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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

BALANDRAU PARA APRENDIZES E COMPANHEIROS

Em 12/06/206 o Respeitável Irmão Aluízio Cerdeira, Loja Autora do Amazonas, 2445, REAA, GOB-AM, Oriente de Parintins, Estado do Amazonas, pede esclarecimento para o que segue:

BALANDRAU

O uso do balandrau no REAA é permitido aos Aprendizes e Companheiros em sessões Ordinária, exceto em sessões magnas? Apenas pra tirar a minha dúvida, embora acredito que seja permitido.

CONSIDERAÇÕES:

É como consta no Ritual de Aprendiz, REAA, 2024 vigente no GOB, página 33, primeiro parágrafo:

·         "Os Maçons, presentes às Sessões Ordinárias e, obrigatoriamente nas Magnas, estarão trajados de acordo conforme o Rito: terno preto ou azul-marinho escuro, sapatos, cito e meias na cor preta, camisa branca, gravata (preta, lisa sem ornamentos, modelo tradicional), podendo portar [...]".

Ainda nessa mesma página, no parágrafo seguinte consta:

·         "Nas Sessões Ordinárias (os grifos são meus), admite-se o uso do balandrau preto, com gola fechada, comprimento até o tornozelo (os grifos são meus) e mangas compridas, sem qualquer símbolo ou insígnias estampadas, desde que usado com calça, meias e sapatos pretos, não sendo permitido o uso de tênis ou de outros calçados similares (os grifos são meus)".

Conforme se pode ver nos textos acima retirados do Ritual, todos os maçons - AApr∴, CComp∴ e MMestr∴ - presentes às sessões ordinárias podem vestir balandrau, desde que obedeçam aos requisitos de vestuário acima descritos. 

Vale a pena lembrar que o uso de balandrau como vestuário nas sessões ordinárias é somente para ritos que o admitem, portanto, um maçom do REAA, seja ele um Apr∴, Comp∴ ou Mestr∴, quando em visita a outra Loja precisa ficar atento a esse particular, mormente porque existem ritos que não admitem o uso de balandrau. Há ritos que em qualquer sessão, seja ela ordinária ou magna, somente admitem o uso de terno.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PATRIAM RECUPERARE

Por Luciano J. A. Urpia

O "Patriam Recuperare" (não confundir com o "Movimento Patriam Recuperare") foi um grupo de resistência maçônica que atuou clandestinamente na França ocupada entre março de 1943 e a Libertação em 1944. Ele surgiu da reorganização do Comité d'Action Maçonnique (Comitê de Ação Maçônica), formado inicialmente em janeiro de 1941 para garantir a sobrevivência da Maçonaria, que havia sido dissolvida pelo regime de Vichy. O grupo estabeleceu uma ligação formal com o Conselho Nacional da Resistência (CNR) em 1943.

Em outubro de 1944, para manter seu reconhecimento pelo CNR, o grupo "Patriam Recuperare" constituiu um "Comitê Diretivo". Este comitê, na prática, era uma evolução do antigo Comitê de Ação Maçônica, agora com uma estrutura formal, presidida por Louis Lapicque. Foi esse comitê que garantiu ao grupo uma vaga na Assembleia Consultiva Provisória, consolidando seu status como organização oficial da Resistência.

Após a Libertação, em abril de 1945, o comitê fundou uma associação chamada "Patriam Recuperare". Nesse processo, o Comitê de Ação Maçônica fundiu-se definitivamente ao "Patriam Recuperare", que passou a representar, perante as autoridades, toda a rede de resistência maçônica (incluindo grupos anteriores como a LEF, o Círculo e a Liga). A associação foi criada para manter os laços fraternos entre os ex-combatentes e buscar o reconhecimento oficial do movimento como parte da Resistência Interna Francesa.

Para saber mais, acesse os "Artigos" no site www.masonica.com.br

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

NOÇÕES DE REALISMO FANTÁSTICO APLICADAS À MAÇONARIA

Autor: Ir∴ Hercule Spoladore
Loja de Pesquisas Maçônicas Brasil LONDRINA - PR

O Homem atual, parcialmente desperto do seu sono mental de milhares de anos, está um pouco mais liberado, mas ainda está preso aos grilhões de preconceitos, lendas, falsos mitos, crendices que foram programados no seu subconsciente há muitas gerações que ele as vem assimilando através de seu DNA. Ele começa lentamente a vislumbrar através de sua memória genética a experiência e a vivência de seus antepassados de milhões de anos, mas ainda está mal programado a respeito do Universo e de seu papel na natureza. A Terra tem sua idade estimada em cinco bilhões de anos.

O Homem quer saber a qualquer custo de onde veio e qual é o mistério da vida. E por isso ele especula muito. Foi criado aqui neste planeta a partir de um tronco comum com os primatas ou é oriundo de outros planetas, ou de habitantes de outros mundos mais evoluídos, que fizeram experiências genéticas a partir dos primatas existentes na Terra?

No momento atual há uma ansiedade uma verdadeira febre de procura das suas prováveis origens.

A razão principal desta tendência é porque a Ciência está tornando o Homem mais liberado de falsas morais, falsos deuses e crenças descabidas e assim ele está se programando para a grande e fantástica aventura cósmica. É claro que conhecendo o passado ignoto, será mais fácil antecipar o futuro maravilhoso que o espera.

Cada ser humano tem em sua mente uma verdadeira procissão de fantasmas mentais, no meio da qual caminha uma realidade desconhecida para ele.

Carl Jung em seu livro “O Homem e seus símbolos” penetrando ainda mais nas entranhas de mente humana refere que existem aspectos subconscientes na nossa percepção da realidade. Quando nossos sentidos reagem a fenômenos reais, as sensações auditivas e visuais são de certa maneira transpostas da esfera da realidade para o subconsciente e uma vez ai programados, se tornam psíquicos cuja natureza extrema é desconhecida, pois a mente não pode conhecer sua própria substância.

O status intelectual e moral atual no qual o Homem está inserido foi modelado pela Ciência no campo físico e por pensadores e filósofos no campo mental. O homem atual não é igual aos seus antepassados. Outros paradigmas estão sendo introduzidos. Tudo mudou.

Sabe-se que a civilização moderna foi construída sem o conhecimento de sua verdadeira estrutura intima. Embora idealizada pelo Homem ela não está de forma alguma bem ajustada à sua própria medida. O Homem não conhece o seu EU duplo.

O conhecimento interior é aquele que emana do seu próprio íntimo de sua forma intuitiva e natural, não seguindo raciocínios, conceitos teorias, ou qualquer outro processo mental. São os caminhos do autoconhecimento.

Muito embora a maioria dos maçons não saiba, mas este é o verdadeiro ponto crucial da Iniciação, apesar deste fato não ser propriedade da Ordem. Todas as outras entidades iniciáticas seguem este mesmo percurso.

Este conhecimento interior não deve ser confundido com o conhecimento comum adquirido através de livros didáticos, de aulas escolares, manuais etc.

O mundo desenvolveu-se ao acaso por iniciativa de homens-gênios a maioria por descobertas acidentais, amoldados à forma de ser de seus pensamentos, sem seguir uma metodização ou esquema racional.

Repentinamente houve um tremendo salto na Ciência. O Homem aceitou a desafio. Mas os homens de Ciência não tomam conhecimento para onde estão chegando ou para onde pretendem ir. São conduzidos pelo acaso. Cada cientista é um homem à parte guiado pelas próprias descobertas. As descobertas acontecem sem pevisão do que possam causar.

O Homem ainda está meio aturdido, meio tonto e parvo com tanta realidade, a qual chega às raias do fantástico.

No momento, o Homem quer aprender alguma coisa sobre civilizações extintas e entrar ao mesmo tempo entrar em contato com outros seres inteligentes do Universo. Explora como pode o cosmo, dentro de sua tecnologia ainda impotente em busca de outros mundos, pesquisa o próprio planeta em busca de novas verdades que possibilitem encontrar suas raízes. A atual ansiedade em pesquisar sobre a origem e desaparecimento dos dinossauros, nada mais é que a própria procura de si mesmo.

A Ciência, dentro do paradigma cartesiano e newtoniano é muito rígida e materialista. Admite uma experiência como fato comprovado após sua repetição centenas e milhares de vezes de maneira experimental e lógica, seguindo o esquema cientifico que ela considera como correto. Separou o homem de sua alma.

O que não consegue explicar, simplesmente abandona, põe de quarentena, não publica, nega simplesmente como no caso a teoria do caos, dos sistemas não lineares, e da mente humana, apenas para citar alguns exemplos.

E ainda assim muitos segredos em poder da Ciência que poderiam precipitar a evolução da humanidade foram mantidos secretos durantes milênios em favor de grupos, religiosos ou mesmo científicos, com receio de que a revelação pudesse causar catástrofes e o mundo fosse engolido por se inteirar destes conhecimentos. Mas em realidade este é um artifício, uma mentira, pois na verdade os segredos são mantidos seguros por interesses de grupos econômicos, científicos ou religiosos.

Um dos exemplos mais recentes é o mistério que o meio cientifico e teológico e outros exegetas estão fazendo com os manuscritos de Qunran - Mar Morto, descobertos em 1947, trazendo-os ainda escondidos. Resolveram agora recentemente libera-los para alguns estudiosos devidamente credenciados.

Sabe-se que foram introduzidas na Bíblia mais de trinta mil alterações. Ora, aqueles manuscritos escritos por essênios com seus textos ainda virgens de alterações por mais de dois mil anos, poderiam alterar o rumo das religiões, e poderia até mudar o rumo da própria civilização cristã.

Todavia, a Ciência que o homem conhece e a usa mal, pautada toda ela no paradigma newtoniano-cartesiano sofreu um impacto, ou seja, um pulo para o futuro, quando o conhecido se deparou com o desconhecido. Foi quando o antigo paradigma não mais explicou e nem pode prever resultados deste choque de interpretações e definições.

Foi quando a Física Quântica apareceu. Os cientistas entraram em contato com outra realidade. A Física quântica apresentou um aspecto da realidade fantástica que até parece ficção cientifica, pois as partículas estudadas podem estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo, ora sendo partículas físicas, ora ondas energéticas.

A Física Quântica é de probabilidades, pois nunca se saberá com certeza como uma coisa especifica vai acabar. Não se sabe o resultado.

A Física clássica é reducionista, pois parte da probabilidade de que só se conhecendo as partes de um todo, poderá se conhecer este todo.

A nova concepção a respeito do Universo é holística, pois o enquadra como um todo unificado, cujos segmentos ou partes se interconectam e se influenciam uma às outras, ou seja, mutuamente. Não separa o fenômeno do todo para estudá-lo.

Segundo Stuart Hamreroff existe dois tipos de leis governando o Universo. Um é explicado pela lei do movimento de Newton. Todavia o outro indo para a escala a nível do átomo uma série de leis quânticas assume o controle das ações.

Para complicar ainda mais o paradigma materialista surgiu um elemento até então considerado pela Física como um produto conseqüente da matéria, a mente humana, a qual seria apenas uma conseqüência da evolução e que após o cérebro morrer esta conseqüência desapareceria. Os novos estudos sobre a mente humana não se enquadram no paradigma cartesiano/newtoniano. É o palpar do impalpável. É a nova ciência do invisível.

Sabe-se hoje através das Neurociências e em especial dos estudos modernos da Parapsicologia Cientifica que a mente humana comanda tudo e ela não é um subproduto da matéria. Segundo a Parapsicologia ela se compõe do Consciente e do Subconsciente. O Consciente está diante da atenção. Ele pensa, analisa, compara raciocina, julga decide e compreende, isto é, ele desenvolve a capacidade racional do homem. O Subconsciente é a parte da mente que executa tudo o que acontece com o ser humano. É comparado a um robô, porque depois de programado ele age mecânica automática e autonomamente. Ele não discute se está certo ou errado. Simplesmente age, executando a programação que lhe foi imposta. Suas reações automáticas movem o corpo, movem o coração, ou seja, as emoções os sentimentos e movem a realidade. O Subconsciente uma vez programado e executará programa. Ele possui a capacidade de criar a realidade do ser humano. Ele precisa ser dominado pelo Consciente.

Outro fato fantástico a respeito do cérebro humano onde está situada a mente humana é a sua capacidade e sua complexidade anatômica e seu funcionamento. Números incríveis são mencionados.

Por exemplo: o cérebro é mil vezes mais rápido que qualquer computador mais rápido do mundo. O cérebro tem tantos neurônios quanto as estrela da Via Láctea, ou seja, mais ou menos cem milhões. O córtex cerebral tem cerca de sessenta trilhões de sinapses (conexão entre dois neurônios vizinhos). Um pedaço de cérebro do tamanho de um grão de areia tem cem mil neurônios e um bilhão de sinapses. O cérebro está sempre ligado, nunca desliga durante toda a vida. O cérebro se reestrutura continuadamente por toda a vida.

Fatos fantásticos. Parece imaginação, parece ficção, mas é a realidade fantástica que se exibe diante dos olhos dos humanos.

Diante destes conhecimentos atuais o Homem ficou mais ainda perdido com esta nova realidade. O maçom como homem está inserido nesta realidade fantástica.

A atual civilização é recente. Sabe-se mais ou menos que ela data de cinco mil anos atrás.

Mesmo sem ter havido os tais fins de mundo ou por água ou por fogo como pregam os falsos profetas, muitos povos nasceram, cresceram tiveram o seu apogeu e desapareceram. Esta parece ser uma constante, um ciclo pelo qual todos passam todos os povos. Ninguém acreditava que o império romano caísse e desaparecesse.

A civilização atual está no caminho do apogeu cientifico e o Homem se preparando para a grande aventura cósmica, mas ele ainda não evoluiu como ser inteligente a ponto de vencer suas paixões, suas vaidades e sua ganância de poder temporal. É claro que o Homem tem ótimas qualidades, mas ainda mata, ainda existem traições e ainda existem guerras, mentiras, hipocrisia, inveja, ganância de poder.

Como todas as civilizações a atual parece ser uma conspiração contra si própria. Grande número de pequenos tiranos, "chefêtes", verdadeiras pequenas divindades, cujo poder somente é possível por causa de um consentimento passivo e acomodado de não por em dúvida que este poder não deva existir que ele é falso e isso desvia o olhar do Homem do verdadeiro aspecto da realidade, ou seja, de seu aspecto mais puro. Ressalte-se que muito destes tipos são grão-mestres, veneráveis, chefes de estado, papas, juizes chefes de escritório e políticos principalmente. Mas o maçom comum também pode estar neste labirinto.

Esta conspiração leva o Homem a renunciar voluntariamente que no mundo habitado por ele, exista um outro Homem dentro do si o outro EU. Este conceito a Maçonaria tenta colocar na cabeça do maçom. Nem todos têm a condição de assimilá-lo. É preciso ler, estudar e raciocinar e sentir.

O Homem para se tornar liberto, terá que sair a força deste labirinto, e escapar do jugo dos conspiradores.

A única forma será um redimensionamento de todos os valores conhecidos. Novas programações mentais deverão introduzidas na mente humana. Se não houver esta reciclagem, o Homem será eternamente vítima desta farsa.

A própria Maçonaria não está ajustada para o maçom atual, pois ela foi moldada para o Homem emergente das primeiras décadas da era industrial e, ainda está sendo usado o mesmo modelo idealizado para a aquela época. As modificações não foram felizes Modificaram tudo mas, permaneceu o mesmo modelo. Felizmente não foi destruída a essência da doutrina maçônica. Talvez por causa da Iniciação e da ritualística maçônica que apesar de alterada de todas as formas conservou a essência da lenda Hirâmica.

Mas, a Ordem perdeu-se. Desapareceu o seu verdadeiro encanto mágico que havia no início. O maçom atual entra no templo sem respeitar os símbolos que “enxerga”, sem, no entanto, senti-los. O poder político que a Maçonaria poderia ter foi fragmentado pelas ditas denominações potências cada qual se diz ser a verdadeira, a regular insinuando veladamente sempre que as demais são perjuras ou irregulares.

A Maçonaria atual por falhas de sua estruturação escondeu de seus adeptos sua verdadeira finalidade, seus principais princípios e também lado místico que deveria ser mostrado em sua pureza.

Todos querem exibir seus luxuosos aventais e ostentar seus graus. Quanto mais elevado o grau, maior importância o maçom se dá, sem ter o mínimo o conhecimento básico necessário. Existe a tática da acomodação. Eles vêm buscar graus e pagam por isso e assim comparecem, dando a impressão que são numerosos e fortes. Existem, poucos pensadores infelizmente. Onde estão os filósofos e os sábios da Ordem?

A maioria das lojas age de forma autofágica do ponto de vista do poder de liderança e político em relação aos seus líderes. Cria-os, e depois os destroem, os engole.

Quanto à maioria dos adeptos, estes são acomodados e guiados por falsos condutores.

Quase ninguém usa seu espaço durante uma sessão, para explodir seu pensamento democrático diante de um fato que precisa ser denunciado. As instruções e os ensinamentos são insuficientes.

Há um verdadeiro pacto de silêncio. Todos se calam e esperam acontecer.

Os poucos maçons que poderiam ser os arautos de um pensamento livre, são execrados, denegridos e esquecidos. Adormecem. Ficam calados.

Há qualquer coisa de errado na Ordem. O maçom terá que parar para pensar. Sua visão está embaçada. Ele precisa ver a realidade tal qual ela é.

Para se chegar a este desiderato, o maçom terá que empregar uma maneira diferente para utilizar os conhecimentos que tem ao seu dispor, rever princípios universais da Ordem, rever as interpretações simbólicas e históricas, os procedimentos ritualísticos e principalmente procurar entender o conceito mais profundo do que vem a ser a Iniciação, tentando estabelecer novas ordens de valores entre as várias áreas do saber maçônico, vendo os fatos como eles são em realidade e não com os olhos que se limitam apenas às hierarquias tradicionais. Diante dessa nova forma reciclagem, o maçom terá que entender a mudança de paradigmas pelas quais está passando a atual civilização e se inserir nelas

Se o maçom proceder assim, finalmente perceberá a realidade e ao mesmo tempo, o fantástico.

O realismo fantástico para seus simpatizantes não é uma agressão às leis da natureza, mas sim as suas verdadeiras manifestações. É o aparecimento do palpável impossível.

É o verdadeiro contato com a realidade sem as falsificações impostas pelos antigos e modernos preconceitos, e pelas más e erradas programações milenares, étnicas, familiares e individuais etc.

É a revelação da obra divina através de suas leis da Harmonia, Evolução e Vibração vistas de um modo direto sem o filtro do sono intelectual que ainda domina o Homem, através de costumes ultrapassados, tabus sociais, conformismos, sofismas, superstições; falsos mitos, crendices etc.

Segundo Teilhard de Chardin” Em escala cósmica nos ensina a Física Moderna só o fantástico tema probabilidade de ser real”

Haldane diz: "A realidade não é apenas mais fantástica do que acreditamos, é muito mais fantástica do que tudo quando podemos imaginar”.

Afirmam os autores que o verdadeiro realismo moderno faça parte o fantástico nas áreas cósmicas, pesquisas de culturas extintas, sociologia que estudam o Homem em si, especialmente a mente humana composta de seu consciente e subconsciente e o relacionamento do Homem com o Universo.

A Maçonaria é um sistema moral, filosófico e político-social que investe tudo principalmente no maçom, procurando melhora-lo espiritualmente, preparando-o para ser um líder e construtor social, antevendo uma sociedade humana de paz, igualdade, justiça social, onde a verdade pura seja transparente e verdadeira e que ele possa saber mais sobre o seu futuro.

Está claro que a Ordem terá que refazer toda a sua forma de ser, e executar seus verdadeiros princípios ora destorcidos, criar novas formas de ação do pensamento, preparando-se assim para o grande empreendimento cósmico que o porvir reserva para Ela.

REFERÊNCIAS

ARNTZ, William, CHASSE, Betsy, VICENTE, Mark Quem somos nós - Ed. Presitígio Editorial Rio de Janeiro, 2007

CARREL, Aléxis O Homem, esse desconhecido - Editora Educação Nacional Porto (?)

CHARDIN, Teilhard O Fenômeno Humano - Editora Herder São Paulo, 1970

PAUWELS Louis, BERGIER, Jacques O Despertar dos Mágicos - Ed.Difusão Européia do Livro São Paulo, 1968

GRISA, Pedro A, Liberte seu Poder Extra - Edipappi – 14ª edição Florianópolis, SC, 2007

Fonte: JBNews - Informativo nº 321 - 15 de Julho de 2011

domingo, 18 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

INCORPORAÇÃO DE LOJAS II - SESSÃO CONJUNTA

Em 10/06/2026 o Respeitável Irmão Dirceu Iglesias Cabral Filho, Loja Acácia Altoense, REAA, GOB-PI, Oriente de Altos, Estado do Piauí, pede esclarecimentos para o que segue:

INCORPORAÇÃO DE LOJAS

Conforme nosso ritual, páginas 74/75 quando duas Lojas se reúnem para fazerem sessões, as formas são de sessões conjuntas ou uma como visitante (página 75). Quando sessões conjuntas a loja anfitriã recebe a loja incorporada (página 74) e fazem distribuições dos cargos.No tocante essa primeira situação está correta?

Existe algum cargo específico para cada loja?

No caso de incorporação existe alguma ritualística própria para tal sessão?

Como seria o desdobramento da sessão:

Por exemplo:

Leitura da Ata: seriam feitas as leituras das atas das duas Lojas?

As atas seriam elaboradas em separado ou a loja anfitriã faz a ata e manda uma cópia para a
Loja incorporada?

Saco de propostas e informações seria feita a coleta das duas Lojas?

A Ordem do Dia poderia ser suprida?

Tronco de Beneficência o resultado da arrecadação poderia ficar com uma Loja ou dividido para as duas?

O livro de presença a Loja incorporada poderia levar o seu para registro?

No momento seriam essas as nossas dúvidas.

EXPLICAÇÕES:

Inicialmente, é bom que se diga que uma Loja visitante, quando não incorporada à Loja visitada, continua como uma Loja visitante e não atua nos trabalhos dividindo cargos. É recebida e apenas assiste aos trabalhos.

No GOB, quando duas ou mais Lojas dividirem os trabalhos em uma sessão, intercalando cargos entre elas, significa que essas Lojas foram incorporadas para atuarem em uma sessão conjunta.

Nesse particular, é bom que se diga que para serem incorporadas e trabalharem em sessão conjunta, as Lojas tem que pertencer ao Grande Oriente do Brasil e praticarem o "mesmo rito".

No que se refere a questão acima, não existe ritualística própria ou diferenciada para a incorporação de Lojas. Nesse caso, os trabalhos incorporados em sessão conjunta seguem o ritual vigente de Aprendiz, Companheiro ou Mestre - todos do mesmo rito.

Seguem as ponderações:

1 - No que diz respeito aos cargos ocupados, as Lojas que compõem a incorporação em sessão conjunta combinam entre si a distribuição dos cargos, sem que haja duplicidade, ou seja, apenas um titular atuará ocupando cada cargo. Em se tratando do dirigente dos trabalhos, o mais comum é que o Venerável Mestre da Loja que recebe a(s) outra(s) em incorporação permaneça como detentor do primeiro malhete.

2 - Leitura da Ata – Em Loja Incorporada o Secretário redige apenas uma ata. Naturalmente que na sua redação haverá informação de que os trabalhos daquela sessão transcorreram incorporados, informando, inclusive, o nome das Lojas que fizeram parte da incorporação. Assim, é recomendável que ao final, antes do encerramento dos trabalhos, a ata produzida (sucinta e objetiva) seja aprovada na mesma sessão pelas Lojas que trabalharam incorporadas. Tantas vias, quanto o número de Lojas incorporadas, serão fornecidas, a cada uma das participantes.

3 - Saco de Propostas e Informações – Em Loja Incorporada, trabalhando em sessão conjunta, havendo ccol∴ ggrav∴, as mesmas serão normalmente decifradas pelo Venerável Mestre. Eventuais ccol∴ ggrav∴ colhidas que não digam respeito aos trabalhos incorporados ficarão sob malhete para posteriormente serem encaminhadas às Lojas interessadas. É de boa geometria que durante o giro não seja colhida nenhuma col∴ ggrav∴ que não seja de interesse da incorporação. Em relação ao giro ritualístico, independentemente de colher ou não alguma col∴ grav∴, a abordagem dar-se-á normalmente conforme especifica o ritual.

