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O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br
domingo, 18 de outubro de 2026
INCORPORAÇÃO DE LOJAS II - SESSÃO CONJUNTA
Em 10/06/2026 o Respeitável Irmão Dirceu Iglesias Cabral Filho, Loja Acácia Altoense, REAA, GOB-PI, Oriente de Altos, Estado do Piauí, pede esclarecimentos para o que segue:
INCORPORAÇÃO DE LOJAS
Conforme nosso ritual, páginas 74/75 quando duas Lojas se reúnem para fazerem sessões, as formas são de sessões conjuntas ou uma como visitante (página 75). Quando sessões conjuntas a loja anfitriã recebe a loja incorporada (página 74) e fazem distribuições dos cargos.No tocante essa primeira situação está correta?
Existe algum cargo específico para cada loja?
No caso de incorporação existe alguma ritualística própria para tal sessão?
Como seria o desdobramento da sessão:
Por exemplo:
Leitura da Ata: seriam feitas as leituras das atas das duas Lojas?
As atas seriam elaboradas em separado ou a loja anfitriã faz a ata e manda uma cópia para a
Loja incorporada?
Saco de propostas e informações seria feita a coleta das duas Lojas?
A Ordem do Dia poderia ser suprida?
Tronco de Beneficência o resultado da arrecadação poderia ficar com uma Loja ou dividido para as duas?
O livro de presença a Loja incorporada poderia levar o seu para registro?
No momento seriam essas as nossas dúvidas.
EXPLICAÇÕES:
Inicialmente, é bom que se diga que uma Loja visitante, quando não incorporada à Loja visitada, continua como uma Loja visitante e não atua nos trabalhos dividindo cargos. É recebida e apenas assiste aos trabalhos.
No GOB, quando duas ou mais Lojas dividirem os trabalhos em uma sessão, intercalando cargos entre elas, significa que essas Lojas foram incorporadas para atuarem em uma sessão conjunta.
Nesse particular, é bom que se diga que para serem incorporadas e trabalharem em sessão conjunta, as Lojas tem que pertencer ao Grande Oriente do Brasil e praticarem o "mesmo rito".
No que se refere a questão acima, não existe ritualística própria ou diferenciada para a incorporação de Lojas. Nesse caso, os trabalhos incorporados em sessão conjunta seguem o ritual vigente de Aprendiz, Companheiro ou Mestre - todos do mesmo rito.
Seguem as ponderações:
1 - No que diz respeito aos cargos ocupados, as Lojas que compõem a incorporação em sessão conjunta combinam entre si a distribuição dos cargos, sem que haja duplicidade, ou seja, apenas um titular atuará ocupando cada cargo. Em se tratando do dirigente dos trabalhos, o mais comum é que o Venerável Mestre da Loja que recebe a(s) outra(s) em incorporação permaneça como detentor do primeiro malhete.
2 - Leitura da Ata – Em Loja Incorporada o Secretário redige apenas uma ata. Naturalmente que na sua redação haverá informação de que os trabalhos daquela sessão transcorreram incorporados, informando, inclusive, o nome das Lojas que fizeram parte da incorporação. Assim, é recomendável que ao final, antes do encerramento dos trabalhos, a ata produzida (sucinta e objetiva) seja aprovada na mesma sessão pelas Lojas que trabalharam incorporadas. Tantas vias, quanto o número de Lojas incorporadas, serão fornecidas, a cada uma das participantes.
3 - Saco de Propostas e Informações – Em Loja Incorporada, trabalhando em sessão conjunta, havendo ccol∴ ggrav∴, as mesmas serão normalmente decifradas pelo Venerável Mestre. Eventuais ccol∴ ggrav∴ colhidas que não digam respeito aos trabalhos incorporados ficarão sob malhete para posteriormente serem encaminhadas às Lojas interessadas. É de boa geometria que durante o giro não seja colhida nenhuma col∴ ggrav∴ que não seja de interesse da incorporação. Em relação ao giro ritualístico, independentemente de colher ou não alguma col∴ grav∴, a abordagem dar-se-á normalmente conforme especifica o ritual.
4 - Tronco de Beneficência - Em Loja Incorporada, as componentes da incorporação devem antes combinar entre si o destino do produto da coleta. À vista disso, a bolsa circulará normalmente apenas uma vez e terá a sua conferência conforme o previsto no ritual.
5 - Livro de Presenças – Em Loja Incorporada, recomenda-se que cada uma das Lojas tenha na ocasião, em mãos do Chanceler que irá atuar como titular, o seu livro de presenças. Para que se produzam efeitos legais, é recomendável que todos os Irmãos participantes da incorporação assinem, indistintamente, todos os livros das Lojas participantes da sessão conjunta.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
BREVIÁRIO MAÇÔNICO
A EGRÉGORA
Deriva do grego egregorien com o significado de "vigiar".
A Maçonaria aceita a presença da Egrégora em suas sessões litúrgicas. A Egrégora é uma "entidade" momentânea; subsiste enquanto o grupo está reunido; é formada pelas partículas espirituais de cada maçom presente.
Para que surja a Egrégora é necessária a preparação ambiental, formada pelo "som", pelo "perfume" do incenso e pelas vibrações dos presentes; surge quando da abertura e leitura do Livro Sagrado; brota do livro como tênue fio espiritual, adquirindo corpo etéreo com as características humanas.
Os mais sensitivos percebem essa entidade; ela se mantém silenciosa, mas atua de imediato em cada maçom presente dando-lhe a assistência espiritual de que necessita, manipulando as "permutas" de maçom para maçom, construindo assim a Fraternidade.
Para cada Loja forma-se uma Egrégora específica. Quando as Lojas reúnem-se em congressos e se apresentam ritualisticamente, observada a liturgia, essas entidades específicas podem formar um Egrégora para cada grupo.
Os céticos não aceitam essa entidade; porém o maçom espiritualizado deve procurar os seus efeitos e esforçar-se para visualizar a sua Egrégora.
Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 132.
A MAÇONARIA E O CONTEXTO NACIONAL
Marco Antonio Mello Raposo Mestre Maçom
A seguir, extraída parte de esclarecedora Palestra do Valoroso Irmão Marco Antonio Mello Raposo Mestre Maçom da Loja Vale do Piabanha/GLERJ proferida na Loja Jesus Cristo no Rio de Janeiro.
