Páginas

PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

OS VÍCIOS QUE COMBATEMOS

OS VÍCIOS QUE COMBATEMOS
Ir∴ Ricardo Martinez

Os vícios que combatemos na maçonaria, que trazem a desarmonia para nossa Ordem. 

Um dos sete pecados capitais que se manifesta nas pessoas na forma de ORGULHO e ARROGÂNCIA é a SOBERBA, termo que provém do latim – superbia, é um sentimento negativo caracterizado pela pretensão de superioridade sobre as demais pessoas, levando à manifestações ostensivas de arrogância, por vezes sem fundamento algum em fatos ou variáveis reais. As manifestações de soberba podem ser demostradas de forma individual ou em grupo. Nos casos de grupos, escolhidos ou eleitos, firma-se na crença de que é superior.

A manipulação da soberba, do orgulho e da pretensão de superioridade de um grupo pode mobilizar conflitos sociais, onde os sentimentos de uma massa humana pouco crítica servem aos interesses políticos, económicos, ideológicos, pela ganancia do poder.

O soberbo quer superar sempre os outros, mas quando é superado, logo se deixa dominar pela inveja. Quando se sente ameaçado, atingido, procura depreciar os outros e vangloriar-se, sem que para isto se estruture para se superar ou até fazer uma avaliação da vida, dando-se em determinado momento por satisfeito.

O soberbo produz desarmonia na sociedade como estratégia para manter a soberba e se colocar sempre em evidência. A sociedade, tornando-se harmónica, com todos os indivíduos sendo e vivendo de maneira igual, liberta e fraterna, não propiciará espaço para a soberba.

Agindo com humildade consegue-se combater a soberba nas suas mais diversas formas, evitando a ostentação, contendo as vaidades e fazendo com que o soberbo olhe o mundo não apenas a partir de si, mas principalmente ao redor de si.

O orgulho como uma das formas de manifestação da soberba traduz-se pela satisfação incondicional do soberbo ou quando os seus próprios valores são superestimados, acreditando ser melhor ou mais importante do que os outros, demostrando vaidade e ostentação que em limite extremo se transforma em arrogância.

A arrogância é uma outra forma de manifestação da soberba. É o sentimento que caracteriza a falta de humildade. É comum conotar a pessoa que apresenta este sentimento como alguém que não deseja ouvir os outros, aprender algo de que não saiba ou sentir-se ao mesmo nível do seu próximo.

O orgulho excessivo e a vaidade sem limites que se traduz na arrogância, mostra-se na forma de luta pelo poder económico, pela posição social e pela perpetuação no poder. Quando chega a ocupar cargo electivo ou de nomeação busca impressionar os incautos, realçando o despotismo que trata os súbditos como escravos.

Diferentemente da ditadura ou da tirania, o despotismo não depende de o governante ter condições de se sobrepor ao povo, mas sim de o povo não ter condições de se expressar e autogovernar, deixando o poder nas mãos de apenas um, por medo e/ou por não saber o que fazer.

No Despotismo, segundo Montesquieu, apenas um só governa. É como não houvesse leis e regras, arrebata tudo sob a sua vontade e o seu capricho.

A VAIDADE humana, como um dos sete pecados capitais, manifesta-se nas pessoas pela preocupação excessiva com o aspecto físico para conquistar a admiração dos outros, pela posição social que busca ocupar na sociedade ou através de ocupação de cargos.

Uma pessoa vaidosa pode ser gananciosa, por querer obter algo valioso, mas é só para promover ostentação perante os outros. Um ser humano invejoso, por sua vez, identifica com bastante facilidade um ser humano vaidoso, pois os dois vícios complementam-se; um é objecto do outro.

Fonte: https://www.facebook.com

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

ABÓBADA CELESTE

ABÓBADA CELESTE
(republicação)

Em 22/06/2016 o Respeitável Irmão Leonilson Rosa Miranda, Loja Vale do Ivaí, 53, REAA, Grande Loja do Paraná, Oriente de Paranavaí, Estado do Paraná, solicita o seguinte esclarecimento: briquetesecologicos@hotmail.com
advocaciamiranda7337@gmail.com

Agradeço pela atenção dispensada pelo Irmão em atendimento a dúvida. Dado em resposta pelo J. B. NEWS 2.090 de 22/06/2016. Procurando pela preciosidade do Irmão temos outra dúvida: Foi apresentado por um Irmão do quadro, trabalho a respeito do Plano do Teto ou o Teto do Templo mencionado os Astros e Estrelas. Afirma o Irmão que as NUVENS não constam DO TETO. Em nosso Ritual; diz que de forma Abobadada, é pintado e representa o firmamento, cuja tonalidade azul-claro no Oriente vai gradativamente escurecendo em direção ao Ocidente entremeado de nuvens. Também diz que Plano do Teto é visto do infinito para Terra. Nossa duvida, temos ou não temos Nuvens em nosso TETO?

