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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 25 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PORTADOR DE QUITTE-PLACET - REGULAR E IRREGULAR

Em 06.08.2025 o Respeitável Irmão Moacir de Paula Guerra Filho, Loja União de Manhuaçu, REAA, GOB MINAS, Oriente de Manhuaçu, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão.

PORTADOR DE QUITTE-PLACET 

Estamos com uma dúvida: O Irmão Portador de Quite Placet válido, pode visitar Lojas, nesse período de seis meses, ou está com todos os seus direitos maçônicos suspensos?

CONSIDERAÇÕES:

Segue apenas a minha opinião, visto que esta não é uma questão inerente à Secretaria Geral de Orientação Ritualística.

Assim, entendo que um Ir portador de Quitte-Placet, dentro do prazo de validade, para participar regularmente dos trabalhos maçônicos em uma Loja, deve primeiro solicitar a sua Filiação. Obtida a mesma nos conformes legais, ele poderá participar dos trabalhos, fazendo, inclusive visitas a outras coirmãs. 

O prazo de validade do Quitte-Placet (seis meses) não dá direito à participação, dentro deste prazo, nos trabalhos de uma Loja, mas dá direito ao portador de pedir filiação em uma Loja da Obediência que expediu o Quitte-Placet. Caso a validade esteja expirada, o seu portador passará pelas formalidades de Regularização.

É esse o meu entendimento. Sou da opinião de que não é justo que um portador de Quitte-Placet, enquanto válido, fique seis meses frequentando Lojas como visitante sem pertencer ao quadro de nenhuma uma Loja e nem recolher os metais devidos. Assim, primeiro pede-se a filiação e depois de formalmente filiado passa então a frequentar os trabalhos regulares novamente.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

A CONSAGRAÇÃO

O vocábulo significa tornar sagrado um templo, isto é, habilita-lo para receber os adeptos com a finalidade de honrar e cultuar uma divindade.

A maçonaria consagra os seus templos usando um ritual apropriado através de tocante cerimônia; o uso da consagração é relativamente moderno, pois as constituições de 1717 e 1723 nada referem a respeito.

A consagração, porém, não é ato exclusivo que respeite a um templo, pois todo "novo maçom", logo após a sua iniciação, é consagrado pelo venerável mestre, que coloca a lâmina de sua espada sobre sua cabeça e pronuncia a fórmula consecratória com o malhete na lâmina por três vezes.

Na época cavalheiresca, os cavaleiros eram consagrados, também, com a espada, batendo a lâmina nos ombros difere da cerimônia maçônica, pois, na realidade, quem consagra não é a espada, mas sim as "vibrações" que os golpes do malhete produzem e que penetram na parte íntima do neófito.

Todo maçom deve recordar, sempre, que além de iniciado foi consagrado para sua maçônica missão.

Sagrado significa "selecionado".

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 99.

COMO É QUE O ORGULHO DO MAÇOM SE MANIFESTA?

Léo G. Santos ·

Porquê abordar este assunto, que parece mais uma questão de sociologia do que de Maçonaria, numa Loja onde o trabalho sobre o simbolismo é primordial?

A resposta é simples: "O orgulho é para um maçom o que uma miragem é para um errante desesperado no deserto". É uma ilusão necessária e irresistível. Por conseguinte, é necessário tornar-se seu senhor através de um trabalho árduo, correndo o risco de permanecer seu escravo submisso.

Como todos sabemos, tudo na Loja é uma dualidade:

• Sol / Lua
• Branco / Preto do pavimento
• Meio-dia / Meia-noite
• Zénite / Nadir
• Este / Oeste
• Norte / Sul
• Coluna J / B
• Espada / Bastão
• 1º Vig. / 2º Vig.

Podemos, portanto, deduzir que o orgulho também tem o seu binómio, é uma realidade. Chama-se humildade. Este termo grego é mais conhecido por "húmus", a terra, que quase beijamos quando passamos pela porta inferior durante a nossa iniciação.

Voltemos ao orgulho para o definir melhor.

"Há uma diferença entre o orgulho e a vaidade. O orgulho é o desejo de estar acima dos outros; é o amor solitário de si próprio. A vaidade, por outro lado, é o desejo de ser aprovado pelos outros. No coração da vaidade está a humildade, uma incerteza sobre si mesmo que é curada pelo elogio".

O orgulho é compararmo-nos com os outros. Não certamente para nos alimentarmos deles e crescermos, mas para os anularmos, a fim de nos tranquilizar-mos quanto aos nossos medos fundamentais. O orgulho é uma manifestação de esquizofrenia: é dizer ao outro: "Preciso de ti para que me reconheças", mas ao mesmo tempo dizer-lhe: "Nego-te para não perder o meu lugar de escolhido, de mais amado".

Assim, tudo o que vou dizer baseia-se no seguinte princípio: "A escuridão não existe como entidade, é apenas o resultado de uma ausência de luz. Da mesma forma que o frio é uma ausência de calor". Assim, parece-me que o orgulho é uma ausência de humildade. Se a humildade é terrena, sólida, concreta, a sua antítese é a vacuidade ou a ilusão.

O maçom que cresceu de acordo com as etapas convencionais da Maçonaria (Aprendiz, Companheiro e Mestre), aquele que estudou os símbolos e os integrou, para lhes dar sentido na vida quotidiana e na fraternidade, torna-se como um fio de prumo. É equilibrado, alinhado, justo e ocupa o seu próprio lugar, com os dois pés bem assentes na terra. Não procura ocupar o lugar do vizinho. Não procura ser considerado mais do que aquilo que se considera ser, simplesmente É.

Por outro lado, o maçom que perdeu a verdadeira intensidade das provas de iniciação sabe muito bem que lhe faltam peças, partes do seu todo pessoal. Não está completamente cheio de si e esta falta leva-o a intelectualizar-se, a fantasiar com o seu espírito. Então, ele pensa! Pensa, encontra respostas lógicas. Discute e, sobretudo, agita-se. Cria perturbações, porque o que é na sua essência mais profunda diz-nos muito mais sobre ele do que aquilo que nos diz com as suas palavras ou gesticulação estéreis.

Surgem então os debates e as rivalidades.

"O orgulho divide-nos ainda mais do que o interesse". O maçom torna-se incapaz de reunir o que está disperso, porque está agora num estado de separação, de divisão e, sobretudo, de discriminação de todas as coisas.

O masculino e o feminino já não são duas faces da mesma moeda, mas dois gêneros humanos distintos que devem ser colocados em dualidade e mesmo em conflito. Para ele, os aprendizes tornam-se pequenos principiantes. Os companheiros são de baixo nível e facilmente humilhados, e todos os outros mestres são rivais que devem ser ultrapassados o mais rapidamente possível.

Este tipo de maçom orgulha-se do seu avental e das suas promoções no seio da Loja. Alguns chegam mesmo a pensar que os cargos são uma forma de reconhecimento, uma forma de patente. Deve ser verdade, porque durante a distribuição dos cargos no início do ano, ouvimos outros irmãos ou irmãs virem felicitá-los pela sua nova nomeação. Pensemos bem: as únicas felicitações possíveis são as que devem vir no fim do ano, quando o oficial fez um bom trabalho.

No século XVIII, Antoine de Rivarol dizia:

"É preciso fazer morrer o orgulho sem o ferir. Porque se o ferirmos, ele não morre".

O orgulho é um animal duro. Quanto mais é ferido, mais incha. Está desligado da realidade das coisas, não tem contato com os seus vizinhos, refiro-me à inteligência do coração ou à da razão. Todos nós conhecemos pessoas eruditas ou muito cultas, mas totalmente cheias de um orgulho que tenta desesperadamente mantê-las acima dos outros, como se os outros pudessem diluí-las. Conheço até uma categoria de orgulhosos que ultrapassam todos os outros. Chamam-lhes os modestos.

Como escreveu La Rochefoucauld nos seus pensamentos: "A modéstia é o mais alto grau de orgulho". Não devemos confundir humildade com modéstia. Jules Renard escreveu: "Ser modesto! É o tipo de orgulho que menos desagrada".

Gostaria agora de vos falar de um outro tipo de orgulho. Chama-se "orgulho espiritual". O seu representante é um escolhido. Ele é o embaixador do Grande Arquiteto na Terra. Está em ligação direta com ele. Foram-lhe atribuídos superpoderes. Faz questão de ser o líder indiscutível da prática do ritual. Pode mostrar-vos a lista dos seus títulos e distinções… em suma, diz-vos com falsa modéstia que o seu percurso maçônico o tornou melhor. Pode até ser condescendente. Este tipo de pessoa é bastante perigoso, porque avança sorrateiramente com a máscara de um maçom que só trabalha para si e não se interessa pela sua própria vida.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

sábado, 24 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

ELEMENTO ESTRANHO NA RITUALÍSTICA

Em 06.08.2025 o Aprendiz Maçom Marcos Spengler, Loja Luz e Razão, 3930, REAA, GOB-RS, Oriente de Santo Ângelo, Estado do Rio Grande do Sul, solicita esclarecimentos.

ELEMENTO ESTRANHO

Tenho a seguinte dúvida?

O uso do ataúd∴ do REAA ainda é permitido nas iniciações.

Já faz bastante tempo que esta aberração foi retirada dos rituais do REAA no GOB. Assim, oriento verificar o Ritual de Aprendiz em vigência de 2024. Confira se há alguma referência a urn∴ mort∴ ou similar. Certamente o Irmão não encontrará nada nesse sentido.

Por conta disso, alerta-se: quem estiver inserindo práticas não previstas pela ritualística estará desrespeitando o Ritual - vide título 1.2 - Interpretação Deste Ritual, Aprendiz Maçom, página 13, GOB.

Reitera-se: o que não estiver previsto no ritual não deve ser praticado, sob pena de estar cometendo um delito maçônico, e como tal assim será tratado.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

GEORG ADOLPH DEMMLER


Georg Adolph Demmler (Güstrow, Alemanha, 22 de dezembro de 1804 – 2 de janeiro de 1886, Schwerin, Alemanha) foi um arquiteto, desenhista e político alemão.

Em 1835, foi nomeado "Landesbaumeister" (Mestre Construtor do Estado). Dois anos depois, Paulo Friedrich, Grão-Duque de Mecklemburgo-Schwerin, recrutou-o para ajudar nos seus ambiciosos planos de desenvolvimento e nomeou-o "Hofbaumeister" (Mestre Construtor da Corte). Onde ele conseguiu elaborar a maioria dos planos que foram usados em projetos futuros, incluindo a renovação do Schweriner Schloss - Castelo de Schwerin.

Foi iniciado na Freimaurerloge "Harpokrates zur Morgenröthe" em Schwerin, Alemanha, em 1826, aos 22 anos, e foi membro vitalício.

Fonte: Instagram_Coluna Cultural Maçônica