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PERGUNTAS & RESPOSTAS
O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br
sábado, 28 de fevereiro de 2026
BALANDRAU EM SESSÕES CONJUNTAS
Em 06/10/2025 o Respeitável Irmão Marcos Amorim, Loja Misótis, 4838, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta as seguintes questões:
BALANDRAU
Venho mais uma vez solicitar auxílio ao Irmão, visto que algumas dúvidas foram levantadas em sessão pelos os irmãos da Loja, sobre o uso do balandrau pelo Venerável Mestre, sendo elas:
1. O Venerável Mestre pode trajar balandrau, ao invés de traje maçônico, em sessões conjuntas ordinárias?
2. Sendo possível trajar balandrau em sessões ordinárias conjuntas, é recomendado fazê-lo?
3. O uso do balandrau dispensa o uso dos punhos?
4. O Venerável Mestre, em sessões conjuntas, sejam elas ordinárias ou magnas, deve presidir a sessão com os demais VVen∴ MM∴ ou pode trabalhar, ocupando cargos?
Mais uma vez, agradeço antecipadamente pela ajuda e atenção dispensados.
CONSIDERAÇÕES:
Inicialmente eu gostaria de salientar que sessões maçônicas em que as Lojas trabalham em conjunto, é preciso antes terem sido incorporadas.Nesse contexto, vale ressaltar que incorporação de Lojas somente é permitido se as mesmas forem da mesma Obediência, no nosso caso do GOB, e trabalhem no mesmo rito (vide o Ritual de Aprendiz do REAA vigente, GOB, 2024, página 74, título 2.8 - Recepção de Lojas).
Assim, Lojas que não forem da mesma Obediência, e do mesmo Rito, serão recebidas como Lojas Visitantes e não podem dividir, entre elas, os trabalhos.
Isso esclarecido, seguem as respostas solicitadas, não só para sessões ordinárias conjuntas, mas também para uma simples sessão ordinária.
Valos lá:
1 – Sim, o Venerável Mestre também pode usar balandrau negro. Não há discriminação para o seu uso no REAA, desde que seja em sessões ordinárias. Atenção: o balandrau deve estar em conformidade com as orientações previstas na página 33 do Ritual de Aprendiz do REAA em vigência no GOB
2 - Sendo legalmente admitida a utilização desta vestimenta (em sessões ordinárias de ritos que o admitem), fica a critério do usuário optar pelo uso do traje, que pode ser o balandrau negro, ou terno preto, ou azul marinho.
3 – Nas sessões ordinárias, o Venerável Mestre optando pelo uso balandrau, deverá estar paramentado como Venerável Mestre, ou seja, vestindo o respectivo avental, colar/joia, punhos e chapéu negro e desabado.
4 - Em Lojas incorporadas trabalhando em conjunto, não há duplicidade de cargos. Em comum acordo, as Lojas incorporadas combinam a ocupação dos cargos. Em nenhum caso haverá um mesmo cargo ocupado por dois titulares. As Lojas incorporadas deverão ser do mesmo rito, porquanto seguem o mesmo ritual.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
SINAL (GESTO) DE COSTUME
Em 05/10/2025 o Respeitável Irmão Juliano Melo do Nascimento, Loja Aristides Lobo, 921, REAA, GOB-PR, Oriente de Jacarezinho, Estado do Paraná, formula as questões seguintes:
SINAL DE COSTUME
1: Por que como sinal de costume, levantamos a mão direita na altura do ombro?
2: Por que batemos com a mão direita na esquerda para pedir a palavra?
CONSIDERAÇÕES:
1 - Na verdade, não é um sinal iniciático maçônico, senão um gesto consagrado utilizado para se pedir a palavra ou demonstrar voto nas votações nominais. A questão da estender o braço direito à frente na altura do ombro é um gesto universal, nada tendo nele de iniciático ou esotérico, bem como com saudações ideológicas, é bom que isso fique bem claro. Assim esse gesto não é um sinal maçônico, até porque ele pode ser feito tanto se estando sentado, como em pé.
2 - Simplesmente para se chamar a atenção. Da mesma forma, o gesto de bater com a mão direita aberta no dorso da esquerda nada tem de iniciático e nem encerra nenhuma conduta esotérica.
