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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

INFLUÊNCIA DOS SÍMBOLOS DOS POVOS NA MAÇONARIA

Hercule Spoladore 
Loja de Pesquisas Maçônicas ‘‘Brasil - Londrina - PR’’

Em todas as civilizações antigas, em determinado momento de sua história considerando-se suas crenças, suas lendas e mitos, o seu medo da noite e da morte, o culto solar predominou.

O Sol foi cultuado por todas as religiões antigas e fazia parte de todas, ora como divindade principal, ora como herói.

É claro que a princípio estas civilizações acreditavam no disco solar como o principio criador. Julgavam-no a divindade principal, e não apenas um elemento da divindade, como aceitamos atualmente.

Hoje se tem a consciência de que um grão de areia e o Sol são a mesma coisa perante o Universo, considerando-o como um todo, mas os antigos pela própria natureza humana tinham um pavor imenso das trevas, da noite fria e adoravam o Sol, porque no dia seguinte lhes trazia luz, calor e também a vida. Os sucessivos desaparecimentos e ressurgimentos intermináveis do Sol deu aos seus cultuadores a ideia de ressureição. Assim o Sol passou a ser adorado em todos os seus movimentos e trajetos, sempre ressurgindo quer no sentido religioso, alegórico, simbólico e mítico.

Acreditavam os antigos que o Sol renascia a cada dia, sendo, portanto um novo Sol, que do nascente atingia o esplendor no zênite para depois declinar no poente, sendo vencido pelas trevas, para ressurgir vitorioso, ressuscitado todos os dias. E também não só diariamente, mas também anualmente levando-se em consideração a alegoria a respeito de seu trajeto no Zodíaco. O homem também aprendeu pelas estações do ano, qual a importância do Sol. Assim nasceu o culto solar que nada mais era que uma religião natural que satisfazia o ser humano quando ainda engatinhava intelectualmente.

Os egípcios tinham seus deuses solares Rá ou Rê – Tem, ou Tem-Rá, Amon, Acton e ainda Osires Entretanto Amenófeles IV mais conhecido como Aquenaton rejeitava a concepção de Aton haver criado o disco (Sol) e achava que o disco solar era autocriado, portanto autossuficiente.

Aquenaton foi o primeiro faraó a criar uma religião monoteísta. Adorava a energia radiante do Sol, fazendo, portanto distinção entre a energia criadora e a matéria criada, conceito este que até então não existia no Egito. Os egípcios foram os primeiros a considerar a transcendência. Posteriormente criaram o deus solar Osires que serviu de arquétipo para a Lenda maçônica de Hiran.

Os povos da Mesopotâmia tinham sua religião baseada em divindades cósmicas e em especial o Sol. Eles tinham o rei do céu, Anú, rei da Terra Enlil e o rei do oceano Ea. Estes deuses acabaram criando os deuses astrais como Chamac o deus-sol e Sin a deusa-lua, além de outros deuses referentes aos planetas. Tinham ainda o deus Damuzi, uma espécie de deus agrário que cuidava dos mortos e da ressureição anual do Sól.

Os sumerianos foram um dos primeiros a estudar a astronomia e a astrologia sendo a eles atribuídos os doze signos do Zodíaco.

Os persas tinham como deus máximo Mazda, criador do mundo e logo em seguida Mitra – deus do dia, deus do Sol. A doutrina de Mazda de fundamentava na constante luta entre o bem (Ormuz) e mal (Ahriman) Zaratustra ou Zoroastro posteriormente modificou esta doutrina, dando-lhe um caráter mais monoteísta pautado em um único deus – Mazda. O culto solar mitraico é similar aos outros cultos solares, sendo no hemisfério norte a noite mais comprida do ano de 24 para 25 de dezembro no início do solstício de Inverno. Era celebrada nesta data a festa do natalis invicti solis (nascimento do Sol vitorioso). Este culto solar influenciou a Maçonaria, através do cristianismo, porem com outra roupagem.

Com relação ao povo judeu, inúmeras alegorias fazem parte da sua história indicando pelo menos em alguma ocasião possam ter sidos influenciados pelos astros. Se for lido capítulo 49 de Gênesis e 33 de Deuteronômio se constatará que Jacó teve quatro esposas, doze filhos homens e uma filha mulher. Aí se percebe uma alegoria astronômica em que o Sol seria Jacó as quatro esposas seriam as quatro fases da Lua e seus filhos se identificariam com os signos do Zodíaco. Assim Simão e Levi representariam o signo de Gêmeos, Virgem seria representado por Dinhah, única filha de Jacó. Gad representaria Aries, Issachar a Touro, Benjamin a Câncer, Judá a Leão, Assher a Libra, Dan a Escorpião, José a Sagitário, Naftali a Capricórnio, Rubens a Aquário e Zebulon a Peixes.

O escritor judeu Josephus, refere que os judeus levavam os doze signos do Zodíaco em suas bandeiras, acampando em torno do Tabernáculo, o qual continha o candelabro de sete braços, representando o Sol e os planetas dentro do círculo formado pelos doze signos do Zodíaco.

Os judeus construíram seus templos da mesma maneira dos templos solares de tal forma que a entrada ficasse voltada para o leste, ou seja, frente ao Sol nascente.

Saudavam o Sol com um sacrifício matinal e à tarde quando o Sol se punha no poente se despediam dele com uma oblação vespertina e no seu sabbath faziam um sacrifício adicional, ao Deus da raça “lunar” – Jeovah.

Na Páscoa uma das grandes festas do povo judeu coincide quando o Sol deixa o hemisfério sul onde hibernava e inicia a sua caminhada para o hemisfério norte sendo saudado com alegria pelos homens como o Salvador.

A última e mais importante festa dos Tabernáculos no outono, quando o Sol faz o trajeto inverso, indo do norte para o sul, depois de ter dado ao povo “pão e vida”, com o qual poderá ser sustentado até a próxima volta aos céus do norte.

Os seis signos pelos quais o Sol transita no inverno (Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes) são chamados pelo povo judeu de “Egito” porque é uma lembrança má para este povo. Os signos boreais ou do norte (Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem) são chamados de “céus” “terra prometida”, porque destilava “leite e mel”.

É claro que os judeus eram altamente espiritualizados e está se falando de meras alegorias astronômicas que, no entanto, elas existem. Muitos, autores e exegetas não aceitam estas explicações.

Entre os gregos com referência aos seus inúmeros deuses astrais, o Apolo era o Sol, esposo de Géia a Terra. Os romanos tiveram também seu culto solar. Igualmente adotaram entre muitos deuses o Apolo ou Febo já conhecido dos gregos como o Deus-Sol.

Em Roma o cristianismo disputava com o mitraismo (persa) que praticava um culto solar, e ambas as religiões estavam mais ou menos divididas em aceitação pelo povo romano. O Imperador Constantino Magno, ou Constantino I no ano 313 d.C. deu liberdade aos cristãos tendo ele mesmo se convertido. Dai o cristianismo venceu e o mitraismo perdeu forças e acabou por se extinguir, mas deixou sua influência pelo menos simbólica.

Interessante, que os cristãos antes perseguidos passaram a perseguir os chamados pagãos. Substituíram o Sol por Jesus Cristo, como sendo a luz que se espargirá por toda a humanidade e o deus mitraico Janus que era representado nas esculturas como tendo duas frontes que nada mais simbolizava os dois solstícios e adotaram os dois São João, o Batista e o Evangelista, que para alguns teria o mesmo significado que Janus. O cristianismo com uma nova proposta religiosa teve que assimilar a prática dos antigos para que pudesse convertê-los mais facilmente e escolheram uma data próxima do solstício de inverno no hemisfério norte e assim a igreja inventou a data do nascimento de Cristo para 25 de Dezembro.

A Igreja queria apagar da memoria do povo, agora com uma nova religião oficial, o deus Tamuz, o deus Janus e o deus Mitra. No século VI, no ano 525 d.C o Papa João I no ano 753 da fundação de Roma transformou-o no século 01, afim de oficializar o nascimento de Jesus como sendo o século do calendário e assim o povo esquecer o Mitra menino.

O Sol também era adotado pelas civilizações pré-colombianas, destacando-se os incas, astecas e maias como seus principais adoradores.

A alegoria que será citada agora voltada para a Lenda de Hiran é dada por Ragon, o qual nem sempre goza da aceitação da maioria dos autores. Ela é totalmente solar.

A Lenda de Hiran representaria o Sol nos seu solstício de verão. O Templo de Salomão seria o universo solar que para o maçom significa grande fonte de estudos e evolução, uma verdadeira escola de vida.

Hiran Abif seria o Sol que transita através dos doze signos do Zodíaco. No equinócio da primavera, o Sol abandona o signo de Peixe entrando no signo de Aries onde a sua ação será muito importante, porque com seu fogo criador ele fecundará com suas forças vivificantes as sementes as quais germinarão. Durante o verão o Sol (Hiran) passa a dar a palavra sagrada, isto é a vida.

Quando finalmente o Sol entra nos signos austrais no equinócio do outono, isto é, quando ele voltar para o hemisfério sul, o Sol já não poderá dar a palavra, porque perdeu as suas forças que podem dar a vida. Nesta fase encontrará os três assassinos representados pelos signos de Libra, Escorpião e Sagitário. O primeiro signo o golpeia com uma régua de vinte e quatro polegadas, simbolizando as vinte quatro horas que a Terra gira em seu próprio eixo. O símbolo da segunda agressão é dado pelas quatro estações, quando o signo de Escorpião o golpeia com um esquadro de ferro e finalmente o terceiro signo dá-lhe o golpe mortal com um malho redondo, simbolizando que o Sol completou seu ciclo e morre para dar lugar a um novo Sol no próximo ano.

Esta explicação de Ragon é uma das várias formas de explicar a Lenda de Hiran, por sinal bastante relacionada com o Sol, porem esta versão é pouco aceita pela maioria absoluta dos autores. Mas existem Irmãos que aceitam esta versão.

Dos ocultistas através da alquimia sabe-se que o Sol corresponde ao elemento Fogo. Ele á ativo e quase sempre benéfico, podendo às vezes ser maléfico, pois o mesmo Sol que dá a vida aos vermes poderá ocasionalmente destruí-los. O Sol se relaciona com o ouro juntamente com a Lua, com o enxofre e o mercúrio. Uma das metas pretendidas pelos alquimistas era a Arvore- Solar chamada também de Grande Obra do Sol, Magnum Opus.

A Maçonaria encerra em sua doutrina, uma série incalculável de princípios e ensinamentos, os quais são a essência do próprio pensamento humano de todos os tempos. Ela é, portanto uma doutrina filosófica e moral das mais elevadas da humanidade. Ela emprestou para si, a influência de todas as vertentes do conhecimento humano desde os primórdios das civilizações.

Ela sofreu influências das antigas civilizações e está profundamente marcada por elas, bem como da corrente dos esotéricos, ocultistas, rosa-cruzes, alquimistas, cabala, das religiões além da influência mais marcante, a Bíblia.

Tomou tudo emprestado, burilando, dando a própria vida aos seus símbolos, aproveitando tudo o que melhor existia sem alterar o valor moral. Entre os inúmeros símbolos adotados o Sol foi um deles.

O Sol aparece na Maçonaria nos painéis dos vários ritos na decoração do teto das lojas, em trechos ritualísticos de quase todos os ritos, ou então simbolizado por um círculo como é o caso do círculo com as paralelas tangencias, ou então especificamente no grau 28 do REAA como o Cavaleiro do Sol, e no 51o grau do Rito de Misrain também o Cavaleiro do Sol.

O Sol que aparece no teto das lojas lembra o homem primitivo e a sua adoração ao astro-rei, mas também lembra a evolução da humanidade o seu despertar para o conhecimento e para o aprimoramento espiritual pela evolução da ciência e a procura incessante pelo autoconhecimento. Hoje se sabe que o Sol é apenas uma manifestação da grandeza do Grande Arquiteto do Universo. Ele faz parte de um todo e este todo é o Universo que é regido pelas leis da Harmonia, da da Evolução e da Vibração. O Sol deverá estar pintado, esculpido ou desenhado no teto, do Oriente, pois como se sabe a luz vem de lá. A pintura neste local deverá ser mais clara que no Ocidente, pois representa o dia, Já no Ocidente onde estão a Lua e os planetas a cor deverá ser mais escura, pois representa a noite.

Existe no Oriente da loja, um painel situado atrás do Venerável no qual aparece o Sol a Lua e entre os dois, o Delta Luminoso. Neste retábulo ou painel do Oriente as posições do Sol e da Lua devem coincidir com as figuras representativas destes astros inseridas no Painel Simbólico do rito. O Orador da Loja deve estar sentado do mesmo lado do Sol no painel do Oriente porque ele é um representante do Sol porque é dele que deve emanar parte da luz, como guarda da lei maçônica.

Nos painéis simbólicos ou alegóricos dos ritos vê-se o Sol a Lua e as estrelas de interesse maçônico.

Em certos rituais está escrito que os obreiros devem circular em loja como a Terra em torno do Sol.

Em muitos rituais, especialmente os antigos havia uma pergunta que o venerável fazia ao neófito

“Que viste ao receber a luz?” Este respondia: “O Sol, a Lua e o Venerável da Loja”. O Sol para governar o dia, a Lua a noite, e o Venerável para governar a Loja.

Os maçons que fundaram a Grande Loja de Londres em 1717, quando acendiam os três círios (velas) os chamavam de Três Grandes Luzes que representavam as três posições do Sol durante o dia. Também afirmavam que elas simbolizavam o Sol, a Lua e o Venerável da Loja.

A Maçonaria não pratica o culto solar explicitamente, mas mostra em seus rituais o curso e o esplendor do Sol quer no dia quer na noite, e nos solstícios de verão e inverno. Usa esta alegoria como parte de seus trabalhos ritualísticos.

O curso do Sol durante o dia está muito bem lembrado nos rituais de todos os ritos praticados no Brasil porque os trabalhos sempre são abertos simbolicamente ao meio-dia e terminam à meia-noite. Nos ritos em que o Sol é mencionado, ele é representado pelo venerável, como o Sol nascente, ao meio dia, quando está no zênite, pelo segundo vigilante e quando está no poente ou acaso pelo primeiro vigilante. No final no fechamento da loja o segundo vigilante informa que é meia-noite, que é hora de descanso hora em que o Sol está no nadir, portanto hora do primeiro vigilante anunciar que o Sol se esconde no Ocidente devendo, portanto fechar a loja por ordem do venerável.

O caminho do iniciado quando penetra no templo é pelo ocidente, onde o Sol está no poente indo para o nadir, onde só há escuridão, então o candidato caminhará pelo Sul e pelo Norte até chegar no Oriente onde brilha o Sol, de onde emana a luz iniciática. O Altar dos Juramentos na Maçonaria antiga estava acertadamentelocalizadonoOriente. Foitransferido para o Centro da Loja, especialmente no REAA, consideradocomoOcidente,erradamenteporque desta forma quebraram o trajeto do iniciando, o qual deve por tradição e por lógica receber a luz no Oriente e não no Ocidente.

Quanto aos solstícios de verão e inverno eles estão representados na Tábua de Delinear do Trabalho de Emulação, e no chamado Painel Alegórico do REAA, copia do Trabalho de Emulação do primeiro grau onde aparece um pequeno altar quadrado em cuja face anterior está desenhado um círculo que simboliza o Sol ladeado por duas linhas paralelas, que no caso são as próprias linhas limite dos lados de um quadrado. Trata-se do círculo com as paralelas tangenciais. Elas representam o Trópico de Câncer e Capricórnio, além de representar São João Batista e São João Evangelista.

Quanto ao grau 28 do REAA – Os Cavaleiros do Sol – este é totalmente voltado ao Sol como símbolo com menção aos demais planetas conhecidos dos antigos. O Sol é o tema central.

Em determinada passagem do ritual, o presidente da loja deste grau assim se refere: “O Sol é a fonte de toda a atividade na superfície do globo terrestre. Não mais o adoramos, porem aceitamos como manifestação mais alta e o símbolo apropriado da Energia Suprema”.

Como se pode observar apesar do Sol ser o principal símbolo do grau, a Maçonaria o vê apenas como uma tradição, já que dado o seu caráter espiritual é voltado totalmente ao Grande Arquiteto do Universo no qual os maçons têm a sua crença, sendo o Sol apenas mais uma das suas manifestações no Universo como um todo.

Portanto, a influência do Sol na Maçonaria é muito marcante ainda que apenas iniciática, alegórica e simbólica. Toda essa influência, além dos demais símbolos, ajuda o maçom, hoje imbuído de uma concepção altamente espiritual, chegar ao seu auto aprimoramento e a um melhor conhecimento do Universo e da grandeza do Grande Arquiteto do Universo.

REFERÊNCIAS
  • CASTELLANI, José - Origens do Misticismo na Maçonaria - Editora Traço - São Paulo, 1982 
  • CASTELLANI, José - A Ciência Maçônica e as Antigas Civilizações Editora Resenha Universitária
    São Paulo, 1977
  • CIRLOT, J. Eduardo - Dicionário dos Símbolos - Editora Moraes Ltda. São Paulo, 1984
  • FIGUEIREDO, J. Gervásio - Dicionário de Maçonaria - Editora Pensamento - São Paulo, 1984
  • JONES, Bernard - Guide and Compendium
  • E. MACKENZIE, Jonh, Dicionário Bíblico - Edições Paulinas São Paulo, 1983
  • PALOU, Jean - Franco-Maçonaria – Simbólica e Iniciática - Editora Pensamento
  • TRONDIAU, Julien - O Ocultismo - Editora Difusão Europeia do Livro São Paulo, 1964

    Fonte: Revista Triponto

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

TOPO DAS COLUNAS E O LUGAR DO RECÉM INICIADO

Em 23.08.2022 o Respeitável Irmão Fábio Bento, Loja Igualdade de Vinhedo, 127, REAA, GOP/COMAB, Oriente de Vinhedo, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

TOPO DAS COLUNAS

Você já escreveu algo sobre? Me esclareça com a sua opinião:

Sobre a circulação em Loja, quando conduzimos Aprendizes ou Companheiros às colunas (tipo saída temporária da sessão) o retorno e entrada para as colunas devem ser feitos pelo "topo da coluna", isso existe na ritualística ou é mais uma invencionice.

Em alguns rituais fala-se de topo da coluna na iniciação, quando pede-se ao Mestre de Cerimônias conduzir os recém indicados ao seu lugar de destino, mas não encontro nada para a entrada das colunas e suas formalidades.

Qual a sua expertise para tal?

CONSIDERAÇÕES:

Condução ao topo das Colunas – Como se trata do retorno de Irmãos que tiveram para si o templo temporariamente coberto, o Mestre de Cerimônias faz a reintrodução desses Irmãos normalmente (nesse caso não há entrada formal com marcha e saudação). Assim, os Aprendizes de retorno serão conduzidos da porta diretamente para o topo da Coluna do Norte. No caso de Companheiros, eles serão conduzidos até o Sul, porém, obedecendo a circulação, passam antes pela Coluna do Norte; dali cruzam o equador do templo por entre a retaguarda do painel e o limite como o Oriente e são levados diretamente para o topo da Coluna do Sul.

