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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quarta-feira, 17 de julho de 2019

RODA DENTADA

RODA DENTADA 
(republicação)

Em 24.11.2014 o Respeitável Irmão Ernandi João Cipriani, Loja Hermann Blumenau, 1.896, REAA, GOB-SC, Oriente de Blumenau, Estado de Santa Catarina, solicita o seguinte esclarecimento: 
ernandi@ejcquimica.com.br 

Roda Dentada No Segundo Grau 

Sou um divulgador do JB News, do nosso Irmão Jerônimo, onde para nossa satisfação encontramos ao longo da semana, seu bloco de perguntas sobre a ritualística e assuntos maçônicos. O motivo para esta consulta que lhe faço diz respeito com um questionamento que me foi feito e não pude responder de pronto.

É o seguinte: 

No passado (?) quando os trabalhos eram executados no Grau de Companheiro (Grau 2), cobria-se o DELTA, com uma “roda dentada”(?), segundo o questionador, ocorre que consultando rituais mais antigos, até 1980, nada encontrei e no ritual do Grau atual nada é mencionado, até porque no meu entendimento o indicativo de se estar trabalhando neste Grau é o “painel”, além de ter-se a estrela flamejante, rutilante ou flamígera, no ocidente sobre a mesa do 2º Vigilante. Pergunto-lhe: O Irmão tem algum parecer sobre a existência ou não de se utilizar esta “roda dentada” e no caso positivo quais as suas dimensões? Sua resposta muito nos auxiliará.

CONSIDERAÇÕES:

Para começo de assunto “roda dentada” até onde eu sei tem sido um distintivo do Rotary Club Internacional, nunca da Maçonaria como é aqui o caso. 

Se existiu algum ritual “monstrinho” que tenha previsto essa aberração de “cobrir o Delta”, note bem “cobrir o Delta”, nunca foi do meu conhecimento, senão talvez desse “questionador” mencionado. 

Ora, o Delta sempre foi um símbolo que representa a Divindade nas Lojas da Moderna Maçonaria, agora se imagine esse importante símbolo ser coberto por uma roda dentada!!! 

Não vou nem entrar no mérito da utilização da tal roda dentada, até porque além de ser um provável objeto das imaginações inventivas, nem mesmo a dita está prevista no ritual em vigência. 

Por fim, a Estrela Flamejante com a letra G no centro – importante símbolo para o estudo do Companheiro – nunca teve nada a ver com roda dentada alguma. Alguns rituais escoceses anacrônicos do passado andaram cometendo o equívoco de colocar sim a Estrela dentro e no centro do Delta. Felizmente esse erro já foi de há muito extirpado do simbolismo do REAA.´.  e não vale a pena reviver essa carcaça de dinossauro. 

Agora... Roda dentada no Grau de Companheiro do REAA.´.... Sem comentários. 

Meu Irmão, eu espero que entendas que a minha irreverência é para com o “questionador” mencionado na questão, nunca com a vossa respeitável pessoa como consulente que indubitavelmente merece todo o meu respeito. 

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com 
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.660 - Florianópolis (SC) – quinta-feira, 16 de abril de 201

MINUTO MAÇÔNICO

ZODIÁCO

1º - Era um rito maçônico, ora em desuso, conhecido como rito astrológico e era composto de doze graus, abrangendo os doze signos do zodíaco. 

2º - Nos templos maçônicos podemos observar as doze colunas zodiacais e no cimo de cada uma a figura estilizada do signo correspondente. 

3º - A razão da colocação dessas colunas não está clara. O grande templo de Salomão possuía essas doze colunas, porém no átrio e não na nave do templo. 

4º - O povo tem por hábito consultar jornais que trazem algo a respeitos dos horóscopos, todavia essas informações quando muito, servem apenas como conselhos. 

5º - O maçom não deve seguir esses horóscopos; o futuro está nas mãos de Deus e o destino é construído pelo próprio homem. 

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

AS TRÊS GRANDES LUZES DA MAÇONARIA

AS TRÊS GRANDES LUZES DA MAÇONARIA
(Esquadro, Compasso e o Livro da Lei)

O ESQUADRO

Instrumento usado na formação e medição de ângulos, também para traçar linhas retas e perpendiculares. Em maçonaria é um símbolo da retidão e do equilíbrio. A relação do Esquadro com os graus do simbolismo é máxima porquanto começa com os primeiros passos do aprendizado e vão até o último grau maçônico.

