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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sexta-feira, 8 de maio de 2020

MINHA INICIAÇÃO MAÇÔNICA

MINHA INICIAÇÃO MAÇÔNICA

Tenho lido que, a cerimônia de iniciação tem o simbolismo do renascimento do profano, ou seja, desta vez nascer para a luz.

Todavia, não basta nascer...

Há que se crescer sob os raios do Luz!!

Para crescer sob os ensinamentos de luz, há que se viver sob a clareza da luz!

Para que sinta e viva sob os raios da luz, o profano deve ser iniciado nos segredos maçônicos, ou seja: se instrumentalizar para criar em si um homem totalmente novo, graças a força dos conhecimentos maçônicos adquiridos, da sua força de vontade e pelo seu espírito.

Conhecer a luz, e procurar viver na luz, significa ter a capacidade de se despojar das ilusões enganosas do mundo profano, dos preconceitos, das vaidades, do orgulho, da ambição mesquinha, lembrando que todos nós devemos ter ambições na vida, porém ambições saudáveis, dentro dos princípios maçônicos.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

TESOUREIRO

TESOUREIRO
(republicação)

Em 01.08.2015 o Respeitável Irmão Jocely Xavier Araújo, Loja Hermann Blumenau, REAA, GOBSC, Oriente de Blumenau, Estado de Santa Catarina, solicita o seguinte esclarecimento. jxa@tpa.com.br 

Poderias nos informar no caso o Irmão Tesoureiro, após a conferência do Tronco, ele fica em pé e a ordem e antes de anunciar o valor arrecadado faz o cumprimento às Luzes ou somente fica de pé e à ordem e comunica ao Venerável o valor?

CONSIDERAÇÕES:

No momento propício, geralmente quando da Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular (o grifo é meu), assim que a palavra esteja colocada na Coluna do Norte, o Tesoureiro de posse do produto auferido pela circulação do Tronco pede a mesma (a palavra) ao Primeiro Vigilante. Autorizado ele se posiciona à Ordem mencionando protocolarmente as Luzes e os demais na forma de costume para posteriormente informar o resultado da coleta. Caso o Tesoureiro tenha outros assuntos a comunicar ele aproveita esse momento para também usar da palavra após a sua primeira comunicação de ofício. 

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
JB News – Informativo nr. 1.948 – Balneário de Camboriú (SC) – segunda-feira, 1º de fevereiro de 2016

CHARGES


CREIO EM MIM MESMO

CREIO EM MIM MESMO
Mahatma Gandhi

Creio nos que trabalham comigo, creio nos meus amigos e creio na minha família. Creio que Deus me emprestará tudo que necessito para triunfar, contanto que eu me esforce para alcançar com meios lícitos e honestos.

Creio nas orações e nunca fecharei meus olhos para dormir, sem pedir antes a devida orientação a fim de ser paciente com os outros e tolerante com os que não acreditam no que eu acredito.

Creio que o triunfo é resultado de esforço inteligente, que não depende da sorte, da magia, de amigos, companheiros duvidosos ou de meu chefe.

Creio que tirarei da vida exatamente o que nela colocar. Serei cauteloso quando tratar os outros, como quero que eles sejam comigo. Não caluniarei aqueles que não gosto. Não diminuirei meu trabalho por ver que os outros o fazem.

Prestarei o melhor serviço de que sou capaz, porque jurei a mim mesmo triunfar na vida, e sei que o triunfo é sempre resultado de esforço consciente e eficaz. 

Finalmente, perdoarei os que me ofendem, porque compreendo que às vezes ofendo os outros e necessito de perdão.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

SUBSTITUTO DO VENERÁVEL

SUBSTITUTO DO VENERÁVEL
(republicação)

Em 01.08.2015 o Respeitável Irmão Paulo Assis Valduga, Loja Luz Invisível, 219, GORGS (COMAB), REAA, Oriente de São Borja, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta o que segue e pede esclarecimento. paulovalduga@gmail.com

