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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 5 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

 

FAIXA DE MESTRE II

Em 12.10.2025 o Respeitável Irmão José Roberto da Conceição, Loja 03 de Maio, 1228, REAA, GOB-SP, Oriente de Martinópolis, Estado de São Paulo, faz a seguinte pergunta.

FAIXA DE MESTRE

Gostaria que o Irmão esclarecesse uma dúvida.

No Ritual de Aprendiz, ed. 2024, pág., 35, consta: "Os Mestres Maçons que ocupam cargo ficam dispensados de vestir a Faixa de Mestre, exceto aqueles que, por dever de ofício, usam uma espada como objeto de trabalho".

No Ritual de Mestre, ed. 2024, pág. 22, consta: "O Mestre Maçom que estiver exercendo cargo de Cobridor (Interno ou Externo) ou Experto traz, vestida sob o colar com a joia do cargo, também a Faixa de Mestre...".

A dúvida levantada por alguns Irmãos é que, em Loja de Aprendiz, não haveria necessidade de uso da Faixa de Mestre pelos Irmãos que estão nos cargos de Cobridor e Expertos, já que o Ritual de Aprendiz não especifica; embora eu entenda que, nesse caso, devemos levar em consideração, também, o contido no Ritual de Mestre.

CONSIDERAÇÕES:


A ideia é de que os Oficiais que têm a espada como seu objeto de trabalho, usem a faixa para acondiciona-la. Assim, os Cobridores e os Expertos usam a faixa de Mestre, tanto nos graus de Aprendiz e Companheiro, como no de Mestre. Vestem a faixa por baixo do colar com a joia distintiva do cargo.

Vale lembrar que a faixa traz nela preso um dispositivo anelar que serve para prender a espada. Isso evita que o titular empunhe a espada desnecessariamente.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

DESFILES NO PARAGUAI


Os desfiles maçônicos pararam de existir no Paraguai há um século devido à instabilidade política e aos regimes ditatoriais que o país enfrentou ao longo do século XX, principalmente a longa ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989).

Na imagem, um desfile maçônico em 1919: foi a última vez que os maçons participaram de um desfile público em feriados nacionais naquele país. Depois disso, somente em 2024.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

CORPUS CHRISTI

Ir∴ João Ivo Girardi
Loja Obreiros de Salomão nr. 39 (Blumenau)

CORPUS CHRISTI:

1. Festa católica que comemora a presença de Jesus Cristo na Eucaristia. Acontece 10 dias após Pentecostes.

2. É uma palavra da língua latina. Quer dizer Corpo de Cristo. Às vezes dizem também Corpo de Deus, porque Jesus é Deus. Alguns falam ainda em Santíssimo Sacramento ou, simplesmente, Eucaristia, embora a Eucaristia seja toda a celebração da Missa e não apenas o pão e vinho consagrado, de maneira separada da Missa. O Santíssimo Sacramento existe desde a Ceia celebrada por Jesus na quinta-feira santa, porque a partir daquela noite até hoje a Igreja vem celebrando a Eucaristia.


3. Festejamos hoje o Dia da Eucaristia, uma festa que enfatiza a presença real e total de Jesus Cristo ressuscitado na Eucarística. O pão é a matéria-prima da Eucaristia, pão, farinha de trigo, terra e trabalho se transformam na consagração no corpo de Cristo ressuscitado. A solenidade de Corpus Christi é a memória da Quinta-feira Santa.

É a profissão solene e pública da presença de Jesus. Papa Urbano IV (1261-1264) tornou mundial a festa de Corpus Christi. A tradição de fazer tapetes com folhas, flores e serragens vem dos imigrantes açorianos. Essa tradição praticamente desapareceu em Portugal continental, onde teve origem, mas foi mantida nos Açores e nos lugares onde chegaram seus imigrantes.


