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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

BALANDRAU x SESSÃO MAGNA

(republicação)
Em 01/11/2017 o Respeitável Irmão Alexissandro Marques Moreira, Loja Caratinga Livre, REAA, GOB-MG, Oriente de Caratinga, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte questão:

USO DO BALANDRAU

Queria saber se posso usar o balandrau em uma sessão magna. Porque na minha loja não é permitido. E se não posso, por quê? Onde isso esta escrito?

CONSIDERAÇÕES:

Meu prezado Irmão, essas orientações estão à disposição de todos os maçons da Obediência e fazem parte do Regulamento Geral da Federação, bem como do respectivo ritual.

Veja então o que menciona o Capítulo X do RGF em seu artigo 110 e § 1º que transcrevo a seguir: 

“Art. 110. Os Maçons presentes às sessões magnas estarão trajados de acordo com o seu Rito, com gravata na cor por ele estabelecida, terno preto ou azul marinho, camisa branca, sapatos e meias pretos, podendo portar somente suas insígnias e condecorações relativas aos graus simbólicos”.

“§ 1º. Nas demais sessões, se o rito permitir, admite-se o uso do balandrau preto, com gola fechada, comprimento até o tornozelo e mangas compridas, sem qualquer símbolo ou insígnia estampados”.

Assim, no Ritual do REAA⸫ de Aprendiz Maçom do GOB, Decreto 1102/2009 em vigência, na sua página 33 está escrito o seguinte:

“Os Maçons presentes às Sessões Ordinárias e obrigatoriamente (o grifo é meu) nas Sessões Magnas (o grifo é meu)estarão trajados de acordo com o Rito, terno, sapatos, cinto e meias na cor preta, camisa branca, gravata (preta, lisa, sem ornamentos, modelo tradicional ou borboleta), podendo portar somente suas insígnias e condecorações relativas aos graus simbólicos”. 

“Nas demais sessões (o grifo é meu) admite-se o uso do balandrau preto, com gola fechada, comprimento até o tornozelo, sem qualquer estampa ou insígnias estampados...”.

A expressão “nas demais sessões” grafadas acima implica em se admitir também o uso do balandrau nas demais sessões que não sejam Sessões Magnas, portanto, respondendo sua questão, fica óbvio que não pode porque o RGF e o Ritual do Rito assim orientam.

Esse não é o caso apenas “da sua Loja”, mas de todas as Lojas da Federação do GOB que praticam o REAA⸫, ou seja, nas Sessões Magnas não é admitido o uso do balandrau.

Concluindo, aceite a minha recomendação de conhecer as leis e regulamentos da Obediência, cujas quais estão à disposição de todos e em particular do Orador que é o Guarda da Lei da Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

UNIDADE

1º - É a qualidade do que é único, sendo a unidade atributo do Absoluto considerado num sentido sintético; ela é o princípio da individualidade e conseqüentemente da divisão quando considerada no seu sentido analítico.

2º - A Doutrina na Unidade é o supremo ensinamento do ocultismo; é a compreensão da imutável e infinita consciência, síntese de todas as consciências particulares.

3º - Este termo eminente para o qual se dirige toda filosofia, esta necessidade imperiosa do espírito humano, este pivô ao qual está obrigado a ligar o feixe de suas idéias; a unidade, esta fonte, este centro de toda ordem sistemática, este princípio de vida, este foco desconhecido em sua essência, porém manifesto em seus efeitos.

4º - A unidade, este nó sublime ao qual se liga, necessariamente, a cadeia das causas, foi a augusta noção para a qual convergiram todas as idéias de Pitágoras.

5º - Pitágoras e os sábios da antigüidade concordaram em reconhecer uma causa primeira e única (material e espiritual) da existência do universo, daí, a unidade tornou-se símbolo da Divindade suprema.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

SAGRAÇÃO DO TEMPLO

1. Templo: O primeiro Templo Maçônico do mundo foi inaugurado em 1776, em Londres pela Primeira Grande Loja, fundada em 1717, já que, antes disso, as Lojas se reuniam em tabernas. Quando os maçons londrinos resolveram construir o seu Templo, foram buscar os dois modelos que lhes eram maisconhecidos na época: as igrejas e o Parlamento Britânico, este, criado quase 500 anos antes, no final do Século XIII.

Do Parlamento o Templo tem a Sala dos Passos Perdidos e a peculiar colocação dos obreiros nas colunas. Da igreja, o templo possui inúmeros detalhes, como altares, oriente, ocidente os degraus que aqui simbolizam, os 4 primeiros, a Gramática, a Retórica, a Lógica e Aritmética. Ou a Força, o Trabalho, a Ciência e a Virtude. Os outros 3 restantes, a Pureza, a Luz a Verdade.

2. Foi exatamente no Templo Maçônico, em suas entranhas luminosas e refocilantes (aprimoradas, restauradas) que aprendi a sobrepor-me, máxime, nos momentos em que a consciência estremece e, por conseguinte, a razão pede justiça, em que o dever apela e, por conseguinte, a responsabilidade avulta. (cresce, agiganta). É que no Templo Maçônico, sempre encontro a lição soberana da necessidade de cavar masmorras para sepultar o vício.

Templo, Grande Templo, Majestoso Templo, que hoje oficialmente te revestes em local destinado ao culto da divindade maçônica.

Para se ter uma idéia do que vale um templo, no passado, quando uma nação invadia a outra, como ato de guerra, a sua primeira preocupação era a de destruir o Templo, porque era o local de maior respeito; sua destruição, equivalia a destruição do ego do próprio povo.

Mas a preocupação da Maçonaria é erigir um Templo, que jamais possa a ser destruído, não com a magnitude do Grande Templo de Salomão ou da riqueza do Templo de Herodes, mas o Templo que simboliza e aperfeiçoa o Maçom.

3. Sagração - Quando um Templo se encontra concluído, através de um cerimonial litúrgico, ele é consagrado e aí, esotericamente, lhe é dado o passaporte para que nele possam funcionar as Lojas e desenvolverem-se Iniciações, Elevações e Exaltações.

Templo que hoje recebe a tua Sagração. Que sejas um manancial de bênçãos supremas determinadas pelo G∴A∴D∴U∴, onímodas e multifárias, imprescindível ao progresso e ao aperfeiçoamento da maçonaria.

4. César, os teus gestos fazem-me lembrar das sábias palavras deixadas pelo imortal de Rui Barbosa. Quando indagado numa cerimônia maçônica em São Paulo, “Por que devemos fazer o bem”, respondeu:

“Uns plantam um pé de couve para o prato de hoje. Outros, a semente do carvalho para o abrigo futuro. Aqueles cavam para si mesmos. Estes, lavram para a felicidade de seus descendentes, para o benefício do gênero humano”.

Vêm-me ainda as palavras do discurso proferido pelo ex-presidente americano Franklin Delano Roosevelt, evangélico e maçom, que disse certa vez:

“Desejo que maior número de meus compatriotas, de qualquer parte do país, militem na Instituição da Fraternidade.”

“Recebei, ó G∴A∴D∴U∴ a oferenda que deste novo Templo Vos fazem os obreiros aqui reunidos. Não permitais que ele seja, jamais profanado pelo fanatismo, pela inimizade, pela mentira ou pela discórdia. Fazei, ó Luz criada, que a dedicação , a paz e a Verdade, tenham aqui o seu santuário, e que, nos trabalhos consagrados à Vossa Glória e à felicidade do gênero humano, os Maçons sintam sempre as doçuras da mais fraterna união” 

 Para finalizar, Eu na qualidade de Orador desta grande cerimônia, simbolizando o fiscal e guardião das nossas leis DECRETO que a partir desta data este Templo será impróprio: 

Art. 1º Para as pessoas destituídas de visão panorâmica das lutas multifárias da Humanidade, em face do conflito perene entre o bem e o mal, entre a Luz e as Trevas, e entre os nobres e maus sentimentos. 

Art. 2º  Para as pessoas que, pela sua ignorância, pelas suas fragilidades morais, são incapazes de raciocinar. 

Art. 3º que este Templo seja impróprio Para os inimigos de Deus, da Pátria e da Humanidade. 

Este Decreto tem validade a partir da data de hoje até à eternidade. ASSIM SEJA!.

(colaboração do Ir∴ Carlo Romeu Odwazny)

Fonte: JBNews - Informativo nº 191 - 06/03/2011

terça-feira, 29 de novembro de 2022

JURAMENTO QUANDO DA RETIRADA ANTECIPADA DOS TRABALHOS

Em 24.05.2022 o Respeitável Irmão Wellington Mano, Loja Valdez Pereira, 4077, GOB-PA, sem mencionar o nome do Rito, Oriente de Paragominas, Estado do Pará, formula a seguinte questão:

JURAMENTO AO SE RETIRAR DO TEMPLO

Minha dúvida é a seguinte: Se eu me ausentar de forma definitiva e antecipada do templo, há necessidade de fazer juramento (“juro e prometo nada relevar o que aqui se passou…"?