Topo das Colunas do Norte e do Sul - O topo da Coluna do Norte é a parte Norte mais distante do equador do templo. É toda a parede setentrional onde se localizam as seis primeiras Colunas Zodiacais, enquanto que o topo da Coluna do Sul, também mais distante do equador em direção ao Sul, é toda a parede meridional onde se encontram as outras seis Colunas Zodiacais.

Nesse contexto, topo da Coluna do Norte não é perto da balaustrada como alguns rituais anacrônicos ainda apregoam. 

Lugar do recém-iniciado – No REAA, ao final da cerimônia de iniciação o Mestre de Cerimônias guia o Aprendiz recém-iniciado ao topo do Norte, indicando-lhe o lugar mais próximo da primeira Coluna Zodiacal, a relativa à constelação de Áries (próximo do 1º Vigilante). Como início de jornada, Áries, a 21 de março no hemisfério Norte é quando começa a primavera.

Essa alegoria natural estabelece iniciáticamente o começo da jornada do Iniciado. Desse modo, simbolicamente ele, o iniciado, paulatinamente passará por todas as Colunas Zodiacais – desde a sua Iniciação como Aprendiz, até a sua exaltação como Mestre.

As Colunas Zodiacais marcam no topo do Norte e do Sul (caminho iniciático do maçom) a revolução anual do Sol no seu movimento aparente sob o ponto de vista do hemisfério Norte. Esses estágios correspondem aos ciclos da Natureza e no contexto iniciático da Maçonaria eles representam esotericamente a vida do iniciado.

Graças à essa alegoria é que o recém-iniciado do REAA, no dia da sua Iniciação é levado ao topo do Norte junto a Áries (início da primavera). Enquanto no topo do Norte o iniciado é o Aprendiz que nasceu na primavera (infância) e alcançará verão (Câncer) como adolescente prestes a chegar à juventude.

Quando já na juventude como Companheiro, em Libra na Coluna do Sul, rompe esse ciclo em direção à maturidade (Mestre).Matérias mais abrangentes a respeito poderão ser encontradas no Blog do Pedro Juk em http://pedro-juk.blogspot.com.br

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SÍNDROME DA PUREZA

Ir∴ W P Meireles - Oriente de Ilhéus
Na origem da Maçonaria, nos primórdios do tempo quando o setor sagrado do homem percebeu a irreprimível e insolúvel luta pelo predomínio entre o bem e o mau, a Lei da dualidade em ação buscou o equilíbrio.

Inúmeras foram as sendas perscrutadas no afã de manter a hegemonia dessa energia eficiente invocada do pendor inerente à sabedoria transcendente permeável ao Todo, onde nós estamos integrados.

O verdadeiro maçom deve estar sintonizado com essas sublimes condições, já que a implícita filosofia tem uma abrangência amplamente consciente com a formalidade imanente à Natureza, isto é, a fonte de insofismável harmonia.

O Ser Supremo GADU, Deus, o Onipresente mantendo a justa lógica deixou fluir sem opressão o fator que denominamos livre-arbítrio. Essa é uma corrente sinuosa e de variegadas alternativas. O arco-íris forma uma linda imagem com suas sete cores, decorrendo dessas a origem de inúmeras outras. Assim é a nossa mente formadora do ideal e elementar razão. Donde a conclusão depende da experiência vivida por cada indivíduo, o discernimento conhecido por cultura individual ou coletiva.

Na nossa Ordem, os obreiros neófitos e os demais, diga-se de passagem, em princípio esperam serem instruídos quanto ao aperfeiçoamento e a pureza de procedimento. Contudo o conhecimento profundo relacionado à Oficina maçônica está praticamente perdida no que se refere à educação filosófica do Obreiro. Nós, mais antigos na senda, não recebemos também o translúcido influxo imperativo para concretização do ambiente sublime. Prevalecendo há muito o vulgar, satisfazendo-nos com o orgulhoso convencimento e alcunha de maçom.

Intercedamos por uma nova gênese, partindo da obscura e rudimentar posição atual para a paulatina aflorescência rumo a verdadeira sabedoria encontrada nos sagrados meandros do Eu interior de cada um de nós. Trilhando essa senda transcendente encontraremos certamente a iluminação da mente radiante pessoal no apogeu da realidade a Palavra. Herdada pelo ser humano através do desejo do brado do Pai Supremo. Expresso em Palavras – Faça-se o Universo! – momento denominado pela ciência de “Big-Bang” – grande explosão.

Palavra! Por sinal, meditando profundamente nesse surpreendente atributo, convencemos pela necessidade de assumirmos e de valorizar a Palavra que pronunciamos. Observa-se o displicente e atual desmazelo ao articular as nossas pronûncias e ao ouvi-las.

Defendendo uma nova Gênese, o insipiente despertar de nossa sagrada instituição focalizamos o lampejo concomitante ao estampido insurgido do flexionar do “Verbo” que é Deus, antes insofismável e agora dinamizando ondas eletromagnéticas criando com suas vibrações infinitas formas de vida, isto é, o Todo, o Universo.

Semelhante ao Ser Supremo o homem herdou o bem mais precioso que é a palavra, esta formulada pelo desejo soa poderosa e construtiva transcrevendo a idéia transposta pelo pensamento.Em suma, pronunciemos com muito cuidado e corretamente, atentando para que todos as ouçam, já porque nossas informações são indubitavelmente úteis e merecem serem ouvidas.

É essa a primordial instrução que o maçom deve com prioridade aprender, pois é o básico em nossa oficina, já que é a retórica que enfeita e estimula o dinâmico trabalho para nos tirar da estagnação atuante, tornando-nos polidos e puros.

Fonte: http://trabalhosdamaconaria.blogspot.com

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

ASSUNTO TRANSCORRIDO E ENCERRADO

Em 20.08.2022 o Respeitável Irmão Ricardo Antonio Zarpellon, Loja Libertas, REAA, GLESP (CMSB) Oriente de São Paulo, Capital, faz a seguinte pergunta:

ASSUNTO TRANSCORRIDO

Mais uma vez solicito auxílio ao seu enorme saber. Objetivamente, a dúvida é a seguinte:

Pode um Irmão colocar uma prancha na bolsa questionando algo que se passou numa sessão na qual não estava presente?

CONSIDERAÇÕES:

Esse não é um assunto que não é do meu ofício, pois se trata de algo que envolve questões legais dentro dos regulamentos da Obediência.

Sem que seja uma resposta laudatória, eu particularmente entendo que não deveria, pois se o assunto já fora de fato debatido e encerrado, os ausentes que me perdoem, mas não deveriam mais se envolver.

Conforme a circunstância, cada caso é um caso, e como tal deve ser analisado. Eu não conheço nenhuma regra que proíba alguém de colocar uma coluna gravada na bolsa durante o seu giro. Entretanto, cabe ao Venerável Mestre, se for o caso, deixar alguma coluna gravada sob malhete para dentro do prazo regulamentar analisa-la criteriosamente antes de dar conhecimento à Loja.

Assim, no tocante a se pode ou não colocar uma coluna gravada, eu diria que a coluna gravada em si até pode. Agora, se ela deve ser decifrada é que merece uma análise acurada. Se for assunto vencido, o recomendável é que o Venerável Mestre encaminhe para arquivo.

Com a devida vênia, assunto encerrado é assunto encerrado. Com a palavra o Irmão Orador sobre a legalidade do procedimento.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

AS SETE ARTES E CIÊNCIAS LIBERAIS

Compilado por Dermivaldo Collinetti

O ensino e os estudos em épocas passadas, das artes e ciências chegaram até nós a partir da Idade Média (476 a 1453 da era Cristã).

Apenas para relembrarmos, o período medieval iniciou-se com a queda do Império Romano, ocorrido em 476 e termina com a queda da cidade de Constantinopla, hoje Istambul, ocorrida em 1453.

Durante essa era, acreditava-se que a soma de todo o conhecimento, resumia-se a aos estudos de sete artes ou ciências. Elas eram conhecidas como “artes liberais” do latim “liber” significando Livre.

Mas na realidade elas já eram conhecidas desde Pitágoras e Platão, já sendo ensinada na Grécia antiga. Podemos afirmar que elas foram a base e a estrutura do ensino atual, sendo que além destes, Santo Agostinho também desempenhou um importante papel no estabelecimento de sua base.

Com a invasão dos povos bárbaros que destruiu o Império Romano, muitos do conhecimento antigo quase que se perdeu, daí alguns estudiosos na Idade Média, terem reunidos todos os conhecimentos para sua preservação. Um deles, será do frade dominicano Thomas de Cantimpré que em suas Instituitiones divinarum et saecularum litterarum plativa, que constituiu durante séculos um verdadeiro manual de ensino ministrado nos mosteiros, oferecendo uma síntese de tudo o que era considerado importante à formação intelectual de um monge. O livro está dividido em sete partes consagradas, cada uma delas, às sete disciplinas que na época romana foram consideradas dignas do homem livre, ou seja: As Sete Artes Liberais.

Elas dividem-se em dois grupos:
  • TRIVIUM (caminho de três estradas ou vias) que são a GRAMÁTICA, RETÓRICA e DIALÉTICA; 
  • QUADRIVIUM (caminho de quatro estradas ou vias) são a ARITMÉTICA, GEOMETRIA, ASTRONOMIA e MÚSICA;
Todo Maçom deve ter o mínimo de conhecimento destas artes ou ciências bem como do valor de sua importância para o nosso simbolismo, sendo que para nós. a aplicação destas artes ou ciências é que de devemos continuamente adicionar ao nosso conhecimento, multiplicar a nossa benevolência para com os nossos semelhantes e dividir e auxiliar os seus com aqueles em necessidade.

