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PERGUNTAS & RESPOSTAS
O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br
terça-feira, 19 de maio de 2026
PROCEDIMENTOS RITUALÍSTICOS - RITUAL DO REAA/GOB
Em 14/03/2026 o Respeitável Irmão Alexander Brito Viana, Loja Obreiros de Macaé, 2075, REAA, GOB-RJ, Oriente de Macaé, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:
PROCEDIMENTOS RITUALÍSTICOS
Desculpe-me em insistir nesses assuntos, é que estamos passando para a Loja (no tempo de Estudos) os esclarecimentos que foram adicionados em nossos rituais e foram levantadas dúvidas que venho humildemente solicitar a sua ajuda para tais esclarecimentos.
1 - Em questão as batidas na porta dadas pelo Irmão que chega atrasado nas Sessões (e-mail acima que eu mesmo enviei), foi esclarecido que não haviam orientações oficiais a respeito do atraso e que o aumento das baterias foi uma criação dita verbalmente, portanto a oficialização das batidas foi retirada de onde?
2 - Em seu Blog há o esclarecimento de que quando um vigilante vai pedir a palavra ele dá um golpe de malhete solicitando a palavra e o Venerável Mestre da outro golpe de malhete concedendo a mesma. Como também não há orientação oficial (nos rituais) a respeito ficamos em dúvida de onde vieram essas informações.
3 - Mesmo caso de quando um Irmão pede a palavra na Palavra a Bem da Ordem, faz-se dando uma batida com a mão direita sobre a mão esquerda (na maioria das Lojas) mas já vi Irmão batendo palma para pedir a palavra, outros batendo várias vezes com a mão direita sobre a esquerda. Como não há nenhuma orientação oficial qual é a forma correta?
Desde já abrigado pelos esclarecimentos.
CONSIDERAÇÕES:
1 - Se até então não havia nada publicado oficialmente a esse respeito, a Secretaria Geral de Orientação optou pela forma que agora se encontra na página 210 do Ritual de Aprendiz vigente do REAA, item 4.4 - Comportamento Ritualístico. Autores como José Castellani e Francisco de Assis Carvalho já mencionavam a não existência do replicar desses aumentos de bateria na porta do templo. Com base nisso, o novo ritual ousou trazer uma norma para esse procedimento. Desse modo, se antes não tinha nada a respeito, agora passa a ter no ritual vigente, portanto, é algo para ser seguido.
2 - Como não constava no ritual, no Blog respondi a maneira consagrada que muitos autores, tal como os citados acima, recomendavam. O meu Blog não é o ritual, todavia, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística, quando consultada a esse respeito, tem orientado que os Vigilantes usem o malhete para pedir a palavra ao Venerável Mestre.
3 - Pedir a palavra batendo com a palma da mão direita aberta sobre o dorso da mão esquerda fechada tem sido a maneira mais utilizada pela ritualística maçônica. Por conta disso, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística assim orienta por entender ser esse um procedimento costumeiro.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
RITUALÍSTICA: DISCIPLINA, EQUILÍBRIO E FORMAÇÃO MAÇÔNICA
A ritualística dentro de loja, bem aplicada e trabalhada com perfeição, serenidade e responsabilidade, é um agente transformador do maçom. Um dos maiores agentes de transformação dentro da Maçonaria é a aplicação da ritualística com rigor, amor e alegria em loja; sua capacidade de transformar o ser humano nem sempre é plenamente compreendida pelos iniciados.
Importante destacar que, quando você se prepara para produzir uma sessão com ritualística bem executada, trabalha diversos pontos de equilíbrio dentro de si, como foco, dedicação, motivação, liderança, servidão e confiança. O foco é essencial para que possamos cumprir todos os objetivos da simbologia do ritual, bem como a forma de se expressar, conduzir e transmitir as instruções dentro do templo. Sem dedicação ao estudo dos movimentos e à prática constante, não há como realizar uma sessão capaz de engajar e envolver o irmão.
Quando, porém, os movimentos, as falas e toda a simbologia ritualística são executados com responsabilidade, você naturalmente motiva seu irmão a agir da mesma forma, tornando-se exemplo e exercendo liderança dentro da oficina — o que também o fortalece a desempenhar esse papel fora da loja.
A condução dos irmãos e o exercício dos cargos com respeito e amor fortalecem o espírito de servir ao próximo. Ao se preparar para exercer um papel com perfeição e serenidade — sendo esse papel fundamental na forma como o maçom enxerga a Maçonaria — não apenas aprendemos a servir, mas adquirimos a confiança necessária para dar continuidade à nossa evolução pessoal.