Particularmente eu acredito que não, por subentender que está implícito esse dever, mas alguns irmãos da loja defendem sua obrigatoriedade.

CONSIDERAÇÕES:

Infelizmente muitos ainda insistem com essas atitudes desnecessárias que somente gastam o precioso tempo das sessões.

Ora, a promessa de manter sigilo sobre tudo quanto se passou em uma sessão maçônica já fora feita no dia da Iniciação, ou quando da Elevação ou Exaltação, não havendo necessidade alguma de se ficar repetindo promessas prestadas sob juramento.

Veja, a palavra de um maçom dada sob solene juramento nos parece que já é o bastante, até porque presume-se que uma obrigação prestada seja para toda a vida.

Desafortunadamente, sabemos que existem rituais de alguns ritos que ainda apregoam desnecessárias repetições de juramentos. Sabemos que um ritual em vigência é para ser cumprido, no entanto é também preciso que, amparados pela legalidade, essas práticas contraditórias, a bem do bom senso, sejam um dia retiradas dos textos ritualísticos onde elas não fazem sentido.

Concluindo, se essa prática não estiver prevista no ritual, simplesmente devemos ignora-la.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A INSTRUMENTAÇÃO PARA A EVOLUÇÃO DO MAÇOM

Ir∴ Roberto Bondarik - M∴M
A∴R∴L∴S∴ Cavaleiros da Luz Nº 60
Paraná - Brasil

Praticamente a grande maioria dos escritores maçons, em algum momento de suas obras, dedicaram importantes e substanciais linhas, senão trabalhos e livros inteiros, a discorrer sobre a importância da simbologia para a Maçonaria. Torna-se praticamente impossível referir-se a Ordem Maçônica, sem aludir aos símbolos que a representam e àqueles utilizados no processo de repasse de sua doutrina e ensinamentos.

Cada vez que se analisa um símbolo referente à Maçonaria, esta análise por mais que seja baseada em outras tantas já publicadas, será normalmente original. A visão que se possui sobre um símbolo é sempre pessoal e intransferível. São estas múltiplas visões que dão a Ordem Maçônica o caráter dinâmico e de adaptação aos novos tempos e as novas idéias que constantemente surgem.

Segundo Fernando Pessoa, em nota preliminar ao seu livro "Mensagem", o entendimento e a assimilação das mensagens contidas em um símbolo dependem de cinco qualidades ou condições consideradas básicas:
  • Simpatia;
  • Intuição;
  • Inteligência;
  • Compreensão ou Discernimento;
  • Graça ou Revelação
Na Maçonaria a maior parte dos símbolos e metáforas que são utilizados, provêm da antiga atividade profissional e corporativa dos pedreiros medievais.

Construtores que eram, principalmente de Igrejas, grandiosas Catedrais, sólidos castelos e fortalezas, os pedreiros medievais corporativamente organizados constituíam a Maçonaria Operativa que evoluiu para as Organizações Maçônicas Simbólicas e Especulativas contemporâneas:

"Embora não haja documentação que o comprove, deve-se admitir que os Maçons Operativos, os franco-maçons, usavam seus instrumentos de trabalho como símbolos de sua profissão, pois caso contrário não se teria esse simbolismo na Maçonaria Moderna. A existência desse simbolismo é a mais evidente demonstração de que houve (...), contatos diretos entre os Maçons Modernos e os franco-maçons profissionais, e demorados o suficiente para que essa transmissão se consolidasse (...)" (PETERS, 2003, passim)

O escritor Ambrósio Peters, nos coloca ainda que aqueles que seriam os símbolos principais e essenciais a existência da atual Maçonaria Especulativa (Simbólica). Cabe destacar também que são destes símbolos que os Maçons metaforicamente retiram os princípios básicos e os seus principais ensinamentos éticos e morais:

"O trabalho dos franco-maçons, limitava-se aos canteiros de obras e à construção em si. Os instrumentos que eles usavam eram o esquadro, o compasso e a régua para determinar a forma exata das pedras a serem lavradas, o maço e o cinzel, para dar-lhes a forma adequada, e o nível e o prumo, para assentá-las com perfeição nos lugares previstos na estrutura da obra. Eram, portanto três diferentes grupos de instrumentos, cada qual representando uma etapa da obra (...)" (Idem)

Podemos, com base no trabalho desenvolvido pelos pedreiros medievais, concluir que existiam três diferentes grupos de instrumentos operativos. Cada um destes instrumentos estava ligado a uma das fases da construção. Cada fase exigia do construtor um nível diferente de conhecimento para a sua execução e finalização:
  • A medição ou especificação do tamanho e do formato das pedras;
  • O desbaste, adequação das formas e o polimento para dar o acabamento adequado às pedras;
  • A aplicação e o assentamento das pedras na construção.
Estes conjuntos de instrumentos que são necessários a execução de cada etapa da obra, indicam na Ordem Maçônica, simbolicamente os diversos Graus que nela existem. Cada Grau, representa na Maçonaria, todo um conjunto de conhecimentos que são necessários ao aperfeiçoamento e ao crescimento moral e ético dos Maçons.

Uma das muitas certezas que a vida em sociedade e a evolução do conhecimento humano nos deram, foi a de que nem todos os homens assimilam de maneira semelhante as mensagens da Simbologia Maçônica. Como se coloca em alguns rituais: devemos pensar mais do que falamos. A reflexão e a conseqüente meditação são essenciais a compreensão da linguagem maçônica.

O avanço pelos diversos graus, portanto não deve ser considerado pelo tempo que esta sendo empregado, não devem ser conduzidos pela pressa. O que deve ser levado em conta é o esforço individual e o desprendimento pessoal de cada Maçom, conforme o seu potencial e capacidades para poder galgar com segurança e sabedoria os degraus da Escada de Jacó.

Bibliografia:
BONDARIK, Roberto - A Interpretação e o Entendimento dos Símbolos.
Escolas do Pensamento Maçônico. In: A Trolha: Coletânea 6. Londrina: A Trolha, 2003. p.141-151;
CAMPANHA, Luiz Roberto - A Filosofia e a Análise dos Símbolos. In: Caderno de Pesquisas 20. Londrina: A Trolha, 2003. p.33-40;
PESSOA, Fernando - Associações Secretas.
PETERS, Ambrósio - O Simbolismo dos Instrumentos.

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

SIMBOLISMO DAS 12 COLUNAS ZODIACAIS NO REAA

Em 23.05.2022 o Respeitável Irmão Amauri de Souza, Loja Fonte de Luz, 102, REAA, MRGLSC (CMSB), Oriente de Chapecó, Estado de Santa Cataria, faz a pergunta seguinte:

SIMBOLISMO DAS COLUNAS ZODIACAIS

Vim do Rito Adonhiramita onde fui Mestre Instalado e atualmente dando os primeiros passos no REAA e busco compreender as Colunas Zodiacais. Tens como me ajudar meu Irmão Pedro?

CONSIDERAÇÕES:

As Colunas Zodiacais (correspondente ao Zodíaco no Hemisfério Norte) se apresentam na decoração moderna de um Templo do REAA como a alegoria iniciática, ou o caminho, por onde percorre o iniciado no simbolismo.

Assim, no topo da Coluna do Norte (parede Norte do Ocidente) se destacam as seis primeiras colunas encravadas equidistantes a partir de Áries (junto ao canto com a parede ocidental) até Vigem. Em linhas gerais elas correspondem, em grupos de três em três ao Norte, a primavera e o verão (ciclos naturais relativos aos Aprendizes).

Cruzando o eixo (equador) para Sul, no seu respectivo topo (parede Sul do Ocidente), destacam-se as outras seis colunas fixadas equidistantes a partir de Libra (junto a grade do Oriente) e terminado em Peixes. Do mesmo modo elas correspondem, em grupos de três em três ao Sul, o outono e o inverno (ciclos representativos aos Companheiros e aos Mestres).

A alegoria em si compara a evolução do iniciado à revolução anual do Sol (translação) onde a Natureza renasce na primavera e sucumbe novamente no Inverno quando emblematicamente a Terra fica viúva do Sol. Em síntese, é a marcha da Luz que o iniciado segue no percurso da jornada.

Sob o aspecto simbólico, as Colunas Zodiacais marcam a projeção das constelações do Zodíaco na base da abóbada, seis ao Norte e seis ao Sul.

Outras considerações a respeito desse tema poderão ser encontradas no Blog do Pedro Juk em http://pedro-juk.blogspot.com.br

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

LÉXICO MAÇÓNICO: ÁGAPE

Rui Bandeira
Nos vários textos anteriores, foi várias vezes mencionado o termo "ágape", aliás num deles definido como refeição tomada em conjunto por maçons, em regra depois, ou imediatamente antes, das reuniões de Loja.

Em circunstâncias ideais, as instalações onde decorrem reuniões de Lojas devem estar preparadas para ter uma sala, de tamanho adequado e devidamente mobilada, onde possa ser servida e consumida a refeição, e ainda local para a confecção desta.

