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PERGUNTAS & RESPOSTAS
O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br
terça-feira, 15 de setembro de 2026
A MADAME NEGRA
Em 1848, os maçons de Toulouse (França) encomendaram uma estátua da Liberdade, inaugurada pouco antes da abolição da escravatura. Representando a República como um escravo liberto, essa imponente figura de 1,20m e 90kg sofreu décadas de indignidades: foi alvejada, enterrada durante a Segunda Guerra Mundial e esquecida num canto, coberta de teias de aranha. Até que, nos anos 1970, foi resgatada por um museu comunitário de ex-resistentes e deportados.
A "Marianne Negra", como é conhecida, é um verdadeiro enigma histórico. Um buraco no peito, talvez de um tiro ou do roubo de uma joia, permanece sem explicação definitiva. Restaurada e estudada por entusiastas, ela revelou-se um símbolo potente: usa o barrete frígio dos escravos libertos e o peplo (vestimenta) das mulheres livres de Atenas, além de esconder iconografia maçônica e referências à Antiguidade em seus detalhes.
Hoje, ocupando um lugar de destaque no Museu Departamental da Resistência e da Deportação de Toulouse, ela é celebrada como a primeira Marianne Negra da França. Sua trajetória, da perseguição pelo regime de Vichy à redescoberta como “combatente da resistência” material, transformou-a num testemunho silencioso, porém imponente, das lutas pela liberdade, da repressão e da resiliência da memória.
Na imagem, o busto original da Liberdade que está em exposição no Museu Departamental da Resistência e da Deportação em Toulouse.
Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria
ARTHUR MORELAND
Arthur Moreland (Ardwick, Inglaterra, 12 de outubro de 1867 – 4 de agosto de 1951 Groombridge, Inglaterra ) foi um desenhista, caricaturista, cartunista e ilustrador inglês.
Por volta de 1892, começou a trabalhar no departamento de publicidade do jornal londrino “The Star”. Autodidata e por brincadeira, fez a caricatura do diretor executivo do jornal, que em vez de demitir, o transferiu para o departamento de arte. Durante a Primeira Guerra Mundial, deixou de desenhar charges e tornou-se um artista freelancer, e ilustrou livros para diversos autores e editoras. É lembrado hoje, por seu estilo e suas representações humorísticas da vida britânica daquela época.
Foi iniciado na Maçonaria em 1908 na “Gallery Lodge” Nº 1928* (United Grand Lodge of England) em Londres, Inglaterra.
A ‘Gallery Lodge’, recebeu o esse nome por abrigar originalmente jornalistas da Galeria de Imprensa do Parlamento (Câmara dos Comuns).
Fonte: Coluna Cultural Maçônica
JUSTO E PERFEITO
“A ponte entre o humano e o divino: - o justo e perfeito.”
“...há um encontro entre o divino e o humano. Assim como em A
criação de Adão, os dedos dos homens tocam os dedos de Deus...”
Durante a abertura ritualística da sessão em grau de aprendiz, o 1º Diácono sobe os degraus do trono, pelo norte, com passos normais e coloca-se em frente ao Venerável Mestre, fazendo a saudação. O Venerável Mestre dá-lhe, ao ouvido direito, a Palavra Sagrada, letra por letra. O 1º Diácono dirige-se ao 1º Vigilante, transmite-lhe a Palavra Sagrada da forma que recebeu e volta ao seu lugar. O 1º Vigilante a envia ao 2º Vigilante, do mesmo modo, por intermédio do 2º Diácono, que volta a seguir ao seu lugar. Então, o 2º Vigilante, após um golpe de malhete, assegura: tudo está justo e perfeito na Coluna do meio-dia, Irmão 1º Vigilante, ao tempo em que este último, também acionando o malhete, registra: tudo está justo e perfeito em ambas as Colunas, Venerável Mestre.
Imagine-se que, neste passo da Sessão, o Venerável Mestre, após ouvir a assertiva de que tudo está justo e perfeito em ambas as colunas, indagasse ao Irmão 1º Vigilante: por que, meu Irmão ? A partir dessa hipotética pergunta – por que justo e perfeito ? – passamos à elaboração deste trabalho, como se fosse uma resposta a tal indagação.
Segundo o Pod:. Irm:. José Castellani, em seu Dicionário de Termos Maçônicos, trata-se de “um termo originariamente usado, entre Maçons, para significar que tudo está em ordem e correndo bem, que não há problemas. Posteriormente, registra o Autor que tal prática se tornou usual, a expressão passou a ser utilizada para o reconhecimento entre Maçons: um diz, casualmente, durante uma conversa, ‘tudo justo’; se o interlocutor for Maçom, afirmará que está ‘tudo justo e perfeito’, podendo acrescentar, como muitos fazem, ‘em amb:. as ccol:.’.
