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PERGUNTAS & RESPOSTAS

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domingo, 22 de março de 2026

A PROFANAÇÃO DO CONVITE

Meus Irmãos, lamento pelo o que vou dizer agora mas, há desvios que não são simples erros administrativos.

São rupturas morais.

Entre eles, um dos mais graves é a tentativa de recrutar homens por telefone, internet, formulários ou campanhas disfarçadas de interesse institucional.

Isso não é modernização.

Isso é profanação.

Não foi assim que nos ensinaram.

Não foi assim que recebemos a Ordem.

E não será assim que a preservaremos.

O ingresso na Ordem não é um pedido, não é uma inscrição, não é um cadastro, e jamais foi uma manifestação de vontade unilateral de quem "se interessa".

O ingresso na Ordem é e sempre foi, por convite.

E convite não se faz a desconhecidos.

Convite não se faz a curiosos.

Convite não se faz a quem levanta a mão e diz "quero entrar".

Convite é pessoal.

Convite é observação silenciosa.

Convite é resultado de tempo, convivência e percepção de virtudes.

Quem convida assume responsabilidade.

Quem convida responde pelo homem que traz.

Qualquer prática diferente disso revela uma verdade incômoda:
* Não se busca mais qualidade, mas quantidade;
* Não se busca mais lapidação, mas arrecadação;
* Não se busca mais construtores, mas números.

Quando uma Ordem passa a "captar interessados", por internet, sites, telefone, ela já deixou de escolher e passou a vender pertencimento.

Perguntemos com honestidade:
Desde quando o caminho se inverteu?
Desde quando o profano escolhe a Ordem, em vez de a Ordem discernir o homem que deve entrar?
Desde quando virtude se declara em formulário de internet?
Desde quando caráter se avalia por mensagem privada?
Desde quando TRADIÇÃO se preserva por marketing?

Não nos enganemos meus irmãos, qualquer sistema que recruta por meios impessoais não está formando homens, está montando clientela.

E clientela sustenta caixa, mas não sustenta Templo.

Aquela Ordem que tem meta de recrutamento anual, também está se desviando sem perceber, pois não existe metas pra isso, Deus colocará em nosso caminho, aquele que ele quer que nós recrutemos.

Aquele que compactua com esse tipo de prática financeira, não pode alegar ignorância.

E aquele que se cala diante disso, não pode alegar fidelidade àquilo que jurou respeitar.

A Ordem não precisa crescer.

Ela precisa permanecer íntegra.

Poucos homens bons constroem mais, do que muitos homens vazios repetindo palavras que não compreendem.

Que fique claro, sem rodeios:
* Recrutamento não é iniciação.
* Interesse declarado não é vocação.
* Quantidade nunca foi sinônimo de força.

E nós não reconhecemos como legítima, qualquer prática que transforme o convite, ato sagrado de discernimento, em mecanismo de captação.

Que cada Irmão reflita.

E que aqueles que ainda compreendem o peso da TRADIÇÃO, não se calem diante de sua diluição.

Porque o que se perde por omissão hoje, não se reconstrói amanhã.

Lamento a dureza das palavras mas foi preciso.

Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro

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