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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

A CABALA, A MAÇONARIA E OS CARGOS E LOJA

A CABALA, A MAÇONARIA E OS CARGOS E LOJA
Dermivaldo Collinetti*

Cabala ou Kabala, do hebraico Kabbalah – tradição oral – com o significado literal de RECEBER é a sabedoria oculta dos judeus muito estudada na Idade Média, pelos rabinos. Em outra versão a palavra Cabala tem origem no vocábulo hebraico “kibbel”, significando lição, tradição, ensino.

Considerada um sistema filosófico-religioso judaico de origem medieval, sendo que no entanto, integra elementos que remontam ao início da era cristã, e mesmo se reportando a época dos patriarcas bíblicos, ela não poderia ter sido escrita, mas sim transmitida de foram oral.

De acordo com a tradição hebraica, os ensinamentos da Cabala começaram a ser transmitida de forma oral.

Foi por Enoque um patriarca bíblico, que a transmitiu aos seus descendentes, e posteriormente, Moisés, para evitar que esses ensinamentos se perdessem, comunicou-os aos setenta anciãos escolhidos por ele , sendo que daí para frente o foi de forma escrita.

Mas esses ensinamentos, ao serem escritos, o foi de uma maneira simbólica, para dificultar a compreensão do homem comum, , mas tão somente dos iniciados. Dois são os livros fundamentais da Cabala: o Sefer Yetsirah, ou Livro da Criação, e o Zohar, ou Livro dos Esplendores.

Ela surgiu, na sua forma atual, por volta do século XII. Compreende preceitos práticos, especulações de natureza mística, esotérica e taumatúrgica, informando que nosso universo é uma emanação divina, sendo utilizada para a interpretação e esclarecimento do significados ocultos do Antigo Testamento.

O segredo da Cabala é relacionar e comparar palavras e números da Torá (Antigo Testamento) de uma maneira detalhada e clara, sendo que sua origem está no Sefer Ietsirá, ou Livro da Criação, obra de autoria e data incerta. A obra em questão explica que Deus criou o Universo usando as 22 letras do alfabeto hebraico. “O Gênese já dizia que o verbo divino foi o instrumento da Criação: Deus disse ‘Haja luz’, e houve luz, assim foi criada a Terra.

De acordo com a Cabala, há uma Bíblia que pode ser lida por qualquer pessoa leiga e uma outra que só pode ser entendida pelos estudiosos e pelos iniciados. É nesta última interpretação que está oculta a verdadeira sabedoria, que foi transmitida oralmente de acordo com a tradição oral a Abraão e confirmada a Moisés no Monta Sinai.

Assim, de acordo com a Cabala, cada símbolo, letra, número, tem um significado literal e um outro oculto, somente conhecido dos iniciados e estudiosos.

No estudo da Cabala, podemos ver a chamada Árvore da Vida, que é um desenho considerado magico e também filosófico que indica como Deus construí o universo físico e espiritual através de suas emanações. Como o próprio nome diz, ela tem a forma de uma árvore, projetando dez ramos ou galhos, conhecido como Sephirot, podendo elas ser interpretadas como energias criadoras ou emanações, como se fossem estados de consciência, a indicar a evolução do homem.

Essas dez emanações, que podem ser entendidas como sendo os atributos da divindade, são a Coroa, (Kether), a Sabedoria (Chokhmah), a Inteligência (Binah) a Grandeza (Hesed), a Justiça (Gueburah), a Beleza (Tifheret), a Eternidade (Nethsat), a Glória (Hod), o Fundamentos (Yesod) , o Reino (Malcuth), podem ser consideradas a inteligência pura, que se manifesta em cada fase do universo, podendo também ser considerada a representação cósmica da criação.

Desta maneira, nosso simbolismo concorda com o que a Cabala tem de primordial, sendo que iremos demonstrar a relação da Árvore da Vida, com os cargos em loja, como veremos a seguir:
  • Venerável Mestre (Kether) – Coroa ou Unidade;
  • Orador (Binah) – Sabedoria;
  • Secretário (Hokmah) – Inteligência ou Compreensão;
  • Tesoureiro (Geburat) – Justiça ou Julgamento ou ainda Rigor;
  • Chanceler (Hesed) – Grandeza ou Misericórdia;
  • Mestre de Cerimônias (Tiphaeret) – Beleza;
  • 1º Vigilante (Hod) – Glória ou Esplendor ou ainda também pode ser Vitória Firmeza, de acordo com nossos rituais;
  • 2º Vigilante (Netzah) – Eternidade ou Ordem, ou ainda Esplendor;
  • Experto ou Mestre Harmonia (Yesod) – Fundamentos ou Fundação ou ainda ao Experto como guarda das tradições;
  • Guarda do Templo (Malkut) – Reino ou Mundo Profano.
O Livro da Lei, na Árvore da Vida, corresponde a Daath.

Sua presença mais evidente se dá no REAA, sendo que o Templo e as colocações dos cargos e altar seguem a famosa Árvore da Vida.

Antigamente, antes das diversas mudanças das várias obediências no REAA, o trono do 2º Vigilante ficava no lado ocidental da Coluna do Sul, paralelo ao trono do 1º Vigilante. Hoje o 2º Vigilante foi para centro da Coluna do Sul, como podemos observar. Essa influência ocorreu devido aos templos ingleses e ao Rito de York. A Maçonaria brasileira, por total desconhecimento, realizou com o passar dos tempos diversas alterações em seus templos do REAA, desfigurando totalmente a Árvore da Vida pela influência de outros Ritos e Rituais.

*Mestre Maçom da ARLS Rui Barbosa, Nº 46 – GLMMG – Oriente de São Lourenço e, para nossa alegria, um colaborador do blog.

Referências:

FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio de. Dicionário de Maçonaria.
ISMAIL, Kennyo. O que é cabala e qual sua verdadeira relação com a maçonaria? Escola no esquadro, 2008.

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

domingo, 6 de fevereiro de 2022

PARAMENTOS - MESTRE MAÇOM INSTALADO OU AUTORIDADE OCUPANDO CARGO EM LOJA

Em 12/08/2021 o Respeitável Irmão Carlos Alberto Silva Santos, Loja Deus, Luz e Caridade, 970, REAA, GOB-BA, Oriente de Caravelas, Estado da Bahia, apresenta as perguntas que seguem:

MESTRE INSTALADO E AUTORIDADES OCUPANDO CARGO

Nobre Irmão Pedro, aproveitando seu conhecimento e proficiência na Ritualística do REAA e, sua muito boa vontade em dirimir nossas muitas dúvidas, tenho um questionamento para as seguintes situações:

a) Sabemos que muitas Lojas pequenas, às vezes até em Lojas maiores, alguns Irmãos Mestres Instalados, que possuem um conjunto de Vestimenta Maçônica próprio, Avental, Punhos e Colar, costumam ocupar cargos na administração vigente;

b) Ainda em se tratando de Lojas menores não é incomum, pelo número baixo de Obreiros, estando presentes na Loja para os trabalhos, algumas Autoridades ou Dignidades, como Deputado Estadual ou Federal, membros dos Conselhos Estaduais, enfim, posições que possuem Vestimenta Maçônica, a saber Avental e Colar, próprios, estes são convidados a compor algum cargo para o bom andamento dos trabalhos.

A minha dúvida nessa questão é: em qualquer dessas situações o Irmão deveria usar sua Vestimenta de Mestre Maçom, Avental de Mestre apenas, para exercer a função que lhe foi designada, para não ficar aquela colcha de retalhos, com aventais distintos, ou podem, como tenho visto de praxe, usarem o Avental que é da Loja Simbólica, mas, o da posição que exerce nas outras Atividades Maçônicas?

Grato para o momento, aguardo ansiosamente por sua resposta.

CONSIDERAÇÕES:

A despeito de que uma Autoridade maçônica, ou um Mestre Maçom Instalado, não deixa de ser Autoridade ou, no caso de Instalado, não perde esse título honorífico, em se tratando do Grande Oriente do Brasil, tem-se orientado que a Autoridade ou o Mestre Instalado ao ocupar um cargo em caráter temporário na Loja permanece com os seus próprios paramentos, isto é, com os de M∴ I∴ ou da respectiva Autoridade que ele se acha revestido de fato e de direito, vestindo, contudo, a joia do cargo ocupado em Loja naquele instante por cima da sua outra joia distintiva.

Nesse caso, não há necessidade de o ocupante do cargo ter que se despir das suas alfaias naturais de Autoridade ou do Mestre Maçom Instalado para precariamente assumir um cargo em Loja, nesse instante basta que a joia do cargo que será ocupado fique em evidência na ordem, isto é, sobre a outra joia.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

REGRAS RITUALÍSTICAS

REGRAS RITUALÍSTICAS
Ir∴ Valdemar Sansão 

O principal objetivo da maçonaria não consiste precisamente em fazer o homem entrar nela, mas sim ela nele, coisa impossível se ocuparmos nossa mente com maus pensamentos. 

Esclarecimento - Este trabalho é parte de uma sucessão de comentários que visam particularmente o maçom recém iniciado no Rito Escocês Antigo e Aceito, que aos poucos pode ter uma visão panorâmica da instituição maçônica, e iniciar, por ora, as suas próprias investigações. Utilizamos todas as fontes que nos foi possível encontrar e que podiam fazer luzes no esclarecimento dos assuntos tratados.

Loja Maçônica - Em maçonaria, o verdadeiro sentido do termo Loja é "reunião de maçons". Portanto, quando nos reunimos, estamos em Loja.