CONSIDERAÇÕES:

Nunca é demais lembrar que essa decoração relativa à Abóbada é uma particularidade do REAA, já que universalmente, não é tônica na Maçonaria que todos os seus Ritos decorem o teto das Lojas como o firmamento.

No caso do Rito Escocês e os seus Graus Simbólicos, o Templo (Sala da Loja) representa alegoricamente um segmento do globo terrestre situado sobre o equador e os trópicos de Câncer e Capricórnio, destes orientado de Leste para o Oeste. Nesse pormenor o piso da Loja é o solo terrestre e o seu teto o firmamento.

É comum que algumas Lojas também representem a tonalidade azul do firmamento numa escala degrade com o objetivo de acentuar a relação entre o nascente (alvorecer) e o poente (anoitecer) – do mais claro no Leste ao mais escuro no Oeste.

No que diz respeito à obrigatoriedade da decoração da Abóbada no REAA∴, essa é composta por algumas constelações e estrelas codificadas pela astronomia, alguns Planetas conhecidos desde a antiguidade e as luminárias principais constituídas pelo Sol e pela Lua. Quanto à Abóbada, ela é simplesmente pintada na cor azul celeste, justamente para lembrar o céu ou o firmamento. Assim, o estilo em degrade não é obrigatório, entretanto é perfeitamente permitida essa representação. Destaque-se que o teto é geralmente construído de forma côncava e contínua, porém pode também se construído de formato plano.

No que diz respeito às nuvens, é mera firula decorativa que reforça a representação do firmamento, todavia elas não têm absolutamente nenhuma conotação simbólica e são perfeitamente dispensáveis. Em resumo, nuvens não fazem parte do corolário simbólico da abóbada em se tratando de Maçonaria.

O mais importante no firmamento da Loja é que astronomicamente ele é observado sob o ponto de vista daquele que se situa no hemisfério Norte da Terra (berço da Maçonaria). Agora, se o Irmão me permite, eu nunca vi tamanha invenção como essa de mencionar que o plano do teto é visto do infinito para a Terra. Sinceramente, eu não sei até onde vai à fertilidade imaginativa de alguns “inventores”. Ora, como dito e sabido, a Loja é a Oficina de trabalho dos maçons e estes, transitam, perambulam, exercem o seu ofício com os pés no chão, nunca feito como seres voadores que planam pelo espaço vislumbrando a mãe Terra.

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.311 – Florianópolis (SC), sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

FRASES ILUSTRADAS

 

QUEM SOU?

QUEM SOU ???
Hercule Spoladore – Loja de Pesquisas Maçônicas “Brasil”

“NÃO CREIAIS em coisa alguma pelo fato de vos mostrarem o testemunho de algum sábio antigo; NÃO CREIAIS em coisa alguma com base na autoridade de mestres e sacerdotes; AQUILO, POREM, que se enquadrar na vossa razão, e depois de minucioso estudo for confirmado pela vossa experiência, conduzindo ao vosso próprio bem e ao de todas as outras coisa vivas: A ISSO, aceitai como verdade; POR ISSO, pautai vossa conduta!  Çakia Muni ( Bhuda)

Sou um maçom repleto de grandes dúvidas existenciais. Em relação às religiões, filosofia, história e à própria doutrina maçônica, o meu pensamento é livre de quaisquer dogmas ou tendências. Mas mesmo assim, procuro, procuro e nem sempre acho as explicações que necessito. Sempre me imponho inúmeras objeções, produzo muitas perguntas tentando provar o contrário, e até exaurir todas as possibilidades, reviro uma teoria ao avesso, não aceitando o que não passar pelo meu cuidadoso crivo intelectual, e pela experiência vivida.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

ESQUADRO E OS RAMOS IGUAIS

ESQUADRO E OS RAMOS IGUAIS
(republicação)

Em 21/06/2016 o Respeitável Irmão Edvaldo Beserra de Souza, Loja Fênix, 3.908, Rito Adonhiramita, Grande Oriente de Pernambuco, Oriente de Recife, Estado de Pernambuco, formula a seguinte questão:
edvaldobsousa2@hotmail.com

Gostaria de saber se o esquadro que tem os dois ramos iguais tem algum rito específico. No ritual Adonhiramita consta que o mesmo tem um dos ramos maior que o outro e diz "ficando a sua parte mais curta posicionada para o lado do secretário". Está certo ou é invenção?

CONSIDERAÇÕES:

Eu já escrevi bastante sobre isso. As minhas convicções sempre foram norteadas para a verdadeira tradição maçônica, nunca para invencionices tão ao gosto da imaginação de alguns, mesmo que para esses, a despeito de certas formalidades doutrinárias, acabem se chocando com a razão que é o objetivo crucial da Sublime Instituição.

Assim, sem entrar no mérito doutrinário deste ou daquele Rito, volto a salientar que na Moderna Maçonaria, haurida dos antigos construtores medievais, o Esquadro que é um dos componentes das Três Grandes Luzes Emblemáticas ou das Três Luzes Maiores, dependendo da vertente maçônica, não possui ramos desiguais e nem graduação. Esse Esquadro, portanto, não possui cabo, já que ele quando colocado sobre o Livro da Lei se constitui num símbolo de moral e não num emblema alegórico do ofício (ramos iguais). Já o Esquadro operativo (com cabo e graduado), ou o de ofício, é simbolicamente aquele que vai apenso ao colar usado pelo Venerável Mestre, já que ele, o Venerável, é o representante maior do construtor no canteiro (Loja).