4 - Tronco de Beneficência - Em Loja Incorporada, as componentes da incorporação devem antes combinar entre si o destino do produto da coleta. À vista disso, a bolsa circulará normalmente apenas uma vez e terá a sua conferência conforme o previsto no ritual.

5 - Livro de Presenças – Em Loja Incorporada, recomenda-se que cada uma das Lojas tenha na ocasião, em mãos do Chanceler que irá atuar como titular, o seu livro de presenças. Para que se produzam efeitos legais, é recomendável que todos os Irmãos participantes da incorporação assinem, indistintamente, todos os livros das Lojas participantes da sessão conjunta.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

A EGRÉGORA

Deriva do grego egregorien com o significado de "vigiar".

A Maçonaria aceita a presença da Egrégora em suas sessões litúrgicas. A Egrégora é uma "entidade" momentânea; subsiste enquanto o grupo está reunido; é formada pelas partículas espirituais de cada maçom presente.

Para que surja a Egrégora é necessária a preparação ambiental, formada pelo "som", pelo "perfume" do incenso e pelas vibrações dos presentes; surge quando da abertura e leitura do Livro Sagrado; brota do livro como tênue fio espiritual, adquirindo corpo etéreo com as características humanas.

Os mais sensitivos percebem essa entidade; ela se mantém silenciosa, mas atua de imediato em cada maçom presente dando-lhe a assistência espiritual de que necessita, manipulando as "permutas" de maçom para maçom, construindo assim a Fraternidade.

Para cada Loja forma-se uma Egrégora específica. Quando as Lojas reúnem-se em congressos e se apresentam ritualisticamente, observada a liturgia, essas entidades específicas podem formar um Egrégora para cada grupo.

Os céticos não aceitam essa entidade; porém o maçom espiritualizado deve procurar os seus efeitos e esforçar-se para visualizar a sua Egrégora.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 132.

A MAÇONARIA E O CONTEXTO NACIONAL

Marco Antonio Mello Raposo Mestre Maçom

A seguir, extraída parte de esclarecedora Palestra do Valoroso Irmão Marco Antonio Mello Raposo Mestre Maçom da Loja Vale do Piabanha/GLERJ proferida na Loja Jesus Cristo no Rio de Janeiro.

"Num passado bastante remoto, nossa instituição apresentava-se como contraponto às tiranias, aos entraves à roda evolutiva econômica e social, e aos desmandos da Igreja Católica em sua busca por um poder cada vez maior sobre os povos e sobre os Estados; enfim tratava-se de uma instituição que incomodava aos déspotas poderosos de então. Por isso ela era sempre mantida na linha de fogo da polêmica e da controvérsia.

Nunca a maçonaria foi tão atacada e vilipendiada pela Igreja e perseguida pelos Estados como naquela época.

Mas, apesar disso, ela fazia a roda da vida da humanidade girar. As renomadas personalidades que compunham a instituição naqueles tempos lhe trazia prestígio e respeito, não só por serem nomes que detinham poder, mas principalmente por se tratar de homens de coragem, com a firme determinação de combater tudo aquilo que representasse ameaça à paz, à soberania e a justiça social.

Lamentavelmente, tudo isso transformou-se em relíquias de um passado remoto.

Entretanto, meus Irmãos, parece que o processo cíclico que faz girar a roda da vida está nos impelindo em direção do renascimento daquela gloriosa fase de nosso passado. Nada ocorre ao acaso. Tudo na vida tem seu momento próprio de nascer, morrer, renascer, num contínuo ciclo evolutivo.

É chegada a hora de mais um renascimento! Portanto, meus Irmãos, não desprezemos a disposição de mais de 100.000 Irmãos espalhados pelo País em querer a inserção de nossas instituições numa luta clara e frontal pela busca de um futuro mais digno para nossa Nação, tendo nossos atuais dirigentes à frente desse processo, comandando-nos e orientando-nos conforme as luzes de suas sabedorias.

Preparamos, para o atingimento desse objetivo, uma estratégia inicial que esperamos venha a ser gradativamente enriquecida pelos Irmãos que forem aderindo ao propósito estabelecido, e vislumbrem novas ações que possam aprimorá-la.

Conclusão

Temos o dever moral de honrar as nossas mais nobres tradições e dar início a um processo que contribua, de forma incisiva, para a correção dos rumos atuais em defesa de nossa Pátria, de nossos lares, de nossas famílias e, pela busca do Bem Comum.

No Ritual do Aprendiz Maçom durante a abertura dos trabalhos, quando o Venerável Mestre pergunta “para que nos reunimos aqui Irmão 1º Vigilante?”, ele então responde: “para combater a tirania, a ignorância, os preconceitos e os erros, e glorificar o Direito, a Justiça e a Verdade; para promover o bem estar da Pátria e da Humanidade, levantando Templos à Virtude e cavando masmorras ao vício.”

Meus estimados Irmãos, vamos então dar cumprimento ao determinado em nosso Ritual! Vamos romper com essa inércia! Vamos dar um basta nessa sujeira que emporcalha a Nação!

Vamos mostrar a nossos filhos e netos que um dia esse País poderá vir a ter governantes dignos, honestos, capazes e comprometidos com ideais mais elevados! Mostremos a esse País que além de Maçons somos brasileiros, e que em nossas veias corre sangue!

Prostar-se indignado sem nada fazer é estar conivente com a disseminação dos vermes que contaminam as entranhas dos poderes constituídos!

Lá está nossa Bandeira! Nosso símbolo maior! Símbolo de luta e de esperança. Não a desapontemos! Não adianta só criticar tudo o que vem ocorrendo de errado com nosso País.

É chegada a hora de perguntarmos para nós mesmos: o que podemos e devemos fazer por ele?

Para atingirmos tal propósito necessitamos disciplina, perseverança e tenacidade. Não podemos continuar inertes, deixando que escorra por nossas mãos a grande oportunidade de resgatarmos os mais nobres legados da maçonaria universal. Já deixamos passar preciosas oportunidades de levar adiante um trabalho sério que só engrandeceria a Instituição a qual pertencemos; que só nos dignificaria e nos enobreceria; que só nos abençoaria com o orgulho de sermos simplesmente Maçons.

Transformemos esta noite de 6 de outubro de 2009, num marco que simbolize o início de nossa caminhada rumo ao resgate de nossos consagrados valores e de nossa verdadeira identidade. Que o GADU nos abençoe nos combates do porvir.

Que sejamos um só corpo, um só espírito, um só coração na luta por uma Maçonaria mais presente, mais ativa e mais afeta aos destinos de nossa Nação. Que a história da Maçonaria brasileira venha, no futuro, orgulhar-se de todos nós.

O que procurei trazer na noite de hoje foi uma opinião livre de vícios e preconceitos e suficientemente honesta e sincera, para me expor a atrair sobre mim toda a sorte de interpretações e sentimentos.

Entretanto, meus Irmãos, estejam certos de que desejo, apenas, o bem estar de nossa Pátria herdamos denso legado de Irmãos que nos antecederam numa jornada rica em Instituição. Por elas sonharei, enquanto me for permitido sonhar; por elas lutarei, enquanto me for permitido lutar e por elas tombarei, se preciso for tombar.

Nunca nos esqueçamos, meus Irmãos, de que ninguém é tão pobre que nada tenha a dar, nem tão aquinhoado pela vida que nada tenha a receber, nem tão bruto que nada possa ensinar ou tão sábio que nada reste aprender. Dobremo-nos humildes e esperançosamente ante o golpe do Maço do Criador e sujeitemo-nos à orientação de Seu Cinzel, para que mereçamos compor a Grande Obra da Criação. E, se um dia encontrarmos as trevas da decepção em nossa jornada maçônica, não nos quedemos como tantos insensatamente o fazem, amaldiçoando a escuridão.

Acendamos as luzes dos nossos espíritos, e iluminemos o caminho daqueles que se deixaram ficar. Que sejamos um elo que se funde à cadeia infinita que une todos os Maçons do universo na Divina Tarefa.

Colocamo-nos, em nossa Loja, à disposição de todos os Irmãos que acreditem ser possível reescrever a nossa história.

Venerável Mestre, agradecemos a oportunidade que nos foi confiada, e coloco-me à disposição de todos os Irmãos aqui reunidos para um profícuo debate sobre o que acabamos de apresentar.

Muito obrigado pela atenção dispensada pelos queridos Irmãos."

Fonte: https://blogoaprendiz.blogspot.com

sábado, 17 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SAGRAÇÃO (CONSAGRAÇÃO, INAUGURAÇÃO) DE TEMPLO

Em 08/06/2026 o Respeitável Irmão Bruno Henrique Fernandes, Loja Umbral das Vertentes, 2600, REAA, GOB MINAS, Oriente de Tiradentes, Estado de Minas Gerais, pede orientações.

SAGRAÇÃO DE TEMPLO

O Venerável Mestre da Loja me incumbiu de entrar em contato com o Eminente Irmão, enquanto Secretário Geral de Orientação Ritualística, para dirimir questões referentes à Sagração do Templo.

Estamos terminando a construção de nosso Templo, iniciada já há alguns anos, visando sua Sagração para uso pleno. Neste processo, surgiram dúvidas sobre quais são os itens que são indispensáveis ao Templo para que ele possa ser sagrado.

Existe alguma orientação, algum checklist, sobre quais itens são indispensáveis? Estamos seguindo as orientações constantes no Ritual, mas algumas dúvidas surgem entre os Irmãos, como por exemplo a necessidade das cortinas pretas para a Câmara do Meio como item necessário para a autorização de Sagração do Templo; as Colunas Solsticiais no Átrio, as mesas em formato quadrado (as que temos hoje são triangulares, doadas por outra Loja); etc.

Se o Eminente Irmão puder nos orientar oficialmente quanto a isso, quais são esses requisitos obrigatórios, ficaremos imensamente gratos!

CONSIDERAÇÕES:

No tocante à Sagração de Templo, que nada mais é do que a sua inauguração (consagração), especialmente o de Aprendiz, por ser o grau em que ocorre a sua inauguração, o mesmo deve estar em conformidade com o rito adotado pela Loja e integralmente decorado conforme os parâmetros do simbolismo previsto pelo ritual. Nesse particular, é imperativo consultar os títulos "1.3 Disposição e Decoração do Templo" e "1.3.1 Planta do Templo", no ritual de Aprendiz/REAA, edição 2024, do GOB.

Por se tratar de uma sagração, o mesmo que conferir dignidade ao espaço, entende-se que não existem "alguns itens indispensáveis", já que todos eles são imprescindíveis, mormente no Templo de Aprendiz, cujo roteiro de inauguração deve ser seguido de acordo com o ritual vigente de Sagração de Templo inserido in Rituais Especiais (Sessões Exclusivas), GOB, 2016. Esse ritual ordena toda a liturgia da cerimônia de inauguração conforme os ritos praticados no GOB.

Assim, para que o Grande Oriente forneça autorização para o ato formal de sagração, naturalmente se faz necessário que o templo esteja de fato concluído, e não "meio concluído", a despeito de que não está prevista na legislação do GOB nenhuma "meia inauguração".

Sob o ponto de vista da ritualística maçônica, a sagração, ou consagração do templo é tão importante que nem mesmo os Grão-Mestres e seus respectivos Adjuntos podem nele ingressar sem que antes tenha sido inaugurado. É o que consta no Ritual de Sagração Templo, página 80.

À vista disso, é certo que o templo para ser inaugurado tem que ter requisitos para isso, ou seja, deve estar completamente concluído e decorado.

Em relação ao templo e os trabalhos nos graus de Companheiro e Mestre Maçom, comumente os mesmos ocorrem, com as devidas adaptações, no mesmo espaço ocupado pela Loja de Aprendiz. Entende-se que estando inaugurado o templo de acordo com o previsto no Ritual, o espaço então recebeu dignidade para abrigar os trabalhos litúrgicos dos três graus do simbolismo, Aprendiz, Companheiro e Mestre.

Para concluir, é bom que se diga que a inauguração de um templo maçônico não possui nenhum com caráter religioso, a despeito de que a Maçonaria por si só não é uma religião. O ato de sagração confere dignidade ao espaço (templo) que irá receber, dali em diante, os trabalhos maçônicos regulares de uma Loja.



T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

JOÃO PINHEIRO CHAGAS


João Pinheiro Chagas, mais conhecido por João Chagas (Rio de Janeiro, Brasil, 1 de setembro de 1863 - 28 de maio de 1925, Lisboa, Portugal) foi um jornalista, escritor, diplomata e político luso-brasileiro.

Era filho de emigrantes portugueses de convicções liberais que haviam se refugiado no Brasil. Ainda criança, regressou para Lisboa, onde iniciou os seus estudos. Aos 16 anos, fixou-se na cidade do Porto, onde começou sua carreira de escritor. Por vezes, escrevia sob o pseudónimo de João Rimanso ou Ivan.

Começou a sua carreira jornalística em 1883 no prestigiado jornal “O Primeiro de Janeiro”. Fundou o jornal “A República Portuguesa” em 1892, com críticas ao regime e a monarquia portuguesa. Devido aos seus artigos políticos, como o famoso texto “Basta”, foi preso e degredado para Angola, de onde conseguiu fugir para Paris.

Retornou para Portugal após a Implantação da República (1910). Entre mais de 15 livros publicados, destacam-se obras de literatura memorialista, panfletos políticos e crônicas. incluindo “Diário de um Condenado Político”(1894); De Bond: Alguns Aspectos da Civilização Brasileira (1897)

Foi iniciado na Maçonaria em 1896 na Loja Maçônica “Luís de Camões” N° 195 (Grande Oriente Lusitano Unido - GOLU) em Lisboa, Portugal, com o nome simbólico de Armand Carrel.

Fonte: Coluna Cultural Maçônica

PERSEGUIÇÕES, CONSPIRAÇÕES E ACUSAÇÕES

Falar sobre os "inimigos" da Maçonaria é mergulhar em séculos de história, teorias da conspiração e conflitos institucionais. Desde a sua transição de guildas de pedreiros para a Maçonaria Especulativa no século XVIII, a Ordem tem enfrentado oposição de diversos setores da sociedade.

Abaixo, detalho quem são esses grupos e os motivos históricos por trás desses embates:

1. A Igreja Católica (Oposição Religiosa)
Historicamente, o maior e mais persistente crítico da Maçonaria tem sido a Igreja Católica. A tensão começou formalmente em 1738, quando o Papa Clemente XII emitiu a bula In Eminenti, proibindo os católicos de se tornarem maçons sob pena de excomunhão.

* O motivo: A Igreja via o sigilo da Ordem com desconfiança e criticava o naturalismo maçônico (a ideia de que a moralidade pode existir sem a revelação divina) e o incentivo à liberdade de pensamento, que poderia desafiar o dogma religioso.

* Hoje: Embora o diálogo tenha avançado, a posição oficial do Vaticano permanece de que os princípios maçônicos são irreconciliáveis com a fé cristã.

2. Regimes Totalitários (Oposição Política)
Para ditadores e governos autoritários, a Maçonaria sempre foi vista como uma ameaça. Isso ocorre porque a Ordem prega valores como Liberdade, Igualdade e Fraternidade, além de exigir lealdade a princípios éticos que podem entrar em conflito com a obediência cega ao Estado.

* Nazismo: Hitler perseguiu e enviou milhares de maçons para campos de concentração, rotulando-os como aliados dos judeus na "conspiração judaico-maçônica".

* Comunismo: Em regimes como o de Stalin ou na Revolução Cubana inicial, a Maçonaria foi proibida por ser considerada uma "instituição burguesa" e elitista.

* Fascismo: Mussolini também baniu a Ordem na Itália, vendo nela um estado dentro do Estado que ele não podia controlar.

3. Teóricos da Conspiração (Oposição Ideológica)
Este é talvez o "inimigo" mais barulhento na era da informação. Muitas pessoas e grupos na internet alimentam mitos sobre a Maçonaria, associando-a a planos de dominação mundial ou rituais obscuros.

* O Mito dos Illuminati: Frequentemente, a Maçonaria é confundida ou ligada aos Illuminati da Baviera (uma sociedade secreta que existiu brevemente no século XVIII), alimentando a ideia de uma "Nova Ordem Mundial".

* Antimaçonaria Popular: Movimentos que surgiram no século XIX (como o Partido Antimaçônico nos EUA) baseavam-se no medo do segredo e no suposto favoritismo político entre os membros.

4. Fundamentalismos Religiosos
Além do catolicismo, algumas vertentes radicais do protestantismo e do islamismo também se opõem à Ordem. O argumento geralmente é que a Maçonaria seria uma "religião concorrente" ou que o conceito de G.A.D.U. (Grande Arquiteto do Universo) é uma forma de idolatria ou paganismo.

Por que a Maçonaria atrai tantos "inimigos"?
A resistência à Maçonaria geralmente se resume a três pilares:

* O Segredo: O que é desconhecido gera medo e desconfiança.
* A Influência: O fato de muitos líderes históricos (como George Washington, Dom Pedro I e Benjamin Franklin) terem sido maçons alimenta a ideia de um poder oculto.
* A Liberdade de Pensamento: Instituições que exigem controle total sobre o pensamento individual tendem a ver a Maçonaria como uma força subversiva.

> Nota: Para a própria Maçonaria, muitos desses "inimigos" são vistos apenas como pessoas que não compreendem a natureza filosófica e filantrópica da Ordem, que foca no aperfeiçoamento moral do indivíduo.

Fonte: Facebook_Federação Maçônica de São Paulo

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

GESTUAL DE APROVAÇÃO II

Em 07/06/2026 o Respeitável Irmão Paulo César Fiuza Lima, Loja Evolução e Cultura, 4321, REAA, GOB-SC, Oriente de Florianópolis, Santa Catarina, solicita comentário para o que segue:

GESTUAL

Gostaria de suas considerações sobre uma situação que tem me intrigado há muito tempo:

É extremamente comum que um Irmão ao ter seu nome citado, fazer o Sinal de aprovação, o que considero um erro.

Fora de contexto, penso que o uso desse Sinal para se auto aprovar, lembra mais uma saudação nazism∴.

CONSIDERAÇÕES:

Antes de entrar na questão propriamente dita, entendo que embora de uso consagrado, o termo "sinal", em Maçonaria, é mais apropriado quando se tratar de ssin∴ do Grau, Penal e de Ordem, assim como outros relacionados à prática iniciática maçônica, mormente aquelas que guardam segredo e discrição.

  Agora, quando se tratar de gestual para aprovação, ou de movimentos com o corpo e com a(s) mão(s) para chamar atenção, utilizados inclusive pelo mundo profano, o mais correto seria defini-lo como "gesto". Nesse sentido, em vez de se dizer "sinal de aprovação", o ideal seria dizer "gesto ou gestual de aprovação". Notadamente, um gesto pode ser feito em se estando sentado, o que não é o caso dos ssin∴ ppen∴ e de Ord∴ que somente são executados por quem estiver em pé e parado.

No que diz respeito a um Ir∴ citado, ou elogiado durante os trabalhos, se utilizar do gesto de aprovação para agradecimento, a meu ver seria uma atitude imprópria, especialmente porque soaria como alguém estivesse aprovando um elogio para si – uma manifestação em causa própria. Caso o citado ou elogiado queria na oportunidade acusar a menção feita do seu nome, o mais apropriado, discreto e de boa educação, é que ele, sentado, faça um leve e discreto gesto com a cabeça, inclinando-a levemente para a frente.

Por fim, nessas circunstâncias não há o porquê de se fazer qualquer comparação com o nazism∴, algo extremamente abominável que nada tem a ver com práticas maçônicas.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇOM MILITANTE?

O NASCIMENTO DA MAÇONARIA OPERATIVA

Irmão Gilson Adolfo Schönell, Mestre Instalado
Loja “Luz do Ocidente” no 3015
Chapecó, Santa Catarina

Numa época em que dominava a sacralização do mundo, cada ofício, além de suas técnicas, possuía ritos próprios ao seu desempenho, o que fazia de cada artífice um artista e iniciado.

O ofício fazia parte de um plano sagrado e dava pleno sentido à determinação bíblica “Ganharás o seu pão com o suor de seu rosto”. Cada ofício tinha a sua iniciação própria, algo que permitia a cada pessoa receber uma influência espiritual, que fizesse do ofício não só um prolongamento obrigatório da mão, mas, também, uma projeção do ser, no sentido de uma realização espiritual. O ofício, necessário à sobrevivência material, era, também, necessário à transcendência do ser.

Mesmo nos tempos primitivos, se o ofício sacralizado já pertencia ao domínio do esoterismo, a Iniciação, embora transmitisse uma influência espiritual, não concedia a todos uma realização espiritual total. Todos eram iniciados; a maior parte permanecia como tal, muito poucos eram eleitos.

A iniciação se fazia por meio de ritos. Exprimia-se por meio de símbolos. A iniciação, em suas formas, meios e objetivos, nas diferentes aplicações das técnicas peculiares a cada ofício, pela SABEDORIA que preside à elaboração lógica da Obra, pela FORÇA que possibilita sua realização, e pela BELEZA que proporciona o Amor, o Conhecimento, ajudava o artífice a se despojar do homem velho, para se tornar num novo homem, criador de objetivos e forjador de um novo mundo, finalmente harmonioso.

Assim, se construíram pelo mundo afora igrejas, catedrais, monumentos, mansões opulentas ou casas humildes. A pedra escolhida, bem viva nas mãos do artífice qualificado para desbastá-la, integrada na construção pelos Companheiros Iniciados, sob a direção de um Mestre de Obra, no plano divino, constituía uma e mesma coisa, com a construção de cada edifício. Vagando pelos caminhos, pelas aldeias e vilas, os Companheiros, homens livres, sábios conhecedores do material, exercitados no seu uso, formavam pequenos grupos itinerantes.

A FRANCO-MAÇONARIA TINHA NASCIDO.

Por meio dela, por seus membros Iniciados, os Franco-Maçons, a Europa Ocidental católica iria cobrir-se com catedrais, templos de um Deus único. Assim, os Franco-Maçons criaram os fechos de abóbadas das igrejas, “oculum” do qual descia a luz divina. Quando os franco-maçons deixaram de construir as catedrais, continuaram a levantar monumentos civis ou religiosos.

Quando suspenderam sua ação construtiva, nasceu a FRANCO-MAÇONARIA ESPECULATIVA.

(Fonte: livro A Franco-Maçonaria Simbólica e Iniciática, de Jean Palou).
Postado pelo Irmão Gilson Adolfo Schönell no Grupo arterealsc@yahoogrupos.com.br)

https://martinlutherking63.mvu.com.br/

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

LUGAR DO APRENDIZ RECÉM-INICIADO NO REAA

Em 05.06.2026 o Respeitável Irmão Lucas Mateus de Sousa Pontes, Loja Fraternidade Parnaibana, 840, REAA, GOB-PI, Oriente de Parnaíba, Estado do Piauí, pede esclarecimentos para o que segue:

LUGAR DO NEÓFITO

Estou eu aqui novamente para tirar mais uma dúvida com você, sempre na busca de executar uma ritualística perfeita.

Na última iniciação que tivemos surgiu a dúvida de em qual extremidade o aprendiz mais novo (neófito) deveria permanecer sentado: Alguns irmãos afirmaram que na extremidade do banco mais próxima do irmão tesoureiro, outros afirmaram que deveria ser na outra extremidade, aquela mais próxima do irmão primeiro vigilante. Afinal de contas, onde ele deve se posicionar?

CONSIDERAÇÕES

Entendo que é só seguir na íntegra o que prescreve o ritual vigente de Aprendiz Maçom, REAA/GOB, 2024. Se assim observado, não há o porquê de alguns Irmãos ficarem a achar uma coisa e outros acharem outra. Saindo do achismo, basta obedecer ao ritual instituído por Decreto do Grão-Mestre Geral do GOB.

É notório que o ritual vigorante é para ser seguido, mormente pelo que menciona o seu título 1.2 - Interpretação deste Ritual, página 13 (Ritual de Aprendiz REAA).

Assim sendo, vamos às conferências da questão.

Na página 169 do Ritual de Aprendiz, REAA/GOB, consta, em parte do seu trecho, a seguinte passagem:

"VEN∴ - [...] e depois fazei-o(s) sentar(em)-se no topo da Col∴ do Norte, destinada aos AApr∴, próximo à Coluna Zodiacal de Áries e do 1º Vig∴ (os grifos são meus)".

Ainda, nesse mesmo ritual, página 212:

"CCol∴ ZZod∴ - [...]; no dia da sua Iniciação, (os grifos são meus) o novo Apr∴ocupa lugar no topo do Norte, o mais próximo da Col∴ Zod∴ de Áries, perto do 1º Vig∴ (os grifos são meus), que é o início da caminhada, do Oc∴ para o Or∴ (os grifos são meus)".

Seguindo nesse mesmo ritual, página 213:

"Topos das CCol∴ do Norte e do Sul - Correspondem às paredes Norte e Sul do Templo (os grifos são meus), entre a balaustrada e a parede ocidental”

É razoável se observar que o trecho acima explica onde se situam, no templo, os “topos” das colunas do Norte e do Sul – é só conferir.

Nesse mesmo ritual, páginas 22, 24 e 25, ainda constam os seguintes subtítulos e orientações:

1.3.1 Planta do Templo; 1.3.3 As Doze Colunas do Zodíaco; 1.3.4 Correspondência Simbólica do Zodíaco.

Em se investigando no ritual o conteúdo destes títulos, é possível ainda se vislumbrar, no croqui da Planta do Templo, onde se localizam precisamente as 12 Colunas Zodiacais, mormente a Col∴ relativa a Áries, o lugar do 1º Vig∴ e onde ficam os topos das CCol∴ do Norte e do Sul.

Nesse cenário, a proximidade da Col∴ de Áries com o lugar do 1º Vig∴ indica o lugar em que o Aprendiz recém-iniciado deve se sentar no dia da cerimônia da sua Iniciação.

Diante destes comentários e das evidências ritualísticas apresentadas, não há o porquê de IIr∴ ficarem discutindo se o novo Aprendiz se senta aqui ou acolá. Ora, está bem claro no ritual que no dia da iniciação ele deve ocupar lugar no topo do Norte, a noroeste do templo, em Áries (primavera), próximo ao 1º Vig∴. Iniciaticamente, no marco inicial da sua jornada, ainda distante do Oriente o Aprendiz irá paulatinamente percorrer todo o topo do Norte em busca de um lugar mais iluminado – significa o trajeto da evolução.

Lamentavelmente, por muitos anos os rituais do REAA no Brasil, nesse particular ensinaram errado ao colocarem o Aprendiz recém-iniciado próximo à balaustrada. Certamente isso aconteceu por mera cópia de práticas de outros ritos e a total falta de conhecimento sobre a alegoria das CCol∴ Zodiacais no REAA.

Atendendo à liturgia original do REAA, o Aprendiz inicia sua jornada na constelação de Áries (início da primavera ao Norte) a noroeste do templo e vai paulatinamente passando, uma a uma, pelas seis primeiras CCol∴, até alcançar à Col∴ relativa à constelação de Virgem - a última do Norte, próxima à balaustrada do Oriente.

Assim, como Áries marca o início, a Col∴ relativa à Virgem baliza o final da senda no 1º Grau. Teoricamente essa última Col∴, ao Norte, é onde se senta o Aprendiz veterano que, por já estar no final do verão, encontra-se às vias de atravessar do Norte para o Sul, onde será elevado ao 2º Grau.

Esotericamente, esse movimento representa os ciclos pelo qual deve passar todo o iniciado no 1º Grau no REAA – seguindo as Leis da Natureza, ele vai desde a primavera até o final do verão. Em última análise, é o Iniciado acompanhando a revolução anual do Sol – vida e morte da Natureza.

Nessa conjuntura, se faz cogente compreender que todo esse teatro iniciático maçônico, que envolve aos ciclos da Natureza e a marcha anual do Sol, relacionam-se ao hemisfério Norte da Terra (região onde nasceu a Maçonaria).

Nesse cenário, ainda vale a pena mais uma abordagem sobre o conceito de topo das CCol∴ do Norte e do Sul no templo.

Nesse caso, a palavra "topo" significa o lugar mais afastado do Equador (eixo do templo). É bom que se diga que no REAA o templo maçônico representa uma faixa retangular de terras situada sobre o Equador, cuja largura vai de Norte a Sul e o seu comprimento de Leste a Oeste. O Pavimento Mosaico é o solo terrestre e a abóbada decorada a cobertura. As CCol∴ B∴ e J∴ marcam a passagem, pelo templo, dos trópicos de Câncer ao Norte e Capricórnio ao Sul.

No que trata dos “topos” do Norte e do Sul, a melhor referência para localizá-los é se colocar em pé, de frente para o Norte, no centro do Ocidente sobre o eixo (Equador). Assim, o observador verá toda a parede Norte à sua frente. A essa parede, que fica entre a balaustrada (nordeste) e o canto com a parede ocidental (noroeste), dá-se o nome de "topo da Coluna do Norte" (a base é o Equador e o topo o Norte). É nessa parede que ficam as seis primeiras CCol∴Zodiacais, sendo as três primeiras correspondentes às constelações de Áries, Touro e Gêmeos, relativas aos meses da primavera, e as outras três, correspondentes à Câncer, Leão e Virgem, relativas aos meses que compõem o verão.

No teatro iniciático do REAA, a alegoria concernente às estações da primavera e do verão, esotericamente se comparam à infância e adolescência do Iniciado.

Essa mesma alegoria se aplica ao topo da Col∴ do Sul, porém no sentido inverso do que ocorre no Norte. Agora é o Companheiro Maçom (juventude), um operário mais experiente, que se senta no topo da Col∴ do Sul, junto à constelação de Libra, de onde ele irá prosseguir pela segunda etapa da sua vida iniciática.

Partindo do outono, o Comp∴ Maçom segue, desde a balaustrada, a sudeste do templo, em direção ao inverno que se aproxima. Vislumbra-se a morte e o renascimento da Natureza – Para os iniciados, é o alcance da maturidade - o grau de Mestre Maçom.

No topo da Col∴ do Sul localizam-se as outras seis CCol∴ Zodiacais, as três primeiras, a partir da balaustrada (sudeste), correspondem ao ciclo natural do outono (Libra, Escorpião, Sagitário) e as outras três, ao inverno (Capricórnio, Aquário e Peixes). No caso, a constelação de Peixes é a última das CCol∴ ao Sul. Fica a sudoeste no canto com a parede ocidental.

Voltando à jornada do Apr∴, sob o aspecto prático e seguindo a ordem natural dos fatos, o recém-iniciado, logo que é consagrado Apr∴ Maçom, ocupa lugar junto à Col∴ Zodiacal de Áries (ponto de partida). Daí em diante, ele irá seguir a jornada indicada pelas constelações do Zodíaco até alcançar a última Col∴, correspondente à Virgem, que fica próxima à balaustrada a nordeste (final da jornada do iniciado no 1º Grau).

Vale a pena mais uma vez lembrar que todos os ciclos naturais (estações do ano), bem como as referências astronômicas aqui mencionadas, relacionam-se à observação do hemisfério Norte da Terra – meia-esfera em que nasceu a Maçonaria, em particular o REAA.

Outro aspecto importante relacionado ao REAA, é que ele é um rito solar que usa como comparativo para a evolução do Iniciado a revolução anual do Sol, base de todos os cultos solares das antigas civilizações. Em linhas gerais, a simbólica morte e renascimento da Natureza é que dá sustentação à alegoria iniciática construída pela Maçonaria. É imperativo que o maçom estude para compreendê-la.

Ao finalizar, é oportuno orientar a sua Loja no sentido da formação do seu título distintivo. No caso, deve-se acompanhar o seguinte ordenamento de padronização: por primeiro escreve-se "Augusta e Respeitável Loja Simbólica", em seguida o nome da Loja, acompanhado do número cadastral no GOB. Por fim, a sua condecoração (título de recompensa mais alta). No caso da sua Loja assim ficaria: "Aug∴ e Resp∴ Loj∴ Simb∴ Fraternidade Parnaibana, nº 840, Cruz da Perfeição Maçônica".

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A MAÇONARIA VENEZUELANA

A Maçonaria venezuelana consolidou-se institucionalmente após a Guerra de Independência, a partir de 1823, quando Lojas em Barcelona, Cumaná e Valencia solicitaram cartas patentes aos Estados Unidos. No entanto, sua unidade foi abalada por crises políticas internas e por um decreto de proscrição de sociedades secretas assinado por Simón Bolívar em 1828. A reorganização ocorreu especialmente após a Revolução de 1853, com a promulgação de uma nova Constituição Maçônica em 1856, que estabeleceu o Grande Oriente Nacional como a suprema autoridade regular no território venezuelano.

A estrutura organizacional era complexa e hierárquica, dividida em três ordens principais: a Ordem Simbólica (que reunia as lojas com os três primeiros graus), a Ordem Perfeita (dos graus capitulares 4º ao 30º) e a Ordem Filosófica (graus 31º ao 33º). A Constituição de 1856 também definiu requisitos de admissão, como a crença em um Ser Supremo, alfabetização e uma profissão honrada, além de centralizar a coordenação das atividades, que antes estava fragmentada desde a derrogação da constituição anterior de 1847.

Documentos históricos, como os da Loja "Esperança nº 37" de Caracas, revelam um crescimento significativo na segunda metade do século XIX. Em 1867, por exemplo, havia 28 Lojas registradas, totalizando cerca de 1.923 membros, com uma média de 68 maçons por Loja. Este desenvolvimento ocorreu em meio a divisões internas, como o cisma de 1851 que gerou duas correntes (uma ligada ao Grande Oriente/Grande Loja e outra ao Supremo Conselho), e reflete a influência da Maçonaria na vida política e social da Venezuela da época.

Sob o regime de Maduro, a Maçonaria venezuelana enfrentou perseguição direta, marcada pela morte extrajudicial de membros como Oscar Pérez, desaparecimentos forçados e intimidação. Enquanto a Maçonaria internacional condenava as violações, a liderança da Grande Loja da Venezuela, com autoridades alinhadas ao governo, absteve-se de criticar e até instruiu a cooperação com os órgãos de segurança do Estado. A instituição foi forçada ao silêncio e à clandestinidade operacional, com vários maçons precisando buscar asilo político no exterior para sobreviver.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

COWAN - GOTEIRA

O repasse é do Ir∴ Laurindo Gutierrez Loja Regeneração 3ª  Or∴ Londrina-PR

“COWAN” é uma palavra desconhecida para uma boa parte da população maçônica, principalmente da nossa região. “Goteira”, porém, muda um pouco de figura, sendo um termo nosso conhecido e o personagem considerado perigoso entre os Maçons.

Na Inglaterra também tem o significado de Goteira e de Profano; porém o termo Covan não figurou na maçonaria Inglesa até ser introduzido como que oficialmente, pelo Escocês Dr. James Anderson, em seu segundo “Livro das Constituições”, em 1738 (quando da sua reforma).

Se derivado do Grego o termo Cowan significa “CÃO” – devido aos curiosos e asquerosos hábitos daquele animal. Queriam eles dizer que cães e porcos estão sempre associados à sujeira.

Um dicionário de linguagem francesa, de Jeiniesom, diz que Cowan é derivado da palavra francesa “COION” (um companheiro covarde) um (miserável covarde), sendo para alguns escritores um disparate, esta colocação. As pesquisas dos Irmãos Assis Carvalho e Xico Trolha, apontam como “Covan”, um maçom que construía “muro seco” – isto é, muros ou paredes sem o uso de cimento ou argamassa. Entendemos que os Maçons da época queriam dizer que aqueles homens (os Covans) não tinham o principal elemento cultural para ligar, convenientemente (com argamassa = atributos), as pedras preparadas com o uso do “Maço” e do “Cinzel”, (ferramentas usadas pelos “Canteiros ou fazedores de cantos em pedras da época); então, construíam, amontoando e aprumando simplesmente as pedras preparadas”.

Diz-se ainda que o termo Covan foi extraído de um documento maçônico, em 1730, portanto, antes da Reforma da Constituição de Anderson em 1738, quando Samuel Prichard introduziu a referida palavra num diálogo existente no seu livro “MASONRY DISSECTED”:

P. – Onde se assenta o Aprendiz?       

R. – No Norte.

P. – Qual a sua ocupação?

R. – Afastar os “COVANS” (curiosos) e bisbilhoteiros.

P. – Se um bisbilhoteiro for apanhado, como deve ser castigado?

R. –Deve ser colocado sob o beiral da casa até que as Goteiras da chuva, a escorrer pelos seus ombros, saiam pelos sapatos.

Como podemos ver, em 1930, duas palavras conhecidas nossas nos dias de hoje aparecem no referido livro Inglês.

Levantou-se ainda que a Ata N° 0, da Loja Mãe do Mundo “KILWINNING”, de 1707, antes ainda de 1730, registrou que nenhum Maçom deve empregar um “Cowan” (Maçom sem a Palavra), para trabalhar. Isto significa que naquela época quem não tinha uma certa palavra, convencional, não podia trabalhar para os maçons regulares ou junto com eles. Assim como nos nossos dias não podemos ter ingresso às Lojas sem a P. ´. Sem.´., sabendo, inclusive, como transmiti-la;

A palavra Cowan aparece freqüentemente nos textos Escoceses, significando: espião, abelhudo, bisbilhoteiro etc., embora seu significado na Maçonaria não era só isso, podendo dar significação a um Pedreiro que, após trabalhar determinado tempo e ao final, não conseguisse renovar o seu contrato, mesmo que trabalhasse sete anos, este Aprendiz de Pedreiro, somente por este tempo de serviço, poderia não entrar para a “Fraternidade” (grupo organizado de homens do Maço, Maçons), passando a ser considerado um Cowan (bisbilhoteiro), um estranho, um Goteira nos assuntos de Maçonaria.

Seria o mesmo, nos dias de hoje, que um Aprendiz ou Companheiro, ao final do seu Interstício não conseguisse, por algum motivo, ser Elevado ou Exaltado, sendo desligado do Quadro e não tendo mais acesso aos trabalhos e ainda mais, sua aproximação sendo considerada a partir daí, um ato de curiosidade.

Como dissemos, o termo COWAN entrou oficialmente para a Maçonaria em 1738, significando profano, embora se saiba que esta designação, fora da Maçonaria signifique uma pessoa estranha às coisas religiosas, um ignorante às coisas sagradas, etc.

O nosso Irmão Assis Carvalho informa, inclusive, que o cargo de Cobridor Externo (Tyler em inglês), originou-se devido a presença do Covan (Goteira), que se aproximava para observar os trabalhos da Loja e ouvir o que os Maçons falavam ou faziam.

Quando um Cowan (Goteira) se aproximava da Loja ou de um grupo de Maçons, eles diziam: CHOVE, GOTEIRA; se era uma mulher que se aproximava, diziam: NEVA, ESTÁ NEVANDO. E imediatamente todos paravam de falar, pelo menos em assuntos da Maçonaria.

O termo Goteira ou (Cowan em outro idioma) nos chama a atenção até mesmo na C.´. de Ref.´.: “Se a curiosidade aqui te conduz, retira-te”. O curioso sempre foi mal visto pelos Maçons..

No passado, na Maçonaria Operativa, o tratamento dado aos Cowans (Goteiras) era o seguinte: quando se pegava alguém espionando os trabalhos da Loja, que na verdade funcionavam em tavernas (tabernas), aplicavam-lhe uma tremenda surra e o colocavam embaixo das goteiras da chuva para molhar-se todo. Se fosse tempo seco, davam-lhe um bom banho, isto depois de uma boa surra.

Finalmente, depois de contarmos todos o milagres pesquisados no Livro “Símbolos Maçônicos” dos Irmãos Assis Carvalho e Xico Trolha, vamos contar (conforme entendemos), a origem do termo ora estudado, o nosso famoso “Goteira”.

Consta nos velhos escritos ingleses que, durante as reuniões de Pedreiros alguns curiosos subiam nos telhados das tavernas (tabernas), penduravam-se nas calhas ou nos beirais, deitavam-se nos telhados e com as cabeças penduradas como se fossem goteiras da chuva, tentavam ouvir e ver o que falavam ou faziam os Maçons durante as reuniões.

Quando eram pegos, acontecia tudo aquilo que dissemos anteriormente. Apanhavam e eram colocados sob a goteira da chuva já que gostavam de assim se comportarem.

Daí a menção dos escritores de que a presença de um irmão armado de espada fora dos Templos (Cobridor Externo) originou-se da necessidade dos Maçons se protegerem dos “Goteiras” daquela época.

O escritor se posiciona em mais de uma vez em sua pesquisa, quanto a necessidade de termos uma única Pal∴  Sem.´. entre as Potências, desde que regulares.

Do livro : “Símbolos Maçônicos”dos IIr.´. Assis Carvalho & Xico Trolha.

Fonte: JBNews - Informativo nº 321 - 15 de Julho de 2011