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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 11 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SE DIRIGINDO À LOJA NO USO DA PALAVRA

Em 28.07.2025 o Respeitável Irmão Gilson Cardoso Lopes, Loja Irmão Edgar Panozzo, 292, REAA, GLOMERGS (CMSB), Oriente de Canoas, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte pergunta:

SE DIRIGINDO À LOJA

Gostaria de saber o que acha dos irmãos que quando vão falar cumprimentam O Venerável Mestre, o Sereníssimo de presente, outros membros da Grande Loja, os Mestres Instalados, os Mestres Maçons, os Companheiros e por fim os Aprendizes.

CONSIDERAÇÕES:

Na verdade, eu não sei exatamente o que menciona o ritual da vossa Obediência sobre este assunto.

Na questão de como se dirigir à Loja, a maneira convencional é ficar à Ord e mencionar por primeiro às Luzes da Loja, seguido das Autoridades presentes, dos Mestres, Companheiros e Aprendizes. Ressalte-se que isso não é saudação maçônica, porém é a forma mais prática (protocolar) aplicada para se dirigir à uma assembleia de maçons em Loja aberta.

Visando a objetividade e a boa etiqueta, o usuário da palavra não deve ficar enumerando uma a uma as autoridades e demais presentes. 

Assim, depois de o usuário da palavra ter se dirigido às Luzes da Loja, deve então se encaminhar à mais alta autoridade presente para que, em nome dela, às demais se sintam citadas, não havendo, portanto, a necessidade de se nominar uma a uma e nem fazer alusão aos seus cargos. Nesta ocasião já é o bastante ser genérico e objetivo - muito mais condizente com o produtivo ambiente maçônico.

Um exemplo prático e objetivo de como se dirigir à Loja:

"Ven Mestre, IIr 1º e 2º VVig, Serenís Grão-Mestre, a quem em seu nome me dirijo às demais AAut, IIr Mestres, Companheiros e Aprendizes".

Este é um exemplo recomendável, sem exageros desnecessários, que se tornam vetores de perda de tempo.

Qualquer que seja a Autoridade presente, aquele que usar da palavra dirige-se primeiramente às Luzes da Lojas (os que detém os malhetes).

T∴ F∴ A∴
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O COMPORTAMENTO

O comportamento é um reflexo da personalidade e, obviamente, pode ser, por meio do conhecimento (instrução), alterado; a moral é o elemento básico do comportamento; a sociedade espera que seus membros aperfeiçoem o comportamento; normalmente, o comportamento tende a seguir pelo caminho do bem; em sentido inverso, o mau comportamento passa a ser um desvio de conduta.

Com a Iniciação maçônica, a instituição não pretende transformar o homem profano em um ser perfeito, diferente dos demais, criando uma figura especial.

Obviamente, como acontece nas religiões, o indivíduo que se dedica a amar o próximo exteriorizará um comportamento social cada vez melhor.

No entanto, o comportamento maçônico difere do comportamento profano. A diferença reside no fato de o maçom vier em Loja e conviver com outros maçons, em uma permuta constante de suas virtudes que afloram do seu interior espiritual.

Diz o sábio ditado: "Dize-me com quem andas, que te direis quem és".

O maçom deve ter sempre presente o fato de que pertence a um grupo seleto, formado por iniciados.

O seu comportamento dever ser excepcionalmente bom, em todos os sentidos.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 97.

NÃO ABANDONE OS OUTROS... OU VOCÊ MESMO

VV∴MM∴, digníssimos Vigilantes e Respeitáveis Irmãos:

Em nossa jornada iniciática, à medida que burilamos a Pedra Bruta com o Cinzel da Razão e o Malho da Virtude, é inevitável que encontremos obstáculos. Não apenas obstáculos exteriores, mas também resistências sutis, muitas vezes encarnadas nas atitudes, incompreensões e limitações dos que nos cercam.

Mesmo quando nos deparamos com os que atrapalham nosso caminho, não devemos nos corromper com irritação, nem abandoná-los com frieza. Pois tanto a desistência quanto a raiva são fraquezas, e ambas revelam que ainda não dominamos verdadeiramente o Espírito que a Maçonaria nos convida a cultivar.
 
O Caminho da Retificação é Solitário... Mas Não Exclusivo

Quando o Irmão decide alimentar-se da Luz, dos princípios, da reflexão e do autoconhecimento, ele pode, por instinto, afastar-se daqueles que ainda se alimentam da sombra da ignorância. Mas atenção: isso seria uma deserção da missão que nos foi confiada.

