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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

CHAMA VOTIVA? VELA ACESA? NO REAA?

Em 09/07/2019 o Respeitável Irmão Hugo Schirmer, Loja Honra e Verdade, 439, Rito Adonhiramita (13 Graus), GORGS (COMAB), Oriente de Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão relacionada ao REAA.

CHAMA VOTIVA? VELA ACESA? NO REAA?

A questão nada a ver com o Rito acima referido.

Faço parte de uma Loja de Pesquisa, aqui do Oriente, que diz trabalhar no REAA (Vermelho) GORGS/COMAB.

A questão é a seguinte:

1. Existe ou não chama a dita “Chama Votiva” no REAA, seja ele do GOB∴, GG∴LL∴ ou GG∴OOr∴IInd∴?

2. Lembro que antigamente havia a chamada ou dita “votiva”, sobre a porta de entrada do Templo;

3. Hoje ela voltou em forma de uma vela ao lado Altar dos Juramentos!!!???

4. O que está certo?

Esclareço que estou filiado na Loja Adonhiramita. Quanto a Loja de Pesquisa estou por detalhe e continuo a frequentar, sabendo que ela escolheu o Rito, mas as reuniões são só administrativas e nunca ritualística.

CONSIDERAÇÕES:

CHAPÉU

CHAPÉU
(republicação)

Em 12.01.2014 o Respeitável Irmão Orlando Gladstone Albuquerque Lustosa, Venerável Mestre da Loja Dirceu Torres, 1.936, REAA, GOB-DF, Oriente de Brasília, Distrito Federal, apresenta a questão seguinte: 
orlandogladstone@gmail.com 

Ao tempo que o cumprimento agradecendo desde já vossa inestimável contribuição ao progresso da Ordem Maçônica consulto-o mais uma vez, desta sobre a viabilidade ritualística de nos tempos atuais pelo Rito Escocês Antigo e Aceito o Venerável Mestre nas sessões de Grau 1 e 2 utilizar o chapéu ou cartola na presidência das sessões. 

Considerações: 

LOJA DE MESA OU BANQUETE RITUALISTICO

LOJA DE MESA OU BANQUETE RITUALISTICO

Loja de Mesa ou de Banquete é a sessão ritualística em que os maçons se confraternizam em torno de uma mesa de refeições. É comumente chamada de banquete ritualístico, embora se considere que este termo é impróprio.

Os Maçons têm por tradição reunirem-se muitas vezes após os trabalhos para realização de um ágape – termo que designa o repasto dos primitivos cristãos. A palavra banquete surgiu desse hábito, pois ela deriva do italiano banqueto, que era o banquinho em que os primeiros cristãos sentavam-se, durante as ceias comunitárias nas catacumbas, onde se escondiam.

O banquete é uma festividade maçônica realizada em Loja ou Oficina de Banquete, em grau de Aprendiz, para que dele possam participar todos os maçons. Que embora seja uma tradição muito antiga, as primeiras regras normativas dessa cerimônia datam de 1721 e referiam-se aos banquetes anuais realizados no dia de São João Batista, por motivo da eleição do Grão-Mestre da Grande Loja de Londres (1717).

A Maçonaria moderna (1723) elegia os seus dirigentes por ocasião das reuniões convocadas para o banquete, tendo sido sempre ao redor de uma mesa que se tomavam as decisões importantes e como exemplo cita a Ceia do Senhor e a dos Cavaleiros da Távola Redonda.

Como visto, ágape era uma refeição que os antigos (primitivos) cristãos faziam em comum. Eles se reuniam em torno de uma mesa disposta em formato de ferradura, pois para eles esta disposição transmitia a idéia de imagem do céu em suas épocas solares.

Assim, a reunião de mesa tinha o cunho ritualístico religioso. Era o Kidush dos hebreus significando “santificação, sagração” e era realizado na véspera de uma festa religiosa, ou na véspera do shabat (sábado), para realçar a santificação do dia.

Também, entre os demais povos da antiguidade, os banquetes eram freqüentes. Qualquer evento extraordinário se transformava em motivação para que uma família, uma associação ou um grupo social se reunisse, para comemorar ao redor de uma mesa.

Além dos hebreus, que demonstravam particular prazer com suas festividades, os egípcios e os gregos as celebravam, com singular recolhimento de convidar os deuses para os seus banquetes sagrados. De igual forma, os romanos não se esqueciam de convidar os Deuses festins, colocando-os em leitos que circundavam as mesas guarnecidas com iguarias.

Os Maçons, mantiveram as tradições antigas, realizando um belo culto ao simbolismo em seus dias festivos.

