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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 27 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

QUADRO OU PAINEL DA LOJA?

Em 15.04.2026 o Respeitável Irmão Issa Miguel Jr., Loja Duque de Caxias, 13, REAA, GLMDF (CMSB), Oriente de Brasília, Distrito Federal, pede explicação para o que segue:

QUADRO OU PAINEL

Espero que esteja bem, alguns anos atrás trocamos alguns e-mails.

Volto agora para uma dúvida que me surgiu ao ler o livro A Simbólica Maçônica de Jules Boucher, ela detalha bem os graus maçônicos e usa sempre os quadros da Loja de cada grau. Hoje nos nossos rituais do REAA, no caso aqui em Brasília na GLMDF, as instruções são voltadas para o painel da Loja.

Gostaria de saber, se possível, porque hoje é mais usado o painel e não mais o quadro. E qual a diferença entre o quadro e o painel se é que existe.

CONSIDERAÇÕES:

Quadro ou painel? Em linhas gerais, se tratando de Maçonaria, ambos os substantivos denotam a mesma coisa.

Nessa circunstância, alguns autores preferem dar o nome de “Quadro da Loja”, outros, no entanto, de “Painel da Loja”.

 Na verdade, o painel, ou quadro, sintetiza a Loja com os símbolos que a compõem em um determinado grau. O conteúdo desse mobiliário pode trazer símbolos interpretados individualmente, ou em conjunto para demonstrar uma alegoria.

O uso do termo Painel da Loja ou Quadro da Loja é mais comum na vertente francesa de Maçonaria, enquanto que na vertente na inglesa são as Tábuas de Delinear (Tracing Boards). Se referem à prancheta ou tábua de traçado.

Independentemente dos nomes utilizados pelas respectivas vertentes maçônicas, a função desses conjugados de símbolos e alegorias é a mesma, isto é, sintetizam a doutrina de cada grau.

Vale também a pena lembrar que o Painel, ou Quadro, não é um simples elemento de decoração da Loja, ou de referência para circulação, a despeito de que o seu conteúdo resume, com minúcias, a formação da Loja.

Historicamente, nos tempos primitivos da Maçonaria dos Aceitos, os elementos simbólicos que compunham esses painéis eram riscados, com giz ou carvão, no chão dos recintos alugados para os trabalhos maçônicos (Lojas), geralmente nas estalagens, tabernas e cervejarias, principalmente na Inglaterra. Mais tarde esses elementos evoluíram para tapetes confeccionados com desenhos dos símbolos, se transformando, finalmente, em painéis ou quadros, tais como hoje os conhecemos na Moderna Maçonaria.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PADRE JULIÁN AGÜERO

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CLIENTELISMO NA MAÇONARIA

Nuno Raimundo

Muito se fala do clientelismo na Maçonaria.

Não compete à Maçonaria enquanto instituição fraternal e universal, arranjar empregos aos seus membros. Ela não é uma agência de empregos! Nem isso faz sequer parte das suas obrigações sociais.

Quem busca arranjar emprego, não deve sequer entrar na Maçonaria. Ela não funciona como agência de emprego para ninguém. Apenas vai perder seu tempo e o tempo dos demais.

O que poderá acontecer eventualmente (suponho eu), é que na rede de contactos de um maçom, e porque da Maçonaria fazem parte integrante vários empresários, profissionais liberais entre outros…, seja natural que fora portas do Templo e nas suas relações pessoais, os maçons troquem contactos e ideias entre eles. Mas o que fazem fora do templo, à Maçonaria não diz respeito directamente como instituição, apenas poderá dizer respeito a título institucional, se o que se passar entre maçons for desrespeitoso, que ofenda as regras/mandamentos da Maçonaria ou que ponha a sua imagem em causa perante o público em geral.

Se algum maçom arranjar trabalho a um irmão seu, deve ser exclusivamente pela sua competência e conhecimentos (sabedoria) em relação ao cargo/função no qual é contratado. Até porque uma má contratação/ erro de casting pode custar caro à sua empresa.

Quando se acusa a Maçonaria de clientelismo, a maior parte das vezes os seus detractores esquecem-se do que são “relações de amizade”. Passo a explicar. 

Se um qualquer empresário tiver um amigo a necessitar de trabalho por este se encontrar desempregado, e se estiver ao seu alcance, normalmente tentará arranjar um trabalho ao seu amigo, que o possa sustentar e que mitigue o seu “sofrimento”. É usual isso acontecer e numa sociedade como a portuguesa, a esse chico espertismo, é habitual o pessoal até fechar os olhos e inclusive a maioria das vezes até achar por bem que isso aconteça. 

Uma contratação, deve ser sempre bem ponderada, seja de um maçom, de um amigo ou outra pessoa qualquer. Porque o risco a correr é enorme. E se for a contratação de um maçom, esse risco ainda será maior, pois a carga negativa indevidamente associada à Maçonaria estará sempre com uma sombra presente nessa contratação. 

E se porventura essa contratação for acertada, exalta-se a pessoa (e não o maçom); mas, se essa contratação se demonstrar errada, nesse caso, o que ressaltará é o facto de o contratado ser maçom e não o facto de se ter revelado como impróprio para a função contratada.

Então porquê, se os intervenientes nesse caso forem maçons a crítica persistirá?

Se os contratados forem profanos, tudo bem. Mas se forem maçons cai o carmo e a trindade.

Pois, mas isso é o que não se deve passar. Ou se é íntegro para tudo ou então de nada vale ser faccioso e criticar apenas o que interessa criticar na Maçonaria.