No Brasil, a tradição de se fazer os tapetes de rua acontece em todas as regiões do país, geralmente com voluntários que começam os preparativos dias antes da solenidade e passam a noite trabalhando. A procissão eucarística nos empenha na caminhada dos desempregados, imigrantes, andarilhos, missionários etc.

Somos herdeiros daquela grande procissão que foi o êxodo da escravidão do Egito, para a terra prometida.

A eucaristia nos fortalece na estrada da vida, nos caminhos que levam ao irmão, à missão evangelizadora, à pátria definitiva, à eucaristia celeste.

A Eucaristia promove o amor social, levando-nos à prática do lava-pés, na qual o Senhor nos indica a serviço como via mestra de toda relação autêntica entre as pessoas.


Na verdade, a Eucaristia é o símbolo da concórdia, sinal da unidade, vínculo da caridade. É vida da alma, saúde do espírito, vigor do corpo. A Eucaristia é o sacramento do amor, do amor que vai até o extremo. Nela, cada um de nós é amado ao extremo. Nada mais suave e nada mais eficaz do que a Eucaristia para nos conduzir à santidade. Nela, Deus habita entre nós cheio de graça e de verdade, alimenta as virtudes, educa os fracos, ensina a mansidão e a humildade. É o sacramento que dá força para dominar nossas tendências para o mal, previne as faltas graves, estimula a procura e os interesses de Deus. (Padre João Bachamann).

Origem:

Sua origem está ligada a um milagre acontecido na Idade Média.

O sacerdote Pedro de Praga fazia peregrinação a Roma. Nessa viagem, parou para pernoitar na vila Bolsena, não longe de Roma e se hospedou na Igreja de Santa Catarina.

Na manhã seguinte, foi celebrar uma missa e pediu ao Senhor que tirasse as dúvidas que ele tinha em acreditar que Jesus estava presente na Eucaristia. Era difícil para ele acreditar que no pão e no vinho, estava o corpo de Cristo. Na hora em que ergueu a hóstia, esta começou a sangrar (sangue vivo).

Ele assustado, embrulhou a hóstia e voltou à sacristia e avisou o que estava acontecendo. O sangue escorria, sujando todo o chão no qual apareciam vários pingos. Isso foi informado ao Papa Urbano IV, que estava em Orvieto, que mandou um bispo a essa vila verificar a veracidade de tal fato. O bispo viu que a hóstia sangrava e o chão, o altar e o corporal (toalha branca do altar) estavam todos manchados de sangue. O bispo pegou as provas do milagre e voltou para mostrar ao Papa. O Papa, entretanto, sentia algo estranho e resolveu ir ao encontro do bispo. As carruagens se encontraram na Ponta do Sol e o Papa desceu de sua carruagem e ao ver todas as provas do milagre, ajoelhou-se no chão e se dobrou sobre aquela hóstia sangrando e exclamou: Corpus Christ!

Até hoje, ainda existem essas provas do acontecido. Ai começou a ser celebrado o dia de Corpus Christi e todos passaram a acreditar que Jesus está presente na hóstia consagrada. Fizeram então, pela 1ª vez a procissão com o Cristo passando pela cidade e até hoje esse ritual acontece.

Para acreditar tudo depende da nossa fé.

Isso é um Mistério da Fé. Corpus Christi é Jesus presente na hóstia consagrada em corpo, sangue, alma e divindade. Ninguém vê Jesus na hóstia, mas acreditamos pela nossa fé.

Em 1264, o papa Urbano IV através da Bula Papal Transisturus Hoc Mundo, estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No AT esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio corpo de Cristo. Durante a missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

Procissão do Corpus Christi em Florianópolis

Procissão de Corpus Christi:

Em muitas cidades, costuma-se cobrir as ruas com tapetes formados por flores e diversos ornamentos por onde deve passar a procissão, formando mosaicos com temas religiosos. A festa teve origem em 1208 quando a monja belga Joana de Mont Cornillon teve a visão de uma festa em homenagem a Eucaristia. Passa então, a organizar celebração que se estende por toda a cidade. Em 1264 o Papa Urbano IV, estabelece a comemoração para toda a Igreja Católica. Em 1599 a freira foi canonizada, tornando-se conhecida como Santa Juliana. As primeiras celebrações organizadas por Joana ocorriam na primavera e as ruas costumavam ser enfeitadas de flores. No Brasil, a tradição tem sido enriquecida com tapetes feitos de serragem, pó de café, cereais e outros materiais. (V. no Vade-Mecum sobre Pão Ázimo, Cordeiro, Eucaristia, Hóstia, Pentecostes).

Fonte: JBNews - Informativo nº 299 - 23.06.2011

quarta-feira, 4 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

ORDEM DO DIA - CONCLUSÕES DO ORADOR

Em 13.10.2025 o Respeitável Irmão Cleiton Rocha Matos, Loja Guardiões do Olimpo, 3368, REAA, GOB-MT, Oriente de Nova Olímpia, Estado do Mato Grosso, formula a seguinte questão.

ORDEM DO DIA

Boa tarde meu Eminente irmão Pedro Juk, gostaria de tirar uma dúvida, referente a ordem do dia. A ordem do dia quando não tiver votação ou assunto pertinente a discussão, é preciso passar para o irmão orador para suas conclusões ou o venerável mestre já dá ela como encerrada?

CONSIDERAÇÕES:


No período da Ordem do Dia, antes da votação de cada matéria, o Orador deve se manifestar pela sua legalidade. Logo, se não houver nenhuma discussão e votação em pauta, não haverá manifestação do Orador, podendo o Venerável Mestre dar por concluído esse
período.

As matérias da Ordem do Dia devem ser pré-agendadas pelo Venerável Mestre, salvo se tiver sido colhida, na bolsa de propostas e informações, alguma coluna gravada que mereça atenção urgente.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO (1)

(Republicação)
QUAL O ESTADO DE ÂNIMO DO MAÇOM AO CHEGAR NO TEMPLO?

1º - Cumprimentar seus irmãos com alegria e ser amável ao abraçar a cada um demonstrando a satisfação em participar daquela reunião. 

2º - Se necessário ajudar na preparação da Loja e aproveitar a oportunidade para ensinar os aprendizes, os porquês de cada objeto e seu significado. 

3º - Procurar cumprir e estimular os irmãos para que a reunião tenha o início no horário previsto. 

4º - Abandonar os problemas ditos "profanos" antes de entrar na sala dos passos perdidos. 

5º - Tudo que realizar, realizar com amor e gratidão, pois muitos desejariam estar participando e não podem. 

Lembre-se, 

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ 

(saber - querer - ousar - calar)

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

O SILÊNCIO INICIÁTICO E UNIVERSAL

No caminho iniciático, o silêncio não é ausência.

"Ele é presença concentrada".

Saber calar não significa omitir, mas preparar o vaso para que a verdade possa ser recebida sem distorções.

Antes da Palavra criadora, houve o Silêncio.

Antes da Luz se manifestar, houve o recolhimento.

O silêncio é o laboratório secreto da alma, onde pensamentos se decantam, emoções se purificam e a consciência aprende a escutar aquilo que não pode ser dito.

Quem fala demais, espalha a energia.

Quem silencia conscientemente, a concentra.

É no silêncio que o mestre interior se revela, não como voz externa, mas como certeza tranquila, clara e firme.

As grandes verdades não gritam.

Elas sussurram, E apenas aquele que aprende a calar consegue ouvi-las.

O iniciado compreende que nem toda verdade deve ser pronunciada, nem todo conhecimento deve ser exibido.

Há palavras que amadurecem apenas no escuro do coração.

"Por isso, o silêncio é proteção".

Ele preserva a obra em gestação dos olhares profanos e das dispersões do ego.

Quem atravessa o silêncio não se torna mudo, torna-se preciso.

E quando finalmente fala, suas palavras não buscam convencer.

Elas irradiam. Pois aquele que aprendeu a ouvir a voz do mestre interior já não precisa provar nada ao mundo.

Fonte: Facebook_Adilson Casanova Torman

terça-feira, 3 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SAÍDA TEMPORÁRIA DOS TRABALHOS

Em 09.10.2025 o Respeitável Irmão que se identifica apenas como Tonetti, Loja Guaicurus, 4317, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado Do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos:

SAÍDA TEMPORÁRIA

Peço orientação ritualística quanto a saída temporária do Templo, uma vez que o ritual página 43 fala em entrada e saída do oriente e entrada formal ou saída definitiva do templo, porém não fala sobre o procedimento para se ausentar temporariamente e seu retorno ao templo. Gostaria de saber:

1) A quem pedir dentro do templo (Vigilante da Coluna ou diretamente ao Venerável).

2) Uma vez autorizado saída, é preciso ser conduzido pelo Mestre de Cerimônia. Deve cumprimentar o Venerável.

3) Quando da entrada temporária tem que cumprimentar somente o Venerável ou as Luzes. Deve ser conduzido ao seu lugar pelo Mestre de Cerimônia ou não.

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente, vamos combinar que não há necessidade de se introduzir no ritual um período ritualístico para suprir as diversas situações que levam um Irmão a se retirar temporariamente do Templo.

Para isso, o Venerável Mestre tem poder e competência para conduzir as diversas situações ritualísticas que porventura possam advir durante os trabalhos.

Vamos às respostas:Quem estiver nas colunas, obviamente pede para o Vigilante respectivo. Este, por sua vez, solicita ao Venerável Mestre, o qual poderá ou não autorizar a saída temporária. Quem estiver no Oriente, pede autorização diretamente ao Venerável Mestre.

Sim, a despeito de que uma das funções do M∴ CCer∴ é a de ser o condutor nos trabalhos da Loja. Nesse caso, como a retirada é temporária, não há o porquê de o retirante, ao sair da Loja, prestar alguma saudação.

De retorno ao Templo, sendo conduzido pelo M∴ de CCer∴, o retirante volta aos trabalhos. Nessa condição, o Ven∴ Mestre deve dispensar as formalidades, isto é, sem marcha e saudação às Luzes.

Concluindo, existem várias outras situações nesse contexto que poderão vir a acontecer, portanto, à vista disso não há como registrar todas elas no ritual. O Venerável Mestre, como condutor dos trabalhos. certamente tem aptidão para tomar as providências cabíveis, evitando os excessos de preciosismo que, ao contrário de abrilhantar a sessão, apenas atrapalha a fluidez e a beleza dos trabalhos.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

EVOLUIR É UM DEVER

Jose Ricardo Salgueiro Castro

Na Maçonaria, cada passo dado no caminho da Luz carrega um compromisso silencioso com a própria consciência. Evoluir não é um favor concedido pelo tempo, nem um privilégio reservado a poucos. É um dever assumido no momento em que o homem decide lapidar a própria pedra bruta e se tornar, a cada dia, mais justo, mais reto e mais verdadeiro.

A iniciação não nos concede títulos. Ela nos impõe responsabilidades. Cada grau recebido amplia não o ego, mas a obrigação moral de viver aquilo que professamos em Loja. Evoluir é vigiar os próprios pensamentos, corrigir as próprias falhas e agir no mundo com a mesma retidão que juramos no Templo. Não há grandeza sem disciplina, não há honra sem consciência, não há luz sem esforço.

Ser maçom é compreender que o trabalho mais importante não se realiza com ferramentas visíveis, mas no íntimo do caráter. O silêncio do Templo nos ensina que o verdadeiro progresso não se ostenta. Ele se manifesta na conduta, no respeito ao próximo, na firmeza diante das provas e na humildade de reconhecer que sempre há algo a aprender.

Quando afirmamos que evoluir é um dever, reafirmamos a essência da Ordem. Somos chamados a ser exemplos, não por vaidade, mas por responsabilidade. Cada atitude, cada palavra e cada escolha refletem o compromisso assumido diante do Grande Arquiteto do Universo.

Que jamais nos acomodemos. Que a busca pela melhoria interior seja constante. Porque na Maçonaria, evoluir não é uma conquista pessoal. É uma missão. E toda missão exige consciência, caráter e fidelidade aos princípios que nos unem como Irmãos.

Fonte: Facebook

segunda-feira, 2 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

DELTA - NO RETÁBULO OU NO DOSSEL?

Em 09.10.2025 o Respeitável Irmão Gilbert Povidaiko, Loja Fraternidade Acadêmica Guarulhos, 3253, GOB-SP, REAA, Oriente de Guarulhos, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos para o que segue:

DELTA NO DOSSEL

Tenho visto em quase a totalidade dos Templos que visito, uma representação "dobrada" do Criador: o Olho da Providência, dentro do Delta Radiante, no retábulo, e um outro Delta, com o IOD, mas na parte central e frontal do dossel (vide anexo ilustrativo).

O Ritual vigente nada diz sobre essa decoração no dossel, o que me leva a crer ser desnecessária. Numa futura reforma, devemos retirá-la? E em se tratando do REAA, o Delta Radiante do retábulo ficaria mais de acordo com a premissa deísta do rito com o IOD ao invés do Olho? Grato por antecipação.

CONSIDERAÇÕES:

No tocante ao Delta fixado na parte frontal do dossel, de fato este símbolo não consta no ritual vigente. Na verdade, ele é uma reminiscência de anacronismos encontrados em velhos rituais.

Sobre o Delta Luminoso, previsto pelo Ritual de Aprendiz no título Disposição e Decoração do Templo, página 15, somente é mencionado um Delta, o que fica no Retábulo do Oriente. Nada consta sobre Delta fixado no dossel.

Cabem ainda outras observações sobre o Delta. O REAA é um rito deísta de nascimento (deísmo francês), não obstante, por questões históricas, ele também carregue consigo um forte apelo teísta, herdado, principalmente da Grande Loja dos Antigos (1751). Ambas as vertentes influenciaram a construção, em 1804, do seu primeiro ritual para o simbolismo, na França.

No tocante aos símbolos que se encontram no interior do Delta, temos a letra hebraica IÔD, ou mesmo o TETRAGRAMA inteiro – ambos são símbolos de conotação teísta, hauridos, principalmente, da vertente inglesa de Maçonaria. Há ainda o Olho Onividente, ou do Criador (Providência) – este de conotação deísta, haurido do racionalismo francês.

Tudo isso acabou se misturando na construção da doutrina do REAA no século XIX, razão pela qual acabariam aparecendo na decoração de muitos templos do escocesismo.

De tudo, o fato é que o Delta (triângulo equilátero), com a letra hebraica IÔD, com o TETRAGRAMA, ou como o Olho Onividente é, em qualquer caso, o símbolo do CRIADOR na Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A BIBLIOTECA RIVADAVIA E A MAÇONARIA

Por Luciano J. A. Urpia

Em 27 de maio de 1907, era inaugurada a primeira biblioteca pública do Território de Neuquén (Na Argentina). Batizada de "Rivadavia", ela começou com 500 livros e funcionava apenas duas horas por dia, em uma sala do prédio do governo. Por trás dessa iniciativa, estavam nomes preeminentes da comunidade, como o governador Carlos Bouquet Roldán e Eduardo Talero. O que os unia, porém, ia além do civismo: todos eram maçons.

A fundação da biblioteca não foi um ato meramente cultural, mas uma estratégia deliberada. De acordo com os arquivos do Museu Paraje Confluencia, os maçons viam naquele espaço um "Templo do Conhecimento", erguido em resposta direta ao que chamavam de "obscurantismo religioso". A inauguração da primeira igreja da cidade, em setembro daquele mesmo ano, acendeu um alerta. Temendo que dogmas impedissem a propagação da cultura livre e do pensamento crítico, eles se anteciparam, criando uma instituição para o conhecimento livre antes que uma visão única de mundo pudesse se tornar hegemônica.

