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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

INSTRUÇÕES E INSTRUTORES

Em 17/07/2025 o Respeitável Irmão José Cavalcanti de Carvalho, Loja Philantropia e Ordem II, REAA, GOB-RJ, sem mencionar o Oriente, Estado do Rio de Janeiro, apresenta o que segue:

INSTRUÇÕES

Preciso saber do Valoroso Irmão, se as instruções escritas pelos VVig∴ há necessidade de serem depositadas no Saco de Propostas e Informações, posteriormente serem lidas no Tempo de Estudos?

CONSIDERAÇÕES:


Não obstante a não existência de nenhum óbice a respeito, sob o ponto de vista prático e objetivo é algo desnecessário, até porque as instruções já possuem seu período exclusivo no ritual, sendo parte da programação litúrgica da Loja.

Assim, é suficiente que o instrutor de ciência ao Venerável Mestre da sua intenção, pela qual ele ocupará o Tempo de Estudos.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 127 - Profano


Como já foi mencionado em outra Pílula Maçônica (vide Pílula nº 53 – Colunas do Templo) o termo “Templo”, que, entre outras definições, é o local onde as Lojas Maçônicas se reúnem, vem do Latim “templum”, que significa horizonte. Como foi explicado, os augures contemplavam o horizonte (templum) para fazerem suas predições sobre o futuro, referente às condições climáticas, tempo de colher, templo de plantar, etc.

No local onde eles faziam essas predições, sempre no mesmo lugar e geralmente em cima de uma colina, foram erigidas paredes e teto, para protegê-los contra as intempéries. O interessante é que essa construção é que começou a ser chamada de “Templo”, pois era dali que o horizonte (templum, em latim) era observado.

Referente ao “Profano”, sabemos também que em latim, o termo “fanum” é que define a construção onde as religiões praticam seus cultos e é onde a Maçonaria reúne suas Lojas. É sinônimo de igreja, santuário, etc.

O termo “pro”, tem o significado de “estar fora”. Portanto, nas religiões, “profano” é a definição de quem não pertence à comunidade religiosa, de quem não foi Iniciado, batizado, etc.

Na nomenclatura Maçônica, um “profano” é a pessoa fora da Fraternidade; um não-Maçom. É dito também que, o mundo profano é o mundo fora das Lojas, ou seja, fora do ambiente Maçônico.

Recapitulando: na língua portuguesa o termo “Templo”, que é a construção onde os Maçons se reúnem, vem da palavra “templum” que define o horizonte. E, em latim, para essa mesma construção, o termo que a define, é “fanum”. Portanto, “pro-fanum” fora do templo, gerou “profano”.

M.'.I.'.Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

MAÇONARIA E TOLERÂNCIA: PORTO SEGURO DA HUMANIDADE

A tolerância no mundo atual é um conceito crucial para a harmonia social, mas, enfrenta desafios significativos como a polarização e a disseminação de ódio. Embora seja essencial para proteger a diversidade e os direitos humanos, a falta de compreensão profunda sobre o que significa tolerar pode levar à perpetuação de práticas intolerantes. A intolerância se manifesta em diversos âmbitos, desde conflitos em ambientes domésticos devido ao excesso de convivência até a violência e discriminação religiosa, como mostram dados recentes no Brasil. 

Um desafio é a própria definição da tolerância, que não é aceitar passivamente tudo, mas sim respeitar a diversidade de opiniões e modos de vida, exigindo a capacidade de estabelecer limites quando ações violam direitos fundamentais, um conceito conhecido como o "paradoxo da tolerância". O paradoxo da tolerância, proposto pelo filósofo Karl Popper, descreve o dilema de uma sociedade tolerante ter que decidir se deve tolerar a intolerância. Uma sociedade tolerante pode ser destruída se permitir que grupos intolerantes operem livremente.

O combate à intolerância deve ocorrer, inicialmente, através de argumentos racionais e debates. No entanto, se a intolerância persistir e se tornar uma ameaça real, deve ser coibida por meios legais e institucionais (leis, punições), não necessariamente por violência física, para proteger a sociedade. Ideias que ferem a dignidade humana, como a apologia ao racismo, ao fascismo, aos discursos de ódio, à violência etc. não são aceitáveis sob o pretexto de tolerância, pois, ultrapassam os limites do que é coletivamente combinado em uma sociedade civilizada.

A tolerância, na verdade, exige uma postura ativa de defesa dos valores democráticos. Embora a tolerância não seja o foco, a vontade geral, ao buscar o bem-estar de todos, implica a tolerância como um dos seus princípios, especialmente no que diz respeito aos direitos de todos os cidadãos. Ao entrar no contrato social de Rousseau, o indivíduo renuncia à liberdade que tinha no "estado de natureza" para se submeter à vontade geral da comunidade. A lei justa, que emana da vontade geral, não deve oprimir ninguém nem favorecer um grupo em detrimento de outro. 

Rousseau argumenta que a tolerância deve distinguir entre o que é essencial para a moral e a ordem pública e o que são opiniões acessórias. Crenças que não prejudicam a moralidade pública ou a obediência ao pacto social devem ser toleradas. A verdadeira harmonia social é um estado de equilíbrio social, mediado por leis justas derivadas da vontade geral, onde a tolerância é uma ferramenta política para proteger essa ordem de ameaças sectárias ou intolerantes. Neste estado o "ser cidadão" (construtor social) prevalece sobre o "ser indivíduo" (egocêntrico).

O "ser indivíduo" (buscando autonomia e interesses pessoais) é a base da dignidade humana e dos direitos individuais. O "ser cidadão" (atuando como construtor social) é o que permite a coexistência harmoniosa e o progresso da comunidade. A maioria das sociedades democráticas busca um equilíbrio dinâmico entre os direitos e liberdades individuais e as responsabilidades coletivas para o bem-estar comum, do qual emerge a felicidade (eudaimonia) que só é possível por meio da interação social, da linguagem e da vida em comunidade (a pólis), segundo Aristóteles. 

Para sociólogos como Durkheim, a sociedade sempre prevalece sobre o indivíduo. As normas, regras, costumes e leis sociais (os "fatos sociais") exercem coerção sobre os indivíduos, moldando seus comportamentos e garantindo a perpetuação da sociedade. A identidade individual é, em grande parte, construída a partir do pertencimento a grupos sociais e da assimilação de valores coletivos. Uma sociedade justa e próspera requer tanto a proteção robusta dos direitos individuais quanto um compromisso firme com o bem-estar coletivo e a responsabilidade social.

A responsabilidade social é o compromisso de indivíduos e organizações em contribuir para o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida na comunidade onde operam sob os auspícios da tolerância que se estabelece pelo respeito, pela aceitação e pelo apreço à diversidade de culturas, modos de expressão e maneiras de ser dos seres humanos. Não se trata de passividade, mas, de uma escolha ativa e diária de exercitar a empatia, o diálogo e a cooperação, combatendo preconceitos e a exclusão, erigindo as bases da melhor convivência social.