Durante um ágape, são efectuados pelo menos sete brindes, dedicados ao Presidente da República, a todos os Chefes de Estado que protegem a Maçonaria, ao Grão-Mestre, ao Venerável Mestre da Loja, aos demais Oficiais da Loja, aos Visitantes (ou, nos ágapes brancos, às senhoras presentes) e a todos os Maçons, onde quer que se encontrem.

O ágape branco é um ágape em que estão presentes não maçons, em regra familiares e amigos. No ágape branco, o cerimonial é aligeirado ao mínimo, mantendo-se apenas os brindes.

O ágape ritual é considerado o prolongamento dos trabalhos em Loja. Nele, os Aprendizes e Companheiros têm oportunidade de exprimir as suas opiniões, relativamente aos assuntos debatidos em Loja (já que, em sessão de Loja, os Aprendizes e Companheiros devem observar a regra do silêncio, para mais concentradamente poderem dedicar a sua atenção ao que vêm e ouvem) ou colocados em discussão no próprio ágape.

Quando existem condições de privacidade que o permitam, o Venerável Mestre, no início do ágape, informa qual o tema sobre o qual todos os elementos presentes devem emitir as suas considerações, pela forma que entenderem. Seguidamente, cada um dos elementos presentes deve, à vez, levantar-se, apresentar-se e proferir uma alocução breve sobre o tema indicado. Esta rotina possibilita o melhor conhecimento mútuo de todos os membros de uma Loja (pois cada um expõe, em plena liberdade e perante a atenção silenciosa dos demais os seus pontos de vista), facilita a integração dos membros mais recentes (que verificam a prática da igualdade entre maçons e a aceitação das diferenças de opinião entre eles) e contribui para a superação do receio de falar em público de que sofrem algumas pessoas.

Quando existem condições para a refeição ser preparada e consumida nas instalações da Loja, por regra é nomeado um elemento da Loja, que fica com a responsabilidade de dirigir a preparação da refeição e do local onde a mesma vai ser consumida.

Quando não existem as condições de privacidade entendidas necessárias, o ritual do ágape reduz-se aos brindes ou é, mesmo, eliminado, servindo a refeição apenas (e já é bom!) para possibilitar a sã convivência entre os elementos da Loja.

Os ágapes em muito contribuem para a criação e o fortalecimento dos laços de amizade e solidariedade entre os maçons.

Fonte: http://a-partir-pedra.blogspot.com.br

domingo, 27 de novembro de 2022

SAUDAÇÃO EM LOJA, INVERSÃO DOS APRENDIZES E COMPANHEIROS E DECORAÇÃO DO TEMPLO NOBRE DO GOB EM BRASÍLIA

Em 23.05.2022 o Respeitável Irmão Ivo Carlos Hoemke, Loja Renascer do Vale, 4007, REAA, GOB-SC, Oriente de Piçarras, Estado de Santa Catarina, apresenta as dúvidas seguintes:

SAUDAÇAO, INVERSÃO E DECORAÇÃO DO TEMPLO

1 - Sinal Gutural, ou Saudação Maçônica no REAA inicia com o Sin∴ de Ord∴ e, volta depois ao Sin∴ de Ord∴ segundo orientações claras no RITUAL de Aprendiz pag. 39.

MINHA PERGUNTA: ao sair ou entrar no Oriente, ao entrar ou sair do Templo como exemplos apenas, é necessário que se faça a Saud∴ ao V∴ M∴ (entrar/sair Or∴) e ao V∴ M∴ e VVig∴ (entrar/sair do Templo), estes dois exemplos citados indicam claramente um desencontro na pratica ritualística em todas as Lojas que tenho frequentado. Quando um Obreiro entra ou sai do Or∴ apenas faz o sinal de Ord∴ e desfaz, não caracterizando a Saud∴, ao contrário da entrada e saída do Templo que o Obreiro faz a Saud∴vide Ritual e, depois desfaz o sinal, ou seja, a saudação é completa. Afinal, ao entrar ao Or∴ e sair devemos fazer a Saud∴ pela metade como praticado, ou fazer de forma completa e depois desfazer o sinal?

Uma segunda dúvida em relação a entrar e sair ao Or∴, o primeiro Diácono no início da Sessão deve fazer a Saud∴ ao V∴ M∴ ou apenas no final da Sessão?

2 - Houve alguma época em que os AApr∴ no REAA GOB sentaram no Sul? e CComp∴ no Norte?

3 - O Grande Templo do GOB Brasília está projetado para que Rito?

CONSIDERAÇÕES:

Questão 01 - o que de fato está confuso é o ritual em vigência porque está ensinando errado ao generalizar os procedimentos e não explicar o que é Sinal de Ordem e Saudação pelo Sinal.

É no mínimo contraditória a aplicação da conjunção “ou” na página 38 do ritual, Título 1.7, Cobridor do Grau, “Sinal Gut∴ ou Saudação Maçônica”. Ora, a saudação maçônica é que é sempre feita pelo Sinal, no caso, o Sin∴ Pen∴ do Grau. Da forma como está escrita no ritual, inegavelmente há uma inversão de valores e de titularidade.

Entenda-se que um Sin∴ é composto por dois tempos distintos, ou seja, o estático que é a composição do Sinal de Ordem propriamente dito, e o dinâmico,que é o Sin∴ Pen∴ com que se desfaz o Sinal de Ordem ou se saúda alguém em Loja. Conforme o grau de trabalho da Loja o Sin∴ Pen∴ pode ser o Gut∴, o Cord∴e o Ventr∴.

Então, essa “estória” de voltar ao Sin∴ de Ord∴ é relativa e depende da ocasião em que ela ocorre. Vai depender do momento ritualístico.

Assim, se o protagonista estiver em pé e parado e saudar alguém pelo Sin∴, ele o fará pelo Sin∴ Pen∴ e em seguida, imediatamente, volta ao Sin∴ de Ordem, pois entende-se que ele permanecerá em pé no mesmo lugar em que está.

Já na situação em que o protagonista faz a saudação pelo Sin∴ e imediatamente prossegue no seu deslocamento, obviamente que ele não volta mais à Ordem naquele momento, pois não faz sentido se fazer o Sinal duas vezes.

O confuso nesse caso é o ritual, e é por isso que o SOR, Sistema de Orientação Ritualística, amparado pelo Decreto 1784/2019 do Soberano Grão-Mestre Geral, veio para corrigir, orientar e acertar essas contradições, dando com isso um basta nas irregularidades ritualísticas presentes, até que venham novas edições dos Rituais.

No caso da entrada e saída do Oriente em Loja aberta, conforme previsto no Ritual, dele a página 42, o obreiro assim que alcançar o Oriente imediatamente saúda o Venerável Mestre pelo Sin∴ Pen∴ (Gut∴ se for em Loja de Aprendiz) e em seguida prossegue no seu trajeto, portanto não volta mais à Ordem naquele instante. O mesmo ocorre quando da saída do Oriente.

Vale dizer que há uma regra estabelecida no REAA que quem estiver à Ordem (com o Sin∴ de Ordem), para desfazer o Sinal o faz em qualquer situação sempre pelo Sin∴ Penal. Desse modo, o Sin∴ Pen∴ tanto pode ser uma saudação maçônica, bem como o gesto estabelecido para se desfazer o Sinal de Ord∴.

Graças a isso é que nem sempre o Sin∴ Pen∴ pode ser considerado como saudação maçônica.

Embora o gesto seja exatamente o mesmo, a saudação maçônica é uma coisa e desfazer o Sin∴ de Ord∴ é outra.

Assim, reitero que o SOR atuando sobre os rituais do GOB, traz todas essas orientações, portanto, como matéria oficial deve ser consultada.

No tocante ao 1º Diácono e a liturgia da transmissão da palavra sagrada, na abertura dos trabalhos ele não faz nenhuma saudação porque a Loja ainda não está aberta, senão em processo de abertura.

Já no encerramento ele saúda o Venerável Mestre pelo Sinal, tanto ao sair, como quando retornar ao Oriente. Insisto, todas essas orientações se encontram no SOR que está hospedado na plataforma do GOB RITUALÍSTICA.

Questão 02 – Infelizmente em um passado não muito distante houve esse verdadeiro atentado ritualístico contra o REAA.

Por ser o REAA um rito solar e ter seu berço de nascimento na França, Hemisfério Norte da Terra, os Aprendizes, atendendo à jornada iniciática proposta sentam do topo do Norte (encostados parede Norte) e os Companheiros sentam no topo do Sul (encostados na parede Sul).

Ritos como o Brasileiro, por exemplo, que é originário do Hemisfério Sul, com certeza há essa inversão. Isso jamais ocorre no REAA porque nele se segue a disposição sequencial das Colunas Zodiacais a partir de Áries, início da primavera no setentrião, lugar do recém iniciado, até Peixes, inverno na meia-esfera Norte, época em que a Terra fica viúva do Sol.

