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PERGUNTAS & RESPOSTAS
O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br
quarta-feira, 4 de março de 2026
ORDEM DO DIA - CONCLUSÕES DO ORADOR
Em 13.10.2025 o Respeitável Irmão Cleiton Rocha Matos, Loja Guardiões do Olimpo, 3368, REAA, GOB-MT, Oriente de Nova Olímpia, Estado do Mato Grosso, formula a seguinte questão.
ORDEM DO DIA
Boa tarde meu Eminente irmão Pedro Juk, gostaria de tirar uma dúvida, referente a ordem do dia. A ordem do dia quando não tiver votação ou assunto pertinente a discussão, é preciso passar para o irmão orador para suas conclusões ou o venerável mestre já dá ela como encerrada?
CONSIDERAÇÕES:
No período da Ordem do Dia, antes da votação de cada matéria, o Orador deve se manifestar pela sua legalidade. Logo, se não houver nenhuma discussão e votação em pauta, não haverá manifestação do Orador, podendo o Venerável Mestre dar por concluído esse
período.
As matérias da Ordem do Dia devem ser pré-agendadas pelo Venerável Mestre, salvo se tiver sido colhida, na bolsa de propostas e informações, alguma coluna gravada que mereça atenção urgente.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
MINUTO MAÇÔNICO (1)
(Republicação)
QUAL O ESTADO DE ÂNIMO DO MAÇOM AO CHEGAR NO TEMPLO?
1º - Cumprimentar seus irmãos com alegria e ser amável ao abraçar a cada um demonstrando a satisfação em participar daquela reunião.
2º - Se necessário ajudar na preparação da Loja e aproveitar a oportunidade para ensinar os aprendizes, os porquês de cada objeto e seu significado.
3º - Procurar cumprir e estimular os irmãos para que a reunião tenha o início no horário previsto.
4º - Abandonar os problemas ditos "profanos" antes de entrar na sala dos passos perdidos.
5º - Tudo que realizar, realizar com amor e gratidão, pois muitos desejariam estar participando e não podem.
Lembre-se,
MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ
(saber - querer - ousar - calar)
Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br
O SILÊNCIO INICIÁTICO E UNIVERSAL
No caminho iniciático, o silêncio não é ausência.
"Ele é presença concentrada".
Saber calar não significa omitir, mas preparar o vaso para que a verdade possa ser recebida sem distorções.
Antes da Palavra criadora, houve o Silêncio.
Antes da Luz se manifestar, houve o recolhimento.
O silêncio é o laboratório secreto da alma, onde pensamentos se decantam, emoções se purificam e a consciência aprende a escutar aquilo que não pode ser dito.
Quem fala demais, espalha a energia.
Quem silencia conscientemente, a concentra.
É no silêncio que o mestre interior se revela, não como voz externa, mas como certeza tranquila, clara e firme.
As grandes verdades não gritam.
Elas sussurram, E apenas aquele que aprende a calar consegue ouvi-las.
O iniciado compreende que nem toda verdade deve ser pronunciada, nem todo conhecimento deve ser exibido.
Há palavras que amadurecem apenas no escuro do coração.
"Por isso, o silêncio é proteção".
Ele preserva a obra em gestação dos olhares profanos e das dispersões do ego.
Quem atravessa o silêncio não se torna mudo, torna-se preciso.
E quando finalmente fala, suas palavras não buscam convencer.
Elas irradiam. Pois aquele que aprendeu a ouvir a voz do mestre interior já não precisa provar nada ao mundo.
Fonte: Facebook_Adilson Casanova Torman
terça-feira, 3 de março de 2026
SAÍDA TEMPORÁRIA DOS TRABALHOS
Em 09.10.2025 o Respeitável Irmão que se identifica apenas como Tonetti, Loja Guaicurus, 4317, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado Do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos:
SAÍDA TEMPORÁRIA
Peço orientação ritualística quanto a saída temporária do Templo, uma vez que o ritual página 43 fala em entrada e saída do oriente e entrada formal ou saída definitiva do templo, porém não fala sobre o procedimento para se ausentar temporariamente e seu retorno ao templo. Gostaria de saber:
1) A quem pedir dentro do templo (Vigilante da Coluna ou diretamente ao Venerável).
2) Uma vez autorizado saída, é preciso ser conduzido pelo Mestre de Cerimônia. Deve cumprimentar o Venerável.
3) Quando da entrada temporária tem que cumprimentar somente o Venerável ou as Luzes. Deve ser conduzido ao seu lugar pelo Mestre de Cerimônia ou não.
CONSIDERAÇÕES:
Inicialmente, vamos combinar que não há necessidade de se introduzir no ritual um período ritualístico para suprir as diversas situações que levam um Irmão a se retirar temporariamente do Templo.Para isso, o Venerável Mestre tem poder e competência para conduzir as diversas situações ritualísticas que porventura possam advir durante os trabalhos.
Vamos às respostas:Quem estiver nas colunas, obviamente pede para o Vigilante respectivo. Este, por sua vez, solicita ao Venerável Mestre, o qual poderá ou não autorizar a saída temporária. Quem estiver no Oriente, pede autorização diretamente ao Venerável Mestre.
Sim, a despeito de que uma das funções do M∴ CCer∴ é a de ser o condutor nos trabalhos da Loja. Nesse caso, como a retirada é temporária, não há o porquê de o retirante, ao sair da Loja, prestar alguma saudação.
De retorno ao Templo, sendo conduzido pelo M∴ de CCer∴, o retirante volta aos trabalhos. Nessa condição, o Ven∴ Mestre deve dispensar as formalidades, isto é, sem marcha e saudação às Luzes.
Concluindo, existem várias outras situações nesse contexto que poderão vir a acontecer, portanto, à vista disso não há como registrar todas elas no ritual. O Venerável Mestre, como condutor dos trabalhos. certamente tem aptidão para tomar as providências cabíveis, evitando os excessos de preciosismo que, ao contrário de abrilhantar a sessão, apenas atrapalha a fluidez e a beleza dos trabalhos.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
EVOLUIR É UM DEVER
Jose Ricardo Salgueiro Castro
Na Maçonaria, cada passo dado no caminho da Luz carrega um compromisso silencioso com a própria consciência. Evoluir não é um favor concedido pelo tempo, nem um privilégio reservado a poucos. É um dever assumido no momento em que o homem decide lapidar a própria pedra bruta e se tornar, a cada dia, mais justo, mais reto e mais verdadeiro.
A iniciação não nos concede títulos. Ela nos impõe responsabilidades. Cada grau recebido amplia não o ego, mas a obrigação moral de viver aquilo que professamos em Loja. Evoluir é vigiar os próprios pensamentos, corrigir as próprias falhas e agir no mundo com a mesma retidão que juramos no Templo. Não há grandeza sem disciplina, não há honra sem consciência, não há luz sem esforço.
Ser maçom é compreender que o trabalho mais importante não se realiza com ferramentas visíveis, mas no íntimo do caráter. O silêncio do Templo nos ensina que o verdadeiro progresso não se ostenta. Ele se manifesta na conduta, no respeito ao próximo, na firmeza diante das provas e na humildade de reconhecer que sempre há algo a aprender.
Quando afirmamos que evoluir é um dever, reafirmamos a essência da Ordem. Somos chamados a ser exemplos, não por vaidade, mas por responsabilidade. Cada atitude, cada palavra e cada escolha refletem o compromisso assumido diante do Grande Arquiteto do Universo.
Que jamais nos acomodemos. Que a busca pela melhoria interior seja constante. Porque na Maçonaria, evoluir não é uma conquista pessoal. É uma missão. E toda missão exige consciência, caráter e fidelidade aos princípios que nos unem como Irmãos.
Fonte: Facebook
segunda-feira, 2 de março de 2026
DELTA - NO RETÁBULO OU NO DOSSEL?
Em 09.10.2025 o Respeitável Irmão Gilbert Povidaiko, Loja Fraternidade Acadêmica Guarulhos, 3253, GOB-SP, REAA, Oriente de Guarulhos, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos para o que segue:
DELTA NO DOSSEL
Tenho visto em quase a totalidade dos Templos que visito, uma representação "dobrada" do Criador: o Olho da Providência, dentro do Delta Radiante, no retábulo, e um outro Delta, com o IOD, mas na parte central e frontal do dossel (vide anexo ilustrativo).
O Ritual vigente nada diz sobre essa decoração no dossel, o que me leva a crer ser desnecessária. Numa futura reforma, devemos retirá-la? E em se tratando do REAA, o Delta Radiante do retábulo ficaria mais de acordo com a premissa deísta do rito com o IOD ao invés do Olho? Grato por antecipação.
CONSIDERAÇÕES:
Sobre o Delta Luminoso, previsto pelo Ritual de Aprendiz no título Disposição e Decoração do Templo, página 15, somente é mencionado um Delta, o que fica no Retábulo do Oriente. Nada consta sobre Delta fixado no dossel.
Cabem ainda outras observações sobre o Delta. O REAA é um rito deísta de nascimento (deísmo francês), não obstante, por questões históricas, ele também carregue consigo um forte apelo teísta, herdado, principalmente da Grande Loja dos Antigos (1751). Ambas as vertentes influenciaram a construção, em 1804, do seu primeiro ritual para o simbolismo, na França.
No tocante aos símbolos que se encontram no interior do Delta, temos a letra hebraica IÔD, ou mesmo o TETRAGRAMA inteiro – ambos são símbolos de conotação teísta, hauridos, principalmente, da vertente inglesa de Maçonaria. Há ainda o Olho Onividente, ou do Criador (Providência) – este de conotação deísta, haurido do racionalismo francês.
Tudo isso acabou se misturando na construção da doutrina do REAA no século XIX, razão pela qual acabariam aparecendo na decoração de muitos templos do escocesismo.
De tudo, o fato é que o Delta (triângulo equilátero), com a letra hebraica IÔD, com o TETRAGRAMA, ou como o Olho Onividente é, em qualquer caso, o símbolo do CRIADOR na Loja.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
A BIBLIOTECA RIVADAVIA E A MAÇONARIA
Por Luciano J. A. Urpia
Em 27 de maio de 1907, era inaugurada a primeira biblioteca pública do Território de Neuquén (Na Argentina). Batizada de "Rivadavia", ela começou com 500 livros e funcionava apenas duas horas por dia, em uma sala do prédio do governo. Por trás dessa iniciativa, estavam nomes preeminentes da comunidade, como o governador Carlos Bouquet Roldán e Eduardo Talero. O que os unia, porém, ia além do civismo: todos eram maçons.
A fundação da biblioteca não foi um ato meramente cultural, mas uma estratégia deliberada. De acordo com os arquivos do Museu Paraje Confluencia, os maçons viam naquele espaço um "Templo do Conhecimento", erguido em resposta direta ao que chamavam de "obscurantismo religioso". A inauguração da primeira igreja da cidade, em setembro daquele mesmo ano, acendeu um alerta. Temendo que dogmas impedissem a propagação da cultura livre e do pensamento crítico, eles se anteciparam, criando uma instituição para o conhecimento livre antes que uma visão única de mundo pudesse se tornar hegemônica.
Dessa forma, a Biblioteca Rivadavia foi concebida como uma instituição de princípios. Seu verdadeiro propósito, mais do que emprestar livros, era promover a autonomia do pensamento através do conhecimento, garantindo acesso à informação para formar cidadãos livres. Esta história revela como a Maçonaria, em seus primórdios na região, atuou para moldar o progresso intelectual, utilizando o livro como o instrumento fundamental.
Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria
ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE
Julis Orácio Felipe, M∴M∴
A∴R∴L∴S∴Jack Matl n 49
Or∴ Rio Negrinho – SC
A crise trouxe para o mundo um pouco mais que o desemprego e o fechamento de empresas com conseqüências sociais. Trouxe o pós-crise. Numa avassaladora determinação de amenizar os vales nos fluxos de caixa pessoais e das empresas uma pressa e um ritmo frenético instalaram-se. Até então algo normal. Para recuperarmos terreno por obstáculos inesperados corremos mais. Todavia, nesta corrida em especial está havendo um importante fenômeno, a tentativa da comoditização do ser humano, da sua robotização e especialização.
Trata-se de uma orientação de eficiência e padronização, a fim de reduzir custos e despesas. Nada mais natural em se tratando de atividades empresariais, cuja função é manter-se viva pelo lucro gerando emprego e renda. O fenômeno, que parece inofensivo e natural, trouxe uma situação acessória evidente: a desumanização.
O ser humano está deixando de viver seu dia, observar os detalhes que acompanham a sua vida, tornando-se embrutecido e beligerante.
A felicidade consiste em viver o presente em toda sua plenitude. Como disse Honoré de Balzac, em sua descomunal obra O Pai Goriot, “o parisiense não vê mais a torre Eifell”.
Não vivemos mais o nascer e o por do sol, o cantar dos pássaros pela manhã, não apreciamos a chuva, não apreciamos o dia ensolarado, não cumprimentamos as pessoas e algumas vezes até os colegas de trabalho, não observamos a arte, a poesia, enfim, não vivemos realmente e por conta disso não somos felizes e o vazio existencial instala-se.
Tal vazio conduz, numa espiral descendente, ao vício, aos maus hábitos e ao desespero, que muitas vezes culmina com o uso de drogas e com a violência. Estamos nos isolando, fechando praças, eliminando espaços de convivência e traindo com isso nosso próprio bem estar atual e futuro. Como podemos então recuperar isso? O primeiro passo é reconhecermos que estamos num frenesi desmedido, conhecendo-nos como dizia o filósofo Sócrates (nosce te ipsum – conhece a ti mesmo) e, conscientes, ajustarmos nosso comportamento pela nossa livre vontade. O segundo passo é um retorno a sacralização das coisas da natureza e seus detalhes. Conforme dito por um pensador, Deus está nos detalhes. O terceiro passo é apoiar-se na beleza, traduzida nas artes de maneira geral.
A força, a pujança e a sabedoria sem a beleza não fazem do Homem a verdadeira imagem e semelhança do Criador, porque ele não criou as coisas brutas e sim com detalhes enriquecedores. Deus não foi utilitarista, se tivesse sido, não seria Deus.
É um momento difícil que passa a humanidade, mas pode tornar-se ainda mais difícil se o Homem esquecer definitivamente que é uma centelha do espírito divino.
Fonte: JBNews - Informativo nº 299 - 23.06.2011
domingo, 1 de março de 2026
TEMPO DE ESTUDOS E AUMENTO DE SALÁRIO
Em 07/10/2025 o Respeitável Irmão Hiram Andreazza de Freitas, Loja Regente Feijó III, 1456, GOB-SP, Oriente de Itu, Estado de São Paulo, apresenta o que segue:
TEMPO DE ESTUDOS
Surgiu uma dúvida em minha loja. Sobre as instruções após a iniciação, elevação e exaltação. No meu entender, não deveriam ser consideradas como Tempo de Estudos, teríamos a instrução na ordem do dia e depois abertura do Tempo de Estudos, e assim o Irmão apresentaria a peça de arquitetura. Qual seria a sua interpretação sobre esse assunto.
CONSIDERAÇÕES:
Se o Irmão estiver se reportando às instruções que constam nos rituais, as mesmas são sempre apresentadas no Tempo de Estudos. Neste período, também são apresentadas peças de arquitetura e outros elementos inerentes às instruções para o aperfeiçoamento do Iniciado.
Observe-se, no entanto, que matérias pertinentes a aumento de salário (colações de grau), como o questionário elaborado pela Loja e respectiva sabatina, devem seguir os trâmites especificados nos artigos competentes do RGF.
O Tempo de Estudos existe para que nele sejam apresentadas as instruções, já o exame final de avaliação, onde haverá transformação de Loja e votação nominal, deve ocorrer na Ordem do Dia.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
ESTANDO EM PÉ - CONDUTAS RITUALÍSTICAS DO REAA
Em 07/10/2025 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta as seguintes questões:
ESTANDO EM PÉ
1⁰) na última sessão, um irmão questionou sobre as posições dos irmãos Orador e Secretário estarem à Ordem, na conferência das peças pelo Venerável. Na página 59 do ritual 2024, não menciona que fiquem à ordem. Quis saber se a postura havia mudado.
2⁰) no REAA, podemos colocar a Loja em recreação, para se discutir algum assunto?
3⁰) no encerramento da sessão, o Venerável usando o ritual para ler, ele pode ficar em pé, sem estar à Ordem? Já que está com seu instrumento de trabalho.
CONSIDERAÇÕES:
1 - Isso é tão elementar que não precisa estar escrito no ritual. É amplamente conhecido que em Loja aberta do REAA, quem estiver em pé, deve se colocar à Ord∴, ou seja, em pé, corpo ereto, pés em esquadria, compondo o Sin∴ de Ord∴ do grau. Sinceramente, penso ser inacreditável que ainda há IIr∴ do REAA que desconhecem essa regra.
À vista disso, obviamente que os IIr∴ Orad∴ e o Secr∴, ficam à Ord∴ nessa ocasião. Sempre foi assim, e nada mudou. À propósito, é bom lembrar que ninguém fica à Ord∴ sentado.
2 – Conforme menciona o ritual vigente do REAA no GOB, não está previsto se colocar a Lojaem recreação, ou em família, durante os trabalhos. O que está previsto é no Tempo de Estudos, se a ocasião demandar, o Ven∴ Mestre pode ocasionalmente dispensar o giro na palavra para melhor fluidez durante os debates, se alguma instrução demandar. Concluídos os debates no Tempo de Estudos, imediatamente é restabelecido o giro da palavra. Isso não pode ser confundido com colocar a Loja em recreação, ou em família.
Discussões que mereçam votação ocorrem na Ordem do Dia. Conforme o ritual, nesse período também não está prevista a colocação da Loja em recreação para debates. Assim, recomenda-se, se o assunto for polêmico e requerer longos debates, que o Ven∴ Mestre marque, na forma regimental, uma sessão administrativa e transfira para ela o debate, trazendo, posteriormente, as conclusões para serem votadas na Ordem do Dia de uma sessão ordinária regular. Vale ressaltar que em uma sessão administrativa os debates são isentos de giro ritualístico da palavra, embora ordeiros. Por tudo isso, reitera-se: não há período de recreação previsto no ritual.
3 - Se na ocasião, o Ven∴ Mestre estiver em pé e com as mãos ocupadas, por certo ele estará impedido de compor e fazer o sinal, no entanto, mesmo assim deverá se manter em pé, corpo ereto e os pés em esquadria. Seria o caso se ele estivesse segurando o ritual para efetuar alguma leitura.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
BREVIÁRIO MAÇÔNICO
CONSTITUIÇÕES
São as leis maiores de todo agrupamento organizado, essenciais para que haja ordem no caos.
Cada potência maçônica isolada, seja uma grande loja ou grandes orientes, deve possuir a sua constituição.
A constituição em si não é tão importante como a sua instituição; para constituí-la é necessário convergir a vontade do povo maçônico, sendo assim, a expressão máxima de como aquela obediência pode subsistir legitimamente.
Uma constituição é um instrumento genérico que contém as linhas-mestras de uma instituição, pois visa disciplinar quase que permanentemente as regras de comportamento.
Quanto mais antiga uma constituição, mais sábia ela resultará.
Não existe propriamente, hoje em dia, uma constituição abrangente e uniforme, e por esse motivo, a espinha dorsal maçônica ainda são as constituições de Anderson de 1717 e 1723.
Todo maçom deve possuir um exemplar dessas constituições básicas, para compará-las com as constituições de sua própria obediência.
Os princípios que essas constituições observam são fruto de um longo e judicioso trabalho que resultou, embora não sejam perfeito, possui suficiente credibilidade para subsistir até hoje.
O maçom deve ser fiel às leis de sua ordem.
Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 102.
A ESTABILIDADE DO HOMEM LIVRE
Meus amados Irmãos, se desejamos ser estáveis, é preciso antes compreender que a estabilidade não nasce do que nos acontece, mas do modo como escolhemos julgar o que nos acontece.
A essência do bem não está nas coisas externas, nem nos cargos, nem nos aplausos, nem mesmo nas dificuldades.
O bem, assim como o mal, reside em um tipo específico de escolha racional.
As coisas exteriores, meus Irmãos, são apenas matéria-prima.
Elas não carregam em si valor moral algum.
É o nosso julgamento que lhes dá forma.
Quando julgamos corretamente, a escolha se torna boa.
Quando julgamos de forma distorcida, a escolha se torna má, ainda que o objeto seja o mesmo.
Por isso, o homem verdadeiramente livre não se maravilha com o que é material.
Ele não se deixa conduzir pelo brilho das aparências, nem pelo peso das circunstâncias.
Ele aprende a filtrar o mundo externo pelo crivo da razão.
Os antigos estoicos chamaram esse estado de constância, tranquilidade e firmeza interior.
Não como fuga do mundo, mas como domínio de si no meio do mundo.
Essa estabilidade não é fruto da sorte.
Não nasce do isolamento, nem do silêncio imposto, nem da ausência de desafios.
Ela nasce da capacidade de ordenar interiormente o que é caótico exteriormente.
A razão é a ferramenta que nos foi dada para isso.
Ela toma os acontecimentos confusos, inesperados e muitas vezes duros da vida e os transforma em ensinamento, medida e direção.
Contudo, se abandonamos a razão, nossos julgamentos se deformam.
E quando o julgamento se deforma, tudo o que se segue se desorganiza:
— nossas palavras,
— nossas atitudes,
— nossos relacionamentos,
— e, por fim, nosso próprio Templo Interior.
O homem que não governa seus juízos não se mantém firme no caos.
Ele reage.
Ele oscila.
Ele se perde.
Por isso, se desejamos equilíbrio, clareza e estabilidade, devemos trabalhar onde sempre trabalhamos: em nós mesmos.
Não tentando controlar o mundo, mas aperfeiçoando o olhar com que o observamos.
Não eliminando o externo, mas disciplinando o interno.
Assim como lapidamos a pedra bruta, devemos lapidar nossos julgamentos.
Pois quem aprende a julgar corretamente, aprende também a escolher corretamente.
E quem escolhe corretamente, constrói dentro de si um Templo que não se abala com o ruído do mundo.
Que cada Irmão reflita.
Que cada Irmão observe seus próprios juízos.
E que cada Irmão se lembre:
A estabilidade não é ausência de tempestade,é firmeza no meio dela.
Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro
sábado, 28 de fevereiro de 2026
BALANDRAU EM SESSÕES CONJUNTAS
Em 06/10/2025 o Respeitável Irmão Marcos Amorim, Loja Misótis, 4838, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta as seguintes questões:
BALANDRAU
Venho mais uma vez solicitar auxílio ao Irmão, visto que algumas dúvidas foram levantadas em sessão pelos os irmãos da Loja, sobre o uso do balandrau pelo Venerável Mestre, sendo elas:
1. O Venerável Mestre pode trajar balandrau, ao invés de traje maçônico, em sessões conjuntas ordinárias?
2. Sendo possível trajar balandrau em sessões ordinárias conjuntas, é recomendado fazê-lo?
3. O uso do balandrau dispensa o uso dos punhos?
4. O Venerável Mestre, em sessões conjuntas, sejam elas ordinárias ou magnas, deve presidir a sessão com os demais VVen∴ MM∴ ou pode trabalhar, ocupando cargos?
Mais uma vez, agradeço antecipadamente pela ajuda e atenção dispensados.
CONSIDERAÇÕES:
Inicialmente eu gostaria de salientar que sessões maçônicas em que as Lojas trabalham em conjunto, é preciso antes terem sido incorporadas.Nesse contexto, vale ressaltar que incorporação de Lojas somente é permitido se as mesmas forem da mesma Obediência, no nosso caso do GOB, e trabalhem no mesmo rito (vide o Ritual de Aprendiz do REAA vigente, GOB, 2024, página 74, título 2.8 - Recepção de Lojas).
Assim, Lojas que não forem da mesma Obediência, e do mesmo Rito, serão recebidas como Lojas Visitantes e não podem dividir, entre elas, os trabalhos.
Isso esclarecido, seguem as respostas solicitadas, não só para sessões ordinárias conjuntas, mas também para uma simples sessão ordinária.
Valos lá:
1 – Sim, o Venerável Mestre também pode usar balandrau negro. Não há discriminação para o seu uso no REAA, desde que seja em sessões ordinárias. Atenção: o balandrau deve estar em conformidade com as orientações previstas na página 33 do Ritual de Aprendiz do REAA em vigência no GOB
2 - Sendo legalmente admitida a utilização desta vestimenta (em sessões ordinárias de ritos que o admitem), fica a critério do usuário optar pelo uso do traje, que pode ser o balandrau negro, ou terno preto, ou azul marinho.
3 – Nas sessões ordinárias, o Venerável Mestre optando pelo uso balandrau, deverá estar paramentado como Venerável Mestre, ou seja, vestindo o respectivo avental, colar/joia, punhos e chapéu negro e desabado.
4 - Em Lojas incorporadas trabalhando em conjunto, não há duplicidade de cargos. Em comum acordo, as Lojas incorporadas combinam a ocupação dos cargos. Em nenhum caso haverá um mesmo cargo ocupado por dois titulares. As Lojas incorporadas deverão ser do mesmo rito, porquanto seguem o mesmo ritual.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
SINAL (GESTO) DE COSTUME
Em 05/10/2025 o Respeitável Irmão Juliano Melo do Nascimento, Loja Aristides Lobo, 921, REAA, GOB-PR, Oriente de Jacarezinho, Estado do Paraná, formula as questões seguintes:
SINAL DE COSTUME
1: Por que como sinal de costume, levantamos a mão direita na altura do ombro?
2: Por que batemos com a mão direita na esquerda para pedir a palavra?
CONSIDERAÇÕES:
1 - Na verdade, não é um sinal iniciático maçônico, senão um gesto consagrado utilizado para se pedir a palavra ou demonstrar voto nas votações nominais. A questão da estender o braço direito à frente na altura do ombro é um gesto universal, nada tendo nele de iniciático ou esotérico, bem como com saudações ideológicas, é bom que isso fique bem claro. Assim esse gesto não é um sinal maçônico, até porque ele pode ser feito tanto se estando sentado, como em pé.
2 - Simplesmente para se chamar a atenção. Da mesma forma, o gesto de bater com a mão direita aberta no dorso da esquerda nada tem de iniciático e nem encerra nenhuma conduta esotérica.
T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
PADRE EUTÍQUIO
EUTYCHIO PEREIRA ROCHA (Salvador-BA, 1820 - Belém, PA, 1880). Padre e político brasileiro. A opção do jovem Eutíquio pelo sacerdócio fora despertada ainda na infância e talvez, uma escolha motivada pela afinidade com as coisas da fé ou apenas uma maneira de superar a pobreza. A cor de sua pele foi motivo, já em sua vida adulta, de preconceito e menção a um passado de escravidão, uma vez que durante as brigas com os bispos, estes sempre se referiam a ele como o "Cônego africano", como forma de tratá-lo como um cidadão de segunda classe.
Diante das afirmações pejorativas sobre sua cor, Eutíquio em contrapartida debochava do preconceito que lhe era dirigido se autoproclamando nos jornais ser "um negro arrojado e atrevido, (...) seja esse (...) como nós (filho ou neto de africano)".
Ainda na Bahia, viveu como padre secular e mestre escola nos liceus baianos até o ano de 1851, quando se transferiu para Belém do Pará. Em fins da década de 1850 filiou-se ao Partido Liberal e participava ativamente da vida política, elegendo-se vereador em Belém nos anos de 1857 a 1860, 1861 a 1864, 1865 a 1868 e 1876 a 1879, um total de quatro legislaturas consecutivas. Faleceu aos 60 anos de idade.
Texto: Kelly Chaves Tavares (Mestra em História Social da Amazônia pela Universidade Federal do Pará (2020) @beijaflor_1991
Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria
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