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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 23 de julho de 2026

MOMENTO EM QUE INGRESSA O PAVILHÃO NACIONAL

Em 13.07.2026 o Eminente Irmão Wilson Aguiar Filho, Secretário Geral Adjunto de Orientação Ritualística para o Rito Moderno, GOB, Oriente de Brasília, Distrito Federal, pede informações para o que segue:

PAVILHÃO NACIONAL

Solicita orientação sobre o momento em que há o ingresso formal do Pavilhão Nacional, conforme o Decreto 1476/2016, nas sessões magnas realizadas pelas Lojas do Grande Oriente
do Brasil:

CONSIDERAÇÕES

Conforme o previsto no Decreto 1476/2016 de 17/05/2016, nas sessões magnas a Bandeira Nacional ingressará no Templo com formalidades.

Assim:

1. O ingresso formal da Bandeira, consagrado pelas Lojas, dar-se-á imediatamente após terem ingressado as Autoridade e Portadores de Título de Recompensa com direito ao Protocolo de Recepção (Artigos 219 e 220 do RGF).

2. Como no GOB a mais alta Autoridade presente em uma sessão é a Bandeira Nacional, ela será, entre as Autoridades, a última a ingressar na sessão e a primeira a se retirar.

3. Quando se tratar de sessões ordinárias, sem formalidades a Bandeira do Brasil já deverá estar hasteada dentro do Templo.

3.1. Nas sessões ordinárias, o Mestre de Cerimônias, ou outro Ir∴ pré determinado pelo Rito, deve providenciar, sem formalidades, a sua colocação no lugar definido pelo ritual, antes do ingresso dos IIr∴ para a abertura dos trabalhos;

3.2. É imprescindível que o ingresso formal da Bandeira do Brasil nas sessões magnas (Decreto 1476/2016) ocorra somente depois da abertura ritualística dos trabalhos (em Loja aberta). Se o ritual não determinar o momento específico para o ingresso formal da Bandeira, a mesma ingressará junto com as Autoridades e Portadores de Título de Recompensa com direito ao Protocolo de Recepção previsto no RGF. Nesse caso, a Bandeira é a última a entrar.

4. Nas sessões magnas a Bandeira do Brasil deve ser retirada formalmente antes do encerramento dos trabalhos (Decreto 1476/2016). Quanto à sua retirada, a mesma deve ocorrer antes do encerramento no momento em que se retirarem as Autoridades – em retirada a Bandeira é a primeira a sair.

5. A liturgia completa, por Rito, do ingresso e retirada do Pavilhão Nacional encontra-se no Decreto 1476/2016.

6. É imprescindível que essas orientações sejam seguidas e cumpridas pelas Lojas da Federação

T.F.A.
PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística
GOB – Poder Central – Ato 41.743/2023
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

JEAN-BAPTIST DEBRET


Jean-Baptiste Debret ou “De Bret” (Paris, França, 18 de abril de 1768 - 28 de junho de 1768, Paris, França) foi um pintor, decorador, desenhista, cenógrafo e professor francês.

Famoso por seu realismo e esmero pictórico, veio ao Brasil em 1816 com a Missão Artística Francesa para o Rio de Janeiro, e durante 15 anos retratou o país no início do século XIX, revelando o dia a dia do povo e da monarquia portuguesa, mostrando seu cotidiano, as exuberâncias da natureza, a escravidão, a miscigenação entre raças, a vida urbana e rural no Brasil. De volta à França publicou o livro ‘Voyage Pittoresque et Historique au Brésil’ (Viagem Pitoresca e História do Brasil) em 3 volumes, que foram publicados respectivamente nos anos de 1834, 1835 e 1839.

Seria Debret iniciado na Maçonaria?

Kurt Prober, em seu “Catálogo dos Selos De Maçons Brasileiros de 1984”, afirma que sim, era Maçom e fazia parte da “Loja Bouclier D’Honneur”, no Rio de Janeiro. Informação corroborada pelo escritor maçom Hercule Spoladore, segundo o qual, o nome de Jean Baptiste-Debret, está na ata de fundação da Bouclier D’Honneur, de 20 de maio de 1822, que tinha 15 irmãos artistas e intelectuais estrangeiros como fundadores, considerada a primeira loja a trabalhar sob o Rito Escocês Antigo e Aceito em solo brasileiro. Entretanto não conseguimos em nossas pesquisas encontrar a data de iniciação e a Loja de origem do biografado.

Fonte: COLUNA CULTURAL MAÇÔNICA

EGOISMO

Marco Antonio Perottoni
M∴I∴ Loja Cônego Antonio das Mercês 
Loja Francisco Xavier ferreira de Pesquisas Maçônicas

IGUALDADE, LIBERDADE, FRATERNIDADE, TOLERÂNCIA e UNIÃO

Há vários anos vimos sofrendo com a situação econômica de nosso país, numa guerra surda que nos leva a lutar pelo pão nosso de cada dia, quase que de uma forma brutal para vencermos a concorrência de nosso próximo.

Devemos parar para pensar sobre esta situação. Será que esta guerra pela sobrevivência não tem alterado o caráter e os procedimentos do ser humano, ou, será que não posso estar me aproveitando da realidade para expor uma personalidade que tenho mantido no meu interior.

Nesta luta de cada um por si e o resto que se dane, me sobressalta uma pergunta: COMO SOMOS?

Não serei um EGOÍSTA, ou seja, não tenho um amor excessivo ao meu próprio bem, sem consideração aos interesses alheios, implicando, este comportamento, na subordinação do interesse de outrem ao meu próprio interesse. Não estarei agindo com o que chamamos de exclusivismo, que faz o indivíduo referir tudo a si próprio, e é próprio de quem trata somente de seus próprios interesses?

Ou serei aquele que refere tudo ao próprio eu, tomando a si como centro de todo o interesse, um personalista, ou seja, um EGOCÊNTRICO?

Não seria talvez um EGÓLATRA, aquele que tem culto de si mesmo. Sentimento excessivo da própria personalidade.

Poderia ainda ser enquadrado como um INDIVIDUALISTA, comportamento próprio de quem tem existência individual, com sentimentos e condutas egoístas e egocêntricas.

Sem dúvidas vivemos muito num mundo de EU, EU e EU.

Por que não sermos um conjunto ou grupo de pessoas que se aplicam a uma tarefa ou trabalho, uma verdadeira equipe?

Por que não sermos companheiros e camaradas, nos unido em busca de um objetivo comum, para o desenvolvimento individual e do grupo e, principal e fundamentalmente, do bem comum?

Por que não sermos um?

Não podemos nos esquecer que devemos unir esforços para buscar benefícios para toda a comunidade envolvida, e não pensar somente em mim e eventualmente, quando precisar de ajuda, do grupo a que pertenço.

Contra esta situação temos antídotos extremamente valiosos, e que encontramos disponíveis nas instruções de Aprendiz e que são preceitos que devem ser do conhecimento, respeitados e, principalmente, aplicados nos seus sentidos mais amplos por todos os maçons.

São cinco palavras que aprendemos a respeitar e aplicar em nossa vida e fundamentais para todo o ser humano, que são IGUALDADE, LIBERDADE, FRATERNIDADE, TOLERÂNCIA e UNIÃO.

IGUALDADE - um igual é o que tem a mesma grandeza, a mesma condição ou categoria. Em maçonaria, IGUALDADE não é o nivelamento total do homem, pois o homem deve impor-se pelos seus valores e méritos próprios, mas IGUALDADE é um postulado que busca igualar a todos os maçons sob um único título, o de IRMÃOS, e de não fazer distinção, ou discriminação, em virtude de sexo, raça, religião, nível cultural, cores partidárias, se mais ou menos favorecidos materialmente ou pelos cargos que ocupam.

Este comportamento maçônico devemos manter sempre, com IRMÃOS ou com profanos.

LIBERDADE - tenho certeza que todos nós, de uma forma ou de outra, temos nosso conceito de LIBERDADE. Será que nesses nossos conceitos incluímos que LIBERDADE é situação ou estado do homem integrado na plenitude da dignidade humana; que LIBERDADE é o livre arbítrio; que LIBERDADE é a faculdade de exigir, e insistir, que se cumpram a leis e regulamentos vigentes; que LIBERDADE é poder expressar seus pensamentos e idéias?

Sabemos, também, que a LIBERDADE é o ideal de vida de todo o ser humano espiritualmente bem formado e, atentando contra esta LIBERDADE, estaremos despojando-o de seu maior patrimônio, e onde não há LIBERDADE de pensamento e de ação haverá, invariavelmente, a opressão da consciência do ser humano e suas conseqüências danosas.

FRATERNIDADE - como define Aurélio Buarque de Holanda (Dicionário Aurélio), FRATERNIDADE é irmandade, é união ou convivência como irmãos, harmonia, paz, concórdia, é, enfim, amor ao próximo.

A FRATERNIDADE nos recorda a convivência sem oposição de uma para como o outro, é, antes de mais nada, amor e respeito mútuo.

Ser FRATERNO é tratar o Irm∴ como igual e respeitar a sua liberdade de pensamento e de posicionamentos.

TOLERÂNCIA - ser TOLERANTE é ter a qualidade de quem admite e respeita a opinião, os pensamentos e as atitudes de seus semelhantes, não esqueçamos, seus IGUAIS, mesmo que estas opiniões ou pensamentos sejam contrários a seus posicionamentos.

Ser TOLERANTE é jamais sequer pensar: “ou concorda com meus pensamentos e minhas posições ou é contra mim”.

Ser TOLERANTE é se aberto ao diálogo, através do qual sempre se chegará, sem dúvidas, ao consenso geral.

Por fim temos a UNIÃO, que é unificação, é tornar um só pela ligação afetiva. UNIÃO é a nossa convivência como IIr∴, convivência esta que devemos lutar com unhas e dentes para mantê-la, sem fissuras.

Nossa UNIÃO é algo palpável, sensível a todos e é esta UNIÃO, que faz com que nossos trabalhos transcorram justos e perfeitos.

Assim coloco: o que é melhor para o nosso desenvolvimento e para o progresso humano: agir sob os postulados do EGOÍSMO, EGOCENTRISMO ou INDIVIDUALISMO, ou agirmos

como uma EQUIPE, agindo sob os postulados da IGUALDADE, LIBERDADE, FRATERNIDADE, TOLERÂNCIA e UNIÃO?

Pensemos sobre isto e o levemos estes conceitos e procedimentos para todos os atos por nós praticados além das portas de nosso Templo, nas nossas relações pessoais entre IIr∴ ou profanos e, por certo estaremos contribuindo para uma vida melhor, para cada um individualmente, nossas famílias e de todas as pessoas com as quais nos envolvemos.

Fonte: JBNews - Informativo nº 315 - 09 de Julho de 2011

quarta-feira, 22 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

VISITANTE - COMPORTAMENTO

Em 02.05.2026 o Eminente Irmão Mamede Abrão Netto, Grão Mestre Estadual do GOB-RR, Oriente de Boa Vista, Estado de Roraima, solicita esclarecimentos para o Rito Brasileiro no seguinte:

VISITANTE

Gostaria de sanar duas dúvidas se possível?

A primeira consiste no fato de que um Irmão que pertence a um Rito que, após as saudações, desfaz o Sinal, como o Schröder, se ele estiver visitando uma Loja diversa, como so REAA, ele segue o Rito dele e desfaz o Sinal após as saudações ou tem que aguardar a autorização do Ven∴ Mestre?

A segunda: o Terrível ou Sacrificador usa avental?

CONSIDERAÇÕES:

Um Irmão de um determinado rito visitando uma coirmã de outro rito, deve se adequar aos costumes da Loja visitada, isto é, não deve ferir a dinâmica da liturgia em andamento que a Loja anfitriã esteja executando. Trocando em miúdos, isso quer dizer que não é permitido inserir práticas ritualísticas de outro(s) rito(s) no ritual que estiver sendo executado.

 No caso de visita a uma Loja que pratica o REAA, o Ir∴ visitante pede a palavra e, sendo autorizado a falar, se posta conforme o que estiver previsto nos trabalhos que estão sendo executados, isto é, fica à Ord∴ e assim permanece até o final da sua fala, quando então deve desfazer o sinal e voltar a se sentar.

Por ocasião do uso da palavra, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística tem recomendado aos Veneráveis Mestres que eles sejam bastante criteriosos no quesito dispensa do sinal, não o dispensando corriqueiramente, senão em casos que de fato sejam merecedores essa atitude.

Por tudo, a ritualística deve ser mantida conforme o previsto no ritual. É bom que se diga que nada consta no sentido de se desfazer automaticamente o sinal enquanto se for usar a palavra. No REAA, estando a Loja aberta, quem estiver falando de pé e parado, obrigatoriamente deve falar à Ord∴.

É oportuno também lembrar que no REAA apenas quem estiver usando da palavra é que se coloca à Ord∴. No caso de um Ir∴ visitante de outro Rito que estiver fazendo uso da palavra, eventuais IIr∴ que o acompanham na visita devem permanecer sentados. Visitantes em grupo ficarem em pé enquanto um deles usa da palavra não é permitido nas Lojas que praticam o REAA. Esta não é uma prática de outro rito.

No que diz respeito aos IIr∴ Terrível e Sacrificador, não há joia e nem avental específico para esses cargos já que essa função é geralmente exercida, em passagens ritualísticas pontuais, pelos IIr∴ 1º e 2º Expertos. Assim, os IIr∴ EExp∴, com seus aventais e joias previstos, atuam temporariamente nessas funções.

NOTA - IIr∴ visitantes de outros ritos devem se apresentar trajados portando as alfaias do seu rito de origem. Não há necessidade de um Ir∴ visitante vestir-se de acordo com o rito da Loja que ele estiver visitando. O que se recomenda é o cuidado com o uso do balandrau, em se observando se o rito praticado pela Loja visitada o admite. O que o Ir∴ visitante não pode é interferir na dinâmica executiva do ritual que está sendo praticado pela Loja anfitriã, sem inserir práticas de modo a alterar o previsto no ritual que está sendo executado naquele momento.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 21

O ÓSCULO

1º - Em alguns ritos maçônicos, subsiste o ósculo da fraternidade, que é depositado pelo dirigente da cerimônia na fronte do neófito.
2º - A intenção do ósculo é "tocar" a mente, para apor-lhe o "selo místico". Beijar, maçonicamente, é "selar".
3º - O beijo fraterno entre os irmãos, aqui no Brasil proveio da Europa, onde os amigos saúdam-se através do ósculo; esse costume surgiu nos países árabes.
4º - Sendo os lábios uma parte muito sensível do corpo, cujo tato vem acentuado para a seleção dos alimentos, essa sensibilidade transforma-se em afeição.
5º - O calor do aperto das mãos, o abraço e o ósculo são expressões comuns, que não escandalizam, mas estreitam uma amizade.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

ATITUDE DE APRENDIZ

E. Figueiredo*

Ao tornar-se adepto da Maçonaria, o Aprendiz Maçom passa a ser um Obreiro do Grande Arquiteto do Universo e deve dedicar-se ás tarefas que lhe compete. Como neófito, contudo, terá que aprender a trabalhar. O aprendizado, para qual usa-se o eufemismo de “Desbastando a Pedra Bruta”, vai ser ministrando-lhe de diferentes formas, a começar pelas instruções que constam do Ritual de Aprendiz maçom. Há que se considerar que a finalidade primordial da Maçonaria é a evolução da capacidade de se ilustrar dos seus membros.

Quando “Vê a Verdadeira Luz”, o Aprendiz Maçom não sabe nada, pois o método de trabalho maçônico é bem diferente daquele que conhece como profano. Como profano, procura-se apenas adquirir o máximo de conhecimentos, enquanto que na Maçonaria o objetivo maior das instruções é de aperfeiçoar o Homem, enriquecendo suas faculdades com a maior cultura possível, para ele, como Maçom, melhor poder agir.

Há quem pense que as idéias são resultado de sua própria inteligência, porém isso não é verdade. As idéias provêm, normalmente da experiência com os homens, animais e natureza num todo. Aquele que não tem o estudo, isto é, não aceita os ensinamentos de outras pessoas, não poderá formar qualquer idéia, por menor que seja. Os filhos aprendem com seus pais, os alunos com os professores, os jovens com os mais velhos, os aprendizes com os mestres, numa maneira natural, que é uma faculdade que o ser humano é provida. O aprendizado, aliado a experiência, faz gerar o cabedal do homem que o fará apto a pensar, dando-lhe condições para buscar a sabedoria.

Quando está realmente aberto para aprender algo, para receber maior conhecimento, descobre que o Universo é um gerador de saber ilimitado e aceitamos, sem constrangimentos, qualquer semelhante como nosso mestre. Identificamos de imediato aquela pessoa que consegue ter boas ideias, como alguém sempre disposto a aprender mais alguma coisa na vida.

Ao longo da história da Humanidade, aprendemos observando, experimentando, recebendo conselhos, críticas e recomendações de quem tem prática da vida, com os conhecimentos que nos rodeiam, que vão se acumulando em nossa mente e auxiliando a cada novo conhecimento. Desde a criação do mundo a natureza nos oferece a sabedoria e a experiência imprescindíveis ao homem. A flora, a fauna, a criança e mesmos as coisas inanimadas, são fonte de conhecimento, se com elas quisermos aprender.

Quando o Homem está munido de sentimento sincero, de sempre aprender com outras pessoas, observando todas as coisas, ele consegue obter uma sabedoria imensurável, pois estará se abastecendo de incontáveis informações que são matéria prima do conhecimento a do aprendizado. Aprender e conhecer são os melhores caminhos para a prosperidade. Querer aprender é um sentimento humilde que nem todos possuem.

Nesse aspecto, na Maçonaria, o aprendizado não é diferente. O neófito também tem que estar aberto para receber os ensinamentos. O Aprendiz Maçom, ao “Ver a Verdadeira Luz”, acabou de nascer, e como tal há necessidade de aperfeiçoamento para torna-lo apto para o trabalho na Sublime Ordem. Afortunado o neófito que compreende o privilégio de ser um aprendiz. A sua atitude de aprender valerá muito quando estiver “Desbastando a Pedra Bruta”.

(*) Baseado num trecho do livro “Caminhos da Vida”, de Konosuke Matsushita”

Fonte: https://focoartereal.blogspot.com

terça-feira, 21 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

OCUPAÇÃO DE CARGOS IV (CARGOS ELETIVOS)

Em 02/05/2026 o Respeitável Irmão Lúcio Costa Caldas, Loja Joaquim Rodrigues D’Abreu, 1921, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta as questões seguintes:

OCUPAÇÃO DE CARGOS

Gostaria de tirar duas dúvidas. O Deputado Estadual pode ocupar cargo em Loja (mais precisamente ORADOR)?

O Deputado Estadual sendo M∴ I∴ pode substituir o V∴ M∴ em uma Sessão Magna?

CONSIDERAÇÕES:

Como essas não são questões de liturgia e ritualística maçônica, mas de administração, dentro da legislação eleitoral maçônica, deixo aqui apenas a minha opinião. Por se tratar de opinião, não a tome como orientação oficial.

Assim, no caso de um Deputado Estadual ocupando o cargo de Orador, penso que não seja apropriado, já que ambos os cargos, conforme a legislação, são eletivos. Por conta disso, me parece que existem óbices, levando-se em conta de que ninguém é eleito para ocupar dois cargos - vide a legislação onde são tratadas as inelegibilidades.

Na hipótese de um Deputado sendo Venerável Mestre, penso que seja o mesmo caso tratado logo acima.

OBS - As considerações acima se tratam de substituições ou preenchimentos precários de cargos, no entanto, mesmo assim, a meu ver são cargos elegíveis, portando não podem ser ocupados por Irmãos que já exercem eletivos.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

EM BUSCA DA VERDADE





MENSAGEM AOS APRENDIZES

No início das Instruções dadas ao Aprendiz Maçom são lhe colocadas algumas questões genéricas que para além de servirem para telhar um Maçom, servem fundamentalmente para lhe suscitar algumas reflexões.

Questiona-se:

“De onde vimos?”
“O que fazemos por lá?”
“O que vimos então aqui fazer?”
“O que trazemos nós, então?!”

A essas perguntas, eu ainda acrescento estas que me parecem ser ainda mais importantes:

“Quem somos?
Ou o que somos?
E porquê!?”

Estas questões para alguém reconhecido como maçom, e que se considere como sendo um Aprendiz para o resto da sua vida, são a chamada "linha de partida" para o Caminho que pretenderá fazer.

São estas dúvidas que servirão de sustentáculo àquilo que procura. Pois serão essas dúvidas que o motivarão a atingir a meta daquilo a que se propõe a cumprir.

Ritualmente todas elas terão resposta; respostas essas que qualquer Aprendiz Maçom conhece desde a sua Iniciação. Mas, na realidade, estas questões que cito nada mais são do que as premissas para a nossa Caminhada na Vida e no mundo em que vivemos.

Apenas nos questionando e questionando o mundo à nossa volta é que poderemos ir mais longe!

Qual a nossa Origem?
Quais os nossos Deveres?
O que poderemos fazer para evoluir, melhorar?
O que poderemos fazer para sermos úteis aos outros?
Na prática, qual a nossa própria Identidade?

Talvez, as "primeiras" questões que abordei sejam apenas, vistas sob um outro "prisma", as mesmas que agora efectuei.

E mesmo dessas "primeiras" questões e/ou até mesmo das "segundas", poderemos encontrar outras que por sua vez nos permitam fazer as reflexões que importam ser feitas.

A este questionamento que aqui faço, por meio destas, aparentemente, simples perguntas, não me atrevo eu a responder. Pois as suas respostas tal como o meio para as obter são parte integrante do Caminho.

Aliás o método maçónico é ele mesmo um processo de questionamentos vários, onde inclusive nos auto-questionamos e salientamos o nosso conhecimento ou a sua ausência, isto é, aquilo que desconhecemos.

- A dúvida foi sempre a base de partida para o Homem poder evoluir! -

Eu já encontrei as minhas respostas. Os outros que tentem obter as deles...

Sei quem sou e porque o sou!
Sei de onde vim e o que por lá faço!
Conheço os meus deveres e obrigações!
E ofereço aquilo que posso oferecer sem nada esperar em troca!
Para mim, estas, já não são dúvidas... Apenas certezas!

E, Meus Queridos Irmãos Aprendizes, vocês que ainda há bem pouco tempo chegaram aqui, não podem ainda assumir saber tudo, pois também nunca o ninguém saberá…; mas estas perguntas que citei, estas dúvidas que alguém vos poderá colocar, testando-vos ou apenas formalizando e cumprindo determinadas ritualidades, estas sim, Meus Queridos Irmãos, estas já tanto vocês as conhecem como desde há algum tempo para cá que as suas respostas as devem praticar, mas principalmente as deverão sentir…

Assim, Meus Queridos Irmãos Aprendizes, espero que quando chegar o momento em que completem o vosso tempo na Coluna do Norte, onde realizam o vosso labor na Oficina de Aprendizes, com o auxílio do malho da vontade e do cinzel da vossa acção, burilando assim as asperezas da vossa pedra bruta, espero eu que as vinte e quatro horas disponíveis na régua do tempo, Vos tenham sido pródigas e auspiciosas, pois o que se esperará no futuro de Vós não será uma demanda fácil, mas também não será uma tarefa hercúlea, pois Vós sois capazes de demonstrar as vossas potencialidades e por isso mesmo conhecemos de antemão o que de Vós esperar.

Neste momento apenas quero felicitar-vos pela vossa jornada até aqui e incentivá-los e motivá-los a irem um pouco mais além.

Serão testados, terão de seguir outros e novos caminhos, ascendendo a patamares que não conhecem por ora, mas que Vos serão muito úteis no vosso futuro e nas vossas demandas…

Para já, não me alongarei mais sobre as vossas tarefas, sobre a vossa busca, sobre o vosso estudo… Deixo isso para mais tarde, para quando nos encontrármo-nos juntos outra vez, novamente na ” linha de partida”, mas seguindo noutra direcção, rumo ao Sul…

E para tal, Meus Queridos Irmãos Aprendizes, apenas Vos solicito novamente o vosso empenho e o vosso silêncio, pois sem um e o outro nada poderão alcançar. Um dar-vos-á a coragem e embalo em prosseguir; o outro, a serenidade para que possam observar e escutar, mas principalmente sentir o que vos rodeia.

Por isso, Meus Queridos Irmãos, digo-Vos: “Até Já!”

E que rumemos a Midi...

Fonte: https://pedra-de-buril.blogspot.com

segunda-feira, 20 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

ASSUNTOS PARA A PAUTA DA ORDEM DO DIA

Em 02.05.2026 o Respeitável Irmão Maurício Américo Alves, Loja Monumento do Ipiranga, 3771, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a seguinte pergunta:

ORDEM DO DIA

Tenha uma dúvida: além do que consta como permitido (filiações/regularizações etc.) ao meu juízo, só teremos assuntos que necessitem de votações, porém, alguns IIr∴ acham que assuntos que não necessitam de votações, também podem ser falados na Ordem do Dia... E aí fica minha dúvida. Poderia por favor nos ajudar?

CONSIDERAÇÕES:

 
O que não estiver no ritual não pode ser praticado. Logo, conforme o ritual, nas sessões ordinárias a Ordem do Dia é organizada com antecedência pelo Venerável Mestre, com assuntos dependentes de discussão e votação.

É possível também entrarem na pauta assuntos que demandem de urgência e votação, eventualmente colhidos de última hora na Bolsa de Propostas e Informações.

Admite-se também na Ordem do Dia, quando essas houverem, a realização das cerimônias de Filiação, Regularização, Admissão de Membros Honorários e Posse de Oficiais e Comissões nomeadas.

Fora o acima exposto, não há o porquê de se “achar” que podem ser incluídos outros assuntos na pauta, o que não pode não.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

JASPER ADAMS


ADAMS, Jasper. (East Medway, 1793 – Pendleton, 1841). Clérigo episcopal norte-americano, professor universitário e reitor de instituições de ensino americanas. Foi ordenado diácono em 1819 e sacerdote em 1820. Escreveu "Elementos da Filosofia Moral" (1837) e foi eleito membro da Academia Americana de Artes e Ciências em 1835. Encerrou a carreira como capelão e professor em West Point (1838-1840) e diretor de seminário na Carolina do Sul.

Por Luciano J. A. Urpia

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

O DEVER DO MESTRE

Ir∴ José Castellani

Os três graus da Maçonaria Simbólica simbolizam a senda iniciática, quando o candidato, vindo das trevas do Ocidente, caminha, como iniciado, em direção à Luz do Oriente.

A luz, nesse caso, não é aquela originária de corpos materiais, mas, sim, a Luz da Ciência, do Progresso, do conhecimento, simbolizada pelo Sol, o Apolo dos gregos, Mitra dos persas, Rá dos egípcios, a fonte da vida e a causa dos principais mitos religiosos da antiguidade.

Como Aprendiz, o iniciado dedica-se ao desbastamento da pedra informe, da pedra bruta, que é um trabalho material.

Como Companheiro, já lhe cabe um trabalho intelectual, para a concretização da pedra cúbica, como elemento fundamental das construções.

E, finalmente, como Mestre Maçom, cabe-lhe o trabalho espiritual, determinado, claramente, na sua missão de espalhar a Luz, de reunir o que está disperso, de partir do simples para o composto, da causa para o efeito, do princípio para as conseqüências.

Consagrado à firmeza de caráter e à moral intransigente, o grau de Mestre Maçom deve libertar o iniciado das paixões, dos preconceitos e das convenções sociais, para que possa, com plena consciência do seu dever, pesquisar e ir à procura da Verdade.

Morrendo, simbolicamente, para os vícios, para os erros e para as fraquezas humanas, o Mestre renasce com o espírito limpo e puro, no Amor, que lhe dá energia, na Virtude, que engrandece, e na Verdade, que dignifica, para que possa, cumprindo o seu dever de iniciado, que conheceu a Verdadeira Luz, dar o seu quinhão de trabalho pela evolução da Humanidade.

Todas as lições embutidas na ritualística da exaltação ao grau de Mestre, convergem para um ponto comum, através de uma lenda, que mostra o milagre da ressurreição, como o Sol, que renasce, todos os dias, no Oriente, e como os vegetais, que, em seu ciclo eterno e imutável, renascem anualmente, das cinzas de sua morte anual.

Os três graus simbólicos, comuns a todos os ritos, representam, na realidade, a essência total de toda a doutrina maçônica.

Síntese do universo maçônico, eles mostram a evolução racional da espécie humana, ou seja: intuição (Aprendiz), análise (Companheiro) e síntese (Mestre).

O Aprendiz, ainda inexperiente, embora guiado por seus Mestres, realiza seu trabalho de forma empírica, através apenas da intuição, representando o alvorecer das civilizações, marcadas pelo empirismo.

O Companheiro, já tendo um método de trabalho analítico e ordenado, simboliza uma fase mais avançada da evolução da mente humana.

E o Mestre, juntando, através da síntese, tudo o que está disperso, para a conclusão final da obra, representa o caminho derradeiro da mente, na busca da perfeição.

O maçom, ao atingir o grau de Mestre, deverá possuir, já, a plenitude do conhecimento iniciático moral, social e metafísico, necessário e pertinente aos objetivos da Ordem maçônica, restando-lhe, então, o trabalho, sempre constante, na busca da perfeição, nunca atingida, mas sempre buscada, pois ela é o estímulo onipresente, na vida do ser humano.

Terá, então, o Mestre, a humildade de prostrar-se perante os grandes mistérios da vida e os insondáveis escaninhos da Natureza, despojando- se de todas as vaidades, incluindo-se, entre elas, a busca da ascensão, a qualquer custo, numa escala, que, quase nunca reflete um conhecimento apreciável e um desejável mérito pessoal.

Deverá, o Mestre, lembrar-se, sempre, que a verdadeira beleza é a interior, mesmo que o exterior não seja coruscante e não brilhe em faíscas de ouro e prata, pois o maçom, o verdadeiro maçom, o maçom integral, é um Mestre pelas suas qualidades mentais e espirituais e não por sua posição na escala, ou por seus brilhantes paramentos e condecorações.

O hábito não faz o monge, diz a velha sabedoria popular.

E se pode, até, acrescentar que um muar ajaezado de ouro e prata nunca poderá ser confundido com um cavalo de alta linhagem.

Nas Lojas simbólicas, verdadeira e única essência da Maçonaria universal, o iniciado percorre um longo caminho desde as trevas do Ocidente até à Luz do Oriente, tendo o seu lugar de acordo com as suas aptidões e a sua ascensão de acordo com os seus méritos, concretizando as sábias lições da lenda do terceiro grau.

Ele terá o seu aumento de salário depois de um certo tempo de aprendizado e mediante a apresentação de trabalhos, que permitam aquilatar a sua evolução mental e cultural.

A sua ascensão não deverá, nunca, ser devida a favores pessoais, a apadrinhamentos, a rapapés bajulatórios, ou ao poder corruptor dos metais, expedientes, esses, tão comuns na sociedade profana, mas excluídos, pelo menos em suas leis, da verdadeira Maçonaria, desde os seus primórdios, nos velhos tempos em que só existiam Aprendizes e Companheiros, usando um simples avental de couro, símbolo humilde do trabalho, sem as riquezas flamejantes de uma nababesca farrambamba.

Fonte: JBNews - Informativo nº 314 - 08 de Julho de 2011

domingo, 19 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

VOTAÇÃO NOMINAL EM LOJA DE COMPANHEIRO

Em 01/05/2026 o Respeitável Irmão Silvestre Pereira das Neves, Loja Dever e Humanidade, 860, REAA, GOB-PE, Oriente de Caruaru, Estado de Pernambuco, apresenta a seguinte pergunta:

VOTAÇÃO EM GRAU 02

Dúvida: em reunião em Loja de Companheiro surgiu assunto necessário de votação, está em ata, posteriormente irmãos questionaram que teria que ter sido em loja de aprendiz, para se ter havido a votação, isso procede? Pode o mesmo assunto ser votado duas vezes? isso anularia a votação já constando em ata?

CONSIDERAÇÕES:

Em que pese este não ser propriamente um assunto de liturgia e ritualística, darei a minha opinião. Em face a isso, rogo para que a mesma não seja considerada como laudatória.

Assim, entendo que se o assunto posto em votação nominal não for de interesse dos Aprendizes (de fato e de direito), nada impede que seja votado em Loja de Companheiro, até porque o período pertinente à Ordem do Dia é encontrado nos rituais de Aprendiz, Companheiro e Mestre.

Também sou da opinião que não existem duas votações para um mesmo assunto, mormente aquele que já passou por votação.

Dado a isso, penso que seja possível haver votação em Lojas de 1º, 2º e 3º Grau, lembrando que individualmente cada assunto que irá para votação nominal carece antes de parecer do Orador (Guarda da Lei).

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O DEVER

O dever é uma obrigação que é observada como princípio; existem múltiplos deveres a serem observados pelos homens, sendo os principais; deveres para com Deus; deveres para com a família; deveres para com o próximo; deveres com a pátria e deveres para consigo mesmo.

Os deveres maçônicos não vêm catalogados, mas brotam ao passo quer surgem, por meio do conhecimento.

Nada é imposto na Maçonaria, mas o maçom tem consciência do que deve cumprir e observar.

Os deveres marcham paralelamente com os direitos; ninguém poderá exigir um direito enquanto não observar os deveres.

O maçom, para obedecer os preceitos dos regulamentos, deve seguir as normas que lhe são estabelecidas.

O impulso interno comanda os atos que o maçom deve praticar ou abster-se de produzir. Obviamente que a cada grau que o maçom alcança, novos deveres deverá observar; o ato de prestar auxílio ao próximo não constitui em si um dever, mas o reflexo de uma personalidade bem formada.

A maioria, no mundo profano, pleiteia direitos sem dar-se conta dos deveres que lhe são impostos.

O maçom cumpre seus deveres porque é um Iniciado.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 124.

A MÚSICA E A FRATERNIDADE DOS HOMENS LIVRES

Relacionar a música e a fraternidade dos homens livres evoca o ideal de que a arte musical transcende barreiras, promovendo a união, a igualdade e o pensamento autônomo. Historicamente, essa conexão profunda é celebrada desde o clássico Hino à Alegria de Beethoven até tradições filosóficas que usam a música como via de elevação moral.

Dialogando com ideais de liberdade, igualdade e solidariedade, presentes em princípios maçônicos e humanistas que defendem o desenvolvimento cultural como um caminho para a emancipação do ser humano, a música se estabelece como uma loquaz linguagem universal capaz de harmonizar a diversidade e de aproximar os indivíduos.

Da pré-história aos dias atuais, a música assume papel fundamental ao servir como forma de comunicação, expressão de emoções, celebração, preservação cultural e afirmação de identidade. Artistas e grupos musicais atuam como embaixadores culturais, transmitindo a essência de suas origens e enriquecendo o panorama musical global.

Indubitavelmente, a Flauta Mágica (Die Zauberflöte) é a obra mais genial de Wolfgang Amadeus Mozart. Estreada em 1791, a ópera funciona como uma fábula iniciática repleta de ideais iluministas e maçônicos, onde a jornada dos protagonistas simboliza a transição das trevas da ignorância para a luz da sabedoria e da fraternidade universal.

Na trama, o príncipe Tamino representa o buscador da verdade que, guiado por uma flauta mágica, precisa superar provas severas de coragem e silêncio impostas pelo sacerdote Sarastro. A jornada é uma clara representação da iniciação maçônica, onde o aspirante deve vencer os medos e as ilusões para alcançar o autoconhecimento.

Nela percebemos alguns dos simbolismos mais marcantes, dentre os quais: a Rainha da Noite que manifesta o lado obscuro, as paixões cegas, o obscurantismo e a manipulação. Sarastro e o Templo da Luz, representam a razão, a verdade, a tolerância, o bem e a fraternidade. O número 3 que reflete a estabilidade, o equilíbrio e a trindade.

Mergulhado em prazeres materiais e imediatos da vida, o homem-pássaro contentando-se com a vida terrena sem aspirações intelectuais é o contraponto cômico e essencialmente humano ao idealismo de Tamino. O príncipe que representa o iniciado. Ele começa a jornada cego e perdido, buscando a sabedoria e o amor verdadeiro.

A Flauta Mágica, feita de ouro – materializa a máxima pureza espiritual e a iluminação – moldado sob o som do trovão antigo – exprime a força da justiça divina e a expulsão das forças das trevas e da ignorância – consubstancia o poder da música e da harmonia que transformam emoções negativas e guiam o homem em suas provações.

As provas do silêncio, de água e do fogo cumprem a purificação dos elementos necessários para que o homem supere seus medos e domine suas paixões humanas, já que, a verdadeira nobreza não vem do sangue ou de títulos de realeza, mas sim, do caráter e do coração humano nos quais vicejam liberdade, igualdade e fraternidade.

O lema Liberté, Égalité, Fraternité, consagrado historicamente, encontra seu real significado quando praticado de dentro para fora, através das suas atitudes diárias. Afinal, se o que buscas não o achares primeiro em si, jamais o encontras em lugar algum e não lho poderás manifestar a bem de si, do progresso e da felicidade de todos.

Feliz, a "Ode à Alegria" (An die Freude), escrita por Friedrich Schiller em 1785 e imortalizada na Nona Sinfonia de Ludwig van Beethoven, nos chega como símbolo do triunfo Iluminista e dos ideais humanistas. Manifestando a fraternidade universal, a liberdade e a superação das divisões sociais através do amor e da união entre os homens.

Nela percebemos muito mais do que felicidade, movimenta uma força cósmica e criativa (centelha divina) que une a humanidade e iguala todos os indivíduos perante o Criador. O famoso verso "todos os homens se tornarão irmãos" reflete a superação das barreiras criadas pelas convenções sociais e políticas que obstam a igualdade e a fraternidade.

A Ode à Alegria, que manifesta a crença de que a humanidade, guiada pela razão e pela compaixão, pode alcançar a harmonia e viver em paz, tornou-se um hino global de liberdade – que inexiste onde não respiram a igualdade e fraternidade – utilizada em momentos de grande mudança histórica, como a queda do Muro de Berlim.

Schiller eleva a alegria a uma categoria espiritual e filosófica. Chamada de "Funken aus Elysium" (Centelha do Elíseo), ela conecta diretamente com o sagrado, uma dádiva divina que habita o interior de cada ser humano para guiá-lo ao bem. A alegria é a força que move os astros e os ciclos da natureza, que dá sentido à vida e ao amor.

Amor notabilizado no verso mais famoso da Ode à Alegria, "Deine Zauber binden wieder, was die Mode streng geteilt" (Teu feitiço une novamente o que a moda rigidamente separou). Sendo o vetor de superação das divisões de classes e fronteiras – e de robustecimento das colunas que sustentam a inclusão social: identidade e pertencimento.

Evocar Jean-Sibelius, compositor finlandeses de fértil veio que compôs peças exclusivas para rituais maçônicos – como a famosa suíte Musique Religieuse –, embora sua lavra não se resuma apenas à maçonaria. É, também, celebrizá-lo como o "pai" da identidade musical finlandesa, por suas sinfonias e pelo poema sinfônico Finlândia.

Sibelius foi um membro ativo da Suomi Lodge No. 1 em Helsinque, tendo, também, atuado como o grande organista da Grande Loja da Finlândia, da qual ele recebeu a tarefa de criar uma trilha sonora original para as cerimônias. Apesar do segredo que envolve a fraternidade, a beleza das melodias foi arranjada para concertos públicos.

A obra de Sibelius cobrir todas as etapas rituais da loja: Avaushymni (Hino de Abertura); Marchas e cortejos processionais (como Salem ou Onward, Ye Brethren); Veljesvirsi (Ode à Fraternidade), adicionada em 1946 e considerada uma de suas últimas composições originais; e a Marche funèbre, composta para o luto maçônico.

Não é à toa que a música, segundo Charles Darwin, proporciona uma vantagem evolutiva, facilitando a corte, o desenvolvimento de laços entre mães e bebês, como também, fortalecendo a cooperação social e a unidade em grupos. Através da música, os valores, crenças e costumes de uma sociedade são refletidos e perpetuados, desempenhando um papel crucial na formação cultural a bem do homem.

A música conta a História, sendo além de um adereço da história, uma fonte histórica em si mesma. Desde ritmos primitivos até sinfonias complexas, ela narra tradição e descreve as identidades de diferentes povos, sendo um motor para o florescimento da espécie humana em suas dimensões pessoais, laborais, empresariais e sociais. 

A música viceja felicidade e a felicidade conduz a evolução humana. Pessoas felizes demonstram melhor capacidade de lidar com desafios, possuem um senso de propósito mais exato e contribuem para a melhoria coletiva a partir da criatividade e do desenvolvimento de relações interpessoais saudáveis, contribuindo para um mundo mais fraterno.

Como linguagem universal, a música permite ao ser humano expressar seus sentimentos mais profundos, contribuindo para a interação social e o desenvolvimento afetivo, pois, agrega e humaniza. Ela ativa o sistema límbico, responsável por emoções, liberando neurotransmissores que aumentam o prazer e a sensação de plenitude

Sendo um espelho sonoro da jornada humana, a música manifesta as emoções, as lutas e as esperanças que compõem este caminhar. Ao ecoar essas vivências, ela une as pessoas, fortalecendo os laços de fraternidade e inspirando ideais de liberdade, empatia e respeito mútuo, que alimentam a igualdade sobre a qual os homens livres têm felicidade.

Fonte: https://brunobmacedo.blogspot.com

sábado, 18 de julho de 2026