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PERGUNTAS & RESPOSTAS
domingo, 8 de novembro de 2026
MUDANÇAS DE PROCEDIMENTOS
Em 28/06/2026 o Respeitável Irmão Nadir Valengo, Loja Imperador Dom Pedro II, 4583, REAA, GOB-PB, Oriente de Mamanguape, Estado da Paraíba, apresenta o que segue:
MUDANÇAS
Em fala durante sessão ritualista um obreiro disse que o atual Rito do REAA está para ser novamente modificado.
O ponto principal de mudança seria o tratamento que o ritual prevê para membros de outros ritos não poderem utilizar de suas dinâmicas ritualistas em sessão nas lojas orientadas pelo rito REAA.
Especificou, o dito obreiro, que a exemplo do Rito Brasileiro ficarem em pé durante a fala de seu venerável ou outro membro em cargo de graduação destacada.
Disse também que obreiros de outros ritos não serem obrigados a saberem dos movimentos do REAA e assim poderem agir em conformidade com seus ritos.
Existe preocupação de o Ritual REAA ser novamente modificado nesses temas?
CONSIDERAÇÕES:
O Ritual do REAA/GOB de 2024 em vigência continuará sendo executado na forma da sua publicação original, especialmente no que diz respeito aos visitantes de outros ritos.
Lamento informar, mas esse Irmão que, conforme seu relato, disse que haverá mudança nos procedimentos emanados do ritual, está espalhando notícias falsas.
Nesse particular, o ritual do REAA/GOB atende ao Artigo 217 do RGF e, se fosse o caso de mudança, antes teria que ser alterado o RGF.
Penso que isso não passa de um boato irresponsável de quem procura instigar o descumprimento de um ritual aprovado e vigente no GOB. O fato de se espalhar inverdades merece ser tratado na forma da lei, como um delito maçônico.
Sobre IIr∴ visitantes de outros ritos, vale esclarecer que eles podem naturalmente se apresentar vestidos com os paramentos dos seus ritos, bem como podem fazer o Sin∴ de Ord∴ do seu rito. Entende-se que essas diferenças são pequenas e não alteram o desenvolvimento ritualístico do ritual.
O que de fato não pode é um visitante de outro rito introduzir práticas ritualísticas do seu rito no ritual que está sendo executado pela Loja visitada (anfitriã).
Insiste-se: o que não se deve é alterar as práticas previstas no ritual que está sendo executado. Por exemplo, visitantes de outro rito se colocarem em pé enquanto um deles faz uso a palavra. Entenda-se que isso é proibido acontecer nos trabalhos do REAA. Está escrito no ritual que apenas o usuário da palavra é quem fica em pé. Nesse caso, seus eventuais acompanhantes devem permanecer sentados, mormente porque eles não foram autorizados a ficar em pé e à Ord∴. Outro exemplo de prática não permitida no REAA é a circulação em infinito, prática litúrgica comumente utilizada em outro rito. Outro ainda, é o ato de se esquadrejar os cantos da Loja (tapete), prática comum ao Rito de York, mas que não existe no REAA.
Tudo isso um visitante de outro rito não pode fazer, pois estaria alterando o ritual que está sendo executado pela Loja visitada.
Vale a pena mencionar que quem visita uma Loja de outro rito deve se apresentar com antecedência suficiente para receber os devidos esclarecimentos, nunca chegando sem tempo hábil para colher as informações necessárias.
No mais, só tenho mesmo que lamentar a presença de fofoqueiros que espalham mentiras no intuito de atrapalhar o bom andamento da ritualística maçônica.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
Secretário Geral de Orientação Ritualística do GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.brper
BREVIÁRIO MAÇÔNICO
QUEM FALA MUITO ATRAPALHA A REUNIÃO!
Sérgio Quirino Guimarães
Este texto trata-se de um reenvio, uma vez que foi escrito e disponibilizado em março de 2015, sendo um dos meus artigos mais plagiados. Com frequência, recebo-o em grupos sob as mais diversas autorias ou com a atribuição "autor desconhecido". Dessa forma, alguém recebeu, apreciou o conteúdo, mas, como não gostou do autor, deletou a autoria e compartilhou.
Divirto-me com a situação. Assim, descubro o contato do "autor", ligo mostrando interesse no artigo, dou um lustro na vaidade do "irmão" e pergunto se ele é, de fato, o autor do texto. O fim da história vocês podem imaginar.
Concentremo-nos, no entanto, na missão deste fim de semana. No artigo passado, alertamos sobre a necessidade de SABER LER. Porém, há um "efeito colateral" nessa abordagem. Alguns Irmãos leem bastante e não avaliam bem quando e o quanto devem compartilhar o que leram. Logo, surge a situação de QUEM FALA MUITO ATRAPALHA A REUNIÃO!
E por que isso acontece? Por dois motivos: vaidade e ingenuidade.
A vaidade é notada quando o locutor utiliza os verbos na primeira pessoa. Suas manifestações parecem testemunhos. Ele julga que, em todos os assuntos da Loja, os Irmãos devem escutar a sua opinião e tem a capacidade de ocupar mais tempo do que o ritualizado para o Quarto de Hora de Estudos.
Por sua vez, a ingenuidade é aparente naqueles que saúdam autoridades e visitantes e, ainda, emitem conclusões a respeito da Sessão (funções do Orador). Do mesmo modo, manifestam-se sobre as Instruções (função dos luzes ou daqueles que o Venerável indicar). Após a leitura do Balústre, pedem a palavra, saudam, nominalmente, todos os presentes e questionam o Secretário acerca de qualquer queriosúcula, o que devam fazer após a Sessão.
Convém lembrarmos que qualquer reunião, ultrapassando duas horas, é cansativa e improdutiva. Há Irmãos que trabalharam o dia inteiro e desejam, à noite, encontrar o grupo para serenar os ânimos e harmonizar-se com o Criador. Vive
Portanto, quando o Irmão falador pede a palavra, toda a Oficina "trava", e, assim, há uma quebra na Egrégora da Sessão. Em contrapartida, quando aquele Irmão que pouco se manifesta pede a palavra, todos se voltam para ele com atenção e respeito.
Devemos, pois, conscientizar-nos de que, se quisermos contribuir para a formação dos irmãos, é necessário fazê-lo pelo exemplo, e não pela palavra! A verborréia é uma deficiência, um vício, que avilta o homem!
Quando formos visitar uma Loja, estaremos lá para aprender, e não para ensinar. O silêncio torna-se uma prece nas Sessões Magnas, compreensivelmente mais longas e, sempre, com a presença de outros visitantes. De
Parabolizar pelos trabalhos só é necessário para os que têm necessidade de verniz no ego. Se o Irmão quiser ocupar mais de três minutos (tempo mais que salutar), pode agendar com o Secretário a sua participação no Quarto de Hora de Estudos ou na Ordem do Dia.
No período destinado à Palavra à Bem da Ordem, em Geral, e da Loja, em Particular, devemos trazer notícias dos Irmãos ausentes (não vale justificar a falta, pois isso deve ser feito por escrito, acompanhado do óbolo) e louvar os feitos da Ordem.
Nesse sentido, o Livro da Lei ensina-nos: "Pois o Reino de Deus não consiste em palavras, mas na virtude" (1 Coríntios 4,20).
sábado, 7 de novembro de 2026
INGRESSO NO TRONO
Em 28.06.2026 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta as seguintes questões:
INGRESSO NO TRONO
Mais uma vez venho solicitar o seu valoroso conhecimento, a fim de esclarecer aos demais IIr∴ da Loja a que faço parte.
1⁰) - Estando a palavra no Oriente e um Ir∴ da Coluna do Norte solicita falar, o Ven∴ autoriza a partir da Coluna do Sul ou pode ser diretamente para a Coluna do Norte?
2⁰) - O Ir∴ pode explicar porque o Ven∴ em uma sessão normal, entra para sentar em seu trono pelo Norte e não pelo lado Sul, já que no oriente há circulação?
CONSIDERAÇÕES:
2 - O Venerável Mestra ingressa no Altar pelo lado Norte e dele sai pelo lado Sul. Isso se dá porque existe a regra de que no Oriente se ingressa pelo lado Nordeste (mesmo lado do Orador) vindo da Coluna do Norte e, dele se sai, pelo lado Sudeste (lado do Secretário) sempre em direção da Coluna do Sul. Essa regra, universalmente aceita no REAA, tem apenas o fito de normatizar os procedimentos de circulação em Loja. Assim, também ficou pré-estabelecido que o Venerável Mestre é sempre abordado pelo seu ombro direito, como é o caso do 1º Diácono, na transmissão da palavra, do Mestre de Cerimônias, ao colher a assinatura na ata, etc. A única abordagem pelo lado Sul (ombro esquerdo do Venerável) é na Prova da Taça Sagrada. Isso se dá porque existe a retirada tempestuosa do Candidato diretamente em direção à Coluna do Sul.
Outro aspecto universalmente aceito é o de que quem se dirige ao Oriente, por conta da circulação horária no Ocidente, passa obrigatoriamente antes pela Coluna do Norte, sendo assim, é muito mais racional e prático que se ingresse no trono pelo Norte, sem precisar antes aumentar o percurso cruzando pela frente do Altar até a sua banda Sul.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.brper
CHRISTIAN GORRFRIED KÖNER
EL HOMBRE NO CREA LA LUZ… APRENDE A RECIBIRLA
sexta-feira, 6 de novembro de 2026
COLARES (ALFAIAS) E SINAL DE ORDEM (DISPENSA)
Espero que este e-mail o encontre em Plena Paz e com excelente saúde.
Recorro às suas luzes e ao seu vasto conhecimento doutrinário para sanar duas dúvidas que surgiram em nossa Oficina durante a última sessão, gerando debate entre os Irmãos. Sendo assim, solicitamos, se possível, o seu parecer sobre os seguintes pontos da prática ritualística no REAA:
1. Cumulação de Paramentos (Colar e Faixa).
Existe alguma restrição ou orientação específica sobre a utilização de colar de cargo sobreposto à faixa de Mestre? Da mesma forma, qual é o procedimento correto em relação ao uso simultâneo de colar de cargo e colar de autoridade (como o de Deputado ou de Mestre Instalado)?
2. Obrigatoriedade do Sinal de Ordem ao fazer uso da palavra
O Sinal de Ordem é obrigatório durante todo o tempo em que o Irmão estiver fazendo o uso da palavra em Loja, ou a dispensa de mantê-lo é uma prerrogativa do Venerável Mestre?
Agradeço desde já pela sua constante dedicação ao esclarecimento dos Irmãos e pelo brilhante trabalho de instrução que realiza em nossa Ordem. Ficamos no aguardo de suas orientações para que possamos manter nossos trabalhos na mais justa e perfeita harmonia ritualística.
Nos lê em cópia o Irmão Douglas Gomez Campodarve Leite, MI e atual Mestre de Cerimonias da Oficina.
Caro Irmão, bom dia.
A questão dos colares com joia distintiva - Exceto os Cobridores e Expertos (estes em algumas situações) que usam espada como objeto de trabalho, os demais titulares dos cargos em Loja não precisam usar a faixa de Mestre, já que na ocasião estarão vestindo o colar com a joia distintiva do seu cargo. A relação da faixa de Mestre (vestida à tiracolo) com a espada é porque a faixa, reminiscência dos velhos talabartes, traz nela preso um dispositivo anelar metálico que serve para acondicionar a espada quando ela não estiver em uso. Isso evita que o titular a empunhe em momentos desnecessários (pág. 205 do Ritual, itens "Empunhar a Espada", "Em Pé com a Espada", "Espada em Uso" e "Espada no Dispositivo da Faixa".
Assim, apenas os Mestres Maçons sem cargo é que devem usar a faixa de Mestre. A exceção fica por conta dos Cobridores, e Expertos (em algumas ocasiões), que utilizam espada como objeto de trabalho.
Essas são as orientações sobre esse assunto emanadas da Secretária Geral de Orientação Ritualística para o REAA/GOB (vide página 214 do Ritual de Aprendiz, item "Paramentos").
Vale a pena ressaltar que a sobreposição de colares não tem o fito de desrespeitar nenhuma Autoridade. O uso do colar/joia do cargo em Loja sobreposto ao de Autoridade, apenas cumpre aquilo que se encontra determinado no ritual durante a formação do préstito de entrada pelo M∴ de CCer∴.
A questão do sinal de Ordem - É regra consagrada no REAA que aquele que estiver em pé e parado em Loja aberta, deve se colocar à Ordem, isto é, com o sinal de Ordem composto (vide pág. 209 do Ritual de Aprendiz, item "Em pé e à Ordem").
Durante o uso da palavra, quem estiver falando em pé fica à Ord∴. Deve assim permanecer enquanto durar a sua fala. Concluída a alocução, desfaz-se imediatamente o sinal antes de se sentar, ou, se for o caso, prossegue no seu percurso.
No que diz respeito à dispensa do sinal, somente o Venerável Mestre, com acentuado critério, esporadicamente deve autorizar (pág. 210 do Ritual, item "Dispensa do Sinal).
Sendo assim, é altamente condenável que o usuário da palavra peça dispensa do sinal. Se for o caso, o Ven∴ Mestre manda dispensá-lo. É também censurável o Venerável Mestre que costumeiramente fica dispensando o uso do sinal nessa ocasião.
Apenas como exceção, nunca como regra, a dispensa do sinal de Ord∴ durante o uso da palavra é possível, no entanto, somente se for realmente imprescindível.
A FLOR DE MIOSÓTIS
quinta-feira, 5 de novembro de 2026
TRAJE DO VENERÁVEL MESTRE NAS SESSÕES
Em 26.06.2026 o Respeitável Irmão Rodrigo Lopes Rocha, Loja Acácia do Vale do Urucuia, 2100, REAA, GOB MINAS, Oriente de Buritis, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos.
TRAJE DO VENERÁVEL
Sirvo-me do presente para perguntar ao Irmão sobre a obrigatoriedade do Venerável Mestre usar terno em Sessões Ordinária. Realmente é uma obrigação inerente ao cargo, ou devemos seguir como está no Ritual inclusive para o Venerável, permitindo a ele o uso do Balandrau?
Certo da sua atenção e instrução, despeço-me com um TFA.
CONSIDERAÇÕES:
Como alude o RGF no seu Art.º 110, nas sessões magnas os maçons estarão trajados conforme o Rito [...]. No § 1º deste mesmo Art.º está escrito que nas sessões ordinárias admite-se o uso do Balandrau (conforme o Rito).
Assim, no Ritual de Aprendiz do REAA está previsto que nas sessões magnas os maçons devem impreterivelmente se apresentar trajados “com terno preto, ou azul marinho, camisa branca, etc.” Nas sessões ordinárias “admite-se o uso do balandrau negro, talar [...]”.
Por conta disso, no REAA o Venerável Mestre, nas sessões magnas, tal como os demais Irmãos deve se apresentar trajado de acordo com a legislação, ou seja, usando terno preto ou azul marinho, etc., enquanto que nas sessões ordinárias, se ele quiser, pode se apresentar vestindo balandrau.
Como no REAA não é obrigatório o uso de terno pelo Venerável Mestre nas sessões ordinárias, ele, como todos os demais, nas "sessões magnas" se apresenta vestindo terno, enquanto que nas "sessões ordinárias", se for do seu gosto, ele pode perfeitamente fazer uso do balandrau.
ROBERT SENGSTACKE ABBOTT
REFLEXÕES PESSOAIS
quarta-feira, 4 de novembro de 2026
MÃO DIREITA
Em 26/06/2026 o Respeitável Irmão José Cláudio Furquim, Loja Estrela Cambuiense, REAA, GOB MINAS, Oriente de Cambuí, Estado de Minas Gerais, pede explicações para o seguinte:
MÃO DIREITA
Existe orientação no REAA de qual mão é usada para depositar o óbolo na bolsa do tronco de beneficência?
CONSIDERAÇÕES:

Assim sendo, tal como os sinais penais e os gestos de aprovação, os de empunhar o malhete e a espada, etc., também é a mão direita que deposita o óbolo ou as propostas e informações na respectiva bolsa.