No REAA, inverter o topo das Colunas e o lugar dos Aprendizes e Companheiros é mesmo um atentado ritualístico que certamente acarretaria numa inimaginável inversão do mapa celeste, alterando o firmamento consolidado a bilhões de anos.

Graças a essa provável falta de conhecimento, é que de fato houve em alguns rituais anacrônicos essa inversão que no mínimo apresentava o mundo de cabeça para baixo.

Questão 03 – sobre o Grande Templo do GOB no Poder Central em Brasília, acredito que pela pluralidade de ritos adotados ele fora projetado, construído e decorado sem atender especificamente um rito em particular. Na verdade a sua decoração foi construída sob um sincretismo ritualístico.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hormail.com
Secretário Geral de Orientação Ritualística do GOB
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

E OS OBREIROS ESTÃO SATISFEITOS? UMA REFLEXÃO SOBRE A MAÇONARIA E PANDEMIA

Por Victor Guerra 
Tradução J. Filardo

Falhas e desafios da Maçonaria e dos Maçons em face da pandemia. Os obreiros estão satisfeitos …?

Uma exposição apresentada à 9ª ACADEMIA Vº IMPERIO na cidade de PORTO, Portugal, de 19 a 21 de novembro de 2021 pelo irmão Victor Guerra, autor de inúmeras obras sobre Maçonaria, particularmente sobre o Rito Francês.

Nessa tragédia que estamos vivendo, é preciso discutir e discutir e discutir os rumos da Maçonaria, principalmente considerando que nossos trabalhos são realizados em recinto fechado, propício ao contágio, e também considerando a média etária dos membros da Ordem.

Nesse sentido, o irmão Victor Guerra trás sua contribuição, como sempre, brilhante às reflexões e busca de soluções no novo contexto.

Se quiser ir mais longe pode clicar em em FRATERNIDADE E PANDEMIA onde se encontra o texto integral da palestra.

Fonte: https://bibliot3ca.com

sábado, 26 de novembro de 2022

REAA - OBREIRO FALANDO EM PÉ

Em 20.05.2022 o Respeitável Irmão Tércio Cristovam Leite dos Santos, Loja Amparo da Virtude, 276, REAA, GOPE, GOB, Oriente de Pesqueira, Estado de Pernambuco, solicita esclarecimentos.

FALANDO EM PÉ

Gostaria tirar uma dúvida, quando o Aprendiz na ordem do Dia pede a palavra, ele fica de Pé e a Ordem, a dúvida é ele fica virado para o Venerável ou o 2º Vigilante?

COMENTÁRIO:

Qualquer um estando nas Colunas em Loja aberta, seja um Aprendiz, Companheiro ou Mestre, quando autorizados, fala em pé.

Nesse sentido existe uma regra consagrada no REAA que é a de que em se estando em pé durante os trabalhos, fica-se à Ordem, ou seja, com o corpo ereto (a prumo), os pés uu∴ pelos cc∴ em esq∴ e o Sinal de Ordem composto.

No Ocidente apenas falam sentados, salvo quando o ritual mencionar ao contrário, os Vigilantes.

Qualquer obreiro ao se colocar no seu lugar em pé se posiciona na forma de costume conforme está disposto o seu assento (lugar em que se senta). 

Assim, naturalmente quem estiver usando a palavra não precisa necessariamente ficar de frente para este ou para aquele.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS

INICIAÇÃO MAÇÔNICA DE LUIZ GONZAGA

LUIZ GONZAGA DO NASCIMENTO (Exu, PE, 13 de dezembro de 1912 – Recife, 2 de agosto de 1989). Cantor e compositor brasileiro e considerado o Rei do Baião. Uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira. Foi Iniciado no Rito Moderno e chegou até o Grau 4º (29.08.1984). Seu Padrinho foi Florentino Guimarães. A Loja Paranapuan nº 1477 (Oriente de Ilha do Governador) é federada ao Grande Oriente do Brasil. Iniciou nos Graus Filosóficos do REAA, pois o Supremo Conselho do Rito Moderno no Brasil só foi fundado na década de 1990.

INICIAÇÃO MAÇÔNICA: 03 de abril de 1971 (Sábado).

Loja: Paranapuan nº 1447, Rio de Janeiro, Brasil. (Rito Moderno)

Idade: 59 anos.

Oriente Eterno: Faleceu aos 76 anos, vítima de parada cardiorrespiratória (estava com câncer de próstata metastático).

Elevação: 14 de dezembro de 1971.

Exaltação: 05 de dezembro de 1973.

Fonte: famososmacons.blogspot.com

EL EGREGOR O "EGREGORA" MASONICO

Dice RENÉ GUENÓN:

Entre las consecuencias que ella podría comportar, está sobre todo ese fenómeno psíquico y místico de la formación de una egrégora en el seno de una asamblea de discípulos fervientes y unánimes, fenómeno que estaría en condiciones de elevar el espíritu de los participantes hasta una suerte de trascendencia que, gracias a su participación, multiplicaría las posibilidades de intuición y de comprensión.

Ejemplos mínimos de este ambiente son la lectura del Ritual en forma acelerada (sin expresar el sentido esotérico de cada frase), los errores que se cometen en la misma lectura, los comentarios en voz baja al vecino, el pedir un prosaico caramelo, el beber de una botella guardada debajo de su silla, el estornudar sonoramente, las muecas de disgusto o los gestos de las manos ante una idea expresada por el disertante, la intolerancia en general, el permitir que la envidia distorsione el sano juicio sobre la actuación de un Hermano, el iniciar un comentario con un rotundo “está equivocado” en lugar del preferible “este fue un comentario interesante pero hay lugar a otros puntos de vista”, la excesiva verborragia al hacer uso de la palabra, el desconocimiento de las normas por las que se rige la movilidad dentro del Templo, etc.

Con ello reducimos la posibilidad de lograr un ambiente recogido, atento, de elevación espiritual, de alcanzar la egrégora que, - dejando de lado todo propósito místico, - constituye la esencia de nuestra asistencia al Templo.

““Egregor” [Del griego Egregoroi] significa velar. Egrégora también proviene del mismo término y designa la fuerza generada por la sumatoria de las energías físicas, emocionales y mentales de dos o más personas cuando se reúnen con cualquier finalidad.

Los diccionarios no registran el término egrégora, del griego "egregorien" (vigilar). Sin embargo Rizardo da Camino, en su Diccionario Masónico, se refiere a esta realidad sensible y actuante como el "Cuerpo místico que se forma con sus propias peculiaridades, cuando todos (los oficiantes) se unen con las mentes para el acto de crear". También se podría definir como una especie de "mente global" de cierta autonomía, que está conformada con los sucesivos aportes de los participantes afines a un cierto lugar o estudio; algo similar al concepto del inconsciente colectivo de Jung.

A los Egregores,Eliphas Levi, el escritor ocultista francés, los denomina príncipes de las almas. Rizardo da Camino en su Diccionario Masónico, dice que es un “Cuerpo Místico que se forma con sus propias peculiaridades, después de la apertura del Libro Sagrado, cuando todos se unen con las mentes para el acto de crear”. Al Egregor se le supone un centro de conciencia dévico, entendiendo por dévico a las reacciones del Espacio por cualquiera de los estados de conciencia humanos.

Se le conceptúa esotéricamente como un ente primordial formado por una agrupación de almas en un todo de sustancia mental o psíquica. Los antiguos consideraban a la Egrégora un ser vivo con fuerza y voluntad propias generadas a partir de sus creadores o alimentadores pero independiente de las de cada uno de ellos.

En el plano racional a los Egregores se les entiende como formas psíquicas que tienen que ver con estados de conciencia humanos. Es un 'ser psíquico' de carácter colectivo; un campo de influencia común, es un fluir sutil, invisible y elástico que ocupa espacios y que transmite energías creadas por un modo de pensar, de sentir o de actuar de los seres humanos. Es un “ente” real, sensible y actuante, aunque imponderable, que permite tener a los corazones sintonizados.

Es un alma grupal, un arquetipo que dirige el destino de la comunidad.

Es innegable su poder por la consolidación de lazos entre el individuo y el grupo integrando al primero a un registro del inconciente colectivo.

Si algunas personas se reúnen y emiten vibraciones fuertes e idénticas por pensamientos de la misma naturaleza, formarán uno por energía positiva o negativa, según sea el genero de los pensamientos emitidos, el Egregor creado con nuestros pensamientos, sentimientos y emociones y de acuerdo a ellos, reaccionará sobre nosotros.

Es decir; todo impulso vital o substancial que surge de individuos o de comunidades produce una reacción en el espacio que provoca la forma psíquica de un Egregor, que se establece alrededor de las personas, de los hogares, de templos, de instituciones, etc, y por el que se puede percibir las condiciones y carácter de los mismos.

La Egrégora se realimenta de las mismas emociones que la crearon, y a quienes la engendraron, se les induce a producir repetidamente las mismas emociones. Los hay efímeros y permanentes. Los primeros obedecen a impulsos psíquicos o estados de conciencia esporádicos y sin fuerza aglutinante; los segundos son el resultado de la acumulación de materia psíquica realizada de manera constante y permanente por efecto de los estados de conciencia habituales, ya sea de los individuos o de los grupos. Por ejemplo: Una persona pesimista producirá un tipo de energía que por ley de afinidad se fijará a su alrededor y se ligará con personas y sitios que tengan su misma vibración.

