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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sexta-feira, 28 de março de 2025

FRASES ILUSTRADAS

O COLAR DO MESTRE INSTALADO

(republicação)
Em 06/07/2018 o Respeitável Irmão Willian Gonçalves de Castro, Loja Célula Mater da Nacionalidade, 2.791, Rito Adonhiramita, sem mencionar a Obediência, Oriente de São Vicente, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

COLAR DO MESTRE INSTALADO

Estou procurando estudos que esclareça o uso do colar para mestres instalados e estou com dificuldades. O Irmão tem alguma indicação literária ou texto que justifique ou não o uso do colar pelo Mestre Instalado?

COMENTÁRIOS:

Nunca é demais lembrar que Instalação é ato litúrgico original da Maçonaria britânica, ou seja, de trabalhos e rituais oriundos da Maçonaria anglo-saxônica. 

Em se tratando de originalidade, Ritos de vertente francesa não possuem - ou pelo menos não deveriam possuir - essa cerimônia, sobretudo quando copiada da Maçonaria Inglesa. De modo geral, na França, Instalação simplesmente significa posse.

No Brasil o costume generalizado (para todos os ritos) de se instalar nos moldes ingleses adveio desde a cisão que ocorrera em 1927 no Supremo Conselho do GOB e que, por extensão fatalmente atingiu o simbolismo, dando por conta dessa dissidência origem a uma nova Obediência brasileira composta por Grandes Lojas Estaduais.

VENERÁVEL
Sacramentada essa Obediência, Mário Marinho Béhring, o seu criador, buscou para ela reconhecimento na Maçonaria norte-americana, mais especificamente na Grande Loja de Nova York que, de certo modo praticava (e ainda pratica) uma maçonaria com fortes ligações anglo-saxônicas oriundas da Grande Loja dos Antigos de 1751 da Inglaterra. Assim o costume de Instalação à moda inglesa acabou aportando também nas Grandes Lojas Estaduais brasileiras.

Mais tarde, já no ano de 1968, através de Álvaro Palmeira e, posteriormente Moacir Arbex Dinamarco, também o Grande Oriente do Brasil passaria a praticar Instalação à moda das Grandes Lojas brasileiras adotando para tal um único ritual que fora criado e adaptado para todos os ritos da sua constelação. 

EX-VENERÁVEL
Esse ritual, criado para o GOB, é de autoria do Irmão Nicola Aslan, obreiro esse egresso na época das Grandes Lojas brasileiras. Como ritual único, sua liturgia acabou trazendo inúmeras contradições nas práticas ritualísticas, pois é amplamente conhecido que cada Rito possui particularidades inseparáveis da sua doutrina iniciática - esse ritual prevaleceu no GOB até aproximadamente 2009 quando surgiu outro em seu lugar com o objetivo de separar a liturgia da Instalação por rito, mas que, por se conservar num único volume, acabou trazendo ainda mais conflito e dificuldade operacional.

Dito isso, desde 1927 com o aparecimento da Instalação generalizada no Brasil, inúmeras adequações apareceriam para se ajustar aos ritos por aqui praticados. É o caso, por exemplo, das diferenças comuns entre as alfaias maçônicas - aventais, punhos, colares e joias. Provavelmente, é devido a isso que poucas explicações sobre os adereços do Mestre Instalado são encontradas.

Nesse sentido vou deixar aqui alguns aspectos que podem auxiliar nas pesquisas sobre o assunto.

Sobre isso, constata-se que o Venerável Mestre é um Mestre Maçom que foi instalado na cadeira da Loja para exercer, pelo tempo regimental, o veneralato da Loja. Cumprido o seu tempo ele é então o Ex-Venerável Mestre, também por aqui conhecido como um Mestre Instalado. Podendo ser o Mestre Instalado “mais recente” quando se tratar daquele que acabou de deixar o cargo de Venerável. 
EX-VENERÁVEL

Por influência dos costumes britânicos, donde é oriunda a Instalação, algumas Obediências brasileiras tratam o seu Ex-Venerável mais recente por “Past Master” – título não comum à Maçonaria latina.

