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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 7 de novembro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

INGRESSO NO TRONO

Em 28.06.2026 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta as seguintes questões:

INGRESSO NO TRONO

Mais uma vez venho solicitar o seu valoroso conhecimento, a fim de esclarecer aos demais IIr∴ da Loja a que faço parte.

1⁰) - Estando a palavra no Oriente e um Ir∴ da Coluna do Norte solicita falar, o Ven∴ autoriza a partir da Coluna do Sul ou pode ser diretamente para a Coluna do Norte?

2⁰) - O Ir∴ pode explicar porque o Ven∴ em uma sessão normal, entra para sentar em seu trono pelo Norte e não pelo lado Sul, já que no oriente há circulação?

CONSIDERAÇÕES:


1 - Se o Venerável autorizar o retorno da palavra, não importando onde se encontra quem a solicitou novamente, a palavra retornará sempre a partir da Coluna do Sul, ou seja, ela volta fazendo o giro completo, sempre começando pelo Sul. É oportuno lembrar que o Venerável Mestre tem que avaliar muito bem o retorno da palavra, pois esse é um procedimento esporádico e nunca corriqueiro.

2 - O Venerável Mestra ingressa no Altar pelo lado Norte e dele sai pelo lado Sul. Isso se dá porque existe a regra de que no Oriente se ingressa pelo lado Nordeste (mesmo lado do Orador) vindo da Coluna do Norte e, dele se sai, pelo lado Sudeste (lado do Secretário) sempre em direção da Coluna do Sul. Essa regra, universalmente aceita no REAA, tem apenas o fito de normatizar os procedimentos de circulação em Loja. Assim, também ficou pré-estabelecido que o Venerável Mestre é sempre abordado pelo seu ombro direito, como é o caso do 1º Diácono, na transmissão da palavra, do Mestre de Cerimônias, ao colher a assinatura na ata, etc. A única abordagem pelo lado Sul (ombro esquerdo do Venerável) é na Prova da Taça Sagrada. Isso se dá porque existe a retirada tempestuosa do Candidato diretamente em direção à Coluna do Sul.

Outro aspecto universalmente aceito é o de que quem se dirige ao Oriente, por conta da circulação horária no Ocidente, passa obrigatoriamente antes pela Coluna do Norte, sendo assim, é muito mais racional e prático que se ingresse no trono pelo Norte, sem precisar antes aumentar o percurso cruzando pela frente do Altar até a sua banda Sul.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.brper

CHRISTIAN GORRFRIED KÖNER

Christian Gottfried Körner (Leipzig, Alemanha, 2 de julho de 1756 – 13 de maio de 1831 Berlim, Alemanha ) jurista e escritor alemão.

Sua casa em Dresden era um importante centro de cultura e artes, onde eram lidas peças e ensaios; trechos de ópera, singspiels e música de câmara foram executadas, além de palestras sobre arte que eram frequentemente ministradas. Convidados e participantes incluíram Johann Gottfried Herder, Goethe, Wilhelm von Humboldt, os irmãos Schlegel, Mozart, Weber, dentre outros. A casa tinha um pequeno teatro e várias peças de Friedrich Schiller, seu amigo íntimo, tiveram suas pré-estreias privadas neste teatro.

Foi iniciado na Maçonaria em 1777, na “Freimaurerloge Minerva zu Den Drei Palmen” N° 7, em Leipzig, Alemanha. Foi eleito Venerável Mestre da “Zu den drei Schwertern” (Loja das Três Espadas em Dresden, 1813-1815).

Fonte: Coluna Cultural Maçônica

EL HOMBRE NO CREA LA LUZ… APRENDE A RECIBIRLA

El verdadero iniciado comprende que la Sabiduría no nace del ego, sino del silencio.

Nikola Tesla intuía que la mente humana no era únicamente un generador de ideas, sino un instrumento capaz de sintonizar con un Orden superior. No hablaba de magia, sino de la profunda armonía que subyace en el universo.

La Masonería enseña el mismo misterio mediante otros símbolos.

La Piedra Bruta no adquiere la Luz porque la fabrique, sino porque elimina aquello que le impide reflejarla. Cada golpe del mazo aparta una capa de ruido, de orgullo y de ignorancia, hasta que el Aprendiz comienza a escuchar la voz del Gran Arquitecto del Universo en el santuario de su propia conciencia.

Quien busca únicamente conocimientos acumula libros.

Quien busca la Verdad se transforma.

Las grandes revelaciones no suelen llegar en el estruendo del mundo, sino en el instante en que la mente calla, el corazón se aquieta y el espíritu entra en resonancia con la Armonía Universal.

Entonces comprendemos que la Luz nunca estuvo lejos.

Siempre estuvo esperando a que fuéramos capaces de recibirla.

Que cada Hermano y cada Buscador afine su templo interior, porque la verdadera iniciación no consiste en aprender más, sino en recordar aquello que el alma siempre supo.

Fonte: Facebook_Logia Millennium 122

sexta-feira, 6 de novembro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

COLARES (ALFAIAS) E SINAL DE ORDEM (DISPENSA)

Em 27/06/2026 o Respeitável Irmão Gilmar Dietrich, Loja Perseverança e Vigor, 2638, REAA, GOB-SP, Oriente de Rio Claro, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos para as seguintes questões.

COLARES E SINAL DE ORDEM

Espero que este e-mail o encontre em Plena Paz e com excelente saúde.

Recorro às suas luzes e ao seu vasto conhecimento doutrinário para sanar duas dúvidas que surgiram em nossa Oficina durante a última sessão, gerando debate entre os Irmãos. Sendo assim, solicitamos, se possível, o seu parecer sobre os seguintes pontos da prática ritualística no REAA:

1. Cumulação de Paramentos (Colar e Faixa).

Existe alguma restrição ou orientação específica sobre a utilização de colar de cargo sobreposto à faixa de Mestre? Da mesma forma, qual é o procedimento correto em relação ao uso simultâneo de colar de cargo e colar de autoridade (como o de Deputado ou de Mestre Instalado)?

2. Obrigatoriedade do Sinal de Ordem ao fazer uso da palavra

O Sinal de Ordem é obrigatório durante todo o tempo em que o Irmão estiver fazendo o uso da palavra em Loja, ou a dispensa de mantê-lo é uma prerrogativa do Venerável Mestre?

Agradeço desde já pela sua constante dedicação ao esclarecimento dos Irmãos e pelo brilhante trabalho de instrução que realiza em nossa Ordem. Ficamos no aguardo de suas orientações para que possamos manter nossos trabalhos na mais justa e perfeita harmonia ritualística.

Nos lê em cópia o Irmão Douglas Gomez Campodarve Leite, MI e atual Mestre de Cerimonias da Oficina. 

Caro Irmão, bom dia. 

A questão dos colares com joia distintiva - Exceto os Cobridores e Expertos (estes em algumas situações) que usam espada como objeto de trabalho, os demais titulares dos cargos em Loja não precisam usar a faixa de Mestre, já que na ocasião estarão vestindo o colar com a joia distintiva do seu cargo. A relação da faixa de Mestre (vestida à tiracolo) com a espada é porque a faixa, reminiscência dos velhos talabartes, traz nela preso um dispositivo anelar metálico que serve para acondicionar a espada quando ela não estiver em uso. Isso evita que o titular a empunhe em momentos desnecessários (pág. 205 do Ritual, itens "Empunhar a Espada", "Em Pé com a Espada", "Espada em Uso" e "Espada no Dispositivo da Faixa". 

Assim, apenas os Mestres Maçons sem cargo é que devem usar a faixa de Mestre. A exceção fica por conta dos Cobridores, e Expertos (em algumas ocasiões), que utilizam espada como objeto de trabalho.

No tocante a uma Autoridade que porventura venha ajudar nos trabalhos da Loja, ocupando um cargo, essa Autoridade se mantém paramentada com as alfaias de autoridade que se acha investida, todavia traz também vestido, por cima do seu colar de Autoridade, o colar com a joia distintiva do cargo que ela estará ocupando na Loja. 

Essas são as orientações sobre esse assunto emanadas da Secretária Geral de Orientação Ritualística para o REAA/GOB (vide página 214 do Ritual de Aprendiz, item "Paramentos"). 

