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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 29 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

QUESTIONÁRIO - EXAME

Em 27/05/2026 o Poderoso Irmão Flávio Augusto Batistela, Loja Solidariedade e Firmeza, 3052, REAA, Secretário Geral Ajunto de Comunicação, GOB-SP, Oriente de Dracena, Estado de São Paulo, faz a seguinte solicitação:

QUESTIONÁRIO/TELHAMENTO

Estou montando um instrucional para meus Aprendizes e gostaria de mais detalhes sobre as frases do diálogo no telhamento. De onde vem ou por quais motivos temos esse diálogo (De onde vindes meu irmão...). Isso faz parte de algum diálogo da época operativa da maçonaria?

CONSIDERAÇÕES:

Esse é um tema de abordagem ampla na história da Maçonaria, não sendo tão simples assim a ele se reportar.

De modo abrangente, para definir origens de frases utilizadas nos exames (catecismos) feitos aos Maçons desconhecidos é necessária uma busca minuciosa pelas regiões setentrionais da Europa, onde floresceu a Franco-maçonaria. Observar seus costumes, religião, cultura, etc., é algo imperioso.

Muitos manuscritos primitivos, a exemplo do Ms. Dumfries, nº 4, datado de aproximadamente 1710, do Ms. Trinity College de Dublin, datado de 1711, já traziam indagações sobre de “onde vinha” o maçom visitante. Vale ressaltar que no período operativo da Maçonaria, os maçons construtores viajavam, a serviço do clero, de uma para outra guilda enquanto edificavam catedrais, igrejas e abadias, principalmente.

Em linhas gerais, a busca para se reconhecer um verdadeiro maçom sempre esteve ligada ao segredo do ofício, Nesse período, os artífices da pedra calcárea, protegidos pela Igreja/Estado, eram livres para se locomover e podiam viajar pelos rincões da Europa medieval em busca de trabalho, ou mesmo de aprimoramento profissional para conseguir a “carta de ofício”.

O contrato de trabalho e a carta ofício eram enormemente protegidos e tratados como segredo profissional. Essa é a razão pela qual ainda hoje se diz que na Maçonaria os verdadeiros segredos estão nos ss∴, ttoq∴ e ppal∴.

Nessa condição, os pedreiros, para serem reconhecidos como profissionais autênticos, se utilizavam de ssin∴, ttoq∴, ppal∴ e se sujeitavam às sabatinas hauridas dos catecismos.

Na realidade, esse era um método mais prático de se reconhecer um Irmão verdadeiro, ao invés de se exigir dele horas de trabalho burilando um bloco de pedra para comprovar a sua habilidade.

Naturalmente, essa é uma abordagem superficial sobre esse tema, sobretudo se levando em conta que pelo Norte da Europa medieval muitas das Guildas de pedreiros também enriqueciam o processo de verificação criando, às vezes, mais elementos de reconhecimento para aumentar segurança.

Este é um detalhe muito importante para o estudo, mormente porque na conjuntura da história da Moderna Maçonaria nem todos os elementos litúrgicos e ritualísticos são universalmente iguais.

Dito isto, o “Questionário de Reconhecimento” que conhecemos, mencionado na sua pergunta, por exemplo, não é um procedimento universal, ou seja, igual em todos os países, lojas e ritos. Isso torna o assunto bem mais complexo.

Primeiro, porque essa é uma das formas especulativas da Maçonaria francesa (latina) de examinar a regularidade de um maçom. Esse tipo francês de telhamento, que se refere às Lojas de São João, surgiu graças à reforma proferida pelo Grande Oriente da França para combater a verdadeira balbúrdia em que a Ordem maçônica havia se metido na França, nos idos séculos XVIII e parte do XIX. O desentendimento foi tão grande ao ponto de a Maçonaria ter ficado fechada pela polícia por cinco anos (vide a história da Maçonaria Francesa).

Essa grave situação se dava no momento em que na França, desmedidamente, eram criadas Lojas e Graus com paramentos vistosos comercializados por um alto preço. Essa foi a época em que a Maçonaria era dirigida por “prepostos” do Grão-Mestre, fazendo com que cada qual fizesse a sua Maçonaria. Eram desmedidamente criados altos graus e muitos Veneráveis criavam suas Lojas que eram por eles dirigidas ad aeternum – “Veneráveis vitalícios”.

Para pôr fim a essas irregularidades, o Grande Oriente da França estabeleceu uma enérgica reforma, separando o que era regular do que era irregular. À vista disso é que em 1777, em Paris, era criada a Palavra Semestral como penhor de regularidade. Provavelmente é dessa época que também se estabeleceu um telhamento caracterizado por perguntas e respostas objetivando reforçar a segurança contra o ingresso nas Lojas de maçons irregulares.

Não resta dúvida que essa foi uma fase tempestuosa da Maçonaria na França no período pós Revolução Francesa. Pelos ânimos exaltados, inerentes da situação política e social, não raras vezes ocorriam escaramuças entre os maçons franceses. Tudo isso veio reforçar a grande depuração feita no seio das Lojas francesas pelo Grande Oriente da França.

Sob essa óptica, em uma análise mais crítica, o questionário das “Lojas de São João”, mais comuns à Maçonaria Francesa, não tem uma relação direta com atividades do período operativo da Ordem, senão às necessidades hauridas de uma época em que existiram graves conflitos dentro da Maçonaria na França.

A título de ilustração, o termo “Lojas de São João” era no nome dado às Lojas simbólicas na França até o século XVIII. A expressão “simbolismo” somente apareceria em 1804, oportunidade em que era preparado em Paris, dentro do Grande Oriente da França, o 1º Ritual para o Franco-maçônico básico do REAA.

