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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sexta-feira, 12 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PREENCHIMENTO DE CARGO DURANTE OS TRABALHOS

Em 02/04/2026 o Respeitável Irmão Aldigair Pereira, Loja Excelsior, 2391, REAA, GOB-SP, Oriente de São José dos Campos, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos.

PREENCHIMENTO DE CARGO

Gostaria de começar expressando minha profunda gratidão por todo o empenho que você dedica à nossa ordem. Tenho acompanhado seu trabalho na ritualística do REAA e reconheço a relevância de suas contribuições para o fortalecimento de nossos rituais.

Recentemente, nossa Loja vivenciou uma situação incomum durante uma sessão. Ao abrirmos a Loja, com o numero legal de Mestres, porém não suficiente para cobrir todos os cargos de Oficiais, o cargo de Primeiro Diácono vago foi preenchido pelo irmão Mestre de Cerimônias, cumulando, portanto, duas funções. Na ordem do dia, o V∴ M∴ informou que havia um irmão Mestre aguardando entrada na sala dos passos perdidos, oportunidade em que solicitou ao irmão Mestre de Cerimônia que fizesse o mesmo dar entrada e o revestisse do cargo de Primeiro Diácono, o qual estava vago e que até então estava sendo cumprido pelo irmão Mestre de Cerimônias.

Diante desse contexto, surgiu a dúvida em nossa Loja se esse procedimento seria ritualisticamente adequado para aquele momento, já que a Loja já estava aberta e os irmãos revestidos de suas insígnias, mesmo que cumulativamente. Poderia, por gentileza, esclarecer nossa dúvida quanto a este procedimento?

CONSIDERAÇÕES:

Para esse caso não existe nenhum óbice, desde que o Mestre Maçom que irá ocupar o cargo até então cumulado por outro oficial, seja regular e inquestionavelmente pertença a uma Loja federada ao Grande Oriente do Brasil.

É sempre oportuno lembrar que é vetada a ocupação de cargos em Loja por Irmãos que não sejam membros regulares do GOB, mesmo diante de tratados de reconhecimento
(Art.º 229 do RGF).

Assim, estando o Mestre Maçom que irá assumir dentro dos requisitos previstos, depois de ter regularmente ingressado em Loja, o Ven∴ Mestre solicita ao Mestre de Cerimônias que conduza o Mestre recém-chegado ao lugar do 1º Diácono, onde, sem formalidades, o substituto recebe o colar com a joia distintiva e assume o cargo – tudo isso ocorre dentro do templo, no lugar de ofício.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

AS DIFERENÇAS ENTRE O RITO MODERNO E O RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITE (REAA)

Leonardo Redaelli, CIM 348202 – ARLS PROGRESSO DA Humanidade n°3166 – Grande Oriente do Brasil -RS 


O Rito Moderno, também chamado na Europa de Rito Francês ou Rito Francês Moderno, e o Rito Escocês Antigo e Aceite (REAA) são, sem dúvida, os dois ritos maçónicos mais praticados na França, e cada um possui uma história, filosofia e ritualística próprias, reflectindo diferentes abordagens da experiência maçónica.

O Rito Moderno surgiu como a versão francesa do rito da Grande Loja de Londres, sendo introduzido em Paris na década de 1720. Ao longo do tempo, passou por diversas revisões que moldaram a sua forma actual, destacando-se as contribuições de Murat (1858), Amiable (1880 e 1887), Blatin (1907), Gérard (130%2) e Groussier (1935). Caracteriza-se por valorizar a simplicidade e a clareza nos rituais, enfatizando princípios como a tolerância, a liberdade de consciência e o humanismo. Os seus rituais são centrados na ética e na moralidade, buscando desenvolver no maçom uma reflexão racional sobre as suas acções e responsabilidades.

Por outro lado, o REAA foi *desenvolvido nas Antilhas Francesas, mais precisamente na Ilha de São Domingos (actual Haiti), a partir da década de 1760, através de Etienne Morin e Henry Andrew Francken. Foi fundado oficialmente em 1801 na cidade de Charleston, nos Estados Unidos. Este rito distingue-se por sua estrutura de 33 graus, sendo que os últimos 30 são administrados por Supremos Conselhos. O REAA mantém uma forte dimensão espiritual, referindo-se ao Grande Arquitecto do Universo e preservando a presença da Bíblia nos altares durante os juramentos, bem como certas tradições religiosas.

A arquitectura ritualística dos templos também evidencia diferenças claras entre os dois ritos. No REAA, o pilar de Boaz se encontra à esquerda ao entrar, enquanto no Rito Moderno está à direita; o pilar de Jaquim segue o oposto. A disposição dos obreiros mostra variações subtis: aprendizes e companheiros ocupam colunas correspondentes em ambos os ritos, mas os vigilantes têm posições distintas, estando no final da coluna no Rito Moderno e no lado oposto no REAA. As movimentações cerimoniais também diferem: ambos iniciam com o pé direito, mas a marcha no REAA começa com o pé esquerdo. A postura, o alinhamento e a esquadria seguem protocolos específicos de cada rito.

As diferenças se estendem à bateria e aos sinais: no Rito Moderno, a bateria é executada com duas batidas curtas seguidas de uma longa; no REAA, são três golpes regulares. Os cordões, faixas e colares variam em cores: o Rito Moderno privilegia o azul-celeste, remetendo às antigas ordens de cavalaria francesa e inglesa, enquanto o REAA utiliza azul-escuro e vermelho, fazendo referência à Ordem Nacional da Legião de Honra instituída por Napoleão Bonaparte. Quanto à nomenclatura das lojas, o Rito Moderno utiliza o termo “lojas azuis” para os três primeiros graus, enquanto o REAA prefere “lojas simbólicas”.

Os gestos e sinais também possuem diferenças significativas. No Rito Moderno, o sinal de ordem do grau de companheiro consiste em colocar a mão direita sobre o coração. No REAA, o gesto é similar, mas complementado pelo braço esquerdo levantado em ângulo recto. As “cinco viagens”, que representam etapas de aprendizagem, diferem igualmente: no REAA, são os Cinco Sentidos, as Ordens de Arquitectura, as Artes Liberais, os Grandes Iniciados e a Glória ao Trabalho; no Rito Moderno, são os Sentidos, as Artes, as Ciências, os Benfeitores da Humanidade e a Glorificação do Trabalho. As ferramentas simbólicas associadas a cada viagem também apresentam pequenas variações.

