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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 13 de setembro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O DONATIVO

O dar-se a si mesmo constitui um ato virtuoso; quando em Loja o maçom coloca no “tronco de beneficência” o seu óbulo não está colocando simplesmente uma contribuição expressa em moeda, mas retira de si mesmo as energias necessárias para “imantar” esses valores que, entregues ao necessitado, produzirão efeito extraordinário; essa é a forma esotérica do Donativo.

Ao mesmo Tempo, quando o maçom retirar a sua mão da bolsa, traz com ela as vibrações daqueles Irmãos que o precederam.

O óbulo é entregue e ao mesmo tempo retribui.

Em toda expressão caritativa (religiosa), o óbulo é acanhado; dá-se o mínimo, o supérfluo, o que tem à mão, sem preocupação anterior de planejamento.

Não é correio; a beneficência é uma obrigação primeira do maçom, pois ela atende aos menos afortunados.

Quem doa o supérfluo não está exercitando a caridade, mas apenas uma ato simbólico vazio.

O maçom, antes de sair do seu lar em direção à Loja, deve munir-se da importância que deverá ser doada, mais importância expressiva, reveladora de seu amor ao próximo, uma vez que esse próximo é sofredor e necessita de auxílio.

O maçom não deve desprezar a máxima franciscana: “É dando que se recebe”.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 129.

AO MAL INTENCIONADO

Esta publicação é dedicada “PARA O MAL INTENCIONADO”.

As pessoas tendem a ficar confusas e a demonizar a Maçonaria devido a uma combinação de ignorância, preconceito histórico, medo do desconhecido e desinformação deliberada. Em termos gerais, estas são as principais causas:

1. Ignorância e mistério
A Maçonaria é uma instituição discreta e não secreta, mas a sua natureza simbólica, ritual e secreta gera curiosidade.
Quando algo não é compreendido, muitas pessoas preenchem as lacunas com suposições, e o mistério muitas vezes se transforma em suspeita.
Onde falta conhecimento, a imaginação abunda.

2. Linguagem simbólica
A Maçonaria utiliza símbolos, alegorias e rituais herdados de antigas tradições iniciáticas.
Quem interpreta estes símbolos literalmente, sem compreender o seu significado moral e filosófico, pode ver “trevas” onde na realidade existe ensino ético, autoconhecimento e disciplina interior.

3. Influência religiosa mal interpretada
Durante séculos, algumas correntes religiosas apresentaram a Maçonaria como inimiga de:
• Defender a liberdade de pensamento
• Não imponha dogmas
• Permitir a coexistência de homens de crenças diferentes
Isto levou a que fosse injustamente associada ao “satânico”, quando na realidade a Maçonaria exige a crença num Princípio Criativo e promove valores universais como a moralidade, a caridade e a fraternidade.

4. Teorias da conspiração
Com o tempo, a Maçonaria foi responsabilizada por:
• Guerras
• Crises políticas
• Mudanças sociais
Isto ocorre porque muitos maçons foram homens educados e ativos na sociedade, o que é confundido com “controle do mundo”, quando na realidade é participação cívica individual, e não uma agenda secreta.

5. Propaganda e desinformação
Livros sensacionais, vídeos virais e discursos extremistas espalharam ideias falsas porque:
• Eles vendem medo
• Eles simplificam a realidade
• Eles precisam de um “inimigo oculto”
A Maçonaria, ao não se defender publicamente ou polemizar, torna-se um alvo fácil.

6. Medo da liberdade interior
A Maçonaria convida os seres humanos a:
• Pense por si mesmo
• Questionar o dogma
• Trabalhe em sua ética pessoal
• Polir sua “pedra bruta”

Para algumas pessoas, isto é desconfortável, porque é mais fácil obedecer sem questionar do que assumir a responsabilidade pelo seu próprio crescimento moral.

★ EM ESSÊNCIA.
A Maçonaria não é demonizada pelo que é, mas pelo que não é compreendido.
Onde alguns veem sombras, a Maçonaria fala de luz.
Onde outros veem segredos, existem símbolos educacionais.
Onde há trevas, há trabalho interior, moral e fraterno.
Como se costuma dizer na Ordem:

- A verdade não teme a luz; só o erro se esconde dele.!!!

SEJAMOS CONHECEDORES DAS VERDADES, NÃO MANIPULADORES DELAS.!!!

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

sábado, 12 de setembro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CARLOS RODRIGUES JIMÉNEZ


Carlos Rodríguez Jiménez. (Upata, 1899 – 1995).

