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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 26 de maio de 2025

FRASES ILUSTRADAS

REAA - USO DO CHAPÉU NA CERIMÔNIA DE INSTALAÇÃO

Em 21/05/2025 o Respeitável Irmão Morel Marques Andrade, Loja Justiça e Amor, 799, REAA, GOB-SP, Oriente de Bebedouro, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte pergunta:

 CHAPÉU – INSTALAÇÃO E POSSE

Fui indagado pelo nosso Venerável como Orador da Loja, sobre o uso do Chapéu na Sessão de Instalação e Posse, como seria o uso para o Venerável na condução dos trabalhos e para a Comissão Instaladora.

Segue minha resposta: “Não tenho acesso ao Ritual de Mestre Instalado, observamos que o Chapéu é uso obrigatório para todos os irmãos no Grau 3 em câmera do meio. Sendo assim, na Sessão de Instalação e Posse só usa quem for presidir os trabalhos, no caso o Venerável Mestre na abertura dos trabalhos e posterior quem for fechar os trabalhos, no caso o Irmão que 
vier a ser Instalado. A Comissão estará lá só para dar a Instalação e Posse, não vejo essa obrigatoriedade do uso pela Comissão, mas se o Presidente da Comissão quando tomar o malhete para condução dos trabalhos quiser usá-lo não vejo problema, os demais integrantes da Comissão não precisam usar o Chapéu".

Nosso Venerável, pediu para o nosso Deputado Estadual verificar junto ao GOB-SP, e o mesmo disse que em consulta o informaram que ninguém faz o uso do Chapéu. Está correto?

CONSIDERAÇÕES:

Com o advento do resgate do uso do chapéu no REAA, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística do GOB está orientando o seguinte para a Instalação de Ven Mestre e o uso do chapéu:

No REAA, os membros da Comissão Especial de Instalação e Posse, nomeados pelo Grande Oriente Estadual ou do Distrito Federal, não usam chapéu durante a cerimônia de Instalação

O uso do chapéu nesta cerimônia restringe-se ao seguinte: conforme previsto no ritual de Aprendiz do REAA, vigente no GOB, o Ven Mestre que fará a abertura dos trabalhos usará normalmente a cobertura até o momento em que fizer a entrega do malhete ao Presid da Comissão. A partir daí, o Ven que estiver deixando o cargo retira o chapéu, coloca-o sobre o Alt e senta-se ao lado esquerdo do Presid da Comissão de Instalação. 

Desse instante em diante, ninguém mais usará chapéu até o encerramento dos trabalhos da Loja, exceto o novo Ven Mestre recém instalado, que passará a se cobrir logo que ocupar o trono, na ocasião em que for declarado instalado pelo Presid da Comissão. Daí em diante, usa a cobertura até o encerramento).

Finalizando, estas orientações estão de acordo com o novo ritual de Instalação previsto (em fase de revisão ortográfica e diagramação).

E. T. - Breve, no GOB, os Ritos terão cada qual o seu volume do ritual de Instalação e Reassunção.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

UM EXEMPLO DE PRINCÍPIOS MAÇÔNICOS


Robert Strader foi um sargento do Exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Ele fazia parte da Sexta Infantaria na 1º Divisão Blindada.

Ele não era Maçom e seu batalhão terminou se arrastando pela Argélia, pelo Marrocos francês e pela Tunísia, em 1942 e 1943, contra as forças alemãs e italianas. Depois de uma batalha, Strader e o capelão da divisão passaram de carro pelos destroços carbonizados de tanques alemães incendiados e se depararam com o corpo de um soldado nazista gravemente queimado, pendurado pela metade em uma torre blindada.

No dedo do alemão, havia um anel maçônico. HItler já perseguia os Maçons há oito anos, e usar um anel maçônico nas ruas de Berlim significaria prisão ou até mesmo a morte. Mas aquele soldado estava longe de Berlim, e o ditador não iria ajudá-lo se ele fosse capturado.

"Ó meu Deus, esse cara é um maçom!", exclamou o capelão. Ele retornou ao pelotão e voltou com três outros soldados americanos, todos Maçons. Eles removeram cuidadosamente o soldado do tanque e envolveram seu corpo em um cobertor. O pequeno grupo de americanos, que eram seus inimigos, realizou um funeral maçônico para o seu Irmão caído. Robert Strader, o sargento, permanecia olhando, atônito, com ternura e devoção.

Depois da Guerra, Strader voltou para casa e em pouco tempo se tornou Maçom, sem nunca se esquecer de sua primeira experiência real com os princípios da Maçonaria.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

A MAÇONARIA PRECISA VOLTAR A SER OPERATIVA

Luís Fernando Gascho
CIM 233.102

Durante séculos, a Maçonaria tem sido envolta em símbolos, rituais e tradições que remontam às antigas corporações de ofício da Idade Média. Os maçons operativos — aqueles que trabalhavam com as mãos, o maço, o cinzel e a pedra bruta — construíram não apenas catedrais de pedra, mas uma herança cultural e filosófica que atravessou o tempo. Com o advento da Maçonaria especulativa, os instrumentos materiais foram transpostos ao plano simbólico, e o templo passou a ser construído no coração dos homens. Contudo, neste século de urgência moral, ética fluida e enfraquecimento da esfera pública, a Maçonaria precisa reencontrar sua vocação construtora. A Ordem precisa voltar a ser operativa, mas agora com novas ferramentas, uma nova pedra, e um novo canteiro.

As ferramentas do mundo moderno já não são de ferro ou madeira. Hoje, elas são feitas de ideias, projetos, capacidade de mobilização, articulação social e construção de redes de confiança. O maço, que antes desbastava o excesso da pedra bruta, é agora o pensamento crítico que combate a ignorância e o preconceito. O cinzel, que traçava formas na rocha, é hoje a palavra bem aplicada, o argumento lúcido, a comunicação responsável. A régua e o compasso são hoje os princípios morais e os critérios objetivos com os quais devemos medir nossas ações. A pedra bruta, enfim, é a própria realidade social, ainda desigual, violenta e desinformada, que espera ser polida por mentes ativas e mãos comprometidas.

Nosso novo canteiro de obras são as associações civis, os conselhos comunitários, os grupos de voluntariado, as fundações educacionais, os fóruns de participação política e cidadã. São esses os espaços onde o maçom moderno precisa trabalhar. Não mais apenas entre colunas e sob abóbadas simbólicas, mas no seio da sociedade, onde a presença construtiva de homens livres e de bons costumes é mais necessária do que nunca. A verdadeira iniciação, hoje, passa por assumir responsabilidades concretas diante do sofrimento humano, da exclusão social e do enfraquecimento das virtudes cívicas.

É preciso transformar Lojas em núcleos de ação ética. Transformar sessões em oficinas de projetos sociais, ambientes de planejamento estratégico para o bem comum. A ritualística deve continuar a inspirar, mas não pode mais se esgotar em si mesma. O simbolismo só tem valor quando se transforma em comportamento, quando transcende o templo e alcança a praça, a escola, a rua e o lar. Precisamos formar maçons que sejam reconhecidos não apenas por seus aventais, mas pelas obras que erguem na sociedade, pelos valores que promovem, pela paz que semeiam.

Vivemos dias em que a sociedade clama por referências morais. A desinformação e o relativismo corroem as instituições. A polarização política transforma irmãos em adversários. A banalização da vida e do outro ameaça o próprio conceito de humanidade. Neste cenário, é inaceitável que os maçons se mantenham em silêncio ou apenas debatendo abstratamente os graus e os ritos. O verdadeiro trabalho está lá fora — e ele é árduo, exige coragem, inteligência e virtude.

O compromisso da Maçonaria precisa ser visível. Não para exibir glórias, mas para inspirar ações. Precisamos estar onde a cidadania está enfraquecida, onde os jovens não têm referência, onde os valores são negociados, onde a ética parece ter perdido valor. Precisamos ser mentores, educadores, pacificadores, transformadores. Esse é o novo trabalho operativo: a lapidação da sociedade a partir do exemplo e da ação.

Portanto, urge uma nova postura: a Maçonaria deve se reconectar à sua vocação histórica de construtora. Mas agora construtora de pontes entre grupos sociais. Construtora de oportunidades para os mais vulneráveis. Construtora de consciência moral em tempos de crise. Não há mais tempo a perder com vaidades internas ou disputas estéreis. O mundo precisa da Maçonaria como força viva — como uma Ordem verdadeiramente operativa.

A história cobrará de nós, hoje, mais do que discursos: cobrará obras. E que sejam obras duradouras, justas, belas — tal como os antigos templos, mas agora voltadas ao espírito e à coletividade. O templo a ser erguido é o de uma sociedade mais virtuosa. O tempo é agora. E os operários somos nós.

domingo, 25 de maio de 2025

FRASES ILUSTRADAS

AUMENTO DE SALÁRIO - VISITAS

Em 01.10.2024 o Respeitável Irmão Marco Antonio Delatorre Toledo, Loja Força, União e Fé, 115, REAA, GOP (COMAB), Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a dúvida seguinte:

AUMENTO DE SALÁRIO

Estamos encontrando uma dificuldade em relação as visitas de Companheiros. Em nossa Constituição (Grande Oriente do Paraná), versa que o Companheiro para ser exaltado, deverá comparecer em 5 Sessões de Companheiros em sua Loja e fazer 3 visitas em outras Lojas.

Essas visitas devem ser feitas em Grau de Companheiro (para ter valia para a Exaltação do Companheiro) ou podem ser feitas em Grau de Aprendiz, valendo para a Exaltação? 

COMENTÁRIOS:

Salvo melhor juízo, entendo que se o Diploma Legal da vossa Obediência não contempla, neste quesito, o grau dos trabalhos da Loja que deve ser visitada, me parece que o Companheiro deve cumprir simplesmente o número de visitas previstas, não importando sejam elas em Loja de Companheiro ou de Aprendiz.

Eu não possuo os Regulamentos do Grande Oriente do Paraná. Assim, esta é só a minha opinião. Recomendo consulta sobre esta disposição legal à Guarda dos Selos para melhores esclarecimentos.

No meu entendimento, o natural seria que as visitas fossem em Lojas trabalhando no 2º Grau, mas...

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O AVENTAL

Aparentemente, o uso do avental sugere proteção, uma vez que cobre partes do baixo-ventre, onde situa o órgão reprodutor.

O homem sempre teve a tendência de se proteger, primeiramente das intempéries, depois de tudo que lhe era adverso ou inimigo.


Hoje, temos aventais de toda espécie, inclusive de chumbo, para proteger os que lidam com radioatividade.

Em Maçonaria, contudo, essa proteção é simbólica e diz respeito ao cuidado para não "manchar" o avental, mantendo-o imaculado, simbolizando pureza.

Porém, para o cotidiano, que lição nos apresenta o avental?

Em nossa imaginação maçônica, temos o dever de sempre usar o avental, mesmo que não haja a matéria, mas apenas a imagem mental, porque assim teremos em nós, desperto, o cuidado, o zelo e o propósito de servir.

A prática evangélica de maior bem-aventurança para quem serve, que para o servido, é a lição que devemos preservar como proteção, não deixando livre o egoísmo e a esperteza de "levar vantagem".

O avental deve ser "vestido"; logo, revistamo-nos permanentemente dessa proteção simbólica, para que nossa vida seja proveitosa.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 64.

SIMBOLISMO E AS ALEGORIAS

Ir∴ José Roberto Cardoso
Mestre Maçom

A necessidade de cultivar e cultuar mistérios é inerente à raça humana e segue com ele, na mesma trilha e diapasão, desde os tempos mais primitivos.

Símbolos gravados há mais de 60 mil anos na casca de ovos de avestruz podem evidenciar o mais antigo sistema de representação simbólica usado por humanos modernos. Os sinais repetitivos e padronizados foram encontrados em Howiesons Poort, na África do Sul, e foram destacados em artigo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).[1]

Os símbolos são na verdade signos ou sinais e possuem o poder de transformar o concreto no abstrato. Sua criação vem de uma idéia e da possibilidade desta idéia ser materializada em um sinal, em algo que possa esconder ou sintetizar aquele pensamento.

Hoje, os símbolos estão inseridos nos meios de comunicação e são elementos essenciais, fazendo parte das mais diversas culturas. Estão nas religiões, na ciência, nos meios midiáticos e no dia-a-dia do cidadão. Muitas vezes podem ser confundidos com um emblema ou se misturar a eles.

Os ideogramas das civilizações orientais são símbolos que expressam o seu idioma...

[1] Wilkipédia...

Nas religiões podemos vê-los de forma destacada, muito aproximadas dos emblemas.

A Cruz

O Símbolo da Cruz antecede a era Cristã e já existia entre as civilizações pagãs anteriores a esta época. Os cristãos só a adotaram após o Imperador Constantino tê-la abolido como forma de condenação. Ela simboliza a morte do Cristo e o seu significado.

 Estrela de Davi

As duas pirâmides, uma com a ponta para cima e a outra com a ponta para baixo significa o equilíbrio entre o céu e a terra e por isso Davi mandou gravar este símbolo nos escudos de seus guerreiros como amuleto de proteção e a partir de então passou a ser o símbolo do judaísmo.

A Lua Crescente com Estrela

Também este símbolo antecede a criação da religião Islâmica, pois se acredita que nômades árabes cultuavam a Lua por viajarem à noite. Só passou a ser conhecido como símbolo do Islamismo, depois que os Turcos Otomanos o adotaram em sua bandeira, assim mesmo, muitos fiéis negam a utilização de qualquer símbolo com objetivo de representar sua fé.

É a forma escrita, em sânscrito, do principal mantra hindu. Os mantras são palavras, poemas ou textos entoados durante a meditação para auxiliar na concentração e invocar divindades. Vários textos dos Vedas - as escrituras sagradas hinduístas - começam com Om - pronuncia-se Aum - e significa "aquilo que protege"

E assim, em muitas outras religiões, encontraremos símbolos.

As palavras são símbolos formados por sinais com a finalidade de dar tonalidade à expressão. Quando escrevemos palavras, não importa o seu tamanho, mas a idéia que ela expressa. Por exemplo:

- Expressa uma convicção pessoal que embora possa ser manifestada de formas diferentes tem a mesma essência;

Ódio

- Uma palavra pequena que transmite uma reação temporária ou até mesmo permanente, de um sentimento de total aversão a outrém.

Amor 

- Também uma pequena palavra, mas com sentimento oposto a anterior e que significa um sentimento de paz, de uma amizade além da conta.

Enfim, palavras são símbolos. É possível que algumas idéias, sentimentos, expressões, possam ser difíceis de serem manifestados em idiomas diferentes.

Os números também são símbolos que expressam quantidade, relatividade, conteúdo, síntese.

O número 1 contém uma unidade, mas o número 9 contem muitas unidades.

Letras e números estão nas fórmulas da física, química, matemática, etc.

Com base no exposto podemos ver que os signos ou sinais, os símbolos, estão entranhados em nossa existência e são extremamente necessários.

Os símbolos foram inseridos na maçonaria como forma de expressão didática e como maneira de esconder, resumir ou sintetizar conhecimentos e fazer com que o maçom, de um modo geral, seja um livre pensador.

"A Maçonaria é um sistema de moralidade desenvolvido e inculcado pela ciência do simbolismo. Este caráter peculiar de instituição simbólica e também a adoção deste método genuíno de instrução pelo simbolismo, emprestam à Maçonaria a incolumidade de sua identidade e é também a causa dela diferir de qualquer outra associação inventada pelo engenho humano. É o que lhe confere a forma atrativa que lhe tem assegurado sempre a fidelidade de seus discípulos e a sua própria perpetuidade.” (Albert Mackey)

Numa Loja Maçônica tudo tem um significado, nada surgiu por acaso e o Templo Maçônico passou a ter o esplendor que tem, depois da criação da Maçonaria Especulativa. Os símbolos e alegorias foram inseridos aos poucos no Templo e da mesma forma foi pensada sua estrutura.

É pena que na Maçonaria Simbólica nos restringimos a atividades puramente mecânicas, repetitivas, rotineiras, sem entendermos os motivos de toda aquela decoração e do por que dos instrumentos de trabalho, da ritualística.

Quando falamos em buscar a palavra perdida e que somos livres pensadores, isto quer dizer que a Arte Real transcende a tudo aquilo que possamos imaginar e que sua base doutrinária e filosófica nos permite ser livres pensadores.

Goethe, dizia que o "O Simbolismo transforma os fenômenos visíveis em uma idéia, e a idéia em imagem, mas de tal forma que a idéia continua a agir na imagem, e permanece, contudo, inacessível; e mesmo se for expressa em todas as línguas, ela permanece inexprimível. Já a Alegoria, transforma os fenômenos visíveis em conceito, o conceito em imagem, mas de tal maneira, que esse conceito continua sempre limitado pela imagem, capaz de ser inteiramente apreendido e possuído por ela, e inteiramente exprimido por essa imagem.”

Num primeiro momento parece difícil entender o que são símbolos e o que são alegorias, principalmente para os neófitos, e quiçá, para muitos Mestres.

O Simbolismo contrai, sintetiza.

A Alegoria expande.

O Simbolismo está presente em tudo que é visível dentro de um Templo Maçônico. Exemplo:

- Instrumentos de Trabalho; colunas; Livro da Lei; velas; formas de arquitetura; desenhos; painéis; zodiaco; estrelas, planetas, etc.

As Alegorias estão presentes nas Lendas e sempre atreladas ao Simbolismo. Exemplo:

- Lenda sobre a escada de Jacó, da Fênix, do Pelicano, de Hiran e muitas outras.

A Semiótica é a disciplina que se ocupa do estudo dos símbolos, do seu processo e sistema em geral. Outras disciplinas especificam metodologias de estudo consoantes à área, como a semântica, que se ocupa do simbolismo na linguagem, ou seja, das palavras, ou a psicanálise, que, entre outros, se debruça sobre a interpretação do simbolismo nos sonhos.

Este pequeno estudo é destinado a um Quarto de Hora com o objetivo de transmitir aos neófitos um pouco mais de clareza sobre o processo didático a que serão submetidos e também de incentivá-los na busca da cultura maçônica.

Que o Grande Arquiteto do Universo nos abençoe infinitamente.

Fonte: http://joseroberto735.blogspot.com

sábado, 24 de maio de 2025

FRASES ILUSTRADAS

PARES DE LUVAS E ABERTURA DO LIVRO DA LEI

Em 28.09.2024 o Respeitável Irmão Marcos Roberto Baliscei, Loja Cavaleiros de Aço Pedreiros do Ingá, 189, REAA, GOP (COMAB), Oriente de Maringá, Estado do Paraná, apresenta as dúvidas seguintes:

PARES DE LUVAS

Os Aprendizes recebem as luvas (na Iniciação) para protegerem as suas mãos; Os Companheiros ainda burilam na Pedra. Os Mestres não mais "trabalham" na pedra". Até onde usar as luvas "como proteção", ou complementam faz parte da indumentária?

Quem deve abrir o Livro da Lei, o Ex-Venerável, ou Orador?

Desde já agradeço sua atenção.

COMENTÁRIOS:

Não sei exatamente o que prevê o ritual da vossa Obediência, mas seguem as minhas apreciações:

As luvas, assim como o avental, na Maçonaria Operativa tinham literalmente o objetivo de proteger as mãos dos operários (Aprendizes e Companheiros) no canteiro de obras, ou oficinas de trabalhos, nas Guildas de profissionais da Idade Média, ancestrais da Moderna Maçonaria.

Um detalhe importante neste contexto é o de que na Maçonaria de Ofício existiam apenas duas classes de trabalhadores, a dos Aprendizes Admitidos e a dos Companheiros do Ofício. O dirigente do canteiro (lojas operativas) era escolhido dentre os Companheiros mais experientes. Não existia o grau especulativo de Mestre Maçom naquela época.

Com a chegada da Maçonaria Especulativa, a partir dos primórdios do século XVII, alguns ritos maçônicos mantiveram a tradição do uso de luvas, agora brancas (sem mácula), como símbolo de pureza do iniciado. 

Sob esta óptica, as luvas especulativas atualmente são mais simbólicas do que propriamente de uso indumentar. 

Na atualidade, muitos ritos maçônicos não determinam mais o uso de luvas para os Aprendizes e Companheiros, reservando-as, muitas vezes, apenas os Mestres nas sessões magnas. 

À vista disso, hoje em dia o uso de luvas brancas vai depender mais da Obediência do que do Rito, propriamente dito.

Em relação ao Livro da Lei, originalmente no REAA quem o abria era o Ex-Venerável mais recente da Oficina. Todavia, por uma questão de costume equivocado, mas constantemente aceito, boa parte dos rituais indicam esse ofício para o Orador. Desse modo, pela constância dessa prática, a abertura do Livro por esta Dignidade acabou virando consuetudinária.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS


PICOLINO II era o nome artístico de Roger Avanzi. Nascido em 1922, em São José do Rio Preto, SP, Brasil, foi um palhaço que nasceu e cresceu no circo. Se formou artista, acrobata, equilibrista, jóquei, músico, cantor, ator e por fim, palhaço, o Picolino II.

Pertencente à sexta geração de uma família de artistas circenses, ele herdou o nome e a arte de seu pai, Nerino Avanzi, (o Picolino). Em 2007 recebeu a Ordem do Mérito D. Pedro I, conferida pelo Grande Oriente do Brasil. Até a data de sua morte o Irmão Roger frequentava a Loja Maçônica Integração Sul Americana nº 2123, em São Paulo.

Fonte_Facebook_Curiosidades da Maçonaria

OS ESSÊNIOS

Evangelho essênio da paz

" pois o poder dos anjos de Deus penetra em vós como alimento vivo que o Senhor vos fornece da sua mesa real. E quando comem, tenham sobre vós o anjo do ar, e debaixo de vós o anjo da água. Respirem longa e profundamente em todas as vossas refeições para que o anjo do ar abençoe a vossa comida. E mordam bem com os seus dentes, para que se transforme água e que o anjo da água o transforme dentro do seu corpo no sangue. E comam lentamente, como se fosse uma oração que fariam ao Senhor. Na verdade, digo-vos que o poder de Deus penetra em vós se comerem de tal forma na sua mesa. Enquanto Satanás converte em pântano fumegante o corpo daquele que não descem os anjos do ar e da água nas suas refeições. E o Senhor não lhe permite ficar mais tempo na sua mesa. Pois a mesa do Senhor é como um altar, e quem come na mesa de Deus encontra-se num templo. Em verdade vos digo que o corpo dos filhos do homem se torna um templo, e as suas entranhas num altar, se cumprirem os mandamentos de Deus. Portanto, não ponham nada sobre o altar do Senhor quando o vosso Espírito se esteja, nem pensem em alguém com raiva no templo de Deus. E entrem apenas no santuário do Senhor quando sentirem em vós a chamada de seus anjos, pois quanto comem com tristeza, ou com raiva, ou sem desejo, se torna veneno no vosso corpo. Pois o bafo de Satanás corrompe tudo. Ponham as vossas oferendas sobre o altar do vosso corpo, e deixai que todos os vossos maus pensamentos se afastem de vós, ao receberem no vosso corpo o poder de Deus da vossa mesa. E nunca se sentem à mesa de Deus antes que ele vos chame pelo anjo do apetite.

" Regozija , pois, sempre com os anjos de Deus na sua mesa real, pois isto agrada ao coração do Senhor. E a vossa vida será longa sobre a terra, pois o mais valioso dos servos de Deus vos servirá todos os dias: o anjo da alegria.

" e não se esqueçam que cada sétimo dia é santo e está consagrado a Deus. Durante seis dias alimentai o vosso corpo com os dons da mãe terrena, mas no sétimo dia santificai o vosso corpo para o vosso Pai Celestial. E no sétimo dia não comam nenhum alimento terreno, mas vivam apenas das palavras de Deus. E fique todo o dia com os anjos do Senhor no reino do Pai Celestial. E no sétimo dia, deixai os anjos de Deus levantarem o reino dos céus no vosso corpo, pois trabalharam durante seis dias no reino da mãe terrena. E não deixem que nenhum alimento atrapalhe a obra dos anjos no vosso corpo durante o sétimo dia. E Deus vos concederá vida longa sobre a terra, para que tenhais vida eterna no reino dos céus. Pois em verdade vos digo que se não conhecem mais doenças na terra, viverão para sempre no reino dos céus.

" e Deus vos enviará todas as manhãs o anjo da luz do sol para acordar do vosso sonho. Obedecei, portanto, a chamada de vosso Pai celestial e não permaneçam ociosos nas vossas camas, pois os anjos do ar e da água já vos esperam lá fora. E trabalhem todo o dia com os anjos da mãe terrena para que cheguem a conhecê-los e a suas obras cada vez mais e melhor. Mas quando o sol se puser e o vosso Pai Celestial vos enviar o vosso anjo mais precioso, o sonho, vão descansar e fiquem a noite toda com o anjo do sono. E então o Pai Celestial enviará os seus anjos desconhecidos para que fiquem ao seu lado ao longo da noite. E os anjos desconhecidos do Pai celestial irão ensinar-vos muitas coisas sobre o reino de Deus, assim como os anjos que conheceis da mãe terrena vos instruíram nas coisas do seu reino. Pois em verdade vos digo que serão todas as noites os convidados do Reino de vosso Pai celestial se cumprirem os seus mandamentos. E quando vos acordem de manhã, sentiram em vós o poder dos anjos desconhecidos. E o vosso Pai Celestial vos enviará todas as noites para que enriquecer o vosso Espírito, tal como a mãe terrena vos envia os seus anjos para construírem o vosso corpo. Pois em verdade vos digo que se durante o dia vos acolhe nos vossos braços a vossa mãe terrena, e se durante a noite vos respira o vosso beijo, o pai celestial, então os filhos dos homens vos convertiréis nos filhos de Deus.

" aguente de dia e de noite as tentações de Satanás. Não vos acordem à noite nem dormir de dia, não vos abandonem os anjos de Deus.

" Nem vos deleiteis com nenhuma bebida, nem em nenhum fumo de Satanás, que vos acordarão à noite e vos farão dormir de dia. Em verdade vos digo que todas as bebidas e fumos de satanás são abominações aos olhos do vosso Deus.

" não cometam putaísmo, nem de dia nem de noite, pois o mulherengo é como uma árvore cuja seiva sai do tronco. Árvore que se antes do tempo e não chegará a dar frutos. Portanto, não esputais para que satanás não secar o vosso corpo e o Senhor faça infrutífera a vossa semente.

" Evitem que esteja demasiado quente ou demasiado frio. Pois é a vontade de sua mãe terrena que nem o calor você o frio danifiquem seu corpo. E não deixe seus corpos ficarem mais quentes ou mais frios do calor ou do frio que os seus anjos lhes fornecem. E se cumprirem os mandamentos da mãe terrena, então assim que o vosso corpo se tornar demasiado quente vos enviará o anjo da frescura para que vos refresque, e assim que o vosso corpo estiver demasiado frio vos enviará o anjo do calor para aquecer-lo de novo.

" sigam o exemplo de todos os anjos do Pai celestial e da mãe terrena, que trabalham dia e noite sem cessar nos reinos dos céus e da terra. Portanto, receba também em vós mesmos os mais poderosos de todos os anjos de Deus, os anjos dos atos, e trabalhem juntos sobre o reino de Deus. Sigam o exemplo da água quando corre, do vento ao soprar, do sol nascente e esteros, das plantas e das árvores em seu crescimento, dos animais quando correm e brincam, da lua crescente e minguante, das estrelas em sua ir E vir; todas estas coisas se movem e executam suas tarefas. Porque quanto tem vida se move, e só o que está morto fica quieto. E Deus é o Deus do vivo, e satanás o do morto. Adorai, pois, ao Deus vivo, para que o movimento eterno da vida vos mantenha e para que escapeis da eterna imobilidade da morte. Trabalhem, pois, sem cessar para levantar o reino de Deus, para que não sejais atirados para o reino de Satanás. Pois uma alegria eterna abunda no reino vivo de Deus, enquanto uma quieta tristeza escurece o reino da morte de Satanás. Sede, pois, verdadeiros filhos da vossa mãe terrena e do vosso Pai Celestial, para que não caias em escravos de Satanás. E a vossa mãe terrena e o vosso Pai Celestial vos enviarão os vossos anjos para que vos ensinem, amem e vos sirvam. E os seus anjos escreverão os mandamentos de Deus na vossa cabeça, no vosso coração e nas vossas mãos, para que conheçam, sentir e cumpram os mandamentos de Deus.

" e orai todos os dias ao vosso Pai celestial e à vossa mãe terrena, para que a vossa alma se torne tão perfeita como o santo espírito do vosso Pai Celestial, e para que o vosso corpo se torne tão perfeito como o corpo da vossa mãe terrena. Pois se entendem, sentem e cumprirem os mandamentos, então tudo quanto pedirdes ao vosso Pai celestial e à vossa mãe terrena vos será concedido. Porque a sabedoria, o amor e o poder de Deus estão acima de tudo.

"Orai, portanto, do seguinte modo ao vosso Pai Celestial :" Pai nosso que estais no céu, bendito seja o vosso nome. Venha a nós o seu reino. Seja feita a sua vontade como nos céus assim na terra. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. E perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos conduzas à tentação, mas livrai-nos do mal, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém ".

"e orai de forma próxima à vossa mãe terrena :" Mãe nossa que estais na terra, bendito seja o vosso nome. Venha a nós o seu reino e seja feita a sua vontade em nós, assim como em você se faz. Tal como envias todos os dias para os teus anjos, manda-os também para nós. Perdoa-nos os nossos pecados, porque todos os expiamos em ti. Não nos conduzas à doença, mas livrai-nos do mal, pois sua é a terra, o corpo e a saúde. Amém."

E todos rezaram ao lado de Jesus ao pai celestial e à mãe terrena.

E depois Jesus falou-lhes assim: " tal como os vossos corpos têm através dos anjos da mãe terrena, que o vosso espírito renasça de igual forma através dos anjos do Pai Celestial. Ligue, pois, em verdadeiros filhos do vosso pai e da vossa mãe, e em verdadeiros irmãos dos filhos dos homens. Até agora, estiveram em guerra com o vosso pai, com a vossa mãe e com os vossos irmãos. E serviram o diabo. Vivam a partir de hoje em paz com vosso Pai Celestial, com vossa mãe terrena e com vossos irmãos, os filhos dos homens. E lutem apenas contra satanás, para que não vos roube a vossa paz. Ao vosso corpo dou a paz de vossa mãe terrena, e a paz de vosso Pai celestial ao vosso Espírito. E que a paz de ambos reine entre os filhos dos homens.

" Vinde a mim quantos se sentirem blasé e quantos padeceis os conflitos e as aflições! Pois minha paz vos reforçará e refrigério. Porque a minha paz transborda. Por isso vos saúdo sempre desta forma: a paz esteja convosco! Sauda-os sempre entre vós de igual forma, para que o vosso corpo desça a paz da vossa mãe terrena e do vosso espírito a paz de vosso Pai Celestial. E então achareis a paz também entre vós, pois o reino de Deus estará dentro de vós. E agora volta entre os vossos irmãos, com quem até agora estiveram em guerra, e lhes dêem também a vossa paz. Pois felizes são aqueles que lutam pela paz, porque encontrarão a paz de Deus. Vão e não pequeis mais. E dai a todos a vossa paz, tal como vos dei a minha. Pois a minha paz é a de Deus. A paz esteja convosco."

E deixou-os.

E a sua paz desceu sobre eles; e com o anjo do amor em seu coração, com a sabedoria da lei em sua cabeça e com o poder do renascimento em suas mãos, se dispersaram entre os filhos dos homens para levar a luz da Paz àqueles que lutavam na escuridão.

E separaram-se, deseándose-se uns aos outros:

" a paz esteja contigo. ''

Apêndice *

Em meados do século IV São Jerónimo começou a encontrar pedaços de alguns manuscritos antigos na posse de uns anacoretas que viviam em cabanas, num vale escondido do deserto de calkis. À medida que aprendia hebraico e aramaico, começou a entender o significado dos pergaminhos fragmentados, e pouco a pouco começou a reunir mais. Durante os anos seguintes, foi traduzido para o latim. Os ensinamentos que esses rolos continham afectaram-no profundamente. Ficou marcado para o resto da sua vida porque entre eles - que tanto lhe custou traduzir, para o que teve que aprender duas línguas difíceis e sacrificar toda uma vida de intensa dedicação à "via do deserto"- estava o evangelho essénio da Paz,

Após a sua morte, os seus manuscritos foram dispersaram, assim como as suas traduções hebraicas e aramaicas, mas muitos alcançaram o refúgio dos arquivos museums. No século seguinte, em sua busca pela verdade, o jovem San Benito tropeçou em algum lugar com as traduções de são Jerónimo, como muitos anos antes o mesmo Jerónimo tropeçou com os rolos originais em sua própria busca da verdade, os ensinamentos esenias Tiveram um profundo efeito sobre o jovem eremita, atormentado como estava por causa da ameaçador desordem mundial da idade média. Inspirado pela visão da irmandade esenia, Benito concebeu a santa regra, essa obra-prima de ordem e simplicidade que deu lugar a um sistema monástico que, a longo prazo, salvou a cultura ocidental da extinção durante as idades escuras. Quando Benito fundou o mais famoso dos seus mosteiros em monte cassino, alguns antigos rolos encontraram um lugar seguro atrás dessas paredes calmas. E ali dormiram nas prateleiras do scriptorium, onde os monges pacientemente Copiavam Pergaminho Após pergaminho, século após século. Esperaram também pacientemente sob camadas de poeira nos arquivos secretos do Vaticano. Tinham sido escritos centenas de anos antes pelos mesmos essénios, a misteriosa fonte. Foram ressuscitados e traduzidas no século IV Por San Jerónimo, a corrente. Inspiraram a fundação de uma ordem que salvaria a cultura ocidental da extinção, por são Bento, o rio. E agora estavam prestes a ser redescobriu por mim.

Tudo começou com um trabalho que escrevi sobre são Francisco, e li como despedida no meu último curso de ensino médio. Chamava-se " Deixa a San Francisco cantar no teu coração ", e punha em palavras o meu amor e devoção pelo amável " Santo pagão " que sempre tinha sido o meu favorito. Estava a acabar os meus anos de estudos secundários num mosteiro piarista antes de sair para uma universidade unitária. A minha mãe-Francesa Católica - e o meu pai-transilvaniano unitário - tinham chegado a uma solução pacífica para a minha educação. O meu trabalho impressionou muito o nosso querido director, monsenhor mondik, e assim que me formei me chamou ao seu escritório para me dar umas boas notícias. Eu tinha dito no trabalho que o meu maior desejo era aprender tudo o que pudesse sobre são Francisco, e agora ele me contou que eu tinha sido escolhido para estudar durante alguns meses em arquivos secretos e realizar exatamente isso. Mons. Mondik deu-me uma carta de apresentação para o seu amigo de infância mons. Mercati, que agora era o chefe dos arquivos. A única condição era que deveria viver na pobreza, na castidade e na obediência-justo como um monge franciscano-durante o tempo de permanência em Roma, o que significava viver e vestir da forma mais simples possível, e comer apenas pão moreno , queijo, fruta e legumes. Por outro lado, Mons. Mondik disse-me que teria um banquete espiritual todos os dias ao dispor dos inesgotáveis tesouros das idades que se encontravam nos arquivos e na biblioteca do Vaticano. Do ponto de vista actual, após muitos anos, tudo o que aconteceu foi que vivi como um essénio para estudar o que era a própria personificação do Espírito Essénio: São Francisco. E mesmo assim não sabia, em breve conheceria os essénios mais do que ninguém em quase 1 anos (1).

Mons. Mercati, uma das personalidades mais inesquecíveis que alguma vez conheci, um amável e gentil sábio de olhos ardentes e uma memória sobre-humana que se dizia - abrangia os quarenta quilómetros de longas prateleiras dos arquivos. Disse-me que tinha lido o meu trabalho, e perguntou-me porque queria eu estudar nos arquivos. Contei-lhe o meu desejo de conhecer a fonte do conhecimento de são Francisco, estudar tudo o que havia conhecido o santo mais original e único. A resposta que me deu foi misteriosa e fascinante. Disse-me que são Francisco era o oceano e eu tinha de encontrar o rio que o lontra, tal como ele o fez. Então devia procurar a corrente. E então, se ele estava no caminho, eu encontraria a fonte.

Eu estava tremendamente animado, não apenas pelo desafio de suas palavras, mas também pela sua bondade para mim, pela senhorial compaixão que brilhava em seus olhos e me envolvia como um abraço. Decidi encontrar a fonte que dizia, mesmo que me levasse para o resto da vida. E quando olhei bem pela primeira vez os arquivos secretos do Vaticano, comecei a pensar que isso me ocuparia, ou talvez mais. Havia salas e corredores sem fim, dezenas de subdivisões, um quarto com mais de 600 índices escritos à mão, e mais de 40 quilômetros de estantes de rolos, pergaminhos, manuscritos e códigos. Em um canto, havia um quarto enrolava com mais de 10.000 papéis de documentos não examinados! Mas não estava sozinho na minha perplexidade. Havia lá estudantes de todo o mundo, e partilhamos uma fraternal atmosfera de camaradagem e união. Nem sempre entendíamos as línguas dos outros, mas tínhamos em comum uma intensa dedicação aos nossos estudos, e uma devoção inabalável a mons. Mercati, que todos nós queríamos.

Talvez pela minha fluência em latim e grego, talvez pelo meu paciente lute com os índices empoeirados, um dia mons. Mercati me foi com outra das suas misteriosas manifestações: "Lembre-se meu filho que o oceano latino é alimentado pelo rio grego, que é alimentado pela corrente caldeia, que se origina na fonte hebraica". e me atribuiu um monge francês para Que me ajudasse em aramaico e em hebraico, línguas que não dominava como o latim e o grego. Suas palavras iluminaram algo em minha mente, como um movimento do xadrez que de repente revela todo o jogo, e pouco depois eu soube que estava no caminho certo.

Foi então que decidi descer por uma misteriosa escada circular que conduzia à parte mais antiga dos arquivos, onde os documentos mais preciosos e antigos eram guardavam. Eu também tinha fixado em uma porta sempre fechada próximo ao final do corredor inferior que conduzia ao escritório de Mons. Mercati, da qual só ele tinha a chave. Mas, neste momento, me-me na parte mais antiga dos arquivos,, como nunca antes com quatro línguas arcaicas, movendo-me tanto com a intuição como com um trabalho de detective perseverante.

Quando finalmente tive a minha primeira chave real, senti uma profunda satisfação e um desejo insaciável de saber mais. FUI IMEDIATAMENTE A Mons. Mercati e pedi-lhe permissão para visitar os arquivos do mosteiro beneditino de monte casino. Deu-mo com um piscar de olhos. A sua carta de recomendação para o abade era datada do dia anterior. Divertiu-se com o meu espanto. " vai com Deus, meu filho. Acho que encontraste o rio."

Tinha encontrado o rio, embora a minha primeira visita a monte cassino não tenha revelado a corrente. Mas depois de passar uma semana no mosteiro observando o passeio dos monges pelos bosques e trabalhando no seu pomar, comendo o seu pão e os frutos todos juntos em suas refeições comunitárias, meditando em suas pequenas celas, cantando seus belos cânticos amanhã e Tarde, soube o que tinha que encontrar nos arquivos museums, e soube onde procurar.

Voltei a mons. Mercati. Juntei todo o meu valor e pedi a chave do quarto dele. Houve uma longa pausa enquanto os seus olhos procuraram os meus, e então ele deu-Ma solenemente, deseándome-me a sorte e me dizer a devolvê-la.

Entrei no quarto secreto como um antigo iniciado deveria ter entrado na Câmara secreta da grande pirâmide, e eu abri caminho sozinho através dos empoeirados manuscritos usando todo o conhecimento - que me custou tanto conseguir-para encontrar o caminho. Não passou muito tempo até encontrar o que procurava.

Poucos dias depois devolvi a chave a mons. Mercati e pedi permissão para voltar a monte cassino. Olhou para o meu rosto e sorriu: " estou contente por teres encontrado a corrente, meu filho. Agora espero que encontre a fonte ". e me entregou uma carta datada do dia anterior, desta vez pedindo ao abade que me deixasse usar as grandes montras do scriptorium.

Melancólica nos arquivos de monte cassino como peixe na água. O Rio de San Benito me levou; me impulsionou a corrente de são Jerónimo, que tinha descoberto no precioso armazém do quarto fechado, e vasculhei versões inéditas de Josefo, filão e Plínio, junto a muitos outros clássicos latinos. Mais uma vez vi os belos manuscritos de são Jerónimo. Muitos destes evidentes trabalhos foram considerados perdidos há muito tempo, e eu lia e lia como em um conto de tesouros de incrível riqueza. Descobri que outras cópias dos seus trabalhos existiam ainda entre outros mosteiros benedict, como na biblioteca de San Salvatore, onde permaneceu por séculos uma bela cópia até que com a destruição da Abadia chegou à biblioteca laurenziana de Florença, onde agora a tem Catalogado como o evangelho amutino.

Os Manuscritos originais de são Jerónimo, que se achavam perdidos no século v, felizmente sobreviveram no mosteiro beneditino de monte cassino e no Vaticano. Entre estes manuscritos estava o texto completo do evangelho essénio da paz.

Tinha encontrado a fonte: fragmentos hebreus do evangelho essénio, a versão caldeia da qual eu tinha lido nas prateleiras do quarto fechado de Mons. Mercati. Soube agora a origem da luz intensa que brilhava nessa figura amada, e percebi por um instante a heróica medida do seu silêncio. Deveria também eu agora ficar em silêncio?

Voltei ao Vaticano e fui imediatamente ao escritório de Mons. Mercati, aquele estúdio cheio de livros que tinha chegado a conhecer tão bem. Quando levantou a vista, eu vi algo novo na sua expressão: misturado com o seu familiar olhar de sábia compaixão havia um indecifrável olhar quase de, de algo compartilhado que ele nunca tinha compartilhado com nenhuma pessoa.

- encontraste a fonte - disse em tom baixo.

- como sabe? - perguntei

- Porque, meu filho -, disse centelleándole o olhar -, tens essa aparência.

E novamente essa estranha expressão atravessou a sua cara. Eu vi nela toda a sabedoria e a compaixão das idades, misturada com o terno humor e a participação em um segredo muito precioso. De repente, as lágrimas inundaram os meus olhos.

- o que vou fazer, padre? Eu perguntei.

- deixa a San Francisco cantar no teu coração-sussurrou.

Me-me e beijei a sua mão. Ele disse apenas uma palavra, a palavra em latim mais curta: "I" (ver). E fui-me embora e nunca mais o vi.

Outros dados extraídos das páginas. 22, 118 e 158 do mesmo livro

A Sorbonne, Universidade de Paris, outono de 1925, perante os seus colegas de classe, o autor lê a habitual conferência anual - que cada aluno tem de dar - sobre os seus trabalhos nos arquivos museums. A conferência seguiu as vias habituais de publicação em duplicador para ser distribuída entre os alunos (2), e o mesmo aconteceu com a tradução literal do aramaico para o francês do evangelho essénio da paz.

Em 1933, aparece a tradução inglesa a partir do francês, de purcell weaver, aqui presente.

Na Cidade Victoria, México, a professora de literatura espanhola Rita de Vargas, e o professor de história exilado pela recente guerra civil espanhola, lacalle, realizam a primeira tradução e publicam o evangelho essénio da paz.

* Trechos das primeiras páginas do livro search for the ageless, vol. 1, de e. Székely, Academy books, 1977.

(1) era junho de 1923, e o autor tinha 18 anos.

(2) as memórias desta conferência foram transcritos no livro the Discovery of the essene gospel of peace. The Essenes and the vatican, Academy books, 1977

Fonte: Facebook_O Templo e o Maçom

sexta-feira, 23 de maio de 2025

FRASES ILUSTRADAS

SAUDAÇÃO ÀS LUZES APÓS A MARCHA

Em 24.09.2024 o Respeitável Irmão Odair de Almeida Lopes Júnior, Loja Pedro Pinto dos Santos, 463, REAA, GLESP (CMSB), Oriente de Campos do Jordão, Estado de São Paulo, apresenta a dúvidas seguintes:

SAUDAÇÃO ÀS LUZES

Faço contato, mais uma vez, agora na busca de esclarecimentos sobre a execução das marchas dos Graus 2 e 3 (REAA), /

DÚVIDA - Grau 2: Aqui usa-se iniciar a marcha no Grau de Apr (até aí ok), saúda-se as LLUZ (?) e, só então, faz-se o sinal de Comp, executando-se os 2 pp seguintes para, de novo, saudar as Luzes.

DÚVIDA - GRAU 3: Aqui usa-se iniciar a marcha no Grau de Apr (até aí ok), saúda-se as Luzes (?) e, só então, faz-se o sinal de Comp, executando-se os 2 pp seguintes para, de novo, saudar as Luzes (?). Só então faz-se o sinal de Mestre, executando-se os t últimos passos, quando de novo saúda-se as Luzes.

Na GLMERJ, de onde sou oriundo, não é assim, ou seja, só se saúda as Luzes ao final de cada marcha, isto no grau pertinente. Estas variantes da GLESP também estão corretas? Eis minhas dúvidas.

 CONSIDERAÇÕES:

 No que diz respeito à sua questão, sem declinar se esta ou aquela Grande Loja está correta, a resposta que segue tem somente o fito de observar o que é consagrado no REAA. Seguem os comentários:

Marcha do Grau 02 - primeiro dão-se os tr pp de Apr. Ainda, sem saudar as LLuz, muda-se o Sin do 1º para o 2º Grau, quando então dão-se os d ppoobl de Comp∴. Faz-se, enfim, a saudação às LLuz pelo Sinal de Comp.

Marcha do Grau 03 - primeiro dão-se os tr pp de Apr. Ainda, sem saudar as LLuz, muda-se o Sin do 1º para o do 2º Grau. Dão-se então os d pp de Comp. Ainda, sem saudar as LLuz, muda-se finalmente o Sin do 2º para o 3º Grau e a seguir dão-se os tr pp de Mestre, quando então faz-se a saudação às LLuz da Loja, pelo Sin.

Ao concluir, vale observar o seguinte na Marcha do M M: na transição dos ssin, do 1º para o 2º Grau, e do 2º para o 3º Grau, não há saudação às LLuz. De fato, a saudação ao Ven e aos VVig, ocorre apenas no final da Marcha. A mudança de um para outro Sin não significa saudação, mas a transição de ssin. No REAA a Marcha do Grau é a única situação em que o Obr anda em Loja com o Sin composto. A passagem de um para outro Sin deve ser completa, ou seja, pelo Sin Pen.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br