No tocante aos símbolos centrais, o Rito Moderno destaca a letra G como emblema principal, enquanto o REAA valoriza a Estrela Flamejante, considerando a letra G como parte de um conjunto simbólico maior. Em termos de filosofia, o Rito Moderno tende a privilegiar o racional, a simplicidade e a ética prática, enquanto o REAA mantém uma abordagem mais esotérica, simbólica e espiritualizada, incentivando o aprofundamento pessoal e a reflexão interior.

Hoje, o Rito Moderno é amplamente praticado pelo Grande Oriente da França (GOdF), principal obediência maçónica francesa, enquanto o REAA é seguido por instituições como a Grande Loja Nacional Francesa (GLNF) e a Ordem Internacional Le Droit Humain. Ambos os ritos continuam a desempenhar papel central na maçonaria francesa e mundial, oferecendo caminhos distintos mas complementares para o desenvolvimento moral, intelectual e espiritual do maçom, mantendo viva a tradição histórica e a riqueza simbólica da Maçonaria.

Diferenças entre Rito Moderno e Rito Escocês Antigo e Aceite

 ModernoREAA
SenhasComunicado durante a cerimónia, junto com os outros “segredos ”Comunicado ao candidato antes de entrar na loja.
Disposição das colunasJ para o noroeste, B para o sudoesteJ para sudoeste, B para noroeste
Palavras sagradasJ no 1ª Grau, B no 2ª GrauB no 1ª Grau, J no 2ª Grau
Posição de vigilantes Ambos no ocidente, o 1ª vigilante ao sul e o 2ª vigilante ao norte (no Brasil, ao noroeste).O 1º vigilante ao noroeste (na França é ao norte) e o 2º vigilante ao sul
DiáconosAusentePresente
Grandes LuzesSol, lua, mestre da lojaBíblia, esquadro, compasso
“Antiga” palavra de mestreSubstituída, mas conhecidaSubstituída, porque foi perdida (regra de três)
Divisão do temploHekal e DebirOcidente e oríente
Espada do venerável mestreEspada retaEspada Flamigera

Conclusão

As diferenças entre o Rito Francês e o REAA evocam a antiga disputa entre os Modernos e os Antigos. Os primeiros, filhos da Maçonaria Inglesa que encontrou na França um novo lar, contrastam com os últimos — provenientes das tradições irlandesa e escocesa — que se dedicaram a preservar a sabedoria das antigas obrigações, os Old Charges, guardiãs de um legado medieval.

Dessa dualidade surgem ritos distintos: um, simples e humanista, iluminando a mente com a razão e a fraternidade; outro, profundo e esotérico, conduzindo a alma em busca da luz interior e da transcendência.

Entre o modernismo e o tradicionalismo, cada Irmão traça o seu caminho. Que possa avançar na Maçonaria, estreitar os laços que nos tornam verdadeiramente irmãos e aprender, passo a passo, a vencer suas paixões, submetendo a vontade à razão, e transformar a própria vida em reflexo da luz que busca.

* Não refuto as narrativas que situam o nascimento do Rito Escocês no seio da corte dos Stuarts, tampouco a influência exercida pelo exílio da rainha Henriqueta Maria da França, viúva de Carlos I — rei da Inglaterra, Escócia e Irlanda —, entre 1649 e 1669, em Paris. Ocorre, porém, que a imprecisão das fontes impede a documentação e a validação científica dessas tradições.

Já a criação da primeira Loja Mãe escocesa, a Respeitável Loja dos Perfeitos Eleitos, fundada por Étienne Morin em 1745, na cidade de Bordeaux, bem como a instituição da Loja São João de Jerusalém, em Marselha, no ano de 1751, por George de Walmon, de origem escocesa, fazem parte da cronologia reconhecida desse rito.

Cabe enfatizar o termo “desenvolvido”, pois ele remete ao trabalho de sistematização que aproximou o rito do formato que viria a ser consolidado em 1801, em Charleston, Carolina do Sul, por John Mitchell e Frédéric Dalcho, quando então nasceu o Rito Escocês Antigo e Aceite.

Bibliografia:

  • NETO, Elias Mansur. O Que Você Precisa Saber Sobre Maçonaria. Editora: Universo dos livros, 2005.
  • Hodapp, Christopher. Freemasons for dummies. Edição 2. editora John Wiley & Sons. New Jersey.
  • GRANDE ORIENTE DO BRASIL – RIO GRANDE DO SUL. Ritual do Aprendiz Maçom do Rito Escocês Antigo e Aceite. Porto Alegre: Grande Oriente do Brasil – GOB, 2009.
  • Grande Loja Maçónica do Estado do Rio Grande do Sul (GLMERGS). Docência Maçónica de Aprendiz Maçom do Rito Escocês Antigo e Aceite. Editora Acácia. Porto Alegre, RS. 2015.
Fonte: Fremason.pt

quinta-feira, 11 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

ESTRELA POLAR (POLARIS)

Em 02.04.2026 o Respeitável Irmão Thales de Alencar Cézar, Loja Obreiros de Macaé, 2075, REAA, GOB-RJ, Oriente de Macaé, Estado do Rio de Janeiro, solicita esclarecimentos para o seguinte:

ESTRELA POLAR

Estou ajudando um irmão aprendiz a realizar um trabalho sobre abóboda celeste e surgiu uma dúvida. No Ritual novo de 2024 foi incluído a estrela Polar, porém no ritual antigo de 2009 não tem. Como podemos abordar essa inclusão no trabalho, já que em nossa Loja não possui a Estrela Polar?

Desde já, agradeço pelo tempo e atenção no envio da resposta.

CONSIDERAÇÕES:

A justificativa para o aparecimento da Estrela Polar (Estrela Polaris) na abóbada do templo é porque o REAA, nascido na meia-esfera Norte do planeta Terra, tem a sua decoração estelar concernente ao firmamento (abóbada) visto do Norte.

Como o rito em questão nasceu na França, a abóbada do seu templo obedece à imagem aproximada vista do céu europeu.


 Na verdade, primitivamente a decoração da abóbada do REAA é uma das contribuições deixadas pela Loja Geral Escocesa, loja então criada em outubro de 1804 na França para gerenciar a elaboração do primeiro ritual para o simbolismo do Rito, que até então era inexistente na Europa (observe-se essa história).

À vista de tudo isso, a Estrela Polar, ou Polaris, que agora aparece no ritual, não é nenhuma novidade, mesmo que ela tenha sido esquecida por muito tempo por alguns pseudos ritualistas que pouco entendem da estrutura doutrinária do REAA – um rito deísta/teísta e solar por excelência.

Já, sob o ponto de vista histórico que envolve a Estrela Polar na Maçonaria, esse símbolo vem do período atinente à Franco-maçonaria operativa e está diretamente relacionado à orientação noturna em uma época em que os artífices viajantes se deslocavam pelos longínquos rincões nortistas da velha Europa Medieval.

Assim, não há nada a se estranhar com a presença da Estrela Polar do Norte na decoração dos templos maçônicos, lembrando que os artífices, construtores de igrejas e catedrais da Idade Média, nossos ancestrais, tinham o hábito comum de se deslocar pelo norte da Europa em busca de contratos de trabalho que envolviam novas construções, sobretudo pela expansão territorial da Igreja logo após o ano mil.

É bom lembrar que na Idade Média (séculos X, XI e XII) a Franco-maçonaria foi a principal corporação de construtores (ofícios francos) a serviço da Igreja, para quem eles construíam catedrais, igrejas, mosteiros e abadias góticas. Graças a isso é que esses “pedreiros livres”, viajantes de então, foram por longo tempo protegidos pelo clero, fato que lhes deu notoriedade e crescimento econômico.

Nesse contexto, de canteiros medievais, viagens e construções, a Estrela Polar do Norte foi uma das principais referências de orientação. Ela é a estrela mais brilhante da constelação da Ursa Menor e se caracteriza por se localizar muito próxima de um ponto sobre o polo norte celeste da Terra. Por conta disso, a Estrela ela tem servido a séculos como uma toponímia celeste noturna de navegação, principalmente para se encontrar o norte no Hemisfério Norte.

Por se apresentar praticamente alinhada com o eixo de rotação da Terra, a Estrela Polar, ou Polaris, parece estacionada no firmamento noturno, enquanto que as demais estrelas, à sua volta, aparentemente giram em torno dela.

Como naquela época ainda não existiam lojas maçônicas especulativas e nem templos decorados como hoje os conhecemos na Moderna Maçonaria, a Estrela Polar, que literalmente brilhava no firmamento boreal, servia como referência para guiar os artífices da pedra calcária em deslocamento para porto de salvamento. Nesse tempo era comum que os “pedreiros” se reunissem e se hospedassem em estalagens e tabernas das cervejarias, sobretudo na Inglaterra – as tabernas dos maçons antigos.

Em relação ao aspecto iniciático e esotérico da Moderna Maçonaria (dos Aceitos), o símbolo Polaris, fixado na banda norte da abobada da Loja, simbolicamente revela uma ideia de “estabilidade”, mormente porque essa Estrela literalmente, no firmamento, permanece parada e alinhada com o eixo de rotação da Terra – é uma referência segura para aqueles que buscam orientação, olhando para o Norte.

Esse é um resumo do porquê da aparição da Estrela Polar ao Norte da abóbada celeste da Loja. Nesse sentido, também vale ressaltar que das estrelas que compõem a constelação da Ursa Menor, apenas a Estrela Polaris aparece visível na abóbada celeste da Loja. Assim, é prudente não confundir no firmamento da Loja a constelação da Ursa Menor (que traz a Estrela Polar) com a da Ursa Maior, a qual, de fato, aparece com todas as suas sete estrelas na abóbada. O número sete, de estrelas que a formam, é que dá origem à palavra “setentrião”, termo conexo à região norte da Terra (isso também foi corrigido no ritual de Aprendiz do REAA/2024.

Ao concluir, vale lembrar que a abóbada celeste do templo maçônico é uma figura estilizada e alegórica, portanto está longe de ser um mapa astronômico preciso do firmamento.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

LOJA PRINCE HALL

Por Luciano J. A. Urpia

Em uma decisão marcante, a Grande Loja Maçônica F&AM do Arkansas votou, no inicio de fevereiro, a favor do reconhecimento oficial da Sereníssima Grande Loja Prince Hall do Arkansas. A votação, que define um novo capítulo na história maçônica do estado, foi aprovada com expressivos 79% dos votos a favor, contra 21% que se opuseram ao reconhecimento.

Com este avanço, o cenário nacional de integração entre as duas correntes históricas da Maçonaria nos Estados Unidos se altera significativamente. Agora, apenas as Grandes Lojas da Carolina do Sul e do Mississippi permanecem como as duas últimas jurisdições do país que ainda não estabeleceram qualquer tipo de reconhecimento formal com a Ordem Prince Hall, fundada por maçons negros. Há indícios, no entanto, de que o tema está na pauta da reunião anual da Grande Loja do Mississippi, prevista para ocorrer ainda este mês.

Para contextualizar, movimentos similares de reconhecimento têm ocorrido em outros estados, ainda que por vezes envolvendo jurisdições cruzadas. A Grande Loja da Louisiana, por exemplo, reconheceu a Grande Loja Prince Hall de Maryland, enquanto a Grande Loja da Virgínia Ocidental reconheceu sua homóloga do Kentucky. A decisão no Arkansas, por ser um reconhecimento direto e interno ao estado, é vista como um passo crucial. Mais informações sobre este desdobramento devem ser divulgadas em breve.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

LIBERALIDADE

Ir∴ João Ivo Girardi

1. Propensão para dar; generosidade: agir com liberalidade.


2. O homem que pratica a liberalidade é aquele que dá para as pessoas certas e não obtém riquezas das fontes erradas. E este se destaca por acima de tudo dar mais que receber. Pois é mais nobre fazer o bem, do que recebê-lo. Como o homem virtuoso busca o ato nobre, ele saberá o determinado momento e as determinadas condições para doar às pessoas certas. Não obstante, aquele que dá as pessoas erradas e sofre ao realizar as oferendas, não é liberal, e deve receber outro nome.

http://syberhost.com.br/radios/radio4/home/thumbs.php?w=200&imagem=images/noticias/110/O%20Desafio%20da%20Liberalidade.jpg

3. Para Reflexão: Quando eu participava de um grupo em uma casa espírita, todos os meses doavam alimentos para compor cestas básicas que eram distribuídas às famílias carentes da comunidade. A cada mês, um grupo se encarregava de trazer arroz, outro, feijão, e assim por diante, a fim de que se compusesse a cesta.

Em determinado mês, coube ao meu grupo trazer café. Nada poderia ser mais simples: um quilo de café, não importava a marca.

No entanto, a coordenadora nos alertou: Combinem entre vocês para trazerem apenas café em pó ou café solúvel. Porque as pessoas reclamam que receberam de um tipo e as outras de outro. Então, melhor que seja tudo igual. Por muito tempo, refleti sobre isso.

As famílias eram carentes, recebiam cestas de alimentos que com certeza supriam suas necessidades imediatas. Então por que reclamavam? Afinal, não pagavam nada!

Um dia, me caiu nas mãos um livro, intitulado Trapeiros de Emaús. Contava a história de uma comunidade iniciada por um padre, para pessoas que eram o que chamaríamos de Sem Teto.

Um trecho me chamou a atenção. O padre contava suas experiências em caridade. Quando menino, ele costumava acompanhar seu pai que todos os meses, doava um dia de seu tempo para atender pessoas carentes. O pai era médico, mas como já havia quem atendesse às pessoas nesse setor, ele se dedicava a cortar cabelos, profissão que também exercera. O menino percebia que embora seu pai executasse seu serviço de graça e com amor, as pessoas reclamavam muito.

Exigiam tal ou tal corte e às vezes quando iam embora, xingavam o pai porque não haviam gostado do corte. Mas o pai tinha uma paciência infinita, tentava atender ao que lhe pediam e jamais revidava as ofensas, chegando até mesmo a pedir desculpas, quando alguém não gostava do trabalho que ele realizara. Então, um dia, o menino perguntou ao pai por que ele agia assim. E por que as pessoas reclamavam de algo que recebiam de graça, que não teriam de outra forma.

Para essas pessoas, disse o pai, receber é muito difícil. Elas se sentem humilhadas porque recebem sem dar nada em troca. Por isso elas reclamam, é uma maneira de manterem a autoestima, de deixar claro que ainda conservam a própria dignidade. É preciso saber dar, disse o pai.

Dar de maneira que a pessoa que recebe não se sinta ferida em sua dignidade. Comecei também a refletir sobre essa frágil e necessária ponte entre as pessoas que se chama Dar e receber.

Quando ajudamos alguém em dificuldade, quando damos alguma coisa a alguém que a necessita, seja material ou imaterial, estamos teoricamente em posição de superioridade. Somos nós os doadores, isso nos faz bem e às vezes tendemos a não dar importância à maneira como essa ajuda é dada.

Por outro lado, quando somos nós a receber, ou nos sentimos diminuídos, ou recebemos como se aquilo nos fosse devido.

E quantas vezes fizemos dessa ponte uma via de mão única? Quantas vezes fomos apenas aquele que dá, aparentemente com generosidade, mas guardando lá no fundo nosso sentimento de superioridade sobre o outro, ou esperando sua eterna gratidão.

E recusamos orgulhosamente receber, porque não precisamos de nada, nem de ninguém, ou porque temos vergonha de mostrar nossa fragilidade, como se isso nos fizesse menores aos olhos dos outros.

E quantas vezes fomos apenas aquele que tudo recebe, sem nada dar em troca, egoisticamente convencidos de nosso direito a isso.


A Lei é dar com liberalidade e receber com gratidão ensina São Paulo. Que cada um de nós consiga entender as lições de Dar e receber e agradeça a Deus as oportunidades de aprendê-las. (Texto de Tânia Vernet). (V. Caridade, Franqueza, Generosidade, Liberalismo).

(*)Verbete di Vade-Mecum Do Meio Dia à Meia-Noite

Fonte: JBNews - Informativo nº 309 - 03 de Julho de 2011

quarta-feira, 10 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

 

SAUDAÇÃO 6 - REAA

Em 01/04/2026 o Respeitável Irmão Alexandre Miranda, Loja Obreiros de Macaé, 2075, REAA, GOB-RJ, Oriente de Macaé, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão.

SAUDAÇÃO

Lendo o ritual e estudando seu blog me vieram algumas dúvidas. No início dos trabalhos o 1º Diác∴ recebe a palavra e desce para transmiti-la sem parada formal e/ou sinal pois se obedece a circulação, porém o Livro da Lei não está aberto. Seguindo o ritual, para a abertura do livro da lei o Venerável chama o Mestre de Cerimônias para conduzir o Orador ao altar dos juramentos, essa entrada no Oriente pelo Mestre de Cerimônias ele faz sem qualquer parada, sinal ou vênia correto? Pois o Livro da Lei ainda está fechado.

E ao final da sessão quando o Mestre de Cerimônia após conduzir o Orador para fechar o Livro da Lei e assim ele o faz. Ao descer para o Ocidente ele também não faz nenhuma parada formal, sinal ou vênia correto? Pois o livro da lei já foi fechado.

Outra dúvida que ocorreu foi com a postura do Mestre de Cerimônias ao levar a ata para o Orador e Venerável. O Mestre de Cerimônias ficaria à ordem à direita do Venerável, e no caso do Orador o Mestre de Cerimônias fica à ordem enquanto ele assina a ata? E ficaria a ordem voltado para qualquer posição ou a direita e voltado para o Orador?

Pois na orientação ritualística estando de pé teria que ficar a ordem. Seria esse o entendimento? Desde já agradeço os esclarecimentos.

CONSIDERAÇÕES:

Na transmissão da palavra, durante a abertura dos trabalhos, não existe saudação ao Ven∴ Mestre e nem parada formal, pois a Loja ainda não foi declarada definitivamente aberta (o Livro da Lei ainda continua cerrado). 

Assim, nessa ocasião, durante o trânsito pela Loja os titulares não fazem sinal e nem parada formal quando ingressarem ou saírem do Oriente 

No caso, transitam naturalmente, obedecendo apenas à circulação, conforme está previsto no ritual.

No caso do M∴ de CCer∴, em deslocamento para fechar o Painel do Grau, nessa ocasião também não presta nenhuma saudação e nem faz parada formal, em se observando que naquele instante o Livro da Lei já está fechado.

No REAA, quem estiver em pé e parado em Loja aberta fica à Ordem. Isso é regra. Assim, enquanto o M∴ de CCer∴ estiver aguardando as assinaturas do Ven∴ Mestre e do Orad∴, ele aguarda à Ordem, voltado para cada um dos titulares.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 15

IDEAL OU OBJETIVO? - 15

1º - Ideal é sinônimo de objetivo; todo homem tem um objetivo a realizar; é o seu sonho, a sua esperança, a sua programação.
2º - Dentro de atividade humana cabe um ideal e assim sucede com a maçonaria. O ideal maçônico objetiva a reunião dos homens de boa vontade que passaram pela iniciação.
3º - O ideal é um objetivo programado; idealismo é a ação para alcançar e realizar essa programação.
4º - O maçom visualiza o seu ideal e o constrói, peça por peça e nesse trabalho ele vai construindo a sua meta até alcança-la para então objetivar um novo ideal.
5º - Quando definires um objetivo; quando definires as metas para alcança-lo, reflita sobre o seguinte: "De que vale um rio inteiro se um pote é suficiente para matar a sede"?

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

A MAÇONARIA E A ROUPA PRETA

Honório Sampaio Menezes

Diversas organizações uniformizam as pessoas na busca da disciplina, do controle e da integração. Basicamente, a uniformização da indumentária busca a harmonização do ambiente e das pessoas, gerando um clima psicológico favorável à integração e ao controle como no caso das Forças Armadas, dos Estudantes, das Polícias Militares, das grandes corporações de operários, etc.

Na Maçonaria, a uniformização tem os mesmos benefícios já citados, além de, naturalmente, os aspectos que se somam e que dizem respeito ao uso da cor preta. Na prática dos trabalhos nos Templos os maçons buscam, dentre outras coisas, esotericamente, captarem energias cósmicas, ou fluidos (Publicado em freemason.pt) positivos ou forças astrais superiores para o fortalecimento espiritual. Da física temos o conceito de que o preto não é cor, mas sim um estado de ausência de cores. As superfícies pretas são as mais absorventes de energias de qualquer natureza, assim, a indumentária preta torna o Maçom um receptor mais eficiente e mais que isso, um acumulador, uma espécie de condensador de energia. Por outro lado, a couraça formada pela roupa preta, faz com que as eventuais energias negativas que eventualmente possam entrar no Templo não sejam transmitidas aos Irmãos. Por isso o Maçom se veste de roupas pretas para participar dos trabalhos em Loja.

Importante observar que, tanto do ponto de vista linguístico como do ponto de vista maçónico, preto e escuro não são sinónimos. E, assim sendo, toda indumentária que não seja preta, embora escura, não é maçonicamente adequada, embora alguns autores sejam de opinião de que o rigor do traje preto deve ser exigência para as Sessões Magnas, podendo ser livre quanto à cor nas Sessões Económicas, mas, mesmo assim, todos são unânimes de que é indispensável o uso do fato e da gravata.

Além do fato preto a maçonaria admite o uso de Balandrau (do latim=balandrana), veste talar (comprida até o calcanhar), em feitio de batina, feita de tecido leve e preto. Embora alguns autores afirmem que o balandrau não é veste maçónica, o seu uso remonta à primeira das associações organizadas de ofício, a dos Collegia Fabrorum, criada no séc. IV a.C., em Roma. Quando as legiões romanas saíam para as suas conquistas bélicas, os collegiati acompanhavam os legionários, para reconstruírem o que fosse destruído pela acção guerreira, usando, nesses deslocamentos, uma túnica negra; da mesma maneira, os membros das confrarias operativas dos maçons medievais, quando viajavam para outras cidades, feudos, ou países, usavam um balandrau negro.

No Brasil, segundo Nicola Aslan, a presença do Balandrau remonta à última metade do séc. XIX, tendo sido introduzida na Ordem Maçónica pelos Irmãos que faziam parte, ao mesmo tempo, de irmandades católicas e de Lojas Maçónicas, e que foram, sem dúvida, o motivo da famigerada Questão Religiosa, nascida no Brasil por volta de 1872. Outro autor, Rizzardo Da Camino, escreve: “O Balandrau surgiu no Brasil com o movimento libertário da Independência, quando os maçons se reuniam sigilosamente, à noite; designando o local, que em cada noite era diverso, os maçons percorriam o seu caminho, envoltos em balandraus, munidos de capuz, com a finalidade de penetrando na escuridão permanecerem ocultos, nas sombras para preservar a identidade”. O balandrau está presente na história da Maçonaria desde o princípio, pois era uma forma de igualar os participantes e proteger as suas identidades através do capuz, principalmente da perseguição da Inquisição.

O traje maçónico é composto por fato, gravata, sapato preto e camisa branca, embora a única peça de vestuário obrigatória em qualquer parte do mundo seja o Avental, sem o qual o obreiro é considerado nu, na acepção de Castellani. Embora a cor da vestimenta (calça, gravata, etc.) possa ser diferente para cada Rito ou mesmo dependendo de cada país, o Avental, como diz Jaime Pusch, é a insígnia obrigatória do Maçom em loja, não podendo sem ele participar nos trabalhos.

No Brasil, o traje, antigamente, era previsto nos Rituais (Séc. XIX e início do Séc. XX) como indicação e não imposição, devido à diversidade de ritos, posteriormente é que a exigência do traje foi colocada na legislação das obediências, padronizando conforme o rito maioritário no Brasil (REAA).

O negro significa ausência de cor, empresta às sessões um clima sóbrio, igualando a todos, não haverá distinção para analisar qualquer personalidade, todos estão envoltos (Publicado em freemason.pt) pela neutralidade. Nos Conselhos Kadosch o preto é a cor do luto e da tristeza que tomam conta do iniciado quando este acredita que a excelsitude que desejou, o seu ardor e o seu sacrifício foram em vão. O preto representa o elemento terra e lembra-nos a finitude do homem.

Numa sessão maçónica é criado um ambiente com emanações energéticas onde as energias são emitidas e absorvidas. Com a veste preta as energias são absorvidas reactivando os chacras frontal, laríngeo e coronário que estão descobertos, em contrapartida, os nossos chacras mais sensíveis estarão protegidos de enviar e receber vibrações negativas durante os trabalhos.

A igualdade na vestimenta demonstra um desapego a toda e qualquer vaidade humana, tão combatida pela Maçonaria, e nivela os irmãos em Loja, por uma veste, ou o parelho (calça e casaco) ou o balandrau. Assim irmanados numa igualdade sem par os maçons absorveram as energias positivas de modo a se transformarem numa fonte de luz divina onde quer que estejam, principalmente recebendo forças para agirem em prol de um mundo melhor.

Fonte: Fremason.pt

terça-feira, 9 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

NÚMERO DE NÓS NA CORDA (PAINEL DO GRAU)

Em 01/04/2026 o Irmão Companheiro Maçom Robson José Oliveira Martins, Loja Universitária de Cascavel, 3289, REAA, GOB-PR, Oriente de Cascavel, Estado do Paraná, apresenta a questão seguinte.

CORDA COM NÓS

Em primeiro momento, expresso meu respeito e a grande alegria que escrevo essa mensagem ao Irmão, trago uma dúvida para submeter à sua elevada apreciação uma questão de natureza ritualística, surgida durante estudo realizado acerca do Painel do Grau de Companheiro no âmbito do Rito Escocês Antigo e Aceito.

Especificamente, a dúvida refere-se à quantidade de nós presentes na corda que circunda o painel. Conforme a leitura ritualística adotada em Loja, em minha percepção de recém elevado a C∴ M∴ vejo existência de três nós. Todavia, alguns Irmãos sustentam a interpretação de que seriam cinco, 7 ou 12 nós, o que gerou divergência construtiva durante o pré-projeto dos trabalhos.

Buscando maior aprofundamento, consultei algumas obras que pouco falam sobre o número exato, encontrei na obra "50 instruções de Companheiro", Raymundo Delia Junior na qual se reforça a compreensão de três nós no contexto do REAA, ainda que haja menção simbólica ou interpretativa que deveria remeter ao número cinco, possivelmente em associação a outros elementos do grau.

Diante disso, e considerando sua reconhecida autoridade e profundidade nos estudos maçônicos, venho respeitosamente solicitar sua análise acerca do tema, especialmente no que tange à correta leitura ritualística e à distinção entre o símbolo formal e suas possíveis interpretações filosóficas.

Desde já, agradeço pela atenção dispensada e pela constante contribuição ao aprimoramento dos estudos na Ordem.

COMENTÁRIOS:

Não existe um padrão quantitativo para o número de “nós” que aparece em cada uma das “cordas” desenhadas nos painéis. Esclareça-se que no decorrer do século XIX, principalmente na França, concomitante aos ritos maçônicos que iam paulatinamente aparecendo, uma enorme quantidade de painéis também era elaborada, muito ao gosto dos artistas da época.

Um detalhe interessante a respeito, que deve ser levado em consideração, é que muitos desses painéis abrangiam, em um mesmo quadro, dois graus, principalmente para Lojas de Aprendiz e Companheiro. Assim, era comum que um mesmo painel servisse para dois graus.

Em se tratando da sua origem histórica e seu significado, conforme o rito a “corda” de sisal corresponde à cerca que delimitava cada canteiro de obra operativo da Maçonaria. No tocante ao seu significado especulativo, especialmente no REAA a corda acabaria se consagrando como a “Corda com 81 Nós”.

Em relação a esses nós, na Maçonaria Especulativa eles ficariam conhecidos como os laços do amor, enquanto que a corda que contorna o templo (canteiro) é um símbolo representativo da união dos Irmãos agregados no seio da Loja. Esotericamente, significa a “resistência pela união”, sobretudo pelo formato que lhe dão as fibras trançadas e retorcidas, tornando-a mais resistente. A corda também simboliza a força dos operários unidos em prol de um mesmo objetivo.

Além disso, essa corda também é uma reminiscência do antigo cordel com 12 nós, instrumento com o qual se aplicavam as propriedades do triângulo retângulo pela 47ª Proposição de Euclides (Teorema de Pitágoras), elemento geométrico essencial para a construção dos "cantos da obra". Essa prática operativa se dava a partir da pedra angular da construção, a qual, como ponto de partida, primitivamente era fincada no canto nordeste da obra.

Assim, tanto a “corda” como o “cordel” representados nos diversos painéis elaborados na França, a partir do século XVIII, sugerem essas interpretações. O número de nós aplicados na corda, ou cordel, é simbólico. Possivelmente pela falta de espaço na distribuição dos símbolos sobre o painel, os artistas desenhavam a corda apenas com um número representativo de nós, às vezes com três, outras com cinco, com sete, com doze, nove e mais.

Basicamente são esses os breves comentários sobre a história da “corda” e do “cordel” nos painéis das Lojas de Aprendiz e de Companheiro. Quanto as interpretações, vai depender do arcabouço doutrinário de cada rito.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

IRMÃO AJUDA IRMÃO

“O que seria de uma família onde um irmão vê o outro cair e não o ajuda a levantar? Que ORDEM queremos construir: a dos rituais apenas ou a das ações verdadeiras?”

Se nossa Ordem fosse uma mãe viva, como nos ensinam os símbolos que nos remetem ao princípio materno da Sabedoria, ela olharia para nós como filhos e se entristeceria profundamente ao ver irmãos que não se ajudam, que se espreitam com inveja, que se sabotam silenciosamente e que se recusam a estender a mão uns aos outros.

A Ordem não é um salão de festas, nem um clube de vaidades. É uma Escola de Virtudes, uma forja de Homens Novos, uma família espiritual que tem como meta transformar o bruto em lapidado, o egoísta em fraterno, o mesquinho em generoso.

Ser irmão não é apenas sentar na mesma coluna, fazer os mesmos sinais ou repetir as mesmas palavras ritualísticas.

Ser irmão é reconhecer no outro um reflexo de si mesmo, é ser capaz de se alegrar com o progresso do outro e, mais ainda, contribuir para que esse progresso aconteça.

Quando um irmão tem um comércio, uma profissão ou um ofício, e você tem necessidade daquilo que ele oferece, escolher o irmão como a sua primeira opção não é favoritismo, é coerência. É aplicar na vida profana o que você diz acreditar dentro do Templo.

Infelizmente, ainda vemos irmãos que se perdem no labirinto da mesquinharia.

Preferem gastar fora, com estranhos, e não fortalecem o elo da cadeia de união.

Pior: criticam o irmão que trabalha honestamente e cobra justamente pelo seu serviço, como se ele tivesse obrigação de servi-lo de graça.

Isso, meus irmãos, é desvirtuar o que juramos.

Ajudar não é sustentar. Apoiar não é dar esmola.

Ajudar é fazer circular a energia, é fazer com que o pão do irmão seja sagrado porque veio do suor digno e foi reconhecido como tal.

A verdadeira ajuda é colocar o irmão na primeira fila de suas escolhas.

É ter no coração que, se posso contribuir para que o sustento de seu lar venha com dignidade, isso honra meu Avental, honra minha Palavra e honra nossa Mãe Simbólica, que nos ensinou o segredo da Arte Real.

Não ajudar um irmão, quando é possível fazê-lo, é negar a si mesmo.

É cortar o próprio elo da corrente e enfraquecer a Luz que deveria brilhar sobre todos.

O mundo profano já é cheio de competição desleal, de falsidade, de interesses escusos.

Dentro da ORDEM não pode ser assim.

Somos chamados a ser melhores, a viver como uma verdadeira família, onde um irmão é o primeiro a aplaudir o sucesso do outro, o primeiro a contratá-lo, o primeiro a recomendar o seu nome.

De que adianta o maior dos templos, o mais belo dos rituais, se o coração dos que o frequentam está frio e fechado?

Meus irmãos, quando você precisar de algo amanhã, quem virá à sua mente primeiro: o estranho da rua ou o irmão que divide contigo o mesmo Templo?

Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro

segunda-feira, 8 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

GESTO DE REPROVAÇÃO NA VOTAÇÃO NOMINAL

Em 30/03/2026 o Respeitável Irmão Almy Pereira, Loja Acácia Mangabeirense, REAA, GLEB, Oriente de Governador Mangabeira, Estado da Bahia, pede esclarecimento.

GESTO DE REPROVAÇÃO

Boa tarde me irmão, eu gostaria de saber onde diz qual é o sinal de reprovação no REAA.

CONSIDERAÇÕES:

Quando se tratar de Maçonaria é preciso se levar conta que o termo “sinal” é de uso mais apropriado quando se tratar de movimento gestual iniciático, como por exemplo, fazer o Sin∴ de Ord∴, do Grau, Pen∴, etc.

Por conta disso, é preciso separar o que é um simples gesto convencional efetivado em uma votação nominal para manifestar aprovação, reprovação ou abstenção, dos movimentos manuais e pedestais feitos na composição dos SSin∴ iniciáticos.

No caso do REAA, nas votações nominais, o mais comum é o gesto de aprovação pela forma de costume, o qual é feito geralmente sentado, estendendo-se o braço e antebraço direito para a frente. 

Nessa mesma conjuntura, há ainda o gesto de abstenção, fica-se em pé e à Ordem, e o voto contrário (ou de desaprovação), quando se permanece sentado, como está, ou seja, não faz nenhum gesto.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

AGA KHAN III

Por Luciano J. A. Urpia

O Aga Khan III, Sultan Mahommed Shah (1877-1957), uma figura preeminente como líder espiritual ismaelita e político, é ocasionalmente referido em algumas fontes como maçom. Publicações como Lettres Mensuelles, citando o Kansas Masonic Digest, afirmam que ele foi iniciado em dezembro de 1951 e teria recebido serviços funerários maçônicos em 30 de julho de 1957, informação também reproduzida na famosa obra "10.000 Maçons Famosos", de William R. Denslow. No entanto, uma análise dos registros disponíveis não oferece suporte a essa alegação.

Não há documentação primária que sustente essa afirmação. Suas próprias memórias, publicadas em 1954, não fazem qualquer menção à Maçonaria. Além disso, durante o período de inverno de 1951-1952, quando supostamente teria sido iniciado, ele estava bastante doente e não se ausentou de sua vila na Suíça. Na ausência de um relatório oficial da Grande Loja Alpina do país, a conclusão é que ele não foi iniciado.

Seu funeral também não corrobora a História. Após sua morte em 1957, o corpo foi transladado para o Egito, onde foi realizado um serviço religioso islâmico. O sepultamento definitivo ocorreu em 1959, em uma cerimônia breve perante 500 convidados. Nem fotografias nem relatos da época mencionam a realização de um funeral maçônico, sugerindo que a história sobre isso possa ter surgido a partir deste segundo sepultamento, realizado mais de um ano após seu falecimento, e não de um ritual em julho de 1957.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

PARANORMALIDADE E MAÇONARIA III - CADEIA DE UNIÃO (I)

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Ir∴Hercule Spoladore
Loja de Pesquisas Maçônicas “Brasil”-Londrina-PR

Lembro-me muito bem. Em minha Loja-mãe, a Loja Regeneração 3ª de Londrina quando o velho maçom Koichi Assegawa, não havendo necessidade de frisar que era descendente de japoneses, iniciado lá pelos idos de 1947, já em idade provecta, quase cego, usando lupas para ler todo livro que lhe aparecesse pela frente, usando da palavra no período à bem da Ordem, todos os Irmãos presentes ouviam-no com uma atenção especial. O Irmão tinha boa voz, entonação perfeita, boa dicção e raramente traia o seu sotaque nipônico. Geralmente ultrapassava seu tempo, mas ninguém percebia.

Nem o venerável olhava para o relógio. Parecia um sábio oriental, nos trazendo mensagens de sabedoria, otimismo e calma.

