas que serviram como fachada para a organização secreta da luta. Foi nesse ambiente que, em 1814, Emmanuel Xanthos, inspirado pelos ideais maçônicos, idealizou a criação da "Filiki Eteria" (Sociedade dos Amigos), que seria fundamental para deflagrar a Revolução.

Após a independência, a Maçonaria grega enfrentou períodos de declínio e reorganização, mas consolidou-se definitivamente a partir de 1868 com a criação da Grande Loja da Grécia. Ao longo do século XX, expandiu seu trabalho humanitário, fundando instituições como o hospital oncológico "Agii Anargyroi" e promovendo campanhas de doação de sangue e órgãos. Hoje, com 120 Lojas em todo o país e reconhecimento internacional, a Grande Loja da Grécia mantém-se fiel aos princípios maçônicos de aprimoramento moral, filantropia e contribuição à sociedade grega.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

sábado, 2 de maio de 2026

FRASES ILUSTRADAS

FOTO VESTINDO PARAMENTOS

Em 26.02.2026 o Respeitável Irmão Osmar Delmasquio, Loja 13 de Maio, 1831, sem mencionar o Rito, GOB-ES, Oriente de Ecoporanga, Estado do Espírito Santo, apresenta a seguinte questão:

FOTO

Pode um irmão tirar foto paramentado no interior do Templo e postar no seu status?

CONSIDERAÇÕES:

Desde de que a foto seja tirada após o encerramento dos trabalhos (não se recomenda fotos em Loja aberta), não existem óbices.

Nada impede que algum Irmão seja fotografado vestindo seus paramentos. Existe um enorme acervo fotográfico de Irmãos paramentados, inclusive com bastante antiguidade.

O que de fato é proibido são retratos em que o fotografado esteja com sinal composto, ou atuando em passagens ritualísticas com a Loja trabalhando regularmente sob cobertura.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

NICCOLÒ PAGANINI


Niccolò Paganini (Gênova, Itália, 1782 - Nice, França, 1840). Músico, compositor, instrumentista e violinista virtuoso italiano.

Considerado o maior violinista da História, e um dos mais importantes expoentes da música do Romantismo, tanto pelo domínio do instrumento quanto pelas inovações feitas em particular ao "staccato" e "pizzicato". Dotado de uma técnica extraordinária, suas composições eram consideradas impossíveis de serem tocadas por outros violinistas (ele tinha dedos excepcionalmente longos e era capaz de tocar três oitavas em quatro cordas em uma mão, um feito extraordinário mesmo para os padrões de hoje)

Até a presente data, a sua iniciação maçônica não foi comprovada, contudo é amplamente documentada a sua participação como Mestre Maçom, dirigindo a Coluna da Harmonia na "Assemblea del Grande Oriente d'Italia" ocorrida em Milão, em 27 de dezembro de 1808, para celebrar a mútua filiação e amizade entre o "Grand Orient de France" e "Grande Oriente d'Italia".

Aprovados os trabalhos da Assembleia, foi executado o hino maçônico escrito pelo irmão Vincenzo Lancetti, que também desempenhou a função de Grande Orador na sessão, a música foi executada justamente pelo jovem músico Niccolò Paganini, então com vinte seis anos.

Colaboração: Coluna Cultural Maçônica | @maconariaeartes

Por Luciano J. A. Urpia

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

O BALANDRAU & A MAÇONARIA

Kennyo Ismail

Muitos são os maçons brasileiros defensores do balandrau. Mas afinal, qual a origem dessa vestimenta na maçonaria?

O célebre escritor José Castellani escreveu que o balandrau era a indumentária dos membros do “Collegia Fabrorum”, e que os maçons operativos medievais, do século XIII em diante, também utilizavam a túnica negra.

Com todo o respeito ao saudoso Irmão Castellani e suas obras, que tanto acrescentaram para a literatura e cultura maçônica brasileira, permita-nos discordar de tal afirmação. Nos parece que se trata de teoria feita de forma inversa, ou seja, apenas para justificar um costume arraigado, ao invés de buscar sua origem. Afinal de contas, não existe qualquer indício de que os membros do Collegia Fabrorum ou mesmo os maçons operativos medievais realmente utilizavam balandrau. Em que se baseia essa afirmação? A impressão é de que apenas se afirmou o uso pelos membros da maçonaria operativa para justificar o uso pelos maçons especulativos, sem qualquer fundamento histórico para ilustrar tal teoria.