Assim a joia do Venerável é a que representa o Esquadro operativo – aquele usado pelo construtor como objeto de trabalho. Esse Esquadro (o da joia) possui cabo e graduação, pois representa o trabalho e a retidão dos cantos na construção, enquanto que o outro é o emblema da Lei moral, cujas facetas se vestem na alegoria conforme a sua posição em relação ao Compasso. Nesse sentido, o Esquadro que vai sobre o Livro da Lei denota profundas lições, não pelo comprimento ou graduação dos seus ramos, todavia pela Esquadria que ele representa. Daí este Esquadro simplesmente possuir ramos iguais (não há nele nenhum cabo), mesmo quando entrelaçado às hastes do Compasso, pois não importa o lado e qual parte deste ou daquele instrumento é a que fica por cima ou por baixo um do outro.

À bem da verdade, no que diz respeito às Luzes Emblemáticas, o lado que fica por cima ou por baixo é o que menos importa, porque sob aos olhos da razão, não existe nenhuma determinação para essa situação. O verdadeiro significado e a causa de ser, conforme o Grau de trabalho é a de que unidos os objetos por ora permaneçam um sobre o outro e por ora entrelaçados. Neles não existem lados maiores e lados menores.

É sabido, porém que a realidade é outra. Infelizmente, ao longo dos tempos, achistas e imaginosos, proselitistas e expositores dos seus próprios credos, acabaram por inserir essas ilações nos rituais. Dessa equação resultaram ideias particulares e descompromissadas com o verdadeiro objetivo da Maçonaria e que fazem surgir discussões das do tipo “o lado menor do Esquadro” ou “qual lado dele fica livre”.

De modo sincero, prático e objetivo penso que o importante é o resultado do trabalho. Pormenores que não alteram a essência... São apenas e tão somente pormenores. Discutir ramo maior ou menor do Esquadro sobre o Livro da Lei é algo tão sem sentido como se comemorar o Dia do Maçom brasileiro no dia 20 de agosto se nesse dia em 1822 nem sessão houve no Grande Oriente do Brasil.

Finalizando, é oportuno salientar que não vai aqui nenhum desrespeito a esse ou àquele Rito ou Ritual. Mesmo aqueles que sem explicação exaram lições desse tipo, se em vigência, devem seguramente ser obedecidos.

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.309 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

MINUTO MAÇÔNICO

O DOMÍNIO

1º - Entre tantas virtudes, o domínio de si mesmo, na maçonaria, tem que ser exercitado a fim de conseguir extirpar todos os vícios e paixões.

2º - Capacidade de um indivíduo reprimir suas emoções, e, sobretudo suas manifestações, podendo dirigir sua conduta no âmbito social servindo sempre como bom exemplo.

3º - As emoções afloram repentinamente, colhendo o maçom desprevenido, e por esse motivo mantém ele, quando de pé e à ordem, a postura adequada para dominar essas emoções.

4º - O controle em loja refletirá no controle no seio de sua família, no desempenho de sua profissão e em todos os ambientes em que se fizer presente.

5º - Em Maçonaria, este exercício faz parte do desbaste da Pedra Bruta.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

FRATERNIDADE

FRATERNIDADE
Autor: José Airton de Carvalho*

Grandes Mestres da humanidade, como Buda, Platão e Cristo, pregaram a fraternidade de todos os homens. 

Sêneca dizia que “A natureza fez de nós uma família” e Marco Aurélio que “O universo é como uma cidade“.

“Ama o teu próximo como a ti mesmo”, é a grande lição deixada por Jesus, o Cristo.

Muitos séculos se passaram e o homem ainda não conseguiu entender os preceitos dessa lei divina, e continua a transgredir o que não é de sua autoria, e sim, uma expressão real de uma particularidade cósmica.

O resultado dessa transgressão, ao longo do tempo, vem desencadeando graves problemas sociais. As drogas, a violência, a impunidade, o poder, a fome, o descaso com a saúde, a precariedade da educação e do conhecimento, são frutos do egoísmo dominante que se opõe à fraternidade.

Onde não se cultua a fraternidade, impera a desigualdade e a escravidão.

Depreende-se, pois, que teoricamente, a Fraternidade é um conceito de filosofia em consonância com a Igualdade e a Liberdade.

Na Declaração Universal dos Direitos Humanos, o primeiro artigo afirma que “todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e de consciência e devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”

Fraternidade – do latim fraternitate – significa “irmandade” ou “conjunto de irmãos”. Exprime simplesmente o sentimento de afeição recíproca entre irmãos. 

