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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

ASSINATURA ELETRÔNICA NA ATA

Em 06.05.2025 o Respeitável Irmão Sérgio Skupien, Loja Ordem e Progresso CL, 1900, REAA, GOB -SP, Oriente de Indaiatuba, Estado de São Paulo, faz a seguinte pergunta.

ASSINATURA ELETRÔNICA

O Balaústre depois de lido e aprovado em sessão pode ser assinado digitalmente?

CONSIDERAÇÕES:

 

Devo lhe responder que como Secretário Geral de Orientação Ritualística do GOB, sou um legalista, antes de tudo.

Assim, como tal sigo e oriento para que se cumpra o que menciona o ritual em vigência. No caso, no Ritual de Aprendiz do REAA, página 57, no qual consta que M∴ de CCer∴ "colhe" as assinaturas. Isso significa que ele apresenta a Ata aos titulares previstos para os mesmos a assinem naquele instante.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 119 - Garante de Amizade


Trata-se de uma espécie de “contato Maçônico” que duas Potências Maçônicas trocam entre si.

Garante de Amizade é a expressão usada pela Maçonaria nos países sul americanos. No restante do mundo é chamado de “Grande Representante”.

Desse modo, quando duas Potencias Maçônicas se “reconhecem”, é regra que troquem Garantes de Amizade, destinados a garantir as suas relações. Seríamos, então, tentados a ver nesses últimos, algo como “embaixadores”. Não é isso!

As relações inter-potências maçônicas oficiais de Grandes Lojas (Grande Oriente) de países diferentes não comportam representações diplomáticas permanentes como as que existem entre os países, e a escolha dos garantes de Amizade cabe às suas Potencias de origem (Alec Mellor).

No Regulamento Geral da Federação (RGF – GOB), temos no artigo 167:

Art. 167 – O Garante de Amizade é o Representante da Potência Maçônica estrangeira junto ao Grande Oriente do Brasil, por este indicado, ou o Representante do Grande Oriente do Brasil junto à Potência Maçônica estrangeira, por esta indicado.

§ 1º – Para ser nomeado Garante de Amizade, por Potência Maçônica estrangeira, para representá-la junto ao Grande Oriente do Brasil o Maçom necessita, no mínimo, satisfazer os seguintes requisitos:

I – estar colado no grau de Mestre há mais de três anos;
II – conhecer a língua falada no país da Potência Maçônica estrangeira que pretende representar ou, pelo menos, inglês e espanhol;
III – ter capacidade financeira e disponibilidade de tempo para visitar a Potência Maçônica estrangeira.
IV – Estar em pleno gozo de seus direitos maçônicos perante o Grande Oriente do Brasil.

§ 2º – São atribuições do Garante de Amizade:

I – visitar a Potência pela qual foi nomeado pelo menos a cada dois anos;
II – manter correspondência epistolar com a Potência que representa, estimulando a troca de publicações, livros e outras informações;
III – estar presente nas solenidades de relevância que ocorram na Potência Maçônica estrangeira que representa;
IV – fazer relatório anual de suas atividades e encaminhá-lo ao Secretário-Geral de Relações Exteriores;
V – comparecer à Reunião Anual de Garantes de Amizade.

§ 3º – Aos Garantes de Amizade é facultado o uso de paramentos próprios.

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017 

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

O PEDREIRO

Na alvorada da manhã, segue o pedreiro o seu caminho.

Espera-lhe uma jornada longa e árdua.

Na sacola apenas leva o seu farnel, que lhe proporcionará as forças necessárias para que cumpra a sua missão...

Chegando ao local do trabalho, o pedreiro observa os seus irmãos e camaradas de labuta que lhe antecederam na chegada em franca e simpática harmonia.

A fraternidade entre todos existe e é amplamente notada, tal a alegria no ar...

Eis que chegada a hora de trabalhar, todos os pedreiros com as suas ferramentas de desbastar a pedra, quase que num movimento sincronizado dão início a mais uma jornada de trabalho.

A sua tarefa é a edificação de um templo de culto ao Homem. Não ao homem "vulgar", mas ao Homem divino.

Esse Grande Arquitecto que visiona e tutela as nossas "obras"...

Ao fim do dia, chega o pedreiro a casa cansado, mas com a sensação de dever cumprido.

Amanhã será um novo amanhã...

Logo um novo dia, logo o repetir de acções, gestos e tarefas que ele tão bem conhece e que tão bem aplica.

E isto fará o pedreiro sempre e de modo incansável, ostentando um sorriso sincero na face; ao longo dos tempos até que a Obra fique acabada...

Para quando eu não sei, mas ele também não o saberá...

Fonte: https://pedra-de-buril.blogspot.com

terça-feira, 4 de novembro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

MARCHA DO APRENDIZ E PEÇA DE ARQUITETURA

Em 05.05.2025 o Respeitável Irmão Luciano Araújo, Loja Obreiros da Arte Real, 3358, REAA, GOB-RS, Oriente de Gravataí, Estado do Rio Grande do Sul. apresenta as questões seguintes:

MARCHA DE APRENDIZ E PEÇA DE ARQUITETURA

Dúvida para esclarecer em Loja:

A Marcha de Aprendiz tem relação com Jacó, no momento de arrastar o pé e Jacó ter sido ferido por Anjo segundo a bíblia?

