A palavra é uma das ferramentas mais poderosas que o ser humano recebeu. Invisível, mas decisivo; sutil, mas profundo. Com ela se constrói o templo interior ou se rompem seus alicerces. Portanto, tanto na vida profana como no caminho iniciático, a palavra deve ser usada com consciência, retidão e propósito.
Numa visão maçônica, a palavra é um símbolo de luz. É instrumento de ensino, transmissão de valores e união fraterna. Bem utilizado, orienta, instrui e fortalece; mal utilizado, confunde, fere e divide. Assim como o maçom trabalha para polir a pedra bruta, ele também deve aprender a polir a sua linguagem, eliminando as arestas da raiva, do orgulho e das mentiras.
A palavra constrói quando nasce do respeito, da verdade e do desejo sincero de elevar o ser humano. Constrói quando corrige com prudência, quando orienta sem impor e quando une em vez de separar. Mas destrói quando é pronunciado sem reflexão, quando responde ao ego ou quando se torna instrumento de discórdia.
Nem todo ensino requer voz. O silêncio consciente também é uma palavra sábia. Saber ouvir, refletir e calar-se no tempo é parte essencial da disciplina moral, tanto para o maçom como para qualquer pessoa comprometida com o seu crescimento interior.
Que cada palavra que pronunciamos seja como uma pedra bem esculpida, colocada com equilíbrio e justiça no trabalho da nossa vida, para que o resultado seja harmonia, fraternidade e bem comum.
Fonte: Facebook_Atrio do Saber
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