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PERGUNTAS & RESPOSTAS

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domingo, 17 de julho de 2011

MARIANNE

Ir. João Ivo Girardi
Loja Obreiros de Salomão nr. 39 (Blumenau)

Busto de Marianne
1. Marianne é a figura alegórica (uma mulher) que representa a República Francesa, sendo, portanto uma personificação nacional. Sob a aparência de uma mulher usando um barrete frígio, Marianne encarna a República Francesa e representa a permanência dos valores da república e dos cidadãos franceses: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Marianne é a representação simbólica da mãe pátria, simultaneamente enérgica, guerreira, pacífica e protetora e maternal.

O seu nome provém, provavelmente, da contração de Marie e de Anne, dois nomes muito frequentes no século XVIII entre a população feminina do Reino de França. Para os aristocratas contra-revolucionários, o nome tornou-se pejorativo porque figurava o povo, a plebe.

Os revolucionários adaptaram-na para simbolizar a mudança de regime. Os republicanos do Midi tiveram também um papel importante na associação deste nome a um ideal político, uma canção: La garisou de Marianno era muito popular no outono de 1792.


2. Pintura: O quadro de Eugene Delacroix: A Liberdade guiando o Povo, inspira a imagem da República, identifica Marianne com a Liberdade.

3. Marienne e a Maçonaria: Você sabe a relação entre a Estátua da Liberdade e a mulher estampada nas notas do Real? Elas são a mesma pessoa: Marianne. E, por incrível que pareça, Marianne não está presente apenas nos EUA e em nosso rico dinheirinho.

Ela também está presente na Maçonaria. Até os livros escolares já se renderam à verdade de que a Maçonaria teve papel fundamental na Revolução Francesa, com a qual compartilha seu principal lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Pois bem, a Liberdade deveria ser o primeiro princípio a ser alcançado, pois sem Liberdade não haveria como promover a Igualdade e vivenciar a Fraternidade. E os franceses adotaram como símbolo dessa liberdade a imagem de uma mulher, a qual ficou conhecida como Marianne. Seu surgimento deu-se entre Setembro e Outubro de 1792, e seu nome nada mais é do que a união de Marie e Anne, dois nomes muito comuns entre as mulheres francesas do século XVIII. Marianne se tornou símbolo da Revolução e de seus ideais e, com o êxito do povo, alegoria da República.

Era chamada por uns de Senhora da Liberdade e por outros de Senhora da Maçonaria. Bustos de Marianne contendo o lema Liberdade, Igualdade e Fraternidade não somente podem ser vistos em praticamente todas as prefeituras e principais edifícios públicos da França, como é peça obrigatória em todos os templos maçônicos daquele país.

Há várias versões de Marianne portando objetos diversos, entre o famoso barrete, feixes, coroa, triângulo, estrela flamígera ou mesmo segurando uma colméia (?). Em uma de suas versões mais populares, Marianne veste uma faixa maçônica contendo Esquadro e Compasso, abelhas, Nível e Prumo.

Quando a França resolveu presentear os EUA em comemoração aos seus 100 anos de declaração de independência, fez isso através da Estátua da Liberdade: uma versão maçônica de Marianne, feita pelo maçom Frederic Auguste. Não demorou para que Marianne se tornasse alegoria da República em todo o Ocidente, incluindo, é claro, o Brasil.

Se os americanos conseguem ver a Maçonaria na nota de um dólar, através do Olho que tudo vê, nós brasileiros podemos encontrá-la em todas as nossas notas através dela, Marianne, a Senhora da Liberdade, a Senhora da Maçonaria. (Kennyo Ismail). A coroa de louro que cinge a cabeça de Marianne na nota do Real, simboliza a majestade, poder, martírio, glória e triunfo.

4. Barrete Frígio: Barrete frígio ou barrete da liberdade é uma espécie de touca, adotado, na cor vermelha, pelos republicanos franceses que lutaram pela tomada e queda da Bastilha em 1789,que culminou com a instalação da primeira república francesa em 1793.

Por essa razão, tornou-se um forte símbolo do regime republicano. O Estado de Santa Catarina presta homenagem a esta simbologia utilizando o barrete frígio no desenho de sua bandeira.

5. Templos Maçônicos: Em alguns Templos Maçônicos encontramos bustos de deuses grego-romanos (Hércules, Minerva/Palas, Vênus/Afrodite), o olho de Hórus (cultura egípcia), e o busto de Marianne está
dentro de todos os Templos Maçônicos franceses.

6. Maria Madalena: A imagem da Maçonaria, como Liberdade (Marianne) sempre foi caracterizada como uma personalidade na França. Mas ao contrário da imagem guerreira da Liberdade, que porta a bandeira e personifica a República, a Marianne maçônica é uma figura mais delicada de caridade e benevolência. De acordo com o Grande Oriente, o nome Marianne se originou da cultura mariana de Languedoc, no sul da França, e se tornou popular ao final dos anos de 1700. Essa é a região provençal na qual a tradição de Maria Madalena existia havia muito tempo como um conceito libertador; e onde os monges cassianitas de Saint de La Saint-Baume haviam guardado seu sepulcro desde o século IV.

No livro, O Legado de Maria Madalena, Laurence Gardner cita que registros medievais do sul da França citam Maria Madalena como a esposa de Jesus, e ela foi muito venerada como tal. Ela se dirigiu para a região em 44 d.C. e morreu em Aix-em-Provence no ano 63 d.C.

Pela mesma razão, era também à Maria Madalena que os Cavaleiros Templários haviam consagrado as catedrais de Notre Dame de Lumiére (Nossa Senhora da Luz) na França, e para quem São Bernardo de Clairvaux exigiu obediência da Ordem. (V. Bandeira de Santa Catarina, Barrete Frígio, Coroa, Estátua da Liberdade, Liberdade, Maria Madalena, Revolução Francesa).

Fonte: JBNews - Informativo nº 323 - 17 de Julho de 2011

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