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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 18 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

AUTORIDADES ESTADUAIS E OUTRAS QUESTÕES DE RITUALÍSTICA

Em 01.08.2025 o Respeitável Irmão Gustavo Seiji Sendoda Weinmann, Loja Acílio Cândido Ventura, 3569, REAA, GOB -SP, Oriente de Ilha Comprida, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos para o que segue:

CARGOS ESTADUAIS, E OUTROS

Como de costume, tenho algumas dúvidas e gostaria de saber se o irmão pode me ajudar.

1. Autoridade

1.1 Existem irmãos que possuem cargos no GOB e GOB/SP que não estão elencados nos artigos 217 a 221 do RGF e gostaria de saber como faço para saber o tratamento adequado a esses irmãos, isto é, se devo tratá-los como "Respeitáveis" ou com algum pronome de tratamento (Ilustre, Venerável, Poderoso, Eminente, Sapientíssimo ou Soberano) das 6 faixas existentes. Por exemplo, cargos como Assessor Especial do Gabinete do Grão Mestre Geral (GOB) e Assessor Distrital de Relações Internas da Xª Macrorregião (GOB-SP), os seus detentores devem ser tratados de que forma? Como saber o tratamento se não encontro esses cargos/títulos em nenhuma das 6 faixas existentes no RGF?

1.2 Se um Irmão de Loja possui um desses cargos, por exemplo o de Assessor Distrital de Relações Internas da Xª Macrorregião, devo tratá-lo como autoridade ou como mero obreiro da Loja? Se ele estiver trajado com o colar e avental do cargo que ocupa, faz diferença nesse tratamento? Eles são obrigados a utilizar o avental e joia do cargo em todas as Sessões? E se não utilizam, devo tratá-los como autoridade ou não?

2. Irmão Atrasado

2.1 Segundo o ritual, quando um irmão chega atrasado ele dá a batida de aprendiz por fora da porta e aguarda. Caso não seja possível o seu ingresso nesse momento, o cobridor bate igualmente pelo lado de dentro (deixando claro que sua presença foi percebida, mas que ainda não pode ingressar no templo). A minha dúvida é quem seria o responsável por determinar o momento ideal para ser autorizada a entrada do irmão atrasado, é o Cobridor ou o Venerável Mestre que possui a iniciativa?

3. Substitutos

3.1 Se o Venerável M faltar, o seu substituto é o 1º Vigilante e o 2º Vigilante substitui o 1º Vigilante e o 2º Experto substitui o 2º Vigilante. Mas e no caso de 2 desses faltarem? Por exemplo: o Venerável Mestre e o 2º Vigilante faltam. O 1º Vigilante substitui o Venerável Mestre e o 2º Experto substitui o 1º Vigilante? Se isso estiver correto, quem substitui o 2º Vigilante? Existe alguma regra ou podemos apenas substituir com qualquer mestre?

4. Transformação de Loja

4.1 É possível a leitura de trabalhos de Companheiro em Loja de aprendiz caso o templo seja coberto aos Aprendizes ou deve-se sempre transformar a Loja para a leitura do trabalho?

4.2 Do mesmo modo, é possível telhamento ou apresentação de instrução de Companheiro em Loja de Aprendiz (desde que o templo seja coberto aos Aprendizes)?

5. Questão de Ordem

5.1 A quem deve ser dirigida a questão de ordem? Se um obreiro da coluna do norte, por exemplo, possui uma questão de ordem, deve se dirigir ao Vigilante de sua coluna, ou diretamente ao Venerável Mestre?

5.2 Caso seja ignorado o pedido de questão de ordem ou a fala cassada durante a exposição de seus motivos, o que o obreiro pode fazer?

5.3 Quando for apresentar suas razões a respeito da questão de ordem, deve-se seguir o protocolo para se dirigir a Loja ou pode falar diretamente?

6. Uso da Palavra

6.1 Caso eu faça uso da palavra em minha coluna e após minha fala outro irmão faça uso da palavra, posso falar novamente depois deste irmão (caso a palavra ainda esteja em minha coluna)?

6.2 Caso diversos irmãos de uma mesma coluna queiram fazer uso da palavra, existe uma ordem a respeito de quem fala primeiro ou é o Vigilante que decide a ordem de fala?

Peço desculpas pela quantidade de perguntas, mas durante os trabalhos nas Sessões vão surgindo situações que provocam as mais diversas dúvidas e que na hora ficamos sem respostas. Desde já, agradeço por sua atenção e parabenizo imensamente por sua inciativa e disposição em ajudar os irmãos com muita paciência e sabedoria.