Em verdade, a origem do balandrau na maçonaria é outra. Podemos dizer que herdamos o balandrau de uma instituição “prima”: A Carbonária.

Analisando a “Carta de Bolonha” e tantos outros documentos existentes do segundo milênio, vê-se claramente que já no século XI a maçonaria operativa era dividida entre os que trabalhavam com “pedra” e os que trabalhavam com “madeira”. Em resumo, os que trabalhavam com “pedra”, que eram maiores em número e em serviços, eram os maçons operativos, dos quais somos os legítimos herdeiros. Enquanto que a Carbonária surgiu como herdeira daqueles que trabalhavam na madeira.

A Carbonária se fazia presente de forma itensa na Itália, França e Portugal, e era governada pelo General francês Joaquim Murat, cunhado de Napoleão Bonaparte e tido como rei de Nápoles. Os carbonários eram conhecidos pelo uso de uma túnica preta com a imagem do punhal de São Constantino bordada no peito esquerdo – Sim, um balandrau.

Joaquim Murat tratou de iniciar na Carbonária seu filho, “príncipe” Charles Lucien Murat. Em 1815, o príncipe Murat teve que se exilar por conta do assassinato de seu pai, vivendo então na Áustria, Veneza e por último nos Estados Unidos. Só conseguiu retornar à França em 1848. Em 1852, Murat assumiu como Grão-Mestre do Grande Oriente da França, cargo em que permaneceu até 1862.

Nesses 10 anos como Grão-Mestre, Lucien Murat realizou uma grande revolução no Grande Oriente da França, o qual cresceu como nunca em número de Lojas e notoriedade. Foi também nesse período que vários traços da antiga Carbonária foram implementados na maçonaria francesa, entre eles o uso do balandrau. Os maçons do Grande Oriente do Brasil, que tão estreitos laços possuiam e tanta influência sofriam da maçonaria francesa, a qual havia sempre servido de exemplo e fonte dos Ritos então praticados no Brasil – Escocês, Adonhiramita e Moderno – logo também aderiram ao balandrau.

Porém, em janeiro de 1862, o rei Napoleão III declara o Marechal Bernard Pierre Magnan, um profano, como Grão-Mestre do Grande Oriente da França. O Marechal Magnan é iniciado e elevado até ao grau 33 do Rito Escocês em apenas dois dias. Magnan desfaz muitas das mudanças promovidas por Lucien Murat. No entanto, o balandrau já havia caído nas graças dos irmãos brasileiros.

Uma das evidências que constata que o balandrau não teve origem no Collegia Fraborum ou na maçonaria operativa é de que é um traje totalmente desconhecido na maçonaria da Inglaterra, Irlanda, Escócia e Alemanha, países em que a maçonaria é tão antiga e originária das antigas Guildas quanto na Itália, França e Portugal, ao mesmo tempo em que esses primeiros não tiveram a presença da Carbonária em seus territórios, enquanto Itália, França e Portugal tiveram.

Com base em tais relatos e análises históricas, conclui-se que a afirmação de que o balandrau é uma herança da maçonaria operativa, apesar de valorizar simbolicamente o balandrau, é totalmente falsa. Fica evidente a influência que a Carbonária, através de Lucien Murat, exerceu sobre o Grande Oriente da França e, conseqüentemente, sobre a Maçonaria Brasileira, sendo o balandrau o mais visível indício disso.
Porém, não se deve deixar de concordar com o Irmão Castellani em uma coisa: a verdadeira vestimenta do maçom é o AVENTAL. Sem ele, o maçom não trabalha.

Fonte: noesquadro.com.br

sexta-feira, 1 de maio de 2026

FRASES ILUSTRADAS

APROVAÇÃO DA ATA - ABSTENÇÃO

Em 25/02/2026 o Respeitável Irmão Adriano Luiz da Silva, Loja Acácia Balsense, 2351, REAA, GOB-MA, Oriente de Balsas, Estado do Maranhão, apresenta a seguinte questão:

APROVAÇÃO DA ATA

Pois bem, diante das alterações recentes no novo ritual, a questão da Ata ficou um pouco confusa, pois em um momento, o Secretario de Ritualística Estadual nos passou uma orientação e em um outro momento o Eminente Grão Mestre Estadual, participando em uma sessão de nossa loja nos passou uma outra orientação.

Confesso que a orientação do Eminente eu respeito e acato, mas não concordo, pois como foi dito, quando o Ven∴ diz "Meus IIr∴, se tendes alguma observação sobre a redação da Ata que acaba de ser lida, a palavra vos será concedida nas CCol∴ pelos IIr∴ VVig∴."

No meu entendimento e como foi orientado pelo Secretário Estadual, o Ir∴faltante deve se levantar e ficar a Ord∴, quando a palavra passar por sua Col∴, pois ele se abstém de falar, se ele nada fizer ele estará aprovando a Ata, porque pra mim, o Ven∴ aprova a Ata pelo silencio dos IIr∴ nas CCol∴ e no Or∴.

E se houver emenda, o Ir∴ faltante fica a Ord∴ novamente na hora da votação.

E a orientação que o Eminente nos passou foi que o Ir∴ faltante não faça nada quando a palavra passar por sua coluna e só se abstenha na votação da emenda.

Caso eu esteja errado meu Ir∴, me corrija e sane essa dúvida.

CONSIDERAÇÕES:

Aquele que esteve ausente na sessão que gerou a ata, deve sim, na sua Coluna, ficar à Ordem durante as manifestações sobre a redação da ata que acabou de ser lida.

Com isso, a sua postura à Ordem não compromete a votação, já que se ele permanecesse simplesmente sentando e em silêncio, isso poderia ser interpretada como concordância pela aprovação.

No caso de emendas, se estas houverem, o Ir∴ que esteve ausente não pode participar dessa discussão, isto é, não ele pede a palavra. Sendo assim, apenas se conserva sentado e calado.

Já, quando houver a votação de emenda, o ausente na sessão anterior (que gerou a ata) deve ficar à Ordem, postura que denota gesto de abstenção, no REAA.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

COMISSÕES E COMUNICAÇÕES DO CHANCELER

Em 25/02/2026 o Respeitável Irmão Thadeu Ortona, Loja Marques de Pombal, 1220, REAA, GOB-SP, Vila Maria, Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a seguinte questão

COMISSÕES E O CHANCELER

Estou Orador e tenho uma dúvida: Após o fechamento da Ordem do Dia, costumeiramente é passado a palavra para membros de comissões e o Chanceler faz a leitura das datas comemorativas. Existe ritualmente um “momento certo” para isso ocorrer?

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente, vale ressaltar que a ordem dos períodos de uma sessão ordinária consta sequencialmente no ritual em vigência. Essa ordem deve ser seguida como está.

No caso das Comissões, havendo matéria relativa a elas que demande de discussão, votação e aprovação, o Venerável Mestre deve incluir o objeto antecipadamente na pauta da Ordem do Dia, não depois dela.

Se porventura forem assuntos que não demandem de votação, o momento apropriado para manifestações é na Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular.

Na hipótese das comunicações de aniversário feitas pelo Chanceler, as mesmas também devem ser comunicadas na Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular.

Finalizando, para o bem da ritualística, não é permitida a criação de períodos alheios aos previstos no ritual. Ritual em vigência deve ser cumprido como se encontra e o Orador deve fiscalizar, com rigor, o seu cumprimento.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SER RECONHECIDO COMO TAL...

Estelio Guimarães Cavalcante

O Maçom sabe, que os iniciantes na Maçonaria, ou seja, os “aprendizes calouros” não nascem prontos, então precisamos prepará-los, pois sabemos mais que eles, afinal somos “aprendizes veteranos”!

Além do que, sabemos também, que a Maçonaria é um caminho de aperfeiçoamento e aprendizado contínuo, focado no desenvolvimento pessoal e moral dos seus membros. Os candidatos são admitidos para aprender e evoluir, e em casos de necessidades específicas, também aplicar conhecimentos pré-existentes.

Ou seja, a Maçonaria é uma instituição filosófica que se dedica ao aprimoramento dos seus membros. Ao contrário de outras organizações, ela não se destina a quem já possui todo o saber, mas sim a quem busca o crescimento pessoal.

A entrada na Maçonaria é o início de uma jornada de contínuos aprendizados e descobertas. O conhecimento e os rituais são revelados gradualmente aos obreiros, que são guiados no seu desenvolvimento.

E uma coisa que temos, ou melhor, que “devemos” entender, é que Sublime Ordem Maçônica, tem como dentre os seus principais objetivos, o constante aperfeiçoamento (foco) dos seus membros. Assim, é natural que um indivíduo não entre já "sabendo tudo", mas sim com a intenção de aprender e se tornar uma pessoa melhor.

Em resumo, meus amados irmãos, a Maçonaria não foi, não é, e acredito que jamais será, um Lugar para "Especialistas". Pois não há pré-requisito de que um candidato já tenha um conhecimento exaustivo sobre tudo o que a Maçonaria pode oferecer. Até porque o processo, é justamente para o candidato "descobrir" tudo o que envolve a organização.

Na Maçonaria usamos um termo chamado de “goteira”, quando queremos nos referir a um tipo de “spoiler humano”. Que é aquele tipo que lê de tudo e acha que sabe de tudo sobre Maçonaria, menos do que realmente acontece nela, até porque não se trata de um Maçom de fato. Em inglês, "spoiler" significa "estragar" ou melhor falando, um "estraga-prazeres"!

Portanto trate de ignorá-los, pois tudo o que querem, é a sua atenção, que é preciosa demais para você perdê-la, com insignificantes pessoas.

Fazer o bem, faz bem!

O bem vai, o bem vem!

Bom dia, meus Grandes Manos!

P.S: E não esqueçam: Um Maçom só é reconhecido como tal, pelos seus irmãos, e pela sociedade em geral, pelas ações que pratica, ou seja, pela prática Maçônica, e por nada mais!

Fonte: Facebook_Atrio do Saber

quinta-feira, 30 de abril de 2026

FRASES ILUSTRADAS

COMUNICAÇÃO DO TESOUREIRO - EM PÉ OU SENTADO?

Em 23.02.2026 o Respeitável Irmão Wanderson da Silva Prada, Loja Acácia Laranjeirense, 2472, REAA, GOB-PR, Oriente de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, pede esclarecimento para o que segue:

COMUNICAÇÃO DO TESOUREIRO

Há alguns meses indaguei ao respeitável Irmão sobre a (des)necessidade de o Tesoureiro, ao anunciar o Tronco de Beneficência, se dirigir as Luzes ou apenas ao Venerável Mestre. Em minha Loja o Venerável dá sequência aos trabalhos após a coleta do tronco e, durante a palavra a bem da ordem em geral e do quadro em particular, o Tesoureiro anuncia o resultado. Conforme suas orientações, seguindo o Ritual, o Tesoureiro deve apenas se dirigir ao Venerável Mestre e anunciar o resultado obtido.

A dúvida que me surgiu, posteriormente, foi se este anúncio do Tronco de Beneficência - durante a Palavra a Bem da Ordem... - deve ser feito em pé e a ordem ou pode ser anunciado sentado.

Agradeço mais uma vez a paciência e dedicação do respeitável Irmão, em sempre nos socorrer com tantas dúvidas que surgem.

CONSIDERAÇÕES:

No Ocidente da Loja somente podem falar sentados os Vigilantes. Assim, todos os demais Irmãos das Colunas, inclusive o Chanceler e o Tesoureiro, sem nenhuma exceção, falam em pé, portanto à Ordem.

Ainda, no tocante ao Chanceler e o Tesoureiro, vale lembrar que a mesa que cada um ocupa em detrimento do seu ofício, não é justificativa para que ambos falem sentados no Ocidente. Independentemente da mesa, reitera-se: ambos falam à Ordem.

A respeito do Tesoureiro, cabe ainda mais uma observação. Trata-se do seguinte: como a vossa Loja adota o anúncio do resultado da coleta no período da palavra a bem da Ordem em geral e do Quadro em particular, o Tesoureiro também pode, se for o caso, usar da palavra nesse momento para abordar outros assuntos que sejam necessários. Nesse caso ele à Ordem e se dirige à Loja pela forma de costume, comunicando por primeiro ao Venerável o resultado da coleta e em seguida se pronuncia para os demais. Isso evita que o Tesoureiro precise pedir a palavra duas vezes.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SINAL DE APRENDIZ

Em 22/02/2026 o Respeitável Irmão Luciano Barros de Andrade, Loja Luz e Razão, 3930, REAA, GOB-RS, Oriente de Santo Ângelo, Estado do Rio Grande do Sul, pede esclarecimentos para o seguinte:

SINAL

Por gentileza, gostaria de esclarecer duas situações em relação a ritualística que podem parecem óbvias, mas quando executadas de maneira incorreta, transmitem um entendimento dificilmente passível de correção.

Salvo outro entendimento, a ritualística maçônica se assemelha à ordem unida no meio militar. Na maioria das vezes, quando bem praticada, é algo marcante para os que assistem, assim como causa uma péssima impressão quando mal executada.

Possivelmente assumirei o Cargo de Mestre de Cerimônias da minha Loja neste ano e gostaria de seguir rigorosamente as informações constantes nos rituais.

Perguntas:

1 - Na página 39, item 1.7. Cobridor do Grau de Aprendiz, está descrito como deve ser executado o S∴ de Ord∴. No final do texto consta que o b∴ esq∴ fica naturalmente caído ao longo do corpo. Dúvida: E a m∴ esq∴? Aprendi que a m∴esq∴ forma um e∴ entre o pol∴, com a falange distal (ponta do dedo) encost∴no c∴ e os demais 4 dd∴ uun∴ (apontados para baixo) com o dorso da m∴voltado para frente. Está correta essa posição da mão?

2 - O Mestre de Cerimônias quando dirige, do seu lugar, a saída dos Irmãos do Templo deve portar o bastão do Cargo?

RESPOSTAS:

Quanto ao sin∴ de Apr∴ e a m∴ e∴∴, não há com ela nenhuma formação de esq∴com o respectivo pol∴ e os demais dd∴ uu∴. No caso, a m∴, junto com o antebraço atinente, ficam caídos ao longo do lado esquerdo do corpo. É oportuno lembrar que o sin∴ de Apr∴ é gut∴ e é feito tão somente com a m∴ d∴. Não há nenhuma postura especial ou gestual para a m∴ e∴ na composição do sin∴ do 1º Grau. Lamento dizer, mas quem lhe ensinou, ensinou errado.

Quanto ao M∴ CCer∴ e o bastão, durante a retirada dos Irmãos após o encerramento, ele não precisa portar o mesmo, levando-se em conta de que ele dirige a retirada dos Irmãos do seu lugar, sem a necessidade de conduzir individualmente nenhum dos retirantes. Além do que, a Loja também já está fechada. Procedimento diferente do ingresso do préstito, quando o M∴ CCer∴terá que conduzir o Venerável Mestre até o seu lugar para a abertura dos trabalhos, razão pela qual ele estará munido do seu bastão.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

LOJAS MILITARES


Rara fotografia de 1948 da do Templo Loja Militar "Lord Kitchener nº 3402" em Moascar, Egito, criada para atender os Maçons do regimento britânico.

As "Lojas Militares" foram autorizadas e operadas onde estavam os regimentos do exército. Isto ajudou a Maçonaria a espalhar-se para muitos lugares no mundo.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

OS INIMIGOS DA LUZ

Ir∴ Paulo Moura, de Teresina

Dizem que o poeta alemão J. W. von Goethe, no leito de morte, reuniu o que lhe restavam de forças para pronunciar suas últimas palavras, que ficariam para a posteridade: "Luz, quero luz!" Perdoem-me a imprecisão histórica quando escrevo "dizem" mas de imprecisões a História está repleta, malgrado o esforço de homens sérios e comprometidos com a honestidade dos fatos.

