“O que seria de uma família onde um irmão vê o outro cair e não o ajuda a levantar? Que ORDEM queremos construir: a dos rituais apenas ou a das ações verdadeiras?”
Se nossa Ordem fosse uma mãe viva, como nos ensinam os símbolos que nos remetem ao princípio materno da Sabedoria, ela olharia para nós como filhos e se entristeceria profundamente ao ver irmãos que não se ajudam, que se espreitam com inveja, que se sabotam silenciosamente e que se recusam a estender a mão uns aos outros.
A Ordem não é um salão de festas, nem um clube de vaidades. É uma Escola de Virtudes, uma forja de Homens Novos, uma família espiritual que tem como meta transformar o bruto em lapidado, o egoísta em fraterno, o mesquinho em generoso.
Ser irmão não é apenas sentar na mesma coluna, fazer os mesmos sinais ou repetir as mesmas palavras ritualísticas.
Ser irmão é reconhecer no outro um reflexo de si mesmo, é ser capaz de se alegrar com o progresso do outro e, mais ainda, contribuir para que esse progresso aconteça.
Quando um irmão tem um comércio, uma profissão ou um ofício, e você tem necessidade daquilo que ele oferece, escolher o irmão como a sua primeira opção não é favoritismo, é coerência. É aplicar na vida profana o que você diz acreditar dentro do Templo.
Infelizmente, ainda vemos irmãos que se perdem no labirinto da mesquinharia.
Preferem gastar fora, com estranhos, e não fortalecem o elo da cadeia de união.
Pior: criticam o irmão que trabalha honestamente e cobra justamente pelo seu serviço, como se ele tivesse obrigação de servi-lo de graça.
Isso, meus irmãos, é desvirtuar o que juramos.
Ajudar não é sustentar. Apoiar não é dar esmola.
Ajudar é fazer circular a energia, é fazer com que o pão do irmão seja sagrado porque veio do suor digno e foi reconhecido como tal.
A verdadeira ajuda é colocar o irmão na primeira fila de suas escolhas.
É ter no coração que, se posso contribuir para que o sustento de seu lar venha com dignidade, isso honra meu Avental, honra minha Palavra e honra nossa Mãe Simbólica, que nos ensinou o segredo da Arte Real.
Não ajudar um irmão, quando é possível fazê-lo, é negar a si mesmo.
É cortar o próprio elo da corrente e enfraquecer a Luz que deveria brilhar sobre todos.
O mundo profano já é cheio de competição desleal, de falsidade, de interesses escusos.
Dentro da ORDEM não pode ser assim.
Somos chamados a ser melhores, a viver como uma verdadeira família, onde um irmão é o primeiro a aplaudir o sucesso do outro, o primeiro a contratá-lo, o primeiro a recomendar o seu nome.
De que adianta o maior dos templos, o mais belo dos rituais, se o coração dos que o frequentam está frio e fechado?
Meus irmãos, quando você precisar de algo amanhã, quem virá à sua mente primeiro: o estranho da rua ou o irmão que divide contigo o mesmo Templo?
Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro
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