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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

HOMENS LIVRES E DE BONS COSTUMES

HOMENS LIVRES E DE BONS COSTUMES
Ir∴  Valdemar Sansão

O homem de bons costumes edifica sua vida sobre a rocha, pois ao identificar-se com o bem, terá sempre a força da prática dos bons costumes.

Livre e de bons costumes – Na concepção maçônica ser LIVRE E DE BONS COSTUMES implica que, apesar de todo homem ser livre na acepção da palavra, pode estar preso a entraves sociais que o privem de parte de sua liberdade e o torne escravo de suas próprias paixões e preconceitos. Assim é desse jugo que se deve libertar, mas, só o fará se for de Bons Costumes, ou seja, se já possuir preceitos éticos (virtudes) bem fundamentados em sua personalidade.

O Maçom é um homem virtuoso, “Livre e de Bons Costumes”, possuidor da faculdade de estabelecer julgamentos morais dos atos realizados; que pauta o seu comportamento pela ética e deve ter a consciência moral, que traça o seu comportamento pela ética e deve ter a noção de que ser honrado não é o mesmo que receber honrarias. 

Receber depende dos outros, concessão, nem sempre meritória. Ser necessário deve, sem constrangimento, trocar ou negar algo de histórico ou tradicional que se deteriorou e precisa ser substituído, se os Bons Costumes e as práticas assim recomendam.

domingo, 24 de novembro de 2019

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu

Yves nos enviou esta foto tirada em Les Islettes, no coração de Argonne.

Esse enxaimel obviamente evoca um esquadro e um compasso.  

Gesto deliberado, ou mera casualidade? ...

Se você também estiver perto de sua casa ou em uma viagem, perceber que está construindo um objeto ou uma decoração ou alvenaria maçônica, não hesite em nos enviar fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores do blog. (Tradução livre)

Fonte: Blog Hiram.be

A MORTE NO GRAU DE APRENDIZ

Em 04/08/2019 o Irmão Carlos Fernando Moccelin, Loja Fidelidade, 1.883, REAA, GOB-PR, Oriente de Londrina, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

A MORTE NO GRAU DE APRENDIZ

Sou recém iniciado, e meu trabalho de Grau de Aprendiz é sobre o simbolismo da morte no Grau de Aprendiz. Tenho procurado sobre o assunto morte relacionado a maçonaria e tudo remete a grau mais elevado que o meu. Tendo posto isso, peço a gentileza, se possível, indicar biografias que possa encontrar tal assunto.

CONSIDERAÇÕES:

PÍLULAS MAÇÔNICAS

ERRO NÃO! TENTATIVA E ACERTO

Na Maçonaria, os Aprendizes, por alguns meses ficam calados, quietos na sua Coluna, absorvendo os modos e maneiras de se comportarem em Loja de acordo com o Rito usado, e isso é totalmente normal.

Entretanto, com o passar desses meses, esses Aprendizes devem se liberar da inibição inicial e começar a expressar suas opiniões sobre Peças de Arquitetura, que são os Trabalhos apresentados por outros Aprendizes. Além do mais, devem apresentar também suas Peças de Arquitetura, além daquelas exigidas pelo regulamento da Loja.

O que ocorre é que, muitas vezes, com medo de errarem e de serem criticados, esses Maçons se retraem e geram uma auto castração da criatividade e da iniciativa, na participação dos trabalhos da Loja. Ficam como passarinhos na muda das penas: quietos e calados!

Entretanto, existe uma diferença muito grande em “errar” deliberadamente e “fazer uma tentativa de acerto”. Ninguém gosta de cometer erros ou de fazer trabalhos inadequados. Entretanto, quando fazemos algo de modo bem intencionado, convicto de estarmos certo e, assim mesmo, ficar provado que algo era inverídico, isso não deve ficar caracterizado como um erro, mas como uma tentativa de acerto. Devemos aprender com as nossas tentativas de acerto. Com as dos outros, também! É por isso que estudamos História. Para aprendermos, ou deveríamos aprender, o que não deve ser repetido e como não deve ser repetido.