Vibración que puede ser uno de los siete principios herméticos, el que dice: "Nada está inmóvil, todo se mueve, todo vibra" 

Si consideramos que hay tres planos de existencia: el plano físico o material, el plano mental o metafísico y el plano espiritual, también existen tres tipos de vibraciones, la más baja la del plano material y la más alta que corresponde al plano espiritual. Obviamente así como en el plano físico no todo lo que existe posee la misma vibración, en los demás planos también hay diferencia vibracional. En el Universo entero no hay nada que esté inmóvil y quieto sino que en realidad está todo continuamente vibrando y en movimiento. Cualquier pensamiento (positivo o negativo) es energía que sale de nosotros hacia el mundo exterior para dar forma a lo que hemos pensado. En su camino se une con pensamientos similares de otras personas y se fortifica, una vez que es lo suficientemente fuerte, regresa a quien lo creó. Una perfecta comprensión de este principio habilita al estudiante hermético a controlar sus propias vibraciones mentales, así como las de los demás.

Tres axiomas herméticos: «Para cambiar vuestra característica o estado mental, cambiad vuestra vibración.» 

«Para destruir un grado de vibración no deseable, póngase en operación el principio de polaridad y concéntrese a la atención en el polo opuesto al que se desea suprimir. Lo no deseable se elimina cambiando su polaridad.» 

«La mente, así como los metales y los elementos, puede transmutarse de grado en grado, de condición en condición, de polo a polo, de vibración en vibración.» 

El Egregor formado por el poder de los ritos, de las ceremonias litúrgicas y de meditaciones llevadas a cabo regularmente por las distintas religiones, sociedades y escuelas esotéricas de entrenamiento espiritual del mundo determinan estados psíquicos con gran influencia que afectan el ambiente particular de tales comunidades y también sobre otras conciencias generando un fenómeno psicológico vivenciado como un despertar espiritual.

Así, se aprecia una elevación o dignificación de la conciencia. Estos Egregores son deseables, necesarios, y es lícito pretenderlos como cohesión iluminada. Por el contrario, existen otros negativos que son generados por actos de egoísmo, por la incapacidad de aceptación del bien y de rechazar al mal. Estos Egregores son los más numerosos y los que frecuentemente nos encontraremos cruzados en el camino hacia la máxima elevación espiritual en donde se busca la paz, la serenidad y la comprensión.

Los distintos tipos de Egregores cualifican la vida de individuos y de los grupos que los produjeron por efecto de sus ordinarios y habituales trabajos y estados de conciencia. Los hay que provenientes del pasado aun pululan en ritos y ceremonias y continúan proyectando energías. Otros, de carácter reciente generan un poder muy notorio en la vida actual determinando los aspectos sociales, políticos, culturales, de las distintas naciones.

Ente mágico y etéreo, fruto de sinergismo de personas reunidas en la práctica de un ritual, como energía psíquica se dota de una forma objetiva en el plano donde se manifiesta. Esta forma se adapta a las expresiones de la personalidad cuando se experimentan estados de conciencia como el odio, la envidia, el miedo o la desesperación o, por el contrario, la benevolencia, el afecto, la compasión, la decisión o el valor. La acumulación de las energías psíquicas exigiendo una forma haya en los distintos espacios cualificados la respuesta adecuada. La actividad en distintos niveles de expresión psíquica, produce y determina aquellas formas y una vez creadas se introducen en las mismas constituyendo lo que podríamos denominar esotéricamente un centro de conciencia grupal.

El Egregor, siendo básicamente una creación mental -ya sea en un sentido positivo o negativo- ofrece la particularidad de estar dotado de una conciencia embrionaria con capacidades de acción y de reacción, así como de un alto espíritu de supervivencia. Tiene capacidad de absorción de las energías y también de expansión de las mismas, oponiendo resistencia a las fuerzas que tratan de destruirle. Los Egregores influyen muy directamente en la historia humana estructurando ambientes psíquicos que determinan el grado de civilización y cultura.

Jesús formó el Egregor del cristianismo. Hitler el del nazismo.

El masónico aparece en las logias durante el trabajo, por ello, sería aconsejable que el lugar esté exclusivamente dedicado para el oficio masónico y que la tenida se lleve a cabo tanto en el desarrollo del Ritual como en las intervenciones personales en completa armonía. La Egrégora masónica atribuye a los trabajos un carácter místico, diferenciándolos de otros tipos de reuniones, por tanto, al ingresar en el Templo, los miembros deberían dejar todo pensamiento y actitud profana fuera. Los Aprendices, Compañeros y Maestros, superando el papel de simples espectadores, deberían estar dispuestos a realizar aportes de actitud y opinión constructiva que producirán una especie de vibración involucrada que constituirá un Egregor particular al que nos conectaremos mental o emocionalmente, alimentándolo, al mismo tiempo que nos alimenta a nosotros en un constante equilibrio.

Si nuestro trabajo en el Taller se limita al simple ejercicio mímico del Rito, si evidenciamos una actitud desapegada y sin sentido ceremonioso, si nuestra intervención es una simple exposición de palabras vacuas, una logomaquia sin sentido, si nuestro pensamiento se enroca perezosamente en la rutina y desprecia aspiraciones elevadas; entonces estaremos contribuyendo a la formación de un Egregor que sumado a otros con igual actitud aumentará su fuerza y provocará el fracaso de los trabajos.

Cuando un hermano realiza su honesto aporte masónico puede generar una vibración poderosa que se propagará libremente por el silencio de algún alma opacada estimulando su reflexión. Imaginemos a la totalidad de hermanos trabajando con similar disposición y será fácil augurar un futuro provechoso para ése templo.

Hay logias en las que sus características peculiares perduran a pesar de los individuos que entran y salen de ella, el taller tiene su alma, su Egregor, formado por todos los que participaron en las Tenidas, también por su embellecimiento y cuidado, que deben ser permanentes. Así, el Templo puede ser sencillo pero debe estar escrupulosamente limpio, decorado con buen gusto para estimular la emoción artística, porque el arte y la belleza son fundamentales para la evolución del Egregor de la Logia. Deberían evitarse la murmuración, los gestos poco fraternales. Sería deseable por parte de todos los hermanos que sus trabajos estén regidos por los pensamientos más elevados y con las palabras más respetuosas y afectuosas. Convendría que las tenidas fueran constantes y regulares con asistentes sinceros y entusiastas con los trabajos de la Logia.”

Publicado por ordotempliis

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

COMISSÃO DE EVENTOS

Em 20.05.2022 o Irmão Iure Viana Borges, Companheiro Maçom da Loja Deus, Luz e Caridade, 0970, sem mencionar o Rito, GOB-BA, Oriente de Caravelas, Estado da Bahia, formula a questão que segue:

COMISSÃO DE EVENTOS

Minha dúvida é a seguinte: Estamos pensando em criar uma comissão de eventos em nossa Loja, gostaria de saber se existe algum impedimento no que tange a participação de Aprendizes e Companheiros. Os mesmos podem fazer parte de comissões dentro da Loja?

CONSIDERAÇÕES:

Menciona o Art. 229 do RGF do GOB:

Para o exercício de qualquer cargo ou comissão (o grifo é meu) é indispensável que o eleito ou nomeado pertença a uma das Lojas da Federação, e nela se conserve em atividade.

§ 1º - Os cargos são privativos de Mestre Maçom (o grifo é meu).

Salvo melhor juízo, o Art. 229 é claro quando menciona que para exercer um cargo ou pertencer a qualquer comissão, obrigatoriamente o obreiro deve ter antes alcançado o grau de Mestre Maçom.

Vale a pena mencionar que essa exigência não é só de caráter legal, mas também de caráter iniciático, pois o obreiro deve primeiro conseguir a sua plenitude para depois poder desenvolver essas funções.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

COWAN - (GOTEIRA)

Ir∴ Daltro Jorge Wengartner Mariante
M.·. M.·. - Loja Francisco Valdomiro Lorenz - R.E.A.A.
Porto Alegre - RS - GORGS - CIM 4.100

"COWAN" é uma palavra desconhecida para uma boa parte da população maçônica, principalmente da nossa região. "Goteira", porém, muda um pouco de figura, sendo um termo nosso conhecido e o personagem considerado perigoso entre os Maçons.

Na Inglaterra também tem o significado de Goteira e de Profano; porém o termo Covan não figurou na maçonaria Inglesa até ser introduzido como que oficialmente, pelo Escocês Dr. James Anderson, em seu segundo "Livro das Constituições", em 1738 (quando da sua reforma).

Se derivado do Grego o termo Cowan significa "CÃO" – devido aos curiosos e asquerosos hábitos daquele animal. Queriam eles dizer que cães e porcos estão sempre associados à sujeira.

