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PERGUNTAS & RESPOSTAS
O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br
segunda-feira, 2 de março de 2026
DELTA - NO RETÁBULO OU NO DOSSEL?
Em 09.10.2025 o Respeitável Irmão Gilbert Povidaiko, Loja Fraternidade Acadêmica Guarulhos, 3253, GOB-SP, REAA, Oriente de Guarulhos, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos para o que segue:
DELTA NO DOSSEL
Tenho visto em quase a totalidade dos Templos que visito, uma representação "dobrada" do Criador: o Olho da Providência, dentro do Delta Radiante, no retábulo, e um outro Delta, com o IOD, mas na parte central e frontal do dossel (vide anexo ilustrativo).
O Ritual vigente nada diz sobre essa decoração no dossel, o que me leva a crer ser desnecessária. Numa futura reforma, devemos retirá-la? E em se tratando do REAA, o Delta Radiante do retábulo ficaria mais de acordo com a premissa deísta do rito com o IOD ao invés do Olho? Grato por antecipação.
CONSIDERAÇÕES:
Sobre o Delta Luminoso, previsto pelo Ritual de Aprendiz no título Disposição e Decoração do Templo, página 15, somente é mencionado um Delta, o que fica no Retábulo do Oriente. Nada consta sobre Delta fixado no dossel.
Cabem ainda outras observações sobre o Delta. O REAA é um rito deísta de nascimento (deísmo francês), não obstante, por questões históricas, ele também carregue consigo um forte apelo teísta, herdado, principalmente da Grande Loja dos Antigos (1751). Ambas as vertentes influenciaram a construção, em 1804, do seu primeiro ritual para o simbolismo, na França.
No tocante aos símbolos que se encontram no interior do Delta, temos a letra hebraica IÔD, ou mesmo o TETRAGRAMA inteiro – ambos são símbolos de conotação teísta, hauridos, principalmente, da vertente inglesa de Maçonaria. Há ainda o Olho Onividente, ou do Criador (Providência) – este de conotação deísta, haurido do racionalismo francês.
Tudo isso acabou se misturando na construção da doutrina do REAA no século XIX, razão pela qual acabariam aparecendo na decoração de muitos templos do escocesismo.
De tudo, o fato é que o Delta (triângulo equilátero), com a letra hebraica IÔD, com o TETRAGRAMA, ou como o Olho Onividente é, em qualquer caso, o símbolo do CRIADOR na Loja.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
A BIBLIOTECA RIVADAVIA E A MAÇONARIA
Por Luciano J. A. Urpia
Em 27 de maio de 1907, era inaugurada a primeira biblioteca pública do Território de Neuquén (Na Argentina). Batizada de "Rivadavia", ela começou com 500 livros e funcionava apenas duas horas por dia, em uma sala do prédio do governo. Por trás dessa iniciativa, estavam nomes preeminentes da comunidade, como o governador Carlos Bouquet Roldán e Eduardo Talero. O que os unia, porém, ia além do civismo: todos eram maçons.
A fundação da biblioteca não foi um ato meramente cultural, mas uma estratégia deliberada. De acordo com os arquivos do Museu Paraje Confluencia, os maçons viam naquele espaço um "Templo do Conhecimento", erguido em resposta direta ao que chamavam de "obscurantismo religioso". A inauguração da primeira igreja da cidade, em setembro daquele mesmo ano, acendeu um alerta. Temendo que dogmas impedissem a propagação da cultura livre e do pensamento crítico, eles se anteciparam, criando uma instituição para o conhecimento livre antes que uma visão única de mundo pudesse se tornar hegemônica.
Dessa forma, a Biblioteca Rivadavia foi concebida como uma instituição de princípios. Seu verdadeiro propósito, mais do que emprestar livros, era promover a autonomia do pensamento através do conhecimento, garantindo acesso à informação para formar cidadãos livres. Esta história revela como a Maçonaria, em seus primórdios na região, atuou para moldar o progresso intelectual, utilizando o livro como o instrumento fundamental.
Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria
ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE
Julis Orácio Felipe, M∴M∴
A∴R∴L∴S∴Jack Matl n 49
Or∴ Rio Negrinho – SC
A crise trouxe para o mundo um pouco mais que o desemprego e o fechamento de empresas com conseqüências sociais. Trouxe o pós-crise. Numa avassaladora determinação de amenizar os vales nos fluxos de caixa pessoais e das empresas uma pressa e um ritmo frenético instalaram-se. Até então algo normal. Para recuperarmos terreno por obstáculos inesperados corremos mais. Todavia, nesta corrida em especial está havendo um importante fenômeno, a tentativa da comoditização do ser humano, da sua robotização e especialização.
Trata-se de uma orientação de eficiência e padronização, a fim de reduzir custos e despesas. Nada mais natural em se tratando de atividades empresariais, cuja função é manter-se viva pelo lucro gerando emprego e renda. O fenômeno, que parece inofensivo e natural, trouxe uma situação acessória evidente: a desumanização.
O ser humano está deixando de viver seu dia, observar os detalhes que acompanham a sua vida, tornando-se embrutecido e beligerante.
A felicidade consiste em viver o presente em toda sua plenitude. Como disse Honoré de Balzac, em sua descomunal obra O Pai Goriot, “o parisiense não vê mais a torre Eifell”.
Não vivemos mais o nascer e o por do sol, o cantar dos pássaros pela manhã, não apreciamos a chuva, não apreciamos o dia ensolarado, não cumprimentamos as pessoas e algumas vezes até os colegas de trabalho, não observamos a arte, a poesia, enfim, não vivemos realmente e por conta disso não somos felizes e o vazio existencial instala-se.
Tal vazio conduz, numa espiral descendente, ao vício, aos maus hábitos e ao desespero, que muitas vezes culmina com o uso de drogas e com a violência. Estamos nos isolando, fechando praças, eliminando espaços de convivência e traindo com isso nosso próprio bem estar atual e futuro. Como podemos então recuperar isso? O primeiro passo é reconhecermos que estamos num frenesi desmedido, conhecendo-nos como dizia o filósofo Sócrates (nosce te ipsum – conhece a ti mesmo) e, conscientes, ajustarmos nosso comportamento pela nossa livre vontade. O segundo passo é um retorno a sacralização das coisas da natureza e seus detalhes. Conforme dito por um pensador, Deus está nos detalhes. O terceiro passo é apoiar-se na beleza, traduzida nas artes de maneira geral.
A força, a pujança e a sabedoria sem a beleza não fazem do Homem a verdadeira imagem e semelhança do Criador, porque ele não criou as coisas brutas e sim com detalhes enriquecedores. Deus não foi utilitarista, se tivesse sido, não seria Deus.
É um momento difícil que passa a humanidade, mas pode tornar-se ainda mais difícil se o Homem esquecer definitivamente que é uma centelha do espírito divino.
Fonte: JBNews - Informativo nº 299 - 23.06.2011
domingo, 1 de março de 2026
TEMPO DE ESTUDOS E AUMENTO DE SALÁRIO
Em 07/10/2025 o Respeitável Irmão Hiram Andreazza de Freitas, Loja Regente Feijó III, 1456, GOB-SP, Oriente de Itu, Estado de São Paulo, apresenta o que segue:
TEMPO DE ESTUDOS
Surgiu uma dúvida em minha loja. Sobre as instruções após a iniciação, elevação e exaltação. No meu entender, não deveriam ser consideradas como Tempo de Estudos, teríamos a instrução na ordem do dia e depois abertura do Tempo de Estudos, e assim o Irmão apresentaria a peça de arquitetura. Qual seria a sua interpretação sobre esse assunto.
CONSIDERAÇÕES:
Se o Irmão estiver se reportando às instruções que constam nos rituais, as mesmas são sempre apresentadas no Tempo de Estudos. Neste período, também são apresentadas peças de arquitetura e outros elementos inerentes às instruções para o aperfeiçoamento do Iniciado.
Observe-se, no entanto, que matérias pertinentes a aumento de salário (colações de grau), como o questionário elaborado pela Loja e respectiva sabatina, devem seguir os trâmites especificados nos artigos competentes do RGF.
O Tempo de Estudos existe para que nele sejam apresentadas as instruções, já o exame final de avaliação, onde haverá transformação de Loja e votação nominal, deve ocorrer na Ordem do Dia.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
ESTANDO EM PÉ - CONDUTAS RITUALÍSTICAS DO REAA
Em 07/10/2025 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta as seguintes questões:
ESTANDO EM PÉ
1⁰) na última sessão, um irmão questionou sobre as posições dos irmãos Orador e Secretário estarem à Ordem, na conferência das peças pelo Venerável. Na página 59 do ritual 2024, não menciona que fiquem à ordem. Quis saber se a postura havia mudado.
2⁰) no REAA, podemos colocar a Loja em recreação, para se discutir algum assunto?
3⁰) no encerramento da sessão, o Venerável usando o ritual para ler, ele pode ficar em pé, sem estar à Ordem? Já que está com seu instrumento de trabalho.
CONSIDERAÇÕES:
1 - Isso é tão elementar que não precisa estar escrito no ritual. É amplamente conhecido que em Loja aberta do REAA, quem estiver em pé, deve se colocar à Ord∴, ou seja, em pé, corpo ereto, pés em esquadria, compondo o Sin∴ de Ord∴ do grau. Sinceramente, penso ser inacreditável que ainda há IIr∴ do REAA que desconhecem essa regra.
À vista disso, obviamente que os IIr∴ Orad∴ e o Secr∴, ficam à Ord∴ nessa ocasião. Sempre foi assim, e nada mudou. À propósito, é bom lembrar que ninguém fica à Ord∴ sentado.
2 – Conforme menciona o ritual vigente do REAA no GOB, não está previsto se colocar a Lojaem recreação, ou em família, durante os trabalhos. O que está previsto é no Tempo de Estudos, se a ocasião demandar, o Ven∴ Mestre pode ocasionalmente dispensar o giro na palavra para melhor fluidez durante os debates, se alguma instrução demandar. Concluídos os debates no Tempo de Estudos, imediatamente é restabelecido o giro da palavra. Isso não pode ser confundido com colocar a Loja em recreação, ou em família.
Discussões que mereçam votação ocorrem na Ordem do Dia. Conforme o ritual, nesse período também não está prevista a colocação da Loja em recreação para debates. Assim, recomenda-se, se o assunto for polêmico e requerer longos debates, que o Ven∴ Mestre marque, na forma regimental, uma sessão administrativa e transfira para ela o debate, trazendo, posteriormente, as conclusões para serem votadas na Ordem do Dia de uma sessão ordinária regular. Vale ressaltar que em uma sessão administrativa os debates são isentos de giro ritualístico da palavra, embora ordeiros. Por tudo isso, reitera-se: não há período de recreação previsto no ritual.
3 - Se na ocasião, o Ven∴ Mestre estiver em pé e com as mãos ocupadas, por certo ele estará impedido de compor e fazer o sinal, no entanto, mesmo assim deverá se manter em pé, corpo ereto e os pés em esquadria. Seria o caso se ele estivesse segurando o ritual para efetuar alguma leitura.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
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