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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 7 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

BATERIA DO GRAU NA PORTA

Em 18.10.2025 o Respeitável Irmão Edson Novoa, Loja Cavaleiros da Távola Redonda, 4064, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, solicita esclarecimentos para o que segue:

BATERIA DO GRAU

No ritual, do REEA, quando da abertura dos trabalhos, a verificação da cobertura do Templo pelo Cobridor, no ritual diz que quando existe o cobridor externo, ambos cobridores dão a batida do grau, na porta. Em seguida, quando só tem o cobridor interno, o mesmo sai para verificar e no retorno da com a espada, a batida na porta.

No meu entendimento, no segundo caso, a batida com a espada, seria a batida do grau, pois se refere a mesma batida.

Contudo, na minha Loja, alguns irmãos acham que é só uma pancada com a espada.

Você, como o expert no assunto, e criador do novo ritual, pode nos esclarecer esse ponto, por gentileza?

Te agradeço demais e aguardo o retorno.

CONSIDERAÇÕES:

Obviamente que o procedimento é o mesmo. Estando presente o Cobridor Externo, ou não, o Cobridor Interno sempre dará na porta, com o cabo da espada ou com o punho cerrado, as batidas do Grau em que a Loja estiver sendo aberta.

Assim, reitera-se, o procedimento nessa ocasião ocorre com a bateria do Grau, não existindo essa tal “pancada única”.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

NÚMERO DE CANDIDATOS - DECRETO 2172/2023 - GOB

Em 16.10.2025 o Respeitável Irmão Dourival Marcelo Candido Carneiro, Loja Bento Gonçalves, 3113, REAA, GOB-SP, Oriente de São Caetano do Sul, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

NÚMERO DE CANDIDATOS

Minha dúvida pairava sobre a Sessão de Exaltação, em relação à quantidade de CComp que poderão ser Exaltados numa mesma Sessão. Como nossa Loja reúne-se quinzenalmente, invariavelmente temos um calendário bem apertado. Na última Sessão em 14/10/2025 de Companheiro tivemos todos os 04, aprovados para Exaltação. A Administração da Loja tem por objetivo realizar UMA ÚNICA sessão de Exaltação para os 04 CComp e eu como estou ORADOR dessa Administração fiz a óbvia sugestão para que não ultrapassássemos a sugestão/recomendação do GOB em mais que 3 “Candidatos” (ver pág. 72 2º parágrafo Ritual de 2001 e Pág. 95 2º parágrafo Ritual de 2009 para a Cerimônia de Iniciação). E como obviamente o sentimento de zelo e cuidado com os CComp devem ser o mesmo que aplicamos aos candidatos a entrar na Ordem. Pensei e fiz essa sugestão à Loja. Porém fui estudar toda a Literatura pertinente. (RGF – Rituais – Decretos). Diferentemente da Sessão de Iniciação onde havia expresso a recomendação de um limite de 03 Candidatos à Iniciação por sessão, nas Sessões de Elevação e Exaltação não há qualquer menção sobre essa restrição ou recomendação de que seja no máximo 3 e nunca mais de 3. 

E quando do recebimento do novos Rituais 2024 me deparo com a “retirada” destes termos que apontei acima inclusive do Ritual Grau 1. 

Bom, na minha opinião estamos “deixando” aberto para que as lojas façam as cerimonias de Iniciação-Elevação-Exaltação de tantos quantos forem os “candidatos”. 1,2,3,4,5 etc. E isso ao meu ver prejudica a logística ritualística dessas sessões. Estamos abrindo mão da “solenidade do Ato” para obtermos “celeridade”, ou ainda a quantidade de IIr. Com isso na minha interpretação quem perde é a Maçonaria, haja visto que pouco se absorverá em termos ritualísticos para os candidatos. Teremos tempos difíceis no que diz respeito ao aprendizado maçônico. Sem mais, e compreenda isso como um desabafo de quem ama a Maçonaria e sua Ritualística.

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente vale ressaltar que rituais do REAA anteriores aos de 2024, foram revogados, portanto nada neles vale para os atuais rituais vigentes, de 2024.

Dito isto, os novos rituais simplesmente seguem a determinação do Decreto 2172 de 17/11/2023 do Grão-Mestre Geral, cuja súmula expressa que "autoriza a iniciação de mais de três candidatos (o grifo é meu), numa mesma sessão, em Lojas da Federação".

Não obstante referência à Iniciação de Candidatos, este mesmo Decreto menciona no seu Artigo 3º que "revogam-se todas as disposições em contrário nos rituais dos graus simbólicos dos Ritos (o grifo é meu) praticados no Grande Oriente do Brasil". Note que o Artigo menciona a revogação nos Rituais dos Graus Simbólicos, o que se subentende que são os de Aprendiz (Iniciação), Companheiro (Elevação) e Mestre (Exaltação).

Graças a isso é que nos rituais do REAA vigentes, e de outros Ritos que virão, não consta mais a recomendação de no máximo três Candidatos para as respectivas cerimônias.

No entanto, o Decreto é bem claro no seu Artigo 2º, quando menciona o rigor ritualístico previsto no ritual. Isto quer dizer que exceto a teatralização da Lenda no 3º Grau, onde apenas um candidato participa da encenação, todos os demais procedimentos, nos três graus, não importando o número de Candidatos, devem ser rigorosamente cumpridos pelo Venerável Mestre. 

Assim, toda a liturgia e ritualística deve ser aplicada um a um dos Candidatos. Penso que este Artigo, especificamente, faz as Lojas repensarem antes de iniciar, elevar ou exaltar número excessivo de Candidatos. 

Observe que essas advertências constam no próprio ritual, onde todos, absolutamente todos, individualmente têm que passar pelas provas e passagens iniciáticas.

Assim, fomos obrigados a seguir o Decreto mencionado.

Ao finalizar, posso lhe garantir que sou partidário de no máximo três, todavia, como cumpridor da Lei que sou, obedeço ao Decreto do Grão-Mestre Geral.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ALEISTER CROWLEY

A figura de Aleister Crowley, é frequentemente associada à sua auto-proclamada autoridade em diversas tradições esotéricas. No entanto, sua relação com a Maçonaria regular foi marcada por uma busca constante e, no fim, frustrada, por legitimação dentro das Obediências estabelecidas. Crowley ansiava pelo reconhecimento formal destas instituições, vendo-o como um selo indispensável de prestígio e validade para os seus próprios projetos espirituais. Todas as suas tentativas seguiram um padrão claro: procurava credenciais maçônicas não por adesão genuína aos seus princípios, mas como ferramenta para consolidar a sua própria autoridade no meio ocultista.

Sua trajetória maçônica começou de forma irregular, com uma iniciação no México por um grupo não reconhecido, e prosseguiu sempre pelas margens das Obediências regulares. Recebeu os 33 Graus de um corpo maçônico igualmente irregular. As suas associações posteriores, seja com uma Loja vinculada à Grande Loja da França (considerada irregular pela Maçonaria inglesa) ou através da aquisição de graus honorários em ritos obscuros, nunca lhe conferiram o estatuto que procurava. O momento decisivo foi a sua última tentativa junto da Grande Loja Unida da Inglaterra, na década de 1910, onde os seus apelos foram categoricamente rejeitados. Esta porta fechada de forma definitiva marcou o fim do seu projeto de integração e levou-o a adotar uma postura abertamente crítica e hostil em relação à Maçonaria Regular, que ele passou a acusar de ser burocrática e fossilizada.

Crowley compreendia o peso simbólico da instituição, mas nunca aceitou as suas estruturas de autoridade, disciplina e reconhecimento mútuo. Por isso, a sua história neste campo é, acima de tudo, um testemunho das fronteiras bem definidas que a Maçonaria tradicional mantém contra interpretações heterodoxas e personalistas dos seus fundamentos. A verdade incontornável é que Aleister Crowley nunca foi reconhecido como maçom por qualquer Obediência regular da sua época, e o seu impacto na Ordem foi, no fim de contas, absolutamente nulo.

Por Luciano Urpia, In: Curiosidades da Maçonaria: Mitos e Fatos Maçônicos. Alicante, Reino de España, 2025

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

O SIMBOLISMO DO "PILAR QUEBRADO" EM MAÇONARIA

O pilar quebrado é um dos símbolos mais enigmáticos e comoventes dentro do imaginário maçônico. Sua presença em monumentos funerários e em certas representações rituais não é casual: evoca a ideia de uma obra inacabada, de uma vida truncada no seu processo de perfeição.

Na Maçonaria, o iniciado é concebido como um construtor espiritual que levanta, pedra sobre pedra, o templo interior de sua consciência. O pilar quebrado, então, representa a interrupção desse trabalho, lembrando que a existência humana é frágil e que nenhum projeto terrestre atinge a plenitude absoluta.

Historicamente, este símbolo se popularizou nos séculos XVIII e XIX, especialmente em lápides e monumentos maçônicos, onde se erguia como um sinal de luto e memória. No entanto, além da sua função funerária, o pilar quebrado adquire um sentido filosófico: mostra que a obra do iniciado nunca se completa em vida, pois a perfeição pertence ao plano espiritual.

Assim, o símbolo não é apenas um lembrete da morte, mas também um convite para refletir sobre a continuidade da alma e a transcendência do esforço humano.

Na sua dimensão moral, o pilar quebrado ensina que cada irmão deixa uma marca na construção coletiva, mesmo que o seu trabalho tenha sido interrompido. É um apelo aos vivos para continuar a obra, honrando a memória daqueles que já não estão. Assim, o símbolo se torna uma ponte entre o visível e o invisível, entre o temporal e o eterno, reforçando a ideia de que a Maçonaria não é apenas um caminho de conhecimento, mas também uma tradição de memória e legado.

Fonte: Facebook_Maestros Masones

sexta-feira, 6 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PALAVRAS SAGRADAS - GRAUS 1 E 2

Em 15.10.2025 o Irmão Maylon Lucas Occhi, Loja Filho dos Pelicanos, 3886, REAA, GOB-PR, Oriente de Cianorte, Estado do Paraná, apresenta as questões seguintes:

PALAVRA SAGRADA

Saudações fraternas.

Entro em contato para solicitar gentilmente o esclarecimento de duas dúvidas que surgiram em nossa Loja, inclusive, uma delas já havia sido encaminhada pelo Ir Bruno Baldo ao Ir em 2020, ocasião em que o irmão nos respondeu gentilmente.

As dúvidas são as seguintes:

1 - Palavra Sagrada: Sabemos que a Palavra Sagrada é ...OA..., contudo, em várias Lojas observa-se o uso de ...OO.... Na nota que o Ir publicou à época, mencionava-se que essa questão seria corrigida no novo ritual, entretanto, ao analisarmos o ritual atual, verificamos que não há qualquer observação ou esclarecimento sobre o tema, assim, gostaríamos de saber como devemos proceder, especialmente diante do fato de que diversas Lojas ainda utilizam a forma ...OO...Z.

2 - Pronúncia da Coluna “J”: Outra dúvida refere-se à pronúncia da Coluna J. Sabemos que, em razão da origem francesa, a pronúncia correta seria ...cqu...; porém, na prática ritualística de muitas Lojas, utiliza-se J...n. Poderia o Ir nos orientar sobre qual forma é a mais adequada segundo o entendimento oficial?

Agradeço desde já pela atenção e pela disponibilidade em nos auxiliar no esclarecimento dessas questões.

CONSIDERAÇÕES:

Embora a Maçonaria brasileira seja filha espiritual da França, portanto constituída por ritos de origem francesa, também é inegável que ela adota ritos de origem anglo-saxônica. Por conta disso acabam sendo utilizadas duas versões bíblicas na sua liturgia, a da Vulgata (latina), traduzida do hebraico para o latim por S. Jerônimo, e a Septuaginta (dos Setenta), traduzida do hebraico para o grego para atender judeus helenistas.

No que diz respeito à Pal Sagr de Aprendiz do REAA, na versão da Bíblia latina a sua grafia aparece como “...OO...”, ou seja, com vogais dobradas, enquanto que na versão bíblica da Septuaginta ela é escrita como “...OA...”, isto é, sem vogais dobradas, como originalmente deve ser na língua hebraica.

Ressalte-se que na escrita hebraica não existem vogais dobradas, portanto “...OA...” é a sua grafia original. Essa versão bíblica (Septuaginta) é comumente adotada por ritos maçônicos de origem inglesa (anglo-saxônica). Também as Bíblias protestantes trazem a escrita tal como se encontra na versão Septuaginta (dos Setenta), “...OA...”.

Na Maçonaria brasileira os ritos maçônicos de origem latina seguem geralmente a versão bíblica da Vulgata, a qual adota a corruptela “...OO...”, com as vogais dobradas.

Graças a isso, e para que se evitem conflitos desnecessários, no Grande Oriente do Brasil ambas as palavras, “...OA...” ou “...OO...”, são aceitas.

Em relação a palavra “...chi...”, ou “...ki...”, por ela ser de origem hebraica, nada tema ver com pronúncia francesa. Desse modo, sem excessos de preciosismo, segue-se sua pronuncia tal como ela estiver escrita, que tanto pode ser com “chi”, “ki”, ou “qui”.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SAÚDE, FORÇA E UNIÃO

Léo G. Santos ·

SAÚDE, FORÇA e UNIÃO: Um eco antigo que ainda nos chama...

Na Maçonaria há palavras que não se pronunciam... são sentidas.

Entre eles, Saúde, Força e União S∴ F∴ U∴ ressoa como um batimento cardíaco que atravessa séculos, símbolos e vontades.

Saúde não é apenas ausência de doença.

Na tradição maçônica é a harmonia do ser: o equilíbrio entre corpo, emoção e pensamento. Significa andar ereto por dentro, com clareza e propósito. Antigamente, esta saudação invocava proteção para o irmão que viajava de Loja em Loja, quando os caminhos eram incertos e a palavra era a única proteção.

A Força não fala de músculos, mas da vontade que sustenta o trabalho interior.

A Força Maçônica é o pilar invisível que permite a transformação da pedra bruta em pedra cúbica. Nas antigas guildas operacionais representava a solidez do construtor; Na Maçonaria é a energia que sustenta os juramentos, a constância que não é negociada.

A União é talvez a mais sutil das três.

União não significa pensar igual, mas vibrar juntos. É o vínculo silencioso que conecta irmãos de diferentes países, ritos e caminhos. Os antigos maçons invocavam-no para lembrar que nenhuma obra – nem um templo externo nem um templo interno – pode ser construída sozinha.

Ao longo dos séculos, S∴ F∴ U∴ tornou-se uma assinatura, uma despedida entre irmãos, uma lembrança íntima de um trabalho maior. Suas iniciais foram encontradas em manuscritos antigos, em cartas, nas margens de cadernos de oficina... sempre sugerindo que, além dos graus e ferramentas, o essencial é cultivar essas três virtudes como um triângulo perfeito.

Hoje continuamos a dizer Saúde, Força e União como quem abre uma porta que vai além do tempo.

Porque, no final das contas, estas palavras não são uma saudação.

Eles são um compromisso.

S∴ F∴ U∴
Tr∴ Fr∴ Abr∴

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

quinta-feira, 5 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

 

FAIXA DE MESTRE II

Em 12.10.2025 o Respeitável Irmão José Roberto da Conceição, Loja 03 de Maio, 1228, REAA, GOB-SP, Oriente de Martinópolis, Estado de São Paulo, faz a seguinte pergunta.

FAIXA DE MESTRE

Gostaria que o Irmão esclarecesse uma dúvida.

No Ritual de Aprendiz, ed. 2024, pág., 35, consta: "Os Mestres Maçons que ocupam cargo ficam dispensados de vestir a Faixa de Mestre, exceto aqueles que, por dever de ofício, usam uma espada como objeto de trabalho".

No Ritual de Mestre, ed. 2024, pág. 22, consta: "O Mestre Maçom que estiver exercendo cargo de Cobridor (Interno ou Externo) ou Experto traz, vestida sob o colar com a joia do cargo, também a Faixa de Mestre...".

A dúvida levantada por alguns Irmãos é que, em Loja de Aprendiz, não haveria necessidade de uso da Faixa de Mestre pelos Irmãos que estão nos cargos de Cobridor e Expertos, já que o Ritual de Aprendiz não especifica; embora eu entenda que, nesse caso, devemos levar em consideração, também, o contido no Ritual de Mestre.

CONSIDERAÇÕES:


A ideia é de que os Oficiais que têm a espada como seu objeto de trabalho, usem a faixa para acondiciona-la. Assim, os Cobridores e os Expertos usam a faixa de Mestre, tanto nos graus de Aprendiz e Companheiro, como no de Mestre. Vestem a faixa por baixo do colar com a joia distintiva do cargo.

Vale lembrar que a faixa traz nela preso um dispositivo anelar que serve para prender a espada. Isso evita que o titular empunhe a espada desnecessariamente.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

DESFILES NO PARAGUAI


Os desfiles maçônicos pararam de existir no Paraguai há um século devido à instabilidade política e aos regimes ditatoriais que o país enfrentou ao longo do século XX, principalmente a longa ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989).

Na imagem, um desfile maçônico em 1919: foi a última vez que os maçons participaram de um desfile público em feriados nacionais naquele país. Depois disso, somente em 2024.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

CORPUS CHRISTI

Ir∴ João Ivo Girardi
Loja Obreiros de Salomão nr. 39 (Blumenau)

CORPUS CHRISTI:

1. Festa católica que comemora a presença de Jesus Cristo na Eucaristia. Acontece 10 dias após Pentecostes.

2. É uma palavra da língua latina. Quer dizer Corpo de Cristo. Às vezes dizem também Corpo de Deus, porque Jesus é Deus. Alguns falam ainda em Santíssimo Sacramento ou, simplesmente, Eucaristia, embora a Eucaristia seja toda a celebração da Missa e não apenas o pão e vinho consagrado, de maneira separada da Missa. O Santíssimo Sacramento existe desde a Ceia celebrada por Jesus na quinta-feira santa, porque a partir daquela noite até hoje a Igreja vem celebrando a Eucaristia.


3. Festejamos hoje o Dia da Eucaristia, uma festa que enfatiza a presença real e total de Jesus Cristo ressuscitado na Eucarística. O pão é a matéria-prima da Eucaristia, pão, farinha de trigo, terra e trabalho se transformam na consagração no corpo de Cristo ressuscitado. A solenidade de Corpus Christi é a memória da Quinta-feira Santa.

É a profissão solene e pública da presença de Jesus. Papa Urbano IV (1261-1264) tornou mundial a festa de Corpus Christi. A tradição de fazer tapetes com folhas, flores e serragens vem dos imigrantes açorianos. Essa tradição praticamente desapareceu em Portugal continental, onde teve origem, mas foi mantida nos Açores e nos lugares onde chegaram seus imigrantes.


No Brasil, a tradição de se fazer os tapetes de rua acontece em todas as regiões do país, geralmente com voluntários que começam os preparativos dias antes da solenidade e passam a noite trabalhando. A procissão eucarística nos empenha na caminhada dos desempregados, imigrantes, andarilhos, missionários etc.

Somos herdeiros daquela grande procissão que foi o êxodo da escravidão do Egito, para a terra prometida.

A eucaristia nos fortalece na estrada da vida, nos caminhos que levam ao irmão, à missão evangelizadora, à pátria definitiva, à eucaristia celeste.

A Eucaristia promove o amor social, levando-nos à prática do lava-pés, na qual o Senhor nos indica a serviço como via mestra de toda relação autêntica entre as pessoas.


Na verdade, a Eucaristia é o símbolo da concórdia, sinal da unidade, vínculo da caridade. É vida da alma, saúde do espírito, vigor do corpo. A Eucaristia é o sacramento do amor, do amor que vai até o extremo. Nela, cada um de nós é amado ao extremo. Nada mais suave e nada mais eficaz do que a Eucaristia para nos conduzir à santidade. Nela, Deus habita entre nós cheio de graça e de verdade, alimenta as virtudes, educa os fracos, ensina a mansidão e a humildade. É o sacramento que dá força para dominar nossas tendências para o mal, previne as faltas graves, estimula a procura e os interesses de Deus. (Padre João Bachamann).

Origem:

Sua origem está ligada a um milagre acontecido na Idade Média.

O sacerdote Pedro de Praga fazia peregrinação a Roma. Nessa viagem, parou para pernoitar na vila Bolsena, não longe de Roma e se hospedou na Igreja de Santa Catarina.

Na manhã seguinte, foi celebrar uma missa e pediu ao Senhor que tirasse as dúvidas que ele tinha em acreditar que Jesus estava presente na Eucaristia. Era difícil para ele acreditar que no pão e no vinho, estava o corpo de Cristo. Na hora em que ergueu a hóstia, esta começou a sangrar (sangue vivo).

Ele assustado, embrulhou a hóstia e voltou à sacristia e avisou o que estava acontecendo. O sangue escorria, sujando todo o chão no qual apareciam vários pingos. Isso foi informado ao Papa Urbano IV, que estava em Orvieto, que mandou um bispo a essa vila verificar a veracidade de tal fato. O bispo viu que a hóstia sangrava e o chão, o altar e o corporal (toalha branca do altar) estavam todos manchados de sangue. O bispo pegou as provas do milagre e voltou para mostrar ao Papa. O Papa, entretanto, sentia algo estranho e resolveu ir ao encontro do bispo. As carruagens se encontraram na Ponta do Sol e o Papa desceu de sua carruagem e ao ver todas as provas do milagre, ajoelhou-se no chão e se dobrou sobre aquela hóstia sangrando e exclamou: Corpus Christ!

Até hoje, ainda existem essas provas do acontecido. Ai começou a ser celebrado o dia de Corpus Christi e todos passaram a acreditar que Jesus está presente na hóstia consagrada. Fizeram então, pela 1ª vez a procissão com o Cristo passando pela cidade e até hoje esse ritual acontece.

Para acreditar tudo depende da nossa fé.

Isso é um Mistério da Fé. Corpus Christi é Jesus presente na hóstia consagrada em corpo, sangue, alma e divindade. Ninguém vê Jesus na hóstia, mas acreditamos pela nossa fé.

Em 1264, o papa Urbano IV através da Bula Papal Transisturus Hoc Mundo, estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No AT esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio corpo de Cristo. Durante a missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

Procissão do Corpus Christi em Florianópolis

Procissão de Corpus Christi:

Em muitas cidades, costuma-se cobrir as ruas com tapetes formados por flores e diversos ornamentos por onde deve passar a procissão, formando mosaicos com temas religiosos. A festa teve origem em 1208 quando a monja belga Joana de Mont Cornillon teve a visão de uma festa em homenagem a Eucaristia. Passa então, a organizar celebração que se estende por toda a cidade. Em 1264 o Papa Urbano IV, estabelece a comemoração para toda a Igreja Católica. Em 1599 a freira foi canonizada, tornando-se conhecida como Santa Juliana. As primeiras celebrações organizadas por Joana ocorriam na primavera e as ruas costumavam ser enfeitadas de flores. No Brasil, a tradição tem sido enriquecida com tapetes feitos de serragem, pó de café, cereais e outros materiais. (V. no Vade-Mecum sobre Pão Ázimo, Cordeiro, Eucaristia, Hóstia, Pentecostes).

Fonte: JBNews - Informativo nº 299 - 23.06.2011

quarta-feira, 4 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

ORDEM DO DIA - CONCLUSÕES DO ORADOR

Em 13.10.2025 o Respeitável Irmão Cleiton Rocha Matos, Loja Guardiões do Olimpo, 3368, REAA, GOB-MT, Oriente de Nova Olímpia, Estado do Mato Grosso, formula a seguinte questão.

ORDEM DO DIA

Boa tarde meu Eminente irmão Pedro Juk, gostaria de tirar uma dúvida, referente a ordem do dia. A ordem do dia quando não tiver votação ou assunto pertinente a discussão, é preciso passar para o irmão orador para suas conclusões ou o venerável mestre já dá ela como encerrada?

CONSIDERAÇÕES:


No período da Ordem do Dia, antes da votação de cada matéria, o Orador deve se manifestar pela sua legalidade. Logo, se não houver nenhuma discussão e votação em pauta, não haverá manifestação do Orador, podendo o Venerável Mestre dar por concluído esse
período.

As matérias da Ordem do Dia devem ser pré-agendadas pelo Venerável Mestre, salvo se tiver sido colhida, na bolsa de propostas e informações, alguma coluna gravada que mereça atenção urgente.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO (1)

(Republicação)
QUAL O ESTADO DE ÂNIMO DO MAÇOM AO CHEGAR NO TEMPLO?

1º - Cumprimentar seus irmãos com alegria e ser amável ao abraçar a cada um demonstrando a satisfação em participar daquela reunião. 

2º - Se necessário ajudar na preparação da Loja e aproveitar a oportunidade para ensinar os aprendizes, os porquês de cada objeto e seu significado. 

3º - Procurar cumprir e estimular os irmãos para que a reunião tenha o início no horário previsto. 

4º - Abandonar os problemas ditos "profanos" antes de entrar na sala dos passos perdidos. 

5º - Tudo que realizar, realizar com amor e gratidão, pois muitos desejariam estar participando e não podem. 

Lembre-se, 

MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ 

(saber - querer - ousar - calar)

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

O SILÊNCIO INICIÁTICO E UNIVERSAL

No caminho iniciático, o silêncio não é ausência.

"Ele é presença concentrada".

Saber calar não significa omitir, mas preparar o vaso para que a verdade possa ser recebida sem distorções.

Antes da Palavra criadora, houve o Silêncio.

Antes da Luz se manifestar, houve o recolhimento.

O silêncio é o laboratório secreto da alma, onde pensamentos se decantam, emoções se purificam e a consciência aprende a escutar aquilo que não pode ser dito.

Quem fala demais, espalha a energia.

Quem silencia conscientemente, a concentra.

É no silêncio que o mestre interior se revela, não como voz externa, mas como certeza tranquila, clara e firme.

As grandes verdades não gritam.

Elas sussurram, E apenas aquele que aprende a calar consegue ouvi-las.

O iniciado compreende que nem toda verdade deve ser pronunciada, nem todo conhecimento deve ser exibido.

Há palavras que amadurecem apenas no escuro do coração.

"Por isso, o silêncio é proteção".

Ele preserva a obra em gestação dos olhares profanos e das dispersões do ego.

Quem atravessa o silêncio não se torna mudo, torna-se preciso.

E quando finalmente fala, suas palavras não buscam convencer.

Elas irradiam. Pois aquele que aprendeu a ouvir a voz do mestre interior já não precisa provar nada ao mundo.

Fonte: Facebook_Adilson Casanova Torman

terça-feira, 3 de março de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SAÍDA TEMPORÁRIA DOS TRABALHOS

Em 09.10.2025 o Respeitável Irmão que se identifica apenas como Tonetti, Loja Guaicurus, 4317, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado Do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos:

SAÍDA TEMPORÁRIA

Peço orientação ritualística quanto a saída temporária do Templo, uma vez que o ritual página 43 fala em entrada e saída do oriente e entrada formal ou saída definitiva do templo, porém não fala sobre o procedimento para se ausentar temporariamente e seu retorno ao templo. Gostaria de saber:

1) A quem pedir dentro do templo (Vigilante da Coluna ou diretamente ao Venerável).

2) Uma vez autorizado saída, é preciso ser conduzido pelo Mestre de Cerimônia. Deve cumprimentar o Venerável.

3) Quando da entrada temporária tem que cumprimentar somente o Venerável ou as Luzes. Deve ser conduzido ao seu lugar pelo Mestre de Cerimônia ou não.

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente, vamos combinar que não há necessidade de se introduzir no ritual um período ritualístico para suprir as diversas situações que levam um Irmão a se retirar temporariamente do Templo.

Para isso, o Venerável Mestre tem poder e competência para conduzir as diversas situações ritualísticas que porventura possam advir durante os trabalhos.

Vamos às respostas:Quem estiver nas colunas, obviamente pede para o Vigilante respectivo. Este, por sua vez, solicita ao Venerável Mestre, o qual poderá ou não autorizar a saída temporária. Quem estiver no Oriente, pede autorização diretamente ao Venerável Mestre.

Sim, a despeito de que uma das funções do M∴ CCer∴ é a de ser o condutor nos trabalhos da Loja. Nesse caso, como a retirada é temporária, não há o porquê de o retirante, ao sair da Loja, prestar alguma saudação.

De retorno ao Templo, sendo conduzido pelo M∴ de CCer∴, o retirante volta aos trabalhos. Nessa condição, o Ven∴ Mestre deve dispensar as formalidades, isto é, sem marcha e saudação às Luzes.

Concluindo, existem várias outras situações nesse contexto que poderão vir a acontecer, portanto, à vista disso não há como registrar todas elas no ritual. O Venerável Mestre, como condutor dos trabalhos. certamente tem aptidão para tomar as providências cabíveis, evitando os excessos de preciosismo que, ao contrário de abrilhantar a sessão, apenas atrapalha a fluidez e a beleza dos trabalhos.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

EVOLUIR É UM DEVER

Jose Ricardo Salgueiro Castro

Na Maçonaria, cada passo dado no caminho da Luz carrega um compromisso silencioso com a própria consciência. Evoluir não é um favor concedido pelo tempo, nem um privilégio reservado a poucos. É um dever assumido no momento em que o homem decide lapidar a própria pedra bruta e se tornar, a cada dia, mais justo, mais reto e mais verdadeiro.

A iniciação não nos concede títulos. Ela nos impõe responsabilidades. Cada grau recebido amplia não o ego, mas a obrigação moral de viver aquilo que professamos em Loja. Evoluir é vigiar os próprios pensamentos, corrigir as próprias falhas e agir no mundo com a mesma retidão que juramos no Templo. Não há grandeza sem disciplina, não há honra sem consciência, não há luz sem esforço.

Ser maçom é compreender que o trabalho mais importante não se realiza com ferramentas visíveis, mas no íntimo do caráter. O silêncio do Templo nos ensina que o verdadeiro progresso não se ostenta. Ele se manifesta na conduta, no respeito ao próximo, na firmeza diante das provas e na humildade de reconhecer que sempre há algo a aprender.

Quando afirmamos que evoluir é um dever, reafirmamos a essência da Ordem. Somos chamados a ser exemplos, não por vaidade, mas por responsabilidade. Cada atitude, cada palavra e cada escolha refletem o compromisso assumido diante do Grande Arquiteto do Universo.

Que jamais nos acomodemos. Que a busca pela melhoria interior seja constante. Porque na Maçonaria, evoluir não é uma conquista pessoal. É uma missão. E toda missão exige consciência, caráter e fidelidade aos princípios que nos unem como Irmãos.

Fonte: Facebook

segunda-feira, 2 de março de 2026