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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

COBRIDOR INTERNO ANUNCIA

Em 21/08/2025 o Respeitável Irmão Sergio Antunes de Aguiar, Loja Miosótis, 4838, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a pergunta seguinte:

COBRIDOR ANUNCIA

No Ritual do Grau 1, REAA, pág. 215 => Em loja aberta, o Cobr∴ Int∴ anuncia ao 2° Vig∴, o irmão atrasado.

Então, ele repassa para o 1° Vig∴ ou direto ao Ven∴ Mestre?

COMENTÁRIOS


Se a Loja ainda estiver em processo de abertura (não estiver definitivamente aberta), o Cobridor Interno, em eventuais pedidos de ingresso, anuncia primeiro ao 1º Vigilante. Este, por sua vez, anuncia ao Venerável Mestre.

Se a Loja já estiver definitivamente aberta (em pleno andamento dos trabalhos), o Cobridor Interno anuncia primeiro ao 2º Vigilante. Este, por sua vez, anuncia ao 1º Vigilante que, finalmente, anuncia ao Venerável Mestre.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

CIRCULAÇÃO NO ORIENTE DA LOJA

Em 20/08/2025 o Respeitável Irmão Jeferson Z. Filho, Loja Adam Smith, 3290, REAA, 3290, GOB-SP, Oriente de Santo André, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

CIRCULAÇÃO NO ORIENTE

Poderia auxiliar em uma questão?

Em nossa última sessão surgiu uma dúvida ritualística. Pois bem, eu fazia o cargo de Mestre de Cerimônias e após a abertura do Livro da Lei, nos momentos de circulação no Oriente, uma das vezes eu passei por entre o Altar do Juramento (Livro da Lei) e a mesa no Venerável Mestre.

Um dos irmãos depois veio falar comigo, dizendo que não se deve passar entre o Altar dos Juramento e a mesa do Venerável, e que o correto seria passar pela frente do Altar do Juramento. Para mim não fez muito sentido, pois no Ritual ficou claro o entendimento de que no
Oriente não existe regra para a Circulação (páginas 22, 42 e 208).

Perguntei ao estimado irmão que me orientou na sessão de onde vinha aquela informação, e ele disse que um notório irmão aqui de São Paulo havia explicado a eles em uma sessão. Disse também que falou desse tema diretamente com você num outro momento, em uma das oportunidades que você esteve em São Paulo.

Saberia esclarecer se realmente é procedente essa orientação?

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente, vale a pena dizer que eu nunca informei a ninguém da possibilidade de haver circulação no Oriente, muito menos que eu tenha dito ser proibida a passagem entre o Altar do Venerável Mestre e  dos Juramentos. Nunca disse isso porque simplesmente essa regra não existe em lugar nenhum do ritual do REAA.

Em se tratando do Oriente da Loja, a única regra prevista é a de que nele se ingressa sempre pelo lado Nordeste (lado do Orador) e dele se retira sempre pelo lado Sudeste (lado do Secretário), nada mais, absolutamente.

Assim, o Mestre de Cerimônias, ou outro titular que por dever de ofício precise perambular pelo Oriente, ao fazê-lo pode sim passar pela frente ou pela retaguarda do Altar dos Juramentos se por trás dele houver espaço. A questão é só de escolha e praticidade de quem estiver circulando, nada mais.

Outra coisa, é preciso que Irmãos que se dizem conhecedores da liturgia maçônica não se insurjam contra o ritual vigente, que por sinal é bem claro ao mencionar que no Oriente não existe circulação, muito menos essa "estória" de não se poder passar entre o Altar Mor e o dos Juramentos.

À vista de tudo disso, é só seguir o que prevê o ritual e esquecer essas esquisitices e achismos. 

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ABREVIATURA MAÇÔNICA - DELTA

Em 21/08/2025 o Irmão Aprendiz Maçom Rodolfo Eugênio da Fonseca, Loja Estrela da Mantiqueira, 3240, REAA, GOB MINAS, Oriente de Paraisópolis, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos para o que segue:

ABREVIATURA

Estimado Irmão, se possível e se estiver dentro dos meus limites de Aprendiz eu gostaria de tirar uma dúvida.

