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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 3 de abril de 2025

FRASES ILUSTRADAS

AUSÊNCIA DAS LUZES DA LOJA

(republicação)
Em 05/07/2018 o Respeitável Irmão Elierto da Silva Carvalho, Loja Libertas, 1.365, REAA, GOB-RJ, Oriente de Miracema, Estado do Rio de Janeiro, pede o seguinte esclarecimento:

AUSÊNCIA DAS LUZES DA LOJA


Na ausência do Venerável Mestre, 1º e do 2º Vigilantes, quem assume a direção dos trabalhos numa sessão ordinária?

CONSIDERAÇÕES:

Bem meu Irmão, numa situação dessas o melhor mesmo seria que não houvesse sessão, pois as três Luzes faltando não é caso precário, é uma anomalia.

Por óbvio, se alguma das Luzes não estiver presente, cada rito até dispõe de um substituto, mas faltando todas as Luzes, me parece que alguma coisa de anormal está acontecendo na engrenagem administrativa da Loja. Sem dúvida, numa situação dessas algo não vai bem.

Não vejo como recomendável, mas possível, é que se isso acontecer e existirem Mestres Instalados suficientes, talvez eles possam, dependendo da circunstância, preencher precariamente os cargos inerentes às Luzes da Loja, entretanto eu não saberia dizer se, sob o ponto de vista legal, poderia existir alguma deliberação na Ordem do Dia.

Agora, sob o ponto de vista prático, seria inadmissível que os três principais membros “eleitos” da diretoria de uma Loja não comparecessem à sessão. Aliás, haveria que se questionar a promessa por eles feita na ocasião das suas respectivas posses.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukurm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

BAPHOMET


O escritor e ocultista francês Eliphas Levi, em seu livro de 1855, "Dogma e Ritual de Alta Magia" discutia o personagem Baphomet. O agora clássico desenho de Levi, mostra uma criatura com a cabeça de um bode com barba e chifres, seios femininos, cascos fendidos, asas e um pentagrama sobre sua testa. Uma mão feminina aponta para o sol, e a masculina, para baixo, para a lua escura, uma ilustração do dito hermético "o que está em cima é como o que está embaixo" e um símbolo do bem e do mal.

O bastão empertigado com duas cobras enroladas subindo no seu colo é símbolo da vida eterna. Baphomet também contém antigos elementos alquímicos da Terra (ele está sobre um globo), como fogo (chama da inteligência ardem sobre sua cabeça), ar (ele tem asas) e água (escamas cobrem o corpo).

O nome "Baphomet" veio do julgamento dos Templários durante o início do século XIV, quando foram acusados de adorar essa criatura demoníaca. Levi encontrou gárgulas nos edifícios templários nos quais baseou seu desenho, porém Levi não considerava Baphomet como Satanás.

Ele descreveu esta entidade peculiar como a personificação ilustrada de todas as forças do Universo, pois, como pode se ver, é uma figura conceitual carregada. Infelizmente, para Levi, muitas pessoas olham a imagem e dizem: "Satanás!" Graças ao desenho, as cartas de Tarô que apresentam o Diabo, mostram uma figura muito parecida com Baphomet.

E QUAL A CONEXÃO DISSO COM A MAÇONARIA? Na realidade, ABSOLUTAMENTE NENHUMA, mas isso nunca impediu uma boa lenda urbana.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

AS COLUNAS E AS ORDENS DE ARQUITETURA

Capitéis da Antiguidade Clássica: Entenda a diferença entre as ...

 Autor: Dermivaldo Collinetti*

Em nossa Ordem, e nos mais variados ritos, são consideradas cinco ordens de arquitetura, sendo três de origem grega e duas de origem romana, sendo no REAA, as que prevalecem são as de origem grega, que são originais, sendo que as demais são derivadas destas.

As Ordens de arquitetura, são uma combinação peculiar de três elementos arquitetônicos: base, coluna e entablamento.

Na nossa Ordem, esses estilos arquitetônicos clássicos, são utilizados em vários dos Graus maçônicos, e valem por seu simbolismo.

São cinco as ordens conhecidas:

  • De origem grega: Ordens Jônica. Dórica e a Coríntia, sendo esta última uma variação da Ordem Jônica
  • De Origem romana: Ordens Toscana e Compósita.

Apesar de não serem de origem grega, eles, os gregos a remodelaram e a tornaram a que são hoje.

Assim, faremos um pequeno resumo das ordens de arquitetura e seu simbolismo, lembrando que pelo ritual, as colunas ficam próxima ao altar da três luzes e as colunetas miniatura das mesmas, ficam no altar dessas mesmas luzes.

 Ordem Jônica:  A Ordem Jônica também é conhecida como a Ordem de Atenas, sendo de origem Assíria, sendo seu lugar no Oriente próximo ao Venerável Mestre. Dai ela representar a Sabedoria. Ela é posterior a Ordem Dórica.  Nota-se que a coluneta no trono fica sempre de pé, indicando que a Sabedoria deve estar sempre alerta, seja no trabalho ou no descanso. Ela vem dos Jônios que era um povo vindo da Ásia, e que fundaram várias cidades na Grécia antiga, inclusive a cidade de Atenas, de onde se originou os grandes pensadores gregos, como Sócrates, Platão e Aristóteles.

A lenda nos conta que Íon, um líder grego dos Jônios, foi enviado à Ásia, onde construiu templos em Éfeso, dedicados a deuses gregos. Íon então, observou que as folhas de cortiça, colocadas sobre os pilares para evitar infiltração de água e amortecer o peso das traves, com o tempo, cedendo à pressão, contorciam-se em forma de ornamento em espiral, que imitavam os fios de cabelo de mulher, sendo essa  a principal característica da Ordem Jônica. Um dos exemplos da arquitetura Jônica encontra-se na Acrópole de Atenas. Representa ainda em nossa ordem o Rei Salomão.

– Ordem Dórica: Ela é a mais rústica das três gregas, e a mais antiga, priorizando a robustez, em confronto com a beleza, sendo que na Grécia antiga, ela ornamentava os deuses masculinos, sendo que sua origem é do Egito. Daí estar relacionada a FORÇA (Hercules), estando na Coluna do Norte que é governada pelo Primeiro Vigilante. Suas colunas não possuem base e seus capiteis são simples, lisos e sem qualquer ornamento. A coluneta é erguida durante os trabalhos, quando é necessária força para a execução dos mesmos (do meio dia à meia noite). Seu nome vem de Dorus, filho de Heleno, rei da Acaia e do Peloponeso. Os Templos mais importantes da Grécia antiga tinham colunas da desta ordem. Dos Dóricos, originaram-se os Espartanos, grandes guerreiros e combatentes. Como símbolo da força, nos anima e sustenta perante as nossas dificuldades, lembrando que nunca estamos sozinhos. Representa Hiram Rei de Tiro.

 Ordem Coríntia: É a mais bela de todas, daí representar a Beleza (Afrodite ou Vênus), estando próxima ao Segundo Vigilante. Ela é uma evolução da Ordem Dórica. Ela é esbelta e graciosa. Sua denominação refere-se a cidade de Corinto; Quando do início dos trabalho em loja, a coluneta é abaixada. O templo de Zeus é melhor exemplo desta arquitetura.

A lenda nos conta que uma ama levou uma cesta, contendo brinquedos à sepultura da criança que cuidava, cobrindo-a com uma velha telha, por causa das chuvas. Ao iniciar-se a primavera, um pé de acanto germinou e cresceu, transformando-se em formosa árvore. Folhas de acanto, cesta e telha teriam produzido um belíssimo efeito ao crescer a planta. Essa cena foi capturada pelo escultor Calímaco, que talhou um pilar de rara beleza, com o capitel copiado daquela cena. Representa Hiram Abiff.

Às essas três Ordens de Arquitetura, acrescentam-se às vezes a ordem Compósita, e a ordem Toscana, que não devem ser levadas em conta no simbolismo maçônico. 

Conclusão

Nosso edifício espiritual repousa sobre estas Ordens e colunas simbólicas, sendo que a Sabedoria organiza o caos, criando a ordem. A Força executa o projeto, seguindo instruções da Sabedoria, e a Beleza ornamenta nossa vida. Assim, sendo Sábio temos a Força, para lutar e combater as vicissitudes da vida e temos a Beleza permanente na construção de nosso edifício humano.

*Dermivaldo é Mestre Maçom da ARLS Rui Barbosa, Nº 46 – GLMMG – Oriente de São Lourenço e, para nossa alegria, um colaborador do blog.

Referências

As Ordens Arquitetônicas na Maçonaria – Kennyo Ismail – Blog No esquadro.

WWW.MACONARIA.NET – As três colunas, Eduardo Silva Mineiro, ARLS Acácia Castelense, nº 4 – Castelo do Piauí – Piauí – Brasil.

Decálogos do grau de aprendiz – Reinaldo Assis Pellizzaro – 1 Ed. 1986.

A Simbólica Maçônica – Jules Boucher – 1979.

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

quarta-feira, 2 de abril de 2025

FRASES ILUSTRADAS

QUESTÕES DE PROCEDIMENTOS

(republicação)
O Respeitável Irmão Antonio Gouveia, Secretário da Loja Serra do Roncador, 2.240, GOB, REAA, sem declinar o nome do Oriente (Cidade) e estado da Federação, formula as questões seguintes:
antoniomaiagouveia49@hotmail.com

1) Primeiramente, gostaria de esclarecer uma dúvida sobre “A Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular”. Podemos seguir a orientação de voltar à palavra nas Colunas novamente, no caso de um Irmão precisar se manifestar após a circulação da palavra, para acrescentar algo importante e relevante ao assunto em pauta? Ou existe outra forma?

2) Segundo alguns Irmãos mais antigos, a P∴S∴ deve ser passada pelo V∴ no Or∴ pelo lado Norte ao 1º Diácono e este irá passá-la ao 1º Vig∴ também no lado Norte ou à esquerda deste. Até aqui, tudo bem. Porém, alguns afirmam que o 2º Diácono deve receber a P∴ S∴ do 1º Vig∴ no lado Norte e passá-la ao 2º Vig.´. também no lado Norte. Aqui fica complicado, porque o lado Norte do 2º Vig∴  fica em frente a sua mesa, o que tornaria impraticável esta passagem da P∴ S∴. Então, ela pode ser passada, como sempre foi à esquerda (ou ocidente) do 2º Vig∴? Ou deverá ser passada de outra forma?

3) Muitos Irmãos antigos fazem um sinal levantando o braço direito quando querem agradecer alguma referência a eles, ou de forma geral, para expressarem algum tipo de agradecimento. Está certo este sinal, ou sinal de agradecimento é feito com o Sinal de Ordem?

CONSIDERAÇÕES:

01 – O retorno da Palavra é um critério do Venerável Mestre caso o assunto seja realmente relevante ao ponto de merecer atenção o seu retorno. Se assim proceder, o Venerável, não importando onde estiver situado o suplicante, reiniciará o giro da Palavra partindo da Coluna do Sul (a Palavra fará o giro completo).

02 – O giro e abordagem na transmissão da Pal∴ Sagr∴: O Primeiro Diácono aborda o Venerável pela sua direita (norte do Altar). Ato seguido o mensageiro sai do Oriente pelo Sul, cruza o eixo (equador) entre o Painel da Loja e a porta do Templo e aborda o Primeiro Vigilante pela sua direita (ombro direito do Vigilante). De retorno o Primeiro Diácono passa pelo Norte e ingressa no Oriente novamente até o seu lugar em Loja. Ato seguido o Segundo Diácono aborda o Primeiro Vigilante do mesmo modo como fizera o Primeiro Diácono. Em seguida o mensageiro passa pelo Norte, cruza o eixo (equador) entre o Painel da Loja e a entrada do Oriente, ingressa no Sul e aborda o Segundo Vigilante também pela sua direita (ombro direito do Segundo Vigilante). Cumprida a missão o Segundo Diácono retorna passando do Sul para o Norte entre o Painel da Loja e a porta do Templo até o seu lugar em Loja.

Outras observações no caso:

a) O Venerável ao ser abordado pelo Diácono vira-se e fica de frente para ele. Assim também se posicionam os Vigilantes ao serem abordados pelos Diáconos.

b) As Luzes da Loja são sempre abeiradas pelas suas direitas (lado dos seus respectivos ombros direitos).

c) Não existe nenhuma circulação (giro) ao redor das mesas ocupadas pelos Vigilantes. Abordados os Vigilantes, os Diáconos dali partem diretamente ao seu destino na forma anteriormente explicitada.

03 – Não existe “sinal de agradecimento” no REAA. Aliás, tradicionalmente esse procedimento é inexistente na Maçonaria. Alguns confundem com a prática de alguns costumes como resposta ao contentamento quando batem com as palmas das mãos sobre o Avental manifestando-se que estão satisfeitos. Ratificando: essa prática é inexistente no Rito Escocês – tanto de agradecimento como de contentamento.

Infelizmente “inventaram” outra prática eivada de mau-gosto, pela qual um Obreiro ao ser mencionado, ou parabenizado, o mesmo estende o braço à frente do mesmo modo pelo qual tradicionalmente manifestam-se os Obreiros que aprovam pelo sinal de costume.

Ora. Não seria deselegante alguém aprovar um elogio para si próprio? Eticamente seria este um procedimento desejável? Não seria o mesmo que figuradamente se legislasse em causa própria? Exposições abeiradas pela falta de bom-senso não deveriam ganhar guarida nos nossos meios.

Já que estender o braço e o antebraço direito à frente com a respectiva palma da mão voltada para baixo é o modo pelo qual se aprova alguma coisa em Loja, elogios à parte, eu penso que é de péssima geometria aquele que aprova elogios para si mesmo, ou aprova publicamente o seu próprio nome quando citado.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.223 Rio Branco (AC), terça-feira, 7 de janeiro de 2014.

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 89 - A Paciência no desbaste da Pedra Bruta

Esta Pílula é um “repeteco” do meu primeiro trabalho quando era Aprendiz, feito muitos anos atrás. É um trabalho curto e simples sobre a Paciência no desbaste da Pedra Bruta. Esta Pílula é dirigida, principalmente aos Aprendizes que estão se iniciando na realização espiritual e na condução ao aperfeiçoamento. Esse início é o despertar da consciência adormecida, da mente, das emoções e aprimoramento dos atos. É o amanhecer da consciência interior, que esteve até agora, adormecida ou inativa.

Devemos nos descobrir e caminhar na direção da Luz sem preconceitos, ilusões, vaidades e com a mente clara e imparcial e, sobretudo, paciente pois há em cada ser humano uma ilimitada possibilidade de bem, de força e capacidade de desenvolver e manifestar as mais elevadas qualidades humanas.

Paciência, é o elemento fundamental para nossa jornada na busca da evolução. Esta evolução é uma meta que somente será atingida com perseverança, constância, sinceridade de propósitos e, muita, muita paciência.

Devemos, pois, Irmãos Aprendizes, desbastar a Pedra Bruta, que é a atual situação das nossas almas profanas para sermos instruídos nos mistérios da Ordem da Arte Real. Ela deve ser trabalhada com cuidado, com carinho e habilidade com o malho e o cinzel, para que chegue apresentar a forma de um paralelogramo. E este trabalho exige a virtude da paciência que por sua vez, está subordinada à fortaleza da alma, a retidão do caráter e ao controle dos vícios.

Esta paciência, consiste também, na capacidade constante de encarar as adversidades, tolerando seus amargores. É a resignação de um lado, e perseverança tranquila, do outro.

paciência é, sem dúvida, uma forma de persistência. É uma qualidade que, de modo geral, não associamos à vontade, mas é parte de uma vontade plenamente desenvolvida em nossa mente e em nossa alma, refletindo seus raios pelo nosso corpo. A paciência, o tempo e a perseverança, com seus valores extremados, nos habilitam a realizar muitas coisas. Essa ideia, Irmãos, é semelhante aquela já dita por alguns filósofos, aos quais a visão hermética lhes possibilitava tais coisas: “O trabalho da Pedra Bruta é um trabalho de paciência, tendo em vista a duração do tempo, do labor e o capricho necessário para levá-la ao formato de um paralelogramo perfeito”.

Muitos abandonam este trabalho por cansaço e outros, desejando consegui-lo precipitadamente, nunca tiveram êxito.

Na verdade, como está explícito nas linhas acima, é um trabalho árduo e paciente e este é um dos objetivos mais importantes da nossa Ordem Maçônica, e, muito provavelmente, o principal. Os impacientes não conseguem realizar este trabalho. E, finalizando, fica no ar uma frase para pensarmos e refletirmos:

“A Paciência não é como uma flor que pode ser colhida. É como uma montanha, que passo a passo, deve ser escalada”.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

O SANTO GRAAL

O Santo Graal, dentro do simbolismo maçônico, é interpretado de forma ampla e metafórica, alinhando-se ao caráter esotérico e filosófico da maçonaria. 

Embora o Graal tenha origens no cristianismo e nas lendas arturianas, ele simboliza, no contexto maçônico, a busca por perfeição, sabedoria e iluminação espiritual.

Principais Significados do Santo Graal na Maçonaria:

1. Busca pela Verdade Absoluta: O Graal é muitas vezes associado à procura pelo conhecimento supremo e pela verdade oculta. Para os maçons, essa busca está ligada ao aprimoramento moral e intelectual, ao autoconhecimento e à transcendência.

2. Simbolismo da Pureza e da Renovação: O Graal, descrito como um cálice sagrado, remete à pureza e à capacidade de receber a graça divina. Na maçonaria, pode simbolizar a mente e o coração receptivos à sabedoria e à virtude.

3. Trabalho Iniciático: Assim como os cavaleiros da Távola Redonda buscam o Graal enfrentando desafios, o maçom, em sua jornada iniciática, enfrenta provas e obstáculos para alcançar níveis mais altos de compreensão e espiritualidade.

4. Conexão com o Divino: O Graal, por sua associação com o sangue de Cristo ou a última ceia, pode representar a união com o princípio criador ou divino, um objetivo espiritual que muitos maçons perseguem simbolicamente.

Relação com a Lenda Arturiana:

A maçonaria também utiliza referências às lendas arturianas, onde o Santo Graal é visto como a recompensa para aqueles que demonstram virtude, coragem e pureza de coração. Na jornada maçônica, esse mito pode ser interpretado como um paralelo à busca pela pedra filosofal, pela luz ou pela sabedoria.
Embora o Santo Graal não seja um símbolo oficial em todos os ritos maçônicos, ele ressoa com os princípios da ordem: a busca contínua por iluminação e aperfeiçoamento. Essa busca, muitas vezes representada por mitos e símbolos, é central na filosofia maçônica.

Fonte: Facebook_Estrela de Davi

terça-feira, 1 de abril de 2025

FRASES ILUSTRADAS

SINAL E SUBSTITUIÇÃO DO VENERÁVEL

(republicação)
O Respeitável Irmão Leniro Almeida, Secretário da Loja João Vieira Chagas, 2.467, GOB, REAA, Oriente de União dos Palmares, Estado de Alagoas, apresenta a questão abaixo:
leniroalmeida@hotmail.com

Sou assinante da Revista A Trolha a qual gosto muito, principalmente suas respostas que são de muito valor para o nosso aprendizado. Tenho uma duvida a qual sempre vejo em Loja, é a questão do Venerável Mestre e os Vigilantes ficaram à Ordem com o respectivo Malhete sobre o lado esquerdo do tórax. Vejo como uma pratica que vai de encontro ao Ritual do REAA, pois em nem uma pagina cita tal procedimento. Outra duvida é quanto à substituição do Venerável Mestre por outro Irmão da Loja, mesmo o Venerável estando presente na Sessão. Tal decisão é justificada a titulo de aprendizado, pois assim todos os membros da Oficina passarão pelo Trono de Salomão.

CONSIDERAÇÕES:

A questão do malhete – Essa prática está arraigada na nossa Maçonaria e de modo despercebida muitos ainda a praticam, embora o procedimento de modo generalizado seja incontestavelmente equivocado.

Os que portam malhetes em Loja aberta ao ficarem em pé deixam os respectivos e compõem o Sinal como qualquer Obreiro (com a mão, ou com as mãos dependendo do caso). Essa prática de manter o malhete no lado esquerdo do peito somente se dá quando o Venerável, ou o Vigilante necessite se ausentar do seu lugar empunhando o malhete. Todavia, indiscriminadamente muitos dos componentes das Luzes da Loja não têm observado esse critério. Essa atitude também não pode ser confundida com o Sinal, já que ninguém faz Sinal usando o instrumento de trabalho para fazê-lo. Como dito, Sinais são feitos com a mão.

A questão da substituição – Esse procedimento não tem qualquer cabimento e não se justifica mesmo a título de aprendizado. O substituto de modo precário, isto é, se ele estiver ausente da sessão, é o Primeiro Vigilante. Agora o Venerável estando presente deixar o seu cargo para outro Irmão é qualquer coisa de anormal. O Guarda da Lei deveria coibir essa aberração e não ser conivente com a situação.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.221 Rio Branco (AC), domingo, 5 de janeiro de 2014.

A SOMBRA

A sombra - o lado oculto da personalidade, o reino do inconsciente - é um tema recorrente na obra de Jung e uma presença constante, por vezes sutil, em reuniões maçônicas.

Jung descreve a sombra como o inconsciente que habita em cada um de nós, tanto o pessoal quanto o coletivo. É um "problema moral", desafiando a totalidade da personalidade do Eu. Reconhecer a existência da sombra exige firmeza moral, um ato fundamental para o autoconhecimento.

Na psicoterapia e na Maçonaria, o trabalho com a dialética do Eu e do inconsciente reflete a máxima "conhece-te a ti mesmo". É um processo longo, exigente e apaixonante, guiado pela compreensão das sombras interiores.

A sombra não é apenas o mal; é também o recalcado, contendo qualidades que podem enriquecer a existência humana. No entanto, confrontá-la é um desafio, um duelo entre o analisado e seu lado sombrio.

A jornada para integrar a sombra é essencial tanto na psicologia quanto na Maçonaria. É um processo de reconciliação consigo mesmo, de revelação para identificação e discernimento.

Aceitar e compreender a sombra é libertador. Ela personifica o que o sujeito se recusa a reconhecer, e sua confrontação é crucial para a cura da alma.

Em última análise, a sombra permanece como o ponto central da busca pela verdadeira essência, tanto para o analisado quanto para o maçom especulativo. É um território desconhecido, uma peregrinação iniciática em busca de autoconhecimento e integração.

A obra de Jung continua a inspirar e desafiar, convidando-nos a explorar os mistérios da alma e a confrontar nossas próprias sombras em busca da verdade e da realização pessoal.

Vale lembrar que Jung era neto de Maçom, mas nunca foi iniciciado.

Por Jean-Luc Maxence (in JUNG é a Aurora da Maçonaria O Pensamento Junguiano na Ordem Maçônica, Madras 2004).

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria