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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

COBRIDOR INTERNO

Em 28.07.2025 o Respeitável Irmão Lúcio Costa Caldas, Loja Joaquim Rodrigues de Abreu, 1921, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a dúvida que segue:

COBRIDOR INTERNO

 Excelente Palestra de Ontem.

Trago algumas dúvidas. Na abertura dos trabalhos o Cobridor Interno dirige-se ao Primeiro Vigilante.

Não devemos institucionalizar os atrasos, mas havendo, a quem o Cobridor se dirige após a abertura dos Trabalhos?

Na saída de Aprendizes e, ou Companheiros para entrada com formalidade a quem o Cobridor anuncia?

 CONSIDERAÇÕES:

 No tocante a quem o Cobridor Interno informa, em qualquer situação a regra é a de que se ao baterem na porta pedindo ingresso a Loja ainda não estiver definitivamente aberta, o Cobridor Interno se dirige ao 1º Vigilante que, por sua vez, informa ao Venerável Mestre; no caso de a Loja estar trabalhando em pleno vigor (Loja definitivamente aberta), o Cobridor Interno se dirige ao 2º Vigilante, o qual, por sua vez, informa o 1º Vigilante e este ao Venerável Mestre.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

DIFICULDADES FINANCEIRAS

BARRO NAS MÃOS DO OLEIRO

BARRO NAS MÃOS DO OLEIRO
Repasse: Ir∴ Marcos Antonio Bergantini

O divino Oleiro é o arquiteto de toda a criação. Cada peça é cuidadosamente sonhada e projetada.

O barro disforme nas mãos do Oleiro deixa-se transformar numa obra original e irrepetível. O barro, por si só, não se transforma em vaso, cântaro, pote ou vasilha. A pessoa não pode, por suas próprias forças, transformar-se e resgatar sua identidade.

O barro é escolhido

Dentre duzentos tipos de barro conhecidos, somente oito servem para fazer vasos.

O divino Oleiro escolhe o barro. Se você é escolhido por Deus, isso significa que você é um barro bom e que o divino Oleiro deseja fazer de você uma obra de arte.

O barro é curtido

O barro é escolhido e deixado de lado para repousar por um tempo. Ele deve ser curtido com a finalidade de criar maior liga. Quanto maior o vaso, mais longo é o tempo do curtimento.

A fase do curtimento em sua vida pode significar o silêncio do divino Oleiro. Parece que Ele fala com todo mundo, menos com você. Esta fase depende do tipo de vaso que o divino Oleiro quer fazer.

O barro é prensado

Depois de superada essa fase, o barro necessita ser prensado para que o ar, as pedras, as raízes e as impurezas sejam retiradas, formando uma massa consistente. Pode ser angustiante ser prensado sem entender o porquê e nem o para quê.

Deus permite que você seja humilhado, pisado para poder tirar todo orgulho, e vaidade...

Parece que todos falam mal de você, ninguém o entende, julgam suas atitudes...

Sem a presença do Espírito Santo, sem a humildade, sem a disponibilidade, sem a fé e confiança o "vaso" fica inconsistente.

O barro é modelado

Chegou a hora decisiva: um punhado de barro nas mãos do Oleiro vai ganhar a forma desejada. É o momento da entrega total. Ele é colocado sobre a roda de modelar. Deixa-se modelar: de barro a vaso. Esta atitude requer abrir mão de todos os caprichos, ambições e permitir que o Oleiro modele o barro segundo Sua sabedoria.

O Oleiro não retira o olhar da obra que está construindo. Nada desvia sua atenção.

Inicia a obra com leves toques periféricos regados com água. Depois, decididamente, rasga o barro, abrindo espaço no inteiro para trabalhar o vaso como havia concebido no coração. Após a obra concluída, pára e contempla.

O vaso modelado fica em repouso

Com cuidado o Oleiro leva o vaso para o forno para ser temperado. O fogo abrasador leva-o ao seu limite de resistência. Sente o calor permear cada fibra. Somente o vaso que suportar o calor no forno está hábil para cumprir sua tarefa.

O vaso é provado

O Oleiro retira cada peça do forno e verifica a sua capacidade de resistência, dando-lhe um peteleco. O som emitido é a prova. Se o som é chocho voltará ao forno, porque ainda não está pronto, mas se ele "cantar" é porque está apto para seguir seu destino.

O vaso é destinado

Quando o "vaso" está pronto, o divino Oleiro o enche do Seu Espírito e o envia a ser "vaso de benção" a quem encontrar no caminho.

Fonte: JBNews - Informativo nº 158 - 27/01/2011 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

AVENTAL PELO LADO AVESSO - REAA

Em 24/07/2025 o Respeitável Irmão Lucio Costa Caldas, Loja Joaquim Rodrigues de Abreu, 1921, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a questão seguinte:

AVENTAL PELO LADO AVESSO

Teremos uma Sessão de Exaltação e gostaria de tirar uma dúvida. No Ritual Antigo na página 99, 3.4 - RITUAL DE EXALTAÇÃO "Todas as insígnias passam a ser usadas pelo lado preto"

No novo Ritual além de não fazer menção a este procedimento, deixa um alerta na pagina 21: "O avental é forrado de preto, possuindo um bolso em seu forro. NÃO DEVE SER USADO PELO LADO AVESSO".

Não existe mais a necessidade de "virar" o avental e as alfaias?

CONSIDERAÇÕES:

Não obstante o ritual de 2009 do REAA já estar revogado, portanto não vale mais, o Ritual de Mestre Maçom do REAA, GOB, edição 2024 vigente de fato não contempla mais, em lugar nenhum, o uso do avental e demais paramentos pelo lado avesso. À vista disso, é só seguir o que diz ritual e pronto.

Anteriormente, este apontamento constava no SOR, onde era orientado não mais se usar avental pelo lado avesso nas situações determinadas. Com a edição de novos rituais, o SOR, que era para o ritual de 2009, já revogado e retirado, bastando, portanto, seguir o ritual vigente que não mais prevê este paradoxo.

É bom que se diga que essa prática, de se virar avental pelo lado avesso, nunca foi original no REAA. A alegação da expressão de luto não se sustenta, nesse caso, por dois motivos: primeiro, o ambiente que simbolicamente denota dor e luto já está expresso claramente na decoração da Câm do M; segundo, é que originalmente os aventais de Mestre Maçom do REAA não possuem forro preto, mas encarnado, como é possível conferir no Guia dos Maçons Escossezes, ou Reguladores dos Tres Gráos Symbolicos do Rito Antigo e Aceito – Grande Oriente Brazileiro, Rio de Janeiro, 1834, título Insígnias e Joias dos Gráos do Rito Escossez Antigo e Aceito, página 49: Gráo 3º - (...) Avental branco de pelle forrado e orlado de escarlate (o grifo é meu), com uma algibeira abaixo da abêta, sobre a qual estão bordadas as letras M B (grafia da época). 

Nesse sentido, racionalmente não haveria como se expressar luto com um avental que sempre foi, historicamente, forrado de vermelho (vide Conselho de Lausanne, Suíça, 1876).

Assim, no REAA do GOB, onde os aventais ainda são azuis e forrados de preto, não são mais vestidos pelo lado avesso. 

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 128 - Pelicano

Pelicano é uma ave aquática, grande, palmípede de bico longo e chato, com largo “papo” abaixo da mandíbula inferior, com fácil regurgitar. Segundo Mestre Mackey, em sua Enciclopédia da Maçonaria, na antiga seita cristã, o Pelicano era considerado o símbolo do Salvador. Isso devido antiga lenda que relata que essa ave dilacerando o peito, derrama seu sangue para seus filhotes.

A Igreja fez dele um símbolo, no qual ele assemelhava-se ao Salvador, derramando seu sangue por Ela (Igreja) e pela humanidade. Por associação de idéias, a Maçonaria fez do Pelicano algo semelhante: simbolizou-o como sendo a Maçonaria que derrama seus conhecimentos para seus Obreiros.

Dessa interpretação teológica, segundo Mestre N. Aslan, os místicos aplicaram outro significado considerando o Pelicano como o símbolo do próprio sacrifício que, posteriormente, se reflete em boas ações, como bônus do realizado.

Não é de se estranhar, portanto, que a Maçonaria nos seus Altos Graus (REAA) tenha adotado o Pelicano como Símbolo para o Grau de Cavaleiro Rosa-Cruz, grau eminentemente cristão.

O Pelicano é sempre representado no momento em que abre suas entranhas para alimentar seus filhotes. Por isso, na ‘jóia” dos Cavaleiros Templários, ele é visto embaixo da Rosa-Cruz e do Compasso, que apóia as suas pontas sobre o quarto de círculo que sustenta seu ninho (Alec Mellor).

É considerado, também, o Símbolo da Caridade e do amor Materno (N. Aslan). Muitas outras interpretações simbólicas foram realizadas, principalmente pela Igreja católica, fazendo comparações com Jesus Cristo, mostrando mais uma vez que o pensamento do ser humano é livre e não tem limites.

M.'.I.'.Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com