A Maçonaria esteve presente na Revolução Farroupilha. Mas isso não transforma a Guerra dos Farrapos em uma “revolução maçônica”.
Bento Gonçalves e outros importantes líderes farroupilhas tiveram vínculos com a Ordem. Lojas e círculos de sociabilidade também contribuíram para a circulação das ideias liberais que ganhavam força no Rio Grande do Sul do século XIX.
Há, porém, um fato que impede qualquer conclusão simplista: também havia maçons defendendo o Império. Enquanto alguns IIr.’. aderiram à causa farroupilha, outros combateram ao lado das forças imperiais.
A influência maçônica aparece com maior nitidez em episódios específicos. Um dos mais conhecidos é a fuga de Bento Gonçalves do Forte de São Marcelo, na Bahia, em 1837, cuja articulação contou, segundo registros históricos, com auxílio de integrantes da fraternidade.
A História, portanto, exige equilíbrio: a Maçonaria participou daquele ambiente político, difundiu ideias e estabeleceu importantes redes de relacionamento. Mas afirmar que comandou ou determinou a Revolução vai além do que as evidências permitem sustentar.
E talvez esteja justamente aí a parte mais interessante dessa história: reconhecer a influência sem transformá-la em mito. Na sua interpretação, a participação maçônica na Revolução Farroupilha foi relevante ou acabou sendo superestimada ao longo do tempo?
Fonte: Facebook_Fraternidade Universal
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