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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

ABÓBADA CELESTE DO TEMPLO - REAA

Em 20/05/2026 o Respeitável Irmão Flávio Augusto Batistela, Loja Solidariedade e Firmeza, 3052, REAA, GOB-SP, Secretário Geral Adjunto de Comunicação, Estado de São Paulo, solicita o que segue:

ABÓBADA CELESTE

Eminente Ir∴ Pedro, saudações fraternais! Meu irmão, preciso passar para os nossos Aprendizes uma explicação sobre a abobada celeste e o significado de cada estrela, constelação e planetas pintados no teto, conforme o ritual de Aprendiz vigente. Achei muita coisa na internet, mas gostaria de algo "oficial" vindo do nosso Secretário-Geral, pois nas suas explicações posso confiar.

O Irmão tem algum texto que poderia compartilhar comigo.

CONSIDERAÇÕES:

Em relação ao à abóbada (teto do templo) e o ritual do REAA/GOB vigente, editado em 2024, vale ressaltar que nela houve correções. Por exemplo: corrigido o número de luas de Saturno; corrigida a forma de representação da Lua em quarto-crescente quando vista do hemisfério Norte; corrigido o número de estrelas que formam a constelação da Ursa Maior (sete estrelas, cujo número deu origem à palavra setentrião); foi inserida, na banda setentrional da abóbada celeste, a Estrela Polar (ponto consagrado de orientação para várias civilizações); foi excluída uma estrela de cor vermelha presente ao Sul da abóbada (equivocadamente alegava-se que ela era a Estrela Flamejante, o que não condiz com a verdade, pois essa estrela é um símbolo hominal pitagórico e não faz parte do mapa estelar da abóbada (fica pendente do teto sobre o 2º Vig∴).

No que diz respeito a colaborar com a instrução mencionada na sua questão, segue anexo com uma peça de arquitetura sobre a Abóbada do Templo no REAA, trabalho esse que eu escrevi há muitos anos atrás. Essa matéria encontra-se publicada em um compêndio de trabalhos chamado de Caderno de Estudos Maçônicos da Editora Maçônica A Trolha, da época.

Todavia, sobre esse conteúdo alerto para que quando o escrevi, me servi de um mapa da abóbada um pouco diferente da que atualmente se encontra em vigência no GOB. De qualquer forma, se bem observado esse pormenor, nesse trabalho existe muito material instrutivo que pode ser aproveitado.

Sob o ponto de vista histórico do REAA, a sua abóbada celeste, particularmente decorada com astros e estrelas, foi uma das contribuições deixadas pela Loja Geral Escocesa, então criada pelo Grande Oriente da França, em Paris no ano de 1804, para gerenciar a construção do primeiro ritual para o simbolismo do REAA.

É bom que se diga que naquela época, a primitiva decoração estelar da abóbada ainda não era tão rica e detalhada como hoje é conhecida, no entanto já se faziam presentes as doze constelações do Zodíaco, as quais inicialmente ficavam fixadas - pintadas ou desenhadas - na base da abóbada, seis ao Norte e seis ao Sul.

Mais tarde, essas doze constelações passariam da base da abóbada para as paredes Norte e Sul, agora por 12 Colunas Zodiacais encravadas e distribuídas em distâncias iguais, seis de cada lado do templo.

Ao longo do curso da história, não só as constelações zodiacais, mas toda a decoração estelar relativa ao firmamento (abóbada celeste) foi sendo paulatinamente formada.

Nessa conjuntura, vale ressaltar que toda a referência estelar da abóbada no REAA relaciona-se ao ponto de vista do hemisfério Norte da Terra, mormente porque a Maçonaria nasceu e construiu todo o seu simbolismo solar nesse hemisfério.

Particularmente, no REAA a sua abóbada celeste é o firmamento, sobretudo porque no misticismo maçônico o templo é a representação simbólica do mundo em que vivemos. Em linhas gerais, sua superfície corresponde a uma faixa de terras localizada sobre o equador da Terra. Essa superfície tem a forma de um quadrilongo e é orientada de Leste para Oeste no seu comprimento, e de Norte para o Sul na sua largura. O pavimento mosaico (chão da Loja) é o solo terrestre, e a abóbada o firmamento. As colunas B∴ e J∴ marcam a passagem dos trópicos de Câncer (Norte) e Capricórnio (Sul). As 12 Colunas Zodiacais, agrupadas de 3 em 3, marcam as estações do ano e os ciclos de vida e morte da Natureza (caminho do Iniciado). Assim, o templo sugere o palco e os maçons os atores que trabalham nesse teatro.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

Por Luciano J. A. Urpia

Uma nova teoria da conspiração que circula na Rússia desde o final de maio de 2026 colocou a icônica cantora Kristina Orbakaïté, filha da lenda do pop Alla Pugacheva, no centro de um debate que mistura simbolismo e rumores. A artista foi acusada de ser maçom, mas a Grande Loja da Rússia (GLR), a ordem maçônica oficial do país, negou veementemente as alegações e classificou a narrativa como infundada.

O boato teve origem em 27 de maio de 2026, quando Vitaly Borodin, chefe do FPBC (grupo pró-Kremlin ligado à propaganda), publicou uma postagem viral no Telegram afirmando ter detectado simbolismo maçônico na imagem pública de Orbakaïté. Segundo Borodin, uma fotografia da cantora mostra um "olho que tudo vê" (imagem), o famoso "olho da providência", frequentemente associado aos Illuminati e à Maçonaria, cobrindo um de seus olhos. "Não descarto a possibilidade de que Orbakaite tenha sido feito refém por esses representantes do establishment ocultista", concluiu.

Andrei Bogdanov, Grão-Mestre da Grande Loja da Rússia desde 2007, negou categoricamente os rumores em declaração à imprensa. "Orbakaïté não pode ser maçom", afirmou, reiterando um princípio fundamental da organização: a Maçonaria regular é exclusivamente masculina, e mulheres não podem ser admitidas em suas fileiras. Bogdanov, que é maçom do 33º grau do Rito Escocês Antigo e Aceito, foi reeleito em junho de 2025 para um novo mandato de dois anos na assembleia geral da GLR, que celebrou seu 30º aniversário. A entidade possui aproximadamente 1.300 membros em 54 Lojas ativas e é reconhecida por mais de cem Grandes Lojas em todo o mundo.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

SOIS MAÇOM?

Ir∴ Francisco Geraldo Fernandes de Almeida 
Colaboração Ir∴ Deusdeth de Menezes Costa (Rio Branco)

Lembrava daquela forte dor no peito. Como viera eu parar aqui? O ambiente me era familiar. Já estivera aqui, mas quando?

Caminhava sem rumo.

Pessoas desconhecidas passavam por mim, contudo, não tinha coragem de abordá-las.

Mas espere! Que grupo seria aquele reunido e de terno preto?

Lógico! Não estariam indo e vindo de um enterro; hoje em dia não é tão comum pessoas irem a velório com roupa preta. É claro! São irmãos!

Aproximei-me do grupo. Ao me verem interromperam a conversa. Discretamente executei o sinal de Aprendiz, obtendo resposta.

A alegria tomou conta de mim. Estava entre amigos. Identifiquei-me.

Perguntei ansioso o que estava acontecendo comigo.

Responderam-me com muito cuidado e fraternalmente que havia desencarnado.

Não tinha mais dúvidas. Estava no Oriente Eterno. Fiquei assustado.

E a minha família, meus amigos, todos, como estavam?

- Estão bem, não se preocupe. No seu devido tempo você os verá, responderam.

Ainda assustado indaguei sobre o motivo de suas vestes.

- Estamos nos encaminhando ao nosso Templo Maçônico, foi a resposta.

- Templo Maçônico? Vocês tem um?

- Sim claro, por que não?

Senti-me mais à vontade, afinal, sou um grande inspetor geral e com certeza receberei as honras devidas a meu grau.

Pedi para acompanhá-los, no que fui atendido.

Ao fim de pequena caminhada divisei o Templo. Confesso que fiquei abismado, sua imponência era enorme. As Colunas do Pórtico eram majestosas, nunca vira nada igual. Imaginei como deveria ser seu interior e como me sentiria tomando parte nos trabalhos.

Caminhos em silêncio. Ao chegar no salão de entrada verifiquei grupos de irmãos conversando animadamente, porém, em tom respeitoso.

O que parecia o líder do grupo que me acompanhava chamou um irmão que estava adiante:

- Irmão Experto! Acompanhai o irmão recém chegado e com ele aguarde.

Não entendi bem. Afinal, tendo mostrado meus documentos, esperava, no mínimo, uma recepção mais Calorosa.

Talvez estejam preparando uma surpresa à minha entrada. Para um irmão Grau 33, não ;poderia se esperar nada diferente.

Verifiquei que os irmãos formavam o cortejo para entrada no Templo.

À distância, não pude ouvir o que diziam, no entanto, uma luminosidade esplendorosa cercou a todos.

Adentraram silenciosamente no Templo. Comigo ficou o Irmão Experto.

De tanta emoção não conseguia dizer nada. O tempo passou...não pude medir quanto.

A porta do Templo se entreabriu e o Irmão Mestre de Cerimônias encaminhando-se a mim comunicou que seria recebido. Ajeitei o paletó, estufei o peito, verifiquei se minhas comendas não estavam desleixadas e caminhei com ele.

Tremia um pouco, mas quem não o faria em tal circunstância? Respirei fundo e adentrei ritualisticamente no Templo.

Estranho...esperava encontrar luxuosidade esplendorosa, muito ouro e riqueza. Verifiquei, rapidamente, no entanto, uma simplicidade muito grande. Uma luz brilhante, vinda não se sabe de onde,iluminava o ambiente.

Cumprimentei o Venerável Mestre e os Vigilantes na forma usual.

Ninguém se levantou à minha entrada. Mantinham-se calados e respeitosos.

Não sabia o que fazer...aguardava ordens...e elas vieram na voz firme do Venerável Mestre:

- Sois Maçom?

Reconhecendo a necessidade do telhamento em tais circunstâncias, aceitei respondê-lo.

Estufei o peito, estiquei o corpo e respondi:

- MM∴II∴C∴T∴M∴RR∴

Aguardei, seguro, a pergunta seguinte. Em seu lugar o Venerável Mestre dirigindo-se aos presentes perguntou:

- Os Irmãos aqui presentes o reconhecem como Maçom?

Assustei-me. O que era isso? Por que tal pergunta? O silêncio foi total. Dirigindo-se a mim, o Venerável emendou:

- Meu caro irmão visitante, os irmãos aqui presentes não o reconhecem como Maçom.

- Como não? Disse eu. Não vêem as minhas insígnias? Não verificaram os meus documentos?

- Sim, caro Irmão, retrucou solenemente o Venerável Mestre, Contudo não basta ter ingressado na Ordem, ter diplomas ou insígnias. Para ser um Maçom é preciso, antes de tudo, ter construído o “seu Templo”.

E verificamos que tal não ocorreu com o Irmão. Observamos, ainda, que apesar de ter tido todas as oportunidades de estudo e de ter galgado ao maior dos graus, não absorveu seus ensinamentos. Sua passagem pela Arte Real foi efêmera.

Não pude agüentar mais. Retruquei:

- Como efêmera? Vocês que tudo sabem não observaram minhas atitudes fraternas? Fui interrompido.

- Irmão, vejamos então sua defesa...

Automaticamente desenhou-se na parede algo parecido com uma tela imensa de televisão e na imagem reconheci-me junto a um grupo de irmãos tecendo comentários desairosos contra a administração de minha loja. Era verdade. Envergonhei-me, Tentei justificar, mas não encontrava argumentos. Lembrei-me então, de minhas ações beneficentes.

Indaguei-os sobre tal.

E mudando a imagem como se trocassem de canal, vi-me colocando a mão vazia no tronco de beneficência. Era fato e, costumeiramente, o fazia por achar que o óbulo não seria bem usado.

Por não ter o que argumentar me calei e lágrimas de remorso brotaram-me nos olhos, iniciei a retirar-me cabisbaixo e estanquei ao ouvir a voz autoritária e ao mesmo tempo fraterna do Venerável.

- Meu Irmão, reconhecemos suas falhas quando pó orbe terrestre e na Maçonaria, contudo, reconhecemos, também, que o irmão foi iniciado em nossos augustos mistérios. Prometemos em suas iniciações protegê-lo e o faremos.

O Irmão terá a oportunidade de consertar seus erros, afinal, todos nós aqui presentes já os cometemos um dia.

Descanse neste plano o tempo necessário e, ao voltar à matéria para novas experiências, nós o encaminharemos novamente para a ordem Maçônica.

Sua nova caminhada com certeza será mais promissora e útil.

Saí decepcionado, mas estranhamente aliviado.

Aquelas Palavras parecem ter me tirado um grande peso. Com certeza ali eu desbastara um pedaço de minha pedra bruta.

Acordei, sobressaltado e suando. Meu coração disparado.

Levantei-me assustado com certa alegria no peito. Havia sonhado! Dirigi-me ao guarda-roupa. Meu terno ali estava.

Instintivamente retirei do paletó as medalhas e insígnias e as guardei em uma caixa, para nunca mais usar.

Ainda emocionado e com os olhos molhados de lágrimas dirigi-me à minha mesa e com as mãos trêmulas e cheio de uma alegria enlevante, indescritível, retirei o Ritual de Aprendiz-Maçom e decidi começar tudo de novo.

Devemos fazer de tudo, meus irmãos, para que esse pesadelo não se transforme em realidade na outra dimensão!!!

Fonte: JBNews - Informativo nº 318 - 12 de Julho de 2011

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

T∴ DE MESTRE MAÇOM - REAA

Em 19/10/2021 o Respeitável Irmão Teodoro Robens Freitas Silveira, Loja Apóstolos da Galileia, 2.412, REAA, GOB MINAS, Oriente de Montes Claros, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte.

T DE MESTRE

No Ritual 3º Grau de Mestre Maçom, página 41 sobre o T, diz: Faz-se pelos CPP de Perf da Maçonaria ou C PP Perf da Maçonaria?

Se considerarmos a nomenclatura padrão o "PPerf." não poderia ser Perfeição pois é singular.

Gentileza esclarecer. 

 CONSIDERAÇÕES:

Quanto à sua questão, o ritual de Mestre Maçom vigente, na sua página 41, menciona claramente C.'. PPont.'. PPerf.'. de Mestre. Nesse caso, a palavra em questão, que está no plural, significa "perfeitos" e não “de perfeição da Maçonaria".

A origem desses c ppont está no Grau de Companheiro Maçom, época em que ainda não existia na Maçonaria dos Aceitos (Especulativa), o 3º Grau. Nesse período, os c ppont ainda pertenciam ao 2º Grau, ou como era comumente chamado, “do companheirismo”.

Primitivamente, era conduzido à Great Chair (Grande Cadeira) para dirigir a Loja, um Companheiro comprovadamente experimentado. Como nessa época ainda não existia a L de H, a Maçonaria Especulativa se servia de uma lenda noaquita, relativa a Noé e seus três filhos, S, C e J.

Com o advento do Grau de Mestre em 1725 na Inglaterra, e oficializado em 1728 pela Grande Loja na segunda Constituição Inglesa, os C PPont PPerfpassaram a ser do Mestre, ou do Mestrado, então diretamente relacionados à LHirâm e o Mestre ressuscitado.

No contexto histórico, a L de H aparece pela primeira vez em 1730 na revelação The Masonry Dissected, escrita por Samuel Pritchard. É bastante provável que a Lenda Noaquita, utilizada pelos Companheiros, tenha servido de base para a construção da Lenda do 3º Grau.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO - 25

O CENTRO DA LOJA

1º - A loja maçônica tem a forma de um quadrilátero; portanto, desenhadas as suas diagonais, na inserção das linhas surge um ponto que se denomina de centro geométrico da loja. Nesse centro será colocado o ara ou altar.
2º - As catedrais são construídas obedecendo rigorosamente o ponto central; porém , a sua situação geográfica não condiz com uma exatidão geométrica.
3º - O ponto central que é conhecido é o traçado da grande pirâmide de Quéops, pois é realmente o ponto que corresponde ao centro dos meridianos e atinge em linha vertical um ponto esotérico no cosmos.
4º - Esse centro, contudo, deve ser considerado como "simbólico" pela impossibilidade prática de consegui-lo. O maior dos símbolos maçônicos é o próprio maçom, e assim é o centro de toda liturgia, de todo o trabalho e de todo o interesse.
5º - Portanto, como centro, o maçom deve conscientizar-se de que possui inestimável valor nas sessões maçônicas.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

O ABRAÇO: UM GESTO DE UNIÃO, LUZ E FRATERNIDADE

Desde os primórdios da humanidade, os seres humanos buscaram proteção, reconhecimento e pertencimento nos outros. O abraço, na sua simplicidade, contém um ensinamento profundo: o da união consciente entre dois seres que se reconhecem como iguais em dignidade e propósito. Não é um gesto superficial; É uma ação simbólica que reflete os valores universais que sustentaram as grandes tradições morais e espirituais da humanidade.

Numa leitura reflexiva e formativa, o abraço pode ser entendido como a expressão viva da fraternidade. Ao abraçar, as distâncias são encurtadas, as diferenças são suspensas e os muros do orgulho e da incompreensão são derrubados, mesmo que apenas por um momento. O abraço ensina que ninguém se constrói sozinho e que todo verdadeiro crescimento pessoal nasce do encontro respeitoso com o outro.

Numa perspectiva iniciática, o abraço simboliza a união de vontades. Representa o momento em que dois caminhos se cruzam não para se imporem, mas para se acompanharem. É um ato de equilíbrio: dar e receber ao mesmo tempo. Quem abraça oferece calor humano, mas também se expõe; demonstra confiança, abertura e vontade de compreender. Há nisso uma lição silenciosa de humildade e força interior.

O valor instrutivo do abraço está na sua capacidade de educar sem palavras. Ensina tolerância, porque aceita os outros como eles são. Ensina a caridade, porque consola sem pedir nada em troca. Ensina a verdade, porque é sincero ou não. Não permite máscaras nem simulações: um abraço falso parece vazio; um autêntico transmite paz.

Numa sociedade marcada pela pressa, pela divisão e pelo isolamento, o abraço torna-se um ato consciente de resistência moral. Lembra-nos que o progresso não é apenas material, mas também humano; que a verdadeira elevação do indivíduo envolve aprender a abordar, ouvir e apoiar os outros quando eles vacilam.

Assim, o abraço adquire um valor que transcende o emocional: é um símbolo de unidade, um exercício prático de fraternidade e uma lição silenciosa de humanidade. Praticá-lo com respeito e consciência é, por si só, um pequeno ato de construção interna e social.

Porque onde há abraço sincero, há união.

E onde há união, sempre há luz.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

terça-feira, 18 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

RETIRAR O CHAPÉU

Em 19.05.2026 o Respeitável Irmão Antônio Alderete Pedroso da Silva, Loja Luz do Novo Milênio, 3350, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, pede esclarecimentos.

CHAPÉU

Em sessão Magna, O Ven∴ Mestre e a comissão de recepção, devem retirar o chapéu na recepção e saída das Autoridades?

Essa mesma dúvida ocorre na entrada e retirada do Pavilhão Nacional.

Alguns dos IIr∴ entendem que não devemos retirar o chapéu, por fazer parte da indumentária, outros entendem que devemos retirar.

No aguardo de vossa posição, sanando nossas dúvidas.

CONSIDERAÇÕES:

Nos rituais vigentes dos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre do REAA/GOB, rigorosamente estão indicados todos os momentos em que o chapéu é retirado e recolocado sobre a cabeça durante a sessão.

Sob nenhuma hipótese a cobertura é retirada quando do ingresso de autoridades constituídas. A cobertura somente é retirada na ocasião em que há o canto do Hino Nacional e do Hino à Bandeira. No Decreto 1476/2016 do GOB que dispõe sobre o Cerimonial para a Bandeira Nacional, consta, no seu Art. 5º, que durante a execução do Hino Nacional, retira-se a cobertura. O mesmo se dá quando do Hino à Bandeira.

Ainda, no tocante à cobertura com chapéu negro e desabado no REAA, vale ressaltar que nos Graus 01 e 02 somente o Venerável Mestre usa chapéu, enquanto que no 3º Grau, todos se cobrem.

À vista disso, atendendo ao Decreto 1476, nas sessões magnas dos graus 01 e 02, durante o canto do Hino Nacional e da Bandeira, o Venerável Mestre retira a sua cobertura.

Nas sessões magnas do 3º Grau, o procedimento é o mesmo, todavia com todos retirando o chapéu, mormente porque em Loja de Mestre Maçom todos se apresentam cobertos. Assim, retiram a cobertura no instante previsto pelo Decreto 1476/2016 e no ritual.

Uma observação importante: em sessão magna no 3º Grau, os integrantes do dispositivo que forma a Comissão de Recepção e Retirada (13 membros), assim como os que compõem a Guarda de Honra e o Porta-Bandeira, ficam, nessa oportunidade, dispensados do uso do chapéu. Essa dispensa ocorre porque é impróprio e desconfortável para os integrantes do dispositivo retirarem e recolocarem o chapéu no momento em que estarão com as mãos ocupadas exercendo as suas obrigações.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

LOUS MAÏS

Louis Maïss, nome artístico de Louis Maisse (Paris, França, 17 de agosto de 1894 - 28 de agosto de 1976, Seine-Saint -Denis, França) foi um palhaço e artista circense francês.

Se vestia com trajes brilhantes e sofisticados, representando o contraponto perfeito à desordem cômica de seus parceiros. Considerado o mais célebre dos ‘palhaços brancos’ do século XX, destacava-se por sua elegância e brilhantismo nos picadeiros. Sobressaiu-se como a figura séria, nobre e refinada (característica do palhaço branco) que servia de escada para as trapalhadas dos palhaços ‘augusto’ parceiros tão variados quanto Beby, Nino, Pastis, Manetti, Pipo, Filip, Porto, Mimile, Polo Rivel, Grock, Albert Fratellini.

Filho de mãe russa e pai francês, recebeu sua formação inicial de seu tio-avô Thomas Hassan, que lhe ensinou dança, acrobacias, violino e equilíbrio na corda bamba. Aos treze anos, estreou nos palcos em uma apresentação de suas irmãs Rosa e Alexandrine. Se tornou especialista em equilíbrio com adereços em cabos, inicialmente usando uma bicicleta e depois um monociclo. Conseguiu um feito impossível: uma pirueta em um monociclo, que ele permanece o único a ter realizado até hoje.

Foi iniciado na Maçonaria em 1948 na “Loge d’Études et de Recherche République Universelle" na sede do Grand Orient de France, localizado na Rue Cadet, 16, em Paris, França.

Em seu livro “Album Maïss”, Dominique Denis, (ele mesmo um ex-augusto, quando este ainda não havia iniciado uma carreira brilhante como Monsieur Loyal), escreve: “Louis Maïss sempre teve uma mente curiosa e aberta Ele atingiu uma determinada idade, que sentiu a necessidade de reflexão filosófica. Em novembro de 1948 conheceu Louis Charbonnier, gerente da Opéra Comique, que o apresentou a um grupo de pesquisa na Rue Cadet”. Ou seja, o gerente apadrinhou Maïss no Grand Orient de France. 

COLUNA CULTURAL MAÇÔNICA
https://www.instagram.com/maconariaeartes/

O CINZEL

O Cinzel ensina ao Maçom que, assim como o cinzel permite ao Maçom Operativo agir sobre o material bruto do mundo e moldá-lo e poli-lo de acordo com seu projeto, também as faculdades físicas, mentais e morais do homem devem ser tão afiadas quanto o cinzel, para serem um instrumento apropriado. através do qual exercer sua influência.

Um corpo limpo, livre de impurezas e influências prejudiciais produz emoções limpas e saudáveis pelas quais o maçom pode aplicar e experimentar todo o espectro de esplendor sentimental e emocional comunicado pelo ritual maçônico.

Uma mente perspicaz, devidamente treinada, focada e educada nas artes clássicas permite-lhe ser rápido de espírito e adaptável a todos os meandros do projecto do Grande Arquiteto que possa descobrir no decorrer do seu trabalho e o seu sucesso dependerá sempre da sua capacidade de aplicar a ponta afiada de sua consciência em um esforço concentrado e consistente.

Suas faculdades morais devem transbordar de pensamentos positivos, alegres e agradecidos, esforçando-se sempre pela expressão mais elevada de si mesmo, para que possa, pelo exercício do caráter, da virtude e da justiça, manifestar a Glória do Espírito nele implantado por seu Criador.

Tudo isso é ensinado na forma humilde do Cinzel do Maçom.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

NÚMERO MÍNIMO DE MESTRES II

Em 18/05/2026 o Respeitável Irmão Gabriel Alencastro, Loja Barbara de Alencar, 4794, REAA, GOB-CE, Oriente de Fortaleza, Estado do Ceará, solicita esclarecimentos.

NÚMERO MÍNIMO

Meu irmão, tenho duas dúvidas que acredito que se complementam. Para abrir os trabalhos se faz necessário 7 mestres, minha dúvida é: se na sessão, estando presente apenas 7 mestres e um desses é o próprio GM, como fica a divisão dos cargos? Ou não há, necessariamente, uma regra com relação a quem ocupa cada cargo. A segunda dúvida é a seguinte: estando uma loja funcionando apenas com 7 mestres e no meio da sessão um dos mestres precisa se retirar de forma definitiva, por alguma emergência, antes do fim dos trabalhos. Como a loja deve proceder? O Ven∴ Mestre deve encerrar imediatamente os trabalhos com um golpe de malhete? Ou uma vez iniciada pode-se continuar funcionando? Desde já agradeço a gentileza do irmão.

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente vale mencionar que a falta de Mestres Maçons para abrir os trabalhos de uma Loja significa que a Oficina está passando dificuldades administrativas.

Assim, na página 214 do ritual de Aprendiz, REAA/GOB, item "Com 7 Mestres", consta como deve ser a composição de uma Loja precária, ou seja, trabalhando com apenas sete Mestres Maçons.

Nesse sentido, a Loja deve ser composta pelo Ven∴ Mestre, 1º e 2º VVig∴, Orad∴, Secr∴, Cobr∴ Int∴ e o M∴ de CCer∴.

No caso, para a transmissão da Palavra Sagrada na abertura e encerramento dos trabalhos, momentaneamente o cargo de 2º Diác∴ é preenchido pelo M∴de CCer∴ e de 1º Diác∴ pelo Secr∴.

Nessa conjuntura, os cargos de DDiác∴ somente são ocupados pelos substitutos no ato da transmissão da Palavra. Concluídas as transmissões, os substitutos voltam cada qual ao seu lugar de ofício. Nessa oportunidade, durante a transmissão dispensa-se ou uso, pelo substituto, de colar e joia distintiva de Diác∴.

No caso do Grão-Mestre ocupando cargo em Loja, só se for por decisão dele, cabendo a ele dizer qual cargo iria ocupar.

No caso de uma Loja trabalhando com apenas sete Mestres (número mínimo permitido) e um deles precisar se retirar definitivamente dos trabalhos, a meu ver o Venerável Mestre, para restabelecer a ordem, deve, dar a sessão por encerrada (RGF. Art.º 116, XIII). Essa atitude se justifica para cumprir o que prevê a Legislação, onde uma Loja só pode trabalhar com o mínimo de sete Mestres Maçons (RGF, Art.º 96, XXII).

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MUSEUM FREEMASONRY


Esta fotografia faz parte da coleção do @museumfreemasonry. Trata-se de uma das milhares de imagens de maçons comuns que viveram em alguma época passada no Reino Unido.

O interessante é que o museu nos informa que tem um banco de dados com mais de 1,7 milhão de nomes de maçons disponíveis online (membros da Grande Loja da Inglaterra de 1751 a 1921), que podem ser acessados. E então? Tem algum ancestral na Inglaterra que foi Maçom? Então siga a orientação do próprio museu:

" Procure por 'Grand Lodge England' na Ancestry UK e comece a descobrir hoje!"

Fonte: Arquivos da Maçonaria
Por Luciano J. A. Urpia

O SIMBOLISMO DO AVENTAL DE VENERÁVEL MESTRE E SUA JÓIA

Ir∴ Almir Veríssimo
MM ARLS Arautos do Progresso nr. 30 de Recife PE

O uso do avental deve ser revestido, por cima da roupa. Entretanto, há, Maçons, em certas Lojas e Obediências, que entram em Loja sem se revestirem do Avental, considerando-o como acessório facultativo e os colares e faixas como indispensáveis. Na França, as Lojas acrescentam nas pranchas de convocação o lembrete: “Favor munir-se do Avental”. O Próprio Ragon (1781-1862) queixava-se desta falta, externando em seu “Ritual de Aprendiz Maçom” as seguintes reflexões:

“Existem Lojas em que Oficiais e mesmo os Veneráveis acreditam que usando o colar podem deixar de vestir o Avental do seu grau. É um erro e uma falta: o Avental, símbolo do Trabalho, é mais necessário que o colar e a faixa; é ele o verdadeiro “ traje” maçônico, os colares e as faixas são adornos. Nas sessões de determinados altos graus não é mais usado o Avental, visto considerar-se o trabalho já terminado; mas nas sessões simbólicas, onde o trabalho começa, o Avental é indispensável.”

A primeira referência histórica que se tem sobre o uso dos Taus Invertidos, que os ingleses chamam “Níveis”, é um mandado da Grande Loja Unida da Inglaterra, datando de 1814, em que se descreve de que maneira deviam ser colocados os “Níveis” sobre o avental..

O nível é o emblema da igualdade e seu simbolismo tem como corolário noções de medida, de imparcialidade e de tolerância. “Os Maçons - escreveu Willian Preston - reúnem-se sob o Esquadro e separam-se sob o Nível “.

Na obra “A Vida Oculta da Maçonaria” de Leadbeater, diz:

“A Jóia do V M é o esquadro.... e tem o mesmo significado do malhete, seu instrumento do governo. É profundíssimo o simbolismo do malhete, e para explaná-lo convém lembrar ser ele, provavelmente, o mais antigo símbolo do mundo....

“Do lábaro ou acha se deriva o malhete do V M., que o empunha porque sua humilde maneira é ele o representante da deidade. O Malhete é insígnia de governo, e o V M o empunha hoje em dia do mesmo modo que o empunhou o primeiro Faraó. Está um tanto modificada sua forma, que costumava ser de um martelo de pedreiro....

“No Egito a dupla acha era também a insígnia de Arouris, os primeiros nomes dados ao nascente HORUS, a quem chamavam Chefe do Martelo, porque se costumava desenhar esta insígnia em forma de martelo....

O martelo, o malhete e, portanto, o Tau que o simboliza, são símbolos de mando, de poder. Esotericamente, o Tau grego simboliza o equilíbrio resultante do ativo e do passivo. Referindo-se aos os Taus Invertidos, que adornam o avental do Mestre Instalado, explicamos que:

Esta figura chamada Tau tem outro significado muito importante, pois a linha vertical significa o elemento masculino e a horizontal a linha feminina, na Deidade, mostrando assim que Deus se manifesta como Mãe e como Pai......

O Tau no antigo Egito era o equivalente ao símbolo da Cruz: significava a crucificação da Vida Divina no mundo da manifestação. Era também o emblema da natureza andrógina da Divindade, Simbolizando Deus como Pai e Mãe.

Na verdade, os Taus Invertidos encerram um simbolismo vastíssimo. Assim, por exemplo, como o Tau Invertido, que simboliza a ligação estabelecida entre o mundo da matéria e o Invisível, o Venerável torna-se o instrumento que faz a ligação entre todos os elementos que constituem a sua Loja, que ele guia com a Luz da sua experiência e sua sabedoria, para que ela possa alcançar, através dos trabalhos que ela realiza. O desenvolvimento espiritual dos seus obreiros pelo estudo, pelo sacrifício pessoal, pelo domínio das paixões, visando a fraternidade universal. O Tau Invertido poderia simbolizar também o trabalho criador que o Venerável deveria desenvolver em sua Oficina para justificar a sua investidura e a existência da Loja.

Blibliografia:
Estudos Maçônicos Sobre Simbolismo, 2ª Edição Nicola Aslan

Fonte: JBNews - Informativo nº 318 - 12 de Julho de 2011

domingo, 16 de agosto de 2026

FRASES ILUSTRADAS

MODO DE TRANSMITIR A PALAVRA

Em 19.05.2026 o Respeitável Irmão Antônio Alderete Pedroso da Silva, Loja Luz do Novo Milênio, 3350, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a seguinte questão:

MODO DE TRANSMITIR

Bom dia nobre Irmão Pedro Juk. Secretário Geral de Orientação Ritualística do - GOB - Poder Central em Brasília

Considerando as orientações contidas no Ritual de Aprendiz, especialmente em abertura de Loja, quando o Venerável Mestre, transmite a Palavra Sagrada ao Primeiro Diácono.

De acordo com o Ritual, a mesma deverá ser transmitida ao ouvido direito soletrada e por inteira.

A dúvida é: se o por inteira é toda a palavra B∴ ou dita em única palavra, após ter sido soletrada.

No aguardo de suas considerações, sanando nossas dúvidas;

CONSIDERAÇÕES:

Dois aspectos precisam ser considerados nessa questão. Um deles é que o Aprendiz, por representar o início da jornada iniciática (ponto de partida), simbolicamente ainda não sabe ler nem pronunciar a palavra. Assim, teoricamente ele só sabe pronunciar a palavra letra por letra. Essa mesma regra iniciática é aplicada na transmissão da palavra que ocorre entre as Luzes da Loja e os Diáconos durante a liturgia de abertura e encerramento de uma Loja de Aprendiz no REAA.

O segundo aspecto é compreender que essa transmissão da palavra, entre os Diáconos e as Luzes, não é um telhamento (exame de um desconhecido), pois em um telhamento os interlocutores trocam entre si as letras que compõem a palavra (quem pede dá a primeira letra, e assim sucessivamente).

À vista disso, como a transmissão da palavra entre as Luzes e os Diáconos não é um telhamento, e levando-se em conta de que simbolicamente o Aprendiz sabe somente soletrar, nessa oportunidade a palavra é transmitida inteira e soletrada por quem a transmite, ou seja, são dadas uma a uma, seguidas e sussurradas, as quatro letras que formam a palavra sagrada do 1º Grau. O que não pode é depois de tê-la dada soletrada, novamente repeti-la inteira ao final.

Desse modo, a frase afirmativa "soletrada e por inteira" que consta no ritual quer dizer que as quatro letras da palavra inteira, uma a uma, devem ser diretamente transmitidas sussurradas pelo transmissor ao receptor. Assim, essa frase está presente para distinguir o ato da transmissão da palavra entre as Luzes e os Diáconos e o ato de um telhamento (exame). No primeiro caso a transmissão é feita direta e inteira por quem a dá, enquanto que no segundo caso os interlocutores trocam entre si as letras que formam a palavra (vide o Cobridor do Grau).

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O DOIS

Dois, esse número possui mil e uma interpretações; do ponto de vista numerológico, não passa do segundo algarismo da escala dos nove números; por si só, nada representa, porém, filosoficamente, constitui-se no “dualismo”; nesse sentido, é, muito importante, porque reflete a “complementação” de todas as coisas; alguns querem que seja considerado como sendo o símbolo da imperfeição; em absoluto, pois em nada é imperfeito na matemática.

O “dualismo” é um conceito natural.

O homem apresenta dois aspectos em tudo, como é na Natureza; o dia e a noite; o bem e o mal; a desgraça e a felicidade, enfim, esses opostos que todos conhecemos, usamos e sofremos.

Já foi dito que um é o ativo, dois o passivo; um é Deus, dois a Natureza; um é o homem, dois é a oposição, ou seja, a estagnação.

Maçonicamente, o dualismo é parte filosófica do Grau do Companheiro.

O maçom deve ter um comportamento definido, deixando o dúbio dualismo de fora. A sua parte material não pode sobrepujar sua parte espiritual.

Embora opostos, os números andam sempre aos pares.

O segredo é saber encontrar em tudo a unidade e o dualismo.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 127.

COMO É QUE UMA LOJA DEVE FORMAR UM IRMÃO?

Dario Angelo Baggieri

Hoje recebi uma pergunta muito interessante, até para não dizer inusitada. O Irmão “x”, abordou-nos com a seguinte celeuma: “como é que uma loja deve formar um irmão, para que seja um excelente Maçom no futuro?”

À primeira vista, campo fácil para longas dissertações, longos desenvolvimentos de teses e antíteses, por muitos estudiosos da Seara da nossa Sublime Instituição. Após pensar um pouco, debrucei-me sobre o tema e confesso aos amados irmãos, que a responsabilidade do mesmo, não era tão simples de ser mapeada. Uma concatenação de pensamento de estruturação sequencialmente hierarquizada, estava difícil de ser lapidada. Assim o que me parecia tranquilo, mostrou-se de difícil confecção, para ser colocado no papel de maneira académica e pueril como imaginei, no momento da pergunta.

Mas deixando-nos de retórica, e após muito reflectir, vejo que tudo “começa no princípio, na escolha daqueles que irão ser nossos irmãos”. A Maçonaria lapida o carácter, mas não a personalidade humana, que é imutável. Assim, a matéria prima, o futuro irmão, tem que ser muito bem (Publicado em freemason.pt)escolhido, muito bem investigado, muito bem inquirido, e o seu escrutínio deve ser realmente sem favorecimentos, por ser meu colega, meu amigo, meu chefe ou subalterno, político ou personalidade de renome na minha comunidade. Lembremo-nos sempre da máxima: muitos, mas muitos mesmos servem para ser meus amigos, meus colegas, meus parceiros comerciais ou de relacionamento no meu dia a dia, mas quantos destes realmente servirão para serem MEUS IRMÃOS?

Se fizermos realmente esta pergunta, antes de indicarmos alguém para ser iniciado, COM CERTEZA, estaremos a construir o futuro da Maçonaria, que é dependente da formação de bons Maçons. Não se forma Bom Carácter, de quem não tem Personalidade e coração sensíveis ao bem, de quem não é Livre de Bons Costumes. Assim, volto a ser incisivo, o primeiro grande passo na formação de um Maçom, de futuro para a Instituição, começa pelas nossas escolhas:

“Quem realmente pode ser digno de ser nosso irmão e não haver interesses pessoais ou até mesmo escusos, como vemos em muitas Lojas, em que só almejam impor as vaidades dos seus membros, como forma cabal e néscia de demonstração de poder, de uma efemeridade que chega às raias do ridículo das vaidades pessoais e até mesmo de um grupo de pseudo maçons”.

Agora feita uma boa escolha, aí sim, a resposta fica mais fácil de ser explanada. O Verdadeiro bom irmão, já nasce Maçom, já o demonstra nas suas ATITUDES no mundo profano, no seu relacionamento profissional, no seio da sua família, na sua comunidade religiosa, no seu ciclo social, no seu comportamento frente às crises e vitórias, enfim já está pronto para ser lapidado. Uma pedra bruta, que o maço e o cinzel irão tornar numa escultura digna de uma beleza ímpar interior, de uma Força magnânima de princípios e de uma Sabedoria de reconhecer na simplicidade, o verdadeiro sentido do amor fraternal.

A verdadeira Maçonaria é esculpida no interior da subjectividade, legando a cada um o ónus de se inscrever no livro de presenças da Grande Loja do Oriente Eterno…

Não se pode confundir o reconhecimento de direito, com o reconhecimento de facto. Ter carteira, estar em dia com a Loja, é condição para se ser reconhecido como Regular. Mas ser honrado, praticar os ensinamentos maçónicos e vivenciar a essência da verdadeira filosofia maçónica, é ofício a ser burilado e aplanado pelo Mestre Interior e pelos Vigilantes da própria consciência e da vida

O Maçom precisa de ser um “Construtor de Templos à Virtude”, pois assim são os ditames da Fraternidade.

A Loja é a escola da sua formação. Para esse mister, a ela os Maçons comparecem com assiduidade, para com os seus Irmãos, se instruírem reciprocamente nas práticas da Virtude. O Maçom, mesmo esculpindo-se, adapta-se ao espaço que lhe foi reservado no levantamento do edifício social, construindo o seu templo interior.

Mas precisa de estar advertido de que “na Construção do Templo”, de permeio, no material, encontram-se vários obstáculos, entre eles a ignorância, os preconceitos, a perfídia e o erro.

Enfatizamos que na Construção do Templo, de permeio, no material, encontram-se vários obstáculos, como os supracitados, por isto a Maçonaria coloca na mais alta advertência o combate a tudo aquilo que assola o vulgo profano. É do seu ideário o combate a essa triste condição da humanidade, alertando que a “ignorância, a perfídia os preconceitos são juntos ou individuais, fontes de todos os vícios.”

O único meio eficaz para se combater a ignorância, os preconceitos, a superstição e os vícios é o saber, pela simples razão do próprio significado de cada um desses conceitos, ou seja:
  • Ignorância significa o desconhecimento ou falta de instrução, falta de saber.
  • Preconceito significa o conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos.
  • Superstição significa o sentimento religioso excessivo ou erróneo que, muitas vezes, arrasta as pessoas ignorantes à prática de actos indevidos e absurdos, ou ainda, a falsa ideia a respeito do sobrenatural.
  • Vício significa o defeito que torna uma coisa ou um acto impróprios para o fim a que se destinam. É a tendência habitual para o mal, oposto da virtude.
Aqui volto ao início das nossas ponderações: “A NOSSA ESCOLHA de quem serão os nossos futuros irmãos, será sempre Ratificadora, daquilo que almejamos para a nossa Ordem”.

Podemos pressupor que todos os maçons tenham o domínio sobre o saber necessário para comportarem de forma digna em todos os momentos, sejam eles profanos ou maçónicos, mas precisam de se lembrar, sempre, que é mais fácil sucumbir ao vício, do que aprimorar a virtude.

Outro paradigma importante: A Maçonaria é uma escola de formação de líderes e lideranças.

Liderar, é influenciar positivamente as pessoas para que elas atinjam resultados que atendam as necessidades, tanto individuais quanto colectivas e, ainda, responsabilizar-se pelo desenvolvimento de novos lideres. Além disso é mister que forme líderes perseverantes, pois a maior empreitada do homem Maçom, na sua caminhada dentro da senda das virtudes, é a sua própria vida e não tem nenhuma garantia (Publicado em freemason.pt) que será bem sucedido, entretanto, pelo acumulo de conhecimentos, muitos de experiências frustradas, ele sabe que a alternativa é prosseguir, lutando contras as adversidades e incertezas, fazendo aliados, acreditando no Supremo Arquitecto do Universo e persistindo no rumo do seu objectivo. A perseverança é uma qualidade pois significa a firmeza, a constância com que devemos empenhar-nos nas nossas actividades, porém atentos e sempre actualizados porque tudo muda e nós precisamos de mudar as nossas atitudes e o nosso comportamento para não persistirmos no erro.

Assim, a cada ponto que elencamos ao assunto, torna mais palpitante e enriquece o raciocínio, no desenvolvimento do tópico motivacional do questionamento do irmão e torna cada vez mais, complexo e palpitante o seu desenrolar.

Concluímos. que o Maçom é livre, de bons costumes e sensível ao bem e que, pelos ensinamentos da Maçonaria busca o seu engrandecimento como ser humano actuante e culto, combatendo a ignorância. A ignorância é o vício que mais aproxima o homem do irracional.

Assim sendo e por ser Maçom, deve conduzir-se com absoluta isenção e a máxima honestidade de propósitos, coerente com os princípios maçónicos, para ser um obreiro útil a serviço da nossa ordem e da humanidade.

Não se aprende tudo de uma só vez. O saber é o acúmulo da experiência e dos conhecimentos que se tem acesso, mas, a acção construtiva da Maçonaria deve ser exercida de forma permanente em todas as suas celebrações, trabalhos em Loja e no convívio social, através da difusão de conhecimentos que podem conduzir o homem à uma existência melhor pelos caminhos da Justiça e da Tolerância.

Mas sempre tenhamos em mente, como começamos esta dissertação: o mais importante é a matéria prima. Nas nossas escolhas está o futuro da Ordem. O verdadeiro Maçom já nasce, a iniciação apenas é a formalização de qualidade de direito, pois de facto ele já o é desde o seu nascimento.

Fonte: fremason.pt