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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

NÃO SE FAZ SINAL COM O INSTRUMENTO DE TRABALHO

Em 25/08/2025 o Respeitável Irmão Jackson Roberto Storck, Loja 13 de Maio II, REAA, GOB-MT, Oriente de Tangará da Serra, Estado do Mato Grosso, faz a pergunta seguinte.

SINAL E O INSTRUMENTO DE TRABALHO

Tenho uma dúvida com relação a interpretação dada ao Sinal de Ordem conforme segue:

Considerando que há orientações diversas de que o Sinal de Ordem ou a Saudação Maçônica NÃO É EXECUTADA quando o obreiro estiver portando um instrumento de trabalho, conforme é descrito nos itens do Comportamento Ritualístico do Ritual de Aprendiz, seja quando diz que o Sin∴ Ord∴ não é feito com instrumento de trabalho ou quando o obreiro entra/sai do Oriente portando instrumento de trabalho a Saudação também não é feita.

Diante desta orientação, temos por exemplo o Mestre de Cerimônias que portando o bastão não compõe o sinal de Ordem quando fica a retaguarda do Orador quando do fechamento da Loja, correto.

Porém no Ritual de Companheiro, na Sessão Magna de Elevação, quando os Aprendizes (candidatos) entram no Templo portando a Régua de 24 polegadas, o Ritual orienta para que estes fiquem a Ordem no Grau de Aprendiz, devendo segurar a Régua com a mão esquerda e com a mão direita compor o Sinal.

Considerando ainda que neste momento da elevação o candidato deve responder a diversas questões cujas respostas devem ser lidas do ritual, não seria apropriado que ficasse dispensado do Sinal, facultando-lhe segurar o Ritual para ler a respostas, pois sabemos que fazer a leitura com outra pessoa segurando o Ritual e estando ainda a Ordem e com a mão esquerda segurando uma régua parece ser um grande transtorno.

Diante disso pergunto se não seria apropriado dispensar o candidato a elevação de ficar a Ordem neste momento.

CONSIDERAÇÕES:

De pronto, vale salientar que o ritual mencionado está correto, observando-se o seguinte: não se faz sinal com o instrumento ou objeto de trabalho, ou seja, não se usa o instrumento (objeto) de trabalho para com ele se fazer o Sinal. Assim, no caso do candidato, que é ainda um Aprendiz, segurando um objeto com a mão esquerda, pode perfeitamente com a mão direita compor e fazer o Sin∴ de Ord∴ do 1º Grau.

No tocante à leitura dos textos inseridos no ritual, o 1º Exp∴ se coloca ao lado esquerdo do candidato e o Ven∴ Mestre dispensa do Sinal. Assim, o condutor, com as duas mãos, segura o ritual aberto na página respectiva e indica o texto sublinhado a ser lido pelo Aprendiz.

Vale ressaltar que inicialmente o Aprendiz recipiendário ingressa conduzindo, pela sua mão esquerda, uma régua lisa, sem graduação. Em momento oportuno é que a régua lisa será substituída pela com 24 Polegadas.

No curso do desenvolvimento ritualístico, o ritual menciona as oportunidades em que o sinal deve ser dispensado e quando ele deve retornar.

Recomenda-se antes o ensaio e minuciosa leitura do ritual para o bom desempenho da cerimônia de Elevação. Há muitos explicativos que merecem acurada atenção.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

CONCLUSÕES FINAIS PARA O ENCERRAMENTO DOS TRABALHOS

Em 25.08.2025 o Respeitável Irmão Ronaldo Sodré, Loja Mangaratiba, 3048, REAA, GOB-RJ, Oriente de Mangaratiba, Estado do Rio de Janeiro

ENCERRAMENTO DOS TRABALHOS

 Em minha Loja, teve um questionamento sobre a ritualística, em que alguns Mestres Instalados sinalizaram ao Orador que ele não deveria informar ao Venerável Mestre que “O Venerável Mestre já pode encerrar a sessão” após ele declarar que os trabalhos foram justos e perfeitos.

O ponto é que vemos tal texto em todas as sessões maçônicas no momento em que o Orador faz a avaliação da sessão. Isso é uso e costume ou de fato é algo a ser usado em nosso ritual?

A fala "o Venerável pode encerrar os trabalhos, quando assim o desejar" fere algo na ritualista?

CONSIDERAÇÕES:

Não entendo o porquê desse excesso de preciosismo por parte do Orador da Loja. No meu entender não compete ao Orador lembrar ou dizer para o Venerável Mestre que ele "já pode encerrar a sessão" ou "pode encerrar os trabalhos quando assim desejar".

Ora, o Orador, como Guarda da Lei, no encerramento dos trabalhos somente saúda os visitantes e dá as suas conclusões, mencionando que tudo está J e P. Cabe ao Venerável Mestre dar continuidade ao que prevê o o ritual, e não ficar à mercê de autorização do Orador para o encerramento ritualística da sessão.

Em lugar nenhum do ritual está escrito que é o Orador quem dá autorização para o Venerável Mestre fechar a Loja. 

Assim, basta seguir o ritual e não ficar inserindo palavras e/ou frases inexistentes no texto ritualístico. Até porque isso é proibido – vide o título Interpretação deste Ritual, página 13 do Ritual de Aprendiz do REAA vigente.

No encerramento, o Orador deve somente se manifestar dentro dos parâmetros da sua obrigação de ofício e nada mais. Imediatamente após as conclusões, sob o ponto de vista legal do Guarda da Lei, o Venerável Mestre, sem precisar de autorização de ninguém, procede ao encerramento dos trabalhos, seguindo o Ritual.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

COMISSÃO DE RECEPÇÃO PARA O PAVILHÃO NACIONAL

Em 25/08/2025 o Respeitável Irmão Alexandre Fernandes Martins, Loja Luz da Perfeição, 2810, REAA, GOB-PR, Oriente de Quatro Barras, Estado do Paraná, solicita esclarecimentos para o que segue:

COMISSÃO DE RECEPÇÃO

Segundo o Decreto 1476 de 2016, sobre a cerimônia do Pavilhão Nacional no REAA, ao dispor sobre a Comissão de Recepção do Pavilhão Nacional, detalha a composição de 13 membros e que caso não seja possível, pode ser em número menor ou até nem existir. No caso de número menor, deve-se respeitar a proporção de número ímpar de Mestres e a situação para na coluna do Sul e número ímpar de irmãos na coluna do Norte? Define-se como impossível de formar a Comissão, a partir de que número de irmãos?

CONSIDERAÇÕES:

De fato, conforme preceitua o Art. 3º, § 2º do Decreto 1476/2016, na falta de material humano, a Comissão de Recepção poderá ser formada com número menor de membros. Caso não seja possível formar a Comissão, a Bandeira Nacional entrará conduzida pelo Porta-Bandeira, escoltada apenas pela sua Guarda de Honra.

Na hipótese da formação de Comissão com número de membros inferior aos treze previstos, o número de componentes será sempre em número ímpar, a partir de três componentes, dois ao Norte e um ao Sul.

Não é possível formar Comissão de Recepção com apenas dois membros, ou mesmo com só membro.

A partir de três, a Coluna do Norte terá sempre um membro a mais do que número de membros que formam s Coluna do Sul, por exemplo: dois ao Norte e um ao Sul; três ao Norte e dois ao Sul; quatro ao Norte e três ao Sul, e assim sucessivamente, até os treze membros previstos.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

Nº 132 - Esquadro

Qual o significado do instrumento “Esquadro” na Maçonaria?

“Esquadro”, além de ser a Jóia do Venerável Mestre, é a segunda das “Três Grandes Luzes” que iluminam as Lojas. O primeiro é o “Livro da Lei”, e a terceira, o “Compasso”. Ele se associa com este último, suas partes entrecruzadas ou sobrepostas com as pernas do Compasso de maneira variável de acordo com o grau Simbólico em que funciona a Loja e com o Rito.

Simboliza a retidão moral, razão pela qual as suas partes são rígidas – daí a expressão “viver de acordo com o Esquadro”.

Vejam abaixo o que nos diz o Mestre Allec Mellor:

“várias tumbas de arquitetos da idade Média representam o Esquadro e o Compasso associados, mas com um significado puramente operativo. É o caso de se perguntar, contudo, se um significado mais esotérico já não aparecia no célebre esquadro de metal descoberto na ponte de Limerick (Baal's Bridge) na Irlanda, quando de sua reconstrução. Essa peça curiosa representa a data de 1517 e as seguintes palavras: “esforçar-me-ei para viver no amor e na solicitude. Na retidão, de acordo com o esquadro”.

Nada permite afirmar que se trata de uma falsificação. Admitindo-se, contudo, que a data de 1517 seja autentica, é excepcional encontrar o simbolismo do Esquadro num sentido tão inusitado na época. Apesar que, fora da Maçonaria, encontra-se esse Símbolo em outros simbolismos, inclusive na filosofia chinesa, com a mesma significação.

M.’.I.’. Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

PRANCHA DE TRAÇAR

Uma Prancha de Traçar”, ou “Prancha Traçada” como também é costume se designar, pois é o resultado final que é avaliado, não é mais do que um trabalho efetuado por um maçom. Independentemente do material do qual é elaborado ou tema abordado, ela é sempre de extrema relevância no processo de aprendizagem e formação do maçom bem como no seu trajeto pelos vários graus do rito que pratique.

O facto de se designarem por Pranchas de Traçar, os trabalhos apresentados em Loja e executados por Maçons, é originário da Maçonaria Operativa, a maçonaria dos artífices pedreiros da época da Idade Média.

Era nas suas pranchas que eles desenhavam as plantas dos imóveis, criavam os seus projetos de construção e montavam a maqueta da construção a realizar. Algo que nos dias de hoje, é efetuado pela classe dos arquitetos (provindo dessa classe outra designação pela qual também é conhecida a prancha de traçar, a “Peça de Arquitetura”).

É através da execução de pranchas que o maçom toma um maior contato com a vasta simbologia maçónica e a interpreta à sua própria maneira. Ele nas suas pranchas, emprega o seu cunho pessoal e a sua noção sobre os vários assuntos ou temas maçónicos em análise.

Qualquer assunto é passível de ser traçado numa prancha, devendo apenas o mesmo ser executado através de um método de estudo e pesquisa sobre o tema, de forma a completar ou inovar o que já existe sobre a matéria em análise, ou se possível, criar algo novo que ainda não exista comentado ou feito, nomeadamente no caso de pranchas em que a pintura ou a música são a temática central.

Todas as pranchas são passíveis de serem comentadas, apesar de ser costumeiro se afirmar que “prancha de Mestre não se comenta”, as críticas e comentários existem à mesma, nem que seja para assertivar ou elogiar o Irmão que a executou para além do tema que serviu de base à construção da prancha. Já em relação às pranchas dos Aprendizes e Companheiros, essas recebem as críticas necessárias à formação dos mesmos, na medida em que tal seja necessário.

E tal como a construção mais simples é fruto de uma intensa pesquisa e enorme trabalho no seu desenvolvimento, também as pranchas dos pedreiros, agora “livres”, são executadas com o mesmo sentido de responsabilidade e labor. Sendo que a prancha a realizar, independentemente do seu tema, dever acima de tudo conter as três grandes qualidades maçónicas, “Força, Sabedoria e Beleza”.

“Força”, porque deve ser forte o suficiente para ficar impregnada na alma do maçom; “Sabedoria”, porque uma prancha deve conter informação relevante que ensine os demais; e “Beleza”, porque neste mundo nada pode ser forte e sapiente, se não encerrar em si algo de belo.

Agora se esta prancha que eu “tracei” engloba as qualidades maçónicas, só os leitores o poderão afirmar…  

Disse.

Fonte: https://pedra-de-buril.blogspot.com

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026