Dessa forma, a Biblioteca Rivadavia foi concebida como uma instituição de princípios. Seu verdadeiro propósito, mais do que emprestar livros, era promover a autonomia do pensamento através do conhecimento, garantindo acesso à informação para formar cidadãos livres. Esta história revela como a Maçonaria, em seus primórdios na região, atuou para moldar o progresso intelectual, utilizando o livro como o instrumento fundamental.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE

Julis Orácio Felipe, M∴M∴ 
A∴R∴L∴S∴Jack Matl n 49
Or∴ Rio Negrinho – SC 

A crise trouxe para o mundo um pouco mais que o desemprego e o fechamento de empresas com conseqüências sociais. Trouxe o pós-crise. Numa avassaladora determinação de amenizar os vales nos fluxos de caixa pessoais e das empresas uma pressa e um ritmo frenético instalaram-se. Até então algo normal. Para recuperarmos terreno por obstáculos inesperados corremos mais. Todavia, nesta corrida em especial está havendo um importante fenômeno, a tentativa da comoditização do ser humano, da sua robotização e especialização.

Trata-se de uma orientação de eficiência e padronização, a fim de reduzir custos e despesas. Nada mais natural em se tratando de atividades empresariais, cuja função é manter-se viva pelo lucro gerando emprego e renda. O fenômeno, que parece inofensivo e natural, trouxe uma situação acessória evidente: a desumanização.

O ser humano está deixando de viver seu dia, observar os detalhes que acompanham a sua vida, tornando-se embrutecido e beligerante.

A felicidade consiste em viver o presente em toda sua plenitude. Como disse Honoré de Balzac, em sua descomunal obra O Pai Goriot, “o parisiense não vê mais a torre Eifell”.

Não vivemos mais o nascer e o por do sol, o cantar dos pássaros pela manhã, não apreciamos a chuva, não apreciamos o dia ensolarado, não cumprimentamos as pessoas e algumas vezes até os colegas de trabalho, não observamos a arte, a poesia, enfim, não vivemos realmente e por conta disso não somos felizes e o vazio existencial instala-se.

Tal vazio conduz, numa espiral descendente, ao vício, aos maus hábitos e ao desespero, que muitas vezes culmina com o uso de drogas e com a violência. Estamos nos isolando, fechando praças, eliminando espaços de convivência e traindo com isso nosso próprio bem estar atual e futuro. Como podemos então recuperar isso? O primeiro passo é reconhecermos que estamos num frenesi desmedido, conhecendo-nos como dizia o filósofo Sócrates (nosce te ipsum – conhece a ti mesmo) e, conscientes, ajustarmos nosso comportamento pela nossa livre vontade. O segundo passo é um retorno a sacralização das coisas da natureza e seus detalhes. Conforme dito por um pensador, Deus está nos detalhes. O terceiro passo é apoiar-se na beleza, traduzida nas artes de maneira geral.

A força, a pujança e a sabedoria sem a beleza não fazem do Homem a verdadeira imagem e semelhança do Criador, porque ele não criou as coisas brutas e sim com detalhes enriquecedores. Deus não foi utilitarista, se tivesse sido, não seria Deus.

É um momento difícil que passa a humanidade, mas pode tornar-se ainda mais difícil se o Homem esquecer definitivamente que é uma centelha do espírito divino.

Fonte: JBNews - Informativo nº 299 - 23.06.2011

domingo, 1 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

TEMPO DE ESTUDOS E AUMENTO DE SALÁRIO

Em 07/10/2025 o Respeitável Irmão Hiram Andreazza de Freitas, Loja Regente Feijó III, 1456, GOB-SP, Oriente de Itu, Estado de São Paulo, apresenta o que segue:

TEMPO DE ESTUDOS

Surgiu uma dúvida em minha loja. Sobre as instruções após a iniciação, elevação e exaltação. No meu entender, não deveriam ser consideradas como Tempo de Estudos, teríamos a instrução na ordem do dia e depois abertura do Tempo de Estudos, e assim o Irmão apresentaria a peça de arquitetura. Qual seria a sua interpretação sobre esse assunto.