Esta reunião é o meio de que se vale a Ordem Maçônica para alcançar os seus objetivos. Se loja não existe maçonaria. É através das "reuniões de maçons" que a Maçonaria∴ busca fazer tudo para alcançar os objetivos que a levam aos seus altos destinos.

Para que nos reunimos aqui? - Para combater a tirania, a ignorância, os preconceitos e os erros e glorificar o direito, a justiça e a verdade. Para promover o bem estar da pátria e da humanidade, levantando templos à virtude e cavando masmorras ao vício.

A Loja deve proteção, apoio e instrução a todos os seus membros, Os maçons se devem amor e ajuda entre si, respeito e obediência à Loja e seus representantes. Os dignatários e oficiais devem cumprir a missão de seus cargos, sujeitando-se aos regulamentos e estatutos.

A sessão Maçônica - O nome dado às reuniões celebradas pelas lojas maçônicas. Sabemos que onde está o homem aí está o erro, o vício. NO entanto, é oportuno lembrar que a Ordem Maçônica proporciona a todos que a ela pertencem os meios e os modos ético-filosóficos para que cada um busque seu próprio aperfeiçoamento. Nas sessões do grau de Aprendiz, trata-se apenas de instruções do grau, de admissão de candidatos à iniciação e de questões de interessa da ordem em geral, e do quadro em particular. Tenhamos sempre presente a grandiosidade de uma sessão maçônica.

Frequência  - As nossas reuniões são de grande importância. Se a Loja é tão importante, como de fato o é, devemos saber que a ela não se deve faltar. Seria bom que todos nós maçons, nos conscientizássemos de que a participação dos Obreiros é o “quase” tudo em uma Loja. Aliás, se existe algo importante na Maçonaria é a participação de seus membros aos trabalhos de suas Lojas. O bom Maçom, o Maçom verdadeiro faz tudo para não perder os trabalhos de sua Oficina. Tudo isso se resume no pedido: Não falte à Loja. 

Regimento Interno - nome dado às disposições para o governo interno da Loja e que não podem contrariar o estabelecido nas Constituições e nos Regulamentos Gerais da Ordem. 

É preciso, para o bom funcionamento de uma Loja, que se respeite a Ritualística, e não se infrinja qualquer tópico do Regimento Interno da Oficina. Se a Loja não funciona adequadamente, se ali reina a discórdia, a inveja, a ganância, se existem Irmãos com “sede de mando”, estaremos diante de algo que foge completamente àquilo que a Maçonaria quer dos seus afiliados. 

Silêncio em Loja - Permanecer calado durante os trabalhos é simbólico. Aprendizes e companheiros devem falar, devem perguntar.

Quando tiverem alguma dúvida sobre a instrução ministrada e isto deve ser feito obedecendo a ritualística. O Ir∴ aaprendiz tem alguma dúvida? Levante-se, fique à ordem, dirija-se ao 1º Vigilante e diga-lhe que deseja fazer uma pergunta sobre a instrução. O 1º Vigilante transmite o que ouviu do aprendiz ao V∴ M∴ que indaga a quem o aprendiz quer fazer a pergunta. O Ir∴ aprendiz após a fala do Ver∴ pode fazer a pergunta ao 1º Vigilante ou a qualquer outro mestre. Tudo o que está posto com relação ao aprendiz serve também para o Ir∴ Companheiro, só que este deve dirigir-se ao 2º Vigilante.

Divergir ou corrigir - Na presença de AApr∴ e Coma∴, a ética maçônica não permite a um mestre em hipótese alguma, divergir ou corrigir um outro mestre. Se o teste cometeu erro grave durante sua fala, É necessário, é imprescindível que o Ver∴ ou outro mestre mais antigo, converse com o Ir∴ particularmente, fora dos ouvidos de qualquer outra pessoa. O erro grave não poderá deixar de ser corrigido, mas sempre dentro da ética e do respeito que o mestre maçom deve merecer e merece de todos nós, sem exceção.

Compreensão - O espírito de compreensão é fator importante para o bom relacionamento entre os homens. É desenvolvido por todos os meios pela maçonaria, mas o esforço pessoal é fator indispensável para que seja mantido o clima de paz e de concórdia que é a harmonia de vontades, o acordo, a concordância, entre os obreiros de uma oficina.

A compreensão nos levará a saber perdoar os erros dos irmãos, alertando-nos para o fato de que também nós erramos e, quem sabe, talvez mais do que os outros.

Ritual - livro que contém a ordem e a forma das cerimônias, religiosas ou não, com as palavras, ou também as orações que se devem acompanhar; mais extensamente, refere-se a qualquer cerimonial, ou a um conjunto de regras a seguir. por essa definição, até atos diários da vida de uma sociedade, ou de um ser humano isolado, que se repetem sempre da mesma maneira, são formas de um ritual (conjunto de regras).

Em maçonaria, o cerimonial de cada rito é o seu ritual que, na atualidade, designa, realmente, o livro que contém a ordem e a forma das cerimônias. 

O primeiro “livro de estudos” entregue a um recém-iniciado nos sagrados mistérios é o ritual. trechos e mais trechos do ritual de aprendiz (como dos outros rituais) estão repletos de ensinamentos que visam exatamente à melhoria de cada um de nós, maçons. esta é a razão por que nossos rituais devem ser estudados com atenção, para que possamos tirar deles o melhor que pudermos para passar aos nossos aprendizes e companheiros. se isto for bem feito, estaremos contribuindo para que eles se tornem os grandes maçons de amanhã. 

Todos os maçons devem saber: os rituais existem para serem estudados. é preciso, inclusive, pesquisar, catar o sentido exato de muita coisa que ali vem exposta. mas é necessário também que haja mestres preparados para que sejam ministradas explicações sobre os tópicos mais difíceis. além do estudo dos rituais, é necessário ler os bons autores, isto é, aqueles escritores maçons que não inventam, que não plagiam, que não mentem. o alicerce sobre o qual se erguem as paredes da sublime instituição é a verdade. 

Sinal - maçonicamente o sinal é representado por um gesto ou uma postura; em cada grau de um rito, são feitos sinais diferentes e denomina-se de “reconhecimentos”. o sinal faz parte do aspecto sigiloso maçônico. 

Os sinais e saudações não podem ser feitos por quem esteja sentado, andando ou portando instrumentos de trabalho (malhete, bastões, espadas, livros, etc.). daí por que se o irmão está de pé, lendo o ritual, ou mesmo uma carta, uma folha de papel, não pode fazer o sinal de ordem, que só pode ser feito quando estiver com as duas mãos livres. 

Um maçom reconhece outro quando um deles faz um sinal convencional e em resposta recebe outro correspondente. 

A postura é um conjunto de sinais; geralmente, o sinal é feito estando de pé; pode ser feito com as mãos, os braços, os pés ou as pernas; esses sinais obedecem a formas geométricas, como a esquadria. o maçom, quando fizer um sinal, deve concentrar-se para que resulte perfeito, uma vez que no sinal há a presença do misticismo. 

Dever - o dever de um maçom como homem honesto, é simples e fácil. requer a sua honestidade nos contratos, sinceridade em afirmar, simplicidade em negociar, e lealdade em executar. estudar muito; falar pouco, ouvir e pensar muito; ensinar o que é capaz de fazer; depois fazer com zelo e energia tudo o que exige o bem de seus companheiros, do seu país e da humanidade. os deveres, em maçonaria, dividem-se em três classes: os da loja para com os maçons, os dos maçons para com a loja e seus irmãos, e os dos dignitários e oficiais para com todos os maçons. 

Fonte: Informativo JBNews nº 0159 - 02/fevereiro/2011

sábado, 5 de fevereiro de 2022

LIVRO DE PRESENÇAS E USO DE MEDALHAS QUE NÃO DO SIMBOLISMO

LIVRO DE PRESENÇAS E USO DE MEDALHAS
(republicação)

Em 05/07/2017 o Respeitável Irmão Marcelo Gass, Loja Tríplice Aliança, 3.277, REAA, GOB-PR, Oriente de Toledo, Estado do Paraná, solicita as informações seguintes:

1 - Sei quem fecha o Livro de presença é o Venerável Mestre em algum momento propício na Reunião. Nossa Loja fez um Livro de presenças com os nomes dos Irmãos em ordem alfabética de A até Z. Sendo que nesta lista, constam todos os Irmãos de nossa Loja, entre eles os "paraquedistas", que caiam às vezes dentro da Loja, os que estão de licença e outros. Hoje temos 52 Irmãos no quadro, e o percentual de frequência em torno de 60%. Ou seja, quase metade do Livro com os nomes, mas sem assinaturas de presença. Mesmo em ordem alfabética, o Venerável será o último a assinar onde consta seu nome? Questionei os Irmãos que com o Livro em ordem alfabética, o Venerável pode assinar por primeiro ou por último que ninguém vai saber. Gostaria de sua opinião sobre o assunto, ou se é muito preciosismo da minha parte.

2 - Em nosso Ritual, consta que os Irmãos, presentes nas Sessões Ordinárias ou Magnas, podem portar somente insígnias e condecorações relativas aso graus simbólicos.

Alguns Irmãos usam a medalha do Arco Real, e dizem que podem usá-las, pois a mesma faz parte dos graus simbólicos. Isso procede?