Ao finalizar, vale a pena ressaltar que antes de tudo, na França, as Lojas de Aprendiz, Companheiro e Mestre eram conhecidas apenas como “Lojas de São João”. Nos Estados Unidos eram, como ainda é hoje, as “Blue Lodges” e na Inglaterra, o CRAFT. Pós 1804 a palavra “simbolismo” se consagra na Maçonaria de vertente latina.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

RICHARD TUCKER


Richard Tucker, nome artistico de Rubin Ticker (New York, Estados Unidos, 28 de agosto de 1913 - 8 de janeiro de 1975, Kalamazoo, Estados Unidos) foi um cantor - tenor de ópera americano.

De família religiosa, sua aptidão musical foi descoberta logo cedo, cantando na sinagoga (Lower East Side Manhattan Synagogue) em casamentos e “Bar Mitzvahs”. Sua estréia foi em 1945 na ópera “La Gioconda”, no papel de Enzo, abrindo as portas para desempenhar mais de 30 papéis na Metropolitan Opera Company.

Conhecido por seu senso de humor. Durante a prolongada cena da morte do barítono, na ópera de Verdi “Don Carlo”, Tucker, no papel título, e Robert Merrill como o barítono, ele sussurrou para o colega em cena, “Você vai apressar-se e morrer? Eu tenho de apanhar o trem para Great Neck Em 45 minutos!”. Merrill, um dos seus amigos mais íntimos teve que morder a língua para não rir.

Foi iniciado na Maçonaria em 1965 na “Perfect Ashlar Lodge” Nº 604 New York City.

Fonte: Coluna Cultural Maçônica

A LUZ (2)

Nuno Raimundo

Na Maçonaria o conceito de Luz encontra-se presente em permanência.

Já neste espaço fiz uma pequena alusão a ela e agora passado algum tempo volto a este tema ...

De momento não irei proceder a qualquer análise metafisica ou filosófica referente à Luz, mas apenas abordar alguns aspectos desta (Luz) no contexto de uma Loja Maçónica.

Numa Loja Maçónica existem cerca de 5 tipos ou classificações referentes à Luz...

Ou seja, a Luz que provém do Grande Arquitecto do Universo, as Luzes Maiores, as Luzes Menores, as Luzes Litúrgicas e as Luzes Fixas, para além da luz que é emanada pelas várias "estrelas" que se encontram espalhadas pelo Templo Maçónico:

A Luz provinda da presença no Grande Arquitecto do Universo e representada a Oriente pelo Delta situado acima do Venerável Mestre.

As Luzes Maiores da Maçonaria, assim consideradas por todos, são o Esquadro, o Compasso e o Volume da Sagrada Lei.

As Luzes Menores, são cargos/ofícios que se praticam em Loja nomeadamente, o Venerável Mestre, o Primeiro Vigilante e o Segundo Vigilante.

Já as Luzes Litúrgicas, essas são as luzes, emanadas, das "estrelas", que se acendem (e apagam) durante o decorrer de um determinado momento da celebração de uma sessão maçónica, para além de que elas mesmas são, também, consideradas como os "pilares da Loja", sendo estas a Sabedoria, a Força e a Beleza...

Estas "luzes"encontram-se também representadas nas secretárias dos seus respectivos representantes em Loja.

E as Luzes Fixas, estas "luzes" são assim designadas por serem as janelas que se encontram presentes e que figuram no Painel de um determinado Grau maçónico, encontrando-se estas localizadas no Oriente, Sul e Ocidente do respectivo Painel de Loja.

Assim, com alguma simplicidade, abordei sinteticamente o que à Luz, de uma forma mais técnica, num Templo Maçónico lhe concerne.

Outras reflexões sobre a mesma( Luz) remeto para mais tarde…

Fonte: https://pedra-de-buril.blogspot.com

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

LANDMARKS - SEGUIDOS PELO GOB

Em 26.05.2026 o Respeitável Irmão Orestes Lemos da Silva, Loja Vale do Peruipe, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Nova Viçosa, Estado da Bahia, apresenta a seguinte questão:

LANDMARKS

Estou pesquisando e não encontro os LANDMARKS seguidos pelo GOB.
Seria possível me passar?

COMENTÁRIOS

Já faz muitos anos (desde 1991) que o GOB não adota mais nenhuma classificação específica, até porque, por si só, a Constituição do Grande Oriente do Brasil já se encontra conforme verdadeiros e imemoriais Landmarks da Ordem, sem uma classificação específica.

À vista disso, o GOB deixou de seguir exclusivamente a classificação de Albert G. Mackey, especialmente porque a classificação da maioria desses Landmarks não são verdadeiros “limites” da Ordem, mas regras por ele criadas.

Nesse contexto, regras não podem ser confundidas, pura e simplesmente, com Landmarks, já que em última análise, regras possuem autoria, enquanto que os “limites ou os marcos” da Ordem são imemoriais, espontâneos e universalmente aceitos.

Assim, em uma análise mais acurada, a classificação dos Landmarks de Mackey, na sua maioria não são “espontâneos” - pois possuem um autor; não são “imemoriais” - pois têm data de nascimento; também não são “universalmente aceitos” - mormente porque existem outras classificações, mais puras que se enquadram nessas características.

Dessa forma, há classificações muito mais íntegras e sem o excesso de regras como as criadas por Mackey. Sob essa óptica, é possível citar as compilações atribuídas a Albert Pike, a Gottfried Joseph Gabriel Findel, a Robert Freke Gould e de Roscoe Pound.