"Num passado bastante remoto, nossa instituição apresentava-se como contraponto às tiranias, aos entraves à roda evolutiva econômica e social, e aos desmandos da Igreja Católica em sua busca por um poder cada vez maior sobre os povos e sobre os Estados; enfim tratava-se de uma instituição que incomodava aos déspotas poderosos de então. Por isso ela era sempre mantida na linha de fogo da polêmica e da controvérsia.
Nunca a maçonaria foi tão atacada e vilipendiada pela Igreja e perseguida pelos Estados como naquela época.
Mas, apesar disso, ela fazia a roda da vida da humanidade girar. As renomadas personalidades que compunham a instituição naqueles tempos lhe trazia prestígio e respeito, não só por serem nomes que detinham poder, mas principalmente por se tratar de homens de coragem, com a firme determinação de combater tudo aquilo que representasse ameaça à paz, à soberania e a justiça social.
Lamentavelmente, tudo isso transformou-se em relíquias de um passado remoto.
Entretanto, meus Irmãos, parece que o processo cíclico que faz girar a roda da vida está nos impelindo em direção do renascimento daquela gloriosa fase de nosso passado. Nada ocorre ao acaso. Tudo na vida tem seu momento próprio de nascer, morrer, renascer, num contínuo ciclo evolutivo.
É chegada a hora de mais um renascimento! Portanto, meus Irmãos, não desprezemos a disposição de mais de 100.000 Irmãos espalhados pelo País em querer a inserção de nossas instituições numa luta clara e frontal pela busca de um futuro mais digno para nossa Nação, tendo nossos atuais dirigentes à frente desse processo, comandando-nos e orientando-nos conforme as luzes de suas sabedorias.
Preparamos, para o atingimento desse objetivo, uma estratégia inicial que esperamos venha a ser gradativamente enriquecida pelos Irmãos que forem aderindo ao propósito estabelecido, e vislumbrem novas ações que possam aprimorá-la.
Conclusão
Temos o dever moral de honrar as nossas mais nobres tradições e dar início a um processo que contribua, de forma incisiva, para a correção dos rumos atuais em defesa de nossa Pátria, de nossos lares, de nossas famílias e, pela busca do Bem Comum.
No Ritual do Aprendiz Maçom durante a abertura dos trabalhos, quando o Venerável Mestre pergunta “para que nos reunimos aqui Irmão 1º Vigilante?”, ele então responde: “para combater a tirania, a ignorância, os preconceitos e os erros, e glorificar o Direito, a Justiça e a Verdade; para promover o bem estar da Pátria e da Humanidade, levantando Templos à Virtude e cavando masmorras ao vício.”
Meus estimados Irmãos, vamos então dar cumprimento ao determinado em nosso Ritual! Vamos romper com essa inércia! Vamos dar um basta nessa sujeira que emporcalha a Nação!
Vamos mostrar a nossos filhos e netos que um dia esse País poderá vir a ter governantes dignos, honestos, capazes e comprometidos com ideais mais elevados! Mostremos a esse País que além de Maçons somos brasileiros, e que em nossas veias corre sangue!
Prostar-se indignado sem nada fazer é estar conivente com a disseminação dos vermes que contaminam as entranhas dos poderes constituídos!
Lá está nossa Bandeira! Nosso símbolo maior! Símbolo de luta e de esperança. Não a desapontemos! Não adianta só criticar tudo o que vem ocorrendo de errado com nosso País.
É chegada a hora de perguntarmos para nós mesmos: o que podemos e devemos fazer por ele?
Para atingirmos tal propósito necessitamos disciplina, perseverança e tenacidade. Não podemos continuar inertes, deixando que escorra por nossas mãos a grande oportunidade de resgatarmos os mais nobres legados da maçonaria universal. Já deixamos passar preciosas oportunidades de levar adiante um trabalho sério que só engrandeceria a Instituição a qual pertencemos; que só nos dignificaria e nos enobreceria; que só nos abençoaria com o orgulho de sermos simplesmente Maçons.
Transformemos esta noite de 6 de outubro de 2009, num marco que simbolize o início de nossa caminhada rumo ao resgate de nossos consagrados valores e de nossa verdadeira identidade. Que o GADU nos abençoe nos combates do porvir.
Que sejamos um só corpo, um só espírito, um só coração na luta por uma Maçonaria mais presente, mais ativa e mais afeta aos destinos de nossa Nação. Que a história da Maçonaria brasileira venha, no futuro, orgulhar-se de todos nós.
O que procurei trazer na noite de hoje foi uma opinião livre de vícios e preconceitos e suficientemente honesta e sincera, para me expor a atrair sobre mim toda a sorte de interpretações e sentimentos.
Entretanto, meus Irmãos, estejam certos de que desejo, apenas, o bem estar de nossa Pátria herdamos denso legado de Irmãos que nos antecederam numa jornada rica em Instituição. Por elas sonharei, enquanto me for permitido sonhar; por elas lutarei, enquanto me for permitido lutar e por elas tombarei, se preciso for tombar.
Nunca nos esqueçamos, meus Irmãos, de que ninguém é tão pobre que nada tenha a dar, nem tão aquinhoado pela vida que nada tenha a receber, nem tão bruto que nada possa ensinar ou tão sábio que nada reste aprender. Dobremo-nos humildes e esperançosamente ante o golpe do Maço do Criador e sujeitemo-nos à orientação de Seu Cinzel, para que mereçamos compor a Grande Obra da Criação. E, se um dia encontrarmos as trevas da decepção em nossa jornada maçônica, não nos quedemos como tantos insensatamente o fazem, amaldiçoando a escuridão.
Acendamos as luzes dos nossos espíritos, e iluminemos o caminho daqueles que se deixaram ficar. Que sejamos um elo que se funde à cadeia infinita que une todos os Maçons do universo na Divina Tarefa.
Colocamo-nos, em nossa Loja, à disposição de todos os Irmãos que acreditem ser possível reescrever a nossa história.
Venerável Mestre, agradecemos a oportunidade que nos foi confiada, e coloco-me à disposição de todos os Irmãos aqui reunidos para um profícuo debate sobre o que acabamos de apresentar.
Muito obrigado pela atenção dispensada pelos queridos Irmãos."
Fonte: https://blogoaprendiz.blogspot.com
sábado, 17 de outubro de 2026
SAGRAÇÃO (CONSAGRAÇÃO, INAUGURAÇÃO) DE TEMPLO
Em 08/06/2026 o Respeitável Irmão Bruno Henrique Fernandes, Loja Umbral das Vertentes, 2600, REAA, GOB MINAS, Oriente de Tiradentes, Estado de Minas Gerais, pede orientações.
SAGRAÇÃO DE TEMPLO
O Venerável Mestre da Loja me incumbiu de entrar em contato com o Eminente Irmão, enquanto Secretário Geral de Orientação Ritualística, para dirimir questões referentes à Sagração do Templo.
Estamos terminando a construção de nosso Templo, iniciada já há alguns anos, visando sua Sagração para uso pleno. Neste processo, surgiram dúvidas sobre quais são os itens que são indispensáveis ao Templo para que ele possa ser sagrado.
Existe alguma orientação, algum checklist, sobre quais itens são indispensáveis? Estamos seguindo as orientações constantes no Ritual, mas algumas dúvidas surgem entre os Irmãos, como por exemplo a necessidade das cortinas pretas para a Câmara do Meio como item necessário para a autorização de Sagração do Templo; as Colunas Solsticiais no Átrio, as mesas em formato quadrado (as que temos hoje são triangulares, doadas por outra Loja); etc.
Se o Eminente Irmão puder nos orientar oficialmente quanto a isso, quais são esses requisitos obrigatórios, ficaremos imensamente gratos!
CONSIDERAÇÕES:
No tocante à Sagração de Templo, que nada mais é do que a sua inauguração (consagração), especialmente o de Aprendiz, por ser o grau em que ocorre a sua inauguração, o mesmo deve estar em conformidade com o rito adotado pela Loja e integralmente decorado conforme os parâmetros do simbolismo previsto pelo ritual. Nesse particular, é imperativo consultar os títulos "1.3 Disposição e Decoração do Templo" e "1.3.1 Planta do Templo", no ritual de Aprendiz/REAA, edição 2024, do GOB.
Por se tratar de uma sagração, o mesmo que conferir dignidade ao espaço, entende-se que não existem "alguns itens indispensáveis", já que todos eles são imprescindíveis, mormente no Templo de Aprendiz, cujo roteiro de inauguração deve ser seguido de acordo com o ritual vigente de Sagração de Templo inserido in Rituais Especiais (Sessões Exclusivas), GOB, 2016. Esse ritual ordena toda a liturgia da cerimônia de inauguração conforme os ritos praticados no GOB.
Assim, para que o Grande Oriente forneça autorização para o ato formal de sagração, naturalmente se faz necessário que o templo esteja de fato concluído, e não "meio concluído", a despeito de que não está prevista na legislação do GOB nenhuma "meia inauguração".
Sob o ponto de vista da ritualística maçônica, a sagração, ou consagração do templo é tão importante que nem mesmo os Grão-Mestres e seus respectivos Adjuntos podem nele ingressar sem que antes tenha sido inaugurado. É o que consta no Ritual de Sagração Templo, página 80.
À vista disso, é certo que o templo para ser inaugurado tem que ter requisitos para isso, ou seja, deve estar completamente concluído e decorado.
Em relação ao templo e os trabalhos nos graus de Companheiro e Mestre Maçom, comumente os mesmos ocorrem, com as devidas adaptações, no mesmo espaço ocupado pela Loja de Aprendiz. Entende-se que estando inaugurado o templo de acordo com o previsto no Ritual, o espaço então recebeu dignidade para abrigar os trabalhos litúrgicos dos três graus do simbolismo, Aprendiz, Companheiro e Mestre.
Para concluir, é bom que se diga que a inauguração de um templo maçônico não possui nenhum com caráter religioso, a despeito de que a Maçonaria por si só não é uma religião. O ato de sagração confere dignidade ao espaço (templo) que irá receber, dali em diante, os trabalhos maçônicos regulares de uma Loja.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
JOÃO PINHEIRO CHAGAS
João Pinheiro Chagas, mais conhecido por João Chagas (Rio de Janeiro, Brasil, 1 de setembro de 1863 - 28 de maio de 1925, Lisboa, Portugal) foi um jornalista, escritor, diplomata e político luso-brasileiro.
Era filho de emigrantes portugueses de convicções liberais que haviam se refugiado no Brasil. Ainda criança, regressou para Lisboa, onde iniciou os seus estudos. Aos 16 anos, fixou-se na cidade do Porto, onde começou sua carreira de escritor. Por vezes, escrevia sob o pseudónimo de João Rimanso ou Ivan.
Começou a sua carreira jornalística em 1883 no prestigiado jornal “O Primeiro de Janeiro”. Fundou o jornal “A República Portuguesa” em 1892, com críticas ao regime e a monarquia portuguesa. Devido aos seus artigos políticos, como o famoso texto “Basta”, foi preso e degredado para Angola, de onde conseguiu fugir para Paris.
Retornou para Portugal após a Implantação da República (1910). Entre mais de 15 livros publicados, destacam-se obras de literatura memorialista, panfletos políticos e crônicas. incluindo “Diário de um Condenado Político”(1894); De Bond: Alguns Aspectos da Civilização Brasileira (1897)
Foi iniciado na Maçonaria em 1896 na Loja Maçônica “Luís de Camões” N° 195 (Grande Oriente Lusitano Unido - GOLU) em Lisboa, Portugal, com o nome simbólico de Armand Carrel.
Fonte: Coluna Cultural Maçônica
PERSEGUIÇÕES, CONSPIRAÇÕES E ACUSAÇÕES
Falar sobre os "inimigos" da Maçonaria é mergulhar em séculos de história, teorias da conspiração e conflitos institucionais. Desde a sua transição de guildas de pedreiros para a Maçonaria Especulativa no século XVIII, a Ordem tem enfrentado oposição de diversos setores da sociedade.
Abaixo, detalho quem são esses grupos e os motivos históricos por trás desses embates:
1. A Igreja Católica (Oposição Religiosa)
Historicamente, o maior e mais persistente crítico da Maçonaria tem sido a Igreja Católica. A tensão começou formalmente em 1738, quando o Papa Clemente XII emitiu a bula In Eminenti, proibindo os católicos de se tornarem maçons sob pena de excomunhão.
* O motivo: A Igreja via o sigilo da Ordem com desconfiança e criticava o naturalismo maçônico (a ideia de que a moralidade pode existir sem a revelação divina) e o incentivo à liberdade de pensamento, que poderia desafiar o dogma religioso.
* Hoje: Embora o diálogo tenha avançado, a posição oficial do Vaticano permanece de que os princípios maçônicos são irreconciliáveis com a fé cristã.
2. Regimes Totalitários (Oposição Política)
Para ditadores e governos autoritários, a Maçonaria sempre foi vista como uma ameaça. Isso ocorre porque a Ordem prega valores como Liberdade, Igualdade e Fraternidade, além de exigir lealdade a princípios éticos que podem entrar em conflito com a obediência cega ao Estado.
* Nazismo: Hitler perseguiu e enviou milhares de maçons para campos de concentração, rotulando-os como aliados dos judeus na "conspiração judaico-maçônica".
* Comunismo: Em regimes como o de Stalin ou na Revolução Cubana inicial, a Maçonaria foi proibida por ser considerada uma "instituição burguesa" e elitista.
* Fascismo: Mussolini também baniu a Ordem na Itália, vendo nela um estado dentro do Estado que ele não podia controlar.
3. Teóricos da Conspiração (Oposição Ideológica)
Este é talvez o "inimigo" mais barulhento na era da informação. Muitas pessoas e grupos na internet alimentam mitos sobre a Maçonaria, associando-a a planos de dominação mundial ou rituais obscuros.
* O Mito dos Illuminati: Frequentemente, a Maçonaria é confundida ou ligada aos Illuminati da Baviera (uma sociedade secreta que existiu brevemente no século XVIII), alimentando a ideia de uma "Nova Ordem Mundial".
* Antimaçonaria Popular: Movimentos que surgiram no século XIX (como o Partido Antimaçônico nos EUA) baseavam-se no medo do segredo e no suposto favoritismo político entre os membros.
4. Fundamentalismos Religiosos
Além do catolicismo, algumas vertentes radicais do protestantismo e do islamismo também se opõem à Ordem. O argumento geralmente é que a Maçonaria seria uma "religião concorrente" ou que o conceito de G.A.D.U. (Grande Arquiteto do Universo) é uma forma de idolatria ou paganismo.
Por que a Maçonaria atrai tantos "inimigos"?
A resistência à Maçonaria geralmente se resume a três pilares:
* O Segredo: O que é desconhecido gera medo e desconfiança.
* A Influência: O fato de muitos líderes históricos (como George Washington, Dom Pedro I e Benjamin Franklin) terem sido maçons alimenta a ideia de um poder oculto.
* A Liberdade de Pensamento: Instituições que exigem controle total sobre o pensamento individual tendem a ver a Maçonaria como uma força subversiva.
> Nota: Para a própria Maçonaria, muitos desses "inimigos" são vistos apenas como pessoas que não compreendem a natureza filosófica e filantrópica da Ordem, que foca no aperfeiçoamento moral do indivíduo.
Fonte: Facebook_Federação Maçônica de São Paulo
sexta-feira, 16 de outubro de 2026
GESTUAL DE APROVAÇÃO II
Em 07/06/2026 o Respeitável Irmão Paulo César Fiuza Lima, Loja Evolução e Cultura, 4321, REAA, GOB-SC, Oriente de Florianópolis, Santa Catarina, solicita comentário para o que segue:
GESTUAL
Gostaria de suas considerações sobre uma situação que tem me intrigado há muito tempo:
É extremamente comum que um Irmão ao ter seu nome citado, fazer o Sinal de aprovação, o que considero um erro.
Fora de contexto, penso que o uso desse Sinal para se auto aprovar, lembra mais uma saudação nazism∴.
CONSIDERAÇÕES:
GESTUAL
Gostaria de suas considerações sobre uma situação que tem me intrigado há muito tempo:
É extremamente comum que um Irmão ao ter seu nome citado, fazer o Sinal de aprovação, o que considero um erro.
Fora de contexto, penso que o uso desse Sinal para se auto aprovar, lembra mais uma saudação nazism∴.
CONSIDERAÇÕES:
Antes de entrar na questão propriamente dita, entendo que embora de uso consagrado, o termo "sinal", em Maçonaria, é mais apropriado quando se tratar de ssin∴ do Grau, Penal e de Ordem, assim como outros relacionados à prática iniciática maçônica, mormente aquelas que guardam segredo e discrição.
Agora, quando se tratar de gestual para aprovação, ou de movimentos com o corpo e com a(s) mão(s) para chamar atenção, utilizados inclusive pelo mundo profano, o mais correto seria defini-lo como "gesto". Nesse sentido, em vez de se dizer "sinal de aprovação", o ideal seria dizer "gesto ou gestual de aprovação". Notadamente, um gesto pode ser feito em se estando sentado, o que não é o caso dos ssin∴ ppen∴ e de Ord∴ que somente são executados por quem estiver em pé e parado.
No que diz respeito a um Ir∴ citado, ou elogiado durante os trabalhos, se utilizar do gesto de aprovação para agradecimento, a meu ver seria uma atitude imprópria, especialmente porque soaria como alguém estivesse aprovando um elogio para si – uma manifestação em causa própria. Caso o citado ou elogiado queria na oportunidade acusar a menção feita do seu nome, o mais apropriado, discreto e de boa educação, é que ele, sentado, faça um leve e discreto gesto com a cabeça, inclinando-a levemente para a frente.
Por fim, nessas circunstâncias não há o porquê de se fazer qualquer comparação com o nazism∴, algo extremamente abominável que nada tem a ver com práticas maçônicas.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
O NASCIMENTO DA MAÇONARIA OPERATIVA
Irmão Gilson Adolfo Schönell, Mestre Instalado
Loja “Luz do Ocidente” no 3015
Chapecó, Santa Catarina
Numa época em que dominava a sacralização do mundo, cada ofício, além de suas técnicas, possuía ritos próprios ao seu desempenho, o que fazia de cada artífice um artista e iniciado.
O ofício fazia parte de um plano sagrado e dava pleno sentido à determinação bíblica “Ganharás o seu pão com o suor de seu rosto”. Cada ofício tinha a sua iniciação própria, algo que permitia a cada pessoa receber uma influência espiritual, que fizesse do ofício não só um prolongamento obrigatório da mão, mas, também, uma projeção do ser, no sentido de uma realização espiritual. O ofício, necessário à sobrevivência material, era, também, necessário à transcendência do ser.
Mesmo nos tempos primitivos, se o ofício sacralizado já pertencia ao domínio do esoterismo, a Iniciação, embora transmitisse uma influência espiritual, não concedia a todos uma realização espiritual total. Todos eram iniciados; a maior parte permanecia como tal, muito poucos eram eleitos.
A iniciação se fazia por meio de ritos. Exprimia-se por meio de símbolos. A iniciação, em suas formas, meios e objetivos, nas diferentes aplicações das técnicas peculiares a cada ofício, pela SABEDORIA que preside à elaboração lógica da Obra, pela FORÇA que possibilita sua realização, e pela BELEZA que proporciona o Amor, o Conhecimento, ajudava o artífice a se despojar do homem velho, para se tornar num novo homem, criador de objetivos e forjador de um novo mundo, finalmente harmonioso.
