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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

DIA DO MAÇOM BRASILEIRO

Em 20/08/2026 um Respeitável Irmão (pede para não ser identificado) de uma Loja do GOB, REAA, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão relacionada ao dia do Maçom Brasileiro.

A DATA DE 20 DE AGOSTO

Eminente Irmão Pedro, hoje comemora-se o Dia do Maçom Brasileiro. Gostaria de saber se a justificativa escolhida para essa data está de conformidade com os fatos históricos alegados. Diz-se que nesse dia foi declarada a Independência do Brasil em uma Loja Maçônica. Isso é verdadeiro?

CONSIDERAÇÕES:

Para responder a sua pergunta, vou me valer de um escrito de minha autoria que redigi há mais de dez anos, o qual se encontra, inclusive, publicado no Blog do Pedro Juk. Segue o trabalho para a sua apreciação.

20 DE AGOSTO – DIA DO MAÇOM BRASILEIRO

A FALSA INTERPRETAÇÃO DE UM CALENDÁRIO – UM DIA EM QUE NADA ACONTECEU

O Dia do Maçom no Brasil.

Por Pedro Juk.

Comemorado pela Maçonaria brasileira em 20 de agosto, essa data foi construída sobre um equívoco histórico oriundo de uma falsa interpretação de calendário. De verdadeiro só se pode afirmar que nesse dia absolutamente nada de especial aconteceu no Grande Oriente do Brasil. A história de que nessa data o Brasil teria sido declarado independente dentro de uma Loja Maçônica é uma afirmativa eminentemente falsa e ufanista. O objeto dessa aleivosia histórica surgiu em 1.956 quando o Irmão Osvaldo Teixeira da Loja Acácia Itajaiense propôs à sua Loja que no dia 20 de agosto fosse comemorado o Dia do Maçom, pois – segundo ele - havia na época a convicção de que naquele dia no ano de 1.822, os maçons haviam proclamado a Independência do Brasil dentro de uma Loja do Grande Oriente do Brasil. Na realidade isso nunca aconteceu e já foi amplamente desmentido por estudiosos autênticos.

De fato, mesmo, foi que no Rio de Janeiro, no dia 20 de agosto nem mesmo houve sessão no Grande Oriente do Brasil, e muito menos foi proclamada a Independência antes da conhecida e verdadeira data, a de 07 de setembro de 1822, quando o Irmão Guatimozim (D. Pedro I) declarava o Brasil independente de Portugal.

Desafortunadamente, a Loja de Itajaí acabou aceitando a proposta do Irmão Osvaldo e levou esse engodo para uma reunião da Grande Loja de Santa Catarina que também aprovou a sugestão. Assim, a Grande Loja catarinense manteve a falácia e, como avalista da proposta (se dizendo inclusive ser sua a autoria), levou a proposição até a V Mesa Redonda que seria realizada em Belém do Pará de 17 a 22 de junho de 1957.

Assim, sob a falsa justificativa de que no dia 20 de agosto o maçom Joaquim Gonçalves Ledo teria proclamado a Independência numa sessão realizada no Grande Oriente do Brasil, tornava-se obrigatória, a partir daí, em todas as Grandes Lojas Estaduais brasileiras a comemoração do Dia do Maçom brasileiro. Essa obrigatoriedade pode ser constatada nas súmulas das Mesas Redondas, Assembleias e Conferências da CMSB de 1987, dela à página 23, item 3, das Conclusões.

A partir daí, paulatinamente essa falácia acabaria por se enraizar como uma erva daninha pela Maçonaria brasileira, influenciando inclusive o Grande Oriente do Brasil e posteriormente as Lojas da COMAB. Foi assim que a balela do dia 20 de agosto foi arranjada para ser o Dia do Maçom brasileiro.

Toda essa justificativa equivocada que envolve a data do dia 20 de agosto e o Dia do Maçom brasileiro aconteceu graças a um erro histórico de interpretação do calendário utilizado na época e feita pelo Visconde do Rio Branco (José Maria Paranhos) em notas de Varnhagem que seria divulgado seguidamente por compiladores.

Essas controvérsias interpretativas do calendário mencionadas nas notas de Varnhagem atingiriam a data da própria fundação do Grande Oriente do Brasil, a data da Iniciação do Príncipe Regente e, principalmente, uma possível declaração de Independência havida no dia 20 de agosto de 1.822 – a origem do engodo.

Para entender todo esse “imbróglio” é preciso antes se considerar o fato da ata de fundação do Grande Oriente do Brasil consignar o 28º dia do 3º mês maçônico, o qual, para o Visconde e para os que o copiaram, seria dia 28 de maio, já que segundo eles, o ano maçônico iniciava-se no dia 1º de março. Entretanto houve o engano de não se ter considerado que o calendário da época usado pelo GOB, quando da sua fundação, era muito próximo do calendário religioso hebraico, ou mesmo um calendário equinocial, que inicia o ano da Verdadeira Luz não no dia 1º de março, mas no dia 21 de março (equinócio), o que dá uma diferença de no mínimo vinte e um dias de um para o outro calendário - deixo recomendação para melhor entendimento do tema que se estude a composição do calendário religioso hebraico, cujos meses são lunares, de 29 ou 30 dias, dependendo da visibilidade da Lua Nova. Recomenda-se também consultar os calendários utilizados pelo GOB em 1822.

A despeito disso é que geralmente os calendários maçônicos seguem muito de perto essa contagem de tempo equinocial, iniciando o ano em março e acrescentando a constante de 4.000 ao ano da era cristã para obter o Ano da Verdadeira Luz (Ano Lucis).

É bem verdade que alguns Ritos, como é o caso do Rito Francês ou Moderno, começam o ano no dia 1º de março, enquanto que outros, mais próximos ao ano hebraico, ou equinocial, iniciam-no em 21 de março.

Sob o prisma do calendário equinocial, já que em 1.822 o Grande Oriente e as Lojas existentes utilizavam esse calendário, o ano se iniciava em 21 de março, o que faz com que o 28º dia do 3ª mês maçônico do ano de 5.822 da Verdadeira Luz corresponda, no calendário gregoriano, ao dia 17 de junho de 1.822 (data da fundação do GOB), pois o 3º mês começa dia 21 de maio e não no dia 1º de maio. Do mesmo modo também ocorre com o dia da Iniciação do Príncipe D. Pedro I que aconteceu, segundo o calendário maçônico, no 13º dia do 5º mês, o que corresponde ao dia 2 de agosto (calendário gregoriano) já que o 5º mês se inicia no dia 21 de julho.

Assim, o mesmo raciocínio se aplica para a ata datada do 20º dia do 6º mês maçônico. O 20º dia corresponde, no calendário gregoriano, ao dia 9 de setembro, enquanto que o 6º mês maçônico tem início no dia 21 de agosto.

Em síntese, no calendário do equinocial (utilizado pelo GOB em 1822) o ano se inicia no dia 21 de março e tem o seu término a 20 de fevereiro do ano seguinte. Exemplo: o primeiro mês se inicia no dia 21 de março e se encerra no dia 20 de abril; o segundo se inicia no dia 21 de abril e termina no dia 20 de maio; o terceiro vai do dia 21 de maio até o dia 20 de junho, e assim por diante. Para o ano da Verdadeira Luz soma-se a constante de 4.000.

Partindo desse equívoco, Visconde do Rio Branco gerou o erro histórico por considerar que os meses maçônicos começavam não no dia 21, mas no dia 1º de cada mês do calendário gregoriano. O resultado prático desse equívoco é uma diferença de vinte ou vinte e um dias entre os calendários.

Não se discute o fato de que Joaquim Gonçalves Ledo, como 1º Grande Vigilante tenha da sua cátedra na Loja exigido a libertação da Pátria, entretanto isso aconteceu no dia foi 9 de setembro de 1.822 e nunca em 20 de agosto daquele ano (pretensa declaração de Independência para justificar o Dia do Maçom).

Destaque-se que quando Gonçalves Ledo discursou energicamente da sua cátedra em 09 de setembro (20º dia do 6º mês) no Rio de Janeiro, exigindo total separação do Brasil das Côrtes Portuguesas, D. Pedro I, em São Paulo, no dia 7 de setembro de 1822 já havia proclamado, às margens do Riacho Ipiranga, a Independência do Brasil.

