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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

TOQUE

Em 02/10/2025 o Respeitável Irmão Wellington Trindade Rodrigues, Loja Alferes Tiradentes, 2101, sem mencionar o Rito, GOB MINAS, Oriente de São João Del Rei, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte pergunta:

TOQUE

Olá, meu Ir∴, como vai? Mais uma vez recorro à sua orientação. Gostaria de saber se o toque do Grau 1 serve apenas para reconhecimento, ou se também pode — e deve — ser utilizado no convívio diário com os IIr∴ já reconhecidos. Pois não vejo um consenso.

CONSIDERAÇÕES:

 

SSin∴, TToq∴ e PPal∴, não obstante o alto significado iniciático que cada um deles possui, também resguardam os verdadeiros segredos da Moderna Maçonaria. Na prática, por ser um costume haurido da Maçonaria primitiva (de Ofício), eles protegem a Maçonaria regular dos cowans e bisbilhoteiros.

Graças a isso, nos parece ser completamente desnecessário o uso do Toq∴ no convívio diário entre maçons conhecidos.

Obviamente que nos trabalhos em Loja e nos telhamentos previstos pelo cobridor de cada grau, é natural a sua utilização. Do mesmo modo, quando, pelas circunstâncias, seja necessário se identificar um desconhecido. Fora isso, não há o porquê do seu uso aleatório.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SAÍDA DE AUTORIDADE - SESSÃO ORDINÁRIA

Em 01/10/2025 o Respeitável Irmão Antônio Carlos Manso, Loja Inconfidência e Liberdade, 2370, REAA, GOB MINAS, Oriente de São Gonçalo do Sapucaí, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

SAÍDA DE AUTORIDADE

Prezado irmão, na última sessão ordinária em minha loja tivemos a visita de uma autoridade. representando o Grão-Mestre.

A dúvida: no encerramento o Mestre de Cerimônias convidou saída o Venerável, primeiro e segundo Vigilantes e posteriormente Autoridade, Mestres Instalados, Orador, Secretário e demais irmãos do Oriente.

CONSIDERAÇÕES:


Entendo que por se tratar de Loja em trabalhos ordinários, a ação esteja correta pois, como menciona o ritual, após o encerramento dos trabalhos a retirada dar-se-á na ordem inversa da de entrada.

Todavia, essa não é uma regra rígida, levando-se em conta que os trabalhos já foram encerrados e a Loja está fechada.

Nesse caso, a ordem de saída tem apenas o sentido de organização, podendo a Autoridade também sair junto com o Venerável Mestre, se for convidada.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONARIA AUSTRÍACA SOB PRESSÃO

o início deste mês de agosto de 2025, um site anônimo publicado na plataforma WordPress abalou os alicerces da Maçonaria Austríaca, acusando membros influentes de corrupção, suborno e favorecimento político. O conteúdo, sem identificação legal obrigatória, foi distribuído amplamente à mídia, empresas e figuras políticas, provocando forte reação interna nas 83 lojas maçônicas do país, que somam cerca de 3.600 membros. A repercussão levou a polícia a abrir uma investigação formal sobre o caso.

O Grão-Mestre Georg Semler, no comando desde 2014, classificou as denúncias como "bombas de mau cheiro lançadas do anonimato", mas admitiu que o site revela informações internas acessíveis apenas a iniciados. A suspeita de que um ex-membro esteja por trás do ataque acentua as tensões e o debate sobre lealdade dentro da fraternidade. Apesar de Semler ter recorrido ao Tribunal Penal de Viena, a justiça austríaca enfrentou limitações legais para punir a difamação online, realçando os desafios de lidar com ataques anônimos na era digital.

O escândalo surge em um contexto já controverso: no ano anterior, o político Hans Peter Doskozil acusou a maçonaria de tentativas de aliciamento, num episódio que Semler classificou como "acerto de contas político". Entre teorias da conspiração durante a pandemia, suspeitas públicas e a tentativa de modernizar a imagem da instituição, a Maçonaria Austríaca se vê agora pressionada a redefinir sua posição na sociedade.

Para além das acusações, o caso revela os dilemas enfrentados por ordens discretas em tempos hiperconectados. A luta entre transparência e tradição, entre anonimato e responsabilidade, está no centro do debate. Sob liderança de Semler, que reforça o papel ético e espiritual da fraternidade, a Grande Loja da Áustria busca resistir ao desgaste público e manter sua relevância em um mundo que exige cada vez mais visibilidade e prestação de contas.

Fonte: Facebook_Portal da Maçonaria

POR QUE É PRECISO "MORRER" ANTES DE SE TORNAR MAÇOM?

Aprendiz Maçom

Calma, calma, querido leitor, a palavra “morrer” não deve ser levada bem ao pé da letra. O que acontece é que é impossível uma pessoa (ou “profano”, como os maçons chamam os que não são da ordem) tornar-se maçom sem que esta se liberte de seus defeitos e paixões profanas (esteja preso a eles), despojando-se de tudo que brilha enganosamente, do que traz proveitos fáceis, dos preconceitos, do orgulho e da vaidade, devendo, eu seu ritual de iniciação, “morrer” simbolicamente, para que dessa forma, renasça como um maçom. Se algum de vocês vierem a ter a oportunidade de perguntar à um maçom quando ele iniciou na maçonaria, ele certamente, se for bem instruído, falará que renasceu (ou nasceu como maçom) em data tal e tal. É claro que alguns preferem restringir este tipo de expressão apenas aos irmãos, já que para profanos soaria um tanto que estranho (ou você não iria fazer uma careta e perguntar: nasceu!?).

O tema do primeiro grau maçônico é a iniciação numa nova vida, ou seja, o nascimento do profano na Arte Real. Logo, o profano deve ser iniciado nos segredos maçônicos, o que significa criar, em si, por sua vontade e pelo seu espírito, um homem totalmente novo, melhor e capaz de se elevar espiritualmente, passando a agir segundo um novo ideal de vida.

Neste grau, o maçom deve aprender a colocar em prática o primeiro dever do iniciado: trabalhar em si mesmo.

Bem como a calar, escutar, observar e meditar. Pois, na maçonaria operativa o aprendiz era o servidor dos mestres-de-obras, ele via e aprendia, e silenciosamente seguia as obras dos mestres, obedecendo-os e cuidando de seus materiais de trabalho.

Quando a Ordem maçônica tornou-se uma corporação regular o aprendiz devia submeterse ao perigo de provas físicas, que no atual Rito Escocês são em partes conservadas como um meio de exercitar a imaginação dos iniciados, para que eles sintam que os caminhos do saber são ásperos, íngremes e difíceis.

Atualmente, de acordo com os ensinamentos da maçonaria especulativa cabe ao aprendiz maçom o trabalho de desbastar a Pedra Bruta, isto é, desvencilhar-se dos defeitos e das paixões, para poder concorrer à construção moral da humanidade, o que é a verdadeira obra da maçonaria. Nosso ritual assim pontua: “Para que nos reunimos aqui? Para erigir Templos à virtude, e cavar masmorras ao vício.”

Assim, durante o interstício do grau de aprendiz os irmãos devem se dedicar a esses objetivos, ou seja, trilhar um caminho de observação e trabalho com o fito de obter o domínio de si próprio, com o único desejo de progredir na grande obra que empreendestes ao entrardes em nossa Ordem.

Para que, quando do término desse trabalho de aperfeiçoamento moral, simbolizado pelo desbastar da Pedra Bruta, tenha o aprendiz maçom conseguido pela fé e pelo esforço individual, transformá-la em Pedra Polida apta à construção do edifício social.

Nas palavras de Manly P. Hall, escritor maçom: “O aprendiz maçom precisa embelezar seu Templo. Ele precisa construir dentro dele, por suas ações, pelo poder de suas mãos e das ferramentas de seu ofício, certas qualidades que tornem possível ua iniciação nos graus mais elevados da Loja Espiritual.”Assim, quando atingido esse objetivo comum, o aprendiz pode descansar o maço e o cinzel para empunhar outros utensílios e ter a consciência de que o início de seu trabalho de edificação do seu “eu interior” foi realizado. Tendo atingido esse ponto e feito o melhor que lhe foi possível, está em posição de ansiar que as forças que agem de forma misteriosa possam considerá-lo merecedor de avanças para o segundo grau no caminho do engrandecimento espiritual.


Bibliografia:
  • Trabalho baseado na obra “O Mestre Secreto” dos irmãos Xico Trolha e José Castellani, editada pela editora “A Trolha”;
  • As Chaves Perdidas da Maçonaria, obra do irmão Manly P. Hall, editado pela Madras;
  • Ritual do Aprendiz Maçom, editado pelo GOB;
  • Manual de Dinâmica Ritualística do 1º Grau de Aprendiz, editado pelo GOB. Modificado a partir do texto do Ir∴ Rafael Luiz Ceconello da ARLS Fraternidade Universitária “Luz do Oriente”.
Fonte: JBNews - Informativo nº 298 - 22.06.2011

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PALAVRA DE PASSE III

Em 01/10/2025 o Respeitável Irmão Ericson Simonetto, Loa Estrela da Harmonia, 2868, GOB-SC, REAA, Oriente de Criciúma, Estado de Santa Catarina, apresenta a pergunta seguinte:

PALAVRA DE PASSE

Gostaria muito de sua orientação quanto ao "telhamento" do Grau 2; quando da ação dos Vigilantes para percorrerem as colunas e buscam Sinais, Toques e Palavras, no Ritual Antigo
era solicitado de Palavra de Passe e agora no Novo Ritual é a Palavra Sagrada. Por gentileza poderia me explicar para repasse aos Irmãos.

A outra Dúvida seria a respeito da Saída da Bandeira, pois estamos de pé e a ordem, e o cobridor abre a porta para sua retirada, a pergunta que fica é a seguinte: devemos desfazer o sinal quando a porta é aberta? E voltamos ao sinal de ordem quando do retorno do Porta Bandeira e a porta é fechada?

CONSIDERAÇÕES:


No que se refere à Pal∴ de Pas∴ no 2º Grau, o ritual vigente (2024) está correto, pois no exame feito pelos VVig∴ o que é pedido é a Pal∴ Sagr∴. Isso porque a Pal∴ de Pas∴ somente é solicitada pelo examinador quando um Ir∴desconhecido pedir ingresso nos trabalhos. Em síntese, a Pal∴ de Pas∴ somente é solicitada para se ingressar no Templo, quando a ocasião exigir.

No que diz respeito à porta estar aberta para a retirada do Pavilhão Nacional, não é necessário se desfazer o Sin∴ devido a isso. Além de ser um excesso de preciosismo, isso nem mesmo está previsto no ritual, e no Decreto.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br