Se encararmos o “erro” como uma “tentativa de acerto” veremos que, mesmo ocorrendo fatos ou trabalhos inadequados, nossa auto estima e confiança aumentam, fazendo com que continuemos trabalhando, tomando decisões, dando opiniões.

Temos que ter em mente que é humanamente impossível “acertarmos” todas as vezes. Portanto, essas “tentativas de acerto” devem ser como uma aprendizagem. Em cada “tentativa de acerto” faremos cada vez melhor o que foi proposto. Thomas Edson falava e fazia exatamente o que está descrito acima.

É isso que a vida, em geral, nos tem mostrado. As grandes descobertas não foram realizadas de uma única vez, mas, passo a passo, aprendendo com falhas anteriores e, inclusive, falhas dos outros.

Por isso, meus Irmãos Aprendizes, façam Trabalhos, participem, colaborem com suas idéias e opiniões pois, não trabalhar, não participar e ficar calado é improdutivo e menos gratificante.

Pessoas que não tentam fazer ou falar algo, com medo de errar, não se desenvolvem!

Todos os Aprendizes bem intencionados devem parar de pensar que podem estar cometendo “erros” e, sim, pensar que estão fazendo “tentativas de acerto”.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

OS PUNHOS MAÇÔNICOS

OS PUNHOS MAÇÔNICOS
Kennyo Ismail

Parte integrante da vestimenta maçônica, conhecida por todos os maçons, em especial aqueles que já experimentaram o desconforto do uso, os punhos fazem parte dos paramentos utilizados pelo Venerável Mestre, Primeiro e Segundo Vigilantes em muitos ritos e rituais, e também é adotado pelos cargos correspondentes de algumas Obediências. Sempre em conformidade com o colar e o avental, os punhos completam a vestimenta ritualística desses principais Oficiais.

Mas se todos os Oficiais de uma Loja utilizam colar e avental, por que apenas os Vigilantes e o Venerável Mestre utilizam os punhos? Aliás, qual a origem dos punhos? Por que existem? Qual sua simbologia, significado? Quem deve usar, como e quando? 

São milhares de maçons utilizando os punhos sem saber as respostas, de Vigilantes a Grão-Mestres. Para que você não continue utilizando (e odiando) esse acessório sem conhecê-lo, pelo simples fato da falta de uma literatura maçônica decente no Brasil, este artigo responderá tais perguntas.

Esses braceletes que chamamos de “punhos” são conhecidos nos países de língua inglesa como “gauntlets”. Gauntlets podem ser considerados como luvas de cano longo que cobrem a mão e parte do antebraço, usadas para atividades manuais, com intuito de proteger o punho. Esse tipo de luva é muito comum na construção civil e é conhecido por alguns como “luva de raspa”, por ser geralmente feito de raspa de couro.

Além dos punhos, qual o outro utensílio comum entre os Vigilantes e o Venerável Mestre, utilizado apenas por esses três Oficiais? O malhete. Porém, nos primeiros anos de Maçonaria Especulativa, os maçons não tinham templos e utensílios próprios para as reuniões. Eles se reuniam em tavernas e utilizavam os utensílios da Maçonaria Operativa. Assim, em vez de belos malhetes trabalhados, utilizavam rústicos maços, e em vez de belas e finas luvas, utilizavam as mesmas luvas grossas e compridas usadas nas construções.

No início, todos os Oficiais costumavam usar tais “luvas de pedreiro”, rústicas e de manga longa. Mas com o tempo, apenas aqueles que portavam os maços continuaram a adotá-las, como herança da Maçonaria Operativa, enquanto que os demais passaram a usar luvas mais “sociais”. Entre o ano de 1717, quando da fundação da 1ª Grande Loja da Inglaterra, até, pelo menos, o ano de 1813, quando da fusão que originou a Grande Loja Unida da Inglaterra, os dirigentes das Lojas adotaram modelos em que a luva e o punho eram uma única peça. É a partir dessa época que se há os primeiros registros indicando que essas luvas, já feitas em diferentes cores e com bordados nos punhos que identificavam os cargos e Lojas, começaram a surgir em modelos com punhos separados do restante, como se vê atualmente.

Esse desenvolvimento se deu de forma livre e o uso manteve-se baseado na tradição até 1884, quando a Grande Loja Unida da Inglaterra incluiu os punhos como paramento oficial no Livro de Constituições, regulamentando seu uso: combinando com colares e aventais dos Grandes Oficiais, punhos na cor azul escuro com detalhes dourados para os dirigentes da Grande Loja, uso obrigatório; e combinando com colares e aventais dos Oficiais das Lojas, punhos na cor azul claro com detalhes prateados para os dirigentes das Lojas, uso opcional. E, em 1971, a Grande Loja Unida da Inglaterra tornou os punhos também opcionais aos Grandes Dirigentes.

Pela falta de regulamentação apropriada dos paramentos maçônicos por boa parte das Obediências Maçônicas brasileiras, não existe uma padronização no tamanho, cores, desenhos, detalhes e principalmente no uso dos paramentos. Por esse motivo, ninguém é obrigado a seguir qualquer conduta de uso. Porém, se observada a origem e simbologia dos punhos, os Veneráveis e Vigilantes deveriam usá-los sempre com luvas brancas e apenas em suas Lojas, onde portam malhetes. Já no caso dos Grandes Dirigentes, o uso em toda a Jurisdição estaria correto, mas também sempre acompanhado de luvas.

De qualquer forma, é importante saber o que se usa (e às vezes incomoda), principalmente quando se trata de um importante resquício de nossa origem operativa.

Fonte: https://www.noesquadro.com.br

sábado, 23 de novembro de 2019

SAGRAÇÃO DO TEMPLO

Em 02/08/2019 o Respeitável Irmão Miguel Ricardo Bezerra, Loja Mestres do Delta, 1.862, Rito de York, Oriente de Teresópolis, GOB-RJ, Estado do Rio de Janeiro, solicita o seguinte esclarecimento.

SAGRAÇÃO DE TEMPLO

Meu caro Pedro, tenho uma grande dúvida quanto ao tema sagração de templo. Para realizar as atividades e praticar o ritual de Emulação no GOB RJ é obrigatório o uso de um templo que tenha sido sagrado? Se tivermos um local que atenda aos requisitos do Rito podemos realizar sessões ritualísticas sem que tenha sido realizada a cerimônia de sagração? 

CONSIDERAÇÕES:

O termo mais apropriado seria o de "consagração" de Templo, já que que o substantivo feminino "sagração" significa o ato ou efeito de sagrar por meio de uma cerimônia religiosa, o que não é o caso para a Maçonaria. Sem nenhuma conotação religiosa, em Maçonaria consagração, nesse caso, é o ato dar dignidade por uma cerimônia especial a um espaço que abrigará a realização dos trabalhos maçônicos.


No caso, o Grande Oriente do Brasil possui um ritual de consagração em vigência desde 2016 que serve para todos os Ritos praticados pela Obediência, não existindo nenhuma determinação especial que permita um rito de trabalhar em ambiente não consagrado (sagrado).

Em que pese esse ritual intitulado por Sagração de Templo carecer de revisão para melhor atender as particularidades dos Ritos, indiscutivelmente ele é o único que se encontra em vigência conforme Decreto 1506/2016 que trata dos Rituais Especiais do GOB, portanto é obrigatória a sua observação.

Dado ao exposto, o recinto de trabalho maçônico que destina a um Templo ou uma Sala da Loja, independente do rito que se pratique no GOB, precisa primeiro obter dignidade passando pela cerimônia que consta in Rituais Especiais 2016, página 77 e seguintes. No GOB não há exceção para nenhum rito.

Por fim, cabe salientar que esses Rituais Especiais em breve também passarão por uma revisão para que se possa corrigir, adequar e orientar de modo mais satisfatório o seu conteúdo ritualístico. Tão logo seja possível, orientações a eles pertinentes, juntos com outros rituais, estarão na plataforma do GOB RITUALÍSTICA atendendo o Decreto 1784/2019 que trata da aplicação do SOR – Sistema de Orientação Ritualística.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 14/11/2019

PRECIOSIDADES MAÇÔNICAS


A LOJA DOS ESPÍRITOS

A LOJA DOS ESPÍRITOS
(Uma Sátira dos Irmãos que fizeram nossa História)
(Um alerta aos Irmãos que fazem a nossa História)

O silêncio sepulcral na sala dos passos perdidos intriga o Mestre de Cerimônias:

- Já é meio dia em ponto. É hora de iniciarmos nossos trabalhos. Onde estarão os irmãos? Talvez seja meia noite, vou bater maçonicamente à porta do templo...

Ao levantar a espada para dar as pancadas na porta, de súbito começam a cair os quadros da galeria de ex-veneráveis, o chão treme, os lustres balançam, as luzes piscam e a porta do templo se abre num rangido.

Assustado, o Mestre de Cerimônias olha o interior do templo e, incrédulo, vê o pavimento mosaico com uma enorme rachadura. Através dela brota um homem magro, bigode retorcido, nariz adunco, olhar brilhante, face pálida e lábios arroxeados: sintomas típicos da anóxia crônica provocada pela tísica que lhe consumia os pulmões.

O Mestre de Cerimônias reconhece o grande poeta, mas antes que pudesse pedir-lhe um autógrafo para seus filhos, é interrompido por ele. O baiano Castro Alves, poeta dos escravos, o mais entusiasta dos abolicionistas, estudante da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, amante apaixonado da atriz Eugênia Câmara, coloca-se à ordem (apesar das dificuldades pela falta de seu pé direito amputado) e brada:

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

RETIRAR VALORES DO TRONCO DURANTE A CIRCULAÇÃO

Em 02/08/2019 o Respeitável Irmão Washington Teixeira da Silva, Loja Paz, Harmonia e Concórdia, 297, REAA, Grande Oriente de Minas Gerais – COMAB, Oriente de Guaranésia, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

RETIRAR VALORES DO TRONCO

Parabéns e obrigado pelas explicações em seu blog. Gostaria de lhe perguntar sobre o "Tronco de solidariedade" O gesto de se depositar o óbolo na bolsa e ao retirar a mão, a faz com a palma aberta. Me foi explicado que este ato simboliza que nada foi retirado. E aí está minha pergunta: É PERMITIDO ALGUM IRMÃO RETIRAR VALORES DO TRONCO, QUANDO DO SEU TRAJETO? 

CONSIDERAÇÕES:

A retirada da mão aberta apenas simboliza que o óbolo foi depositado. O obreiro cumpriu com a sua obrigação. 

É bem verdade que o gesto de se colocar a mão direita fechada é muito mais simbólica do que a retirada da respectiva mão aberta. A mão fechada implica em demonstrar a caridade sigilosa, sem ostentação e sem que ninguém saiba o que cada um pode dar, ou mesmo aquele que porventura nada pode dispor naquele momento.

Essa história de que um Irmão necessitado pode retirar alguma coisa durante a coleta é uma ideia ultrapassada e uma das maiores bobagens que eu já vi. Isso nunca aconteceu, senão na cabeça de inventores do passado que trouxeram esse absurdo para a Maçonaria. Imagine se um Irmão necessitado iria às cegas "pescar" donativos no interior da bolsa. Isso simplesmente não existe. Ora, sabemos perfeitamente que os que por justa necessidade passam pelos revezes da vida, podem simplesmente pedir ajuda em Loja ou mesmo ao Hospitaleiro e não ficar fazendo peripécias para sorrateiramente retirar numerário durante a circulação.

Se o Irmão ouviu, ou talvez venha até a ouvir que um necessitado pode retirar algo da bolsa durante a coleta para o tronco, não acredite nessa história. Isso é mera ilação.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 14/11/2019

O GUARDIÃO DO MOSTEIRO

O GUARDIÃO DO MOSTEIRO
(Desconheço o autor)

Certo dia, num mosteiro zen-budista, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto.

O grande Mestre convocou, então, todos os discípulos para descobrir quem seria o novo sentinela.

O Mestre, com muita tranquilidade, falou:

Assumirá o posto o monge que conseguir resolver primeiro o problema que eu vou apresentar. 

Então ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com flores de extraordinária beleza a enfeitá-lo.

E disse apenas:

- Aqui está o problema! 

Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com as maravilhosas flores ao centro!

O que representaria?

O que fazer?

Qual o enigma? 

Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e ...ZAPT!... destruiu tudo, com um só golpe. 

Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse: 

- Você é o novo Guardião.

Não importa que o problema seja algo lindíssimo.

Se for um problema, precisa ser eliminado. 

Um problema é um problema, mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou.

Por mais lindo que seja ou tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, deve ser suprimido. 

Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam espaço - um lugar indispensável para criar a vida. 

Os orientais dizem: 

- Para você beber vinho numa taça cheia de chá, é necessário primeiro jogar o chá para, então, beber o vinho. 

Ou seja, para aprender o novo, é essencial desaprender o velho. 

Limpe a sua vida, comece pelas gavetas, armários até chegar às pessoas do passado que não fazem mais sentido estar ocupando espaço em sua mente.

Vai ficar mais fácil ser feliz.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

PELA ORDEM DOS TRABALHOS

Em 02.08.2019 o Respeitável Irmão Eduardo Selio, Loja Fraternidade e Amizade, 4.516, REAA, GOB-SP, Oriente de Santo André, Estado de São Paulo, solicita esclarecimento para o que segue.

PELA ORDEM

Tenho pesquisado e não achei resposta sobre o assunto. Quando se deve interceder PELA ORDEM em sessão. Pelo que sei, ocorre em casos de irregularidades de ritualística ou conduta indevida. Pode ser solicitada pelo Orador, 1º ou 2º Vigilante ou por Mestre Instalado.

CONSIDERAÇÕES:

A expressão "pela ordem" se refere à ordem dos trabalhos em Loja, ou alguma coisa que possa feri-la e está passando despercebida do Orador. A conduta ritualística, por exemplo, é um caso se ela estiver afrontando o ritual ou transgredindo a ritualística. Pode ser também a inconveniente colocação para debate de assuntos que não digam respeito à Ordem em geral e nem ao Quadro em particular, etc.

Contudo, qualquer situação em que se venha usar da expressão "pela ordem", ela deve antes vir fundamentada e seguida de bom-senso. Interrupções intempestivas e mal avaliadas só tendem a trazer discórdia, nunca solução. Pedir a palavra "pela ordem dos trabalhos" não deve ser conduta vulgar.

Para que isso não aconteça, a Loja deve programar instrução sobre esse tema, até porque para se respeitar regras é preciso antes aprendê-las.

No tocante a quem pode interceder pedindo a palavra pela ordem dos trabalhos durante a sessão, pode-se dizer que é de direito de qualquer Irmão do Quadro, desde que ele seja Mestre Maçom (plenitude de direitos). Obviamente só se o Guarda da Lei, ou mesmo o Venerável Mestre não tenham antes se apercebido de algum ato, atitude ou prática que verdadeiramente esteja ferindo a legalidade dos trabalhos maçônicos.

Para concluir, devo destacar que é equivocado o costume de se interromper o andamento da sessão pedindo a palavra "pela ordem" apenas com o escopo de utiliza-la em momento inadequado. Assim, "pela ordem dos trabalhos" é uma expressão que serve de alerta para ser usada convenientemente contra sérias anomalias litúrgicas que eventualmente possam ferir os trabalhos maçônicos em Loja aberta. 

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 14/11/2019

FRASES ILUSTRADAS


SÃO JOÃO, PADROEIRO DA MAÇONARIA. MAS QUAL JOÃO?

SÃO JOÃO, PADROEIRO DA MAÇONARIA. MAS QUAL JOÃO?
Por Tiago Oliveira de Castilhos

São vários o João que acusam na história como Santos e Padroeiros de alguma entidade ou Instituição, no entanto, esta variedade não é tanta quando se trata do possível padroeiro da Maçonaria. Há três vertentes sobre o verdadeiro padroeiro da Maçonaria e por conta disso a dificuldade de se definir ao certo qual dos João é o padroeiro da Sublime Ordem. Tenho a minha preferência, e essa é a tônica dos artigos pesquisados, e após estudo na rede internacional de computadores é o que parecer ser a tônica das pesquisas, ou seja, a fonte de opção de qual dos João é o verdadeiro padroeiro dos maçons passa por uma escolha mais de ordem pessoal do que praticamente científica.

Corrobora com esta minha análise o que ensina o Ir∴ José Roberto Cardoso da Augusta e Regular Loja Simbólica Estrela D’Alva, n. 16, das Grandes Lojas Maçônicas do Distrito Federal, que publicou em seu Blog interessante artigo abordando a escassez de material na nossa cultura ocidental sobre o Patrono da Maçonaria ser, como cem por cento de certeza, São João Esmoler, ou de Jerusalém, como preferirem porque é a mesma pessoa.

Ressalta o autor que “No hemisfério sul há carência de documentos, obras literárias e científicas bem fundamentadas sobre a Arte Real para serem manuseadas e analisadas.”

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

CALENDÁRIOS UTILIZADOS NOS PRIMÓRDIOS DA MAÇONARIA BRASILEIRA

Em 02/08/2019 o Respeitável Irmão Mário Amaral, Loja Alvorada da Serra, 2.505, REAA, GOB-SP, Oriente de Taboão da Serra, Estado de São Paulo, apresenta a questão abaixo:

CALENDÁRIO MAÇÔNICO 

Por favor. Estou confuso quanto a correta data de início para adequação, ou contagem inicial do Ano da V∴L∴ de 5841.
Transcrevo o Art. 395 da Const. do GOB., de 13 de dezembro de 1841, (23º dia do 10° mês do Ano da Verdadeira Luz de 5841) (sic): “Feito no recinto do socego, e da paz, Lugar occulto e coberto aos 23 do 10° m∴ do An∴ da V∴ L∴ 5841 - 13 de Dezembro de 1841, era vulgar”.

Anexo PDF da publicação original.

Considerações:

MINUTO MAÇÔNICO

ESPADA - 1º

1º - A Espada divide-se em três partes principais, e cada uma tem o seu simbolismo: a empunhadura, a cruz e a lâmina, ou folha. 

2º - No seu aspecto mais vulgar, é a arma da vigilância por meio da qual o iniciado procura defender os nossos augustos mistérios de toda intromissão violenta do mundo profano. 

3º - O seu uso dentro dos templos maçônicos, em um determinado período histórico, isto é, no século XVIII, serviu para nivelar os homens, pois, antes da Revolução Francesa, só os fidalgos podiam usá-la. 

4º - A interpretação moral do simbolismo da Espada é, que na luta constante entre os dois princípios, o Bem e o Mal, existe, para este último, reservado um castigo, que é o fogo destruidor da consciência. 

5º - A Espada além de simbolizar a Honra e o Valor é a insígnia do poder e do mando, por isso, cada irmão deve possuir a sua, durante as cerimônias das Lojas, que, neste caso, relembra-lhes, constantemente, o dever que têm de proteger-se contra os opressores e a tirania. 

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

terça-feira, 19 de novembro de 2019

REAA - PRÁTICAS RITUALÍSTICAS QUE ENVOLVEM SINAIS

Em 01/08/2019 o Respeitável Irmão José Ronaldo Gonçalves, sem mencionar nome da Loja, Rito, Obediência, Oriente e Estado da Federação solicita informações.

PRÁTICA RITUALÍSTICA – SINAIS

Gostaria de algumas respostas, através de seus conhecimentos.

- Após efetuar o S∴ de Ord∴, o obreiro desfaz ou efetua e desfalecimento, como estivesse com a g∴c∴, informo isso que já observei várias lojas usarem essa pratica;

- Sinal de Aprov∴ é sentado com o braço em 90º grau ou em pé, da mesma maneira quem não estava presente na sessão;

- O mestre de cerimonias portando seu bastão ao entregar qualquer objeto as luzes, fica a ordem, transpassando o bastão a mão esquerda ou não é necessário.

CONSIDERAÇÕES:

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

CIRCULAÇÃO NA MESMA COLUNA

Em 02/08/2019 o Respeitável Irmão Olavo Sabino Carlos, Loja Fênix do Alto Parnaíba, 2.552, REAA, GOB-MG, Oriente de Patos de Minas, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

CIRCULAÇÃO NA MESMA COLUNA

Estimado Ir. Pedro Juk, sobre a circulação em Loja, fiquei meio em dúvida quando diz que nas Colunas do Norte e do Sul não tem circulação, o que isto significa? 

CONSIDERAÇÕES:

Significa que não existe circulação (dextrogiro) na mesma Coluna. 

Em se tratando de circulação, na verdade o que existe é uma regra para se transitar quando de passa de uma para outra Coluna, enquanto que na mesma Coluna não existe regra alguma. 

Assim, vou repetir o que já escrevi, creio que mais de uma centena de vezes: no Ocidente, quem do Norte precisar se deslocar para o Sul, mantém o ombro direito voltado para o centro do Ocidente (onde se coloca o Painel) e atravessa o eixo longitudinal (equador) pelo espaço que fica entre o limite com o Oriente e a retaguarda do Painel. 

Do Sul para o Norte, passa cruzando o eixo pelo espaço que fica entre a frente do Painel e a porta de entrada do Templo. 

É simples, do Norte para o Sul passa-se próximo ao Oriente, enquanto que do Sul para o Norte passa-se mais próximo da porta no extremo do Ocidente. 

Destaco assim que a regra existente é só essa, ou seja, ela se dá quando alguém precisa atravessar de um para outro hemisfério. 

Já no mesmo hemisfério (mesma Coluna) não existe regra, pois não é necessário que se [PJ1] uma volta ao mundo para parar no mesmo lugar. Por exemplo: o Mestre de Cerimônias, se por dever de ofício necessitar ir até o Cobridor Interno, ao retornar ele volta diretamente ao seu lugar, sem passar para a Coluna Norte para retornar à Coluna do Sul onde ele já estava. Assim se da com qualquer situação que envolva deslocamento em qualquer uma das Colunas. 

É oportuno salientar que também não existe a inventiva e grotesca circulação em torno das mesas dos Vigilantes. Isso não existe. A única regra para eles é que os mesmos sejam sempre abordados pelos seus lados direitos (ombros direitos). Não se passa por trás dos Vigilantes na tentativa de justificar giros e voltinhas inexistentes.

Onde também não existe circulação é no Oriente. A única regra para o espaço oriental é a de que quem nele ingressa, obrigatoriamente o faz pelo lado nordeste da balaustrada (próximo ao lugar do Orador e do Porta Bandeira) e, quem dele sai, o faz sempre pelo lado sudeste da balaustrada (próximo ao lugar do Secretário e do Porta-Estandarte).

Dando por concluído, reitero que qualquer obreiro em deslocamento pela mesma Coluna, anda normalmente, isto é, sem circulação (vai e volta sem giros e voltinhas desnecessárias).

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 13/11/2019

A VAIDADE

A VAIDADE
Irm∴ Almir Sant’Anna Cruz

Muito se fala que devemos reprovar a Vaidade, confundindo-a geralmente com um dos 7 Pecados Capitais, a Soberba, que é o Orgulho, a Arrogância e a Vaidade desmedidas.

A Vaidade em excesso devemos, sim, combater, mas quem não tem “um pingo de Vaidade” é um relapso, uma pessoa que não cuida da sua aparência, que não se valoriza.

Todos nós, em maior ou menor escala, somos Vaidosos, e a mulher comumente é mais que o homem. E apreciamos isso nelas.

Muitos casamentos são desfeitos justamente por uma mudança de comportamento, seja da mulher ou do homem, que durante a fase de namoro e noivado procuravam se mostrar de uma forma, e passados alguns anos de convívio deixaram de lado a Vaidade.

E nós, os Maçons? Não somos Vaidosos?

Alguns ingressam nos nossos Quadros com o único intuito de poderem se vangloriar de serem “Maçons”, como se isso acrescentasse algo ao seu status e não percebem que continuam sendo meros “Profanos de Avental”.

Outros, para demonstrar uma erudição, real ou imaginária, por mera Vaidade, se apresentam em Loja para fazerem longos discursos, enfadonhos e muitas vezes sem qualquer conteúdo.

E parece que a Maçonaria, sem se aperceber, estimula essa Vaidade desmedia, com diplomas disso, medalhas e comendas daquilo, aventais coloridos diferenciando os Mestres, seja por seu Grau ou por ocuparem cargos em sua Alta Administração.

E os chamados Graus Filosóficos, cursados por muitos que mal conhecem os Graus Simbólicos, criam inúmeros “pavões vaidosos”, com seus títulos pomposos, com uma infinidade de Graus que nem são iniciáticos, que se recebem por comunicação, mas com uma profusão de diplomas e aventais coloridos para afinal os Vaidosos poderem estufar o peito e dizer “sou 33”.

Portanto, meus IIrm∴ devemos nos policiar. Todos somos Vaidosos, mas o que não devemos é extrapolar, a Vaidade Desmedida deve ser combatida diuturnamente dentro de cada um de nós.

Fonte: https://www.facebook.com/simbologiamaconica.dospaineis

domingo, 17 de novembro de 2019

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu



Eric nos enviou esta foto:

Durante uma viagem à Baía de Somme, passando por Saint Valery sur Somme, descobri esse trabalho na entrada do Museu Picarvie.

O que ela quer dizer? ...

Eric

Se você também estiver perto de sua casa ou em uma viagem, perceber que está construindo um objeto ou uma decoração ou alvenaria maçônica, não hesite em nos enviar fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores do blog. (Tradução livre)

Fonte: Blog Hiram.be

O MESTRE DE HARMONIA FICA À ORDEM?

Em 01/08/2019 o Respeitável Irmão André Pepino, Loja Cavaleiros de Salomão, 2.355, REAA, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

MESTRE DE HARMONIA NO REAA

Após ler o seu seguinte artigo (http://iblanchier3.blogspot.com/2018/04/mestre-de-harmonia-sentado.html?m=1) me veio à pergunta: antigamente o Mestre de Harmonia era músico - em seu exemplo, violinista - e dedicava seu conhecimento musical à harmonia da abóbada maçônica do templo. No entanto, como se dava na prática? Imagino todos os Irmãos ficando à ordem, mas seria impossível para o Mestre de Harmonia ficar à ordem enquanto executa uma obra. Como isso ocorria, então? O Irmão poderia ficar apenas em pé? Ou havia algo que pudesse fazer para representar o Sinal do Grau enquanto tocava?

CONSIDERAÇÕES:

A minha referência feita no trabalho mencionado, sobre o Mestre de Harmonia ficar à Ordem, se dá em se aludindo à atualidade, pois é sabido que hoje em dia quase não existe mais a prática instrumental ao vivo, senão sua execução por meio de equipamentos eletrônicos modernos com controle remoto que substituem o antigo exercício instrumental.

Quando no passado o(s) músico(s) trabalhavam na Quinta Ciência executando música ao vivo em Loja com violinos, violoncelos, órgãos de tubo, etc., obviamente que a situação era adequada àquela época e, nos ritos que exigiam fica à Ordem, a Coluna da Harmonia era dispensada dessa obrigação por motivos óbvios – não dava para assoviar e chupar cana ao mesmo tempo.

Nem sempre existiu a obrigatoriedade de se ficar à Ordem no REAA. Esse costume seria acrescentado paulatinamente na medida em que se aperfeiçoavam os rituais no final do século XIX até o primeiro quartel do século XX. Há quem diga que ficar à Ordem, além do que o termo literalmente representa (estar pronto; estar à disposição de, etc.), também foi um meio encontrado por alguns ritos para disciplinar a postura irreverente dos latinos em Loja.

Cabe comentar também que na Europa os ritos e trabalhos maçônicos de origem anglo-saxônica não adotam o costume irrestrito de se ficar à Ordem quando se estiver em pé, destacando que na Inglaterra, Irlanda e Escócia, principalmente, o ofício maçônico relacionado à harmonia (música) é muito respeitado, inclusive sendo comum nesses costumes o canto de hinos e canções maçônicas, obviamente sem que ninguém precise ficar à Ordem nessas ocasiões.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 10/11/2019