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PERGUNTAS & RESPOSTAS
domingo, 23 de agosto de 2026
A ESTRELA FLAMEJ.'. E A LETRA G - REAA
ESTRELA E A LETRA G
1 - Em seu artigo https://pedro-juk.blogspot.com/2017/12/estrela-flamejante-v.html você fala sobre a especulação sobre o conceito da letra G, porém, no ritual de Companheiro Maçom na página 123 expressa uma opinião contrária ao seu artigo. Como respeito muito seus artigos, gostaria de sua orientação sobre o disposto no ritual atualizado em 2024.
Aproveitando sua boa vontade agradeço mais dois comentários:
2 – A Estrela Flamejante deve estar literalmente de ponta para cima, ou seja, perpendicular (pendurada) no teto ou pode estar afixada no teto na abóboda celeste;
3 – Podemos em uma reunião de grau de Aprendiz transformar a reunião em grau de Companheiro, retirando os Aprendizes no momento do tempo de estudos para a apresentação do grau de Companheiro, depois retornando com os Aprendizes, isso para não furtar os Aprendizes de participar da reunião naquele dia. Essa prática pode ser realizada?
CONSIDERAÇÕES:
1 - Em relação ao que eu publiquei em resposta a uma pergunta no meu Blog em 2017, continuo convicto do que escrevi, e mantenho a minha posição.
Sobre o Ritual de Comp∴ Maçom em vigência no GOB, eu procurei minimizar a questão, deixando claro, em primeiro lugar, que a letra “G” significa Geometria. As outras definições, que a meu ver não condizem com a realidade doutrinária do REAA, são mencionadas no Ritual em segundo plano, sobretudo porque são consagradas nas instruções gerais da Maçonaria e até adotadas de modo amplo em outros rituais.
Foi graças a isso é que deixei bem claro que na Maçonaria a letra “G” também tem sido interpretada como Geração, Gravidade Gênio e Gnose. Note que, mesmo discutível, essas não são afirmativas minhas, mas são conceitos que estão presentes há muito tempo na Maçonaria, especialmente na vertente anglo-saxônica. Assim, a minha obrigação é também mencioná-los.
Nesse contexto, o que de fato eu abomino é falsa interpretação quando dizem que a letra “G” é uma referência ao "G∴ A∴ D∴ U∴", mais especificamente à palavra "God", que é Deus na língua inglesa. Ora, se fosse assim, como ficariam então os ritos latinos onde a inicial do nome Deus é a letra "D" (Deus, Dio, Dieu)?
En passant, outro absurdo é se dizer que a letra hebraica “IÔD” se traduz pela letra “G”.
Graças a isso, sendo a Geometria a quinta ciência na ordem das Sete Artes e Ciências Liberais, procurei dar ênfase a ela como uma das grandes verdades universais (vide a 47ª Proposição de Euclides).
Para concluir este quesito, vale a pena lembrar que quando se trata de ritual maçônico, nem sempre é possível alterá-lo de imediato, sem antes, com muita prudência, ir se preparando o terreno. Por conta disso, deixo essa questão para reflexão dos IIr∴, mostrando que nem tudo o que reluz é ouro.
2 - A Estr∴ Flamej∴ – Este símbolo não é parte do mapa estelar da abóbada. Ela não aparece como as demais estrelas e astros, fixados no firmamento. Nesse sentido, a Estr∴ Flamej∴ não é um astro celeste, mas é um símbolo pitagórico, que fica pendente do teto, adotado por alguns ritos maçônicos. Historicamente essa estrela hominal somente apareceu na Maçonaria no século XVIII.
Como um símbolo pitagórico, o ritual do REAA/GOB menciona que a Estr∴Flamej∴ - um dos ornamentos da Loja de Comp∴ - aparece pendente(pendurada) do teto, ao Meio-Dia, sobre o lugar do 2º Vigilante.
Por ser um símbolo hominal, herdado do pitagorismo, é que essa Estr∴ se apresenta no Templo pendurada e com apenas uma das suas cinco pontas voltada para cima. No contexto de símbolo hominal, a única ponta voltada para cima corresponde à cabeça (mente) do homem, enquanto que as demais relacionam-se aos seus membros superiores e inferiores (comparado ao homem vitruviano de Da Vinci.
Em primeira análise, a Estr∴ Flamej∴ simula o Homem de cabeça para cima, naturalmente como foi constituído pela Natureza (teurgia). Também representa os cinco sentidos e a relação matéria-espírito: visão, audição, tato, olfato e paladar – o Iniciado vê o sin∴; ouve a pal∴; sente o t∴; percebe o ar∴ dos pperf∴; distingue a doç∴ do amarg∴ presente na t∴ das vicissitudes.

A Estr∴ pendente do teto, perpendicular ao meridiano do Meio-Dia (sobre o 2º Vig∴), simula a luz intermediária, entre a aurora e o ocaso. É por isso que no REAA a alegoria da letra "G", ao centro da Estr∴, corresponde à 5ª Ciência, ou a Geometria aplicada na construção de um novo Homem. De modo óbvio, a letra "G" também não deve ficar de ponta-cabeça, senão seguir o padrão e a ordem natural das coisas da Natureza.
3 – Transformação de Loja - Conforme menciona o ritual, existe a possibilidade de transformação, no entanto isso somente deve ocorrer quando for necessário para se atender à legislação, ou por algum motivo comprovadamente imperioso. Transformação de Loja é procedimento previsto, mas esporádico, nunca corriqueiro. É oportuno lembrar que uma Loja transformada deve retornar ao grau em que fora inicialmente aberta para ser fechada definitivamente. Transformar Loja para ministrar uma instrução é possível, porém não recomendável.
T.F.A.PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
BREVIÁRIO MAÇÔNICO
MAÇONARIA DISCRETA
sábado, 22 de agosto de 2026
SAGRAÇÃO DE TEMPLO (INAUGURAÇÃO) - 7
Em 20/05/2026 o Respeitável Irmão Jorge Jesus Abreu, Loja Acácia, 177, sem mencionar o Rito, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão.
SAGRAÇÃO DE TEMPLO
Sirvo-me do presente para, respeitosamente, solicitar a sua colaboração, no sentido de orientar o signatário acerca do amparo legal, pressupostos e requisitos para a sagração do Templo Maçônico.
Estou no cargo de Orador, cargo esse preteritamente já exercido em outras duas administrações, de forma intercalada.
Na vida profana, sempre pautei por princípios de estrita legalidade, na medida em que exerci, até a aposentadoria, o cargo de Delegado de Polícia no Estado do Rio de Janeiro. Mesmo na inatividade, desempenhei funções públicas na área da segurança pública, e hoje advogo, basicamente, na esfera administrativo-disciplinar no âmbito da Polícia Civil, tudo a moldar minhas ações em conformidade com as normas legais e estatutárias.
Assim, reputo de muita relevância suas considerações em torno da sagração do Templo Maçônico, notadamente a necessidade dessa medida em havendo benfeitorias no interior do recinto.
No mais, externo o sincero desejo de sua visita a minha Loja, em estando na Cidade de Niterói, evento esse motivo de júbilo para toda a família maçônica fluminense.
Sem mais para o momento, colho o ensejo para externar ao querido Irmão protestos de fraterna estima e consideração.
CONSIDERAÇÕES:
Em Maçonaria, a sagração de um Templo ocorre no sentido de conferir dignidade ao espaço ou dependência em que serão realizados os trabalhos litúrgicos e ritualísticos de uma Loja. Tudo isso sem a intenção de transformar esse recinto em um lugar sagrado, santificado ou religioso.
Nesse contexto, é sempre bom lembrar que a Maçonaria não é uma religião e nem uma Instituição religiosa. A religiosidade, nesse caso, está no íntimo de cada maçom.
Sobre a sagração de um Templo maçônico - Em linhas gerais é a consagração de um lugar; é a sua inauguração que se dá por meio de um ritual específico vigente na Obediência.
Como se trata de uma inauguração, esses trabalhos são dedicados a uma nova edificação ou dependência, que nunca antes tenha sido inaugurada (consagrada, sagrada). Em linhas gerais, um Templo, já passou pelo ato de consagração assim permanece ad aeternum, isto é, enquanto ele existir e estiver em condições de uso.