Maçonaria é convivência, preceitua José Linhares de Vasconcelos Filho, um legado vivo da maçonaria cearense. Sob o olhar da alteridade, a Maçonaria discerne que o outro tem o direito de ser e pensar de forma diferente, sem que isso exija concordância mútua em todos os aspectos. A alteridade é a virtude que busca tornar feliz a humanidade pelo amor, pelo aperfeiçoamento dos costumes, pela tolerância, pela igualdade, pelo respeito à autoridade e à crença (convicção) de cada um. E a semeadura da dignidade social cuja sega substituir uma cultura de guerra por uma cultura de paz.  

Maçonicamente, a dignidade social é o reconhecimento da dignidade inerente a cada indivíduo, que exige que todos sejam tratados com respeito, valor e igualdade, independentemente de suas características pessoais. Isso se traduz no direito a ter as necessidades básicas atendidas, como saúde, educação e moradia, e na proteção contra qualquer tratamento degradante. A dignidade social, sob a égide tanto a tolerância (harmonia na diferença) quanto a responsabilidade social (desenvolvimento sustentável e qualidade de vida para todos), lastreia um mundo mais equitativo, sereno, igualitário e feliz.

Promotora da felicidade humana, A Maçonaria considera a Felicidade social como o bem-estar coletivo que se constrói através de relações saudáveis, interação com outros e um senso de pertencimento e propósito na sociedade, ou seja, um claro reflexo da inclusão social eficaz, percebida na Maçonaria. Segundo ela, a felicidade é o objetivo da ordem social e, por sua vez, a ordem social é um meio para alcançá-la. Transcende a felicidade individual ao enfatizar que o desenvolvimento humano e a satisfação pessoal estão profundamente ligados às conexões interpessoais, à solidariedade, às ações que beneficiam a comunidade na construção da consciência social.

Segundo Luís Carlos Fernandes, integrante da A.:R.:L.:S.:  Acácia de São João n° 266, sediada em José Bonifácio-SP, “Consciência é a Maçonaria, e o seu estudo, indispensável para que possamos conhecer-nos a nós mesmos, é o que constitui os mistérios que a envolvem. A Maçonaria conduz seus membros a encontrar formas ótimas de lidar com as diferenças. O contato com o diferente é a possibilidade de aprender algo novo, é a possibilidade real de alargar as fronteiras deste saber. Mais do que respeitar o diferente, agraciá-lo com a compreensão é dever sublime.

Não somente tolerando o diferente, que, por vezes, finda em arrogância e preconceito; tão pouco apenas respeitando o diferente, que, muitas vezes radica a indiferença, mas, percebendo que o fundamental é reconhecer-lhe por seu verdadeiro valor, o que potencializa o humano no maçom. Viver maçonicamente é dialética efusivamente plena, como anuncia a Teoria de Santiago: a vida como um processo de conhecimento em constante aferição, aprimoramento e evolução, portanto, se a quisermos conhecer a contento, é pertinente saber como os seres vivos a conhecem.

Tudo que há é interdependente. Sinergia fervorosamente constante. Cuidar-se e zelar pelo progresso de todos e do mundo é a consciência basilar e proativamente inculcada aos adeptos da Maçonaria a cada nova reunião, na qual renovam suas convicções e seus propósitos de viverem em perfeita igualdade, intimamente unidos por laços de perfeita estima, confiança e amizade, concitando-se, mutuamente, à prática das sublimes virtudes. Como justos e valentes ocupam-se em defender os hipossuficientes, protegendo-os, pois, tal ação é a glória desta antiga confraria.

Confraria composta por homens sábios e virtuosos, que não buscam o individualismo, e sim a individualidade. Que compreendem que o irascível nacionalismo xenófobo e excludente está afastado, pois, ainda que se saibam cidadão d´algum país, têm compromisso de cuidado e zelo com a Terra inteira, que é sua Pátria incontestavelmente. estimulados, perenemente, a combater os preconceitos e erros; a enaltecer o direito, a justiça e a verdade, suplantando os vícios e rutilando virtudes, pois, ser Maçom é pertencer à uma Família Universal por si aceita e por escolha sua.

Concernentemente, a benfazeja atuação da Maçonaria não se limita à filantropia, pois, suas iniciativas no plano mundial têm influenciado incontáveis e notórios acontecimentos mundiais ao longo de sua existência, tendo sempre como premissa inequívoca fazer o bem que pelo amor ao próprio bem e, nisto, escutar a voz da própria consciência, estimar os que são bons, lamentar os fracos, fugir aos maus, porém, não odiando a ninguém, exercendo proficuamente a tolerância que faz dela (Maçonaria) a habilidosa mãe dos construtores sociais que forma de geração em geração. 

Em um mundo onde o “vil metal” imbui e condiciona inescrupulosamente, labuta a Maçonaria, desde sua mais tenra idade, estabelecida na alteridade que a permeia e a motiva, inaugurando a diferença entre o desencanto e a esperança em meio a esta cultura acintosamente mercantilista; empreendedoramente associando a boa vontade de seus adeptos à ação otimamente projetada ao bem fazer à coletividade. Agindo assim, a Maçonaria contribui para um ambiente social positivo, onde promove o desenvolvimento pessoal e moral de seus membros, radicando a certeza de que a capacidade de tolerar o outro nasce do reconhecimento e da aceitação às suas diferenças; emerge dessa alteridade a essência da Maçonaria. 

A alteridade reflete o que há estabelecido: “a ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei". (Romanos 13:8). Sob este auspício, a Maçonaria exorta a todas as sociedades, a partir de seus membros, a serem exemplos de família universal realizada contentemente, pois, esta é, claramente, uma semente de felicidade para a humanidade. Humanidade que se realizada no homem, assim como, a maçonaria se realiza no maçom. Irrefutavelmente, a família célula mater da sociedade se realiza na simbiose manifesta pelo homem e sua consorte, fortalecidos pela inequívoca convicção: família acima de tudo é um lábaro de satisfação e altruísmo para os homens por ela humanizados. Homens que constroem a humanidade tolerante e feliz que lhes garante um convívio harmônio e próspero.

O conceito de tolerância maçônica encontra-se notoriamente presente na Declaração de Princípios sobre Tolerância, firmada em 16 de novembro de 1995 pela UNESCO, que define a tolerância como o respeito e a apreciação da rica variedade das culturas do mundo e das formas de expressão. Essa declaração reforça a ideia de que a tolerância não é indulgência nem indiferença, mas sim, um princípio ativo de entendimento e pacificação entre diferentes grupos culturais, religiosos e políticos. A Maçonaria, ao promover a tolerância, (re)alinha esse ideal universal, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva, onde a diversidade é valorizada como fator de progresso.