CONSIDERAÇÕES:

  1. Assuntos relativos a cargos criados pela Obediência Estadual deve ser por ela respondido. Me limito a seguir o RGF, portanto essa questão não é da minha alçada. Sem ferir o RGF, a Obediência Estadual é quem deve prestar esses esclarecimentos.
  2. O Cobridor Interno, em momento propício, sem interferir no andamento ritualístico dos trabalhos, informa ao Vigilante, e assim sucessivamente até que a informação chegue ao Venerável Mestre, quando então ele, o Venerável, solicita diretamente ao Cobridor Interno que veja quem assim bate.
  3. O Segundo Experto nunca substitui o 1º Vigilante, do mesmo modo que o 2º Vigilante também nunca substitui o Venerável Mestre. Conforme o RGF, o 2º Vigilante é apenas o substituto do 1º Vigilante. Conforme menciona o ritual vigente do REAA, o 2º Experto somente aparece como substituto o 2º Vigilante. A bem da verdade, se dois dos três eleitos para dirigir a Loja faltarem, o melhor seria nem mesmo abrir a sessão. Mas como isso não está bem claro nos regulamentos, no caso da sua pergunta, o 2º Experto ocupa o lugar do 2º Vigilante, o 1º Vigilante permanece no seu lugar e o Mestre Instalado mais recente da Loja assume o lugar do Venerável Mestre faltoso. Estas são suposições, portanto cabe à Loja resolver a questão com bom senso. O que não dá é para escrever regras para todas as eventuais situações que possam vir a ocorrer.
  4. Tem que transformar a Loja. O mais recomendável e apresentar trabalhos de acordo com o Grau em que ela foi primitivamente aberta. O mesmo ocorre com as instruções. Criar situações não previstas no ritual, por quê?
  5. Ora, a Loja deve se programar para que tudo ocorra de acordo com o Grau em que a Oficina fora aberta, afinal, a Loja deve ter um calendário aprovado pela própria Loja. Afinal, o que estiver aprovado é para ser cumprido.
  6. As regras para apresentação de trabalho para aumento de salário, estão previstas no RGF, Artigos 35 e 36.
  7. Este não é um assunto propriamente de ritualística. Questões de ordem devem ser resolvidas pelo Venerável e pelo Orador. A Secretaria Geral de Orientação Ritualística não tem como escrever regras para estas possíveis situações.
  8. Se a palavra ainda estiver na Coluna, é possível pedir ao Vigilante. Caso ela tenha passado, seu retorno dependerá de autorização do Venerável Mestre, via Vigilante.
  9. Ressalte-se que o ideal é o obreiro falar na sua vez, e pronto. Em prol do bom desenvolvimento dos trabalhos, é preciso que se evitem situações como esta.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

A CONCENTRAÇÃO

É a fixação de todas as forças mentais, dirigidas para determinado ponto.

Em maçonaria, inexiste atos de concentração, mas sim de meditação; a diferença entre esses dois consiste em que a meditação é conduzida de modo natural, sem esforço mental; na Cadeia de União, a meditação conduz a mente paras seu "interior", de modo suave e imperceptível.

Para a hipnose, usa-se a concentração do paciente, o que vem comprovar a diferença.

Para a maçom ingressar em meditação, basta fechar os olhos e o desejo; de imediato a mente é ativada e, "solta", viaja para qualquer ponto, desejado ou não.

A concentração decorre de um esforço prolongado para dirigir o pensamento a um ponto definido; na hipnose, a finalidade da concentração é que o paciente caia em sono, inicialmente leve, para em seguida ser profundo; o comando para a prática de atos como o de não sentir dor, de não fumar ou de libertar algum membro semiatrofíado, é dado quando o paciente se encontra em profundo sono.

A concentração causa cansaço, enquanto a meditação alívio.

Dentro da Loja, o maçom deve procurar afastar-se de atos de concentração, pois os resultados seriam negativos.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 98.

PARA VIVER BEM

Uma Reflexão Estóica para viver bem onde quer que estejamos

"Onde quer que uma pessoa possa viver, ali se pode viver bem."

Meus amados Irmãos:

Há uma força silenciosa que mora em todo verdadeiro Iniciado:

A capacidade de viver bem, mesmo quando tudo ao redor parece contrário ao Bem.

Vivemos tempos nos quais muitos são seduzidos pela falsa ideia de que a virtude precisa de um palco limpo para atuar. Dizem que só é possível ser ético quando o ambiente é propício, quando todos colaboram, quando o sistema é justo.

Mas essa ideia é uma ilusão.

E é justamente sobre isso que esta Instrução quer falar.

O CAMINHO ESTOICO: Virtude em Terreno Difícil
Há uma máxima antiga em que, o lugar não define a qualidade da vida; a alma, sim.
Há pessoas que sabem viver em meio a podridão da política por exemplo e mesmo assim manter-se justo, centrado e filosófico.
Essa lição ecoa com força dentro dos nossos Templos.
Afinal, o que fazemos aqui, senão nos preparar para sermos homens melhores no mundo real, aquele que pulsa lá fora, cheio de desafios, injustiças e tentações?

O EXEMPLO DE LINCOLN: Ética na Política
William Lee Miller, ao falar de Abraham Lincoln, nos relembra algo ainda mais profundo:
Lincoln não foi admirável apesar de ser político, foi admirável enquanto era político.
E aqui reside uma grande lição para nós, obreiros da Luz:
Ser ético na teoria é fácil.
Ser virtuoso entre os virtuosos também.
Mas ser íntegro entre serpentes, justo no coração do caos, incorruptível no campo da corrupção, isto sim é ser iniciado!

ALQUIMIA MAÇÔNICA: A Síntese do Caminho
A fusão entre Princípios e Pragmatismo é a verdadeira alquimia do Maçom.
Princípios sem ação são belas ideias, mas inúteis.
Ação sem princípios é força cega, perigosa.
O equilíbrio entre ambos é a conduta do Mestre.
A Maçonaria não nos ensina a fugir do mundo, mas a transformá-lo a partir de dentro.
Ela nos convida a entrar nos labirintos da vida com a tocha acesa da sabedoria e a régua da retidão nas mãos.

O CHAMADO DO TEMPLO: Viver Bem Onde Estás
Se estás em um ambiente hostil...
Se lutas para manter tua integridade num mundo que o despreza...
Se te sentes sozinho por manter teus valores enquanto outros se dobram...
Lembra-te disto, Irmão:
"A vida boa não depende do lugar em que estás, mas de quem tu és onde estás."
Tu és chamado a ser Luz no escuro.
Tu és o sal que preserva a essência em meio à podridão.
Tu és o Iniciado que não se deixa contaminar — mas purifica com sua presença.

UMA MÁXIMA PARA O CAMINHO
"O verdadeiro Iniciado não foge da escuridão, ele a ilumina com a chama da sua conduta."
Assim sendo, meus Irmãos,
Não temais o mundo.
Não amaldiçoem o caos.
Não sonhem com lugares ideais onde tudo seria mais fácil.
O verdadeiro trabalho se faz no mundo real.
E viver bem, justo, firme, compassivo e desperto,
é possível onde quer que estejamos.
Ergam-se, Irmãos.
E onde estiverem, vivam como Mestres.
Luz e força em vossos passos meus irmãos 

Assim seja 

Fraternalmente,
Um Irmão em busca constante da Luz, Andros 

Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro

sábado, 17 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

AUTORIDADE MAÇÔNICA PARAMENTADA

Em 31/07/2025 o Respeitável Irmão Pedro Augusto Schimidt Carvalho, Loja Lauro Muller II, 1694, REAA, GOB -SC, Oriente de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, apresenta a seguinte questão:

AUTORIDADE MAÇÔNICA

Surgiu uma dúvida em nossa Loja, a autoridade precisa estar paramentada como tal para ser tratada como autoridade, ou deve ser tratada como autoridade mesmo estando de balandrau e com paramento de Mestre.

CONSIDERAÇÕES:


Em que pese uma autoridade maçônica deva se apresentar aos trabalhos paramentada como a autoridade que exerce, nada impede que em situações esporádicas ela se apresente sem os seus paramentos, isto é, apenas com as alfaias de Mestre Maçom ou Mestre Maçom Instalado.

No meu entendimento, uma autoridade não deixa de estar como autoridade se estiver, ocasionalmente, sem os paramentos correspondentes ao cargo em que se acha investido.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

JOHANN GOTTLIEB NAUMANN


Johann Gottlieb Naumann (Dresden, Alemanha, 17 de abril de 1741 - 23 de outubro de 1801, Dresden, Alemanha) foi um compositor, maestro e Kapellmeister - mestre de capela alemão.

Recebeu suas primeiras instruções musicais na Kreuzschule de Dresden. Em 1757, o violinista sueco Anders Wesström o levou para a Itália, onde recebeu valiosas instruções em Pádua, Bolonha e Veneza. Seu intermezzo "II Tesoro ipInsidiato" estreou em Veneza em dezembro de 1762. Em 1764, retornou a Dresden. Em 1776, foi nomeado Kapellmeister em Dresden. Sua ópera mais popular, "Cora och Alonzo", teve sua primeira apresentação completa em Estocolmo durante a consagração da Nova Ópera. Compôs a ópera "Orfeu e Eurídice" para o aniversário do rei dinamarquês, estreada em Copenhague em 31 de janeiro de 1786. Também escreveu missas, cantatas, oratórios e lieder. Foi nomeado Ober Kapellmeister vitalício em Dresden em 1786.

Foi iniciado na Maçonaria no dia de São João de 1774 na Freimaurerloge "Aux Vrais Amis" em Dresden, Alemanha.

Fonte: Instagram_Coluna Cultural Maçônica