À vista de tudo disso, o GOB, ao longo do tempo, construiu e aprimorou sua Constituição depurando-a com base em autênticos Landmarks universais, desprezando as regras simplesmente criadas conforme a visão social, política, religiosa e cultural de algum autor.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O VERDADEIRO LEGADO DA MAÇONARIA

 

UM VALOR MAÇONICO

Na sua última encíclica “Frates Omnes,” o Papa Francisco aborda o tema da Fraternidade e da amizade social numa dimensão nova e sem precedentes, e não são poucas as analogias com os princípios e a visão maçónica.

Na sua última encíclica “Fratelli tutti” (Irmãos todos), publicada a 3 de Outubro, o Papa Francisco exprimiu apertis verbis, numa chave absolutamente nova, uma ideia de fraternidade universal, como um vínculo que une todos os seres humanos, para além da sua fé, ideologia, cor da pele, extracto social, língua, cultura e nação. É um pensamento que se aproxima dos ideais que estão na base da Maçonaria desde as suas origens. Há mais de 300 anos que o princípio da Fraternidade está inscrito de forma indelével no trinómio maçónico colocado no Oriente, nos templos, juntamente com os da Liberdade e da Igualdade.

E, a realização de uma Fraternidade universal, tem sido a grande missão e o sonho da Maçonaria Livre desde o início. E isto foi sublinhado nos comentários de alguns filósofos, jornalistas e mesmo de alguns altos prelados da Santa Igreja Romana, manifestando-se sem reservas contra a mensagem que saiu da Encíclica de Francisco.

Uma limitação teológica que o Papa decidiu evidentemente ultrapassar, optando mais uma vez por se inspirar em São Francisco de Assis, que “se sentia irmão do sol, do mar e do vento”, que “se sabia ainda mais unido àqueles que eram da sua própria carne”, que “semeava a paz por todo o lado” e que “caminhava ao lado dos pobres, dos abandonados, dos doentes, dos descartados, dos últimos”. Do santo pobre, o Papa faz questão de recordar também um episódio da sua vida “que nos mostra”, explica, “o seu coração sem fronteiras, capaz de ultrapassar as distâncias devidas à origem, à nacionalidade, à cor ou à religião”: a sua visita ao Sultão Malik-al-Kamil, no Egipto.

Abertura ao Islão

E não é tudo. Na encíclica, Francisco não hesita em reconhecer que se sentiu especialmente estimulado nas suas reflexões pelo Grande Imã da Mesquita de Al Azhar Ahmad Al-Tayyeb, juntamente com quem em 2019, em Abu Dhabi, assinou o Documento sobre a Fraternidade Universal, no qual se vinca – recordou -, que Deus

“criou todos os seres humanos iguais em direitos, deveres e dignidade, e chamou-os a viver juntos como irmãos entre si, a povoar a terra e a difundir nela os valores da bondade, da caridade e da paz”.

Palavras do Grão-Mestre

“Nascemos e somos livres e iguais, mas ao mesmo tempo também permanecemos diferentes. Somos diferentes uns dos outros em cultura, carácter, talento, predisposições e aptidões. Estas diferenças são a expressão mais clara da nossa igualdade que vive e se fortalece na diversidade. Por isso, na Igualdade devemos ir à procura de todos os valores, não só daqueles que partilhamos, mas também encontrar a convivência sábia e fértil com aqueles que nos permitem estar juntos com todas as nossas mútuas e múltiplas diversidades. Somos iguais porque somos diferentes, e podemos e devemos permanecer unidos para dar o melhor de nós próprios e contribuir para uma sociedade e um mundo melhores. Temos de estar conscientes de que precisamos de nos alimentar na diversidade uns dos outros para criar uma riqueza mútua que possa quebrar as desigualdades e construir pontes de coesão para caminharmos juntos em paz. Somos todos irmãos, estamos todos debaixo do mesmo céu”. “Somos todos irmãos”, palavras proferidas pelo Grão-Mestre Stefano Bisi no seu discurso proferido a 11 de Setembro em Rimini durante a Grande Loja do Grande Oriente de Itália no Palazzo Giustiniani.

As palavras do Papa

E são também estas as palavras do Papa na Encíclica, que, depois de partir da premissa de que todos nascemos e somos todos iguais perante Deus, se detém sobre o valor da diversidade: “Há um modelo de globalização que “visa conscientemente uma uniformidade unidimensional e procura eliminar todas as diferenças e tradições numa busca superficial de unidade. […] Se a globalização pretende tornar todos iguais, como se fosse uma esfera, esta globalização destrói a especificidade de cada pessoa e de cada povo”. Este falso sonho universalista acaba por privar o mundo da variedade das suas cores, da sua beleza e, em última análise, da sua humanidade. Porque “o futuro não é monocromático, mas, se tivermos a coragem, é possível olhá-lo na variedade e na diversidade dos contributos que cada um pode dar. Como a nossa família humana precisa de aprender a viver em harmonia e em paz sem termos de ser todos iguais! E ainda: “Desejo muito que, neste tempo que nos é dado viver, reconhecendo a dignidade de cada pessoa humana, possamos reavivar entre todos uma aspiração mundial à fraternidade. Entre todos: “Eis um belo segredo para sonhar e fazer da nossa vida uma bela aventura. Ninguém pode enfrentar a vida isoladamente […]. Precisamos de uma comunidade que nos apoie, que nos ajude e na qual nos ajudemos uns aos outros a olhar para a frente. Como é importante sonharmos juntos! […] Sozinhos corremos o risco de ter miragens, de ver o que não existe; os sonhos constroem-se em conjunto”. Sonhemos como uma só humanidade, como viandantes feitos da mesma carne humana, como filhos desta mesma terra que é a casa de todos nós, cada um com a riqueza da sua fé ou das suas convicções, cada um com a sua voz, todos irmãos!”

O trinómio maçónico

No seu discurso, o Grão-Mestre explicou que a fraternidade é um pré-requisito para a liberdade e a igualdade: “Para além da família a que pertencemos, para além da etnia, da religião, da orientação sexual e da classe social, somos todos iguais, com igual dignidade e iguais oportunidades. Sem distinção. E a todos devem ser dadas as mesmas oportunidades. A igualdade não se limita à cor da pele ou à cor dos olhos. A raça humana é apenas uma. Nós, do Grande Oriente de Itália, retirámos a palavra raça da nossa Constituição há alguns anos e estamos à espera que a Itália e todos o façam. Estes são os princípios que a Maçonaria Livre sempre perseguiu e salvaguardou para a elevação da Humanidade. Igualdade, liberdade, são como que palavras de ordem, são convites a trabalhar para atingir estes objectivos, mas é possível fazê-lo se houver fraternidade. É esta que faz com que o ser humano se sinta parte de uma comunidade que quer, precisamente, a liberdade e a igualdade”.

O trinómio de Francisco

Na sua carta, Francisco assinala:

“A fraternidade tem algo de positivo a oferecer à liberdade e à igualdade. O que acontece sem uma fraternidade conscientemente cultivada, sem uma vontade política de fraternidade, traduzida numa educação para a fraternidade, para o diálogo, para a descoberta da reciprocidade e do enriquecimento mútuo como valores? O que acontece é que a liberdade diminui, resultando antes numa condição de solidão, de pura autonomia para pertencer a alguém ou a alguma coisa, ou apenas para possuir e gozar. Isto não esgota de modo algum a riqueza da liberdade, que é orientada sobretudo para o amor”.

Os medos do nosso tempo

O Papa falou também dos medos do nosso tempo, da necessidade de “recuperar a paixão partilhada por uma comunidade de pertença e de solidariedade”; do mundo digital, cujo funcionamento favorece os circuitos fechados de pessoas que pensam da mesma maneira e facilita a difusão de notícias falsas que favorecem os preconceitos e os ódios; do fanatismo que floresce mesmo entre os cristãos e nos meios católicos; depois, critica a pena de morte e a prisão perpétua, que designa como “pena de morte escondida”. Também abordou a questão dos imigrantes, chamando-lhes “uma bênção, uma riqueza e um novo dom que convida uma sociedade a crescer” e a questão da diversidade como um valor.

Temas que são objeto de reflexão diária para os irmãos do Grande Oriente de Itália, entre as colunas do Templo e fora dele. Para realizar o grande sonho de uma verdadeira Fraternidade global.

Fonte

  • Revista Erasmo nº 9 (Outubro de 2020) – Grande Oriente de Itália
  • https://www.freemason.pt/pontos-em-comum-entre-a-maconaria-e-a-igreja/

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

INTRODUÇÃO DE VISITANTES - INTERROGATÓRIO

Em 25/05/2026 o Respeitável Irmão Ricardo Schier, Loja Luz e Fraternidade Rio-Negruinhense, 3643, REAA, GOB-SC, Oriente de Rio Negrinho, Estado de Santa Catarina, pede comentários para o seguinte:

INTRODUÇÃO DE VISITANTES

Antes de tudo, gostaria de parabenizá-lo pelo excelente trabalho realizado em seu blog, que tem sido uma importante fonte de estudo, esclarecimento e orientação para muitos Irmãos que buscam compreender com mais profundidade a ritualística maçônica, especialmente no Rito Escocês Antigo e Aceito.

Tomo a liberdade de encaminhar esta mensagem para solicitar um esclarecimento ritualístico referente ao telhamento no Grau de Companheiro Maçom.

Em conversas com alguns Irmãos de nossa Loja, percebemos uma diferença entre a redação de um manual anterior e a redação do manual vigente. No manual anterior, constava a expressão “Venerável Mestre de nossa Loja”. Por conta disso, há alguns anos, recebemos orientação de outros Irmãos para que, nas partes seguintes do telhamento em que aparecia a expressão “minha” ou “minhas”, fosse utilizada a forma “nossa” ou “nossas”, a fim de diferenciar o telhamento do Grau de Companheiro daquele utilizado no Grau de Aprendiz.

Contudo, ao consultarmos o manual vigente, observamos que a redação atual utiliza a forma “minha Loja”, mantendo também a construção em primeira pessoa do singular nas demais expressões correspondentes.

Diante disso, gostaria de pedir, se possível, a gentileza de seu esclarecimento sobre os seguintes pontos:

A forma correta, atualmente, é seguir exatamente a redação do manual vigente, utilizando “minha Loja” e as demais expressões em primeira pessoa do singular?

A redação anterior, com “nossa Loja”, foi corrigida por se tratar de erro ou inadequação ritualística?

Existiu, em algum momento, orientação oficial para que o telhamento do Grau de Companheiro utilizasse “nossa” e “nossas” nesses trechos, ou essa prática pode ter sido apenas uma interpretação local, sem respaldo normativo?

Minha intenção é apenas compreender corretamente a orientação ritualística vigente, evitando qualquer inovação indevida e buscando que nossa Loja trabalhe em conformidade com o que determina o ritual.

Desde já agradeço imensamente por sua atenção e pelos ensinamentos que o Irmão compartilha com tanta dedicação.

CONSIDERAÇÕES:

Nunca houve orientação "oficial" para o uso dos pronomes possessivos "nossa", "minha", etc. De modo prático, tudo está no contexto iniciático do questionário e qualquer uma das formas utilizadas é altamente compreensível, pois trata-se apenas uma pergunta do Venerável se, figuradamente, o visitante, além de trazer amizade, paz e prosperidade, traz algo mais. Então o visitante responde dizendo que o Venerável da sua Loja (da Loja do visitante) o saúda por (...).

A bem da verdade, não existe o porquê desse excesso de preciosismo, se na conjuntura do questionário, tudo é perfeitamente compreensível.

Além disso, vale ressaltar que os rituais de 2009 já se encontram revogados, isto é, não podem mais ser usados nos trabalhos, senão os vigentes de 2024, que são iguais na pergunta e na resposta à questão. Assim, é só seguir o que está no ritual.

Se no passado houve alguma expressão diferenciada para esse caso, é coisa do passado.

Os rituais vigentes apenas primam pelo que é possível se manter padronizado. No mais, a forma utilizada atualmente, ou a que fora usada no passado, não deixam dúvidas sobre o sentido das perguntas e das respostas trocadas entre os interlocutores - sem complicação, tudo acaba se referindo à mesma coisa.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

GEORGE W. TRUETT


George W. Truett (1867-1944) foi um dos pastores batistas mais influentes dos EUA, liderando a Primeira Igreja Batista de Dallas por incríveis 47 anos. Sob seu comando, a congregação cresceu exponencialmente, tornando-se uma das maiores do país. Sua fama nacional como pregador e orador o levou a presidir a Convenção Batista do Sul e a Aliança Batista Mundial, além de ser enviado pelo Presidente Woodrow Wilson para pregar às tropas durante a Primeira Guerra Mundial.

Além de seu impacto pastoral, Truett foi um fervoroso defensor da liberdade religiosa e da separação entre Igreja e Estado, princípios que defendeu em um célebre sermão no Capitólio. Seu legado é marcante no Texas, onde sua liderança em campanhas de arrecadação de fundos foi crucial para salvar a Universidade Baylor da falência e para a criação do que viria a ser o Hospital Baylor. Ele também tinha um ministério dedicado aos cowboys, pregando para eles nas montanhas do Oeste do Texas por décadas.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

MAÇONARIA, ASTRONOMIA E ASTROLOGIA: UM OLHAR APRENDIZ

Ir∴Aldo César do Nascimento Vecchini A∴R∴L∴S∴ Renovadora 68 - Barretos

A Maç∴ é uma associação íntima de homens escolhidos cuja doutrina tem por base o G∴A∴D∴U∴, que é Deus; por regra, a Lei Natural; por causa, a Verdade, a Liberdade e a Caridade; por frutos, a Virtude, a Sociabilidade e o Progresso; e por fim, a felicidade dos povos que incessantemente ela procura reunir sob sua bandeira de paz.

Onde trabalham os M∴M∴? Em uma Loja construída na forma de quadrilongo (três quadrados perfeitos) estendendo-se do Or∴ ao Oc∴, com largura do N∴ ao S∴. Sua altura é da Terra ao Céu, sendo sua profundidade, da superfície ao centro da Terra. É coberta por uma abóbada azul, semeada de estrelas e nuvens na qual circulam o Sol, a Lua e inúmeros outros astros, que se conservam em equilíbrio pela atração de uns sobre os outros.

No teto da Loja figuram: do lado do oriente, um pouco à frente do Trono do V∴, o Sol. Por cima do Altar do 1° Vig∴, a Lua e acima do Altar do 2° Vig∴, uma estrela de cinco pontas.

Sendo a Loja a imagem do universo, nela devem estar representados os esplendores que, na abóbada celeste, mais ferem a imaginação do Homem constituindo um desafio: compreender o princípio da Correspondência – entre as leis e os fenômenos nos diversos planos da Existência e da Vida – estabelecido entre o Micro e o Macrocosmo, onde tudo segue o seu destino (...) e o nosso corpo é apenas um reflexo das manifestações do Universo.

Como prova, estão os átomos, que reagem de uma única forma tanto no Micro como no Macrocosmo. As reações astrais são as mesmas de nosso corpo interior - mesmos átomos, mesmos movimentos.

O Princípio de Correspondência (assim no Céu como na Terra; assim na Terra como no Céu) habilita o Homem a raciocinar inteligentemente do Conhecido ao Desconhecido. “Todas as coisas estão em constante e ininterrupto movimento. Uma mudança na vibração causa uma mudança na manifestação.”

Qual é o símbolo da livre criação, do infinito e do universo? O círculo, visto não ter começo nem fim e resultar apenas de um ponto central (o homem), que o traça utilizando um instrumento (o compasso) cujo raio é o limite dos seus conhecimentos, da sua iniciativa e da sua ousadia.

Começo e Fim 

I
O que será que debaixo do sol Continua obscuro ou em caracol? 
Nas montanhas o frio, no mar o atol No céu a ilusão, na mira o paiol.

II
Nas mãos a ação ou a covardia 
Nos pés o andar ou a correria. No peito o espanto, na boca agonia 
No laço um abraço em perfeita harmonia.

III
O desejo ardente que inspira o pecado. 
A fome de vida ou bem renegado. 
O fruto da luta ou algo roubado
Um cheiro agridoce ou bem perfumado

IV
No átomo - a molécula já é divisível Aos amantes - o romance é o mal preferível
Na luta pela paz o momento é terrível, Mas querendo se faz o inexeqüível.

V
Que coisa mais linda o astro-rei no levante 
Trazendo consigo o interessante
Os olhos abertos a todo instante
Contempla o seu pôr na linha do horizonte!

PAC

O que é o levante? O leste ou oriente. É também o ponto da esfera celeste que é a interseção do primeiro vertical (zênite) com o horizonte real. Do oriente vem a luz; o Sol nasce no Or∴ para fazer sua carreira e iniciar o dia. Lá, o V∴M∴ tem assento para abrir a Loja, dirigi-la em seus trabalhos e esclarecer os OObr∴ com as luzes de sua Sabedoria, nos assuntos de nossa Sublime Instituição. O Sol na Maçonaria aparece no painel de Apr∴ no avental do M∴I∴ na jóia do Orad∴; no Or∴ da Loja à frente do Trono.

Os sete principais cargos na Loja estão diretamente relacionados com o Sol, a Lua e planetas esotéricos. O V∴M∴ está relacionado ao planeta Júpiter, visto que representa a Sabedoria. Júpiter rege a visão, a prosperidade, a misericórdia, a liturgia, o mestre e a felicidade.

O Orad∴ está relacionado com Mercúrio, o planeta que rege a expressão da verdade, pois é o enviado de Deus. Mercúrio tem asas nos pés e é o porta-voz, aquele que dá as boas-vindas e domina os escritos.

O cargo de Secr∴ relaciona-se com o planeta Saturno. É ele o responsável de gravar para a eternidade os fatos de forma fria e exata. Ele é o controlador rígido da ordem dos processos e cioso pela documentação dentro das normas.

O M∴CC∴ por sua vez está relacionado ao Sol. O Sol caminha diariamente pelo Céu, levando e trazendo a existência, a verdade e a justiça. É ele que anima a vida e que circula no oriente e no ocidente.

O Tes∴ recebe a simbologia da Lua em sua atividade. A Lua dispõe sobre os assuntos mundanos e materiais. Ela é o principal elemento de ligação com o mundo concreto, regendo toda a geração de uma nova vida ou o desenvolvimento de um corpo já existente. A Lua rege a família, a cidade, o lar e o corpo; portanto, rege o Templo.

De forma óbvia, o 1º  Vig∴ e o 2º Vig∴ são regidos respectivamente por Marte e Vênus, planetas da força e da beleza, simbologia das CCol∴, onde têm seus tronos. Marte rege o início, a coragem, o pioneirismo e o impulso. Vênus rege a harmonia, o prazer, a alegria e a beleza como reflexo da manifestação do G∴A∴D∴U∴.

Os signos no misticismo maçônico representam todo o caminho percorrido pelo Iniciado, desde a sua Iniciação até o cume de sua trajetória, no Grau de M∴M∴. No R∴E∴A∴A∴, essa representação é mostrada fisicamente, com os símbolos alusivos aos signos presentes no Templo Maçônico.

Uma das formas dessa representação é por intermédio das chamadas colunas zodiacais que são colunas da ordem jônica, tendo cada uma sobre seu capitel o pentaclo correspondente (pentaclo é a representação de cada signo com o planeta e o elemento que o caracterizam). As colunas são postadas longitudinalmente junto às paredes, sendo seis ao N∴ e seis ao S∴. A seqüência das colunas é de Áries a Peixes, iniciando-se com Áries ao Norte, próxima a parte Ocidental, e terminando com Peixes ao Sul, também próxima à parte Ocidental.

Os signos zodiacais relacionados com o Grau de Apr∴M∴ são Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem; relacionado com o Grau de Comp∴ está o signo de Libra; e os inerentes ao Grau de M∴M∴ são os signos de Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.

A simbologia para o grau de Apr∴ compreende signo, elemento e astro, a saber: Áries - Fogo - Marte: o ardor iniciático conduzindo à procura da Iniciação; Touro - Terra - Vênus: o Recipiendário (aquele que é solenemente recebido em uma agremiação), judiciosamente preparado, foi admitido às provas; Gêmeos - Ar - Mercúrio: o Neófito recebe a luz; Câncer - Água - Lua: o Iniciando instrui-se, assimilando os ensinamentos iniciáticos; Leão - Fogo - Sol: o Iniciando julga, por si próprio e com severidade, as idéias que puderem seduzi-lo; Virgem - Terra – Mercúrio: tendo feito sua escolha, o Iniciando reúne os materiais de construção para desbastá-los e talhá-los, segundo o seu destino.

Como sempre nos é ensinado, devemos associar as ferramentas de trabalho aos sentidos místicos e extrair delas o seu significado e a sua essência para que possamos transmutar este conhecimento e realizar a obra criadora da luz divina.

Fonte: JBNews - Informativo nº 319 - 13 de Julho de 2011

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PRIMEIRO TRABALHO - COMPANHEIRO MAÇOM

Em 23/06/2026 o Respeitável Irmão Luciano Barros de Andrade, Loja Luz e Razão, 3930, REAA, GOB-RS, Oriente de Santo Ângelo, Estado do Rio Grande do Sul, faz a pergunta seguinte:

PRIMEIRO TRABALHO

Por gentileza, gostaria de tirar uma dúvida referente à Sessão de Elevação. Na página 104 do Ritual do Companheiro Maçom consta que o Companheiro recebe do Mestre de Cerimônia o Maço para trabalhar na Pedra Cúbica. Em seguida, o recém-elevado bate por três e duas vezes seguidas sobre a Pedra Cúbica.

Pergunto: O recém-elevado utiliza somente o Maço? Não deveria utilizar o Cinzel também?

CONSIDERAÇÕES:

Nessa ocasião, o Comp∴ Maçom utiliza apenas o Maço.

Isso se justifica porque o primeiro trabalho do Comp∴ Maç∴ é na Pedra Cúbica, elemento já burilado e preparado para a elevação das paredes.

À vista disso, o Comp∴, detentor de mais conhecimento (aprimoramento), simbolicamente tem a capacidade de assentar a Pedra Cúbica no erguimento das paredes. Para uma perfeita justaposição dos elementos já esquadrejados, o Companheiro golpeia com prudência cada uma das pedras com o fito de ajustá-las durante o assentamento com argamassa.

Essa ação revela que o Companheiro, mais aprimorado pela instrução judiciosa
recebida no ofício, bate na pedra com prudência sem causar nenhum dano na sua estrutura, isto é, pelo seu autocontrole ele bate cuidadosamente sem esfacela a pedra.

Assim, nesse contexto o Comp∴ Maçom, ao elevar a parede, ajusta a pedra no assentamento com argamassa golpeando-a com uma força controlada. É a razão pela qual ele, como operário do 2º Grau, nesse mister não utiliza mais do cinzel.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 26

LEALDADE

1º - Atributo maçônico virtuoso exigido pelo grupo. Da tolerância decorre a Lealdade. A origem da palavra é latina, legalis, cuja raiz é lex, ou seja, lei.
2º - Os juramentos maçônicos nada mais são do que incentivos à lealdade, tanto para com os irmãos como para si mesmo, para o criador, para com a natureza, para com a pátria e para com os semelhantes.
3º - A lealdade arrasta muitas outras virtudes, desperta-as e fortalece, como a sinceridade, a fidelidade, o amor, o carinho, a piedade. Enfim, enfeita um universo de bons propósitos e o homem se torna um ser útil à humanidade, à sociedade e à família.
4º - Por se tratar de uma palavra tão preciosa, inúmeras lojas maçônicas portam esse nome.
5º - O maçom deve ser leal para consigo mesmo e, sobretudo, com seus irmãos.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

OS TRÊS PORQUINHOS E O SIMBOLISMO INICIÁTICO DELES

A História dos TRÊS PORQUINHOS e os TRÊS Degrados MASÓCICOS.

Para todos os QQHH espalhados pelo mundo, hoje compartilho esta reflexão sobre uma história que certamente todos ouviram...!!!

Os Três Porquinhos e o seu símbolo iniciatório.

A história dos filhos "Os Três Porquinhos" parece inocente, mas contém uma alegoria completa do caminho masónico. Para o irmão que sabe ler entre as linhas, cada personagem, cada material e cada ação representam ensinamentos sobre os graus simbólicos, a construção do templo interior e a luta contra vicios.

Os três porquinhos: os três graus
1. O primeiro porquinho – O Aprendiz
Constrói a sua casa de palha. A palha é mais resistente do que a palha, mas permanece permeável e vulnerável ao fogo e à decadência. 

2. O segundo porquinho - O companheiro
Representa o Companheiro que avançou no estudo das ciências, artes e símbolos, mas ainda mantém vínculos com o mundo profano: vaidade, ambição desviada, hipocrisia que o leva ao erro. O Lobo também destrói esta casa, porque o grau intermediário ainda não está cheio de força. O Companheiro deve continuar a polir a sua pedra.

3. O terceiro porquinho – O Mestre
Constrói a sua casa de tijolo. O tijolo é argila resistente ao fogo, matéria transformada pela sofrência e disciplina. Representa o Mestre que integrou os ensinamentos, dominou os seus vicios e construiu sobre a rocha da virtude. A sua casa não só resiste o golpe do Lobo, mas também o derrota. O Mestre sabe que a verdadeira força não está fora, mas dentro: é a coherência entre a palavra, o ato e a pensação.

O Lobo: personificação de vicios
O Lobo Feroz não é um inimigo externo. É a alégoria dos vicios humanos: ignorância (que acredita que sabe), hipocrisia (que pretende ser virtuosa), ambição excessiva (que corrompe a irmandade), preguiça espiritual, orgulho e malícia. O seu fôlego representa a tentação que, num momento de fraqueza, derruba o que está construído sobre fundamentos.

O fato de o Lobo soprar para derrubar as casas nos lembra que os vicios agem com subtil violência: um pensamento ruim, uma palavra dita de repente, uma ação impulsionada por interesse próprio. As matérias usadas (farinha, madeira, tijolo) indicam o grau de desgaste no pedra bruta. A lâmina e o compass, embora não sejam explicitamente mencionados na história, são implícitas: o terceiro pequeno porco mede, niveliza e desgasta cada tijolo antes de colocá-lo. Sem ordem e sem retidão, não há construção sólida.

O fogo na lareira: purificação
Quando o Lobo tenta entrar pela lareira, o terceiro pequeno porco acende um fogo (em algumas versões, uma panela de água fervente). O fogo simboliza o teste iniciatório e a purificação. O vício (o Lobo) cai na sua própria armadilha quando se confronta com o elemento que transforma a matéria bruta em matéria nobre. É uma lição sobre a justiça masonica: quem age mal termina por ser consumido pela própria falta de virtude.

O Mestre não deve parar: o madeiro é melhor do que a farinha, mas ainda queimando. A estudo dos símbolos e das ciências deve ser acompanhado pela retificação dos costumes.
O Mestre constrói em silêncio: o terceiro pequeno porco não se gabar, simplesmente trabalha todos os dias. A verdadeira autoridade masonica não é proclamada, é construída.

O meu QQ:.HH:.

"Los Tres Cerditos" é, para o maçom atento, uma completa alegoria dos três graus simbólicos: a fragilidade do Aprendiz, a provisão do Companheiro e a solididade do Mestre. Ensina-nos que a perseverança no trabalho, a escolha de bons materiais (virtudes) e a constante vigilância sobre o Lobo Interior (vicios) são o único caminho para construir uma morada que até a própria morte não pode derrubar.

Diga-me se já o viu desta forma...???

Que outra coisa você pode adicionar a esta história infantil com grandes verdades...

Fraternamente, M:M:K:.

Fonte: Facebook_Soy Mason

terça-feira, 25 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

COBRIDOR INTERNO ANUNCIANDO

Em 22/05/2026 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, pede esclarecimentos para o seguinte:

COBRIDOR ANUNCIANDO

Procurei no ritual e não encontrei como responder a um Irmão. Quando o Cobridor anuncia ao 2⁰ vigilante a solicitação de um irmão chegando atrasado, qual a maneira correta de avisar:

"Irmão 2⁰ Vig, regular e maçônicamente batem à porta do templo, ou simplesmente a expressão: "Ir 2⁰ Vig maçonicamente batem à porta do templo", ou ambas expressões são corretas?

CONSIDERAÇÕES:

Não se trata apenas do que é correto, mas do que é correto, prático e objetivo, dispensando-se firulas linguísticas.

Assim se a Loja já estiver aberta, o Cobr Int comunica ao 2º Vig da seguinte forma: 

"Ir 2º Vig, batem maçônicamente à porta do Templo". 

Nesse caso, devido estar a Loja definitivamente aberta, o Cobr Int informa ao 2º Vig, o qual, por sua vez informa ao 1º Vig que, por sua vez comunica ao Ven Mestre.

Se a Loja ainda não estiver definitivamente aberta, isto é, ainda em processo de abertura, o Cobr Int, sem interferir na dialética de abertura, comunica ao 1º Vig: 

"Ir 1º Vig, batem maçônicamente à porta do Templo". 

Nesse caso, como a Loja ainda não está definitivamente aberta, o Cobr Int faz a comunicação ao 1º Vig que, por sua vez, informa ao Ven Mestre.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O INÍCIO DA MAÇONARIA ESPECULATIVA

Essa é uma observação histórica fascinante e muito precisa. De fato, no início do século XVIII, a relação entre a Grande Loja de Londres (fundada em 1717) e os maçons na França era de cooperação, curiosidade e mútua admiração. A Maçonaria foi, inclusive, uma das grandes "exportações" culturais britânicas para o continente.

Aqui está um panorama histórico desse período de amizade e o ponto de ruptura que moldou a geopolítica fraternal por séculos.

O Início: O Entusiasmo e a Filiação Inglesa 
Nos primeiros anos (c. 1725–1730), não havia uma "Maçonaria Francesa" independente. O que existia eram lojas em Paris fundadas por nobres britânicos e jacobitas exilados.

* Reconhecimento: A Grande Loja de Londres via a expansão na França como uma validação de seus ideais iluministas.

* A "Anglomania": Na década de 1730, a elite francesa estava fascinada pelas instituições inglesas (parlamentarismo, ciência e a própria Maçonaria). Ser maçom em Paris era, em grande parte, adotar um estilo de vida britânico.

* Liderança: Os primeiros Grão-Mestres na França foram nobres britânicos, como o Duque de Wharton e Lord Derwentwater.

O Surgimento das Tensões
O conflito não nasceu de uma briga pessoal, mas de divergências culturais e administrativas que cresceram à medida que a Maçonaria se tornava profundamente francesa.

1. A Estrutura de Poder
A Grande Loja de Londres operava sob uma lógica de centralização em torno das Constituições de Anderson. Já os franceses começaram a criar seus próprios sistemas de "Altos Graus" (como o Rito Escocês), que os ingleses viam com ceticismo e como uma complicação desnecessária da simplicidade original de três graus.

2. O Fator Político e Religioso
Enquanto a maçonaria inglesa era estritamente leal à Casa de Hanover (protestante), as lojas francesas eram frequentadas pela nobreza católica e, por vezes, envolvidas em intrigas dinásticas que incomodavam Londres.

3. A Ruptura Definitiva (1877)
Embora as tensões tenham existido por 150 anos, o "divórcio" oficial ocorreu no século XIX. O ponto central foi a questão do "Grande Arquiteto do Universo":
* França (Grande Oriente): Em um movimento influenciado pelo positivismo e pelo laicismo francês, o Grande Oriente de França removeu a obrigatoriedade da crença em Deus de seus estatutos para permitir a entrada de ateus e agnósticos.
* Inglaterra (UGLE): A Grande Loja Unida da Inglaterra considerou isso uma violação dos "Landmarks" (leis fundamentais) e rompeu relações, declarando o Grande Oriente "irregular".

Conclusão: Dois Caminhos Distintos
O conflito, visto de forma imparcial, é o reflexo de duas culturas nacionais:
* O modelo inglês: Conservador, teísta e focado na preservação da tradição e da moralidade cívica.
* O modelo francês: Liberal, adogmático e historicamente mais envolvido em debates sociais e filosóficos.
O que começou como uma amizade entre cavalheiros que admiravam o Iluminismo acabou se dividindo sobre a definição do que é, fundamentalmente, a liberdade de consciência.

Fonte: Academia Maçônica Mundial - SP -  M.M:. Bruno Pregil

segunda-feira, 24 de agosto de 2026