A ritualística é parte essencial da formação do maçom, pois sua aplicação verdadeira representa um ponto elevado na maneira como o maçom percebe a própria loja. É importante compreender que a preparação para executar com precisão os movimentos, as falas e a aplicação dos conceitos e símbolos do ritual é elemento central dessa formação.
Dedicar-se a cumprir rigorosamente os princípios do ritual é dever do maçom. Precisamos que nossos irmãos compreendam isso dessa forma e tratem a ritualística com a devida responsabilidade, estudando e praticando constantemente, para que possam oferecer o melhor de si dentro da loja e, assim, servir com respeito e amor ao próximo.
Vejo com satisfação a preocupação e o empenho dos nossos Secretários Gerais e Estaduais de Ritualística na correta aplicação do ritual. Sou um incentivador do trabalho desses irmãos e deixo aqui minha gratidão a toda a equipe, em nome do Eminente irmão Pedro Juk, Secretário Geral de Ritualística do GOB, grande aplicador dessa doutrina.
Que possamos manter vivas nossas tradições e o respeito pelos rituais aplicados em loja e no capítulo.
Fraternalmente,
Arlindo Batista Chapeta
-Secretário-Geral de Comunicação do GOB
-Pró-Primeiro Grande Principal do Supremo Grande Capítulo dos Maçons do Sagrado Arco Real do Brasil - GOB
Obs: Imagem ilustrativa criada por IA de avental branco, demonstrando pureza na condução da ordem. Não reflete que companheiro ou aprendiz atua como diácono, Mestre ou Diretor de Cerimônias.
Fonte: Facebook_Grande Oriente do Brasil
segunda-feira, 18 de maio de 2026
LEITURA DA ATA - PERÍODO INDICADO
Em 12/03/2026 o Respeitável Irmão André Abreu, Loja Esperança de Nictheroy, 3, GOB-RJ, Estado do Rio de Janeiro, faz a seguinte pergunta:
LEITURA DA ATA
Já nos falamos via WhatsApp há algum tempo. Recentemente surgiu em loja uma dúvida: a ata deve ser lida e aprovada na mesma sessão? Eu me refiro a ata do mesmo dia. E, sendo assim, deve ser lida antes do Orador, encerrar a sessão, afim de que ele dê sua conclusão a respeito da sessão?
CONSIDERAÇÕES:
No caso da leitura e aprovação da ata, a mesma continua sendo lida e aprovada na sessão seguinte àquela que gerou a redação da ata.
É assim que consta no ritual vigente do REAA no GOB.
Nele continua existindo período específico para a leitura e aprovação da ata produzida na sessão anterior.
Nas sessões ordinárias normais não há leitura da ata ao final dos trabalhos. Isso fica para a próxima sessão.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
GARCIA LORCA
Um relatório inédito da Polícia de Granada, datado de 9 de julho de 1965, veio à tona e confirma oficialmente as circunstâncias do assassinato do poeta Federico García Lorca. O documento, de tom burocrático e frio, atribui a execução sumária do poeta, em agosto de 1936, a uma tríade de acusações: ser "socialista, maçom e praticante de homossexualidades". O texto é explícito ao afirmar que Lorca era membro da Loja Alhambra de Granada, onde adotara o nome simbólico de "Homero".
O relatório detalha os momentos finais do poeta, descrevendo como ele foi preso "com grande pompa" na casa dos irmãos Rosales e depois conduzido aos arredores de Víznar, perto da Fonte Grande. Lá, "após confessar", foi fuzilado junto com outro detento. A suposta confissão, conforme análise histórica, muito provavelmente refere-se à admissão de sua condição de maçom e de suas ideias, as quais nunca negou em vida.
O documento conclui com uma informação que há décadas intriga investigadores: a indicação do local de sepultamento. Afirma que Lorca foi enterrado "muito perto da superfície", em uma ravina a cerca de dois quilômetros da fonte, em um local descrito como "muito difícil de localizar". O relatório não apenas certifica a morte do poeta, mas também valida, ainda que de forma perversa, sua vida como iniciado maçom, vítima da intolerância que sua Ordem sempre combateu.
Fonte: Facebook_Masonica
PEDRAS POLIDAS, MAS SEMPRE BRUTAS?
