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PERGUNTAS & RESPOSTAS
O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
CADEIA DE UNIÃO - CARACTERÍSTICAS PARA O REAA
Em 11/09/2025 o Respeitável Irmão Olney Ferreira da Paixão, Loja Fidelidade Mineira, REAA, GOMG (COMAB), Oriente de Juiz de Fora, Estado de Minas Gerais, faz a seguinte pergunta:
CADEIA DE UNIÃO
Tomo a liberdade de solicitar ajuda a fim de sanar uma dúvida, com referência a ritualística sobre a CADEIA DE UNIÃO, como formar a Cadeia e a postura, no REAA do GOMG.
CONSIDERAÇÕES:
Historicamente, a Cadeia de União surgiu na França em 1777 pela necessidade de se barrar o ingresso de maçons irregulares nas Lojas, visando, com isso, atender à regularidade restabelecida à Maçonaria francesa pelo Grande Oriente da França, pós período turbulento que ocorrera no século XVIII.
À vista disso, a Cadeia de União foi criada apenas para a transmissão da Palavra Semestral, e assim tem sido no REAA original. No Brasil, o seu uso foi adotado pelo GOB em 1832, mantendo-se até os dias atuais.
Sob o aspecto do seu comportamento ritualístico, a Cadeia de União é organizada em formato circular, com os Irmãos distribuídos ao centro do Ocidente. Dessa formação peculiar, somente podem participar Irmãos regulares da Loja. Eventuais visitantes, mesmo que de outras coirmãs e da mesma Obediência, não podem participar da Cadeia de União.
Graças a isso é que a Cadeia é formada somente após o encerramento dos trabalhos, depois que visitantes já tenham se retirado.
Desse modo, os Irmãos formam a Cadeia de União de mãos dadas uns com os outros, tendo os respectivos braços cruzados pela frente do corpo, o direito por cima do esquerdo. Nesta formação, o Venerável Mestre se coloca na banda oriental do dispositivo circular, tendo imediatamente à sua direita e esquerda, respectivamente, os Irmãos 1º e 2º Vigilantes. De frente para o Venerável, no lado oposto do círculo, na banda ocidental, coloca-se o Mestre de Cerimônias, tendo à sua esquerda e direita, distribuídos de modo equilibrado, os demais Irmãos.
Estando todos de mãos dadas, ocupando o dispositivo, o Venerável Mestre transmite, sussurrando no ouvido dos Vigilantes a Palavra Semestral, a qual percorre sucessivamente pelo lado Norte e Sul da Cadeia, até chegar ao Mestre de Cerimônias, que a recebe em ambos os ouvidos. Ato seguido, o Mestre de Cerimônias, por dentro do dispositivo, sai do círculo, enquanto que os Irmãos que o ladeiam dão-se as mãos para restabelecer o dispositivo; o Mestre de Cerimônias então vai até o Venerável Mestre e lhe transmite a Palavra da mesma forma que recebeu, depois o volta seu lugar na Cadeia.
Se a Palavra estiver correta, o Venerável Mestre informa e recomenda que todos a guardem como penhor de regularidade. Finalmente, desfaz-se Cadeia de União e o Venerável Mestre, ajudado pelo Mestre de Cerimônias, incineram no centro, em um dispositivo apropriado, a Palavra que acabou de ser transmitida. Logo, todos se retiram do templo. Esta é a mecânica ritualística da transmissão da Palavra Sagrada no REAA.
Outras ponderações: No REAA, durante a formação da Cadeia de União, os seus componentes não juntam a ponta dos seus pés, uns com os outros; ao final da transmissão não existe nenhuma aclamação, a exemplo da tríade Saúde, Força e União, ou outras do gênero; a Cadeia de União é formada exclusivamente para a transmissão da Palavra Semestral, nela não cabem preces, súplicas, orações, pedidos em favor de enfermos, etc.
Ainda, a Palavra Semestral é enviada às Lojas pelo Grão-Mestre da Obediência, duas vezes por ano.
T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
SESSÃO CONJUNTA E O USO DO CHAPÉU
Em 10/09/2025 o Respeitável Irmão Oscar Brandão Muniz, Loja Inconfidentes, 3459, REAA, GODF/GOB, Oriente de Guará, Distrito Federal, apresenta a seguinte questão:
SESSÃO CONJUNTA
Numa sessão conjunta todos os Veneráveis Mestres devem usar o chapéu, ou somente aquele que presidirá a sessão?
CONSIDERAÇÕES:
Assim, estando duas ou mais Lojas incorporadas, elas trabalham em uma sessão conjunta. Nessa condição, as Lojas dividem os cargos entre elas, não podendo, sob nenhuma hipótese, dois ou mais titulares ocuparem um mesmo cargo.
Em função disso, nos trabalhos de uma sessão conjunta de Aprendiz ou de Companheiro, apenas o Venerável Mestre que estiver dirigindo os trabalhos é que usa chapéu. Em Grau de Mestre Maçom, todos usam chapéu.
Para finalizar, reitera-se: em uma sessão conjunta onde duas ou mais Lojas atuam, haverá apenas um Venerável Mestre, um 1º Vigilante, um 2º Vigilante, um Orador, um Secretário, e assim por diante. As Lojas Incorporadas, em comum acordo, decidem quais os Irmãos que ocuparão os respectivos cargos nos trabalhos conjuntos. Não pode haver dois ou mais ocupantes para o mesmo cargo.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
A TIRANIA DA MINORIA E A HARMONIA DA LOJA
A Sublime Ordem Maçônica é uma escola de virtudes, onde buscamos incessantemente a Luz, o aperfeiçoamento do ser e a elevação coletiva. Contudo, mesmo no Templo do Espírito, onde a razão é erguida como pedra angular, não estamos isentos das sombras que cercam a natureza humana. Entre elas, há uma que silenciosamente ameaça a harmonia: a tirania da minoria.
No mundo profano, o termo já é conhecido: refere-se à imposição da vontade de poucos sobre a maioria, sustentada por mecanismos psicológicos como o medo do confronto, a pressão social, o conformismo e a ilusão de consenso. Trazido para o ambiente maçônico, esse fenômeno adquire contornos ainda mais sensíveis, pois aqui, a Verdade só floresce na pluralidade de vozes.
A Justiça não é o domínio da maioria, nem da minoria, mas do equilíbrio
Nas colunas do Templo, cada obreiro, seja Aprendiz, Companheiro ou Mestre, tem voz e valor. Não há graus na consciência, nem títulos na essência. Assim, quando uma pequena fração, seja por antiguidade, oratória, carisma ou acesso a canais de influência, impõe sua visão como verdade absoluta, desvia-se do Rumo Sagrado da Fraternidade.
Essa imposição pode parecer sutil: a escolha recorrente de temas inacessíveis aos mais novos; a exclusão de pautas que desafiem a visão dominante; ou o uso de meios internos para construir uma ilusão de consenso. Mas o resultado é visível: o silêncio de muitos, a desistência de alguns e o enfraquecimento do espírito coletivo.
O Malhete deve reunir, não subjugar
O ritual nos ensina que o Venerável Mestre conduz os trabalhos, mas jamais detém o monopólio da Verdade. Sua missão é inspirar, ouvir e equilibrar, como um justo arquiteto que dá voz a cada pedra, por mais bruta que ainda esteja. Assim também devem agir as Lojas e Obediências: abrindo canais de escuta sincera, garantindo espaços de fala aos tímidos e protegendo o contraditório como semente da evolução.
A tirania da minoria não precisa ser intencional para causar dano. Muitas vezes, nasce do zelo excessivo, do apego à própria interpretação, ou do medo da mudança. Contudo, a Maçonaria nos pede retificação contínua, retificar ideias, práticas e posturas, pois somente assim encontramos a Pedra Oculta da Sabedoria.
Que tipo de Loja queremos ser?
Uma Loja que brilha pela diversidade de pensamento ou que ecoa apenas a voz de alguns?
Uma Obediência que acolhe a diferença ou que a teme?
Uma Ordem que evolui com justiça ou que se cristaliza no conforto de uns poucos?
Como nos lembra o ensinamento estoico: “Irritar-se é uma fraqueza, tanto quanto abandonar a tarefa.” Nem a omissão nem o autoritarismo conduzem à Luz. Somente o diálogo fraterno, protegido pela régua da equidade e pela trolha da humildade, pode restaurar o verdadeiro espírito iniciático.
Conclusão: Restaurar a Harmonia pela Instrução e pela Escuta
O momento pede uma volta consciente às nossas origens: da Câmara de Reflexões ao Templo da Sabedoria, precisamos cultivar a escuta ativa, o respeito à pluralidade e o compromisso com a justiça.
Que possamos recordar com atenção: a Cadeia de União não é feita de elos iguais, mas de elos que se respeitam.
E que se cumpram as palavras do Ritual:
“Que a Verdade seja a lâmpada que ilumina nossos caminhos e que a Justiça reine soberana em nossos corações.”
TFA
Apresentado por:
@androsbaruc .·.
Fonte: Facebook_Átrio do Saber
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
OCUPAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO TEMPO DE ESTUDOS
Em 10/09/2025 o Respeitável Irmão Hiram Andreazza de Freitas, Loja Regente Feijó III, 1456, REAA, GOB-SP, Oriente de Itu, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:
OCUPAÇÃO DO TEMPO DE ESTUDOS
Tenho grande interesse pela ritualística e gostaria, se possível, de tirar uma dúvida com o Irmão que consideramos a autoridade máxima ritualística no GOB. A dúvida é sobre o tempo destinado aos estudos. Primeiramente, muito feliz com a alteração de 15 minutos para até meia hora, pois considero esse momento fundamental para a formação contínua dos obreiros. A dúvida que surgiu em nossa sessão foi a seguinte: seria possível realizarmos dois trabalhos, com temas distintos, de 15 minutos cada, dentro do tempo de estudos?
CONSIDERAÇÕES:
Quem organiza a distribuição as matérias relativas ao período de instrução (Tempo de Estudos) é a Loja, em particular pelo Venerável Mestre e os Vigilantes.
Assim sendo, dentro dos trinta minutos previstos para o período, o uso do tempo deve ser organizado com instruções previstas no ritual e temas que envolvam doutrina, filosofia, legislação, história, simbologia maçônica, além de matéria técnico-científica ou artística, que seja de interesse da Sublime Instituição ou da cultura humana.
Nesse sentido, se os temas programados pela sua Loja estiverem dentro dos trinta minutos previstos, a matéria é perfeitamente exequível.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
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