Também em Maçonaria as imprecisões históricas avultam e não é tarefa fácil
separar o joio do trigo. Entretanto, cabe ao Maçom a compreensão e o entendimento da Ordem a qual pertence, tornando-se um eterno buscador da Verdade. A Verdade é, filosoficamente, contestável, mas nem por isso desprovida de existência real. Buscar a Verdade é um impulso instintivo do Homem e mesmo que não a busque conscientemente, será guiado por forças da sua mente inconsciente – que Jung chamou de "tendências instintivas" – que se manifestará nos sonhos como fantasias reveladas através de imagens simbólicas. É imperioso sair do mundo das sombras - tão bem simbolizado por Platão no "Mito da caverna" – e ir ao encontro da Luz.

Assim nos encontrávamos na Cam∴ de Ref∴ Imersos na escuridão, batíamos profanamente à porta do Templo consagrado ao G∴A∴D∴U∴, na esperança de sermos admitidos nos AAug∴ MMist∴ Buscávamos a Luz.

O primeiro ato da Criação Divina, o "Fiat Lux", mostra-nos que a Luz precede a existência do mundo das formas; é a origem comum a todas as coisas. Não podemos deixar de fazer a relação entre o texto do Gênesis: 1, 1-3 com a revolucionária Teoria Geral da Relatividade, enunciada pelo gênio Albert Einstein, em 1905: E=M.C² (energia é igual a massa vezes velocidade da luz ao quadrado). Grosso modo, seria o mesmo que dizer que matéria é energia coagulada. Afinal, tanto a Religião quanto a Ciência chegaram à conclusão de que tudo é Luz.

Simbolicamente, a Luz representa o conhecimento; a revelação dos mistérios das Leis Divinas; a sabedoria imanente; a libertação das amarras da ignorância pela compreensão de quem somos, de onde viemos e para onde vamos.

Na cerimônia de Iniciação, pede-se a Luz para o neófito e a Luz lhe é dada. A partir de então, o neófito passa à condição de Iniciado e cabe-lhe envidar todos os esforços para se melhorar. A jornada começa com o desbaste das arestas morais, num esforço para vencer suas paixões inferiores, lapidando-se paciente e diuturnamente com o concurso da vontade firme e da inteligência, representados pelo cinzel e pelo maço. Nesse esforço, cumpre-lhe trabalhar sem descanso para livrar-se das suas imperfeições. É uma tarefa individual, porém, não prescinde da colaboração dos IIr∴ que o ajudam com lições, conselhos e orientações lastreados em suas experiências e vivências maçônicas. Essa ajuda faz parte do processo de aprendizagem, concretizando um dos nossos mais sublimes preceitos: a Fraternidade.

Tudo que devemos aprender, e fazer, encontra-se no Ritual de Aprendiz, dizem- nos os Mestres mais experientes. É verdade. Está tudo no Ritual e basta uma reflexão profunda com o sincero interesse em adquirir instrução. Tomemos um exemplo:

O Ven.˙. M.˙. pergunta ao Ir∴ 1° Vig.˙. , na abertura ritualística:

" -Para que nos reunimos aqui, Ir      v 1° Vig.˙.?

- Para combater o despotismo, a ignorância, os preconceitos e os erros. Para glorificar a Verdade e a Justiça; para promover o bem-estar da Pátria e da Humanidade, levantando templos à Virtude e cavando masmorras ao vício". Vamos refletir sobre cada frase.

Combater o despotismo – Pela definição do Dicionário Houaiss, despotismo é "o poder isolado, arbitrário e absoluto de um déspota". O déspota, ainda na definição do Houaiss significa "que ou quem age tiranicamente, embora não detenha o poder absoluto". O despotismo deve ser combatido onde quer que este se encontre: dentro ou fora do Templo.

A ignorância – é a causa de vários males que afligem a Humanidade. Ignorância é viver imerso em sombras, desconhecendo as Leis Morais que governam a todos, favorecendo a harmonia geral. O estudo sério e metódico é uma das formas mais eficazes de combatê-la. Erra demasiadamente o Maçom que não é dado ao estudo, à pesquisa e à inquirição da Verdade. A Maçonaria não revela seus segredos àqueles que cultivam, com zelo, a preguiça mental e abdicam do sagrado direito de pensar por si próprios.

Os preconceitos e os erros – Imaginemos os preconceitos e os erros como filhos diletos da Ignorância, donde retiram o seu alimento e o sustento para crescerem fortes. Desde que se combata a Ignorância, exterminando-a, condenam-se os preconceitos e os erros a morrerem de inanição.

Glorificar a Verdade e a Justiça – Ao compreender a Verdade e a Justiça como atributos Divinos, torna-se dever do Maçom glorificá-las, nunca esquecendo de aplicá-las no convívio com os seus semelhantes. Quem combate a ignorância com as luzes da Sabedoria conhece a Verdade; quem conhece a Verdade é Justo. Tal é a perfeição do ensinamento.

Promover o bem-estar da Pátria e da Humanidade – Todo conhecimento adquirido só tem sentido, se compartilhado. Age maçonicamente quem é consciente de seu papel como cidadão brasileiro e como cidadão do mundo, fazendo todo esforço para melhorar a existência, contribuindo para a Obra da Luz.

Levantando templos à Virtude – É trabalho de construção. Nós, Maçons, somos construtores sociais e a nossa obra maior consiste na edificação das virtudes em nós mesmos.

Cavando masmorras ao vício – Ao mesmo tempo que erigimos nosso Templo Interior, para a glória do G∴A∴D∴U∴, suplantamos os vícios de que somos portadores, dominando-os e torturando-os até a extinção.

Eis o porque de nos reunirmos em Loja aberta.

Quem agir com despotismo querendo impor a sua vontade, cerceando a liberdade e as iniciativas benfazejas dos IIrm∴...

Quem desejar manter-se e manter os IIrm∴ na ignorância, descuidando ou desmerecendo as iniciativas que promovam o estudo e a prática da Sagrada Maçonaria...

Quem, por misoneísmo, rechaçar as ações inovadoras e as ideias progressistas apenas para manter uma tradição obsoleta ou o status quo...

Quem esquecer que a Verdade e a Justiça são atributos do G∴A∴D∴U∴ e delas fizer pouco caso, disseminando a mentira e promovendo injustiças...

Quem não se comprometer com o bem-estar de seus IIrm∴, da sua família, da sua cidade, do seu país e do mundo...

Quem persistir nos vícios e desregramentos morais e tornar-se um estorvo no caminho dos IIrm∴ que buscam melhorar-se, envolvendo-o em intrigas, calúnias e difamações, atacando-os em suas ausências e maquinando para vê-los cair...

Quem assim proceder, a despeito de ser Iniciado, não é Maçom. É um simulacro de homem; é um espectro danado que nos espreita.

É mais um inimigo da Luz.

Fonte: JBNews - Informativo nº 307 - 30 de Junho de 2011

quarta-feira, 29 de abril de 2026

FRASES ILUSTRADAS

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ESCADA EM CARACOL - ELO ENTRE O 2º E O 3º GRAU

Em 22/02/2026 o Respeitável Irmão Dyogner do Valle Mildemberger, Loja Gralha Azul, 2514, REAA, GOB-PR, Oriente de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, solicita esclarecimentos.

ESCADA EM CARACOL

Dada o grande conhecimento do irmão sobre a história da ritualística e do simbolismo maçônicos, gostaria que trouxesse luz à esta minha dúvida: a Escada em Caracol é uma alegoria do 2º ou do 3º grau?

Essa dúvida surgiu durante meus estudos sobre a Câmara do Meio, onde ficou evidente para mim que é impossível falar nela sem falar também na Escada em Caracol.

No livro O Mestre Maçom, do respeitável autor Xico Trolha, na página 162 em diante e depois na página 181 em diante, há uma dissertação interessante sobre essas alegorias e o autor é categórico em dizer que a Câmara do Meio e a Escada em Caracol estão originalmente unidas e que não faz sentido algum separá-las colocando parte no grau 2 e parte no grau 3. Uma das perguntas que ele coloca no livro me fez pensar sobre, é: "Como explicar para um Companheiro que a Escada em Caracol é para levá-lo à Câmara do Meio, se ele não sabe e não deve saber ainda o que é Câmara do Meio? (página 163).

Essa questão me causou inquietação, sobretudo porque as instruções de Companheiro do REAA do GOB citam a Câmara do Meio.

Agradeço desde já pelos esclarecimentos

CONSIDERAÇÕES:

De certa forma, a Escada em Caracol é a ligação entre o rudimentar, o intermeio e espiritualidade.