CONSIDERAÇÕES:

1 - O correto é que o Venerável Mestre feche as assinaturas no rol de presenças das sessões da Loja. Ele é o último que coloca manualmente o seu nome e assina. Assim, no Livro de Presenças ele será o último na sequencia dos que apõe nome na lista. Isso se justifica para que se certifique que depois dele (do Venerável) ninguém mais pode firmar o seu “ne varietur”. 

Devido a esse procedimento é que os livros de frequência para as sessões maçônicas têm que ser preenchidos individualmente com o nome, grau e assinatura de cada um, na medida em que o obreiro se apresentar ao Chanceler na Sala dos Passos Perdidos antes no início da sessão.

A exceção é o Venerável Mestre que só preenche e assina o Livro no final e após o início dos trabalhos, atentando para que isso só aconteça depois de já terem ingressado os visitantes com formalidade conforme especifica o ritual, se for o caso.

Em face ao exposto, não é recomendável existirem Livros de Presença com o nome dos obreiros já impressos ou gravados e até colocados na ordem alfabética para ocasional assinatura, pois isso poderia ser um agente facilitador para eventuais fraudes atinentes à frequência – a prudência é a mãe das virtudes.

Assim, o Livro de Presenças ao ser preparado pelo Chanceler deve conter apenas a data, o tipo, o número de ordem e o grau da sessão que será realizada. As linhas devem estar em branco e serem preenchidas no ato por cada um dos quais se apresentarem quando; colocam manualmente o número sequencial do rol, o seu nome, o grau e assinatura.

O Venerável quando assinar por último o Livro inutiliza as demais linhas que não receberam preenchimento.

Quanto ao excesso de preciosismo, fique tranquilo. O Irmão está corretíssimo no seu raciocínio.

2 – Nunca! É bem clara a assertiva: nos graus simbólicos somente são permitidas insígnias e condecorações do simbolismo. 

O Arco Real não faz parte do simbolismo. Quem afirmar o contrário está completamente equivocado. O franco-maçônico básico universal é composto apenas e tão somente pelos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre. 

Outros graus acima desses, dependendo do Rito, são os de aperfeiçoamento, laterais, filosóficos, etc., e fazem parte de outros Corpos.

Por mais que apareçam elucubrações nesse sentido, elas nunca serão verdadeiras. Para os que duvidam, só para começar, que consultem então a Constituição do Grande Oriente do Brasil no seu Art. 2º, IV – a divisão da Maçonaria Simbólica em três graus (o grifo é meu).

T.F.A.

PEDRO JUK
Secretário Estadual de Orientação Ritualística do GOB/PR
jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS

INICIAÇÃO MAÇÔNICA DE CHARLES HORACE MAYO

CHARLES HORACE MAYO (Rochester, 1865 — Chicago, 1939). Médico americano. Foi um dos maiores cirurgiões do país, atuando em todos os campos da cirurgia. Foi um dos fundadores da clínica Mayo. Durante a Primeira Guerra Mundial, Mayo serviu como coronel no Exército dos Estados Unidos, Medical Corp. Depois da guerra, ele foi consultor-chefe do Office of Surgeon General e foi brigadeiro-general na Reserva Médica. Era também foi membro do Capítulo No. 8 de Halcyon, Maçons do Arco Real e membro do Comando Nacional No. 5, Cavaleiros Templários. Ele era um membro do Rito Escocês Antigo Aceito e recebeu seu 33° em 1935.

INICIAÇÃO MAÇÔNICA: Não identificada.

Loja: Rochester nº. 21, Rochester, Minnesota, EUA.

Idade: Não identificada.

Oriente Eterno: Faleceu aos 73 anos de idade, vítima de pneumonia.

Fonte: famososmacons.blogspot.com

VENDAR OS OLHOS - QUAL A FINALIDADE?

VENDAR OS OLHOS - QUAL A FINALIDADE?
Denilson Forato

Antes de explanar sobre o tema, levo ao conhecimento dos meus Irmãos que o texto abaixo é para que, definitivamente se interrompa a teimosia e a falta de compreensão. Ocorre que, antes mesmo do padrinho entregar o candidato à Iniciação em nossos Augustos Mistérios aos cuidados do Irmão Terrível, costuma-se vendá-lo lá mesmo onde o encontrou, aí já começa o GRANDE ERRO. Levar o postulante já vendado ao Templo enfraquece e elimina o valor simbólico e toda a preparação para a recepção do candidato pelo Ir.'. TERRÍVEL, este sim o ÚNICO encarregado de vendar o candidato a Iniciação conforme irão perceber após a leitura do texto abaixo.

A cerimônia da vendagem dos olhos tem enorme relevância, pois é o ponto de partida, ou melhor, o disparo da iniciação. Tem início com o chumaço de algodão branco a ser colocado sobre os olhos.

A entrega do algodão tem o significado de uma grande doação, o Ir∴ Terrível auxiliado pelo Padrinho entrega ao Postulante, simbolicamente, a maciez, o conforto e a delicada acolhida como o próprio líquido amniótico.

O branco simboliza a unidade com o GADU, sabedoria, pureza, alegria, reconciliação, regeneração, verdade etc. Contatar o branco como a suprema luz, ou como a marca lívida do cadáver é ter a oportunidade de experimentar a sensação de renunciar a nós mesmos.

Ao postulante é determinado que coloque o dedo indicador sustentando o

chumaço de algodão sobre os olhos. O dedo indicador simboliza aqui o dirigir-se a si mesmo, aquele que dá início ou partida a um acontecimento que visa o autoconhecimento por vontade própria; o dedo indicador relaciona-se com o estômago, órgão responsável pela digestão dos alimentos, esotericamente responsável pela digestão das sensações e informações captadas. É colocada a venda preta sobre o algodão.

O preto simboliza a noite, que é o prelúdio de uma nova aurora, como o período de vida intra-uterina torna possível o nascimento. O preto e a noite lembram imagens da morte, que nos passam a idéia de mudança de estado, de reencarnação e de ressurreição.

René-Lucien Rousseau afirma: "A exemplo da Natureza que tira a Aurora da Noite, o Mundo do Caos e a Primavera do Inverno, as religiões da Antigüidade impunham aos candidatos à iniciação provas que transcorriam durante a noite ou nos subterrâneos. Para se tornarem homens novos, para nascerem para a existência espiritual (o nome Renê, em francês, ou Renato, em português, não tem outra origem) era preciso passar por uma morte simbólica. Morrer para a vida de ilusão e das paixões e tornar-se digno, assim, de contemplar o sol resplandecente da verdade".

O negro, esotericamente, significa mudança de estado. Os olhos correlacionam-se ao discernimento.

Ao ser privado da luz exterior o Postulante é estimulado a voltar-se para sua própria luz interior, ver e rever seus valores, sobretudo enxergar com o coração, mais do que uma postura, passar a ter uma atitude esotérica, na busca da chama interior para iluminar sua mente.

Platão em sua lógica magnífica descreve essa experiência por analogia na famosa cena da Caverna, em sua República.

O beijo nas faces simboliza a bênção (ação do bem), ou seja, o desejo de sucesso na missão tanto no seu aspecto exotérico (exterior - provas - força - resistência) como no sentido esotérico (interior - conhecimento - aprendizado).

Peço, encarecidamente aos Padrinhos, meus Irmãos que, de agora em diante não vendem seus afilhados antes do mesmo ser entregue a quem deverá fazê-lo, e peço principalmente aos Veneráveis de loja que observem este procedimento, não permitindo que os membros de sua Loja façam com que o candidato seja vendado na rua, em sua casa ou no local previamente acertado para o padrinho ir buscá-lo.

Não permitam que o simbolismo e a ritualística sejam pisoteados!!!!

Fonte: Revista Arte Real nº 2

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

LOJA EM FAMÍLIA NO TEMPO DE ESTUDOS

LOJA EM FAMÍLIA NO TEMPO DE ESTUDOS
(republicação)

Em 01/02/2017 o Respeitável Irmão Breno Roland Neto, Loja Sublime Harmonia, 2.605, REAA, GOSP-GOB, Oriente de Limeira, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

Gostaria de solicitar informações sobre um questionamento que surgiu no último ERAC (68º ERAC) que participei no dia 11 de junho de 2017, no Oriente de Itirapina, São Paulo.

Os Irmãos da A⸫R⸫L⸫S⸫ Aurora Limense apresentaram um trabalho muito interessante, cujo tema era "Tempo de Estudos", e em certo trecho do trabalho, foi dito pelos Irmãos que "dependendo da necessidade de aproveitar o tempo disponível ou apresentação com projeção de slides (muito comum hoje em dia) e até permitir um debate mais frutífero e dinâmico, a critério do Venerável Mestre, a sessão ritualística pode ser suspensa e coloca-se a "Loja em Família".

Ao final da apresentação, foi aberto tempo para debates e perguntas aos Irmãos que apresentaram o trabalho. Nesse momento um Irmão, que não me recordo o nome, disse que estava errado termo "loja em família" e que isso não existe. Após a manifestação desse Irmão, nenhum outro Irmão fez mais comentários. Fiquei na dúvida, pois já ouvi várias vezes a expressão colocar a "loja em família".

Qual seu entendimento?

CONSIDERAÇÕES:

Em se tratando do Rito Escocês Antigo e Aceito, “loja em família” é termo inexistente. De fato essa prática não está prevista no Ritual.

Num caso em que o tempo de estudos mereça debates e tempo alongado, bem como outros dispositivos, recomenda-se a realização de sessão especial que atenda apenas essa finalidade - RGF, Art. 108, § 1º, II, Sessão Ordinária de Instrução. 