Victor Hugo asseverava que “Liberté, c’est um droit; Égalité, c’est un fait; Fraternité, c’est un devoir“.(Liberdade é um direito; Igualdade é um fato; Fraternidade é um dever).

Nenhuma instituição humana oferece oportunidade para a prática da fraternidade como a Maçonaria. No entanto é preciso que o maçom tenha consciência do papel que deve desempenhar, quer na sua Loja, no seio de sua família, no seu trabalho ou onde se encontrar, agindo como verdadeiro artífice na consolidação da fraternidade.

Fundamentada no Amor Fraternal e preocupada com o bem-estar da Humanidade, a Maçonaria prepara o homem para participar, efetivamente, na construção de uma Sociedade mais justa e equilibrada.
“A Maçonaria ensina que o mais sublime dos deveres do maçom consiste na prática da solidariedade ou fraternidade maçônica, traduzida no socorro aos Irmãos em suas aflições e necessidades; no encaminhamento dos Irmãos na senda da Virtude, desviando-os da prática do Mal; no estímulo a praticarem o Bem, dando exemplos de Amor, Tolerância, Caridade, Justiça e respeito à liberdade individual, reconhecendo no Irmão e em todos os seres humanos, como seu semelhante”. 
Optar pela renúncia à prática da Solidariedade e da Fraternidade é uma atitude que revela o quanto o iniciado ainda se encontra distante de ser um homem de bem e, por conseguinte, um verdadeiro maçom.

A verdadeira fraternidade é um reflexo do caráter e da personalidade do ser humano. Conectemos o nosso cérebro às ondas mais elevadas do conhecimento superior e teremos como consequência ações cada vez mais voltadas para o bem geral.

Assim, renovemos a esperança com Amor a Deus, à Pátria, à Família e ao próximo; com Tolerância, Virtude e Sabedoria; com a constante e livre investigação da Verdade; com o progresso do Conhecimento Humano, das Ciências e das Artes, sob a tríade – Liberdade, Igualdade e Fraternidade – dentro dos princípios da Razão e da Justiça, para que o mundo alcance a Felicidade Geral e a Paz Universal.

*Zé Airton é Mestre Instalado, membro da ARLS Águia das Alterosas – 197 – GLMMG, Oriente de Belo Horizonte, presidente da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida, membro da Loja de Pesquisas Quatuor Coronati Pedro Campos de Miranda, e um grande incentivador do blog.

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

terça-feira, 17 de novembro de 2020

QUITE PLACET

QUITE PLACET 
(republicação)

Em 13/06/2016 o Respeitável Irmão Thiers Antonio Penalva Ribeiro, Loja Antonio Lafetá Rebelo, REEA, COMAB, Oriente de Montes Claros, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão: t.penalva@uol.com.br 

Mais uma vez solicito um esclarecimento do prezado Irmão: Um membro da Loja que pediu o "Quitte Placet", estando de posse do mesmo, pode frequentar normalmente as reuniões? Ou poderá frequentar apenas a outras Lojas? 

CONSIDERAÇÕES:

Embora alguns Irmãos até contestem o que eu penso a respeito, eu sou da seguinte opinião: se o Obreiro pediu e recebeu o seu Quitte Placet é porque algum motivo houve ao ponto dele precisar se afastar dos trabalhos da Loja. Assim, se ele quiser voltar, estando o seu Quitte dentro da validade (geralmente seis meses), ele pede primeiro a sua filiação. No caso de estar vencido, pede então a sua regularização. 

Penso isso por uma simples questão de bom senso, já que os demais Irmãos da Loja cumprem a frequência e as obrigações pecuniárias. Então, por que um Irmão com o Quitte Placet pode frequentar (quando quiser) e não participar das obrigações pecuniárias da Loja? Aproveitando o calão da moda: “isso é golpe!”. 

Essa minha colocação se refere a Obreiro com Quitte na sua própria Loja ou mesmo em outras Oficinas. 

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com 
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.307 – Florianópolis (SC), segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O SIMBOLISMO ESOTÉRICO DE UMA SESSÃO MAÇÔNICA

O SIMBOLISMO ESOTÉRICO DE UMA SESSÃO MAÇÔNICA

ENTRADA NO TEMPLO

Exortações Iniciais

Meus Respeitáveis Irmãos, antes de ingressarmos neste Augusto Templo, meditemos e nos preparemos para, ao atravessar este umbral, também ingressarmos ao nosso TEMPLO INTERIOR - mergulhando num oceano de tranquilidade, deixando os pensamentos comuns, os dissabores, as angústias e os problemas do cotidiano, para trás.

Nosso objetivo é completarmos a edificação do Templo da Virtude, embelezando-o com os nossos propósitos de aperfeiçoamento.

Cada Irmão somará ao que lhe estiver ao lado, as vibrações benéficas, a consideração do amor fraternal e a harmonia, com o coração desprendido e verdadeiro, visando "encontrar a paz que tanto necessitamos.

Que as emanações do G∴A∴D∴U∴ (S∴A∴D∴U∴.na dicção do Rito Brasileiro) ilumine nossa alma e oriente nossos passos rumo à virtude, para que sejamos úteis à evolução da humanidade.