Assim, se construíram pelo mundo afora igrejas, catedrais, monumentos, mansões opulentas ou casas humildes. A pedra escolhida, bem viva nas mãos do artífice qualificado para desbastá-la, integrada na construção pelos Companheiros Iniciados, sob a direção de um Mestre de Obra, no plano divino, constituía uma e mesma coisa, com a construção de cada edifício. Vagando pelos caminhos, pelas aldeias e vilas, os Companheiros, homens livres, sábios conhecedores do material, exercitados no seu uso, formavam pequenos grupos itinerantes.
A FRANCO-MAÇONARIA TINHA NASCIDO.
Por meio dela, por seus membros Iniciados, os Franco-Maçons, a Europa Ocidental católica iria cobrir-se com catedrais, templos de um Deus único. Assim, os Franco-Maçons criaram os fechos de abóbadas das igrejas, “oculum” do qual descia a luz divina. Quando os franco-maçons deixaram de construir as catedrais, continuaram a levantar monumentos civis ou religiosos.
Quando suspenderam sua ação construtiva, nasceu a FRANCO-MAÇONARIA ESPECULATIVA.
(Fonte: livro A Franco-Maçonaria Simbólica e Iniciática, de Jean Palou).
Postado pelo Irmão Gilson Adolfo Schönell no Grupo arterealsc@yahoogrupos.com.br)
https://martinlutherking63.mvu.com.br/
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
LUGAR DO APRENDIZ RECÉM-INICIADO NO REAA
Em 05.06.2026 o Respeitável Irmão Lucas Mateus de Sousa Pontes, Loja Fraternidade Parnaibana, 840, REAA, GOB-PI, Oriente de Parnaíba, Estado do Piauí, pede esclarecimentos para o que segue:
LUGAR DO NEÓFITO
Estou eu aqui novamente para tirar mais uma dúvida com você, sempre na busca de executar uma ritualística perfeita.
Na última iniciação que tivemos surgiu a dúvida de em qual extremidade o aprendiz mais novo (neófito) deveria permanecer sentado: Alguns irmãos afirmaram que na extremidade do banco mais próxima do irmão tesoureiro, outros afirmaram que deveria ser na outra extremidade, aquela mais próxima do irmão primeiro vigilante. Afinal de contas, onde ele deve se posicionar?
CONSIDERAÇÕES
Entendo que é só seguir na íntegra o que prescreve o ritual vigente de Aprendiz Maçom, REAA/GOB, 2024. Se assim observado, não há o porquê de alguns Irmãos ficarem a achar uma coisa e outros acharem outra. Saindo do achismo, basta obedecer ao ritual instituído por Decreto do Grão-Mestre Geral do GOB.
É notório que o ritual vigorante é para ser seguido, mormente pelo que menciona o seu título 1.2 - Interpretação deste Ritual, página 13 (Ritual de Aprendiz REAA).
Assim sendo, vamos às conferências da questão.
Na página 169 do Ritual de Aprendiz, REAA/GOB, consta, em parte do seu trecho, a seguinte passagem:
"VEN∴ - [...] e depois fazei-o(s) sentar(em)-se no topo da Col∴ do Norte, destinada aos AApr∴, próximo à Coluna Zodiacal de Áries e do 1º Vig∴ (os grifos são meus)".
Ainda, nesse mesmo ritual, página 212:
"CCol∴ ZZod∴ - [...]; no dia da sua Iniciação, (os grifos são meus) o novo Apr∴ocupa lugar no topo do Norte, o mais próximo da Col∴ Zod∴ de Áries, perto do 1º Vig∴ (os grifos são meus), que é o início da caminhada, do Oc∴ para o Or∴ (os grifos são meus)".
Seguindo nesse mesmo ritual, página 213:
"Topos das CCol∴ do Norte e do Sul - Correspondem às paredes Norte e Sul do Templo (os grifos são meus), entre a balaustrada e a parede ocidental”
É razoável se observar que o trecho acima explica onde se situam, no templo, os “topos” das colunas do Norte e do Sul – é só conferir.
Nesse mesmo ritual, páginas 22, 24 e 25, ainda constam os seguintes subtítulos e orientações:
1.3.1 Planta do Templo; 1.3.3 As Doze Colunas do Zodíaco; 1.3.4 Correspondência Simbólica do Zodíaco.
Em se investigando no ritual o conteúdo destes títulos, é possível ainda se vislumbrar, no croqui da Planta do Templo, onde se localizam precisamente as 12 Colunas Zodiacais, mormente a Col∴ relativa a Áries, o lugar do 1º Vig∴ e onde ficam os topos das CCol∴ do Norte e do Sul.
Nesse cenário, a proximidade da Col∴ de Áries com o lugar do 1º Vig∴ indica o lugar em que o Aprendiz recém-iniciado deve se sentar no dia da cerimônia da sua Iniciação.
Diante destes comentários e das evidências ritualísticas apresentadas, não há o porquê de IIr∴ ficarem discutindo se o novo Aprendiz se senta aqui ou acolá. Ora, está bem claro no ritual que no dia da iniciação ele deve ocupar lugar no topo do Norte, a noroeste do templo, em Áries (primavera), próximo ao 1º Vig∴. Iniciaticamente, no marco inicial da sua jornada, ainda distante do Oriente o Aprendiz irá paulatinamente percorrer todo o topo do Norte em busca de um lugar mais iluminado – significa o trajeto da evolução.
Lamentavelmente, por muitos anos os rituais do REAA no Brasil, nesse particular ensinaram errado ao colocarem o Aprendiz recém-iniciado próximo à balaustrada. Certamente isso aconteceu por mera cópia de práticas de outros ritos e a total falta de conhecimento sobre a alegoria das CCol∴ Zodiacais no REAA.
Atendendo à liturgia original do REAA, o Aprendiz inicia sua jornada na constelação de Áries (início da primavera ao Norte) a noroeste do templo e vai paulatinamente passando, uma a uma, pelas seis primeiras CCol∴, até alcançar à Col∴ relativa à constelação de Virgem - a última do Norte, próxima à balaustrada do Oriente.
Assim, como Áries marca o início, a Col∴ relativa à Virgem baliza o final da senda no 1º Grau. Teoricamente essa última Col∴, ao Norte, é onde se senta o Aprendiz veterano que, por já estar no final do verão, encontra-se às vias de atravessar do Norte para o Sul, onde será elevado ao 2º Grau.