As Artes ou Ciências Liberais eram estudos que visavam dar uma qualificação profissional voltados para fins econômicos, algo que rendesse o sustento. A Maçonaria nos tempos modernos, dita especulativa, as adotou e lhes deu o significado necessário para a compreensão dos Irmãos.

Trivium

Gramática – A arte de escrever ou ler a da comunicação correta. 

Seu domínio dará ao Maçom, o poder de escrever e interpretar leis. Saber Gramática é ter capacidade para ser um governante, estando apto para ensinar quem necessita. Segundo Eckersley e Macaulay, “gramática é a arte de colocar as palavras certas nos lugares certos”.

Retórica – A retórica é a arte que nos permite persuadir e influenciar o ouvinte.

Como ciência do discurso e da persuasão, relacionava-se a tudo o que fosse considerado matéria de opinião, podemos dizer que a retórica é a arte do convencimento. É um conjunto de técnicas que comunica uma ideia de modo claro e direto. Ela acrescenta força e elegância para os nossos pensamentos, cultivando nossos ouvintes.

Dialética ou Lógica – Arte de argumentar ou discutir.

Como ciência consiste em analisar a realidade, evidenciando suas contradições e buscando superá-las. Ela nos leva a conclusões baseadas em nosso conhecimento, dirige e nos orienta na busca da verdade.

Quadrivium

Aritmética – Estudo das propriedades do conjunto dos números racionais.

A aritmética é o processo de criação, ao qual somos capazes de calcular todos os pesos e medidas, mas da vida, e sempre em um sentido especulativo e filosófico.

Geometria – Ciência das figuras do espaço.

É parte da Matemática, visa estudar as possibilidades de medir um espaço, sendo que nossa Ordem faz uso de seus conceitos nas edificações que erigimos, bem como vemos no interior de nosso Templo, como os diversos símbolos que se relaciona com ela, como esquadro, compasso, triângulo, retas, círculos etc. e instrumentos necessários para a construção de nossa obra e de nosso Templo espiritual.

Astronomia – Ciência que estuda os astros e demais corpos celestes

Ela desvenda os mistérios do Cosmos (que quer dizer beleza, daí o termo cosmético). Não devemos confundir com a Astrologia. Ela é aquela arte pela qual podemos traçar a grande simetria, a beleza da criação de Deus através dos céus. Muitos símbolos existentes em nosso Templo, como o sol, a lua, as estrelas são emprestadas da ciência da astronomia.

Música – Arte que permite ao homem exprimir-se por meio de sons.

A música é uma arte que acalma, relaxa, é uma combinação harmoniosa de sons. Diz um antigo ditado que a música acalma as feras, tendo um efeito poderoso sobre nossa alma. A ciência hoje já descobriu que a Música acalma e relaxa animais, plantas crescem mais harmoniosamente quando a escutam. Sabemos da importância do M. Harmonia em nossas sessões. No passado, a Coluna da Harmonia era composta por Irmãos músicos que tocavam, buscando propiciar a harmonia que deve reinar entre os Obreiros e equilibrar as emoções durante os rituais maçônicos. Infelizmente hoje, os músicos foram substituídos por aparelhagem eletrônica, operada pelo Mestre de Harmonia, que por isso tem uma função importante em nossos trabalhos. Ela purifica a mente e o coração, eliminado vibrações negativas, tornando a reunião harmônica. Portanto, nas sessões Maçônicas deve-se tocar a música que melhor traduza os sentimentos dos Irmãos em cada momento do ritual.

Considerações Finais

Assim, concluímos que as Sete Artes Liberais, estão próximas umas das outras, completando nossa Educação Maçônica.

Bibliografia
  • Enciclopédia Larousse
  • Revista 7º Milénio – As Sete Artes Liberais
  • Reflexões de um Companheiro – Internet, porem sem autor
  • Educação – Site Cola Web
  • Enciclopedismo Medieval – Olga Pombo
  • Astrocaracterologia – Edil de Carvalho
Fonte: https://opontodentrocirculo.com

domingo, 5 de fevereiro de 2023

PROCEDIMENTOS RITUALÍSTICOS PARA O COBRIDOR INTERNO

Em 19.08.2022 o Respeitável Irmão Casio Aparecido Fedosi, Loja Estrela Betinense, 2120, REAA, GOB-MG, Oriente de Betim, Estado de Minas Gerais, apresenta o que segue:

PROCEDIMENTOS DO COBRIDOR INTERNO

Precisando sanar dúvidas quanto à correta postura do Cobridor Interno (Guarda do Templo), formulo as seguintes indagações:

1) Quando o Ven∴ Mestre determina que os IIr∴ fiquem "de pé e à ordem", o Ir∴Cobridor Interno ao executar a ordem deverá estar sempre empunhando a espada na mão direita, posição vertical, com o punho à altura da cintura ou fará o sinal de ordem igual aos demais IIr∴ do Quadro, sem estar com a espada em punho?

2) A manutenção da espada em punho deverá ser observada somente quando ele for abrir a porta para entrada ou saída de IIr∴ do Quadro ou VVis∴?

Tais esclarecimentos se fazem necessários para apresentação de trabalho em Loja e, conforme pesquisas realizadas, surgiram dúvidas quanto a correta postura do Ir∴ Cobridor Interno durante os trabalhos em Loja aberta.

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente devo mencionar que todas essas orientações - senão a maior parte delas - o Irmão encontrará no SOR - Sistema de Orientação Ritualística do Grande Oriente do Brasil.

De qualquer modo, seguem algumas orientações:

O Cobridor Interno deve trazer consigo a faixa de Mestre, porque nela há um dispositivo para acondicionar a espada. Vale dizer que a faixa é parte da indumentária do Mestre. Desse modo, recomenda-se aos Oficiais que tem a espada como objeto de trabalho, vesti-la por baixo do colar para atender às necessidades do ofício.

Caso o Cobridor não esteja vestindo a faixa do Mestre com o respectivo dispositivo, em substituição deve existir atrás do espaldar da cadeira um aparato próprio que sirva de suporte para a espada – isso evita que o titular desnecessariamente tenha às mãos o tempo todo a espada.

Dito isso, o Cobridor Interno somente desembainha a espada quando o ritual indicar, ou o exercício do seu ofício exigir. Caso contrário a espada deve ficar acondicionada no dispositivo da faixa ou no aparato próprio fixado atrás do espaldar.

Quando o Venerável Mestre determinar a todos que fiquem à Ordem, se o Cobridor não estiver em missão por conta do seu ofício, isto é, sem empunhar a espada, ele compõe normalmente o sinal com a mão.

Lembra-se que não se faz o sinal com o objeto de trabalho. Isso significa que não se usa o instrumento, ou objeto, para compor e fazer o sinal. No caso da espada, se ela estiver embainhada, o titular compõe o sinal normalmente.

Orienta-se que o Cobridor não deve manter a espada sobre as coxas quando estiver sentado e nem a colocar apoiada no chão. Se por dever de ofício ele estiver a empunhando, parado ou em deslocamento, ele a segurará com a mão direita junto ao seu quadril direito, lâmina em riste na vertical apontada para cima (braço e antebraço direito afastado do corpo). Para essa postura denomina-se espada em ombro-arma, ou em posição de rigor. Espada ser conduzida em riste e não apoiada no ombro feito vara de pescar.

Conforme o ritual, há momentos em que o Cobridor Interno deve empunhar a espada e em outros não. Dependendo da presença do Cobridor Externo, o Cobridor Interno precisa sair ou não do templo. Todas essas orientações encontram-se no SOR - GOB RITUALÍSTICA.

O SOR, implantado pelo Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral é o sistema oficial de orientação ritualística do GOB. Todo o seu conteúdo é para aplicação imediata sobre os rituais em vigência. Outros eventuais manuais de orientação, procedimentos, etc. estão suspensos por Decreto desde 2009. Vale apenas o SOR.

T.F.A.
PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística - GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

OS BASTIDORES DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA DO BRASIL

Ir∴ João Ferreira Durão
fonte: artigo publicado no Boletim Informativo Arte Real - no 9
http://www.comunidademaconica.com.br/artigos/6273.aspx

Desde o México, até o sul da América do Sul, todas as colônias, sob a influência da Maçonaria, proclamaram a independência, quase à mesma época, formando Repúblicas Democráticas. A única exceção foi o Brasil...

República (do latim Res publica, "coisa pública") é uma forma de governo em que um representante, normalmente designado Presidente, é escolhido pelo povo para ser o Chefe de Estado, podendo ou não acumular com o poder executivo, conforme a República seja Presidencialista ou Parlamentarista.

A forma de eleição é normalmente realizada por voto livre secreto, em intervalos regulares, variando conforme o país.

O primeiro conceito de República foi introduzido por Platão, filósofo grego que viveu em Atenas entre os anos 428 e 347 a. C., discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles.

Segundo Platão, em seus célebres Diálogos, a República é uma ciência política fundamentada na justiça e nas leis, para formar a estrutura de um Estado bem constituído.

Na filosofia política ocidental, o conceito de República está intimamente associado ao de Democracia, que é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente (por meio de representantes eleitos), em sua forma mais usual. Em conceito moderno, a Democracia é o "governo do povo, pelo povo e para o povo".

Os dois conceitos, associados, formam a República Democrática, que foi estimulada, desde o último quarto do século XVIII e início do século XIX, nas universidades de Paris e Montpelier (França) e de Coimbra (Portugal), sob os auspícios de duas Sociedades, a Maçonaria e o Iluminismo (que trabalharam associados, durante algum tempo). Todos os jovens estudantes daquelas universidades, provenientes das colônias das Américas e que também freqüentavam Lojas Maçônicas, abraçaram o novo modelo, como sonho de libertação ao colonizador.

