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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sexta-feira, 6 de maio de 2022

A 9ª SINFONIA DE BEETHOVEN E A MAÇONARIA

A 9ª SINFONIA DE BEETHOVEN E A MAÇONARIA
Eduardo José Gomes Zandonadi
Loja Maçônica Luz, Amor e Vida 2079
Grande Oriente do Estado de Goiás
Goiânia - GO - 2006

No ano de 2004 nasceu entre mim e o valoroso Irmão Gilmar Fernandes da Silva, da Loja Mensageiros da Liberdade, a idéia da criação de um trabalho para harmonia (três CDs), para ser utilizado em nossas lojas. Acontece que esse projeto nascente, foi abraçado também pelo Grande Oriente do Estado de Goiás, que ansiava solucionar um dos problemas mais freqüentes em nossas sessões: a harmonia (principalmente em iniciações, elevações e exaltações).

Incumbido da organização do material, embrenhei-me ainda mais em um trabalho de pesquisa musical que já vinha realizando há algum tempo.

Na minha concepção, existem dentro do nosso universo musical, obras que transcendem e muito os limites do comum. São fortes, densas, misteriosas. Ouvindo-as em circunstâncias apropriadas parece que podemos tocá-las. Têm corpo, alma e coração! Foi entre essas maravilhas que procuramos buscar as que estivessem mais próximas dos nossos preceitos, que sobrelevam principalmente a união, a fraternidade e a integração entre os povos.

Conhecido por todos os maçons é a prática da utilização de músicas instrumentais na maior parte dos nossos trabalhos, mas devemos saber também que não há nada que impeça o uso de vocais, desde que adequados aos nossos usos e costumes.

¨Ode To Joy¨, ou ¨Ode à Alegria¨, estava entre as músicas selecionadas, porém, por se tratar de uma música com vocal, e não sendo o idioma utilizado o nosso vernáculo, busquei maiores detalhes sobre a obra, o que foi relativamente difícil pela escassez de informações e de pessoas com conhecimento acerca do assunto. Por intermédio de um amigo, dono de um ¨sebo¨ e perito no assunto, descobri que a música que eu já admirava era muito melhor e com uma história mais abrangente do que eu concebia até então. A ¨Ode à Alegria¨ era apenas uma das partes da 9ª Sinfonia de Beethoven, tida como a mais importante de suas obras. Mas a pesquisa tinha que continuar, pois era necessário se chegar até a sua tradução para saber o que havia nela de maçônico.


Na seqüência da minha investigação outra surpresa: os versos do poema, que compõe a ¨Ode à Alegria¨ estão no 4º e último movimento da 9ª Sinfonia, e não eram de Beethoven, e sim do seu conterrâneo Friederich Von Schiller, importante poeta, dramaturgo e filósofo alemão. Após conhecer o poema de Schiller em 1792, Beethoven, que tinha na alma o ideário da liberdade e do amor pela humanidade, absolutamente fascinado, decidiu inserir em sua arte aquela peça, quem sabe de inspiração divina, que acabara de ler.

Em fevereiro de 1824, depois de 32 anos, estavam musicados os difíceis versos de Schiller, e um Beethoven já praticamente surdo, fazia nascer a sua obra-prima, que Brahms retratou com as seguintes palavras: "ouví-la é como escutar atrás de si o ressoar dos passos de um gigante".

Mas e a tradução? O que tem a ¨Ode à Alegria¨ e a ¨Nona¨ a ver com a Maçonaria? Eu vos respondo: ABSOLUTAMENTE TUDO! A música e os versos, que vão infra-citados e traduzidos, são uma verdadeira exaltação à fraternidade humana e nos faz vislumbrar no futuro um mundo onde seremos um só povo!

Minhas indagações prosseguiam. Schiller não era maçom e Beethoven, apesar da controvérsia entre estudiosos, também não o era, ou pelo menos não existe nenhum documento conhecido que comprove o fato. Mas, a principal novidade dessa peregrinação por informações para detectar pontos em comum dessa obra com a Ordem, eu exponho agora: Os versos de ¨An Die Freude¨ ou Ode à Alegria foram feitos por Schiller para um amigo. Detalhe: seu amigo era maçom e o poema era para ser recitado em sua loja. Confesso que esse dado me causou uma impressão profundamente forte, fazendo com que eu passasse a observar que as mais grandiosas ações humanas parecem inspiradas pela Sublime Instituição mesmo quando são implementadas por profanos.

Abaixo, o poema traduzido:



Ode à Alegria (An Die Freude)

Oh amigos, mudemos o som!
Entoemos algo mais prazeroso
E alegre!

Alegria, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios pelo fogo entramos
Em teu santuário celeste!

Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce vôo se detém.

Quem já conseguiu o maior tesouro
De ser o amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma mulher amável
Rejubile-se conosco!
Mesmo aquele que conquistou apenas uma alma,
Uma única alma em todo o mundo.
Mas aquele que falhou nisso
Que fique chorando sozinho!

Da alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.

Ela nos deu beijos e vinho e
Um amigo leal até a morte;
Deu força para a vida aos mais humildes
E ao querubim para se erguer diante de Deus!

Alegremente, como seus sóis corram
Através do esplêndido espaço celeste
Se expressem, irmãos, em seus caminhos,
Exultantes como o herói diante da vitória.

Alegria, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios pelo fogo entramos
Em teu santuário celeste!

Enviem um beijo ao mundo todo!
Mundo, você sente a presença do seu Criador?
Pois milhões se abatem diante dele!

Abracem-se milhões!
Porque Irmãos, além do céu estrelado
Deve haver um Pai Amado!

Conforme podemos observar nos versos acima não há a menção a supremacia de uma nação sobre a outra, ou de um credo, ou de uma raça. Há sim, a glorificação de um ideal supremo que não enxerga fronteiras para a fraternidade humana. Nesse mundo, onde visionários como Schiller e Beethoven nos colocam, não há espaço para querelas ultra-nacionais, religiosas, patrimonialistas ou segregacionais.

Um só povo, uma só nação! Pode não ser hoje, pode não ser breve, mas eu acredito!

Nós devemos acreditar!

(Uma versão de ¨Ode à Alegria¨, que mescla o clássico e o pop, está no cd ¨Harmonia Completa Para Elevação Maçônica – REAA¨, lançado pelo Grande Oriente do Estado de Goiás em 2005 - Hodiernamente a 9ª Sinfonia é o hino oficial da União Européia, formada majoritariamente por países republicanos e democráticos).

Fonte: http://masonic.com.br

quinta-feira, 5 de maio de 2022

LUZES DA LOJA, ORADOR E SECRETÁRIO. FALAM EM PÉ OU SENTADOS?

Em 04.10.2021 o Respeitável Irmão Wellington Valeriano da Cruz, Loja Missionários da Luz, 4.693, REAA, Oriente de Porto Nacional, Loja Luz Pioneira de Palmas, 2.590, REAA, Oriente de Palmas, e Loja Mestre Adonhiramita, 4.526, Rito Adonhiramita, Oriente de Palmas, todas do, GOB-TO, Estado de Tocantins, apresenta a seguinte dúvida:

FALA EM PÉ OU SENTADO?

Surgiu uma dúvida em nosso Oriente se o Venerável Mestre, 1º e 2º Vigilantes pode na Ordem do Dia falar sentado ou em pé de acordo com sua vontade. Desde já agradeço vossa resposta e seu belo trabalho em prol da Maçonaria.

CONSIDERAÇÕES:

No REAA a praxe é a de que o Venerável Mestre, o Orador, o Secretário (no Oriente) e os Vigilantes (no Ocidente) falem sentados, salvo quando o ritual exarar procedimento contrário nesse sentido.

A bem da verdade e no rigor da tradição ritualística do REAA por conta das hoje extintas Lojas Capitulares, a todos do Oriente é permitido que falem sentados, contudo, atualmente, a maneira consagrada é a de que fora o Venerável Mestre, o Orador e o Secretário (que podem falar sentados no Oriente), os demais do quadrante oriental falem geralmente em pé, isto é, à Ordem. No Ocidente, exceto os Vigilantes, todos impreterivelmente, falam à Ordem.

Nesse particular há algumas regras ritualísticas a serem observadas. Por exemplo, caso o titular que tem o direito a falar sentado, mas por deferência resolva falar em pé, então ele deve ficar à Ordem, isto é, com o corpo ereto, pés em esquadria na forma de costume e o Sinal de Ordem composto. Quem estiver à Ordem usando da palavra, ao concluí-la desfaz o sinal pelo Sinal Penal do grau e retoma o seu assento (isso não é saudação).

No que diz respeito às Luzes da Loja, se essas preferirem falar em pé, então deixam os seus malhetes e compõem normalmente o Sinal de Ordem, ou seja, com a mão, ou as mãos, se for o caso.

Apenas a título de esclarecimento, o Tesoureiro e o Chanceler não têm a prerrogativa, como a dos Vigilantes, de falarem sentados.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILUSTRADAS


O ALCOOLISMO NA MAÇONARIA

O ALCOOLISMO NA MAÇONARIA
Irmãos Autores: 
Luiz Carlos Affonso da Costa – CIM: 218444. 
Luiz Fernandes de Carvalho Filho – CIM: 125035. 
Mário Monteiro Morgado – CIM: 219712. 
Mauro Alves Lima – CIM: 208851. 
Rodrigo Tomaz da Silva – CIM: 226158.