Vale a pena ressaltar que a sobreposição de colares não tem o fito de desrespeitar nenhuma Autoridade. O uso do colar/joia do cargo em Loja sobreposto ao de Autoridade, apenas cumpre aquilo que se encontra determinado no ritual durante a formação do préstito de entrada pelo M∴ de CCer∴.

A questão do sinal de Ordem - É regra consagrada no REAA que aquele que estiver em pé e parado em Loja aberta, deve se colocar à Ordem, isto é, com o sinal de Ordem composto (vide pág. 209 do Ritual de Aprendiz, item "Em pé e à Ordem"). 

Durante o uso da palavra, quem estiver falando em pé fica à Ord∴. Deve assim permanecer enquanto durar a sua fala. Concluída a alocução, desfaz-se imediatamente o sinal antes de se sentar, ou, se for o caso, prossegue no seu percurso.

No que diz respeito à dispensa do sinal, somente o Venerável Mestre, com acentuado critério, esporadicamente deve autorizar (pág. 210 do Ritual, item "Dispensa do Sinal). 

Sendo assim, é altamente condenável que o usuário da palavra peça dispensa do sinal. Se for o caso, o Ven∴ Mestre manda dispensá-lo. É também censurável o Venerável Mestre que costumeiramente fica dispensando o uso do sinal nessa ocasião.

Apenas como exceção, nunca como regra, a dispensa do sinal de Ord∴ durante o uso da palavra é possível, no entanto, somente se for realmente imprescindível.

Finalmente, falar à Ordem também impõe disciplina. O desconforto de se ficar muito tempo com o sinal composto ajuda a evitar pronunciamentos longos e repetitivos. Estes, geralmente aparados por rançoso lirismo, notadamente só servem para esgotar a paciência daqueles que são obrigados a ouvi-los.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.brper

HUMOR

IDÓLATRAS

A FLOR DE MIOSÓTIS

Luciano J.A.Urpia

Muitos Irmãos ainda acreditam que a Flor de Miosótis (ou "Não-me-esqueças") era usada por maçons nos campos de concentração como um símbolo secreto de identificação entre eles durante a perseguição nazista. Essa história, embora poética e carregada de significado emocional, porém, não encontra respaldo documental. O uso da flor pela Maçonaria remonta a 1926, treze anos antes da guerra, em uma convenção em Bremen, na Alemanha. Na ocasião, foram produzidos em larga escala pins (broches) com o formato da flor, distribuídos aos participantes como parte de uma campanha de assistência social voltada aos desempregados, em meio à grave crise econômica da República de Weimar.

Durante o período nazista, não há qualquer evidência em arquivos de campos de concentração, registros de prisões ou relatos históricos confiáveis que comprove o uso desses pins como código de reconhecimento entre maçons. Em 1938, os próprios nazistas produziram pins semelhantes (com a mesma flor) para fins próprios (incentivar a população a fazer doações para o exército alemão), o que inviabiliza a tese de que se tratava de um símbolo exclusivo de resistência maçônica. A repressão nazista à Maçonaria concentrou-se na dissolução de Lojas, confiscos de patrimônio e prisões sistemáticas.

Após a guerra, os maçons resgataram os pins fabricados em 1926 (milhões deles) e passaram a utilizá-los como símbolo de renascimento da Ordem. Na Inglaterra, atualmente, eles são presenteados a Mestres-Maçons. Em suma, a flor era usada antes do conflito como emblema de uma campanha filantrópica, mas não há comprovação de que tenha funcionado como símbolo clandestino de identificação durante a ocupação nazista. Trata-se de um mito que se popularizou entre os maçons.

Para saber mais, adquira o livro MITOS E FATOS MAÇÔNICOS (link na Bio).

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

TRAJE DO VENERÁVEL MESTRE NAS SESSÕES

Em 26.06.2026 o Respeitável Irmão Rodrigo Lopes Rocha, Loja Acácia do Vale do Urucuia, 2100, REAA, GOB MINAS, Oriente de Buritis, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos.

