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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

terça-feira, 3 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SAÍDA TEMPORÁRIA DOS TRABALHOS

Em 09.10.2025 o Respeitável Irmão que se identifica apenas como Tonetti, Loja Guaicurus, 4317, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado Do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos:

SAÍDA TEMPORÁRIA

Peço orientação ritualística quanto a saída temporária do Templo, uma vez que o ritual página 43 fala em entrada e saída do oriente e entrada formal ou saída definitiva do templo, porém não fala sobre o procedimento para se ausentar temporariamente e seu retorno ao templo. Gostaria de saber:

1) A quem pedir dentro do templo (Vigilante da Coluna ou diretamente ao Venerável).

2) Uma vez autorizado saída, é preciso ser conduzido pelo Mestre de Cerimônia. Deve cumprimentar o Venerável.

3) Quando da entrada temporária tem que cumprimentar somente o Venerável ou as Luzes. Deve ser conduzido ao seu lugar pelo Mestre de Cerimônia ou não.

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente, vamos combinar que não há necessidade de se introduzir no ritual um período ritualístico para suprir as diversas situações que levam um Irmão a se retirar temporariamente do Templo.

Para isso, o Venerável Mestre tem poder e competência para conduzir as diversas situações ritualísticas que porventura possam advir durante os trabalhos.

Vamos às respostas:Quem estiver nas colunas, obviamente pede para o Vigilante respectivo. Este, por sua vez, solicita ao Venerável Mestre, o qual poderá ou não autorizar a saída temporária. Quem estiver no Oriente, pede autorização diretamente ao Venerável Mestre.

Sim, a despeito de que uma das funções do M∴ CCer∴ é a de ser o condutor nos trabalhos da Loja. Nesse caso, como a retirada é temporária, não há o porquê de o retirante, ao sair da Loja, prestar alguma saudação.

De retorno ao Templo, sendo conduzido pelo M∴ de CCer∴, o retirante volta aos trabalhos. Nessa condição, o Ven∴ Mestre deve dispensar as formalidades, isto é, sem marcha e saudação às Luzes.

Concluindo, existem várias outras situações nesse contexto que poderão vir a acontecer, portanto, à vista disso não há como registrar todas elas no ritual. O Venerável Mestre, como condutor dos trabalhos. certamente tem aptidão para tomar as providências cabíveis, evitando os excessos de preciosismo que, ao contrário de abrilhantar a sessão, apenas atrapalha a fluidez e a beleza dos trabalhos.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

EVOLUIR É UM DEVER

Jose Ricardo Salgueiro Castro

Na Maçonaria, cada passo dado no caminho da Luz carrega um compromisso silencioso com a própria consciência. Evoluir não é um favor concedido pelo tempo, nem um privilégio reservado a poucos. É um dever assumido no momento em que o homem decide lapidar a própria pedra bruta e se tornar, a cada dia, mais justo, mais reto e mais verdadeiro.

A iniciação não nos concede títulos. Ela nos impõe responsabilidades. Cada grau recebido amplia não o ego, mas a obrigação moral de viver aquilo que professamos em Loja. Evoluir é vigiar os próprios pensamentos, corrigir as próprias falhas e agir no mundo com a mesma retidão que juramos no Templo. Não há grandeza sem disciplina, não há honra sem consciência, não há luz sem esforço.

Ser maçom é compreender que o trabalho mais importante não se realiza com ferramentas visíveis, mas no íntimo do caráter. O silêncio do Templo nos ensina que o verdadeiro progresso não se ostenta. Ele se manifesta na conduta, no respeito ao próximo, na firmeza diante das provas e na humildade de reconhecer que sempre há algo a aprender.

Quando afirmamos que evoluir é um dever, reafirmamos a essência da Ordem. Somos chamados a ser exemplos, não por vaidade, mas por responsabilidade. Cada atitude, cada palavra e cada escolha refletem o compromisso assumido diante do Grande Arquiteto do Universo.

Que jamais nos acomodemos. Que a busca pela melhoria interior seja constante. Porque na Maçonaria, evoluir não é uma conquista pessoal. É uma missão. E toda missão exige consciência, caráter e fidelidade aos princípios que nos unem como Irmãos.

Fonte: Facebook

segunda-feira, 2 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

DELTA - NO RETÁBULO OU NO DOSSEL?

Em 09.10.2025 o Respeitável Irmão Gilbert Povidaiko, Loja Fraternidade Acadêmica Guarulhos, 3253, GOB-SP, REAA, Oriente de Guarulhos, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos para o que segue:

DELTA NO DOSSEL

Tenho visto em quase a totalidade dos Templos que visito, uma representação "dobrada" do Criador: o Olho da Providência, dentro do Delta Radiante, no retábulo, e um outro Delta, com o IOD, mas na parte central e frontal do dossel (vide anexo ilustrativo).

O Ritual vigente nada diz sobre essa decoração no dossel, o que me leva a crer ser desnecessária. Numa futura reforma, devemos retirá-la? E em se tratando do REAA, o Delta Radiante do retábulo ficaria mais de acordo com a premissa deísta do rito com o IOD ao invés do Olho? Grato por antecipação.

CONSIDERAÇÕES:

No tocante ao Delta fixado na parte frontal do dossel, de fato este símbolo não consta no ritual vigente. Na verdade, ele é uma reminiscência de anacronismos encontrados em velhos rituais.

Sobre o Delta Luminoso, previsto pelo Ritual de Aprendiz no título Disposição e Decoração do Templo, página 15, somente é mencionado um Delta, o que fica no Retábulo do Oriente. Nada consta sobre Delta fixado no dossel.

Cabem ainda outras observações sobre o Delta. O REAA é um rito deísta de nascimento (deísmo francês), não obstante, por questões históricas, ele também carregue consigo um forte apelo teísta, herdado, principalmente da Grande Loja dos Antigos (1751). Ambas as vertentes influenciaram a construção, em 1804, do seu primeiro ritual para o simbolismo, na França.

No tocante aos símbolos que se encontram no interior do Delta, temos a letra hebraica IÔD, ou mesmo o TETRAGRAMA inteiro – ambos são símbolos de conotação teísta, hauridos, principalmente, da vertente inglesa de Maçonaria. Há ainda o Olho Onividente, ou do Criador (Providência) – este de conotação deísta, haurido do racionalismo francês.

Tudo isso acabou se misturando na construção da doutrina do REAA no século XIX, razão pela qual acabariam aparecendo na decoração de muitos templos do escocesismo.

De tudo, o fato é que o Delta (triângulo equilátero), com a letra hebraica IÔD, com o TETRAGRAMA, ou como o Olho Onividente é, em qualquer caso, o símbolo do CRIADOR na Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A BIBLIOTECA RIVADAVIA E A MAÇONARIA

Por Luciano J. A. Urpia

Em 27 de maio de 1907, era inaugurada a primeira biblioteca pública do Território de Neuquén (Na Argentina). Batizada de "Rivadavia", ela começou com 500 livros e funcionava apenas duas horas por dia, em uma sala do prédio do governo. Por trás dessa iniciativa, estavam nomes preeminentes da comunidade, como o governador Carlos Bouquet Roldán e Eduardo Talero. O que os unia, porém, ia além do civismo: todos eram maçons.

A fundação da biblioteca não foi um ato meramente cultural, mas uma estratégia deliberada. De acordo com os arquivos do Museu Paraje Confluencia, os maçons viam naquele espaço um "Templo do Conhecimento", erguido em resposta direta ao que chamavam de "obscurantismo religioso". A inauguração da primeira igreja da cidade, em setembro daquele mesmo ano, acendeu um alerta. Temendo que dogmas impedissem a propagação da cultura livre e do pensamento crítico, eles se anteciparam, criando uma instituição para o conhecimento livre antes que uma visão única de mundo pudesse se tornar hegemônica.

Dessa forma, a Biblioteca Rivadavia foi concebida como uma instituição de princípios. Seu verdadeiro propósito, mais do que emprestar livros, era promover a autonomia do pensamento através do conhecimento, garantindo acesso à informação para formar cidadãos livres. Esta história revela como a Maçonaria, em seus primórdios na região, atuou para moldar o progresso intelectual, utilizando o livro como o instrumento fundamental.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE

Julis Orácio Felipe, M∴M∴ 
A∴R∴L∴S∴Jack Matl n 49
Or∴ Rio Negrinho – SC 

A crise trouxe para o mundo um pouco mais que o desemprego e o fechamento de empresas com conseqüências sociais. Trouxe o pós-crise. Numa avassaladora determinação de amenizar os vales nos fluxos de caixa pessoais e das empresas uma pressa e um ritmo frenético instalaram-se. Até então algo normal. Para recuperarmos terreno por obstáculos inesperados corremos mais. Todavia, nesta corrida em especial está havendo um importante fenômeno, a tentativa da comoditização do ser humano, da sua robotização e especialização.

Trata-se de uma orientação de eficiência e padronização, a fim de reduzir custos e despesas. Nada mais natural em se tratando de atividades empresariais, cuja função é manter-se viva pelo lucro gerando emprego e renda. O fenômeno, que parece inofensivo e natural, trouxe uma situação acessória evidente: a desumanização.

O ser humano está deixando de viver seu dia, observar os detalhes que acompanham a sua vida, tornando-se embrutecido e beligerante.

A felicidade consiste em viver o presente em toda sua plenitude. Como disse Honoré de Balzac, em sua descomunal obra O Pai Goriot, “o parisiense não vê mais a torre Eifell”.

Não vivemos mais o nascer e o por do sol, o cantar dos pássaros pela manhã, não apreciamos a chuva, não apreciamos o dia ensolarado, não cumprimentamos as pessoas e algumas vezes até os colegas de trabalho, não observamos a arte, a poesia, enfim, não vivemos realmente e por conta disso não somos felizes e o vazio existencial instala-se.

Tal vazio conduz, numa espiral descendente, ao vício, aos maus hábitos e ao desespero, que muitas vezes culmina com o uso de drogas e com a violência. Estamos nos isolando, fechando praças, eliminando espaços de convivência e traindo com isso nosso próprio bem estar atual e futuro. Como podemos então recuperar isso? O primeiro passo é reconhecermos que estamos num frenesi desmedido, conhecendo-nos como dizia o filósofo Sócrates (nosce te ipsum – conhece a ti mesmo) e, conscientes, ajustarmos nosso comportamento pela nossa livre vontade. O segundo passo é um retorno a sacralização das coisas da natureza e seus detalhes. Conforme dito por um pensador, Deus está nos detalhes. O terceiro passo é apoiar-se na beleza, traduzida nas artes de maneira geral.

A força, a pujança e a sabedoria sem a beleza não fazem do Homem a verdadeira imagem e semelhança do Criador, porque ele não criou as coisas brutas e sim com detalhes enriquecedores. Deus não foi utilitarista, se tivesse sido, não seria Deus.

É um momento difícil que passa a humanidade, mas pode tornar-se ainda mais difícil se o Homem esquecer definitivamente que é uma centelha do espírito divino.

Fonte: JBNews - Informativo nº 299 - 23.06.2011