T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
PADRE EUTÍQUIO
EUTYCHIO PEREIRA ROCHA (Salvador-BA, 1820 - Belém, PA, 1880). Padre e político brasileiro. A opção do jovem Eutíquio pelo sacerdócio fora despertada ainda na infância e talvez, uma escolha motivada pela afinidade com as coisas da fé ou apenas uma maneira de superar a pobreza. A cor de sua pele foi motivo, já em sua vida adulta, de preconceito e menção a um passado de escravidão, uma vez que durante as brigas com os bispos, estes sempre se referiam a ele como o "Cônego africano", como forma de tratá-lo como um cidadão de segunda classe.
Diante das afirmações pejorativas sobre sua cor, Eutíquio em contrapartida debochava do preconceito que lhe era dirigido se autoproclamando nos jornais ser "um negro arrojado e atrevido, (...) seja esse (...) como nós (filho ou neto de africano)".
Ainda na Bahia, viveu como padre secular e mestre escola nos liceus baianos até o ano de 1851, quando se transferiu para Belém do Pará. Em fins da década de 1850 filiou-se ao Partido Liberal e participava ativamente da vida política, elegendo-se vereador em Belém nos anos de 1857 a 1860, 1861 a 1864, 1865 a 1868 e 1876 a 1879, um total de quatro legislaturas consecutivas. Faleceu aos 60 anos de idade.
Texto: Kelly Chaves Tavares (Mestra em História Social da Amazônia pela Universidade Federal do Pará (2020) @beijaflor_1991
Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria
MAÇONARIA – O LANDMARK DE SOCIEDADES JUSTAS
Um Landmark (marco, ponto de referência) é um objeto, característica ou evento notável que serve para identificar um local ou marcar um ponto importante, podendo ser físico (como um monumento ou prédio histórico) ou abstrato (como um acontecimento histórico decisivo). Embora não exista a fortaleza da Bastilha, pois, foi demolida após a Revolução Francesa, o local é hoje a famosa Praça da Bastilha (Place de la Bastille) em Paris, que marca o ponto histórico e homenageia os eventos revolucionários, com vestígios da fundação visíveis no metrô e na praça.
A palavra Landmark vem do inglês (land = terra, mark = marca/marco) e significa "marco de terra" ou "ponto de referência", com origem em referências bíblicas (Antigo Testamento) sobre limites territoriais invioláveis, como em Jó 24:2 e Deuteronômio 19:14. Historicamente, referia-se a objetos físicos — como monólitos gravados, montes de pedras ou valas — utilizados para demarcar os limites de uma propriedade e evitar invasões. Um sinal ou objeto proeminente na paisagem (edifício, estátua, árvore) que ajuda a localizar um lugar ou serve de guia para viajantes.
A relevância do Landmark deriva do seu papel crucial como um ponto fixo, confiável e facilmente reconhecível em um mundo em constante mudança, seja para encontrar o caminho em uma cidade ou para manter os princípios de uma organização. Ele define o caráter e a identidade de um lugar. Monumentos famosos, como o Cristo Redentor no Rio de Janeiro ou a Torre Eiffel em Paris, que são Landmarks globais que representam cidades ou nações. Vandalizar marcos históricos resulta em sanções legais: multas pesadas ou até prisão, dependendo da legislação local.
O conceito de landmark foi popularizado pelo Arquiteto Urbanista Kevin Lynch em seu livro "A Imagem da Cidade" (1960). Lynch identificou cinco elementos-chave na forma como as pessoas percebem e navegam nos ambientes urbanos, sendo o landmark um dos mais importantes. Um landmark deve se destacar de seu entorno, auxiliando no senso de direção e na criação de mapas mentais pelos indivíduos. Na arquitetura do ser humano, os Landmarks são os princípios ou pilares fundamentais que definem a essência, o caráter e a estrutura moral do ser humano.
