Por Luciano J. A. Urpia
No final do século XVIII, enquanto a Europa era abalada pelos ideais da Revolução Francesa, Portugal viveu um período de forte repressão ideológica. Quem estava à frente deste momento foi Diogo Inácio de Pina Manique. Ele era um fidalgo da Casa Real, senhor de Manique, bacharel em Leis pela Universidade de Coimbra e magistrado. Desempenhou as funções de Juiz do Crime, Superintendente-Geral de Contrabandos e Descaminhos, desembargador na Casa da Suplicação, Intendente-Geral da Polícia de D. Maria I, administrador das Alfândegas, etc. Devem a ele medidas importantes, como a criação do corpo de Polícia, a iluminação das ruas da cidade de Lisboa e a fundação das casa-Pia..
Com poderes quase absolutos, Manique via na Maçonaria uma semente de conspiração e subversão. Perseguiu intelectuais, proibiu livros "perigosos" e prendeu suspeitos de simpatizarem com as ideias francesas, entre eles, o poeta Bocage (maçom), que chegou a ser entregue à Inquisição. Sua perseguição à Maçonaria está documentada, desde 1788 até 1803.
A sua ação não foi apenas policial; foi ideológica: uma tentativa de proteger o Reino das "ameaças" que, na sua visão, minavam a ordem estabelecida. Pina Manique foi demitido em 1803 a pedido de Napoleão Bonaparte, após conflitos com o embaixador francês em Portugal, o que forçou o regente D. João a afastá-lo dos seus cargos principais.
E você, conhecia este capítulo antimaçônico da história portuguesa?
Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria
Nenhum comentário:
Postar um comentário