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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 29 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

MARCHA DO 2º GRAU - OLHANDO PARA A ESTRELA

Em 17/04/2026 o Respeitável Irmão Rodrigo Cesar Abu Bakr, Loja 21 de Março, REAA, GOB-SP, Oriente de Várzea Paulista, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

MARCHA DO 2º GRAU

A dúvida é simples, após o terceiro p∴, a partir da posição de Apr∴, ao mudar o sinal para o sinal de Comp∴, ele executa o p∴ lat∴. O Ir∴ deve ou não olhar para a Estrela Flamej∴, e depois avançar o p∴ esq∴ olhando de volta para o Oriente? É do REEA essa prática? Agradeço sua atenção mais uma vez e desejo saúde e paz!

CONSIDERAÇÕES:

Em momento algum no ritual do 2º Grau do REAA/GOB, em vigência, está escrito que durante a execução da Marcha o Comp∴ Maçom é preciso manter o olhar dirigido para a Estrela Flamejante (esse é o nome certo da Estrela).

Assim, por isso não constar no ritual, simplesmente não deve ser feito. Durante a execução dos os ppas∴ de Comp∴ o protagonista se mantém olhando naturalmente para a frente.

O ato de visualizar a Estrela Flamejante em um determinado momento é uma passagem ritualística que ocorre durante cerimônia de Elevação, mas isso nada tem a ver com a Marcha do 2º Grau. É preciso antes seguir o ritual, sem inventar práticas inexistentes.

Para finalizar, convém observar que a Marcha do 2º Grau é sempre formada, primeiro pelos pp∴ de AApr∴, dados imediatamente antes dos de Comp∴. A totalidade desses pp∴ corresponde à idade que o Comp∴ Maçom precisa ter para poder v∴ a E∴ F∴.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PASTOR SALVO POR MAÇONS

Por Luciano J. A. Urpia

No final do século XIX, a cidade de Cataguases, em Minas Gerais, era predominantemente católica e vivia tempos de radicalismo religioso. Quando o pastor metodista Phelippe Revale de Carvalho chegou à cidade para pregar sua fé, enfrentou a fúria de católicos liderados por um padre intolerante, que viam na nova igreja uma ameaça. Inconformados, um grupo resolveu expulsar o pastor à força, arrastando-o em direção à estação ferroviária para embarcá-lo contra a sua vontade.

Foi então que um grupo de maçons, liderados pelo irmão José Schettine, interveio corajosamente. Eles arrebataram o pastor das mãos dos exaltados e o acolheram no templo da Loja Maçônica Cataguazense, onde permaneceu protegido até que os ânimos se acalmassem. Gesto de coragem e tolerância que marcou profundamente a história da cidade e da própria Loja.

Em sinal de gratidão, no dia 1º de julho de 1895, o pastor Phelippe presenteou a Loja com uma Bíblia, que até hoje é guardada com carinho e exibida apenas em ocasiões solenes. Cem anos depois, em 1995, o episódio foi relembrado, reafirmando os valores de respeito e liberdade religiosa que unem maçons e cristãos para além de qualquer dogma.

Extraído do livro: LASMAR, Jorge. A História do Grande Oriente de Minas Gerais e Outras Histórias. Mineas Gerais, Lithera Maciel, 2004.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

PONDERAÇÕES SOBRE A MAÇONARIA NO BRASIL

Autor: Ir∴Hercule Spoladore*

Analisando alguns conceitos emitidos por estudiosos da Maçonaria brasileira através dos anos, nota-se que eles são controversos. Alguns deles devem ser citados e comentados.

Um autor refere que o modelo maçônico que foi legado pelos irmãos do passado já não se adapta à Maçonaria atual. Este modelo foi projetado para o homem recém egresso do início da era industrial. Está defasado e anacrônico. A Maçonaria atual não poderia estar inserida nestes moldes. Tem que ser modernizada.

Um gnóstico referiu que a Maçonaria atual tornou-se materialista, pois dentro de seus templos ainda existem símbolos poderosos e mágicos, mas os maçons não os respeitam como tais, pois já não conseguem vislumbrar os seus mais puros significados. Enxerga-os, mas não os sente. Foi por esta razão que a Maçonaria se fragmentou, se confundiu e se perdeu. Mas seu potencial apenas adormece, ele voltará ao seu antigo vigor na hora em que ela for chamada novamente a desempenhar seu verdadeiro papel na história da civilização.

Outra versão refere que o maior objetivo da Ordem e que acalentou gerações de irmãos do século XIX foi a Abolição dos Escravos e a Proclamação da República. Uma vez libertos os escravos e proclamada a República, a Maçonaria brasileira perdeu seu objetivo prioritário. Não foi criada desde então uma motivação cívica, política ou uma vocação social que seria a mais indicada. A Maçonaria brasileira fragmentou-se em várias potências, cada qual se autodenominando de soberana, verdadeira e única e se dizendo representante da opinião da população maçônica brasileira.

De fato, após ter sido proclamada a República, a Maçonaria do Brasil, pouco fez.

Inicialmente, resolveu competir com as religiões cristãs no campo da beneficência, e da filantropia, onde com exceção de lojas de umas poucas cidades, onde a Ordem faz um trabalho filantrópico social racional muito importante, mas as demais cidades do Brasil fazem uma filantropia amadora, sem planejamento, onerando sempre os seus obreiros.

É comum uma loja, às vezes doar cadeiras de rodas para um profano paraplégico e eliminar um irmão por falta de pagamento das mensalidades, sem saber ao certo o que este irmão está enfrentando em sua vida naquele momento.

Neste particular as lojas brasileiras fazem confusão com caridade profana e a caridade maçônica, sem saber que os irmãos de outrora da fase Operativa e mesmo da Maçonaria Moderna, faziam a caridade ao maçom necessitado, à família de maçons falecidos e jamais para os profanos.

Para profanos, não se deveria a rigor fazer caridade ou filantropia, se fossem seguidos os antigos costumes da Ordem. Entretanto, é o que ocorre no Brasil.

O correto é se no quadro de uma loja existem aqueles irmãos que são filantropos por natureza, por índole, e que queiram praticar caridade, que a façam às suas próprias expensas nunca envolvendo a loja em si.

Em realidade a Maçonaria deveria fazer caridade só para maçons e suas famílias. Esta é a regra tradicional, infelizmente não observada em nossos dias.

