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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

A MÚSICA NA MAÇONARIA

A MÚSICA NA MAÇONARIA 
(Uma grande orientação aos Mestres de Harmonia) 
Enviado pelo Ir⸫ Braz Setúbal Silveira, São Paulo, Capital (GLESP) 

A música é uma das sete artes liberais. Procede do vocábulo do grego "musa" que significa inspiração, poesia, harmonia e encanto. A música tem o Dom de preparar o ambiente, para meditação, para o culto espiritual; não só acalma, ameniza, conforta como pode curar certos tipos nervosos e ajudar na cura de processos orgânicos. Esotericamente, os sons penetram de tal forma no intimo dos seres humanos que lhe dão harmonia e paz. 

Todo o universo é som, que por sua vez é matéria e espírito. Os vegetais e os animais sentem influência da música e deleitam-se em ouvi-la. Em todas as civilizações, a música era cultivada por meio do cântico e de instrumentos; inicialmente de percussão, depois de sopro e, mais tarde, de cordas; hoje, com a eletrônica, obtêm-se os sons mais variados que possam surgir. 

Religião e música mantiveram-se inseparavelmente ligadas nos antigos tempos da humanidade. A música é um fenômeno universal. É a linguagem que todos entendem. É o traço de união entre os povos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

REAA - ORIENTAÇÃO NO PAINEL DO MESTRE

Em 14.06.2020 o Respeitável Irmão Armando Soares da Silva, Loja Cavaleiros Templários de Contagem, REAA, GOB-MG, Oriente de Contagem, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

ORIENTAÇÃO NO PAINEL DE MESTRE

Por favor, me esclareça uma dúvida sobre os painéis dos graus, o grau 1, tem-se no alto o Oriente, em baixo o Ocidente, na direita Sul e esquerda o Norte.

No grau 3 esses pontos cardeais estão invertidos. Isso está correto ou é um erro nos rituais? Sobre o Painel do Grau 3, uma vez que se eu o colocar com o lado Or∴ para o Oriente da Loja o Esq∴ e o Comp∴ ficaram invertidos bem como a letra G.

Me dê uma ajuda e explicação.

CONSIDERAÇÕES:

De fato, não existe nada invertido. A questão é que a figura que representa o t∴, o personagem ali sep∴ ocupa lugar sobre o eixo do templo com os pp∴ voltados para o Or∴. 

Isso se dá por duas questões. A primeira é que a Marcha do Mestre se faz em direção ao Or∴, destacando que na Exaltação existe a alegoria do renascimento da Natureza – no REAA, H∴ A∴ é a representação do Sol. O sentido interpretativo se dá em direção à Luz. A segunda é que durante a cena teatral da Lenda o Respeit∴ M∴ assume posição diante do t∴ próximo aos pp∴ do cad∴, momento em que ele fará com que H∴ reviva. 

Assim, a figura alegórica inserida no Painel está disposta de acordo com a liturgia da representação teatral da Lenda Hirâmica.

No tocante ao Comp∴ e o Esq∴, ambos ficam dispostos para o ponto de vista do Respeit∴ M∴, destacando que esse conjunto emblemático é demonstrativo sem que exista para ele a necessidade de coincidir com as TT∴ GG∴ LL∴ Emblem∴ que ficam sobre o Alt∴ dos JJur∴, até porque sobre o ataú∴, perceba, não aparece o L∴ da L∴. 

Da mesma forma, a letra G e o ramo de Ac∴ estão colocados para o ponto de vista do Respeit∴ M∴, sobretudo no momento em que ele formará com o personagem os CC∴ PP∴ PP∴ do M∴, postura apropriada para reviver H∴ A∴ (representação iconográfica do Sol) no solstício de inverno no Norte. É deste conjunto gestual que se origina ao T∴ do Mestre pelos CC∴ PP∴.

Por fim, ainda sobre o ponto de vista do Respeit∴ M∴, imagine o personagem revivido agora posicionado em pé e de frente para o Or∴ - que é o seu destino final. Note então que nessa posição a letra G, bem como o ramo de Ac∴ e o Esq∴ e o Comp∴ permanecem de conformidade com o quadrângulo mosaico que simboliza o piso (os pés ficam apoiados no chão). Note também que as faixas constituídas sobre o e∴ representam o equador (sentido longitudinal) e o meridiano do meio-dia (sentido transversal). Toda essa alegoria está diretamente ligada à Natureza e aos cultos solares da antiguidade. É essa a explicação possível nesse arrazoado.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A ABERTURA DA LOJA

A ABERTURA DA LOJA
Ir.·. Antonio J. Velásquez
Membro da ARLS.·. Hans Hauschidt no 175
Or.·. de Ciudad Guayana.

O Ritual de Abertura, assim com o de Encerramento, dos trabalhos em Loja é, talvez, um dos mais importantes dentro do simbolismo maçônico. Ele dá os passos necessários para passar do mundo profano para um estado superior de existência ou, em outras palavras, passar da aparência à realidade, sempre e quando cumpramos com uma série de atitudes e disposições.

É por isso que a palavra ritual significa "DE ACORDO COM UMA ORDEM". É penetrar em um plano supra-espacial e atemporal, o qual vai sendo criado e desenvolvido no interior de cada um dos irmãos presentes à sessão, proporcionalmente ao grau de concentração que se tenha para esse momento.

