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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

AVENTAL PELO LADO AVESSO - REAA

Em 24/07/2025 o Respeitável Irmão Lucio Costa Caldas, Loja Joaquim Rodrigues de Abreu, 1921, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a questão seguinte:

AVENTAL PELO LADO AVESSO

Teremos uma Sessão de Exaltação e gostaria de tirar uma dúvida. No Ritual Antigo na página 99, 3.4 - RITUAL DE EXALTAÇÃO "Todas as insígnias passam a ser usadas pelo lado preto"

No novo Ritual além de não fazer menção a este procedimento, deixa um alerta na pagina 21: "O avental é forrado de preto, possuindo um bolso em seu forro. NÃO DEVE SER USADO PELO LADO AVESSO".

Não existe mais a necessidade de "virar" o avental e as alfaias?

CONSIDERAÇÕES:

Não obstante o ritual de 2009 do REAA já estar revogado, portanto não vale mais, o Ritual de Mestre Maçom do REAA, GOB, edição 2024 vigente de fato não contempla mais, em lugar nenhum, o uso do avental e demais paramentos pelo lado avesso. À vista disso, é só seguir o que diz ritual e pronto.

Anteriormente, este apontamento constava no SOR, onde era orientado não mais se usar avental pelo lado avesso nas situações determinadas. Com a edição de novos rituais, o SOR, que era para o ritual de 2009, já revogado e retirado, bastando, portanto, seguir o ritual vigente que não mais prevê este paradoxo.

É bom que se diga que essa prática, de se virar avental pelo lado avesso, nunca foi original no REAA. A alegação da expressão de luto não se sustenta, nesse caso, por dois motivos: primeiro, o ambiente que simbolicamente denota dor e luto já está expresso claramente na decoração da Câm do M; segundo, é que originalmente os aventais de Mestre Maçom do REAA não possuem forro preto, mas encarnado, como é possível conferir no Guia dos Maçons Escossezes, ou Reguladores dos Tres Gráos Symbolicos do Rito Antigo e Aceito – Grande Oriente Brazileiro, Rio de Janeiro, 1834, título Insígnias e Joias dos Gráos do Rito Escossez Antigo e Aceito, página 49: Gráo 3º - (...) Avental branco de pelle forrado e orlado de escarlate (o grifo é meu), com uma algibeira abaixo da abêta, sobre a qual estão bordadas as letras M B (grafia da época). 

Nesse sentido, racionalmente não haveria como se expressar luto com um avental que sempre foi, historicamente, forrado de vermelho (vide Conselho de Lausanne, Suíça, 1876).

Assim, no REAA do GOB, onde os aventais ainda são azuis e forrados de preto, não são mais vestidos pelo lado avesso. 

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 128 - Pelicano

Pelicano é uma ave aquática, grande, palmípede de bico longo e chato, com largo “papo” abaixo da mandíbula inferior, com fácil regurgitar. Segundo Mestre Mackey, em sua Enciclopédia da Maçonaria, na antiga seita cristã, o Pelicano era considerado o símbolo do Salvador. Isso devido antiga lenda que relata que essa ave dilacerando o peito, derrama seu sangue para seus filhotes.

A Igreja fez dele um símbolo, no qual ele assemelhava-se ao Salvador, derramando seu sangue por Ela (Igreja) e pela humanidade. Por associação de idéias, a Maçonaria fez do Pelicano algo semelhante: simbolizou-o como sendo a Maçonaria que derrama seus conhecimentos para seus Obreiros.

Dessa interpretação teológica, segundo Mestre N. Aslan, os místicos aplicaram outro significado considerando o Pelicano como o símbolo do próprio sacrifício que, posteriormente, se reflete em boas ações, como bônus do realizado.

Não é de se estranhar, portanto, que a Maçonaria nos seus Altos Graus (REAA) tenha adotado o Pelicano como Símbolo para o Grau de Cavaleiro Rosa-Cruz, grau eminentemente cristão.

O Pelicano é sempre representado no momento em que abre suas entranhas para alimentar seus filhotes. Por isso, na ‘jóia” dos Cavaleiros Templários, ele é visto embaixo da Rosa-Cruz e do Compasso, que apóia as suas pontas sobre o quarto de círculo que sustenta seu ninho (Alec Mellor).

É considerado, também, o Símbolo da Caridade e do amor Materno (N. Aslan). Muitas outras interpretações simbólicas foram realizadas, principalmente pela Igreja católica, fazendo comparações com Jesus Cristo, mostrando mais uma vez que o pensamento do ser humano é livre e não tem limites.