Sob os auspícios da Maçonaria, a primeira nação colônia das Américas a tornar-se independente, adotando o regime de República Democrática, foi os Estados Unidos da América, em 4 de julho de 1776. Esse episódio repercutiu, de forma eloqüente, nas universidades e nas Lojas Maçônicas da França e de Portugal, devido à grande influência de Benjamim Franklin, embaixador, na França, da nova República Democrática americana.

Desde o México, até o sul da América do Sul, todas as colônias, sob a influência da Maçonaria, proclamaram a independência, quase à mesma época, formando Repúblicas Democráticas. A única exceção foi o Brasil. Uma verdadeira explosão de movimentos pró-independência, que esfacelou, em vários países independentes, a unidade da colônia espanhola na América.

No Brasil, a revolta contra os colonizadores, também promovida pela Maçonaria, teve início com a infrutífera tentativa da Inconfidência Mineira, em 1789, embora os movimentos pró independência tivessem início desde 1724, dentro das Academias ou Sociedades Literárias, criadas pelos governadores gerais, que eram grêmios maçônicos disfarçados.

Não havia a intenção, na Inconfidência Mineira, de libertar toda a colônia brasileira, mas somente a Capitania de Minas Gerais pois, naquele momento, ainda não havia se formado uma identidade nacional. A forma de governo escolhida foi o estabelecimento de uma República, inspirados na Maçonaria, nas idéias iluministas da França e na recente independência norte-americana.

Sucederam-se, logo após, novos movimentos de independência, localizados nas capitanias do nordeste, a partir de 1796, com a criação, em Pernambuco, do Areópago de Itambé (constituído como Loja Maçônica), pelo padre Manoel de Arruda Câmara. Também esses movimentos visavam a separação, constituído Repúblicas democráticas, com âmbito regional. Em 1798, a Conjuração Baiana, ou Revolta dos Alfaiates, visando a libertação da Bahia, logo seguidas pela Conspiração dos Suassunas, em 1801, em Pernambuco, e outros, culminando com a Revolução Pernambucana de 1817 e a Confederação do Equador, em 1824, todos visando transformar Pernambuco (e alguns estados do nordeste) em uma República independente de Portugal, além da Revolução Farroupilha, em 1835, que objetivava proclamar uma República para as províncias do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nesse meio tempo, foram criadas diversas Lojas Maçônicas no Brasil-colônia, com o fim político de combater o colonialismo e influir no movimento pela independência.

Em 1815, foi criada, no Rio de Janeiro, a Loja Comércio e Artes, geradora, em 1822, do Grande Oriente do Brasil (que teve vida curta, de 4 meses, em sua primeira fase).

A rápida expansão dos ideais de unidade nacional, geradas no Grande Oriente do Brasil (GOB), espalhou-se por todas as províncias, criando um sentimento de unidade nacional e ensejou o movimento de independência do Brasil, como um todo, enfraquecendo as iniciativas de movimentos de libertação regionais.

No GOB, havia duas correntes: a de Joaquim Gonçalves Ledo e seus aliados, que planejavam a independência sob a forma de República Democrática; a outra, chefiada por José Bonifácio e seus seguidores, que não desejavam a independência, mas que viriam a aceitá-la, desde que sob a forma de Monarquia. A corrente de José Bonifácio foi a vencedora, levando o Brasil à Monarquia, uma semiindependência, sempre sob a égide das oligarquias das casas reais européias.

A forma monárquica durou mais 67 anos de lutas, por parte dos republicanos, até 1889. Destacaram-se, na trama pela proclamação da República, vários maçons, desde Gonçalves Ledo, o padre Januário da Cunha Barbosa, José Clemente Pereira, Senador Vergueiro, Evaristo da Veiga, Joaquim Saldanha Marinho, dentre muitos outros igualmente importantes.

O período denominado “segundo reinado”, sob o governo do imperador D. Pedro II, não fez esmorecer o ânimo dos maçons republicanos. O imperador D. Pedro II, que não tinha boa saúde, governava com o ministério e, por diversas vezes, afastara-se do país, em viagem.

Em 1870, Saldanha Marinho fez publicar violento manifesto republicano. Nesse mesmo ano foi fundado, no Rio de Janeiro, o Clube Radical, que logo trocou o título para Clube Republicano e fundou-se o jornal A República. Despontavam, além de Saldanha Marinho, os maçons Aristides Lobo e Quintino Bocaiúva.

Havia, no entanto, alguns obstáculos a serem vencidos pela Maçonaria, para alcançar a República. Vencida a guerra do Paraguai, chegara a vez de tratar da abolição da escravatura. A escravidão era um grande empecilho à evolução social e política. Sofria restrições de todas as nações, em especial da Inglaterra, da França e dos Estados Unidos. No país, além dos latifundiários, a Igreja também era um importante utilizador da mão de obra escrava. Não fosse por outras razões, essas duas grandes forças políticas eram contrárias à Maçonaria.

O maçom Pimenta Bueno, depois Marquês de São Vicente, preparou 5 projetos de lei, estreitamente ligados com o objetivo da emancipação, apresentando-os ao imperador, secretamente, em 1867, com um memorial. Desses 5 projetos, apresentados pelo Imperador ao Conselho de Estado, nasceu a Lei Visconde do Rio Branco, apresentada pelo Visconde do Rio Branco (Chefe de Governo e Grão-Mestre do GOB) à Câmara, em 27 de maio de 1871, que ficou conhecida como Lei do Ventre Livre. A lei foi sancionada em 29 de setembro de 1871, pela Princesa Isabel, que ocupava a regência desde março, em virtude de viagem do Imperador à Europa. A Lei do Ventre Livre foi muito acanhada em relação aos reclamos da Maçonaria mas, apesar da imprensa alardear os seus escassos benefícios, a abolição estava praticamente feita.

Diz a história que a Princesa Isabel e seu marido, o Conde D’Eu (com o apoio de toda a nobreza), estavam negociando a promulgação da Lei do Ventre Livre, em troca da sua ascensão a soberana do império, em um terceiro reinado, por substituição a seu pai, D. Pedro II, já envelhecido e com a saúde frágil.

Outro problema, enfrentado pela Maçonaria, que impedia progredir até a República, era a força da Igreja. A campanha da Igreja contra a Maçonaria intensificou-se em 1864, com a bula do papa Pio IX contra a Maçonaria. Diz-se que a ira da Igreja contra a Maçonaria foi intensificada porque a Ordem influíra, intensamente, na Itália, em favor da perda de territórios da Santa Sé, que ficou reduzida à pequena área do Vaticano.

Em 2 de março de 1872, o GOB promoveu uma solenidade para comemorar a Lei Visconde do Rio Branco, a Lei do Ventre Livre, e homenagear seu autor, o Visconde do Rio Branco, Grão-Mestre da Ordem. Discursaram várias autoridades maçônicas enaltecendo a atuação da Ordem e do GOB. Dentre elas, o padre José Luiz de Almeida Martins, Grande Orador Interino. Seu discurso foi publicado na imprensa. O Bispo Diocesano do Rio de Janeiro advertiu o padre Martins, exigindo-lhe que abandonasse a Ordem, no que não foi atendido. O bispo, então, suspendeu-o das Ordens Religiosas e aplicou-lhe outras sanções. Na sessão de 27 de abril de 1872, o Grão-Mestre do Grande Oriente de Beneditinos, Saldanha Marinho, lançou um manifesto em defesa do padre Martins, sob o título de Manifesto da Maçonaria do Brasil, publicado na imprensa. Na realidade, não houve a participação do GOB, nesse manifesto que atacava fortemente a Igreja, o que ocasionou forte revolta da Igreja contra o Primeiro Ministro Visconde do Rio Branco, que era, também, o Grão-Mestre do GOB.

A perseguição à Maçonaria exacerbou-se em 1872, quando os bispos de Olinda e, em 1873, o de Belém do Pará, decidiram cumprir à risca os mandamentos contidos nos atos do papa, ocasionando o episódio conhecido como A Questão Religiosa. Os bispos de Olinda e Belém lançaram interditos sobre as Lojas Maçônicas de suas jurisdições eclesiásticas, assim como às irmandades que abrigassem maçons. Os ofendidos recorreram à coroa. O Imperador, ouvindo o Conselho de Estado, deu provimento aos recursos, em favor dos ofendidos, sob o fundamento de que os atos pontifícios que haviam condenado a Maçonaria não haviam recebido a aprovação do governo imperial. Como os bispos prosseguissem com os interditos, D. Pedro II mandou responsabilizar os bispos, que foram condenados a quatro anos de prisão com trabalho. Os bispos foram anistiados em 17 de setembro de 1875, por intercessão do Duque de Caxias, novo Chefe de Governo, sucessor do Visconde de Rio Branco e destacado maçom.

A Maçonaria brasileira saíra bastante fortalecida, a partir desse episódio e prosseguia a sua rota no sentido da República, em oposição ao estabelecimento do terceiro reinado, desejo secreto da Princesa Isabel e de seu marido, o nobre francês Conde D’Eu.

Nas unidades militares, oficiais maçons passaram a discutir o abolicionismo pela imprensa. Em vários casos de punição a esses oficiais, havia reação coletiva.

Despontava a figura do Marechal Deodoro da Fonseca, como líder militar e, de certa forma, portavoz do inconformismo com a situação e com o desprestígio ao Exército, provocado pelo ministério. A solução natural para a abolição da escravatura estava na imigração de colonos europeus, como substituição à mão de obra escrava. Mas, isso não interessava à Igreja, nem aos grandes latifundiários, grandes utilizadores do trabalho escravo.

Destacam-se alguns movimentos de imigração de colonos europeus, desde o início do século XIX (como as de 1812 no Espírito Santo, no sul da Bahia em 1818 e, em Nova-Friburgo, província do Rio de Janeiro, em 1819). Em 1840, o senador Vergueiro (maçom, grau 33, que fundara, como seu primeiro Grão-Mestre, o G. O. do Passeio, instalado em 24 de junho de 1831) trouxe para o Brasil cerca de 3 mil imigrantes alemães para trabalhar em suas fazendas. O maçom Teófilo Otoni, em 1857, trouxe para a sua recém fundada cidade de Filadélfia (posteriormente transformada em município, que recebeu o seu nome), em Minas Gerais, uma colonização alemã para trabalhar em suas lavouras. Outras iniciativas de imigração se efetivaram nas fazendas de São Paulo, em meados do século XIX.

A campanha verdadeiramente abolicionista começou a ser intensificada em 1880, com os veementes discursos, na Câmara, do maçom Joaquim Nabuco. Por toda parte, surgiam as Sociedades Abolicionistas e os Clubes da Lavoura, que as combatiam.

Em 1884, por iniciativa de maçons, o Ceará libertou seus escravos e os das províncias vizinhas que para lá corriam. Seguiram-se o Amazonas e alguns municípios do Rio Grande do Sul.

O descontentamento com a escravatura generalizou-se, chegando a abalar a estrutura do Império, que ameaçava soçobrar. Diante da calamidade, que fazia cair o ministério, não houve outra alternativa senão a apresentação, à Câmara, em 8 de maio de 1888, do projeto de abolição, que foi rapidamente aprovado e sancionado pela Princesa Isabel, em 13 de maio de 1888 (o Imperador, mais uma vez, viajava pela Europa, cansado, doente e diabético desde 1887). D. Isabel, alcunhada de “A Redentora”, ainda sonhava, com esse ato, ganhar o beneplácito das forças dominantes para a fundação do terceiro império, o que era repudiado, veementemente, pelas Lojas Maçônicas, em especial pelas Lojas de São Paulo.

Daí para a República, bastou a grande influência da Maçonaria, com Benjamin Constant assessorando o Marechal Deodoro. Deodoro foi iniciado, provavelmente, em 1885/1886, na Loja Rocha Negra de São Gabriel, Rio Grande do Sul, onde recebeu, também o grau 18. Foi elevado ao grau 31, pelo Supremo Conselho, em 7 de janeiro de 1890. Pertencia, ainda, à Loja Rocha Negra, quando foi eleito Grão-Mestre do GOB, em 19 de dezembro de 1889.

O movimento da República, no seu momento decisivo, recebeu adesão de bispos, homens de negócios, soldados, fazendeiros, toda a sociedade, o que acabava com as bases de sustentação do império. Foi deflagrado, inicialmente, como um movimento de deposição do ministério, que tinha, à frente o Visconde de Ouro Preto (assumiu a chefia de governo em julho de 1889). A campanha contra o Visconde de Ouro Preto, considerado inimigo do Exército, vinha sendo conduzida em todas as partes do reino e, em especial, pelos maçons Rui Barbosa e Quintino Bocaiúva, em jornais do Rio de Janeiro.

A data do movimento estava marcada para o dia 20 de novembro, mas foi antecipada, para o dia 15, com receio de que a polícia, sabendo do movimento, atacasse o Quartel General e prendesse Deodoro. O Visconde de Ouro Preto tencionava amparar-se na Guarda-Nacional e em uma Guarda-Cívica, que dispunham de armamento muito superior ao do Exército, para neutralizar a tropa republicana e enviar os batalhões mais eivados de republicanismo para o oeste do país.

Vários corpos-de-tropa do revoltado Exército acudiram ao Ministério da Guerra, na manhã de 15 de novembro, onde o ministério estava reunido, quando Deodoro, doente, mas influenciado pelos acontecimentos e assessorado por Benjamin Constant (que foi investido, no Clube Militar, em 9 de novembro, de plenos poderes para dirigir os acontecimentos, em nome da falange republicana do Exército), deixou o leito e dirigiu-se ao Campo de Santana, onde a tropa aguardava suas ordens.

Não foi necessário um tiro sequer. Deodoro destituiu o ministério e mandou prender o chefe de governo, Visconde de Ouro Preto. Houve, da parte de Deodoro, alguma hesitação em proclamar a República, em razão do seu apreço pela figura humana do imperador, que havia regressado da Europa dias antes e descansava em Petrópolis. O decreto de proclamação da República, redigido por Benjamin Constant, foi levado a Deodoro que o assinou, na noite de 15 de novembro, sendo publicado no Diário Oficial do dia seguinte.

Foi constituído, imediatamente, pelo Exército e a Armada, em nome da nação, o Governo Provisório, sob a chefia de Deodoro, com os seguintes membros, todos maçons: Floriano Peixoto, Eduardo Wandenkolk, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Quintino Bocaiúva, Demétrio Ribeiro e Benjamin Constant.

O Governo Provisório comunicou a Pedro II a sua deposição, assim como a ordem de embarcar, imediatamente, para a Europa, com toda a sua família, o que foi feito a 17 de novembro.

O município neutro, transformado em Distrito Federal, e as 20 províncias, que foram denominadas Estados, passaram a constituir a República Federativa, com o
nome de Estados Unidos do Brasil.

O Governo Provisório, além de reconhecer todos os tratados e compromissos internacionais, assim como todos os contratos e obrigações assumidos pelo extinto império, separou a Igreja Católica do Estado (foi o primeiro país a tomar essa medida), tornou obrigatório o casamento civil, decretou o sufrágio universal e convocou, no início do ano seguinte, a primeira constituinte republicana, sendo a Constituição promulgada em 24 de fevereiro de 1891.

A Monarquia, árvore exótica plantada durante 67 anos, foi arrancada, implantando- se um novo regime, que vai conduzindo o Brasil à realização dos seus altos destinos perante o mundo.

Fonte: JBNews - Informativo nº 197 - 12/03/2011

sábado, 4 de fevereiro de 2023

ORDEM DE INGRESSO NO TEMPLO E AUTORIDADE ASSUMINDO CARGO

Em 18.08.2022 o Respeitável Irmão Antonio Orlei Sprot, Loja Costa da Esmeralda, 3595, REAA, GOB-SC, Oriente de Ipanema, Estado de Santa Cataria, apresenta as dúvidas seguintes:

PROCEDIMENTOS DE ABERTURA E JOIA DO CARGO

Novamente recorro ao seu profundo conhecimento ritualístico buscando sanar as seguintes questões:

a) No Item 2.1 Abertura Ritualística, pág. 43 Manual do Aprendiz, consta simplesmente que no átrio, o Mestre de Cerimonia compõe o cortejo para a entrada no templo, em fila dupla, sendo que os Aprendizes e Companheiros, são os primeiros de cada lado das colunas. Nada obstante, tenho observado que algumas Lojas fazem a entrada desses irmãos colocando os aprendizes e companheiros por ordem da data dos seus ingressos na Maçonaria, sendo os mais novos à frente. Pergunta: Existe necessidade ou orientação de assim proceder?

b) Muito eventualmente, quando não há outros Mestres disponíveis nas sessões, faz-se necessário que o Deputado Estadual, do quadro da nossa Loja, ocupe algum cargo, ex: 2º Vigilante ou 1º Diácono. Não encontramos orientações especificas em nossos Rituais. Pergunta: Nesse caso como deveríamos proceder em relação aos paramentos (avental, colar e joia)? O Deputado usaria os paramentos do cargo a ser ocupado ou os seus próprios paramentos? Deveríamos sobrepor tais paramentos?

CONSIDERAÇÕES:

No préstito de entrada não há necessidade de ordenar Aprendizes e Companheiros por tempo de iniciação. Isso é mera filigrana e mesmo excesso de preciosismo. Aprendizes e Companheiros, cada qual pelo lado da sua coluna na Loja ingressam no Templo assim que o Mestre de Cerimônias determinar. A única ordem a ser obedecida que eles são os primeiros a ingressar.

No caso de uma autoridade ocupando cargo para ajudar a Loja - o que é bastante louvável - a autoridade assume o cargo vestindo os seus paramentos (de autoridade).

Veste por último, sobre a joia distintiva que lhe compete como autoridade, o colar com a joia distintiva do cargo que ele estará ocupando em caráter precário.

Não muda o avental e nem precisa retirar as outras alfaias. Naquele instante ele está ocupando um cargo para atender a necessidade da Loja, contudo ele não perde, com isso, nem mesmo momentaneamente, o seu título de autoridade previsto na sua faixa e para qual ele foi eleito ou nomeado.

Resumindo, autoridade ocupando o cargo se mantém com os seus paramentos. Apenas usa sobre a outra, a joia distintiva do cargo que ele ocupa momentaneamente na Loja.

Ao concluir, recomendo que seja observada a condição da autoridade no tocante à duplicidade de cargo, mesmo que momentânea, evitando-se assim o desrespeito aos dispositivos legais. Essa observação se faz racionalmente necessária principalmente quando envolve cargos eletivos.

T.F.A.
PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística/ GOB
jukirm@hotmail.com.br
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS


CHARLES WEBSTER LEADBEATER (Londres, 1847 — Austrália, 1934). Sacerdote da Igreja Anglicana e Bispo da Igreja Católica Liberal, escritor, orador e uma das mais influentes personalidades da Sociedade Teosófica. Continuou no ofício religioso Anglicano até 1883, quando entrou em contato com os ensinamentos da Teosofia, como expostos por Helena Blavatsky.
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Abandonou o sacerdócio anglicano para tornar-se um teosofista, seguindo com Blavatsky para a Índia, onde teria recebido uma carta do Mestre K. H. aceitando-o como discípulo. Tomou os votos Budistas ao viver por anos no Ceilão. Viveu por muito tempo na sede da Sociedade Teosófica na Índia, onde, segundo afirmou, desenvolveria poderes psíquicos, notadamente a clarividência. Retornando a Londres, foi iniciado na Maçonaria Mista da Obediência Maçônica Le Droit Humain, onde atingiu o 33º grau.
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Leadbeater é o autor de uma grande coletânea de livros e artigos da literatura teosófica e esotérica, considerados célebres pelos teosofistas e estudiosos do ocultismo. Faleceu aos 87 anos de idade.
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INICIAÇÃO MAÇÔNICA: 12 de junho de 1915.
Loja: Uma loja mista da "Le Droit Humain", Londres, Inglaterra.
Idade que foi iniciado: 68 anos.
Faleceu aos 87 anos de idade.

Fonte: Facebook/Curiosidades da Maçonaria

CURIOSIDADES DA MAÇONARIA

Este índio se fingindo de morto com um avental maçônico na cintura é a cena de um filme chamado "Rastros de Ódio" (Título original: The Searchers, em Portugal: A Desaparecida), de 1956. É um filme clássico de faroeste americano, com John Wayne (que era Maçom).
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Em uma cena onde Wayne olha um acampamento de Comanches depois de uma batalha, um dos índios está se fingindo de morto. O curioso é que, na cena, ele está vestindo um avental maçônico azul com o esquadro e o compasso bordados.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

MARCHA DO APRENDIZ - PÉS ARRASTADOS OU NÃO?

Em 17.08.2022 o Respeitável Irmão Pedro Henrique Flessak, Loja Cavaleiros de Aço Sudoeste, 4506, REAA, GOB-PR, Oriente de Marmeleiro, Estado do Paraná, pede esclarecimentos.

MARCHA DO APRENDIZ

Aprendi que os passos de Aprendiz se fazem com os pés arrastando, agora nosso Orador falou que mudou, que os passos são feitos normais, ou seja, podemos levantar os pés. No Rito Escocês Antigo e Aceito. Que devo seguir? o que é o correto?

CONSIDERAÇÕES:

O Orador da sua Loja está corretíssimo. A questão é que nada mudou, mas foi sim corrigido esse "fetiche" de que Aprendiz deve arrastar os pés e andar de lado (com o pé esquerdo arrastando para frente) durante a marcha do seu grau.

Infelizmente esse erro crasso ficou radicado no REAA sob a justificativa, dentre outros absurdos, de que o Aprendiz, ainda ligado a matéria, tem que arrastas os pés durante a marcha. Pura invencionice que acabou encantando ritualistas que certamente desconhecem a origem dessa prática ritualística.

Corretamente, no REAA o Aprendiz, compondo o Sin∴ de Ord∴ do grau deve, ao executar a marcha, andar normalmente em linha reta, isto é, sem arrastar o pé avançar por primeiro o p∴ esq∴ e em seguida, sem arrastar o pé juntar a ele o seu p∴ dir∴ pelos cc∴, formando assim uma esq∴ sobre o Pavimento Mosaico disposto de modo oblíquo e não feito um tabuleiro de xadrez (vide essa disposição na página 22 do ritual).

Desse modo o pé esquerdo fica aberto a 45º do eixo imaginário Leste-Oeste e o direito, da mesma forma, também a 45º (posição aproximada).

A referência dos pés em esquadria é o Pavimento Mosaico com as suas intersecções oblíquas. Cada peça quadrada preta e branca que forma o pavimento é uma espécie de medida de um passo.

Na verdade, o Pavimento não exige que os pés fiquem milimetricamente coincidindo com as linhas das juntas, contudo dá a referência para a postura dos pés. Isso faz com que o Aprendiz não fique a apontar equivocadamente o p∴esq∴ para frente e andando de lado.

No REAA a postura ao caminhar na marcha é ter o corpo de frente para o Oriente, não o ombro esquerdo para frente.

Infelizmente, boa parte dos nossos Irmãos aprendeu de modo errado e acha que somos nós que estamos mudando as coisas, o que não é verdade, pois o que de fato está se fazendo é corrigir um vício errado que de há muito vinha sendo seguido. No anexo que lhe enviei anteriormente há uma ilustração dos passos do Aprendiz feitos no REAA.

Só para ilustrar, nos tempos primitivos, época dos primeiros rituais do simbolismo do REAA, entre 1804 e 1821 na França, comentava-se apenas e tão somente que eram dados oito passos normais, ainda sem que os mesmos fossem divididos nos três graus (nem há registro de que se andava com o sinal).

Assim, desde esses primórdios ritualísticos não se via nenhuma menção ao arrastar de pés. A referência era pura e simplesmente andar com “passos normais”.

Concluindo, reitero que seja observado o Sistema de Orientação Ritualística (SOR) do GOB, implantado pelo Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral. O SOR é a única orientação oficial do GOB, lembrando, nesse particular, que todos os manuais de dinâmica, procedimentos e outros do gênero estão suspensos por Decreto desde 2009 (vide no Decreto que institui cada ritual).

T.F.A.
PEDRO JUK - Secretário Geral de Orientação Ritualística
GOB-PODER CENTRAL.
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ALFA E ÔMEGA

Rizzardo da Camino

Primeira e últimas letras do alfabeto grego; simbolizam o princípio e o fim; representam o próprio Deus que, como justo e perfeito, é o início e o final da criação.

Nas sagradas escrituras encontramos: "eu sou o alfa e o ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim", "eu sou o alfa e o ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, era e que há de vir, o Todo-Poderoso."

Essas duas letras são símbolos cujas figuras expressam um universo; o desenho é conhecido por todos os povos e o seu uso é universal em todas as expressões filosóficas, religiosas e místicas.

O alfabeto grego possui 24 letras; portanto, entre o alfa e o ômega temos outras 22 letras, que nos conduzem a meditar que todas elas expressam alguma coisa; entre o princípio e o fim há um "meio" que deve influir, pelo menos filosoficamente, em nossa vida; pensemos em nosso próprio alfabeto e concluiremos que dele extraímos os nossos nomes e o de nossos filhos; cada letra tem o seu valor específico. Assim, analisemos nesses aspectos que nos conduzirão à meditação com resultados surpreendentes.

Entre o Alfa e o Ômega (que simbolizam Deus) estamos nós, os seres humanos. Meditemos sobre isso.

Fonte: Facebook_Maçonaria

INICIAÇÃO


Fernando Pessoa
Não dormes sob os ciprestes,
Pois não há sono no mundo.


O corpo é a sombra das vestes
Que encobrem teu ser profundo.
Vem a noite, que é a morte
E a sombra acabou sem ser.
Vais na noite só recorte,
Igual a ti sem querer.


Mas na Estalagem do Assombro
Tiram-te os Anjos a capa.
Segues sem capa no ombro,
Com o pouco que te tapa.


Então Arcanjos da Estrada
Despem-te e deixam-te nu.
Não tens vestes, não tens nada:
Tens só teu corpo, que és tu.


Por fim, na funda caverna,
Os Deuses despem-te mais.
Teu corpo cessa, alma externa,
Mas vês que são teus iguais.


A sombra das tuas vestes
Ficou entre nós na Sorte.
Não estás morto, entre ciprestes.

Neófito, não há morte.

Fonte: https://bibliot3ca.com

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

CIRCULAÇÃO NA MESMA COLUNA - V

Em 17/08/2022 consulta que faz o Respeitável Irmão Tacachi Iquejiri, Loja Luz de Outubro, 2.081, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul.

CIRCULAÇÃO NA MESMA COLUNA

Tendo surgido dúvida sobre o contido no SOR - Aprendiz no que se refere à circulação em Loja, no Ocidente, V - A circulação no Ocidente é feita no sentido dos ponteiros do relógio (horário) da seguinte maneira: 1; 2; 3. - na mesma coluna não há circulação. Diante do exposto, gostaria de saber se o Irmão Hospitaleiro, ao sair do seu lugar para circular o Tronco de Beneficência, pode ir se posicionar entre Colunas, caminhando pela Coluna do Norte, isto é, sem cruzar o eixo da Loja, passando por traz do painel e a entrada o Oriente?

Obrigado pela sua preciosa informação.

CONSIDERAÇÕES:

De fato, a regra é a de que se o transeunte não passar para o outro hemisfério, é desnecessária a circulação. Figuradamente, um gol só é assinalado quando a bola passar totalmente a linha.

Brincadeiras à parte, embora a regra seja essa, é sabido, contudo que de maneira consagrada desse deslocamento ocorre com o Hospitaleiro antes passando antes pela coluna do Sul.

Como essa é uma questão de se posicionar no limite entre uma e outra coluna, entendo que ambas as maneiras podem ser aceitas, contudo eu recomendaria o costume já um tanto quanto consuetudinário nesse caso, isto é, passando antes pelo Sul.

Infelizmente muitas vezes a ritualística maçônica acaba vivendo de excessos de preciosismo. Mas... Fazer o quê?

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILUSTRADAS

 

ABRAÇO

Rizzardo da Camino
Breviário Maçônico

Entre os maçons, quando do encontro, além do aperto de mão caloroso, há o Fraternal Tríplice Abraço.

Porque chamaria muita atenção, esse abraço tríplice é dado apenas nas dependências da Loja.

Trata-se de um cerimonial místico, culminando pelas "pancadas" dadas nas costas.

É uma postura dinâmica com reflexos espirituais, relembrando o significado da trilogia, os juramentos feitos e recordando que, após a cerimônia da Iniciação, recebeu do Venerável Mestre o seu primeiro tríplice abraço.

Entre os dois Irmãos há uma permuta de energias, de extremoso amor fraterno, de sentir o "corpo a corpo" benéfico, simbolizando a união de todos os maçons que se encontram em suas respectivas Lojas.

Quando no mundo profano, dada a impossibilidade desse abraço, afora os que não se importam de enfrentar a crítica, o maçom não estará só; sempre encontrará alguém de sua família a lhe dar forças nos momentos de desânimo e tristeza.

Essas benesses devem ser cultivadas por todos os maçons, reforçando, assim, a própria Ordem.

Fonte: Facebook_Pedreiros Livresbr

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

OS QUE APROVAM. MODO CONSAGRADO DE DEMONSTRAR ABSTENÇÃO

Em 13.08.2022 o Respeitável Irmão Dario Ângelo Baggieri, Loja Sermão da Montanha, 1738, REAA, GOB-ES, sem mencionar o Oriente, Estado do Espírito Santo, formula a seguinte questão via Messenger.

OS QUE APROVAM

Em leitura e aprovação da ata em visita a Loja coirmã, e também em votação na Ordem do Dia, vemos os irmãos visitantes se porem de pé e a Ordem, como se declinassem de emitirem seus votos. Mesmo sendo da mesma Potência, isso está correto?

CONSIDERAÇÕES:

No REAA os irmãos presentes que quiserem se abster (isso é de direito) durante uma votação, se colocam à Ordem. Esse gestual significa abstenção no rito em questão.

 Existem casos em que visitantes não podem votar, mesmo sendo da mesma Obediência. Sugiro que nesse particular seja antes consultado ao RGF para conferir as possibilidades. Em um escrutínio secreto, por exemplo, só votam Irmãos regulares do Quadro da Loja. Como o escrutínio tem uma liturgia própria, é aconselhável estarem presentes apenas Irmãos do Quadro.

Existem assuntos na Ordem do Dia que são exclusivos da Loja. Assim, estando presente um visitante, mesmo que da própria Obediência, este deve se abster se colocando à Ordem na hora da votação.

Assuntos que envolvem legislação maçônica precisam ter uma atenção especial do Orador. Cada caso é um caso e assim deve ser tratado. Evitar generalizações é ato de boa geometria.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

BENEVOLÊNCIA

1º - Hábito moral de promover o bem para os outros. Só o cristianismo estabeleceu a benevolência como virtude, porém não a contou entre as virtudes cardeais, mas identificou-a com a virtude teológica da caridade.

2º - A benevolência tende, por natureza, ao universalismo com respeito à sua aplicação; porém, aqui, surge o problema de se o homem deve um maior grau de benevolência a pessoas que lhe estão mais perto (parentes, benfeitores), do que ao resto da humanidade, e se tal preferência, quando praticada, pode ser aprovada do ponto de vista moral.

3º - Essa identificação, sem dúvida, implica ao mesmo tempo uma atitude altruísta; contudo, não se deve universalizá-la, tanto mais que a amizade, na acepção antiga, pressupõe um certo grau de identidade nas condições de vida e uma homogeneidade de sentimentos.

4º - O caráter desinteressado da benevolência foi outra questão controvertida. Hobbes quis reduzi-la ao amor para dominar; outros qualificaram-na de amor-próprio, sob o véu da hipocrisia. Outros afirmaram o seu caráter desinteressado.

5º - Uma certa reconciliação dos pontos de vista extremos se acha em autores modernos, que estabelecem a simpatia como força motriz da benevolência, sendo que a simpatia reúne o sentimento altruístico e o impulso de satisfação pessoal.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

A ALAVANCA

Rudimar Panzoni Marques

‘’dêem-me um ponto de apoio e uma alavanca e moverei a Terra. ’’ (Arquimedes)

De todas as ferramentas que o Companheiro dispõe na elevação, a Alavanca nos remete a uma reflexão simbólica magnífica.
A Alavanca é um instrumento simples constituído por uma barra de ferro ou madeira resistente, que se emprega para mover ou levantar algo.

Profanamente falando, é uma simples ferramenta usada desde os tempos mais primórdios (como exemplo nas construções das pirâmides), nesta época em ‘’ madeira ’’ tratada ou não até os tempos de hoje, agora em ‘’aço’’.

As alavancas hoje fabricadas em aço, para aumentar sua resistência, passam por alguns processos importantes em sua produção. Citarei duas delas. Uma é o tratamento térmico chamado ‘’cementação’’, onde a mesma sofre um processo químico que aumenta sua dureza superficial, sem que seu núcleo se altere tendo assim tenacidade tornando-a resistente por fora e flexível por dentro.

O outro processo que pode ser usado na fabricação da alavanca chama-se ‘’shot- peening’’. Este processo milenar, segundo estudos, foi desenvolvido pelos árabes na confecção de suas espadas, seguindo para a Ásia, aperfeiçoado pelos samurais e depois para a Europa e usado pelos cavaleiros medievais. Processo este que é malear ou amolar o aço através de pancadas para que toda a impureza do aço se manifeste a fim de torná-lo mais puro e resistente. Hoje este processo é feito em máquinas com potentes jatos de granalhas de esferas.

Estes dois importantes processos deixam a alavanca mais pura na sua matéria prima, mais resistente e mais tenaz (flexível).

Embora despercebida, a alavanca está presente no nosso dia a dia como em nossas casas e automóveis.
A alavanca para que tenha eficiência no seu uso necessita de mais dois fatores importantes: Força Potente + Ponto Fixo (ponto de apoio) = Força Resistente.

O ponto de apoio deve ser tão ou mais resistente que a própria alavanca para que não comprometa o processo.

Da mesma forma é de fundamental importância a Força Potente, força esta que é exercida em uma das pontas da alavanca para que a Força Resistente tenha resultado.

Maçonicamente falando, o que simboliza a Alavanca?

Desde o momento da Elevação ao Grau de Comp., ela torna-se uma força fecunda, ao mesmo tempo cega e perigosa. Por isso ela deverá ser controlada pelo Compasso, Régua e Nível Maçônicos.

No que o Comp. usará a Alavanca?

Ela significa a direção, o transporte e a colocação dos materiais usados e trabalhados. Juntamente com a Régua tem papel importante na 3º viagem, que representa o 3º ano.

Em Maçonaria é o símbolo da potência, do esforço, da perseverança e da vontade consciente dirigida para a meta de atingir, que para o Maçom é o Conhecimento. É resistível da vontade, secundada pela inteligência e pela bondade é o símbolo da perfeição dos Iniciados, cujo emblema é a Alavanca.

J. Boucher declara, por sua vez, que a Régua e a Alavanca são análogas, sendo formadas, essencialmente, pela linha reta; porém, a Régua corresponde ao Espírito, enquanto a Alavanca é própria da Matéria.

A. Gédalge afirma, todavia, que a Régua deve sempre acompanhar a Alavanca, pois toda ação, não submetida ao dever e à retidão, seja nociva. Assim, sendo o símbolo da força, ela representa, moralmente, a firmeza da alma e a coragem inquebrantável do homem independente, bem como o poder invencível que desenvolve o amor da liberdade nos homens inteligentes.

No Ritual Escocês Antigo e aceito, a Alavanca, em lugar de Compasso, é o emblema do Poder, que junto as nossas forças individuais, acrescenta os conhecimentos necessários para o que, sem seu auxilio, ser-nos-ia impossível executar.

Penso que todo Maçom tem muito a aprender com ela, pois seu simbolismo é de grande significado.
Assim como a Alavanca, o maçom deve ser resistente e ao mesmo tempo flexível.

Precisa ser resistente aos vícios, aos dogmas que escravizam o homem e tenaz aos desafios que lhe são colocados a prova no dia a dia da vida onde necessita exercer a flexibilidade na prática contínua da Tolerância.

Muitas vezes assim como no processo do ‘’shot- pening’’, somo metralhados, bombardeados pelas esferas da vida que num primeiro momento parece que nos machucam, mas que, com o decorrer do tempo, percebemos que nos deixam mais puros, resistentes e mais polidos.

Simbolicamente falando da Força Potente, esta considero nossos irmãos que sabiamente exercem a força necessária para que na outra ponta da alavanca sejam elevadas na medida certa as Forças Resistentes (neste caso específico, aqueles que necessitam de ajuda mútua).

Deixo para falar por último no Ponto de Apoio, pois considero este o mais importante dos três elementos.

Penso que o Ponto de Apoio, simbolicamente, é todo o conhecimento maçônico ou outros, que o homem tem, sejam eles, intelecto, espiritual e ou ritualístico, que precisamos buscar continuamente, pois se ele não estiver alicerçado em fundamentos, com base sólida, comprometerá o ‘’todo’’ na execução do processo do uso da alavanca.

O resultado não está na força exercida, mas sim no conjunto equilibrado com as ferramentas certas.

Como reflexão deixo algumas perguntas a serem respondidas individualmente no íntimo de cada irmão:
- Que ‘’alavanca’’ tenho sido na elevação de outros irmão ou profanos quando necessitam de ajuda?
- Tenho exercido a força correta sempre buscando a tolerância e o equilíbrio?

E principalmente:

- Que conhecimentos literários ou práticos com fundamento, tenho usado como base de apoio para ajudar o próximo?

Sob o ponto de vista intelectual, a Alavanca exprime a força do raciocínio, a segurança da lógica. É a imagem da filosofia, cujos princípios invariáveis não permitem fantasia nem superstição.

Bibliografia:

Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia de Nicola Aslan.
Ritual Companheiro Maçom Escocês Antigo e Aceito

Fonte: Facebook_Pedreiros Livres