O presente trabalho elaborado e apresentado, no inicio de Dezembro de 2005, pelos Irmãos Mario Monteiro Morgado (e mail:mm.morgado@uol.com.br ) e Luis Fernandes de Carvalho Filho (e-mail: lfernandes01@yahoo.com.br) da ARLS União e Vitória n° 2622 surgiu de uma idéia do Venerável Mestre, da loja Irmão Pascoal Argenti Sobrinho, e contou com a colaboração do Irmão Alexandre Maurmo da ARLS Sesquicentenário n° 1915. 

1. INTRODUÇÃO 

Muitas vezes desejaríamos que as drogas simplesmente não existissem, principalmente quando vemos pessoas a quem amamos sofrendo e nos fazendo sofrer por estarem envolvidas com drogas. Entretanto, elas existem. O que podemos fazer é tentar evitar que as pessoas se envolvam com essas substâncias. Os que já se envolveram, podemos ajudá-los a evitar que se tornem dependentes. Para aqueles que já se tornaram dependentes, cabe-nos oferecer os melhores meios para que possam abandonar a dependência. Se, apesar de todos os nossos esforços, eles continuarem a consumir drogas, temos a obrigação de orientá-los para que o façam da maneira menos prejudicial possível, mantendo a esperança de que estejam atravessando uma fase difícil e necessitando, portanto, de nosso apoio. 

Mas o que são drogas? Drogas são substâncias utilizadas para produzir alterações e mudanças nas sensações, no grau de consciência e no estado emocional. As alterações causadas por essas substâncias variam de acordo com as características da pessoa que as usa, qual droga é utilizada e em que quantidade, o efeito que se espera da droga e as circunstâncias em que é consumida. 

Geralmente achamos que existem apenas algumas poucas substâncias extremamente perigosas: são essas que chamamos de drogas. Achamos também que drogas são apenas os produtos ilegais como a maconha, a cocaína e o crack. Porém, do ponto de vista de saúde, muitas substâncias legalizadas podem ser igualmente perigosas, como por exemplo, o álcool, que também é considerado uma droga como as demais. 

2. ÁLCOOL 

O álcool é a substância química mais utilizada pela humanidade e faz parte de nosso dia-a-dia, sendo plenamente aceito em nossa sociedade. Porém, se pararmos para pensar, a bebida muitas vezes é usada de forma abusiva e pode trazer graves danos físicos, sociais e emocionais, apesar de estar presente na maioria das festas e em alguns rituais. Quase todos os países do mundo, onde o consumo é aceito, possuem uma bebida típica da qual se orgulham, por exemplo: pinga ou cachaça no Brasil, wisky na Escócia, tequila no México, saquê no Japão. 

2.1. Efeitos: 

Os sinais e sintomas da intoxicação alcoólica caracterizam-se por níveis crescentes de depressão do sistema nervoso central. 

Inicialmente há sintomas de euforia leve, excitação, falso bem estar, clima sociável e receptivo, evoluindo para aumento da diurese (urina), tonturas, náuseas, vômitos, falta de coordenação dos movimentos do corpo (ataxia), andar cambaleante, aumento da pressão arterial, passando à confusão e desorientação e atingindo graus variáveis de anestesia, entre eles o estado mórbido com consciência (estupor) e o coma. A intensidade do sintoma da intoxicação tem relação direta com a quantidade de álcool. O desenvolvimento de tolerância, a velocidade da ingestão, o consumo de alimentos (<> 

O alcoolismo é considerado pela Organização Mundial de Saúde como uma "doença incurável", caracterizada pelo uso descontrolado e progressivo da bebida alcoólica. O doente bebe cada vez mais e pode ser levado à loucura e à morte.

O alcoolismo é a terceira doença que mais mata no mundo. Perde apenas para o câncer e para as doenças do coração. Porém, muitas vezes, o próprio alcoolismo é a causa de vários tipos de câncer e de doenças do coração. 

Para cada alcoólatra, cerca de cinco pessoas de alguma forma são afetadas, principalmente as famílias. 

Esta é uma doença que aparece igualmente, na mesma proporção, entre ricos, pobres, intelectuais, analfabetos, jovens, velhos, brancos, negros, etc. 

2.2. Danos à Saúde: 
  • Gastrite, esofagite, úlceras, sangramentos. 
  • Anemia e desnutrição 
  • Agressão hepática, cirrose, barriga d´água, varizes de esôfago, hemorragias graves, insuficiência hepática, desnutrição, alterações na coagulação. 
  • Agressão cerebral, perda de memória, inteligência, concentração, coordenação e visão. Riscos de acidente vascular cerebral (AVC), tremores contínuos nos membros (braços e pernas), neurite alcoólica e coma. 
  • Agressão ao coração, com um risco superior a 45 vezes maior que o do câncer em geral. 
  • Impotência, desenvolvimento excessivo da glândula mamaria do homem, infertilidade, grave agressão ao Recém Nascido (Síndrome Alcoólica fetal, retardamento mental, má formações graves) podendo chegar à MORTE PRECOCE. 
2.3. Então porque bebemos? 

Busca de prazer, reforço positivo, repetimos para obtermos a mesma satisfação; Para evitar a dor ou desprazer; fuga; Aliviar tensões, ansiedades, medos, sensações físicas desagradáveis; Por experiência, para se adaptar ao grupo, aprovação social, “sou macho!”; e Imitar os familiares, os pais, o exemplo familiar. 

2.4. O Problema 

Não dá para saber quem será bebedor social, apenas experimentador, usuário eventual ou dependente. Sabemos que 20% dos que experimentam serão alcoólatras ou simpatizantes. Existe uma predisposição “química” genética do corpo nestes casos. Não haverá DOENÇA se não experimentar. 

Não é: “Falta de vergonha, falta de força de vontade ou coisa do demônio”. É DOENÇA. 

2.5. Dependência: 

Caracteriza-se pelo uso do álcool ou outras drogas de forma contínua, repetida, em doses cada vez maiores, para obter prazer, sem conseguir parar. Quando tenta parar tem sintomas da falta do álcool ou das outras drogas (abstinência): no caso do álcool = tremores, náuseas, vômitos, até o delirium tremens e a morte. É uma DOENÇA. 

Sinal de perigo: “Quando quiser eu paro!”. Negação do próprio alcoolismo ou Dependência Química quando já evidente. Defesa da auto-imagem, da auto-estima. 

Reconhecer a doença é o principal passo para iniciar o tratamento. 2.6. Sinais de Alerta – Risco da Doença e Dependência Química: 

Queda do rendimento na escola e no trabalho; Aumento do índice de faltas, sem justificativa; Bebe por estar alegre e por estar triste; Bebe com freqüência, para “relaxar e para esquecer”; Começa a se justificar de estar bebendo; Refugia-se na bebida diante de brigas e problemas; Bebe sozinho; Bebe pela manhã; Mente, quanto à quantidade de bebida; Acha se “o BOM” por que bebe mais que os outros; Fica bêbado, toda vez; e Cria tolerância, necessita cada vez mais álcool, para se satisfazer e manter a embriaguez. Perda relativa do efeito da bebida. 

2.7. COMPORTAMENTOS TÍPICOS: 
  • Obsessão pelo copo, medo do copo vazio; 
  • Sofreguidão para beber, prefere esvaziar logo o copo, não come para não tirar o efeito, pois se comer a metabolização do álcool é maior; 
  • Pouco sono, não reparador; 
  • Autoritário, vulnerável a bajulações, a ser enganado; 
  •  Isolamento e Negação; 
  • Planejamento excessivo, artimanhas para não faltar à bebida. Afasta quem atrapalha (chefe, mulher, filhos); 
  • Sucessão de ”Dane-se”; 
  • Solta as amarras, não esconde mais, começam as brigas conjugais; 
  • Lapsos de memória; e Impotência Sexual, culpa a(o) companheira(o). 
2.8. Fases: 

Fase 1 = Social; 

Fase 2 = Social com dependência emocional; Fase 3 = Fase problemática, com dependência emocional e física; e Fase 4 = Fase problemática com graves problemas de saúde. Perdas extremas. 

2.8.1. Fases Típicas 

PAVÃO = se gaba/se mostra!; 
PAPAGAIO = falador/repetidor; 
MACACO = palhaçadas/larápio; 
LEÃO = agressivo/brigão; e 
PORCO = sujeira / sarjeta. 

2.9. Tratamento: 
  • NÃO HÁ CURA; 
  • DÁ PARA ESTABILIZAR E CONTROLAR A DOENÇA. São Alcoolistas e/ou Dependentes Químicos em recuperação; 
  • Medicamentos: calmantes, antidepressivos e medicamentos mais concentrados que são usados durante as internações de desintoxicação; 
  • Psicoterapia = tratamentos psicossociais, comportamentais, treinamento de autocontrole, psicodinâmicas, terapia conjugal e familiar, terapias de grupo; 
  • GRUPOS DE AUTO-AJUDA: 
  • Alcoólicos Anônimos; e 
  • Narcóticos Anônimos. 
3. SITUAÇÃO ATUAL: 

Afeta 15% da população brasileira e 12% da mundial. 