Trabalho ou Peça de Arquitetura?

Peça de arquitetura pode ser chamado os trabalhos de grau?

Em qual grau se chama Peça de Arquitetura e o mesmo relacionado aos trabalhos?

CONSIDERAÇÕES:

Respondendo suas questões:

Durante a Marcha do Grau o Aprendiz não arrasta o(s) pé(s). O ritual de 2024 vigente do REAA no GOB não menciona, em nenhum momento, que o Aprendiz deva arrasta-lo(s). Nada disso tem a ver com personagens bíblicos, especificamente a Jacó.

Em Maçonaria, as locuções substantivas “peça de arquitetura” e “trabalho maçônico” (escrito) são sinônimos. Esses escritos tanto podem ser elaborados visando aumento de salário, instrução ou simples apresentação de interesse da Loja.

Não há um grau específico onde um trabalho maçônico precise ser tratado como peça de arquitetura. 

Como já foi mencionado, ambos são a mesma coisa. O trabalho do grau é uma peça de arquitetura. Esta, por sua vez, não deixa de ser um trabalho maçônico.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PAUL WRANITZKY

A ARTE DE OBSERVAR

A Arte de Observar: O Olho que Penetra o Invisível

A inteligência humana, quando não guiada pela Arte de Observar, torna-se rasa e ilusória. É como um viajante que percorre mil estradas, mas nunca ergue o olhar para perceber o céu que o cobre. Observa-se apenas a casca, e não o fruto; o reflexo, e não a fonte.

O verdadeiro iniciado aprende cedo que observar é mais que ver. O olhar comum detém-se na superfície das formas; o olhar treinado atravessa a forma e descobre a essência. O primeiro enxerga aparências, o segundo percebe significados ocultos.

A inteligência sem observação move-se no óbvio, confunde sombras com realidades e, como lâmina sem fio, corta apenas na pele do mundo. Já a inteligência que observa torna-se espada afiada, capaz de atravessar véus e rasgar ilusões.

A Arte de Observar não é passiva: é um ato mágico, uma invocação silenciosa. Quem observa verdadeiramente desperta o diálogo secreto entre sujeito e objeto, entre o que olha e o que é olhado. Nesse instante, aquilo que é visto revela algo de si, e aquele que observa transforma-se junto com o mistério revelado.

Assim, a Observação abre o caminho para a Inteligência real, e a Inteligência, quando purificada pela experiência, conduz à Sabedoria. É uma escada invisível:
  • Observar é o primeiro degrau.
  • Compreender é o segundo.
  • Ser é o último.
Na senda oculta, quem não observa é como profano que entra no templo com os olhos vendados: pode até estar diante do altar, mas nada compreende. O sábio, ao contrário, nada deixa passar despercebido — pois sabe que o Universo é um livro aberto para os que aprenderam a ler com os olhos da alma. J.'.F.'.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

LOJA COM SETE MESTRES - REAA

Em 05.05.2025 o Respeitável Irmão Leonardo Araújo, Loja Universitária Pioneiros da Bahia, 4137, GOB BAIANO, Oriente de Salvador, Estado da Bahia, apresenta a seguinte questão:

LOJA COM SETE MESTRES

Fique com uma dúvida quanto ao novo ritual, Grau 1, REAA, onde na página 214 diz que: Uma loja com a presença de apenas 7 Mestres se constituiu da seguinte forma: Ven∴ Mestre, 1° e 2° VVig∴, Orad∴, Secret∴, Cobr∴ Int∴ e o M de CCer, para a transmissão da Pal Sagr, os cargos de 1° e 2° DDiac∴, momentaneamente serão exercidos pelo M∴ de CCer∴ e pelo Secret∴ respectivamente. A minha dúvida e se o Secret∴ pode deixar o altar vazio e executar essa função, o que o RGF ou alguma outra lei diz sobre isso?

CONSIDERAÇÕES:

De início, vale mencionar que o Secretário não ocupa "altar", senão uma "mesa".

Dito isso, não existe nenhum óbice sobre o Secretário se afastar momentaneamente do seu lugar para atender a alguma necessidade ritualística.

No caso da falta de titular para a transmissão da palavra sagrada, é perfeitamente exequível que o Secretário, momentaneamente, preencha o lugar do 1º Diácono no cumprimento da sua missão. Cumprida a mesma, o Secretário volta ao seu lugar em Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONARIA E EUTANÁSIA


A relação entre a eutanásia e a Maçonaria tem sido um tema de discussão na sociedade, especialmente em países como França e Bélgica, onde membros de Obediências Maçônicas têm defendido abertamente o direito ao "direito a morrer com dignidade". Este apoio à eutanásia está alinhado com os Princípios Maçônicos de defesa da liberdade individual e da autonomia, incluindo o direito de dispor do próprio corpo e da própria vida. Figuras importantes como Henri Caillavet e Philippe Mahoux, que foram membros influentes da Maçonaria, tiveram papéis centrais na promoção dessa causa, com Caillavet inclusive propondo em 1978 uma lei sobre o "direito de viver sua morte". No entanto, é importante contextualizar esse apoio para evitar simplificações e distorções, principalmente quando se observa que a Maçonaria, enquanto movimento, possui uma diversidade interna de opiniões.