Do ponto de vista social, a Maçonaria brasileira no século XX trabalhou em prol do divórcio desde 1918, quando ainda era proibido pronunciar esta palavra.

Durante muito tempo a Maçonaria através de muitas das suas lojas manteve escolas primárias as expensas destas lojas, nos seus pátios junto ao templo. Mas o Estado chamou para si esta incumbência e as escolas foram desativadas. Hoje algumas lojas fazem a premiação para os melhores alunos de algumas escolas públicas. Isso é muito pouco em prol da educação.

Politicamente calou-se quando o ditador Getúlio Vargas fez do Brasil o que quis. Durante a Revolução de 1964 também ficou quieta. Manifestou-se em prol do Parlamentarismo, porém não era a opinião unânime de todas as potencias.

Quer dizer, o século XX foi perdido pelos maçons brasileiros do ponto de vista político, Vários presidentes da República foram maçons, mas em realidade não representando a Maçonaria e sim aos seus partidos políticos.

Mas não foi só do ponto de vista político que ela se perdeu. Também sob o ponto de vista social e educação e ainda piorou a qualidade de seus membros onde às vezes o critério de indicação deixa a desejar. Aumentou o número de lojas, de potências e consequentemente o número de adeptos. E daí? Foram bem escolhidos?

Entretanto ela foi, neste século passado, campeã de brigas internas, aparecimentos de novas potências por cisões e dissidências, processos na justiça profana, expulsões da Ordem etc. Verdadeira autofagia maçônica.

Há uma outra versão a mais acertada sobre a Maçonaria brasileira defendida por muitos irmãos pela qual não se pode exigir tanto dela, pois a sua função seria tão somente formar o Homem em si, como líder, como embrião, como uma célula dentro da sociedade. Esta é uma proposição correta. Formar bem o homem-maçom. Ela é uma escola de vida, preparando o adepto para ser um líder na comunidade profana.

À Maçonaria caberia tão somente mostrar corretamente aos seus adeptos os caminhos do seu autoaprimoramento, ensinando-os a serem verdadeiros construtores sociais para que atuem na comunidade como um núcleo em torno do qual estariam agregados os vários segmentos da sociedade.

Parece que este conceito é o mais acertado e mais apropriado para o tempo atual. Se a Maçonaria formar um líder seja ele um político, um homem público, empresário, chefe de escritório, ou em qualquer segmento da sociedade ele estará representando a Ordem de uma maneira velada, mas de maneira eficiente e proveitosa como um construtor de uma nova sociedade. A partir daí sua participação na comunidade passa a ser naturalmente político-social.

Mas como andam os problemas flagrantes da Ordem no Brasil?

É claro que estas ponderações não se aplicam a todos os maçons e lojas, pois existe boa uma parte da Maçonaria que não se enquadra neste raciocínio.

Analisando a realidade, e basta apenas querer enxergá-la, sem reservas, sem um véu encobrindo a visão, com coragem pelo que se pode observar no dia a dia, existem situações erradas na Ordem as quais apenas algumas serão abordadas de forma aleatória.

- Falta de conscientização do que vem a ser Maçonaria. As sessões econômicas duram às vezes até duas horas e o período de estudos ou de instrução dura de quinze a meia hora, isto quando algum irmão tem algum trabalho a apresentar. Falta cultura maçônica dentro das lojas. Sessões sem conteúdo, apenas burocráticas sem apresentação de trabalhos e debates.

- Com relação à instrução contínua, e isto não acontece, pois os aprendizes e companheiros perguntam muito, é lógico que queiram saber que queiram aprender geralmente quando fazem uma pergunta a um mestre que poderia ser perfeitamente respondida, a resposta freqüente é “Isso não posso responder” “Tenha paciência você chegará lá”. Esta resposta bloqueia a mente de um aprendiz ou companheiro de forma negativa. O que não se pode dizer a eles são apenas palavras, sinais, e certos símbolos inerentes aos graus 2 e 3. Mas a história, filosofia, doutrina e uma série de coisas referentes à Ordem são conceituais e devem ser transmitidas aos companheiros e aprendizes. Existem falhas severas desde o primeiro aprendizado. A grande maioria dos maçons cresce na Ordem do ponto de vista de graus e os galga sem conhecer o grau em que está colado.

- A pressa de muitos irmãos para que a sessão acabe logo, para poderem nos chamados “fundões” dos templos sorverem todo o tipo de bebidas disponíveis e ao mesmo tempo se alimentarem exageradamente e neste estado de empanturramento alimentar e sob os eflúvios etílicos tomarem as decisões importantes da loja, tais como quem será e quem não será o próximo venerável, alem de problemas importantes administrativos, qual será o cardápio da próxima semana, fazer bazófias com certos Irmãos que não concordam com eles, e nas “panelinhas” que se reúnem num canto para tramar o poder, enfim uma série de situações que todos sabem, mas fingem não ser nada com eles. Geralmente muitas lojas têm o seu “dono” e os demais Irmãos dizem amém. A democracia nem sempre impera no interior das lojas.

- Veneráveis fracos que não têm personalidade, dominados docilmente por verdadeiras “eminências pardas” dentro de sua própria diretoria. Às vezes são verdadeiros bonecos colocados no cargo para que o “dono da loja” possa continuar mandando nos bastidores. Um dirigente pelo sistema democrático nunca é o dono vitalício do cargo. Ele apenas está ocupando este cargo por um tempo para o qual foi eleito. Ele está. Ele não é.

- Carreirismo político maçônico com falsa liderança. Com freqüência irmãos entram na Ordem e almejam o poder e galgar altos cargos. Usam de toda artimanha para conseguir seus desideratos. Sempre se questiona o que é o tal poder temporal maçônico dentro da Ordem? O que significam os graus? Ignoram que o poder verdadeiro é saber vencer suas paixões é o autoconhecimento, é a vivência maçônica interior de cada maçom.

- Comportamento antiético e antimaçônico de alguns irmãos, os quais querem prevalecer sobre os demais, muitas das vezes querendo impor seus defeitos como regra para a loja seguir.

- Candidatos para serem iniciados não gabaritados para tal. Existem muitos maçons que indicam candidatos sem conhecê-los adequadamente. E às vezes não sabem discernir se aquele candidato apesar de um uma pessoa de caráter ilibado, tem perfil para ser maçom. Outras vezes, são indicados apenas por ser parente ou amigo do padrinho.

- Os poderes dentro de uma potência, estão em muitas agremiações, desencontrados e comumente Irmãos extrapolam seus direitos não respeitando às vezes o próprio grão-mestre que é a autoridade maior.

- As várias potências não se reconhecem entre si, mas utilizam os mesmos ritos, cada qual à sua maneira (Vide REEA no Brasil o qual é uma verdadeira “colcha de retalhos”).

- Desrespeito flagrante aos ritos minoritários. Não se respeita devidamente os ritos que têm um numero menor de lojas. Até as constituições são eivadas de artigos e parágrafos totalmente “escoceses”, ou seja, utilizando a forma de ser do R.EAA em detrimento aos outros ritos.

- A respeitável denominação Grande Arquiteto do Universo virou simplesmente “gadú” pronunciada atualmente de forma banal e sem respeito.

- Especialmente nas cidades de médio e grande porte, um templo de propriedade de uma loja é usado um dia semanalmente. Fica ocioso o resto da semana, quando naquele templo poderiam funcionar pelo menos mais sete lojas. Quando um grupo de irmãos, através de uma cisão, geralmente litigiosa por causa da luta pelo poder “enxameia” e funda uma nova loja, a primeira decisão é construir um novo templo. O dinheiro gasto numa nova construção para esse fim poderia ser usado na construção de lar de apoio, asilo, uma creche e doado para comunidade.

- Falta de patriotismo, com desconhecimento total da história maçônica do Brasil e da participação dos maçons nos maiores eventos pátrios.

- Corrida atrás de graus. Muitos maçons querem ser 33 o mais rapidamente sem conhecer os graus anteriores. A ganância de chegar ao grau 33 é muito grande.

- A grande maioria dos maçons não lê. Não estão atualizados. Não sabem ao certo o que é a Maçonaria.

- Cita-se de passagem, certos irmãos que não honram seus compromissos valendo-se da mal interpretada tolerância maçônica.

Poder-se-ia enumerar mais de cinqüenta itens facilmente. Entretanto é bom frisar que nem todas as lojas e nem todos os irmãos estão enquadrados neste panorama. Existem lojas tradicionais, bem administradas, bem instruídas, e existe uma parcela razoável de irmãos que são realmente maçons, e que são a esperança de uma Maçonaria melhor no futuro.

Estes flagelos foram mencionados mais em sentido de alerta, pois a Maçonaria tem que ser mudada quer no campo administrativo, histórico doutrinário e moral. Há que ter um replanejamento, um reciclamento urgente

É preciso ter a ousadia e a coragem de citar os males que assolam a Ordem no Brasil e a prudência de sugerir soluções que possam melhorá- la.

Entretanto prosseguindo, parece que tudo vai bem. Fala-se muito em tolerância, todo maçom é livre e de bons costumes. Ledo engano. A maioria dos irmãos não sabe por que está na Ordem e não sabe o que é tolerância. São maçons acomodados e coniventes. Mas, tolerância nunca foi conivência.

Uma boa parte dos maçons brasileiros acredita que tudo realmente vai bem. São aqueles irmãos simples, bem intencionados, almas limpas. Não distinguem a maldade, não a vêem dada a sua pouca capacidade de julgamento. Todos são bons para eles e todos são irmãos. Isto lhes basta. Toleram tudo.

Quando um irmão se diz justo e perfeito, porém não é nada disso, os outros justos e perfeitos fingem não saber do que se trata, pois aprenderam a ser fraternais e tolerantes. Ficam calados pela acomodação, e também pela mente embaçada pelo conformismo. E disso se aproveitam os falsos irmãos.

A Maçonaria era muito mais rigorosa no passado. Havia os conselhos de família, o júri em loja e aqueles que não merecessem a ser chamados de irmãos eram eliminados.

Esta análise tem muito de verdade. Se um irmão que sabe discernir o que é tolerável e o que é intolerável, o que é certo e o que é errado. tiver a coragem de denunciar, ele poderá ser considerado um vilão. Há na Maçonaria brasileira uma verdadeira conspiração do silêncio. É um complô da Maçonaria contra ela mesma.

Acredita-se que alem da falta de planejamento que é uma das causas, e também a falta de uma meta racional a ser atingida, um plano de conscientização cultural, e instrução inteligente resolveriam muita coisa. Falta instrução nas lojas. É o mesmo problema da alfabetização. Imaginem se o Brasil numa campanha total e heróica do governo resolvesse acabar com o analfabetismo. Mudaria totalmente a mente dos brasileiros.

Se na Maçonaria, tivéssemos três sessões mensais, onde alem se praticar uma ritualística correta houvesse palestras, conferências, debates, cursos, mesas redondas, simpósios etc. a respeito da filosofia, história da Ordem, ritualística, bem como de Política como ciência o preparo do maçom seria outro. Quanto às sessões administrativas, deveria haver oficialmente uma por mês. A Diretoria resolveria os problemas burocráticos em sessões paralelas, não ritualísticas.

Cada potência deveria manter encontros trimestrais de aprendizes companheiros e mestres para toda a jurisdição onde fossem apresentados trabalhos e fosse estudada a Instituição como um todo.

Os altos corpos de cada potência, especialmente nas simbólicas deveriam manter uma severa vigilância em cima dos responsáveis pela liturgia e ritualística especialmente com relação às alterações achismos, invenções “enxertos” etc. Não pode haver confusões de ritos e confusões dentro do mesmo rito.

Os responsáveis pelas alterações deveriam constitucionalmente ser controlados e os altos poderes da Obediência deveriam aprovar ou reprovar qualquer modificação após um estudo acurado, com razões históricas inclusive. Os grão-mestres não deveriam participar, pois em regra têm sido eles aqui no Brasil, os responsáveis por tantas mudanças, “achismos” e invenções especialmente ritualísticas. Esta seria uma das maneiras de se controlar tanta alteração que pulula na Maçonaria brasileira, especialmente no rito maior que é o REAA.

Como a unificação total da Maçonaria no Brasil é uma utopia, a união, entretanto não é, e ela já está sendo realizada. As principais potências da Maçonaria Tradicional, não se reconhecem, todavia em suas lojas-base está havendo uma intervisitação sistemática que vem a ser uma das maiores conquistas internas da Ordem no país. Este contato entre irmãos de potências diferentes está trazendo resultados muito importantes. Já não são mais irmãos bastardos e nem primos, agora já são irmãos. E em alguns estados há certa união entre os grão-mestres da várias potências. encontram-se em eventos maçônicos e em congressos realizados em regime de co-participação. Este sintoma é muito interessante. Deveria ser assim em todos os estados. Mas isto não tem o aval da direção geral destas potências, onde seus poderosos chefes têm medo de perder o poder.

Os grão-mestres das principais potências deveriam em todos os estados sentar-se em torno de uma mesa e decidirem problemas de ordem social e política, mas também problemas da Maçonaria como um todo.

Em se tratando de um mesmo rito que se usasse um único ritual o qual seria organizado por uma comissão de irmãos versados em história e ritualística pertencentes a estas potências.

Nos ritos que tem Palavra Semestral, que ela fosse apenas uma para todas as potências.

Correspondências deveriam ser trocadas e levadas a sério entre as potências a respeito de candidatos não desejáveis para serem maçons.

Em cidades em que haja diversas lojas de varias potências, deveria haver um conselho de veneráveis de todas as potências (já existe em várias cidades) uma organização para maçônica, com a chefia de mandato anual, em rodízio de cada potência para tratar de política (não partidária), problemas econômicos, sociais, de segurança que atingem a cidade e a região, filantropia, beneficência e defesa da própria Ordem, a qual é sempre atacada por elementos de algumas religiões ou de inimigos gratuitos. A Maçonaria está muito exposta. Seus flancos estão totalmente desguarnecidos. E ela nunca se defende.

Estas medidas são viáveis e fáceis de serem aplicadas. Bastaria tão somente os grão-mestres descerem um pouco do pedestal de sua autoridade e num gesto de humildade, abrir o seu coração à causa maçônica, e chegarem a um acordo fraternal, racional e transparente e que atendesse o interesse de todos.

O maçom brasileiro necessita com urgência de uma nova vocação, uma meta de um alcance maior, mesmo que pareça impossível, mesmo que seja um sonho, a médio ou até em longo prazo, mas que pudesse unir todos os maçons em torno do mesmo ideal.

O primeiro passo seria através dos mais brilhantes irmãos de cada potência, após estudarem todos os detalhes apresentarem um diagnóstico da Maçonaria brasileira.

Este diagnóstico terá que levar em conta o nosso passado, analisando com muito cuidado o presente e estabelecendo metas, e assim planejadas, estabelecer com segurança, o futuro.

O século XX pode-se considerar perdido, mas o XXI está apenas começando, muito embora já tenha transcorrido um décimo do século. Ainda há tempo de salva-lo, porque o verdadeiro maçom não perdeu o seu amor à Ordem.

Ele crê numa Maçonaria diferente, muito melhor que a atual, numa Maçonaria forte, coesa e representativa com um futuro brilhante desempenhando o seu papel social, e tendo seus membros como verdadeiros lideres da sociedade.

*Loja de Pesquisas Maçônicas Brasil-LONDRINA – PR – Brasil – Trabalho de Emulação
*Loja Regeneração 3ª – LONDRINA- PR – Brasil - Rito Escocês Antigo e Aceito
*Loja Demolay Nelson Dequech Junior – LONDRINA- PR Brasil – Rito de Schröder.

Fonte: JBNews - Informativo nº 311 - 05 de Julho de 2011

domingo, 28 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

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SEGUNDO VIGILANTE OCUPANDO O TRONO?

Em 15.04.2026 o Respeitável Irmão Fernando Sousa, Loja Acácia Caxiense, 1640, REAA, GOB-MA, Oriente de Caxias, Estado do Maranhão, pede esclarecimento sobre:

SEGUNDO VIGILANTE

Mais uma vez solicito seus bons préstimos para esclarecimento de dúvida que surgiu dentro de Loja.

Sabemos que, quando o Venerável Mestre está ausente, seu substituto LEGAL é o Primeiro Vigilante (mesmo este não sendo MI). Sabemos também que, o substituto do Primeiro Vigilante é o irmão Segundo Vigilante, sendo este substituído pelo Segundo Experto. Tudo isto é pacificado no RGF.

A dúvida que surgiu é a seguinte: Na ausência simultânea do Venerável Mestre e do Primeiro Vigilante, quem assume os trabalhos em Sessão Ordinária? Na MINHA OPINIÃO, seguindo o que preconiza o RGF, seria o Mestre Instalado mais recente da Loja.

Porém, o Venerável Mestre de nossa Oficina afirma que o Segundo Vigilante pode assumir o Trono e que faz essa afirmação porque consultou instância superior na nossa Obediência Estadual (não sei exatamente quem ele consultou).

Pergunto: Qual o correto?

O Segundo Vigilante pode ou não assumir os trabalhos Ordinários na ausência simultânea do Venerável Mestre e do Primeiro Vigilante?

Certo mais uma vez de sua atenção, agradeço. TFA

CONSIDERAÇÕES:

No caso do REAA, o Ven∴ Mestre da sua Loja está redondamente equivocado, pois conforme prevê o RGF, Art. 121 - Compete ao 2º Vig∴:

I – Substituir o Primeiro Vigilante de acordo com o Estatuto ou o Ritual (...).

Como se pode ver, no diploma legal não está escrito que o 2º Vig∴também é substituto do Ven∴ Mestre.

Nesse caso, quem deu essa informação ao Ven∴ Mestre, deu de maneira errada.

Consequentemente, na ausência do Ven∴ Mestre e do 1º Vig∴, quem deve dirigir os trabalhos é o Mestre Instalado mais recente da Loja. Por conseguinte, o 2º Vig∴ substitui o 1º Vig∴ e o 2º Exp∴ assume o lugar vago deixado pelo 2º Vig∴. Atendendo ao que prevê o RGF, de maneira nenhuma o 2º Vig∴ preenche o cargo de Ven∴ Mestre.

O ritual vigente do REAA também não prevê que o 2º Vig∴ assume o lugar do Ven∴ Mestre. Nesse sentido, o Ven∴ Mestre não pode alterar o que estiver escrito no RGF, assim como no ritual vigente.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O DEFUMADOR

No livro de Êxodo, capítulo 30:34 a 38, encontramos a fórmula de um "defumafor": porções de igual peso de estoraque (benjoim), craveiro, gálbano e incenso puro.

Ao final, porém, vem a advertência: "Porém o incenso que fareis, segundo a composição deste, não o fareis para vós mesmos; santo será o Senhor. Quem fizer tal como este para o cheirar, será eliminado do seu povo".

Trata-se de uma severa advertência.

Hoje em dia, usam-se defumadores nas cerimônias maçônicas, sem qualquer precaução e seleção.

É hábito, também, as pessoas queimarem seus defumadores nos lares, sem a mínima ideia sobre sua conveniência ou não.

É de se recomendar a esses usuários toda cautela, pois nem sempre o que cheira bem é saudável. As substâncias referidas nas sagradas escrituras mereceriam acurado estudo; ressalta-se que algumas versões da Bíblia referem outras substâncias, como o cinamono (canela).

De qualquer forma, o maçom deve estar atento sobre o defumador de sua preferência, usando-o como critério e sabedoria.

O que se aspira do defumador é seu fumo, que penetra nos pulmões, podendo até causar mal- estar e conduzir ao vício; veja-se, por exemplo, a aspiração da papoula seca, que se transforma em alucinógeno.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 119.

VAMOS MUDAR!

Adroaldo Lamaison

Há sempre mais gente para comer o bolo do que gente para fazer o bolo. E às vezes aqueles que só comem bolo reclamam do gosto, mas continuam comendo e não ajudando. Sempre há mais gente para almoçar e menos gente para lavar a louça. Mais gente para assistir e reclamar do espetáculo do que gente para montar a sala, carregar as cadeiras, varrer, limpar, organizar etc.

Se hoje há sombra e fruto é porque alguém plantou uma árvore e o ato de plantar implica um ato de fé, acreditar que vai nascer, que vai crescer e que vai dar frutos. Alguém precisar cavar a terra, plantar, enfim dá trabalho. Hoje temos a sombra. Mas há sempre mais gente para sentar e usufruir da sombra e dos frutos do que gente para plantar. Precisamos de gente para plantar, gente para ajudar a fazer a bolo, gente para lavar a louça e para montar o espetáculo. Veja bem: SE VOCÊ QUER PARTICIPAR DOS RESULTADOS, ENTÃO AJUDE A PENSAR, AJUDE A MELHORAR AS COISAS ai na sua empresa, no seu setor, no seu bairro, na sua família.

Ajudar a pensar é ver as coisas como sua. Sim. Sentir-se dono. Como podemos melhorar o atendimento, como podemos diminuir os custos, como podemos aumentar a produtividade. Sentir-se dono e pensar. Trazer idéia, sugestões e comprometer-se para que essas idéias funcionem. Há pessoas que infelizmente só usam os braços, a voz e os dedos dentro da empresa. Mas não usam a mente, não usam a inteligência. Aqueles que só usam os braços logo logo serão substituídos por uma máquina. Logo irão inventar uma máquina que fará o trabalho dele. Mas aquele que pensa o trabalho, aquele que traz idéias para melhorar, aquele colaborador que está comprometido e empenhado para ajudar a trazer os resultados para sua empresa, a esse, máquina nenhuma irá substituí-lo. Esse cresce, aprende, desenvolve-se. Aprender é um processo de elaboração e acontece de dentro para fora, ou seja, com aquelas pessoas que pensam, que testam e aplicam aquilo que pensam e por isso aprendem. É preciso envolvimento, comprometimento, PENSAR-SENTIR E AGIR. Há muita gente sentada na arquibancada da vida vendo as coisas acontecerem, reclamando das coisas que não acontecem e querendo participar das coisas, mas não entram em campo para jogar, não pensam e não ajudam o time a ganhar.

VOCÊ MEU PREZADO AMIGO, que tipo de pessoa é. Ajuda? Colabora? Pensa? Dá o melhor de si? Ajuda a fazer o bolo ou é daquelas pessoas que senta na mesa e fica esperando alguém lhe servir uma fatia? Construa, acrescente. Você é capaz.

Fonte: https://jamilkauss24.blogspot.com

sábado, 27 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

QUADRO OU PAINEL DA LOJA?

Em 15.04.2026 o Respeitável Irmão Issa Miguel Jr., Loja Duque de Caxias, 13, REAA, GLMDF (CMSB), Oriente de Brasília, Distrito Federal, pede explicação para o que segue:

QUADRO OU PAINEL

Espero que esteja bem, alguns anos atrás trocamos alguns e-mails.

Volto agora para uma dúvida que me surgiu ao ler o livro A Simbólica Maçônica de Jules Boucher, ela detalha bem os graus maçônicos e usa sempre os quadros da Loja de cada grau. Hoje nos nossos rituais do REAA, no caso aqui em Brasília na GLMDF, as instruções são voltadas para o painel da Loja.

Gostaria de saber, se possível, porque hoje é mais usado o painel e não mais o quadro. E qual a diferença entre o quadro e o painel se é que existe.

CONSIDERAÇÕES:

Quadro ou painel? Em linhas gerais, se tratando de Maçonaria, ambos os substantivos denotam a mesma coisa.

Nessa circunstância, alguns autores preferem dar o nome de “Quadro da Loja”, outros, no entanto, de “Painel da Loja”.

 Na verdade, o painel, ou quadro, sintetiza a Loja com os símbolos que a compõem em um determinado grau. O conteúdo desse mobiliário pode trazer símbolos interpretados individualmente, ou em conjunto para demonstrar uma alegoria.

O uso do termo Painel da Loja ou Quadro da Loja é mais comum na vertente francesa de Maçonaria, enquanto que na vertente na inglesa são as Tábuas de Delinear (Tracing Boards). Se referem à prancheta ou tábua de traçado.

Independentemente dos nomes utilizados pelas respectivas vertentes maçônicas, a função desses conjugados de símbolos e alegorias é a mesma, isto é, sintetizam a doutrina de cada grau.

Vale também a pena lembrar que o Painel, ou Quadro, não é um simples elemento de decoração da Loja, ou de referência para circulação, a despeito de que o seu conteúdo resume, com minúcias, a formação da Loja.

Historicamente, nos tempos primitivos da Maçonaria dos Aceitos, os elementos simbólicos que compunham esses painéis eram riscados, com giz ou carvão, no chão dos recintos alugados para os trabalhos maçônicos (Lojas), geralmente nas estalagens, tabernas e cervejarias, principalmente na Inglaterra. Mais tarde esses elementos evoluíram para tapetes confeccionados com desenhos dos símbolos, se transformando, finalmente, em painéis ou quadros, tais como hoje os conhecemos na Moderna Maçonaria.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PADRE JULIÁN AGÜERO

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CLIENTELISMO NA MAÇONARIA

Nuno Raimundo

Muito se fala do clientelismo na Maçonaria.

Não compete à Maçonaria enquanto instituição fraternal e universal, arranjar empregos aos seus membros. Ela não é uma agência de empregos! Nem isso faz sequer parte das suas obrigações sociais.

Quem busca arranjar emprego, não deve sequer entrar na Maçonaria. Ela não funciona como agência de emprego para ninguém. Apenas vai perder seu tempo e o tempo dos demais.

O que poderá acontecer eventualmente (suponho eu), é que na rede de contactos de um maçom, e porque da Maçonaria fazem parte integrante vários empresários, profissionais liberais entre outros…, seja natural que fora portas do Templo e nas suas relações pessoais, os maçons troquem contactos e ideias entre eles. Mas o que fazem fora do templo, à Maçonaria não diz respeito directamente como instituição, apenas poderá dizer respeito a título institucional, se o que se passar entre maçons for desrespeitoso, que ofenda as regras/mandamentos da Maçonaria ou que ponha a sua imagem em causa perante o público em geral.

Se algum maçom arranjar trabalho a um irmão seu, deve ser exclusivamente pela sua competência e conhecimentos (sabedoria) em relação ao cargo/função no qual é contratado. Até porque uma má contratação/ erro de casting pode custar caro à sua empresa.

Quando se acusa a Maçonaria de clientelismo, a maior parte das vezes os seus detractores esquecem-se do que são “relações de amizade”. Passo a explicar. 

Se um qualquer empresário tiver um amigo a necessitar de trabalho por este se encontrar desempregado, e se estiver ao seu alcance, normalmente tentará arranjar um trabalho ao seu amigo, que o possa sustentar e que mitigue o seu “sofrimento”. É usual isso acontecer e numa sociedade como a portuguesa, a esse chico espertismo, é habitual o pessoal até fechar os olhos e inclusive a maioria das vezes até achar por bem que isso aconteça. 

Uma contratação, deve ser sempre bem ponderada, seja de um maçom, de um amigo ou outra pessoa qualquer. Porque o risco a correr é enorme. E se for a contratação de um maçom, esse risco ainda será maior, pois a carga negativa indevidamente associada à Maçonaria estará sempre com uma sombra presente nessa contratação. 

E se porventura essa contratação for acertada, exalta-se a pessoa (e não o maçom); mas, se essa contratação se demonstrar errada, nesse caso, o que ressaltará é o facto de o contratado ser maçom e não o facto de se ter revelado como impróprio para a função contratada.

Então porquê, se os intervenientes nesse caso forem maçons a crítica persistirá?

Se os contratados forem profanos, tudo bem. Mas se forem maçons cai o carmo e a trindade.

Pois, mas isso é o que não se deve passar. Ou se é íntegro para tudo ou então de nada vale ser faccioso e criticar apenas o que interessa criticar na Maçonaria.

Sintetizando, se alguém se quiser fazer parte dos mistérios da Arte Real, mas apenas com o intuito de arranjar trabalho, então o melhor a fazer é se dirigir a uma agência de emprego. Tanto poupa tempo e dinheiro a ele próprio bem como à Ordem Maçónica.

Fonte: https://pedra-de-buril.blogspot.com

sexta-feira, 26 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PARAMENTOS DE SUBSTITUTOS E USO DO CHAPÉU PELO VENERÁVEL

Em 14.04.2026 o Respeitável Irmão Cesar Augusto Carvalho Salim Junior, Loja Lauro Sodré IV, 1612, REAA, GOB-RJ, Oriente de Itaocara, Estado do Rio de Janeiro, apresenta as dúvidas seguintes:

PARAMENTOS E CHAPÉU

Saúde e paz, meu poderoso irmão Pedro. Apesar dos nossos rituais serem muito claros nas instruções, ficam algumas pequenas dúvidas que gostaria de compartilhar e contar com a sabedoria do irmão.

1 - Sabemos e está muito claro, que o substituto do Venerável Mestre é o primeiro Vigilante e o 2° Vigilante substituto do 1°, tendo o 2° Experto substituindo o 2° Vigilante. Quando o 2° Vigilante estiver em substituição ao 1°, ele usará a joia do 1° Vigilante apenas ou os paramentos completos (Colar, avental e punho). O 2° Experto substituindo o 2° Vigilante, da mesma forma usará a joia do cargo ou os paramentos completos (Avental, colar e punho).

2 - Na entrada do cortejo, o Venerável Mestre deve usar o chapéu negro e desabado (consta no ritual). Essa entrada é opcional ou ele deve seguir o ritual conforme está escrito?

CONSIDERAÇÕES:

1 - O 1º Vigilante, quando em substituição ao Venerável Mestre, se apresenta paramentado com o avental e os punhos de 1º Vigilante, porém usa o colar e a joia de Venerável Mestre; o 2º Vigilante, quando em substituição ao 1º Vigilante, se apresenta paramentado com o avental e os punhos de 2º Vigilante, todavia usando o colar e joia do 1º Vigilante; por sua vez, o 2º Experto, quando substituindo o 2º Vigilante, se apresenta paramentado como Mestre Maçom (ou MI∴, se for o caso), contudo usando o colar e a joia de 2º Vigilante.

2 - Se o ritual determina que o Venerável Mestre ingresse para a abertura dos trabalhos já coberto, é assim que se deve proceder - o Ritual é claro quando determina que o Venerável Mestre ingresse já coberto.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O PROGRESSO DA ALMA E O PRINCÍPIO ORIENTADOR

@androsbaruc

VV∴MM∴, Digníssimos Vigilantes e amados Ilr∴

Num mundo em que a pressa é exaltada como virtude, onde os títulos são confundidos com sabedoria e o ruído das opiniões tenta abafar o sussurro da consciência, é necessário que paremos e perguntemos:

A que serviço minha alma está dedicada?

Essa não é uma pergunta comum. Não é uma pergunta feita por qualquer um, mas sim por aqueles que decidiram lapidar a pedra bruta da alma com coragem e verdade. Essa é uma pergunta feita por Iniciados, por homens que ousaram entrar no Templo Interior.

Quando Marco Aurélio, imperador e filósofo, questionou que tipo de alma o seu humano tinha, se a de uma criança, de um tirano ou de um animal selvagem, ele está nos convidando ao mesmo trabalho que a Maçonaria propõe: o autoconhecimento, o refinamento moral e a fidelidade ao Princípio Orientador.

Mas o que é esse Princípio?

É o nosso GADU manifestado na consciência.
É aquele núcleo íntimo, onde habita a Verdade. Não é a voz da conveniência, nem o impulso da vaidade, é o farol da razão pura, da justiça reta, da compaixão desinteressada.

A Maçonaria não é um clube, nem um teatro, muito menos um ornamento para o ego.

Ela é, por natureza, um sistema iniciático que visa o progresso da alma humana.

É por isso que nos perguntamos:

Tenho vivido conforme os valores que afirmo defender?

Minha vida reflete o que proclamo em Loja?

Meus irmãos me reconheceriam como Mestre se não houvesse avental nem título?

O verdadeiro Mestre Maçom é aquele cuja alma é regida pelo Princípio Orientador.

Ele não precisa gritar. Sua presença ensina.

Ele não busca aplausos. Sua obra é anônima.

Ele não se justifica. Sua consciência o absolve.

Meus Irmãos, eu peço com humildade:

Que não se iludam em achar que o progresso da alma se mede em graus filosóficos, mas em graus de consciência.

Cada atitude justa é um degrau.

Cada renúncia ao ego é um avanço.

Cada silêncio diante da vaidade é um triunfo.

Por isso, mesmo que as respostas às perguntas nos causem desconforto, não devemos temer.

O desconforto é um sinal de que a alma ainda pulsa, de que o Templo Interior não foi abandonado.

Que não sejamos feras domesticadas por conveniências.

Que não sejamos crianças espirituais buscando brinquedos simbólicos.

Sejamos homens despertos, almas em ascensão, obreiros da Luz.

Lembremo-nos:

"A lâmpada do corpo é o olho; se teus olhos forem bons, todo o teu corpo será cheio de luz."

E se nossos olhos são bons, é porque a alma se guiou pela Luz do Princípio.

Conclusão

Portanto, a cada dia, a cada abertura de trabalhos, a cada silêncio ritual, perguntemo-nos novamente:

“A que serviço minha alma está dedicada?”

Pois a resposta a essa pergunta é a chave que nos revela se estamos nos tornando reis-filósofos ou servos de nós mesmos.

E lembremo-nos:

O tempo não faz mestres.

A retificação da alma, sim.

Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro

quinta-feira, 25 de junho de 2026

FRASES ILUSTRADAS

EXPOSIÇÃO DO PAINEL - FIRULAS INAPROPRIADAS

Em 13/04/2026 o Respeitável Irmão Lucio Costa Caldas, Loja Joaquim Rodrigues D’Abreu, 1921, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte pergunta:

PAINEL

No início dos trabalhos existe a necessidade do Mestre de Cerimônias suspender o Painel do Grau e mostrar a todos da Loja? Lembro que uma vez o Irmão comentou não ter necessidade. Gostaria de confirmar.

CONSIDERAÇÕES:

Já derramei rios de tinta explicando que não existe a prática de o M∴ de CCer∴, ao abrir o Painel, antes ergue-lo no intuito de mostrá-lo aos quatro cantos da Loja.

Tenho dito que isso não passa de mais uma invencionice criada, provavelmente, por mentes imaginosas. Ora, nem mesmo o ritual prevê qualquer prática nesse sentido, e assim sendo essa é uma inserção indevida e proibida.

Seguindo o que orienta o ritual, o M∴ de CCer∴ expõe naturalmente o painel no dispositivo apropriado, sem elevá-lo no intuito de o mostrar à assembleia – é só desvirá-lo na forma de costume, nada mais.

Fica difícil se manter uma uniformidade ritualística quando Irmãos e Lojas insistem em desrespeitar o ritual, tudo com a conivência do Venerável Mestre e do Guarda da Lei.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BISPO NA INAUGURAÇÃO DE UMA LOJA MAÇÔNICA

Por Luciano J. A. Urpia

Em um gesto que já está a gerar reações no mundo católico, o Papa Leão XIV nomeou nodia 21 de fevereiro de 2026, Dom Francesco Antonio Soddu, como novo Arcebispo Metropolitano de Sassari, na Sardenha, Itália. A decisão, publicada no boletim da Santa Sé, chama a atenção pelo perfil do prelado: até então bispo de Terni-Narni-Amelia, Dom Soddu esteve no centro de uma controvérsia em setembro de 2022 ao participar da inauguração de uma Loja Maçônica em sua diocese.

Na altura, o evento foi noticiado pelo Grande Oriente da Itália e gerou críticas severas de setores ultracatólicos italianos e franceses. Em resposta às polêmicas, o bispo defendeu-se afirmando esperar que "iniciativas como esta possam fomentar o diálogo e o confronto entre diferentes realidades, combatendo o preconceito". A sua postura ecumênica e aberta ao diálogo interinstitucional parecia, na época, contrastar com a tradicional oposição da Igreja à Maçonaria.

Agora, longe de ser punido ou silenciado, Dom Soddu vê o seu ministério ser elevado a uma arquidiocese metropolitana. A promoção levanta naturalmente a questão: estará o novo Papa, Leão XIV, a enviar um sinal claro de abertura e diálogo, valorizando bispos com perfil progressista e dispostos ao confronto fraterno com diferentes realidades da sociedade?

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

FILTRO DA LOJA

Ir Valdemar Sansão – M∴M∴

“A quem muito se deu, dele muito se exigirá; e a quem muito se entregar, muito se lhe pedirá”

Um templo maçônico é construído, unindo-se tijolo a tijolo com a argamassa reparada pelo pedreiro, que assim levanta suas paredes e verifica a sua perfeição com o auxílio do Prumo e do Nível, tornando a aparência rude em lisa com a Trolha, utilizada para estender o reboco e cobrir todas as irregularidades, para anunciar que está tudo correto, proclamando: tudo está justo e perfeito, fazendo parecer o edifício como formado por umúnico bloco e por isso, a Trolha pode ser considerada como um emblema de tolerância e indulgência com que todo Maçom deve dissimular as faltas e defeitos de seus Irmãos.

Porém é o mestre quem diz que sua obra está perfeita. Dentro deste templo construímos uma Loja. Uma Loja é construída com a energia dos Irmãos, ela encerra todas as virtudes dos seus membros, mas também todos os seus vícios. Se permitirmos que as virtudes prevaleçam, ela se enche de brilho e reflete em seus criadores a aura de felicidade, de paz, de harmonia, de satisfação, de bem estar físico e espiritual.

Vício é o hábito mau, oposto à virtude, que é o hábito bom. Vício é tudo quanto se opõe à natureza humana e que é contrário à ordem da razão; um hábito profundamente arraigado, que determina no indivíduo um desejo quase doentio de alguma coisa, que é ou pode ser nocivo. É tudo o que é defeituoso, o que se desvia do bom caminho. Sendo coisas extremas, os vícios estão em oposição não só com a virtude, senão também entre si; as virtudes, pelo contrário, concordam sempre entre si.

Quando permitirmos que os vícios, os erros, o egoísmo, o individualismo, dominem, isso nos devolve a sensação de opressão, angústia, desânimo, desilusão.

Mas quem é o filtro que se coloca diante de nossos defeitos de modo a não permitir que eles se amplifiquem dentro do templo e transformem a Loja?

Quem é que amplia nossas qualidades, tornando os trabalhos justos e perfeitos?

Quem é que com suas críticas ajuda Loja a crescer?

Quem é que com seus elogios nos enche de orgulho, mas nos alerta que nas Lojas Maçônicas, os ótimos são apenas bons?

Quem é que diante de nossas divergências nos lembra que os motivos que nos unem são maiores do que aqueles que nos separam?

É o Venerável Mestre, este Irmão que no decorrer de sua administração, deve saber filtrar as queixas, saber amplificar as qualidades; que se cala como um sábio para evitar desavenças, fala como profeta aos que sabem ouvi-lo.

Juiz por Instalação... Salomão por mérito, manifestação de respeito, fidelidade, subordinação e digno de reverência.

O peso que exerce o Venerável Mestre na administração da Loja, é decisivo. Ele é o que suas ações exemplificam.

Em Maçonaria, como em qualquer outra instituição humana, são comuns as homenagens a Maçons que se distinguem por seus méritos; essas homenagens, todavia, devem ser prestadas com parcimônia e recebidas com humildade; a parcimônia, para que elas não se transformem em moeda vil, em balcão de comendas; a humildade, para que o homenageado tenha em mente que o dever está acima das galas momentâneas.

O que se espera do dirigente:

O Venerável Mestre não é apenas um condutor de reuniões. (Se bem que de cada reunião deva nascer o encaminhamento para a solução dos problemas propostos. Se uma reunião for estéril e o seu resultado ineficaz, estarão comprometidas e desacreditadas as reuniões seguintes). Sem sombra de dúvidas, podemos afirmar que o Veneralato éuma investidura que impõe ao Maçom importantes e sérias responsabilidades, cuja incumbência deve ser efetuada com galhardia, zelo e satisfação, ainda que sejam as tarefas difíceis e a jornada árdua. É, pois, um sacerdócio e uma magistratura à altura do Rei Salomão.

Lembremo-nos que todo o Maçom possui um compromisso com o futuro da Ordem e deve ter facilitado os meios de participar das atividades da Loja. Cada um a seu nível, dentro de suas condições e capacidade, mas é tarefa do Venerável orientar, coordenar e comandar ( = mandar com ), cabendo-lhe a execução e o esforço em procurar todos os recursos para:
1. Buscar a satisfação dos IIr∴, de suas atividades ritualísticas, filosóficas e sociais;
2. Manter e melhorar o desempenho da Oficina, funcionando de modo pleno, inteiramente voltada para cumprimento do programa estabelecido pela Constituição e Regulamento Geral;
3. Procurar sempre fazer mais e melhor, capacitando a Oficina para:
- que haja vida, trabalho, ação e comunhão de idéias com seus Irmãos;
- manter os Irmãos unidos e integrados para que se completem e complementem as partes, ouvindo todos e procurando concordância de idéias, de opiniões, num trabalho conjunto, harmonioso e produtivo de todos os Irmãos.

4. Estimular a participação, o raciocínio e a reflexão de todos os Obreiros, inclusive dos Companheiros e Aprendizes, nas tarefas que executam. Dando-lhes objetivos e solicitando-lhes o auxílio, ganhando com isso benefícios de toda ordem. Todos os Irmãos devem pensar, questionar, raciocinar e procurar os meios de otimização das atividades. É privilégio do Venerável elogiá-los por isso, ou cobrar-lhes atuação e maior empenho.

Diversos são os caminhos para se fazer alguma coisa:

Em que pareça o sistema gerencial da Loja Maçônica ser um conjunto de elementos, materiais ou ideais, nitidamente participativos, entre os quais se possa encontrar ou definir alguma relação, os Obreiros de uma maneira geral reagem à participação. Daí, os atributos e qualificações que o Venerável Mestre deve ser naturalmente dotado para vencer o primeiro obstáculo de sua administração, que é a incapacidade natural que o homem tem para conseguir e obter compreensão, cooperação e auxílio dos outros.

Sempre existirão diferentes formas de se compreender e solucionar um problema ou melhorar alguma coisa. É preciso buscar a solução que satisfaça aos objetivos fixados, às necessidades do momento e a opinião sensata dos Mestres e da maioria dos envolvidos. Cooperar, trabalhando para que todos sejam beneficiados; com o cuidado para não enveredar pelo caminho do individualismo – valorizando as qualidades peculiares – suas e também dos ouros, lembrando porém, que não é ele, por “estar” Venerável Mestre, o valor mais elevado, mas sim, que juntos os atributos e conhecimentos que habilitam alguém a desempenhar essa honrosa função, adquirem mais forças.

Ao Venerável Mestre cabe continuar servindo, direcionando a ação e fomentando a cooperação entre todos, porque seu papel é interpretar os fatos e tomar as decisões mais eficazes. Com seu exemplo, outros, em igualdade de condições farão o mesmo. Assim teremos melhores dirigentes, e conseqüentemente, uma Maçonaria mais em concordância com seus fundamentos originais.

Rogamos, humildemente, a bênção divina para que um dia, em isso acontecendo, daremos como alcançado, o nosso intento.

Permita Senhor do Universo, a realização dos sonhos que acalentamos!

Fonte: JBNews - Informativo nº  311 - 05 de Julho de 2011

quarta-feira, 24 de junho de 2026