Nosso país gasta 7% do PIB com problemas gerados pelo alcoolismo e pelas drogas: cai a produtividade, mais falta ao trabalho, tratamento do alcoolista, custos sociais de acidentes devidos ao alcoolismo. Só arrecada 5% do PIB com a indústria de bebidas e cigarros. 

Somos o 3º maior produtor mundial de cerveja e consumimos 70% da produção, ou seja, aproximadamente 20 milhões de litros/dia, o que equivale a 7,1 bilhões litros/ano, sendo em média 44 l/ano-habitante, fora às outras bebidas. 

É a 3ª Doença que mais mata no mundo. 

Causa 90% das internações psiquiátricas e 20% das gerais em adultos. 20% dos alcoolistas se torna dependente de outras drogas. Inicia pelo álcool por que não é proibido, o acesso é mais fácil e é mais barato. Aumenta o risco de se transar sem camisinha (se cuida menos, tem mais parceiros) e com isso pegar AIDS e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). 

Aumenta em 45 vezes o risco de vários tipos de câncer, mas se morre mais e antes, das outras complicações. 

3.1. Regulamentação do Teor de Bebida Alcoólica: 

01 copo de cerveja 200ml (5%) que equivale a 01 copo de vinho 90ml (12%) ou ½ dose de pinga ou Wisky 25ml (40%) que são doses iguais a 10g de álcool. 

Pela legislação um motorista é considerado alcoolizado tendo na sua corrente sanguínea um teor maior ou igual a 0,6 g/l de álcool ou então 02 latinhas de cerveja que equivale a ½ garrafa de vinho ou igual ou maior a aproximadamente 02 doses de pinga ou wisky. 

Cerveja/chopp possuem cerca de 5% de álcool, vinho cerca de 12% e pinga/wisky/vodka cerca de 40%. 

Risco físico sério já a partir de 10 latinhas de cerveja/semana para mulheres e 15 para homens. 

56% de crianças entre 09 e 12 anos, já tiveram contato, principalmente os meninos (numa proporção de 80% para 40% de meninas), muitos incentivados socialmente pelos pais, e também por colegas. 

3.2. CONSEQUÊNCIAS DO ALCOOLISMO 

O alcoolismo é responsável ainda por: 
  • 80% dos suicídios;
  • 64% dos homicídios; 
  • 60% das agressões a mulheres e crianças; 
  • 41% dos assaltos; 
  • 39% dos estupros; 
  • 25% dos atropelamentos de alcoólatras; 
  • 45% dos jovens envolvidos com acidentes estavam alcoolizados; e 
  • Motoristas alcoolizados são responsáveis por 66% dos acidentes fatais. 
4. MAÇONARIA:

Foi realizada pesquisa sobre a influência do álcool na Maçonaria e os resultados obtidos vão de encontro com o que a nossa grã filosofia prega, ou seja, como podemos ter estatísticas de IIr∴ que bebem se lutamos contra o Vício? 

O que se tem é a informação de alguns IIr∴ ou seus familiares que se encontram em tratamento, ou já se encontram no estado avançado de tratamento com êxito, além de Programas de Luta contra o Alcoolismo, como o do GOB/GOERJ – A Maçonaria contra as Drogas. 

De encontro a isto buscamos depoimentos em livros e palestras dos Alcoólicos Anônimos, de familiares que tiveram pessoas alcoólatras, neste caso profanos e também contamos hoje com a participação de IIr.∴ que se dispuseram a participar deste trabalho com os seus depoimentos de vida. 

Desta forma apresentamos o depoimento de uma senhora que teve o marido alcoólatra e dos IIr∴ Celso General e o Zildevam que já passaram por estes momentos. 

1º Depoimento: 

“O marido começou a beber. A mulher não teve coragem ou sabedoria para descobrir a causa e tentar ajudar. O problema foi se tornando lenta e gradativamente mais sério. O silêncio parecia ser a resposta mais adequada. Para que irritar o marido? Ele sempre foi um homem bom, trabalhador, honesto!! É um bom pai!! Qual o problema de ele tomar um pouco a mais no fim de semana? Para não brigar, a mulher fica quieta. A mágoa não assimilada e resolvida vira ressentimento, que desencadeia um processo de sofrimento e destruição. Toma remédios para se curar da depressão há mais de dezessete anos e acredita que vá tomar até morrer, porque não existe remédio que possa curar a raiz desse ressentimento, já que o mesmo trata as conseqüências deste, mas não elimina as causas. Enquanto continuar sofrendo agressões verbais, morais e até físicas de seu esposo alcoólatra, vai continuar profundamente deprimida. Por outro lado, acredita que o marido também é vitima de um ressentimento não tratado. A causa de seu alcoolismo precisa ser assumida e tratada. O que o antidepressivo é para ela o álcool é para o marido. Acredita ainda, que ambos estão reprimidos e guardando sentimentos estragados”.

2º Depoimento: 

3º Depoimento: 

“Imaginemos um iniciado que vem a descobrir que é alcoólatra, devido a uma cerveja, a cada quarta-feira, depois uma no final de semana e em seguida todo dia, será que não seremos responsabilizados pela família deste Ir∴ por este fato?” 

“Ressaltamos ainda que, a Loja União e Vitória é patrocinadora do Capítulo DeMolay Luz da Costa Verde e é proibido o uso de Bebidas Alcoólicas nas festas dos mesmos, conforme o parágrafo sobre Bebidas, constante no Capítulo XVI da Seção I - PRÁTICAS PROIBIDAS – Artigo 91-J da CONSTITUIÇÃO de 2004.” 

“A Maçonaria não pode e não deve furtar-se ao compromisso social de divulgar por todos as formas e meios os efeitos danosos desse que podemos chamar de o GRANDE VILÃO SOCIAL, justamente por ser uma droga “LÍCITA”, com grande poder destrutivo, como já vimos anteriormente.” 

5. CONCLUSÃO: 

Fica para nós MAÇONS o grande desafio de colocarmos o primeiro tijolo na construção deste “TEMPLO A VIRTUDE”, cavando de maneira positiva, “MASMORRAS AO VÍCIO”. 

Quando no trolhamento é feita a pergunta: “O QUE VINDES AQUI FAZER?” – respondemos, “VENCER MINHAS PAIXÕES, SUBMETER A MINHA VONTADE E FAZER NOVOS PROGRESSOS NA MAÇONARIA”. Portanto meus IIr., diante desse flagelo, fica aqui uma sugestão: “ABOLIRMOS DE VEZ EM NOSSA LOJA, POR OCASIÃO DOS ÁGAPES A BEBIDA ALCOOLICA”. Estaríamos dando assim a nossa pequena, mas decisiva contribuição para, se não resolvermos o problema, pelo menos, suavizar seus efeitos entre nós. 

ESSE PODERIA SER O GRANDE DESAFIO DA LOJA UNIÃO E VITÓRIA PARA O BIENIO 2006/2007. 

6. BIBLIOGRAFIA

1. Palestra: “Drogas – Um Alerta para a Família Maçônica” – 2º Encontro de Lojas da 17ª Circunscrição do GOERJ – ARLS Sesquicentenário nº 1915 – Angra dos Reis – 28/09/2004). Autor: M\ M\ Alexandre Mesquita Maurmo – CIM: 210308. 

2. Pesquisa “Maçonaria Contra as Drogas – A Favor da Vida” – Site:www.gob.org.br - Autor: Prof.: Otávio Martins de Oliveira. 

3. Dados do SENAD – Secretária Nacional Anti-Drogas. 

4. Livro: A Cura do Ressentimento – Autor: Padre Léo – Edições Loyola – 2º Edição – Set./03. 

5. Folder: Alcoólicos Anônimos em sua Comunidade – 1966 – Traduzido pela Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil. 

6. Folder: Doze Peguntas às Quais Somente Você pode Responder – 1973 – Traduzido pela Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil. 

7. Matéria: Aumento do Consumo de Álcool é Alarmante – Dados da SENAD/Organização Mundial da Saúde (OMS) - Jornal: O Globo – 29/11/2005 – pág.: 12. 

8. Visita ao Alcoólicos Anônimos – Reunião de Depoimentos. MENSAGEM FINAL 

"Nenhum homem é uma ilha", ninguém é completo em si mesmo. Cada um de nós, não importa idade, classe social, formação ou atividade profissional, é parte de um todo. Um todo que se inter-relaciona das mais diversas formas. É até possível que o ser humano consiga viver sozinho, mas não acredito que alguém possa chamar isso de felicidade. Fornecer informações para acelerar o crescimento das pessoas é um dos principais objetivos a ser seguido por aqueles que a possuem. Mas, a partir daí, do seu crescimento, procure compartilhá-lo com outras pessoas, transformando-se em um multiplicador. Certa vez isso foi dito de maneira muito bonita: "Procure conviver entre pessoas que o ensinem a caminhar entre as estrelas, porém, quando encontrar a luz, não a negue aos que ficaram nas trevas”. É como diz a sabedoria popular:

"Uma vela nada perde quando, com sua chama, se acende outra que estava apagada". 

"É na prevenção ao uso de drogas que a ação da maçonaria pode ser decisiva não só pela possibilidade de passar aos irmãos informações confiáveis, mas acima de tudo por oferecer condições de convívio e integração capazes de se não neutralizar, ao menos atenuar a atração que o universo das drogas exerce sobre o ser humano". 

