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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

SÍMBOLOS ZODIACAIS NA VISÃO DO APRENDIZ

SÍMBOLOS ZODIACAIS NA VISÃO DO APRENDIZ*

“Saber não é conhecer. O saber é o instrumento que nos leva ao conhecer das coisas. A fé é apenas o saber que se aceitou sem conhecer. Os símbolos são instrumentos que resumem o saber e facilitam o acesso ao conhecer. Do saber ao conhecer se chega pela razão” (Ambrósio Peters)

1. PREÂMBULO
Para que seja possível compreender a linguagem dos símbolos, torna-se necessário conservar a mente livre, plástica e adaptável, pois, se persistirmos em nos manter amarrados às antigas trilhas, jamais conseguiremos a familiarização com eles.

O caráter objetivo de um símbolo é o de ser compreendido pela mente infantil, quer seja a de um indivíduo de pouca idade ou de um povo em estágio primitivo. Por isto, quando a linguagem ainda engatinhava, os problemas teológicos, políticos e científicos, foram-lhes apresentados sob forma de símbolos, pois os símbolos visíveis têm a faculdade de impressionar mais ativamente a mente do primitivo e do ignorante.

domingo, 7 de fevereiro de 2021

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO




Por Géplu

Anthony nos enviou estas fotos:

Em viagem ao Brasil, ao Rio de Janeiro, compartilho com vocês algumas fotos da obediência regular neste país, o Grande Oriente do Brasil.

Parece-me que, de acordo com a história dessa obediência, foram os franceses que fundaram as primeiras Lojas.

Na verdade, Anthony, o Grande Oriente do Brasil, a mais antiga obediência brasileira, foi criado em 1822 por três lojas francesas. É também a maior das 110 obediências do Brasil, um vasto país de quase 210 milhões de habitantes e uma República Federal de 26 estados.

Sobre o assunto, veja o livro América Latina e Caribe do Iluminismo, obra coletiva escrita sob a direção de Alain de Keghel e publicada em 2017 pela Dervy. (tradução livre)

Fonte: Blog hiram.be

DECORAIS E ABRILHANTAIS III

DECORAIS E ABRILHANTAIS III
(republicação)

Em 28/01/2017 o Irmão Anderson Rezende Villela Bolcato, Loja Deus e Caridade 7, nº 0954, REAA, GOB-MG, Oriente de Lavras, Estado de Minas Gerais, solicita o seguinte esclarecimento:

DECORAIS E ABRILHANTAIS.

Eu gostaria de perguntar ao Irmão qual o significado mais profundo das expressões "Irmãos que decorais a Coluna do Norte" e "Irmãos que abrilhantais a Coluna do Sul" utilizadas em nosso ritual de Aprendiz do REAA, ou seja, porque os Irmãos do Norte "decoram" e as do Sul "abrilhantam" suas respectivas Colunas?

CONSIDERAÇÕES:

No caso do Primeiro Vigilante e a locução “(...) decorais a Coluna do Norte” existem dois feitios para serem considerados: Primeiro, DECORAR, como verbo transitivo direto que menciona o ato de guarnecer com adorno, ornamentar, realçar, avivar, etc. Nesse sentido o significado está diretamente ligado à Meia-Noite que em linhas gerais representa de forma figurada a maturidade e a aproximação do fim da vida. A Obra, nessa definição, é o elemento construído ao longo da vida que, se bem aplicada e bem produzida decorou a passagem do Homem pela efêmera vida terrena. Em síntese é a moldura do quadro da vida. No segundo aspecto e de caráter exteriorizado seria do verbo “decorar” com transitivo direto e indireto que exprime dentre outros o caráter de “honrar, enobrecer”. Assim o significado está diretamente adequado àqueles que se posicionam na Coluna do Norte, cujo intuito é também o de honrar e enobrecer aquele espaço de trabalho, ou seja: os que honram e enobrecem Setentrião.

No caso do Segundo Vigilante e a locução “(...) abrilhantais a Coluna do Sul”, ABRILHANTAR concerne ao Meio-Dia e a ação da Luz que abrilhanta a elevação da Obra. Nesse sentido o Meio-Dia, ou Sul está representado pelo quadrante por onde a Luz se desloca, ou a passagem do Sol (do ponto de vista do Hemisfério Norte). No próprio Painel da Loja, há que se notar a existência de três janelas – uma no Oriente, uma no Sul e a outra no Ocidente. Isso demonstra a marcha da Luz. Daí, nessa relação não existir janela na banda Norte. Por assim ser o verbo “abrilhantar” tido como verbo transitivo direto menciona dar brilho, ou luz viva para alguma coisa. Também tornar brilhante, luzente e reluzente. Isso implica que o Obreiro dá Luz ao trabalho, tornando-o brilhante, reluzente. Esse trabalho é a obra elevada, ou a Obra da Vida. ABRILHANTAR, ainda como verbo transitivo direto, implica em dar brilho, realçar, etc. Também completa a explicação se tomado como verbo pronominal que exara a tornar-se brilhante, reluzente, adquirir maior brilho, maior realce; realçar-se. Assim o verbo “abrilhantar” sugere uma ligação direta, em termos de Maçonaria, com os ocupantes da Coluna do Sul, donde o Segundo Vigilante observa a passagem no Sol no meridiano do Meio-Dia, tendo sobre si, no caso do Rito Escocês Antigo e Aceito a Estrela Flamejante, apresentada como a Estrela Hominal (objeto de estudo do Companheiro) que recebe a luz e abrilhanta, posto que ela, a Estrela, representa o Homem e a sua Obra (letra G=geometria) na fase intermediária da vida – entre a infância e a maturidade.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

NÍVEL

Qual é o significado do instrumento “Nível” na Maçonaria?

