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PERGUNTAS & RESPOSTAS
O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
HIRAM - MESTRE SEM CARGO
Em 15.08.2025 o Respeitável Irmão Tadeu Antonio Cherubini, Loja Caio Paisani, 3826, REAA, GOB-SC, Oriente de Tangará, Estado de Santa Catarina, apresenta a dúvida seguinte:
HIRAM
Numa Sessão Magna de exaltação, quanto a encenação teatral da Lenda Hirâmica, na preparação do cenário da sep∴, temos a orientação do ritual: “diz que no centro do ocidente, num tabl∴ deve deitar-se o M∴ M∴ mais recente da Loja”. Caso este Mestre mais recente seja membro da administração e oficial da Loja, exercendo o cargo de “Orador”. Por ocasião da realização desta sessão Magna de Exaltação, ele poderá deixar o seu cargo de Orador e colocar-se no tabl∴ simulando o fér∴? Caso positivo, é necessário ou obrigatório outro irmão ocupar este cargo que ficaria momentaneamente vago?
CONSIDERAÇÕES:
Não, se ele estiver ocupando um cargo, deve permanecer no mesmo, sem substituições. Nesse caso, escolhe-se outro Mestre Maçom presente que não esteja no exercício de nenhum ofício, sendo possível, dentre os sem cargo, o mais novo em atividade no Grau.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
POSIÇÃO DAS COLUNETAS - EM PÉ OU DEITADA
Em 15.08.2025 o Respeitável Irmão Carlos Daniel Morais, Loja Mestre Mathes Coutinho, 57, REAA, GLMCE (CMSB), sem mencionar o Oriente, Estado do Ceará, solicita esclarecimentos:
COLUNETAS
Em meus estudos, recebi de meu padrinho o link para seu Blog pois eu tinha minhas dúvidas sobre as Colunetas. Me surpreendi com o material, muito rico e esclarecedor, mas ainda fiquei com algumas dúvidas sobre o assunto e espero que você possa me ajudar.
A primeira dúvida (não é bem uma dúvida) é sobre o ritual original do REAA, que não tem o "Painel Alegórico", imaginei que este ritual seja rico de originalidade e queria ter acesso a algum material que fale sobre ele, sobre como ele é.
Por segundo, queria entender melhor sobre o motivo das colunetas da força e da beleza ter momentos para ficar abaixadas e levantadas, já procurei o motivo em artigos e livros, mas não encontrei a realidade sobre isso.
CONSIDERAÇÕES:
No contexto da história autêntica é preciso estudar a evolução dos rituais para o simbolismo do REAA na França a partir de 1804 e as respectivas Lojas Capitulares, então criadas pelo Grande Oriente da França, hoje extintas, mas que deixaram profundas marcas no simbolismo do REAA.
Também é necessário perscrutar, o Guia dos Maçons Escoceses de 1821/22, a revelação As Três Pancadas Distintas, o Regulador do Maçom de 1801 do Grande Oriente da França e as contribuições deixadas pela Loja Geral Escocesa, em criada para gerenciar o projeto do primeiro ritual.
Como se pode observar, essa não é uma tarefa fácil, pois é preciso montar uma boa grade de pesquisa, a despeito de que nem tudo está claramente exposto nos elementos primários.Em se tratando do simbolismo do REAA, seus rituais foram se consolidando ao longo do século XIX e início do XX. Muitos dos fatos que compõem esta história não estão claramente visíveis, pura e simplesmente. É preciso juntar as peças desse mosaico, sobretudo pela característica velada, comum ao trato de assuntos maçônicos de então. É certo que boa parte dessa matéria ainda está por ser descoberta e apurada.
Sobre o ritual para o REAA no Brasil, criado por Mário Marinho Béhring em 1928 para as suas recém criadas Grandes Lojas Estaduais Brasileiras, em que pese nele felizmente estarem abominadas as influências capitulares, ainda assim há muitas controvérsias em relação à ritualística primitiva do REAA, já que Béhring lamentavelmente inseriu neste ritual muitas práticas estranhas ao escocesismo e comuns ao Rito de York Americano (influência inglesa), onde ele na época procurou reconhecimento para as suas Grandes Lojas.
Nesse contexto, dentre outros, encontra-se o tal do Painel Alegórico, um elemento enxertado retirado das Tábuas de Delinear inglesas para serem indevidamente inseridos no Ritual de 1928 do REAA para as Grandes Lojas brasileiras.
Na verdade, em relação ao painel, o REAA possui apenas e tão somente um painel, o “Painel do Grau”, que fica situado no centro do Ocidente sobre o Pavimento Mosaico.
O título “alegórico”, dado ao outro painel, então enxertado no REAA, foi uma adequação capenga para nominar um elemento alienígena copiado do Rito de York. Desafortunadamente, isso fez com que aparecessem dois painéis ao em vez de um, o que acabou resultando em uma miscelânea de símbolos, muitos deles completamente estranhos ao REAA (um rito latino) e comuns à Tábua de Delinear (Tracing Board), nome dado ao Painel do Grau no sistema anglo-saxônico de Maçonaria. Essa é a confusão gerada pela aparição indevida de dois painéis, um francês e outro inglês, no REAA de Mário Béhring.
No caso das colunetas (enxerto também retirado do Rito de York), em se tratando do REAA elas simplesmente não existem, com isso não há o que comentar. Já no Rito de York, onde de fato essas colunetas existem, ambas representam, conforme a disposição de cada uma (em pé ou deitada), a Loja em atividade, em recreação (descanso), ou mesmo fechada. .
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
A IMPORTÂNCIA DE LER NA VIDA DO MAÇOM
Para o Maçom, ler não é um simples ato intelectual: é um trabalho de aperfeiçoamento interior. Cada livro, cada estudo e cada palavra refletida tornam-se ferramentas simbólicas que ajudam a enriquecer o nosso intelecto e a edificar o Templo Interior.
A leitura abre para o Iniciado um universo de luzes onde razão, virtude e discernimento se entrelaçam. Ela nos permite distinguir entre sombra e clareza, compreender a linguagem dos símbolos e elevar nosso pensamento para planos mais altos de compreensão.
Quem lê trabalha em si mesmo.
Quem lê, sobe.
Quem lê, torna-se um operário mais consciente ao serviço do Grande Arquiteto do Universo.
Através da leitura, o Maçom aprende a exercer a tolerância, a honrar a verdade, a defender a liberdade e a cultivar a fraternidade. Livros se tornam colunas que sustentam seu caráter e luzes que iluminam sua passagem pelo Workshop e pela vida profana.
Ler não é uma obrigação: é um dever maçônico, um ato de disciplina e um compromisso com a sabedoria que herdamos daqueles que andaram antes de nós.
Na leitura encontramos luz, e na luz encontramos progresso moral, espiritual e humano.
Fonte: Facebook_R∴ L∴ Hijos de Cuba
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
ORIENTE DA LOJA E O HINO NACIONAL
Em 13.08.2025 o Respeitável Irmão Edson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta as seguintes questões:
ORIENTE E O HINO NACIONAL
Em uma das nossas sessões, um irmão fez a seguinte pergunta:
1º) Quem pode me esclarecer por que o Aprendiz e o Companheiro não podem subir ao Oriente em Loja aberta?
2⁰) No REAA quando cantamos o Hino Nacional, têm que ser por inteiro ou podemos suprimir alguma estrofe?
CONSIDERAÇÕES:
Aprendizes e Companheiros, salvo nas passagens ritualísticas específicas previstas nos rituais durante a Iniciação e Elevação, por uma questão iniciática não podem ingressar no Oriente. O Oriente (mundo espiritual) é reservado apenas aos Mestres, já que os mesmos concluíram a jornada iniciática do simbolismo quando passaram pela cerimônia de Exaltação. Aprendizes e Companheiros somente podem perambular pelo Ocidente (mundo material).
O indicativo para tudo isso está nas Colunas Zodiacais fixadas nas paredes Norte e Sul do Templo. Estas Colunas indicam o caminho iniciático do maçom. Aprendizes, no Ocidente, sentam junto à parede Norte e os Companheiros, no Ocidente, ao Sul.Em resumo, para se ingressar no Oriente em Loja aberta é preciso que o Maçom tenha antes passado pela cerimônia esotérica de Exaltação, onde ele, simbolicamente, ressuscitou para a Luz (Oriente).
A vida do iniciado no REAA corresponde à alegoria da Natureza e o movimento anual aparente do Sol, portanto é preciso primeiro nascer, depois crescer e produzir, para finalmente morrer e definitivamente renascer no lugar da Luz, que é o Oriente.
Nesse contexto, vale observar que não existem Colunas Zodiacais no Oriente. Para melhores informações a respeito sugere-se pesquisa em http://pedro-juk.blogspot.com.br .
Em relação ao Hino Nacional, o costume consagrado é o seu canto por inteiro, ou seja, suas duas estrofes. Quando orquestrado, permite-se a execução apenas da primeira estrofe.
Conforme o Decreto 1476/2016 que dispõe sobre o cerimonial para a Bandeira, apenas o Hino à Bandeira é que é cantado a primeira e última estrofes (Art. 8º do Decreto mencionado).
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
COLUNA DE HARMONIA E O LIVRO DA LEI
Em 13/08/2025 o Respeitável Irmão Presley Franc Tolentino Marra, Loja Renovação e Sabedoria, REAA, GOB MINAS, Oriente de Patos de Minas, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte pergunta:
HARMONIA E O LIVRO DA LEI
Gostaria de saber se na entrada ou saída da Loja com Livro da Lei fechado se pode passar música com voz?
CONSIDERAÇÕES:
O Livro da Lei nada tem a ver com a Coluna de Harmonia. Assim, quando o titular da Harmonia executar música em momentos apropriados, tanto isso pode acontecer com o Livro da Lei aberto ou fechado. Por exemplo, nada impede que o Mestre de Harmonia execute música na entrada do cortejo, assim como na retirada dos Irmãos do Templo, após o encerramento.
A música tanto pode ser cantada (vocal), como instrumental. Não há regra para esse mister.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
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