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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quarta-feira, 15 de abril de 2026

FRASES ILUSTRADAS

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GRAVATA MAÇÔNICA - RITOS

Em 19.01.2026 o Respeitável Irmão Anderson Severino, Loja Ciência e Virtude, 968, REAA, GOB MINAS, Oriente de Formiga, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos.

GRAVATA

Ir∴ Pedro Juk, recentemente fui ao encontro de abertura do ano maçônico 2026 e fiquei curioso com alguns irmãos que situavam a fileira próximo a mim, todos com traje padrão, entretanto com gravatas borboletas brancas, ao final eles se dispersaram e fiquei sem tirar essa curiosidade sobre o motivo da gravata borboleta branca.

O Ir∴ poderia me tirar dessa ignorância?

CONSIDERAÇÕES:

Creio que os Irmãos presentes estavam usando gravatas previstas nos seus respectivos ritos. 

No caso da gravata tipo borboleta branca, a mesma é parte dos paramentos usados pelo Rito Adonhiramita e Schröder. 

Há ritos que usam gravata preta normal e lisa, como o REAA e o York, outros, gravata lisa normal azul, como é o caso do Rito Moderno, outros ainda, gravata lisa normal grená, como é o caso do Rito Brasileiro, e assim por diante.

Acredito que foi isso que o Irmão viu no encontro de abertura do ano maçônico de 2026 do GOB.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
ABR/2026
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

DIA DE REUNIÃO! VOCÊ JÁ SABE O QUE TEM A FAZER? (7)

1º - Hoje é dia de reunião, vou dar uma lida no meu ritual para não esquecer dos detalhes!

2º - Mesmo que eu já saiba de-cor o ritual, não devo negligenciar com o meu cargo ou função em Loja.

3º - Se o irmão cometer alguma falha, corrija se possível com discrição sem fazer disso motivo de chacota e gozação.

4º - Quando a Cerimônia é desenvolvida por todos de forma consciente e com amor, todo o ambiente reflete a atmosfera de Paz e tranqüilidade entre todos.

5º - O ritual, deve ser cumprido em todos os seus detalhes. Quando participado com boa vontade, tudo fica mais belo, sem falhas, sem erros, proporcionando um bem-estar geral.

Fonte: https://www.cavaleirosdaluz18.com.br

PALAVRA DE UM MAÇOM

Na Maçonaria, a palavra não é apenas som pronunciado — é compromisso assumido diante da própria consciência. O verdadeiro Maçom compreende que sua palavra é reflexo direto do seu caráter. Ela carrega o peso da honra, da lealdade e da responsabilidade.

Desde os primeiros graus, aprendemos que o homem deve ser justo e reto como o Esquadro, e firme como a Pedra bem talhada. Assim também deve ser sua palavra: alinhada à verdade, polida pela prudência e sustentada pela integridade. O Maçom não promete levianamente, pois sabe que cada promessa é um vínculo moral.

A palavra empenhada vale mais que qualquer contrato escrito, pois nasce de um juramento interior. Quando um Maçom fala, fala com consciência; quando promete, cumpre; quando afirma, sustenta. Seu compromisso não depende de vigilância externa, mas da vigilância constante de sua própria honra.

Nos ensinamentos maçônicos, aprendemos que o silêncio também é virtude. Saber quando falar e quando calar é prova de sabedoria. A palavra deve edificar, orientar e unir — jamais dividir ou ferir.

Assim, o valor da palavra de um Maçom está na coerência entre o que pensa, o que diz e o que faz. Pois mais importante do que parecer justo é ser justo; mais importante do que falar sobre virtudes é praticá-las diariamente.

A palavra do Maçom é, portanto, um selo de confiança — e sua honra é o seu maior patrimônio.
M.M Paulo Moraes

Fonte: Facebook_Instituto Maçônico

terça-feira, 14 de abril de 2026

FRASES ILUSTRADAS

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DEUS, O CRIADOR

Em 15.01.2026 o Respeitável Irmão Vicente Alberto Duarte Miranda, Loja Luzes da Fraternidade e Justiça, REAA, GOMG (COMAB), Oriente de Francisco Sá, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

O CRIADOR

Sobre aquela parte da Cerimônia de Iniciação: “Ven: Credes em um Ente Supremo, senhor? / Cand∴ - Sim. / Ven∴ - Essa crença, que honra e enobrece o vosso coração, não é patrimônio exclusivo do filósofo. Desde que o homem primitivo percebeu que não existe por si mesmo, interrogou à Natureza quem seria o autor de todas as coisas, desde a Terra até os astros celestes. O silêncio impenetrável o fez render tosca, mas sincera homenagem a um Ente Supremo que é o Criador do Mundo.”

Indago: esta passagem está presente nos rituais mais antigos do REAA?

Sabe se ela existe em outros ritos?

CONSIDERAÇÕES:

Concepções religiosas e filosóficas para os ritos maçônicos foram sendo paulatinamente integradas às estruturas iniciáticas, principalmente a partir do século XIX com a consolidação da Moderna Maçonaria, seus ritos maçônicos e a sua estrutura organizacional (Grande Loja ou Grande Oriente).

Esses entendimentos foram se amoldando nos rituais na medida em que os arcabouços doutrinários se aperfeiçoavam e se adequavam à cultura dos ritos, podendo esses ser de conotação teísta, deísta ou até mesmo agnósticas.

Especificamente o REAA, rito originário da França, por razões históricas, o mesmo foi estruturado sob a égide do deísmo francês, não obstante também tenha recebido forte influência teísta, haurida da vertente anglo-saxônica de Maçonaria, mormente pela exposure As Três Batidas Distintas, um dos elementos fundamentais na construção do primeiro ritual em 1804, na França.