E prossegue o Autor, em sua obra referida, afirmando “que a expressão tem origem nas associações de artesãos construtores, hoje englobadas sob o título de Maçonaria de Ofício, ou Maçonaria Operativa, para distingui-la da Maçonaria dos Aceitos, associação maçônica, sem laços profissionais de união”.
“Desde remotos tempos, os construtores sempre verificaram a exatidão das construções com o prumo, ou Perpendicular, e com o Nível, proclamando, ao constatar essa exatidão, que “tudo está justo e perfeito”. É por isso que, no Rito Escocês Antigo e Aceito, que tem a transmissão da Palavra Sagrada, com o Prumo (instrumento do 2º Vigilante) e com o Nível (instrumento do 1º Vigilante), declaram, ao Venerável Mestre, o chefe da construção, que tudo está justo e perfeito em ambas as colunas.”
Vê-se, pois, que a expressão ‘tudo está justo e perfeito’ veio de épocas pretéritas, originária da chamada Maçonaria de Ofício, possuindo à época a finalidade de atestar a exatidão da obra, após verificações empreendidas com o Prumo e o Nível, instrumentos de ambos os Vigilantes, respectivamente, em informação que era transmitida ao Venerável Mestre, Chefe da obra.
Transformando-se a Maçonaria, de Operativa em Especulativa, por não mais agregar apenas construtores de profissão, mas construtores no sentido simbólico, do templo moral e social da humanidade, segundo o atual conceito da Instituição, é intuitivo que a expressão teria deixado de possuir aquele significado, uma vez que não mais estamos construindo edifícios ou catedrais. O nível hoje é símbolo da igualdade e, juntamente com o prumo, formam uma esquadria.
Recorrendo-se à língua portuguesa, quase nada há de interessante, onde o vocábulo ‘justo’ significa ‘conforme à justiça, à equidade, à razão; ou ainda, imparcial, íntegro ou exato e preciso. De qualquer forma, ‘justo’ é um adjetivo e como tal pode ser usado, por exemplo, para se dizer ‘homem justo’, nunca se dirá, em português, tudo justo, como também não se diria ‘tudo virtuoso’. Já o ‘perfeito’ exprime um tempo de verbo, passado, e é também um adjetivo a indicar a reunião “de todas as qualidades concebíveis, ou a superação do mais alto grau numa escala de valores”. Igualmente soa estranho dizer-se “está tudo perfeito”, uma vez que também é adjetivo, servindo para modificar um substantivo, como ‘objeto perfeito’, ‘jóia perfeita’, ‘obra de arte perfeita’, no sentido de que nestes não se observa nenhum defeito. Certo é, todavia, que a expressão “tudo justo e perfeito”, por estas razões, aparenta não estar correta segundo a língua portuguesa, faltando-lhe um ou dois substantivos como, v.g., ‘aquele homem justo construiu uma obra perfeita’.
Na linguagem jurídica, a expressão ‘justo’, que ‘é derivada do latim ‘justus’, entende-se o que é conforme o direito e a justiça. É o que é legítimo, próprio, adequado, eqüitativo.” Já o ‘perfeito’, ‘do latim perfectus , é empregado na terminologia jurídica, precisamente no sentido literal ou de origem: quer exprimir o que está concluído, segundo as regras legais, para que produza os efeitos desejados’, é utilizado na expressão ‘ato jurídico perfeito e acabado’.
Abandonando tais conceitos, poucos esclarecedores para os nossos objetivos maçônicos, surge-nos a perspectiva de partir para a análise do tema, por intermédio de conceitos filosóficos de ‘justiça’ e ‘perfeição’, em busca oblíqua das bases da nossa expressão ‘justo e perfeito’.
Nesta área, tem-se que ARISTÓTELES, ‘a partir da concepção realística, finalista e teleológica do mundo, vê a justiça como uma virtude. Ele é o filósofo que levou a análise do conceito de justiça mais longe, até hoje, tendo influenciado todo o pensamento ocidental sobre esse tema’. O filósofo, fundador da ética como ciência, em meio à crise ética grega, examina a justiça como uma excelência moral fundamental, a maior das virtudes, na Ética a Nicômaco, Livro V, partindo do comportamento justo e do injusto, proclama a justiça distributiva e corretiva, dentre outras distinções e conceitos.
ARISTÓTELES (384-322 aC), relembrando, nasceu em Estagira, cidade macedônica de população grega. Discípulo de PLATÃO (497-347 aC) na Academia, em Atenas, foi, depois, mestre de Alexandre da Macedônia. Retornando a Atenas, em 335 aC, fundou o Liceu.
Como novo centro filosófico, o Liceu foi o marco da independência doutrinal de Aristóteles, frente aos ensinamentos de Platão. Embora não totalmente opositor de seu mestre – cuja filosofia se acha impregnada por um idealismo ético intransigente – posto que muitos dos elementos característicos do platonismo são encontrados no pensamento do estagirita, Aristóteles preferiu o caminho do ‘realismo de um moderado termo médio e um espírito analítico apegado aos fatos – divergência que se tornou lugar comum entre os estudiosos do pensamento dos referidos filósofos.
O primeiro conceito filosófico de justiça foi produzido pelos pitagóricos. Esse conceito, embora não expresse a verdade integral, dá ênfase à igualdade, ou seja, justiça é, antes de tudo, igualdade, quer dizer, equivalência entre termos contrapostos. É, também, reciprocidade, posto que ‘pode se assemelhar ao número quadrado, isto é, ao igual multiplicado pelo igual, eis que ela devolve o mesmo pelo mesmo.
Na “Ética a Nicômano”, Aristóteles, para formular a teoria da justiça, não parece se afastar da idéia tradicional de que ela é uma virtude ética por excelência, tal como vista por Platão, e procura os diversos sentidos possíveis da palavra, notadamente legitimidade (significando sintonia com as leis) e igualdade.
Deve-se observar, que de modo diverso do visto na “República’ de Platão, a justiça de Aristóteles é exposta tendo em conta uma distinção entre justiça completa e justiça particular. A primeira consistiria da virtude perfeita, voltada para proveito do próximo. A justiça particular, por seu turno, tem uma acepção mais restrita, que considera o princípio da igualdade, de sorte que a que se defina “como justo o que é conforme à igualdade, sendo o injusto a desigualdade; cada um recebe o que lhe é devido.
As virtudes são classificadas em virtudes dianoéticas ou intelectuais e virtudes éticas ou morais. Nesse contexto, a justiça se enquadra entre as virtudes éticas. E, como valor ético, a justiça é virtude essencialmente social, que se realiza na comunidade.
A questão que inicia o problema da justiça, em “Ética a Nicômano”, é a investigação a respeito de que espécie de ações se ocupam, precisamente, a justiça e a injustiça; em que sentido a justiça é a observância de um meio-termo: e quais são os extremos entre os quais o justo é um meio termo.
Nessa busca, a justiça é retratada como ‘a disposição da alma graças à qual as pessoas se dispõem a fazer o que é justo, a agir justamente e a desejar o que é justo. Injustiça, então, é a disposição da alma graças à qual elas agem injustamente e desejam o que é injusto.
O preceito geral de comedimento, tendo-se a justiça como modo de tratar os homens, traduz-se pela ‘idéia de que a conduta reta consiste em não enxergar para um demais ou para um demenos, em manter, portanto, o doirado meio-termo. Na sua análise da ética, Aristóteles, valendo-se do método matemático-geométrico, logra, cientificamente, determinar as virtudes a perquirir o que seja moralmente bom. Tem-se, então, que a virtude se situa entre dois extremos, ou dois vícios, um por excesso e outro por defeito. Conseqüentemente, exemplificando-se, ‘a virtude da coragem é o meio termo entre o defeito da covardia (um por demenos de ânimo) e o defeito da temeridade (um por demais de ânimo). Daí a famosa teoria de mesotes, que na prática, para explicar a virtude da justiça, pressupõe-se que conduta reta é o meio-termo entre o agir injustamente e o ser tratado injustamente. A ética dessa teoria, no entanto, apenas aparenta resolver o problema, como observa Kelsen, posto que se limita a ‘confirmar que é bom o que, segundo a ordem social existente, é bom’, mantendo-se a ordem social estabelecida, deixando sem resposta o que é injustiça.
A justiça é uma virtude que induz a que se dê a cada um o que é seu, seja pela autoridade (justiça distributiva), seja nas relações privadas (justiça comutativa). Nisso repousa a sua dimensão particular.
A primeira classe de justiça é a distributiva. Ela é explicada, na Ética a Nicômano, como a justiça que se aplica na repartição das honras e dos bens, e tem em vista que cada um dos associados receba, de tais honras e bens, uma porção adequada a seu mérito.
Aristóteles, reafirmando o princípio da igualdade, enfatiza que, se as pessoas não são iguais não poderão ter coisas iguais. A justiça distributiva, consiste, assim, de uma relação não proporcional, a qual o filósofo, artificialmente, assevera tratar-se de uma proporção geométrica.
Já no tocante ao vocábulo perfeição, curiosas ponderações vêm de Platão, na obra ‘O Banquete’, ele põe-nos perante uma conversa entre um companheiro de Apolodoro e o filósofo. Apolodoro ouvira anteriormente a Aristodemo uma narrativa em que relatava um convívio no qual este último estivera presente e que decorrera em casa de Ágaton por ocasião das celebrações de vitória da tragédia deste e sua conseqüente ‘coroação’. Propondo-se satisfazer a curiosidade do companheiro de Aristodemo relativamente ao convívio, relata-lhe o que o próprio Aristodemo dissera ter visto e ouvido. Entre outros tinham participado nesse festim Ágaton, Sócrates, Alcibíades e ainda Aristófanes..
Durante o convívio é proposto por Erixímico, em nome de Fedro, a execução de elogios ao Amor. Aceito por todos torna-se este o tema central do festim.
Proferido em seguida ao de Erixímaco, o discurso de Aristófanes faz-nos penetrar numa atmosfera de sonho e de idealidade onde a dynamis, ‘poder’, do amor se liberta de todas as suas implicações sociais ou cosmológicas, para encontrar na physis a sua origem remota e verdadeira. Exprime-se assim a definição de amor como ‘saudade de um antigo estado’, símbolo de PERFEIÇÃO, que os seres atuais, reduzidos a metades, em vão tentam recuperar.
Aristófanes começa o seu discurso dando a conhecer a natureza humana e as suas mutações. Pois a nossa antiga natureza não era tal como a de hoje e sim diversa, apresentando-nos desta forma o mito do Andrógino, símbolo da perfeição.
Este ser, um dos três gêneros da espécie humana, partilhava das características de ambos... macho e fêmea e encontra-se agora desaparecido. O Andrógino era dotado de uma forma ‘inteira e globular’, com membros e órgãos duplicados em relação a homens e mulheres. Os seres constituintes deste gênero caminhavam erectos e, se fosse esse o seu desejo, em dois sentidos. Caso quisessem correr a toda a brida ‘apoiados nos seus membros, que eram então oito, poderiam faze-lo velozmente em círculo”.
Também em relação à sua origem o Andrógino apresenta-se como ser perfeito, visto que ‘o macho foi inicialmente um rebento do Sol; a fêmea da Terra; e da Lua; a espécie que reunia as características dos outros dois, dado que também a Lua partilha da natureza do Sol e da Terra’.
Dotados ainda de uma terrível força e resistência e, além disso, de uma imensa ambição(...) começaram a conspirar contra os deuses’. A solução encontrada por Zeus foi a de dividi-los ao meio, retirando-lhes a sua antiga forma perfeita, o que levou a que ‘cada metade’, com saudades da sua própria metade não mais aspirasse do que a fundir-se num só ser”.
Aristófanes afirma então que ‘dessa época longínqua data, sem dúvida alguma, a implantação do amor entre os homens – o amor que restabelece o nosso estado original (PERFEITO) e procura fazer de dois um só, curando assim a natureza humana.
Aos amantes que encontram a metade da qual tinham sido separados é dada esperança através de uma especulação. O autor do elogio afirma que, por exemplo, Hefesto, ao observa-los tão unidos seria capaz de ‘fundi-los e solda-los numa só peça, de tal modo que passassem a ser um só’, solucionando desta forma o anseio provocado pela nossa antiga natureza constituída por um todo. Apresenta-se assim a ‘veneração’ dos deuses como auxílio em busca da forma uma e perfeita anteriormente tida.
Em seguida, há menção a um discurso pelo qual Platão faz a ponte entre o ser humano e o amor, enquanto desejo de algo ausente que, à partida, não permite completar o ser: “...ao falarmos do amor, não deixaste de concordar que era a privação do Bem e do Belo que o faziam desejar essas mesmas qualidades que lhe faltavam...” O Amor, enquanto operador de junção do que está separado, é ‘um gênio poderoso... intermediário entre o humano e o divino, cujas atribuições são ‘as de um intérprete e mensageiro dos homens junto dos deuses e dos deuses junto dos homens preenchendo por inteiro o espaço entre uns e outros, permitindo que o Todo se encontre unido consigo mesmo.
No final da argumentação conclui-se que, ‘em resumo: o amor é o desejo de possuir o Bem para sempre’ e que o ‘alvo do Amor não é de fato o Belo, mas Gerar e criar no Belo’. Ao homem que contempla ‘o Belo pelos meios que o tornam visível, será dado gerar, não já imagens de virtude, pois não é já a imagens que se apega, mas a virtude verdadeira’, o que faz com que, caso haja alguém de entre os homens que possa tornar-se imortal, esse alguém seja precisamente ele.
CONCLUSÕES
Na busca da assimilação da inteireza e significado de tais valores – justiça e perfeição – justo e perfeito, vê-se a necessidade de examina-los sob a ótica da filosofia, ‘para ampliar a compreensão da realidade’
Fiquemos com a ótica de Aristóteles quanto à justiça, como uma ‘excelência moral fundamental’, um fim social tal qual a igualdade, a liberdade e a fraternidade, esta última substituindo a alusão do filósofo à ‘democracia e o bem-estar’.
No que concerne à perfeição (e ao perfeito), autores de épocas distintas, discorrem sobre o amor, sobre o belo estético, e a idéia, perfeita em si mesma (Platão), dando azo ao sublime*: ‘faculdade originária de conceber pensamentos elevados, numa riqueza espiritual interior que ultrapassa os limites do usual, diretamente relacionada com o êxtase.’
Os filósofos ao prescrutar o sentido de tais expressões, sentem que elas, em seus significados mais elevados, muitas vezes escapam à compreensão humana e aí porque a menção e o paralelo com a justiça e a perfeição divinas e a busca de comparações em decorrência da dificuldade de se estabelecer conceitos precisos.
Certamente que ao afirmarem, Vigilantes e Venerável Mestre, que tudo está ‘justo e perfeito’, não se referem ao justo da função jurisdicional e nem ao perfeito da obra arquitetônica – prumo e nível, mas sim a valores ainda mais elevados, como as virtudes dos códigos morais e éticos, o perdão, a lealdade, a fidelidade supremas e, bem assim, a perfeição que o Maçom busca e que dá à sua Instituição o título de Sublime Ordem, e isto no contexto das dimensões simbólicas do templo, que representa o próprio Universo.
No aprofundamento destes temas, observará o Irm:. uma verdadeira ponte entre valores do humano e do plano divino, como observou o filósofo Platão.
* do latim sublimis, composto de sub-limen: ‘o que está suspenso na arquitrave da porta’, o lintel entre duas colunas (OED), origem na arquitetura, o que está acima da cabeça do homem.
BIBLIOGRAFIA:
Trabalho O CONCEITO ARISTOTÉLICO DE JUSTIÇA – Evanna Soares – Doutoranda em Direito (UMSA); - colhido via internet.
Artigo O TEMPO DE VIEIRA: O ESPIRITUAL E O HUMANO NO V IMPÉRIO
Luis Filipe Silvério Lima – Apresentado no Simpósio Sujeito na História – PUC/SP
O CONCEITO DE ‘PERFEIÇÃO’: Platão, Edmund Burke e Jorge de Sena -
Trabalho de Emanuel Morgado – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Estudos Alemães;
BREVE CONSIDERAÇÕES SOBRE A JUSTIÇA NO PENSAMENTO DE
ARISTÓTELES E KANT – Firly Nascimento Filho – Mestre em Direito – PUC/RIO;
O SUBLIME E O BELO – de Longino a Edmund Burke – Helena Barbas –
SERMÃO DO MANDATO (1643) – de Padre Antonio Vieira –
BOBBIO, Norberto et all. Dicionário de Política, p. 662
MONCADA, L. Cabral de . Filosofia do Direito e do Estado, p. 28
DE PLACIDO E SILVA – Vocabulário Jurídico – Editora Forense.
KELSEN, Hans. A Justiça e o Direito Natural.
CASTELLANI, JOSÉ – Dicionário de Termos Maçônicos –
Textos de 1 a 6 obtidos em Texto Fonte: Editoração Eletrônica – via internet.
Fonte: cidademaconica.blogspot.com/
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
MOTIVO DE ORGULHO
Redondo, Évora (Portugal), 22 de dezembro de 2025, Nuno Miguel Festas, arquiteto e provedor da Santa Casa da Misericórdia do Redondo, viu a sua recondução ao cargo social tornar-se inviável após a sua eleição pública como Grão-Mestre do "Grande Oriente Ibérico". A nomeação para liderar a Obediência maçônica mista luso-espanhola, ocorrida a 13 de setembro, gerou reservas na Assembleia-Geral da Misericórdia, que consultou a hierarquia da Igreja Católica sobre uma eventual incompatibilidade. A resposta, baseada na doutrina católica que proíbe a filiação maçônica, levou Festas a retirar a sua candidatura.
Em entrevista exclusiva, o agora Grão-Mestre afirmou que o assunto é para ele "motivo de orgulho", mas respeitou a posição institucional. "Foi-me transmitido que, segundo a lei da Igreja, um católico não pode pertencer a uma Ordem Maçônica. Respeito integralmente essa posição", declarou, acrescentando ter agido com transparência ao comunicar a sua saída da lista eleitoral. Festas, que se afirma como um "cristão convicto", salienta que durante o seu mandato nada fez contra os princípios da Santa Casa, tendo inclusive promovido a criação de uma capela no lar. "Não consigo identificar onde é que errei", confessou, atribuindo o entendimento aos "homens da Igreja, não a Deus".
Sobre a publicitação do seu cargo maçôónico, Festas não demonstra arrependimento. "É meu dever afirmar-me publicamente", explicou, citando o exemplo do histórico médico e escritor António Arnaut, que nunca escondeu a sua ligação à Maçonaria. O arquiteto aproveitou ainda para clarificar a natureza da organização que agora lidera: "Hoje em dia, nada na Maçonaria é secreto. O termo certo é discreto". A sua decisão põe termo a quase quatro anos à frente da provedoria, cargo que assumiu seguindo o exemplo do seu pai, e coloca em evidência o secular debate sobre a relação entre a instituição católica e as lojas maçônicas.
Fonte: alentrium.pt (por Augusta Serrano)
Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria
PADRINHO, VOCÊ TAMBÉM É RESPONSÁVEL
Naur Soares de Araújo M∴M∴ Obreiro da ARLS. Independência N°119
Or∴ São Paulo
O maçom que propõe um candidato à iniciação transforma-se em Padrinho desse candidato que, logo após iniciado, assume a condição de seu mestre. É bom saber que para a apresentação de um candidato por meio de uma proposta colocada na bolsa das premiações ou bolsa de propostas e informações, o proponente deve possuir o grau de mestre Maçom. A decisão de apresentar um candidato deve ser bem avaliada e estudada e ter do candidato pleno conhecimento de seu viver, pois a iniciação fará com que esse candidato passe a fazer parte da nossa família, a família Maçônica. A responsabilidade do proponente é moral, sua leviandade poderá pôr em risco todo o grupo, não só a loja, mas como também a própria ordem.
Para o bem geral de todos, você, proponente, deve avaliar bem o seu Candidato e imagina-lo, olhando do Ocidente, como seu Venerável Mestre, Venerável de sua Loja, dirigindo os trabalhos e tomando decisões, e imaginar se ele tem condições reais para isso. Por outro lado, as sindicâncias feitas devem ser rigorosas e só submetidas à aprovação quando realmente o sindicato o resultar plenamente apto para ingressar no grupo. Não ficando o proponente aborrecido, chateado ou melindrado, caso seu
Candidato não seja aprovado na Sindicância. Às vezes é melhor a loja explicar a um Irmão sobre as reais condições de um Candidato, do que este trazer problemas sérios com insatisfação para todo o Grupo.
Todo discípulo tem seu mestre; o padrinho passa a ser o mestre “particular” do neófito e esse, por sua vez, deverá seguir os seus ensinamentos até que atinja o mestrado e possa propor profanos e assim tomar o lugar de quem lhe foi mestre, numa cadeia sucessiva e ordeira. Dessa forma, o quadro da loja amplia-se e constitui o núcleo da ordem com solidez. O afilhado Maçom deve empenhar-se ao máximo para que seu mestre o oriente, deve ser ativo e colocar sempre as suas dúvidas para que sejam esclarecidas e resolvidas. É também condição exigida para que um profano ingresse na maçonaria por intermédio da iniciação. Não basta o candidato ser politicamente livre, não basta ter um comportamento moral comum, a Maçonaria proclama que a sua filosofia tem base na tradição, nos usos e nos costumes. Portanto, costumes não é mero comportamento ou moral de conduta, mas sim um universo de práticas do bem que conduzem o ser humano a uma vida espiritual e moral bem definida, no qual o candidato deve comparecer à iniciação com uma disposição quase inata de amar a seu futuro irmão como a si próprio.
Isso exige um comportamento para com seu próprio corpo, para com sua própria alma e para com seu espírito. Ser livre e de bons costumes constitui uma exigência de muito maior profundidade do que parece a primeira vista. Seria muito cômodo aceitar um candidato que politicamente é livre, pois não há escravidão no mundo, ou que, penalmente, não se encontre preso, cumprindo alguma pena.
A liberdade exigida é ampla, sem compromissos que inibam o cumprimento das obrigações maçônicas, sem restrições mentais. Todo Maçom, mesmo antigo na ordem, tem o dever de se manter livre e de bons costumes, aprendizes, companheiros, padrinhos, afilhados, mestres, mestres instalados, Grão-Mestre, enfim, todo maçom tem essa responsabilidade. E o padrinho deve passar ao afilhado toda segurança, perseverança e fé, para que o mesmo consiga desbastar a sua pedra bruta para o aperfeiçoamento humano, e erguer em seu íntimo o seu templo para a morada do Grande Arquiteto do Universo.
Lembre-se sempre de imaginar o seu Candidato dirigindo sua Loja, que você com tanto carinho e dedicação a mantém, e não vai querer de forma nenhuma que ela seja mal dirigida ou mal administrada.
Fonte: JBNews - Informativo nº 321 - 15 de Julho de 2011
domingo, 13 de setembro de 2026
BREVIÁRIO MAÇÔNICO
O DONATIVO
O dar-se a si mesmo constitui um ato virtuoso; quando em Loja o maçom coloca no “tronco de beneficência” o seu óbulo não está colocando simplesmente uma contribuição expressa em moeda, mas retira de si mesmo as energias necessárias para “imantar” esses valores que, entregues ao necessitado, produzirão efeito extraordinário; essa é a forma esotérica do Donativo.
Ao mesmo Tempo, quando o maçom retirar a sua mão da bolsa, traz com ela as vibrações daqueles Irmãos que o precederam.
O óbulo é entregue e ao mesmo tempo retribui.
Em toda expressão caritativa (religiosa), o óbulo é acanhado; dá-se o mínimo, o supérfluo, o que tem à mão, sem preocupação anterior de planejamento.
Não é correio; a beneficência é uma obrigação primeira do maçom, pois ela atende aos menos afortunados.
Quem doa o supérfluo não está exercitando a caridade, mas apenas uma ato simbólico vazio.
O maçom, antes de sair do seu lar em direção à Loja, deve munir-se da importância que deverá ser doada, mais importância expressiva, reveladora de seu amor ao próximo, uma vez que esse próximo é sofredor e necessita de auxílio.
O maçom não deve desprezar a máxima franciscana: “É dando que se recebe”.
Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 129.
AO MAL INTENCIONADO
Esta publicação é dedicada “PARA O MAL INTENCIONADO”.
As pessoas tendem a ficar confusas e a demonizar a Maçonaria devido a uma combinação de ignorância, preconceito histórico, medo do desconhecido e desinformação deliberada. Em termos gerais, estas são as principais causas:
1. Ignorância e mistério
A Maçonaria é uma instituição discreta e não secreta, mas a sua natureza simbólica, ritual e secreta gera curiosidade.
Quando algo não é compreendido, muitas pessoas preenchem as lacunas com suposições, e o mistério muitas vezes se transforma em suspeita.
Onde falta conhecimento, a imaginação abunda.
2. Linguagem simbólica
A Maçonaria utiliza símbolos, alegorias e rituais herdados de antigas tradições iniciáticas.
Quem interpreta estes símbolos literalmente, sem compreender o seu significado moral e filosófico, pode ver “trevas” onde na realidade existe ensino ético, autoconhecimento e disciplina interior.
3. Influência religiosa mal interpretada
Durante séculos, algumas correntes religiosas apresentaram a Maçonaria como inimiga de:
• Defender a liberdade de pensamento
• Não imponha dogmas
• Permitir a coexistência de homens de crenças diferentes
Isto levou a que fosse injustamente associada ao “satânico”, quando na realidade a Maçonaria exige a crença num Princípio Criativo e promove valores universais como a moralidade, a caridade e a fraternidade.
4. Teorias da conspiração
Com o tempo, a Maçonaria foi responsabilizada por:
• Guerras
• Crises políticas
• Mudanças sociais
Isto ocorre porque muitos maçons foram homens educados e ativos na sociedade, o que é confundido com “controle do mundo”, quando na realidade é participação cívica individual, e não uma agenda secreta.
5. Propaganda e desinformação
Livros sensacionais, vídeos virais e discursos extremistas espalharam ideias falsas porque:
• Eles vendem medo
• Eles simplificam a realidade
• Eles precisam de um “inimigo oculto”
A Maçonaria, ao não se defender publicamente ou polemizar, torna-se um alvo fácil.
6. Medo da liberdade interior
A Maçonaria convida os seres humanos a:
• Pense por si mesmo
• Questionar o dogma
• Trabalhe em sua ética pessoal
• Polir sua “pedra bruta”
Para algumas pessoas, isto é desconfortável, porque é mais fácil obedecer sem questionar do que assumir a responsabilidade pelo seu próprio crescimento moral.
★ EM ESSÊNCIA.
A Maçonaria não é demonizada pelo que é, mas pelo que não é compreendido.
Onde alguns veem sombras, a Maçonaria fala de luz.
Onde outros veem segredos, existem símbolos educacionais.
Onde há trevas, há trabalho interior, moral e fraterno.
Como se costuma dizer na Ordem:
- A verdade não teme a luz; só o erro se esconde dele.!!!
SEJAMOS CONHECEDORES DAS VERDADES, NÃO MANIPULADORES DELAS.!!!
Fonte: Facebook_Átrio do Saber
sábado, 12 de setembro de 2026
CARLOS RODRIGUES JIMÉNEZ
Carlos Rodríguez Jiménez. (Upata, 1899 – 1995).
Diplomata venezuelano. Foi embaixador da Venezuela no Japão, fundou a revista "Ásia América" e a editora "Edições Ásia América" para difundir a cultura latino-americana na Ásia. Iniciação Maçônica: foi iniciado em 23 de maio de 1929, aos 29 anos de idade, na Loja Asilo de la Paz, Ciudad Bolívar, na Venezuela. Foi o primeiro Grão-Mestre da Grande Loja do Japão (1957-1958).
Na imagem de 1 de junho de 1990, ele porta um colar com a joia do Grau 33º.
Por Luciano J. A. Urpia
Fonte: ARQUIVOS DA MAÇONARIA
APÓS A INICIAÇÃO
A Iniciação não é o destino final, mas o despertar de um novo caminhar. Cruzar o limiar do Templo é aceitar que a vida, a partir de agora, será lida através de símbolos e silêncios. A Maçonaria não nos dá nada que já não tenhamos; ela funciona como um cinzel que retira o excesso de pedra para revelar a obra-prima que estava ofuscada dentro de nós.
O Poder do Simbolismo
Cada ferramenta, cada sinal e cada palavra dentro da Loja é um espelho da alma. Ser Maçom é aprender a enxergar além do óbvio. Onde o mundo vê apenas rituais, nós enxergamos a construção do caráter e o polimento da Pedra Bruta. É um mergulho profundo no próprio ser para trazer à tona a luz que a rotina profana insistia em apagar.
A Necessidade da Constância
Não se constrói um templo em um único dia, e não se transforma um homem em uma única sessão. O progresso é constante e gradual. Por isso, a frequência em Loja é o oxigênio do nosso crescimento:
* Presença: É no calor do egrégora que fortalecemos nossos laços.
* Estudo: O entendimento dos mistérios exige dedicação e leitura atenta.
* Prática: A verdadeira Maçonaria acontece lá fora, no mundo, mas é dentro da oficina que afiamos nossas ferramentas.
A transformação é real, mas depende da sua vontade de se manter no prumo e buscar, incessantemente, a sua melhor versão.
Fonte: Federação Maçônica de São Paulo
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
RECONHECIMENTO ENTRE LOJAS
Por Luciano J. A. Urpia
A Grande Loja do Mississippi colocará em votação uma resolução que busca estabelecer o reconhecimento conjunto com a Sereníssima Grande Loja Stringer do Mississippi, afiliada à Prince Hall. A proposta, divulgada esta semana nas redes sociais, será debatida na assembleia anual da entidade, prevista para março de 2026. A medida representa um passo potencialmente decisivo para superar uma histórica divisão racial dentro da Maçonaria no estado.
A raiz da polêmica é histórica. Após a Guerra Civil, maçons negros, que já se organizavam nacionalmente sob a linhagem "Prince Hall", fundaram a Stringer Grand Lodge of Mississippi em 1875, nomeada em homenagem ao seu primeiro Grande Mestre, Thomas W. Stringer. No entanto, as Grandes Lojas "mainstream" (predominantemente brancas) do Sul recusaram-se a reconhecê-las, criando um sistema paralelo que espelhava as leis de segregação racial da época, conhecidas como "Jim Crow". Por mais de um século, duas maçonarias coexistiram no mesmo estado, professando os mesmos ideais de fraternidade, mas separadas pela cor da pele. A aprovação da resolução dependerá também de uma votação correspondente pelos maçons Prince Hall locais.
Caso o reconhecimento mútuo seja concretizado, o Mississippi deixaria o grupo restrito de jurisdições consideradas tradicionais nos EUA que ainda não estabeleceram laços formais com a Maçonaria Prince Hall. Com a mudança, apenas as Grandes Lojas do Arkansas e da Carolina do Sul permaneceriam sem nenhum tipo de reconhecimento, marcando um avanço significativo na integração da fraternidade maçônica nacional.
MAÇONARIA NAS ILHAS FIJI
Por Luciano J. A. Urpia
Crédito da imagen inferior: Kishore Maneklal.
A Maçonaria nas Ilhas Fiji começou em 27 de dezembro de 1871, quando uma Loja Maçônica na Polinésia foi aberta na cidade de Levuka, na ilha de Ovalau, em Fiji. Na época a cidade vivia intensos eventos tumultuosos e dramáticos envolvendo a disputa política local.
Em 1871, um homem chamado Ratu Cakobau, unificou parte das tribos em guerra de seu país sob sua liderança, estabelecendo o Reino de Fiji, que durou até 1874 (ano em que Fiji tornou-se colônia do Império Britânico).
Foi no período de seu reinado que surgiu a Maçonaria na Ilha. Alguns colonos europeus de Levuka aconselharam Ratu Cakobau dizendo que a Maçonaria era uma “perigosa sociedade secreta”. Mas depois de consultar alguns de seus ministros, Cakobau se convenceu do contrário.
No entanto, alguns protocolos foram esquecidos. A Loja não tinha Carta-patente. Um capitão australiano, conseguiu uma da Austrália. Os irmãos fundadores acharam que a Austrália queria impor autoridade sobre a Loja. Tentaram fazer a troca da carta por uma escocesa. Nesta confusão, os Irmãos ficaram sem ter onde reunir por vários anos, até que um irmão chamado P.W. Murray doou dinheiro para a construção deste templo da imagem, inaugurado em 1913. Na turbulência política do ano 2000, o Templo foi arrasado por aldeões furiosos de Lovoni, que desabafaram abertamente seus sentimentos antimaçônicos.
Por gerações, muitos nativos de Fiji viam a Maçonaria com desconfiança. Esse templo da imagem é uma mera sombra de seu passado. Localizado ao lado das instalações da Câmara Municipal de Levuka, agora é usado como viveiro de plantas.
Hoje, Maçons de Fiji, por meio de suas Lojas em Suva, Levuka e Lautoka, participam de uma variedade de eventos de caridade e projetos comunitários para apoiar membros carentes da comunidade. Nos últimos cinco anos, eles estiveram envolvidos em educação, saúde, assistência humanitária e justiça social, entre outros. E apesar da percepção negativa lançada contra eles, os maçons em Fiji marcham, continuando as iniciativas que seus irmãos começaram em Levuka, há mais de um século.
Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria
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