O engajamento da Maçonaria em debates temáticos não se limita à França. Várias Obediências têm defendido a legalização da eutanásia e do suicídio assistido. Em 2010, o GOdF organizou um congresso sobre o tema, afirmando em um comunicado oficial que "a Maçonaria defende o direito de cada um de decidir sobre o seu fim de vida de maneira digna". No entanto, as críticas não tardaram a surgir, especialmente de grupos religiosos e conservadores que acusam a Maçonaria de exercer uma influência excessiva sobre o debate público, promovendo uma visão "utilitarista" da vida humana.

Apesar da significativa presença maçônica no movimento pró-eutanásia, é importante destacar que o debate sobre a eutanásia transcende as fronteiras da Maçonaria, envolvendo diversos setores da sociedade, como médicos, filósofos e políticos, independentemente de sua afiliação maçônica ou religiosa. A maioria da população, como demonstrado em sondagens, também apoia a legalização da eutanásia, o que demonstra que o tema é uma questão universal. A diversidade de opiniões dentro da própria Maçonaria também reflete a complexidade do debate, com diferentes obediências adotando posturas variadas sobre a aplicação da eutanásia em casos específicos, como em menores de idade ou em pessoas com doenças psiquiátricas.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

HERANÇA EGÍPCIA NA MAÇONARIA

"A Ciência Maçônica e as Antigas Civilizações" 1a. edição: Editora Resenha Universitária - S. Paulo - 1977 2a. edição: Traço Editora - S. Paulo - 1980. A obra trata da influência de antigas civilizações para a concretização da doutrina maçônica e de seu ritualismo.

José Castellani

Apenas começamos a conhecer, verdadeiramente, o Egito, a partir de 3200 a.C., não havendo, entretanto, qualquer solução de continuidade entre o período Neolítico da Pré-História e a fase histórica, pois o país revela-se, ao mesmo tempo, antigo e contínuo.

Antes do V milênio, homens vindos do Saara, que, rapidamente, se ressecava, foram se estabelecendo em torno do rio Nilo, nesse verdadeiro oásis, em pleno clima saariano, fértil e cultivável, graças às inundações do rio, regulares e extraordinariamente ricas em húmus. A própria configuração da região tornava precária uma unidade territorial e, assim, havia, inicialmente, uma divisão natural entre o Alto Egito, cercado pelos rebordos dos desertos da Líbia e da Arábia, e o Baixo Egito, formado pelo delta do Nilo, um largo leque, repleto de charcos, que tornavam, muitas vezes, difícil a circulação.

Após um relativamente curto período proto-histórico, assinalado pela predominância de povos asiáticos --- civilizações de El-Obeid e Djendet-Nache, da Mesopotâmia --- vindos pelo istmo de Pelúsio, uma revolução nacional realizou, do sul para o norte, a unificação do Egito, fundindo, em uma só, as duas coroas: a vermelha, do Baixo Egito, e a branca, do Alto Egito. Iniciou-se, então, a primeira dinastia do chamado Antigo Império, sendo, a capital do país, situada em Tinis, com o rei Menés, também chamado de Manu. A partir da III Dinastia, a capital transfere-se para Mênfis, junto ao Delta do Nilo. Assim, as duas primeiras dinastias foram chamadas de tinitas e as restantes, do Antigo Império, de menfitas.

É durante os reinado da III, IV e V dinastias --- correspondente, no tempo, ao período acadiano da Mesopotâmia, que sucedeu ao período do povo sumeriano, o mais antigo povo civilizado do mundo --- que se encontra o máximo apogeu do Antigo Império. Na III dinastia, o maior rei foi Djeser, assessorado por seu ministro Imotep, que, mais tarde, seria divinizado e assimilado a Esculápio, na época lágida da Grécia arcaica. Na IV dinastia encontramos os construtores de pirâmides: Khufu, Khafra e Menkhaura, chamados pelos gregos, respectivamente, de Quéops, Quéfren e Miquerinos. A V dinastia assinala o início da decadência do Antigo Império, já que, nele, encontra-se o início da teocracia, implantada pelos sacerdotes da cidade de Heliópolis --- nome dado pelos gregos e que significa "cidade do Sol" --- seguidores fanáticos do deus Rá, que suplanta, politicamente, o deus Ftá, de Mênfis. A decadência do Antigo Império iria até à X dinastia, por volta de 2250 a.C., quando há o esfacelamento do Egito e, posteriormente, a supremacia da cidade de Tebas, iniciando-se o Médio Império, sob a direção dos faraós tebanos, dos quais os maiores foram os da XII dinastia, a dos Amenemat e dos Senusret.