 TRAJE DO VENERÁVEL

Sirvo-me do presente para perguntar ao Irmão sobre a obrigatoriedade do Venerável Mestre usar terno em Sessões Ordinária. Realmente é uma obrigação inerente ao cargo, ou devemos seguir como está no Ritual inclusive para o Venerável, permitindo a ele o uso do Balandrau?

Certo da sua atenção e instrução, despeço-me com um TFA.

CONSIDERAÇÕES:

Como alude o RGF no seu Art.º 110, nas sessões magnas os maçons estarão trajados conforme o Rito [...]. No § 1º deste mesmo Art.º está escrito que nas sessões ordinárias admite-se o uso do Balandrau (conforme o Rito).

Assim, no Ritual de Aprendiz do REAA está previsto que nas sessões magnas os maçons devem impreterivelmente se apresentar trajados “com terno preto, ou azul marinho, camisa branca, etc.” Nas sessões ordinárias “admite-se o uso do balandrau negro, talar [...]”.

Por conta disso, no REAA o Venerável Mestre, nas sessões magnas, tal como os demais Irmãos deve se apresentar trajado de acordo com a legislação, ou seja, usando terno preto ou azul marinho, etc., enquanto que nas sessões ordinárias, se ele quiser, pode se apresentar vestindo balandrau.

Como no REAA não é obrigatório o uso de terno pelo Venerável Mestre nas sessões ordinárias, ele, como todos os demais, nas "sessões magnas" se apresenta vestindo terno, enquanto que nas "sessões ordinárias", se for do seu gosto, ele pode perfeitamente fazer uso do balandrau.

Uma observação - o balandrau, como traje maçônico, deve ser negro, talar (até os tornozelos), manga comprida, fechado no colarinho e sem inscrições. Com ele, o maçom deve se apresentar usando calça preta ou azul marinho, sapatos e meias pretas. Não se admite o uso de tênis ou similares.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.brper

ROBERT SENGSTACKE ABBOTT


Robert Sengstacke Abbott (St. Simons, Estados Unidos, 24 de dezembro de 1870 – 29 de fevereiro de 1940, Blue Island, Estados Unidos) foi um escritor, jornalista, editor, cantor, advogado e empresário americano.

Filho de pais libertos, que haviam sido escravizados antes da Guerra Civil Americana. Fundou “The Chicago Defender” (1905), que se tornou o jornal de propriedade de um afro-descendente com a maior circulação do país. Considerado o mais importante do seu género, fazia campanha contra a violência e incentivava os afro-americanos do Sul dos Estados Unidos a estabelecerem-se no norte, sendo o maior incentivador da “grande migração”.

Seu pai, Thomas Abbott, morreu quando Robert ainda era bebê, e sua mãe viúva, Flora Abbott (nascida Butler), conheceu e casou-se com John H.H. Sengstacke, mestiço de origem incomum que havia chegado recentemente aos EUA, vindo da Alemanha. Abbott recebeu sua educação inicial na escola e na igreja de seu padrasto, e concluiu “high school” no Beach Institute em Savannah. Cursou a Claflin University na Carolina do Sul, e mais tarde estudou a área de impressão no Hampton Institute, (agora Hampton University).

Durante seu período em Hampton, cantou como tenor no “Hampton Choir and Quartet”, que viajou por todo o país como um dos grupos vocais mais renomados da nação.

Foi iniciado na Maçonaria em 1906, na “Oriental Lodge” N° 68 (Prince Hall Freemasonry), em Chicago, Illinois.

Fonte: Instgram_Maçonaria e Artes

REFLEXÕES PESSOAIS

Ir∴ Luiz Felipe Brito Tavares
AM da Loja Luz do Planalto nr. 76 (GLSC) São Bento do Sul – SC

Quando a mudança se faz ordem e quando a complexidade se faz unidade?

Tudo muda de fato, mas porque algumas mudanças obedecem a eixos específicos permitindo o surgir da ordem?

A ordem permite a complexidade, mas como tal complexidade ordenada se torna lócus para o surgir de uma entidade una?

O que permite a elementos constituintes do universo poderem sincronizar seus movimentos?

Partículas subatômicas são compostas pela interação dinâmica de partículas elementares chamadas de quarks.

Átomos são compostos pela dinâmica e harmônica interatividade das partículas subatômicas.

Os átomos interagem, permutando suas energias em composições chamadas de moléculas.

Moléculas que se encaixam são a base da vida orgânica.

Células se associam e interagem permitindo o surgir de organismos complexos.

Organismos complexos passam a serem constituídos por órgãos especializados.

Órgão cerebral altamente complexo permite o surgir da mente no ser humano.

Organismos complexos se estabelecem em comunidades formando desde colônias até em sociedades.

Poderíamos elucubrar e dizer que tais complexidades possuem um eixo em comum? Um eixo que lhes permite o compartilhar?

Tal eixo permite o equilíbrio dinâmico da estrutura. Permite a conservação de energia.

Mudanças caóticas não duram, pois não conservam energia.

Mudanças que seguem um ritmo comum preservam energia e tornam a complexidade possível.

O que torna comum?

Um princípio equivalente permitindo eixos de sincronia e sinergia?

Poderíamos pensar em uma compatibilidade inicial permitida pela simetria de condições geradoras. Porém e depois com o evoluir da complexidade em patamares que se distanciavam da simplicidade elementar do começo?

Podemos dizer que as forças se associam em vetores. Da mesma forma poderíamos dizer que os eixos de equilíbrio podem suportar níveis cada vez maiores de complexidade?

Não pretendemos aqui esgotar o assunto, porém já podemos pressupor um sentido presente.

Relativamente à segunda pergunta, o que permitiria a complexidade a formar uma estrutura com características finais de unidade?

Uma estrutura complexa reage como um todo ao meio que o cerca, como se dotada de um eixo central mantenedor da coesão.

Existem muitas unidades compostas por complexidades como já referido no início, mas o que permite que a coexistência de mudanças tome o aspecto de uma inteireza?

Todos os elementos da complexidade compartilham elementos, possuindo mesmo um centro identificável, mas com bordas que se misturam em comunidade, formando elos verdadeiros.

Vórtices múltiplos de movimento compartilhando suas energias. Vibrações sincrônicas criando um acorde estável.

Existe então no universo uma ligação entre todas as coisas? E elucubrando uma coerência subjacente?

Tentamos sempre dar um sentido ao ambiente que nos cerca para podermos interagir de forma eficiente e de modo a preservarmos não apenas nossa complexidade, mas nossa coerência.

Muitos dirão que nosso universo tende a entropia, mas mesmo dentro deste cenário aparentemente desolador, a complexidade emerge e evolui.

Hoje se concebe a possibilidade que a expansão de nosso universo leve tudo ao zero absoluto, ou seja, à ausência de movimento ou vibração.

Porém da mesma forma se conjectura que nosso universo é apenas uma pequena bolha flutuando em uma grande massa de bolhas que se formam a todo instante.

Diria eu em minha percepção limitada que nosso universo é apenas uma onda a percorrer uma superfície sem fim, uma onda dentre infinitas ondas. Ondas a formar um cortejo de infindos vórtices que surgem e desaparecem no dorso de sua esteira.

Ondas vêm e vão, descortinando as possibilidades latentes. Porém tais possibilidades surgiriam com as ondas ou seriam imanentes ao leito infinito que alberga as vagas?

Quantas camadas teria este oceano absoluto?

E tais prováveis camadas estariam também interligadas?

Um universo como o nosso que descortina o sentido e a coerência não atenderia a sentido e a coerência ainda maiores?

De fato o que vemos é apenas uma infinita parte do grande Iceberg.

Fonte: JBNews - Informativo nº 323 - 17 de Julho de 2011

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

MÃO DIREITA

Em 26/06/2026 o Respeitável Irmão José Cláudio Furquim, Loja Estrela Cambuiense, REAA, GOB MINAS, Oriente de Cambuí, Estado de Minas Gerais, pede explicações para o seguinte:

MÃO DIREITA

Existe orientação no REAA de qual mão é usada para depositar o óbolo na bolsa do tronco de beneficência?

CONSIDERAÇÕES:

No REAA é regra consagrada o uso da "mão direita" em diversas práticas da ritualística maçônica.

Assim sendo, tal como os sinais penais e os gestos de aprovação, os de empunhar o malhete e a espada, etc., também é a mão direita que deposita o óbolo ou as propostas e informações na respectiva bolsa.

Especificamente, no que diz respeito à coleta do Tr∴ de Benef∴, em pé ou sentado, é sempre a mão direita fechada que é introduzida no recipiente, e retirada aberta.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.brper

MINUTO MAÇÔNICO - 32

O INICIADO

1º - Quando vossos olhos se abriram para a verdadeira luz, uma infinidade de objetos, novos para o nosso entendimento, atraíram a vossa atenção.
2º - As diversas circunstâncias que rodearam a vossa recepção, as provas a que fostes submetido, as viagens que vos fizeram efetuar e os adornos do Templo em que vos encontrastes, tudo isso reunido deveria ter excitado a vossa curiosidade e, para satisfazê-la não há outro caminho senão o da busca do conhecimento e da Verdade.
3º - A Maçonaria, cuja origem se perde na noite dos tempos, teve sempre por especial escopo agremiar todos os homens de boa vontade que, convencidos da necessidade de render sincero culto à virtude, procuram os meios de propagar o que a doce e sã moral nos ensina.
4º - Como esses homens desejam trabalhar nessa obra meritória, com toda tranqüilidade, calma e recolhimento, reúnem-se para isso nos Templos Maçônicos.
5º - Os verdadeiros maçons trazem constantemente na sua memória, não somente as formas gráficas dos símbolos maçônicos, como, e muito principalmente, as grandes verdades morais e científicas que os mesmos representam. Sejamos então todos Verdadeiros.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

LIVRE E DE BONS COSTUMES

A obrigatoriedade de um candidato a Maçon (e posteriormente, continuar a …) ser livre e de bons costumes, remonta à época da fundação da Maçonaria Especulativa, no século XVIII, época do Iluminismo. Essa mesma obrigatoriedade é um dos Landmarks que regem a nossa Augusta Ordem e na sua observância e cumprimento dos mesmos, garante a Regularidade Maçónica à nossa Muito Respeitável Obediência (GLLP/GLRP).

Quanto à premissa de “ser-se livre”, deve-se ao fato de à época, ainda existir a escravatura em vários locais do globo e como tal, para se ser iniciado era necessário ser-se “livre”, isto é, não ser “pertença de ninguém”. É claro que hoje em dia, essa obrigatoriedade não se põe, apenas se mantém essa premissa devido ao enorme simbolismo que a mesma acarreta. Porque hoje em dia todos somos pessoas livres. Só não o é quem se encontrar detido devido ao cumprimento de penalização criminal, e se encontrar-se nessa condição, logo não será iniciado.

Também quando se diz que o candidato deve ser livre, ele deve ser livre de dogmas e ter uma mente aberta. Livre de dogmas porque lhe permite discutir, debater; e ter a mente aberta, porque isso lhe proporcionará a interpretação da vasta simbologia inerente à Maçonaria.

Em Maçonaria, costuma-se dizer que se deseja um “Homem Livre”, pois é do entendimento da Ordem, que o homem não deve estar submetido a vícios e paixões tais, que o prejudiquem ou condicionem a sua própria vontade; sendo que por isso mesmo, um dos trabalhos do Maçon, é “vencer as suas paixões…”.

E essa submissão da vontade, é apenas a vontade de aprender, de se tornar melhor pessoa, seguindo os costumes e preceitos da Arte Real. Em nada lhe é retirada a sua liberdade ou condicionada a sua opinião.

Mas também como livre se poderá entender por alguém que se consegue sustentar, que consegue cumprir com as despesas habituais em Maçonaria, com ações de solidariedade e caridade, tronco da viúva, com quotas e paramentos, etc, sem com isso prejudicar o sustento da sua família. Por isso livre, de liberto de condicionalismos financeiros que prejudiquem ou penalizem a sua família pelo fato de ser Maçon.

Os “bons costumes”, são (quase) como uma obrigação para se viver em liberdade e cidadania na nossa Sociedade. Logo, a Maçonaria que se quer como uma instituição que atua na Sociedade Civil, através dos bons exemplos de conduta dos seus membros, aproveita e exalta a sua moralização de costumes.

Sendo que por “bons costumes” entendamos a observância e cumprimento de bons princípios e preceitos morais e sociais, boa retidão da conduta pessoal, o respeito e a tolerância pelo próximo e pelas suas ideias, o respeito pela Família, ser um bom trabalhador….

Enfim, tudo o que se quer como características pertencentes a um “Homem Bom”.

E à Maçonaria interessa ter nas suas fileiras homens assim… “livres e de bons costumes”, os outros são dispensáveis…


Nuno Raimundo
Publicado no Blog Pedra de Buril em 14 de Abril de 2011

terça-feira, 3 de novembro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

MESTRE DE BANQUETE

Em 24.06.2026 o Respeitável Irmão Davi Hackbart Covalesky, Loja Estrela do Sul, 84, REAA, GOB-RS, Oriente de Bagé, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a questão seguinte:

MESTRE DE BANQUETE

Mais uma vez venho buscar orientações sobre uma questão que, a bem da verdade, até a última Sessão de minha Loja, ainda não havia me ocorrido. No caso de um Mestre de Banquetes (e, talvez, juntamente com seus auxiliares), que esteja fora do Templo confeccionando o Ágape à espera dos Irmãos que estão trabalhando ritualisticamente no templo... Desde que a Loja esteja trabalhando no Grau em que se encontram estes Irmãos eles habitualmente assinam o nosso Livro de Presenças (isso seria até uma primeira dúvida); No caso de, por exemplo, uma Elevação ou Exaltação em que Aprendizes estejam auxiliando na confecção do Ágape, daí eles não assinam o livro.

De qualquer forma, em algum momento há a circulação do Tronco de Beneficências e me ocorreu perguntar se: 

1. o responsável pela coleta vai ao encontro daqueles Irmãos?

2. em que momento do giro ritualístico isso ocorre?

Habitualmente não realizamos esta coleta, mas resolvi perguntar para o caso de aprender mais sobre o assunto e, talvez, corrigir algo que esteja errado.

CONSIDERAÇÕES:

De fato, eu desconheço qualquer procedimento nesse sentido. 

Como os demais, o cargo de M∴ de Banq∴ tem o seu lugar reservado dentro do templo, o que indica que ele literalmente deve estar presente nos trabalhos da sua Loja. Tanto isso é verdade que no título Planta do Templo, páginas 22 e 23 do Ritual de Aprendiz, REAA/GOB, o M∴ de Banq∴ senta-se na Coluna do Sul, ao lado do Arq∴. 

No meu ponto de vista, entendo que o titular do cargo de M∴ de Banq∴não tem o direito de assinar o livro de presenças sem que esteja participando dos trabalhos ritualísticos dentro da Loja, pois se assim fosse, isso provavelmente estaria previsto no ritual. 

Convém sublinhar que a função desse oficial, nomeado pelo Venerável Mestre, é organizar as atividades no salão de ágapes, delegando a serviçais profanos que preparem as refeições. Sendo assim, não tem cabimento que o M∴ de Banq∴, por dever de ofício, fique de fora dos trabalhos litúrgicos e mesmo assim assine o livro de presenças. Afinal, ele como obreiro da sua Loja tem que participar das sessões previstas, caso contrário ele não teria assento destinado previsto no ritual.

Caso a parte, com regras ritualísticas exclusivas, seria o Ritual de Loja de Mesa (Banquete Ritualístico).

Por fim, de modo geral é certo que só assinam o livro de presenças os IIr∴ que efetivamente estiverem participando de uma sessão maçônica em Loja.

Na questão do Tr∴ de Benef∴, somente participam da coleta ritualística os Irmãos que na prática estiverem dentro do templo trabalhando em Loja coberta - a sua circulação e coleta não prevê nenhuma atividade fora do ambiente das CCol∴ e do Oriente.

Quanto ao caso de abono de falta para Irmãos que estiverem preparando o jantar que será servido após o encerramento dos trabalhos no salão de ágapes, desconheço qualquer coisa nesse sentido. No dia da sessão, entendo que se a ocasião exigir, a Loja deve contratar serviçais para esse ofício e não dispensar IIr∴ da sessão para atuarem no preparo de refeições, e ainda abonar suas faltas.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ORDENS PARAMAÇÔNICAS