Pelo presente venho apresentar um problema e, ao mesmo tempo, buscar a sua decifração e (ou) solução. Está ocorrendo, na minha visão míope, uma incongruência entre o Regulamento e o Ritual do REAA em uso com relação a quem cabe substituir o Venerável Mestre no seu impedimento. O Regulamento (art. 215- pág. 215) diz que são por ordem: I - o 1º e o 2º Vigilantes: II - o Venerável Mestre de Honra III - os Ex-Veneráveis, iniciando pelo mais recente; IV - o membro da Loja com maior idade maçônica presente na sessão. Parágrafo Único. O ato de sagração nas sessões de Iniciação, Elevação ou Exaltação deverá ser executado por Mestre Instalado. O Ritual (edição 2011) diz (pág. 30): "nas sessões ritualísticas, o Venerável Mestre, quando a ela faltar, será substituído por um Venerável Mestre Instalado, respeitada a ordem de precedência sucessória" e (pag. 31): "os Vigilantes são substitutos legais do Venerável Mestre, mas somente poderão assumir a direção dos trabalhos ritualísticos se forem Mestres Instalados", prática que está sendo usada em minha Loja. Pergunto: quem tem a prevalência sobre a matéria o Regulamento, ou o Ritual? Penso que o Regulamento, que é a nossa Constituição tem a palavra final e esta não diz nada sobre a exigência do substituto do Venerável Mestre ser Mestre Instalado, mas gostaria de saber a opinião do Resp∴ Ir∴.  Aliás, esta figura do Mestre Instalado no REAA é de lascar. 

CONSIDERAÇÕES:

MINUTO MAÇÔNICO

COLUNAS SOLSTICIAIS

1º - São as mesmas Colunas Salomônicas. Na antiguidade essas duas colunas tiveram outros significados, mais filosóficos e instrutivos. 

2º - Nas Lojas situadas no hemisfério norte, a coluna B representa o solstício de verão ao Sul, presidido por João Batista. 

3º - Coluna J indica o solstício de inverno ao Norte, presidido por João Evangelista. 

4º - Ambos considerados no Ocidente, tradicionalmente, os patronos da Ordem. 

5º - Vale a pena lembrar que o solstício de Verão tem início a 21 de Dezembro e o de Inverno a 21 de Junho para a hemisfério Sul. 

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

NICOLA ASLAN - UMA VIDA DEDICADA À CULTURA MAÇÔNICA

NICOLA ASLAN - UMA VIDA DEDICADA À CULTURA MAÇÔNICA
Ir ∴ João Fernando Moreira *

Introdução

Nicola Aslan é o mais erudito dos escritores maçônicos brasileiros. Brasileiro sim, pois, apesar de ter nascido na Grécia e conservado a nacionalidade italiana de seus pais, chegou ao Brasil com 23 anos de idade, tendo falecido aos 74 anos, meio século, portanto, de um período de vida laboriosa e produtiva neste país, onde educou seus filhos e conheceu os netos.

Aos 50 anos de idade entrou para a Maçonaria. Em 24 anos de intensa atividade dentro da Ordem, deixou vários livros publicados. Percorreu várias Lojas fazendo conferências, pronunciando palestras, recebendo vários títulos honoríficos e diplomas, tendo ocupado a cadeira nº 6 da Academia Maçônica de Letras, no Rio de Janeiro, da qual foi também fundador. Ocupou vários cargos importantes nas administrações das Lojas a que pertenceu, bem como na Alta Administração da Obediência, em funções ligadas à cultura e ao ensino.

terça-feira, 5 de maio de 2020

POSIÇÃO DA BOLSA

POSIÇÃO DA BOLSA
(republicação)

Em 01.08.2015 o Respeitável Irmão Robson Pizzo Braga, Loja Rio Branco, 508, REAA, GOB-RJ, Oriente de Bom Jardim, Estado do Rio de Janeiro, solicita as seguintes informações: robsonpizzo@gmail.com 

Tenho duas dúvidas. Primeiro. Surgiram duvidas quanto ao lado em que se porta a Bolsa. E não há referência escrita sobre isso. Ao menos no que consultamos. Uma bibliografia apontou para o lado direito. E assim, foi gerada a confusão. A segunda diz respeito à Marcha de Companheiro. No segundo movimento, quando se unem novamente os pés, quando se faz o movimento para unir os pés e completar o passo. O pé vem arrastado como no Grau 1 ou como num passo normal. São as nossas dúvidas por hoje.

CONSIDERAÇÕES:

Muitas dessas dúvidas poderiam ser sanadas se o GOB tivesse levado em conta os provimentos para correção e aperfeiçoamento do Ritual que enviei em outubro de 2.013 e que nunca nem sequer recebi uma resposta – pelo menos enquanto eu era Secretário Geral do Rito (estou exonerado desde julho de 2.015). Deixando as delongas de lado, vamos às minhas considerações sobre as dúvidas apresentadas. 

1 - A Bolsa – é conduzida pelas duas mãos que vão colocadas junto ao quadril esquerdo do condutor (o Mestre de Cerimônias ou o Hospitaleiro). Essa postura teve origem na França medieval quando após o encerramento dos ofícios religiosos semanais da Igreja Católica havia um protagonista, geralmente designado como hospitalário, que se postava junto à porta de saída tendo consigo uma grande bolsa vestida à tira colo da direita para a esquerda, cuja finalidade era a de recolher doações para os necessitados. Esse costume, por influência da Igreja, viria aportar em muitas Lojas Maçônicas em França, cuja postura do titular para conduzir a Bolsa de Benemerência arremedava o costume do hospitalário eclesiástico – no lado esquerdo do corpo para os ritos que adotam esse costume, extensivo também ao recolhimento das Propostas e Informações. 

2 – A Marcha do Segundo Grau – o passo oblíquo e a sua volta ao eixo é simplesmente normal. Não existe sob qualquer hipótese esse costume de se arrastar o pé. Dá-se então o passo normal antes de se unirem os pp∴ pelos cc∴ em e∴. Aliás, mesmo na Marcha do Grau de Aprendiz, também não existe esse equivocado costume de se arrastar os pés – no Primeiro Grau os passos são dados normalmente antes de se unir a cada vez os pp∴ pelos cc∴ em e∴ 

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.943 – Florianópolis (SC) – quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

MAÇONARIAS: LIBERDADE E DOGMAS

MAÇONARIAS: LIBERDADE E DOGMAS
José Maurício Guimarães

“Onde estão os ensinamentos oficiais da Maçonaria?”

Essa singela pergunta está entre aspas porque não sou eu que faço a pergunta. Também não adoto o sistema de consultório maçônico, preenchendo o meu tempo e o dos leitores a responder perguntas. No entanto, certas perguntas são procedentes, pertinentes − e merecem ser compartilhadas mediante uma breve análise.

Temas como esse vêm sendo apresentados por vários Irmãos, perplexos diante da vasta “literatura” maçônica contida nos livros e disseminada pela internet:

“Onde estão os ensinamentos oficiais da Maçonaria?”

Em primeiro lugar, devemos considerar que não existem propriamente “ensinamentos maçônicos”; e menos ainda “ensinamentos oficiais”. A palavra “ensinamento” faz supor o efeito de ensinar, um conjunto de ideias a serem transmitidas de uma pessoa para outra como doutrinas ou lições. A Maçonaria não doutrina nem prega um conjunto de ideias, mas HABILITA seus membros a desenvolverem, por si mesmos, uma compreensão mais alta e refinada da vida. Por isso dizemos que a Maçonaria é uma Ordem iniciática e não dogmática. Noutras palavras – a Maçonaria é uma associação de indivíduos, sujeitos às mesmas regras, associação essa que fornece FERRAMENTAS para que seus associados alcancem os cânones das Artes Liberais tradicionalmente desempenhadas pelos homens livres (mormente a Lógica). Mas a utilização dessas FERRAMENTAS é ato voluntário; o maçom pode lançar-se ao trabalho, ou continuar frequentando sessões maçônicas pelo simples hábito ou diletantismo (sem falarmos, é claro, noutros interesses inconfessáveis!). O ato voluntário consiste na aplicação da inteligência sobre a matéria, visando a harmonia, a felicidade humana e as ciências sociais. Essas FERRAMENTAS estão contidas no Simbolismo do Templo, na execução PERFEITA dos Rituais e no estudo diligente das Instruções dos Graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre. O maçom que não tem conhecimento completo, amplo e perfeito domínio desse tripé – Simbolismo, Ritualística e Instruções – é um maçom inacabado, inapto para ocupar cargos em Loja ou na Potência a que pertence. Percebem a extensão do problema?

As Instruções maçônicas não são, ao contrário do que muitos pensam, uma filosofia no sentido de se investigarem a dimensão essencial e ontológica do mundo real, ou mesmo inquirirem a respeito das “verdades primeiras” e incondicionadas, tais como as relativas à natureza de Deus, da alma e do universo. Mas paralelamente ao Simbolismo do Templo, Rituais e Instruções dos Graus, os maçons são livres para desenvolverem reflexões mais aprofundadas − ou menos aprofundadas, ou até tendenciosas dos conteúdos iniciáticos. Assim há os que escrevem livros, os que proferem palestras ou apresentam artigos em revistas, periódicos, blogs e sites da internet. Mas – repito – nada disso constitui “ensinamentos da Maçonaria”, filosofia maçônica ou postura oficial da Ordem como organização estruturada sobre Potências, Lojas e Corpos Maçônicos regulares. Mas é forçoso dizer: tudo o que escapa do conteúdo e escopo do Simbolismo, Rituais e Instruções é pura opinião pessoal advinda da experiência de UM maçom singular – é um conhecimento obtido por meio das faculdade específicas de UM estudioso; serve para ele apenas, embora possa servir de referência − e apenas referência − para outros que se exercitam no autoconhecimento.