Ir∴ Marco Antônio Nunes – Florianópolis – SC
ARLS “Fraternidade Catarinense” nº 9 – GOSC Contato: martoni.nunes@gmail.com
Quando Aprendiz, por ocasião das primeiras instruções, fixei-me muito no significado da Pedra, muito representativa dentre as inúmeras simbologias que nos são passadas no início da nossa jornada maçônica. Tanto assim, que idealizei este diálogo entre um Aprendiz e um Mestre versando justamente sobre as infindáveis divagações e interpretações que a nossa imaginação pode nos levar sobre um símbolo tão significativo como é a Pedra:
Mestre, por que somos comparados a pedras?
Comparados não seria o termo adequado. Ingressastes na Ordem recentemente e não tens ainda a noção do que representam as pedras na Maçonaria e os demais símbolos, que não são poucos. Tudo é uma questão de associação de pensamentos filosóficos, dentro de um contexto simbólico. Se formos nos comparar a pedras, como fazes alusão na tua pergunta, poderíamos partir para uma série de infindáveis digressões e todas elas chegariam a significados admissí-veis, caso partilharmos o mesmo ponto de vista. Ao contrário, diver-gindo em qualquer aspecto, já não teríamos uma comparação plausí-vel e partiríamos para novas digressões até encontrarmos outro ponto de convergência.
Mas se não somos comparados, por que então alguns mestres falam que nós, aprendizes, somos pedras brutas que devem ser lapidadas?
É uma forma de utilizar a simbologia, muito forte na Maçonaria, notadamente nos graus simbólicos. Quando galgares os demais graus, irás entender melhor e chegarás a conclusões próprias que melhor forem do teu entendimento e te adaptarás à tua forma de pensar e de interpretar todas as questões simbólicas. Quanto à comparação aprendiz/pedra bruta, estaria mal formulada, tendo em vista que a comparação não é propriamente feita com a pessoa do aprendiz, mas com a condição de neófito na sua nova dimensão de conhecimento e aprendizado, para o qual foi iniciado.
Sua formação maçónica começou justamente na iniciação, onde foram transmitidas inúmeras informações. Se tivesses prestado atenção em tudo quanto aconteceu e te foi dito, perceberias que toda a tua futura vida maçónica foi ali reproduzida. Só que as informações foram tantas, quase todas elas direcionadas somente para o teu sentido auditivo, já que teus demais sentidos estavam todos concentrados na expectativa e na aflição da nova experiência que, aos poucos, tua memória irá trabalhar esse mundo novo que foi descortinado e que, à medida que fores tomando ciência e absorvendo esses ensinamentos, irás perceber que as lascas impuras da ignorância irão dar lugar à polidez do conhecimento já latente nas tuas experiências pessoais e de outras vidas.
Insinuas que a gente nasce sábio e necessita de estímulo para aflorar essa sabedoria?
Grande parte de nós, sim. A crosta que envolve a polidez da nossa pedra pode ser mais ou menos espessa, dependendo da planificação da missão engendrada com nossos mentores antes de assumirmos a nova jornada. Assim como a polidez interna, ainda não perfeita, que pode receber novos acabamentos, após o desbaste da crosta que a envolve.
Então é essa a comparação com a pedra que nos é feita? Tuas palavras me fazem pensar diferente. Não tinha pensado na profundi-dade da simbologia da pedra. Nossos defeitos são as impurezas brutas das lascas que absorvemos com a maneira de agir, de pensar, das nossas ansiedades e paixões..
Vejo que já estás progredindo e entendendo o sentido desta analogia.
Seguindo este raciocínio, poderíamos acrescentar muitas outras comparações!
Como exemplo?
Existem pedras, ou rochas, que são polidas por fora, mas comple-tamente irregulares por dentro! Levando-nos a pensar que existem pessoas polidas na aparência, mas desprovidas de bons sentimentos e de boas intenções. Ou seja, completamente incultas espiritualmente.
Perfeita a tua visão! Poderíamos avançar nessa linha comparativa e admitir o contrário, ou seja, muitos possuímos a polidez interna encoberta por uma camada de imperfeições. Um exemplo de pedra ou rocha que se encaixa nessa nossa comparação é a ágata, uma pedra semipreciosa completamente disforme e sem atrativo externo, mas no seu interior encerra uma beleza translúcida impressionante, dando-nos a exata dimensão da períeição com que a natureza, no seu infinito capricho, trabalha os seus elementos de forma harmónica. Lembremo-nos, também, do diamante que sai da mina completamente impuro e sem o esplendor da beleza que é realçada com a sua lapidação, alcançando valores incalculáveis.