Um dicionário de linguagem francesa, de Jeiniesom, diz que Cowan é derivado da palavra francesa "COION" (um companheiro covarde) um (miserável covarde), sendo para alguns escritores um disparate, esta colocação.

As pesquisas dos Irmãos Assis Carvalho e Xico Trolha, apontam como "Covan", um maçom que construía "muro seco" – isto é, muros ou paredes sem o uso de cimento ou argamassa. Entendemos que os Maçons da época queriam dizer que aqueles homens (os Covans) não tinham o principal elemento cultural para ligar, convenientemente (com argamassa = atributos), as pedras preparadas com o uso do "Maço" e do "Cinzel", (ferramentas usadas pelos "Canteiros ou fazedores de cantos em pedras da época); então, construíam, amontoando e aprumando simplesmente as pedras preparadas".

Diz-se ainda que o termo Covan foi extraído de um documento maçônico, em 1730, portanto, antes da Reforma da Constituição de Anderson em 1738, quando Samuel Prichard introduziu a referida palavra num diálogo existente no seu livro "MASONRY DISSECTED":

P. – Onde se assenta o Aprendiz?
R. – No Norte.
P. – Qual a sua ocupação?
R. – Afastar os "COWANS" (curiosos) e bisbilhoteiros.
P. – Se um bisbilhoteiro for apanhado, como deve ser castigado?
R. –Deve ser colocado sob o beiral da casa até que as Goteiras da chuva, a escorrer pelos seus ombros, saiam pelos sapatos.

Como podemos ver, em 1930, duas palavras conhecidas nossas nos dias de hoje aparecem no referido livro Inglês.

Levantou-se ainda que a Ata N° 0, da Loja Mãe do Mundo "KILWINNING", de 1707, antes ainda de 1730, registrou que nenhum Maçom deve empregar um "Cowan" (Maçom sem a Palavra), para trabalhar. Isto significa que naquela época quem não tinha uma certa palavra, convencional, não podia trabalhar para os maçons regulares ou junto com eles. Assim como nos nossos dias não podemos ter ingresso às Lojas sem a P. ́. Sem. ́., sabendo, inclusive, como transmiti-la;

A palavra Cowan aparece freqüentemente nos textos Escoceses, significando: espião, abelhudo, bisbilhoteiro etc., embora seu significado na Maçonaria não era só isso, podendo dar significação a um Pedreiro que, após trabalhar determinado tempo e ao final, não conseguisse renovar o seu contrato, mesmo que trabalhasse sete anos, este Aprendiz de Pedreiro, somente por este tempo de serviço, poderia não entrar para a "Fraternidade" (grupo organizado de homens do Maço, Maçons), passando a ser considerado um Cowan (bisbilhoteiro), um estranho, um Goteira nos assuntos de Maçonaria.

Seria o mesmo, nos dias de hoje, que um Aprendiz ou Companheiro, ao final do seu Interstício não conseguisse, por algum motivo, ser Elevado ou Exaltado, sendo desligado do Quadro e não tendo mais acesso aos trabalhos e ainda mais, sua aproximação sendo considerada a partir daí, um ato de curiosidade.

Como dissemos, o termo COWAN entrou oficialmente para a Maçonaria em 1738, significando profano, embora se saiba que esta designação, fora da Maçonaria signifique uma pessoa estranha às coisas religiosas, um ignorante às coisas sagradas, etc.

O nosso Irmão Assis Carvalho informa, inclusive, que o cargo de Cobridor Externo (Tyler em inglês), originou-se devido a presença do Covan (Goteira), que se aproximava para observar os trabalhos da Loja e ouvir o que os Maçons falavam ou faziam.

Quando um Cowan (Goteira) se aproximava da Loja ou de um grupo de Maçons, eles diziam: CHOVE, GOTEIRA; se era uma mulher que se aproximava, diziam: NEVA, ESTÁ NEVANDO. E imediatamente todos paravam de falar, pelo menos em assuntos da Maçonaria. 

O termo Goteira ou (Cowan em outro idioma) nos chama a atenção até mesmo na C. ́. de Ref. ́.: "Se a curiosidade aqui te conduz, retira-te". O curioso sempre foi mal visto pelos Maçons.

No passado, na Maçonaria Operativa, o tratamento dado aos Cowans (Goteiras) era o seguinte: quando se pegava alguém espionando os trabalhos da Loja, que na verdade funcionavam em tavernas (tabernas), aplicavam-lhe uma tremenda surra e o colocavam embaixo das goteiras da chuva para molhar-se todo. Se fosse tempo seco, davam-lhe um bom banho, isto depois de uma boa surra.

Finalmente, depois de contarmos todos o milagres pesquisados no Livro "Símbolos Maçônicos" dos Irmãos Assis Carvalho e Xico Trolha, vamos contar (conforme entendemos), a origem do termo ora estudado, o nosso famoso "Goteira".

Consta nos velhos escritos ingleses que, durante as reuniões de Pedreiros alguns curiosos subiam nos telhados das tavernas (tabernas), penduravam-se nas calhas ou nos beirais, deitavam-se nos telhados e com as cabeças penduradas como se fossem goteiras da chuva, tentavam ouvir e ver o que falavam ou faziam os Maçons durante as reuniões.

Quando eram pegos, acontecia tudo aquilo que dissemos anteriormente. Apanhavam e eram colocados sob a goteira da chuva já que gostavam de assim se comportarem.

Daí a menção dos escritores de que a presença de um irmão armado de espada fora dos Templos (Cobridor Externo) originou-se da necessidade dos Maçons se protegerem dos "Goteiras" daquela época.

O escritor se posiciona em mais de uma vez em sua pesquisa, quanto a necessidade de termos uma única Pal∴ Sem∴ entre as Potências, desde que regulares.

Fonte: JBNews - Informativo nº 191 - 06/03/2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

PROPORÇÃO ÁUREA NA MAÇONARIA

Em 18.05.2022 o Respeitável Irmão Perílio Barbosa Leite da Silva, Loja Arte e Virtude, 1376, REAA, GOB-MG, Oriente de Lajinha, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos para o que segue:

PROPORÇÃO ÁUREA

Ouvindo a entrevista de um Grão-mestre estadual, ele mencionou algo sobre proporção áurea, poderia explanar sobre isso sob o ponto de vista da filosofia maçônica?

CONSIDERAÇÕES:

Proporção áurea. Em termos matemáticos, menciona ser uma constante real algébrica utilizada nas artes e na arquitetura.

Representada pela letra grega Phi, segundo alguns tratadistas a escolha desse nome se deu em razão de que o arquiteto e matemático grego Phidias muito provavelmente tenha, no século V a. C., empregado essa proporção no projeto arquitetônico do Parthenon.

Ainda, segundo alguns historiadores consta que Platão foi um grande admirador da proporção áurea, enquanto que Euclides a descreveu na sua obra “Os Elementos”.

Mais tarde, por volta do primeiro quartel do século XIII, Leonardo Fibonacci descobriu propriedades sequenciais únicas relativas aos seus números: 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13 ... (1 + 0 = 1; 1 + 1 = 2; 2 + 1 = 3; 3 + 2 = 5; 5 + 3 = 8; 8 + 5 = 13; ...).

Quando esses números são utilizados proporcionalmente na construção de um retângulo, em geometria esse retângulo fica então conhecido como “retângulo de ouro”, tornando-se, segundo os experts, uma das formas geométricas mais agradáveis à contemplação dos olhos humanos.

Graças a isso é que essa forma, junto ao “espiral áureo”, comumente aparece aplicada nas artes e na arquitetura. Nessa conjuntura, vale lembrar que o espiral áureo é obtido em se seguindo o fluxo de quadrados formados e dispostos no interior do “retângulo de ouro”.

Muitos estudiosos relatam que a proporção áurea deve ter sido aplicada na construção das Pirâmides de Gizé, assim como também os gregos a utilizaram para projetar muitos dos seus mais importantes monumentos.

Especula-se também que a relação entre a proporção áurea e as artes se deve ao monge italiano Luca Pacilli que no século XVI a mencionava em um livro de sua autoria intitulado “De Divina Poroportione”. No seu histórico de amizade com Leonardo Da Vinci, comenta-se que o próprio Da Vinci teria se utilizado desse conceito áureo para definir as proporções das suas obras a exemplo da Última Ceia, assim como na criação da Mona Lisa e do Homem Vitruviano.

No intuito de alcançar equilíbrio, sobriedade e beleza, relata-se que além de Leonardo Da Vinci, muitos quadros e esculturas da Renascença, desenvolvidas por artistas como Michelangelo, Rafael, Rembrandt, dentre outros, foram desenvolvidas com base na proporção áurea.

Dado a essas impressões, nada mais natural que a Maçonaria de Ofício (canteiros medievais), então construtora de igrejas, catedrais, abadias e mosteiros da Idade Média, também tenha se valido da proporção áurea como um dos elementos necessários para projetar essas enormes construções a partir do século X.

A despeito desses comentários, é sempre bom lembrar que os ancestrais das Guildas dos Franco-maçons foram as Associações Monásticas e as Confrarias Leigas, destacando que o segredo da arte de construir era inquestionavelmente guardado pela Igreja Católica, já que a partir do ano 1000 d. C. ela (igreja) obteve uma enorme progresso e alcance territorial – afinal, na virada do milênio o mundo não havia acabado e a humanidade agradecida elevava louvores erigindo com pedras grandes catedrais.

Essa expansão também atingiu à Franco-Maçonaria que com isso obteve elevado progresso, sobretudo pela premente necessidade de mão de obra para atender às necessidades das construções da época. Além da ascensão e progresso, essas associações organizadas de pedreiros passaram a ter, por um bom tempo, proteção do clero.

Sabe-se, contudo, que com o declínio das construções causado pela evolução político-social da Europa da época e o abandono do estilo gótico pelo advento do Renascimento, a Franco-Maçonaria sofreu uma paulatina transformação, passando do trabalho operativo (do ofício) para o especulativo, perdendo, inclusive, a proteção de outrora.

Com isso, no intuito de sobreviver e com a admissão de elementos estranhos à arte de cortar a pedra e elevar paredes, muitos conceitos tradicionais do ofício, especulativamente passaram a ser utilizados simbolicamente pelos Maçons Aceitos, ou seja, era construído um sistema iniciático de aperfeiçoamento humano utilizando símbolos e ferramentas dos maçons de ofício (o advento da Maçonaria Simbólica).

Desse modo, a construção - agora não mais operativa - passou a ser simbólica, tendo o homem como elemento primário e central em substituição à pedra bruta. Assim, com o advento dos ritos maçônicos a partir do século XVIII, a Maçonaria dos Aceitos saía dos adros das construções, das tabernas e cervejarias e começava a se acomodar em recintos próprios decorados emblematicamente conforme os trabalhos iniciáticos.

Assim, o Templo Maçônico, construído sob fundamento haurido da disposição das Igrejas e do Parlamento Britânico, figuradamente passava a representar um canteiro de obras estilizado. Em primeira análise o templo é também o próprio homem, moldado e aperfeiçoado no canteiro conforme as exigências da Arte.

Nesse particular a proporção áurea é um dos elementos simbólicos dá estrutura à alegoria iniciática, ou seja, é um elemento construtivo de proporções ideais utilizada emblematicamente para reconstruir o homem.

Esse conceito iniciático dá ao iniciado o entendimento de que o templo é o próprio homem e é ele o habitat do Divino – a morada do sagrado. O seu caráter de beleza e perfeição plástica é comparado às dimensões áureas. Dir-se-ia ser essa uma conotação filosófica de aplicação da proporção.

Vale mencionar que na proporção áurea, o retângulo de ouro, e outros conceitos do gênero, segundo muitos estudiosos, também se apresenta na construção da Natureza, cujo seu arquiteto criador é o Grande Geômetra, ou “Aquele” que instituiu a Ordem, o Equilíbrio e a Harmonia do Universo.

Penso que esses são conceitos históricos, filosóficos e iniciáticos, portanto são simbólicos no contexto da Maçonaria, não cabendo sua aplicação como regra para construir os ambientes de trabalho maçônico (Lojas). Não tem o porquê de literalmente se construir obrigatoriamente um templo maçônico em se adotando a regra da proporção áurea. Lembro que essa é somente uma questão simbólica e assim deve ser tratada, não cabendo esse tipo de exigências construtivas numa época em que a arquitetura disciplina a utilização dos espaços de acordo com a necessidade de ocupação, assim como pelo caráter econômico.

Ao concluir, penso que muito mais importante do que o ambiente material está o do ambiente espiritual aonde de fato se concentram e concretizam os verdadeiros valores morais e éticos do ser humano. Longe de qualquer interpretação licenciosa, mais importante do que a suntuosidade de um ambiente está a matéria prima humana propícia ao aperfeiçoamento.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILUSTRADAS

 

O RITO DA CIRCUNVOLUÇÃO

“ALBERT MACKEY” e outros
"Temos dentro de nós uma energia, um princípio vital, que é o dínamo permanente da vida. Nos dá os movimentos, o raciocínio, os sentidos e os sentimentos.

O Templo tem também essa energia. Tudo possui energia....

Tudo é vibração, tudo é sintonia. Podemos produzir boas e más energias."

O rito da circunvolução é um símbolo ritualístico que vem em apoio da identidade da Francomassonaria com as cerimônias religiosas e místicas dos antigos.

“Circunvolução” é o nome que os antigos estudantes da arqueologia sagrada davam ao rito religioso praticado nas antigas iniciações, o qual consistia em fazer uma procissão em redor do altar ou de outro objeto consagrado e santo.

Este rito parece ter sido praticado universalmente pelos antigos, e a princípio fazia alusão ao curso aparente do sol no firmamento, que vai do oriente para o ocidente, pelo sul.

Na antiga Grécia os sacerdotes e o povo giravam ao redor do altar cantando hinos e odes sagradas enquanto realizavam os ritos de sacrifício. Somente os sacerdotes podiam dar três voltas em torno do mesmo, circulando pela direita e pulverizando-o com água e colocando alimentos.

Ao fazer a circunvolução era necessário que se iniciasse pelo lado direito do altar, e por conseguinte que a procissão se movesse do Oriente para o Sul e do Sul para o Ocidente e para o Norte até chegar novamente ao Este. Dessa maneira se representava aparentemente o curso do Sol.

Os gregos diziam que essa cerimônia se dirigia da direita para a esquerda, pois esta era a direção do movimento do sol, e os romanos chamavam esse movimento de dextrovorsum ou dextrorsum, que significam a mesma coisa,[1] Por exemplo: “Plauto teria dito a Palinuro, personagem de sua comédia Curculio: “se queres reverenciar aos deuses, dêem voltas a seu altar, a fim de que possam proteger suas mãos da pedra e da argamassa.”[2]...

O importante é enxergarmos o Sol como enxergavam os antigos, ou seja como divindade e como vida e não somente como um astro, ou como o astro-rei.

Todos sabemos que os altares ou Aras foram e ainda são símbolos das religiões. Nos primórdios, neles eram realizados sacrifícios de oferendas vivas aos seres sagrados. Um desses episódios bíblicos é o que se refere ao sacrifício proposto por Abraão do seu primogênito. No mitraismo o touro era sacrificado com muita violência e dor ao Deus Invictus, representado pelo Sol.

O Círculo é o símbolo da Criação, do Universo e do espaço/tempo que são infinitos.

Círculo com um ponto dentro significa a representação do espírito ou o universo enclausurado.

A figura geométrica do círculo liga o profano ao Divino. Seja Parâmartha = o desconhecido – para os Hindus, onde se sobressai SHIVA, o deus da libertação; seja o Absoluto, o Altíssimo, para os Cristãos; seja o oniabarcante (local para onde retornaremos) – para os babilônios e os astecas; seja os sublimes valores dos nativos do continente americano. O Círculo representa o Sol, associado ao princípio da Vida e de todas as coisas e portanto, A GERAÇÃO, conservação e sustentação da Vida e esotericamene o próprio ESPÍRITO.

Há na Loja um pedestal ou Ara, chamado de Altar dos Juramentos, que é o símbolo do antigo altar dos sacrifícios, das oferendas.

Os Altares sempre foram os símbolos, por excelência, das Religiões. Neles sacrificavam-se, durante os ofícios, as oferendas vivas aos seres sagrados.

A Circunvolução é observada, em várias religiões. Conservamos assim, os atos correspondentes praticados, nos antigos mistérios, egípcios, hindus, gregos, romanos, celtas, indo-iraniano e outras religiões. O número de evoluções, os textos, as orações, os hinos, os cantos exclamados, variavam de acordo com o emprego e a origem desses inúmeros Ritos. Na índia por exemplo, em reverência a um morto nobre a Circunvolução é cumprida com grande exatidão e respeito.

Pela disposição bem ordenada de todos os trabalhos, a fim de que cada um dos participantes possa tirar todo o proveito da Força, da Beleza e da Sabedoria da Maçonaria. Pelo nosso sentimento de dedicação absoluta de um Irmão para com outro. Pela nossa franqueza e pela nossa sinceridade. Pela conformidade com o direito e pela virtude de se dar a cada um aquilo que desejamos para nós mesmo, ou pelo menos aquilo que já se possui, vamos respeitar as prescrições, praticar com mais cuidado, afeição e pertinácia o Ritual da Circunvolução em Loja.

No mês de outubro de 1.383, segundo narra um documento daquela época, compraram-se três dezenas de pares de luvas que foram distribuídos aos operários que começavam a construir o Monastério de Dijon.

Depois, por volta de 1.486 ou 1.487, foram entregues aos pedreiros e aos artífices de pedras ou trabalhadores em pedra de Amiens, vinte e dois pares de luvas.