Daí a estranheza que muitos Irmãos percebem com relação a “novas teorias”, interpretações e intenções “reformistas” em circulação nos meios maçônicos reais e virtuais. Vale lembrar que a nossa prática maçônica, organizada em instituições regulares, acompanha a disposição da Constituição Federal em seu Artigo 5º, IV que garante a liberdade e manifestação do pensamento; no nosso caso, vamos além: nossa Ordem não impõe nenhuma restrição à busca da verdade. Entretanto não há espaço, numa organização séria de livres pensadores, para invencionices e excentricidades. Tais atitudes revelam apenas o desejo imprudente, a ousadia e a temeridade próprias apenas de adolescentes imberbes que tudo fazem para chamarem sobre si a atenção dos adultos; essas condutas são mais preocupantes quando afrontam a mesma Constituição Federal que, no mesmo Artigo 5º, IV impede ou proíbe o anonimato.

Filosofemos, pois este é direito e dever do ser humano; eu também cometo a ousadia de “filosofar”; mas acautelemo-nos da cátedra categoremática; e enfrentemos de mente a mente o sofisma e as intenções sub-reptícias de quem tenta se utilizar da Maçonaria para fins pessoais.

“Quem tem ouvidos, ouça. Quem tem carapuça, use-a” – já dizia o Marquês Burgrave de Nuremberg (Fürth, Baviera: 1371-1440).

segunda-feira, 4 de maio de 2020

ATRASADO SENDO APLAUDIDO

Em 09/02/2020 o Respeitável Irmão Reynaldo Passos Calaza, Loja Sylvio Cláudio, 3.798, REAA, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a questão seguinte:

RECEPÇÃO SOB APLAUSOS

Quando iniciei na Ordem em 2010 a minha Loja sempre nos pedia para ficar de pé e a Ordem quando o irmão retardatário era Mestre Instalado. Com o passar do tempo minha Loja parou de praticar este ato. Agora no final do ano, fui visitar uma Loja que fez esta pratica para um Mestre Instalado retardatário. Qual o procedimento correto?
Quando a Grão Mestre Estadual ou Geral entra em nossa loja ficamos apenas de Pé ou de Pé e a Ordem? 

CONSIDERAÇÕES:

Receber Mestre Maçom Instalado que chega "atrasado" com a Loja em pé e ainda aplaudindo o retardatário é mesmo algo inadmissível. Em síntese, atrasos não devem ocorrer, muito menos receber atrasados com atitudes de reverência. 

Devo destacar que Mestre Maçom lnstalado não é grau, porém um título honorífico dado àquele que fora um dia eleito Venerável Mestre. Concluído o seu mandato ele é um Ex-Venerável. Em deferência a ter um dia exercido esse mandato ele tem a prerrogativa de ocupar lugar no Oriente, contudo esse título não lhe dá o direito de chegar atrasado, e ainda ser recebido com aplausos. 

O que existe sim são situações formais para visitantes e autoridades, entretanto elas não se adequam àqueles de adotam o péssimo hábito de chegar após já terem sido iniciados os trabalhos.

Assim, o Regulamento Geral da Federação, Título XII, Artigo 217 e seguintes trata dos Visitantes, Do Protocolo de Recepção e do Tratamento, destacando que o Ritual por sua vez determina as conformidades, como é o caso do Ritual de Aprendiz do REAA em vigência no item 2.7 – Recepção de Autoridades e Portadores de Títulos de Recompensa. Vide também o Sistema de Orientação Ritualística in GOB RITUALÍSTICA, http://ritualistica.gob.org.br

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 03/05/2020

HISTÓRIA DA MAÇONARIA NO TRIÂNGULO MINEIRO

HISTÓRIA DA MAÇONARIA NO TRIÂNGULO MINEIRO FIXAÇÃO EM MINAS GERAIS

Em 23 de agosto do ano em curso, tive a honra de me fazer presente nas comemorações dos 120 anos da Loja Maçônica “Luz e Caridade”, de Uberlândia, em sessão com cerca de 200 irmãos presentes, conduzida pelo Venerável Mestre Jorge Luiz.

De há muito, acompanho e leio livros e artigos do maçom Antônio Pereira da Silva, iniciado em 1964, possuidor de intensa atividade maçônica. Autor de diversos livros, entre eles, a mim presenteados com sua gentil dedicatória, “As histórias de Uberlândia – Volumes 3 e 4”, “História do Carnaval de Uberlândia” e “História da Maçonaria no Triângulo Mineiro – A fixação da Maçonaria em Minas Gerais”, que dá título ao artigo deste sábado.