Não gostei da comparação do diamante!
Por que?
-Diamante serve somente para ostentar o seu valor, a sua beleza, o seu brilho e ornamentar outros tipos de jóias. Haveria pessoas com essas características?
E como! Não existem, por acaso, aqueles que vivem somente de aparências? Esplendorosos por fora e completamente translúcidos e transparentes no seu interior. Por outro lado, seguindo o nOSSO raciocínio, temos as pessoas autênticas que realmente são aquilo que aparentam e foram preparadas com esmerada educação, valorizando a sua pureza de espírito, caracterizando o diamante verdadeiro que, quanto mais perfeita a sua lapidação, maior o seu valor; nesse caso, infelizmente, cada vez mais raros entre nós.
E os falsos diamantes? Esses existem em todos os lugares, em todas as estratificações sociais. Por serem falsos, não se consegue agregar valor nem com a mais perfeita lapidação.
Mestre. Uma pergunta que me ocorre neste momento. Sendo a Maçonaria composta de homens justos e perfeitos, caracterizando os diamantes verdadeiros, existiriam entre eles os “falsos diamantes”? Poderíamos comparar a Maçonaria a uma joalheria que contivesse so-mente pedras preciosas e verdadeiras?
Meu aprendiz, meu aprendiz! Tens pela frente muito a entender e aprender sobre os homens e, em consequência, sobre os maçons. Por enquanto, pense na Maçonaria como uma imensa pedreira de onde são extraídos blocos de rochas, que se transformam em pedras disformes e brutas com o uso dos instrumentos que aprenderás a manejar. Com o uso desses instrumentos, aprenderás a técnica do desbaste das imperfeições mais brutas das pedras para, posteriormente e em etapas sequentes, serem encaixadas numa grande obra. Essa interminável obra a que todos os Maçons se dedicam a erigir, mas que jamais será tida como concluída.
Daí, a conclusão a que se chega é a de que justos temos condições de ser, à medida que entendamos o real significado de justiça e a prática das nossas ações em direção a ela. Mas perfeitos...
Talvez encontremos essa joalheria que fazes menção lá no Oriente Eterno, para onde são encaminhadas somente as pedras já prontas e devidamente lapidadas, qual o nosso diamante verdadeiro. Quanto aos refugos, ou seja, aquelas pedras ainda com muitas imperfeições, essas, sim, devem ir para uma outra pedreira e passar novamente por todos os processos de lapidação e acabamento até chegar ao controle de qualidade do Grande Geólogo do Universo, que deverá aquilatar a qualidade da pedra.
Mestre. Obrigado por este ensinamento da pedra. Chego à conclusão de que não passamos de meros cascalhos perdidos e soltos no mundo, agregando os elementos da natureza até sermos descobertos e trabalhados para fazermos parte de uma grande obra.
É, meu aprendiz! E o reino mineral é o primeiro deles. Dá para perceber o quanto ainda somos primatas e o quanto ainda temos que evoluir. E há quem se julgue perfeito!
Fonte: JBNews - Informativo nº 315 - 09 de Julho de 2011
domingo, 17 de maio de 2026
POSTURA DA COMISSÃO E DA GUARDA DE HONRA
Em 11/06/2026 o Respeitável Irmão Maurício Américo, Loja Monumento ao Ipiranga, 3771, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, pede esclarecimento para o que segue:
POSTURA
Dúvida: os IIr∴ da guarda de honra e da comissão de recepção devem ficar com os pés em esquadria ou apenas perfilados?
Surgiu está dúvida. Fico no aguardo.
CONSIDERAÇÕES:
Em que pese nessa ocasião não seja obrigatório os pp∴ ficarem uu∴ pelos cc∴ formando uma esq∴, mesmo assim é uma postura recomendável.
É recomendável pelo aspecto de se manter uniformidade coletiva no procedimento. Mas como o Decreto 1476/2016 menciona apenas que todos fiquem "perfilados", não há como obrigar, senão "recomendar".
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
BREVIÁRIO MAÇÔNICO
A CULTURA
O vocábulo deriva de "culto", mas no sentido de enriquecimento da mente, pelo estudo e pelas práticas escolares e universitárias.
O homem culto sobressai dos demais e conquista o respeito dos seus semelhantes.
O oposto da cultura é a ignorância.
A Maçonaria, no intuito de aperfeiçoar os seus adeptos, tem na cultura a base de sua organização.
Para o ingresso na Ordem Maçônica não é exigido título universitário, bastando que o candidato prove ser alfabetizado.