Se para uma Sessão de Instrução não existe uma orientação ritualística específica, então nela talvez até possa fazer sentido a suspensão dos trabalhos ritualísticos à moda de uma loja em família. Afinal, se não existe regra para ela, obviamente não há o que proibir.

Já numa Sessão Ordinária Regular, § 1º, I do Art. 108, cuja qual possui um ritual em vigência que a regule, me parece não existir previsão para se colocar a Loja “em família” no Tempo de Estudos. Note que no ritual existe uma recomendação que o período não exceda há quinze minutos salvo em casos específicos. É bem verdade que nele também esteja previsto “exposição e debate”, mas não orienta sob nenhuma hipótese que a exposição e o debate sejam feitos com a “loja em família”. O debate num caso desses segue o giro da palavra mediante autorização para se pronunciar.

Uma sugestão: se a instrução demandar de aparatos ou de tempo alongado com debates, então que o Venerável, com antecedência, marque uma reunião extraordinária exclusiva para instrução sem abertura ritualística. Não abrindo a Loja no modo de costume, nada impede que outros procedimentos possam ser adotados. 

Eu particularmente não vejo problema em se suspender os trabalhos para debates durante a instrução em uma Sessão Regular, entretanto imediatamente os “puristas de plantão” certamente se arvorariam em nome da peripatética maçonaria latina arrogando o famoso jargão “onde está escrito”. Assim, penso que o melhor mesmo é seguir o que está previsto nos nossos rituais, destacando que neles não está prevista a “loja em família”.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

A MAÇONARIA VS. OS PSEUDO-MAÇONS

A MAÇONARIA VS. OS PSEUDO-MAÇONS
Carlos Alberto Martinho
M∴ M∴ ARLS Solidariedade 27 / GOMS [COMAB] – Brasil

Temos estudado, ouvido e refletido algumas idéias a respeito do contexto maçônico. Falam, filosofam, teorizam, imaginam a maçonaria de tudo quanto é jeito e forma, oficial ou profana, teísta ou deísta, masculina ou mista, origens e mais origens, ritos e influências … que nem mesmo os maçons chegam a um consenso definitivo, nesse sentido, e nem poderiam. Mas enfim, o que é a Maçonaria?

Por isso procuramos sintetizar em um único ponto elementar, o que seja a Maçonaria. Resp. A MAÇONARIA É UM ESTADO DE ESPÍRITO. É como beber de uma fonte pura e segura, é estar como um feto em gestação de uma mãe dedicada. É dia, nunca noite, a luz que nos invade e controla nossas paixões. É respirar o ar puro. Existe uma adoção própria, uma condição histórica linear que tem sua origem moderna no surgimento da Grande Loja de Londres, que foi regulamentada e constituída, em 1723, pelo reverendo James Anderson, Payne e Desaguilliers. Daí soma-se a fusão das Grandes Lojas de Londres e York, originando a Grande Loja Unida da Inglaterra, em 1813, terminando com o cisma entre os Antigos e Modernos.

A Maçonaria percorreu logo após sua fundação um caminho bem definido no solo Europeu, se instalando em diversos países, como Alemanha, França, Bélgica, Suécia, e outros. Mas foi na França que ocorreu o fato gerador de tantos conflitos, uma releitura maçônica pelo Grande Oriente da França. Que trouxe alguns transtornos ao entendimento da Maçonaria e sua nova proposta. Dividira-se em Potências regulares, e irregulares, sob a asa da oficial Grande Loja Inglesa.

Grandes Lojas X Grandes Orientes. Monarquia ou República? E com isso o espírito universal maçônico se perdeu em rezingas mal resolvidas que até hoje perduram. Quem reconhece quem? Este é um dilema ‘tríplice fraternal’. Portanto chegamos à conclusão que Maçonaria não se mede muito menos se regula. É auto regulável pelo bom senso, lógica e razão dos seus iniciados, despidos de segundas ou outras intenções. Foi sendo composta desde a sociedade dos pedreiros livres, abocanhando culturas diversas, esparramando-se pelo mundo e aglutinando em suas fileiras homens de todas as naturezas. Essa é a sua magia e que perdura até hoje, rompendo a barreira do tempo e sobrevivendo as mais duras provas de resistência.

Ela, a maçonaria, não possui royalites muito menos a arrogância de um ou mais ‘donos’. O que queremos expor é que a maçonaria da qual praticamos (inconsciente) sonha com a verdadeira maçonaria, na qual está anos luz a frente desta … A REAL ARTE da arte real. Sendo que hoje, a maçonaria praticada, e seus princípios de Liberdade, Fraternidade, Igualdade, Racionalidade, Harmonia, Domínio das Paixões, Confiança, Sabedoria, Cultural, Dedicação, Disciplina, Respeito, etc … está um tanto distante da perfeição. Óbvio para quem tem ‘olhos de ver’.

Idolatria, pura e simplesmente, por uma razão histórica e social da Ordem nem cabe dentro deste contexto, é passível de desprezo. – Tenho o hábito de não falar daquilo que ignoro, pois tudo o que se ignora se despreza. (Sófocles). Temos que ter o coração vivo e consciente de que temos uma grande obra para terminar. Os maçons usam da métrica filosófica e litúrgica, que com o tempo foi compondo a massa maçônica, absorvida de outras culturas, crenças, lendas e conhecimentos para dar a consistência de sua forma atual e de seu universo particular. Fora a interpretação de um mosaico próprio, com características ritualísticas únicas, pouco se tem de novo ou de tão diferente e que seja, na atual conjuntura, passível de ‘segredo’, mas privado aos maçons. Essa prática resultou em diversas estruturas administrativas, para doutrinar nossa organização, nossa necessidade de trabalho como compensação ou resposta por estarmos, simplesmente, maçons. Segregamo-nos do próprio mundo profano. E isso virou rótulo, como se ser maçom fosse diferente de qualquer outra pessoa. Se somos… não temos mostrado, em grande parte, razões suficientes, para o mundo e a sociedade crer, em nosso trabalho na melhoria qualitativa do ser humano. É retórica e hipocrisia, que se faz valer da MORAL MAÇÔNICA.

Nós maçons, regulares ou não denominamo-nos assim, utilizamos esse ‘espírito’ da Maçonaria (ou parte dele), de origem incerta, para compor a Ordem Maçônica, sob a política do esquadro e compasso. Produzimos leis, regimentos, regulamentos, constituímos direções, exigimos mundos e fundos (pró forma que de nada vale) e, mesmo assim, a Ordem, (instituição) sobrevive, sendo carregada por essa força energética vibrante e crescente que há tempos se faz presente, mesmo diante desse quadro atual e lamentável, provocado por alguns pseudos-maçons. (‘bonitinho, mas ordinário’ – Plagiando Nelson Rodrigues).

Por isso separamos a Maçonaria da Ordem Maçônica. A 1ª é a força energética que invade o coração do homens livre e de bons costumes, a 2ª é a organização institucional, administrada pelos maçons, e que sob o esse espírito maçônico realiza suas obras. Entretanto se detivermos um pouco de razão e lógica ‘imaterial’, teremos um só caminho. Dominar o que nos arrasta para o que há de pior nas emoções e sentimentos humanos (e que em nada evoluímos até hoje, desde os tempos em que o homem é homem – A tecnologia evoluiu e parte da consciência humana, mas suas fraquezas e primitivas emoções NÃO). Esse é o principal objetivo da Maçonaria, limpar essa sujeira que desgraça o homem em sua face mais mundana. – O MAÇOM NÃO É UM FRACO. É FORTE E DEVE A LUTA PELA ETERNIDADE. O resto é política do ego, uso indevido da ‘marca’ – MAÇONARIA -. A instituição material, a Ordem Maçônica, esta, ainda, engatinhando na direção da suposta verdade e que se perde, muitas vezes, nas férteis vontades e imaginações dos próprios.

O maçom de hoje demonstra medo da verdade, exposta nua e crua, das suas responsabilidades e entendimento sobre o que seja Maçonaria. Está ludibriado, em grande parte, pela oferta litúrgica e do ágape fraternal, não conseguindo desenvolver na sua verdadeira assepsia e os resultados esperados, com isso, reconfortam-se em uma situação social cômoda, inerte e aparentemente perene.

A Maçonaria não ensina nada, mostra o caminho. É uma escola que necessita buscar incessantemente o saber. O maçom é quem preenche sua senda, nessa estrada, com as informações da vida e o que o mundo conhecido por ele pode oferecer. Portanto o maçom que não está em constante investigação é vazio. Para tanto se exige, no mínimo, conhecimentos além do material (Extrafísico), sensibilidade, dedicação e estudo. A compreensão divina da Maçonaria não se ‘pega’… se absorve na alma e no espírito, está no éter para quem for capaz de abstrair o elixir emanado pelo GADU.

O ponta-pé inicial começa dentro de si, numa faxina geral. – V.I.T.R.I.O.L. – Conheça-te a ti mesmo (Sócrates). Cremos que a Instituição Oficializada da Ordem Maçônica, gerida pelos maçons, precisa rever seus conceitos, URGENTE … refletir seriamente na doutrina basilar da Maçonaria, não essa regulamentar de 1723, a Original mesmo, que se perde nas brumas do tempo, do instinto natural de amor e solidariedade, pois esse Espírito deve prevalecer sobre a Matéria. Conceituando-se sobre os novos paradigmas da humanidade e suas relações, em que o mundo moderno passa exigido pela sociedade. Sociedade essa que clamará sempre o máximo (essa coisa de mínimo, nesse caso, é para justificar a incompetência) de atitudes coerentes e dignas de uma Instituição Progressista e, supostamente, Consciente dos seus deveres.