Assim, conforme a vertente maçônica, latina (deísta) ou anglo-saxônica (teísta), os textos ritualísticos se integram a essas concepções.

Quanto à ideia de “Criação”, o ideário maçônico segue um caráter conciliatório, em que "Deus Criador" assume o caráter de Arquiteto Criador, conceito esse retirado da Geometria, ciência que fora criada no Antigo Egito para medir e calcular as terras férteis do Rio Nilo. Essa ciência acabaria sendo levada à Grécia por sábios gregos, os quais lhe deram uma compreensão filosófica de Grande Verdade Universal, onde o “Grande Geômetra”, ou “Aquele” que geometrizou, recebeu conceitos de Ordem, Harmonia e Equilíbrio do Universo.

À vista disso, na Maçonaria, por influências religiosas e filosóficas por fazerem parte da sua história, Deus, o "Criador", é tratado como o "Grande Arquiteto do Universo".

Foi nesse contexto que os ritos maçônicos da Moderna Maçonaria acabariam sendo construídos e influenciados, ou de concepção teísta, ou deísta.

Desse modo, na Maçonaria a crença em Deus é de caráter individual e deve ser respeitada por toda a coletividade maçônica.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

DIFERENÇAS RITUALÍSICAS (RITUAIS DE UM MESMO RITO)

Em 05/04/2026 o Respeitável Irmão Francisco Phelipe Gomes Pontes, Loja Jesus Sales de Andrade, 4863, REAA, GOB-CE, Oriente de Varjota, Estado do Ceará, apresenta as seguintes questões:

DIFERENÇAS RITUALÍSTICAS

Grande Irm Pedro Juk, venho desta vez indagar:

1° Qual a origem do primeiro rastro da Maçonaria no mundo? 

2° Qual o primeiro Rito que se tem ideia no mundo?

3° Qual o motivo da diferença de ritualísticas existentes entre o REAA praticado pelo GOB e COMAB e o Rito REAA praticado pelas Grandes Lojas?

4° No mundo o REAA caminha do mesmo jeito que praticamos no GOB ou nas Grandes Lojas?

5° O primeiro ritual dos graus simbólicos REAA surgido no Brasil é oriundo de qual potência ou
influência?

6° O Ritual dos graus simbólicos elaborado pelo Conde Grasse Tilly foi baseado em três no livro três batidas distintas?

7° Todos os ritos existentes hoje se dividem entre a Maçonaria Dissecada ou as três batidas distintas, ou seja, na briga entre os antigos e os modernos?

CONSIDERAÇÕES:

1 – Como corporação de ofício organizada, a “arte de construir” somente apareceu no século VI a.C. com os Collegiati (Collegia Fabrorum). Essas corporações de ofício foram instituídas pelo imperador romano Numa Pompílio. 

Formada por construtores, ela acompanhava as legiões romanas durante as conquistas territoriais. A sua função era reconstruir o que eventualmente fosse danificado, ou destruído, pelas atividades belicosas. 

Mais tarde, por volta do século X, iriam aparecer as Associações Monásticas, organizações formadas exclusivamente por clérigos que edificavam para a Igreja Católica. Esses monges construtores eram detentores do conhecimento da arte da construção, em pedra calcária.

No século XI, com a expansão dos domínios da Igreja, notadamente depois do ano 1000, já que o mundo, como preconizado não havia acabado, eram criadas as Confrarias Leigas, cujo desiderato era de suprir o déficit de mão de obra pela alta demanda de trabalho - como o mundo não havia passado pelo juízo final no ano 1000, os homens correram para louvar e agradecer a Deus construindo cada vez mais imensas catedrais. 

Em resumo, os clérigos construtores das Associações Monásticas passaram a ensinar leigos na “arte de construir”, no caso, para construir igrejas, mosteiros, abadias e catedrais. 

É por volta do final do século XI que aparecem as Guildas de Artesãos, dentre elas a dos construtores medievais. Historicamente, deve-se às Guildas o uso da palavra Loja. Elas foram elementos fundamentais na construção da história da Maçonaria.

É aproximadamente no século XIII que aparece a associação de pedreiros mais importante daquela época, a Franco-maçonaria. Como corporação de ofício, ela era formada por profissionais da cantaria que usavam a pedra calcária como matéria prima. Seus membros, os franco-maçons, eram profissionais privilegiados e tinham proteção direta da Igreja Católica. Esses profissionais gabaritados eram contratados pelo clero para construir Igrejas e Catedrais. Nessa conjuntura, a palavra franco, que se opunha ao que era servil, também designava liberdade de locomoção e isenção dos impostos feudais e eclesiásticos. Assim, essa organização privilegiada de profissionais floresceu e alcançou grande prestígio. Uma marca especial dos franco-maçons era a aplicação do “estilo gótico” nas suas edificações. 

Mais tarde, por questões de mudanças sociais, políticas e religiosas, a Franco-maçonaria passa a sofrer perseguições, inclusive do próprio clero, seu antigo protetor. Com o advento do Renascimento, o estilo gótico é relevado a segundo plano. Assim, tudo isso fez com que a Maçonaria de ofício fosse paulatinamente caindo em declínio, ao ponto de que no século XVII, em outubro de 1600, na Chapell Mary’s Lodge, em Edimburgo na Escócia, fosse admitido, com o fito de proteção financeira à Loja em decadência, o primeiro maçom aceito que se tem registro na história. Trata-se de Ir John Boswell, um nobre latifundiário na região, que de fato não era um “pedreiro”.

Graças a isso, em 1600 é inaugurada a Maçonaria dos Aceitos, ou Especulativa. Esse novo formato iria se desenvolver paulatinamente até o desaparecimento total da Maçonaria Operativa, ou de Ofício. 

É a partir desse período que os maçons especulativos, ou aceitos começam a se reunir em Lojas organizadas nas tabernas e cervejarias, notadamente na Inglaterra.

Desse modo, a 24 de junho de 1717, em Londres, por influência de Jean Théophile Désaguliers, quatro Lojas das cervejarias o Ganso e a Grelha, a Macieira, o Copázio e as Uvas e a Coroa, se reúnem para fundar a Primeira Grande Loja de Londres e Westminster, sendo esse o registro de nascimento da Moderna Maçonaria, formada somente por maçons aceitos. 

Inaugurava-se assim o primeiro sistema obediencial do mundo, onde aparecia a figura de um Grão-Mestre. 

Esta é uma síntese da história da Maçonaria até a fundação da Premier Grand Lodge, no dia de São João, o Batista.

2 – Ritos maçônicos fazem parte da Maçonaria Especulativa e, por extensão, da Moderna Maçonaria. Não se fala em ritos maçônicos nos períodos primitivos da Maçonaria Operativa.

Entende-se que o principal desenvolvimento ritualístico na Maçonaria ocorreu paulatinamente na Inglaterra, Escócia e Irlanda, seguido da França e norte da Alemanha. Não como um rito propriamente dito, mas como uma forma especulativa de trabalho (liturgia e ritualística) construída para os maçons aceitos, dentro das Lojas. É bom que se diga que o primeiro templo maçônico do mundo foi o do Freemason’s Hall, em Londres na Inglaterra, o qual teve a sua pedra angular cravada em maio de 1775, e a sua inauguração e consagração a 23 de maio de 1776.

Se nos tempos operativos o artífice era feito maçom em um canteiro de obras, no período Especulativo os maçons passavam a ser iniciados através de uma liturgia sigilosa que ocorria coberta, dentro de uma Loja oficialmente consagrada para os trabalhos maçônicos.

É depois do Ato de União, em novembro de 1813, que se encerram definitivamente as escaramuças entre os Antigos e os Modernos pertencentes às duas Grandes Lojas rivais (vide essa história na Inglaterra).

Dessa união, construída passo a passo por quase cem anos, é que surge, no ano de 1813, a Grande Loja Unida da Inglaterra. Concomitante aos trabalhos para a sua fundação, também é apresentado por uma Loja Especial de Promulgação (1809-1811), o restabelecimento dos Landmarks e a nova forma de trabalho (working). Essa demonstração ficou inicialmente a cargo dos Stwards e depois, a partir de 1823, pela Emulation Lodge of Improvement. 

Assim, o working, ou o Craft (a Arte), se desenvolveria conforme o trabalho ritualístico inglês, sendo a vertente anglo-saxônica de Maçonaria.

No que diz respeito à Maçonaria francesa (vertente latina de Maçonaria), sabe-se que inicialmente ela foi instituída pela Maçonaria Inglesa, ligados à Primeira Grande Loja em Londres, não obstante mais tarde ela tenha desenvolvido características próprias, hauridas principalmente do caráter deísta e mesmo agnóstico, em oposição ao teísmo inglês. Os primeiros Grão-Mestres da Grande Loja da França tinham sido Grão-Mestres da Grande Loja dos Modernos de 1717.

Na sequência, a reforma pela qual passaria a Maçonaria francesa, com a extinção da sua Grande Loja e a criação do Grande Oriente da França, são capítulos importantes sobre o desenvolvimento da Maçonaria em solo francês a partir do século XVIII.

Ainda, no que diz respeito à Maçonaria na França, não menos importante é lembrar da vertente Stuartista de Maçonaria, a qual iniciou suas atividades em solo francês a partir do ano de 1649 devido a revolução puritana de Cromwell e a deposição e decapitação do rei católico Carlos I da Inglaterra. 

É logo após a chegada em Saint Germain-en-Laye da rainha viúva Henriqueta Maria de France e seu séquito em exílio, que se inicia a trama para retomada do trono inglês pelos reis católicos (escoceses, stuartistas). Segundo alguns autores, essa operação contou com a criação dos Guardas Irlandeses - Regimento Walch – cujos planos sigilosos eram mantidos sob sigilo por debaixo da capa de lojas maçônicas.

De certa forma, esse acontecimento é um dos registros de nascimento do REAA na França, um importante ramo de Maçonaria que cresceu em solo francês. Diferente do Grande Oriente da França (inicialmente se chamava Grande Loja da França), a Maçonaria escocesista (stuartista, jacobita) francesa manteve-se no início independente de qualquer obediência à Primeira Grande Loja inglesa, a dos Modernos de Londres e Westminster.

Diante de tudo disso, citar propriamente um rito ou ritual inicial seria algo temerário. Na verdade, os ritos maçônicos passaram a existir a partir do século XVIII e XIX sob circunstâncias históricas e culturais. Muitos dos elementos ritualísticos até já faziam parte dos costumes e tradições regionais das Lojas, principalmente na Inglaterra, Irlanda e Escócia. 

3 – Isso não é tão simples de se explicar. Nesse sentido, é preciso conhecer como foi desenvolvido o primeiro ritual para o simbolismo do REAA na França, em 1804. Nesse cenário se faz cogente compreender a história das Lojas Capitulares do REAA, então criadas pelo Grande Oriente da França. Seguindo essa mesma linha, também é preciso compreender a influência das Lojas capitulares na estrutura dos rituais escocesistas da Maçonaria Brasileira a partir do século XIX.

Obviamente que não é possível se resumir toda essa história em um pequeno arrazoado como este.

Dito isso, há outro aspecto a ser considerado. No caso, perscrutar a história da primeira grande cisão no GOB, a de 1927, que deu origem às Grandes Lojas Estaduais Brasileiras (CMSB), e mais tarde a cisão de 1973, a qual proporcionou a criação dos Grandes Orientes Independentes (COMAB).

Após a cisão de 1927, Mário Marinho Béhring criava para a sua Obediência recém fundada um Ritual para o REAA (1928). Obviamente que esse ritual se diferenciava do então praticado pelo GOB, sobretudo pelas influências capitulares herdadas da França. 

Não obstante ao afastamento de Béhring das influências capitulares, mesmo assim apareceram muitos elementos estranhos à conjuntura ritualística original do REAA. Provavelmente isso se deu por conta da busca de reconhecimento para as Grandes Lojas estaduais brasileiras na Maçonaria Norte-americana. 

É por conta disso que substanciais diferenças na ritualística do REAA viriam aparecer por aqui. Por exemplo, formação de pálio, Diáconos portando bastão, Altar dos Juramentos no centro do Ocidente, aventais azulados, etc. Nada disso é original no REAA, onde primitivamente não existe formação de pálio, Diáconos não usam bastão, Altar dos Juramentos fica no Oriente, a cor predominante do rito é encarnada, etc.

Dessa forma, a partir de 1928 passava existir oficialmente na Maçonaria brasileira dois rituais diferenciados para o REAA. O ritual de 1928, criado para as Grandes Lojas estaduais, ficaria também conhecido como o REAA de Mário Béhring. 

Mais tarde, em 1973, com o advento da segunda grande cisão no GOB, nasciam os Grandes Orientes Estaduais independentes. À vista disso, outros rituais para o REAA foram sendo criados, desta vez construídos sob influências dos rituais do GOB e das Grandes Lojas Estaduais. 

Esse é o motivo pelo qual são encontrados no Brasil, em um mesmo rito, substanciais diferenças na sua liturgia e ritualística, com cada Obediência defendendo o seu ritual.

4 – Pelo mundo existem muitas diferenças e isso pode ser constatado em se verificando rituais do REAA existentes na França, em Portugal, Espanha, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, dentre outros.

Por várias questões, principalmente pela característica latina de ser, lamentavelmente o REAA sofreu ao longo da sua existência muitos enxertos e tenebrosas adaptações, ao ponto de ser classificado por muitos autores como uma verdadeira colcha de retalhos. No entanto, nem tudo está perdido, pois em muitos casos, pelo menos, o rito vem mantendo a sua estrutura litúrgica e ritualística primitiva. Na Maçonaria latina, se imaginar um único ritual universal por rito é algo sustentado pela utopia.

5 – O REAA chegou oficialmente no Brasil em 1832, embora ele já estivesse sendo praticado em maio de 1822, pela Loja Buclie D’Honneur. Essa Loja teve vida efêmera. 

A segunda Loja foi a Educação e Moral (1829 até 1833). Fundada por Joaquim Gonçalves Ledo, ela foi instalada por João Paulo Barreto que tinha uma carta patente do Grande Oriente da França o autorizando a fundar Capítulos Rosa-Cruz, razão pela qual a Educação e Moral trabalhava com 18 graus – características de uma Loja Capitular (é preciso conhecer essa história).

Como a primeira grande cisão somente viria ocorrer em 1927, notadamente antes de 1928 o REAA era praticado seguindo rituais do GOB, caracterizados pelas Lojas Capitulares. Como a Maçonaria brasileira é filha espiritual da França, os rituais primitivos para os ritos de origem francesa no Brasil eram oriundos da França e também de Portugal. Da França para os ritos Moderno (Grande Oriente de Ilhe de France) e REAA (Grande Oriente da França); do Grande Oriente Lusitano, para o Rito Adonhiramita, que é também um rito com registro de nascimento francês.

6 – O Ritual de 1804, o primeiro para o simbolismo na França, foi estruturado em três elementos fundamentais: o Regulateur du Maçon de 1801 (Grande Oriente da França); as Três Pancadas Distintas (exposure relacionada à Grande Loja dos Antigos de 1751); a Loja Geral Escocesa (criada em outubro de 1804 na França para gerenciar a elaboração desse primeiro ritual).

7 – Em alguns casos sim, em outros não. The Masonry Dissected de Samuel Pritchard foi uma revelação bombástica publicada em 1730 na Inglaterra e muito do seu conteúdo serviu como elemento básico para a construção de vários rituais, notadamente o working inglês. 

Na verdade, em relação aos Antigos e os Modernos, as suas exposures(revelações) muito serviriam como referência para rituais. Ressalte-se as revelações Jachim and Boaz, direcionada à Grande Loja dos Modernos e as Três Pancadas Distintas, relaciona à Grande Loja dos Antigos. 

Nesse contexto, também vale a pena mencionar que muitos rituais latinos foram construídos sob a égide do deísmo francês, no entanto, o REAA, rito nascido na França, além de possuir raízes deístas, também possui forte influência do teísmo anglo-saxônico herdado das Três Pancadas distintas, um dos elementos fundamentais construtivos do seu primeiro ritual.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SIC TRANSIT GLORIA MUNDI

SIC TRANSIT GLORIA MUNDI: O Prumo da Humildade e a Efemeridade do Ser 

A expressão latina "Sic Transit Gloria Mundi" — Assim passa a glória do mundo — ressoa nos corredores de nossos templos não apenas como uma máxima filosófica, mas como uma ferramenta de desbaste essencial para o Maçom que busca a verdadeira Luz. 

A Vaidade sob o Olhar do Compasso 
No mundo profano, o homem é frequentemente medido por suas medalhas, títulos e posses. No entanto, ao cruzar o pórtico do Templo e ser despojado de seus metais, o iniciado aprende que a Glória é uma sombra fugaz.

* O Trono e a Cinza: Nem a suntuosidade dos paramentos, nem a autoridade do malhete são eternos. Eles são empréstimos temporários para que a Ordem seja mantida. 

* O Esquadro da Realidade: A morte, a grande niveladora, nos lembra que, perante o Grande Arquiteto do Universo, todos retornamos ao estado de pedra bruta se não houvermos trabalhado o espírito. 

A Lição do Tempo e do Nível 
O tempo é o mestre implacável que consome impérios. Para o Maçom, esta máxima serve como um lembrete para:
* Praticar a Humildade: Reconhecer que o conhecimento é vasto e nossa passagem é curta. 

* Valorizar o Eterno: Focar nas virtudes — as únicas "joias" que não se oxidam. 
* Construir Edifícios Morais: Enquanto a glória material desmorona, a retidão do caráter permanece. 

> "Que o brilho efêmero das velas não nos cegue para a luz perene da Verdade. Pois, quando a última chama se apagar, restará apenas o que construímos no coração de nossos semelhantes." 

Viver o "Sic Transit Gloria Mundi" é entender que a verdadeira nobreza não está em ser superior aos outros, mas em ser superior ao seu "eu" de ontem. Que saibamos usar o Prumo para manter nossa retidão, cientes de que a única glória que não transita é aquela gravada nas obras de fraternidade. 

Qual virtude você considera a mais resistente ao teste do tempo na construção do seu templo interior? 

Fonte: Facebook_Federação Maçônica de São Paulo

segunda-feira, 13 de abril de 2026

FRASES ILUSTRADAS

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RITUAIS EM VIGÊNCIA

Em 08/01/2026 o Respeitável Irmão João Marcos Boim de Freitas, Loja Obreiros da Paz, 3850, REAA, GOB MINAS, Oriente de Piraúba, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte:

RITUAIS

1- No ritual do 2 grau e também o do 3 grau quando o 1° Vig vai fazer a verificação se todos presentes são MM∴, no ritual diz que todos IIr∴ do Ocid∴ e todos do Oriente voltam-se com o S∴ de O∴ para o Oriente, é assim mesmo que devemos proceder ou no ritual novo não é assim (nossa Loja ainda não adquiriu os rituais do 2 e 3 graus)?

2- Um Ir∴ do quadro fez uma pergunta sobre a chama votiva no REAA, qual a explicação que devemos dar para ele sobre a chama votiva?

3- Um outro Ir∴ perguntou qual seria o uso da luva pra esposa dele, qual sinal ela deve fazer pra receber ajuda de um irmão? Respondi a ele que desconheço o uso dessa forma, mas que iria me informar a respeito. Existe alguma forma dela se apresentar como parente de maçom com a luva para se reconhecer como fazendo parte da família maçônica?

4- No ritual dos graus 2 e 3, fala que antes de abrir o L∴ L∴ o Ir Orador faz a saudação ao V∴ M∴, está correto?

Meu irmão que o ano de 2026 venha repleto de realizações para o Ir e todos seus familiares com as bençãos do GADU!

CONSIDERAÇÕES:

Primeiramente devo mencionar que a sua Loja precisa solicitar imediatamente rituais dos graus 2 e 3 do REAA para poder realizar sessões nestes graus. Não é possível usar mais os rituais de 2009, a despeito de que eles já se encontram revogados há mais de um ano. Reitero, sua Loja não pode ser aberta usando rituais de 2009.

Sobre as suas questões, elas estão bem claras nos rituais novos vigentes a partir de 2024. Em relação às suas questões, seguem alguns apontamentos:

1 - Os Irmãos do Oriente não se voltam mais para a parede oriental. Ressalte-se que no Oriente não existe telhamento. Assim, quando da verificação, os IIr∴ do Oriente permanecem sentados. Mais detalhes, consultar os respectivos rituais em vigência editados em 2024).

2 - Não há explicação alguma para essa luz, pois não ela consta nos rituais. Essa chama dita votiva não existe no REAA, portanto e não deve aparecer na decoração. Alerta-se: se não está no ritual é porque não existe!

3 - Também não consta em nenhum ritual do REAA qualquer explicação sobre o uso dessas luvas. Nesse sentido, elas são apenas simbólicas. A entrega desse par de luvas de mulher é entregue ao Neófito para que ele a entregue, ao seu gosto, àquela que lhe causar mais estima. Assim, esse par de luvas não é para ser literalmente usado, senão guardado por aquela que a receber como um símbolo de afeto. Esse é apenas um gesto simbólico. Também não existe sinal de socorro com essas luvas e nem entrega formal delas à Cunhada. Ler atentamente o que está escrito no ritual de Aprendiz vigente, página 164, sobre a entrega dessas luvas.

4 – Nada disso está escrito nos rituais. Ates de se escrever toda essa conduta ritualística, melhor é ter os rituais em mãos.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
http://pedro-juk.blogspot.com.br
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

REFORMA DO TEMPLO I - REAA

Em 12/01/2026 o Respeitável Irmão Leonardo Paixão, Loja Vigilantes da Guanabara, 1568, REAA, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão.

REFORMA DO TEMPLO

Gostaria de tirar uma dúvida.

Estou em fase final da reforma do templo e estou com uma dúvida relacionada a orla denteada, ou dentada.
Vou enviar a foto de como está ficando e aproveito para perguntar:

Preciso fazer a orla denteada mesmo considerando o formato que ficou os pisos?

Vi o em vosso blog que a orla dentada está representada no painel, e onde menciona que não sendo possível, seria suficiente estar no painel.

Então minha dúvida é se realmente é o suficiente?

Estou buscando algum piso para colocar nem que seja no rodapé da parede.

E sendo assim ainda me surge uma dúvida.

Quando o irmão diz que ela não deve ser interrompida, o meu entendimento que ela pegue todo o ocidente, mas não quanto ao fato dela não ser interrompida, devo seguir com ela beirando a porta até seu topo? Fazendo uma espécie de moldura na porta? Como se tivesse a orla também contornando a porta a fim de ela ser contínua?

Vou enviar uma foto de exemplo, por mais estranho que seja a pergunta, eu estou buscando fazer o máximo fiel ao que se pede no ritual. Quero errar o menor possível.

O nosso painel é similar a imagem abaixo. Mas não tem a orla. Posso inserir e imprimir um novo.

Se o irmão possuir em alta definição, fico grato o envio.

CONSIDERAÇÕES:

Como no REAA a disposição do Pavimento Mosaico é oblíqua, o seu próprio acabamento nos limites do Ocidente já serve para representar a Orla Denteada. Nesse caso, junto à porta de entrada, basta limitar o Pavimento na linha da passagem da porta.

A Orla Denteada, ou Dentada, que está no Painel do Grau (página 11 do ritual de Aprendiz) já é o suficiente. Desse modo, não é necessariamente preciso construir uma Orla Denteada contornando o Pavimento no piso do Ocidente. Isso fica a critério da Loja.

Vale lembrar que o Painel do Grau fica no centro do Ocidente, onde ele é exposto no momento previsto pelo ritual.

Vale lembrar que o Painel do Grau não pode ser pintado na parede oriental, logo atrás do Venerável, pois ali fica o Retábulo do Oriente, no qual estarão fixados o Delta Radiante, o Sol e a Lua.

É altamente equivocado se pintar o Painel do Grau no lugar do Retábulo do Oriente, como lamentavelmente ainda se vê em algumas Lojas. Nessa conjuntura, vide o item 1.3 Disposição e Decoração do Templo, página 14 e seguintes do Ritual de Aprendiz.

Atenção: é bom lembrar que no templo rigorosamente não existem Colunas Zodiacais além da balaustrada, ao Oriente. Essas Colunas, em número de seis, na parede Norte e seis ao Sul, são distribuídas equidistantes entre os cantos noroeste e sudeste da parede ocidental e a balaustrada do Oriente - vide Planta do Templo, página 22 do ritual de Aprendiz, a localização das Colunas Zodiacais.

Outra observação oportuna: do Ocidente ao Oriente sobe-se por apenas um degrau, e dali, para o sólio, por mais três degraus.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

JAMES ANDERSON


O reverendo James Anderson provavelmente nasceu em Aberdeen, na Escócia, e migrou para Londres algum tempo antes de assumir o aluguél de uma capela presbiteriana na Swallow Street, em 1709-1710. Em 29 de setembro de 1721, ele foi incumbido pela Grande Loja da Inglaterra de "digerir as antigas Constituições Góticas de uma maneira nova e melhor". A primeira edição das Constituições , incluindo as "Obrigações de um Maçom", foi publicada em 1723, com uma segunda edição em 1738.

Para saber mais sobre a Maçonaria, adquira o livro "Mitos e Fatos Maçônicos", link na bio.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

POR QUE O "K" ENTRE DOIS NÓS?

Ir∴ Marco Antonio Nunes
Loja Fraternidade Catarinense nr. 9 (GOSC)


Cá entre nós com um “K” entre dois nós, num segmento da corda tão conhecida por todos os Maçons, foi o resultado de uma idéia de escolher um título para uma coluna periódica no antigo Jornal O Vigilante do GOSC. Uma coluna descompromissada com qualquer tentativa de se fazer algo erudito, de leitura leve e coloquial, onde o leitor pudesse sentir-se num mesmo plano, num estado permanente de idéias e opiniões, trocando-se confidências, e estratégias frente às realidades que afloram no nosso dia-a-dia. E tudo num ambiente de descontração, de pura franqueza, de confabulação (aqui o termo é muito propício, já que o dicionário nos diz que significa “trocar idéia a respeito de assuntos secretos” e até mesmo de conspiração. Por que não?

O Jornal O Vigilante já não mais existe, transformando-se em revista mensal e informativa dos eventos do Grande Oriente catarinense. Dessa forma, a coluna adormeceu, calou-se. Mas eis que o JB News achou por bem abrir espaço e aqui vamos tentar divulgar algumas idéias, opiniões, e, principalmente, confabular e conspirar. Com a ajuda de vocês, é claro. Para isso, é fundamental que opinem, ponham em dígitos o que os neurônios produzirem, para que possamos conspirar juntos pela causa da ética e, principalmente, dos bons costumes.

Vamos procurar ajudar no desbaste das pedras brutas que aspiram um lugar na grande obra. Vamos aperfeiçoar as que estão em processo de lapidação e acabamento e, muito importante, vamos dedicar uma atenção toda especial e redobrada com aquelas tidas como perfeitas, geralmente as que mais causam transtornos na consecução da obra.

Fonte: JBNews - Informativo nº 0305 - 29 de junho de 2011

domingo, 12 de abril de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PARAMENTOS DE ALTOS CORPOS

Em 22/12/2025 o Respeitável Irmão José Bento, Loja Ordem e Progresso, 133, REAA, GOMG (COMAB), Oriente de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

PARAMENTOS

Eu queria saber se podemos usar os paramentos dos Graus Filosóficos em sessões públicas realizadas por uma loja Simbólica.

Uns reunião festiva, dia das mães, por exemplo.

Eu sei que não reuniões econômicas ou magnas (iniciação, elevação e exaltação) não é permitido os paramentos de graus superiores. Mas sendo uma sessão festiva, não vejo razão para proibir o uso dos Paramentos dos Graus Filosóficos.

CONSIDERAÇÕES

Inicialmente, sugiro que o Irmão consulte minuciosamente a legislação da sua Obediência. Veja se há algo nesse sentido que possa lhe orientar.

No meu ponto de vista, entendo que se foi uma Loja simbólica que promoveu a sessão pública (com a presença de não maços), essa sessão é correlata ao simbolismo, portanto segue as regras do simbolismo, ou seja, nela admitem-se apenas os paramentos do simbolismo.

Vale ressaltar que graus acima do 3º devem obediência à uma Corporação de Altos Graus, a qual não pode interferir no Franco-maçônico básico universal, que é o simbolismo, e que se submete apenas às leis e regulamentos de uma Obediência Simbólica.

É o que eu entendo.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

GRÃO-MESTRE USANDO A PALAVRA

Em 22/12/2025 o Respeitável Irmão José Bento de Oliveira, Loja Ordem e Progresso, 133, REAA, GOMG (COMAB), Oriente de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

GRÃO-MESTRE

Tira-me uma dúvida: O Grão-Mestre quando em visita a uma Loja, ao fazer uso da palavra ele fica de pé e ordem e cumprimenta as luzes da loja, bem como as autoridades, como os demais irmãos?

Obrigado pela costumeira atenção.

CONSIDERAÇÕES:

No caso da fala do Grão-Mestre, se ele preferir, pode usar da palavra sentado, todavia sabe-se que geralmente ele prefere falar em pé, portanto deve ficar à Ordem.

Nessa condição, o Venerável Mestre, depois da manifestação protocolar inicial do Grão-Mestre, deve dispensá-lo da composição do sinal.

Assim, o Grão-Mestre, ao usar da palavra, estando ainda à Ordem se dirige primeiramente à Loja como costumeiramente se faz, isto é, se dirige por primeiro às Luzes, depois, genericamente, às autoridades presentes e finalmente aos demais IIr∴. Logo depois desta manifestação inicial, o Ven∴ Mestre dispensa-o do sinal.

Esse tem sido o procedimento mais comum e prático adotado quando o Grão-Mestre faz uso da palavra.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

A CRENÇA

A crença reflete uma convicção em alguma coisa esotérica, mística ou religiosa. Sendo uma ação empírica, ela é produto de fé.

Maçonicamente, constitui um dogma; a Maçonaria exige do candidato e, posteriormente, de seu adepto que tenham crença em Deus, como base fundamental de sua convicção maçônico- filosófica.

A liturgia é composta de efeitos místicos traduzidos em sinais, palavras e posturas. Tudo tem uma razão de ser nessa liturgia, e o maçom a aceita como se fora um culto.

Entre si, os maçons cultivam o amor fraterno como se fosse uma crença; trata-se de uma postura mística, uma vez que sem o afeto, o respeito e a amizade, nenhum corpo maçônico poderia sobreviver.

Essa amizade revertida em amor produz seus frutos, que são a tolerância, a compreensão, o afeto e s sinceridade, entre outros.

Não é a Instituição que institui o amor fraterno, más é cada maçom individualmente que propugna por esse comportamento.

Um aperto de mão caloroso, um abraço afetuoso, palavras gentis, compreensão, o aceitar conselhos, o aconselhar, enfim, o comportamento essencialmente familiar faz do maçom um ser humano seleto.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 109.

O TRABALHO

Meditava sobre a relevância do "trabalho" quando fui chocado com a definição trazida pelo Dicionário Etimológico: "A palavra trabalho vem do latim tripalium, termo formado pela junção dos elementos tri, que significa "três", e palum, que quer dizer "madeira".

Tripalium era o nome de um instrumento de tortura constituído de três estacas de madeira bastante afiadas e que era comum em tempos remotos na região europeia. Ou seja, originalmente, ao que parece, trabalho é uma forma de tortura ou castigo.

Contrariando a crença arraigada na sociedade, de geração para geração, de que trabalho é algo penoso, árduo, quase um castigo: "Ganharás o pão com o suor do teu rosto" (Genesis 3:19), trabalho, nada tem de atroz, sendo, tão somente, um conjunto de atividades realizadas, e o esforço feito por indivíduos, com o objetivo de atingir uma meta.

É a força realizadora de sonhos.

É o combustível que impulsiona o desenvolvimento das habilidades que, diuturnamente aferidas e aperfeiçoadas, culminam com inovações em todos os campos do viver humano.

Por fim, o trabalho faz com que o homem aprenda a melhor conviver com seus pares, respeitando as diferenças e suplantando o egocentrismo, não apenas na sociedade à qual se integra, mas, sim, e principalmente, em si mesmo, "pois o Reino de Deus já está dentro de vós." (Lucas 17:21).

Neste toar, ratifica Myrian Mourão, Diretora e líder educadora na empresa Myrian Mourão Desenvolvimento Profissional: "As relações humanas com o trabalho mudarão quando exorcizarmos as crenças passadas de geração em geração, quando o conceito de AMAR o que faz não for apenas mais uma estratégia ou modismo de livros de administração para tornar as pessoas mais produtivas, incentivadas com palestras, treinamentos motivacionais ou teorias ocas" (fonte: administradores. com. br / artigos / ).

A palavra servir em hebraico é avodah, que encerra o sentido de trabalho laborioso. A clássica resposta judaica é que tefilá é isto: um trabalho para despertar o amor oculto dentro do coração até ser atingido um estado de união íntima com o divino. Um elemento chave do seu relacionamento com o Criador é "servir a Ele de todo o coração". (Por Tzvi Freeman. Fonte: pt . chabad . org /).

O Alcorão Sagrado, na Surata 6, "AL MÁIDA" (A MESA SERVIDA), Versículo 132, nos diz: "Para todos haverá graus concordantes com o que houverem feito." Portanto, a importância de cada um está ligada a sua atividade.

A sociedade tem escalas conforme a atividade de cada um, esclarece o Profeta Mohammad (S.A.W): "Não me digas quem é o teu pai ou a tua mãe, mas me digas que trabalhos tu realizastes."

O trabalho é a identidade do homem, cujos méritos o leva ao progresso e à evolução, como preceitua a Surata 24, "ANNUR" (A LUZ), Versículo 38: "Para que Allah os recompense melhor pelo que tiveram feito, acrescentando-lhes de Sua graça." E acrescenta a Surata 37, Versículo 61: "Que trabalhem por isso, os que aspiram lográ-lo!" (fonte: Fundação Amigos do Slam).

Avicena (Abū ʿAlī al-Ḥusayn ibn ʿAbd Allāh ibn Sīnā), polímata persa, 980 d.c., Pai da Medicina, relata que o trabalho se divide em dois atos: primeiro – O fato de que posso realizá-lo; segundo – Em (prol de) que ou quem eu o realizei. (Fonte: Wikipédia).

Cumprindo seu mister, Albert Pike (Moral & Dogma), nos instrui:"Que nenhum companheiro imagine que o trabalho dos humildes e sem influência não vale o feito. Não há limite legal para as possíveis influências de uma boa ação ou uma palavra sábia ou um esforço generoso.

Nada é muito pequeno. Quem está aberto para a penetração profunda da natureza sabe disso. Embora, na verdade, nenhuma satisfação absoluta poderá ser concedida à filosofia, mais em circunscrever a causa do que em limitar o efeito, o homem de pensamento e de contemplação cai em êxtases insondáveis, tendo em vista todas as decomposições de forças resultantes na unidade.

Todos trabalham para todos."

William Preston (Illustrations of Masonry), define Maçonaria como: "um sistema regular de moralidade, concebido em uma tensão de interessantes alegorias, que desdobra suas belezas ao requerente sincero e trabalhador".

A Maçonaria é uma oportunidade de trabalho voluntário, tendo nos maçons seus voluntários. Ser um voluntário é estudar o ritual, não apenas executando-o da melhor forma possível, mas principalmente o compreendendo. É participar ativamente das reuniões, contribuindo com suas idéias e opiniões.

É se oferecer para ajudar nas diversas atividades em grupo, ou mesmo para realizar algumas atividades individuais dentro de suas competências, como ministrar uma palestra, criar um website, pintar uma parede ou trocar uma simples lâmpada.

É ter ciência de que, sendo um trabalho voluntário, você não depende dele para sua sobrevivência e sustento de sua família, devendo, portanto, ir para a Maçonaria e permanecer nela somente se estiver realmente interessado.

E cada vez que comparecer, faça valer à pena, porque apenas assistir e criticar não pode ser considerado trabalho voluntário… é necessário colaborar, esclarece Kennyo Ismail.

"O Maçom é o homem que aspira a perfeição; é aquele cujo guia é a ciência e cujo código é a atração universal: o amor." (Fonte: BOLETIM OFICIAL DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL. N.º 7, 14° Ano, Setembro de 1889, p. 132).

O trabalho do Maçom é cimentar o Amor, solidificando diuturnamente as colunas da Maçonaria Universal, pois como dizia Paulo, o Apóstolo, sem amor, nada se é. E nada se faz!

Texto: Bruno Bezerra de Macedo – MM Grande Loja Maçônica do Estado do Ceará - GLMECE

Fonte: Grupo Memórias e Reflexões Maçõnicas

sábado, 11 de abril de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CIRCULAÇÃO PELO ORIENTE

Em 22/12/2025 o Respeitável Irmão Wander Lourenço Luzia, Loja União de Ipatinga, 1567, REAA, GOB MINAS, Oriente de Ipatinga, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte pergunta:

CIRCULAÇÃO NO ORIENTE

Estou hoje como Mestre de Cerimônia pela a primeira vez e tenho uma dúvida e por isso estou buscando com você uma Orientação. A Respeito da circulação no Oriente, tem alguma norma ou lei que proíbe passar entre o altar onde fica o Venerável e o altar do livro da lei? Pois já perguntei a vários irmãos e só falam que não pode, mas não me mostram nenhum aparato legal pra essa norma. Já fui questionado por vários irmãos e não achei nada a respeito, pois no ritual fala que a circulação no Oriente é livre.

CONSIDERAÇÕES:

Como bem menciona o ritual, a circulação pelo Oriente é live, portanto, tanto faz, passar pela frente do Alt∴ dos JJur∴, ou pela sua retaguarda. De resto, diferente disso não passa de mera invencionice.

Normalmente, quando não se acha nenhuma bibliografia com justificativas plausíveis é porque simplesmente o fato não existe.

Em relação à entrada e saída do Oriente, em se tratando do REAA, existe somente uma regra para ser seguida, isto é, nele se ingressa pelo lado Nordeste (o mesmo do Orador) e dele se sai sempre pelo lado Sudeste (o mesmo do Secretário). Simplificando, toda a entrada no Oriente se faz vindo da Coluna do Norte e toda a saída é em direção à Coluna do Sul.

Ainda outra recomendação. O Venerável Mestre será sempre abordado pelo seu lado direito (seu ombro direito). A única exceção é na prova da Taça das Vicissitudes, a qual ocorre pela banda Sul do Altar, justamente para facilitar a retirada do candidato em direção à Coluna do Sul.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br