Abrir os trabalhos é abrir nossa Loja Interior, é fazer uso das primeiras palavras do axioma hermético "Visita Interiora Terrae... (Visita o Interior da Terra...), mas para que isso seja possível devemos obter a calma interior, abstraindo-nos das preocupações profanas e fazendo Silêncio, para que o Venerável, então, possa dizer: Em Loja, meus Irmãos.

domingo, 6 de dezembro de 2020

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu
Uma foto enviada a nós por Lionel. Nada de muito extraordinário no logotipo desta empresa onde o compasso está ao lado de outras ferramentas de trabalho, sem conexão com a Maçonaria ou Compagnonnage. Mas o que fica interessante é que a empresa Lebras é a responsável por colocar os andaimes ao redor do pináculo da Catedral de Notre Dame, e é este local que para muitos é fortemente suspeito. ser a causa (ainda hoje acidental) do incêndio na Catedral.

Como diz Lionel, nossos amigos conspiradores vão se divertir muito !!!

Se também estiver perto de casa ou em viagem e notar um edifício, um objeto ou decoração maçônica ou uma decoração tipo alvenaria, envie-nos fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores do Blog. (tradução livre)

Fonte: Blog hiram.be

SINAL DE SOCORRO - PLENITUDE MAÇÔNICA

Em 12.06.2020 o Respeitável Irmão Renato Peixoto, Loja Eugenio Bargiona, 3.593, REAA, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

SINAL DE SOCORRO

Solicito ao Irmão que pelo seu profundo conhecimento da Ritualística Maçônica, possa me esclarecer o ponto abaixo:

Por que temos o Sinal de Socorro no Grau de Mestre, sendo inexistente nos Graus de Aprendiz e Companheiro?

Entendo que todos somos Maçons e me pergunto por que só o Mestre possui o Sinal. Ouvi diversas explicações, sem, contudo, me convencer.

CONSIDERAÇÕES:

As formas discretas de pedidos de ajuda remontam a época das guildas medievais de construtores nos séculos XII e XIII, principalmente. 

No período da Maçonaria de Ofício, também conhecida como Operativa, não existiam graus especulativos tais como os que atualmente conhecemos. 

Na época das construções medievais (canteiros), o que verdadeiramente existiam eram duas classes de trabalhadores, conhecidos no ideário maçônico como a dos Aprendizes do Ofício e a dos Companheiros da Arte. 

Em linhas gerais, os Companheiros é que possuíam a plenitude do conhecimento, portanto eram autorizados a viajar livremente em busca de atividades do seu ofício. Já os Aprendizes deveriam permanecer nos canteiros pelo tempo necessário do seu aprendizado, geralmente três anos. 

Assim, os Aprendizes permaneciam pelo tempo necessário sob a tutela do Mestre da Obra (era um Companheiro mais experimentado) não carecendo com isso conhecer pormenores de reconhecimento (pedido de ajuda), pois a sua permanência era exigida num mesmo local enquanto no seu aprendizado ele servisse o seu senhorio.

Já os Companheiros, caracterizados pelo título de “franco-maçom”, ou os freemasons (operários qualificados), podiam se deslocar pelos diversos rincões em busca de trabalho e de novos contratos para o seu ofício. 

Devida a característica de possuir liberdade de locomoção, os Companheiros, além de dominar os sinais, toques e palavras de reconhecimento do ofício, também conheciam sinais que os levariam a porto de salvamento caso enfrentassem revezes e instabilidades no curso das suas jornadas.

Com o advento da Moderna Maçonaria - por excelência composta de Maçons Aceitos - os trabalhos operativos seriam substituídos por trabalhos especulativos. Desse modo, o franco-maçônico básico, universalmente caracterizado por três graus (Aprendiz, Companheiro e Mestre), manteve suas tradições, usos e costumes, contudo a plenitude maçônica deixou o grau de Companheiro e passou a ser exclusividade do 3º Grau. 

Assim relembrando a Maçonaria primitiva, a Moderna Maçonaria, no tocante ao hoje nominado Sin∴ de Socor∴, designa este apenas àqueles que alcançarem a plenitude do grau de Mestre Maçom, pois emblematicamente os Mestres Maçons são senhores de todos os caminhos e espaços da Loja, podendo com isso, tal como os franco-maçons do passado se deslocar pelos quatro cantos do Orbe.

Por tudo o aqui exposto, a posse do Sin∴ de Socor∴ é uma questão de plenitude maçônica, destacando que esse sin∴permanece atualmente mais como tradição do que como uma prática explicitamente utilizada. Talvez em casos raros e excepcionais é que se poderia, quem sabe, vislumbrar um Mestre Maçom se utilizando dessa prática fora dos umbrais dos templos maçônicos.

Concluindo, como tradição esse evento permaneceu, em linhas gerais, condicionado à posse da plenitude e é por isso que o maçom, enquanto Aprendiz e Companheiro, não recebe ensinamentos para desvendar esse segredo.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

O DELTA SAGRADO

Por definição, segundo o dicionário Aurélio, “Delta” é a quarta letra do alfabeto grego, correspondente ao nosso D, e que tem a forma de um triangulo isósceles (os três lados iguais). É também, por semelhança, a foz, caracterizada pela presença de ilhas de aluvião, geralmente de configuração triangular, assentadas à embocadura de um rio, e que forma canais até o mar.