É fato também que em um Brasil colonial, a notícia da Independência não havia ainda chegado ao Rio de Janeiro até dia 9 de setembro, o que fez Ledo se pronunciar em favor da separação. Na época não havia telégrafo e as mensagens eram precariamente enviadas a lombo de cavalo.

Assim, dado a esses elementos contraditórios que geraram a falsa interpretação então criada por José Maria Paranhos (o Visconde do Rio Branco), que muitos escritores e compiladores, tendenciosos ou não, acabariam espalhando essa mentira histórica ainda no Século XIX.

Foi baseada nessa inverdade que uma proposta, bem mais tarde seria levada pela Grande Loja de Santa Catarina até a V Mesa Redonda no Pará em 1957. Infelizmente essa pérfida interpretação acabou resultando na comemoração do Dia do Maçom no Brasil no dia 20 de agosto onde absolutamente nada aconteceu no Grande Oriente do Brasil, inclusive nem mesmo por lá houve sessão nessa data. Ledo de fato energicamente discursou, mas não no dia 20 de agosto, porém no 20º dia do 6º mês maçônico, o que corresponde ao dia 9 de setembro, enquanto que a Independência do Brasil se dera de fato no dia 7 de setembro de 1822.

Atualmente, apesar de todas as provas angariadas por autênticos escritores, pesquisadores e historiadores, muitas autoridades maçônicas ainda as consideram como folhas ao vento, apregoando assim, a cada ano que passa, essa “balela do dia 20 de agosto” como o Dia do Maçom brasileiro - dia que nem mesmo houve sessão no GOB.

Vale mencionar que nada há contra o maçom brasileiro ter o seu dia comemorativo, o que é muito justo, inclusive. O que se deve combater, como investigadores da verdade que somos, são as inverdades utilizadas para justificar um acontecimento que nunca houvera existido.

Sugere-se que os interessados pesquisem arrazoados a esse respeito em escritos da lauda de Irmãos como Francisco de Assis Carvalho, Hercule Spoladore, Kurt Prober, Raimundo Francisco Xavier, José Castellani, João Alves da Silva, dentre outros. Inclusive, existe um condensado em forma de caderno de bolso, datado de junho de 1.994, denominado “20 de Agosto – Dia do Maçom” - Editora Maçônica A Trolha, que traz em seu conteúdo um trato confiável sobre o assunto, creditado a estes escritores. Também é importante pesquisar nas “Atas de Ouro do Grande Oriente do Brasil”, todas contemporâneas à fundação do Grande Oriente Brasílico, mais tarde, “do Brasil”. Nessas atas é possível se verificar o calendário usado pela Maçonaria brasileira na época.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

TEMPLO FRANCÊS: RESTAURAÇÃO MILIONÁRIA


Um tesouro histórico único na França, o templo da Loja "l'Accord Parfait", em Rochefort, será submetido a uma completa restauração. O edifício, que data do século XIX e é integralmente tombado como monumento histórico, abriga a Maçonaria local desde 1843. A intervenção, orçada em mais de um milhão de euros e com duração prevista de dois anos, visa recuperar a estrutura original que apresenta rachaduras e riscos de deterioração.

Conforme explica Bruno Candau, mestre da Loja, a urgência da obra é conter os danos que ameaçam a decoração interna. A intervenção também pode revelar segredos ocultos. Durante a Segunda Guerra Mundial, as paredes do templo foram recobertas com tinta branca por ordem do governo de Vichy, o que levanta a possibilidade de descobrir afrescos originais preservados sob a camada de tinta. O local ainda abriga uma biblioteca pública pioneira, fundada em 1869, com um acervo de mais de 4.500 livros.

O Templo permanece como um local ativo de reflexão, onde cerca de sessenta membros se reúnem regularmente. A restauração vai além da preservação arquitetônica, representando a salvaguarda de um símbolo de continuidade que resistiu até aos períodos mais sombrios da História, mantendo viva a sua missão de construção intelectual e humana.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

CONDUTA DO VERDADEIRO MAÇOM

Autor desconhecido – trabalho enviado pelo Ir∴ João Ferreira de Moraes Neto da A∴R∴L∴S∴ ACÁCIA IGUAPENSE - copiado e corrigido por: José Valentim Rodrigues - M∴I∴ da A∴R∴L∴S∴ ACÍLIO CÂNDIDO VENTURA – 3569 - Or∴ de Ilha Comprida – SP.


"Você possui apenas aquilo que não perderá com a morte; tudo o mais é ilusão". (Autor Anônimo)

Qual o estado de ânimo do maçom ao chegar a Loja?

1º - Cumprimentar seus irmãos com alegria e ser amável ao abraçar cada um, demonstrando a satisfação em participar daquela reunião.

2º - Se necessário, ajudar na preparação da loja e aproveitar a oportunidade para ensinar aos aprendizes os porquês de cada objetivo e seu significado.

3º - Procurar cumprir e estimular os Irmãos para que a reunião tenha início no horário previsto.

4º - Abandonar os problemas ditos "profanos" antes de entrar na sala dos passos perdidos.

5º - Tudo o que for realizar, faça com amor e gratidão, pois muitos desejariam estar participando e não podem.

Lembre-se: MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ (SABER-QUERER- OUSAR-CALAR)

Você pretende ir à Loja hoje?

1º - Sua participação será sempre mais positiva quando seus pensamentos forem mais altruísticos.

2º - Participação positiva será daquele que, com poucas palavras, conseguir contribuir muito para as grandes realizações.

3º - Ao falar, passe pelo crivo das "peneiras", seja sempre objetivo e verdadeiro em seu propósito. Peneiras: 1) Verdade 2) Bondade 3) Altruísmo.

4º - Às vezes um irmão precisa ser ouvido; dê oportunidade a ele para manifestar-se.

5º - Falar muito quase sempre cansa os ouvintes e pouco se aproveita. Fale pouco para que todos possam absorver algo de importante e útil que você tenha a proferir.

Entendendo meus irmãos.

1º - Eu não posso e não devo fazer julgamentos precipitados daqueles que comigo convivem.

2º - Estamos todos na escola da vida aprendendo a relacionar-nos uns com os outros, e o discernimento é diferente de pessoa para pessoa.

3º - Quanta diversidade existe nas formações individuais. Desejar que o meu Irmão pensa como eu é negar a sua própria liberdade.

4º - Temos a obrigação de orientar, ensinar, mas nunca impor pontos de vista pessoais inerentes ao nosso modo de ver, sentir e reagir.

5º - Não é por acaso que nos é sempre cobrada a tolerância. Devo aprender a ser tolerante primeiro comigo mesmo e, então, estende-la aos demais.

Dia de reunião! Você já sabe o que tem a fazer?

Iº - Hoje é dia de reunião, vou dar uma lida no meu ritual para não esquecer os detalhes!

2º - Mesmo que eu já saiba de cor o ritual não deve negligenciar seu cargo ou sua função em Loja.

3º - Se o irmão cometer alguma falha corrija: se possível, com discrição, sem fazer disso motivo de chacota e gozação.

4º - Quando a cerimônia é desenvolvida por todos de forma consciente e com amor, todo o ambiente reflete a atmosfera de paz e tranqüilidade entre todos.

5º - O ritual deve ser cumprido em todos os seus detalhes. Quando participado com boa vontade, tudo fica mais belo, sem falhas, sem erros, proporcionando um bem estar geral.

Como devo me apresentar em loja?

Iº - O templo é o lugar onde acontece a reunião dos Irmãos imbuídos do desejo de evoluir e contribuir para a evolução dos demais.

2º - Valorizar a reunião, apresentar-se com sua melhor roupa, ou seja: Despido de toda maldade, manter os pensamentos nobres e altruísticos, valorizando cada Irmão e cumprindo com todas as regras existentes.

3º - Traje limpo, com bom aspecto, revela a personalidade de quem o usa e influenciará diretamente no relacionamento entre os participantes daquela reunião. Tomemos cuidado, pois!