A consciência clara, lúcida, sensata, responsável e comprometida com os ideais mais puros e honestos conduzirá através do caminho da retidão, do equilíbrio, da paz e da harmonia. A nossa glória manifesta, cantada e tão desejada. A acomodação, no ‘sofá’ da preguiça mental e física, não trará conquistas a ninguém. A acomodação é estéril. O pensamento questionador produz energia, a energia necessária para mover o eixo maçônico. Pois o maçom que acha que já conquistou muito ou tudo (universo subjetivo de um mente estática – não ativa), estão enganados, mesmo que sobre a égide de IIr.’. mais sérios e que zelaram por seus ideais, antigos ou ativos.

Imaginamos uma maçonaria FORTE e UNIDA, em pensamento e atitude, debates de contextos abrangendo nossa sociedade, ações efetivas para melhoria e equacionamento das diferenças econômicas, que resulta nessa discrepância social no mundo maquiavélico humano. Bons exemplos devem ser seguidos e praticados até a exaustão. A busca de uma consciência maçônica madura com fins e objetivos claros, ampliando a toda forma e contexto maçônico e somadas as iniciativas organizacionais que a própria sociedade oferece.

Para isso devemos romper a absurda barreira da segregação maçônica. O Maçom se reconhece olho no olho e apertando-se as mãos. E não apresentando carteirinha de ‘associado’, como se pertencesse a um clube.

Fonte: https://www.maconaria.net

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

VISITANTE E O SINAL DE OUTRO RITO

SINAL DE OUTRO RITO
(republicação)

Em 01/07/2017 o Respeitável Irmão Jonas de Santi, Loja Estrela do Mar, 1.912, REAA, GOB-PR, Oriente de Matinhos, Estado do Paraná, solicita o seguinte esclarecimento:

Uns Irmãos da Loja me fizeram uma pergunta que acabei ficando em dúvida, eles foram visitar uma Loja do Rito Moderno, no grau de Companheiro o Sinal de Ordem é um pouco diferente do nosso que somos do R.E.A.A. e eles me perguntaram se quando for visitar outro rito, deve ser feito o sinal de acordo com o Rito visitado ou o sinal do rito de sua loja mãe?

CONSIDERAÇÕES:

Quando ocorrerem essas situações, o visitante deve procurar não chegar em cima da hora. Chegando com antecedência ele pode explicar a situação e, devidamente reconhecido, aprende o Sinal do Rito da Loja visitada sem maiores problemas. Assim a Loja anfitriã também deve com afabilidade auxiliar o visitante para o bem da liturgia e da ritualística.

Se a situação não possibilitar tempo para aprender, o visitante então faz o Sinal de acordo com o seu Rito. Obviamente que essa situação também deve ser compreendida pelos que o recebem a despeito de que numa circunstância dessas o visitante evite pelo menos chegar atrasado e, como retardatário, ficar pedindo ingresso após a abertura, atrapalhando dos trabalhos.

Eu penso que tudo na vida depende do bom senso e isso se resolve sempre com antecedência. Cito como exemplo o que eu sempre procuro fazer. Antes de visitar uma Loja, primeiro busco informação sobre o seu formato de trabalho. Assim evito contratempos de última hora. Se não for possível obter informação, pelo menos procuro chegar com antecedência suficiente para que eu possa me inteirar da situação. 

Nunca é demais lembrar que as Lojas têm por obrigação instruir seus obreiros, sendo esse um bom tema para instrução. É também uma excelente oportunidade para ensinar aos obreiros que, entre os ritos praticados na Ordem, devida a sua cultura e tradição, podem existir diferenças de procedimentos. 

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com.br
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILUSTRADAS

 

A IGREJA FRENTE AOS MAÇONS

A IGREJA FRENTE AOS MAÇONS

Desde o Papa Clemente XII, com a Constituição Apostólica “In eminenti”, de 28 de abril de 1738, até nossos dias, a Igreja tem proibido aos fiéis a adesão à maçonaria ou a associações maçônicas. Após o Concilio Vaticano II, houve quem levantasse a possibilidade de o católico, conservando a sua identidade, ingressar na maçonaria. Igualmente, se questionou a qual entidade se aplicava o interdito, pois há várias correntes: se à anglo-saxõnica ou à franco-maçonaria, a atéia e a deista, anticlerical ou de tendência católica.

Para superar essa interrogação, o Documento da Congregação para a Doutrina da Fé, com data de 26 de novembro de 1983, e que trata da atitude oficial da Igreja frente à maçonaria, utiliza a expressão “associações maçônicas”, sem distinguir umas das outras. É vedado a todos nós, eclesiásticos ou leigos, ingressar nessa organização, e quem o fizer está “em estado de pecado grave e não pode aproximar-se da sagrada comunhão”.

Entretanto, quem a elas se associar de boa-fé e ignorando penalidades não pecou gravemente.

Permanecer após tomar conhecimento da posição da Igreja seria formalizar o ato de desobediência em matéria grave.

A Congregação, no mesmo documento de 26 de novembro de 1983, declara que “não compete às autoridades eclesiásticas locais (Conferência Episcopal, bispos, párocos, sacerdotes, religiosos) pronunciarern-se sobre a natu reza das associações maçõnicas, comum juízo que implique derrogação do quanto acima estabelecido”. O texto faz referência à Declaração de 17 de fevereiro de 1981, que reservava à Sé Apostólica qualquer pronunciamento que implicasse derrogação da lei canônica em vigor. Tratava-se do cânon 2.335 do Código de Direito Canõnico de 1917, que previa excomunhão ipso facto a quem ingressasse na maçonaria.

Reconhecer uma incompatibilidade doutrinária não implica fomentar um clima de hostilidade. Preservar a própria identidade e defendê-la não significa incentivar atritos. Aliás, somente o respeito à verdade facilita a paz e a busca da concórdia entre os indivíduos.

O novo Código de Direito Canõnico assim se expressa: “Quem se inscreve em alguma associação que conspira contra a Igreja, seja punido com justa pena; e quem promove ou dirige uma dessas associações, seja punido com interdito” (cânon 1.374). No dia seguinte à entrada em vigor do novo código, isto é, 26 de novembro, é publicada a citada declaração com a aprovação do Santo Padre.

Diz o documento que a maçonaria não vem expressamente citada por um critério redacional e acrescenta: “Permanece, portanto, inalterado o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçõnicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e, por isso, permanece proibida a inscrição nelas.”

Em 1997, a Livraria do Vaticano editou uma obra intitulada “A maçonaria nas disposições do Código de Direito Canônico de 1917 e de 1983”, de autoria de Zbigniew Suchecki. O sucesso levou à tradução para o italiano de outro livro do mesmo autor.

Eu fazia parte da comissão do novo código, na parte final da elaboração. Recordo-me bem. Houve uma emenda para fazer permanecer, de modo explícito, a condenação à maçonaria, como foi obtido para o aborto, com excornunhão latae sententiae. A votação, no caso do abortamento, alcançou os dois terços requeridos e foi incluído o termo. No que se refere à maçonaria, houve maioria a favor da explicitação da mesma associação, mas não com o índice requerido. Nos debates prévios foi alegado não ser necessário, pois o texto já continha uma proibição implícita.

Dom Boaventura Kloppenburg, em sua obra “Igreja e maçonaria: conciliação possível?” recentemente reeditada em quarta edição pela Vozes, trata profusamente deste assunto, no capítulo “Dos princípios do liberalismo religioso à maçonaria brasileira”. E no capitulo XI, “O maçom perante a Igreja Católica – As razões da condenação da maçonaria – Frontal oposição de doutrinas”. Outra obra recém-publicada pela Editora Santuário é “Maçonaria e Igreja Católica”, de dom João Evangelista Martins Terra.

Permanecendo a proibição no ensinamento da Igreja, houve nesse período pós-conciliar uma profunda modificação no relacionamento entre pessoas, entre católicos e maçons. Embora permanecendo separadas, existe um clima de respeito mútuo que permite um diálogo. O exemplo foi o aparecimento de reuniões entre católicos e maçons para estudo como a de uma Comissão das Grandes Lojas Reunidas da Alemanha e a Conferência Episcopal Alemã, de 1974 a 1980. A declaração final do episcopado alemão evidencia a incompatibilidade, pois a maçonaria não mudou em sua essência. A pesquisa acurada sobre rituais e fundamentos dessa instituição demonstra a existência de doutrinas que se excluem.

Entre as causas dessa separação, enumera: a ideologia dos maçons, o conceito de verdade, de religião, de Deus, a revelação, sobre a tolerância, os ritos, a perfeição do homem e a espiritualidade. De outro Iado, a realidade alemã vê a possibilidade de colaboração pastoral na área da justiça social e dos direitos humanos.

O fato de existirem eclesiásticos na maçonaria prova que há falhas na disciplina. São dadas explicações, não justificativas, baseadas em situações históricas, corno no caso da Independência do Brasil. Dom Boaventura Kloppenburg, em sua obra, examina o assunto e o reduz a dimensões reais.

O respeito mútuo e a fidelidade aos ensinamentos da Igreja nos possibilitam uma convivência pacífica com os irmãos maçons.

D. EUGENIO DE ARAUJO SALES – Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro
Publicado no Jornal O Globo de 28/01/2001.

Fonte: http://www.brasilmacom.com.br

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

MENSAGEM DA FAMÍLIA DURANTE A SESSÃO

MENSAGEM DA FAMÍLIA DURANTE A SESSÃO
(republicação)

Em 01/07/2017 o Respeitável Irmão Hideraldo A. Teodoro, Loja Pentalpha, 2.239, REAA, GOSP-GOB, Oriente de São Paulo, Capital, pede comentários sobre o seguinte:

Recorro aos seus conhecimentos de Liturgia e Ritualística para perguntar sobre algo que creio estar se tornando parte dos famigerados "usos e costumes" nos Trabalhos de algumas Lojas, qual seja a leitura de carta de esposa e filhos para irmãos, durante a Sessão, na Palavra a Bem da Ordem, mormente em Iniciações e Instalações - pede-se à família do Irmão que escreva um texto a ser lido para o esposo/pai na Sessão. Sou de posição contrária, por entender ser algo estranho à ritualística, mesmo na Palavra a Bem da Ordem, uma invenção que alguns já estão, infelizmente, copiando. Quem faz uso da palavra em Loja é quem está presente, e não quem não esteja, até porque não poderia, como é o caso, mesmo que através de uma carta, o que poderia ocorrer, a meu ver, dentro de algumas circunstâncias e necessidades, como na Ordem do Dia, para algum encaminhamento..., mas só. Não acho que fica bem imitarmos um quadro do "Domingão do Faustão" com apelos sentimentais em determinado momento da Sessão.

O que o Irmão me diz?

CONSIDERAÇÕES:

O que eu poderia lhe dizer: Isso simplesmente é um absurdo que foi provavelmente criado pelos inventores de plantão com a conivência dos que “acham bonito”.

Isso simplesmente não existe e não está previsto na nossa liturgia, sobretudo na Palavra sobre o Ato realizado.

Muitos maçons ainda precisam aprender o que é; como se faz e qual a finalidade da Maçonaria.

O mais interessante de tudo é que como invenção, não precisa nem de instrução, a moda pega facilmente transformando sessões maçônicas em verdadeiros palcos para declamações e outros afins correlatos que obrigam o Irmão Secretário a produzir atas (balaústres) rançosas e enfadonhas. Isso é mesmo lamentável!

Ora, como já não bastasse tantas invenções e enxertos, como por exemplo, aquela da famigerada entrega de luvas às cunhadas que algumas Lojas promovem fazendo com que o recém-iniciado faça a entrega delas ao seu cônjuge dentro da Loja, o que é altamente ilegal, agora aparecem cartas da família para criar um ambiente melodramático dentro do Templo e, como disse o Irmão, feito um teatro domingueiro vespertino. 

Eu diria copiando Eça de Queirós: é mesmo d’escrachar.

Aliás, lembro que já inventaram até um Sinal de Socorro se utilizando das luvas para as cunhadas. Assim, nada o que estranhar em se tratando de mentes criativas que querem fazer para eles uma “maçonaria pessoal”.

Coisas que só acontecem mesmo na Maçonaria latina e em particular na tupiniquim. Se só existe no Brasil e não é jabuticaba, acredite; ou é besteira ou é privilégio de alguns. 

E assim a carruagem vai andando. Enquanto isso eu vou colecionando preciosidades para um livro que estou escrevendo intitulado Febeamá – Festival de Besteiras que Assola a Maçonaria (à moda do Febeapá do Stanislaw Ponte Preta).

É o que eu tenho para dizer meu Irmão.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

CARGOS

1º - A administração de uma Oficina ou Alto Corpo simbólico ou filosófico exerce cargos.

2º - Seus componentes são chamados Oficiais. O Venerável, os 1º e 2º Vigilantes são chamados, em conjunto, Luzes; o Orador e o Secretário, são denominados Dignidades.

3º - A nomenclatura desses Oficiais e a sua composição difere de Rito a Rito e de Potência a Potência.

4º - Cada Oficial ostenta o título de suas funções, título que, nas Altas Administrações, é precedido pela palavra "Grande".

5º - São eleitos por maioria absoluta entre os membros da Oficina e por escrutínio secreto. Os Grandes Oficiais são nomeados pelo Grão-Mestre.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

O LEGÍTIMO LEMA DA MAÇONARIA

O LEGÍTIMO LEMA DA MAÇONARIA
Kennyo Ismail

Qual é o lema maçônico, a tríplice divisa da Maçonaria?

Muitos maçons brasileiros com certeza responderão: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”! Porém, a resposta não é tão simples assim.

A origem desse lema é política, surgindo na Revolução Francesa e pegado emprestado pela Maçonaria daquele país, que tratou de adotá-lo e divulga-lo. A Maçonaria Brasileira, tão dependente da francesa, tratou de incorporá-lo e, desconhecendo a história da Revolução Francesa, fez o favor de popularizar entre seus membros uma inversão histórica dos papéis: na mente de muitos maçons brasileiros, foi a Revolução Francesa que pegou emprestado o lema da Maçonaria.

Já a Maçonaria de qualquer lugar que não seja descendente ou não tenha sido influenciada historicamente pela Maçonaria Francesa simplesmente desconhece “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” como lema maçônico. Para o restante do universo maçônico, algo em torno de ¾ da Maçonaria mundial, a Sublime Ordem possui outro lema:

“Fraternidade, Alívio e Verdade”. Essa é a divisa original da Maçonaria, muito bem explorada pela Maçonaria britânica e norte-americana de forma simbólica, ritualística e filosófica. A Fraternidade, ou Amor Fraternal, é demonstrado pelo tratamento tolerante, respeitoso e igualitário do maçom para com os demais maçons e que também alcança a sociedade; o Alívio, ou Socorro, é o objetivo de cada atitude caridosa do maçom aos irmãos, seus familiares e a toda a humanidade; a Verdade é compromisso de cada maçom, que além de observá-la deve sempre busca-la. Alguns estudiosos procuram relacionar tais grandes princípios com as virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade. A Verdade estaria ligada à Fé, pois Deus é a Verdade; o Alívio seria a demonstração de Caridade; e a Fraternidade representaria a Esperança de um dia todos os homens se tratarem como irmãos.

E assim como a Maçonaria brasileira costuma destacar a divisa republicana francesa de “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” em seus diplomas, estandartes e adesivos, é bastante comum encontrar a divisa maçônica “Fraternidade, Alívio e Verdade” (Brotherly Love, Relief, Truth) em brasões, anéis, placas e souvenires maçônicos pelos países de língua inglesa.

Não se espera que a Maçonaria brasileira renegue o lema de costume, já tão enraizado na cultura maçônica local. Mas que, pelo menos, essa questão sirva como mais um exemplo de como, com o passar dos anos, a Maçonaria Universal tem sofrido fortes influências externas regionais, diferenciando-se em cada país, tornando-se “Maçonarias”. Independente de ser algo bom ou ruim, trata-se de um fenômeno que deve ser reconhecido e observado de perto.

Fonte: https://www.noesquadro.com.br

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

VENERÁVEL VISITANTE - LUGAR NO ORIENTE

VENERÁVEL VISITANTE - LUGAR NO ORIENTE
(republicação)

Em 01/07/2017 o Respeitável Irmão José Ferreira Rocha, Loja Segredo e Paz, sem mencionar o nome do Rito, GOB-PB, Oriente de João Pessoa, Estado da Paraíba, solicita esclarecimento:

Gostaria que o Irmão me informasse o seguinte: quando um Venerável vai visitar uma Loja ele senta do Lado Norte (autoridades) ou Sul (MI) do Oriente?

CONSIDERAÇÕES:

Segundo o Art. 219 do Regulamento Geral da Federação do Grande Oriente do Brasil, o Venerável Mestre, conforme o § 2º, I do mesmo Artigo é considerado como “autoridade” da 1ª Faixa e, de acordo com o Ritual em vigência, edição 2009, REAA, item 1.3.2 Planta do Templo, as autoridades maçônicas tomam assento no Oriente, abaixo do sólio à direita do Venerável, isto é, a nordeste.

Obviamente que um Venerável Mestre por extensão é um Mestre Instalado e o Mestre Instalado também consta como integrante da 1ª Faixa, mas nesse caso o ritual disciplina os lugares – os Mestres Instalados (ex-Veneráveis) ficam a sudeste e os Mestres Instalados visitantes no exercício do veneralato ficam a nordeste.

A orientação nordeste e sudeste coincide respectivamente com o ombro direito e esquerdo do Venerável Mestre que no Oriente fica voltado para o Ocidente.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DOS POVOS

A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DOS POVOS
Autor: J. Vasconcelos

No transcurso de milênios dos primeiros períodos históricos, a humanidade respondia sobre o universo com explicações práticas. O ovo cósmico, o desmembramento de naturezas diversas, o acasalamento dos deuses e o verbo divino haviam determinado todas as causas universais, referenciando propriamente a Terra e os astros visíveis; logicamente englobava os fatos e os seres relacionados a esse contexto. Efetivamente, mitos da criação, totemismos[1], raiz telúrica e o sopro como a fonte bastavam para esclarecer as origens e os propósitos da vida e das suas consequências.

Entrementes, tudo se situava em termos da VONTADE. Estava claro que as coisas existiam, agiam ou recebiam interferência, por vontade dos deuses, ou por vontade dos diabos, ou por vontade dos espíritos. De sorte que, por vontade dos entes divinos em entrevero familiar se originaram os protetores da Grécia, ou por vontade de um deus nacional, como Jahvé, o Verbo criava a terra, o céu e os homens e lhes impunha leis, regras e costumes; por vontade de um satanás, surgia na Pérsia a dicotomia do Bem e do Mal; também por vontade do demônio o homem e a mulher entre os judeus recebia a danação eterna e o castigo da mortalidade.

