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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CIRCULAÇÃO HORÁRIA PELA MESMA COLUNA

Em 19/09/2025 o Respeitável Irmão Angelo Kondlatsch, Loja Fé e Trabalho, 635, REAA, GOB-PR, Oriente de Rio Negro, Estado do Paraná, solicita esclarecimentos para o seguinte:

CIRCULAÇÃO

Boa tarde, Eminente Irmão. O atual Ritual menciona que não há circulação horária na mesma Coluna.

Desta forma, o Mestre de Cerimônias, ao terminar de acender a vela na mesa do 2º Vigilante, pode retornar diretamente para seu lugar, sem precisar dar a volta no Painel da Loja, pois está na mesma Coluna, certo?

O mesmo acontece com o Irmão Hospitaleiro, que após coletar o óbolo do Tesoureiro (ultimo Mestre na coluna do Norte na sequência do giro do Tronco), e se não houver presente nenhum Companheiro, não precisa dar a volta pelo painel da loja, pois nada tem a coletar neste momento na Coluna do Sul, para entrar novamente na coluna do Norte e passar pelos Aprendizes. Ou seja, após o Tesoureiro, pode se deslocar até os Aprendizes mantendo-se na Coluna do Norte, sem precisar dar a volta pelo Painel da Loja. Está correta essa análise?

O Ritual afirma que não há circulação horária na mesma coluna. Quem continua a fazer, ou seja, dá a volta ao mundo para voltar ao mesmo lugar, podemos dizer que está errado perante o Ritual?

CONSIDERAÇÕES:

 Perfeito, o Irmão está correto nas suas colocações.
 
1 - O M∴ de CCer∴, ao concluir o acendimento da luz litúrgica no candelabro sobre a mesa do 2º Vig∴, por estar no Sul, dali mesmo retorna diretamente ao seu lugar, sem a necessidade de passar primeiro pelo Norte para voltar ao Sul.

2 – Durante a coleta, não estando presente nenhum Companheiro, mediante à situação apresentada na questão, o Hospitaleiro, depois de ter feito a coleta do último Mestre do Norte (Tesoureiro), não precisa passar pelo Sul para voltar novamente ao Norte. Nessa condição, o titular passa a fazer diretamente a coleta dos Aprendizes.

3 - Sim, quem estiver fazendo circulação horária ao transitar pela mesma coluna estará desrespeitando o ritual, a despeito de que nele está bem claro não existir giro horário na mesma coluna. 

No sentido figurado, seria o mesmo que dar a volta ao mundo para parar no mesmo lugar (hemisfério).

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

USO DA PALAVRA - PRÁTICA RITUALÍSTICA

Em 18.09.2025 o Respeitável Irmão José Branco Sobrinho, Lojas Hermes, 3608 e Estrela Polar, 4619, REAA e Rito Moderno, respectivamente, GOB-RS, Oriente de Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta o que segue:

USO DA PALAVRA

É um prazer e privilégio contatar com o irmão, Grande Secretário de Orientação Ritualística do GOB e um baluarte do REAA, onde faço a seguinte pergunta, que acabou tornando-se dúvida entre irmãos das citadas lojas:

Quando da Pal a Bem da Ord, o irmão, em pé, no sinal do grau e antes de começar a falar fará a obrigatória saudação às Luzes, às autoridades maçônicas (se presentes) e aos demais irmãos, conforme preconizam os rituais do GOB (Ven M, IIr 1° e 2° VVig, AAut com assento no Or, IIr MM...).

A questão é a seguinte:

1) A cada saudação, o irmão que pediu a palavra (já com o sinal armado), desfaz esse sinal,
após saudar o Ven M; faz o sinal para saudar os IIr VVig e desfaz, e, assim por diante, ou:

2) Ele faz o sinal e se mantém neste após fazer todas as saudações devidas?

Nossas Lojas faziam como descrito em 2), até a visita do Secr Adj de Or Ritdo Rito Moderno, do GOB/RS à Loja Estrela Polar e explicar que o correto é o que consta em 1).

Diante disso, gostaria de vosso esclarecimento que será sempre oportuno às nossas lojas gobianas.

 CONSIDERAÇÕES:

A princípio, as Lojas que trabalham no REAA obrigatoriamente seguem o ritual vigente do REAA, as Lojas que trabalham no Rito Moderno seguem o que estiver previsto no ritual vigente do Rito Moderno. Isso é ponto pacífico.

No mais, é legalmente proibida qualquer interferência na liturgia e ritualística de um, em outro rito. Cada rito tem o seu próprio ritual vigente por Decreto do Grão-Mestre Geral.

Assim, no caso do REAA, aquele que for usar da palavra deve antes se dirigir protocolarmente à Loja (isto não é saudação). No caso, depois de ter sido autorizado, o usuário da palavra fica em pé com o Sin de Ord do grau composto e, sem desfazê-lo, cita por primeiro o cargo de Ven Mestre, depois dos IIr 1º e 2º Vigilantes, em seguida, genericamente (sem nominá-las uma a uma) as Autoridades presentes, os Mestres do Sul, do Norte, os Aprendizes e os Companheiros. 

Nessa ocasião não se faz sinal individualmente a cada cargo citado. O usuário da palavra deve manter o Sin de Ord composto até o encerramento da sua fala, quando então deverá desfazer o Sin e imediatamente se sentar.

Quanto aos procedimentos para o Rito Moderno, imagino que essa Autoridade estadual - mencionada na sua questão – esteja equivocada, no entanto, por prudência sugiro consulta ao Secretário Geral Adjunto para o Rito Moderno do GOB, cujo contato lhe enviarei no privado.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O ORGULHO DO MAÇOM... O CÂNCER DA MAÇONARIA

Nos Templos Maçônicos, onde a humildade deveria ser a um dos pilares da jornada iniciática, um inimigo sutil e silencioso insiste em aparecer: o orgulho. Essa força, muitas vezes invisível, pode corroer a essência da Fraternidade, transformando um espaço de luz em palco de vaidades e disputas veladas.

Falar sobre orgulho dentro de uma Loja Maçônica pode parecer estranho, mas é necessário. O orgulho é como uma miragem: sedutor, ilusório, e perigoso. Ele se alimenta do medo de não ser visto, de não ser reconhecido, de não se sentir especial. Mas a verdadeira iniciação ensina justamente o contrário: o valor do silêncio, da escuta, da transformação interior. O maçom não precisa provar nada a ninguém — ele apenas precisa ser fiel a si mesmo e à sua jornada.

O orgulho, muitas vezes, se disfarça. Pode vir camuflado de falsa modéstia, de excesso de conhecimento, ou até de um certo "espiritualismo performático", onde títulos e rituais viram exibição de ego. Quando isso acontece, a Loja deixa de ser um templo de construção interior e vira um teatro de competição.

Mas há uma saída. A própria tradição maçônica nos ensina o caminho da transmutação. Assim como o alquimista transforma o chumbo em ouro, podemos transformar o orgulho em humildade. Não se trata de eliminar o ego, mas de colocá-lo a serviço da obra. O orgulho pode ser matéria-prima — desde que a alma saiba lapidá-lo.

O orgulho alheio só nos fere porque toca o nosso próprio. Por isso, cada vez que ele nos incomodar, é sinal de que ainda temos trabalho a fazer dentro de nós. E esse é o verdadeiro chamado do maçom: voltar-se para dentro, sem comparações, sem máscaras, sem buscar aplausos. A pedra bruta só se torna cúbica com esforço, dor e verdade.

Neste novo ciclo que se inicia nas Lojas, que cada um de nós possa refletir sobre isso. Que o fio de prumo nos alinhe com o essencial, e que a humildade seja a luz que guie nossos passos. Afinal, como bem disse um autor anônimo: “Os maçons se dividem entre os vaidosos, os orgulhosos... e os outros. Mas ainda não conheci os outros.”

Inspirado nas crônicas de Pierre d'Allergida: In: https://450.fm/

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CESSAR A PROVA - TAÇA DAS VICISSITUDES

Em 19.09.2025 o Respeitável Irmão Gerson J. Peron, Loja Athena, 4249, REAA, GOB-RS, Oriente de Erechim, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte pergunta:

CESSAR A PROVA

Olá irmão tudo bem? estava passando o ritual grau 1 pag. 140, quem bate primeiro o malhete agora é o 1º Vig∴? Percebo que só nesse momento da taça do que muda?

Qual o sentido dessa mudança?

CONSIDERAÇÕES:

Na verdade, o que estava equivocado era o que constava anteriormente no ritual de 2009, hoje revogado. Já o novo ritual vigente (2024) corrigiu essa distorção.

Na prova da Taça das Vicissitudes, ou Taça Sagrada, a sequência das salvas com golpes de malhete não se trata de um encadeamento hierárquico que deva começar pelo Venerável Mestre.

Essa passagem ritualística, que ocorre mediante a expressão facial do Candidato depois de simbolicamente ter esgotado os restos dos amargores da vida, trata-se de um pedido (súplica) feito pelos IIr∴ 1º e 2º VVig∴ em favor do recipiendário ao Ven∴ Mestre, que interrompe a prova imediatamente.

A ação ritualística demonstra a rogação e o aceite, pelo que o Ven∴ Mestre, quando dá imediatamente um golpe de malhete e encerra a prova, ordenando que o Candidato seja retirado.

Assim, no novo ritual não há propriamente uma mudança, mas a correção de uma distorção que alterava substancialmente o sentido da prova. Ora, quem está no comando das ações é o Venerável Mestre, portanto não faria sentido ele pedir a interrupção para ele mesmo.

Finalmente, é necessária a total compreensão de cada período iniciático para que o andamento litúrgico faça sentido. Por serem questões veladas, o significado muitas vezes somente é encontrado nas entrelinhas.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ANÚNCIO DO PRODUTO AUFERIDO

Em 18.09.2025 o Respeitável Irmão Wanderson da Silva Prada, Loja Acácia Laranjeirense, REAA, GOB-PR, Oriente de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná, solicita esclarecimento.

ANÚNCIO

Dias atrás, surgiu uma dúvida entre os Irmão sobre o anúncio do resultado do Tronco de Beneficência.

Pelo ritual, devo me dirigir apenas ao Venerável Mestre e informar o valor colhido. Todavia, quando o Venerável Mestre não aguarda o anuncia e dá continuidade aos trabalhos, passando para a palavra a bem da ordem em geral e do quadro em particular, devo apenas me dirigir a ele, quando o uso da palavra se restringir ao resultado do Tronco ou, independentemente de haver outros assuntos a tratar, sempre saúdo as três luzes e os demais irmãos?

CONSIDERAÇÕES:


No desenrolar da sessão, assim que seja possível informar o resultado da coleta, o Tes∴ deve pedir a palavra ao 1º Vigilante. Logo que receba a autorização, o Tes∴ imediatamente informa o montante auferido ao Ven∴ Mestre, sem a necessidade de também se dirigir protocolarmente aos demais Irmãos da Loja.

Ressalte-se que o titular ao informar o valor não está se dirigindo à Loja, mas apenas ao Ven∴ Mestre que, em momento oportuno informará oficialmente à Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br