Assim seja!

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

RITO YORK AMERICANO

RITO YORK AMERICANO
(republicação)

Em 12/06/2016 o Respeitável Irmão Aldo Coutinho, Loja Jacques DeMolay, no 21, Trabalho de Emulação, GLERN, Oriente de Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte, solicita informações pelo que segue:
aldocoutinho61@gmail.com

Gostaria de fazer a seguinte consulta:

As Grandes Lojas Americanas (Aprendiz, Companheiro e Mestre) praticam o chamado de Rito de York, ou o Craft Americano? Eu entendo que Rito de York existe a partir do Real Arco, Graus Crípticos, etc. etc. A Grande Loja pratica o que chamamos aqui de Blue Lodge que nada mais é que o Craft Americano. Como na Inglaterra pratica-se o Craft Inglês dentre os quais o Ritual de Emulação, e muitos outros Rituais. Estou certo na minha colocação? Ajude-me a explicar melhor essa situação. Escuto muito aqui dizer que os Estados Unidos pratica o Rito de York e eu entendo que o Craft Americano é uma coisa, REAA e Rito de York são os ditos "graus filosóficos" que se praticam no EUA, sendo que o York é o mais praticado por lá. Estou certo ou estou misturando as coisas e não estou sabendo dizer o correto? As lojas que aqui no Brasil praticam o dito Rito de York Americano na realidade praticam o Craft Americano, correto?
Ficarei muito grato em ouvir suas orientações

CONSIDERAÇÕES: 

Em se tratando das Lojas Azuis norte-americanas (primeiro, segundo e terceiro Graus) eu entendo que o Craft se coaduna melhor no que diz respeito a esse título, até porque no trato dos três primeiros Graus está à obrigatoriedade do Francomaçônico básico universal. Penso que a Maçonaria oriunda da vertente inglesa não se associa ao termo “rito” nesse caso. Obviamente que o “York Rite” é latente e presente na Maçonaria da América do Norte, mas, como bem diz o Irmão, é mais preciso esse título para os graus maçônicos americanos acima das Blue Lodges, cujos três primeiros graus foram ordenados por Thomas Smith Webb.

O título York está relacionado a lendas e histórias da Maçonaria Operativa, cuja localidade situada a nordeste de Londres na Inglaterra é tida como uma espécie de “Meca do Ofício”. Devida à antiguidade suposta e defendida por alguns autores é que o nome “York” acabou sendo associado ao nome de ritos e rituais oriundos da vertente anglo saxônica da Maçonaria.

Assim, em relação ao termo, é preferível que os três primeiros graus (Aprendiz, Companheiro e Mestre) em se tratando das Lojas Azuis, sejam denominados pelo nome de Craft, já aos demais Graus desse sistema como Rito de York.

Essa questão no nome “York” tem gerado um belo mistifório aqui no Brasil, isso graças ao Ritual de Emulação dos Trabalhos ingleses ter adquirido equivocadamente por aqui também o título de Rito de York.

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.304 – Florianópolis (SC), sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O CÃO

O CÃO
Ir∴ Valdemar Sansão

O cão é de todos os animais o mais fiél ao homem . Tornou-se um animal simbólico pelas qualidades que possui, pela fidelidade e sua utilidade e zelo no cumprimento do dever e muito especialmente, por farejar ou seguir a pista de alguém, sendo considerado o mais inteligente de todos os animais.

Pela formosura de suas formas, sua vivacidade, ligeireza, se fizeram apreciar pelo homem. Embora possa ele ser contado entre os animais mais temíveis, torna-se facilmente domestificável e pacífico.

Compreende numerosas variedades gosta de carinho e deseja tornar-se agradável. A todas estas qualidades, sobressai a fidelidade que supera qualquer prova. Por isso, nada mais natural, pois, que este notável e inteligente animal, seja tão útil quão necessário ao homem.

Entre os romanos era o símbolo de afeto e de fidelidade. Fizeram-no inseparável de Mercúrio, porque este era reputado como o mais vigilante e astuto de todos os deuses.

Segundo lenda maçônica, tiveram parte muito ativa no descobrimento dos assassinos de Mestre Hiram, cujo cadáver, oculto debaixo de um montão de escombro, foi descoberto por um cão.

Que bom seria que o homem entendesse, tal qual o cão, o significado da promessa de manter-se perseverante, quanto a convicções, idéias e ideais, no cumprimento das resoluções tomadas (juramentos), no apoio e solidariedade a alguém ou por todos os aspectos.

Sem Honra e Lealdade, não pode haver Fidelidade entre os homens. Também a Maçonaria considera a mão direita como o símbolo da Fidelidade.

Fonte: JBNews - Informativo nº 070 - 09/11/2010

domingo, 15 de novembro de 2020

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu


Xavier nos enviou esta foto:

Em anexo está uma foto tirada durante a minha visita à magnífica aldeia de Lourmarin no Vaucluse. É um portal com as iniciais RR de Roy René.

