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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

UM DIA VOCÊ APRENDE

UM DIA VOCÊ APRENDE QUE...
(Desconheço o autor)

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você mesmo pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

CORDA COM NÓS - NO PAINEL E NAS PAREDES

Em 17/10/2019 o Respeitável Irmão, Fábio Martins, sem mencionar o nome da Loja e Oriente, REAA, Grande Loja da Bahia (CMSB), Estado da Bahia, apresenta a seguinte questão:

CORDA COM NÓS

Bom dia querido irmão!!! Em visita a uma oficina do REAA, observei que ao invés da corda de 07 nós como no painel do rito, eles possuem uma corda com 09 nós sob o dossel. Recorro aos seus conhecimentos como uma forma de aprimorar meus conhecimentos. Muito obrigado.

CONSIDERAÇÕES:

Em que pesem as licenciosidades de interpretação, a Corda de Nós que se apresenta no Painel é apenas representativa – geralmente no painel possui sete nós, muito embora com a proliferação de rituais alguns até apresentem nove ao em vez de sete nós. 

A bem da verdade a corda que aparece no Painel representa a corda de nós que circunda o templo no alto das paredes. 

Como no Painel não existe espaço para se representarem os oitenta e um nós, e o Painel representa a Loja, optou-se por ali representá-la com um número menor de nós (geralmente sete). 

Reitero, embora sugestivo, o número 7 ou o 9 nesse caso é apenas apropriado para representar outro símbolo.

Em se tratando do REAA, a "Corda com 81 Nós" circunda ao alto as paredes do Templo (próximo ao limite com o teto) e se abrindo em duas borlas pendentes a cada um dos lados da porta. 

Assim o nó central fica posicionado ao centro no alto do Retábulo do Oriente (parede oriental imediatamente atrás do Venerável) tendo, a partir dele, quarenta nós para cada lado.

Como comentado, salvo as representações que ficam no Painel, não existe corda com sete ou nove acima ou abaixo do dossel. 

Historicamente a "Corda com Nós" relembra os canteiros de obra medievais cujos quais eram delimitados por uma corda (às vezes corrente de ferro) fixada em pequenos postes que circundavam a quadra de trabalho da construção, possuindo uma abertura que servia de entrada para o espaço. 

De modo especulativo, o templo maçônico é um canteiro simbólico de obras que traz, de modo alegórico, muitos elementos ligados às construções medievais, dos quais um é a corda como elemento que contorna, baliza e une. 

Quanto ao número de nós, o mesmo é especulativo e foi introduzido conforme influências adquiridas das manifestações do pensamento humano durante a evolução dos rituais, sobretudo a partir do século XVIII – vide o contexto dos símbolos maçônicos e as suas origens.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 05/01/2020

PEDIR A PALAVRA NA ORDEM DO DIA

Em 15/10/2019 o Respeitável Irmão Carlos Eduardo Mariano, Loja Fraternidade Iconhense, 3.888, REAA, GOB-ES, Oriente de Iconha, Estado do Espírito Santo, apresenta a dúvida seguinte:

PEDIR A PALAVRA NA ORDEM DO DIA

Queria saber através de Vosso conhecimento, em qual momento o Obreiro pode pedir a palavra na Ordem do Dia ou se o Secretário pode junto com o Venerável Mestre levar assuntos ao momento reservado a tal durante a Sessão? Existe prazo para pedir a palavra na Ordem do Dia? Digo isso por que estamos com dilema em Loja se o assunto é inscrito com antecedência, pedido no dia da Sessão ou durante a circulação do Saco de Proposta e Informações?

CONSIDERAÇÕES:

Conforme prevê o Ritual do REAA em vigência, a Ordem do Dia deve ser previamente organizada pelo Venerável Mestre, dela constando assuntos dependentes de discussão e votação, tais como proposições, requerimentos, etc.

Em assim sendo as matérias apresentadas devem fazer parte de uma agenda organizada com antecedência, salvo, evidentemente, se alguma col∴ grav∴ que fora colhida na circulação da bolsa naquela sessão mereça atenção imediata.

Ordem do Dia organizada previamente certamente trará objetividade aos trabalhos que ficarão isentos de arguições improfícuas e palavreados inúteis.

Assim, como previsto no ritual, o Secretário, atendendo ao comando do Venerável Mestre vai colocando em pauta os assuntos que foram previamente agendados para os devidos debates. Ressalte-se que para cada assunto, debatido antes da votação o Orador, como Guarda da Lei dará as suas conclusões legais (não é a sua opinião pessoal).

Com isso, o Venerável Mestre obedecendo a agenda coloca nas Colunas e Oriente a palavra por assunto apresentado. Por sua vez, os que se manifestarem somente falam sobre a matéria em debate. Concluídos todos assuntos e afins da agenda ele dá por encerrada a Ordem do Dia – não deve nunca perguntar se alguém tem mais algum assunto para aquela ocasião.

Caso algum obreiro tenha trazido algum assunto que mereça apreciação urgente, ele deve então se servir da bolsa de Propostas e Informações para que o Venerável, ao decifrar as ccol∴ ggrav∴, avalie se aquela col∴ é ou não merecedora de ser colocada na Ordem do Dia da sessão em curso. 

Por outro lado, durante a Ordem do Dia, obreiros só pedem a palavra se a mesma for pertinente ao assunto que está sendo debatido. Em resumo, ninguém deve pedir a mesma para apresentar, naquela oportunidade, uma matéria nova. Com isso, reitera-se que o Venerável deve, após terem sido debatidos e votados todos os assuntos constantes da agenda, encerrar imediatamente a Ordem do Dia, nunca colocando de volta a palavra nas Colunas e Oriente para eventuais apresentações de outras matérias, ou mesmo para repetições do que já foi falado, bem como assuntos que não condigam com o período.

É só seguir o ritual que não haverá desvirtuamento do objetivo da Ordem do Dia e, por conseguinte, dos trabalhos como um todo.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 04/01/2020

VIRTUDES E VÍCIOS

VIRTUDES E VÍCIOS
Moacir José Outeiro Pinto
Quem é bom , é livre, ainda que seja escravo, Quem é mau é escravo, ainda que seja livre. (Santo Agostinho)
Escolhi este tema de forma independente às orientações da 2ª Vig∴ para os trabalhos oficiais a minha postura como Ap∴M∴, pois, acredito que , enquanto Ap∴, cada passo dentro de nossa Ordem, deve ser pesquisado, compreendido e postulado aos queridos IIr∴, e, contudo, em conjunto, tentarmos consenso na interpretação destas duas palavras que conotam uma das mais discutidas dualidades inversas de nossa vida.

Outro motivo, que me pendi a este estudo/pesquisa, foi o impacto de duas perguntas que a mim foram proferidas durante o Ritual de Iniciação, que, dentro de minha ignorância momentânea, percebi que minhas respostas não foram claras o suficiente, talvez pela emoção emanada do momento, ou até mesmo, pelo fato do desconhecimento profundo e misterioso que ambas as palavras nos submetem no dia a dia, na vida social e maçônica.

Relembro neste momento as seguintes perguntas:

O que entendeis por Virtude?
O que Pensais ser o Vício?

domingo, 5 de janeiro de 2020

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu

Patrick nos enviou estas fotos:

Fotos tiradas no Museu da Maçonaria em Lisboa do tratado de amizade entre o GODF e o GO de Portugal, datado de 25 de abril de 1804.

Se você também estiver perto de sua casa ou viajando, perceber um edifício, um objeto ou uma decoração maçônica ou evocar a Maçonaria, não hesite em nos enviar fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores do blog. (tradução livre)

Fonte: Blog Hiram.be

INGRESSO DO PRÉSTITO. BATERIA NA PORTA

Em 14/10/2019 o Respeitável Irmão Manoel Vasques, Loja Perseverança III, REAA, GOB-SP, Oriente de Sorocaba, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

BATERIA NA ENTRADA DE LOJA

Quais as baterias usadas nas entradas de Loja nos Graus de Companheiro e Mestre? Na minha modesta opinião, devemos usar a de Aprendiz em todas, está correto?

CONSIDERAÇÕES:

No caso de ritos que abrem os trabalhos num determinado grau, geralmente no ingresso dos obreiros para a abertura dos trabalhos (para o início da sessão) a bateria se dará na porta conforme o grau em que serão abertos os trabalhos.

Especificamente no REAA se faz conforme o que consta nos respectivos rituais em vigência nas páginas correspondentes às aberturas ritualísticas, assim como na plataforma do GOB RITUALÍSTICA in Sistema de Orientação Ritualística – http://ritualistica.gob.org.br/

A bateria universal (de Aprendiz) só é utilizada quando, não existindo Cobr∴ Ext∴, um retardatário se apresentar. Nesse caso, o atrasado ao chegar no Átrio dará na porta do Templo, em qualquer circunstância, a bateria de Apr∴ que é a universal (em tese ele não sabe em que grau a Loja está trabalhando).

Assim, na entrada do préstito, conforme consta nos rituais do REAA, para a Loja que será aberta no grau de Aprendiz, dá-se a bateria do 1º Grau; na do de Companheiro, a do 2º Grau; na do de Mestre a do 3º Grau.

Quando no primeiro parágrafo mencionei "no caso de ritos que abrem os trabalhos num determinado grau", o fiz porque existem ritos (trabalhos do Craft), como o York, por exemplo, que em qualquer situação abrem os trabalhos no Grau de Aprendiz e assim sucessivamente se o caso for o de trabalhar em Loja de Companheiro ou de Mestre (nele não existe transformação de Loja e nem aberturas diretamente no 2º ou 3º Grau). Originalmente no Craft as sessões são sempre abertas a partir do 1º Grau, não existindo préstito de entrada, portanto nem bateria na porta nessa ocasião – todos vão entrando, vestindo suas joias enquanto aguardam dentro da Sala da Loja as ordens do Venerável Mestre para a abertura. Formalidades de entrada, procissões, etc., somente são previstas em determinadas e esporádicas sessões.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 04/01/2020

PÍLULAS MAÇÔNICAS

O SIGNIFICADO DE "LOJA" NA IDADE MÉDIA

Conforme explicação no artigo escrito “Irmãos na Idade Média” do Irmão N.B.Spencer, da Nova Zelandia, 1944, temos que:

“os Maçons da Idade Média, usavam a Loja (ver Pilula Maçônica nº 19) como um local de trabalho, reservado aos olhares de curiosos. A pedra não trabalhada, disforme, era trazida das pedreiras e era trabalhada, conformada e colocada no esquadro, dentro dessa área coberta, chamada de “Loja”. Essa Loja era colocada, evidentemente, ao longo das grandes construções e podia ter janelas somente em tres dos seus lados”.

Na antiga Maçonaria Especulativa já era comum serem feitas as perguntas:

- quantas Luzes Fixas há na Loja? “Três” é a resposta.

- Para que são usadas? “Para ser a fonte de luz aos homens e iluminar o seu trabalho” é a outra resposta.

Desse modo, o Venerável Mestre e os dois Vigilantes, que fazem o trabalho que exige maior habilidade, devem estar sentados abaixo das janelas no Leste, Sul e Oeste, e os Aprendizes que fazem trabalhos mais simples, não necessitam da mesma quantidade de luz, se sentam ao Norte, onde não há janela.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

DEFINIÇÃO DE PROFANO, GOTEIRA, CURIOSO, SIMPATIZANTE, DETRATOR E FALSO MAÇOM

DEFINIÇÃO DE PROFANO, GOTEIRA, CURIOSO, SIMPATIZANTE, DETRATOR E FALSO MAÇOM
Irm∴ Almir Sant’Anna Cruz

PROFANO: Muitos ao serem adjetivados como Profano levam a mal, entendendo que é um termo pejorativo, oposto às coisas sagradas ou mesmo herético. Ledo engano! Profano é todo aquele que é estranho a uma determinada religião, um leigo. Em Maçonaria, significa tão-somente o indivíduo que não foi iniciado na Maçonaria.

GOTEIRA: Como o termo Profano, a palavra Goteira muitas vezes é entendida pelos não iniciados como um adjetivo pejorativo e levam a mal. Enganam-se! Goteira é um antiquíssimo jargão maçônico, originado na prática dos Maçons Operativos de castigarem os não iniciados que tentavam se infiltrar nas Lojas Operativas para obterem os segredos da arte de construir e, quando descobertos, eram colocados debaixo de uma Goteira, uma calha de chuva, para serem encharcados. A prática permaneceu nos primórdios da Maçonaria Especulativa e, modernamente, define aqueles que não são iniciados na Maçonaria, os Profanos, que se fazem presentes em um grupo de Maçons.

CURIOSO: É o Profano, Goteira ou não, que tem interesse em conhecer a Maçonaria. É muitas vezes mal interpretado pelos Maçons, que habitualmente têm uma postura de desconfiança em relação a curiosidade que alguns manifestam a respeito de sua origem, sua história, seus propósitos, seus usos e seus costumes. Entendemos que a curiosidade não deva ser criticada ou refreada, ao contrário, deve ser bem-vinda e até estimulada para que não perdurem idéias errôneas a respeito da Maçonaria, alimentadas pela ignorância e pelos Detratores da Maçonaria, que entre outras ridículas inverdades, afirmam que cultuamos o diabo, que praticamos ritos satânicos ou estamos empenhados num complô para o domínio do mundo. A curiosidade é uma virtude daqueles que não se conformam em limitar o seu conhecimento ao trivial, dos que se interessam em ampliar os seus conhecimentos e os seu horizontes, afinal, já disseram que “A curiosidade é a mãe de todas as invenções”.

SIMPATIZANTE: É o Profano, o Goteira, o Curioso, que após ter obtido alguns conhecimentos através de contatos com Maçons ou literatura Maçônica, almejam ingressar na Maçonaria. Alguns não tiveram a oportunidade de serem convidados e outros não apresentam os requisitos necessários para tal.

DETRATOR: Em geral, o Detrator é um Profano idiota, que acredita piamente nas inverdades sobre a Maçonaria que lê ou ouve e as dissemina. Por mais que se tente esclarecê-lo, adota a postura do avestruz e não aceita qualquer tipo de argumentação.

Mas existem outros Detratores pretensamente mais esclarecidos, que se tornam verdadeiros mentores dos Detratores idiotas, mas que nem por isso deixam de ser igualmente idiotas. São geralmente fanáticos arraigados a conceitos religiosos distorcidos ou meramente pessoas de má-fé, que produzem elucubrações mirabolantes e desenvolvem teorias pretensamente eruditas, que uma mente sugestionável, como a dos Detratores idiotas, acaba acreditando tratar-se de verdades absolutas, ao invés de procurarem conhecer o que é verdadeiramente a Maçonaria, preferindo o caminho mais fácil de acreditar nas asneiras que ouve ou lê.

FALSO MAÇOM: É o Profano, o Goteira, o Curioso, o Simpatizante, que por não ter sido, por algum motivo, convidado a ingressar na Maçonaria, se passa por Maçom até mesmo entre Maçons, fazendo uso inclusive de abreviaturas, terminologia Maçônica, assinatura com três pontinhos, chaveiros com o emblema da Maçonaria e adesivos, preferencialmente com a figura de um bode.

É um falsário extremamente perigoso, pois além de eventualmente disseminar entre os não iniciados ideias distorcidas sobre a Maçonaria e os Maçons, pode vir a obter, por dissimulação junto aos Maçons, conhecimento de práticas que só dizem respeito àqueles que foram iniciados na Ordem. Além disso, por não terem sido iniciados e, portanto, não conhecerem verdadeiramente o que é a Maçonaria, ao abrirem a boca ou escreverem sobre a Maçonaria, acabam dando margem a certas mentiras propagadas pelos Detratores. São certamente portadores de um desvio de personalidade que melhor poderia ser analisado por um psiquiatra.

A Constituição de Anderson, no capítulo “Da Conduta” já previa como lidar com eles: “Deverão cautelosamente examiná-lo, com o método que a Prudência lhe apontar, e que vós não sejais iludidos por um ignorante embusteiro, a quem vós devereis rejeitar com desprezo e escárnio, e devereis cuidar de não passar a este nenhuma alusão a respeito de conhecimento”.

Particularmente, pela Prudência recomendada pelo Irm∴ Anderson, sugiro que não sejam utilizados os métodos usuais de reconhecimento, para não expô-los a esses Falsos Maçons. Já desmascarei muitos deles fazendo-lhes perguntas corriqueiras, tais como o nome da Loja, o nº da Carta Constitutiva, a Potência, o Oriente, a Grande Loja, o Rito, o nome histórico, o Grau, a idade, o nome do V∴M∴, os dias das reuniões, entre outras. Algumas perguntas por si sós e outras de forma combinada, desmascaram qualquer Falso Maçom, sem expor os métodos usuais.

Fica a dica!

sábado, 4 de janeiro de 2020

ÚLTIMO A ASSINAR O LIVRO

Em 12/10/2019 o Respeitável Irmão Moacir Primo, Loja Aníbal Freire, 1913, REAA, GOB-ES, Oriente de Serra, Estado do Espírito Santo, apresenta a seguinte questão:

ÚLTIMO A ASSINAR O LIVRO

Estou Venerável de minha Loja, surgiu me uma dúvida referente ao fechamento do livro de presença: Estando presente o Grão-Mestre ou Grão-Mestre Adjunto (Estadual ou Federal), quem é o último a assinar os livros de presenças? O Venerável Mestre ou o Grão Mestre?

No meu entendimento deveria ser o Venerável Mestre, posto que ele dirige os trabalhos e a ele compete dar a legalidade das presenças, mesmo que o Grão-Mestre, como membro de todas as lojas deve assinar apenas o livro de obreiros da loja. 

Este é meu entendimento, poderia orientar me por favor.

CONSIDERAÇÕES:

RETORNO PELA BATERIA DO GRAU - SAÍDA TEMPORÁRIA

Em 11.10.2019 o Respeitável Irmão José Fabiano Ribeiro, Loja Saldanha Marinho, 1.601, REAA, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, solicita o seguinte esclarecimento:

RETORNO - BATERIA NA PORTA

Tenho uma dúvida a respeito da batida de entrada no Templo após início em Grau 2. Já li várias trabalhos a respeito de atrasinhos, mas minha dúvida é: já em sessão, no Tempo de Estudos em apresentação de um trabalho Grau 2, o Venerável Mestre pede para que o Companheiro saia do templo para ser trolado, como deve ser a bateria para retorno, sempre na universal de Aprendiz, ou se dá na batida do Grau 2? Ficaria muito feliz se me tirasse essa dúvida.

CONSIDERAÇÕES:

Vamos antes tratar do termo "trolado" mencionado na sua questão. 

Essa não é a expressão apropriada para o caso. Como o próprio ritual ensina, o termo adequado é "telhado". 

Nesse caso, a palavra telhamento é um neologismo maçônico adotado para designar a verificação da qualidade do maçom no tocante ao seu grau. A cobertura dos trabalhos designa na Moderna Maçonaria a manutenção da qualidade e do sigilo (um dos Landmarks da Ordem). Daí o Cobridor do Grau e os cargos de Cobridor (Inner Guard) e Guarda Externo (Tyler) se relacionarem à cobertura, por extensão ao telhamento como ato de telhar. 

Como o termo figurado está associado diretamente à cobertura do recinto, designa-se então que a mesma se faz figuradamente com telhas (telhadura – ato ou efeito de telhar) e não com "trolas" (sic) ou trolhas. Nesse sentido, conforme a sua questão o Companheiro seria telhado e não trolado, ou trolhado. Destaque-se que o termo "trolhar" é utilizado em Maçonaria para aparar arestas (eventuais rusgas que possam existir entre os Irmãos), pois trolha não cobre, mas alisa superfícies. 

Em relação ao Grau de Companheiro e a bateria na porta para retorno de um obreiro que teve para si o templo coberto temporariamente, o ato não se trata de um atraso, porém o de um procedimento instrucional. Nesse caso o Companheiro fará a entrada formal como instrução pela bateria do Grau 02 na porta, destacando que esse não é ingresso de retardatário, mas um caso de instrução e verificação de um obreiro que inclusive já se encontrava participando dos trabalhos. Ele com aspirante ao aumento de salário só saiu temporariamente para cumprir exigências de avaliação que lhe foram impostas pela doutrina do Rito.

Já o atrasado é aquele que chega na Loja após terem sidos iniciados os trabalhos. Nesse caso, independente do grau em que a Loja esteja trabalhando, o retardatário pede ingresso pela bateria universal (de Aprendiz). Desse modo, atrasado em qualquer circunstância dá na porta a bateria universal (de Aprendiz).

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 02/01/2020

PRECIOSIDADES MAÇÔNICAS


sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

ALTAR DOS PERFUMES

Em 17/10/2019 o Respeitável Irmão Walter Vieira, Loja Torre do Médio Jequitinhonha, 2.326, REAA, GOB-MG, Oriente te Medina, Estado de Minas Gerais, faz a seguinte consulta:

ALTAR DOS PERFUMES

Meu caro Irmão, e o bendito "Altar dos Perfumes" presente na planta da Loja nos Rituais do REAA no GOB? 

Ele é tradicionalmente do REAA nos graus simbólicos ou é mais um enxerto vindo de outros ritos, provavelmente do Adoniramita?

Curioso ele estar no ritual sem nunca ser utilizado ou pelo menos citado.

CONSIDERAÇÕES:

Não é de hoje que eu venho "implicando" com esse tal de Altar dos Perfumes no simbolismo do REAA. Digo isso justamente porque ele não tem nenhuma função na Loja, senão aquela de favorecer enxertos e invenções, sobretudo as advindas dos imaginosos inventores. Não se discute aqui a menção desse Altar no Livro das Sagradas Escrituras, porém a da sua inexistência nos graus simbólicos do escocesismo.

Graças a esse "altar" é que aparece inadequadamente sobre ele, às vezes, uma vela acesa e um dispositivo para queima de incensos, tudo ao gosto dos inventores já que esses procedimentos tradicionalmente não existem no Rito em questão.

A bem da verdade, esse altar tem se apresentado no escocesismo de modo equivocado, sobretudo quando tentam impor à sala da Loja (lugar dos trabalhos maçônicos) uma espécie de cópia, ou arquétipo do Templo de Jerusalém.

Até compará-lo pelas alegorias e decoração é bastante aceitável, pois não há como negar a influência hebraica na Maçonaria, sobretudo no que diz respeito ao REAA, contudo literalmente transformá-lo num templo tal qual o construído por Salomão é que é inaceitável – fatos históricos não podem ser confundidos com alegorias e contos lendários. 

Por outro lado, há também a influência dos rituais que foram criados ao longo dos tempos para sagração de templos maçônicos (verdadeiramente deveria ser chamados de consagração de templo). Esses rituais, criados para dar dignidade ao espaço e não o tornar santo, acabou trazendo genericamente características hauridas de outro rito, das quais a queima de incenso e cerimonial de luzes. Assim, sob esse feitio criou-se um ritual único e repleto de costumes que muitas vezes não condizem com particularidades de outros ritos. É o caso do que acontece no escocesismo, e outros ritos também, que se vê obrigado em face a "rituais genéricos" a admitir práticas litúrgicas que lhe são completamente estranhas. 

Nesse contexto, como a Maçonaria tupiniquim por muitos anos viveu (e em partes ainda vive) sob a égide de rituais enxertados e distante da originalidade, é bastante provável que o Altar dos Perfumes acabou sendo incluído como mobiliário indistinto do Templo a partir das cerimônias de sagração de templo, ou seja, utilizado em uma única oportunidade para nunca mais sequer ser mencionado.

Sem função ritualística alguma no REAA, mas ainda presente no mobiliário em alguns rituais, esse altar acabou abrindo caminho para outras práticas inexistentes como, por exemplo, a queima de incensos sobre ele e a manutenção de uma vela acesa não prevista mas tida por alguns como matriz do Criador e que serve como fonte de luz para iluminar os quadrantes da Loja. Destaque-se que apesar de alguns rituais ultrapassados trazerem enxertos desse tipo, em termos de originalidade isso inexiste no verdadeiro REAA. 

No GOB, futuramente, quando da edição de rituais adequados ao Sistema de Orientação Ritualística – http://ritualistica.gob.org.br – o Altar dos Perfumes por não trazer nenhuma função litúrgica certamente deixará de existir no ritual do REAA.

Concluindo, reitera-se que no simbolismo do REAA e Altar dos Perfumes não tem função alguma, destacando ainda que no rito em questão não há queima de incenso e nem cerimonial para acendimento de Luzes. Ademais, luzes litúrgicas são apenas aquelas que se acendem, conforme o grau, e que ficam sobre o Altar ocupado pelo Venerável Mestre e as respectivas mesas que servem aos Vigilantes.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com.br
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 02/01/2020

INSTRUÇÃO E AUMENTO DE SALÁRIO

INSTRUÇÃO E AUMENTO DE SALÁRIO 
(republicação)

Em 07.03.2014 o Respeitável Irmão Fernando Gonçalves dos Santos, Loja Amparo da Virtude, 0276, REAA, GOPE/GOB, Oriente de Pesqueira, Estado de Pernambuco, solicita os esclarecimentos seguinte:
goncalves.fernando@hotmail.com 

Solicitamos esclarecer as seguintes dúvidas ao REAA. 

1 – Qual Vigilante é o responsável pela instrução ao Aprendiz? 

2 – Qual Vigilante solicita aumento de salário pelo Aprendiz?

Considerações: 

GOTEIRA

GOTEIRA
(Excerto do livro Maçonaria para Maçons, Simpatizantes, Curiosos e Detratores – Irm∴ Almir Sant’Anna Cruz)

Goteira é um jargão maçônico utilizado como uma espécie de sinônimo de profano, de um não iniciado na Maçonaria, que se faz presente entre um grupo de Maçons. Além deste termo existe a expressão “chove” ou “está chovendo”, que serve como um alerta para que se evite, em sua presença, assuntos que só dizem respeito aos Maçons. Caiu em desuso a expressão “neva” ou “está nevando”, que se utilizava quando se tratava de uma mulher. 

E como essas palavras surgiram na Maçonaria?

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

MI E AS ELEIÇÕES DA LOJA

MI E AS ELEIÇÕES DA LOJA
(republicação)

Em 04.03.2015 o Respeitável Irmão Homero Luiggi Pedrollo, sem declinar o nome da Loja e do Rito, GOB, Oriente de Joinville, Estado de Santa Catarina, formula a seguinte pergunta: 
h.pedrollo@terra.com.br 

Tomo a liberdade da pergunta no intuído de formar minha opinião a cerca do assunto, pois, até o momento, me sinto dividido. Parece ser recorrente em algumas Lojas, em épocas de eleição para suas administrações, os Mestres Instalados indicarem o próximo Venerável, sendo normalmente, chapa única. Bem, segundo o que encontrei em nossos regulamentos (GOB) não existe menção a esta prática (ou procurei pouco?).

Alguns Mestres Instalados dizem que para Lojas pequenas, uma eleição com duas chapas poderia “dividir” a Loja, bem como seria difícil surgir entre os Mestres um candidato, mesmo que para formar uma única chapa. Por outro lado, penso que essa pratica pode, sem os devidos cuidados, se tornar um tipo de imposição, desestimulando alguns. Obviamente que o voto é individual, mas sendo chapa única e indicado pelos Mestres Instalados o Venerável Mestre, difícil votar branco, até porque, a princípio, o indicado possui competências. A questão não é juízo de capacidade do indicado, mas o processo pré-eleitoral. 

Penso também que os maçons de outrora já passaram por estas situações, e quando nos registros dos regulamentos, optaram por caminhos que melhores resultados deram. Ou será que os tempos são outros, devido aos quadros reduzidos das Lojas, e a legislação acaba ficando desatualizada? 

Considerações: 

FRASES ILUSTRADAS


A ABÓBODA CELESTE NO REAA

A ABÓBODA CELESTE NO REAA
Ir∴ Antonio Rodiguero - MM
Loja Tiradentes nº 02 - GLMDF

I – RITUAIS DO R∴E∴A∴A∴ 

RITUAL DE 1804 

“A Loja tem a forma de um quadrado longo, se dirigindo de oeste para leste, arredondada ao fundo, recoberta de uma abobada, onde estão espalhadas estrelas sem nome,"

RITUAL DE 1904 

“o tecto figura uma abobada azulada, com estrelas formando um grande numero de constelações."

RITUAL DE 1927 (Mario Behring)

“O tecto do Templo representa o céo. Do lado do Oriente, um pouco ..............No centro do tecto, três estrelas da constelação de Orion. Entre estas e o nordeste, ficam as Pleiades, Hyadas e Aldebaran; a meio caminho, entre Orion e o nordeste, Regulus, do Leao; ao Norte, a Ursa Maior; a Noroeste, Areturus (em vermelho); a Leste, a Spica, da Virgem,; a Oeste, Antares; ao Sul, Fomalhaut. No Oriente, Jupiter,; no Ocidente, Venus; Mercurio, junto ao Sol e Saturno, com seus satélites, próximo a Orion.

As estrelas principais são: 3 de Orion; 5 Hyadas e 7 das Pleiades e Ursa Maior. As estrelas chamadas reaes são: Aldebaran, Arcturus, Regulus, Antares e Formalhaut."

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

LIVRO DE PRESENÇAS - DO QUADRO E VISITANTES

Em 09/10/2019 o Respeitável Irmão Ruy Guilherme Rodrigues, Loja Fraternidade Pinheirense, 12, REAA, GLEPA, Oriente de Icoaraci (Belém), Estado do Pará, apresenta a seguinte questão:

LIVRO DE PRESENÇA DOS VISITANTES

Estou filiado e exercendo o cargo de Chanceler, minha dúvida é que os Irmãos visitantes lançam seu "ne varietur" no mesmo livro do quadro de obreiros da Loja, daí gostaria que o Irmão me tirasse a dúvida. Podem os Irmãos visitantes lançarem seu "ne varietur" no mesmo livro de presença do quadro de obreiros da Loja, ou a Loja tem que ter o Livro de visitantes?

CONSIDERAÇÕES:


A praxe é de que existam dois livros de presenças, um para os Irmãos do Quadro e outro para os de visitantes. 

Essa adoção é mais prática para as consultas necessárias, sobretudo quando o Chanceler tiver que apresentar relatório de frequência com os respectivos percentuais por obreiro, atendendo os preceitos da legislação maçônica – eleições, por exemplo. 

Nessa condição é mais adequada a existência de livros separados.


T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 31/12/2019

MINUTO MAÇÔNICO

FRATERNIDADE

1º - O maior objetivo da Maçonaria é alcançar a Fraternidade entre os homens, transformando a Humanidade em uma Grande Fraternidade. 

2º - Fraternidade em que todos os homens sejam livres e de bons costumes, sejam quais forem as diferenças de credo político ou religioso, de nacionalidade, raça, cor ou condição social. 

3º - Efetivamente, na grande família humana, cada homem está,
em relação aos seus semelhantes, na mesma situação de um irmão em relação a outro irmão no seio da mesma família. 

4º - Fraternidades: Nome aplicado a sociedades abertas ou secretas, cuja finalidade era praticar, entre os seus membros, a fraternidade e a solidariedade, e equivalente a Confrarias. O termo foi também aplicado à Maçonaria. 

5º - A experiência nos ensina que somos todos solidários física e moralmente. A Maçonaria tornou a Fraternidade um dos seus grandes lemas.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

ANO NOVO MAÇÔNICO

ANO NOVO MAÇÔNICO

O calendário maçônico é a maneira particular utilizada pelos maçons para numerar os anos e designar os meses.

O ano um do calendário maçônico é o Ano da Verdadeira Luz - Anno Lucis em Latim. Ele marca o início da Era da Verdadeira Luz (VL). Antes que o Anno Lucis aparecesse a partir do século XVIIIe nos documentos ingleses, os temos Anno Masonry e depois Anno Latomorum , Anno Lithotomoru ou Anno Laotomiae (Era dos Cortadores de Pedra)1. A datação do Ano da Verdadeira Luz seria baseada nos cálculos de James Ussher, prelado anglicano nascido em 1580 em Dublin. Ele tinha desenvolvido uma cronologia começando com a criação do mundo segundo o Genesis que ele estimava em 4000 A.C. baseandose no texto Massorético ao invés da Septuaginta 2.

O Pastor Anderson a defendeu em suas Constituições de 1723 para afirmar simbolicamente a universalidade da Maçonaria através da adoção de uma cronologia supostamente independente de particularidades religiosas, pelo menos no contexto britânico da época . A data escolhida para o início da Era maçônica é 4000 antes da Era Comum.

O ano maçônico tem a mesma duração do ano gregoriano, mas começa em 1o de Março como o ano Juliano ainda em vigor na época da redação das Constituições de Anderson. Ela tomou o milésimo do ano gregoriano em andamento e aumentou 4000, os meses são designados apenas por seus números ordinais

Exemplos: 

29 de Fevereiro de 2004 era o 29o dia do 12o mês do ano 6004 da Verdadeira Luz 

O ano maçônico tem duas festas: São João de Verão (João Batista, comemorado em 24 de junho) e São João de Inverno (João Evangelista, comemorado em 27 de Dezembro), coincidindo simbolicamente com os solstícios.

(Fonte: Internet)