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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

DENTRO DO TEMPLO ANTES DO INGRESSO

Em 18.05.2026 o Respeitável Irmão Antonio Alderete Pedroso da Silva, Loja Luz do Novo Milênio, 3350, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, faz a seguinte pergunta:

DENTRO DO TEMPLO

Durante a formação do préstito no Átrio, o Cobridor Interno e Mestre de Harmonia, já devem estar no interior da Loja, ou somente após a formação no Átrio, com orientação do M∴ de CCer∴?

CONSIDERAÇÕES:

Se a sua Loja pratica o REAA, vai a seguinte resposta:

Como consta no Ritual de Aprendiz do REAA vigente no GOB, no átrio o M∴ de CCer∴ organiza o préstito para a entrada. Porém, antes do ingresso da comitiva e vestidos com as suas respectivas joias distintivas, ingressam o Cobr∴ Int∴, que tem a missão de abrir a porta pelo lado de dentro para a entrada do préstito, e o M∴ de Harm∴, o qual tem o ofício de operar o dispositivo de reprodução musical durante a entrada.

À vista disso, ambos, o Cobr∴ Int∴ e o M∴ de Harm∴ já devem antes estar dentro do templo devidamente paramentados para o exercício das suas funções, isto é, antes de o M∴ de CCer∴ bater à porta do Templo para o ingresso.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

OS TRÊS GRANDES MESTRES

OS BAIXOS GRAUS MAÇÔNICOS

A Maçonaria é uma Ordem Iniciática, progressiva, fraternal e de cariz filosófico e devido a isso o modo de adquirir “conhecimento”, de “Luz”, é feito de uma forma gradual e  ao longo dos tempos.

Na Maçonaria existem as chamadas Lojas Simbólicas ou “Azuis” que trabalham exclusivamente os três primeiros graus da Maçonaria (Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom) e as Lojas dos Graus Filosóficos ou Capitulares ou comummente designadas por Lojas dos Altos Graus da Maçonaria, sendo que um dos motivos que levaram à criação destes graus superiores é o processo gradativo-iniciático da obtenção de “Luz” na Maçonaria.

E por “Alto Grau” ou “grau superior” entende-se qualquer grau que algum maçom detenha, e no qual tenha sido iniciado ou comunicado, acima do terceiro grau da Maçonaria, o Grau de Mestre Maçom.

O total ou quantidade destes designados “altos graus” depende do Rito que seja trabalhado ou ao qual pertençam os maçons, sendo que geralmente o público ouve habitualmente falar nos trinta e três graus da Maçonaria, mas estes apenas são graus numéricos exclusivos de alguns Ritos maçónicos e não de todos os que existem pelo mundo fora…

Nem todos os maçons detêm graus acima do terceiro grau, pois este é aceite como o grau supremo da Maçonaria, o último grau maçónico, o resto são complementos à formação do maçom considerando que este é um indivíduo espiritual e com características especulativas e filosóficas.

Por isso, para qualquer maçom que se preze, isto é, que seja reconhecido como tal pelos seus pares, e para qualquer maçom que foi elevado ao grau de Mestre, este já completou a sua caminhada simbólica mas nunca terá terminado a sua caminhada espiritual. 

E aqueles que sentem a necessidade ou a vontade de percorrer ou continuar em percorrer este caminho geralmente seguem para os Altos Graus do seu Rito ou de outros que existem; é possível ser-se membro simultaneamente de vários Ritos nas Lojas dos “Altos Graus”, algo que está vedado aos maçons na Maçonaria Simbólica, a maçonaria das “Lojas Azuis”, em que cada maçom apenas pode pertencer em exclusivo a uma Loja, mas podendo sempre visitar ou auxiliar os trabalhos de qualquer outra Loja da sua Obediência ou com a qual esta tenha relações maçónicas. 

Novamente saliento que nem todos os maçons sentem essa necessidade, uns porque tal se torna dispendioso para os seus bolsos ou por manifesta falta de tempo, outros porque retiram da Maçonaria, nas Lojas Azuis, aquilo que necessitam para a sua vida espiritual, outros inclusive porque consideram que tal não lhes interessa mesmo de facto!

E é por aí que eu abordo este tema… 

Porque é que alguns maçons consideram que não lhes interessa sequer pertencer aos designados corpos dos “Altos Graus, “corpos” estes que gerem e supervisionam todos graus acima do Grau de Mestre Maçom; sendo que estes “Corpos Rituais” são independentes e têm uma administração autónoma das Grandes Lojas ou Grandes Orientes que apenas supervisionam as Lojas dos três primeiros graus da Maçonaria.

Na Maçonaria qualquer maçom que detenha o 3ºGrau tem tanta importância ou valor como um maçom que detenha um 18ºGrau, o 30ºGrau ou 33ºGrau,  e quem pensar o contrário ou não sabe o que é a Maçonaria e ao que esta se propõe ou então não interiorizou bem os princípios filosóficos e iniciáticos desta Instituição.

Naturalmente que poderão existir algumas diferenças, mas nada de demasiada relevância, pois quem apenas detém o 3ºGrau não adquiriu ainda um complemento importante na sua formação maçónica, pois nos chamados “Altos Graus” são abordados temas mais abrangentes do que nas Lojas Simbólicas, as Lojas dos três primeiros graus maçónicos. Mas também não vem mal ao mundopor existirem maçons que não tenham essa vontade em persistir na obtenção de tais ensinamentos.

- São importantes mas não tão importantes assim… - 

O que de facto é importante entre maçons são o reconhecimento maçónico, o labor empregue na vivência da praxis maçónica e o sentimento fraternal que envolve os membros desta Ordem fraternal e filosófica. 

Mas para quem sente a vontade de ir mais além, existe sempre a possibilidade de ingressar nestes “Graus”. Contudo, todos sabemos que nada se faz, e em qualquer sítio, sem empenho e sem estudo e na Maçonaria isso é muito importante, pois os Altos Graus devem ser também estes - e principalmente estes (!) - graus de estudo e de reflexão. 

Mas, e se nestes “Corpos Rituais” existem maçons que não querem estudar, nada fazer, e que apenas lhes interessa ostentar uma determinada graduação como se isso fosse importante para a profanidade ou para a maioria dos membros da Ordem, que tipo de reflexão pode ser feita realmente nestas Lojas Filosóficas/Capitulares?!

Se nesses “Corpos Rituais” existirem membros que nas suas Lojas Simbólicas nada fazem ou com nada se comprometem, cumprindo inclusive mal as funções que lhes foram atribuídas pela Loja e que até o seu Ritual, o ritual que praticam, o executam mal ou de forma deficiente, que trabalho poderá ser expectável deste tipo de obreiros?

Será afinal mais importante para alguém passear um avental diferente ou afirmar que tem o grau X ou Y?

Terão os “Corpos Rituais” interesse em ter gente assim nas suas fileiras?!

Serão esses membros assim tão importantes para as Obediências e “Corpos Rituais” para os manterem como seus obreiros?!

E serão efectivamente estes membros das Obediências e “Corpos Rituais”  reconhecidos maçonicamente pelos seus iguais? 

Mesmo quando estes elementos nem sequer conseguem auxiliar ou retirar qualquer dúvida aos seus Irmãos Aprendizes e  Irmãos Companheiros das suas Lojas simbólicas quando estes lhes as apresentam?!

Felizmente para a Maçonaria (!)  estes casos são poucos e com pouca expressão, mas não deixam de existir e geralmente são esses casos que depois originam situações que nada abonam para  a Maçonaria. 

Para mim pessoalmente tais personalidades não detêm nenhum grau elevado, mas apenas ostentam um “baixo grau maçónico”, sendo isso o que seja!

E sendo assim tão poucos, porque não são reformatados para terem o comportamento adequado e que é esperado de um maçom, principalmente com uma graduação tão elevada?!

Não seria em última instância e dada a sua falta de vontade, repetitiva, em mudar a sua forma de estar, lhe ser  indicada a porta correcta, para eles seguirem o seu caminho?!

No entanto, é quando, por vezes, estes detentores dos “baixos graus maçónicos” se gabam por ostentarem tais graus como se fossem supremas sapiências no que aos temas maçónicos toca, que até se me "arrepia" o estômago.

Sofrem de algumas maladies como a Pavonite e a Medalhite, patologias estas que nada abonam aos membros de uma Fraternidade Iniciática como o é a Ordem Maçónica e que urge extirpar urgentemente antes que causem mais estragos à vida interna das Obediências e à imagem da Ordem no mundo profano, que já de si teve melhores dias…

É aliás um pouco por causa disto, que muitos dos Mestres Maçons que fazem parte das Obediências maçónicas não se revêem nas estruturas dos “Altos Graus”, porque não estão para aturar comportamentos (“desviantes”) deste tipo – já lhes basta o que sucede no mundo profano - e se afastam desta caminhada, não prosseguindo os seus “altos estudos maçónicos” e  mantendo-se apenas no terceiro grau para o resto da sua vida maçónica e apenas formando parte da sua ” loja azul”. 

São decisões que tomam fruto daquilo a que assistem nas suas lojas e fora delas e que com as quais não concordam nem desejam em pactuar.

Já se esqueceram estas personalidades que detêm tais “baixos graus” porque razão vão à sua Loja?! Ou porque lá devem ir?

Ou será que os motivos que os levaram a participar na Maçonaria foram outros que não apenas exaltar as suas virtudes e combater os seus vícios? 

Submetendo a sua vontade aos seus deveres?! 

E tentar desse modo adquirir novos conhecimentos na Arte Real?

E que é para realizar tais progressos nesta Arte que ingressam nos “Altos Graus”?!

Não estará na hora da Maçonaria no seu todo começar a olhar para esta gente da forma como efectivamente o merecem?

Pode a Maçonaria continuar a albergar gente com este comportamento, dito profano, no seu seio?

Gente esta que empurra para fora quem realmente faz falta e que trabalha?!

Impedindo que bons elementos prossigam o seu caminho, porque deste modo consideram que não será para si frutuoso persistir e andar a perder tempo e dinheiro!?

Não deverão os “Corpos Rituais” reflectirem no que desejam e necessitam para a sua sobrevivência?! Bem como as Grandes Lojas e Grandes Orientes?

Será que apenas desejam gente que pague quotas, aumentando unicamente o número de membros nas suas fileiras ou se efectivamente o que precisam é de gente qualificada para fazer tal caminhada prosseguindo na senda de uma válida aprendizagem e de um efectivo labor maçónico, complementado por um aprimoramento moral e social dos obreiros filiados nas Lojas maçónicas?

Não serão estes os sentimentos tão caros à nossa Augusta Ordem? 

Custa-me realmente assistir a um definhar da Maçonaria na sua generalidade, pois vejo que gente que ainda terá muito a aprender nas Lojas Simbólicas, pouco o fez, mas considera-se detentor de uma sabedoria tal por apenas ostentar um determinado grau ou por envergar um determinado avental “bonitinho”, denotando-se claramente que foram contagiados com as tais maleitas que citei anteriormente.

Gente esta, felizmente poucos (!) mas mesmo assim demasiados (!), que olha e encara os seus Irmãos de uma forma pouco fraternal e pensam que por deterem ou ostentarem tais “baixos graus” se podem sentir superiores a estes. 

Nada disso meus Irmãos!

De facto não é por aí o caminho que necessita ser efectuado pelos maçons nem tal sequer beneficia a Maçonaria.

Temos de começar a seguir e viver os princípios que dizemos “da boca para fora”, tanto para dentro da Ordem como para o mundo em redor. 

Cada vez mais estamos expostos ao mundo, seja pela mediatização da sociedade como pelos sinais do tempo e meus queridos Irmãos está na hora de começarmos a traçar outro rumo, novos caminhos, como fizeram os nossos antepassados quando transformaram a operatividade maçónica naquilo que é a “especulação” de hoje em dia.

Apenas transformando a Maçonaria, apoiando esta nas suas bases, as Lojas Azuis,  produzindo obreiros de qualidade, cooptando gente válida da sociedade, podemos hoje e no futuro, elevar a Ordem àquilo que ela realmente deve ser e àquilo que se espera dela!

Aproveito para renovar novamente uma afirmação que fiz anteriormente, felizmente que nem todos os maçons que são membros dos “Corpos Rituais” e das Lojas Simbólicas têm esse comportamento ou se revêem no mesmo, alguns inclusive quando se apercebem que têm de conviver com gente com uma atitude menos maçónica são os primeiros a abandonarem esses  “Corpos Rituais”, e em última instância, as  próprias Obediências, pois nada querem ter a haver nem desejam se relacionar sequer com essa gente e a sua conduta. 

E é o facto de não quererem conviver com essa gente, que leva ao abandono da Ordem por parte de obreiros muito válidos para a Maçonaria, “verdadeiros maçons”, que não estão para aturarem ou pactuarem com tais comportamentos, sentindo que apenas andam, ou andaram, a perder o seu tempo pessoal e a gastar dinheiro que poderia ter outro fim que não este.

Este texto nada mais é que apenas uma chamada de atenção para o que existe e que não deveria existir sequer na Maçonaria. 

E existe porque a Ordem é um espelho da sociedade em que se encontra, absorvendo aquilo que existe à sua volta; e mesmo tentando filtrar as impurezas que a circundam, por vezes se vê infestada por gente que poderia utilizar o seu tempo noutras actividades mas preferiram e decidiram entrar para a Maçonaria, como se tal lhes trouxesse algum proveito pessoal, social ou financeiro. E agora que entraram, mais difícil será os fazer sair!

Por isso é que urge apontar a porta da rua das Obediências a tais elementos ou então formá-los correctamente nas suas Lojas Simbólicas. 

Formação! Formação! Formação!

Esse é o primeiro caminho a ser feito pelas Obediências e posteriormente pelos “Corpos Rituais”. 

Somente assim a Maçonaria persistirá!

E devemos começar hoje, amanhã já será tarde demais…

E depois reflectir-se se os custos associados serão mesmo necessários, pois a realidade existente é de que quase se pode constatar que existem “maçons de primeira” e “maçons de segunda”; porque uns conseguem cumprir com as suas obrigações pecuniárias mais facilmente que outros, os quais fazem algum esforço para o puder cumprir e que por esse motivo ficam vedados de perseguir o ensejo de prosseguir a sua caminhada pelos graus superiores da Maçonaria.

Apenas quebrando essa divisão e distinção entre maçons poderá a Maçonaria realmente nivelar os seus obreiros, cimentando as relações fraternais que devem existir entre todos.

Quando tal acontecer, somente apartir desse momento, poderei então eu considerar que afinal os “baixos graus maçónicos” serão mesmo os “graus azuis”, que se encontram na base do esquema gradativo da Maçonaria e não os graus que algumas personalidades envergam e que as fazem sentir como – hipoteticamente ! - superiores aos comuns dos mortais… 

Até lá, ainda há muito caminho para fazer…

Mas assim o espero e desejo!

Fonte: pedradeburil.blogspot.com

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

BONS FLUÍDOS DOS IRMÃOS

Em 17.05.2026 o Respeitável Irmão Luiz Névoa, Loja Cruzeiro do Sul, 1603, GB o, REAA, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, pede esclarecimento para o que segue:

BONS FLUÍDOS

Gostaria de saber se, após a verificação da Bolsa de Propostas e Informações pelo V M, deve existir alguma recomendação ritualística para informar que "não houve nenhuma proposta colhida em loja". Em muitas sessões que tive a honra de assistir, foi comum eu ouvir do V M que a "bolsa de propostas e informações colheu apenas os bons fluidos desta oficina".

Agradeço a análise e resposta do dileto Ir.

 CONSIDERAÇÕES:

Não! Absolutamente não existe nada previsto nesse sentido. Basta que o Venerável Mestre somente comunique que o giro da bolsa nada produziu.

Notadamente, referente aos tais "bons fluídos", no ritual de Aprendiz do REAA/GOB 2024 há a seguinte recomendação (escrita em azul) na página 60: 


“No REAA, a expressão < Colheu os bons fluídos dos IIr > é inadequada e recomenda-se não a utilizar".

Por conta disso, nada existe nesse sentido.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SAMUEL P. DINSMOOR


Esta é uma fotografia real em cartão postal, tirada em Lucas, Kansas, entre 1910 e 1920. A imagem mostra Samuel P. Dinsmoor, aparentemente em pé sobre o próprio caixão. Sobre o caixão, destaca-se o símbolo do esquadro e compasso, com uma espátula ao centro, sugerindo que ele teria sido um maçom.

Samuel P. Dinsmoor serviu com distinção no exército da União durante a Guerra Civil. Após a morte da sua esposa em 1917, refugiou-se na construção de uma cabana de madeira calcária e, depois, dedicou-se às esculturas de concreto que ficariam conhecidas como o "Jardim do Éden". Apelidado de "Segundo Adão", continuou a esculpir durante 25 anos. Aos 81 anos, casou-se com a sua governanta de 20 anos e teve dois filhos. Obcecado pelo "memento mori", criou esta imagem de dupla exposição como cartão-postal. A foto tornou-se popular e hoje está pendurada no seu mausoléu, onde os seus restos mortais repousam num caixão maçónico de concreto com tampa de vidro desde a sua morte em 1932.

Fonte: Arquivos da Maçonaria
Por Luciano J. A. Urpia 

O IRMÃO

Ir∴ José Aparecido dos Santos

O que é Maçonaria e o porque do chamado irmão, quando se recebe a luz em sua iniciação de profano para neófito e se depara com várias espadas apontadas para sua face e corpo completo, e ouve a voz do venerável mestre pedindo para que estes abaixem suas espadas e de agora em diante não mais profano e sim maçom, de hoje em diante somos todos irmãos universal, sua esposa, filhos, de hoje em diante são cunhadas, sobrinhos ou sobrinhas.

E no decorrer que se recebe ou se faz visitas em Oficinas, para o crescimento espiritual, fazendo a egrégora maçônica entre irmãos da mesma Oficina e também de outras, se vê como é grande e espetacular viver e harmonia e fraternidade. Ao receber ou ser recebido na sala dos passos perdidos e tendo o verdadeiro aperto de mão, o abraço fraternal, é onde se vê a felicidade de ter se tornado Maçom, mas não sendo somente desta forma e tendo alguns que esquecem da fraternidade, irmandade, que somos todos iguais e fazem colocações que este ou aquele irmão, só faz visitas para estar presente no ágape fraternal, se fartando de comidas e bebidas....

E sendo sabido que somente os Irmãos sangue possuem características comuns que conduzem ao afeto sólido e desinteressado, cultivando o amor familiar.

Inexiste tratamento mais afetuoso que o de “irmão”, maçonicamente, já no Poema Regius, do ano de 1390, o mais antigo que se conhece recomenda o tratamento de “caro irmão” entre os maçons.

Fisiologicamente, os Irmãos provindos dos mesmos pais são denominados de “germanos”, que em latim significa “do mesmo germe”.

Na Maçonaria não há esse aspecto; porém, a Fraternidade (frater em latim) harmoniza os seres por meio da parte espiritual; diz-se que os maçons são Irmãos porque provêm da mesma Iniciação; morrem na Câmara das Reflexões para renascerem produzidos ou procriados por meio do germe filosófico que transforma integralmente a criatura, refletindo-se no comportamento posterior.

A essência da Fraternidade é o amor; os maçons dedicam muito amor uns para com os outros; é essa prática que funde o sangue para que haja no grupo uma só criatura.

O bem querer, a tolerância e a Fraternidade dentro da Loja transformam o homem em criatura dócil, espontânea e fiel, apta a desempenhar a cidadania no mundo profano.

A rigor, o amor fraternal deveria estender-se a toda humanidade; no entanto, ainda não estamos preparados para isso.

A essência do ser Maçom, estar em Maçonaria, é simples e direto, nos lembrando da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, como também nos lembrando do “Salmo 133”.

“Salmo 133”:  

Oh! Quão bom e quão suave é que os Irmãos vivam em União. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.

Desta forma, não adianta estarmos presentes em todas as Sessões de nossa ou em outras Oficinas, ler, ouvir e não praticar o que é ser


Maçom, não é somente saber se postar dentro das Lojas e sim ter a Maçonaria dentro de cada um e o Templo é uma vida constante dentro e fora, viver amar o ser Maçom, somente desta forma que não mais vai existir esta ou aquela Potência e sim nos identificarmos com as Romãs encimando as colunas, entreabertas, aparecendo suas sementes, simbolizando a União dos maçons e representados por suas sementes unidas em blocos e ter mente como Salomão o fez a Jeová, pedindo ao GADU, somente a sabedoria e com isto vem a prudência, tolerância, paz e o perdão.

Temos que ter em mente, que sempre deveríamos retornar e nos fecharmos dentro da Câmara de Reflexões, como no dia que demos inicio ao nosso aprendizado e nos tornarmos não somente “Irmãos” e também sermos “Amigos” e termos a Maçonaria dentro de nós e não fora de nosso viver, com isto, seriamos uma única família Maçônica Universal e sem ver jóias, cargos e vida Profana.

Pensemos mais em “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” e vendo sempre o lado positivo do outro e não o lado negativo, este quem o faz é nós mesmos, o que pensamos se reflete e muito.

Fonte: JBNews - Informativo nº 318 - 12 de Julho de 2011

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

EMENDAS NA ATA (BALAÚSTRE)

Em 16/05/2026 o Respeitável Irmão Derick Machado, Loja Mestre Rivadavia Siqueira Lima, 2906, REAA, GOB-MS, sem mencionar o Oriente, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a seguinte pergunta:

EMENDAS

Em nossa última sessão, houve uma emenda na ata da sessão anterior. A dúvida aconteceu quando: No ritual o V∴ M∴ fala: Os IIr que aprovam a ata, salvo a emenda façam o sinal de costume.

No meu entendimento, os Irmãos que aprovam a ata “salvo a emenda” estão aprovando o texto original da ata, mas sem concordar com a emenda apresentada.

Em seguida o V∴ M∴ fala: Os IIr que aprovam a emenda, façam o sinal.

Também entendi que, nessa segunda votação, deveriam se manifestar apenas os Irmãos que concordam com a alteração proposta pela emenda. Assim, minha interpretação foi a seguinte: Primeiro, vota-se a aprovação da ata sem a emenda. Depois, vota-se separadamente a emenda proposta. O Mestre de Cerimônias faz a contagem dos votos em cada caso, e a maioria decide se a ata será mantida como estava ou se será alterada conforme a emenda.

Como ficamos bastante confusos durante a sessão, gostaria de saber se o Irmão poderia nos esclarecer qual é o procedimento correto nesse caso. Desde já, agradeço pela atenção e orientação.

CONSIDERAÇÕES:

No meu modo de entender, existindo emendas sobre a redação da ata que acabou de ser lida, para que a mesma não tenha que ser redigida inteira novamente, o Venerável Mestre põe em votação primeiramente a ata sem as emendas. As emendas, se porventura existirem, serão logo a seguir colocadas em votação. Existindo duas ou mais emendas, cada uma por sua vez será apreciada e votada na forma de costume. Sendo aprovada(s), ela(s) será(ão) consignada(s) na ata que imediatamente acabou de ser aprovada.

Na questão do resultado da(s) votação(s), o Mestre de Cerimônias, ao contar os votos, não declara a sua aprovação, apenas informa ao Venerável Mestre a quantidade de votos a favor, contrários e abstenções. Quem obrigatoriamente deve proferir o resultado é o Venerável Mestre (RGF, Art.º 116, VIII).

Nesse contexto, vale ressaltar que não é ofício do Mestre de Cerimônias fazer a contagem de votos. Por si só o Venerável mesmo faz a contagem. Caso haja necessidade de auxílio, ele interpela o Mestre de Cerimônias para o auxiliar nesse mister.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 24

FATALIDADE

1º - Diz-se fatal a conseqüência de um ato; fatal sinônimo de conclusão, de terminal e de encerramento. (Acontecimento funesto)
2º - A filosofia maçônica não aceita a fatalidade, porque basta o ato da iniciação para transformar o destino de um homem.
3º - Às vezes, uma só palavra de incentivo reanima o maçom e, pleno de esperança, ele foge de uma fatalidade que acreditava impossível de vencer.
4º - O desespero, esse sim, é um dos caminhos mais seguros para descambar numa fatalidade.
5º - O culto do amor ao próximo resulta na elevação da alma; a glorificação a Deus conduz à realização dos ideais.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

A CADEIA DE UNIÃO: ALÉM DO SÍMBOLO, UMA REALIDADE CONSTRUTIVA

por M:M:.KaeL

Meus irmãos:

A Cadeia da União é um símbolo muito fascinante que nos leva a uma pergunta:

O que tecemos nesse instante?

Será apenas um belo símbolo da irmandade, um ornamento conclusivo, ou será talvez a manifestação mais tangível de uma realidade invisível que constitui a verdadeira base da nossa Ordem?

A cadeia é, acima de tudo, um símbolo poderoso e antigo. Ela envolve as estruturas da cabana, unifica os lados do pavimento de mozaico. No ritual, a forma é circular e habilidosa, seguindo o caminho do sol, aquela força psíquica que consideramos antes. Mas um símbolo, como Oswald Wirth nos ensina, não é um fim em si. É uma chave. E a chave serve para abrir, para acessar uma realidade mais profunda. Hoje, gostaria de virar essa chave com você, para explorar o que a porta desliza em nossas vidas.

A Cadeia dos Mestres:

Cada cadeia é tão forte quanto o seu elo mais fraco. Esta verdade da forja é uma lei espiritual do ferro. Antes de nos unirmos, devemos ser dignos da união. O que é um elo em nossa metáfora? É o indivíduo, o irmão, a pedra que foi cortada. Não é perfeita, mas trabalhada. A integridade pessoal é o primeiro mandamento. Uma cadeia demanda, portanto, uma autoconstrução anterior. Ela demanda que sejamos cubos, capazes de se encaixar e sustentar.

Mas a magia da cadeia não está no sumo de links soltos. Está no seu união. Quando as mãos são unidas, um circuito é fechado. Os antigos alquimistas falavam de um "vaso fechado", onde o grande trabalho foi realizado. Nosso círculo é esse vaso. Nesse momento, algo acontece que transcende o físico. A tradição esotérica, e autores como Jules Boucher, falam sobre o Egregore: um poderoso e coletivo poder, um campo de energia espiritual gerado pela concentração e unidade de um grupo.

A Cadeia da União é o ritual de ativando o nosso Egregore.

A energia, como se diz, circula. A mão direita, ativa, dá; a mão esquerda, receptiva, recebe. É um fluxo contínuo. Nesse instante, as alegrias se multiplicam e os fardos são divididos. Não é apenas poesia. É a experiência tangível que todo veterano maçônico conhece: a força de serenidade, de clareza e de apoio mútuo que emana de todo o mundo e reflete-se em cada parte. A corrente não é mais um símbolo de algo; torna-se o veículo de algo. É o canal através do qual o Fogo que nos unifica flui, maior do que a soma de nossas individualidades.

E aqui, irmãos, chegamos ao coração da questão. Se esta corrente só existisse dentro dessas paredes, seria um belo jogo, mas um pouco mais. A sua prova de fogo está no mundo profano. Como ela se materializa no ato silencioso. No mão estendida no fraternal aviso, discreto e sem testemunhas. No tolerante que sustenta o que se desliza, que corrige o que se desliza com o fraternal aviso, e que celebra o progresso do outro como se fosse o seu próprio. Em um mundo que exalta o individualismo feroz, manter esta corrente é um ato de resistência espiritual. É construir, link por link, uma verdadeira fraternidade, não declarativa.

Portanto, irmãos, quando novamente tomarmos as nossas mãos no final deste mandato, não o façamos por rotina. Sentimo o peso e a leveza desse gesto. Sentimo o pressão da mão que nos acarreta: é o testemunho físico de um voto moral. Ao formar a corrente, não terminamos uma tarefa; ativamos o princípio que torna possível qualquer trabalho futuro: a União.

A Corrente da União não termina quando deixamos as mãos. Ela se torna invisível, mas não é quebrada. Ela acompanha-nos, envolve-nos, e nos liga em distância. Ela é uma responsabilidade moral. Ela nos obriga a ser responsáveis um pelo outro. Nesse sentido, cada um de nós é, ao mesmo tempo, um guardião de um link e um guardião de um link.

Vamos cultivar, então, a nossa solididade individual, para sermos laços dignos de confiança. Vamos confiar na circulação daquela força superior que surge da nossa união consciente. E, acima de tudo, vamos viver no mundo como homens amarrados por um propósito sublime: construir, juntos, um Templo Humano cujas bases não são de pedra, mas de lealdade inquebrantável e de apoio mútuo.

Que esta corrente, agora simbólica, em breve vivida, nos lembre que a verdadeira força não está no grito individual, mas na silêncio unânime de um círculo de homens livres, unidos por um ideal comum.

Para a Glória do Grande Arquiteto do Universo.

Fonte: Facebook_Soy Mason

terça-feira, 11 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SE COLOCA À ORDEM ENQUANTO ESPERA

Em 16.05.2026 o Respeitável Irmão Francisco Carlos Tancler, Loja Templários da Paz, 3969, REAA, GOB-SP, Oriente de Botucatu, Estado de São Paulo, formula a pergunta seguinte:

AGUARDA À ORDEM

Estimado Ir∴ Pedro, nossa enciclopédia ritualística, que nos honra muito. Solicito um esclarecimento: Toda vez que o Mestre de Cerimônias, levar qualquer coisa: Ata, Livro de Presença, etc. Assim que o Venerável Mestre estiver assinado, o Mestre de Cerimônia deverá estar a Ordem? Isso porque ele está em pé no Oriente? Agradeço ao irmão antecipadamente. E um forte TFA∴

CONSIDERAÇÕES:

Nesse contexto, antes vale a pena ressaltar que no REAA existe a regra de que quem estiver em pé e parado em Loja aberta, obrigatoriamente deve se colocar à Ord∴ (corpo ereto, pp∴ uun∴ pelos cc∴ formando uma esq∴, compondo o Sin∴de Ord∴).

Ainda, nesse mesmo sentido, quem estiver em pé e parado, tendo às mãos algum instrumento de trabalho, ou outro objeto qualquer, não fica à Ord∴, porém se mantém à rigor, ou seja, sem o Sin∴ de Ord∴, mas mantém o corpo ereto e os pp∴ em esq∴. A razão de não fazer o Sin∴ de Ord∴ tendo às mãos algum objeto, é porque os ssin∴ de Ord∴ e PPen∴ são sempre feitos com a mão e nunca com o objeto de trabalho. Isso quer dizer que não se usa o objeto para com ele se compor e fazer o sin∴.

No caso da questão acima, em que do M∴ de CCer∴ leva o livro ata, ou de presenças, para o Ven∴ Mestre assinar, ele, enquanto aguarda a assinatura do Ven∴, fica à Ord∴. Ato seguido, para recolher o livro, desfaz o Sin∴, toma-o às mãos e prossegue na sua missão.

É oportuno observar que o titular, ao aguardar em pé e parado a assinatura, por estar com as mãos desocupadas, imediatamente se coloca à Ord∴.

A título de ilustração, situação idêntica ocorre quando os IIr∴ Orad∴ e o Secr∴são convidados pelo Ven∴ Mestre a assistir à verificação da bolsa de PProp∴ e IInf∴. Para atender essa liturgia, ambos se aproximam do Alt∴ para assistirem a conferência. Nessa ocasião, os convidados, próximos ao altar assistem à verificação à Ord∴.

Finalmente, a questão de se colocar em pé e à Ord∴ não está restrita a um determinado lugar na Loja, todavia em qualquer lugar, ao Oriente ou Ocidente, se a Loja estiver ritualisticamente aberta.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

FREDERICK HOPKINS


Por Luciano J. A. Urpia
Sir Frederick Gowland Hopkins nasceu em Eastbourne, Sussex, em 1861. Formou-se em medicina e, em 1898, foi convidado para integrar o Laboratório Fisiológico em Cambridge, onde começou a explorar a química da fisiologia, numa época em que a bioquímica ainda não era reconhecida como ciência independente. Tornou-se o primeiro professor de bioquímica da Universidade de Cambridge em 1914 e dedicou sua carreira a desvendar os processos metabólicos das células.

