1. Introdução
Meus amados irmãos.
O verdadeiro Templo que cada maçom deve edificar não está nas pedras, nos títulos ou nas formalidades, mas na consciência desperta e na conduta digna. A Maçonaria, como escola de sabedoria e virtude, não impõe dogmas, mas aponta caminhos, e entre os mais importantes, está o domínio de si mesmo.
"A razão governante em cada um de nós é senhora de nossos assuntos. Se esse não fosse o caso, o mal em uma outra pessoa poderia se tornar meu problema, e Deus não pretendeu que outra pessoa controlasse meu infortúnio."
Essa máxima nos convoca a um entendimento profundo: cada um de nós é responsável por si, por sua própria conduta, pensamentos e atitudes.
2. A Liberdade de um Povo e a Liberdade do Maçom
Diz-se que o fundamento de um país livre é o respeito ao limite entre a liberdade de um e o espaço vital do outro. Em Loja, não é diferente.
A Liberdade, um dos três pilares da Maçonaria, não é um passaporte para a arbitrariedade, mas sim um chamado à responsabilidade. Ser livre é governar a si mesmo com justiça e sabedoria, e permitir que o outro também o faça.
Quando um Irmão age de modo que sua "liberdade" se sobreponha ao espaço moral ou emocional do outro, ele deixa de ser um maçom e passa a ser um tirano, mesmo que disfarçado em palavras doces ou cargos altos.
3. O Julgamento e o Respeito
Na convivência maçônica, somos constantemente convidados à prática da tolerância. Isso não significa compactuar com o erro, mas compreender os caminhos do outro, sem desejar ser senhor da sua consciência.
Pergunto aos Irmãos:
Somos capazes de respeitar os caminhos e escolhas de nossos Irmãos, mesmo quando deles discordamos?
Conseguimos confiar que a retificação interior, que todos buscamos, é um processo individual e gradual?
Ou ainda insistimos em impor nossa razão como medida universal?
4. Construir sem invadir
Na construção do Templo Interior, há uma regra silenciosa: não se ergue um pilar derrubando outro.
É preciso:
Lutar pelo aperfeiçoamento pessoal.
Respeitar o tempo e os métodos do outro.
Confiar que cada Irmão, por mais obscuro que pareça seu momento, tem em si a centelha da Luz.
O mal que o outro comete não deve se tornar meu desequilíbrio, pois sou senhor do meu domínio, e disso prestarei contas ao G.A.D.U.
5. Conclusão: Um Código de Ética Interna
Meus Irmãos.
Esta instrução é um convite à responsabilidade e à humildade. A Maçonaria nos chama à introspecção, ao silêncio diante do erro alheio, à coragem de corrigir apenas aquilo que está sob nosso domínio: nós mesmos.
Que saibamos governar nossos impulsos.
Que respeitemos a liberdade de nossos Irmãos.
E que nossa Loja seja, antes de tudo, um espaço sagrado de retificação interior, não de vigilância mútua, mas de amor fraternal e autodomínio.
Se o outro erra, retifico-me.
Se o outro se perde, eu me encontro.
E se o outro não muda, sigo, confiante, na lapidação da minha própria pedra.
Assim é, assim seja.
Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro
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