Estou fazendo um trabalho sobre abreviaturas e lendo todas as abreviaturas do ritual me surgiu a seguinte dúvida: por que a sigla V. I. T. R. I. O. L. do ritual de aprendiz está abreviada com ponto simples e não com os três pontos na forma do delta?

CONSIDERAÇÕES:

No primeiro momento, vale ressaltar que essa tri pontuação em forma de um delta, utilizada por alguns ritos maçônicos como abreviatura, não é uma prática de caráter universal. É um costume utilizado mais por ritos de origem francesa, como é o caso do REAA, que é um filho espiritual da França.

No tocante à questão propriamente dita, necessariamente não há obrigatoriedade do uso desses três pontos em formato delta.

Nesse contexto, vale ressaltar que essa forma de abreviatura tri pontual não traz
nenhum caráter iniciático intrínseco e não esconde nenhum segredo esotérico entre os três pontos.

Nesse sentido é possível encontrarmos textos de autores que se utilizam apenas de um ponto para abreviar uma palavra, o que não quer dizer que sob aspectos de Maçonaria, algo esteja errado. A bem da verdade, hoje em dia a utilização de tri pontuação permanece mais como uma forma de se conservar uma tradição do que literalmente se preservar contra “cowans” e “goteiras”.

Assim, a frase latina abreviada e mencionada na sua questão, tanto pode aparecer na Maçonaria escrita como a sigla VITRIOL (sem nenhuma pontuação entre as letras), como V. I. T. R. I. O. L. (com pontuação entre cada letras) ou ainda com tri pontuação entre as letras V∴ I∴ T∴ R∴ I∴ O∴ L∴. Ressalte-se que esta frase não é propriedade exclusiva da Maçonaria, sendo retirada de conceitos filosóficos que convidam o homem à reflexão. Com tri pontuação, ou sem ela, o que vale para o maçom é o significado da frase.

Finalmente, é oportuno dizer que a tri pontuação é uma característica haurida principalmente da Maçonaria francesa, não obstante ainda existirem autores imaginosos que, a procura de “pelo e ovo”, ficam a defender propriedades mágicas e ocultas nesse sistema de abreviatura - nada disso existe, não passando de mera especulação.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONARIA NA TURQUIA


A Maçonaria na Turquia tem raízes profundas, remontando a 1721 com uma loja em Istambul. A sua história é marcada por períodos de perseguição, como a proibição em 1748, e de florescimento, com a participação de figuras de alto escalão do Império Otomano, incluindo príncipes e grão-vizires. A busca pela liberdade e progresso fez das lojas um espaço de encontro para intelectuais e reformadores, culminando na fundação da Grande Loja da Turquia em 1909.

A Ordem tornou-se um pilar na transição para a monarquia constitucional e a República, contando com a participação de muitos fundadores do Estado moderno turco. No entanto, enfrentou novos desafios no século XX, sendo forçada a hibernar em 1935 devido ao clima político, até o seu renascimento oficial em 1948.

Hoje, a Grande Loja da Turquia é uma instituição vibrante e reconhecida internacionalmente, com cerca de 15.000 membros. Continua a promover os seus ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, desempenhando um papel ativo na vida da sociedade.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

PRÁTICAS RITUALÍSTICAS (REAA) PERGUNTAS E RESPOSTAS

Ir∴ Valdemar Sansão M∴M∴ - São Paulo – SP
ARLS Professor Raimundo Rodrigues nr. 726 (GLESP)

Sinal de Ordem - Sinal – Maçonicamente o Sinal é representado por um gesto ou uma postura; em cada grau de um rito, são feitos sinais diferentes e denomina-se de “reconhecimentos”.

Um maçom reconhece um outro quando um deles faz um sinal convencional e em resposta recebe outro correspondente. O sinal faz parte do aspecto sigiloso maçônico.

