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PERGUNTAS & RESPOSTAS
O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br
domingo, 14 de fevereiro de 2016
sábado, 13 de fevereiro de 2016
A MAÇONARIA E O CRISTIANISMO
A MAÇONARIA E O CRISTIANISMO
ESTATUTOS
Em 1723 foi publicado o primeiro estatuto da novel
organização (A Grande Loja de Londres) conhecido mundialmente como
"Constituições de Anderson", por ter sido compilada e redigida pelo
Rev. Presbiteriano James Anderson (1680-1739). Outros dizem ser as
"Constituições" obra. de seu prefaciador, o Rev. Anglicano João
Teófilo Desaguliers (1683 - 1744) de família huguenote francesa que emigrou
para a Inglaterra após a revogação do Édito de Nantes.
INFLUÊNCIA PROTESTANTE
É inegável que a Maçonaria Moderna foi organizada sob
influencia protestante. Os redatores do primeiro Estatuto (Anderson e
Desaguliers) por suas crenças, não poderiam deixar de introduzir princípios
evangélicos na nova organização,
principalmente devido ao fim a que ela se destinava. Provavelmente devido a
tais princípios, a Maçonaria se desenvolveu muito nos países onde predominava a
influencia protestante (Inglaterra. Alemanha e América do Norte), propagando-se
depois para o resto do mundo.*
A MAÇONARIA E OS BATISTAS NO
BRASIL
Os emigrados dos EUA que se estabeleceram em Santa Bárbara em São
Paulo fundaram em 10/09/1871 a Igreja Batista em Santa Bárbara (4.
pg. 230), a primeira Igreja Batista estabelecida em solo brasileiro (Pr.
Richard Ratcliff), fundaram também em 1874 a Loja Maçônica "George
Washington" (4, pg. 44), onde se encontravam cerca de oito batistas sendo
que pelo menos cinco deles foram também fundadores da Primeira Igreja, entre
eles estava o Pr. Robert Porter Thomas .
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
FILHOS DO ILUMINISMO
FILHOS DO ILUMINISMO
Rodrigo Constantino
A Revolução Americana representa o experimento mais liberal,
em grande escala, que se tem conhecimento até hoje. Os ideais representados
pelos “pais fundadores” da nação ajudaram a criar um ambiente de ampla
liberdade individual, incluindo a religiosa. Alguns conservadores da direita
cristã, entretanto, tentam reescrever a história de seu país, transformando
tudo num projeto cristão.
O ex-presidente Bush encarna esta imagem com perfeição,
misturando os temas da fé com os do governo. Preocupada com esta deturpação dos
fatos, Brooke Allen escreveu Moral Minority, um livro que enaltece a postura
cética dos principais “pais fundadores”.
Ela argumenta que a nação americana não foi fundada nos
princípios cristãos, e que a elite responsável tanto pela independência quanto
pela Constituição era filha do iluminismo que florescia em sua época. Em suma,
os “pais fundadores” eram herdeiros de Locke, não de Cristo.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO
A FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO
O blog maçônico hiram.be, recebeu de um irmão (Claude) duas fotos tiradas em Londres. Claude relata que passeando na região da St. Paul Cathedral, numa passagem para pedestres junto à Praça Paternoster Square, encontrou duas inscrições.
Uma faz referência à fundação da franco-maçonaria, próximo daquele local, em 1717 o que é algo importante.
A outra refere-se à fundação do movimento conhecido sob a abreviatura Y.M.C.A., algo como Associação Cristã de Jovens, no ano de 1844.
Em seu relato, Claude salienta nao ter encontrado muitos resquicios do Século XVIII. Segundo pesquisas feitas na internet, credita tal deficiência às destruições por bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial.
Fonte: www.hiram.be
A MAÇONARIA NA HISTÓRIA
A MAÇONARIA NA HISTÓRIA
Por Demerval Mattos Júnior
A maçonaria é uma instituição que teve origem nas antigas corporações de mestres pedreiros, construtores de igrejas e catedrais, que sob a sombra dos religiosos, erigiam as diversas edificações para o mundo católico romano.
Inicialmente, o trabalho era executado apenas pelos religiosos, que, além de arquitetos levantavam os edifícios com as próprias mãos. Os leigos foram aceitos lentamente quando se reconheceu que o trabalho honrava e era realizado por amor a Deus e à Igreja, mas afastava os monges de seus deveres religiosos e intelectuais.
CONSTRUTORES DE CATEDRAIS
Tudo aconteceu quando a ciência da construção foi revivida pelos padres do mosteiro de Cluny da ordem de São Bento numa época em que a Europa encontrava-se devastada pelas invasões bárbaras. Esse mosteiro, construído no século X, em 911, tornou-se o mais importante centro de conhecimento e cultura para onde se dirigiam altos dignatários da Igreja em busca de aperfeiçoamento e entendimento.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
QUEM DÁ COM ORGULHO, É PROFANO DE AVENTAL...
QUEM DÁ COM ORGULHO, É PROFANO DE AVENTAL...
Aprendi há muito tempo, que a mão direita não deve saber o que a esquerda faz...
Aprendi também que quem dá com orgulho, humilha a quem recebe.....
Não aprendi isso na escola, nem na faculdade, aprendi isso na maçonaria....
Acredito que quando o verdadeiro maçom faz algo, faz de coração, faz com amor, sem necessitar de medalhas ou menções honrosas. Vaidade é coisa de profano de avental, não é coisa de maçom.
Acredito que quando uma loja, ajuda alguma entidade, seja com cem reais ou cem mil reais, desde que seja o que ela possa fazer naquele momento, o valor passa a ser o mesmo. Muitas vezes, um abraço , uma palavra de amor, um gesto de ternura, significa mais do que uma ajuda monetaria.
Aprendi há muito tempo, que a mão direita não deve saber o que a esquerda faz...
Aprendi também que quem dá com orgulho, humilha a quem recebe.....
Não aprendi isso na escola, nem na faculdade, aprendi isso na maçonaria....
Acredito que o verdadeiro maçom, faz sem a necessidade de recompensa. Faz porque o seu coração manda fazer. Não precisa receber flores pelos seus atos. Não aceita receber flores pelos seus atos. Vaidade não cabe no coração do verdadeiro maçom. Vaidade só tem lugar no profano de avental, no falso maçom.
Acredito que as ações das lojas, fazem com que aqueles irmãos, se sintam melhor, se sintam mais úteis, se sintam verdadeiros construtores sociais. Não posso acreditar que lojas façam ações no sentido de competir com outras lojas ou buscarem reconhecimento pelos seus atos. Acredito que independente do valor, quem faz, faz por amor.
Aprendi há muito tempo, que a mão direita não deve saber o que a esquerda faz...
Aprendi também que quem dá com orgulho, humilha a quem recebe.....
Não aprendi isso na escola, nem na faculdade, aprendi isso na maçonaria....
Aprendi há muito tempo, que a mão direita não deve saber o que a esquerda faz...
Aprendi também que quem dá com orgulho, humilha a quem recebe.....
Não aprendi isso na escola, nem na faculdade, aprendi isso na maçonaria....
Mas agora quero me referir novamente ao que eu acredito.
Acredito que quem fez, fez de coração.
Acredito que quem fez fez, por ser maçom, por querer transformar a sociedade em uma sociedade mais justa.
Acredito que quem fez , fez por dever, dever aos seus principios, aos seus valores, e princopalmente à glória do G.:A.:D.:U.:.
Aprendi há muito tempo, que a mão direita não deve saber o que a esquerda faz...
Aprendi também que quem dá com orgulho, humilha a quem recebe.....
Não aprendi isso na escola, nem na faculdade, aprendi isso na maçonaria....
(Adaptado do texto do Ir.: Rodrigo Monnerat M.:I.: - Grau 33 M.:R.:G.:L.:S.:C.:
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.324 Florianópolis (SC) – quinta-feira, 17 de abril de 2014.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
A PRANCHETA
A PRANCHETAIr∴ Hercule Spoladore
É uma das três jóias fixas ou imóveis de uma loja que aparece no painel simbólico de cada rito. Sabemos que as outras duas são a Pedra Bruta que corresponde ao aprendiz e a Pedra Cúbica que corresponde ao companheiro.
A Prancheta é um símbolo que pertence ao Mestre tem diferentes nomes conforme o Rito, mas trata-se do mesmo símbolo, com o mesmo significado.
Trata-se de um símbolo que aparece nos painéis dos Ritos REAA, Rito Brasileiro e Rito Adonhiramita em seus rituais do primeiro e segundo graus, mesmo sendo um símbolo do Mestre. No REAA ela tem o nome de Prancheta.
sábado, 6 de fevereiro de 2016
A ORDEM DEMOLAY
A ORDEM DEMOLAY
A Ordem DeMolay é uma organização de princípios filosóficos, fraternais, iniciáticos e filantrópicos para jovens do sexo masculino com idade entre os 12 e os 21 anos. Não existe (ainda?) em Portugal, mas está já bem implantada no Brasil. Foi fundada nos Estados Unidos, em Kansas City, em 24 de março de 1919, pelo maçom Frank Sherman Land, então Diretor do Departamento de Serviço Social do Riro Escocês (Scottish Rite) naquela cidade. O primeiro Capítulo DeMolay iniciou-se com 33 jovens da referida cidade.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
FORÇA E RAZÃO
FORÇA E RAZÃO
A Força, incontrolada ou mal controlada, não é apenas desperdiçada no vazio, tal como a pólvora queimada a céu aberto e vapor não confinado pela ciência; mas, golpeando no escuro e seus golpes atingindo apenas o ar, ricocheteia e se auto-atinge. É destruição e ruína. É o vulcão, o terramoto, o ciclone, não crescimento ou progresso. (...)
Precisa ser regulada pelo Intelecto. O Intelecto é para as pessoas e para a Força das pessoas o que a delicada agulha da bússola é para o navio – sua alma, sempre orientando a enorme massa de madeira e ferro,e sempre apontando para o norte.
(Albert Pike, Morals and Dogma)
A Força é uma das qualidades essenciais dos atos e obras que os maçons devem empreender (as outras são Sabedoria e Beleza).
Para os maçons, o conceito de Força abrange a Força de Caráter, a Força de Vontade de quem realiza, mas também a Eficácia e a Durabilidade do que se realiza.
O excerto acima transcrito alerta-nos para o modo como se deve utilizar a Força: não irracionalmente, não descontroladamente, não usando a Força pela Força, mas antes mediante a intermediação e o controlo do Intelecto, da Razão. A Força de Caráter sem o domínio da Razão degrada-se na Teimosia. A Força de Vontade sem o equilíbrio do Intelecto reduz-se à Obstinação. A Eficácia da obra realizada não pode ser obtida a todo o custo, sacrificando indiscriminadamente ou prejudicando desnecessariamente outros valores, bens ou pessoas. A sua Durabilidade deve corresponder ao destino e utilização da obra: é tão insano misturar demasiada areia no cimento, enfraquecendo o betão que deve sustentar o edifício como misturar cimento na areia com que se faz um estival castelo na praia, destinado a desaparecer na subida da maré seguinte.
No processo evolutivo da construção de si mesmo que o maçom empreende desde o dia da sua Iniciação até àquele em que pousa as suas ferramentas e passa ao Oriente Eterno, deve inevitavelmente aperceber-se que tem de dar atenção ao seu caráter e à sua vontade, reforçando a sua força, mas também ter presente a simultânea necessidade de dominar sempre a força que cultiva. Um homem de bem necessita de caráter e vontade fortes, mas dominados pela razão. Só assim é verdadeiramente um homem de bem e não um mero arrogante obstinado...
O maçom deve aprender que, para fazer algo que valha a pena tem, sem dúvida, que ser capaz, que ser persistente, que ser eficaz, mas também que ser equilibrado, sob pena de se enredar eternamente na construção de obra sempre inacabada - desnecessariamente - ou de inútil fortaleza no meio de estéril deserto.
Aprimorar a sua força de caráter, a sua força de vontade, deve ser incessante objetivo do maçom, mas dominar aquele e esta através da sua razão não é desiderato menos necessário. Afinal de contas, o maçom não se deve limitar a desbastar a sua Pedra Bruta. Deve também dar-lhe forma e brilho para dela fazer uma devidamente aparelhada Pedra Cúbica...
A Força sem Razão é mera brutalidade, primarismo indigno do Homem. A Força pela Força não vale nada de jeito. Um dos trabalhos do maçom consiste, assim, precisamente em garantir que os seus atos beneficiam sempre da Força da Razão, não da razão da força!
Rui Bandeira
Fonte: A Partir a Pedra
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
A MAÇONARIA NOS DIAS DE HOJE
A Maçonaria teve historicamente o seu auge, em termos quantitativos, após o final da Segunda Guerra Mundial. Tinham-se vivido anos de horror e de violência inauditos. Os sobreviventes dos combatentes no conflito necessitavam de manter a camaradagem, a união, o espírito de corpo, que sentiam ter possibilitado a sua sobrevivência. Uma das formas que, sobretudo nos países anglossaxónicos, acharam para o fazer foi buscar a admissão nas Lojas maçónicas e aí praticarem essa particular forma de camaradagem que inexoravelmente os marcou. Por outro lado, os horrores vividos e assistidos mostraram a muitos e muitos a necessidade de um espaço de convivência sã e de aprimoramento ético. Quem conviveu com o mal aprecia mais plenamente o bem!
O pós Segunda Guerra Mundial foi assim um período de grande florescimento da Maçonaria, em que os números dos maçons cresceram até atingirem níveis nunca antes historicamente atingidos.
Mas a vida é feita de ciclos! A essa fase de crescimento seguiu-se - inexoravelmente - uma fase de declínio. As condições sociais mudaram. A prosperidade material foi desfrutada por mais gente. As gerações sucederam-se.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO
"RUA DOS TRÊS MALHETES - 1567"
Aos domingos, o blog maçônico Hiram.be publica fotos relacionadas com a Ordem, que geralmente são enviadas pelos leitores.
Em 31/1/2016, foi publicada a foto ao lado, tirada na cidade de Bourges, França.
Para o autor da matéria, não está claro o significado de "1567". Poderia ser uma data, talvez do surgimento da rua.
Explica que na época, Bourges já muito era uma cidade importante.
Contudo, a ligação com a maçonaria, que chegou na França no início do Século XVIII, é então, pouco provável.
Ao final, convida os leitores que tiverem a enviar as suas colaborações.
O GALO E A BANDEIROLA NA CÂMARA DE REFLEXÕES
Ir. Hercule Spoladore –
Loja de Pesquisas Maçônicas “Brasil” – Londrina-PR
A Câmara de Reflexões é um local um tanto quanto discreto, meio escondido, num templo maçônico, sem janelas, pouca luz, quase escuro, parecido com uma gruta ou caverna, semelhante às antigas iniciações, onde o candidato fica só um determinado tempo, para sua reflexão, com sua iniciação em andamento, realizando a primeira prova a chamada prova da terra.
Para alguns ela simboliza o centro da Terra de onde o candidato veio e para onde voltará. É um local ideal para meditação e introspecção. Aí o candidato inicia a procura do EU e a consciência da relação deste EU com o GADU.
Nem em todos os Ritos a Câmara de Reflexão é igual. A de alguns ritos é mais simples. Mas principalmente a do REAA tem uma simbologia alquímica, esotérica e hermética muito grande.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
O RITUAL É DISCIPLINA E ORDEM
O RITUAL É DISCIPLINA E ORDEM
“Me consola é saber que maçom não morre, vai para o oriente eterno”
A sessão maçônica é sempre uma ocasião especial, e deve ser regida pelo cumprimento inflexível do ritual, que é simplesmente a maneira como as coisas devem ser feitas. O ritual é um procedimento padrão para impor a ordem, disciplina e respeito aos trabalhos. Até nas atividades diárias existe uma ritualística que precisa ser obedecida por todos para que haja ordem. Numa reunião empresarial deve haver uma norma ritualizada que disciplinea sequência dos trabalhos, para discussão de cada item agendado, sem isso haveria falta de ordem na condução dos assuntos, gerando uma preciosa perda de tempo. Assim haveria um mal resultado, e o que se discutiu, seria até questionável.
E o Ritual, na Loja, como tem sido tratado ? Muito mal às vezes. Fico desconsolado, quando vejo um Venerável, sem que o irmão tenha direito, o autorize a baixar o sinal de ordem ao falar. Aliás, esta “gentileza” as vezes,é só aos irmãos postados no Oriente, nem sempre aos do Ocidente, criando assim duas classes de irmãos no templo, os que obedecem o ritual, e os que pela “bondade” do venerável não obedecem). Desinformados e maçonicamente incultos, ou por desconhecerem a ritualística, alguns Veneráveis, não sabem o significado esotérico que é “Estar de Pé e à Ordem”, esquecendo-se que isso é uma exigência do ritual. Poucos são os casos em que se tolera dispensar o maçom do Sinal de Ordem, entre eles; para altas dignidades maçônicas, para irmãos em idade provecta e para irmãos que estejam com algum problema de saúde. Pasmem irmãos, até aos aprendizes tem sido dispensado a obrigatoriedade de falar de pé e a ordem.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
URGE O MUTATIS MUTANDI
URGE O MUTATIS MUTANDI
Géber Accioly
Que Maçonaria se quer?
Maçonaria de Albert Pike, em seu Moral e Dogma como: "Uma sucessão de alegorias, um mero veículo de grandes lições de moralidade e filosofia. Será mais bem apreciado seu espírito, seu objetivo e propósito conforme você avança pelos graus, e você descobrirá que ela constitui em um grande e harmonioso sistema.? Maçonaria de Albert Mackey, normativa e compilada em os seus Landmarks? Maçonaria de José Bonifácio e de Frei Caneca libertária em busca de dias melhores para nossa Pátria? Maçonaria de José Castellanicomo: "Instituição educativa, filantrópica e filosófica que tem por objetivo os aperfeiçoamentos morais, sociais e intelectuais do Homem por meio do culto inflexível do Dever, da prática desinteressada da Beneficência e da investigação constante da Verdade."? Maçonaria de Antônio do Carmo, em seu artigo “ Na Travessia Do Mar Vivo”, em o Informabim 380, quando diz: "A começar por si próprio, porque se não sou capaz de mudar a mim mesmo, falecerme-ão, por assim entender, as condições da prática da mudança de meu entorno."?
domingo, 31 de janeiro de 2016
sábado, 30 de janeiro de 2016
O MAÇOM
O MAÇOM
O Maçom é o homem que aspira a perfeição; é aquele cujo guia é a ciência e cujo código é a atração universal: o amor.
Esclarecido pela ciência, animado pelo amor, apreciando as coisas pelo seu justo valor, o verdadeiro maçom não se deixa seduzir pelas aparências, nem arrastar pelas paixões; quer justiça e ordem.
Indulgente a respeito de todos os homens, o maçom sabe ser superior aos acontecimentos; a desgraça não o desanima, nem a prosperidade o exalta ou cega. Banindo o orgulho imprudente e a falsa modéstia, passa a vida no trabalho.
Seja qual for a sua situação e as suas condições sabe manter-se na sua posição com a consciência de praticar o bem.
Os preceitos da constituição ensinam ao homem este caminho que tem de trilhar. A divisa do maçom é a liberdade e o amor do próximo.
Ligado pelos princípios da fraternidade, guarda cauteloso o segredo do amigo, porque traindo-o trairia a sua própria consciência.
Tomando por fundamento estes preceitos, o maçom deve sempre trabalhar para o progresso do bem, para a instrução do seu semelhante, e finalmente deve procurar associar todos os homens ao seu trabalho ativo, para que se possa por toda a parte derramar a luz da ciência.
A Maçonaria é a fé no futuro, é a ação e a felicidade. O maçom marcha constantemente para o seu fim, empregando todas as forças para destruir os obstáculos que encontra.
Esta obra não é certamente interminável, mas para que se consiga, para que os seus efeitos sejam salutares, é necessário atividade e dedicação.
E se sucumbirmos antes do cumprimento desta elevada missão, colham os nossos filhos algum fruto da nossa perseverança. Sintam as gerações futuras o eco do nosso trabalho ativo.
(BOLETIM OFICIAL DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL. N.º 7, 14° Ano, Setembro de 1889, p. 132)
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
LIMPEZA DA LOJA
Limpeza da Loja
Em todas as casas periodicamente há necessidade de se fazer uma grande limpeza. É certo que no dia a dia se procura manter a casa apresentável, que a rotina semanal nos habitua a dedicar algum tempo a limpeza mais metódica. Mas, em regra anualmente ou bianualmente, há necessidade de se fazer uma limpeza geral e completa, tudo arejar, verificar o estado das coisas, limpar os cantos mais escondidos e inacessíveis, enfim fazer uma limpeza a fundo que reponha o espaço nas melhores condições de higiene e de condições de nele se viver.
Similarmente, também numa Loja maçónica existe a necessidade de periodicamente se fazer uma limpeza no respetivo quadro de obreiros.
Quem entra para a Maçonaria fá-lo normalmente com a melhor das intenções e com o propósito de participar. Mas, seja porque se esperava algo diverso, porque se não logrou a desejável integração ou porque as condições de vida são o que são em cada momento e, por vezes, impossibilitam a execução das melhores das intenções, alguns acabam por se desinteressar, por não comparecer, por se afastar.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
A CORDA DE 81 NÓS
A CORDA DE 81 NÓS
Ewald Boller
A corda de oitenta e um nós é um dos ornamentos de um Temp.'. Escocês e é encontrada no alto das paredes, junto ao teto e acima das colunas zodiacais.
O nó central dessa corda deve estar sobre a cadeira do Ven.'. M.'., acima do dossel, se for baixo, ou abaixo dele e acima do Delta, se o dossel for alto. Tendo de cada lado quarenta nós, que se estendem pelo Norte e pelo Sul, e cujos extremos terminam em ambos os lados da porta acidental de entrada em duas borlas, representando a JUSTIÇA e a PRUDÊNCIA.
A corda poderá ser natural, esculpida nas paredes ou aplicada com gesso, mas os nós deverão ser eqüidistantes e sempre em número de oitenta e um.
E deverá ter 81 nós por três razões:
1. O número 81 é o quadrado de 9, que por sua vez é o quadrado de 3, número perfeito e de alto valor místico para as antigas civilizações. Três foram os filhos de Noé, três os varões que apareceram a Abraão, três os dias de jejum dos judeus desterrados, três as negações de Pedro, três as virtudes teologais; além disso, as tríades divinas sempre existiram na maioria das religiões: Shamash, Sin e Ichtar, dos sumérios; Osíris, Isis e Hórus, dos egípcios; Brahma, Vishnu e Siva dos hindus; yang, ying e Tao do taoísmo; além da trindade católica romana;
2. O número 40 - quarenta nós de cada lado, extraindo-se o nó central, é o número simbólico da Penitência e da Expectativa; quarenta foram os dias em que durou o dilúvio, quarenta dias passou Moisés no Sinai, quarenta dias durou o jejum de Jesus, quarenta dias esteve Jesus na Terra após a ressurreição;
3. O nó central representa o número um, a unidade indivisível, o símbolo do G.'. A.'. D.'. U.'.; o princípio e fundamento do Universo; o número um tomado desta maneira é um número sagrado.
Embora alguns autores afirmem que a abertura da corda, em torno da porta de entrada do templo, com a formação de borlas, simbolize o fato de a Maç.'. estar sempre aberta para acolher novos membros; novos profanos que desejam receber a L.'. Maç.'., na realidade essa abertura significa a Ord.'. Maç.'. ser dinâmica e progressista. Significa adicionalmente estar a mesma sempre aberta às novas idéias que possam contribuir para a evolução do homem, para o progresso racional da Humanidade, uma vez que, não pode ser Maçom aquele que rejeita novas idéias em virtude de um conservadorismo rançoso, muitas vezes dogmático e, por isso mesmo altamente nocivo.
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
MESTRE E APRENDIZ
Mestre e AprendizCostumo invocar com frequência a noção de que o Mestre maçon deve considerar-se um eterno Aprendiz, se quer ser digno de ser considerado Mestre.
Também me relembro com frequência que ser maçon é um percurso de auto-aperfeiçoamento, sempre dinâmico, sempre inacabado, sempre em execução. Um dos marcos desse caminho é o maçon, o homem livre e de bons costumes, poder convictamente considerar-se Mestre de si mesmo, capaz de dominar suas paixões, seus vícios, domar seu temperamento, desbastar sua personalidade, no sentido do equilíbrio, da justeza. Enfim, conseguir EFECTIVAMENTE nortear sua vida e suas acções e realizações dentro do espaço delimitado por três características indispensáveis para que cada obra humana tenha valia digna desse nome: a Sabedoria, a Força e a Beleza. Que cada nossa decisão, cada realização nossa, consiga simultaneamente ser sabedora, porque justa e certa e equilibrada e prudente, forte, porque durável e susceptível de naturalmente se impor e prosseguir seus objectivos e bela, porque agradável aos demais, não é empresa fácil, se a queremos realizar bem, mas é extremamente gratificante, quando se alcança.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
OS LIMITES DA TOLERÂNCIA
Os limites da Tolerância
Rui Bandeira
Quando se fala de Tolerância, é frequente vir à baila a questão dos seus limites. Existe alguma tendência para se considerar existir algo de contraditório entre a Tolerância e a consideração de existência de limites á mesma. A meu ver, esta é uma falsa questão, que um pouco de reflexão facilmente resolve.
Antes do mais, é preciso entender que o conceito de Tolerância se aplica a crenças, a ideias, ao pensamento e respetiva liberdade, às pessoas e sua forma, estilo e condições de vida, mas nada tem a ver com o juízo sobre atos. Cada um de nós deve tolerar, aceitar e respeitar, independentemente da sua diferença em relação a si e ao seu entendimento, a crença alheia, as ideias e o pensamento de outrem, pois a liberdade de crença e de pensamento são expressões fundamentais da dignidade humana. Cada um de nós deve tolerar, aceitar e respeitar o outro, quaisquer que sejam as diferenças que vejamos nele em relação a nós, porque o outro é essencialmente igual a mim, não ferindo essa essencial igualdade as particulares diferenças entre nós existentes. Mas não é do domínio da Tolerância o juízo sobre os atos. O juízo sobre atos efetua-se em função da moral e das regras sociais e legais vigentes.
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