De idêntica maneira, como acontece com o Compasso, o Esquadro tem sua importância capital: é o segundo instrumento escolhido pela Maçonaria com o intuito de ministrar, com sua exibição, outros ensinamentos de súbito valor moral.

Emite o Esquadro a idéia inflexível da imparcialidade e precisão de caráter, visto ser o objeto apropriado para os traçamentos de linhas retas e perpendiculares ou verticais. Dentro das grandes Lojas, guarda o ensinamento que leva os maçons a se tornarem dignos das mercês do Grande Arquiteto das Cousas. É, pois, O Esquadro símbolo que preside a formação do caráter maçônico de todos os iniciados.

A premissa maior de um viver ilibado e exemplificativo, recamado de grandes serviços prestados ao gênero humano é colhida no silogismo das lições do Esquadro. Com este, somente são traçadas linhas retas e desenhados ângulos retos. Por si mesmo, já é um ângulo reto. A maior reta conhecida neste mundo das formas é a que limita o horizonte, separando a Terra do espaço sideral.

É essa a compreensão conclusiva do mundo maçônico universal fundamentado na influência da fraternidade dignificada e da nobreza de sentimentos dos mortais preparados para isso.

Uma Loja Maçônica é o único ligar onde o Esquadro se entrelaça com o Compasso, numa demonstração de aliança perfeita dos sentires de retidão dos seus obreiros militantes. Quando unidos, deles deflui a lição que manda o iniciado regular sua vida e ações.

O COMPASSO

terça-feira, 16 de julho de 2019

PORTA-ESPADA PRECISA SER MESTRE INSTALADO?

Em 19/03/2019 o Respeitável Irmão Alveriano de Santana Dias, Loja Pedro Tomáz de Medeiros, Nº 07, REAA, GLMEPB, Oriente de Picuí, Estado da Paraíba, apresenta a questão que segue:

OCUPAÇÃO DO CARGO DO PORTA-ESPADA

Faço-lhe uma pergunta com relação a ocupação do cargo de Porta-espada. Pergunto-lhe: esse cargo é privativo de um Past Venerável Mestre?

Faço-lhe essa pergunta por que tenho verificado que as Lojas da minha jurisdição têm agido dessa forma. Uma das justificativas é que para empunhar a Espada Flamejante é necessário que o Mestre seja o Venerável ou Past Venerável. Só nessa condição é que eles podem empunhá-la, inclusive, sem as luvas.

Tenho observado, ainda, que quando um Mestre está ocupando o cargo de Porta-Espada e ele não foi venerável, ele a empunha com as luvas.

O que você tem para esclarecer sobre esse assunto?

CONSIDERAÇÕES:

A questão de se empunhar a Espada Flamejante calçando luvas nada mais é do que pura invenção. Se isso estiver no Ritual é produto de imaginação. No REAA só empunha a Espada Flamejante o Mestre Maçom que tenha sido instalado (empossado) na cadeira do dirigente de uma Loja – com luvas ou sem luvas.

Dado a isso é que o Porta-Espada para conduzi-la deve fazê-lo de tal modo que a mesma esteja deitada sobre uma almofada ou dentro um escrínio. Por essa particularidade, ao conduzi-la, ele “não toca” na Espada, portanto, como condutor também não precisa ser um Mestre Maçom Instalado.

No REAA, tradicionalmente a Espada Flamejante é utilizada apenas na sagração de Candidato ou de Maçons nas cerimônias e Iniciação, Elevação e Exaltação respectivamente. 

Criada com essa única finalidade litúrgica, definiu-se que só empunha a Espada Flamejante aquele que é, ou tenha sido um dia eleito Venerável de uma Loja. Nesse sentido, quando ele é empossado também recebe a Espada Flamejante como um dos seus objetos do seu ofício.

No sentido lato da tradição do simbolismo no REAA, a Espada Flamejante é a única espada empunhada com a mão esquerda pelo titular, já que quando da sua utilização no ofício da consagração, obrigatoriamente o Venerável traz na sua mão direita o malhete. No REAA∴, a espada, não sendo a Flamejante, é sempre empunhada com a mão direita.