Na Maçonaria, no Oriente de uma Loja, por cima do Trono do Venerável Mestre, brilha o Delta Sagrado, normalmente, com o “Olho Divino” no centro. É o símbolo do Poder Supremo e também do primeiro princípio – ONISCIÊNCIA - que é a suprema realidade, em seus três lados, ou qualidades primordiais que o definem. De ambos os lados do Delta, que representa a Verdadeira Luz, a Luz da Realidade Transcendente, aparecem o Sol e a Lua, os dois luminares visíveis e reflexos dessa luz invisível, que ilumina a Terra, e que, simbolicamente, representam as luzes: intelectual e a moral (Nicola Aslan).

O Delta é um dos mais importantes símbolos maçônicos. No Templo Maçônico, como dito acima, ele fica atrás do trono do Venerável Mestre e deverá ficar numa altura tal que sua visão não seja obstruída pelo Venerável quando este estiver de pé.

Ele é tão importante que quando um maçom cruza a Linha do Equador num Templo Maçônico, ele faz uma leve saudação ao Delta (muitos pensam, erradamente, que a saudação é feita ao Venerável Mestre – ver Pílula Maçônica nº 121).

Muitas vezes é colocado, em menor tamanho, na parte frontal externa do Dossel.

Nos Ritos teistas (Adoniramita, Escocês, etc) o Delta representa a presença da Divindade e, normalmente, no seu interior são colocados símbolos representativos, tais como a letra hebraica “iod”, ou mesmo, o tetragrama.

Nos Ritos agnósticos, o Delta representa a sabedoria, o conhecimento. No seu interior, normalmente é colocado o “Olho que Tudo Vê” (vide Pílula Maçônica nº 95).

Por todos os motivos mencionados, é que, a visão do Delta não pode ser obstruída por nada e por ninguém.

M∴ I∴  Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

EM 1818, FALECIA WILLIAM PRESTON

EM 1818, FALECIA WILLIAM PRESTON
Post author:deldebbio

Muitos estudiosos afirmam que a Maçonaria Operativa entre 1314 e 1717 tinha somente dois Graus: Aprendiz e Companheiro. Mestre não era Grau, era a função do responsável pela construção. Não tinha influências da Alquimia, Astrologia, Rosacrucianismo, ou Ocultismo. Não tinha Templos e durante a reunião não se abria qualquer Livro da Lei. Não existia o simbolismo das ferramentas. Os Símbolos eram desenhados no chão com giz ou carvão. Os Símbolos que já existiam eram as Colunas que hoje conhecemos como B e J, mas que, naquela época, não portavam no meio de seu corpo as referidas letras que têm e que geram tanta discussão e que também apresentam outros significados simbólicos um tanto diferentes dos que hoje conhecemos.

Em 1725 foi criado o Grau de Mestre e em 1738 ele foi acrescentado oficialmente aos dois primeiros Graus e incorporado definitivamente à Ordem. Em 1745, o sistema de três graus estava instalado. Isto foi obtido dividindo o primeiro grau em dois e, então, pegando o segundo grau e transformando-o em terceiro. Isto não foi algo fácil e prático para ser feito. Assim, de modo a tornar o trabalho mais aceitável, iniciaram-se revisões em 1769. Em 1772, William Preston se uniu ao grupo de revisores e, em dois anos, completou o seu trabalho, reescrevendo os rituais dos três graus.
No dia 1 de abril de 1818, Preston morreu.

Fonte: https://www.deldebbio.com.br

sábado, 5 de dezembro de 2020

DIVERSOS

DIVERSOS 
(republicação)

Nesta Edição seguem sete blocos das “Perguntas & Respostas” : 

1 - Ocupação de Cargos: 
Em 09/07/2016 o Respeitável Irmão Marco Antonio Perottoni, Loja Cônego Antonio das Mercês, GORGS e Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas, GORGS, REAA, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a questão seguinte. 
perotoni.ez@terra.com.br 

Saudando o Caro Irmão encaminhamos a consulta abaixo para esclarecimentos desse reconhecido Irmão. 

Estamos numa discussão de procedimentos quanto à participação eventual (quando na falta de Mestres) de, em especial, Companheiros e de Aprendizes na composição de cargos em Loja. Tomamos por princípio não passarem para o Oriente, normalmente 2º Diácono, Harmonia, Tesoureiro e Chanceler, assim consultamos, ritualisticamente, é permitido eu se preencha cargos com Companheiros e Aprendizes? Ou é mais correto deixar de preencher os cargos? 

Que achaste de nosso Chico da Botica comemorativo da Edição 100? 

Pela atenção deixamos um caloroso TFA ou como diz o gaúcho TFQC. 

CONSIDERAÇÕES:

PAINÉIS E TAPETES

 

O CADÁVER

O CADÁVER 
Hercule Spoladore
Loja de Pesquisas Maçônicas “Brasil” – Londrina-PR 

O cadáver é um corpo sem vida de um ser humano ou um animal. 

Morte é a cessação total e perene da vida do homem de um animal ou um vegetal. 

Reconhece-se a morte de um ser vivo, pela parada das funções ativas, como nutrição, metabolismo e no caso do reino animal pelo aparecimento da putrefação. 

No caso do homem, mais especificamente, após algumas horas de sua morte, o cadáver fica em rigidez cadavérica, o calor diminui, tendendo igualar com a temperatura ambiente, aparecendo depois no dia seguinte a lividez cadavérica e a seguir manchas violáceas, sinal evidente de putrefação.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

MURMURANDO NA CÂMARA DO MEIO

MURMURANDO NA CÂMARA DO MEIO
(republicação)

Em 20/07/2016 o Respeitável Irmão Otávio Alvares de Almeida, Loja Deus e Fraternidade, 51, REAA, Grande Loja do Estado da Bahia, Oriente de Cruz das Almas, Estado da Bahia, formula a seguinte questão:
otavioaalmeida@gmail.com

Tem me deixado bastante intrigado o indicativo de falar baixinho (murmurando) nas Sessões de Mestre Maçom do REAA∴ em minha Loja. Já busquei em muitos livros, revistas, artigos, Rituais de Ritos diferentes e, em nenhum deles, além do indicativo de colocar um laço preto nos malhetes, vi nenhuma alusão ao “murmúrio”.

Como, no meu entendimento, para se manter ou desfazer um hábito de Loja, tem-se que comprovar a existência ou não do indicativo. Por isso, busco o auxilio do querido Irmão para, com toda sua experiência, ajudar-me nesse dilema.

CONSIDERAÇÕES:

É como eu tenho dito, a imaginação de alguns maçons parece não ter limite mesmo. De fato meu Irmão, você não encontrará nada a esse respeito, simplesmente porque isso não existe, salvo se ocorrerem ilações desse quilate em algum lugar por aí.

Penso que alguns achistas inventaram essa barbaridade, certamente por acharem que se a Câmara do Meio representa simbolicamente luto e consternação, então nada mais de acordo do que esse tal de murmúrio ritualístico. Ora, isso não existe, pois a expiação é a alegoria do ambiente e não a prática de murmúrios e cochichos.

Imagino que não é o caso, mas espero que o ritual em vigência da Sereníssima Grande Loja da Bahia não esteja prevendo esse absurdo no REAA.

Quanto a lhe ajudar no dilema, sugiro que o Irmão recorra ao Orador da vossa Loja, que é o Guarda da Lei, para que ele verifique se isso está previsto no ritual. Se não estiver, como eu acredito que não esteja, então que ele providencie a imediata extirpação desse costume equivocado – é simples, o que não existe não se inventa.

Concluindo, devo afirmar que emiti as minhas considerações sob o ponto de vista da tradição do verdadeiro costume do REAA, filho espiritual da França.

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.339– Florianópolis (SC), sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

MOSAICO

MOSAICO
Ir⸫ Roland Burkart, Oriente de São Paulo

Que o G⸫A⸫D⸫U⸫ ilumine a todos nós 

1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS 

O Pavimento Mosaico é extensivo ao soalho do Ocidente, constituído de lajes quadradas Branco e Pretos, dispostas alternadamente, formando um tabuleiro de xadrez.

Os Ladrilhos devem ser de tamanho que proporcione a medida dos passos regulares da Maçonaria que, no Rito Escocês Antigo e Aceito, são seguidos com os pés em esquadria, abertos para frente.

2. SIMBOLOGIA 

Representa a variedade do solo terrestre, ligados pelo mesmo cimento simbolizando a União de todos os Maçons do Globo, e também, o Piso Mosaico é na Maçonaria a imagem da objetividade, remetem aos Maçons a humildade que lhe deve ser inerente, perante as mais variadas representações da fé do Criador, orientando-nos para o caminho da tolerância e desapego aos preconceitos. 

Quando nos deparamos com conceitos diversos de Religiosidade, mas que afronta as Leis Maçônicas, devem ser respeitadas e vistas como exteriorização do amor ao G⸫A⸫D⸫U⸫, simbolizam seres animados e inanimados, é também a imagem do Bem (pelos quadrados brancos) e do Mal (pelos quadrados pretos) inerentes à existência terrestre. Trevas e Luzes estão ligadas no Piso Mosaico, mas é também o corpo e o Espírito, unidos, mas não confundidos, que se acham semeada na estrada da vida. 

A Orla dentada que o cerca simboliza o princípio da atração Universal, insta-nos a unirmos cada vez mais, nos mais variados níveis de convivência social, que seja em nossos círculos de amizade, de Família, ou de Fraternidade em torno de nossa LOJ⸫ e com nossos irmãos em todo o mundo, através do amor fraternal. 

3. HISTÓRICO 

O Pavimento Mosaico é originário da Suméria, na Mesopotâmia (terra entre rios) região da Ásia situada entre os rios Tigre e Eufrates, atualmente os países de Irã e Iraque, que abrigou ao lado do Rio Nilo, as mais antigas civilizações organizadas da terra.

Os Sumérios também desenvolveram a agricultura com técnica de irrigação e drenagem do solo, construção de canais, diques e reservatórios, utilizando instrumentos de tração animal, criaram a escrita cuneiforme (gravação de figuras com estiletes sobre tábua de argila) e faziam cerâmica e esculturas de pedra e metal. 

A simbologia do Pavimento Mosaico, no geral, a imagem do bem e do mal onde esta linha de raciocínio está ligada a um pensador que viveu por volta de 540 A.C. – 480 A.C., conhecido como Heráclito, nascido em Éfeso, cidade da Jônia, de família que ainda conservavam prerrogativas reais (descendentes do fundador da cidade), desprezava a Plebe (povo ralé), recusou-se sempre a intervir na Política, manifestou desprezo pelos antigos poetas, contra os Filósofos de seu tempo e até contra a Religião, foi considerado o mais eminente pensador Pré-Socrático, para quem tudo o que existe está em constante movimento e nada dura para sempre. Desenvolveu o conceito de “Constantes Opostos”, pelo qual o bem quanto o mal, são necessários, pois se não ficássemos doentes, não conheceríamos o significado da saúde, se não houvesse guerra, não conheceríamos o valor da paz, se não houvesse inverno, experimentaríamos a agradável sensação do verão. 

O Pavimento Mosaico foi a norma nas Grandes Lojas do Brasil até 1942, quando, a partir de então, por iniciativa do Irmão General Joaquim Moreira Sampaio, sucessor do Irmão Mário Behring, ficou restrito ao centro do Templo, sobre o qual era proibido pisar, salvo nas passagens ritualísticas previstas. 

4. CONCLUSÕES 

O Pavimento Mosaico representa o Templo das Musas, recinto sagrado onde cada um de suas partes e a totalidade do seu conjunto constituem uma síntese da harmonia Universal...... 

5. BIBLIOGRAFIA 
- Ritual do Simbolismo do Aprendiz Maçom, Glesp, São Paulo,2008. 

Fonte: JBNews nº 0074 - 13/11/2010

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

A COLETA E A CIRCULAÇÃO

A COLETA E A CIRCULAÇÃO
(republicação)

O Respeitável Irmão Ricardo Ruva da Loja União e Progresso, 0979, REAA, GOB-PR, Oriente de Irati, Estado do Paraná, apresenta a questão seguinte:
ruva@caminhosdoparana.com.br

Surgiu uma dúvida quando a circulação do Saco de Propostas e Informações e do Tronco de Beneficência. No Ritual consta o seguinte: 1º Venerável Mestre, 2º Primeiro Vigilante, 3º Segundo Vigilante, 4º Orador, 5º Secretário, 6º Cobridor, 7º Mestres do Oriente, 8º Mestres da Coluna Sul, 9º Mestres da Coluna Norte, 10º Companheiros e 11º Aprendizes. A dúvida está na ordem após o Cobridor (6º) se coleta-se as informações ou tronco primeiramente dos Mestres com cargo e somente após dos Mestres sem cargo.

CONSIDERAÇÕES:

FOTOS


 

MAÇONARIA: UMA ESTRELA QUE BRILHA EM SILÊNCIO

MAÇONARIA: UMA ESTRELA QUE BRILHA EM SILÊNCIO 
Ir⸫ Cristyano Ayres Machado
Loja Sete de Setembro nº 01 - GOESE Or⸫ de Aracajú - SE 

Sem sombra de dúvida, nenhuma organização é tão fascinante e ímpar quanto a gloriosa maçonaria. Com a missão de tornar homens bons, melhores, ela conseguiu a proeza de permanecer intacta às intempéries da vida, mantendo-se firme como os preceitos que a impulsionam. 

Com a trilogia: Igualdade, Fraternidade e Liberdade, digna de atenção, pois, conceitos modernos e indispensáveis para um convívio melhor, na sociedade, há séculos são conhecidos, praticados e divulgados por seus integrantes.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

FERRAMENTAS DO COMPANHEIRO

FERRAMENTAS DO COMPANHEIRO
(republicação)

Em 01/07/2016 o Respeitável Irmão Willian Reis Medeiros, Grande Secretário de Educação Adjunto da 14a Delegacia – Continente Sul, GOSC – COMAB, Oriente de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, apresenta o que segue:
w.reis888@gmail.com

Solicito a gentileza do Irmão em me esclarecer a seguinte dúvida:

- Quais são os instrumentos de trabalho do Grau de Companheiro?
Pois na literatura que encontrei, não havia nenhum autor afirmando, de forma absoluta (categórica), quais seriam as ferramentas do Companheiro (citando as mesmas).

- O que temos no nosso Rito Adonhiramita, são as seguintes informações:

1) Rituais do 2º grau – Companheiro Maçom do Sublime Grande Capítulo Adonhiramita do Brasil de 1998 e 2006. Na sessão magna de elevação, temos: que as viagens são realizadas com as seguintes ferramentas, conforme segue abaixo:
1ª Viagem – Maço e Cinzel;
2ª Viagem – Compasso e Régua;
3ª Viagem – Alavanca e Régua;
4ª Viagem – Esquadro e Régua;
5ª Viagem – Sem ferramentas.

Nas cinco viagens, são utilizadas 6 ferramentas (Maço, Cinzel, Compasso, Régua, alavanca e Esquadro).

2) No 4º Volume – Compêndio de Instruções para as Lojas Simbólicas do Grande Capítulo Adonhiramita do Brasil, temos na página 40: que as sessões Econômicas de Companheiro, menciona estar em cima do pavimento mosaico, os seguintes instrumentos: - Régua de 24 polegadas, alavanca, esquadro, maço e cinzel (5 instrumentos).

3) No ritual de Instalação de Venerável, Investidura e Posse da Administração de uma Loja Adonhiramita – Grande Capítulo Adonhiramita do Brasil, temos a seguinte configuração, para os três graus simbólicos:

Em Loja de Mestre:
(...) Mestre Instalador – Apresento-vos, meu Amado Irmão, os utensílios do Mestre Adonhiramita, o Cordel, o Lápis e o Compasso.

Em Loja de Companheiro:
(...) Mestre Instalador – Apresento-vos, meu Amado Irmão, os utensílios do Companheiro Adonhiramita, o Esquadro, o Nível e o Prumo.

Em Loja de Aprendiz:
Mestre Instalador – Apresento-vos, meu Amado Irmão, os utensílios do Aprendiz Adonhiramita, a Régua de 24 polegadas, o Maço e o Cinzel.

4) No ritual de Elevação do Companheiro (2006); Pag. 42 (...) Precederão ao Aspirante três Companheiros, um com o Esquadro, outro com o Nível e o outro com o Prumo.

Pag. 43 (...) O Ir∴ Mestre de Cerimonias dirige-se, acompanhado de três Mestres à porta do templo. Estes recebem dos três Companheiros que precederam o Aprendiz, o Esquadro, Nível e o Prumo, com os quais farão todas as viagens à frente do candidato (...).

Pag. 51 (...) Os três Mestres que conduzem o Esquadro, o Nível e o Prumo, depõem esses símbolos no Pavimento Mosaico, junto ao Painel do Grau (...).

5) Na Compilação Preciosa da Maçonaria Adonhiramita 1787 na página 43, temos o seguinte: 
P. Quais são as três joias fixas?
R. A Pedra bruta, a pedra cubica ou para afiar e a prancha de desenho dos Mestres.
P. Qual é o seu uso?
R. A Pedra bruta serve para os aprendizes trabalharem, a pedra cúbica serve para os Companheiros afiarem seus instrumentos*(1) e a prancha para os Mestres fazerem os seus desenhos.

*(1) Vários Veneráveis passam esta pergunta, alegando que é o aprendiz que deve afiar os instrumentos e que o Companheiro deve trabalhar a pedra; mas, mesmo que não se afie nem se talhe nada em Loja, não se deve esquecer que os mesmos filosóficos que comparavam o aprendiz a pedra bruta, comparavam o Companheiro a uma Pedra Cúbica, que eles viam como o sólido mais perfeito, que apresentava o maior número de superfície unidas e que podia servir para tudo o que se quisesse; eles terminavam esta pedra em pirâmide, a fim de que ela guardasse todos os números sagrados, isto é, a unidade, o cinco, o quatro, três vezes três e, consequentemente, o nove, além disso, para talhar esta pedra, é preciso usar compasso, o esquadro, o nível e o prumo; como todos esses instrumentos são os símbolos das ciências e das virtudes e como eram os meios utilizados pelos filósofos para fazer essa comparação moral; os instrumentos não significam outra coisa senão os cuidados e os desejos.(Obs: A tradução de toda a Compilação, foi realizada pela Loja Maçônica Gilvan Barbosa, de Campina Grande, em 1989). Impressos Filadélfia, Editora Philarethe, Rua de I’ Equerre, aplomb.

Enfim, Meu Amado Irmão Pedro Juk, temos várias literaturas sem explicitar com veemência e total certeza, quais são os instrumentos (ferramentas ou utensílios) do Companheiro Maçom, com absoluta precisão e afirmação definitiva.

A dúvida é, quais são os Instrumentos do Companheiro, independente de Rito.

Agradeço imensamente sua atenção.

CONSIDERAÇÕES:

Para os Ritos de origem francesa, geralmente os instrumentos de trabalhos relacionados diretamente ao Companheiro Maçom, tem sido, segundo a alegoria pertinente e o Painel da Loja, a Régua Graduada, a Alavanca e o Esquadro, além do Maço e da Colher de Pedreiro. Algumas alegorias apresentam o Companheiro trazendo ainda o Maço e o Cinzel.

Eu entendo com base em tratadistas confiáveis, que as ferramentas oficiais do Companheiro são aquelas inseridas do Painel do Grau (original francês). Nesse sentido lá aparecem virtualmente a Alavanca e a Régua Graduada (conhecida como 24 polegadas), a Colher de Pedreiro (conhecida por alguns como trolha) e ainda o Maço e o Cinzel.

Sob o aspecto prático, todos os instrumentos usados na construção se constituem como elementos fundamentais nas diversas etapas da Obra, principalmente em se levando em conta que nos tempos operativos somente existiam duas classes de trabalhadores (não eram graus especulativos), o Aprendiz Iniciado e o Companheiro do Ofício. O Mestre era, à época, um Companheiro experiente escolhido para comandar os trabalhos no canteiro.

Dado a isso, salvo os primeiros instrumentos de trabalho (o Maço e o Cinzel específicos do aprendiz do ofício), os demais seriam paulatinamente usados pelos operários ao longo do tempo de duração da construção. Assim, é difícil de maneira generalizada atribuir essa ou aquela ferramenta como peculiar de um Grau especulativo.

Nesse sentido, os exegetas preferiram atribuir elementos privativos de trabalho conforme o que estiver exposto no Painel do Grau, todavia, considerando-se que nele também existem emblemas que tratam do símbolo como um todo e não como um elemento específico do ofício de um Grau. É o caso, por exemplo, de duas das Três Grandes Luzes Emblemáticas (Esquadro e o Compasso unidos – a Loja e o Venerável), o Nível e o Prumo (os Vigilantes), a Espada, etc. Note que esses não são elementos específicos do Companheiro, porém da Loja.

Do ponto de vista doutrinário, designadamente ao Companheiro se coadunam o Maço, a Régua, a Alavanca, o Esquadro e a Colher de Pedreiro, cujas aplicações genéricas assim correspondem: Maço – o Companheiro usa-o para firmar as pedras justapostas. Como especulativamente ele é um elemento mais instruído, pode golpear a pedra sem esfacela-la. A Régua – serve ao Companheiro para medir e verificar a existência de possíveis arestas que serão corrigidas em nome da Arte. A Alavanca - é a digna representante da ação e do trabalho (pragmática do Grau); move as pedras pelo esforço compensatório. A Colher de Pedreiro - alisa a argamassa no assentamento retificando as rusgas e os excessos. Por fim o Esquadro - verifica os cantos da obra na sua elevação de acordo com as exigências da Arte.

É desse modo que essas ferramentas acima mencionadas assumem o caráter primordial para o Segundo Grau da Moderna Maçonaria.

No que diz respeito às ferramentas que vão à mão do Aprendiz durante as viagens simbólicas na cerimônia de Elevação, essas nada tem a ver diretamente com as ferramentas do Companheiro, mas sim com a transição do Aprendiz para o Grau de Companheiro, o que sugere o tempo do seu aperfeiçoamento até conseguir o aumento se salário (dependendo poderiam ser três ou cinco anos).

Nesse sentido essas conduções e permutas de instrumentos nada mais são do que a representação evolutiva e do aprimoramento do artífice, portanto não há como confundi-las como “ferramentas do grau especulativo” usadas exclusivamente pelo Companheiro.

No que consiste à entrega simbólica de ferramentas ao Mestre Instalado eleito para o veneralato durante a cerimônia de Instalação, eu prefiro não comentar, pois esses rituais são deturpados e misturados com práticas e costumes de ritos diferentes entre si, tanto na sua essência doutrinária como na cultural, a despeito de que Instalação, nos ritos de vertente francesa, é prática bastante discutível. Assim dessa miscelânea toda e no afã de se dar mais valor além daquilo que é devido, sobretudo no Brasil, apareceriam esses rituais de instalação que vieram enxertados da vertente inglesa e acamparam equivocadamente de maçonaria de origem francesa. Troncando em miúdos, editaram rituais esquecendo-se da pluralidade de Ritos e destes, seu patrimônio cultural e doutrinário.

Por fim, esse é, no meu entendimento, a classificação que se poderia considerar para as ferramentas simbólicas do Grau de Companheiro Maçom na Moderna Maçonaria, desde que se observem as nuances e particularidades litúrgicas do Rito e o seu nascedouro. Não tratei especificamente do REAA ou do Adonhiramita, senão quanto a sua origem cultural.

E.T. – No trato do termo Painel da Loja do Companheiro, não confundi-lo com a Tábua de Delinear inglesa que, acabou por aqui sendo enxertada na vertente francesa sob o título de Painel Alegórico. Essa Tábua de Delinear é aquela que traz a Escada em Caracol. À bem da verdade, esse nada tem a ver com a doutrina francesa. O termo “Alegoria do Companheiro” quando mencionado nas considerações acima se refere à alegoria do personagem Companheiro – é aquele que apresenta o protagonista portando as ferramentas, dentre as quais, a Régua sobre o seu ombro esquerdo.

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.337– Florianópolis (SC), quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

MINUTO MAÇÔNICO

PRUDÊNCIA

1º - Qualidade de quem age com moderação, comedimento, buscando evitar tudo o que acredita ser fonte de erro ou de dano.

2º - É uma das quatro virtudes cardeais e, segundo os antigos, a cultura do espírito e do conhecimento da verdade.

3º - A Prudência é uma virtude particularmente recomendada pela Maçonaria. Nas instruções da Maçonaria inglesa destinadas aos Aprendizes, é uma das quatro virtudes cardeais que lhes são ensinadas.

4º - Nas instruções americanas, diz-se que: a prudência é o verdadeiro guia da compreensão humana e consistem em julgar e determinar com propriedade o que deve ser dito ou feito em todas as ocasiões, que perigos nos esforçamos por evitar, e como agir em todas as nossas dificuldades.

5º - A Fábula fez da Prudência uma divindade alegórica, às vezes representada com uma cabeça de duas caras, olhando prudentemente para a frente e para trás, outras com um espelho rodeado por uma serpente, símbolo da prudência.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

A CULTURA MAÇÔNICA

A CULTURA MAÇÔNICA 
Ir⸫Charles Evaldo Boller

O universo material foi criado pelo Grande Arquiteto do Universo a partir do átomo, do quase nada, de uma maneira magistral, assombrosa e até aterradora. Sua arquitetura fundamenta-se numa diversificação tão rica, que leva o entendimento humano à confusão ao ser confrontado com o caos desta aparente desordem. Num esforço de ordenar a sua perturbação, a criatura humana passa a estabelecer referenciais, criar padrões, de tempo, medida, sensibilidade e probabilidade. O resultado deste trabalho o faz movimentar-se no universo, modificar e transformar a obra original, gerando com isto o conhecimento, criados a partir de pensamentos, modelos e referenciais; pois nenhuma verdade lhe é revelada de imediato. É apenas com o acumulo de conhecimentos, pelo uso da razão, da intuição, dos relacionamentos e do discurso que a realidade é entendida. Na intuição intelectual, o critério é a evidência. É aquela ideia clara que se impõem por si só à mente. Na intuição pragmática, é exigido o aporte de um resultado prático. A intuição lógica exige coerência. Em tudo se busca equilibrar razão e intuição, vivência e teoria, concreto e abstrato. E para atingir a certeza da verdade, submete- se o pensamento ao ceticismo, fundamentado na dúvida, na observação e na consideração, ou ao dogmatismo, alicerçado em princípio ou doutrina. A ideia na teoria do conhecimento segue a linha do racionalismo, que tudo submete à razão; ao empirismo, que considera a ideia derivada da experiência sensorial; e do criticismo que tenta equilibrar o racionalismo e o empirismo. Em resumo: alguém é levado a divulgar uma ideia de forma positiva e afirmativa a qual se denomina tese. Outra pessoa interpela este pensamento, o absorve e critica, com base em seu próprio referencial, e faz nova proposta, gera uma segunda ideia, a antítese. Juntando estas duas ideias de forma conciliadora e compositiva gera-se um terceiro pensamento, que é diferente dos dois que lhe deram origem, obtendo-se a síntese. Se o processo for repetido diversas vezes, gera-se um infinito número de ciclos de teses, antíteses e sínteses, que no fluxo do tempo geraram todo o conhecimento que existe.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

FRATERNIDADE MAÇÔNICA

Em 08/06/2020 o Irmão Aprendiz José Ribamar P. Nascimento, Loja De Messejana José de Alencar, 94, sem mencionar o nome do Rito, Grande Loja Maçônica do Estado do Ceará, Oriente de Fortaleza, Estado do Ceará, faz o seguinte pedido:

FRATERNIDADE MAÇÔNICA

Tendo recebido a missão de fazer meu primeiro trabalho maçônico, cujo tema é "A VERDADEIRA FRATERNIDADE MAÇÔNICA", venho a vossa presença, em busca do vosso auxílio, ou seja, solicitar ao nobre Irmão, me ser facultado cópia de trabalhos/artigos relacionados ao tema. Tal (is) material(is), tem por objetivo, me servir de parâmetros e citações.

Certo de vossa compreensão, agradeço antecipadamente.

CONSIDERAÇÕES:

Sobre trabalhos e artigos de minha lauda, eu não faço remessas específicas, contudo boa parte deles podem ser encontrados na rede. Infelizmente, pelo meu tempo exíguo, não tenho como atender a pedidos individuais dessa natureza.

De qualquer modo, deixo aqui alguns apontamentos a respeito do tema.

De início, penso que é um paradoxo se utilizar da expressão “Verdadeira Fraternidade Maçônica”, já que o termo “fraternidade”, de modo abrangente e “verdadeiro” menciona parentesco entre irmãos, amor ao próximo, convivência entre pares, amizade, união, harmonia, tudo isso consubstanciado nos laços que unem aqueles que trabalham num mesmo objetivo. 

Dada essa dissertação, fraternidade é por si só fraternidade, não cabendo, no meu entender, algo que precise expressá-la como “a verdadeira”, mais conveniente ou a melhor. Em Maçonaria não tratamos de espécimes de fraternidade, mas simplesmente de fraternidade e ponto final. Seria redundante tornar algo além do que ele já é ou significa.

Entendo que uma das características da Moderna Maçonaria é possuir no seu cerne a fraternidade que convive latente junto à irmandade maçônica.

Cabe mencionar que comungar das mesmas ideias em busca de um mesmo objetivo exige devotamento, sinceridade, fidelidade, tolerância e lealdade. É nesse convívio que, como maçons, devemos nos tratar como Irmãos.

Que até possam existir outros conceitos de fraternidade, contudo, certamente nenhum deles se adequará à Ordem Maçônica além do conceito originário dessa palavra.

Em linhas gerais a fraternidade é uma das pedras angulares da Instituição Maçônica. Assim, as Lojas devem continuamente investir nesse entendimento, sobretudo para atender e consolidar os objetivos de se construir uma sociedade melhor.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O SIMBOLISMO DO AVENTAL DO VM E SUA JÓIA

O SIMBOLISMO DO AVENTAL DO VM E SUA JÓIA 
Ir.'. Almir Veríssimo - MM ARSL Arautos do Progresso nº 30

O uso do avental deve ser revestido, por cima da roupa. Entretanto, há, Maçons, em certas Lojas e Obediências, que entram em Loja sem se revestirem do Avental, considerando-o como acessório facultativo e os colares e faixas como indispensáveis. Na França, as Lojas acrescentam nas pranchas de convocação o lembrete: “Favor munir-se do Avental”. O Próprio Ragon (1781-1862) queixava-se desta falta, externando em seu “Ritual de Aprendiz Maçom” as seguintes reflexões: 
“ Existem Lojas em que Oficiais e mesmo os Veneráveis acreditam que usando o colar podem deixar de vestir o Avental do seu grau. É um erro e uma falta: o Avental, símbolo do Trabalho, é mais necessário que o colar e a faixa; é ele o verdadeiro “ traje” maçônico, os colares e as faixas são adornos. Nas sessões de determinados altos graus não é mais usado o Avental, visto considerar-se o trabalho já terminado; mas nas sessões simbólicas, onde o trabalho começa, o Avental é indispensável.” 
A primeira referência histórica que se tem sobre o uso dos Taus Invertidos, que os ingleses chamam “Níveis”, é um mandado da Grande Loja Unida