4º - Aquele que é fiel no pouco será fiel no muito, aquele que é infiel no pequeno será igualmente infiel no grande. Cuidado com os relapsos, eles não respeitam nem a si próprio!

5º - Bom seria que todos fossem responsáveis; cabe a cada um de nós criticar construtivamente, visando sempre ao progresso do Irmão imaturo cujo comportamento nos causa constrangimento.

Elegância.

1º - Como é gratificante constatarmos a elegância de um Irmão; verificar em seu comportamento a expressão de uma educação fina e irrepreensível.

2º - É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

3º - A elegância deve nos acompanhar desde o acordar até a hora de dormir; devemos manifestá-la sempre, nos mais simples relacionamentos, onde não existam fotógrafos nem câmeras de televisão.

4º - Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando para só depois mandar dizer se atende.

5º - Se os amigos, os Irmãos, não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la. Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe, não é frescura. É A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO. .

O Iniciado

1º - Quando vossos olhos se abriram para a verdadeira luz, uma infinidade de objetos, novos para o vosso entendimento, atraiu a vossa atenção.

2º - As diversas circunstâncias que rodearam a vossa recepção, as provas a que fostes submetidos, as viagens que vos fizeram efetuar e os adornos do templo em que vos encontraste tudo isso reunido deveria ter excitado a vossa curiosidade, e para satisfazê-la não há outro caminho senão o da busca do conhecimento e da verdade.

3º - A maçonaria, cuja origem se perde na noite dos tempos, teve sempre por especial escopo agremiar todos os homens de boa vontade que, convencidos da necessidade de render sincero culto à virtude, procuram os meios de propagar o que a doce e sã moral nos ensina.

4º - Como esses homens desejam trabalhar nessa obra meritória com toda tranqüilidade, calma e recolhimento, reúnem-se para isso nos Templos Maçônicos.

5º - Os verdadeiros Maçons trazem constantemente na sua memória não somente as formas gráficas dos símbolos maçônicos, como, e muito principalmente, as grandes verdades morais e científicas que os mesmos representam. Sejamos então todos verdadeiros.

Livre e de bons costumes.

1º - Para que um candidato seja admitido à iniciação, a maçonaria exige que ele seja "livre e de bons costumes".

2º “- Existindo os servos, durante a idade média, todas as corporações exigiam que o candidato a Aprendiz para qualquer ofício tivesse nascido livre”, visto que, como servo ou escravo, ele não era dono de si mesmo.

3º - De bons costumes por ter orientado sua vida para aquilo que é mais justo, mais elevado e perfeito.

4º - Essas duas condições tornam o homem qualificado para ser maçom e com reais possibilidades de desenvolver- se a fim de tornar-se um ser perfeito.

5º - Verdadeiro Maçom é: "Livre dos preconceitos e dos erros, dos vícios e das paixões que embrutecem o homem e fazem dele um escravo da fatalidade.

O que não devo esquecer.

1º - A maçonaria combate a ignorância, de todas as formas com que se apresenta.

2º - Devo cultivar o hábito da leitura para enriquecer em conhecimento, ajudar de forma consciente todos aqueles que estão a minha volta.

3º - Estar atento e lembrar sempre a meus irmãos que um maçom tem de ter uma apresentação moral, cívica, social e familiar sem falhas ou deslize de qualquer espécie.

4º - Não esquecer: as palavras comovem, mas os exemplos arrastam! Tenho, como Maçom que sou, de servir sempre de exemplo, em qualquer meio que estiver.

5º - Lutar pelo princípio da eqüidade, dando a cada um, o que for justo, de acordo com a sua capacidade, suas obras e seus méritos.

O tronco de beneficência.

1º - Possui várias denominações, como: Tronco de solidariedade, de Beneficência, dos Pobres, da Viúva, etc.

2º - A segunda bolsa é conduzida pelo Hospitaleiro, que também faz o giro, obedecendo à hierarquia funcional; oferece a bolsa aos Irmãos sem olhar para a mão que coloca o óbolo.

3º - Contribuir financeiramente para a beneficência é um dos deveres mais sérios de todo maçom, uma vez que, junto com o seu óbolo, lança os "fluidos espirituais" que o acompanham, dando afinal muito mais que os simples valores materiais.

4º - "Mais bem aventurado é o que dá, do que o que recebe", é um preceito bíblico que deve estar sempre em nossa mente.

5º - Quando colocamos o nosso óbolo, devemos visualizar o destinatário, enviando-lhe nosso carinho e votos de prosperidade.

Fonte: JBNews - Informativo nº 319 - 13 de Julho de 2011

domingo, 30 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

INSTALAÇÃO E POSSE - DIRETORIA DA LOJA

Em 29/05/2026 o Respeitável Irmão Maurício Américo Alves, Loja Monumentos ao Ipiranga, 3771, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, pede esclarecimentos.

INSTALAÇÃO E POSSE

Poderia por favor me ajudar em uma dúvida: É possível ou permitido ser Presidente da Comissão Instaladora ou VVig∴ da Comissão e tomar posse no mesmo dia como membro eleito (Orador/Vig∴) da administração? Outra coisa, é permitido somente fazer a instalação e em outra sessão dar posse para a administração eleita?

CONSIDERAÇÕES:

No que diz respeito à primeira questão, eu acredito que não, até porque eu nunca vi membro da Comissão de Instalação atuando e sendo empossado ao mesmo tempo. No caso, entendo que há uma Comissão de Instalação/Reassunção e Posse específica designada pelo Grande Oriente para proceder a Instalação ou Reassunção. Assim, salvo melhor juízo, quem vai ser empossado como Vig∴ não deve fazer parte da Comissão designada pelo Grande Oriente. Esta é a minha opinião.

Sobre a segunda questão, conforme o ritual de Instalação e Posse vigente em 2026, a Diretoria, composta pelos IIr∴ eleitos para o cargo de Venerável Mestre, Vigilantes, Orador, Secretário, Tesoureiro e Chanceler, tomam posse na mesma sessão em que houver a Instalação/Reassunção. Já, os cargos nomeados e as comissões tomam posse na Ordem do Dia da sessão seguinte, imediatamente após àquela em que o respectivo Venerável Mestre foi empossado, ou tenha reassumido.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O DOMÍNIO

Uma das finalidades da Maçonaria é ensinar o maçom a dominar as suas paixões e emoções. Enquanto em Loja, o “sinal gutural” é a postura que transforma em exercício esse domínio.

O maçom, antes de tudo, aprende em seus primeiros anos de atividade a dominar a si mesmo, para então habilitar-se a “dominar” todos os aspectos da Natureza e de seu semelhante.

As emoções afloram repentinamente, colhendo o maçom desprevenido, e por esse motivo mantém ele, quando de pé e à ordem, a postura adequada para dominar essas emoções.

As paixões já são residuais; quando o maçom adentra no templo, ainda conserva em si as paixões do mundo profano, que não conseguiu eliminar quando de sua estada no átrio.

O maçom deve aprender a dominar a si mesmo, sereno, tranquilo, ele saberá comportar-se como elemento conciliador, calmo e sábio.


As emoções do momento são traiçoeiras; quem possui um gênio, vulgarmente denominado de “pavio curto”, deverá esforçar-se para o domínio, e só assim atingirá um patamar de perfeição.

O controle em Loja refletirá no controle no seio de sua família e de sua profissão, e, assim, a felicidade estará próxima.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 128.

A CERIMÓNIA DE INSTALAÇÃO DO MESTRE MAÇOM

Francisco Feitosa

Qual será a origem da cerimónia de instalação?

Alguns escritores dividem a história da Maçonaria em dois momentos: primeiro, a Maçonaria Operativa ou de Ofício (antiga); segundo, a Especulativa (moderna), que surge com a criação da primeira Obediência Maçónica, a Grande Loja de Inglaterra, em 1717.

No período da Maçonaria Operativa, apenas, existiam os graus de Aprendiz e Companheiro e quando se referia ao Mestre, dizia-se o Mestre da Loja, aquele que a dirigia os trabalhos da construção, um Maçon experiente, escolhido entre os Companheiros do Quadro de Obreiros. O Grau de Mestre Maçon, somente, foi criado em 1723, portanto, depois da criação da Grande Loja de Inglaterra (1717), já na Maçonaria Especulativa, ou Moderna, sendo, somente, implantado, de facto, em 1738, inclusivamente a sua lenda é uma adaptação, embora seja inquestionável a riqueza do conteúdo dos seus ensinamentos.

Vale citar que é um grande erro considerar o Grau de Companheiro como um Grau de transição para se chegar ao mestrado maçónico. O seu conteúdo é de fundamental importância para que, o Maçon, no seu caminho, possa iniciar os primeiros passos nos Mistérios Maiores da nossa Ordem.

O título de Mestre da Loja, ou Venerável Mestre, dado ao presidente de uma Oficina maçónica, tem a sua origem em Inglaterra, nos meados do século XVII, quando já estava avançada a paulatina transformação da Maçonaria de Ofício em Maçonaria dos Aceites.

Deriva da palavra inglesa “worship”, que significa adoração, culto, reverência, quando usada como substantivo; ou venerar, adorar, idolatrar, quando usada como verbo transitivo. Dá origem ao termo “worshipful”, que significa adorador, reverente, ou venerável (neste último caso, como forma de tratamento). Assim, o presidente da Loja tinha o título de Master (Mestre), ao qual se adicionou, posteriormente, o tratamento reverente de “worshipful” (venerável), pois, no início, o termo venerável era aplicado, apenas, às corporações de artesãos, originando a expressão “worshipful master” (venerável mestre). A expressão, todavia, não é muito utilizada nos países de fala inglesa, onde se prefere, simplesmente, o termo “Master”, dando-se o título de Past-Master ao antigo Venerável Mestre, na Maçonaria Inglesa, Rito de Emulação. Past Master, é também um dos quatro Graus do Arco Real Inglês. Nada tem a ver com o R∴ E∴ A∴ A∴.

Na Maçonaria de Ofício, no seu formato original, não era acompanhado de nenhuma cerimónia litúrgica particular, bastando para tal a simples transferência do cargo pelo ocupante que cumprira o seu mandato. A Moderna Maçonaria inglesa, entretanto, introduziu um cerimonial para a posse do Mestre da Loja (Venerável), cuja ritualística se desenvolve por um complexo enredo lendário. Neste sentido, esta Cerimónia é própria dos Trabalhos Ingleses (em Inglaterra não se conhecem “ritos”) e em particular ao Trabalho de Emulação. Já na Maçonaria de vertente francesa (latina), originalmente, não existe esta prática, lembrando, oportunamente, que o Rito Escocês Antigo e Aceito é filho espiritual de França.

Infelizmente, nos meios maçónicos latinos, esta prática acabou por ganhar força, talvez pelo cerimonial investido de pompa e misticismo. Daí, ritos desta origem como o Escocês, o Francês ou Moderno e o Adonhiramita adoptaram a prática, adaptando algumas passagens para suprir às suas características ritualísticas. É bem verdade que muitos ritos de origem não-britânica, porém com base no Trabalho de Emulação, preferiram não aderir a esta prática, mantendo a pureza das suas origens.

Para a Instalação e Posse de um Venerável Mestre é necessário que seja constituído, pelo Grão-Mestre, um Conselho de Mestres Instalados. Este Conselho, vez por outra é confundido com um Conselho permanente, o que não é correcto, pois o dito só é legitimamente formado para a finalidade da Instalação e posteriormente, é desfeito. O que existe na Loja é um “Colégio de Mestres Instalados”, que tem a função, quando solicitado pelo Venerável Mestre, de o assessorar nos assuntos que ainda lhe falte a experiência para resolver.

Após a criação do terceiro grau, passamos a ter no Simbolismo, apenas, os Graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçon. O Mestre Instalado não é Grau, significando, apenas, um título distintivo para o Mestre Maçon que, em cerimónia própria, foi instalado na Cadeira do Rei Salomão, a fim de que possa estar habilitado a conduzir os trabalhos da sua Loja Maçónica. Dadas estas considerações, adquiriu-se o costume de se apor ao nome do Obreiro na qualidade de Venerável, ou antigo Venerável, as letras MI, como rótulo do Mestre Instalado. Esta maneira não tardou a ser qualificada de modo equivocado por alguns como se a qualidade distintiva de um Mestre Instalado fosse um Grau.

Quando do término do mandato, como Venerável Mestre da sua Loja, ele transmitirá o cargo a outro Mestre Maçon eleito regularmente pelos membros do quadro. Sendo um Antigo Venerável, conservará perpetuamente a sua condição de Mestre Instalado ao deixar de exercer as funções de presidente da oficina.

No tocante às Obediências brasileiras e, particularmente, ao Rito Escocês Antigo e Aceito, severamente, o mais praticado no Brasil, o Ritual de Instalação e Posse viria ser introduzido através das Grandes Lojas brasileiras, nascidas da cisão de 1927, quando as suas lideranças buscaram base nos trabalhos perpetrados pelas Grandes Lojas norte- americanas, onde se pratica o Rito de York (Craft Americano) que, de certa forma, seguem o modelo Inglês dos Antigos (1751) que, por sua vez, aderem ao Cerimonial de Instalação. Desta forma, este cerimonial viria aportar na Maçonaria Brasileira, consolidando-se como prática, imediatamente, após a cisão de 1927.

A partir de 1968, o Grande Oriente do Brasil, também, adoptaria este costume, introduzindo-o através de um Ritual específico, para todos os Ritos nele praticados, salvo o inerente aos Trabalhos de Emulação (conhecido, equivocadamente, como York), que já praticava na sua essência, por ser nele um costume original. Salvo melhor juízo, no Brasil, actualmente, este costume está imbuído na Maçonaria Simbólica em geral, sendo uma prática de todos os ritos estabelecidos na constelação das Obediências nacionais.

Vale lembrar que o plano do Templo passou a ter a separação do Oriente e Ocidente após 1820, quando o Grande Oriente de França (G∴ O∴ d∴ F∴) e o Supremo Conselho do R∴ E∴ A∴ A∴ de França entraram em litígio, e com isso a administração dos Graus 1° ao 18°, por determinado tempo, ficou sob a direcção do G∴ O∴ d∴ F∴, surgindo, naquela época, as chamadas Lojas Capitulares, onde o Oriente era mais elevado que o Ocidente, separado por uma balaustrada. No Oriente, somente, tomavam assento o Venerável Mestre, e os Irmãos que possuíam o Grau de Cavaleiro Rosa Cruz (18°).

A Maçonaria no Brasil retomou as suas actividades, com força e vigor, após 1831, com a queda de D. Pedro e o seu retorno a Portugal. Sendo filha da Maçonaria Francesa, este formato de templo passou a ser usado no Brasil, assim como as Lojas Capitulares. Posteriormente, o Supremo Conselho de França reivindicou e retomou a administração dos Graus desde o 4° ao 33°, porém, no Brasil, isto somente veio a ocorrer com a criação das Grandes Lojas, em 1927, quando Mario Behring, Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do R∴ E∴ A∴ A∴ , denunciou tal prática. Com isto, as Lojas Capitulares, no Brasil, também, deixaram de existir, muito embora, os Templos mantiveram o Oriente elevado e a balaustrada, já que muitas Lojas que aderiram ao sistema de Grandes Lojas, não modificaram os seus templos e assim se mantiveram até aos dias actuais.

A partir de então, o Oriente que era exclusivo dos Cavaleiros Rosacruzes, passou a dar lugar aos Mestres Instalados, mesmo que estes não possuíssem o Grau 18°. Por um lado, tais Irmãos perto do Venerável Mestre, servem-lhe como um órgão consultor, a fim de lhe dar esclarecimentos em situações inusitadas de emergência, utilizando-se da experiência daqueles que, já tiveram a espinhosa missão de dirigir os destinos de uma Oficina.

Enfim, acreditamos que estes factos, sirvam como um estímulo a mais para que busquemos conhecer melhor as origens do Rito e rituais que praticamos. O R∴ E∴ A∴ A∴ devido ter sofrido diversas influências ao longo da sua história e sendo modificado, a bel prazer, por alguns descomprometidos com a sua originalidade, actualmente, tornou-se um trabalho inglório, praticá-lo na sua prístina pureza.