Fonte: JBNews - Informativo N. 0170 13/02/2011

quarta-feira, 4 de maio de 2022

SAUDAÇÃO NO USO DA PALAVRA - REAA

SAUDAÇÃO NO USO DA PALAVRA
(republicação)

Em 11/08/2017 o Respeitável Irmão Cesar Salim, Loja União, Pátria e Caridade, 1.258, REAA, GOB-RJ, Oriente de Itaocara, Estado do Rio de Janeiro, solicita o seguinte esclarecimento:

Poderoso Irmão sabedor que sou de suas explicações sobre o assunto, mesmo assim eu gostaria de expor em tempo de estudos sobre a saudação em Loja, ao solicitar a palavra, quem saudamos primeiro? Temos um ex Venerável que não concorda com a saudação as luzes em primeiro lugar e sim temos de saudar em sua opinião todos no Oriente e depois os Vigilantes. Certo de sua resposta para possamos apresentar em Loja agradecemos e enviamos nosso TFA. 

CONSIDERAÇÕES:

A questão é que isso não é saudação, mas uma maneira protocolar de se dirigir em Loja ao se usar a palavra no REAA⸫. Além do que, quem usa a palavra estando em pé obedece à outra norma do Rito, ou seja: em Loja aberta quem se posicionar em pé, fica à Ordem e, antes de retomar assento desfaz o Sinal pela pena simbólica – isso não é saudação, mas uma conduta ritualística.

Assim, o usuário da palavra antes de discorrer sobre um assunto, autorizado, costumeiramente ele menciona por primeiro as Luzes da Loja, em seguida as autoridades presentes (sem a necessidade de mencioná-las uma a uma) e por fim, genericamente, todos os demais pronunciando: meus irmãos. 

É de péssima geometria o costume de se ficar enumerando e mencionando cada autoridade presente, Mestres Maçons Instalados, etc. 

Se o usuário da palavra ainda assim quiser fazer deferência às autoridades, então se sugere que ele, de modo sucinto, apenas mencione a mais alta autoridade presente - o Grão-Mestre, por exemplo - em nome de quem se saúdam todas as demais.

A objetividade é uma das virtudes aplicadas na Maçonaria e, ao mesmo tempo, evitam-se massagens em “certos egos” que adoram essa benevolência.

A propósito, no GOB⸫, saudações (pelo Sinal) em Loja somente se dão ao Venerável Mestre quando do ingresso e saída do Oriente ou as Luzes da Loja quando do ingresso formal pela Marcha do Grau – vide Ritual de Aprendiz do REAA em vigência. 

Concluindo, compreenda-se que a saudação pelo sinal é o ato de se saudar alguém pelo Sinal de Ordem, desfazendo-o imediatamente em seguida pelo Sinal Penal. Já estar à Ordem e se dirigindo a alguém, a exemplo de como se faz quando do uso a Palavra, não é atitude de saudação.

E.T. – nossos rituais ainda mencionam a rançosa e redundante frase: “de pé e à Ordem”. Ora, pergunta-se: alguém ficaria à Ordem sentado?

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

LEI E ESPADA

1º - Em algumas Lojas, sobre o Altar dos Juramentos, além do Livro da Lei, do Esquadro e do Compasso, existe o costume de se colocar também uma Espada, considerando-a como a Guardiã contra os traidores da Lei maçônica.

2º - "Para os místicos, a lei era o Logos e o Logos era a Lei. Em outras palavras, A PALAVRA era A LEI e a palavra ou lei estava representada por tábuas de pedra com hieróglifos toscamente traçados; mais tarde, por um rolo de pergaminho e mais recentemente por um livro".

3º - Portanto, as tábuas, o rolo ou o livro são colocados sempre sobre o altar com os outros objetos sagrados. Este costume antigo modificou-se anos mais tarde, colocando-se a Santa Bíblia em lugar do livro antigo, porque a Bíblia veio a ser considerada "A Palavra" ou "A Lei", devido à influência da religião e da Igreja, que viam na Bíblia como um arquivo permanente do Logos.

4º - É esta a origem do uso da Bíblia por tantas sociedades e fraternidades secretas dos tempos modernos, embora algumas dessas organizações, aderindo a costumes mais antigos, não usem a Bíblia nem o livro da Constituição, tendo, ao invés, um livro, geralmente iluminado à mão, contendo os rituais e as antigas leis da sociedade.

5º - Por outro lado, a Espada era o símbolo da força que defendia os Irmãos contra qualquer ataque e ao mesmo tempo fazia cumprir as leis que estavam no Livro. Desta forma, admoestava-se e recordava-se aos Irmãos, por este duplo emblema, que "na Lei e na Espada estavam a ordem e a obediência".

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

A COLUNA DA HARMONIA

A COLUNA DA HARMONIA
Ir∴ Antonio Rocha Fadista

Esta é a única Coluna de uma Loja Maçônica constituída por um só Irmão, o Mestre de Harmonia. No passado, a Coluna da Harmonia era composta pelo conjunto dos Irmãos músicos que contribuíam para o brilhantismo dos rituais e dos festejos maçônicos. Com o avanço tecnológico, os músicos foram substituídos pelos aparelhos eletrônicos, operados pelo Mestre de Harmonia.

Em seu sentido mais amplo, a Harmonia é a ciência da combinação dos sons, formando os acordes musicais. A palavra grega MOUSIKE significa não apenas música, mas também todas as formas de expressão que tenham por finalidade a criação da Beleza.

Pitágoras usava a música para fortalecer a união entre os seus discípulos, por entender que a música instruía e purificava a sua mente. Em sua Escola, a música era entendida como disciplina m oral por atuar como freio aos ímpetos agressivos dos ser humanos.

O aprendizado empírico, revelado através dos sentidos, pode ser conseguido não só pela contemplação das belas formas e da beleza das figuras que nos rodeiam, mas também pela audição de ritmos e de melodias que acalmam os ímpetos e as paixões. Deste modo, angústia, anseios frustrados, agressões verbais, stress mental, podem ser eliminados pela audição de músicas suaves e agradáveis.

Em uma reunião maçônica deve-se tocar a música que melhor traduza os sentimentos dos Irmãos em cada momento do ritual.

Muitos compositores, nossos Irmãos, produziram belas músicas que merecem - e devem - ser ouvidas em nossos Templos. Entre essa plêiade, podemos citar: Mozart, Beethoven, Haendel, Sibelius, Franz Lizt, John Philipp Souza (de ascendência portuguesa), Luigi Cherubini, Antonio Salieri, C arlos Gomes (brasileiro), etc.

As primeiras composições maçônicas datam de 1723 e foram publicadas junto com a primeira Constituição de Grande Loja de Londres; São elas:
  • A Canção dos Aprendizes - Matthew Birkhead
  • A Canção dos Companheiros - Charles Delafaye
  • A Canção do Vigilante - James Anderson
  • A Canção do Mestre - James Anderson
Esta última, publicada em 1738 juntamente com a segunda edição das Constituições de Anderson.

No Brasil, foram compostas as seguintes obras:
  • Hino do REAA - M.A . Silveira Neto e Jeronimo Pires Missel
  • Hino Maçons Avante - Jorge Buarque Lira e Mário Vicente Lima
  • Hino Maçônico - D. Pedro I (D. Pedro IV de Portugal)
  • Canto Ritualístico Maçônico - Francisco Sabetta e José Bento Abatayguara
  • Hino Maçonico para Abertura e Fechamento dos Trabalhos - Otaviano Bastos
  • A Acácia Amarela - Luiz Gonzaga (o rei do baião)

Além destas, existem também composições maçônicas para os Rituais de Iniciação, de Elevação e de Exaltação, de Reconhecimento Conjugal e de Pompas Fúnebres.

Tendo em vista o caráter universalista da nossa Ordem, o Mestre de Harmonia não deve programar a execução de música religiosa de nenhum tipo. Deste modo será evitado o constrangimento que um Irmão não católico poderá sentir ao ouvir, por exemplo, a Avé Maria de Gounod. Solos de música cantada também devem ser evitados. A música coral, como por exemplo o Hino Maçônico de D. Pedro I ou a Ode à Alegria, de Beethoven, poderá ser programada sem problemas, mas, na maioria das vezes, a música mais indicada é sempre a instrumental.

O Mestre de Harmonia previamente preparará o programa a ser executado, de acordo com o tipo de reunião e de acor do com o Ritual. Em uma Iniciação, no Rito Escocês Antigo e Aceito, podem ser destacados os seguintes momentos especiais, para os quais será programada uma música específica, que listamos a título de exemplo:

Entrada dos Candidatos - “A Criação” de Haydn - trechos que descrevem a passagem do Mundo do Caos para a Ordem e das Trevas para a Luz (Ordo ab Chao)

Oração ao GADU - “Cravo Bem Temperado” - Bach - Melodia que convida à concentração e à meditação

Taça Sagrada - “A Criação” - Trechos da abertura do Oratório que simbolizam a purificação e a ilusão profana

A Primeira Viagem - “Tempestade e Chuva” - Efeitos sonoros com ruídos de chuva, ventania e trovões. Coleção Action! Câmera! Music! Gravação do Reader’s Digest – Distribuição da Borges & Damasceno

A Segunda Viagem - “A Vitória de Wellington” - Beethoven - Adequada para acompanhar o toque “descompassado das espadas”.