Na realidade, na Inglaterra o “Past Master” é simplesmente aquele que já exerceu o veneralato, enquanto que o mais recente é conhecido como “Immediate Past Master”. 

No trato de alfaias e adereços, especificamente no que diz respeito à joia distintiva do Venerável Mestre, ela é um Esquadro de ramos desiguais, não importando pertença ela à vertente inglesa ou francesa de Maçonaria. O que pode nesse particular se diferenciar entre as vertentes e os seus respectivos ritos e rituais é apenas o tamanho, e às vezes também a cor da joia, já o seu significado é o mesmo – o Esquadro, dentre outros, é um emblema operativo que se adequa ao significado simbólico daquele que é o dirigente do canteiro de obras. Destaque-se que na vertente inglesa a joia do Venerável Mestre é sempre prateada e um pouco maior do que aquela utilizada pela vertente francesa. Por sua vez, essa joia nos ritos originários da França é de tamanho um pouco menor, podendo ser, conforme o rito, de matiz prateada ou dourada.

Já em se tratando da joia dos Ex-Veneráveis, sejam eles imediatos ou não, existem nelas diferenças conforme as duas vertentes maçônicas. 

Em geral na Inglaterra, o “Past Master” traz consigo a joia distintiva na cor prata composta por um Esquadro que traz presa na sua parte interna (entre os ramos do Esquadro) a representação pictográfica da 47ª Proposição de Euclides, igualmente conhecida por Teorema de Pitágoras. 

Já na vertente francesa, geralmente o Ex-Venerável traz uma joia representada pelo conjunto de um Esquadro e Compasso sobrepostos, tendo ao centro a figura de um Sol, ou às vezes o Olho Onividente. O Compasso é demonstrado nesse conjunto com suas pontas dispostas sobre um arco graduado de 1/8 de círculo, o que lhe dá a abertura de 45º já que o círculo tem 360º. Quanto à cor da joia, conforme o rito ela pode se prateada ou dourada. Quanto ao significado simbólico, igualmente à joia do Venerável, a dos Ex-Veneráveis, também possui elo direto com o período operativo medieval e o ofício dos construtores da pedra. 

Especulativamente as joias trazem também alegorias esotéricas plausíveis às interpretações doutrinárias dos ritos e vertentes que tanto podem ser no conjunto completo, ou distintamente a cada um dos símbolos que compõe o emblema.

No tocante ao colar, ele serve propriamente como um aparelho utilizado para suportar pendurada a joia distintiva. O mesmo é adornado geralmente com motivos maçônicos, sendo nele muito comuns emblemas relacionados à Acácia assim como ao Delta Radiante, esse último mais comum à Maçonaria francesa.

AVENTAIS, COLARES E JOIAS
Quanto ao matiz do colar, ele pode variar de acordo com o rito, podendo ser azul celeste ou escuro, ou ainda encarnado. Os adornos que vão nele bordados são de cor prateada ou dourada.

Outros aspectos pertinentes à simbologia dos colares dos Mestres Instalados da Maçonaria brasileira devem ser amiúde pesquisados em fontes que estejam de acordo com o rito praticado. 

Resumindo, um Mestre Instalado, enquanto Venerável usa colar e joia pertinente ao seu cargo. Deixando o veneralato ele continua ser um Mestre Instalado, portanto permanece usando o colar, porém com a joia pertinente ao Ex-Venerável.

Sugiro para começar os estudos a obra intitulada Manual do Mestre Instalado, José Castellani, Editora Maçônica A Trolha, Londrina, 1999.

Por fim, devo alertar que não se podem tomar procedimentos maçônicos como iguais na universalidade na Sublime Instituição. Ao longo dos anos, houve inserções e enxertos, sobretudo ao gosto latino. Nesse sentido, é bom que se diga que inúmeras acomodações e “jeitinhos” acabaram por se tornar consuetudinárias. Assim, no tocante à veracidade dos fatos, tudo isso deve ser levado em consideração. Nada está pronto, tudo depende da perspicácia do pesquisador ao garimpar as fontes primárias. Quem pesquisa para a história, simplesmente relata os fatos como eles primariamente se apresentam. 

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

COLUNAS ZODIACAIS E GRAUS SIMBÓLICOS NO REAA

No Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA), as colunas zodiacais nos graus simbólicos são associadas ao conhecimento astrológico e à jornada iniciática do maçom. Esse rito utiliza amplamente o simbolismo esotérico, incluindo as influências dos astros, do zodíaco e das forças cósmicas no processo de aprendizado.

Colunas Zodiacais e Graus Simbólicos no REAA

No REAA, as colunas (J) e (B) representam os princípios fundamentais da dualidade e do equilíbrio. Elas estão relacionadas ao zodíaco de várias maneiras:

Coluna (J) Representação do Templo de Salomão– Associada ao signo de Leão e ao elemento Fogo, simboliza a força ativa, o poder masculino e a luz do conhecimento.

Coluna (B) Representação do Templo de Salomão – Associada ao signo de Câncer e ao elemento Água, representa a receptividade, o princípio feminino e o entendimento intuitivo.

Cada grau simbólico no REAA pode ser relacionado a signos zodiacais e influências astrológicas:

1º Grau – Aprendiz Maçom (Terra e Lua)

Representa o nascimento do maçom na Ordem e o início da jornada espiritual. Está ligado aos signos Touro, Virgem e Capricórnio, que simbolizam paciência, aprendizado e a construção da base sólida do conhecimento. A Lua rege este grau, representando o reflexo da luz e a necessidade de disciplina.

2º Grau – Companheiro Maçom (Ar e Mercúrio)

Marca o progresso do aprendizado e a busca pela compreensão do universo e de si mesmo. Relacionado aos signos Gêmeos, Libra e Aquário, que simbolizam o intelecto, a busca pelo equilíbrio e a conexão com o conhecimento superior. Mercúrio rege este grau, representando a comunicação e o movimento do pensamento.

3º Grau – Mestre Maçom (Fogo e Sol)

Representa a transformação, a morte simbólica e o renascimento espiritual. Está associado aos signos Áries, Leão e Sagitário, que simbolizam liderança, iluminação e transcendência. O Sol rege este grau, simbolizando a iluminação, a verdade e a vida eterna.

O Ciclo Zodiacal e o Simbolismo das Colunas no REAA

Além dos graus simbólicos, o zodíaco também pode ser interpretado nas colunas do templo:

As Doze Partes do Templo – O Templo de Salomão pode ser visto como uma representação do zodíaco, com suas doze divisões simbolizando os signos e suas influências.

As Três Grandes Luzes – O Esquadro, o Compasso e o Livro da Lei podem ser associados ao Sol (espírito), Lua (alma) e Mercúrio (mente), refletindo a astrologia hermética.

As Portas do Templo – Representam a passagem pelos ciclos zodiacais e a transformação espiritual do iniciado.

Esse conhecimento permite ao maçom perceber a influência cósmica sobre sua jornada e o papel das forças zodiacais em sua evolução.

Fonte: Facebook_Estrela de Davi

quinta-feira, 27 de março de 2025

FRASES ILUSTRADAS

PEDIR A PALAVRA

(republicação)
O Respeitável Irmão Alex Martins de Oliveira, Loja Mensageiros da Luz, 1.783, REAA, GOB-ES, Oriente de São Mateus, Estado do Espírito Santo, formula a seguinte questão:
andrex_oliveira@hotmail.com

Respeitável Irmão Pedro Juk, em sua resposta quando questionado sobre a maneira correta de pedir-se a palavra, o Irmão respondeu que a "forma mais comum" no REAA é: o obreiro bate com a mão direita no dorso da mão esquerda e estende o braço direito para frente com a palma da mão virada para baixo. Pergunto: aprendi que o correto seria bater com a mão direita sobre a palma da mão esquerda e posteriormente estender o braço direito para frente com a palma da mão virada para baixo. Essa forma também está correta, ou seja, posso utilizar as duas maneiras?

CONSIDERAÇÕES:

Essa atitude é apenas de uso e costume e não tem sentido doutrinário algum. Eu sigo apenas o que é tradicional no Rito. Se o Irmão bater “palma” ao pedir a Palavra, penso que o importante é a atitude em pedir a mesma. Eu como disse, fico com a tradição.

Penso também que se a maioria bate no dorso, qual seria o problema se vossa pessoa também assim procedesse? Não seria melhor seguir a maioria?

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.216 Rio Branco (AC), terça-feira, 31 de dezembro de 2013.

CURIOSIDADES


A "Carta de Bolonha", ou "Statuta et Ordinamenta Societatis Magistrorum Tapia et Lignamiis", é um tesouro histórico datado de 1248. Redigido em latim por ordens do prefeito de Bolonha, Bonifacii di Cario, este documento é preservado no Arquivo de Estado de Bolonha, na Itália.

Embora muitas vezes esquecido, este importante documento oferece insights valiosos sobre a história da Maçonaria. O trabalho do Irmão Eugenio Bonvicini em 1982, juntamente com um ensaio que acompanha a Carta, ressalta sua relevância na tradição maçônica.

A Carta de Bolonha precede outras obras reconhecidas, como o "Poema Regius" e o "Manuscrito de Cooke", situando-se como o documento maçônico mais antigo sobre Maçonaria Operativa até hoje encontrado.

Padre Ferrer Benimeli, SJ, historiador espanhol especializado em Maçonaria, destaca a importância deste documento, colocando-o em pé de igualdade com o "Poema Regius".

A "Carta de Bolonha" também confirma o texto das Constituições de Anderson, 1723, sugerindo que Anderson se baseou em antigos estatutos e regulamentos da Maçonaria Operativa da Itália, Escócia e Inglaterra.

Este tesouro histórico revela a rica tradição da Maçonaria, sua evolução ao longo dos séculos e sua influência na sociedade. Suas páginas guardam os nomes e as histórias de 371 Mestres Maçons, conectando-nos com uma tradição que perdura até os dias de hoje.

Por Christopher Hodapp

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

O QUE VINDES AQUI FAZER?

Autor: José Eduardo Stamato – M∴I∴
ARLS Hórus nº 3811, Santo André – SP / Brasil

Quando a mente está adormecida ou entorpecida, é preciso despertá-la;
Quando se distrai, será necessário trazê-la de volta;
Quando se apega demais, fazer vê-la outras possibilidades;
Quando atingir o equilíbrio, manter sem desviá-la.

Estas afirmações são contundentes e de caráter evolutivo, pois, proporcionam um caminho seguro e equilibrado para a dinâmica pessoal diária. Pergunta: será necessária uma prática diferenciada no conjunto da dinâmica que vivemos apesar de nossa “impecável” formação pessoal? Sim, com certeza! Estamos tão envolvidos no processo da existência e sobrevivência que nos afastamos de nós mesmos. Sempre procuramos as soluções de nossos problemas e dificuldades fora de nós, no outro, no próximo, profissional ou amigo, quando todas as possibilidades de desfecho estão dentro de nós, no nosso íntimo, em nosso interior.

Nossa Ordem proporciona essa possibilidade em seu conjunto. Conjunto esse com regras, disciplina, ritual, simbologia, cargos e funções empurrando nossa personalidade para aprimorar o caráter e a conduta. Dentro da Loja, somos envolvidos em responsabilidades que – por vezes – não desejamos assumir e nos vemos praticando funções que sutilmente nos despertam para um novo estado de ser.

Nossas atividades e conteúdo maçônicos são expressos de maneira prática e objetiva proporcionando uma oportunidade de abrandar nosso ego, talvez até submetê-lo e dominá-lo; e isso não quer dizer submissão ou aceitação passiva dos obstáculos e exigências que enfrentamos durante nossos trabalhos e durante nossa vida, representa sim uma ação com equilíbrio consciente que pode se manifestar até num recolhimento cuidadoso (um agir não agindo, escolhas); temos que procurar entender ou aceitar que uma atitude silenciosa ou “não manifestação”, não significa aceitação ou consentimento com situações ou obstáculos.

No âmago do ser humano, na sua Alma[1] só tem uma condição: sua liberdade. Não é a liberdade objetiva ligada aos nossos sentidos ou sensações e vontades, mas, uma liberdade interior, a grande tarefa de assumir sua verdade pessoal, o “Conhece-te a Ti Mesmo”, o autodescobrimento. Esse é nosso trabalho, e quem não o faz é porque não deseja, pois, tem todas as possibilidades de fazê-lo com as ferramentas disponíveis pelo processo maçônico; temos que fugir da “inércia mental” assumindo o controle de nossa existência interior.

As leis da vida social atualmente mudam a cada minuto. Não há mais segurança no conhecimento de alguma lei moral que foi comunicada. É preciso buscar os próprios valores e assumir responsabilidade pela nossa própria conduta, e não simplesmente seguir ordens transmitidas de algum período do passado. Ademais, estamos intensamente cientes de nós mesmos como indivíduos, cada um é responsável pela sua própria senda, diante de si mesmos e de seu mundo.” (Joseph Campbell)

Somos motivados desde nosso ingresso a procurar a Luz[2], devendo constituir-se como meta de nossos interesses. Só podemos nos aproximar de outras dimensões[3] provocando o desapego de nossa mente comum levando-a a outras condições ou situações em que encontra-se distraída ou afastada, e assim, quando tivermos a convicção de que nossos preceitos e postulados são verdades para nós e para todo ser humano, uma forte convicção que não precisa da razão para impor-se, estaremos exercitando ou experimentando uma sabedoria que tem a força de uma corrente da qual somos um elo; e essa ligação torna-se mais forte pelo trabalho das Lojas em seus diversos ritos que podem ter diferenças, mas com pouca alteração[4].

Neste atual estágio evolutivo que nos encontramos, nosso contato objetivo se faz através de nossos sentidos, pois, através deles recebemos as informações e estabelecemos valores, é um bombardeio de impressões e nossa mente acaba flutuando continuamente nesse mar de estímulos.

E sendo ela dinâmica e estar em constante estado de alerta recebendo informações incessantes e ininterruptas fica difícil haver um controle adequado e consciente, tornando essas impressões imprecisas e enganosas podendo distorcer e até limitar o conhecimento, sendo necessário ultrapassá-las despertando outras possibilidades latentes, mas adormecidas.

E para que isso aconteça, para ascendermos a um plano mais sutil, subjetivo, a “busca da verdade”, o “tirar o véu”, deve ser motivada pelo desejo de alcançar a sabedoria e o método é assimilação[5] e não simplesmente pela retenção na memória do conteúdo apresentado.

Essa transformação da mente para a prática ou interiorização dos conceitos transmitidos é lenta necessitando sempre uma reflexão sobre a simbologia apresentada. Devemos passar de “teóricos” e passarmos a “construtores” do edifício social, ajudantes edificadores da humanidade em marcha para um mundo melhor e mais esclarecido.

Notas

[1]  Alma – essência sublime intermediária entre a vida do espírito e a vida objetiva infusa no ser humano, que procura integrar a personalidade num processo superior progressivo de transformações para que perceba que é parte de um todo maior, ainda nesta existência.
 
[2]  Luz – como possibilidade (hoje simbólica) apresentada para uma busca e um despertar para dimensões superiores de consciência. Como exemplo, o Sol dispersa a noite, a chama de uma vela afasta a escuridão, portanto a “luz” tem poder sobre as trevas (o que seriam as “trevas”?).
 
[3]  Dimensão (termo muito utilizado nos grupos esotéricos) – planos expandidos diferentes na sua constituição, mas semelhantes na expressão, podendo ocupar espaços distintos ou não, coexistindo em diversas frequências vibratórias.
 
[4] – Isso se vencermos a vaidade da afirmação de que o Rito que praticamos é o “eleito” ou o “escolhido” ou o “verdadeiro”. O mesmo acontece com as Lojas.
 
[5]  Assimilar – do latim: tornar semelhante a si, integrar a si. Só aproveitamos aquilo que assimilamos. Há uma integração e adaptação progressiva na dinâmica proposta pelo ritual e sua simbologia.

Referência Bibliográfica

“Isto és tu”, Joseph Campbell – Landy Editora

Fonte: https://opontodentrodocirculo.wordpress.com/