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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

GRAU 02 - VERIFICAÇÃO PELOS VIGILANTES


Em 22/08/2025 o Respeitável Irmão Armando Menezes de Carvalho, Loja Thomaz Antonio Gonzaga, 3235, REAA, GOB-RJ, Oriente de Magé, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a dúvida seguinte:


VERIFICAÇÃO PELOS VIGILANTES

Meu irmão pergunto: Sobre a circulação correta dos Vigilantes na verificação do grau de Companheiro. Se tem que fazer o giro completo ou se vão e voltam na mesma coluna? Se devem examinar irmãos que estejam ocupando cargos?

CONSIDERAÇÕES:

Com todos os IIr∴ das Colunas voltados para o Oriente, a verificação feita pelos Vigilantes se dá conforme menciona o Ritual de Companheiro do REAA, edição de 2024, vigente no GOB, páginas 31, 32 e 69. Nele consta que cada Vigilante, sem portar o malhete, deve percorrer a sua respectiva Coluna a partir do Irmão que estiver mais próximo da porta (na parede ocidental).

Para proceder com o exame, cada Vigilante toma do seu examinado o Toque, o Sinal e a Palavra Sagrada. Nesse sentido, o telhamento em cada uma das Colunas se inicia no extremo do Ocidente, indo até a balaustrada do Oriente. No Oriente não existe telhamento e nele todos permanecem sentados. À vista disso, durante a verificação os Vigilantes não ingressam no Oriente.

Os Irmãos que estiverem exercendo cargo, também não serão examinados, até porque os mesmos já foram reconhecidos pelo M∴ de CCer∴ ao terem sido por ele revestidos com as suas joias distintivas.

Reitera-se, todos esses procedimentos encontram-se no Ritual de Companheiro vigente.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

INSÍGNIAS - COLAR E JOIA DISTINTIVA


Em 22/08/2025 o Irmão que se identifica apenas como Rafael, Loja Luz e Sabedoria, 4184, REAA, GOB-SP, Oriente de Conchal, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

INSÍGNIAS

É sempre uma honra poder aprender com aqueles que fortalecem a Maçonaria e nos iluminam com sua sabedoria.

Atualmente sou Aprendiz, com data já marcada para minha Elevação. Apesar disso, procuro me dedicar aos estudos teóricos e ritualísticos do REAA.

Trago aqui uma dúvida que também é compartilhada por minha Loja, relacionada ao uso das insígnias.

Compreendo que, para a abertura dos trabalhos, é indispensável que os sete oficiais que compõem a Loja estejam devidamente paramentados. Porém, surge a questão: os demais rmãos que ocupam cargos (por exemplo, o Mestre de Harmonia ou o Mestre de Cerimônias) estão igualmente obrigados a portar suas insígnias para que a sessão seja iniciada?

No caso específico do Mestre de Cerimônias, sabemos que lhe cabe verificar e anunciar se todos os Irmãos estão usando as devidas insígnias. Entretanto, permanece a dúvida:

Se algum Irmão não estiver com sua insígnia, a sessão ainda assim pode ter início?

Caso não seja possível, qual deve ser a atitude do Mestre de Cerimônias? Intervir de imediato? Suspender momentaneamente os trabalhos para providenciar as insígnias?

Gostaria de compreender melhor esse ponto, para podermos agir corretamente e em harmonia com a ritualística.

CONSIDERAÇÕES:

Na próxima oportunidade, se possível, queira informar o seu nome completo. Dito isso, vamos à questão.

Em primeiro lugar, para participar de uma sessão regular de Maçonaria, o maçom deve estar devidamente paramentado, isto é, trajado conforme a legislação, dentro do seu rito.

À vista disso, no caso do REAA, o M∴ de CCer∴ é o oficial encarregado de revestir os IIr∴ que irão exercer cargos de ofício na execução dos trabalhos, ou seja, é ele distribui o colar com a respectiva joia a cada um dos titulares.

Obviamente que o M∴ de CCer∴, ao revestir a joia em cada um, o faz mediante estarem os titulares devidamente trajados e paramentados de acordo com o legalmente previsto.

Assim todos os IIr∴ que estiverem exercendo cargo durante os trabalhos serão identificados pela joia distintiva que estiverem revestidos.

Nessa conjuntura, é notório que para abrir os trabalhos de uma Loja, é necessário o mínimo sete Mestres Maçons, os quais estarão revestidos das suas insígnias

Graças a isso, a regra é que todo o Mestre Maçom que estiver exercendo um cargo em Loja além de estar naturalmente paramentado, também estará usando o colar e joia distintiva relativa ao seu cargo - página 32, 1.5.1 Joias dos Cargos, Ritual de Aprendiz, REAA, 2024 em vigência no GOB.

Obviamente que IIr∴ Mestres Maçons que não estiverem ocupando cargo, não usarão nenhum colar e joia distintiva. São conhecidos como Mestres sem cargo e se distribuem nas Colunas do Norte e do Sul.

Ao concluir, vale a pena mencionar que IIr∴ Aprendizes e Companheiros não podem ocupar cargos (Art. 229 do RGF), sob nenhuma justificativa.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O VISITANTE E O USO DO CHAPÉU

Em 21.08.2025 o Respeitável Irmão Kaio César, Loja Templários do 7º Milênio, REAA, GOB-SP, Oriente de Votuporanga, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos para tal.

VISITANTE 

Poderia me tirar uma dúvida?

Em visita a uma Loja do GOB REAA, os visitantes devem utilizar chapéu também?

Ou a utilização deve ser feito apenas na oficina?

 CONSIDERAÇÕES:

Para visitantes do REAA em visita a Lojas do REAA. É preciso antes analisar em que circunstância ocorre a visita.  Primeiro, é que nas sessões ordinárias e magnas dos graus de Aprendiz e de Companheiro, nas Lojas do REAA, apenas o Venerável Mestre titular é quem usa chapéu. 

Nesse caso, um Venerável Mestre visitante, que também seja do REAA, não deve usar chapéu, até porque no REAA apenas o dirigente dos trabalhos é quem se apresenta coberto.

Ainda, visitantes do REAA que sejam apenas Mestres Maçons, visitando uma Loja de Aprendiz e de Companheiro, também não devem usar chapéu, pois no rito em questão, nesses dois graus apenas, somente o Venerável dirigente dos trabalhos que é quem se cobre.

Já em Loja de Mestre Maçom, do REAA, qualquer visitante que seja desse rito deve usar o chapéu, a despeito de que em Loja de Mestre, do rito em questão, todos devem se cobrir.

Visitantes de ritos que não usam o chapéu - visitando Lojas de ritos que usam chapéu, como visitantes, estes continuam a não usar o chapéu.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

HUMOR

AS OBRIGAÇÕES DOS MAÇONS: III - AS LOJAS

Rui Bandeira

templo maçónico, obrigações

A Loja é o lugar onde os Maçons se reúnem e trabalham; assim esta Assembleia, ou Sociedade de Maçons convenientemente organizada, é chamada Loja; e todo Irmão deve pertencer a uma, estando sujeito ao seu Regulamento Interno e aos Regulamentos Gerais.Ela é individual ou geral, e será melhor compreendida através da comparência e através dos Regulamentos da Loja Geral ou Grande Loja, aqui anexos.Em tempos antigos, nenhum Mestre ou Companheiro poderia faltar, especialmente quando solicitado a comparecer, e só não estaria sujeito a severa censura se se justificasse perante o Mestre ou o Vigilante, alegando que imperiosa necessidade o impedira.As pessoas admitidas como membros de uma Loja devem ser homens bons e de bons princípios, nascidos livres, de idade madura e discretos, não escravo, não mulher, nem homens imorais ou escandalosos, mas de boa reputação.

A primeira noção que esta Obrigação transmite é a de que o maçom deve estar integrado numa Loja, num grupo de pares, onde trabalha, isto é, contribui com o seu estudo, os seus conhecimentos, o seu caráter, os seus progressos, para todo o grupo e do grupo recebe o contributo de todos os demais.

É-se verdadeiramente maçom integrado num grupo de pares. É-se verdadeiramente maçom em comunidade e na comunidade. A Maçonaria é uma incessante troca entre o indivíduo e o grupo, em que o indivíduo contribui para o coletivo e o coletivo fortalece o indivíduo. Só assim faz sentido. Por isso ao maçom não basta ter sido iniciado e ter-se como assim o ser; o maçom só o é na medida em que seja considerado como tal pelos seus pares.

Quando um maçom se afasta da Loja, seja qual for a razão, quando suspende ou cessa a sua atividade, diz-se que está adormecido. Tal como o homem só trabalha estando vigil, assim o maçom que se afasta da Loja, por muito que estude, que trabalhe, que se esforce, que individualmente progrida, porque o faz só, afastado do grupo, sem para ele contribuir, sem dele receber, não trabalha maçonicamente. Trabalha enquanto indivíduo, não enquanto maçom.

A Maçonaria cultiva o total respeito pela Liberdade individual no grupo, pelo indivíduo enquanto personalidade livre e única, mas integrado na sociedade, pelas suas escolhas individuais, mas inseridas e não insanavelmente conflituais com o conjunto das escolhas dos demais. A Maçonaria proclama o indivíduo no grupo, não o indivíduo acima ou para além do grupo, nem o grupo em detrimento do indivíduo. A Maçonaria é uma atividade intrinsecamente social, que fomenta a melhor integração possível de cada indivíduo na sociedade, para benefício mútuo – de um e da outra.

Assim, não faz verdadeiramente sentido a declaração – muitas vezes formulada por quem se afasta – de que “saio, mas continuo maçom, só que sem Obediência”. Será uma piedosa intenção, mas não é vero. Aquele que entendeu por bem afastar-se será e continuará a ser um homem livre e de bons costumes, digno de apreço, certamente melhor do que quando se iniciou, será porventura um modelo de qualidades, será seguramente respeitável e desejavelmente respeitado, mas será tudo isso enquanto pessoa, enquanto indivíduo, não como maçom – porque lhe passa a faltar a vertente da partilha, do dar e receber entre o indivíduo e o grupo. E isso, como muito bem sabem todos os que o vivem, é imprescindível, é essencial, é o cerne da Arte Real.

O maçom que se afasta pode sempre voltar, pode sempre retomar o dar e receber ínsito na atividade maçónica. Por isso os maçons não consideram os que se afastam como retirados, como “mortos” para a Maçonaria, mas como simplesmente adormecidos. Se e quando decidirem retomar a sua atividade maçónica, se e quando acordarem, serão bem recebidos – mais do que isso: serão naturalmente recebidos, como se o afastamento não tivesse existido; afinal, uma boa noite de sono, prepara-nos para as exigências de um novo período de trabalho…

Precisamente pela essencialidade da incessante troca entre o indivíduo e o grupo é que um dos deveres fundamentais do maçom é a assiduidade. Mas não a assiduidade cega, a todo o preço, suceda o que suceder. A Maçonaria é importante, deve ser importante para todo o maçom, mas deve sê-lo com equilíbrio, na justa conta, peso e medida. Não pode, não deve, prejudicar os deveres do maçom perante a Pátria, os seus deveres profissionais, as suas obrigações religiosas, os seus deveres familiares. Quando estes imponham a não comparência em Loja, a sua precedência é indiscutível. O maçom tem apenas a obrigação de atempadamente informar da sua ausência e indicar o motivo justificativo dela, por respeito ao grupo, ao trabalho do grupo e dos demais. Mas o maçom, para seu próprio benefício, para que possa eficazmente beneficiar da sinergia com o grupo em que está inserido, deve procurar organizar a sua vida de forma a conciliar os seus deveres familiares, profissionais, religiosos e sociais com a presença em Loja, nos dias e horas definidos para as reuniões desta. Quanto melhor o fizer, mais eficaz será a simbiótica interação entre ele próprio e a Loja.

O último parágrafo desta Obrigação elucida quem pode ser iniciado maçom: homens bons e de bons princípios, pois só se pode tornar melhor o que já é bom; nascidos livres (originariamente: não nascidos escravos – a Maçonaria sempre foi produto do seu tempo…), hoje entendendo-se como livres na sua razão, isto é, com capacidade de entender, de escolher, de progredir, de aprender; de idade madura, isto é, adultos, homens feitos, sobretudo que se regem a si próprios, independentes, inclusive financeiramente, pois só homens maduros e sem condicionalismos de sobrevivência básica têm verdadeiramente disposição e capacidade para se dedicar a algo mais e mais além do que a satisfação das necessidades básicas, algo por vezes tão imaterial e fluido como o conceito de aperfeiçoamento pessoal; não escravo (de novo, a Maçonaria é sempre em cada tempo produto do seu tempo…), hoje, não escravo das suas paixões, de vícios que impossibilitam o desejado progresso pessoal; não mulher (o fundamento original da inegociável exclusividade de género – mas isto não implica que os maçons regulares não reconheçam às mulheres o direito e o igual interesse de se aperfeiçoarem segundo o método maçónico, criando e mantendo organizações similares à sua própria, destinadas ao sexo feminino – pelo contrário, favorecem e respeitam a Maçonaria Feminina, entendendo apenas que o aperfeiçoamento do homem e da mulher se processam segundo diferentes sensibilidades e devem ocorrer em separado, pois no método maçónico de aperfeiçoamento o apelo à emoção e à inteligência emocional tem um grande papel e as formas masculina e feminina de viver e lidar com as respetivas emoções são manifestamente diferentes); nem homens imorais ou escandalosos, mas de boa reputação (na Maçonaria pratica-se a Tolerância com as diferenças, mas dentro dos padrões morais definidos pela sociedade em que se insere; se os maçons têm como primeira Obrigação a obediência à Lei Moral, não faria sentido admitir pessoas de comportamentos considerados imorais, escandalosos, de má reputação).

Fonte: Constituição de Anderson, 1723, Introdução, Comentário e Notas de Cipriano de Oliveira, Edições Cosmos, 2011, páginas 131-132.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

COBRIDOR INTERNO ANUNCIA

Em 21/08/2025 o Respeitável Irmão Sergio Antunes de Aguiar, Loja Miosótis, 4838, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a pergunta seguinte:

COBRIDOR ANUNCIA

No Ritual do Grau 1, REAA, pág. 215 => Em loja aberta, o Cobr∴ Int∴ anuncia ao 2° Vig∴, o irmão atrasado.

Então, ele repassa para o 1° Vig∴ ou direto ao Ven∴ Mestre?

COMENTÁRIOS


Se a Loja ainda estiver em processo de abertura (não estiver definitivamente aberta), o Cobridor Interno, em eventuais pedidos de ingresso, anuncia primeiro ao 1º Vigilante. Este, por sua vez, anuncia ao Venerável Mestre.

Se a Loja já estiver definitivamente aberta (em pleno andamento dos trabalhos), o Cobridor Interno anuncia primeiro ao 2º Vigilante. Este, por sua vez, anuncia ao 1º Vigilante que, finalmente, anuncia ao Venerável Mestre.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br