O Sinal de Ordem varia para cada um dos três Graus simbólicos, só é feito quando o Maçom está em pé e parado, já que é um grave erro fazer o Sinal quando se está andando pelo Templo, ou quando se está sentado.

Pergunta – O Venerável Mestre pode dispensar o Sinal de Ordem durante o uso da palavra?

Resposta - Não, todos falam de pé e à ordem, exceto as Luzes, os Past Masters que não estejam ocupando cargo em Loja, o Irmão Secretário na leitura do Balaústre e Expediente e o Irmão Orador nas conclusões.

Cadeia de União - A Cadeia de União, nos principais Ritos, é formada exclusivamente, para a transmissão da Palavra Semestral, que, como penhor de regularidade e de freqüência, é enviada pelo Grão-Mestrado, a cada seis meses às Lojas; dela, somente o Venerável Mestre toma conhecimento, transmitindo-a aos Obreiros alinhados na Cadeia.

A Cadeia de União será, sempre, composta, apenas Maçons do Quadro da Oficina, dela não podendo fazer parte os visitantes, que, assim, antes dela ser formada, terão o Templo coberto. Deve ser formada obedecendo à tradição, esvaziando as mentes e abrindo o coração.

Pergunta - No momento em que é feita e é desfeita a Cadeia de União, quando ultrapassamos o Eixo da Loja devemos parar e colocar-nos altivamente à Ordem fazendo o sinal de saudação?

Resposta – Quando da formação o desenvolvimento ritualístico da Cadeia de União é respeitado o sentido horário da circulação. Assim, ao desfazê-la devem os Obreiros manter a circulação e fazer a saudação ao cruzar o Eixo da Loja, quando “voltam em silêncio aos seus lugares para a complementação do encerramento ritualístico dos trabalhos”.

Pergunta – Quando a Cadeia de União é realizada em prol da saúde de alguém, as palavras finais serão Saúde, Sabedoria, Segurança ou Saúde, Saúde, Saúde?

Resposta – Somente existe uma fórmula ritualística de encerramento da Cadeia de União que é aquela em que todos os componentes elevam e abaixam os braços, que ainda estarão cruzados, por três vezes, exclamando em cada um dos movimentos:

1º Movimento – (levantando os braços: “Saúde – Sabedoria – Segurança”)

2º Movimento - (abaixando e levantando os braços: Saúde – Sabedoria – Segurança”)

3º Movimento - (abaixando e levantando os braços: “Saúde – Sabedoria – Segurança”)

Ausência do Venerável Mestre – Em Maçonaria, quando o titular de um cargo em Loja sofre um impedimento temporário para exercê-lo, assume o seu adjunto, ou, se não houver, um Obreiro nomeado “ad-hoc”. No caso do Venerável Mestre sofrer um impedimento, os seus substitutos, são os Vigilantes por ordem hierárquica, sucedendo-o na Presidência.

Pergunta - Quando um Irmão, que não seja Mestre Instalado, assume o Primeiro Malhete da Loja por ausência do Venerável Mestre em uma sessão normal (Ex: Primeiro Vigilante), ele não pode usar os paramentos do Venerável Mestre (Avental, Punho e Colar). E o Chapéu é permitido?

Resposta – Na ausência do Venerável Mestre nas Sessões Ordinárias e Extraordinárias e não sendo Mestre Instalado, o Primeiro Vigilante usará o seu avental de Vigilante e colar do Venerável Mestre e o Chapéu por se tratar de indumentária do exercício do Cargo na Sessão.

Pergunta – É correto usar a expressão “Sessão Econômica” para definir as sessões normais da Loja?

Resposta – Não. Inexiste no Regulamento Geral a denominação “Sessão Econômica”, sendo um uso generalizado que deve ser abolido. As Sessões das Lojas são:

Sessões Ordinárias – realizam nos dias determinados pelos Estatutos da Loja, podendo ser de Instrução, Administrativas ou de Eleição.

Sessões Extraordinárias - quando convocadas para trabalho em conjunto com outras Lojas ou para realização em dia e hora designados para os trabalhos normais da Loja.

Sessões Magnas – as de Iniciação, Elevação ou Exaltação; posse da Administração; ou reerguimento de Lojas; fusão de Lojas; adoção de Lowtons (*); reconhecimento conjugal (*); pompas fúnebres (*); conferências (*); festividades maçônicas” (*).

Parágrafo único – Podem freqüentar as sessões indicadas (*), os convidados da Loja, mesmo que profanos.

Pergunta – A cerimônia de Filiação ou Regularização de obreiros é Ordinária ou Magna?

Resposta - Toda cerimônia de Filiação e de Regularização de Obreiros é sempre em Sessão Ordinária.

Pergunta - Qual a característica correta de cerimônia de “Filiação” e “Regularização”?

Resposta - O Irmão “adormecido” até noventa dias da publicação do Boletim Informativo será sempre regular, portanto cerimônia de “FILIAÇÃO”. Após ultrapassar o prazo de noventa dias da publicação será sempre considerado irregular, portanto será cerimônia de “REGULARIZAÇÃO”.

Visitante - É o maçom que assiste aos trabalhos de seu grau ou inferior, de outra Loja regularmente constituída em outra região ou país. Pode fazê-lo livremente todo maçom, desde que se ache no pleno gozo de seus direitos e identifique ali sua pessoa e seu caráter maçônico, exibindo seus títulos e provas de reconhecimento. Geralmente os visitantes são recebidos com as honras correspondentes ao seu grau, ao seu posto hierárquico ou à representação de que estejam credenciados, e segundo as prescrições estabelecidas nos Estatutos Gerais e Regulamentos Particulares por que se rege a Loja visitada. Os visitantes podem apresentar preposições e fazer uso da palavra em todos os assuntos de interesse geral da Ordem, mormente em se tratando de admissão de novos membros na Maçonaria, quando então intervêm com voz consultiva, ou mesmo com voto deliberativo.

Pergunta - Nas visitas às Lojas de outros Ritos como se procede quanto à ritualística?

Resposta - Os Irmãos visitantes seguem as posturas do Rito praticado nas Lojas visitadas..

Pergunta – Há algum impedimento para fornecimento de Certificado de Presença?

Resposta – Não, podendo ser fornecido se a administração da Loja assim desejar (Ato nº. 180 – 2008/ 2010 de 22.10.2008)

Pergunta - Qual o tratamento que se deve dar aos membros da Adm.‟. da Grande Loja?

Grão Mestre: Sereníssimo

Grão Mestre Adjunto: Eminente

Past Grão Mestre: Eminente

Past Grão Mestre Adjunto: Eminente

Grandes Vigilantes: Venerabílissimo

Delegado do Grão Mestre: Respeitável

Demais autoridades:  Venerável conjugado com seus cargos.

Pergunta - Nas Sessões Brancas qual é o tratamento que deveremos dar ao nos dirigirmos ao Venerável Mestre?

Resposta – O de Venerável Mestre.

Pergunta - Como deve ser recebido o Delegado do Grão Mestre quando em visita a uma Loja de seu Distrito?

Resposta:

a) – O Irmão Delegado do Grão Mestre, quando em visita a uma Loja de seu Distrito, deve ser recebido com as honras previstas no Ritual Especial, a menos que as dispense nas Sessões Ordinárias ou Extraordinárias, nunca nas Sessões Magnas.

b)- Paramentado, e não estiver presente o Delegado do Distrito a que pertence a Loja, deverá ser recebido com as mesmas honras regulamentares, a menos que as dispense, porém, o Venerável Mestre descerá do Trono sem o   e o receberá com o Abraço Fraternal.

Observações.: caso esteja presente uma autoridade maior as honrarias serão prestadas a ele.

Fonte: JBNews - Informativo nº 296 - 20.06.2011

domingo, 1 de fevereiro de 2026