M.'.I.'.Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

LIVRES E DE BONS COSTUMES...

A obrigatoriedade de um candidato a Maçon (e posteriormente, continuar a …) ser livre e de bons costumes, remonta à época da fundação da Maçonaria Especulativa, no século XVIII, época do Iluminismo. Essa mesma obrigatoriedade é um dos Landmarks que regem a nossa Augusta Ordem e na sua observância e cumprimento dos mesmos, garante a Regularidade Maçónica à nossa Muito Respeitável Obediência (GLLP/GLRP).

Quanto à premissa de ser-se livre”, deve-se ao fato de à época, ainda existir a escravatura em vários locais do globo e como tal, para se ser iniciado era necessário ser-se “livre”, isto é, não ser “pertença de ninguém”. É claro que hoje em dia, essa obrigatoriedade não se põe, apenas se mantém essa premissa devido ao enorme simbolismo que a mesma acarreta. Porque hoje em dia todos somos pessoas livres. Só não o é quem se encontrar detido devido ao cumprimento de penalização criminal, e se encontrar-se nessa condição, logo não será iniciado.

Também quando se diz que o candidato deve ser livre, ele deve ser livre de dogmas e ter uma mente aberta. Livre de dogmas porque lhe permite discutir, debater; e ter a mente aberta, porque isso lhe proporcionará a interpretação da vasta simbologia inerente à Maçonaria. 

Em Maçonaria, costuma-se dizer que se deseja um “Homem Livre”, pois é do entendimento da Ordem, que o homem não deve estar submetido a vícios e paixões tais, que o prejudiquem ou condicionem a sua própria vontade; sendo que por isso mesmo, um dos trabalhos do Maçon, é “vencer as suas paixões…”.

E essa submissão da vontade, é apenas a vontade de aprender, de se tornar melhor pessoa, seguindo os costumes e preceitos da Arte Real. Em nada lhe é retirada a sua liberdade ou condicionada a sua opinião.

Mas também como livre se poderá entender por alguém que se consegue sustentar, que consegue cumprir com as despesas habituais em Maçonaria, com ações de solidariedade e caridade, tronco da viúva, com quotas e paramentos, etc, sem com isso prejudicar o sustento da sua família. Por isso livre, de liberto de condicionalismos financeiros que prejudiquem ou penalizem a sua família pelo fato de ser Maçon.

Os “bons costumes”, são (quase) como uma obrigação para se viver em liberdade e cidadania na nossa Sociedade. Logo, a Maçonaria que se quer como uma instituição que atua na Sociedade Civil, através dos bons exemplos de conduta dos seus membros, aproveita e exalta a sua moralização de costumes.

Sendo que por “bons costumes” entendamos a observância e cumprimento de bons princípios e preceitos morais e sociais, boa retidão da conduta pessoal, o respeito e a tolerância pelo próximo e pelas suas ideias, o respeito pela Família, ser um bom trabalhador…. 

Enfim, tudo o que se quer como características pertencentes a um “Homem Bom”.

E à Maçonaria interessa ter nas suas fileiras homens assim “livres e de bons costumes”, os outros são dispensáveis…

Fonte: https://pedra-de-buril.blogspot.com

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

ASSISTIR A CONFERÊNCIA

Em 21/07/2025 o Respeitável Irmão Alessandro Clênio Alves de Sousa, Loja Segredo e Caridade, 1141, REAA, GOB-PE, Oriente de Bom Conselho, Estado de Pernambuco, apresenta a questão abaixo:

 CONFERÊNCIA

Meu querido irmão, um bom dia! Espero que estejas gozando de saúde e paz.

Irmão, na última sessão foi levantada uma questão acerca da postura dos IIr.'. Orador e Secretário durante a conferência do Saco de Propostas e Informações.

Ocorre que o SOR orientava que ambos ficassem a ordem e o novo ritual não menciona tal postura. Com o fim de zelar pela ritualística, vos pergunto qual seria o modo a ser adotado?

 CONSIDERAÇÕES:

Veja, ambos, o Orador e o Secretário, ficam em pé para assistir à verificação. Isso ocorre no momento que a Loja já está ritualisticamente aberta. Logo, ambos devem ficar à Ordem.

É uma questão de regra imemorial do REAA, onde aquele que estiver em pé e parado em Loja aberta, obrigatoriamente deve ficar à Ordem.

Por ser uma regra consuetudinária do Rito, isso não precisa estar escrito no ritual.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

AS COLUNAS DO TEMPLO NOS DÃO LIÇÕES DE VIDA

Adalvo Ribeiro de Araújo - A∴M∴
A∴R∴L∴S∴ Suprema Razão Nº25 
Porto Velho, Rondônia - Brasil.