Os Landmarks são vistos nos traços de caráter, crenças ou ações que servem como guias ou balizas para a conduta de uma pessoa, ajudando a definir sua identidade e a orientar suas escolhas. Representariam os alicerces sobre os quais uma pessoa constrói sua vida e suas relações com o mundo, como a honestidade, a empatia, a busca pelo conhecimento ou a resiliência. São elementos essenciais e distintivos que "arquitetam" (moldam, constroem) a identidade e a existência humana, vetores contumazes para estruturação da ambiência social favorável à emergência do feliz convívio humano.
Contemplar o Landmark nos faz compreender o "poder do referencial" (do landmark) enquanto capacidade de influenciar (seja por admiração, física ou estratégia) através de um ponto de vista ou essência que serve de base para percepção, comportamento e conexão. Em Marketing e Branding, por exemplo, não é apenas um conjunto de diretrizes; é a espinha dorsal da marca. É a partir do Landmark que a essência, os valores, o propósito e o posicionamento da marca são articulados, servindo de bússola orientadora de todas as decisões de design, tom de voz e iniciativas de mercado.
Sem um referencial estratégico bem definido, as ações de branding seriam fragmentadas e ineficazes, incapazes de construir a profundidade de relacionamento necessária para a verdadeira lealdade à marca. Ao fornecer parâmetros claros, o Landmark assegura que a identidade visual e as mensagens sejam unificadas em todos os pontos de contato. A consistência gera confiança, e a confiança é a base da lealdade. Perspicaz, é um "filtro" para avaliar novas ideias, garantindo que qualquer expansão ou novo produto e/ou pensamento esteja alinhado com a promessa central da marca, mantendo a relevância a longo prazo.
Nos campos da Liderança e da Psicologia Social, o Landmark destaca-se pela capacidade de influenciar outros por meio do carisma, respeito, admiração e identificação pessoal, fazendo com que desejem ser como você ou seguir seu exemplo. Ancora-se em qualidades pessoais (confiabilidade, simpatia) e não em posição ou conhecimento técnico. O ponto de referência (Landmark) é ferramenta de engajamento é brilhante e perspicaz, pois, as pessoas se conectam mais profundamente e se tornam mais leais a conceitos, marcas ou comunidades com as quais se identificam. O exemplo arrasta!
Um Landmark compartilhado cria uma base sólida para a empatia e a compreensão mútua. Ele age como um "ponto de ancoragem" emocional que une as pessoas. Um ponto de referência claro e universalmente compreendido dentro de um grupo ou organização elimina ambiguidades. Quando os indivíduos se veem refletidos no Landmark (como um valor em comum, uma memória ou uma missão), a lealdade transcende a mera transação ou obrigação, tornando-se uma adesão a um movimento ou identidade coletiva, onde todos “falam a mesma língua”.
É a síntese de princípios-chave do capital social e do engajamento humano, onde o ponto de referência (Landmark) fortalece relacionamentos, aumenta a lealdade, melhora a comunicação e a produtividade, pois, o engajamento é filho da identificação. A lealdade não é mais apenas contratual; é emocional. Quando um líder ou uma marca estabelece um ponto de referência autêntico, emerge uma comunidade de pessoas que compartilham o mesmo DNA, fortalecendo os relacionamentos a longo prazo. Isto a essência da construção de comunidades fortes e marcas resilientes.
Ser inventivo na criação de um Landmark significa não ser genérico. Não é apenas "ser o melhor" – é uma métrica competitiva exaurível –, mas "ser o único” – é uma categoria de mercado própria – a fazer X da forma Y. Não se trata do que você entrega, mas da forma inconfundível como o processo ocorre. Quando a forma Y é tão específica que se torna indissociável da marca, o cliente deixa de comparar para buscar a experiência. Assim, nasce a Cultura de Orgulho – a percepção de que se é parte de um "clube" que detém um segredo e/ou técnica que ninguém mais replica com a mesma alma.
A cultura é o que as pessoas fazem quando ninguém está olhando, e elas só agem com excelência se tiverem um ponto de referência (Landmark) sólido para guiar sua intuição e esforço. Isso nos abre a visão de que a cultura é definida por comportamentos consistentes, independentemente da observação, e a excelência nesses comportamentos depende de um conjunto robusto e internalizado de valores compartilhados, que se baseiam em "balizas invisíveis" (Landmark) que permitem que cada indivíduo tome decisões rápidas e excelentes sem supervisão constante.