Diplomata venezuelano. Foi embaixador da Venezuela no Japão, fundou a revista "Ásia América" e a editora "Edições Ásia América" para difundir a cultura latino-americana na Ásia. Iniciação Maçônica: foi iniciado em 23 de maio de 1929, aos 29 anos de idade, na Loja Asilo de la Paz, Ciudad Bolívar, na Venezuela. Foi o primeiro Grão-Mestre da Grande Loja do Japão (1957-1958).

Na imagem de 1 de junho de 1990, ele porta um colar com a joia do Grau 33º.

Por Luciano J. A. Urpia

Fonte: ARQUIVOS DA MAÇONARIA

APÓS A INICIAÇÃO

A Iniciação não é o destino final, mas o despertar de um novo caminhar. Cruzar o limiar do Templo é aceitar que a vida, a partir de agora, será lida através de símbolos e silêncios. A Maçonaria não nos dá nada que já não tenhamos; ela funciona como um cinzel que retira o excesso de pedra para revelar a obra-prima que estava ofuscada dentro de nós. 

O Poder do Simbolismo 

Cada ferramenta, cada sinal e cada palavra dentro da Loja é um espelho da alma. Ser Maçom é aprender a enxergar além do óbvio. Onde o mundo vê apenas rituais, nós enxergamos a construção do caráter e o polimento da Pedra Bruta. É um mergulho profundo no próprio ser para trazer à tona a luz que a rotina profana insistia em apagar. 

A Necessidade da Constância 

Não se constrói um templo em um único dia, e não se transforma um homem em uma única sessão. O progresso é constante e gradual. Por isso, a frequência em Loja é o oxigênio do nosso crescimento:

* Presença: É no calor do egrégora que fortalecemos nossos laços. 
* Estudo: O entendimento dos mistérios exige dedicação e leitura atenta. 
* Prática: A verdadeira Maçonaria acontece lá fora, no mundo, mas é dentro da oficina que afiamos nossas ferramentas.

A transformação é real, mas depende da sua vontade de se manter no prumo e buscar, incessantemente, a sua melhor versão.

Fonte: Federação Maçônica de São Paulo

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

FRASES ILUSTRADAS

RECONHECIMENTO ENTRE LOJAS


Por Luciano J. A. Urpia

A Grande Loja do Mississippi colocará em votação uma resolução que busca estabelecer o reconhecimento conjunto com a Sereníssima Grande Loja Stringer do Mississippi, afiliada à Prince Hall. A proposta, divulgada esta semana nas redes sociais, será debatida na assembleia anual da entidade, prevista para março de 2026. A medida representa um passo potencialmente decisivo para superar uma histórica divisão racial dentro da Maçonaria no estado.

A raiz da polêmica é histórica. Após a Guerra Civil, maçons negros, que já se organizavam nacionalmente sob a linhagem "Prince Hall", fundaram a Stringer Grand Lodge of Mississippi em 1875, nomeada em homenagem ao seu primeiro Grande Mestre, Thomas W. Stringer. No entanto, as Grandes Lojas "mainstream" (predominantemente brancas) do Sul recusaram-se a reconhecê-las, criando um sistema paralelo que espelhava as leis de segregação racial da época, conhecidas como "Jim Crow". Por mais de um século, duas maçonarias coexistiram no mesmo estado, professando os mesmos ideais de fraternidade, mas separadas pela cor da pele. A aprovação da resolução dependerá também de uma votação correspondente pelos maçons Prince Hall locais.

Caso o reconhecimento mútuo seja concretizado, o Mississippi deixaria o grupo restrito de jurisdições consideradas tradicionais nos EUA que ainda não estabeleceram laços formais com a Maçonaria Prince Hall. Com a mudança, apenas as Grandes Lojas do Arkansas e da Carolina do Sul permaneceriam sem nenhum tipo de reconhecimento, marcando um avanço significativo na integração da fraternidade maçônica nacional.

Font4: Facebook_Curiosidades da Maçonaria


MAÇONARIA NAS ILHAS FIJI

Por Luciano J. A. Urpia
Crédito da imagen inferior: Kishore Maneklal.

A Maçonaria nas Ilhas Fiji começou em 27 de dezembro de 1871, quando uma Loja Maçônica na Polinésia foi aberta na cidade de Levuka, na ilha de Ovalau, em Fiji. Na época a cidade vivia intensos eventos tumultuosos e dramáticos envolvendo a disputa política local.

Em 1871, um homem chamado Ratu Cakobau, unificou parte das tribos em guerra de seu país sob sua liderança, estabelecendo o Reino de Fiji, que durou até 1874 (ano em que Fiji tornou-se colônia do Império Britânico).

Foi no período de seu reinado que surgiu a Maçonaria na Ilha. Alguns colonos europeus de Levuka aconselharam Ratu Cakobau dizendo que a Maçonaria era uma “perigosa sociedade secreta”. Mas depois de consultar alguns de seus ministros, Cakobau se convenceu do contrário.

No entanto, alguns protocolos foram esquecidos. A Loja não tinha Carta-patente. Um capitão australiano, conseguiu uma da Austrália. Os irmãos fundadores acharam que a Austrália queria impor autoridade sobre a Loja. Tentaram fazer a troca da carta por uma escocesa. Nesta confusão, os Irmãos ficaram sem ter onde reunir por vários anos, até que um irmão chamado P.W. Murray doou dinheiro para a construção deste templo da imagem, inaugurado em 1913. Na turbulência política do ano 2000, o Templo foi arrasado por aldeões furiosos de Lovoni, que desabafaram abertamente seus sentimentos antimaçônicos.

Por gerações, muitos nativos de Fiji viam a Maçonaria com desconfiança. Esse templo da imagem é uma mera sombra de seu passado. Localizado ao lado das instalações da Câmara Municipal de Levuka, agora é usado como viveiro de plantas.

Hoje, Maçons de Fiji, por meio de suas Lojas em Suva, Levuka e Lautoka, participam de uma variedade de eventos de caridade e projetos comunitários para apoiar membros carentes da comunidade. Nos últimos cinco anos, eles estiveram envolvidos em educação, saúde, assistência humanitária e justiça social, entre outros. E apesar da percepção negativa lançada contra eles, os maçons em Fiji marcham, continuando as iniciativas que seus irmãos começaram em Levuka, há mais de um século.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

PERDOEM-NOS

Ir∴ Naur Soares de Araújo Obreiro da ARLS Independência n° 119 
Or∴ São Paulo Baseado na crônica do Ir∴ Valdemar Sansão

Feliz daquele que pode todas as noites adormecer dizendo: nada tenho contra o meu próximo. Considero sagrada e merecedora de respeito todas as crenças. Na verdade, as pessoas com religiosidade conseguem viver mais, porque uma de suas características é perdoar. Não importa qual seja a religião.

A Maçonaria nos ensina que o perdão é estado de ânimo em que se encontra alguém ao ser perdoado. O pecado, na Religião, é um agravo de Deus, e o perdão consiste em não se considerar Deus agravado.

Estar com a mente sã e sem mágoas é uma ótima receita de prevenção.

Perdoar é um bálsamo para o espírito e para a saúde. Cultivar ressentimentos tende a se tornar um processo mórbido, pois fixa as pessoas num determinado ponto do tempo ou da vida, que limita horizontes e fecha possibilidades.

Perdoar significa, sob alguns aspectos, encerrar uma história marcada pela dor e libertar-se para que a vida possa seguir por caminhos mais promissores. Remoer o que já aconteceu e viver em função disso atravanca a mente e as possibilidades de ser feliz.

Na oportunidade, não podemos esquecer as lições de nossa própria história e de pedir ao Grande Arquiteto do Universo que nos perdoe e nos absolva pelas ofensas que lhe fizemos. Todos brigam, pai com filho, mãe com pai, irmão com irmão, mas quando descobrem que o perdão tem gosto de infinito ou gosto de céu, tudo é retornar à paz.

Perdoe-nos por termos ingressado na Ordem, possuir Diplomas e insígnias para sermos Maçons e termos tido todas as oportunidades para construir o “Nosso Templo” e tal fato não ocorreu. E, apesar das oportunidades de estudos e termos galgado os mais altos graus, não absorvemos os seus ensinamentos;

Perdoe-nos por termos feito comentários desairosos, promovendo a discórdia entre irmãos e contra administração de nossa Loja, tendo sido indiferentes e buscando apenas distração, ironizando aquilo que não pudemos conceber;

Por termos costumeiramente colocado a mão vazia no tronco da beneficência, por achar que o óbolo não seria bem usado, faltando assim, aos princípios da Caridade de nossa Instituição, esquecendo-nos que existem irmãos e tantos seres humanos necessitando de amparo material que podemos dar;