Usando o prefácio de Celso Machado, em uma das obras de Antônio Pereira, transcrevo: “Tem pessoas que são um verdadeiro achado. Antônio Pereira da Silva é uma delas. Compenetrado em tudo que faz, sempre disponível para atender um pedido. Antônio Pereira da Silva realiza um trabalho notável na identificação de nossas origens, de nossos hábitos, das razões que nos levam a ter esse jeito uberlndense de ser. É um historiador que vai fundo nos detalhes, nas informações, nos registros e resgatando a história em sua pesquisa”.

Como membro do Grande Oriente do Brasil, por merecimento foi alvo de todas as homenagens possíveis, inclusive sendo detentor da Ordem do Mérito D Pedro I. Fundou e integra o Grupo de Serestas Luz e Caridade, que se apresentou magistralmente na sessão de aniversário.

No livro que estamos enfocando afirma: “Provadamente a Maçonaria Mineira fixou-se no estado de Minas Gerais a partir de 1859, com a fundação da Loja “Amparo da Virtude”, em Uberaba. A cidade e a região são raízes da Ordem em Minas Gerais. Após Uberaba, cidade do Prata, com a “União e Caridade”, Araguari com “União, Força e Justiça”, Monte Alegre com “Estrela Montealegrense”, Uberlândia com “Luz e Caridade”, Ituiutaba com “Ciência e Trabalho” e Frutal com “Amor e Beneficência”, marcos originais da maçonaria no Triângulo Mineiro e por extensão, no estado de Minas Gerais.

A primeira Loja a se instalar em Minas Gerais foi “Mineiros Reunidos”, em Vila Rica, em 1822. Seu fundador foi Guido Tomaz Marlière, um oficial do exército português. Foi homem importante. Diretor-Geral dos Índios da Província das Minas Gerais, rodou pelo leste da província protegendo indígenas e combatendo o contrabando e as emboscadas. Em razão de sua atuação movimentada na área, foi responsável pelo surgimento de povoados que se transformaram em cidades, como Guidoval, Visconde do Rio Branco, Guiricema, Cataguases, São Geraldo, Muriaé, Miraí, Astolfo Dutra, Conselheiro Pena, Governador Valadares, Pocrane, Tarumirim, Resplendor, São Domingos do Prata, Mesquita, Marliéria, Jaguaruçu, Jequitinhonha, Abre Campo e outras. Duas homenageando o fundador com seus nomes: Guidoval e Marliéria.

Em Belo Horizonte, existem duas Lojas Maçônicas com seu nome, uma do Grande Oriente do Brasil, outra da Grande Loja de Minas Gerais. Essa primeira Loja, recebeu a visita do príncipe D. Pedro, pouco antes da Independência. Depois, não demorou nada, desapareceu do mapa sem deixar rastros. Como se não tivesse existido.

Só em 1859, 37 anos depois, fundou-se outra loja na província, em Uberaba. Chamou-se “Amparo da Virtude”. Foi Loja ativa no estímulo aos jovens a se alistarem para a Guerra do Paraguai e na luta pela abolição da escravatura. Andou adormecida entre 1870 e 1872, quando retornou às atividades. Conta-se que impediu a execução do enforcamento de um condenado, convencendo os comerciantes da cidade e os fazendeiros a não venderem o material necessário para a construção do patíbulo. Seus remanescentes, filiados a outras Lojas uberabenses surgidas depois, conseguiram concluir a grande obra de frei Eugênio, a Santa Casa de Misericórdia, emperrada por interesses escusos. A revolta dos fazendeiros prejudicados com a Abolição e a perseguição religiosa, com ameaças anônimas o incêndio do Templo etc. levou a tal ponto o desconforto dos maçons que eles escondiam da própria família esta sua condição. Por isso, a Loja foi encerrada em 1890. Nesses anos, entre 1859 e 1890, seus membros espalharam a maçonaria pelo Triângulo fundando várias Lojas e fixando a Ordem no território da província.

Participaram da fundação das Lojas “União e Caridade”, do Prata, em 1882; “União, Força e Justiça”, de Araguari, em 1895; “Estrela Montealegrense”, em 1896; “União Fraternal”, de Uberaba, em 1896; “Luz e Caridade”, de Uberlândia, em 1896; “Philantropia e Trabalho” de Araguari, em 1897; “Ciência e Trabalho”, de Ituiutaba, em 1897; “Pátria Universal”, de Uberaba, em 1898; “Amor e Progresso”, de Araguari, em 1906; “Estrela Uberabense”, em 1917, e possivelmente “Amor e Beneficência”, de Frutal, em 1897.

Os maçons da Loja “Luz e Caridade”, de Uberlândia, se desdobraram participando de fundação de dezenas de Lojas no Triângulo Mineiro, no Alto Paranaíba, zona de Paracatu, sudoeste goiano e até Mato Grosso.

Homenageio o intelectual historiador, com muita sensibilidade para música, inclusive compondo hinos, maçom com uma história marcante e acima de tudo, um ser humano compenetrado em tudo que faz, sempre disponível, gentil atencioso, solidário, interessado, observador e profundamente comunicativo.

Falo muito pouco da grandiosa e abrangente obra de historiador Antônio Pereira da Silva, mas para um extensão maior de conhecimento, indico o livro “História da Maçonaria no Triângulo Mineiro – A fixação da Maçonaria em Minas Gerais”, que pode ser adquirido pelo telefone (34) 3216 6835.

Fonte: https://www.banquetemaconico.com.br

domingo, 3 de maio de 2020

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu
Geoffrey nos enviou esta foto:

Uma foto tirada por mim durante o Hellfest em Clisson. Obviamente, eu tinha meus olhos aguçados e não deixei de conhecer esse irmão inglês. Esvaziamos uma cerveja juntos na fraternidade (além do decote da regularidade, por assim dizer!).

Conheço alguns que ficarão com ciúmes! ...…

Se você também estiver perto de sua casa ou em uma viagem, perceber um prédio, um objeto ou decoração maçônica ou evocar alvenaria, não hesite em nos enviar fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores de blogs. (tradução livre)

Fonte: Blog Hiram.be

FUNDAÇÃO DE UM TRIÂNGULO

Em 07/02/2020 o Respeitável Irmão Emerson Fernando Almeida, Loja Nelson Texeira Leite, 4.533, Rito Adoniramita, GOEB/GOB, Oriente de Seabra, Estado da Bahia, pergunta o que segue

TRIÂNGULO MAÇÔNICO

Gostaria de receber do Irmão orientações para fundação de um Triângulo Maçônico; assim com orientações sobre a ritualística (se é que existe) utilizada. Moro no Oriente vizinho a Seabra, Boninal, e aqui não temos do GOB. Quero ter aqui um triângulo no intuito de fundar uma Loja no RITO MODERNO.

CONSIDERAÇÕES:

Em se tratando do Grande Oriente do Brasil, um Triângulo é um núcleo maçônico provisório que só pode funcionar no máximo por um ano, sendo dissolvido pelo Grão-Mestre se não atingir o número de sete Mestres Maçons para constituir uma Loja. 

Sua administração se dá por três Mestres Maçons, sendo um Venerável Mestre, um Secretário e um Tesoureiro. Os demais, até o número de seis, serão distribuídos pelo Venerável.

Os critérios para a fundação e desenvolvimento de um Triângulo poderão ser encontrados na Constituição e Regulamento Geral da Federação do Grande Oriente do Brasil.

No tocante à ritualística dos seus trabalhos, ela não existe já que um Triângulo funciona apenas administrativamente, portanto nele não se aplica nenhuma liturgia tal como se dá em uma Loja.

Outras particularidades, no que couber, aplicam-se as disposições concernentes às Lojas.

Acredito que o Irmão deverá se dirigir à Secretaria Estadual da Guarda dos Selos do respectivo Grande Oriente Estadual para melhores informações e providências.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 02/05/2020

LUVAS NO TRAJE MAÇÔNICO E OCUPAÇÃO MOMENTÂNEA DE CARGOS

Em 06/02/2020 o Respeitável Irmão André Ricardo Ferraz Roque, Loja Barão do Rio Branco, 03, GOIPE (COMAB), REAA, Oriente de Arcoverde, Estado de Pernambuco, solicita o seguinte esclarecimento.

LUVAS E SUBSTITUIÇÃO DE CARGO

Gostaria que o nobre Irmão pudesse tirar duas dúvidas quanto à ritualística:

- As luvas, elas devem ser usadas em que sessões? Em toda reunião ritualística, seja ela econômica ou magna, ou apenas em reuniões magnas?

- Vamos supor que as Luzes ou as Dignidades por algum motivo precisem deixar a sua mesa momentaneamente durante a Sessão, é obrigatório que outro Irmão ocupe o seu lugar para que este não fique vago?