Como resposta, temos a dizer que o nível é o símbolo da igualdade, não somente entre os membros da Fraternidade, mas de toda a humanidade.

A Maçonaria ensina que o ser humano é fruto do Grande Arquiteto do Universo, que todos os homens foram criados por Ele na sua natureza, com certos direitos inalienáveis de vida, liberdade, e o direito de ser feliz.

Isto não significa, entretanto, a não consideração das distinções devido ao mérito, ou a graduação e posição pela virtude de dádiva especial ou treinamento ou perseverança.

Certamente, todos os homens são iguais na sua natureza, sujeito às mesmas enfermidades, tendo o mesmo amor divino, e como evento derradeiro, a morte, seguindo as imutáveis leis de Deus.

Mas alguns homens, pela disciplina, treinamento e o uso próprio de dons e inteligência, fornecidos pela natureza, escala um ou vários degraus acima do nível comum.

Desse modo, a esta igualdade maçônica está sujeito o personagem mais poderoso e elevado, como o mais humilde dos iniciados, que não se distingue por outro título senão o de “Irmão”. Como foi dito, o que pode distinguir os Maçons e conduzi-los aos altos cargos é o mérito e também as virtudes e o talento, que é a base das democracias (N. Aslan).

O Nível lembra ao Maçom que todas as coisas devem ser consideradas com serenidade igual, e o seu simbolismo tem como corolário noções de medida, imparcialidade, tolerância e igualdade, como também o correto emprego dos conhecimentos (Ragon).

M∴I∴Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

A ILUMINAÇÃO DO EU SUPERIOR

A ILUMINAÇÃO DO EU SUPERIOR
Aantónio Rocha Fadista
M∴I∴, Loja Cayrú 762 GOERJ / GOB – Brasil

O ENIGMA DA ORIGEM DA LUZ
Huyghens e Newton elaboraram a teoria das ondas luminosas transmitidas pela incandescência do sol, das demais estrelas e das chamas. As radiações das fontes de luz foram objeto de inúmeros tratados científicos. A natureza da luz sempre manteve os estudiosos imersos na perplexidade. Einstein, Maxwell e Louis de Broglie consagraram obras eruditas ao estudo da propriedade ondulatória ou, ao contrário, da linha reta do fenômeno da propagação, assim como ao estudo da formação da claridade luminosa molecular e material.

Observou-se justamente que “os objetos que nos cercam só são visíveis porque refletem a luz”. Esta luz se propaga por ondas. A sua irradiação é eletromagnética e energética. Bohr estabeleceu que a luz deve sua geração à matéria; a combustão a produz e a emite. A luz é um “elemento constitutivo do Universo”. Os físicos têm constantemente investigado seus desdobramentos no cosmos: do Sol à eletricidade e ao laser, e do infravermelho ao ultravioleta, eles repetiram suas experiências, anotaram suas observações em ótica, a irradiação luminosa no espaço e no vácuo. Observaram que sua cor branca comporta a reunião de todas as cores que o prisma decompõe. Newton comprovou isso.

As fontes luminosas, de origem térmica, atômica, gasosa ou incandescente, são conhecidas ou ao menos explicadas. “Matéria e luz estão ambas em contínua interação”, como diz Pierre Rousseau. O aquecimento produz a iluminação. De Euclides a Goethe, muitos foram os que perscrutaram o seu mistério, no qual alguns não hesitaram em ver um “magismo”! Sendo a velocidade do raio solar de 300.000 km/s, como medir a sua densidade?

Em resumo, escolhamos uma definição, tão clara quanto possível, ou seja, a dos cientistas: “Luz, é onda eletromagnética, cuja parte visível tem comprimento de onda que varia entre 0,4 e 0,7 micron. Propaga-se no vácuo a aproximadamente 300.000km/s”. “Segundo o seu comprimento de onda, ou segundo a mistura de seus comprimentos de onda, a sua impressão colorida é variável. A mistura de todos os comprimentos de onda nos dá a impressão de branco. A Luz obedece às leis da difração, da difusão, da reflexão, da refração e da polarização.

O físico Maxwell elaborou a teoria eletromagnética da propagação da luz, renovando a antiga teoria da vibração do éter. Certos estudiosos reúnem o calor, a luz e a eletricidade. É o caso de Louis Lucas, em sua Médicine Nouvelle, que declara serem estas as “três fazes gerais do movimento”, cujas nuances são infinitas. Papus retoma essa afirmativa no seu Trate Méthodique de Science Occulte. Segundo Pierre Rousseau, “a luz visível é apenas uma fração ínfima do domínio das radiações eletromagnéticas, que são vibrações transversais de forma senoidal, de um duplo campo elétrico e magnético. Está hoje provado que a luz segue a curvatura do espaço.

O preto, o branco e as cores freqüentam o nosso destino. A vida, a Natureza e o Cosmos só se expandem pela Luz.

sábado, 6 de fevereiro de 2021

MARCHA DO APRENDIZ - REAA

 MARCHA DO APRENDIZ - REAA
(republicação)

Em 30/01/2016 o Respeitável Irmão Joaquim Guimarães Maia Neto, Loja Fênix do Alto do Paranaíba, GOB-MG, sem mencionar o nome do Rito, Oriente de Patos de Minas, Estado de Minas Gerais, solicita o que segue:

MARCHA DE APRENDIZ

Queria, por favor, suas considerações sobre o trabalho montado por um Irmão (...) sobre a Marcha do Aprendiz Maçom. Achei um pouco pesada por alguns termos usados. Espero suas opiniões para que possa apresenta-la em uma sessão do Grau 1.

CONSIDERAÇÕES:

Prefiro não criticar amiúde o trabalho de outrem. Em vez disso vou tecer aqui algumas das minhas considerações sobre o significado da Marcha do Grau sob o ponto de vista da escola autêntica, de modo a compreender sob essa óptica os reais propósitos da Ordem.

Com lucidez e sem lançar mão do imaginário que geralmente envolve concepções ocultistas e quando não, credos e opiniões pessoais que não pertencem ao ideário da razão, o melhor mesmo é estabelecer relações lógicas, de conhecer, de compreender e de raciocinar, utilizando bom senso, juízo e prudência.

Infelizmente a Sublime Instituição pela sua característica de tolerância e liberdade, vem sofrendo ao longo da sua existência especulativa o bombardeio de uma série de conceitos e concepções muitas vezes afastadas da lógica e da razão.

Especificamente no que tange a alegoria da Marcha do Grau (nos ritos que a possuem), inúmeras ilações e até mesmo invenções, tem povoado o imaginário de alguns autores. É comum nos depararmos com ideias, como por exemplo, que querem justificar o inventivo arrastar dos pés na Marcha do Primeiro Grau, ligando-o a um pretenso campo de força do pensamento ou a formação de egrégora (que, aliás, nem existe definição do que é no nosso vernáculo). Na verdade, tudo isso nada mais é do que mera especulação perpetrada por aqueles que querem fazer da Maçonaria sua própria passarela por onde desfilam suas convicções pessoais.

Ora, ao tempo de aplicar todo esse exercício de imaginação, que não raras vezes atenta contra a paciência da coletividade, melhor seria é se despir dessas concepções e tentar entender a estrutura doutrinária da Moderna Maçonaria em geral e dos seus Ritos em particular.

Pensando em colaborar com esse pensamento, vou descrever sinteticamente e sem esgotar o assunto, alguns elementos que possam levar a reflexão e dar suporte para a compreensão saudável da alegoria da Marcha do Grau de Aprendiz no REAA. Talvez por si só até fazer uma avaliação criteriosa comparando essa minha resumida explanação com a Peça de Arquitetura que me fora por vos enviada e que mereceu a questão aqui levantada. Seguem os apontamentos:

A alegoria da Marcha do Grau impreterivelmente está associada à doutrina do REAA. Por assim dizer, é imperioso compreender que o Rito em questão é de origem francesa e, por sua vez possui características deístas, portanto o seu método de busca do aperfeiçoamento se embasa simbolicamente nas Leis da Natureza. Assim o caminho do primeiro ciclo (Aprendiz) representa comparativamente à renovação primaveril. Em tese, com o término do Inverno, caminhando em direção à Luz o Obreiro que acabou de recebê-la, mesmo que tenuamente rompe a marcha na sua direção – partindo do Ocidente em direção ao Oriente (o lugar da Luz).

À procura de mais Luz o Aprendiz exercita o caminho da retidão sobre o eixo do Templo (equador) tendo como guia a Esquadro (posição dos pés) o que o faz palmilhando passo a passo em linha reta. A Maçonaria ensina que a retidão é a vereda dos justos.

Esquadrejando passo a passo como que estivesse usando de cautela, o Aprendiz avança com o seu p∴ esq∴ pelo solo ainda pouco iluminado (Ocidente). Ainda que com prudência, mas com passo normal, segue a interseção das linhas que formam os ângulos que constituem o Pavimento Mosaico. Assim, o Aprendiz dá três passos começando por avançar o p∴ esq∴ juntando a cada passo pelos cc∴ o p∴ dir∴ em esq∴ O termo passos normais significa aqui que não se devem arrastar os pés.

Representando a evolução e o aperfeiçoamento humano a Marcha em direção à Luz ratifica esse objetivo. Como sendo o único caso em que se anda à Ordem, desde cedo o Aprendiz aprende que estará sempre pronto e a disposição para servir (é o significado do termo “à Ordem”).

Os três passos, dentre outros, representando a vereda dos justos, cada passo concebe um ciclo que será cumprido na sua jornada. No futuro ao alcançar sucessivamente cada uma dessas etapas, mais mistérios lhe serão revelados (aumentos de salário). Partindo do número um ele chegará ao número três, afinal essa e uma regra da Natureza - todos haverão de passar pelas três etapas da vida: a infância, a juventude e a maturidade (primavera, verão e outono).

Assim, ficam aqui algumas ponderações a respeito da Marcha do Grau do Aprendiz, mas sem o subterfúgio da fertilidade do imaginário.

Em busca do aperfeiçoamento, o Homem deve palmilhar os caminhos da vida e da lógica com serenidade e constância. Não há como se aproximar da perfeição sem que antes se investigue amiúde a Verdade. Não é divisa de um maçom estacionar ou recuar à sombra da imaginação, beber das ilações e se alimentar das crenças temerárias.

A Marcha, desde cedo nos ensina a nunca retroceder na busca do objetivo (perseverança), porém alcança-lo, mesmo que no futuro nos deparemos com um caminho sinuoso, já que no fim da jornada, a Luz estará no Oriente. (se bem observada e compreendida a Arte, esse último parágrafo é um resumo do significado das três Marchas do simbolismo).

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

PAINÉIS E TAPETES


 

A FAMÍLIA DO MAÇOM

(Uma família bem brasileira)
A FAMÍLIA DO MAÇOM
Valdemar Sansão – M∴M∴ 

A família para a Maçonaria é a base de tudo, depois de Deus.

A família é um dom dos maiores que recebemos de Deus.

Não é somente uma realidade cultural que pertence a historia dos povos. É uma instituição natural criada por Deus.

A Maçonaria ilumina-nos sobre o sentido DA família. Somos criados à imagem e semelhança de Deus, cuja vida é comunhão profunda entre as pessoas. O ser humano não existe apenas para alimentar-se, crescer e ocupar espaço e tempo sobre a terra. É feito para “con-viver” (viver com), partilhar a vida com os outros, viver em comunidade. Amadurecer no relacionamento fraterno e entrar em comunhão com o próprio Deus, não só nesta vida, mas por toda a eternidade.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

MESTRE DE CERIMÔNIAS E O BASTÃO COMO OBJETO DE TRABALHO

Em 28.06.2020 o Respeitável Irmão Manoel Peixoto Barbosa, Loja Barão de Cayru, 1.305, REAA, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte pergunta:

MESTRE DE CERIMÔNIAS E O USO DO BASTÃO

Gostaria da sua manifestação para o seguinte: O Mestre de Cerimônias, quando circula com o seu bastão, ele o faz com que mão, direita ou esquerda?

No nosso Ritual de 2009, não está explicitamente declarado, causando muitas dúvidas.

CONSIDERAÇÕES:

O Mestre de Cerimônias é um dos cargos de oficial no REAA. Cargo natural da Maçonaria francesa, não deve ser confundido com o Diretor de Cerimônias, próprio da Maçonaria inglesa.

No REAA o titular do cargo auxilia geralmente todo o cerimonial litúrgico da Loja e atende o Venerável Mestre como uma espécie de seu imediato.

Umas das características desse cargo é a de que o mesmo possui como instrumento de trabalho um bastão - elemento cilíndrico ou sextavado de madeira com comprimento aproximado de 1,80 metros. O titular desse cargo ao transitar com o bastão o faz sempre empunhando-o pela sua porção mediana e com a mão direita.

Geralmente o bastão é utilizado pelo Mestre de Cerimônias quando ele estiver conduzindo alguém no recinto da Loja aberta. É equívoco pensar que o Mestre de Cerimônias ao transitar cumprindo suas obrigações deva impreterivelmente trazer o bastão. Ao contrário, como prevê o ritual em vigência do GOB, o Mestre de Cerimônias só traz consigo o bastão quando for conduzir alguém.

Reafirma-se que no REAA os instrumentos de trabalho são sempre empunhados pela mão direita. É o caso do bastão.

Outras orientações a respeito poderão ser encontradas no Sistema de Orientação Ritualística em vigência pelo Decreto 1784/2019 do Soberano Grão-Mestre Geral. Para tal vide acessando a plataforma do GOB RITUALÍSTICA. O Sistema de Orientação Ritualística (SOR) é para aplicação imediata sobre os rituais.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com.br
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

OS ESSÊNIOS

OS ESSÊNIOS
Ir∴ José Maria Vidotto
ARLS Colunas da Real Fraternidade nº 682
Or∴ de São Paulo

Eram originários do Egito, e durante a dominação do Império Selêucida, em 170 A.C., formaram um pequeno grupo de judeus, que abandonou as cidades e rumou para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto, e cujas colônias estendiam-se até o vale do Nilo.

Os essênios pertenciam a uma das cinco seitas judaicas da época, a saber:

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

DIÁCONOS

DIÁCONOS
(republicação)

Questão apresentada pelo Respeitável Irmão Marcelo Padoim – Loja Obreiros da Liberdade, 2.482 – Oriente de São Mateus do Sul – Paraná – Obediência – GOB - PR.
mmpadoim@gmail.com

Irmão sou companheiro na loja Obreiros da Liberdade 2482 Oriente de São Mateus do sul. Na quarta feira passada estando à loja aberta em sessão ritualística, e estando eu no cargo de guarda do templo, percebi que os diáconos haviam trocado as jóias do cargo (o primeiro diácono usava a jóia com a pomba livre e o segundo com a pomba dentro do triângulo).

No momento oportuno informei o fato ao vigilante, que informou ao venerável e este pediu ao mestre de cerimônias que fizesse a substituição. O irmão que era o primeiro diácono (grau 33) pediu a palavra e disse não se deveria trocar as jóias, pois como a jóia dos diáconos é a pomba o fato dela estar ou não dentro do triângulo não fazia diferença, e aquele procedimento ia apenas atrasar a sessão.

Irmão desejo saber se a jóia deveria ter sido trocada e se para o GOB as jóias corretas para os diáconos são estas mencionadas. Eu acredito que para que uma sessão seja justa e perfeita devemos fazer o que é correto.

RESPOSTAS:

O Irmão que exercia o cargo de Primeiro Diácono na oportunidade estava coberto de razão (não por ser Grau 33, já que a pura Maçonaria possui apenas três Graus). Os cargos de Diáconos originários como oficiais de chão na Maçonaria Inglesa assumem nos Ritos de origem francesa, como é o caso do Rito Escocês Antigo e Aceito o ofício de mensageiros. Daí, tanto o Primeiro quanto o Segundo Diácono usam jóias iguais, ou seja: duas pombas douradas sem qualquer diferença entre uma e a outra.

No caso do escocesismo eles são, principalmente, os transmissores da Palavra, tanto na abertura, quanto no encerramento dos trabalhos, revivendo assim costumes hauridos dos canteiros medievais e a verificação pelos “wardens” (zeladores), mais tarde os Vigilantes, por solicitação do Mestre da Obra, do nível dos alicerces e do prumo dos cantos da obra.

De forma especulativa o Rito Escocês revive esses procedimentos transmitindo uma palavra que, em se estando corretos, os trabalhos são abertos Justos de Perfeitos. O mesmo procedimento ocorre ao final dos trabalhos – note essa metodologia nos nossos rituais.

Em linhas gerais os Diáconos no escocesismo são apenas os mensageiros da palavra, já que, via de regra, são os Vigilantes que detêm o Nível e o Prumo.

Daí não há razão alguma para se diferenciar as jóias dos Diáconos, dando-se mais importância ao molho do que à carne.

Em termos dos rituais do GOB eles são bem claros (Dos Títulos, Jóias e Trajes) – Diáconos – Pomba, sem citar qualquer artifício de se estar a “pomba livre” (sic) ou “presa” dentro de um triângulo.

A título de esclarecimento, o ofício dos Diáconos no Trabalho Inglês, se difere em muito da prática francesa. Outro aspecto:

Quando citei a cor “dourada” é pela simples razão de que uma das características puras do escocesismo está em adotar a cor de ouro em suas jóia s e galões.

T.F.A.
Pedro Juk – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 392 Florianópolis (SC) – 27 de setembro de 2011

FRASES ILUSTRADAS

PLATÃO

PLATÃO
Ir∴ Rony Motta
ARLS Renascença Santista n° 339
Santos - SP

Platão nasceu em Atenas, no ano de 427 a.C. e morreu em sua cidade natal no ano de 347 a.C.. Pertencente a uma família nobre de sua cidade, conheceu aos vinte anos seu mestre Sócrates, com quem conviveu até os seus vinte e nove anos, quando Sócrates foi condenado à morte por envenenamento. 

Durante sua vida, Platão viajou por muitas civilizações do mediterrâneo, passando pela Grécia, Egito, Cirene, sul da Itália e Siracusa.

Platão era discípulo de Sócrates que cultivava reservas profundas em relação à escrita porque, segundo ele, a escrita não seria um meio de adquirir conhecimento. Talvez por isso, Platão quando começou a escrever, preferiu escrever em diálogo, por entender que essa seria uma metodologia de investigação, de tal maneira que tudo possa ser transportado ao papel como acontece na realidade, para que a linguagem escrita mantenha a vivacidade e as marcas da oralidade, como uma imagem perfeita.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

PAPA MAÇOM?

PAPA MAÇOM?
(republicação)

Em 02/01/2017 o Respeitável Irmão Thiers Antonio Penalva Ribeiro, Loja Antônio Lafetá Rebelo, REAA, COMAB, Oriente de Montes Claros, Estado de Minas Gerais, solicita o seguinte esclarecimento.

PAPA MAÇOM

Meu Irmão, Há anos li que o Papa Pio IX (Giovani Ferreti Mastai) foi maçom. Depois li um artigo do Irmão José Castellani dizendo que foi um quase homônimo do Giovani Ferreti Mastai é que foi maçom. Procurei esse artigo do José Castellani, mas não encontrei.

Pergunto ao Irmão: O que você pode me esclarecer sobre esse assunto que está na Internet, dizendo que o papa foi iniciado na Loja Maçônica Eterna Cadena, filiada à Grande Loja de Palermo na Itália? Estou afirmando para os Irmãos de minha Loja que ele não foi maçom.

CONSIDERAÇÕES:

Papa Pio IX, (Giovanni Maria Mastai-Ferretti) nascido em Senigália (na Itália) em 13 de maio de 1.792, foi Papa durante 31 anos. É considerado o pontificado mais longo da história depois de São Pedro. Foi beatificado em 3 de setembro de 2.000 pelo Papa João Paulo II.

Segundo historiados, apesar de ser considerado no início como um Papa liberal, o seu pontificado passou a ser norteado pelo conservadorismo. Pio IX iniciou uma campanha contra o que chamou de falso liberalismo. Na encíclica “Quanta Cura” de 8 de dezembro de 1.864, condenou dezesseis proposições que contrariavam a visão católica na época. Esta encíclica foi acompanhada pelo famoso Syllabus Errorum, que condenava as ideologias do panteísmo, naturalismo, racionalismo, indiferentismo, socialismo, comunismo, Franco-maçonaria, judaísmo, Igrejas dadas como Cristãs a tentar explicar a Bíblia e várias outras formas de liberalismo religioso tido por incompatíveis com a religião católica.

Por esse pequeno resumo biográfico, imaginá-lo maçom nada mais é do que ufanismo de alguns Irmãos que, sem base acadêmica, se arvoram a sair por aí afirmando esses equívocos. Lembro que alguns autores autênticos, talvez como o Castellani, já tenham esclarecido que não se tratava da mesma pessoa. Se existiu um homônimo dele eu não posso afirmar, porém tenho a convicção que o Papa nunca foi iniciado na Maçonaria, para tal basta se verificar a posição da Igreja Católica no que diz respeito à Sublime Instituição, sobretudo naqueles tempos, reforçada ainda pelas próprias condenações do Papa contra posições que contrariavam a visão religiosa de Roma, entre elas a da Maçonaria.

Se esses disseminadores de boatos se dessem ao trabalho de se debruçar sobre os estudos da verdadeira história, certamente “pérolas desse tipo” não estariam por aí ocupando espaço com afirmativas temerárias, poluindo a cultura.

O que eu acho engraçado é que vira e mexe alguns, sem o mínimo critério, ficam a remover esses entulhos da falsidade que em nada engrandecem a nossa Ordem.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

A VENDA

1º - A venda que se coloca diante dos olhos dos profanos, durante as provas de iniciação, é o símbolo da escuridão, da ignorância e da perversidade do mundo profano.

2º - É também o emblema da cegueira e das trevas que envolvem aqueles que ainda não receberam a luz da ciência e da verdade.

3º - Necessitando de um guia, agarra imprudentemente o primeiro que se apresenta; encontram-se marcadas, desta forma, as concepções filosóficas de toda espécie que não resultam de uma livre escolha, mas sim do meio social no qual se encontrou situado o profano.

4º - A retirada da Venda concretiza o “choque iniciático”, que deve ressentir o Iniciável.

5º - "É precisamente à iluminação que conduz a Iniciação maçônica e é para esta mesma meta que tendem todas as formas de iniciação, sejam elas rituais ou não".

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

HUZZÉ

HUZZÉ
Ir∴ Manoel Júnior
Loja Verdadeiros Amigos - São Paulo/SP, Brasil

A palavra HUZZÉ tem origem hebraica, embora em árabe seja pronunciada “HUZZA”, para os antigos árabes „HUZZA” era o nome dado a uma espécie de acácia consagrada ao sol, como símbolo da imortalidade, e sua tradução significa força e vigor, palavras simbólicas que fazem parte da tríplice saudação feita na Cadeia de União: Saúde, Força e Vigor. 

Na Inglaterra a aclamação “HUZZÉ” tem a pronúncia UZEI, tomada do verbo TO HUZZA (aclamação) como sentido “viva o rei”.

Significados:

No pequeno Vademecum Maçônico do Ir∴ Ech Lemos: “Houzé” – Grito de alegria dos maçons do rito escocês.

No dicionário de maçonaria do Ir∴ Joaquim Gervasio de Figueiredo: Houzé – Grito de aclamação do maçom escocês.

No dicionário maçônico do Ir∴ Rizzardo da Camino, Huzzé é apresentado como uma corruptela de HUZZA, que seria a expressão de alegria e louvor usada pelos maçons ingleses traduzida por “viva”.

Biblicamente, HUZZÉ era o nome de uma personagem.

Pronúncia: Deve-se pronunciar “HUZZÉ”, dando ênfase ao som da letra “H”, a qual exige um sopro mais forte, e “ZZÉ” como afirmação, como que solfejando um Dó bem longo e terminando em Fá, tendo a sensação de estar passando do escuro da noite para o alaranjado da manhã, da dúvida para a certeza, da angústia para serenidade.

Em maçonaria, HUZZÉ é uma exclamação, e como tal, deve ser clamada com um sopro forte, quase gritado, em dois sons, para que possa ser respeitada a harmonia musical do vocábulo, a fim de que se conserve todo efeito esotérico desta saudação ao GADU∴, significando que Deus é sabedoria, força e beleza.

HUZZÉ, HUZZÉ, HUZZÉ, ou seja, salve o GADU∴, salve o GADU∴, salve o GADU∴ 

O valor do HUZZE está no som, a energia provocada elimina as vibrações negativas. Quando em Loja, surgirem discussões ásperas e o V∴M∴ receiar-se que o ambiente possa ser "perturbado” suspenderá os trabalhos, e comandará a expressão HUZZÉ, de forma tríplice, reiniciando os trabalhos, o ambiente será outro, ameno e harmônico.

Dentro de Loja, o V∴M∴ comanda no início dos trabalhos a exclamação HUZZÉ, que deve ser pronunciada em uníssono. Essa exclamação prepara o ambiente espiritual, afastando os resquícios de vibrações negativas trazidas para dentro do templo pelos IIr∴. Ao término dos trabalhos é exclamado para “aliviar” as tensões surgidas. 

Toda liturgia maçônica compreende os aspectos místicos, físicos e psíquicos. O HUZZÉ que provoca a expulsão do ar impuro, substituído pelo “Prana” que se forma no Templo, harmoniza o ambiente numa escala única, num nível salutar, capacitando o maçom para receber em seu interior os benefícios da Loja.Quando um maçom é solicitado a exclamação o HUZZÉ que o faça conscientemente para obter, assim, os resultados mágicos dessa manifestação física de seu organismo, portanto deve ser aprendida e ensinada, para que possas ser exercitada com Sabedoria Força e Beleza.

Bibliografia:

"Simbolismo do Primeiro Grau" – Rizzardo da Camino
Bíblia Sagrada – Livros 2 – Samuel, cap. 06"
Dicionário Maçônico" - Rizzardo da Camino"
Dicionário da Maçonaria" – Joaquim Gervásio de Figueiredo

Fonte: JBNews nº 100 - 09/12/2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

A FORMA CORRETA DE SE ESCREVER A PAL. B.

Em 28.06.2020 o Respeitável Irmão Nilson Rodrigues Barbosa, Consultor Jurídico do GOB-RN, Oriente de Natal, Estado do Rio Grande do Norte, formula a seguinte questão pertinente ao REAA:

ESCRITA DA P. S.

Mais uma vez venho abusar de sua bondade para lhe pedir mais uma orientação ritualística para o REAA. Atualmente exerço o a consultoria jurídica do GOB-RN e estamos encontrando dificuldades em promover uma unificação ritualística nas Lojas de nosso Oriente, com relação a palavra sagrada no grau de Aprendiz se “B O O Z” ou “B O A Z”, onde alguns Irmãos defendem ardorosamente a expressão "B O A Z”. O nosso ritual diz a palavra que a palavra sagrada começa pela Letra “B” enquanto o Ritual do Rito Brasileiro, diz claramente “B O O Z”. Visando promover a unificação através de ato normativo a ser emitido por nosso Grão-Mestre Estadual, solicitamos seus préstimos no sentido de nos prestar este esclarecimento. Tomamos a liberdade para sugerir que o esclarecimento seja acrescido o site do GOB RITUALÍSTICA “ritualística de aprendiz”.

CONSIDERAÇÕES:

Já escrevi bastante a respeito, inclusive essa matéria pode ser encontrada no Blog do Pedro Juk em http://pedro-juk.blogspot.com.br

Na verdade, a palavra BOOZ, se escrita com vogais dobradas, é de grafia inapropriada, já que no vernáculo hebraico essa união de vogais é inexistente.

Essa contradição acabou se dando por conta das duas principais versões bíblicas. Na versão Septuaginta, ou dos Setenta, tradução da Bíblia para o grego, atendendo a necessidade dos judeus helenistas, a palavra foi traduzida corretamente, sem as vogais dobradas, ou seja, BOAZ - essa versão é comumente adotada pela Maçonaria de vertente anglo-saxônica.

Já a Maçonaria de vertente latina, comumente adota a versão latina da Bíblia, cuja tradução para o latim fora efetivada por São Jerônimo. Nessa versão, o tradutor comete o equívoco escrevendo incorretamente a palavra com vogais dobradas. Assim se originou a grafia BOOZ.

Mais tarde, alertada para o equívoco, a Igreja, se dizendo respeitosa ao tradutor, resolveu manter a grafia errada. Assim, na versão latina da Bíblia, geralmente adotada pela Maçonaria latina, a palavra BOOZ tem sido seguida.

Infelizmente, mesmo que advertida a presença de um erro, essa aleivosia ortográfica acabou se consolidando em nome de se “respeitar o tradutor” – coisas latinas que são no mínimo contraditórias.

Assim, em linhas gerais, a Maçonaria universal utiliza a palavra conforme a versão bíblica adotada. Se de vertente latina, geralmente BOOZ, se de vertente anglo-saxônica, utiliza BOAZ.

No tocante à Maçonaria brasileira propriamente dita, filha espiritual da França, portanto latina por excelência, em quase a sua totalidade é utilizada a palavra BOOZ. Obviamente pela adoção latina da Bíblia.

Particularmente no caso do GOB e o REAA, o ritual menciona de modo abreviado apenas a primeira letra dessa palavra, deixando assim uma brecha para a sua pronúncia correta (BOAZ). Contudo, isso tem sido um motivo de discussão, pois boa parte dos Irmãos, sobretudo os mais antigos que receberam a palavra de acordo com a versão latina da Bíblia, contestam e não admitem o uso da outra forma (BOAZ)

De qualquer maneira, espera-se que paulatinamente a palavra correta seja definitivamente utilizada na sua amplitude.

Nesse sentido, o Sistema de Orientação Ritualística, que corrige e orienta os rituais do GOB pelo Decreto 1784/2019, irá, na medida do possível, passar essas orientações para que, quando da edição de novos rituais, as coisas estejam nos seus devidos lugares.

E.T. – Alerto aos puristas de plantão que as palavras BOOZ e BOAZ são facilmente encontradas nas versões bíblicas, portanto não se está aqui com o propósito de revelar nenhum segredo da Ordem.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇOM - CIDADÃO IDEAL

MAÇOM – CIDADÃO IDEAL
Ir∴ Valdemar Sansão

Quando pediram a Aristóteles um código moral por onde pautar a vida, ele disse:

"Não posso dar-lhe um código; observe os homens melhores e mais sábios que você encontrar e imite-os"!

Entende-se por lei maçônica, em sentimento amplo, a Constituição e o Regulamento Geral, além dos denominados landmarks (em número de 25, que são as mais antigas leis que regem a Maçonaria Universal) e por Atos normativos maçônicos aqueles representados por Regimentos Internos de Lojas e dos Tribunais Maçônicos, bem como por Decreto Maçônico.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

FLAMÍGERA OU FLAMEJANTE?

FLAMÍGERA OU FLAMEJANTE?
(republicação)

Em 10/01/2017 o Respeitável Irmão Ivan Luiz Emerim, Loja de Pesquisas Gênesis, REAA, GORGS - COMAB, Oriente de Caxias do Sul, Estado do Rio Grande do Sul, solicita o seguinte esclarecimento:

ESPADA E A ESTRELA. FLAMÍGERA OU FLAMEJANTE?

Como sempre, procuramos nos instruir com seus vastos conhecimentos da Arte Real e, por isso, vimos novamente pedir esclarecimentos.

Estamos observando que, seguidamente, Irmãos que postam seus trabalhos no JB News, ao abordarem assuntos em que fazem menção à Estrela Flamejante e a Espadada Flamígera, usam adjetiva-las de maneira (ao meu entender) inversa, pelo que justifico:

A Estrela deve ser Flamejante, pois, embora seja apenas representativa, não existente no firmamento, ela não deixa de ser uma Estrela. E como tal, sabe-se que as estrelas do firmamento possuem luz própria, suas matérias ardem emitindo luz e calor, ou seja, FLAMEJAM. Nosso Sol, por exemplo, é uma estrela. Em contrapartida os planetas somente refletem a luz que recebem das estrelas.

A Espada deve ser Flamígera, pois ela é fabricada pelo homem, de material duro (ferro, aço e outras ligas), cujo formato é ondulado em imitação à fictícia espada dos Arcanjos para representar que, em vez de lâmina, ela possuía uma espécie de tocha ou lança-chamas para subjugar os inimigos, ou seja, não possui luz própria porque ela não se queima, não arde, e com certeza necessita de outro artificio para assim proceder. Sua denominação neste sentido deve ser FLAMÍGERA, em imitação a uma alegoria.

Encontrei uma definição apropriada para a questão:

Espada Flamígera: Flamejante ou Flamígera? ...pode parecer a mesma coisa, mas há uma sutil diferença: Flamígero vem do latim flammigeruque que corresponde a flammiferu, que em português é Flamífero e que é o adjetivo daquilo que apresenta chamas. Já Flamejante é o adjetivo do que flameja, sendo flamejar um verbo intransitivo que traduz a ação de queimar, flamar, lançar chamas.

De tanto ver o uso das expressões Estrela Flamígera e Espada Flamejante, começo a ficar em dúvida sobre o que afirmei acima, talvez as expressões Flamejante e Flamígera podem ser consideradas sinônimos, idênticas ou terem o mesmo sentido, não sei. Por isto gostaria de seu esclarecimento a respeito.

CONSIDERAÇÕES:

Mano, vou deixar aqui as minhas ponderações sobre a questão, ou questões.

Veja, penso existir excesso de preciosismo nesse caso. Eu mesmo já me preocupei com esses termos, mas cheguei à conclusão que além de análogos sob o ponto de vista ritualístico, a essência dos fatos está na história e na representação de cada um desses símbolos maçônicos.

Tomando por base que a Estrela Hominal possui uma conotação de “luz intermediária” e a Espada com o seu raio ou chama é o símbolo do poder, vamos ao termo flamejante e flamígero, pelo que vou simplesmente reproduzir o que diz o saudoso Irmão José Castellani no seu Dicionário Etimológico Maçônico:

Flamante, ou Flamejante – Adjetivo (do latim: flamantes) designa o que expele chamas, o que é brilhante, resplandecente, ardente, abrasado. Em Maçonaria o termo mais usado é flamejante (variante de flamante), para a Estrela de Cinco Pontas (ou seis no Rito de York) e para a espada sinuosa usada para as sagrações de candidatos. A Estrela Flamejante (pentagonal, ou hexagonal) é assim chamada por ser resplandecente, brilhante, vistosa (...) e deve ficar no Templo entre o Sol e a Lua, ou mais precisamente, no meio-dia, ou coluna do Sul. Já a Espada Flamejante, como símbolo, tem duas interpretações diferentes para a sua origem. A interpretação clássica é bíblica e baseada na expulsão de Adão do Paraíso (Gênese, 3 – 24): E expulsou-o; e colocou ao oriente do (...). A Espada, entretanto, como símbolo do poder só pode ser empunhada por um Venerável Mestre em exercício, ou por outro Mestre Instalado. Graças a esse seu peculiar uso (...).

Flamígero – Adjetivo (do latim: flammigerus), é o mesmo que flamífero e designa o que traz, provoca ou gera chamas. O termo é também aplicado à Espada e à Estrela, em lugar de flamejante (Estrela Flamígera e Espada Flamígera). É preferível, todavia, o vocábulo flamejante, ou flamante, que traduz mais fielmente as características dos símbolos (a Estrela é resplandecente e a Espada expele chamas).
Dados esses apontamentos, o que me parece é que qualquer dos termos se adapta aos símbolos mencionados, embora muitos autores prefiram definir a Estrela como Flamejante e a Espada como

Flamígera e outros vice-versa e outros ainda usem aleatoriamente qualquer um dos termos.

Na minha concepção qualquer dos vocábulos é perfeitamente compatível com os símbolos, pois mais importante que essas definições são os valores representativos emanados desses emblemas.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

LITURGIA RITUALÍSTICA NA INCENSAÇÃO E USO DE ESPADAS

LITURGIA RITUALÍSTICA NA INCENSAÇÃO E USO DE ESPADAS
Ir∴Flávio Dellazzana, 
M∴M∴A∴R∴L∴S∴ Pedra Cintilante, 60 - G∴O∴S∴C∴ 

LITURGIA, palavra de origem grega (Leitourgia), que segundo Aurélio, pode confundir-se com ritual, significando "um culto público e oficial instituído por uma igreja". O mesmo autor define RITUAL como "um conjunto de práticas consagradas pelo uso e/ou normas , e que se deve observar de forma invariável em ocasiões determinadas, portanto, um cerimonial". De acordo com Aslan em seu Dicionário Enciclopédico, o termo RITUALÍSTICO nada mais é do que um neologismo com o mesmo significado de RITUAL, com o objetivo de diferenciar do entendimento geral o entendimento exclusivamente maçônico. 

Numa sessão maçônica, o ritual já começa antes mesmo da chegada da maioria dos irmãos e da formação da procissão de ingresso no templo. O Mestr∴ Arq∴ verifica se tudo está em ordem para o início dos trabalhos, prepara o Altar dos Perfumes, e, na seqüência, com a participação dos IIr∴ Mestr∴ Ccer∴ e 1o Exp∴ , reanima a Chama Sagrada. Após esse momento é que o Mestr∴ Ccer∴ distribui as insígnias e organiza os irmãos para adentrar no Templo, tendo início a sessão propriamente dita.