O fim do Médio Império é assinalado pela invasão dos hicsos, povo de origem semita, o qual seria responsável pela ida dos hebreus ao Egito. Ao fim do domínio dos hicsos, que foram suplantados pelos faraós tebanos, inicia-se o Novo Império, cujos principais soberanos foram Tutmés III, Ramsés II e Amenófis IV. Este último, que reinou de 1370 a 1352 a.C., passou à História como o soberano que ousou quebrar o excessivo poder dos sacerdotes de Ámon, tornando-se um místico do Sol, simbolizado por seu disco (Áton); mudou o seu nome para Aquenáton e mudou a sede do reino de Tebas para Aquetáton ("horizonte do disco"), conhecida pelo nome de Tel-el-Amarna, tentando tornar universal a sua religião solar monoteísta. Seu sucessor, contudo, ainda um menino, pressionado pelo grande poderio do clero egípcio, voltou a Tebas e mudou o seu nome, de Tutancáton para Tutancámon, restaurando o culto de Ámon e satisfazendo aso verdadeiros senhores do Egito.

Posteriormente, o país seria esfacelado pelas grandes invasões de seu território pelos assírios, persas, macedônios e, finalmente, pelos romanos, quando deixaria de existir como unidade nacional.

Esses rápidos traços históricos mostram uma civilização evoluída, propensa a obras monumentais --- não só as pirâmides, mas também os templos e monumentos funerários de Tebas, Carnac e do Vale dos Reis --- mas totalmente dominada pela classe religiosa e pela propensão à magia. Devido a isso, é discutível a contribuição egípcia no terreno científico e intelectual, embora alguns eruditos de boa-fé e muitos pseudo cientistas tenham acreditado perceber, na construção das pirâmides, as provas de conhecimentos geométricos e astronômicos extraordinários. Na realidade, nenhuma verdadeira ciência poderia ter sido concebida por tais espíritos demasiadamente religiosos e empíricos, como, de resto, aconteceu com todo o Oriente antigo, permanecendo com os gregos o galardão de terem chegado à ciência pura, teórica e desinteressada, pela total desvinculação das práticas de magia e das pressões de uma sociedade teocrática.

Em relação à Maçonaria, autores ocultistas, ou mistificadores, tomam, como base de suas teorias, a Grande Pirâmide, indo contra a conclusão histórica de que ela seria um monumento funerário e afirmando que sua finalidade era abrigar membros de ordens iniciáticas secretas. A Grande Pirâmide, esse enorme monumento de pedras superpostas, tem, na realidade, muito pouco espaço vazio, ou seja: a Câmara do Rei, uma sala de 50 metros quadrados ; a Câmara da Rainha, no corpo da pirâmide e menor do que a do rei ; a Grande Galeria, um corredor de acesso à Câmara do Rei ; condutos de ventilação e, ainda, uma câmara subterrânea, fora do corpo da pirâmide. Tanto esta câmara, quanto a, erradamente, chamada Câmara da Rainha, eram locais provisórios, para a colocação do corpo do faraó, caso ele viesse a falecer antes da construção total do monumento. Na Câmara do Rei foi encontrado um sarcófago de granito vermelho, sem inscrições e sem tampa ; e suas paredes também não mostravam nenhuma inscrição, ou desenho. Além das duas câmaras serem bastante diminutas, em relação ao enorme corpo da pirâmide, foram encontradas, sobre a Câmara do Rei, cinco salas bastante baixas e com seis metros de largura, que serviriam de amortecedores para aliviar o teto da Câmara da tremenda pressão exercida por toneladas de pedra e, também, para que, em caso de algum cataclismo, que despedaçasse a cúpula da pirâmide, as pedras não caíssem no interior da Câmara. Isso mostra a preocupação com o conteúdo da Câmara do Rei, que só poderia ser o corpo do grande governante, dado o costume egípcio de proteger bastante os despojos de seus mortos ilustres, devido à crença na sobrevivência integral, ou seja, de corpo e de espírito.

Todavia, aqueles que querem fazer crer que a Grande Pirâmide era usada para a prática de ritos iniciáticos (Leadbeater, Paul Brunton e outros), aproveitam-se do fato de o sarcófago da Câmara do Rei encontrar-se vazio e de não existirem as inscrições encontradas em outros túmulo, para contrariar e contestar a finalidade fúnebre da construção. Ora, nenhum outro túmulo faraônico, à exceção do de Tutancámon, foi encontrado intacto, pois, além dos roubos dos objetos de ouro e pedras preciosas, os próprios corpos mumificados foram retirados dos sarcófagos. Além disso, o hábito de encher as câmaras mortuárias com tesouros e objetos de uso pessoal do morto e de preencher as paredes com inscrições e pinturas, é posterior à IV dinastia do Antigo Império.

Os condutos para ventilação, encontrados nas câmaras, comunicando-as com o exterior, também serviram de base para os especuladores, para contestar a finalidade fúnebre da construção. "Os mortos não respiram, logo não precisariam de ar", alegam eles. Teoria de muita má-fé, esta, pois os operários que trabalharam nas câmaras, durante a construção, necessitavam de ar, já que, sob aqueles imensos blocos de pedra, o fluido vital era bastante rarefeito. Além disso, esquecem-se, os mistificadores, de avisar, aos seus leitores, que, quando os homens do califa Al Mamun (filho de Harun Al Rachid), no ano 820 da era atual, conseguiram entrar na Grande Pirâmide --- ninguém havia conseguido antes --- encontraram os condutos de ar das câmaras intencionalmente obstruídos por pequenas pedras ali colocadas e não caídas ocasionalmente, o que demonstra que eles existiam para os vivos e foram obstruídos quando as câmaras ficaram prontas para a sua finalidade específica.

Também, se lembrarmos que os chamados Mistérios Egípcios eram ritos impregnados de magia, praticados pelos sacerdotes de Ámon-Rá --- culto sincrético, que substituiu o culto aos diversos deuses egípcios, um para cada cidade --- e se lembrarmos que a teocracia só dominou o Egito a partir da V dinastia, enquanto as pirâmides foram construídas durante a IV, fica claro que não se destinaria, nessa época, o exíguo espaço livre da Grande Pirâmide para os culto dos mistérios.

Em relação à Maçonaria, há autores que defendem sua origem egípcia, dizendo que as práticas hebraicas, hoje presentes em alguns ritos maçônicos, foram transmitidas aos hebreus por Moisés, que teria sido iniciado nos Mistérios Egípcios. É provável que Moisés, criado por família nobre, depois de ter sido achado boiando, dentro de um cesto, no rio, tenha tido contato com a classe sacerdotal, aprendendo os rudimentos dos ritos mágicos do clero egípcio; todavia, sendo estrangeiro, é pouco provável que tenha se aprofundado nesses ritos, pois os sacerdotes não permtiriam, como não permitiram a outros estrangeiros, como Platão, Pitágoras, Apuleio e Heródoto, que só tiveram acesso à parte mais superficial dos ritos, os Mistérios Menores. Esclareça- se que o próprio nome de Moisés mostra a sua obscura origem : em egípcio "m´ses", ou "moses", significava filho; assim, ao designar os nomes, a palavra vinha sempre junta com outra, designando a filiação, como é o caso dos nomes de diversos faraós, que se apresentavam como filhos de um deus, como, por exemplo, Ramsés, ou Ramoses (filho de Rá), e Tutmés, ou Tutmoses (filho de Toth); o grande condutor do povo hebreu era apenas "M´ses" (filho).

São poucas as influências da antiga civilização egípcia na Maçonaria atual --- foi a partir do século XVIII que os símbolos alusivos às antigas civilizações forem sendo introduzidos --- podendo ser citadas:

1. As colunas do pórtico do templo, que embora baseadas naquelas existentes no templo de Jerusalém, são egípcias, desproporcionais, e mostrando, estilizadamente, as duas plantas sagradas do Antigo Egito: folhas de papiro e flores de lótus. São colunas, como as egípcias, sem função de sustentação, como as colunas gregas, cuja função --- principalmente no caso da coluna dórica --- era suportar o peso de um entablamento. Nesse ponto, os hebreus imitaram os egípcios, ao colocar, no pórtico do templo de Jerusalém, colunas livres, sem função de sustentação e erigidas no sentido de homenagear ancestrais (como é o caso de Boaz e Iachin, ancestrais hebreus).

2. A abóbada estrelada, encontrada em muitos templos maçônicos, tem origem na arte templária do Antigo Egito. Os templos egípcios representavam a Terra, da qual cresciam as colunas (dezenas e centenas delas), como gigantescos papiros, em direção ao céu estrelado. Em Luxor ainda existem templos relativamente bem conservados, onde pode ser vista essa decoração estelar.

3. A lenda de Osíris (o Sol) e de Ísis (a Lua) também deve ser considerada como a precursora da lenda do artífice Hiram Abi, ensinada no terceiro grau maçônico. De acordo com a lenda egípcia --- em rápidas pinceladas --- Osíris, morto por seu irmão Seti, teve o seu corpo encontrado por Ísis, que o escondeu. Seti, ou Tifão, encontrando corpo, esquartejou-o e o dividiu em quatorze pedaços, que foram espalhados pelo Egito. O corpo, todavia, foi reconstituído por Ísis e, redivivo, passou a reinar, tronando-se o deus e o juiz do reino dos mortos, enquanto seu filho Hórus lutava com Seti e o abatia. Essa lenda, inclusive, não é totalmente egípcia, pois, com pequenas variações, fazia parte do patrimônio místico de todos os povos da Antigüidade, como um mito solar ; na realidade, Osíris (o Sol), é morto por Seti (as trevas) no 17º dia do mês egípcio Hator, que marca o início do inverno; e revive no início do verão.

Fonte: JBNews - Informativo nº 287 - 11.06.2011

domingo, 2 de novembro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

SINAL DE COMPANHEIRO MAÇOM - REAA

Em 01.05.2025 o Respeitável Irmão Vinícius Almeida Oliveira, Loja Vasco Coutinho, REAA, GLMGO (CMSB), Oriente de Jataí, Estado de Goiás, apresenta a seguinte dúvida

SINAL DE COMPANHEIRO

Bom dia meu valoroso irmão Pedro Juk.

Gostaria de saber do Irmão sobre a origem do Sinal de Companheiro e a explicação sobre o cot∴ esq∴ colado ao corpo e não fazendo esquadria como muitas vezes vemos ser ensinado de maneira errada. Caso o irmão tenha materiais sobre ou a explicação textual sobre isso e puder me enviar, fico extremamente agradecido.

CONSIDERAÇÕES:

Originalmente, na composição do Sinal de Comp∴ Maçom do REAA não era usada a m∴ esq∴. Tradicionalmente usava-se apenas a m∴ d∴ s∴ o c∴, como deveria ser para todos os ritos maçônicos de origem francesa.

Segundo alguns autores, foi Oswald Wirth quem adotou o uso do br∴ e m∴ e∴como complemento do sinal pen∴ do 2º Grau. Acredita-se que Wirth o copiou dos ritos anglo-saxônicos que tradicionalmente usam o br∴ e m∴ esq∴ como preparação para um outro sinal subsequente.

No contexto da Maçonaria anglo-saxônica com seu viés teísta, o braço levantado refere-se a Moisés em uma passagem bíblica que relata uma batalha entre os israelitas e os amalequitas. A vitória nesta batalha dependia de Moisés manter seus braços erguidos. Assim, quando os seus braços estavam erguidos para o céu, Israel vencia, quanto ele os abaixava, os amalequitas venciam. Cansado, Moisés foi amparado por Arão e Hur, que seguravam os seus braços erguidos até o pôr do sol, o que garantiu a vitória de Israel.

Desse modo, Wirth via neste gesto algo apropriado e parecido para alguns ritos de origem francesa, dos quais o REAA.

À vista disso, essa indevida inserção acabou se consagrando e para não ficar tão visivelmente igual ao sinal anglo-saxônico, foi adotada uma forma uma pouco diferenciada para o gesto, como manter o cotovelo junto ao lado esquerdo do corpo e a m∴ aberta esp∴ para a frente.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O CASAMENTO

Trata-se de uma cerimônia universal e de tradição milenar; propriamente inexiste na liturgia maçônica.

O maçom que casa sente o prazer de apresentar a sua esposa aos seus coirmãos, e isso é feito em um cerimonial apropriado, que se denomina: "confirmação do casamento" ou "reconhecimento matrimonial". Durante a cerimônia, que é suave, romântica e emotiva, os nubentes repetem a intenção de se manterem fiéis um ao outro, durante toda a vida; a cerimônia é realizada dentro do templo.

Esse cerimonial não substitui a cerimônia civil ou religiosa; não é oficialmente reconhecido e não passa, portanto, de um ato social, levado a efeito na intimidade de uma Loja.

Nos dias atuais, o instituto do casamento sofre agressões impiedosas; a juventude afasta-se do cerimonial civil e religioso; há, apenas, um "acasalamento".

As separações e os divórcios crescem em escala geométrica, e tudo leva a crer que em breve o cerimonial do casamento passe a ser coisa do passado.

O maçom, contudo, deve manter o instituto e sobretudo a parte esotérica, qual seja, a mútua fidelidade em benefício da família; a confirmação maçônica reforça esse propósito que, sendo universal, deveria ser permanente.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 87.



CÂMARA DAS REFLEXÕES

A Câmara das reflexões não representa unicamente a preparação preliminar do candidato para sua recepção, mas é principalmente aquele ponto crítico, aquela crise interior, onde começa a palingenesia que conduz à verdadeira iniciação, à realização progressiva, ao mesmo tempo especulativa e operativa, de nosso ser e da Realidade Espiritual que nos anima, simbolizada pelas viagens.

A Câmara das reflexões, com seu isolamento e com suas negras paredes, representa um período de obscuridade e de maturação silenciosa da alma, por meio de uma meditação e concentração em si mesma, que prepara o verdadeiro progresso efetivo e consciente que depois tornar-se manifesto à Luz do dia. Por esta razão, encontram-se nela os emblemas da morte e uma lâmpada sepulcral, e acham-se sobre suas paredes, inscrições destinadas a pôr à prova a sua firmeza de propósitos e a vontade de progredir que tem de ser selada num testamento.

Ao ingressar neste quarto (símbolo evidente de um estado de consciência correspondente), o candidato tem de despojar-se dos metais que porta consegue e que o Experto recolhe cuidadosamente. Tem de voltar a seu estado de pureza original - a nudez adâmica - despojando-se voluntariamente de todas aquelas aquisições que lhe foram úteis para chegar até o seu estado atual, mas que constituem outros tantos obstáculos para seu progresso ulterior.

Deve cessar de depositar sua confiança e cobiça nos valores puramente exteriores do mundo, para poder encontrar em si mesmo, realizar e tornar efetivos os verdadeiros valores, que são os morais e espirituais. Deve cessar de aceitar passivamente as falsas crenças e as opiniões exteriores, com o objetivo de abrir seu próprio caminho para a verdade.

Isto não significa absolutamente que tem de despojar-se de tudo o que lhe pertence e adquiriu como resultado de seus esforços e prêmio de seu trabalho, mas, unicamente, que deve deixar de dar a estas coisas a importância primária que pode torná-lo escravo ou servidor delas, e que deve pôr, sempre em primeiro lugar, sobre toda a consideração material ou utilitária, a fidelidade aos Princípios e às razões espirituais. Este despojo tem por objetivo conduzir-nos para sermos livres dos laços que de outra forma impediriam todo nosso progresso futuro. Trata-se, portanto, em essência, do despojo de todo apego às considerações e laços exteriores, com a finalidade de que possamos ligar-nos à nossa íntima Realidade Interior, e abrir-nos à sua mais livre, plena e perfeita expressão.

A Câmara de reflexões, como o seu nome o indica, representa antes de tudo aquele estado de isolamento do mundo exterior que é necessário para a concentração ou reflexão íntima, com a qual nasce o pensamento independente e é encontrada a Verdade. Aquele mundo interior para o qual devem dirigir-se nossos esforços e nossas análises para chegar, pela abstração, a conhecer o mundo transcendente da Realidade. É o "gnothi seautón" ou "conhece-te a ti mesmo" dos iniciados gregos e hindus, como único meio direto e individual para poder chegar a conhecer o Grande Mistério que nos circunda e envolve nosso próprio ser. “Isto, e a cor negra do quarto, trazem-nos à mente a antiga fórmula alquímica e hermética do Vitríolo: “Visita Interiora Terrae, Rectificando Invenies Occultum Lapidem”, Visita ao interior da Terra: retificando encontrarás a pedra escondida”. Isto é: desce às profundezas da terra, sob superfície da aparência exterior que esconde a realidade interior das coisas e a revela; retificando teu ponto de vista e tua visão mental com o esquadro da razão e o discernimento espiritual, encontrarás aquela pedra oculta ou filosofal que constitui o Segredo dos Sábios e a verdadeira Sabedoria.

A representação da Verdade final e fundamental por uma pedra, não demonstra nada de estranho se imaginar que deve constituir a base sobre a qual descansa o edifício de nossos conhecimentos, que se transformará na Igreja ou Templo de nossas aspirações, e o critério ou medida sobre a qual, e a cuja imagem, deve enquadrar-se ou retificar-se todos os nossos pensamentos.

Os ossos e as imagens da morte que se encontram representadas nas paredes da câmara, além de indicar a morte simbólica que é pedida ao candidato para que complete seu novo nascimento, mostram os fragmentos esparsos e desunidos da Realidade morta e dividida na aparência exterior, cuja Vida e Unidade ele deverá buscar e encontrar interiormente, reconhecendo-a sob a aparência e dentro dela.

Fonte: O Templo e o Maçom

sábado, 1 de novembro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

CIRCULAÇÃO DA BOLSA

(republicação)
O respeitável Irmão Aécio Speck Neves, Orador da Loja Nereu de Oliveira Ramos, 2.744, GOBSC, REAA, sem declinar o nome da Cidade (Oriente), Estado de Santa Catarina, apresenta a questão seguinte: aeciospeckneves@hotmail.com

Ontem tive a oportunidade de ler no JB News as dez questões que o Grão-Mestre do GOB-SE lhe formulou, com as sua esclarecedoras respostas, em Sessão Ordinária de Aprendiz Maçom. Na questão 10 "A circulação do Saco de Propostas assim como do Tronco de Beneficência quando vai ao altar do Venerável Mestre apresenta a todos do Altar ou somente ao Venerável para depois retornar?"

Sua resposta foi "O Oficial circulante com a bolsa, cumpre primeiramente a regra dos seis primeiros cargos que é tradicional nos ritos que assim procedem”. “Primeiro os três detentores do malhete, posteriormente a Dignidade do Orador e do Secretário e por fim desse ciclo, o Cobridor Interno. Ato seguido há a colheita no Oriente e, nesse particular havendo a presença de alguém ao lado do Venerável, inicia-se o procedimento por aquele, ou aqueles, que estiverem posicionados ao lado do Venerável. ... "

Aí é que mora o perigo. O GOB-SC instrui as Lojas jurisdicionadas a colher do Venerável Mestre e dos que o ladeiam na mesma oportunidade. O Venerável Mestre pega o Saco ou Tronco do Oficial circulante, e ele mesmo colhe dos demais que o ladeiam. Após, devolve a sacola.

Fui instruído pelo nosso VM a consultar o GOB-SC bem como o Respeitável Mestre Pedro Juk, para esclarecer tal diferença. Por favor, dê sua abalizada opinião sobre isso.

CONSIDERAÇÕES:

Bem, embora eu siga a tradição, cumpro também o que está escrito no Ritual em vigência (GOB) no que preceitua na página 42. Está bem claro e absolutamente correto: “Na circulação deve seguir-se a ordem: Ven, 1º e 2º Vig (...)”. Assim não está escrito que o Venerável toma a bolsa às mãos e recolhe dos que porventura estiverem sentados ao seu lado.

Em princípio há duas razões para tal. Primeiro é porque o Venerável não deve suprir o ofício do oficial circulante (Mestre de Cerimônias ou Hospitaleiro). Na circulação quem detém a bolsa é apenas o que cumpre a missão. Apenas o Cobridor é que auxilia o oficial para que ele próprio possa depositar na forma de costume no final da circulação. Além do que o oficial ao oferecer a bolsa estará sempre em pé assumindo a postura conhecida. Segundo é porque os que detêm os respectivos malhetes são o dirigente da Loja e os seus auxiliares (isso é um Landmark), não importando a presença de autoridades ao seu lado. 

Há que se notar também que o próprio Ritual prevê após a entrega do malhete para o Grão-Mestre, este ao chegar ao Altar o devolve ao Venerável. Além do mais os seis primeiros cargos devem ser respeitados em alusão ao mínimo de sete Mestres para a abertura de uma Loja – os seis mais o oficial circulante.

T.F.A.
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
JB News – Informativo nr. 1.277 Florianópolis (SC) – sábado, 1º de março de 2014.

ALEXANDER FLEMING


Sir Alexander Fleming nasceu em East Ayrshire, Escócia, em 6 de agosto de 1881 e é mais conhecido por ter descoberto a Penicilina, que ainda é usada para tratar infecções bacterianas hoje. Mudou-se para Londres aos 13 anos e, mais tarde, formou-se com distinção em Medicina (1906) e iniciou pesquisas na Faculdade de Medicina do Hospital St. Mary, na Universidade de Londres, sob a orientação de Sir Almroth Wright, um pioneiro na terapia com vacinas.

Pequena Cronologia:

1881 - Nasceu na Escócia.
1909 – Iniciado na Sancta Maria Lodge No. 2682 (Londres) aos 27 anos.
1911 – Filliou-se à Loja "London Scottish Rifles nº. 2310" (Londres).
1922 – Primeiro Vigilante na Sancta Maria Lodge No. 2682
1924 – Venerável-Mestre da Sancta Maria Lodge.
1925 – Filiou-se à Loja "Misericordia nº 3288" (Londres).
1934 – Condecorado com o London Grand Rank (honraria maçônica da GLUI).
1935 – Eleito venerável-Mestre da Loja "Misericordia nº 3288".
1942 – Nomeado Grande Diácono Sênior pela GLUI.
1944 – Recebeu o título de "Sir" do Rei George VI por contribuições à Ciência.
1945 – Premiado com o Nobel de Medicina.
1948 – Nomeado Grão-Primeiro-Vigilante da Grande Loja Unida da Inglaterra.
1955 – Oriente Eterno (73 anos). Infarto fulminante.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

CUIDADO COM OS CURIOSOS E INTERESSEIROS

A Arte Real não é um caminho de curiosidade ou de proveito material. Ela é uma senda de luz, de busca interior, de construção de um templo que não se ergue em pedras, mas no coração do homem. Por isso, todo aquele que dela se aproxima sem propósito legítimo, mas por ambição ou vaidade, deve ser afastado antes que contamine a pureza da corrente.

O curioso busca apenas satisfazer a mente inquieta. Quer espiar, saber “os segredos” e depois sair dizendo que já conhece a ORDEM. Este nunca constrói, apenas consome. Ao invés de se alinhar ao silêncio e ao trabalho, ele transforma a Ordem em espetáculo.

Mais grave ainda é o interesseiro: aquele que imagina que os trabalhos da Loja lhe trarão benefícios financeiros, influência social ou favores pessoais. Este não busca luz, mas sombra. Não busca servir, mas ser servido. Sua presença é um veneno que enfraquece os elos da corrente.

Cabe a cada um de nós zelar pela pureza da Obra. O maçom verdadeiro não admite atalhos falsos, convites interesseiros ou propostas espúrias. A iniciação não é moeda, não é vitrine, não é palco para vaidades. É compromisso com o Grande Arquiteto do Universo.

Se colocamos um curioso ou interesseiro entre nós, não fortalecemos a corrente, mas a enfraquecemos. Pois um só elo corroído pode comprometer toda a cadeia.

Sendo assim meus irmãos, assim como o Mestre nos ensinou que uma boa árvore não pode dar maus frutos, também a Ordem só florescerá se for composta de homens sinceros e de boa vontade. Que a nossa vigilância seja firme e constante: não convidar, não aceitar, não permitir que os curiosos e interesseiros manchem a pureza da senda.

“Os bodes não se misturam com raposas.”

Fonte: Facebook_Átrio do Saber