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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PELO SINAL OU PELA SAUDAÇÃO?

Em 01.08.2025 o Respeitável Irmão Carlos Alberto de Souza Santos, Loja Harmonia e Concórdia, 4418, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, solicita esclarecimentos para o seguinte:

PELO SINAL OU PELA SAUDAÇÃO

No ritual de Aprendiz, pag. 54 abertura dos trabalhos - A mim, meus IIr, pelo SINAL, pela Bateria, pela Aclamação.

No ritual de Companheiro, pág. 38 abertura dos trabalhos - A mim, meus IIr, pela SAUDAÇÃO, pela Bateria e pela aclamação.

No ritual de Mestre, pág. 62 abertura dos trabalhos - A mim, VVen IIr, pelo SINAL e pela bateria.

Eu entendo que independente do grau seria pelo SINAL e não como no grau de Companheiro, pela saudação.

APONTAMENTOS:

Como toda a Saudação é feita pelo Sinal, nessas circunstâncias compreende-se ser a mesma coisa.

  • Quem atende à determinação de: pelo Sinal, faz o Sinal Penal do Grau;
  • Quem atende à determinação de: pela Saudação, faz o Sinal Penal do Grau.

Assim, tanto as expressões de pelo Sinal, como de pela Saudação, procede-se com o Sinal Penal do Grau.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

EMILE NORMAN

Emile Norman, foi um conceituado artista plástico norte-americano, falecido em 2009 e célebre por sua versatilidade em esculturas, joias e painéis. Sua obra de maior destaque é o monumental "Endomural", uma impressionante composição que se estende pela parede sul do foyer do California Masonic Memorial Temple, em São Francisco. Esta peça, com suas dimensões colossais de 15 por 12 metros, é composta por 45 painéis que narram visualmente a história e as contribuições da Maçonaria para o desenvolvimento da Califórnia. Executada com uma técnica mista inovadora que emprega vidro triturado, acrílicos, tecidos, metais e até elementos naturais, a obra se destaca por sua paleta de mais de 180 tons, imprimindo uma experiência visual inesquecível para os milhares de visitantes do local e consolidando-se como uma das mais impressionantes expressões de arte pública da cidade, repleta de ricos simbolismos.

Apesar da profundidade e da precisão simbólica presentes no Endomural, é um fato curioso que o próprio Emile Norman nunca foi iniciado na Maçonaria. Para conceber uma narrativa visual tão autêntica e detalhada, que captura não apenas a história local, mas também a essência da jornada maçônica individual, o artista dedicou vários meses a um meticuloso processo de pesquisa e imersão. Ele mergulhou nos estudos da Fraternidade, decifrando seu vasto e complexo vocabulário de ícones e alegorias, o que lhe permitiu criar a obra sem ser um membro da instituição, demonstrando um notável comprometimento com a precisão histórica e filosófica.

Na imagem, Norman em seu estúdio em Big Sur com um painel destinado ao mural do California Masonic Memorial Temple.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

QUEM SOU EU? REFLEXÕES...

Ir∴ Hercule Spoladore
Loja de Pesquisas Maçônicas “Brasil” 
Loja Regeneração 3ª. em Londrina)

“NÃO CREIAIS em coisa alguma pelo fato de vos mostrarem o testemunho de algum sábio antigo;

NÃO CREIAIS em coisa alguma com base na autoridade de mestres e sacerdotes;

AQUILO, POREM, que se enquadrar na vossa razão, e depois de minucioso estudo for confirmado pela vossa experiência, conduzindo ao vosso próprio bem e ao de todas as outras coisa vivas:

A ISSO, aceitai como verdade; POR ISSO, pautai vossa conduta ! Çakia Muni ( Bhuda)

Sou um maçom repleto de grandes dúvidas existenciais. Em relação às religiões, filosofia, história e à própria doutrina maçônica, o meu pensamento é livre de quaisquer dogmas ou tendências. Mas mesmo assim procuro.. procuro e nem sempre acho as explicações que necessito. Sempre me imponho inúmeras objeções, produzo muitas perguntas tentando provar o contrário, até exaurir todas as possibilidades, reviro uma teoria ao avesso, não aceitando o que não passar pelo meu cuidadoso crivo intelectual, e pela experiência vivida.

