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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

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AJUSTES NO NOVO RITUAL

Em 18/09/2026 vários Respeitáveis Irmãos de Lojas jurisdicionadas ao Grande Oriente do Brasil, pedem melhores esclarecimentos sobre o seguinte.

AJUSTES - CIRCULAÇÃO DA BOLSA E USO DA PALAVRA

Dúvidas sobre o Decreto 2238/2026 que dispõe sobre ajuste na ordem de abordagem na circulação das bolsas para os ritos que adotam essa prática, assim como sobre a forma de protocolar de se dirigir à Loja no uso da palavra

CONSIDERAÇÕES:

De fato, a redação do Decreto do GOB sob o nº 2238 de 14/09/2026 da E∴ V∴ é passível de duplicidade de interpretação. Por conta disso, coube à Secretaria Geral de Orientação Ritualística esclarecer que esse Decreto dispõe apenas nas situações em que o Grão-Mestre Geral, ou seu Adjunto, o Grão-Mestre Estadual ou do Distrito Federal, ou seus Adjuntos estiverem presentes em Loja.

Nesse sentido, o Decreto citado expressa que na hipótese de estar(em) presente(s) o(s) Grão-Mestre(s) ou seu(s) Adjunto(s), a coleta com a bolsa de Propostas e Informações, ou do Tronco de Solidariedade, iniciar-se-á sempre por uma dessas Autoridades acima descritas e em conformidade com a ordem de precedência ditada pelo Art.º 219 do RGF. A citação desse Artigo no Decreto 2238/2026 é apenas para observar a ordem de precedência entre os Grão-Mestres, ou seus Adjuntos, se ambos (o Geral e o Estadual) estiverem presentes.

Cabe também ressaltar que depois de ter(em) sido abordada(s) essa(s) Autoridade (Grão-Mestres, ou seus Adjuntos), impreterivelmente a bolsa será oferecida pelo titular às Luzes da Loja, seguindo-se, daí em diante, o trajeto conforme previsto no ritual.

A menção do Art.º 219 no Art.º 1º do Decreto 2238 se dá apenas para indicar a ordem de precedência entre os Grão-Mestres, caso estejam presentes, começando sempre pelo Grão-Mestre Geral, ou seu Adjunto, depois o Grão-Mestre Estadual ou do Distrito Federal, ou seus Adjuntos.

Sendo assim, estas considerações têm o desiderato de orientar que, fora os Grão-Mestres ou seus Adjuntos, de que trata o Decreto 2238/2026, as demais Autoridades presentes somente serão abordadas de acordo com o previsto pelo Ritual. Sob nenhuma hipótese o Decreto 2238/2026 menciona que as demais Autoridades devam, ou possam, ser abordadas antes das Luzes da Loja (Ven∴Mestre e VVig∴). Antes delas, somente o(s) Grão-Mestre(s) ou seu(s) Adjunto(s).

Por fim, o mesmo juízo vale para uso da palavra em Loja. Nesse caso, quando estiver presente o Grão-Mestre Geral ou seu Adjunto, o Grão-Mestre Estadual, do Distrito Federal, ou seus Adjuntos, quem fizer uso da palavra, seguindo o modo protocolar de se dirigir à Loja deve primeiramente dirigir-se ao Grão-Mestre ou seu Adjunto e em seguida às Luzes da Loja, demais Autoridades, etc. – continua seguindo o previsto no ritual vigente

É este o resumo da ópera.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

POLICIAIS MAÇONS BRITÂNICOS

Por Luciano J. A. Urpia

O que começou como uma medida interna da Polícia de Londres, exigir que agentes declarem filiação à Maçonaria, virou um caso de interesse europeu. Instituições da União Europeia, o judiciário e Grandes Lojas continentais acompanham o desfecho atentamente, pois ele pode criar um precedente crucial sobre liberdade de associação e direitos fundamentais. A questão central é saber se a Maçonaria, que muitas vezes exige crença em um Ser Supremo, pode ser considerada uma “característica protegida” pela legislação de direitos humanos.

O caso interessa diretamente a vários países onde o tema já é polêmico. Em Portugal e na Suíça, por exemplo, há disputas judiciais sobre a obrigação de servidores públicos declararem vínculos maçônicos. Por isso, em Bruxelas e Estrasburgo, a decisão britânica é vista como um potencial modelo para outras nações, equilibrando transparência na administração pública com o direito à privacidade e à associação.

No fundo, o debate reflete um dilema das democracias modernas: como garantir a imparcialidade das instituições e a confiança do público sem cercear liberdades individuais? A polícia londrina alega que a medida restaura a credibilidade, e dois terços dos policiais apoiam a transparência. A Europa observa, pois a resposta britânica pode inspira, ou cautelar, muitos outros governos.

Fonte: Fcebook_Curiosidades da Maçonaria

PROFISSIONALISMO E A RELIGIÃO

Logo que mudei para a França, tive de levar meu carro para consertar. Ao buscá-lo, perguntei se havia ficado bom. O mecânico não entendeu. Na cabeça dele, se entregou a chave e a conta, nada mais a esclarecer sobre o conserto. Mais à frente, decidi atapetar um quartinho. O tapeceiro propôs uma solução que me pareceu complicada. Perguntei se não poderia, simplesmente, colar o tapete. O homem se empertigou: ”O senhor pode colar, mas, como sou profissional, eu não posso fazer isso”. Pronunciou a palavra “profissional” com solenidade e demarcou um fosso entre o que permite a prática consagrada e o que lambões e pobres mortais como eu podem perpetrar.

Acostumamo-nos com a idéia de que, se pagamos mais ou menos, conseguimos algo mais ou menos. Para a excelência, pagamos generosamente. Mas lembremo- nos das milenares corporações de ofício, com suas tradições e rituais. Na Europa, e alhures, aprender um ofício era como uma conversão religiosa. O aprendiz passava a acreditar naquela profissão e nos seus cânones. Padrões de qualidade eram cobrados durante todo o aprendizado. Ao fim do ciclo de sete anos, o aprendiz produzia a sua “obra prima” (obra primeira), a fim de evidenciar que atingira os níveis de perfeição exigidos. Em Troyes, na França, há um museu com as melhores peças elaboradas para demonstrar maestria na profissão. Carpinteiros alardeavam o seu virtuosismo pela construção meticulosa das suas caixas de ferramentas. Na Alemanha, sobrevivem em algumas corporações de ofício as vestimentas tradicionais. Para carpinteiros, terno de veludo preto, calça boca de sino e chapéu de aba larga. É com orgulho que exibem nas ruas esses trajes.

Essa incursão na história das corporações serve para realçar que nem só de mercado vive o mundo atual. Aqueles países com forte tradição de profissionalismo disso se beneficiam vastamente. Nada de fiscalizar para ver se ficou benfeito. O fiscal severo e intransigente está de prontidão dentro do profissional. É pena que os sindicatos, herdeiros das corporações, pouco se ocupem hoje de qualidade e virtuosismo. Se pagarmos com magnanimidade, o verdadeiro profissional executará a obra com perfeição. Se pagarmos miseravelmente, ele a executará com igual perfeição. É assim, ele só sabe fazer bem, pois incorporou a ideologia da perfeição. Não apenas não sabe fazer de qualquer jeito, mas sua felicidade se constrói na busca da excelência. Sociedades sem tradição de profissionalismo precisam de exércitos de tomadores de conta (que terminam por subtrair do que poderia ser pago a um profissional com sua própria fiscalização interior). Nelas, capricho é uma religião com poucos seguidores. Sai benfeito quando alguém espreita. Sai matando quando ninguém está olhando.

Existe relação entre o que pagamos e a qualidade obtida. Mas não é só isso. O profissionalismo define padrões de conduta e excelência que não estão à venda. Verniz sem rugas traz felicidade a quem o aplicou. Juntas não têm gretas, mesmo em locais que não estão à vista. Ou seja, foram feitas para a paz interior do marceneiro e não para o cliente, incapaz de perceber diferenças. A lâmina do formão pode fazer a barba do seu dono. O lanterneiro fica feliz se ninguém reconhece que o carro foi batido. Onde entra uma chave de estria, não se usa chave aberta na porca. Alicate nela? Nem pensar! Essa tradição de qualidade nas profissões manuais é caudatária das corporações medievais. Mas sobrevive hoje, em maior ou menor grau, em todo mundo do trabalho. O cirurgião quer fazer uma sutura perfeita. Para o advogado, há uma beleza indescritível em uma petição bem lavrada, que o cliente jamais notará. Quantas dezenas de vezes tive de retrabalhar os parágrafos deste ensaio?

Tudo funciona melhor em uma sociedade em que domina o profissionalismo de sua força de trabalho. Mas isso só acontecerá como resultado de muito esforço em lapidar os profissionais. Isso leva tempo e custa dinheiro. É preciso uma combinação harmônica entre aprender o gesto profissional, desenvolver a inteligência que o orienta e o processo quase litúrgico de transmissão dos valores do ofício.

Em tempo: amadores não formam profissionais.

O presente texto é de autoria de Claudio de Moura Castro
(Revista Veja 01.06.11) e repasse do Ir∴ Geraldo Silva de Luna Ap∴M∴
Aug∴Resp∴Loja Simb∴ Adonay Barbosa dos Santos Nº 11
Or∴ de Rio Branco

Fonte: JBNews - Informativo nº 322 - 16 de Julho de 2011

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

TEMPO PARA O USO DA PALAVRA - SINETE PARA O ORADOR

Em 17/06/2026 o Respeitável Irmão Arimar Marçal, Loja Santo Graal, 4690, REAA, GOB-RS, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, pede esclarecimentos.

TEMPO PARA O USO DA PALAVRA

Novamente, venho a sua presença consultar sobre uma dúvida que não foi encontrada em nossos Rituais. Nossa Oficina busca sempre as práticas corretas, infelizmente nem sempre isto acontece.

Nosso Estatuto estabelece o tempo de 3 minutos para manifestações dos Ir∴ na Hora da Palavra. Alguns não obedecem e sistematicamente ultrapassam este “limite”, algumas vezes por até 20 minutos.

Já foi tentado conversar com o Irmão sem resultado, o que é lamentável.

A PERGUNTA:

O Orador tem a prerrogativa até de cassar a palavra, mas, por educação, não utiliza este expediente.

É possível no REAA o Orador utilizar de uma sineta para alertar o Irmão Falante de que o seu tempo regimental está esgotado?

COMENTÁRIO

No tocante a sua questão relativa a um Ir∴ que fala em demasia e não atende às regras aprovadas e vigentes, sou da opinião de que o Orador, como o guardião da lei, deve intervir solicitando diretamente ao Venerável Mestre que retire a palavra daquele que estiver extrapolando o tempo.

Caso o Ir∴ com a palavra não atenda à determinação, ele estará sujeito a um processo disciplinar por desrespeito às normas legais vigentes.

Por se tratar de um assunto que não diz respeito à ritualística, ressalto que esta é apenas a minha opinião, portanto não deve ser acolhida como uma resposta oficial.

Questões legais, quando não forem resolvidas em Loja, devem ser encaminhadas em consulta ao Ministério Público Estadual Maçônico, ou ao Procurador Estadual do GOB-RS.

Quanto ao uso de uma “sineta” pelo Orador para alertar o tempo ultrapassado, embora sugestivo eu não recomendo. Não recomendo pelo simples fato de que esse objeto não está previsto no ritual vigente.

Assim, vale ressaltar que não se deve utilizar de dois pesos e duas medidas. Se é impróprio que um Ir∴ desrespeite as regras vigentes que ordenam o tempo de uso da palavra em Loja, também é impróprio que o Orador (guardião da lei) se sirva de um objeto de trabalho não previsto pelo ritual - no caso, uma sineta de mesa.

Da minha parte, não existe excesso de preciosismo sobre o uso de um sinete pelo Orador. A questão é não dar munição para “achistas” e “inventores de plantão” que, mediante uma oportunidade como essa, não tardariam a achar tenebrosas interpretações ocultas para um simples sinete sobre a mesa. Assim, é melhor prevenir do que remediar.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 31

PALAVRAS

1º - Desde tempos imemoriais, a palavra é um dos meios de os iniciados se reconhecerem entre si ou revelarem seus graus respectivos.
2º - Palavra de Passe. É a que se pronuncia ao dar os toques e sinais de reconhecimento em todos os graus é a única que autoriza a penetrar nos templos maçônicos. Para poder tomar parte nos trabalhos é necessário estar o irmão autorizado para dar a Palavra Sagrada. (REAA - Gr.'. 1, não existe Palavra de Passe).
3º - Palavra de Reconhecimento. Corresponde a uma segunda Palavra de Passe, baseada em alguns símbolos ou alegorias do grau, e é acompanhada de um sinal especial.
4º - Palavra Incomunicável. A que, tanto quanto a misteriosa, não se pode comunicar, mas tem que ser deduzida do exame da instrução ou interrogatório peculiar de cada grau.
5º - Palavra Perdida. O símbolo da Palavra Perdida e a lenda de sua busca encarnam todo o ideal da Maçonaria, cujo objetivo primário é a busca e o encontro da Verdade que é o Verbo Divino.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

LA ABEJA EN LA MASONERÍA

Romario Daniel Velasco Angel.

A propósito del día mundial de las abejas, compartimos un símbolo masónico importante, pocas veces estudiado.

Entre los símbolos Masónicos tenemos a la colmena. La Logia Masónica se asemeja a una colmena de abejas en donde todos los miembros trabajan con pasión hacia el bien común.

La abeja es un noble insecto, un trabajador duro, organizado e incansable, el cual no trabaja para sí misma sino para el enjambre. La abeja protege a la reina, rechaza a los enemigos, construye y genera la miel, y vive en una sociedad ordenada. En ese sentido los hombres deben trabajar como las abejas, como una unidad para alcanzar grandes objetivos, por lo que cada uno debe hacer su parte, tomar con orgullo sus labores y trabajar de forma cooperativa y alcanzar los objetivos.

Las almas son como las abejas que viajan por la vida recogiendo el polen de la sabiduría en los distintos acontecimientos y experiencias de la vida, extrayendo el néctar espiritual de cada acción, cada gozo, cada sufrimiento, y llevarlo a la gran colmena de la experiencia (el alma del hombre).

La abeja es símbolo de virtud, simboliza la obediencia, el trabajo en equipo, la unión y la constancia, virtudes del masón. Todo masón al igual que la abeja, siempre debe estar trabajando por su perfeccionamiento personal y, sobre todo, por el progreso de la Humanidad, por ello es laborioso, previsor, vigilante, disciplinado, activo, constante en el perfeccionamiento y el bienestar de la Logia y la sociedad.
Un Masón es metafóricamente un obrero, un albañil que construye una obra en una labor individual contenida en una labor colectiva, este sistema constructivo y fraternal de trabajar de los Masones, se simboliza con la Colmena integrada por un enjambre de abejas solidarias, laboriosas y organizadas en diferentes actividades y funciones.

La colmena nos enseña que, habiendo nacidos como seres racionales e inteligentes, también debemos ser trabajadores, y no permanecer ociosos ni mirar con indiferencia a nuestros semejantes.

Una Logia Masónica se asemeja a una colmena de abejas en donde todos sus miembros trabajan hacia el bien común. La Masonería no es para almas indiferentes ni mentes estrechas, sino para aquellas que logran comprender la misión y el sublime apostolado.

Finalmente un antiguo filósofo dijo alguna vez, que la abeja extrae la miel del polen de la flor, en tanto que la araña, de la misma fuente extrae el veneno. La gran pregunta entonces es: ¿somos abejas o arañas?
Fraternalmente con mis mejores deseos de Paz Profunda.

Fonte: Facebook

terça-feira, 27 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

RITUAIS DE UM MESMO RITO PRATICADOS PELO MUNDO

Em 17/06/2026 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta a dúvida é seguinte

RITUAIS NO EXTERIOR

Estando em visita a uma Loja, em outro país, a qual prática o mesmo Rito, há algo semelhante em se tratando de ritualística?

CONSIDERAÇÕES:

Essa não é uma pergunta simples de se responder, pois conforme o rito é possível existirem diferenças abruptas, assim como discretas.

Geralmente, a estrutura ritualística é basicamente a mesma, todavia sobre ela pairam elementos diferenciados que podem ser inseridos para atender a legislação de uma Potências Maçônica, ou mesmo por razões culturais.

Uniformidade aproximada é algo até admissível, mas quando se tratar de ritos da vertente anglo-saxônica de Maçonaria. Já o mesmo não se pode dizer de ritos da vertente latina, onde isso é praticamente impossível. Nesse contexto, muitos são os detalhes para serem considerados.

É utopia se imaginar que pelo mundo em que vivemos os ritos maçônicos possuem igualdade litúrgica e ritualística absoluta. É ledo engano se achar que um mesmo rito, ou ritual, seja encontrado igual em qualquer latitude terrena. Nesse universo, questões religiosas, políticas e culturais devem ser levadas em consideração.

Dá para se dizer que em cada país um mesmo rito maçônico adquire sua própria qualidade distintiva.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

HUZZÉ E A BARCA DE RÁ

Por Reinaldo Ramirez & Spergio K Jerez

A MITOLOGIA EGÍPCIA

Dos povos da antiguidade, os egípcios certamente são os mais estudados. Mesmo antes da descoberta da Pedra da Roseta, em 1799, a cultura egípcia já desafiava a curiosidade dos exploradores europeus. Riquíssima em personagens que possivelmente provêm de períodos anteriores ao dinástico (c. 3.100 a.C.), a mitologia egípcia sempre foi pródiga na criação de divindades, heróis, vilões e lendas para explicar não só acontecimentos corriqueiros do dia-a-dia, mas também para dar uma dimensão mágica às questões religiosas e espirituais.

Nas dezenas de séculos que durou sua civilização, tanto os personagens mitológicos quanto os relatos em que estes estavam envolvidos sofreram diversas mutações, adaptando-se às questões sociais e aos valores dos períodos históricos nos quais estavam inseridos. Assim, os mesmos deuses, semideuses e entes mágicos adquiriram personalidades, nuances e contornos diversos, tornando quase impossível uma descrição única de suas características ao longo das diversas dinastias. Horus, por exemplo, uma das divindades mais antigas, assume tantos papéis e desempenha funções tão diferentes ao longo dos séculos, que se tentássemos montar um painel dos traços comuns a todas as suas versões, talvez acabássemos apenas com seu nome.

Uma civilização sofisticada como a do Egito, desenvolvida no calor inclemente do norte da África, tinha, como não poderia deixar de ser, um rico folclore em torno do trânsito solar[1]. Dentre os vários relatos fantásticos que contam histórias sobre o Sol, o da Barca de Ra ou Barca do Sol ocupa um papel de destaque. É contado em duas versões principais. A versão cosmológica é uma criativa tentativa de justificar porque o Sol nascia para iluminar o dia e se punha, trazendo a escuridão da noite. Já a versão mística, embora se valha praticamente dos mesmos personagens da cosmológica, busca explicar um dos maiores mistérios da criação: o que acontece depois da morte? Para tanto, elabora uma série de situações que descrevem a peregrinação dos mortos no caminho do além-túmulo, até alcançarem o direito a uma nova vida.

As duas versões envolviam cultos próprios, revestidos da maior dramaticidade. Ambas dispunham de rituais diurnos e noturnos. Os rituais noturnos, especialmente, eram imersos em tensão e comoção, na eterna dúvida sobre se o Sol nasceria pela manhã[2] ou, no caso da versão mística, se o morto poderia viver novamente.

O que veremos a seguir é como eram esses mitos e o que eles têm a ver com a maçonaria e com o uso da palavra Huzzé.

A VERSÃO COSMOLÓGICA

O Sol do poderoso deus Ra já havia desaparecido atrás das montanhas ao longe, deixando como prova de sua passagem apenas o vermelho-alaranjado do céu e a silhueta das figueiras que, pouco a pouco, iam perdendo nitidez.

Na Barca de Ra tudo era silêncio. À medida que o Sol se punha e que as trevas do submundo (Duat) envolviam a nau, o medo e a apreensão se instalavam no coração dos tripulantes. A partir daquele instante, navegariam nas águas do caos. Ra, ao centro, mantinha sua serena austeridade, como a transmitir confiança aos companheiros de viagem. Todos tinham um papel a desempenhar. Destacadamente, a atuação de Heka, Set, Hu e Sia[3] seria determinante. Se vencessem Apep[4], a demoníaca serpente, novamente o Sol faria jus ao ressurgimento no leste. Para tanto, Heka garantiria que as magias praticadas contra Apep pelos sacerdotes tivessem eficiência plena. Set, por sua vivência marcial, asseguraria ao monstro um oponente cuja fúria estava à altura de sua malignidade. Sia traçaria os planos para a previsivelmente turbulenta viagem e Hu se encarregaria de verbalizá-los, comandando as ações e garantindo que fossem desempenhadas adequadamente. Além de terem a incumbência de zelar pela segurança de Ra, ambos, Hu e Sia, seriam os principais responsáveis por levar a viagem a bom termo.

Enquanto isso, nos templos de Abydos, desde o início do poente, os sacerdotes se revezavam em fervorosas preces, buscando com isso fortalecer os integrantes da Barca e aumentar a intensidade dos feitiços e maldições que, através de Heka, fariam exaurir as forças da horrenda e descomunal serpente.

As águas do caos pareciam calmas quando, repentinamente, um grito aterrador atravessou a escuridão. Tomada de surpresa, a tripulação mal havia se recomposto do susto quando a quilha da Barca bateu em algo que a fez adernar. Era Apep, que contorcia seu enorme corpo sob a pequena embarcação na tentativa de tombá-la e garantir desta forma que a escuridão eterna se instalasse no céu do Egito.

À medida que a noite avançava, mais intensas eram as sensações de que o naufrágio era iminente e maior o desespero. Bramidos alucinantes, urros encolerizados. Deuses contra monstro, luz contra trevas. Por horas a fio Hu e Sia, com manobras audazes, conseguiram evitar que as investidas de Apep tivessem sucesso. Mas estavam à beira da exaustão.

Já era alta madrugada e a serpente parecia perto de conseguir seu intento, quando Ra fez um sinal e Hu ordenou a Set que tentasse destruí-la.

A primeira oportunidade logo surgiu. Foi numa tentativa do descomunal réptil abocanhar Ra. Set saltou sobre ele como um raio e, valendo-se do elemento surpresa, tentou asfixiar a fera. O que se seguiu foi aterrorizante. Set e a serpente engalfinharam-se, revolvendo furiosamente as águas do caos e fazendo com que a Barca ficasse ao sabor das ondas e redemoinhos, quase soçobrando não fossem a precisão das orientações de Sia e a firmeza de Hu ao comandar. Lamentos, gemidos, gritos, ruídos indecifráveis. Terror. O cheiro do medo no ar… inquietação. Por fim, ao perceber a serpente extenuada pelos vãos esforços de afundar a Barca, pelas maldições que lhe foram lançadas e pelos golpes que lhe aplicara, Set conseguiu imobilizá-la e desferiu-lhe uma estocada sob a base da cabeça, matando-a instantaneamente.

Prova tua morte, ó Apep! Retrocede! Retira-te, ó inimigo de Rá! Cai! Sê repelido! Volta e recua! Eu te faço voltar e te corto em pedaços! Ra triunfou sobre Apep! Prova a tua morte, Apep![5] , ecoavam os hinos no templo.

Trazido de volta à Barca, Set foi recebido com alegria pelos companheiros. Mas, acossado pela vaidade, ufanou-se de ter sido o único responsável pela morte da traiçoeira cobra, o que provocou a ira de Ra, que imediatamente o fez abandonar a embarcação, deixando-o numa das margens do caos.

Hu prosseguiu no comando, ordenando as manobras previstas por Sia, até que, finalmente, com Ra são e salvo, puderam concluir sua vitoriosa peregrinação pelo submundo.

A estrela da manhã brilhava no céu. A despeito das dificuldades e obstáculos da viagem, a Barca de Ra, trazendo consigo o astro-rei, poderia novamente cumprir sua viagem no firmamento egípcio.

Os primeiros raios de luz apontavam no horizonte.

Reunidos num dos altares e banhados pela claridade, desgastados, mas ansiosos por aquele momento, os sacerdotes, num misto de alívio e intensa emoção, saudavam os principais responsáveis pelo feito. Ajoelhavam-se em direção ao nascente e exclamavam a uma só voz: Hu Sia! Hu Sia!, Hu Sia!

O Sol voltara a brilhar…

A VERSÃO MÍSTICA

Como dissemos antes, esta versão da Barca de Ra se utiliza basicamente dos mesmos protagonistas da versão cosmológica, embora com diferentes ênfases.

O Sol da versão cosmológica transforma-se aqui no morto que almeja o renascimento ou, como querem alguns, a libertação eterna. Para conseguir seu intento, o finado deveria, durante a vida, ter pautado suas atitudes pela pureza e pela correção.

O julgamento de sua conduta seria conduzido por Ma’at, agora à frente da Barca, garantindo, em primeiro lugar, que o coração do morto fosse colocado no prato de uma balança e comparado com o peso de uma pena no outro prato. Isso indicaria a pureza de suas ações. Fosse bom, e o coração seria mais leve que a pena. Caso a balança de Ma’at pendesse para o lado do coração, estaria condenado à escuridão e aos tormentos perenes no submundo, que eram reservados aos adeptos do mal. Um lugar de incessantes castigos, repleto de entes maléficos gerados pelas perversidades mundanas, que despiriam o corpo do falecido e destroçariam suas entranhas como abutres, deixando-o ao sabor da decomposição.

Os maus teriam seus corações arrancados e suas almas ba ficariam perdidas, sem terem como voltar ao corpo original. Ficariam entregues à sede e à fome, e só teriam acesso às águas pútridas emanadas das fossas da impiedade. Ma’at não mais ouviria suas súplicas e, como Set, teriam que deixar a Barca. Seu tormento jamais cessaria. Já os bons, veriam suas esperanças de renascimento se materializarem como um raio de luz ao amanhecer, enquanto os sacerdotes responsáveis por ajudá-los em sua vitória sobre a morte cantariam hinos e comemorariam exultantes. Celebrariam a força de Ra e saudariam aqueles que transportaram o morto pelas águas do caos e o levaram incólume ao seu auspicioso destino final, bradando: Hu Sia! Hu Sia! Hu Sia!

ECOS DE HU e SIA

Não temos como afirmar que a lenda da Barca de Ra era exatamente assim. Algumas versões posteriores transformam Ra em Horus e, ao que parece, surge por isso um novo relato para a epopeia da Barca, embora com moral condizente com a anterior. Os egiptólogos nos dão conta de que em algumas dinastias acreditava-se na existência de duas barcas, uma noturna (Mesektet) e outra diurna (Mandjet), cujas tripulações variavam entre si, embora na versão diurna Hu e Sia sempre estivessem presentes, em geral apresentados como uma dupla inseparável. Tão inseparável, que nos tempos que se seguiram passaram a ser referidos por uma palavra só: husia e variações desses fonemas.

Acreditamos que o Huzzé do Rito Escocês Antigo e Aceito venha daí.

Até há algum tempo os estudiosos imaginavam que Sia e Hu pudessem ser personagens menores no panteão egípcio, mas as descobertas das últimas décadas mostraram que eram deuses importantes, e mesmo o Papiro de Ani, também conhecido como Livro dos Mortos, relata cerimônias realizadas em sua homenagem[6]. Sia personificava a percepção, o planejamento perspicaz. Hu representava a voz de comando, a fala que infunde respeito.

Indícios de sua influência podem ser encontrados na cultura árabe pré-islâmica, onde Uzza era uma deusa cultuada como uma das três filhas do deus supremo, protetoras da cidade de Meca. A tradição diz que era a estrela da manhã (Vênus), o que mostra que, de fato, está relacionada a Hu e Sia. Seu nome tem a mesma raiz de Izza, que significa glória. Os nabateus, povo ancestral semita, a consideravam a deusa da fertilidade. Uma notável surpresa para nós maçons é que, posteriormente, na época de Maomé, havia uma tribo numerosa, denominada Ghatafan, que reverenciava a acácia egípcia sob este nome[7].

Na mesma linha das semelhanças fonéticas, a tradição judaica menciona um certo Husai, Uzzah ou Uzziah, fiel conselheiro de Davi[8], e, mais tarde, o Sefer Zohar[9] refere-se a Uzza como um anjo que se opôs à criação do homem. Já na Grécia, Aristóteles utilizava a palavra Ousia para expressar as qualidades essenciais de algo.

É impossível garantir que todos esses nomes tenham Hu e Sia como origem, mas, certamente, alguns deles são repercussões da exaltação àquelas divindades nos vibrantes rituais egípcios.

As variações que julgamos potencialmente provenientes de Hu e Sia são aquelas que têm conotação de aprovação, regozijo ou júbilo – algo equivalente às interjeições salve ou viva em português – ou que, de alguma forma, mostram semelhanças com o papel que ambos representavam nos mitos.

O CAMINHO PARA NOSSOS RITUAIS

A primeira citação de huzza na lingua inglesa data de 1573. O Dicionário Oxford de Inglês diz que nos séculos XVII e XVIII huzza era um cumprimento ou saudação usada por marinheiros para homenagear quem embarcava ou desembarcava. Na realidade, uma interjeição exclamativa. Menciona-se também que a expressão era um grito repetido em uníssono, sincronizadamente, quando os marujos atuavam em conjunto para puxar os cabos das velas ou as amarras da embarcação[10].

Há relatos de que nos séculos XVIII e XIX três huzzas eram dados pelo exército britânico antes das cargas de infantaria, como meio de ganhar moral e de intimidar o inimigo. Há quem diga que eram dois huzzas curtos seguidos de um terceiro, mais longo, dado durante a carga final.

De todo modo, e embora não existam provas documentais sobre isso, é possível deduzir que, a partir do Egito, a reverência a Hu e Sia tenha se espalhado por todo o Oriente Médio, como ocorreu com várias divindades[11]. O Olho de Horus, por exemplo, era – e ainda é – presença frequente na proa das embarcações mediterrâneas. Da mesma maneira, é bem plausível que Hu e Sia tenham se tornado, por motivos óbvios, inspiradores ou padroeiros dos navegantes da região e que seus vestígios tenham sido repassados a outros povos.

Foi dessa forma, acreditamos, que o brado utilizado no R.E.A.A. deve ter chegado aos marinheiros ingleses e depois, pelo fato da Inglaterra ser um país onde as atividades navais ocupavam grande destaque, passado ao resto da sociedade não só como exclamação de alegria e aprovação, mas também como designativo de união e atitude solidária. Disso, talvez, advenha sua adoção pela maçonaria.

Mackey diz os que antigos manuscritos franceses do R.E.A.A. mencionavam a palavra Hoschea como aclamação, que ele supõe que seja uma corruptela do Huzza inglês. No mesmo livro, apresenta um poema que parece ser um ritual em versos, datado de 1750, que diz numa de suas estrofes, “A multidão com três huzzés conclui.”[12].

O mais antigo ritual impresso do R.E.A.A., do ano de 1804[13], publicado na França, já faz menção à tradicional manifestação.

CONCLUSÃO

São várias as lições que podem ser tiradas do simbolismo subjacente à mitologia que envolve Hu e Sia. A mais evidente é que, como Sia, temos que desenvolver nossa sensibilidade e nossa capacidade de percepção para, com isso, podermos, como Hu, comandar nossa vida com sabedoria e serenidade. Outra, é que a vida é um ciclo que alterna claridade e escuridão e que, se nos momentos mais críticos tivermos tranquilidade e acreditarmos firmemente na superação dos obstáculos, voltaremos a navegar em águas plácidas, rumo a um recomeço ou, se preferirmos, um novo amanhecer. Outra ainda, é que, por mais sucesso que tenhamos em alguma atividade, nossas vitórias são resultantes, direta ou indiretamente, da participação de várias pessoas. Não reconhecer isso é sucumbir ao feitiço da vaidade, uma inimiga capaz de nos deixar à margem do que seria nosso processo de crescimento.

Por fim, talvez devamos admitir a participação divina em nossa evolução, embora reconhecendo que esta é, paradoxalmente, individual e precisa ser conquistada por cada um de nós, pelos nossos próprios esforços, mormente considerando que há mesmo “muito mais coisas entre o céu e a terra…”.

Para tanto, precisaríamos aceitar, também – porque se aguçarmos a percepção, como Sia, sentiremos isso em nossas vidas – que essa evolução se processe pelo enfrentamento corajoso das provas interpostas em nossos percursos, todas elas cada vez mais sutis, exigindo decisões também sempre mais refinadas, que são aprimoradas e fortalecidas pelos valores e vibrações da corrente iniciática a que estivermos ligados no trajeto até a liberdade.

Essas provas, das menores às maiores, sempre nos apresentam a opção de dois caminhos, como uma polaridade divina necessária, metafísica, evidentemente preservando nosso livre arbítrio. Mas isso todos nós já sabemos razoavelmente bem. O que difere esta concepção das demais é a constatação de que uma sequência de caminhos adotados equivocadamente, os chamados caminhos de esquerda – das paixões e intransigências – ilusórios e mais fáceis, pode nos levar à perda irreparável de valores edificantes, arremessando-nos irremediavelmente, perdidos, para dentro do velho e dantesco labirinto, em cujo portal está a sentença: “lasciate ogne speranza, voi ch’entrate[14]”. Para evitar isso, é necessário fortalecer nosso Hu interior para que ele nos guie à senda da luz.

Essa dicotomia, entendida como instrumento de evolução, nos é transmitida pela sagrada iniciação e nos oferece um ciclo específico de experiências que precisamos viver e vencer para aprender como chegar ao reino dos céus conscientemente… entrar, enfim, num próximo ciclo por opção própria, jamais por intermediação de terceiros nas nossas relações com Deus.

Assim, a partir dessa divina dualidade, e segundo decisão pessoal inarredável, podemos construir nossas próprias pontes, saltando o abismo da morte definitiva, o labirinto onde poderemos ficar irremediavelmente presos, deixando no lugar de partida tudo o que já não se preste ao progresso ou que deva ser descartado para, quem sabe, aproveitamento em outro estado de evolução.

Entretanto, essa polaridade, inevitável, parece claro, nos oferece a salvação -gradativamente, em cada etapa do trabalho para a evolução da consciência – para nos tornarmos heróis de nós mesmos, verdadeiros Hércules, vencedores de todos os difíceis trabalhos que irremediavelmente se sucedem e precisam ser vencidos, como condição “sine qua non” para termos o direito de vivenciar o novo ciclo, como Hiram, que a cada nova volta do sol – ele próprio – percorre[15] as 12 colunas de vivências indispensáveis e conquista o direito de renascer para uma nova luz, sem que ela o cegue.

Será que é isso mesmo?! Ou isso é apenas o caminho de aproveitamento das energias que contemos, e que a verdadeira Maçonaria nos propõe, mas que, por não entendermos direito, desperdiçamos pela estrada da vida apaixonada, onde prevalecem as ilusões dos sentidos. “Chi lo sa?[16]”

Em resumo, é possível aceitar a mortalidade da alma humana que não alcança os níveis mínimos de consciência para o novo ciclo, nesta vida ou em futuras. Mas, destaque-se, faz-se referência aqui à alma universal – “mahatma” – que registra, para aproveitamento futuro, as experiências de todos que conquistam o direito de entrar na barca da salvação.

Disso tudo, evidencia-se a necessidade de conhecer, pelo menos em linhas gerais, “a constituição oculta do homem”, antes estudada nos excelsos colégios iniciáticos, ora levemente citada e simbolizada no avental maçônico.

Mas, ainda assim, os mistérios do pós-vida permanecerão.

Coincidentemente, o mito da Barca de Ra faz lembrar também os relatos daqueles que passaram por experiências de quase-morte: o túnel, a escuridão inicial, a luz magnífica, tangível, envolvente. Depois, a paz indizível, o encontro com entes queridos, a doce alegria, a ternura do amor.

Alguns cientistas defendem que estas impressões são apenas decorrência da privação de oxigênio ou da liberação de endorfinas em casos de trauma. Quem sabe? Se for assim, todos nós, quando chegar a hora, usufruiremos de sensações similares.

Pelo sim, pelo não, já não tenho dúvidas sobre o que fazer e dizer quando chegar lá. Levantarei meus olhos e, com o coração tomado pela gratidão, exclamarei tão alto quanto possa: Huzzé! Huzzé! Huzzé! … e me deixarei levar pela divina luz!

NOTAS:

[1] A maioria das civilizações desenvolveu mitos solares, que são aqueles que, como o nome indica, usam figurativamente o ciclo do pôr e nascer do sol como uma metáfora para a existência. Eles contam histórias de deuses ou heróis, mostrando que foram capazes não só de vencer seus desafios em vida, mas também de triunfar sobre a morte. As lendas de Horus, Odin, Mithra, Prometeu,Thor, Osíris e muitas outras são consideradas mitos solares. Na maçonaria, a lenda de Hiram é, por excelência, um relato solar.

[2] Imagine-se o terror e o desespero das pessoas quando ocorria um eclipse solar.

[3] Pronuncia-se também sei, esia e esie.

[4] Apófis, para os gregos.

[5] Passagem do Livro para derrotar Apep, compilado por egiptólogos.

[6] Na sua tentativa de convencer Ma’at, a deusa da justiça, de que é merecedor de outra vida, o morto diz: “eu realizei as cerimônias de Hu e Sia”, como prova de ter cumprido obrigações religiosas.

[7] Albert Pike, no livro Moral e Dogma, faz menção a essa reverência. Diz ele: “A Acácia genuína, também, é a espinhosa tamareira, a mesma árvore que cresceu em torno do corpo de Osíris. Era uma planta sagrada para os árabes, que dela fizeram o ídolo Al-Uzza, que Maomé destruiu. É um arbusto abundante no Deserto de Thur, e dela foi feita a “coroa de espinhos” que foi colocada na fronte de Jesus de Nazaré. É um tipo de planta que era associada à imortalidade por causa de sua tenacidade em manter-se viva, pois era sabido que, quando colocada como batente de porta, criava raízes novamente e estirava ramos floridos sobre a soleira.”

[8] Crôn 27:33 e outros. Em português, Husai se transformou em Osias. Pode ser que o nome derive de Hu Sia, mas não há qualquer indício que possibilite esta conclusão.

[9] O Livro dos Esplendores, obra cabalística hebraica surgida na Espanha, por volta de 1.280 d.C..

[10] O mesmo dicionário sugere a possibilidade de que huzza seja proveniente da mesma raiz que hoist = içar. Parece pouco provável, mas mesmo isso não descarta a hipótese de que Hu e Sia tenham dado origem às duas palavras.

[11] Sabemos que as mitologias grega e romana, que são muito bem documentadas, incorporaram inúmeros deuses e deusas originalmente egípcios.

[12] The mob with three huzzas conclude, no original. É preciso lembrar que, neste caso, a palavra huzza pode estar sendo usada como sinônimo de saudação ou exclamação.

[13] O ritual de 1804, em linhas gerais, reproduz os procedimentos praticados pelos maçons da Grande Loja dos “antigos” de Londres.

[14] Abandonem toda a esperança, vós que estais aqui!

[15] Na visão geocêntrica, adotada pela Ordem.

[16] Quem sabe? em italiano.

Bibliografia

HARRIS, J. R., Boanerges, University Press, Cambridge, EUA, 1913.

MACKEY, A. G., Encyclopedia of Freemasonry and its Kindred Sciences, The Masonic History Company, London, UK,1914

MCCLENACHAN, C. T., The Book of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry, Masonic Publishing Co., New York, 1884

BOTTANI, A, CARRARA, M. e GIARETTA P., Individuals, Essence and Identity: Themes of Analytic Metaphysics, Kluwer Academic Publishers, Dordrecht, The Netherlands, 2002

POE, M., Ancient Egyptian Metaphysics, http://www.sacred-texts.com/bos/bos446.htm

GONZALEZ-WIPPLER, M., The Complete Book of Spells, Ceremonies and Magic, Llewellyn Publications, St. Paul, MN, EUA, 2004

VAN DEN DUNGEN, W., The Royal Ritual of Rebirth & Illumination, http://pt.scribd.com/doc/154258722/1-The-Pyramid-Text-of-UNAS-wim-Van-Den-Dungen-2007-68p

CASTEL, E., Gran Diccionario de Mitología Egipcia, Editorial Aldebarán, Madrid, Espanha, 2001

BUDGE, E. A. W. (trad.), Papirus of Ani – Egyptian Book of the Dead, Dover Publications, EUA,1967

PINCH, G., Magic in Ancient Egypt, British Museum Press, London, UK, 1994

Britannica Encyclopedia of World Religions, Encyclopædia Britannica, Inc., Chicago, EUA, 1999

Rite Ecossais Ancien & Accepté – Guide des Maçons Écossais, Pesquisa e Tradução: Oficina de Restauração do Rito Escocês Antigo e Aceito, Porto Alegre, Brasil

The Oxford English Dictionary, Clarendon Press, Oxford, UK, 2013

Fonte: https://joseroberto735.blogspot.com

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CERTIFICADO DE VISITAS

Em 17/06/2026 o Respeitável Irmão Dirceu Iglesias Cabral Filho, Lojas Professor Oscar Cavalcante, do Rito Brasileiro, e Augusto de Castro, do REAA, GOB-PI, Oriente de Teresina, Estado do Piauí, pede esclarecimentos.

FREQUÊNCIA

Mais uma vez bato a sua porta para pedir orientações e desta feita é sobre cartão de frequência.

Procurando na legislação básica do Grande Oriente do Brasil, (Constituição, Regulamento Geral da Federação - RGF e Código Eleitoral Maçônico) e não identifiquei informações sobre a utilidade do Cartão de Frequência ou de Visitas fornecida pelas lojas aos IIr∴ visitantes. Também não identifiquei a obrigatoriedade de o Ven∴ Mestre e Orador assinarem esses cartões. Lembro que antigamente se usava para suprir frequência em suas lojas para efeitos de comprovação de aptidão para fins eleitorais. Poderia o Eminente Ir∴ me dar mais informações da real necessidade do cartão de frequência.

CONSIDERAÇÕES:

Essa não é uma questão de liturgia e ritualística, todavia é de procedimentos legais que envolvem frequência de Irmãos em sessões regulares das Lojas. Sendo assim, sugiro que se procure melhores esclarecimentos junto à Secretaria Estadual da Guarda dos Selos.

O que se pode dizer sobre o certificado de presenças é que ele serve para informar e registrar a estada de um obreiro em visita a uma Loja.

Normalmente, fica a cargo do Chanceler da Loja visitada fornecer o documento devidamente assinado pelos IIr∴ de direito, geralmente pelo Venerável Mestre, Secretário, ou Orador, e Chanceler.

Em relação a validade desse certificado para contar como frequência, quem pode informar é a Guarda dos Selos.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

CONGRESSO DE LOUSANNE

Por Alain Bernheim

Reunido entre 6 e 22 de setembro de 1875, o Convento dos Supremos Conselhos (ou Congresso) do Rito Escocês Antigo e Aceito em Lausanne (Suíça) pretendia unificar constituições, rituais e selar um Tratado de União entre 22 Supremos Conselhos. No entanto, apenas nove estavam representados, e três deles por procuração. Apenas seis pessoas decidiram por vinte e duas, o que já anunciava o fracasso do encontro.

O grande impulso para o Convento veio da Jurisdição Sul dos EUA, liderada por Albert Pike, que desde 1856 sonhava com um congresso internacional. A Guerra Civil americana atrasou os planos, mas, ao retomar, Pike enfrentou resistências: o Supremo Conselho da Bélgica recusou sediar o evento, temendo o "dualismo" maçônico local; e a França, embora participante, já vivia tensões com as potências americanas.

O estopim do colapso foi teológico. O delegado escocês Lindsay Mackersy retirou-se antes do fim, após ver sua comissão discutir uma declaração de princípios que poderia dispensar a crença em um Deus pessoal, substituindo-O por um vago "Princípio Universal". Para o Supremo Conselho da Escócia, isso era inaceitável. Sem consenso sobre a base religiosa da Ordem, o Tratado de União nunca foi realmente ratificado, e o Convento entrou para a história como um grandioso esforço fracassado.

Fonte: Curiosidades da Maçonaria