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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

COBRIDORES E AS ESPADAS

Em 13/08/2025 o Respeitável Irmão Joyter Cesar Costa, Loja Acácia da Canastra, 3217, REAA, GOB MINAS, Oriente de São Roque de Minas, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

USO DE ESPADA PELOS COBRIDORES

Meu irmão, surgiu mais uma dúvida durante nossas reuniões:

Enquanto que, os Cobridores estejam em sua função, ou seja, abrindo as portas do Templo, ou checando a cobertura do Templo, é obrigatório o uso das espadas, nisso temos um consenso.

Agora, em situações, que o Venerável Mestre peça para os irmãos ficarem à Ordem, os Cobridores ficam à Ordem com espada na mão, ou do jeito normal igual todos os irmãos?

CONSIDERAÇÕES:


Não estando os titulares cumprindo missão inerente aos seus ofícios, os Cobridores devem manter a sua espada no dispositivo anelar preso à faixa de Mestre, ou naquele fixado atrás do espaldar dos seus respectivos assentos.

Assim, sem estarem no exercício da sua missão, ambos ficam à Ordem como os demais, ou seja, com a(s) mão(s) desocupada(s) compõem o Sinal com a(s) mão(s).

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SINAL PEN. DE COMPANHEIRO MAÇOM

Em 12/08/2025 o Respeitável Irmão Mario Francisco Guimarães Alves, sem mencionar o nome da Loja, Grande Secretário de Orientação Ritualística do Grande Oriente da Bahia, Oriente de Salvador, Estado da Bahia, apresenta a questão seguinte:

SINAL DE COMPANHEIRO

Primeiro gostaria de parabenizá-lo pelo excelente trabalho que faz esclarecendo diversos fatos na maçonaria brasileira e no mundo. Segundo gostaria, se possível, de tentar esclarecer um fato contigo.

No seu artigo intitulado "REAA - ALTAR DOS JURAMENTOS. AO CENTRO OU NO ORIENTE? de 30/08/2019 você diz que Mario Bering importou para o REAA diversos costumes das Lojas Azuis norte-americanas. Você até cita alguns costumes. Dentre esses costumes está, também, a m∴ e∴ lev∴ e esp∴ na a∴ do o∴, contrapondo a m∴ d∴ em g∴ no cor∴ no sinal de ordem do segundo grau do REAA? Há algumas potências utilizando essa m∴ e∴ ab∴ e só usando o sinal da mão direita.

CONSIDERAÇÕES:

Essa m∴ e∴ lev∴ no 2º Grau do REAA não se deve a nenhum enxerto trazido por Mário Béhring. De fato, nesse caso não foi ele quem trouxe esta anomalia para o REAA – faça-se justiça.

Na realidade, o uso da m∴ e∴ no sinal do 2º Grau é costume natural da Maçonaria Anglo-saxônica, onde, no CRAFT, o gestual com a m∴ e∴. é original por ser um gesto de preparação para outro sinal que virá a seguir, no 3º Grau.

Sendo assim, o também uso da m∴ e∴ lev∴ existe, porém na vertente inglesa de Maçonaria, o que não é o caso do REAA, que é um rito latino, originário da França.

Os ritos franceses, dos quais também é no REAA, caracterizam-se por não usar a m∴ e∴ no sin∴ do no 2º Grau, ficando a mesma simplesmente caída ao pelo lado esquerdo do corpo. No caso, o sin∴ é feito somente a m∴ dir∴, seguindo a regra de que os ssin∴ ppen∴ são feitos apenas com a m∴ d∴.

Segundo autores consagrados, o equívoco do uso da m∴ e∴, em ritos de origem francesa se deve a Joseph Paul Oswald Wirth, um ocultista e escritor suíço que estudou esoterismo e simbolismo com Stanislas Guaita. Oswald Wirth nasceu em 1860 em Brienz na Suíça e faleceu em 1943.

Como significado, a m∴ e∴ elevada se refere a uma passagem bíblica, Êxodo 17:11-13: "Enquanto Moisés mantinha as mãos erguidas, os israelitas venciam; quando, porém, as abaixava, os amalequitas venciam".

Ressalte-se o teísmo marcante exarado pelo texto e bem apropriado para osworkings do CRAFT (Maçonaria inglesa), diferente dos ritos franceses, que possuem cunho deísta, e até mesmo agnóstico, como é o caso do Rito Moderno.

À vista disso, Wirth, nas suas convicções ocultistas, viu na m∴ e∴ e br∴ esq∴erguidos um apelo às forças astrais. Lamentavelmente conceitos como este acabariam influenciando alguns ritos franceses, dos quais essa equivocada prática de se usar a m∴ e∴ no Sinal do 2º Grau.

Reitera-se, genuinamente os ritos franceses adotam apenas a m∴ d∴ para fazer o Sin∴ Pen∴, contudo o ocultismo de Oswald Wirth acabou se contrapondo e contaminando alguns rituais, os quais resistem até hoje.

Explicações e argumentos a parte, vale ressaltar que é preciso irremediavelmente seguir o que estiver previsto no ritual vigente.

Este foi só um resumo da história do uso da m∴ e∴ no Grau de Comp∴ Maçom.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 131 - OFICINA

OFICINA é o termo genérico que serve para designar todo e qualquer agrupamento maçônico: Loja, Capítulo, Conselho Filosófico, etc. Na linguagem corrente, todavia, a palavra tornou-se mais ou menos sinônimo da palavra “LOJA”.

Segundo Mestre Jules Boucher: “...foram assim designadas como lembrança das associações dos primeiros Maçons operativos, pois era nesse local que se reuniam aqueles que tinham “ofício””. 

Consultando, agora, Mestre Nicola Aslan, no Grande Dicionário Maçônico, temos:

“As Oficinas tomam várias denominações, de acordo com os graus que conferem aos seus membros. Assim, por exemplo, no R.E.A.A. que é o mais difundido no Brasil:

  • As Lojas Simbólicas que conferem os graus 1 a 3
  • As Lojas de Perfeição que conferem os graus 4 a 14
  • Os Capítulos que conferem os graus 15 a 18
  • Os Conselhos Kadosh que conferem os graus 19 a 30
  • Os Consistórios que conferem os graus 31 a 32
  • Os Supremos Conselhos que conferem o grau 33”
O Grau 01 consiste na grande “Iniciação” maçônica. Os Graus 02 e 03 conferem a plenitude Maçônica ao Iniciado.

Nos Altos Graus, do 04 ao 30, levam o Mestre Maçom para obtenção dos conhecimentos universais. Os graus 31, 32 e 33 são meramente administrativos (N. Aslan).

M∴IAlfério Di Giaimo Neto
CIM 196017
Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

RELIGIÃO EM UM TEMPLO MAÇÔNICO

Religião em um Templo Maçônico: Uma Explicação clara para pessoas NÃO INICIADAS em nossa Ordem.

Quando um visitante não iniciado entra em um templo maçônico pela primeira vez, muitas vezes fica surpreso ao não encontrar nenhum símbolo de uma religião específica. E ainda assim, descobre uma atmosfera profundamente espiritual, solene e respeitosa. Isso pode levantar questões naturais:

A Maçonaria é uma religião?

Por que se fala do Grande Arquiteto do Universo?

Qual o papel da fé na Loja?

A resposta começa com uma distinção fundamental:

A Maçonaria não é uma religião, mas reconhece a dimensão espiritual do ser humano.

O maçom não entra no Templo para professar um credo, mas para aperfeiçoar seu caráter, sua conduta e seu senso moral. Ali não se prega nenhuma doutrina religiosa, nem se exigem crenças dogmáticas, nem se impõem interpretações teológicas.

A Ordem estabelece apenas um princípio básico:

Todo Maçom deve acreditar em um Ser Supremo, a quem chamamos de Grande Arquiteto do Universo.

Este nome não descreve uma religião, mas um conceito que permite a cada homem manter a sua fé, seja ela qual for, sem contradição ou conflito. Um cristão, um judeu, um muçulmano, um budista ou um deísta podem trabalhar juntos na Loja, porque a Maçonaria não procura definir Deus, mas respeitar a forma como cada um O concebe.

Nenhum sacramento, rito religioso ou culto particular é praticado dentro do Templo Maçônico.

O que se pratica é o respeito por todas as crenças, desde que promovam a dignidade humana, a ética e a tolerância.

A Bíblia, o Alcorão, a Torá ou qualquer outro Livro Sagrado podem ocupar o Altar dos Juramentos, porque a Maçonaria honra o valor espiritual que estas obras representam para os homens justos.

A Loja torna-se assim um espaço onde o religioso transcende em direção ao universal.

O Templo ensina que a espiritualidade não é exclusiva da Igreja, mas sim uma qualidade interior, uma luz com a qual cada homem ilumina o seu caminho. Ali se incentiva a reflexão, a virtude, a fraternidade e a busca constante pela verdade, sem impor caminhos ou negar a fé dos outros.

Para o maçom, a religião pertence à consciência individual; Maçonaria, para a construção coletiva do caráter humano.

Um não substitui o outro: eles se complementam.

Portanto, num Templo Maçônico o silêncio é reverente, a palavra é medida e a Luz é entendida como símbolo universal de sabedoria e elevação espiritual. Ninguém é solicitado a mudar de fé; O que se pede é que você viva isso com coerência, com respeito e com nobreza.

Resumindo:

• A Maçonaria não é uma religião.
• Respeite todas as religiões que promovem o bem.
• Requer crença num Ser Supremo, sem definir a sua natureza.
• Promove a espiritualidade livre, consciente e tolerante.

Este equilíbrio permite que homens de diferentes religiões trabalhem juntos em harmonia, lembrando que as diferenças de fé não devem dividir aqueles que partilham os mesmos valores: justiça, verdade, fraternidade e o desejo de se elevarem acima de si mesmos.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

MESTRE RECÉM EXALTADO

Em 11/08/2025 o Respeitável Irmão Eduardo Pereira da Silva, Loja Manoel Soares Leães, 3588, REAA, GOB-RS, Oriente de Canoas, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

RECÉM EXALTADO

Uma dúvida, um membro exaltado a mestre pode visitar e participar em outra loja (na mesma semana da sessão de exaltação) de sessão magna que transforma para mestre, sem antes ter seu cadastro no GOB formalizado com aumento de salário?

CONSIDERAÇÕES:

 
Sim, pode, a despeito de que ele prestou seu juramento como Mestre Maçom e foi consagrado como tal em uma Loja Justa, Perfeita e Regular, onde ratificou seu juramento e foi investido como Mestre Maçom pelo Respeitab∴Mestre.

Sob o ponto de vista legal, ele assinou o Livro de Presenças da sua Loja como Mestre Maçom, portanto é perfeitamente exequível que ele, como Mestre, visite outra Loja regular logo após ter sido exaltado e adquirido a plenitude dos direitos maçônicos.

A publicação em boletim oficial é um procedimento administrativo.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmil.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SUBSTITUTO III

Em 07.08.2025 o Respeitável Irão Kleber Campos Machado, Loja Luz do Cosmos, 2506, REAA, GOB-RJ, Oriente de Campo Grande, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a questão seguinte:

SUBSTITUTO

Gostaria que o irmão me tirasse uma dúvida se possível.

Sabemos que na ausência do Venerável o irmão Primeiro Vigilante é o substituto legal na direção dos trabalhos.

Num caso hipotético da ausência do Venerável e também do Primeiro Vigilante quem deveria dirigir os trabalhos? O Segundo Vigilante?

CONSIDERAÇÕES:

 

Conforme prescreve o RGF, o 2º Vigilante é substituto legal do 1º Vigilante, não do Venerável Mestre.

Em assim sendo, no caso da sua questão, o Mestre Instalado mais recente da Loja preenche o cargo de Venerável Mestre, o 2º Vigilante o cargo de 1º Vigilante e, conforme menciona o ritual de Aprendiz do REAA vigente, o 2º Experto preenche o cargo de 2º Vigilante.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br