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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A ORIGEM DA PALAVRA LOJA

A ORIGEM DA PALAVRA LOJA
Irmão Julio Caetano Tomazoni 
Pato Branco-PR

A LOJA - Ao se fazer o resgate histórico verifica-se que o termo Loja Maçônica tem origem comum com o termo Loja Comercial.

Para Castellani, entre muitos Maçons influenciados por obras pouco fidedignas, a palavra Loja para designar uma corporação maçônica, seria originária da palavra sânscrita “LOKA. Mas a palavra “LOKA” significa espaço, lugar, tempo, como o “LOCUS” do latim, portanto, seu significado não corresponde exatamente ao significado do termo Loja Maçônica.

A origem correta da palavra loja está nas “Guildas Medievais”. Entre as corporações de artesãos medievais (hoje denominada Maçonaria Operativa), destacam-se as Guildas, características dos germânicos e anglo-saxões e que começaram a florescer no século XII. Antes dessa data, elas eramn entidades simplesmente religiosas e não formavam corpos profissionais.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A BALAUSTRADA

A BALAUSTRADA
Por Kennyio Ismail

Muitos irmãos já divagaram sobre a origem e o simbolismo da balaustrada, também chamada em alguns rituais de “grade da razão”. A imaginação chega a tanto que há quem defenda que a balaustrada é uma espécie de portal pelo qual o maçom, ao atravessar, sai do mundo do si mesmo e conquista o terreno dos sonhos, do inconsciente, da espiritualidade, dos mistérios e da magia. Deve ser por isso que de vez em quando nos deparamos com irmãos dormindo no Oriente! Mas voltemos à vida real.

A balaustrada é formada por uma sequência de balaústres que suspendem um corrimão. Suas primeiras aparições foram encontradas no que se sabe sobre os templos assírios. Balaustradas não estão presentes nas construções gregas e romanas, mas reapareceram a partir do Século XV, inicialmente em palácios de Veneza e Verona, provavelmente influência da cultura árabe, por conta da dominação muçulmana na península ibérica. Seu uso mais amplo na Europa teve início no século seguinte, sendo adotado por artistas como Michelangelo. No século XVI, balaustradas foram largamente utilizadas na construção de basílicas e catedrais e, a partir daí, ganhou espaço na ornamentação de igrejas, servindo como delimitador entre a nave (ocidente) e o presbitério (oriente), num nível mais elevado. É junto da balaustrada que os fiéis recebem a comunhão.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

DOUTRINAS NÃO ESCRITAS

DOUTRINAS NÃO ESCRITAS
Charles Evaldo Boller

Platão perdeu o entusiasmo pela política quando parentes seus, Cármides e Crítias, usaram de violência para manterem o poder na Grécia. Mas, o que o levou mesmo a desistir de carreira política promissora foi quando seus parentes condenaram seu mestre Sócrates à morte. Com receio da perseguição, por ser discípulo de Sócrates, viajou para a Itália, tentando lá ajudar reis a mudarem suas maneiras de governar sem usar de prepotência. Nestas suas tentativas foi preso e quase morto. Mas sempre acabou salvo porque existiam pessoas, como ele, portadoras de melhores princípios.

Existem evidências que Platão lecionava na Academia um curso denominado, "sobre o bem", tido como "doutrinas não escritas". Em sua carta VII lemos: "O conhecimento destas coisas não é de forma alguma transmissível como os outros conhecimentos, mas apenas após muitas discussões sobre tais coisas e após um período de vida em comum, quando, de modo imprevisto, como luz que se acende de uma simples fagulha, esse conhecimento nasce da alma e de si mesmo se alimenta".

domingo, 11 de setembro de 2016

A BUSCA DA VERDADEIRA INICIAÇÃO

A BUSCA DA VERDADEIRA INICIAÇÃO
(Desconheço o autor)

Em que momento se dá a Verdadeira Iniciação do Maçom? 

Será no dia em que este foi admitido através de um Ritual Simbólico em uma Sociedade Filosófica (Oriental) e Filantrópica denominada de Maçonaria?

A continuidade em Loja de acordo com a forma com que são ministrados os ensinamentos maçônicos, levam o associado a se tornar um iniciado?

E o que é ser um verdadeiro iniciado?

Os Rituais e os Símbolos não são os meios com que o homem se utiliza para alcançar um objetivo?

E quais são os objetivos que a Maçonaria pretendeu e pretende alcançar?

Qual a diferença entre o "clube, maçonaria" e a "Maçonaria, Maçonaria "?

Porque entra-se na Maçonaria?

Existem as verdades e mentiras da Maçonaria?

Na Maçonaria encontramos Maçons?

O que é ser um Maçom?

Porque não temos atualmente grandes feitos na Maçonaria brasileira?

Porque vivemos hoje das lembranças dos grandes feitos do passado?

Porque mudam-se os Rituais?, não é o tempo que forma a tradição?, não são eles um meio do associado se tornar um Maçom?

Em Maçonaria, os fins justificam os meios, ou é através dos meios que poderemos mudar a história dos fins?

terça-feira, 6 de setembro de 2016

DECÁLOGO DO VENERÁVEL MESTRE

DECÁLOGO DO VENERÁVEL MESTRE
(Desconheço a autoria)

Dirigirei minha Loja à voz de minha consciência e guiar- me-ei pelas promessas de minha Instalação;

Dirigirei minha Loja sem temor, favor ou recompensa, salvo o julgamento de minha consciência e o favor do Supremo Arquiteto do Universo;

Procurarei atrair os Irmãos para os trabalhos, ministrando-lhes abundantes ensinamentos maçônicos;

Procurarei sempre e por todos os meios, conhecer os antigos trabalhos e escritos da ordem e não estarei satisfeito se não houver isso conseguido;

Não deixarei nunca que um Irmão, carecendo de amparo, se afaste da Loja, desiludido;

Procurarei ser modelo para meus Irmãos em prudência, veracidade, cortesia e amor fraternal;

O maldoso em minha Loja não terá descanso até que se regenere; mas, se não se regenerar, será excluído do meio;

Meus auxiliares deverão cumprir seu dever rigorosamente, conforme seus compromissos de posse;

Minha Loja será honrada e respeitada entre suas iguais.

Que o Supremo Arquiteto do Universo, nosso Deus de Amor e Bondade, me ilumine e me ajude a cumprir esses compromissos!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O CULTIVO DA TOLERÂNCIA

O CULTIVO DA TOLERÂNCIA
(Desconheço o autor)

A nossa Sublime Ordem exige de seus Iniciados o cumprimento de sérios deveres e enormes sacrifícios.

A Maçonaria proclama em seus princípios gerais "que os homens são livres e iguais em direitos e que a tolerância constitui o princípio cardeal nas relações humanas, para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um".

A nossa Sublime Ordem proclama a TOLERÂNCIA entre os seus Iniciados.

O vocábulo TOLERAR não significa apenas ser indulgente, condescendente, transigente ou permissivo, mas acima de tudo significa saber suportar.

domingo, 4 de setembro de 2016

O ENSINO NA MAÇONARIA

O ENSINO NA MAÇONARIA
Ir∴Domingos Alves da Silva
ARLS Orvalho de Hermon nº 51
Dourados - MS

O grande literato francês, o Irmão Émitre Litré escreveu as seguintes palavras:
O principal dever do homem para consigo mesmo é de instruir-se; o principal dever do homem para com os seus semelhantes é instruí-los.
A instrução dos seres humanos é o problema magno da humanidade, que também é o problema e meta da Maçonaria.

Defina-se Maçonaria como sendo uma ciência de moralidade velada por alegorias e ilustrada por símbolos.

Trata-se de uma ciência vasta, difícil e complexa, que abrange todas as ciências, que constituem o fundo comum das religiões, das artes e da filosofia de todos os povos do mundo, desde os tempos mais primitivos.

Para entendermos a Maçonaria precisamos conhecer a história da Humanidade desde os seus primórdios, as forças propulsoras, os motivos naturais, sociais, etc..., que promovem o progresso e a civilização.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

FILHOS DO ARQUITETO

FILHOS DO ARQUITETO

Eu sou a MAÇONARIA – Nasci na antiguidade, quando os homens pela primeira vez pensaram em DEUS. Tenho sido praticada através dos tempos, e encontrei a verdade.  O caminhos do mundo  têm minhas pegadas  e as catedrais de todas as nações levam a arte de minhas mãos.

Esforço-me em favor da beleza e da simetria. No meu coração estão as escrituras  sagradas e minhas preces são ao DEUS Onipotente.

Meus filhos trabalham e oram juntos, sem rancor ou  discórdia,  no mundo profano ou dentro do templo. Através de sinais e símbolos eu ensino as lições da vida e da morte e o relacionamento entre o homem e DEUS e entre o homem e o homem. Meus braços estão abertos para receber aqueles que me procuram por sua livre vontade.

Os aceito e ensino-lhes a utilizarem minhas ferramentas de trabalho na construção de homens e, depois disso, a encontrarem respostas às suas próprias perguntas, sobre perfeição, tão desejada e tão difícil de alcançar. Sustento os que caem e dou abrigo aos enfermos. Importo-me com o choro dos órfãos, as lágrimas da  viúvas, a dor do velhos e dos necessitados. Não sou religião, partido ou escola, e apesar disso meus filhos têm um carga de responsabilidade para com DEUS, com a PÁTRIA, com os semelhantes  e consigo mesmo.

Eles são homens livres, tenazes e conscientes de suas liberdades e alertas contra perigos. Enfim, empenho-me em que cada um tome sua jornada por caminhos em direção à gloria de uma vida eterna. Observo um grão de areia através da lente e penso como é pequena uma  simples vida perante o universo eterno. Eu sempre pensei em imortalidade e mesmo enquanto levanto os  homes da escuridão para a luz, sou uma forma de vida.

SOU A MAÇONARIA!!!


Criciúma, (SC) 13/dezembro/2.012 –  Cassímiro   de Abreu (Salles)

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

É HORA DE ESCREVER...

É HORA DE ESCREVER...

Como escrever algo quando a inspiração a isso pouco ou nada ajuda?

Escolher um tema, daqueles que julgamos saber, estudá-lo um pouco mais, ou na realidade, estudá-lo pela primeira vez, desenvolvê-lo, interpretá-lo e escrever sobre ele?

Escrever sobre tudo e nada, sobre nada em particular, sobre tudo em geral?

“Bater” toda esta mistura de ingredientes e como sempre vontade de a saborear e escrever … e levado ao “forno” sair algo sobre maçonaria.

Seja assim então! É hora de escrever.

O que não falta a um maçon é inspiração para escrever, essa é uma capacidade que nos é reconhecida pelos demais, embora particularmente encontre que muitas das vezes a simpatia e a amizade fazem com que as críticas e os reparos sejam amenos.

Quais os temas, daqueles que julgamos saber e dominar de lés a lés, quando na realidade nada sabemos sobre eles? Não insinuo sobre aqueles que sabemos mais ou menos, muito menos sobre os outros em que sabemos uma ou outra coisa, pronúncio sim aqueles em que temos a profunda noção que nada sabemos, mas insistimos em dizer que sim e, na generalidade dos casos a nós próprios, sendo esse um erro que é, como muito bem sabemos e até reconhecemos, fatal (metaforicamente falando).

Esta parte de estudar, de pesquisar, de ouvir e de aprender é, a partir de determinada altura, na vida de um maçon, uma enorme e valente chatice, podendo até ser considerada como uma afronta e ou uma falta de respeito. A partir de determinada altura, tudo se sabe, tudo se domina, tudo se encara de maneira diferente, tudo tem e emana luz e, na realidade, não passa de uma ilusão individual.

Escrever é tão só, algo que considero individual e ao mesmo tempo coletivo. Quem escreve, fá-lo porque assim o entende, escreve porque tem gosto nisso. E se ao escrever for possível aprender? E evoluir?

Cá vou aprendendo as minhas “coisas”, os temas que considero importantes estudar, desenvolver e interpretar, dando-lhes depois o meu cunho, mas esses não os partilho, pois esses fazem parte do meu caminho, da minha discrição, do meu templo interior. Não tenho necessidade e nem os quero partilhar, não sendo isto defeito, mas sim feitio.

É hora de escrever que há uns tempos que a inspiração me falta, que há (muitos) temas que não domino e que os tento aperfeiçoar um pouco mais a cada nova aurora.

Não sou, nem ambiciono ser nem mais nem menos, sou apenas aquilo que sou e sempre aquilo que quero ser.

E por fim, mas nunca por último, que tem tudo isto a ver com Maçonaria?

É aquela simples parte de escrever sobre tudo e sobre nada. Individual em prol do coletivo, estando à ordem!

Daniel Martins

Fonte: A Partir a Pedra

terça-feira, 30 de agosto de 2016

O MAÇOM CHATO OU MALA

O MAÇOM CHATO ou MALA
(desconheço o autor)

O MAÇOM CHATO é aquele que acha que sabe tudo (e que ninguém além dele sabe tanto).

O MAÇOM CHATO visita outras lojas apenas para sair falando dos “erros” de ritualística, ou do ágape mal servido, ou qualquer outra coisa que possa ser criticada.

Aliás, o MAÇOM CHATO acha que só ele conhece ritualística, e que nenhum ritual é fidedigno, pois afinal não foi ele que o revisou com seus amplos conhecimentos.

O MAÇOM CHATO nunca se oferece para ajudar, mas depois é o primeiro a criticar o trabalho feito pelos outros. “-Não é assim que se faz!”

O MAÇOM CHATO quebra o maior pau com os IIr.: por qualquer bobagem, e depois de dizer tudo que quis, os maiores impropérios, se desculpa verborragicamente para não passar por pedra bruta, ressaltando que afinal de contas sempre amou o Ir.: Emocionante.

O MAÇOM CHATO quando pede a palavra os IIr.: discretamente suspiram, mas o ouvem respeitosamente por tempo que parece interminável, afinal de contas é Ir.: e merece ser ouvido, mesmo que aproveite da palavra para disparar a sua metralhadora giratória de críticas para todos os lados. 

O MAÇOM CHATO é cheio de idéias de como as coisas deveriam ser, mas quase não consegue dissimular a expressão de desinteresse por qualquer idéia alheia.

O MAÇOM CHATO fica intimamente muito contrariado quando é carinhosamente corrigido em qualquer detalhe, mas não consegue disfarçar o prazer de corrigir a outros, e quando a oportunidade se apresenta, cuida de fazê-lo em presença de testemunhas.

O mais chato no MAÇOM CHATO é que ele não tem a menor idéia de que é chato, os IIr.: é que por algum motivo, que ele desconhece, teimam em não fazer o que ele quer.

Você conhece algum MAÇOM CHATO? Ou será que o chato é aquele que fica achando os outros IIr.: chatos?

O GADU que nos livre a todos de sermos ou virmos a ser MAÇONS CHATOS.

domingo, 28 de agosto de 2016

CLAREZA, CORAGEM E AÇÃO

CLAREZA, CORAGEM E AÇÃO
Valdemar Sansão

“Mais importante do que levar homens para a Maçonaria é levar a Maçonaria aos homens”. (Lord Kylian)

a) A SUBLIME INSTITUIÇÃO

Às pessoas e organizações que consideram que um outro mundo é possível, a Maçonaria lhes oferece um espaço para que se reconheçam mutuamente, troquem experiências, se articulem para ampliar e desenvolver sua ação, lancem novas iniciativas para efetivamente mudar para melhor o mundo.

A Maçonaria que é uma associação íntima de homens escolhidos, cuja doutrina tem por base o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus; como regra, a Lei Natural. Sabemos que a Lei Natural está gravada em nossa consciência. Certamente a Lei Humana, nem sempre está conforme a justiça definida pela Lei Natural e pelas demais que definem apenas algumas das relações sociais; por causa, a Verdade, a Liberdade e a Lei Moral; por princípio, a Igualdade, a Fraternidade e a Caridade material (filantropia), como a caridade moral; por frutos, a Virtude, a Sociabilidade e o Progresso; por finalidade, a felicidade de todos os povos, procura incessantemente, a união sob a sua bandeira de paz, abre-nos os olhos para todo o Bem que se pode fazer e não se faz.

sábado, 27 de agosto de 2016

AVES NA MAÇONARIA

AVES NA MAÇONARIA

A Águia - A águia é o símbolo do maçom que olha na luz astral e nela enxerga a sombra do passado, do presente e do que está por vir, tão facilmente como a águia olha o Sol. Maçonicamente, é o símbolo do poder pela força, pela decisão, pela superioridade e inteligência. Simboliza o solstício de inverno, representa a sabedoria e a liberdade.Nos graus superiores, a águia é representada com duas cabeças, simbolizando o poder imperial dúplice. Para os brasileiros, o gênio político e jurídico Rui Barbosa, pela sua inteligência e, sobretudo “garra”, foi apelidada de “A Águia de Haia”, na célebre conferência que reuniu as nações do mundo. Nesse apelido, que é também honraria, o maçom deve encontrar exemplo dignificante. Oxalá cada maçom fosse uma águia em destaque pelo seu viver e pelo seu saber. Sobranceira, a águia busca os cumes para seu ninho e voa mantendo alturas imensas, mas seu profundo olhar vislumbra a caça que alimentará seus filhos. Que o voo do maçom seja assim sobranceiro, livre, inteligente independente.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

DECLARAÇÃO DE DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO

Declaração de direitos do homem e do cidadão - 1789
França, 26 de agosto de 1789.

Os representantes do povo francês, reunidos em Assembléia Nacional, tendo em vista que a ignorância, o esquecimento ou o desprezo dos direitos do homem são as únicas causas dos males públicos e da corrupção dos Governos, resolveram declarar solenemente os direitos naturais, inalienáveis e sagrados do homem, a fim de que esta declaração, sempre presente em todos os membros do corpo social, lhes lembre permanentemente seus direitos e seus deveres; a fim de que os atos do Poder Legislativo e do Poder Executivo, podendo ser a qualquer momento comparados com a finalidade de toda a instituição política, sejam por isso mais respeitados; a fim de que as reivindicações dos cidadãos, doravante fundadas em princípios simples e incontestáveis, se dirijam sempre à conservação da Constituição e à felicidade geral.

Em razão disto, a Assembléia Nacional reconhece e declara, na presença e sob a égide do Ser Supremo, os seguintes direitos do homem e do cidadão:

Art.1º. Os homens nascem e são livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem fundamentar-se na utilidade comum.
Art. 2º. A finalidade de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem. Esses direitos são a liberdade, a propriedade a segurança e a resistência à opressão.
Art. 3º. O princípio de toda a soberania reside, essencialmente, na nação. Nenhuma operação, nenhum indivíduo pode exercer autoridade que dela não emane expressamente.
Art. 4º. A liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique o próximo. Assim, o exercício dos direitos naturais de cada homem não tem por limites senão aqueles que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo dos mesmos direitos. Estes limites apenas podem ser determinados pela lei.
Art. 5º. A lei não proíbe senão as ações nocivas à sociedade. Tudo que não é vedado pela lei não pode ser obstado e ninguém pode ser constrangido a fazer o que ela não ordene.
Art. 6º. A lei é a expressão da vontade geral. Todos os cidadãos têm o direito de concorrer, pessoalmente ou através de mandatários, para a sua formação. Ela deve ser a mesma para todos, seja para proteger, seja para punir. Todos os cidadãos são iguais a seus olhos e igualmente admissíveis a todas as dignidades, lugares e empregos públicos, segundo a sua capacidade e sem outra distinção que não seja a das suas virtudes e dos seus talentos.
Art. 7º. Ninguém pode ser acusado, preso ou detido senão nos casos determinados pela lei e de acordo com as formas por esta prescritas. Os que solicitam, expedem, executam ou mandam executar ordens arbitrárias devem ser punidos; mas qualquer cidadão convocado ou detido em virtude da lei deve obedecer imediatamente, caso contrário torna-se culpado de resistência.
Art. 8º. A lei apenas deve estabelecer penas estrita e evidentemente necessárias e ninguém pode ser punido senão por força de uma lei estabelecida e promulgada antes do delito e legalmente aplicada.
Art. 9º. Todo acusado é considerado inocente até ser declarado culpado e, se julgar indispensável prendê-lo, todo o rigor desnecessário à guarda da sua pessoa deverá ser severamente reprimido pela lei.
Art. 10º. Ninguém pode ser molestado por suas opiniões, incluindo opiniões religiosas, desde que sua manifestação não perturbe a ordem pública estabelecida pela lei.
Art. 11º. A livre comunicação das idéias e das opiniões é um dos mais preciosos direitos do homem. Todo cidadão pode, portanto, falar, escrever, imprimir livremente, respondendo, todavia, pelos abusos desta liberdade nos termos previstos na lei.
Art. 12º. A garantia dos direitos do homem e do cidadão necessita de uma força pública. Esta força é, pois, instituída para fruição por todos, e não para utilidade particular daqueles a quem é confiada.
Art. 13º. Para a manutenção da força pública e para as despesas de administração é indispensável uma contribuição comum que deve ser dividida entre os cidadãos de acordo com suas possibilidades.
Art. 14º. Todos os cidadãos têm direito de verificar, por si ou pelos seus representantes, da necessidade da contribuição pública, de consenti-la livremente, de observar o seu emprego e de lhe fixar a repartição, a coleta, a cobrança e a duração.
Art. 15º. A sociedade tem o direito de pedir contas a todo agente público pela sua administração.
Art. 16.º A sociedade em que não esteja assegurada a garantia dos direitos nem estabelecida a separação dos poderes não tem Constituição.
Art. 17.º Como a propriedade é um direito inviolável e sagrado, ninguém dela pode ser privado, a não ser quando a necessidade pública legalmente comprovada o exigir e sob condição de justa e prévia indenização.

In Textos Básicos sobre Derechos Humanos.
Madrid. Universidad Complutense, 1973, traduzido do espanhol por Marcus Cláudio Acqua Viva. APUD.
FERREIRA Filho, Manoel G. et. alli. Liberdades Públicas

São Paulo, Ed. Saraiva, 1978.