Contudo, o estudo, quer Iniciado na infância, quer na maturidade, leva a pessoa a adquirir uma habilitação para que seu trabalho encontre melhor remuneração.
A cultura, porém, pode estabelecer-se numa mera instrução; boas leituras, interesse pelas artes, diálogo bem constituído, tudo pode conduzir o maçom ao respeito dos seus Irmãos.
O nivelamento da "classe" deve ser sempre por cima e jamais por baixo.
Para a compreensão da Maçonaria, o maçom deve adquirir sua biblioteca especializada e ler muito, pois somente assim poderá compreender a filosofia maçônica.
Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 113.
O vocábulo deriva de "culto", mas no sentido de enriquecimento da mente, pelo estudo e pelas práticas escolares e universitárias.
O homem culto sobressai dos demais e conquista o respeito dos seus semelhantes.
O oposto da cultura é a ignorância.
A Maçonaria, no intuito de aperfeiçoar os seus adeptos, tem na cultura a base de sua organização.
Para o ingresso na Ordem Maçônica não é exigido título universitário, bastando que o candidato prove ser alfabetizado.
Contudo, o estudo, quer Iniciado na infância, quer na maturidade, leva a pessoa a adquirir uma habilitação para que seu trabalho encontre melhor remuneração.
A cultura, porém, pode estabelecer-se numa mera instrução; boas leituras, interesse pelas artes, diálogo bem constituído, tudo pode conduzir o maçom ao respeito dos seus Irmãos.
O nivelamento da "classe" deve ser sempre por cima e jamais por baixo.
Para a compreensão da Maçonaria, o maçom deve adquirir sua biblioteca especializada e ler muito, pois somente assim poderá compreender a filosofia maçônica.
Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 113.
COMPANHEIRO MAÇOM
O grau de Companheiro Maçom é o segundo grau da (Maçonaria Simbólica) ou Maçonaria Azul. Em inglês ele é chamado (Fellow of the Craft), este é um legado dos Antigos Maçons Operativos.
Na época das Guildas Antigas, um Mestre empregava um aprendiz, geralmente desde muito jovem, praticamente na adolescência e muitas vezes familiar aos membros da Guilda, ao final de sete anos era submetido a um rigoroso exame onde apresentava sua obra-prima, se fosse aprovado se formava como profissional do ofício, onde se tornava sócio, recebia sinais, toques e palavras para ser reconhecido como tal entre seus pares, podendo contratar trabalhos por conta própria e supervisionar outros trabalhadores. Ele foi registrado na guilda como FELLOW.
Naquela época a condição de aprendiz, companheiro e mestre não significava graus, mas sim condições ou status dentro da irmandade, além disso, o nome de MESTRE referia-se apenas ao responsável pelos trabalhos onde trabalhavam muitos companheiros que tinham o status mais elevado dentro da guilda e tinham todos os direitos.
Este grau exalta atualmente a dignidade e o valor do indivíduo diante das adversidades da vida mundana, podemos dizer que o homem é o instrumento supremo do G.'.A.'.D.'.U.'. e como tal a sua função é construir o Templo Moral, mas não como faziam os antigos pedreiros que construíam e trabalhavam com pedras, mas sim um Templo da virtude, um Templo espiritual, onde ele pudesse expressar a sua individualidade e o seu génio.
O Apóstolo São Pedro disse o seguinte...
(Vós sois pedras vivas que Deus usa para construir um templo espiritual.” (1Pedro,2;5), Também encontramos as palavras do Apóstolo São Paulo neste comentário (“Vocês não sabem que são o templo de Deus e que o espírito de Deus habita em vocês. Paulo,1Cor.3:16)
Esses comentários bíblicos são mais que adequados, pois um dos objetivos do Maçom é construir um templo à virtude para que o Eterno O G.A.D.U. de todo o Universo. Entenda-o como um Templo (Toda a Humanidade).
Por outro lado, o companheiro maçom deve colocar todo o seu esforço para avançar no caminho, obviamente, o seu crescimento se dará pela sua força de vontade, interesse e diligência no seu trabalho. A loja, por outro lado, deve incentivar o desenvolvimento do indivíduo rumo à sua própria realização, uma vez que deve dedicar seus esforços ao estudo e à meditação constantes.
(Estudar é aprofundar-se nas matérias ensinadas na licenciatura. Nunca seria a simples leitura litúrgica da qual não se pode extrair muito sem uma interpretação adequada da mesma)
Alegoricamente, gosto sempre de dizer que este estado de Companheiro pertence à assimilação da Luz, sendo o de Aprendiz o descoberto, o Companheiro do Ofício, já é o trabalhador qualificado e um homem viril, disposto a aceitar as responsabilidades que a vida traz consigo, sabendo que quanto mais aprender através da busca constante pelo conhecimento e pela verdade, maiores serão suas conquistas na vida.
Enquanto o Aprendiz trabalha com a borda do Avental levantada, o companheiro veste seu avental cuja queda está abaixada, inserida dentro dele, podendo expressar de forma simbólica que a consciência começou a despertar em meio aos vícios, representados pelo quadrado, os elementos que compõem a matéria, ou seja, que o Candidato passa a dominar parcialmente seus instintos e desejos materiais.
A palavra companheiro remonta ao latim vulgar compania, que por sua vez vem de cumpanis, uma combinação da preposição cum, que significa “com”, e do substantivo panis, que significa “pão”.
Portanto, a tradução literal de companheiro é “aquele que parte o pão” ou “aquele que partilha o pão”.
Este termo tem um significado profundo e humano, pois implica uma relação de camaradagem e fraternidade. Historicamente, tem sido associado a situações em que as pessoas se reuniam para compartilhar alimentos, simbolizando um vínculo que vai além da simples companhia física.
A primeira aparição documentada do termo em espanhol encontra-se nas (Glosas Silenses), anotações feitas por monges no século XI. Desde então, a palavra evoluiu e foi usada em vários contextos, incluindo o seu uso na Idade Média para se referir a guildas e corporações de trabalhadores, onde “camaradas” eram aqueles que trabalhavam juntos num comércio.
As ferramentas do grau são: no Rito da Emulação, são o quadrado. o nível e o fio de prumo. No Rito Escocês Antigo e Aceito, o cinzel, o martelo, a régua, o esquadro e o compasso. Estas variantes de um Rito para outro não são importantes, pois para distribuir as ferramentas entre os três graus, os ritualistas não seguiram uma ordem específica e estrita.
A praça é a segunda das três grandes luzes que iluminam a pousada. A primeira é a Lei Sagrada (a Bíblia) e a terceira é a bússola. O quadrado simboliza a retidão e a moralidade, por isso seus braços são rígidos (daí a expressão: viva de acordo com o quadrado). (Viver retamente de acordo com a Lei Moral).
Numerosos túmulos de arquitetos da Idade Média são representados pelo esquadro e pelo compasso (associados), mas com um significado puramente operacional ou talvez (nem tanto), pois é um fato comprovado que as ferramentas eram veneradas pelos antigos como símbolos morais desde os tempos antigos, (recomendo a história dos antigos patronos da Maçonaria Operativa, (Os Quatro Santos Coroados). Fora da Maçonaria, esses símbolos são encontrados em outras culturas, como na filosofia chinesa, com o mesmo significado moral.
O nível simboliza a igualdade, pois todos devemos tratar-nos igualmente, com base no respeito e na tolerância. Por outro lado, o fio de prumo simboliza a vertical hierárquica, a lei divina e a gravidade, é a essência de Deus que desce do alto, a quem devemos reconhecimento, amor e respeito, e é inseparável do nível, o equivalente ao fato de sermos todos filhos Dele, o que nos torna todos irmãos e que diante do Eterno não há diferenças de raças ou crenças religiosas, pois ELE dá tratamento igual a todos os Seus filhos, porque Ele derruba a igualdade e a justiça através do fio de prumo em linha reta caminho, isto é, do alto, do Criador ou Grande Arquiteto do Universo, que nos torna todos iguais em sua presença, ensinando-nos o equilíbrio que devemos manter em todos os tipos de situações, pois é normal encontrarmos o bem e o mal em nossas vidas, mas o trabalho essencial do companheiro maçom é não se perder entre os vícios que entorpecem a alma e encontrar o caminho reto que o fará ascender à maestria.
O Companheiro deve tornar-se um exemplo vivo para os aprendizes, auxiliá-los no seu trabalho e respeitar o seu Venerável Mestre.
Fonte: Facebook_Instituto Maçônico
sábado, 16 de maio de 2026
DIMENSÕES MÍNIMAS DO TEMPLO
Em 10/03/2026 o Respeitável Irmão Eduval Fogaça, Loja Esplendor, 3480, Rito Adonhiramita, GOB-SP, Oriente de Piracicaba, Estado de São Paulo, pede a seguinte informação:
DIMENSÕES DO TEMPLO
Por gentileza uma informação. Nas dependências de uma loja pequena, com apenas 5 metros de largura, é permitido colocar cadeiras para os Mestres, no mesmo alinhamento do banco dos aprendizes, e não na frente, evitando que a Câmara do meio, fique muito estreita? Agradeço sua costumeira atenção.
CONSIDERAÇÕES:
Especificamente, no caso da sua questão, o templo para acomodar o Rito Adonhiramita, conforme o ritual vigente, deve pelo menos comportar duas fileiras de assentos em cada lado das colunas (Norte e Sul). Ou seja, uma encostada na parede Norte, onde se sentam os Aprendizes e outra, logo à frente, para acomodar Mestres Maçons do Norte. No lado oposto (coluna do Sul), ocorre o mesmo, ou seja, uma fileira encostada na parede Sul, onde se sentam os Companheiros e outra, logo à frente, para acomodar Mestres Maçons do Sul.
Essa é a mínima distribuição permitida dos assentos em cada uma das CCol∴, não sendo possível, portanto, juntar os lugares dos Mestres com os dos Aprendizes e Companheiros em uma só fileira, ao Norte e ao Sul.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
PRECISA-SE DE UM VENERÁVEL MESTRE
Hoje não se procura um cargo... procura-se um propósito.
É preciso um Venerável Mestre que entenda que dirigir é servir. Que não aspire perfeitamente, mas que nunca se contente com a mediocridade. Que eu aprenda todos os dias e ensine pelo exemplo, em silêncio, firme e com verdade.
É preciso alguém com caráter para sustentar o justo, sensibilidade para compreender a dor dos outros e com humildade para reconhecer suas próprias limitações.
Um irmão que escute, que guarde, que respeite. Que não julgue por aparências ou distinções, mas que veja em cada ser humano a sua dignidade essencial.
É preciso um homem com vontade para combater o errado, começando por si mesmo. Não tema o erro, mas sim a indiferença.
Que defenda a razão, a moral e a justiça sem hesitações.
Não é o grau que define... é o comportamento.
Não é a palavra que eleva... é ação.
Hoje, mais do que nunca, é preciso um venerável mestre.
E quando ele aparecer... que não passe despercebido.
Fonte: Facebook_Masoneria Operativa
sexta-feira, 15 de maio de 2026
SAUDAÇÃO - CERIMÔNIA DE ELEVAÇÃO
Em 09.03.2026 o Respeitável Irmão Dennis Pires, Loja Mensageiros da Paz, 1435, REAA, GOB-GO, Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, apresenta a questão seguinte:
SAUDAÇÃO
Vez ou outra, alguns IIr∴ me indagam uma ou outra coisa a respeito da ritualística do REAA. Desta vez, foi a respeito do cerimonial de Elevação quanto a uma omissão do Ritual e o SOR em suas letras azuis.
- No momento do Juramento e Sagração do Aprendiz candidato à Elevação, os textos são omissos quanto ao acesso ao Oriente no que se refere à Saudação na Linha da Balaustrada.
Os "entendidos" têm orientado que não há necessidade nesse momento que o M∴ CCer∴ e o Apr∴ (elevando), ao acessar o Oriente para o Juramento, realizar a saudação, tanto na entrada quanto na saída.
Eu, particularmente, quando indagado; "Tenho dito" que não há necessidade do ritual ficar explicando esse tipo de comportamento, considerando que devemos partir da premissa de que em Loja Aberta, todos os IIr∴ para acessarem o Oriente seja por Mestres ou por "Aprendiz" nesse caso extraordinário que é a ELEVAÇÃO, deve fazer a saudação no seu grau na entrada e saída do Oriente e também de maneira excepcional, o M∴ CCer∴ no Grau 1 também, haja vista que, só em seguida vais transmitir os sinais, toques e palavras do Grau alcançado pelo aprendiz naquela oportunidade.
Gostaria de saber se a orientação que estou passando é adequada?
CONSIDERAÇÕES:
É como bem diz o Irmão: "existem procedimentos que por serem óbvios, não carecem estar escritos".
Mas, o problema é que vivemos na Maçonaria latina, onde parece que tudo deve estar irremediavelmente escrito, mesmo que se esteja diante do insofismável.
No caso mencionado na questão, por se tratar de uma passagem iniciática, é perfeitamente tolerado que não se faça nenhuma saudação nessa ocasião, mormente porque o ato ritualístico que está sendo realizado ocorre por solicitação do próprio Venerável Mestre.
À vista disso, nessa passagem ritualística a saudação não é obrigatória.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
A MAÇONARIA NÃO DEVERIA EXISTIR
Dia desses fui acompanhar a sindicância de um menino de 14 anos, pretendente a ser iniciado na Ordem DeMolay no Capítulo do qual faço parte. Estávamos em um grupo de 4 pessoas para esta sindicância. Além de mim, iam meu filho e mais dois DeMolays.
Chegamos na casa do menino e a sindicância começou como começam todas as sindicâncias, os DeMolays explicando ao candidato o que é a Ordem, como ela se iniciou, seus preceitos, as virtudes que são cultuadas, etc, etc...
Na minha posição de Tio eu só escutava as explicações, acompanhava as perguntas curiosas e as respostas bem fundamentadas.
Porém, eu percebia que o candidato ficava incomodado com as respostas e acabava questionando com mais ênfase determinados pontos até que ele perguntou: “- Ok, vocês me explicaram que a Ordem DeMolay prega o respeito a Pai e Mãe, quer que sejamos cidadãos patriotas, tolera e respeita todas as religiões e etc, mas eu não preciso ser DeMolay para fazer isso, pois isso é que meus pais têm me ensinado desde pequeno. Então, por que eu precisaria ser iniciado na Ordem para continuar fazendo o que eu já faço?”
Se não fosse a seriedade do momento teria sido engraçado, pois tanto meu filho quanto os outros dois DeMolays ficaram com aquela cara de “putz, é verdade, eu não tinha pensado nisso. E agora, o que eu respondo?”. Aí todo mundo olhou para mim, esperando uma ajuda na resposta e eu fui obrigado a dizer algo.
Mas eu acho que eles não esperavam a resposta que eu dei. Disse assim: “- Sabe, eu já me fiz essa pergunta algumas vezes e só pude concluir uma coisa: A Maçonaria não deveria existir, assim como a Ordem DeMolay também não deveria existir”. Nossa!!! a cara de pânico dos meninos era hilária. No mínimo eles pensaram “Este cara ficou doido. A gente vem tentar trazer mais um membro para nossa Ordem e ele diz que ela deveria acabar? Ele deve ter ficado maluco”. Aí eu tive de continuar a explicar minha “teoria”:
“- Na verdade as pessoas não deveriam precisar ser lembradas a todo momento que elas devem ter respeito pelo seu país, sua família ou ao próximo. Aliás deveria ser a coisa mais normal do mundo nós nos reunirmos para arrecadar fundos para ajudar um orfanato. Aliás, mas aliás mesmo, se o mundo fosse diferente, nem deveriam existir orfanatos, pois não deveriam existir crianças abandonadas pelos pais.
Nós deveríamos sair à rua e não deveria ser normal querermos brigar com o motorista de outro carro por causa de uma vaga para estacionar. Ninguém deveria desconfiar da honestidade de outra pessoa, porque a desonestidade não deveria existir.
Eu não deveria colocar portões na minha casa e me fechar dentro de uma gaiola para evitar ser assaltado, porque a violência não deveria existir. Ninguém deveria temer sair de casa com a camisa do seu time de futebol preferido, com medo de ser espancado até a morte por uma meia dúzia de imbecis que usam uma camisa de outro time.
Mas, infelizmente, este mundo que acabei de comentar não existe e somos expostos diariamente a tantas influências negativas que temos de procurar uma forma de nos unirmos a pessoas que ainda cultuam algum tipo de preceitos e valores morais e que pensem como nós.
E para isso que existe a Maçonaria e a Ordem DeMolay, por exemplo. Lá somos lembrados a continuar usando tudo de bom que aprendemos com nossos pais e nos são “relembrados” alguns outros valores que acabamos esquecendo com a correria da vida. No dia que o ser humano aprender a respeitar ao próximo eu proponho o fim da Maçonaria e de todas as Ordens semelhantes. Enquanto isso seria um prazer ter você conosco.” Hoje este candidato não é mais candidato, pois foi iniciado DeMolay logo depois.
Mas o que mais me deixou feliz foi escutar esta minha teoria repetida por um dos meninos que estavam participando daquela sindicância para outro candidato à Ordem DeMolay, dias depois. Ou seja, até que esta teoria não é tão maluca assim, pois mais alguém concorda com ela.
Esta história foi narrada por um Irmão Maçom desconhecido, mas ela deve ser muita divulgada entre nós...
Fonte: https://focoartereal.blogspot.com
quinta-feira, 14 de maio de 2026
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