Como a Espada Flamejante simbolicamente representa uma chama, ou um raio, ela não pode ser “embainhada”, sendo, portanto, conduzida sobre, ou dentro de um artefato, o que faz com que o Oficial encarregado de a transportar o faça sem nela tocar. Com isso, reitero, o Porta-Espada não precisa usar luvas (sic) e nem ser propriamente uma Maçom que já tenha sido eleito um dia para o veneralato de uma Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

QUEM FALA POR ÚLTIMO?

QUEM FALA POR ÚLTIMO?
(republicação)

Em 24.11.2014 o Respeitável Irmão José Rinaldo de Melo e Silva, Loja Hermann Blumenau, 1.896, REAA, GOB-SC, Oriente de Blumenau, Estado de Santa Catarina, apresenta a seguinte questão: 
jose.rms@terra.com.br JB 

Quem fala por último? 

Mais uma vez recorro aos seus conhecimentos sobre a seguinte questão: quem fala por último? No final de uma Sessão Maçônica com a presença do Grão-Mestre, este fala após o Orador saudar os visitantes e dá a Loja como “Justa e Perfeita". Na ausência do Grão-Mestre, o Grão-Mestre Adjunto presente, tem as mesmas prerrogativas do Grão-Mestre. Agora, nas ausências de ambos, o representante do Grão-Mestre como deve agir: a) Fala depois do Venerável Mestre e antes do Orador? b) Fala depois do Orador? c) Fala antes do Venerável Mestre? Desde já meus agradecimentos.

CONSIDERAÇÕES:

Entendo que deveríamos parar de “dourar a pílula”. O Ritual é bem claro após as conclusões do Orador como Guarda da Lei: “Estando presente o Grão-Mestre ou o Grão-Mestre Geral, é o momento (...)”. Não há inclusive menção ao Grão-Mestre Adjunto, muito menos de algum representante do Grão-Mestre se for o caso. 

Assim, entendo que legalmente somente fala após as conclusões do Orador a pessoa do Grão-Mestre, já outro seu representante no caso, fala apenas no momento em que a palavra à bem da Ordem estiver colocada no Oriente e imediatamente antes que o Venerável faça uso da mesma para suas considerações finais. 

Penso também que por uma questão de bom senso possa até ser tolerável no caso o uso da palavra por último quando se tratar da presença do Grão-Mestre Adjunto, obviamente sem a presença do Grão-Mestre. 

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.658- Florianópolis (SC) – terça-feira, 14 de abril de 2015

ORNAMENTOS DA LOJA DE COMPANHEIRO

ORNAMENTOS DA LOJA DE COMPANHEIRO

- Que significa a P∴S∴ de C∴? 

- ESTABILIDADE, FIRMEZA. É o nome de uma das CCol∴ de bronze, erguidas à entrada do Templo de Salomão, onde os CC∴ recebiam seus salários. 

- Por que o sol∴ desta P∴ difere do da P∴ de A∴? 

- Porque os principiantes são incapazes de descobrir, por SI MESMO, os primeiros elementos da ciência iniciática e, assim, têm necessidade de serem guiados, que se lhes dê a primeira para que possam, por seus próprios esforços, encontrarem a segunda; desde que a encontrem, poderão receber a terceira e assim por diante. Os CC.'. não são mais ignorantes. Já fizeram provas de iniciativa intelectual; assim, pode-se pedir que dêem, antes de receberem. 

- Que relações existem entre as CCol∴ e o salário que recebem AA∴ e CC∴?

segunda-feira, 15 de julho de 2019

PAINEL - PÓRTICO DA CÂMARA DO MEIO

Em 18/03/2019 o Respeitável Irmão Antonio José Silva, Loja Nova Águia das Alterosas, 197, REAA, GLMMG, sem mencionar o nome do Oriente, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte:

PÓRTICO DA CÂMARA DO MEIO

Tive uma dúvida ao estudar o Pórtico da entrada do Santo dos Santos onde vemos duas inscrições sendo uma de cada lado do arco do pórtico. Uma é claramente o tetragrama, mas tive dúvida na interpretação. Também não sei se a interpretação é de forma isolada ou as duas em conjunto. Poderia me ajudar?