Ele parecia ter tido acesso ao seu autoconhecimento, e nos dava a impressão de ser um iluminado. Suas palavras acalmavam a todos, trazia uma sensação boa, de meditação e de riqueza interior. Certas ocasiões ficava tão entusiasmado que parecia transfigurar-se. Ele nos transmitia uma empatía muito grande.

Ele era um espécime raro de maçom que ainda existe em algumas lojas e a maioria dos Irmãos não dão o devido valor a eles, às suas mensagens à sua experiência, às suas verdades, sem atinar para o fato de que o seu saber com o passar dos anos torna-se cada vez mais profundo.

Todavia, quando por qualquer razão o venerável anunciava que seria formada uma Cadeia de União, ele sempre tentava entrar na corrente. mas ao dar as mãos aos dois Irmãos entre os quais ele formaria um dos elos, uma espécie de “choque elétrico” o tirava abruptamente do círculo, tal qual uma corrente rejeitando um de seus elos.

Ai sentava-se uma das cadeiras do templo, supostamente prostrado, cansado apresentava suas escusas e permanecia quieto por alguns minutos, recuperando suas forças, segundo ele. Pelo menos era também esta impressão que passava aos Irmãos. Alguns que não sabiam, até se assustavam.

Ele se desculpava e explicava que era muito sensível e por esta razão acontecia aquele fenômeno.

Como sempre, mesmo que timidamente, já que estes assuntos são tabus havendo contra eles uma verdadeira conspiração do silêncio, alguns Irmãos conjeturavam após as sessões em que aconteciam estes fatos a dar suas próprias explicações.

Uns diziam que era pura ilusão ou alucinação e outros achavam que ele era um sensitivo e que as energias provenientes da Cadeia de União, desencadeavam neste Irmão um efeito semelhante a choque elétrico.

Sabemos que a Cadeia de União foi criada na Maçonaria com a única e exclusiva finalidade para a transmissão da Palavra Semestral.

Como costuma acontecer na Ordem, pelo menos no REAA, onde os enxertos, invenções, “achismos” acabam sendo incorporados ao costumes das lojas, outros usos para a Cadeia de União tais como: orações, invocações durante sua execução ritualística em favor de Irmãos ou parentes de Irmãos enfermos, a falecidos, sendo que ela é até formada em cemitérios ao redor do esquife quando um Irmão falecido está para baixar ao túmulo.

Também ela é feita quando há desavença entre dois Irmãos, quando todos nós sabemos que o melhor caminho seria um Conselho de Família, e nunca uma Cadeia de União. É que ela dá menos trabalho para o venerável.

Os Irmãos que trouxeram tal cerimônia para Maçonaria, tão somente para uma única finalidade, nunca poderiam imaginar, que hoje ela poderia ter tantos desdobramentos.

Porem, já que foi assim, poderíamos tentar uma explicação simples que a Parapsicologia Moderna e Independente nos oferece. Ora, uma Cadeia de União é feita em um templo, isto é num local, onde a rigor todos os Irmãos estão vibrando numa mesma freqüência mental, pelo menos teoricamente.

Quando a Cadeia está fechada, pelo fato dos Irmãos se darem a as mãos, eles passarão de um para outro, um fluxo de energia psíquica, formando uma verdadeira bateria de energia mental, ou seja, energia armazenada.

Está comprovado cientificamente que certos indivíduos com um tipo de potencial mental chamados de paranormais ou o nome que se queira dar, possa ter entre outros potenciais mentais o de curar enfermos. Entre os vários tipos de cura, há o da imposição das mãos. O paranormal toca a parte afetada, ou então com as mãos a uma certa distância, apontadas para o enfermo como que emanando uma energia estranha.

Esta energia chama-se energia psíquica. Ela tem vários nomes, mas a chamaremos de Energia PSI que é a mais usada pelos parapsicólogos. Ela é de origem extrasensorial e as mãos no caso serão os canais pelos quais fluirá a dita energia do emissor para o receptor. Mas quem tem este potencial não há necessidade da imposição das mãos. O potencial emana da mente.

Se tal situação ocorre e é já comprovada pela Ciência, muito embora muitos não aceitem, está mais que claro que ao se formar uma Cadeia de União, com os Irmãos usando as mãos, alguma energia em maior ou menor quantidade passará de um para o outro.

Uma Cadeia de União sendo uma corrente fechada de pessoas, não resta a menor dúvida que se formará uma bateria de energias psíquicas somadas.

Quando dirigida ou endereçada, ou canalizada para um fim determinado, o qual geralmente em favor de um Irmão enfermo, se este como receptor for também sensível ele saberá que em tal hora em tal dia, foi feita uma corrente, uma verdadeira oração cientifica em seu favor de bom augúrio, de boa saúde, de restabelecimento rápido.

Este princípio ocorre nas chamadas correntes de oração que grupos de adeptos das várias religiões, vêm praticando cada vez mais na atualidade para que enfermos se restabeleçam.

Poder-se-ia argumentar que estamos raciocinando que todos os Irmãos que fazem parte de uma Cadeia de União seriam paranormais.

Acontece que todos nós temos esta energia chamada de Energia OS latente. Ela é universal. Ela é exteriorizada espontaneamente por algumas pessoas. Mas todos os seres humanos têm esta energia mesmo que ela não seja exteriorizada.

Há Indivíduos que podem exteriorizá-la espontaneamente. São as pessoas que têm uma abertura maior entre o Consciente e o Subconsciente e podem causar fenômenos chamados parapsicológicos ou paranormais, preferimos este ultimo termo.

Esta energia PSI não depende do espaço-tempo e nem dos nossos sentidos.

Muitos pesquisadores destes fenômenos sugerem que esta energia provem de algo alem de nosso conhecimento físico.

A Cadeia de União na Maçonaria criada tão somente para a transmissão da Palavra Semestral, os maçons descobriram outros usos, aliás, contestados por alguns irmãos, especialmente os Irmãos evangélicos.

Será que o “choque elétrico” que o Irmão Koichi Assegawa era apenas alucinação?

Fonte: JBNews - Informativo nº 309 - 03 de Julho de 2011