Esotericamente, esse movimento representa os ciclos pelo qual deve passar todo o iniciado no 1º Grau no REAA – seguindo as Leis da Natureza, ele vai desde a primavera até o final do verão. Em última análise, é o Iniciado acompanhando a revolução anual do Sol – vida e morte da Natureza.
Nessa conjuntura, se faz cogente compreender que todo esse teatro iniciático maçônico, que envolve aos ciclos da Natureza e a marcha anual do Sol, relacionam-se ao hemisfério Norte da Terra (região onde nasceu a Maçonaria).
Nesse cenário, ainda vale a pena mais uma abordagem sobre o conceito de topo das CCol∴ do Norte e do Sul no templo.
Nesse caso, a palavra "topo" significa o lugar mais afastado do Equador (eixo do templo). É bom que se diga que no REAA o templo maçônico representa uma faixa retangular de terras situada sobre o Equador, cuja largura vai de Norte a Sul e o seu comprimento de Leste a Oeste. O Pavimento Mosaico é o solo terrestre e a abóbada decorada a cobertura. As CCol∴ B∴ e J∴ marcam a passagem, pelo templo, dos trópicos de Câncer ao Norte e Capricórnio ao Sul.
No que trata dos “topos” do Norte e do Sul, a melhor referência para localizá-los é se colocar em pé, de frente para o Norte, no centro do Ocidente sobre o eixo (Equador). Assim, o observador verá toda a parede Norte à sua frente. A essa parede, que fica entre a balaustrada (nordeste) e o canto com a parede ocidental (noroeste), dá-se o nome de "topo da Coluna do Norte" (a base é o Equador e o topo o Norte). É nessa parede que ficam as seis primeiras CCol∴Zodiacais, sendo as três primeiras correspondentes às constelações de Áries, Touro e Gêmeos, relativas aos meses da primavera, e as outras três, correspondentes à Câncer, Leão e Virgem, relativas aos meses que compõem o verão.
No teatro iniciático do REAA, a alegoria concernente às estações da primavera e do verão, esotericamente se comparam à infância e adolescência do Iniciado.
Essa mesma alegoria se aplica ao topo da Col∴ do Sul, porém no sentido inverso do que ocorre no Norte. Agora é o Companheiro Maçom (juventude), um operário mais experiente, que se senta no topo da Col∴ do Sul, junto à constelação de Libra, de onde ele irá prosseguir pela segunda etapa da sua vida iniciática.
Partindo do outono, o Comp∴ Maçom segue, desde a balaustrada, a sudeste do templo, em direção ao inverno que se aproxima. Vislumbra-se a morte e o renascimento da Natureza – Para os iniciados, é o alcance da maturidade - o grau de Mestre Maçom.
No topo da Col∴ do Sul localizam-se as outras seis CCol∴ Zodiacais, as três primeiras, a partir da balaustrada (sudeste), correspondem ao ciclo natural do outono (Libra, Escorpião, Sagitário) e as outras três, ao inverno (Capricórnio, Aquário e Peixes). No caso, a constelação de Peixes é a última das CCol∴ ao Sul. Fica a sudoeste no canto com a parede ocidental.
Voltando à jornada do Apr∴, sob o aspecto prático e seguindo a ordem natural dos fatos, o recém-iniciado, logo que é consagrado Apr∴ Maçom, ocupa lugar junto à Col∴ Zodiacal de Áries (ponto de partida). Daí em diante, ele irá seguir a jornada indicada pelas constelações do Zodíaco até alcançar a última Col∴, correspondente à Virgem, que fica próxima à balaustrada a nordeste (final da jornada do iniciado no 1º Grau).
Vale a pena mais uma vez lembrar que todos os ciclos naturais (estações do ano), bem como as referências astronômicas aqui mencionadas, relacionam-se à observação do hemisfério Norte da Terra – meia-esfera em que nasceu a Maçonaria, em particular o REAA.
Outro aspecto importante relacionado ao REAA, é que ele é um rito solar que usa como comparativo para a evolução do Iniciado a revolução anual do Sol, base de todos os cultos solares das antigas civilizações. Em linhas gerais, a simbólica morte e renascimento da Natureza é que dá sustentação à alegoria iniciática construída pela Maçonaria. É imperativo que o maçom estude para compreendê-la.
Ao finalizar, é oportuno orientar a sua Loja no sentido da formação do seu título distintivo. No caso, deve-se acompanhar o seguinte ordenamento de padronização: por primeiro escreve-se "Augusta e Respeitável Loja Simbólica", em seguida o nome da Loja, acompanhado do número cadastral no GOB. Por fim, a sua condecoração (título de recompensa mais alta). No caso da sua Loja assim ficaria: "Aug∴ e Resp∴ Loj∴ Simb∴ Fraternidade Parnaibana, nº 840, Cruz da Perfeição Maçônica".
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
A MAÇONARIA VENEZUELANA
A Maçonaria venezuelana consolidou-se institucionalmente após a Guerra de Independência, a partir de 1823, quando Lojas em Barcelona, Cumaná e Valencia solicitaram cartas patentes aos Estados Unidos. No entanto, sua unidade foi abalada por crises políticas internas e por um decreto de proscrição de sociedades secretas assinado por Simón Bolívar em 1828. A reorganização ocorreu especialmente após a Revolução de 1853, com a promulgação de uma nova Constituição Maçônica em 1856, que estabeleceu o Grande Oriente Nacional como a suprema autoridade regular no território venezuelano.
A estrutura organizacional era complexa e hierárquica, dividida em três ordens principais: a Ordem Simbólica (que reunia as lojas com os três primeiros graus), a Ordem Perfeita (dos graus capitulares 4º ao 30º) e a Ordem Filosófica (graus 31º ao 33º). A Constituição de 1856 também definiu requisitos de admissão, como a crença em um Ser Supremo, alfabetização e uma profissão honrada, além de centralizar a coordenação das atividades, que antes estava fragmentada desde a derrogação da constituição anterior de 1847.
Documentos históricos, como os da Loja "Esperança nº 37" de Caracas, revelam um crescimento significativo na segunda metade do século XIX. Em 1867, por exemplo, havia 28 Lojas registradas, totalizando cerca de 1.923 membros, com uma média de 68 maçons por Loja. Este desenvolvimento ocorreu em meio a divisões internas, como o cisma de 1851 que gerou duas correntes (uma ligada ao Grande Oriente/Grande Loja e outra ao Supremo Conselho), e reflete a influência da Maçonaria na vida política e social da Venezuela da época.