Queremos nesta reflexão, trazer a tona, a experiência e o exemplo de vida de dois homens que viveram no período de aproximadamente (c. 1000 a.C.), ou no século que se seguiu o exílio babilônico (c. 450 a C.). O primeiro, foi um rico dono de terras na cidade de Belém; homem de fé, sábio, justo, piedoso, valente e poderoso. Estamos falando de Booz.

O livro Ruth Capítulo 2:1 “Tinha Noemi um parente do seu marido, senhor de muitos bens... homem valente e poderoso... O qual se chamava Booz”.

A história da sua vida esta no L∴ L∴ Registrada no livro Ruth. O livro é histórico, composto em prosa narrativa, que descreve a situação do povo pobre que estava vivendo sob o jugo do império Persa. No seu primeiro capítulo, o livro começa dizendo que “nos tempos em que julgava os Juizes...” (Rt 1:1) ouve um período de muita fome, e nesse contexto, conta a história de uma família da qual fazia parte o nosso personagem.

Foi escrito no pós-exílio babilônico e retrata a situação do pobre que era marginalizado, excluído, sofredor... Neste sentido, quando se reporta à época dos Juízes, quer-se principalmente, fazer memória do projeto igualitário, onde todos tinham acesso à terra, ao pão, e à vivência da fraternidade que permitia às pessoas de serem felizes com suas famílias (Josué 24:13 e Dt 6:10 -13).

Belém, cidade de Booz, significa “casa de pão”, Mas a realidade era o oposto do nome. Se não havia pão, deveria ter algum motivo para isso. Aí se refletem as causas que geram a fome do povo, ou seja, a estrutura injusta da época que não permitia que o povo tivesse o necessário para sobreviver. Algo muito parecido aos dias em que vivemos.

Booz fazia cumprir fielmente a lei dos Juizes de Israel, onde havia uma provisão legal dando aos pobres o direito de ir aos campos no momento da colheita e recolherem o necessário para passarem o dia. Essa provisão, obviamente, obrigava aos donos de lavouras a deixarem no campo, alguma coisa de resto, que eles chamavam de “rebusco” para que os pobres pudessem ali, colher o suficiente sustento diário das suas famílias.

Era costume de Booz, como homem bom, justo e solidário, instruir aos seus empregados a deixarem no campo, bem mais que a provisão da lei “para os pobres”.

Em. Ruth, Capítulo 4:13 e 17: “Assim tomou Booz a Ruth, e ela passou a ser sua mulher; coabitou com ela, e o Senhor lhe concedeu que concebesse, e teve um filho. 17... e lhe chamaram Obede. Este é o pai de Jaquim, pai de Davi”.

O segundo nome em destaque foi um homem de vida simples, agricultor e pastor de ovelhas. Foi também um homem bom, solidário e piedoso, pai de família exemplar. Homem Ungido por Deus (através do profeta Samuel) em razão do seu extraordinário caráter. Sua história esta registrada no L∴L∴ Em (I Sm. 16:3 - 5). Estamos falando de Jaquim, o belemita, pai de Davi e avô de Salomão.

Em I Crônicas 2:12 e 15 ‘c’ diz: “E Booz gerou a Obede, e Obede gerou a Jaquim... e jaquim gerou... Davi, o sétimo”.

Pois bem, quero salientar que nos chama atenção na vida desses dois homens, as suas ações em favor dos seus semelhantes, em favor dos mais humildes e menos favorecidos; a disponibilidade, a prontidão, a voluntariedade, à vontade de fazer e de ver acontecer. No primeiro caso, Booz, já fazia a diferença ao cumprimentar os seus serviçais. No L∴L∴, em Ruth 2:4 diz: “Eis que Booz veio de Belém e disse aos seus segadores: O Senhor seja convosco! Responderam eles: O Senhor te abençoe!”

Percebem o tratamento? É fantástico! Um homem rico, senhor de muitos bens, poderoso, e que trata com justa igualdade, com humanidade fraterna refinada respeito e carinho aos seus serviçais. “O termo Senhor de muitos bens” em hebraico, designa, normalmente, um guerreiro notável, (como Davi o foi), mas aqui significa uma pessoa poderosa (que detém a força e o poder), e muito bem conceituado na sociedade de sua época, Booz era reconhecido também como o ” resgatador “aquele que regata, que traz de volta”. Era um homem que estava sempre pronto a servir, contribuir e agir em favor dos mais fracos.

No segundo caso, Jaquim, diferente de seu avô Booz, foi um homem de poucas posses, porém, sempre preocupado com o bem estar de sua família, do seu país, dos seus amigos e dos menos favorecidos. O L∴L∴ Em I Samuel, 17:17-18 fundamenta bem o que estamos dizendo.

Jaquim, mesmo já tendo todos os seus valentes filhos nas frentes de batalha, em guerra contra os filisteus, não encontrou nenhum empecilho para enviar seu filho mais moço (Davi) ao rei Saul, quando este o solicitou. Ficou sem o seu valente Pastor de ovelhas, para enviar e consolar a tristeza do rei, o melhor músico (tocador de harpa), que se tinha notícia. O L∴L∴ em I Samuel 16:17-21, fundamenta bem isso. Davi Certamente seguia o bom exemplo do seu avô Booz. Logo, Podemos deduzir que não foi sem razão e motivos, que o Sábio Salomão, ao construir o templo, não titubeou em homenagear ao seu avô e tataravô nas duas colunas que mandou erguer para ornamentar e embelezar a entrada do templo.

No L∴L∴ em I Reis 7:15 e 21 diz: 15 – “E formou duas colunas de cobre... 21 – Depois, levantou as colunas no pórtico do templo; tendo levantado a coluna direita, pôs-lhe o nome de Jaquim; e, tendo levantado a coluna esquerda, pôs-lhe o nome de Booz. Em II Crônicas 3:15, também esta registrada a homenagem”.

A lição de vida que podemos aprender com os nossos personagens e Irmãos do passado é, exatamente através do que eles tinham em comum. Não obstante um ser muito rico e poderoso, e o outro ser de classe média, visto ser apenas um pequeno agropecuarista criador de ovelhas, o que faziam deles iguais eram o caráter, a dignidade, a solidariedade, a voluntariedade, a prontidão, à vontade e o querer, levado à ação de ver acontecer, de fazer a diferença no mundo de sua época, tão injusto e carente. Qualidades necessárias e imprescindíveis na vida de um Maçom.

O Sábio Salomão com a justa homenagem prestada a seus digníssimos parentes nas colunas do templo nos dá a dica necessária de aprendizado, quando conseguimos discernir e entender que através dos homenageados, as colunas simbolizam entre outras coisas, a quebra da barreira social, cultural e racial, objetivando o agrupamento de indivíduos das diferentes classes, raças e culturas da sociedade local e global; na busca do entendimento, da razão de viver, da amizade, da paz, da liberdade, fraternidade e solidariedade entre os povos.

Assim, meus IIr∴ O sábio rei Salomão através dessas colunas, esta nos dizendo que, Ao adentrarmos em nossos templos (neste augusto templo), devemos pensar como Jaquim e Booz. Ou seja, ao passarmos por entre colunas, deve ficar para traz as nossas diferenças sociais e culturais, os nossos títulos e as nossas vaidades, nos tornando a partir delas, todos iguais, verdadeiros irmãos, cuidadosos e zelosos uns pelos outros; como que, um por todos e todos por um.

Quero pensar que entre outras simbologias que as nossas colunas possam ter, esse ensinamento é verdadeiro, e deve ser uma realidade constante nas nossas vidas.

O sábio rei nos indica ainda, que é no templo, entre colunas o lugar apropriado para desbastar e polir a nossa pedra bruta, onde aprendemos a filosofia de vida dos nossos antepassados, e os ensinamentos dos mestres do nosso tempo, onde inteiramos uns com os outros, na busca do pleno conhecimento filosófico da nossa ordem, visualizando como Jacó, o topo da escada estendida a cada um de nós, rumo à plenitude final da nossa caminhada.

E por fim, o sábio Salomão nos indica pelo exemplo de vida e cidadania deixadas pelos seus parentes homenageados, que é lá fora, no mundo profano, entre os poderes constituídos, na política, nas organizações, nos negócios, em nosso lar, na criação e no tratamento dos nossos filhos e nossas esposas, e, principalmente entre os mais humildes, os pobres e miseráveis, os excluídos e desassistidos, que nós precisamos mostrar quem somos, porque somos e a quem servimos. É lá, que precisamos ser o “sal da terra e a luz do mundo” é lá que os bons exemplos deixados por Jaquim e Booz, e outros bons maçons que já foram e os que ainda vivem, precisam ser seguidos. Sem nenhuma pretensão de sermos diferentes, mas com objetivos bem definidos, traduzidos em ação o nosso aprendizado e convivência, para fazermos a diferença, neste mundo tão injusto, tão desigual e que precisa muito de cada um de nós.

Fonte: https://focoartereal.blogspot.com