O verdadeiro Iniciado não se afasta com orgulho, nem se vinga com silêncio. Ele permanece firme, com coragem, mas também com ternura. Ele avança, sim, mas deixa sempre uma tocha acesa atrás de si, para que os que ainda hesitam possam ver o caminho.
 
Não se Trata Apenas de Evoluir… Mas de Elevar Juntos

O ensinamento aqui é claro: não se trata de abandonar nossos irmãos de caminhada. Tampouco devemos justificar nosso crescimento com desprezo aos que ainda não compreenderam o que compreendemos.

O Iniciado verdadeiro aprende a pacificar a si mesmo quando os outros perturbam. Aprende a ensinar sem impor, a servir sem esperar recompensa, e a amar mesmo quando é rejeitado.
 
Dentro do Templo, Fora do Templo
Na Loja, chamamo-nos de Irmãos. Mas quando saímos do Templo, esquecemos muitas vezes que aqueles que nos causam dificuldades são nossos potenciais irmãos. Talvez estejam apenas no estágio em que um dia também estivemos. Lembremo-nos: fomos, um dia, brutos... e alguém nos teve paciência.

A Maçonaria nos ensina a usar o Esquadro da Retidão e o Compasso da Tolerância. Assim, não nos afastamos por orgulho, nem nos unimos por conveniência, mas por consciência.

Conclusão

Meus Irmãos, avançar no caminho da Luz não é afastar-se dos outros, mas tornar-se farol. Abandonar quem ainda não compreendeu é abandonar a nós mesmos, pois eles são reflexos do que um dia fomos, e talvez, em alguma medida, ainda sejamos.

Sigamos, portanto, com firmeza e com amor. Cultivemos o silêncio que ensina, o exemplo que guia e a gentileza que transforma.

Que assim seja.

Ass∴ Andros 

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

sábado, 10 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PERAMBULAÇÕES NA CÂMARA DO MEIO

Em 28.07.2025 o Respeitável Irmão Orlando Santos Souza, Loja Amor ao Trabalho do Rio, 10, REAA, GORJ (COMAB), Oriente do Rio de Janeiro, RJ, apresenta a seguinte questão.

PERAMBULAÇÕES

Meu preclaro Irmão, tire-me uma dúvida. No Grau III, no momento da narrativa da mor de H A, quais e quantas viagens são realizadas pelo 1º Vig, pelo 2º Vig e pelo Resp M. Desde já os meus sinceros agradecimentos.

Gostaria de saber se há alguma literatura Maçônica que verse sobre essa matéria.

CONSIDERAÇÕES:

 

São três as perambulações em torno da sep simbólica durante a dramatização da lenda.

1ª perambulação - o 1º Vigilante, acompanhado do seu séquito, imediatamente seguido do 2º Vigilante, também acompanhado do seu séquito, fazem três perambulações horárias em torno da sep. O Resp Mestre permanece.

2ª perambulação - apenas o 1º Vigilante, acompanhado do seu séquito, faz quatro perambulações horárias em torno da sep. O 2º Vigilante e o seu séquito permanecem no mesmo lugar. Assim também permanece o Respeitab Mestre.

3ª perambulação - o Resp Mestre, seguido do 1º Vigilante e seu séquito, fazem duas perambulações em torno da sep. O 2º Vigilante e o seu séquito permanecem no mesmo lugar.

Observações: o 2º Vigilante e seu séquito somente participa da 1ª perambulação; a soma das perambulações totaliza o número "nove" (o número com alto significado iniciático para o 3º Grau); “séquito” corresponde ao grupo de Mestres Maçons que acompanham cada respectivo Vigilante na formação do círculo na Câm do Meio.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

LUDWIG FRIEDRICH LENZ


Ludwig Friedrich Lenz (Altenburg, Alemanha, batizado em 26 de maio de 1717 - 3 de julho de 1780, Altenburg, Alemanha) foi um músico, compositor, escritor, jurista, poeta e hinólogo alemão.

Em 1735, matriculou-se na faculdade de direito da Universidade de Jena e recebeu seu doutorado em direito (Dr. jur.) naquele mesmo ano. Em 1738, foi nomeado advogado da corte e logo depois foi nomeado Conselheiro da Corte. Compôs duas coleções de canções maçônicas. A primeira coleção, de 1746, contém o hino "Lobgesang auf die feierliche Johannisloge" (Hino de Louvor à Solene Loja de São João), que foi musicada por Mozart, que era amigo e Irmão de Maçonaria.

Foi iniciado na Maçonaria em 1° de fevereiro de 1742, na Freimaurerloge "Archimedes Zu Den Drei Reissbrettern" - N° 10, em Altenburg, Alemanha. Tendo se destacado como importante maçom na sua época.

Fonte: Instagram_Coluna Cultural Maçônica