CONSIDERAÇÕES:

LOJA DE ESTUDOS

LOJA DE ESTUDOS
(republicação)

Em 28.11.2014 o Respeitável Irmão Paulo Fagundes de Lima, Loja Basiléia, 4.109, sem declinar o nome do Rito, GOSP–GOB, Oriente e Estado de São Paulo, solicita as informações seguintes: 
paulo.lima@sgcib.com 

Loja de Estudos: 

Leio com frequência seus comentários na revista A Trolha e no informativo JB News, e saiba que venho aprendendo muito com os esclarecimentos que passa aos Irmãos. Gostaria se possível que o Irmão esclarecesse algumas dúvidas sobre “Loja de Estudos”: existe regulamentação ou regimento específico para este tipo de Loja? Ela tem que necessariamente ter definido um Rito específico? Em caso positivo, ela deve ter e seguir sua ritualística? Há ritualística específica? Existe algum tipo de condição ou restrição a ser observada quando da sua criação e condução?

CONSIDERAÇÕES:

De acordo com a Constituição do GOB em seus Artigos 14º até o 18º e o Regulamento Geral da Federação em seus Artigos 84º até o 97º e Artigos 102º até o 107º que tratam da fundação, direitos, deveres, etc. das Lojas não existe qualquer menção específica para a fundação ou procedimentos para uma “Loja de Estudos”, senão no que se refere o Artigo 108º do RGF das Sessões e da Ordem dos Trabalhos relacionado parágrafo 1º e Inciso II como “Sessões de Instrução”, porém não como uma Loja fundada e constituída como de instrução ou estudo.

Entendo que uma Loja Simbólica deve ser assim fundada conforme preceitua o Regulamento e obrigatoriamente adotando um Rito praticado no GOB podendo constituir como objetivo principal inserido no seu Regimento Interno a prática do estudo e da pesquisa, porém não como uma Loja diferenciada das outras nesse sentido, salvo aqueles distingues oriundos das particularidades do seu Rito adotado.

Assim, a Loja pode até ser fundada com um título referendado a uma Loja de Estudo e Pesquisas, porém o seu andamento litúrgico deverá obedecer rigorosamente ao ritual em vigência do Rito seguido.

Sugestivamente, um bom formato de trabalho para uma Loja que objetiva dar ênfase ao estudo e a pesquisa seria o Trabalho de Emulação, já que na prática desse costume inglês a Loja é colocada em descanso para o exercício das lições e estudos, assim como originalmente na Inglaterra, desde 1.823 o Emulation Working conta com a Improvement Lodge (melhoramento, progresso, aperfeiçoamento) que trata dos estudos e demonstrações desses trabalhos.

Esclarecendo, o Trabalho de Emulação é aquele Ritual que no GOB ainda insistentemente é tratado equivocadamente como Rito de York.

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.656- Florianópolis (SC) – domingo, 12 de abril de 2015

O COMPORTAMENTO DO MAÇOM DENTRO E FORA DO TEMPLO

O COMPORTAMENTO DO MAÇOM DENTRO E FORA DO TEMPLO

Introdução

O tema “O COMPORTAMENTO DO MAÇOM DENTRO E FORA DO TEMPLO” está intrinsecamente relacionado aos princípios de nossa Sublime Ordem que propaga ser uma escola formadora de líderes. Como sabemos, o exercício da liderança representa um ônus elevado pois, além da responsabilidade inerente, o comportamento é fundamental pelo exemplo que sua imagem passa aos seus seguidores.

Ao ingressarmos em nossa instituição, juramos o respeito aos seus estatutos, regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que a regem, bem como, o amor à Pátria, crença no G∴A∴D∴U∴, respeito aos governos legalmente constituídos e acatamento às leis do nosso país.

domingo, 14 de julho de 2019

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu

Foi o nosso irmão Daniel quem nos enviou estas fotos:

Eu aprecio essas fotos de domingo, e elas me deram o desejo de fazer algumas fotos durante minhas viagens. 

Incluindo algumas fotos ao ar livre de pequenas caixas, feitas durante minha viagem em junho passado na costa leste dos EUA, de Boston a Filadélfia.

Anexado, da área de Cape Cod (Massachusetts), o Howard Lodge de South Yarmouth.

Um pôster na porta anuncia o almoço: US $ 15 de sanduíche de lagosta. Está sonhando.

É verdade que um sanduíche de lagosta deve ser bom. Tenha cuidado, custa 5 vezes o preço do sanduíche de manteiga de amendoim e mais que o dobro do sanduíche de frango.

Mas deve valer a pena tentar ... 

Se você também estiver perto de sua casa ou em uma viagem, você perceberá que um edifício é um objeto ou uma decoração maçônica ou alvenaria, não hesite em nos enviar fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores do Blog. (Tradução livre)

Fonte: Blog Hiram.be

À ORDEM. PÉS EM ESQ.'.

Em 13/03/2019 o Respeitável Irmão Lauro Goerll Filho, Loja Justiça e Caridade, REAA, GOB-PR, Oriente de Paraíso do Norte, Estado do Paraná, apresenta a questão seguinte:

PÉS EM ESQUADRIA

Minha questão diz respeito aos demais Graus do REAA, quando se pede para ficar à Ordem, minha dúvida é, neste momento, além do Sinal do respectivo Grau, os pés também devem estar em esquadria, como no simbolismo? Desculpe-me a minha ignorância sobre o assunto, mas, nos rituais dos demais Graus do REAA, não existe essa informação, e vejo que os Irmãos não executam a esquadria com os pés.

CONSIDERAÇÕES:

ESTAIS SATISFEITO E PONTA DO COMPASSO

ESTAIS SATISFEITO E PONTA DO COMPASSO
(republicação)

Em 26.11.2014 o Respeitável Irmão Nome: Gilberto Martins Rocha, Loja Fraternidade Carmelitana, 2185, REAA, GOB-MG, Oriente de Carmo do Rio Claro, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos no que segue: 
gilberto@tatiearte.com.br 

Estais Satisfeito E Ponta Do Compasso

Solicito a gentileza de esclarecer dois pontos: 

1) Ritual de Aprendiz - paginas 97 e 99. No processo de Iniciação, após o Secretario informar que o Grande Oriente enviou o Placet de Iniciação do candidato, o Venerável Mestre consulta a assembleia sobre o consentimento para se proceder a Iniciação; Após o Orador fazer a leitura do testamento e do questionário, o Venerável Mestre pergunta apenas o Tesoureiro se o mesmo está satisfeito. Qual é o sentido, ou qual é a leitura que devemos fazer de se perguntar ao tesoureiro, e somente a ele, se o mesmo está satisfeito? 

2) Ritual de Companheiro - pagina 35. Na abertura do Livro da Lei o ritual diz: coloca o Esquadro e o Compasso na posição do Grau - ponta direita do Compasso sobre o esquadro. A ponta direita do Compasso seria a que fica no lado Norte ou no lado Sul em relação ao Templo?

CONSIDERAÇÕES:

1 - A pergunta trata simbolicamente em dois aspectos. 

O primeiro (prático e literal) é se o Tesoureiro está satisfeito no que tange ao recolhimento dos metais mencionados no Ritual no segundo parágrafo da página 96: “Com o Experto vem o Tesoureiro que, antes do candidato entrar na Câmara de Reflexão, receberá os metais referentes às taxas de iniciação, do que dará conhecimento à Loja (o grifo é meu)”. Assim, essa é uma das justificativas da pergunta do Venerável ao Tesoureiro (Estais satisfeito?) durante a cerimônia de Iniciação. Se o Oficial tiver cumprido a sua obrigação recolhendo do Candidato os metais devidos, ele então responde que sim.

O segundo aspecto já aborda alegoricamente as respostas do “testamento filosófico” preenchido na oportunidade pelo Candidato na Câmara de Reflexão e dado posteriormente conhecimento à Loja pelo Orador (página 98 do Ritual). 

2 – O lado direito nesse caso se relaciona àquele que lê o Livro da Lei e posteriormente posiciona as outras Luzes Emblemáticas. Conforme o Ritual mencionado a ponta direita da haste do Compasso que fica sobre o ramo do Esquadro tem como referência o lado Sul daquele que do Ocidente vislumbra o Oriente (lado direito do Orador quando dispõe os instrumentos emblemáticos). 

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.655- Florianópolis (SC) – sábado, 11 de abril de 2015

PÍLULAS MAÇÔNICAS

AS SEIS GRANDES LOJAS DA INGLATERRA

Nos séculos XVIII e inicio do século XIX ocorreu na Inglaterra uma formação simultânea de “Grandes Lojas”, começando pela primeira em todo o mundo, que foi a Grande Loja de Londres e Westminster, em 1717. Posteriormente, algo semelhante ocorreria, também, nos demais países.

Baseando-me em livros de origem inglesa, inclusive um pequeno livro editado pela Grande Loja Unida da Inglaterra, a mim ofertado pelo meu Irmão gêmeo Pedro Américo (The History of English Freemasonry), vou expor abaixo um resumo das seis Grandes Lojas que apareceram na Inglaterra naquela época.

A primeira delas foi a “Grande Loja de Londres e Westminster”, de 1717, a mãe de todas as Grandes Lojas do mundo, que permaneceu ativa ao longo dos anos, transformando-se, em 1813, na Grande Loja Unida da Inglaterra (GLUI).

A segunda delas, apareceu em 1725: a antiga Loja da cidade de York, norte da Inglaterra, transformou-se na “Grande Loja de Toda a Inglaterra”. Entretanto, sua influencia se restringia nas províncias de York, Cheshire, e Lancashire. Ela existiu por algumas décadas, elegendo seus próprios Grãos Mestres, erigindo também suas próprias oficinas de Royal Arch e Cavaleiros Templários. Dessa Grande Loja apareceu uma outra em 1779, que será a 4ª em nossa seqüência.. 

A terceira Grande Loja foi a “Grande Loja dos Antigos” em 1751, a qual, juntando-se, em 1813, com a primeira mencionada acima, também conhecida como a dos “Modernos”, formou a “Grande Loja Unida da Inglaterra” (GLUI).

A quarta foi formada em 1779. Com a responsabilidade e autoridade da Grande Loja de Toda Inglaterra foi formada a “Grande Loja do Sul do Rio Trent”, constituída de antigas Lojas que estavam em desacordo com as diretrizes da primeira Grande Loja. Em 1788, ajuntou-se com a terceira das Grandes Lojas, a “Grande Loja dos Antigos” e parou de existir.

A quinta delas, e é a que existe hoje, foi formada em 1813. A primeira Grande Loja juntou-se com a “Grande Loja dos Antigos” para dar ao mundo maçônico a “Grande Loja Unida dos Antigos Maçons, Livres e Aceitos da Inglaterra”, conhecida por todos hoje em dia como a “Grande Loja Unida da Inglaterra” (GLUI).

A sexta e ultima apareceu e sumiu da seguinte forma: após a união, descrita acima, em 1813, houve dificuldades com algumas Lojas e quatro delas, afastadas da GLUI, formaram em 1823, estabelecida em Wigan, a “Grande Loja dos Maçons Livres e Aceitos da Inglaterra de acordo com as Antigas Constituições” depois de dois anos ficou inativa até 1838. Em 1844, teve uma aceleração das atividades até 1858, e depois foi decaindo aos poucos, sendo que em 1866 foi o ano em que suas ultimas Atas foram registradas.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

REVOLUÇÃO FRANCESA E A MAÇONARIA

REVOLUÇÃO FRANCEÇA E A MAÇONARIA 
Ir∴ Ambrósio Peters 

A hierarquia da Igreja Católica, apesar de não haver evidências históricas, continua atribuindo à Maçonaria um papel relevante na Revolução Francesa, acusando-a de ter colaborado, efetivamente, para a perda de seus privilégios sociais e para a nacionalização de todas as suas propriedades imobiliárias. Essa posição oficial da Igreja contrária à Maçonaria revela um desconhecimento total da história dessa tão grave conturbação social que foi a Revolução Francesa.

Não se pode, certamente, afirmar que Maçons não estiveram de algum modo, presentes, em algum momento do desenrolar das primeiras etapas e, no desfecho final da Revolução, porque nenhuma classe, categoria ou segmento social pode deixar de se envolver nesse conflito ou de sofrer as suas conseqüências. 

Um dos grandes responsáveis pela revolução, claro que não o único, foi sem dúvida, o clero católico francês que ao final do século XVIII detinha a propriedade de uma parcela respeitável do território nacional francês e que, ainda, em pleno final do século, continuava explorando esses seus direitos territoriais, aplicando o injusto sistema feudal de exploração da terra, um sistema que mantinha os camponeses semi-escravos presos à terra e continuamente a beira da completa miséria. Nos invernos muito rigorosos, muitos desses trabalhadores semi-escravos pereciam pela fome, quando não conseguiam armazenar alimento suficiente.

sábado, 13 de julho de 2019

REAA - INGRESSO DO CORTEJO E O LUGAR DO M. CERIMÔNIAS

Em 12.03.2019 o Respeitável Irmão Álvaro Mattos da Costa Filho, Loja Fé e Perseverança, REAA, GOB-SP, Oriente de Jaboticabal, Estado de São Paulo, solicita a seguinte informação:

MESTRE DE CERIMÔNIAS E O CORTEJO DE ENTRADA

Gostaria dos seus esclarecimentos em relação à entrada dos irmãos ao templo no início dos trabalhos.

Depois de organizar os irmãos em fila dupla começando pelos Aprendizes e Companheiros, o Mestre de Cerimônias dá as pancadas do grau na porta do templo. Pergunto, ele fica à porta do templo aguardando o Venerável do lado de fora ou de dentro?

Como Mestre de Cerimônias estou aguardando do lado de fora e à entrada do templo para poder verificar a entrada dos irmãos, está certo ou errado?

CONSIDERAÇÕES:

O Mestre de Cerimônias dá primeiro a bateria na forma e costume e se posiciona, ainda no Átrio para comandar o ingresso do préstito. 

Não existe para ele uma colocação ou lugar fixo, entretanto ele deve se colocar de tal modo que não atrapalhe o ingresso dos Irmãos. 

Assim, ele entra por último guiando o Venerável Mestre até o Oriente.

Destaca-se, como o Mestre de Cerimônias conduz, ele vai sempre à frente do conduzido (abrindo caminho).

Resumindo sua questão, ele fica no Átrio até o momento de conduzir o Venerável Mestre. O Irmão também pode encontrar informações na plataforma do GOB RITUALÍSTICA em http://ritualistica.gob.org.br

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

INICIAÇÃO

INICIAÇÃO
(republicação)

Em 25.11.2014 o Respeitável Irmão Lauro Goerll Filho, Loja Filhos do Pelicano, REAA, GOB-PR, Oriente de Cianorte, Estado do Paraná, solicita o que segue: 
laurogoerllfilho@hotmail.com 

Iniciação: 


Estou realizando um trabalho para um tempo de estudos e necessito de material sobre o assunto. O Tema é iniciação maçônica. Gostaria de algum material sobre como eram realizadas as iniciações maçônicas nos primórdios da Maçonaria, enfim um histórico da evolução deste ritual tão importante para o profano que se torna maçom. Assim, agradeço se me enviar algum material, ou até mesmo referencias de onde posso encontrar tal assunto.

CONSIDERAÇÕES:

PRECIOSIDADES MAÇÔNICAS


AUTO-INICIAÇÃO

AUTO-INICIAÇÃO
Professor Humberto Rohden 

Hoje em dia, muitas pessoas falam em iniciação.

Todos querem ser iniciados. Mas entendem por iniciação uma alo-iniciação, uma iniciação por outra pessoa, por um mestre, um guru.

Esta alo-iniciação é uma utopia, uma ilusão, uma fraude espiritual.

Só existe auto-iniciação. O homem só pode ser iniciado por si mesmo. O que o Mestre, o guru, pode fazer é mostrar o caminho por onde alguém pode se auto-iniciar; pode colocar setas ao longo do caminho, setas ao longo da encruzilhada, setas que indiquem a direção certa que o discípulo deve seguir para chegar ao conhecimento da verdade sobre si mesmo. Isto pode e deve o mestre fazer - suposto que ele mesmo seja um auto-iniciado.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

LENDA HIRÂMICA - LENDA OU FICÇÃO?

Em 12/03/2019 o Respeitável Irmão Adriano Benício Valadares, Loja Renascença Amapaense, 06, Rito de York, Grande Loja do Amapá, Estado do Macapá, formula a questão seguinte:

A LENDA DE H∴A∴

Estou fazendo um trabalho sobre a lenda do 3º Grau - Lenda de H∴ A∴ e gostaria que Vossa Senhoria me auxilia-se a responder as seguintes questões:

A Lenda de H∴A∴ é uma ficção?

Em algumas o esq∴ no painel do 3º grau, aparecem 03 números 05, o que significam?

Também aparecem 03 letras J, o que significam?

CONSIDERAÇÕES:

De fato, por ser uma lenda ela não tem nenhum compromisso com a realidade histórica. Decalcada nos cultos solares da antiguidade, a Lenda Hirâmica seria adaptada na Moderna Maçonaria, sobretudo depois de ter se firmado o Terceiro Grau especulativo que nascera em 1725. 

Muitos arremedos da Lenda já eram antes contados nos catecismos antigos, época em que a Maçonaria era constituída por duas classes de operários. Com atributo moral e sociológico a Lenda Hirâmica atualmente é a chave da Grande Iniciação que se encerra no Grau de Mestre. 

É oportuno mencionar que essa exposição lendária é uma alegoria intimamente relacionada à vida e morte da Natureza. A lenda de Osíris, Ísis e Hórus é um bom exemplo comparativo para o caso e tem uma estrutura muito parecida com a Lenda de Hiran.

No tocante às Tábuas de Delinear do Craft, os números se referem individualmente aos t∴ m∴ CC∴ que buscaram por meios escusos obter a Pal∴ e causaram tão lamentável acontecimento (vede a sua obra!).

Exatamente, as três letras correspondem à corruptela latina que deu nome simbólico aos t∴m∴C∴. 

Na realidade esses m∴CC∴ significam, em primeira análise, o orgulho, a inveja e ambição, maus costumes que podem a qualquer momento golpear o homem. No intuito de que essa agressão não se repita novamente é que o maçom deve estar em constante vigilância (entre o Esq∴ e o Comp∴).

Aproveitando a oportunidade, se faz oportuno comentar que entre as vertentes, inglesa e francesa de Maçonaria, existem diferenças no conteúdo simbólico da Tábua de Delinear (titulo inglês) e Painel da Loja (título francês). 

Especificamente no Terceiro Grau a diferença é grande. Embora o objetivo lendário seja o mesmo. Isso se deve principalmente à influência teísta (inglesa) e deísta (francesa).

Outros comentários não são possíveis por aqui, pois os puristas de plantão devem estar a postos para destilar a sua ira sobre aqueles que “revelam segredos”.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

PEDIR A PALAVRA

PEDIR A PALAVRA
(republicação)

Em 21.11.2014 o Respeitável Irmão Miguel Narkievicius Lima de Paula, Loja Harmonia, 1.625, REAA, GOB-MG, Oriente de João Monlevade, Estado de Minas Gerais, solicita complemento de esclarecimento: 
miguelfisioterapeuta@gmail.com

Como pedir a palavra: 

Caríssimo Irmão Pedro Juk, no e-mail anterior você me sanou parte de uma duvida sobre como pedir a palavra em Loja. Porem me surgiu outras duvidas sobre o mesmo tema, a que lhe venho recorrer de novo. Você me respondeu anteriormente que ao se pedir a palavra, deve-se bater com a palma da mão direita sobre o dorso da mão esquerda, e em seguida estender novamente a mão direita (ate aí eu entendi) e que não existe nenhuma explicação ritualística sobre isso, apenas que esse é o modo correto de se realizar. Porém, existe alguma bibliografia, cartilha que fala sobre isso. Também, vejo Irmão bater sobre a mão e ficar em pé e à Ordem esperando que lhe seja concedido a palavra. Então, ritualisticamente falando, qual a forma correta de se realizar, bate no dorso da mão e mantem a mão direita estendida ate que lhe seja concedida a palavra ou bato no dorso da mão e já fico de pé e à Ordem esperando?

CONSIDERAÇÕES: