Meus Irmãos, há um inimigo silencioso que habita todos os homens.
Ele não grita, não confronta e não exige esforço.
Justamente por isso, ele vence.
Esse inimigo se chama hábito.
Na maioria das coisas que fazemos, não agimos segundo o juízo correto, mas segundo o costume miserável de repetir o que sempre foi feito.
E quando o hábito substitui o pensamento, o homem deixa de ser construtor e passa a ser operador mecânico.
Perguntaram certa vez a um trabalhador:
— "Por que você fez dessa maneira?"
E ele respondeu:
— "Porque sempre fiz assim."
Essa resposta decepciona qualquer bom patrão e anima qualquer concorrente inteligente.
Porque ali não há razão.
Há apenas repetição.
O homem que age assim já não pensa.
Ele executa.
Ele funciona.
Ele opera em piloto automático.
E tudo que funciona sem consciência está pronto para falhar.
Meus Irmãos, devemos ser implacáveis com nossos próprios hábitos.
A mesma impiedade que um empreendedor teria com um funcionário acomodado, devemos ter conosco.
Não estamos aqui para agir por conforto.
Nem por prazer.
Nem por medo da dor.
Nem por apego à vida.
Nem por aversão à morte.
Estamos em treinamento.
E quem está em treinamento aprende a:
— não correr atrás do prazer,
— não fugir da dor,
— não se apegar ao receber mais do que ao doar,
— não agir sem saber por quê.
Estudamos filosofia e trabalhamos em nossos templos, precisamente para abandonar o comportamento maquinal.
Por isso, cada Irmão deve se perguntar com honestidade brutal:
O que eu faço apenas por rotina?
O que eu repito sem mais refletir?
Isso ainda é a melhor forma?
Ou é apenas a forma mais fácil?
Nada deve ser feito sem razão.
Nada deve ser mantido apenas porque "sempre foi assim".
O homem que não sabe o motivo de suas ações, não governa a si mesmo.
E quem não governa a si, jamais será livre.
Que cada Irmão saia daqui disposto a romper com seus próprios automatismos.
Pois só pensa quem escolhe conscientemente.
E só escolhe bem quem sabe por que age.
Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro
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