Sob o regime de Maduro, a Maçonaria venezuelana enfrentou perseguição direta, marcada pela morte extrajudicial de membros como Oscar Pérez, desaparecimentos forçados e intimidação. Enquanto a Maçonaria internacional condenava as violações, a liderança da Grande Loja da Venezuela, com autoridades alinhadas ao governo, absteve-se de criticar e até instruiu a cooperação com os órgãos de segurança do Estado. A instituição foi forçada ao silêncio e à clandestinidade operacional, com vários maçons precisando buscar asilo político no exterior para sobreviver.
Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria
COWAN - GOTEIRA
O repasse é do Ir∴ Laurindo Gutierrez Loja Regeneração 3ª Or∴ Londrina-PR
“COWAN” é uma palavra desconhecida para uma boa parte da população maçônica, principalmente da nossa região. “Goteira”, porém, muda um pouco de figura, sendo um termo nosso conhecido e o personagem considerado perigoso entre os Maçons.
Na Inglaterra também tem o significado de Goteira e de Profano; porém o termo Covan não figurou na maçonaria Inglesa até ser introduzido como que oficialmente, pelo Escocês Dr. James Anderson, em seu segundo “Livro das Constituições”, em 1738 (quando da sua reforma).
Se derivado do Grego o termo Cowan significa “CÃO” – devido aos curiosos e asquerosos hábitos daquele animal. Queriam eles dizer que cães e porcos estão sempre associados à sujeira.
Um dicionário de linguagem francesa, de Jeiniesom, diz que Cowan é derivado da palavra francesa “COION” (um companheiro covarde) um (miserável covarde), sendo para alguns escritores um disparate, esta colocação. As pesquisas dos Irmãos Assis Carvalho e Xico Trolha, apontam como “Covan”, um maçom que construía “muro seco” – isto é, muros ou paredes sem o uso de cimento ou argamassa. Entendemos que os Maçons da época queriam dizer que aqueles homens (os Covans) não tinham o principal elemento cultural para ligar, convenientemente (com argamassa = atributos), as pedras preparadas com o uso do “Maço” e do “Cinzel”, (ferramentas usadas pelos “Canteiros ou fazedores de cantos em pedras da época); então, construíam, amontoando e aprumando simplesmente as pedras preparadas”.
Diz-se ainda que o termo Covan foi extraído de um documento maçônico, em 1730, portanto, antes da Reforma da Constituição de Anderson em 1738, quando Samuel Prichard introduziu a referida palavra num diálogo existente no seu livro “MASONRY DISSECTED”:
P. – Onde se assenta o Aprendiz?
R. – No Norte.
P. – Qual a sua ocupação?
R. – Afastar os “COVANS” (curiosos) e bisbilhoteiros.
P. – Se um bisbilhoteiro for apanhado, como deve ser castigado?
R. –Deve ser colocado sob o beiral da casa até que as Goteiras da chuva, a escorrer pelos seus ombros, saiam pelos sapatos.
Como podemos ver, em 1930, duas palavras conhecidas nossas nos dias de hoje aparecem no referido livro Inglês.
Levantou-se ainda que a Ata N° 0, da Loja Mãe do Mundo “KILWINNING”, de 1707, antes ainda de 1730, registrou que nenhum Maçom deve empregar um “Cowan” (Maçom sem a Palavra), para trabalhar. Isto significa que naquela época quem não tinha uma certa palavra, convencional, não podia trabalhar para os maçons regulares ou junto com eles. Assim como nos nossos dias não podemos ter ingresso às Lojas sem a P. ´. Sem.´., sabendo, inclusive, como transmiti-la;
A palavra Cowan aparece freqüentemente nos textos Escoceses, significando: espião, abelhudo, bisbilhoteiro etc., embora seu significado na Maçonaria não era só isso, podendo dar significação a um Pedreiro que, após trabalhar determinado tempo e ao final, não conseguisse renovar o seu contrato, mesmo que trabalhasse sete anos, este Aprendiz de Pedreiro, somente por este tempo de serviço, poderia não entrar para a “Fraternidade” (grupo organizado de homens do Maço, Maçons), passando a ser considerado um Cowan (bisbilhoteiro), um estranho, um Goteira nos assuntos de Maçonaria.
Seria o mesmo, nos dias de hoje, que um Aprendiz ou Companheiro, ao final do seu Interstício não conseguisse, por algum motivo, ser Elevado ou Exaltado, sendo desligado do Quadro e não tendo mais acesso aos trabalhos e ainda mais, sua aproximação sendo considerada a partir daí, um ato de curiosidade.
Como dissemos, o termo COWAN entrou oficialmente para a Maçonaria em 1738, significando profano, embora se saiba que esta designação, fora da Maçonaria signifique uma pessoa estranha às coisas religiosas, um ignorante às coisas sagradas, etc.
O nosso Irmão Assis Carvalho informa, inclusive, que o cargo de Cobridor Externo (Tyler em inglês), originou-se devido a presença do Covan (Goteira), que se aproximava para observar os trabalhos da Loja e ouvir o que os Maçons falavam ou faziam.
Quando um Cowan (Goteira) se aproximava da Loja ou de um grupo de Maçons, eles diziam: CHOVE, GOTEIRA; se era uma mulher que se aproximava, diziam: NEVA, ESTÁ NEVANDO. E imediatamente todos paravam de falar, pelo menos em assuntos da Maçonaria.
O termo Goteira ou (Cowan em outro idioma) nos chama a atenção até mesmo na C.´. de Ref.´.: “Se a curiosidade aqui te conduz, retira-te”. O curioso sempre foi mal visto pelos Maçons..
No passado, na Maçonaria Operativa, o tratamento dado aos Cowans (Goteiras) era o seguinte: quando se pegava alguém espionando os trabalhos da Loja, que na verdade funcionavam em tavernas (tabernas), aplicavam-lhe uma tremenda surra e o colocavam embaixo das goteiras da chuva para molhar-se todo. Se fosse tempo seco, davam-lhe um bom banho, isto depois de uma boa surra.
Finalmente, depois de contarmos todos o milagres pesquisados no Livro “Símbolos Maçônicos” dos Irmãos Assis Carvalho e Xico Trolha, vamos contar (conforme entendemos), a origem do termo ora estudado, o nosso famoso “Goteira”.
Consta nos velhos escritos ingleses que, durante as reuniões de Pedreiros alguns curiosos subiam nos telhados das tavernas (tabernas), penduravam-se nas calhas ou nos beirais, deitavam-se nos telhados e com as cabeças penduradas como se fossem goteiras da chuva, tentavam ouvir e ver o que falavam ou faziam os Maçons durante as reuniões.