A cultura maçônica, tem nos Landmark – regras de conduta e princípios imutáveis, tão antigos que sua origem se perde no tempo, cruciais para a identidade da Maçonaria – suas as leis fundamentais, antigas e imutáveis, que ancorados em costumes e tradições considerados eternos e invioláveis preservam a essência desta fraternidade, A palavra Landmark surgiu pela primeira vez no contexto maçônico nos Regulamentos Gerais compilados por George Payne em 1720 (adotados em 1721 pela Grande Loja de Londres). No entanto, a lista mais influente de Landmarks foi compilada por Albert G. Mackey em 1858.
Transgredir um Landmark (marco ou limite) no âmbito Maçônico traz consequências que variam conforme a jurisdição e a gravidade. Se uma Grande Loja altera um Landmark (como remover a exigência de crença em um Ser Supremo, por exemplo), ela perde o reconhecimento de outras Grandes Lojas ao redor do mundo, tornando-se "irregular" ou "espúria" para estas. A transgressão repetida ou institucionalizada remove a natureza maçônica da organização, transformando-a em uma associação comum, sem os direitos e privilégios da fraternidade universal.
O maçom que desrespeita os Landmarks está sujeito a processos disciplinares internos, que podem resultar em advertência – Uma repreensão formal por escrito –, suspensão – afastamento temporário dos direitos e privilégios da Ordem – e/ou exclusão (expulsão) – a pena mais severa, geralmente reservada para violações graves e persistentes dos princípios ou leis da Ordem. A aplicação dessas penas ocorre por meio de processos internos conduzidos por tribunais maçônicos, garantindo-se não somente o julgamento justo, como também, o direito à ampla defesa.
O branding da Maçonaria é bem fundamentado nma estratégia de simbolismo universal e consistência secular. Os principais componentes desse referencial estratégico (landmark) inclui o propósito de aperfeiçoamento moral e intelectual do indivíduo (o "lapidar da pedra bruta") para contribuir com uma sociedade mais justa; o lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade" — valores que guiam a conduta e o posicionamento público das potências maçônicas; e a promessa: suporte mútuo entre os "irmãos", além do acesso a um conhecimento filosófico transmitido por meio de rituais.
A identidade visual da Maçonaria é altamente padronizada, facilitando o reconhecimento global. O esquadro, ícone mais forte da marca, representa a retidão de conduta (ética), enquanto o compasso simboliza o equilíbrio e a justiça. A Letra "G", remete ao "Grande Arquiteto do Universo" (Deus) e à Geometria. Os Três Pontos, utilizados em assinaturas e abreviações (como S∴F∴U∴ para Saúde, Força e União), funcionam como um código visual de reconhecimento entre membros. O uso de aventais e ferramentas de construção reforça o posicionamento de uma fraternidade de "pedreiros livres".
O ponto referencial (landmark) da Maçonaria, em consonância com sua lógica de identificação e engajamento, fundamenta-se em pilares que orientam tanto o comportamento individual quanto o social dos seus membros. O alicerce da identificação maçônica é o trinômio Liberdade, Igualdade e Fraternidade, citados acima. Além disso, as "Três Grandes Luzes" servem como guia moral: O Livro da Lei, o Esquadro e o compasso, também, narrados acima. E, como referência (landmark) absoluto a crença em um Ser Supremo (o Grande Arquiteto do Universo).
No cotidiano, a ética maçônica foca na Lapidação do "Templo Interior" – a constante busca pelo aperfeiçoamento moral e retificação da consciência. A Justiça Social – o trabalho voltado para o bem-estar da sociedade e a diminuição das injustiças promovendo a inclusão social a partir do acolhimento e apoio aos desvalidos da fortuna. Esses pontos de referência não são apenas conceitos, mas ferramentas de identificação que garantem que o maçom, ao se reconhecer nesses valores, mantenha o engajamento e a produtividade no serviço à humanidade.