Prefiro as várias verdades, misturando-se as doutrinas e usufruir exaurindo tudo o que interessa já que a Ordem permite pelo ecletismo que isto aconteça, me detendo especialmente nas incongruências, nos paradoxos, nas contradições e na relatividade geral de tudo que me cerca. Sou muito mais documental que místico.

Como vivo num mundo complexo e estranho, não aceito explicações simples, a não ser que realmente sejam simples quando sabemos que na maioria das vezes, as explicações são de fachada para se explicar algo que não se tenha explicação transparente e coerente.

Não sou fanático por coisa alguma. Tenho mais perguntas a fazer que respostas a dar.

Moro num país de contradições, no qual a República foi proclamada por um marechal, maçom e monarquista, e que estava doente, onde até hoje existem muitas mentiras e muitas meias verdades. Sobram poucas verdades puras. E esta República até a presente data não se assumiu como tal, pois ainda existe o privilégio de cor, raça, sexo, latifúndio e o poder sempre está nas mãos de uns poucos onde grassa a corrupção a violência e outros males que tanto intimidam os bons cidadãos. Isto não se enquadra na “res publica” idealizada por Cícero e tão sonhada pelo grupo de idealistas republicanos de 1870.

Adepto da democracia, da igualdade total dos cidadãos em deveres e direitos. Assim também atuo na Ordem. Por isso, não aceito a ucasse que como sabemos são decisões contaminadas por absolutismo intolerante, por sinal muito usado pelos chefes das Potências em função da “síndrome do poder” que, infelizmente costuma contaminar a maioria dos mandatários da Maçonaria brasileira.

No passado do meu presente, tenho saudades de um tempo que não vivi, aquele do “maçom livre em loja livre” onde era eleito venerável o homem mais bom, mais sábio, e o mais competente do grêmio. Que pena que acabou esta linda fase da Maçonaria. Naquele tempo os maçons eram mais felizes.

Sou um teísta que crê na imortalidade da alma, e que as vezes tem uma compulsão para ser um deísta, tendo repentes de pensamento num Deus mais racionalista porem, acabo sempre me socorrendo no meu Deus pessoal mas, paro por aí. Prefiro acertar minhas dúvidas e súplicas espirituais diretamente com o Grande Arquiteto do Universo, sem necessariamente apelar a ele através dos intermediários, criados pela mente humana através das religiões, já que estas iludem o homem com promessas impossíveis, atendendo-os de forma enganosa e manipulada, justamente usando o seu desamparo e medo da eternidade.

Aceito os chamados Livros Sagrados religiosos como códigos de moral de um povo monoteista ou politeísta e não como sendo atribuídos às Divindades, ditados aos homens conforme as religiões fazem com que a maior parte da humanidade acredite. E esta minha postura é tranqüila e está voltada também com todo o respeito e consideração aos que pensam diferente de mim. Afinal, porque se fala tanto no numero dois, numero dos opostos, o número da Dialética?

Gosto de lutar contra falsos mitos. Sofro muito na Ordem por causa desta tendência.

Muito embora acredito que este seja o meu perfil mental e intelectual, ainda que suspeito por tentar fazer uma auto-análise, confesso que sou um sonhador. Sonho com o futuro, projeto-me no porvir, imaginando como será a Maçonaria, quando cairão por terra, muitas bobagens que atualmente somos todos obrigados a fingir que as estamos aceitando. Acredito no Homem bom, acredito no futuro da Humanidade. Isto significa que acredito nos maçons bons e eles sempre existirão para compensar as nulidades que ora existem na Ordem.

Tenho um ideal superior, o qual foi forjado por mim como uma busca incansável do meu aprimoramento e autoconhecimento. Enquanto eu peregrino lentamente por esta vida em direção a esta meta estão se apresentando inúmeras situações, todas elas importantes nas quais eu posso fazer descobertas maravilhosas.

Entendi que não posso desprezar uma partícula por menor que seja, um detalhe mínimo sequer para eu conseguir o que me proponho. Estou escapando aos poucos do cartesianismo e me envolvendo placidamente na aplicação humana, não subatômica, da Teoria dos quanta e da Relatividade.

Se eu tomar a Maçonaria como um todo, ela é complexa demais. Existem todas as matizes de idéias, de pensamento, de situações, enfim, uma parafernália total. É fácil um maçom se confundir neste marasmo intelectual, e se perder na sua busca interior.

Entendi que a Ordem não passa de uma escola, uma imensa sala de aula de vida, onde eu terei que extrair para mim mesmo, a essência de todos estes ensinamentos. Tenho que separar com muito cuidado o que há de bom. O longo caminho que estou percorrendo tem nuanças interessantes. Algumas vezes os passos que terei que dar serão fáceis e rápidos, outras vezes serão difíceis e espinhosos. As experiências vividas, ou a lições recebidas serão os degraus da minha Escada de Jácó. É uma escada de uma subida infinita. São milhões, o número de degraus a serem escalados.

Aprendemos mais nos nossos erros que nos acertos Não posso me deixar trair por sofismas, por falsas verdades por falsos ídolos. É um caminho de humildade interior a ser seguido. Não sei exprimi-lo com palavras. Tudo tem quer enquadrado meticulosamente. Há uma necessidade frontal de auto superação. Sempre terei que estabelecer um desafio, mesmo quando tenha conseguido superar o último de maneira vitoriosa. Não posso ser presunçoso, porque serei um fracassado. O caminho do autoconhecimento não tem fim.

Uma das características do cérebro humano é que ele funciona através de padrões de comportamento. Como na Maçonaria eu poderei estabelecer relação com um paradigma? Se cada adepto tem uma concepção, uma verdade, uma interpretação. Poucos falam a mesma linguagem. Será que existem tais padrões?

Acho que a Ordem quer, é isso mesmo. Que cada um descubra o seu próprio modelo e dentro do respeito à forma de pensar e agir de seu Irmão, e estabeleça o seu jeito próprio de ser maçom, ou seja terei que ser o protótipo de mim mesmo. É uma luta muito árida e árdua. Eu não devo basear-me em ninguém. Somente eu e o mundo. Eu e o infinito. Poderá ocorrer identidades ou coincidências de idéias e pensamentos ou forma de raciocinar com alguns poucos Irmãos. Serão meras semelhanças paralelas, mas de qualquer forma serão os nossos quase iguais. Por esta razão a Maçonaria, quando sentida, quando vivificada, ela fala muito perto por dentro de cada um. Cada qual fará a sua própria Maçonaria.

Entretanto não posso esquecer que o homem é um ser vulnerável e vicissitudinário. Ele é fraco e muda muito porque sempre está em crise, mas se mudar que o faça sempre para melhor, nunca para pior. Esta é a grande dúvida, saber, sentir e conhecer a diferença, eis a superação. Esta é a grande diferença.

Sei que sou imperfeito, grito no escuro querendo me conhecer mais, mas o eco não responde. Onde está o meu duplo Eu?, Onde está a minha dupla consciência? Quem sou realmente?

Sei que não sei. Porem o que aprendo é o meu legado o qual eu posso dividir sempre com o meu Irmão, se ele assim o quiser.

A Maçonaria é individualista? Claro que é. Os maçons não são iguais. Não existe ninguém igual a alguém. Todos são completamente diferentes. Então qual seria o ponto de aproximação? A Iniciação? Nem ela mesma torna os Irmãos iguais. Ela terá a ritualística igual para todos, mas o psique, de cada um terá uma maneira diferente de receber as mensagens iniciáticas, de acordo com o seu universo simbólico e sua sensibilidade. Então porque ainda subsiste a Ordem?

Não sei. Seria porque ela é mágica? Até hoje não sei o que é Magia. Aos que acreditarem em destino, poderia se argumentar que o Grande Arquiteto assim o determinou e estaria explicado. Mas, não para mim. É uma explicação muito simplista, não convence.

Será que os símbolos, cujos poderes imensos os maçons nem sabem avalia-los, os responsáveis pela perpetuação da Ordem? Seria a falsa ilusão dos graus superiores? Seria o status de ser maçom?

Há um mistério e um segredo, que não sei revela-los não sei decifra-los, porem a Ordem continua de pé. Talvez, o desafio desta busca incessante, seja a chama que me mantém perguntando, pesquisando e estudando. Mas quem me responderá? Algum Mestre Superior? Não, ninguém responderá. A resposta está dentro de mim mesmo. Eu terei que procura-la. Sei que o esforço será muito grande mas as respostas sempre estarão dentro de cada um.

E sempre repleto de dúvidas continuarei gritando no espaço, mesmo que ninguém ouça:

QUERO SER UM LIVRE-PENSAAADOOORRR...

Fonte: JBNews - Informativo nº 295 - 18.06.2011

domingo, 18 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

AUTORIDADES ESTADUAIS E OUTRAS QUESTÕES DE RITUALÍSTICA

Em 01.08.2025 o Respeitável Irmão Gustavo Seiji Sendoda Weinmann, Loja Acílio Cândido Ventura, 3569, REAA, GOB -SP, Oriente de Ilha Comprida, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos para o que segue:

CARGOS ESTADUAIS, E OUTROS

Como de costume, tenho algumas dúvidas e gostaria de saber se o irmão pode me ajudar.

1. Autoridade

1.1 Existem irmãos que possuem cargos no GOB e GOB/SP que não estão elencados nos artigos 217 a 221 do RGF e gostaria de saber como faço para saber o tratamento adequado a esses irmãos, isto é, se devo tratá-los como "Respeitáveis" ou com algum pronome de tratamento (Ilustre, Venerável, Poderoso, Eminente, Sapientíssimo ou Soberano) das 6 faixas existentes. Por exemplo, cargos como Assessor Especial do Gabinete do Grão Mestre Geral (GOB) e Assessor Distrital de Relações Internas da Xª Macrorregião (GOB-SP), os seus detentores devem ser tratados de que forma? Como saber o tratamento se não encontro esses cargos/títulos em nenhuma das 6 faixas existentes no RGF?

1.2 Se um Irmão de Loja possui um desses cargos, por exemplo o de Assessor Distrital de Relações Internas da Xª Macrorregião, devo tratá-lo como autoridade ou como mero obreiro da Loja? Se ele estiver trajado com o colar e avental do cargo que ocupa, faz diferença nesse tratamento? Eles são obrigados a utilizar o avental e joia do cargo em todas as Sessões? E se não utilizam, devo tratá-los como autoridade ou não?

2. Irmão Atrasado

2.1 Segundo o ritual, quando um irmão chega atrasado ele dá a batida de aprendiz por fora da porta e aguarda. Caso não seja possível o seu ingresso nesse momento, o cobridor bate igualmente pelo lado de dentro (deixando claro que sua presença foi percebida, mas que ainda não pode ingressar no templo). A minha dúvida é quem seria o responsável por determinar o momento ideal para ser autorizada a entrada do irmão atrasado, é o Cobridor ou o Venerável Mestre que possui a iniciativa?

3. Substitutos

3.1 Se o Venerável M faltar, o seu substituto é o 1º Vigilante e o 2º Vigilante substitui o 1º Vigilante e o 2º Experto substitui o 2º Vigilante. Mas e no caso de 2 desses faltarem? Por exemplo: o Venerável Mestre e o 2º Vigilante faltam. O 1º Vigilante substitui o Venerável Mestre e o 2º Experto substitui o 1º Vigilante? Se isso estiver correto, quem substitui o 2º Vigilante? Existe alguma regra ou podemos apenas substituir com qualquer mestre?

4. Transformação de Loja

4.1 É possível a leitura de trabalhos de Companheiro em Loja de aprendiz caso o templo seja coberto aos Aprendizes ou deve-se sempre transformar a Loja para a leitura do trabalho?

4.2 Do mesmo modo, é possível telhamento ou apresentação de instrução de Companheiro em Loja de Aprendiz (desde que o templo seja coberto aos Aprendizes)?

5. Questão de Ordem

5.1 A quem deve ser dirigida a questão de ordem? Se um obreiro da coluna do norte, por exemplo, possui uma questão de ordem, deve se dirigir ao Vigilante de sua coluna, ou diretamente ao Venerável Mestre?

5.2 Caso seja ignorado o pedido de questão de ordem ou a fala cassada durante a exposição de seus motivos, o que o obreiro pode fazer?

5.3 Quando for apresentar suas razões a respeito da questão de ordem, deve-se seguir o protocolo para se dirigir a Loja ou pode falar diretamente?

6. Uso da Palavra

6.1 Caso eu faça uso da palavra em minha coluna e após minha fala outro irmão faça uso da palavra, posso falar novamente depois deste irmão (caso a palavra ainda esteja em minha coluna)?

6.2 Caso diversos irmãos de uma mesma coluna queiram fazer uso da palavra, existe uma ordem a respeito de quem fala primeiro ou é o Vigilante que decide a ordem de fala?

Peço desculpas pela quantidade de perguntas, mas durante os trabalhos nas Sessões vão surgindo situações que provocam as mais diversas dúvidas e que na hora ficamos sem respostas. Desde já, agradeço por sua atenção e parabenizo imensamente por sua inciativa e disposição em ajudar os irmãos com muita paciência e sabedoria.

CONSIDERAÇÕES:

  1. Assuntos relativos a cargos criados pela Obediência Estadual deve ser por ela respondido. Me limito a seguir o RGF, portanto essa questão não é da minha alçada. Sem ferir o RGF, a Obediência Estadual é quem deve prestar esses esclarecimentos.
  2. O Cobridor Interno, em momento propício, sem interferir no andamento ritualístico dos trabalhos, informa ao Vigilante, e assim sucessivamente até que a informação chegue ao Venerável Mestre, quando então ele, o Venerável, solicita diretamente ao Cobridor Interno que veja quem assim bate.
  3. O Segundo Experto nunca substitui o 1º Vigilante, do mesmo modo que o 2º Vigilante também nunca substitui o Venerável Mestre. Conforme o RGF, o 2º Vigilante é apenas o substituto do 1º Vigilante. Conforme menciona o ritual vigente do REAA, o 2º Experto somente aparece como substituto o 2º Vigilante. A bem da verdade, se dois dos três eleitos para dirigir a Loja faltarem, o melhor seria nem mesmo abrir a sessão. Mas como isso não está bem claro nos regulamentos, no caso da sua pergunta, o 2º Experto ocupa o lugar do 2º Vigilante, o 1º Vigilante permanece no seu lugar e o Mestre Instalado mais recente da Loja assume o lugar do Venerável Mestre faltoso. Estas são suposições, portanto cabe à Loja resolver a questão com bom senso. O que não dá é para escrever regras para todas as eventuais situações que possam vir a ocorrer.
  4. Tem que transformar a Loja. O mais recomendável e apresentar trabalhos de acordo com o Grau em que ela foi primitivamente aberta. O mesmo ocorre com as instruções. Criar situações não previstas no ritual, por quê?
  5. Ora, a Loja deve se programar para que tudo ocorra de acordo com o Grau em que a Oficina fora aberta, afinal, a Loja deve ter um calendário aprovado pela própria Loja. Afinal, o que estiver aprovado é para ser cumprido.
  6. As regras para apresentação de trabalho para aumento de salário, estão previstas no RGF, Artigos 35 e 36.
  7. Este não é um assunto propriamente de ritualística. Questões de ordem devem ser resolvidas pelo Venerável e pelo Orador. A Secretaria Geral de Orientação Ritualística não tem como escrever regras para estas possíveis situações.
  8. Se a palavra ainda estiver na Coluna, é possível pedir ao Vigilante. Caso ela tenha passado, seu retorno dependerá de autorização do Venerável Mestre, via Vigilante.
  9. Ressalte-se que o ideal é o obreiro falar na sua vez, e pronto. Em prol do bom desenvolvimento dos trabalhos, é preciso que se evitem situações como esta.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

A CONCENTRAÇÃO

É a fixação de todas as forças mentais, dirigidas para determinado ponto.

Em maçonaria, inexiste atos de concentração, mas sim de meditação; a diferença entre esses dois consiste em que a meditação é conduzida de modo natural, sem esforço mental; na Cadeia de União, a meditação conduz a mente paras seu "interior", de modo suave e imperceptível.

Para a hipnose, usa-se a concentração do paciente, o que vem comprovar a diferença.

Para a maçom ingressar em meditação, basta fechar os olhos e o desejo; de imediato a mente é ativada e, "solta", viaja para qualquer ponto, desejado ou não.

A concentração decorre de um esforço prolongado para dirigir o pensamento a um ponto definido; na hipnose, a finalidade da concentração é que o paciente caia em sono, inicialmente leve, para em seguida ser profundo; o comando para a prática de atos como o de não sentir dor, de não fumar ou de libertar algum membro semiatrofíado, é dado quando o paciente se encontra em profundo sono.

A concentração causa cansaço, enquanto a meditação alívio.

Dentro da Loja, o maçom deve procurar afastar-se de atos de concentração, pois os resultados seriam negativos.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 98.