Quando eram pegos, acontecia tudo aquilo que dissemos anteriormente. Apanhavam e eram colocados sob a goteira da chuva já que gostavam de assim se comportarem.
Daí a menção dos escritores de que a presença de um irmão armado de espada fora dos Templos (Cobridor Externo) originou-se da necessidade dos Maçons se protegerem dos “Goteiras” daquela época.
O escritor se posiciona em mais de uma vez em sua pesquisa, quanto a necessidade de termos uma única Pal∴ Sem.´. entre as Potências, desde que regulares.
Do livro : “Símbolos Maçônicos”dos IIr.´. Assis Carvalho & Xico Trolha.
Fonte: JBNews - Informativo nº 321 - 15 de Julho de 2011
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
A COR DAS COLUNAS ZODIACAIS
Em 04.06.2026 o Respeitável Irmão que se identifica com Gabriel, Loja Bárbara de Alencar, 4794, REAA, GOB-CE, Oriente de Fortaleza, Estado do Ceará, pede esclarecimentos para o que segue:
COR DAS COLUNAS
Boa noite, meu irmão, venho mais uma vez recorrer a vossa sapiência numa questão que me causou dúvida. Estamos de mudança para um templo próprio, e nessa fase de reformas surgem algumas dúvidas, na página 22 do ritual de Aprendiz as Colunas Zodiacais estão marcadas em vermelho, seriam essas marcações indicações de que a coluna deve ter a cor vermelha ou apenas é para reforço da posição. Me perdoe caso seja uma dúvida tola, mas procuramos fazer a reforma da maneira mais correta possível. De antemão, agradeço a atenção do irmão.
CONSIDERAÇÕES:
No que diz respeito à cor das Colunas Zodiacais, para elas não existe nada de específico nesse sentido. Geralmente essas colunas aparecem nos templos do REAA pintadas de branco ou na cor de bronze – esta não é uma regra.
No caso, por não existir uma norma, orienta-se que essas colunas possuam aparência discreta. Nesse contexto, sugere-se que os símbolos das constelações zodiacais que aparecem nos respectivos capitéis, sejam de uma cor que realce a sua aparência.
No que diz respeito às colunas e a cor vermelha que aparece no ritual, a mesma serve somente para realça-las no croqui esquemático, portanto isso não quer dizer que as Colunas Zodiacais devam ser pintadas de vermelho.
Por fim, ainda vale ressaltar que as Colunas Zodiacais ficam rigorosamente encravadas nas paredes Norte e Sul do templo, tal como se delas estivessem brotando. É importante mencionar que sob nenhuma conjectura essas colunas avançam no Oriente. Equidistantes, elas ficam agrupadas, seis ao Norte e seis ao Sul, entre a balaustrada e os cantos noroeste e sudoeste da parede ocidental.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
MINUTO MAÇÔNICO - 28
BELEZA
1º - Sabedoria, força e beleza constitui a saudação feita na correspondência maçônica, usando-se-a abreviada S.'.F.'.B.'..
2º - É o nome da coluna do sul e vem representada no sentido arquitetônico pela ordem coríntia.
3º - Essa coluna é considerada "feminina" tendo como representação a estátua de Minerva. O feminismo, aqui, diz respeito apenas ao dualismo, no sentido de oposição à força, que simboliza a coluna do norte.
4º - É evidente que envolve a beleza do caráter do maçom, a educação, a civilidade, a delicadeza com que os irmãos devem tratar-se mutuamente.
5º - Maçom, sois um templo. Toda construção envolve a beleza de seu projeto, de suas linhas e de sua conclusão. As coisas belas são apreciadas por todos, em especial pelo Maçom.
Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br
LANDMARKS

Todos os Maçons regulares se obrigam a respeitar e cumprir fielmente as seguintes doze regras maçónicas, ou Landmarks:
1. A Maçonaria é uma fraternidade iniciática que tem por fundamento tradicional a fé em Deus, Grande Arquitecto do Universo.
2. A Maçonaria refere-se aos “Antigos Deveres” e aos “Landmarks” da Fraternidade, especialmente quanto ao absoluto respeito das tradições específicas da Ordem, essenciais à regularidade da Jurisdição.
3. A Maçonaria é uma ordem, à qual não podem pertencer senão homens livres e de bons costumes, que se comprometem a pôr em prática um ideal de paz.
4. A Maçonaria visa ainda, pelo aperfeiçoamento moral dos seus membros, o da humanidade inteira.
5. A Maçonaria impõe a todos os seus membros a prática exacta e escrupulosa dos ritos e do simbolismo, meios de acesso ao conhecimento pelas vias espirituais e iniciáticas que lhe são próprias.
6. A Maçonaria impõe a todos os seus membros o respeito das opiniões e crenças de cada um. Ela proíbe-lhes no seu seio toda a discussão ou controvérsia, política ou religiosa. Ela é ainda um centro permanente de união fraterna, onde reinam a tolerante e frutuosa harmonia entre os homens, que sem ela seriam estranhos uns aos outros.
7. Os Maçons tomam as suas obrigações sobre um volume da Lei Sagrada, a fim de dar ao juramento prestado por eles o carácter solene e sagrado indispensável à sua perenidade.
8. Os Maçons juntam-se, fora do mundo profano, nas Lojas onde estão sempre expostas as três grandes luzes da Ordem: um volume da Lei Sagrada, um esquadro, e um compasso, para aí trabalhar segundo o rito, com zelo e assiduidade e conforme os princípios e regras prescritas pela Constituição e os Regulamentos Gerais de Obediência.
9. Os Maçons só devem admitir nas suas lojas homens maiores de idade, de perfeita reputação, gente de honra, leais e discretos, dignos em todos os níveis de serem bons irmãos e aptos a reconhecer os limites do domínio do homem e o infinito poder do Eterno.
10. Os Maçons cultivam nas suas Lojas o amor da Pátria, a submissão às leis e o respeito pelas autoridades constituídas. Consideram o trabalho como o dever primordial do ser humano e honram-no sob todas as formas.
11. Os Maçons contribuem pelo exemplo activo do seu comportamento são, viril e digno, para irradiar da Ordem no respeito do segredo maçónico.
12. Os Maçons devem-se mutuamente, ajuda e protecção fraternal, mesmo no fim da sua vida. Praticam a arte de conservar em todas as circunstâncias a calma e o equilíbrio indispensáveis a um perfeito controle de si próprio.
Fonte: freemason.pt
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