Hopkins ficou mundialmente conhecido por demonstrar, em 1912, que dietas compostas apenas por proteínas, carboidratos, gorduras e minerais não sustentavam o crescimento animal, o que o levou a propor a existência dos "fatores alimentares acessórios", mais tarde chamados de vitaminas. Por essa descoberta, recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1929. Também descobriu o aminoácido triptofano (1901) e a glutationa (1921). Foi presidente da Royal Society (1930-1935), recebeu a Medalha Copley (1926) e foi condecorado com a Ordem do Mérito em 1935. Faleceu em Cambridge em 1947.

Fonte: Instagram_Curiosidades da Maçonaria

REFLEXÃO FRATERNA

“Primeiro, aprenda o significado do que você diz e depois fale.”

Na Maçonaria a palavra é compromisso e responsabilidade.

Não se pronuncia levianamente, nem se usa sem consciência, porque cada palavra deixa a sua marca no Templo e nos Irmãos.

O verdadeiro trabalho começa no silêncio:

Ouvir, estudar, refletir e compreender.

Só então a palavra adquire valor, força e significado.

Falar sem conhecimento é apressar o trabalho.

Ficar calado para aprender é polir a pedra.

Que nossas palavras sejam sempre expressão de estudo, respeito e verdade; e que o silêncio, quando necessário, continue a nos ensinar.

VAMOS LEMBRAR QUE:

A língua é o pior flagelo do corpo, pois sem empunhar nenhuma arma pode derrubar colunas, apagar luzes e quebrar a harmonia da Oficina e também golpeia sem deixar marcas visíveis, mas deixa feridas profundas no espírito.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

ACLAMAÇÃO HUZ.'.! HUZ.'.! HUZ.'.! NO GRAU DE COMPANHEIRO

Em 16.05.2026 o Respeitável Irmão Rubens Sanches Hernandes. Loja Verdade e Justiça, 3263, REAA, GOB -PR, Oriente de Campo Mourão, Estado do Paraná, solicita o seguinte esclarecimento.

ACLAMAÇÃO NO 2º GRAU

No grau de Aprendiz, são 3 pancadas na porta, 3 luzes acesas, o malhete soa por três vezes, a bateria por três vezes e a aclamação, também por três vezes.

No grau de Mestre, são (...) pancadas na porta, (...) luzes acesas, o malhete soa por (...) vezes, a bateria por (...) vezes e a aclamação não existe.

Já no grau de Companheiro, são (...) pancadas na porta, (...) luzes acesas, o malhete soa por (...) vezes, a bateria por (...) vezes e a aclamação, por (...) vezes.

Minha dúvida e indagação é: Neste grau, a aclamação não deveria ser também em número igual às baterias do Companheiro?

Grato pela resposta. Fraternos abraços.

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente vale ressaltar que a tríplice aclamação Huz∴, Huz∴, Huz∴, é uma saudação dirigia ao Sol. Alegoria haurida dos Árabes, especialmente dos Drusos, que prestavam essa saudação munidos de um ramo florido de acácia nas alvoradas de solstício de inverno no Hemisfério Norte. Essa mística comemoração era para saudar à volta do Sol Vitorioso.

 Na Maçonaria, o REAA, um rito solar por excelência, essa tradição é preservada nos graus de Aprendiz e Companheiro. Essa aclamação não existe no grau de Mestre Maçom porque a narrativa da Lenda do 3º Grau se refere ao inverno e a morte simbólica do Sol – os cultos solares da Antiguidade.

Nesse caso, a questão da tríplice aclamação Huz∴ não se relacionada ao número místico correspondente ao de cada Grau, tal como ocorre com a idade simbólica, as viagens e as baterias. Assim, independentemente do grau em que existe essa aclamação, ela é sempre pronunciada por três vezes seguidas, exatamente como está descrito nos rituais de Apr∴ e Comp∴, tanto na abertura como no encerramento dos trabalhos.

A título de esclarecimento, a aclamação Huz∴, Huz∴, Huz∴, é uma das contribuições da Loja Geral Escocesa, criada na França em 1804 para gerenciar a elaboração do projeto do primeiro ritual para o simbolismo do REAA.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

OS ONZE CAVALEIROS DE CHARLESTON


Em maio de 1801, na esquina das ruas Church e Broad, em Charleston, Carolina do Sul, onze homens reuniram-se discretamente na antiga taverna de Mr. Shepherd e fundaram o Supremo Conselho, Conselho Mãe do Rito Escocês. Charleston era então um próspero porto cosmopolita, conhecido por sua promessa de liberdade religiosa, ainda que limitada, e por uma intensa atividade maçônica que já durava mais de sessenta anos. A cidade abrigava Lojas de língua inglesa e francesa, entre elas a Loja La Candeur, formada por refugiados da revolução haitiana.

Os dois principais protagonistas foram o coronel John Mitchell, veterano da Guerra da Independência e amigo de George Washington, e o dr. Frederick Dalcho, médico e futuro padre episcopal. Em 25 de maio de 1801, Mitchell conferiu a Dalcho o 33.º grau, e em 31 de maio abriram oficialmente o Supremo Conselho. Até agosto de 1802, o grupo foi ampliado para onze membros, vindos de diferentes nações (Irlanda, Inglaterra, França, Boêmia, Polônia), religiões (judeus sefarditas, cristãos) e ofícios (médicos, comerciantes, impressor, açougueiro, líder religioso).

Em dezembro de 1802, publicaram a "Circular aos Dois Hemisférios" (Manifesto de 1802), provavelmente redigida por Dalcho, que proclamava ao mundo maçônico a criação do Supremo Conselho e trazia as inscrições "Deus et mon droit" e "Ordo ab chao". Apesar de resistências iniciais, a Grande Loja da Escócia acusou o documento de "respirar o espírito dos Illuminati", o reconhecimento veio com o tempo. Incêndios e a Guerra Civil destruíram quase todos os arquivos originais, mas o legado dos onze cavalheiros de Charleston perdura há mais de 225 anos, transmitido de geração em geração. Como se diz em hebraico: L'dor v'dor, de geração em geração.

Por Rui Samarcos Lora, In: masonica.com.br

Fonte: Facebook_Curiosidades de Maçonaria

O QUE SABEMOS ANTES DE 1822 SOBRE A HISTÓRIA DA MAÇONARIA BRASILEIRA?

Ir∴ Sérgio Quirino Guimarães 
ARLS Presidente Roosevelt 025 
Belo Horizonte - Minas Gerais

HISTÓRIA DA MAÇONARIA BRASILEIRA ?

Tenho notado um grande vácuo histórico na Maçonaria Brasileira. Passamos para os Irmãos a impressão que nossa história começa no vigésimo oitavo dia do mês de Sivan do Anno Lucis de cinco mil, oitocentos e vinte e dois (17/06/1822) com a criação do Grande Oriente Brasiliano, cuja primeira diretoria foi composta pelos Irmãos José Bonifácio de Andrada e Silva, Joaquim Gonçalves Ledo e João Mendes Viana. Mas a questão é que estes Irmãos pertenciam há Lojas que estavam vinculadas a alguma Potência. Conhecemos bem os fatos que ocorreram depois da criação do GOB: Iniciação, Elevação, Exaltação e Posse de Dom Pedro I como Grão-Mestre, briga entre o grupo de Ledo e dos Andradas, fechamento do GOB e et coetera

Mas e antes desta data? Qual é nossa história? Onde estão os documentos que mostram a gênese da Maçonaria em território brasileiro? 

Em minhas pesquisas encontrei o obvio. Nossos laços estão fortemente entrelaçado com a Maçonaria Portuguesa. Uma maçonaria que começou por volta do ano de 1727, quando foi fundada por comerciantes ingleses uma Loja em Lisboa e muito sugestivo foi a alcunha que a Loja recebeu por parte da Igreja Católica: Loja dos Hereges Mercadores. 

Mas se tratando de nome, a segunda Loja fundada (1733) nos inflama o espírito. Seu título constitutivo era: “Casa Real dos Pedreiros Livres da Lusitânia” em cujo quadro de obreiros constavam três frades dominicanos. 

Nesta mesma Loja tivemos um grande “Maçom Operativo”, foi o Irmão Carlos Mardel que além de militar foi um dos principais arquitetos que projetaram uma nova cidade, pois Lisboa havia sido destruída (85%) pela catástrofe de 1755 (terremotos, tsunamis e incêndios). 

A terceira Loja (fundada em 1741) foi um exemplo claro da frase do Irmão Chanceler no REAA; o Venerável Mestre e alguns Irmãos eram protestantes, mas a maioria dos Obreiros era católica, e veja que estamos tratando de uma época em que a Inquisição se faria presente e cruel. Nesta mesma Oficina conviviam harmoniosamente portugueses, ingleses, franceses, suíços, italianos. 

Não seria natural supor que os brasileiros que vinham para a Metrópole estudar tomassem conhecimento dos ideais maçônicos e fossem iniciados em nossos Augustos Mistérios? 

Na verdade não é uma suposição, mas sim uma realidade histórica que devemos resgatar! Alguns Past Grão Mestres lusitanos tiveram sua vida de alguma forma ligada ao Brasil; O Irmão Fernando Romão da Costa de Ataíde foi Grão Mestre entre 1809 e 1814 e era filho do Governador do Grão Pará e Maranhão. O Irmão Bernardino Luís Machado Guimarães, nasceu no Rio de Janeiro em 1851, foi Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido, de 1895 a 1899. Foi também o primeiro Embaixador Português no Brasil e duas vezes Presidente da República em Portugal. O Irmão Sebastião de Magalhães Lima, também nasceu no Rio de Janeiro, foi Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano por 27 anos e, como “Livre Pensador”, condenava abertamente regime ditatorial implantado em Portugal. 

Cito o GOL - Grande Oriente Lusitano - fundado em 1802, por acreditar que lá esteja “a coberto” um grande tesouro cultural. 

Em 1935 o governo de Salazar proibiu a Maçonaria em Portugal, mas em 1974, após a Revolução dos Cravos, o Palácio do GOL foi restaurado e hoje abriga além da administração e Templos, a Biblioteca do Grêmio Lusitano e o Museu Maçônico Português. Oxalá permita-me o GADU que, o mais breve possível, eu atravesse os mares e vá matar minha sede nestes mananciais de cultura. Assim, simbolicamente irei plagiar Pero Vaz de Caminha: “Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.”

Fonte: JBNews - Informativo nº 317 - 11 de Julho de 2011