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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

VIGILANTES INSTRUTORES

Em 09.09.2025 o Respeitável Irmão Roberto Bülow Fiegenbaum, Loja Venâncio Aires, REAA, GOB-RS, Oriente de Venâncio Aires, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta o seguinte:

VIGILANTES

Venho solicitar informação e manifestar a minha opinião quanto às orientações dos Vigilantes: Vejamos:

Os Aprendizes, logo ao ingressarem e enquanto permanecerem na Coluna do Norte como Aprendizes e são orientados pelo Irmão Segundo Vigilante;

Ao passarem para a Coluna do Sul passam a ser orientados pelo Irmão Primeiro Vigilante.

Ocorre que com a rotatividade das luzes, o orientador do Aprendiz que sempre foi orientado pelo vigilante (João) por exemplo, na coluna do Norte, pode ao passar para a coluna do Sul, ser orientado pelo mesmo Vigilante (João), que passou de segundo a primeiro Vigilante não lhe sendo oportunizado um orientação e interação com um outro Irmão, diferente deste, com opiniões e ideias diferentes, quer dizer, ele pode durante toda a sua trajetória maçônica, ser orientado pelo mesmo Vigilante.

Não estou falando de ritualística, falo apenas pelas oportunidades e não haverem diferenciações, prejuízos ou favorecimentos e de também poder haver a possibilidade de receber uma orientação diferenciada.

Não vejo muito saudável a situação atual.

Várias situações (não deveriam) mas poderão ocorrer como o favorecimento dos afilhados, ou haver uma maior identificação entre Vigilante e Aprendiz ou Companheiro, ou mesmo existirem antipatias ou simpatias, o que pode acarretar favorecimentos, ou pedidos de trabalhos para um (protegido) em detrimento de outro, com um crescimento maior de alguém com iniciação anterior, que pode ficar injustamente esperando mais tempo pelo seu aumento de salário.

CONSIDERAÇÕES:

Em que pese as suas ponderações, essa questão que envolve os Vigilantes e seus instruídos não é algo de caso pessoal, mas de circunstâncias do cargo para o qual cada Vigilante foi eleito.

Assim, no que diz respeito aos instrutores oficiais dos Aprendizes e dos Companheiros no REAA, não importa quem seja o legalmente eleito para o cargo. O que importa é que ele é o titular do cargo como Vigilante. Essa é a regra.

Nesse sentido, não há impeditivo algum para que um Mestre Maçom que tenha exercido o cago de 1º Vigilante, futuramente, não possa, em outra administração, não possa exercer, se eleito, o cargo de 2º Vigilante, mesmo que perante circunstâncias como as alegadas na sua questão.

A respeito de que é são os Vigilantes os instrutores oficiais dos Aprendizes e Companheiros, isso não implica que sejam eles os únicos que podem ministrar instrução na Loja. O fato deles serem os instrutores de obrigação, não impede que outros Mestres Maçons, designados pelo Venerável Mestre, também possam apresentar instruções com temas de interesse do grau e da Maçonaria em geral

Por fim, um provável encontro circunstancial entre instrutores e instruídos no decorrer da jornada iniciática maçônica, é algo perfeitamente possível e aceitável, a despeito de que tal fato não altera e nem prejudica o objetivo final, que é o da construção e aprimoramento da humanidade.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 133 - As paredes vermelhas no Templo para R.E.A.A.

Temos sido questionados o “por que” das paredes dos Templos da Associação Beneficente Barão de Mauá serem na cor vermelha.

Isso deve-se ao fato de que a maioria das Lojas que usam nossos Templos praticam o REAA e é considerado correto, por nós, o uso dessa cor para esse Rito.

O Mestre Castellani durante trinta anos tentou fazer com que as Lojas que praticam esse Rito mudassem de azul para vermelho, pois essa é a cor do Rito.
Para esclarecer, veremos um pequeno resumo do que ele escreveu em alguns de seus livros:

“Assim se verá, por exemplo, que, COMO OCORRE EM TODO O MUNDO, o Templo Escocês tem suas paredes púrpuras, porque a cor do REAA é a vermelha... Em termos de cor do Rito – e, portanto, das paredes do Templo e da orla do Avental do Mestre Maçom – a mesma é especifica vermelha. Quando fui exaltado a Mestre em 1966, recebi meu avental de orla vermelha.

Lamentável é que o Grande Oriente do Brasil, que seguia a orientação mundial, tenha, posteriormente, seguido o erro das Grandes Lojas estaduais brasileiras (surgidas da cisão de 1927, no GOB) e “azulado” seus Templos Escoceses e seus Aventais.

Ocorre que as primeiras Grandes Lojas, surgidas naquele ano, tomaram, através de Mario Behring, como modelo, a Grande Loja de New York, onde, realmente , tudo é azul, esquecendo que lá funciona no Rito de York, QUE É REALMENTE AZUL.

Quem quiser comprovar o que digo, basta circular pelas Lojas da America do Sul, e irá ver as Lojas do Chile, Uruguai, Argentina, etc, na cor vermelha.”

Devo lembrar , também, que a origem do REAA foi na França, com influencia direta do Colégio Clermont, comandado pelo Alto Clero, Nobreza e pelos Jesuítas, cuja cor predileta é a cor vermelha.

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

DESDE TEMPOS IMEMORIAIS O CORDEL AFERE OS DESTINOS

Na área de construção civil e em contextos históricos ou bíblicos, um "cordel" (ou, mais comumente, "corda de medir" ou "linha de traçagem") é um utensílio simples, geralmente uma linha, corda ou barbante de um determinado comprimento, usado para medir distâncias, marcar linhas retas ou auxiliar no nivelamento junto com o prumo. É utilizado por pedreiros e construtores para garantir o alinhamento e a precisão em uma obra, esticando a linha entre dois pontos.

Da união entre dois pontos resulta sempre algo formidável, conforme o olhar: a distância entre eles (um segmento de reta), a união de conjuntos na matemática (junção de todos os elementos), ou a interseção de retas (ponto comum). Como a inteligência, que constrói conexões entre pessoas e mundos, que propicia a superação de obstáculos, que favorece a união de ideias; assim é o cordel que promove sinergia entre conhecimento e inteligência, a incitar a evolução.

Historicamente, precursor de tecnologias tão mais exatas, quanto mais eficazes, como instrumento de medição de distâncias como a trena, o teodolito e o/ou GPS, que calculam prodígios nas artes da topografia, agrimensura e construção civil, o cordel (a corda de medir) é prógono, também, na criação de ângulos retos: ao formar um triângulo com as proporções 3, 4 e 5 unidades, obtém-se um ângulo de 90° perfeito, ou seja, o Teorema de Pitágoras aplicado na prática.

Para Pitágoras, a filosofia era o "amor pela sabedoria" e uma busca constante pelo conhecimento e pela sabedoria. A fórmula do Teorema reflete, pois, um equilíbrio perfeito e uma proporção exata. Metaforicamente, aduz que uma vida plena é alcançada através do equilíbrio entre diferentes "lados" da existência (trabalho, família, saúde, espiritualidade etc.), onde a soma dos esforços e atenções em áreas fundamentais resulta em uma "hipotenusa" (uma vida) completa e realizada. 

O teorema é um exemplo perfeito da crença pitagórica na existência de verdades universais (cósmicas) e imutáveis que podem ser descobertas pela razão humana. O "Cosmo", que significa "ordenado", "harmônico") é regido por relações numéricas e uma ordem intrínseca. A capacidade de impor ordem matemática a uma figura geométrica complexa radica a convicção de que podemos trazer ordem e sentido (um "cosmo") para nossas próprias vidas, superando o caos e a ignorância.

Os números e as proporções matemáticas eram a "arché" (essência ou princípio subjacente) de todas as coisas no cosmos. Assim como o teorema fornece uma verdade inquestionável sobre triângulos retângulos, a vida plena envolve a descoberta das "regras" e/ou princípios que governam uma existência harmoniosa. Alcançar a verdade e a harmonia do universo, e por extensão, a plenitude na vida, envolvia a compreensão dessas leis matemáticas através do raciocínio lógico e da contemplação. 

Na vida, podemos ver os catetos como: cateto A: o autocuidado e o mundo interno e o cateto B: o trabalho e a contribuição externa. A "hipotenusa" de uma vida plena só é alcançada quando esses dois lados estão corretamente angulados. Se um lado é negligenciado, a estrutura da vida se torna desproporcional. Assim como o teorema exige valores exatos para fechar um triângulo retângulo, uma vida plena exige limites. Viver sem excessos e entender as próprias medidas ajuda a evitar o caos emocional

A plenitude (ou felicidade) vem da proporção, segundo os Pitagóricos. Contemplar essas verdades matemáticas é uma forma de purificação da alma (katharsis). Sob esse fito, a vida plena envolve a busca por conhecimentos que não mudam com as circunstâncias — o cultivo de valores e princípios éticos que servem como a "hipotenusa" constante em meio às mudanças do mundo. Na geometria euclidiana, com inúmeras aplicações práticas, da arquitetura à tecnologia digital, é essencial.

O conceito de cordel manifesta a versatilidade que designa desde uma ferramenta física simples para determinar comprimentos e alinhamentos até uma metáfora para avaliação da conformidade com regras, padrões ou expectativas. A expressão "dentro do cordel" consolidou-se como sinônimo de retidão, além de demonstrar uma impressionante adaptabilidade semântica, ilustrando como uma palavra adquire múltiplos significados em diferentes domínios do conhecimento e da cultura.

Usado para traçar retas perfeitas (o "bater linha" com giz) ou verificar a verticalidade (prumo), o cordel define o que está reto em uma parede, ele passou a designar o que está "nos eixos" no comportamento humano. Estar fora do cordel é estar desviado, torto ou incorreto perante uma norma ou padrão estabelecido. Com ele, o homem mede Jerusalém para determinar sua largura e comprimento (Zacarias 2:2), pois, Jerusalém representa um microcosmo da jornada espiritual humana.

Medir a "largura e comprimento" de Jerusalém simboliza o processo de autoconhecimento e a definição de limites santos na jornada espiritual, onde o "microcosmo" humano busca alinhar-se à vontade do Criador. Curiosamente, Zacarias prossegue dizendo que Jerusalém será habitada "como as aldeias sem muros" (Zacarias 2:4), ou seja, embora a jornada comece com medidas e limites, a presença de Deus a torna infinita e protegida por uma "muralha de fogo" espiritual.

Uma jornada de santificação plena e de união com o divino, cujo passo essencial é viver uma vida virtuosa, envolve a eficácia do cordel no alinhamento entre corpo, alma e intelecto; na busca da pureza e da conexão espiritual, pois, ser virtuoso é ter um caráter excelente e bom, enquanto ser santo é buscar ser como Deus, sendo a virtude a base para uma vida santa, em perene prática dos princípios éticos e morais elevados, pois, robustecem o autodomínio, a sabedoria e a integridade. 

A "virtude" é a ação, e a "Fundação de Deus (Jerusalém)" é a morada espiritual interna, ou seja, a divindade ou a verdadeira natureza espiritual é encontrada através do cultivo de um caráter virtuoso. Sendo o homem é o templo, as virtudes (justiça, prudência, temperança, coragem, fé, esperança e caridade) são os tijolos e o alicerce. É na prática da virtude e da retidão moral que vige o modus para a transcendência, para a realização do potencial humano superior e/ou para iluminação espiritual.

Quando o "interior" é cultivado com disciplina e ética, a beleza externa deixa de ser superficial e torna-se uma expressão de autenticidade. A autenticidade é um jardim que floresce com cuidado e atenção constantes, já que, a beleza interior é um reflexo da pessoa que somos é por dentro, que se manifesta no (auto)cuidado, no (auto)respeito, na (auto)responsabilidade, cujos inefáveis perfumes se fazem percebidos na empatia com o outro e no modus com o fazemos incluído em nossa ambiência social. 

Sintetiza-se aqui o conceito de Ora et Labora (Reza e Trabalha), onde a rotina diária é o campo de batalha onde se vence o mal através da prática constante do bem.  Cada tarefa simples, desde o despertar ("cada sol que se levanta"), é oferecida como um ato de adoração e aperfeiçoamento pessoal, transformando o cotidiano em sagrado, a fim de passamos ser o relexo da ordem e da beleza que resplandece do trono do “Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação”. (Tiago 1:17)

Em 2026, isso se traduz na busca por clareza através de dados e lógica frente ao excesso de informação. Uma vida plena exige discernir o que é essencial (o cálculo exato) do que é ruído. Muitas vezes buscamos a felicidade em caminhos sinuosos e complicados. A plenitude, por vezes, está na "linha reta": a simplicidade, a verdade e a ação direta em direção aos seus objetivos. A plenitude moderna envolve pertencer a grupos que compartilham seus valores e incentivam seu crescimento intelectual e ético.

Fonte: https://brunobmacedo.blogspot.com

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

HASTE (PONTA) DO COMPASSO

Em 09.09.2025 o Respeitável Irmão Vinícius Almeida de Oliveira, Loja Vasco Coutinho, 60, GLMEGO (CMSB), Oriente de Jataí, Estado de Goiás, pede o seguinte esclarecimento:

COMPASSO NO 2º GRAU

Na Loja de Companheiro qual deve ser a haste do compasso que fica acima do esquadro, a haste do lado Sul ou a haste do lado Norte do Templo?

CONSIDERAÇÕES:

Muitos autores entendem que tanto faz o lado. Assim justificam a sua tese alegando que o Companheiro Maçom, por ser um operário mais evoluído em relação ao Aprendiz, e por já ter percorrido a jornada inteira pelo Norte e parte dela pelo Sul, pode transitar livremente pelo Oc∴ da Loja aberta.

Sob essa óptica, a ponta do Comp∴ que fica livre no 2º Grau, tanto pode ser a da direita ou a da esquerda – de quem do Oc∴ olha para o Or∴.

No entanto, na atualidade é sabido que muitos rituais brasileiros do REAA determinam que a haste livre do Comp∴ fique apenas voltada para lado Sul. Como justificativa, muitos ritualistas afirmam que a ponta livre da haste deve corresponder ao lado em que os Companheiros se sentam durante os trabalhos da Loja, ou seja, voltada hipoteticamente para o Sul.

 É oportuno lembrar que estas orientações valem para os ritos que acomodam os Aprendizes no topo do Norte e os Companheiros no topo do Sul, como é o caso do REAA.

Levando-se em conta tudo isso, é sabido que iniciaticamente o Companheiro avançou na sua jornada, sendo que essa velada evolução encontra-se esotericamente representada pela libertação de uma das pontas de um dos instrumentos emblemáticos.

À vista disso, me junto àqueles que entendem que tanto faz o lado que deve ficar a haste libertada do Compasso, no entanto, independentemente da opção admitida, antes é imperativo que se siga o que determina o ritual vigente. Isso é ponto pacífico.

Finalizando, nessa construção alegórica o mais importante é que haja o entrelaçamento de dois dos instrumentos emblemáticos dispostos sobre o Livro da Lei.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

CIMENTO MÍSTICO

cimento místico

Não sabeis vós que sois templo de Deus,
e que o espírito de Deus mora em vós? 
(I Cor 3:16)

As Lojas Maçónicas são a insígnia viva de comunhão em que o Homem vive uma experiência interior ímpar alimentada por símbolos. Por meio do simbolismo, a Sublime Ordem apresenta-se como uma das vias de pesquisa do conhecimento, vias estas que não se opõem à nenhuma religião ou fé religiosa. A arte de construir o Templo é o escopo maior dos Maçons, utilizando-se dos símbolos, considerando que a Maçonaria, no seus primórdios, era uma categoria de corporação operária consagrada à construção de edifícios e catedrais.

A partir do momento que alguém se torna Maçom, tem de se conscientizar de que haverá um caminho longo a percorrer. Pode-se dizer que é um caminho sem fim. Ao longo desta caminhada há bons e maus momentos. Os bons deverão ser aproveitados como incentivo, e, os maus não poderão ser motivo de esmorecimento e desistência da viagem iniciada. A linguagem, sempre empregada nas Lojas Maçónicas, diz que o Aprendiz Maçom é uma pedra bruta que se deve talhar a si mesmo para se tornar uma pedra cúbica. É o início da sua jornada Maçónica.

O nutrimento elementar para a viagem é conhecido do Maçom desde a primeira instrução recebida: A régua de 24 polegadas, o maço e o cinzel. Com o progresso, o Maçom vai recebendo outros objectos, tais como o nível, o prumo, o esquadro, o compasso, a corda, o malhete e outros. Os utensílios de trabalho, obviamente, são simbólicos. Todos os símbolos abrem as portas sob condição de não nos atermos apenas às definições morais. E é com o manuseio dessas ferramentas que se começa a tomar consciência do valor iniciático da Maçonaria. O espírito Maçónico ensina, aos seus adeptos, um comportamento original que não se encontra em nenhum outro grupo de homens. Se isto não for absorvido, não será um bom Maçom.

O Maçom recebe, juntamente com os apetrechos, os ensinamentos necessários para começar a burilar a pedra bruta, cujo trabalho, entretanto, não termina ao torná-la cúbica: falta, ainda, a construção do Templo, que só será possível graças ao manejo dos instrumentos de trabalho e o cumprimento dos ensinamentos recebidos, adicionados à virtude, sabedoria, força, prudência, glória e beleza. Os elementos morais que devem ser o ornamento dos Maçons na sua viagem, cujo rumo não é ao desconhecido. Entenda-se, pois, que a caminhada não se restringe, apenas em portar as ferramentas, mas, principalmente, em aprender a preparar o cimento místico para trabalhar no plano superior.

O cimento místico é a argamassa, que bem misturada, fará com que os Mestres não percam o amor pela escola, deixando de ensinar; evitará a avidez pelo poder de mando, tão comum entre os homens; propiciará que o Aprendiz se torne um perfeito Mestre, para cumprir com o seu dever de Maçom, se a argamassa não deteriorar….

A Iniciação Maçónica completa-se quando o Maçom galgou, sucessivamente, os degraus de Aprendiz, Companheiro e Mestre. Durante as passagens desses graus a formação do Maçom irá tornando-o hábil, com a trolha, para amassar com coragem e perseverança o cimento místico que servirá para a edificação do Templo do Grande Arquitecto do Universo. É quando estará apto para voltar ao mundo profano, esclarecido pelos deveres de Maçom, e pregar para o bem da Humanidade. Estará consciente de que a Maçonaria é a única instituição competente para levar o Homem ao domínio da paz, da ordem e da felicidade. Ele aprendeu que no seio da Sublime Ordem não existem desejos nem interesse pessoais a satisfazer, e que a ambição se delimita às necessidades da Fraternidade. Que a vaidade não pode regurgitar e que a lei fundamental, como regra absoluta, é a extinção dos maus desejos que afligem a Humanidade. Enfim, que a Maçonaria é a associação mais propícia à obtenção do aperfeiçoamento social e moral do Homem.

Só o verdadeiro Maçom poderá sentir e compreender que o Templo do Grande Arquitecto do Universo é o interior de cada um de nós, o Templo humano. O Templo espiritual, que é edificado no coração e mente do Maçom para recolhimento do Bem, do Amor Fraternal, da Beneficência e da Concórdia.

E. Figueiredo

Bibliografia

  • Boucher, Jules – A Simbólica Maçónica
  • Jacq, Christian – A Franco-Maçonaria – História e Iniciação
  • Santos, Sebastião Dodel – Dicionário Ilustrado de Maçonaria
  • Tourret, Fernand – Chaves da Franco-Maçonaria
  • Manual de Aprendiz Maçom – GLESP
Fonte: freemason.pt