CONSIDERAÇÕES:

PÍLULAS MAÇÔNICAS

WILLIAM PRESTON

Vamos descrever abaixo parte da vida maçônica do grande Maçom William Preston, descrita por outro grande escritor Maçom Alec Mellor, da França. É interessante para nosso conhecimento, pontos de vista de escritores não ingleses, como neste caso.

Nascido em Edimburgo em 1742, William Preston foi a Londres em 1760 e foi iniciado em 1763. A sua carreira maçônica foi fecunda e brilhante. Após vários veneralatos, foi colocado na cadeira do rei Salomão pela Loja Antiquity nº 1 (atualmente nº 2), que trabalhava sem carta, já que era “de tempos imemoriais” (situação que persiste até hoje).

No dia de São João de 1777, uma delegação dessa Loja, precedida por Preston, foi à Igreja Saint-Dunstan para nela assistir ao ofício, com os Irmãos com os seus aventais, condecorações e luvas, a igreja encontrando-se a pouca distancia e a delegação só tendo uma rua para atravessar. Depois voltou à Loja.

O incidente fez com que a Grande Loja condenasse Preston, em virtude da proibição tradicional às Lojas de se mostrarem assim publicamente sem a sua autorização. Preston invocou a titulo de privilégio o fato de que a sua Loja trabalhava “desde tempos imemoriais”, opinião juridicamente insustentável, pois ela colocava a Loja na condição de Obediência autônoma.

Preston foi expulso da Maçonaria.

Seguiu-se um cisma, a Loja Antiquity nº 1 separando-se da Grande Loja e constituindo-se em um outro corpo, com o nome de Grand Lodge of England South of the River Trent (Grande Loja da Inglaterra do sul do Rio Trent) – ver Pílula Maçônica nº 56.

Em 1787, depois dos cismáticos terem dado as satisfações exigidas pela Grande Loja, esta reintegrou-os.

O nome de William Preston permanece ligado aos seus “Illustrations of Freemasonry” (Esclarecimentos sobre a Franco-Maçonaria), cuja primeira edição é de 1772. A obra teve dezessete edições, das quais doze durante a vida do autor, que morreu em 1818. Foi enterrado na catedral de São Paulo em Londres.

Os “Illustrations of Freemasonry” constituem uma coletânea de conferências eruditas e de alto valor literário para uso nas Lojas.

A Grande Loja da Inglaterra deve ainda a William Preston a fundação das famosas “Prestonian lectures”, que, não obstante algumas interrupções, permanecem atuais até hoje, conferências em geral notáveis sobre assuntos de interesse maçônico.

A coletânea é publicada pela Loja Quatuor Coronati nº 2076 de Londres.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

O SILÊNCIO MAÇÔNICO

O SILÊNCIO MAÇÔNICO
Bruno Oliveira 

Lembra-te que a disciplina do Aprendiz começa com o silêncio e termina com a meditação.

Dizia Nietzsche: O caminho a todas as grandes coisas passa pelo silêncio.

A Bíblia diz em Jó 2:13 “E ficaram sentados com ele na terra sete dias e sete noites; e nenhum deles lhe dizia palavra alguma, pois viam que a dor era muito grande.”

Em silêncio podemos mostrar respeito a Deus. A Bíblia diz em Salmos 46:10 “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.”

O silêncio é parte da reverência. A Bíblia diz em Habacuque 2:20 “Mas o Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra; cale-se diante dele toda a terra.”

sábado, 2 de maio de 2020

PADRINHO - PAI E FILHO. INDICANTE E INDICADO NA MAÇONARIA

Em 05/02/2020 o Respeitável Irmão Pedro Reco Sobrinho, Loja Estrela de Manguinhos, 4.340, Rito Brasileiro, GOB-ES, Oriente de Oriente da Serra, Estado do Espírito Santo, solicita o seguinte esclarecimento:

PADRINHO

Acompanho seus trabalhos e o parabenizo pela dedicação a nossa Ordem.

Esta pergunta sempre é feita por muitos irmãos e sempre sugiro a solicitar outro irmão para apresentar o candidato, gostaria do esclarecimento do Eminente irmão acerca do assunto: pode o pai biológico ser o padrinho do filho candidato a ingressar na Ordem?

CONSIDERAÇÕES:

O "padrinho", em Maçonaria, é o Mestre Maçom que indica um candidato que irá passar pelo processo de Iniciação da Ordem. Por extensão ele é, no sentido figurado, o protetor, ou o patrono daquele que, sob a sua indicação, poderá pertencer aos quadros da Maçonaria. 

Contudo, cabe mencionar que o padrinho em Maçonaria não deve ser confundido como uma espécie de guru do iniciado, mas sim de um guia, ou um conselheiro que atuará auxiliando na formação maçônica do seu indicado.

No que diz respeito ao apresentante (padrinho) ser literalmente o genitor do candidato (unido por laços de sangue), no meu entender não há nada que impeça, desde que esse pai seja um maçom no exercício da sua plenitude maçônica na sua Loja, isto é, um Mestre Maçom regular. 

Inadequadamente, sobretudo na Maçonaria latina, criou-se em algumas Lojas o estigma de que o apresentante não deva ser o pai (de sangue) do apresentado, fato que não faz nenhum sentido pelas seguintes razões: a primeira é de que o Venerável Mestre somente revelara à Loja o nome do padrinho após ter corrido o Escrutínio Secreto. A segunda é que a simples apresentação não representa ingresso imediato do proposto, já que ele terá que passar antes por todo o processo pertinente à legislação que impera na respectiva Obediência Maçônica. Se houver algum óbice na legislação que impeça esse procedimento, certamente o Guarda da Lei, ou o representante do Ministério Público, não concluirá pelo andamento do processo, embora seja de obrigação qualquer Mestre Maçom conhecer os regulamentos da sua Obediência.

Em assim sendo, me parece que geralmente nas Obediências não existem óbices que impeçam um maçom regular, sendo o pai (genitor), apresente seu filho como candidato à Iniciação. De tudo, o que vale é a responsabilidade de quem apresenta e a qualidade de quem é proposto, destacando que futuramente o iniciado virá fazer parte da família maçônica. Nesse sentido, independentemente de ter ou não o apresentante ligações de sangue com o apresentado, a sua responsabilidade como padrinho é inquestionavelmente ética e moral perante à Maçonaria.

Essas são as minhas considerações.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 01/05/2020

AVENTAIS

   

SOBRE A ORATÓRIA

SOBRE A ORATÓRIA
Ir∴ Humberto Siqueira Cardeal

A oratória bem-sucedida pressupõe quatro condições: 
  • dizer o que deve ser dito; 
  • falar durante o tempo necessário; 
  • adequar a fala à audiência; 
  • falar no momento oportuno. 
O que é necessário dizer, deve ser útil a quem fala e a quem ouve; a duração da fala não deve ser maior nem menor que o suficiente: quanto às pessoas a quem o orador se dirige, é necessário adequar o discurso à idade dos ouvintes, tendo em conta a circunstância de estar falando a anciãos ou jovens; quanto à oportunidade, é necessário falar no momento oportuno, nem antes, nem depois; se assim não for, o orador será mal-sucedido e não estará falando acertadamente.

Fonte: http://jamilkauss24.blogspot.com

sexta-feira, 1 de maio de 2020

EM PÉ OU SENTADO

EM PÉ OU SENTADO
(republicação)

Em 01.08.2015 o Respeitável Irmão Rogério Coelho, atual Secretário da Loja Luz da Acácia, 2.586, sem declinar o nome do Rito, GOB-SC, Oriente de Jaraguá do Sul, Estado de Santa Catarina, solicita os seguintes esclarecimentos: 
\rogerio@orbhes.com.br 

Alguns Irmãos questionam a posição que o Orador deve falar em Loja, em alguns momentos. Pergunto: Ele deve cumprimentar os visitantes de pé? Ele deve fazer as considerações finais de pé ou sentado? Ele deve falar sempre sentado? 

CONSIDERAÇÕES:

O Orador como uma das Dignidades da Loja que ocupa lugar no Oriente fala sempre sentado, salvo nas oportunidades que o ritual porventura possa prever o contrário. Respondendo diretamente a vossa pergunta, o Orador deve saudar os visitantes permanecendo sentado, bem como assim procede ao tecer as suas considerações finais.

É oportuno salientar que além do Venerável como primeira Luz da Loja e do Orador, a outra Dignidade que ocupa lugar no Oriente é o Secretário que da mesma forma permanece sentado na prática do seu ofício.

Cabe aqui um esclarecimento – o GOB, infelizmente ainda considera também os cargos de Chanceler e de Tesoureiro como Dignidades da Loja num flagrante equívoco que confunde cargos eletivos com Dignidades.

Nesse sentido, mesmo ambos sendo confundidos com Dignidades, eles falam sempre em pé, já que ocupam lugar no Ocidente.

Aliás, no Ocidente somente falam sentados os Vigilantes que, além se completarem as Luzes da Loja são também as outras duas das cinco verdadeiras Dignidades da Loja (Venerável, Vigilantes, Orador e Secretário). 

T.F.A. 
PEDRO JUK – - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.941 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 25 de janeiro de 2016