Por séculos e séculos, assim permaneceram os seres humanos, acreditando que tudo se processava por gestos constantes dessas vontades acima de suas forças, influindo até mesmo em cada ato de cada indivíduo. Se chovia, era porque a deusa Ishtar queria fertilizar a terra. Se trovoava e caíam raios, o deus da tempestade – Teshup, estava raivoso com os homens. Se uma criança nascia saudável, era a deusa Ísis favorecendo o evento. Se caía uma avalanche, assim desejavam os espíritos da montanha. Se tudo ia dar certo ou errado, dependia dos desejos dos deuses. Se o exército saía vitorioso, era o deus Jahvé que o guiou e o fez invencível e cruel. Se existe escravidão, é porque os deuses julgaram povos prontos para servir outros. Se existem soberanos e súditos, era uma determinação divina. Se as pessoas adoecem é porque os deuses querem esse castigo. Se tornam-se más, é porque o diabo quis levá-las a esse procedimento.

Todavia, algo estava para acontecer.

Quando alguém parou para pensar sobre o universo, surgiram-lhe dúvidas sobre as verdadeiras causas. Essas dúvidas deixaram-lhe perceber que os fenômenos e os elementos existentes não se apresentavam em função de vontades superiores e sobrenaturais. E surgiu a Grande Descoberta filosófica: tudo indica que existem leis naturais regendo as coisas no Universo. O recurso ao conhecimento de vontades seria inócuo, pois essas não existem. O único caminho era conhecer as leis naturais. Bastava, então, descobrir quais leis regiam sobre o mundo.

Com efeito, assim começou o trabalho dos filósofos, buscando conhecer tais leis. De início, Anaxágoras concebeu a origem da Terra não por vontade dos deuses, mas em causas materiais obedecendo a leis naturais que poderiam ter envolvido nebulosas remoinhantes.

Portanto, seguiram outros filósofos procurando conhecer as leis naturais em todas as coisas. De 600 a 450 a.C., a contribuição foi formidável. Como biologistas, sustentaram princípios evolucionistas surpreendentemente modernos; como físicos, esboçaram a teoria da gravitação e a lei da conservação da energia; como astrônomos, tiveram concepções do universo que lembram as de Copérnico, Kepler e Galileu.

Cerceamento da liberdade

O certo é que os filósofos foram buscando essas leis nas matérias, na natureza humana e no organismo social. A civilização evoluía na medida em que os conhecimentos sobre as leis naturais eram desenvolvidos. No entanto, por incrível que possa parecer, sobre a sociedade, a política e o homem, as descobertas não tiveram um desenvolvimento tão profundo como na Química, na Física, na Matemática e na Astronomia.

A razão estava em que, na política e na sociedade, há estruturações que permitem a indivíduos terem poderes acima dos demais, exercendo exploração sobre os outros e usufruindo vantagens especiais à custa do sacrifício destes. Este fato prejudicou sobremaneira toda a ação da Filosofia nesse campo. Basta dizer que por milhares de anos apenas duvidar da instituição da monarquia equivalia ao crime de lesa-majestade, geralmente punido com a morte.

Por conseguinte, a Filosofia ficou impedida por muitos séculos de anunciar as descobertas nas ciências humanas. Até os filósofos foram proibidos de existir. O império romano, por exemplo, numa época proibiu a permanência de filósofos.

A Inquisição que imperou por mais de 600 anos perseguia, aprisionava e matava quem sugerisse leis naturais sobre o homem e a sua sociedade. Campanelli viveu toda sua vida sob a ameaça da fogueira, simplesmente porque suspeitava que a alma fosse apenas uma forma de energia. Imagine algum filósofo falar de leis naturais sobre a organização social dos homens, diante do poder temporal dos papas, das poderosas oligarquias dos duques e dos viscondes e das monarquias absolutas que nem sequer permitiam questionar suas tiranias. De forma que todos os estudos sobre a organização política das sociedades humanas ficaram menosprezados e obscurecidos. Por isso que todos os ensinamentos se basearam no direito positivo e na história não crítica, ficando a Filosofia fora desse ramo.

Daí porque, quando surge a obra de Maquiavel, “O Príncipe”, foi uma sensação entre os doutores, a ponto de se considerar Maquiavel o pai da ciência política. E o que é este livro se não um manual que se preocupa em ensinar aos detentores dos poderes a dominar o povo. Tais são os seus ensinamentos que chegam a defender até o caráter guerreiro e cruel do governante para impor temor e veneração ao povo. Na verdade, isso estaria longe da Filosofia e da Ciência, não passando de uma simples técnica tabelada para o exercício da dominação e exploração sobre os cidadãos comuns.

Porém, todos os conceitos sobre a organização política dos povos foram sendo estruturados seguindo essa angulação até a Revolução Francesa. Nesse momento, não fizeram muito diferente, pelo menos os grupos que se assenhorearam daquele movimento e se serviram de bases medievais para estabelecer a denominada “democracia representativa”, copiando a forma dos conselhos feudais existentes na Inglaterra. Novamente, a Filosofia e a Ciência ficaram à parte, e prevaleceram somente as propostas de ordem técnica dos mandantes do poder. Criaram, assim, uma representação fictícia, falsa e artificial, uma vez que não provinha de leis naturais.

Introduziram posteriormente os partidos políticos, os quais teriam como objetivos a obtenção de cargos públicos. Ora, isso não é Filosofia nem Ciência, mas tão só invencionices semelhantes àquelas dos povos antigos de se criar deuses e demônios.Todavia, aos poucos eclodiu o pensamento filosófico sobre a organização das sociedades.
O conceito de democracia

Antes, temos de reconhecer os esforços iniciais dos filósofos gregos na Antiguidade. Crítias duvidou do status quo imperante e concluiu que “os deuses eram invenção humana com finalidades políticas”. Essa revelação afetava as sólidas monarquias vigentes, cujos soberanos eram “ungidos por deuses” e despertava nos cidadãos os verdadeiros propósitos dessas invenções, o que desmitificava o endeusamento das formas de governo impostas aos povos. Abria-se assim caminho ao entendimento da democracia, totalmente desconhecida naquela época. Já o filósofo Antifonte esclarecia que todos os homens são iguais, e nulos os compromissos nacionais, o que derrubava as prerrogativas dos donos dos poderes e construía o princípio democrático da isonomia e da própria democracia.

Por fim, os filósofos esclareciam que o povo não podia ficar sujeito a governantes que decidiam por livre vontade, sobrepondo-se a quaisquer outras condições. Para os filósofos, não se pode governar por vontade, mas obedecendo a propensões da natureza humana, da sociabilidade e da solidariedade, o que fundamentava outro princípio filosófico, o da Eunomia[2].

Nas décadas finais do século 20, começou-se a indagar sobre as leis naturais que regem a organização e funcionamento da sociedade humana. Citando apenas algumas das contribuições das ciências humanas e biológicas, podemos destacar, entre outras revelações, que por meio da psicossociologia é possível verificar que a natureza humana dotou na sociedade, em relação a cada membro, apenas uma parcela do conhecimento cultural. A migração, a caça, a tática, a moradia, o armazenamento, a cura, as fontes de água, de artefatos, tudo afinal numa comunidade primitiva dependia do conhecimento de cada membro exposto por ocasião da determinação das decisões do grupo. Numa sociedade civilizada, também os conhecimentos de cada cidadão são úteis às formulações gerais. De modo que, a decisão somente é completa, se recebe-se manifestação de todos. A atitude global de uma comunidade originada apenas de uma pessoa ou de um grupo é, portanto, incompleta e antinatural, logo imperfeita e desprezível.
Sociedades diferenciadas

Em palavras conclusivas, a sociedade é estruturada para ser gerida com a participação de todos para o que logicamente se pressupõe ampla liberdade e oportunidade para concretização desse processo. Em ultima análise, o princípio filosófico da constituição do governo das comunidades humanas é a democracia. Outros princípios filosóficos que ficaram patentes: a necessidade da ampla liberdade de cada indivíduo e a necessidade de sua participação direta nas decisões sociais. Pela psicologia comparada, evidenciou-se que aflorava uma evolução no sentido da democratização das sociedades animais. Em vez do esquema tirânico do macho-dominante, a evolução se inclinou para uma tendência mais inteligente, e, assim, em algumas sociedades animais mais adiantadas, como a dos macacos-aranhas, muito comuns na América do Sul, constatou-se ausência do macho-dominante, chefia, hierarquia.

Observações sobre a sociedade dos macacos bonogos da África, espécies inteligentes, apuraram também ausência do poder monárquico e tirânico do macho-dominante, em que demonstram solidarismo e pacificidade. Aliás, os estudos vêm descobrindo que as sociedades animais evoluíram na direção do mais experiente, tais como dos elefantes, cães selvagens e algumas sociedades de chimpanzés.

Pela Paleoantropologia[3], dá-se a conhecer que, de acordo com os fósseis encontrados nas comunidades, havia números iguais entre os sexos, indicando assim ausência do regime do macho-dominante, em que os adultos machos seriam expulsos com o predomínio de uma única autoridade e possuidor. Pela arqueologia, constata-se que os primeiros agrupamentos urbanos (na Suméria) não reservavam diferenciamento nas moradias, que havia salões amplos, possivelmente destinados ao ajuntamento de todos para tomada de decisões, e que dispunham de sinetes característicos do chamamento dos membros para tais ajuntamentos e suas decisões sociais. Pela antropologia, que os homens primitivos sempre agiram em grupo, necessitando de cooperação recíproca. Pela etnologia, observam-se várias comunidades ágrafas resolvendo seus assuntos sociais numa forma de democracia natural; e quanto mais primitiva, mais apresentava requisitos de plena democracia, sem hierarquias, nem governos.