Sintetizando, se alguém se quiser fazer parte dos mistérios da Arte Real, mas apenas com o intuito de arranjar trabalho, então o melhor a fazer é se dirigir a uma agência de emprego. Tanto poupa tempo e dinheiro a ele próprio bem como à Ordem Maçónica.

Fonte: https://pedra-de-buril.blogspot.com

sexta-feira, 26 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PARAMENTOS DE SUBSTITUTOS E USO DO CHAPÉU PELO VENERÁVEL

Em 14.04.2026 o Respeitável Irmão Cesar Augusto Carvalho Salim Junior, Loja Lauro Sodré IV, 1612, REAA, GOB-RJ, Oriente de Itaocara, Estado do Rio de Janeiro, apresenta as dúvidas seguintes:

PARAMENTOS E CHAPÉU

Saúde e paz, meu poderoso irmão Pedro. Apesar dos nossos rituais serem muito claros nas instruções, ficam algumas pequenas dúvidas que gostaria de compartilhar e contar com a sabedoria do irmão.

1 - Sabemos e está muito claro, que o substituto do Venerável Mestre é o primeiro Vigilante e o 2° Vigilante substituto do 1°, tendo o 2° Experto substituindo o 2° Vigilante. Quando o 2° Vigilante estiver em substituição ao 1°, ele usará a joia do 1° Vigilante apenas ou os paramentos completos (Colar, avental e punho). O 2° Experto substituindo o 2° Vigilante, da mesma forma usará a joia do cargo ou os paramentos completos (Avental, colar e punho).

2 - Na entrada do cortejo, o Venerável Mestre deve usar o chapéu negro e desabado (consta no ritual). Essa entrada é opcional ou ele deve seguir o ritual conforme está escrito?

CONSIDERAÇÕES:

1 - O 1º Vigilante, quando em substituição ao Venerável Mestre, se apresenta paramentado com o avental e os punhos de 1º Vigilante, porém usa o colar e a joia de Venerável Mestre; o 2º Vigilante, quando em substituição ao 1º Vigilante, se apresenta paramentado com o avental e os punhos de 2º Vigilante, todavia usando o colar e joia do 1º Vigilante; por sua vez, o 2º Experto, quando substituindo o 2º Vigilante, se apresenta paramentado como Mestre Maçom (ou MI∴, se for o caso), contudo usando o colar e a joia de 2º Vigilante.

2 - Se o ritual determina que o Venerável Mestre ingresse para a abertura dos trabalhos já coberto, é assim que se deve proceder - o Ritual é claro quando determina que o Venerável Mestre ingresse já coberto.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O PROGRESSO DA ALMA E O PRINCÍPIO ORIENTADOR

@androsbaruc

VV∴MM∴, Digníssimos Vigilantes e amados Ilr∴

Num mundo em que a pressa é exaltada como virtude, onde os títulos são confundidos com sabedoria e o ruído das opiniões tenta abafar o sussurro da consciência, é necessário que paremos e perguntemos:

A que serviço minha alma está dedicada?

Essa não é uma pergunta comum. Não é uma pergunta feita por qualquer um, mas sim por aqueles que decidiram lapidar a pedra bruta da alma com coragem e verdade. Essa é uma pergunta feita por Iniciados, por homens que ousaram entrar no Templo Interior.

Quando Marco Aurélio, imperador e filósofo, questionou que tipo de alma o seu humano tinha, se a de uma criança, de um tirano ou de um animal selvagem, ele está nos convidando ao mesmo trabalho que a Maçonaria propõe: o autoconhecimento, o refinamento moral e a fidelidade ao Princípio Orientador.

Mas o que é esse Princípio?

É o nosso GADU manifestado na consciência.
É aquele núcleo íntimo, onde habita a Verdade. Não é a voz da conveniência, nem o impulso da vaidade, é o farol da razão pura, da justiça reta, da compaixão desinteressada.

A Maçonaria não é um clube, nem um teatro, muito menos um ornamento para o ego.

Ela é, por natureza, um sistema iniciático que visa o progresso da alma humana.

É por isso que nos perguntamos:

Tenho vivido conforme os valores que afirmo defender?

Minha vida reflete o que proclamo em Loja?

Meus irmãos me reconheceriam como Mestre se não houvesse avental nem título?

O verdadeiro Mestre Maçom é aquele cuja alma é regida pelo Princípio Orientador.

Ele não precisa gritar. Sua presença ensina.

Ele não busca aplausos. Sua obra é anônima.

Ele não se justifica. Sua consciência o absolve.

Meus Irmãos, eu peço com humildade:

Que não se iludam em achar que o progresso da alma se mede em graus filosóficos, mas em graus de consciência.

Cada atitude justa é um degrau.

Cada renúncia ao ego é um avanço.

Cada silêncio diante da vaidade é um triunfo.

Por isso, mesmo que as respostas às perguntas nos causem desconforto, não devemos temer.

O desconforto é um sinal de que a alma ainda pulsa, de que o Templo Interior não foi abandonado.

Que não sejamos feras domesticadas por conveniências.

Que não sejamos crianças espirituais buscando brinquedos simbólicos.

Sejamos homens despertos, almas em ascensão, obreiros da Luz.

Lembremo-nos:

"A lâmpada do corpo é o olho; se teus olhos forem bons, todo o teu corpo será cheio de luz."

E se nossos olhos são bons, é porque a alma se guiou pela Luz do Princípio.

Conclusão

Portanto, a cada dia, a cada abertura de trabalhos, a cada silêncio ritual, perguntemo-nos novamente:

“A que serviço minha alma está dedicada?”

Pois a resposta a essa pergunta é a chave que nos revela se estamos nos tornando reis-filósofos ou servos de nós mesmos.

E lembremo-nos:

O tempo não faz mestres.

A retificação da alma, sim.

Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro

quinta-feira, 25 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

EXPOSIÇÃO DO PAINEL - FIRULAS INAPROPRIADAS

Em 13/04/2026 o Respeitável Irmão Lucio Costa Caldas, Loja Joaquim Rodrigues D’Abreu, 1921, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte pergunta:

PAINEL

No início dos trabalhos existe a necessidade do Mestre de Cerimônias suspender o Painel do Grau e mostrar a todos da Loja? Lembro que uma vez o Irmão comentou não ter necessidade. Gostaria de confirmar.

CONSIDERAÇÕES:

Já derramei rios de tinta explicando que não existe a prática de o M∴ de CCer∴, ao abrir o Painel, antes ergue-lo no intuito de mostrá-lo aos quatro cantos da Loja.

Tenho dito que isso não passa de mais uma invencionice criada, provavelmente, por mentes imaginosas. Ora, nem mesmo o ritual prevê qualquer prática nesse sentido, e assim sendo essa é uma inserção indevida e proibida.

Seguindo o que orienta o ritual, o M∴ de CCer∴ expõe naturalmente o painel no dispositivo apropriado, sem elevá-lo no intuito de o mostrar à assembleia – é só desvirá-lo na forma de costume, nada mais.

Fica difícil se manter uma uniformidade ritualística quando Irmãos e Lojas insistem em desrespeitar o ritual, tudo com a conivência do Venerável Mestre e do Guarda da Lei.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BISPO NA INAUGURAÇÃO DE UMA LOJA MAÇÔNICA

Por Luciano J. A. Urpia

Em um gesto que já está a gerar reações no mundo católico, o Papa Leão XIV nomeou nodia 21 de fevereiro de 2026, Dom Francesco Antonio Soddu, como novo Arcebispo Metropolitano de Sassari, na Sardenha, Itália. A decisão, publicada no boletim da Santa Sé, chama a atenção pelo perfil do prelado: até então bispo de Terni-Narni-Amelia, Dom Soddu esteve no centro de uma controvérsia em setembro de 2022 ao participar da inauguração de uma Loja Maçônica em sua diocese.

Na altura, o evento foi noticiado pelo Grande Oriente da Itália e gerou críticas severas de setores ultracatólicos italianos e franceses. Em resposta às polêmicas, o bispo defendeu-se afirmando esperar que "iniciativas como esta possam fomentar o diálogo e o confronto entre diferentes realidades, combatendo o preconceito". A sua postura ecumênica e aberta ao diálogo interinstitucional parecia, na época, contrastar com a tradicional oposição da Igreja à Maçonaria.

Agora, longe de ser punido ou silenciado, Dom Soddu vê o seu ministério ser elevado a uma arquidiocese metropolitana. A promoção levanta naturalmente a questão: estará o novo Papa, Leão XIV, a enviar um sinal claro de abertura e diálogo, valorizando bispos com perfil progressista e dispostos ao confronto fraterno com diferentes realidades da sociedade?

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

FILTRO DA LOJA

Ir Valdemar Sansão – M∴M∴

“A quem muito se deu, dele muito se exigirá; e a quem muito se entregar, muito se lhe pedirá”

Um templo maçônico é construído, unindo-se tijolo a tijolo com a argamassa reparada pelo pedreiro, que assim levanta suas paredes e verifica a sua perfeição com o auxílio do Prumo e do Nível, tornando a aparência rude em lisa com a Trolha, utilizada para estender o reboco e cobrir todas as irregularidades, para anunciar que está tudo correto, proclamando: tudo está justo e perfeito, fazendo parecer o edifício como formado por umúnico bloco e por isso, a Trolha pode ser considerada como um emblema de tolerância e indulgência com que todo Maçom deve dissimular as faltas e defeitos de seus Irmãos.

Porém é o mestre quem diz que sua obra está perfeita. Dentro deste templo construímos uma Loja. Uma Loja é construída com a energia dos Irmãos, ela encerra todas as virtudes dos seus membros, mas também todos os seus vícios. Se permitirmos que as virtudes prevaleçam, ela se enche de brilho e reflete em seus criadores a aura de felicidade, de paz, de harmonia, de satisfação, de bem estar físico e espiritual.

Vício é o hábito mau, oposto à virtude, que é o hábito bom. Vício é tudo quanto se opõe à natureza humana e que é contrário à ordem da razão; um hábito profundamente arraigado, que determina no indivíduo um desejo quase doentio de alguma coisa, que é ou pode ser nocivo. É tudo o que é defeituoso, o que se desvia do bom caminho. Sendo coisas extremas, os vícios estão em oposição não só com a virtude, senão também entre si; as virtudes, pelo contrário, concordam sempre entre si.

Quando permitirmos que os vícios, os erros, o egoísmo, o individualismo, dominem, isso nos devolve a sensação de opressão, angústia, desânimo, desilusão.

Mas quem é o filtro que se coloca diante de nossos defeitos de modo a não permitir que eles se amplifiquem dentro do templo e transformem a Loja?

Quem é que amplia nossas qualidades, tornando os trabalhos justos e perfeitos?

Quem é que com suas críticas ajuda Loja a crescer?

Quem é que com seus elogios nos enche de orgulho, mas nos alerta que nas Lojas Maçônicas, os ótimos são apenas bons?

Quem é que diante de nossas divergências nos lembra que os motivos que nos unem são maiores do que aqueles que nos separam?

É o Venerável Mestre, este Irmão que no decorrer de sua administração, deve saber filtrar as queixas, saber amplificar as qualidades; que se cala como um sábio para evitar desavenças, fala como profeta aos que sabem ouvi-lo.

Juiz por Instalação... Salomão por mérito, manifestação de respeito, fidelidade, subordinação e digno de reverência.