Assim, de fato a alegoria denota o caminho, ou a ascensão do Obreiro, até a sua plenitude maçônica.

Embora não mencionada na doutrina do Aprendiz, os seus três primeiros degraus se referem ao tempo de aperfeiçoamento do obreiro no 1º Grau (elementar - intuição). Em seguida, o Companheiro (análise), aspirando o 3º Grau (síntese), se prepara inicialmente desvendando os mistérios da Estrela Flamejante, depois perquirindo as cinco nobres Ordens de Arquitetura e finalmente indaga a essência dos cinco sentidos.

Estando devidamente preparado, e certo de ter compreendido o significado da Palavra de Passe, o Companheiro ascende passando pelo conhecimento das Sete Artes e Ciências Liberais, matéria primordial para se ingressar na Câmara do Meio e conhecer a Árvore da Vida – “A A∴ M∴ É C∴”.

No tocante à sinuosidade da Escada, ela lembra as dificuldades que a vida impõem, palmo a palmo, àqueles que precisam sobrepuja-las, com perseverança e coragem.

Assim, sob a óptica iniciática, essa é uma explicação sintética do que significa essa grande alegoria, que é a Escada em Caracol, a qual, de certa forma, sugere o elo entre as três grandes etapas que conduzem o Iniciado à sua Grande Iniciação – intuição, análise e síntese.

Sob contexto histórico da Escada em Caracol, é preciso primeiro entender que o Grau de Mestre Maçom apenas passou a existir na Maçonaria em 1725, quando foi oficializado somente em 1738 na segunda Constituição de Anderson para a Primeira Grande Loja inglesa. Por conta disso, vale mencionar que antes disso não existia o 3º Grau iniciático, senão o de ofício que era o Mestre da Loja, ou da Obra.

Em tempos primitivos, na Maçonaria Operativa, o ápice profissional chegava à classe de Companheiro, sendo que dentre seus pares era então escolhido o mais hábil para ocupar a Cadeira de Mestre da Obra (esse talvez seja o primeiro resquício do nascimento da Instalação na Cadeira da Loja).

Graças a isso é que a Escada em Caracol, desde os tempos primitivos, já pertencia do grau de Companheiro Maçom, a qual seria depois providencialmente dividida, em três etapas, mormente pelo advento, no século XVIII, do aparecimento do 3º Grau especulativo.

Isso explica o porquê dessa ligação entre as diversas etapas iniciáticas do simbolismo, valendo ressaltar que a imensa maioria dos símbolos e alegorias do Mestre, que hoje conhecemos, já pertenceram à classe dos Companheiros de Ofício do passado.

Por fim, esse é o caminho que nos leva a compreender as modificações e adaptações que foram surgindo paulatinamente no curso da história da Ordem. A verdade é que a Escada em Caracol, na conjuntura da Moderna Maçonaria, tem sido a alegoria de ligação entre os graus simbólicos, nomeadamente entre o 2º e 3º Grau.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

CERTIFICADO DE PRESENÇA PARA MEMBRO HONORÁRIO

Em 12/02/2026 o Respeitável Irmão Alvaro Mattos da Costa Filho, Loja Fé e Esperança, 426, REAA, GOB-SP, Oriente de Jaboticabal, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

CERTIFICADO DE PRESENÇAS

Mais uma vez recorro aos seus conhecimentos para esclarecer uma dúvida.

O Membro Honorário em visita à Loja que lhe concedeu o título, o mesmo tem direito ao Certificado de Presença?

CONSIDERAÇÕES:


Inicialmente, é bom que se diga que Membro Honorário é apenas uma honraria prestada por uma Loja a um determinado Ir∴.

Sendo assim, o Ir∴ que foi agraciado por uma determinada Loja não passa a ser nela um obreiro regular, ou seja, ele não se torna membro efetivo do quadro dessa Loja, pois nela ele não tem obrigação de frequência, não vota e nem é votado, nela recolhe metais e também não assina o livro de presença dos membros da Loja. Se ele estiver presente, assina o livro de visitantes.

Pelo exposto, o Membro Honorário presente deve receber o seu Certificado de Presenças.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br