É, pois, evidente, que os construtores da Idade Média usavam luvas para proteger suas mãos durante o trabalho. É também evidente que os maçons especulativos tenham recebido dos maçons operativos o avental e as luvas e passaram a utilizá-los em fins mais nobres que seus predecessores.

Acreditamos ser desnecessário dar mais exemplos. Não há dúvida de que o uso das luvas na maçonaria é uma idéia simbólica oriunda da linguagem universal do simbolismo e que o seu uso expressava a necessidade imprescindível de se levar uma vida pura.

Vemos que o avental e as luvas procedem de uma mesma fonte simbólica. Vejamos também se tem a mesma origem histórica.

A adoção do avental na maçonaria se deve indubitavelmente ao uso que faziam dele os predreiros da Idade Média. Essa é uma das provas mais evidentes de que nossa ciência especulativa deriva da arte operativa.

Os construtores, associados a empresas que viajavam através da Europa construindo palácios e catedrais, nos legaram como seus descendentes, seu nome, sua linguagem técnica, e essa vestimenta que protegia a roupa das manchas produzidas pelo trabalho. Nos deixaram também as luvas?

Nos Anais Arqueológicos de Didron há uma gravação feita na vidraçaria de uma grande janela da catedral francesa de Chartres. Essa obra foi feita no século XIII e representa vários operários trabalhando. Três deles adornados com coroas de louro. Representariam eles as três luzes ou cargos importantes das Lojas? Todos os obreiros aparecem de luvas. Didron manifesta que nos antigos documentos que examinou se menciona com detalhes as luvas que eram presenteadas aos pedreiros e artífices da pedra. Em um número seguinte dos Anais Arqueológicos cita outros três exemplos:

No ano de 1.331, o castelão de Villaines, em Duemois, comprou uma grande quantidade de luvas para os profanos antes de serem admitidos nos ritos sagrados, Por exemplo, no templo da Ilha de Creta se lia a seguinte inscrição: “limpa teus pés, lava tuas mãos e depois entra”.

Não cabe nenhuma dúvida de que lavar as mãos, como símbolo de pureza, era um rito característico dos antigos. Ninguém ousava orar aos deuses sem lavar as mãos. Homero disse a Hector: “Temo ofertar a Jove o vinho incessado com as mãos sujas”

Enéas se nega, quando parte da ardente Troya, a entrar no Templo de Ceres, sem antes lavar suas mãoes em água corrente, manchadas na recente luta: “vindo de guerra e luta recente seria ímpio de minha parte tocar as coisas sagradas antes de banhar-me em água corrente.”

A mesma prática prevaleceu entre os Judeus. Exemplo notável disso é Pilatos, a quem pediram os Judeus que crucificassem a Jesus. Ele se apresentou ao público lavando as mãos e dizendo: “Sou inocente do sangue desse justo, verão vocês”.

Na Idade Média os bispos e sacerdotes colocavam luvas para celebrar as funções religiosas. Essas luvas eram de linho de cor branca. Durandus, o célebre ritualista disse: “as luvas brancas significam castidade e pureza; porque as mãos se conservam limpas e livres de toda impureza.”

Esse objeto faz parte da vestimenta maçônica nas Lojas e nas circulações. Em muitas Lojas regulares seus membros levam metodicamente os aventais e as luvas.

O simbolismo das luvas não é na realidade mais que uma modificação do avental. Os dois significam a pureza da vida. O Salmista disse: “quem escalará a montanha do Senhor”? quem permanecerá em seu lugar sagrado? O que tem as mãos limpas e puro o coração.”

Pode se dizer que o avental se refere ao coração puro e as luvas às mãos limpas. Porém ambos significam purificação que sempre simbolizou a ablução[3] que precedia as antigas iniciações nos mistérios sagrados. Porém, apesar de que os maçons ingleses e americanos aceitem tão-somente o avental e rejeitam as luvas como símbolo maçônico, parece que essas últimas são mais importantes na ciência simbólica, pois em todos os antigos escritores se encontram abundantes alusões às mãos limpas e puras.

“As mãos são os símbolos das ações humanas; as mãos puras produzem ações puras; as mãos sujas produzem injustiças” disse Wemyss, em a Chave Symbólica. Tanto os autores profanos quanto os sagrados aludem com frequência a esse símbolo. O lavar as mãos é o símbolo externo da purificação interna. É por isso que o Salmista disse: “lavarei minhas mãos em inocência e darei voltas ao teu altar, Oh, Jeová!” Nos antigos mistérios o lavar as mãos precedia a cerimônia de iniciação e servia para indicar simbolicamente que era necessário estar puro de todo.

Os antigos tinham o costume de dar três voltas lentamente em torno do altar dos sacrifícios cantando e fazendo oferenda de alimentos. Na Idade Média isso era feito com avental e luvas.

As Wiccas, na Irlanda, foram trucidadas pelos cruzados por serem pagãs. Numa única invasão mais de vinte mil irlandeses pereceram. O único crime era possuirem como Templo a própria natureza, pois se julgavam indignos de construir um Templo de alvenaria com as mãos sujas.

O Templo é um local sagrado, dínamo vivo de energias infindáveis e é por isso que devemos cuidar bem dele no macro e no microcosmo. Da mesma forma que cuidamos da construção física devemos cuidar da construção espiritual.

Nossas vibrações procedem da nossa mente que em harmonia também é uma fonte de energia. Quando estamos nessas condições atraímos coisas boas, produzimos sentimentos bons e, consequentemente, inundamos nossos templos individuais de energias positivas e com elas poderíamos transformar o mundo.

A CIRCUNVOLUÇÃO EM LOJA

Antes de questionar como devemos circular em loja, temos que precisar bem os termos usados.

O movimento do ponteiro do relógio é sinistrorsum, ou seja, vai da esquerda para a direita. O sentido inverso é o dextrorsum, realiza-se da direita para a esquerda.

Para melhor esclarecer, diremos que o sentido dextrocêntrico se faz quando nos voltarmos tendo constantemente a direita voltada para o interior e a esquerda para o exterior do círculo, e o sinistrocêntrico quando nossa esquerda ficar voltada para o interior do círculo, e a direita para o exterior.

De um modo geral, a direita é considerada benéfica e a esquerda maléfica nas figurações estáticas, (entre os áugures romanos, o que “ficava á esquerda” era desfavorável e de “mau agouro”, daí veio o significado da palavra sinistro).

Com efeito, as circum-ambulações sinistrocêntricas estão ligadas, na maioria das vezes, a operações nefastas.

René Guenón chama estes movimentos de polar e solar. Em seus primórdios, a Maçonaria Operativa adotava a circulação polar ou sinistrógira (no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio), e de acordo com este ritual, o “Trono de Salomão” era colocado no Ocidente, e não no Oriente, a fim de permitir que seu ocupante “contemplasse o sol ao nascer”. Atualmente, a Maçonaria Especulativa adota em seus rituais a circulação solar ou dextrógira (sentido dos ponteiros do relógio). Em sânscrito, o sentido dextrocêntrico chama-se pradakschina, e que está e um uso, particularmente nas tradições hindus e tibetanas, enquanto que o sentido sinistrocêntrico encontra-se notadamente na tradição islâmica.

É interessante notar que o sentido das circum-ambulações corresponde igualmente á direção da escrita nas línguas sagradas dos respectivos povos.

A rotação real do sistema solar é sinistrocêntrica. Por conseqüência, como a Loja representa o Universo, e os Oficiais, os Planetas, parece lógico fazer com que estes circulem no sentido real. Mas neste caso entramos em choque com a tradição, que considera todo movimento sinistrocêntrico maléfico. De qualquer modo, é necessário e imprescindível que se adote um sentido “ritual” de circulação, e inadimissível que se faça indiferentemente num sentido ou no outro. No R E A A , adotamos o sentido dextrocêntrico

Bibliografia

– Arbert Mackey. El Simbolismo Fracmasónico – pag. 124 – Capítulo XXI – EL RITO DE LA CIRCUVALACIÓN .[4]

- Portal Maçom - Ir.´. Tibério Sá Maia

Jules Boucher – A Simbólica Maçônica – Ed. Pensamento

Notas 

[1] Dextro = direita
[2] Tito Mácio Plauto (em latim Titus Maccius Plautus; Sarsina, cerca de 230 a.C.- 180 a.C.) foi um dramaturgoromano, que viveu durante o período republicano
[3] ablução
s. f.1. Lavagem; purificação por lavagem.2. Vinho e água com que o celebrante lava os dedos e o cálice, na missa.3. A parte da missa em que essa cerimónia é praticada
[4] Albert Gallatin Mackey (12 de Março de 180720 de Junho de 1881), foi um médico americano, e é mais conhecido por ter sido autor de vários livros e artigos sobre a Maçonaria, sobretudo, nas Landmarks da Maçonaria. Ele serviu como Grande professor e Grande Secretário da Grande Loja de Carolina do Sul; e Secretário-geral do Conselho Supremo do Antigo e Aceito Rito da Jurisdição Sul dos Estados Unidos

Fonte: http://joseroberto735.blogspot.com