O peso que exerce o Venerável Mestre na administração da Loja, é decisivo. Ele é o que suas ações exemplificam.

Em Maçonaria, como em qualquer outra instituição humana, são comuns as homenagens a Maçons que se distinguem por seus méritos; essas homenagens, todavia, devem ser prestadas com parcimônia e recebidas com humildade; a parcimônia, para que elas não se transformem em moeda vil, em balcão de comendas; a humildade, para que o homenageado tenha em mente que o dever está acima das galas momentâneas.

O que se espera do dirigente:

O Venerável Mestre não é apenas um condutor de reuniões. (Se bem que de cada reunião deva nascer o encaminhamento para a solução dos problemas propostos. Se uma reunião for estéril e o seu resultado ineficaz, estarão comprometidas e desacreditadas as reuniões seguintes). Sem sombra de dúvidas, podemos afirmar que o Veneralato éuma investidura que impõe ao Maçom importantes e sérias responsabilidades, cuja incumbência deve ser efetuada com galhardia, zelo e satisfação, ainda que sejam as tarefas difíceis e a jornada árdua. É, pois, um sacerdócio e uma magistratura à altura do Rei Salomão.

Lembremo-nos que todo o Maçom possui um compromisso com o futuro da Ordem e deve ter facilitado os meios de participar das atividades da Loja. Cada um a seu nível, dentro de suas condições e capacidade, mas é tarefa do Venerável orientar, coordenar e comandar ( = mandar com ), cabendo-lhe a execução e o esforço em procurar todos os recursos para:
1. Buscar a satisfação dos IIr∴, de suas atividades ritualísticas, filosóficas e sociais;
2. Manter e melhorar o desempenho da Oficina, funcionando de modo pleno, inteiramente voltada para cumprimento do programa estabelecido pela Constituição e Regulamento Geral;
3. Procurar sempre fazer mais e melhor, capacitando a Oficina para:
- que haja vida, trabalho, ação e comunhão de idéias com seus Irmãos;
- manter os Irmãos unidos e integrados para que se completem e complementem as partes, ouvindo todos e procurando concordância de idéias, de opiniões, num trabalho conjunto, harmonioso e produtivo de todos os Irmãos.

4. Estimular a participação, o raciocínio e a reflexão de todos os Obreiros, inclusive dos Companheiros e Aprendizes, nas tarefas que executam. Dando-lhes objetivos e solicitando-lhes o auxílio, ganhando com isso benefícios de toda ordem. Todos os Irmãos devem pensar, questionar, raciocinar e procurar os meios de otimização das atividades. É privilégio do Venerável elogiá-los por isso, ou cobrar-lhes atuação e maior empenho.

Diversos são os caminhos para se fazer alguma coisa:

Em que pareça o sistema gerencial da Loja Maçônica ser um conjunto de elementos, materiais ou ideais, nitidamente participativos, entre os quais se possa encontrar ou definir alguma relação, os Obreiros de uma maneira geral reagem à participação. Daí, os atributos e qualificações que o Venerável Mestre deve ser naturalmente dotado para vencer o primeiro obstáculo de sua administração, que é a incapacidade natural que o homem tem para conseguir e obter compreensão, cooperação e auxílio dos outros.

Sempre existirão diferentes formas de se compreender e solucionar um problema ou melhorar alguma coisa. É preciso buscar a solução que satisfaça aos objetivos fixados, às necessidades do momento e a opinião sensata dos Mestres e da maioria dos envolvidos. Cooperar, trabalhando para que todos sejam beneficiados; com o cuidado para não enveredar pelo caminho do individualismo – valorizando as qualidades peculiares – suas e também dos ouros, lembrando porém, que não é ele, por “estar” Venerável Mestre, o valor mais elevado, mas sim, que juntos os atributos e conhecimentos que habilitam alguém a desempenhar essa honrosa função, adquirem mais forças.

Ao Venerável Mestre cabe continuar servindo, direcionando a ação e fomentando a cooperação entre todos, porque seu papel é interpretar os fatos e tomar as decisões mais eficazes. Com seu exemplo, outros, em igualdade de condições farão o mesmo. Assim teremos melhores dirigentes, e conseqüentemente, uma Maçonaria mais em concordância com seus fundamentos originais.

Rogamos, humildemente, a bênção divina para que um dia, em isso acontecendo, daremos como alcançado, o nosso intento.

Permita Senhor do Universo, a realização dos sonhos que acalentamos!

Fonte: JBNews - Informativo nº  311 - 05 de Julho de 2011

quarta-feira, 24 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

EXALTAÇÃO - PASSAGEM RITUALÍSTICA

Em 13/04/2026 o Respeitável Irmão Lucio Costa Caldas, Loja Joaquim Rodrigues D’Abreu, 1921, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte pergunta:

EXALTAÇÃO

Participei de uma sessão magna de Exaltação e fiz uma observação sem comentários devido ser visitante. Gostaria de confirmar se estou certo.

Na preparação do cen∴ da sep∴ (pag. 106 e 107) o Mestre mais recente da Loja tem o r∴ c∴ com um p∴ br∴ limpo, com mm∴ em v∴ simulando s∴. Em um segundo momento (pag. 131 e 132) quando o Companheiro recebe uma p∴ de m∴ na t∴ ele apenas (entre outras coisas) é coberto dos pp∴ até os oombr∴ com o p∴ m∴ negro. O r∴ não é cob∴. Estou correto?

CONSIDERAÇÕES:

De fato, o Irmão está absolutamente certo.

O p∴ m∴ com s∴ é uma simulação que ocorre apenas no momento da exposição da tragédia, oportunidade em que é apresentado ao Comp∴ Maçom os rrest∴mm∴ de H∴ A∴.

Já, quando do g∴ de m∴ desferido na t∴ pelo Resp∴ Mestre, durante a exposição e simulação da Lenda, o r∴ do protagonista, est∴ na sep∴, não é mais coberto.

Em síntese, o p∴ que simula mm∴ de s∴ somente aparece na cena uma vez durante a cerimônia, ou seja, somente na exposição ao Comp∴ do horrível cr∴perpetrado (pp 106 e 107).

A propósito, o ritual expõe com clareza essa passagem ritualística. Se estão fazendo diferente é porque estão inventando e desrespeitando o ritual vigente.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 17

O QUE NÃO DEVO ESQUECER!

1º - A Maçonaria combate: a ignorância de todas os modos e formas que se apresentam.
2º - Devo cultivar o hábito da leitura para enriquecer em conhecimento, ajudar de forma consciente todos aqueles que estão a minha volta.
3º - Estar atento e lembrar sempre a meus irmãos que um maçom tem que ter uma apresentação moral, cívica, social e familiar, sem falhas ou deslize de qualquer espécie.
4º - Não esquecer: as palavras comovem, mas os exemplos arrastam! Tenho, como maçom que sou, servir sempre de exemplo, em qualquer meio que estiver.
5º - Lutar pelo princípio da equidade, dando a cada um o que for justo, de acordo com sua capacidade, obras e méritos.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

ESPECULAÇÕES A RESPEITO DO FUTURO DA MAÇONARIA

Hercule Spoladore
Uma visão futurista de como poderão ocorrer as Iniciações
Londrina, 29/09/2.000 

Se nós nos projetarmos para daqui há cem anos, através da especulação da imaginação, utilizando os conhecimentos que temos no presente com relação a evolução da ciência do avanço do pensamento humano quando houveram profundas alterações de valores éticos e morais, dos costumes, reavaliações de princípios, enfim de todo o maravilhoso progresso alcançado nos últimos dois séculos, muitas perguntas nos vêm à mente.

Haverão igrejas? Sobreviverão tantas denominações religiosas quanto as temos no presente? Haverá a necessidade de templos? Qual será a moderna concepção do GADU? A Maçonaria sobreviverá se não mudar e se não se adaptar? As mulheres farão parte da Maçonaria Tradicional? Quando? Haverão guerras? Haverão doenças? E a mente humana como se comportará? Haverá mais Amor, mais Perdão, mais Tolerância nos corações do Homens?

Se a civilização nos últimos cem anos, à mercê do avanço tecnológico incrível e fantástico, das invenções que mudaram a história da humanidade, e através de uma maior liberdade de expressão e do pensamento, teve um progresso chegando a atual posição, houve pelo menos uma pálida coerência, entre a ciência e a humanidade com a civilização ainda aceitando os princípios cartesianos que valoriza o racionalismo e o dualismo metafísico. Não estuda um fenômeno como um todo, estuda-o simplesmente em si, em separado.

Entretanto com a advento da Informática, Internet, Realidade Virtual e outras tantas invenções maravilhosas que estão aparecendo a cada dia, o futuro parece que escapou de vez das previsões dos homens, porque pelo cartesianismo eles não conseguem mais explicar os fatos.

Se analisarmos a revolução que o mundo digital em rede mundial, está provocando, não se tem condições de explicar o que acontecerá daqui há dez anos o que dirá daqui há cem anos? Já existe um grupo de cientistas que fazem parte de um movimento chamado Terceira Cultura( The Third Culture) que se dedica a refletir sobre a sociedade do futuro. Deveria ter um grupo de Maçons fazendo a mesma coisa com relação à Ordem. Como será o nosso porvir?

Parece que atualmente depois da moderna concepção da Teoria da Relatividade e da Física Quântica, a qual já está tendo seus princípios, por analogia, aplicados a outros segmentos da humanidade e não tão somente à Física subatômica ou corpuscular, nos traz no momento maior confusão. Estes princípios são aplicados a fenômenos não visíveis, e onde se coloca tudo como sendo um todo, como uma rede onde o Homem faz parte desta malha. Uma das características dos princípios da mecânica quântica é que temos que primeiro esperar acontecer o fenômeno para depois explica-lo. É muito importante a maneira como o observador vê e sente o fenômeno. Parece que a realidade virtual se enquadra nesta semelhança.

Como será a parceria de um Maçom com a Informática já que ele acostumado a aceitar ensinamentos que há mais de um século não sofreram uma atualização adequada, e agora sem que ele queira ou não, terá à sua disposição um volume inimaginável de informações que receberá, e o que fazer com elas? Esta situação nunca foi cogitada ou imaginada no passado. E ainda considerando-se que a maioria dos maçons do momento atual não estão muito interessados na Informática?

Como serão as Iniciações neste futuro que já está entre nós?

Sabemos que já existem recintos cibernéticos onde o indivíduo é introduzido, podendo mover-se livremente sem capacete ou mesmo luvas, usando apenas óculos polarizados num angulo de 360 graus com vários projetores colocados em vários locais. Ele terá uma experiência tridimensional totalmente virtual frente ao programa que está sendo conectado. No caso digamos que seria uma programação de uma Iniciação. Os maçons atuais já pensaram nisso?. Ressalte-se que a cada dia surgem mais novidades no mundo digital e que ainda descobertas mais incríveis e espantosas estão por vir.

Imaginem a integração com os elementos da natureza, com os mundos e com o infinito. O neófito viverá uma experiência tão grande que se identificará com tudo isso. A sua aproximação com Deus, ou uma Força Criadora será muito maior.

Teremos Templos ou Centros Cibernéticos de Iniciações? A aproximação com o Uno não será muito maior e mais rápida ? Será que o tempo para se chegar mais perto Iniciação real ou virtual (?) será mais breve? Será que a Iniciação virtual não se tornará muito mais real que a Iniciação que hoje temos como tal? A Iniciação virtual não será quase que instantânea? Ficam estas indagações no mente de cada um.

Dizem os enologistas que o vinho fabricado ritualisticamente pelos europeus, há milênios, com segredos de fabricação passados de pais para filhos, sendo conservado em tonéis especiais de madeira durante anos para ficar no ponto exato de ser ingerido, sofreu por parte das vinícolas americanas um avanço tecnológico extraordinário. Os americanos fabricam atualmente tonéis de alumínio adaptados pela tecnologia moderna, que conseguem envelhecer a bebida em poucas horas. Ressalte-se que a qualidade dos vinhos americanos é boa e aceitável. Imaginem um velho europeu fabricante de vinhos aceitando tal fato?. Ele jamais aceitará. É cultural para ele aquela forma de fabricar vinhos. No entanto o moderno processo de rápido envelhecimento existe e, é uma realidade que não se pode contestar.

Usamos esta analogia para tentar explicar como os maçons que insistem em não tomar conhecimento da Informática, ficarão para trás. Ela veio para ficar. Trouxe um avanço inesperado de vários séculos a frente, para a nossa atual civilização. Estamos perdidos no momento, pois ela está fora do nosso controle, pois não sabemos o que irá acontecer. Teremos que “pagar para ver”.

Já existem Lojas virtuais. A Inglaterra foi o primeiro país a fundar uma Loja virtual, a Internet Lodge nº 9659, em 29.0l.l998. Lembrem-se, também foi na Inglaterra em l884 que foi fundada a primeira Loja de Pesquisas, a “Quatuor Coronati Lodge” tão combatida no seu tempo, por causa da ousadia daqueles cientistas maçônicos em desfazer mitos, aberrações, invenções, erros, crendices etc. Os ingleses estarão errados?

Por outro lado, será que os Maçons internautas estão usando corretamente a Ética e a Moral que supostamente acreditamos tenham aprendido em suas Lojas-Mães?

Será que as Lojas virtuais serão totalmente virtuais, ou terão que ter um suporte não virtual? Serão híbridas?

Sonhando, imaginemos uma Iniciação daqui há cem anos, raciocinando dentro da nossa concepção atual, que ainda existirá Maçonaria como a imaginamos no momento. Acreditamos em princípio que a Ordem sobreviverá. Porque? Porque ela sempre foi um corredor iluminado de toda a essência filosófica de todos os tempos. Ela sempre soube selecionar o que houve de melhor de toda sabedoria da humana, enfim, sempre teve uma ala progressista muito grande, que fez com ela continuasse a existir não contando com os retrógrados que se dizem tradicionalistas e que não sabem muito bem o que é Tradição, porque justamente não entenderam a ESSÊNCIA da Ordem.

Bem, joguemos nossa mente no futuro. Ninguém nos poderá impedir de sonhar, de especular, pois ainda não aconteceram os fatos, e suponhamos que quinhentos candidatos que responderam a um anuncio na Internet resolvam ser maçons. Porque resolveram ser maçons? Ora, ainda deverá haver resquícios de religiões, e por certo, muitos homens Livres-Pensadores do futuro queiram pertencer a uma sociedade onde não haja o sentimento religioso como meio de desenvolvimento espiritual, mas sim a razão e o estudo para se chegar ao mesmo fim ou seja, ao GADU. Acreditamos que não haverá mais necessidade de sindicância, pois ao responder ao anuncio a Loja(?) ou Centro Cibernético Maçônico terá imediatamente o perfil do candidato cadastrado. Todo cidadão será um número. A aceitação ou não, será imediata.

Como imaginaríamos então esta Iniciação?. É claro que não será nos mesmos moldes hoje considerados tradicionais. Ela possivelmente demorará apenas alguns minutos. Vamos imaginar que os candidatos se dirijam para tal Centro em horário previamente marcado para serem iniciados. Talvez nesta época, nem existirá mais a palavra Iniciação. O termo poderá ser “O despertar maçônico da mente”(?), ou “Conhecimento Maçônico Milenar”(?) ou outro termo adequado para aquele tempo.

O candidato receberá um medicamento, uma pílula, uma psico droga a qual não causará qualquer tipo de efeito secundário, cuja ação medicamentosa terminará assim que o candidato vivencie o programa instalado. Este medicamento ajudará a causar uma expansão da mente, mais precisamente através das ondas “alpha”, seguidas das ondas “teta”. Dentro do recinto, onde tudo será virtual, a fantástica experiência impregnará de tal forma a mente do Iniciando que ele viverá uma integração total com a natureza e com o próprio GADU. Ele sentirá como se a natureza fosse ele próprio. Lá ele será fogo, será ar, será água será terra, será plasma, o quinto estado da meteria. E nessa aventura, nas profundezas da mente ele se sentirá uma partícula consciente do GADU. Andará por todo o Universo caminhará por entre e as estrelas, visitará galáxias distantes entrará no interior do átomo, se sentirá no âmago de uma folha verde, será uma formiga, uma bactéria, aprenderá com os Sábios e encontrará o Conhecimento. Tudo isso acontecerá dentro de poucos minutos. Ele será o dono, será o senhor da ESSÊNCIA da própria vida e da própria alma, criação inequívoca do GADU. Será o Maçom triunfante do futuro. Pena que eu não esteja lá. Nasci antes desse tempo, entretanto, sinto-me lá. Resta-me pois, apenas o tímido consolo, ainda que ousado, de sonhá-lo.

terça-feira, 23 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

LUVAS BRANCAS

LUVAS BRANCAS
(republicação)

O Respeitável Irmão Marcilio Testa, Loja Crivo da Razão, 3017, REAA, Oriente de São Paulo, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte: 
mmtesta@uol.com.br

Gostaria de um esclarecimento, no Ritual do REAA, à pag. 137, no Cerimonial de Iniciação, o Venerável Mestre (entregando ao Mestre de Cerimônias um par de luvas para homem), diz: Essas luvas são o símbolo da vossa admissão (...). Pergunto, quando devemos usá-la se em nenhum momento o Ritual cita e observa como e em que momento ela (as luvas) devem ser usadas, ou é só ou apenas simbolicamente o seu emprego? Pergunto, por que estou 2º Vigilante e essa pergunta me foi feita por um Irmão Aprendiz e preciso dar-lhe uma resposta URGENTE.

CONSIDERAÇÕES:

Essa tem sido atualmente tomada como lição simbólica do ato sugerido pela purificação – não manchar as mãos nas águas lodosas do vício. No Rito Escocês Antigo e Aceito, atualmente não está mais previsto no Ritual em vigência o uso dessas luvas brancas. O ato se apresenta apenas como simbolismo, todavia não deixa de ser importante pelo seu caráter doutrinário.

É também oportuno salientar que o outro par de luvas, o feminino, possui o simbolismo da liberdade quando sugere ao Obreiro a entrega-lo àquela que lhe merecer maior estima.

Infelizmente ainda alguns insistem em “obrigar” o Aprendiz recém-iniciado a entregar o par à Cunhada. Devo salientar que esse procedimento não está previsto. O Ritual é claro no que exara. É completamente ilegal essa “estória” da entrega das luvas à Cunhada após a Iniciação. A regra é que o Aprendiz em lição de liberdade a entregue para quem lhe interessar a estima – mãe, madrinha, cunhada, filha, etc.

Essa liberdade não pode ser confundida com libertinagem dando a impressão que o novo Irmão poderia entrega-la a uma concubina. Essa interpretação é inexistente porque quando a Loja se propôs inicia-lo, certamente averiguou que o pretendente não é dado à prática de maus costumes.

O que também não existe é a bobagem de se inventar “sinal de socorro” com as luvas. Isso é mera invenção.

Ainda no tocante às luvas masculinas, existe uma referência no Decreto 0084 do GOB que prevê o uso de luvas brancas por ocasião do cerimonial que envolve o Pavilhão Nacional.

Essas luvas são características da indumentária para a ocasião e não possuem qualquer relação com aquelas previstas no ato iniciático.

T.F.A.
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
JB News – Informativo nr. 1.284 Florianópolis (SC) – sábado, 8 de março de 2014

OS GRAUS SIMBÓLICOS

Ir∴ Angelo Piazera Junior

Os três graus simbólicos, Aprendiz, Companheiro e Mestre, comuns a todos os ritos maçônicos, representam a essência total de toda a doutrina moral da Maçonaria.

Na primitiva Franco-maçonaria, formada pelas organizações de ofício, só existiam os Aprendizes; e os mestres-de-obras eram escolhidos entre os mais experientes Aprendizes. O grau de Companheiro seria criado já nos primórdios da Maçonaria dos Aceitos --- também chamada, impropriamente, de Especulativa --- no século XVII; e essa era a situação, quando da fundação, a 24 de junho de 1717, da Pemier Grand Lodge, de Londres, a primeira do sistema obidencial. O grau de Mestre seria criado em 1725, mas só introduzido em 1738, pela Grande Loja londrina. A parti daí, iria se concretizar a totalidade da doutrina moral e da mística da instituição maçônica.

Os três graus simbólicos, síntese do universo maçônico, mostram a evolução racional da espécie humana, ou seja: intuição (Aprendiz), análise (Companheiro) e síntese (Mestre). O Aprendiz, ainda inexperiente, embora guiado pelos Mestres, realiza o seu trabalho de forma praticamente empírica, através da intuição, apenas, representando o alvorecer das civilizações, dominadas pelo empirismo ; o Companheiro, já tendo um método de trabalho analítico e ordenado, simboliza uma mais avançada fase da evolução da mente humana, enquanto o Mestre, juntando, através da síntese, tudo o que está disperso,, para a conclusão final da obra, representa o caminho derradeiro da mente, na busca da perfeição.

Simbolicamente, nesses três graus, os maçons dedicam-se à construção do templo de Jerusalém, símbolo das obras perfeitas dedicadas a Deus, de acordo com a concepção da Ordem dos Templários, criada em 1118 e regida pelos estatutos idealizados por São Bernardo. A construção do templo, no caso, representa a construção moral e ética do iniciado. Para a concretização desse simbolismo, a Maçonaria criou a lenda do terceiro grau, de forte cunho moral, segundo a qual havia um arquiteto, Hiram Abi ("Hiram, meu pai"), que fora enviado ao rei Salomão por Hiram, rei da cidade fenícia de Tiro, para ser o mestre das obras do templo; isso, evidentemente, é pura lenda, pois, Hiram Abi era, segundo a bíblia, simplesmente um entalhador de metais. Diz, também, a lenda, que Hiram dividia os seus obreiros, de acordo com suas aptidões, em graus --- Aprendiz, Companheiro e Mestre --- dando-lhes a oportunidade de progredir, pelo seu trabalho. Embora isso também seja lenda, pois não havia Maçonaria na época da construção do templo de Jerusalém e nem graus de Companheiro e Mestre (embora alguns ingênuos acreditem nisso), mostra duas lições morais: a cada um segundo as suas aptidões e a cada um segundo os seus méritos. Hiram, a personificação da Sabedoria, acabaria sendo morto pela personificação de vícios degradantes, a inveja, a cobiça e a ignorância, representadas em três Companheiros, que, sem os méritos, procuravam ser Mestres, a qualquer custo (o que também é apenas lenda e não realidade).

Esses traços gerais da lenda --- já que o seu desenvolvimento e as suas minúcias são reservadas aos iniciados no terceiro grau --- mostram que o maçom, ao atingir o grau de Mestre, já deve possuir a plenitude do conhecimento iniciático, moral, social e metafísico, necessário e pertinente aos objetivos da Ordem maçônica, restando-lhe, então, o trabalho, sempre constante, na busca da perfeição, nunca atingida, mas sempre perseguida, pois ela é o estímulo sempre presente na vida do ser humano.

Terá, então, o Mestre, a humildade de se prostrar perante os grandes mistérios da vida e os insondáveis escaninhos da Natureza, despojando-se de todas as vaidades, incluindo-se, entre elas, a busca desvairada dos galardões, símbolos da fatuidade, e a busca da ascensão a qualquer custo, numa escala que quase nunca reflete um conhecimento apreciável e um desejável mérito pessoal. Deverá, então, o Mestre, lembrar-se, sempre, de que a verdadeira beleza é a interior, mesmo que o exterior não seja coruscante e não brilhe em faíscas de ouro e prata, pois o maçom, o verdadeiro maçom, o maçom integral, é um Mestre pelas suas qualidades mentais e espirituais e não por sua posição na escala, ou por seus vistosos paramentos. O hábito não faz o monge, diz a velha sabedoria popular, e se pode até acrescentar que um muar ajaezado de ouro nunca poderá ser confundido com um corcel de alta linhagem.

Na Loja Simbólica, verdadeira e única essência da Maçonaria universal, o iniciado percorre um longo caminho, desde as trevas do Ocidente até à luz do Oriente, tendo o seu lugar de acordo com as suas aptidões e a sua ascensão de acordo com os seus méritos. Sua ascensão não deverá, nunca, ser devida a favores pessoais, a apadrinhamentos, a rapapés e bajulações, ou ao poder corruptor dos metais, expedientes, esses, tão comuns na sociedade, em geral, mas excluídos dos templos da verdadeira Maçonaria, desde os seus primórdios, nos velhos tempos em que só existiam Aprendizes e Companheiros, que usavam um simples avental de couro, símbolo humilde do trabalho, sem as riquezas flamejantes de uma nababesca nobreza.

Acham, muitos maçons desavisados, que os graus simbólicos são secundários e representam um mero apêndice da maçonaria, uma etapa primária e elementar, um trampolim para grandes escaladas, quando, na realidade é basilar e relevante a sua importância --- a ponto deles constituírem, segundo consenso, a "pura Maçonaria" --- pois, como alicerces de toda a estrutura maçônica universal, nada mais existiria de maçônico sem eles, restando apenas as honorificências, de que o mundo não maçônico é tão infestado.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

FEASES ILUSTRADAS

O MALHETE E VENERÁVEL MESTRE EM PÉ

(republicação)
Em 02/08/2018 o Respeitável Irmão Aládio dos Santos Júnior, Loja Caminho de Luz, REAA, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, formula a seguinte pergunta:

MALHETE DO VENERÁVEL MESTRE

Tenho uma dúvida. O Venerável Mestre na hora que fala em Pé e a Ordem, ele pode ficar com o malhete no peito ao lado do coração, ou fica ao Sinal?

CONSIDERAÇÕES:

Esse tem sido um péssimo hábito que muitos maçons adquiriram e vem praticando ao longo dos tempos. Em se tratado de ritos que determinam que o maçom em pé deva ficar à Ordem em Loja aberta, obviamente que todos em Loja nessa situação ficam à Ordem compondo o sinal correspondente ao grau de trabalho da Oficina.

Nessa situação, tanto o Venerável Mestre, assim como os Vigilantes, estando nos seus lugares, devem deixar seus respectivos malhetes e compor o Sinal de Ordem na forma de costume - com a(s) mão(s). Destaque-se que não se faz Sinal com o objeto de trabalho, isto é, não se usa o instrumento para com ele se fazer o Sinal.

O que pode ocorrer, entretanto, é que tanto o Venerável Mestre, bem como os Vigilantes, estando fora dos seus lugares e em deslocamento pelo recinto com os respectivos malhetes, ao pararem, cada qual fica na posição de rigor ritualístico com o objeto, isto é, pousam o malhete no lado esquerdo do peito na forma de costume. Por óbvio isso só se dá quando, por dever de ofício e fora dos seus lugares houver necessidade.

Como em muitas situações parece que é o hábito que faz o monge, muito provavelmente, devida essa circunstância, adquiriu-se o hábito equivocado das Luzes da Loja, indiscriminadamente, sempre que estiverem em pé, devem pousar o malhete no peito. Ora, isso se dá - como explicado no parágrafo anterior - apenas numa condição que exija as suas presenças fora dos seus lugares (altar e mesas). Agora, o Venerável Mestre no Altar e os Vigilantes nas suas mesas, estando à Ordem, deixam seus malhetes sobre o móvel e ficam à Ordem com o respectivo Sinal.

A propósito, sugiro ao Irmão consultar os Procedimentos Ritualísticos do GOB-PR, Decreto 1701/2016. Nele existem as orientações necessárias relacionadas ao uso dos instrumentos de trabalho, tanto em deslocamento, assim como em se estando a rigor ritualístico.

Concluindo, malhete pousado no lado esquerdo do peito em respeito ao rigor ritualístico jamais pode ser confundido, ou tomado, como um sinal maçônico. 

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br