Se você também estiver perto de sua casa ou em viagem e observar um prédio, objeto ou decoração maçônica ou alvenaria, envie-nos fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores do Blog. (tradução livre)

Fonte: Blog hiram.be

JÓIA DO EX-VENERÁVEL

JÓIA DO EX-VENERÁVEL
(republicação)

Em 09/06/2016 o Respeitável Irmão Celso Corrêa, Loja Fidelidade e Justiça, 565, GLESP, Ritual Trabalho de Emulação, Oriente de Sorocaba, Estado de São Paulo, solicita esclarecimento para o seguinte.
ftcorrea@uol.com.br

Um nosso Irmão fez uma indagação que não consegui resolver. Por que a joia do Past Master é o teorema de Pitágoras? Poderia me esclarecer?

CONSIDERAÇÕES:

Como guardiã das tradições maçônicas, a Maçonaria inglesa traz esse importante símbolo herdado do período operativo da Ordem. Em síntese esse símbolo invoca a alegoria do construtor experiente e que já passou pela direção da Loja.

Para entender essa presunção alegórica, o Maçom precisa conhecer a demonstração da 47ª Proposição de Euclides (comprovada por Pitágoras) com uma Verdade Universal aplicada, já que esse Teorema, para o construtor, demonstra a atenção pelo canto perfeito (90º), fundamental às construções justas, perfeitas e duradouras.

Como regra aplicada nas Guildas Operativas da obra, sua prática partia da pedra angular que era sempre colocada no canto nordeste da construção. A partir dela com o manuseio de uma corda de nós equidistantes (cordel do Mestre) marcavam-se três medidas para o Sul e quatro para o Oeste. Das extremidades desses dois pontos alcançados, ligavam-se os seus extremos pela medida exata de cinco nós. Dessa precisão (às vezes marcadas por passos aferidos) obtinha-se o ângulo de 90º a partir do canto assinalado pela pedra angular. Vale a pena  mencionar que essa aplicação, observadas as evoluções dos métodos, é utilizada até o presente.

Devida essa posição da pedra angular (ponto de partida) na obra originou na Moderna Maçonaria o símbolo da esquadria no Passo Regular formada com os pés unidos pelos calcanhares como se ficassem ajustados a partir do canto do poliedro (sólido limitado por polígonos planos) – o pé colocado junto à pedra angular constituindo a esquadria. Essa prática é bem representada nas perambulações em Loja quando feitas nas oportunidades em que se esquadrejam os cantos do tapete no Ritual de Emulação, assim como na execução do Passo Regular de cada Grau.

No que diz respeito ao símbolo de natureza icônica, o termo “teorema” menciona em Matemática a proposição que carece de demonstração, o que foi feito por Euclides ao revelar que em qualquer triângulo retângulo (triângulo com um ângulo reto), a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa. É oportuno salientar a fundamental importância desse conceito para toda a atividade humana, já que qualquer que seja o comprimento dessas duas linhas, desde que elas partam de um ângulo reto por elas formado, é possível se saber com exatidão qual é o comprimento da linha que as une (hipotenusa) adotado um sistema de medida, seja ela na escala métrica ou na astronômica. De fundamental importância, na prática esse conhecimento é aplicado na navegação no que diz respeito ao traçado de rotas e medir distâncias; é usado nas medições dos limites de áreas e traçados para a construção de estradas; por essa ciência é possível de maneira segura se fazer o encontro de duas frentes de trabalho na escavação de túneis; através dela o Homem calcula as distâncias estelares e chega ao espaço sideral.

Assim, em Maçonaria, é desse modo que a representação pictográfica do Teorema de Pitágoras está presente na joia do Mestre Instalado Passado, já que a 47ª Proposição de Euclides é tida como símbolo da Arte e da Ciência, da Perfeição e da Beleza e da universalidade das Leis da Natureza. Nesse sentido, a joia procura demonstrar que o Ex-Venerável, com o auxílio da Arte e da Ciência e a submissão às Leis da Natureza deve sempre buscar a perfeição (pena que a grande maioria deles ainda não aprendeu isso).

Por assim ser é que o Mestre Instalado Passado (Past Master) traz consigo a joia com essa representação pictográfica.

Concluindo, deixo aqui a observação que essa joia é peculiar ao Mestre Instalado Passado da vertente inglesa de Maçonaria, já que nos Ritos de origem francesa, como é o caso do REAA∴, a joia distintiva tradicional do Ex-Venerável é outra (o Esquadro e o Compasso sobre o segmento de um quarto do círculo).

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.302 – Florianópolis (SC), quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

PÍLULAS MAÇÔNICAS

ESTANDARTES E HERÁLDICA

Estandarte, segundo dicionário Aurélio, é definido como “bandeira de guerra” e por extensão somente “bandeira”.

Na Maçonaria é uma espécie de bandeira, retangular, com formato obedecendo a “Lei Aurea”, ou seja, com o comprimento 1,618 vezes maior que a altura, hasteada de modo que seu eixo maior (comprimento) fique na vertical.

Nele são colocados letreiros cujas palavras definem a Loja ou “Corpo Maçônico”, juntamente com o logotipo da mesma, seus brasões e símbolos (ver Pílula Maçônica nº 12).

Brasão é a insígnia ou distintivo de pessoa ou família nobre, conferidos, em regra por merecimento. 
É um “escudo de armas” e, por extensão, “divisa’, “emblema”.

No campo da Heráldica, é definido como conjunto de peças, figuras e ornatos dispostos no campo do escudo ou fora dele, e que representam as armas de uma nação, de um soberano, de uma família, de uma corporação, de uma cidade, etc.

Heráldica é a arte ou ciência dos brasões. É o conjunto dos emblemas do brasão.

No Brasil, até onde sei, só existe uma única obra maçônica sobre heráldica. É um excelente livro que denomina-se “Manual Heráldico do Rito Escocês Antigo e Aceito, do Grau 01 ao Grau 33”, sendo a parte pictográfica de autoria do nosso atual Sapientíssimo Irmão Claudio Roque Buono Ferreira, com pequenos textos descritivos de autoria do Mestre Castellani.

Esse livro, foi gentilmente doado à ABBM pelo Irmão Claudio e encontra-se disponível para todos os Obreiros, somente para consulta, na Biblioteca da mesma.

M∴ I∴  Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

NEM NÚ NEM VESTIDO

NEM NU NEM VESTIDO
IIr∴ .George André Willrich Sales
José Anselmo Manhani Di Luccio
ARLS Cavaleiros Noaquitas no 169 - GOP
Or∴ de Santos - SP

Após ser privado de seus metais o candidato maçom é despojado de partes de

suas roupas do seguinte modo e significado...


Definição de Dicionário: Expressão que define o candidato a maçom antes de sua iniciação, significa adotar uma postura humilde e neutra.

Explicando melhor a expressão trata da simbologia de preparação física do recipiendário (candidato a maçom) para que o mesmo adentre ao templo maçônico, no qual será testado.

A preparação dá-se da seguinte forma:

sábado, 14 de novembro de 2020

PAINEL DA LOJA E O PAVIMENTO MOSAICO NO REAA

Em 03/06/2020 o Irmão Aprendiz Erich Silva, Loja Luz do Oriente, 2.625, REAA, GOSP, Oriente de Tremembé, Estado de São Paulo, faz a seguinte pergunta:

PAINEL DA LOJA DE APRENDIZ E O PAVIMENTO MOSAICO.

Primeiramente espero e desejo que esteja tudo bem com você!

Estou realizando um trabalho sobre o Painel da Loja do Aprendiz, e tenho estudado muito 
o seu Livro a Exegese Simbólica para o Aprendiz Maçom. É possível o Irmão me tirar uma dúvida?

O pavimento mosaico, não aparece no painel do Aprendiz para o REAA do GOSP, similar ao usado pelo GOB. Em seu livro é mencionado o Pavimento como um Ornamento que não pertencente ao Painel do Grau 1, apenas que a Orla Denteada é um símbolo que cerca o Pavimento, portanto não seria certo eu escrever sobre o Pavimento Mosaico no trabalho do Painel. A minha dúvida seria essa, colocar ele no meu trabalho ou não, pois vejo alguns trabalhos do Painel do REAA que falam sobre o Pavimento mosaico, sem este estar no desenho.

Desde já agradeço por ter escrito o belíssimo livro.

CONSIDERAÇÕES:

No tocante ao Pavimento Mosaico, eu não mencionei no meu livro, Exegese Simbólica para o Aprendiz Maçom, que o Pavimento “não pertence” (sic), contudo escrevi que ele “não aparece” no Painel. Nesse contexto, então, o significado é bem diferente. 

Assim, embora o Pavimento Mosaico não apareça, ele é mencionado em inúmeros rituais do REAA como um dos Ornamentos da Loja de Aprendiz. A própria segunda instrução do Ritual de Aprendiz do GOB em vigência menciona o Pavimento Mosaico na sua página 175. Do mesmo modo ele aparece na página 22 do mesmo Ritual in 1.3.2 - Planta do Templo.

Dadas essas explicações, vale a pena então mencionar que o Pavimento Mosaico (Moshé – Moisés), não é símbolo unânime na Maçonaria em geral, pois muitos ritos e mesmo rituais o mencionam.

Em se tratando do REAA ele acabou ingressando no corolário simbólico do rito por volta do século XIX, destacando que no primeiro ritual do simbolismo do rito (1804) ele 
nem mesmo era mencionado.

Atualmente como parte integrante do simbolismo do REAA, o Pavimento Mosaico deve ocupar rigorosamente todo o piso do espaço ocidental, inclusive no Átrio, tendo a sua construção apresentada de forma oblíqua cujas intersecções, que formam os seus quadrados brancos e pretos em diagonal, como medidas regulares (distância) dos passos do Grau. As linhas oblíquas também marcam a posição dos pés quando colocados em esq∴ (ângulo interno aberto para a frente). 

No que tange ao seu simbolismo, em linhas gerais o Pavimento Mosaico (Quadriculado) representa a superfície da Terra e, na Sala da Loja, como o caminho das pedras lavradas por onde passa o Iniciado. 

De origem sumeriana, esse pavimento retém uma característica de harmonia ao mencionar que num solo ocupado por homens de diversas raças, credos e religiões, deve sempre reinar a mais perfeita harmonia.

Sob sua característica hermética, em Maçonaria o Pavimento pressupõe os princípios de existência da dualidade e do antagonismo.

Na verdade, esse Pavimento Quadriculado recebeu o nome de Pavimento Mosaico por estar relacionado a uma lenda em que Moisés, durante o Êxodo, assentou no chão do Tabernáculo (templo portátil dos hebreus durante sua peregrinação pelo deserto) pequenas pedras coloridas.

Sob o aspecto etimológico da palavra, o saudoso Irmão José Castellani mencionava que o vocábulo “mosaico”, se usado como substantivo, determinava um pavimento feito de pequenas pedras, cuja disposição das suas cores dava a aparência de desenhos, contudo, se usado como adjetivo ele aludia a Moisés, por extensão ao judaísmo.

O termo Pavimento Mosaico é também conhecido em Maçonaria como Pavimento Quadriculado, cujas referências generalizadas são encontradas como “Chackered Flooring” – A Beautiful Floor of the Lodge.

Reitera-se que esse pavimento no REAA possui construção oblíqua, enquanto que em outros ritos ou trabalhos geralmente ele pode ser encontrado no formato de um tabuleiro de xadrez.

Concluindo, aparecendo ou não no Painel do Grau, o Pavimento Mosaico, ou Quadriculado é um adorno consagrado no REAA, sendo mencionado inclusive nas instruções dos rituais, bem como nas plantas esquemáticas relacionadas à topografia do Templo. 

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PAINÉIS E TAPETES

 

O DEVER DO MESTRE

O DEVER DO MESTRE
Ir∴ José Castellani (Maçom e Escritor)

Os três graus da Maçonaria Simbólica simbolizam a senda iniciática, quando o candidato, vindo das trevas do Ocidente, caminha, como iniciado, em direção à Luz do Oriente.

A luz, nesse caso, não é aquela originária de corpos materiais, mas, sim, a Luz da Ciência, do Progresso, do conhecimento, simbolizada pelo Sol, o Apolo dos gregos, Mitra dos persas, Rá dos egípcios, a fonte da vida e a causa dos principais mitos religiosos da antiguidade.

Como Aprendiz, o iniciado dedica-se ao desbastamento da pedra informe, da pedra bruta, que é um trabalho material.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

DIVERSAS

DIVERSAS
(republicação)

Nesta edição estão sendo atendidas as perguntas formuladas pelos Irmãos leitores Henri Marques (Ribeirão Preto – SP); Jocely Xavier Araújo (Blumenau-SC); Rui Mourão (Guanhães – MG) e Jhonatan T. Leal (Rio do Sul-SC)

1 – saudação aos vigilantes:
Em 06/06/2016 o Respeitável Irmão Henri Marques, Loja Sol da Liberdade, 3.437, REAA, GOSP/GOB, Oriente de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos para o que segue:
henrimarques@yahoo.com.br
 
É de praxe, na hora de pedirmos a palavra, primeiramente saudarmos o Venerável Mestre e, em seguida os Vigilantes.

De onde surgiu essa prática de saudarmos os Vigilantes após o Venerável Mestre? No ritual de Aprendiz do REAA do GOB, ano de 2009, orienta-se que deve saudar com distinção apenas o Venerável Mestre; e os demais (que evidentemente incluem os Vigilantes) indistintamente como "irmãos".

Será que essa saudação aos Vigilantes ocorre por causa da marcha em que faz a saudação às Três Luzes?

Lembro que no Rito de York (o de Webb, 1797) o Irmão se levanta, faz o Sinal de Reverência com a mão no peito e diz: "Venerável Mestre e meus irmãos...", e deixa a mão cair naturalmente.

CONSIDERAÇÕES:

O AVENTAL

O AVENTAL

E o principal Símbolo que compõe a Indumentária Maçônica. O Avental, possui uma característica especial que o diferencia de outras insígnias: está presente desde os remotos tempos Operativos.

O Avental dos antigos operários da Maçonaria Operativa estava ligado à idéia de trabalho, era um instrumento do próprio. 

O Avental era feito com a predominância do couro de carneiro, um couro espesso, com vistas a proteger os obreiros de labutas muitas vezes perigosas para o corpo humano. 

O Avental como símbolo do trabalho, da labuta, ao qual o Maçom está ligado ao adentrar na Ordem, dignificando o próprio, o trabalho, perante os olhos da sociedade. Esse é o grande significado do Avental, enquanto instrumento fundamental do Maçom. 

O que podemos aprender com significado de trabalho do Avental? Que todo Maçom deve dedicar- se ao trabalho diariamente...

Fonte:Facebook