Páginas

PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 15 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CIRCULAÇÃO E SAUDAÇÃO 2

Em 31/10/2025 o Respeitável Irmão Adriano Volpe Ribeiro, Loja Luz e Liberdade da Amazônia, 2693, REAA, GOB-MT, Oriente de Alta Floresta, Estado do Mato Grosso, apresenta as questões seguintes:

CIRCULAÇÃO E SAUDAÇÃO

a) O Mestre de Cerimônias precisa fazer o círculo completo, se precisar ir exemplo no segundo vigilante e voltar na sua cadeira?

b) Antes da abertura do Livro da Lei na entrada e saída do Oriente, é necessário fazer a parada ou pode seguir sem parar?

CONSIDERAÇÕES:

a) Quando se tratar de andar na mesma Coluna, não há circulação. Desse modo, o M de CCer, para se deslocar até o 2º Vig o faz diretamente. Ao voltar, procede da mesma maneira, sem a necessidade de giro algum, a despeito de que não se dá volta ao mundo para parar no mesmo lugar. Está escrito na página 43 do ritual de Aprendiz do REAA vigente: "Andando na mesma Coluna, não há circulação horária".

b) Como a Loja ainda não está definitivamente aberta, mas em processo de abertura, obedece-se apenas a circulação horária. Nesta ocasião não há saudação pelo sinal ao Ven Mestre e nem parada formal. No caso, somente há circulação por uma questão de padronização. Assim, reitera-se, não exista saudação e nem parada formal antes de a Loja ser declarada ritualisticamente aberta pelo Ven Mestre.

Observação: O único momento em que há composição de sinal com a Loja ainda em processo de abertura é na verificação do(s) V(V)ig para a certificação de que todos, de fato, são maçons nas ccol.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ORADOR E SECRETÁRIO NA CONFERÊNCIA DA BOLSA

Em 30.10.2025 o Respeitável Irmão Cór-Jesus Gonçalves do Carmo Júnior, Loja Estrela Betinense, 2120, REAA, GOB MINAS, Oriente de Betim, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte:

ORADOR E SECRETÁRIO

Estudando o novo ritual e participando de seminários online apresentados pelo GOB MINAS, em uma das exposições foi reportado que no momento da verificação das colunas gravadas produzidas no Saco de Proposta e Informações, Orador e Secretário não precisam permanecer à ordem. Essa afirmativa está correta?

O próprio ritual orienta que o Maçom em loja aberta estando de pé deve estar à ordem. Poderia me esclarecer essa dúvida?

CONSIDERAÇÕES:


No REAA a regra é de que em se estando em pé, em Loja aberta, fica-se à Ordem.

Portanto, no caso da conferência da Bolsa de Propostas e Informações, o Orador e o Secretário se aproximam e ficam à Ordem.

Como comentado na própria questão, o próprio ritual vigente expressa a orientação de que em Loja aberta, quem estiver em pé e parado, fica à Ordem. Ora, então fazer o contrário, por quê?

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

CONTEMPLAÇÃO

O vocábulo sugere a caminhada em direção de um templo; trata-se de uma postura estática que precede o ingresso pela meditação ao mundo espiritual.

É o instante em que o maçom, na formação da Cadeia de União, dispõe-se a penetrar no mundo ignoto, mas atraente da mente, buscando penetrar na mente do irmão que lhe está ao lado para uma fusão, e assim desaparecer a individualidade, para que os elos formem a cadeia.

Os hindus empregam, para o início contemplativo, o mantra, que é o pronunciamento de determinada palavra, cujo som conduz à meditação.

A meditação é o ato de interiorização; a contemplação é o ato de exteriorização; o maçom "contempla" os símbolos, envolvendo-os com o seu olhar, para depois buscar "adentrar" nos mesmos com a finalidade de absorver uma mensagem.

A contemplação é a antessala da meditação.

A visão participa ativamente; após a contemplação, dentro da Cadeia de União de todos os semblantes que a formam, o maçom xerra as pálpebras, mantendo na mente as imagens que são gravadas e conduzidas para o templo interior.

A formação da Cadeia de União exige conhecimento e adestramento. O maçom deve buscar, sempre, a informação respectiva.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 104.

O MAÇOM É COVARDE?

M.M Paulo Moraes

Na senda iniciática da Maçonaria, a coragem não é o ímpeto cego, mas a firmeza serena daquele que decide lapidar a própria pedra bruta. É a virtude que sustenta o Irmão quando a luz ainda é tênue e o caminho exige mais caráter do que conforto.

Ser corajoso, à luz dos ensinamentos maçônicos, é entrar no Templo interior sem máscaras, reconhecer imperfeições e assumir o compromisso de transformá-las em virtudes. É enfrentar o silêncio da própria consciência e permitir que o malho da verdade e o cinzel da razão moldem um homem melhor.

A coragem também se manifesta na retidão. Assim como o esquadro orienta nossas ações, o maçom corajoso age conforme os princípios, mesmo quando isso exige renúncia, incompreensão ou sacrifício. Ele não se curva às paixões desordenadas nem se deixa conduzir pelo medo, pois sabe que a verdadeira liberdade nasce da disciplina moral.

Na construção do edifício social, a coragem é o cimento invisível que une as pedras. É ela que inspira o serviço desinteressado, a defesa da justiça, da tolerância e da fraternidade. O maçom corajoso não busca aplausos; trabalha em silêncio, consciente de que cada gesto reto ecoa no Grande Livro da Vida.

Por fim, a coragem maçônica é perseverança. É continuar a obra mesmo quando o mundo parece ruir, confiando no Grande Arquiteto do Universo e na força do trabalho honesto. Pois aquele que domina a si mesmo, enfrenta a própria sombra e permanece fiel aos seus princípios, já venceu a maior de todas as batalhas.

Fonte: Facebook_Instituto Maçônico

sábado, 14 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

O LUGAR DO PAINEL DO GRAU NO REAA

Em 29.10.2025 o Respeitável Irmão Nelson Luiz Bruch, Loja Venâncio Aires, REAA, GORGS (COMAB), Oriente de Venâncio Aires, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

PAINEL DO GRAU

Ao saudá-lo fraternalmente, gostaria de contar com o seu conhecimento e esclarecer uma dúvida que surgiu ontem à noite em nossa Loja no Oriente de Venâncio Aires/RS trazida através de uma instrução a que tivemos acesso e proferida/apresentada por um Ir pertencente aos quadros da Grandes Lojas.

Sou mestre instalado da Loja Venâncio Aires, onde usamos o painel do grau colocado no centro da Loja (em um porta-painel) e com a sua face voltada para a entrada do templo (obviamente com a sua parte traseira virada para o Or).

Na instrução acima mencionada, o Ir autor afirma que o painel do grau deve ser colocado no centro da Loja, entre o Or e o Oc, de modo que sua frente esteja voltada para o Or.

Poderia me ajudar e esclarecer qual a posição correta do painel do grau?

CONSIDERAÇÕES:

Rigorosamente, como sempre foi no autêntico REAA, o Painel do Grau fica no centro do Ocidente sobre o eixo longitudinal do Templo (equador), voltado para a porta de entrada.

Por conseguinte, o Altar dos Juramentos fica no Oriente, logo à frente do Altar ocupado pelo Venerável Mestre. 

Vale ressaltar que no REAA original existe apenas um Painel do Grau, que fica no centro do Ocidente sobre o Pavimento Mosaico, voltado para a porta de entrada do templo.

Em que pese muitos rituais brasileiros, de um mesmo rito, divergirem entre si, meus comentários prendem-se à autenticidade do Rito.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

AUMENTO DE SALÁRIO - PROCESSO LEGAL

Em 29/10/2025 o Respeitável Irmão Valter S. Gama, Loja Canaã, 2270, REAA, GOB-MS, Oriente de Paranaíba, Estado do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos.

AUMENTO DE SALÁRIO

Em uma Sessão Ordinária onde será feito o Telhamento para elevação do Grau Aprendiz para Companheiro, há a necessidade de transformar o Loja do Grau de Aprendiz para Companheiro ou apenas pedir que o Irmão a ser elevado tenha o Templo coberto na hora da votação para ver se os demais Irmãos concordam com o aumento de salário. Minha dúvida é a seguinte: Por que transformar a Loja ao Grau de Companheiro se os Aprendizes só serão elevados em uma outra Sessão posterior.

CONSIDERAÇÕES:

Vale mencionar primeiramente que o exame para aumento de salário não se trata de telhamento, mas o de uma sabatina, onde o candidato responde verbalmente um questionário elaborado pela Loja.

Essa sabatina somente ocorrerá após ter o candidato elaborado uma Peça de Arquitetura para aumento de salário, devidamente apreciada pela Comissão de Admissão e Graus e obtendo parecer favorável.

Assim, o andamento desse processo segue rigorosamente o previsto no RGF, Art. 35.

Dessa forma, após ter sido aplicada a sabatina, a qual deverá ocorrer na Ordem do Dia, pois dela resultará votação, a Loja deverá ser transformada em Grau de Companheiro, oportunidade em que o candidato à Elevação deverá ter para si o Templo coberto, temporariamente.

Consumada a votação nominal em Loja do 2º Grau, a Loja então retorna aos trabalhos de Aprendiz e o candidato é reconduzido aos trabalhos, oportunidade em que lhe será comunicada a aprovação, ou não, do seu aumento de salário. Obtido o seu aumento de salário, é marcada a data da sua Elevação em sessão magna.

Saliente-se que tudo isso está previsto no Regulamento Geral da Federação do GOB.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

OSCAR WILDE

Por Luciano J. A. Urpia

O genial escritor Oscar Wilde teve uma curiosa e intensa relação com a Maçonaria durante seus anos de estudo em Oxford. Iniciado em 1875 na prestigiada Apollo University Lodge (Loja Universitária), Wilde envolveu-se com entusiasmo nas atividades da Ordem. Uma das curiosidades mais marcantes é o uniforme cerimonial da Loja (esse da foto), composto por calções até ao joelho, casaca, gravata branca, meias de seda e sapatos com fivela, que tanto agradava ao seu gosto extravagante por moda. Tanto que, anos depois, durante sua famosa turnê de palestras nos Estados Unidos em 1882, ele surpreendeu o público ao subir ao palco do "Chickering Hall" em New York usando esse mesmo traje maçônico (foto), que muitos confundiram com um traje de corte inglês.

A sua participação maçônica, no entanto, foi breve e marcada pelo abandono. Após deixar Oxford, Wilde negligenciou o pagamento das mensalidades e foi expulso da "Churchill Lodge" em 1883, muito antes do escândalo que o levaria à prisão. Apesar do fim prosaico, o seu fascínio pela Ordem foi genuíno: chegou a gastar uma pequena fortuna em regalia (como um colar e um avental de seda para o grau de Rosa-Cruz) e escreveu a um amigo: "Tenho estado bastante interessado na Maçonaria ultimamente, acredito tremendamente nela". Oscar Wilde foi iniciado aos 19 anos de idade e faleceu aos 46 anos, vítima de meningite.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

INSTRUÇÃO SOBRE O PERIGO DO HÁBITO

Meus Irmãos, há um inimigo silencioso que habita todos os homens.

Ele não grita, não confronta e não exige esforço.
Justamente por isso, ele vence.
Esse inimigo se chama hábito.
Na maioria das coisas que fazemos, não agimos segundo o juízo correto, mas segundo o costume miserável de repetir o que sempre foi feito.
E quando o hábito substitui o pensamento, o homem deixa de ser construtor e passa a ser operador mecânico.
Perguntaram certa vez a um trabalhador:
— "Por que você fez dessa maneira?"
E ele respondeu:
— "Porque sempre fiz assim."
Essa resposta decepciona qualquer bom patrão e anima qualquer concorrente inteligente.
Porque ali não há razão.
Há apenas repetição.
O homem que age assim já não pensa.
Ele executa.
Ele funciona.
Ele opera em piloto automático.
E tudo que funciona sem consciência está pronto para falhar.
Meus Irmãos, devemos ser implacáveis com nossos próprios hábitos.
A mesma impiedade que um empreendedor teria com um funcionário acomodado, devemos ter conosco.
Não estamos aqui para agir por conforto.
Nem por prazer.
Nem por medo da dor.
Nem por apego à vida.
Nem por aversão à morte.
Estamos em treinamento.
E quem está em treinamento aprende a:
— não correr atrás do prazer,
— não fugir da dor,
— não se apegar ao receber mais do que ao doar,
— não agir sem saber por quê.
Estudamos filosofia e trabalhamos em nossos templos, precisamente para abandonar o comportamento maquinal.
Por isso, cada Irmão deve se perguntar com honestidade brutal:
O que eu faço apenas por rotina?
O que eu repito sem mais refletir?
Isso ainda é a melhor forma?
Ou é apenas a forma mais fácil?
Nada deve ser feito sem razão.
Nada deve ser mantido apenas porque "sempre foi assim".
O homem que não sabe o motivo de suas ações, não governa a si mesmo.
E quem não governa a si, jamais será livre.
Que cada Irmão saia daqui disposto a romper com seus próprios automatismos.
Pois só pensa quem escolhe conscientemente.
E só escolhe bem quem sabe por que age.

Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro

sexta-feira, 13 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

VERIFICAÇÃO PARA A ABERTURA DOS TRABALHOS

Em 26.10.2025 o Respeitável Irmão Francisco Tancler, Loja Templários da Paz, 3969, REAA, GOB-SP, Oriente de Botucatu, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos para o que segue:

 VERIFICAÇÃO

Meu sábio e poderoso Ir Pedro. Gostaria que me tirasse uma dúvida se possível:

Na sessão de Aprendiz Maçom, o 1º Vigilante verifica de sua mesa se todos os irmãos das colunas são maçons. Na sessão de Companheiro Maçom, os Vigilantes fazem de suas colunas. Pergunto: Todos os irmãos das colunas (Norte e Sul) ficam a Ordem? ou os Oficiais (Chanceler e Tesoureiro) no Ocidente não precisam levantar para a verificação? 

CONSIDERAÇÕES:

Vamos lá. Como consta no Ritual, em Loja de Aprendiz o 1º Vigilante, em pé faz a verificação do seu lugar, portanto, todos os ocupantes das Colunas do Norte e do Sul ficam  à Ordem, inclusive o 2º Vigilante. Reitera-se, todos no Ocidente ficam à Ordem.

Em Loja de Companheiro, conforme especifica o Ritual, todos nas Colunas ficam em pé (sem sinal) voltados para o Oriente.

No 2º Grau, os Vigilantes, cada qual pela sua Coluna, percorrem as mesmas e tomam, de cada um, o Sinal, o Toque e a Palavra Sagrada. 

Começam a verificação por aquele que estiver mais próximo da parede Ocidental, assim, quem estiver logo à frente não fica sabendo o que se passa na sua retaguarda). 

No 2º Grau, os Irmãos que estiverem ocupando cargo não serão examinados, porém, como os demais, também ficam em pé, sem sinal.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PROCEDIMENTOS PARA A BANDEIRA NACIONAL

Em 26.10.2025 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta a dúvida seguinte: 

PAVILHÃO NACIONAL

Durante a execução do Hino Nacional em sessão restrita a maçons, devemos estar com os braços estendidos ao longo do corpo ou à Ordem? 

Um irmão da área militar disse que devemos ficar perfilados e após o hino, no deslocamento da bandeira até o seu suporte podemos ficar à Ordem.

No decreto 1.476/2016 não específica esse detalhe para o REAA.

CONSIDERAÇÕES:

Conforme prevê o Art. 5º do Decreto 1476/2016, durante a execução do Hino Nacional fica-se em pé, ereto, braços estendidos ao longo do corpo, sem cobertura, não sendo admitida outra postura.

À vista disso, não há outra postura, portanto, segue-se irrestritamente o que menciona o Art. 5º do Decreto 1476/2016: “todos perfilados para o canto do Hino”.

No que diz respeito à postura dos demais Irmãos durante o deslocamento do dispositivo até o Oriente, o Art. 4º, inciso I, letra l, do Decreto 1476/2016 menciona que, sendo a sessão restrita a maçons, os Irmãos ficam à Ordem. Nesse caso, os Irmãos que não fazem parte da Comissão de Recepção e nem do dispositivo da Bandeira (P Band e G de Honra). 

Em caso contrário, se a sessão não for restrita a maçons, então fica-se em pé, com os braços estendidos ao longo do corpo.

Pelo exposto acima, ao que parece tudo está previsto no Decreto 1476, portanto o Irmão militar, citado na questão, está corretíssimo.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PORQUE E PARA QUE EVOLUIR?

Paulo Moraes V.M.

Na Maçonaria, subir degraus não é apenas um movimento físico, mas um ato simbólico de elevação interior. Cada degrau representa um esforço consciente, uma virtude lapidada e um vício superado. Assim como na construção do Templo Interior, a ascensão exige disciplina, humildade e perseverança.

O Aprendiz aprende que o primeiro degrau é o silêncio e a observação. Antes de subir, é preciso conhecer a si mesmo, dominar as paixões e compreender que a verdadeira força nasce do equilíbrio. 

O Companheiro, ao avançar, entende que o trabalho constante, o estudo e a fraternidade são os instrumentos que sustentam sua evolução. 

Já o Mestre sabe que cada degrau vencido amplia a responsabilidade: quanto mais se sobe, maior é o dever de iluminar o caminho dos que vêm atrás.

Os degraus simbolizam também o tempo, que não pode ser apressado. Cada passo deve ser firme, pois não há atalhos na busca pela Verdade. A pressa conduz ao desequilíbrio; a constância conduz à Luz. Assim, o maçom aprende que a evolução pessoal não está no destino final, mas no processo consciente da caminhada.

Subir os degraus é aceitar que o aperfeiçoamento é infinito. Mesmo ao alcançar novos patamares, o maçom compreende que sempre haverá novos desafios, novos aprendizados e novas elevações. A verdadeira iniciação ocorre quando se entende que o maior templo a ser construído é o próprio caráter, e que cada degrau vencido é uma vitória silenciosa sobre si mesmo.

Venha viver esse propósito!

Fonte: Facebook_Instituto Maçônico

quinta-feira, 12 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PISO DO OCIDENTE DO TEMPLO

Em 25.10.2025 o Respeitável Irmão Jader de Lima Viana, Loja União e Justiça, 4232, REAA, GOB MINAS, Oriente de Coronel Fabriciano, Estado de Minas Gerais, apresenta a pergunta seguinte:

PISO DO TEMPLO

Estamos um pouco confusos para fazer o PISO do TEMPLO.

No GOB MINAS há um entendimento diferente do mostrado no Ritual de Grau 1. No nosso entendimento devemos seguir o que consta no Ritual, ou seja, não existe ORLA DENTEADA, e o Mosaico é feito só no OCIDENTE.

Se há alguma instrução diferente, favor me ORIENTAR.

CONSIDERAÇÕES:

Antes, vale mencionar que no GOB nenhum Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal tem poder para modificar o ritual, portanto não pode existir entendimento "diferente" do que estiver previsto no ritual vigente do REAA.

Assim, não há nenhum entendimento diferenciado para o Pavimento Mosaico, cujo qual, conforme o ritual de Aprendiz, página 22, recobre todo o Ocidente do Templo. 

Formado por diversos quadrados iguais, bancos e pretos, no REAA o PavMos aparece assentado de modo oblíquo (diagonal) em todo o chão ocidental da Loja. 

Sob o aspecto ritualístico, a disposição oblíqua do Pav também serve para orientar e regular, no simbolismo do REAA, os ppas de cada gr (Marcha do Grau).

Em face à disposição oblíqua do Pav Mos, o acabamento das suas extremidades (junto às paredes e limites previstos) por si só já formam um elemento com aparência denteada, não obstante nada impedir que a Orla Dentseja fisicamente construída como acabamento dos limites do Pav.

De certa forma, a Orla Dent não precisa estar literalmente construída nos limites do piso do pavimento ocidental, a despeito de que a Orla Dent já se faz presente em torno do Painel do Grau, como fosse uma moldura marchetada. 

Por conta de que o agrupamento de símbolos no Painel representa, em última análise a Loja formada, essa moldura dentada, ou denteada, chamada de Orla ou Borla Dent, tem a função de "cercar; contornar; unir" a Loja, tal como fosse uma cerca alegórica ou uma Cad de União.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

QUARTO DE HORA DE ESTUDO - EQUIPAMENTO AUDIOVISUAL

Em 24/10/2024 o Respeitável Irmão Emilio A. Trautwein, Loja Breno Trautwein, REAA, GOP (COMAB), Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a questão seguinte:

QUARTO DE HORA DE ESTUDOS

Gostaria de sanar uma questão quanto ao 1/4 de hora de Estudos do REAA.

Na realização das instruções durante 1/4 de Hora de estudos é permitido a utilização de apoio áudio/visual como data/show, TVs entre outros multi meios que auxiliam e melhor contextualizam as informações durante a instrução? Ou tal utilização é proibida, e onde encontramos regra ou norma que traga está proibição?

CONSIDERAÇÕES:

Eu, particularmente, desconheço qualquer regra que impeça a utilização de equipamentos audiovisuais durante o tempo de instrução, no caso disso ser necessário.

No entanto, por uma questão de prudência, é bom consultar o ritual em vigência para se certificar se nele não existe nada em contrário, ou mesmo perscrutar a Legislação atualizada da vossa Obediência, sobre esse assunto.

No mais, entendo que a Maçonaria é progressista e acompanha a evolução da Ciência e das Artes, desde que não sejam feridos os Landmarks, bem como as nossas tradições, usos e costumes.

Por fim, constatada a inexistência de qualquer óbice, com prudência é perfeitamente exequível a utilização de elementos sonoros e audiovisuais que ajudem a melhorar a compreensão das instruções.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

RENÉ GUÉNON

Por Luciano J. A. Urpia

RENÉ JEAN-MARIE-JOSEPH GUÉNON (Blois, França, 1886 - Cairo, 1951). Intelectual francês que marcou profundamente o pensamento esotérico e tradicionalista. Considerado um dos fundadores da "Escola Perenialista", ele buscava a essência de uma "filosofia perene", uma verdade universal e atemporal. Seus estudos cruzaram as fronteiras da simbologia, das religiões comparadas e das tradições iniciáticas, explorando o sufismo, o hinduísmo e outras filosofias orientais.

Após uma juventude em Paris onde se aproximou de círculos ocultistas, Guénon adotou o sufismo e, mais tarde, mudou-se para o Egito, onde viveu até sua morte em 1951. Suas críticas à modernidade e defesa dos valores tradicionais o tornaram uma referência para o tradicionalismo contemporâneo.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

CÂMARA DO MEIO

Ir∴ Marco Antônio Nunes – Florianópolis – SC 
ARLS “Fraternidade Catarinense” nº 9 – GOSC martoni.nunes@gmail.com

Não importa onde estejamos sempre estaremos no centro do mundo que nos cerca, no tempo e no espaço.

Na Loja, costumamos dizer que o Mestre trabalha em Câmara do Meio, mais com o desejo de situar os mestres numa sessão de terceiro grau do que localizá-los geograficamente.

Mergulhando superficialmente no mar da pesquisa, encontram-se alguns indícios de que a Câmara do Meio não foi necessariamente trazida dos templos de Salomão, como muitos acreditam.

Assis Carvalho, no seu livro “O Mestre Maçom”– 2ª Edição – 1994 –, menciona a confusão que se faz entre Câmara do Meio, que é a sessão de Mestres Maçons, com o Centro da Loja, o corredor existente entre as colunas do Sul e do Norte, e leva-nos a uma viagem mais longa para descobrir as verdadeiras origens. Essa viagem tem início na época do primeiro Templo de Salomão, segundo os textos de Reis, Crônicas e Ezequiel; a Câmara do Meio e a Escada em Caracol formariam um mesmo conjunto e como tal seriam consideradas pelos simbolistas como sendo um símbolo do segundo grau, tendo sido separadas, posteriormente, pelos ritualistas ingleses, colocando a escada no grau de companheiro e a Câmara do Meio no terceiro Grau.

Jules Boucher, na sua obra “A Simbólica Maçônica”, repete o que é mencionado na obra anterior citada sobre a confusão que se formou com relação à leitura dos textos bíblicos onde as palavras que dariam sentido de “câmara” seriam, na realidade, entendidas por “andar”, tudo isso na tentativa de descrever-se o verdadeiro significado de “Câmara do Meio” e suas verdadeiras origens. A palavra hebraica “Tichoanah”, traduzida como “Meio”, teria, na realidade, o sentido de “o mais baixo”, formando, dessa forma, idéias diferentes dos planos em que se situavam as câmaras dos palácios descritos nas obras. Acrescente-se à confusão o fato de que não houve apenas um Templo de Salomão, mas três. As descrições feitas das câmaras e das entradas do Palácio confundem-se, em certos aspectos, a qual dos palácios. Se o primeiro, construído no ano 586 a.C., o segundo, 70 anos após a destruição do primeiro, ou se ao terceiro templo, construído 550 anos após o segundo.

Para não entrar nessa barafunda histórica e no mérito do verdadeiro significado do que seja Câmara do Meio, prefiro ater-me ao assunto de uma forma menos polêmica e dentro dos meus limites de compreensão, já que o tema enseja uma pesquisa mais detalhada, exigindo um garimpo mais minucioso nos compêndios históricos e no que pensam os diversos estudiosos das nossas bases Maçônicas.

A Loja de Câmara do Meio ou do Terceiro Grau é assim chamada por constituir-se na evolução da vida Maçônica. Iniciado na Câmara de Reflexões, o Maçom experimenta, entre as colunas que sustentam o seu mundo, o despertar para uma nova vida. É sua infância, onde irá crescer e aprender a conhecer o seu novo mundo.

Muitos de nós achamos que o nascimento é muito menos traumático do que a morte. Só que esquecemos importantes detalhes que fogem das nossas percepções ávidas por resultados imediatistas e concretos como um muro diante dos nossos olhos. A morte é simplesmente uma transição instantânea, independentemente das suas causas, e é somente percebida por quem reconhece o fenômeno como um prolongamento da própria existência. Ao passo que o nascimento é uma preparação que tem seu início muito antes da concepção biológica e vem acompanhada por toda uma gama de incertezas e angústias pela expectativa do desconhecimento do futuro. Preparação essa ditada pelo livre arbítrio do querer enfrentar uma nova jornada onde esse mesmo livre arbítrio pode nos trair e nos jogar a novas e infindáveis experimentações vivenciais. É a venda que impede o iniciado à vida maçônica de enxergar e poder perceber os seus limites.

Já ouvi alguém dizer que ser Maçom é um dom que vem da hereditariedade genética e espiritual do que somos. É um dos condicionamentos propostos para o início da nova missão que escolhemos para cumprir rumo a evolutiva jornada do aperfeiçoamento.

Como Aprendiz da vida não temos a percepção do significado e para onde irá a pedra bruta que começamos a lapidar. Temos noções de que aquela pedra fará parte de algo maior e, dependendo do nosso grau evolutivo, poderemos imaginar que aquela pedra irá compor uma parede e essa parede poderá ser tanto de um grandioso templo, quanto de um simples muro ou de uma lúgubre e escura masmorra. Da qualidade do trabalho desenvolvido resultará a destinação da peça trabalhada.

O empenho em aprender, em ser alguém melhor do que a nossa realidade, nossa ânsia de evoluir nos colocará num plano em que poderemos visualizar, com melhor compreensão, o verdadeiro significado da nossa existência. Teremos a certeza de que o plano em que nos encontramos é o primeiro de uma série enorme de degraus que deveremos galgar e que a pedra que deixou de ser bruta em nossas mãos necessita de alguns retoques para ter o destino final na obra. Essa compreensão da nova realidade é o fim da infância maçônica e o início da juventude onde passaremos a viver na câmara de dentro, iluminados por uma nova estrela, após as colunas, participantes mais íntimos das aspirações maçônicas.

No grau de Companheiro passamos a ter melhor compreensão de tudo o que vivenciamos na Câmara de Reflexões, planejando melhor o futuro e direcionando as aspirações para objetivos mais nobres.

Há quem afirme que o tempo não existe. Que o passado, o presente e o futuro se confundem num mesmo plano temporal que a nossa compreensão não alcança com facilidade, programados que estamos para cumprir o ritmo dos segundos, das horas, dos dias e das noites. Nesse caso, vivemos em função do tempo que passa, sempre na expectativa do que irá acontecer e muitas vezes não nos preparando corretamente para isso.

Colocados no plano da inexistência do tempo, nós somos aprendizes, somos companheiros e também somos mestres. Temos o sentimento de tudo conhecer e o nosso EU cósmico passa a sintonizar o plano universal e a dialogar com as esferas mais altas à medida que galgamos os degraus da imensa escada erguida à nossa frente. Como Companheiros, no segundo grau, começamos a ter essa percepção e, preparados convenientemente para enfrentar a vida, passamos ao esperado grau de mestre onde iremos experimentar, na prática e na realidade da existência, aquele sonho tão acalentado na nossa infância e juventude maçônica.

Na maturidade dos sentimentos, onde as ilusões, os sonhos, as aspirações e as incertezas dão lugar à realidade da vida transcendental é que os conhecimentos até então armazenados no cérebro transferem-se para o coração. O instinto e a inteligência que sempre nos animaram a agir, passam a ter a participação ativa da razão. Como Mestres, passamos a fazer parte de um outro plano, dentro de um imenso círculo, onde somos o ponto do centro, para onde tudo converge e de onde vislumbramos a vastidão do infinito. Esse ponto onde nos situamos é, a meu ver, a Câmara do Meio.

Todo esse trajeto percorrido não nos deixa no destino. Continuamos e continuaremos eternamente nessa Câmara do Meio, sendo o ponto central de um mundo em transformação. Estamos sempre a ser exigidos e impedidos ao total repouso, pois a realidade não permite o prolongamento dos nossos sonhos.

Valorizemos, pois, a oportunidade que tivemos, e que nos foi permitida, de virmos com essa missão de trabalhar para um mundo justo e perfeito para todos. De não ficarmos eternamente como um ponto isolado no meio de um círculo, como se o mundo somente a nós pertencesse.

Devemos compartilhar a nossa experiência e faze-la útil a uma sociedade cada vez mais carente de valores éticos e morais. Revitalizemos a força maçônica que existe em cada um de nós resgatando os valores perdidos pela letárgica acomodação como se estivéssemos brincando de Maçonaria, limitando-nos a enaltecer os feitos que nossos Irmãos realizaram no passado, impondo a força das decisões deliberadas em loja que, mesmo juradas de nada revelar, materializou-se em ações concretas no mundo profano.

Vamos trazer para a Câmara do Meio os nossos Irmãos políticos que ocupam cargos eletivos e cobrar deles a sua postura de Maçons perante o compromisso assumido para com a sociedade. Vamos lembrá-los de que os juramentos um dia feitos entre colunas, também valem para a sua postura como profanos e a sua responsabilidade, pelo fato de serem Maçons, é muito mais relevante do que um político que não teve o privilégio de ter recebido a luz e provado do conteúdo da segunda taça.

Vamos nos unir para recolocar o nosso Brasil numa imensa CÂMARA DO MEIO.

Fonte: JBNews - Informativo nº 301 - 25 de Junho de 2011

quarta-feira, 11 de março de 2026