M.M Paulo Moraes
Na senda iniciática da Maçonaria, a coragem não é o ímpeto cego, mas a firmeza serena daquele que decide lapidar a própria pedra bruta. É a virtude que sustenta o Irmão quando a luz ainda é tênue e o caminho exige mais caráter do que conforto.
Ser corajoso, à luz dos ensinamentos maçônicos, é entrar no Templo interior sem máscaras, reconhecer imperfeições e assumir o compromisso de transformá-las em virtudes. É enfrentar o silêncio da própria consciência e permitir que o malho da verdade e o cinzel da razão moldem um homem melhor.
A coragem também se manifesta na retidão. Assim como o esquadro orienta nossas ações, o maçom corajoso age conforme os princípios, mesmo quando isso exige renúncia, incompreensão ou sacrifício. Ele não se curva às paixões desordenadas nem se deixa conduzir pelo medo, pois sabe que a verdadeira liberdade nasce da disciplina moral.
Na construção do edifício social, a coragem é o cimento invisível que une as pedras. É ela que inspira o serviço desinteressado, a defesa da justiça, da tolerância e da fraternidade. O maçom corajoso não busca aplausos; trabalha em silêncio, consciente de que cada gesto reto ecoa no Grande Livro da Vida.
Por fim, a coragem maçônica é perseverança. É continuar a obra mesmo quando o mundo parece ruir, confiando no Grande Arquiteto do Universo e na força do trabalho honesto. Pois aquele que domina a si mesmo, enfrenta a própria sombra e permanece fiel aos seus princípios, já venceu a maior de todas as batalhas.
Fonte: Facebook_Instituto Maçônico
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