Fica aqui a nossa contribuição, à guisa de estímulo ao estudo e à pesquisa sobre o que estamos a praticar nos nossos templos.

Fonte: freemason.pt

sábado, 29 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

QUESTIONÁRIO - EXAME

Em 27/05/2026 o Poderoso Irmão Flávio Augusto Batistela, Loja Solidariedade e Firmeza, 3052, REAA, Secretário Geral Ajunto de Comunicação, GOB-SP, Oriente de Dracena, Estado de São Paulo, faz a seguinte solicitação:

QUESTIONÁRIO/TELHAMENTO

Estou montando um instrucional para meus Aprendizes e gostaria de mais detalhes sobre as frases do diálogo no telhamento. De onde vem ou por quais motivos temos esse diálogo (De onde vindes meu irmão...). Isso faz parte de algum diálogo da época operativa da maçonaria?

CONSIDERAÇÕES:

Esse é um tema de abordagem ampla na história da Maçonaria, não sendo tão simples assim a ele se reportar.

De modo abrangente, para definir origens de frases utilizadas nos exames (catecismos) feitos aos Maçons desconhecidos é necessária uma busca minuciosa pelas regiões setentrionais da Europa, onde floresceu a Franco-maçonaria. Observar seus costumes, religião, cultura, etc., é algo imperioso.

Muitos manuscritos primitivos, a exemplo do Ms. Dumfries, nº 4, datado de aproximadamente 1710, do Ms. Trinity College de Dublin, datado de 1711, já traziam indagações sobre de “onde vinha” o maçom visitante. Vale ressaltar que no período operativo da Maçonaria, os maçons construtores viajavam, a serviço do clero, de uma para outra guilda enquanto edificavam catedrais, igrejas e abadias, principalmente.

Em linhas gerais, a busca para se reconhecer um verdadeiro maçom sempre esteve ligada ao segredo do ofício, Nesse período, os artífices da pedra calcárea, protegidos pela Igreja/Estado, eram livres para se locomover e podiam viajar pelos rincões da Europa medieval em busca de trabalho, ou mesmo de aprimoramento profissional para conseguir a “carta de ofício”.

O contrato de trabalho e a carta ofício eram enormemente protegidos e tratados como segredo profissional. Essa é a razão pela qual ainda hoje se diz que na Maçonaria os verdadeiros segredos estão nos ss∴, ttoq∴ e ppal∴.

Nessa condição, os pedreiros, para serem reconhecidos como profissionais autênticos, se utilizavam de ssin∴, ttoq∴, ppal∴ e se sujeitavam às sabatinas hauridas dos catecismos.

Na realidade, esse era um método mais prático de se reconhecer um Irmão verdadeiro, ao invés de se exigir dele horas de trabalho burilando um bloco de pedra para comprovar a sua habilidade.

Naturalmente, essa é uma abordagem superficial sobre esse tema, sobretudo se levando em conta que pelo Norte da Europa medieval muitas das Guildas de pedreiros também enriqueciam o processo de verificação criando, às vezes, mais elementos de reconhecimento para aumentar segurança.

Este é um detalhe muito importante para o estudo, mormente porque na conjuntura da história da Moderna Maçonaria nem todos os elementos litúrgicos e ritualísticos são universalmente iguais.

Dito isto, o “Questionário de Reconhecimento” que conhecemos, mencionado na sua pergunta, por exemplo, não é um procedimento universal, ou seja, igual em todos os países, lojas e ritos. Isso torna o assunto bem mais complexo.

Primeiro, porque essa é uma das formas especulativas da Maçonaria francesa (latina) de examinar a regularidade de um maçom. Esse tipo francês de telhamento, que se refere às Lojas de São João, surgiu graças à reforma proferida pelo Grande Oriente da França para combater a verdadeira balbúrdia em que a Ordem maçônica havia se metido na França, nos idos séculos XVIII e parte do XIX. O desentendimento foi tão grande ao ponto de a Maçonaria ter ficado fechada pela polícia por cinco anos (vide a história da Maçonaria Francesa).

Essa grave situação se dava no momento em que na França, desmedidamente, eram criadas Lojas e Graus com paramentos vistosos comercializados por um alto preço. Essa foi a época em que a Maçonaria era dirigida por “prepostos” do Grão-Mestre, fazendo com que cada qual fizesse a sua Maçonaria. Eram desmedidamente criados altos graus e muitos Veneráveis criavam suas Lojas que eram por eles dirigidas ad aeternum – “Veneráveis vitalícios”.

Para pôr fim a essas irregularidades, o Grande Oriente da França estabeleceu uma enérgica reforma, separando o que era regular do que era irregular. À vista disso é que em 1777, em Paris, era criada a Palavra Semestral como penhor de regularidade. Provavelmente é dessa época que também se estabeleceu um telhamento caracterizado por perguntas e respostas objetivando reforçar a segurança contra o ingresso nas Lojas de maçons irregulares.

Não resta dúvida que essa foi uma fase tempestuosa da Maçonaria na França no período pós Revolução Francesa. Pelos ânimos exaltados, inerentes da situação política e social, não raras vezes ocorriam escaramuças entre os maçons franceses. Tudo isso veio reforçar a grande depuração feita no seio das Lojas francesas pelo Grande Oriente da França.

Sob essa óptica, em uma análise mais crítica, o questionário das “Lojas de São João”, mais comuns à Maçonaria Francesa, não tem uma relação direta com atividades do período operativo da Ordem, senão às necessidades hauridas de uma época em que existiram graves conflitos dentro da Maçonaria na França.

A título de ilustração, o termo “Lojas de São João” era no nome dado às Lojas simbólicas na França até o século XVIII. A expressão “simbolismo” somente apareceria em 1804, oportunidade em que era preparado em Paris, dentro do Grande Oriente da França, o 1º Ritual para o Franco-maçônico básico do REAA.

Ao finalizar, vale a pena ressaltar que antes de tudo, na França, as Lojas de Aprendiz, Companheiro e Mestre eram conhecidas apenas como “Lojas de São João”. Nos Estados Unidos eram, como ainda é hoje, as “Blue Lodges” e na Inglaterra, o CRAFT. Pós 1804 a palavra “simbolismo” se consagra na Maçonaria de vertente latina.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

RICHARD TUCKER


Richard Tucker, nome artistico de Rubin Ticker (New York, Estados Unidos, 28 de agosto de 1913 - 8 de janeiro de 1975, Kalamazoo, Estados Unidos) foi um cantor - tenor de ópera americano.

De família religiosa, sua aptidão musical foi descoberta logo cedo, cantando na sinagoga (Lower East Side Manhattan Synagogue) em casamentos e “Bar Mitzvahs”. Sua estréia foi em 1945 na ópera “La Gioconda”, no papel de Enzo, abrindo as portas para desempenhar mais de 30 papéis na Metropolitan Opera Company.

Conhecido por seu senso de humor. Durante a prolongada cena da morte do barítono, na ópera de Verdi “Don Carlo”, Tucker, no papel título, e Robert Merrill como o barítono, ele sussurrou para o colega em cena, “Você vai apressar-se e morrer? Eu tenho de apanhar o trem para Great Neck Em 45 minutos!”. Merrill, um dos seus amigos mais íntimos teve que morder a língua para não rir.

Foi iniciado na Maçonaria em 1965 na “Perfect Ashlar Lodge” Nº 604 New York City.

Fonte: Coluna Cultural Maçônica

A LUZ (2)

Nuno Raimundo

Na Maçonaria o conceito de Luz encontra-se presente em permanência.

Já neste espaço fiz uma pequena alusão a ela e agora passado algum tempo volto a este tema ...

De momento não irei proceder a qualquer análise metafisica ou filosófica referente à Luz, mas apenas abordar alguns aspectos desta (Luz) no contexto de uma Loja Maçónica.

Numa Loja Maçónica existem cerca de 5 tipos ou classificações referentes à Luz...

Ou seja, a Luz que provém do Grande Arquitecto do Universo, as Luzes Maiores, as Luzes Menores, as Luzes Litúrgicas e as Luzes Fixas, para além da luz que é emanada pelas várias "estrelas" que se encontram espalhadas pelo Templo Maçónico:

A Luz provinda da presença no Grande Arquitecto do Universo e representada a Oriente pelo Delta situado acima do Venerável Mestre.

As Luzes Maiores da Maçonaria, assim consideradas por todos, são o Esquadro, o Compasso e o Volume da Sagrada Lei.

As Luzes Menores, são cargos/ofícios que se praticam em Loja nomeadamente, o Venerável Mestre, o Primeiro Vigilante e o Segundo Vigilante.

Já as Luzes Litúrgicas, essas são as luzes, emanadas, das "estrelas", que se acendem (e apagam) durante o decorrer de um determinado momento da celebração de uma sessão maçónica, para além de que elas mesmas são, também, consideradas como os "pilares da Loja", sendo estas a Sabedoria, a Força e a Beleza...

Estas "luzes"encontram-se também representadas nas secretárias dos seus respectivos representantes em Loja.

E as Luzes Fixas, estas "luzes" são assim designadas por serem as janelas que se encontram presentes e que figuram no Painel de um determinado Grau maçónico, encontrando-se estas localizadas no Oriente, Sul e Ocidente do respectivo Painel de Loja.

Assim, com alguma simplicidade, abordei sinteticamente o que à Luz, de uma forma mais técnica, num Templo Maçónico lhe concerne.

Outras reflexões sobre a mesma( Luz) remeto para mais tarde…

Fonte: https://pedra-de-buril.blogspot.com

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

LANDMARKS - SEGUIDOS PELO GOB

Em 26.05.2026 o Respeitável Irmão Orestes Lemos da Silva, Loja Vale do Peruipe, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Nova Viçosa, Estado da Bahia, apresenta a seguinte questão:

LANDMARKS

Estou pesquisando e não encontro os LANDMARKS seguidos pelo GOB.
Seria possível me passar?

COMENTÁRIOS

Já faz muitos anos (desde 1991) que o GOB não adota mais nenhuma classificação específica, até porque, por si só, a Constituição do Grande Oriente do Brasil já se encontra conforme verdadeiros e imemoriais Landmarks da Ordem, sem uma classificação específica.

À vista disso, o GOB deixou de seguir exclusivamente a classificação de Albert G. Mackey, especialmente porque a classificação da maioria desses Landmarks não são verdadeiros “limites” da Ordem, mas regras por ele criadas.

Nesse contexto, regras não podem ser confundidas, pura e simplesmente, com Landmarks, já que em última análise, regras possuem autoria, enquanto que os “limites ou os marcos” da Ordem são imemoriais, espontâneos e universalmente aceitos.

Assim, em uma análise mais acurada, a classificação dos Landmarks de Mackey, na sua maioria não são “espontâneos” - pois possuem um autor; não são “imemoriais” - pois têm data de nascimento; também não são “universalmente aceitos” - mormente porque existem outras classificações, mais puras que se enquadram nessas características.

Dessa forma, há classificações muito mais íntegras e sem o excesso de regras como as criadas por Mackey. Sob essa óptica, é possível citar as compilações atribuídas a Albert Pike, a Gottfried Joseph Gabriel Findel, a Robert Freke Gould e de Roscoe Pound.

À vista de tudo disso, o GOB, ao longo do tempo, construiu e aprimorou sua Constituição depurando-a com base em autênticos Landmarks universais, desprezando as regras simplesmente criadas conforme a visão social, política, religiosa e cultural de algum autor.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O VERDADEIRO LEGADO DA MAÇONARIA

 

UM VALOR MAÇONICO

Na sua última encíclica “Frates Omnes,” o Papa Francisco aborda o tema da Fraternidade e da amizade social numa dimensão nova e sem precedentes, e não são poucas as analogias com os princípios e a visão maçónica.

Na sua última encíclica “Fratelli tutti” (Irmãos todos), publicada a 3 de Outubro, o Papa Francisco exprimiu apertis verbis, numa chave absolutamente nova, uma ideia de fraternidade universal, como um vínculo que une todos os seres humanos, para além da sua fé, ideologia, cor da pele, extracto social, língua, cultura e nação. É um pensamento que se aproxima dos ideais que estão na base da Maçonaria desde as suas origens. Há mais de 300 anos que o princípio da Fraternidade está inscrito de forma indelével no trinómio maçónico colocado no Oriente, nos templos, juntamente com os da Liberdade e da Igualdade.

E, a realização de uma Fraternidade universal, tem sido a grande missão e o sonho da Maçonaria Livre desde o início. E isto foi sublinhado nos comentários de alguns filósofos, jornalistas e mesmo de alguns altos prelados da Santa Igreja Romana, manifestando-se sem reservas contra a mensagem que saiu da Encíclica de Francisco.

Uma limitação teológica que o Papa decidiu evidentemente ultrapassar, optando mais uma vez por se inspirar em São Francisco de Assis, que “se sentia irmão do sol, do mar e do vento”, que “se sabia ainda mais unido àqueles que eram da sua própria carne”, que “semeava a paz por todo o lado” e que “caminhava ao lado dos pobres, dos abandonados, dos doentes, dos descartados, dos últimos”. Do santo pobre, o Papa faz questão de recordar também um episódio da sua vida “que nos mostra”, explica, “o seu coração sem fronteiras, capaz de ultrapassar as distâncias devidas à origem, à nacionalidade, à cor ou à religião”: a sua visita ao Sultão Malik-al-Kamil, no Egipto.

Abertura ao Islão

E não é tudo. Na encíclica, Francisco não hesita em reconhecer que se sentiu especialmente estimulado nas suas reflexões pelo Grande Imã da Mesquita de Al Azhar Ahmad Al-Tayyeb, juntamente com quem em 2019, em Abu Dhabi, assinou o Documento sobre a Fraternidade Universal, no qual se vinca – recordou -, que Deus

“criou todos os seres humanos iguais em direitos, deveres e dignidade, e chamou-os a viver juntos como irmãos entre si, a povoar a terra e a difundir nela os valores da bondade, da caridade e da paz”.

Palavras do Grão-Mestre

“Nascemos e somos livres e iguais, mas ao mesmo tempo também permanecemos diferentes. Somos diferentes uns dos outros em cultura, carácter, talento, predisposições e aptidões. Estas diferenças são a expressão mais clara da nossa igualdade que vive e se fortalece na diversidade. Por isso, na Igualdade devemos ir à procura de todos os valores, não só daqueles que partilhamos, mas também encontrar a convivência sábia e fértil com aqueles que nos permitem estar juntos com todas as nossas mútuas e múltiplas diversidades. Somos iguais porque somos diferentes, e podemos e devemos permanecer unidos para dar o melhor de nós próprios e contribuir para uma sociedade e um mundo melhores. Temos de estar conscientes de que precisamos de nos alimentar na diversidade uns dos outros para criar uma riqueza mútua que possa quebrar as desigualdades e construir pontes de coesão para caminharmos juntos em paz. Somos todos irmãos, estamos todos debaixo do mesmo céu”. “Somos todos irmãos”, palavras proferidas pelo Grão-Mestre Stefano Bisi no seu discurso proferido a 11 de Setembro em Rimini durante a Grande Loja do Grande Oriente de Itália no Palazzo Giustiniani.

As palavras do Papa

E são também estas as palavras do Papa na Encíclica, que, depois de partir da premissa de que todos nascemos e somos todos iguais perante Deus, se detém sobre o valor da diversidade: “Há um modelo de globalização que “visa conscientemente uma uniformidade unidimensional e procura eliminar todas as diferenças e tradições numa busca superficial de unidade. […] Se a globalização pretende tornar todos iguais, como se fosse uma esfera, esta globalização destrói a especificidade de cada pessoa e de cada povo”. Este falso sonho universalista acaba por privar o mundo da variedade das suas cores, da sua beleza e, em última análise, da sua humanidade. Porque “o futuro não é monocromático, mas, se tivermos a coragem, é possível olhá-lo na variedade e na diversidade dos contributos que cada um pode dar. Como a nossa família humana precisa de aprender a viver em harmonia e em paz sem termos de ser todos iguais! E ainda: “Desejo muito que, neste tempo que nos é dado viver, reconhecendo a dignidade de cada pessoa humana, possamos reavivar entre todos uma aspiração mundial à fraternidade. Entre todos: “Eis um belo segredo para sonhar e fazer da nossa vida uma bela aventura. Ninguém pode enfrentar a vida isoladamente […]. Precisamos de uma comunidade que nos apoie, que nos ajude e na qual nos ajudemos uns aos outros a olhar para a frente. Como é importante sonharmos juntos! […] Sozinhos corremos o risco de ter miragens, de ver o que não existe; os sonhos constroem-se em conjunto”. Sonhemos como uma só humanidade, como viandantes feitos da mesma carne humana, como filhos desta mesma terra que é a casa de todos nós, cada um com a riqueza da sua fé ou das suas convicções, cada um com a sua voz, todos irmãos!”

O trinómio maçónico

No seu discurso, o Grão-Mestre explicou que a fraternidade é um pré-requisito para a liberdade e a igualdade: “Para além da família a que pertencemos, para além da etnia, da religião, da orientação sexual e da classe social, somos todos iguais, com igual dignidade e iguais oportunidades. Sem distinção. E a todos devem ser dadas as mesmas oportunidades. A igualdade não se limita à cor da pele ou à cor dos olhos. A raça humana é apenas uma. Nós, do Grande Oriente de Itália, retirámos a palavra raça da nossa Constituição há alguns anos e estamos à espera que a Itália e todos o façam. Estes são os princípios que a Maçonaria Livre sempre perseguiu e salvaguardou para a elevação da Humanidade. Igualdade, liberdade, são como que palavras de ordem, são convites a trabalhar para atingir estes objectivos, mas é possível fazê-lo se houver fraternidade. É esta que faz com que o ser humano se sinta parte de uma comunidade que quer, precisamente, a liberdade e a igualdade”.

O trinómio de Francisco

Na sua carta, Francisco assinala:

“A fraternidade tem algo de positivo a oferecer à liberdade e à igualdade. O que acontece sem uma fraternidade conscientemente cultivada, sem uma vontade política de fraternidade, traduzida numa educação para a fraternidade, para o diálogo, para a descoberta da reciprocidade e do enriquecimento mútuo como valores? O que acontece é que a liberdade diminui, resultando antes numa condição de solidão, de pura autonomia para pertencer a alguém ou a alguma coisa, ou apenas para possuir e gozar. Isto não esgota de modo algum a riqueza da liberdade, que é orientada sobretudo para o amor”.

Os medos do nosso tempo

O Papa falou também dos medos do nosso tempo, da necessidade de “recuperar a paixão partilhada por uma comunidade de pertença e de solidariedade”; do mundo digital, cujo funcionamento favorece os circuitos fechados de pessoas que pensam da mesma maneira e facilita a difusão de notícias falsas que favorecem os preconceitos e os ódios; do fanatismo que floresce mesmo entre os cristãos e nos meios católicos; depois, critica a pena de morte e a prisão perpétua, que designa como “pena de morte escondida”. Também abordou a questão dos imigrantes, chamando-lhes “uma bênção, uma riqueza e um novo dom que convida uma sociedade a crescer” e a questão da diversidade como um valor.

Temas que são objeto de reflexão diária para os irmãos do Grande Oriente de Itália, entre as colunas do Templo e fora dele. Para realizar o grande sonho de uma verdadeira Fraternidade global.

Fonte

  • Revista Erasmo nº 9 (Outubro de 2020) – Grande Oriente de Itália
  • https://www.freemason.pt/pontos-em-comum-entre-a-maconaria-e-a-igreja/

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

INTRODUÇÃO DE VISITANTES - INTERROGATÓRIO

Em 25/05/2026 o Respeitável Irmão Ricardo Schier, Loja Luz e Fraternidade Rio-Negruinhense, 3643, REAA, GOB-SC, Oriente de Rio Negrinho, Estado de Santa Catarina, pede comentários para o seguinte:

INTRODUÇÃO DE VISITANTES

Antes de tudo, gostaria de parabenizá-lo pelo excelente trabalho realizado em seu blog, que tem sido uma importante fonte de estudo, esclarecimento e orientação para muitos Irmãos que buscam compreender com mais profundidade a ritualística maçônica, especialmente no Rito Escocês Antigo e Aceito.

Tomo a liberdade de encaminhar esta mensagem para solicitar um esclarecimento ritualístico referente ao telhamento no Grau de Companheiro Maçom.

Em conversas com alguns Irmãos de nossa Loja, percebemos uma diferença entre a redação de um manual anterior e a redação do manual vigente. No manual anterior, constava a expressão “Venerável Mestre de nossa Loja”. Por conta disso, há alguns anos, recebemos orientação de outros Irmãos para que, nas partes seguintes do telhamento em que aparecia a expressão “minha” ou “minhas”, fosse utilizada a forma “nossa” ou “nossas”, a fim de diferenciar o telhamento do Grau de Companheiro daquele utilizado no Grau de Aprendiz.

Contudo, ao consultarmos o manual vigente, observamos que a redação atual utiliza a forma “minha Loja”, mantendo também a construção em primeira pessoa do singular nas demais expressões correspondentes.

Diante disso, gostaria de pedir, se possível, a gentileza de seu esclarecimento sobre os seguintes pontos:

A forma correta, atualmente, é seguir exatamente a redação do manual vigente, utilizando “minha Loja” e as demais expressões em primeira pessoa do singular?

A redação anterior, com “nossa Loja”, foi corrigida por se tratar de erro ou inadequação ritualística?

Existiu, em algum momento, orientação oficial para que o telhamento do Grau de Companheiro utilizasse “nossa” e “nossas” nesses trechos, ou essa prática pode ter sido apenas uma interpretação local, sem respaldo normativo?

Minha intenção é apenas compreender corretamente a orientação ritualística vigente, evitando qualquer inovação indevida e buscando que nossa Loja trabalhe em conformidade com o que determina o ritual.

Desde já agradeço imensamente por sua atenção e pelos ensinamentos que o Irmão compartilha com tanta dedicação.

CONSIDERAÇÕES:

Nunca houve orientação "oficial" para o uso dos pronomes possessivos "nossa", "minha", etc. De modo prático, tudo está no contexto iniciático do questionário e qualquer uma das formas utilizadas é altamente compreensível, pois trata-se apenas uma pergunta do Venerável se, figuradamente, o visitante, além de trazer amizade, paz e prosperidade, traz algo mais. Então o visitante responde dizendo que o Venerável da sua Loja (da Loja do visitante) o saúda por (...).

A bem da verdade, não existe o porquê desse excesso de preciosismo, se na conjuntura do questionário, tudo é perfeitamente compreensível.

Além disso, vale ressaltar que os rituais de 2009 já se encontram revogados, isto é, não podem mais ser usados nos trabalhos, senão os vigentes de 2024, que são iguais na pergunta e na resposta à questão. Assim, é só seguir o que está no ritual.

Se no passado houve alguma expressão diferenciada para esse caso, é coisa do passado.

Os rituais vigentes apenas primam pelo que é possível se manter padronizado. No mais, a forma utilizada atualmente, ou a que fora usada no passado, não deixam dúvidas sobre o sentido das perguntas e das respostas trocadas entre os interlocutores - sem complicação, tudo acaba se referindo à mesma coisa.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

GEORGE W. TRUETT


George W. Truett (1867-1944) foi um dos pastores batistas mais influentes dos EUA, liderando a Primeira Igreja Batista de Dallas por incríveis 47 anos. Sob seu comando, a congregação cresceu exponencialmente, tornando-se uma das maiores do país. Sua fama nacional como pregador e orador o levou a presidir a Convenção Batista do Sul e a Aliança Batista Mundial, além de ser enviado pelo Presidente Woodrow Wilson para pregar às tropas durante a Primeira Guerra Mundial.

Além de seu impacto pastoral, Truett foi um fervoroso defensor da liberdade religiosa e da separação entre Igreja e Estado, princípios que defendeu em um célebre sermão no Capitólio. Seu legado é marcante no Texas, onde sua liderança em campanhas de arrecadação de fundos foi crucial para salvar a Universidade Baylor da falência e para a criação do que viria a ser o Hospital Baylor. Ele também tinha um ministério dedicado aos cowboys, pregando para eles nas montanhas do Oeste do Texas por décadas.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

MAÇONARIA, ASTRONOMIA E ASTROLOGIA: UM OLHAR APRENDIZ

Ir∴Aldo César do Nascimento Vecchini A∴R∴L∴S∴ Renovadora 68 - Barretos

A Maç∴ é uma associação íntima de homens escolhidos cuja doutrina tem por base o G∴A∴D∴U∴, que é Deus; por regra, a Lei Natural; por causa, a Verdade, a Liberdade e a Caridade; por frutos, a Virtude, a Sociabilidade e o Progresso; e por fim, a felicidade dos povos que incessantemente ela procura reunir sob sua bandeira de paz.

Onde trabalham os M∴M∴? Em uma Loja construída na forma de quadrilongo (três quadrados perfeitos) estendendo-se do Or∴ ao Oc∴, com largura do N∴ ao S∴. Sua altura é da Terra ao Céu, sendo sua profundidade, da superfície ao centro da Terra. É coberta por uma abóbada azul, semeada de estrelas e nuvens na qual circulam o Sol, a Lua e inúmeros outros astros, que se conservam em equilíbrio pela atração de uns sobre os outros.

No teto da Loja figuram: do lado do oriente, um pouco à frente do Trono do V∴, o Sol. Por cima do Altar do 1° Vig∴, a Lua e acima do Altar do 2° Vig∴, uma estrela de cinco pontas.

Sendo a Loja a imagem do universo, nela devem estar representados os esplendores que, na abóbada celeste, mais ferem a imaginação do Homem constituindo um desafio: compreender o princípio da Correspondência – entre as leis e os fenômenos nos diversos planos da Existência e da Vida – estabelecido entre o Micro e o Macrocosmo, onde tudo segue o seu destino (...) e o nosso corpo é apenas um reflexo das manifestações do Universo.

Como prova, estão os átomos, que reagem de uma única forma tanto no Micro como no Macrocosmo. As reações astrais são as mesmas de nosso corpo interior - mesmos átomos, mesmos movimentos.

O Princípio de Correspondência (assim no Céu como na Terra; assim na Terra como no Céu) habilita o Homem a raciocinar inteligentemente do Conhecido ao Desconhecido. “Todas as coisas estão em constante e ininterrupto movimento. Uma mudança na vibração causa uma mudança na manifestação.”

Qual é o símbolo da livre criação, do infinito e do universo? O círculo, visto não ter começo nem fim e resultar apenas de um ponto central (o homem), que o traça utilizando um instrumento (o compasso) cujo raio é o limite dos seus conhecimentos, da sua iniciativa e da sua ousadia.

Começo e Fim 

I
O que será que debaixo do sol Continua obscuro ou em caracol? 
Nas montanhas o frio, no mar o atol No céu a ilusão, na mira o paiol.

II
Nas mãos a ação ou a covardia 
Nos pés o andar ou a correria. No peito o espanto, na boca agonia 
No laço um abraço em perfeita harmonia.

III
O desejo ardente que inspira o pecado. 
A fome de vida ou bem renegado. 
O fruto da luta ou algo roubado
Um cheiro agridoce ou bem perfumado

IV
No átomo - a molécula já é divisível Aos amantes - o romance é o mal preferível
Na luta pela paz o momento é terrível, Mas querendo se faz o inexeqüível.

V
Que coisa mais linda o astro-rei no levante 
Trazendo consigo o interessante
Os olhos abertos a todo instante
Contempla o seu pôr na linha do horizonte!

PAC

O que é o levante? O leste ou oriente. É também o ponto da esfera celeste que é a interseção do primeiro vertical (zênite) com o horizonte real. Do oriente vem a luz; o Sol nasce no Or∴ para fazer sua carreira e iniciar o dia. Lá, o V∴M∴ tem assento para abrir a Loja, dirigi-la em seus trabalhos e esclarecer os OObr∴ com as luzes de sua Sabedoria, nos assuntos de nossa Sublime Instituição. O Sol na Maçonaria aparece no painel de Apr∴ no avental do M∴I∴ na jóia do Orad∴; no Or∴ da Loja à frente do Trono.

Os sete principais cargos na Loja estão diretamente relacionados com o Sol, a Lua e planetas esotéricos. O V∴M∴ está relacionado ao planeta Júpiter, visto que representa a Sabedoria. Júpiter rege a visão, a prosperidade, a misericórdia, a liturgia, o mestre e a felicidade.

O Orad∴ está relacionado com Mercúrio, o planeta que rege a expressão da verdade, pois é o enviado de Deus. Mercúrio tem asas nos pés e é o porta-voz, aquele que dá as boas-vindas e domina os escritos.

O cargo de Secr∴ relaciona-se com o planeta Saturno. É ele o responsável de gravar para a eternidade os fatos de forma fria e exata. Ele é o controlador rígido da ordem dos processos e cioso pela documentação dentro das normas.

O M∴CC∴ por sua vez está relacionado ao Sol. O Sol caminha diariamente pelo Céu, levando e trazendo a existência, a verdade e a justiça. É ele que anima a vida e que circula no oriente e no ocidente.

O Tes∴ recebe a simbologia da Lua em sua atividade. A Lua dispõe sobre os assuntos mundanos e materiais. Ela é o principal elemento de ligação com o mundo concreto, regendo toda a geração de uma nova vida ou o desenvolvimento de um corpo já existente. A Lua rege a família, a cidade, o lar e o corpo; portanto, rege o Templo.

De forma óbvia, o 1º  Vig∴ e o 2º Vig∴ são regidos respectivamente por Marte e Vênus, planetas da força e da beleza, simbologia das CCol∴, onde têm seus tronos. Marte rege o início, a coragem, o pioneirismo e o impulso. Vênus rege a harmonia, o prazer, a alegria e a beleza como reflexo da manifestação do G∴A∴D∴U∴.

Os signos no misticismo maçônico representam todo o caminho percorrido pelo Iniciado, desde a sua Iniciação até o cume de sua trajetória, no Grau de M∴M∴. No R∴E∴A∴A∴, essa representação é mostrada fisicamente, com os símbolos alusivos aos signos presentes no Templo Maçônico.

Uma das formas dessa representação é por intermédio das chamadas colunas zodiacais que são colunas da ordem jônica, tendo cada uma sobre seu capitel o pentaclo correspondente (pentaclo é a representação de cada signo com o planeta e o elemento que o caracterizam). As colunas são postadas longitudinalmente junto às paredes, sendo seis ao N∴ e seis ao S∴. A seqüência das colunas é de Áries a Peixes, iniciando-se com Áries ao Norte, próxima a parte Ocidental, e terminando com Peixes ao Sul, também próxima à parte Ocidental.

Os signos zodiacais relacionados com o Grau de Apr∴M∴ são Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem; relacionado com o Grau de Comp∴ está o signo de Libra; e os inerentes ao Grau de M∴M∴ são os signos de Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.

A simbologia para o grau de Apr∴ compreende signo, elemento e astro, a saber: Áries - Fogo - Marte: o ardor iniciático conduzindo à procura da Iniciação; Touro - Terra - Vênus: o Recipiendário (aquele que é solenemente recebido em uma agremiação), judiciosamente preparado, foi admitido às provas; Gêmeos - Ar - Mercúrio: o Neófito recebe a luz; Câncer - Água - Lua: o Iniciando instrui-se, assimilando os ensinamentos iniciáticos; Leão - Fogo - Sol: o Iniciando julga, por si próprio e com severidade, as idéias que puderem seduzi-lo; Virgem - Terra – Mercúrio: tendo feito sua escolha, o Iniciando reúne os materiais de construção para desbastá-los e talhá-los, segundo o seu destino.

Como sempre nos é ensinado, devemos associar as ferramentas de trabalho aos sentidos místicos e extrair delas o seu significado e a sua essência para que possamos transmutar este conhecimento e realizar a obra criadora da luz divina.

Fonte: JBNews - Informativo nº 319 - 13 de Julho de 2011