Reformas de edifícios maçônicos já inaugurados, a meu ver não devem passar por outra sagração, a não ser que o prédio tenha sito totalmente demolido e reconstruído, ou mesmo uma ampla reforma que o descaracterize do original, o que seria tratado como uma nova construção. Esses casos seriam passíveis de uma inauguração (sagração).
Enganam-se redondamente os que tratam a sagração de um Templo maçônico como fosse uma prática religiosa. Consagrar, nesse caso, é conferir dignidade ao espaço, inclusive ao grau de um maçom (consagração de um candidato).
O ato de Sagração de um Templo - No GOB, o ritual específico para essa finalidade, em vigência, encontra-se no volume de Rituais Especiais (Sessões Exclusivas), 2016, dele a página 77 e seguintes.
Para que ocorra a sagração de um Templo maçônico, a Loja interessada deverá formalizar um pedido ao seu Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal, o qual irá, mediante ato formal, designar uma comissão formada por Mestres Maçons (Comissão de Sagração) para a exercer a cerimônia ritualística de inauguração.
Nesse contexto, é importante lembrar de um detalhe significativo. Trata-se do que especifica o Ritual de Consagração vigente, página 80: "É vedado (o grifo é meu) ao Grão-Mestre Geral, Grão-Mestre Geral Adjunto, Grão-Mestre Estadual e respectivos Adjuntos e ao Delegado do Grão-Mestre participar da Comissão de Sagração e ter ingresso no Templo antes de sua Sagração".
Em face a isto, as autoridades mencionadas logo acima não podem fazer parte da comissão de inauguração, assim como também não podem ingressar no Templo sem que ele tenha sido antes regularmente inaugurado (passado pela sagração).
Eram essas as informações possíveis neste momento.
JOSÉ MIGUEL CARRERA
OS TRÊS TRAIDORES DO TEMPLO INTERIOR
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
ROMPER A MARCHA DO GRAU
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
ABÓBADA CELESTE DO TEMPLO - REAA
TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
SOIS MAÇOM?
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
T∴ DE MESTRE MAÇOM - REAA
Em 19/10/2021 o Respeitável Irmão Teodoro Robens Freitas Silveira, Loja Apóstolos da Galileia, 2.412, REAA, GOB MINAS, Oriente de Montes Claros, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte.
T∴ DE MESTRE
No Ritual 3º Grau de Mestre Maçom, página 41 sobre o T∴, diz: Faz-se pelos C∴PP∴ de Perf∴ da Maçonaria ou C∴ PP∴ Perf∴ da Maçonaria?
Se considerarmos a nomenclatura padrão o "PPerf." não poderia ser Perfeição pois é singular.
Gentileza esclarecer.
CONSIDERAÇÕES:
Quanto à sua questão, o ritual de Mestre Maçom vigente, na sua página 41, menciona claramente C.'. PPont.'. PPerf.'. de Mestre. Nesse caso, a palavra em questão, que está no plural, significa "perfeitos" e não “de perfeição da Maçonaria".
A origem desses c∴ ppont∴ está no Grau de Companheiro Maçom, época em que ainda não existia na Maçonaria dos Aceitos (Especulativa), o 3º Grau. Nesse período, os c∴ ppont∴ ainda pertenciam ao 2º Grau, ou como era comumente chamado, “do companheirismo”.
Primitivamente, era conduzido à Great Chair (Grande Cadeira) para dirigir a Loja, um Companheiro comprovadamente experimentado. Como nessa época ainda não existia a L∴ de H∴, a Maçonaria Especulativa se servia de uma lenda noaquita, relativa a Noé e seus três filhos, S∴, C∴ e J∴.
Com o advento do Grau de Mestre em 1725 na Inglaterra, e oficializado em 1728 pela Grande Loja na segunda Constituição Inglesa, os C∴ PPont∴ PPerf∴passaram a ser do Mestre, ou do Mestrado, então diretamente relacionados à L∴Hirâm∴ e o Mestre ressuscitado.




