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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 11 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

COMISSÃO DE RECEPÇÃO E RETIRADA DA BANDEIRA

Em 24/04/2026 o Respeitável Irmão Douglas Marcheti, Loja Estrela de Adamantina, 1340, REAA, GOB-SP, Oriente de Adamantina, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte pergunta:

COMISSÃO DE RECEPÇÃO

Sou Mestre de Cerimônias e faço a entrada da Bandeira, nas sessões magnas dessa forma: retiro o quadro, e saio e entro com duas fileiras Norte e Sul formando 13 membros, nas devidas colunas, porém sem giro, sai e entra cada qual em suas colunas. Está correto?

Obs.: na saída da balaustrada na saudação eu e a Guarda abaixa as espadas durante a saudação, após saudação normal. Na saída, da mesma forma, semgiro. No término, volto o quadro e segue a sessão.

CONSIDERAÇÕES:

Em se tratando do REAA, durante a entrada e saída da Bandeira Loja estará aberta, portanto a circulação horária deve ser observada. Por primeiro entram, respeitando a circulação, os seis primeiros membros da comissão que se postarão ao Sul. Em seguida entram os outros sete membros que se colocarão ao Norte. Posicionada a Comissão de 13 Membros, ingressa o Porta-Bandeira, munido do Lábaro e escoltado pela Guarda de Honra.

No encerramento, para a retirada da Bandeira, a Comissão de Recepção e Retirada se coloca novamente como fora feito no ingresso. Durante a saudação à Bandeira, a Guarda de Honra abate espadas, voltando depois para ombro-arma durante o canto da primeira e última estrofes do Hino à Bandeira. Concluído o canto, o dispositivo, seguido da Guarda de Honra, se retira com a Bandeira para fora do Templo. O Mestre de Cerimônias deve atentar para a circulação horária durante esses procedimentos.

Assim, reitera-se: procede-se com a circulação porque a Loja está aberta.

NOTA – Toda a ritualística para o ingresso e saída do Pavilhão Nacional encontram-se no Decreto 1476/2016, que dispõe sobre o cerimonial para o ingresso e saída da Bandeira Nacional nas sessões magnas.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

JOSÉ MIGUEL BLANCO GAVILÁN


José Miguel Blanco Gavilán (Santiago, Chile, 16 de dezembro de 1839 - 4 de fevereiro de 1897, Santiago, Chile) foi um escultor, ilustrador, desenhista e escritor chileno.

Recebeu, em 1867, uma bolsa do governo chileno para estudar na Europa. Em Paris, juntou-se à oficina de gravação de medalhas do escultor Jean Baptiste Eugène Farochon. Em seguida, foi admitido na “École des Beaux-Arts de Paris”. Concluiu seus estudos na Itália, nas cidades de Nápoles e Roma. Esse contato direto, com obras, oficinas e mestres europeus foi decisivo para seu desenvolvimento pessoal e artístico. A vivência europeia, além de enriquecer suas referências e aperfeiçoar sua técnica, estimulou uma veia intelectual que com o tempo, formariam seu discurso criativo.

Não só como gravador de medalhas, mas destacamos, as esculturas que produziu após seu retorno em 1875, dentre às quais: Busto de Miguel Luis Amunátegui; O Tambor em Repouso; O Monumento do Atacama; Florista Napolitana; Galvarino; onde demonstra não apenas uma técnica refinada, mas um rigor artístico, respeitando a proporção e anatomia humana.

Foi iniciado na Maçonaria em 30 de abril de 1878 na “Logia Verdad”, Nº 10 (Gran Logia de Chile), em Santiago, Chile.

Fonte: COLUNA CULTURAL MAÇÔNICA

PRANCHA DE TRAÇAR

Uma Prancha de Traçar”, ou “Prancha Traçada” como também é costume se designar, pois é o resultado final que é avaliado, não é mais do que um trabalho efetuado por um maçom. Independentemente do material do qual é elaborado ou tema abordado, ela é sempre de extrema relevância no processo de aprendizagem e formação do maçom bem como no seu trajeto pelos vários graus do rito que pratique.

O facto de se designarem por Pranchas de Traçar, os trabalhos apresentados em Loja e executados por Maçons, é originário da Maçonaria Operativa, a maçonaria dos artífices pedreiros da época da Idade Média.

Era nas suas pranchas que eles desenhavam as plantas dos imóveis, criavam os seus projetos de construção e montavam a maqueta da construção a realizar. Algo que nos dias de hoje, é efetuado pela classe dos arquitetos (provindo dessa classe outra designação pela qual também é conhecida a prancha de traçar, a “Peça de Arquitetura”).

É através da execução de pranchas que o maçom toma um maior contato com a vasta simbologia maçónica e a interpreta à sua própria maneira. Ele nas suas pranchas, emprega o seu cunho pessoal e a sua noção sobre os vários assuntos ou temas maçónicos em análise.

Qualquer assunto é passível de ser traçado numa prancha, devendo apenas o mesmo ser executado através de um método de estudo e pesquisa sobre o tema, de forma a completar ou inovar o que já existe sobre a matéria em análise, ou se possível, criar algo novo que ainda não exista comentado ou feito, nomeadamente no caso de pranchas em que a pintura ou a música são a temática central.

Todas as pranchas são passíveis de serem comentadas, apesar de ser costumeiro se afirmar que “prancha de Mestre não se comenta”, as críticas e comentários existem à mesma, nem que seja para assertivar ou elogiar o Irmão que a executou para além do tema que serviu de base à construção da prancha. Já em relação às pranchas dos Aprendizes e Companheiros, essas recebem as críticas necessárias à formação dos mesmos, na medida em que tal seja necessário.

E tal como a construção mais simples é fruto de uma intensa pesquisa e enorme trabalho no seu desenvolvimento, também as pranchas dos pedreiros, agora “livres”, são executadas com o mesmo sentido de responsabilidade e labor. Sendo que a prancha a realizar, independentemente do seu tema, dever acima de tudo conter as três grandes qualidades maçónicas, “Força, Sabedoria e Beleza”.

“Força”, porque deve ser forte o suficiente para ficar impregnada na alma do maçom; “Sabedoria”, porque uma prancha deve conter informação relevante que ensine os demais; e “Beleza”, porque neste mundo nada pode ser forte e sapiente, se não encerrar em si algo de belo.

Agora se esta prancha que eu “tracei” engloba as qualidades maçónicas, só os leitores o poderão afirmar…  

Fonte: https://pedra-de-buril.blogspot.com/

sexta-feira, 10 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

USO DO BASTÃO II

Em 23/04/2026 o Respeitável Irmão Josué Camargo, Loja Adonai, 58, REAA, GLMRGS (CMSB), Oriente de Bagé, Estado do Rio Grande do Sul, pede esclarecimento.

USO DO BASTÃO

Tenho acompanhado seu BLOG, gosto da forma direta e simples que conduz os temas.

Não sei bem, se posso "abusar" um pouco do irmão, pedindo a seguinte ajuda, quando ao cargo "Mestre de Cerimônias".

1 - A circulação em Loja, quando se movimenta, deve ser realizada sempre com o uso do bastão? Ou só na condução do Ven∴ Mestre na entrada e saída do templo e na condução dos demais irmãos (quando necessário)?

2 - Quando carrega consigo algum material/papel, deve também circular com o bastão?

3 - Quando sobe ao Oriente, se portando o bastão, faz algum sinal ao Ven∴Mestre, com a cabeça, ou com o bastão?

CONSIDERAÇÕES:

Antes, vale a pena salientar que os meus comentários a seguir prendem-se à originalidade litúrgica do REAA, com suas práticas mais consagradas. Lembro que é preciso seguir o ritual aprovado e vigente da Obediência, mesmo que ele seja contraditório às minhas respostas.

1 – O costume consagrado no porte do bastão pelo Mestre de Cerimônias é de que ele sempre o usa esse quando estiver conduzindo alguém em Loja, não somente o Venerável Mestre, mas qualquer Irmão durante os trabalhos. É oportuno lembrar que o guia vai sempre à frente do seu conduzido.

2 – Não estando Mestre de Cerimônias exercendo o ofício de conduzir alguém pela Loja, mas estiver levando na(s) mão(s) algum outro objeto ou expediente de tralho ele não usa o bastão.

3 - O Mestre de Cerimônias, estando munido do bastão, ao ingressar no Oriente faz apenas uma parada rápida e formal. Em uma parada rápida e formal, o titular não esboça nenhum movimento com o bastão, não faz inclinação com o corpo e nem improvisa meneios com a cabeça.

Todas essas orientações podem ser encontradas meu Blog. Nele existem atualmente publicadas mais de duas mil respostas.

T∴ F∴ A∴
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A TOLERÂNCIA MAÇÔNICA

Rui Bandeira

O tema Tolerância já deu, este mês, lugar a onze textos, cinco meus e seis do JoséSR. Parece-me ser tempo de encerrar o tema, sob pena de se criar uma monotonia no blogue. Julgo, porém, útil fazê-lo com uma menção à Tolerância do ponto de vista do maçon.

O JoséSR e eu expusemos os nossos mútuos entendimentos da Tolerância, em termos gerais. Não são coincidentes e não há qualquer problema nisso. Possivelmente, as diferenças entre nós resultarão mais de cada um olhar o conceito de diferente perspectiva e segundo o seu próprio temperamento do que de reais e profundas divergências: o JoséSR, mais directo e com tendência para o maniqueísmo, tenderá a deter a sua atenção no que eu considero uma prática de perversão do conceito, que merece ser realçado na sua pureza; eu, mais conciliador e com tendência para as soluções "diplomáticas", olharei para o que o JoséSR considerará uma idealização do conceito, não prescindindo ele de atender ao que, no seu entender, a prática do mesmo lhe parece ter de dúbio e perigoso.

No entanto, mais aparente ou mais real, mais ou menos bem fundamentada, a divergência por nós exposta e discutida abertamente respeita apenas ao conceito geral de Tolerância.

Sobre o entendimento que em Maçonaria se tem de Tolerância - aquilo a que eu, no título deste texto, com assumido risco de impropriedade a troco de mais fácil entendimento, chamo de Tolerância Maçónica - não temos, seguramente, absolutamente nenhuma divergência, nenhum entendimento diferente. Resulta essa minha certeza de ambos seguirmos, fiel e estritamente, os princípios da Maçonaria Regular e de, entre eles, se contar o constante no sexto Landmark, que dispõe

A Maçonaria impõe a todos os seus membros o respeito das opiniões e crenças de cada um. Ela proíbe-lhes no seu seio toda a discussão ou controvérsia, política ou religiosa. Ela é ainda um centro permanente de união fraterna, onde reinam a tolerante e frutuosa harmonia entre os homens, que sem ela seriam estranhos uns aos outros.

A Maçonaria é (por definição, diria eu) um espaço de Liberdade em que reina a Igualdade superlativada pela Fraternidade. Todos os maçons são iguais, se consideram iguais e consideram seus Irmãos seus iguais - por isso lhes dão esse tratamento de Irmãos! Nem mesmo o exercício de funções de direcção de Loja ou, mesmo, de Grande Loja, alteram essa situação: o Venerável Mestre de uma Loja, ou o Grão Mestre da Obediência, encaram como iguais a si próprios e exactamente na mesma medida, o mais antigo e respeitado maçon e o mais recente Aprendiz. Porque o mais respeitado maçon já foi um nóvel Aprendiz (e se deve sentir sempre como o Aprendiz que por toda a vida é...) e o mais recente Aprendiz só foi admitido na Ordem porque foi julgado digno de, se assim vier a suceder, vir a ser o Grão Mestre!

Neste espaço ímpar de Igualdade e Fraternidade, a Tolerância a que o Landmark se refere é bem mais exigente, bem mais pura, do que a praticada profanamente. E, consequentemente, não há, em relação a ela, receios de perversão ou de posturas de superioridade. O maçon respeita a opinião ou a crença de seu Irmão como sabe que ele respeita a sua: de olhos nos olhos e corações abertos, com um abraço fraterno, iguais entre iguais!

Os maçons não aceitam, não praticam, não concebem, menos do que isso!

E isto não tenho qualquer dúvida que o JoséSR ou qualquer outro dos meus Irmãos assina por baixo!

Fonte: https://a-partir-pedra.blogspot.com

quinta-feira, 9 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SUBSTITUTO LEGAL NO ESCRUTÍNIO SECRETO

Em 23/04/2026 o Respeitável Irmão Rondineli A. Ferreira de Araújo, Loja Acácia Formosa de Santa Cruz, 4483, REAA, GOB-ES, Oriente de Serra, Estado do Espírito Santo, apresenta a seguinte questão:

SUBSTITUTO LEGAL

Por gentileza, na ausência do Venerável Mestre, o 1° Vigilante pode proceder com o Escrutínio Secreto? Haja visto não ser sessão Magna e não ter uso daespada.

CONSIDERAÇÕES P/REAA/GOB:

 

Consta no Ritual de Aprendiz do REAA vigente, pág. 213, que o 1º Vigilante, nas sessões ordinárias, é o substituto do Venerável Mestre. Também consta no RGF, Art. 120, I – "substituir o Venerável Mestre de acordo com o Estatuto ou o Ritual (o grifo é meu)".

À vista disso, é perfeitamente exequível que no REAA o 1º Vigilante, atuando como substituto legal do Venerável Mestre, presida os trabalhos durante a realização de um Escrutínio Secreto.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

POLICIAIS BRITÂNICOS E A FILIAÇÃO MAÇÔNICA

A Justiça britânica validou, nesta terça-feira (17.02.26), a decisão da Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard) de obrigar seus agentes a declararem publicamente se são ou foram membros de organizações maçônicas. O juiz Chamberlain, do Tribunal Superior, rejeitou o recurso apresentado por entidades representativas dos maçons e por dois policiais que buscavam anular a medida, considerando a ação judicial como "não razoavelmente defensável". A nova política, implementada em dezembro, exige que policiais e funcionários divulguem qualquer filiação a grupos hierárquicos confidenciais que imponham apoio mútuo entre seus membros, visando eliminar riscos de parcialidade real ou percebida no desempenho das funções policiais.

Em sua decisão de 17 páginas, o magistrado enfatizou que a exigência não é discriminatória nem estigmatizante, e que seu objetivo duplo, assegurar o desempenho adequado das funções e manter a confiança pública na corporação, é legítimo e proporcional. O juiz destacou que deixar a decisão de revelar a filiação a critério individual de cada agente não alcançaria o propósito de fortalecer a credibilidade institucional. A Scotland Yard comemorou o veredito, com o Comandante Simon Messinger afirmando que a política foi criada em resposta a preocupações da sociedade sobre possíveis conflitos de lealdade, garantindo que vítimas e denunciantes sintam-se seguros de que as investigações não serão comprometidas.

Adrian Marsh, representante da GLUI, manteve a posição de que a medida é discriminatória e não contribuirá para a segurança de Londres. Durante o julgamento, a advogada Claire Darwin KC, representante dos maçons, argumentou que a decisão equivalia a criar uma "lista negra" baseada em "teorias da conspiração antigas e estereótipos preconceituosos". Em contrapartida, a defesa da Polícia Metropolitana rebateu as acusações, classificando a alegação de lista negra como "manifestamente falsa" e reiterando que os funcionários permanecem livres para ser maçons. Cerca de 400 agentes já declararam sua filiação desde a implementação da nova regra.

Fonte:  Facebook_The Guardian

PROPÓSITOS DA PRIMEIRA GRANDE LOJA DE LONDRES

Ir∴ Ailton Branco - ex-V.M GLMERGS – Semear Colégio de Estudos do Rito Schröder - Oficina de Restauração do REAA - 19/04/2011
AÇÃO MAÇÔNICA INTERNACIONAL - AMI

Por que surgiu a primeira Grande Loja de Londres? Quais os interesses não revelados que detonaram iniciativa tão marcante? Nos anos que antecederam esse "landmark" na história da maçonaria mundial, a confraria na Inglaterra mostrava duas realidades distintas: os maçons católicos, que faziam suas reuniões em locais cedidos pela Igreja e os maçons não católicos que se reuniam em locais públicos, como tavernas e hospedarias. As Lojas que reuniam maçons cristãos obedeciam à ritualística simples organizada para as recepções aos candidatos e para as trocas de grau. Eram lideradas pela pujante Loja de York. As lojas constituídas por maçons judeus, muçulmanos e budistas e que se reuniam em tavernas, eram informais. As reuniões, em ágapes, se destinavam às trocas de idéias variadas e às relações sociais.

A concorrência entre os dois segmentos da maçonaria britânica era acirrada, até com episódios de violência contra o patrimônio. Historiadores não comprometidos com a versão oficial revelam a campanha sistemática de maçons filiados à Grande Loja de Londres contra documentos de qualquer espécie que informassem algo sobre a existência das Lojas católicas mais antigas.

A Grã-Bretanha, desde o Ato de Supremacia proclamado por Henrique VIII, em 1534, para romper com Roma e estabelecer a Reforma religiosa, viu-se dividida entre catolicismo e protestantismo. Esse último ainda contribuiu com o puritanismo; movimento de confissão calvinista que rejeitava tanto a Igreja Romana como a Igreja Anglicana. Em 1649, a Revolução Puritana, sob a liderança de Oliver Cromwell, saiu-se vencedora contra a Monarquia. Protagonizou a prisão e decapitação do Rei Carlos I e proclamou a República na Grã-Bretanha. Com a morte de Cromwell, abriu-se um período de crise, que conduziu à restauração dos Stuart, em 1660. Quando Jaime II pretendeu restabelecer o catolicismo, desprezando os interesses da maioria protestante, eclodiu a Revolução Gloriosa, em 1688. O Stuart foi facilmente vencido, refugiando-se na França de Luís XIV. A partir de 1714, reinaram os Hannover, alemães, protestantes, pouco interessados na gestão do país e que, por isso, favoreceram e reforçaram a importância dos "Whigs", adeptos de uma Monarquia limitada pelo Parlamento.

Os intelectuais e cientistas da Royal Society, dentre eles vários maçons, eram contra a influência da Igreja porque essa pregava a idéia do criacionismo para explicar o surgimento do mundo. A Igreja apoiava sua posição nas teses dos filósofos antigos, nas Sagradas Escrituras e na autoridade de fé e de santidade dos padres.

Os integrantes da Royal Society adotaram o lema: Nullius in Verba, para mostrar que acreditam na verdade dos fatos, obtida através da experiência científica e não ditada pela palavra de alguma autoridade. Combatiam também a Escolástica, que era uma linha dentro da filosofia medieval com elementos notadamente cristãos. A Escolástica surgiu da necessidade de responder às exigências de fé, ensinada pela Igreja, acrescentando ao universo do pensamento grego os temas: Providência e Revelação Divina e Criação a partir do nada.

O ambiente político estava favorável para os maçons não cristãos prestigiarem sua atividade, substituindo as finalidades mundanas das suas reuniões nas tavernas por encontros com formalidades específicas para uma sociedade que pretendia parecer cultural e filantrópica.

A esse respeito escreve John J. Robinson, em "Nascidos do Sangue - Os Segredos Perdidos da Maçonaria": "Enquanto a Maçonaria continental estava ocupada em tecer mais e mais padrões complexos de rituais, a Maçonaria britânica original de três graus enfrentava seus próprios problemas. Como todo o conhecimento de qualquer propósito anterior desaparecera, a Maçonaria emergiu como uma sociedade glutona e beberrona, com, talvez, uma sombria ênfase exagerada na última. Todos os Maçons ingleses provavelmente lamentavam que seu Irmão moralista, William Hogarth, houvesse imortalizado o estado da Maçonaria londrina do século XVIII em sua pintura intitulada A Noite, que retrata um Mestre Maçom bêbado como um gambá sendo carregado para casa pelo Guarda da Loja, ambos com as insígnias maçônicas."

Era preciso encontrar uma solução para esse comportamento. Os maçons ligados à Royal Society, liderados por John Theophilus Desaguliers, filósofo, assistente e divulgador de Isaac Newton, idealizaram fundar uma associação de Lojas para planejar e organizar melhor o desempenho da maçonaria não atrelada aos eventos da Igreja. Reuniram quatro Lojas de tavernas e criaram a Grande Loja de Londres, em 1717.

A história da fundação da primeira Grande Loja no mundo mostra uma dupla motivação para o evento: combater as Lojas que conservaram a influência dos temas católicos na sua ritualística e ajudar a expandir o sionismo entre as elites. A emigração de judeus sefarditas (de origem espanhola e portuguesa) e asquenazes (de origem alemã e polonesa), sobretudo oriundos da Holanda e da Alemanha para a Grã-Bretanha, ganhou intensidade na segunda metade do século XVII. A Grã-Bretanha proporcionou à sua minoria judia condições próximas do ideal para cultivar seus rituais religiosos. A regularização social dos judeus teve lugar em geral sem obstáculos, ao longo de um período prolongado. Oliver Cromwell deu permissão para o culto público a um pequeno grupo de sefarditas, em 1656, e a licença manteve-se após a restauração da monarquia em 1660.

A geografia e a história colocaram a Grã-Bretanha de certo modo fora da Europa continental e a experiência judaica ali, por sua vez, foi algo especial. Os judeus foram admitidos tardiamente, mas, quando o foram, desfrutaram das liberdades básicas durante um tempo mais prolongado que em qualquer outro país europeu. A composição heterogênea da sociedade britânica produziu crescente liberdade de culto. Embora a vigência da Declaração de Direitos (1689) que, entre outras regulamentações, restringiu a liberdade religiosa ao culto protestante, os preconceitos contra grupos religiosos minoritários foram tênues.

Apesar de ser uma das comunidades menos importantes e menores na Grã-Bretanha, os judeus aproveitaram a generosa tolerância reinante e destacaram-se na política, no comércio, nas artes e nas ciências, enfim, em todos os aspectos da vida nacional inglesa. A posição dominante da Grã-Bretanha no mundo dotou os líderes judeus de um papel preponderante internacional, como no desenvolvimento inicial do sionismo.

E a maçonaria fez parte do processo sendo um dos meios de difusão do sionismo. Os primeiros rituais surgidos da existência da Grande Loja de Londres elegeram o Templo de Jerusalém construído por Salomão, o símbolo da obra perfeita. Serviu de referência na analogia com o trabalho da maçonaria de aprimoramento do caráter humano. O texto do ritual reproduziu passagens bíblicas dos hebreus nas explanações aos maçons. A resistência ao retorno do catolicismo na maçonaria e a divulgação do sionismo conjugaram-se numa corrente que sufocou as Lojas cristãs remanescentes. A influência dos judeus maçons com posições de destaque na marinha, no comércio de armas e no mercado de negócios bancários levou o poderio político e institucional da maçonaria inglesa para além fronteiras da Grã-Bretanha. A estratégia de fazer constar que a Grande Loja de Londres inaugurou uma nova maçonaria, a especulativa, em substituição à operativa, deu certo. O mundo maçônico acreditou. A eliminação dos documentos relativos às atividades anteriores a 1717 deu veracidade à tese. A maçonaria britânica tornou-se forte e respeitada. Os maçons ingleses mantiveram-se suficientemente poderosos para ditarem ao mundo, cem anos mais tarde, as oito regras para a regularidade das Lojas e dos maçons no universo.

Fonte: JBNews - Informativo nº 313 - 07 de Julho de 2011

quarta-feira, 8 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SIGNOS DO ZODÍACO - A COR DAS COLUNAS

Em 22/04/2026 o Respeitável Irmão Jorge Gonçalves, Loja 7 de Setembro, 01, REAA, GLMES (CMSB), Oriente de Aracaju, Estado de Sergipe, solicita orientações.

SIGNOS DO ZODÍACO

Meu irmão Pedro Juk, há muito acompanho seu blog, sempre procurando estudar e compreender melhor a maçonaria e principalmente o REAA que pratico na Loja onde sou filiado.

Estamos reformando o templo e surgiu uma dúvida: alguns irmãos entendem que os signos tem uma cor obrigatória em referência aos elementos terra, água, ar e fogo, contudo não encontro nenhuma informação, texto ou algo que fundamente isto.

Poderia nos ajudar?

CONSIDERAÇÕES:

Embora alguns autores da vertente mística de Maçonaria ainda insistam em apontar matizes específicos para os elementos alquímicos Terra, Ar, Água e Fogo e os emblemas zodiacais, na verdade, quando se trata do REAA não existe nenhuma regra ou recomendação oficial nesse sentido.

É oportuno lembrar que no REAA primitivamente não existiam colunas zodiacais distribuídas pelas paredes do templo. Inicialmente as constelações do Zodíaco apareciam representadas apenas na base da abóbada decorada, seis ao Norte e seis ao Sul. Eram parte dos primórdios da decoração estelar do teto.

Mais tarde, com a evolução dos rituais a partir do final do século XIX, foram então criadas as colunas zodiacais. Uma a uma, formadas por elementos colunares seccionados longitudinalmente, passaram a aparecer encravadas nas paredes Norte e Sul do templo. Cada qual projetando uma das constelações do Zodíaco que costumeiramente ficava na base da abóbada.

Assim, essas colunas passaram a indicar o caminho do iniciado pelos topos do Norte e do Sul. Na verdade simbolicamente marcam a revolução anual do Sol e a vida e morte da Natureza.

Sem uma ordem de arquitetura oficialmente definida, essas meias-colunas verticais caneladas têm, cada qual um capitel com respectivo o seu símbolo zodiacal.

No tocante às cores dessas colunas, primitivamente nunca houve qualquer orientação do rito sobre isso. Provavelmente, sob a égide de crenças particulares é que mais tarde alguns autores começariam a propagar suas opiniões “achando” cores específicas para esses elementos alegóricos.

A bem da verdade, no REAA essa alegoria zodiacal, que se serve de perambulações (viagens) associadas aos elementos alquímicos da Natureza, foram herdados do Rito Moderno, ou Francês, mormente quando essas práticas ritualísticas foram extintas dos seus rituais na ocasião em que houve a grande reforma no rito “sete graus” operada pelo Grande Oriente da França.

Graças as características iniciáticas do REAA, esses elementos zodiacais, retirados do Rito Moderno, logo acabariam consagrados no escocesismo como importantes elementos doutrinários e identitários do seu simbolismo.

Por fim, ainda no tocante à cor que deve prevalecer nas colunas e capitéis zodiacais, o que se tem visto com frequência é uma composição de branco e dourado, e até na cor bronze, todavia essa não é uma orientação oficial, senão um critério de escolha. O simbolismo iniciático autêntico não prevê cor específica para essas colunas e seus adereços.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 19

A BATERIA

1º - Em linguagem maçônica, bateria significa aplauso; os aplausos são feitos pelo bater das mãos; os que empunham malhetes aplaudem batendo-os no tampo do trono.
2º - A bateria pode ser Simples ou Tríplice; modalidades: a) bateria do grau; b) incessante; c) em caso de luto
3º - A bateria é feita ao abrirem-se os trabalhos e no encerramento; a forma compassada do bater das mãos cria um ambiente favorável percebido pelos presentes.
4º - A bateria do grau pode ser usada pelo venerável para interromper uma discussão áspera e inconveniente.
5º - O ponto principal da bateria é o som específico que emite e envolve a todos os presentes. Saibamos aplaudir com amor.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

TRATAMENTO POR IRMÃO

A maior dignidade que existe na Maçonaria é o de ser verdadeiro Irmão (Tomás de Aquino)

Os Membros da Maçonaria, unidos pelo Amor Fraternal, qualquer que seja o seu grau, tratam-se por “Irmão”.

A origem do cordial tratamento de “Irmão” indica que esse tratamento foi adoptado e nunca mais olvidado pelos maçons, desde os tempos de Abraão, o velho patriarca bíblico.

Reza a história que Abraão estava, com a sua mulher Sara no Egipto, a ensinar os sete ciências liberais (a gramática, a lógica e dialéctica, a matemática, a geometria a astronomia e a música) e entre os seus discípulos encontrava-se Euclides.

Euclides, personagem inteligente, naturalmente tornou-se mestre e estabeleceu as seguintes regras de conduta para os discípulos: os Membros devem ser fiéis ao rei e ao país de origem; amarem-se uns aos outros; serem leais e dedicados mutuamente; sugeriu ainda que os seus alunos adoptassem o nome de Irmãos ou Companheiros.

Aprovando esse costume da escola de Euclides, a Maçonaria resolveu sugeri-lo aos seus iniciados, passando a ser uma norma obrigatória nos diversos Corpos da Ordem.

O Poema Regius, que data do ano de 1390, aconselha os operários a tratarem-se por “Irmãos”. Por isso o tratamento de Irmão dado por um maçom a um outro, significa reconhecimento fraternal, como pertencente à mesma família.

Os maçons são Irmãos por terem recebido a mesma Iniciação, os mesmos modos de reconhecimento e foram instruídos no mesmo sistema de moralidade.

Além da amizade fraternal que deve uni-los, os maçons consideram-se Irmãos por serem, simbolicamente, filhos da mesma mãe, a Mãe-Terra, representada pela deusa egípcia Ísis, viúva de Osíris, o Sol, e a mãe de Hórus.

Assim os maçons são, também, simbolicamente, Irmãos de Hórus e autodenominam-se Filhos da Viúva.

Durante a Iniciação quando o recipiendário recebe a Luz, os Irmãos, mais antigos, juram protegê-lo sempre que for necessário. A partir daquele momento, todos o tratam e consideram Irmão.

O verdadeiro Irmão é aquele que interroga a sua consciência sobre seus próprios actos. Pergunta a si mesmo se não violou a lei da justiça, do amor e da caridade na sua maior pureza e quando não tiver uma simples palavra que auxilie, não deve abrir a boca, porque se falar deve esforçar-se para que suas palavras sejam melhores que o seu silêncio.

O verdadeiro Irmão não tem ódio, não tem rancor, nem desejo de vingança. Compreendendo, não condena, perdoa e supera as ofensas, pois admite que com a mesma sábia compreensão que deixou de desaprovar, assim poderá ser tratado numa sua hipotética dificuldade.

O verdadeiro Irmão sabe praticar o Bem sem ostentação, mas não sem utilidade.

Um Maçon só quando se encontra revestido da virtude é que pode dizer: “Os Meus Irmãos como tal me reconhecem” – frase mais ouvida e citada dentro e fora das Lojas.

Curioso, no entanto, é que ao sermos reconhecidos como Irmãos, o outro abre o sorriso e os braços, como se fosse um velho conhecido. Esse é um sentimento de irmandade, é muitas vezes, mais forte que entre Irmãos de sangue.

O Grande Arquitecto do Universo, que é DEUS, escuta as nossas preces e mostra-nos o caminho que a Ele conduz. Continua a proporcionar-nos a dádiva da aproximação de estimados Irmãos que constantemente nos socorrem nas nossas dificuldades.

As Lojas Maçónicas devem ser portos seguros, proporcionar um ambiente de luz, de paz e harmonia, pois é extraordinário reunir no seu seio, católicos, evangélicos, espíritas, maometanos, israelitas, budistas e a todos poder afirmar: ”aqui as vossas disputas não encontrarão eco”.

Meus Amados Irmãos, se porventura e in extremis algum Irmão se esquecer de nós, nunca o devemos abandonar, pois o elo de fraternal que nos une, jamais poderá sucumbir.

Fonte: freemason.pt

terça-feira, 7 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

LUZES LITÚRGICAS ACESAS - REAA

Em 21/04/2026 o Respeitável Irmão Édson Honório, Loja Estrela do Monte, 4647, REAA, GOB MINAS, Oriente de Monte Carmelo, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte pergunta:

LUZES LITÚRGICAS

Agradecido mais uma vez, meu irmão. A verdadeira dúvida era no caso de uma Sessão Magna de Iniciação, onde um irmão visitante, quis me questionar porque não estavam acesas as três luzes litúrgicas de meu altar, como Venerável que sou.

CONSIDERAÇÕES:

Antes, vale ressaltar que Irmão visitante não deveria estar questionando atividades ritualísticas previstas no ritual da Loja que ele está visitando. Além de ter sido deselegante, ao que parece ele não entende é nada de REAA.

Nesse sentido, é elementar que se a sessão era Magna de Iniciação, portanto em Grau de Aprendiz Maçom, obviamente que as luzes litúrgicas deveriam estar acesas conforme o Grau, ou seja, uma junto ao Venerável Mestre e uma junto a cada um dos respectivos Vigilantes. É elementar se saber que em Loja de Aprendiz somente acendem-se três das nove luzes litúrgicas – uma no Oriente, uma no Ocidente e outra no Sul.

À vista disso é de se perguntar: será que esse Irmão visitante não sabia disso? Pelo que parece, não.

NOTA – Luzes litúrgicas: no REAA correspondem ao número de luzes que são acesas nos três candelabros de três braços que ficam, respectivamente, juntos ao Ven∴ Mestre e os VVig∴.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

VENCER O MEDO DE VIVER SEM PROPÓSITO

O verdadeiro Mestre não vence a morte; vence o medo de viver sem propósito.

O esquife lembra que toda existência terrena é transitória.

O crânio recorda que títulos, riquezas e vaidades desaparecem com o tempo.

A pá simboliza o encerramento de um ciclo, mas também o preparo para um novo renascimento.

E a acácia permanece como o eterno emblema da esperança, da pureza dos princípios e da imortalidade daquilo que realmente importa: o caráter.

No Grau de Mestre Maçom, a maior lição não é sobre o fim da vida, mas sobre a transformação do homem. É compreender que o verdadeiro legado não está naquilo que acumulamos, mas naquilo que edificamos em nós mesmos e deixamos como exemplo aos que virão.

Ser Mestre é morrer para as imperfeições e renascer para uma vida guiada pela verdade, pela justiça e pela fraternidade.

“Que cada dia seja uma oportunidade de lapidar a Pedra Bruta da própria alma.”

Fonte: Sagrada Maçonaria

segunda-feira, 6 de julho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

INGRESSO DE RETARDATÁRIO - LOJA DE MESTRE

Em 22.04.2026 o Respeitável Irmão Alderedo Dias Alves, Loja Atalaia de Brasília, 1574, REAA, GODF (GOB), Oriente de Brasília, Distrito Federal, pede esclarecimentos.

INGRESSO DE RETARDATÁRIO

Quais os procedimentos de um Obreiro que chega atrasado para participar de sessão do Gr.3, com relação às batidas na porta ou toque a campainha?

COMENTÁRIO:

Partindo do pressuposto de que não esteja presente o Cobr∴ Externo e que um retardatário, antes de ingressar, ainda não sabe o grau que a Loja está trabalhando, convencionou-se que um Ir∴ atrasado, pedindo ingresso, deve sempre dar, pelo lado externo da porta, a bateria universal, que é a de Aprendiz Maçom.

Assim, sem a presença do Cobr∴ Ext∴ no átrio, o retardatário, ao ser atendido pelo Cobr∴ Int∴ será informado em que grau a Loja está aberta.

Estando a mesma aberta no 3º Grau, e lhe for exigido o ingresso com formalidade, o Ir∴ atrasado, conduzido pelo seu guia, ingressa na Loja e para à Ord∴ entre colunas, próximo à porta. A seguir executa a marcha completa do 3º Grau, saúda as Luzes da Loja e, se for o caso, se submete aos demais procedimentos de praxe.

Vale ressaltar que sendo o retardatário um Ir∴ desconhecido, antes do seu ingresso ele deverá ser minuciosamente examinado pelo 2º Exp∴.

Vale ressaltar que no caso de retardatários não existem réplicas com aumento de baterias, pancada de alarme, dentre outras “batucadas”. Em qualquer situação, o pedido de ingresso é feito sempre pela bateria de Aprendiz. Cabe à Loja, ao verificar quem bate, tomar as providências para receber ou negar o ingresso. De tudo, o ideal é não chegar atrasado.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br