Pelas reuniões inócuas, resultando apenas num convívio social sem outros compromissos, se não um encontro entre amigos, como se fosse clubes recreativos, não produzindo frutos qual é nosso papel de construtores de uma sociedade sem discrepâncias sociais;

Pela vaidade e pela falta de saldar nossos compromissos com a tesouraria e de assiduidade às reuniões, só aparecendo na Loja em dias de festa;

Por considerarmos sagradas somente nossas próprias crenças desprezando a santida credo alheio; (sic)

Por deixarmos nosso idealismo descambar em fanatismo;

Por agirmos com insensibilidade aos sentimentos dos outros, fazendo o que não gostaríamos que fizessem conosco;

Por esquecermos as lições da nossa própria história e a dor que sentíamos quando outros nos ridicularizavam, desacreditando naquilo em que acreditávamos, porque não alcançamos aquilo que nossos próprios merecimentos negam;

Por não termos despido de nós as roupagens da vaidade, da soberba, da arrogância, da presunção e da prepotência, como também da inveja, da ira, do rancor, da mágoa, do ódio e do ressentimento, que nos envenenam, matando-nos devagar, tornando-nos verdadeiros suicidas;

Pela falta de coragem de olharmos bem para dentro de nós, como juízes severos e justos, para vermos claros os nossos defeitos e então podermos eliminá-los por meio do exercício de boas qualidades que abriram para nós as portas da Maçonaria; Por não termos desempenhado com seriedade as tarefas que na realidade nos competem e com as quais estamos como necessários, ajudando este mundo a ficar melhor;

Por não procurarmos o nosso próprio aperfeiçoamento e assim melhor servir a Maçonaria como realmente ela de nós espera;

Por termos mostrado descontentamento por não serem nossas idéias aceitas, ou de algum modo não nos terem notado;

Por não termos visitado e nem assistido os nossos irmãos e seus familiares necessitados nas suas tribulações, nos seus lares, nos hospitais e até mesmo na sua passagem para o oriente eterno;

Perdoe-nos, por não havermos perdoado do íntimo do nosso coração como gostaríamos de sermos perdoados pelo nosso irmão;

Por não termos feito o bem que podíamos e assim violamos o mandamento de nosso Livro da Lei - “amarás o próximo como a ti mesmo”;

Por colocar pedras no caminho e nos omitirmos no apoio do empenho do irmão que tem interesse por reconciliação, empregando a crítica negativa onde poderíamos tê-la usado na reconstrução ou reconciliação;

Por termos a consciência de que a sociedade em que vivemos está longe do desejável e mantermo-nos passivos e acomodados, nada fazendo para construção de uma humanidade mais justa e feliz;

Por aceitarmos esses falsos administradores de nosso País e achar que tudo está perfeito, e por nos tornarmos passivos e concordatários com tudo o que está se passando, como se nada estivesse acontecendo;

Por imaginarmos que precisamos dos órgãos físicos depois de mortos, recusando-nos a doá-los em compromisso para que alguém viva;

Por irmãos profanos do mundo inteiro, pelas graves ofensas que lhes fizeram alguns maçons;

Por nos esquecermos de perdoar, não sete, mas setenta vezes sete, àqueles que nos ofenderam; Pois até o direito de errar é sagrado, desde que o indivíduo assuma as conseqüências do que foi praticado. Por isso sempre que oramos o Pai Nosso, pedimos a Deus que perdoe a nossos ofensores como perdoamos a quem nos tem ofendido.

Por isso, ó Grande Arquiteto do Universo, Deus de misericórdia, perdoe-nos por ainda não conhecermos as bênçãos do Perdão, pois como dizia São Francisco de Assis, é perdoando que se é perdoado. Portanto, meus irmãos, perdoem sempre e terás muito mais vida e felicidade.

Fonte: JBNews - Informativo nº 320 - 14 de Julho de 2011

domingo, 6 de setembro de 2026

AVISO

O Blog permanecerá inativo por trinta (30) dias

Motivo: Viagem

Para acompanhar acesse irbianchi.blogspot.com

FRASES ILUSTRADAS

COLUNAS NO ÁTRIO (COLUNAS VESTIBULARES OU SOLSTICIAIS)

Em 02/06/2026 o Respeitável Irmão Joséllio Carvalho, Loja Libertas Quae Sera Tamen, 1180, REAA, GOB MINAS, Oriente de Ipanema, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte:

COLUNAS DO ÁTRIO

O Ritual de Aprendiz do GOB (2024), em sua página 21, descreve que as Colunas Vestibulares são de estilo babilônico.

Dúvidas:

1) De forma a nos orientar, há alguma ilustração correta de como devem ser confeccionadas essas colunas?

2) Qual seria a cor dessas colunas? Brancas ou Bronze ou outra?

3) Quais os ornamentos obrigatórios? Romãs? Globos? Outros?

4) Qual dimensão ideal sugerida?

CONSIDERAÇÕES:

Número 1 - Para o REAA, o recomendável é que as Colunas Vestibulares sigam o padrão babilônico de colunas, desproporcionais e de feição egípcia. Na verdade, o que existe nesse sentido é um sincretismo de estilos arquitetônicos envolvendo o babilônico e o egípcio.

O termo “papiriforme” se deriva de alguma coisa que tem a forma de papiro sendo muito usado para descrever colunas com capitéis em formato de flor ou feixe de papiro.

No caso da sua utilização pela Moderna Maçonaria, as colunas do vestíbulo do templo geralmente seguem a forma papiriforme. São estilizadas e decoradas com motivos relativos ao papiro, a flor de lótus. Ambas têm aspecto fálico.

Na atualidade, o mercado de decoração de templos maçônicos fabrica e comercializa muitas colunas com essas características.

Vale ressaltar que independente de estilo arquitetônico, o mais importante no REAA é a presença física dessas duas colunas (marcos solsticiais) ladeando a parte externa da porta -  conforme o previsto no título Planta do Templo no ritual vigente.

No entanto, as características construtivas legadas ao REAA, podem, em outros ritos, possuir aparência e localização diferenciada.

Número 2 – Para o REAA o recomendável é que essas duas colunas sejam pintadas na cor bronze (próximo ao dourado).

Número 3 - Como aqui já foi mencionado, essas colunas são estilizadas (decoradas) com motivos que lembram folhas de papiro e flor de lótus. Representam a universalidade e espiritualidade, respectivamente. No topo de cada uma dessas colunas, sobre seus respectivos capiteis, ficam conjuntos formados por frutos de três romãs maduras e abertas (símbolos da harmonia social). 

Há Lojas, no entanto, que ainda colocam sobre as romãs, dois globos, sendo que na Col B vai um globo terrestre e na Col J um globo celeste, este último rodeado pelos signos que constituem o Zodíaco. 

A bem da verdade, o que de fato é imprescindível no 1º Grau são as romãs, mormente porque os globos são símbolos pertencentes ao 2º Grau e podem perfeitamente ser encontrados sobre as duas CCol desenhadas no Painel da Loja de Comp Maçom.

Número 4 - As dimensões das Colunas Vestibulares B e J devem se adequar à largura e altura da porta do templo (proporção). No que diz respeito ao diâmetro de cada uma delas, geralmente fica entre 35cm a 45cm. 

Conforme o caso, podem ser mais delgadas ou espessas, de tal maneira que a altura de cada uma delass seja um pouco mais alta que a verga da porta do templo. Essas Colunas são ocas. 

Concluindo, em linhas gerais é isso. Não existe uma regra rígida de medida para as Colunas Vestibulares, destacando que o mais importante é a existência de ambas ladeando a porta do templo pelo lado de fora (átrio). Como o REAA é um rito solar por excelência, as Colunas Vestibulares, também chamadas de solsticiais, metaforicamente marcam a passagem pelo templo dos trópicos de Câncer (Norte - Col B) e Capricórnio (Sul - Col J).

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

A DOUTRINA

A Maçonaria, em certo sentido (como sendo escola) é denominada de doutrina (do latim docere).

Doutrinar significa incutir ideias filosóficas na pessoa, mas genericamente diz respeito a um ensinamento religioso. A doutrina pode ser exclusivamente moral ou de filosofia, ou de fé, oculta, exteriorizada, esotérica, ideológica, enfim, quantos nomes lhe possam atribuir.

Cada Grau Maçônico dentro do Rito Escocês Antigo e Aceito, bem como de outros ritos,

constitui uma “doutrina em separado”. Assim, podemos afirmar que a Maçonaria esparge múltiplas doutrinas entre os seus adeptos.

As doutrinas secretas são muito atrativas; os antigos mistérios foram preservados durante milênios; hoje não existe mais nenhuma doutrina secreta; a universidade, as bibliotecas e a informática revelaram tudo e todo o saber humano.

Quando o homem não alcança a compreensão do que lhe é ensinado, isso não significa que possa existir alguma coisa absolutamente secreta; a própria Maçonaria, que se ufanava em manter secretos os seus ensinamentos, hoje nada mais tem para ocultar, seja seus próprios adeptos, seja em relação aos profanos.

Logo, a Maçonaria não é uma doutrina secreta.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 130.

MAÇONARIA: DISCRIÇÃO X EXPOSIÇÃO

Kennyo Ismail

Ultimamente, temos visto no Brasil um movimento crescente de pessoas propagando velhas narrativas antimaçônicas, algumas delas, inclusive, criadas pelos Nazistas, em perfis do Instagram, vídeos no YouTube e Podcasts. E como observei em outra ocasião, entender suas motivações não é algo difícil: teorias conspiratórias envolvendo a Maçonaria são as mais longevas do mundo ocidental, persistindo por mais de trezentos anos, e já enriqueceram muitos mentirosos compulsivos ao longo desse período, que lucraram e ainda lucram impulsionando uma espécie de maçonofobia.

Um dos argumentos mais fajutos, e que ganham adeptos por sua simplicidade, é a de que um maçom favorecerá outro maçom em detrimento de um não-maçom. Dão como exemplo hipotético um juiz que seja maçom e que julgará a favor de um maçom, prejudicando assim a outra parte.

Além desse tipo de parcialidade ser o contrário do que ensinamos na Maçonaria, por acaso faz algum sentido que uma instituição que ensina ética e moral, que tem por princípios a igualdade e a justiça, promova esse tipo de favorecimento ilícito? Ainda, se seguirmos esse raciocínio antimaçônico simplista e nazista, não ocorreria o mesmo se um juiz for baiano e uma das partes for baiana? Ou se o juiz for flamenguista e uma das partes for flamenguista? Ou se o juiz for evangélico e uma das partes for evangélica? Ou se o juiz for de direita e uma das partes for de direita? Logo, todos os julgamentos serão suspeitos, bastando para isso que o juiz e uma das partes tenham alguma filiação ou afinidade em comum.

No meio maçônico, as opiniões frente a essas publicações antimaçônicas se dividem. Enquanto uns entendem que precisamos desmentir tais ataques, outros defendem que não devemos nos manifestar a respeito, de modo a não dar atenção a quem não merece. Sobre isso, há duas questões que devemos levar em consideração.

A primeira, é quanto ao Paradoxo da Tolerância, de Karl Popper. Por essa teoria, se a Maçonaria tolerar silenciosamente os ataques dos intolerantes, isso pode levar à destruição da Maçonaria. Conforme Popper, para se garantir a tolerância é necessário ser intolerante com os intolerantes. Exemplos claros disso são os países que foram tolerantes com grupos intolerantes, até que sofreram golpes de Estado e experimentaram governos intolerantes.

A segunda questão é que, ao contrário do que alguns irmãos imaginam, que se permanecermos em silêncio, logo todos esquecerão, não é assim que a Internet funciona. Absolutamente tudo que é publicado na Internet e compartilhado, divulgado, propagado, fica disponível por quase uma eternidade. E atualmente, a Internet, em especial as redes sociais, fazem parte do cotidiano e da rotina das pessoas. Isso significa que, quanto mais conteúdo antimaçônico tiver publicado, e menos conteúdo maçônico desmentindo isso, toda pesquisa que alguém convidado a iniciar ou um interessado em ser maçom fizer, resultará em uma avalanche de falsidades sobre a Maçonaria, sem encontrar uma contraparte.

Há maçons que acreditam que a Maçonaria era mais fechada antigamente e veem com maus olhos qualquer exposição maçônica feita. Mas isso não passa de um achismo, uma fantasia. A história nos mostra que a Maçonaria especulativa, desde o início, era bem mais aberta, realizando, inclusive, procissões públicas há mais de 300 anos. Ela se encapsulou, se tornando mais “discreta”, exatamente a partir dos anos 1930, quando foi perseguida pelo Nazismo e pelo Fascismo, e os efeitos disso ainda são vistos em muitos países da Europa Continental, onde a Maçonaria é mais discreta, não por opção, mas por necessidade.

É chegada a hora de nós, maçons brasileiros, conhecermos melhor a nossa história, para garantirmos que ela nunca se repita.

Fonte: https://noesquadro.com.br

sábado, 5 de setembro de 2026