CONSIDERAÇÕES:

 

Se o Irmão estiver se reportando às instruções que constam nos rituais, as mesmas são sempre apresentadas no Tempo de Estudos. Neste período, também são apresentadas peças de arquitetura e outros elementos inerentes às instruções para o aperfeiçoamento do Iniciado.

Observe-se, no entanto, que matérias pertinentes a aumento de salário (colações de grau), como o questionário elaborado pela Loja e respectiva sabatina, devem seguir os trâmites especificados nos artigos competentes do RGF.

O Tempo de Estudos existe para que nele sejam apresentadas as instruções, já o exame final de avaliação, onde haverá transformação de Loja e votação nominal, deve ocorrer na Ordem do Dia.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ESTANDO EM PÉ - CONDUTAS RITUALÍSTICAS DO REAA

Em 07/10/2025 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta as seguintes questões:

ESTANDO EM PÉ

1⁰) na última sessão, um irmão questionou sobre as posições dos irmãos Orador e Secretário estarem à Ordem, na conferência das peças pelo Venerável. Na página 59 do ritual 2024, não menciona que fiquem à ordem. Quis saber se a postura havia mudado.

2⁰) no REAA, podemos colocar a Loja em recreação, para se discutir algum assunto?

3⁰) no encerramento da sessão, o Venerável usando o ritual para ler, ele pode ficar em pé, sem estar à Ordem? Já que está com seu instrumento de trabalho.

CONSIDERAÇÕES:

1 - Isso é tão elementar que não precisa estar escrito no ritual. É amplamente conhecido que em Loja aberta do REAA, quem estiver em pé, deve se colocar à Ord∴, ou seja, em pé, corpo ereto, pés em esquadria, compondo o Sin∴ de Ord∴ do grau. Sinceramente, penso ser inacreditável que ainda há IIr∴ do REAA que desconhecem essa regra.

À vista disso, obviamente que os IIr∴ Orad∴ e o Secr∴, ficam à Ord∴ nessa ocasião. Sempre foi assim, e nada mudou. À propósito, é bom lembrar que ninguém fica à Ord∴ sentado.

2 – Conforme menciona o ritual vigente do REAA no GOB, não está previsto se colocar a Lojaem recreação, ou em família, durante os trabalhos. O que está previsto é no Tempo de Estudos, se a ocasião demandar, o Ven∴ Mestre pode ocasionalmente dispensar o giro na palavra para melhor fluidez durante os debates, se alguma instrução demandar. Concluídos os debates no Tempo de Estudos, imediatamente é restabelecido o giro da palavra. Isso não pode ser confundido com colocar a Loja em recreação, ou em família.

Discussões que mereçam votação ocorrem na Ordem do Dia. Conforme o ritual, nesse período também não está prevista a colocação da Loja em recreação para debates. Assim, recomenda-se, se o assunto for polêmico e requerer longos debates, que o Ven∴ Mestre marque, na forma regimental, uma sessão administrativa e transfira para ela o debate, trazendo, posteriormente, as conclusões para serem votadas na Ordem do Dia de uma sessão ordinária regular. Vale ressaltar que em uma sessão administrativa os debates são isentos de giro ritualístico da palavra, embora ordeiros. Por tudo isso, reitera-se: não há período de recreação previsto no ritual.

3 - Se na ocasião, o Ven∴ Mestre estiver em pé e com as mãos ocupadas, por certo ele estará impedido de compor e fazer o sinal, no entanto, mesmo assim deverá se manter em pé, corpo ereto e os pés em esquadria. Seria o caso se ele estivesse segurando o ritual para efetuar alguma leitura.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

CONSTITUIÇÕES

São as leis maiores de todo agrupamento organizado, essenciais para que haja ordem no caos.