Concomitantemente, os fatores naturais da atração social, da entreajuda e dos decisórios democráticos, concernentes às primeiras espécies do gênero humano, baseiam-se nos seguintes fundamentos:

♦Aptidão à fala sinaliza comunicação, significando vida social como condição natural;

♦Da imensa quantidade de utensílios e ferramentas encontrados pelos arqueólogos nos locais habitados pelos hominídeos, bem como modelos para confecções desses artefatos, deduz-se que a existência da aprendizagem extensiva era essencial na caça, na alimentação e na proteção em geral. A aprendizagem, por seu turno, pressupõe comunicação e vida social com razoável intensidade;

♦Fisicamente, o homem estaria vulnerável se ficasse isolado, mesmo em família; seria rapidamente extinto, tendo em vista sua fragilidade corporal e por não contar ainda com ferramentas e armas de caça. A vida em bandos possibilitou-lhe enfrentar aquele mundo difícil, obscuro e repleto de animais poderosos, rápidos e precisos nos ataques e defesas;

♦Processo evolutivo indica um direcionamento particularmente voltado à inteligência social (mais conhecimentos, experiências e habilidades pessoais) no decisório comunitário, descartando a hegemonia de elementos dominantes, frequentes nos bandos de animais, os quais eram definidos geneticamente ou por confrontos corporais. Quanto mais inteligente for a espécie animal, mais o indivíduo tende à sociabilidade e à solidariedade, o que resulta em benefício de todos, em termos de segurança, alimentação e socorro. Com certeza, a vida social gerou a inteligência social. Respeitando as limitações de cada espécie de animais sociais, permitiu a transmissão cultural (descobertas, aprendizagens e informações em geral);

♦Tornou possível a elaboração de uma comunicação entre os membros, saber quem é quem, no grupo; conhecer regras e condutas; aprender muito sobre várias coisas, alimentos, comida, caça; planejar; estabelecer estratégias; distribuir ou receber tarefas; aprender a se exercitar brincando; utilizar instrumentos; dar e receber carinhos; ajudar os outros e cuidar deles. Ora, o hominídeo evoluiu com muito mais inteligência social do que os antropoides e, consequentemente, estava equipado para ser mais cooperativo e mais solidário;

♦Suas resoluções comunais fluíam desse modo, num clima da mais requintada sociabilidade e solidariedade, não sendo as condições outras que não as mais democráticas possíveis. É a própria evidência em si, a sua conduta bastante inteligente de se orientar sempre em defesa do seu grupo; todos participavam das reuniões comunais para ajudar a todos; todos contribuíam para a formação da vontade geral em favor de todos. Com o Homo sapiens, tornaram-se maiores a sociabilidade e a solidariedade, o que significa ampla vivência democrática de suas primeiras comunidades, muitas das quais tiveram a felicidade de atravessar dezenas de séculos com o poder decisório, processando-se por toda a coletividade e com a oportunidade de transportar esses procedimentos democráticos a outras regiões;

♦Bandos relativamente pequenos, entre 120 e 150 indivíduos, estáveis, vivendo juntos durante toda a sua existência, com os mesmos propósitos e lutando contra as mesmas forças hostis, são propícios ao carinho e à fraternidade, como concluiu Robin Dunbar, professor da Universidade de Londres, ao estudar sociedades contemporâneas baseadas na caça e em horticultura simples, e também como demonstraram evidências arqueológicas. Esse tipo de aglomeração, observa aquele cientista, encoraja a atenção carinhosa entre os membros; o objetivo converge ao bem comum e, a solidariedade logicamente é ampla. As mulheres em conjunto colhiam alimentos (grãos, raízes, frutas, etc.), cozinhavam e cuidavam indistintamente das crianças, dos enfermos e dos idosos da comunidade. Os homens auxiliavam- se na caçada (planejamento e ação), no enfrentamento (a ameaças e perigos) e nas preparações de instrumentos, moradias e migrações. As caçadas de animais gigantescos e destros – como mamutes, bisontes, ursos e elefantes – certamente exigiam formação de grupos e estratégias (desenhos rupestres do leste ibérico mostram vários caçadores até nas perseguições de animais menores, como o cabrito montês);

♦A natureza não predispõe, como vimos anteriormente, a que um só indivíduo monopolize o conhecimento total. Essa é mais uma evidência de que a comunidade tende a concluir suas decisões de forma somente completa e adequada quando há a participação de todos; em outras palavras, torna essencial que cada um possa contribuir para a formação da resolução social, o que equivale a dizer que a manifestação da opinião de cada um é elemento intrínseco e essencial à direção que a sociedade deva tomar. À natureza não interessou que um só decidisse, ou uns poucos, todavia todos, em conjunto, posto que cada indivíduo retém apenas uma pequena parcela do conhecimento, necessitando que haja a soma dos demais; é, portanto, um imperativo natural para o eficaz funcionamento da sociedade. Esta é a razão por que cada um da comunidade era importante na decisão social, como elemento de contribuição, com informações e ideias sobre defesas, táticas, planejamento, alimentação, caças, animais, vegetais, ferimentos, etc. De uma forma natural, a decisão comunal era impulsionada para esse coerente processo, que não é outro senão a realização plena da democracia. A transmissão cultural é tão instintiva quanto o ato de se alimentar e de se reproduzir;

♦Habilidades assentadas e execução permanente de tarefas semelhantes, dentro de um pequeno grupo comunitário e restrito campo de ação, seguramente com pensamentos irmanados, torna descabível qualquer mando de uns sobre os outros e qualquer poder distinto. Não há lógica para que se entenda o contrário;

♦A comunhão de interesses, as missões coletivas e atenção ao bando como um todo, num ambiente que ainda não conta com tabus, clãs, superstições, idolatrias, totemismo e venerações, resultava numa homogeneidade social e econômica: todos eram iguais, havia distribuições de bens e condições equitativas, todos cuidavam da prole e dos mais frágeis, além de haver habitação comum, alimentos partilhados e ofertados àqueles com tarefas diversas da caça.

A democracia pura é, portanto, fruto da Filosofia com os seus pressupostos científicos, tais como:
  • A liberdade de expressão;
  • O parcelamento cultural;
  • A participação global;
  • A estruturação natural;
  • A independência individual;
  • A equidade;
  • A igualdade;
  • A eunomia;
  • A isonomia.
Decorrente desses enunciados, apuram-se as bases filosóficas da democracia pura:
  • O poder de decisão da sociedade humana somente se rege com a participação efetiva de todos os cidadãos;
  • O exercício das funções diretivas da sociedade está vinculado à participação efetiva dos cidadãos.
Então, alguns pressupostos absolutos são obtidos:
  • As funções máximas não podem ser vitalícias, hereditárias, classistas, ideológicas, religiosas, corporativistas;
  • A renovação de mandatos em cargos públicos contraria os princípios democráticos;
  • Nenhuma função máxima do poder de decisão ou do controle dos poderes pode ser designada por nomeações.
A democracia pura resulta, portanto, dos questionamentos filosóficos sobre a organização política das sociedades humanas, como a forma que preenche os requisitos das leis naturais.

De maneira que, como conclusões finais, podemos sublinhar:

1) Todas as formas de governo divulgadas até a presente data (monarquia, aristocracia, plutocracia, oligarquia, democracia representativa e ditadura) são espúrias e sem nenhum fundamento científico; surgiram do acaso, construídas ora pela força (pressão ou violência), ora por artifícios psicológicos (espertezas religiosas, políticas, econômicas, sindicais ou classistas). Nenhuma estabelece a soberania do povo. Não cabe sequer serem consideradas, e seguramente serão extintas totalmente no futuro, quando a humanidade estiver esclarecida.

2) A única forma de governo condizente à natureza humana é a democracia pura, que viabiliza o exercício da soberania de todos os cidadãos, neles inclusos os cidadãos comuns e está totalmente atrelada aos princípios filosóficos.

Autor: J. Vasconcelos


Notas

[1] – Conceito que se baseia na existência de uma ligação próxima e mística, como um parentesco, entre seres humanos e objetos da natureza, a exemplo de animais e plantas. Esses objetos, considerados sagrados, são denominados totens, termo derivado da palavra indígena ototeman (ote que significa “relação de sangue entre irmãos” e totem, “símbolo que identifica determinada comunidade”.

[2] – Para a mitologia grega, é uma das deusas da legislação. O termo também se refere à igualdade de todos perante a lei, que confere aos cidadãos o poder de participar da vida política de seu país.

[3] – Ciência moderna em relação às demais, combina as áreas da paleontologia e antropologia e trata, especificamente, da evolução humana. O alvo das pesquisas, que têm se desenvolvido por meio do conhecimento de outras disciplinas, como Geologia e Arqueologia, são fósseis hominídeos.

Autor: Luiz Marcelo Viegas

Mestre Maçom da ARLS Pioneiros de Ibirité, nº 273, jurisdicionada à GLMMG. Membro da Academia Mineira Maçônica de Letras. Contato: opontodentrodocirculo@gmail.com

Fonte: https://opontodentrocirculo.com