ARLS Presidente Roosevelt 025
Saudações estimado Irmão, retornando de Araxá – MG, reflito sobre o real significado dos SÍMBOLOS DO PODER
Sábado passado presenciei a Instalação do Capítulo de Cavaleiros Templários da Luz N. 58 de Maçons do Real Arco e posse de sua Diretoria, é muito interessante observarmos a aplicação de elementos/símbolos do mundo comum em nossos trabalhos. Principalmente porque acabamos descobrindo a beleza moral e ética em objetos que outrora só observamos com a visão material. Um Capítulo de Maçons do Real Arco é administrado por três Irmãos cujos títulos ritualísticos são de uma pompa que podem causar estranheza aos Irmãos menos avisados.
O Presidente é tratado como SUMO SACERDOTE; o equivalente ao Primeiro Vigilante é o REI e o Segundo Vigilante é o ESCRIBA. Lendo estas palavras e formando as imagens mentais, invariavelmente pensamos em aspectos de luxo, poder e vaidade. Coisas que não condizem com os valores maçônicos, mas é no contraditório que vem a grande lição!
Como a Instalação e Posse da Diretoria é feita em Sessão Pública não há problema em eu destacar alguns símbolos. O Sumo Sacerdote tem por insígnia uma Mitra para lembrá-lo da dignidade do posto de ocupa e da dependência dos desígnios de Deus e que a perfeição jamais será atingida por homem algum na face da Terra. O que é sagrado pertence somente ao Senhor.
O Peitoral que decora o peito do Sumo Sacerdote, é igual ao usado pelos antigos de Israel, onde era gravado os nomes das Doze Tribos, ele simboliza que o Sumo Sacerdote deve gravar em seus espírito a responsabilidade para com as leis da nossa Instituição e para com o nome honrado do Capítulo e de seus membros.
Do Rei é exigido conduta exemplar e absoluta assiduidade, ele é o sustentáculo do Sumo Sacerdote, a insígnia do Rei é um Nível adornado pela Coroa, indicando que mesmo nesta alta posição, ele esta no mesmo nível quanto às obrigações para com Deus, para com os vizinhos e para com todos nós. E que, como todos esta subordinado às mesmas leis da Instituição, cabendo ser piedoso, humano e justo, aproveitando cada oportunidade para fazer o bem.
O cargo dá uma lição de humildade, enquanto a sociedade politicamente coloca o Rei acima dos súditos que lhe devem obediência, o Real Arco, subordina o Rei ao Sumo Sacerdote, ensinando que as obrigações para com Deus estão acima de todas as outras. A Coroa deve lembrá-lo que, mais do que mandar na vida dos homens, será muito mais gratificante, ao seu espírito generoso, reinar nos corações pelo amor e pela afeição. E também que, para atingir tal proeminência, deve sujeitar suas paixões e preconceitos ao domínio da razão e da tolerância.
No Capítulo há uma linha sucessória natural e ao ser escolhido como Escriba, o Irmão deve compreender esta alta responsabilidade, como terceiro membro do Grande Conselho, deve aproveitar para observar e aprender, sabendo que, para frente sua caminhada terá cada vez mais responsabilidades e que foi escolhido justamente por ter capacidade de encará-las. Sua insígnia é um Prumo encimado por um Turbante; é um emblema de retidão e vigilância, pois caberá a ele observar para conservar a distância dois grandes inimigos da felicidade humana: o excesso e a intemperança. O Escriba deve caminhar de cabeça erguida, motivando os Companheiros ao empenho no trabalho e à moderação no lazer.
A intenção deste pequeno artigo é despertar em você a vontade de saber um pouco mais sobre os ícones que estão ao nosso redor, observe a possibilidade de transcendência do material para espiritual e qual a verdadeira ou possível mensagem dos nossos símbolos. Lembrem-se que todos nós, independente do Grau ou do Cargo, somos responsáveis por agregar valor a Sublime Ordem. As fotos que tirei durante a atividade em Araxá, estão no site http://picasaweb.google.com/irquirino não enviei-lhes diretamente para não sobrecarregar sua caixa postal.
Fonte: JBNews - Informativo nº 310 - 04 de Julho de 2011
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