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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 1 de novembro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

MUDANÇA DE GRAU - ASPECTOS LEGAIS

Em 21/06/2026 o Respeitável Irmão José Luís Turra, Loja Obreiros Ocultos, 1984, REAA, GOB-MS, Oriente de Nova Andradina, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a seguinte questão.

MUDANÇA DE GRAU

Abrimos a sessão grau Aprendiz, cobrimos o os Aprendizes para transformar em Comp∴ onde discutimos e aprovamos a elevação dos IIr∴ AApr∴ voltamos ao grau de Aprendiz. Quando oficialmente é comunicado a aprovação da elevação para os aprendizes? Na mesma sessão? Ou quando tivermos a data da elevação.

Questionei, o Ven∴ Mestre comunicou a eles na Pal. Bem da Ord. Eu fiz elevação na época que estava Ven∴ Mestre, não me lembro como fiz.

CONSIDERAÇÕES:

Vale ressaltar que o processo para aumento de salário de um Ir∴ deve obedecer rigorosamente ao que prevê o RGF, Artigo 35 e parágrafos e incisos seguintes.

Conforme menciona o diploma legal, antes é preciso que a Comissão de Admissão e Graus da Loja tenha se reunido e analisado a peça de arquitetura que fora solicitada ao Aprendiz visando seu aumento de grau. Somente após isso é que haverá sabatina em Grau 1, cujo questionário será preparado pela Loja sob a administração do Vigilante responsável pelas instruções.

Assim, na mesma sessão em que ocorrerá a sabatina - na Ordem do Dia porque dela resultará votação - depois de ter sido essa etapa concluída, o templo será coberto ao(s) IIr∴(s) Aprendiz(es) e a Loja transformada em Grau 2, oportunidade em que haverá deliberação sobre o aumento de salário.

Concluída a votação e apurado o resultado, a Loja voltará a trabalhar no 1º Grau, quando então será(ão) readmitido(s) o(s) Aprendiz(es), ocasião em que será comunicado o resultado do processo. 

Costumeiramente, também é informada na ocasião a data da Elevação, a qual se dará em outra sessão em trabalhos magnos.

Finalizando, reitera-se: rigorosamente o processo para aumento de salário deve seguir o que prevê o RGF em seu Artigo 35.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

ELIMINAÇÃO

A eliminação é um ato de banimento definitivo da Ordem Maçônica, após um julgamento previsto pelos códigos e constituição maçônicos.

Antes da eliminação geral e definitiva, o maçom deverá ser excluído do quadro de sua Loja; após o Grão-Mestre homologará o ato e fará a comunicação ao “mundo maçônico” sobre aquela eliminação.

Esotericamente, porém, nenhum maçom poderá ser eliminado, porque a Iniciação é ato in aeternum; sendo a Iniciação um “novo nascimento”, é obvio que ninguém poderá ter esse nascimento eliminado!

O maçom que incorre em falta, grave ou não, deve ser julgado, mas a sentença jamais chegará à eliminação, que simboliza a “morte maçônica”, o que é ato impossível.

O maçom, como Iniciado, passa a ser “parte” espiritual dos outros maçons. Como eliminar, então, parte de si mesmo porque essa parte pecou?

O bom pastor deixa as 99 ovelhas em segurança no aprisco e sai em noite tempestuosa enfrentando riscos em busca da centésima ovelha perdida; encontra-a e carinhosamente a leva ao aprisco, onde as outras 99, aflitas, rejubilam-se pelo retorno daquela que acreditavam morta.

Jamais devemos, levianamente, julgar um irmão; é preciso que a falta tenha sido na realidade grave; nesse caso é de se recomendar a autoeliminação, quando então o maçom faltoso adormecerá para, algum dia, retornar ao aprisco.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 133.

REINTEGRAÇÃO DO COMPANHEIRO (II)

Por muito que se precise que o trabalho de um maçon é essencialmente individual, não podemos esquecer que o que diferencia o método maçónico das demais formas de aquisição de conhecimentos, progressão e aperfeiçoamento é que esse trabalho individual se processa integrado num grupo heterogéneo, interagindo reciprocamente cada um dos indivíduos com o grupo. A reorientação do trabalho do maçon que ascende ao grau de Companheiro deve, pois, ser auxiliada pelo grupo, pela Loja e, especificamente, pelos Mestres da Loja. Três aspectos essenciais devem ser tidos em conta.

Em primeiro lugar, importa ter presente que, para que o Companheiro possa harmoniosamente dedicar-se ao específico trabalho do seu grau há que lhe proporcionar condições para tal. Ou seja, há que prever, calendarizar e levar a cabo sessões rituais especificamente destinadas ao trabalho do segundo grau, há que propiciar o efectivo funcionamento da Oficina de Companheiros. Nessas sessões, para além da abertura e encerramento dos trabalhos da Oficina segundo o ritual de Companheiro, devem ser apresentadas e debatidas pranchas respeitantes aos temas do grau, isto é, respeitantes ao Homem, às Artes e Ciências. As possibilidades e a variedade são obviamente imensas. Permite-se e propicia-se, assim, que o trabalho e o estudo dos assuntos respeitantes ao grau sejam colectivamente assegurados e não apenas individual e solitariamente cometidos ao Companheiro.

Neste aspecto, muito há a fazer e a aperfeiçoar no funcionamento, pelo menos, da Loja em que me integro, a Loja Mestre Affonso Domingues – mas suspeito que também na generalidade das Lojas. Criou-se o hábito de trabalhar preferencialmente, quase exclusivamente, no primeiro grau, só se constituindo a Loja nos graus superiores quando imprescindível e na medida do indispensável. Acaba-se por se cair na tentação de só se trabalhar nos graus superiores para conferir graus, baseando-se o trabalho da Loja no primeiro grau, considerando-se que assim se não excluem obreiros (Aprendizes, quanto a sessões de segundo grau; Aprendizes e Companheiros, quanto aos trabalhos do 3.º grau) dos trabalhos e se reforçam os laços de solidariedade entre todos. Embora compreenda a pureza da intenção, penso que é nocivo que assim se proceda. O trabalho maçónico pressupõe evolução. Não é por acaso que se concebeu que os trabalhos maçónicos decorrem em três graus. Em cada um destes, há objectivos a atingir, conhecimentos específicos a obter, trabalho próprio a realizar. Privilegiar – ainda que com a melhor das intenções – um grau em detrimento dos restantes equivale a empobrecer desnecessariamente a riqueza do trabalho comum de uma Loja. Abrir a Loja no grau de Companheiro apenas para passar Aprendizes a Companheiros e para a apresentação da prancha que é exigida ao Companheiro para que possa ascender a Mestre – por vezes, uma prancha que, em bom rigor, não respeita ao objecto do que devem ser os estudos do Companheiro, mas afinal uma simples prancha bis de Aprendiz, apenas com a diferença de respeitar a um dos poucos símbolos privativos do grau de Companheiro – não é a melhor forma de trabalhar o grau de Companheiro.

Em segundo lugar, devem os Mestres dar o exemplo, elaborando e apresentando pranchas efectivamente do grau de Companheiro, sobre o Homem, as Artes ou as Ciências. Não quer isto dizer que o simbolismo não tenha também lugar no grau de Companheiro. Claro que tem. Mas não tem aqui a essencialidade que reveste no primeiro grau. Aprendida e apreendida a forma de trabalhar com os símbolos, o maçon deve voltar-se para o Mundo e estudar-se a si próprio e às suas realizações nos campos do Saber e da Beleza, à luz da sua própria evolução, não concentrar-se num qualquer simbólico-metafísico plano exterior à realidade. Tese-antítese-síntese, síntese como nova tese- nova antítese-nova síntese. Assim evolui em todos os campos o Homem. Se persiste e insiste apenas num único aspecto, numa única linha, num preciso ponto, por muito meritório que seja, não evolui, involui. Devem, pois, os Mestres dar o exemplo, mostrar, o tipo de trabalho que se deve fazer no grau. Para que os Companheiros melhor o compreendam e possam tentar e, muitas vezes, conseguir, fazer melhor…

Em terceiro lugar, deve a Loja ter sempre presente que cada homem é um homem, cada caso um caso, cada situação uma situação. Não há cartilhas, não há manuais. O que se coloca aos Companheiros são linhas orientadoras, mapas que são postos à sua disposição. A forma como cada Companheiro vai percorrer (ou evitar; ou saltar; ou transgredir; ou esticar; ou aperfeiçoar; ou…) essas linhas é com ele. A maneira como vai olhar e utilizar (ou ignorar; ou refazer; ou…) os mapas é também com ele. A viagem é dele. O grupo só lhe propicia os meios para que a faça. E não há viagens certas, nem destinos errados. O que vale também por dizer que, apesar de eu defender que um Companheiro deve estudar o Homem, as Artes e as Ciências, se ele preferir continuar a concentrar-se exclusivamente no simbolismo, estudando apenas e só os símbolos do grau… tenho de respeitar e aceitar isso e reconhecer o mérito dessa opção. Não será a minha, não será a que eu penso a melhor… mas não existe nenhum decreto do Grande Arquitecto que estipule que eu estou certo e o outro errado; como nada garante que o que é certo para mim não convenha ao outro e que o que a mim me parece inconveniente não seja o adequado para o meu Irmão… Em suma, indicar, não dirigir, orientar, não abafar, propiciar, não obrigar. Ou seja, executar o que é a Maçonaria: um grupo ao serviço do indivíduo e beneficiando do que este lhe traz; não o indivíduo ao serviço, subjugado e dependente do grupo. Porque, acima de tudo, um maçon é um homem livre – e de bons costumes…

Fonte: https://www.freemason.pt