A sombra - o lado oculto da personalidade, o reino do inconsciente - é um tema recorrente na obra de Jung e uma presença constante, por vezes sutil, em reuniões maçônicas.
Jung descreve a sombra como o inconsciente que habita em cada um de nós, tanto o pessoal quanto o coletivo. É um "problema moral", desafiando a totalidade da personalidade do Eu. Reconhecer a existência da sombra exige firmeza moral, um ato fundamental para o autoconhecimento.
Na psicoterapia e na Maçonaria, o trabalho com a dialética do Eu e do inconsciente reflete a máxima "conhece-te a ti mesmo". É um processo longo, exigente e apaixonante, guiado pela compreensão das sombras interiores.
A sombra não é apenas o mal; é também o recalcado, contendo qualidades que podem enriquecer a existência humana. No entanto, confrontá-la é um desafio, um duelo entre o analisado e seu lado sombrio.
A jornada para integrar a sombra é essencial tanto na psicologia quanto na Maçonaria. É um processo de reconciliação consigo mesmo, de revelação para identificação e discernimento.
Aceitar e compreender a sombra é libertador. Ela personifica o que o sujeito se recusa a reconhecer, e sua confrontação é crucial para a cura da alma.
Em última análise, a sombra permanece como o ponto central da busca pela verdadeira essência, tanto para o analisado quanto para o maçom especulativo. É um território desconhecido, uma peregrinação iniciática em busca de autoconhecimento e integração.
A obra de Jung continua a inspirar e desafiar, convidando-nos a explorar os mistérios da alma e a confrontar nossas próprias sombras em busca da verdade e da realização pessoal.
Vale lembrar que Jung era neto de Maçom, mas nunca foi iniciciado.
Por Jean-Luc Maxence (in JUNG é a Aurora da Maçonaria O Pensamento Junguiano na Ordem Maçônica, Madras 2004).
Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria
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