Cada potência maçônica isolada, seja uma grande loja ou grandes orientes, deve possuir a sua constituição.

A constituição em si não é tão importante como a sua instituição; para constituí-la é necessário convergir a vontade do povo maçônico, sendo assim, a expressão máxima de como aquela obediência pode subsistir legitimamente.

Uma constituição é um instrumento genérico que contém as linhas-mestras de uma instituição, pois visa disciplinar quase que permanentemente as regras de comportamento.

Quanto mais antiga uma constituição, mais sábia ela resultará.

Não existe propriamente, hoje em dia, uma constituição abrangente e uniforme, e por esse motivo, a espinha dorsal maçônica ainda são as constituições de Anderson de 1717 e 1723.

Todo maçom deve possuir um exemplar dessas constituições básicas, para compará-las com as constituições de sua própria obediência.

Os princípios que essas constituições observam são fruto de um longo e judicioso trabalho que resultou, embora não sejam perfeito, possui suficiente credibilidade para subsistir até hoje.

O maçom deve ser fiel às leis de sua ordem.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 102.

A ESTABILIDADE DO HOMEM LIVRE

Meus amados Irmãos, se desejamos ser estáveis, é preciso antes compreender que a estabilidade não nasce do que nos acontece, mas do modo como escolhemos julgar o que nos acontece.

A essência do bem não está nas coisas externas, nem nos cargos, nem nos aplausos, nem mesmo nas dificuldades.

O bem, assim como o mal, reside em um tipo específico de escolha racional.

As coisas exteriores, meus Irmãos, são apenas matéria-prima.

Elas não carregam em si valor moral algum.

É o nosso julgamento que lhes dá forma.
Quando julgamos corretamente, a escolha se torna boa.

Quando julgamos de forma distorcida, a escolha se torna má, ainda que o objeto seja o mesmo.

Por isso, o homem verdadeiramente livre não se maravilha com o que é material.

Ele não se deixa conduzir pelo brilho das aparências, nem pelo peso das circunstâncias.

Ele aprende a filtrar o mundo externo pelo crivo da razão.

Os antigos estoicos chamaram esse estado de constância, tranquilidade e firmeza interior.

Não como fuga do mundo, mas como domínio de si no meio do mundo.

Essa estabilidade não é fruto da sorte.

Não nasce do isolamento, nem do silêncio imposto, nem da ausência de desafios.

Ela nasce da capacidade de ordenar interiormente o que é caótico exteriormente.

A razão é a ferramenta que nos foi dada para isso.

Ela toma os acontecimentos confusos, inesperados e muitas vezes duros da vida e os transforma em ensinamento, medida e direção.

Contudo, se abandonamos a razão, nossos julgamentos se deformam.

E quando o julgamento se deforma, tudo o que se segue se desorganiza:
— nossas palavras,
— nossas atitudes,
— nossos relacionamentos,
— e, por fim, nosso próprio Templo Interior.

O homem que não governa seus juízos não se mantém firme no caos.
Ele reage.
Ele oscila.
Ele se perde.

Por isso, se desejamos equilíbrio, clareza e estabilidade, devemos trabalhar onde sempre trabalhamos: em nós mesmos.

Não tentando controlar o mundo, mas aperfeiçoando o olhar com que o observamos.

Não eliminando o externo, mas disciplinando o interno.

Assim como lapidamos a pedra bruta, devemos lapidar nossos julgamentos.

Pois quem aprende a julgar corretamente, aprende também a escolher corretamente.

E quem escolhe corretamente, constrói dentro de si um Templo que não se abala com o ruído do mundo.
Que cada Irmão reflita.
Que cada Irmão observe seus próprios juízos.

E que cada Irmão se lembre:

A estabilidade não é ausência de tempestade,é firmeza no meio dela.

Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro