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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

DIFERENÇA ENTRE RITOS MAÇÔNICOS

Em 01/09/2025 o Respeitável Irmão Sidney Gonçalves de Souza, Loja Templários do Oeste, 4468, Rito Adonhiramita, GOB MINAS, Oriente de Divinópolis, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos para o seguinte:

DIFERENÇA ENTRE RITOS

Participei na reunião em uma Loja do REAA, e vi algumas técnicas de trabalho, que me geraram dúvida a qual pergunto-vos: 1º) Nas reuniões das Lojas do REAA do GOB, o Estandarte da Loja e a Carta Constitutiva são virados após a abertura do Livro da Lei?

2º) Nas Lojas em que as luzes litúrgicas são velas, consequentemente conforme o ritual, essas são acendidas pelo Mestre de Cerimônias, existe no altar do Venerável aquela vela acesa que em alguns ritos é considerado como CHAMA SAGRADA e em outros com PIRA FLAMEJANTE?

Faço as perguntas, porque não vi nenhuma menção sobre tal no Ritual. Agradeço antecipadamente pela paciência e a sempre predisposição de ajuda.

CONSIDERAÇÕES:

ATENÇÃO: As considerações a seguir são pertinentes ao REAA, não obstante o Irmão que faz esta consulta ser praticante do Rito Adonhiramita.

Assim, antes é bom que se diga que procedimentos e orientações que não constam no ritual em vigência, simplesmente devem ser ignorados, até porque o próprio ritual menciona que o mesmo dever executado com ele está – vide item 1.2 – Interpretação deste Ritual, página 13 do Ritual de Aprendiz do REAA (2024).

Por conta disso, virar o Estandarte e a Carta Constitutiva em determinado momento dos trabalhos não existe no ritual do REAA.

Da mesma forma, também não existe sequer uma menção à tal da “chama sagrada”, “pira flamejante”, ou outros elementos desse gênero.

À vista disso, reitera-se que não há nenhuma cerimônia especial para o acendimento e o apagar das luzes litúrgicas. O ritual é claro quando apenas orienta que sendo as luzes litúrgicas lâmpadas elétricas, os próprios titulares as acendem; sendo as luzes velas, o M∴ de CCer∴, sem nenhuma formalidade especial, fará o acendimento na ordem hierárquica e as apagará na ordem inversa. Apenas isso. Para acendê-las não existe nenhuma genuflexão, inclinação com o corpo nem meneios com a cabeça.

 Para atender a este ofício, nessa ocasião o M∴ de CCer∴ geralmente se faz valer de uma vela auxiliar para fazer o acendimento. Acesas todas as luzes do candelabro previstas, o M∴ de CCer∴ imediatamente apaga a vela auxiliar. Não deve deixa-la acesa sobre o Alt∴ dos PPerf∴, até porque não existe nenhuma evocação religiosa nessa prática, em se tratando do REAA. Portanto, na sua liturgia não existe nenhuma chama sagrada, votiva, mística, pira flamejante, etc.

É oportuno lembrar que no REAA, as luzes litúrgicas são aquelas que se apresentam acesas, conforme o Grau, nos candelabros de três braços que repousam sobre o Altar ocupado pelo Venerável Mestre e mesas dos Vigilantes.

Ao concluir, reitera-se: conforme o ritual vigente do REAA, não está prevista nenhuma atividade ritualística envolvendo a Carta Constitutiva e nem o Estandarte da Loja. Do mesmo modo também não existe chama sagrada e nem pira flamejante. Cada rito maçônico possui particularidades ritualísticas próprias que devem ser severamente respeitadas, pois só assim a sua liturgia fará sentido no contexto iniciático.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

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