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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PRIMEIRO TRABALHO - COMPANHEIRO MAÇOM

Em 23/06/2026 o Respeitável Irmão Luciano Barros de Andrade, Loja Luz e Razão, 3930, REAA, GOB-RS, Oriente de Santo Ângelo, Estado do Rio Grande do Sul, faz a pergunta seguinte:

PRIMEIRO TRABALHO

Por gentileza, gostaria de tirar uma dúvida referente à Sessão de Elevação. Na página 104 do Ritual do Companheiro Maçom consta que o Companheiro recebe do Mestre de Cerimônia o Maço para trabalhar na Pedra Cúbica. Em seguida, o recém-elevado bate por três e duas vezes seguidas sobre a Pedra Cúbica.

Pergunto: O recém-elevado utiliza somente o Maço? Não deveria utilizar o Cinzel também?

CONSIDERAÇÕES:

Nessa ocasião, o Comp∴ Maçom utiliza apenas o Maço.

Isso se justifica porque o primeiro trabalho do Comp∴ Maç∴ é na Pedra Cúbica, elemento já burilado e preparado para a elevação das paredes.

À vista disso, o Comp∴, detentor de mais conhecimento (aprimoramento), simbolicamente tem a capacidade de assentar a Pedra Cúbica no erguimento das paredes. Para uma perfeita justaposição dos elementos já esquadrejados, o Companheiro golpeia com prudência cada uma das pedras com o fito de ajustá-las durante o assentamento com argamassa.

Essa ação revela que o Companheiro, mais aprimorado pela instrução judiciosa
recebida no ofício, bate na pedra com prudência sem causar nenhum dano na sua estrutura, isto é, pelo seu autocontrole ele bate cuidadosamente sem esfacela a pedra.

Assim, nesse contexto o Comp∴ Maçom, ao elevar a parede, ajusta a pedra no assentamento com argamassa golpeando-a com uma força controlada. É a razão pela qual ele, como operário do 2º Grau, nesse mister não utiliza mais do cinzel.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 26

LEALDADE

1º - Atributo maçônico virtuoso exigido pelo grupo. Da tolerância decorre a Lealdade. A origem da palavra é latina, legalis, cuja raiz é lex, ou seja, lei.
2º - Os juramentos maçônicos nada mais são do que incentivos à lealdade, tanto para com os irmãos como para si mesmo, para o criador, para com a natureza, para com a pátria e para com os semelhantes.
3º - A lealdade arrasta muitas outras virtudes, desperta-as e fortalece, como a sinceridade, a fidelidade, o amor, o carinho, a piedade. Enfim, enfeita um universo de bons propósitos e o homem se torna um ser útil à humanidade, à sociedade e à família.
4º - Por se tratar de uma palavra tão preciosa, inúmeras lojas maçônicas portam esse nome.
5º - O maçom deve ser leal para consigo mesmo e, sobretudo, com seus irmãos.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

OS TRÊS PORQUINHOS E O SIMBOLISMO INICIÁTICO DELES

A História dos TRÊS PORQUINHOS e os TRÊS Degrados MASÓCICOS.

Para todos os QQHH espalhados pelo mundo, hoje compartilho esta reflexão sobre uma história que certamente todos ouviram...!!!

Os Três Porquinhos e o seu símbolo iniciatório.

A história dos filhos "Os Três Porquinhos" parece inocente, mas contém uma alegoria completa do caminho masónico. Para o irmão que sabe ler entre as linhas, cada personagem, cada material e cada ação representam ensinamentos sobre os graus simbólicos, a construção do templo interior e a luta contra vicios.

Os três porquinhos: os três graus
1. O primeiro porquinho – O Aprendiz
Constrói a sua casa de palha. A palha é mais resistente do que a palha, mas permanece permeável e vulnerável ao fogo e à decadência. 

2. O segundo porquinho - O companheiro
Representa o Companheiro que avançou no estudo das ciências, artes e símbolos, mas ainda mantém vínculos com o mundo profano: vaidade, ambição desviada, hipocrisia que o leva ao erro. O Lobo também destrói esta casa, porque o grau intermediário ainda não está cheio de força. O Companheiro deve continuar a polir a sua pedra.

3. O terceiro porquinho – O Mestre
Constrói a sua casa de tijolo. O tijolo é argila resistente ao fogo, matéria transformada pela sofrência e disciplina. Representa o Mestre que integrou os ensinamentos, dominou os seus vicios e construiu sobre a rocha da virtude. A sua casa não só resiste o golpe do Lobo, mas também o derrota. O Mestre sabe que a verdadeira força não está fora, mas dentro: é a coherência entre a palavra, o ato e a pensação.

O Lobo: personificação de vicios
O Lobo Feroz não é um inimigo externo. É a alégoria dos vicios humanos: ignorância (que acredita que sabe), hipocrisia (que pretende ser virtuosa), ambição excessiva (que corrompe a irmandade), preguiça espiritual, orgulho e malícia. O seu fôlego representa a tentação que, num momento de fraqueza, derruba o que está construído sobre fundamentos.

O fato de o Lobo soprar para derrubar as casas nos lembra que os vicios agem com subtil violência: um pensamento ruim, uma palavra dita de repente, uma ação impulsionada por interesse próprio. As matérias usadas (farinha, madeira, tijolo) indicam o grau de desgaste no pedra bruta. A lâmina e o compass, embora não sejam explicitamente mencionados na história, são implícitas: o terceiro pequeno porco mede, niveliza e desgasta cada tijolo antes de colocá-lo. Sem ordem e sem retidão, não há construção sólida.

O fogo na lareira: purificação
Quando o Lobo tenta entrar pela lareira, o terceiro pequeno porco acende um fogo (em algumas versões, uma panela de água fervente). O fogo simboliza o teste iniciatório e a purificação. O vício (o Lobo) cai na sua própria armadilha quando se confronta com o elemento que transforma a matéria bruta em matéria nobre. É uma lição sobre a justiça masonica: quem age mal termina por ser consumido pela própria falta de virtude.

O Mestre não deve parar: o madeiro é melhor do que a farinha, mas ainda queimando. A estudo dos símbolos e das ciências deve ser acompanhado pela retificação dos costumes.
O Mestre constrói em silêncio: o terceiro pequeno porco não se gabar, simplesmente trabalha todos os dias. A verdadeira autoridade masonica não é proclamada, é construída.

O meu QQ:.HH:.

"Los Tres Cerditos" é, para o maçom atento, uma completa alegoria dos três graus simbólicos: a fragilidade do Aprendiz, a provisão do Companheiro e a solididade do Mestre. Ensina-nos que a perseverança no trabalho, a escolha de bons materiais (virtudes) e a constante vigilância sobre o Lobo Interior (vicios) são o único caminho para construir uma morada que até a própria morte não pode derrubar.

Diga-me se já o viu desta forma...???

Que outra coisa você pode adicionar a esta história infantil com grandes verdades...

Fraternamente, M:M:K:.

Fonte: Facebook_Soy Mason

terça-feira, 25 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

COBRIDOR INTERNO ANUNCIANDO

Em 22/05/2026 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, pede esclarecimentos para o seguinte:

COBRIDOR ANUNCIANDO

Procurei no ritual e não encontrei como responder a um Irmão. Quando o Cobridor anuncia ao 2⁰ vigilante a solicitação de um irmão chegando atrasado, qual a maneira correta de avisar:

"Irmão 2⁰ Vig, regular e maçônicamente batem à porta do templo, ou simplesmente a expressão: "Ir 2⁰ Vig maçonicamente batem à porta do templo", ou ambas expressões são corretas?

CONSIDERAÇÕES:

Não se trata apenas do que é correto, mas do que é correto, prático e objetivo, dispensando-se firulas linguísticas.

Assim se a Loja já estiver aberta, o Cobr Int comunica ao 2º Vig da seguinte forma: 

"Ir 2º Vig, batem maçônicamente à porta do Templo". 

Nesse caso, devido estar a Loja definitivamente aberta, o Cobr Int informa ao 2º Vig, o qual, por sua vez informa ao 1º Vig que, por sua vez comunica ao Ven Mestre.

Se a Loja ainda não estiver definitivamente aberta, isto é, ainda em processo de abertura, o Cobr Int, sem interferir na dialética de abertura, comunica ao 1º Vig: 

"Ir 1º Vig, batem maçônicamente à porta do Templo". 

Nesse caso, como a Loja ainda não está definitivamente aberta, o Cobr Int faz a comunicação ao 1º Vig que, por sua vez, informa ao Ven Mestre.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O INÍCIO DA MAÇONARIA ESPECULATIVA

Essa é uma observação histórica fascinante e muito precisa. De fato, no início do século XVIII, a relação entre a Grande Loja de Londres (fundada em 1717) e os maçons na França era de cooperação, curiosidade e mútua admiração. A Maçonaria foi, inclusive, uma das grandes "exportações" culturais britânicas para o continente.

Aqui está um panorama histórico desse período de amizade e o ponto de ruptura que moldou a geopolítica fraternal por séculos.

O Início: O Entusiasmo e a Filiação Inglesa 
Nos primeiros anos (c. 1725–1730), não havia uma "Maçonaria Francesa" independente. O que existia eram lojas em Paris fundadas por nobres britânicos e jacobitas exilados.

* Reconhecimento: A Grande Loja de Londres via a expansão na França como uma validação de seus ideais iluministas.

* A "Anglomania": Na década de 1730, a elite francesa estava fascinada pelas instituições inglesas (parlamentarismo, ciência e a própria Maçonaria). Ser maçom em Paris era, em grande parte, adotar um estilo de vida britânico.

* Liderança: Os primeiros Grão-Mestres na França foram nobres britânicos, como o Duque de Wharton e Lord Derwentwater.

O Surgimento das Tensões
O conflito não nasceu de uma briga pessoal, mas de divergências culturais e administrativas que cresceram à medida que a Maçonaria se tornava profundamente francesa.

1. A Estrutura de Poder
A Grande Loja de Londres operava sob uma lógica de centralização em torno das Constituições de Anderson. Já os franceses começaram a criar seus próprios sistemas de "Altos Graus" (como o Rito Escocês), que os ingleses viam com ceticismo e como uma complicação desnecessária da simplicidade original de três graus.

2. O Fator Político e Religioso
Enquanto a maçonaria inglesa era estritamente leal à Casa de Hanover (protestante), as lojas francesas eram frequentadas pela nobreza católica e, por vezes, envolvidas em intrigas dinásticas que incomodavam Londres.

3. A Ruptura Definitiva (1877)
Embora as tensões tenham existido por 150 anos, o "divórcio" oficial ocorreu no século XIX. O ponto central foi a questão do "Grande Arquiteto do Universo":
* França (Grande Oriente): Em um movimento influenciado pelo positivismo e pelo laicismo francês, o Grande Oriente de França removeu a obrigatoriedade da crença em Deus de seus estatutos para permitir a entrada de ateus e agnósticos.
* Inglaterra (UGLE): A Grande Loja Unida da Inglaterra considerou isso uma violação dos "Landmarks" (leis fundamentais) e rompeu relações, declarando o Grande Oriente "irregular".

Conclusão: Dois Caminhos Distintos
O conflito, visto de forma imparcial, é o reflexo de duas culturas nacionais:
* O modelo inglês: Conservador, teísta e focado na preservação da tradição e da moralidade cívica.
* O modelo francês: Liberal, adogmático e historicamente mais envolvido em debates sociais e filosóficos.
O que começou como uma amizade entre cavalheiros que admiravam o Iluminismo acabou se dividindo sobre a definição do que é, fundamentalmente, a liberdade de consciência.

Fonte: Academia Maçônica Mundial - SP -  M.M:. Bruno Pregil

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

EXPOSIÇÃO DO PAINEL NA INSTRUÇÃO

Em 21/05/2026 o Respeitável Irmão Lucas Pontes, Loja Fraternidade Paraibana, 840, REAA, GOB-PI, Oriente de Parnaíba, Estado do Piauí, pede esclarecimentos.

EXPOSIÇÃO DO PAINEL

Na terceira instrução do grau de Aprendiz, novo ritual, orienta que a instrução seja feita mediante exposição do painel. Como é feita essa exposição? Virar o painel em direção ao Aprendiz? Ou Aprendiz fica entre colunas? O Mestre de Cerimônias vai apontando a simbologia durante à leitura?

De já agradeço sua atenção.

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente, eu gostaria de agradecer o convite que me foi feito. Aproveito a oportunidade para saudar a Loja pelo seu aniversário de 120 anos que se avizinha. Já estive no Piauí por duas vezes, uma na capital Teresina e outra no interior, na cidade de Picos. Naquelas oportunidades estive ministrando palestras sobre o REAA. São gratas as recordações.

No tocante à sua questão, não existe propriamente um protocolo para a apresentação do Painel em instrução.

A forma de se aplicar a 3ª Instrução de Aprendiz tendo o Painel como referência, ministrada pelo 2º Vigilante e pelo Venerável Mestre, fica a critério da Loja. Ela é que decide para onde deslocar o Painel no momento da instrução, podendo, inclusive, mantê-lo no seu lugar com o cada Ir∴ observando a figura que consta na página 11 do ritual de Aprendiz.

Para a 3ª Instrução, no caso de deslocamento do Painel, o mais comum seria colocá-lo bem próximo da porta, no extremo do Ocidente voltado para o centro, de tal maneira que todos, especialmente os Aprendizes, possam visualizá-lo durante os ensinamentos.

No momento da instrução com o Painel deslocado, quem deve ficar próximo a ele é o 2º Vig∴, o qual deixa momentaneamente o seu lugar. Concluída essa instrução, o 2º Vig∴ retorna imediatamente para o seu lugar e o Painel é recolocado no centro.

O 2º Vig∴, por ter deixado o seu lugar para se colocar próximo ao Painel, não precisa que outro Irmão o substitua. Não existem óbices sobre o lugar do Vig∴ficar vago por alguns instantes. Até porque ele não estará se retirando dos trabalhos.

Finalmente, em se optando pelo deslocamento do Painel, cabe ao Mestre de Cerimônias providenciar a sua mudança, e a sua recolocação.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A MAÇONARIA CULTUA UM BODE?


Em nenhum grau da Maçonaria existe qualquer referência (simbólica ou não) a este animal como parte da nossa simbologia. A associação do bode com a Maçonaria certamente sugiu de fora para dentro, ou seja, de pessoas que não conheciam a Ordem (ou que simplesmente queriam depreciá-la).

O animal pode ter sido associado à figura de Baphomet (que também não faz parte de nossa simbologia e nem dos Templários) e, por ignorância, associado à Ordem Maçônica. O bode também foi tomado por Jesus como um animal desprezível, pois profetizou que, dentro da salvação, sob o aspecto religioso, as "ovelhas" seriam separadas dos bodes.

A associação do animal à Maçonaria é tão antiga que, os próprios maçons, ironicamente, se divertiam com tudo isso, e passaram a se chamar, um ao outro, de "Bode". Hoje, é comum, um maçom chamar o outro de bode, e ainda, usar adesivos em seus carros com a imagem do animal. Para nós é divertido, mas, nunca houve qualquer relação da Maçonaria com ele.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

ORIGEM DA MAÇONARIA

Palestra:
Ir∴ Vicente Sarubbi

1 - introdução — introduzindo o pensamento sobre a origem da Maçonaria, hoje é forçoso reconhecer que não podemos mais apresentá-la de forma simplória, como alias é feito por muitos autores que desconhecem os métodos históricos e científicos nos trabalhos deste gênero. Assim buscamos resumir o pensamento de autores sérios que tem credibilidade nacional e internacional, para dar um enfoque contemporâneo à tão interessante estudo problemático e interesse de todos os maçons.

Os estudos sobre a origem e os fundamentos da Maçonaria deixaram de pertencer exclusivamente aos maçons e tem sido apresentado em forma de monografia em faculdades e universidades nas disciplinas de história, política e sociologia, sobretudo pela grande participação da Maçonaria no pensamento universal e nos ideais liberais com a famosa trilogia: Liberdade, Igualdade e Fraternidade, ideais esses incorporados hoje nos Direitos Fundamentais de todos os Estados modernos.

2 - Falar sobre a origem da maçonaria, é falar sobre a sua história, seria um empreendimento difícil e um conhecimento quase enciclopédico, em mais de 30 anos de reflexão e pesquisa, percorrendo os caminhos dos autores maçônicos.

3 - A história como ciência e os níveis de conhecimento e suas abstrações:
3.1 - Conhecimento comum — fundamenta-se nos cinco sentidos
3.2 - Conhecimento científico — objetivo, racional, metódico e técnico
3.3 - Conhecimento filosófico — obtido pela razão natural
3.4 - Conhecimento metafísico — revelado a razão por Deus, dogmático, fé.
4 - Proponho 5 fontes de estudos ou Escolas de Pensamento Maçônico:
4.1 - Escola autêntica — metade do séc. XIX, conhecimento crítico a cerca de documentos, atas e monumentos — não leva em conta a tradição velada.
4.2  - Escola histórica filosófica — séc. XIX, con. crítico de lições de história e filosofia, investigadas com critérios científicos inclusive das tradições veladas.
4.3 - Escola antropológica cultural — séc. XIX, con. crítico, pesq. de antrop. cultural, utiliza critério científico para investigar a tradição maçônica e de sociedades a fins.
4.4 - Escola mística - maçônica mística — parte de estados de consciência estática, meditativa, busca a união com Deus através da meditação e da contemplação.
4.5 - Escola ocultista ou sacramental — eficácia do cerimonial maçônico — lado oculto do ritual, prática de treinamento a vontade, a natureza física, emocional e mental, busca a união ativa com Deus, num esforço coletivo, invocando Seres Superiores, cuja senda conduz a Deus.

5 - André Chédel denomina de “Pré - Maçonaria~~ — “tudo que nos vem do remoto passado, até a chamada Maçonaria Operativa” (apud Vanildo de Senna. Fundamentos jurídicos da maçonaria especulativa, Ed. Maçônica, Rio de Janeiro, RJ, 1981. P. 7.


6 - Nicola Aslan, na realidade histórica da Maçonaria comporta apenas dois períodos:
6.1 - Maçonaria Operativa — trata da história dos operários medievais, construtores das igrejas, palácios, abadias, catedrais, e que se estende por toda a Idade Média e a Renascença, termina em 1717, com a criação da Grande Loja de Londres.
6.2 - Período - Maçonaria Especulativa, de 1717 até nossos dias — em seu aspecto atual de associação civil, iniciativa, moral filosófica e humanitária.

7 - Minha classificação em 3 períodos históricos:
7.1 - 1º Período — Pré-Maçonaria — da antigüidade até a Maçonaria Operativa.
7.2 - 2º Período — Maçonaria Operativa - Idade Média e Renascença até 1717.
7.3 - - 3º Período de 1.717 até nossos dias.

8 - Alguns autores falam de um período lendário anterior ao 10 Período, que não é admitido pelos historiadores contemporâneos e podem ser classificados em duas classes:

8.1 - 1a classe lendas de fundo histórico —inventadas para afirmar a milenar existência da Ordem —suposta história de arquitetura, geometria e edificações, destinados maçons operativos. 

8.2 - 2a classe - histórias lendárias dos operativos que ligaram as origens da Maçonaria nas iniciações de povos primitivos e ambigüidade clássica - greco - romana. *Caráter iniciático. 

8.3 - Confusão históricas —as sociedades iniciáticas existem desde os primórdios da sociedade humana, e alguns autores confundem recepção, admissão e iniciação real (sociedades primitivas), com a iniciação simbólica maçônica - que ao lado das lojas profissionais, sempre existiram as confrarias - que permitiram a das pessoas estranhas à profissão - chamados Maçons Aceitos, que para alguns autores datam de 1.600 para outros durante o século XVIII. 

8.4 - Organizações ancestrais da Maçonaria — Em várias épocas, entretanto, várias antigas organizações foram apontadas como ancestrais da Maçonaria, incluindo as seguintes, por ordem de crescentes plausibilidades; 
1) os druidas; 
2) os Culdees;
3) os Rosa-cruzes; 
4) os essênios; 
5) os antigos Mistérios do Egito e da Grécia (ver Elêusis); 
6) os arquitetos viajantes trabalhando sob proteção de uma Bula Papal; 
7) os Mestres Comacinos; 
8) os Steínmetzen alemães; 
9) os Companheirismos franceses

9. - Origem da Ordem — como a conhecemos hoje — é quase certa a sua origem entre os maçons operativos da Inglaterra.

10. - Desaparecimento das lojas operativas na Inglaterra:
10.1- Reconstrução de Londres, após o grande incêndio de 1.666; 10.2-"A reforma que pôs termo aos grandes edifícios católicos”; 10.3 - À Renascença que destronou o estilo gótico; 10.4 - Sobreviveu a "Fraternidade dos Maçons Aceitos” — ligados as confrarias —tratavam dos socorros e festividades.

11. - Surgimento da Maçonaria Especulativa:

11.1 - Maçonaria Especulativa ou Moderna tem sua origem na Maçonaria Operativa, tendo como data oficial de sua fundação o dia 24/07/1717.

11.2 - Surgiu como uma associação civil, para a “Reforma da Conduta" um "sistema de moralidade”, filosófica, iniciática e humanitária.

11.3 - Denominação Especulativa — Afinal, devemos esclarecer que a decadência e a conseqüente extinção da Maçonaria Operativa, transformada em Maçonaria Especulativa pelos Maçons aceitos, deveu-se: - primeiro, à Reforma, que pôs termo à construção dos grandes edifícios religiosos católicos; segundo, à Renascença, que destronou o estilo gótico; terceiro, ao Grande Incêndio de Londres, de 1666, que fez perder à Companhia dos Maçons os seus privilégios medievais e permitiu aos estrangeiros o emprego da reconstrução da grande metrópole. Sobreviveu apenas a "Fraternidade dos Maçons Aceitos que se achava ligada à Confraria e que tratava apenas da parte social, festividades e socorros”.

11.4 - O termo Especulativo - significado —“De modo geral Especulativo sempre significa teoria, contemplação, quando, porém, o termo é utilizado em matéria de moral, de filosofia, de doutrinas esotéricas ou de princípios, significa Maçonaria”.

12. - Para Morivalde Calvet «a Maçonaria moderna é filha do liberalismo cultural, político e religioso do século XVIII, com seu lema fundamental: Liberdade Igualdade e Fraternidade”.

13. - Termino este modesto trabalho, percorrendo os caminhos dos autores maçônicos, transcrevendo Vanildo de Senna: “Convém assinalar, por oportuno, que a Maçonaria Moderna, ou Especulativa, surgiu como uma “sociedade” para reforma da “conduta”, como um “Sistema de Moralidade”, obtendo o maior sucesso e teve como data oficial de sua fundação o dia 24 de junho de 1717. Atendeu aos imperativos do momento histórico e local, quer político, religioso, moral, filosófico, social ou espiritual, aspectos estes devidamente analisados pelo eminente historiador, escritor maçônico e nosso brilhante Confrade Morivalde Calvet Fagundes, no seu trabalho: „é a Maçonaria filosofia espiritualista, moral social ou metafísica?”i

14. - Bibliografia:
  1. Senna, Vanildo de. Fundamentos jurídicos da Maçonaria Especulativa. Ed. Maçônica, Rio de Janeiro, 1981.
  2. Aslan, Nicola. Grande Dicionário Enciclopédico de simbolismo e Maçonaria, 4 vol.
  3.  Leadbeter, W. Pequena Hist. da Maçonaria. Ed. Pensamento. SP.
  4. Fagundes, Morivalde Calvet. A Maçonaria e as Forças Secretas da Revolução. Ed. Maçônica. RJ.
  5.  Figueiredo, Joaquim Gervásio. Dicionário de Maçonaria. Ed. Pensamentos.
  6. Fagundes, Morivalde Calvet. Lições da História da Maçonaria.
  7. O Estudo de Maçonaria nas Universidades. (As duas obras supras são teses apresentadas no lº Congresso Maçônico Internacional de História e Geografia — Rio de Janeiro, Brasil, 1981

Fonte: JBNews - Informativo nº 318 - 12 de Julho de 2011

domingo, 23 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

A ESTRELA FLAMEJ.'. E A LETRA G - REAA

Em 21/05/2026 o Respeitável Irmão Giovani Moreira da Silva, Loja Estrela do Vale, 1740, GOB MINAS, REAA, Oriente de Itabira, Estado de Minas Gerais, apresenta as perguntas seguintes:

ESTRELA E A LETRA G

1 - Em seu artigo https://pedro-juk.blogspot.com/2017/12/estrela-flamejante-v.html você fala sobre a especulação sobre o conceito da letra G, porém, no ritual de Companheiro Maçom na página 123 expressa uma opinião contrária ao seu artigo. Como respeito muito seus artigos, gostaria de sua orientação sobre o disposto no ritual atualizado em 2024.

Aproveitando sua boa vontade agradeço mais dois comentários:

2 – A Estrela Flamejante deve estar literalmente de ponta para cima, ou seja, perpendicular (pendurada) no teto ou pode estar afixada no teto na abóboda celeste;

3 – Podemos em uma reunião de grau de Aprendiz transformar a reunião em grau de Companheiro, retirando os Aprendizes no momento do tempo de estudos para a apresentação do grau de Companheiro, depois retornando com os Aprendizes, isso para não furtar os Aprendizes de participar da reunião naquele dia. Essa prática pode ser realizada?

CONSIDERAÇÕES:

1 - Em relação ao que eu publiquei em resposta a uma pergunta no meu Blog em 2017, continuo convicto do que escrevi, e mantenho a minha posição.

Sobre o Ritual de Comp Maçom em vigência no GOB, eu procurei minimizar a questão, deixando claro, em primeiro lugar, que a letra “G” significa Geometria. As outras definições, que a meu ver não condizem com a realidade doutrinária do REAA, são mencionadas no Ritual em segundo plano, sobretudo porque são consagradas nas instruções gerais da Maçonaria e até adotadas de modo amplo em outros rituais.

Foi graças a isso é que deixei bem claro que na Maçonaria a letra “G” também tem sido interpretada como Geração, Gravidade Gênio e Gnose. Note que, mesmo discutível, essas não são afirmativas minhas, mas são conceitos que estão presentes há muito tempo na Maçonaria, especialmente na vertente anglo-saxônica. Assim, a minha obrigação é também mencioná-los.

Nesse contexto, o que de fato eu abomino é falsa interpretação quando dizem que a letra “G” é uma referência ao "G A D U", mais especificamente à palavra "God", que é Deus na língua inglesa. Ora, se fosse assim, como ficariam então os ritos latinos onde a inicial do nome Deus é a letra "D" (Deus, Dio, Dieu)?

En passant, outro absurdo é se dizer que a letra hebraica “IÔD” se traduz pela letra “G”.

Graças a isso, sendo a Geometria a quinta ciência na ordem das Sete Artes e Ciências Liberais, procurei dar ênfase a ela como uma das grandes verdades universais (vide a 47ª Proposição de Euclides).

Para concluir este quesito, vale a pena lembrar que quando se trata de ritual maçônico, nem sempre é possível alterá-lo de imediato, sem antes, com muita prudência, ir se preparando o terreno. Por conta disso, deixo essa questão para reflexão dos IIr, mostrando que nem tudo o que reluz é ouro.

2 - A Estr Flamej – Este símbolo não é parte do mapa estelar da abóbada. Ela não aparece como as demais estrelas e astros, fixados no firmamento. Nesse sentido, a Estr Flamej não é um astro celeste, mas é um símbolo pitagórico, que fica pendente do teto, adotado por alguns ritos maçônicos. Historicamente essa estrela hominal somente apareceu na Maçonaria no século XVIII.

Como um símbolo pitagórico, o ritual do REAA/GOB menciona que a EstrFlamej - um dos ornamentos da Loja de Comp - aparece pendente(pendurada) do teto, ao Meio-Dia, sobre o lugar do 2º Vigilante.

Por ser um símbolo hominal, herdado do pitagorismo, é que essa Estr se apresenta no Templo pendurada e com apenas uma das suas cinco pontas voltada para cima. No contexto de símbolo hominal, a única ponta voltada para cima corresponde à cabeça (mente) do homem, enquanto que as demais relacionam-se aos seus membros superiores e inferiores (comparado ao homem vitruviano de Da Vinci. 

Em primeira análise, a Estr Flamej simula o Homem de cabeça para cima, naturalmente como foi constituído pela Natureza (teurgia). Também representa os cinco sentidos e a relação matéria-espírito: visão, audição, tato, olfato e paladar – o Iniciado vê o sin; ouve a pal; sente o t; percebe o ar dos pperf; distingue a doç do amarg presente na t das vicissitudes.

Como a Maçonaria é uma obra de Luz, a Estr Flamej não pode aparecer de ponta-cabeça, isto é, com duas de suas pontas voltadas para cima, mormente porque esse é um símbolo da Goécia, ou Goétia, que significa uma obra da escuridão, do desequilíbrio e da contrariedade. Com as duas pontas apontadas para cima, a Estr se torna a figura de um bode que, dentre outros, representa a animalidade e o mundo de ponta-cabeça; é o emblema do controverso, da obra das trevas e do giro anti-horário; simboliza o retrocesso.

A Estr pendente do teto, perpendicular ao meridiano do Meio-Dia (sobre o 2º Vig), simula a luz intermediária, entre a aurora e o ocaso. É por isso que no REAA a alegoria da letra "G", ao centro da Estr, corresponde à 5ª Ciência, ou a Geometria aplicada na construção de um novo Homem. De modo óbvio, a letra "G" também não deve ficar de ponta-cabeça, senão seguir o padrão e a ordem natural das coisas da Natureza.

3 – Transformação de Loja - Conforme menciona o ritual, existe a possibilidade de transformação, no entanto isso somente deve ocorrer quando for necessário para se atender à legislação, ou por algum motivo comprovadamente imperioso. Transformação de Loja é procedimento previsto, mas esporádico, nunca corriqueiro. É oportuno lembrar que uma Loja transformada deve retornar ao grau em que fora inicialmente aberta para ser fechada definitivamente. Transformar Loja para ministrar uma instrução é possível, porém não recomendável. 

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O EGO

Profunda é a diferença entre eu e ego, pois enquanto o ego significa a pessoa humana vivente, o “eu” é a parte divina dentro do homem.

Eu é o nome de Deus. O maçom não pode dizer: “eu sou maçom”, porque pretenderia tomar o lugar de Deus. O eu comanda o espírito; o ego, a consciência.

Da palavra ego origina-se de “egoísmo”, que é a forma negativa da personalidade humana.

Porém, em certas ocasiões, o homem necessita desse egoísmo; quando zela pelos seus interesses, seu bem-estar, sua saúde, o egoísmo é salutar. Na máxima bíblica: “Ama o próximo como a ti mesmo”, encontramos a expressão egoísta de que, “antes de amar o próximo”, o homem deve aprender a amar a si mesmo, como exercício e como campo experimental, para depois poder com eficiência amar o próximo.

O maçom deve observar esses aspectos “lapidares”, tanto na sua vida maçônica como profana. Não pronunciar o nome de Deus em vão; o “eu sou”; “eu faço isto ou aquilo”.

O maçom deve ser prudente no falar.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 131.

MAÇONARIA DISCRETA

José Cantos

Outro dia me peguei pensando em uma contradição curiosa que vive rondando os corredores da Maçonaria.

Escuto frequentemente irmãos dizendo, com certo zelo, que a ordem é discreta, que guarda segredos antigos, que certos assuntos não devem ser levados para fora do templo. Alguns até vigiam com atenção quem escreve alguma lembrança, quem comenta uma experiência ou quem ousa refletir publicamente sobre algo vivido dentro da fraternidade.
Até aí, compreensível. A tradição sempre valorizou o silêncio como forma de respeito ao rito e ao simbolismo.

Mas então acontece uma cena curiosa nas ruas da cidade.

O mesmo irmão que defende a discrição estaciona o carro, e lá está ele: um grande esquadro e compasso colado no vidro traseiro, às vezes acompanhado de um adesivo “tamanho família”. O símbolo viaja pela avenida, passa pelo semáforo, entra no estacionamento do mercado e desfila pela cidade inteira anunciando silenciosamente:

— “Aqui vai um maçom.”

E eu confesso que isso sempre me fez pensar.

Não porque o símbolo seja proibido, ele nunca foi segredo. O esquadro e compasso é um emblema antigo e conhecido, parte da identidade pública da ordem. Mas a pergunta que surge não é sobre o símbolo.

É sobre a intenção.

Porque existe uma diferença muito grande entre guardar um segredo e exibir uma pertença.

Enquanto alguns escrevem discretamente sobre aquilo que sentiram numa iniciação, muitas vezes depois de vinte ou trinta anos de reflexão, outros preferem anunciar sua condição de maçom para qualquer motorista que esteja atrás no trânsito.

A vida humana tem dessas ironias.

Uma vez prof Ariel Pires (in memorian) me disse:

— O segredo que deveria estar guardado no coração às vezes vira adesivo no vidro.

E a experiência que deveria ser compartilhada com sabedoria às vezes é tratada como se fosse um crime.

Talvez porque a verdadeira discrição não esteja no silêncio forçado, mas na intenção que carregamos.

Os antigos símbolos da maçonaria sempre ensinaram que o esquadro representa a retidão do caráter e o compasso o domínio das paixões. Nenhum deles foi criado para medir o tamanho do ego.

No fundo, o verdadeiro sinal de um maçom não deveria estar no carro, no anel ou na lapela.

Deveria estar na forma como ele caminha pelo mundo.

Porque o maior segredo da maçonaria, aquele que nenhum ritual consegue esconder e nenhum adesivo consegue revelar, é simples: o homem que realmente aprende alguma coisa dentro do templo não precisa anunciar isso para ninguém.

O mundo acaba percebendo sozinho.

José

Fonte: Facebook_José Cantos

sábado, 22 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SAGRAÇÃO DE TEMPLO (INAUGURAÇÃO) - 7

Em 20/05/2026 o Respeitável Irmão Jorge Jesus Abreu, Loja Acácia, 177, sem mencionar o Rito, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão.

SAGRAÇÃO DE TEMPLO

Sirvo-me do presente para, respeitosamente, solicitar a sua colaboração, no sentido de orientar o signatário acerca do amparo legal, pressupostos e requisitos para a sagração do Templo Maçônico.

Estou no cargo de Orador, cargo esse preteritamente já exercido em outras duas administrações, de forma intercalada.

Na vida profana, sempre pautei por princípios de estrita legalidade, na medida em que exerci, até a aposentadoria, o cargo de Delegado de Polícia no Estado do Rio de Janeiro. Mesmo na inatividade, desempenhei funções públicas na área da segurança pública, e hoje advogo, basicamente, na esfera administrativo-disciplinar no âmbito da Polícia Civil, tudo a moldar minhas ações em conformidade com as normas legais e estatutárias.

Assim, reputo de muita relevância suas considerações em torno da sagração do Templo Maçônico, notadamente a necessidade dessa medida em havendo benfeitorias no interior do recinto.

No mais, externo o sincero desejo de sua visita a minha Loja, em estando na Cidade de Niterói, evento esse motivo de júbilo para toda a família maçônica fluminense.

Sem mais para o momento, colho o ensejo para externar ao querido Irmão protestos de fraterna estima e consideração.

CONSIDERAÇÕES:

Em Maçonaria, a sagração de um Templo ocorre no sentido de conferir dignidade ao espaço ou dependência em que serão realizados os trabalhos litúrgicos e ritualísticos de uma Loja. Tudo isso sem a intenção de transformar esse recinto em um lugar sagrado, santificado ou religioso.

Nesse contexto, é sempre bom lembrar que a Maçonaria não é uma religião e nem uma Instituição religiosa. A religiosidade, nesse caso, está no íntimo de cada maçom. 

Sobre a sagração de um Templo maçônico - Em linhas gerais é a consagração de um lugar; é a sua inauguração que se dá por meio de um ritual específico vigente na Obediência.

Como se trata de uma inauguração, esses trabalhos são dedicados a uma nova edificação ou dependência, que nunca antes tenha sido inaugurada (consagrada, sagrada). Em linhas gerais, um Templo, já passou pelo ato de consagração assim permanece ad aeternum, isto é, enquanto ele existir e estiver em condições de uso.

Reformas de edifícios maçônicos já inaugurados, a meu ver não devem passar por outra sagração, a não ser que o prédio tenha sito totalmente demolido e reconstruído, ou mesmo uma ampla reforma que o descaracterize do original, o que seria tratado como uma nova construção. Esses casos seriam passíveis de uma inauguração (sagração).

Enganam-se redondamente os que tratam a sagração de um Templo maçônico como fosse uma prática religiosa. Consagrar, nesse caso, é conferir dignidade ao espaço, inclusive ao grau de um maçom (consagração de um candidato).

O ato de Sagração de um Templo - No GOB, o ritual específico para essa finalidade, em vigência, encontra-se no volume de Rituais Especiais (Sessões Exclusivas), 2016, dele a página 77 e seguintes. 

Para que ocorra a sagração de um Templo maçônico, a Loja interessada deverá formalizar um pedido ao seu Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal, o qual irá, mediante ato formal, designar uma comissão formada por Mestres Maçons (Comissão de Sagração) para a exercer a cerimônia ritualística de inauguração.

Nesse contexto, é importante lembrar de um detalhe significativo. Trata-se do que especifica o Ritual de Consagração vigente, página 80: "É vedado (o grifo é meu) ao Grão-Mestre Geral, Grão-Mestre Geral Adjunto, Grão-Mestre Estadual e respectivos Adjuntos e ao Delegado do Grão-Mestre participar da Comissão de Sagração e ter ingresso no Templo antes de sua Sagração".

Em face a isto, as autoridades mencionadas logo acima não podem fazer parte da comissão de inauguração, assim como também não podem ingressar no Templo sem que ele tenha sido antes regularmente inaugurado (passado pela sagração).

Eram essas as informações possíveis neste momento.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

JOSÉ MIGUEL CARRERA


A filiação de Carrera à Maçonaria nunca foi posta em dúvida, pois em seu diário, mantido durante sua visita aos Estados Unidos, de novembro de 1815 a outubro de 1816, ele escreveu o seguinte:

Quarta-feira, 21 de fevereiro (1816): "Discuti formalmente meu pedido de admissão na Loja de São João. Este passo pode trazer alguma vantagem para meus projetos."

Sábado, 24 de fevereiro: “… Às 19h, fui recebido na Loja Maçônica St. John's nº 1. Meu padrinho foi o Sr. Shaw. Eles me conferiram o 3º grau . Mais tarde, o Sr. Hoffman também foi recebido. Escrevi meu nome de próprio punho no Livro da Loja…”

Alguns historiadores, no entanto, interpretaram as palavras de Carrera de que ele "recebeu o 3º grau " como prova de que ele já era maçom, iniciado em Cádiz, e que em Nova York ele foi elevado apenas ao grau de Mestre.

Uma cópia da ata da Loja St. John n° 1 de Nova York, obtida por intermédio do Irmão Thomas M. Savini, Diretor da Biblioteca Maçônica Chanceler Robert R. Livingston da Grande Loja de Nova York, esclarece finalmente a maneira pela qual o herói da independência chilena, José Miguel Carrera, foi iniciado na Maçonaria.

As atas da Loja St. John comprovam que Carrera não era maçom antes de 24 de fevereiro de 1816, quando recebeu os três graus da Maçonaria Simbólica, um após o outro. Seu amigo, Phillip H. Hoffman, também foi iniciado, passou e foi elevado na mesma noite, seguindo Carrera. Um detalhe curioso é que Carrera pagou sua taxa de iniciação, e também a de Hoffman, apenas seis semanas depois.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

OS TRÊS TRAIDORES DO TEMPLO INTERIOR

Por Carlos L. Sánchez

Dentro da tradição maçônica, poucos relatos possuem uma profundidade simbólica tão poderosa quanto a morte de Hiram Abif, o Mestre Construtor do Templo de Salomão. Longe de ser apenas uma alegoria ritual, este drama representa um ensino inicático sobre a queda e regeneração do ser humano.

Os chamados “três traidores” não devem ser entendidos apenas como personagens históricos ou rituais. Desde a interpretação filosófica e esotérica da Maçonaria, simbolizam as forças inferiores que ameaçam constantemente a construção do Templo interior.

A ignorância é o primeiro deles.

Não é simplesmente falta de informação, mas sim permanecer voluntariamente na escuridão. É a negação da busca, a rejeição da reflexão e a renúncia do autoconhecimento. Quando domina, o homem perde a orientação e esquece o propósito superior da sua existência.

Ambição desordenada é o segundo traidor.

Nas antigas tradições iniciáticas, as ferramentas do construtor simbolizam faculdades espirituais destinadas ao aperfeiçoamento do ser. No entanto, quando a ambição substitui o serviço, essas ferramentas param de construir e começam a destruir. Poder, posição ou reconhecimento acabam ocupando o lugar da virtude.

O terceiro é o fanatismo.

Historicamente, a Maçonaria combateu todas as formas de dogmatismo que impedem o livre pensamento. O fanático não procura compreender, mas impor. Confunde convicção com verdade absoluta e transforma sua própria cegueira em bandeira. Por isso, este traidor representa o golpe final contra a sabedoria.

Em conjunto, estes três inimigos simbolizam a rebelião da natureza inferior contra os princípios superiores do homem.

Então, Hiram morre cada vez que:

- A razão é substituída pelo preconceito.
- A virtude é sacrificada por interesse pessoal
- A tolerância cede ao ódio ou à intolerância

A tragédia hirâmica não pertence apenas ao ritual maçônico. Manifesta-se constantemente na história humana. Civilizações inteiras viram seus templos morais cair quando a ignorância foi exaltada, a ambição glorificada e o fanatismo legitimado como verdade.

Por isso, a busca da Palavra Perdida representa muito mais do que um símbolo ritual: é a recuperação da consciência, do equilíbrio e da luz interior enterrada sob as ruínas do ego.

O ensino final é claro:

O templo não é destruído primeiro na pedra, mas na alma do homem.

E enquanto os três traidores continuarem habitando no interior humano, o trabalho do iniciado permanecerá o mesmo:

Vigiar-se, purificar-se e reconstruir-se.

Fonte: Facebook_Masoneria Guayaquileña

sexta-feira, 21 de agosto de 2026