A tolerância maçônica também é vista como um imperativo ético que permite superar os óbices impostos pelas diferenças individuais, favorecendo a solidariedade e o espírito fraterno. A instituição, ao exigir tolerância, garante a liberdade de investigação da verdade e a convivência pacífica entre irmãos de todas as tendências, mesmo que divergentes. Assim, a Maçonaria, ao promover a tolerância, atua como um espaço de diálogo e entendimento, consubstanciando e inspirando os valores defendidos pela UNESCO. A prática da tolerância é parte do processo de aperfeiçoamento moral e espiritual do maçom, que busca crescer como pessoa e contribuir para o bem-estar da humanidade. 

Culturalmente robustecida pela tradição que a sustém, porém, vanguardista desde sua ciese, a Maçonaria vara os séculos erodindo os pilares do obscurantismo: a intolerância, o egocentrismo e a vilania. A tolerância maçônica possui limites. Ela não compactua com opiniões ou ações que dilaceram a sociedade ou os seres humanos, como a opressão ou a falta de liberdade. Uma tolerância ilimitada levaria ao fim da própria tolerância. A Maçonaria proíbe discussões políticas e religiosas em suas lojas para evitar divisões e promover a união baseada em princípios morais e éticos compartilhados. Para o maçom, a Ordem pode funcionar como um ambiente de maior segurança e estabilidade ética, onde valores perenes são cultivados, em oposição ao caos e à incerteza do mundo "profano".

Coluna de magnífica sabedoria, a Maçonaria restabelece a solidez à sociedade liquefeita que eflui para a barbárie da autotutela dos direitos instituindo a falência das instituições e o caos social jamais vista antes. Os princípios sólidos e duradouros da Maçonaria, incluindo a tolerância, o amor fraternal e a lealdade, oferecem um contraponto à volatilidade e à falta de raízes da sociedade líquida. A tolerância maçônica representa um ideal de convivência ética e limitada por princípios, que se destaca em um cenário social "líquido", marcado pela fluidez das relações e a ausência de valores sólidos e duradouros. O desafio para a Maçonaria hoje é manter seus ideais de tolerância e solidez moral em um mundo que se molda rapidamente e onde muitos buscam gratificação imediata e superficial, em vez do aprimoramento contínuo. 

Nesse toar, mais do que nunca, a tolerância maçônica se apresenta não apenas como um valor passivo, mas, como um desafio ativo para os maçons: o de promover a união, a ética e o respeito em um mundo que tende à fragmentação e à superficialidade das relações humanas. A Ordem Maçônica é desafiada a manifestar-se contra a falta de tolerância e a instabilidade, através da educação e da disseminação de um discurso baseado na racionalidade e no bem-estar da humanidade. Uma reverberante conclamação a que sejamos ferramentas culturo-sociais, desobscurecendo a visão de nossa época, promovendo o senso de pertencimento e o diálogo, sabendo moldar a cultura doando-lhe proficiência, influência e sine qua non riqueza intelectual, que tanto contribuem para preservar a história e identidade humana. Não havendo humanos, fenece a humanidade!

Fonte: https://brunobmacedo.blogspot.com/

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

RETIRADA DO PAVILHÃO NACIONAL DO TEMPLO

Em 16.07.2025 o Respeitável Irmão Álvaro Mattos da Costa Filho, Loja Fé e Esperança, 426, REAA, GOB-SP, Oriente de Jaboticabal, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos.

 PAVILHÃO NACIONAL

Na saudação e retirada do Pavilhão Nacional, qual é a posição do Porta-Bandeira após a saudação, na saudação ele se posiciona em frente da sua cadeira voltado para frente, (lado do secretário), após a saudação ele permanece nesta mesma posição para a execução do Hino à Bandeira ou se posiciona na linha do Equador voltado para o Ocidente?

CONSIDERAÇÕES:

  1. Para a saudação ao Pavilhão Nacional, feita pelo Orador antes da retirada do lábaro, procede-se da seguinte forma: o Porta-Bandeira conduz o Pavilhão à Nordeste do Oriente (próximo e à frente do lugar do Orador) e se coloca com o dispositivo voltado para o lado do Secretário (Sul). Nesta posição, o Orador se coloca de frente para a Bandeira Nacional e procede com a saudação. Concluída esta, o Orador volta ao seu lugar e o Porta-Bandeira permanece. Observação, o Porta-Bandeira mantém a Bandeira Nacional na posição vertical; sob nenhuma hipótese a Bandeira se inclina para a frente; o Orador não nota na Bandeira.
  2. Para o canto do Hino à Bandeira procede-se da seguinte forma: o Porta-Bandeira, no mesmo lugar em que fora feita a saudação, volta-se agora de frente para o Ocidente e assim se dá o canto da primeira e última estrofes do Hino à Bandeira. Concluído o canto, o Porta-Bandeira, da mesma forma que a conduziu na entrada, imediatamente conduz Pavilhão em retirada pela Coluna do Sul, escoltado pela Guarda de Honra. A comissão de recepção abate espadas.
T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BRUNO COVAS

BRUNO COVAS LOPES (Santos,1980 – São Paulo, 2021). Advogado, economista e político brasileiro. Foi prefeito da cidade de São Paulo entre 6 de abril de 2018 e 16 de maio de 2021. Eleito deputado federal em 2010, destacou-se como relator do Marco Civil da Internet. Em 2015, assumiu a Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo, promovendo políticas sustentáveis. Eleito prefeito de São Paulo em 2018 e reeleito em 2020, liderou ações como o programa "São Paulo Capital Solidária" durante a pandemia, a revitalização de áreas públicas e a expansão do Bilhete Único. Mesmo enfrentando um câncer, manteve uma gestão técnica e transparente, deixando um legado de inovação e dedicação à cidade.

INICIAÇÃO MAÇÔNICA: 2005.
Loja: Lautaro n° 2642, São Paulo SP (GOB).
Idade que foi iniciado: 25 anos.
Oriente Eterno: Faleceu aos 41 anos de idade em decorrência de um câncer no aparelho digestivo.

Fonte: https://famososmacons.blogspot.com

A PRÁTICA DA HUMILDADE

A prática da humildade, associada ao despojamento do orgulho, do egoísmo e da vaidade, é um grande exercício para o aprimoramento moral do homem.

Os homens que se acham superiores aos demais, também acreditam que o GADU deveria lhes conceder privilégios e condições especiais. Esquecem-se que Ele é pai de todas as criaturas, que faz nascer o sol sobre os bons e os maus, e faz cair Sua chuva sobre justos e injustos.

O maçon deve ser humilde, e essa virtude deve lhe oportunizar olhar para todos os seres humanos como seus verdadeiros irmãos. Por ser um homem de bem, deve estar asserenado pela certeza de que todas as pessoas são interessantes e dignas de respeito.