De maneira geral, o Banquete Ritualístico deve ser realizado nos edifícios maçônicos, em salas apropriadas. Pode, todavia, ter lugar em qualquer outro edifício, contanto que tudo esteja disposto de maneira que, de fora, nada se possa ver e ouvir; isso significa que o Banquete Ritualístico deve estar a coberto dos olhos profanos, já que se trata de uma sessão ritualística.

Como dito, o Banquete Ritualístico, antigo costume maçônico, deveria ser realizado pelo menos uma vez por ano, de preferência no solstício de inverno (no hemisfério Sul), ou de verão (no hemisfério Norte).

O solstício de inverno, em nosso hemisfério, ocorre a 21 de junho, que é, então, a época mais propícia para o Banquete Ritualístico, embora muitas Oficinas o realizem no dia 24 de junho, aproveitando o solstício e homenageando o padroeiro de muitos ritos maçônicos, São João, o Batista.

Todos os participantes da Loja de Mesa estarão paramentados e as Dignidades e Oficiais usarão as jóias de seus cargos. Algumas Obediências costumam recomendar que não sejam usados os aventais, pois eles seriam reservados para os trabalhos da Loja no Templo; isto, todavia, não é correto, pois, em qualquer sessão ritualística, o maçom deve portar o seu avental, sem o qual será considerado como se estivesse nu.

O Banquete Ritualístico é um momento de confraternização, que é exercer uma confraternidade, em nome de todos os Maçons do orbe terrestre, de salientar os laços que unem os Irmãos dessa Ordem Universal. Neste momento deve-se estar conectado com o Grande Arquiteto do Universo, entendendo que, no momento dessa confraternização, dever-se-ia estar recebendo o mesmo alimento espiritual, alimento propiciador de uma ligação espiritual forte, mantenedora de um laço invisível e inquebrantável, que deve estar isento de qualquer mácula, pois advém de seres Iniciados.as épocas

Ir∴ Romarino Junqueira dos Reis, ex-V.M., Orador Adm. 2010/2011
Cinq. Ben. A.R.L.S. "Concordia et Humanitas" Nr. 56
Para a Loja de Mesa do 53º aniversário da Loja, em 30/6/2011

domingo, 6 de outubro de 2019

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Par Géplu

Foi Pol quem nos enviou esta foto, com este interrogatório. Se alguém puder responder a ele (...)

Aqui está uma foto de uma (pequena) rua em Brioude, Auvergne. Seria interessante saber por que esse nome?

Um irmão de Brioude (?) poderia talvez dar a explicação. A rua fica nas imediações da notável igreja românica.

Se você também estiver perto de sua casa ou em uma viagem, perceber que está construindo um objeto ou uma decoração ou alvenaria maçônica, não hesite em nos enviar fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores do blog. (tradução livre)

Fonte: Blog Hiram.be

PRÁTICAS RITUALÍSTICAS

PRÁTICAS RITUALÍSTICAS 
(republicação)

Em 27.03.2015 o Respeitável Irmão Heber Costa, Loja Irmão Valdez Pereira, 4.077, REAA, GOB, Oriente de Paragominas, Estado do Pará, apresenta as questões seguintes: 
heberacosta@gmail.com 

Pequenos questionamentos nos faz solicitar orientação do Eminente Irmão para a prática em nossa Loja. 

1 - Os Diáconos trabalham conduzindo os bastões? Ou em que situação eles devem conduzi-los? 

2 - O Irmão Orador quando vai abrir o Livro da Lei deve ler o Salmo de joelhos, ou não, ou fica a vontade de cada um? 

3 - O Venerável quando esta de pé lendo o ritual no encerramento dos trabalhos deve ficar também à Ordem, ou somente segura o malhete junto ao peito? 

4 - Ao final da Marcha de Mestre se faz a saudação às Luzes, antes do sinal de Adm∴, ou ao final faz o sinal de Adm∴ sem saudar as Luzes? Ou mesmo numa reunião ordinária faz a Marcha, saúda as Luzes e não faz o sinal de Adm∴? 

5 - Na página 40 do ritual de Mestre nos cinco PP∴ da Perf∴ diz que segura à mão direita, na página 133 diz que segura à mão direita, já na página 127 manda pegar no pulso, qual é o certo? 

6 - Orador e Secretario podem falar sentados? 

Obs.: 

Nossos questionamentos também são devidos à migração de alguns Irmãos da Grande Loja para a nossa. 

Considerações: 

O QUE É A MAÇONARIA?

O QUE É A MAÇONARIA?
(Desconheço o autor)

A Maçonaria é uma sociedade discreta, na qual homens livres e de bons costumes, denominando-se mutuamente de irmãos, cultuam a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade entre os homens. Seus princípios são a Tolerância, a Filantropia e a Justiça. Seu caráter secreto deveu-se a perseguições, à intolerância e à falta de liberdade demonstrada pelos regimes reinantes da época. Hoje, com os ventos democráticos, os Maçons preferem manter-se dentro de uma discreta situação espalhando-se por todos os países do mundo. 

Sendo uma sociedade iniciática, seus membros são aceitos por convite expresso e integrados à irmandade universal por uma cerimônia denominada "iniciação". 

Essa forma de ingresso repete-se, através dos séculos, inalterada e possui um belíssimo conteúdo, que obriga o iniciando a meditar profundamente sobre os princípios filosóficos que sempre inquietaram a humanidade. 

O neófito ingressa na Ordem no grau de Aprendiz. Ao receber instruções e ensinamentos, galga ao grau de Companheiro e após período de estudos, chega ao grau máximo do Simbolismo, ou seja, o Grau de Mestre Maçom. 

Os Maçons reúnem-se em um local ao qual denominam de Loja, e dentro dela praticam seus rituais. Estes são dirigidos por um Mestre Maçom experimentado, conhecido por Venerável Mestre. Suas cerimônias são sempre realizadas em honra e homenagem a Deus, ao qual denominam de Grande Arquiteto do Universo, (G∴A∴D∴U∴). Seus ensinamentos são transmitidos através de símbolos dando assim um conhecimento hermenêutico profundo e adequado ao nível intelectual de cada indivíduo. 

Os símbolos são retirados das primeiras organizações Maçônicas, dos antigos mestres construtores de catedrais. "Maçom" em francês significa pedreiro. Devido a esse fato encontramos réguas, compassos, esquadros, prumos, cinzéis e outros artefatos de uso da Arte Real, ou seja, instrumentos usados pelos mestres construtores de catedrais e castelos, que são utilizados para transmitir ensinamentos. 

Por possuir um conhecimento eclético, a Maçonaria busca nas mais diversas vertentes suas verdades e experiências, dando um caráter universal a sua doutrina. 

A Maçonaria não é uma religião, pois o objetivo fundamental de toda sociedade religiosa é o culto à divindade. 

Cada Loja possui independência em relação às outras Lojas da jurisdição, mas estão ligadas a uma Grande Loja ou Grande Oriente, sendo estes soberanos. Cada Grande Loja ou Grande Oriente denomina-se de "potência". Essa é uma divisão puramente administrativa, pois as regras, normas e leis máximas, denominadas "Landmarks", são comuns a todos os Maçons. Um dos Landmarks básicos da Ordem é que o homem, para ser aceito, deve acreditar em um princípio criador, independente de sua religião. 

Seus integrantes professam as mais diversas religiões. Como no Brasil a grande maioria dos brasileiros são cristãos, adota-se a Bíblia como livro da lei. Em outra nação, o livro que ocupa o lugar de destaque no Templo poderá ser o Alcorão, o Torá, o livro de Maomé, os Vedas, etc, de acordo com a religião de seus membros. No preâmbulo da primeira Constituição editada pela Grande Loja, ficam registrados de forma clara os princípios em que se baseia a Ordem: 

"a Maçonaria proclama, como sempre proclamou desde sua origem, a existência de um Princípio Criador, sob a denominação de Grande Arquiteto do Universo; 

a Maçonaria não impõe nenhum limite à livre investigação da Verdade, e é para garantir a todos essa liberdade que ela de todos exige tolerância; a Maçonaria é, portanto, acessível aos homens de todas as raças e de todas as crenças religiosas e políticas; 

a Maçonaria proíbe em suas Oficinas toda discussão sobre matéria partidária, política ou religiosa, recebe os homens quaisquer que sejam as suas opiniões políticas ou religiosas, humildes, embora, mas livres e de bons costumes; 

a Maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas manifestações; 

é uma escola mútua que impõe este programma: obedecer às leis do País, viver segundo os ditames da honra, praticar a justiça, amar o próximo, trabalhar incessantemente pela felicidade do gênero humano e para conseguir a sua emancipação progressiva e pacífica." 

sábado, 5 de outubro de 2019

SINAL CAUSAL

Em 08/07/2019 o Respeitável Irmão Celso Correa, Loja 25 de Julho 867, GLESP, Rito de York (americano), Oriente de Sorocaba, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:

SINAL CAUSAL

Uma dúvida. Por que o sinal de chamada do MI é diferente nos vários ritos?

No Escocês temos dois, das Grandes Lojas, do GOB, do Emulação, outro do York Americano. Qual o correto?

CONSIDERAÇÕES:

PRECIOSIDADES MAÇÔNICAS


DETERMINISMO E LIVRE ARBÍTRIO

DETERMINISMO E LIVRE ARBÍTRIO
(Desconheço o autor)

Muito têm discutido sábios e doutos, em todos os tempos, porque de sua solução depende a irresponsabilidade ou a responsabilidade do homem, e em consequência, a utilidade de todo seu esforço. 

Falamos do problema do determinismo e do livre arbítrio. 

A solução deste problema é de fundamental importância para o Maçom, pois se o homem não fosse livre em suas ações e determinações, a Maçonaria, como Arte Real da Vida, não teria nenhuma razão de existir. 

É fora de qualquer dúvida que a vontade e por consequência a atividade do homem e o fruto de suas ações, estão determinadas pelo que ele pensa, julga e vê interiormente. 

Assim, o que alguém faz e como o faz, em determinadas circunstâncias é o que o distingue. 

Em consequência, Livre Arbítrio e liberdade individual existem para o homem na proporção do desenvolvimento de sua INTELIGÊNCIA e de seu modo de julgar.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

CANTO DO HINO E O PAVILHÃO NACIONAL

Através do Consultório Maçônico José Castellani da Editora Maçônica A Trolha, me remete consulta do Respeitável Irmão Elizardo Sebastião Mourão do Oriente de Sabinópolis, Estado de Minas Gerais que formula a seguinte questão:

CANTO DO HINO E O PAVILHÃO NACIONAL

Durante a execução do Hino Nacional em Sessão Magna, alguns Irmãos ficam em posição voltado para a Bandeira Nacional e outros ficam na mesma posição. Sempre ocorrendo polêmicas quanto à posição. Para o Irmão está correto estas posturas dos Irmãos?

CONSIDERAÇÕES:

A MARCHA DE APRENDIZ

A MARCHA DE APRENDIZ
Ir∴Moisés de Jesus Almeida Rocha, A∴M∴

Técnica Maçônica adotada nos três graus simbólicos para o candidato à perfeição avançar do Ocidente para o Oriente, isto é, das trevas para a luz, do mundo objetivo dos sentidos para o mundo subjetivo do espírito.

Em cada passo e cada grau se opera um avanço maior do que o precedente, e sempre se inicia a marcha com o pé esquerdo, o mais próximo do coração como a indicar que toda atividade e progresso do Maçom devem inspirar-se e basear-se na Lei do Amor, a mais poderosa força do Universo.

Marcha do Aprendiz – Compreende três passos de longitude desigual, e cada passo juntando os pés em ângulo reto. Simbolizam as três qualidades morais que têm de caracterizar a conduta do Aprendiz:

Retidão, Decisão e Discernimento e cujo desenvolvimento lhe aumenta gradativamente as capacidades.

A Marcha simboliza a vida em suas três etapas: infância, juventude e velhice.

Também tem o significado da ferramenta essencial do Maçom: a régua, e por isso é feita em linha reta e com seu próprio significado.

A Marcha, no Grau de Aprendiz, efetua-se em três passos iguais, e retilíneos, ficando os pés em Esquadro, figurando a Jóia do 2.o V? , isto é o Prumo ou a Perpendicular.

No Rito Escocês Antigo e Aceito, a Marcha começa com o pé esquerdo e no Rito Moderno com o pé direito.

O Esquadro formado com os pés simboliza a retidão da conduta, sobre o caminho retilíneo que segue todo Maçom.

A Marcha do Aprendiz é indecisa, executando-se passo a passo, significando que a progressão em direção a Luz só é obtida após esforços e prudentemente ampliados.

Pelo fato de sua ignorância nativa, o primeiro passo é um ensaio.

Pela imperfeição da linguagem, o segundo passo do Aprendiz assinalará a prudência.

Finalmente o terceiro passo é realizado com toda a atenção, pois neste momento, o Aprendiz encontra-se em situação de ver a Luz, segundo as suas faculdades.

As opiniões simbolistas sobre a Marcha do Aprendiz são muito variadas, contradizendo-se até.

Para uns, os três passos da Marcha com os pés em Esquadro simbolizam a Primavera do ano, a qual corresponde a infância do Neófito.

Para outros simbolizam os dotes que devem distinguí-lo: Sabedoria, Força e Beleza, sendo o emblema das três grandes fases da sua iniciação: Nascimento, Vida e Morte...

Há várias maneiras de se fazer a Marcha do Aprendiz:

1. O Aprendiz parte com o pé esquerdo com o qual ao juntar-lhe o pé direito, forma o Esquadro, numa marcha natural entrecortada. É a mais comum.

2. O Aprendiz faz os mesmos passos, porém arrasta o pé direito até encostá-lo ao pé esquerdo para formar o Esquadro.

3. O primeiro passo é pequeno, o segundo passo um pouco maior, e o terceiro maior ainda. É usado em certas Obediências francesas e simboliza o progresso que o Aprendiz consegue ao avançar para o Oriente.

São Paulo, 12 de Abril de 2002.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

TRONCO DE BENEFICÊNCIA. RETIRADA DA MÃO. ABERTA OU FECHADA?

Em 07/07/2019 o Respeitável Irmão Petronio Cardoso, Loja Tiradentes, REAA, GOB-MG, Oriente de Campo Belo, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimentos.

MÃO ABERTA

Tanto em seu blog, quanto nas suas atuais normas ritualísticas (REAA), não se detalha, como deve-se retirar a mão do Tronco de Beneficência, apenas dizem que o faz com a mão direita, como de costume.

Existiam Cartilhas que diziam, ter que se tirar a mão aberta (com discrição), mostrando que não estava se “retirando” nada do tronco.

Deve-se tirar a mão aberta, ou normal, sem espalmar os dedos?

CONSIDERAÇÕES:

FRASES ILUSTRADAS


ALLAN KARDEC MAÇOM?

ALLAN KARDEC MAÇOM?
Paulo Roberto Martins

O Jornal do Commercio em sua edição de 27/10/2002, traz uma reportagem sobre a modernização da legislação na “Grande Loja de Pernambuco” com uma entrevista do grão-mestre-adjunto, juiz trabalhista Milton Gouveia. Anexo a matéria publicada, foi colocado um quadro em que dava o nome de alguns maçons notáveis, sendo primeiro o de Allan Kardec dentre alguns outros.

Ficamos bastante surpresos pois nunca tínhamos tido tal informação em nenhum tipo de leitura anterior e pela convicção de que alguns elementos essenciais que constituem a confraria maçônica não fazem parte da doutrina espírita, como por exemplo: O espiritismo não tem estrutura hierárquica, não tem mestres, não tem templos suntuosos, não adota cerimônia de espécie alguma, não tem rituais, não usa vestes especiais, não tem qualquer simbologia, não utiliza ornamentações associadas a práticas exteriores, não tem gestos de reverência, não tem sinais cabalísticos, não tem dogmas indiscutíveis ...

Resolvemos então trilhar o bom e velho caminho das perguntas e pesquisas na solução da dúvida em questão, obtendo por resultado dois bons indicadores do fato histórico:

1 – No livro “História da magia, do ocultismo e das sociedades secretas” tomo VII: No século de Allan Kardec, autores – Danielle Hemmert e Alex Roudene temos o seguinte:

“Segundo alguns biógrafos, depois de alguns anos de preparatórios, Hippolyte Rivail teria deixado por algum tempo o castelo de Yverdon para estudar medicina na faculdade de Lyon. Vivia a França o período da restauração dos Bourbons, e então é agora em sua própria pátria, realista e católica, que ele se sentiria desambientado. No entanto não tarda em descobrir um derivativo para a sua decepção e o seu aborrecimento! Essa cidade secreta de Lyon ofereceu em todos os tempos asilo às idéias liberais e as doutrinas heterodoxas. Martinismo e Franco-Maçonaria, Carbonarismo e São-Simonismo vicejam entre suas paredes. E Rivail, jovem médico, inicia-se no magnetismo animal, descoberto quarenta anos mais cedo por Mesmer. O sonambulismo apaixona-o igualmente. Decididamente Hippolyte está “apanhado” pelas ciências ocultas: Assim continuará toda a sua vida, e Allan Kardec encontra-se já em potência no jovem estudante de medicina.”

2 – Perguntamos ao Dr. José Castellani, reconhecida autoridade em assuntos de Maçonaria, obtendo como resposta à nossa consulta: “Alguns biógrafos de Kardec dizem que ele foi membro da Grande Loja da França. A Grande Loja da França, há mais de 20 anos, diante de consulta minha, apenas respondeu que consta que foi iniciado ali, mas que não tem documentos comprobatórios. Portanto, históricamente, a dúvida continua. Entretanto, suas obras contêm, principalmente na parte inicial, introdutória, muitos termos do jargão maçônico e da doutrina maçônica.” 

Concluímos então, diante das evidencias, que o jovem Hippolyte Rivail realmente fez sua iniciação na Franco-Maçonaria, entretanto, ao assumir o pseudônimo de Allan Kardec e assumir a tarefa de codificação da doutrina espírita, fez uma opção pelos diversos elementos básicos da nova revelação apresentados pelos espíritos superiores.

Quando vemos espíritas que fazem parte da maçonaria, lembramos do exemplo clássico de sabedoria através do equilíbrio perfeito nas idéias e ações de Léon Denis, quando nos deixa este legado dizendo: “O Espiritismo não dogmatiza. Não é nem uma seita, nem uma ortodoxia, mas uma filosofia viva, aberta a todos os espíritos livres, filosofia que evolve, que progride. Não impõe nada; propõe. O que propõe apoia em fatos de experiência e em provas morais. Não exclui qualquer outra crença, antes a todas abraça numa fórmula mais vasta, numa expressão mais elevada e extensa da verdade.”

Fonte: https://espirito.org.br

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

SESSÃO DE INSTRUÇÃO E CERTIFICADO DE PRESENÇA

Em 06/07/2019 o Respeitável Irmão Rubem do N. Giranda, Ven∴ Mestre da Loja Independência e Luz, 0301, REAA, GOB-RJ, Oriente de Barra Mansa, Estado do Rio de Janeiro, apresenta as questões seguintes.

SESSÃO DE INSTRUÇÃO E CERTIFICADO DE PRESENÇA 

Analisando as publicações em seu blog sobre os assuntos:
UM GOLPE DE MALHETE PARA ABRIR UMA SESSÃO ELEITORAL MAÇÔNICA, postado em 26/06/2019; TEMPO DE ESTUDOS - DEBATES E COMENTÁRIOS SOBRE A PEÇA DE ARQUITETURA, postado em 27/06/2019;

Posso baseado no RGF - Art. 108 – As sessões das Lojas serão ordinárias, magnas ou extraordinárias. § 1º – São sessões ordinárias as: I – de instruções;

Convocar uma sessão de instrução (finalidade específica), fazer a abertura Ritualística, suprimindo o Expediente e Leitura da ATA, indo diretamente a Ordem do Dia, onde seria ministrada as instruções relativas aos esclarecimentos disponibilizados pelo Eminente irmão no site http://ritualistica.gob.org.br

Claro que com o bom senso, ao comentar as posturas, solicitar que os oficiais façam a circulação e abra a discussão nas colunas a seguir.

Após a Ordem do dia, somente ocorrerá a Circulação do tronco e o Encerramento.

Correta a interpretação?

Dúvida: Por se tratar de Sessão Maçônica, na sessão subsequente a ATA desta sessão deverá ser lida (tendo em vista que ao contrária da eleitoral é lida na mesma sessão), juntamente com a da sessão que a ATA foi suprimida na sessão em curso?

Em tempo:
Fui instalado e empossado em 26/06, na minha primeira sessão 03/04/2019, no Saco de Propostas e Informações, foi apresentado o Certificado de Presença de um irmão do quadro, que não estava presente à sessão. Como a apresentação de propostas e/ou a colocação de óbolos, é individual e presencial, pergunto:

Caso algum irmão, apresente ao Venerável, um certificado de presença na Secretaria da Loja, tal como previsto na indicação de um candidato, o mesmo será lido no expediente? Poderá ser registrado no Livro próprio?

Entendo que deveria ser obrigação do Irmão comparecer à sessão e apresenta-lo no saco de Informações, porém não vi na legislação nenhuma restrição, quando a esta apresentação.

CONSIDERAÇÕES:

MINUTO MAÇÔNICO

RECORDANDO

1º - O maçom tem ao seu alcance todos os conhecimentos necessários para vencer os obstáculos que a vida nos oferece. 

2º - Prova da terra - nos ensina a superar todas as ameaças que encontramos no dia-a-dia. 

3º - Dificuldades sempre as teremos; cabe a cada maçom o ânimo forte para superar a cada uma, sem se deixar abater em nenhum instante. 

4º - Não importa o barulho que fazem os inimigos do bem, fomos alertados e estaremos sempre vigilantes para não nos deixar levar pelos guerreiros do mal. 

5º - Na iniciação foi-lhe ensinado. Medite e aprenda que superado todos os obstáculos, terás pela frente, um caminho límpido e sereno para a auto realização.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

A NECESSIDADE DO ESTUDO

A NECESSIDADE DO ESTUDO

"Nenhum maçom consegue chegar, em nossos dias, a uma situação mais ou menos notável dentro da Fraternidade se não for suficientemente instruído. Se os seus estudos ficarem limitados ao que ensinam as breves instruções da Loja, é-lhe impossível apreciar com exatidão as finalidades e a natureza da Maçonaria como ciência especulativa. As instruções não passam de esqueletos da Ciência Maçônica. Os músculos, os nervos e os vasos sangüíneos que devem animar o esqueleto sem vida e dar-lhe beleza, saúde e vigor, estão contidos nos comentários destas instruções, que o estudo e as pesquisas dos escritores maçônicos dão ao estudante de Maçonaria".

(Albert Gallatin Mackey - *12.03.1807 +20.06.1881)

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Em 22/07/2019 o Respeitável Irmão Adroaldo B. Araújo, Loja 14 de Julho, 1.973, REAA, GOB-PR, Oriente de Maringá, Estado do Paraná solicita comentários sobre o que segue:

PALAVRA DE PASSE

Espero que estejas na mais perfeita saúde. Como já falamos por fone alguns dias atrás, estou enviando está mensagem a respeito da Palavra de Passe nos Graus 2 e 3. Uma das últimas vezes que falei com o saudoso Ir. Chico Trolha sobre as Palavras de Passe ele concordou comigo e até me deu um ritual que falava onde deveria ser cobrado a palavra, "na entrada do Templo, pelo Irmão Cobridor". Já que na pag. 88 do ritual de Companheiro Maçom afirma que "a ocasião de a dar é ao entrar em Loja". Gostaria de ouvir seus comentários a respeito.

CONSIDERAÇÕES:

Sem dúvida, essa Palavra que serve como uma senha de reconhecimento foi criada para ser utilizada quando do ingresso no Templo por um Irmão desconhecido.

À parte os seus significados iniciáticos, ela é a chave de passagem dos graus de Companheiro e Mestre, não existindo, entretanto, no grau de Aprendiz por ser o início da jornada iniciática.

Assim, a Pal∴ de Pas∴, para os ritos que a adotam, de modo prático ela serve como uma senha que é transmitida somente na ocasião de se ingressar nos trabalhos que estão em andamento. Sob o aspecto litúrgico essa Pal∴ reforça o aperfeiçoamento iniciático, sobretudo como condição de passar de um para outro grau – as lendas a elas relacionadas confirmam essa expectativa. Primeiro com Jefté, general gleadita na guerra amonita durante a passagem do Rio Jordão e, em segundo com o personagem tido como o 3º filho de Lamec como Zilá ou Sella. 

Infelizmente muitos tratadistas, provavelmente por desconhecerem as suas origens e objetivo (passagem), inserem indiscriminadamente a Pal∴ de Pas∴ diretamente no telhamento, o que não é recomendável, já que nem sempre um telhamento é executado para se ingressar no Templo, mas também para se verificar a qualidade maçônica de alguém independentemente dele estar diante da porta da Loja. 

Assim, a verificação da qualidade maçônica se faz pelo exame de costume – Sin∴, Toq∴ e Pal∴ Sagr∴ do Grau. Se a ocasião for para um Irmão desconhecido ingressar no Templo, então soma-se ao telhamento tradicional ainda a tomada da Pal∴de Pas∴.

Em Loja aberta, dentro do Templo não se toma a Pal∴ de Pas∴ de ninguém. Por assim ser é que nos graus que requerem, para a abertura dos trabalhos a verificação individual no Ocidente pelos Vigilantes, eles, ao percorrerem as CCol∴ no exercício do seu ofício não tomam a Pal∴ de Pas∴, todavia, junto ao Sin∴ e ao Toq∴, requisitam apenas a Pal∴ Sagr∴. 

Concluindo, reitera-se: Pal∴ de Pas∴ somente é transmitida no Átrio se a necessidade exigir, nunca no interior do Templo. À exceção é quando ela é transmitida para conhecimento durante as instruções do grau.

P.S. Nas orientações que farão parte do Sistema de Orientação Ritualística, eu já fiz essa correção no ritual.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 28/10/2019

DETALHES PARA PRÁTICAS RITUALÍSTICAS NO REAA

Em 25/09/2019 o Respeitável Irmão Gilberto Rodrigues Marques Filho, Loja Major Lindolfo Pires, 1.894, REAA, GOB-PB, Oriente de Sousa, Estado da Paraíba, apresenta as dúvidas que seguem abaixo.

DETALHES PARA PRÁTICA RITUALÍSTICA.

Atualmente estou como Mestre de Cerimônias de minha Loja e tenho algumas dúvidas:

1º - No ritual e também no GOB Ritualística não encontrei em nenhum lugar algo que mencione o simples detalhe do Mestre de Cerimônias fazer o Sinal de Ordem enquanto estiver por trás do Orador na abertura e fechamento do Livro da Lei. O correto é apenas ficar parado atrás do mesmo com os pés em esquadria ou passar o bastão para mão esquerda e ficar à Ordem neste momento?

2º - Quando em consulta ao GOB Ritualística, o mesmo no que diz respeite a circulação na mesma coluna ele diz que "não existe circulação na mesma coluna", ou seja: Se por acaso minha pessoa for chamada pelo 2º Experto ou Cobridor Interno, já que ambos estão na mesma coluna que eu (Sul), devo eu retornar ao meu posto pela mesma coluna (já que não atravesso o Ocidente) ou devo fazer a circulação no sentido horário?

3º - Também no GOB Ritualística no Item 10 (Cor vermelha das almofadas e cortinas) diz que: "Além dos mencionados no Ritual, também são de cor encarnada o dossel, bolsas para coleta (sacos) e toalhas. "Ou seja, no caso dos 'sacos' isso significa o Saco de Propostas e Informações e o do Tronco de Beneficência? Pois tanto os da minha Loja quanto outras Lojas que visito do REAA-GOB da região ambos são na cor azul celeste. Isso está errado ou precisa o Venerável providenciar estes objetos na cor correta? E no que diz respeito a 'toalha', essa toalha é a toalha comum utilizada na cerimônia de Iniciação por exemplo?

4º - Vários membros (especialmente os mais antigos na Ordem) costumam pedir a palavra batendo com a mão direita na mão esquerda, como se fosse palmas. No ritual tão pouco no site do GOB encontrei alguma referência quanto ao pedido da palavra. Como deve ser solicitada a palavra aos Vigilantes e ao Venerável? Um simples levantar de mão? Essa pancada da mão direita na esquerda? Ou falar em alto e bom som que quer fazer o uso da palavra?

5º - O Mestre de Cerimônias deve sempre fazer a contagem dos votos em qualquer que seja a votação? Pois as vezes sendo o uma simples votação (sendo unanimidade dos votos) o Venerável apenas bate com o malhete e já anuncia que "Está aprovada a ata" "Está aprovada a carta de proposta do candidato" e assim por diante. Existe mesmo essa obrigatoriedade da contagem dos votos pelo Mestre de Cerimônias, e mesmo sendo um resultado unânime? Qual o procedimento adequado?

Meu irmão, me desculpe as muitas dúvidas, as mesmas são várias e farei as demais num outro momento. Desde já agraço e parabenizo o Poderoso Irmão pelo excelente trabalho.

CONSIDERAÇÕES:

O SIMBOLISMO MAÇÔNICO

O SIMBOLISMO MAÇÔNICO * 
Francisco Ariza

A Maçonaria é uma instituição iniciática e esotérica que revela seu ensino através de determinados códigos baseados fundamentalmente no simbolismo construtivo. Isto é devido a Maçonaria atual ser em grande parte herdeira dos antigos grêmios de construtores, e embora hoje em dia os maçons já não construam edifícios, entretanto esse simbolismo segue estando vigente, entre outras razões porque é consubstancial à Ordem Maçônica e constitui seus gestos de identidade e sua razão mesma de ser, como veremos a seguir. 

Acima de tudo os símbolos maçônicos se referem a um conjunto de idéias relacionadas diretamente com o conhecimento da Cosmogonia, e portanto do homem, pois este é um cosmos em pequeno, um microcosmos, por dizê-lo em linguagem hermética. Precisamente os antigos construtores consideravam o Cosmos como seu modelo simbólico por excelência, e para levantar seus edifícios imitavam as estruturas desse modelo, reveladas sobretudo através das formas geométricas, entre as que destacam o círculo e o quadrado, símbolos respectivos do céu e a terra. Essas formas e estruturas simbólicas sempre respondem a uns arquétipos universais, a uns princípios que são coetâneos com qualquer tempo ou circunstância histórica ou pessoal. 

Não importa, como dizíamos, que os maçons de hoje não levantemos edifícios. O realmente importante é que esses mesmos princípios ou idéias os podemos conhecer através dos símbolos que decoram nossos templos, o mais importante dos quais é justamente o que se refere a quem é verdadeiramente o Autor de cujo Pensamento surge a Grande Obra da Criação, conhecido na Maçonaria com o nome de Grande Arquiteto do Universo, e em outras tradições, como por exemplo a hindu, como o "Espírito da Construção Universal". O Grande Arquiteto do Universo é o Princípio Supremo, a verdadeira chave de abóbada ou pedra angular do Templo maçônico. É sob a influência de Esse princípio que os maçons realizam nossos trabalhos dentro da Loja maçônica, uns trabalhos nos que junto ao estudo dos símbolos está a prática do rito, obrigado à qual a própria Loja maçônica se torna um espaço significativo análogo à mesma estrutura do Cosmos. Como mais tarde veremos, o simbolismo da Loja maçônica também é um dos temas de meditação aos que nossa Ordem concede uma importância muito relevante.