Purificação Pela Água - “Música Aquática” - Haendel - música cujos efeitos sonoros acentuam o significado do evento

Terceira Viagem - “Romance Para Violino nº 2” - Beethoven - Melodia que transmite a suavidade emocional do evento.

Purificação pelo Fogo - “As Walquírias - Wagner - Cena do Fogo Mágico que reforça o sentido dramático do ritual.

Tronco de Beneficência - “Pannis Angelicus” - Cesar Frank - marca o profundo significado da solidariedade.

Juramento - “Prelúdio nº 1 em dó maior do Cravo Bem Temperado” - Bach - adequada para a meditação e que marca a solenidade do momento ritual.

LUZ - “Assim Falou Zaratustra” - Strauss - Parte inicial do poema sinfônico que descreve o nascer do sol e o sentimento do poder de Deus sobre o homem. Aumenta o deslumbramento do momento culminante da Iniciação

Abraço do Venerável - “Marcha Festiva” - Grieg - ( Suite Sigurd Jorsalfar - Opus 56 ).

Entrada dos Neófitos - “Glória aos Iniciados” (Coro final da Ópera a Flauta Mágica, de Mozart) - Coro de Graças a Ísis e Osíris, e de congratulações aos Iniciados, que pela sua coragem conquistaram o direito à Beleza e à Sabedoria

Proclamações - “Ode à Alegria” - Beethoven - Excerto Orquestral da Nona Sinfonia - deve ser tocada após cada uma das Proclamações. É um hino que traduz a alegria dos Irmãos ao receber os recém Iniciados.

Uma Sessão Econômica, por exemplo, não pode prescindir de dois ou três bons programas para a Harmonia, previamente programados. Isto permitirá variar as músicas executadas, evitando a monotonia da repetição.

A escolha de uma música para uma reunião maçônica exige do Mestre de Harmonia um mínimo de cultura musical, além da necessária sensibilidade para interpretar o significado de cada passagem do Ritual. Repetimos, a música deve estar em perfeita sintonia com cada momento da ritualística, induzindo nos Irmãos presentes a purificação de suas mentes, deixando-os tranqüilos e predispostos à emissão de sentimentos de amor e de fraternidade.

A música promove a exaltação das faculdades intelectuais e espirituais do ser humano. Ela atinge e aperfeiçoa a sensibilidade dos Irmãos, permitindo que eles vibr em em sintonia com os acordes da Harmonia Universal cujas leis tudo governam, e pelas quais a Maçonaria busca o aprimoramento moral e espiritual da Humanidade.

Fonte: http://joseroberto735.blogspot.com

terça-feira, 3 de maio de 2022

USO DA PALAVRA FORA DO SEU LUGAR

Em 01/10/2021 o Respeitável Irmão Cássio William da Costa, Loja Vigilantes de Contagem, 3.227, REAA, GOB-MG, Oriente de Contagem, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte pergunta:

USO DA PALAVRA

Estou com uma dúvida que é a seguinte: na reunião de quarta-feira estava de Mestre de Cerimônias sendo assim quando chegou a palavra a bem e da ordem e do quadro em geral, como não estava na coluna do Sul e nem do Norte, fui para o Oriente e pedi para falar e o Venerável Mestre disse que já havia passado da minha coluna e não teria o direito de falar mais, creio eu que o cargo me dá essa liberdade de falar em ambas as colunas e também no Oriente. Talvez meu erro tenha sido assentar para esperar que os irmãos no Oriente acabassem a fala. Gostaria de sua orientação a respeito do fato e se possível, se tiver algum material a respeito para orientar e enviar.

CONSIDERAÇÕES:

No que diz respeito ao REAA, o Mestre de Cerimônias é o oficial que não precisa pedir permissão para circular em Loja para atender o seu ofício. Contudo isso não lhe dá o direito de mudar de uma para outra Coluna, ou ir ao Oriente, para usar da palavra pela primeira vez ou mesmo repetí-la.

Em geral, a regra determina que qualquer obreiro usando a palavra o faça do seu lugar em Loja e não fora dele. A exceção só em casos previstos no ritual, ou que esporadicamente possam determinar atitudes contrárias.

Nesse sentido, a atitude do Venerável Mestre, conforme a sua explanação, está corretíssima, pois para o bem da liturgia, não é admissível a prática de simplesmente se mudar de lugar para fazer uso da palavra.

Nesse sentido, é recomendável a atenção do obreiro que quiser fazer uso da palavra, isto é, ele só usa da palavra quando a mesma estiver liberada pelo Vigilante da sua Coluna, ou pelo Venerável Mestre se o caso se der no Oriente.

Em vista disso, não existe privilégio a nenhum detentor de cargo de ofício, ou mesmo a uma autoridade, que o autorize a mudar de lugar na intenção de fazer uso da palavra (pela primeira vez ou repetidamente).

Nesse particular, chamo a atenção para o que diz o Venerável Mestre quando declara a Loja aberta - página 51 do Ritual de Aprendiz do REAA em vigência: “(...). Desde agora a nenhum Ir∴ (o grifo é meu) é permitido falar ou passar para outra Col∴, sem obter permissão, nem se ocupar de assuntos proibidos pelas nossas leis”.

É verdade, porém, que a critério do Venerável Mestre a palavra casualmente até possa voltar a fazer o giro, contudo, somente a juízo dele.

Nesse caso o obreiro, na forma de costume, pede a palavra novamente ao Vigilante da sua Coluna que, por sua vez, comunica o pedido ao Venerável Mestre. Se ele achar por bem autorizar, a palavra será recolocada novamente nas Colunas, mas em qualquer circunstância faz novamente o giro completo, não importando onde esteja aquele que solicitou novamente a palavra, isto é, recomeça na Coluna do Sul concedia pelo 2º Vigilante. Assim segue até concluir o giro no Oriente.

Em nome do ordenamento litúrgico, não é recomendável que o Venerável Mestre corriqueiramente autorize o retorno da palavra, pois isso pode se tornar corrente e prejudicar o andamento da ritualística maçônica com atitudes de repetição por aqueles que se acham também no direito.

Assim, recomenda-se atenção àqueles que pretendem usar a palavra para que o façam no momento adequado e não tentem burlar a liturgia com atitudes equivocadas.

Ao concluir destaco que é um direito regimental do Venerável Mestre conceder ou retirar a palavra – RGF, Art. 116, XI.

PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística do GOB
jukirm@hotmail.com

Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

EGRÉGORAS

EGRÉGORAS
Pelo Irmão Monte Cristo

A utilização do Termo Egrégora pode gerar aos pesquisadores diferentes compreensões, mas afinal o que exatamente significa Egrégora?

Algumas definições são bastante enfáticas: “Palavra que se tornou popular entre os espiritualistas, significa a aura de um local onde há reuniões de grupo, e também a aura de um grupo de trabalho”

Outras definições são mais exóticas: “Egrégoras são entidades autônomas, semelhantes a uma classe de “devas” que se formam pela persistência e a intensidade das correntes mentais realizadas nos centros verdadeiramente espiritualistas; pois nos falsos tais criações psicomentais se transformam em autênticos monstros, que passam a perseguir seus próprios criadores, bem como os freqüentadores desses centros”.

Finalmente temos uma definição um pouco mais clássica: “Egrégora provém do grego egrégoroi e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade, A egrégora acumula a energia de várias freqüências Assim, quanto mais poderoso for o indivíduo, mais força estará emprestando a egrégora para que ela incorpore às dos demais”.

Na média temos que: Egrégora é a somatória de energias mentais, criadas por grupos ou agrupamentos, que se concentram em virtude da força vibratória gerada ser harmônica.
Se considerarmos esta como sendo uma definição mais ou menos válida, podemos tecer algumas conclusões.

Se a Egrégora é a somatória de energias, não há limites para que nível de freqüência seja a sua fonte criadora, assim pode existir em potencialidade Egrégoras com freqüências elevadas e egrégoras com freqüências vibratórias menos elevadas ou se preferirem “negativas”.

A existência de diferentes freqüências reforça a antiga lei da dualidade entre o positivo e o negativo, ou ainda entre o claro e o escuro e o bem e o mal, embora esta ultima definição careça de uma analise mais profunda.

Se for então verdadeiro que a somatória de forças vibratórias ressonantes se somam no Éter é provável que esta força criada seja capaz de prover seus geradores de potencialidades, esta hipótese se confirma pela manifestação material do que pode se chamar de energia construtiva (ou destrutiva) dos diversos grupos religiosos, esotéricos ou metafísicos.

Quer me parecer que o mais correto seria considerarmos a hipótese de que realmente possa existir uma Egrégora positiva construtiva, assim como pode haver uma egrégora negativa ou destruidora, até porque, se existe como conhecemos uma arvore da vida cuja existência representa o caminho da queda e da reintegração em ultima analise, também devemos considerar que para que esta arvore exista e permaneça ereta é necessário raízes ou uma outra arvore imersa na escuridão da terra. Em ultima analise o bem e o mal competem para o equilíbrio das forças. Alias o equilíbrio é o objetivo e não o caminho entre os extremos.

Talvez a pergunta mais enfática seja: qual é exatamente a fonte geradora desta energia potencial que anima e mantém uma Egrégora? Como fisicamente isto ocorre? Como as energias vibram em ressonância?

A resposta talvez esteja na Constância, na geração uniforme e linear da mesma e única energia. Como isto pode acontecer?

Possa aí estar depositada a tradição do ritual e das cerimônias Templárias das diferentes tradições, inclusive a Martinista. Tal qual um gerador ou dínamo, a permanência do eixo girando sempre no mesmo sentido, velocidade e harmonia é garantia da geração da energia elétrica que é o seu resultado.

O trabalho templário regular, constante, harmônico somado aos interesses superiores de seus praticantes é a fonte geradora de um nível vibratório elevado, alimentador constante de uma Egrégora capaz de gerar paz, evolução espiritual e conhecimento aos que dela usufruem.

Esta tese também responde a uma questão importante, diz a tradição Martinista que para trabalhar no caminho do equilíbrio não é permitido a “venda”, negociação ou pagamento de graus ou conhecimentos, ou seja, num grupo Martinista o dinheiro não pode e não deve ser uma preocupação, muito menos um objetivo, tais necessidades dentro de um Templo prejudicaria a própria energia potencialmente criadora.

Se os Martinista almejam um dia virem a ser os Soldados de Nosso Senhor, os Guardiões do Vaso Sagrado ou ainda os Sentinelas do Santo Sepulcro, certamente devem primeiro ser os combatentes fervorosos do Bem sobre o mal, das virtudes sobre os vícios, da riqueza espiritual sobre a mediocridade material.

Se isto não é possível em cada segundo de sua vida, uma vez que estamos invariavelmente imersos num mundo globalizado e repleto de necessidades sociais, que o seja pelo menos em espírito, na vontade, em seu Templo.

Fonte: https://www.deldebbio.com.br

segunda-feira, 2 de maio de 2022

A VERDADEIRA MAÇONARIA

A VERDADEIRA MAÇONARIA
Wilson Namorato

Verdade, dizia Aristoteles, é a perfeita equação entre a imagem intelectual e o objeto. A Maçonaria para ser verdadeira deve estar em perfeita correspondência com os objetivos do Grande Arquiteto do Universo, considerando-se que ela é oriunda da inspiração divina e destina-se a manter no mundo um foco de luz capaz de iluminar as almas, erguendo o facho fulgurante dos eternos princípios dignificadores do homem.

A Maçonaria não é uma Obra exclusivamente humana, não nos referimos à parte material, administrativa, mas ao âmago, ao centro vital produtor da espiritualidade maçônica. Existiu na antigüidade sob outros nomes e com outras roupagens, e modernamente foi organizada sobre a base operativa preexistente, criando-se a analogia entre a pedra material e a construção espiritual. Quando nos referimos à Verdadeira Maçonaria temos em vista algo profundo e vital. 

Destruir a Universalidade da Maçonaria, restringindo-a a um só país, é minar-lhe a existência. Como maçons, professamos a crença de que é nosso dever unir os homens de todos os países e procurar firmar entre eles a verdadeira amizade. Devemos manter nossa presente posição de caráter e de civilização, por meio de nossa ação em todo o mundo. Professamos imutável fé na Paternidade Divina e na Fraternidade Humana; nem as fronteiras das nações, nem as águas dos mares, nem as peculiaridades das línguas poderão impedir nossa união com os Irmãos de todo o mundo. 

Sendo esse o caráter da Maçonaria, sua essência, não podemos nem devemos pregar lutas ou faccionismos, aliás, não pretendemos divisões que não são nem podem ser chamadas Maçonaria. Iniciamos a Era de Aquários, e marchamos para a unificação da humanidade. A Maçonaria, eterna depositária de maravilhosas verdades, não pode ficar estratificada, dividida, ao contrário, a Verdadeira Maçonaria rejuvenesce com a juventude dos séculos, e é eternamente uma florida primavera espiritual.

Quando dizemos – Verdadeira Maçonaria – estendemos as forças espirituais organizadas em base de concórdia e união, e não queremos falar em facções, pois se há facções já não há Maçonaria, deixa, portanto de existir a Verdade, porque na Mente do Grande Arquiteto do Universo, translucidamente gravada na amplidão da Natureza, tudo é unidade, universalidade, na infinita dispersão do Bem, do Bom e do Belo. Distinguimos perfeitamente entre Verdadeira Maçonaria e Verdadeiros Maçons; “o testemunho de um Maçom e a prova do seu credo, de seu caráter, não estão nos conselhos que ele dá ou na sabedoria que mostra, mas unicamente na retidão de sua vida”. 

Fonte: Fonte: www.revistaartereal.com.br

domingo, 1 de maio de 2022

CONDUTAS RITUALÍSTICAS NO REAA

CONDUTAS RITUALÍSTICAS REAA⸫
(republicação)

Em 11/08/2017 o Respeitável Irmão Ivan Luiz Emerim, Loja Maçônica de Pesquisas Gênesis, REAA, GORGS (COMAB), Oriente de Caxias do Sul, Estado do Rio Grande do Sul, solicita esclarecimentos para o que segue:

Volto novamente a lhe solicitar alguns esclarecimentos ritualísticos, abusando de sua disposição e profundo conhecimento das causas maçônicas. Ocorre o seguinte:
Em recente revisão dos nossos Manuais de Procedimentos Ritualísticos (Gorgs 2017) ficamos com algumas dúvidas a respeito do que ali constou. Gostaria que o Irmão esclarecesse para nos instruir na verdadeira prática dos Rituais. Falo do Manual de Aprendiz do REAA:

1) Onde fica o lugar do Porta-Espada, no Oriente? Este Oficial obrigatoriamente deve ser Mestre Instalado?

2) Qual o lugar do Deputado da Loja no Oriente? Ele é considerado uma Autoridade Maçônica?

3) Qual é o local correto da mesa do 2º Vigilante no Ocidente?

4) Referente à Saudação:
- No Ocidente, ao ultrapassar a linha imaginária do equador pela primeira vez, arma-se e desfaz-se rapidamente o Sinal do Grau para quem? (Venerável Mestre, Delta Luminoso, ou ...). Este Sinal é apenas uma formalidade decorrente e exigida pelo Rito ou é uma Saudação? Entendo que Saudação é o ato de se saudar, cumprimentar, felicitar alguém (pessoas). Em Maçonaria se faz pela armação e desfazimento rápido do Sinal do Grau. Em não sendo uma Saudação existe outro designativo para definir este simples ato protocolar/ritualístico?

- Nestes casos é correto dizer que se faz a Saudação ao Delta Luminoso? O Delta não representa a onipresença do GADU? Nosso Deus. Se para as pessoas se faz Saudações, para Deus se faz Reverências que é o respeito às coisas sagradas.

- No Oriente ao subir os degraus pelo Nordeste e descer pelo Sudeste Saúda-se o Venerável Mestre ou o Delta Luminoso?

- Neste caso também só se faz na primeira vez durante o Giro dos Oficiais (Mestre de Cerimônias e Hospitaleiro)?

Agradeço a atenção que certamente o Irmão dará a estes questionamentos. Aproveito para lhe enviar um fraternal abraço.

COMENTÁRIOS:

Bem Irmão, eu não sei exatamente o que está descrito no Manual de Procedimentos Ritualístico mencionado porque não o possuo. Nesse sentido meus comentos se darão, dentro do possível, naquilo que é praticado genuinamente no REAA.

Porta-Espada. Esse oficial que tem por oficio conduzir a Espada Flamejante em algumas passagens ritualísticas toma assento no sudeste do Oriente (ombro esquerdo do Venerável e abaixo do sólio) próximo à mesa do Secretário, mas em lugar que não atrapalhe os eventuais deslocamentos pelo espaço. O Irmão Porta-Espada, sentado fica voltado para o Ocidente.

Na realidade ele fica abaixo do sólio próximo ao lado esquerdo do Altar que é ocupado pelo Venerável Mestre, já que a Espada Flamejante tradicionalmente é colocada sobre esse Altar pelo seu lado esquerdo e mais à frente. 

Quanto à condição de ser um Mestre Maçom Instalado para ocupar esse cargo, não há essa necessidade. Ele apenas precisa ser um Mestre Maçom. Como existe a regra de que a Espada Flamejante só pode ser tocada por um Mestre Instalado, ela deve ficar então sobre o Altar dentro de um escrínio (estojo) ou em cima de uma almofada para que o seu condutor, não sendo um ex-Venerável, nela não toque ao conduzi-la para ser oferecida ao Venerável Mestre na liturgia da consagração.

Deputado. Se o Regulamento da Obediência considerar o Deputado como autoridade – comumente todas as Obediências assim o consideram – ele geralmente ocupa lugar no Oriente, abaixo do sólio no lugar destinado às autoridades maçônicas que fica à direita (ombro direito) do Venerável Mestre – no mesmo lado em que toma assento o Primeiro Diácono.

Lugar do Segundo Vigilante. Nos primeiros rituais do Rito na França a partir de 1804, o Segundo Vigilante ficava no extremo do Ocidente no lado Sul e de frente para o Oriente (posição análoga ao Primeiro Vigilante). Ocorre, entretanto, que pelas influências anglo-saxônicas trazidas para o Rito oriundas das Lojas Azuis Norte-americanas, e pela adoção de dialética ritualística compatível, não demoraria em que a mesa do Segundo Vigilante fosse posicionada no meridiano do Meio-Dia na Coluna do Sul e de frente para o eixo do Templo. Essa posição se consolidou no simbolismo do Rito com base no diálogo ritualístico que existe entre o Venerável Mestre e os Vigilantes para a abertura e o encerramento dos trabalhos. 

Note que esse diálogo só faz sentido se o Segundo Vigilante realmente estiver posicionado na porção mediana da Coluna do Sul, lugar de onde ele verdadeiramente pode verificar a passagem do Sol pelo meridiano do Meio-Dia, o que não aconteceria se ele porventura estivesse posicionado no extremo do Ocidente que é o lugar onde ocorre o ocaso do Sol e não a passagem pelo meridiano.

Digamos que se hoje houvesse simetria lateral entre o lugar os Vigilantes (ambos, lado a lado no extremo ocidental), todo o diálogo de abertura e encerramento ritualístico da Loja teria também que ser alterado. É por esse motivo que o Segundo Vigilante, sob essa conjuntura litúrgica e doutrinária, permanece no meridiano do Meio-Dia no REAA⸫

Saudações. A saudação ao Delta ainda permanece em alguns rituais do Rito quando se trata de circulação e cruzamento da linha do equador imaginário do Templo (eixo longitudinal). 

Em se tratando dos rituais que mantém ainda essa prática, estabeleceu-se uma regra para os oficiais que normalmente circulam em Loja, mormente no Ocidente, com a Bolsa de Propostas e Informações, Tronco, ou Escrutínio. Assim, para se evitar o excesso de preciosismo, estipulou-se que durante o primeiro giro no Ocidente em cumprimento ao seu ofício ele faz apenas uma vez a parada rápida e formal, sem inclinação do corpo e sem maneio com a cabeça ao cruzar a linha do equador no lugar mais próximo ao Oriente. 

Nesse caso ele não faz Sinal por estar conduzindo um objeto de trabalho (mão, ou mãos ocupadas). Se o fato for o de um obreiro com as mãos desocupadas, então ele, ao cruzar a linha, deve saudar o Delta pelo Sinal. 

É bem verdade que muitos rituais já aboliram o costume de saudação no cruzamento do eixo, já que isso só fazia sentido quando não existia demarcação de limite entre Oriente e Ocidente – antes das hoje já extintas Lojas Capitulares. 

Naquela época, à moda inglesa (anglo-saxônica), não existia nenhum desnível e nem balaustrada separando o Oriente do Ocidente, o que pode ser verificado em se consultando o primeiro Ritual do REAA⸫ datado de 1804 na França.

Assim, sem essa demarcação específica do Oriente, quando então se passava diante do Altar ou Pedestal ocupado pelo Venerável Mestre, era costume se saudar o Delta. Lembro também que naquela época não existia Altar dos Juramentos, pois o Livro da Lei originalmente ficava sobre o Altar ocupado pelo Venerável.
Quanto ao ingresso no Oriente, hoje delimitado como o conhecemos, existe uma regra para a entrada e saída desse quadrante na Loja. Assim, quem nele ingressa, o faz pelo seu lado nordeste (vindo obrigatoriamente da Coluna do Norte) e quem dele se retira, o faz pelo seu lado sudeste (vai obrigatoriamente para a Coluna do Sul).

Nesse sentido, ao ingressar no Oriente o protagonista à Ordem saúda o Venerável Mestre pelo Sinal. Caso o circulante esteja com as suas mãos ocupadas, fará apenas uma parada rápida e formal (sem inclinação com o corpo ou maneio com a cabeça). O mesmo se dará como procedimento de retirada, antes dele sair do Oriente.

Em ambos os casos, cruzando o eixo se o ritual previr, ou ingressando e saindo do Oriente, a prática é tratada como saudação maçônica e não como reverência maçônica. 

Mesmo em se tratando de respeito ao “Criador”, simbolizado pelo Delta, faz-se a Ele uma “saudação” e não uma “reverência”, pois além de não existir Sinal de Reverência no REAA⸫, esse termo se ajustaria melhor a uma prática religiosa, o que não é o caso nesse particular, sobretudo em se levando em conta a vertente deísta do Rito Escocês.

Ainda, sobre o sinal e a saudação no REAA⸫, eles ocorrem também ao final da execução das marchas nos respectivos graus simbólicos quando as Luzes da Loja são saudadas por quem as executa.

Obviamente que todas as saudações maçônicas são feitas pelo Sinal, todavia nem sempre o Sinal significa uma saudação. É o caso das práticas consuetudinárias, protocolares e de telhamento do rito que exigem a postura de se estar à Ordem.

Ainda no que diz respeito às saudações que ocorrem durante os deslocamentos em Loja, muitos rituais hoje em dia instituem apenas saudação ao Venerável Mestre quando se entra e sai do Oriente ou às Luzes da Loja por ocasião do ingresso formal pela Marcha do Grau. Nesses rituais não se faz mais nenhuma saudação ao se cruzar o eixo longitudinal do Templo.

Dando por concluído, é oportuno mencionar que essas considerações foram dirigidas a um Irmão consulente do Grande Oriente do Rio Grande do Sul (COMAB) onde, em alguns pontos, os rituais se diferem dos do Grande Oriente do Brasil e dos das Grandes Lojas Estaduais Brasileiras (CMSB).

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

A ESCADA DE JACÓ

A ESCADA DE JACÓ
Ir∴  Moacir dos Santos 
Enviado pelo Ir∴ Djaci Soares Menezes Campos (S.Paulo-SP) 

A Escada de Jacob, alegoria de origem bíblica, portanto, nem sempre está presente no recinto da Loja maçônica, a não ser no desenho do Painel da Loja...

"Jacob pois tendo partido de Bersabé, ia para Haran. E como chegasse depois do sol posto a um certo lugar, onde ele queria passar a noite, pegou numa das pedras que ali havia ; e tendo-a posto por baixo da sua cabeça, dormiu ali mesmo. Então viu ele em sonhos uma escada, cujos pés estavam fincados sobre a terra, e o cimo tocava no céu ; e os anjos de Deus subindo e descendo por esta escada. Viu também ao Senhor firmado no cimo da escada, que lhe dizia : Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaac. Eu te darei a ti e aos teus descendentes, a terra em que tu dormes. A tua posteridade será numerosa como o pó da terra ; e tu te estenderás ao Ocidente, e ao Oriente, e ao Setentrião, e ao Meio Dia ; e todas as tribos da terra serão benditas em ti e naquele que sairá de ti. Eu serei o teu condutor por toda a parte onde fores ; e eu te tornarei a trazer a este país ; e não te deixarei, menos que não tenha executado tudo o que te prometi. Jacob, tendo despertado depois do sono, disse: Em verdade que o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E cheio de medo prosseguiu : Que terrível é este lugar! Verdadeiramente não é isto outra coisa, que a casa de Deus e a porta do céu" (Gênesis, 28 – 10 a 17) 

A Escada de Jacob, alegoria de origem bíblica, portanto, nem sempre está presente no recinto da Loja maçônica, a não ser no desenho do Painel da Loja. Todavia, algumas Lojas costumam esculpir a escada na face frontal do Altar (ou Pedestal), no Oriente. No topo da escada há uma estrela de sete pontas. A estrela de sete pontas tem o mesmo simbolismo do número sete, que é o produto da união do ternário espiritual com o quaternário material ; o sete é considerado um número perfeito, pois representa um ciclo, ou período existencial completo. Toda a mística e toda a tradição cosmogônica ocidental assim como parte da oriental, estão baseadas no sistema setenário : a escala musical tem sete notas, sete são as cores do arco-íris, sete são os chacras principais, sete são as esferas planetárias tradicionais, sete são os pecados capitais,sete foram os dias da criação, sete são as ciências liberais. A estrela heptagonal --- assim como o menorá, candelabro de sete braços --- também simboliza os sete planetas conhecidos na Antiguidade e as sete Ciências, ou Artes Liberais: Gramática, Lógica, Retórica, Aritmética, Geometria, Música e Astronomia. 

Símbolo da via ascendente, em direção ao céu, a Escada de Jacob repousa, no Painel, dito alegórico, sobre o Livro das Sagradas Escrituras, tendo três, ou sete degraus, sobre os quais repousam os símbolos das três virtudes teologais : a Cruz (Fé), a Âncora (Esperança) e o Cálice, ou Graal (Caridade). 

A âncora é o símbolo da esperança; no cristianismo, ela é usada, associada à figura dos dois peixes (símbolo do cristianismo). 

O graal é o objeto misterioso, que, de acordo com a lenda medieval, é o cálice com que Jesus instituiu a Eucaristia ; segundo outras correntes místicas, seria a bandeja onde foi servido o cordeiro pascal, durante a última ceia. A busca posterior do Santo Graal foi um tema muito importante na literatura da Idade Média, tendo influenciado a poesia e a mitologia da Inglaterra (o rei Arthur e os seus cavaleiros da Távola Redonda) da Alemanha (o mito de Parsifal) e também das sociedades secretas importantes, como a Ordem dos Templários e o catarismo. O Santo Graal é um dos mais símbolos legendários de maior importância, beleza e complexidade. Segundo a lenda, a posse dele, por alguém, asseguraria eterna juventude ao seu possuidor. Manly Palmer Hall destaca que "a busca do Santo Graal foi a mais misteriosa e importante das lendas cavalheirescas. O sangue do Cristo, sempre fluindo no interior do graal, simboliza sua verdadeira doutrina ; e o cálice que o contém, sua escola esotérica, o cálice de sues adeptos. A busca do graal representa a aventura espiritual da regeneração e as provas e tribulações dos cavaleiros simbolizam as etapas da iniciação nos mistérios espirituais do Cristo". O graal é o símbolo da caridade. 

A cruz é um símbolo bastante antigo e de caráter universal, simbolizando a união dos opostos e a harmonia entre Deus e a Terra. Um dos mais antigos símbolos cósmicos, indica os quatro pontos cardeais, sendo base de todos os símbolos de orientação : terrestre, celeste, espacial e temporal. O braço vertical liga os pólos ao plano do equador ; o braço horizontal relaciona-se com os solstícios e os equinócios. Em seu ponto de encontro inscreve-se o centro. 

Embora possa ser encontrada com um número muito grande de variações, o modelo básico é sempre a interseção de dois segmentos de reta, um vertical e outro horizontal. O significado arquetipal do simbolismo da cruz é sempre o da conjunção dos opostos: o eixo vertical, masculino, com o eixo horizontal, feminino; o positivo com o negativo ; o superiro com o inferior , o tempo com o espaço; o Sol com a Lua; o ativo com o passivo ; a vida com a morte. 

A idéia central contida na simbologia da crucificação do Cristo é a união dos opostos e a razão pela qual ela foi escolhida como máximo emblema do cristianismo. O sentido básico da crucificação é o de experimentar a essência do antagonismo, uma idéia que fica na raiz da existência, pois tudo, no Universo, nasce e se desenvolve a partir do doloroso choque de forças antagônicas. O significado religioso e esotérico da cruz, todavia, é muito antigo e não se prende a um tempo, ou a uma só civilização, sendo comum encontrá-lo entre os egípcios, romanos, celtas, fenícios, etruscos e indígenas das Américas Central e do Norte. 

Cirlot, um dos grandes estudiosos dos símbolos, explica que a cruz, como o símbolo da "árvore da vida" , funciona como emblema do eixo do mundo. Situada no centro, ou no coração místico do cosmos, a cruz,  simbolicamente, transforma-se na escada através da qual a alma pode chegar a Deus. Ela afirma, assim, a relação básica entre o mundo celestial e o terreno (1). 

Existem vários tipos de cruz: 

∙ A cruz simples é a forma básica, com as hastes horizontal e vertical cruzando-se exatamente no meio de cada uma, como símbolo perfeito da união dos opostos. É também chamada de cruz grega. A cruz de Santo Antônio, ou tau reproduz o desenho da letra grega tau (T). Ela já era usada pelos antigos egípcios, como a representação de um martelo de duas cabeças, o sinal "daquele que faz cumprir". Para os gauleses, é o martelo do deus escandinavo Thor. 

∙ A cruz latina, ou cruz cristã, era, originalmente a representação de um patíbulo, com uma trave vertical longa e uma trave horizontal, mais curta, próxima ao topo. Ela era bastante usada pelos romanos, para a execução de criminosos, como, posteriormente, se usaria a forca (entre os judeus, a execução era feita por lapidação, ou por apedrejamento, mas nunca por crucificação). 

∙ A cruz de Santo André, com o formato de um "xis", tem esse nome porque Santo André teria sido martirizado numa cruz com essa forma. É o símbolo da união do mundo superior com o inferior. Também é a representação do infinito incognoscível, pois suas hastes divergem até ao infinito (e assim está presente na Prancheta da Loja maçônica). 

∙ A cruz ansata, com o formato de um tau, sobre o qual há um círculo, no topo da haste vertical, é um importante símbolo solar egípcio. Ela era um hieróglifo, que significa "vida", exprimindo uma profunda idéia : a do círculo da vida, colocando-se sobre a matéria inerte, para vivificá-la. 

∙ A cruz gamada, ou suástica é um símbolo muito antigo e importante : ela representa a energia criativa do cosmos em movimento. Graças a isso, ela pode ter dois sentidos : o destrógiro, ou no sentido dos ponteiro do relógio, quando seus braços sugerem movimento para a direita ; e o sinistrógiro, ou no sentido anti-horário, quando seus braços sugerem movimento para a esquerda. No primeiro caso, ela é considerada evolutiva e benéfica ; no segundo, maléfica e involutiva. René Guénon estabeleceu uma relação entre este símbolo e o da dupla espiral, igualmente relacionada com o tai-chi oriental. Lamentavelmente, um símbolo tão belo e tão profundo adquiriu má reputação, depois de ter sido usado pelos nazistas, no século XX, como símbolo do seu movimento político-ideológico. No Ocidente, ela é chamada de cruz gamada, devido à sua semelhança com a letra grega gama. 

∙ A cruz quádrupla é formada por duas paralelas horizontais e duas verticais, que se cruzam, formando um quadrado fechado, reforçando, por ser dupla, a união dos opostos. Simboliza também, pelo espaço delimitado que forma, a limitação da capacidade do Homem. Está também presente na Prancheta da Loja. 

∙ A cruz de Malta, ou cruz de São João, com quatro pontas bipartidas, na extremidade, é, no sentido místico, a representação das forças centrípetas do espírito. Emblema da Ordem dos cavaleiros de São João, da ilha de Malta, é também usada em condecorações militares. 

∙ A cruz forcada, ou teutônica, composta por um ramo vertical e um horizontal, tendo, cada um deles, nas pontas, um pequeno ramo tangencial, formando uma bifurcação. É chamada de "forcada" porque forcado é um utensílio da lavoura, formado por uma haste de pau, terminada em duas ou três pontas ; e forcada é o ponto de bifurcação. 

∙ A cruz de Lorena, ou cruz patriarcal é formada por um ramo vertical e por dois ramos horizontais desiguais --- o inferior mais longo do que o superior (representando os bispos e príncipes da Igreja cristã primitiva. Seu nome é alusivo à região da Lorraine, situada na parte oriental da França). 

∙ A cruz rosa-cruz tem significado místico e alegórico. Ela é interpretada como o corpo físico do Homem, com os braços estendidos, em saudação ao Sol (que simboliza a Luz Maior) no Oriente. A rosa, no centro da cruz, ou seja, no cruzamento das hastes vertical e horizontal, simboliza a alma humana, o "eu" interior, que vai se desenvolvendo, no ser humano, à medida que ele recebe mais luz. Colocada no centro da cruz, a rosa representa o ponto de unidade. 

Na escada de Jacob, a figura é a de uma cruz latina. 

O uso da Escada de Jacob, no simbolismo maçônico, é um produto dos últimos anos do século XVIII, na Inglaterra, já que, antes disso, ele não era 

conhecido e nem mencionado. No final desse século, já surgia literatura referente à fé, à esperança e à caridade ; mais recentemente é que as três virtudes foram colocadas sobre degraus da Escada de Jacob, mas com grandes variações, inclusive apenas com as letras F (Faith), H (Hope) e C (Charity). Esses símbolos, antes disso, freqüentavam os antigos certificados maçônicos ingleses, com desenhos muito variados. Colin Dyer narra que, no certificado concedido a William Preston (famoso autor do final do século XVIII e início do XIX) pela Loja Antiquity nº 1, estavam presentes as três colunas das principais ordens arquitetônicas gregas, em cujos topos eram representadas as três virtudes : para a fé, uma figura feminina, portando uma cruz ; para a esperança, outra figura feminina, com uma âncora ; e, para a caridade, uma terceira figura feminina, cuidando de crianças e socorrendo a pobres e aleijados (2). Não havia, ainda, nessa época, qualquer relação com a Escada, o que surgiria, junto com outros símbolos, quando a conexão com o cristianismo tornou-se patente. 

O número fixo de degraus (sete) surgiu de uma influência antiga, mas totalmente dissociada da experiência onírica de Jacob. A escada de sete degraus foi usada nos mistérios da Índia, para simbolizar a ascensão da alma à perfeição ; os degraus eram, usualmente, chamados de "portas", ou "portões". Como Jacob teria exclamado, ao despertar, "isto é a casa de Deus e a porta do céu", foi o que bastou para que pretendidos exegetas associassem a escada onírica de Jacob com a escada indiana, embora o texto bíblico, em nenhum momento fale em número de degraus, já que uma escada para o céu teria um número imenso e praticamente incontável, ao contrário da escada dos mistérios da Índia, cujos degraus são apenas etapas que devem ser vencidas pela alma, no caminho da perfeição. 

A redução para três degraus foi apenas em atenção ao fato de que cada degrau representaria uma das três virtudes. Quando a escada tem sete degraus, a representação das virtudes ocupa os degraus ímpares, com exceção do primeiro. Mas os primeiros painéis não tinham número fixo de degraus e o seu topo, enfumaçado pela nuvens, sugeria que eles se elevavam mais ainda, sendo incontáveis. 

Bibliografia: 

1. J. E. Cirlot, en "Dictionary of Simbols" – Madrid – 1962.
2. Colin Dyer, in Symbolism in Craft Freemasonry – Lewis Masonic – London – 1983. 

Fonte: JBNews - Informativo nº. 0168 - 11/02/2011