Por isso, o humilde não discrimina, nem maltrata; muito menos tece comentários destrutivos aos seus irmãos. É sempre o mesmo em todas as ocasiões. Se está em situação desconfortável, conserva-se tranquilo e não se sente inferiorizado, pois conhece suas potencialidades. Se vive em condições confortáveis, busca vivenciar a solidariedade, a fraternidade, a alegria, o bom humor e a tolerância.

A.D

Fonte: Facebook_Pedreiros Livres

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

NA ORDEM DO DIA OU NO TEMPO DE ESTUDOS?

Em 16.07.2025 o Respeitável Irmão João Evangelista Minari, Loja Fraternidade da Pedra Joseense, 4012, REAA, GOB-SP, Oriente de São José dos Campos, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos para o seguinte:

NA ORDEM DO DIA

No ritual de Aprendiz – REAA – 2024 – na página 64, no que se refere aos assuntos a serem incluídos na Ordem do Dia, entendo que estão, também, todos os trabalhos maçônicos produzidos pelos Irmãos Aprendizes e colocados no saco de propostas e informações. E, entendo, que nesse espaço da Ordem do Dia é que devam fazer suas apresentações, careçam esses trabalhos de votação ou não.

Entendo assim, partindo de duas premissas: 1ª, - que todos os trabalhos maçônicos produzidos pelos AApr∴, comportem ou não votação, embora mereçam comentários, têm o objetivo precípuo de buscar o aumento de salário. 2ª, que os AApr∴, em assuntos maçônicos, ainda não estão habilitados a ministrar ensinamentos no espaço do “TEMPO DE ESTUDOS”.

Tenho encontrado severas divergências a esse meu entendimento. Tanto em minha Loja, como na maioria das que visito, mas sempre sob o argumento de que: “SEMPRE OS APRENDIZES APRESENTARAM SEUS TRABALHOS MAÇÔNICOS NO TEMPO DE ESTUDOS”.

Já, pelo que está exposto na página 76 do ritual em comento, entendo não caber nesse espaço - “TEMPO DE ESTUDOS” - trabalhos maçônicos da lavra de AApr∴.

Então Venerável Ir∴ e Mestre Pedro Juk, por favor, com as luzes de sua sabedoria, me oriente: Devo abandonar o meu entendimento a respeito do que está escrito na página 64 do Ritual de Apr∴ Maçom – REAA – 2024? Ou o Ir∴tem mais algum argumento sobre o qual eu possa sustentar melhor o meu entendimento?

CONSIDERAÇÕES:

Apresentação de peças de arquitetura não ocorrem na Ordem do Dia. A peça de arquitetura (trabalho) que vise aumento de salário será entregue, para a devida análise, à Comissão de Admissão e Graus da Loja (procedimento constante do RGF).

Se o parecer da Comissão for favorável, a Loja, através do respectivo instrutor, providenciará um questionário para que o candidato seja oralmente sabatinado, devendo essa sabatina ocorrer na Ordem do Dia, à vista de que sobre ela haverá votação nominal, se pelo prosseguimento, ou não, do processo para aumento de salário (todas estas orientações se encontram nos Artigos 35 e 36 do RGF).

Observe-se que a primeira etapa do processo é o trabalho que será entregue para análise e parecer da Comissão de Admissão e Grau da Loja. Só depois disso é que haverá a sabatina.

Necessariamente, o trabalho visando aumento de salário não precisa ser lido em Loja, mas entregue à Comissão que dará parecer por escrito. Se depois do parecer da Comissão, a Loja achar conveniente que o trabalho seja apresentado em uma sessão, ele poderá ser apresentado no período do Tempo de Estudos, e não na Ordem do Dia, já que sobre este trabalho não está prevista nenhuma votação. Votação nominal somente se dará após ter sido o Candidato sabatinado pelo questionário.

À vista disto, os trabalhos (peças de arquitetura), sejam eles para aumento de salário ou como peças de instrução, devem ser apresentados em Loja no Tempo de Estudos, nunca na Ordem do Dia.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O MAÇOM CRÍTICO

Em toda Loja Maçônica, com o tempo, acaba se destacando um tipo peculiar de irmão: o que critica constantemente os outros. Sempre com um comentário pronto, uma observação mordaz ou uma "sugestão" disfarçada de repreensão, ele parece mais atento às falhas alheias do que ao próprio progresso interior.

Esse comportamento, embora comum, fere o espírito da Maçonaria. A crítica, quando não é construtiva nem fraterna, torna-se um veneno silencioso que corrói a harmonia do Templo e desestimula o trabalho coletivo. Aquele que se julga mais instruído, mais experiente ou mais "regular" que os demais, muitas vezes esquece que todos são aprendizes da arte de viver com retidão.

O verdadeiro iniciado compreende que cada Irmão está em seu próprio grau de lapidação. O que hoje parece falha, amanhã pode ser superado com orientação, paciência e bons exemplos. Mas o maçom que se entrega ao hábito da crítica vazia mostra, na prática, que ainda não dominou o primeiro passo da jornada: o silêncio.

Há também aqueles que usam a crítica como forma de se destacar, de se impor ou de alimentar a própria vaidade. Porém, na Maçonaria, o orgulho não é virtude — é obstáculo. O templo interior não se constrói com palavras duras, mas com ações discretas, com auxílio sincero e com o exemplo silencioso da disciplina.

A crítica justa, quando necessária, deve ser feita com Fraternidade, em tempo oportuno e com o objetivo de elevar, jamais de humilhar. Quando um irmão erra, o dever do outro não é apontar o dedo, mas estender a mão. Isso é Maçonaria em essência.

O maçom que vive julgando seus Irmãos talvez precise, antes de tudo, julgar a si mesmo com mais honestidade. Afinal, quem tem a pedra bruta perfeitamente polida?

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

RELAÇÕES INSTITUCIONAIS E DOCÊNCIA MAÇÔNICA

Ir.·. Fábio Böckmann Schneider

Partimos de três premissas ao introduzir o tema: a Primeira é a adoção de programas oficiais pelas Potências Maçônicas, no sentido de harmonizar a aprendizagem e o ensino da história, doutrina, filosofia, ritualística, esoterismo e simbolismo existentes na Ordem Maçônica. Impende referir a máxima Maçônica que pretende “tornar feliz a humanidade”; por meio do pressuposto da mudança da sociedade para melhor, sendo esta a segunda premissa, aperfeiçoando-a e promovendo as condições para a evolução progressiva e pacífica de toda a pessoa humana, tarefa da mais alta magnitude. A terceira premissa pressupõe que o conhecimento maçônico é um instrumental que possui valores universais, induzindo a busca dos elevados objetivos pretendidos pela instituição Maçonaria.

As premissas em nível introdutório podem ser combinadas com aspectos fundamentais da Instituição Maçônica, tais como a manutenção do segredo em relação aos toques, sinais e palavras, o livre pensar de cada maçom e a união e fraternidade maçônica.

Não há de nossa parte qualquer pretensão no sentido de propor um programa de docência maçônica que impeça a união e a fraternidade maçônica, muito menos a revelação dos segredos ou qualquer impedimento ao livre arbítrio e pensar de cada irmão.

Infelizmente, é bastante comum a insuficiência na aprendizagem e no ensino do conhecimento maçônico, por vezes inexistindo a docência. A simples leitura das instruções e a repetição de práticas simbólicas não podem ser consideradas uma docência.

Desde já, referimos a existência de Potências e/ou Lojas Maçônicas que possuem metodologia, didática e fiscalização do estudo do conhecimento maçônico, mas também existem Potências e/ou Lojas Maçônicas que não adotam sistematização do estudo Maçônico.

Ao desenvolver o tema, insere-se a variável das relações institucionais, haja vista a existência da soberania de cada Potência no âmbito de sua jurisdição e a autonomia de cada Loja Maçônica no que diz respeito à sua administração. Importante referir a existência de questões sensíveis a esses aspectos, em face das relações de poder, que inclusive contribuíram para as cisões hoje existentes na Maçonaria.

Atualmente, esse aspecto tem sido tratado de forma mais condizente com os princípios de tolerância e fraternidade. O Estado de Rio Grande do Sul, por exemplo, tem demonstrado os bons resultados do Tratado de União, Recíproca Amizade, Fraternal Convivência e Estreita Colaboração e Mútuo Socorro entre as três Potências (firmado em 08 de dezembro de 1998) regulares com fundamento nas suas Cartas Constitutivas, que permitem a expressão da Maçonaria Unida.

Havendo este gesto de união entre as Potências, é possível vislumbrar novas possibilidades, dentre elas o estudo do conhecimento Maçônico. Havendo a proposição, antes é necessário discorrer a respeito de algumas dificuldades a serem superadas na eventualidade da adoção de uma metodologia e didática para ministrar o conhecimento Maçônico, além da formação de ministradores deste conteúdo. Podemos sintetizar em três mais relevantes: a adoção de metodologia e didática unificada, a peculiaridade e especialidade do conhecimento Maçônico, combinada com as variadas formas de rito e tradição de cada Loja e Potência, e a grande heterogeneidade da formação educacional e cultural do quadro de Irmãos.

Felizmente, não existem soluções imediatas e definiti-vas para a problemática, pois se existissem seriam baseadas na imposição e no autoritarismo. Existe a necessidade da construção das alternativas para a superação dos entraves ao processo. Por outro lado, é possível utilizar os conhe-cimentos e métodos do mundo profano combinados com a tradição e experiência Maçônica na busca de ações e meios para atingir os objetivos pretendidos: as três pre-missas referidas na introdução, a adoção de programas de docência e formação de ministradores do conhecimento maçônico pelas Potências Maçônicas, no escopo de tornar feliz a humanidade por meio da transformação baseada neste conhecimento.

Na proposição de idéias, ações e procedimentos são ínsitos os riscos da incompreensível e/ou resistência das Instituições e pessoas que as constituem por razões diversas – faz parte das relações humanas e da pretendida evolução baseada na mudança e aperfeiçoamento. Existem valores, preceitos fundamentais valiosos que podem servir de instrumental poderoso na superação dos entraves e na sedimentação de uma cooperação ainda maior entre as Potências Maçônicas de todos universo. Dentre eles, a harmonia combinada com a busca do conhecimento com qualidade e responsabilidade.

A harmonização de procedimentos e ações, sem descurar da indispensável organização e estruturação do conhecimento Maçônico é um caminho factível a ser construído entre as Potências Maçônicas. A adoção de padrões de qualidade no que tange à metodologia e à didática na transmissão do conhecimento Maçônico, combinados com a devida avaliação dos aprendizes e dos ministrantes que podem ser preparados e aperfeiçoados em cursos regulares para melhoria do sistema como um todo.

A responsabilidade do futuro da Maçonaria está no alcance dos seus dirigentes, depende de seus atos e as diretrizes das Instituições repercutem de forma determinante em seus subordinados/associados. Não será diferente em relação ao conhecimento maçônico.

As Academias de Letras Maçônicas, sejam Estaduais, Regionais ou Nacional, podem contribuir de forma decisiva para a discussão e enfrentamento da problemática. Poucos podem propor políticas de alcance geral, e menos pessoas ainda detêm o poder para implementá-las.

Não descurando das dificuldades do debate proposto, nem tampouco minimizando a sua complexidade, acreditamos que independente do momento mais adequado para a proposição de medidas efetivas, tais como a criação de comissões de estudo vinculadas às Potências ou à definição de cronogramas e competências para o debate em torno das relações institucionais e docência maçônica, é necessário dar o primeiro passo.

Ao concluir, é possível afirmar que cada ação no sentido da implementação do processo de aprimoramento e harmonização da docência maçônica em si é auspiciosa. Haja vista estar em consonância com os fundamentos basilares da Maçonaria Universal, que contribui para um melhor conhecimento de nossas Instituições, pode propiciar uma cooperação ainda maior e mais qualificada entre as Instituições e os Irmãos como um todo.

Essencialmente, ainda pode colaborar para a evolução da Ordem com mais e melhor conhecimento em prol da consolidação da cultura Maçônica e em benefício de toda a sociedade.

Fonte: JBNews - Informativo nº 293 - 17.06.2011

domingo, 28 de dezembro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

ESPADA

Em 16.07.2025 o Respeitável Irmão Thadeu Ortona, Loja Marquês de Pombal, 1220, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a seguinte questão

ESPADA

Peço licença ao querido Irmão para fazer mais um questionamento, dessa vez relacionado ao Ir∴ Cobridor Interno:

Em nosso Ritual, notei que é destacado que o Ir∴ Cobridor apenas fica com a espada em mãos
quando dos atos de cumprimento de função.

Sendo assim, entendo que o Ir∴ Cobridor Interno deverá deixar a espada em uma espécie de bainha ou pendurada em sua cadeira pelo tempo em que não estiver em função, ou seja, quando estivermos à Ordem, quando ele pedir a palavra, quando abrir ou fechar o livro da lei, etc. Está correto tal entendimento?

Pergunto, pois vejo diversos irmãos com a espada em mãos o tempo todo da sessão.

CONSIDERAÇÕES:

Sobre o uso da espada, recomenda-se seguir as três observações que constam na página 47 do Ritual de Aprendiz, REAA, 2024.

Outrossim, não é atitude correta empunhar a espada quando não se estiver em cumprimento do ofício. 

Nessa condição, o Cobr∴ Int∴ deve deixar a espada presa no dispositivo fixado na faixa de Mestre, ou no dispositivo que geralmente vai colocado atrás do espaldar da cadeira.

Os que assim não procedem estão desrespeitando o previsto no ritual. 

Cabe ao Guarda da Lei exigir o cumprimento deste.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

CIVISMO

O civismo é o respeito à pátria, nela compreendida a autoridade que a administra. Os maçons "juram" fidelidade à pátria e aos governos legitimamente instalados.

A maçonaria cultiva o civismo, comemorando as datas históricas pátrias, a bandeira, o escudo e os vultos que se destacaram.

Apesar de a maçonaria ter caráter universal, pátrias sem fronteiras, o culto à pátria onde tem sua sede lhe é sagrado; qualquer evento histórico maior terá sempre a inspirá-lo, seja como maçom individual, seja como instituição.

Contudo, não bastam as festividades; é preciso tomar parte nos eventos do dia-a-dia, prestar auxílio aos necessitados, tudo empreender para que os governos administrem com justiça e eqüidade.

Orientar a própria família, para que os filhos possam ser cidadãos leais; instruir-se para conhecer os hinos patrióticos, os feitos de nossos heróis.

Participar nas discussões preliminares que culminam em leis, enfim, participar com o seu voto para que haja democracia.

O maçom, antes de tudo, é um democrata.

Luta para manter essa democracia que lhe garante a liberdade de reunião e de pensamento.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 95.

USANDO O ESQUADRO E O COMPASSO

No alvorecer da Iniciação, o Neófito depara-se com os Instrumentos Sagrados: o Esquadro e o Compasso. Eles não são meras ferramentas de desenho ou construção; são os faróis gêmeos que iluminam o caminho da Perfeição, a bússola moral do Maçom. Juntos, eles formam a divisa da Ordem: Justiça e Perfeição.

O Esquadro é a representação da Matéria e da Retidão. Seus braços fixos, a 90 graus, simbolizam a implacável exigência da Lei Moral e da Conduta Justa. É o instrumento que mede e verifica, que garante que a Pedra Bruta seja desbastada segundo o padrão inalterável da Verdade. Usar o Esquadro é alinhar a própria vida, o pensamento e a ação à Lei Eterna, construindo um caráter sólido, incorruptível e justo. É a regra que limita o excesso, que rege a conduta do Homem no mundo profano.

O Compasso, por sua vez, é a imagem do Espírito e da Espiritualidade. Suas hastes móveis representam a capacidade humana de expansão do conhecimento e da consciência, mas também a necessidade de impor limites. Ele traça o Círculo Sagrado em cujo centro está o Maçom e o Ponto Central da Criação, o Grande Arquiteto do Universo. O Compasso nos ensina a circunscrever nossas paixões e desejos dentro dos limites estritos do dever, protegendo-nos do caos do mundo externo.

O poder reside na sua União. No entrelaçamento do Esquadro (a Terra, o limite) com o Compasso (o Céu, o Infinito), encontramos a fórmula para o equilíbrio do Homem. A Maçonaria exige que o Maçom não se perca nem na matéria cega, nem no sonho abstrato.

* O Esquadro nos lembra de sermos justos com os Homens.

* O Compasso nos lembra de sermos perfeitos com o Criador e conosco mesmos.

É pela medição do Esquadro que a obra é sólida, e pela abertura do Compasso que a alma atinge seu máximo potencial de Luz. O Maçom que verdadeiramente vive a sua Arte não só carrega esses símbolos no avental, mas os tem gravados no centro do seu Ser, usando-os a cada instante para traçar um caminho de honra, equilíbrio e constante aperfeiçoamento. A única medida que importa é aquela que, ao final, nos permite dizer: "Minha vida está no Esquadro, e minhas paixões estão contidas pelo Compasso."

Fonte: https://www.facebook.com/Federacaomaconicasp

sábado, 27 de dezembro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

SENTADO OU EM PÉ

Em 16/07/2025 o Respeitável Irmão Marcelo Schuk, Loja Venâncio Aires II, 2369, REAA, GOB-RS, Oriente de Venâncio Aires, Estado do Rio Grande do Sul, faz a seguinte pergunta:

SENTADO OU EM PÉ

Assumi como Secretario há poucos dias e uma dúvida que surge: no nosso rito REAA qual a postura do Secretário ao ler a ata? Se colocar de Pé e a Ordem? Enquanto o Mestre de Cerimônias recolhe as assinaturas?

CONSIDERAÇÕES:

No decurso da apreciação da Ata pelo Ir∴ Secr∴, o mesmo faz a leitura sentado e do seu lugar de ofício, tal como se encontra previsto no ritual vigente.

No que diz respeito à condução do livro de atas para as devidas assinaturas, o M∴ de CCer∴ é o oficial encarregado de conduzi-lo.

Durante essa atividade, exceto o condutor do livro, todos os demais IIr∴permanecem sentados. 

Mediante a abordagem do M∴ de CCer∴, o Secr∴, o Ven∴ Mestre e o Orad∴, não o recebem à Ord∴.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS

FAZER E PRATICAR

M∴M∴ Estelio Guimarães Cavalcante

Boa tarde, meus Grandes Manos!

O Maçom sabe, que a Maçonaria está precisando urgentemente de movimento, de ação, de mobilização.
Pois atualmente só estamos "fazendo" Maçonaria dento dos Templos. Precisamos voltar a "praticar", a Maçonaria, e isso só se faz, "fora dos Templos".

Precisamos voltar às nossas ações, engajar todos os membros da Ordem Maçônica, em atividades e projetos internos, e "principalmente externos", visando o aprimoramento pessoal, e o fortalecimento da fraternidade através de nossas contribuições para a melhoria da sociedade.

Eventos para fazer o bem ao próximo, são ótimos, principalmente se vierem acompanhados de compromisso.

Entendam meus irmãos, que são as nossas atitudes, são as nossas ações perante a sociedade, "como Maçons que somos", que falam por nós. São justamente elas, que irão dizer quem somos, e a que viemos.

Em resumo, meus amados irmãos, ao invés de se aborrecer, por se recusar a escutar certas verdades, procuremos "valorizar" quem aponta o que pode ser melhorado, pois é nesse terreno fértil de questionamentos que floresce o verdadeiro progresso. No nosso caso, o progresso da Sublime Ordem Maçônica.

A consciência do quanto fazer o bem faz bem, é o que o torna real. E a ignorância disso, é o que gera o mal.

Fazer o bem, faz bem!

O bem vai, o bem vem!

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

USO DO BALANDRAU E BANCO DOS APRENDIZES

Em 16.07.2025 o Respeitável Irmão Linderberque Pereira Silva, Loja União Palmeirense, 1454, REAA, GOB-AL, Oriente de Palmeira dos Índios, Estado de Alagoas, apresenta as dúvidas seguintes:

BALANDRAU E BANCO DOS APRENDIZES

Venho por meio deste, pedir-lhe algumas orientações quanto ao uso do Balandrau e do banco dos Aprendizes, no REAA e lojas do Grande Oriente do Brasil, pois, surgiu-se algumas dúvidas no tocante a estes dois temas e gostaria da opinião do sábio irmão. Encontrei alguns comentários do Irmão na Internet, sobre o uso do balandrau e resolvi vim até aqui com a finalidade de obter mais esse ensinamento. Diante deste contexto, gostaria de formular algumas perguntas:

É possível e/ou prudente o uso do balandrau por aprendizes e companheiros maçons?

É possível e/ou prudente o uso do balandrau em todas as reuniões por um mestre maçom ou o uso do balandrau no REAA e Lojas Finalizadas ao GOB, deve ser usado em uma eventualidade? 

Existe alguma proibição do banco dos aprendizes serem encaixados entre duas colunas do zodíaco e com acolchoado no assento e fixado na parede entre essas mesmas colunas do zodíaco? Ou o banco dos aprendizes deve ser postado sem encosto algum na frente das colunas do zodíaco, sem acolchoado no assento e/ou no encosto?

CONSIDERAÇÕES:

No tocante ao uso do Balandrau no REAA/GOB.

  1. Aprendizes, Companheiros e Mestres Maçons podem usar Balandrau em todas as sessões ordinárias nas Lojas que praticam o REAA;
  2. Não se trata de uso eventual. O ritual vigente é bem claro quando menciona que o uso do Balandrau é traje maçônico nas sessões ordinárias, tanto de Aprendizes, Companheiros e Mestres;
  3. No REAA, o balandrau é admitido desde que seja preto, talar (até os calcanhares), fechado até o colarinho e com mangas compridas. Não deve nele existir qualquer tipo de inscrição ou estampa. Deve ser usado com calça, sapato e meias pretas. Não se admite o uso de tênis, seja ele de qualquer cor, nem com terno, nem com balandrau.
  4. Nas sessões Magnas o uso do balandrau não é admitido, seja ela de Aprendiz, Companheiro e Mestre;
  5. Nas sessões Magnas o Maçom do REAA estará trajado conforme prevê o Ritual, sendo o terno preto ou azul marinho, camisa branca, gravata preta, lisa e convencional, meias e sapatos pretos.
  6. Vide a página 33 do ritual de Aprendiz, 2024, do REAA - 1.5 Dos Títulos, Joias e Trajes – esta informação é extensiva aos três graus simbólicos (Aprendiz, Companheiro e Mestre).

No tocante ao banco dos Aprendizes e dos Componheiros:

  1. Os assentos para os Aprendizes podem ficar intercalados (encaixados) entre as Colunas Zodiacais fixadas na parede Norte do Templo;
  2. Não só podem, como devem ter encostos e acentos (almofadados, estofados);
  3. Como os demais assentos, os dos Aprendizes devem ser confortáveis. Esta mesma regra se aplica para os assentos dos Companheiros, só que juntos à parede Sul.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

TEMPERANÇA - SERENIDADE - EQUILÍBRIO

A primeira coisa a entender é que a temperança, a justiça, prudência e força, faça as virtudes morais, que devem o nome ao norte são moralmente adequado para o homem que busca a sabedoria. Portanto, essas virtudes são também chamados, as virtudes cardeais, porque marcam um caminho a seguir arquetípica.

Em particular, a temperança é de suma importância, como é o homem que mantém o equilíbrio na sua luta contra as paixões e desejos. É através do homem temperança concentra-se e deriva para a parte inferior das paixões. Por temperança o homem adquire um tom certo em suas ações diárias e mantém a vibração condizente com a do universo, harmonizando bem com isso.

"sophrosyne", como lemos em grego ou em latim"temperantia luxurioso "apetite controles e consiste essencialmente em moderar os prazeres sensoriais em obediência às exigências da razão direito, como Platão explica em" A República "e Aristóteles em sua " Ética a Nicômaco ". St. Thomas escreve na " Summa Theologica ": Temperança significa moderação, que é principalmente para regular as paixões que tendem a mercadorias sensíveis, indiretamente regulando as dores e sofrimentos que resultam da ausência desses prazeres. A pessoa temperante, é, portanto, que procura resistir à atração das paixões e prazeres, especialmente sensuais, quando se tornam excessivas.

O aço macio, é nada mais do que um processo em que, acrescenta materiais com características específicas que aumentam a sua dureza de ferro e aumentar a sua flexibilidade de modo que o material resultante na liga tem as características desejáveis ​​para vai usar mais tarde. Da mesma forma, a temperança no homem é construído a partir da mesma perspectiva. Assim, a temperança não é sinônimo de repressão, mas sim a incorporação de ser, de características desejáveis ​​que ajudam na construção de seu templo moral.

Temperança tem sua origem na palavra " temperança ", de modo que não tem nada a ver com a palavra templo, mas sim, com a temperatura, sendo esta de tal forma que é algo que é temperada em um meio entre quente e frio, conseguindo assim um ponto de equilíbrio que melhor explora as características de cada um dos componentes que o compõem, manter a coesão entre eles, resultando em uma posição forte e seguro, sendo de modo que a temperança é desejável no homem.

Temperança no homem que busca o conhecimento é necessário, ele limita sua impulsiva e coloca-lo para agir sempre como uma conseqüência do pensamento e da acção decisiva nesse sentido.Comumente cometem o erro de pensar que um homem com espírito pouco é um homem de pouco valor e, portanto, relacionar a falta de extinção, pelo menos, covardia ou falta de valor. No entanto, o estranho homem de ação e não suficientemente pensada, é também um homem sem têmpera. Então isso não desencadear quando ele deve ou corridas e covardes, não é o único templo que está faltando, também não têm resistência para aquele que toma uma ação corajosa é desproporcionada e sem considerar as conseqüências de suas ações, de modo que o temperamento e temperança tem muito a ver com a mediação da mente para controlar as paixões e desejos. O homem temperante é aquele cuja mente é capaz de dominar o músculo e controlar suas ações, para operar em uma, proporcional e coerente com o desejo ea paixão, sem ser excessivo, que são os motivadores mais comuns.

A relevância da temperança que esta virtude se torna focada e, portanto, coloca os pensamentos de imparcialidade virtuoso, o que o homem de espírito também tende a ser justo e sábio como suas ações são sempre proporcional e adequada à circunstância, e isso conseqüentemente leva a força moral, o homem que o possui. Assim, temperança é uma virtude, que como os outros, não age sozinho, mas, pelo contrário, incentiva e promove a prática das outras três virtudes cardeais. Não admira que o homem comum, instintivamente, sugere a calma antes da circunstância adversa, dá a oportunidade de avaliar para tomar a decisão mais conveniente, portanto, calma constitui o primeiro passo para a temperança.

Do acima exposto, surge a pergunta O que precisa se acalmar? ea resposta parece claro para nós, quando nós olhamos como diferentes culturas, diferentes métodos tentar acalmar o espírito, através da meditação, entre outros exercícios, como a sede de conhecimento como o principal inimigo de calma é precisamente a ansiedade e dúvida. Quem está ansioso para alcançar a meta não pode ser calmo, como ele certamente não tem nenhuma chance de ser calma, sua mente está em constante questão sem resposta.

O homem comum que quer atingir o estado virtuoso, tem de uma forma que a moderação ainda ajuda você a praticar as virtudes cardeais e outros o caminho é conseguir a temperança, não é outro senão a prática de calma, educar-se completamente e combater a ansiedade, a duvidar de sua ter ido, e pode ser colocado de forma segura no balanço, concentrando as suas atividades diárias.

Uma ferramenta essencial para a calma e moderação, é o silêncio, por isso, quase todas as ordens iniciáticas, a pedido ou exigir que seus aprendizes, como o estado de silêncio impede a vibração da voz perturba ou provoca interferências com o sentido da audição, que é importante quando você quer receber a transmissão flui do professor para o aluno. 

O homem comum tem em seus cinco sentidos, as fontes de que o contato com o mundo, e é por isso que a conciliação é equivalente a organizar para a coleção. 

Assim, com sua voz e da fala, parece que é uma expressão de agitação interna, como ela sempre segue a idéia, que tem sido na mente e, portanto, o ruído que ela produz é apenas um espelho ruído interior a ser produzido em si mesmo equivale a apaziguar fechar a porta e, assim, impede a expressão de idéias para o mundo de dentro para fora imaturo.


Certamente o leitor sentidos e, em geral, para apaziguar os sentidos promove a calma e, assim, o exercício da temperança, já que, como com a fala, os sentidos são uma manifestação de nossas paixões e desejos interiores, de modo práticas de controle dos mesmos, é essencial para a têmpera amadurece em ser. 

Por analogia, olhar para as águas de um mar interior, são clamadas e tranquilos, banhar-se nelas é um ambiente descontraído e confortável, enquanto as praias de frente para o mar aberto, com ondas fortes e ressacas que tornam a experiência de banhar-se em eles, mas uma aventura quase incerto e um risco, uma experiência tranquila. 

Se o nosso ser é calmo e relaxado conteúdo não, a incerteza assaltos, enquanto que se essa tranqüilidade turbulento e muito animado, cheio de dúvidas e encontra, suas ações são sempre o produto de dúvida e pensativo em vez de ações e produtos reflexão será mais como uma reação ou impulso, sem rédea, que irá medir o seu impacto depois e não antes.

A representação simbólica da temperança mais comum e disseminada é uma menina ou um anjo andrógino no ato de passagem de água de um recipiente para outro, embora também haja representações em que a mulher ou anjo segurando uma ampulheta. Também parece representar a água para receber os recipientes como um recipiente de vinho, que é uma alegoria clara de mitigação ou diminuição do que é muito interessante para representar a necessidade de dominar certos instintos que, por virtude da equilíbrio.


De particular interesse é a representação iconográfica que aparece no Tarot de Alessandro Sforza. Uma mulher nua sentada na parte de trás de um cervo, virando as costas para a cabeça do animal. Com a mão direita jogando água de um copo, largando o líquido em seu sexo, que cobre a mão esquerda. O copo não é muito clara, tendo sido impressa com soco, juntamente com outros elementos decorativos. Esta é a representação de uma fábula sobre os deuses antigos, utilizados como instrução moral, de acordo com a prática típica do tempo.

Nos tempos medievais, o papel dos " velhos deuses "foi dirigido ao invés de representar uma filosofia moral, como indicado pelos estudos de Jean Seznec em sua" sobrevivência dos antigos deuses "eo trabalho do século XI, com o nome de " Philosophia moralis ", por Ildeberto de Lavardin, Bispo de Tours, onde você pode ver numerosos exemplos extraídos da interpretação alegórica dos poetas pagãos e da Bíblia. Essa mitologia também tendem a fundir-se com a teologia. A partir do século XII, as alegorias assumem o papel de veículo universal para todas as manifestações religiosas. Assim, Alexander Neckham liga-se aos deuses do paganismo com as virtudes que levam a Santo Agostinho como a revelação cristã. Isso mostra que o pagão politeísmo arcano ensinamentos esconde-se inacessível ao vulgar.

Como entender Christian Temperance tem a tarefa de domar principalmente sensualidade, prazeres carnais, e, portanto, entre as virtudes relacionadas a ela é a castidade. O mito da deusa Diana relacionado com a caça, que anualmente renovada a sua virgindade banhando-se nas fontes sagradas. A Deusa raiva transforma Acteon num veado porque este está assistindo e desejos. O veado, por sua vez é um animal directamente relacionado com o mito de Diana, para isso, sendo a deusa da caça, é chamado de " elafébolos "ou jogando flechas para o cervo, além disso, este animal é considerado, o animal símbolo da mansidão. No bestiário da Toscana ", della natura degli animali livro , "um tratado medieval moralizante é contado como o veado poderia matar e depois comer cobras, liberando o veneno ingerido pela ingestão de água pura.

No mito, Diana é uma deusa sempre virgem: seu ritual constante é o gesto de alcançar e despejar água, um elemento de regeneração e purificação. Diana encontra sua purificação ritual não é para amortecer o ardor possível (uma vez que a deusa virgem sempre), mas porque jogar água em sua " água "(sexo, como um recipiente conectado ao líquido) contatos as energias dos dois água, renovando a sua pureza virginal. Isso pressupõe uma Diana moral quando Actéon substitui símbolo da tentação, e torna-se dócil e manso eo homem devem apresentar os seus próprios instintos, mantendo-se casto e recebendo a água redentora da temperança.

Outra representação da temperança, encontrar uma mulher segurando uma ampulheta, onde parte da areia está ainda na lâmpada acima do relógio e outro na parte inferior do bulbo, em referência ao tempo, é uma fator no desenvolvimento da temperança no homem, portanto, uma indicação de que a mudança é constante no trabalho de encontrar esta virtude cardeal.

Encontramo-lo representado como um anjo alado, andrógino no tarô, o que torna o trabalho de passagem de água de um jarro para outro. Nesta representação, como em todas as representações arquetípicas do tarot, encontrar uma imagem cheia de simbolismo, que é importante, postura corporal, bem como o ambiente que o rodeia, o vestido e os símbolos que adornam a imagem. A totalidade da carta é uma mensagem que o espectador deve tentar interpretar.

Temperança, então, é se adaptar às circunstâncias, é a fluir, em certa medida com o universo.Quando chegamos nesta vida fazemos áspero. Temperança é o caminho da pureza, o processo permanente de compreender e melhorar, até que foram polidas. A água é um elemento de purificação, a água é um símbolo cosmogônico de pureza, a limpeza, os rituais de purificação usados ​​em quase qualquer cultura, e é uma das ferramentas mais antigos rituais usados ​​pelo homem, além de ser um dos elementos principais que formam o mundo.

Fonte: https://masoneriaysimbolismo.blogspot.com