Neste toar, o branding maçônico enfrenta o desafio de equilibrar a tradição do segredo com a necessidade de transparência institucional. Organizações como o Grande Oriente do Brasil (GOB) e a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) têm atualizado suas identidades visuais e presença digital para combater desinformações e atrair novos membros. O posicionamento foca na filantropia e na influência positiva na sociedade, tentando desassociar a imagem de "sociedade secreta" para uma "sociedade discreta" de valores enlevados – um landmark social e político para a humanidade.
Fonte:https://brunobmacedo.blogspot.com
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
ABERTURA DA LOJA - REAA
Em 25/10/2025 o Respeitável Irmão Ronaldo Neris Batista, Loja Fé e Equilíbrio, 317, REAA, GLESP (CMSB), Oriente de São Paulo, Capital, faz a seguinte pergunta:
ABERTURA DA LOJA
Douto Irm∴ Pedro Juk, espero que esse e-mail o encontre bem.
Venho aqui novamente recorrer aos seus sábios esclarecimentos, sobretudo na questão ritualística. Na abertura dos trabalhos, após o M∴ CCer∴ocupar seu lugar, o Ven∴ Mestre solicita aos IIrm∴que fiquem "em L∴" (sic).
Ora, se estamos com o L∴ L∴ fechado e antes de verificar se estamos devidamente ccob∴ ainda não estamos nem deveríamos estar "em L∴".
Entendo que a fala correta deveria ser "à Ord∴, meus IIrm∴. Corrobora esse meu apontamento a fala do 1º Vig∴ que ao conferir o Oc∴ solicita para que os que ali estão fiquem "de pé e à Ord∴" e não "em L∴".
Parece uma questão trivial, porém nunca consegui uma resposta satisfatória a esse respeito. O que o irmão entende por isso?
CONSIDERAÇÕES
Primeiramente, é bom que se diga que em qualquer circunstância é necessário seguir o que estiver escrito no ritual legalmente aprovado.
No que diz respeito ao M∴ de CCer∴mencionar a expressão “em Loja, meus IIr∴”, não há necessidade alguma disso, a despeito de que a Loja ainda vai entrar em processo de abertura e ssin∴ só devem ser feitos quando a Loja estiver definitivamente aberta. A exceção é apenas quando o 1º Vig∴, no cumprimento da sua segunda obrigação de ofício, se certifica se todos nas CCol∴realmente são maçons. No REAA, esta é a única ocasião quem que o sin∴ é composto antes da abertura do L∴ da L∴.
Sendo assim, do ponto de vista mais aproximado da ritualística genuína do REAA, segue um roteiro abreviado dos procedimentos para essa ocasião:
Depois de ingressarem e estarem todos nos seus lugares, ainda em pé, sem sin∴, o Ven∴Mestre, ordena para que todos se sentem (ele, e todos os demais se sentam). Genuinamente, não existe nessa ocasião nenhuma fala do M∴ de CCer∴ alertando: “Em Loja, meus IIr∴!”.
A seguir o Ven∴ Mestre determina ao 1º Vig∴que ele cumpra a sua primeira obrigação de ofício (verificar se o templo se acha coberto);
Depois, determina que o 1º Vig∴ cumpra a sua segunda obrigação de ofício (verificar se todos os presentes nas CCol∴ são maçons);
Para cumprir essa missão, o 1º Vig∴ manda todos os que ocupam Oc∴ ficarem à Ord∴; em seguida comunica a certificação ao Ven∴Mestre; todos do Oc∴ desfazem o sin∴ e voltam a se sentar; depois disso não se faz mais nenhum sin∴, até que a Loja esteja definitivamente aberta.
O Ven∴ Mestre então pergunta ao Chanc∴(que tem o livro de presenças sob sua guarda) se há número regular de obreiros. O Chanc∴fica em pé, sem sinal e responde;
Ato continuo, o Ven∴ Mestre pergunta ao M∴de CCer∴ (que foi quem distribuiu os cargos na formação do préstito) se a Loja se encontra devidamente composta. O M∴ de CCer∴ fica em pé, sem sin∴ e responde. Dão-se depois os demais procedimentos ritualísticos previstos no ritual até a abertura do Livro da Lei e a declaração definitiva da abertura da Loja.
Para concluir, reitera-se: originalmente não existe nenhuma locução por parte do M∴ de CCer∴ tal como a mencionada na sua questão.
T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
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